

Ação incentiva uso de plantas medicinais
Prática milenar foi deixada de lado para a utilização de remédios industrializados
Vale do Taquari
Helena Warken Weinzenmann, 59, cultiva a terra faz cerca de 20 anos. Proprietária de uma agroecologia em Forqueta, Arroio do Meio, a cada dia ela aprende mais sobre os benefícios das plantas à saúde.
Leitora voraz, apoia iniciativas de divulgação deste tipo de saber, como uma cartilha lançada nesta semana pelo Governo do Estado. Chamado de Diário do Autocuidado, o documento ensina a população sobre o uso de remédios naturais, que podem ser colhidos na horta de casa. Dez mil exemplares foram publicados e estão sendo distribuídos pelo RS.
A farmacêutica Sílvia Czermainski coordena a Política Intersetorial de Plantas Medicinais e Fitoterápicos da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e foi uma das responsáveis por pesquisar as dez plantas citadas no diário.
Helena não faz pesquisas científicas, mas tem uma saúde invejável. Por meio do próprio corpo, sabe o quanto as plantas medicinais lhe fazem bem. O segredo, segundo ela, não está no uso para curar a dor, mas para preveni-la. Ostemperossãoosmaioresaliados nessa empreitada. Em um espaço

da propriedade de dois hectares, a agricultora colhe salsa, manjericão, sálvia, tomilho, cebola, alho, capuchinho, manjerona, alecrim, alcachofra, aspargos, entre outros.
Cada uma dá um sabor específico e um cheiro inigualável à comida. “É algo natural, não tem químicos, são saborosos e ainda fazem muito bem à saúde.” No terreno, ela ainda cultiva diversas frutas e chás, como cavalinha, menta, poejo, babosa e pulmoná-
ria. Algumas usadas para tratar dores de estômago, de cabeça ou como diuréticos e cicatrizantes.
Da dor de estômago ao câncer
Para a representante da SES, essa biodiversidade pode ser um propulsor para o sucesso da política fitoterápica. “O uso de plantas para a curadedoençaséumadaspráticas mais antigas do ser humano.”
Ela garante que as chamadas práticas integrativas não servem só como assistência à saúde, mas têm eficácia comprovada até na oncologia.
Do interior ao apartamento
Em tempos de construções verticais, Helena dá a dica para os moradores de apartamentos. “É só plantar em vasos ou numas caixinhas. O que elas precisam
é de luz e água”, ensina. Assim como a cartilha do Estado, há outras inúmeras fontes de pesquisa. “O povo não procura saber. Prefere ficar em seu quadrado. Mas a gente tem que procurar. Informação não falta.”
Dicas de chás
Marcela
Indicação: digestivo, antidiarreico, para cólicas e diminuir a pressão
Forma de uso: chá com de 1,5 colher de sobremesa em 300 mililitros de água, três vezes ao dia
Capim-cidró – capim-cidreira, capim-limão e capim-santo
Indicação: cólicas, sedativo leve, digestivo, calmante, para tosse, antifebril e diminui a pressão
Forma de uso: chá com 1,5 colher de sobremesa para 150 mililitros de água, três vezes ao dia
Cuidados: pode potencializar efeito de medicamentos sedativos. Evitar uso em casos de pressão baixa
Fonte:DiáriodoAutocuidado

Helena usa plantas para prevenir doenças. Temperos naturais também fazem parte da alimentação
ANDERSON LOPES
ALeidoAmor
21h10min
Resumo das novelas

Pedrosaidacadeia
Tião tenta manipular Letícia. Conrado avisa Pedro para se manter afastado de Tião. Tião descobre que Magnólia cuidará de Fausto em casa. Jéssica difama Salete para Amaro. Ciro se apavora com a chegada da polícia à tecelagem. Gledson pede para Mileide se afastar de Augusto. Leila incentiva Vitória a deixar Ciro. O delegado informa a Olavo e Helô que Pedro será solto. Tião exige que Isabela esteja na equipe que servirá o bufê na festa de aniversário de Letícia. Keila fica furiosa com o que Amaro conta sobre Salete. Venturini e Nacib são cercados por jornalistas. Tião afirma que não deixará Helô se afastar dele. Pedro sai da cadeia.
HajaCoração
19h25min

Tancinhadesabacom revelação,masdecide secasarcomBeto
Quarta-feira –Giovannificainconformadocom a armação de Bruna. Vitória não aceita o casamento de Felipe e Shirlei. Tancinha afirma a Beto que só ficará com ele por três meses. Apolo diz a Nair que não quer se afastar de Tamara. Lucrécia e Fedora vão à feira livre ver Agilson e Leozinho. Brun ameaça Giovanni. Em casa, Tancinha não fala com Beto. Dulce visita Bia, que fica amedrontada. Henrique consola Beto. Rodrigo oferece um jantar para Guido. Safira dispensa Ariovaldo e coloca Teodora em seu lugar. Rodrigo convida Francesca para jantar. Marieta flagra Agilson com Lucrécia e Leozinho com Fedora.



Malhação

Rômulopensaemdar umaaliançaparaNanda
Quarta-feira – Irene recrimina Joana para os filhos e se surpreende com o comportamento de Giovane. Joana decide escrever uma carta para a avó. Nanda aconselha Belloto a ser mais sério com Jéssica. Lucas é gentil com
SolNascente
Luiza. Martinha se coloca entre
Juliana e Jabá. Rômulo pensa em dar uma aliança para Nanda. Lucas faz um grafite no muro e Ana teme a reação de Corrêa. Caio convida Tânia para sair. Gabriel procura Joana.

Quarta-feira – César se faz de vítima e deixa Mario irritado. Alice e Mario decidem morar juntos. Tiago devolve o dinheiro emprestado para Yumi. Vittorio conta para Milena por que Loretta foi embora. Carol finge passar mal e pede para Elisa chamar Mario. César fala com um grande fornecedor de produtos e pesca artesanal e impressiona Alice. Carol implora para Mario ficar com ela. Geppina flagra Gaetano olhando para outras mulheres e arma um escândalo. Lenita consola Milena. Carol ameaça sumir com o filho de Mario se Alice não se afastar dele.

LOTERIAS
31/10/2016 Segunda-feira

Lotofácil Concurso nº 1430 0103040507 0809131516 2021222325


Palavras Cruzadas
Relação de temas ou de tarefas a serem abordados em uma reunião
Sigmund Freud Sorteio de festas beneficentes (pl.)
"É melhor (?) que receber" (dito) Edgar Degas, pintor francês
Dito engraçado do comediante
(?)-se: livrar-se
Ivete Sangalo, cantor
Produto vendido em resmas
Apelido do lutador de MMA
Delson Heleno
Cheio de (?): pretensioso
Protuberância nas costas do camelo
Delatar; denunciar (gíria) Vanguarda
A parte anterior do navio
Tipo de açúcar cristalizado

O dia pega embalo depois do meio-dia, com o ingresso da Lua em Sagitário abrindo passagem para percepções mais amplas e comunicações mais diretas. Assuntos envolvendo estudos e o estrangeiro são favorecidos. Númerodasorte:187
Que não se manifestam (fem.)
Substituta moderna da pena de escrever
Coronel (abrev.)
Libido dos animais
Corrente que prende o navio à âncora
Ordem Bancária (abrev.)
Personagem principal das Cavalhadas (Folcl.) Órgão de rodovias Impedir (algo)
Itens do inventário (jur.) Acordo
Costa (?), país Descrente em Deus




aproveitar o tempo para róprias necessidades. O ceda nos esforços. Númerodasorte::609
Com o fogo da Lua em Sagitário, o aguaceiro emocional dos últimos dias vai esquentando, o que pode lhe dar uma animada. Dá para soltar um pouco Númerodasorte: 542
21/08 a 20/09
Corante usado por confeiteiros de peixe
Cirurgia de retirada da mama
"Flor de (?)", sucesso de Djavan
Curar (doença)
Tecla de micros
Cruel; perversa Literatura (abrev.)

Capela campestre (pop.) Acreditar
Pilha, em francês (?) Smith, filósofo e economista escocês
Situação que irrita o indivíduo pontual
Arte, em latim Fluido de pneus



Númerodasorte:227
para sair um poupelas circunstâncias. rabalhe e interaja.
3/ars — tas. 4/adam — pilé. 5/acará. 6/armada. rdem10/o do dia — pé de chumbo.




A questão são os outros: amigos, parceiros de equipe e quem quer que lhe acompanhe neste dia. O que está em pauta é a colaboração. Pode haver conflitos de valores, seja sobre ideologia, seja sobre dinheiro. Número da sorte:
21/02 a 20/03
Foco na carreira: o que você projeta para este ciclo que está apenas começando? Visualize este cenário, até para antever os próximos movimentos. E projete-se também, mostre como é capaz de conduzir as mudanças. Número dasorte:852
Top da Semana

A Biblioteca do Sesc, de Lajeado, divulga o livro que foi Top da Semana. Mais informações sobre o espaço podem ser obtidas junto ao Sesc Lajeado (rua Silva Jardim, 135) ou pelo 3714-2266. No RS, o Sesc está presente nos 497 municípios com atividades sistemáticas em áreas como saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Dessa forma, desempenha o papel social assim como o Senac/ RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho.
O Vilarejo
por Raphael Montes
Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar,
e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.
Páginas: 88


Peixes


Participe deste espaço mandando e-mail: leitor@jornalahora.inf.br
Lembro bem daquela sexta-feira à tarde. Era em torno de 15h quando recebi o telefonema do meu irmão. O mundo parou por alguns segundos. Sim, isso é possível. Até os sons ao redor voltarem a fazer sentido novamente, me vi parada na calçada, com o celular na mão, tentando imaginar como seria dali para frente, sem aquele com quem eu vivia desde que nasci. Confesso que vivi os rituais meio que em transe, observando seu semblante, querendo registrar seu rosto, com medo de esquecê-lo. Mal sabia eu que a vida não deixa a gente se esquecer de quem a gente ama. As pessoas dizem que passa, que o tempo cura e faz bem. Sim, ele até colabora, mas o fato é que a gente lembra da pessoa quase sempre. E fica cogitando como seria se ela estivesse aqui. O que ela faria, como reagiria, o que diria.
Não gosto muito de frequentar aquele lado da cidade. Não gosto muito de subir a tal Travessa da Paz. Não gosto muito de caminhar nos corredores estreitos para encontrar seu rosto. Mas é preciso. Eu preciso ir até ele,
O Dia de Finados
levar uma flor, limpar sua nova morada, me sentar no mármore, que parece ser sempre frio, e olhar novamente para seu rosto, numa das últimas fotos que tirou. Não, eu não o esqueci. E, muitas vezes, é esse rosto que aparece quando fecho os olhos, com um sorriso meio tímido, com a boca e o olhar.
O que aprendi, há quase sete anos, com a morte repentina do meu pai? A valorizar cada momento com quem eu amo e com o que eu amo fazer.
Aprendi a viver todos os dias, como se fossem o último, pois algum dia, literalmente, será.
Aprendi a não mais criticar minha família, pois, graças a ela, sou o que sou.
Aprendi, aliás, que a família é o bem mais precioso que tenho.
Mas, principalmente, aprendi que a gente não precisa ter vergonha de chorar por sentir saudades de alguém.
A morte de alguém não é algo banal. É algo sério e forte, que nos desestrutura, mas nos dá uma outra estrutura, com chance de valorizar ainda mais a vida.
Enfim, o Dia de Finados é uma data no calendário, mas o
Graziela C. Ely
PsicólogaCRP 07/13718 psicologagrazielaely@gmail.com

finado mesmo, de certa forma, está conosco todos os dias.
Que possamos agradecer o fato de termos tido a honra de conhecê-lo e com ele ter convivido.
Assim, levem uma flor, mas, acima de tudo, levem amor, levem seu reconhecimento e sua gratidão.
Dedico este artigo ao meu pai, Ademar Ely, a quem sou extremamente grata, que não chegou a ler os meus textos, mas me incentivou para que eles acontecessem.
Aos meus tios Clarissa Ely, Jorge Colling e Rudi Dick, que também foram cedo demais. Aos meus avós, que conheci pouco, mas deixaram seu legado.
Aos meus amigos que se foram, mas deixaram boas histórias para contar.
O local do confortável esquecimento coletivo
Trabalho dentro de museus faz quase 20 anos. Comecei a mexer com acervos históricos em 1997, quando fui chamado para organizar o Museu Itinerante da Companhia Carris de Porto Alegre.
E foi nessa época que notei que esses espaços não eram só locais de preservação da memória. Muito antes pelo contrário. Museus também são lugares destinados ao esquecimento coletivo.
Esse sentimento perverso sempre me perseguiu. Foi no Museu Itinerante da Companhia Carris de Porto Alegre que essa sensação se materializou pela primeira vez. A Carris é a empresa de ônibus mais antiga do RS e foi ela a operadora dos bondes de Porto Alegre
por quase cem anos. Certa vez, pesquisando dentro do Arquivo Público, achei centenas de documentos e processos judiciais sobre os acidentes causados pelos bondes e de suas vítimas. Imediatamente fui chamado à direção da empresa, que – veladamente – me proibiu de produzir qualquer texto a respeito.
O mesmo aconteceu quando fui trabalhar na organização do Museu da Loucura, do Hospício São Pedro. Revirando seus arquivos, achei documentos e livros que descreviam os procedimentos clínicos usados pelos médicos da instituição nos pacientes dementes. Mais uma vez, fui chamado pela chefia. E, mais uma vez, fui censurado. Hoje aprendi. Nem tudo deve ser exposto. É por isso que não se mostra
João Timótheo
Esmerio Machado Professor e pesquisador histórico jtimotheo@yahoo.com.br

ao público leigo os acervos da escravidão ou do nazismo no Vale do Taquari. E essas coleções existem. Eu as vi. Como também existe a vergonha histórica de algumas famílias tradicionais de Lajeado, que enriqueceram vendendo negros ou por que seus membros sujaram as mãos espancando, estuprando e matando populações civis inocentes, durante a Segunda Guerra Mundial. Não se iludam. A vida é mesmo uma merda.