ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quinta-feira, 23 de julho de 2026 | Nº 4142 | R$ 5,00 (dia
Sistema falha e Vale revive trauma

Após imprecisão nos avisos por parte da Defesa Civil estadual, região encara rápida elevação do Rio Taquari. Situação testa resposta dos municípios e deixa mais de 330 famílias desabrigadas. Em Lajeado, nível ultrapassou 24 metros
PÁGINAS | 5, 6 e 7




Polícia apura motivação
passional em homicídio

OPINIÃO
RODRIGO MARTINI
Explicação da Defesa Civil é para lá de preocupante
Serviço contratado pelo Estado “subestimou” a magnitude das chuvas e elevações dos rios e arroios da região, conforme avaliação do chefe da Casa Militar, Luciano Boeira.

Falha no teste decisivo
Ogoverno estadual investiu em estrutura, ampliou equipes, comprou equipamentos, qualificou protocolos e passou a comunicar alertas com mais frequência depois das tragédias de 2023 e 2024.
Esse avanço precisa ser reconhecido. Mas, no momento decisivo desta semana, quando o Vale do Taquari dependia de uma previsão firme para retirar famílias com tempo, o sistema falhou.
A Defesa Civil Estadual informou, na tarde de terça-feira, que não havia perspectiva de inundação na região. Durante a madrugada, o cenário mudou. O alerta chegou quando municípios já precisavam agir às pressas.
“Ficou evidente que o investimento, maquinário e comunicação permanente perdem força quando o alerta falha na hora derradeira.”
Mesmo com a explicação técnica, a chuva nas cabeceiras superou o previsto, e os modelos hidrológicos subestimaram a resposta da bacia. Ainda assim, uma região traumatizada por mortes, destruição e perdas sucessivas exige margem de segurança maior. Diante da incerteza, o alerta preventivo precisa chegar antes da água.
As equipes municipais não cobram precisão absoluta. Cobram tempo. Tempo para tirar idosos, levantar móveis, recolher documentos, deslocar animais, organizar a logística e os abrigos. Quando a previsão erra no limite, o prejuízo deixa de ser apenas técnico. Ele entra nas casas.
Como resultado, essa enchente de pequeno porte serviu como o primeiro teste de verdade. Não das simulações feitas para corrigir falhas. Ficou evidente que o investimento, maquinário e comunicação permanente perdem força quando o alerta falha na hora derradeira.

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traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“Sou realista. Minha filosofia de vida é a humildade”
PauloSérgioKoefender, 75 anos, é autor de dois livroseorgulha-sedeser vendedorviajante.Garante quejáconquistoutudo quequeriaemtermos materiaisedizquevive muitobem.Temumafilha, doisfilhos,cinconetose um bisneto. Ficou viúvo duasvezeseseparado maisquatrovezes,masaos 75anosquerencontrar umacompanheira.Eainda tem um sonho: casar-se novamente
Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
Como o senhor se define?
Sou realista. Minha filosofia de vida é a humildade. Eu tenho ideias e estrada...
Qual a sua profissão?
Sou vendedor viajante. Visito meus clientes pessoalmente.
O senhor pensa em se aposentar?
Não, porque eu adoro meu trabalho. Gosto de atividade, gosto de viajar.
Como surgiu a ideia de escrever crônicas?
Eu sempre fui leitor de jornal. Há 40 anos, tinha a assinatura da Zero Hora e da revista Seleções. Perdi minha coleção na enchente, mas uma vez li na Seleções a seguinte frase: “As coisas sem as quais não podemos passar, não as possuímos, elas que nos possuem.”
Naquela época, a Zero Hora tinha o espaço do leitor. Eu mandei um

pequeno texto. E foi publicado, inclusive com uma ilustração. Aquilo mexeu comigo, fiquei orgulhoso. E despertou a vontade de escrever.
Como o senhor enviava o material para ser publicado?
Naquela época, escrevia à mão e mandava pelo correio. Lá, eles recebiam e tinham que digitar. De cada cinco que eu mandava, quatro eram publicadas. Foram publicados cerca de 80 textos. Depois disso, comecei a publicar no jornal local – o A Hora ainda não existia. No fim história, acabei escrevendo dois livros.
Quais foram os livros que você escreveu?
Escrevi dois livros de crônicas, editados pela Univates – A felicidade perto de nós e Setenta crônicas sobre amor, paixão e sexo, este sobre comportamento.
Como foi a distribuição?
Foram impressos mais de 3 mil exemplares. De porta em porta, de cidade em cidade, de praia em praia, vendi mais de 2,4 mil livros, doei cerca de 300 e perdi 400 na enchente de 2024. Mas eu não escrevi para vender livros, escrevi porque eu gosto.
Qual foi o período mais difícil na sua vida?
Em 2012, eu tive câncer e achei que fosse morrer. Mas fiz cirurgia, tratamentos e me recuperei. Porém, logo depois, a minha companheira, que eu amava muito, teve câncer e faleceu. Eu tinha 62 anos e ela, 57. Cuidei dela até o último minuto.
Qual o seu sonho?
Eu me sinto muito só. Gostaria de conhecer uma companheira, culta, que goste de cinema e de passear, para caminhar junto comigo.

CONSEQUÊNCIA DAS CHEIAS
Rodovias estaduais apresentam bloqueios
totais ou parciais no Vale

ESTADO
Há trechos interrompidos na ERS-129, ERS-130 e ERS-433, além de pontos em estrada que liga a Serra Gaúcha a região
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre sábado e ontem provocaram bloqueios totais e parciais em rodovias do Estado. De acordo com informações disponibilizadas ontem, 18 rodovias estão com
bloqueios totais ou parciais em virtude de alagamentos ou obras, inclusive em trechos localizados no Vale do Taquari e em cidades situadas dentro da Bacia Hidrográfica do Taquari-Antas.
Na ERS-129, há bloqueios em trechos localizados nos municípios de Bom Retiro do Sul e Colinas, sendo este o principal acesso à área central do município. Já na ERS-433, o trânsito segue totalmente interrompido no desvio da ponte sobre o Arroio Jacaré, no quilômetro 8, em Relvado.
Há, ainda, interrupções no quilômetro 36 da ERS-130, no interior do município de Venâncio Aires, e também na ERS-431, em Bento Gonçalves, rodovia que liga o município serrano ao Vale do Taquari.
As ocorrências integram o levantamento atualizado pelos órgãos estaduais, que monitora as condições das rodovias afetadas pelas chuvas em todo o Rio

Expectativa é que trechos bloqueados sejam liberados hoje
Mapa interativo
Grande do Sul. Para garantir a segurança, a orientação das autoridades é de que os motoristas redobrem a atenção, respeitem a sinalização e os bloqueios e não trafeguem em locais alagados.
O mapa que mostra os bloqueios e alterações no tráfego das rodovias é atualizado pelos órgãos do Estado. Também é possível conferir a situação de rodovias estaduais, concedidas e federais. É possível acompanhar no endereço https:// prepara.rs.gov.br/elnino todos os alertas e avisos vigentes da Defesa Civil, além das publicações relacionadas a eventos adversos, além de serviços de utilidade pública.

AVANÇO OU RETROCESSO?
Serviço contratado pelo Estado subestimou a enchente no Vale

A informação levada a público pelo próprio coordenador da Defesa Civil Estadual é pra lá de preocupante. De acordo com Luciano Boeira, o Chefe da Casa Militar do governo do estado, a modelagem disponibilizada por uma empresa terceirizada “subestimou” a magnitude das chuvas e das elevações de rios e arroios no Vale do Taquari. Não por menos, os moradores e agentes públicos foram dormir tranquilos na terçafeira com a informação de que não haveria risco de enchente em nossa região. Mas, poucas horas depois, durante o início da madrugada de quarta-feira, o panorama mudou drasticamente e a correria se instaurou nos municípios mais suscetíveis às inundações.
Por sorte, a enchente não chegou próxima aos eventos trágicos de 2023 e 2024 e não há registros de danos maiores ou resgates com riscos à integridade ou à vida de quem vive de forma mais vulnerável. Mas, fica o registro dessa grave e recorrente falha nos sistemas de monitoramento, alerta e prevenção disponibilizados pelo Estado. Tudo poderia ter sido feito com muita mais calma e assertividade. E o principal: sem alimentar descrédito junto à população. Fato é que a imprensa, os políticos, os eleitores e as associações e entidades representativas dos setores público e privado precisam cobrar melhores respostas do Estado. Não podemos mais contar com sorte!
PONTE NO FORQUETA

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
GOVERNABILIDADE
Além da Seob, o PL já pediu a Secretaria de Serviços Urbanos
Na semana passada, o Partido Liberal (PL) de Lajeado solicitou à prefeita Gláucia Schumacher (PP), por meio do vereador e presidente da câmara Neco dos Santos (PL), o comando da Secretaria de Obras (Seob). Por ora, a chefe do Executivo não se manifestou e a tendência, hoje, é não aceitar o pedido. Se isso ocorrer, será a segunda negativa dela ao partido que tanto lhe auxiliou na campanha e hoje já comanda as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. Isso porque o PL também solicitou o comando da Secretaria de Serviços Urbanos, logo após o afastamento da ex-secretária Elisete Mayer, investigada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lamaçal. À época, Neco dos Santos colocou o nome dele e, também, de outros vereadores e agentes do PL à disposição para assumir a referida pasta. E Gláucia não aceitou, reforço.
Todos precisam ajudar Travesseiro e Marques de Souza
A única travessia entre Marques de Souza e Travesseiro que funcionou nessa quarta-feira foi a singela pinguela construída pela comunidade. Com a elevação do leito do Rio Forqueta em função das chuvas, a “passagem molhada” – ou a popular “estiva” – ficou
parcialmente submersa e, com isso, veículos leves e pesados precisaram – e provavelmente ainda precisarão hoje e amanhã –buscar alternativas viárias para se deslocarem entre os municípios. Enquanto isso, a obra de reconstrução da ponte entre os muni-
cípios, prometida pela governo federal faz dois anos, segue em ritmo lento. Diante disso, resta claro que todas as entidades do Vale precisam ajudar as duas cidades a pressionar a empresa para que se cumpra o prazo à conclusão. Em tempo, o prazo é outubro.
- Em Estrela, os dois únicos vereadores de oposição, Volnei Zancanaro (PP) e Eder Follmann (PP), têm alguns passos, ações e pronunciamentos muito bem observados por agentes simpáticos ao governo. No plenário e, também, nas redes sociais. E as razões eu deixo para o leitor analisar…
- Já em Lajeado, há quem diga que o governo enfrentará mais resistência na própria base do que junto à oposição para aprovar o financiamento de R$ 100 milhões para as obras estruturantes.
- Ontem, em meio ao caos gerado por mais uma enchente no Vale do Taquari, representantes da Amvat, Amat, Granpal, Asmurc e Coalizão RS assinavam um Termo de Cooperação Técnica para enfrentar situações de calamidade. O evento ocorreu no Instituto Caldeira, em Porto Alegre.
- Mais de 50 estrangeiros de diferentes países estavam entre as centenas de desabrigados no Parque do Imigrante, em Lajeado. E aqui cabe uma reflexão. Afinal, por que estamos permitindo que essas pessoas, que já sofrem por estarem longe de suas famílias, continuem ocupando áreas alagáveis.


de todas as quintas-feiras andou pelas
em períodos de chuvas intensas, claro!

ENCHENTE NO VALE
Sem alerta, resposta atrasa

Defesa Civil Estadual confirma inundação durante a madrugada de ontem, após descartar possibilidade horas antes. Imprecisão atrapalha velocidade de socorro dos municípios. Mais de 330 famílias em nove cidades precisaram sair de casa. Nível do Taquari passou dos 24 metros em Lajeado na noite de ontem. Tendência é de redução ao longo do dia
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br



“Como a previsão era de não ter enchente, até a tarde de ontem não nos programamos. Não arrumamos nada. Estávamos tranquilos. Então, na madrugada, foi dado o alerta e tivemos de sair às pressas”. As palavras da moradora da localidade de São Miguel, em Cruzeiro do Sul, Cristiane dos Santos, 47, recontam o período entre as 16h de terça-feira e 4h de ontem.
O ponto inicial deste recorte vai da transmissão da Defesa Civil de que não havia previsão de cheia do Rio Taquari até o alerta de que o nível atingiria a cota de inundação. Foi assim que Cristiane, a irmã e a sobrinha, foram acordadas e precisaram sair apenas com a roupa do corpo. Na terça-feira à tarde, a família ainda não havia recebido orientação para retirada. Durante a madrugada, veio a ligação.
Era preciso sair antes que a estrada fechasse e a comunidade ficasse isolada. “Se tivesse esperado mais dez minutos, não tinha como passar. Teria trancado a estrada”. Na casa ficaram móveis, eletrodomésticos, documentos, pertences e os cachorros da família. A esperança era de que o Rio Taquari não alcance a cota de 26 metros. Nesse nível, segundo Cristiane, a água entraria na residência.
A situação em Cruzeiro do Sul resume o problema enfrentado por municípios do Vale do Taquari diante das informações da Defesa Civil Estadual na tarde de terçafeira. O cenário mudou durante a madrugada e o risco de enchente foi confirmado.
Em Lajeado, moradores receberam alerta pelo sistema de mensagens em celulares quando o Rio Taquari já havia alcançado a cota de inundação. Até o fechamento desta edição, o nível do Rio Taquari chegou a 24,38 metros, com mais de 330 famílias em nove cidades que precisaram sair das casas.
“Não pode errar tanto”
O prefeito de Cruzeiro do Sul, Cesar Leandro Marmitt, critica a imprecisão do Estado. Conforme ele, a equipe municipal começou a fazer os contatos para organizar o plano de socorro. “O que tínhamos de informação é que chegaria a 19 metros. Depois, foi para 22 metros”, afirma e complementa: “entendemos que é previsão, mas vou ser bem sincero, não pode errar tanto.”
Segundo o prefeito, Cruzeiro do Sul tem plano de contingência e monitora o rio com réguas físicas, além de acompanhar a situação em Encantado. Ainda assim, a falta de antecedência comprometeu a operação. “Se vai chegar, precisamos saber antes. As equipes estariam preparadas. Essa dificuldade de informação para atuar de maneira exata nos deixa apreensivos.”
A cobrança também tem um componente emocional. “As pessoas passaram por um trauma muito grande em 2023 e 2024. Quando se tem uma previsão mais de acordo, passa mais tranquilidade. Mas, quando a informação vem desse jeito, não conseguimos. Essa é nossa angústia.”

CESAR LEANDRO
MARMITT
PREFEITO DE CRUZEIRO DO SUL
O que tínhamos de informação é que chegaria a 19 metros. Depois, foi para 22 metros. Entendemos que é previsão, mas vou ser bem sincero, não pode errar tanto.”
Estado admite subestimativa
O coordenador estadual da Defesa Civil, tenentecoronel Boeira, admite que os modelos hidrológicos usados para acompanhar a cheia subestimaram a resposta do Rio Taquari. Segundo ele, a resposta nas nascentes e cabeceiras dos rios Carreiro e das Antas ficou acima do previsto.
“Trabalhamos com limiares de até 150 milímetros de chuva, mas o observado foi de cerca de 200 milímetros. Choveu mais do que o esperado.”
Além do volume de chuva, a resposta da bacia foi mais rápida do que a estimada. “Nossos modelos hidrológicos referentes às respostas subestimaram as respostas que estão acontecendo agora”, reconhece. Conforme Boeira, a Defesa Civil Estadual acompanhava o sistema meteorológico havia cerca de dez dias e fez cinco atualizações do aviso hidrometeorológico.
A área de atenção foi ampliada para Passo Fundo e Marau na última atualização, onde estão as nascentes que influenciam no Rio Taquari. Na manhã de ontem, a Defesa Civil emitiu alertas pelo sistema Defesa Civil Alerta para municípios como Santa Tereza, Encantado, Lajeado e Estrela.
A estimativa inicial era de que o Rio Taquari atingisse a cota de 23 metros, mas novas projeções indicavam possibilidade de 24,5 metros. Em Lajeado, a Defesa Civil Municipal passou a trabalhar com cota de 25 metros ainda no início da tarde.

Consequência nos
O avanço do Rio Taquari colocou à prova a estrutura de resposta dos municípios. Além da retirada de famílias e da montagem de abrigos, prefeitos e coordenadores das Defesas Civis municipais reforçam o desafio enfrentado em consequência das divergências nas informações hidrometeorológicas repassadas pelo Estado. Na prática, a demora das projeções reduziu o tempo disponível para a mobilização das equipes. Assim como em Cruzeiro do Sul, outros municípios acionaram o Plano durante a madrugada, em
um cenário em que as gestões cumpriram o papel mesmo diante da necessidade de decisões com informações ainda incompletas. O coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Marcelo Maya, detalha os impactos na atuação das equipes. “O alerta acionado na madrugada dificultou, sem antecedência, a operação. É mais difícil mobilizar as pessoas, organizar caminhões e contatar as pessoas”, diz. Demorou uma manhã para que as ações fossem alinhadas. “Até 12h, foi tudo na emergência.”

TENENTE-


municípios
O prefeito de Taquari, André Brito, reforça que a indefinição nas projeções dificultou o planejamento da operação. “Um dia antes a informação era de que não haveria uma cheia, mesmo existindo indicativos externos. Depois, durante a madrugada, o cenário mudou e ficamos na dúvida sobre qual nível o rio realmente iria alcançar”, comenta.
A preocupação do gestor alcança os moradores que ficam isolados antes mesmo da inundação, devido ao alagamento de estradas de acesso. “Fica difícil

Famílias desabrigadas
confiar. Ainda estamos deixando a desejar, na previsão e nos cálculos. Quando se sabe que vai chover nas cabeceiras, temos que saber os riscos”, alerta.
Em Colinas, o prefeito Marcelo Schroer corrobora com o fato de que o aviso, durante a madrugada, reduziu o tempo para organização das equipes. Três áreas do município entraram em atenção e demandaram uma atuação imediata da Defesa Civil, com mobilização para retirada de famílias de áreas de risco. Devido ao Plano, o trabalho aconteceu de forma ágil.
Linha do tempo (16h às 6h)
16h – Defesa Civil informa que não havia previsão de enchente 20h – Municípios seguem monitorando 0h – Intensificação das chuvas nas cabeceiras
3h – Mudança das projeções 4h – Alertas para retirada imediata; Rio Taquari atinge cota de inundação 6h – Planos de contingência em aplicação


oportunidade de trabalho e a proximidade com a filha. Segundo ela, ao alugar o imóvel foi informada apenas de que a casa poderia ser atingida por enchentes, mas sem detalhes sobre as cotas de inundação. “Quando vimos a água subindo, tivemos que sair. Eu fiquei apavorada porque estava sozinha com a minha netinha. Meu marido já tinha saído para trabalhar e minha filha também”, relata. Com dificuldades de mobilidade, Carla reviveu a experiência de uma enchente enfrentada pela família em Sobradinho, quando perdeu praticamente todos os bens. Desta vez, a prioridade foi retirar os móveis antes que a água invadisse a residência. “Nós já perdemos tudo uma vez. Desta vez conseguimos salvar o pouco que temos”, lamenta.
Retorno do trauma
Planos à prova
O Plano de Contingência foi acionado por volta das 6h em Estrela. A prioridade foi estruturar os pontos de comando, instalar o gabinete de crise, organizar caminhões e preparar os abrigos, explica o coordenador da Defesa Civil, Rivelino Jacques Peixe. Ainda que o plano tenha sido efetivo, ele reforça que a intenção é avaliar os procedimentos adotados para identificar ajustes. Embora reconheça que a previsão divulgada não se confirmou integralmente, a prefeita Carine Schwingel defende que modelos meteorológicos estão sujeitos a alterações. Ela destaca que, na madrugada, municípios da região registraram acumulados superiores a 150 milímetros de chuva, volume que não constava nas projeções iniciais.
Em Encantado, o prefeito Jonas Calvi diz que o município utiliza um sistema próprio que cruza dados oficiais com informações locais para estimar a evolução da cheia. Segundo ele, as projeções ficaram próximas do comportamento registrado pelo Rio Taquari. “O plano é um norteador, passada essa enchente, vamos trabalhar em adaptações”, afirma.
“Já perdemos tudo uma vez”
Em Estrela, o Centro Comunitário Cristo Rei voltou a receber famílias retiradas das áreas de risco. Entre os primeiros acolhidos está Carla Palskuske, 41. Moradora do bairro Oriental, ela deixou a residência às pressas após perceber o avanço da água. Natural de Guaíba, Carla vive na cidade desde que buscou uma
O trauma provocado pelas enchentes também fez com que Jaqueline Machado, moradora do bairro das Indústrias, deixasse a casa onde vivia após receber o alerta emitido pela Defesa Civil. Ela perdeu todos os bens na enchente de 2024 e resolveu antecipar a mudança para um imóvel no Centro da cidade, em uma área livre de alagamentos. Em Muçum, o ginásio do bairro Jardim Cidade Alta também voltou a receber moradores por precaução. Entre eles estão Margarete e José Baldo, que vivem há cerca de 30 anos em uma área alagável do município. O casal afirma que não acreditava que o volume de chuva resultaria em uma nova enchente. “Mesmo chovendo todos os dias, pensávamos que não ia ter uma inundação”, contam. Os avisos emitidos durante a madrugada fizeram a família procurar o abrigo. Depois de perderem todos os bens nas últimas enchentes, dizem que a experiência alterou a forma de enfrentar novos eventos. “Ficamos muito nervosos, pois o trauma ainda existe”, dizem.
Auxílio entre moradores
Uma idosa de 82 anos foi resgatada após ficar ilhada em uma residência na rua General Osório, em Lajeado. Com dificuldades de locomoção por conta de problemas na perna, a moradora permaneceu isolada no segundo andar da casa, sem condições de deixar o imóvel por conta própria. Diante da situação, moradores fizeram o resgate e retiraram a ela em segurança. Após ser removida da residência, ela foi encaminhada ao abrigo instalado no Parque do Imigrante, onde recebeu atendimento. O resgate ocorreu enquanto o nível do Rio Taquari avançava sobre as áreas ribeirinhas.

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
APL Alimentos e Bebidas projeta investimentos no Vale

Empresários, voluntários e integrantes do APL Alimentos e Bebidas
Vale do Taquari participaram, na segunda-feira, 20, de plenária na Acil, em Lajeado. O encontro apresentou o balanço do primeiro semestre de 2026, resultados de pesquisa interna e definiu próximos passos do Arranjo.
A programação iniciou com a Sicredi Integração RS/MG, mantenedor do APL, destacando oportunidades de parceria. Na
sequência, a coordenadora Aline Eggers Bagatini apresentou as principais ações do período, como reuniões mensais, visitas técnicas, participação em eventos, cursos e fortalecimento dos comitês de marketing, inovação e finanças. Pesquisa com 39 empresas revelou cenário positivo: 69,2% registraram crescimento no faturamento e 86,8% realizaram investimentos em 2025, principalmente em capacidade produtiva, qualificação, inovação e marketing. Para os próximos 12
meses, 66,7% pretendem investir, com expectativa de crescimento moderado.
Entre os desafios apontados estão a dificuldade de contratação, custos operacionais e carga tributária. A plenária também debateu novas capacitações, parcerias com o Senai e ampliação das visitas técnicas.
Atualmente, o APL reúne 58 empresas em 13 municípios. Para Aline, os resultados refletem o engajamento e a força do trabalho colaborativo no setor.
Summit da Sicredi Ouro Branco RS/MG chega a Minas Gerais
A Sicredi Ouro Branco RS/MG promoveu nessa terça-feira, 21, em Ipatinga (MG), mais uma edição do 1º Summit Empreender e Inovar. A iniciativa integra as comemorações dos 45 anos da cooperativa e dá sequência aos encontros promovidos no Rio Grande do Sul, em Teutônia e Montenegro. As edições anteriores reuniram mais de 900 participantes, entre empreendedores, empresários
e lideranças, em programações voltadas à inovação, gestão, liderança e desenvolvimento de negócios. Em Teutônia, foram mais de 500 inscritos, enquanto Montenegro recebeu cerca de 400 participantes.
A agenda incluiu temas como liderança e propósito, impactos da reforma tributária e a palestra “Mente de Campeão”, com o mentor Ronan Mairesse. Tam-
bém houve o painel “Decisões que escalam o negócio”, com relatos de associados sobre desafios e estratégias de crescimento. Segundo a cooperativa, o Summit reforça o compromisso de ir além das soluções financeiras, promovendo a conexão entre pessoas, ideias e oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento das comunidades onde atua.



A Dália Alimentos alcançou o nível Ouro da certificação Bem -Estar Único – Missão Cuidar, o mais alto grau do programa, após auditoria realizada pela QIMA/ WQS na unidade de frango de corte, em Arroio do Meio, no início de julho. A cooperativa evoluiu do nível Prata, reforçando a adoção de práticas alinhadas a padrões internacionais.
Segundo o presidente executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, a conquista representa um marco institucional e evidencia o compromisso com a melhoria contínua e a produção responsável. O resultado atesta elevados
padrões de bem-estar animal em toda a cadeia, desde a criação nas propriedades até o transporte e a industrialização.
A supervisora de Qualidade, Carolina Vicari, destaca que o reconhecimento reflete a evolução dos processos e o engajamento das equipes. Já Andrieta Werner, do setor de Meio Ambiente e Bem -Estar Animal, ressalta a integração entre produtores, colaboradores e transportadores. O próximo objetivo é conquistar o nível Ouro também na operação de suínos, ampliando o posicionamento da cooperativa como referência nacional no segmento.


Vereadores divergem sobre financiamento de até R$ 100 milhões
Projetos ingressaram na casa nesta semana e serão analisados nas comissões permanentes na próxima semana. Há cobranças por mais detalhes referentes às obras


LAJEADO
No dia seguinte ao protocolo, pelo governo, do projeto para viabilizar obras estruturantes por meio de um financiamento de até R$ 100 milhões, os vereadores repercutiram o assunto na sessão dessa terça-feira, 21. Enquanto integrantes da oposição cobram um detalhamento maior sobre os serviços a serem executados com os recursos, a base governista enfatiza o desenvolvimento dos bairros de Lajeado.
A vereadora Paula Thomas (PSDB) elogiou o decreto publicado em conjunto com o projeto, que estabelece diretrizes para a fiscalização das obras previstas. “É um endividamento, porém há uma entrega imediata, pois está cada vez mais difícil fazer caixa e executar obras deste porte”, analisa.
Já Mozart Lopes (PP) informou que, em acordo com os demais vereadores, representantes do governo estarão no Legislativo na reunião das comissões permanentes da próxima semana para apresentar
É um endividamento, porém há uma entrega imediata, pois está cada vez mais difícil fazer caixa e executar obras deste porte”
detalhes dos projetos. “É o maior financiamento da história de Lajeado. Merece ser questionado pelos pares. É importante que o Executivo venha a esta Casa”, afirma.
Por outro lado, Aquiles Mallmann (PP) pediu um papel propositivo da Câmara no debate sobre a contratação do crédito. “Se não tiver aporte financeiro, não vamos dar o melhor para nossa cidade”, alerta.
O posicionamento contrário mais contundente foi o de Éder Spohr (MDB). Entre os argumentos, ele citou a falta de detalhes sobre a aplicação dos recursos. “Não tem a descrição exata de nenhuma obra, projeto arquitetônico de nenhuma obra, não tem engenheiro ou fiscal. Do jeito que veio o projeto, eu vou votar contra. Podem fazer pressão em mim”, define.
O presidente da Casa, Neco Santos (PL), questionou o trabalho feito pela Secretaria de Obras e a situação dos buracos nas vias municipais. “A Secretaria
Não tem a descrição exata de nenhuma obra, não tem engenheiro ou fiscal. Do jeito que veio o projeto, eu vou votar contra”
de Obras tem um orçamento de mais de R$ 65 milhões. Tem obras que podem esperar um tempo… Da ponte do Saraquá para baixo, só a ponte vai ser refeita. Nos bairros, de novo, nada”, lamenta. Nessa segunda-feira, 20, a prefeita Gláucia Schumacher encaminhou à Câmara dois projetos para contratação de crédito, totalizando R$ 100 milhões. Os recursos servirão para uma série de obras em 16 bairros de Lajeado. O projeto será analisado nas próximas semanas.
Projetos aprovados
Os vereadores aprovaram a criação de um cargo de auxiliar administrativo. O profissional atuará na Secretaria de Desenvolvimento Social. Também foi aprovada a concessão de uma área no bairro Jardim do Cedro para a Associação de Radiodifusão Comunitária de Lajeado. No local estão instaladas antenas utilizadas na transmissão dos sinais de rádio e televisão.


Município e Corsan estabelecem prioridades para melhorias do serviço
Necessidade mais urgente diz respeito à previsibilidade e à qualidade das obras executadas
LAJEADO
Aprefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, e o vice-prefeito, Guilherme Cé, receberam representantes da Corsan/Aegea para cobrar melhorias no serviço prestado pela concessionária. O encontro ocorreu na manhã de terça-feira, 21, na sede do executivo, e contou com a presença do diretor de Relações Institucionais da Corsan/Aegea, Cesar Faccioli, e do superintendente institucional, André Finamor.
A Corsan é responsável pelo sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município. De acordo com a prefeita, a necessidade mais urgente diz

respeito à previsibilidade e à qualidade das obras executadas. “Nós reconhecemos a importância do serviço prestado e convivemos quase que diariamente com buracos e repavimentações. Precisa-
mos de mais qualidade nas obras executadas”, cobrou a prefeita.
A Corsan se comprometeu a encaminhar um relatório sobre as obras executadas a fim de que a prefeitura conheça os fluxos
de trabalho e possa solicitar eventuais reparos. A prefeitura também entregou um ofício formalizando as necessidades. Para o diretor de Relações Institucionais da Corsan/Aegea, Cesar
Faccioli, o contato direto com o poder público é fundamental para o alinhamento das ações. “Ficamos satisfeitos em poder dialogar com a prefeitura e ouvir daqueles que de fato vivem o dia a dia da cidade quais são as principais urgências e necessidades. Reconhecemos os desafios existentes e nossas equipes estão prontas para trabalhar pela melhoria dos serviços prestados aos cidadãos lajeadenses”, destacou.
Novo contrato
A reunião ocorreu em meio à fase decisiva para o futuro do saneamento básico em Lajeado, com as negociações para o aditamento do contrato com a Corsan/Aegea, por um período de 30 anos. Esta renovação busca reverter um cenário histórico de carência, visto que a cidade conta atualmente com apenas cerca de 2% de seu esgoto sanitário tratado.
O processo para a assinatura do novo contrato passa por uma análise criteriosa da gestão municipal, que incluiu estudos técnicos independentes para assegurar a robustez do trabalho proposto e a transparência nas negociações. Pelo contrato em discussão, está prevista construção de mais de 350 quilômetros de rede, 70 novas estações de esgoto e uma estação de tratamento.

ATUAÇÃO CONJUNTA
Entidades assinam termo para fortalecer cooperação em situações de calamidade

Amvat e Amat estão entre as associações que participaram do ato ontem, em evento que integra a programação da Semana do Clima de Porto Alegre
ESTADO
Foi assinado ontem, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, durante a Semana do Clima de Porto Alegre, o termo de Cooperação Técnica entre a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), a Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amsurc) e a Coalizão RS.
O documento foi assinado em conjunto pelas lideranças das demais entidades participantes. A iniciativa estabelece uma base institucional para ampliar a integração entre as associações e fortalecer a atuação conjunta diante de desafios que atingem
diferentes regiões do Rio Grande do Sul, especialmente em situações de desastres e calamidades públicas.
O termo busca facilitar o diálogo, a articulação e a construção de ações coordenadas, permitindo que as entidades apoiem os municípios na organização de estratégias de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de eventos climáticos extremos.
Nesta primeira etapa, o compromisso é firmado entre as entidades participantes, sem gerar adesão automática ou novas obrigações para os municípios. Em um segundo momento, cada administração municipal poderá avaliar, de forma voluntária e conforme suas condições legais, técnicas e administrativas, a possibilidade de celebrar acordos específicos de cooperação com outros municípios.
Auxílio mútuo
Esses acordos poderão regulamentar ações de auxílio mútuo, como o compartilhamento temporário de máquinas, equipamentos, veículos, equipes técnicas e outros recursos necessários ao atendimento de situações emergenciais.
Representantes das entidades municipalistas da região participaram do ato na capital gaúcha
A participação das entidades municipalistas do Vale do Taquari reforça o compromisso com a cooperação regional, a prevenção de riscos e o fortalecimento da capacidade de resposta dos municípios.
A união de esforços, o diálogo permanente e a atuação integrada são fundamentais para enfrentar desafios comuns, reduzir os impactos dos eventos climáticos e construir solu -
ções que contribuam para uma gestão pública mais eficiente, preparada e próxima das necessidades da população.


ENCHENTE NO VALE


Corsan monitora municípios para evitar desabastecimento durante inundações

Cheia exige ações preventivas em Bom Retiro do Sul, Encantado e Venâncio Aires, enquanto os demais sistemas operam sem intercorrências
VALE DO TAQUARI
As equipes da Corsan seguem mobilizadas nos 11 municípios atendidos pela companhia no Vale do Taquari para assegurar o abastecimento dos clientes durante as cheias do rio Taquari.
Em Bom Retiro do Sul, está sendo finaliza a instalação da bomba reserva que reforçará a captação de água no Taquari para ser tratada pela Corsan. Além disso, um caminhão-pipa reforça o reservatório elevado da Estação de Tratamento de Água.
Em Encantado, uma manobra no painel de comando do Poço 7, na tarde de ontem gerou oscilação no abastecimento dos bairros Santa Clara e Santo Antão. A
normalização gradual ocorreu a partir do fim da tarde.
Em Arroio do Meio, a cheia do rio Taquari ainda não causou nenhum problema que possa prejudicar o abastecimento na cidade. No entanto, a companhia trabalha no conserto de vazamento ocorrido em uma rede na rua Presidente Vargas e que está causando oscilação e interrupções no fornecimento de água nos bairros São Caetano, Novo Horizonte, Dona Rita e Dom Pedro. A normalização deve ocorrer até o início da noite. Já em Venâncio Aires, no Distrito de Vila Mariante, por conta da elevação do rio Taquari, a captação de água foi remanejada para um ponto mais alto, e a estação de tratamento segue operando com monitoramento.

COPA SUL-AMERICANA
DESAFIO COMEÇA NA ALTITUDE DE LA PAZ
Sem o técnico Luís Castro e com mudanças na equipe, Grêmio enfrenta o Bolívar pelo jogo de ida dos playoffs da competição continental
ACopa Sul-Americana surge novamente como compromisso para o Grêmio. Classificado na segunda colocação do grupo, o Tricolor disputa hoje a ida dos playoffs. O duelo é na temida altitude de La Paz, na Bolívia, contra o Bolívar. A partida no Estádio Hernando Siles inicia às 19h, com transmissão da Rádio A Hora.
Sem Luís Castro na beira do gramado por motivos de saúde, o Grêmio será comandado pelo auxiliar Vitor Severino. Em relação ao jogo contra o Mirassol haverá mudanças. Carlos Vinícius, suspenso, e Amuzu, que sofreu concussão, não estarão em campo. Enamorado e Braithwaite devem ser os substitutos. A defesa também pode ter mudanças. Na zaga, Wagner
Leonardo pode assumir a vaga de Kannemann, que jogou todo o jogo contra o Mirassol. Pedro Gabriel pode retomar a titularidade na lateral-esquerda.
Por conta das negociações, o Grêmio não conseguiu inscrever Diego Caito e Jovane Cabral para a disputa dos playoffs da Copa Sul-Americana. Os dois poderão ser inscritos, caso o clube consiga avançar na competição.
O provável Grêmio para o confronto tem ainda Dodi no meiocampo no lugar de Gabriel Mec. A equipe deve ter: Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Wagner Leonardo e Pedro Gabriel; Villasanti, Leo Pérez e Dodi; Enamorado, Tetê e Braithwaite.
BOLÍVAR VOLTA PARA CASA
Após ficar em terceiro lugar no grupo da Libertadores que teve Independiente Rivadavia e Fluminense classificados, o Bolívar tenta seguir na Sul-Americana.
O grande reforço dos bolivianos será o retorno ao Estádio Hernando Siles, que conta com os 3,6 mil metros de altitude de La

Paz. Durante o primeiro semestre, o Bolívar precisou mandar seus jogos em outros lugares, por protestos na Capital do país. O time titular do técnico Ale -
jandro Restrepo deve ter: Lampe; Rivero, Echeverria, Arreaga e Sagredo; Cauteruccio, Robson Matheus, Justiniano e Patrício Rodríguez; Chávez e Romero.
FUTEBOL AMADOR
EVENTO MARCA ABERTURA DA COPA CERTEL/SICREDI
A Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata) promove hoje, às 19h30min, na sede do Clube Teutoniense, no bairro Teutônia, em Teutônia, o lançamento do Campeonato Regional/Copa Certel/Sicredi. No evento, serão apresentados os clubes que participam da edição de 2026. São 50 equipes nas três competições – 38 na Série A (19 aspirantes e 19 titulares) e 12 no veterano. Cerca de 1,3 mil atletas estão inscritos no torneio. Na Série A, os clubes jogam três partidas em casa e três fora. Ao fim da fase classificatória, os 16 melhores ranqueados avançam para as oitavas de final. O mata -mata será em ranqueamento – 1º x 16º e assim por diante.
VETERANO
Doze equipes disputam o título. Cada clube pode inscrever 25 jogadores, todos devem ter 40 anos ou mais. A competição ocorrerá em paralelo à Série A. Na primeira fase cada time joga três jogos em casa e três fora. Os oito melhores colocados no geral se classificam para a segunda fase, dando início ao mata-mata.
SÉRIE B
Diferente do que foi visto nos últimos anos, a Série B não vai ocorrer neste ano, por conta da falta de interesse dos clubes. Na última reunião, apenas três participaram do encontro.

Clubes participantes
Série A: Taquariense (Taquari), Estudiantes e Internacional (Lajeado), 11 Amigos e Poço das Antas (Poço das Antas), Minuano e Nova Berlim (Canudos do Vale), Gaúcho e Canabarrense (Teutînia), Imigrante e Tiradentes (Nova Bréscia), Serrano (Encantado), Juventude (Guaporé), Brasil (Marques de Souza), Juventude (Westfália), São Luiz (Venâncio Aires), Gaúcho (Progresso), Boavistense (Boa Vista do Sul) e Cruzeiro (Cruzeiro do Sul); Veterano: Floriano e Rudibar (Bom Retiro do Sul), Cruzeiro (Arroio do Meio), Flamengo e Cruzeiro (Santa Cruz do Sul), Assespe (Venâncio Aires), Penharol e Guarani (Lajeado), Concórdia (Roca Sales), Ribeirense (Teutônia), Ser Picada Flor (Marques de Souza) e 5 de Junho (Boqueirão do Leão);
por Luciane Ferreira

“Ambulancioterapia” saúde
só na capital
Cerca de 250 pessoas da região se deslocavam diariamente até Porto Alegre em busca de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cada mês, mais de 5 mil pessoas precisavam consultar ou fazer outros procedimentos na capital. O movimento de ida e vinda de ambulâncias do Vale do Taquari a Porto Alegre, acabou sendo apelidada de ambulancioterapia.

Pacientes e acompanhantes iam de manhã e só voltavam depois que todos fossem atendidos
Acil previa 120 ações para executar em dois anos
O desenvolvimento da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e do município pautavam um conjunto de 120 ações elencadas pelas dez diretorias da entidade. A meta era executas as ações em dois anos –até 2008. O principal objetivo era tornar a Acil reconhecida pelos
seus associados e uma entidade defensora dos interesses da classe empresarial. Outro ponto considerado importante era garantir o suprimento de tecnologias, como linhas telefônicas. Mais missões empresarias para incrementar negócios internacionais também estavam na lista.
Hoje é
Dia do Guarda Rodoviário
Santo do dia: Santa Brígida

Liberado

Estrutura foi reforçada para permitir a passagem de veículos pesados
O Daer havia concluído a reforma na ponte sobre o Arroio Boa Vista, na estrada Estrela –Corvo. O trânsito foi liberado depois de 30 dias de obras. Toda a estrutura havia sido recuperada, com colocação de novos pilares, permitindo a travessia de veículos pesados. O reforço era uma reivindicação de produtores e indústrias nos distritos de Corvo e Arroio da Seca.
Circo
Lajeado
O Gran Circo Norte-Americano se instalava nas imediações do Estádio Florestal, depois de uma temporada de dois meses em Porto Alegre. A estrutura, com capacidade para 5,4 mil pessoas, tinha cobertura de nylon. Além dos artistas e dos “gozadíssimos” palhaços, as grandes atrações eram feras, como leões, tigres, e outros animais, entre eles elefantes.
Em tempo: no início dos anos 2000 passou a ser proibido o uso de animais em circos.

FILIPE FALEIRO
Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
ARTIGO
Sem dinheiro novo
Ofundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento
AA chuva cai e o medo aumenta
Econômico e Social (BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem problemas do que a mancha inundação e a falta de garantias nanceiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe. outra questão que só nesta semana as instituições financeiras deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação dinheiro ao BNDES para operação no semestre. Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi em abril. Antes da grande inundação. Digamos que o banco “Faleiro”
cordar durante a madrugada com a orientação para deixar a casa. A água ainda não havia alcançado a casa. A estrada, porém, estava prestes a fechar. Se a equipe demorasse mais dez minutos, não teria como sair.
O relato de Cristiane dos Santos de Cruzeiro do Sul serve para pensar o efeito do trauma. Mesmo em uma cheia de pequeno porte, ela, a irmã e a sobrinha saíram com a roupa do corpo. Móveis, eletrodomésticos, documentos, pertences e os cachorros permaneceram na casa.
Em maio de 2024, Cristiane permaneceu dois dias e duas noites sobre o telhado, sem água e comida, com medo de que a casa não resistisse à correnteza. A mãe e dois tios buscaram abrigo em um lugar onde nunca havia entrado água. A força da enchente levou a casa e as vidas.
recebeu R$ 2 bilhões em julho para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente.

Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais
Olhar ao Pronampe
Desta vez, o rio atingiu uma cota muito inferior à registrada
Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.
nas grandes tragédias. Ainda assim, a inundação chegou primeiro pela memória. Voltou no telefonema durante a madrugada, na saída apressada, na estrada prestes a desaparecer e na dúvida sobre o que estaria de pé quando fosse possível retornar. O trauma não acompanha a
DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI
E o governo do
Estado…
Dez avisos e nenhum importa
A Defesa Civil Estadual reconheceu que os modelos hidrológicos subestimaram a resposta da bacia. A previsão trabalhava com até 150 milímetros de chuva nas cabeceiras. O volume observado chegou perto de 200 milímetros. Choveu mais do que o esperado e os rios Carreiro e das Antas responderam com maior velocidade. No início da noite de ontem, o Estado informou pelo menos dez alertas sobre as chuvas ao longo dos últimos dias. Em nenhum deles havia o sinal vermelho para
Ainda aguardo uma resposta. Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente sede da empresa ter sido atinginão pela água?
segunda fase do Pronampe, empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. modelo, ainda que com falhas,
inundação. Desculpa, poderia fazer 50 alertas, se não acertou a informação principal, o trabalho foi inútil.
O coordenador da DC, Luciano Boeira, admitiu falhas nos cálculos. Esse equívoco apareceu nas respostas dos municípios. Colocar os planos de contingência na madrugada é muito mais difícil.
tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%.
Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
Alertas contraditórios desgastam a credibilidade do sistema. Mesmo que o medo tenha mudado muito do comportamento, em que resistir e ficar em casa deixaram de ser uma opção. Famílias que antes esperavam a água se aproximar agora saem quando percebem que o acesso pode fechar. Essa ansiedade cobra um preço emocional, mas também se tornou um mecanismo de defesa.
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio.
De fato, é necessário contemporizar, pois a previsão carrega margem de erro. Junto com isso, a complexidade da Bacia Hidro-
régua do rio. Para quem observa de fora, existe uma cheia pequena, média ou histórica. Para quem ficou sobre um telhado à espera de socorro, perdeu familiares e viu a correnteza destruir uma vida inteira, cada elevação do Taquari abre uma ferida que nem mesmo o tempo consegue cicatrizar.

IVANOR DANNEBROCK
Educacional
O prazer em transpor obstáculos
NEEnchente é só o começo
stamos enfrentando o primeiro episódio de enchente do evento de El Niño de 2026-2027, embora tenha ocorrido pequena cheia do Rio Uruguai já em junho, e infelizmente o que estamos testemunhando nesta quarta-feira no Rio Grande do Sul com rios fora do leito e pessoas deixando suas casas é apenas o começo de um período de altíssimo risco climático. Vamos ser claros. Não estamos sob um El Niño qualquer, mas um Super El Niño que pode vir a ser o mais intenso dos tempos modernos, desde o começo das medições no Oceano Pacífico ainda em 1850. Ou seja, estamos diante possivelmente do El Niño mais intenso desde o Brasil era ainda império.
ascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.
gráfica do Taquari/Antas também interfere. No entanto, qualquer imprecisão tem impactos humanos. Desde 2023, o alerta deixou de ser apenas uma informação meteorológica. Tornou-se parte da estrutura de sobrevivência de comunidades inteiras.
Até agora, só negativas.
A confiança salva vidas, pois determina o momento em que uma família começa a levantar os móveis, separa documentos, retira os animais e aceita deixar a própria casa. Um aviso tardio reduz esse intervalo.
O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra
A narrativa política
O pensamento militar clássico “prepare-se para o pior” serve de referência. Como moradores disseram, é melhor sair no seco e voltar seco, do que sair quando já tem água. Então, o governador Eduardo Leite, a Defesa Civil e a equipe de monitoramento do clima acertaram em desenhar o cenário desta semana?
conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil consique a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas. muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.

A força do El Niño não é diretamente proporcional aos impactos que provocará em um ponto ou outro do planeta, mas a sua enorme intensidade agrava demais o risco de que ocorram eventos extremos. Por isso, temos há meses dito que por ser mais forte do que o El Niño de 2023-2024, não necessariamente haverá enchente no Rio Grande do Sul igual ou maior de 2024, embora o El Niño poderoso aumente muito o risco de uma condição no mínimo parecida.
A enchente de agora é apenas a primeira de muitas. A tendência é que o El Niño durante os próximos meses se fortaleça ainda mais. Neste momento, pelo critério tradicional de monitoramento chamado de ONI, a principal região do Pacífico Equatorial apresenta anomalias de temperatura da superfície do mar de +2ºC (patamar de Super El Niño).
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”
Ocorre que os principais modelos de clima indicam que o El Niño deve ganhar ainda muita força ao longo deste segundo semestre, podendo, pelo índice ONI, atingir mesmo anomalias de 3,5ºC a 4ºC acima da média no Pacífico
Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar. Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.
A enchente de agora é apenas a primeira de muitas. A tendência é que o El Niño durante os próximos meses se fortaleça ainda mais”
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.
Equatorial Centro-Leste, com alguns modelos indicando até mais de 4ºC. Isso é muito acima do pico de qualquer El Niño nos últimos 150 anos. Os mesmos dados que são analisados diariamente por nós na MetSul apontam que cenário muito pior que o de agora deve ser esperado nos próximos meses. No caso deste ano, o período mais crítico será entre setembro e dezembro, quatro meses com risco alto a altíssimo de numerosas ondas de tempestades e sucessivos episódios de chuva excessiva a extrema com muitas enchentes e algumas de grandes dimensões. O que tem nos chamado atenção é que as projeções têm apontado que durante o verão poderia persistir o cenário de chuva excessiva. Com isso, poderiam ocorrer enchentes mesmo durante o verão, como se viu no El Niño de 2009/2010. Não apenas isso, a frequência de temporais de verão, da tarde para a noite, pelo calor, pode ser muito alta de dezembro a março com alagamentos, inundações repentinas e vendavais. O pico do El Niño tradicionalmente ocorre no fim do ano e deve ser o caso deste, mas existe um delay na atmosfera de 3 a 4 meses em relação às condições oceânicas. Por isso, as duas maiores enchentes da história gaúcha (1941 e 2024) se deram no outono seguinte ao começo do El Niño, assim que abril e maio do ano que vem são de alto risco.
Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 13º | MÁX: 19º O tempo permanece instável no Vale. O dia inicia com bastante nebulosidade e ocorrência de pancadas de chuva.



REGIÃO ALTA | |

Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Assassinato teve “motivação passional”, suspeita polícia
Presidente da Cerfox, Diógenes Laste morreu após ser baleado na saída de um clube em Coqueiro Baixo na noite de terçafeira, 21. Polícia Civil investiga a motivação do crime, cuja principal hipótese era um desentendimento de natureza passional
Joilson Pereira centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Filipe Faleiro e Matheus Giovanella Laste Colaboração:
Oex-prefeito de Nova Bréscia e presidente da Cerfox, Diógenes Laste, morreu após ser baleado na noite de terçafeira, 21, em Coqueiro Baixo. O suspeito do homicídio foi preso em flagrante poucas horas depois
e permanecia à disposição da Justiça até o fechamento desta edição.
Conforme a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 18h, quando Laste deixava o Clube São José, local que costumava frequentar. De acordo com a delegada Dieli Caumo, responsável pela investigação, o suspeito aguardava a vítima na saída do clube e efetuou três disparos de arma de fogo.
Laste chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital de Nova Bréscia, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o ataque, Brigada Militar e Polícia Civil fizeram buscas na região. O suspeito foi localizado cerca de quatro horas depois, escondido no interior de Coqueiro Baixo, nas proximidades da localidade de Linha Alegre, e encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado, onde teve a prisão em flagrante formalizada.
Segundo a delegada, o homem admitiu informalmente aos policiais militares a autoria do crime e indicou a motivação do crime. “A primeira linha de investigação que a gente tem é que a motivação é passional”

conta a delegada.
A Polícia Civil agora segue com a coleta de depoimentos de testemunhas e aguarda resultado da perícia para, em 10 dias, remeter o inquérito ao judiciário
Trajetória
Natural de Linha Estefânia, Diógenes Laste nasceu em 10 de novembro de 1960. Casado com Fátima Teresinha, era pai de Guilherme, Daniel e Alexandre. Antes da vida pública, destacou-se pela atuação em entidades comunitárias. Ingressou na política em 1996, elegendo-se vereador para a legislatura de 1997 a 2000. Foi reeleito em 2000 como o candidato mais votado do município.
Em 2004 foi eleito prefeito de
Nova Bréscia, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2012. Durante a trajetória política, defendia o fortalecimento da agricultura, o incentivo ao setor industrial, a ampliação dos serviços de saúde, educação e melhorias na infraestrutura urbana.
Após deixar a prefeitura, assumiu a presidência da Cerfox, cooperativa de distribuição e geração de energia. Em nota oficial, a cooperativa lamentou a morte do dirigente, destacou sua liderança e o compromisso com o cooperativismo, afirmando que deixa um legado de ética, responsabilidade e dedicação ao desenvolvimento regional.
O velório teve início na tarde de quarta-feira, 22, na prefeitura de Nova Bréscia. A cerimônia de

despedida foi realizada na Igreja Santo Antônio, em Linha Estefânia, seguida do sepultamento no cemitério da comunidade.

O Encanta Hub
já deu certo!
Encantado ainda busca captar R$ 5 milhões para concluir a revitalização do prédio do antigo campus da Univates, no bairro São José, onde está instalado o Encanta Hub, o centro de inovação e tecnologia. Atualmente, o espaço ocupa cerca de 500 metros quadrados, mas a estrutura total tem três mil e depende de novos investimentos para ser totalmente recuperada. O governo tenta viabilizar o dinheiro por meio de editais, do Funrigs e também de parcerias com a iniciativa privada.
Esses 500 metros já demonstram que o Encanta Hub deu certo!
Mesmo antes da conclusão da reforma total, cerca de 350 estudantes da rede municipal frequentam o local para as atividades do Encanta
Lab, projeto que mobiliza alunos do sexto ao nono ano a desenvolver soluções para desafios da cidade, com foco em empreendedorismo, inovação e criação de startups. Na última semana, recebeu empolgante palestra do empreendedor social Tiago da Silva, conhecido nacionalmente pelo projeto Mochileiro pela Educação (foto).
O espaço também promove conexões com empresas e busca avançar na ampliação da oferta de cursos técnicos, em parceria com o Sesi e o Senai. Em agosto, o Hub recebe pela primeira vez o Empreende +, evento organizado pelo Grupo Lume, voltado à inovação, tecnologia e inteligência artificial.
Imaginem quando estiver a pleno, com 100% dos ambientes ocupados.


diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
De áreas de risco, a espaços de lazer
O governo de Encantado projeta para setembro a licitação das Intervenções de Baixo Custo (IBCs), importante e inovador projeto que visa converter áreas de risco em espaços de convivência e lazer.
Os recursos aprovados somam mais de R$ 12 milhões, via governo federal.
São R$ 773 mil para a Barra do Guaporé (7,2 mil m² de área) e R$ 2,21 milhões no Lago Azul (27,8 mil m² de área). A maior fatia do investimento, R$ 9,4 milhões, está destinada ao bairro Navegantes (102,3 mil m² de área).
O plano, que ainda é debatido internamente nos departamentos da Prefeitura, prevê calçadas, ciclovias, quadras poliesportivas, bancos, arborização, entre outras estruturas, conforme as características de cada local.
Daiane cobra explicações
A vereadora Daiane Bergamaschi (PP) está de olho nas despesas do governo de Encantado com a obra do Jardim do Acolhimento, espaço que antecede a chegada ao Cristo Protetor. E a progressista não ficou nada satisfeita com as primeiras explicações encaminhadas pelo Executivo, tanto que reforçou um segundo pedido de informações. Os questionamentos vão desde fornecedores e materiais utilizados na obra até os custos com a contratação da banda que animou a solenidade de inauguração. Na sessão anterior, Daiane cogitou levar o caso ao Ministério Público.
Profe Leine no Rotary
"É uma responsabilidade muito grande, mas sei que tenho uma equipe muito competente ao meu lado. A gente não faz nada sozinho". Com essa mensagem agregadora, a professora aposentada Leine Werner foi conduzida à presidência do Rotary Clube Encantado. Quem conhece a energia e o envolvimento da sempre "profe Leine" nos projetos da cidade sabe que vai tirar de letra mais esse compromisso voluntário.
Aliás, para o expresidente Fabrício Tombini, a oportunidade de liderar o grupo de rotarianos por um ano também foi uma experiência gratificante. O Rotary é uma das entidades mais

atuantes de Encantado, com 46 anos de trajetória. E o mais interessante, tem conseguido mesclar experiência com juventude nas funções diretivas.
Eu pergunto
Você tem procurado se inteirar das propostas dos pré-candidatos da região para as eleições de outubro?

. O projeto de lei que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas e autopropelidos no município de Encantado foi aprovado por unanimidade pelo legislativo. O autor da proposta é Cris Costa (PSDB). Promover cursos para adolescentes que utilizam os veículos e também para os pais ou responsáveis está nos planos.
. Ainda no legislativo encantadense, Daniel Passaia (União Brasil) sugere criar a Bolsa-Tradicionalista, modelo de incentivo semelhante ao Bolsa-Esporte. A ideia é apoiar as pessoas que se envolvem com a cultura gaúcha nas duas entidades da cidade.
. Valdecir Cardoso (PP) apresentou um projeto que obriga a Corsan/ Aegea a informar de forma clara aos consumidores quando a conta de água for calculada com base na média de consumo, em vez da leitura real do hidrômetro. A proposta também prevê que a empresa explique como esse cálculo foi feito e os motivos da utilização desse método, garantindo mais transparência nas cobranças.
. A temporada de filós italianos segue pela região alta. Amanhã, 24, é em Nova Bréscia. Dia 7 de agosto, em Coqueiro Baixo.


Nova classificação altera regras do alistamento militar em Nova Bréscia
Mudança inclui os jovens do município no processo regular de seleção para o serviço militar
NOVA BRÉSCIA
A Junta de Serviço Militar de Nova Bréscia recebeu uma importante atualização durante o Seminário Estadual das Juntas de Serviço Militar, ocorrido entre os dias 6 e 10 de julho, em Caxias do Sul. O município passou oficialmente à condição de Município Tributário, mudança que altera o processo de seleção dos jovens para o serviço militar obrigatório. Na prática, a principal mudança é o fim da dispensa automática por excesso de contingente. Até então, os jovens que realizavam o alistamento em Nova Bréscia, por se tratar de um município não tributário, eram dispensados quase de forma imediata. Com a nova classificação, os alistados passam a integrar o processo regular de seleção das Forças Armadas. Após o alistamento, os jovens poderão ser convocados para a Seleção Geral, etapa que inclui exames médicos, testes de aptidão e entrevistas. A partir desse processo, eles poderão ser considerados aptos para uma futura incorporação ao serviço militar.
O governo municipal destaca que a mudança aproxima Nova Bréscia do sistema adotado na
maioria dos municípios brasileiros e amplia a participação dos jovens no processo de seleção conduzido pelo Exército Brasileiro.
O Executivo também reforça a importância de manter a situação militar regularizada. O comprovante de alistamento ou o certificado de dispensa são documentos obrigatórios para a emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino superior, posse em cargos públicos e contratação em diversos vínculos de trabalho.
A nova condição foi comunicada durante o Seminário Estadual das Juntas de Serviço Militar, que reuniu representantes de mais de 100 municípios gaúchos. Nova Bréscia foi representada pela secretária da Junta de Serviço Militar, Bruna Gasparotto, e pela auxiliar Júlia Fachini.
Ao longo da programação, as servidoras participaram de palestras e atividades voltadas à atualização da legislação, dos procedimentos administrativos e das rotinas das Juntas de Serviço Militar. O encontro também proporcionou a troca de experiências entre os municípios e o alinhamento das orientações repassadas pelo Exército Brasileiro.
Segundo a administração, a participação no seminário contribui para a qualificação contínua dos serviços prestados à população, assegurando que os procedimentos relacionados ao alistamento militar sejam realizados de forma eficiente, atualizada e em conformidade com as normas vigentes.
Muçum apresenta Plano de Contingência e convida comunidade a contribuir

Mais de 120 pessoas participaram da apresentação do documento, que reúne orientações para preparar o município e as famílias diante de eventos climáticos extremos
MUÇUM
Mais de 120 pessoas participaram, na segunda-feira, 20, da apresentação do Plano de Contingência de Muçum, realizada na Câmara de Vereadores. O encontro permitiu que a comunidade conhecesse o documento desenvolvido para orientar a atuação do município e da população diante de enchentes e outros eventos climáticos extremos.

Durante o encontro, foram explicados o funcionamento e os objetivos do documento, as responsabilidades de cada órgão, a atuação da Defesa Civil Municipal, os sistemas de monitoramento e alerta, os meios utilizados para divulgar informações e as medidas que devem ser adotadas antes, durante e depois de uma emergência. A apresentação também abordou as cotas e a ordem de evacuação das áreas inundáveis, definidas
conforme a evolução de cada evento climático. A comunidade conheceu os mapas elaborados para os bairros, as rotas de fuga, os locais de abrigo e as orientações para que a retirada das famílias aconteça com antecedência e segurança. Além das enchentes, o Plano apresenta protocolos para situações de deslizamentos, vendavais, granizo, estiagem e outros riscos que podem atingir o município. Foram compartilhadas orientações sobre os sinais que precisam ser observados, os cuidados com documentos, medicamentos e objetos essenciais, a preparação das residências e a importância de acompanhar os canais oficiais de informação.
Cada família faz a sua parte
Um dos pontos centrais da apresentação foi a necessidade de cada família construir o seu próprio planejamento. Durante a apresentação, os participantes receberam um material para elaborar o seu
plano, com base no municipal, considerando a realidade da casa e das pessoas que vivem nela. A proposta ajudou cada munícipe a identificar quem pode precisar de auxílio, em qual cota deve acontecer a evacuação, para onde a família deve seguir, como deixar a residência e quem deve ser contatado em uma situação de risco. Para o prefeito Amarildo Baldasso, o Plano deixa uma organização permanente para o município e deve fazer parte da preparação de toda a comunidade. “Cada família de Muçum precisa saber o que fazer, como agir e para onde ir quando houver uma situação de risco. Nós conhecemos de perto a dor deixada pelos eventos de 2023 e 2024 e não queremos que ninguém volte a passar por tudo aquilo”, destacou o prefeito. A construção do Plano contou com a participação de diferentes setores do município, órgãos de segurança, equipes técnicas, vereadores, agentes comunitárias de saúde e integrantes do Comitê de Crise.
O Plano de Contingência está disponível para consulta no site do município, onde também foi disponibilizado um formulário para o envio de sugestões. Todas as contribuições recebidas serão analisadas pelas equipes responsáveis e auxiliarão nas próximas atualizações do documento.

APRESENTADO POR:

Projetos esportivos fortalecem integração entre estudantes
Professores destacam que as atividades vão além da competição e contribuem para o desenvolvimento físico, emocional e social dos alunos
diogo@grupoahora.net.br
Mais do que ensinar regras e técnicas, o esporte é uma ferramenta de desenvolvimento humano nas escolas municipais de Encantado. Ao longo do ano letivo, alunos participam de projetos que incentivam a prática esportiva, a convivência, o respeito e o trabalho em equipe. O calendário é organizado pelos professores de Educação Física e reúne modalidades como futebol, futsal, voleibol, atletismo, handebol e basquetebol.
O planejamento começa ainda nos primeiros meses do ano, quando os educadores definem as atividades
em conjunto com as equipes diretivas das escolas. A proposta é integrar o esporte à rotina escolar e ampliar a participação dos estudantes. Professor responsável pela organização dos projetos, Elias Chanan Vichinheski, o Bala, afirma que o envolvimento dos alunos cresce a cada edição. Segundo ele, muitos aguardam as aulas de Educação Física justamente para se preparar para as competições. “A gente transforma todo esse trabalho em um evento grandioso. É muito importante ver o desempenho e o engajamento dos alunos”, destaca. Além das disputas esportivas, Bala ressalta que o projeto desperta o interesse pela prática contínua. Muitos estudantes passam a frequentar escolinhas esportivas do município e da região e alguns chegam a competir em nível estadual e nacional. Para o professor, acompanhar essa trajetória é uma das maiores recompensas da profissão. “Isso faz com que o esporte seja esse caminho de diversidade, de alegria e de união”, comenta.
Além
da competição
A professora Luana Câmara reforça que o esporte extrapola os limites da quadra ou do campo. Conforme ela, as atividades contribuem para o aprendizado em diferentes áreas e ajudam na formação dos estudantes. “Eles aprendem responsabilidade, respeito, empatia e convivem com as diferenças. O esporte
abraça tudo isso”, salienta.
Segundo Luana, o interesse permanece elevado entre os alunos. A Educação Física continua entre as disciplinas mais aguardadas da semana e desperta o entusiasmo até mesmo de quem ainda está dando os primeiros passos na prática esportiva.
Para o professor Matheus Xavier Siebenborn, os projetos têm como principal objetivo ampliar a participação dos estudantes, independentemente do resultado das partidas. Embora a competição faça parte do esporte, ele acredita que o maior
ganho está na convivência. “Quanto mais alunos participarem, melhor. O principal é a integração”, resume.
Clima de Copa do Mundo mobiliza alunos
O principal evento do primeiro semestre foi a Copa do Mundo Escolar, realizada na semana passada no Estádio das Cabriúvas. As disputas envolveram estudantes do 4º ao 9º ano em partidas inspiradas no maior torneio de futebol do planeta.
As equipes foram formadas por sorteio



Isso faz com que o esporte seja esse caminho de diversidade, de alegria e de união”
ELIAS CHANAN VICHINHESKI, PROFESSOR BALA
e reuniram alunos de diferentes escolas para representar seleções classificadas para o Mundial deste ano, entre elas, Brasil, Alemanha, Paraguai, Uruguai, Arábia Saudita, Estados Unidos, Japão e Haiti. A proposta foi além da competição. “A gente vê a torcida na arquibancada, as músicas e a alegria deles. Parece que estamos vivendo uma Copa de

Eles aprendem responsabilidade, respeito, empatia e convivem com as diferenças. O esporte abraça tudo isso"
LUANA CÂMARA, PROFESSORA
verdade”, afirma Bala. Matheus observa que a mistura de alunos de diferentes escolas tornou a competição ainda mais significativa. “Eles fazem amizades novas, convivem com colegas que não conheciam. Esse é o nosso maior prêmio como professor”, admite.
O entusiasmo também apareceu entre os estudantes. Luis Augusto Laikowski,


Eles fazem amizades novas, convivem com colegas que não conheciam. Esse é o nosso maior prêmio como professor”
MATHEUS XAVIER SIEBENBORN, PROFESSOR
da EMEF Porto Quinze, representou a Alemanha. “É muito bom jogar uma Copa do Mundo. Joguei de zagueiro”. Braian Henrique da Silva, da EMEF Érico Veríssimo, vestiu as cores da Arábia Saudita e saiu motivado. “Estou muito feliz por jogar. Esse é o meu futuro, quero ser jogador de futebol. Gosto de ver o Cristiano Ronaldo”, revelou.
Isadora Lopes Dias, do Centro Municipal de Educação Encantado, teve a oportunidade de defender a seleção brasileira como atacante. “Fiquei muito feliz em representar o Brasil”. Antônia Kunz Radaelli, da EMEF Mundo Encantado, jogou pela Arábia Saudita. “É muito legal estar aqui. Jogo mais de zagueira. Gosto muito de jogar futebol. Dá muita emoção. No esporte, a gente aprende várias coisas”, contou.
Brayan Fernandes Dutra, da EMEF Mundo Encantado, atuou pelo Paraguai. “Jogar a copa é bem legal, participar, fazer gols, jogar com os colegas, fazer novas amizades. Sou ponta esquerda. Também jogo na escolinha Pégasus”, disse. E Rolens Desirz teve a missão de atuar como goleiro de seu país de origem, o Haiti.







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Perturbação de espírito por desejo
Animal como o Gaguinho (inf.)
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Fere; machuca Samba, MPB e funk Marcelo (?), apresentador
Que não é lógico
Comandei; governei Compõem a paisagem do interior de Minas
Descarga emocional Encher de pessoas
Autônomo; independente
Prática executada por assaltantes (pl.) Caminha rápido como os cavalos Supressão de fonema (Gram.)
Letra que identifica o sotaque inglês
Setor de cultivos (red.)
Ordem zoológica dos sapos
Dispositivo intrauterino (sigla)
A zona mais oleosa do rosto "(?) de Nós Está Mentindo", série de TV Grupo sanguíneo do doador universal Som para imitar supostos fantasmas Cantora de "Royals"
Inofensivos Gás de minas de carvão
Raça de cães gigantes Monarca
Documentário internacional sobre o Cristo Protetor será lançado no Brasil
Produção turca “In the Shadow of Giants” estreia na Turquia em novembro e deve chegar ao Brasil logo depois
ENCANTADO
Odocumentário
Formato de certos decotes
Forma de tratamento dado às freiras
Mechas de cabelos Véspera, em inglês
Erasmo Carlos, cantor
Parte de casas onde fica o varal
Profissionais de escolas
Período que encerra a Antiguidade Clássica
BANCO 23 3/eve — tas. 5/grisu — lorde.

ÁRIES: Evite se sobrecarregar e se organize para conciliar as várias demandas. A rotina estará acelerada. Invista na sua imagem profissional.
TOURO: O dia trará mais poder e soluções financeiras inesperadas. Crie estratégias de divulgação do trabalho e se prepare para novas conquistas.
GÊMEOS: Discuta um contrato ou avalie acordos. Conversas de hoje esclarecerão dúvidas e experiências passadas.
CÂNCER: O dia pedirá equilíbrio nas relações. Revise acordos e avalie suas expectativas nas parcerias profissionais e no amor.
LEÃO: Rotina e trabalho exigirão esforço extra e paciência, com demandas acumuladas e contratempos. Evite assumir novos compromissos.
VIRGEM: Evite julgamentos precipitados e deixe o coração falar mais alto. Se estiver só, alguém poderá despertar paixão e balançar suas certezas.
Solução
LIBRA: Carinho da família e conversas produtivas trarão cura e autoestima. Dedique um tempo para relaxar em casa e restaurar suas energias.
ESCORPIÃO: Em compensação, será um bom momento para vencer burocracias, acertar documentos e esclarecer contratos.
SAGITÁRIO: Não será momento de exagerar nos gastos, nem de investimentos de risco. Planejar com calma trará maior segurança financeira.
CAPRICÓRNIO: Uma viagem poderá ser decidida no impulso e animar o clima. Aproveite o dia para resolver assuntos do coração e fortalecer a autoestima.
AQUÁRIO: Excesso de tarefas pode causar esgotamento. Desacelere e fique longe de discussões desgastantes.
PEIXES: O dia trará encontros carinhosos, convites e animação. Aproveite para se divertir, brincar com os filhos e colocar a conversa em dia com amizades.
internacional “In the Shadow of Giants’’ (À Sombra de Gigantes, em tradução livre), que fala sobre algumas das maiores estátuas do mundo e aborda o Cristo Protetor de Encantado, deve chegar ao Brasil logo após sua estreia mundial na Turquia, prevista para novembro deste ano. O diretor da produção, o cineasta turco Burak Akyol, 39, informou que o Brasil é um mercado prioritário e a expectativa é de que o filme seja lançado em português, por meio de plataformas de streamings ou de emissoras de TV brasileiras.
“O Brasil é um dos lugares mais importantes retratados no documentário. Queremos que o público brasileiro veja o filme o mais rápido possível, na sua própria língua”, diz o diretor. Dirigido por Burak e pelo cinegrafista Eren Cakir, 25, o documentário de bastidores percorre diferentes países (são mais de 10) para contar as histórias por trás de algumas das maiores estátuas do planeta. Em agosto de 2024, a equipe passou uma semana na cidade Encantado, gravando imagens do Cristo Protetor e entrevistando pessoas que participaram da construção e do desenvolvimento do monumento.
“Estamos na fase final da pós-produção. A equipe está editando imagens, corrigindo cores, finalizando trilha sonora e mixando som antes do lançamento”, explicou Burak. De acordo com o cineasta, um dos grandes desafios foi montar em um filme imagens feitas em vários países, culturas e situações técnicas. O documentário, além de mostrar monumentos, tenta retratar o que eles significam para as pessoas que os cercam.
Das inúmeras estátuas visitadas durante as filmagens, o Cristo Protetor foi uma das que mais impressionou o diretor, não só pela dimensão do trabalho, como por aquilo que significa para as pessoas. “O domínio da estátua na região do Vale do Taquari tem uma força cinematográfica muito forte, é

raro. Tive a impressão de que esse monumento abraça tanto as pessoas que participaram da sua construção como as que subiram até ele em busca de esperança”, disse o Burak Akyol.
Além das imagens da estátua, os cineastas também gravaram outros acontecimentos espontâneos em sua passagem por Encantado. Um deles acabou virando uma das cenas mais marcantes do documentário. “Durante o tempo de espera para que as condições de luz para as filmagens fossem as ideais, uma densa neblina cobriu o monumento e uma pessoa fez uma oração silenciosa aos pés da estátua. Essa oração no meio da neblina mostrou o espírito que estávamos procurando para o documentário”, recordou o cineasta turco.

Estamos na fase final da pós-produção. A equipe está editando imagens, corrigindo cores, finalizando trilha sonora e mixando som antes do lançamento”
O filme “In the Shadow of Giants” também mostra como grandes monumentos impactam o desenvolvimento das cidades que os recebem. Para Akyol, Encantado é a prova
disso. O Cristo Protetor deu visibilidade internacional para o município. “Monumentos desse tamanho atraem turistas, agregam investimento, alteram a infraestrutura da cidade”, concluiu.

Agronegócio é fundamental para a região e desempenha um papel essencial na geração de renda para inúmeras famílias
Sicredi Região dos Vales inicia contratação de crédito do Plano Safra
Cooperativa de crédito prevê liberação de R$ 560 milhões na região
REGIÃO ALTA
AInstituição Financeira Cooperativa iniciou as contratações de financiamento para o Plano Safra 2026/2027. Serão disponibilizados cerca de R$ 560 milhões, com expectativa de atender aproximadamente 6 mil operações de crédito nos 18 municípios da sua área de ação. Esses recursos fortalecem o agronegócio, possibilitando investimentos em tecnologia, ampliação da produtividade e contribuindo para a geração de renda.
O agronegócio é fundamental para a nossa região, desempenhando um papel essencial na geração de renda para inúmeras famílias e no fortalecimento da economia e do desenvolvimento local. Estar ao lado dos empreendedores rurais faz parte da forma de atuação da Sicredi Região dos Vales, que busca continuamente oferecer alternativas e soluções para apoiar a realização de seus projetos e contribuir para o seu crescimento.
Conforme o diretor executivo da Sicredi Região dos Vales, Roberto Scorsatto, a disponibilização dos recursos do Plano Safra refletem o compromisso da Cooperativa com o desenvolvimento regional. “O agronegócio é um dos principais impulsionadores da economia da nossa região. Trabalhamos para oferecer aos empreendedores soluções que contribuam para o crescimento de suas atividades e para o fortalecimento do setor. Esses recursos permitem que os associados invistam em suas
Teatro aproxima culturas e fortalece o respeito à diversidade
A linguagem do teatro como instrumento de aprendizagem, acolhimento e valorização da diversidade foi o tema do 46º episódio do quadro O Segredo da Infância, produção da Rádio A Hora apresentada direto do estúdio em Encantado.
propriedades, ampliem sua capacidade produtiva, aumentando a geração de renda”.
Parceria com entidades locais
Durante o mês de julho, a Sicredi Região dos Vales promoveu encontros com representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs), Emater/ RS-Ascar e demais parceiros técnicos dos 18 municípios que fazem parte da sua área de ação, com o objetivo de apresentar as diretrizes do novo ciclo do Plano Safra e alinhar ações voltadas ao atendimento e ao apoio aos produtores rurais. Esses encontros evidenciam a importância da atuação conjunta entre as instituições para ampliar o acesso às informações, orientações e recursos disponíveis.
Em nível nacional, a Sicredi, que conta com mais de 10 milhões de associados em todo o país, prevê liberar cerca de R$ 72 bilhões no Plano Safra 2026/2027, com previsão de mais de 340 mil operações, atendendo majoritariamente pequenos e médios produtores rurais.

Conforme o diretor executivo da Sicredi Região dos Vales, Roberto Scorsatto, a liberação dos recursos fortalece a economia regional
A edição reuniu representantes da Emei Navegantes para compartilhar uma experiência que transformou um jogo de futebol em uma oportunidade de integração entre culturas. Participaram a diretora Clair dos Santos, as professoras Luana Schulz e Lisiane da Silva, além das alunas Cecília Schulz Dutra e Floriana Gilles, filha de haitianos. A mediação foi conduzida por Ana Fausta Borghetti, facilitadora de processos de inovação.
Ao apresentar a realidade da escola, Clair destacou que a diversidade faz parte do cotidiano da instituição. Atualmente, a Emei atende cerca de 90 crianças, das quais 40 são filhos de imigrantes haitianos, além de estudantes de famílias venezuelanas e bolivianas. “Somos a rede de apoio deles quando chegam ao município. A escola é o centro onde conseguem pedir ajuda”, afirmou. Clair ressaltou ainda que o vínculo construído é tão forte que algumas professoras se tornaram madrinhas de filhos de imigrantes.
A iniciativa nasceu da proximidade entre o jogo da Copa do Mundo envolvendo Brasil e Haiti e uma experiência positiva com teatro desenvolvida anteriormente. A professora Luana contou que a proposta surgiu durante uma reunião pedagógica, inspirada pelos retornos que recebia da filha Cecília sobre as apresentações realizadas na escola. A ideia, segundo ela, foi substituir a lógica da disputa pela convivência. “Decidimos aproveitar essa junção do acaso para tra-


zer um sentimento de amizade, e não de competição. Assim surgiu a Copa da Amizade Brasil e Haiti”, contou. Para tornar a atividade ainda mais significativa, as famílias haitianas participaram da construção do projeto. Conforme Lisiane, os pais emprestaram roupas típicas, bandeiras e contribuíram para aproximar as crianças da cultura de origem. “Não era apenas futebol, mas uma copa de amizade”, resumiu a professora. No enredo, ela representava o Haiti, enquanto outra professora interpretava o Brasil. Uma fada conduzia os dois países à reconciliação, encerrando a história com a entrega da “Taça da Amizade”. Depois da apresentação, crianças e professores participaram de um baile com músicas brasileiras e haitianas, além de uma confraternização. Durante o programa, Flo-
riana Gilles lembrou um dos momentos mais marcantes da encenação. Ao ser questionada sobre o papel da fada, respondeu de forma espontânea: “Fez o Brasil e o Haiti virarem amigos”, disse.
As professoras destacaram que o teatro desperta o interesse das crianças de diferentes idades e amplia as possibilidades de aprendizagem. Para Luana, não é necessário investir em grandes produções para gerar impacto. Lisiane também observou que a experiência fortaleceu os vínculos entre educadores e alunos. Segundo ela, a timidez inicial deu lugar ao envolvimento com a proposta.
Ao longo da conversa, Ana Fausta reforçou que a arte favorece a expressão, amplia o vocabulário e contribui para a formação de cidadãos mais sensíveis às diferenças. “Só respeitamos o que conhecemos”, observou.


Moinho centenário se torna ponto turístico em Vespasiano Corrêa 365 VEZES NO VALE


Visitar o Moinho Colonial Pezzi é como voltar no tempo, numa época em que as engrenagens da moagem eram movidas pela força da água. Mais de um século depois de sua construção, o sistema ainda funciona.
Ver o processo do milho se transformando em farinha é o principal atrativo do ponto turístico localizado em Vespasiano Corrêa, ao lado do pórtico de entrada da cidade e às margens da ERS 129. Mas não é apenas isso que encontramos por lá.
A propriedade tem um charmoso jardim com direito a cascata ao fundo. A queda de água foi ornamentada com placa e um balanço. Cenário ideal tanto para contemplação, quanto para fotografias.
Para grupos, a propriedade ainda oferece um café colonial completo. A polenta é brustolada na hora no fogão a lenha. Outras delícias como queijos, salames bolachas completam o banquete servido num espaço fechado que também pode ser locado para eventos particulares. Toda a visita é guiada por Roque e o filho Gabriel Pezzi. No final, os visitantes ainda podem comprar produtos coloniais, vinhos e até a farinha produzida no moinho. Mais informações na página @moinhocolonialpezzi no Instagram.


Restaurante no caminho do Viaduto 13
Com almoços deliciosos e opções diversificadas para pernoite, o Restaurante e Pousada Recanto do Nonno fica a menos de 10 minutos do Viaduto 13, na estrada que liga Muçum ao gigante da Ferrovia do Trigo, na Linha Lucano Conedera.
O restaurante atende com lanches das 8h às 18h e comida caseira ao meio-dia nos fins de semana e feriados. No cardápio, arroz, feijão, massa, carne de panela, saladas e várias delícias
como a fortaia, polenta brustolada e aipim frito. O cliente pode optar pela opção livre ou prato feito.
Já a hospedagem conta com quatro quartos com banheiro compartilhado. O espaço abriga até três pessoas com diária a partir de R$ 200,00. Há ainda a cabana para quatro pessoas com diária a partir de R$ 600,00. Mais informações sobre o destino na página @recantodononno no Instagram.
