FAÇA SUA
ASSINATURA 51 3710.4200 51 99253.5508
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 29 e 30 agosto de 2026 | Ano 25 - Nº 4170 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
Um novo olhar sobre os bairros
RISCO DE ENCHENTE
Crescimento urbano redesenha cidade FELIPE NEITZKE
Chuva deve intensificar nas cabeceiras Estado instala centro logístico em Lajeado
SEM DEPUTADO LOCAL
Geradores, antenas de internet por satélite e cestas básicas chegam à região. Kits servirão de apoio aos municípios diante do alerta de nova inundação do Rio Taquari. Tendên-
Região recebe 6% das emendas destinadas ao RS
cia de chuva intensa entre sábado e domingo, em especial nos afluentes Carreiro, Guaporé e Forqueta obriga Defesa Civil a iniciar protocolos dos planos de contingência.
PÁ G I N A | 14
Com aumento populacional significativo nos últimos anos, município mira novas áreas para expansão com vistas ao futuro. Cenário cria autonomia, mas amplia desafios em setores importantes. N E S TA E D I Ç ÃO
COMPETITIVIDADE
ESTIMATIVA DO IBGE
Lajeado ocupa 4ª posição no RS
Vale mantém população estável
Desde 2023, os deputados federais enviaram cerca de R$ 5,2 bilhões aos municípios gaúchos. Falta de representantes faz o Vale do Taquari perder força diante de outras partes do estado.
PÁ G I N A S | 10 e 11
PÁ G I N A | 18
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49ª EXPOINTER
Mais de 50 marcas do Vale na vitrine gaúcha CASSIANO HANS/GRUPO SINOS
Parque Assis Brasil, em Esteio, abre neste sábado para uma das maiores feiras da América Latina. Com recordes de inscritos no espaço de agroindústrias e de animais, empresas da região também aproveitam momento de negócios em diferentes setores. PÁ G I N A S | 6 e 7
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E D I TO R I A L
Como definir prioridades Pelo Ranking da Competitividade, Lajeado mantém o 4º lugar no RS, mesmo após as tragédias. Quando o lógico seria perder posições frente aos prejuízos humanos, materiais e ambientais, o município polo do Vale demonstra capacidade de preservar serviços, empresas e atendimento público. A nota geral cresceu, embora a cidade tenha perdido 14 posições no país. O resultado merece reconhecimento, mas ganha maior valor quando usado para compreender onde o município avançou e quais atrasos limitam o desenvolvimento. Os detalhes dos indicadores, disponíveis na reportagem da página 7 desta edição, mostram que a cidade lidera em setores importantes, como Saúde e Educação. Preservar essa estrutura exige planejamento, recursos e divisão de responsabilidades entre os municípios, instituições e demais esferas de governo.
A 4º posição será mais relevante se ajudar Lajeado a preservar aquilo que funciona, superar o atraso no saneamento e preparar a cidade para crescer dentro de uma nova realidade climática” Como “Calcanhar de Aquiles”, algo há muito conhecido como problema estrutural. Os percentuais do saneamento revelam desequilíbrio. Uma cidade com 3,7% de cobertura na coleta de esgoto e 1% no tratamento carrega um atraso incompatível com a posição econômica. O ranking oferece um mapa para as próximas escolhas. Cabe à comunidade, em especial os governos, transformarem os indicadores em metas e prioridades. A 4º posição será mais relevante se ajudar Lajeado a preservar aquilo que funciona, superar o atraso no saneamento e preparar a cidade para crescer dentro de uma nova realidade climática.
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A B R E A S PA S
“Desde cedo eu gostava de jogos de corrida. Essa paixão foi evoluindo” ARQUIVO PESSOAL
Cezar Darci Zanon, 37 anos, especialista em suporte ao cliente despertou cedo a paixão por velocidade. Com o tempo, uniu a paixão no mundo virtual e nas corridas no mundo real Joilson Pereira
joilson@grupoahora.net.br
Como começou tua paixão por carros e velocidade? Desde cedo eu gostava de jogos, principalmente de corrida. Essa paixão foi evoluindo. Também gostava muito de fazer competição de bicicleta, carrinho de lomba, tudo que envolvia automobilismo eu participava. Já na vida adulta, algumas coisas tive que abandonar. Sempre gostei também de motos, fazer parte mecânica. Por conta própria, fui criando gosto. Quando surgiu a pandemia, eu já havia construído volantes com force feedback, que têm motores para simular as condições de pista. Foi assim que adquiri mais conhecimento e fui entrando nessa área do virtual.
Quando surgiu a oportunidade de sair das telas e começar a correr nas pistas? Nessa época da pandemia também existia o Kart Show, em Arroio do Meio, onde, junto de um grupo de amigos, andávamos bastante. Infelizmente, depois das enchentes, ali acabou. Depois começamos a organizar para andar de kart em competições de grupos maiores. Foi então que comecei a correr mais a sério, tanto no virtual quanto no kart. Só que hoje o forte mesmo da nossa equipe é correr no virtual. De kart, corro mais por lazer do que por
competição, porque os outros karts não estão tão competitivos assim. Com esse foco nas corridas virtuais, a gente se esforça bastante e está entre os melhores em alguns simuladores. Estou sempre treinando, me esforçando. Adquiri um volante mais profissional para fazer os testes e correr.
O que a experiência de corridas, tanto no simulador quanto na pista te ensinou?
No geral, foi nessa trajetória que conheci amigos como o Pablo Petzen, colega de trabalho que divide esse hobby comigo. Isso reforçou a amizade e hoje estamos os dois correndo. Fazemos parte de uma equipe, e ele já está fazendo o trabalho de coach, de treinamento de pilotos, e eu corro aí com a bandeira dele para apoiar. Conquistamos alguns troféus e campeonatos. Ajuda muito a se distrair. Tem todo um tempo de treino que
a gente precisa dedicar para ser rápido, ajustes de carros, e é preciso ter bastante consciência do que pode e do que não pode fazer em pista. Já é um mundo um pouco mais profissional de simulação, mas é um mundo que a gente gosta muito de estar.
Além do virtual, como você e seus amigos fazem as corridas no mundo real?
Criamos um grupo de kart para amigos aqui da região do Vale do Taquari, Encantado, Lajeado, Arroio do Meio, em que a gente faz, uma vez a cada dois meses, uma corrida lá no Velopark. É a P1 Kart League, um grupo de amigos. Tem competição, pontuação, regras, mas a intenção é integrar amigos. Na última, a gente fez um churrasquinho lá também. O grupo recebe quem tiver interesse. Temos um grupo no WhatsApp para organizar os próximos eventos.
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BILHÕES DO FUNRIGS
Hoje não têm culpados.
E amanhã?
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI LAJEADO E CORSAN/AEGEA
Relação é distante. Assim como o novo contrato
“Não há culpados pelo bloqueio da ponte da ERS-129.” O diretor -presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, falou sobre isso. O prefeito de Muçum, Amarildo Baldasso (PSD), também repetiu a mesma sentença. Assim como outros tantos cidadãos e cidadãs. Há controvérsias, claro. Mas me parece um veredito popular adequado. Afinal, quem seriam os culpados pelo estrago gerado no pilar? Os engenheiros no século passado? Não creio. Há quem diga que a EGR não fez o tema de casa após a enchente de 2024. A EGR rechaça e garante: a vistoria daquela estrutura estava em dia. Não vamos encontrar culpados. E hoje isso é prescindível. No en-
tanto, o álibi coletivo perde força a partir do bloqueio. Os danos verificados a olho nu no pilar da ponte – assim como outros problemas verificados na ponte sobre o Rio Taquari, entre Roca Sales e Encantado – determinam: o Estado precisa agir. O governador Eduardo Leite (PSD), que já fez muito ao Vale, não pode finalizar o segundo mandato sem dissolver esse risco logístico na região mais destruída pelas catástrofes. Ele ainda tem a faca, o queijo e os bilhões do Funrigs nas mãos para certificar a resiliência por meio de mais rotas alternativas, pontes mais robustas e trechos duplicados. Caso contrário, o tempo cobrará.
Agentes do governo de Lajeado já afirmam que as negociações com a Corsan/ Aegea não serão finalizadas em 2026. E a relação, assim como a possível renovação do contrato de abastecimento de água e tratamento de esgoto, está cada dia mais distante. E vou citar um exemplo. No dia 4 de agosto, a prefeita Gláucia Schumacher (PP) encaminhou ofício à presidência da empresa para tratar de problemas observados nas recomposições do pavimento em vias municipais. E pediu 15 dias para a concessionária encaminhar cronograma de correções. No entanto, e até o fim da tarde dessa sexta-feira, dia 28, a Corsan/Aegea sequer havia respondido o ofício do governo lajeadense.
“...olhe os postes, olhe os postes…” Os mais antigos lembram a tradicional cantoria entoada com entusiasmo em meio às viagens de ônibus. Pois bem, e brincadeiras à parte, em alguns pontos da região os postes – que nunca foram de borracha – seguem no meio do caminho de ciclistas na ciclovia intermunicipal em Estrela, e também na obra de pavimentação da ERS-129, entre Roca Sales e Colinas. As estruturas são de responsabilidade da RGE. E, após alguns embates comunitários, a coisa parece que vai andar. Moradores da Fazenda Lohmann, interior de Roca Sales, vão enfrentar um corte de energia elétrica no dia 8 de setembro, das 11h30min às 17h40min. O aviso foi enviado pela concessionária RGE por SMS e e-mail a consumidores da localidade e, apesar de a comunicação oficial da empresa não mencionar o motivo específico da interrupção, moradores da região relacionam a manutenção à
etapa final das obras de pavimentação da ERS-129, rodovia que liga Roca Sales a Colinas. Já a ciclovia intermunicipal em Estrela não está na lista de prioridades do Vale do Taquari, é verdade. No entanto, não faz sentido fazer mal feito, certo? Não por menos, o Executivo já tratou algumas vezes com a concessionária sobre o poste em meio à pista dos ciclistas. Nada mudou. Nessa semana, o Legislativo também entrou na briga. O vereador Felipe Diehl protocolou Indicação para cobrar uma solução por parte da RGE e acabar com essa cena patética. Vamos aguardar!
TIRO - Mudanças no Departamento de Trânsito de Lajeado: Alexandre Fransozi assume a função de Assessor de Gestão Municipal no lugar de Gabriel Becker. - Ainda sobre o trânsito de Lajeado, o vereador Vavá (MDB) pede a “revisão e a retirada das multas aplicadas aos caminhoneiros que participaram do desfile de homenagem ao Padroeiro São Cristóvão e ao Dia do Motorista”. - Suplente de vereador, Ildo Salvi (PSDB) solicita à Mesa Diretora o encaminhamento de ofício à Câmara Federal e ao Senado para cobrar a revogação das leis federais que autorizam e regulamentam as chamadas “Bets”, as maquiavélicas plataformas de jogos de azar. - O Daer informou à imprensa que possui o Programa de Vistoria de Obras de Artes Especiais e que já vistoriou 624 das 742 pontes e viadutos estaduais e o restante será vistoriado ainda em 2026. A autarquia informa ainda que ao menos uma centena de pontes merecerá vistoria mais aprofundada. - A depender do resultado das eleições a deputado estadual, o prefeito de Vespasiano Corrêa, Tiago Michelon (PL), poderá ser reeleito presidente do Consisa no ano que vem. Isso porque o prefeito de Imigrante, Germano Stevens (MDB), acordado para ser o próximo presidente, não descarta renunciar ao cargo de prefeito em 2027 para atuar como assessor na Assembleia gaúcha. - Algumas sabatinas jornalísticas em âmbito nacional são necessárias para esclarecer fatos e confrontar narrativas. Mas, e sempre a depender da dose, também podem alimentar a ira coletiva contra a política, acelerar o afastamento do eleitor e reduzir o entusiasmo dos novos líderes. - Já choveu muito na sexta-feira e pode chover mais hoje e amanhã. Um cenário sempre propício a eventuais transtornos. Sem pânico, pessoal. Mas, sempre alerta. Bom fim de semana a todos!
Futuro na BR-386. Passado nas ERSs É “chover no molhado” falar das oportunidades pós-duplicação da BR-386 entre Estrela e Tabaí. Imaginem quantos bilhões já foram investidos em novas empresas, indústrias, complexos comerciais, loteamentos e outros negócios às margens da rodovia duplicada no Vale. E imaginem quantos bilhões a mais já foram gerados a partir da operação
desses novos empreendimentos – o anúncio da chegada da Shopee, em uma parceria com a Betiolo, em Estrela, é o exemplo recente. É um oásis aos investidores. Uma realidade ventilada às nossas sinuosas e estreitas rodovias estaduais. Mas cujo avanço costuma esbarrar em ideologias, politicagens e até descolamentos da realidade.
Agilidade A EGR levou mais de uma semana para atender liminar que suspendia cobrança do pedágio em Encantado.
E levou poucas horas para fazer valer a própria liminar que autorizou o retorno da cobrança.
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VINI BILHAR
Cacis debate sucessão empresarial e seus custos LAUTENIR JUNIOR
Indicadores
Dólar: R$ 5,19 | Ibovespa: 175.664,63
Unicred conquista prêmio nacional de sustentabilidade
A
Cacis promoveu, na Reunião Almoço desta semana, o debate “O preço da herança”, com foco nos desafios da sucessão em empresas. O convidado foi o advogado Bruno Augusto F. Guimarães, mestre em Direito Tributário pela UFRGS, que atualizou empresários sobre normativas, formalidades e custos desses processos.
Guimarães destacou o papel do Estado como arrecadador e apontou dois pontos sensíveis: o desgaste emocional, geralmente ligado à perda de sócios, e a carga tributária incidente. Também ressaltou a falta de uniformidade entre legislações estaduais, com diferentes interpretações sobre o tema. O advogado citou ainda ferramentas securitárias que auxiliam
na sucessão, como a geração de caixa imediato para a família, a preservação do capital de giro, o financiamento de acordos societários e a equalização entre herdeiros. A reunião também marcou a apresentação de novos associados. A entidade anunciou ainda campanhas para o Dia das Crianças e o fim de ano, com foco no fortalecimento do comércio em Estrela.
Evento discute impactos da reforma no Simples Nacional Cerca de 180 pessoas participaram nesta semana de palestra promovida por Sincovat e Sescon VT sobre “O futuro do Simples Nacional: impactos da Reforma Tributária e as escolhas para 2027”. O evento contou com parceria do Conselho Regional de Contabilidade do RS e da Receita Federal, e teve como palestrante o auditor fiscal Eduardo Godoy Corrêa, delegado da RF em Novo Hamburgo.
A Unicred Premium Capital conquistou o 1º lugar na categoria Meio Ambiente do Prêmio ProsperaCOOP, com o projeto Batalhão do Bem, voltado à sustentabilidade e inclusão produtiva. A premiação foi anunciada durante o 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred), realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, em Goiânia (GO). Criado em 2023, em parceria com o Instituto Unicred e com apoio do Sescoop/RS, o projeto transforma resíduos têxteis em oportunidades de qualificação profissional, geração de renda e empreendedorismo. A iniciativa atua principalmente com mulhe-
res em situação de vulnerabilidade social, oferecendo capacitação em costura criativa e reaproveitamento de materiais. Além de reduzir impactos ambientais, a indústria têxtil está entre as mais poluidoras do mundo, o projeto já reaproveitou mais de 3 toneladas de resíduos, certificou mais de 200 pessoas e somou mais de mil horas de capacitação. Atualmente presente em seis municípios gaúchos, o Batalhão do Bem fortalece redes de cooperação e amplia a inserção produtiva. A conquista reforça o papel do cooperativismo como agente de desenvolvimento sustentável e impacto social nas comunidades.
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Expointer: a vitrine do agronegócio gaúcho A maior feira de exposição de animais da América Latina abre as programações às 8h deste sábado com recordes de 509 agroindústrias, quase oito mil animais em provas e exposições, além de ampla variedade de expositores e atividades técnicas e culturais. Mais de 50 marcas representam o Vale do Taquari no evento, que segue até 6 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio Estevão Heisler
projetoagro@grupoahora.net.br
FOTOS: ESTEVÃO HEISLER
Pavilhão da Agricultura Familiar tem 509 expositores de 216 municípios, sendo 41 agroindústrias do Vale
Agroindústrias carregam os sabores da colônia
VALE DO TAQUARI
A
49ª Expointer começa com uma programação que reúne produção, negócios, genética, inovação, gastronomia, cultura e conhecimento, reforçando o papel da feira como uma das principais vitrines do campo brasileiro. Mais do que uma exposição, ao longo de nove dias a feira será ponto de encontro entre centenas de milhares de produtores, empresários, lideranças, pesquisadores e consumidores, aproximando o meio rural da cidade e colocando em evidência as novidades do setor. Entre os destaques desta edição está a presença recorde dos animais. São 7.926 inscritos para participar de exposições, julgamentos, leilões e provas. O número evidencia a força da atividade pecuária e também mostra uma expansão importante em algumas categorias. Entre os rústicos, as inscrições saltaram de 1.589 em 2025 para 2.170 neste ano, crescimento de 36%. O avanço é puxado principalmente pelos pequenos animais, como pássaros e coelhos. A presença dos animais ajuda a manter uma das características mais tradicionais da Expointer: transformar a genética e o trabalho desenvolvido nas propriedades rurais em atração
para o público e, ao mesmo tempo, em oportunidade de avaliação e comercialização. Os julgamentos, leilões e provas movimentam criadores de diferentes regiões e colocam lado a lado exemplares selecionados durante anos de trabalho. Mas a Expointer não se resume às pistas e aos pavilhões de animais. Um dos espaços que melhor traduz a diversidade do campo gaúcho é o Pavilhão da Agricultura Familiar, que chega à 28ª edição com recorde de participação. São 509 expositores de 216 municípios, incluindo agroindústrias, artesãos, produtores de flores e plantas, representantes de comunidades indígenas e quilombolas e empreendimentos convidados de Minas Gerais. O Vale do Taquari tem participação expressiva nesse cenário. São 41 agroindústrias da região selecionadas para o pavilhão, enquanto diversas empresas estão espalhadas pela feira. A variedade de produtos também ajuda a explicar a capacidade de atração do espaço. Queijos, embutidos, pães, cucas, doces, geleias, mel, pescados, erva-mate, vinhos, cachaças, licores, cervejas artesanais, derivados da cana-de-açúcar, flores, mudas e artesanato fazem parte da oferta aos visitantes.
Mais do que vender, os empreendimentos aproveitam a Expointer para apresentar produtos, conquistar consumidores e buscar mercados. É o caso dos Embutidos São Bento, de Lajeado. A preparação para a feira começa meses antes, sobretudo para produtos que exigem maturação, como a copa. A partir da segunda quinzena de agosto, a produção entra em ritmo máximo. A agroindústria estima comercializar cerca de cinco toneladas de embutidos durante os nove dias. Entre os produtos estão torresmo, banha, linguiças suína e mista, salame sem gordura, lombo e costela defumados e copa. Para Janete Pflugseder, a Expointer representa uma oportunidade que vai além das vendas. O contato com consumidores de diferentes regiões do país permite divulgar a marca e buscar novos mercados.
Um dos espaços de maior visitação da feira é o Pavilhão da Agricultura Familiar, onde o Vale está representado por 41 agroindústrias. No total, são 509 empreendimentos
Ao mesmo tempo, os produtos carregam uma dimensão afetiva: muitos visitantes reconhecem nos sabores da agroindústria alimentos associados à infância e às receitas produzidas por pais, avós e outros familiares. Essa combinação entre negócio e identidade também está presente na Agroindústria Klahr Sul, de Lajeado, que participa pela sexta vez da Expointer. Criado em 2006, o empreendimento leva ao evento derivados da cana-de-açúcar, como melado batido e líquido, schmier colonial, açúcar mascavo, rapadura, cricri e puxa-puxa. Para o produtor Cláudio Aloísio Klahr, a feira funciona como uma vitrine para mostrar a produção e agregar valor aos produtos, que podem alcançar preços superiores aos praticados no mercado tradicional. A facilidade de reposição também favorece a participação dos empreendimentos do Vale, pela proximidade com Esteio.
Saiba mais A 49ª Expointer ocorre de 29 de agosto a 6 de
setembro de 2026. Entrada de pedestres das 8h
às 20h;
Ingresso a R$ 22;
estacionamento por R$ 53.
Vale na feira Mais de 50 marcas da região na Expointer. Espaço da agricultura familiar reúne 41
agroindústrias do Vale.
Um gigantesco balcão de negócios A força comercial da Expointer pode ser medida pelos resultados da edição passada. Em 2025, a feira movimentou R$ 4,42 bilhões, sendo R$ 3,77 bilhões em máquinas e implementos agrícolas, R$ 591,85 milhões no setor automobilístico, R$ 13,64 milhões na agroindústria familiar
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e outros valores nos segmentos de animais, artesanato e comércio. O movimento também é acompanhado pelo público. A edição de 2025 recebeu 1,01 milhão de visitantes, recorde da feira e número superior aos 822,3 mil registrados em 2023 e aos 662 mil de 2024. Para este ano, a expectativa é repetir a grande movimentação e ampliar a presença de produtores, empresas e consumidores. Uma das empresas com participação tradicional no evento é o Grupo Brenner, fundado há 58 anos e com matriz em Lajeado. A companhia estará presente em diferentes frentes, com Mitsubishi, Valecross/Honda, Brenner Agro e Stihl. A estrutura reunirá veículos, motocicletas, tratores e equipamentos, com equipes das concessionárias durante os nove dias. Na Mitsubishi, a estratégia inclui condições especiais. Segundo o supervisor de vendas Sidnei Bisol, a Triton terá descontos de até R$ 50 mil, o Outlander de até R$ 70 mil e o Eclipse de até R$ 30 mil, além de alternativas como valorização do veículo usado. Na Kia, que passou a contar também com operação em Passo Fundo, as condições de Expointer estarão disponíveis nas lojas de Lajeado e Passo Fundo. Os descontos anunciados chegam a R$ 65 mil no Sorento, R$ 35 mil no Sportage e R$ 30 mil no Niro, todos com veículos à pronta entrega. O desempenho de 2025 ajuda a dimensionar a importância da
Feira impulsiona o faturamento dos empreendimentos locais e amplia a visibilidade das marcas diante da circulação de visitantes de diversos estados e até de outros países
feira para o grupo. A Mitsubishi registrou 197 veículos vendidos durante a Expointer, no melhor resultado da marca no evento. Na Kia, foram aproximadamente 50 unidades comercializadas, quando a operação contava apenas com a loja de Lajeado. A expectativa é de um desempenho ainda mais expressivo neste ano, com a ampliação para Passo Fundo.
Setor imobiliário amplia participação A Construtora Diamond, com sede em Lajeado, participa da Expointer pelo segundo ano consecutivo como parceira do Cavalo Crioulo e, mais uma vez, com estande próprio, na Rua do Portão 7, entre os pavilhões 43 e 44. Para a empresa, a presença na feira é uma oportunidade de aproximar a marca de um público que ultrapassa os limites do Rio Grande do Sul. Com origem e atuação no Vale do Taquari, a Diamond aproveita o evento para apresentar empreendimentos em Lajeado, Gramado e Balneário Camboriú, conectando a experiência regional a destinos com forte circulação de turistas, empresários e
investidores. A participação também está relacionada a uma estratégia de longo prazo para ampliar a conexão do Vale com outras regiões. Um dos investimentos é o Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes, em construção em Cruzeiro do Sul, às margens da RS-130/RSC-453. As obras do complexo de 40 hectares começaram em maio deste ano. O projeto prevê uma pista de 1,2 mil metros, pavimentada e balizada para operações noturnas, além de estrutura para aviação executiva, táxi aéreo, transporte aeromédico, hangaragem, manutenção de aeronaves e escola de formação de pilotos. Para a empresa, a iniciativa faz parte de uma visão de desenvolvimento que vai além do mercado imobiliário: facilitar a chegada de investidores, empresários, clientes e visitantes e aproximar o Vale do Taquari de outros mercados.
Participação institucional A participação conjunta de diferentes setores do Vale também amplia a exposição regional. A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), a Associação dos Municípios da Região Alta do Taquari (Amat) e a Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales) estarão novamente em um mesmo estande, fortalecendo a apresentação institucional dos municípios e das potencialidades da região.
Diamond participa da Expointer pelo segundo ano consecutivo como parceira do Cavalo Crioulo
Reconhecimento pelo trabalho diário O trabalho desenvolvido por associados à Cooperativa Dália Alimentos, de Encantado, ganhará um reconhecimento especial. Sete produtores e a Granja Dei Produttori Di Latte Brescia, localizada em Nova Bréscia, serão homenageados com o prêmio Criador Supremo, concedido pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). A cerimônia está marcada para as 19h de quinta-feira, dia 3, na Pista de Julgamento dos Bovinos de Leite. A distinção
é considerada a premiação máxima da entidade e reconhece resultados em controle leiteiro, avaliação morfológica, gestão zootécnica e qualidade genética dos rebanhos. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Dália, Gilberto Antônio Piccinini, os associados e as granjas da cooperativa tradicionalmente alcançam bons índices. Esta, porém, é a primeira vez que a Granja Dei Produttori Di Latte Brescia e os sete associados recebem o Criador Supremo.
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SEM DEPUTADO LOCAL
Vale recebe apenas 6% dos R$ 5,2 bi de emendas ao RS Lajeado, Estrela, Venâncio Aires e Encantado são os municípios que mais receberam recursos de parlamentares em nível federal desde 2023. Dos valores enviados por deputados estaduais, montante representa 3%
Emendas parlamentares por município Município
Valor
Anta Gorda
R$ 9,2 mi
Arroio do Meio
R$ 15,1 mi
Arvorezinha
R$ 9,7 mi
Bom Retiro do Sul
R$ 11,5 mi
Boqueirão do Leão
R$ 6,6 mi
Capitão
R$ 3 mi
Colinas
R$ 3,7 mi
Coqueiro Baixo
R$ 3,1 mi
Cruzeiro do Sul
R$ 11 mi
Dois Lajeados
R$ 8,5 mi
Doutor Ricardo
R$ 5,9 mi
Encantado
R$ 21,1 mi
Estrela
R$ 28,1 mi
Fazenda Vilanova
R$ 4,9 mi
Forquetinha
R$ 3,4 mi
Ilópolis
R$ 3,3 mi
Imigrante
R$ 6,4 mi
Lajeado
R$ 30,2 mi
Marques de Souza
R$ 5,6 mi
Mato Leitão
R$ 3,3 mi
Muçum
R$ 9,9 mi
Nova Bréscia
R$ 4,9 mi
Paverama
R$ 8,8 mi
Poço das Antas
R$ 3,6 mi
Pouso Novo
R$ 3,3 mi
Progresso
R$ 6,7 mi
Putinga
R$ 5,6 mi
Relvado
R$ 3,7 mi
Roca Sales
R$ 10,3 mi
Santa Clara do Sul
R$ 5,3 mi
Sério
R$ 2,7 mi
Tabaí
R$ 4,7 mi
Taquari
R$ 11,9 mi
Teutônia
R$ 16,5 mi
Travesseiro
R$ 2,6 mi
Venâncio Aires
R$ 27,5 mi
Vespasiano Corrêa
R$ 4,2 mi
Westfália
R$ 3,8 mi
Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
Vale do Taquari recebeu mais de R$ 330 milhões de emendas parlamentares desde o início dos atuais mandatos no Congresso Nacional. A quantia enviada compreende tanto os valores vinculados de forma individual pelos deputados, quanto os destinados pelas bancadas. Em números absolutos, os valores equivalem a 6,4% do que foi encaminhado ao Estado. Do total destinado à região, R$ 303,1 milhões são das chamadas emendas individuais, o que representa 91% dos valores. O restante são das emendas de bancada, ou coletivas, onde um grupo de parlamentares repassa as quantias para projetos de maior repercussão. O Rio Grande do Sul recebeu quase R$ 5,2 bilhões dos deputados federais ao longo dos últimos três anos e meio. Ao todo, são 31 deputados federais gaúchos, e cada um deles conta com cerca de R$ 40 milhões para emendas individuais. O valor considera a disponibilidade para 2026, e é cerca de R$ 3 milhões maior em relação ao ano passado. Durante os quatro anos da legislatura, são R$ 144,5 milhões à disposição de cada parlamentar. O advogado e especialista em Direito Eleitoral, Fábio Gisch, pondera que os valores poderiam ser maiores para a região. Ele atribui à falta de representatividade aos repasses considerados baixos. “Pela proporção do Vale do Taquari, confesso que acho pouco esses 6%. Quando tivermos um deputado que realmente olhe as necessidades da região, conheça a realidade dos prefeitos e vereadores, vai poder fazer uma emenda muito melhor.” O uso político das emendas são mencionados por Gisch
Tipos de Emendas Parlamentares Individuais: Propostas por um único deputado ou senador para atender a demandas locais. Uma parte delas é de execução obrigatória pelo governo. Inclui a chamada “emenda Pix”, enviada direto para a conta de municípios.
De bancada: Indicadas em conjunto pelos parlamentares de um mesmo estado para financiar grandes projetos regionais. Também são de pagamento obrigatório.
Uso das emendas se populariza a partir de mudança na lei, em 2015, que obriga os deputados a destinar valores
Valores no orçamento estadual
De comissão: Apresentadas por comissões permanentes do Congresso para atender a áreas temáticas de interesse geral.
De relator: Propostas pelo relator-geral do orçamento. Ficaram conhecidas como "orçamento secreto" devido à falta de transparência na identificação dos verdadeiros autores dos pedidos e foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
como uma forma de vincular parlamentares de fora à região. Para o advogado, à medida em que os valores são enviados aos municípios, isso gera uma “obrigação” dos gestores para o apoio ser retribuído nas eleições. “Isso gera uma certa desigualdade, não dá para negar. As emendas beneficiam quem está no poder”, acrescenta. Além disso, o advogado destaca a crescente no uso das emendas nas últimas décadas, em especial nos últimos 20 anos. Ele lembra que o valor representava uma fatia menor do orçamento e que
FÁBIO GISCH ADVOGADO E ESPECIALISTA EM DIREITO ELEITORAL
Pela proporção do Vale do Taquari, confesso que acho pouco esses 6%. Quando tivermos um deputado que realmente olhe as necessidades da região, conheça a realidade dos prefeitos e vereadores, vai poder fazer uma emenda muito melhor.” nem todos os parlamentares sabiam da existência e conheciam o funcionamento. “Sempre tiveram a oportunidade, mas não percebiam que tinham o queijo nas mãos e era só cortar a fatia.”
Os deputados estaduais possuem a mesma prerrogativa de repassar recursos aos municípios. De 2023 para cá, foram R$ 16,4 milhões enviados a iniciativas municipais. Na proporção com o que o Estado recebeu, a quantia representa cerca de 3,4% das emendas entregues (cerca de R$ 492 milhões). Gisch salienta que a possibilidade das emendas em nível estadual é recente. “De uns oito anos para cá começou a se ampliar a possibilidade dentro do orçamento para deputados estaduais.”
Líderes em emendas Na região de abrangência do A Hora, o município que mais recebeu emendas de deputados federais foi Lajeado, com R$ 30,2 milhões, seguido de Estrela (R$ 28,1 milhões) e Venâncio Aires (R$ 27,5 milhões). Ao considerar os valores enviados pela Assembleia Legislativa, Venâncio Aires fica à frente, com R$ 2 milhões destinados, com Lajeado (R$ 1,6 milhão) e Encantado (R$ 1 milhão) na sequência.
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Saiba mais De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, as emendas são instrumentos que os deputados podem utilizar para programações no orçamento anual, para oportunizar recursos às comunidades que representam. A participação do Congresso na composição orçamentária existe desde 1946, mas após ajustes na Constituição de 1988 e a determinação de 2015 que torna obrigatória a execução das emendas individuais, a utilização se popularizou.
Valores consideram destinações feitas pelos deputados federais desde 2023 até agosto deste ano.
Por deputado R$ 144,5 milhões é o valor ao longo do mandato (2023-2026)
31 parlamentares representam o RS no Congresso Nacional FONTE: PORTAL DA TRANSPARÊNCIA DO GOVERNO FEDERAL
Comparativo Regional Ao analisar os dados de Santa Cruz do Sul, que possui dois deputados federais com domicílio eleitoral, o valor supera o dobro do registrado por Lajeado, município do Vale do Taquari com maior destinação de emendas. Desde 2023, Santa Cruz recebeu R$ 77 milhões, enquanto Lajeado recebeu R$ 30,2 milhões.
SOBRE AS EMENDAS
individual e de bancadas
R$ 102,6 bilhões
encaminhados em nível nacional
R$ 5,2 bilhões
enviados aos municípios do RS
R$ 330 milhões
destinados ao Vale do Taquari Sem deputado com domicílio local, Lajeado recebeu apenas R$ 30,2 mi de emendas na atual legislatura
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COMPETITIVIDADE DE LAJEADO
Destaque em saúde e educação, mas atraso no saneamento Entre 24 cidades gaúchas avaliadas, Lajeado mantém o 4º lugar. Apesar do índice geral melhorar, posição nacional caiu do 37º para o 51º posto Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
LAJEADO
M
anter Lajeado na 4ª posição entre os municípios gaúchos após os prejuízos das enchentes de 2023 e 2024 demonstra capacidade de preservar serviços e atividade econômica. Essa é a análise comum entre o consultor empresarial Fernando Röhsig, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acil), Eduardo Gravina, e a prefeita Gláucia Schumacher. O resltado do Ranking da Competitividade, divulgado na sexta-feira, 28, pelo Centro de Liderança Pública (CLP), também expõe os obstáculos para os próximos anos. Enquanto saúde e educação têm as melhores notas do RS e se destacam no país, a coleta e o tratamento de esgoto puxam o desempenho para baixo. A edição de 2026 compara 423 cidades do país com população acima de 80 mil habitantes. Destas, 24 estão no RS. A nota
varia de zero a 100. Quanto mais perto da pontuação máxima, melhor é a análise. Lajeado alcançou 56,85 pontos e se manteve na mesma posição do último ranking. No país, caiu 14 posições e passou do 37º para o 51º posto. Ainda assim, a pontuação geral cresceu. No ranking de 2025 (com dados de 2024), o município havia registrado 55,58. Para o presidente da Acil, esse resultado deve ser interpretado junto com a evolução da nota. “A queda de 14 posições no cenário nacional precisa ser analisada com cautela. A nota geral de Lajeado aumentou, portanto não houve uma piora em relação ao ano anterior”, diz Gravina. Prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher avalia que a manutenção do quarto lugar no Estado ganha relevância após os danos causados pelas enchentes. “Mesmo depois dos eventos climáticos que atingiram fortemente Lajeado e toda a região, seguimos entre os municípios mais competitivos do Estado e do país.”
FERNANDO RÖHSIG
EDUARDO GRAVINA
CONSULTOR EMPRESARIAL E DE GESTÃO
PRESIDENTE DA ACIL
Entendo que ficar em 4º lugar sendo o 17º no PIB do Estado é quase heróico. Percebo que não se valoriza Lajeado como o propulsor no Vale, ainda mais depois do que aconteceu aqui com as tragédias.”
Segundo Gláucia, os resultados em saúde e educação decorrem da atuação do poder público, do setor produtivo e das instituições. “Temos de trabalhar para que as primeiras posições sejam preservadas, enquanto os indicadores mais baixos passam a orientar as áreas que exigem respostas.” Para formar a nota geral, o CLP reúne 65 indicadores, organizados em 13 pilares e três dimensões. Nesta análise, estão tópicos como sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, saúde, educação, segurança, saneamento e ambiente. No quesito econômico, estão emprego, renda, inovação, qualificação profissional e
GLÁUCIA SCHUMACHER PREFEITA DE LAJEADO
A queda de 14 posições no cenário nacional precisa ser analisada com cautela. A nota geral de Lajeado aumentou, portanto não houve uma piora em relação ao ano anterior.”
Temos de trabalhar para que as primeiras posições sejam preservadas, enquanto os indicadores mais baixos passam a orientar as áreas que exigem respostas.”
telecomunicações.
Pós-inundações Consultor de gestão, Fernando Röhsig, avalia que o 4º lugar ganha peso importância quando comparado à dimensão da economia municipal. Lajeado ocupa a 17ª posição no RS em termos de Produto Interno Bruto, mas aparece entre as melhores na competitividade. “Ficar em 4º é um troféu, ainda mais depois do que aconteceu aqui com as tragédias. Deveríamos ter desabado”, acredita. Röhsig identifica os principais desafios na infraestrutura, na sustentabilidade ambiental e na reorganização das áreas sujeitas às inundações. Junto com isso, acrescenta: a recuperação de vias, prédios e equipamentos públicos consome recursos que poderiam financiar novos investimentos. “Há um custo que exige um manejo fiscal rígido para não comprometer a capacidade de investimentos futuros com recursos próprios do município.” Para o consultor, tanto em Lajeado quanto em outras cidades do Vale, os orçamentos não comportam sozinhos as obras de adaptação exigidas pelos eventos extremos. Embora as enchentes atinjam cerca de dez cidades com mais força, os efeitos alcançam a circulação, os serviços e a economia de toda a região.
Detalhes sobre a saúde A qualidade da saúde obteve
nota 91,64. Lajeado passou do 6º para o 1º lugar no RS e do 46º para o 4º no Brasil. Dentro dos indicadores, um dos destaques é a mortalidade materna. O número foi zero no ano e colocou a cidade na primeira posição nacional. A desnutrição infantil aparece em 11º lugar, enquanto a mortalidade na infância está no 15º posto do país. Sobre a mortalidade por causas evitáveis, o avanço foi de 123 colocações. Lajeado chegou à 32ª posição. A cobertura vacinal, de 96,51%, subiu 109 posições e alcançou o 43º posto nacional. No pré-natal, 91,84% dos nascidos vivos tiveram sete ou mais consultas, o 14º melhor resultado do país.
Dualidade na educação Lajeado também manteve o primeiro lugar no RS em qualidade da educação e ficou em 32º no Brasil. O município registrou 606,30 pontos no Enem, segundo melhor resultado nacional. No acesso à educação, Lajeado ocupa o segundo lugar no Estado e o 39º no país. A Educação Infantil atende 73,8% do público e aparece em 17º lugar no Brasil. O contraste está no tempo integral. Na Educação Infantil, mais de 83% das matrículas estão nessa modalidade, o 6º melhor resultado nacional. No Ensino Médio, a cobertura cai para 3,02%. Neste quesito, Lajeado ocupa o último lugar entre os 24 municípios gaúchos e o 403º entre os 423 municípios avaliados no país.
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Fim de semana, 29 e 30 de agosto de 2026 FOTOS: FILIPE FALEIRO
Melhores posições nacionais
Detalhes de Lajeado O relatório avalia municípios com mais de 80 mil habitantes. No Vale do Taquari, apenas Lajeado participa do ranking. No RS, são 24 cidades. Nota geral 2026: 56,85 pontos 2025: 55,58 pontos No RS 4º lugar Mesma posição de 2025 No país 51º lugar entre 423 municípios Em 2025: 37º lugar Queda de 14 posições
Esgoto é o maior problema O saneamento básico ocupa o 21º lugar entre os 24 municípios
gaúchos e o 316º no país. A coleta de esgoto atende 3,7% da população, diz o CLP, índice que coloca Lajeado na 372ª posição nacional. No entanto, do que é coletado, apenas 1% é tratado. Nesse indicador, a cidade está em 23º no RS e em 371º no Brasil. A cobertura do abastecimento de
Três dimensões Instituições Mede sustentabilidade fiscal, capacidade de investimento, endividamento, despesas com pessoal, funcionamento da administração, transparência e abertura de empresas. 12º no RS e 137º no Brasil Em 2025: 5º no RS e 77º no Brasil
Sociedade Reúne acesso e qualidade da saúde e da educação, segurança, saneamento e meio ambiente.
1º Mortalidade materna (posição compartilhada) 1º Coleta de resíduos domésticos (posição compartilhada) 1º Destinação adequada do lixo (posição compartilhada) 2º Desempenho no Enem 4º Qualidade da saúde 5º Internações por acidentes de transporte 6º Tempo integral na Educação Infantil 7º Qualidade da informação contábil e fiscal
Pontos de atenção 403º Tempo integral no Ensino Médio 399º Transparência municipal 372º Coleta de esgoto 371º Tratamento de esgoto 362º Crescimento dos empregos formais 320º Cobertura de floresta natural 312º Acessos móveis com tecnologia 4G
2º no RS e 70º no Brasil Em 2025: 6º no RS e 106º no Brasil
Economia Considera mercado de trabalho, renda, PIB, inovação, qualificação profissional e telecomunicações. 5º no RS e 46º no Brasil Em 2025: 2º no RS e 22º no Brasil
água chega a 88,66%, mas o município caiu do 43º para o 261º lugar nacional. Outros gargalos aparecem
no crescimento dos empregos formais, com queda de 0,27% e 362º lugar nacional, e nos acessos à tecnologia 4G, em 312º. “Esses resultados devem servir como instrumento de planejamento e mobilização, e não como uma avaliação política de determinada gestão. O retrato é de uma cidade com uma base competitiva sólida, mas que ainda possui desafios relevantes”, diz o presidente da Acil, Eduardo Gravina.
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MERCADO DE TRABALHO
Vale fecha 72 vagas em julho, mas mantém saldo positivo no ano Primeiro resultado negativo de 2026 interrompe sequência de seis meses de geração de empregos. Região acumula 2.356 postos formais abertos entre janeiro e julho Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
mercado de trabalho formal do Vale do Taquari registrou em julho o primeiro resultado negativo de 2026. Conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os 38 municípios da região fecharam 72 postos de trabalho no mês. Apesar da retração, o resultado acumulado nos sete primeiros meses do ano permanece positivo, com saldo de 2.356 novas vagas. Até então, todos os meses de 2026 haviam encerrado com mais admissões do que desligamentos no Vale. O resultado de julho reduz o desempenho acumulado, mas mantém a região com saldo positivo no ano. Para o titular da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do RS, José Scorsatto, a retração mensal é um comportamento considerado normal para o período. Segundo
ele, julho costuma apresentar redução nas contratações e aumento nos desligamentos, movimento que também pode ser observado em outros municípios e regiões do estado. “É um movimento normal. Em julho, geralmente tem uma queda. Você contrata bastante gente e acaba, nesse período, demitindo. Agosto deve ser um mês mais estável e, no início de setembro, quem sabe, já se tenha um saldo positivo”, avalia. Scorsatto projeta uma retomada mais consistente nos meses seguintes. “Depois, em setembro, outubro e novembro, a contratação decola bastante”, afirma. Ele também destaca que, apesar das oscilações mensais, o resultado acumulado do emprego formal no Rio Grande do Sul segue positivo. No estado, julho teve saldo negativo de 903 postos, mas o desempenho do país e o acumulado do ano ainda permanecem positivos.
Teutônia lidera contratações Os dados mostram comportamentos distintos entre os municípios. Teutônia liderou a geração de empregos em julho, com saldo positivo de 55 postos. Estrela aparece na sequência, com 49 novas vagas, seguida por Arroio do Meio, com 28. Progresso criou 17 empregos formais e Santa Clara
Comportamento do comércio no Vale acompanha a tendência nacional
SALDO
MÊS A MÊS Janeiro/26: 540 Fevereiro/26: 593 Março/26: 462 Abril/26: 182 Maio/26: 284 Junho/26: 367 Julho/26: -72 Total 2026: 2.356 Fonte: Caged
do Sul, outros dez. Ao todo, 16 municípios encerraram o mês com mais admissões do que desligamentos. Na outra ponta, Muçum registrou o pior resultado regional, com saldo negativo de 65 postos. Lajeado fechou julho com 53 vagas a menos, seguido por Taquari e Westfália, ambos com redução de 36 empregos. Fazenda Vilanova completa a lista dos cinco piores desempenhos, com saldo negativo de 17 vagas. No total, 20 cidades tiveram resultado negativo no mês. Outras duas encerraram julho com o mesmo número de admissões e desligamentos.
Comércio puxa retração O resultado negativo de julho foi influenciado principalmente pelo comércio, setor que fechou 67 postos de trabalho na região. A agropecuária também apresentou retração, com saldo negativo de 21 vagas, enquanto a construção perdeu 13 empregos formais. A indústria contrariou a tendência e abriu 25 postos de trabalho no mês. Os serviços também tiveram resultado positivo, ainda que mais discreto, com quatro novas vagas. O comportamento do comércio no Vale acompanha a tendência nacional. Dados divulgados na sexta-feira, 28, mostram que julho foi um mês de desempenho mais fraco para o mercado formal brasileiro, enquanto o comércio registrou saldo negativo no período. O país, no entanto, criou 58,5 mil postos e acumula 972,23 mil novas vagas entre janeiro e julho.
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ALERTA NO VALE
Chuva avança pelo Estado e eleva risco de enchente
JÔ FOLHA
Acumulados podem superar 250 milímetros até segunda-feira. Defesa Civil aponta probabilidade alta de inundação a partir de Encantado e municípios antecipam planos de contingência Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
chuva se espalhou pelo RS e coloca o Vale do Taquari sob risco de uma nova enchente. Os maiores volumes previstos para as cabeceiras devem provocar a elevação do rio a partir de Encantado e alcançar depois os municípios da parte baixa da bacia. Os acumulados entre sexta e segunda-feira, 31, podem superar 250 milímetros em pontos dos Vales, da Serra, do Norte e do Nordeste. A atenção se concentra nos rios das Antas e Carreiro e também na bacia do Forqueta. O Rio Taquari está entre os quatro com risco de inundação indicado pela Defesa Civil estadual. O alerta também alcança o Jacuí, o Caí e o Uruguai. Arroios e cursos de água menores podem extravasar antes dos rios monitorados. Coordenador da 8ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepdec 8), coronel Ivan Alves, considera alta a probabilidade de inundação no Vale. Ainda não há uma estimativa sobre o nível máximo nem sobre o horário em que a elevação do nível do Taquari chega aos municípios. “Temos uma previsão significa-
Próximos dias Sábado, 29 Temporais desde a madrugada. Há risco de granizo e rajadas acima de 90 quilômetros por hora na metade norte do Estado. A chuva pode alcançar 100 milímetros em 12 horas na Serra e no Nordeste, com impacto sobre as cabeceiras do Taquari. Domingo, 30 A chuva continua sobre os Vales, a Serra e o Norte. Permanecem os riscos de temporal, granizo e vento. Os volumes registrados na parte alta da bacia podem começar a aparecer no nível do Taquari.
tiva de chuvas para a região e para todo o Estado, sobretudo nas cabeceiras. Isso nos preocupa muito, pois os maiores volumes devem ser no sábado e no domingo”, afirma. A resposta do Rio Taquari pode aparecer entre a noite de sábado até segunda-feira. Volume, intensidade, duração e localização da chuva vão determinar a velocidade da elevação e o tamanho da cheia, diz o comandante. “Nós sabemos que as chuvas na parte alta influenciam no comportamento do Rio Taquari, que é um rio de resposta muito rápida”, alerta Alves.
Segunda-feira, 31 A instabilidade persiste, com chuva intensa e possibilidade de tempestades. O acumulado desde sexta pode superar 250 milímetros em alguns pontos. Se a enchente se confirmar, os efeitos na parte baixa da bacia tendem a ocorrer entre domingo e segunda-feira.
Centro logístico
Municípios de sobreaviso
Previsão de chuva nas cabeceiras do Rio Taquari entre sábado e domingo deixa defesa civil dos municípios de sobreaviso
As Defesas Civis dos municípios cortados pelo Rio Taquari estão em regime de plantão. A orientação regional é antecipar as medidas dos planos de contingência, sem esperar a elevação alcançar as residências. Esse preparo inclui a definição dos abrigos, a disponibilidade de veículos, o contato com as famílias e a retirada de moradores das áreas baixas. “Já começamos uma conversa com todos os coordenadores municipais sobre essa previsão e essas possibilidades”, relata Alves.
Segundo ele, a retirada de famílias exige tempo, caminhões, equipes e locais para acolhimento. Em Lajeado, os serviços envolvidos no plano de contingência participaram de reuniões durante a semana. O município separou caminhões para retirar moradores e transportar móveis. “Fizemos reuniões com diversos serviços, entre os quais para a disponibilidade de caminhões. Por enquanto, estamos organizando. Já estamos fazendo a necessária remoção de famílias”, afirma o
coordenador da Defesa Civil de Lajeado, tenente-coronel Marcelo Maya, que complementa: “estamos monitorando a bacia, verificando a quantidade de chuva e, por enquanto, não há alteração no nível do rio.” Caso a inundação se confirme, a Defesa Civil de Lajeado estima que os primeiros efeitos apareçam entre domingo e segunda-feira. A ausência de elevação na sexta não reduz o alerta, pois existe um intervalo entre a chuva na parte alta e a chegada da água ao município.
O Estado também desloca para Lajeado uma estrutura de apoio aos municípios. O centro logístico terá cestas básicas, kits de higiene, geradores, equipamentos de internet via satélite Starlink e telhas. A estratégia muda o momento da mobilização na comparação com a enchente de junho. Naquele episódio, falhas no repasse das informações e na chegada do apoio apareceram durante a resposta. Agora, os materiais ficam na região antes da elevação do rio. São 30 geradores, 15 antenas de internet e dezenas de kits. A quantidade inicial considera uma projeção de demanda. Se os municípios precisarem de mais equipamentos ou materiais, a coordenadoria solicitará novos lotes ao Estado, realça Alves.
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A P R E S E N TA D O P O R :
PAT R O C Í N I O :
Ele resgatou 140 na madrugada mais desesperadora de Roca Sales O celular de Sérgio Francisco Benini recebeu pelo menos 200 pedidos de socorro até que a bateria acabasse, às 2h da madrugada. Às 6h, ele havia colocado em terra firme 140 pessoas
Andreia Rabaiolli
andreia@grupoahora.net.br
O
empresário Sérgio Francisco Benini, 54, salvou 140 pessoas da enchente em Roca Sales, em 2023, e ficou conhecido como herói gaúcho. Ainda hoje, ele lembra da noite em que não parou, não comeu, não dormiu, para atender às centenas de pedidos de socorro. Com a ajuda do amigo Luiz Grazziolli e um barco a motor, eles passaram a madrugada retirando pessoas
das águas. “Quando você está em uma cidade pequena e conhece as pessoas, impossível não ajudar”. Benini estava em viagem com a família no Paraná ao ser informado das chuvas no Estado. A ponte de Nova Roma já havia ruído. Ele acelerou a vinda, já pensando na estratégia que faria para ajudar os afetados. Ao chegar, pegou o barco a motor e contatou o amigo Luiz. Começaram a navegar pela cidade, visitando as partes destruídas, curtumes, indústrias e o Centro. A água subia um metro e meio por hora. “Enquanto retirávamos uma família de casa, a moradia vizinha já estava ilhada, tamanha a velocidade da água”, relembra. Benini resgatou pessoas dos telhados, dos forros e de dentro de supermercados inundados. Também das casas submersas. Percebeu a situação devastadora ao navegar no nível das janelas. “Eu disse ao meu amigo, é totalmente diferente do que estávamos acostumados”. O nível da água se elevou até ele alcançar os fios de luz. O barco passava rente aos cabos. “Foi surreal”. A luz caiu à meia-noite e isso os protegeu. Fora do perigo dos condutores, puderam salvar pessoas sem temer a eletricidade. Em uma das buscas, ingressaram no STR Supermercados inundado. Navegaram por cima das gôndolas. Quando perceberam que a porta iria se fechar, conseguiram sair e prosseguiram o socorro.
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Quando você está em uma cidade pequena e conhece as pessoas, impossível não ajudar” SÉRGIO BENINI
200 mensagens de socorro
Sem fome, nem sede, Benini mantinha a força a cada resgate. Tornou-se a referência do socorro, por ser o único piloto experiente de barco naquela metade da cidade. A informação de que era o único resgate se espalhou naquela madrugada como rastilho de pólvora. Sabia que não podia parar. Um minuto representava uma vida. “Cada ligação me deixava mais motivado”. Na madrugada, a bateria do celular pifou. Havia 200 mensagens de
Sérgio Francisco Benini foi reconhecido por sua atuação voluntária e heroica no resgate de moradores de Roca Sales durante a enchente que assolou o estado em 2023
socorro até aquele momento. Os resgates prosseguiram até as 6h, mesmo sem comunicação. Quando Roca Sales amanheceu, Benini viu a cidade despedaçada. Deixou o barco de lado e assumiu o trator. Com ele, começou a lavar as casas que restavam. Ainda no mesmo dia, ouviu a rádio da cidade chamá-lo de herói. Surpreendeu-se com o termo. Mais pessoas começaram a nomeá-lo assim. “Eu nunca pensei em fazer para ser reconhecido. As pessoas nos abraçavam e choravam”. Naquele momento, Roca Sales alçava o nome de três pessoas: além de Benini, os amigos Luiz Grazziolli e Jeremias Ferrari também ganharam reconhecimento. A cidade destroçada tinha seus va-
ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE SÉRGIO
Ato de bravura: Benini, Luiz Grazzioli e Jeremias Ferrari depois da madrugada de salvamentos
lentes. A população estava traumatizada. Chorava por consolo.
A história de Benini
Benini nasceu em Roca Sales. O pai, ferreiro, ensinou a ele a importância da comunidade. Por isso, para o empresário, a criação tem muito a dizer sobre o ato voluntário. “Quem tem bom coração sempre vai ajudar”. Roca Sales sofre com as enchentes há muitas décadas. Na inundação de 2020, Benini se propôs a auxiliar os amigos atingidos com sua embarcação. Foi o início dos resgates náuticos, que lhe deu experiência para o superesforço da catástrofe em 2023. E 2023 o preparou para a tragédia de 2024. Houve danos fenomenais, mas nin-
guém morreu afogado. “Eu dirigi o barco com consciência, eu sabia o que estava fazendo”. Sua experiência o habilitou a salvar com eficiência e segurança.
Reconhecimento
O ato heroico de Benini e dos amigos chegou a todo o país. Inúmeras foram as imagens visualizadas nas redes sociais de Norte a Sul. Eles foram homenageados em Porto Alegre e receberam medalhas de heróis. Ele passeia pelos locais em que esteve de barco. Vislumbra a cidade e garante: “Roca Sales se reergue. O nosso povo é trabalhador”. E no fim, murmura quase como uma profecia divina. “Se Deus quiser, não haverá mais enchentes”
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383,6 MIL HABITANTES
População do Vale se mantém estável
Boqueirão do Leão
Cinco menores
Vespasiano Corrêa – 1.851 Relvado – 1.825 Pouso Novo – 1.771 Canudos do Vale – 1.686 Coqueiro Baixo – 1.308
Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
Lajeado – 96.883 Teutônia – 34.024 Estrela – 33.263 Taquari – 25.963 Encantado – 23.521
FELIPE NEITZKE
Estimativa do IBGE aponta sete moradores a mais em relação a 2025. Lajeado concentra 96,8 mil habitantes e representa um quarto da população dos 38 municípios
Vale do Taquari tem 383.645 habitantes, conforme a estimativa populacional de 2026 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo considera os 38 municípios da região e tem como data de referência 1º de julho. Em relação à estimativa de 2025, houve aumento de sete pessoas, variação de 0,001%. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira, 28. A diferença entre as duas estimativas indica estabilidade no número de moradores da região. A série também mostra uma mudança em relação ao Censo de 2022. Naquele levantamento, os 38 municípios somavam 372.308 habitantes. Desde então, o número estimado aumentou em 11.337 pessoas, cerca de 3,05%. A estimativa populacional serve de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos. O número também é usado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios (FPM). Segundo o coordenador do IBGE em Lajeado, Paulo Hamester, o
Cinco maiores
População de Lajeado corresponde a 25% do total da região
cálculo ocorre em etapas. Primeiro, o instituto estima a população do país. Depois, calcula os números dos estados e, por fim, chega aos municípios. O procedimento utiliza a variação observada entre os censos para definir a tendência. Municípios que registraram redução de moradores tendem a manter essa trajetória. O mesmo ocorre com cidades que apresentaram aumento da população, diz Hamester. Lajeado segue como o município mais populoso do Vale, com 96.883 habitantes. O número corresponde a cerca de 25% da população regional. Na sequência aparecem Teutônia (34.024), Estrela (33.263), Taquari (25.963), e Encantado (23.521). Juntas, as cinco cidades mais populosas reúnem 213.654 habitantes, cerca de 56% do total considerado na estimativa. Na outra ponta, Coqueiro Baixo tem 1.308 habitantes e ocupa a
última posição entre os municípios da região.
Crescimento A comparação entre 2022 e 2026 mostra que o aumento da população não ocorre na mesma proporção entre os municípios. Cruzeiro do Sul apresenta uma das maiores diferenças. A cidade tinha 11.600 habitantes no Censo de 2022 e aparece com 12.574 na estimativa de 2026. São 974 pessoas a mais, alta de 8,4%. Os números também mostram municípios com redução. Doutor Ricardo passou de 1.988 habitantes em 2025 para 1.924 na estimativa de 2026.
Mudança demográfica Para a presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, a estabilidade ocorre após um
ESTABILIDADE NO RS
Venâncio Aires
O comportamento demográfico do RS ajuda a explicar a variação registrada no Vale. Em 2026, o Estado teve o terceiro menor crescimento populacional do país, sem apresentar variação expressiva. O índice ficou acima apenas dos registrados por Rio de Janeiro e Alagoas.
Onde estão os moradores do Vale?
período de crescimento. Ela ressalta que o Vale apresentou crescimento acima da média estadual nos últimos censos. O avanço esteve ligado à atração de moradores para a região. Depois dos eventos climáticos extremos, houve saída de pessoas para outras regiões e também deslocamentos entre municípios do próprio Vale. “Crescemos e estabilizamos”, resume a presidente. No entanto, na avaliação dela, a manutenção do número de moradores não representa um problema para a região. A análise considera o contexto dos eventos climáticos e a capacidade dos municípios de absorver os impactos.
11,3 mil habitantes a mais
383,6 mil habitantes em 38 municípios que no Censo 2022
3,05% de crescimento desde 2022
7 habitantes de crescimento entre 2025 e 2026
8,4% de crescimento em Cruzeiro do Sul desde 2022
2 municípios apresentaram redução entre Censo 2022 e estimativa 2026
6 cidades apresentaram variação de moradores entre 2025 e 2026
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MOVIMENTO DE INOVAÇÃO
Empreende+ discute inteligência artificial e economia em Encantado MATHEUS GIOVANELLA LASTE
Segundo dia do evento reuniu especialistas para debater cenário econômico, posicionamento digital e os riscos da inteligência artificial Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
ENCANTADO
O
Empreende+ RS 2026 encerrou sua programação em Encantado com o ciclo Inove+, dedicado à economia, aos negócios e à inteligência artificial. A jornalista econômica Giane Guerra abriu a noite avaliando o cenário para tomada de decisões de negócio. “Temos um cenário macroeconômico bem desafiador. No momento, temos uma taxa de juro muito elevada, um endividamento das pessoas bastante alto e estamos num ano de eleição que começou com uma guerra com impacto inflacionário no mundo todo”, afirmou. Para ela, reconhecer os obstáculos com antecedência é o que permite às empresas reagir melhor: “Quem consegue enxergá-los bem e antes consegue buscar alternativas para driblar os desafios da economia e tomar decisões de negócios de forma mais acertada”. Na sequência, o público teve à disposição duas atividades simultâneas. No palco principal, Lucas Ferro, especialista em marca e posicionamento digital, defendeu que redes sociais e
Rodrigo Dalla Vecchia, CEO da EVCOMX, empresa de inteligência artificial fundada em Encantado, foi a atração do palco alternativo
conteúdo pessoal ampliaram as possibilidades de construção de relevância profissional. “Hoje a gente tem uma oportunidade única que não tinha alguns anos atrás, e não sabe se vai ter depois: a de se posicionar, de criar relevância. Isso está disponível para todos”, disse. Questionado sobre o que é preciso para dar esse passo, respondeu: “Isso exige coragem e sair da sua zona de conforto. Mas os benefícios que acompanham são muito grandes”.
Trajetórias e mudança No palco alternativo, Rodrigo Dalla Vecchia, CEO da EVCOMX, empresa de inteligência artificial fundada em Encantado, comentou a trajetória do próprio Encanta Hub antes de abordar sua palestra: “É similar à de um empreendedor que inicia com um sonho e vai batalhando até começar a se realizar”. Sobre o conteúdo apresentado, adiantou: Falei da trajetória da EVCOMX, o que a gente fez, onde a gente está, quais as dificuldades. E aproveitei para falar de inteligência artificial: os conceitos, o estado atual e o que acho que vai acontecer nos próximos 12 meses a dois anos”. Encerrando a programação, o
doutor em inovação Juan Pablo Boeira defendeu que o debate sobre inteligência artificial avançou da produtividade para a governança. “O mundo acha que o foco de uso da inteligência artificial é a produtividade, reduzir custo, melhorar velocidade. Só que essa agenda já passou, isso já ficou para trás”, afirmou. Segundo ele, o essencial agora é outro. “Não adianta simplesmente desenvolver um agente de inteligência artificial se a gente não fizer isso dentro de regras de governança, de compliance, de cibersegurança, de ética, de rastreabilidade e transparência”, disse. O especialista também projetou mudanças no mercado de trabalho com o avanço da inteligência artificial geral (AGI). “Daqui pra
É similar à de um empreendedor que inicia com um sonho e vai batalhando até começar a se realizar” RODRIGO DALLA VECCHIA CEO DA EVCOMX
frente, num espaço de tempo muito curto, a gente vai ter somente três atores nas empresas: o dono da empresa, quem é muito especialista, e os robôs humanoides”.
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FORMAÇÃO MUSICAL
Jovens músicos encerram 44º Encore
DANIELY SCHWAMBACH
CRISTIANO EGON LEONHARDT REGENTE DA ORQUESTRA
Eles precisam observar, ouvir, esperar, ajustar e perceber que o resultado depende de todos.”
Cristiano Egon Leonhardt explica que os primeiros ensaios em Estrela são divididos por naipes e grupos de instrumentos. Depois, os 300 jovens passam a tocar juntos para os últimos ajustes. “Eles precisam observar, ouvir, esperar, ajustar e perceber que o resultado depende de todos”, destaca. Para Cristiano, esse processo transforma a música também em exercício de convivência. Cada instrumento mantém a própria voz, mas precisa encontrar espaço dentro de uma construção coletiva.
Quinze escolas, uma orquestra
Encontro de todos os instrumentistas ocorre apenas durante o evento
Encontro reúne 300 estudantes de 15 escolas do Rio Grande do Sul no Colégio Martin Luther. Após dois dias de ensaios, apresentações e intercâmbio, programação termina neste sábado, 29, com culto e nova apresentação da Grande Orquestra Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
I
nstrumentos que chegaram a Estrela separados por quilômetros de distância passaram os últimos dois dias em busca da mesma sintonia. Cerca de 300 jovens músicos, de 15 escolas do Rio Grande do Sul, encerram neste sábado, 29, a participação no 44º Encore, Encontro Nacional de Conjuntos Instrumentais da Rede Sinodal de Educação. Desde quinta-feira, 27, o Colégio Martin Luther (CML) se tornou ponto de encontro para estudantes que compartilham
a música, mas carregam experiências construídas em diferentes escolas. Entre ensaios por naipes, apresentações individuais das orquestras e momentos de convivência, o grupo se prepara para um dos pontos altos da programação: reunir os 300 instrumentistas em uma única formação. A Grande Orquestra se apresentou na noite de sextafeira e volta a tocar neste sábado, durante o culto de encerramento, às 10h, no Ginásio Ito Snell. O momento chama atenção também pelo pouco tempo que os jovens têm para ensaiar juntos. A preparação começa meses antes. Em março, os regentes das instituições participantes definem
KARIN KERN DIRETORA-GERAL
Cada pessoa tem sua individualidade, mas é na capacidade de ouvir o outro, de respeitar tempos diferentes e construir em conjunto que conseguimos chegar mais longe.” o repertório e cada escola passa a trabalhar as mesmas músicas separadamente. O encontro de todos os instrumentistas ocorre apenas durante o Encore. Regente da Orquestra do Martin Luther, o professor
Ao longo dos dois primeiros dias, cada instituição também apresentou o trabalho desenvolvido com os estudantes. Nove orquestras subiram ao palco na quinta-feira. Outras seis se apresentaram na sexta, antes da formação da Grande Orquestra. Cristiano acompanha a formação musical do Martin Luther desde 2010. No colégio, o contato com instrumentos começa ainda em sala de aula, com atividades como a flauta doce, e pode avançar para aulas individuais, em duplas ou trios. A instituição mantém ainda uma orquestra preparatória, voltada aos estudantes mais novos. A partir do sexto ano, os alunos podem ingressar na orquestra principal. “Há muitos anos desenvolvemos um trabalho com flauta doce também em sala de aula, e esse trabalho vem trazendo bons resultados, que resultam no trabalho com a orquestra da escola”, conta Cristiano.
Escola e famílias mobilizadas Sediar o encontro também exigiu uma mobilização que ultrapassou a estrutura do colégio. Além da organização dos espaços para ensaios e da alimentação dos participantes, famílias da comunidade escolar e de Estrela receberam em casa estudantes que precisavam permanecer no município durante as duas noites. Conforme a diretora-geral do Martin Luther, Karin Kern, a preparação começou com antecedência e envolveu a busca por famílias dispostas a acolher os visitantes. “A receptividade das famílias foi muito boa. Conseguimos acomodar todos os jovens que chegaram aqui das escolas da rede”, afirma. Para Karin, o intercâmbio propor cionado pelo Encore está justamente entre os aspectos que tornam a experiência diferente de uma apresentação musical convencional. Durante três dias, estudantes que até então ensaiavam em cidades diferentes passam a dividir não apenas o palco, mas refeições, espaços da escola e novas amizades. “Durante esses três dias, nossa escola será um espaço de encontros, novas amizades, aprendizagens e experiências que certamente permanecerão na memória dos estudantes”, destaca. DIVULGAÇÃO
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Lente Social Lisi Costa
Leila Franz
Aura Day chega ao mercado em noite sunset
Verenice Immich, Gabriela Jacinto, Karine Costa Bergjohann e Caroline Rohr
Jaqueline, Thallya, Jordana, Alana, Bianka, Merilin, Kethllyn, Kailani, Júlia e Isabela
E Jairo Bicca, William Dreissig Bicca e Diego Baldissera
m clima de sunset, a Aura Day foi lançada oficialmente no dia 16 de agosto, reunindo empresários e influencers da região e de todo o Estado em um evento marcado por estilo e celebração. A nova marca de suplementação feminina tem à frente os sócios William Dreissig Bicca, Jairo Bicca e Dr. Diego
Baldissera. A Aura Day apresenta um suplemento feminino em pó 3 em 1, desenvolvido com mais de 25 ingredientes naturais, fibras, vitaminas e minerais, no sabor pink lemonade. A proposta é proporcionar menos inchaço, menos irritação e mais disposição para a rotina feminina, de forma prática e simples.
Encontro da Mulher S/A no salão da Acil Liderança Feminina e o desafio geracional foram o foco do evento promovido por Gabriela Jacinto em Lajeado. O 11º Encontro da Mulher S/A ocorreu nessa terça, dia 25 de agosto no salão de eventos da Acil. Gabriela conduziu o tema sobre liderança feminina e Adriana Borgelt, da 3F1B Móveis Estratégicos, foi o case inspiração da noite com o tema: o desafio de liderar diferentes gerações na mesma equipe. O último evento do ciclo 2026 ocorrerá no dia 24 de novembro em Teutônia.
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Celebração do Diamond Life Na terça-feira, 25, a Construtora Diamond realizou o evento de celebração do Diamond Life, em Lajeado. O encontro marcou a entrega das áreas condominiais de uso comum do empreendimento, que possui a maior área construída e a maior estrutura condominial já entregue pela construtora. Na noite, moradores e convidados foram apresentados aos espaços completos de convivência, lazer
Bem Receber na Attual Flores
e bem-estar. O conceito das áreas comuns foi pensado para oferecer diferentes possibilidades de uso ao longo da rotina. O empreendimento conta com academia, Espaço Zen, Sala de Jogos, coworking, Espaço Grill, salão Pub, salão de festas, salão de festas infantil, Espaço Kids, Espaço Games, quadra poliesportiva, playground, Espaço Pet e diferentes áreas de convivência, entre outros ambientes.
O empresário Roger Kronbauer, recebeu amigos, clientes e parceiros em um encontro especial, para celebrar e compartilhar novidades, tendências e inspirações para o universo das festas. O encontro Bem Receber ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto nas dependências da Attual Flores, espaço lindo criado para reunir marcas, empresas, profissionais e clientes para compartilhar experiências que transformam encontros em momentos especiais. Roger Kronbauer e Adriana Pretto Enger, da Brava Forma, uma das parceiras do Bem Receber
Almoço na Cacis Estrela Sidnei, Gustavo, Hugo e Daniel Schmidt
A relevância do planejamento de uma sucessão das empresas, negócios ou prestadores de serviço, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte, foi tema da reuniãoalmoço da Cacis Estrela. A reflexão foi trazida pelo advogado Bruno Augusto François Guimarães. O evento ocorreu nessa sexta, 28.
Rodrigo Tomasi, Bruno Guimarães e Leandro Kremer
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www.coquetel.com.br
Atrativo de piscina, permite admirar a paisagem Associe; relacione
© Revistas COQUETEL
Trama Frequenta a Praia de Avançado Tambaba (PB) em idade
Surrealismo ou Impressionismo
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Evento literário de SP, em 2026 Cantor de "Todo Azul do Mar"
Via de cruzeiros em Dresden (ALE)
Cobranças descontadas da conta-corrente
Rita Lee, cantora de "Reza"
Mensagem enviada para alguém
A
Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) retomou, por volta das 14h dessa sexta-feira,
Acúmulo de pus decorrente de inflamação Parte da palavra Censurado; criticado
Função trigonométrica (Mat.)
Ctrl + (?): atalho para salvar, no Word
Período de tempo muito longo
Indicação da bússola (abrev.)
Sílaba de "tenente"
Pop (?): consagrou Andy Warhol Novak Djokovic e Bia Haddad (esp.) O membro mais velho de um grupo Sigla do Texas, nos EUA
Transforme um livro em filme Conduta do falso amigo (bras. fam.)
Exame, em inglês
(?) Armstrong, astronauta dos EUA
MIRGA LAGEMANN, 81, faleceu na sexta-feira, 28. O velório ocorre na Igreja de Linha Harmonia Baixa, em Teutônia. O sepultamento ocorre neste sábado, 29, às 9h, no cemitério luterano da mesma comunidade.
Remo, em inglês (?)-lama: o Buda Vivo Navegador; marinheiro
3/bas — oar. 4/exam — take. 7/danrlei.
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Solução O M M
M U B R B O RD A I N F I N I TA V I N C U L E O R I O D A N RL E I M I S S I V A L F S E N O S I L A B A B A S N F R AT O T A K E V Ã S B C O N S C I E N C I A A T R N E O N R E N I S T A S C E M U R S AD A E N I O R O A R X N E I L P I N A U T A A L AD O D I T I E S C
T I S T I
23/09 - 22/10 23/10 - 21/11
Virgem: Amor e relacionamentos ganham destaque. Surpresas ajudam a iniciar um ciclo de realizações.
22/11 - 21/12
23/07 - 22/08
Leão: Emoções profundas pedem mudanças. Organize as finanças, converse com franqueza e encerre ciclos.
Sagitário: Reencontros e assuntos familiares movimentam o dia. A vida social cresce e planos ganham força.
22/12 - 19/01
21/06 - 22/07
Câncer: Novas perspectivas e ideias favorecem mudanças. Comunicações fluem e um projeto iniciado agora pode durar.
Escorpião: Aproveite momentos intensos, revele talentos e deixe preocupações de lado.
Capricórnio: Reencontros e notícias movimentam o dia. Cuide das palavras e leia documentos com atenção.
20/01 - 18/02
21/05 - 20/06
Gêmeos: Resultados e reconhecimento chegam. Uma entrega termina bem, mas novas responsabilidades surgem.
Libra: Cuide do corpo, da rotina e do descanso. Finalize tarefas e reveja hábitos para aliviar tensões.
Aquário: Ganhos e reconhecimento mostram o valor do seu trabalho. Reveja preços, evite excessos.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04 20/04 - 20/05
Touro: Semana termina com alegria, boas companhias e conquistas em grupo e celebrações ganham destaque.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO Áries: Sentimentos vêm à tona. Resolva pendências, desacelere e organize ideias. Uma boa notícia financeira chega.
A EGR recorreu da decisão judicial que havia determinado a suspensão da tarifa enquanto a ponte sobre o Rio Guaporé, entre Encantado e Muçum, permanecer interditada. A empresa conseguiu uma liminar para reverter a determinação e restabelecer a cobrança. A suspensão havia sido determinada pelo Juizado da Vara Estadual de Ações Coletivas após ação apresentada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Muçum. A decisão considerava a interdição da ponte, que passa por obras de recuperação após danos em um dos pilares. Com a nova decisão, as cancelas da praça voltaram a operar normalmente na tarde de sexta. Por outro lado, a reabertura da ponte para a circulação de pedestres e veículos depende das condições verificadas na estrutura e da situação do Rio Guaporé nos próximos dias.
OBITUÁRIO
Latim (abrev.)
Matériasprimas negociadas no mercado
BANCO
AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 042/2026: Contratação de empresa para prestação de serviço de impressão de material didático. ABERTURA: 15.09.2026. HORÁRIO: 08 horas. PREGÃO ELETRÔNICO Nº 043/2026: Registro de preços para aquisição de seringas estéril para aplicação de insulina. ABERTURA: 16.09.2026. HORÁRIO: 08 horas. CONCORRÊNCIA Nº 015/2026: Contratação de empresa para execuçã de ampliação da Unidade Báscia de Saúde do Bairro Bela Vista. ABERTURA: 08.10.2026. HORÁRIO: 08 horas. CONCORRÊNCIA Nº 016/2026: Contratação de empresa para execução de reconstrução de ponte na Rua João Antônio Rauber, no Bairro Rui Barbosa. ABERTURA: 09.10.2026. HORÁRIO: 08 horas. Os editais estão disponíveis no site: www.arroiodomeiors.com.br, no menu link Licitações. Maiores informações podem ser obtidas junto ao Setor de Licitações da Prefeitura de Arroio do Meio (RS), pelo e-mail: licitacao@arroiodomeiors.com.br. Arroio do Meio, 29 de agosto de 2026. Sidnei Eckert - Prefeito Municipal
Baixo, em francês As promessas feitas pelo mentiroso
Sentimento do próprio dever
28, a cobrança de pedágio na praça de Encantado, na ERS-129. A medida ocorre dois dias após a empresa levantar as cancelas e liberar a passagem dos veículos sem cobrança.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARROIO DO MEIO
Animal que transmite a leptospirose
Tomada ininterrupta do filme (Cin.)
EGR retoma cobrança de pedágio em Encantado VALE DO TAQUARI
Político brasileiro e ex-goleiro do Grêmio
Irmão de príncipe herdeiro
REVIRAVOLTA NA JUSTIÇA
Peixes: Lua cheia traz emoções, visibilidade e recompensas. Um ciclo se completa e é hora de brilhar.
SIDONI WEBER, 82, faleceu na sexta-feira, 28. O velório ocorre na Capela Velatória Paz do Bairro Teutônia. O sepultamento ocorre neste sábado, 29, às 10h30min, no Cemitério Evangélico Paz do Bairro Teutônia. MÁRCIA PAULA ARNHOLD, 44, faleceu na sexta-feira, 28. O velório ocorre na Sala “B” das Capelas Diersmann, do bairro Alto da Bronze, em Estrela. O sepultamento ocorre neste sábado, 29, às 11h, no Cemitério Católico de Estrela. JOSÉ ARMANDO SULZBACH, 88, faleceu na sexta-feira, 28. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Novo Paraíso, em Estrela. CLARI THERESINHA GREGORIE FLECK, 95, faleceu na sexta-feira, 28. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Bela Vista, em Arroio do Meio. NORBERTO LUIZ PLETSCH, 53, faleceu na quinta-feira, 27. O sepultamento ocorreu no cemitério da Comunidade Católica de Santa Inês, em Poço das Antas. JULIETA GRASSI SCHUSSLER, 90, faleceu na quinta-feira, 27. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Doutor Ricardo. ILONE SCHMITZ, 49, faleceu na quinta-feira, 27. Os atos fúnebres ocorreram no Crematório Regional Memorial Organização Kist, em Venâncio Aires.
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MARCOS FRANK
ARTIGO UMAS & OUTRAS CARLOS MARTINI Administrador
PIFOU O EXAUSTOR?
Médico Neurocirurgião
O ORIENTE MÉDIO E SUAS MIRAGENS “Não é forte quem derruba os outros; forte é quem domina a sua ira.” Maomé
Na cozinha às vezes acontece, aí acumula um monte de gordura e costuma provocar uma fumaceira danada, inundando a casa toda e impregnando em roupas, móveis e eletrodomésticos. As patroas que o digam, que são bem mais antenadas e cuidadosas que nós nos ditos cujos afazeres da casa. É bem possível que no atual cenário político-eleitoral e institucional desse nosso Brasil cor-de-anil uma boa parte do eleitorado já tenha passado há tempos do ponto da fritura pura e simples e dentre outras etapas intermediárias já esteja chegando à exaustão em relação a determinadas estruturas de poder vigentes.
TEM CADA UMA...
... Que parece duas! A troco de que uma futura copa internacional de futebol feminino deveria interferir em calendários escolares bem consolidados e já devidamente ajustados com toda a comunidade interagente? O meu Cumpádi Belarmino diria que é uma “Ideia de Girico”, mas ele é meio solto das patas e curto e grosso no vocabulário, tem que dar um desconto. Hoje em dia é possível de alguns imaginarem que seja “misoginia” dele, porque a competição específica é feminina. Aí é como dizem os fronteiriços: Mas Bem Capaz! Ele sempre foi contra ajustar importantes calendários escolares e rotinas administrativas de serviços públicos consolidados por meras razões passageiras inclusive as desportistas, sejam elas femininas, masculinas ou trans em geral. Razões realmente emergenciais são outros quinhentos e tradicionalmente costumam ser muito bem administradas em cada instituição, de acordo com as respectivas circunstâncias, quando e se necessário. SAIDEIRA
O candidato à reeleição circulava pelo interior, bateu a fome e parou no bolicho do Cumpádi Belarmino. Pediu três ovos cozidos que estavam em conserva. Na hora de pagar: - Quanto lhe devo? - A conta deu 50 reais... - 50 reais por três ovos? É tão difícil encontrar ovos por aqui?? - Ovos até que é fácil, difícil é aparecer candidato depois de eleito...
MINHOCA NA SOPA Para as prefeituras que ainda detém capacidade fiscal, financiamentos para obras em mobilidade urbana local e intermunicipal ou outras podem ser muito relevantes. De fato são e mais importantes ainda se elas fomentarem potenciais novos eixos concretos de desenvolvimento urbano, inclusive gerando futuras capacidades de pagamento com recursos internos via contribuição de melhoria direta ou perspectivas de aumento de ampliação na arrecadação com IPTU, ISSQN, retornos do ICMS ou do IPI. Do contrário algumas áreas específicas seriam subsidiadas por outras, que também podem ter suas respectivas e relevantes prioridades. Se for para uma beneficiar uma população mais carente é até compreensível, mas não custa conferir como esses mesmos recursos poderiam ser aplicados onde a “porca torce o rabo” na real.
TORNEIRAS HIDRÁULICAS Meras transferências de consumo não costumam gerar riqueza adicional em nenhuma comuna, no mais das vezes dividem o quatro por dois ou trocam o seis por meia-dúzia. No frigir dos ovos o bolo continua sendo o mesmo. Aí pode ser tipo uma banheira que não enche nunca, porque a mesma água que entra pela torneira escapa pelo ralo. O evento X, o empreendimento Y, a obra pública Z, sempre são relevantes e até podem e devem ser muito badalados, mas qual influência e impacto real terão na alavancagem socioeconômica local atual e futura?
OS NÚMEROS SÃO MUITO INGÊNUOS E ainda mais quando muito badalados politicamente por determinadas fontes oficiais. Agentes econômicos mais relevantes, inclusive entre os segmentos formadores de preços, costumam ter suas próprias fontes de análise de cenários e de projeções de perspectivas. Se o tempo estiver pintando meio tenebroso pela frente não esperam a chuva cair, abrem o guarda-chuvas antecipadamente e se protegem com capa e galochas. O dito cujo mercado sabe onde aperta o calo e precifica até o futuro, com reflexos inclusive nos índices reais de aumento no custo de vida.
Muitos de nós ficamos a pensar em como os iranianos não foram ainda esmagados pela aparente superioridade militar americana. Já outros se perguntam o porquê dos israelenses terem perdido a paciência de negociar com os palestinos, e agora atacam sem piedade. Trump ainda é, de certa maneira, um neófito em assuntos do Oriente Médio, tanto que julga ser possível, ameaçar, blefar e assoprar como técnica de negociação e persuasão. Só que para entendermos a mentalidade islamica precisamos voltar quase 1400 anos no tempo... Era dia e o sol de 628 d.C. castigava as areias de Hudaybiyyah, próximo a Meca. Ali, homens de semblantes tensos negociavam seu destino. De um lado, os líderes da tribo Quraysh e do outro, o profeta Maomé e seus seguidores. O documento estendido sobre a mesa improvisada não trazia os gritos de vitória, mas antes o sussurro da diplomacia. Para os seguidores mais fervorosos do Islã, os termos assinados pareciam uma rendição humilhante, um recuo vergonhoso diante dos inimigos. O que ficaria conhecido como Tratado de Hudaybiyyah estabelecia uma trégua de dez anos. Naquele momento, a balança do poder pendia para os mecanos, e Maomé, reconhecendo a própria fraqueza militar, escolheu a caneta em vez da espada. Foi um recuo estratégico, uma pausa friamente calculada no tabuleiro do deserto. O tempo, no entanto, é o senhor das estratégias e, sob o manto da paz de Hudaybiyyah, o que parecia submissão transformou-se em incubadora de poder. Longe dos campos de batalha, os soldados se multiplicaram, as alianças foram costuradas e as armas forjadas silenciosamente. Dois anos depois quando a trégua foi rompida, as areias testemunharam a marcha de Maomé com uma força avassaladora. Meca caiu sem grandes resistências diante de um exército agora imbatível. O tratado que nascera como trégua, cumpriu seu verdadeiro propósito: ser a ponte entre a fraqueza de ontem e a conquista de amanhã. Séculos depois, o eco de Hudaybiyyah ainda ressoa como uma chave de leitura geopolítica. Analistas modernos olham para os atuais acordos de paz no Oriente Médio através das lentes daquela tarde de 628 d.C. E sob essa perspectiva, a diplomacia na região muitas vezes não reflete um desejo verdadeiro de coexistência, mas sim a reedição da velha lição do deserto, onde a paz vira um instrumento de engano legítimo: o sinalizador de que um lado, por estar temporariamente fraco, recua estrategicamente para se rearmar, fortalecer-se e, no momento exato, retomar a marcha interrompida.
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OFF-ROAD
RELVADO RECEBE 8º ENCONTRO DE TRILHEIROS ARQUIVO A HORA
Evento reúne motociclistas para um percurso de 70 quilômetros por estradas e trilhas off-road da região
Evento ocorre neste domingo, com 70 quilômetros de percurso, café da manhã, almoço e estrutura de apoio aos participantes
A
lama, a adrenalina e a paixão pelas trilhas tomam conta de Relvado neste domingo com a realização do 8º Encontro de Trilheiros. O evento reúne motociclistas para um percurso de 70 quilômetros por estradas e trilhas off-road do município e da região. A programação começa às 7h, com café da manhã aos partici-
pantes. A largada está prevista para as 8h30min, enquanto o retorno e a previsão de término ocorrem ao meio-dia. Após a trilha, os participantes ainda terão almoço. Além do percurso, o encontro conta com equipe de apoio e resgate ao longo de toda a trilha, com estrutura voltada à segurança dos motociclistas. A organização
também preparou camisetas para os 150 primeiros inscritos. As inscrições antecipadas custam R$ 120. No dia do evento, o valor passa para R$ 130. As inscrições podem ser feitas pelo site TrilhaNafoco.com.br. Informações também estão disponíveis pelo telefone (51) 99513-3941. A proposta do encontro é unir o esporte, a aventura e a confraternização entre os participantes. Com 70 quilômetros de trilha, o percurso promete desafios para quem busca uma experiência de off-road ao lado de amigos e outros apaixonados por motocicletas.
MUNICIPAL SEGUE COM JOGOS NO INTERIOR
Cruzeiro é uma das equipes envolvidas no Municipal de Santa Clara SANTA CLARA DO SUL
O primeiro turno do municipal de campo de Santa Clara do Sul chega ao fim neste domingo com a disputa da terceira rodada. Os jogos ocorrem no interior da cidade, nas comunidades de
Sampainho e Chapadão. Em Chapadão, o líder Sercha mede forças com o lanterna Cruzeiro. Uma vitória dos donos da casa encaminha o time como a melhor campanha na fase classificatória. No outro jogo, em Sampainho, a Aser Sampainho encara o
Esportivo na briga pela segunda colocação. A classificação da categoria principal tem Sercha (6 pontos), Sampainho (3), Esportivo e Cruzeiro (1). Já no aspirante o Cruzeiro lidera com 4 pontos, seguido de Esportivo (3), Sampainho (2) e Sercha (1).
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ENTRE OS CLÁSSICOS
DUPLA GRE-NAL BUSCA REAÇÃO ANTES DE DECISÃO PELA COPA DO BRASIL Grêmio recebe a Chapecoense na Arena, enquanto Internacional encara o Bahia fora de casa. Pressionados na parte de baixo da tabela, rivais precisam pontuar para ganhar tranquilidade antes do clássico decisivo
Caetano Pretto caetano@jornalahora.inf.br
A
semana não permite descanso para Grêmio e Internacional. Depois do empate sem gols no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, os dois clubes voltam as atenções para o Campeonato Brasileiro com a necessidade de somar pontos. O Tricolor recebe a
Chapecoense, na Arena, enquanto o Colorado enfrenta o Bahia, na Fonte Nova, ambos no domingo, 30. O momento dos gaúchos na competição nacional é de alerta. A proximidade da zona de rebaixamento aumenta a pressão sobre as equipes, que precisam dividir o foco entre a luta por recuperação no Brasileirão e a decisão da vaga na Copa do Brasil, marcada para quinta-feira, na Arena.
GRÊMIO TENTA APROVEITAR FATOR CASA O Tricolor chega para a rodada depois de uma sequência de resultados irregulares no Brasileirão. Com campanha abaixo da expectativa, o time comandado por Luis Castro busca transformar a Arena em um ponto de retomada para se afastar da parte inferior da tabela. O adversário será a Chapecoense, em confronto marcado para domingo, às 18h30min. A partida é tratada como fundamental pelo Tricolor, que sabe da importância de conquistar pontos contra o adversário que ocupa a lanterna da competição. A comissão técnica gremista
deve fazer ajustes na equipe em razão da sequência de jogos decisivos. Alguns atletas podem ser preservados após o desgaste do clássico contra o Internacional, estratégia adotada para evitar problemas físicos antes da partida de volta pela Copa do Brasil. Kannemann, Marlon e Krovinovic são atletas que não devem começar o jogo. Noriega, suspenso, também é ausência. O provável Grêmio tem: Weverton; Diego Caito, Gustavo Martins, Wallace e Pedro Gabriel; Danilo Barbosa, Villasanti e Gabriel Mec (Tetê); Pavón, Amuzu (Jovane Cabral) e Carlos Vinícius.
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
INTER ATRAVESSA O BRASIL
Rivais chegam na 25ª rodada iguais na tabela, com apenas um ponto de vantagem sobre o primeiro time dentro da zona de rebaixamento
Do outro lado, o Internacional encara um desafio ainda mais complicado. O Colorado visita o Bahia, domingo, às 19h30min, na Arena Fonte Nova. Enquanto o Bahia faz campanha na parte superior da tabela, o Inter tenta recuperar estabilidade após uma sequência negativa no campeonato. A equipe comandada por Paulo Pezzolano precisa pontuar fora de casa para evitar maior aproximação da zona de rebaixamento e reduzir a pressão antes da decisão contra o Grêmio. O duelo também exige atenção pelo aspecto físico. Paulo Pezzo-
lano deve administrar o elenco e montar um time alternativo para o jogo com preservação de alguns titulares. Sem tempo para treinar, o possível Inter tem: Matheus Cunha; Aguirre, Félix Torres, Maripán e Matheus Bahia; Villagra (Thiago Maia), Paulinho, Eliasson e Calebe; Alan Patrick e Carbonero. Grêmio e Internacional chegam ao fim de semana com a mesma necessidade: somar pontos antes de voltar a disputar o Gre-Nal mais importante do ano. Resultados ruins podem até colocar os dois rivais juntos na zona de rebaixamento.
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COPA CERTEL/SICREDI
QUINTA RODADA PODE DEFINIR PRIMEIROS CLASSIFICADOS
Rodada deste domingo terá jogos decisivos na categoria Principal, com equipes em busca da classificação e dois confrontos diretos pela vaga Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
A
Copa Certel/Sicredi promove neste domingo a quinta rodada da competição. Se as condições climáticas permitirem a realização dos jogos, a rodada pode definir os primeiros classificados para a fase eliminatória da categoria Principal. Um dos destaques está em Progresso, onde o Gaúcho recebe o Cruzeiro. Se vencer, a equipe confirma a classificação e ainda ajuda Brasil e Juventude de Guaporé, que também podem garantir vaga. Outros times entram em campo com a possibilidade de avançar em caso de vitória. É o caso do Imigrante, que enfrenta o Gaúcho de Teutônia; do Tiradentes, que
encara o Internacional; e do Serrano, que recebe o 11 Amigos. O jogo entre Imigrante e Gaúcho pode ser conferido na página do A Hora Esportes no Youtube, a partir das 14h30min e também no 102.9 da Rádio A Hora.
CONFRONTOS DIRETOS A rodada também terá dois confrontos diretos pela classificação. Em Taquari, o atual campeão Taquariense recebe o Nova Berlim e precisa vencer para seguir em situação confortável na disputa. Um empate ou uma derrota pode deixar a equipe sob risco de eliminação. Outro campeão regional que vive situação delicada é o Cana-
barrense. Em Teutônia, a equipe recebe o Juventude, de Westfália, em clássico decisivo. A vitória é fundamental para manter o time na briga por uma vaga na próxima fase.
ASPIRANTE O Juventude de Guaporé lidera com 12 pontos e já está muito próximo de confirmar a classificação. Boavistense e Estudiantes, com 9, também estão em situação favorável, enquanto Brasil e Imigrante, com 7, buscam encaminhar a vaga. Serrano, Juventude de Westfália e Internacional, com 6 pontos, seguem na disputa, assim como Tiradentes e Poço das Antas, que somam 5. A rodada pode aumentar a definição da parte de cima da tabela. EZEQUIEL NEITZKE
AGENDA 5ª Rodada Principal/Aspirante Taquari: Taquariense x Nova Berlim Arroio do Meio: Internacional x Tiradentes Marques de Souza: Brasil x Minuano Venâncio Aires: São Luiz x Boavistense Nova Bréscia: Imigrante x Gaúcho-Teutônia Teutônia: Canabarrense x Juventude-Westfália Encantado: Serrano x 11 Amigos Progresso: Gaúcho x Cruzeiro
Veterano Marques de Souza: Picada Flor x 5 de Junho Arroio do Meio – Cruzeiro x Cruzeiro Santa Cruz do Sul Santa Cruz do Sul – Flamengo x Assespe Lajeado – Penharol x Rudibar Teutônia – Ribeirense x Floriano Roca Sales: Concórdia x Projeto Guarani
Se as condições climáticas permitirem a realização dos jogos, a rodada pode definir os primeiros classificados para a fase eliminatória da categoria Principal
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ALÉM DAS QUATRO LINHAS
A CAMISETA ERA BRANCA. A MENSAGEM, NÃO
É importante discutir racismo na escola, na infância, no futebol, porque amanhã essas crianças vão ser os futuros torcedores”. MARCELO CARVALHO DIRETOR-EXECUTIVO DO OBSERVATÓRIO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO FUTEBOL
FOTOS: EZEQUIEL NEITZKE
sobre o que existe além das quatro linhas levou as professoras Andreia Siebeneichler e Kelly Treib a ampliar o trabalho para temas como racismo e representatividade. A experiência envolveu 33 alunos de três turmas, do 3º ao 5º ano, e transformou uma camiseta em espaço para que as próprias crianças se posicionassem.
Futebol abre a conversa
Projeto escolar transforma o interesse de crianças pelo futebol em experiência sobre racismo e representatividade Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
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athias Royer da Silva tem 10 anos e descobriu que o futebol pode ensinar muito mais do que nomes de
jogadores, resultados e escalações. Durante uma iniciativa sobre a Copa do Mundo, o aluno do 4º ano passou a pesquisar o racismo no esporte, ouviu relatos de preconceito e aprendeu a identificar expressões que antes não reconhecia como discriminatórias. Quando recebeu uma camiseta
branca para escrever o que havia aprendido, escolheu uma frase que resume parte da mudança vivida por ele e pelos outros 32 colegas da Emef Dom Pedro II, de Linha Hansel, em Venâncio Aires. “O negro não precisa ser coadjuvante, ele pode ser protagonista.” A proposta começou com um álbum de figurinhas da Copa do Mundo. A ideia era aproveitar o interesse das crianças pelo futebol para desenvolver atividades pedagógicas. Mas a pergunta
A atividade teve início em junho, junto com a Copa do Mundo. O álbum continua presente na rotina dos estudantes, com trocas de figurinhas e comemoração a cada álbum completado. O rumo da atividade começou a mudar quando Andreia levou para a escola uma camiseta da Liga Gaúcha de Futsal com a mensagem “não ao racismo”. A peça despertou a curiosidade dos alunos e serviu de ponto de partida para novas pesquisas. Foi assim que a turma conheceu o Observatório da Discriminação Racial no Futebol e chegou ao Protocolo Zero da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Os alunos passaram a discutir casos de discriminação, manifestação do preconceito e importância de denunciar. Durante as conversas, alguns perceberam que já haviam ouvido
A experiência envolveu 33 alunos de três turmas, do 3º ao 5º ano
expressões que não reconheciam como discriminatórias. “Os alunos trouxeram falas que já tinham ouvido, mas não sabiam que eram racistas e disseram que nunca mais falariam”, relata Andreia. A descoberta ampliou o objetivo. Não bastava dizer que o racismo é errado. Era necessário desenvolver a capacidade de identificá-lo. “Não basta apenas ‘não ser racista’. É preciso se posicionar diante dele e compreender que atitudes discriminatórias ferem”, afirma.
Camiseta vira expressão Depois das pesquisas e das conversas, as professoras propuseram uma atividade que
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KELLY TREIB PROFESSORA
Cada um entende que sua fala e seu pensamento são importantes na sociedade.”
colocaria os alunos como autores. Cada estudante recebeu uma camiseta branca. A tarefa era escrever uma mensagem contra o racismo. Cada criança deveria escolher as próprias palavras. Para Kelly, a liberdade de criação faz parte do aprendizado e mostra aos estudantes que suas opiniões têm valor. “Cada um entende que sua fala e seu pensamento são importantes na sociedade, que ele tem a liberdade de se expressar e defender suas ideias”, explica. As mensagens traduziram as reflexões feitas em sala. Além de Mathias, a aluna Luiza Fischer, do 5º ano, escreveu uma pergunta: “Por que as pessoas são racistas se por dentro somos todos iguais?” Já Adrielle Ferreira, do 3º ano, colocou na camiseta: “O racismo causa dor, vergonha e desconforto.” Antes de escrever, os alunos tiveram contato com uma dimensão do racismo que não estava nas
pesquisas sobre futebol. Eles ouviram uma história vivida dentro da própria escola.
Memória Silvania Inês de Carvalho é vice-diretora e professora da Emef Dom Pedro II. Também carrega experiências de racismo desde a infância. Convidada para conversar com as turmas, decidiu compartilhar a trajetória. Falou sobre apelidos, ofensas, exclusão e situações de solidão na escola. Ela contou que, em determinadas ocasiões, era a última pessoa escolhida pelos colegas quando não havia mais opções. O racismo deixou de ser apenas um conceito apresentado nas pesquisas. Passou a ter uma história e uma pessoa diante dos alunos. “Cada vez que abro essa caixinha do sofrimento relacionada ao
preconceito, ela vem carregadas de emoção”, conta. Silvania também propôs uma dinâmica para mostrar como as agressões podem deixar marcas. Cada aluno recebeu uma folha de papel. Conforme a conversa avançava, o papel era amassado para representar as diferentes situações de preconceito. Ao final, os estudantes abriram as folhas e tentaram recuperar o formato original. A folha voltou a ficar aberta. As marcas, porém, permaneceram. “Falei para eles evitarem deixar estas marcas no coração de alguém”, relata Silvania.
Na escola A conversa não parou nas experiências pessoais. Silvania provocou os estudantes a observar a presença de pessoas negras em espaços de decisão. Perguntou quantos médicos, dentistas,
bancários e outros profissionais negros eles encontram no cotidiano e quantas pessoas negras ocupam posições de poder. Ela defende que a escola trate do assunto ao longo do ano. “O objetivo é evitar que crianças cresçam naturalizando comportamentos discriminatórios”, pontua. O trabalho também chamou a atenção do Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Para Marcelo Carvalho, diretor-executivo da entidade, discutir racismo na infância pode influenciar não apenas os futuros torcedores, mas também as
famílias. “É importante discutir racismo na escola, na infância, no futebol, porque amanhã essas crianças vão ser os futuros torcedores”, afirma. O contato com o Observatório também levou os alunos a compreender que o racismo no futebol não se limita aos episódios mais conhecidos. Carvalho considera que reduzir a discussão aos xingamentos ou gestos racistas limita o entendimento do problema.
Próximo passo A etapa seguinte é levar o resultado do trabalho para a comunidade. A intenção é fazer com que o conteúdo chegue às famílias e a outras pessoas que tenham contato com a produção. A Copa abriu a porta. O racismo ampliou a discussão. As camisetas deram aos alunos a oportunidade de transformar o aprendizado em posicionamento. A mensagem, porém, já não cabe dentro dela.
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por Luciane Ferreira
Mais de 1,3 mil pessoas no Feirão de Imóveis O 1º Feirão de Imóveis, realizado no salão de eventos do Unicshopping, atraiu mais de 1,3 mil consumidores. A iniciativa do evento foi do Sindicato das Indústrias da Construção Civil e Similares do Vale do Taquari (Sinduscom-VT), com apoio da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). Para simular e viabilizar negócios estavam com estande a Caixa Econômica Federal, construtoras e imobiliárias. Os resultados foram considerados positivos. Um dos expositores chegou a agendar com possíveis clientes mais de 20 visitas a imóveis.
Negócios encaminhados e visitas agendadas confirmaram os bons resultados do evento
Sábado é
Domingo é
• Dia Nacional de Combate ao Fumo • Dia Internacional do Games • Dia Internacional Contra Testes Nucleares
• Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados • Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla • Dia do Vendedor de Loja • Dia Nacional do Perdão
Santo do dia: São João Batista
Delegado Itamar Reis assumia a Polícia Regional O diretor do Departamento de Polícia do Interior, Itamar Fernando de Souza, deu posse ao seu sucessor Itamar de Oliveira Reis. O novo delegado havia trabalhado na Regional de Santa Cruz do Sul e estava sendo transferido a Lajeado. Autoridades participaram da solenidade.
Santo do dia: São Félix e Santo Adauto
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HENRIQUE PEDERSINI
ROGÉRIO WINK
ARTIGO
Jornalista
Parque dos Dick pode “cruzar” a João Abott FELIPE NEITZKE
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
Feitos de encontros
S
É
uma ironia. O prédio que por muitos anos serviu de base para a Polícia Civil agora é “QG” de usuários de drogas. É sobre a estrutura do Centro, na rua João Batista de Mello. Após enchentes, um incêndio e a invasão, a estrutura não se justifica e precisa ser demolida, com certa urgência. Com o terreno disponível, a
alternativa mais viável é ampliar a abrangência do Parque dos Dick. “Cruzar” a rua João Abott e usufruir do excelente espaço. Aproveitá-lo para estacionamento de veículos, área de convivência, a exemplo do que foi feito no Parque Ney Santos Arruda. Trata-se de uma opção importante pelo fluxo atraído na área central pelo Hospital Bruno Born (HBB),
Site e aplicativo
escolas, comércio e demais serviços. Os vereadores, em sua maioria, defendem a demolição da antiga delegacia tão logo o município tenha a posse do terreno, o que depende da entrega da estrutura para a Polícia Civil no São Cristóvão. É mais que uma ação de infraestrutura, é simbólico disputar e devolver aquela área para a comunidade.
Longa investigação
Os detalhes surgirão na próxima semana, mas é possível afirmar que Lajeado finaliza os trâmites para colocar em funcionamento um site e aplicativo direcionados ao turismo. A iniciativa é da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Secel). E era-se em tempo! Com quase 100 mil habitantes, cabe a Lajeado ditar o ritmo do turismo com opções de hospedagem, gastronomia, entretenimento, eventos e outras potencialidades. A plataforma deve servir como um guia e cardápio com as possibilidades de turistar em Lajeado e, claro, nos demais municípios do Vale do Taquari. Bom, necessário e promissor investimento!
O assunto não está mais nos holofotes, mas sempre importante manter próximo: a investigação que envolve o ex-prefeito, Marcelo Caumo, prossegue pela Polícia Federal. Passadas as etapas de buscas e até prisão do exgestor, a fase agora é de análise documental. Conforme informações repassadas pelo delegado Marconi Silva, da PF: “Quanto à previsão de conclusão, acredito que só no início de outubro irão terminar a análise do material. Após a conclusão da análise por parte da equipe, serão necessários mais uns 15 dias para concluir a investigação. Ou seja, no mínimo no final de outubro a conclusão”. Há pouco tempo, Caumo reapareceu nas redes sociais e gravou um vídeo para interagir com seus seguidores em imagens gravadas próximas do Rio Taquari.
Nessa, a oposição venceu! É sobre o amplo, intenso e nada resolutivo debate sobre o aditivo contratual com a Corsan/Aegea pelo município de Lajeado. Ao que parece, as negociações esfriaram por completo e, dados os problemas de abastecimento nos bairros, é
inimaginável que um acordo para ampliar o vínculo seja formalizado neste ano. Muitas vezes, os vereadores de oposição em Lajeado pegam pesado nas críticas. Usam apelidos pejorativos, apegam-se em situações
que não representam a grandeza econômica local. Mas, neste caso, Éder Spohr (MDB) e outros nomes ligados à oposição estavam corretos desde o começo. Não há ambiente para defender a Corsan/Aegea em Lajeado neste momento.
eguidamente alguém me procura para conversar. Às vezes para trocar experiências, saber o que ando fazendo, falar de negócios, pedir uma opinião ou simplesmente colocar os assuntos em dia. A pergunta quase sempre aparece: onde podemos conversar? Muitas vezes minha resposta é a mesma: “Vamos no Quiero, da Av. Alberto Pasqualini”. Virou uma prática, um hábito. Chego lá, peço um café, às vezes um suco ou alguma coisa para comer, e a conversa começa. Mas passei a perceber que esse hábito não é só meu. Basta olhar um pouco para as mesas ao redor. Tem gente conversando sobre negócios, alguém com o notebook aberto, outros mostrando alguma coisa no celular. Duas pessoas que provavelmente marcaram aquele café para falar de um projeto, resolver um problema ou pensar numa oportunidade. Foi numa dessas vezes que reparei numa frase escrita na parede: “Somos feitos de encontros.” Pensei: é exatamente isso que está acontecendo aqui. O Quiero nasceu em Teutônia/RS, cresceu, virou franquia e levou sua marca para várias cidades do Brasil. Uma história interessante de empreendedorismo que começou por aqui. Mas existe algo na operação que talvez não apareça em números ou relatórios: o lugar se tornou um ponto de encontro. E isso tem valor. Vivemos uma época em que quase tudo pode ser resolvido pelo celular. WhatsApp, e-mail, reunião por vídeo e agora inteligência artificial. Falamos com qualquer pessoa, de qualquer lugar, em poucos segundos. Ganhamos tempo. Facilitou muito. Mas o olho no olho não perdeu seu espaço. Tem assunto que se resolve com três mensagens. Outros precisam de uma mesa, duas cadeiras e um café no meio. É nessas conversas que muitas vezes aparece aquilo que não estava previsto. Uma ideia puxa outra. Surge um nome, uma indicação, uma solução. Um problema que parecia complicado fica mais simples depois de meia hora de conversa. Nem todo café vira negócio. Ainda bem. Mas uma boa conversa quase sempre deixa alguma coisa. E aqui também vejo uma lição para quem empreende. Uma cafeteria vende café, lanche, suco. Mas pode entregar muito mais. Quando as pessoas começam a escolher espontaneamente um lugar para conversar, trabalhar ou fazer uma pequena reunião, aquele negócio passou a ocupar outro espaço na vida do cliente. Não basta ter mesas e cadeiras. É preciso criar um ambiente. Talvez um bom sinal seja quando alguém pergunta: “Aonde vamos nos encontrar?” e o nome do estabelecimento aparece naturalmente na resposta. No meu caso, muitas vezes aparece o Quiero. Curiosamente, quanto mais digitais ficamos, mais percebo o valor de sentar-se na frente de alguém e conversar sem muita pressa. Empreender sempre teve muito disso. Conhecer pessoas. Ouvir. Trocar experiências. Pedir uma opinião. Apresentar uma ideia. Estabelecer relações, criar confiança. A tecnologia mudou as ferramentas e vai mudar muito mais. Mas negócios continuam sendo feitos por pessoas. Na próxima vez que estiver por lá, observe as mesas. A frase da parede talvez explique muita coisa: “Somos feitos de encontros.”
E isso tem valor. Vivemos uma época em que quase tudo pode ser resolvido pelo celular”.
Fim de semana, 29 e 30 de agosto de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 16º | MÁX: 20º
O tempo segue instável no Vale, com predomínio da nebulosidade e condições para chuva em diferentes períodos do dia.
A HORA | 29 AGOSTO DE 2026
Menopausa: entre mudanças, descobertas e o autocuidado Entenda o que acontece nessa fase e como alimentação, exercício e tratamentos podem ajudar a preservar a saúde, aliviar sintomas e manter a qualidade de vida
Inteligência artificial: o risco de terceirizar o pensamento
ENVATO
O uso da IA pode facilitar tarefas, mas excesso de dependência pode reduzir habilidades cognitivas importantes para a aprendizagem
O uso de ferramentas generativas pode facilitar tarefas, mas também reduzir o esforço necessário para desenvolver memória, atenção, pensamento crítico e autonomia, especialmente durante a infância e a adolescência
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inteligência artificial responde dúvidas, resolve exercícios, escreve textos e oferece soluções em poucos segundos. Para quem está utilizando, a facilidade pode parecer um ganho inequívoco. Existe, porém, uma diferença importante entre usar a tecnologia para ampliar o raciocínio e recorrer a ela para evitar o esforço de pensar. Essa distinção ganha peso na infância e na adolescência, ressalta a neuropsicóloga Carolina Berwanger (CRP 07/28830). Nestes períodos habilidades como planejamento, controle de impulsos, memória de trabalho, tomada de decisões e pensamento crítico ainda estão em desenvolvimento. “Aprender não significa apenas chegar à resposta correta, mas também tentar, errar, rever estratégias e sustentar o esforço diante de uma dificuldade.” É justamente nesse processo que a especialista identifica um
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ponto de atenção. “Entre as habilidades que podem receber menos estímulo estão as funções executivas, como memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento e monitoramento. São elas que nos permitem manter informações em mente, comparar possibilidades, controlar respostas impulsivas e analisar conclusões”, explica. A atenção sustentada, a construção de argumentos, a avaliação de fontes, a resolução de problemas e a elaboração de ideias próprias também dependem de prática. Quando essas etapas são constantemente transferidas para a tecnologia, diminuem as oportunidades de exercitá-las. Conforme a profissional, as evidências disponíveis ainda não permitem afirmar que a IA esteja “atrofiando” o cérebro. A preocupação mais concreta está na possibilidade de a tecnologia substituir, de forma recorrente, operações mentais importantes
Aprender não significa apenas chegar à resposta correta, mas também tentar, errar, rever estratégias e sustentar o esforço diante de uma dificuldade” Carolina Berwanger
neuropsicóloga
para a construção do conhecimento.
Importância do exercício A explicação passa pela neuroplasticidade, capacidade do cérebro de modificar seu funcionamento em resposta às experiências e às demandas do ambiente.
“Habilidades cognitivas são aprimoradas com a prática”, ressalta Carolina. Quando a IA assume uma tarefa do início ao fim, diminui a oportunidade de exercitar habilidades ligadas à memória, à atenção e ao pensamento crítico, aquelas envolvidas na resolução de problemas e na elaboração de ideias próprias. Isso não quer dizer que uma habilidade seja automaticamente perdida pelo uso da tecnologia. “A IA pode produzir efeitos diferentes conforme a maneira como é utilizada: pode estimular o raciocínio quando propõe perguntas, oferece pistas e favorece a revisão, ou reduzir o esforço cognitivo quando substitui todo o processo de pensar, tentar, errar e corrigir”, afirma. Carolina propõe um teste simples para identificar essa diferença. Depois de recorrer à ferramenta, a pessoa deve ser capaz de explicar a resposta com as próprias palavras, avaliar se ela está correta e aplicar o conhecimento em outra situação. Caso contrário, a tecnologia pode ter entregue um bom resultado sem que o aprendizado tenha acompanhado o desempenho.
Como utilizar A melhor estratégia não é proibir a inteligência artificial, mas ensinar crianças e adolescentes a utilizá-la de maneira ativa, crítica e progressivamente autônoma. Segundo a neuropsicóloga, o primeiro passo é preservar o esforço cognitivo: antes de recorrer à ferramenta, é importante tentar resolver a tarefa, formular uma resposta e só então buscar auxílio. Nesse processo, a IA pode funcionar como suporte, e não como substituta do raciocínio. Em vez de solicitar respostas prontas, o estudante pode pedir pistas, explicações sobre determinado conceito ou indicações sobre onde está o erro. “Depois, é importante reconstruir o conteúdo sem assistência, explicando ou resolvendo novamente com as próprias palavras”, salienta. Leitura e escrita autorais também devem permanecer na rotina. Livros, textos mais longos e a elaboração própria de argumentos ajudam a exercitar atenção, linguagem e organização das ideias. Da mesma forma, atividades fora das telas continuam fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
ENVATO
Prevenção chega ao consultório
Na busca por mais músculos e desempenho, o uso de anabolizantes pode elevar a pressão arterial e afetar estruturas responsáveis pela filtragem do sangue
Anabolizantes colocam em risco a saúde dos rins Uso sem acompanhamento, doses elevadas e combinação com outras substâncias podem favorecer lesões nos filtros renais e até insuficiência aguda
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usca por músculos e desempenho físico tem levado cada vez mais pessoas a recorrer aos anabolizantes. O que muitas vezes começa como uma tentativa de acelerar resultados pode, porém, trazer consequências que vão além da estética. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) alerta para os riscos do uso à saúde dos rins. Entre os possíveis problemas está
a glomeruloesclerose, alteração que provoca a cicatrização dos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtragem do sangue, e pode levar à perda de proteínas pela urina. Em determinados casos, também pode ocorrer rabdomiólise, principalmente diante de esforço muscular extremo, com risco de lesão renal aguda. A hipertensão é outro ponto de atenção. “Alterações persistentes
da pressão podem aumentar a agressão aos vasos e às estruturas responsáveis pela filtragem do sangue, contribuindo para a perda progressiva da função renal”, ressalta o órgão. O risco pode ser ampliado quando os hormônios são associados a outras estratégias comuns entre frequentadores de academias. Desidratação, consumo excessivo de proteínas, suplementos e vitaminas, além do uso de determinados medicamentos, como antiinflamatórios, podem acrescentar novas demandas ao organismo e dificultar a identificação da causa de uma eventual alteração.
Durante anos, o nefrologista esteve associado a uma imagem específica: a do médico que acompanha pacientes em hemodiálise. Esse cenário, porém, começa a mudar. Pessoas sem diagnóstico conhecido de doença renal também têm procurado avaliação para entender como os hábitos podem interferir no funcionamento dos rins. Os rins filtram o sangue, eliminam resíduos do metabolismo e ajudam a controlar o equilíbrio de líquidos, sais minerais e pressão arterial. Como as alterações nesse sistema podem evoluir de forma silenciosa, a avaliação ganha importância para quem adota estratégias de ganho de massa muscular e recorre a suplementos ou hormônios. A nefrologista Patrícia Feldens (CRM 32683 | RQE 26751) percebe essa mudança. “A prevenção começa a ganhar espaço. Temos recebido no consultório pessoas que praticam musculação e usam suplementos ou hormônios justamente para avaliar se os rins estão preservados e se o consumo dessas substâncias é adequado”, afirma. Preocupação não se restringe a quem busca prevenção. A especialista também já recebeu no consultório pacientes que chegaram após identificar alterações na função renal e precisavam avaliar os possíveis efeitos das substâncias que utilizavam. Para Patrícia, a procura também evidencia a importância de uma atuação mais integrada entre diferentes especialidades. O acompanhamento com um nefrologista não precisa começar apenas quando existe uma doença renal instalada. A avaliação pode ajudar a identificar fatores de risco e verificar se determinada estratégia é compatível com as condições individuais.
O acompanhamento com um nefrologista não precisa começar apenas quando existe uma doença renal instalada. A avaliação pode ajudar a identificar fatores de risco e verificar se determinada estratégia é compatível com as condições individuais.” Patrícia Feldens
nefrologista
Isso não significa que qualquer pessoa que utilize uma dessas substâncias desenvolverá uma doença renal. O risco varia conforme o produto utilizado, a dose, a duração do uso, as condições de saúde e a associação com outras substâncias. Por isso, a avaliação individual é fundamental antes de transformar hormônios ou suplementos em parte permanente da rotina.
FIQUE ATENTO Urina: mudanças na cor, quantidade ou presença de espuma merecem investigação. Pressão: níveis elevados podem afetar progressivamente a função dos rins. Exames: avaliação da função renal ajuda a detectar alterações precocemente. Acompanhamento: quem utiliza essas substâncias deve conversar com um profissional de saúde antes de iniciar ou manter o consumo.
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O corpo feminino diante de uma nova virada hormonal Muito antes da última menstruação, alterações fisiológicas podem alterar sono, humor, libido, metabolismo e disposição. Entender o que acontece na menopausa ajuda a substituir a culpa por cuidado e tratamento individualizado
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menopausa faz parte da trajetória biológica feminina e marca o fim dos anos reprodutivos. Transição, no entanto, não acontece de forma repentina e igualitária: ela se constrói ao longo do climatério, período em que o organismo passa por uma série de mudanças até chegar à última menstruação. “Cada mulher vivencia essa fase de acordo com características individuais, como genética, hábitos de vida e condições de saúde”, explica a ginecologista Bruna Cabral (CRM 48946 | RQE 43595). Muito antes da última menstruação, os ovários
Cada mulher vivencia essa fase de acordo com características individuais, como genética, hábitos de vida e condições de saúde.” Bruna Cabral
ginecologista
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já começam a reduzir progressivamente sua reserva de folículos. Com isso, os níveis hormonais passam a oscilar de maneira mais intensa e o ciclo menstrual pode ser o primeiro a revelar que algo está mudando. Uma das alterações possíveis é a redução do intervalo entre os ciclos. “É aquela paciente que menstruou hoje e, daqui a 20 dias, menstruará de novo. Muitas vezes, este é o momento que ela procura o consultório”, relata. Com a progressão do climatério e o esgotamento da reserva folicular, a produção de estradiol cai de maneira mais acentuada. É nessa etapa que podem aparecer ou se intensificar ondas de calor, alterações do humor, redução da libido, ressecamento vaginal e queda da disposição. A menopausa, por definição, só pode ser confirmada depois de 12 meses consecutivos de amenorreia, sem outra causa que explique a ausência de menstruação. A idade em que ela acontece, porém, não segue um padrão único. Quando ocorre antes dos 40 anos, é classificada como insuficiência ovariana prematura; entre 40 e 45, como menopausa precoce. Na maioria das mulheres, a última menstruação acontece entre os 45 e os 55 anos. O diagnóstico, por sua vez, é principalmente clínico. A história da paciente, a idade e o conjunto de sintomas têm mais peso do que uma fotografia isolada dos níveis hormonais. No entanto, isso não significa abandonar os exames.
O treino de força e o aporte adequado de proteinas são pilares essenciais para preservar a massa muscular e a autonomia no futuro.” Fernanda Lermen
nutricionista
Eles podem ser importantes para acompanhar e para investigar outras causas possíveis de sintomas semelhantes. Glicemia, colesterol, avaliação da tireoide e investigação de deficiências nutricionais, por exemplo, podem fazer parte da consulta. “Nem toda mudança deve ser atribuída automaticamente à menopausa, já que outras condições de saúde podem estar envolvidas”, ressalta Bruna. A distinção é importante porque a queda hormonal não explica tudo, mas tampouco deve ser tratada como um detalhe sem importância. A transição menopausal está associada a mudanças que merecem atenção de longo prazo, entre elas maior
A história da paciente, a idade e o conjunto de sintomas têm mais peso do que uma fotografia isolada dos níveis hormonais
vulnerabilidade à perda de massa óssea e a alterações metabólicas e cardiovasculares.
Alimentação e exercício Se os hormônios mudam, a estratégia alimentar não precisa ser uma corrida para cortar calorias. Pelo contrário. A nutricionista Fernanda Lermen (CRN-2 9280D) defende uma alimentação capaz de oferecer ao organismo matéria-prima para funcionar da melhor maneira possível diante das
transformações hormonais. A referência está próxima do padrão mediterrâneo, com predominância de peixes, alimentos in natura, fibras, verduras, frutas e proteínas em quantidade adequada. Azeite de oliva, castanhas, sementes e abacate podem fazer parte desse repertório, enquanto ultraprocessados, excesso de gorduras saturadas e consumo elevado de carne vermelha devem perder espaço. Essa mudança de perspectiva ganha importância à medida que o metabolismo se transforma e o corpo passa a distribuir gordura
FOTOS: PAULO CARDOSO
precisam ser avaliados antes de qualquer prescrição. A terapia pode aliviar sintomas como ondas de calor e contribuir para a preservação da massa óssea. “Também foram observados benefícios cardiovasculares quando o tratamento é iniciado no momento adequado, além de associações com menor risco de diabetes tipo 2 e câncer colorretal em determinados contextos”, acrescenta a ginecologista. Entre os pontos que precisam ser discutidos está o risco de câncer de mama, que varia de acordo com características individuais, tipo de terapia e duração do tratamento. Doenças cardiovasculares, eventos tromboembólicos e outras condições também podem contraindicar o tratamento ou exigir uma escolha terapêutica diferente.
Alívio do fogacho
e preservar massa muscular de outra maneira. É nesse cenário que a musculação se torna parte essencial do cuidado. A recomendação, portanto, não é perseguir indefinidamente o corpo que existia aos 20 ou 30 anos, mas construir um corpo capaz de sustentar as próximas décadas. A estética pode fazer parte desse desejo, mas não deve ser dissociada da saúde. “O treinamento de força e o aporte adequado de proteinas são pilares essenciais para preservar a massa muscular e a autonomia no futuro. A estratégia não deve se basear simplesmente em restringir calorias, mas em melhorar a qualidade da alimentação, com escolhas mais estratégicas e, quando necessário, o uso de intervenções medicamentosas”, salienta.
Terapia hormonal Por décadas, a terapia hormonal ficou associada a uma percepção de risco que afastou muitas mulheres do tratamento. O conhecimento científico, porém, avançou, e hoje as sociedades médicas defendem uma análise individualizada. Para mulheres com até 60 anos ou que estejam nos primeiros dez anos após a menopausa, o método pode ser favorável, desde que não haja contraindicações. É a chamada “janela de oportunidade”, explica a ginecologista. Isso não significa, porém, que a terapia seja indicada para todas as mulheres, mesmo quando elas estão dentro do período considerado favorável. Histórico clínico, sintomas e fatores de risco
Fogachos frequentes e intensos não precisam ser naturalizados como parte inevitável da menopausa. Há tratamentos capazes de reduzir os episódios e devolver qualidade ao sono e à rotina, mas a terapia hormonal não serve para todas. A especialista ressalta que histórico de câncer de mama ou de lesões mamárias precursoras, câncer de endométrio, sangramento uterino sem causa esclarecida, tromboembolismo venoso, trombofilia, AVC e doença arterial coronariana estão entre as situações que contraindicam o tratamento. Lúpus associado a determinados anticorpos e porfiria também entram nessa lista. Como os episódios costumam aparecer ou se intensificar à noite, estratégias simples para reduzir o calor podem trazer mais conforto. Bruna recomenda evitar exercícios físicos nas duas ou três horas anteriores ao horário de dormir, optar por roupas mais leves e tomar um banho refrescante antes de deitar. Alimentação também pode participar desse cuidado, mas sem a promessa de uma solução milagrosa. A nutricionista cita o uso de alimentos como linhaça, gergelim e sementes de abóbora como parte da estratégia para algumas pacientes. “Há evidências de que determinados alimentos podem ajudar a amenizar sintomas, mas isso é muito diferente de dizer
que eles curam. O cuidado está justamente em entender até onde vai o benefício comprovado e onde começa a promessa de marketing”, conclui.
Há evidências de que determinados alimentos podem ajudar a amenizar sintomas, mas isso é muito diferente de dizer que eles curam.”
Pontos de atenção A menopausa não começa na última menstruação: oscilações hormonais podem surgir anos antes e alterar o ciclo menstrual; 12 meses de amenorreia: a menopausa é confirmada após um ano consecutivo sem menstruação; Músculo vira prioridade: preservar massa muscular ajuda a manter força, mobilidade e autonomia ao longo dos anos; Sementes podem ajudar nos fogachos: linhaça, gergelim e semente de abóbora aparecem entre as estratégias alimentares usadas para amenizar as ondas de calor.
Alimentação equilibrada e treinamento de força ajudam a preservar massa muscular e autonomia durante a transição hormonal
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Labirintite é rara e não explica a maioria dos casos de tontura ENVATO
Como se manifesta Desequilíbrio Instabilidade para ficar em pé ou caminhar.
Muitas pessoas que dizem ter a condição apresentam outras doenças do sistema vestibular, algumas delas mais frequentes.” Eduardo de Andrade Atkinson otorrinolaringologista
Otorrinolaringologista explica que termo é frequentemente usado de forma genérica e destaca a importância de identificar a origem do sintoma para definir o tratamento adequado
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ara leigos, episódios de vertigem e tontura costumam ser associados à labirintite. O termo, porém, é usado de forma imprecisa. Segundo o otorrinolaringologista Eduardo de Andrade Atkinson (CRM 30798 | RQE 24139), a condição corresponde especificamente a uma inflamação do labirinto, estrutura localizada no ouvido interno e envolvida na audição e no controle postural.
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“Uma crise de labirintite pode estar relacionada a processos virais ou bacterianos e provocar vertigem intensa, desequilíbrio e náuseas, geralmente acompanhados de sintomas auditivos, como perda de audição ou zumbido. Na prática, muitas pessoas que dizem ter a condição apresentam outras doenças do sistema vestibular, algumas delas mais frequentes”, ressalta. Confusão se torna mais compreensível diante da frequência desse sintoma. Estudos citados pelo Ministério da Saúde indicam que a tontura pode afetar entre 20% e 30% da população. Inflamação do labirinto, por outro lado, responde por uma parcela pequena desses quadros, correspondendo a cerca de 0,5% dos casos de tontura ou vertigem.
Sistema vestibular
Labirintite é uma condição específica e representa uma pequena parcela dos casos de tontura e vertigem
No ouvido interno fica o sistema vestibular, formado por estruturas que detectam os movimentos e a posição da cabeça. Essas informações chegam continuamente ao cérebro, onde são integradas aos estímulos visuais e aos sinais provenientes dos músculos e das articulações. “É dessa combinação que surge a capacidade de manter a estabilidade do corpo e a visão durante os deslocamentos”, explica Atkinson. Quando uma das partes desse mecanismo sofre alguma alteração, os sinais provenientes dos dois lados deixam de ser equivalentes. O cérebro pode interpretar essa diferença como
um movimento da cabeça ou do ambiente, mesmo quando a pessoa permanece imóvel. Surge, então, a vertigem aquela sensação característica de que o próprio corpo ou o espaço ao redor está girando.
Histórico clínico A avaliação começa com uma conversa detalhada. Saber quanto tempo dura o sintoma, o que desencadeia as crises e quais manifestações aparecem simultaneamente ajuda a direcionar a investigação. O especialista destaca que perda de audição, zumbido, sensação de ouvido tampado, náuseas, dor de cabeça e alterações neurológicas são algumas das informações relevantes. Depois, o especialista realiza o exame físico, observando o equilíbrio, os movimentos dos olhos e as respostas a testes específicos e a mudanças na posição da cabeça. Conforme o otorrino, a suspeita clínica, podem ser solicitadas avaliações
Náusea Pode acompanhar os episódios de vertigem e, em alguns casos, ser intensa. Alterações auditivas Zumbido e perda de audição podem ocorrer, especialmente quando a inflamação atinge estruturas relacionadas à audição. Importante: nem toda pessoa com esses sintomas tem labirintite. Outras doenças do sistema vestibular podem produzir manifestações semelhantes.
auditivas, exames de sangue e testes voltados ao funcionamento do aparelho vestibular. Entre os recursos disponíveis estão os exames eletrofisiológicos, que permitem analisar de maneira mais objetiva a atividade do ouvido interno e das estruturas relacionadas à estabilidade corporal. Em determinadas situações, exames de imagem, como a ressonância magnética, também entram na investigação. A escolha depende dos sinais apresentados e das hipóteses levantadas durante a consulta. “Tontura não é um diagnóstico, mas um sintoma. Existem várias possíveis causas, inclusive fora do ouvido. Por isso, a história do paciente, o exame clínico e, quando necessários, exames específicos são utilizados em conjunto para descobrir a origem do problema e definir o tratamento mais adequado”, salienta o profissional.
RECEITA
Coxinha de frango com batata doce
Eveline Bald | CRN² 10385 Nutricionista de Precisão e Saúde Intestinal
O que colocamos no prato também conversa com nossos genes
Q
uando falamos em câncer, é comum pensar primeiro na genética e na história familiar. Elas são importantes, mas contam apenas uma parte da história. Ao longo da vida, alimentação, atividade física, peso corporal, álcool, tabagismo e exposições ambientais também interagem com o funcionamento das nossas células. E talvez esse seja um dos conhecimentos mais interessantes que temos hoje: não podemos mudar os genes que herdamos, mas alimentação e estilo de vida podem influenciar a forma como muitos deles funcionam e se expressam. Nutrientes e compostos naturais dos alimentos participam de processos relacionados à inflamação, defesa antioxidante, reparo do DNA, metabolismo de substâncias potencialmente nocivas e até de mecanismos epigenéticos, que ajudam a regular quais genes ficam mais ou menos ativos. É justamente essa interação entre alimentação e genes que estudamos na nutrigenética e
ENVATO
na nutrigenômica. Ela também ajuda a compreender por que duas pessoas podem responder de maneira diferente ao mesmo nutriente ou exposição. Mas como transformar esse conhecimento em prevenção? Comece aumentando a presença e a variedade dos vegetais. Brócolis, couve, rúcula e agrião fornecem compostos que dão origem ao sulforafano, estudado por sua capacidade
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
de modular vias celulares de defesa. Frutas vermelhas, uvas, maçã, cebola, cúrcuma, cháverde e alho oferecem diferentes polifenóis e compostos bioativos. A proteção não está em um único “superalimento”, mas na variedade e frequência com que esses alimentos aparecem na rotina. As fibras também merecem prioridade. Feijão, lentilha, aveia, frutas, verduras, sementes
Rendimento: 2 porção(ões). Ingredientes: Massa: Batata doce cozida - 1 Unidade média (355g) Semente de chia - 2 Colheres de sopa cheias (30g) Farinha de linhaça dourada - 2 Colheres de sopa cheias (30g) Recheio: Peito de frango desfiado - 1/2 Peito médio (90g) Molho de tomate - 2 Colheres de sopa cheias (40g) Requeijão - 1 Colher de sopa cheia (30g) Cebola (picada) - 1/2 Unidade pequena (15g) Azeite de oliva - 1 Colher de sobremesa rasa (5g) Sal a gosto Forma de preparo: 1) Cozinhe a batata sem casca no vapor ou em água e reserve. 2) Prepare o recheio - Refogue a cebola com o azeite, depois acrescente o frango desfiado, o molho de tomate, o requeijão e o sal a gosto. 3) Misture todos os ingredientes da massa e processe até ficar homogênea. 4) Molde a massa em formato de coxinha e acrescente o recheio. 5) Para finalizar, passe a coxinha na farinha de linhaça. 6) Leve ao forno a 200ºC até dourar
e cereais integrais alimentam nossa microbiota intestinal. Parte dessas fibras é fermentada pelas bactérias, formando substâncias como o butirato, importante para a saúde da mucosa intestinal e capaz de participar da regulação da expressão gênica. Maior consumo de fibras e cereais integrais está associado a menor risco de câncer colorretal. Na outra direção, prevenção também significa reduzir exposições: diminuir carnes processadas, ultraprocessados e bebidas alcoólicas, não fumar, evitar alimentos frequentemente queimados ou carbonizados, evitar substâncias tóxicas, manter um peso saudável e praticar atividade física regularmente. Hoje sabemos também que variantes em genes envolvidos no metabolismo do folato, vitamina D, defesa antioxidante, inflamação e detoxificação
podem contribuir para respostas diferentes entre as pessoas. Conhecer essas particularidades faz parte da nutrição de precisão, mas não substitui aquilo que continua sendo a base da prevenção. E quero deixar uma mensagem: genética não é destino. Nenhum alimento ou suplemento garante que alguém não desenvolverá câncer, mas existe uma parcela importante da nossa saúde que construímos todos os dias. Ajustes importantes como mais vegetais, fibras e variedade, mais movimento, menos álcool, carnes processadas e ultraprocessados, não fumar e cuidar do peso fazem toda a diferença. São escolhas simples quando vistas isoladamente, mas muito relevantes quando se repetem ao longo dos anos. Prevenção não precisa ser perfeita. Precisa fazer parte da vida.
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FÁBIO KUHN
A cascata que já foi lar de índios encanta em Imigrante
Festival Internacional do Folclore
Em sua segunda edição, o Festival Internacional do Folclore coloca Imigrante como palco da cultura neste fim de semana. A programação começou sexta e se estende até o domingo com a presença de grupos do Brasil e outros três países (Espanha, Colômbia e Bulgaria). As apresentações de dança tem acesso gratuito no ginásio municipal.
Cascata Bugerfels tem 20 metros com água que cai em meio a paredões rochosos no interior de Imigrante
Com cerca de 20 metros, a Cascata Bugerfels evidencia o potencial turístico da natureza em Imigrante. O destino tem acesso gratuito e encanta pela queda do riacho em meio aos paredões. Recomenda-se conhecê-la após dias de chuva garantindo maior vasão da água. A Bugerfels fica na Linha
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Imhoff com acesso curto por estrada de chão. Tem localização no Google Maps e placas indicando o caminho, inclusive uma delas instalada no início da trilha. A caminhada é fácil passando por uma estrada de carroça e por um trecho pequeno em meio à mata. São menos de 500 metros de distância.
Além da beleza, a cascata tem papel importante nos primórdios de Imigrante. Antes mesmo da chegada dos primeiros colonizadores, o local já era ocupado por índios. Inclusive ainda hoje é possível ver cavernas e grutas utilizadas pelos primeiros moradores humanos formando o cenário do destino natural. O nome da cascata vem da presença ancestral de índios. “Buger” vem do termo bugre, como os indígenas eram chamados pelos colonizadores no passado. Fals significa rocha. Assim o termo aportuguesando é “Rocha dos Bugres”. Não há cobrança de entrada para conhecer a Cascata Bugerfels. Única obrigação: jamais deixar o lixo na natureza.
29 de agosto | Sábado | 19h30 Balé Origens – Boto Tucuxi – Sapiranga Sonnenlicht – Grupo Oficial – Imigrante Folk Dance Ensemble SOFIA-6 – Bulgária Balé Origens – Samba – Sapiranga Xacarandaina – Espanha Herencia Viva – Colômbia
30 de agosto | Domingo | 15h Desfile Folclórico pela Av. Ito João Snel Herencia Viva – Colômbia Sonnenlicht – Imigrante Folk Dance Ensemble SOFIA-6 – Bulgária Balé Origens – Terra Mãe Ancestral – Sapiranga Xacarandaina – Espanha
Na Brasa em novo endereço Após se tornar famoso às margens do rio Taquari, em Colinas, o Na Brasa Gastrobar encara um novo desafio em outro endereço. O restaurante se mudou para a Avenida Dr. Ito João Snell, centro de Imigrante. O diferencial no novo ambiente é o espaço interno amplo, além de área ao ar livre muito próxima
da barragem do Arroio do Seca, ponto turístico em reconstrução. O atendimento ocorre de segunda a domingo com almoço servido ao meio-dia. Nos fins de semana também abre à noite com lanches e pizzas. Mais informações no @na_brasa_gastrobar, página oficial no Instagram.