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Caderno Bairros - edição junho

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Um novo olhar sobre os bairros

Crescimento dos bairros

redesenha mapa econômico

O aumento populacional, a expansão imobiliária e a descentralização dos serviços transformam bairros em novos polos de desenvolvimento econômico. Debate do projeto Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros deste mês apontou que

MATEUS SOUZA

Transformação

em curso

Estou em Lajeado há sete anos. Nesse período, já foi possível vivenciar uma reconfiguração urbana significativa.

PÁGINA 3

regiões como Conventos, São Cristóvão e Bom Pastor concentram cada vez mais empresas, investimentos e oportunidades, exigindo também obras de mobilidade e infraestrutura para acompanhar a nova dinâmica urbana.

EM PLENA EXPANSÃO

Autonomia transforma Conventos

em “minicidade”

Com mais de 1,4 mil empresas, novos loteamentos e ampla oferta de serviços, Conventos consolida uma realidade cada vez mais autônoma dentro de Lajeado. Moradores resolvem a maior parte das de -

mandas sem sair do bairro, enquanto o crescimento populacional e econômico reforça a necessidade de planejamento, mobilidade e infraestrutura para os próximos anos.

PÁGINAS 8 e 9

PÁGINAS 4 e 5

APÓS ENCHENTES Centro aposta na reinvenção

Mesmo com o avanço do comércio e dos serviços nos bairros nos últimos anos, e os impactos das enchentes históricas de 2023 e 2024, o Centro, local por onde Lajeado se desenvolveu, busca se reinventar e manter protagonismo.

PÁGINAS 12 e 13

FÁBIO KUHN
KARINE PINHEIRO

Crescer sem perder o rumo

Ocrescimento dos bairros de Lajeado deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade consolidada. O avanço do comércio, dos serviços e dos empreendimentos imobiliários para além da área central redesenha a cidade e cria novas centralidades, aproximando oportunidades das pessoas e melhorando a qualidade de vida de milhares de moradores.

O debate promovido pelo projeto Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros evidenciou uma constatação importante: a descentralização não enfraquece o Centro, mas fortalece o município como um todo.

Esse movimento, no entanto, traz desafios proporcionais ao seu ritmo. O crescimento populacional e empresarial exige investimentos em mobilidade, infraestrutura, educação, saúde e planejamento urbano. Não basta comemorar os números positivos. É preciso garantir que a cidade esteja preparada para absorver essa expansão de forma organizada e sustentável.

A discussão também reforçou outro aspecto fundamental: o desenvolvimento não é responsabilidade exclusiva do poder público. Ele depende da participação conjunta de empresários, entidades representativas, cooperativas, lideranças comunitárias e cidadãos. O fortalecimento do associativismo e do diálogo entre diferentes setores tem sido uma das marcas de Lajeado e um dos fatores que explicam sua capacidade de superar desafios e continuar avançando.

Ao mesmo tempo em que os bairros ganham protagonismo, o Centro segue desempenhando papel estratégico e precisa ser valorizado. O futuro passa pelo equilíbrio entre tradição e renovação, preservando espaços históricos enquanto novas centralidades se consolidam.

Lajeado construiu sua trajetória apoiada no empreendedorismo e na capacidade de adaptação. O desafio agora é fazer com que o crescimento continue sendo uma oportunidade de desenvolvimento coletivo. Mais do que crescer, é preciso crescer com planejamento, visão de longo prazo e compromisso com a qualidade de vida das próximas gerações.

Empresas ativas por bairro

Em 30 de abril de 2026

Dados fornecidos pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico dão conta da força de Lajeado. A cidade alcançou a marca de 20 mil empresas ativas no fim de 2025 e chegou a 20.810 em abril deste ano.

O futuro passa pelo equilíbrio entre tradição e renovação, preservando espaços históricos enquanto novas centralidades se consolidam.”

O Centro lidera a lista, seguido por São Cristóvão e Florestal. A novidade é Conventos, que no último ano ultrapassou o Universitário e passa a ser o quarto bairro com mais CNPJs. No top 10, outra surpresa é o Campestre, que ultrapassou o vizinho Olarias nos últimos meses.

TEXTOS
Andreia Rabaiolli, Karine
Pinheiro, Maira Schneider e
Mateus Souza
Felipe Neitzke
Mateus Souza
Grafica Uma/ junto à Zero Hora

mateus@grupoahora.net.br

Cidade diversificada

Quando me mudei para Lajeado, em 2019, encontrei uma cidade em constante transformação. Conhecia muito pouco da realidade local (e regional). E, sete anos depois da decisão mais acertada da minha vida pessoal e profissional, vejo que a dinâmica não se alterou. Pelo contrário: a cidade segue crescendo de forma acelerada.

Uma das transformações mais evidentes que percebo desde a chegada é com relação aos bairros, muitos deles passando por um processo de reconfiguração urbana. O novo Plano Diretor permitiu e impulsionou a expansão em muitas localidades, antes pouco habitadas ou estritamente

residenciais.

Conventos, há sete anos, já estava em pleno crescimento. Hoje, está ainda mais pujante e com parte de sua rua principal ampliada. Alto do Parque agora conta com uma forte vocação gastronômica e vê o surgimento de um centro comercial e até de edifícios, algo impensável tempos atrás.

Essa descentralização está em pleno avanço. Outros bairros ainda vão experimentar essa nova realidade de Lajeado. Dentro dessa discussão, fica o questionamento: estamos prontos para o futuro? A infraestrutura precisa acompanhar esse crescimento. Do contrário, teremos muitos problemas a serem resolvidos.

Impulsionado pela universidade

O Universitário tem seu crescimento e expansão diretamente atrelado à Univates. A consolidação da instituição de ensino, ao longo das décadas, transformou aquele território, antes pouco habitado. E o que se vê também é uma diversificação econômica no bairro. Há uma boa presença de estabelecimentos, sobretudo na rua Sabiá e nas avenidas Alberto Müller, Amazonas e Pasqualini. O fato de estar na rota de ligação com Arroio do Meio também contribuiu para esse movimento. Hoje, para os moradores, é possível suprir várias necessidades do dia a dia sem precisar se deslocar ao Centro.

Símbolo desse momento

A cada vez que vou a Conventos, me surpreendo. Sempre tem algum empreendimento novo surgindo na avenida principal ou nas imediações. A mais recente chegada foi da Colombo, uma das maiores do comércio varejista do Sul do país. É mais uma opção para consumidores do bairro. Ou mesmo das cidades vizinhas, pois moradores de Forquetinha são clientes “frequentes” dos estabelecimentos de Conventos. E não deve parar por aí. Pelo contrário. Há muitos outros empresários interessados em investir, abrir ou expandir negócios ali. Os próximos anos são muito promissores.

O “primeiro novo Centro”

Muito antes de Conventos, um outro bairro ganhou notoriedade na cidade ao ser intitulado como “novo Centro”. É o São Cristóvão, que há pouco mais de uma década, tinha a maior população de Lajeado. Hoje, perdeu esse posto, mas permanece pujante, com um comércio bem estabelecido, uma grande variedade de serviços e muitos edifícios – residenciais e comerciais – de alto padrão. Outro destaque é a gastronomia, bem diversificada. E, claro, é neste bairro que está instalado o Lajeado Shopping, principal centro comercial da região e atualmente com boa parte de suas salas ocupadas.

20 E 21 DE JUNHO

35º Rodeio Regional da 24ª Região

Tradicionalista

Local: Parque do Imigrante

21 DE JUNHO

Gramado Cultural

Local: Gramado da Univates

25 DE JUNHO

Convenção CDL Lajeado

Local: Clube Tiro e Caça

27 DE JUNHO

1º Café das Patroas

Local: CTG Bento Gonçalves

Desenvolvimento ao sul da cidade

Em outra ponta, temos um pujante Jardim do Cedro. Segundo bairro mais populoso da cidade, é considerado uma opção “mais em conta” para novos moradores, pelo custo de vida inferior ao de outros bairros e também por estar relativamente próximo ao Centro. Tem uma infraestrutura completa, com acesso a educação

e saúde, e começa a contar também com opções de lojas de diversos segmentos e gastronomia. A proximidade com Cruzeiro do Sul também é um fator importante, já que muitos moradores do município vizinho passam pela localidade, não apenas no deslocamento a Lajeado, mas também a trabalho ou consumo.

DAS RUAS

– A rua Romeu Júlio Scherer caminha para se tornar um dos principais corredores de Lajeado.

A pavimentação a ser viabilizada com recursos do Funrigs coloca a via em um novo patamar não apenas no contexto municipal, mas também em um âmbito regional. Afinal, e com a futura ponte no local, cria-se uma nova rota definitiva para Arroio do Meio, sendo uma importante alternativa às pontes da 130 e de Ferro;

– Essa pavimentação, por outro lado, reacende o debate sobre a importância de Lajeado olhar para o antigo traçado do anel viário, previsto inclusive no Plano Diretor. Ruas como a Wilibaldo Eckhardt e a Rio Grande

do Norte precisam ser observadas com prioridade. Desta forma, abrese um trajeto alternativo à BR-386, desde Conventos até a ERS-130, conectando-se também a Bento Rosa por meio de traçados já existentes no Universitário e Carneiros;

– É desanimador passar em frente a antiga sede do Daer, na área central de Lajeado. O valioso e imponente imóvel segue chamando atenção, mas agora pelo estado de abandono. Desde que a autarquia se mudou de endereço, no fim de 2024, não há mais movimentações no complexo, que já chegou a abrigar mais de 400 funcionários de forma simultânea, na década de 70. Hoje, só restam as memórias...

FELIPE NEITZKE
MAIRA SCHNEIDER

Bairros ganham protagonismo

Debate do projeto “Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros” destaca avanço do comércio e dos serviços fora do Centro e aponta mobilidade e infraestrutura como desafios para sustentar crescimento

Ofortalecimento dos bairros como polos de comércio, serviços e oportunidades de negócios já é uma realidade em Lajeado. O movimento, impulsionado pelo crescimento populacional e pela expansão imobiliária dos últimos anos, foi tema da edição de junho do projeto Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros, promovido pelo Grupo A Hora em parceria com a Imojel. Apresentado direto da Parilla Morro Santo, no bairro Conventos, o debate reuniu o presidente da Associação de Moradores de Conventos, Daniel Becker, o diretor executivo da Sicredi Integração RS/MG, Fabrício Closs, a presidente da CDL Lajeado, Giselda Hahn, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Jairo Valandro.

Ao longo da discussão, dividida em três blocos, os participantes destacaram que a descentralização das atividades econômicas vem

modificando a dinâmica urbana da cidade há pelo menos duas décadas.

Se antes o Centro concentrava a maior parte dos serviços e estabelecimentos comerciais, hoje bairros como Conventos, São Cristóvão, Florestal, Universitário e Bom Pastor passam a oferecer cada vez mais opções para moradores e empreendedores.

Nós precisamos fazer obras que resolvam o problema da cidade para 30 anos, e não apenas para quatro ou cinco anos.”

Segundo Valandro, o fenômeno acompanha um conceito moderno de desenvolvimento urbano.

“Quando falamos de organização de plano diretor e de desenvolvimento econômico, temos que trabalhar com um modelo que é chamado de uma grande centralidade e outras centralidades menores espalhadas pelo município”, afirmou.

Conventos é um dos principais exemplos desse processo. Atualmente, o bairro possui mais de 1,4 mil empresas registradas e aparece como o quarto maior em participação empresarial de Lajeado, além de liderar a emissão de alvarás de construção.

Nova fase da cidade

Com população estimada em mais de 10 mil habitantes e grandes empreendimentos imobiliários em andamento, Conventos se consolidou como uma espécie de laboratório da transformação urbana vivida por Lajeado. Para Becker, o bairro reúne condições que explicam esse

crescimento acelerado.

“Conventos tem uma vida tão autônoma que, nas enchentes de setembro e novembro de 2023, e de maio de 2024, a gente só sentiu realmente quando faltou luz. Porque todo o restante seguia funcionando aqui dentro do bairro”, observou.

O presidente da associação destaca que ainda existe uma ampla área disponível para expansão urbana e que novos loteamentos devem impulsionar ainda mais o crescimento nos próximos anos.

“Temos mais de 50% do território ainda para lotear. Os próximos cinco anos devem trazer milhares de novos terrenos disponíveis. O crescimento está vindo muito mais rápido do que a gente está conseguindo acompanhar”.

A municipalização da ERS-421 e os investimentos privados em loteamentos, condomínios e novos empreendimentos comerciais também foram apontados como fatores decisivos para a valorização da região.

Obras estruturantes

Apesar dos indicadores positivos, os debatedores foram unânimes ao apontar que a expansão dos bairros precisa ser acompanhada por investimentos públicos. Questões ligadas à mobilidade urbana, pavimentação e infraestrutura viária aparecem

O crescimento está indo muito mais rápido do que a gente está se mexendo. Esse é um desafio que precisa ser encarado logo, porque os próximos anos serão de forte expansão para o bairro.”

DANIEL BECKER

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE CONVENTOS

como as principais preocupações para os próximos anos. Becker citou a necessidade de melhorias em vias como Arno Eckhardt, Arnoldo Alfredo Scherer e Benjamin Constant, consideradas estratégicas para absorver o aumento da circulação de pessoas e veículos.

Valandro reforçou que a administração municipal trabalha com uma visão de longo prazo. “Nós precisamos fazer obras que resolvam o problema da cidade para 30 anos, e não apenas para quatro ou cinco anos”.

Segundo ele, Lajeado enfrenta

KARINE PINHEIRO

desafios específicos por ser cortada pela BR-386 e pela ERS130, o que exige investimentos capazes de melhorar a integração entre diferentes regiões do município. “Essas rodovias trazem desenvolvimento, mas também impactam diretamente na mobilidade. Precisamos pensar a cidade lá na frente”.

Onde as pessoas vivem

O fortalecimento dos bairros também reflete uma mudança no comportamento dos consumidores. Para Giselda Hahn, cresce a busca por conveniência e qualidade de vida, reduzindo a necessidade de deslocamentos até a área central.

“Morar e trabalhar próximo de casa traz qualidade de vida. Ter mercado, farmácia, banco e serviços perto de onde se vive é uma tendência mundial”, ressaltou.

Segundo ela, o crescimento dos bairros gera um círculo positivo para toda a economia local. “Essas obras e investimentos atraem mais empreendimentos. O comércio se fortalece, novos serviços surgem e isso gera mais desenvolvimento para todo o município”.

A dirigente da CDL acredita que a descentralização não representa enfraquecimento do Centro, mas sim uma evolução natural da cidade. “São duas realidades

Área central da cidade permanece como referência quando o assunto é comércio. Lojistas buscam se readaptar aos novos tempos

que vão crescer juntas. O Centro continua sendo uma referência regional e precisa ser valorizado, enquanto os bairros seguem ganhando força”.

Transformação dos negócios

A expansão dos bairros também influencia o planejamento das instituições financeiras. Presente em Conventos desde 2010, a Sicredi Integração RS/MG acompanha de perto a evolução da comunidade e já projeta novas adequações em sua estrutura local. “Quando chegamos aqui, o bairro tinha cerca de 3,5 mil habitantes. Hoje já ultrapassa os 10 mil. Nossa agência passou por reforma recentemente e já estamos olhando para uma nova estrutura”, revelou Fabrício Closs. Para ele, a descentralização econômica está diretamente relacionada à busca por praticidade e experiências mais qualificadas. Ao mesmo tempo, o executivo acredita que a transformação digital não elimina a importância das relações presenciais. “As decisões importantes da vida as pessoas não tomam em um chat. Elas continuam acontecendo no olho no olho, na conversa e na confiança”.

As decisões importantes da vida a gente não toma em um chat. Essa decisão a gente toma no olho no olho, com quem a gente confia e tem credibilidade.”

FABRÍCIO CLOSS

DIRETOR EXECUTIVO DA SICREDI INTEGRAÇÃO RS/MG

Ter um comércio próximo de onde se reside é uma tendência mundial. Isso traz qualidade de vida, reduz deslocamentos e facilita a vida das pessoas”

GISELDA HAHN PRESIDENTE DA CDL LAJEADO

Acompanhe este debate na íntegra pelo canal A Hora TV, no YouTube

Pessoas e inovação

Ao projetar os próximos 20 ou 30 anos, os participantes apontaram que Lajeado tende a consolidar sua vocação para os setores de serviços, tecnologia e inovação. Valandro acredita que a cidade deve ampliar sua relevância regional e fortalecer áreas ligadas à tecnologia, saúde e conhecimento.

“Eu vejo uma Lajeado mais dinâmica, mais tecnológica e ainda mais focada em serviços. Quando a gente atrai pessoas, a gente atrai negócios”, citou. A visão é compartilhada pelos demais participantes, que destacaram a força do empreendedorismo local, das entidades representativas e do associativismo como diferenciais da cidade. “Quando todos sentam para conversar e pensar o que é melhor para a coletividade, o município só tende a se desenvolver cada vez mais”, afirmou Giselda.

Com comércio consolidado, Montanha enfrenta o desafio da mobilidade

Referência em serviços, bairro ampliou a autonomia ao longo das últimas décadas. Agora, líderes e empresários locais defendem melhorias viárias para melhorar os atendimentos, acompanhar o crescimento e a diversificação econômica

Amovimentação intensa durante o dia reflete o desenvolvimento do Montanha. Caminhões de entrega em circulação, clientes entram e saem das lojas, empresas completam décadas de atuação e moradores resolvem demandas sem deixar o bairro. O fluxo diário na avenida Benjamin Constant atesta a consolidação econômica de uma das regiões mais tradicionais de Lajeado. Vice-presidente da Associação de Moradores do bairro Montanha, Silvane Kohlrausch destaca que a comunidade encontra praticamente tudo o que precisa dentro da localidade. Segundo ela, supermercados, farmácias, lojas, restaurantes, serviços especializados e serviços públicos contribuem para que os moradores precisem se deslocar menos para outras regiões da cidade.

“O Montanha é um bairro bastante autônomo. Se consolidou ao longo das últimas décadas e ainda possui espaço para mais desenvolvimento. Mas precisamos de uma estrutura que acompanhe esse crescimento”, avalia a dirigente. Segundo ela, o crescimento econômico tornou o trecho da Benjamin Constant um dos principais corredores comerciais da cidade.

Ao longo das últimas décadas, o bairro deixou de ser uma área em expansão para se tornar uma localidade autônoma, com ampla oferta de produtos, serviços privados e estrutura pública. Diante da diversificação

O Montanha é um bairro bastante autônomo. Se consolidou ao longo das últimas décadas.”

KOHLRAUSCH VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO MONTANHA

por moradores e empresários agora é outro. É necessário adequar a mobilidade urbana para acompanhar o crescimento.

Expansão

Empresário há mais de três décadas na localidade, Claudio Zago acompanhou a evolução desde os primeiros anos.

“Quando abrimos aqui não tinha praticamente nada. Eram poucas empresas e residências. Um bairro novo”, recorda. Ao longo dos anos, o comércio se fortaleceu e atraiu empreendimentos, ampliou a circulação e consolidou o Montanha como referência econômica.

Atualmente, a empresa Montanha Materiais de Construção atende clientes de diferentes bairros e municípios da região. “É comum que outras pessoas se desloquem até o bairro para consumir. Estamos localizados em uma área de alto

fluxo, portanto as pessoas param aqui”, relata. Na avaliação dele, para melhorar, basta qualificar a mobilidade urbana.

Mobilidade se torna principal gargalo

Se por um lado a atividade econômica avançou, por outro o aumento da circulação passou a exigir adaptações na infraestrutura. A presidente da Associação diz que a falta de estrutura adequada causa impactos negativos na rotina da população. Para Silvane, a mobilidade é hoje a principal demanda da comunidade.

“Desde o fluxo de veículos até as condições das calçadas, especialmente para cadeirantes, temos questões que precisam ser resolvidas”, afirma.

envolve as alterações recentes no trânsito da Benjamin Constant. Segundo moradores e empresários, mudanças implementadas na sinalização e na organização viária ocorreram sem diálogo prévio com a comunidade. “A instalação de rótulas não foi discutida e isso impactou na rotina do bairro”, frisa.

Funcionária de uma empresa antiga, Sandra Schneider afirma que as alterações também repercutiram na atividade comercial. Segundo ela, clientes da Rose Flores relatam dificuldades de acesso em alguns trechos. “As mudanças afetaram o comércio porque limitaram a circulação e diminuíram vagas de estacionamento”, observa.

O que há no bairro

- Comércio diversificado

- Supermercados

- Farmácias

- Serviços especializados

- Gastronomia

- Estrutura pública

- Empresas com décadas de atuação

Principais desafios

- Mobilidade urbana

- Fluxo crescente de veículos

- Acessibilidade

- Alargamento de trecho da Benjamin Constant

- Segurança para pedestres

Outro ponto de preocupação

Quando abrimos aqui não tinha praticamente nada. Um bairro novo.”

CLAUDIO

Entre as reivindicações históricas da comunidade está o alargamento da Benjamin Constant no trecho que cruza o bairro. A obra é considerada fundamental para adequar a infraestrutura ao crescimento registrado na localidade nos últimos anos.

“O alargamento é uma luta muito antiga da comunidade. Queremos entender, pelo menos, como está o andamento”, frisa a presidente. A expectativa é que a ampliação melhore a fluidez do trânsito, facilite o acesso aos estabelecimentos e contribua para sustentar novos investimentos. Para a população, o próximo passo passa por aplicações capazes de acompanhar a força econômica construída ao longo das últimas décadas.

Fase de mapeamento

O governo de Lajeado trabalhou em adequações a fim criar mais uma pista na Benjamin Constant, entre as vias Paulo Schlabitz e João Alberto Schmidt. Segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, de forma paralela, avançam as negociações de desapropriações para recuos viários do trecho para um futuro alargamento.

Segundo o secretário, além de atender os moradores do Montanha, a avenida também é utilizada diariamente por motoristas que se deslocam para outros bairros, o que torna necessária a adoção de medidas para reduzir congestionamentos e proporcionar mais segurança no trânsito.

FOTOS: KARINE PINHEIRO

Jardim do Cedro amplia influência e fortalece comércio na zona sul

Localização estratégica, expansão urbana e proximidade com Cruzeiro do Sul impulsionam crescimento econômico do bairro

OJardim do Cedro vem ampliando sua importância no cenário econômico de Lajeado e se consolidando como uma referência para moradores da zona sul do município e também da vizinha Cruzeiro do Sul. A combinação entre localização estratégica, oferta de serviços e potencial de expansão tem atraído novos empreendimentos e fortalecido a atividade comercial na região.

Com 875 empresas registradas até abril de 2026, o bairro figura entre os mais dinâmicos da cidade. A proximidade com o Distrito Industrial do bairro Floresta e o acesso facilitado às rodovias ERS-130 e ERS453 ajudam a explicar esse crescimento.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Agricultura, Jairo Valandro, a localização é um dos principais diferenciais da região.

Bairro cresceu exponencialmente nos últimos anos. Estabelecimentos tomaram forma a partir desse movimento

“O Jardim do Cedro está em uma posição estratégica, com acesso facilitado às principais rodovias e próximo da futura Ponte dos Vales, que fará a ligação entre Cruzeiro do Sul e Estrela. Isso torna a região muito atrativa para novos empreendimentos”, afirma.

Embora ainda não seja considerado oficialmente um polo comercial, o bairro já exerce influência regional, principalmente pela concentração de estabelecimentos voltados ao atendimento das necessidades do dia a dia da população.

A VISÃO DE QUEM VIVE NO BAIRRO

“Eu moro no Jardim do Cedro há 33 anos e acompanhei toda a transformação do bairro. No começo, havia poucas ruas habitadas e muitas estradas de chão. Hoje, o Jardim do Cedro se tornou uma referência comercial, com tudo o que precisamos no dia a dia. Escolhemos morar aqui pelo potencial de crescimento, que se confirmou ao longo dos anos. É um bairro confortável, seguro, com fácil acesso e cada vez mais valorizado. Muitas pessoas procuram o Jardim do Cedro para morar, o que mostra a qualidade de vida que encontramos aqui.”

Marilda Oliveira, moradora do Jardim do Cedro há 33 anos.

Hoje o nosso bairro tem entre 60% e 70% das pessoas oriundas de municípios como Três Passos, Crissiumal e cidades vizinhas. É um bairro praticamente criado em virtude das pessoas que vieram de fora [...] “Sentimos falta de uma lotérica ou de caixas eletrônicos. Muitas pessoas ainda precisam se deslocar até o Centro para acessar serviços bancários”.

Anuar Machado, presidente da Associação de Moradores do Bairro Jardim do Cedro

Eu vejo com muita alegria o crescimento do Jardim do Cedro. O bairro mudou muito nos últimos anos e hoje temos praticamente tudo o que precisamos por aqui, o que facilita a vida dos moradores. Escolhi morar aqui porque foi onde construí minha casa, criei meus filhos e formei minha história. Agora, gosto de receber meus netos e compartilhar essas lembranças com eles. O Jardim do Cedro é um lugar muito bom para viver e já se tornou uma referência, tanto para quem mora na zona sul quanto para pessoas de fora da cidade.”

Rogério Stoll, morador há 34 anos e trabalha com transporte de carga

Nos últimos anos, a região passou a concentrar mercados, farmácias, lojas, serviços e estabelecimentos gastronômicos que atendem não apenas os moradores locais, mas também consumidores de bairros vizinhos e de Cruzeiro do Sul.

A facilidade de acesso e a possibilidade de resolver diferentes demandas sem precisar se deslocar até o Centro têm contribuído para o aumento do fluxo de pessoas e fortalecido a economia local.

Para o secretário de Planejamento, Mobilidade e Urbanismo, Alex Schmitt, o Jardim do Cedro possui características que favorecem ainda mais esse desenvolvimento.

“É um bairro com potencial de crescimento e capacidade de adensamento. Já conta com uma boa oferta de comércio e serviços voltados ao atendimento das demandas cotidianas da população”, destaca.

Além do crescimento econômico, o bairro também tem recebido investimentos em infraestrutura viária. Atualmente, os principais acessos e corredores internos contam com pavimentação, incluindo as ruas João Fernando Schneider, Henrique Stein Filho e Arnoldo Uhry, além das ligações com as rodovias estaduais.

“O bairro já possui uma estrutura viária consolidada, com faixas elevadas, semáforo

no principal cruzamento e vias pavimentadas que garantem segurança e mobilidade para moradores e visitantes”, observa Schmitt.

Entre as melhorias em andamento está um projeto para qualificar o acesso da Rua Arnoldo Uhry pela Rua Carlos Spohr Filho. Nos últimos meses, diversas vias receberam recapeamento asfáltico, reparos no pavimento e renovação da sinalização horizontal.

Potencial para novos investimentos

Outro fator que reforça a atratividade do Jardim do Cedro é o zoneamento urbano. De acordo com Valandro, a maior parte da área do bairro está enquadrada na Zona 2 (Z-2), classificação que permite a instalação de empresas de diferentes portes e segmentos. “A região favorece a implantação de indústrias, prestadores de serviços, comércio atacadista e outros empreendimentos. Além disso, possui índice construtivo elevado e não há limitação de altura para edificações”, explica.

Com espaço para expansão, infraestrutura consolidada e localização privilegiada, o Jardim do Cedro desponta como uma das regiões com maior potencial de crescimento de Lajeado.

Segundo o presidente da Associação de Moradores, Anuar Machado, o crescimento está ligado principalmente à chegada de famílias de municípios da região Noroeste do Estado.

“Hoje o nosso bairro tem entre 60% e 70% das pessoas oriundas de municípios como Três Passos, Crissiumal e cidades vizinhas. É um bairro praticamente criado em virtude das pessoas que vieram de fora”, afirma.

O avanço populacional, mais intenso desde a década de 1990, impulsionou a expansão comercial e de serviços. O bairro já conta com mercados, farmácias, posto de combustíveis e diversos empreendimentos, mas ainda possui demandas. “Sentimos falta de uma lotérica ou de caixas eletrônicos. Muitas pessoas ainda precisam se deslocar até o Centro para acessar serviços bancários”, observa Machado.

Na avaliação da associação, o Jardim do Cedro continuará crescendo em ritmo acelerado.

MAIRA SCHNEIDER

Conventos se consolida como polo econômico

Bairro mais populoso de Lajeado reúne comércio, serviços, empregos e novos empreendimentos. Com milhares de terrenos ainda disponíveis, crescimento aponta para a formação de uma nova centralidade urbana

Há poucos anos, moradores de Conventos precisavam se deslocar até o Centro para resolver as demandas do dia a dia. Atualmente, o cenário é completamente diferente. O bairro mais populoso de Lajeado concentra supermercados, farmácias, academias, instituições financeiras, restaurantes, escolas e empresas de diferentes segmentos. A conjuntura permite que milhares de pessoas trabalhem, consumam e tenham acesso a serviços sem sair da localidade.

O movimento acompanha a expansão populacional

A oferta de serviços cresceu e reduziu a necessidade de deslocamentos até o Centro

e imobiliária. Com novos loteamentos em desenvolvimento e espaço para receber mais empreendimentos, o bairro se consolida como uma estrutura econômica que moradores e empresários definem como uma “minicidade” dentro do município. A configuração promete elevar ainda mais o protagonismo da área

A transformação é percebida por quem acompanha o cotidiano do bairro. Moradora de Conventos há cinco anos, Daniela Machado Jacobsen afirma que a localidade mudou completamente desde a chegada. Natural de Lavras do Sul, ela encontra no bairro uma combinação

de praticidade, segurança e qualidade de vida.

“Existem muitas possibilidades dentro de Conventos, principalmente por conta da expansão e da instalação de novos negócios. Tem muitos serviços à disposição. Saímos pouco daqui para resolver alguma coisa”, comenta. Ela também percebe uma mudança significativa após a enchente de 2024, com a chegada de novas famílias e empresas à região.

Crescimento impulsionado por investimentos

Conventos desponta como uma das principais áreas de expansão de Lajeado. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jairo Valandro, o bairro reúne cerca de 8 mil moradores, concentra 1,4 mil empresas e responde por 6,8% dos

Maior bairro de Lajeado concentra milhares de moradores, empresas e novos empreendimentos consolidandose como uma nova centralidade urbanas

empreendimentos instalados no município. A localidade lidera o número de alvarás de construção emitidos nos últimos anos.

A infraestrutura acompanha

parte do desenvolvimento. Presidente da Associação de Moradores, o empresário Daniel Becker pretende atuar para que a expansão ocorra de forma organizada e sustentável. Na avaliação dele, a pavimentação de vias e a municipalização da Pedro Theobaldo Breidenbach contribuíram para melhorar a mobilidade e estimular investimentos privados.

O presidente afirma que o crescimento registrado até agora representa apenas uma parcela do potencial existente. “Atualmente temos cerca de doze loteamentos em execução e uma projeção superior a cinco mil terrenos que podem ser disponibilizados futuramente. Ainda existe muito espaço para crescer”, frisa. De acordo com Becker, Conventos possui

Virou uma minicidade. Temos tudo aqui.”

JAQUELINE MALLMANN EMPRESÁRIA

aproximadamente 50% de espaço livre que ainda pode receber novos empreendimentos e ocupação urbana. “A gente percebe bastante o desenvolvimento do comércio e o impulsionamento causado pela pavimentação das vias. Antigamente não havia pavimentação completa em muitas ruas”, relata.

Planejamento para os próximos anos

Se o crescimento é motivo de comemoração, ele também traz novos desafios. Na avaliação de Becker, a expansão exige planejamento para evitar problemas estruturais no futuro. Entre as prioridades apontadas pela associação estão melhorias e obras de infraestrutura, revisão do Plano Diretor e ampliação da oferta de serviços públicos.

“Temos um comércio bem desenvolvido, com mercados, farmácias e banco. Mas ainda é uma estrutura que não comporta toda a população projetada para os próximos anos. Precisamos que o planejamento acompanhe essa movimentação”, destaca. Segundo ele, o momento é oportuno para pensar em soluções de longo prazo. Uma das propostas defendidas pelo presidente envolve a criação de áreas destinadas à instalação

de empresas e atividades logísticas. A ideia é fortalecer ainda mais a economia local e ampliar a geração de empregos dentro do próprio bairro. Além da expansão econômica, Becker também acredita que o desenvolvimento precisa ser acompanhado por melhorias urbanísticas.

“Estamos em tempo hábil para fazer com que o bairro cresça de forma sustentável. Nosso objetivo é que as pessoas não precisem sair de Conventos para trabalhar ou buscar serviços. Talvez seja possível encaminhar a criação de um pequeno distrito industrial para empresas que não exigem grandes estruturas e que façam a economia girar”, projeta.

Precisamos que o planejamento acompanhe essa movimentação.”

que apostaram na localidade antes mesmo da expansão mais intensa. Proprietária da Joalheria e Ótica Conventos, Jaqueline Mallmann afirma que sempre acreditou no potencial do bairro. Nascida na localidade, ela escolheu instalar o negócio na região e acompanhou a transformação ao longo dos anos.

“Conventos foi a escolha natural. Sempre acreditei no progresso do bairro, mas não imaginava que aconteceria tão rápido”, afirma. Para ela, a principal mudança está na autonomia conquistada pela população. “Hoje virou uma minicidade. Temos tudo aqui e não existe mais a necessidade de ir ao Centro”, frisa. Segundo Jaqueline, a praticidade contribui para que moradores permaneçam mais tempo no bairro, fortalecendo o comércio local e reduzindo deslocamentos. “Precisamos que o poder público acompanhe esse crescimento com planejamento. Questões como trânsito, saneamento, saúde e educação precisam avançar junto com o desenvolvimento.”

Para a empresária, a tendência é que Conventos continue ampliando a importância dentro de Lajeado. “Já somos o maior bairro do município e acredito que ainda temos muito potencial pela frente. É um excelente lugar para morar e empreender.”

Qualidade de vida atrai novos moradores

A combinação entre infraestrutura, oferta de serviços e localização estratégica também impulsiona a chegada de novos moradores. Foi o caso da família de Denise Duarte, que escolheu Conventos em busca de mais espaço e melhor custo-benefício. “Precisávamos de um imóvel maior para acomodar toda a família. Encontramos isso aqui”, conta. Segundo ela, a adaptação foi rápida. “A vivência é tranquila. Os serviços essenciais funcionam muito bem. A rotina lembra a de uma cidade pequena, mas com a vantagem de estar muito perto do Centro de Lajeado”, comenta. Denise destaca que praticamente todas as necessidades podem ser atendidas dentro do próprio bairro. Para os próximos anos, ela acredita que a principal atenção deve estar voltada à mobilidade. “O trânsito ainda está projetado para uma população menor. Será necessário otimizar espaços para veículos e melhorar a sinalização”, afirma.

Comércio acompanha transformação

O crescimento também é percebido pelos empreendedores

CONVENTOS EM NÚMEROS

Cerca de 8 mil moradores

1,4 mil empresas instaladas

Responde por 6,8% dos empreendimentos de Lajeado

Mais de 5 mil terrenos projetados

Cerca de 50% do território ainda disponível para expansão

De bairro residencial à "minicidade"

Antes

Poucas opções de comércio; Moradores dependiam do Centro Vias sem pavimentação completa

Após 2024

Chegada de novas famílias

Expansão imobiliária

Novos empreendimentos

Hoje

Comércio consolidado

Serviços essenciais no bairro

Maior bairro de Lajeado

Futuro

Distrito para pequenas empresas

Revisão do Plano Diretor Investimentos em mobilidade

Com milhares de terrenos ainda disponíveis, Conventos mantém ritmo acelerado de expansão

FOTOS: KARINE PINHEIRO
FELIPE NEITZKE

São Cristóvão consolida polo comercial e mira maior autonomia

São Cristóvão soma mais de 2,1 mil empresas e está no foco de projetos para melhorar o fluxo viário

Um dos bairros mais populosos e economicamente

ativos de Lajeado, o São Cristóvão vive uma fase de expansão impulsionada pelo comércio, serviços e novos empreendimentos residenciais. Para acompanhar esse crescimento, a prefeitura desenvolve intervenções voltadas à mobilidade urbana.

Segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, o principal projeto é o Sinal Verde, que busca sincronizar os semáforos da Avenida Senador Alberto Pasqualini para reduzir congestionamentos e agilizar os deslocamentos entre bairros como São Cristóvão e Centro.

Entre as mudanças, a retirada dos canteiros centrais próximos à Avenida Piraí, o recapeamento e a remodelação da pista, ampliando a capacidade de fluxo da via. Também estão planejados novos retornos pelas ruas Minas Gerais e José Inácio Teixeira, além da instalação de semáforos e de um pórtico de sinalização na Rua Ceará.

“Com essa remodelação, buscamos reduzir os tempos semafóricos, evitar congestionamentos, promover retornos mais seguros e organizar melhor a mobilidade entre Centro e bairros”, afirma Schmitt.

O crescimento econômico do bairro também aparece nos números. Atualmente, o São Cristóvão possui 2.190 empresas

Escolhemos o São Cristóvão pela boa localização, fácil acesso e pelo potencial de crescimento.”

NELCIR ZAMBIASI MORADOR E EMPRESÁRIO

Aceitar as mudanças é evoluir junto com o progresso.”

NILCE WEIAND KOEFENDER PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO SÃO CRISTÓVÃO

ativas. Em julho de 2025, quando teve início o monitoramento por bairros, eram 2.058 registros. O aumento reforça a consolidação da região como um dos principais polos comerciais e de serviços do município. Para o secretário, o desenvolvimento tem ocorrido de forma equilibrada entre as áreas residencial e empresarial, favorecendo a qualidade de vida da população. “Esse equilíbrio permite maior proximidade entre moradia, trabalho, comércio e serviços do dia a dia, o que incentiva a caminhabilidade e reduz a necessidade do uso do automóvel”, destaca.

Projeção para o futuro

Na avaliação da administração municipal, o São Cristóvão ainda tem potencial para crescer de forma organizada nos próximos anos. A projeção é que o bairro consolide sua posição como uma das principais centralidades de Lajeado, ampliando a oferta de comércio e serviços e acompanhando o crescimento populacional. “Estamos falando de um dos maiores e mais

adensados bairros da cidade, com uma ampla gama de comércio e serviços e com potencial para continuar se desenvolvendo de forma organizada”, resume o secretário.

Empresário e morador do São Cristóvão desde 2012, Nelcir Zambiasi acompanha de perto a transformação do bairro. Proprietário da Cantina Vinallegro, ele afirma que escolheu a região para investir pela localização, fácil acesso e potencial de crescimento.

Segundo Zambiasi, o São Cristóvão deixou de ser predominantemente residencial e se consolidou como um dos principais polos de Lajeado, reunindo moradia, comércio, serviços e novos empreendimentos. “Quando cheguei, o bairro era mais tranquilo. Hoje está muito mais movimentado, com novos prédios, comércio forte e maior circulação de pessoas.”

Apesar de avaliar o crescimento de forma positiva, ele destaca a necessidade de investimentos em infraestrutura, especialmente no trânsito, estacionamento e qualificação dos espaços urbanos. “O crescimento comercial é positivo, desde que não comprometa a qualidade de vida dos moradores. O desafio é fazer esse desenvolvimento acontecer de forma organizada e sustentável”, afirma.

Diversidade de negócios

Para a sócia-administradora do Comercial São Cristóvão, Roberta Rohenkohl, o crescimento do bairro consolidou a região como um dos principais polos comerciais de Lajeado. Segundo ela, a chegada de novos empreendimentos ampliou o fluxo de pessoas e fortaleceu os negócios locais. “O São Cristóvão se tornou uma referência e passamos a receber clientes de vários bairros”, afirma. Apesar do cenário positivo, Roberta aponta a mobilidade urbana como principal desafio. “O crescimento foi muito grande e as melhorias na mobilidade são necessárias. Hoje é possível encontrar praticamente tudo no bairro. Isso fortalece o comércio e atrai cada vez mais pessoas para a região”, conclui.

Associação vê futuro promissor, mas cobra melhorias

A presidente da Associação de Moradores do Bairro São Cristóvão (Ambasc), Nilce Weiand Koefender, avalia positivamente a chegada de novos empreendimentos e afirma que o crescimento reflete o potencial econômico da região. “Aceitar as mudanças é evoluir junto com o progresso”,

Estamos falando de um dos maiores e mais adensados bairros da cidade, com uma ampla gama de comércio e serviços e com potencial para continuar se desenvolvendo de forma organizada.”

ALEX SCHMITT

SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO, URBANISMO E MOBILIDADE

destaca a moradora.

Segundo ela, o principal desafio é a mobilidade urbana. O aumento do fluxo de veículos tem gerado dificuldades, especialmente nos horários de pico. “O trânsito é hoje a maior preocupação dos moradores. Esperamos que as mudanças previstas para este ano melhorem a circulação no bairro”, afirma.

Nilce ressalta que a associação mantém diálogo constante com a administração municipal para tratar de demandas nas áreas de educação, saúde, trânsito, limpeza urbana e acessos ao bairro. Entre as prioridades está a entrada em funcionamento do novo posto de saúde.

“O São Cristóvão já é um dos principais polos de Lajeado e continuará crescendo. Por isso, é preciso investir em mobilidade e infraestrutura para acompanhar o desenvolvimento econômico e populacional”, conclui.

Ao abrir a Cantina Vinallegro em 2022, Nelcir Zambiasi apostou no potencial do São Cristóvão
MAIRA SCHNEIDER

São Bento cresce e amplia vocação para novos investimentos

Impulsionado pela chegada de moradores e empresas, o bairro vive uma transformação acelerada e projeta se tornar uma das regiões mais populosas de Lajeado nos próximos anos

Quando decidiu transferir o Mercado

Alles Gutt para a avenida Carlos Spohr Filho, há cerca de sete anos, o empresário Vianei Bluesmann enxergou um potencial que ainda começava a surgir. A mudança foi motivada pela expectativa de crescimento do bairro e pela visibilidade proporcionada pela principal via da localidade. Hoje, ele considera que a aposta foi acertada.

O desenvolvimento observado nos últimos anos transformou São Bento em uma das regiões mais promissoras de Lajeado. Com a chegada de novos moradores, expansão imobiliária e instalação de empresas, o bairro projeta um futuro de protagonismo e deve figurar entre os mais populosos do município nos próximos anos.

“Viemos para investir e apostar nesse desenvolvimento. Antes o mercado atendia mais a comunidade local. Hoje recebemos clientes de diferentes bairros e até de outros municípios”, relata Bluesmann. Segundo ele, o crescimento do negócio acompanhou a expansão da localidade e reforçou a percepção de que ainda há espaço para novos empreendimentos.

A mesma leitura motivou a chegada da Fruteira do Vale. Proprietário do estabelecimento, Rivelino Hieger conta que identificou uma oportunidade para crescer junto com o bairro. “Percebemos o crescimento e uma chance de iniciar antes de outros empreendimentos”, afirma. Em um ano, o empresário observa aumento no movimento e na chegada de novos consumidores.

De área rural a nova frente de expansão

A transformação também é percebida por quem acompanha a evolução da localidade há décadas. Morador e empreendedor há 34 anos no bairro, Nilson

Purper recorda uma realidade bastante diferente da encontrada atualmente. “Quando eu vim morar aqui era tudo rural. As estradas eram de chão batido e havia muita poeira”, lembra. Segundo ele, o crescimento populacional e econômico alterou completamente a dinâmica da comunidade. Se antes praticamente todos os moradores se conheciam, hoje a localidade recebe famílias de diferentes regiões e passa por uma intensa expansão urbana. “Tem potencial e espaço para continuar crescendo. Vai se tornar um dos maiores bairros de Lajeado”, projeta. A percepção é compartilhada pela moradora Francine Galimberti. Na avaliação dela, o ritmo de crescimento se intensificou após as enchentes de 2024. “Passados alguns meses, muitas pessoas começaram a se mudar para cá. Empresas atingidas também se instalaram no bairro”, relata.

Acompanhar o desenvolvimento

O movimento consolida São Bento como uma das principais áreas de expansão urbana do município. Embora o crescimento seja visto de forma positiva, moradores e empresários avaliam que a infraestrutura precisa acompanhar a nova realidade do

bairro. Entre as demandas estão melhorias na mobilidade, na sinalização e nas condições viárias do principal eixo de circulação. Outra necessidade é a ampliação da oferta de serviços financeiros. Francine destaca que muitos moradores, sobretudo idosos, ainda precisam se deslocar para outras regiões para acessar atendimentos bancários. “Muitas pessoas ainda têm o hábito de utilizar dinheiro em espécie e precisam ir até o Centro para resolver essas questões”, comenta. Apesar dos desafios, a população avalia que a estrutura atual atende de forma satisfatória e que os investimentos em andamento reforçam a tendência

de crescimento. Entre eles está a construção de um novo posto de combustíveis, além da expectativa de instalação de novos negócios ao longo dos próximos anos.

Bairro projeta autonomia

O futuro de São Bento passa pela consolidação de uma estrutura cada vez mais completa e autônoma. A expectativa é que a avenida Carlos Spohr Filho se fortaleça como corredor comercial e concentre novos investimentos. “O futuro é de um bairro autossuficiente, e isso está acontecendo muito rápido”, avalia Hieger.

São Bento tem potencial e espaço para continuar crescendo. Vai se tornar um dos maiores bairros de Lajeado.”

O que moradores e empreendedores projetam para o futuro

Infraestrutura

- Melhorias viárias

- Qualificação da sinalização

- Expansão dos serviços públicos Mobilidade

- Adequação da avenida Carlos Spohr Filho

- Organização do trânsito

Serviços

- Instituições financeiras

- Ampliação do comércio

- Novas empresas

- Crescimento planejado

- Manutenção das características comunitárias

Se há algumas décadas

São Bento era marcado por características rurais, hoje o cenário aponta para uma nova realidade. Com espaço disponível para expansão, chegada de empresas e crescimento populacional contínuo, o bairro se prepara para assumir um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento econômico e urbano de Lajeado. Como forma de acompanhar a expansão, o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, diz que o município estuda melhorias nas intersecções mais importantes da Carlos Spohr Filho, como utilização de rótulas ou retornos.

NILSON PURPER MORADOR E EMPRESÁRIO
Carlos Spohr Filho, principal via do bairro, desponta como um polo comercial em direção a Santa Clara do Sul
Hoje, há comércios no bairro, algo pouco comum em anos anteriores
FOTOS: KARINE PINHEIRO

Centro busca novos caminhos para seguir como coração econômico

Mesmo diante da expansão do comércio e dos serviços para outros bairros, empresários apostam na força histórica da região central e defendem investimentos em segurança, mobilidade, ocupação urbana e recuperação econômica após as enchentes

Durante décadas, o Centro de Lajeado consolidou-se como o principal polo comercial, financeiro e de serviços do Vale do Taquari. Foi ali que empresas nasceram, famílias construíram patrimônio e consumidores encontraram praticamente tudo o que precisavam. Nos últimos anos, entretanto, a cidade passou por profundas transformações. O crescimento populacional dos bairros, a expansão imobiliária e a descentralização dos serviços criaram novos polos de desenvolvimento, alterando a dinâmica urbana e econômica do município. Se antes o Centro concentrava quase exclusivamente as atividades comerciais, hoje

A escolha foi uma forma de reafirmar nosso compromisso com essa região da cidade, que tem papel histórico para Lajeado.”

bairros como São Cristóvão, Conventos, Universitário, Moinhos e Montanha assumem protagonismo cada vez maior. A mudança acompanha uma tendência natural de crescimento das cidades, em que os moradores buscam serviços mais próximos de suas residências, reduzindo deslocamentos e fortalecendo economias locais. Mesmo diante desse cenário, empresários e lideranças acreditam que o Centro permanece como uma peça fundamental para o desenvolvimento de Lajeado. Mais

do que resistir às transformações, a região busca se reinventar para continuar atraente, competitiva e relevante.

A discussão ganhou ainda mais força após as enchentes históricas de 2024, que atingiram fortemente a área central e deixaram marcas físicas e emocionais em moradores e empreendedores. Dois anos depois, a reconstrução segue em andamento, acompanhada por um debate sobre o futuro da região.

Circulação de pessoas

Para a empresária Nóris Cristine Blaas, proprietária da Lajetel, o Centro continua oferecendo um diferencial difícil de ser replicado em qualquer outro ponto da cidade: a intensa circulação de pessoas.

Instalada desde 2015 na rua Bento Gonçalves, uma das mais tradicionais vias comerciais de Lajeado, a empresa enfrentou momentos difíceis durante a enchente, quando a água invadiu o estabelecimento e atingiu cerca de um metro e meio de altura. Apesar dos prejuízos, a possibilidade de mudar de endereço nunca foi considerada.

A convicção vem da experiência prática. Antes de chegar à Bento

Gonçalves, a empresa funcionou durante 18 anos em outro local.

A mudança permitiu perceber o impacto direto que o fluxo de pedestres tem sobre os negócios.

Segundo Nóris, a região mantém uma característica singular: a complementaridade entre os estabelecimentos. Em uma mesma quadra, convivem serviços de telefonia, pontos de retirada de encomendas, restaurantes, padarias, farmácias e uma ampla diversidade de lojas.

Para ela, o Centro funciona como um grande shopping a céu aberto, onde o consumidor consegue resolver diferentes demandas em uma única caminhada. Além disso, destaca o espírito de cooperação entre os empresários.

“Aqui é uma quadra forte. Os comerciantes se ajudam, os vizinhos empresários se unem e um indica o serviço do outro. É uma ajuda mútua, em que todos se fortalecem”, relata.

A empresária também avalia que o custo de permanência na região ainda é competitivo quando comparado a outros polos comerciais em ascensão, o que ajuda a manter o interesse dos empreendedores.

Retomar o movimento

A mesma confiança pode ser observada na trajetória da Polly Dog Lanches, um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade. Há 48 anos presente no Centro, a empresa surgiu em um trailer localizado em frente à Igreja Matriz. Atualmente instalada em prédio próprio na Rua Júlio de Castilhos, mantém forte vínculo com a região e com a história do município.

O sócio-proprietário Diego Capitâneo afirma que a enchente de 2024 representou o maior desafio já enfrentado pelo negócio. A água atingiu cerca de três metros de altura dentro do estabelecimento, destruindo equipamentos, móveis e estoque.

Mesmo diante da devastação, a decisão foi reconstruir. Após um mês de fechamento para limpeza e reformas, a empresa retomou as atividades. Segundo Capitâneo, desistir nunca esteve nos planos. “A gente está aqui a vida inteira e não pretende sair”, afirma. Passado o período mais crítico da reconstrução, o empresário vê outro desafio surgir no horizonte: recuperar o movimento econômico da região. Embora a população tenha gradualmente retornado às áreas centrais, ele observa que parte do comércio ainda não conseguiu se reerguer completamente.

Algumas salas permanecem

Nóris tem seu comércio instalado desde 2015 na rua Bento Gonçalves e não pensa em mudar de endereço
ANDREIA RABAIOLLI
Construtora e Incorporador
Apresentado por

fechadas e determinados trechos ainda apresentam menor circulação do que antes da tragédia. Para Capitâneo, a retomada do comércio é essencial para toda a cadeia econômica do Centro. “Espero que o comércio retome. Sem comércio, diminui a circulação de pessoas e todos são prejudicados.”

Sinal de confiança

A decisão de permanecer no Centro também foi tomada por uma das principais entidades empresariais da cidade. Mesmo após sofrer danos estruturais durante as enchentes, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) optou por continuar instalada na região. O presidente da entidade, Eduardo Brancher Gravina, destaca que a permanência representa muito mais do que uma questão logística.

Segundo ele, a decisão foi construída em conjunto com o Conselho Consultivo da entidade e teve caráter estratégico. “A escolha foi uma forma de reafirmar nosso compromisso com essa região da cidade, que tem um papel histórico e econômico fundamental para Lajeado”, afirma.

Após as enchentes, diferentes alternativas foram analisadas.

Ainda assim, prevaleceu o

O que empresários e lojistas esperam

– Embora reconheçam a força histórica e econômica do Centro, empresários defendem que a região precisa receber atenção contínua para manter sua competitividade diante dos novos polos urbanos.

– Entre os temas mais citados estão a qualificação dos espaços públicos, melhorias na mobilidade, ampliação da segurança, fortalecimento da ocupação residencial e estímulos à instalação de novos empreendimentos.

– A recuperação das áreas impactadas pelas enchentes também aparece como prioridade. A presença de imóveis fechados ou subutilizados ainda preocupa comerciantes, que enxergam na ocupação desses espaços um caminho importante para aumentar o fluxo de pessoas e fortalecer a economia local.

Movimento no comércio na área central segue forte, mesmo com muitas salas ainda desocupadas depois das inundações

entendimento de que permanecer no Centro significava contribuir diretamente para sua recuperação e fortalecimento. Ao longo dos últimos dois anos, a entidade também fez adaptações estruturais para reduzir riscos e aumentar a segurança operacional diante de eventuais novos eventos climáticos.

Para Gravina, a região continua reunindo atributos importantes para o desenvolvimento econômico do município e possui capacidade para superar os desafios atuais. “Sabemos dos desafios que ainda existem, mas enxergamos também a capacidade de reconstrução, adaptação e resiliência.”

– Ao mesmo tempo, cresce o entendimento de que o avanço dos bairros não deve ser visto como uma ameaça, mas como parte de um processo natural de amadurecimento urbano;

Bento Gonçalves é uma das principais vias da área central de Lajeado. Nas enchentes de 2023 e 2024, parte da rua ficou submersa

Apresentado por
ANDREIA RABAIOLLI
ARQUIVO A HORA

que as mudanças refletem o crescimento natural da cidade. Para ela, a chegada de novos estabelecimentos oferece praticidade, embora não seja uma necessidade para todas as famílias.

“A chegada de novos comércios facilita nossa vida, mas não é essencial, já que trabalhamos no Centro e costumamos resolver nossas demandas por lá”, relata.

Saionara considera a evolução comercial inevitável e destaca que ela contribui para a valorização imobiliária da região. No entanto, alerta para a necessidade de preservar os atributos que fizeram do bairro uma referência em qualidade de vida.

“O Alto do Parque já não é mais apenas residencial. Esse crescimento traz valorização patrimonial, o que é positivo, mas o bairro não pode perder sua beleza e, principalmente, sua segurança”, ressalta.

Expansão

Uma pesquisa realizada na região do bairro Alto do Parque identificou oportunidades para ampliar a oferta de produtos e serviços na zona sul de Lajeado. Segundo o sócio-diretor do Grupo Arco Brasil, Elisandro

Eckert, o estudo serviu de base para o desenvolvimento do mall

Josefina Eckert, empreendimento que busca atender moradores de bairros como Alto do Parque, São Cristóvão, Universitário, Carneiros e Hidráulica.

“Identificamos que havia muitos serviços e produtos que não estavam à disposição da população. A ideia é que as pessoas não precisem mais se deslocar até o Centro para atender suas necessidades”, afirma.

De acordo com Eckert, o crescimento da região tem despertado o interesse de empresas de fora do município.

“Tem muitas empresas de Porto Alegre que estavam de olho em Lajeado por causa do Vale do Taquari, mas não encontravam um empreendimento que se encaixasse no perfil delas. Estamos fazendo essa prospecção e a receptividade tem sido muito boa”, destaca.

O empreendimento contará com dois andares de estacionamento, com quase 200 vagas, além de espaços voltados ao comércio e à prestação de serviços. O último pavimento será destinado à gastronomia e ao lazer. “Teremos um restaurante de 500 metros quadrados, operações de fast food, espaço de recreação para crianças,

jogos eletrônicos, além de um coworking para reuniões, eventos e lançamentos de produtos”, explica.

Para o ele, o avanço comercial reforça a consolidação da região sul como um dos principais polos de desenvolvimento de Lajeado. “O Alto do Parque está focado em atender toda a região sul e vem crescendo bastante nos

últimos anos”, conclui.

Nova estrutura

A Betiolo escolheu o bairro Alto do Parque para instalar sua nova loja de seminovos em Lajeado por questões estratégicas e pela proximidade com a matriz da empresa. Segundo o gerente de vendas,

Deivid Parizotto, a localização e o potencial de crescimento da região foram fatores decisivos para o investimento.

“Queríamos estar ainda mais próximos da nossa matriz e do centro das operações do grupo. Escolhemos o Alto do Parque pela localização, pelo potencial de crescimento e pela forte conexão com o Vale do Taquari”, destaca Parizotto.

As mudanças promovidas no Plano Diretor também contribuíram para a decisão. Conforme a Betiolo, as alterações trouxeram mais segurança para novos investimentos e reforçaram as perspectivas de desenvolvimento do bairro.

Para a empresa, o Alto do Parque vive um momento de valorização, impulsionado pela chegada de novos empreendimentos e serviços. “Percebemos que o bairro passa por uma fase de crescimento e transformação, o que reforça nossa confiança no futuro da região”, afirma.

A recepção da comunidade, segundo a concessionária, tem sido positiva. “Os moradores enxergam a chegada da loja como mais um investimento importante para o desenvolvimento do bairro e da cidade”, ressalta.

A projeção para os próximos anos é de continuidade no crescimento da região. “Daqui a 10 ou 20 anos, imaginamos o Alto do Parque ainda mais consolidado e estratégico para Lajeado. Para a Betiolo, a expectativa é seguir crescendo, gerando empregos e investindo, sempre mantendo nossas raízes e a confiança no potencial do Vale do Taquari”, conclui.

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