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Encantado inaugura na segunda-feira, 30, na véspera do aniversário de 111 anos, o Jardim do Acolhimento. Espaço na recepção ao Cristo Protetor reforça o turismo de fé e natureza. Com cerca de 30 mil metros quadrados, o jardim foi concebido como uma eta-


OPINIÃO RODRIGO MARTINI
Quais os rumos do PP do Vale no pleito de 2026?

OPINIÃO VINI BILHAR
Novo presidente
FORMAL
Cidade polo do Vale ocupa a sétima posição no ranking estadual
O RS soma 53,3 mil imigrantes com carteira assinada. Deste total, Lajeado corresponde a 2,8% (total de 1.479).
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e De-
PÁGINAS | 14 e 15
pa prévia de contemplação. A proposta busca convidar o visitante a desacelerar antes de acessar o parque. O investimento superou os R$ 5 milhões, com parte dos recursos repassadas pela bancada gaúcha do Congresso Nacional.
sempregados. Em 2014, município foi o primeiro lugar. Falta de moradias e de atendimento especializado, dificulta acolhida de estrangeiros. PÁGINAS | 8 e 9
DE DIESEL
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SANEAMENTO EM LAJEADO Corsan solicita mais prazo para analisar pedidos
Reunião intermediada pelo MP não teve definições. Município propôs mudanças no aditivo contratual. Companhia deve apresentar revisão nos próximos dias.
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Os dados recentes do mercado de trabalho no RS confirmam um movimento percebido no cotidiano das empresas: a imigração passou a ocupar um papel estrutural na economia. Em regiões como no Vale do Taquari, esse processo se consolida de forma clara. De fato, a sociedade gaúcha encolhe. O bônus demográfico conquistado nas décadas passadas se reverte. Hoje é o estado mais envelhecido do Brasil e o número de habitantes irá cair cada vez mais. Em 30 anos, será menor do que Santa Catarina. O desafio transcende fronteiras e toca o cerne da sustentabilidade e impõe uma análise urgente sobre o futuro. Mais do que mão de obra para desenvolver as empresas, é preciso falar de vida, de perspectivas e de oportunidades.
Mais do que mão de obra para desenvolver as empresas, é preciso falar de vida, de perspectivas e de oportunidades”
Lajeado aparece entre os principais destinos de trabalhadores estrangeiros no Estado. O número de vínculos formais, acima de 1,4 mil, é reflexo de um mercado com oportunidades e vagas em aberto. Mas a mesma realidade que abre espaço para a imigração impõe limites ao seu avanço. O principal deles, no Vale do Taquari, está fora das empresas. Está na cidade, no déficit de moradias. Isso reduz a capacidade de acolher novos trabalhadores e, em alguns casos, desloca esse fluxo para outras regiões do Estado.
Diante disso, a discussão sobre imigração precisa avançar para além do emprego. Envolve moradia, integração social, acesso a serviços e capacidade de absorção das comunidades. Sem esse conjunto, o movimento perde força e continuidade.
à

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Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
No interior deTravesseiro, o cuidado com a natureza se transformou em propósito de vida para a agricultora Loiva Both Feil, de 64 anos. Ao lado do esposo, Milton, ela cultiva milhares de orquídeas no Sítio Feil, propriedade que, além de produção, vem se tornando ponto de visitação nos últimos meses, recebendo pessoas de diversas regiões do Estado em uma parceria com a Emater/RS-Ascar

Como começou o cultivo de orquídeas no sítio?
Começou como uma forma de ocupar o tempo e também como terapia. Sempre gostei de plantas, e com o tempo fomos aumentando a produção. Hoje é uma atividade que me faz muito bem.
Quantas plantas a senhora possui atualmente?
Acredito que já temos mais de duas mil orquídeas cultivadas aqui na propriedade, todas em estufas preparadas para garantir o desenvolvimento adequado.
Quais são as principais variedades cultivadas?
Temos várias espécies, como simbidium, oncidium e cattleya. Cada uma tem suas características e exige cuidados específicos.
Que tipo de cuidados são necessários no cultivo?
O manejo é fundamental. É preciso atenção com a adubação, o espaço entre as plantas e também com a luminosidade, especialmente por causa do clima do sul. Além disso, cada variedade tem um ciclo,
e isso precisa ser respeitado.
Houve investimentos recentes na estrutura?
Sim, no ano passado construímos mais uma estufa para ampliar o cultivo e melhorar ainda mais as condições das plantas.
A senhora participa de eventos relacionados às orquídeas?
Participo sim. Já estive em edições da feira de orquídeas em Marques de Souza, que é bem conhecida na região, e também faço parte do núcleo de orquidófilos do município.
Como surgiu a ideia de receber visitantes no sítio?
Isso começou recentemente, em parceria com a Emater. As pessoas passaram a se interessar em conhecer o cultivo, e hoje recebemos visitantes de várias regiões. É uma forma de compartilhar o que fazemos com tanto carinho.
O que o cultivo de orquídeas representa hoje?
É mais do que um trabalho. É uma
terapia, uma paixão e uma forma de estar sempre aprendendo e em contato com a natureza.
As pessoas passaram a se interessas em conhecer o cultivo, e hoje recebemos visitantes de várias regiões. É uma forma de compartilhar o que fazemos com tanto carinho”



rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI

Ocandidatos a deputado estadual no pleito geral de 2022. Dois vizinhos, inclusive. Gláucia Schumacher, atual prefeita de Lajeado e à época vice-prefeita, conquistou 20.767 votos. Já o exvereador João Braun, de Estrela, conquistou outros 10.955 votos. E todos sabem que foi e é um erro
embora isso sempre sirva para expandir o capital político. Neste ano, porém, um dos mais representativos partidos no Vale ainda não sinalizou pré-candidatos à assembleia ou ao congresso, e tampouco parece disposto a apoiar nomes de outras siglas. Diante disso, hoje parece mais provável que
CRUZEIRO DO SUL
E alguns movimentos já apon tam nesta direção. Na noite dessa quinta-feira, por exemplo, mais de 350 correligionários se reuniram em Lajeado para receber o deputado estadual Guilherme Pasin e o deputado federal Pedro Westphalen. E outros devem desembarcar em breve em nossos pagos.
Em meio à reconstrução, (também) é preciso fazer o básico
Acidade de Cruzeiro do Sul foi uma das mais impactadas pela pior catástrofe natural da história do país. É compreensível, portanto, que o Executivo demonstre dificuldades para atender às mais diversas demandas dos contribuintes. Aliás, antes mesmo das tragédias já enfrentava dificuldades financeiras a administrativas. E, em função dessas dificuldades históricas, o município deixou de fazer o básico em algumas áreas. Entre essas, destaque à falta de manutenção, capricho e atenção junto ao Distrito Industrial, um dos principais espaços para geração de renda e riqueza ao combalido município.
A realidade é constrangedora e os problemas viários para entrar e sair do distrito pioram a cada dia. E se o governo municipal não possui celeridade e recursos para resolver, talvez seja neces-

- A Univates figura entre as dez instituições mais empreendedoras do país, segundo o Ranking de Universidades Empreendedoras (RUE) 2025, elaborado pela Brasil Júnior. A instituição também conquistou 1º lugar nacional em duas dimensões: Cultura Empreendedora e Infraestrutura.
- Vire e mexe e o nome de Lulinha, o filho de Lula, volta às manchetes mais polêmicas. Desta vez, por suposto envolvimento no roubo dos aposentados do INSS. Em outras oportunidades, os indícios não deram em nada a não ser manchetes, destruição da reputação, ataques ao presidente e afins.
- O PP de Estrela vai dar espaço para os suplentes Pedrinho Barth e Profº Oruan. Em abril, eles assumirão a vaga de Eder Follmann e Volnei Zancanaro por 30 dias.
PODEMOS, PSD, PP, MDB…
Jovem prefeito reeleito de Muçum, Mateus Trojan construiu a história política no MDB, e não é segredo pra ninguém que a relação dele com o partido ficou estremecida após a filiação e lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do empresário de Lajeado, Roberto Lucchese. Trojan já havia anunciado a mesma intenção meses antes e, muito embora as duas partes busquem amenizar o atrito – até porque não há vilões neste enredo –, é fato que tal situação mudou a relação do gestor com o partido Diante disso, Trojan já afirmou nos microfones ter conversado com 11 diferentes siglas partidárias nos últimos meses. Entre essas, podemos destacar o Podemos e o PSD, e mais recentemente o PP, que também demonstrou interesse em coordenar a luta dele por vaga na assembleia gaúcha. Ah, e também não podemos excluir a alternativa de Trojan seguir no MDB...
SOUTH SUMMIT BRAZIL

sário solicitar alguns milhões a mais aos governos estadual e/ou federal. Afinal, estamos falando
da resiliência econômica de uma das cidades mais destruídas pelas enchentes.
Os três dias do South Summit Brazil foram intensos e as projeções de novos negócios e soluções às empresas, startups, organizações e governos formam o principal resultado deste modelo de evento. Um espaço para falar com estranhos, intensificar a curiosidade, “furar a bolha” e quebrar alguns paradigmas. E também para celebrar boas iniciativas. Entre essas, destacamos o Vibee Unimed, apresentado por Rafael Zanatta; a Inovamate, defendida por Ariana Maia; o Pro_Move Lajeado, reapresentado por Tiago Guerra; as recentes ações do Sebrae, Tecnovates e Inova RS; e as ações resilientes de monitoramento dos corpos hídricos em Estrela, conduzidas pela TideSat.



vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR


Dólar: R$ 5,23
Ibovespa: 181.556,77
Desemprego: 5,8% (fev)
Presidente da Associação
Comercial e Industrial de Lajeado, Eduardo Brancher Gravina
Empresário da construção civil, assumiu a presidência da Acil em março. Integrante da diretoria na gestão anterior, ele segue a tradição familiar no associativismo e ressalta a importância de reunir empresários de Lajeado para debater pautas estratégicas à sociedade.
Quais são os principais desafios pessoais e institucionais à frente da Acil? Eduardo Brancher
Gravina - Nossos desafios estão nas dimensões pessoais e institucionais. No campo pessoal, destaco a responsabilidade de liderar um grupo altamente qualificado, composto por diretores com ampla experiência. Já no âmbito institucional, o compromisso é manter o padrão histórico de atuação da entidade, que há mais de um século contribui para o desenvolvimento local. A associação foi fundada em 1921, e chegamos aos 105 anos com protagonismo em conquistas estruturais, como a passagem da BR-386 pela cidade. Essa foi uma conquista da Acil. Além disso, reforça seu papel como espaço de aprendizado e formação, conectando temas relevantes à vida em sociedade. A síntese do momento é clara: liderar com responsabilidade e aprender continuamente.

Como os debates coletivos fortalecem e conectam empresários?
Gravina - Problemas que parecem individuais ganham nova dimensão quando compartilhados entre empresários. A partir dessa visão, promovemos debates coletivos, mostrando que desafios são comuns, variando apenas em intensidade. A iniciativa estimula a troca de experiências por meio de eventos e networking, além de trazer especialistas em áreas como tributação, economia e mercado. Somos mais de
400 empresas, a associação fortalece o grupo, dá voz ao setor e aproxima pequenos e médios negócios de conteúdos e conexões estratégicas.
Como tributos complexos e incertezas afetam os empresários?
Gravina - A combinação de fatores como a complexidade tributária e a instabilidade nas políticas econômicas têm ampliado a insegurança. Mesmo com a recente reforma, já se discute uma nova proposta, evidenciando dificuldades práticas até para especialistas explicarem as regras atuais. A pauta,
inclusive, integra reivindicações da Acil para o próximo pleito eleitoral, estadual e nacional, com foco em maior simplificação. O cenário se agrava diante de medidas de viés populista, vistas como soluções imediatas, mas com efeitos negativos no médio e longo prazo. Benefícios temporários que se tornam permanentes, por exemplo, são fatores que, em vez de aliviar, acabam intensificando os desafios econômicos. E isso acaba refletindo em grandes assuntos, como o apagão da mão de obra.

Jovens empresários estão prontos para desafios como líderes?
Gravina - O jovem empresário gaúcho apresenta avanços no domínio de tecnologias e na busca por conhecimento. Contudo, ainda enfrenta desafios no campo emocional, especialmente para lidar com pressões, incertezas e responsabilidades da gestão. Parte dos profissionais com menos de 30 anos carece de resiliência para enfrentar cobranças e resolver problemas complexos. A questão é geracional e também ligada à formação familiar, além da influência de promessas de ganhos fáceis. Este cenário reforça a necessidade de equilibrar preparo técnico com maturidade emocional.
Como a união empresarial fortalece o setor produtivo?
Gravina - A união empresarial é um dos principais diferenciais para fortalecer a atuação do setor produtivo. Ao representar um grande número de empresas, conseguimos ampliar a voz, influenciar decisões e até minimizar impactos de medidas impostas ao empresariado. Essa articulação permite buscar melhores condições de trabalho e defender interesses comuns com mais atividades. No Vale do Taquari, o nível de integração entre lideranças e instituições é exemplar. A representação de entidades regionais junto a representações estaduais, como a CIC Vale do Taquari, que começou na Acil, e a Federasul. São resultado de uma cultura de cooperação construída ao longo do tempo. Temos reconhecimento em âmbito estadual e projeção que ultrapassa fronteiras, consolidando nosso modelo de organização e representatividade empresarial.


Ministério Público, município, concessionária e Fórum das Entidades debatem revisão de cláusulas em aditivo. Empresa deve responder nos próximos dias o que aceita alterar
LAJEADO
Anegociação sobre o aditivo contratual entre o município de Lajeado e a Corsan/Aegea teve um novo capítulo na tarde da sexta-feira, 27. Ministério Público, governo municipal, empresa e representantes do Fórum das Entidades participaram de reunião sobre alterações na minuta do contrato. Conforme o promotor de Justiça João Pedro Togni, o encontro serviu para formalizar pedidos de revisão apresentados pelo município. “A pedido do governo de Lajeado, intermediamos essa conversa para alterações no contrato. A Corsan ficou de dar uma resposta nos próximos dias do que será possível mudar.”
Segundo ele, houve discussão sobre pontos que o município considera sensíveis, em especial a indenização às associações comunitárias de água, a instalação de geradores para garantir abastecimento em situações de falta de energia e a manutenção de poços artesianos em áreas onde esse sistema já existe.
Para o promotor, porém, ainda não houve resposta definitiva sobre esses tópicos. “Não tenho

Companhia apresenta revisão na proposta de aditivo ao município de Lajeado nos próximos dias. Executivo afirma que decisão sobre manter serviço com a Corsan segue em análise
otimismo com esse contrato. São aspectos em que a minuta parece padronizada para o Estado”, afirma.
Na avaliação do promotor, também há pouca margem para revisão em itens considerados estruturais da proposta. Um deles é a cláusula de arbitragem, prevista para resolver conflitos entre município e concessionária por meio de câmara arbitral, antes de eventual judicialização. Esse mecanismo passou a integrar os aditivos firmados após
a privatização da Corsan, hoje sob controle da Aegea, como forma de dar mais previsibilidade jurídica aos contratos. Pela leitura do Ministério Público, trata-se de um dos pontos em que não deve haver mudança. “Não vejo espaço para alterar”, resume o promotor. Outro item que, segundo ele, também aparece como de difícil modificação é o cálculo tarifário. Pela análise da promotoria, a lógica da tarifação já vem embutida no modelo econômico da concessionária e tende a ser mantida.
A companhia e o município negociaram os termos para atender os parâmetros do marco regulatório até 2030. O investimento estimado para
garantir a universalização do abastecimento de água e 90% do esgoto tratado alcança R$ 290 milhões. Conforme a Corsan, o aditivo para extensão do contrato até 2062 é necessário para que os recursos sejam amortizados ao longo do tempo.
O vice-prefeito Guilherme Cé afirma que não há definição sobre a assinatura do aditivo. Segundo ele, a posição do município dependerá do retorno formal da Corsan sobre as propostas apresentadas na reunião. “Vamos avaliar a resposta da
Corsan nas próximas semanas. Se vai ser assinado daqui um mês, seis meses ou não prorrogado, isso não está decidido.”
Ao mesmo tempo, o viceprefeito sustenta que alguns pontos já tiveram avanço nas tratativas. “Indenização das associações, poços artesianos e uso de geradores está acertado no acordo.”
Na avaliação dele, o encontro desta sexta-feira teve caráter mais técnico e serviu para delimitar o que pode ser ajustado. “A reunião foi mais para debater a nossa proposta, do que pode ou não ser modificado.”
Debate se arrasta
A discussão sobre o futuro contrato da Corsan em Lajeado se estende desde 2023. Nos movimentos mais recentes, em janeiro, a companhia apresentou a proposta de aditivo. Naquele momento, a Corsan estipulou teto de R$ 10 milhões para indenizar associações comunitárias de água, uma das exigências do município para avançar na negociação.
O governo local também colocou como condicionantes a clareza nas metas de universalização do esgoto, garantias sobre abastecimento em momentos de crise e definição sobre o futuro dos poços artesianos.
Conforme o promotor João Pedro Togni, a verba às associações é um dos pontos. Para ele, o problema maior sempre esteve na estrutura geral do contrato. “Esse aditivo precisa ir muito além disso. A minuta apresentada precisaria passar por avanços, por evoluções, por cláusulas mais claras.”


São mais de 1,4 mil estrangeiros em postos formais de trabalho. Grupo analisa formas de garantir acolhimento frente ao trabalho feito na Serra e na capital
Mari Carmen Delgado veio da Venezuela faz pouco mais de um ano. Trabalha em um supermercado de Lajeado e acredita que a vida melhorou. Hoje, quer trazer mais familiares e amigos à região. “Aqui conseguimos viver com mais tranquilidade. Temos uma melhor perspectiva de futuro.” Junto com ela no estabelecimento, há mais três conterrâneos. Temem se expor, com medo de alguma retaliação contra àqueles que ficaram. Eles são quatro dentro do universo de 29 mil pessoas vindas do país vizinho e que estão em postos de trabalho no RS. “Não vejo motivos para voltar, não em curto prazo. Lajeado tem sido uma boa cidade para morar”.
O avanço da presença de imigrantes no mercado formal de trabalho se consolida no RS e no Vale do Taquari. Lajeado aparece como a 7ª cidade com maior estoque de trabalhadores estrangeiros com carteira assinada, com 1.479 vínculos ativos em 2025, o equivalente a 2,8% do total de estrangeiros em território gaúcho.
O dado coloca o município no grupo das principais portas de entrada da nova migração econômica, ao lado de polos industriais como Caxias do Sul, com 8.573 trabalhadores estrangeiros, e centros urbanos como Porto Alegre, com 4.717. No recorte estadual, 53.384 imigrantes têm vínculo formal de trabalho. Apenas 19 municípios concentram 68% desse total. Lajeado integra esse grupo, com participação semelhante a cidades

Precisamos atrair pessoas. Não apenas para ocupar postos de trabalho, mas para contribuir com a sociedade e criar raízes.”
tradicionalmente industrializadas da Serra.
No Vale do Taquari, a concentração também se fortalece, ainda que Lajeado responda pela maior parte dos vínculos formais, ocupam posição de destaque Encantado, com 438 trabalhadores estrangeiros, e Arroio do Meio, com 213.
Nas demais cidades com maior população, os números ainda são modestos de formalização do trabalho, como em Teutônia (37), Estrela (85) e Taquari (4).
O movimento acompanha uma tendência de reorganização do mercado de trabalho no Estado. Entre admissões e desligamentos, o saldo de estrangeiros em 2025 é positivo em 10.739 vínculos, segundo dados consolidados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A principal origem desses trabalhadores está na América Latina. Os venezuelanos lideram com folga, com 29.448 vínculos ativos. Na sequência aparecem haitianos (7.329), argentinos (4.927), uruguaios (3.201) e cubanos (3.077).
O fluxo mais recente reforça essa dinâmica. Foram 62.015 admissões de estrangeiros no Estado, contra 51.276 desligamentos, o que sustenta o crescimento do estoque total.
A presença desses trabalhadores ocorre em diferentes setores, com maior incidência na indústria, construção civil e serviços, áreas que enfrentam dificuldade de contratação de mão de obra local.
Cidade | Região | Estoque (2025) | Participação no Estado (%)
Caxias do Sul (Serra): 8.573 trabalhadores, 16,1%
Porto Alegre (Metropolitana): 4.717, 8,8%
Erechim (Norte): 3.349, 6,3%
Passo Fundo (Produção): 3.206, 6%
Marau (Produção): 1.751, 3,3%
Tapejara (Nordeste): 1.560, 2,9%
Lajeado (Vale do Taquari): 1.479, 2,8%
Garibaldi (Serra): 1.276, 2,4%
Bento Gonçalves (Serra): 1.252, 2,3%
Santa Rosa (Fronteira Noroeste): 1.015, 1,9%
Farroupilha (Serra): 985, 1,8%
Chuí (Sul): 939, 1,8%
Gramado (Hortênsias/Serra): 912, 1,7%
Novo Hamburgo (Vale dos Sinos): 801, 1,5%
Santana do Livramento (Fronteira Oeste): 784, 1,5%
São Leopoldo (Vale dos Sinos): 771, 1,4%
Cachoeirinha (Metropolitana): 697, 1,3%
Gravataí (Metropolitana): 533, 1,0%
Serafina Corrêa (Serra): 526, 1,0%

O cenário de aumento no número de imigrantes se conecta a uma mudança estrutural.
O Rio Grande do Sul é hoje o estado mais envelhecido do país. São cerca de 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 22% da população.
A projeção é de início de redução populacional já a partir do próximo ano.
Na prática, o efeito já aparece no mercado. Levantamento da Federação das Entidades Empresariais (Federasul), indica que 26% das indústrias têm vagas
abertas que não conseguem preencher. Entre as pequenas empresas, o índice chega a 36%.
Na construção civil, alcança 30%.
A imigração passa a ser tratada como alternativa para manter o ritmo da atividade econômica e também de aumento populacional, diz o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa. Para ele, esses movimentos deixam de ser pontuais para se tornar estrutural. “Precisamos atrair pessoas. Não apenas para ocupar postos de trabalho, mas para contribuir com a sociedade e criar raízes.”


Para conseguir ser assertivos, o nosso desafio é organizar um fluxo migratório eficiente, com pessoas que cheguem para vagas previstas.”

coordenador do grupo de trabalho da Federasul sobre o tema, Ivandro Rosa. De acordo com ele, a principal dificuldade tem sido o déficit habitacional. “A tragédia climática reduziu o número de imóveis e encareceu. Estamos perdendo migrantes para a Serra, para a região norte, pegando Erechim e Passo Fundo e para Porto Alegre.
“O Vale se tornou destino porque tem emprego e estabilidade”
Funcionários venezuelanos da Dália em Arroio do Meio. Cooperativa promove ações de integração e acolhimento para as famílias de migrantes

Na avaliação dele, o desafio vai além da contratação. Envolve retenção e sobrevivência das comunidades. “Não adianta pensar apenas em trazer mão de obra. É preciso criar condições para que essas pessoas permaneçam. É um processo econômico e social.”
Vice-presidente da entidade, Rafael Goelzer, reforça que a falta de trabalhadores já limita a atividade produtiva. “Temos empresas com capacidade de
expansão, mas sem pessoas para trabalhar. Isso impacta o crescimento econômico.”
Lajeado já foi o primeiro lugar em número de migrantes no mercado de trabalho formal. No ano de 2014. Agora, o fluxo para o Vale do Taquari desacelerou e mudou de característica, realça o
A migração acontece em ondas, acrescenta. “Tivemos um período forte com os haitianos após desastres ambientais e instabilidade política. Nos últimos anos, foram os venezuelanos, que agora também diminuíram. Para conseguir ser assertivos, o nosso desafio é organizar um fluxo migratório eficiente, com pessoas que cheguem para vagas previstas.”
Segundo ele, há ainda fatores geopolíticos que alteram os movimentos migratórios recentes. A crise na Venezuela segue como vetor, mas perdeu intensidade no Brasil após a ação norte-americana. “Os migrantes chegam com diversas necessidades básicas. Diferente da cultura haitiana, em que um integrante da família sai para ajudar os outros, os venezuelanos vêm com esposa, filhos, irmãos ou pais. E precisam ter uma acolhida diferente. Vão precisar de apoio em saúde. Para se ter uma ideia, temos relatos de gestantes que chegam sem nunca ter feito o pré-natal”.
Houve uma redução na chegada de haitianos. Em reunião nesta semana, a Organização Internacional para Migrações (OIM) detalhou o drama no país caribenho. “O Haiti vive uma deterioração política severa. Há regiões dominadas por milícias, voos comerciais não chegam mais ao país. Isso dificulta qualquer fluxo organizado.”
Essa situação abre espaço para a atuação de “coiotes”. “Hoje há migração irregular, com voos fretados agenciados juntos com as milícias”. Com isso, o próprio Itamaraty prepara mudanças para emissão de vistos humanitários. “A prioridade hoje é de um modelo de reunificação familiar. Ou seja, garantir a documentação para aqueles que já tem pessoas formalizadas no país.”
Em setores industriais gaúchos, em especial no metal mecânico, a demanda permanece. “Companhias estruturam programas próprios para qualificação. No Norte, há indústrias com escola do Senai dentro da empresa, formando trabalhadores migrantes para igualar conhecimentos.”
Encantado tem uma das maiores comunidades haitianas do RS. Maior parte dos trabalhadores formais, atua na indústria de alimentos
Integrante do grupo de estudos que analisa analisa fluxo migratório, impacto econômico e desafios sociais na região, Fernanda Sindelar, acredita que o Vale do Taquari consolidou-se como destino de migrantes pela combinação entre oferta de trabalho, estabilidade econômica e redes migratórias.
A Hora – Por que o Vale do Taquari se tornou destino para migrantes?
Fernanda Sinde lar – Há duas questões principais. Os estrangei ros, quando migram, buscam segurança e melhores condições de vida. Considerando a situa ção do local de origem, muitas vezes estão fragilizados e pro curam estabilidade em outros países e uma renda financeira. E o Brasil, internacionalmente, é considerado atrativo. Quando a gente olha para as condições gerais, a economia é relativamente estável, com crescimento, e, em termos de segurança, é um país sem guerra, sem conflitos geopolíticos. Dentro disso, o Vale do Taquari, enquanto região, se torna um polo de atração por duas razões. Primeiro, pela disponibilidade de emprego. Os migrantes estão muito associados às cadeias agroindustriais. Municípios como Encantado, por exemplo, com a Dália, têm atraído e influenciado a contratação de estrangeiros, em especial pelas demandas dos frigoríficos.

grupo. Como a região recebe migrantes há muitos anos, existe uma tendência natural de continuar atraindo essa mão de obra.
– Os números oficiais do Caged e da Rais refletem a dimensão real desse movimento?
Fernanda Sindelar – Não totalmente. Quando a gente olha dados como Caged e Rais, estamos olhando para o mercado formal. Esses dados mostram que continuamos atraindo essa mão de obra migrante, principalmente empregada na indústria.
E esses migrantes ocupam espaços que, muitas vezes, os trabalhadores nacionais não querem ocupar. – E o efeito de rede, conti-
Mas temos mais pessoas de origem internacional na região do que os números indicam. Há migrantes em atividades informais, além de crianças e pessoas que ainda não estão no mercado de trabalho. Então o número real de migrantes na região deve ser maior.

Espaço que antecede a chegada ao Cristo Protetor será inaugurado na segunda-feira, 30, véspera do aniversário de 111 anos do município. Visitantes terão acesso gratuito ao local
ENCANTADO
Omunicípio inaugura na segunda-feira, 30, às 18h, o Jardim do Acolhimento, novo espaço que antecede a chegada ao Complexo do Cristo Protetor. A entrega integra as comemorações pelos 111 anos de emancipação político-administrativa da cidade e marca um novo momento na experiência de visitação ao monumento.

Com cerca de 30 mil metros quadrados, o Jardim foi concebido como uma etapa prévia de contemplação. A proposta busca convidar o visitante a desacelerar antes de acessar o parque. O espaço será dividido em três áreas e contará com pórtico de acesso, banheiros, bancos, estações de hidratação e áreas de descanso. O acesso principal ocorre pela rótula próxima ao portal do complexo, com entradas secundárias previstas no projeto. O investimento superou os R$ 5 milhões, com parte dos recursos repassadas pela bancada gaúcha do Congresso Nacional.
Entre os elementos de destaque estão esculturas em formato de dedos que emergem do solo logo na entrada. A ideia, segundo o prefeito Jonas Calvi (PSD), é reforçar a sensação de acolhimento e pertencimento. O gestor explica que as estruturas remetem às mãos do Cristo surgindo da natureza, criando um ambiente de fé e contemplação. O espaço será público e sem cobrança de ingresso.
Calvi afirma que o jardim representa uma nova forma de pensar o crescimento da cidade e
Um lugar para as pessoas chegarem, desacelerarem, respirarem e viverem esse ambiente com mais paz, conforto e qualidade."

Esculturas que representam as mãos de Cristo aparecem logo na entrada do Jardim

defende que o desenvolvimento também passa pela qualidade de vida. “Mais do que um novo espaço, o Jardim do Acolhimento representa um jeito novo de como a gente quer ver Encantado crescer. Um lugar para as pessoas chegarem, desacelerarem, respirarem e viverem esse ambiente com mais paz, conforto e qualidade”, diz. Para o prefeito, valorizar os espaços e preparar a cidade para receber visitantes é parte do futuro do município.
A secretária de Turismo, Karina Mezzomo, reforça que o local foi planejado para proporcionar bem-estar e conexão. Segundo ela, a proposta vai além de um jardim. Trata-se de um ambiente de espiritualidade e reflexão, alinhado ao propósito do Cristo Protetor. Em sua avaliação, o espaço convida moradores e visitantes a desacelerar e se reconectar. “É um convite para sentir, respirar e se reconectar”, afirma.
É um convite para sentir, respirar e se reconectar.”

O Jardim do Acolhimento nasce como um símbolo do cuidado, da escuta e da experiência que queremos proporcionar a cada visitante.”


Para o presidente da Associação Amigos de Cristo, Robison Gonzatti, o Jardim nasce com um papel que ultrapassa a função física. Ele destaca que a iniciativa foi pensada para qualificar a experiência de quem chega ao complexo, criando um ponto de pausa e conexão. A expectativa, ressalta Gonzatti, é transformar o local em um ambiente de pertencimento e reflexão. “Mais
do que um novo espaço físico, o Jardim do Acolhimento nasce como um símbolo do cuidado, da escuta e da experiência que queremos proporcionar a cada visitante”, diz.
Segundo ele, a proposta reforça a ideia de que o turismo precisa tocar as pessoas. O presidente também credita ao projeto a organização dos fluxos e o fortalecimento do compromisso com o bem receber.
O escultor Olir Francisco Dutra é o responsável pelas obras que marcam a entrada do Jardim do Acolhimento. As esculturas, que remetem a dedos emergindo do solo, são um dos principais elementos simbólicos do espaço. A proposta artística dialoga diretamente com o conceito do projeto. As formas evocam as mãos do Cristo Protetor surgindo da natureza, reforçando a ideia de acolhimento, proteção e espiritualidade.




A vida em comunidade fica mais fácil quando as pessoas se dispõem a ajudar de forma voluntária.”
LÍGIA HOSS
VOLUNTÁRIA DO LIONS
CLUBE ESTRELA HÁ 30 ANOS


Lígia Hoss é voluntária do Lions Clube Estrela há 30 anos e defende que o trabalho social, sustentado por pequenas ações, pode gerar transformações valiosas dentro de uma comunidade.
Ações simples, rápidas e feitas no dia a dia melhoram a comunidade. A bancária aposentada Lígia Hoss, de Estrela, acredita na força do microvoluntariado. Não há nada de pequeno nisso. Pelo contrário, constância, empatia e respeito por diferentes causas tornam esse tipo de iniciativa poderosa.
“Uma comunidade só prospera se houver união e colaboração”, afirma ela. Voluntária do Lions Clube Estrela há 30 anos, Lígia recebeu, ao lado APRESENTADO
do companheiro Gilberto, o reconhecimento da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) pelo serviço prestado à população na reconstrução do município. Durante as enchentes históricas de maio de 2024, o Lions Clube Estrela atuou na distribuição de mantimentos, itens básicos e no direcionamento de recursos para auxiliar as vítimas. Em Estrela, 11 integrantes do clube foram afetados pelas cheias, inclusive Lígia. Nem assim o voluntariado parou. “Fiquei nervosa quando vi minha casa cheia de água e não pude ajudar os vizinhos. Quando a situação se organizou, fomos auxiliar”, relata.
Pais professores a ensinaram a se doar
Natural de Colinas e filha de professor, Lígia cresceu vendo os pais envolvidos em atividades comunitárias. Ela também participava. “Precisávamos limpar a escola ou colaborar nas festas da comunidade. Levei essa prática para a vida adulta.” Atuou na direção da Apae, colabora com a Liga de Combate ao Câncer e, quando necessário, está à frente das corridas da cidade distribuindo garrafinhas de água para mulheres corredoras. Defende o valor das iniciativas voltadas ao bem comum

Para mim, a Lígia é uma inspiração pela atitude e coragem. Ela vai lá e faz”
como forma de melhorar as pessoas e o ambiente ao redor. “O voluntariado permite que você se sinta pertencente à comunidade.” Essa sensação de pertencimento, segundo ela, cresce quando se participa de entidades e se valorizam ações que geram transformação.
Para Lígia, o voluntariado começa na atenção ao entorno: levar o lixo para a rua, ser gentil, visitar pacientes no hospital ou levar alegria a idosos em casas geriátricas são atitudes que impactam diretamente o bem-estar de uma cidade.
Ela observa que esse espírito está enraizado no modo de ser de muitas pessoas em Estrela. “Minha vizinha me inspira porque cuida dos gatos. Meu marido também, que está no Lions há 47 anos. A inspiração vem todos os dias, de pessoas conhecidas”, diz a bancária aposentada. No clube, Lígia participa de várias frentes, mas reconhece que sua energia voluntária se volta com mais força à juventude. O clube de serviço consertou violões e financia professores para aulas de música. Hoje, 200 alunos são beneficiados pela atividade. As aulas despertam o potencial dos estudantes e ampliam possibilidades. “Nós temos duas alunas que foram estudar música em faculdades de outras cidades”, comenta, orgulhosa. Lígia respeita todas as formas de serviço voluntário, assim como o trabalho de diferentes entidades que ajudam a transformar bairros, escolas e famílias. “A vida em comunidade fica muito mais leve quando as pessoas se engajam de forma voluntária.”
preciso falar com entusiasmo sobre experiências voluntárias
Ela acredita que mais pessoas precisam se engajar em projetos sociais e que uma forma de motivar jovens e casais é falar


com entusiasmo sobre a experiência do voluntariado. “As comunidades católica e evangélica fazem um trabalho maravilhoso, é preciso mencioná-las”, afirma. Também considera importante valorizar esse tipo de iniciativa por meio do reconhecimento público. Para Lígia, o projeto Tributo aos Guardiões, ao destacar histórias de dedicação, ajuda a trazer à tona o orgulho pelos valores do voluntariado, fazer o bem, agir com empatia e olhar para o outro com carinho. “Todos podem fazer trabalho

voluntário. Se você não tem tempo, pode ajudar com recursos.”
Os companheiros de Lígia no Lions destacam que uma das principais marcas da voluntária é a disponibilidade.
Adair Cláudio Dai Prá, 76 anos, voluntário do Lions há 25, conhece Lígia há 30 anos e afirma que ela sempre esteve aberta às causas da entidade. “Além do trabalho em Estrela, ela atua pelo

A principal caraterística de Lígia é estar sempre disponível para o trabalho voluntário.”

Lions em nível nacional, preparando pessoas para atuar nas escolas municipais e estaduais dentro de um projeto da instituição.” Entre as características que mais se destacam, segundo ele, está a vontade de fazer sempre mais.
Clair Sibila Korbes Firnkes, voluntária há dez anos, vê em Lígia uma inspiração. Para ela, a coragem é uma característica decisiva. “Tem atitude, é uma mulher que vai lá e faz.”
Formas de exercer o voluntariado e melhorar o dia de alguém
• Levar animação para idosos em casas geriátricas
• Ajudar a cuidar de gatos e cães e outros animais de rua
• Ler histórias para pacientes doentes
• Juntar o lixo da rua ou da comunidade
• Se não puder doar tempo, ajude com recursos

SEMANA SANTA
Milenar tradição cristã de substituir a carne vermelha por peixes, em especial na Sexta-feira da Paixão, no dia 3 de abril, mobiliza o setor da piscicultura. Feiras ganham intensidade a partir deste fim de semana
Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
Atradição marca a penitência e o respeito ao sacrifício de Jesus Cristo. Ao longo da Semana Santa, a carne vermelha — associada a celebrações — é substituída por alimentos mais simples, como o peixe, símbolo de espiritualidade e devoção. A alta demanda durante o período deve movimentar cerca de 277 toneladas nos 55 municípios de cobertura do escritório regional da Emater/RS-Ascar, de Lajeado. Desse total, cerca de 65% (180 toneladas) devem ser negociadas no Vale do Taquari.
A movimentação envolve uma ampla rede de comercialização, com previsão de 52 feiras urbanas, somando 76 dias de atividades, além de 160 feiras em propriedades rurais. Também estão previstos pontos de venda em pesque-pagues (17), residências de pescadores (47), beira de rio (8), vendedores
ambulantes (6) e outros locais (10), ampliando o acesso do consumidor ao pescado fresco. Entre as espécies mais consumidas na região, predominam as carpas. A capim lidera, com 66,3 toneladas previstas, seguida pela prateada com 35,9 toneladas, húngara 34,9 toneladas e a cabeça grande com 30,1 toneladas. A tilápia inteira também tem presença relevante, com 18,9 toneladas.
No segmento de filés, a tilápia se destaca com 21,3 toneladas, evidenciando a preferência por produtos com maior valor agregado. Também aparecem filés de traíra/trairão, cascudo, além de carpa cabeça grande e carpa capim, com volumes menores, mas presença consolidada no mercado regional.
Uma das principais feiras da região ocorre em Lajeado, organizada pela Associação de Piscicultores de Sério, que ainda realiza eventos no próprio
município. De acordo com o presidente, Deonésio Zacarias da Silva, a expectativa para este ano é superar os volumes comercializados em 2025. “No ano passado, vendemos pouco mais de cinco toneladas, e acreditamos que poderíamos ter comercializado ainda mais. Para este ano, estamos preparados com mais de oito toneladas, podendo chegar a dez toneladas de peixe disponíveis para Lajeado.”
Segundo Deonésio, os preços serão mantidos, sem reajuste para a Semana Santa. “O valor é o mesmo praticado ao longo do ano. A carpa capim será comercializada a R$ 17,00 o quilo, enquanto as demais espécies ficam em R$ 14,00/kg.” Os consumidores encontrarão peixes com peso variando entre 1,5kg e 8kg. A feira funcionará das 9h às 18h, com possibilidade de extensão do horário conforme a disponibilidade de produto.
Principais pescados inteiros
Espécies
Carpa Capim Inteira
Carpa Prateada Inteira
Carpa Húngara Inteira
Carpa Cabeça Grande Inteira
Tilápia Inteira
Espécies
Tilápia Filé
Carpa Cabeça Grande Filé
Traíra/Trairão Filé
Carpa Capim Filé
Cascudos Filé
Principais filés de pescados * PROJEÇÃO MÉDIA PARA A SEMANA SANTA NOS VALES DO TAQUARI E CAÍ
(kg)
Valor médio por espécie
R$ 17,18
R$ 13,91
R$ 13,84
R$ 13,34
R$ 19,27
Valor médio por espécie
R$ 46,18
R$ 25,16
R$ 43,01
R$ 30,46
R$ 45,00






No ano passado, vendemos pouco mais de cinco toneladas... Para este ano, estamos preparados com mais de oito toneladas, podendo chegar a dez.”
Além de reunir diversos pontos de comercialização de pescados, Bom Retiro do Sul realiza neste fim de semana a 6ª edição da Festa do Peixe. O evento começou na sextafeira e segue até domingo, reunindo atividades voltadas à valorização da piscicultura, gastronomia e cultura local. A programação inclui palestras educativas, feira de produtores e ações de incentivo ao consumo de peixe.
O destaque é o tradicional Jantar do Peixe, realizado no
sábado à noite, com cardápio variado à base de pescado e animação musical. O evento também conta com feiras gastronômicas e de artesanato, além de atrações abertas à comunidade no domingo. Segundo a organização, a festa integra o projeto Pesqueiro do Vale, que busca fortalecer a cadeia produtiva, incentivar o turismo e ampliar a visibilidade de Bom Retiro do Sul como referência regional na produção de pescado.
ESTEVÃO HEISLER


BOQUEIRÃO DO LEÃO
Segunda-feira a quinta-feira, de 30/03 a 2/04, na praça central Dr. Anuar Elias Aesse, a partir das 8h. Carpa capim por R$ 18,00/kg. Carpas húngara, prateada e cabeça grande por R$ 15,00.

BOM RETIRO DO SUL
Parque Pôr do Sol Sábado, dia 28, das 9h às 15h Terça-feira, dia 31, das 14h às 15h; Quarta-feira, dia 1º, das 8h às 19h; Quinta-feira, dia 2, das 8h às 19h; Sexta-feira, dia 3, das 8h às 12h.
Propriedade de José Décio
Bepller (Recanto do Peixe)
Quarta-feira, dia 1º, das 15h às 19h; Quinta-feira, dia 2, das 9h às 19h; Sexta-feira, dia 3, das 9h às 12h.
Propriedade de Rafael de Jesus (Faxinal do Silva Jorge)
Quarta-feira (1º), quinta-feira (2) e sexta-feira (3) durante o dia todo.
Propriedade de Romaldo Kern (Faxinal do Silva Jorge)
Quinta-feira, dia 2, durante o dia todo.
Propriedade de Valdir Berwanger (Mercado Jardim das Pedras); Quinta-feira, dia 2, a partir das 8h.

CRUZEIRO DO SUL
Parque Poliesportivo Municipal Sábado, dia 28, das 8h30min às 11h (produtor Daniel Henz); Quinta-feira Santa, dia 2, das 14h às 18h (produtor Multipeixes, família Schwarzbold); Sexta-feira Santa, dia 3, das 8h às 10h (produtor Multipeixes, família Schwarzbold).

ENCANTADO
*Sábado, dia 28, a partir das 9h30min– propriedade dos irmãos Ilo, Hilton e Ireno Bagatini, em Linha Argola. Carpa capim (R$ 13,00/kg). Carpas húngara, cabeça grande e prateada (R$ 11,00/kg).

FORQUETINHA
Sábado, dia 28, a partir das 8h, na propriedade de Valdori Sauter, espaço Sobre as Águas, no Bauereck. Capas com peso médio de 3,5kg e tilápias entre 1,5km e 2kg. Capim por R$ 18,00/kg e demais R$ 16,00/kg.
Sábado, dia 28, a partir das 8h, na propriedade de Gerson Kruger, no Bauereck. Capim por R$ 15,00/kg e demais R$ 12,00/ kg. OBS: cada produtor estima ter cerca de 500kg no total.

LAJEADO
Terça à quinta-feira, dias 31, 1º e 2, das 9h às 17h; Sexta-feira, dia 3, das 9h às 11h30min.

MARQUES DE SOUZA
Sábado e domingo, dias 28 e 29, na propriedade de Daniel Datsch, em Linha Perau. Cabeça grande e prateada por R$ 20,00/ kg. Capim por R$ 22,00/kg.
Quinta-feira, dia 2, na propriedade de Waldemar Mertz, em Linha Bastos ao longo de todo o dia. Capim por R$ 16,00/kg, prateada por R$ 13,00/ kg, húngara por R$ 10,00/kg e jundiá cinza por R$ 20,00/kg.
Sexta-feira, dia 3, na propriedade de Waldemar Mertz na parte da manhã. Mesmos valores.

MUÇUM
Feira do Produtor, lateral da prefeitura
Quarta e quinta-feira, dias 1º e 2, a partir das 9h, com preço de R$ 15,00/kg.

ROCA SALES
Sábado, dia 28, das 8h às 12h, na praça central Júlio Lengler –Feira de Páscoa com produtos da agricultura familiar e piscicultores.

SÉRIO
Sábado, dia 28, a partir das 8h na Chácara do Quati, estrada geral entre Sério e Boqueirão. Cabeça grande, prateada e húngara (R$ 14,00/kg). Carpa capim (R$ 17,00/kg).

Sábado, dia 28, em frente ao açougue Casa de Carnes Cabeça grande, prateada e húngara (R$ 14,00/kg). Carpa capim (R$ 17,00/kg). Também venda de filés congelados.
TABAÍ
Quinta-feira, dia 2, das 8h30min às 12h, no Galpão de Máquinas. Carpa capim e tilápia (R$ 22,00/kg). Húngara, prateada e cabeça grande (R$ 20,00/kg).

TEUTÔNIA
Sábado, dia 28, a partir das 8h30min no Pesque e Pague Stahlhofer, em Linha Boa Vista (RS 419, km 5).
Sábado, dia 28, a partir das 9h na praça da comunidade evangélica em Canabarro
Sábado, dia 28, a partir das 8h30min na propriedade de Dércio Fiegenbaum, em Linha São Jacó.

TRAVESSEIRO
Sábado e domingo, dias 28 e 29, na Fazenda Paraíso, em Linha Herval. Carpas capim, húngara e prateada por R$ 17,00/kg. Cabeça grande por R$ 15,00/kg.
ESTRELA
Praça Henrique Hoolard a partir das 7h, neste sábado, 28. Também nos dias 1°, 2 e 3 de abril.


Diante da baixa cobertura vacinal em 2025, Coordenadoria Regional de Saúde espera alcançar cerca de 90% do grupo prioritário. As primeiras doses chegaram ao Vale do Taquari nesta semana e distribuídas aos municípios que participam da campanha do Dia D
Aestratégia de vacinação contra a influenza inicia neste sábado, 28, em nível nacional. No Vale do Taquari, dezenas de municípios aderem ao Dia D da campanha, momento em que as unidades de saúde abre as portas para expandir o alcance do imunizante à população. A ação busca imunizar grupos prioritários e reduzir complicações em decorrência da doença.
A primeira remessa do imunizante, enviada pela Secretaria de Saúde do RS (SES), chegou à região nesta semana e foi distribuída aos municípios pela 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). Segundo a coordenadora Rafaela Fagundes, são quase 1,1 mil doses, o que equivale a 7% do total previsto. Novas remessas estão programadas para o decorrer da campanha.
A meta de imunização para 2026, afirma Rafaela, é atingir mais de 90% do grupo prioritário. Na avaliação dela, a cobertura vacinal no ano passado ficou abaixo do
Grupos prioritários:
- Crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade
- Gestantes
- Idosos com 60 anos ou mais
- Puérperas
- Povos indígenas
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores da Saúde
- Professores
- Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores de transporte coletivo
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis
preconizado, com 52% do público -alvo atingido. Em âmbito estadual, o número chegou a 56%, também inferior ao estipulado pela SES.
“A vacinação contra a influenza é fundamental porque essa não é uma gripe comum. Trata-se de uma doença que pode evoluir para quadros graves, sobretudo em públicos mais vulneráveis como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção, pois reduz o risco de complicações, internações e óbitos”, reforça.
A coordenadora destaca que a vacinação também promove a proteção coletiva, pois diminui circulação do vírus na comunidade e protege quem não pode se vacinar. “É um cuidado individual que tem um impacto direto na saúde pública, ajudando a evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e salvando vidas”, frisa.
Outro ponto importante, ela reforça, é a frequente mutação do vírus. Por isso, a cada ano a vacina é atualizada para garantir a imunização contra novas cepas circulantes. Os diversos tipos de influenza podem causar desde infecções assintomáticas até
Dia D neste sábado, 28
- Anta Gorda
- Capitão
- Cruzeiro do Sul
- Dois Lajeados
- Doutor Ricardo
- Estrela
- Fazenda Vilanova
- Forquetinha
- Ilópolis
- Imigrante
- Marques de Souza
- Nova Bréscia
- Paverama
- Relvado
- Roca Sales
- São José do Herval
- Teutônia
- Venâncio Aires
- Westfália
quadros graves que exigem hospitalização. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.
Com grande incidência de casos nos últimos anos, a expectativa é observar uma redução gradual da doença a partir do avanço do calendário de imunização, afirma a coordenadora. O primeiro caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em 2026 foi registrado em Nova Bréscia, em uma criança da faixa etária de um a quatro anos. No entanto, em 2025, o cenário foi diferente. A região registrou 163 hospitalizações em decorrência de influenza. Também foram contabilizados 34 óbitos pela doença, números superiores a 2024. A maioria dos casos graves ocorreu em pessoas não vacinadas. As notificações de influenza em 2026 ainda são baixas, reflexo do período de menor circulação do vírus nos primeiros meses do ano. Até o momento, foram registradas 75 hospitalizações e cinco óbitos pela doença no Estado

Desfile típico ocorre em 25 de abril; bailes estão marcados para 16 e 23 de maio, e cafés coloniais para os dias 17 e 24
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Maio ainda nem começou, mas em Estrela ele já dá sinais de que está chegando. E poucos eventos anunciam esse tempo com tanta força quanto o Festival do Chucrute. Mais do que uma festa, ele funciona como um chamado coletivo: abre janelas, desperta memórias e avisa à comunidade que a cidade voltará a se encontrar em torno da música, da gastronomia e da cultura germânica. Foi com esse espírito que, na noite de sexta-feira, 27, Estrela lançou oficialmente a 58ª edição do festival, em ato no Lar do Jovem. Integrando a programa-

ção dos 150 anos do município, o evento reafirma seu lugar como uma das celebrações mais tradicionais da cidade e da região. Secretário de Cultura e coordenador dos grupos folclóricos, Andréas Hamester destacou o peso histórico da programação. Ao comparar o festival com outras grandes festas de origem germânica, ele chamou atenção para sua
longevidade. “As Oktoberfests têm 30, 32 anos, alguma coisa assim. E o Festival do Chucrute está chegando quase a 60 anos”, afirmou.
Segundo ele, essa permanência ajuda a explicar a ligação do evento com a identidade local. “É um evento realmente muito tradicional, muito preparado com a comunidade e que agrega a todos
os gostos”, resumiu.
Ao falar sobre a nova edição, Hamester reforçou que o festival mantém elementos que o acompanham há décadas. Para ele, quem participou das primeiras edições ainda reconhece na festa atual traços preservados da sua essência. “Quem foi ao festival na década de 60 vai dizer que tem coisas que até hoje se mantêm”, destacou. Entre esses elementos, ele citou a comida típica, os trajes, os enfeites e as tradicionais guirlandas.
O coordenador também ressaltou que o lançamento funciona como uma espécie de anúncio simbólico à comunidade. “É como se abrisse uma janela e avisasse a comunidade do que vai acontecer daqui alguns dias, para que todos já possam se preparar”, afirmou.
Além do público local, o festival também mantém capacidade de atrair visitantes de fora. Conforme Hamester, cada grande noite
costuma reunir cerca de 1,2 mil pessoas, e aproximadamente 60% do público vem de outros municípios.
A programação começa no dia 25 de abril, com o Desfile Típico, pelas ruas de Estrela, com saída do Parcão às 15h.
Já no primeiro fim de semana do festival, em 16 e 17 de maio, ocorre o 1º Baile Típico, no sábado, às 20h, no Cristo Rei, com animação da Orquestra La Montanara, seguido pelo 1º Café Colonial, no domingo, às 15h. No segundo fim de semana, em 23 e 24 de maio, a programação se repete com o 2º Baile Típico, animado pela Super Banda Choppão, e o 2º Café Colonial, também no Cristo Rei.
Entre uma data e outra, o calendário inclui ainda o Baile da Feliz Idade, a 29ª Festa do Idoso e a 17ª Festa das Apaes. Hamester também adiantou a realização do Parkchoppfest, no Parque Princesa do Vale, com jogos germânicos e atividades paralelas.
Os ingressos antecipados começam a ser vendidos na próxima semana, na secretaria da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Estrela (IECLB).

Nova diretoria projeta união entre entidades e fortalecimento do movimento tradicionalista no município
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
LAJEADO
Tradicionalistas Gaúchos (AMTG) de Lajeado passa a ter nova liderança. Em assembleia, Daniel Armindo Becker transmitiu oficialmente o comando da entidade para Ademar Foster, que assume a presidência ao lado do vicepresidente Rafael Rezner para um mandato de dois anos.
Ao assumir o cargo, Foster destacou o significado da nova função dentro do movimento tradicionalista local. Segundo ele, a responsabilidade vem
acompanhada de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido recentemente, especialmente à frente do CTG Tropilha Farrapa nas gestões de 2025 e 2026. “Receber esse cargo, para mim, é motivo de muito orgulho, pela grandeza e responsabilidade que esse trabalho representa.
A confiança dos colegas tradicionalistas, tanto dos presentes na assembleia quanto daqueles que não puderam comparecer, é também um reconhecimento pela trajetória construída”, afirmou.
Coletividade
Com discurso voltado à coletividade, o novo presidente reforçou que a gestão será conduzida de forma compartilhada. A proposta, segundo ele, é ampliar o diálogo entre as entidades e fortalecer o tradicionalismo em Lajeado. “Eu costumo sempre falar no plural, porque estaremos envolvidos como uma equipe. Tenho a consciência de que
ADEMAR FOSTER NOVO PRESIDENTE DA AMTG DE LAJEADO
Receber esse cargo, para mim, é motivo de muito orgulho, pela grandeza e responsabilidade que esse trabalho representa.”
ninguém faz nada sozinho. Junto com o vice-presidente Rafael e os demais membros, vamos trabalhar para fortalecer ainda mais o tradicionalismo na cidade, unir as entidades, atender suas demandas e agregar novas ideias para o sucesso de todos”, destacou. A nova diretoria assume com o desafio de manter o engajamento das entidades filiadas, além de promover ações que valorizem a cultura gaúcha e ampliem a participação da comunidade nas atividades tradicionalistas do município.



Expresso Azul confirma redução de horários em feriados e avalia cortes também no transporte urbano em Lajeado
Aredução no fornecimento de óleo diesel já impacta o transporte coletivo no Vale. A Expresso Azul confirmou a suspensão de linhas intermunicipais e estuda ajustes também no serviço urbano em Lajeado. A medida ocorre em meio ao racionamento do combustível, com entregas abaixo do volume contratado.
Conforme autorizações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), diversas linhas terão alterações nos próximos feriados, como Paixão de Cristo e Tiradentes. Entre as mudanças estão suspensões, ampliações pontuais e redistribuição de passageiros em trajetos de maior demanda. De acordo com o diretor da empresa, Pedro Lourenço Guarnieri, o problema não está no custo do diesel, mas na dificuldade de abastecimento. “O óleo diesel está sendo racionado. Nós estamos recebendo, mas em quantidades inferiores ao que seria normal.”
Segundo ele, a variação no fornecimento tem sido constante. “Tem dias que vem meia carga, tem dias que vem um terço e tem
dias que vem a carga inteira, dependendo da disponibilidade da distribuidora.” Em um dos casos recentes, a empresa aguardava 16 mil litros e recebeu apenas 8 mil.
A estratégia, neste momento, é priorizar os horários de maior demanda, especialmente os ligados ao início e término da jornada de trabalho. “A nossa preocupação é não deixar faltar nesses horários.”
No transporte intermunicipal, a tendência é concentrar passageiros em linhas de maior percurso, com a retirada de horários considerados menos utilizados.
Um dos exemplos citados é a ligação entre Encantado e Lajeado, que pode ser absorvida por viagens de longo curso, como as que seguem até Porto Alegre. “Essas linhas mais curtas, com menor demanda, vão ser suprimidas e o atendimento passa a ser feito por linhas maiores”, explica Guarnieri.
As alterações já aparecem nos documentos autorizados pelo Daer, com registros de suspensão em diversos horários e itinerários em cidades como Lajeado, Teutônia, Encantado, Estrela, Arroio do Meio, Marques de Souza e outras localidades do Vale.
No transporte urbano de Lajeado, ainda não há definição sobre cortes, mas a empresa admite que avalia ajustes. A análise se concentra nos
Mesmo com o aumento no preço do combustível nas últimas semanas, a empresa afirma que não houve alteração na operação por esse motivo. A dificuldade, neste momento, é logística. “A poucos dias enviamos para a prefeitura a tabela com reajustes. Com o aumento do combustível, em algumas linhas vamos praticamente pagar para colocar os ônibus na rua. Mas o social é mais importante.” O diretor reforça que a prioridade é manter o serviço essencial funcionando, dentro das limitações de abastecimento. A empresa monitora diariamente o volume recebido e não descarta novas adequações nos próximos dias, conforme a disponibilidade nas distribuidoras.
horários de menor movimento, principalmente no meio da manhã e da tarde.
“Está sendo analisado. Assim que estiver definido, será divulgado”, diz o diretor.
A falta de diesel atinge tanto o tipo S10 quanto o S500, utilizados na frota. Em um dos carregamentos recentes, apenas o S10 foi entregue. “O S500 não veio nenhuma gota.”
Apesar do custo mais alto, o S10 pode ser utilizado em todos os veículos, o que evita paralisações imediatas. Ainda assim, o cenário é considerado instável.

Reuniões ocorreram em março e trataram, além das eleições, prestação de contas do exercício de 2025
ACertel promoveu assembleias de microrregião para levar aos associados a prestação de contas do exercício de 2025, bem como tratar de investimentos e outros assuntos de relevância a todo o quadro social, como a aprovação de contas, a eleição dos conselhos e a destinação de sobras. Os eventos ocorreram nos dias 4, 5, 9, 10, 11 e 12 de março, respectivamente em Taquara, Boqueirão do Leão, Salvador do Sul, Lajeado, Marques de Souza e Teutônia.
Ainda na noite de quintafeira, 26, em Teutônia, ocorreu a Assembleia Geral Ordinária com os delegados cooperativos, referendando todas as aprovações das assembleias anteriores.

O presidente Erineo José Hennemann foi reeleito para mais um mandato à frente da Certel. Hennemann destacou a importância deste ano para a cooperativa, que completou 70 anos em 19 de fevereiro. Ele elencou diversas ações comemorativas desde o ano passado, além da inauguração de espaços como a nova sede operacional, em Lajeado.
Também enalteceu sobre o início das obras da Hidrelétrica
Vale do Leite, no rio Forqueta, entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo, que será fundamental para a garantia de um abastecimento energético ainda mais confiável para a região. A usina – a terceira da Cooperativa no leito do rio Forqueta – terá 6,4 MW de potência instalada, com capacidade para atender 19,2 mil pessoas. Ainda frisou sobre outro importante investimento da Certel, a aquisição do quarto caminhão de linha viva.
No que abrange as demonstrações contábeis, as cooperativas registraram um incremento de 6,6% em sativos totais. Esse crescimento reflete investimentos em bens e direitos estrategicamente direcionados à geração de benefícios futuros.
Atualmente, esses ativos compõem um patrimônio com valor de mercado que pode chegar a R$ 1 bilhão. Já em relação às sobras, a cooperativa de energia deixou uma sobra à disposição da assembleia de aproximadamente R$ 70 milhões.
Destas sobras, as assembleias aprovaram a proposta de destinação de R$ 20,3 milhões
para o Fundo de Manutenção do Sistema de Distribuição e Geração da Certel Energia; e de R$ 30 milhões para a Recomposição do Fundo de Reserva, R$ 8 milhões para Recomposição do Fundo de Manutenção para Investimentos em Projetos de Geração de Energia e R$ 11,5 milhões para Recomposição do Fundo de Contingência da Certel Desenvolvimento.
As assembleias também aprovaram as previsões de investimentos para este ano. Serão R$ 107,3 milhões para a Certel Energia e Certel Desenvolvimento, com ênfase a projetos de geração e subestações de energia.

Erineo José Hennemann foi reeleito para mais um mandato à frente da Certel

VALE DO TAQUARI
Ogoverno de Cruzeiro do Sul iniciou negociações jurídicas com três empresas para estruturar parceria públicoprivada (PPP) com o objetivo de viabilizar a pavimentação das vias de acesso ao distrito industrial do município.
Buracos, desníveis e a falta de manutenção nas ruas Ernesto Hepp, Theodoro Goerck e Alfredo Marmitt têm dificultado o deslocamento de veículos e o escoamento da produção, impactando a rotina de cerca de 12 empresas instaladas no local. Segundo o prefeito Cesar Marmitt (PP), conhecido como Dingola, o custo das intervenções pode chegar a R$ 4 milhões, valor que, segundo ele, a prefeitura não tem capacidade de investir neste momento.
“Não tenho de onde tirar esse recurso. Precisamos negociar e buscar alternativas. Não é tão simples quanto parece”, afirmou De acordo com o prefeito, a administração também atua na reorganização das finanças municipais para ampliar a capacidade de investimento.
O município ainda arca com financiamentos anteriores, o que limita novas operações de crédito. A estratégia, segundo ele, é quitar parte dessas dívidas para abrir espaço fiscal e avançar na captação de recursos.
Não tenho de onde tirar esse recurso. Precisamos negociar e buscar alternativas.
Não é tão simples quanto parece.”












Mais uma edição do evento Mulheres & Negócios ocorreu na segunda-feira, 23, na sede administrativa do Sicredi Integração RS/MG. Bárbara Bottoni e Graziela Muniz, à frente da Pipocando Networking, reuniram mais de 120 mulheres empresárias em busca de novas conexões, negócios e conhecimento. Com metodologia própria, a dinâmica incentiva a troca de ideias e a divulgação de diferentes serviços e produtos.


Para celebrar a nova parceria, na quinta-feira, 26, a Djoo Agency, agência de talentos com atuação no mercado de moda, e a Intensus Clinic Academy receberam amigos e clientes no aconchegante espaço da clínica, que fica na rua Osvaldo Cruz, 90, no bairro Americano. Os convidados foram apresentados à estrutura da clínica e participaram de uma conversa sobre moda, beleza, estética e bem-estar.
AConstrutora Diamond, sempre atenta aos movimentos de inovação, trouxe na terça-feira, 24, o evento exclusivo Warm-Up GS26, numa parceria com o Gramado Summit.
O encontro, realizado na Central de Vendas da construtora para mais de 100 líderes e empresários, trouxe os palestrantes Marcus Rossi, CEO do Gramado Summit, Arthur Gubbert e Luciano Potter.
O trio falou sobre as adaptações necessárias para os novos tempos e a importância das conexões humanas e do networking para o sucesso dos negócios.



O Hub Vínculos, de relacionamento, promoveu mais um encontro com arquitetos e designers. A edição ocorreu na loja Noma Decor com uma conversa sobre como humanizar os espa-
ços. Para abordar o tema, os palestrantes foram Jamile Weizenmann, Coordenadora do Escritório Modelo Univates, e Rafael Veeck, diretor comercial da Toro Bianco.



Mari Perin & Finger Móveis Planejados @finger.mariperin
Construtora Diamond
@diamondconstrutora
Uma cozinha que traduz um novo jeito de viver os espaços: mais integrada, funcional e sofisticada. Desenvolvida com móveis Mari Perin & Finger Móveis Planejados, para um apartamento da Construtora Diamond, o projeto valoriza cada detalhe através de uma composição totalmente embutida, onde geladeira, forno e microondas se integram perfeitamente à marcenaria, criando um visual limpo, organizado e elegante. A bancada contínua conecta
os ambientes de forma natural, ampliando a sensação de espaço e favorecendo o uso no dia a dia. Já a cristaleira, surge como um ponto de destaque sutil, trazendo leveza e refinamento, além de valorizar objetos e composições decorativas. O grande protagonista é o novo acabamento amadeirado, em um tom contemporâneo e acolhedor, que adiciona profundidade e sofisticação ao ambiente. Uma escolha que equilibra perfeitamente o aconchego da madeira com a estética moderna, criando uma cozinha atemporal e cheia de personalidade.
Mais do que um projeto, essa cozinha representa um cuidado completo — do planejamento à execução — pensado para proporcionar praticidade, beleza e bem-estar em todos os momentos.











CARLOS MARTINI Administrador

É assim que começa o hino do Expedicionário (confere no Google). É claro que hoje em dia, em bons tempos de paz, nenhum combatente tem quem se preocupar muito com quanta água ainda tem no cantil, ou quanta munição e boa mira tem no seu fuzil.
Não sei bem de onde tu veio, mas imagino por onde tu vai quando sair daqui, com certeza buscando trilhar bons caminhos e guardando gratas memórias. Milhares de valedotaquarienses já passaram pelo serviço militar, principalmente em Bagé e São Gabriel. Seja no 9º RCB, no 25º GAC, no 3º RCMec, no 3º BLog, na 13ª Cia Com, no 6º BEC, ou no QG da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, a Sentinela Avançada.
Du-vi-do que alguém tenha saído desses quartéis ao final do tempo de serviço sem levar consigo muitas boas e gratas lembranças desses tempos de caserna, que nunca se apagam. Não
Meio de revesgueio o meu Cumpadi Belarmino deu uma passada pelo tal South Summit Brazil 2026, alí pelas bandas do cais do porto, entre outros logradouros.
Coisa bonita de ver um centro de ecossistema de inovação sediado aqui por perto da picada, com potencial de projetar diversas iniciativas e de atrair novos investimentos.
Vale lembrar que discreta ou ostensivamente mais de 150 representantes de fundos de investimento circularam por alí, sem contar outros 500 potenciais investidores privados como observadores.
O cumpádi tava divulgando a proposta de criar a bocha digital com jogo de osso e campereadas via inteligência artificial, com um “hub” sediado no seu bolicho de campanha, tomara que dê certo.
é moleza no começo e até assusta um pouco, mas com o tempo a convivência entre os camaradas vai forjando fortes amizades, sólidas lealdades, num ambiente de fraternidade e respeito. Quem não passou por isso, comandando ou sendo comandado, tanto faz, nem imagina quão marcantes e profundas são essas vivências. E respeitadas a disciplina e a hierarquia, imprescindíveis numa força militar, o espírito de corpo consolida a união de toda a tropa.
Por aqui não tem quartéis do Exército, o mais próximo é em Santa Cruz do Sul (7º BIB), por isso desfiles de grupamentos militares dessa força são meio raros. Mas onde eles existem e rotineiramente desfilam nas respectivas cidades dá gosto de ver o orgulho dos jovens soldados marchando e de suas respectivas famílias que acompanham a passagem da tropa, identificando lá no meio
do esquadrão, da bateria, do pelotão, seu filho querido garboso e de peito inchado. Pelo que lembro a última vez que algum contingente da tropa terrestre desfilou por aqui foi em 1992 e encheu os olhos de quem assistiu. Na época deu pra trazer também alguns blindados junto, que ficaram em exposição durante uma grande feira daquele ano e foram uma grande atração. Lá se vão mais de 30 anos, incrível como esse tempo passa.
Mas, apesar de alguns tropeços eventuais, o tal “braço forte e a mão amiga” continuam permanentemente estendidos, desde os tempos dos morros de Guararapes. Mesmo que temporariamente desprestigiados, em função de algumas circunstâncias históricas passageiras ou carreirísticas e no meio desse entrevero de esfacelamentos e até esfarelamento de várias instituições. Algumas tem que ficar de pé, e à ordem.
Esse pode até ser um conceito considerado como antiquado hoje em dia, mas entre alguns eventuais trancos e barrancos se não preservar uma consistente coesão interna nenhuma família, empresa, governo ou nação se sustenta.
E não é sistematicamente remexendo em eventuais feridas quase cicatrizadas e até criando ainda várias outras mais, sempre do tipo “nós contra eles” e tão a gosto de determinados segmentos políticos-ideológicos, que parecem não ter como sobreviver na ordem do dia sem alavancar novos conflitos, ou ressuscitar antigos.
A fundamental coesão baseada na chamada cultura interna não costuma nascer e nem se consolidar da noite pro dia, em nenhum grupo social.
Princípios e valores basilares não mudam ao sabor de qualquer ventinho da moda, sob pena de a construção ruir feito um castelo de areia. MAS QUE TAL, TCHÊ!?
Sem botar o pé na estrada não tem quem como saber onde se pode chegar.”
(De um caminhoneiro, veterano na boleia)
Neto pro nôno:
- Mas que carne bem dura de mastigar que tu preparou nesse churrasco, vô!
- Mas é a grande novidade no mercado: Picanha Trans!
- Que raio é isso?
- É carne da canela, mas se considera picanha, tenho que “arrespeitar.”

MARCOS FRANK ARTIGO
Médico Neurocirurgião
Aos 89 anos, Moacyr Franco é um ator, cantor, compositor, apresentador, escritor e até político brasileiro(foi deputado federal por SP de 1983 a 1987). Foi sua voz que consagrou o famoso samba “Me da um dinheiro aí”.
Talentoso, Moacyr Franco, compôs músicas para cantores sertanejos inclusive o sucesso “Ainda ontem chorei de Saudade.”
(Ainda ontem chorei de saudade
Relendo a carta, sentindo o perfume
Mas que fazer com essa dor que me invade? Mato esse amor ou me mata o ciúme...).
No começo dos anos 2000, Moacyr compôs uma música diferente do seu estilo tradicional. Era uma crítica social que Rita Lee eternizou com seu estilo irreverente.
Lançada no álbum Balacobaco (2003), a música reflete o “desapego” e a filosofia de que a vida é passageira, convidando a rir das pretensões humanas. Além disso, o refrão repetitivo “tudo vira bosta” funciona como um lema de desapego e uma crítica direta à seriedade excessiva com que a sociedade trata cargos, dinheiro e aparências.
Vinte e três anos depois a letra segue atual e afiada:
“O ovo frito, o caviar e o cozido
A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta...
O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta...”
A efemeridade da vida e das nossas conquistas são jogadas na cara do ouvinte de forma crua, quase como a lembrar que somos pó e ao pó voltaremos. A música segue:
“Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
Filé minhão, champinhão, Don Perrinhão
Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta
O pão-de-ló, brevidade da vovó
O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha eguinha pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta...”
A crítica social segue ao abrasileirar, a moda antropofágica, palavras francesas e misturar o clássico com o popular.
“A rabada, o tutu, o frango assado
O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu ‘tô cansado
Tudo vira bosta...”



Encantado começa a se transformar num grande destino religioso. Claro, muito impulsionado pelo sucesso nacional do Cristo Protetor. Na semana passada, dois novos atrativos que conversam com a espiritualidade surgiram na cidade. Quem conhece a área central encantadense com certeza já se deparou com a bela Igreja Matriz São Pedro. Para mim está claro que Encantado já tem destinos suficientes para uma rota turística de fé.




Localizado junto à Pousada Jardim Encantado, na Linha São Marcos, o Parque Caminho dos Milagres convida o visitante a percorrer um trajeto pavimentado e com esculturas que representam sete milagres de Jesus Cristo. Ao total, o projeto conta com mais de 75 esculturas. A caminhada finaliza na Fonte das Graças, espaço que convida à oração e contemplação.
Os empresários Vanderleia e Idacir Cardoso estão à frente do empreendimento. O parque abre oficialmente dia 31 de março com atendimento de terça a domingo das 9h às 17h. A atividade leva em torno de 40 minutos. Os ingressos variam de R$ 21,45 a meia entrada e R$ 42,90 o adulto. Crianças até seis anos não pagam.

Cartão-postal no coração da cidade, a Igreja Matriz São Pedro tem duas torres que são vistas de vários pontos da cidade. Além da beleza arquitetônica, é um destino de religiosidade com acesso gratuito das 7h às 19h. Guarda o Memorial Santo Sudário, o pano de linho que envolveu o corpo de Jesus Cristo depois de morto. A imagem reproduz a réplica do Sudário original que está em Turim, na Itália. Destaque ainda para o belo jardim com cenários ideais para fotografias.

O monumento gigante com 43,5 metros de altura se tornou símbolo máximo da fé do Vale. O complexo construído em sua volta vai muito além da imagem de Jesus Cristo. Tem capela de vidro, fonte dos 12 apóstolos, velário e o belo mirante com vista para Encantado. Além disso, loja de souvenirs e praça de alimentação.
O acesso ao Cristo Protetor varia de R$ 20,00 a R$ 40,00. Pessoas com deficiência tem cortesia. Já os moradores de Encantado entram com a doação de um quilo de alimento. A parte é oferecida a experiência de subir até o mirante/ coração do Cristo. Os valores variam de R$ 25,00 a R$ 50,00. O atendimento ocorre de terças a domingos, das 9h às 17h.


No complexo do Boulevard Encantado, surge uma nova experiência que une religiosidade, preservação histórica e tecnologia: o espetáculo imersivo “Cristo Protetor 360°”. A experiência aborda as raízes indígenas, a chegada dos primeiros imigrantes e desenvolvimento de Encantado até a construção do Cristo Protetor. Tudo isso é contado de forma imersiva com imagens projetadas nas paredes do Multiverso Encantado. As sessões serão realizadas aos sábados, domingos e feriados, às 11h30 e às 14h30, com possibilidade de horários extras conforme a demanda. Os ingressos estão disponíveis na plataforma lumepass.com.br, com valor a partir de R$ 20,00.


Acordo entre a Petro-
Paliativo para cólicas abdominais
Tomar; subjugar
Os de maquiagens são populares no YouTube Regiane Alves, atriz
Local de entrada de um prédio
Ex-(?): veterano de guerra Que se conservam através do tempo
Comida vendida em fastfood
Imensos (?)-barba, cosmético masculino
Interjeição de alegria
O indivíduo que nunca se atrasa
Garoto; menino (bras.) Recato
Causa de corrosão de objetos metálicos em residências localizadas na orla
bras e empresas estrangeiras, comum nos anos 1970 (Hist.) Afeto
Vitamina encontrada nos laticínios
“A (?) e a Tartaruga”, fábula de Esopo
Esporte aquático Que estão na moda
Descrição recolhida pelo policial
Criação de Lobato (Lit. inf.)
Cássia Eller, cantora
Hiato de “caótico”
Guia de pagamento de uma conta
Generosa Dobrar-se sobre si mesmo Aquele homem País de Obama
Situação do interior da Torre de Babel (Bíb.)
Período fértil da cadela
Banda britânica que canta “Madness”
Sufixo de “poetisa”
Tecla que cancela ações no PC
BRUNO ANTÔNIO BURGHARDT, faleceu na sexta-feira, 27. O velório ocorre no Memorial Jardim da Montanha - capela “A”, em Lajeado. O sepultamento ocorre neste sábado, 28, às 9h, no Cemitério Católico do Hidráulica, em Lajeado.
LIDIA BEATRIZ BEHN FALLER, 71, faleceu na sexta-feira, 27. O velório ocorre na sala “B” das Capelas Diersmann, no bairro Alto da Bronze, em Estrela. O sepultamento ocorre neste sábado, 28, às 11h, no Cemitério Evangélico de Canabarro, em Teutônia.
ERNI SPELLMEIER, 86, faleceu na sexta-feira, 27. O velório ocorre na capela mortuária de Costão, em Estrela. O sepultamento ocorre neste sábado, 28, às 10h30min, no cemitério evangélico da mesma comunidade.
Reclama; protesta (fam.)
Escola de Serviço Social (sigla)
Campos de cereais
BANCO 66 4/hall — muse — sari. 9/colossais — tutoriais.

ÁRIES: A Lua favorece sua criatividade no trabalho. A sorte fica ao seu lado na paixão e nos relacionamentos.
TOURO: Aproveite o tempo com a família para relaxar e recarregar as energias. O romance pode florir na manhã.
GÊMEOS: No trabalho, tarefas individuais rendem mais na manhã e podem gerar um dinheiro extra. A paquera pode emplacar.
CÂNCER: Aproveite o momento para impulsionar suas finanças e mostrar seu melhor no trabalho, aumentando suas chances de ganhos extras.
LEÃO: Dedique um momento do dia para olhar com honestidade o que precisa ser transformado nas suas relações e no lifestyle.
VIRGEM: Renove os sentimentos em uma relação especial ou inicie uma parceria. Associações e casamento estarão em destaque hoje.
LIBRA: O dia será positivo para definir uma meta de saúde, reorganizar sua rotina de trabalho ou simplificar processos.
ESCORPIÃO: Planeje uma viagem a dois, inicie um projeto autoral ou renove a forma como você se diverte e se expressa.
SAGITÁRIO: Decisões da vida familiar e da casa inaugurarão uma fase de mais segurança.
CAPRICÓRNIO: Escolha as palavras com cuidado, elas terão mais peso e alcance do que o habitual hoje.
AQUÁRIO: Redefina sua relação com o
PEIXES: Vista sua melhor versão e decida em qual direção deseja seguir daqui para a frente.
JOSÉ PEDRO EBELING, 74, faleceu na sexta-feira, 27. O velório ocorre na capela mortuária de Linha Ernesto Alves, em Imigrante. O sepultamento ocorre neste sábado, 28, às 9h, no cemitério da mesma comunidade.
ALISSON WENDT MULLER, 19, faleceu na quinta-feira, 26. O sepultamento ocorreu no cemitério católico de Linha Delfina, em Estrela.
DALVA DE CÂNDIDO, 64, faleceu na quinta-feira, 26. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal do Florestal, em Lajeado.
Um motociclista morreu na noite dessa quinta-feira, 26, após perder o controle da moto na localidade de Linha Delfina, no trajeto entre Estrela e Bom Retiro do Sul.
A ambulância de Bom Retiro do Sul foi acionada e chegou rapidamente ao local, mas a vítima já estava em óbito. Conforme apurado, o jovem retornava da academia no momento do acidente.
A vítima foi identificada como Alisson Müller, 19, confirmação feita por um familiar. A hipótese de colisão contra um animal solto na pista é tratada como suspeita e ainda será apurada.


A menos de 80 dias do Mundial, lojas começam a notar procura por produtos licenciados e estimam grande movimento a partir de maio
Se a expectativa pelo hexacampeonato da Seleção Brasileira não está alta, ao menos o clima de Copa do Mundo começa a aparecer nas ruas da cidade. A menos de 80 dias do torneio, que será realizado em Estados Unidos, México e Canadá, o comércio começa a perceber os primeiros sinais de aumento na procura por produtos ligados ao Mundial.
A busca passa a aquecer as lojas a partir dos primeiros lançamentos de produtos oficiais. As três principais fornecedoras de material esportivo — Nike, Adidas e Puma — lançaram as coleções para a Copa de 2026, que já conta também com a bola oficial, a Trionda.
Na semana passada, a Nike oficializou os uniformes titular e reserva da Seleção Brasileira: a tradicional camisa amarela e a versão azul. O segundo uniforme ganhou destaque com a linha exclusiva “Jordan”, da marca. As peças são vendidas por R$ 449,99 na versão torcedor e R$ 749,99 no modelo jogador.
Por enquanto disponíveis apenas online, os uniformes da Seleção devem chegar às lojas físicas da região na próxima semana. Conforme o sócio da DMF Esportes, Marcos Flach, a expectativa é alta. “Temos o

A Panini Brasil publicou nota de esclarecimento sobre anúncios falsos relacionados ao álbum da Copa do Mundo Fifa 2026. De acordo com a editora, perfis patrocinados nas redes sociais divulgam a suposta abertura de pré-venda do produto, informação que não procede.
O que se sabe:
- Cerca de 980 figurinhas
- Quase 300 a mais que na Copa Anterior (670)
- 112 páginas
- Pacotes devem custar R$ 7 e ter sete figurinhas
- Pré-venda no site oficial da Panini deve ocorrer na primeira semana de abril
exemplo de outras Copas, e é comum esgotar o estoque de camisas do Brasil. É o produto mais procurado, sem dúvida. Lembro de vendermos perto de

Primeiras camisas de seleções são vendidas em lojas de materiais esportivos. Na DMF Esportes, camisa da Argentina é a mais vendida até aqui. Produtos do Brasil chegam nas próximas semanas
100 unidades em um único dia”, afirma.
Mesmo sem a camisa da Seleção disponível, a procura por outros modelos já é perceptível. “O que chegou praticamente esgotou. Da Adidas, já temos camisas de Alemanha, Itália, Espanha e Argentina. Inclusive, foi necessário adquirir uma segunda remessa da Argentina. Agora aguardamos os materiais da Nike, que, além do Brasil, fornece para seleções como
França, Inglaterra e Holanda. Da Puma, teremos Portugal. As três fornecedoras capricharam nas peças.”
EXPECTATIVA PELO ÁLBUM DA COPA
Não são apenas artigos esportivos que movimentam o comércio durante a Copa do Mundo. Produtos editoriais, lúdicos e colecionáveis também registram aumento na procura durante o período.
Proprietário da loja Geek Pig, Júlio Schnorr recebeu os primeiros itens relacionados ao evento, como cards da Panini e produtos licenciados, entre eles bonecos do youtuber Enaldinho, sucesso entre o público infantil.
Nos próximos dias, devem chegar livros e o item mais aguardado: o álbum da Copa. “Percebemos aumento no fluxo de clientes, inclusive com compras de produtos relacionados à Copa para presentear na Páscoa. A projeção é de que o álbum oficial seja lançado em meados de abril. Será uma edição maior, devido ao aumento no número de seleções participantes”, explica.
Schnorr também faz um alerta sobre possíveis golpes envolvendo a venda do álbum. “É importante destacar que o álbum ainda não foi lançado. A pré-venda oficial no site da Panini está prevista para a primeira semana de abril. Até lá, qualquer anúncio de venda deve ser visto com desconfiança.”
O lojista relembra o impacto


positivo da Copa de 2022 e projeta cenário semelhante para 2026. “Na época, tínhamos a loja há menos de um ano, ainda em fase de consolidação. Fomos muito impulsionados pela Copa do Catar, realizada em dezembro. Muitos clientes vieram comprar figurinhas e acabaram se fidelizando. Estamos ansiosos para viver isto novamente.”
ÚLTIMAS SELEÇÕES SERÃO DEFINIDAS NA PRÓXIMA SEMANA










Camisa da Seleção Brasileira
- R$ 449,99 (versão torcedor) e R$ 749,99 (versão jogador)
Camisas Nike França, Holanda, Inglaterra, Uruguai, entre outras
- R$ 449,99 na versão torcedor
Camisas Adidas Alemanha, Argentina, Espanha, Itália, entre outras
- R$ 449,99 na versão torcedor
Camisas Puma
Portugal, Gana, Egito, Marrocos, entre outras
- R$ 449,99 na versão torcedor
Bola da Copa
R$ 699,99 (versão competition), R$ 299,99 (versão league) e R$ 249,99 (versão training)













CAETANO PRETTO

Se você ler esta coluna no dia de sua circulação, restarão exatos 75 dias para a Copa do Mundo. Dois dias atrás, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a França, em uma atuação questionável. Daqui a dois dias, jogará contra a Croácia e a expectativa, sejamos sinceros, não é boa. Sonhar com o hexacampeonato é loucura? Eu digo que não. Obviamente, a Seleção Brasileira não está pronta. E nem sei se estará daqui a pouco menos de três meses, quando o Mundial iniciar. Tempo é artigo de luxo no futebol, e foi o que o Brasil mais perdeu neste ciclo entre Copas, no qual teve quatro treinadores e alguns presidentes. A rota começou a se alinhar com a dobradinha Samir Xaud e Carlo Ancelotti.
Mas a Copa do Mundo é um microcosmo de pouco mais de 30 dias, e nela tudo é possível. Tivemos campeões recentes que chegaram desacreditados e, no mês do Mundial, conseguiram atingir seu ápice esportivo. O caso mais recente data de 2022, quando a Argentina chegou com um técnico até então pouco conhecido, Lionel Scaloni, perdeu a estreia para a Arábia Saudita, mas cresceu a ponto de vencer a maior final da história das Copas e consagrar Messi como campeão. O próprio Brasil tem, em sua história, títulos conquistados quando não estava apontado entre os favoritos. Em 1994, chegou aos Estados Unidos tendo que lutar contra a pecha da “Era Dunga”, devido ao fracasso de 1990 e à subsequente dificuldade em firmar um técnico e uma equipe.
Em 2002, o Brasil chegou a correr o risco de nem ir à Copa. Felipão chegou apenas em 2001 e organizou a casa. Armou um time para Ronaldo e Rivaldo, mas que contava com coadjuvantes de luxo, como Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva e Ronaldinho Gaúcho. Nem sempre o futuro repete o passado. E, assim como houve títulos conquistados sob desconfiança, muitas seleções chegaram em má fase e ficaram pelo caminho. Mas, para além da mística, não consigo conceber que uma seleção que conta com estrelas do futebol mundial não possa se permitir sonhar com o título.
O PRINCIPAL DEBATE: NEYMAR
A Copa do Mundo de 2026 terá seus últimos seis participantes definidos na próxima terça-feira, 31, quando confrontos decisivos da repescagem vão definir as vagas restantes. Quatro vagas serão preenchidas por seleções europeias. As outras duas sairão da repescagem intercontinental.
Enquanto vive a expectativa pelo Álbum da Copa, lojas aproveitam para divulgar e vender outros produtos licenciados
Na Europa, os confrontos são: Bósnia x Itália, Suécia x Polônia, Kosovo x Turquia e República Tcheca x Dinamarca. Já na repescagem intercontinental, os duelos são: República Democrática do Congo x Jamaica e Iraque x Bolívia.
A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho, com México x África do Sul. A estreia do Brasil está marcada para 13 de junho, contra o Marrocos. A final será disputada em 19 de julho.
Quando algo não dá certo, normalmente nos apegamos ao intangível. O Brasil conta com jogadores que figuram entre os principais do mundo há algumas temporadas. Raphinha e, principalmente, Vini Jr., no entanto, não conseguem repetir, na seleção, as atuações que têm em seus clubes. É aí que reside a resposta mágica ao sentimento de impotência ao vermos os jogadores atuais não darem certo. Surge, então, o hipotético Neymar. O outrora craque, que, quando estava no auge, era criticado. E que agora, quase como um ex-jogador em atividade, é exaltado. Não sou, nem nunca fui, detrator de Neymar. Quando estava bem, fiz ode ao jogadoraço que era. Mas vejo Neymar em 2026 e não consigo, de forma alguma, vê-lo decidindo algum jogo de Copa do Mundo.
Depois de algum tempo, volto a estar presente no quadro de colunistas do Jornal A Hora. O encontro está marcado para os sábados, aqui na editoria de esportes. Até a próxima!

FUTEBOL AMADOR
LAFA/DIVULGAÇÃO
Titular
Sábado
Progresso – semifinal/volta Flamengo x Cruzeiro
Nova Bréscia – semifinal/volta Atlético Caçadorense x Imigrante
Monte Alverne – semifinal/ida Saraiva x Boa Vista
Encantado – 6ª rodada

Ofim de semana esportivo no Vale do Taquari será de muitas movimentações. O destaque fica para três cidades que conhecem os finalistas. Já Arroio do Meio promove a última rodada da fase classificatória.
Em Nova Bréscia, no sábado, o jogo ocorre na casa do Tiradentes, no Estádio Belvedere. Mandante, o Atlético Caçadorense perdeu o jogo de ida por 2 a 1 e agora necessita vencer por dois gols para se classificar direto para final. Se ganhar por um gol de diferença, a decisão vai para os pênaltis. Já o Imigrante joga pelo empate para retornar a decisão após dois anos. O jogo tem transmissão do Grupo
A Hora, a partir das 14h30min, no 102.9 FM e na página do A Hora Esportes, no Youtube. No domingo, a decisão ocorre em Jacarezinho. Quem vencer entre Canarinho e Botafogo, se classifica para final. Novo empate leva a decisão para os pênaltis. No jogo de ida, os clubes ficaram no 1 a 1.
Após o Gaúcho eliminar o São João nos pênaltis, o municipal conhece o segundo finalista neste sábado. A partir das 16h30min, o Flamengo recebe o Cruzeiro de Alto Honorato. No jogo de ida, os times empataram em 3 a 3. Quem vencer fica com a vaga, novo empate leva a decisão para os pênaltis.
A competição promove neste domingo o jogo de volta das semifinais do campeonato de veterano. Os jogos ocorrem no campo do Concórdia. No jogo de ida, Serrinha e Juventude venceram Toma 10 e Botafogo, respectivamente, e estão a um empate de disputar a final. Já os perdedores têm que vencer para levar a decisão aos pênaltis.
A última rodada da fase classificatória define apenas os cruzamentos semifinais e quem tem a
Cruzeiro x Nacional
União Barrense x Lago Azul
União x Ouro Verde
Domingo
Nova Bréscia – semifinal/jogo de volta
Botafogo x Canarinho
Taquari – 2ª rodada
Furacão x São José Juventude x Colorado
Bom Retiro do Sul – 3ª rodada
Arcanjos x Grêmio
Pinhal x Floriano Rudibar x Laranjeiras
Copa Serrana – 4ª rodada
São Luiz x Assespe
River Plate x Juventude
Monterey x Santa Tecla
Em Nova Bréscia, no sábado, o jogo ocorre na casa do Tiradentes, no Estádio Belvedere
vantagem de decidir em casa. Forquetense, Rui Barbosa, Cruzeiro e União estão garantidos entre os quatro melhores. No aspirante, Forquetense (7 pontos), União (5), Esperança e Rui Barbosa (4); disputam as últimas duas vagas. O mesmo vale no veterano, onde União (4), Cruzeiro (3) e Amigos de Picada (1), brigam pela última vaga na semifinal.
Outro destaque da rodada fica para o clássico do distrito de Delfina entre Delfinense e Aimoré. O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, a partir das 14h30min, no 102.9 FM e na página do A Hora Esportes, no Youtube.
Estrela – 4ª rodada
Geraldense x Alto da Bronze A
Delfinense x Aimoré
Atlântico x União
São Luis x Amigos Dossul
Boqueirão do Leão – 5ª rodada
Juventude x Internacional
Imigrante – 5ª rodada
Ecas x Avante
Juventude x Riograndense
Cruzeiro x Canarinho
Taça Intermunicipal – 5ª rodada
Canabarrense x 11 Amigos
Ouro Verde x Atlético Gaúcho
EC Poço das Antas x Flamengo
Copa Vale do Sampaio – 5ª rodada
AERT x Avante
XV de Novembro x Assoessa
Duvidosa x Santo Antônio
Paverama – 5ª rodada
Internacional x Villareal
Guaíba x União
Time da Vip Car x Amigos do Morro
Bonito
Arroio do Meio
Rui Barbosa x Palmense
Cruzeiro x União
Forquetense x Esperança

Partidas ocorrerão no fim de semana, em diversos municípios da região

Jovem de 19 anos supera desafios, enfrenta preconceito e agora integra o quadro de árbitras assistentes do futebol de campo gaúcho
Aos 19 anos, Karol Cristina Valesan já coleciona uma trajetória que mistura coragem, persistência e paixão pelo futebol. Natural de Marques de Souza, acaba de dar um dos passos mais importantes da carreira. Passou a integrar o quadro de árbitras assistentes da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o que consolida um sonho que começou de forma quase despretensiosa.
O primeiro contato com a arbitragem não foi dentro das quatro linhas, mas na mesa. “Meu interesse surgiu em ser apenas mesária, quando o Tonho, da ARA, me ensinou tudo”, relembra. Foi durante o Regional de 2023 que o rumo mudou. Incentivada por colegas que já atuavam na federação, ela ouviu que tinha perfil para ir além. “Foi aí que de fato surgiu o interesse em trabalhar como árbitra assistente.”
A decisão ganhou força com a influência de nomes importantes. Entre eles, o ex-árbitro da CBF Fabrício Neves Corrêa, que a encorajou a entrar em campo. “Ouvir isso de alguém que viveu a arbitragem mexeu muito comigo”, conta. Hoje, Karol também se inspira em referências femininas como Maíra Mastella e Neuza Back.
A estreia oficial como assistente veio em 8 de fevereiro de 2025, no Campeonato Municipal de Antônio Prado. Ela trabalhou ao lado do árbitro Jonathan Camargo e do assistente Douglas Fensterseifer.

“O nervosismo era inevitável, mas o apoio da equipe fez a diferença. Foi um dia que ficou marcado na minha memória, o início da minha trajetória.”
Desde então, o caminho até a FGF foi de muito esforço. A jovem destaca as horas de estudo, viagens para Porto Alegre e a preparação intensa para os testes físicos. “Foi muito difícil. Exigiu muitos treinos e dedicação”, afirma. A recompensa veio em um momento inesquecível para ela, que foi a formatura. “Só me dei conta quando chamaram meu nome. Tentei segurar as lágrimas, mas não consegui. Foi uma emoção muito grande.”
A transição do futsal, onde atua como anotadora e cronometrista, para o futebol de campo trouxe novos desafios. “No campo, a responsabilidade é ainda maior. O ritmo é diferente, mas o futsal me ensinou a ler o jogo rápido, tomar decisões e manter postura diante
das situações.”
Se dentro de campo o desafio é técnico, fora dele ainda há
barreiras a serem superadas. Karol já enfrentou preconceito, inclusive recentemente. “Ouvi de um membro de comissão técnica que campo não é lugar de mulher. Mas tive o apoio dos colegas, que me defenderam, e isso faz toda a diferença.”
Apesar das dificuldades, desistir nunca foi uma opção. “Desde que comecei, me apaixonei por isso. O apoio da minha família e dos colegas é o que me motiva a seguir.” A rotina intensa de treinos comprova a dedicação: são três sessões de corrida, três de musculação e um treino funcional por semana. Mesmo sem ainda dimensionar o impacto da própria história, Karol já inspira. E faz questão de deixar um recado para quem sonha em seguir o mesmo caminho: “Tenha coragem e vá. É uma profissão difícil, mas que vale cada escala.”
Com os pés no presente e os olhos no futuro, ela traça metas ambiciosas. “Primeiro quero conquistar espaço nas escalas da FGF. Depois, chegar aos jogos do Gauchão adulto masculino.

Karol recebeu o certificado de Leandro Vuaden, que é o responsável pela comissão de arbitragem do Rio Grande do Sul
No horizonte mais distante, um objetivo ainda maior é de integrar o quadro da FIFA”, sonha. Ao resumir a própria trajetória, Karol escolhe uma palavra que define bem a caminhada. “Tenho muita resiliência”. E ao falar sobre o que sente ao estar em campo, traduz o sentimento de quem encontrou o lugar no futebol. “É a realização de um sonho e a construção de algo ainda maior. É saber que sou capaz, que mereço estar ali e que posso contribuir para o jogo com honestidade e paixão.”

Além de Karol, o Vale do Taquari teve outros árbitros e assistentes que se formaram e passam a integrar o quadro de árbitros da FGF, são eles: Josi Moretto, de Encantado, Adriano Coelho da Rosa, de Venâncio Aires, Mauro Wendt, de Cruzeiro do Sul, Franciele Markus, de Teutônia, André Luis de Oliveira, de Teutônia, e Tiago Kunzler, de Estrela.
Estreia oficial como assistente veio em 8 de fevereiro de 2025, no Campeonato Municipal de Antônio Prado. Ela trabalhou ao lado do árbitro Jonathan Camargo e do assistente Douglas Fensterseifer

por Raica Franz Weiss


As novas instalações da Feira do Produtor de Lajeado eram inauguradas depois de anos de espera. O novo espaço ficava na rua Santos Filho, próximo ao Parque dos Dick. A estrutura era mais ampla, com área coberta e estacionamento.
Até então, desde 1983, a feira funcionava na antiga Praça Mário Lampert, na rua Júlio May. A obra abrigava 16 boxes, nos quais 30 produtores poderiam expor seus produtos. O investimento foi custeado pelo Programa RS Rural e com fundos dos próprios feirantes, ao custo de R$ 66 mil. O governo municipal cedeu a área e investiu R$ 13 mil na construção dos banheiros, instalação elétrica, de água e pavimentação interna. Por ser localizada numa área alagável, desde o princípio, a estrutura foi pensada para resistir às enchentes e continua funcionando ainda hoje.
1º astronauta brasileiro ia ao espaço – No dia 29 de março de 2006, o primeiro astronauta brasileiro foi enviado ao espaço. A missão partiu do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O brasileiro Marcos Pontes viajou na nave russa com mais dois astronautas no foguete, um norte-americano e um russo. Chamada de Missão Centenário, a iniciativa nasceu de um acordo entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial da Federação Russa. O nome da missão é uma referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis de Santos Dumont, em Paris, no ano de 1906. Hoje, Marcos Pontes é senador do Brasil pelo PL de São Paulo e foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações no governo de Bolsonaro.


Dia do Diagramador
Dia do Revisor
Santo do dia 28: Santa Gisela da Baviera
Domingo de Ramos
Santo do dia 29
São Segundo


O governo municipal autorizava a doação de uma área de terras de 13 mil m² à firma “Heineck, Ewald & Cia”. O terreno doado ficava no que chamavam na época de Distrito Industrial, pois era nas proximidades da antiga Olvebra, a maior indústria de Lajeado naquele tempo. A empresa em questão é a atual Florestal Alimentos,
que tem sua fábrica ainda hoje nesse mesmo terreno, no agora bairro Montanha de Lajeado. Naquela época, a pequena indústria de “caramelos e produtos correlatos”, como descreviam os jornais, pretendia expandir a produção, até então, ainda localizada no bairro Florestal, na Avenida Benjamin Constant.

Jornalista
Éoficial. O governo aumentou sua representatividade na câmara de Lajeado com a ampliação da bancada do PSDB de um para dois integrantes. Com isso, a base aliada tem 10 nomes (cinco do PP, três do PL e agora dois do PSDB). Nessa sextafeira, 27, a recontagem de votos pela Justiça Eleitoral confirmou a
nova configuração do Legislativo, após a cassação do mandato de Antônio Oliveira (Podemos). Em resumo, o governo ganha um integrante e a oposição perde um discurso forte. Para a gestão de Gláucia Schumacher e Guilherme Cé, a modificação chega em boa hora, uma vez que se trata de um nome a menos com posição permanente nos bairros
periféricos, historicamente os locais onde há mais cobranças para a gestão municipal lajeadense.
Não é que a prefeita terá vida fácil a partir de agora; porém, o domínio absoluto em votos no parlamento é sempre importante em um contexto de mudanças contundentes prometidas pela atual administração.

O mais cotado para ser vereador em Lajeado é Ildo Salvi (PSDB), que somou 682 votos. Ele passou pela Câmara em mandatos anteriores e chega ao cargo caso Carlos Reckziegel, o primeiro suplente, decida pela permanência como secretário municipal. Salvi era servidor municipal até pouco tempo e não deve ser voz ativa em críticas; pelo contrário…
Quem ingressar na Casa fará companhia a Paula Thomas na bancada do PSDB. Pelo menos este será o cenário até 2028, quando a janela partidária permite trocas de sigla sem perda do mandato. Os tucanos “voaram” em debandada ao PSD.
Antônio Oliveira (Podemos) é vítima de erros sucessivos do partido (aqui o pessoal do PSDB prefere que se use “fraude” e não “erro”). Com bom trânsito em bairros como Nações, Morro 25, Santo Antônio e Jardim do Cedro, Oliveira teve uma derrota sentida com a perda de espaço no Legislativo.
Porém, o líder comunitário deve receber o amparo do Podemos e ser nomeado para um cargo em um futuro próximo. Mesmo com os contratempos, ele garante que fica no Podemos.
Manterá o tom crítico, porém agora com um integrante a menos oficialmente. Se bem que nomes da base têm acumulado cobranças contundentes ao governo municipal.
Pode-se colocar na lista Luis Benoitt, Neco Santos e Mano Pereira, todos do PL, além de Ana da Apama (PP). A bancada do MDB é a que mais tem elevado o tom contra a administração. Mais denúncias podem aparecer nas próximas semanas.
É um momento de decisões no Vale, no estado e no país. Em relação à nossa região, Mateus Trojan, prefeito de Muçum, está prestes a encerrar uma história que dura mais de uma década com o MDB. Por mais que ele negue, o motivo está claro: o apoio do partido à candidatura de Roberto Lucchese para deputado estadual. Trojan era opção única no
início. Podemos, PSD… o destino deve ser conhecido em alguns dias. Como deixa o governo muçunense, é provável que mantenha a candidatura a deputado, por outro partido. No estado, o PDT quer o “sim ou não” do PT para um casamento que tentaria desbancar Zucco (PL) e Gabriel Souza (MDB) na disputa pelo governo estadual. Em Brasília, Lula e

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio
Oambiente corporativo vive uma contradição silenciosa. Nunca se falou tanto em agilidade, inovação e protagonismo — e, ao mesmo tempo, nunca se viu tanta dificuldade em decidir. Reuniões se multiplicam, agendas se enchem, discursos ficam cada vez mais cuidadosos. Tudo parece muito bem pensado. Mas, no fim, pouco acontece. Criou-se uma cultura em que o consenso virou objetivo, não consequência. E isso tem um custo alto.
Líderes passaram a operar como moderadores de opiniões, não como tomadores de decisão. Evitam o desconforto, protegem relações, preservam a própria imagem. Preferem alinhar mais uma vez, ouvir mais um ponto de vista, esperar o “momento certo”. Só que esse momento raramente chega. E, quando chega, muitas vezes já é tarde.
O problema não está em ouvir. Está em substituir decisão por tentativas de alinhamento infinito.
Empresas hoje gastam horas — às vezes meses — discutindo temas que poderiam ser resolvidos em dias. Salas cheias e perfumadas, ideias repetidas, egos preservados. No papel, tudo parece colaborativo. Na prática, é paralisia consentida. Ninguém quer errar, então ninguém decide. Ninguém quer se expor, então todos se escondem atrás do coletivo. É paralisia real — e o mundo não espera.
E assim nasce o teatro corporativo: todos participam, mas ninguém assume.
Flávio Bolsonaro são certezas em cada extremo. Antes de uma terceira via, o que mais se fala é sobre os nomes dos vice-presidentes. Podemos ter 30 partidos, mas, em âmbito nacional, a disputa se desenha exclusivamente entre PL e PT.
De qualquer forma, teremos uma semana de boas manchetes para quem respira o bastidor político.
Talvez o maior desafio da liderança atual não seja saber mais. Seja ter coragem de fazer.”
Só que o mercado não espera consenso. Ele exige movimento. Enquanto a empresa discute, o concorrente executa. Enquanto o líder busca unanimidade, a oportunidade passa. E tempo, no mundo dos negócios, não é apenas dinheiro — é vida que se foi e que não volta. Existe uma ilusão perigosa de que decidir sozinho é autoritário. Não é. Autoritário é ignorar o time. Decidir é diferente: é ouvir, ponderar e, principalmente, assumir a responsabilidade pelo caminho escolhido. A caneta está na mão para assinar. Decisão envolve risco. Sempre envolveu. E é justamente por isso que exige coragem.
O que falta em muitas organizações hoje não é inteligência, nem informação. É disposição para bancar escolhas. É gente disposta a “deixar o seu na reta”, como se diz no dia a dia. Porque decidir significa, inevitavelmente, desagradar alguém. E tudo bem. Liderar não é ser unanimidade — é dar direção. Buscar consenso em tudo é confortável, mas improdutivo. Nem toda decisão precisa de todos. Nem toda escolha precisa ser perfeita. Aliás, quase nenhuma será.
Não lembro quem disse, mas assino embaixo: “melhor feito do que perfeito”.
Empresas que avançam entendem isso. Criam ambientes em que errar faz parte, onde decisões são tomadas com base no melhor julgamento possível naquele momento — e ajustadas no caminho. Trocam a ilusão do controle absoluto pela prática da execução contínua.
No fim do dia, grandes resultados não nascem de comitês. Nascem de decisões. E decisões, quase sempre, têm nome, sobrenome e responsabilidade.
Talvez o maior desafio da liderança atual não seja saber mais. Seja ter coragem de fazer.
Porque, enquanto muitos ainda discutem, alguém já decidiu — e está colhendo os resultados.
Fim de semana, 28 e 29 de março de 2026
Fechamento da edição: 19h MÍN: 22º | MÁX: 37º Sol aparece com poucas nuvens em boa parte do período. No entanto, entre a tarde e a noite pode ocorrer alguma pancada de chuva.




Entre estética exige olhar de saúde, critério técnico e informação qualificada
Hábitos simples, sustentados ao longo do tempo, são decisivos para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida
Em meio à pressa do dia a dia, a saúde costuma ser deixada para depois. Mas é justamente na rotina, no prato, no sono e no movimento, que estão as decisões mais importantes para o bem-estar.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, são responsáveis por cerca de 74% das mortes no mundo — muitas delas associadas a fatores de risco modificáveis.
Nesse contexto, pequenas mudanças podem ter impacto significativo. Segundo a OMS, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo de tabaco e álcool em excesso são medidas essenciais para reduzir riscos e aumentar a longevidade.
O que dizem os números
- Cerca de 1,28 bilhão de adultos vivem com hipertensão no mundo
- A inatividade física é um dos principais fatores de risco para mortalidade global
- O consumo excessivo de sal ultrapassa o recomendado em grande parte dos países
- Mais de 8 milhões de mortes por ano estão ligadas ao tabaco
Saúde na prática
- Movimente-se regularmente: pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana
- Cuide da alimentação: priorize alimentos in natura, reduza ultraprocessados e o consumo de sal
- Durma bem: adultos devem buscar entre 7 e 9 horas de sono por noite
- Hidrate-se: a ingestão de água é fundamental para o funcionamento do organismo
- Gerencie o estresse: pausas, lazer e momentos de descanso são parte do cuidado
- Faça check-ups periódicos: a prevenção ainda é o melhor caminho
EXPEDIENTE



Textos e fotos: Paulo Cardoso
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke



Durante muito tempo, falar de estética foi sinônimo de vaidade ou de superficialidade. Mas essa ideia já não se sustenta diante de uma realidade mais complexa, em que procedimentos, rotinas de cuidado e até escolhas aparentemente simples carregam consequências diretas sobre a saúde. Clínicas se multiplicam, tecnologias avançam e termos antes restritos à medicina circulam com naturalidade nas redes sociais e nas conversas cotidianas. Nesse cenário, a estética se aproxima da saúde não apenas pelo discurso, mas pela prática, e isso exige atenção.
Não se trata de validar a busca por padrões inalcançáveis, nem de condenar quem recorre a procedimentos. O ponto central está em reconhecer que a linha entre cuidar e corrigir, entre tratar e modificar, é cada vez mais tênue. E, quando essa linha se apaga, surgem riscos que vão além do resultado final: envolvem desde complicações clínicas até impactos emocionais.

A estética, no entanto, também pode ser um caminho de bem-estar. Procedimentos reparadores, tratamentos dermatológicos e intervenções minimamente invasivas podem contribuir para autoestima e qualidade de vida, desde que inseridos em um contexto responsável, com avaliação profissional e indicação adequada. O problema começa quando o consumo substitui o critério. Em um cenário de imersão digital e resultados instantâneos nas clínicas, o importante talvez seja recolocar a saúde, e não a aparência, como prioridade na hora de escolher.
Boa leitura!
A linha entre cuidar e corrigir, entre tratar e modificar, é cada vez mais tênue”
Designer de interiores, Eduarda Cortez explica de que forma a neuroarquitetura orienta espaços mais saudáveis, funcionais e alinhados aos propósitos
Aforma como os ambientes são projetados vai muito além do apelo estético e impacta diretamente a saúde e o bem-estar. Sob a ótica da neuroarquitetura, campo que investiga a relação entre o cérebro humano e os espaços construídos, fica evidente como o ambiente é capaz de despertar emoções e, a partir delas, moldar comportamentos e sensações de quem o habita.
Designer de interiores e pósgraduada em neuroarquitetura e arquitetura comercial, Eduarda Cortez afirma que, nos ambientes corporativos, isso representa uma mudança relevante de perspectiva, na qual o foco deixa de ser apenas visual e passa a ser estratégico.
“Na prática, significa projetar com intenção. A iluminação deixa de cumprir apenas um papel funcional e passa a regular os níveis de atenção. O layout, por sua vez, deixa de ser mera distribuição e passa a orientar fluxo, interação e concentração. O ponto central é compreender

Antes de grandes intervenções, ajustes simples já são capazes de gerar impacto significativo. Elementos que influenciam diretamente a disposição muitas vezes passam despercebidos, embora sejam determinantes no dia a dia.
Conforme Eduarda, fatores como a qualidade da iluminação, o nível de ruído, a organização do layout, o conforto térmico e a presença de elementos naturais interferem diretamente na forma como as pessoas se sentem e performam.
Ambientes com excesso de estímulos, iluminação inadequada ou ruído constante tendem a provocar fadiga
são acumulativos e impactam diretamente na produtividade”, afirma.
Não há um modelo universal quando se trata de ambientes corporativos. O que existe, segundo a especialista, é a necessidade de coerência entre espaço, cultura e operação.
“Cada empresa tem sua própria dinâmica, seus ritmos e formas de interação. Quando o ambiente não acompanha isso, surgem desalinhamentos que impactam diretamente a experiência das equipes”, afirma.
Eduarda conclui mencionando que a replicação de modelos


Inclusão de elementos naturais, como plantas e o melhor aproveitamento da luz natural, também contribui para produtividade


Com protocolos personalizados e foco no organismo como um todo, a estética integrativa ganha espaço ao unir tecnologia, ciência e hábitos diários para resultados mais duradouros

Aestética deixou de ser apenas uma resposta imediata ao espelho. Em um cenário impulsionado por inovação tecnológica e mudança de comportamento, clínicas passam a adotar uma abordagem integrativa, em que beleza e saúde caminham juntas. Mais do que tratar queixas pontuais, o foco agora está em compreender o paciente de forma global, incluindo rotina, alimentação e bem-estar, para potencializar resultados e promover qualidade de vida.
Em clínicas que acompanham a evolução do setor, o tratamento começa antes de qualquer aparelho ser ligado, e passa, necessariamente, pelo estilo de vida do paciente.
“Hoje eu não vejo como existir uma estética sem um olhar integrativo”, afirma a esteticista Fernanda Beuren. Segundo ela, mesmo com o avanço acelerado das tecnologias — de lasers à fotobiomodulação — os resultados continuam sendo “metabolismo dependentes”. Em outras palavras: sem sono adequado, alimentação equilibrada e hidratação, até os equipamentos mais modernos tendem a performar abaixo do esperado.
Esse movimento acompanha uma mudança de comportamento mais ampla. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que fatores como sedentarismo, alimentação inadequada e privação de sono estão entre os principais determinantes de doenças crônicas, e também impactam diretamente a saúde da pele, por exemplo. Não por acaso, o conceito de estética integrativa ganha força ao conectar aparência e saúde.
Na prática clínica, isso se traduz em consultas mais longas e detalhadas. “Eu chamo de consulta estética, mas é um momento de conscientização. Explico desde a higiene do sono até a relação do intestino com a pele”, relata Fernanda. A abordagem amplia o foco, e acne, melasma ou flacidez, por exemplo, deixam de ser problemas isolados e passam a ser entendidos como sinais de um organismo em desequilíbrio.

- O mercado global de estética e bem-estar deve ultrapassar US$ 580 bilhões até 2030, segundo a Grand View Research
- A busca por procedimentos minimamente invasivos cresce ano a ano, impulsionada por resultados mais naturais
- Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que hábitos como má alimentação, sedentarismo e privação de sono impactam diretamente a saúde da pele
- A estética moderna está cada vez mais conectada à saúde integral — e menos focada em soluções isoladas.
A literatura científica já sustenta parte dessa visão. Estudos sobre o eixo intestino-pele indicam que alterações na microbiota podem influenciar inflamações cutâneas, como acne e rosácea. Embora não haja consenso absoluto sobre proporções, cresce o entendimento de que saúde intestinal, imunidade e pele estão interligadas. Além da base biológica, há uma mudança na relação do paciente com os tratamentos. “A gente diminui a frustração quando alinha expectativa e responsabilidade”, diz a profissional. Na rotina da







Sem sono, alimentação e hidratação, nenhuma tecnologia entrega todo o resultado.”
Fernanda Beuren, esteticista
clínica, isso significa substituir protocolos prontos por jornadas personalizadas, que consideram desde o orçamento até a disponibilidade de tempo do paciente. “Às vezes, é melhor começar com um procedimento mais simples, mas com constância, do que investir alto sem mudar hábitos”, explica.
O avanço tecnológico, por sua vez, amplia as possibilidades. Equipamentos que estimulam colágeno, reduzem inflamação ou até ativam fibras musculares por campos eletromagnéticos já fazem parte da realidade de muitas clínicas. Em alguns casos, essas tecnologias têm origem na área médica e passam a ser adaptadas
à estética, reforçando a integração entre saúde e beleza. Esse cenário também dialoga com o crescimento global do mercado. Relatórios internacionais apontam que a indústria de estética e bem-estar segue em expansão, impulsionada pelo aumento da expectativa de vida e pela entrada de públicos mais jovens — ao mesmo tempo em que pacientes mais velhos permanecem ativos no consumo de cuidados. “Hoje atendemos desde adolescentes até pacientes de 80 anos. Esse tempo de consumo mais do que dobrou”, observa Fernanda. Outro reflexo dessa transformação é a busca por naturalidade. Protocolos que preservam traços e evitam exageros — tendência conhecida como quiet beauty — têm atraído especialmente o público masculino e pacientes que antes resistiam a procedimentos estéticos. A promessa não é mudar o rosto, mas
Vitória Azeredo, esteticista conhecida ou mais divulgada é a mais adequada para aquele tratamento.”
melhorar a qualidade da pele e retardar sinais de envelhecimento de forma sutil.
No entanto, em meio a tantas possibilidades, a informação ainda é um ponto crítico. A popularização de conteúdos nas redes sociais contribuiu para democratizar o acesso, mas também ampliou a desinformação. Há, ainda, situações em que a estética não é o caminho principal. “Quando percebemos que existe uma questão emocional ou uma distorção de imagem, indicamos acompanhamento psicológico. Nem tudo se resolve com procedimento”, afirma Fernanda.
A estética tecnológica integrativa se consolida justamente no encontro entre expectativa do paciente e conduta profissional.

A esteticista Vitória Azeredo relata que uma das mudanças mais perceptíveis está na forma como os tratamentos são conduzidos: menos padronização e mais estratégia individualizada.
O caso evidencia um dos pilares da estética integrativa: nem sempre a tecnologia mais conhecida ou mais divulgada é a mais adequada para aquele estágio do tratamento.


Encontro promovido pela Apae reuniu famílias para troca de experiências e orientação sobre desenvolvimento e autonomia
Com acolhimento, orientação e estímulo desde a infância, Apae de Lajeado reforça o papel das famílias e da informação na construção da autonomia de pessoas com síndrome de Down
ODia Internacional da Síndrome de Down, em 21 de março, foi marcado por conscientização. Na data, a Apae Lajeado promoveu um encontro com familiares, para um momento de troca e orientação. De acordo com a coordenadora pedagógica da instituição, Tamara Desch, a proposta foi equilibrar atividades de conscientização pública com espaços técnicos de escuta qualificada. No encontro, conduzido pela médica da instituição, dúvidas sobre desenvolvimento, autonomia e diferentes etapas da vida foram debatidas, reunindo desde mães de crianças em estimulação precoce até familiares de jovens
em fase de transição para a vida adulta.
A iniciativa também evidenciou um dos pilares do trabalho da Apae: o acolhimento. “A porta mais difícil de abrir é a porta da Apae”, resume a coordenadora, ao descrever o impacto inicial vivido por muitas famílias. A partir desse primeiro contato, a instituição busca construir um ambiente de confiança, orientando responsáveis e reforçando que cada trajetória tem seu próprio tempo de desenvolvimento — sem comparações, mas com estímulos contínuos e compartilhados entre equipe e família.
Segundo Tamara, o avanço dos diagnósticos e a ampliação das demandas têm exigido constante atualização das equipes. A profissional relata que, mais do que uma redução de casos, o cenário atual é marcado pelo surgimento de novas síndromes e pela necessidade permanente de estudo e adaptação. A instituição, que atende moradores de Lajeado e de outros 11 municípios da região, tornou-se referência no acolhimento e acompanhamento de pessoas com deficiência ao longo de diferentes fases da vida.



Na Apae do município, o atendimento clínico tem acompanhado a complexidade crescente dos casos e a ampliação da demanda regional. Coordenadora clínica, Mara


Cristina Schmitz-Weber destaca que o acesso à instituição ocorre exclusivamente via Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de encaminhamento das unidades básicas.
Hoje, a instituição disponibiliza cerca de 20 novas vagas mensais — a maioria destinada à estimulação precoce —, mas já opera em sua capacidade
máxima, com fila de espera. Atualmente, são 386 pacientes em atendimento, dos quais uma parcela pequena corresponde a pessoas com síndrome de Down, refletindo mudanças no perfil dos diagnósticos ao longo dos anos. Para Mara, o trabalho diário na Apae é marcado por conquistas que, embora muitas vezes simples, têm grande significado.
Bruna Johann Nutricionista especialista em fertilidade


Cada vez mais casais têm o desejo de engravidar — mas se frustram ao perceber que isso não acontece com a facilidade esperada. E, na maioria das vezes, a resposta não está apenas em tratamentos, mas no próprio corpo.
A fertilidade não é um evento isolado. Ela é um reflexo direto de como o organismo está funcionando — tanto no homem quanto na mulher. Inflamação, desequilíbrios hormonais, intestino desregulado e carências nutricionais podem dificultar esse processo, mesmo quando, aparentemente, está tudo “normal”. Dentro desse contexto, estratégias simples podem ser inseridas na rotina como forma de apoiar o organismo, e não de forma isolada, mas como parte de um conjunto de cuidados. Os chamados shots funcionais são um exemplo disso: pequenas combinações de ingredientes com alta densidade de compostos bioativos, que podem auxiliar processos como desintoxicação, circulação e resposta inflamatória. Entre eles, destacam-se o Shot verde detox fértil, com foco em suporte hepático e equilíbrio do organismo, e o Shot de beterraba –energia e vitalidade, que contribui para a circulação e oxigenação dos tecidos — aspectos importantes para a saúde geral e para o ambiente reprodutivo do casal. No entanto, é importante reforçar: não existe estratégia isolada capaz de promover fertilidade. O que gera resultado é a consistência de hábitos que constroem um corpo saudável, funcional e preparado. Porque quando o corpo está em equilíbrio, a fertilidade deixa de ser um desafio — e passa a ser uma consequência. A seguir, algumas opções práticas de shots que podem ser incluídas na rotina como forma de apoiar esse processo — simples, acessíveis e cheios de propósito:
Shot verde detox fértil
Melhora a oxigenação e a desintoxicação celular, preparando o ambiente para a fecundação.
• Limão
• Gengibre
• Chlorella
• Água de coco

Versão masculina –potência e vitalidade
Aumenta a testosterona e circulação, melhora qualidade e motilidade espermática, protege DNA dos espermatozoides e dá mais energia e foco.
½ beterraba crua
Suco de ½ limão
½ copo de água ou água de coco
1 colher (chá) de cúrcuma + pitada de pimenta
1 lasca de gengibre (opcional)

Versão feminina –circulação e ovulação
Melhora a oxigenação dos ovários, favorece a ovulação, equilibra os hormônios e reduz a inflamação que atrapalha a fertilidade.
½ beterraba crua
Suco de ½ limão
½ copo de água ou água de coco
1 colher (chá) cúrcuma + 1 pitada de pimenta
1 colher (chá) vinagre de maçã (opcional)


Doença infecciosa provoca milhares de mortes no país e exige diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e reforço das medidas de prevenção
Enfermidade que registra mais de 10 milhões de novos casos por ano no mundo e provoca cerca de 1 milhão de mortes anuais, a Tuberculose segue como um grave problema de saúde pública. Embora seja conhecida há séculos, a doença permanece ativa e



desafiadora. No Brasil, são mais de 84 mil novos casos por ano e cerca de 6 mil mortes anuais.
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que atinge principalmente os pulmões. No entanto, o pneumologista Pedro Caetano Munhoz Roos (CRM-RS 45376 | RQE 41841) alerta que a infecção também pode comprometer outros órgãos, como gânglios linfáticos, pleura, ossos, rins e o sistema nervoso central. Forma de transmissão
A doença é transmitida pelo ar, por meio da inalação de partículas eliminadas quando uma pessoa com a forma pulmonar ativa tosse, fala ou espirra. Segundo o especialista, um indivíduo com tuberculose ativa pode infectar, em
média, de 10 a 15 pessoas por ano. Roos ressalta que a transmissão não ocorre por objetos de uso pessoal. “A propagação tende a ser maior em ambientes fechados, com pouca ventilação e grande circulação de pessoas”, afirma.
Embora não esteja restrita a um perfil específico, a tuberculose atinge com mais frequência alguns grupos vulneráveis. Entre eles, estão pessoas com o sistema imunológico fragilizado, como portadores de doenças crônicas e idosos, além de indivíduos em situação de maior vulnerabilidade social ou com acesso limitado aos serviços de saúde.
Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente por três semanas ou mais, que pode ou não vir acompanhada de escarro e, em alguns casos, sangue. Também são frequentes febre, geralmente no fim do dia, suor noturno, cansaço e perda de peso sem causa aparente.
“Um ponto fundamental é que toda pessoa com tosse por três semanas ou mais deve ser investigada para tuberculose. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com problemas respiratórios mais simples, o que pode atrasar o diagnóstico”, defende o pneumologista.
Conhecido por ser prolongado, o tratamento da tuberculose exige o uso contínuo de antibióticos por vários meses. Isso ocorre porque a
bactéria é resistente e se multiplica lentamente, o que demanda tempo para sua eliminação completa do organismo.
“Quando interrompido antes do tempo recomendado, parte das bactérias pode sobreviver e voltar a se multiplicar, levando à reativação da doença”, explica. Ele acrescenta que a interrupção também aumenta o risco de desenvolvimento de formas resistentes aos medicamentos, tornando o tratamento mais difícil e prolongado.
No entanto, o controle da Tuberculose vai além do tratamento individual, ressalta o médico. “A vacinação com BCG vaccine, oferecida pelo SUS, é fundamental para proteger crianças contra as formas mais graves da doença, especialmente nos primeiros anos de vida.” Medidas simples também fazem diferença, como manter ambientes bem ventilados, com entrada de luz natural, e adotar o hábito de cobrir a boca ao tossir ou espirrar. Outra estratégia importante, segundo o especialista, é identificar e acompanhar pessoas que tiveram contato com casos da doença. Isso porque algumas podem estar infectadas de forma silenciosa, sem apresentar sintomas, mas ainda assim com risco de desenvolver tuberculose no futuro.

Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente por três semanas ou mais