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A Hora – 25 e 26/04/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Fim de semana, 25 e 26 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4083 |

Trabalho para ressocializar

MÃOS

Natural de Muçum, religioso nasceu em 1907 e atuou na região de Casca. Fiéis atribuem curas inexplicáveis à intercessão de João Benvegnú, com relatos de “graças alcançadas” sendo examinados pela Igreja.

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PÁGINAS | 6, 7, 8 e 9

Programa do Estado busca por meio do trabalho a ressocialização de presos. Na região, cerca de 10% dos mais de 3,2 mil apenados possuem vínculo com empresas e prestam serviços

PREFEITA INVESTIGADA

PF mira eleição de Estrela

Operação da Polícia Federal investiga suspeita compra de votos e caixa dois. Entre os investigados, a prefeita de Estrela, Carine Schwingel. Ela nega irregularidades e atribuiu movimento a investida de opositores

Estado presta contas e detalha futuras ações

ao seu governo. Policiais cumpriram na manhã dessa sexta-feira, 24, pelo menos 13 mandados de busca e apreensão. Documentos e celulares foram recolhidos. Entre eles, a de um diretor de gabinete.

Entre sintomas, emoções e desafios, especialistas destacam a importância da atenção médica em todas áreas, incluindo a saúde mental. Informação e rede de apoio também são fatores fundamentais. Gravidez

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Após quase dois anos da tragédia climática de 2024, governo gaúcho apresenta balanço e mostra evoluções em sistemas de defesa. Construção de moradias e obras de prevenção seguem como prioridades.

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Ação ocorre após quase um ano e meio da Operação Rêmora, que mirava a compra de telas interativas.

GABRIEL SANTOS

Reinserção

Em meio à escassez de mão de obra, o Vale do Taquari encontra no trabalho prisional uma resposta que vai além da economia. Trata-se de uma política pública com impacto direto na segurança e na dignidade humana. Ao empregar apenados em regimes diversos, empresas e Estado constroem uma ponte entre o cárcere e a vida em liberdade.

Os números mostram relevância. Mais de mil detentos atuam em atividades laborais na região, ainda que parte significativa de forma voluntária. Quando há convênios com empresas, o resultado é duplo, supre-se a demanda produtiva e reduz-se a ociosidade no sistema prisional. A disciplina melhora, o senso de responsabilidade se fortalece e a reincidência tende a cair.

Mais de mil detentos atuam em atividades laborais na região, ainda que parte significativa de forma voluntária.”

Persistem, no entanto, entraves conhecidos. O preconceito social ainda limita a expansão do modelo, assim como a falta de estrutura física nas unidades. Superar essas barreiras exige investimento, planejamento e, sobretudo, mudança de mentalidade.

Experiências locais mostram que o caminho é viável. Ao unir qualificação, renda e remição de pena, o trabalho devolve perspectiva a quem historicamente teve poucas oportunidades. Para as empresas, há ganhos de produtividade; para o Estado, economia e melhor gestão do sistema; para a sociedade, mais segurança. Ignorar esse potencial seria insistir em um modelo punitivo ineficaz. Ampliar o trabalho prisional é investir em um ciclo virtuoso de reintegração. E isso interessa a todos.

à

Fundado em 1º de julho de 2002

“Transformar a dor em união foi o que deu origem à nossa força”

A Cristal Azul é uma associaçãopró-autismo sediadaemEstrelaque nasceu da vivência real de famíliasqueenfrentam, diariamente,osdesafiosdo diagnósticoedocuidado. PresididoporMeriFranco (asegunda,daesquerda paraadireita),ogrupo se consolidou como uma rededeapoio,acolhimento einformação,reunindo autistas,familiarese apoiadoresdacausa

Como surgiu a Cristal Azul e qual foi a motivação para criar a associação?

A Cristal Azul nasceu em 2021, a partir do encontro de um grupo de mães que, enquanto aguardavam seus filhos em atendimento na Apae de Estrela, compartilhavam experiências na sala de espera. Naquele espaço simples, mas cheio de sentimentos, elas perceberam que suas angústias e desafios eram muito semelhantes. Foi ali que surgiu algo maior, a decisão de transformar a dor em união, e a união em força coletiva. A partir desse movimento, nasceu a associação, com o propósito de acolher e dar suporte a outras famílias.

Quais são hoje as principais dificuldades enfrentadas por famílias de pessoas com autismo na região?

Esses fatores tornam o dia a dia mais difícil, gerando sobrecarga emocional nas famílias e atrasando o desenvolvimento das crianças. Ainda existe um grande caminho a ser percorrido em termos de estrutura e conscientização.

De que forma a Cristal Azul atua no dia a dia para apoiar autistas e suas famílias?

Que mudanças ou impactos você percebe na vida das pessoas atendidas?

Vemos famílias mais seguras, mães e pais mais fortalecidos, crianças evoluindo no seu tempo e sendo respeitadas como são. Vemos sorrisos onde antes havia medo, conexões sendo criadas e amizades surgindo. O impacto mais significativo é a construção de esperança e autoestima, mostrando que é possível seguir com mais leveza quando existe apoio.

Que mensagem você gostaria de deixar?

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Vale do Taquari - Lajeado - RS Diretor

Falta de acesso a terapias especializadas, longas filas de espera, pouca informação e, principalmente, a falta de compreensão da sociedade.

A Cristal Azul atua com acolhimento, orientação e presença. Cada família encontra escuta, troca de experiências e apoio emocional. Promovemos projetos, encontros, atividades inclusivas e momentos de desenvolvimento para as crianças. Também levamos informação à comunidade, buscando quebrar preconceitos e construir pontes. Nosso trabalho vai além de ações pontuais, ele é construído a partir de vínculos, cuidado e atenção às necessidades de cada história.

O autismo não precisa de julgamento, precisa de compreensão. Não precisa de rótulos, precisa de respeito. Nosso convite é olhar com mais empatia, escutar com mais atenção e abraçar a diversidade. Porque quando uma comunidade inclui, todos crescem juntos e constroem um ambiente mais humano e acolhedor.

Filiado
DIVULGAÇÃO

rodrigomartini@grupoahora.net.br

SUSPEITAS E ELEIÇÕES NO VALE

PF volta a cruzar o Rio Taquari e atinge em cheio o governo de Estrela

Quase um ano e meio após deflagrar a Operação Rêmora, que mirava a compra de telas interativas pelo Consisa e, entre outras diligências, apreendeu os telefones de Carine Schwingel e do marido, ex-prefeito e ex-assessor jurídico do Consisa, Rafael Mallmann, a Polícia Federal (PF) retornou a Estrela no início da manhã de sexta-feira para deflagrar a Operação Ambitus Sidum e apurar indício de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral (ou o popular “caixa dois”) por parte da atual prefeita e de outros agentes políticos durante a campanha de 2024. Entre essas duas operações, todos lembram, a mesma PF cruzou o Rio Taquari e deflagrou, em Lajeado, a Operação Lamaçal, que atingiu em cheio um outro membro do partido União Brasil – mas cuja história política foi construída dentro do PP –, o ex-prefeito Marcelo Caumo, suspeito de favorecer empresas terceirizadas. Todos os investigados alegam inocência e rechaçam as prováveis denúncias. No entanto, e isso independe do julgamento final, o cenário politico regional já foi modificado com as ações da PF que, indiretamente ou não, retiraram de cena dois propensos pré-candidatos a deputado estadual do Vale do Taquari. No caso, Mallmann e Caumo, ambos filiados ao União Brasil.

DOSSIÊ PARALELO?

Um dossiê de autoria incerta voltou a circular em Estrela após a Polícia Federal deflagrar a Operação Ambitus Sidum. O documento possui 217 páginas e registra, entre indícios e ilações, supostas conversas particulares de 2024 entre agentes políticos (entre

eles a atual prefeita Carine Schwingel) e uma exservidora do governo anterior que também atuou na atual administração. E a pergunta hoje é: como os autores deste documento tiveram acesso às conversas privadas?

- Em Estrela, o governo municipal autorizou, no âmbito do Poder Legislativo Municipal, “o cômputo do período compreendido entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 (período da pandemia) para fins de concessão de avanços, adicionais por tempo de serviço, licenças-prêmio, promoções de classe, progressões e demais vantagens que dependam do tempo de serviço”.

- O governo de Lajeado avalia de forma positiva a instalação dos primeiros 500 contêineres para o recolhimento de lixo, e já projeta junto com a empresa responsável a disponibilização de outros 500 equipamentos no município.

- Materiais de construção registram altas de preço expressivas em abril de 2026, com destaque para resinas/polímeros (dobraram de preço), cimento e aço, impactados pela guerra no Oriente Médio. Diante disso, o Sinduscon/SP pede para que fornecedores “suspendam aumentos abusivos”.

- Curiosidade: as duas operações da Polícia Federal (Lamaçal e Ambitus Sidum) são coordenadas pelo mesmo delegado Marconi Silva, que atua na Superintendência da PF em Santa Cruz do Sul.

- Para finalizar, a expressão popular "quem festeja hoje, chora amanhã" sugere que excessos ou falta de planejamento no presente podem trazer consequências negativas no futuro. É um alerta para o equilíbrio entre aproveitar o agora e ser responsável com o amanhã. Bom fim de semana a todos!

Família Bolsonaro de olho nos agentes do PL

A câmara de vereadores de Lajeado será palco de audiência pública sobre a lei federal 15.326, que determina – mediante critérios específicos – o enquadramento dos profissionais da educação infantil no quadro do Magistério. O encontro ocorre neste sábado, a partir das 9h, e precisa contar com representantes do próprio legislativo, dos sindicatos dos servidores municipais e dos professores, da sociedade civil organizada, e, também, do Executivo. Não é um debate simples. Além de comprovar os critérios exigidos pela nova legislação federal, é preciso avaliar os efeitos sobre os cofres públicos.

Sobre isso, aliás, e de acordo com a administração municipal, o impacto direto será de R$ 28 milhões por ano na folha de pagamento, e ainda projetase aumento do passivo previdenciário na ordem de R$ 27 milhões – o que pode demandar revisão nas alíquotas de contribuição. Reforçando, não é uma decisão simples e o posicionamento oficial da administração municipal deve ser divulgado até o fim de agosto. Até lá, é importante debater de forma técnica, evitar a politização e, sobremaneira, tratar com o máximo respeito e consideração os servidores interessados no tema.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos principais articuladores das campanhas políticas do pai, Carlos Bolsonaro (PL) causou furor nas redes sociais ao anunciar, publicamente, que vai fazer um “levantamento de prefeitos, vereadores, líderes, secções partidárias e filiados do PL que divulgam ou não o précandidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)”. Segundo ele, “é estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de quatro meses”. “Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa”, avisa ele.

vinibilhar@grupoahora.net.br

Indicadores

Dólar: R$ 4,99

Ibovespa: 190.474,19

“Em

um cenário instável, quem conhece bem o próprio negócio consegue tomar decisões rápidas e seguras”

O IV Congresso de Negócios de Taquari reuniu lideranças da economia regional e estadual nesta semana. O painel principal foi mediado por César Fazenda empresário à frente da HiveCon Organização

Contábil LTDA. Ele atua no apoio à gestão empresarial e integra entidades como a CDL Taquari/ Tabaí, CIC VT e a Federasul Regional

Como o cenário econômico impacta a gestão no Vale do Taquari?

César Fazenda - O ambiente econômico brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador para os negócios, especialmente no período pós-pandemia. Houve desorganização das cadeias produtivas, aceleração da inflação e manutenção de juros elevados por um longo período. No Vale do Taquari, esse cenário se agravou com a enchente de 2024, que impactou diretamente empresas, estruturas e o fluxo econômico da região. Hoje, o empresário precisa lidar com múltiplas crises ao mesmo tem -

po. Isso reduz significativamente a previsibilidade e dificulta o planejamento de longo prazo. Na prática, muitas empresas estão operando com foco no curto prazo, buscando adaptação constante para garantir a sobrevivência e, quando possível, a continuidade do crescimento.

Quais os principais desafios da reforma tributária na transição?

Fazenda - O ambiente econômico desafiador, agravado pela enchente de 2024, tem reduzido a previsibilidade e forçado empresas do Vale do Taquari a

priorizar o curto prazo. A reforma tributária amplia a pressão, exigindo maior organização fiscal, revisão de preços e atenção ao caixa. Para especialistas, o peso não está apenas na carga de impostos, mas na complexidade do sistema. PMEs enfrentam dificuldades operacionais e de controle financeiro, enquanto a governança avança gradualmente. A principal recomendação é fortalecer a gestão interna para garantir competitividade.

Na sua avaliação, o que mais penaliza hoje o empreendedor regional?

Fazenda - A elevada carga tributária no Brasil segue como entrave ao crescimento, mas o maior impacto está na forma como os tributos afetam a expansão dos negócios. No Simples Nacional, tabelas sem reajuste desde 2018 comprimem margens à medida que o faturamento cresce. Na prática, empresas que avançam acabam pagando mais impostos, o que desestimula a expansão. Além disso, o custo de cumprir obrigações fiscais é alto, exigindo sistemas, acompanhamento de regras complexas e envio de declarações, tornando o ambiente caro e burocrático.

Você percebe um avanço na adoção de práticas de governança corporativa nas empresas do interior?

Fazenda - Sim, é possível perceber um avanço, especialmente nos últimos anos. Hoje o empresário tem mais acesso à informação e está mais atento

à saúde do seu negócio. Mesmo nas pequenas empresas, já existe uma preocupação maior com organização, controles e tomada de decisão. O empresário começa a entender que não basta apenas vender, é preciso gerir bem a empresa. Esse movimento tem levado à busca por capacitação, participação em eventos e contratação de consultorias. Aos poucos, conceitos de governança, como planejamento, controle financeiro e definição de processos, passam a fazer parte da rotina. Essa profissionalização tende a melhorar os resultados e aumentar a competitividade das empresas, mesmo em mercados locais.

Qual a principal recomendação para manter competitividade no Vale?

Fazenda - Diante de tantas incertezas, a principal recomendação é que o empresário volte a atenção para dentro da própria empresa e organize bem a gestão do negócio. Ter controle do caixa, entender seus custos, formar corretamente o preço de venda e acompanhar os números de perto deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Em um cenário instável, quem conhece bem o próprio negócio consegue tomar decisões mais rápidas e seguras. Além disso, é importante buscar informação e se preparar para as mudanças, especialmente com a reforma tributária. O empresário que se antecipa e se organiza tende a sofrer menos impacto e aproveitar melhor as oportunidades.

Contador e empresário, César Fazenda
ACERVO PESSOAL

Trabalho é realidade para

Projetos abrem espaço para ressocialização e solucionam parte da falta de mão de obra no Vale do Taquari. Região possui cerca de 3,2 mil pessoas privadas de liberdade. Iniciativa é um dos principais pilares do governo estadual no processo de reinserção social

Em meio à escassez de mão de obra e ao debate sobre segurança pública, empresas do Vale do Taquari contratam apenados em regimes fechado, semiaberto e aberto. A medida une demanda do mercado de trabalho e políticas de ressocialização. No entanto, ainda enfrenta barreiras, como preconceito e adequação de espaços nas unidades para produção. A iniciativa permite que pessoas privadas de liberdade, em critérios compatíveis com a legislação, atuem em atividades externas ou internas mediante convênio. Especialistas afirmam que o trabalho contribui para a evolu-

ção da disciplina nas unidades prisionais, reduz a ociosidade do detento, fortalece o senso de responsabilidade e a busca por um futuro mais promissor.

A iniciativa surgiu por meio do projeto “Mãos que Reconstroem”, do governo estadual, que viabiliza termos de cooperação entre a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e empresas contratantes de mão de obra prisional. O trabalho e a educação são considerados os pilares centrais do tratamento penal, com objetivo de reduzir a reincidência criminal.

Segundo a diretora do Departamento de Tratamento Penal, Rita Leonardi, somente no Vale do Taquari, mais de 1,1 mil pessoas privadas de liberdade desempenham atividades laborais. Destas, 251 estão vinculadas a convênios com empresas e órgãos públicos para utilização de mão de obra prisional. São 240 apenados do regime fechado e 11 semiaberto. Os demais, cerca de 930 trabalhadores, desempenham atividades voluntárias.

O delegado da 8ª Delegacia Penitenciária Regional, Bruno Carlos Pereira, destaca que o número representa quase 10% do total estimado de 3,1 mil pessoas privadas de liberdade no Vale do Taquari. “É necessário pensar alternativas e oferecer oportunidades de retomada”, afirma.

Geração de oportunidades

Na abrangência da 8ª Delegacia Penitenciária Regional, estão inseridas 11 unidades prisionais físicas e uma repartição virtual,

RITA

LEONARDI

DIRETORA DO

DEPARTAMENTO DE

TRATAMENTO PENAL

Para os casos de regime semiaberto, ainda há bastante potencial a ser explorado.”

onde ocorre o monitoramento eletrônico. Na avaliação do delegado, a implantação de oportunidades de trabalho resultou na melhora dos índices de disciplina e fortaleceu o senso de responsabilidade entre os detentos.

“Os presos que trabalham são mais disciplinados, pois as empresas exigem comprometimento. As pessoas privadas de liberdade retornam à sociedade em algum momento. E como elas voltam, depende muito dessas oportunidades que chegam nesse período de reclusão. O apenado só vai mudar de vida e não reincidir se tiver boas chances”, frisa Pereira.

Na prática, a legislação define que para as atividades laborais são avaliadas as condições pessoais e as necessidades futuras do apenado, em cruzamento com oportunidades oferecidas pelo mercado. A colaboração entre o governo estadual e a iniciativa privada contribui para a qualificação da mão de obra em segmentos

da economia com escassez de profissionais capacitados. Com a contratação, o apenado tem direito à remição da pena. Além disso, recebe, no mínimo, 75% do salário-mínimo vigente, por uma jornada de trabalho de seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira. Entre as vantagens para as empresas estão a economia em comparação à contratação via Consolidação das Leis do Trabalho, além de produtividade aproximadamente 20% superior e isenção de despesas com relação à utilização do espaço físico.

Os presos que trabalham são mais disciplinados, pois as empresas exigem comprometimento.”

Mais de 1,1 mil presos desenvolvem alguma atividade laboral. Ligados a empresas estão mais de 250

“Durante muitos anos se teve a ideia de que o apenado deveria ser preso e ficar isolado da sociedade. Hoje, a comunidade entende cada vez mais que essas medidas são transformadoras. Dá mais trabalho viabilizar a estrutura necessária, mas traz muitos efeitos positivos”, diz o delegado. Ele ressalta que muitos presos deixam a penitenciária qualificados para uma nova oportunidade. O procurador de Justiça do Ministério Público (MP), Gilmar Bortolotto, salienta a importância do programa para que as pessoas privadas de liberdade consigam retomar a vida de forma plena após o cárcere. Segundo ele, maior parte dos apenados possuem o Ensino Fundamental incompleto, o que limita a chegada de novas oportunidades. “Não é simples sair da atividade criminosa. Nesse contexto, o trabalho prisional é positivo porque

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
Colaboração Gabriel Santos

10% dos presos na região

ensina um ofício. A impressão é que funciona como uma tábua de salvação, pois ele se agarram à oportunidade e se dedicam ao máximo”, diz o promotor. Na análise dele, os impactos mais observados são ressocialização do apenado, solução na falta de mão de obra, geração de renda para as famílias e gestão de recursos estaduais.

Detentos de Arroio do Meio auxiliam em obras para ampliação da unidade. No espaço, nova linha de produção de calçados será instalada

POPULAÇÃO CARCERÁRIA DO VALE

Potencial da região

A diretora ressalta que entre os impactos observados na vida dos apenados estão limitações de acesso a estudo, qualificação profissional, fragilidade nos vínculos sociais e familiares, fatores que causam efeitos negativos na ressocialização. Ela também cita outros pontos como a discriminação de ordem racial e social e dificuldades no acesso à cidadania de forma geral.

Para Rita, o trabalho prisional

surge como uma alternativa para reverter essas fragilidades. Segundo ela, a região tem bastante potencial em razão da quantidade de empresas nas cidades, bem como em razão das atividades produtivas. No entanto, a limitação de espaços físicos para instalação das atividades.

“Isso impede a instalação de novas empresas ou expansão das atividades. Para os casos de regime semiaberto, ainda há bastante potencial a ser explorado, uma vez que o trabalho é desempenhado

fora dos estabelecimentos prisionais”, explica a diretora. O delegado esclarece que as parcerias surgem do interesse de empresas em contratar mão de obra prisional. “Se existe a possibilidade de dar oportunidades, é preciso oferecer isso”, reforça. Ele também cita o incentivo à retomada dos estudos e a busca pelo Ensino Superior. “Vira uma consequência. Eles entram para trabalhar e enxergam uma possibilidade de evoluir. É um conjunto de estudos e trabalhos interligados.”

FOTOS: GABRIEL SANTOS

NA PRÁTICA

Apenados recebem 75% do salário-mínimo nos convênios, auxiliando na renda familiar;

A cada três dias de trabalho, um dia de pena é reduzido, conforme regulamentação legal;

Abrange calçados, marcenaria, produção de artefatos e serviços de manutenção;

A iniciativa superou 15 mil apenados trabalhando em 2025 no RS, crescimento de mais de 10%;

Na região, de 3,1 mil apenados, mais de 250 estão vinculados a empresas;

Reduzir a criminalidade ao garantir reinserção social digna, diminuindo a reincidência;

Melhora disciplina interna, gera qualificação profissional e amplia chances de reinserção social.

Mão de obra diferenciada

No Presídio Estadual de Arroio do Meio, um projeto chamou a atenção pela peculiaridade. Um detento de 57 anos, natural de Nova Bréscia, trabalhou na restauração de um Oldsmobile 1937 conversível, veículo considerado uma raridade no Brasil e símbolo da primeira fabricante de automóveis dos Estados Unidos.

ANTÔNIO THOMÉ

DIRETOR DO PRESÍDIO DE ARROIO DO MEIO

O novo pavilhão terá 422 metros quadrados, com investimento total de R$ 300 mil. Parte dos recursos, R$ 60 mil, foi financiada pela empresa

Calçados Beira Rio, que pretende implantar uma linha de produção.”

Condenado a 12 anos e três meses de prisão, o detento já cumpriu três anos da pena, fixada em abril de 2024. A atuação na oficina instalada dentro do presídio possibilita remição de pena, além de garantir trabalho remunerado. Entre os serviços realizados estão recuperação do assoalho, reconstrução de peças estruturais e o resgate de detalhes que preservam a originalidade.

O espaço foi montado por meio do termo de cooperação entre a casa prisional, a SSPS e duas empresas parceiras. A restauração iniciou em outubro do ano passado e envolveu um trabalho minucioso. Devido à dificuldade de encontrar peças originais, todos os componentes precisam ser fabricados artesanalmente dentro do presídio, com o apoio do maquinário disponível.

Trabalho, educação e mais vagas

O Presídio Estadual de Arroio do Meio abriga 70 apenados, dos quais 57 estão trabalhando. Desses, 27 atuam em atividades viabilizadas por termos de cooperação com empresas. A unidade também passa por uma ra de ampliação, que prevê a construção de uma nova sala de trabalho, abrindo mais 20 vagas e elevando a capacidade de aten -

dimento para até 90 detentos. Conforme o diretor da casa prisional, Antônio Thomé, o novo pavilhão terá 422 metros quadrados, com investimento total de R$ 300 mil. Parte dos recursos, R$ 60 mil, foi financiada pela empresa Calçados Beira Rio, que pretende implantar uma linha de produção e montagem de calçados dentro do presídio. O projeto é liderado e acompanhado pelo Conselho Comunitário de Execução

Penal, com apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário. Além do trabalho, a educação também integra o processo de ressocialização. Três detentos em Arroio do Meio estão matriculados em cursos de graduação na Univates, nas áreas de Administração, Marketing e Gestão. As aulas ocorrem dentro da própria unidade prisional, por meio de computadores e sistemas de ensino que permitem acesso às plataformas educacionais.

Do interesse à contratação

Gerente industrial da Calçados Beira-Rio, Sandro Moraes da Silva diz que a empresa foi uma das pioneiras na ampliação do modelo no Estado. Hoje, a indústria mantém operações em oito presídios gaúchos e emprega cerca de 400 apenados, com expansão prevista para mais 230 vagas. Entre as unidades atendidas estão Lajeado, Arroio do Meio, Venâncio Aires, Montenegro, Guaíba, Sapucaia do Sul, Sarandi e Ijuí.

“A ideia inicial era contratar pessoas do semiaberto. Depois sugerimos levar a produção para dentro dos presídios. No começo houve resistência, mas os resultados foram positivos. Ganha o Estado, com redução de custos e melhora no ambiente prisional, a empresa, com acesso a mão de obra disponível. Ganha o preso, que reduz pena e ajuda a família, e a sociedade, com mais chance de ressocialização”, afirma.

Em Bom Retiro do Sul, a Hagro Agroflorestal também iniciou a utilização de mão de obra

de presos em regime fechado.

Segundo o empresário Mauro Hauschild, com o modelo se abre uma nova frente de atuação para a empresa. “É uma oportunidade concreta de aliar eficiência econômica com responsabilidade social. A gente consegue reduzir custos e, ao mesmo tempo, oferecer uma chance real de reintegração”, afirma Hauschild.

Pelo modelo adotado, os trabalhadores deixam a unidade prisional no ínicio da manhã, permanecem durante todo o dia na empresa e retornam ao sistema ao final da tarde, sob supervisão da Polícia Penal. “Existe todo um controle. A responsabilidade é do Estado, e isso dá segurança jurídica para a empresa operar”, destaca. O custo mensal por trabalhador gira em torno de R$ 1,3 mil, com acréscimo de 10% destinados à Polícia Penal. Não há encargos como FGTS, INSS ou cota patronal, fator que, segundo o empresário, pesa na decisão. “Hoje, qualquer contratação for-

mal tem um custo elevado. Nesse modelo, eu tenho basicamente o custo logístico, mas sem encargos trabalhistas. Isso torna viável ampliar a operação”, explica. A disponibilidade de mão de obra é vista como um diferencial na região. Em Lajeado, há mais de 400 apenados, enquanto em Venâncio Aires, o número passa de 500. Diante desse cenário, o empresário planeja expandir o modelo. “A gente esteve em Estrela, em uma empresa que identificou uma demanda grande por trabalho braçal. Vamos ajudar outras empresas a estruturar o convênio. A ideia inicial é começar com pelo menos quatro trabalhadores”, adianta Hauschild.

O processo de seleção, segundo ele, é criterioso. “Não é simplesmente escolher. A Polícia Penal faz toda a triagem, com equipe técnica e assistente social. São pessoas que já trabalham dentro do sistema e apresentam bom comportamento. Alta periculosidade nem entra nesse tipo de programa”, pontua. Hauschild também enfatiza que a empresa não assume riscos legais em situações críticas. “Se houver qualquer problema, como tentativa de fuga ou resgate, a responsabilidade é totalmente do sistema público. Isso está muito bem definido em contrato.”

ADVOGADO E EMPRESÁRIO

É uma oportunidade concreta de aliar eficiência econômica com responsabilidade social. A gente consegue reduzir custos e, ao mesmo tempo, oferecer uma chance real de reintegração.”

MAURO HAUSCHILD

PREFEITA INVESTIGADA

Operação da PF mira possível compra de votos nas eleições de 2024

Investigação apura suspeitas de corrupção eleitoral e caixa dois. Entre os investigados, está a prefeita Carine Schwingel, que se defendeu das acusações

Colaboração

Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Ambitus Sidum apura a prática de crimes eleitorais em Estrela. A ação investiga suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) relacionadas às eleições municipais de 2024. A prefeita Carine Schwingel (União Brasil), vencedora do pleito, é um dos alvos da investigação. De acordo com o delegado da PF, Marconi Silva, responsável pela investigação, há indícios de que eleitores de Estrela teriam recebido cargos comissionados no município vizinho de Cruzeiro do Sul em troca de apoio político, o que caracterizaria crime eleitoral. As informações foram detalhadas durante coletiva de imprensa na manhã dessa sexta-feira, 24, na sede da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo, nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul. Durante as diligências, foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos que devem auxiliar no andamento das investigações. Todos os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, previstos no Código Eleitoral.

Autorização do tribunal

O inquérito policial teve início após autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, a partir do compartilhamento de provas obtidas na Operação Rêmora, deflagrada em dezembro de 2024 pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF no Estado. Na época, em dezembro de 2024, materiais extraídos dos celulares do exprefeito Carlos Rafael Mallmann

pacientes em filas de exames, distribuição de materiais de construção, liberação de benefícios sociais e repasses de valores.

Márcio Mallmann e um vereador eleito em 2024. Todos deverão ser ouvidos pela Polícia Federal na próxima semana.

Identificamos pagamentos irregulares, troca de favores e possível entrada de valores que não foram contabilizados na campanha eleitoral”

“Qual era a força política que eu teria, como pré-candidata?”

davam indicativos do crime eleitoral.

As apurações também apontam que Carine Schwingel, à época candidata, teria utilizado aliados para viabilizar nomeações em cargos de confiança em Cruzeiro do Sul, mediante a transferência de domicílio eleitoral e o compromisso de apoio político.

Além disso, a investigação identificou possíveis irregularidades na campanha eleitoral, como a concessão de benefícios em troca de apoio, incluindo favorecimento de

“Identificamos pagamentos irregulares, troca de favores e possível entrada de valores que não foram contabilizados na campanha eleitoral, caracterizando doações não declaradas”, destacou o delegado.

Outros alvos

Além da prefeita, também são alvos das medidas judiciais servidores públicos e agentes políticos, entre eles o diretor de gabinete em Estrela, Luis Henrique Bohn, o vice-prefeito

Silva salienta que “o momento é de esclarecimentos” e que não há um valor total apurado. “Vamos ouvir na próxima semana os investigados, fazer análise do material e provavelmente solicitar o comparecimento de outras pessoas para prestarem esclarecimentos”.

Ainda conforme o delegado, não há elementos que indiquem a participação do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, João Dullius (MDB), que governou o município entre 2021 e 2024. “Ele não tinha participação nos fatos”.

Carine atendeu a reportagem na tarde de sexta-feira, no gabinete. Ela disse não ter tido acesso ao conteúdo das investigações e também afirmou ter sido surpreendida pela ação. Visivelmente abalada com a situação, comentou também que o fato atinge o ambiente familiar. “Nem eu, nem nosso advogado tivemos acesso. Ainda não sei do que estou sendo acusada. Estou completamente arrasada. Minha família não precisa passar por isso”, salientou.

Segundo a prefeita, todas as contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, o que, na avaliação dela, reforça a necessidade de esclarecimentos. Entre os pontos mencionados na investigação estão suspeitas de indicações em cargos públicos em outro município e possível uso de recursos não declarados.

A gestora questionou a viabilidade dessas situações. “Qual era a força política que eu teria, como pré-candidata, para influenciar nomeações em outro município? Nós não tínhamos força política, nem administrativa para qualquer tipo de intervenção.”

Carine também saiu em defesa do seu vice, Márcio Mallmann, afirmando se tratar de uma pessoa que jamais faria algo fora da legalidade. Por fim, disse confiar no trabalho dos órgãos de fiscalização e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos. “Todos estão fazendo seu papel. Eu acredito na Justiça e tenho certeza de que vamos esclarecer ponto a ponto”.

Estrela teve amanhecer agitado com a presença de viaturas e agentes da PF
MARCONI SILVA DELEGADO DA PF
GABRIEL SANTOS
DANIÉLY SCHWAMBACH
Carine disse não ter tido acesso ao conteúdo das investigações e também afirmou ter sido surpreendida pela ação
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Daniély Schwambach e Rodrigo Gallas

Desde os 21 anos, Lourdes pratica o voluntariado

APRESENTADO POR: PATROCÍNIO:

Em Arroio do Meio, professora aposentada ajuda famílias com dificuldade e apenados

Há 30 anos, Lourdes Zanatta Both atua no Bairro Navegantes, onde distribui roupas e ajuda quem busca emprego. Também visita apenados no presídio de Arroio do Meio.

Andreia Rabaioli andreia@grupoahora.net.br

Aenchente de 2024 dizimou a vizinhança que Lourdes Zanatta Both tanto apreciava no Bairro Navegantes. Por causa das casas destruídas, os amigos saíram do local. Ela se transferiu para um apartamento. “Não tenho mais meus amigos aqui,

vou fazer o quê?”, exclama, enquanto mira a igreja atingida pela tragédia. “Caiu todo o telhado”, lamenta. A ligação da professora aposentada com o Navegantes existe há 30 anos. Ali, criou os filhos, construiu casa e se inseriu na comunidade. Virou líder comunitária e voluntária. Onde tem ação social, tem Lourdes. “Ela não para em casa”, comenta o filho, Vianei Both. Lourdes tem 75 anos, mas não

aparenta. Após as aulas de hidroginástica, de manhã cedo, faz o que gosta: visita apenados, costura roupas e distribui a quem precisa, ajuda a buscar emprego. Sempre há alguma tarefa com a qual colaborar na Pastoral da Caridade. Essa tendência ao voluntariado apareceu cedo, aos 21 anos, quando começou a lecionar no interior. Os estudantes precisavam de uma professora que os levasse ao médico ou cuidasse

deles enquanto estavam na escola. O voluntariado se acentuou quando se aposentou, em 1997. Desde então, ela ingressou em várias frentes: do preso ao desempregado, do aluno em dificuldade às mães que necessitam de alimentos para a família.

Liderança no voluntariado

No Navegantes, Lourdes ajudou a

FOTOS ANDREIA RABAIOLI

construir uma rede de apoio para famílias carentes, com distribuição de roupas e alimentos, organização de doações e atenção a quem vive no aperto. Há anos participa de pastorais ligadas à saúde e à caridade. Hoje, ajuda cerca de 60 famílias com sacolas de alimentos e atua também na separação de roupas entregues à comunidade. “Tenho sempre o bagageiro do carro cheio de roupas, em caso de necessidade”, salienta.

Ela participa da Pastoral da Saúde, da Pastoral da Caridade e da Pastoral Carcerária. Atua também com um grupo de mulheres voluntárias. Costura roupas, organiza doações, separa peças, entrega a quem precisa, visita o presídio, busca saída para quem já perdeu quase tudo. Não há uma causa só. Há a necessidade, e ela vai.

Carreira na educação

O voluntário é a pessoa que faz porque o coração manda. Faz o bem sem olhar a quem. E nem sempre percebe o alcance disso.”

O orgulho de Lourdes é ensinar. Virou professora aos 21 anos e, mais tarde, se tornou vice-diretora da Guararapes, escola referência em Arroio do Meio. Como liderança escolar, fazia o que aparecesse. “Tinha uma Brasília amarela, que facilitava a locomoção. Com ela, levava crianças ao posto de saúde”, lembra. Mais velha de nove irmãos, Lourdes acredita que o voluntariado veio da família. Cresceu na roça, vendo os pais emprestarem a enxada aos vizinhos. O interior tem essa característica: um tipo de solidariedade colaborativa, um jeito de viver que induz ao auxílio.

O abrigo, as crianças, o chapéu na mão

“A mãe faz diferença em Arroio do Meio”

Vianei Both cresceu vendo a mãe atuar voluntariamente em diferentes ambientes e aumentar o círculo de influência: no colégio, na pastoral e comunidade. “Ouvia os pedidos: preciso de emprego, de roupa, de comida. E a mãe estava sempre pronta”. Vianei considera a mãe uma inspiração. “A mãe sempre foi alguém que ajudou de forma discreta, mas que fez muita diferença na vida e na sociedade de Arroio do Meio”, reconhece.

Em 1997, virou presidente da Associação dos Menores de Arroio do Meio (Amam) e participou da construção do abrigo da cidade. “Havia muitas reuniões. Precisávamos prestar contas à Promotoria sobre a construção do prédio e o dinheiro investido pelos parceiros.” Visitava empresas para arrecadar recursos, ia atrás de ajuda com o chapéu na mão, como lembra. “As crianças atendidas eram muito carentes. Muitas chegavam só com a roupa do corpo. Era preciso conseguir doação, costurar, organizar, entregar”, recorda.

Participação nas pastorais

Há anos, Lourdes atua nas pastorais ligadas à igreja. Participou da criação da Pastoral da Saúde, no Bairro Navegantes, e depois da Pastoral da Caridade. A demanda apareceu porque muita gente começou a procurar comida na casa paroquial. A necessidade foi impondo o serviço.

Hoje, 60 famílias recebem sacolas de alimentos e roupas. As peças são distribuídas no antigo Colégio São Miguel. Na prática, o trabalho inclui um pouco de tudo: doar, ouvir, orientar e ajudar. Sempre aparece alguém precisando de alguma coisa. E sempre há uma forma de Lourdes se meter no meio para amparar como pode.

Ela ouve sobre vagas excedentes no mercado de trabalho de Arroio do Meio. “Refizemos o cadastro do Bolsa Família e percebemos que não há como enviar pessoas para

as vagas, porque, embora existam oportunidades, elas estão marginalizadas em todos os sentidos”, lamenta. Além da falta de alimento, falta a educação necessária para competir no mercado. A tentativa de ajudar na inserção vem por meio de palestras que a Pastoral promove mensalmente, na hora da entrega do rancho.

Uma das frentes do voluntariado está no presídio de Arroio do Meio. Lourdes visita apenados. “A visita não me dá o direito de julgá-los. Deixo isso para a Justiça, e ainda bem que não preciso fazer esse julgamento”, responde, aliviada.

ESCANEIE
ASSISTA A HISTÓRIA DE LOURDES
LOURDES ZANATTA BOTH VOLUNTÁRIA EM ARROIO DO MEIO
Vianei cresceu vendo a mãe tomar a frente nas ações sociais da comunidade
Os princípios da Pastoral da Caridade são levados para a atuação comunitária

Governo apresenta balanço do Plano Rio Grande

Com R$ 14 bilhões investidos, pacote de obras reúne 227 projetos, em 95 municípios. Ponte dos vales e reformulação do Passo de Estrela, no Vale do Taquari, entre os destaques

Uma coletiva de imprensa na manhã dessa sexta-feira, 24, liderada pelo governador Eduardo Leite, trouxe uma prestação de contas das principais ações do Plano Rio Grande, em alusão aos dois anos da catástrofe climática de 2024.

No evento também foram apresentados os prognósticos do fenômeno El Niño para o ano de 2026.

Com R$ 14 bilhões investidos e 227 projetos em andamento, o Plano Rio Grande é a principal estratégia do governo do Estado para reconstrução e prevenção de desastres, com foco direto em regiões vulneráveis como o Vale do Taquari.

Ao todo, 95 municípios em situação de calamidade são atendidos por ações de curto, médio e longo prazo.

Na região do Taquari-Antas, uma das mais impactadas por enchentes recentes, o plano traz estudos e anteprojetos ambientais, que somam R$ 8,5 milhões. As propostas estão em fase de análise, com previsão de homologação da licitação em junho de 2026.

Ponte dos Vales

A principal obra para a região, a Ponte dos Vales, com mais de R$358 milhões do Fundo de Recuperação do Plano Rio Grande (Funrigs).

De acordo com o secretário de Logística e Transportes Clóvis Magalhães, o processo cumpre rigorosamente o cronograma. “As obras estão dentro da programação. No momento depende de estudos geológicos e geotécnicos que estão em execução. O El Niño pode ter reflexos aqui ou acolá, mas a execução do projeto está

Balanço marcou os dois anos de execuções do Plano Rio Grande

em dia”, afirma. O cronograma prevê para junho a confecção das fundações.

O Programa Integrado para requalificação Urbanística do Vale do Taquari prevê a readequação de espaços em área de arraste, com a realocação de famílias para locais seguros e instalação de estruturas públicas resilientes nos locais. O principal exemplo citado pelo governador é o Passo de Estrela em Cruzeiro do Sul. “O governo trabalha junto com o Ministério Público na compensação financeira para as famílias e realocá-las em espaços seguros, para depois providenciar a limpeza e auxiliar na captação de recursos para execução de projetos nestes espaços que não permitem a reocupação que exponha a população a riscos”.

Aumento da capacidade de resposta

Entre os principais indicadores apresentados pelo governo está o reforço do número de servidores da Defesa Civil Estadual que quadruplicou, e em 2026 conta com 131 servidores militares e 32 técnicos.

Além disso, em três anos, o Estado projeta um salto equivalente a 36 anos de evolução nos sistemas de proteção contra

CLÓVIS

MAGALHÃES

SECRETÁRIO DE LOGÍSTICA

As obras [da Ponte dos Vales] estão dentro da programação. No momento depende de estudos geológicos e geotécnicos que estão em execução.

O El Niño pode ter reflexos aqui ou acolá, mas a execução do projeto está em dia”

cheias, com ampliação de monitoramento, alerta e capacidade de reação. Uma estação meteorológica completa já opera na região metropolitana com a contratação

OUTROS PONTOS ABORDADOS

Rodovias

– Com R$ 3 bilhões autorizados, o Estado avança na recuperação de 800 quilômetros de estradas, reconstrução de nove pontes e contenção de 222 encostas.

O plano divide-se em 32 lotes aprovados: 13 já estão com obras em execução; 12 iniciamse ainda em abril, cinco em maio e outros dois em junho. A ação irá assegurar a plena retomada da trafegabilidade e da segurança viária.

de mais 3 estações para atender as regiões Norte, Oeste e Sul, promovendo cercamento do Estado nos prognósticos.

El

Niño

De acordo com dados apresentados pelo governo do estado, o aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico, apontam para a formação do

Defesa Civil

– A Defesa Civil passou por uma transformação estrutural, migrando de uma atuação reativa em 2023 para uma gestão fundamentada em política pública própria. A nova governança instituiu o Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil e o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres, fortalecendo a coordenação setorial – O quadro funcional passou de 42 militares para 131, além da incorporação de 32 técnicos especializados, como meteorologistas, geólogos e engenheiros. O reforço garante que as coordenadorias regionais contem agora com equipes multidisciplinares robustas.

fenômeno El Niño em 2026. Embora o fenômeno indique aumento no volume de chuvas no Sul do Brasil, nenhum modelo projetado pela equipe do governo do estado aponta grandes volumes para o Rio Grande do Sul este ano.

Joilson Pereira centraldejornalismo@grupoahora.net.br
JOÃO PEDRO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Fórum debate futuro da região com foco na agricultura familiar

Encontro na Univates

reúne lideranças dos vales do Taquari e Rio Pardo e aponta integração, cooperativismo e políticas públicas como caminhos para o desenvolvimento

AUnivates, em Lajeado, sediou mais uma etapa do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa, reunindo lideranças dos vales do Taquari e Rio Pardo para discutir estratégias de desenvolvimento a partir das demandas locais. O encontro integra o movimento Municipalismo Agora e busca aproximar o Parlamento das realidades enfrentadas pelos municípios.

A programação reuniu prefeitos, vice-prefeitos, representantes de entidades, universidades, cooperativas e órgãos técnicos como a Emater, além de integrantes dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento. O foco esteve na construção de alternativas para fortalecer a economia regional, com destaque para a agricultura familiar, a agroindustrialização e a organização produtiva.

Diretor do Fórum Democrático, Roque Bakof ressaltou o papel da iniciativa como instrumento de escuta e construção coletiva. “Este é o espaço onde a

Autoridades e palestrantes estiveram na manhã de ontem, 24, no auditório do prédio 11 da Univates

Assembleia se aproxima das regiões para identificar demandas e também discutir soluções a partir da realidade local.”

A escolha da pauta em Lajeado refletiu uma preocupação comum entre os dois vales. A avaliação predominante é de que os impactos recentes de eventos climáticos, somados a dificuldades estruturais, exigem respostas mais articuladas. Nesse cenário, a agricultura familiar foi apontada como eixo central para

a retomada econômica de muitos municípios.

Papel da universidade

A vice-reitora da Univates, Cíntia Agostini, destacou o compromisso da instituição com o território e a necessidade de transformar o debate em ações concretas. “Nós precisamos entregar respostas. Sofremos muitos reveses nos últimos anos e é necessário transformar essas discussões em ações concretas para as nossas regiões.”

Ela também reforçou que a universidade atua como elo entre

diferentes setores, contribuindo para a articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na busca por soluções regionais.

O presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Peres (Republicanos), defendeu o municipalismo como base para o desenvolvimento. “Tudo acontece no município. É ali que as pessoas vivem, trabalham e precisam de respostas.”

Segundo ele, a proposta do Fórum é justamente inverter a lógica tradicional, levando o debate estadual para dentro das regiões. A partir dessa escuta, a intenção é transformar as demandas locais em encaminhamentos legislativos e políticas públicas.

Agricultura e cooperativismo

Durante os painéis, a agricultura familiar foi tratada como elemento estratégico para a economia regional. A avaliação apresentada é de que pequenas propriedades enfrentam desafios crescentes, especialmente diante da redução de áreas produtivas, da falta de sucessão familiar e da dificuldade de competir com grandes cadeias.

Nesse contexto, o

Presidente da Assembleia legislativa explica a importância do municipalismo para as tomadas de decisões

Nós precisamos entregar respostas. Sofremos muitos reveses nos últimos anos e é necessário transformar essas discussões em ações concretas para as nossas regiões.”

cooperativismo aparece como alternativa para ampliar escala, reduzir custos e acessar novos mercados. Experiências com agroindústrias, produção diversificada e organização coletiva foram apontadas como caminhos para manter renda no campo e evitar o abandono das atividades rurais.

Outro ponto recorrente foi a necessidade de agregar valor à produção. A transformação de matéria-prima em produtos industrializados, aliada à criação de marcas regionais, surge como estratégia para fortalecer a economia local e ampliar oportunidades.

Integração regional

Os efeitos de enchentes e estiagens recentes também pautaram o debate. Técnicos e lideranças apontaram perdas na produção, especialmente na cadeia do leite, além de dificuldades para retomada das atividades em áreas afetadas. A discussão reforçou a necessidade de planejamento a longo prazo, com adaptação das atividades produtivas às áreas de risco e incentivo a novas alternativas econômicas. Outro consenso foi a importância da integração entre municípios. A avaliação é de que desenvolvimento regional não ocorre de forma isolada, mas a partir da conexão entre cidades, com compartilhamento de serviços, infraestrutura e estratégias.

LAJEADO
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
CINTIA AGOSTINI
FOTOS FABIANO LAUTENSCHLAGER

Novo cronograma de coleta de resíduos entra em vigor

Mudanças buscam

otimizar rotas, evitar conflitos entre coletas e reforçar a educação ambiental na cidade

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br

LAJEADO

Desde o meio da semana, o município opera com um novo cronograma de recolhimento de resíduos sólidos. A atualização faz parte do processo de reestruturação do serviço após a contratação da Fênix, empresa responsável pela coleta, e tem como foco principal a melhoria da eficiência, organização das rotas e conscientização da população. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Valmir Zanatta, o novo

modelo foi estruturado a partir de ajustes técnicos e da experiência acumulada nos últimos meses.

“Não se trata apenas de mudar dias e horários, mas de qualificar todo o sistema, desde a coleta até a destinação final, com um forte viés de educação ambiental”, destaca.

Atualmente, o município conta com dez caminhões, sendo sete destinados à coleta de resíduos

comuns, dois à coleta seletiva e um de reserva. A reorganização das rotas levou em consideração o volume de lixo gerado em cada bairro, evitando coletas desnecessárias e redistribuindo equipes. Um dos principais objetivos do novo cronograma é evitar a coincidência entre a coleta de lixo orgânico e reciclável no mesmo dia. Segundo o fiscal de limpeza pública, Franklin Althaus, isso

Atualização faz parte do processo de reestruturação do serviço após a contratação da nova empresa responsável

reduz erros e melhora o aproveitamento dos materiais recicláveis.

“Quando os dois tipos de coleta aconteciam juntos, havia muita confusão. Agora, com dias alternados, a população consegue identificar melhor quando descartar cada tipo de resíduo”, explica.

Orientações

A orientação é que o lixo comum seja depositado dentro dos contêineres ou lixeiras, enquanto o reciclável deve ser colocado ao lado, preferencialmente em sacos azuis ou verdes, adotados como padrão para facilitar a identificação pelos coletores.

Outro ponto essencial é o cumprimento dos horários. Os caminhões iniciam os roteiros a partir das 7h, o que exige que o lixo esteja disponível nas ruas antes desse horário. O descarte fora do dia correto pode resultar no recolhimento pelo caminhão inadequado.

Apesar das mudanças, alguns bairros com maior densidade populacional, como Conventos, seguem com coleta diária devido ao alto volume de resíduos.

Cronogramas específicos

Além da coleta tradicional, o município mantém cronogramas específicos para resíduos volumosos, como móveis e colchões, e para resíduos verdes, oriundos de podas e limpeza de terrenos. A administração municipal também prepara uma campanha de divulgação mais ampla, com ações educativas em escolas e visitas porta a porta.

DIVULGAÇÃO

GESTÃO HÍDRICA

Comitê Taquari-Antas debate prevenção de desastres em Muçum

Encontro reuniu pesquisadores da Ufrgs e representantes do setor energético para discutir resiliência climática e gestão de riscos na bacia

Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grpoahora.net.br

MUÇUM

OComitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas realizou um encontro nessa sexta-feira, 24, para uma reunião ordinária na câmara de vereadores de Muçum.

O ato reuniu pesquisadores, engenheiros e representantes de instituições regionais para tratar de temas centrais à gestão ambiental e à segurança das comunidades da bacia. Entre os destaques da pauta está a apresentação do Projeto Previne Taquari-Antas, conduzida pelo professor Dr. Maurício Paixão, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A iniciativa, coordenada pela universidade em parceria com diversas instituições estaduais e nacionais, tem como foco a gestão de riscos e a prevenção de desastres naturais, especialmente os eventos extremos que têm marcado a bacia na última década.

“O objetivo desse projeto é trabalhar com tudo aquilo que envolve a gestão de riscos e desastres voltados à prevenção, como os que a gente vem

observando aqui na bacia ao longo, principalmente, da última década”, explicou o professor. Segundo Paixão, o projeto já existia anteriormente, mas ganhou escala significativa após os eventos climáticos de 2023 e 2024. “Com essas ocorrências, ele ganhou mais força, incorporou novas instituições, novos pesquisadores, e fomos contemplados com dois editais da Fapergs para trabalhar aqui na região. Isso possibilitou que a pesquisa avançasse ainda mais”, afirmou.

Estruturação

O projeto conta hoje com mais de 60 pesquisadores de áreas como geociências, engenharias, comunicação, psicologia e educação.

Os trabalhos estão organizados em três eixos: um voltado aos aspectos físicos da bacia, outro dedicado à compreensão dos fatores sociais, e um terceiro eixo integrador (que conecta ambas as frentes e vai desde o monitoramento técnico até a atuação direta junto às populações afetadas). “Provavelmente vocês vão ver nossas equipes pela bacia, pela região do Taquari”, antecipou o professor.

A reunião incluiu também uma apresentação sobre enfrentamento e adaptação frente aos eventos climáticos de 2023 e 2024, a cargo do engenheiro Felipe Drebs, da Cooperativa Regional de Eletrificação de Teutônia (Certel), e do engenheiro florestal Sandro Vaccaro, coordenador de Meio Ambiente da Companhia Energética do Rio das Antas (Ceran).

Ato reuniu pesquisadores, engenheiros e representantes de instituições regionais
Projeto conta hoje com mais de 60 pesquisadores de áreas como geociências, engenharias, comunicação, psicologia e educação
MATHEUS LASTE
JULIA REZENDE

HUB DE INOVAÇÃO

Encanta Lab desafia alunos a pensar soluções para o futuro

Novo projeto idealizado pela Secretaria de Educação e Inovação mobiliza turmas do 6º ao 9º ano com atividades no turno inverso no Centro de Inovação e Tecnologia

ENCANTADO

As atividades do projeto Encanta Lab iniciam no dia 4 de maio no Centro de Inovação e Tecnologia, o Encanta Hub. Os detalhes foram apresentados na manhã desta sexta-feira, 24, pela

Iniciativa mobilizará as turmas do 6º ao 9º ano de quatro escolas da cidade

equipe da Secretaria de Educação e Inovação de Encantado. A iniciativa mobilizará as turmas do 6º ao 9º ano de quatro

escolas: Emef Érico Veríssimo, Emef Batista Castoldi, Centro Municipal de Educação e Emef Mundo Encantado, com progra-

mações no turno inverso. Conforme a secretária Stefanie Casagrande, o Encanta Lab é a concretização do programa macro

A Inovação Começa na Sala de Aula, idealizado pelo governo municipal em 2022, e validado pelo Pacto Municipal de Educação, com a missão de tornar o município referência na geração de talentos.

“Agora, a gente começa a trabalhar focado em habilidades e competências para essa nova economia que é inteligência artificial, que é tecnologia. O Encanta Lab terá um formato de startup. Os alunos vão formar grupos, montar uma startup, na sua origem mesmo, e pensar os problemas da cidade de Encantado”, comenta Stefanie.

Trilhas

As atividades serão desenvolvidas com base em três trilhas: Cidade Resiliente e Sustentável, Cidade Turística e Criativa e Cidade Inovadora. “A partir desses temas, os estudantes vão pensar soluções, criar protótipos, testar e, no final do ano, apresentar essas soluções para a comunidade em um grande festival”, acrescenta a secretária.

O evento de apresentação do Encanta Lab contou com a palestra do CEO da startup EVCOMX, o encantadense Rodrigo Dalla Vecchia.

Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI

Matheus Giovanellla Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

Colaboração

Diogo Fedrizzi

OVaticano autorizou a continuidade do processo de beatificação de monsenhor João Benvegnú, nascido em Muçum. O Dicastério para as Causas dos Santos confirmou, em 16 de abril, o recebimento da documentação enviada pela Diocese de Passo Fundo. Com isso, o processo sai da fase diocesana e passa a ser analisado por uma comissão técnica em Roma.

Nascido em 1907, Benvegnú ingressou no seminário aos 14 anos e dedicou mais de cinco décadas como pároco em São Domingos do Sul, onde ficou conhecido pela vida simples e atenção aos doentes. Fiéis atribuem curas inexplicáveis à intercessão de Benvegnú, com relatos de “graças alcançadas”.

Nesta etapa, serão avaliadas as chamadas virtudes heroicas do sacerdote. Se aprovado, ele receberá o título de Venerável. A beatificação ainda exige a comprovação de um milagre. A canonização, por sua vez, requer um segundo. A autorização foi assinada pelo cardeal Marcello Semeraro. Caso todo o processo se conclua, Benvegnú pode se tornar o primeiro santo reconhecido na região.

Embora em Muçum há poucas informações que referencie a trajetória do padre, seu nome ainda é lembrado por alguns moradores.

Memória e orgulho

A notícia da aceitação do processo pelo Vaticano repercutiu entre moradores de Muçum. O escritor Marcos Bastiani conta que ouvia falar do padre desde criança, pelas palavras de sua avó, Adelaide Bregolin Bastiani. Segundo ele, os dois provavelmente se conheceram na infância, já que tinham idades próximas e viviam na mesma região, a Linha Quarta Série, em Muçum, terra conhecida por ter dado origem a muitos sacerdotes.

“É um orgulho para Muçum e a para a família Benvegnú, que é grande e teve ramificações em diversos municípios da região”, conta Bastiani.

Com o passar dos anos, o escritor foi acompanhando a reputação do monsenhor por meio de amigos das regiões de Casca e São Domingos do Sul, onde Benvegnú atuou por décadas. “Havia muito destaque pela forma como esse padre se conduzia. Falavam do seu poder de cura, ele era muito requisitado”, diz. Ele conta que se surpreendeu ao se deparar com o

Mais de 40 pessoas foram entrevistadas na produção do documentário

Padre nascido em Muçum pode virar o primeiro santo do Vale

Com o avanço do processo no Vaticano, moradores celebram a notícia e lembram com orgulho da figura do monsenhor João Benvegnú

mausoléu do sacerdote na praça central de São Domingos do Sul. “A reverência que o povo tem por ele é muito grande. Ficamos muito emocionados e na torcida para que esse processo seja bem conduzido”, reforça.

Reinaldo Bonato, 95, o morador masculino mais idoso de Muçum e fundador da tradicional Comercial Bonato, também relembra as histórias. “Sempre ouvi falar que ele era uma pessoa muito religiosa e muito dedicada”, afirma. Bonato é católico e se emociona com a possibilidade da beatificação. “Seria um feito enorme ser contemplado com a denominação de futuro santo. Um grande orgulho para todos nós”, enfatiza.

Seria um feito enorme ser contemplado com a denominação de futuro santo. Um grande orgulho para todos nós”

Cartaz do documentário “Servo de Deus: Monsenhor João Benvegnú”

Assista o documentário no link do QR Code

“Servo de Deus: o documentário sobre o Monsenhor

O ator e diretor Emiliano Ruschel assina o documentário que resgata a trajetória de monsenhor João Benvegnú.

Como surgiu a ideia de produzir o documentário?

Foi algo muito especial. Minha esposa é de Casca, e a avó dela sempre falou muito bem do Monsenhor. Um dia ela me levou até São Domingos do Sul para conhecer a igreja e o jazigo dele. Me contou tudo sobre a história, e aquilo me chamou muito a atenção. A partir daí, vimos que era importante contar essa trajetória, ainda mais com o processo de beatificação em andamento. É uma forma de valorizar nossa cultura italiana e a história do Monsenhor.

Como foi organizada a pesquisa?

A pesquisa já estava muito adiantada, porque o processo de canonização gerou muito material junto à paróquia. A comunidade toda ajudou. Todo mundo se sentia honrado em poder contribuir.

O documentário cita as origens do padre em Muçum?

Sim. Há um áudio gravado com o próprio Monsenhor em vida, no qual ele fala sobre onde nasceu, de onde vieram seus pais e sua trajetória até o seminário e São Domingos do Sul. Está dito por ele mesmo.

Qual foi a repercussão?

Lançamos em São Domingos do Sul e foi fantástico. Tivemos que fazer duas sessões, a primeira lotou, e a segunda também. As pessoas se encantaram e se emocionaram muito. Ele dizia, ‘eu quero que vocês pratiquem o bem’. Então, para a gente é uma honra muito grande poder ter feito esse documentário.

REINALDO BONATO, 95, MORADOR DE MUÇUM
Nascido em 1907, João Benvegnú dedicou mais de 50 anos à atuação como pároco em São Domingos do Sul
DIVULGAÇÃO

Seminário fortalece o artesanato. Setor movimenta R$ 56 mi ao ano

Encontro regional em Bom Retiro do Sul ofereceu serviços, oficinas e troca de experiências entre artesãos de dez municípios

Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Com o objetivo de potencializar e valorizar os artesãos da região, o oitavo Seminário do Artesanato do Vale do Taquari ocorreu em Bom Retiro do Sul na sexta-feira, 24.

O evento, organizado pela Emater/Ascar- RS e FGTAS, em parceria com a Secretaria de Turismo, Esporte, Lazer e Cultura do município, teve atividades ao longo do dia e contou com a participação de dez municípios.

Marlon Luckmann, coordenador adjunto do Artesanato Brasileiro e Chefe da Seção de Desenvolvimento Sustentável da FGTAS foi um dos palestrantes e abordou como tema os serviços, benefícios e oportunidades dos Programas Gaúcho de Artesanato e Artesanato Brasileiro. De acordo com o profissional, por meio deles há suporte técnico e políticas públicas aos artesãos.

O coordenador do FGTAS, Dênis da Silva Costa, afirma que hoje o estado do Rio Grande do Sul conta com mais de 105 mil artesãos cadastrados. O que, em 2025, representou mais de R$ 56 milhões em notas fiscais emitidas.

“O Rio Grande do Sul é líder nacional na emissão de carteiras”, lembra. Costa diz que o setor está em franco desenvolvimento e a expectativa do governo do estado, em parceria com Emater e municípios é desenvolver o setor e profissionalizar as artesãs.

“Por meio desses seminários por exemplo, a gente oferece informação, oficinas e serviços. Com a execução da carteira

Palestrante Marlon Luckmann abordou os serviços e benefícios que o governo do Estado oferece aos artesãos

DÊNIS DA SILVA COSTA COORDENADOR DO FGTAS

Dois anos como renda principal

A professora Taíse Berwanger (38) deixou as salas de aula depois de conciliar por quinze anos o magistério com o artesanato. “Tudo começou como uma renda extra. Com o tempo, os pedidos foram aumentando. Parei de dar aulas e tornei o artesanato minha

única renda”, conta. Taíse produz pintura em mdf, petwork, pintura em tecido, crochê e costura criativa. Com carteira de artesã, ela expõe seu trabalho em feiras pelo estado, além do ponto fixo na feira do produtor rural, em Bom Retiro do Sul.

Realidade nos municípios

A extensionista rural e social da Emater de Bom Retiro do Sul, Letícia Mairesse, afirma que o evento se volta principalmente às mulheres. “O artesanato é um trabalho tão importante, porque muitas vezes por meio dele as mulheres conquistam autonomia financeira e são reconhecidas como profissionais pela atividade.”

do artesão ele se torna um profissional reconhecido e regulamentado, e junto com outros setores a gente consegue fortalecer e estimular esse trabalho”, conta.

Em relação à carteira do artesão, o coordenador frisa que além do reconhecimento ela oferece uma série de benefícios, como a isenção de ICMS, a permissão para participar de feiras estaduais e nacionais e inclusive exportar seu material. “Tornando o artesanato um negócio formal e abrindo portas ao mercado para ele gerar rendas para si e para sua família”.

Taíse Berwanger tornou o artesanato sua principal fonte de renda. Seu principal ponto de venda é na Feira do Produtor Rural do município

A extensionista frisa a importância turística cultural que o artesanato representa ao Vale do Taquari. “O material produzido pelas artesãs dá identidade à região. Bom Retiro do Sul, por exemplo, é reconhecido como Pesqueiro do Vale. As nossas profissionais produzem artesanato em alusão a esse título. Os turistas saem da cidade com uma lembrança que reforça a identidade turística”, salienta.

Saiba mais

A 43ª Expoargs (Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul) ocorrerá de 24 de agosto a 1º de setembro de 2026, no Parque Assis Brasil, em Esteio, paralelamente à Expointer. Promovida pelo Programa Gaúcho do Artesanato (PGA/FGTAS), a maior feira do setor no estado terá 121 estandes para venda de produtos artesanais, com inscrições abertas até o domingo, 26. Espaços são cedidos de forma gratuita, conforme avaliação. Solicitações podem ser feitas pelo site https://artesanatogaucho.rs.gov. br/expoargs2026

BOM RETIRO DO SUL
FOTOS LAUTENIR JUNIOR

Depois da chuva, frio intenso

Temperatura deve cair para 5ºC no começo da próxima semana. Há chance de geada em pontos mais altos do estado

ARQUIVO Transição para o

Felipe Neitzke felipeneitzke@grupoahora.net.br

Apassagem de uma frente fria pelo RS trouxe chuva e impacta as temperaturas no começo da próxima semana. Áreas de instabilidade ainda atuam no sábado e domingo mas dão lugar ao ar seco e frio. As marcas mais baixas são esperadas na madrugada de terça e quarta-feira.

Segundo a MetSul Meteorologia, um grande ciclone vai se formar na Argentina e empurrar o ar frio em direção ao RS. As mudanças devem acontecer na noite de domingo, 26, contudo, não será um episódio de baixas temperaturas extremas. Ainda assim, há chance da formação de geada nos campos de cima da Serra.

Pelas projeções mais recentes, pode chegar a 0ºC nas áreas mais altas do estado. Para o Vale do Taquari, a mínima prevista é de 5°C para cidades da parte alta, a exemplo de Boqueirão do Leão, enquanto Lajeado pode ter um amanhecer de quarta, 29, com 7°C em alguns bairros.

Conforme a meteorologista Estael Sias, o cenário de frio terá

curta duração. “Como o escoamento do ar frio será rápido para o mar, o período de temperaturas baixas será breve. Rapidamente, ar mais quente deve retornar.”

Já na segunda metade da próxima semana volta a chover. Boletins indicam volume de chuva baixo em meio a um cenário de neutralidade climática, sem influência de El Niño ou La Niña.

Fenômenos associados ao outono

Segundo o Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Univates (NIH), a possibilidade de geadas é um dos pontos que mais preocupam o setor agrícola. Embora não devam ocorrer de forma generalizada, sua incidência no outono pode impactar culturas sensíveis ao frio. Por outro lado, a ocorrência de geadas também pode ser benéfica para determinadas culturas de inverno, contribuindo para o controle natural de pragas.

Outro fenômeno típico do outono que deve marcar presença no Vale do Taquari é a formação

Como o escoamento do ar frio será rápido para o mar, o período de temperaturas baixas será breve.”

de nevoeiros e neblinas, especialmente durante as madrugadas e nas primeiras horas da manhã, condições que reduzem a visibilidade em rodovias e áreas urbanas, aumentando o risco de acidentes e exigindo maior cautela por parte de motoristas.

A atuação de ciclones extratropicais também é uma característica comum desta época do ano. Estes, são sistemas que se formam a partir do contraste entre massas de ar frio e quente e podem provocar ventos intensos e chuvas significativas, especialmente quando se desenvolvem próximos à costa do Sul do Brasil.

El Niño

A confirmação do El Niño nos próximos meses projeta um inverno com temperaturas acima da média e chuvas persistentes. Para o setor produtivo e a infraestrutura urbana, o cenário demanda planos de contingência para lidar com o excesso de umidade, contrastando com o déficit hídrico enfrentado nos últimos anos. No Vale do Taquari, a transição exige monitoramento constante dos sistemas de alerta. O aque-

cimento do Pacífico resulta em tempestades mais severas e granizo isolado, além do risco para inundações e alagamentos.

Previsão de mínimas

• 0°C e 2°C: Campos de Cima da Serra;

• 3°C e 5°C: Fronteira com o Uruguai e áreas de planalto;

• 5°C e 7°C: Região Central e Vales;

• 8°C e 10°C: Região Metropolitana.

CHANCE DE GEADA

Áreas em vermelho e roxo indicam locais com maior probabilidade da formação de geada no início da próxima semana

PREVISÃO DO TEMPO

Sábado, 25

Domingo, 26 MÍN: 18º | MÁX: 24º

16º | MÁX: 24º

FONTE: NIH UNIVATES

As instabilidades começam a perder força sobre a região. Ainda assim, persiste a presença de muitas nuvens e a possibilidade de chuva no Vale, com previsão de intervalos de melhoria ao longo da tarde. As temperaturas sobem pouco e o dia será agradável.

O dia começa com a presença de nuvens e condições para chuva no Vale. Porém, à medida que o ar mais seco e frio ingressa no estado, o tempo melhora gradativamente, podendo ocorrer até períodos de sol, sobretudo à tarde. Ao longo do dia, as temperaturas ficam amenas e, ao anoitecer, com o vento sul soprando, devem ser registradas as mínimas.

VALE DO TAQUARI
Frio predomina no começo da próxima semana e traz risco da formação de geada em pontos mais altos do RS
ESTAEL SIAS

Produção em estufa cresce e atrai investidores

Cultivo protegido de morango e tomate avança na região, amplia renda e estimula empreendimentos rurais

Aprodução em estufas ganha força no Vale do Taquari e atrai produtores interessados em diversificar a renda, agregar valor à propriedade e investir em culturas de maior retorno por metro quadrado. Morango e tomate lideram esse movimento regional, impulsionado pela busca por alternativas à produção tradicional e pela crescente demanda

de consumidores por alimentos livres de produtos químicos.

O avanço do cultivo protegido se transformou em uma das principais frentes de capacitação do Centro Regional de Treinamento de Agricultores (Certa), da Emater/RS-Ascar, com sede em Teutônia. E justamente estas duas culturas são as principais referências do espaço.

Coordenador do Certa, o técnico agrônomo Maicon Berwanger afirma que a procura por cursos e treinamentos cresceu nos últimos anos, acompanhando o interesse de produtores por atividades mais intensivas e rentáveis. “Hoje o maior número de cursistas está dentro da produção de morango e tomate, porque são culturas que geram valor agregado para propriedades menores e abrem novas oportunidades de renda.”

A entrada da Emater na cultura do morango ganhou força entre 2009 e 2010, quando a produção da cultura passou por grande

Migração do cultivo em solo para o sistema suspenso em bancadas, utilizando substrato, reduz problemas sanitários e melhora a ergonomia do trabalho aos produtores

espansão, especialmente no Vale do Caí. “Havíamos muitos desafios de fungos e com o solo, o que estava desestimulando muitos produtores. Ainda tinha a questão da ergonomia, o conforto para trabalhar. Os canteiros eram no chão, o que ocasionava problemas de saúde. Então começou-se a pensar em algo menos penoso e que atenuasse os problemas sanitários.”

A principal transformação veio com a migração do cultivo em solo para o sistema suspenso em bancadas, dentro de estufas, utilizando substrato. O modelo reduziu problemas sanitários, melhorou a ergonomia do trabalho e permitiu a expansão da cultura para regiões que antes não produziam a fruta em escala comercial. “Até então, o morango estava concentrado em polos tradicionais como Vale do Caí, Serra Gaúcha e região de Pelotas. Com o avanço tecnológico, o cultivo se espalhou pelo Estado e encontrou espaço também no Vale do Taquari.”

O Certa passou a ofertar a qualificação na área de morango em estufa em 2015. Desde então atrai cada vez mais interessados, seja aqueles que pretendem aprimorar o cultivo já existente ou migrar para a atividade. Embora o Vale do Taquari tenha cadeias consolidadas como leite, suínos e aves, a região também passou a demandar outras fontes de renda e maior oferta local de hortifrutigranjeiros. “São jovens e famílias que querem investir em algo diferente, muitas vezes em pequenas áreas, sem depender apenas das atividades tradicionais.”

A variedade San Andreas lidera

o mercado nacional e responde por cerca de 85% da produção, sendo considerada a mais indicada para iniciantes por apresentar maior rusticidade e resistência.

Tomate surge como aposta

Mais recente no portfólio do centro de treinamento, a produção de tomate em estufa entrou no terceiro ano de cursos específicos e já desperta forte interesse entre agricultores da região. O produtor Fernando Blume, de Teutônia, decidiu investir na atividade buscando uma alternativa à avicultura, setor em que a família atua há cerca de duas décadas. “Queria agregar outra fonte de renda na

Centro da Emater, em Teutônia, iniciou as capacitações em 2015 com destaque inicial ao morango e, há três anos, ao tomate

propriedade. Pesquisei bastante e vi no tomate uma oportunidade, por ser um produto de maior valor e ainda pouco explorado na região.”

Hoje, ele cultiva cerca de 500 pés da variedade grape em uma estufa de 14 metros por 24 metros. Na última safra, obteve produtividade próxima de sete quilos por planta.

Apesar do potencial econômico, especialistas alertam que o sucesso da atividade depende de planejamento comercial. Em determinados períodos do ano, a oferta aumenta e pressiona preços.

VALE DO TAQUARI
Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
FOTOS DIVULGAÇÃO

OBITUÁRIO

IRAILDA OCHÔA CARIOLI, 87, faleceu na sexta-feira, 24. O velório ocorre no Memorial Costa, em Taquari. Os atos fúnebres ocorrem neste sábado, 25, em Taquari.

MARIA LENA BENINI, 72, faleceu na sexta-feira, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Relvado.

NUBIA RUTH STIEGER, 82, faleceu na sexta-feira, 24. Os atos fúnebres ocorreram no Crematório Regional Memorial Kist, em Venâncio Aires.

PEDRO DA SILVA, 82, faleceu na sexta-feira, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Bela Vista, em Arroio do Meio.

ILGA DA ROCHA, 91, faleceu na sexta-feira, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Estrela.

WALCIR LUÍS RENNER PRAIA, 92, faleceu na sexta-feira, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Ecumênico Luterano de Taquari.

LAIDES PEDRO STUM, 77, faleceu na sexta-feira, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Arvorezinha.

PEDRO ALVES DA SILVA, 93, faleceu na quinta-feira, 23. O sepultamento ocorreu no Cemitério dos Cachimbos, em Paverama.

(abrev.)

CRUZADAS

Tai chi (?), arte marcial chinesa (?) triplo, modalidade do atletismo

Atração turística de Belém Vogais de "sela"

Status do RJ até 1960

Lago, em francês "(?) Holmes", filme

Cova, em inglês Danificar (pele)

DTG Piazito da Tradição conquista 3º lugar em rodeio internacional

Um dos

tes da pamonha

Apelido de Caetano Veloso (MPB)

Entulho para nivelar Reverendo (abrev.)

Temperar com aço Evento, em inglês

Tipo de anestesia Ouvir, em inglês

Feitos de cobre "(?) Hora", jornal

Ave presente na nota de dez reais

Obra como "Carmen", de Bizet (Mús.)

Eletroencefalografia (abrev.) Produção como "Drive to Survive"

Obra de Shakespeare do séc. XVII Álgebra (abrev.) Vida, em francês Apagar, em inglês Medida agrária Ente da umbanda

HORÓSCOPO

ÁRIES: Mudanças na equipe ou no ambiente social movimentarão esta semana, que trará conquistas nas áreas profissional e financeira.

TOURO: Invista na sua imagem pública e suba na carreira. Assumir a vocação ou abraçar uma causa de interesse coletivo fortalecerá sua reputação e prestígio.

GÊMEOS: Aproveite esta semana para viajar e embarcar em aventuras ou para aumentar a exposição e o poder de influência.

CÂNCER: Acerte a documentação, amplie conexões com pessoas de fora, estude outro idioma ou invista numa formação acadêmica.

LEÃO: Uma parceria profissional trará inovações e uma contribuição efetiva que otimizará seu tempo e a produção no trabalho.

VIRGEM: Mudanças na rotina e no trabalho trarão mais harmonia e leveza. Adote ferramentas tecnológicas que otimizem seu tempo.

Solução

LIBRA: Expresse sua criatividade de forma autêntica e assuma projetos autorais que farão a diferença.

ESCORPIÃO: Invista em mudanças estruturais e fortaleça as bases familiares com uma postura mais aberta ao diálogo e à renovação.

SAGITÁRIO: Aprimore sua forma de se comunicar, apresente ideias, brilhe em entrevistas e reuniões de trabalho.

CAPRICÓRNIO: Comece um novo ciclo de vida para valer. A semana trará decisões importantes que trarão mais liberdade e leveza.

AQUÁRIO: Negócios e relacionamentos surgirão naturalmente nesta fase, atraídos por seu brilhantismo e originalidade.

PEIXES: Reserve momentos de silêncio para ouvir a intuição e planejar os bastidores da sua vida com sabedoria e sensibilidade.

Grupo de Venâncio Aires subiu ao pódio no 28º Rodeio Internacional do Mercosul, em Gravataí, e reforça preparação para a temporada com foco no Enart

VENÂNCIO AIRES

ODTG Piazito da Tradição, de Venâncio Aires, conquistou o 3º lugar na categoria Danças Tradicionais Adulto | Força B durante o 28º Rodeio Internacional do Mercosul, realizado entre os dias 15 e 19 de abril, em Gravataí. O resultado confirma a força do grupo, que passou por reformulação e levou oito novos dançarinos para o primeiro compromisso oficial da temporada.

Além do pódio, o grupo também obteve a quarta melhor coreografia do concurso, desempenho celebrado como reflexo de um trabalho construído ao longo dos anos. Segundo o patrão Bruno Cassariego, a colocação representa mais do que um resultado competitivo.

“É a confirmação de um bom trabalho que desenvolvemos há muito tempo. Semeamos há muito tempo e a colheita

vem vindo. Mesmo com a reformulação do grupo, conseguir ficar entre os melhores é a certeza de que estamos no caminho certo”, destacou.

Atual campeão do rodeio em 2025, o Piazito voltou a se posicionar entre os destaques da competição e, segundo Cassariego, o desempenho dentro de pista foi o principal motivo de orgulho. “A gente não olha em termos de resultados, olhamos em desempenho, e o desempenho do grupo foi muito bom. Saímos satisfeitos e orgulhosos.”

Apoio da rede

O patrão também valorizou o apoio da rede que sustenta o trabalho do grupo. “Um agradecimento mais que especial

aos pais, amigos e familiares, que estão sempre presentes, apoiando, incentivando e fazendo tudo isso ser possível. Vocês são parte dessa conquista.”

Para ele, o resultado também reforça a caminhada construída pelo elenco. “Cada passo é uma conquista, e cada resultado, um aprendizado. A vitória é doce, mas é o caminho até ela que realmente nos transforma.”

Com o rodeio encerrado, o grupo agora direciona a preparação para os próximos desafios da temporada, como a Reculuta Farroupilha, em maio, em Passo Fundo, e o Sarau do Bororé, em junho, em Campo Bom. No horizonte, o principal objetivo segue definido que é chegar ao Enart com um trabalho sólido e competitivo.

É a confirmação de um bom trabalho que desenvolvemos há muito tempo. Semeamos há muito tempo e a colheita vem vindo. Mesmo com a reformulação do grupo, conseguir ficar entre os melhores é a certeza de que estamos no caminho certo”

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Após conquista em Gravataí, grupo agora direciona a preparação para os próximos desafios da temporada
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SERVIÇO PÚBLICO

Município forma 44 agentes comunitários de saúde e de combate às endemias

Evento ocorreu nessa quinta-feira, 23, na Univates. Formação técnica foi promovida pelo governo federal

LAJEADO

Ogoverno de Lajeado promoveu a solenidade de entrega dos diplomas de conclusão dos cursos técnicos de Agente Comunitário de Saúde (TACS) e de Agente de Combate às Endemias (TACE). Ao todo, 44 agentes receberam a certificação. O evento ocorreu nessa quinta-feira, 23, no auditório do Prédio 11 da Univates, e reuniu formandos, preceptoras, autoridades e convidados.

Estiveram presentes na cerimônia a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, a secretária de Saúde, Giovanna Linhares, e a coordenadora da Atenção Primária à Saúde do município, Adriana Ulsenheimer, os agentes formados e seus familiares.

A formação técnica é promovida pelo governo federal, por meio do programa Mais Saúde com Agente, do Ministério da Saúde. O curso teve duração de 12 meses, com carga horária total de 1.275 horas. Os participantes foram divididos em três turmas, cada uma acompanhada por uma enfermeira preceptora.

Duas etapas

A qualificação foi estruturada em duas etapas. A primeira ocorreu em ambiente virtual de aprendizagem, com foco em conteúdos teóricos. Já a segunda etapa contou com encontros presenciais semanais, voltados ao desenvolvimento de competências práticas e à integração entre teoria e prática. Durante o curso, os agentes participaram de atividades como estudos de abordagem familiar, elaboração de planos terapêuticos singulares e simulações de discussões de casos e reuniões de equipe. Os alunos também foram capacitados para a realização de procedimentos essenciais, como

aferição de pressão arterial, hemoglicoteste e suporte em primeiros socorros.

Na cerimônia, a prefeita Gláucia Schumacher destacou a importância da qualificação contínua para os profissionais da área da saúde. “ão vocês que atuam lá na ponta, na porta de entrada da saúde do município, fazendo a diferença no dia a dia das pessoas. Os agentes escolheram cuidar de pessoas, e isso exige dedicação. Essa formação fortalece ainda mais esse compromisso e qualifica o atendimento prestado para a nossa comunidade”, ressaltou Gláucia.

Atualmente, o município conta com 93 agentes, sendo 83 agentes comunitários de saúde e 10 agentes de combate às endemias.

Participantes foram divididos em três turmas, cada uma acompanhada por uma enfermeira preceptora.
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Atualmente, o município conta com 93 agentes, sendo 83 de saúde

Mari Perin & Finger Móveis Planejados @finger.mariperin

Mais do que um espaço funcional, ao longo do tempo, um quarto vem sendo redesenhado como um ambiente de experiências e significados. A proposta contemporânea vai além da ideia tradicional de repouso e posiciona o cômodo como ponto de partida para o dia. Foi nesse contexto que a equipe da Mari Perin & Finger Móveis Planejados desenvolveu o quarto para um apartamento. Na proposta, o ambiente passa a incorporar elementos que estimulam sensações e reforçam a conexão com o momento presente.

A paleta de cores desempenha papel central nessa construção. Tons mais profundos, como o Kastanie, criam uma base de estabilidade e continuidade, enquanto nuances mais quentes, como o Rose, aproximam e trazem sensação de conforto. A combinação reforça a ideia de equilíbrio entre introspecção e aconchego.

As formas também seguem essa lógica. Linhas contínuas e fluidas evitam rupturas visuais e contribuem para uma atmosfera mais serena, em que o olhar percorre o espaço sem interrupções. Já a iluminação deixa de cumprir apenas uma função prática e assume um papel narrativo, revelando texturas, destacando volumes e criando camadas de percepção.

Espaço de presença, transição e significado

Lente Social

Inspiração na Itália

O empresário do ramo mobiliário e de decoração, Guilherme Perin, participa do maior evento de design do mundo, o Salone del Mobile Milano 2026 (iSaloni), na cidade de Milão, na Itália. Este ano, a feira está na 64ª edição e trouxe como foco sustentabilidade, inovações tecnológicas

e novas plataformas de design com mais 1,9 mil expositores do mundo todo. Na foto, Guilherme, representando a Mari Perin Finger Móveis Planejados, está ao lado do designer Pedro Franco, com quem compartilhou tendências e novidades do mercado de mobiliário e decoração.

Congresso reúne empresários em Taquari

A 4ª edição do Congresso de Negócios reuniu centenas de empresários no Retatec Tênis Club de Taquari nesta quinta-feira, 23. O evento trouxe diversos palestrantes, entre eles, Leandro Karnal foi um dos destaques. Além de promover novas conexões, os participantes puderam conferir pautas sobre tendências, inovação, vendas e economia. A ação foi promovida pela Câmara de Lojistas de Taquari/Tabaí. Nas fotos, registros de algumas presenças.

Lisi Costa Leila Franz
Sabrina Gravina e César Fazenda
Gabriela Pereira Soares - Presidente da CDL Taquari e Tabaí
Daniele, Fernanda, Carolina, Carina e Elaine representantes da CIC de Teutônia
Guilherme Perin e Pedro Franco

UMAS & OUTRAS

ÔÔÔ DE CASA!

Expressão comum lá pelo interior das bandas da fronteira, mas também por aqui.

Quem é pelo certo mesmo estropiado numa madrugada escura, fria e chuvosa de inverno, já dá esse berro antes de entrar porteira adentro pedindo abrigo.

Como diz o meu Cumpádi Belarmino: passos honestos “falam” por si, pisam firmes e se ouve de longe mesmo à noite. Passos furtivos só muito de perto são percebidos.

Honestidade de propósitos se reconhece logo, na sempre fundamental construção da confiabilidade, que é que o realmente interessa. É tipo o fio de bigode: honrar as calças ou saias que veste. Não se cria (e nem se destrói) da noite pro dia.

Favor não confundir algumas meras e legítimas investigações iniciais com denúncias oficialmente formalizadas ou condena-

ções antecipadas, aí são outros quinhentos.

SEI NÃO...

...Mas do jeito que a coisa vai pode não sobrar um único produtor rural que não corra o risco de ser enquadrado mais cedo ou mais tarde como um potencial “criminoso”, de um jeito ou de outro. Mesmo que mantendo práticas e costumes tradicionais que sustentaram várias gerações.

Seja por razões fiscalizatórias, ambientais, trabalhistas, tributárias, financeiras ou o “baralho” a quatro, o risco jurídico parece crescer mais a cada dia que passa. E tanto faz se pequeno, médio ou grande, inclusive na chamada agricultura familiar. Pelo que se ouve, se lê e vê-se circulando por aí, é muita burocracia na cabeça e pouca enxada na mão.

LIVRE PENSAR

Pra garantir uma sempre saudável livre concorrência é preciso também colocar alguns quebramolas no chamado livre mercado. (autoria incerta)

ANÚNCIOS DESCLASSIFICADOS

Troco um eterno inquérito das Fake News por um salvo-conduto pessoal e intransferível.

SAIDEIRA

ARTIGO

Choque de civilizações

QUE PRAGA!

Pra não variar...como é quase véspera de eleições importantes já voltaram os tais “influencers” a entupir redes sociais e aplicativos em geral com postagens que pouco ou nada acrescentam a qualquer debate político/partidário/ideológico.

Grande parte nem existem fisicamente, são meros robôs, supostas personalidades pré-fabricadas em ambiente virtual. Alguns, com maior número de “seguidores” até existem na realidade, mas mesmo entre esses, em boa parte, são contratados prá utilizar suas habilidades de “influencers” simplesmente para desconstruir ou reforçar determinadas candidaturas, dentro da chamada mobilização em ambientes virtuais.

Não é novidade, mas tem vacina.

No século XI o árabe não era apenas a língua do Alcorão, era a língua da humanidade civilizada. Era o que o francês e o latim já foram e o que o inglês é hoje: o idioma em que se debatia se o mundo era eterno ou criado, se a alma era imortal ou se dissipava, se Deus obedecia às leis da lógica ou as transcendia.

O Islã, naquela época, era a civilização do conhecimento. O Ocidente cristão ainda estava preso aos dogmas do cristianismo da idade média.

No entanto em 1095, aos 37 anos, um dos homens mais respeitados de Bagdá, professor da Nizamiyya, a universidade mais prestigiada do mundo islâmico, sofreu uma crise de fé que o destruiu internamente e como resultado escreveu “A Incoerência dos Filósofos”.

Al-Ghazali destruiu a ponte entre fé e razão que Avicena, o maior médico do Islã, havia construído com tanto cuidado. Deus, para ele, não era um relojoeiro meticuloso que seguia regras, mas sim o único agente real do universo. O fogo não queimava a palha seca por causa de uma lei natural, queimava porque a cada segundo, Alá decidia queimar. Na sua teoria a causalidade era ilusão, a filosofia era heresia velada e a temida razão, uma escrava perigosa.

E foi exatamente aí que a porta do ijtihad, (esforço intelectual independente de um jurista muçulmano qualificado para interpretar os textos sagrados (Alcorão e Sunnah) e derivar regras jurídicas) começou a se fechar para sempre.

A partir de Al Ghazali, a decadência foi constante e o Irã de hoje, Al Qaeda, Estado Islâmico, Hamas, Hezbollah e tantos outros movimentos são todos, de certa forma, filhos de Al Ghazali. O Islã começava ali a trocar o laboratório pela mesquita, a pergunta pela resposta pronta, o perplexo pelo dogmático.

Tratar no Planalto Central, com não sei quem e nem sei onde.

Neto pro nôno, já meio tchuco chegando em casa:

- Vô, o tempo tá meio nublado, será que vai chover hoje?

- Não sei, tô vindo do buteco, não desci do céu!

Um Estranho no Ninho (duplo com) Zuma Daqui!!

O ocidente por sua vez fazia o caminho inverso. As relações comerciais, as navegações e a peste negra afastavam o dogmatismo católico da sociedade e apostavam na razão. O renascimento floresceu até chegar a revolução francesa que foi marcada por uma violenta campanha de descristianização e pela tentativa de substituição da fé tradicional por uma religião civil centrada na razão e na nação. Tanto que em 1793, a Assembleia Nacional Francesa aprovou decretos para abolir a religião cristã e deixar de lado a Bíblia. Desde então, Deus nunca mais foi o mesmo no Ocidente.

Foi por isso que em 1978, em plena universidade de Harvard, Alexander Solzhenitsyn, escritor russo, prêmio Nobel de literatura, famoso por denunciar as torturas e as prisões do mundo soviético, olhou para a civilização mais poderosa do mundo e declarou:

- O Ocidente está morrendo. E não por acaso, mas por escolha. Para ele a causa não era política e nem econômica. Era espiritual.

Ele sabia do que estava falando. Ele vinha do mundo soviético onde se praticava o “gosateizm”,o ateísmo de estado. Lembre que para os marxistas, a religião era o “ópio do povo”, um consolo ilusório que deveria ser superado para que a sociedade pudesse transformar sua realidade material. Mas voltemos ao escritor, ele prosseguiu falando: A ideia de que o homem podia existir por si só, sem Deus, sem uma verdade superior e sem uma moral que o transcendesse, premissas básicas do humanismo, estão matando o Ocidente. Quando o homem se coloca como medida de tudo, quando tudo se torna relativo, nada tem valor absoluto. E então veio a frase que ecoa até hoje: Se queres salvar uma civilização… começa por salvar a tua alma. Não é o mundo que precisa mudar primeiro. És tu.

VENÂNCIO AIRES

Fenachim 40 anos promete edição histórica

Evento ocorre de 30 de abril a 10 de maio com atrações para todos os públicos

A18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) chega à sua edição de 40 anos com uma programação ampla, diversificada e pensada para todos os públicos. A partir da próxima quinta-feira, 30, até 10 de maio, o Parque Municipal do Chimarrão, em Venâncio Aires, será palco de uma das maiores celebrações culturais do Rio Grande do Sul, reunindo shows nacionais, atrações culturais, esportivas, tradicionalistas, além de exposições, gastronomia e experiências para toda a família.

Nesta edição histórica, a Fenachim reforça sua essência ao valorizar a cultura gaúcha, a agricultura familiar e a integração da comunidade, ao mesmo tempo em que amplia sua programação com novidades e grandes nomes da música nacional. Entre os destaques estão os shows nacionais de César Menotti & Fabiano, Hungria e Petroski, e Menos é Mais, que se apresentam no ginásio poliesportivo.

Além dos shows, o público poderá aproveitar uma intensa agenda cultural distribuída em diferentes palcos, como o Lonão Alliance One, o Chimarródromo e o novo Super Lenz Espaço Show, que traz uma proposta mais intimista. A programação também contempla eventos esportivos, rodeio, olimpíadas campeiras, encontros temáticos, feiras,

concursos e atividades voltadas a diferentes faixas etárias. O presidente da 18ª Fenachim, Milton Lauer, destaca o momento especial vivido pela festa. “Chegar aos 40 anos é um marco muito importante. Preparamos uma programação que valoriza nossa história, mas também projeta o futuro da Fenachim. É uma edição pensada para emocionar, integrar e receber bem todos os públicos”, afirma.

Acesso gratuito

Outro destaque desta edição é a ampliação do acesso à comunidade, com dias e horários de entrada gratuita. No dia 30 de abril, a entrada é totalmente gratuita. Já no dia 1º de maio, o acesso é liberado das 10h às 12h, e nos dias 6 e 7 de maio, das 14h às 18h. No dia 8 de maio, a entrada também é gratuita até às 18h. Após esses horários, o ingresso passa a ser de R$ 20,00. A iniciativa busca incentivar a participação do público e ampliar o acesso às atrações da festa.

Ingressos para os shows podem ser adquiridos através do site oficial (https://minhaentrada.com.br/ agenda-geral?evento-nome=fenachim&local=), além disso também é possível comprar de forma antecipada ingresso de acesso ao Parque do Chimarrão e ticket de estacionamento, pelo site (https:// eleventickets.com/fenachim/fenachim2026).

Além dos shows, o público poderá aproveitar uma intensa agenda cultural distribuída em diferentes palcos
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365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Saiba como uma escola se tornou ponto turístico em Guaporé 365 VEZES NO VALE

Junto do bosque preservado do Parque Ecológico Honorato Toniolo, a Cidade Escola Ayni promove um formato disruptivo de ensino. A proposta é tão inovadora que atrai curiosos de vários cantos do Brasil e até do exterior para conhecer o destino que se tornou turístico em Guaporé.

Tudo começa pelo ambiente escolar totalmente integrado à natureza. As construções onde ocorrem as aulas são feitas através de bioconstrução e materiais oriundos da marcenaria artesanal. A escola é autossustentável. Tem banheiro seco, composteira e agrofloresta.

Trinta alunos frequentam o espaço diariamente nas manhãs de segunda a sexta-feira. A metodologia pedagógica aplicada na Ayni convida os pais a fazerem parte da educação dos filhos e promove o conhecimento através de vivências cotidianas, sem direcionamento específico de atividades ou controle do tempo.

As crianças literalmente escolhem o que querem aprender e são incentivadas a desenvolver a criatividade genuína. O espaço mescla os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com experiências práticas.

Muitos dos turistas que visitam a Ayni são pessoas interessadas em entender a pedagogia e os métodos ambientais introduzidos na escola. Os visitantes podem inclusive acompanhar as aulas e realizar visitas guiadas pelos ambientes. Outros pacotes de turismo incluem oficinas e imersões com experiências diversas.

Como o ensino na Ayne é gratuito, a atividade turística acaba se tornando uma das formas de manter as atividades educacionais sem custo para os alunos.

Um hotel para sustentar a escola

Quem criou o conceito da Ayne foi Thiago Berto, morador de Guaporé que teve a vida transformada após uma viagem de três anos pelo mundo. Nesse período,

percorreu cerca de 70 países e encontrou referências educacionais hoje aplicadas na Ayni.

Para sustentar as atividades da escola, a Ayni possui ainda o Hotel Boutique no centro de Guaporé. Se trata de um prédio centenária na Avenida Monsenhor Scalabrini reformada para abrigar com conforto os hóspedes.

São quatro suítes com capacidade para duas pessoas cada, além de quartos no térreo equipados com camas beliche e possibilidade de abrigar quatro ou seis pessoas. Todos os cômodos têm banheiro próprio.

O que chama atenção no hotel

é a arquitetura charmosa nos ambientes internos. Destaque para o hall de entrada com lustres invertidos no teto, estante com livros e várias fotos da Escola Ayni. A cozinha é compartilhada e oferece kit de café da manhã aos hóspedes.

Na área externa, o jardim bem cuidado tem fogo de chão, redes e pergolado. Todos os recursos do hotel são revertidos para a escola. Mais informações sobre a escola e hotel podem ser obtidas nas páginas @cidadeescolaayni e @ hotelayni no Instagram. O telefone para contato com WhatsApp é o 51 2391-2391.

PROGRAMA ORATÓRIA NAS ESCOLAS

JCI Lajeado promove capacitação para alunos do ensino fundamental

Programa tem como objetivo desenvolver nos jovens competências como pensamento crítico, consciência cidadã e habilidade de comunicação em público

LAJEADO

AJCI Lajeado promoveu nessa sexta-feira, 24, uma capacitação voltada a estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental, dentro do Programa Oratória nas Escolas. O encontro ocorreu no auditório do Sicredi Integração RS/MG, reunindo 300 pessoas entre alunos, professores, autoridades, parceiros e membros da entidade.

Realizado em parceria com o município, por meio da Secretaria de Educação, e com o apoio da Quiero Café e do Sicredi Integração RS/MG, o programa tem como objetivo desenvolver nos jovens competências fundamen-

tais como pensamento crítico, consciência cidadã e habilidade de comunicação em público. A iniciativa busca preparar os estudantes não apenas para o concurso de oratória, mas também para os desafios pessoais e profissionais ao longo da vida.

Com o tema “Projeto de Vida Sustentável: pessoas, planeta e propósito”, a edição de 2026 convida os participantes a refletirem sobre o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais equilibrado e responsável, considerando aspectos sociais, ambientais e educacionais.

A programação contou com a abertura oficial e pronunciamentos de autoridades e representantes de instituições apoiadoras, além de três momentos de capacitação conduzidos por profissionais de diferentes áreas. Entre os destaques, estão a comunicadora Marina Severo Jantsch, a engenheira ambiental Luana Hermes e a diretora e instrutora do Dale Carnegie, Beatriz Vieira, que abordaram conteúdos voltados ao desenvolvimento pessoal, sustentabilidade e técnicas de comunicação, incluindo dinâmicas interativas com os estudantes.

A coordenadora do projeto, Melissa Soares, compartilhou com todos os próximos passos do concurso e reforçou o impacto da

oratória na vida de cada um, destacando que a oratória vai muito além de falar em público, pois contribui para o desenvolvimento da confiança, da organização do pensamento e da capacidade de se posicionar no mundo. Ressaltou ainda que observar os jovens se apropriando dessas habilidades é muito significativo, já que o projeto contribui diretamente para a formação de cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para o futuro.

Para o presidente da JCI Lajeado, Josuel Helmuth Blau, o projeto cumpre um papel transformador em diferentes níveis. Ao mesmo tempo em que os membros da JCI se desenvolvem ao planejar e executar o projeto, os estudantes recebem capacitações que fortalecem habilidades essenciais, como comunicação, pensamento crítico e confiança para se expressar.

APOIO

Projeto Oratória nas Escolas: Quiero Café e Sicredi Integração RS/MG. Mantenedor Ouro: Chef Leon Pizzaria.

Mantenedores Prata: Sicredi Integração RS/MG, Lojas Dullius e Black Consultoria Contábil. Mantenedor Bronze: Sustentare Seguros.

Encontro ocorreu no auditório do Sicredi Integração RS/MG, reunindo 300 pessoas
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CINCO ATLETAS DA MATTRONG SE PREPARAM PARA BUSCAR

TÍTULO

GAÚCHO

Atletas da academia que fica no bairro Jardim Botânico estão em preparação desde fevereiro

Cinco atletas da Mattrong Muaythai, de Lajeado, se preparam desde fevereiro para a disputa do Campeonato Gaúcho da modalidade que acontece no dia 16 de maio, em Bento Gonçalves. O evento organizado pela Confederação Gaúcha de Muaythai Esportivo, é um dos principais do Rio Grande do Sul e classifica os campeões para o Campeonato Brasileiro e o Mundial, na Tailândia.

O time formado Diemerson Vieira (Di), na categoria 67kg, e Luan Venâncio, 57kg, assim como Sofia Weschenfelder, 71kg, Bruna Silveira (Zoe), 60kg e Bianca Henz (63,5kg), está praticamente pronto, segundo o professor Cícero Copello. “Eles têm compromissos diários como trabalho e faculdade, mas estão dedicados. Optamos por iniciar

cedo a preparação e não inscrever em outros eventos porque queremos chegar para ser campeões em todas as categorias. Queremos que eles cheguem saudáveis, sem ter que um dia antes ou no mesmo dia baixar o restante que falta do peso. Não é fácil, mas eu acredito no meu time”, afirma Copello.

Os treinos físicos, técnicos e de sparring são diários. Os adversários também estão sendo estudados. Tudo para que os lutadores de Lajeado cheguem concentrados e sabendo o que fazer.

O time conta com dois lutadores de mais experiência. Luan Venâncio, campeão da Copa RS em 2025, e Diemerson Vieira, que mesmo vencendo a primeira luta do GP, no gaúcho do ano passado, se machucou e não conseguiu seguir adiante na competição.

FORÇA FEMININA

As meninas pisarão no ringue pela primeira vez. Zoe, Sofia e Bianca treinam junto com os ho-

mens. “Elas são testadas também com os homens. Mesmo estudando as adversárias que podem ter uma carta na manga, a gente quer evitar surpresas. Todas elas são muito fortes e atentas. Foram escolhidas a dedo para competir. Tenho certeza que elas, assim como o Di e o Luan, vão representar muito bem o nosso CT”, garante.

Na Mattrong os atletas só têm a preocupação em treinar e chegar ao peso. “Os nossos atletas não vão para semáforo, não correm atrás de apoio ou tiram do próprio bolso. Ou a Mattrong busca esse apoio, ou paga. O nosso atleta é valorizado. Ele está dando a “a cara a tapa” pelo nosso CT, então, o mínimo que eu posso fazer enquanto dono da academia e professor, é dar esse apoio a eles”, lembra Copello.

A Mattrong Muaythai tem sete anos e está localizada no bairro Jardim Botânico, em Lajeado. Nesse tempo já formou campeões gaúchos e de copas.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Cinco atletas da Mattrong Muaythai se preparam desde fevereiro para a disputa do Campeonato Gaúcho
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CINCO

JOGOS SEM VENCER

GRÊMIO TENTA DAR FIM A SECA DE VITÓRIAS NO BRASILEIRÃO

Tricolor recebe o Coritiba neste domingo em busca da primeira vitória em mais de um mês na competição

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Em situação delicada na tabela, o Grêmio completa mais de um mês sem vencer no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, 25, tem nova oportunidade de quebrar o retrospecto ruim e, de quebra, se afastar da zona de rebaixamento. O confronto contra o Coritiba ocorre às 16h, na Arena, com transmissão da Rádio A Hora.

A última vez que saiu com três pontos em uma partida do Brasileirão ocorreu no dia 19 de

março, quando o Tricolor bateu o Vitória por 2 a 0, também na Arena. Desde então o Grêmio perdeu para Vasco, Palmeiras e Cruzeiro, e empatou com Remo e

Uma das expectativas para partida diante do Coritiba recai sobre a titularidade de Gabriel Mec

Internacional. A campanha recente fez o time

EM BRASÍLIA

de Luís Castro despencar na tabela e atualmente estar na briga contra o Z4. Com 13 pontos, o Grêmio tem apenas um de vantagem para o Corinthians, primeiro time dentro da zona rebaixamento.

Para voltar a vencer, o técnico português terá de fazer, pelo menos, uma alteração na equipe. Gustavo Martins está suspenso e deve dar lugar a Balbuena. No meio-campo, o único atleta confirmado é Arthur. Noriega, Nardoni, Léo Perez e Gabriel Mec disputam as outras duas posições.

O provável Grêmio tem: Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Pedro Gabriel; Nardoni (Noriega ou Léo Perez), Arthur e Gabriel Mec; Enamorado, Amuzu e Carlos Vinícius.

COXA EM BOA FASE

Atual campeão da Série B, o Coritiba faz um bom início de Brasi-

INTER CONFIA NA FORÇA FORA DE CASA PARA VOLTAR A VENCER

O Internacional volta a campo pelo Campeonato Brasileiro em novo desafio longe do Beira-Rio. O Colorado enfrenta o Botafogo, no sábado, 24, às 18h30min, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Próximo do Z4, o time se apega a recente campanha como visitante para vencer e subir na tabela.

A partida ocorre em Brasília pois o Nílton Santos, casa botafoguense, sediará um evento musical. Com isso, mesmo que a expectativa seja de mais torcedores cariocas do que gaúchos, o campo neutro pode ser um diferencial a favor do Inter. Se no Beira-Rio o time tem tido campanha ruim, com apenas uma vitória em sete jogos no campeonato, o Inter mantém um retrospecto positivo longe de casa. São três vitórias nas três partidas recentes fora de casa: Santos, Corinthians e Athletic.

Com a estratégia de escalação moldada a partir do adversário, o técnico Paulo Pezzolano deve

novas alterações na equipe para confronto diante do Botafogo

fazer novas mudanças no time. A tendência é que Alan Patrick inicia o jogo no banco de reservas, com o ingresso de Carbonero entre os titulares.

leirão e é sétimo colocado, com 19 pontos. O Coxa chega a partida com quatro jogos de invencibilidade no campeonato. Na última rodada, bateu o Atlético-MG, pelo placar de 2 a 0.

O provável time titular do técnico Fernando Seabra tem: Pedro Rangel; Tinga, Tiago Cóser, Jacy e Felipe Jonatan; Sebastian Gómez, Thiago Santos e Josué; Lucas Ronier, Renato Marques e Breno Lopes.

Botafogo conseguiu recuperar um início de campeonato ruim. O time carioca vem de duas vitórias sobre a Chapecoense: uma pelo Brasileirão e outra pela Copa do Brasil. Na Série A, acumula 16 pontos em 11 jogos e está na nona colocação.

O provável time do técnico Franclim Carvalho tem: Neto; Vitinho, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles; Edenilson, Danilo e Medina; Matheus Martins, Júnior Santos e Arthur Cabral.

LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
O provável Inter tem: Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel e Bernabei; Villagra, Paulinho e Bruno Henrique; Vitinho, Carbonero e Alerrandro (Borré).
Paulo Pezzolano deve promover

FUTEBOL AMADOR

PARA LARGAR EM VANTAGEM

Municipal de Encantado promove a partida de ida da final neste sábado

Caso o clima permitir, o fim de semana será de muitas definições no esporte do Vale do Taquari. Além de Encantado que promove o jogo de ida da final. Outros quatro campeonatos apontam os cruzamentos eliminatórios – Copa Vale do Sampaio, Taça Intermunicipal e os municipais de Boqueirão do Leão e Imigrante.

Em Encantado, o Cruzeiro recebe o Nacional, na comunidade de Lajeadinho. O jogo está previsto para as 15h30min. O Cruzeiro chega a decisão após eliminar o União nos pênaltis. Já o Nacional venceu o União Barrense por 2 a 1. Na fase classificatória, os times se enfrentaram em 28 de março e o Cruzeiro venceu por 1 a 0, gol de Teki. O Grupo A Hora transmite a partida, a partir das 14h30min em live no Youtube do A Horas Esportes e no 102.9 do rádio.

SEMIFINAL

EM PAVERAMA

A competição promove neste domingo, 26, na sede do Amigos de Morro Bonito, em Morro Bonito, o jogo de ida da semifinal. Dono da melhor campanha, o Inter de Santa Manuela encara o Villareal. Logo na sequência, o União pega o Amigos do Morro Bonito.

OUTROS

DESTAQUES

A rodada da Copa Vale do Sampaio define os times que passam direto para semifinal e também o eliminado. Na parte alta da tabela, AERT e Avante disputam ponto a ponto a vaga. A diferença entre os times é de apenas um ponto. Já na

Rodada da Copa Vale do Sampaio define os times que passam direto para semifinal e também o eliminado

parte baixa, o XV de Novembro necessita vencer e torcer para que o Deodoro não vença a Assoessa. Em Imigrante, apenas o Riograndense entra na rodada classificado para semifinal. Juventude e Canarinho, ambos com oito pontos, Avante e Cruzeiro, os dois com cinco pontos, e Ecas com quatro, brigam pelas três vagas restantes. A Taça Intermunicipal promove a última rodada. No titular, Ribeirense e 11 Amigos se enfrentam em Linha Ribeiro. Quem vencer se classifica para próxima fase. Empate ou derrota elimina o Ribeirense. No aspirante, Atlético Gaúcho, Ribeirense e Juventude-We brigam por duas vagas nas quartas de final. Já em Boqueirão do Leão a rodada será apenas para definir as colocações. São Roque e Juventude estão classificados para semifinal e disputam o segundo lugar e ver quem terá a vantagem de decidir em casa na semifinal.

AGENDA

SÁBADO

Encantado – final/jogo de ida

Cruzeiro x Nacional

DOMINGO

Paverama – semifinal/jogo de ida

Villareal x Inter Santa Manuela

União x Amigos do Morro Bonito

Cruzeiro do Sul – 3ª rodada

XV de Novembro x Canarinho

Bom Fim x Juventos

Tamoio x Cruzeiro

Taquari – 5ª rodada

Colorado x Juventude

São José x Furacão

Bom Retiro do Sul – 6ª rodada

Aecosajo x Floriano

Rudibar x Grêmio

Pinhal x Laranjeiras

Copa Serrana – 6ª rodada

Assespe x São Luiz

Juventude x River Plate

Santa Tecla x Monterey

Estrela – 7ª rodada

São Luís – Alto da Bronze B x Geraldense

São Luís – São Luís x Atlântico

Delfina – Delfinense x União

Delfina – Aimoré x Amigos Dossul

Boqueirão do Leão – última rodada

São Roque – São Roque x Juventude

Taça Intermunicipal – última rodada

Canabarrense x Ouro Verde

Gaúcho x Poço das Antas

Juventude x Atlético Gaúcho

Ribeirense x 11 Amigos

CAETANO PRETTO

caetano@grupoahora.net.br

O LAJEADENSE PRECISA DE NÓS

Entre os 25 clubes mais antigos do país em atividade, o nosso querido Clube Esportivo Lajeadense chega aos 115 anos em um cenário desafiador. A semana foi de festa, homenagens e olhar para o futuro com a Divisão de Acesso que se avizinha, mas também de forte entrevista do Presidente do Conselho de Administração, o grande “Marcão”.

O presidente esteve no programa A Hora GreNal dessa quarta-feira, 22, e, como sempre, nos entregou verdades difíceis de serem ouvidas. Mas necessárias. Atualmente o mais importante não é saber como o Lajeadense chegou aos 115 anos. Mas sim, se será possível chegar aos 120. Problemas financeiros aparecem por todos os lados e em 2026 a tendência é de um orçamento ainda mais enxuto do que em 2025, quando já tinha a menor folha da Divisão de Acesso.

O Conselho de Administração e os demais abnegados que lutam pelo clube batem de porta em porta, mas tem tido dificuldade de converter contatos em patrocínios. Não é fácil fazer futebol profissional. Muito menos barato.

O desabafo de Marcão sobre a situação financeira, a dívida de cerca de R$ 6 milhões e até a dificuldade de lidar com burocracias do dia a dia é difícil de ser ouvido. Ao buscar soluções, o caminho apontado é o da busca de um mecenas, a exemplo do que ocorreu com Marcelo Marques e a ajuda ao Grêmio.

Quando o ponto possível é a chegada de um mecenas, é evidente que o problema é emergente. E não por falta de tentativas. Mesmo sem futebol, o conselho se reúne toda segunda-feira.

Empresários, com seus afazerem em dias corridos, abrem espaço na agenda para debater o clube e achar formas de manter a chama acesa.

SE O VALE DO TAQUARI É PUJANTE E TEM EM LAJEADO A CIDADE POLO, UM POUCO É DEVIDO AO LAJEADENSE E SUA GENTE”

O evento de quinta-feira na Motomecânica foi um alento. Direção, patrocinadores, torcedores e membros do poder público em sintonia por uma só causa. É assim que deve ser. É por esse caminho que passa a melhora do Alviazul. Que não fique apenas em um encontro na festa de 115 anos, pois o Lajeadense não existe por apenas um dia em uma temporada.

Futebol é paixão. Futebol é pertencimento. É o esporte mais popular do país e do mundo. Agrega pessoas, leva comunidades para além das fronteiras. Se o Vale do Taquari é pujante e tem em Lajeado a cidade polo, um pouco é devido ao Lajeadense e a sua gente.

Hoje é possível ajudar o clube das mais diversas maneiras. De comprar a camiseta e aderir ao plano de sócio, até se tornar patrocinador e estampar a marca para juntos crescerem. É disto que o Lajeadense precisa. De ajuda. Da maneira que for. Como der. Vamos ajudar o Lajeadense, pois ele precisa de nós. E nós precisamos dele.

ALVIAZUL 115 ANOS

HOMENAGENS AO PASSADO, OLHAR PARA O FUTURO

Evento de aniversário do Lajeadense relembra figuras marcantes da história e projeta temporada a partir do lançamento de camisa comemorativa e plano de sócios

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

OClube Esportivo Lajeadense entra nos 115 anos com novidades para o torcedor. O Alviazul realizou evento festivo na noite de quinta-feira, 23, e apresentou camisa comemorativa e novo plano de sócios para mais uma vez se aproximar da comunidade.

O evento realizado na Motomecânica Volkswagen uniu direção, patrocinadores, torcedores e representantes dos poderes executivo e legislativo de Lajeado. Para além da festa e homenagens a figuras icônicas da história alviazul, como os ex-atletas Nestor Heineck e Roque Lopes, o momento serviu para alinhar a rota do clube em 2026. Entre as novidades apresentadas está a camiseta alusiva aos 115 anos. No formato retrô e cor predominantemente off-white, a peça tem o símbolo centralizado e traz as datas 1911 (fundação

envolve atletas de 7 a 15 anos, distribuídos em categorias femininas e masculinas, com representantes de 19 municípios do RS

do clube) e 2026. A camiseta é vendida ao preço de R$ 179 para sócios e R$ 199 para não sócios. A mesma pode ser adquirida pelo contato 51 3710-1911.

PLANO DE SÓCIOS

Outro momento aguardado foi o lançamento do novo plano de sócios do clube. Com meta de chegar a 500 associados, as anuidades partem de R$ 100 e vão até R$ 350. Entre os pacotes, os de entrada são o “Alviazulzinho” voltado às crianças e o “Contribuinte” com acesso à arquibancada geral.

Voltado à ex-jogadores do clube, o plano “Ex-Atleta” custa R$ 250 e dá acesso às cadeiras do estádio. O plano “Prata” dá acesso à arquibancada social por R$ 250 a anuidade. Já o principal plano, o “Ouro”, entrega acesso a todos os jogos nas cadeiras por

Ex-atleta e figura história do Lajeadense, Nestor Heineck foi um dos homenageados da noite

CAMISA ESPECIAL

DE 115 ANOS

Sócio – R$ 179

Não Sócio – R$ 199 Encomendas no 51 3710-1911

PLANOS DE SÓCIOS

Ouro – R$ 350

Acesso às cadeiras em todos os jogos na Arena Alviazul. Prata – R$ 250

Acesso à arquibancada social em todos os jogos na Arena Alviazul Ex-Atleta – R$ 250

Acesso às cadeiras em todos os jogos na Arena Alviazul Alviazulzinho – R$ 100

Acesso às cadeiras em todos jogos na Arena Alviazul. Válido para crianças até 12 anos Contribuinte – R$ 100

Acesso à arquibancada geral em todos jogos na Arena Alviazul

R$ 350.

Além de acesso às partidas, os novos planos entregam números da sorte aos sócios que concorrerão ao sorteio de uma scooter elétrica. É possível ainda comprar números extras por R$ 50.

BINGO ALVIAZUL

O próximo evento já tem data marcada. No dia 25 de junho o Lajeadense realiza o tradicional “Bingo Alviazul”, momento de encontro com a comunidade e onde ocorre o sorteio de diversos prêmios. O evento ocorre no Clube dos 15 e tem entradas sendo vendidas pelos membros da diretoria.

EVENTO TRADICIONAL

COPA PIÁ DE FUTSAL INICIA COM 169 EQUIPES

Uma das principais competições de futsal do estado dá o pontapé inicial neste sábado, 25, em Lajeado. A 37ª edição do Campeonato Piá de Futsal inicia às 13h, no Centro Esportivo Municipal Mário Lampert, no bairro São Cristóvão, reunindo 169 equipes. A cerimônia oficial de abertura está marcada para as 15h, mas a bola já rola desde o início da tarde. A competição envolve atletas de 7 a 15 anos, distribuídos em categorias femininas e masculinas, com representantes de 19 municípios do Rio Grande do Sul.

No masculino, as disputas contemplam as categorias nascidas entre 2013 e 2017, além das turmas de 2018 e 2019 em formato de participação. Já no feminino, competem equipes das categorias 2011/2012, 2013/2014 e 2015/2016, com participação também para 2017/2018.

O acesso ao ginásio é gratuito e aberto à comunidade, incentivando a presença

das famílias e o apoio aos jovens atletas. A organização também prevê premiação com troféus e medalhas para os três primeiros colocados de cada categoria, além de medalhas para o quarto lugar. Destaques individuais, como goleadores e goleiros menos vazados, também serão reconhecidos.

Nas categorias de participação, todos os atletas recebem medalha, valorizando o espírito esportivo e a integração entre os participantes. Mais informações podem ser obtidas pelos contatos disponibilizados pela organização.

CAMISA E PLANO DE SÓCIOS
Camisa alusiva aos 115 anos foi lançada ao preço de R$ 179 para o sócio
FOTOS: MAÍSSA TROMBINI
Competição
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VOLEIBOL

PEDÁGIO SOLIDÁRIO MARCA FIM DE SEMANA DE ESTREIAS DO VÔLEI

Associação Vôlei Venâncio, de Venâncio Aires, mobiliza apoio da comunidade enquanto equipes entram em quadra por competições

estaduais

AAssociação Vôlei Venâncio (AVV), de Venâncio Aires, promove neste sábado, 25, um pedágio solidário para arrecadar recursos e fortalecer as atividades da entidade. A ação ocorre das 9h às 11h30min, na sinaleira da esquina das ruas Voluntários da Pátria e Tiradentes, com participação de atletas, dirigentes e apoiadores. Segundo a secretária da associação, Luciane Sehnem, o pedágio vai além da arrecadação financeira e busca dar visibilidade ao trabalho desenvolvido. “A ideia do pedágio no sábado é arrecadar, mas também divulgar. Muitas vezes as pessoas não entendem o que está

acontecendo, então preparamos materiais impressos para entregar na hora. Estamos convocando os atletas para participarem uniformizados, para mostrar que existe o voleibol em Venâncio Aires. Apesar de aparecer bastante no jornal, ainda tem muita gente que não conhece”, destaca.

Ela ressalta que a iniciativa também busca ampliar o reconhecimento do projeto junto à comunidade. “A gente vem tentando divulgar mais, inclusive pelas redes sociais, e passando a competir mais em nível de federação. Queremos mostrar que não é só o futebol, que o voleibol está crescendo e envolve muitas crianças e jovens. O esporte muda vidas, forma cidadãos”, afirma.

Luciane ainda pontua que, mesmo com aprovação em lei de incentivo, a entidade depende de apoio imediato. “Estamos com um projeto aprovado, mas os recursos costumam vir mais no fim do ano. Enquanto isso, precisamos captar pelo menos 20% para poder utilizar. Temos competições importantes pela frente, como a Copa Mercosul, em Novo Hamburgo, e o Festival de Estrela, o que gera custos com inscrições, transporte e estadia. Por isso, o apoio da comunidade é fundamental”, explica.

COMPROMISSOS

NESTE FIM DE SEMANA

A mobilização coincide com um fim de semana intenso dentro das quadras, marcado por estreias importantes nas competições estaduais. No sábado, a equipe adulta masculina inicia sua trajetória na Copa Cláudio Braga, em Novo Hamburgo, enfrentando o Pumas,

de Gravataí, e o Talentos/Apav, de Canoas.

Já no domingo, 26, o destaque é a estreia do adulto feminino diante da torcida, no ginásio da Coopeva.

A equipe entra em quadra a partir das 10h contra a UFSM e, à tarde, encara o Pumas, também pela Copa Cláudio Braga. No mesmo dia, em Passo Fundo, a equipe Sub14 feminina inicia sua caminhada na Copa RS – 1ª Divisão.

A AVV também se prepara para

disputar a Copa Mercosul entre os dias 5 e 9 de maio. O evento ocorre na Sociedade Ginástica, em Novo Hamburgo e o time de Venâncio Aires irá com cinco equipes.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Equipe de Venâncio Aires se destaca em vários torneios no Rio Grande do Sul
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Fim da Polar: Ambev anunciava o fechamento da unidade de Estrela

A multinacional brasileira Ambev anunciava a desativação da unidade de Estrela. As atividades da indústria tinham iniciado com a Cervejaria Polar em 1912, que, durante seu auge, chegou a empregar mais de mil funcionários e envasar 40 mil garrafas por hora. Era a maior empresa de Estrela na época.

Em 2006, com a desativação da planta, os últimos 38 funcionários seriam desligados. Na época, a estrutura só fazia mais o engarrafamento de bebidas. O fechamento gradual da indústria fez com que o impacto econômico de sua desativação total não fosse muito significativo. Apesar disso, a comunidade lamentava o fechamento da indústria histórica, que foi responsável por projetar Estrela a nível nacional.

A Polar era comandada pela Antárctica desde os anos 70 e passou para a Ambev quando a Brahma e a Antarctica se fundiram, em

Faltavam delegacias no Vale do Taquari

Em abril de 2005, a Secretaria de Justica e Segurança do Estado tinha anunciado que o Vale do Taquari receberia três novas delegacias de polícia dentro do período de um ano. As cidades contempladas seriam Fazenda Vilanova, Marques de Souza e Santa Clara do Sul. Em abril de 2006, somente Fazenda Vilanova tinha recebido um posto policial. Na época, a dificuldade era alocar policiais nas novas delegacias.

2000. Durante quatro anos, o contrato proibia o fechamento das filiais, mas em 2006 a indústria quase centenária foi desativada por completo.

Naquele ano, com o anúncio do fechamento da Polar, a viúva Eva Hirtenkauf, de 91 anos, ainda era viva e lembrava dos tempos em que o marido, Petar Hirtenkauf, era o cervejeiro da Polar. Natural da Croácia, o casal fugiu dos horrores da Segunda Guerra Mundial por diversos países da Europa, até que, em 1949, receberam a oferta de vir para o Brasil. Eva veio com o marido Petar, dois filhos e a mãe. Por ser um mestre cervejeiro, Petar foi contratado pela Antarctica, em São Paulo, mas logo recebeu uma nova proposta. O técnico da Cervejaria Polar, Alfred Mainzer, pretendia se aposentar e precisava de um substituto. Assim, por volta de 1950, a família Hirtenkauf se mudou para Estrela, onde continuava ainda em 2006.

Câmara Júnior prestava homenagem ao casal Merino

A Câmara Júnior de Lajeado (Cajula, hoje JCI) fazia uma homenagem a Irma e Francisco Merino Filho. Na época, Francisco era Grande Conselheiro da Cajula, e a

homenagem foi feita durante a plenária. Merino foi uma espécie de dentista, empresário industrial, cronista e escritor em Lajeado, ficou conhecido por Paquito.

Ele nasceu em Porto Alegre, em 1903, filho de Francisco Merino e de Rosária Bailon. Veio a Lajeado na juventude e aqui casou em 1928 com Irma Luíza Hexsel. Merino faleceu em 1999.

Sábado é Domingo é

- Dia da Contabilidade

- Dia Mundial da Luta contra a Malária

- Dia do Despachante Aduaneiro

- Dia do DNA

- Dia Internacional de Consciencialização para a Alienação Parental

- Dia Mundial do Pinguim

- Dia Mundial da Medicina Veterinária

Santo do dia: São Marcos Evangelista

- Dia do Goleiro

- Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão

- Dia Internacional de Lembrança do Desastre de Chernobyl

- Dia do Juiz Trabalhista

- Dia Mundial da Propriedade Intelectual

- Dia de Abraçar um Australiano

Santo do dia: Santo Anacleto

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Governo sofre revés na Câmara

AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os serviços e contratos entre o município e a PDS Obras Ltda. encerrou nesta semana com a aprovação do relatório final. Assim como em todos os sete meses de investigação, o desfecho também teve polêmica. Afinal, os vereadores da base, em sua maioria, recusaram o docu-

mento elaborado pela CPI com o argumento de que faltam provas para os 12 indiciamentos.

Como

votaram

Rejeitaram o relatório: Paula Thomas (PSDB), Carlos Reckziegel (PSDB), Mozart Lopes (PP),

Cascão Mallmann (PP), Lisandra Quinot (PP) e Fabiano Bergmann (PP).

Aprovaram o documento:

Ramatis de Oliveira (PL), Rodrigo Henicka (PL), Éder Spohr (MDB), Vavá (MDB), Wladir Blau (MDB), Rosane Cardoso (PT), além de Ana da Apama (PP). Presidente da Casa quando a CPI foi criada, Ana alegou que não vê problemas na investigação e surpreendeu até a base de governo com sua posição.

Aparar arestas

Aprovar ou rejeitar o relatório final não mudaria o fato de que o documento seria remetido ao Ministério Público (MP). Porém, o revés na votação, mesmo com maioria no Legislativo, mostra a necessidade de um realinhamento dos partidos que integram o bloco de situação. Passado o episódio, chegou a hora de a interlocutora recém-nomeada, Mareli Vogel, e nomes mais conceituados da gestão restabelecerem uma conexão entre os partidos da base, inclusive a “turma” do PP.

ARTIGO

ELISABETE BARRETO MÜLLER

Listas, fofocas e fake news

Numa certa cidade do Vale do Taquari, circula uma lista com nomes de pessoas conhecidas da comunidade que, supostamente, seriam amantes. Conforme me contaram, fizeram uma coluna de nomes de homens e outra de mulheres, ligando-os com flechas. A segunda versão incrementou e incluiu fotos dos supostos adúlteros.

A notícia chegou a mim de várias formas: com deboche, com ímpeto fofoqueiro, com malícia e, em algumas, com indignação. Ninguém, porém, me mostrou a lista.

As primeiras perguntas que me fiz quando tive conhecimento disso foram: o que leva alguém a criar algo capaz de destruir reputações e vidas? Quanto tempo essa pessoa tem sobrando?

Em 2022, surgiu uma lista de outro tipo, mas também com esse tom perverso: comerciantes e profissionais liberais foram marcados para boicote, sob o rótulo de “comunistas”. Assim como agora, a intenção era expor, diminuir e cancelar, transformando pessoas em alvos.

Por mais vezes que tenha ocorrido e outras mais que poderão vir, nunca será normal amanhecer com viaturas da Polícia Federal (PF) em frente a centros administrativos, residências de políticos ou empresários da região.

Agora, a operação foi deflagrada em Estrela e apura suposta compra de votos na eleição de

Rapidinho…

• Marquinhos Schefer (MDB) não acompanhou os colegas de partido na votação sobre o relatório final da CPI referente às obras públicas em Lajeado. Não é a primeira vez que a posição dele é diferente da do restante da bancada.

• Segunda-feira, 27, a partir

2024, com benefícios a eleitores por meio do uso da máquina pública e, sobretudo, acomodações de parceiros políticos na gestão municipal de Cruzeiro do Sul. Claro, tudo conforme a Polícia Federal e com necessidade de confirmação pelo processo investigatório. Contudo, entre prefeituras,

empresas e casas de políticos ou empresários, a Polícia Federal tem se deslocado bastante ao Vale do Taquari, e as manchetes estampam nossos municípios em um contexto que não é positivo para a imagem perante o Estado. Afinal, há muito trabalho sem apontamentos que passa despercebido dos holofotes.

das 18h30min, ocorre a sessão da Câmara de Vereadores de Estrela. A reunião é aberta ao público, mas também tem transmissão nas mídias oficiais do Legislativo. Prevejo discursos intensos a partir da investigação sobre suposta compra de votos.

• De todos os investimentos

feitos na ERS-332, desde Encantado até Arvorezinha, as obras atuais são as mais volumosas. Em todo o trajeto serão aplicados R$ 200 milhões, e o serviço parece mesmo pretender uma mudança estrutural na esburacada e sofrida rodovia, que se conecta à BR-386 na cidade de Soledade.

O que leva alguém a criar algo capaz de destruir reputações e vidas? Quanto tempo essa pessoa tem sobrando?

A história já demonstrou o quanto listas que segregam são nefastas. No meu entender, cada vez que não respeitamos a individualidade de alguém ou a pluralidade, colocamos em risco a própria existência de determinados grupos. Esse risco tem várias nuances, atingindo a honra, a saúde mental, a aceitação em sociedade, até a própria vida.

Neste ano de eleições, mais uma vez, as fofocas maldosas e irresponsáveis podem ter consequências deletérias. Os rumos de uma nação podem ser modificados por mentiras travestidas de informação, pelas chamadas fake news, e por estatísticas sem fonte. E estas já começaram — ou será que nunca terminaram?

Fica, então, o convite à reflexão: estamos fazendo algo para melhorar o país, o mundo, a nossa aldeia, nós mesmos, agindo para o bem, a paz, o justo? Contribuímos para o bem comum ou para a desinformação? Denunciamos fake news? Questionamos o que recebemos antes de repassar? Mesmo quando algo é verdadeiro, é necessário divulgar? Ou estamos nos tornando agentes da intriga?

Por fim, ressalto que meu nome não estava nessa lista e que não a recebi diretamente de ninguém. Não a visualizei, portanto. A minha inquietação, a ponto de escrever este texto, deveu-se exclusivamente ao fato de que a covardia do anonimato e a irresponsabilidade me incomodam muito. Tais atitudes precisam ser rechaçadas e sofrer o rigor da lei. O ano de eleições exige isso. Porque, quando a mentira e o ódio encontram espaço, a próxima vítima pode ser qualquer um de nós.

Fim de semana, 25 e 26 de abril de 2026

Fechamento da edição: 18h

MÍN: xxº | MÁX: xxº

No sábado, as instabilidades começam a perder força sobre a região. Ainda assim, persiste a presença de muitas nuvens e a possibilidade de chuva no Vale.

Gestação para além do físico

Entre sintomas, emoções e desafios, especialistas destacam a importância do cuidado integral, da informação e da rede de apoio na gravidez

“O mercado valoriza mais a estética padronizada do que o raciocínio clínico”

Médico diretor do grupo Medical San, fundador da Clínica Spironello e do Instituto Spironello, Vinícius Azevedo Spironello é formado pela UCPel, especialista em Medicina de Família e Comunidade e com pós-graduação em Dermatologia com ênfase em Cosmiatria pelo Instituto Superior de Medicina

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

A Medicina não foi uma escolha baseada só em vocação no sentido clássico. Foi mais uma combinação de interesse por pessoas, curiosidade e um certo inconformismo com respostas superficiais. Sempre me interessou entender o que está por trás, não só da doença, mas do comportamento, das escolhas, da forma como as pessoas vivem e se percebem.

O início foi na Medicina de Família e Comunidade, que foi fundamental pra minha formação. Ali eu aprendi algo que levo até hoje pra estética: escutar antes de intervir. Foi um período que me trouxe muito repertório humano e clínico, mas também deixou claro que eu queria expandir. Eu buscava um espaço onde pudesse unir raciocínio médico com percepção estética , e foi aí que a medicina estética entrou, não como ruptura, mas como continuidade.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Hoje, o maior desafio não é técnico, é de posicionamento. A medicina estética cresceu muito rápido, e isso trouxe uma distorção importante: muitas vezes o mercado valoriza mais o volume, a promessa e a estética padronizada do que o raciocínio clínico. Então o desafio é sustentar uma prática baseada em: critério, indicação correta, segurança e individualização - dentro de um ambiente que frequentemente estimula o contrário.

Outro ponto importante é o paciente. Ele chega mais informado, mas nem sempre melhor orientado. Existe um excesso de referência visual e pouca compreensão de processo. Então o papel do médico

EXPEDIENTE

hoje também é organizar essa informação e traduzir isso em decisão consciente.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?

O que mais me marca não são necessariamente os grandes resultados, mas os momentos de decisão. Já tive pacientes que chegaram com uma expectativa muito clara de fazer

Textos e fotos: Paulo Cardoso

um procedimento e a melhor conduta foi não fazer. Isso gera um impacto interessante, porque quebra uma lógica comum da área. Mostra que o cuidado não está no procedimento em si, mas na indicação. Mas, também existem momentos em que pequenas intervenções, bem indicadas, mudam a forma como a pessoa se percebe, não no sentido de “transformar”, mas de alinhar imagem e identidade.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

Ainda tratamos a gestação como um assunto previsível demais para a complexidade que ela carrega. Entre protocolos clínicos, listas de exames e muitas informações, muitas vezes desencontradas, esquecemos que gestar não é apenas sustentar um corpo em transformação, mas enfrentar uma reorganização da vida.

A ideia de “gestação saudável” costuma ser reduzida à ausência de intercorrências médicas. É um critério importante, sem dúvida, mas não é só isso. Há mulheres que passam por uma gravidez sem complicações clínicas e, ainda assim, vivem esse período sob medo, insegurança ou solidão. Outras enfrentam diagnósticos e limitações, mas se sentem amparadas, informadas e seguras. Ignorar essa diferença é insistir em um conceito estreito de saúde. Também é preciso reconhecer o quanto a cultura contribui para distorcer expectativas. A romantização da maternidade não desapareceu — apenas mudou de formato. Hoje, ela circula em imagens editadas, rotinas idealizadas e promessas de controle absoluto sobre processos que, por natureza, são imprevisíveis. O efeito disso não é leve: culpa, comparação e a sensação recorrente de inadequação.

Ao mesmo tempo, há um paradoxo contemporâneo. Nunca se teve tanto acesso à informação, mas isso não se traduz, necessariamente, em mais tranquilidade. Informação sem mediação qualificada pode ampliar angústias, não resolvê-las. Por isso, o vínculo com profissionais de saúde e espaços de escuta continua sendo central — não como autoridade incontestável, mas como referência confiável em meio ao ruído.

Outro ponto pouco enfrentado com a devida seriedade é a dimensão coletiva da gestação. Ainda se insiste em tratá-la como responsabilidade quase exclusiva da mulher, quando, na prática, ela depende de uma rede. Parceiros, famílias, serviços de saúde e até condições de trabalho participam diretamente dessa experiência. Quando essa rede falha — por ausência, interferência excessiva ou despreparo —, os impactos recaem, inevitavelmente, sobre mãe e bebê.

Por fim, talvez o maior equívoco seja esperar que exista uma forma “correta” de viver a gestação. Não há. Há processos singulares, atravessados por histórias, contextos e limites distintos. Reconhecer isso não fragiliza o cuidado — ao contrário, o torna mais preciso.

Se há um avanço necessário, ele passa por ampliar o olhar: da gestação como evento biológico para a gestação como experiência humana completa. Isso exige menos fórmulas prontas e mais escuta. Menos idealização e mais realidade. Menos julgamento e mais responsabilidade compartilhada.

Nunca se teve tanto acesso à informação, mas isso não se traduz, necessariamente, em mais tranquilidade. Informação sem mediação qualificada pode ampliar angústias.”

Santuário transforma vulnerabilidade em cuidado e recomeço

Em Cruzeiro do Sul, o Santuário Amor que Salva, conduzido por Luiza Willers, organiza o cuidado de animais resgatados com foco em reabilitação, estabilidade e adaptação progressiva ao ambiente

No interior de Cruzeiro do Sul, o Santuário

Amor que Salva reúne animais de grande e pequeno porte que vivem no local com liberdade para expressar comportamentos naturais.

Administrado por Luiza Willers, o espaço acolhe espécies resgatadas de situações de vulnerabilidade e organiza o cuidado a partir de uma rotina estável.

A condução do trabalho prioriza a redução de estresse, a recuperação física e a adaptação progressiva ao ambiente. Mais do que acolher, a proposta é restabelecer condições básicas para uma vida com segurança e previsibilidade.

Para Luiza, esse resultado começa no planejamento do espaço. “A liberdade é essencial. Cada área é pensada para explorar, descansar e viver com dignidade. Depois de tudo o que perderam, o mínimo que merecem é a chance de simplesmente ser”, afirma.

A reabilitação não segue um protocolo rígido, mas um princípio constante: respeitar

o tempo de cada indivíduo. Segundo a administradora, o processo começa no cuidado cotidiano, alimentação, abrigo e interações gentis, e se desenvolve de forma progressiva.“Muitos chegam com marcas físicas e emocionais, e a resposta não é imediata.”

Com o passar do tempo, ela observa mudanças sutis de comportamento. Eles deixam de reagir de forma defensiva, reduzem o estado de alerta e passam a aceitar a presença humana. “Aos poucos, eles vão entendendo que aqui não precisam mais fugir e nem ter medo”, diz. É nesse contexto que surge nasce uma tímida confiança, que significa uma vida renascendo. Na visão da Luiza, o conceito de bem-estar parte de um princípio básico: garantir a vida. Ela afirma que o compromisso do santuário é oferecer proteção, segurança e liberdade para que cada um possa existir sem medo, condição que ainda é frequentemente negada. Embora o foco esteja na reabilitação, o contato com os animais também produz

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Cada área é pensada para o animal explorar, descansar e viver com dignidade

efeitos em quem se aproxima do espaço. Luiza observa que essa experiência não é automática, mas depende da disposição individual. Para quem se permite, afirma, há um aprendizado que não passa pela linguagem. Ela descreve os animais como diretos em suas expressões, não ocultam dor nem afeto, e aponta que essa forma de presença pode provocar reconhecimento. Ao enxergá-los como seres capazes de sentir, sofrer e desejar viver, há uma mudança de percepção que, segundo ela, ultrapassa o contexto do santuário.

Essa transformação, no entanto, não está no espaço em si, mas na abertura de cada pessoa. Para Luiza, o impacto acontece quando há disposição para reconhecer essa condição também em outros, humanos e não humanos.

Desafios contantes

A manutenção do santuário envolve desafios constantes.

A principal preocupação, segundo ela, é financeira: garantir alimentação, estrutura e cuidados ao longo de toda a vida dos animais. O trabalho físico é intenso, e o desgaste emocional também faz parte da rotina.

Ainda assim, Luiza identifica no convívio uma fonte de força. Ela relata que a capacidade de resiliência dos animais que, mesmo após experiências de violência, continuam demonstrando afeto e vontade de viver, acaba sendo transformadora. Estar com eles, afirma, é também o que sustenta o projeto no dia a dia.

Luiza Willers, Administradora do Amor que Salva

Entre sintomas e emoções, o desafio de gestar

Informação, saúde mental e rede de apoio são determinantes para uma gravidez segura, em meio a sintomas, inseguranças e transformações do período

Agestação é um período marcado por transformações intensas que vão muito além das mudanças físicas. Entre sintomas, expectativas e incertezas, especialistas apontam que uma gravidez saudável depende de um conjunto de fatores que envolve acompanhamento médico, equilíbrio emocional, acesso à informação e uma rede de apoio estruturada. Em meio a esse processo, cada mulher vivencia a experiência de forma única, exigindo um olhar individualizado para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

Como explica a ginecologista Ticiane Mathias, o conceito de saúde gestacional está diretamente ligado à evolução equilibrada, sem intercorrências significativas.

“A gestação saudável é aquela que a gente consegue que tanto a mãe quanto o bebê evoluam nesse

período sem grandes problemas, sem grandes intercorrências, sem a necessidade de intervenções médicas”, afirma.

Ainda assim, reforça que nenhuma gestação é completamente isenta de riscos. “A gente sempre diz que a gestação não é livre de risco. Então, a gente tem ou uma gestação de risco habitual ou uma gestação de alto risco”, explica. Nesse contexto, o que se entende como uma gestação saudável é aquela classificada como de risco habitual, em que o acompanhamento segue o cronograma esperado e há boas perspectivas de um desfecho positivo.

Lidar com os sintomas

Entre os desconfortos considerados comuns desse período, estão náuseas, vômitos, dores, inchaços e alterações intestinais, manifestações que fazem parte das mudanças fisiológicas do organismo materno, mas que ainda geram insegurança.

“Muitas vezes, as pacientes não sabem ou não são informadas. Porque sempre que se fala em gestação, as pessoas romantizam

A gestação envolve mudanças físicas, emocionais e sociais que exigem acompanhamento e acolhimento contínuos

muito”, pontua. Segundo ela, quando esses sintomas aparecem, é comum que as gestantes se sintam angustiadas, sem saber diferenciar o que é esperado do que exige atenção.

A ansiedade, aliás, é uma constante ao longo de toda a gravidez, independentemente de ser a primeira ou não. Dúvidas sobre os movimentos do bebê, mudanças nos sintomas e o desenvolvimento fetal fazem parte do cotidiano das gestantes, intensificadas pelas alterações hormonais.

Outro fator que merece atenção é a idade materna. De acordo com a médica, gestações mais tardias tendem a apresentar maior risco de complicações, como hipertensão, diabetes e parto prematuro. Ainda assim, a forma como cada mulher percebe os sintomas varia bastante. “A percepção dos sintomas é muito individual”, explica.

Saúde mental

Além dos aspectos físicos, a saúde mental tem ganhado cada vez mais relevância no acompanhamento pré-natal. Ticiane observa que quadros de ansiedade e depressão podem se intensificar durante a gestação e impactar diretamente o pósparto. “Para aquela paciente que não está com a sua saúde mental em dia, o pós-parto é muito pior”, alerta. Por isso, quando há sinais de sofrimento psíquico, o encaminhamento para acompanhamento psicológico deve ser precoce. Nesse cenário, o pré-natal se consolida não apenas como um protocolo de exames, mas como um espaço de escuta e orientação. Para a especialista, a relação de confiança entre gestante e profissional faz toda a diferença na vivência da gravidez. “Não é só questão de pedir exames. É ter tempo de explicar por que tu está sentindo isso, o que pode acontecer. Quando a paciente se sente segura, o medo diminui”, afirma. Com o acesso ampliado à informação, o desafio é equilibrar expectativas e realidade. “Quanto mais informação você tiver,

Rede de apoio, informação e escuta qualificada são fundamentais para uma experiência mais segura e saudável

Dicas para uma gestação saudável

• Busque informação de qualidade desde o planejamento da gravidez

• Realize acompanhamento pré-natal e confie no profissional

• Cuide da saúde mental e procure ajuda ao primeiro sinal de sofrimento

• Construa uma rede de apoio com família e cuidadores

• Evite comparações nas redes sociais e filtre conteúdos

• Planeje o pós-parto e o retorno ao trabalho com antecedência

• Valorize o vínculo com o bebê desde os primeiros momentos

melhor, mas é fundamental confiar no profissional que está te acompanhando”, reforça. A construção de uma gestação saudável, portanto, passa não apenas por condições clínicas,

Saúde não é só a ausência de doenças.”

Suellen Mioranza, psicóloga

mas por acolhimento, clareza e preparo para lidar com as incertezas de um período de muitas transformações.

Preparação

A preparação para uma gestação saudável começa antes mesmo da concepção, e passa, sobretudo, pelo acesso à informação. Segundo a enfermeira obstetra Rose Halmenschlager, compreender as transformações do corpo ao longo

da gravidez é um fator decisivo para reduzir inseguranças. “A mulher que já vai se informando, ela já vai sabendo que essas transformações são normais e esperadas. Então, quanto mais ela for sabendo do que é o normal, mais tranquila ela vai ficando”, explica.

Esse preparo inclui também uma avaliação clínica prévia, capaz de identificar e ajustar possíveis condições de saúde antes da gestação. “A gente já vai diminuindo os riscos depois, quando se está gestante”, afirma. A especialista destaca que, embora existam mudanças fisiológicas esperadas, muitos casos de maior complexidade poderiam ser antecipados com esse cuidado prévio, reduzindo a incidência de gestações de alto risco.

Outro ponto importante é a atualização vacinal e o cuidado com a saúde do casal. “A gente também pensa na saúde do homem”, pontua. Testes para infecções como HIV, sífilis e hepatites, além da verificação do calendário de vacinas, devem ser realizados antes da gravidez. Isso porque algumas imunizações, como tríplice viral, varicela e febre amarela, não podem ser administradas durante a gestação, exigindo planejamento.

Desafios

Na prática, no entanto, a realidade ainda é marcada por gestações não planejadas, o que pode intensificar aspectos emocionais como ansiedade e negação. Nesse cenário, Rose

Não é só questão de pedir exames. Quando a paciente se sente segura, o medo diminui.”

Ticiane Mathias ginecologista

Sintomas comuns na gestação

• Náuseas e vômitos

• Inchaço e retenção de líquidos

• Dores corporais

• Alterações intestinais

• Oscilações de humor

• Ansiedade e insegurança

• Mudanças na percepção do corpo

O nascimento vai deixar memórias para o resto da vida.”

Rose Halmenschlager enfermeira

alerta também para um outro desafio contemporâneo: o excesso de informações e promessas irreais, especialmente nas redes sociais. “Tem uma venda

excessiva de milagres”, observa, citando produtos e métodos que prometem soluções rápidas para questões como amamentação e sono do bebê. “Não é um milagre, não é de uma hora para outra. É uma construção, é um processo”, reforça.

No cuidado com o recémnascido, a orientação é priorizar o acolhimento e a compreensão das necessidades do bebê, especialmente nos primeiros meses. “O bebê precisa ser acolhido quando ele chorar. Ele tem necessidades”, afirma.

Mudanças

Nesse contexto, a psicóloga Suellen Miglioransa também é fundamental que pais e mães

sejam reconhecidos em seus novos papéis. “Eles precisam que confiem que são capazes”, afirma. Quando há interferência excessiva, especialmente de familiares, podem surgir inseguranças e dificuldades na construção do vínculo. “Se essa rede não acredita no potencial deles, teremos pais inseguros”, completa.

Suellen também destaca que a maternidade não segue padrões rígidos. “Está tudo bem não sentir aquele amor imediato que todo mundo diz que deveria existir”, afirma. O processo, segundo ela, é gradual e atravessa diferentes fases. “Ser mãe é um aprendizado diário e vitalício”, diz, reforçando a importância de viver cada etapa sem antecipar angústias futuras.

Sono na infância impacta imunidade e crescimento

Pediatra alerta que distúrbios do sono atingem até 30% das crianças e podem comprometer desde a resposta vacinal até o desempenho escolar

Dormir bem é uma necessidade básica em qualquer fase da vida, mas na infância o sono assume um papel ainda mais decisivo. É nesse período que o organismo realiza processos fundamentais para o desenvolvimento físico, imunológico e cognitivo. O sono, no entanto, pode ser um desafio. De acordo com a pediatra Lauren Mallmann, entre 20% e 30% dos pais relatam que seus filhos apresentam algum tipo de distúrbio do sono. O número revela um cenário comum, mas muitas vezes negligenciado até o limite do esgotamento familiar. “Eu vejo que quando os pais nos procuram em relação ao sono da criança, é quando eles não aguentam mais”, relata. Mais do que cansaço, a falta de sono adequado interfere diretamente em funções vitais. Durante o descanso, o sistema imunológico se fortalece e se

Privação de sono na infância pode provocar irritabilidade, dificuldades de aprendizado e impactos no desenvolvimento geral

regenera, além de influenciar a resposta do organismo às vacinas. Crianças que dormem mal podem apresentar uma produção menor de anticorpos, o que impacta na eficácia da imunização.

O crescimento também está diretamente ligado ao sono. É nas fases mais profundas, conhecidas como sono de ondas lentas, que ocorre a liberação do hormônio do crescimento. Quando a criança não atinge essas etapas, pode haver prejuízo no desenvolvimento.

“A gente sempre escuta que a criança cresce dormindo. E é um pouco verdade mesmo”, afirma a

pediatra.

Outro aspecto relevante é a regulação do apetite. Durante o sono, o corpo produz leptina, hormônio responsável pela sensação de saciedade. Quando há privação, essa produção diminui, o que pode levar ao aumento da fome e, consequentemente, ao ganho de peso, um impacto que se estende também à vida adulta.

Na rotina, os efeitos aparecem de forma mais evidente no comportamento e no aprendizado. Diferentemente dos adultos, que manifestam sonolência, as crianças tendem a apresentar

Dicas para melhorar o sono das crianças

Estabeleça horários fixos para dormir e acordar

Crie uma rotina previsível antes de dormir (banho, jantar, pijama) Reduza estímulos e brincadeiras agitadas à noite

Evite telas pelo menos uma hora antes de dormir

Diminua a iluminação da casa no período noturno

Incentive autonomia para a criança voltar a dormir após despertares

Limite sonecas longas durante o dia, especialmente após os 5 anos

Observe sinais de irritabilidade, cansaço e dificuldade escolar

irritabilidade, agitação e dificuldade de concentração. “Uma criança que apresenta mais dificuldade na escola, por exemplo, pode ser uma criança que dorme pouco”, explica.

Excesso de telas

O avanço da tecnologia e a exposição excessiva à luz artificial têm agravado o cenário.

Segundo a especialista, o prolongamento da luminosidade ao longo do dia interfere no relógio biológico, atrasando o início do sono.

Além disso, a falta de rotina é um dos principais fatores associados às dificuldades para dormir. A chamada “insônia comportamental” é comum na infância e está ligada à dificuldade da criança em entender o momento de dormir ou à dependência de estímulos, como ser embalada ou amamentada para pegar no sono. Para evitar esse cenário, a orientação é que os pais assumam o controle do processo e estabeleçam uma rotina previsível. “A escolha de dormir nunca deve partir da criança. Pequenas escolhas, como o pijama ou o brinquedo que acompanhará o sono, podem ser oferecidas, mas o ato de dormir deve ser conduzido pelos adultos.

Lauren Mallmann, médica pediatra
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Inchaço frequente não é normal: quando investigar?

Você já sentiu a barriga estufada mesmo sem ter comido tanto? Ou terminou o dia com aquela sensação de corpo pesado, apertado, desconfortável?

Muita gente passa por isso todos os dias e acaba achando que é normal. Mas não é. O inchaço freqüente é um sinal de que seu corpo não está funcionando tão bem quanto poderia. Por que isso acontece? Na maioria das vezes, o inchaço tem relação com coisas do dia a dia mesmo.

Intestino desregulado

Se o seu intestino não funciona bem, é comum ter mais gases, sensação de estufamento e desconforto abdominal.

Alimentação desorganizada

Ficar muitas horas sem comer, comer rápido, ou ter uma alimentação muito baseada em alimentos industrializados pode dificultar a digestão. E isso reflete direto no inchaço.

Hormônios (principalmente

depois dos 35)

Com o passar dos anos, o corpo muda.E os hormônios passam a influenciar mais no

funcionamento do intestino, na retenção de líquido e até na forma como você se sente ao longo do dia.

QUANDO PRESTAR MAIS ATENÇÃO?

Alguns sinais mostram que vale investigar melhor:

– sentir inchaço quase todos os dias

– barriga estufada com frequência

– intestino preso ou irregular

– excesso de gases

– dificuldade pra emagrecer

O QUE PODE AJUDAR

NO DIA A DIA?

Alguns ajustes simples já fazem diferença:

– organizar melhor os horários das refeições

– incluir mais comida de verdade

– beber mais água

– cuidar do sono e do estresse

Mas o mais importante é entender que cada corpo funciona de um jeito.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Chá de hortelã + gengibre

INGREDIENTES:

1 colher (chá) de gengibre ralado 5 a 6 folhas de hortelã 200 a 300ml de água

Modo de preparo:

Ferva a água com o gengibre por cerca de 5 minutos. Desligue o fogo, adicione a hortelã e abafe por mais 5 a 10 minutos. Depois, é só coar e consumir. Esse chá ajuda a aliviar o inchaço, principalmente melhorando a digestão e reduzindo gases.

Dentes de leite exigem atenção e influenciam formação permanente

Odontopediatra Rafaela Scheibler destaca que cuidados precoces, hábitos alimentares e higiene adequada são determinantes para prevenir complicações ao longo da vida

Muitas vezes subestimada na infância, a saúde bucal ainda é tratada como secundária diante da ideia de que os dentes de leite, por serem temporários, exigem menos cuidado. Na prática, ocorre o oposto. Os hábitos construídos nos primeiros anos são decisivos para o desenvolvimento futuro da cavidade oral.

Segundo a odontopediatra Rafaela Scheibler (CRO RS/28238), esses dentes desempenham uma função essencial ao manter o espaço adequado para a erupção dos permanentes.

“Quando ocorre a perda precoce, muitas vezes em decorrência de cáries, os dentes vizinhos podem se deslocar, o que pode resultar em problemas de alinhamento no futuro”, explica. A especialista ressalta ainda que infecções nessa fase podem atingir estruturas em formação.

Bons hábitos

A infância também é o períodochave para a consolidação de hábitos. Como observa Rafaela, crianças que aprendem desde cedo a escovar corretamente, utilizar fio dental e manter

consultas regulares tendem a preservar esses comportamentos ao longo da vida. Dados do levantamento SB Brasil 2020/2023 indicam avanços no cenário nacional: 53,17% das 7.198 crianças avaliadas não apresentavam cárie — um aumento de 14% em relação a 2010, quando o índice era de 46,6%. O crescimento foi especialmente expressivo na região Sul, que registrou avanço de 40,7% no número de crianças de 5 anos livres da doença.

Alimentação

Esse retrato, no entanto, não é homogêneo. Em contextos específicos, sobretudo entre crianças mais expostas a fatores de risco, a incidência segue elevada. Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), identificou que oito em cada dez crianças atendidas em um ambulatório odontológico consumiam alimentos açucarados e apresentavam cáries. Em uma amostra de 86 casos, a incidência chegou a 86,2%. A alimentação, aliás, ocupa papel central nesse processo. Conforme a odontopediatra, dietas equilibradas, ricas

em nutrientes, favorecem o desenvolvimento saudável, enquanto o consumo precoce e frequente de açúcar está associado a maior risco de desequilíbrios bucais, como expõe o resultado da pesquisa.

Textura dos alimentos também exerce influência: opções mais firmes e fibrosas estimulam a mastigação e contribuem para o desenvolvimento ósseo da face.

Sucção prolongada

Rafaela destaca que outro ponto de atenção envolve o uso prolongado de mamadeira e chupeta. “Embora comuns na rotina infantil, a frequência e a duração desses hábitos podem interferir no desenvolvimento ósseo e funcional”, salienta.

Estudos apontam que a sucção prolongada pode afetar a musculatura oral e a posição da língua, com reflexos na fala e na respiração.

O consumo de líquidos açucarados, especialmente antes de dormir, amplia esse risco ao favorecer o surgimento de cáries. Por isso, recomenda-se que a retirada desses hábitos ocorra de forma gradual, preferencialmente até os 2 ou 3 anos, sempre com orientação profissional.

Rafaela Scheibler, odontopediatra

Quando ocorre a perda precoce, muitas vezes em decorrência de cáries, os dentes vizinhos podem se deslocar, o que pode resultar em problemas de alinhamento no futuro”

Consumo açúcar, especialmente antes de dormir, favorecer o surgimento de cáries
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Infância é o período-chave para a consolidação de hábitos

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