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A Hora – 26/05/2026

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grupoahora.net.br

Terça-feira, 26 de maio de 2026 | Ano 23 - Nº 4103 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim

DECOLA CRUZEIRO

Pacote de obras soma R$ 1,2 bi

Ponte dos Vales, aeroporto regional, infraestrutura energética e moradias reposicionam município e criam oportunidades de desenvolvimento

PÁGINAS | 6 e 7

TRABALHO E SAÚDE Norma

Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes está em construção na localidade de São Rafael. Foi projetado para aviação executiva, com objetivo de atrair investidores à região

Ligação de Cruzeiro a Estrela estabelece uma nova integração logística entre os vales do Rio Pardo, Taquari, com a Região Metropolitana

Parque memorial resiliente prevê recuperação ambiental e reorganização do antigo bairro Passo de Estrela

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI De projeto a anteprojeto Vereador quer repassar ao Executivo o compromisso de apresentar projeto da regulamentação dos autopropelidos.

RGE investe R$ 44 milhões em nova subestação. Já a Certel projeta R$ 500 milhões para hidrelétrica

Inspirações do outro lado do mundo Representantes da Run More voltam da China com novos aprendizados e ampliam olhar criativo.

Ambientes corporativos terão de garantir a gestão para evitar casos de burnout, assédios, estresse e sobrecarga dentro dos riscos laborais. NR 1 passa a valer a partir de hoje, altera programas internos, amplia a responsabilidade dos líderes e gera dúvidas.

PÁGINA | 5

EXPANSÃO PELO RS Sulgás amplia rede de gás natural em Lajeado

Empresa prepara mais dois quilômetros de gasoduto na maior cidade do Vale. Obras de expansão ocorrem no bairro São Cristóvão e integram um projeto em nível de estado para facilitar o acesso ao combustível e criar um corredor verde de GNV.

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NESTA EDIÇÃO

Virada de chave

Cruzeiro do Sul entra em um momento relevante dentro do Vale do Taquari. Depois de concentrar traumas das tragédias de 2023 e 2024, o município passa a reunir investimentos públicos e privados capazes de alterar a dinâmica econômica, urbana e logística nos próximos anos.

A soma dos projetos em andamento mostra uma mudança de escala. Ponte dos Vales, concessão rodoviária, infraestrutura energética, expansão habitacional, reorganização urbana e empreendimentos privados colocam o município dentro de um novo eixo de circulação e desenvolvimento.

Cruzeiro do Sul discute algo mais do que retomada. Avança sobre uma projeção de qual papel pretende ocupar nas próximas décadas”

É neste ambiente que surge o Decola Cruzeiro. O movimento do Grupo A Hora com a administração municipal busca organizar essa lógica de futuro, aproximar investidores e consolidar a imagem do município dentro de um novo ciclo de desenvolvimento regional.

Mais do que divulgar obras, a iniciativa coloca em debate um tema importante para os próximos anos: como preparar a cidade para absorver crescimento econômico, expansão urbana e aumento da demanda por serviços e infraestrutura.

Nenhum município muda de patamar apenas pela soma de investimentos. Crescimento também exige planejamento urbano, capacidade técnica, revisão de legislações, mobilidade, habitação e organização territorial. Parte desses desafios aparece no debate sobre o novo Plano Diretor e na preocupação em definir áreas industriais, corredores logísticos e expansão habitacional.

Cruzeiro do Sul discute algo mais do que retomada. Avança sobre uma projeção de qual papel pretende ocupar nas próximas décadas.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“O vôlei me trouxe grandes e fortes laços de amizade”

Administrador de formação,elecoleciona troféus,medalhasemuitas amizadesdoscolegas dequadra.Mesmoem torneioseolimpíadas nãooficiais,otimeque tem o Lukas Jovanella, 26,jáévistocomoum adversário difícil de encarar. Desdede2023,ojovem participadostorneiosdo Dia doTrabalhador, em Lajeado,edasOlimpíadas daAlimentação,evento itinerante,promovidospelo sindicatoefederaçãodo setor.Esteano,foiatleta destaquenovamente.Esua equipe,acampeã.Apartir deagora,mudando-sede Lajeado,Soledadeganhará um novo craque

Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br

Como o vôlei entrou na sua vida?

O amor pelo vôlei surgiu ainda no Ensino Médio, em 2017, lembro como fosse hoje. Fui para os jogos escolares sem saber nada sobre vôlei, aí vieram as a adversidades do esporte, que me fizeram treinar e ser melhor. Depois disso, entrei em um time competitivo em Soledade. Então só fluiu.

O que você mais gosta neste esporte?

As conexões criadas e respeito mútuo de forma geral. O vôlei me trouxe grandes e fortes laços de amizade, pessoas de diversas cidades que mantenho vínculos.

Você já fez parte de times oficiais? Em categorias de base ou mesmo profissional?

Sim, joguei em equipes de alto rendimento em Santa Catarina.

Quantos títulos você e equipe Misturadão ganharam em torneios do Dia do Trabalhador?

É o terceiro ano que somos campeões do torneio do sindicado, assim como dos jogos estaduais, que reúnem trabalhadores de todo o estado.

Quantos troféus de jogador destaque você ganhou no torneio local?

Três, dos quatro jogados, além dos destaques nos jogos estaduais.

Você tem rotina de treinos de vôlei?

Faço treinos físicos específicos e agora volto a jogar com o município de Soledade, em função da mudança pra lá.

O que o esporte lhe trouxe em termos de saúde?

O esporte proporciona uma ótima qualidade de vida, tanto do corpo quanto psicologicamente. E ajuda manter o condicionamento físico.

Filiado à
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MOTOS ELÉTRICAS EM LAJEADO

Projeto de lei vira “anteprojeto” e retarda a regulamentação

ODepartamento de Trânsito de Lajeado fala no assunto faz mais de ano. Em junho de 2025, por exemplo, o governo municipal anunciou em entrevista a Rádio A Hora a intenção de regulamentar o uso dos equipamentos de mobilidade denominados de “autopropelidos”, que são aquelas populares motinhos e patinetes elétricas. Desde então, porém,

Quem

o Executivo não apresentou a tal proposta. Paralelo a isso, o vereador Aquiles Mallmann (PP), o popular “Cascão”, cansou de esperar por uma solução que já tarda por demais e apresentou em abril deste ano um projeto de lei (PL) de origem legislativa para enfim garantir a tão falada e debatida regulamentação dos autopropelidos. E agora a surpresa. Após se reunir com

SEDE EM LAJEADO

vai ajudar a Liga de Combate ao Câncer?

A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Lajeado completou 21 anos em 2026 e hoje corre o risco de ficar sem teto. A entidade busca um novo espaço de acolhimento para sediar a Casa Rosa, já que o espaço atual, na Rua Alberto Torres, é cedido gratuitamente e precisa ser desocupado até o fim do ano. Diante do cenário, a direção clama por auxílio comunitário para encontrar uma nova

sede próxima ao Hospital Bruno Born (HBB) e dar sequência ao trabalho de apoio e suporte físico, estrutural e emocional de pacientes oncológicos e familiares. Em média, são 100 pacientes por mês. Recentemente, os voluntários foram até a câmara de vereadores para solicitar auxílio. Mas eles também aguardam uma agenda presencial com a prefeita Gláucia Schumacher (PP).

o mesmo Departamento de Trânsito que prometeu – em junho do ano passado, lembram? – regulamentar os equipamentos, o vereador decidiu transformar o PL em anteprojeto de lei para repassar ao Executivo o compromisso de apresentar o PL. A razão à reviravolta é compreensível – os jurídicos apontam possível “vício de origem”. Mas a demora, não!

Consisa + Amturvales

O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa) está cada vez mais próximo e alinhado com a Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales). As entidades têm atuado para tirar do papel alguns projetos “engavetados” na área do turismo. Com destaque ao convênio com o Estado – por meio da Consulta Popular – para a consolidação de novas rotas de cicloturismo na região com investimentos em sinalização e divulgação. E também é preciso destacar o convênio do Qualifica Turismo, que prevê investimentos em capacitação de mão de obra.

Funrigs e Polar

O Funrigs é um fundo público especial para o enfrentamento das consequências sociais, econômicas e ambientais das enchentes. Abastecido com recursos oriundos da suspensão temporária (até abril de 2027) da dívida do Estado com a União, o Funrigs deve gerar algo em torno de R$ 14 bilhões em investimentos no RS. E tudo isso passa pelo crivo do Conselho Consultivo. Diversas demandas já foram aprovadas ao Vale do Taquari. Outras tantas, não. Por isso a importância do novo encontro do Conselho agendado para ocorrer hoje, em Porto Alegre. E, entre as confirmações aguardadas na região, destaque ao milionário projeto de revitalização do histórico prédio da Polar, em Estrela.

TIRO

- O Corpo de Bombeiros Voluntários Imigrante – Colinas (Imicol) está fora de operação “por falta de efetivo”. A informação foi repassada ontem às comunidades. Durante o período, a recomendação é buscar auxílio junto ao Corpo de Bombeiros de Estrela ou os voluntários de Teutônia.

- Em Lajeado, vereadores de oposição estão incomodados com o CEP do diretor da Secretaria de Obras, Gilmar Fachini. Ocorre que ele reside em Encantado e, para alguns opositores, tal fato atrapalha ou prejudica o bom andamento daquela pasta.

PT EM LAJEADO

Diretório lança periódico para divulgar obras e mandatos

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniu nesse sábado na câmara de vereadores de Lajeado. Por lá, além de discutirem estratégias para apoiar as pré-candidaturas de Maneco Hassen (PT) a deputado estadual, Paulo Pimenta (PT) a senador, Juliana Brizola (PDT) a governadora e Lula a presidente, os correligionários também anunciaram a criação de um pequeno periódico para divulgar as obras custeadas pelo governo federal

no Vale do Taquari – principalmente após as enchentes de 2023 e 2024 –, e também para divulgar as ações dos agentes federais e municipais do partido. Na primeira edição, por exemplo, destaque ao R$ 1,1 bilhão que já teria sido investido em Lajeado e também as ações da vereadora Rosane Cardoso (PT) na cidade.

CORSAN/AEGEA NO VALE

Novos planos serão entregues em Roca Sales e Taquari

Gerente de Relações Institucionais da Corsan na Região Central e no Vale do Taquari, André Finamor fará a entregue de dois planos de Emergência e Contingência para municípios da nossa região. O primeiro ato será em Taquari, às 11h. Já em Roca Sales, o representante da concessionária responsável pelo abastecimento de água e esgo-

tamento sanitário em boa parte do Rio Grande do Sul estará no município às 14h para realizar a entrega simbólica do documento produzido em decorrência das demandas levantadas pelos gestores e comunidade em geral durante audiências públicas. Em tempo, um movimento semelhante já foi feito em julho de 2025 em Encantado.

TRABALHO E SAÚDE

Norma entra em vigor e dúvidas persistem nas empresas

Atualização da NR 1 vale a partir de hoje e obriga inclusão dos riscos psicossociais dentro da gestão ocupacional. Especialistas alertam para mudanças na cultura corporativa, impacto jurídico e necessidade de adaptação

VALE DO TAQUARI

ANorma Regulamentadora nº 1 (NR-1) é uma das principais mudanças nas regras de saúde e segurança do trabalho. Entra em vigor hoje e amplia as responsabilidades das empresas e coloca doenças como burnout, assédio moral, estresse, sobrecarga e saúde mental dentro dos riscos ocupacionais.

No Programa RUMO: o futuro da mão de obra, de ontem, a psicóloga e consultora, Gabriela Lampert e a profissional de Recursos Humanos, Jane Serra, detalharam as mudanças e as dúvidas das empresas.

“Na prática, as organizações passam a ter de identificar, avaliar e prevenir fatores capazes de provocar adoecimento emocional nos trabalhadores”, diz Gabriela. Em cima disso, a norma altera o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), documentos obrigatórios dentro das empresas.

“Agora, além dos riscos físicos, químicos, ergonômicos e de acidentes, as empresas terão de incluir fatores ligados ao ambiente emocional e organizacional”, frisa Jane. Entre os pontos observados estão: metas abusivas; jornadas excessivas; conflitos interpessoais; ambientes hostis; assédio

O QUE É A NR-1

A Norma Regulamentadora nº 1 estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança do trabalho no Brasil e funciona como base para as demais normas trabalhistas relacionadas à proteção do trabalhador.

Na prática, as organizações passam a ter de identificar, avaliar e prevenir fatores capazes de provocar adoecimento emocional nos trabalhadores.”

moral; excesso de demandas; e falhas de liderança.

O Programa RUMO vai ao ar todas às segundas-feiras, na Rádio A Hora 102.9 a partir das 20h, com debates sobre mercado de trabalho, carreiras, oportunidades e desenvolvimento econômico do Vale do Taquari. Conta com o patrocínio da Cascalheira Stone Garden, Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), Sicredi Integração RS/MG, Tomasi Logística, Dale Carnegie, Univates e Rhodoss Implementos Rodoviários.

Impacto nas empresas

Na pesquisa de conclusão de curso para psicologia, a pedagoga e profissional com 15 anos de atuação em RH, Jane Serra, investigou empresas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A amostra incluiu companhias de diferentes tamanhos e segmentos, desde uma empresa de tecnologia

(tech) em São Paulo até o setor de agronegócio e uma rede de funerárias.

O objetivo foi entender como o gestor percebe esse movimento da nova regulamentação e como as empresas estão encontrando (ou sentindo dificuldade em encontrar) o caminho para gerenciar esses riscos que agora estão explícitos na norma.

“Observei que as empresas estão muito preocupadas em esclarecer para os líderes o que é a norma. Muitos dizem: ‘a gente tem plano de saúde, fizemos isso e aquilo, temos telemedicina’. Terei de contratar uma psicóloga? Não é isso. É um movimento coletivo, onde todos precisam estar engajados em manter um ambiente saudável.”

Em resumo, afirma que a NR 1 mexe diretamente na cultura das empresas. “Riscos psicossociais já apareciam em outras normas, mas agora isso fica explícito. Está escrito. A empresa terá de fazer gerenciamento disso.”

Saúde mental e afastamentos

Psicóloga e consultora organizacional, Gabriela Lampert, avalia que a mudança também ocorre diante do crescimento acelerado dos afastamentos ligados à saúde emocional.

“O Brasil lidera casos de ansiedade no mundo e está entre os países com mais casos de depressão. Isso impacta na produtividade, nos afastamentos e custos previdenciários”, afirma.

Em cima disso, faz críticas quanto ao formato da implementação da NR 1. “Não é apenas o bem-estar do trabalhador. Na

O QUE MUDA

COM A NR-1

Empresas deverão:

• incluir riscos psicossociais no PGR e GRO

• mapear fatores de adoecimento emocional

• criar planos de prevenção

• envolver liderança e trabalhadores

• estabelecer protocolos internos

• revisar ambientes organizacionais

Riscos avaliados

• burnout

• assédio moral

• estresse ocupacional

• excesso de metas

• jornadas excessivas

• conflitos internos

• violência no ambiente laboral

minha avaliação, também é uma resposta ao fato do INSS estar quebrado. Como as doenças mentais são a segunda maior causa de afastamento, o governo busca passar um pouco do custo da vigilância às empresas.”

Apesar do susto inicial com a entrada em vigor, Gabriela destaca que norma também tem pontos positivos, pois oferece segurança jurídica contra processos traba-

lhistas indevidos ao comprovar a gestão ambiental. Além disso, o investimento apresenta alto Retorno sobre o Investimento (ROI), onde cada real aplicado em gestão pode render até R$ 6,30.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
NR-1 Entra em vigor hoje e amplia as responsabilidades das empresas. Especialistas detalham mudanças
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JANE SERRA PROFISSIONAL DE RH

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Decola Cruzeiro projeta ciclo de retomada

Entre os municípios mais atingidos pelas inundações, Cruzeiro do Sul concentra investimentos em infraestrutura, energia, habitação e logística. Movimento que será lançado sexta-feira busca reposicionar a cidade como polo entre os vales do Taquari e Rio Pardo

CRUZEIRO DO SUL

Das inundações de 2023 e 2024, Cruzeiro do Sul busca tornar as dificuldades em força pela retomada. A cidade ainda convive com perdas, obras pendentes, famílias em processo de reassentamento e limitações históricas de infraestrutura. Ao mesmo tempo, concentra investimentos públicos e privados capazes de alterar o ciclo de desenvolvimento econômico, de empregabilidade e renda nos próximos anos.

Entre aportes voltados à infraestrutura (viária e energética), construção civil, logística e qualidade de vida, serão mais de R$ 1 bilhão em investimento. O cálculo considera obras como a Ponte dos Vales, a usina hidrelétrica da Certel, a nova subestação da RGE, além de programas habitacionais, pavimentações, parque resiliente e projetos empresariais.

Frente ao impacto dessa modernização surge o projeto Decola Cruzeiro. A iniciativa do Grupo A Hora e da Administração de Cruzeiro do Sul busca dar visibilidade ao novo ciclo do município, aproximar investidores, organizar as informações sobre os projetos em andamento e mostrar oportunidades que surgem ao longo dos próximos anos. Diretor executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss afirma que o movimento nasce da leitura de que Cruzeiro do Sul terá papel estratégico nos próximos anos. “Estamos atentos aos movimentos regionais e às oportunidades. Visualizamos que Cruzeiro terá alguns dos maiores investimentos em infraestrutura nos próximos cinco a dez anos e isso reconfigura a logística e atração de investidores”.

Segundo ele, o Decola Cruzeiro

Sabemos que nada acontece do dia para a noite, mas Cruzeiro vai ter desenvolvimento. Pela localização e por todos os investimentos...”

O Decola Cruzeiro será lançado nesta sexta-feira, 29 de maio, 10h, no auditório Hugo Schmidt, junto à Construtora Diamond (Av. Acvat, nº 91, bairro Americano, em Lajeado). A iniciativa também pretende aproximar setor público, empresas locais, investidores e entidades regionais. A leitura é que Cruzeiro do Sul pode deixar de ser vista como cidade de passagem e assumir posição relevante na integração econômica do RS e do país.

Localização estratégica

A principal mudança no mapa econômico de Cruzeiro do Sul está na logística. O município fica entre o Vale do Taquari e o Vale do Rio Pardo. Com acesso às ERS130 e RSC-453, próximo da BR386, a cidade passa a concentrar obras capazes de alterar a dinâmica regional de circulação de mercadorias, trabalhadores e empresas.

busca organizar essa percepção. “A ideia é potencializar esse novo eixo de desenvolvimento regional”.

Para o prefeito Cesar Marmitt, o município passa por um momento decisivo. “Sabemos que nada acontece do dia para a noite, mas Cruzeiro vai ter desenvolvimento. Pela localização e por todos os investimentos, como anel viário, aeroporto e nova ponte, temos condições de atrair investidores.”

Segundo ele, o desafio está em preparar a cidade para esse ciclo. “Isso nos obriga a sermos competentes para garantir esses resultados. Trabalhamos na reestruturação administrativa, na revisão de cargos, nas secretarias e também em atualizar as legislações.”

A gestão municipal revisa o Plano Diretor, com estudo da Univates, e pretende adaptar regras urbanas para áreas industriais, novos loteamentos e expansão empresarial.

“Não adianta ter investimento se não tivermos trabalhadores, moradia e infraestrutura. Precisamos olhar a cidade como um todo”, afirma Marmitt.

LOGÍSTICA E MOBILIDADE

Investimento público estadual via Funrigs.

• R$ 288,5 milhões

• ligação entre Cruzeiro do Sul e Estrela

• 3,1 quilômetros de extensão

• entrega prevista até outubro de 2027

• nova alternativa logística para o Vale do Taquari

• redução da dependência da BR-386

Concessão da RSC-453 e ERS-130

Entre os eixos dessa transformação está a Ponte dos Vales, investimento superior a R$ 288 milhões via Funrigs. A nova ligação entre Cruzeiro do Sul e Estrela deve reduzir a dependência da ponte sobre o Rio Taquari pela BR-386 ao criar uma alternativa regional e ampliar a integração com polos industriais e comerciais.

Somam-se a isso as duplicações previstas na RSC-453 dentro do Bloco 2 de concessões rodoviárias, melhorias em acessos estratégicos e novos corredores internos projetados pelo município. Na prática, Cruzeiro deixa de ocupar apenas posição periférica no Vale e passa a integrar um eixo regional de circulação e expansão urbana.

Olhar de futuro

Parte destes movimentos ajudam a explicar o investimento privado em um aeroporto regional. Diretor da Diamond, Sidney Schmidt afirma que a escolha de Cruzeiro para o Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes ocorreu por critérios técnicos e geográficos.

“São terras em altura, próximas

Cruzeiro do Sul integra o eixo estratégico do Bloco 2 de concessões rodoviárias do Estado. O leilão está marcado para junho. Entre as intervenções previstas:

• duplicação de 13 quilômetros entre Cruzeiro do Sul e Lajeado

• duplicação entre o Trevo do Palanque e Arroio Sampaio

• instalação de pórtico free flow

• terceiras faixas

• novas rotatórias

• vias marginais

• adequações de acessos

Infraestrutura municipal

A administração trabalha em investimentos urbanos e rurais. Entre os projetos:

• R$ 91 milhões previstos em pavimentações

• recuperação de estradas vicinais

• reconstrução de pontilhões

• melhorias em corredores produtivos

• adequações de acessos urbanos e industriais

de 90 metros acima do nível do mar, sem barreiras naturais e com condição propícia de voo. Esses pré-requisitos não são fáceis de encontrar no Vale.”

O empreendimento prevê pista de 1,2 mil metros voltada à aviação executiva. A proposta é atrair investidores, operações logísticas, empresas e novos serviços.

“O aeroporto vai atender

todo o Vale do Taquari e regiões próximas, como Venâncio Aires. O Decola Cruzeiro vai ao encontro disso, de mostrar para dentro e para fora da região que o município tem potencial.”

Para Schmidt, a retomada da confiança depende de movimentos concretos. “Não podemos obrigar as pessoas a acreditar só pelo discurso. Como empresários, queremos fazer a nossa parte.”

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Ponte dos Vales

ENERGIA E INFRAESTRUTURA INDUSTRIAL

Hidrelétrica

da Certel

Projeto privado ligado à geração regional de energia.

• investimento de até R$ 500 milhões

• capacidade prevista de 35 MW

• casa de máquinas em território de Cruzeiro do Sul

• aumento esperado na arrecadação municipal

A previsão é iniciar o canteiro de obras em setembro.

Nova Subestação da RGE

Projeto privado voltado à ampliação da capacidade energética regional.

• investimento de R$ 44 milhões

• bairro São Gabriel

• capacidade de 20 MVA

• atendimento direto a Cruzeiro do Sul, Lajeado e Mato Leitão

• reforço para expansão industrial e empresarial

O objetivo é reduzir oscilações e ampliar a estabilidade da rede elétrica.

Virada econômica

A enchente acelerou uma discussão que já existia: o futuro econômico de Cruzeiro do Sul. O município perdeu áreas urbanas, moradias, empresas e infraestrutura. Ao mesmo tempo, passou a concentrar projetos estruturantes raros para uma cidade do porte de Cruzeiro. A combinação entre investimentos públicos, reorganização urbana e novos empreendimentos privados cria a percepção de que o município entra em um novo ciclo econômico.

Diretor comercial da Haenssgen, Maurício Augusto Haenssgen, afirma que a cidade passou décadas perdendo protagonismo regional. “Cruzeiro ficou muito tempo sendo apenas passagem. A enchente agravou

HABITAÇÃO E REORGANIZAÇÃO URBANA

Parque Memorial Resiliente

isso e trouxe um sentimento de abandono. Mas agora começam a surgir investimentos em logística, infraestrutura e energia que mudam essa perspectiva.”

Segundo ele, a Ponte dos Vales pode alterar diretamente a dinâmica econômica do município. “Ela tem potencial para fazer as pessoas empreenderem aqui, consumirem aqui e gerar desenvolvimento dentro da cidade.”

Reorganização urbana

Como forma de acompanhar as oportunidades do setor privado, é preciso garantir qualidade de vida. É o que afirma a diretora de Governo, Camila Scheibel. Neste sentido, a prioridade da administração tem sido garantir os projetos de habitação.

O conjunto de projetos federais, estaduais e municipais:

• R$ 194,3 milhões em investimentos

• reassentamento de famílias atingidas pelas enchentes

• criação de novos bairros em áreas seguras

• reorganização urbana fora das áreas de risco

Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes

Projeto liderado pela Diamond.

Prevê:

• pista privada de 1,2 mil metros

• estrutura homologada para aviação executiva

• atração de investidores e operações corporativas

• integração regional por modal aéreo

O valor do investimento não foi divulgado.

De acordo com ela, a cidade enfrenta atraso em obras habitacionais devido aos processos em andamento na esfera federal e estadual. Até agora, além do Compra Assistida, foram entregues 12 casas por meio de iniciativas do setor privado. Em cima dos impactos das inundações, o município passa por

uma reestruturação. Neste contexto, o novo Plano Diretor é tratado como peça central para garantir mais qualidade de vida e reduzir riscos de novos prejuízos à população e às empresas. “O plano precisa acompanhar o desenvolvimento do município. Sabemos da necessidade e da pressa, mas precisamos ter um olhar atento.”

Projeto ambiental e urbano no antigo Passo de Estrela.

• R$ 52 milhões

• recuperação ambiental

• área prevista de 266 mil metros quadrados

• espaço de memória e amortecimento de cheias

São Gabriel II

Projeto habitacional definitivo em steel frame.

• R$ 22,3 milhões

• 97 moradias permanentes

Bairro Cascata/Telesil

Maior projeto habitacional em andamento no município.

• 500 moradias populares

• investimento federal estimado em R$ 100 milhões

• fora da cota de inundação

Loteamento Zagonel e Novo Passo de Estrela

• R$ 8,9 milhões

• desapropriações

• urbanização

• saneamento

• reorganização territorial pós-cheia

PROJEÇÃO

Somados os investimentos públicos e privados confirmados, Cruzeiro do Sul ultrapassa R$ 1,2 bilhão em aportes previstos para os próximos anos.

O cálculo considera:

• Ponte dos Vales

• programas habitacionais

• hidrelétrica da Certel

• subestação da RGE

• pavimentações municipais

• parque resiliente

Não entram na conta:

• aeroporto privado

• futuros empreendimentos industriais

• impactos indiretos da concessão rodoviária

• novos investimentos ainda em negociação

• valorização imobiliária e expansão urbana indireta

Plano habitacional
FELIPE NEITZKE
REPRODUÇÃO

vinibilhar@grupoahora.net.br

Run More traz inovação de viagem à China

ARun More voltou à China, no início de maio, e reforçou uma percepção cada vez mais presente no mercado global: o país deixou de ser apenas um polo de produtos baratos para se consolidar como referência em tecnologia, inovação e produtos premium.

Ana e Lia Dullius representaram a marca gaúcha de moda fitness. Elas participaram da Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo, realizada desde 1957, onde tecidos tecnológicos, acessórios e soluções voltadas à durabilidade e design chamaram atenção.

A experiência foi além da busca por fornecedores.

O contato com a cultura local, o comportamento do consumidor e as tendências orientais ampliaram o olhar criativo da empresa sobre produto e desenvolvimento.

Um dos momentos mais simbólicos da viagem foi encontrar uma peça da própria Run More exposta no estande de um fornecedor. Esse momento acaba reforçando o posicionamento da marca como referência de qualidade e criatividade.

Ao retornar ao Brasil, os aprendizados foram compartilhados com os times criativo, comercial e de marketing, fortalecendo o planejamento estratégico da empresa. Em 2026, a Run More completa 30 anos de trajetória ao lado de mais de 800 lojistas parceiros e 160 colaboradores diretos.

Após crescer 23% em 2025, a empresa projeta avanço de 26% em 2026, ampliando presença espe-

cialmente nas regiões Norte e Nordeste. Com cerca de 2 mil SKUs por coleção, a marca também investe em automação para acelerar inovação e tecnologia em seus produtos.

Sescon reforça apoio aos contribuintes no IR 2026

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 sem multa termina na próxima sexta-feira, 29. No Vale do Taquari, o Sescon VT destaca a mobilização dos escritórios contábeis para auxiliar contribuintes no cumprimento da obrigação fiscal. A entidade representa cerca de 300 escritórios em 46 municí -

pios e participa da campanha nacional Declare Certo 2026, promovida pela Fenacon. Segundo o presidente José Lenz, o trabalho das empresas contábeis é fundamental para evitar erros e problemas com a malha fina. Entre as principais demandas deste ano estiveram divergências nas declarações pré -preenchidas e inconsistências

nos informes de rendimentos. O sindicato também reforça a importância da destinação do Imposto de Renda aos fundos municipais da Criança e do Adolescente e do Idoso. No Rio Grande do Sul, apesar do potencial de arrecadação de R$ 463 milhões, apenas R$ 19,5 milhões foram destinados até agora.

Indicadores

Dólar: R$ 5,01

Ibovespa: 177.643,98

Passarela promove degustações de vinhos em Lajeado

Com a proximidade do Dia Nacional do Vinho, celebrado em 4 de junho, e a chegada das temperaturas mais baixas, o consumo da bebida ganha força entre os brasileiros. O Passarela Supermercados promove neste fim de semana o evento gratuito “Momento Vinho”, reunindo degustações orientadas por sommeliers e experiências voltadas aos apreciadores da bebida.

A programação ocorre na adega da unidade do Shopping Lajeado, na sexta-feira, 29, das 18h às 21h, e no sábado, 30, das 17h às 21h. O público poderá degustar rótulos

nacionais e importados apresentados por vinícolas parceiras, além de receber informações sobre harmonização, aromas e características das regiões produtoras. A iniciativa acompanha uma mudança no perfil do consumidor, cada vez mais interessado em conhecer diferentes estilos de vinhos e experiências ligadas à gastronomia. O Grupo Passarela, que atua no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também aposta em ações diferenciadas para fortalecer o relacionamento com os clientes e ampliar a experiência de compra.

ARQUIVO PESSOAL
DIVULGAÇÃO

SANEAMENTO BÁSICO

Agesan usa fiscalização contínua como ferramenta para evitar ações judiciais

Com atuação em 136 municípios e alcance sobre 4,2 milhões de usuários, agência reguladora negocia presença no Vale

Em fase inicial de negociações com municípios do Vale, a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS) discute a possibilidade de ampliar sua atuação para a região.

As conversas ainda envolvem procedimentos preliminares, mas fazem parte de um processo que poderá alterar a estrutura de acompanhamento e controle dos serviços de saneamento locais.

O diretor-geral, Tiago Luis Gomes, afirma que a instituição exerce uma função mais ampla: atuar como uma etapa administrativa anterior ao judiciário, buscando solucionar problemas e registrar tecnicamente irregularidades antes que conflitos avancem para disputas judiciais. Mesmo em municípios considerados estáveis, as inspeções são realizadas de forma contínua. Parte significativa desse trabalho, porém, também acontece a partir de demandas encaminhadas pelos municípios.

“Nesses casos, as fiscalizações deixam de seguir apenas um cronograma periódico e passam a ocorrer com maior frequência”, salienta.

Processos regulatórios

A agência acompanha contratos, realiza inspeções, produz relatórios técnicos, identifica descumprimentos e estabelece procedimentos formais para adequação dos serviços. Conforme o diretor, quando irregularidades são encontradas, podem ser abertos processos regulatórios conhecidos como ritos de não conformidade.

“Esses processos funcionam como instrumentos para formalizar problemas identificados pelas

Agência acompanha contratos, realiza inspeções, produz relatórios técnicos, identifica descumprimentos e estabelece procedimentos formais para adequação dos serviços

equipes técnicas e estabelecer medidas corretivas aos prestadores de serviço. Se as determinações não forem cumpridas, a agência pode aplicar penalidades previstas nos contratos e na regulamentação”, afirma.

Segundo Gomes, essas ações produzem registros capazes de transformar ocorrências pontuais em evidências formais dentro dos processos regulatórios. Quando irregularidades persistem, a documentação produzida pela agência pode ultrapassar a esfera administrativa e servir de base para futuras medidas judiciais ou encaminhamentos ao Ministério Público.

4,2 milhões de usuários

Criada em 2018, a Agesan opera em modelo de consórcio intermunicipal e possui atuação em 136 municípios gaúchos, alcançando aproximadamente 4,2 milhões de usuários. Embora seja uma autarquia pública, a

Sulgás prepara ampliação do fornecimento de gás natural em Lajeado

TIAGO LUIS GOMES

DIRETOR-GERAL DA AGESAN

Se as determinações não forem cumpridas, a agência pode aplicar penalidades previstas nos contratos e na regulamentação.”

A expansão da rede da Sulgás em Lajeado avança junto ao projeto estadual de infraestrutura energética e logística. Com cerca de 6,2 quilômetros de dutos em operação e mais dois quilômetros projetados, o município integra a estratégia de interiorização da companhia e o plano de fortalecimento dos Corredores Verdes no Rio Grande do Sul.

Os planos da companhia foram detalhados pelo gerente Douglas Becker, no programa Conexão Regional, nessa segunda-feira, 25. Lajeado entrou no mapa de investimentos da Sulgás em 2022, com aporte inicial de R$ 2,6 milhões. Neste momento, o foco da expansão permanece no setor industrial, com previsão de avanço posterior para segmentos comercial e residencial.

Atualmente, o atendimento se concentra em áreas próximas à BR386, com maior presença industrial. A expansão futura depende da demanda e da viabilidade de novos investimentos.

instituição possui uma estrutura formada pelos próprios municípios integrantes. O financiamento da estrutura também segue modelo próprio. Segundo Gomes, não há custos diretos para os municípios. “O funcionamento ocorre por meio de uma tarifa pública regulatória definida em assembleia pelos prefeitos integrantes do consórcio”, destaca. Hoje o percentual corresponde a 0,05% do valor das contas de água e esgoto pagas pelos usuários.

“Não tem como falar em infraestrutura logística estadual sem mencionar Lajeado. O município é um corredor importante para produção e possui perfil industrial relevante”, diz Becker.

A companhia já opera postos preparados para abastecimento de veículos pesados em Lajeado e utiliza a estrutura existente como base para ampliar a rede local. “Hoje temos mais de seis quilômetros de rede em operação e estamos construindo mais dois quilômetros. Além de sustentar esse modal, a rede também passa a atender outros perfis de consumo”, destaca.

O gerente ressalta que o projeto para ampliação de rede no bairro São Cristóvão atende às necessi-

dades locais e vai ao encontro do modelo adotado, que considera a expansão gradual da infraestrutura conforme o crescimento da demanda. Um edifício na localidade é o primeiro do interior do Estado com gás encanado.

Segundo o gerente, o contato de consumidores interessados também influencia o planejamento da rede. Além do abastecimento contínuo por meio de dutos, a companhia aponta previsibilidade operacional e redução de impactos ambientais entre as características do gás natural. A substituição do diesel em veículos pesados também integra a estratégia de transição energética.

Corredor Verde

Entre os projetos em destaque está a ampliação dos Corredores Verdes, iniciativa voltada ao abastecimento de caminhões movidos a gás natural veicular (GNV). A proposta prevê a instalação de bicos de alta vazão, capazes de reduzir o tempo de abastecimento de aproximadamente 40 para cerca de 15 minutos. A estrutura busca atender demandas do transporte de cargas e ampliar a segurança operacional nas rotas gaúchas. A iniciativa também integra a estratégia da companhia de ampliar o uso do gás natural no setor logístico. Conforme o gerente, a proposta envolve a criação de uma rede de suporte para o transporte pesado.

“O gás natural possui uma gama muito grande de aplicações: residencial, comercial, industrial e veicular. No segmento de veículos leves, o uso já está consolidado. Agora entramos em uma nova etapa, que é a substituição para veículos pesados”, afirma. Segundo ele, Lajeado ocupa posição estratégica nesse cenário devido à localização e ao perfil econômico.

EXPANSÃO
VALE DO TAQUARI
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
FILIPE FALEIRO
Obras de expansão na rede de gás causam mudanças no trânsito na avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro São Cristóvão, em Lajeado
LAJEADO
GABRIEL
Karine Pinheiro centraldejornalismo@grupoahora.net.br

LANÇAMENTOS DA FENACHIM

Sabores que carregam afeto e tradição

Agroindústrias de Venâncio Aires apostam na produção artesanal, na inovação e nas memórias afetivas para conquistar o público durante a Fenachim

Jéssica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

Osabor da geleia de erva-mate e do aipim artesanais produzidos em Venâncio Aires vai além da combinação de ingredientes típicos da região. Durante a Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), agroindústrias da Vila Palanque mostraram que o cuidado

em cada etapa da produção e a dedicação ao trabalho artesanal são os principais diferenciais para transformar receitas simples em produtos que carregam tradição, afeto e identidade local. Proprietária da agroindústria Conservas Coutinho, Marilene Coutinho Mees lançou duas novas geleias durante a Fenachim: a geleia de erva-mate tradicional e uma versão com pimenta. A

receita, segundo a cozinheira, é simples e leva como base ervamate moída e peneirada, maçã e açúcar. Mas, para atingir a textura e o sabor ideais, é necessária uma técnica apurada. O ponto que garante a consistência e o brilho é alcançado “no olho”. “O principal da geleia, eu vejo que é o ato de fazer com o coração. Tu não faz simplesmente pra ter o lucro.

Quando vem do coração, o teu paladar sente. O sabor é completamente diferente quando tu faz com amor, com carinho e dedicação”, revela.

A ideia de criar a geleia surgiu a partir das atividades no Pavilhão

Agroindustrial, que integra a programação da Festa. Nesta edição, os expositores foram convidados a desenvolver produtos à base de erva-mate. “Uns dias antes da feira começamos os experimentos. Em pouco tempo já tínhamos o produto para lançar. E ele foi muito bem aceito pela comunidade”, conta Marilene.

O sucesso foi tanto que, em apenas 15 dias, ela já havia vendido mais de 200 vidrinhos de geleia.

Quando vem do coração, o teu paladar sente. O sabor é completamente diferente quando tu faz com amor, com carinho e dedicação.”

Para criar memórias afetivas

Marilene conta que sempre teve uma relação próxima com a ervamate, já que a família cultivava a planta. Na infância, lembra de acompanhar os pais, carregar e quebrar os galhos, enquanto observava o trabalho ao redor da fogueira e o plantio das mudas. “No inverno, a mãe botava os filhos ao redor da fogueira. Ela assava milho e batata-doce para irmos comendo.”

As lembranças resgatam os momentos em família que ela busca incentivar por meio das geleias. “Ao convidar alguém para degustar, você também convida para criar memórias.

É uma relação de troca.”

Da venda de porta em porta à inovação na feira

A relação familiar também está presente na agroindústria FH Alimentos. Vanessa Raquel Henz conta que a empresa começou de forma simples, com ela e a sogra vendendo aipim de porta em porta, caminhando entre casas e restaurantes. Com o aumento da demanda, o marido, Elton, deixou o antigo emprego para se dedicar integralmente à produção.

Hoje, além do aipim e da moranga descascados congelados, a empresa apresentou na Fenachim uma novidade: o aipim em tablete.

“Era uma proposta que a gente já vinha pensando há tempo, porque vimos a necessidade de mudar um pouquinho”, conta. “Com a Fenachim, veio a oportunidade de inovar e fazer

O tablete de aipim era uma proposta que a gente já vinha pensando há tempo, porque vimos a necessidade de mudar um pouquinho.”

algo que agregasse mais do que somente vender aipim. Graças a Deus, foi sucesso.”

Segundo Vanessa, a crocância do produto e a praticidade no preparo, que pode ser frito em óleo ou feito na airfryer, chamaram a atenção do público. A versatilidade para servir como aperitivo, acompanhado de molhos, também despertou o interesse de consumidores e de bares da região.

“Inclusive fizemos uma parceria com as geleias da Conservas Coutinho durante a feira para complementar o nosso produto. Unir os dois trouxe um sabor diferente”.

Incentivo para fortalecer a agroindústria familiar

Marilene e Vanessa destacam que o trabalho desenvolvido pelas agroindústrias conta com apoio fundamental da Prefeitura de Venâncio Aires e da Emater-RS/ Ascar. Entre os incentivos recebidos estão financiamentos para ampliação das atividades, melhorias no acesso às propriedades e assistência técnica para manter e qualificar a produção.

“O apoio deles é fundamental para manter a agroindústria familiar”, destaca Marilene. “Não temos do que nos queixar, só agradecer por todo o incentivo que eles têm nos dado”, complementa Vanessa.

MARILENE COUTINHO
VANESSA HENZ PRODUTORA PRODUTORA
Crocância do produto e praticidade no preparo chamaram a atenção do público durante a Fenachim
Geléia de erva-mate foi lançada durante a Fenachim de 2026

Festival do Chucrute encerra edição com público superior a 10 mil pessoas

Evento teve bailes típicos, cafés coloniais e outras atividades. Programação foi palco de reencontros familiares e de amigos, com uma volta ao passado, e descobertas culturais

Entre vestidos típicos, bandinhas alemãs e apresentações folclóricas que lotaram o salão do Cristo Rei nas últimas semanas, o 58º Festival do Chucrute também virou cenário de reencontros familiares, memórias de infância e descobertas culturais para quem veio de fora do Rio Grande do Sul. Encerrada neste domingo, 24, a programação reuniu mais de 10 mil pessoas entre bailes típicos, cafés coloniais e demais atividades promovidas ao longo das últimas semanas em Estrela. Além do público regional, o festival recebeu visitantes de diferentes estados brasileiros e até do exterior. Entre eles esteve a estrelense Milena Rasche, 34, que atualmente mora em São Paulo e retornou ao município ao lado do esposo Arthur Lyra, 34, e do filho Benjamin, 2, para acompanhar o festival e rever familiares envolvidos nos grupos folclóricos. A ligação dela com a programação começou ainda na infância, quando participava das categorias infantis do grupo

folclórico estrelense antes da mudança da família para o Rio de Janeiro. “A história começou desde pequenininha. Eu participava das categorias infantis e meus pais já estavam envolvidos com os grupos naquela época”, relembra. Segundo Milena, mesmo morando fora do Estado há anos, a relação com o festival permaneceu presente na família. Após o retorno dos pais para Estrela durante a pandemia, as visitas passaram a ocorrer com ainda mais frequência. “A gente sempre tenta voltar para prestigiar porque isso faz parte da nossa história. Queremos que o Benjamin também cresça conhecendo essa cultura e entendendo um pouco das raízes da família”, comenta.

Para Arthur, natural de São Paulo, a experiência chamou atenção justamente pelo envolvimento coletivo da comunidade com a tradição alemã. Participando pela segunda vez do baile típico, ele afirma

que a atmosfera do evento é diferente de tudo o que já viu fora do Estado. “A comida típica até encontramos em São Paulo, mas as danças folclóricas, as roupas, a forma como todo mundo participa e vive a festa, isso a gente só vê aqui mesmo”, destaca. Neste ano, os grupos folclóricos estrelenses reuniram mais de 500 dançarinos distribuídos em 14 categorias, envolvendo desde crianças até grupos de casais veteranos. Ao longo da programação, centenas de integrantes passaram pelo centro do salão em apresentações que misturaram música, coreografias e trajes tradicionais da cultura germânica.

Além dos bailes típicos e cafés coloniais, a programação também contou com Festa do Idoso, Festa das Apaes e atividades voltadas à integração comunitária, reforçando o caráter coletivo construído pelo festival ao longo das últimas décadas.

ESTRELA
Milena Rasche retornou de São Paulo ao lado do esposo Arthur Lyra e do filho Benjamin para acompanhar o Festival do Chucrute em Estrela
Mais de 500 dançarinos participaram das apresentações culturais durante a programação do evento
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
FOTOS: DANIÉLY SCHWAMBCAH

OBITUÁRIO

FLAVIO DE OLIVEIRA, 78, faleceu ontem, 25. O velório ocorre na sala “B” das Capelas Diersmann, do bairro Alto da Bronze, em Estrela. O sepultamento

ocorre hoje, 26, às 10h, no Cemitério Católico de Estrela.

DINA THEREZINHA DECONTO, 70, faleceu no domingo, 24. O sepultamento ocorreu no cemitério católico de Linha Marques do Herval, em Picão - Roca Sales.

LUÍS HENRIQUE PEREIRA DA LUZ, 26, faleceu no domingo, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.

FRANCISCA BARILI, 80, faleceu no domingo, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Arroio do Meio.

DEMETRIO ROCO DALLA VECCHIA, 83, faleceu no domingo, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Nova Bréscia.

DALCI TERESINHA BERGHAHN, 68, faleceu no sábado, 23. O sepultamento ocorreu no cemitério evangélico de Linha Araguari, em Sério.

ERNO RIEGER, 92, faleceu no sábado, 23. O sepultamento ocorreu no cemitério da Linha Ernesto Alves, em Arroio da Seca Baixa - Imigrante.

Combina teatro, artes visuais e música

Vida, em francês

Tornada

filme

PEIXES:

AUTOPROPELIDOS

Arma lançada de silos

Pontaria, em inglês

Interjeição de chamamento (?) de carros, eventos da Nascar (?) elétrico, criação de Dodô e Osmar

Serviço Social do Comércio (sigla) Ator que fez o Eustáquio, em "Gabriela"

O estilo literário de Júlio Ribeiro

Oersted (símbolo) Espaço onde ocorre a luta greco-romana

O sexto signo do Zodíaco (Astrol.)

Sala, em inglês Anfíbio anuro

Calamar (?) na cara: brios

Dar asas a O país de Saddam Hussein

Prato de ovas muito associado à riqueza

Por pouco! Equídeo diminuto

Oceano Torta, em inglês

Planeta(?): o astro como Plutão

O tipo de vocabulário usado na poesia

Número inteiro indeterminado

Sabor de balas "geladinhas"

Menciona uma questão

De, em inglês

Taxa Referencial (abrev.)

HORÓSCOPO

seu trabalho virão em forma de dinheiro e suas iniciativas devem render lucros e ganhos.

TOURO: Astral feliz com o xodó e ótimas vibes para ganhar de vez o crush que deseja ter ao seu lado.

GÊMEOS: Energia farta para encontrar amigos, bater papo com as pessoas queridas e curtir a companhia do love.

CÂNCER: Sua capacidade realizadora tá no modo turbo e atividades que envolvam grupos e agregam pessoas devem reunir chances de sucesso.

LEÃO: Pode ter definição favorável em negociações, acordos, receber restituição ou recurso que aguarda há tempos.

VIRGEM: Deve passar horas deliciosas com o xodó, mas se está na solteirice pode conhecer alguém que tem seu jeito e sua vibe.

Estado (abrev.)

Câmara adequa projeto sobre bicicletas elétricas antes de envio ao Executivo

ROBERTO LUIZ CAMBRUSSI, 74, morreu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Novo Paraíso, em Estrela.

Formato da coluna devido à escoliose

Intenção de quem promove a concórdia

Abreviatura do livro bíblico de Lucas

Habilidade treinada em cursos de Jornalismo (pl.) Amazonas (sigla) 2/of. 3/aim — pie — vie. 4/room. 11/performance.

SAGITÁRIO: O momento é para tomar iniciativas, colocar tudo em ordem e mostrar que tem determinação de sobra para chegar aonde quer.

CAPRICÓRNIO: Período perfeito para mostrar todo seu charme na paquera e atrair o crush que deseja, mas aja rápido porque as vibes acabam.

AQUÁRIO: Pode esperar diversão com a turma, alegrias com o love e surpresas deliciosas nos contatinhos.

PEIXES: Você saberá se relacionar numa ótima com as pessoas, vai mostrar muita desenvoltura ao se expressar e tende a se sentir mais confiante.

Texto em tramitação no Legislativo passará por ajustes jurídicos para depois ser encaminhado ao governo municipal. Depois, será elaborada proposta definitiva sobre circulação e fiscalização de bicicletas elétricas, ciclomotores e equipamentos autopropelidos

NELSON WINGEN, conhecido como Gazola, 66, morreu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Novo Paraíso, em Estrela.

LAJEADO

Aregulamentação da circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos no município deve avançar por meio de um anteprojeto encaminhado pela câmara de vereadores ao Executivo. A definição foi confirmada ontem, pelo vereador Aquiles Mallmann (PP), autor da proposta no Legislativo.

A proposta propõe regras para circulação, fiscalização e uso de equipamentos autopropelidos no município. No entanto, após análise jurídica do Legislativo, a proposta deverá sofrer adequações no texto, a fim de evitar conflitos com a redação de artigos do Código Nacional de TrânsitoContran.

Segundo o vereador, a intenção é construir uma regulamentação conjunta entre Legislativo, Executivo e Departamento de Trânsito. “Queremos um projeto propositivo para a cidade. Se precisar vir através de um decreto ou de um anteprojeto da Câmara para o Executivo, vai ser feito isso”, afirma.

A expectativa é de que as adequações sejam concluídas nos próximos dias. Depois disso, o texto deverá passar pelas comissões da Câmara antes de ser

formalmente encaminhado ao Executivo como anteprojeto para elaboração da proposta definitiva.

Regramento

O coordenador de Trânsito do município, Vinicius Renner destacou que o objetivo não é restringir o uso dos equipamentos, mas criar regras de segurança para condutores e demais usuários das vias. “Isso veio para permanecer e vai ampliar cada vez mais. Mas precisamos regular, principalmente pensando na segurança viária e em evitar acidentes”, disse.

Entre os pontos em discussão estão limitação de velocidade, exigência de equipamentos de proteção, restrição de circulação em determinadas vias e definição de idade mínima para condução.

Conforme a Resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os equipamentos autopropelidos podem circular em vias com limite de até 40 km/h, além de ciclovias e ciclofaixas. A velocidade máxima permitida para esses veículos é de 32 km/h.

Texto precisa de ajustes

O parecer jurídico da câmara, feito pelo advogado Fábio Gisch, aponta viabilidade para trami-

HELIO ERNANY FEYH, 74, morreu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico no centro de Paverama.

HERTA WEIRCH, 85, morreu na quinta-feira, 18. O sepultamento ocorreu no cemitério Evangélico da Júlio de Castilhos, em Roca Sales. Herta deixa os filhos Lauri, Geni, Auri, Delci e Claide, genros, noras, netos e bisnetos.

OLI PEREIRA DA SILVA, 72, morreu na quinta-feira, 18. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Bom Retiro do Sul.

Expectativa é de que as adequações no projeto sejam concluídas nos próximos dias

Para informar falecimentos:

• WhatsApp: 51 3710-4250

• Fone: 3710-4200

• E-mail: centraldejornalismo@ grupoahora.net.br

semana,

tação da proposta, no entanto, recomenda ajustes para adequação à legislação federal e à competência do Executivo. Entre as observações, está a necessidade de revisar trechos que proibiam integralmente a circulação em áreas de pedestres, contrariando a Resolução 996/2023, que admite o tráfego nesses locais em velocidade de até 6 km/h, desde que autorizado pelo órgão responsável pela via.

JOSÉ FIORINDO LUFT, 68, morreu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Pedro, em Encantado. José deixa a esposa Dirce Maria Luft, filhos Everton e Doris, neto e genro.

O documento também recomenda alterações em dispositivos que atribuíam diretamente funções de fiscalização e campanhas educativas a órgãos municipais, o que pode configurar interferência na estrutura administrativa do Executivo.

De acordo com Renner, a regulamentação municipal dará maior segurança jurídica para atuação dos agentes de trânsito. “A gente vai ter pleno conhecimento dos limites, daquilo que pode e daquilo que não pode. Isso torna muito mais simples a fiscalização”, afirma.

Joilson Pereira joilson@grupoahora.net.br
ARQUIVO A HORA
Fim de
20 e 21 maio 2023
"O Diabo Veste (?)",
estrelado por Anne Hathaway Contundiu
sem efeito (a lei) Gargalhar

GRÊMIO DECIDE LIDERANÇA DO GRUPO CONTRA O TORQUE

Vitória diante dos uruguaios garante classificação direta e evita fase extra contra times vindos da Libertadores

OGrêmio joga nesta noite para confirmar mais uma meta do primeiro semestre. Campeão gaúcho e classificado às oitavas da Copa do Brasil, o Tricolor recebe o Montevideo City Torque, às 19h, na Arena, precisando vencer para avançar diretamente às oitavas da Copa Sul-Americana. A Rádio A Hora transmite a partida.

Mesmo sem convencer sob o comando de Luís Castro, o Grêmio depende apenas de si para chegar na pausa para a Copa do Mundo com os objetivos cumpridos.

Para isso, precisa vencer a equipe uruguaia para garantir a classificação e, pelo menos, empatar com o Corinthians, pelo Brasileirão, para não entrar na zona de rebaixamento.

Dois pontos atrás do adversário da noite, só a vitória interessa na

Arena. Empate ou derrota deixam o Grêmio na segunda colocação. Assim jogará uma fase extra contra um dos terceiros colocados da Libertadores.

O time de hoje terá o retorno de Pedro Gabriel na lateral-esquerda. No meio de campo, o técnico Luís

Castro poderá escalar Leo Pérez ao lado de Arthur pela primeira vez no time titular.

Após cumprir suspensão, Gabriel Mec retorna ao time e assume a vaga de Braithwaite, utilizado como armador diante do Santos.

O provável time tem: Weverton; Pavón, Luis Eduardo, Viery e Pedro Gabriel; Leo Pérez, Arthur e Gabriel Mec; Enamorado (Tetê), Amuzu e Carlos Vinícius.

URUGUAIOS DEVEM REFORÇAR DEFESA

Com dois pontos a mais que o Tricolor, o Montevideo City Torque deve escalar um trio de zagueiros na Arena. A mesma receita foi utilizada na rodada anterior do torneio, quando os uruguaios rechearam a defesa e aplicaram uma goleada de 4 a 1 sobre o Riestra, no Estádio Centenário. No último sábado, o Torque

preservou titulares pelo Campeonato Uruguaio e, ainda assim, ganhou por 2 a 1 do Progeso fora de casa.

Uma provável escalação do téc

nico Marcelo Mendez tem: Torg

nascioli; Agüero, Kevin Silva, Romero, Kagelmacher e Silvera; Lecchini (Kociubinski), Pizzichillo, Montes e Obregón; Salomón Rodríguez.

Ausência contra o Santos, Gabriel Mec retorna hoje ao time titular
Caetano Pretto
LUCAS UEBEL

FUTEBOL AMADOR

INTER CONQUISTA O HEXA EM PAVERAMA APÓS DECISÃO NOS PÊNALTIS

Osemana de maio foi marcado por decisões e definições no futebol amador do Vale do Taquari. Em Paverama, o Internacional, de Santa Manuela, conquistou o hexacampeonato municipal ao vencer o Morro Bonito nos pênaltis, após derrota no tempo normal.

Precisando reverter a vantagem adversária para forçar a decisão nas penalidades, o Morro Bonito começou melhor a partida e abriu o placar aos 11 minutos do primeiro tempo. Patrick marcou em cobrança de falta. Na etapa final, Marcão apareceu duas vezes para ampliar e garantir a vitória no tempo regulamentar, levando a

disputa para os pênaltis.

Nas cobranças, o Internacional levou a melhor, confirmou o título e comemorou mais uma conquista diante da torcida.

Em Roca Sales, a decisão segue aberta. Toma 10 e Botafogo empataram em 1 a 1 no primeiro confronto da final. Quem vencer o duelo da próxima semana fica com o troféu. Em caso de novo empate, o campeão será conhecido nos pênaltis.

Já em Imigrante, os finalistas do Campeonato Municipal foram definidos após dois empates por

Resultados

Titulares

Paverama – final/jogo da volta

Internacional 0 x 3 Morro Bonito – PK: 5 x 3

Roca Sales – final/jogo de ida

Toma 10 1 x 1 Botafogo

Imigrante – semifinal volta

Cruzeiro 1 x 1 Canarinho

Juventude 1 x 1 Riograndense

Copa Serrana – semifinal volta

Assespe 3 x 1 São Luiz

River Plate 1 x 2 Juventude – PK 2 x 1

Taquari – semifinal/volta

Grêmio e Laranjeiras se enfrentaram na semifinal em Bom Retiro do Sul

São José 4 x 2 Furacão (titular)

Bom Retiro do Sul – semifinal ida

Rudibar 2 x 1 Floriano

Internacional levou a melhor nos pênaltis, confirmou o título e comemorou mais uma conquista diante da torcida

1 a 1 nas semifinais. Cruzeiro e Juventude disputarão o título. A partida de ida ocorre na casa do Cruzeiro, enquanto o confronto decisivo será em Seca Baixa, mando do Juventude.

Pela Copa Serrana, o Juventude, de Vila Arlindo, devolveu a derrota sofrida no jogo de ida ao vencer o River Plate por 2 a 1. A vaga na final acabou decidida nos pênaltis, com vitória do River por 2 a 1. Na outra semifinal, a Assespe venceu o São Luiz por 3 a 1 e também garantiu classificação. O primeiro jogo da final será na casa do River, enquanto a decisão ocorre em Grão Pará, reduto da Assespe. Em Taquari, o São José confirmou o favoritismo ao derrotar o Furacão por 4 a 2 e avançou para enfrentar o rival Juventude na final, repetindo a decisão da temporada passada. Já em Bom Retiro do Sul, Rudibar e Laranjeiras venceram os jogos de ida das semifinais e agora jogam pelo empate para assegurar presença na final. Floriano e Grêmio precisarão vencer para levar as disputas para os pênaltis. Cruzeiro do Sul, Capitão e Estrela apontaram os semifinalistas após o fim da fase classificatória.

Grêmio 0 x 2 Laranjeiras

Capitão – última rodada 7 de Setembro 1 x 1 Guarani

Brasinha 1 x 3 São Luiz

Cruzeiro do Sul – última rodada

Cruzeiro 8 x 2 Juventus

Tamoio 3 x 2 XV de Novembro

Ser Bom Fim 2 x 2 Canarinho

Estrela – última rodada

Alto da Bronze B 0 x 2 São Luís

União 8 x 1 Geraldense

Amigos Dossul 1 x 0 Atlântico

Alto da Bronze A 3 x 1 Aimoré

LUÍS FERRARINI
GABRIEL DOS SANTOS THEISEN

Backes era absolvido em 2006

O ex-prefeito de Arroio do Meio, Nelson Paulo Backes (PDT), acusado de desvio de dinheiro público em 1996, era absolvido dez anos depois, em 2006. A anulação foi deferida pela ausência de provas, julgando improcedente a acusação.

Em 1996, a ação foi movida pelo Ministério Público com base em informações prestadas por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), formada na câmara de vereadores de Arroio do Meio. Vinte anos atrás, Backes declarava que as acusações tinham inter-

Caixa inaugurava atendimento junto à Justiça Federal

A Caixa Econômica Federal inaugurava um Posto de Atendimento Bancário no térreo da Justiça Federal, na rua Emílio Conrad, em Lajeado. O posto trabalharia, em especial, com atendimento às demandas do Judiciário, com terminais automá-

ticos para saques, depósitos e emissão de talão de cheques. Mas qualquer cidadão poderia utilizar os serviços do posto de atendimento. Hoje, a Justiça Federal de Lajeado funciona na avenida Castelo Branco.

ferido no resultado das eleições municipais de 2000, quando ele perdeu para Danilo Bruxel. Uma das acusações referia-se à possibilidade de superfaturamento e execução incompleta de uma obra, apesar do repasse integral das verbas. A outra abordava a veracidade da manutenção e substituição de peças de duas motoniveladoras, que foram abastecidas no período que deveriam estar na manutenção. Backes, de 56 anos na época, lecionava matemática na Escola Estadual de Ensino Médio Guararapes.

Hoje é

- Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

- Dia do Revendedor Lotérico

Santo do dia: São Filipe Néri

Atlética da Lacesa empossava Gregory presidente

A solenidade de posse da nova diretoria da Associação Atlética da Lacesa ocorreu na sede campestre do Clube Tiro e Caça (hoje, o local corresponde ao endereço atual do clube, no bairro Hidráulica). A Laticínios e Cereais S.A. (Lacesa) era uma das maiores empresas de Lajeado na época, fundada em 1947.

A Associação Atlética tinha sido fundada em 1965 para envolver os funcionários da empresa na prática esportiva e também garantir assistência social. A origem da associação estava em um grupo de bolão chamado Cruzeiro, criado em 1958.

Em 1976, Paulo Maciel entregou o cargo de presidente para Paulo Gregory. Na época, o diretor social era Celebo Elts, que era responsável pelo Departamento de Assistência Social da associação.

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Mobilização regional pela Fundef

OMinistério Público (MP) intermediará uma iniciativa para assegurar uma reengenharia financeira em relação aos atendimentos prestados pela Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais (Fundef). Será na tarde da quinta-feira, 28, na sede do MP. Conforme o promotor Carlos Fiorioli, o objetivo é reunir representantes dos municípios que mais usufruem dos serviços prestados pela fundação instalada dentro do campus da Univates.

Entre os procedimentos mais comuns estão cirurgias de palato, labioleporino e outras deformidades que carecem de tratamento ou procedimentos. O objetivo é ampliar a participação destes municípios para garantir a manutenção das atividades

da importante fundação.

A iniciativa se justifica. A estimativa é de um déficit de R$ 500 mil por ano. Não há boa vontade ou milagre que resistam a frieza dos números, ainda mais com valores expressivos. Lajeado arca com a maior parte dos repasses. Em tempo: a entidade mobiliza 390 municípios para instituir contribuição proporcional e evitar colapso financeiro.

Aliás, realidade parecida acontece com a UPA de Lajeado, no bairro Jardim Botânico. Claro que em contextos diferentes, valores e propósitos distintos, mas em síntese: o número de pessoas atendidas é bem maior do que a colaboração efetiva e mensal pelas administrações municipais da região. Necessário dividir esta conta.

Secretários estaduais do Vale, será?

Refiro-me ao próximo governador, independente de qual seja o escolhido pelo povo. É inegável que Eduardo Leite incluiu no seu alto escalão nomes do Vale. Mais no segundo mandato que no primeiro. A lista inclui: Marjorie Kaufmann (Meio Ambiente), Simone Stülp (Inovação) Rafael

Mallmann e Marcelo Caumo (Desenvolvimento Urbano e Metropolitano).

Ocorre que os dois ex-prefeitos e integrantes do União Brasil deixaram os cargos no estado após investigações da Polícia Federal (PF), embora os dois processos não tenham relação direta com a gestão no secretariado.

Rapidinho…

- O conselho do Funrigs tem votações importantes para o Vale do Taquari nesta terça-feira, 26. Entre elas está uma escola e ginásio para Forquetinha, com um investimento estimado em R$ 20 milhões e as obras de revitalização do prédio da Polar, em Estrela.

- A Associação de Moradores do Centro de Lajeado aguarda o desenrolar de alguns projetos junto a setores da administração. Entre eles está a arborização do estacionamento junto a Décio Martins Costa. Há expectativa do plantio de árvores ainda em 2026. A ideia é qualificar um espaço muito utilizado da área cen-

Questionamento obrigatório para os pré-candidatos nas entrevistas e debates sobre o olhar dos nomes do Vale na composição da equipe de governo. Precisamos de representantes na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e, também, na equipe do próximo governador.

tral com mais vegetação.

- Após a etapa inicial de obras que permitiu aos alunos retornarem para o tradicional espaço do Colégio Castelo Branco, o Castelinho, em Lajeado, agora há uma angústia pela demora na conclusão dos trabalhos. Não houve trabalhos nas últimas semanas.

FERNANDO RÖHSIG

Conselheiro de Administração

A crise silenciosa das empresas familiares

Por trás de balanços sólidos e marcas consolidadas, cresce uma fragilidade ainda pouco percebida nos conselhos: a sucessão. A The Economist aponta uma “onda global de sucessão” em empresas familiares.

Não se trata de fenômeno marginal. Essas empresas representam mais de 70% do PIB global e 60% dos empregos privados, segundo o Family Firm Institute. O problema não é o tamanho, mas o despreparo. Sucessão deixou de ser evento pontual e tornou-se processo estrutural: fundadores envelhecem simultaneamente, enquanto as empresas ganham complexidade. Já a nova geração tem interesses diversos e, muitas vezes, menor disposição para assumir a gestão.

No Brasil, o desafio se agrava por três traços recorrentes: centralização no fundador, baixa institucionalização e confusão entre família, gestão e propriedade. O erro mais comum é reduzir sucessão à escolha de um CEO. O ponto central é outro: preparar a próxima geração como proprietária. Nem todo herdeiro deve liderar, mas todos precisam dominar alocação de capital, governança, risco e estratégia. Sem isso, surgem conflitos e destruição de valor.

Há ainda um dado crítico: processos

de sucessão bem estruturados podem levar até 8 anos. Quando o tema se torna urgente, já é tarde. Apenas 30% das empresas chegam à segunda geração e 12% à terceira, segundo a PwC.

A distinção entre empresa familiar e família empresária é essencial. A primeira descreve a estrutura; a segunda, a capacidade de gerir patrimônio ao longo do tempo. Famílias empresárias adotam regras claras, separam propriedade e gestão, contam com conselhos independentes e preparam formalmente seus herdeiros.

A transição exige decisões difíceis: trazer executivos externos, abrir governança e formalizar acordos. Manter a informalidade em negócios complexos custa caro. Segundo a McKinsey, empresas com governança estruturada têm retorno superior sobre o capital.

A sucessão mal conduzida raramente causa colapso imediato. Seus efeitos são graduais: perda de eficiência, saída de talentos e paralisia estratégica. Quando aparecem no balanço, o valor já foi comprometido.

Sucessão, portanto, deixou de ser pauta futura. É tema central da estratégia. Mais do que formar sucessores, o desafio é formar bons proprietários — talvez a agenda mais urgente e menos enfrentada nas empresas familiares brasileiras.

A crise silenciosa da sucessão fundação

8 anos de transição

Fonte: PwC/Family Firm Institute

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Terça-feira, 26 de maio de 2026

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