ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 27 e 28 de junho de 2026 | Ano
Entrega da rota estratégica entre Roca Sales e Colinas está prevista para novembro
PÁGINAS | 18
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Não podemos repetir as últimas eleições
Abstenção ficou em 16,24% em 2022. Eleitores precisam ir às urnas para retomarmos protagonismo regional.
Taquari resgata história e projeta reforma de museu
PÁGINAS | 10 e 11
De avanços a desafios das obras
Pesquisa nacional aponta um ciclo crescente do mercado literário. No Vale do Taquari, livrarias, bibliotecas e educadores observam mudanças no perfil do público e na busca por obras infantis, romances e de ficção.
PÁGINAS | 20 e 21
Brasil a cinco jogos da taça
Seleção de Carlo Ancelotti chega invicta ao mata-mata após liderar o Grupo C. Já o adversário de segunda, 29, o Japão, aposta na organização tática e na velocidade para tentar surpreender em Houston
PÁGINAS | 38 e 39
ABRE ASPAS
As casas precisam chegar às famílias
Adefinição das 56 famílias selecionadas no bairro Planalto representa um avanço na reconstrução habitacional de Lajeado. O convênio está assinado, os recursos estão garantidos, a empresa foi contratada e o prazo de entrega é de quatro meses. Para quem perdeu a moradia em setembro de 2023, cada etapa vencida reduz uma espera.
O cenário regional, contudo, exige atenção permanente. O Vale do Taquari soma 5.724 soluções habitacionais previstas em programas públicos, ações privadas e iniciativas comunitárias. O número confirma a dimensão da resposta organizada após as enchentes. Também revela a complexidade de transformar aprovações, cadastros e contratos em moradias prontas.
Para milhares de famílias, o resultado dessa política será medido pela possibilidade de retomar a vida em um local seguro.”
A seleção dos beneficiários precisa combinar rigor e transparência. No Planalto, as casas destinam-se a proprietários de imóveis condenados pela Defesa Civil. No Novo Horizonte, 475 inscritos disputam 124 unidades e dependem da análise documental. Até agora, 12 dossiês receberam aprovação.
Essa diferença entre a quantidade de inscritos e o número de casas mostra que a demanda continua acima da oferta. Cumprir os critérios permite participar da seleção, mas não garante atendimento quando existem quase quatro candidatos para cada unidade.
A reconstrução habitacional entra em uma etapa decisiva. O desafio agora é preservar o ritmo, atualizar os cadastros e transformar as 5.724 unidades previstas em chaves entregues. Para milhares de famílias, o resultado dessa política será medido pela possibilidade de retomar a vida em um local seguro.
do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“Parece
que sou atravessada pela experiência de quem estou retratando”
CarolinaLeipnitzéfotógrafa, naturaldeLajeado,ededicase,desde2006,àconstrução denarrativasvisuaisque exploramamemória, a resiliência e a beleza silenciosa do cotidiano. Seu trabalho nasce da observaçãosensívelda experiênciahumana, transformando instantes brevesemimagensque evocam reconhecimento, afeto e reflexão. Entre o documentaleopoético, desenvolveu um olhar autoralquelevousua produçãoapublicações, exposiçõesefestivaisno Brasil e no exterior
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Há alguma lembrança que ajude a explicar por que você se tornou fotógrafa?
Minha infância tem memória por causa da fotografia. Me considero uma pessoa de sorte, que teve uma infância muito fotografada pelos pais. São os álbuns que contam histórias de viagens, de sorvetes no clube, de aniversários e do simples cotidiano que inspira meu trabalho até hoje. Então as fotografias da minha infância me fazem acessar memórias, refletir sobre a constante mudança que é a vida e sua finitude, e a me perguntar quais eram os sonhos que aquela menina das fotos tinha para sua vida.
Muitos dos seus projetos falam sobre memória. O que você mais teme esquecer?
Temo esquecer como é bom estar viva. De como vamos nos transformando ao
longo do tempo e de como é bom amar e ter amigos. Para mim, a fotografia retrata o tempo que vivemos e como vivemos. É a memória das nossas transformações em imagem.
Você trabalha com momentos de grande transformação na vida das pessoas. O que aprendeu sobre a condição humana ao observar essas passagens tão de perto?
“Nada é permanente, exceto a mudança.”, de Heráclito, me acompanha há alguns anos, e para mim essa é a magia de estar vivo. Estamos em constante mudança, e eu acompanho muitos momentos de transformação na vida das pessoas. Eu também me transformo com suas histórias. Muitas vezes parece que sou atravessada pela experiência de quem estou retratando.
Como encontrar beleza sem romantizar a dor, especialmente em coberturas marcadas por perdas e tragédias?
Acredito que estar presente e também me
vulnerabilizar durante as coberturas das cheias foi um processo muito pessoal e que se traduziu no meu trabalho. Nunca havia presenciado nada parecido, nem sequer tinha treinamento para atuar em um. Sempre que voltava para a rua, buscava estar muito presente em mim, respirar, ter empatia e me sentir inteira e disponível para o outro. Sinto que meu caminho de transformação pessoal me ajudou a ver as imagens que retratei.
Quando pensa no legado do seu trabalho, o que espera que as pessoas sintam ao olhar para suas imagens?
Muitas pessoas relatam que se emocionam ao ver minhas fotos. Algumas não conseguem explicar que sentimento é este, outras, ficam confusas em achar bonito uma imagem sobre a tragédia. Mas acredito que todas sentem aquilo que pode doer nelas. Parece que em algum nível converso com a dor do outro. Em algum espaço interno e confuso dos sentimentos, nos conectamos.
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião
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ELEIÇÕES
2026
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RODRIGO MARTINI
O Vale do Taquari precisa ir às urnas
Os dados da eleição de 2024 no Vale do Taquari revelaram um cenário preocupante para o novo pleito que se avizinha. Há dois anos, o índice de abstenção chegou a 16,46% dos eleitores. Na principal cidade da região, Lajeado, 15,7 mil eleitores abriram mão do voto, o equivalente a 24,49% do total. Era uma eleição diferente, eu sei. Afinal, se tratava
da escolha dos prefeitos (as) e vereadores (as). Desta vez, a escolha é diferente e o eleitor vai às urnas para decidir o próximo presidente e os novos governadores, senadores e deputados estaduais e federais. Mas vejam só. No primeiro turno de 2022, quando o eleitor regional precisou decidir a presidência da república, a chefia do Palácio Piratini e a composição da
PRÉ-CANDIDATURAS
Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional, a abstenção foi praticamente a mesma, com um índice de 16,24%, o que representou a ausência de 47.465 eleitores de um total de 292 mil contribuintes aptos ao voto. E isso não pode se repetir. O eleitor do Vale do Taquari precisa se conscientizar e compreender a necessidade de retomarmos protagonismo na assembleia gaúcha e nos palanques de Brasília. Precisamos apostar e prestigiar os candidatos locais e todo e qualquer voto em branco ou nulo pode prejudicar o nosso futuro. Abstenção, então, nem se fala. Desta vez, o eleitor precisa defender com unhas e dentes a nossa região e apostar em algum dos nossos bons candidatos de direita, esquerda ou centro. Não há mais espaço para se abster ou prestigiar quem não vive as nossas dores. É hora de virar essa página!
Um encontro casual para lembrar das pontes
Dois pré-candidatos a deputado estadual pelo Vale do Taquari se encontraram de forma casual na antessala do estúdio da Rádio A Hora. A inusitada conversa ocorreu na manhã de sextafeira e chamou a atenção pela cordialidade e respeito entre dois adversários que representam diferentes partidos e ideologias. De um lado, Roberto Lucchese, empresário filiado ao MDB. Do outro, Maneco Hassen, o ex-prefeito filiado ao PT. E, junto com eles, o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, que cumpria agenda pela região acompanhado de Maneco e concedeu entrevista antes de Lucchese. Aliás, Wolff quase anunciou a tão aguardada nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Lajeado e Arroio do Meio.
“Faltam só detalhes”, afirmou ele, garantindo que a obra está assegurada financeiramente pela União. Em tempo, a nova ponte será construída no lado esquerdo
TIRO
- Com passagens pelas prefeituras de Estrela e Cruzeiro do Sul, Aline Moreno foi nomeada no início de junho e tomou posse nessa segunda-feira como a nova diretora administrativa do Parque da Expointer, em Esteio.
- A Mesa Diretora da Câmara de Lajeado encaminhou ofício à prefeita Gláucia Schumacher (PP) anunciando a disponibilização de R$ 1 milhão do orçamento do Legislativo para o custeio de cirurgias oftalmológicas. Para tal, o Executivo precisa encaminhar projeto de lei.
- Na próxima quarta-feira, dia 1º de julho, ocorre em Encantado o Seminário da Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil, organizado pela Assembleia Legislativa e presidida pelo deputado Capitão Martin (Republicanos). O evento ocorre no Encanta Hub, a partir das 13h30min.
- A ViaSul libera na próxima segunda-feira, a partir das 10h, o tráfego no novo viaduto localizado no km 434 da BR-386, em Nova Santa Rita.
FUTURO DO CODEVAT
Cintia será reeleita presidente no dia 7 de julho
Atual presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e Vice -Reitora da Universidade do Vale do Taquari (Univates), Cintia Agostini será reeleita para mais a gestão 2026/2028 à frente do Codevat no próximo dia sete de julho, durante a Assembleia Geral da entidade, agendada para iniciar às 13h30min, no auditório
7 da Univates. Além disso, o encontro servirá para a prestação de contas da gestão 2024/2026, para a eleição de toda a Diretoria Executiva e do Conselho de Representantes do Codevat. Mais do que isso. Durante a tarde, o grupo vai debater os principais projetos para formatação da cédula de prioridades à Consulta Popular.
LOGÍSTICA REGIONAL
E aqueles R$ 1,5 bilhão do Funrigs?
da histórica Ponte de Ferro – sentido Arroio do Meio –, reconstruída por um grupo de voluntários capitaneados por Lucchese logo após a tragédia de maio de 2024.
Os dias passam e a a impressão é que os R$ 1,5 bilhão previstos ao bloco 2 das rodovias fica mais distante do único destino plausível, as rodovias estaduais do Vale do Taquari. O recurso segue nos cofres do estado e atrelado à gerência do Funrigs. Entretanto, as últimas manifestações do go-
vernador Eduardo Leite (PSD), e também do vice-governador e précandidato a governador Gabriel Souza (MDB), trouxeram poucas esperanças à região. Paralelo a isso, a esperada pressão por parte de pré-candidatos a deputado, prefeitos, vereadores e líderes regionais já foi mais intensa.
MATEUS SOUZA
Parceria celebra os 115 anos do Lajeadense
OClube Esportivo Lajeadense apresentou oficialmente, na noite dessa quinta-feira, 25, o Chopp Lajeadense, produto criado em parceria com a Cervejaria Salva para celebrar os 115 anos de história do Alviazul.
O lançamento ocorreu durante o Bingo de Aniversário da entidade e marcou mais uma ação comemorativa da data.
De acordo com o clube, o primeiro lote foi recebido com entusiasmo pelos torcedores e participantes do evento, registrando boa aceitação logo nas primeiras horas de comercialização. As unidades estão sendo vendidas por R$ 10. Neste
Sindilojas-VT debate pautas estratégicas para a região
A diretoria do Sindilojas VT esteve reunida nesta semana, na sede da entidade, em Lajeado, para discutir temas que impactam diretamente os empresários do comércio e do setor de serviços. Entre as pautas debatidas esteve a questão do comércio ambulante. O Sindilojas participa de discussões junto ao poder público, entidades integrantes do Fórum das Entidades e associações de moradores, visando à elaboração de um projeto de lei que contribua para o combate à atividade irregular.
Outro tema abordado foi o estacionamento rotativo. O sindicato também tem acompanhado, juntamente com as demais entidades, os debates sobre possíveis alterações no
sistema. O presidente Renan Borelli apresentou um panorama das negociações com os sindicatos laborais da região para a definição das Convenções Coletivas de Trabalho, que já foram concluídas e assinadas, garantindo segurança jurídica para empresas e trabalhadores.
A diretoria ainda foi atualizada sobre atividades da Fecomércio -RS, cuja posse da nova diretoria da entidade está marcada para o dia 2 de julho, em Porto Alegre. A gestão terá como presidente reeleito Luiz Carlos Bohn e contará com a participação de três representantes do Sindilojas-VT: Giraldo Sandri, como vice-presidente, além de Renan José Borelli e Francisco Weimer, que atuarão como diretores.
primeiro momento, restam cerca de 150 copos disponíveis, que podem ser adquiridos por meio do WhatsApp do Lajeadense, no 37101911.
A direção informa ainda que novos lotes serão produzidos e disponibilizados nas próximas semanas, permitindo que mais torcedores possam adquirir a edição especial criada para celebrar os 115 anos do clube.
O Lajeadense se prepara à disputa da Divisão de Acesso, prevista para iniciar no dia 2 de agosto. O clube deu início às atividades para a temporada no último dia 22 e busca o retorno à elite do futebol gaúcho após uma década de ausência.
Indicadores
Dólar: R$ 5,16
Ibovespa: 173.295,14
SELIC: 14,25%
IPCA: 4,72%
Cresol
Essência terá agência em Progresso
A Cresol Essência, com sede administrativa em Santo Cristo, amplia sua presença na região do Vale do Taquari e prepara mais um importante passo em sua trajetória de crescimento. No próximo dia 3 de julho, às 9h, a cooperativa fará a inauguração de sua mais nova unidade, instalada no município de Progresso, marcando a abertura da sua 23ª agência. A agência ficará na rua 4 de Novembro, nº 1180.
A nova estrutura chega com o objetivo de fortalecer ainda mais o relacionamento com a comunidade local, oferecendo atendimento próximo, soluções financeiras e apoio ao desenvolvimento econômico do município e da região. A expansão
reforça o compromisso da cooperativa em levar o cooperativismo de crédito a mais pessoas, promovendo crescimento sustentável e oportunidades para associados.
Com a nova agência, a Cresol busca ampliar o acesso aos seus serviços, mantendo como foco a valorização das pessoas, o atendimento humanizado e a construção de relações de confiança com seus cooperados.
A inauguração representa um momento importante para a instituição e para a comunidade de Progresso, simbolizando investimento, fortalecimento da economia local e a continuidade do trabalho desenvolvido pela Cresol ao longo de sua trajetória.
FOTOS DIVULGAÇÃO
Seleção para novas casas avança, mas demanda supera oferta
Vale soma mais de 5,7 mil moradias previstas em programas habitacionais dos governos federal e estadual, além da iniciativa privada. Em Lajeado, 56 famílias foram definidas para receber casas da Defesa Civil para o bairro Planalto, enquanto 475 disputam 124 unidades do loteamento Novo Horizonte, previsto para ser entregue em janeiro
serviços de infraestrutura.
Aconstrução de 56 casas no bairro Planalto, em Lajeado, já tem os nomes selecionados. As famílias foram chamadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, apresentaram os documentos e passaram pela análise das regras federais. São moradores dos bairros Carneiros, Conservas e Hidráulica que tiveram as moradias condenadas pela Defesa Civil depois da inundação de setembro de 2023. O convênio formalizado nesta sexta-feira, 26, autoriza o começo das obras no Loteamento Montanha III. A empresa Vincere assume a construção, com prazo de 120 dias para entrega. O governo federal destina mais de R$ 6 milhões, enquanto o governo municipal acrescenta R$ 2,5 milhões para pavimentação, iluminação, redes e demais
O secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, admitiu que há muito ainda para ser cumprido, mesmo assim, comemorou o convênio por ser um resultado direto da atuação pública para entregar obras e investimentos garantidos.
De acordo com ele, o início da obra representa o avanço dos projetos, algo que deve se fortalecer nos próximos meses. Entre a aprovação dos recursos e a entrega das chaves, os municípios precisam definir quem pode participar, conferir documentos, enquadrar cada família nas portarias, contratar as empresas e acompanhar as obras.
No bairro Planalto, essa seleção está concluída. Em outros programas, há mais candidatos do que casas disponíveis. No loteamento Novo Horizonte, também em Lajeado, 475 famílias no aguardo para as 124 unidades previstas na primeira etapa. A relação se aproxima de quatro
cadastros para cada moradia.
A secretária de Desenvolvimento Social de Lajeado, Eliana Heberle, afirma que a definição dos beneficiários começa pelo atendimento individual. A equipe municipal precisa compreender a situação da família, verificar o imóvel atingido e confrontar as informações com os critérios
estabelecidos pelo governo federal. “Somos encarregadas de atender as famílias, conversar com elas, verificar todos os critérios das portarias e, após isso, definir quem virá para cá”, realça.
Nas 56 unidades do Planalto, o critério é diferente, pois segue portaria federal de 2022. Pelo programa, é exigido que o beneficiário seja proprietário da residência destruída ou interditada em caráter definitivo. A família não pode ter outro imóvel residencial nem ter recebido uma moradia ou subvenção federal destinada à habitação.
Responsável pelos cadastramentos habitacionais da secretaria, Larissa Ruschel acompanha a conferência das informações. Segundo ela, o processo exige mais do que a comprovação de que a família foi atingida. “A renda bruta familiar é de até R$ 8 mil. Também é preciso efetivar a doação do terreno ao município e não ter sido contemplado por outro programa habitacional”, afirma.
“Todas as famílias foram contatadas, chamadas e já estiveram na secretaria. Agora seguimos com os encaminhamentos para termos a confirmação final”, destaca a secretária Eliana Heberle. A seleção antecipada no programa da Defesa Civil permite que as etapas sociais avancem junto com a construção. Se o prazo de quatro meses for cumprido, as famílias poderão receber as unidades
ainda em 2026.
Análises distintas O cadastro habitacional não funciona como uma única fila na qual a primeira família inscrita recebe a próxima casa disponível. Cada programa tem origem de recursos, critérios e público próprios, diz a secretária Eliana. No Novo Horizonte, a seleção ainda está na etapa de atendimento das famílias, organização dos documentos e análise da Caixa Econômica Federal. Até sexta-feira, 26 de junho, a Secretaria de Desenvolvimento Social havia atendido 55 candidatos. Desse total, 40 dossiês foram
VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Cruzeiro do Sul, Estrela (foto), Roca Sales, Encantado e Lajeado representam 71% das mais de 4,5 mil moradias aprovadas pelo governo federal na região
encaminhados à instituição financeira e 12 receberam aprovação.
“É um processo bem complexo de análise. Estamos no envio dos documentos à Caixa e no aguardo das respostas”, detalha a secretária de Desenvolvimento Social. O processo ocorre enquanto as 124 moradias se aproximam da etapa final de construção. Como o programa recebeu 475 inscrições, a aprovação dos primeiros 12 dossiês representa apenas o início da definição dos beneficiários.
Enquanto a linha da Defesa Civil Nacional atende proprietários de casas destruídas ou interditadas, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida são outras regras,
com análise de renda, composição familiar, vulnerabilidade, documentação e enquadramento nos critérios definidos para cada empreendimento.
O Compra Assistida, encerrado em dezembro, segue um terceiro modelo. A família habilitada procura uma casa pronta, localizada fora da área de risco e dentro do valor de R$ 200 mil estabelecido pelo programa.
O imóvel precisa passar por avaliação técnica e documental antes de formalizar a compra.
Entregas no início de 2027
Conforme a prefeita Gláucia Schumacher, os principais empreendimentos federais em Lajeado se aproximam da conclusão. “Nós temos entregas previstas dos programas federais para começarem em janeiro”, afirma.
Ao todo, são seis canteiros de obras simultâneos (Conventos, Jardim do Cedro, Morro 25, Conservas, Igrejinha e Santo Antônio). Responsável pela obra, a construtora Artem, aplica formas reutilizáveis para acelerar a etapa estrutural.
“Em condições normais, conseguimos concretar uma casa por dia. No dia seguinte, a forma é retirada e segue para a próxima”, explicou a diretora da empresa, Bruna Arnholdt, em entrevista anterior ao A Hora.
“Somos auditados todo mês. Se a evolução não atinge o que foi pactuado, não há
CENÁRIO REGIONAL
liberação do pagamento. Isso exige planejamento e execução rigorosa”, afirmou Bruna.
Mais de 5,7 mil casas
Levantamento feito pelo A Hora, com base em informações oficiais do governo federal, contabiliza 4.510 unidades aprovadas no Vale do Taquari e em Venâncio Aires. O município do Vale do Rio Pardo integra o recorte devido aos danos provocados pelas enchentes de 2024 e à ligação territorial com a região.
O programa estadual “A Casa É Sua/Calamidade” acrescenta 818 casas. Outros 219 vinculados à iniciativa privada e 177 pertencentes a módulos temporários, ao Fundo do Ministério Público e a outras
ações. Todos juntos resultam em 5.724 soluções habitacionais previstas no Vale do Taquari e em Venâncio Aires. Os programas federais representam 78,8% do total mapeado. Na base da União, aparecem 2.910 famílias habilitadas, 2.195 operações pelo Compra Assistida, 2.496 unidades contratadas e 865 em obras.
Cinco municípios concentram 71%
Cruzeiro do Sul lidera o volume federal, com 994 unidades aprovadas, o equivalente a 22% do total. Estrela aparece na sequência, com 900 unidades, seguida por Roca Sales, com 521, Encantado,
com 403, e Lajeado, com 385. Juntos, os cinco municípios somam 3.203 unidades, o equivalente a 71% das aprovações federais. Apenas Cruzeiro do Sul e Estrela concentram 1.894 casas, ou 42% do total. Arroio do Meio aparece na sequência, com 371 unidades aprovadas, seguido por Venâncio Aires, com 341, e Taquari, com 219.
Pela análise federal, a concentração acompanha a intensidade dos danos provocados pelas inundações e a quantidade de famílias que precisaram deixar áreas de risco. Como dificuldades, estão a disponibilidade de terrenos e a capacidade dos municípios de estruturar loteamentos, apresentar projetos e cumprir as exigências técnicas para contratação.
FELIPE NEITZKE
Primeiro programa com beneficiados confirmados foi assinado em cerimônia na sexta-feira
FILIPE FALEIRO
FILIPE FALEIRO
Estrela avança com obras para atender déficit de moradias após desastres climáticos de 2023 e 2024
ADEUS A UM LÍDER
Ricardo Brönstrup deixa marca na história política de Teutônia
Ex-prefeito liderou o município por oito anos, presidiu a Amvat e participou da consolidação de projetos ligados ao turismo, cultura e desenvolvimento regional
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
Amorte do ex-prefeito
Ricardo José Brönstrup encerra um dos períodos mais importantes da política de Teutônia nas últimas décadas. Ele morreu na quintafeira, 25 de junho, aos 61 anos, em sua propriedade, na localidade de São Jacó.
Prefeito entre 1997 e 2004, Brönstrup foi o primeiro gestor reeleito da história do município e também o único representante do MDB a assumir o Executivo teutoniense. A eleição de 1996 marcou uma mudança no cenário político local ao encerrar um ciclo de 14 anos do mesmo grupo no comando da prefeitura.
Ao longo de dois mandatos consecutivos, Ricardo conduziu mudanças administrativas e participou da implantação de projetos ligados ao turismo, agricultura, cultura e desenvolvimento econômico.
O então viceprefeito e atual secretário de Obras, Ariberto Magedanz, afirma que aquele
Ele gostava de estar nas comunidades, conversar e acompanhar os problemas das pessoas. Tinha uma ligação muito forte com Teutônia. O nome dele sempre vai estar ligado a essa relação próxima com a população”
período representou uma fase de reorganização da prefeitura.
“Ele tinha um perfil de decisões firmes e participava diretamente das definições da administração.
Foi um período importante de estruturação para várias áreas do município”, lembra.
Segundo Magedanz, uma das prioridades do segundo mandato esteve ligada ao turismo e à valorização cultural.
“A Rota Germânica foi uma das principais iniciativas daquela gestão e segue até hoje como referência na divulgação de Teutônia. Também houve fortalecimento da agricultura e criação de novas estruturas dentro da prefeitura”, diz.
Entre as mudanças implementadas durante a gestão esteve a criação da Secretaria de Cultura. A administração também ampliou programas voltados à produção primária e ao incentivo econômico.
Na área regional, Ricardo Brönstrup presidiu a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) em 2001. Durante o período, participou de discussões ligadas à integração regional e ao desenvolvimento dos municípios do Vale.
LINHA DO TEMPO
1996
Eleito prefeito de Teutônia pelo PMDB.
1997
Assume o primeiro mandato.
2000
Conquista a primeira reeleição da história do município.
2001
Assume a presidência da Amvat.
2001–2004
Participa da implantação da Rota Germânica e da criação da Secretaria de Cultura.
2006
Ingressa no PSDB e disputa vaga de deputado estadual.
2016
O filho, Jonatan Brönstrup, é eleito prefeito de Teutônia.
2026
Morre aos 61 anos.
A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Teutônia) também relaciona a gestão de Ricardo ao fortalecimento do setor empresarial do município. A entidade cita a criação da Secretaria de Indústria e Comércio, além do apoio dado à estruturação da CIC, da Campanha de Natal e do Encontro Nacional de Veículos Antigos. Além da atuação política,
Ricardo também construiu trajetória empresarial. Inicialmente atuou no ramo alimentício. Nos últimos anos, trabalhou no setor de máquinas pesadas, implementos e serviços de terraplanagem.
Relação com as comunidades
A atuação de Ricardo Brönstrup ficou marcada pela presença frequente nas localidades do interior e pela participação em atividades comunitárias. O filho de Ricardo, Jonatan Brönstrup, também exprefeito de Teutônia, afirmou que a principal característica do pai na vida pública era a proximidade com as pessoas.
“O principal legado dele foi o cuidado com as pessoas. Isso aparecia na forma como trabalhava e como conduzia a vida pública”, declara. Jonatan também destacou a ligação de Ricardo com o município. “Ele gostava de estar nas comunidades, conversar e acompanhar os problemas das pessoas. Tinha uma ligação muito forte com Teutônia”, pontua. Segundo Jonatan, o fato de Ricardo ter sido o primeiro prefeito reeleito demonstra o reconhecimento ao trabalho realizado naquele período. “O nome dele sempre vai estar ligado a essa relação próxima com a população”, diz.
Os marcos políticos
• Primeiro prefeito reeleito da história de Teutônia
• Único prefeito eleito pelo MDB no município
• Encerrou um ciclo de 14 anos do mesmo grupo político no poder
• Presidiu a Amvat em 2001
• Disputou vaga para deputado estadual pelo PSDB
Projetos que seguem em Teutônia
• Rota Germânica
• Estruturação da Secretaria de Cultura
• Fortalecimento da Secretaria de Indústria e Comércio
• Programas voltados à produção primária
• Incentivo ao turismo e setor empresarial
Velório e sepultamento do ex-prefeito ocorreu na Linha Germano, em Teutônia LAUTENIR
ENTRE A CONSERVAÇÃO E AS CONTROVÉRSIAS
Museu Costa e Silva volta ao centro da história de Taquari
Projeto prevê restauração do prédio histórico, recuperação do acervo e ações de educação patrimonial ligadas à memória do ex-presidente taquariense TAQUARI
Contemplado com R$ 1,5 milhão em recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu Costa e Silva passará por um processo de revitalização voltado à preservação da memória do ex-presidente da República Artur da Costa e Silva, natural do município.
O investimento foi aprovado por meio do Edital Iphan, voltado à preservação, organização e difusão de acervos documentais privados de ex-presidentes brasileiros. O resultado foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União.
O projeto prevê reforma estrutural do prédio histórico, restauração e organização do acervo museológico, bibliográfico e documental, além da digitalização de materiais históricos e ações permanentes de educação patrimonial.
Instalado na antiga residência da família de Costa e Silva, o museu está fechado há mais de dez anos e integra um conjunto de iniciativas voltadas à recuperação do patrimônio histórico de Taquari.
Além do recurso federal, o município projeta aplicar cerca de R$ 150 mil em contrapartidas ligadas à qualificação técnica e formação. Há ainda uma emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada para complementar os investimentos previstos na revitalização.
Segundo o prefeito André Brito,
Pesquisador e historiador de Taquari, João Paulo da Fontoura acompanha há décadas a trajetória do Museu Costa e Silva e defende a preservação do espaço como parte da memória histórica do município
O papel do poder público não é apagar ou reescrever a história. É preservar os espaços, os documentos e a memória para que as pessoas possam conhecer, estudar e construir suas próprias interpretações”
estudar e construir suas próprias interpretações”, afirma.
O prefeito destaca que Costa e Silva possui relevância histórica nacional e ligação direta com Taquari por ter nascido no município e vivido parte da infância na cidade.
“Estamos falando de um presidente da República nascido em Taquari. Isso faz parte da trajetória do município e não pode ser ignorado. Preservar o museu não significa concordar com tudo o que aconteceu naquele período, mas reconhecer a importância histórica desse acervo”, diz.
André Brito também relaciona a recuperação do museu ao projeto mais amplo de revitalização do patrimônio histórico local.
“A ideia é recuperar o entorno histórico da cidade, fortalecer a cultura, o turismo e devolver esses espaços à comunidade. O museu é uma parte importante desse processo.”
R$ 1,5 milhão
Recursos do Iphan para revitalização do museu
Memória local e o peso histórico
a recuperação do museu parte da compreensão de que preservar patrimônio histórico não significa apagar contradições ou promover interpretações políticas sobre o período militar.
“O papel do poder público não é apagar ou reescrever a história. É preservar os espaços, os documentos e a memória para que as pessoas possam conhecer,
Conforme o município, cerca de R$ 600 mil deverão ser destinados às obras físicas do prédio e aproximadamente R$ 750 mil à recuperação, catalogação e digitalização do acervo histórico. O projeto está em fase de licitação para elaboração técnica da reforma, seguindo as exigências do Iphan. Depois disso, deverá ser aberta a concorrência para execução das obras.
R$ 600 mil
Obras físicas e recuperação estrutural do prédio
R$ 750 mil
Catalogação, restauração e digitalização do acervo
Pesquisador e historiador de Taquari, João Paulo da Fontoura acompanha há décadas a trajetória do Museu Costa e Silva e a relação da cidade com o ex-presidente da República. Morador do município há quase 50 anos e autor de obras sobre a história local e sobre a vida de Artur da Costa e Silva, ele afirma que a preservação do espaço ultrapassa debates ideológicos e envolve a própria memória histórica de Taquari.
Segundo Fontoura, a residência que hoje abriga o museu possui importância histórica anterior à própria projeção política de Costa e Silva. O imóvel teria sido construído por familiares da mãe do ex-presidente ainda no fim do século XIX e acabou se tornando um dos símbolos históricos da cidade. “A casa não surgiu por causa da presidência. Ela já tinha importância dentro da história local e depois ganhou ainda mais notoriedade com a ascensão dele na carreira militar e política”, afirma. Para o historiador, a ligação afetiva entre Taquari e Costa e Silva permanece forte em parte da população por ele ser visto como um “filho da cidade” que alcançou o posto máximo da República. “O Rio Grande do Sul teve vários presidentes, mas Taquari teve um presidente nascido aqui. Isso cria um
ANDRÉ BRITO PREFEITO DE TAQUARI
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
nos movimentos tenentistas das décadas de 1920 e 1930, ligados às disputas políticas nacionais daquele período.
O AI-5 foi um marco gravíssimo da ditadura. Mas também não se pode resumir toda uma trajetória histórica apenas a esse episódio. A vida dele foi muito maior e mais complexa do que isso”
JOÃO PAULO DA FONTOURA
PESQUISADOR E HISTORIADOR DE TAQUARI
sentimento de pertencimento histórico muito forte em muitas pessoas”, observa.
Ao mesmo tempo, o pesquisador reconhece que o nome de Costa e Silva está inevitavelmente associado ao período mais repressivo da ditadura militar brasileira, especialmente após a decretação do AI-5 em 1968. Para ele, porém, reduzir toda a trajetória do ex-presidente ao episódio do AI-5 impede uma análise histórica mais ampla sobre sua formação e atuação pública.
“O AI-5 foi um marco gravíssimo da ditadura e não pode ser relativizado. Mas também não se pode resumir toda uma trajetória histórica apenas a esse episódio. A vida dele foi muito maior e mais complexa do que isso”, afirma. O pesquisador também destaca a participação de Costa e Silva
“Ele fazia parte de uma geração de militares que defendia mudanças profundas na estrutura política brasileira da época”, contextualiza.
Fontoura defende que o museu deve funcionar como espaço de preservação histórica e reflexão crítica, permitindo que diferentes interpretações convivam dentro da própria narrativa do espaço.“Preservar patrimônio não significa glorificar personagens históricos. Significa garantir que as futuras gerações tenham acesso aos documentos, aos objetos e às informações necessárias para compreender aquele período”, afirma.
Segundo ele, o fechamento prolongado do museu ao longo da última década esteve relacionado principalmente às exigências técnicas e burocráticas envolvendo o tombamento do imóvel pelo patrimônio histórico.
O acervo do museu reúne móveis originais da residência da família, fotografias, documentos históricos, correspondências, objetos pessoais e peças ligadas à trajetória militar e política de Costa e Silva. Entre os itens preservados estão móveis da família, objetos trazidos do Rio de Janeiro e materiais relacionados à atuação pública do ex-presidente.
“Independentemente das posições políticas de cada pessoa, é um espaço que guarda parte importante da história do Brasil e da própria identidade de Taquari”, conclui.
Linha
do tempo
1885 • Construção da casa Residência da família é erguida em Taquari.
1899 • Nascimento de Costa e Silva em Taquari
1900 e 1910 • Costa e Silva vive parte da infância na cidade.
1964 • Golpe militar Ditadura militar começa no Brasil.
1967 • Posse na Presidência Costa e Silva assume o governo federal.
1968
• Decretação do AI-5 Regime amplia repressão e censura.
etapa de revitalização do museu deverá recolocar o espaço no centro das discussões sobre patrimônio, memória pública e interpretação histórica do período militar brasileiro. O projeto prevê recuperação estrutural, restauração e digitalização do acervo documental além de ações de educação patrimonial voltadas às escolas.
1969 • Morte de Costa e Silva Ex-presidente morre no Rio de Janeiro.
Década de 1980 • Criação do museu
2010 • Fechamento do museu Espaço deixa de receber visitantes.
2026
• Revitalização confirmada Iphan destina R$ 1,5 milhão ao museu.
Controvérsias da ditadura
A revitalização do museu também recoloca em debate a relação de Taquari com a memória da ditadura militar brasileira. Artur da Costa e Silva presidiu o Brasil entre 1967 e 1969, durante o regime militar instaurado após o golpe de 1964. Foi em seu governo que entrou em vigor o Ato Institucional nº 5, o AI-5, considerado o marco mais repressivo da ditadura. O ato ampliou os poderes do Executivo, permitiu o fechamento do Congresso Nacional, suspendeu direitos políticos e institucionalizou mecanismos de repressão utilizados contra opositores do regime.
Em 2014, a prefeitura de Taquari removeu um busto em homenagem a Costa e Silva que ficava em espaço público às margens da Lagoa Armênia. A medida ocorreu após a divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, que apontou violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar. O busto foi transferido para o Museu Costa e Silva, acompanhado de informações históricas sobre o período militar. A decisão gerou debates na cidade e reações de moradores contrários à retirada da homenagem. Para a administração municipal da época, a medida não tinha o objetivo de apagar a história, mas de promover uma leitura mais crítica da trajetória do personagem.
Objetivo é que o museu reúna informações e os marcos da trajetória de Costa e Silva, conforme o governo, para que a comunidade possa analisar e construir sua própria interpretação
Nova
Lucchese mira Assembleia com discurso de construção coletiva
Pré-candidato a deputado estadual defende que o Vale recupere capacidade de articulação para acelerar investimentos em infraestrutura, fortalecer a educação e ampliar o apoio à agricultura familiar
Mais do que um balanço do passado, Roberto Lucchese defende que a política deve ser guiada pela capacidade de construir o futuro. Pré-candidato a deputado estadual, ele afirma que realizações anteriores servem como credenciais, mas não bastam por si só.
Na sua avaliação, exemplos como a mobilização em torno da reconstrução da Ponte de Ferro, entre Lajeado e Arroio do Meio, demonstram que resultados duradouros dependem da união entre diferentes setores e de um projeto coletivo voltado ao desenvolvimento regional.
“A execução daquela obra é a prova de que grandes conquistas não são individuais. Foi uma estrutura reconstruída por
muitas mãos, com a participação do poder público, da iniciativa privada e da comunidade. Isso demonstra a capacidade que o Vale tem de se mobilizar em torno de objetivos comuns.”
No entanto, Para Lucchese, a região reúne lideranças políticas com força individual, mas ainda carece de uma atuação coletiva capaz de impulsionar as principais demandas do região. Na avaliação dele, a demora na execução de obras de infraestrutura evidenciam essa dificuldade de articulação.
Infraestrutura
Entre as prioridades, o pré-candidato defende que o Estado concentre esforços na infraestrutura antes de discutir novos modelos de pedágio.
Na avaliação dele, os cerca de R$ 1,5 bilhão disponíveis para investimentos deveriam ser destinados à execução dessas intervenções, cujo custo consumiria aproximadamente 60% do montante.
“Se o dinheiro está em caixa, ele precisa ser investido. Hoje, um trajeto que deveria levar 30
minutos acaba consumindo quase duas horas por causa da falta de infraestrutura”, afirma.
Educação
Outro eixo defendido por Lucchese é a educação. Filho de professora da rede municipal e exaluno de escola pública, ele afirma conhecer de perto os desafios enfrentados pelos profissionais da área e considera que a valorização é indispensável para fortalecer o ensino.
Na avaliação do pré-candidato,
Entre as prioridades, o précandidato defende que o Estado concentre esforços na infraestrutura antes de discutir novos modelos de pedágio
a dificuldade do RS em reter jovens talentos está diretamente ligada à qualidade da educação e às oportunidades oferecidas aos estudantes. Segundo ele, muitos concluem o ensino médio sem perspectivas profissionais, o que contribui para a saída de jovens do Estado.
Agricultura familiar
Natural de Marques de Souza, município de forte tradição agrícola no Vale do Taquari, Lucchese também afirma que pretende priorizar o fortalecimento da agricultura familiar.
Segundo ele, além do envelhecimento da população rural, os produtores convivem com dificuldades relacionadas ao financiamento, ao seguro agrícola e à falta de incentivos para continuidade.
Para o pré-candidato, garantir renda, segurança e previsibilidade ao produtor rural é fundamental para assegurar a sucessão familiar e manter a produção de alimentos. Assim, o desenvolvimento regional depende de uma atuação política capaz de transformar as demandas da população em políticas públicas e investimentos permanentes.
VALE DO TAQUARI
Paulo Cardoso paulo@grupoahora.net.br
APRESENTADO POR:
PATROCÍNIO:
Professora de Progresso preside Liga por 14 anos contínuos
Leida Battisti fundou a Liga de Combate ao Câncer de Progresso em 2012 e, desde então, se mantém na direção da entidade, coordenando voluntárias e ajudando pacientes
Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br
Tudo na vida de Leida Battisti anuncia longa permanência. Ela gosta da sensação de estabilidade, fidelidade e comunidade. É assim na instituição em que atua, onde é colaboradora há 50 anos: a Escola Estadual de Educação Básica São Francisco, de Progresso. No voluntariado, não é diferente. Leida fundou a Liga
de Combate ao Câncer de Progresso em 2012 e ainda se mantém na presidência da entidade. Mantém-se com foco, prioriza o tempo e o cuidado para com pacientes oncológicos que precisam de amparo. Como professora, sabe do poder da coletividade. A educação, assim como a ação social, gera transformações locais. A história da presidente da Liga é recheada de lembranças do passado e inspirações familiares. Nasceu em Progresso, formou-se no magistério, estudou fora da cidade e, aos 18 anos, foi contratada para atuar como professora na Escola São Francisco. De lá não saiu mais. Ao retornar para Progresso, sentenciou para si mesma: “eu volto para minha cidade para trabalhar, mas também para ser voluntária”. E assim aconteceu.
O lado voluntário é herança de família: os pais Artur Battisti e Ignes Tedeschi Battisti ajudaram a construir a igreja do município e estavam envolvidos comunitariamente. Des -
Leida coordena 12 voluntárias que integram a Liga de Combate ao Câncer de Progresso.
Ser voluntária é deixar sua atividade de lado para praticar a ação social.”
BATTISTI PRESIDENTE DA LIGA DE PROGRESSO
cendentes de imigrantes italianos, ensinaram a cultura, a gastronomia e o poder de viver em sociedade. Estimularam-na a estudar.
“Eu procurei seguir os passos dos meus pais na comunidade”. E logo depois, ela se orgulha. “Fui privilegiada de ter a família que tive e poder estudar.”
Desde jovem, exerceu algum tipo de trabalho social: como catequista, como coordenadora das capelinhas ou na diretoria da terceira idade. Leida valoriza o trabalho e a experiência dos idosos, por isso acredita que o trabalho voluntário com a terceira idade é valoroso.
A atuação na Liga
O trabalho na Liga começou em 2012, quando ela decidiu fundar a entidade na cidade ao se deparar com uma paciente com câncer que a estimulou a agir. Ela bateu o olho no panfleto da Liga e viu um sinal. “Eu tenho de fazer algo.”
Ela mobilizou as voluntárias da Liga de Lajeado para criar a de Progresso. “Eu estou à frente como presidente desde 2012”. O grupo é pequeno, mas é suficiente para fazer um trabalho extraordinário aqui em Progresso. “Não deixamos de atender nenhuma pessoa.”
O grupo se reúne mensalmente. “A Liga é o voluntariado que mais
me apaixonei. Fazemos muito pelas pessoas. A gente se sustenta neste voluntariado porque é gratificante ver a pessoa melhorar”. A professora acredita que pacientes de câncer são exemplo de força. Eles expressam essa fortaleza. “Isso é motivo para continuarmos”, avalia.
A entidade em Progresso iniciou com 20 integrantes. Hoje, há 12 ativas, empática e emotivas. Uma apren -
O voluntariado de Leida
Grêmio Esportivo Gaúcho
Paróquia Nossa Senhora
Catequese
Diretoria do Clube da Terceira Idade
Coordenadora das zeladoras das capelinhas há 30 anos
Fundadora da Liga de Progresso
Tipos de voluntariado que ela indica
Para quem quer começar, Leida aponta caminhos próximos e acessíveis:
Clubes de mães: espaço de troca, apoio mútuo e ação coletiva dentro da própria comunidade
Escolas: voluntariar na educação é plantar algo que o tempo não apaga
Igrejas e capelas: estrutura já organizada, com demandas reais e contínuas
Atividades com idosos: para quem quer aprender enquanto serve, é o voluntariado mais rico em experiência humana
de com a outra. “A dor do outro nos ensina a ser resiliente”, comenta.
O que é ser voluntária
Para Leida, ser voluntária é abrir mão do próprio tempo. Não o tempo que sobra, o tempo que você escolhe dar. Não romantiza. Engajar pessoas em um ato voluntário integral é difícil, por isso, mutas
começam e encerram a função social em algum tempo. Abrir mão do compromisso é para poucos. Ela tem esse talento da irmandade.”Se você vai esperar só ter tempo para fazer voluntariado, vai fazer poucas coisas”, avalia. O retorno não é imediato nem visível. Mas existe. “Fazer bem ao outro faz muito bem para a gente.”
LEIDA
DEMANDA HISTÓRICA
Asfalto na ERS-129 avança e entrega é prevista para novembro
Expectativa é do prefeito Jones Wünsch, que projeta novo patamar econômico para a região após a conclusão da pavimentação
Apavimentação da ERS129, no trecho entre Roca Sales e Colinas, deve ser inaugurada em novembro deste ano. A expectativa foi confirmada pelo prefeito Jones Wünsch, o Mazinho (PP), em entrevista à Rádio
A Hora. O ritmo avançado dos trabalhos, que já contam com a colocação da camada asfáltica definitiva em determinados pontos, sustenta o prazo.
A obra, aguardada há décadas pela comunidade regional, recebe investimentos do Fundo
Roca Sales terá outro patamar econômico em nível regional, estadual e nacional com essa obra.”
ção do projeto do Programa de Incentivo ao Acesso Asfáltico para pavimentar um quilômetro da Linha Arroio Augusta, rumo a Coronel Pilar. A obra de R$ 1,4 milhão terá parceria privada via incentivo do ICMS. O trecho total até a cidade vizinha é de 12 quilômetros.
do Plano Rio Grande (Funrigs) e abrange cerca de seis quilômetros de pavimentação. O projeto total contempla dois trechos: 6,1 quilômetros entre Colinas e Roca Sales e 21 quilômetros entre Colinas e Estrela, passando por São José e Costão, somando R$ 55,9
milhões em recursos. “Roca Sales terá outro patamar econômico em nível regional, estadual e nacional com essa obra”, avalia o prefeito. Três postes de energia elétrica ainda permanecem no meio da pista. Mazinho esclarece que a retirada não depende do município, mas sim de uma negociação entre a concessionária de energia e a construtora responsável pela obra. A concessionária já apresen-
tou o orçamento para o serviço e a empresa executora avalia o pagamento. “O município não pode se envolver financeiramente por ser uma rodovia estadual”, explica.
Novas conexões e infraestrutura urbana
Mazinho destacou a aprova-
Na entrada da cidade, o ginásio municipal, danificado pelas cheias, recebe melhorias de R$ 800 mil entre Estado e município. A reinauguração ocorre em 10 de julho. Próximo dali, a ponte da Avenida General Daltro Filho avança e terá o trânsito interrompido outra vez nos próximos dias para a conclusão das cabeceiras. No loteamento 7 de Setembro, iniciou a construção do CRAS, com aporte de R$ 1,1 milhão.
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ÁREAS DE ARRASTE
Município projeta R$ 31 milhões em indenizações para 320 imóveis
Valor investido será encaminhado pelo Estado para compensar proprietários e iniciar a desocupação de bairros
ARROIO DO MEIO
Aadministração de Arroio do Meio apresentou, na noite dessa quinta-feira, 25, o detalhamento do programa de indenizações destinado aos proprietários de imóveis atingidos pela enchente histórica. As informações foram divulgadas durante uma reunião realizada no salão da Comunidade Católica do bairro Aimoré, que reuniu moradores das áreas contempladas. O município receberá do governo do Estado R$ 31,1 milhões para viabilizar a compensação financeira aos proprietários de cerca de 320 matrículas localizadas em áreas consideradas de
risco. Serão contemplados imóveis situados em toda a extensão da Rua Campos Sales, no bairro Navegantes, além de áreas dos bairros Tiradentes e São José. Segundo a administração municipal, terão direito à indenização
os proprietários que ainda não foram contemplados pelos programas habitacionais implantados após a enchente. Os valores serão definidos pelo Estado, conforme as características de cada imóvel. A estimativa é de uma indenização
média de R$ 88 mil por propriedade, com valores que podem variar entre R$ 25 mil e R$ 240 mil.
As edificações serão classificadas em quatro perfis, conforme a norma técnica. Já os terrenos serão avaliados conforme a metra-
gem, divididos em três categorias: até 125 metros quadrados, de 125 metros quadrados até o lote mínimo previsto no Plano Diretor e do lote mínimo municipal até 1.000 metros quadrados.
Levantamento dos beneficiários
O cadastramento dos proprietários deve começar nas próximas semanas, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento. As avaliações dos imóveis serão realizadas pelo governo estadual. O cronograma prevê que o levantamento dos beneficiários ocorra entre junho e setembro de 2026.
A expectativa da administração municipal é que o pagamento das indenizações tenha início em outubro de 2026, com conclusão prevista até março de 2027. A etapa final do programa prevê a limpeza das áreas desocupadas e a requalificação da chamada área de arraste, intervenção que deverá começar a partir de junho de 2027. Segundo o prefeito Sidnei Eckert, a medida busca retirar ocupações das regiões mais vulneráveis e transformar esses espaços em áreas compatíveis com a dinâmica natural do rio, reduzindo os riscos em futuros eventos climáticos extremos.
GABRIEL SANTOS
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Edificações atingidas pelas cheias serão classificadas em quatro perfis, conforme a norma técnica
Aumento da comercialização de livros acompanha tendência nacional e Vale vivência formação de novos leitores
HÁBITO DE LEITURA
Mercado do livro cresce e impulsiona formação de novos leitores
Pesquisa nacional aponta aumento nas vendas e no faturamento das editoras em 2025. No Vale do Taquari, livrarias, bibliotecas e educadores observam mudanças no perfil do público e na busca por obras infantis, romances e ficção
ntre lançamentos, clássicos e títulos de colorir, a movimentação chama a atenção de quem trabalha atrás dos balcões das livrarias do Vale do Taquari. Famílias em busca de livros infantis, jovens influenciados pelas redes sociais e pessoas que voltaram a cultivar o hábito da leitura ajudaram a aquecer as vendas ao longo do último ano. O cenário local acompanha
Mercado editorial em 2025
– Faturamento: R$ 4,5 bilhões
– Crescimento: +7,7%
– Exemplares vendidos: +6,5%
Gêneros que puxaram o crescimento
1. Infantil e juvenil
2. Não ficção
3. Obras gerais
4. Científicos, técnicos e profissionais
crianças ocupam espaço entre os consumidores. Livros sensoriais, ilustrados e interativos estão entre os mais procurados por famílias que desejam estimular o contato com a leitura desde os primeiros anos de vida.
Sócia-proprietária da Lojas Wessel, Elizabeth Wessel aponta que a busca variada por títulos infantojuvenis chama a atenção. “Temos busca para crianças de um a dois anos, mas também para crianças maiores. É uma tentativa das famílias de fazer com que esse público tenha contato permanente e lúdico com a literatura”, explica.
Ao mesmo tempo, adolescentes ampliaram a presença nas livrarias. Na Cometa Livraria e Papelaria, a proprietária Carolina Hahn diz que a procura entre o público prevalece em gêneros como suspense e romances. Na avaliação dela, os títulos são impulsionados por indicações em plataformas digitais e comunidades de leitores. Para os adultos, títulos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional, finanças, romances policiais e autores brasileiros seguem entre as preferências e acompanham a tendência nacional. “A busca por livros de autoajuda é muito forte e se sobressai na região”, observa Carolina.
externo, convivem diferentes perfis. A bibliotecária Gigliola Casagrande revela que há quem permaneça fiel ao livro físico e quem se aventure pela plataforma de leitura digital.
Para Gigliola, o interesse pela leitura ganhou força após a pandemia e recebeu impulso de ações promovidas por instituições da região, como clubes de leitura, indicações de obras e ações culturais. “As pessoas descobrem autores e gêneros por meio de grupos, sugestões e redes sociais. Um título em evidência funciona como porta de entrada para outros livros”, afirma.
uma tendência registrada em todo o país: o mercado editorial brasileiro voltou a crescer em 2025. Um levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) aponta aumento de 7,7% no faturamento e de 6,5% no volume de exemplares comercializados. Na região, o crescimento aparece tanto nos números quanto nas mudanças de perfil do público. Se antes predominavam os leitores adultos, hoje as
A busca presencial pelas obras também se mantém relevante, reforça Elizabeth. “A possibilidade de folhear os livros, conhecer novos autores e receber indicações personalizadas continua sendo um diferencial nas vendas”, afirma.
Renovação do hábito
O aumento nas vendas reflete no interesse pela leitura, também percebida nas bibliotecas. Nas estantes da Biblioteca Univates, que reúne cerca de 167 mil obras e atende tanto à comunidade acadêmica quanto ao público
Segundo a bibliotecária, leitores experientes costumam chegar à biblioteca em busca de autores específicos, enquanto novos públicos se aproximam por
Um título em evidência funciona como porta de entrada para outros livros”.
Karine Pinheiro
KARINE PINHEIRO
UNIVATES/DIVULGAÇÃO
influência de obras que ganham destaque na internet. Com o tempo, muitos ampliam o repertório e passam a procurar clássicos da literatura, tanto para empréstimos quanto para aquisição.
Na avaliação dela, a leitura também assume papel estratégico diante do avanço da inteligência artificial. “Ler amplia vocabulário, capacidade de expressão, formação de opinião e senso crítico. Essas competências e a leitura ajudam no repertório, para formar prompts, e no discernimento para utilizar a IA de forma consciente”, destaca. Além da formação intelectual, Gigliola ressalta o aspecto social da leitura. Clubes e rodas de conversa permitem a troca de interpretações sobre uma mesma obra e fortalecem vínculos entre leitores.
Títulos mais comercializados no Brasil em 2025
1. Café com Deus Pai 2025, Junior Rostirola
2. A Psicologia Financeira, Morgan Housel
3. Verity, Colleen Hoover
4. A Hora da Estrela, Clarice Lispector
5. Hábitos Atômicos, James Clear
6. A Metamorfose, Franz Kafka
7. Tudo é Rio, Carla Madeira
8. É Assim que Acaba, Colleen Hoover
9. Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens
Paiva
10. A Biblioteca da Meia-Noite, Matt Haig
O que os leitores procuram no Vale
Crianças - sensoriais - ilustrados - de colorir
Adolescentes - fantasia - suspense
Adultos - desenvolvimento pessoal - romance policial - autores brasileiros
Papel da escola
Esse movimento também alcança as instituições de ensino, onde bibliotecas e projetos pedagógicos procuram
transformar o interesse despertado pelos livros em um hábito permanente. O objetivo é aproximar crianças e adolescentes e transformar a leitura em parte da rotina.
Em Estrela, a reconstrução da biblioteca da Emef Cônego Sereno Hugo Wolkmer, atingida pela enchente de 2024, marcou o início de uma nova etapa. O espaço voltou a funcionar como ambiente de estudo e incentivo à formação de leitores.
As coordenadoras pedagógicas da Secretaria de Educação, Bárbara Schwarz e Kamila Wolker, ressaltam que além do acervo físico, a rede disponibiliza acesso à plataforma Elefante Letrado, utilizada tanto nas escolas quanto em casa. Ainda assim, o exemplo familiar permanece indispensável, avaliam. Para elas, o contato com os livros precisa fazer parte da rotina da criança.
Leitura
começa na infância
A escritora Suiana de Souza conhece o processo de perto. Professora da Educação Infantil pelo período de 15 anos, ela encontrou nas histórias contadas às filhas e na experiência a inspiração para escrever.
A curadoria desperta curiosidade e incentiva a descoberta de autores e gêneros.”
KÉTLIN GOUVÊA AGENTE DO SESC
A possibilidade de folhear os livros continua sendo um diferencial”
Hoje reúne mais de 50 obras produzidas e publicou o livro Bala Balu Baluíno, o Balão Dançarino, lançado na Feira do Livro de Taquari.
Para Suiana, a formação de leitores começa dentro de casa.
“A criança ainda não sabe ler, mas consegue construir vínculo com as histórias. Esse contato precisa fazer parte da rotina e ocorrer de forma lúdica”, explica.
A autora acredita que o crescimento nas vendas representa um indicativo positivo para o hábito da leitura e soluciona os problemas relacionados ao excesso de tela.
Na avaliação dela, os resultados mais consistentes aparecerão nos próximos anos.
Clubes fortalecem comunidade de leitores
Movimento que ganha espaço é o fortalecimento dos clubes de leitura. Criado em 2025, o Clube de Leitura Itinerante de Lajeado reúne o Sesc, a Biblioteca Pública e a Univates para promover encontros mensais dedicados à discussão de obras previamente selecionadas.
A agente de Programas Sociais do Sesc, Kétlin Gouvêa, relata crescimento no número de participantes. O grupo começou com oito integrantes e hoje reúne cerca de 17 leitores. Segundo ela, o clube ajuda quem ainda não consolidou o hábito. “Muitas pessoas não sabem como começar. A curadoria desperta curiosidade e incentiva a descoberta de autores e gêneros.”
O reflexo aparece nas livrarias. Livros escolhidos para discussão costumam registrar aumento na procura, enquanto autores pouco conhecidos conquistam novos leitores por meio das indicações. Para Kétlin, a união entre bibliotecas, instituições e universidades fortalece a circulação dos livros e amplia o alcance do incentivo à leitura. Os números confirmam o crescimento do mercado editorial. No Vale, o resultado vai além das vendas e alcança a construção de uma nova geração de leitores. Para os profissionais da área, o próximo desafio será transformar o interesse por lançamentos, indicações nas redes sociais e ações de mediação em um hábito permanente de leitura.
ELIZABETH WESSEL
PROPRIETÁRIA DA LOJAS WESSEL
Biblioteca da Univates possui mais de 167 mil títulos, desde obras acadêmicas até os grandes clássicos
Lançamento do livro Bala Balu Baluíno, o Balão Dançarino, em Taquari
Imóveis no bairro Hidráulica são os primeiros na remoção do que restou das construções. Em um primeiro momento, prédios comerciais serão mantidos no local
LAJEADO
Dois anos após a enchente de 2024, Lajeado inicia uma nova etapa nas ações sobre as áreas atingidas. Terrenos na rua Bento Rosa, no bairro Hidráulica, começaram a ser limpos por equipes da prefeitura nessa sexta-feira, 26. No local, haviam residências que foram destruídas pela força das águas do Taquari.
As demolições são direcionadas a imóveis condenados pela Defesa Civil após as cheias. Um projeto de lei foi aprovado em maio deste ano, que autorizou o município a atuar em áreas particulares localizadas nas regiões de arraste, que tornam a habitação inviável. Ao todo, 335 construções em Lajeado estão nesta condição e podem ser contemplados na iniciativa. Uma delas pertencia a Vanderlei Antônio Scherer, 60 anos. Além de morador da região há mais de três décadas, ele mantém um pequeno negócio no ramo automotivo no local. No entanto, ele vê esse avanço na limpeza dos espaços como uma etapa importante. Ele vê uma possibilidade de utilizar a área inclusive para melhorias no trânsito.
Por outro lado, Scherer acredita na possibilidade de ser indenizado pelas áreas, para poder deixar o empreendimento na região, que, nas palavras dele, ficaria “ilhado” no local. “As autoridades poderiam ver isso aqui de outra forma e conversassem, para chegar em um denominador comum melhor para todo mundo”, argumenta. Ele ainda menciona as perdas em Estrela, onde mantinha um
Lajeado inicia limpeza de áreas atingidas pela enchente
sítio na Linha São José, além do imóvel em Lajeado, que somados receberam investimentos que chegaram a R$ 3 milhões. A soma das enchentes de 2023 e 2024 fazem com que Scherer perca as esperanças no local. “A gente tem uma recordação muito boa desse lugar. Isso afeta demais meu emocional, não tenho mais forças para continuar aqui”, desabafa.
Sequência das atividades
A Defesa Civil de Lajeado acompanhou parte dos trabalhos no início da tarde, com o coorde-
nador Luís Gonçalves Maya. De acordo com ele, esta é a primeira etapa do processo de limpeza de áreas, que seguirá no bairro Conservas, nas proximidades do Arroio Saraquá. Ele ainda prevê concluir as ações no Hidráulica até a semana que vem, para depois avançar à próxima região. Algumas construções nas redondezas serão mantidas. Além da oficina de Scherer, um empreendimento que trabalha com balanças permanece no local. Os demais imóveis serão limpos nesta primeira ação organizada pelo município. O prazo previsto para a conclusão dos trabalhos é de seis meses.
“Estamos avançando em uma etapa necessária da reconstrução de Lajeado. A retirada dessas estruturas ajuda a eliminar riscos, recuperar áreas severamente atingidas pelas enchentes e preparar a cidade para um novo momento. É um trabalho que contribui para a segurança da população, para a saúde pública e para a requalificação de espaços que foram profundamente impactados pelos eventos climáticos”, destaca.
O serviço é executado por meio de horas-máquina custeadas com recursos do governo do Estado, que destinou R$ 5 milhões para a demolição e remoção dos materiais.
A gente tem uma recordação muito boa desse lugar. Isso afeta demais meu emocional, não tenho mais forças para continuar aqui”
Vanderlei Scherer morou na região do bairro Hidráulica por mais de 30 anos e perdeu a casa na enchente histórica de maio de 2024
VANDERLEI
Pet shop se transforma em espaço de cuidado e bem-estar
Em Lajeado, Minimalista se destaca pelo modelo de atendimento que prioriza atenção individual e conforto dos animais. Nova unidade deve ampliar a atuação da marca no município, com o mesmo padrão de atendimento
Obanho e a tosa ainda são os serviços mais conhecidos dos pet shops, mas já não resumem a função desses estabelecimentos. Com os animais ocupando cada vez mais um lugar de destaque dentro das famílias, o mercado evoluiu e passou a oferecer ambientes acolhedores, atendimento persona-
lizado e serviços voltados ao bem-estar e à saúde dos pets. A mudança reflete um comportamento cada vez mais comum: os tutores buscam locais que reconhecem as necessidades de cada animal e oferecem mais do que um atendimento rápido. Para a empresária Beatriz Vieira, tutora das shih tzus Sofia e Tereza, a escolha de um pet shop sempre esteve ligada à confiança. "São as nossas primeiras filhas”. Quando chegou a Lajeado, há seis anos, Beatriz encontrou na Minimalista o atendimento que procurava. Antes mesmo do primeiro banho, a equipe buscou conhecer o histórico das cachorras, solicitou a comprovação das vacinas e perguntou sobre alergias e comportamentos. Como Sofia sofre de dermatite atópica, precisou de mais atenção. "Ali eu percebi que não era apenas um banho. Era cuidado, responsabilidade e carinho".
Hoje, as idas ao pet shop fazem parte da rotina. Segundo Beatriz, toda sexta-feira
Sofia e Tereza chegam na Minimalista tranquilas. "É como se fosse o spa delas".
Experiências que geram confiança
A empresária Caroline Konrath vive uma experiência semelhante com o cão Wi-Fi, que, além de integrar a família, também acompanha a rotina da sua equipe de trabalho. “O que mais me chamou a atenção na Minimalista é a personalização e o cuidado que eles têm com cada tutor de pet. Se preocupam se o animal tem alguma alergia ou preferência, um cuidado muito diferenciado de outros serviços que eu já utilizei”, destaca. Caroline conta que, em outros locais, costumava receber relatos de que Wi-Fi passava o banho chorando. Na Minimalista, isso nunca aconteceu. "Eles fizeram com que ele se sentisse confortável. Isso nos dá muita tranquilidade".
Para ela, a transformação dos pet shops acompanha a mudança na forma como os animais são vistos pela sociedade. “Se o Wi-Fi pudesse falar da Minimalista, com certeza ele ia dizer que ele adora os petiscos que tem lá e que ele se sente muito bem acolhido por todos”.
“Para quem se importa de verdade”
O slogan da Minimalista traduz a essência do pet shop e de seus proprietários, Giordana e Klaus Neher. O cuidado com os animais é o ponto central do trabalho, que nasceu justamente da percepção de que era preciso oferecer um espaço que atendesse não apenas às
necessidades dos tutores, mas também ao bem-estar dos pets.
“Muitas vezes as pessoas deixam os animais no pet e eles passam o dia inteiro lá. Não é o ideal, e nos preocupamos com isso”, detalha Klaus. A Minimalista foi construída com foco em bem-estar de clientes e da equipe: ambientes acolhedores, tanques de banho em altura adequada, uso de produtos de qualidade e, sobretudo, um atendimento marcado por atenção e carinho.
“A gente reconhece a necessidade dos animais. Nem todos gostam de ficar presos esperando pelo banho, então deixamos eles circular. São escolhas mais saudáveis e que evitam o estresse”, explica Giordana.
Além disso, os atendimentos são agendados de modo a evitar aglomeração, mantendo o ambiente mais tranquilo e com o mínimo de ruídos e latidos. “Quem entra aqui muitas vezes se surpreende. Mas isso reflete muito o cuidado que temos”.
NOVA UNIDADE
A Minimalista amplia sua atuação e inaugura, neste sábado, 27, uma nova unidade em Lajeado, no bairro Universitário. O novo espaço manterá o mesmo padrão de atendimento e serviços já oferecido na unidade do bairro Florestal. A abertura também marca o início do modelo de franquias da marca.
Há seis anos Beatriz leva Sofia e Tereza ao pet shop
Caroline se encantou pela personalização e cuidado do atendimento
MUITO ALÉM DE BANHO E TOSA
Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br
Novos representantes da 24ª Região Tradicionalista serão conhecidos neste sábado
Ciranda Cultural de Prendas e Entrevero Cultural de Peões definem as gestões 2026/2027 que representarão a região na etapa estadual do MTG
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Venâncio Aires sedia neste sábado, 27, o encerramento da Ciranda Cultural de Prendas e do Entrevero Cultural de Peões da 24ª Região Tradicionalista (24ª RT). Após dois dias de provas e avaliações, serão conhecidos os novos representantes regionais nas categorias pré-mirim, mirim, juvenil e adulta, além dos peões, que terão a missão de representar a região na próxima edição estadual promovida pelo Movimento Tradicionalista
Gaúcho (MTG-RS).
são considerados um dos mais importantes momentos do calendário tradicionalista regional, valorizando a formação de lideranças e incentivando o estudo e a preservação da cultura gaúcha.
Concorrentes
Na categoria Prenda Pré-Mirim, disputam o título Cecília Helena Fritzen Silva, do CTG Querência do Arroio do Meio, e Verônica Beatriz Moraes, do Grupo Folclórico Essência da Tradição.
Entre os Piazitos, concorre Arthur Otmar Presser Cardozo, do CTG Giuseppe Garibaldi, enquanto na categoria Piá o representante é Nicolas Norberto dos Santos Rodrigues, do GAN Anita Garibaldi.
Vinícius Hauschild Nos, do CTG Raça Gaudéria, e Arthur Marcelino Padilha, do CTG Erva-Mate. Na categoria Prenda Juvenil, concorrem Elisabetha Antonella de Moura Mattes, do CTG Querência da Amizade; Emanuele Winter, do CTG Raça Gaudéria; Lívia Dewes Fernandes, do CTG Chaleira Preta; e Valentina Padilha Marcelino, do CTG Erva-Mate.
Já a faixa de Prenda Adulta será disputada por Alicia da Silva Farias, do CTG Raízes do Sul; Isadora Fritsch da Silva, do CTG Raça Gaudéria; e Betina Ruppenthal, do CTG Erva-Mate.
O concurso reúne representantes de Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), departamentos tradicionalistas e grupos folclóricos de diversos municípios do Vale do Taquari e região. Ao longo da programação, os concorrentes foram submetidos a provas de conhecimentos sobre história, geografia, folclore e tradicionalismo, além de avaliações artísticas, como dança, declamação e mostra folclórica.
Na categoria Prenda Mirim, participam Giovana da Rosa, do Grupo Folclórico Essência da Tradição; Lavínia Valente de Barros, do CTG Raízes do Sul; e Melissa Ritter, do DTG Piazito da Tradição.
A Ciranda Cultural e o Entrevero
Entre os Guris, a disputa é entre
No Entrevero Cultural de Peões, a categoria Peão Veterano conta com a participação de André Luiz Ziem, do CTG Querência do Arroio do Meio.
Os vencedores de cada categoria formarão a gestão regional 2026/2027 e garantirão vaga para representar a 24ª Região Tradicionalista na etapa estadual dos concursos promovidos pelo MTG.
DIVULGAÇÃO
Concurso reúne representantes de CTGs, departamentos tradicionalistas e grupos folclóricos de diversos municípios
MÚSICA E CULTURA
Semana do Rock amplia programação e leva atrações para diferentes bairros
Evento passa a contar com roteiro gastronômico, palco na avenida Acvat e apresentações em estabelecimentos da cidade entre os dias 7 e 12 de julho
Asegunda edição da Semana do Rock de Lajeado amplia a programação e estende as atividades para diferentes pontos do município. Promovido pela prefeitura em alusão ao Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, o evento ocorre entre os dias 7 e 12 de julho com atrações musicais, roteiro gastronômico e apresentações gratuitas.
A proposta busca fortalecer a cena local, incentivar bandas da região e ampliar o acesso da comunidade à cultura. Após reunir grande público na primeira edição, em 2025, a programação passa a ocupar uma semana inteira. Entre os dias 7 e 10 ocorre o “Rock na Mesa”, iniciativa que une música e gastronomia em estabelecimentos distribuídos pelos bairros.
Já nos dias 11 e 12, a programação concentra os shows no palco principal, instalado na avenida Acvat, no bairro Americano. Segundo a secretária de Cultura, Esporte, Lazer e
Turismo de Lajeado, Mariana Betti, a ampliação atende ao retorno recebido após a primeira edição. Segundo ela, o evento registrou participação expressiva, com presença de famílias, diferentes gerações e público ligado ao rock.
“Lajeado tem uma cena de rock consolidada e o evento abre espaço para bandas locais. A programação incentiva a ocupação dos espaços públicos por diferentes gerações”, afirma a secretária.
Mariana destaca que o município possui tradição no gênero e número significativo de bandas formadas em Lajeado.
Para ela, a Semana do Rock representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade dos grupos e disponibilizar espaços destinados às apresentações. A legislação também prevê a celebração anual, fato que originou a criação do evento.
Mudanças na programação
Entre as novidades está o “Rock na Mesa”. O projeto seleciona oito estabelecimentos gastronômicos para receber pocket shows gratuitos durante a semana que antecede o festival. Cada
apresentação terá cerca de 45 minutos e contará com músicos que também sobem ao palco da avenida Acvat.
A descentralização figura entre os objetivos da programação. Em vez de concentrar todas as atrações em um único espaço, o evento passa a circular pelos bairros, aproximando artistas, estabelecimentos comerciais e moradores. A expectativa da organização é ampliar o movimento nos empreendimentos participantes e incentivar novos públicos a acompanhar o festival.
De acordo com a assessora de Gestão Municipal, Ana Paula Vieira Labres, a música reúne
Sobre o evento:
Semana do Rock de Lajeado De 7 a 10 de julho: Roteiro gastronômico e itinerante com pocket shows em estabelecimentos Dias 11 e 12 de julho: Festival com estrutura completa na Acvat
Bandas confirmadas
– Os Lupulados – 4Vilão – Douglas Bello & Banda – Protótipo Zero – Frie Box – Banda Lambreta – Bixo Orgânico – Nex
diferentes perfis de público e o rock mantém presença entre diversas gerações. A proposta também busca fortalecer o comércio local e criar um circuito cultural distribuído pela cidade antes das apresentações principais.
“A proposta integra cultura, gastronomia e comércio em diferentes regiões do município. Além disso, o festival amplia a visibilidade dos músicos e movimenta os empreendimentos participantes”, destaca Ana Paula. Para os dias 11 e 12, a estrutura na avenida Acvat contará com área coberta para o público, espaço de alimentação com food trucks e exposição de carros antigos. A organização também prevê atrações de alcance estadual, além das bandas locais selecionadas para integrar a programação.
LAJEADO
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Movimento da primeira edição impulsionou descentralização do evento. Programação inicia em 7 de julho
DIVULGAÇÃO
Reconstrução no Vale inspira missão italiana
Técnicos da Província de Trento trocaram experiências com o Rio Grande do Sul e conheceram as estratégias de prevenção, resposta e recuperação adotadas após as grandes cheias
ESTRELA
Aexperiência do Vale do Taquari na resposta aos eventos extremos de 2023 e 2024 ultrapassou as fronteiras do país. Nessa sexta-feira, 26, Estrela recebeu uma comitiva da Defesa Civil da Província de Trento, na Itália, acompanhada pelo coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira.
A visita integra uma agenda de intercâmbio entre Brasil e Itália voltada ao compartilhamento de experiências sobre prevenção, resposta e reconstrução diante de eventos climáticos extremos. Além de Estrela, a delegação também percorreu Teutônia, Cruzeiro do Sul e Encantado.
Formada por quatro técnicos da Defesa Civil italiana, um tradutor e integrantes da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a missão busca aproximar experiências entre regiões que convivem com desastres naturais e fortalecer a cooperação técnica entre os dois países.
Em Estrela, a comitiva foi recebida pelo vice-prefeito Márcio Mallmann. Durante o encontro, representantes do município apresentaram um panorama das enchentes que atingiram a cidade, as ações executadas durante a resposta à emergência, os avanços na
reconstrução e a estruturação da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. Na sequência, o grupo visitou o bairro Marmitt e o Passo de Estrela.
Troca de experiências
A Província de Trento convive há décadas com enchentes, deslizamentos e outros eventos climáticos extremos. Segundo o coronel Luciano Boeira, a aproximação entre as duas regiões amplia a troca de conhecimento e fortalece futuras parcerias.
“O objetivo é consolidar essa parceria com a Província de Trento. Eles compartilham uma experiência construída ao longo de décadas e nós mostramos tudo o que aprendemos após as enchentes de 2023 e, principalmente, de 2024”, destaca.
Boeira lembra que a agenda ocorre após a realização do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, promovido nesta semana, em Porto Alegre. A delegação italiana participou do encontro e, em seguida, conheceu de perto os municípios mais atingidos pelas enchentes.
“Todos os municípios possuem planos de contingência revisados, investimos em monitoramento, radares, estações hidrometeorológicas e seguimos estruturando centros regionais de Defesa Civil”, afirma.
Comitiva italiana visitou o Passo de Estrela, em Cruzeiro do Sul, de onde observou Estrela, separada pelo Rio Taquari. O local recebeu esse nome por, historicamente, ficar “a um passo” do município vizinho
GABRIEL SANTOS
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Congresso da Ordem DeMolay ocorre neste sábado em Lajeado
Jovens de sete municípios participam de imersão voltada ao desenvolvimento de habilidades em gestão, oratória, liderança e responsabilidade social
LAJEADO
Cerca de 140 integrantes da Ordem DeMolay de Lajeado, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Pedro do Sul e Soledade participam neste sábado, 27, do Congresso Regional da Ordem DeMolay (CROD-Centro). O encontro
ocorre no Centro Comunitário Evangélico de Lajeado e reúne
jovens entre 12 e 21 anos para uma programação de formação e integração. O evento, organizado pelo Conselho Regional e tendo como anfitrião o Capítulo Cavaleiros Templários do Vale do Taquari nº 805 -CTVT.
Ao longo do dia, os participantes permanecem em regime de imersão com atividades voltadas ao desenvolvimento de competências em gestão, oratória, liderança e responsabilidade social, pilares
da organização. “Sediar o CROD-Centro é uma oportunidade de demonstrar a força da juventude do Vale do Taquari. Receberemos líderes que, por meio da Maçonaria e do apoio mútuo, se preparam para contribuir com uma sociedade melhor”, afirmam o mestreconselheiro regional e organizador do evento, Gabriel Maroneze, e o mestre-conselheiro do Capítulo Cavaleiros Templários do Vale do Taquari, Thiago Saling Câmara.
O que é a Ordem DeMolay
Fundada em 1919, nos Estados Unidos, por Frank Sherman Land, maçom de Kansas City, a Ordem DeMolay é uma organização fraternal internacional voltada à formação de líderes e cidadãos do sexo masculino entre 12 e 21 anos. Patrocinada pela Maçonaria, a instituição desenvolve atividades baseadas em princípios de moralidade, civismo, amizade e responsabilidade social.
SERVIÇO
CROD-Centro - Congresso Regional da Ordem DeMolay
Anfitrião: Capítulo Cavaleiros Templários do Vale do Taquari nº 805
Local: Centro Comunitário
Evangélico de Lajeado, Lajeado/RS
Data: 27 de junho a partir das 07h30min
Público: Cerca de 140 jovens líderes e formadores de opinião
Cidades Participantes: Lajeado, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Pedro do Sul e Soledade
SAIBA MAIS
Ao longo de sua história, a Ordem DeMolay contribuiu para a formação de lideranças em diferentes áreas. Entre os principais eixos de atuação estão:
Gestão e liderança: capacitação para administrar projetos e equipes; Oratória e comunicação: desenvolvimento da expressão oral e da argumentação; Responsabilidade social: incentivo ao trabalho voluntário e ao apoio às comunidades.
ARQUIVO
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Corsan inspeciona redes para reduzir desperdício e qualificar serviço
Objetivo da atividade é localizar vazamentos não visíveis; pesquisas seguem nos próximos dias
ARROIO DO MEIO
ACorsan inspeciona, desde terça-feira, 23, as redes de água de Arroio do Meio a fim de localizar vazamentos não visíveis. Utilizando um equipamento chamado geofone, que emite sinais sonoros em pontos onde existem escoamentos subterrâneos, a equipe já verificou em torno de 15 quilômetros de rede e identificou 16 vazamentos. As pesquisas seguem nos próximos dias. Segundo a coordenadora de operações da Corsan, Élida Rocha, os reparos dos vazamentos encontrados já estão sendo feitos. “Os consertos reduzem perdas de
água e melhoram a pressão nas redes e as condições operacionais do sistema de abastecimento”, diz ela.
O mesmo procedimento foi desenvolvido em Encantado no fim de maio. No município, foram averiguados cerca de 12 quilômetros de tubulação e localizados seis vazamentos, já restaurados. Uma nova inspeção deve ocorrer nas próximas semanas.
Mapa de pressão
Em Encantado e Taquari, também foram feitos mapeamentos de pressões nos encanamentos. Élida Rocha explica que isso possibilita maior controle das redes, contribui para a redução de desperdício de água e aumenta a segurança no abastecimento. “Essa iniciativa é fundamental para identificar regiões com baixa ou alta pressão, corrigir falhas e prevenir rompimentos de tubulações. Além disso, o mapa auxilia
na tomada de decisões operacionais, no fortalecimento do sistema e no planejamento de melhorias
que tornem o abastecimento mais eficiente e equilibrado em toda a área atendida.”
verificou em torno de 15 quilômetros de rede e identificou 16 vazamentos
DIVULGAÇÃO
Equipe
FERNANDO RÖHSIG
Conselheiro de Administração
Governança se testa nos momentos de dissenso
Asolicitação da Previ para convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com o objetivo de substituir Daniel Stieler da presidência do conselho de administração da Vale recoloca no centro do debate um princípio fundamental do mercado de capitais: o conselho não pertence à administração nem a um acionista específico. Ele pertence à companhia e deve atuar em nome de seu interesse social e da geração sustentável de valor.
Sob essa perspectiva, o pedido do fundo de pensão não constitui, por si só, um problema de governança. Ao contrário. O direito de propor alterações na composição do conselho faz parte da dinâmica natural de companhias com acionistas relevantes. O mercado tende a encarar com normalidade movimentos de renovação quando estes observam os mecanismos legais e estatutários previstos.
A questão central, portanto, não é a existência do conflito. Conflitos são inerentes à governança corporativa. O verdadeiro teste está na forma como eles são conduzidos e resolvidos. Nas melhores práticas internacionais, três princípios costumam orientar situações dessa natureza.
O primeiro é a primazia do processo. Quando um acionista entende que determinado conselheiro ou chairman já não representa a melhor alternativa para a companhia, o caminho adequado é apresentar uma proposta formal, justificar seus fundamentos e submeter a decisão aos acionistas reunidos em assembleia. O processo deve prevalecer sobre pressões informais, articulações políticas ou disputas públicas.
O segundo princípio é a transparência
das motivações. Sempre que uma mudança relevante é proposta para a liderança do conselho, investidores esperam compreender se a iniciativa decorre de divergências estratégicas, avaliação de desempenho, questões sucessórias ou diferentes visões sobre o futuro da empresa. Quanto mais claras forem as razões apresentadas, menor tende a ser a percepção de risco de governança.
O terceiro princípio é a independência do colegiado. Conselhos robustos não se tornam reféns de acionistas relevantes nem se transformam em estruturas autoperpetuantes. O equilíbrio ocorre quando a assembleia mantém o poder final de decisão e os conselheiros são avaliados por sua capacidade de supervisionar a estratégia, gerir riscos e proteger a criação de valor no longo prazo.
Em companhias como a Vale, cada episódio envolvendo a composição do conselho é observado pelo mercado como um indicador da qualidade institucional da organização. O mercado não avalia apenas quem vence uma disputa. Avalia, sobretudo, se o processo foi conduzido de forma previsível, técnica e aderente às regras.
Governança corporativa madura não elimina conflitos de poder. Ela cria mecanismos para que esses conflitos sejam resolvidos institucionalmente, sem que a companhia se torne refém deles.
No fim, é exatamente para isso que existem os conselhos de administração e consultivos, os estatutos e as assembleias: transformar divergências de interesse em decisões legítimas. Quando o processo funciona, a governança sai fortalecida - independentemente de quem ocupe a principal cadeira na sala do conselho.
ARTIGO
MARCOS FRANK
Médico Neurocirurgião
Pais e filhos
“Também entendo que despesa inútil é furto a Nação” Dom Pedro II
Pedro era filho de João. Ele com o sufixo primeiro e seu pai sendo o quarto de uma longa linhagem real. A personalidade de Pedro era marcada por uma vontade enérgica que beirava a hiperatividade. Se distraia ou ficava entediado facilmente e seu espírito inquieto o fazia buscar aventuras e, certas vezes disfarçado de viajante, frequentava tavernas nos distritos de pior reputação do Rio de Janeiro. Pedro raramente bebia álcool, porém era um mulherengo incorrigível.
Pedro era filho de Pedro. O filho tornou-se o segundo e talvez tenha sido o maior governante que esse país já teve. Com um ano de idade sua mãe faleceu e aos 5 anos seu pai partiu para Portugal deixando-o como herdeiro do trono de um país convulsionado. Calado e estudioso o imperador estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, cultura e ciências. Ganhou o respeito e admiração de estudiosos como Graham Bell, Charles Darwin, Victor Hugo e Friedrich Nietzsche, e foi amigo de Richard Wagner, Louis Pasteur, Jean-Martin Charcot entre outros.
Pedro II obrigava políticos e funcionários públicos a seguirem seus exemplos de padrões exigentes. O imperador exigia que os políticos trabalhassem oito horas por dia e adotou uma política exigente de seleção de funcionários públicos baseada na moralidade e mérito. Para estabelecer o padrão, ele vivia de forma simples. Bailes e eventos de corte cessaram após 1852. Ele também recusou as reiteradas propostas para aumentarem o valor de sua renda. Ele recusava luxo: “Também entendo que despesa inútil é furto a Nação”. Saiu exilado em 1889 após a proclamação da república. Manuel Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente não teve filhos e tinha fama de estéril. Getulio Vargas foi figura onipresente da politica brasileira da primeira metade do século XX, governando o Brasil de 1930 a 1954, com apenas um intervalo entre 1945 a 1950. Entre seus filhos destaca-se “Maneco”, alcunha de Manuel Antônio Sarmanho Vargas. Em 1954, Maneco estava com problemas financeiros, pois contraíra uma série de dívidas desde que entrara na política. Para honrar seus compromissos vendeu a Gregório Fortunato duas propriedades, a partir do empréstimo bancário do ministro do trabalho, João Goulart. A revelação de que um ministro avalizara um empréstimo numa instituição financeira, em nome do guarda-costas do palácio, para ajudar a cobrir uma dívida pessoal do filho do presidente deixou Getúlio Vargas profundamente abalado na semana de seu suicídio. Getulio se matou com um tiro no coração. “Maneco” fez o mesmo 43 anos depois. Seu filho, Getulio Dornelles Vargas, o “Getulinho” apontou uma arma para a cabeça e despediu-se da vida em 2017.
Juscelino Kubistschek queria muito um filho, mas teve apenas uma filha Márcia de Lemos Kubitschek de Oliveira. Ela foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal em 1986, atuando na Assembleia Nacional Constituinte. Permaneceu na legenda até 1989, quando ingressou no PRN a convite de Fernando Collor, que inclusive lhe havia oferecido a vaga de vice em sua chapa naquele ano, quando ele se elegeria presidente da República. Em 1990 houve a primeira eleição direta para o governo do Distrito Federal e Joaquim Roriz foi eleito governador tendo como vice-governadora Márcia Kubitschek, que renunciou ao mandato parlamentar em 21 de dezembro de 1990. Dirce Maria do Valle Quadros, conhecida por Dirce Tutu Quadros foi filha única do controvertido Janio Quadros, residente por muitos anos nos Eua chegou a trabalhar na Nasa como pesquisadora. O destino a fez voltar ao Brasil onde Tutu foi eleita em 1986 pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para a assembleia constituinte que contou com duas filhas de ex-presidentes, ela própria e Marcia.
Pior sorte teve João Goulart Filho, filho do ex-presidente de mesmo nome. Foi lançado pelo Partido Pátria Livre (PPL) candidato à presidência do Brasil para as eleições de 2018. Sua campanha teve como proposta a retomada das reformas trabalhistas e sociais que, segundo o candidato, “vinham sendo desenvolvidas e o processo foi interrompido com o golpe militar de 1964”.Após o pleito, ficou em último lugar, obtendo 30 176 votos. FHC teve o filho Paulo Henrique Cardoso ligado a suposto tráfico de influencia, mesma acusação feita aos filhos de Lula, Fábio Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.
Bolsonaro tem cinco filhos, da jovem Laura pouco sabemos , mas Flávio, Carlos, Eduardo e Jair Renan já deram ( e continuam dando) o que falar.
evento nove
clube e ressalta o sucesso da edição. Como coordenador da comis
Canoagem (Aeca) - Associação de Deficicentes
CRUZADAS
O tempo passado
Modalidade jurídica de empresas com renda bruta
pessoas 26ª do sábado, Tiro e do Engenho durante o projetos Associação (Aeca), Físicos Associação ExcepcioAssociação Câncer Correia Saidan, o Francisco, Rotária do Santos às dinheiro, necessários de feita Franinstituiseguidas um so-
para a causa social, os convida dos puderam prestigiar o jantar
- Fundação Rotária
pelo Rotary Club de Lajeado En-
Pretto recebeu o Prêmio Excelência Profissional 2023,
ministrativa e aprendeu com cada gestor que passou pela Slan. Para
dade também permitiram que ela participasse do desenvolvimento do serviço, tanto em relação à equipe quanto à estrutura, mas sem perder
Unidade de conservação no Rio de Janeiro "(?) bem", expressão de aprovação
Pintor impressionista francês
Capital da Noruega Ratazana, em inglês
Autoridade policial em condados dos EUA
Medonhos; terríveis (fig.)
Ponto de inovação de pesquisas científicas
Ctrl +(?): alterna as abas no Chrome
Elegantes; refinados (fig.)
Grau do substantivo (Gram.)
(?)-palavra, passatempo das revistas Coquetel
Divisão de presídios
Apelido do ex-jogador Edmundo (fut.)
O Nobel de Albert Einstein (1921)
Forma o arquipélago Tipo de livraria Equivale a 1.609 m Rua, em francês Hiato de
Atração do verão Adoçante natural
Vazio anterior à Criação (Bíb.)
Conquista abolicionista de 28 de setembro de 1871 (Hist. BR) Coisa nenhuma
(?) Diegues, cineasta brasileiro
Diz-se do cabelo crespo arruivado
Uni-me por matrimônio O equilíbrio, em relação ao malabarista E, em inglês Argola de correntes
Jasmim, crisântemo, rosa e camélia
Nathalia Timberg, atriz brasileira
Caminha (?) de Queirós, escritor
O elemento principal do Teatro
Cerveja europeia muito fermentada
A 1a nota
musical Risos, na linguagem da internet
O apartamento ao nível do solo
HORÓSCOPO
ÁRIES: Novas oportunidades com dinheiro poderão fazer parte do seu radar. Com o mozão, momentos juntinhos podem colocar fim em qualquer tensão. 21/03 a
TOURO: Tenha cuidado com distrações e preste atenção na comunicação. Tome conta da sua comunicação e deixe bem claro sua opinião.
GÊMEOS: Uma declaração de amor ou um gesto romântico tem tudo para derreter seu coração. Pode se preparar para fazer sucesso na paquera!
CÂNCER: Ainda bem que o astral deve melhorar ao longo do dia e você pode fechar a segunda com boas novas para o seu bolso.
LEÃO: Ainda bem que as coisas melhoram no decorrer do dia e dá pra se divertir no final do dia com os amigos.
VIRGEM: Estudos e viagens também podem trazer novidades e as estrelas avisam que não é hora de baixar a guarda.
Beco sem (?): dificuldade insuperável
PEDROLINA DE AZEVEDO SILVA , 86, faleceu na sexta-feira, 26. O velório ocorre na casa mortuária de Bom Retiro do Sul. O sepultamento ocorre neste sábado, 27, às 9h30min, no Cemitério de Picada Mariante, em Venâncio Aires
AVELINO GARCIA, 75, faleceu na sexta-feira, 26. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal do Florestal, em Lajeado.
Corrida "off-road" Macio (o tecido)
ADÃO ZILMAR RAMOS, 74, faleceu na quintafeira, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de São Miguel, em Cruzeiro do Sul.
SANTIAGO
BILDHAUER, 1, faleceu na quinta-feira, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Dona Rita, em Arroio do Meio.
SABINA TONEZER, 92, faleceu na quinta-feira, 25. O sepultamento ocorreu no cemitério da Linha Argola, em Encantado.
Solução
LIBRA: Se precisa conviver com gente chata ou muito conservadora, respire fundo e fique na sua para não deixar esses colegas atrapalharem.
ESCORPIÃO: Evite possíveis desgastes na vida pessoal e profissional. Seja no romance ou na paquera, tente encarar as coisas com leveza.
SAGITÁRIO: Mantenha o foco nas tarefas e use e abuse da sua pcapacidade corajosa de resolver possíveis pendências.
CAPRICÓRNIO: Se estiver soltinha, soltinha, não espere muito do crush, mas os astros mandam avisar que jaja tem gente nova chegando por aí.
AQUÁRIO: A saúde conta com as boas energias de Mercúrio à noite, o que deve, inclusive, direcionar também melhor as coisas no romance.
PEIXES: Alguns imprevistos pra resolver logo de cara no trabalho. Nos assuntos do coração, conversas mais direcionadas colocam fim em conflitos passados.
SELMIRA HOFSTÄTTER, 93, faleceu na quintafeira, 25. O sepultamento ocorreu no cemitério do centro de Paverama.
DEOCLIDES ÂNGELO ZANETTI, 76, faleceu na quinta-feira, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Pedro, em Encantado.
Lente Social
Normas da NR-1 em discussão
Na terça-feira, 23, a contadora Sabrina Pilz, a mentora financeira Simei Lehnen, a coach Gabriela Jacinto e a advogada Rocheli Kunzel receberam empresários para esclarecer e atualizar as empresas sobre mudanças trabalhistas de 2026. O evento ocorreu na Oficina 670 Coworking e, em forma de palestra, dúvidas e apontamentos foram apresentados sobre as novas normas da NR-1.
Palestras evidenciam protagonismo feminino
A Pipocando Marketing promoveu mais um evento de inspiração e conhecimento. Com o título “Maratona de Palestras”, quatro convidadas palestraram sobre seus negócios contando suas histórias e aprendizados como empreendedoras. Entre as palestrantes estavam Bruna Arnholdt,
diretora da Artem Construtora e Incorporadora, Bianca Trevisol, sócia da Vovó faz Bolo, Alessandra Hollmann, sócia da Laticínios do Sul e Luciane da Silva, sócia da Gaudore. O evento ocorreu no confortável Auditório Hugo Schmidt, da Construtora Diamond e reuniu dezenas de mulheres.
Graziela Muniz, Alessandra Hollmann, Bianca Trevisol, Bruna Arnhodt e Luciane da Silva
Convenção CDL debate futuro dos negócios
O Clube de Tiro e Caça, em Lajeado, foi palco nessa quinta-feira, 25, da 23ª Convenção CDL. Um dia inteiro dedicado à qualificação, networking, troca de experiências e aprendizado. Consolidada como o maior evento de gestão e negócios do interior do RS, a convenção contou com cinco palestras conduzidas por profissionais renomados.
Os painéis abordaram temas como vendas, liderança, cenário econômico, inovação e desenvolvimento de pessoas, incluindo palestrante internacional Walter Longo, uma das palestras mais esperadas.
Lisi Costa Leila Franz
Sandra Pretto e Angelisa Klein
Carlos Oliveira, Liviane Bald e Rodrigo Herrmann
Fabiano Spellmeier, Diana Di Domênico, Milena Gregory e Viviane Bertolo
Mara Adriana Delazari, Melissa Roggia e Leila Schossler
André Damiani e Marcos Nesello
Sabrina Pilz, Rocheli Kunzel, Gabriela Jacinto e Simei Lehnen
ALÉM DO FUTEBOL
COPA DO MUNDO DESPERTA MEMÓRIAS, INSPIRA ARTE E FORTALECE LAÇOS
Antigas tabelinhas preenchidas à mão, um mural temático e a pintura de uma Rua da Copa mostram como o maior torneio do futebol mobiliza gerações
Acada quatro anos, a Copa do Mundo modifica a rotina das famílias, colore ruas, aproxima vizinhos e cria lembranças que atravessam gerações. No Vale do Taquari,
diferentes iniciativas revelam como essa paixão ultrapassa o campo e permanece viva na memória das pessoas.
Em Estrela, antigas tabelinhas guardadas há décadas preservam parte da história de uma família.
Em Cruzeiro do Sul, um mural reúne símbolos do Brasil e da identidade do município em homenagem ao Mundial. Já em Bom Retiro do Sul, moradores transformaram uma rua em espaço de integração por meio da pintura coletiva.
A letra que continua viva
Em uma gaveta da família Sulzbacher, em Estrela, estão
guardadas tabelinhas das Copas de 1962, 1986, 1990 e 1998. Todas foram preenchidas por Noeci Sulzbacher, conhecida como Tia Tica, professora da Casa da Criança e apaixonada por futebol.
Mais de 20 anos após sua morte, em 2004, as folhas ainda despertam lembranças nas filhas Carina e Cristina. “Essas tabelinhas são lembranças da mãe. Quando a gente vê a letra dela, lembra de tudo. É como se ela estivesse um pouco ali conosco”, conta Carina.
A professora acompanhava campeonatos durante todo o ano, mas era na Copa do Mundo que a rotina da casa mudava completamente. Depois de
As irmãs Carina e Cristina Sulzbacher mantêm fotografias e tabelinhas preenchidas pela mãe ao longo de diferentes Copas do Mundo. Para a família, os materiais se transformaram em uma forma de preservar memórias e histórias compartilhadas.
cada partida, a família sentava para preencher os resultados e acompanhar os confrontos da competição.
“Terminava o jogo e a gente pegava a tabelinha para preencher. Em algumas Copas ainda recortávamos bandeirinhas e colávamos nos espaços para acompanhar quem passava de fase”, relembra Carina.
Sem internet ou aplicativos, as tabelinhas eram a forma de registrar toda a campanha das seleções. “Hoje todo mundo pega o celular e vê os resultados. Naquele tempo a gente acompanhava na televisão e anotava tudo”, diz.
Entre tantas recordações, a final da Copa de 2002 permanece especialmente marcante para a família. “Naquele domingo a gente acordou cedo. Fizemos pipoca e pintamos metade do cabelo de verde e metade de amarelo para assistir ao jogo”, lembra Carina. “Foi a última Copa que ela acompanhou conosco. Por isso ficou tão marcada.”
Cristina afirma que a paixão da mãe pelo esporte acabou atravessando gerações. “A mãe gostava muito. A Carina gosta muito. Minha filha também gosta e até joga futebol. Acho que elas puxaram bastante isso dela.”
Arte
para celebrar o Brasil e Cruzeiro do Sul
No Parque Poliesportivo de Cruzeiro do Sul, a Copa ganhou um significado diferente. A moradora Taymili Fonseca de Carvalho, de 21 anos, decidiu transformar um muro em uma grande homenagem ao Mundial e à identidade do município. A obra reúne elementos como a Casa do Morro, a constelação Cruzeiro do Sul, o Pau-Brasil, a onça-pintada, a bandeira brasileira e uma referência a Pelé. “Eu queria deixar o muro para a Copa, para comemorar e torcer junto. Aí comecei a pensar no Brasil e em tudo o que representa a nossa identidade”, explica. Embora já trabalhasse com pinturas ao lado da mãe, Jael da Silva Fonseca de Carvalho, foi a primeira vez que desenvolveu um projeto totalmente autoral. O resultado chamou a atenção da comunidade e abriu novas oportunidades profissionais. “Depois desse mural, bastante gente gostou e começou a me chamar para fazer outros trabalhos”, relata. Produzida com tintas reaproveitadas disponibilizadas pela Prefeitura, a pintura também reforça a importância da preservação dos espaços públicos. “Espero continuar levando esse tipo de arte para outros lugares. É uma coisa que eu gosto de fazer e que me faz muito bem”, afirma.
DANIÉLY SCHWAMBACH
No Parque Poliesportivo de Cruzeiro do Sul, a Copa ganhou um significado diferente. A moradora Taymili Fonseca de Carvalho, de 21 anos, decidiu transformar um muro em uma grande homenagem ao Mundial e à identidade do município
Futebol como ferramenta de integração
Em Bom Retiro do Sul, a Copa também serviu para aproximar moradores. Crianças, famílias e voluntários participaram da pintura da Rua da Copa, no Bairro São Francisco, iniciativa organizada pela Associação de Moradores.
A proposta foi transformar a via em um espaço de convivência durante o Mundial, para envolver diferentes gerações em uma atividade coletiva.
Segundo a presidente da associação, Francine Garcia, o futebol foi escolhido justamente pelo seu potencial de unir pessoas. “O futebol é uma ferramenta importante de integração social. Envolver as crianças nesse tipo de atividade também é incentivar convivência, participação e ocupação dos espaços da comunidade”, afirma.
Durante a ação, os moradores pintaram símbolos ligados ao futebol e às cores do Brasil, transformando a rua em um ambiente de encontro e celebração. “Queríamos criar um momento coletivo para o bairro e estimular as crianças através do esporte e da participação comunitária”, completa Francine.
Em Bom Retiro do Sul, a Copa também serviu para aproximar moradores. Crianças, famílias e voluntários participaram da pintura da Rua da Copa, no Bairro São Francisco, iniciativa organizada pela Associação de Moradores
Seja nas tabelinhas cuidadosamente preenchidas por Tia Tica, no mural que valoriza a identidade de Cruzeiro do Sul ou na Rua da Copa que reuniu moradores em Bom Retiro do Sul, o futebol se transforma em memória, expressão cultural e ferramenta de integração.
Terminava o jogo e a gente pegava a tabelinha para preencher. Em algumas Copas ainda recortávamos bandeirinhas e colávamos nos espaços para acompanhar quem passava de fase”
Espero continuar levando esse tipo de arte para outros lugares. É uma coisa que eu gosto de fazer e que me faz muito bem”
CARINA SULZBACHER
TAYMILI FONSECA DE CARVALHO
FOTOS: EZEQUIEL NEITZKE
FOTOS: LAUTENIR JÚNIOR
A CINCO JOGOS
DA
TAÇA
SONHO DO HEXA PASSA PELO JAPÃO NO PRIMEIRO MATA-MATA
Seleção de Carlo Ancelotti chega invicta ao mata-mata após liderar o Grupo C. Japoneses apostam na organização tática e na velocidade para tentar surpreender em Houston
Depois de uma campanha segura na fase de grupos, o Brasil inicia nesta segunda-feira, 29, a caminhada no mata-mata da Copa do Mundo. A Seleção Brasileira enfrenta o Japão, às 14h, no NRG Stadium, em Houston, em duelo válido pela segunda fase. Quem vencer avança às oitavas de final, enquanto um empate leva a decisão para a prorrogação e, se necessário, aos pênaltis.
O Brasil chega embalado após terminar na liderança do Grupo C. A equipe comandada por Carlo Ancelotti somou sete pontos, ao empatar na estreia com Marrocos (1 a 1), e vencer Haiti (3 a 0) e Escócia (3 a 0). Além do ataque eficiente, a Seleção sofreu apenas um gol em três partidas, consolidando uma das melhores defesas da primeira fase.
O Japão, por sua vez, avançou vice-líder do Grupo F. A equipe
asiática estreou com empate contra a Holanda (2 a 2), goleou a Tunísia por 4 a 0 e confirmou a classificação ao empatar com a Suécia (1 a 1). O desempenho reforçou a evolução do futebol japonês, que chega ao confronto disposto a repetir as boas campanhas das últimas edições do Mundial.
Brasil deve repetir time
A campanha brasileira no Mundial de 2026 é de evolução clara entre as partidas. A estreia deixou sinais de alerta, em especial no início do jogo contra o Marrocos. Carlo Ancelotti mexeu bem na equipe para o segundo jogo, sobretudo com as entradas de Matheus Cunha no ataque e Danilo na lateral-direita. O técnico manteve a base de escalação para a terceira
Vini Jr chega ao mata-mata em grande campanha com quatro gols nos três primeiros jogos do Mundial
Após boa primeira fase e ainda invicto, Japão aposta na disciplina tática para dificultar as ações da Seleção
rodada, com a troca do lesionado
Raphinha por Rayan para formar a dupla de ataque com Vini Jr. A boa atuação contra a Escócia faz com que o técnico dificilmente altere a equipe para o jogo contra o Japão.
O time brasileiro que abre o mata-mata e estreia na nova fase prévia às oitavas de final tem: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno
Guimarães e Lucas Paquetá; Vini Jr, Rayan e Matheus Cunha.
Agenda
Sábado
1ª fase – 3ª Rodada
Grupo L – 18h
Panamá x Inglaterra
Croácia x Gana
Grupo K – 20h30min
Colômbia x Portugal
RD Congo x Uzbequistão
Grupo J – 23h
Jordânia x Argentina
Argélia x Áustria
Domingo
2ª fase 16h – África do Sul x Canadá
Mesmo com baixas, Japão tem organização
Apesar do favoritismo brasileiro, o mata-mata costuma equilibrar as forças. Com um sistema defensivo consistente e jogadores rápidos pelos lados do campo, o Japão aposta na disciplina tática para dificultar as ações da Seleção.
Comandado há sete anos pelo técnico Hajime Moriyasu, a equipe asiática fez um bom ciclo de Copa do Mundo e chegou com esperanças de boa campanha no Mundial. No caminho, perdeu titulares importantes como o volante e capitão Endo e os atacantes Mitoma e Minamino.
Já durante a Copa do Mundo, Takefusa Kubo, atacante titular na estreia, ficou de fora dos últimos dois jogos por lesão. Mesmo assim, os Samurais Azuis têm peças e organização coletiva que exigem atenção do Brasil.
O provável time titular para o confronto tem: Zion Suzuki; Hiroki Ito, Shogo Taniguchi e Tsuyoshi Watanabe; Ritsu Doan, Daichi Kamada, Keito Nakamura, Kaishu Sano e Daizen Maeda; Junya Ito e Ayase Ueda.
Últimas definições da primeira fase
A última rodada dos grupos J, K e L da Copa do Mundo de 2026 promete fortes emoções neste sábado. Com exceção da Argentina, que já assegurou vaga e a liderança do Grupo J, todas as demais seleções ainda disputam classificação direta ou tentam melhorar a posição visando um cruzamento mais favorável na fase eliminatória.
No Grupo J, a Argentina lidera com seis pontos e entra em campo apenas para confirmar a campanha perfeita diante da Jordânia, que já está eliminada. A disputa pela segunda vaga fica entre Áustria e Argélia, ambas com três pontos. As seleções se enfrentam em confronto direto pela classificação. Os austríacos jogam pelo empate devido ao saldo de gols superior, enquanto os argelinos precisam vencer para avançar.
Colômbia e Portugal fazem confronto direto
O Grupo K reserva um dos principais jogos da rodada. Líder com seis pontos, a Colômbia encara Portugal, que soma quatro. Um empate garante a primeira colocação aos colombianos e também classifica os portugueses. Já a equipe lusitana precisa vencer para assumir a liderança da chave. Na outra partida, República Democrática do Congo e Uzbequistão duelam em busca de uma improvável classificação.
Equilíbrio marca o Grupo L
A chave mais aberta é a L. Inglaterra e Gana dividem a liderança, ambas com quatro pontos, enquanto a Croácia aparece logo atrás, com três. Os ingleses enfrentam o já eliminado Panamá e dependem apenas de uma vitória para confirmar o primeiro lugar.
Ao mesmo tempo, Croácia e Gana fazem um confronto direto. Os croatas precisam vencer para garantir classificação, enquanto os ganeses avançam com um empate e ainda podem terminar na liderança, dependendo do resultado da Inglaterra.
Cristiano Ronaldo chega à terceira rodada da primeira fase em alta após marcar dois gols contra o Uzbequistão
CORRESPONDENTE
DA
JOÃO LUCAS FELDENS CATTO
Do Sol de Miami, que venha o Japão
Afase de grupos ficou para trás e agora a Copa do Mundo entra em um momento completamente diferente. O Brasil finalmente conheceu seu adversário nas pré-oitavas de final: o Japão. O confronto carrega um ingrediente especial, pois cerca de seis meses atrás, os japoneses venceram a Seleção Brasileira em um amistoso que ficou marcado como uma das atuações mais apagadas do Brasil nos últimos anos. Mas Copa do Mundo é outro campeonato, outro ambiente e outra história. A partir de agora, qualquer erro custa caro. Também será uma estreia histórica, pois pela primeira vez, o Mundial conta com a fase de pré-oitavas, consequência do novo formato da competição. É mais um desafio no caminho que a Seleção espera percorrer até o tão sonhado hexacampeonato.
Se dentro de campo o cenário muda, fora dele também. Miami proporcionou dias inesquecíveis. Antes e depois das partidas, brasileiros e escoceses dividiram ruas, bares e praças em uma convivência que mostrou o lado mais bonito do futebol. Faço aqui um registro especial à torcida da Escócia. Fiz questão de cumprimentar vários deles pela festa que proporcionaram. Vibrantes, apaixonados e, acima de tudo, respeitosos.
Agora, o ambiente será diferente. A torcida japonesa tem outro perfil. É organizada, disciplinada, empurra a equipe durante os 90 minutos, mas sempre com um comportamento que merece reconhecimento. Demonstra que é possível viver o futebol com intensidade sem abrir mão do respeito.
Enquanto isso, os bastidores seguem no mesmo ritmo acelerado. Foram horas e horas de chuva em Miami. Praticamente 15 horas ininterruptas de um tempo fechado, até que, justamente enquanto escrevo esta coluna, surgiu o primeiro raio de sol. E ele não economizou: trouxe junto um calor de 33 graus, como se a cidade quisesse lembrar que aqui tudo muda muito rápido.
Também é assim que termina mais uma semana de cobertura. O corpo já sente o desgaste de dias intensos, com pouco descanso e muito trabalho. Mas a gratidão fala mais alto. Ter a oportunidade de viver uma Copa do Mundo de perto é um privilégio que jamais será tratado como rotina. E a cada linha escrita, a cada história contada e a cada detalhe compartilhado, espero conseguir transportar um pouco desta experiência para os leitores do A Hora. Se isso estiver acontecendo, todo o cansaço terá valido a pena.
FUTEBOL AMADOR
CINCO FINAIS MOVIMENTAM
O VALE NESTE FIM DE SEMANA
Destaque para Capitão e Cruzeiro do Sul, que conhecerão os campeões
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Entre sábado e domingo, os gramados da região recebem finais de campeonatos municipais e da Taça Intermunicipal, com destaque para Cruzeiro do Sul e Capitão, que definem os campeões da temporada. Ao todo, serão cinco confrontos decisivos envolvendo equipes tradicionais da região.
Em Cruzeiro do Sul, o Cruzeiro chega em vantagem para o duelo decisivo diante do Canarinho. Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, a equipe precisa apenas de um empate para voltar a conquistar o título municipal, feito que não alcança desde 2013. Do outro lado, o atual campeão aposta no apoio da torcida para reverter o placar. Para levantar a taça e alcançar o
pentacampeonato, o Canarinho precisa vencer no tempo normal e também nas penalidades.
O Grupo A Hora transmite a decisão a partir das 13h30min, com o Concentração. A cobertura pode ser acompanhada pela Rádio A Hora 102.9 e pela transmissão em vídeo no canal A Hora Esportes, no YouTube.
INTERNACIONAL EM VANTAGEM
Em Capitão, o Internacional entra em campo muito próximo do tricampeonato. A equipe venceu o jogo de ida por 3 a 0, fora de casa, e agora joga pelo empate na comunidade de São Luís para confirmar mais um título municipal. Já o Brasinha busca uma reação histórica.
Para conquistar sua primeira taça, precisa devolver a diferença no tempo normal e vencer a disputa por pênaltis.
PELO VALE
O Bairro Boa União recebe os jogos de ida das finais do Campeonato Municipal de Estrela. As partidas começam às 13h. Na Série Prata, o Atlântico enfrenta o Alto da Bronze B. No único encontro entre as equipes nesta temporada, pela terceira rodada, o Alto da Bronze venceu por 2 a 1.
Na Série Ouro, o atual bicampeão União encara o Alto da Bronze A. O confronto reúne as duas melhores campanhas da competição. No duelo realizado durante a fase classificatória, houve empate em 2 a 2. Também no domingo ocorre o primeiro capítulo da decisão da Taça Intermunicipal. Em Westfália, o Flamengo recebe o Canabarrense na categoria principal, enquanto Gaúcho e Canabarrense disputam a final dos aspirantes. A programação inicia ainda no sábado, em Boqueirão do Leão. São Roque e Esportivo fazem o primeiro confronto da final municipal, deixando a definição do campeão para o jogo da volta.
Em Cruzeiro do Sul, Canarinho e Cruzeiro disputam o título municipal
R$ 100 MILHÕES
ZAGUEIRO SE TORNA TERCEIRA MAIOR VENDA DA HISTÓRIA GREMISTA
Defensor disputou 39 partidas com a camisa gremista e marcou dois gols
Revelado na base, Viery deve reforçar a Fiorentina, da Itália, em negócio que fica atrás apenas das vendas de Arthur e Everton Cebolinha
OGrêmio está próximo de concluir mais uma negociação envolvendo uma de suas principais promessas. O zagueiro Viery, de 21 anos, foi negociado com a Fiorentina, da Itália, e deve deixar Porto Alegre nos próximos dias. O acordo foi encaminhado e depende apenas da conclusão dos trâmites burocráticos para ser oficializado pelas partes.
Embora o clube gaúcho ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre a transferência, os valores da operação podem alcançar 17 milhões de euros (R$
100,4 milhões, na cotação atual), sendo 15 milhões de euros fixos e 2 milhões de euros em bônus por metas atingidas. Além disso, o Tricolor ficará com um percentual de mais-valia de uma futura venda, preservando a possibilidade de lucrar novamente caso o atleta seja negociado.
O interesse da equipe italiana não é recente. Há algumas semanas, a Fiorentina apresentou uma proposta na casa dos 12 milhões de euros, recusada pela direção gremista. Outro gigante do futebol italiano também monitorava a situação do jovem. A Juventus chegou a cogitar a inclusão de Viery em uma negociação envolvendo o volante Arthur, mas a alternativa não despertou interesse da diretoria gremista, que optou por seguir com as tratativas junto à Fiorentina. Revelado nas categorias de base do clube, Viery ganhou espaço no grupo principal na temporada passada. Inicialmente utilizado como lateral-esquerdo, recebeu suas primeiras oportunidades entre os profissionais em 2025. Neste ano, consolidou-se como
zagueiro sob o comando de Luís Castro e passou a figurar entre os destaques da equipe. Ao todo, o defensor disputou 39 partidas com a camisa gremista e marcou dois gols.
MAIS NEGOCIAÇÕES
Os R$ 100 milhões que o Grêmio receberá por Viery o colocam como a terceira maior venda da história tricolor, atrás somente de Arthur, negociado com o Barcelona por R$ 148 milhões, e Everton Cebolinha, vendida ao Benfica por R$ 127,6 milhões.
Antes de Viery, a transferência mais cara de um zagueiro do Grêmio foi a de Rafael Scheidt. Em 1999, o defensor deixou Porto Alegre para atuar no Celtic, da Escócia, por cerca de 7 milhões de euros.
O Grêmio tem a necessidade de vender jogadores e pode perder outros jovens antes e durante a janela que abre em 20 de julho. A reposição de momento é Wallace, que deixou o CRB para jogar pelo Imortal em negócio de R$ 3 milhões.
PRÓXIMO DE DEIXAR O BEIRA-RIO
INTER E RIVER PLATE AVANÇAM EM NEGÓCIO POR BORRÉ
Atacante tem vínculo até dezembro de 2028 com o Colorado, mas clube deve aceitar proposta argentina
Internacional e River Plate avançaram nas tratativas para a venda do atacante Rafael Borré. As três partes envolvidas estão próximas de um acordo.
O clube argentino ofereceu ao atacante colombiano um contrato de três anos, a pedido do técnico Eduardo Coudet, que trabalhou com o jogador no Beira-Rio, em 2024. O vínculo com o Inter expira em dezembro de 2028.
Além de o atacante ter sido seduzido pela proposta e pelo projeto apresentado pelo seu exclube, as cifras oferecidas pelo River Plate se aproximam dos valores considerados razoáveis pelo Inter para um acordo. A negociação ainda não está concluída, mas deve ter um desfecho positivo.
O diretor técnico do Inter, Abel Braga, confirmou que o River já havia tentado a contratação do atacante, mas que a proposta, naquele momento, não tinha agradado.
Borré disputou 104 jogos com a camisa colorada, marcou 28 gols e deu nove assistências. Nesta temporada, o jogador, que perdeu a titularidade para Alerrandro, tem nove gols em 28 partidas. No Campeonato Brasileiro, são apenas dois gols.
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
Colombiano tem 104 jogos pelo Inter, com 28 gols e nove assistências
RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO
por Raica Franz Weiss
1ª Prenda da região era de Lajeado
Nove candidatas da 24ª Região Tradicionalista disputaram o 37º Concurso Estadual de Prendas, nas categorias mirim, juvenil e adulta. As provas ocorreram no CTG Tropilha Farrapa de Lajeado, com questões de história, geografia, folclore, tradição e tradicionalismo.
Na categoria mirim, Julia dos Santos, do GAN Anita Garibaldi (Encantado), ficou como 1ª Prenda. Para 1ª Prenda Juvenil, a escolhida foi Janaira Machado, do CPF Terra de Um Povo (Venâncio Aires). Como 1ª Prenda Adulta, a vencedora foi Joice Trentini, do CTG Raízes do Sul (Lajeado). Após a etapa regional, as candidatas disputaram a fase estadual, em Santa Maria, em maio de 2007.
Sábado é
- Dia Nacional do Vôlei
- Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas
- Dia Mundial do Microbioma
- Dia Nacional do Progresso
Santo do dia 27: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Domingo é
- Dia da Renovação Espiritual
- Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+
Santo do dia 28: Santo Irineu
Imec anunciava novo complexo em Lajeado
O Grupo Imec iniciava a construção da sua maior e mais moderna unidade. Na época, a companhia já tinha supermercados em várias cidades dos Vales do Taquari e Rio Pardo. A nova ma-
triz seria erguida em Lajeado, na rua Júlio de Castilhos. Na época, anunciavam que a nova estrutura teria estacionamento subterrâneo, com entrada pela rua Tiradentes, na lateral.
Além do supermercado, ainda seria erguido um edifício de oito andares, com um total de 16 apartamentos. O empreendimento de fato foi construído e, ainda hoje, abriga o Imec.
Benito Johann assumia Lions de Arroio do Meio
O Lions Club de Arroio do Meio empossava sua nova diretoria. A cerimônia ocorre no Clube Esportivo da cidade. O então presidente Benito Jacob Johann passava o cargo a Jurandir Sérgio Orlandini. O novo secretário seria Ireno Buttini e o tesoureiro, Anacleto Kunz.
Joice Trentini era a 1ª Prenda da 24ª RT
A atual estrutura do Imec começou a ser planejada há 50 anos
Primeira loja do Imec, onde hoje é a Lojas Becker
HENRIQUE PEDERSINI
Jornalista
“Em terra de robô, quem tem coração é rei”
Um dos tantos acertos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) foi trazer, para a convenção realizada em Lajeado, o publicitário e palestrante Walter Longo. Entre tantas provocações, ele deixou uma afirmação que vale para os negócios, mas que também se encaixa perfeitamente em diversos contextos da vida: “Em terra de robô, quem tem coração é rei.”
A frase surgiu em resposta a um pertinente questionamento sobre a interferência da Inteligência Artificial (IA) no mundo dos negócios e no cotidiano. E penso que Longo acertou em cheio. Sim, é irresistível usufruir de toda a praticidade e eficiência que o ChatGPT e ferramentas semelhantes nos oferecem. Para nós, jornalistas, trata-se de um recurso extraordinário. Mas não subestimem o valor do fator humano nos textos, nos vídeos e, principal-
Rapidinho
• Alguns pré-candidatos do Vale têm aproveitado bem os eventos da região neste período de pré-campanha para as eleições de outubro. É importante ocupar espaços, especialmente em encontros como a Convenção da CDL e nas feiras setoriais. Outros têm optado apenas pelo trabalho de bastidores.
• Deu uma esfriada na história da CPI proposta por Éder Spohr (MDB), na câmara de Lajeado,
mente, nas conexões da vida. A IA é uma ferramenta. Para quem entende do agro, é como a evolução da antiga plantadeira manual para o maquinário moderno. Ou como a chegada da água encanada, substituindo a necessidade de buscá-la no poço. Saber utilizar essa tecnologia será decisivo. Mas as relações humanas continuarão sendo o ingrediente indispensável para que a receita dê certo — nos negócios e, especialmente, na vida. Com os robôs, sim. Mas também com carne, osso e coração.
Não querendo me meter, mas...
Nesta semana, a senhorita Maria Eduarda completou 10 anos. É minha filha mais velha. Como presente, pediu não apenas um celular, mas um modelo específico, daqueles que ganham uma nova
versão a cada pouco tempo. Miguel, o caçula, ouviu a conversa e logo brilhou os olhos, imaginando que poderiam ser dois aparelhos.
A verdade é que não comprei nenhum.
Mas o argumento usado no pedido me fez refletir: “É para ler as coisas da escola, pai.”
É claro que esse não é o único interesse das crianças. Ainda assim, não seria mais prudente concentrar a leitura, nesta fase de alfabetização e formação do hábito, nos livros tradicionais? Daqueles que a gente segura nas mãos, folheia, sente o cheiro... Enfim, vocês entendem ao que me refiro.
Admiro a tecnologia, e sei muito bem da utilidade de tablets, computadores e tantas outras telas para a leitura. Não quero fazer o papel do “saudosista chato”. Mas talvez possamos deixar a leitura predominantemente digital para um pouco mais adiante. Que tal?
ARTIGO
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A
Coragem de começar
Confesso que a inteligência artificial tem ocupado boa parte dos meus pensamentos nos últimos meses. Talvez não pela tecnologia em si, mas pelo que ela representa. Tenho percebido que estamos diante de uma mudança que dificilmente poderá ser ignorada.
Lendo o livro “O Mindset da IA”, de Guilherme Horn, uma das reflexões que mais me chamou a atenção é quem ainda não está experimentando inteligência artificial está perdendo algo valioso: tempo de aprendizado. Não porque a ferramenta seja perfeita ou porque já tenhamos todas as respostas sobre seu impacto, mas porque o conhecimento está sendo construído na prática.
Essa ideia me fez refletir sobre uma característica muito presente nos empreendedores brasileiros.
Vivemos em um país que nunca foi conhecido pela previsibilidade. Desde que me conheço por gente, convivemos com mudanças econômicas, crises políticas, e instabilidades de toda ordem. Para quem empreende, a sensação muitas vezes é de estar construindo um negócio enquanto o terreno muda constantemente.
Naturalmente, isso gera dificuldades e custos. Mas produziu uma impressionante capacidade de adaptação.
Os empreendedores que sobreviveram e cresceram no Brasil aprenderam a agir mesmo sem todas as garantias. Aprenderam a tomar decisões em ambientes incertos. Desenvolveram a capacidade de aprender em movimento.
A realidade é que ninguém sabe exatamente como será o futuro da IA. Estamos todos aprendendo”
E é exatamente isso que a inteligência artificial exige. Percebo que muitas pessoas ainda estão esperando o momento ideal para começar. Querem dominar completamente a tecnologia antes de utilizá-la. Querem entender todos os riscos antes de dar o primeiro passo. Mas a realidade é que ninguém sabe exatamente como será o futuro da IA. Estamos todos aprendendo.
Nas pequenas empresas, por exemplo, a inteligência artificial já pode ajudar de formas bastante simples. Um vendedor pode utilizá-la para estruturar uma proposta comercial. Um profissional de marketing pode gerar ideias para redes sociais. Um gestor pode analisar indicadores ou buscar sugestões para resolver problemas do dia a dia. Uma recepcionista pode criar respostas mais eficientes para atender clientes. Não estamos falando de substituir pessoas. Estamos falando de ampliar capacidades.
para analisar as contratações de cargos em comissão (CCs) no Legislativo e no Executivo. Por enquanto, acredito que a iniciativa não emplaca. Pareceu mais como um recado do vereador ao governo. Talvez essa fosse justamente a intenção.
• Por falar (ou escrever) sobre a câmara de Lajeado, Marquinhos Schefer (MDB) fez questão de esclarecer, na última sessão, que não há ninguém com seu sobrenome
indicado por ele trabalhando no Legislativo. O vereador demonstrou incômodo com comentários de bastidores.
• O prefeito de Roca Sales, Mazinho (PP), demonstra otimismo em relação aos investimentos do Estado na Rota do Pão e Vinho, ligação entre o Vale do Taquari e a Serra por Santa Tereza. O asfaltamento da via, no entanto, depende de um investimento robusto do governo estadual.
O que mais me chama atenção é que o maior benefício está no aprendizado. Cada interação ajuda a entender melhor as possibilidades da ferramenta. Cada teste gera conhecimento. Cada tentativa reduz um pouco do medo. O medo de não saber usar. Mas a história mostra que raramente as empresas ficam para trás por falta de tecnologia. Na maioria das vezes, ficam para trás porque demoraram para aprender a usar na prática.
Por isso, cada vez mais acredito que a discussão não é dominar a inteligência artificial. A discussão é sobre desenvolver a curiosidade para explorá-la.
Estou nesse processo. Tenho mais perguntas do que respostas. Mais curiosidade do que certezas. Mas uma conclusão parece clara: esperar estar totalmente preparado pode significar nunca começar.
ROGÉRIO WINK
Hora 102.9
HENRIQUE PEDERSINI
Fim de semana, 27 e 28 de junho de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 5º | MÁX: 21º O tempo permanece firme durante a maior parte do sábado sob a influência de um sistema de alta pressão atmosférica.
O desafio de viver mais
Longevidade deixa de ser exceção e transforma o envelhecimento em uma das principais questões de saúde, comportamento e qualidade de vida da atualidade.
“A dermatologia vai muito além da estética”
Sandro Gularte Duarte é médico especialista em Medicina de Família e Dermatologia, com atuação voltada ao cuidado integral da saúde da pele e à realização de procedimentos dermatológicos. Atualmente, é dermatologista na Clínica Revitallis, preceptor do Ambulatório de Dermatologia da Univates, onde participa da formação de novos médicos, e cirurgião dermatológico no HBB, unindo experiência clínica, cirúrgica e acadêmica para oferecer um atendimento baseado em conhecimento técnico, atualização científica e cuidado individualizado aos seus pacientes.
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?
A escolha pela dermatologia veio no último ano de faculdade, época que fazia o meu estágio no hospital Conceição e acompanhava o ambulatório com o Dr. Joel Schwarz. Fui apresentado a ele por um outro colega estudante que faria prova para dermatologia também e me influenciou muito, mesmo eu sendo um potencial concorrente, o André Beber, hoje um grande amigo meu. Eu sempre
EXPEDIENTE
preferi trabalhar em consultório e não em hospitais e a dermatologia me agradava p pela possibilidade de atender crianças adolescentes homens mulheres idosos e também fazer procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. Percebi ali também uma aptidão minha que é a capacidade de memória fotográfica o que, de certa forma, facilitava nos diagnósticos.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
O maior desafio hoje da dermatologia, sem dúvida nenhuma, é para quem atua na área estética. Existe muita gente que não tem a devida formação e experiência e sai por aí fazendo procedimentos sem estar preparado para tratar as complicações deles. Isso a gente acaba recebendo com frequência no consultório. Não que a gente esteja livre de cometer erros mas temos que compreender as nossas limitações e fazer aquilo que estamos capacitados e bem treinados para tal.
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?
Textos e fotos: Paulo Cardoso
Eu acho que a dermatologia é uma área bastante difícil para quem conhece bem e sabe que a pele pode ser um órgão de manifestações de doenças internas e muitos outros problemas de saúde. Isso exige um conhecimento aprofundado e, ao contrário do que muitos pensam, não é uma área que tratamos só com “pomadinhas”.
Como todas as áreas da medicina e outras profissões, acho que pode evoluir muito nos diagnósticos e tratamentos auxiliados pela inteligência artificial, especialmente a dermatologia que lida muito com imagens e possibilidade de envio de arquivos e fotos via computador/celular. Temos hoje também muitas medicações novas que ajudam a tratar doenças que antigamente eram de difícil manejo, por exemplo, Psoríase, dermatite atópica, vitiligo, entre outras. Vejo ainda um campo de trabalho aberto para quem resolve lhe dar com complicações de procedimentos estéticos e tecnologias.
Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?
A acne é a principal causa de consultas com dermatologistas. Lembro de um paciente do sexo masculino que chegou para iniciar o tratamento com o cabelo comprido e uma franja que escondia quase todo rosto. O uso da medicação durou em torno de seis meses, limpou toda a pele do paciente, melhorou muito!No início ele era bastante mal humorado e desrespeitoso com a mãe, que sempre vinha junto às consultas. Ao longo do tempo foi melhorando a pele cortou o cabelo e tratar melhor a mãe dele que era viúva e muito querida e preocupada com o filho. Além disso, arrumou uma namorada. Eu pude ver ali que fiz uma grande diferença na vida daquela família. Outra história que me recordo e significa muito para mim, foi ter recebido uma senhora do bairro conservas, onde eu trabalhei no ano 2000/2001. Ela veio ano passado, estava muito feliz e dizendo o “nosso doutor”.
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke
EDITORIAL
A longevidade exige mais do que tempo
Durante décadas, o envelhecimento foi tratado como uma questão individual. Algo que dizia respeito às famílias, aos médicos e, eventualmente, aos próprios idosos. Hoje, essa visão é diferente. O envelhecimento da população tornou-se uma das transformações mais profundas em curso no Brasil, com impactos na economia, na saúde pública, no mercado de trabalho e na própria organização da vida em sociedade. Os números são conhecidos: vivemos mais do que as gerações anteriores e continuaremos avançando nessa direção. O que ainda não está claro é se estamos preparados para lidar com as consequências desse sucesso. Afinal, aumentar a expectativa de vida é uma conquista. Garantir qualidade a esses anos adicionais é um desafio.
A longevidade não é apenas um assunto aos idosos. Ela fala sobre toda a vida. O estado de saúde de uma população aos 80 anos começa a ser construído décadas antes, nas oportunidades de educação, nos hábitos alimentares, no acesso a espaços de convivência, na prática de atividade física e nas condições que permitem ou não manter vínculos sociais. Quando especialistas falam em prevenção, não estão se referindo apenas à ausência de doença, mas à capacidade de preservar autonomia. E autonomia talvez seja uma das palavras mais
importantes do mundo atual. Em um país que envelhece rapidamente, discutir longevidade significa discutir cidades que favoreçam o convívio, sistemas de saúde menos focados na doença e mais na prevenção, ambientes que estimulem movimento e aprendizado ao longo de toda a vida. Significa compreender que a qualidade da velhice não começa na aposentadoria, mas na infância. O debate sobre longevidade fala sobre a forma como escolhemos viver hoje. E essa é uma conversa que não pode esperar até amanhã. Boa leitura!
O envelhecimento da população tornou-se uma das transformações mais profundas em curso no Brasil, com impactos na economia, na saúde pública, no mercado de trabalho e na própria organização da vida em sociedade.”
ACERVO PESSOAL
Desembalar menos e descascar mais
Endocrinologista Ana Luísa Lanius defende o resgate da comida natural e alerta que alimentos ultraprocessados, mesmo enriquecidos com proteínas, podem favorecer o ganho de peso e comprometer a saúde metabólica
Em uma era em que a alimentação é cada vez mais orientada por tendências e promessas nutricionais, a endocrinologista no Hospital Ouro Branco, em Teutônia, Ana Luísa Lanius (CRM 50608 | RQE 48347), lembra que saúde começa por escolhas simples. Mais do que contar calorias ou nutrientes, ela
defende que a fonte dos alimentos consumidos diariamente é um dos principais determinantes de uma boa alimentação.
Para a especialista, uma das estratégias mais eficazes para transformar os hábitos alimentares é recuperar o contato com a cozinha. Mais do que uma habilidade prática, cozinhar também modifica a forma como as pessoas se relacionam com a alimentação. Segundo Ana Luísa, o hábito favorece escolhas mais conscientes, estimula o consumo de alimentos frescos e diminui a dependência de produtos prontos, frequentemente escolhidos apenas pela praticidade. “Cozinhar é uma das maiores ferramentas de promoção da saúde. Quando conseguimos preparar os alimentos, aumentamos a qualidade da alimentação e favorecemos escolhas que realmente fazem bem ao organismo. Preprar a própia refeição também nos aproxima da comida de verdade e faz com que a alimentação deixe de ser apenas uma solução rápida para voltar a ser um momento de cuidado e bem-
estar”, afirma. Na avaliação da endocrinologista, mudanças simples incorporadas ao dia a dia, como planejar a alimentação da semana, manter frutas e outros alimentos in natura à disposição e reservar tempo para preparar as refeições, costumam produzir resultados mais consistentes e duradouros do que dietas restritivas ou soluções imediatistas.
Além da proteína
Nos últimos anos, a indústria alimentícia passou a investir em produtos que destacam nutrientes específicos como símbolo de uma alimentação saudável. Nesse contexto, alimentos e bebidas enriquecidos com proteínas ganharam espaço nas prateleiras e na rotina dos consumidores. Para Ana Luísa, no entanto, esse apelo merece uma análise mais cuidadosa, já que a qualidade de um alimento vai muito além de um único componente nutricional. Segundo a endocrinologista, um alimento pode ser rico em
proteínas e, ao mesmo tempo, apresentar uma composição nutricional desfavorável, com excesso de sódio, açúcares, gorduras de baixa qualidade e diversos aditivos utilizados pela indústria.
“Quando avaliamos um alimento apenas por um nutriente, deixamos de considerar fatores que realmente influenciam a saúde. O que importa é a qualidade da composição como um todo”, afirma.
Ela explica que muitos produtos ultraprocessados apresentam elevada densidade calórica e, quando consumidos com frequência, podem favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de alterações metabólicas.
“Alimentos ultraprocessados costumam reunir uma combinação de alta densidade calórica e baixo valor nutricional. Quando esse padrão alimentar se torna frequente, aumenta o risco de ganho de peso e de alterações metabólicas. Em contrapartida, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados continua sendo uma das estratégias mais eficazes para
preservar a saúde.”
A endocrinologista ressalta que suplementos e alimentos enriquecidos com proteínas têm indicação em situações específicas, com necessidades nutricionais definidas por um profissional de saúde. Para a maior parte da população, porém, as necessidades diárias podem ser supridas por meio de refeições equilibradas.
Para Ana Luísa, a base de uma alimentação saudável é simples. “Nosso jeito brasileiro. Arroz, feijão, carne e vegetais continuam sendo uma excelente combinação. O ideal é desembalar menos e descascar mais”, conclui.
Alimentos ultraprocessados costumam reunir uma combinação de alta densidade calórica e baixo valor nutricional.”
Uma das estratégias mais eficazes para transformar os hábitos alimentares é recuperar o contato com a cozinha
O desafio de envelhecer com autonomia
Brasil envelhece em ritmo acelerado e ainda não está preparado para uma população cada vez mais longeva. Especialistas alertam que a qualidade dos anos vividos depende de escolhas feitas muito antes da velhice
Avelhice não começa aos 60, aos 70 ou aos 80 anos. Ela começa muito antes, nas escolhas repetidas ao longo da vida. Está no exercício físico, na alimentação, nas experiências da infância.
Enquanto o Brasil se prepara para ter uma população cada vez mais longeva, especialistas defendem que o futuro do envelhecimento está sendo construído no presente..
O resultado já aparece nos números: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais deve dobrar nas próximas décadas, tornando os idosos uma parcela cada vez mais representativa da sociedade. O desafio, no entanto, é entender como viver esses anos adicionais com autonomia, mobilidade e qualidade de vida.
Para a biomédica gerontóloga Andrea Horst, o debate sobre longevidade ainda é recente no país, apesar da urgência do tema.
“Infelizmente, não estamos preparados. A sociedade não está preparada e agora, de uns dez anos para cá, é que realmente se começa a falar em envelhecimento”, afirma.
A especialista destaca que o envelhecimento populacional altera não apenas a estrutura familiar, mas também os sistemas de saúde, previdência e assistência social. Com menos nascimentos e mais pessoas vivendo até idades avançadas, cresce a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção.
“Precisamos atuar sobre os adultos jovens para que eles consigam chegar aos 80 ou 90 anos com autonomia. É uma política pública mais barata do que tratar alguma doença depois”, ressalta.
Desde cedo
Ao contrário do que muitos imaginam, envelhecer bem não é uma construção iniciada aos 60 anos. Segundo Andrea, a longevidade saudável é resultado de uma espécie de poupança construída ao longo da vida.
Ela aponta três pilares fundamentais para preservar a independência na velhice: mobilidade, bem-estar e autonomia.
E a base dessa estrutura está na manutenção da massa muscular. A partir dos 30 anos, o corpo humano passa naturalmente a perder músculo de forma gradual, processo que se acelera após os 60 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a inatividade física é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas e perda funcional durante o envelhecimento.
“Eu preciso construir essa massa muscular ao longo da vida para ter uma reserva lá na frente. Quanto maior essa reserva, menor será o impacto das perdas naturais do envelhecimento”, explica. Para a gerontóloga, manter a capacidade de caminhar, levantar-se sozinho e realizar tarefas básicas do cotidiano não
A nossa geração vai chegar aos 100 anos de forma muito mais natural.”
Andrea Horst
biomédica gerontóloga
A prática regular de exercícios ajuda a preservar a massa muscular, considerada um dos principais fatores de proteção contra a perda de autonomia na velhice
LONGEVIDADE EM NÚMEROS
- A população mundial com 60 anos ou mais deve passar de 1 bilhão para 2,1 bilhões entre 2020 e 2050, segundo a OMS.
- Atualmente, mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo.
- Cerca de 10 milhões de novos casos de demência são diagnosticados anualmente.
- No Brasil, a população idosa deverá representar quase 30% dos habitantes até 2050, segundo projeções do IBGE.
- A expectativa de vida ao nascer no Brasil ultrapassa 76 anos, mas a expectativa de vida saudável permanece inferior a esse número.
FONTES: OMS, ONU E IBGE
representa apenas independência física. Trata-se também de preservar autoestima, saúde mental e propósito de vida.
“Quando eu consigo fazer
as minhas coisas por conta própria, mesmo tendo alguém me auxiliando, isso gera bem-estar. E o bem-estar impacta diretamente na saúde mental.”
O cérebro também envelhece
Se os músculos precisam ser exercitados, o cérebro também. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com demência no mundo, e quase 10 milhões de novos casos surgem todos os anos. O Alzheimer responde pela maior parte dos diagnósticos.
Andrea chama atenção para um dado considerado surpreendente pela comunidade científica: uma parcela significativa dos casos pode ser evitada ou retardada. “Entre 50% e 55% das demências podem ser prevenidas ou adiadas. Isso é extremamente alto.”
Os fatores de proteção são conhecidos: escolaridade, atividade física, controle de doenças cardiovasculares, alimentação adequada e, principalmente, estímulo cognitivo.
“Ler jornal, conversar, participar de grupos, trocar ideias. Tudo isso é estímulo cognitivo.”
A explicação está na chamada reserva cognitiva, conceito que descreve a capacidade do cérebro de criar múltiplas conexões neuronais ao longo da vida. Quanto maior essa rede, maior a capacidade de compensar perdas naturais do envelhecimento.
“Perder neurônios nós vamos perder. A questão é a velocidade dessa perda e quantas alternativas o cérebro tem para compensar aquilo que foi perdido.”
Convivência
Entre todas as estratégias de prevenção, uma se destaca pela simplicidade. Socializar.
A especialista considera a convivência social uma das
ferramentas mais poderosas para proteger a saúde cerebral.
“Socialização não custa. É extremamente barata e ajuda a minimizar um problemão que é a demência.”
O alerta ganha relevância diante de um fenômeno comum após a aposentadoria. Sem a rotina profissional e o contato diário com colegas, muitos idosos passam a permanecer mais tempo em casa e reduzem significativamente suas interações sociais.
“Quando a pessoa se aposenta e não mantém conexões e interações, a gente observa um declínio mais acentuado.”
Pesquisas internacionais têm demonstrado que o isolamento social está associado ao aumento do risco de depressão, declínio cognitivo e doenças cardiovasculares.
Para Andrea, uma conversa entre amigos pode ser mais estimulante para o cérebro do que muitas atividades consideradas tradicionalmente cognitivas.
“Estar numa roda de conversa, ouvir diferentes opiniões, pensar
MELHOR À TERCEIRA IDADE
• Manter atividade física regular, especialmente exercícios que preservem massa muscular.
• Priorizar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e alimentos minimamente processados.
• Preservar vínculos sociais e participar de grupos, atividades comunitárias ou voluntárias.
• Estimular o cérebro constantemente por meio da leitura, aprendizado e novas experiências.
• Cultivar propósito de vida e metas pessoais, independentemente da idade.
interação social, atividades sensoriais e experiências diversas ajudam a formar conexões neurais fundamentais para toda a trajetória de envelhecimento.
e responder exige muito mais do cérebro do que apenas ler algo no automático.”
Na infância
A especialista destaca que a construção da reserva cognitiva tem início ainda nos primeiros anos de vida.
Brincadeiras ao ar livre,
Ao mesmo tempo, ela alerta para o excesso de exposição às telas na infância.
“As telas são um estímulo, mas não podem ser o único estímulo.
A criança precisa subir em árvore, brincar, experimentar o mundo.”
Diversos estudos têm demonstrado preocupação com o aumento do tempo de tela entre crianças e adolescentes, especialmente quando isso
substitui experiências motoras, sociais e cognitivas diversificadas.
Chegar aos 100
A expectativa de vida mundial praticamente dobrou ao longo do último século. Segundo a ONU, o número de pessoas com mais de 100 anos cresce em ritmo acelerado em diversos países. Para Andrea, alcançar essa marca tende a se tornar algo cada vez mais comum.
“Parece algo surreal, mas não vai ser. A nossa geração vai chegar aos 100 anos de forma muito mais natural.”
Convivência social, participação comunitária e troca de experiências estimulam o cérebro e ajudam a reduzir fatores associados à queda cognitivo
Nutricionista CRN 12330
Intestino saudável: um aliado do bem-estar e da qualidade de vida
Quando se fala em saúde intestinal, muitas pessoas associam o tema apenas ao funcionamento regular do intestino. No entanto, esse órgão exerce diversas funções essenciais para o organismo e tem influência direta na qualidade de vida.
Segundo a nutricionista Juliette Carvalho, é no intestino que ocorre grande parte da absorção dos nutrientes presentes nos alimentos. Além disso, ele abriga trilhões de microrganismos que compõem a microbiota intestinal, um conjunto de bactérias que participa de processos relacionados à digestão, à imunidade e ao equilíbrio do organismo.
Uma alimentação pobre em fibras e rica em alimentos ultraprocessados pode prejudicar essa microbiota, favorecendo sintomas como prisão de ventre, gases, distensão abdominal e desconfortos digestivos. Em contrapartida, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, cereais
Bowl de iogurte com frutas, aveia e sementes
Ingredientes
1 pote de iogurte natural
2 colheres de sopa de aveia em flocos
1 colher de sopa de chia
1 colher de sopa de linhaça triturada
1 banana em rodelas
Morangos ou outra fruta da estação picados
Canela a gosto
Modo de preparo
Em uma tigela, coloque o iogurte e acrescente a aveia, a chia e a linhaça. Finalize com as frutas e polvilhe canela. É uma opção prática para o café da manhã ou lanche, rica em fibras e nutrientes.
integrais e sementes contribui para o crescimento de bactérias benéficas e para um intestino mais saudável. Outro hábito importante é manter uma boa ingestão de água. As fibras desempenham melhor sua função quando acompanhadas de hidratação adequada, ajudando na formação do bolo fecal e facilitando o trânsito intestinal.
A prática regular de atividade física e o controle do estresse também fazem diferença. O intestino está conectado a diversos sistemas do corpo, e alterações na rotina podem impactar seu funcionamento.
Mais do que buscar soluções rápidas para desconfortos intestinais, investir em hábitos saudáveis no dia a dia é a melhor estratégia para promover equilíbrio e bem-estar. “Pequenas mudanças na alimentação e no estilo de vida podem trazer benefícios significativos e duradouros para a saúde.”
Juliette Carvalho
Ciência amplia olhar sobre condição que afeta milhões de mulheres
Nova nomenclatura para Síndrome dos Ovários Policísticos busca refletir impactos hormonais, metabólicos e reprodutivos do quadro, que ainda enfrenta desafios de diagnóstico
Por anos, a estudante Laura Martins, nome fictício, conviveu com uma condição sem saber. Como utilizava anticoncepcional desde os 15 anos, muitos dos sintomas da então chamada Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) permaneceram mascarados. Foi apenas após interromper a pílula e optar pelo DIU de cobre que os sinais se tornaram perceptíveis. “Comecei a desenvolver muitas espinhas e a notar o aumento dos pelos em lugares indesejados. Foi nesse momento que percebi que algo não estava bem. Na primeira ecografia que fiz, já apareceram os cistos nos ovários e, com a realização de outros exames, recebi
o diagnóstico da síndrome”, relata.
Hoje, Laura considera que teve sorte por não apresentar algumas das manifestações mais frequentemente associadas à condição, como dificuldade para emagrecer ou alterações metabólicas importantes. Ainda assim, os impactos hormonais afetam sua rotina e a forma como enxerga o próprio corpo.
“As espinhas consegui tratar com Roacutan, mas os pelos continuam sendo algo que me incomoda bastante. Muitas vezes já pensei em voltar a tomar anticoncepcional apenas para mascarar esses sintomas.”
Nomenclatura atualizada
A história de Laura ajuda a ilustrar um desafio enfrentado por milhões de mulheres em todo o mundo. Desde maio, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a ser chamada internacionalmente de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).
A nova nomenclatura foi apresentada em um artigo publicado na revista científica The Lancet e busca corrigir uma visão limitada. Durante décadas, o nome da condição levou muitas pessoas a associá-la apenas à presença de cistos nos ovários, quando, na realidade, a síndrome envolve alterações hormonais, metabólicas, reprodutivas, dermatológicas e emocionais.
Condição em números
Estima-se que a condição afete cerca de 170 milhões de mulheres em idade reprodutiva. No Brasil, aproximadamente 2 a 3 milhões convivem com a síndrome. Ainda assim, o diagnóstico permanece um desafio. Os autores da publicação estimam que até 70% das pessoas afetadas não saibam que possuem a condição.
Fatores associados
Segundo a ginecologista e obstetra Patrícia Tramontini, a
origem da síndrome ainda não é completamente compreendida. Entre os fatores mais associados à condição estão a predisposição genética, as alterações hormonais e a resistência à insulina. Esta última merece atenção especial por aumentar o risco de problemas como diabetes gestacional, diabetes tipo 2, colesterol elevado e hipertensão. Estudos também indicam maior incidência de complicações cardiovasculares entre as pacientes. O peso corporal é outro fator que influencia a evolução do quadro. Segundo a especialista, alterações metabólicas frequentes podem favorecer o ganho de peso e contribuir para um ciclo que agrava os sintomas. Quando há excesso de gordura abdominal, aumentam os níveis de inflamação do organismo, assim como os riscos de alterações metabólicas e irregularidades menstruais.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames complementares. “Geralmente são avaliados o histórico menstrual, sinais de hiperandrogenismo, como aumento de pelos corporais, acne e oleosidade excessiva da pele, além de ecografia transvaginal e exames hormonais para excluir outras causas e identificar alterações associadas”, explica.
Tratamento
O tratamento varia conforme os sintomas e os objetivos de cada paciente. Mulheres que desejam engravidar, por exemplo, seguem estratégias diferentes daquelas
que buscam apenas controlar os sintomas hormonais.
Quando a síndrome está associada a alterações como resistência à insulina, glicemia elevada ou colesterol alto, também pode ser necessário tratar essas condições de forma específica. “Por isso, o acompanhamento médico contínuo é considerado essencial para prevenir complicações e promover um cuidado mais abrangente”, ressalta a especialista. Além dos medicamentos, mudanças no estilo de vida ocupam papel central no tratamento. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e controle do peso corporal ajudam a reduzir riscos metabólicos e melhorar a qualidade de vida.
São avaliados o histórico menstrual, sinais de hiperandrogenismo, além de ecografia transvaginal e exames hormonais para excluir outras causas e identificar alterações associadas.”
Patrícia Tramontini ginecologista e obstetra
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
No Brasil, aproximadamente 3 milhões convivem com a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina
ENVATO
365 VEZES NO VALE
365vezesnovaledotaquari@gmail.com
FÁBIO KUHN
O cenário distinto nas estações ferroviárias do Vale do Taquari
Colinas
Quem é fascinado pelos trilhos de trem vai concordar que as estações ferroviárias são grandes ativos turísticos. Locais que guardam memórias da época áurea em que as locomotivas eram usadas para o transporte de passageiros.
No Vale do Taquari, várias dessas estruturas às margens das Ferrovias do Trigo e Tronco Principal Sul ganharam sobrevida com o Trem dos Vales e Trem da Imigração. As estações foram reformadas e voltaram a ser ocupadas por pessoas, além de virarem pontos de comércio e apresentações culturais. Infelizmente os dois anos sem fluxo pós-enchente histórica de 2024 culminaram novamente na ociosidade desses locais.
Talvez a mais popular de todas as estações seja a de Roca
Sales. Nas redes sociais, ela é compartilhada devido a uma série de vagões abandonados nas proximidades há anos. O apelidado “cemitério de trens” lembra cenários de filmes apocalípticos – por isso deve desperte interesse de curiosos.
As placas indicando as distâncias de Muçum (14 quilômetros) e Colinas (19 quilômetros) confirmam que uma revitalização foi feita outrora. De resto, a estrutura está em estado precário com janelas de vidro e portas danificadas. Pior estado se encontra a estação de Dois Lajeados. O prédio já estava em ruínas, mesmo na época que o trem turístico passava ao lado. Na enchente histórica de 2024, parte da estrutura foi coberta por um enorme desmoronamento. É preciso se esforçar pra identificar que o que restou foi um dia um terminal ferroviário.
Em contraste com as situações de abandono, Colinas tem uma dos pontos mais preservados do Vale. A estrutura na área central já foi casa do artesão no passado e hoje abriga atividades do Grupo Instrumental e oficinas na música. O peculiar é que a estação ainda é chamada de “Corvo”, nome de Colinas antes de se tornar município. Muçum também tem uma plataforma férrea que volta a ter movimento graças às obras que ocorrem para reconstrução do trecho de 18 quilômetros até o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa. A expectativa é que ainda neste ano a reforma seja concluída, o que possibilitará a retomada dos passeios do Trem dos Vales.