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AH - Agronotícias | 26 de novembro de 2016

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Sistema revigora produção

Cultivo em substrato no sistema semi-hidropônico garante mais produtividade e economia e menor aplicação de agrotóxicos. Até 2018, Emater calcula que 50% da safra gaúcha de morangos provenha dessa técnica que deixa o trabalho do produtor menos penoso.

Páginas 10 a 14

Especial do jornal A Hora Circulação mensal
GIOVANE WEBER

Editorial

Uma estratégia de sucesso

Para quem trabalha no campo defender-se das oscilações de mercado vale muito na hora de pensar em garantir a rentabilidade. Muitas experiências e exemplos mostram que diversificar a atividade rural é uma alternativa bem interessante, que faz bem para o bolso e para a terra.

É um trabalho que demanda esforço, mas, se bem conduzido e planejado, colabora para a saúde financeira e ambiental da propriedade. Nesta edição apresentamos histórias de produtores que encararam o desafio e obtiveram sucesso apostando em diferentes culturas em uma mesma área.

Um dos exemplos bem-sucedidos é a produção de hortigranjeiros no município de Feliz, especialmente o cultivo de morango em substrato no sistema semi-hidropônico. A iniciativa já é copiada por muitos produtores do Vale do Taquari.

Diversificar ajuda a reduzir o risco pela dependência de uma única cultura. O agricultor familiar se deu conta de que renda vinda apenas da monocultura, no momento de uma eventual crise, é sinônimo de falência da propriedade.

Precisamos ter cada vez mais políticas públicas focadas no desenvolvimento da agricultura familiar e essas devem vir acompanhadas de qualificação profissional do próprio agricultor. Outra necessidade é regrar a oferta de

N„o importa o tamanho da propriedade (pequena ou grande) ou o tipo (familiar ou empresarial), a diversificaÁ„o È a melhor forma de evitar as incertezas e vulnerabilidades de clima, mercado, pragas e doenÁas.

produtos para evitar a concorrência entre as famílias que provoca queda no faturamento.

Se as atividades são diversificadas, a economia do município fica muito menos suscetível às oscilações de mercado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% dos alimentos que entram no prato do brasileiro vêm da agricultura familiar.

No Vale do Taquari, 82% do valor adicionado dos municípios provém da agricultura familiar, baseada na criação de aves, suínos, leite e hortigranjeiros. Entre os desafios, está a busca constante por conhecimento, ampliação da oferta, orientação técnica e criação de canais diretos de venda entre produtor e cliente.

Cultivar alimentos de forma sustentável significa adotar práticas que produzam mais com menos insumos na mesma área e usem recursos naturais com sabedoria. Assim como ocorre no sistema de substrato em bancadas, no qual o modelo reduziu em até 80% a aplicação de agrotóxicos.

Significa, também, reduzir o desperdício, com melhor colheita, armazenagem, embalagem, transporte, infraestrutura e comércio. É preciso ser eficiente em todos os elos da cadeia produtiva. Sem dúvida, diversificar é uma estratégia de sucesso que aumenta a qualidade de vida de milhares de famílias no meio rural.

Boa leitura!

Fundado em 1º de julho de 2002

Vale do Taquari - Lajeado - RS

Diretor-geral: Adair Weiss

Diretor de Conte˙do: Fernando Weiss

Diretor de OperaÁıes: Fabricio Almeida

Índice

4 Pêssego orgânico ganha espaço no pomar

6

Vinhos - Nova lei estimula a formalização

7 Amora vira opção econômica

8

Entrevista com a engenheira agrônoma

Rosemarí Driemeier Kreimeier

10

Especial - Sistema revigora a produção de morango

Tenho dito

A seguir, a opinião sintetizada sobre este caderno dos integrantes do grupo de discussão, que participam a cada mês da elaboração das principais pautas e temas abordados.

Diversificar a atividade dentro da propriedade é um fator importante para o produtor ter mais renda e garantir a viabilidade da atividade rural. Ter alternativas de diversificação é válido, desde que se produza com tecnologia e que se verifique a possibilidade de comercialização para a produção. No caso específico de morangos em substrato, em alguma propriedade, já é a produção principal da agricultura familiar. Produzir morangos em substrato com investimentos em tecnologia gera melhor resultado na produção, produto de qualidade e maior renda. A renda é um dos fatores que influencia na manutenção do jovem na propriedade rural.

Moacir da Silva – Médico-veterinário

Temos sucedidos exemplos da produção de morangos em substrato dentro de sacos posicionados sobre bancadas em estufas e de facilitado manejo.

A atividade proporciona razoável rentabilidade em diminutivo espaço.

O mercado oferece espaço para novos investimentos, especialmente com destaque à qualidade da fruta, uma vez que o diferencial está na reduzida aplicação de defensivos se comparado com a produção em “campo aberto”. A atividade se encaixa perfeitamente na agricultura familiar e pode ser alternativa em substituição a tão “surrada” atividade tabagista, além de promover a sucessão familiar.

Lauro Baum – Presidente do STR de Lajeado Dive

DIRE« O EDITORIAL

Fernando Weiss

PRODU« O Giovane Weber

O de de Em asse

O dedicado cultivo de morango enquanto atividade soma-se ao portfólio de alternativas que permitem diversificar e gerar renda àquelas propriedades que fazem ou farão da produção e comercialização de alimento de qualidade seu modo de vida. Entretanto, não se trata de atividade milagrosa e a expansão da área de cultivo tem que acontecer em observância com a concorrência existente e a saturação do mercado local ou regional. Esse é o recado que os profissionais da Emater procuram passar durante as capacitações ou demandas por assessoria a produtores iniciantes.

E. Bernardi – Engenheiro agrônomo responsável pelos Sistemas de Produção Vegetal, da Emater Regional de Lajeado

COORDENA« O Giovane Weber

ARTE Gianini Oliveira e Fábio Costa

Tiragem desta edição: 10.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)

Lauro

O setor de orgânicos cresceu 15% nos últimos cinco anos. No Vale do Taquari, a maior parte dos produtores vive em Colinas, Lajeado e Arroio do Meio. Conscientes da importância da alimentação saudável, cultivam orgânicos em cerca de 40 hectares, sendo a maior parte hortaliças e frutas.

Natural, saudável e em harmonia com a natureza

Amparados por técnicos da Emater, os produtores avançam com segurança para incrementar a produção de orgânicos. É o caso do agricultor Selvino da Costa, de Passo do Corvo, em Arroio do Meio, um dos pioneiros a produzir pêssegos de forma orgânica. Começou em 2002, plantando hortaliças em uma área de 4,7 hectares, sem qualquer tipo de agrotóxico. Para Costa, produzir sem aplicar qualquer tipo de veneno está acima do retorno financeiro, é uma filosofia de vida e um respeito ao consumidor. “Precisamos conscientizar as pessoas da importância de uma alimentação saudável, de preservar a água, solo e demais recursos naturais.”

A área é cercada por mata nativa, o que forma uma barreira vegetal e impede a penetração de agrotóxicos aplicados pelos vizinhos nas lavouras de milho e soja. A água utilizada na irrigação é armazenada em um açude e tanques instalados ao lado da casa.

Com foco na produção de pêssegos, o pomar de 510 plantas, das variedades de polpa branca e amarela, ideais para compota, devem produzir 3,5 mil toneladas neste ciclo. Além da merenda escolar, a fruta é vendida direto na propriedade, ao preço médio de R$ 10 o quilo. “Quem experimenta essa fruta, nunca mais vai comprar a tradicional no mercado, nem vai se importar de pagar um pouco mais”, garante.

Para atender a demanda, a área cultivada será ampliada em 200 pés em 2017.

“Aqui não entra agrotóxico”

Da Costa tenta convencer outras famílias a adotar o sistema. Orienta buscar apoio com os técnicos da Emater para produzir de forma correta e sustentável. Destaca a importância de diversificar as culturas na propriedade. “O que importa é a qualidade e não a quantidade. E nada de venenos. Se a gente não consome nada com agrotóxicos, não é justo nosso cliente receber um tratamento diferente. Aqui não entram agrotóxicos, nunca”, garante. Na propriedade, cultiva hortaliças (couve-flor, repolho,

ìAs futuras geraÁıes pagar„o a conta de quem n„o est· preocupado em produzir corretamente.î

Selvino da Costa, produtor

beterraba, cebola, alho, banana, alface, tomate, pêssegos, laranja, limão e também cria porco orgânico). O casal apenas compra farinha de trigo, açúcar e sal. O restante é produzido no local.

Resultado, entra dinheiro o ano todo. Se uma safra não vinga, a outra pode surpreender positivamente. Não é à toa que ele exibe o Certificado de Produção Orgânica. É o selo de garantia de qualidade de seus produtos. “Meu pai morreu com 117 anos e minha mãe com 102. Não é por acaso. Cuidaram da alimentação e evitaram os excessos.”

Enquanto trabalha no pomar e na horta, ensina ao neto Gustavo, 9, as regras de sustentabilidade.

Da Costa colhe 3,5 mil quilos de pêssegos orgânicos por ciclo. Quilo é vendido por R$ 10. Pomar será ampliado para atender a demanda
FOTOS

Riscos causam resistência

Se o resultado é garantido, a demanda existe, por que muitos agricultores ainda resistem em ingressar nesse ramo? Uma das respostas é o alto risco de perder a produção. Se uma praga resolver se impregnar na plantação, não tem o que fazer. Na produção convencional, basta aplicar um forte agrotóxico e a praga é controlada.

Por isso, os produtos naturais sempre vão exigir um investimento maior. No entanto, isso deixou ser uma preocupação para da Costa. A receita aprendida com a avô é preparada nos fundos de casa em um tambor de plástico.

Em 50 litros de água, são adicionados um quilo de fumo em corda orgânico, cinza, arruda, alho e óleo vegetal. Durante um ano, o líquido é deixado de molho. É aplicado nas plantas na época de frutificação. “O cheiro forte inibe o ataque de fungos, moscas e demais insetos. A cada chuva, é preciso reaplicar”, ensina.

As ervas daninhas são retiradas com auxílio de uma enxada,

sem o uso de pesticidas. Por isso, os alimentos naturais custam, em média, 30% a mais que os convencionais. “Pode até não ficar tão bonito, mas é saudável, cheio de vitaminas, com sabor e textura inigualáveis”, afirma.

Consumo vai crescer

A demanda ainda é maior que a oferta no mercado. O técnico da Emater de Arroio do Meio, André Müller, acredita que o

consumo vai crescer cada vez mais. Hoje segundo ele, praticamente todas as culturas, seja de frutas ou verduras, já são produzidas pelo método orgânico, mesmo que em pequena quantidade. Os consumidores estão mais interessados e conscientes sobre a importância de consumir um produto saudável, sem inseticidas, assegura.

No município, a atividade abrange 20 famílias, que cultivam em média 40 hectares – frutas, hortaliças e demais culturas como aipim, batata-doce, milho-verde, entre outras. “Produzir organicamente requer

observação, trabalhar a prevenção. Não é só uma boa fonte de renda, é um estilo de vida, onde existe preocupação com a saúde e o ambiente”, resume.

Assim como ocorre nos EUA, as feiras do produtor se tornaram o principal canal de vendas. As grandes redes de supermercados exigem demanda e costumam pagar menos. O contato direto com o cliente abre possibilidade de diversificar a produção e incrementar o lucro, destaca.

Conforme Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar, cultivar de forma ecológica requer conhecimento, dedicação e uma visão da propriedade como um todo, provocando mudanças inclusive de hábitos cotidianos de não desperdício de água e energia elétrica, até de aproveitamento integral dos alimentos. “Produzir orgânicos é uma questão de perfil e de compromisso com a qualidade de vida de todos.”

Sobre o valor, cerca de 30% mais caro, ele explica. A logística e a mão de obra são os itens que mais encarecem o produto no final da ponta. Mesmo assim, vale a pena pagar um pouco mais, argumenta.

Tratamento contra pragas é preparado na propriedade à base de produtos ecológicos

Inclusão no Simples Nacional aumenta a competitividade do vinho brasileiro frente aos importados. Mudança pode auxiliar a tirar 1.050 produtores da informalidade no RS. O limite de faturamento salta de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões.

NOVEMBRO/2016

Nova lei estimula a formalização

Ainclusão das micro e pequenas vinícolas na legislação do Simples Nacional pode resultar na formalização de centenas de produtores em dez estados e aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado. O projeto também inclui as microcervejarias e os produtores de cachaça artesanal. A medida entrará em vigor em 2018.

Com a mudança, o limite de faturamento aumenta de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também cria o Mutirão da Renegociação, que amplia o prazo de parcelamento de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros e mantém as empresas devedoras no Simples.

O diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, comemorou a conquista. “É uma vitória para toda a cadeia produtiva. A inclusão das vinícolas no Simples é um reconhecimento ao setor. As empresas poderão optar pelo regime simplificado, o que certamente incentivará a formalização de centenas de vinícolas só na Região Sul”, projeta.

Conforme o presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivadas da Uva e do Vinho (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, a partir de agora, as vinícolas foram reconhecidas como empresas brasileiras e não serão mais discriminadas por elaborarem um tipo de bebida. “Teremos melhores condições de competitividade e poderemos focar o trabalho na busca crescente pela qualidade”, acredita. O presidente do Serviço Brasi-

leiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, elencou dez dos principais itens que foram sancionados, entre eles, a redução de 20 para seis faixas de enquadramento e o alongamento do parcelamento dos impostos atrasados. “Era muito injusto o tratamento tributário dado às micro e pequenas empresas que elaboram vinhos, cerveja e cachaça artesanal. Essa luta foi iniciada ainda em 2013 quando assumimos o Ministério da Micro e Pequena Empresa”, lembra.

A participação das micro e pequenas empresas representa 27% do PIB e a geração de metade dos empregos formais no país.

Reforço no faturamento

Conforme Derli Paulo Bonine, assistente técnico regional de Fruticultura, a implementação trouxe um tratamento tributário mais adequado às micro e pequenas empresas que elaboram vinhos, dando maior competitividade.

Também será um incentivo à formalização de pequenas cantinas que hoje operam na informalidade. Na região, existem sete vinícolas legalizadas. Por ano, são produzidos em torno de dois milhões de litros de vinho e cem mil litros de suco.

O produtor Neuri Paniz, de Doutor Ricardo, prevê aumento na produção e no faturamento. “Estava quase inviável produzir vinho. Mais da metade do valor cobrado é imposto.”

cultiva 3,5 hectares de parreirais com os pais e os irmãos. Toda matéria-prima é destinada para produção de vinhos e sucos.

Para ele, a mudança incentiva as famílias a legalizar os empreendimentos e alivia os custos. “Muda da água para o vinho. A carga tributária chega a 60%. É quase mais vantagem pagar as multas por atuar na clandestinidade do que os impostos.” Outra dificuldade é a ausência de mão de obra para expandir a área cultivada e a concorrência desleal com quem está na informalidade e consegue vender o produto a um preço menor.

Com uma safra 65% menor em todo estado devido a problemas meteorológicos, a oferta de matéria-prima ficou reduzida e, para estagnar o prejuízo, o valor cobrado pela garrafa de vinho e suco aumentou. “O vinho fino de mesa passou de R$ 15 para R$ 20. Nunca se pagou tão caro pelo produto e se lucrou tão pouco.”

Produção no Vale

Produtores ñ 751

ProduÁ„o ñ 17,9 mil toneladas

… quase mais vantagem pagar as multas por atuar na clandestinidade do que os impostos

Leandro Paludo, empresário e produtor

Há três anos, aplicou R$ 700 mil na compra de terrenos, máquinas e construção de uma estrutura coberta na área central da cidade, para iniciar o cultivo de uvas de mesa.

“Mudou da água para o vinho”

O empresário Leandro Paludo, de Marques de Souza,

£rea ñ 1,1 mil hectares

Vinho ñ 2 milhões de litros por ano

Suco de uva ñ 100 mil litros

FonteñEmaterRegionaldeLajeado

Por uma garrafa de vinho vendida ao preço de R$ 10, Paludo paga até R$ 7 de imposto
GIOVANE WEBER

/2016

Com demanda garantida, o cultivo da amora torna-se rentável. Bandeja de 300g é vendida a R$ 4. Além do consumo in natura, é utilizada para fabricar doces, geleias, sucos, polpas de sorvete, licores e corantes naturais. Frutificação inicia após 12 meses de plantio.

Amora vira opção econômica

Rica em propriedades medicinais e de manejo fácil com pouca exigência de defensivos agrícolas, a amora torna-se atrativa no meio rural. Jusara Margarete Rambo, 42, de Vale dos Lobos, em Feliz, iniciou o cultivo faz 15 anos.

São 500 pés, cuja produção alcança 2,5 mil quilos por ciclo. “Poderia vender mais se tivesse.” A fruta é comercializada em porções embaladas, que facilitam o consumo em tempos de ritmo de vida cada vez mais acelerado. Cada bandeja de 300g custa em média R$ 4.

Segundo Jusara, as plantas começam a dar frutos a partir do primeiro ano. Com manejo bem conduzido, a produtividade atinge até cinco quilos por pé na fase adulta. A planta não necessita de adubo ou tratamento químico para combater pragas ou doenças. “A fruta é muito frágil e sensível ao calor. Precisa ser colhida todos os dias e ser refrigerada para evitar perdas na qualidade.”

Outro cuidado diz respeito à

Para saber

PreÁo da muda ñ Média de R$ 8

ProduÁ„o ñ Até 5 quilos por planta

Temperatura ñ Entre 24Cº e 28Cº

Colheita ñ Entre setembro e dezembro

Solo ñ Arenoso e pouco encharcado

poda. Os pés com frutas são eliminados após a colheita, mas novos nascem das raízes. “Para ter uma amora mais graúda, o aconselhado é deixar poucos ramos, os mais fortes de cada planta.”

O trabalho na chácara é executado com a ajuda do marido. Além da amora, a família cultiva hortigranjeiros em cinco hectares. Toda produção é vendida para a Ceasa de Caxias do Sul ou Porto Alegre

Edmilson Hagdon, 28, de Feliz, cultiva 250 pés e pretende ampliar a oferta. “É muito saudável e por isso cada vez mais pessoas consomem.” A partir de janeiro, plantará mais 200 mudas.

Fruta é beneficiada

No Vale do Taquari, a cultura da amora é cada vez mais comum. Jair Bertol, de Encantado, mantém 1,5 mil pés e uma produção anual de cinco mil quilos. Além da venda in natura, comercializa geleias, schmiers e licores. A bandeja é vendida a R$ 5.

Na propriedade, até as folhas viram lucro. São usadas para fazer remédio ou chá, conta. A maior parte das frutas e derivados é comercializada na feira do produtor ou em exposições. Doralina chama a atenção para o cultivo orgânico.

Ao falar dos produtos, ela destaca a geleia de amora como “carro-chefe” da agroindústria criada faz quatro anos. É uma fruta mais difícil de produzir, mas quando beneficiada gera um produto muito saboroso. “Hoje, tudo que a gente faz, vende”, comemora.

Consumo em alta

Em média, a produção gaúcha das pequenas frutas teve incremento de 20% a 30% nos últimos anos. O RS é responsável por 75% da oferta nacional. Os maiores produtores estão localizados no Vale do Caí e nos Campos de Cima da Serra. As condições meteorológicas são vistas como diferencial na hora de apostar no cultivo. A fruta precisa de frio e solo ácido para se desenvolver com qualidade, destaca o secretário da Agricultura de Feliz, Gilberto Rauber. Outra vantagem estaria associada à posição geográfica.

Como o país está localizado no hemisfério sul, as frutas são produzidas na época de entressafra, quando o preço é mais elevado.

Uma das dificuldades do cultivo é a mão de obra. Por serem pequenas, exigem um cuidado maior na colheita, manejo e armazenagem. No município, são cultivados nove hectares de amora, das variedades brazos e tupy. A média produzida por hectare chega a seis toneladas. “A amora veio para auxiliar no processo de diversificação das lavouras”, resume.

GIOVANE WEBER

ENTREVISTA

“PPara a engenheira agrônoma, mestre em Fitotecnia e professora da Faculdade La Salle, de Estrela, Rosemarí Driemeier Kreimeier, o Vale do Taquari precisa agregar mais valor à matéria-prima e atender nichos de mercados.

“É preciso sair do comum, fazer diferente”

recisamos sair do comum, elaborar produtos que agregam mais valor, sem esquecer de diversificar para evitar a concorrência das empresas entre si com os mesmos produtos”, afirma a engenheira agrônoma Rosemarí Driemeier Kreimeier.

Segundo ela, o produtor necessita trabalhar com eficácia quando o preço está bom. Precisa ser um profissional

capacitado em gestão, buscar melhor produtividade, diminuir custos e fazer o controle financeiro, ensina.

No caso das empresas, aconselha a repensar o atual modelo de produção, que, em muitos casos, poderia ser mais abrangente, possibilitando diferentes mercados e maior agregação de valor. Sugere criar um selo do leite do Vale do Taquari com uma certificação de origem.

A Hora – De que forma o cooperativismo pode auxiliar na produção de alimentos?

Rosemarí Kreimeier – Através do incentivo à produção nas propriedades e posterior transformação da matéria-prima, o que já é feito. Podemos e devemos crescer muito nesse sentido, agregar valor ao produto, em pequenas, médias e grandes empresas, para atender nichos de mercados. É preciso sair do comum. Ser reconhecida como a melhor região naqueles produtos de valor agregado, mas nunca se esquecer de diversificar a opção de produtos para atender diferentes mercados, pois as empresas não podem concorrer pelos mesmos clientes em grande escala.

cia quando o preço está bom. Precisa ser um profissional capacitado em gestão, buscar melhor produtividade, diminuir custos e fazer o controle financeiro. Priorizar a mão de obra familiar, assim como é feito na Europa. Identificar o potencial das pessoas na propriedade, a maioria delas está na terceira geração, e aplicar bem os recursos existentes.

As empresas também precisam mudar?

Como avançar em épocas de crise?

Rosemarí – No agronegócio, já somos capazes de transformar problemas em soluções. Mas não é bom trabalhar com altos e baixos o tempo todo. As crises são cíclicas e por um motivo. Elas fazem com que haja uma renovação em vários níveis. A comodidade terá de dar espaço à eficiência, a fim de minimizar as consequências, o que tende a gerar melhorias. Então, já podemos prever que as crises ocorrerão e normalmente, como no caso do leite, vêm depois de uma época de fartura. Temos que ser precavidos. O produtor precisa trabalhar com eficá-

Rosemarí – Deveriam repensar o atual modelo de produção, que, em muitos casos, poderia ser mais abrangente. Possibilita abrir diferentes mercados e agregar mais valor. Isso não é possível se o preço está baixo e a empresa vende somente um produto, como exemplo o leite. Apesar de favorecer vendas em quantidade, isso diminui diretamente o lucro, que será drasticamente reduzido sem um mix de produtos diversificado. No cenário atual, não há espaço para letargia e vaidades. Os empresários deveriam fazer parcerias de negócios para reduzir os custos fixos, ter produtos mais competitivos no mercado e, assim, poder pagar o preço mais justo ao produtor. Valorizar seus colaboradores por meio do conhecimento e da profissionalização. Selecionar colaboradores dispostos a trabalhar com “paixão” e empenho. É necessário oportunizar novos talentos e promover maior

Rosemarí Driemeier Kreimeier

criatividade nas empresas. Em épocas boas, não imobilizar capital de giro desnecessário. Rever a eficiência do menor ao maior setor, com gestão de recursos e processos, tendo um atendimento de excelência em todos os níveis. Isso deve ser permanente, tanto em épocas de bonança como de dificuldades financeiras.

Qual a vantagem de ter um selo de grife para nossos produtos?

Rosemarí – O leite que vem do produtor para a indústria e depois para o consumidor preserva o mesmo paladar que tem na propriedade. E isso precisa ter um valor agregado ao produto. Ao adquirir insumos, o agricultor paga por algumas “grifes”, logo, precisa-se agregar ao leite também um apelo de rastreabilidade e que confere o sabor específico e que precisa ser valorizado pelo consumidor. Temos que usar todos os apelos possíveis. Como: alimentos orgânicos, fazer os alimentos se tornar nossos medicamentos, alimentos funcionais, que atuam sobre uma demanda do organismo.

Como incentivar os jovens a

assumir as propriedades?

Rosemarí – Com a visão de dinheiro no bolso e serem os líderes em sua área, ensinando-os que isso é possível. Mostrar

No cen·rio

atual, n„o h· espaÁo para letargia e vaidades. Os empres·rios deveriam fazer parcerias de negÛcios

alternativas de produção com renda digna e justa para o seu sustento e crescimento. O Vale do Taquari tem uma excelente infraestrutura com aptidão histórica para a produção de alimentos consumidos no Brasil e exterior. No campo hoje, o conforto se assemelha ao do cidadão urbano. Outro ponto importante é a automação das propriedades que auxilia na redução do esforço físico, dá maior conforto, somada a inclinação do jovem às novas tecnologias, associada com a qualidade de vida no meio rural, que é superior.

O conhecimento ajuda a garantir a sucessão?

Rosemarí – A faculdade La Salle está sempre focada para valorizar o agronegócio da região, por meio do curso de Agronegócio, bem como dos demais cursos focados em gestão. Estamos formando profissionais para o agronegócio, que é uma necessidade a ser suprida na região. Firmamos convênios com empresas e instituições e dessa forma muitos filhos de agricultores se qualificam e assumem a gerência das propriedades, aumentam a renda e a qualidade de

vida. Para 2017, organizou-se uma viagem de estudos para conhecer os pontos fortes do agronegócio alemão. Os jovens ao voltar terão ampliado seus conhecimentos de tal forma que nunca mais serão os mesmos no modo de pensar.

Considerações finais

Rosemarí – As famílias devem ter em mente que é necessário o ensino para o sucesso, independente da área: ensinos Fundamental, Médio, Técnico, Superior, entre outros. As pessoas devem fazer capacitações que lhe deem atribuições legais, não simples certificados. O produtor deve ter autoridade e liderança, assim como todas as profissões. Isso é a base para o restante da cadeia. Devemos favorecer a criação de alternativas viáveis, pois se continuarmos fazendo da mesma maneira teremos sempre os mesmos resultados. Não podemos nos apegar aos erros. Momentos de crise são importantes para reforçar o cooperativismo e associativismo em forma de rede, enfrentando dificuldades que a crise impõe e que afeta as diferentes regiões.

Entrevistafeitapore-mail

Cultivo em substrato no sistema semi-hidropônico garante mais produtividade e economia e menor aplicação de agrotóxicos. Até 2018, Emater calcula que 50% da safra gaúcha de morangos provenha dessa técnica.

Sistema facilita trabalho e garante frutas mais saudáveis

Omorango é uma fruta com mercado consumidor garantido, indiferente da época do ano. Mas a produção é um desafio. No RS, uma nova técnica, o cultivo em substrato no sistema semi-hidropônico, foi implantada de forma pioneira em Feliz e ajuda a revigorar o plantio em todo estado. Com as plantas alojadas em bancadas e protegidas em estufas, a oferta da matéria-prima foi ampliada, a aplicação de agrotóxicos reduziu e o trabalho dos produtores foi facilitado.

A Emater projeta que a partir de 2018 mais de 50% da produção gaúcha (que em 2014 foi de 17,1 mil toneladas) venha dessa técnica. De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Feliz, Mateus Monteavaro, a nova técnica fez a produção crescer no município e substitui o plantio feito no solo, sob túneis baixos ou altos. A cultura quase desapareceu, por causa de fungos e outras doenças, lembra. Hoje o morango ocupa 50 hectares, sendo 35 hectares nesse novo modelo. A atividade abrange 200 famílias e a produção anual alcança 2.250 toneladas. Segundo ele, a técnica dispensa o uso do solo. As bolsas com substrato são acomodadas em bancadas, cuja nutrição é levada às raízes por hidroponia. “Se colhe um fruto limpo e mais saudável”, destaca. Com a lavoura em ambiente coberto, a aplicação de agrotóxicos reduziu em até 80%. Para controlar pragas como a mosca da fruta, são utilizados produtos biológicos, como garrafas com cola entomológica. Importante é

prevenir, retirar os frutas podres, substituir as plantas doentes e manter as estufas limpas, aconselha Monteavaro.

A principal vantagem é o trabalho menos árduo do produtor. “Ele fica de pé, protegido do sol e da chuva. Muitos desistiram por problemas na coluna”, observa.

Ele fica de pÈ, protegido do sol e da chuva. Muitos desistiram por problemas na coluna.î

Quando plantadas no solo, as mudas precisam ser substituídas a cada safra. Nesse modelo, são mantidas até por quatro anos. O período ideal para o plantio vai de abril a junho. Em setembro inicia a colheita, com produtividade média de até dois quilos por planta, enquanto no solo reduz para apenas 600 gramas. O quilo é comercializado por

Com as bolsas de substrato alojadas em bancadas, o manejo é facilitado e a produtividade triplicada, além de reduzir o uso de agrotóxicos

R$ 13. Feliz e Bom Princípio correspondem a 57% da área cultivada no estado. Segundo a Embrapa, das 105 mil toneladas de morango que o Brasil produz por ano, Minas Gerais responde por 50%; São Paulo, 22%; e o RS, 16%.

CAPA

Processamento valoriza as frutas

Em 1999, a família Peloso, de Linha Roncador, em Feliz, abriu uma agroindústria para processar o excedente de frutas (morango, figo, amora). Nos dez hectares cultivados, são produzidas mais de cem toneladas por ano, sendo 40 beneficiadas. “O nosso retorno aumenta em até 50% em cada

Mais plantas por metro quadrado

De acordo com Monteavaro, cada sacola (um metro) comporta até 15 mudas, o dobro da quantidade do que se fossem colocadas na mesma área no solo. Pelo modelo, é possível produzir a fruta durante os 12 meses do ano.

Entre as variedades cultivadas, destacam-se a albioni,

quilo. O que antes virava lixo se tornou lucro”, revela Gilmar. Também aposta na fabricação de licor de morango, vendido apenas em feiras ao preço de R$ 20 o litro. A burocracia para legalizar a venda para outros municípios limita a oferta em apenas cem litros por ano.

diversificada

Feliz também se caracteriza por outros cultivos, como pepino, pêssego, quiabo, tomate-cereja, couve-flor, alface, repolho e beterraba, que juntos totalizam 345 hectares de área plantada, com a participação de 455 produtores.

é feita em ambiente protegido. O círculo de máquinas, modelo copiado da Alemanha, ajuda o produtor a reduzir custos. “Aproveitamos o maquinário existente na cidade, avaliado em R$ 5 milhões, para prestar serviços a 438 famílias. É concedido 40% de subsídio por hora trabalhada. Ganhamos o prêmio gestor com esse projeto”, orgulha-se.

bela vista, ventana, san andreas, chandler, camino real, oso grande e pircinque, entre outras. A proximidade com a Ceasa da Serra Gaúcha e de Porto Alegre garante mercado e preço estável à fruta. Esse fator aliado à demanda crescente faz os jovens continuarem ou até voltarem para as propriedades. “Enxergam uma boa alternativa de renda sem precisar trabalhar de forma árdua como seus pais e avós fizeram.”

Com média de 20 toneladas por hectare, são produzidos 6,9 milhões de quilos de olerícolas por ano. De acordo com o secretário da Agricultura, Gilberto Rauber, os incentivos concedidos, a proximidade com as Centrais de Abastecimento do RS e a diversificação fortalecem o setor primário. “Tudo o que se produz, se vende.”

Entre os projetos destacados, está o repasse de até 30% do valor aplicado na construção de uma estufa por produtor. Nos últimos anos, foram erguidas 1,5 mil estruturas. Hoje 90% da produção de olerícolas

Para Rauber, o produtor necessita fazer uma boa gestão, calcular custos, descobrir nichos de mercado e aplicar bem os recursos. “Incentivamos, assim como na Alemanha, o estabelecimento de cotas de produção para evitar concorrência entre as famílias.”

Segundo o prefeito Albano Kunrath, a Emater e a Secretaria da Agricultura orientam o produtor a fazer o investimento com garantia de retorno. “Assistência técnica, cliente definido e auxílios fortalecem a cadeia produtiva. O mundo necessita de alimentos, mas é preciso produzir de forma eficiente e com qualidade.”

GIOVANE WEBER

Substrato vira negócio

O empresário Carlos Alberto Henzel, da localidade de Roncador, em Feliz, é um dos pioneiros no estado a criar a bolsa com substrato para alojar as plantas sobre bancadas. Produtor de morango desde 1980, sofreu com o trabalho árduo ao plantar morangueiros em solo. “Doenças e pragas dizimaram lavouras inteiras. Aliado a dor nas costas, tornou o cultivo inviável. Era criar uma alternativa ou desistir.”

Após viagens, palestras e cursos promovidos pela Emater, começou a elaborar no galpão de casa uma fórmula própria para criar o substrato. Para acomodar ele sobre as bancadas, a saída foi armazenar em bolsas plásticas. “Misturo cinza, casca de arroz parboilizado e húmus.” As embalagens têm 1 metro de comprimento e custam R$ 7 cada.

Por ano, são fabricadas 250 mil bolsas, vendidas parao RS, Paraná, Santa Catarina, Brasília e Rio de Janeiro. Em

cada unidade, o aconselhado é plantar até sete mudas. “Esta mistura reduz em até 90% a aplicação de venenos”. A adoção de técnicas como a da garrafa plástica com uma

espécie de cola afasta os insetos da lavoura. Para incrementar a renda, mantém 17 mil pés de morango e 1,5 mil de pimentões, distribuídos em oito estufas.

GIOVANE WEBER
Henzel (direita) destaca a facilidade de manejo da cultura nas bolsas de substrato. Por ano são fabricadas 250 mil unidades

Demanda maior que a oferta

A empresa Fraise, em Estrela, mantém faz dois anos oito estufas onde cultiva 32 mil mudas de morango das variedades albioni e san andreas. Conforme uma das sócias, Marlove Kartsch, são produzidos 1,5 mil quilos por mês. As frutas são vendidas para as redes de supermercados Zaffari, Rissul, Languiru e STR de Lajeado, além de feirões na propriedade.

A safra inicia em agosto e se estende até fevereiro. Nos demais meses, a oferta cai até 70% devido à substituição de mudas e tratamentos culturais. Para amenizar à redução no faturamento, Marlove pretende instalar uma agroindústria para beneficiar

parte das frutas e iniciar o cultivo de hortaliças. Outro projeto para 2017 é cultivar mais 90 mil mudas de morangueiros. “Existe mercado, basta ter qualidade.”

Dentro de estufas, as mudas de morangos são cultivadas em bolsas plásticas com substrato – mistura de arroz parboilizado, cinza e húmus. As sacolas ficam suspensas sobre armações de madeira, com irrigação por gotejamento. “Essa técnica torna a jornada de trabalho menos árdua.”

Com menor índice de doenças, o controle de pragas é feito com produtos biológicos. Para combater a mosca da fruta, é aplicado leite sobre as plantas, explica.

Sem dores nas costas

Elira Hammes, do bairro Imigrante, em Lajeado, cultiva quatro mil pés de morangos distribuídos em duas estufas. Por safra, colhe duas toneladas da fruta, comercializadas na feira do produtor em parceria com um comerciante.

A ideia de produzir o morango em substrato surgiu após a constatação de um problema de coluna, consequência do cultivo em solo. “Procuramos alternativas para não abandonar a atividade e manter o

lucro”, ressalta Elira. Com o apoio de um técnico, visitaram propriedades da Serra Gaúcha, onde conheceram o sistema, recém-iniciado na época. “Não temos queixas, especialmente do ponto de vista ergonômico”, salienta o marido Elmo.

O manejo prático, mudas com vitalidade para produzir até quatro anos e a colheita de frutas mais saudáveis compensam o investimento na estrutura.

Conheça o sistema

ñ Na semi-hidroponia, os pÈs de morango s„o plantados em bolsas de substrato alojadas em bancadas altas de atÈ 1,5 metro do ch„o;

ñ Os nutrientes s„o levados ‡s raÌzes por gotejamento;

ñ O processo reduz em atÈ 80% a necessidade de aplicar defensivos e fertilizantes;

ñ Maior n˙mero de plantas por ·rea;

ñ Manejo pode ser feito de pÈ, reduzindo problemas na coluna;

ñ Reduz incidÍncia de podrid„o ou doenÁas. Se ocorrerem, apenas o saco infectado È eliminado;

ñ Protege as plantas e o agricultor das adversidades meteorolÛgicas;

ñ Reduz a aplicaÁ„o de agrotÛxicos e estimula o uso de agentes de controle biolÛgico;

ñ Em ambiente protegido, a oferta da fruta se estende pelos 12 meses do ano.

Produção no RS

- 494 hectares

- 1.468 unidades de produção

- 157 municípios

- Produção – 17,1 mil toneladas

- Produtividade – 34,7 mil quilos por hectare

Fonte–Emater–2014

Propriedades nutricionais

O morango fornece poucas calorias – cinco unidades (de tamanho médio) fornecem 24 kcal. Tem vitamina C, que ajuda na cicatrização, atua contra infecções, colabora com absorção de ferro no organismo, entre outras funções. Também contém potássio, mineral que exerce papel na atividade dos músculos, atua na transmissão nervosa, na tonicidade muscular, na função renal e na contração da musculatura cardíaca.

Além da vitamina C e do potássio, contém niacina, ferro e fibras.

Na propriedade de Marlove, serão plantadas mais 90 mil mudas de morangueiros

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AH - Agronotícias | 26 de novembro de 2016 by Jornal A Hora - Issuu