Lajeado, quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Ano 14 - Nº 1654
Avulso: R$ 2,00
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 21h
ESTRELA
Obra desvia trânsito de

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Lajeado, quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Ano 14 - Nº 1654
Avulso: R$ 2,00
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 21h
ESTRELA

AA pavimentação da rua João Fell resulta em menos caminhões na área urbana de Estrela, dizem moradores. Via municipal se torna ligação entre a Rota do Sol e a BR-386.
INADIMPLÊNCIA
Página 6
Dados apontam a primeira redução na inadimplência e endividamentonoRSdesdedezembrode 2015.ParaFecomércio,issomostra que as famílias ajustaram contas diante da crise.
Página 10

Predomínio do sol Mínima: 8°C - Máxima: 19ºC
udiência judicial entre governo de Lajeado, consórcio de empresas Giovanella e Coesul, integrantes do Ministério Público Federal e Caixa Econômica Federal terminou com um pré-acordo para retomada das obras do PAC. Pela conciliação,ovalorapontadocomo suposto superfaturamento fica retido em uma conta judicial. Executivo garante pagamento de quase R$ 2 milhões em aditivos para as empresas.
Página 4


APONTAMENTO DO JUIZ
Tenente-coronel, Paulo Rogério Farias Medeiros solicitou transferência durante o período eleitoral.
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
REDA« O
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Apopulação tem o direito de saber como e onde os governos gastam o dinheiro arrecadado pelos impostos. Uma forma de obrigar essa prestação de contas foi a instituição dos portais de transparência, criados a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI). Apesar da exigência, em diversos municípios, há descumprimento da norma. Como publicado em matéria da edição de ontem, o Ministério Público Federal (MPF) acompanha desde fevereiro os sistemas disponibilizados pelos governos. Dos 33 municípios da região avaliados pela procuradoria, Lajeado ficou em 31o. Entre as informações em falta na internet, estão os gastos com diárias, passagens e a remuneração dos servidores e
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial3,13093,1315
Dólar Turismo3,07003,2600
Euro3,43003,6500
Libra4,06664,0693
Peso Argentino0,21250,2126
Yen Jap.0,03090,0309
cargos comissionados.
Foi estipulado um prazo para correções. Ainda que hajam melhorias, estranho verificar na maior cidade do Vale qual a dificuldade em cumprir com

No regime democrático, se pressupõe participação da sociedade nas decisões e na vigilância quanto aos atos administrativos.
o estabelecido. O mais curioso nessa situação é que os dados não disponíveis sobre gastos e vencimentos estavam no portal na primeira avaliação do MPF, em fevereiro. Na seguinte, em maio, não estavam mais lá.
No regime democrático, se pressupõe participação da sociedade nas decisões e na vigilância quanto aos atos administrativos. Por parte do poder público, cabe a responsabilidade de prestar contas, até para encerrar as dúvidas. Onde há incongruência, pairam boatos e suspeitas. Quanto mais transparente for uma gestão, menos polêmicas com opositores.
A evolução dos mecanismos de controle obriga mais cuidado por parte dos gestores. Em especial, para os prefeitos. As leis fiscais implementadas nas últimas déca-
das exigem mais conhecimento, cuidados e responsabilidade, sob pena de apontamentos pelo Tribunal de Contas. Processos que podem levar à improbidade administrativa e à consequente perda dos direitos políticos. Da mesma forma, a LAI obriga os gestores a tornar as administrações mais transparentes. Ferramentas que qualificam as atuações dos governantes, mas que ainda carecem de mais atuação da sociedade.
Com a proximidade da eleição, ter uma população consciente da sua responsabilidade e com ferramentas credíveis para avaliar as decisões administrativas mostra o amadurecimento da cidadania, muito calcado por essa profissionalização dos sistemas de fiscalização e controle.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
ICV Mes (DIEESE)06/160,454,72
IGP-DI (FGV)06/161,636,01
IGP-M (FGV)07/161,186,10
INPC (IBGE)06/160,475,09
INCC06/161,523,80
IPC-A (IBGE)06/160,354,42
R$ 880,00
Selic14.25%(meta) TR 08/160,25451,3570
CDI(Mensal)06/161,16056,7198
PrimeRate08/163.253,25(Previsto) Fedfundrate08/160.500,25(Previsto)
do dia anterior até 17:45h, Valor econômico. Ouro (dólar)
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO
Ibovespa (BRA)56920-1,33
S&P 500 (EUA)2.1820,04
O presidente interino Michel Temer, dando continuidade ao que a presidente afastada havia iniciado, afirma que seu grande legado para o Brasil será promover as reformas trabalhistas e previdenciária, como forma de a médio prazo resolver todos os problemas do Brasil. Essas medidas seriam adotadas para cobrir o rombo nas contas públicas, que neste ano deverá chegar a R$ 170 bilhões.
O governo alega que em 2015 pagou R$ 88 bilhões a mais em benefícios previdenciários do que arrecadou com as contribuições, e que essa diferença deve ultrapassar os R$ 100 bilhões dem 2016. Por seu lado, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip)
afirma que se todos os recursos arrecadados pelo governo, que foram estabelecidos em lei para cobrir os gastos com a Previdência Social, fossem efetivamente aplicados, em vez do déficit anunciado, o superávit em 2015 chegaria a R$ 24 bilhões. Fica a pergunta, quem está mentindo?
E se esse presidente quer efetivamente entrar para a história como alguém preocupado com o futuro do país, que promova imediatamente uma auditoria das dívidas interna e externa do Brasil, que hoje consomem 45% do orçamento da União em valores que hoje chegam a R$ 1,3 trilhão e que não sabemos para quem estamos pagando e nem porquê. Infelizmente, o governo acha mais fácil
atingir milhões de brasileiros do que enfrentar uma dúzia de banqueiros e suas corporações.
É inegável que algumas alterações precisam ser feitas, mas elas devem ser graduais e com pequenas adequações que não comprometam as expectativas criadas pelas pessoas, que ao longo da vida contribuíram e que hoje estão próximas da aposentadoria. Mas, antes de se iniciar qualquer reforma, é preciso que o governo abra a sua caixa-preta e mostre para a sociedade qual a situação real da Previdência, inclusive com os devedores de enormes somas de recursos que se utilizam da sonegação para saquear o país.
No meio rural, a idade míni-
ma para a aposentadoria, que só passou a ter vigência a partir da Constituição de 1988, já existe e é de 60 anos para o homem e 55 para a mulher, não sendo possível qualquer alteração já que todos eles, após uma vida dura de trabalho na terra, se aposentam com apenas um salário mínimo. E, mesmo que a contribuição feita hoje não seja suficiente para cobrir as suas aposentadorias, a sociedade como um todo precisa ser solidária com esses que têm uma jornada de trabalho que ultrapassa as 12 horas diárias para colocar o alimento na mesa de todas as pessoas. Ou será que alguém ainda acha que o ovo vem da porta da geladeira e o leite do supermercado?





Rodrigo Martini
Oimbróglio envolvendo as obras de pavimentação pelo PAC em Lajeado terá impacto crucial no pleito de 2016. Isso já era previsto. E agora, após a audiência de conciliação realizada ontem na sede da Justiça Federal, tal hipótese se tornou potencialmente previsível.
Não por culpa do MPF, e tampouco da juíza responsável pelo processo que investiga suposto superfaturamento de R$ 2,5 milhões no contrato. Também – e obviamente – não resta culpa a quem denunciou. Pois, quando se trata de dinheiro do contribuinte, nunca é demais analisar com bastante pudor todos os contratos, ainda mais aqueles envolvendo gastos superiores a R$ 20 milhões.
O ruim nesta história toda, além da possibilidade cristalina de sobrepreço em alguns itens do contrato, é o fato do desfecho parcial estar tão próximo ao pleito municipal. Não deveria ser assim. Para o bem da democracia e da isonomia do processo eleitoral, esse embate jurídico deveria ser protelado para a segunda semana de outubro.
A razão é muito simples. E basta voltarmos a janeiro deste ano para entender o mal que todo esse imbróglio judicial trará ao pleito. Lembram do esperneio do governo municipal contra os vere-
Aprovando um projeto por medo de perder votos, estarão ignorando os contundentes apontamentos do MPF
adores contrários ao empréstimo de R$ 3 milhões tentado junto ao Bando Regional de Desenvolvimento, o BRDE? Na época, o Executivo chegou a utilizar a máquina pública com intuito de denegrir a imagem dos parlamentares com notícias postadas em sites e redes sociais oficiais do governo.
Desta vez, caberá aos 15 vereadores decidir se o Executivo deve ou não deve repassar quase R$ 2 milhões a mais ao consórcio de empresas contratado para realizar as pavimentações do PAC. O valor é referente a supostos prejuízos causados pela suspensão de quase oito meses das obras, e também ao reequilíbrio inflacionário dos insumos.
Sabidos do poder de reação do governo municipal diante de uma possível nova reprovação dos valores, que resultaria em menos
ruas pavimentadas e, consequentemente, mais poeira e barro nas casas dos moradores mais humildes da cidade, dificilmente os vereadores tomarão uma medida técnica. Eles sabem, também, do reflexo natural dessa decisão perante a comunidade atingida pelas obras.
Diante disso, acho improvável eles votarem contra o projeto, sob risco de perderem algumas centenas de votos a menos de dois meses do aguardado domingo das eleições. Tais obras se espalham por mais de 15 bairros lajeadenses. Milhares serão beneficiados com as pavimentações. E a fraca interpretação dos fatos pode fazer dos vereadores os principais culpados caso essas não se concretizem. Esse é o temor.
Será uma pena. Agindo assim, aprovando um projeto por medo de perder votos, estarão ignorando por completo os contundentes apontamentos do Ministério Público Federal, que desconfia – inclusive – de direcionamento do edital para o único consórcio concorrente no processo licitatório. Não se trata de torcer contra as obras, e tampouco de pré-julgar qualquer um dos envolvidos. É da Justiça a decisão final sobre quem está certo ou quem está errado. Só não acho prudente aceitar que mais gastos sejam decididos de forma puramente politiqueira.
Mais de mil pacientes aguardam por cirurgias eletivas em Lajeado. Os casos envolvem colecistectomia, hérnia, hidrocele, lipoma/ cisto, postectomia, varizes, hemorroidas e ginecologia. Nesta semana, vereadores aprovaram requerimento para repassar R$ 500 mil da câmara para as operações. Minha conclusão: tal recurso já deveria estar com a Secretaria de Saúde.

– Segundo informações, parte do serviço de instalação de fibra óptica para disponibilizar internet gratuita em parques, praças e prédios públicos já foi iniciada no prédio da prefeitura de Lajeado;
– Um assessor de vereador de Lajeado se envolveu em uma briga no bar em frente ao prédio 1 da Univates. Em período pré-eleitoral, a conduta do servidor público é ainda mais fiscalizada. É bom abrir o olho;
– Peritos do INSS averiguam até fotos do Facebook para realizar a malha fina em quem recebe auxílio-doença e aposentadoria por invalidez há mais de dois anos;
– Para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Luiz Felipe Difini, “o desrespeito a decisões judiciais e as normas que determinam o pagamento de salários em dia são motivos para um impeachment”. Obviamente, ele se referia ao governador, José Ivo Sartori;
– Licitação para obras na Hidrovia Mercosul deve ser lançada pelo Dnit em setembro;
– O TSE pede abertura de investigação sobre propina contra PP, PT e PMDB. As legendas podem ter o registro na Justiça Eleitoral cancelado. Com isso, estariam impedidas de disputar eleições. O pedido é baseado nas delações premiadas de investigados na Operação Lava-Jato. Nada mais justo. E nada mais improvável;
– Na próxima segunda-feira, no salão de festas da Acil, em Lajeado, ocorre importante audiência pública para definir projeto de lei sobre obras e reformas às margens do Rio Taquari, no chamado Centro Histórico. Participe!
Erraréhumano.Culparoutrapessoaépolítica. HubertH.Humphrey
Grandes jornais não titubearam em lançar matérias em seus portais e páginas nas redes sociais sobre a morte por afogamento de um menino gaúcho enquanto ele jogava o tal jogo do Pokemón. Erraram. E feio. O garoto sequer tinha tal aplicativo no celular. Um dia depois, e toda mídia embarca em outra canoa furada.
Um ônibus, cheio de jornalis-
tas, teria sido alvejado por tiros no Rio de Janeiro, dentro do Parque Olímpico. Essa foi a notícia divulgada aos montes pelos principais jornais e portais do pais. Mas erraram. Pior, criaram uma inverdade. Tal ônibus foi, de fato, apedrejado por algum arruaceiro. Essa falta de preocupação com a verdade é o mal do jornalismo. É preciso combatê-la!

Aaudiência judicial com representantes do Ministério Público Federal, Caixa Econômica (CEF), governo municipal e do consórcio formado pelas empresas Construtora Giovanella e Coesul durou menos de uma hora. O encontro foi ontem à tarde, na sede da 1ª Vara da Justiça Federal. Pela proposta sugerida em juízo, as obras devem ser retomadas até a segunda semana de setembro.
Ontem, um acordo foi previamente firmado. Um novo encontro ocorre nesta segunda-feira para selar o acerto, mas a homologação pela juíza ocorre só entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro.
Conforme a proposta de conciliação, o montante apontado pelo MPF como suposto superfaturamento – 11,09% sobre o contrato de R$ 20,5 milhões – ficará retido em uma conta bancária vinculada ao processo, à disposição do Juízo. O restante do valor será liberado para o reinício das obras.
Ao fim da ação civil pública, ajuizada pelo MPF contra município, empresas e CEF, ocorre o acerto de contas entre as partes, sendo o valor proporcionalmente devolvido aos cofres públicos em caso de sobrepreço ou, em hipótese inversa, liberados ao consórcio de empresas vencedor da licitação.
Além da retenção dos valores referentes ao possível sobrepreço, o acordo aceito pelo representante do MPF, o procurador da República, Cláudio Terre do Amaral, exige fiscalização mais eficiente sobre os serviços de “escavação, carga e transporte” de terra pelas empresas consorciadas. Isso porque análise pericial apontou um gasto desnecessário de R$ 980 mil com esse item do contrato.
Diante disso, o procurador jurídico do município, Juliano Heisler, informa que o Executivo já contratou uma empresa terceirizada para os serviços de topografia referentes ao item questionado pelo MPF. O contrato com essa
equipe custará cerca de R$ 100 mil aos cofres da prefeitura. Todos os envolvidos no caso aceitaram as condições do acordo definido durante a audiência de conciliação, mediada pela juíza federal da 1ª Vara de Lajeado, Ana Paula Martini Tremarin. Após a homologação da decisão, marcada para esta sexta-feira – mas com prazo de cinco dias para se concretizar – a CEF terá até cinco dias úteis para retomar o repasse de valores e consequente pagamentos às empresas.
Segundo o procurador da República, cerca de 27% do valor acordado pelo contrato entre Executivo e consórcio de empresas já foi liquidado pela CEF, responsável pelo repasse dos recursos oriundos do governo federal. Sobre cerca de R$ 500 mil desse montante recaem suspeitas de superfaturamento por parte do MPF. Pela proposta de acordo, parte das próximas parcelas será retida para compensar e devolver os R$ 500 mil à mesma conta onde será depositado todo o valor a ser

retido. Conforme a equipe de engenharia do município, desde o início dos trabalhos, em julho de 2015, cerca de R$ 5,7 milhões foram pagos, e pouco mais de 60% dos serviços estavam concluídos até a suspensão das obras.
Com quase nove meses de paralisação das obras, o representante do consórcio na audiência de ontem, o empresário Nilson Giovanella, afirma que só retoma os serviços após garantias de aditivos contratuais. Segundo ele, entre depreciação do material utilizado em algumas vias, remobilização das equipes e os reajustes inflacionários dos insumos, o prejuízo é próximo a R$ 2 milhões.
O consórcio não reassume sem a garantia dos aditivos ao contrato e o depósito em juízo.”
Nilson Giovanella Empresário
Presente na audiência, o vice-prefeito, Vilson Jacques, sustenta que o governo garantirá o repasse dos valores referentes aos prejuízos anunciados pelo consórcio de empresas. “O governo assume o pagamento desses aditivos. Creio que a câmara vai autorizar tanto os aditamentos como o reequilíbrio financeiro do contrato.”
Giovanella reitera ser essa uma das condições para a retomada dos serviços. “O consórcio não reassume sem a garantia dos aditivos ao contrato e o depósito
em juízo”, afirma. O empresário também se queixou da demora em uma possível liberação dos recursos retidos para as empresas. “Pode demorar de dois a três anos”, confirma a juíza.
De acordo com o gerente da Construtora Giovanella, os prejuízos se referem à necessidade
O processo licitatório para as obras do PAC foi suspenso por duas vezes entre 2014 e 2015. Em abril do ano passado, a licitação foi homologada, e o contrato para pavimentar 14 vias em diversos bairros foi assinado com o consórcio formado pelas empresas Construtora Giovanella e Coesul. O valor acordado era de R$ 20,5 milhões, cerca de 8% acima do preço referência do edital.
Em 17 de setembro de 2015, o jornal A Hora publicou entrevista com o então secretário de Obras, Adi Cerutti, em que ele reclamava de supostas cobranças irregulares por parte do consórcio. Ele apresentou cinco notas fiscais que estariam superfaturadas.
de novas terraplenagens, nova aplicação de camadas de brita e demais materiais da base, troca de meio-fio danificado, tubulações entupidas, pinturas avariadas, entre outros. Além disso, ele calcula quase R$ 1 milhão só em reajustes inflacionários dos insumos.
Após as denúncias, o procurador abriu inquérito para investigar o caso. Foram duas perícias realizadas por uma engenheira civil do MPF, ambas avaliando 80% do contrato – ou 28 itens. Na primeira análise, apontou superfaturamento de 17%. Na segunda, 11% sobre os valores acordados.
Em maio passado, foi ajuizada a ação pelo MPF pedindo a suspensão das obras, a devolução dos valores já liquidados, e citando ainda possível direcionamento do edital de licitação e ato de improbidade administrativa cometido pelo gestor da administração municipal. Todas essas denúncias ainda serão avaliadas pela Justiça, mesmo após homologação do acordo.
Recém-empossado como novo comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o tenente-coronel Paulo Rogério Farias Medeiros solicitou a própria transferência para município externo à região do Vale do Taquari durante o período eleitoral. Conforme nota do comando-geral da Brigada Militar, a decisão tem como intuito “afastar eventuais ilações”.

Tenente-coronel Paulo Rogério (dir) ao lado do comandante-geral da BM no Estado, durante pedido de mudança de cidade
A decisão de Medeiros foi tomada um dia após o jornal A Hora publicar matéria sobre as denúncias encaminhadas à Justiça Eleitoral contra ele. Segundo o juiz da Comarca, Luís Antônio de Abreu Johnson, o denunciante cita possível envolvimento do tenente-coronel com a campanha da candidata à prefeitura de Lajeado pelo PMDB, a delegada Márcia Scherer.
O 22º BPM atende 27 municípios e tem sede em Lajeado. O novo comandante assumiu na semana passada o posto já exercido por ele em 2005. Antes, chefiava o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) do Alto Jacuí. Johnson encaminhou o teor das denúncias ao Governo do Estado, Secretaria Estadual de Segurança e também ao gabinete do comandante-geral da BM, Alfeu Freitas Moreira. No documento, imagens de Medeiros participando de eventos populares na companhia da pré-candidata.
Para o magistrado, a medida não prevê qualquer desconformidade em relação ao nome do tenente-coronel, e sim à preservação da BM. Segundo Johnson, a corporação poderia ser prejudicada pela conturbação gerada pelas denúncias e desconfianças. O juiz utiliza o termo “prudência” e “moralidade” para sustentar a manifestação encaminhada aos gestores do Estado.
Na segunda-feira, Medeiros participou de reunião com o promotor eleitoral, Carlos Augusto Fiorioli, o juiz Johnson, e o chefe do CRPO do Vale do Taquari, Gleider Cavalli Oliveira. Na oportunidade, reiterou que ficaria no cargo até decisão contrária dos superiores, e manteria a neutralidade nas ações tomadas durante o exercício da função pública. Medeiros atua faz 33 anos na BM. Em entrevista nessa terça-feira, demonstrou irritação com a denúncia anônima contra ele e a mulhre, e chamou de “covarde” o autor. “Somos casados, honestos e pessoas de bem. Legalmente não há impedimento para eu exercer o cargo”, sustentou o tenente-coronel, que deve voltar ao posto de chefe do 22º BPM após o fim do pleito municipal de Lajeado.

Estrela
Entregue em abril, a cobertura asfáltica na rua João Fell, no bairro Pinheiros, é comemorada por quem mora e trabalha na região. A obra era reivindicação antiga de moradores do bairro Boa União, os quais reclamavam do fluxo intenso de caminhões. A rua asfaltada fica às margens de duas rodovias, de um lado a ERS-453 e do outro a BR-386, servindo como acesso paralelo entre a elas.
Morador da rua faz 24 anos, o aposentadoEdiBepllercomemora. “Ficou muito melhor, porque não tem tanta poeira. Minha mulher sempre reclamava que as roupas e a casa viviam sujas”, relembra. De acordo com ele, o temor inicial era um aumento exponencial de fluxo na região. “Falavam em passar todo o fluxo da ERS por aqui e isso seria ruim, mas não foi o que aconteceu e está bem melhor.”
Mesmo assim, Beppler reconhece o aumento no fluxo, mas não vê nisso uma desvantagem. “O terreno até já valorizou com o asfalto”, garante o aposentado.
As vantagens do novo piso também são exaltadas pelo técnico em eletrônica Felipe Klabund. Trabalhando em uma empresa com sede na rua, ele lembra das dificuldades de locomoção antes

da cobertura. “Agora não precisa desviar dos buracos e o carro não estraga. Antes era muito difícil chegar no trabalho.”
Klabund destaca outro benefício para as empresas do local. “Para nós foi muito bom, porque ficou mais limpo. Antes as paredes ficavam sempre sujas e não adiantava limpar.”
Aumento de velocidade preocupa
Trabalhando faz cinco anos
em um restaurante próximo da rodovia federal, a cozinheira Liana dos Santos Huning afirma ter sentido melhoria no ambiente de trabalho com a colocação do asfalto. “Reduziu bastante a poeira, mesmo ainda tendo um pouco já que os caminhões vêm de ruas sem asfalto e espalham.”
Apesar disso, destaca um problema causado pela mudança. “Os caminhões e carros andam muito mais rápido. Ainda não
Começou ontem a restauração da rua Arno Eckhardt, no bairro Conventos. No local, está sendo feito patrolamento, limpeza da via, valetas e depósito de material britado. A seguir inicia a compactação de rolo no local. A rua é extensa, e estende-se da Theobaldo Breitenbach até a BR-386.
Outro reparo iniciado ontem foi a operação tapa-buracos na rua Álvaro Melo, no bairro Santo Antônio.
No centro, é feita a canalização da rua Bento Gonçalves, no trecho

Limpeza da via, valetas e patrolamento fazem parte da restauração da via
entre a Carlos Fett Filho, próximo da avenida Alberto Pasqualini. No local, serão instalados mais de 100 metros de canos de 50 centí-
metros de diâmetro.
A meta da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Sosur) é concluir os trabalhos até hoje.
a falta de redutores de velocidade na rua
teve acidentes, mas é arriscado, falta alguma forma de reduzir a velocidade.” Com poucas residências ao longo do trajeto, Liana demonstra preocupação com a realização de rachas e desrespeito aos limites de velocidade. “Aqui é o melhor lugar para quem quer fazer arte.” Mesmo assim, a instalação de quebra-molas ou controladores de velocidade não está nos planos do governo municipal. De acordo com o Executivo, por se
tratar de uma rua municipal, apenas duas possibilidades, além das placas, podem ser tomadas: instalação de quebra-molas e de lombadas eletrônicas. Entretanto, nenhuma dessas alternativas é avaliada pelo poder público no momento.
O processo de pavimentação dos dois 2,3 quilômetros na João Fell foi longo. Nesse período, ações judiciais e dificuldades financeiras dificultaram a conclusão da obra. Em julho de 2013, um grupo de moradores entregou um abaixo-assinado ao Ministério Público (MP). O grupo refutava a possibilidade de desviar o tráfego de caminhões que acessam o bairro Boa União. Um ano antes, uma ação civil pública teve a participação de 800 pessoas.
Vencida essa etapa, a obra foi viabilizada em 2014 com recursos provenientes do PAC II. O custo da pavimentação foi orçado em R$ 8 milhões para colocação de asfalto em 22,1 mil metros quadrados. O valor será pago pelo Executivo municipal em 16 anos, com taxa de juros de 6%. Outros R$ 500 mil foram estabelecidos como contrapartida.
não
Cruzeiro do Sul
OsusuáriosdoBenefíciodePrestação Continuada (BPC) precisam realizar o Cadastro Único nas próximas semanas. Quem não regularizar a situação terá o benefício suspenso ou cancelado. Para realizar o cadastro é preciso ir até o Centro de Referência da AssistênciaSocial(CRAS)comosdocumentos de todos os moradores da residência. A medida foi determinada
por decreto publicado em julho, e vale tanto para idosos quanto pessoas com deficiência que ainda não possuem o cadastro. O objetivo é regularizar a situação dos beneficiários do programa. O atendimento ocorre de segunda-feira a quinta-feira das 8h às 12 e das 13h30min às 17h. Na sexta-feira o horário é reduzido, indo das 8h às 13h. Mais informações podemsersolicitadasdiretamteno CRAS ou pelo telefone 3764 1120.

Lajeado
Presença dos consumidores no comércio em busca do presente do Dia dos Pais está tímida. Segundo logistas, a crise econômica não motiva esse cenário. A baixa procura por artigos para presentes é comum no início da semana que antecede a data.
Conforme a gerente de loja, Fernanda Griebiler, a procura deve aumentar na véspera. A expectativa é de crescimento do movimento a partir de amanhã e, em especial, no sábado.
A Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) projeta que a data movimentará R$ 345 milhões no estado. O montante representa o mesmo desempenho de 2015.
De acordo com um levantamento da Fecomércio, as vendas no RS, no Dia dos Pais, vão seguir tendência negativa. As projeções indicam uma queda real de 8% nas vendas na comparação com o mesmo período de 2015.
O comércio local não tem como avaliar os reflexos econômicos. Por enquanto, as vendas, para maioria dos lojistas consultados, está dentro do esperado. Eles percebem cautela entre os consumidores, mas verificam que o mais barato nem sempre sobrepõe a qualidade dos itens durante a procura.
Para enfrentar a recessão,


atrair compradores e aumentar as vendas, os empresários apostam em promoções e na amplia-
ção de condições de pagamento.
A tática atraiu Flávia Superti, 44, mãe da Mariana, 10. Elas
encontraram condições adequadas para comprar o presente na primeira loja que entraram.
Mãe e filha buscavam uma malha ou um moletom e viram na vitrino o produto. Segundo Flávia, ela gostou do modelo e da cor. Para ajudar, o valor estava dentro do esperado e com boas condições de pagamento.
Fernanda, que gerencia uma loja de artigos esportivos, afirma que as vendas estão dentro da média do ano passado. Mas a adoção de mecanismos para facilitar o pagamento e descontos foi essencial para ter esse resultado.
Ela observa que o preço é um
Os produtos de uso diário como calçados, camisaria e moletons são os mais vendidos. Os artigos esportivos, em especial, camisetas da dupla grenal, tênis e agasalhos ganham destaque nas vendas nesta época. As linhas de informática e comunicação, artigos de escritório, produtos de uso pessoal e os presentes de menor valor se destacam, neste ano. Outras sugestões são mais tradicionais como vinhos, cervejas especiais e chocolates.
detalhe levado em consideração. “Houve épocas que as pessoas escolhiam os itens que gostavam, pagavam e não pediam o preço antes. Hoje isso não acontece mais. Entre peças mais caras e mais baratas, a opção é a mais acessível.”
A gerente de uma loja de calçados, Fabiana Knopp, afirma que os consumidores estão priorizando peças de qualidade. “Eles querem presentear, mas antes de analisar o valor do artigo, observam a marca, a durabilidade e a usabilidade.”
O empresário Marcus Patussi também aposta nas promoções e no preparo da equipe para atender o cliente. Na loja, os itens mais procurados são da linha de camisaria. Ele percebe que a transição de estação tem deixado os compradores receosos e aposta na diversidade de opções nos expositores. São peças das quatro estações expostas.

Estrela
Uma parceria entre a Ecometano e a Folhito deve colocar o Vale do Taquari no mapa da produção de energia renovável do país. As duas empresas construirão uma fábrica capaz de produzir 44 mil metros cúbicos de gás natural e 550 toneladas de adubo orgânico por dia.
O projeto será apresentado oficialmente hoje, às 12h, no Estrela Palace Hotel. De acordo com um dos sócios do empreendimento, Ito Lanius, o investimento alcança os R$ 100 milhões. A indústria terá capacidade para processar 740 toneladas diárias de resíduos agropastoris e agroindustriais.
A planta será instalada em uma área de sete hectares em Linha Delfina. Conforme Lanius, a usina já tem a licença prévia emitida pela Fepam. Segundo ele, as obras iniciam tão logo o órgão ambien-

tal libere a licença de instalação.
A previsão é de concluir a construção em 18 meses após a liberação. Análises prévias foram realizadas para possibilitar o início dos investimentos e os estudos ambientais foram elaborados pela empresa de consultoria Ambientar.
De acordo com Lanius, a fábrica empregará 40 pessoas de forma direta e também contribuirá para o aumento da arrecadação municipal. Afirma que a Folhito, hoje a
46ª maior em valor adicionado de Lajeado, triplicará a produção de adubo, e que o valor arrecadado com o biogás para Estrela será ainda maior.
Os investidores pretendem integrar o Programa Gaúcho de Incentivo à Geração e Utilização de Biometano (RS-Gás). Desenvolvido pela Sulgás e a Secretaria Estadual de Minas e Energia, o programa visa a ampliar a oferta de gás
natural às regiões não atendidas pelo gasoduto Brasil-Bolívia.
Aprovado em abril na Assembleia Legislativa, o RS-Gás cria linhas de crédito especiais junto ao BRDE e ao Badesul para investimentos na cadeia do gás, além de possibilitar parcerias público-privadas. A Sulgás garantirá a compra da produção pelos próximos 20 anos.
O Piratini intenciona estimular a utilização de gás encanado com o programa. Também pretende reduzir os custos de logística incentivando o consumo do gás na região onde ele é produzido.
Junto com o Vale do Caí, o Vale do Taquari é uma das regiões gaúchas com maior potencial para produção de biogás, devido á grande concentração de produção suína, avícola e leiteira.
Além de transformar dejetos das granjas e agroindústrias do
Vale, a planta de Estrela também terá capacidade para receber carcaças de animais mortos, solucionando a destinação do material orgânico.
Biometano é o resultado da purificação do biogás, e um dos produtos da decomposição de matéria orgânica.
Composto por metano e dióxido de carbono, o biogás é purificado com a retirada do CO2 e de enxofre, até chegar a uma estrutura química semelhante ao gás natural.
A produção de gás natural também gera fertilizantes ricos em nitrogênio, com baixo teor de carbono, com menos presença de produtos químicos em relação aos sintéticos.
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Acrise fez os gaúchos ficarem mais cautelosos na obtenção de crédito. Pesquisa apresentada pela Fecomércio aponta o primeiro recuo nos índices mensais de endividamento e inadimplência das famílias desde dezembro do ano passado.
Conforme o estudo, referente ao mês de julho, 60,4% das famílias do RS têm algum tipo de dívida. O índice é 0,8% menor em relação ao registrado em junho. Na avaliação da equipe econômica da Fecomércio, apesar de pequeno, o recuo demonstra a tendência para os próximos meses. “Mesmo com as restrições do cenário atual, os últimos dois meses acumulam sinais de que as famílias gaúchas começam a se ajustar”, diz o relatório.
A dona de casa Isabel da Silva, 50, é um exemplo das mudanças no perfil dos consumidores do RS motivadas pela crise. Até o ano passado, ela costumava comprar a prazo no crediário ou cartão de crédito, mas abriu mão do hábito.

“Hoje evito compras ao máximo”, alega. Segundo Isabel, entre os motivos para a redução no consumo, está o aumento da inflação. Com a elevação dos preços, a família se policia para comprar apenas o necessário e evitar a inadimplência.
O índice de dívidas em atraso no RS também diminui um pouco, 0,6%, em julho na comparação com junho. Conforme a pesquisa, cerca de 1/3 da renda das famílias é destinado ao pagamento de dívidas, que têm duração média de 12 meses.
Já o percentual de famílias que
Lajeado
Os atendimentos na Unidade
Básica de Saúde (UBS) do bairro São Bento serão transferidos para a unidade do Montanha a partir da próxima semana. Na segunda-feira, 15, ela começa a ser reformada e ampliada em 212,4 metros. Serão investidos R$ 253,1 mil.
Com o serviço, serão feitas revisões de telhado, além de pintura, cercamento, drenagem pluvial. Parte das paredes será demolida para adequação do espaço. Os novos espaços devem permitir a construção de uma farmácia, salas de es-
pera, administrativa, de esterilização, descontaminação e de reuniões, além de sanitários e copa.
Outra unidade com atendimento suspenso é a do Morro 25. Ela está em reforma para revisão de esquadrias e telhado, cercamento, além de troca do piso e pintura. Os serviços devem levar três meses para serem concluídos. Desde o início dos serviços, os atendimentos para pacientes da área de abrangência da UBS são transferidos para o bairro Santo Antônio, enquanto pediatria é feita no Conservas e dentista, no Jardim do Cedro.
não terão condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em um prazo de 30 dias atingiu 6,5%. O índice que sinaliza a persistência da inadimplência apresenta forte recuo. No mesmo período do ano passado, chegou a 13,4%. É a primeira vez desde novembro de 2014 que o percentual fica abaixo dos 7%.
Conforme o estudo da Fecomércio, o cartão de crédito continua sendo o principal meio
para a contração de dívidas no RS. Das famílias endividadas, 78,7% têm débitos com as operadoras de cartões. Entre os motivos para o percentual, está o alto índice de juros da modalidade, que chegou a 471% ao ano.
O indiano Johiro Sislam, 28, pôde perceber o peso do juros no orçamento doméstico nos quase três anos que vive no Brasil. Sislam passou a utilizar cartão
de crédito quando chegou. Poucos meses depois, abandonou a modalidade. “Hoje só compro à vista para não cair em armadilhas”, alega.
A estudante Jamile Schweig, 22, também evita os cartões. Ela opta pelo crediário próprio das lojas onde costuma consumir e evita se comprometer com dívidas de longo prazo para manter o equilíbrio nas contas.
Gerente de uma loja de calçados e confecções faz cerca de 30 anos, Juliana Dullius Dick afirma que o crediário é hoje a principal preferência dos clientes. Segundo ela, por meio da modalidade, é possível parcelar em mais vezes e com juros menores na comparação com o cartão. “Também temos clientes mais antigos que sempre compraram dessa forma e nunca aderiram aos cartões”, alega. Conforme Juliana, os índices de
inadimplência do crediário variam de acordo com a época do ano, mas não tiveram aumento com a crise.
Em todo o RS, a inadimplência no carnê é a segunda mais alta e chega a 39% das famílias endividadas. Os outros dois tipos de dívida que aparecem na pesquisa são do crédito pessoal, que atinge 11,9% dos gaúchos em débito, e o financiamento do carro, que alcança 10,5%.
País
Mais uma vez, os preços dos alimentos foram determinantes para a alta da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa foi divulgada ontem pelo IBGE. Sozinho, o grupo já acumula alta de 8,8% de janeiro a julho.
Em junho, os preços dos alimentos subiram 1,3%, contribuindo com mais da metade da inflação oficial do país em julho. Com 65% de participação no IPCA, o grupo alimentação e bebidas registrou a mais elevada variação para os meses de julho desde 2000, quando a alta atingiu 1,7%.
Ao contrário de junho, quando a alta do feijão foi determinante para a variação de 0,3% do IPCA frente a maio, agora em julho o
principal vilão foi o leite, com contribuição individual de 0,19 ponto percentual. Os preços do leite aumentaram 17,5% de um mês para o outro.
Vilão da inflação de junho, o feijão-carioca também continuou pressionando o IPCA em julho, fixando-se na segunda colocação entre os alimentos ao subir 32,4%.
O feijão-preto também subiu, passando a custar, em média, 41,5% a mais. O arroz também se destacou, com preços elevados em 4,6% na média.
Assim como os alimentos, que passaram de 0,7% em junho para 1,3% em julho, outros três grupos mostraram aceleração na taxa de crescimento de um mês para o outro: despesas pessoais (de 0,3% para 0,7%), artigos de residência (de 0,2% para 0,5%) e transportes (de -0,5% para 0,4%).
Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados fecharam julho com queda de preços em relação a junho: o grupo saúde e cuidados pessoais caiu de 0,8% para 0,6%; educação (de 0,1% para 0,04%) e comunicação (de 0,04% para 0,02%). Já habitação (de 0,6% para -0,2%) e vestuário (de 0,3% para -0,3%) fecharam junho com desaceleração em relação a junho.
Aimplementação dos projetos resultantes do planejamento estratégico será o principal desafio para a região a partir de 2017. As propostas serão elaboradas até o fim deste ano. As ações serão projetadas dentro de cinco eixos temáticos – economia, infraestrutura, social, ambiente e institucional.
Os apontamentos formarão uma Carteira de Projetos que serão base para impulsionar o desenvolvimento dentro dos próximos 15 anos. Na tarde de ontem, o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) apresentou diagnóstico sobre os principais aspectos econômicos, sociais e demográficos que formam o perfil do Vale do Taquari. O levantamento foi feito desde junho nos municípios.
Com base nesses dados, a entidade traçou virtudes e fraquezas dentro dos cinco eixos. Os elementos fizeram parte da metodologia que também apresentava os fatores externos que implicam no crescimento regional.
Conforme a presidente do Codevat, Cintia Agostini, o trabalho representa um processo de atualização. Um planejamento semelhante foi elaborado após o ano 2000. O movimento feito no passado, segundo ela, resultou na vinda do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) para a região.
A criação da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) foi outra medida que se concretizou para impulsionar o potencial turístico local. “Naquela época, nem todas as propostas saíram do papel, mas muitas foram contempladas.”
O planejamento estratégico, em elaboração, contempla as transformações geradas no Vale nos últimos anos e reprojeta necessidades pertinentes. A atualização das ações não garante a execução. De acordo com Cintia, o grupo tem a tarefa de fazer os apontamentos. Em outubro, ocorre uma nova assembleia regional para discutir os projetos e estratégias. Em dezembro, se reúne para validar e priorizar os apontamentos.
Apósesseprocesso,asaçõesserão

cadastradas junto às instâncias competentes – muitas com Estado e União. Depois disso, a região precisa estar mobilizada para garantir que as propostas saiam do papel. Para Cintia, esse é o grande desafio durante os próximos 15 anos.
O encontro de ontem reuniu mais de 50 pessoas no auditório do bloco 11 da Univates. Após a apresentação do levantamento de dados da região, foram formados grupos setoriais, responsáveis por
colaborar e apontar potencialidades, desafios, riscos e limitações
diante das virtudes, fraquezas e diretrizes previamente apontadas.
Saneamento – Cerca de 5% dos domicílios do Vale não têm banheiro. Apenas 11% estão ligados à rede de esgoto. Entre os indicadores de desenvolvimento do Vale, o pior índice é referente à taxa de destinação do esgoto.
Destinação de resíduos – Vale do Taquari está em quinto no ranking das regiões com maior potencial poluidor. Presença de indústrias influencia nesse dado, segundo estudo.
Infraestrutura – Cinco acessos asfálticos precisam ser feitos na região. Ligação entre Santa Tereza e Roca Sales não consta nas informações, mas foi apontada como um trecho necessário durante encontro.




Foi entregue no início da tarde de ontem o texto de acusação contra a presidente afastada Dilma Rousseff. O prosseguimento do processo de impeachment contra a petista foi aprovado na madrugada por 59 votos a 21. Sem conseguir angariar novos apoios, os defensores da presidente ainda viram crescer os votos contrários à permanência de Dilma.
Em comparação à votação de maio, quando foi decidido sobre o prosseguimento do processo de impeachment, foram quatro votos a menos em favor de Dilma. O

voto perdido foi do senador João Alberto (PMDB/AL), que embarcou no bloco pró-Michel Temer. Além dele, votaram a favor do relatório de Antonio Anastasia (PSDB/ MG) os senadores Eduardo Braga (PMDB/AM) e o ex-ministro Jader Barbalho (PMDB/PA), ambos não participaram da sessão de maio. Outro voto em favor do impeachment foi o de Pedro Chaves (PSC/ MS), suplente do afastado Delcídio Amaral.
Com a votação de ontem, Dilma virou ré no processo e deve começar a ser julgada no dia 25 em sessão conjunta do Senado e da Câmara. Confiantes, os autores da denúncia que desencadeou o processo indicaram apenas três testemunhas para depor contra a petista.


São eles o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, o secretário de Macroavaliação Governamental do TCU, Leonardo Albernaz, e o auditor fiscal Antonio Carlos Costa, também do TCU. Todos já prestaram depoimento na Comissão Especial do Impeachment no Senado. A defesa de Dilma será feita pelo ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da União, José Eduardo Cardozo. Mesmo garantindo que não vão desistir, os petistas já admitem a derrota na sessão final de julgamento. A estratégia daqui para frente será de
enfrentamento ao governo Temer e denúncia de “golpe” a diversos organismos nacionais e internacionais.
PT vai recorrer a OA para evitar processo
Vendo o jogo no Congresso cada vez mais difícil, os petistas preparam uma apelação internacional para tentar barrar o andamento do impeachment. Os parlamentares do partido dizem confiar em uma decisão favorável da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Cruzeiro do Sul

Com dificuldades para garantir o abastecimento de água para moradores de Boa Esperança Alta, integrantes da Sociedade Unidos custearam um novo poço e uma rede de água. O problema faz parte da rotina das 50 famílias atendidas há, pelo menos, dois anos. Até o empreendimento de cerca de R$ 60 mil, eles eram abastecidos por um poço localizado em São Rafael. De acordo com o presidente da sociedade, Décio Reiter, nos últimos anos, a fonte não conseguia atender a demanda e moradores chegavam a ficar cinco
dias sem água potável. Com o valor, eles conseguiram instalar 1,6 mil de tubulação entre o poço e o reservatório. Segundo o presidente, só para encontrar uma fonte de água foi preciso a perfuração de quatro poços. “Queremos levar água boa para as pessoas. Tínhamos muito problema antes e não foi fácil conseguir isso.” Nos últimos dias, as equipes tem feito as instalações nas residências beneficiadas. A etapa deve levar duas semanas para ser concluída. De acordo com ele, além dos moradores de Boa Esperança Alta, o investimento deve beneficiar a linha 25 de Julho.


PATROCÍNIO:






Segunda colocada com 22 pontos, a Alaf recebe hoje no Complexo Esportivo da Univates, a multicampeã ACBF, de Carlos Barbosa. A partida, válida pela penúltima rodada da Série Ouro de Futsal, inicia às 20h15min.
Caso vença a partida, o time de Lajeado pode terminar a fase classificatória na liderança da chave A. Isso porque na última rodada a ACBF folga e a Alaf vai a Cacho-
eira do Sul encarar o lanterna Cachoeira Futsal.
Para o confronto decisivo desta noite, o técnico Giba tem todos os atletas à disposição. O provável time que inicia a partida é: Cristian, Marcelo Giba, Adriano, Batalha e Rafinha. A ACBF deve entrar em quadra com Deividi, Marlon, Murilo, Zico e Rafa.
Ingressos estão à venda na sede social do clube, DMF Esportes, Bruxellas Sports, Comercial São Cris-
tóvão e Imprimix ao valor de R$ 10. Na hora, custam R$ 15.
No primeiro turno, a ACBF venceu por 2 a 1, em Carlos Barbosa. Gols de Carlos Fonseca e Rafael dos Santos. O gol da Alaf foi marcado por Adriano. Já pela Liga Nacional, em Lajeado, as equipes ficaram no 3 a 3.
Depois da partida de hoje, a Alaf enfrenta o Cachoeira Futsal,
pela Série Ouro. Na Liga Nacional, o clube enfrenta ainda o Corinthians (15/8) e ADC Intelli (26/8).

Chave B
Atlântico2723 2º – Assoeva2623 3º – AGF150
– América140
– ADS 14-1
– ASTF13-7
– Assaf0-38 Chave A



Os atletas de tênis do Clube Tiro e Caça, Felipe Ely, Julio Nonnenmacher, Gabriel Zanotto, Pedro Bald, João Bald e Diego da Silva retornaram ontem do Rio de Janeiro. Lá acompanharam os jogos de tênis. Desde sábado em solo carioca, os esportistas assistiram a diversas partidas da modalidade, dentre elas, a eliminação do número1 do mundo, o sérvio
Novak Djokovic, pelo argentino Juan Martin Del Potro na rodada inaugural do torneio masculino. Para Ely, a eliminação do sérvio foi a mais marcante que assistiu. “Não é normal o principal favorito perder na primeira rodada do torneio.” Ele também ficou impressionado com a qualidade dos jogos e jogadores. “É maravilhoso poder ver de perto os melhores atletas do planeta.” Além dos confrontos, Ely salien-

Finais do tênis ocorrem neste fim de semana.

ta que as estruturas do Parque Olímpico também chamaram a atenção de quem prestigiou a competição.
A competição iniciou no sábado com as primeiras disputas no simples e duplas masculino e feminino. Amanhã ocorrem as finais do torneio de duplas masculino. No sábado, ocorre a disputa da medalha de ouro no simples feminino. O torneio de duplas feminino, duplas mistas e simples masculino conhece os medalhistas de ouro no domingo.



A três rodadas do fim da fase classificatória, 13 equipes nas três divisões estão garantidas na segunda fase. Neste sábado, só ocorrem jogos da terceira divisão. Eles iniciam às 12h30min no campo 1. Confira os destaques da competição até o momento:

Na primeira divisão, são cinco clubes: Xernobyl, Anjos da Noite, Boka Bier, Alambique e Sangue Frio. Na segundona, são outros cinco: Capote (foto), Donos da Bola, Smoking, Fúria e Bud. Na terceira divisão, apenas três: Brocadores, Sokanelinhas e Cetudos.

Na primeira divisão, Meninos da Vila (foto), com 6 pontos, e Passa Bola B, com 7 pontos, estão na zona do rebaixamento. O primeiro time fora da zona é o Cevaria com 8 pontos. Thundercats, com apenas 1 ponto e LDU, com 4, são os clubes que estão na parte inferior na tabela.
Entre as 44 equipes que jogam nas três divisões, o Brocadores tem a melhor campanha. O time teutoniense marcou 33 pontos, contra 31 do Capote (2ª divisão) e 30 do Xernobyl (1ª divisão). O Brocadores ainda tem o melhor ataque 62 gols marcados e a melhor disciplina, apenas 10 pontos.

Terceira divisão – Campo 1
12h30minSó Pela Ceva x Brocadores
13h30min Alambique Original x Super 10
14h30minRenegados x Falcons
15h30minCevaria B x Finotrato
16h30minFalkatrua x Galácticos
17h30minFirma x Cetudos
18h30minSer Nata x Gunners
Apenas a terceira divisão entra em quadra neste sábado.
Primeira divisão
EquipePG
Xernobyl30
Anjos da Noite26
Boka Bier25
Alambique22
Sangue Frio20
Demonhos Jr19
Sokanelas18
Al Qaeda Jr18
Saidera16
Sombras16
Xtotz United10
Cevaria8
Passa Bola B7
Meninos da Vila6
Classificados
Repescagem
2ª divisão – Campo 1
Fúria5 x3 Sem Bronca Hooligans2 x4 Smoking Bud FC2 x0 Manguaça Geral Estrela2 x2 Patriots
LDU1 x5 Donos da Bola Tsunami3 x1 Thundercats Os Kururus GR1x3Capote
3ª divisão – Campo 2
Cetudos6 x0 SerNata Galáticos1 x1 Firma Finotrato2 x2 Falkatrua Falcons0 x3 CevariaB Super104 x3 Renegados Brocadores5 x2 Alambique Original Sokanelinhas2x3Só Pela Ceva
Segunda divisão
EquipesPG
Capote31
Donos da Bola29
Smoking29
Fúria27
Bud FC23
Manguaça21
Geral Estrela20
Patriots20
Hooligans16
Tsunami13
Sem Bronca13
Os Kururus GR11
Os Kururus NC5
LDU4
Thundercats1
Terceira divisão
EquipesPG
Brocadores33
Sokanelinhas24
Cetudos25
Firma21
Super 1019
Falkatrua19
Só Pela Ceva18
Cevaria B18
Galácticos18
Alambique
Original14
Gunners13
Falcons12
Renegados11
Finotrato11
Ser Nata4

Lajeado, Quinta-feira, 11 de agosto de
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