CASAL AVENTUREIRO
Bem-vindo ao Atacama

Lajeado, fim de semana, 28 e 29 de janeiro de 2017
Ano 14 - Nº 1772
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
FUTURO DE LAJEADO
Caumo anuncia reforma completa no Plano Diretor

ACIDENTE FATAL

Página 17
Caderno Você
CAMINHOS: Paulo Hopper e Aline Lenz relatam as aventuras vividas no deserto, localizado na região norte do Chile
Ocrescimento desordenado, fruto da falta de planejamento, foi tema central do debate Pensar Cidades. Após apontamentos
de painelistas, prefeito Marcelo Caumo admite falhas e promete reformulação do Plano Diretor, com foco nos próximas 30 anos. Páginas 4 a 6
INSEGURANÇA
Moradores do interior recorrem a câmeras
Avanço da criminalidade nas propriedades rurais leva produtores a inovar em sistemas de segurança. Com ausência de rondas policiais, os furtos se intensificam. Para conter os ladrões, instalam câmeras de monitoramento a fim de assegurar a vigilância da propriedade por 24h. Medida é recomendada pela Brigada Militar.
Páginas 14 e 15


EXPEDIENTE
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
REDA« O
Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200
CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br ahora@jornalahora.inf.br
COMERCIAL e ASSINATURAS
Av. Benjamin Constant, 1034/201
CEP 95900-000 - Lajeado - RS comercial@jornalahora.inf.br assinaturas@jornalahora.inf.br entrega@jornalahora.inf.br
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
INDICADORES ECONÔMICOS
MOEDACOMPRA VENDA
Dólar Comercial3,183,18
Dólar Turismo3,183,18
Euro3,403,40
Libra4,004,40
Peso Argentino0,200,20
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊS% MÊS % ACUMULADO ANO
ICV (Dieese)12/20160,166,16
IGP - DI (FGV)12/20160,837,15
IGP - M (FGV)12/20160,547,19
INPC (IBGE)12/20160,146,43
INCC12/20160,366,33
IPC-A (IBGE)01/20170,310,31
SALÁRIO MÍNIMO ANO: 2017 - R$ 937,00
TAXAS E CERTIFICADOS MÊS% MÊS % ACUMULADO ANO
TJLP ANO12/20167,50
SELIC META12/201613,00
TR 12/2016 0,182,01
CDI MENSAL11/20161,0412,73
OURO E PETROLEO FECHAMENTO DATAHORÁRIO
OURO GOLD (Onça Troy) USD 1.189,50 27/01/201717:25 PETROLEO BRENT USD 53,78 27/01/201717:25
BOLSAS MUNDIAIS PONTOS % FECHAMENTO IBOVESPA (BRA)66.132,05-0,08
S&P 500 (EUA)2.296,68-0,12
cotação do dia anterior até 17h45min DOWJONES (EUA) 20.078,83-0,11
NASDAQ (EUA)5.656,930,03
DAX 30 (ALE)11.814,27-0,29 FSTE 100 (GRB)7.184,490,32




Gilberto Soares gilberto@agea.com.br
“Seminvestigação nãosefazjornalismo dequalidade.”
RicardoNoblat,jornalista
Ditaduras e governos autoritários detestam a imprensa em si e jornais em particular. A democracia defende a liberdade de expressão como um direito fundamental ao estado de direito. É a outra face. O mais recente adversário da imprensa bate ponto na Casa Branca e atende por Donald Trump. Especialista em insultos, o novo presidente dos Estados Unidos assumiu brigando com a realidade das imagens – mesmo que possam valer mil palavras. Ante o desfavorável comparativo do público de sua posse e a de Barack Obama, vociferou que os jornalistas distorcem a verdade. Não no caso. Dados da coordenação do metrô comprovaram o dobro do movimento na posse de Obama. O chilique do homem mais poderoso do mundo só encontra paralelo em Kim Jong-II, presidente da Coreia do Norte e maluco de carteirinha.
ENIGMA DA ESFINGE. De tempos em tempos, os jornais são feridos de morte. Em 1920, foram as ondas do rádio. Depois, quando tela e imagem combinaram-e no formato televisão para enviar o “combo” jornal+rádio para o arquivo morto da história. No século XXI, o monstro ganhou corpo nas comunicações interpessoais incipientes para ser o

fio condutor da comunicação. Logo, as informações no meio digital ganharam preferência dos jovens. Agora, seduzem os velhos. Reativos, jornais – grande, pequenos ou micros – tentaram ser também veículos da internet. Imitaram-lhe o desenho, empobreceram os conteúdos e valorizaram a graça. Só piorou, pois a presunção, o acomodamento e o medo do desconhecido deixaram-nos longe de decifrar o enigma da web. Optaram pelo fácil e a esfinge devorou-lhes a ousadia.
A EPOPEIA DO PORCO. A insegurança da Zero Hora é exemplar. Deslumbrada com o novo e temerosa da validade como jornal impresso, apostou na mudança radical. Retirou os verbos na voz ativa da principal manchete da capa, ampliou ainda mais as fotos e investiu em notícias su-
perficiais. Deu no que deu e uma chamada de capa pós-mudança ressaltou a fuga de um porco na vila Bom Jesus, em Porto Alegre. A epopeia do quadrúpede (abril de 2014) virou o fato relevante no estado. Uma desorientação admitida já no slogan impreciso: “Digital, no papel, o que vier”. As tentativas posteriores de refazer-se passaram sempre por alterações gráficas – maquilagem. Tal qual um boxeador atingido com justeza no queixo, mantinha-se grogue, embora de pé. A reação ocorreu na última grande mudança. Os leitores perderam a edição de sábado, mas receberam um alentado jornal dominical, embora o ape-
lido juvenil – Fíndi. Dessa vez, a atenção ao texto ficou evidente com a criação do caderno DOC.
PIAUÍ. João Moreira Salles criou um fenômeno editorial chamado Piauí. Com dez anos de existência, a revista é um peixe na piracema. Avança contra a corrente convicta na perpetuação da qualidade. O prêmio pelo interesse no leitor tem sido, por coincidência, mais leitores. “As coisas não se mexem, não pulam, não têm vídeo e não cantam em nossas páginas”, disse Salles, diretor da revista, ao DOC. A entrevista valoriza a criação do Grupo de Investigação – GDI –, um dos maiores investimentos de ZH na redação. O primeiro trabalho do GDI devassou a venda irregular de produtos com agrotóxicos na Ceasa. Causou impacto e deve ter vendido bem em banca, com certeza.
PÉROLA. Ricardo Noblat escreveu no livro A Arte de Fazer um Jornal Diário: “Sem investigação não se faz jornalismo de qualidade”. “Investigação é coisa para a polícia”, afirmou um editor da região ao justificar a influência da assessoria de imprensa sobre a redação sob seu comando. Uma pérola comum a grande parte da intelligentsiado setor.
Ascoisasnãosemexem, nãopulam,nãotêm vídeoenãocantamem nossaspáginas
O A Hora tem feito diferente. Não finge ser internet, aprende a convergir. Respeita a política e cobra transparência dos políticos. Não cultua personalidades. Investiga, incomoda. Frente ao enigma, sabe que a vida “depende da confiança pública”. Outra lição de Noblat. Complicado? Não, simples.





OAdair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br
As coisas acontecem rápido demais
tempo é um só. Erroneamente temos a sensação de dias mais curtos, meses ou anos passando mais rápido. Na verdade, não é o tempo a correr, mas nossa vida submetida a uma rotina corrida e tumultuada.
Talvez essa sensação de diminuição do tempo seja reflexo da nossa ambição, da tecnologia ou ainda da nossa falta de percepção sobre o valor das coisas simples. Enfim... Trago a provocação inicial para conectar com o aniversário de Lajeado – 126 anos – comemorados nesta semana. Parece ontem quando o A Hora divulgou 50 perguntas lajeadenses, respondidas pelo então recém-eleito prefeito, Luís Fernando Schmitt.Lásevãoquatroanos,mas parece que foi há pouco. MarceloCaumoparticipoudeum polêmico e fundamental debate do Pensar Lajeado, promovido pelo A Hora,naquinta-feira.Ocenárioera oParquedoEngenho,mas,devidoà chuva, a organização mudou o local e o realizou nas belas dependências do Clube Tiro e Caça, ao lado, em meio à natureza exuberante. Umcontrasteemtermosdeinfraestrutura e preservação. Mas o que importa agora não é o local do debate, mas o que será feito a partir dessa rica discussão, da qual participaram o atual prefeito e osecretáriodoPlanejamentoeUrba-


[...]ao menos não gostaria de repetir a sensação de que mais quatro anos se perderam.
nismo, Rafael Zanatta, entre outros convidados. O Sinduscon fora convidado,masdeclinou.Umaperda.
Lajeado é, sem dúvida, atraente, promissora e admirada por muita gente. Tanto é que a cada ano aumenta sua população advinda de diversas partes do estado e país. Quando aqui se estabelecem e começam a experimentar todas as nuances da cidade, um paradoxo costuma se apresentar. Ao mesmo tempo,tãobelaecharmosa,hácontrastes acentuados, frutos das cir-
cunstâncias provocadas ou omitidas pelos próprios lajeadenses. Agora adentro nos temas abordados e tão bem expostos nas páginas iniciais da edição de hoje. De fato, precisamos colocarnamesaedebater, exaustivamente, qual rumo queremos dar à maiorcidadedoVale.O mau cheiro, a agressão ambiental ao rio, a falta de um Plano Diretor capaz deordenaraocupaçãourbanajánão cabemparaumacidadecomariquezadeLajeado.
Aqui não externo uma preocupação ou reflexão isolada. Tenho conversado com muitos lajeadenses, sejam eles do centro, bairros ou vilas,quasetodosanseiamquesepreserve e amplie a qualidade de vida. Pois bem. Ampliar é mais difícil, mas preservar é o mínimo. Isso implica em decisões corajosas do poder público, abrir o debate à comunidade, envolver profissionais gabaritados na criação de um novo Plano Diretor e, tão importante, criar um mecanismo eficiente e eficaz de fiscalização para o cumprimento das normas.
Como lajeadense, espero seriedadedanovagestãoemrelaçãoaesse assunto, antes que os quatro anos passem e a ação sucumba como outrora. Se o tempo passa rápido, ao menos não gostaria de repetir a sensação de que mais quatro anos se perderam.


Negócios em Pauta
O jornal A Hora e o Sincovat protagonizam um projeto inédito na área de gestão e empreendedorismo regional, denominado de Negócios em Pauta. O lançamento está programado para o dia 22 de fevereiro, às 19h, na sede do Sincovat. Na ocasião, serão apresentados os parceiros do projeto e as atividades a serem desenvolvidas durante o ano. Serão 12 workshops mensais, em sete cidades do Vale do Taquari, e um fórum estadual no dia 27
de setembro, dentro da Semana AcadêmicadeGestãoeEmpreendedorismodaUnivates.Ofórum aindaintegraráagradedeeventostécnicosdaConstrumóbil.
Uma página semanal e um caderno mensal, no A Hora, abarcarão a divulgação do projeto. A edição consistirá na produção de conteúdo sobre gestão corporativa e doméstica, com ênfase para entrevistas, reportagens, cobertura dos eventos e exemplos nas organizações.
“QUASE UM CIRCO”
Pelos menos três contratos envolvendo o aterro sanitário de Lajeado serão revistos pelo governo de Marcelo Caumo: a administração anterior, literalmente, torrou generosos R$ 25 mil mensais para manter uma guarda armada no aterro sanitário. Pasmem! R$ 300 mil anuais gastos com guarnição armadapara“proteger”olixão.
Só falta esticar a lona para o alto, em formato redondo, pois a palhaçada é enorme.
Outros R$ 23 mil mensais eram gastos com recebimento e reciclagem de geladeiras e sofás. Não está incluído o transporte, pois a prefeitura levava com caminhão próprio até o reciclador.
Além dessas aberrações, outro contrato paga R$ 60 mil mensais para a reciclagem do lixo doméstico.
A cifra mensal com reciclagem e segurança passa de R$ 1 milhão por ano. Nisso não estão incluídos o recolhimento do lixo, nem a manutenção do aterro. Esses têm contratos separados.
Emboraogovernoatualadote apráticadenãocriticaragestão passada, a comunidade tem o direito de saber onde e como foi gastoodinheiropúblico.
Só nesses três casos acima, o absurdosaltaaosolhos.Eolajeadense merece saber, inclusive, como será daqui pra frente. O prefeito Marcelo Caumo insiste em não publicitar tais informações, mas a imprensa não está restrita a isso. Os números e as aberrações, seja do governo anterior ou de futuros, precisam ganhar luz.


COMPROMISSO ASSUMIDO
Prefeito promete refazer o Plano Diretor de Lajeado
Debate Pensar o Vale apontou problemas e soluções do ordenamento urbano em Lajeado. Especialistas discutiram o déficit em saneamento, arborização e mobilidade provocado por uma histórica inexistência de planejamento.
Reportagem, ThiagoMaurique
Lajeado
Oprefeito Marcelo Caumo assumiu o compromisso de discutir e criar uma nova legislação para regrar o ordenamento urbano. A necessidade de um novo Plano Diretor ficou evidente durante o painel realizado pelo A Hora na tarde de quinta-feira, 26. Na data de aniversário de 126

anos de Lajeado, estudiosos e ativistas das áreas de arquitetura e urbanismo, desenvolvimento regional e meio ambiente se reuniram no CTC para analisar a cidade. O diagnóstico é pessimista e sinaliza para um cenário semelhante ao de municípios da Região Metropolitana. Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univates, mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Ufrgs, Alice Rauber ressalta que os esforços para ordenar a crescimento das cidades é recente no Brasil. Se-

gundo ela, os planos diretores surgiram na década de 70, e muitos deles foram revisados a partir de 2001, com a criação do Estatuto das Cidades.
“A maior parte dos planos municipais se preocupa apenas em definir limites construtivos, mas não norteia o desenvolvimento urbano”, alerta. Conforme Alice, a urgência do tema se justifica pelo índices construtivos do município, mais altos do que Porto Alegre
Para a presidente da Sociedade dos Arquitetos e Engenheiros do
Um projeto de Plano
Diretor só dá certo se a sociedade participar. Ela precisa trazer preocupações e mostrar o que almeja para o futuro de Lajeado.”
Evento reuniu estudiosos e ativistas das áreas de arquitetura e urbanismo,
Vale do Taquari, Adriana Nunes Machado, na ausência de um Plano Diretor bem estudado e definido, acumulam-se pedidos de mudança de regras de zoneamento.
Lembra que a cidade tem uma área total de apenas 90 quilômetros quadrados, com pouco espaço para o setor industrial. Diante disso, ressalta a necessidade de construir as regras em conjunto com toda a sociedade, mas de forma célere para evitar que as discussões encerrem sem medidas práticas
“A partir do momento que faze-

mos uma mudança de zoneamento, existem interesses conflitantes e um impacto ambiental que não pode ser ignorado”, ressalta. Segundo ela, a gestão municipal tem papel fundamental na resolução dos conflitos durante esse processo.
Saneamento básico
O índice quase inexistente de tratamento de efluentes domésticos resulta na degradação de arroios, mau cheiro nas ruas e culmina na poluição do Rio Taquari. Bióloga e consultora ambiental,
Prefeito Caumo, vire-se de frente para o Taquari. A administração tem que criar programas de Estado e não de governo. Não pode pensar apenas em quatro anos.”



desenvolvimento regional e meio ambiente ocorreu na dia de comemoração ao aniversário de 126 anos da cidade
Diana Kunzel alerta para o descaso em relação ao esgotamento sanitário.
“É talvez o maior problema do país, justamente porque não está sendo combatido”, destaca. Conforme a ecologista, os efluentes foram negligenciados ao longo da história, em parte porque a população não enxerga o que ocorre nos subterrâneos da cidade e não
percebe a contaminação do solo, mananciais e lençóis freáticos.
Ressalta que somente em 2007 foi estabelecida pelo governo federal e obrigatoriedade da criação de planos de saneamento ambiental. Segundo ela, as soluções para o setor são caras, mas existe dinheiro da União e do Estado disponível para iniciar aos trabalhos.
em relação à responsabilidade sobre o esgoto é se as obras devem ser custeadas pela Corsan ou pela prefeitura”, assinala. Conforme Diana, até poucos anos, as administrações municipais não queriam investimentos no setor devido ao transtorno causado pelas obras e pela necessidade de cobrar
“Um dos grandes problemas é CONTINUA>>>



Não vamos mudar a cidade se continuarmos a pensar igual. Repetimos o modelo colonial à exaustão, onde se traça um quadriculado no centro e se ignora a periferia.”
Não ficamos 126 anos sem um Plano Diretor, mas chegar até aqui sem planejamento é muito grave. Mostra que Lajeado não sabe onde quer chegar enquanto cidade.”


Nunes Machado, presidente do Seavat

Peixoto,



Por que uma pessoa quer ser prefeito de uma cidade?
Não é possível que seja para ferrar a qualidade de vida das pessoas permitindo o avanço do concreto e do asfalto!”


taxas de contribuição de melhorias dos moradores.
“O tratamento do dejeto também deveria ser uma obrigação de quem produziu, não apenas da prefeitura e da Corsan”, enfatiza. Para a bióloga, parte desse descaso ocorre devido à falta de consciência ecológica da mesma população que sofre com as consequências da poluição.
Coordenador do Programa Viva o Taquari Vivo, Gilberto Soares alerta para o nível de degradação do maior curso d’água da região. Segundo ele, o Rio Taquari está classificado como classe 4 na classificação da qualidade da água, sendo útil apenas para navegação e paisagem.
“É uma situação grave, pois estamos chegando no mesmo patamar de rios como o Gravataí, o Caí e o Sinos, hoje complemente degradados”, reforça. Para ele, a solução para os problemas da bacia hidrográfica Taquari-Antas não depende apenas de Lajeado, mas de uma organização que inclua todas as cidades banhadas pelos mananciais. Para isso, destaca o papel da educação na formação de cidadãos conscientes quanto ao problema.
Arborização e calor
A sensação de abafamento no centro da cidade é resultado de um fenômeno chamado “ilha de
calor”. Jornalista e ativista em defesa da ocupação dos espaços urbanos, Laura Peixoto ressalta que as temperaturas elevadas são resultado da redução nos índices de arborização aliados ao avanço do asfalto e do concreto. Segundo ela, o município perdeu áreas verdes ao longo dos três últimos governos municipais. “Fico pensando no que vai acontecer no futuro e não tenho muitas esperanças”, lamenta. Lembra que a população muitas vezes
opta por retirar as árvores por uma noção estética distorcida. Ressalta que bairros como o Florestal e o Americano, que estão entre os principais redutos habitacionais, sofrem com a retirada de árvores históricas. “Cada vez que se destrói a natureza, perdemos biomas inteiros. Seguidos governos autorizaram essa degradação.”
De acordo com Alice Rauber, a arborização é fundamental para garantir a qualidade de vida, não apenas na temperatura, mas também na qualidade do ar. Segundo ela, a vegetação consegue, por exemplo, filtrar a poluição
A Hora se manterá vigilante sobre o tema e as promessas. Construir uma cidade melhor é tarefa coletiva, e como agentes de transformação, faremos nossa parte.
proveniente do alto índice de automóveis da cidade.
Mobilidade urbana
Lajeado fechou 2016 com 61,7 mil veículos registrados e se tornou a terceira cidade com mais carrosporhabitantenoRS. Aprioridade ao transporte individual é percebida na malha viária do município e restringe a circulação de pedestres, ciclistas e cadeirantes. Aliado a um transporte público ineficiente, o cenário estimula o uso indiscriminado de carros e motos.
ParaAdrianaMachado,aausência de um sistema de transporte coletivo que atenda a população é o principal motivos para o excesso de veículos. Segundo ela, os engarrafamentos registrados nos horários de pico são um sintoma desse problema cuja solução não passa por aumentar ainda mais os espaços destinados aos carros.
De acordo com Diana Kunzel, a situação é reflexo da repetição de um modelo colonial de construção urbana, aliado à cultura de valorização do carro. “Precisamos parar de amar o carro e valorizar o cidadão.”
Lembraquenospaíseseuropeus a medida mais impactante da mobilidade urbana é eliminar veículos nas ruas centrais. Segundo ela, medidas de restrição podem gerar resistência em um primeiro momento, mas com o tempo a população acaba ocupando o espaço antes reservado aos carros.
COMPROMISSO ASSUMIDO
Após ouvir os apontamentos dos especialistas, o prefeito Marcelo Caumo se comprometeu a construir um novo Plano Diretor capaz de projetar os próximos 30 anos ao menos.
Segundo ele, o trabalho incluirá consultas públicas e parcerias com Univates, Seavat e outras instituições representativas. “Vamos ouvir a sociedade”.
Segundo ele, o projeto procura entender por que Lajeado chegou a esse ponto e abrange desde aspectos históricos, situação

O município vai continuar se desenvolvendo economicamente, mas precisa de limites que passam pelos índices e taxas de ocupação da cidade. Isso é urgente.”

política e administrativa, desenvolvimento social, urbanismo e meio ambiente. Conforme o prefeito, o projeto deve ser desenvolvido por um ano. Nos primeiros seis meses, será realizada a coleta de dados e nos seguintes a construção das políticas públicas. De acordo com Caumo, a intenção é criar um Plano Diretor que não sirva apenas para aprovação de projetos, mas também como material didático completo sobre a cidade.
Lajeado tem uma situação privilegiada economicamente, mas temos que cuidar para que não represente apenas vantagens individuais para esses empresários que aqui investem.”
Preocupação vai além de gerar energia
Aresponsabilidade da Cooperativa de Eletri-
rantir energia elétrica de qualidade, mas sua missão vai além. Por meio de projetos e programas comunitários, a Certel reforça o espírito desenvolvimentista e comunitário onde atua, sejanaeconomia,educação,saúde,açãosocialoudemaissetores inerentes a seus associados. Umexemploéanovaediçãodo -
ca. Lançado no dia 30 de novemeduasclínicasgeriátricas.
O programa substituirá lâmpa-
delos LED, e também trocará os
o selo Procel. Serão substituídos 112 refrigeradores e instaladas
Além de uma energia elétrica
quer aperfeiçoar o consumo e
evitar desperdícios. Ganham as entidadescomumaenergiaainda maisbarata,eanatureza.
em sala de aula com os estudantes, em disciplinas como Matemápara ampliar a compreensão e a
Para o professor Hugo Landmeier, não basta as escolas terem uma boa rede elétrica se não con-
A coordenadora da 3ª CRE, Greicy Weschenfelder, corrobora e

vo e exemplar por envolver o grande elemento de transformação da sociedade: a educação. “Além dos benefícioseconômicos,estabelece umacadeiaderesultados”.
Além dos benefícios econômicos, estabelece uma cadeia de resultados
Greicy Weschenfelder coordenadora da 3ª CRE
Investimento em pessoas
O incentivo ao Ensino Superior que a Certel possibilita aos associados e filhos de associados beneficia um número cada vez maior. Os descontos variam a partir de 10% na Faculdade La Salle e nas universidades Unopar e Unisinos. O programa de estímulo confirma mais uma preocupação da Certel com o crescimento das pessoas.
Luana Vanessa de Souza -
nia, cursa Processos Gerenciais na Unopar. “Esse desconto que a Certel concede me ajuda bastante, principalmente agora. Faz diferença para sobrar dinheiro e conseguir comprar os livros”, avalia.
com o programa é Ângela Carina Deves, de Traves-
seiro. Ela cursa Pedagogia na Unopar e diz que a Certel é uma grande aliada para realizar um sonho. “Me sinto valorizada e contente com esse apoio”.
associados interessados pelo desconto de 10% nas universidades mencionadas podem solicitar pelo e-mail comunicacao@certel. com.br.

No entender de Carlos Spiekermann, engenheiro eletricista da Prefeitura de Lajeado, “é preciso provocar a sociedade e, principal-
“Ficamos muito felizes com o projeto. Dependemos de verba do governoparabancarnossascontas de luz, e estamos sempre tentando
economizar energia”, comemorou Clair Wiebusch Goldmeier, agente administrativa de uma escola estadualemLanguiru,Teutônia.
berto Magedanz, de Teutônia, diz
exige ainda maior conscientização. Entende que o trabalho deve se estenderdaescolaàcasadosalunos. Paraadiretoradeumaescolaem Sério, Vera Maria Scheibler Eichler, o programa mescla as sustentabiumaatitudemuitoviável”.
Qualificação no quadro interno
servidores é uma ferramenta constante na cooperativa. Em no-
cionários Henrique Fensterseifer, Jonas Kalkmann e Rodrigo Oliveira participaram de um treinamento sobre a etapa de implantação da ISO. O curso de auditor interno da qualidade foi coordenado pela Aneel e reuniu técnicos de diferentes cooperativas, na sede da Certaja,emTaquari.
A atividade integra a meta de
SegundoopresidenteErineoHenemann, a cooperativa quer ampliar
Não apenas no fornecimento de energia elétrica, mas também nos processos internos, sejam administrativos ou técnicos, todos devem melhorar. “Isso nos tornará uma empresa cada vez mais organizada e dinâmica. Faz parte de

Claudiomir Antônio Battisti, diretor de uma escola em Gramado Xavier, reconhece o espírito comunitário e a responsabilidade social da Certel por meio de constantes projetos em favor dascomunidades.“EmGramado Xavier e em toda a região, enxergamos isso na Certel”, pontuou.
Municípios beneficiados
Entre os municípios abrangidos, estão: Barão, Boqueirão do Leão, Capitão, Carlos Barbosa, Forquetinha, Gramado Xavier, Igrejinha, Lajeado, Marques de Souza, Poço das Antas, Pouso Novo, Progresso, Salvador do Sul, Santa Clara do Sul, São Pedro da Serra, Sério, Travesseiro, Westfália e Teutônia.
A quantidade de pessoas diretamente beneficiadas, entre estudantes, enfermos e idosos, chega a 20,5 mil.
Restrição no crédito beneficia consumidores
Cartão de crédito passa a ter rotativo limitado
País
OConselho Monetário Nacional (CMN) anunciou na quinta-feira, 26, a restrição do uso do rotativo do cartão de crédito. Com isso, os usuários deverão quitar os débitos com o banco dentro de 30 dias, não podendo utilizar indefinidamente essa modalidade. A medida começa a valer a partir do dia 3 de abril. Deacordocomela,apósummês, o dono do cartão deverá quitar todos os débitos do cartão. A proposta é que, caso não tenha como pagar os valores à vista, o banco ofereça formas de parcelamento. Entretanto, as instituições financeiras não são obrigadas a isso. Para o professor de Administração da Univates, Marlon Dalmoro, a mudança tem diferentes consequências. “Por um lado isso reduz o consumo, pois diminui o poder de compra. Por outro, do ponto de vista da economia, isso gera um impacto negativo no comércio.” Dalmoro pondera que o resultado de momento pode ser de estagnação econômica. “No momento em que a economia está estagnada e precisa de um impulso, isso acaba prejudicando.” Apesar disso, o professor considera a proposta do CMN positiva a longo prazo. “A intenção é reduzir o endividamento do consumidor, e isso pode ter um efeito positivo, pois com

o tempo ele terá menos dívidas e poderá comprar mais.”
De acordo com ele, o mais beneficiado com a restrição é o próprio usuário do cartão de crédito. “É
JUROS ALTOS
O uso indiscriminado do cartão de crédito é apontado como o principal responsável pelo endividamento das famílias brasileiras. Dalmoro considera o recurso positivo, mas alerta para o cuidado na hora de usar. “O cartão de crédito é uma ferramenta muito útil, mas perigosa. Quem não souber usar pode se endividar, pelo pagamento de juros que são os maiores do mundo.”
Segundo ele, a redução
uma ação mais favorável para o consumidor, por ser uma ferramenta que o obriga a tomar atitudes mais conscientes. Qualquer ação nesse sentido é positiva.”

Cinco escolas infantis retomam atividades
Encantado
Cinco das nove Escolas de Educação Infantil voltaram às atividades na quinta-feira. A secretária de Educação Neide Maria Graciola visitou as escolas Imigrante, Planalto, Menino Trabalhador, Lajeadinho e Pequeno Príncipe. O objetivo era dar as
boas-vindas para a comunidade escolar. Durante a visita, novas diretoras foram apresentadas. A partir de agora, as escolas Santa Clara, Pingo de Gente, Lago Azul e Navegantes estão em férias. As aulas retornam no começo de março. Alunos desses locais foram remanejados para as escolas em funcionamento.
dos juros depende da decisão das instituições privadas e o governo tem pouco a fazer a respeito. “O governo restringe o rotativo porque é onde ele tem controle, a redução dos juros depende dos bancos.” O trabalho possível é mexer na taxa básica de juros, ação anunciada nesta semana. “O mecanismo, que já está sendo utilizado, e reduzir a Selic. Isso faz com que outras taxas do mercado baixem.”
Economia com corte de cargos deve chegar a R$ 70 mil por mês
Cruzeiro do Sul
O Executivo estima economizar R$ 70 mil por mês com os cortes dos cargos de secretariado e Cargos de Confiança (CCs) no início de gestão.
Agricultura, Assistência Social e Estradas são coman-
dadas por coordenadores, funcionários efetivos da Administração. A exceção é a Secretaria de Estradas. A pasta foi agregada na de Obras. O governo nomeou 32 CCs. Novas contratações podem ocorrer conforme a necessidade.

Estado quita dívidas com seis hospitais
Hospitais Estrela e Ouro Branco ficaram de fora. Eles
Vale do Taquari
Os débitos do Estado com seis hospitais da região serão quitados. Até a próxima terça-feira, mais de R$ 2,6 milhões entrarão na conta das casas de saúde.
A maioria do valor é referente a programas, como o Porta de Entrada e Ambulatório de Especialidades, que não haviam sido pagos em março, abril e maio do ano passado.
Dentre os beneficiados, está o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, que receberá R$ 725 mil. O montante é referente aos meses de março, abril e novembro, dos programas Saúde Mental, Gestante de Alto Risco, de diárias da UTI, Samu e OPO. O repasse foi o primeiro a ser anunciado na região, comunicado pelo próprio secretário estadual de Saúde, João Gabbardo. Até essa sexta-feira, parte da verba já havia sido depositada.
“Recebemos de novembro. Falta março e abril”, afirma o diretor-executivo, Cristiano Dickel. O valor será utilizado para diminuir uma espécie de cheque especial que o hospital tem com os bancos.
Porém, o Estado ainda deve à casa de saúde cerca de R$ 2 milhões, referentes a processos administrativos, de atendimentos já realizados, desde 2013.
têm R$ 2,6 milhões a receber

Alívio
Para o Hospital de Caridade
São José, de Taquari, o repasse também trará um desafogo. De acordo com o coordenador da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Ramon Zuchetti, a situação da casa de saúde era a mais preocupante.
Isso porque a falta de recursos acarretou na suspensão dos serviços ambulatoriais, nas especialidades de traumatologia, ortopedia, cirurgia geral, otorrinolaringologia e oftalmologia. “Felizmente não tínhamos muita dificuldade. Mas víamos que os hospitais estavam começando a sentir, e a situação
QUITAÇÃO DE DÍVIDAS
ARROIO DO MEIO HOSPITAL SÃO JOSÉ 587.500,00
BOQUEIRÃO DO LEÃO HOSPITAL SÃO RAFAEL ARCANJO 60.000,00
ENCANTADO HOSPITAL BENEFICENTE SANTA TEREZINHA 490.000,00
LAJEADO HOSPITAL BRUNO BORN 725.681,94
ROCA SALES HOSPITAL ROQUE GONZALES 75.000,00
TAQUARI HOSPITAL DE CARIDADE SÃO JOSÉ 751.156,50 TOTAL 16ª CRS2.689.338,44
ficaria muito complicada.”
Ao todo, o Estado está quitando as dívidas com 285 hospitais – 85% do total. Já são R$ 214 milhões repassados. De
acordo com o secretário Gabbardo, os hospitais que não foram incluídos nesses pagamentos serão chamados e, nos próximos 30 dias, receberão
uma proposta para a quitação dos débitos.
DE FORA
O Hospital Ouro Branco, de Teutônia, e Hospital Estrela ficaram sem pagamento. De acordo com o diretor-executivo do Ouro Branco, André Lagemann, o Estado deve R$ 1,2 milhão à casa de saúde.
Valor referente aos programas Porta de Entrada, Saúde Mental e Ambulatório de Especialidades, de março, abril, maio e dezembro.
No mês passado, o problema fez a folha ser quitada com atraso. Para fevereiro, uma subvenção de R$ 300 mil do governo municipal manterá o pagamento em dia. “Graças ao apoio das prefeituras conseguimos dar continuidade aos serviços.”
Em Estrela, a dívida está em R$ 1,4 milhão, de cinco meses do ano passado. A situação acarretou no parcelamento da folha de janeiro, e atraso das férias.
O pagamento deste mês dos funcionários ainda não estaria confirmado. Segundo a direção da casa, não há possibilidade de suspensão dos serviços.

Reforma transfere serviços públicos
Equipe da secretaria responsável atende em outro prédio até o fim das obras
Lajeado
Nove anos após a última grande reforma, o único prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) receberá novo investimento. Equipe da Secretaria de Planejamento e Urbanismo finaliza o orçamento da obra. Pintura, manutenção em paredes e forros devem fazer parte do pacote.
Durante o período de análise do orçamento e obras, todo o setor administrativo da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, sob coordenação de Carlos Reckziegel, atenderá no mesmo prédio onde hoje funciona a Secretaria de Saúde (Sesa), na esquina entre a av. Benjamin Constant e rua Alberto Torres.
O prefeito, Marcelo Caumo, ainda não informa o valor a ser investido na reforma. Em 2008, foram gastos R$ 103 mil de recursos municipal e federal para restauros de pisos, janelas e paredes internas e externas do prédio histórico.
Além de orçar o custo total do empreendimento, o governo precisa de autorização do IPHAE para dar início a qualquer trabalho de restauro, manutenção e obras em geral. No total, o estado tem 152 patrimônios tombados, incluindo o tombamento de remanescentes de Mata Atlântica que abrange mais de cem municípios.
Todos os gestores dessas ci-

dades estão aptos a solicitar recursos para custear reformas e restauros em prédios históricos. Até o momento, a administração municipal não confirma tal hipótese. Desde 2011, o Sistema Pró-Cultura do RS já financiou 24 projetos, gastando mais de R$ 20 milhões.
“A estrutura está com bastante problemas. Na fiação elétrica, por exemplo. Vamos realizar um minucioso orçamento para investir bem. Tudo isso, os valores e os problemas verificados no imóvel, serão apresentados junto com o diagnóstico financeiro a ser apresentado no fim de fevereiro”, informa o prefeito.
Um ano para restaurar escadaria
Em 18 de junho de 2015, um veículo invadiu a calçada da rua Borges de Medeiros, quase esquina com a Júlio de Castilhos, e acabou colidindo contra parte dos guarda-corpos da escadaria de acesso ao prédio tombado. Após a queda da estrutura, o governo encaminhou documentação ao IPHAE para posterior aprovação do serviço.
A medida é uma imposição do instituto para garantir a manutenção das características originais do imóvel. Depois de aprovado o projeto de restauro, os serviços ficaram a cargo da Univates, que foi parceira na
reconstrução da escadaria, cedendo o Laboratório de Tecnologias da Construção (Latec), sob coordenação de professores dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo. Passados 11 meses e nove dias de espera – em 9 de junho de 2016 –, a reforma de parte da escadaria, bem como a pintura na área danificada, enfim foram finalizadas. Algumas peças danificadas foram reutilizadas durante o conserto dos pilares. Todas eram originais de 1900, ano de conclusão do prédio.
Última grande reforma
Em dezembro de 2008, a então prefeita, Carmen Regina Cardoso, reabria a Casa de Cultura
após meses de reforma. Com investimento de mais de R$ 180 mil, o prédio recebeu nova pintura, o telhado foi trocado e as aberturas, restauradas.
Também foi realizada a recuperação da estrutura de alvenaria do subsolo e das paredes que apresentavam infiltração, bem como troca e pintura do assoalho que apresentava cupins. Todas as janelas foram restauradas e nos três pisos foram trocadas as tábuas do assoalho, tal como o forro do teto. O assoalho foi todo lixado e pintado.
PRÉDIO HISTÓRICO
A Casa de Cultura foi inaugurada em 20 de agosto de 1900. O prédio de três pavimentos no estilo eclético, com predomínio de características neoclássicas, foi idealizado pelo intendente (prefeito, na época) Júlio May, que administrou Lajeado entre fevereiro de 1895 e fevereiro de 1902. A planta foi elaborada pelo arquiteto Antônio Guth. O serviço de execução foi coordenado por Cristiano Müller e Carlos Spohr Filho. Após inaugurado, o prédio sediava – inicialmente – o Gabinete da Intendência, a Secretaria, a Fazenda (ou Tesouraria), a Sala do Conselho Municipal, o Quartel e ainda a Cadeia Municipal. A partir de 1903, passou a abrigar também o Fórum da Comarca do Alto Taquari.

Lajeado
ASanta Casa contrata Grupo Giovanoni
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre contará com o apoio do Grupo Giovanini para aperfeiçoar o modelo de gestão. O contrato foi firmado após reunião do Planejamento Estratégico da instituição, que definiu como objetivo aperfeiçoar e integrar os processos assistenciais.
O grupo de Lajeado atende aos critérios da diretoria executiva, em conjunto com a área da qualidade, que incluem a qualificação técnica, conhecimento e experiência na implementação de modelo de gestão integrada. Também atendem aos requisitos da Acreditação ON, um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, além dos Fundamentos do Modelo de Excelência em Gestão (PGQP) de forma horizontalizada.
Segundo as consultoras Ana Giovanoni e Kitti Dahlke, o principal desafio do Projeto de Aperfeiçoamento do Modelo de Gestão da Santa Casa é a integração dos processos. Por meio das melhores práticas assistenciais e administrativas, quer potencializar os resultados, sem perder a essência

da compaixão pela vida e misericórdia. “Nos orgulhamos de ser a empresa escolhida nesse processo, que envolve as equipes de forma co-criativa na busca por soluções”, explicam.
Conhecimento
Ana e Kitti Giovanoni são certificadas pelo ICMCI (The International Council of Management Consulting Institutes) como consultoras de Gestão Certificado, CMC (Certified Management Consultant). Nesse processo, os consultores passam por
uma série de avaliações que seguem padrões internacionais de qualidade e ética profissional. Leva-se em consideração a prestação de serviços, regida pelo Código de Ética. “O processo avaliativo contempla a pesquisa de mercado sobre a qualidade dos serviços prestados pelos consultores, bem como sua atualização profissional e o atendimento ao modelo de competências. Inclui visão de negócios, competências técnicas, valores e comportamentos essenciais para a atuação profissional.”
Projeto Baja busca conhecimento de universitários

Lajeado
Andar durante quatro horas enfrentando obstáculos maiores até mesmo que o próprio carro, horas no ar e em outros momentos praticamente imerso na água. Fazer um carro que atendesse a esses requisitos é o desafio de um grupo formado por 20 alunos da Univates.
O projeto Baja SAE Brasil é uma competição mundial entre instituições de Ensino Superior,
que propõe aos estudantes de Engenharia projetar, construir e testar um veículo off-road, com aplicação prática do conhecimento. Na Univates, o projeto começou em 2012 e é apontado como destaque no país. Conta com o 7º lugar no campeonato sul-brasileiro e o prêmio nacional de melhor equipe novata em 2015.
O estudante de Engenharia Mecânica, Guilherme Lago, é piloto de kart desde 2011. Ocupa o
posto de piloto oficial da equipe. “É muito importante colocar em prática o que estudamos. É como se trabalhássemos em uma empresa. Temos tarefas e prazos para cumprir”, afirma. Lago é um dos primeiros bolsistas do projeto e trabalha na área. O salto profissional ocorreu pela participação no projeto. “É um grande laboratório para os estudantes que querem colocar em prática o que é visto em aula”, garante.




Monitoramento: depois do furto de uma motosserra, família Immich investiu R$ 3,5 mil em cinco câmeras. O recurso garante vigiar arredores da casa mesmo quando estão fora da propriedade

FURTOS E ROUBOS
Agricultores inovam em medidas de segurança
Distantes de rondas policiais, produtores rurais apostam em equipamentos tecnológicos para espantar ladrões. Instalação de câmera de monitoramento, outrora distante da realidade familiar, se torna medida frequente no interior
Reportagem, CássiaColla
Lajeado
Acriminalidade avança para as áreas rurais. Furtos e roubos são cada vez mais frequentes. O sentimento de medo e impotência faz parte da rotina dos agricultores quando se deparam com a perda de bens materiais.
“O pior é a sensação quando percebemos que o furto acontece”, declara Darci Immich, uma das últimas vítimas da ação dos la-
drões em Alto Conventos. Por menores que sejam as perdas, muitos temem pela própria integridade física.
A precarização da segurança pública, intensificada pela crise nasfinançasdoEstado,afastaáreas como essa das rondas policiais. Devido à distância das delegacias, poucos casos são registrados pelos agricultores. Com disso, a maioria não integra as estatísticas. Dessa forma, a população procura meios para se proteger. A demanda por equipamentos de vigilância como câmeras e alarmes tem crescido no interior de Lajeado e nos municípios vizinhos.
O pior é o sentimento de impotência ao ver a casa arrombada”
Darci Immich Agricultor
A estratégia adotada tem intenção de dificultar a ação dos criminosos e criar provas para barrar os atos por meio da Justiça.
O aposentado Darci Immich teve a motosserra furtada do galpão na semana passada. O crime ocorreu quando ele e a mulher saíram de casa. O prejuízo foi de R$ 1 mil.
A casa deles também foi arrombada faz três anos. Na ocasião, não havia ninguém. Os criminosos comeram pastéis que estavam na geladeira e levaram quase R$ 200 em moedas, guardadas em uma gaveta. Para impedir novos furtos, in-
vestiram R$ 3,5 mil para instalar cinco câmeras de monitoramento. O sistema permite verificar, mesmo a distância, movimentos de pessoas estranhas no pátio. Também é possível acompanhar as imagens no aparelho de televisão. Se durante a noite o casal perceber uma movimentação estranha, pode verificar o que está acontecendo nos arredores da casa e no galpão. Entre os projetos futuros, eles pretendem investir no cercamento da propriedade. Na avaliação de Immich, os mecanismos dificultam a entrada dos ladrões. “Tudo isso não impede que entrem aqui. Pelo menos,


se for mais difícil, vão evitar essa propriedade.”
Fora das estatísticas
As duas ações não foram registradas na Brigada Militar. “Não adianta nada. A primeira coisa que iriam pedir era a nota fiscal da motosserra, mas não tenho. Ela era do meu pai. De qualquer forma, quem fez isso continuaria solto.”
Na vizinhança, o problema se repete. Outras famílias e pequenos estabelecimentos estão aderindoaosistema.Muitosinstalam cercas e alarmes.
Immich conta que na propriedade da sogra e do cunhado a casa foi arrombada e joias foram levadas. “Foi o lugar que teve maior prejuízo.” De acordo com ele, todos conhecem os autores dos furtos, mas ninguém consegue provar. “Por isso não registramos ocorrência. É uma gurizada que furta esses itens para trocar por drogas.”
Sem patrulhamento
O baixo efetivo prejudica as rondas da Brigada Militar no interior e na cidade. Conforme a comandante interina do 22º Batalhão, Carine Pires Soares Brum, o atendimento de ocorrências tem
quem a segurança nas propriedades.“Ascâmerasdemonitoramento, em especial, são fundamentais para a construção de provas e auxiliam a identificar os autores durante as investigações.”
Cercas e alarmes também são recomendados. Segundo ela, se a família tem condições de adotar formas de prevenção, deve investir.
Sistema de vigilância
Nesta semana, foram instalados seis sistemas de câmeras de monitoramento em Alto Conventos. Em Nova Santa Cruz, Forquetinha e em Santa Clara do Sul, a instalação é frequente.
O empresário Everton Draghetti trabalha no ramo faz 15 anos. Segundo ele, a demanda teve amplo crescimento nos últimos três a quatro anos. “A insegurança vivida nessas localidades tem feito os agricultores buscar o mecanismo para oferecer segurança ao patrimônio.”
ocupado boa parte da rotina das guarnições. “Não estamos conseguindo fazer rondas nem nos bairros mais próximos do centro.”
O órgão não tem dados específicos sobre ocorrências de furtos nas áreas rurais. Na avaliação de Carine, poucos casos chegam ao conhecimento da BM. Por outro lado, nas áreas urbanas, o registro ocorre com maior frequência. Ela acredita que a própria distância impede agricultores de registrar os casos.
A comandante recomenda a adoção de medidas que qualifi-
O sistema filma em alta definição e consegue captar imagens do entorno da propriedade. Os dados ficam armazenados em um disco rígido com ampla capacidade de armazenamento. Após 30 a 40 dias, são apagados.
Eles podem ser copiados para outros dispositivos de armazenamento. “Quando ocorre o furto, é possível copiar as imagens em um pen-drive e levá-lo até a Brigada Militar durante o registro de ocorrência.”
Precaução
Faz um ano que Ildo Schmitt, 62, adotou o sistema. Ele teve a casa arrombada faz mais de dez anos. Na época, levaram seis caixas de cerveja, armazenadas na parte térrea da residência. O fato não foi registrado. “Depois disso, ninguém nunca mais entrou aqui. Instalei as câmeras ano passado por precaução.”
As imagens auxiliam na identificação de criminosos e na solução dos crimes.”
Carine Pires Soares Brum
Comandante 22º Batalhão
Brigada Militar
Na propriedade, colocou seis câmeras. Na época, investiu cerca de R$ 3,2 mil. Além disso, procura manter a casa sempre chaveada. Na porta do térreo, usa um sarrafo para reforçar a segurança. Segundo ele, na redondeza, os furtos ocorrem com mais frequência. “Se sabe quem é, mas adianta registrar?”, questiona. Conforme ele, por mais que os infratores sejam presos, não cumprirão a pena. “Eu não espero a justiça. Se entrarem na minha casa, eu passo chumbo mesmo.”


Número de alunos cai. CRE junta séries
Multisseriação é a alternativa encontrada para manter
Vale do Taquari
Onúmero de alunos nas escolas estaduais terá nova queda. De acordo com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), o ano letivo iniciará com 800 alunos a menos em relação ao fim de 2016. Dados fechados pela órgão na quinta-feira apontam que, até o momento, 20.613 estudantes já fizeram a matrícula ou têm vaga garantida pelo sistema, mesmo sem ter confirmado a inscrição.
O responsável pelo Departamento Pedagógico da CRE, Fábio Luís Mallmann, estima que essa quantia ainda deve aumentar até 17 de fevereiro, prazo final para matrículas. Mas ainda não atingirá o montante de 2016.
“Analisando os anos anteriores, com certeza, esses dados vão se alterar. Ainda precisamos aguardar os retardatários. Mas já prevemos uma queda.” Somente ao longo do ano letivo passado, a redução nos 32 municípios abrangidos pela 3ª CRE foi de 763 alunos.
Desde 2009, o número já chega a 7,4 mil. Diminuição que resultou emjunçãodeváriassériesemuma mesma sala e também fechamento de escolas. De acordo com Mallmann, das 1.067 turmas formadas para este ano, 87 são multisseriadas. Apenas escolas de Ensino Médio não foram afetadas.
“Sempre avaliamos a questão pedagógica. Avaliando se aquela mudança é boa para o ensino do estudante.” Para garantir o aprendizado, essas turmas são divididas
CONSELHOS
por blocos de ensino: 1º ao 3º ano, do 4º e 5º, e do 6º ano.
Um caso assim ocorre na Escola
Estadual de Ensino Fundamental Padre Antonelli, de Anta Gorda, onde estudantes do 1º ao 5º ano ocupam a mesma sala. “São as raras as situações em que não respeitamos essa divisão. Somente quando o número é tão pequeno que prejudica os alunos.”
Mallmann ainda ressalta que a alternativa possibilita economia. “É possível ter qualidade de ensino, e o racionar os custos. Acho que as pessoas precisam avaliar por esse lado também.”
Fechamento de escolas
Para o início do ano letivo, não há previsão de fechamento ou municipalização de escola estadual. Porém, ao longo de 2017, a continuidade de três instituições será avaliada. Uma delas fica em Ta-

escolas menores abertas
O governo deveria tratar a educação de uma forma mais séria”
O diretor-geral do 8º núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) e professor de História, Oséias Souza de Freitas, comenta a multisseriação. Ele acredita que unir alunos de diferentes séries em uma mesma sala traz prejuízos ao aprendizado e ensino.
A Hora – Do ponto de vista do professor, que dificu dade a multisseriação pode gerar?

quari, com cinco alunos, e outras duas em Cruzeiro do Sul, com dez estudantescada.“Oêxodoruralfaz com que isso ocorra. Trabalhamos para mantê-las, mas não depende só de nós.” Mallmann garante que o assunto será abordado com as comunidades escolares, e tratado publicamente, caso se concretize.
Municípios sem multissetoriação
(todos têm apenas uma
escola de Ensino Médio)
•Arroio do Meio
•Coqueiro Baixo
•Fazenda Vilanova
•Forquetinha
•Muçum
•Nova Bréscia
•Sério
•Teutônia
•Vespasiano Corrêa
•Westfália
Oséias de Freitas –explicar. Mas acredito que eu não saberia trabalhar totalmente contraditório ao que o governo exige. No que haja uma emancipação do aluno, uma avaliação individualizada, mas não nos dá condições para isso. Praticamente 100% da categoria é contra essas medidas que consideram apenas o aspecto econômico e tratam a educação como mercadoria, além de privar o cidadão de um direito, que é ter educação de qualidade.
Quais as consequências que isso pode causar ao aprendizado dos alunos?
Freitas – Pode afetar a qualidade do aprendizado. O professor não terá como aprofundar e trabalhar os temas de modo mais específico, atendendo as demandas de cada série. Terá que se deter em aspectos gerais, trabalhar de forma genérica. Se eu tenho 30 alunos, preciso enxergar cada um de forma diferente e ofertar conteúdos personalizados a cada um. Mas assim não é possível. Enquanto os mais novos precisam se apressar para acompanhar certas coisas, os mais velhos precisam regredir.
Qual seria uma alternativa à medida?
Freitas – O governo deveria tratar a educação de uma forma mais séria, priorizar, enxergar que não é custo, mas investimento. O segundo ponto necessário é a realização de ajustes na realocação de professores e organização das horas, para que o professor não fique sobrecarregado. Além da implementação do piso nacional e pagamento do 13º. Enfim, se tudo isso fosse visto de outra maneira, esse tipo de atitude não seria necessária. O resultado será um só: péssimos cidadãos, uma sociedade corrupta e violenta.
Estrela confirma Carnaval de Rua
Estrela
Estrela se transformará na passarela do samba no dia 4 de março, a partir das 20h, com o tradicional Carnaval de Rua.
As primeiras reuniões de organização já ocorrem e a expectativa é de um desfile rico em alegria e criatividade. O desfile será protagonizado pelos blocos Renascer do Samba de Estrela que contará com 200 foliões e do Bloco dos Palhaços de Lajeado que trará 140 participantes. A Escola de Samba Inhan-
dava, de Bom Retiro do Sul, virá em grande número, além dos blocos Foliões e Foragidos da Fazenda, de Fazenda Vilanova.
Conforme Marcelo Braun, responsável pela Secretaria de Cultura e Turismo, a expectativa é atrair um público de cinco mil pessoas de todo o Vale do Taquari.
A folia já inicia na próxima semana, dia 4, às 16h, quando o Bloco Renascer do Samba escolhe da Rainha do Carnaval, no Barracão Carnavalesco, no bairro Imigrantes.
Participarm das reuniões representantes da Secretaria de Cultura e Turismo de Estrela, secretário Braun e a assessora Silvana Menezes; presidente do Bloco Renascer do Samba, Ataíde Boa Vista; representantes do Bloco dos Palhaços de Lajeado, Darci Possamai e Jeferson Melo; presidente da Escola de Samba Inhandava de Bom Retiro do Sul, Deverson Jonas de Oliveira; e secretário de Turismo, Esporte e Lazer do município, Luís Eduardo Arce.

Atropelamento mata criança de sete anos
Menino passeava de bicicleta no bairro Santo André
Lajeado
Um atropelamento no fim da tarde dessa sexta-feira causou a morte de Thayson Tauã da Silva, de apenas 7 anos. A vítima foi atingida por um veículo Troller e morreu no local. Na sequência, houve aglomeração de pessoas e a motorista teria sido ameaçada de linchamento por alguns populares.
A Brigada Militar (BM) e o Samu chegaram no local por volta das 18h e evitaram agressões à condutora. O ponto do acidente fica próximo à esquina entre as ruas Rio Grande do Sul, João Luis da Rocha e Rio e Janeiro, no bairro Santo André, acesso pelos
fundos do Posto do Arco. Thayson estaria cruzando uma das vias no momento do choque. Agentes da Polícia Civil (PC) recolheram a bicicleta da vítima para realizar perícia. Entre as análises a serem feitas, as condições dos freios. Isso porque, de acordo com testemunhas, ele teria tido problemas com o mecanismo um pouco antes do atropelamento.
O corpo de Thayson foi encaminhado para necropsia no Departamento Médico Legal (DML) de Lajeado. Já a condutora do veículo Troller, que ainda não teve a identidade divulgada, foi levada pela BM para prestar depoimento na Delegacia de Polícia.
De acordo com moradores, o
Polícia localiza foragido
Lajeado
Fabiano Francisco Saldanha, 29, foi localizado na madrugada de sexta-feira, no centro de Lajeado. Ele estava foragido e foi preso pela Brigada Militar. O policiamento foi informado sobre uma pessoa suspeita, que caminhava
pela rua Júlio May. A guarnição fez a abordagem e identificou o homem, morador do bairro Olarias. O indivíduo mentiu o nome. Depois de identificado foi conduzido a UPA para exames e levado até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde ficou a disposição da justiça.


ponto onde Thayson foi atingido é considerado perigoso. O local, próximo à sede da Artecil, é de intenso movimento de veículos. Muitos abusam da velocidade naquela via urbana, que é asfaltada e não possui redutores. O Departamento de Trânsito deve avaliar a possibilidade de instalar dispositivos para amenizar os riscos naquela região.



PATROCÍNIO:

Ligas renovam mandato de Volnei Kochhan
Presidente da Aslivata foi reeleito por aclamação
Eleito na quinta-feira, 26, para mais dois anos de mandato à frente da Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata), Volnei Kochhan projeta o fortalecimento do campeonato regional a partir deste ano. A meta do dirigente é um campeonato com 50 equipes, objetivo que, segundo ele, não foi alcançado em 2016 em razão das eleições.
Diferente do que havia sido anunciado semanas atrás, Kochhan não teve adversários na disputa. O nome do ex-presidente Vianei Hammes havia sido aventado para disputar o cargo. Entretanto, a chapa desistiu de concorrer, abrindo caminho para a aclamação da atual gestão, que foi aprovada por oito ligas presentes na reunião.
Kochhan garante não ver problemas em uma chapa de oposição, mas se mostrou incomodado

pela demora em divulgar o nome do candidato. “Acho que é democracia, o que me incomodou um pouco foi não saber quem seria o concorrente.” O presidente se mostrou satisfeito com a sugestão dos opositores. “Eu estava preocupado até o momento de saber o nome, quando ele foi di-
vulgado me senti tranquilo por ser uma pessoa que têm experiência.”
A previsão é que o regional da Aslivata inicie no dia 23 de julho. Nesta entrevista, Kochhan fala dos planos para o próximo mandato e avalia os dois primeiros no comando da entidade.
As ligas municipais vão desaparecer”
A Hora – Qual o planejamento da Aslivata para os próximos dois anos?
Volnei Kochhan – A primeira meta é proporcionar no site da Aslivata um link para cada Liga, onde eles podem colocar toda a história e atualizações dos clubes. Vamos centralizar as informações de todas as ligas filiadas. Outra meta é manter a unidade e principalmente o trabalho de participação, acompanhar e procurar as ligas. Não adianta eu ficar sentado, a minha ideia é fazer um grande campeonato, mas teremos que ajudar os clubes.
Ao longo do mandato, o senhor sofreu algumas pressões, como o caso de Teutônia que fala em separação. Na sua opinião, por que os clubes estão insatisfeitos?
Kochhan – Isso vem de interesses políticos e pessoais. Hoje têm pessoas que falam em criar empresa para fazer eventos esportivos, para que isso se temos ligas municipais e ligas regionais? Não é possível, no meio desse fogo cruzado, que isso seja viável. Se mesmo no profissional vemos o Lajeadense com dificuldades. Hoje a situação financeira da Aslivata é um incentivo para pessoas terem interesse. Em dois anos praticamente dobramos o valor da entidade, mesmo com a redução de 20% dos valores vindos dos apoiadores comparado há quatro anos.
No ano passado houve uma redução de participantes no campeonato. Por que isso ocorreu?
Kochhan – Foram cinco clubes a menos, de 35 para 27 clubes. Isso foi algo excepcional por ter sido um ano eleitoral. Minha meta era de termos 50 clubes, o que não atingimos exclusivamente por causa das eleições. Além disso, a crise existe. As prefeituras cortam cada vez mais (recursos). As ligas municipais vão desaparecer. Cruzeiro já dissolveu, por causa das licitações. Não se consegue mais dinheiro público sem uma, e a prestação contas é complicada. Eu pedi um estudo para o nosso contador para ver o que pode ser feito, e se podemos centralizar a contabilidade aqui na Aslivata.
Equipes disputam a primeira rodada do Gauchão
Após 13 dias de pré-temporada, o Internacional inicia neste domingo, 29, a busca pelo heptacampeonato gaúcho. O time sobe a Serra Gaúcha para enfrentar o Veranópolis no Estádio Antônio David Farina a partir das 17h. O jogo abre o campeonato regional,
que tem mais três jogos no domingo e o restante da rodada encerrando na segunda-feira.
O jogo de domingo marca o retorno de D’Alessandro ao time gaúcho. Após atritos com a direção comandada por Vitório Piffero, o ídolo colorado foi emprestado ao River Plate da Argentina, onde disputou a última temporada. No
fim de 2016, o camisa 10 retornou ao clube, e se tornou o principal reforço para 2017.
O argentino se diz motivado para encarar a campanha deste ano, quando, pela primeira vez na história, o Inter disputa a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. “Pessoalmente é um desafio diferente dentro do clube e um dos
mais importantes.”
Grêmio estreia na segunda
Depois de vencer a Copa do Brasil e acabar com o jejum de títulos, o Tricolor quer retomar a hegemonia no estado. O clube não vence o Gauchão desde 2010, e
para o presidente Romildo Bolzan Júnior o título regional é uma das prioridades.
A equipe do técnico Renato Gaúcho encerra hoje a pré-temporada em jogo-treino contra o Aimoré. O time estreia no campeonato na segunda-feira contra o Ypiranga. O jogo ocorre às 21h15 min, na Arena.
OTorneio de Férias do Clube Tiro e Caça eliminou as primeiras três equipes. As quinta e sexta rodadas da competição, no formato eliminatório, ocorrem na terça e quinta-feira, respectivamente.
Deram adeus à competição os times DK FC, Maragatos On Vacation e Expressinho de Verão. Todos foram goleados pelos adversários. O DK FC levou 5 a 0 do Coroas Mirim/Charrua. O Expressinho de Verão perdeu por 4 a 0 para o Coroas C. Já o Maragatos On Vacation foi derrotado pelo Amnésia por 12 a 2.




Primeiras equipes são eliminadas do Torneio de Férias

do certame ocorrem na terça e quinta-feira, às 19h
Três equipes –Amnésia, Coroas Mirim D e Shark
Ataque estão invictas. Augusto Kolling, meia do Amnésia, é o artilheiro isolado da competição.
Destaques
Após quatro rodadas, Augusto Kolling, o “Ducho”, é o artilheiro isolado do certame. O meia do Amnésia balançou as redes em quatro oportunidades. É seguido por cinco jogadores empatados com três gols – Felipe Dias e
Lucian Nicaretta (Shark Ataque), Pepe Demichei (Rebordose), Moisés Alberton (Coroas Mirim D), e Tiago Conrad, o “Polenta” (Amnésia). Três times – Amnésia, Coroas Mirim D e Shark Ataque estão invictos na competição.
ResultadosAgenda
3ª rodada
•Coroas Mirim D/3ª 10 x 2 S.O.S
•Bitterflex 4 x 2 Supérfluos
•Lesionados 3 x 3 Pumas
– PK 3 x 1
4ª rodada
•Coroas C 4 x 0 Expressinho de Verão
•Maragatos On Vacation 2 x 13 Amnésia
•Coroas Mirim/Charrua 5 x 0 DK FC
Dia 31 – 5ª rodada
•19h – Coroas C x Pumas
•20h – S.O.S x Supérfluos
•21h – Coroas Mirim D x Ser Falcatrua
Dia 2/2 – 6ª rodada
•19h – Rebordose x Shark Ataque
•20h – Aliança x Coroas Mirim D/3º
•21h – Bitterflex x Lesionados


Intercamping
Eliminatória inicia neste sábado, às 13h30min
A

AMADORES
Boqueirão do Leão
Independente e Internacional estreiam domingo
A terceira rodada do campeonato amador de Boqueirão do Leão será disputada no domingo na praça esportiva do Independente. Em Alto Boqueirão, a equipe recebe o Internacional de Pedras Brancas. O confronto aspirante inicia às 15h30min. A partida principal está agendada para às 17h30min.
partir de agora, quem perder está eliminado da competição
OCamping da Pedra sedia neste sábado à tarde a primeira rodada da segunda fase. Sete jogos movimentam o balneário. Bohemios, de Arroio do Meio, e Vai Que Cola, de Marques de Souza, abrem os jogos. Depois, o Caí na Farra, de encara o Estudiantes, de Lajeado rodada segue com Parceiros versus Mercenários, Lavanderia Campestre versus Sem Compromisso, Wasserstadt versus Illuminatti’s e Amigos do Léo versus Atual Campeão.
Progresso

Alta Picada Serra e Tiririca sediam jogos
A quinta rodada do municipal de futebol de campo de Progresso ocorre no sábado, em Alta Picada Serra, e no domingo, em Tiririca, às 15h.
No sábado, o Achados e Perdidos, de São Luiz, tenta a primeira vitória na competição, diante do invicto Cruzeiro, de Alto Honorato. Às 17h, o líder e dono da casa, São João, encara o Internacional, de Campo Branco, e busca se manter na ponta da tabela. No domingo, ocorre o clássico de Xaxim, entre Flamengo A e B. Após, o Cruzeiro, dono da casa, encara o Sempre Unidos. Classificação
São João (7 pontos), Flamengo A (6), Amizade (5), Internacional e Flamengo B (4), Cruzeiro de Alto Honorato (3), Cruzeiro de Tiririca e Sempre Unidos (1), Achados e Perdidos (sem pontuar).
