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A Hora – 24 e 25/10/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4211 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana) RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

CHARLES VIEIRA/DIVULGAÇÃO

ALÉM DOS FATOS

A Hora amplia cobertura com análise e opinião Com profissionais mobilizados na região e na capital, programação no rádio e no digital inicia às 7h com entrevistas, painéis econômicos e foco nos impactos para o RS e o Vale do Taquari. PÁ G I N A | 10

AVENIDA BENJAMIN CONSTANT

Escolha no domingo molda o futuro do país Lula e Flávio Bolsonaro disputam o comando do país que precisa ampliar a renda, equilibrar contas e produzir mais. Conheça as visões dos candidatos sobre o papel do Estado, gastos públicos e modelo econômico PÁ G I N A S | 6 e 7

Perspectivas para o próximo ano mostram crescimento menor, juros altos e pressão sobre o gasto público. Cenário limita o espaço para as promessas de campanha. Lula e Flávio Bolsonaro apresentam caminhos distintos para estimular os negócios, financiar serviços e renegociar dívidas. Especialistas discutem as escolhas para melhorar a renda, elevar a produtividade e preservar mercados internacionais.

FOTOS: LAUTENIR JUNIOR

Inovação e autonomia na sucessão rural Enquanto o RS sofre retração de 31% na permanência do jovem no campo na última década, propriedades do Vale apostam em novos negócios, qualificação técnica, e investimentos para enfrentar o êxodo.

PÁGINAS 14 e 15

Mudanças visam trânsito mais fluído e seguro Com investimento de R$ 1,2 milhão, intervenções fecham cruzamentos críticos e criam dez retornos para reduzir acidentes na via arterial de Lajeado. PÁ G I N A S | 12 e 13


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

E D I TO R I A L

Governar em um país dividido

Q

uem vencer no domingo terá responsabilidades para além daqueles que lhe escolheram. O próximo presidente terá legitimidade para conduzir o Brasil diante de um cenário complexo nas contas públicas, no mercado internacional e nos rumos dos programas públicos. Receberá um mandato para ser o representante máximo da República, indiferente da bandeira partidária. Com tanta polarização, transformar cada decisão em uma nova batalha eleitoral prolongará problemas que exigem respostas. O desafio econômico pede escolhas que a campanha costuma adiar. Promessas sem custos demonstrados transferem a conta para depois da votação.

Quando todo acordo é visto como traição, a política perde o principal instrumento para transformar divergências em decisões.” Toda a missão de governar parece ser atribuída ao presidente. Na democracia representativa, também pertence ao Congresso. Deputados e senadores decidem sobre receitas, despesas e a distribuição de recursos por emendas. Ninguém decide sozinho. A relação entre os poderes será decisiva. Frente ao Congresso atual, há uma tendência de mais tranquilidade para Flávio Bolsonaro. No entanto, é preciso preservar a independência para fiscalizá-lo. Já se a vitória for de Lula, um Congresso de oposição tem legitimidade para contestar propostas, mas deve responder pelas alternativas que oferece. Negociar faz parte da representação de uma sociedade diversa. Quando todo acordo é visto como traição, a política perde o principal instrumento para transformar divergências em decisões. Filiado à

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

A B R E A S PA S

“Trabalhar por tanto tempo na Apae exige envolvimento e sensibilidade” Magiela Cristina Dresch, 63 anos, é professora de Educação Física e tem uma longa trajetória dentro da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lajeado. São 33 anos dentro do quadro de funcionários. Com muita responsabilidade e carinho, se orgulha do trabalho que desempenha junto aos atendidos Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

Você está há 33 anos na Apae. Como começou essa trajetória e o que a motivou a permanecer tanto tempo na instituição?

O início da minha trajetória na Apae foi, inicialmente, como professora particular. Era contrato particular com carteira assinada. Eu fiquei um ano e meio. Depois eu tive que sair, pois passei num concurso do Estado. Nesse período,fui para Apae de Estrela fazer o estágio probatório de dois anos. E assim que terminou o estágio, a Apae foi até o Estado e pediu para que eu ficasse na entidade, para iniciar as atividades na escola.

Ao longo das três décadas, você acompanhou mudanças na entidade e na forma como a sociedade enxerga as pessoas com deficiência. Quais transformações mais marcaram esse período? O trabalho era diferenciado. No começo, se tinham poucas

informações. Mas, ao longo do período, as mudanças foram acontecendo. Os cursos, as atualizações de como trabalhar com a pessoa com deficiência foram muito importantes para que a gente pudesse, da melhor forma possível, atender o potencial de cada criança, que cada um é diferente. Acompanhei muitas mudanças, tanto estruturais como na forma de atendimento, de especialização dos profissionais que atuam na entidade, e isso só propicia um melhor trabalho, um melhor atendimento para nossos educandos. É uma sociedade que, aos poucos foi entendendo e abraçando as pessoas com deficiência. E hoje em dia, os nossos levam para fora da escola o seu potencial, as suas diversidades.

A Apae completa 55 anos em 2026. Na sua avaliação, qual é o papel da instituição na vida dos atendidos e de suas famílias, e o que esse trabalho representa para a comunidade? O papel da instituição na vida dos atendidos e de suas famílias é o de ser a porta de entrada para o acolhimento, é ser receptiva para auxiliar da melhor forma possível as necessidades individuais dos

educandos. A Apae é uma entidade forte, responsável e que busca sempre promover o seu atendido, de forma a participar da sua comunidade com autonomia e diversidade.

Há alguma história ou experiência vivida na Apae que tenha marcado sua vida e ajude a explicar o significado desse trabalho? Trabalhar por tanto tempo na Apae realmente exige um envolvimento e uma sensibilidade para auxiliar o educando e suas famílias. Toda a experiência dessas três décadas que eu tive dentro da escola ainda me proporcionam muitas histórias de envolvimento emocional. Espero que, de alguma forma, eu tenha auxiliado e colaborado com as famílias e seus filhos dentro do possível, sempre com um olhar acolhedor e amoroso.

O que ainda precisa avançar na inclusão das pessoas com deficiência na sociedade?

A inclusão das pessoas com deficiência acontece de forma gradual dentro de uma sociedade que precisa estar receptiva a acolher a diversidade humana.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

FUTURO DO BRASIL

Disputa entre DIREITA e ESQUERDA chega ao decisivo domingo

rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI

TIRO

A

eleição deste ano já está marcada pela reveladora “guinada à direita” no Senado, na Câmara dos Deputados e parte das Assembleias Legislativas. Uma “avalanche” reconhecida e analisada nacional e internacionalmente pela própria

esquerda, que ainda busca entender os motivos para derrotas acachapantes Brasil afora. Tudo isso ocorreu no dia 4 de outubro, quando mais de 120 milhões de brasileiros foram às urnas no primeiro turno. Neste domingo, dia 25, é outro jogo. Agora é uma disputa única entre

E o dia 26? O eleitor não vê a hora de votar. O período oficial de campanha é curto, mas a disputa ideológica que se alastra de forma destrambelhada no país ganhou proporções ainda mais intensas nas últimas semanas. Discussões entre amigos, brigas em famílias e outros conflitos políticos ou ideológicos parecem normalizados nas relações humanas. E os embates estão cada vez mais inflamados pelos sádicos comandos das redes sociais. A histeria se sobrepõe à diplomacia. E a conveniência à coerência. Já vivenciamos isso, eu sei. Mas a dose é mais ameaçadora em 2026. Por fim, torço por uma boa eleição e para voltarmos (ao menos um pouco) à normalidade a partir do dia 26...

Sensação de impunidade A festa da democracia reserva o momento do voto como a cereja do bolo. É o momento sublime de um processo que pode ser de renovação ou continuísmo. Muitos eleitores costumam experimentar diferentes sensações em um momento de difícil escolha, ou às vésperas de ir às urnas. E, nos últimos dias, eu escutei de muitos eleitores sobre uma indigesta sensação de impunidade...

um novo representante da Direita, Flávio Bolsonaro (PL), e um velho representante da Esquerda, Lula (PT). É um momento histórico neste eterno e cada vez mais implosivo embate ideológico no país. A decisão será no detalhe. Voto a voto. E sem “já ganhou”.

- A Univates anuncia para o dia 14 de novembro, às 17h, o lançamento do Centro de Inovação Territorial e Adaptação Climática do Vale do Taquari. O evento ocorrerá no Auditório da Expovale, no Parque do Imigrante. - A liberação da ponte sobre o Rio Guaporé, entre Muçum e Encantado, deve ocorrer na próxima semana. A previsão inicial era segunda-feira, mas a probabilidade maior é quarta-feira. - Promotor de Justiça imbuído de monitorar e coordenar diversas frentes de reconstrução no Vale do Taquari, Sérgio Diefenbach vai convocar diversas entidades, líderes e imprensa para apresentação do Pacto pelo Vale. Os detalhes ainda não foram compartilhados pelo representante do MP. - Na tarde dessa sexta-feira, eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) flagraram um grupo de ativistas instalando uma faixa na passarela da BR-386, em frente à fábrica da Fruki. A faixa continha os seguintes dizeres: “Os Bolsonaros têm sangue nas mãos”. E foi arrancada da estrutura. - Um singelo recado: vote sem medo, vote por convicção. Valorize propostas e não caia em retóricas que já condenam reputações antes mesmo de eventuais denúncias. Bom fim de semana a todos!

Últimas manifestações

“Nunca na história desse país…” Não há como se furtar dessa conclusão. Não lembro de ter lido, visto ou pesquisado sobre tamanho uso visível e escancarado da máquina pública em benefício a um presidenciável. Aumento de benefícios, promessa literal de dinheiro a fundo perdido, perdão de milhões de reais em dívidas de eleitores, e promessa não menos literal de gratuidade em serviço essencial jamais deveriam ser permitidos às vésperas de uma eleição. Jamais. A campanha final de Lula (PT), e isso independe do resultado, ficará registrada para sempre na história como um exemplo de desapreço à democracia.

Prorrogação do Funrigs Governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) conversou sobre o Funrigs com o atual governador Eduardo Leite (PSD) nessa quinta-feira, e já projeta uma outra reunião específica sobre o tema com a equipe do atual governo nos próximos dias. Paralelo a esse movimento, Zucco articula com a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para, em caso de vitória do presidenciável no domingo, agilizar a prorrogação do Funrigs. Em tempo, Juliana Brizola (PDT) também confirmou acordo semelhante com Lula (PT) durante a campanha a governadora.

Renovação Presidente do PT de Lajeado e suplente de vereadora, a jovem Luiza Basségio já ultrapassou a marca de 200 mil seguidores no Instagram, e se credencia para ser um dos novos nomes do partido não só em âmbito municipal, mas, também, nos cenários regional e estadual da esquerda. Aliás, se tem algo em falta na política brasileira é a renovação no PT. É latente!

Apoiadores do presidente Lula (PT) realizaram bandeiraço no fim da tarde dessa sexta-feira, na esquina da Av. Senador Alberto Pasqualini com a Av. Piraí, no bairro São Cristóvão. Eles também projetam outro ato neste sábado, às 17h, com início no

Parque Ney Arruda e bandeiraço na esquina do Posto Faleiro. Ainda neste sábado, os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) organizam uma carreata com saída às 15h, no Parque do Imigrante, e término no Parque dos Dick. Tudo isso em Lajeado, claro.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Docile será novamente o doce oficial do Natal Luz A Docile, participa novamente do Natal Luz de Gramado como Doce Oficial do evento. A estratégia inclui ações de degustação, mídia externa, presença em pontos de venda e o lançamento de uma edição especial de Amorinhas inspirada no festival. A embalagem temática, inicialmente desenvolvida para ações de experimentação, chega ao varejo após a demanda do público, com comercialização em estabelecimentos nos trajetos entre Porto Alegre, Lajeado e Gramado, além de outros pontos da Serra Gaúcha. Realizado de 22 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027, o Natal Luz é um dos principais eventos turísticos do Rio Grande do Sul. Na edição anterior, recebeu cerca de 2,8 milhões de visitantes e movimentou mais de R$ 420 milhões na economia local. A participação integra a

Indicadores

Dólar: R$ 4,99 | Ibovespa: 205.456,84

Sicredi encerra formação de gestores escolares em Lajeado estratégia da Docile para ampliar a experimentação dos produtos, fortalecer a marca e criar oportunidades de negócio durante a temporada natalina. Segundo a gerente de Marketing, Jaqueline Hartmann, a par-

ceria busca aproximar a empresa dos consumidores em um período marcado pela celebração e pela convivência. A marca também reforçará a plataforma Gentileza Muda Tudo, que incentiva atitudes positivas no cotidiano.

Certel presente em obra de ampliação da Vidraçaria Conventos Com 34 anos de atuação no mercado de vidros, a Vidraçaria Conventos, de Lajeado, investe na ampliação de sua estrutura para atender à crescente demanda. A empresa, localizada no bairro Conventos, também produz esquadrias há dois anos e contratou a Certel Estruturas de Concreto para construir um novo pavilhão industrial. Segundo a diretora Ana Paula Schmitz Konrath, a escolha da Certel considerou a credibilidade da marca, a transparência nas negociações e o suporte durante a obra e no pós-venda. A empresária também destaca a agilidade na solução de desafios técnicos. A empresa atende principalmente o Vale do Taquari, mas também comercializa produtos para o Litoral e a Região Metropolitana de Porto Alegre. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade de atendimento. Transparência, cumprimento de prazos e atenção às necessidades dos clientes seguem como prioridades do negócio.

A Sicredi Integração RS/MG realizou, na quarta-feira, 21, o encerramento da Formação de Gestores Escolares, vinculada ao programa A União Faz a Vida. O encontro ocorreu na sede administrativa da cooperativa, em Lajeado, reunindo cerca de 50 participantes, entre gestores e representantes da educação dos municípios envolvidos. A programação contou com dinâmicas conduzidas pela equipe pedagógica da Univates e a palestra “Docência e Gestão”, ministrada pela reitora da universidade, Evânia Schneider. A atividade abordou liderança, desenvolvimento profissional e desafios da gestão escolar.

Durante a palestra, Evânia destacou a importância de aprender com as dificuldades, identificar oportunidades e construir relações de confiança. Também enfatizou a necessidade de coerência entre discurso e atitudes no exercício da liderança. A assessora pedagógica Janice Schmitt ressaltou o papel estratégico dos gestores nas comunidades escolares e a importância da formação continuada. A iniciativa busca fortalecer uma gestão educacional participativa e humanizada, incentivando a troca de experiências e o desenvolvimento de lideranças preparadas para os desafios da educação.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026 RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

SEGUNDO TURNO

O que esperar do próximo governo Lula e Flávio Bolsonaro propõem caminhos distintos para a economia e os serviços públicos. Equilibrar contas públicas, enfrentar a desaceleração da economia e aumentar a produtividade são alguns desafios Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

ESPECIAL

O

próximo presidente receberá cobranças difíceis de conciliar: melhorar a renda e os serviços públicos, enquanto tenta conter o avanço da dívida pública. A eleição deste domingo define quem conduzirá essas escolhas. Ainda assim, o espaço para cumprir as promessas começa a ser delimitado pelo orçamento de 2027, pelos juros e pela capacidade de consumo das famílias. As projeções mostram a distância entre o cenário esperado pelo

governo e as avaliações externas. O projeto orçamentário considera crescimento de 2,46% no próximo ano. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima 1,9%. Entre as instituições consultadas pelo Banco Central no boletim Focus, a previsão é de 1,32%, com a taxa básica de juros ainda em 12% ao fim de 2027. São estimativas sujeitas a mudanças, mas indicam que o próximo mandato pode começar com menos atividade econômica do que a prevista na elaboração das contas. O governo e a Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada

ao Senado, divergem sobre as contas de 2027. O Executivo prevê que a arrecadação supere os gastos em R$ 18,6 bilhões. A IFI estima o contrário: faltarão R$ 86,1 bilhões para cobrir as despesas. Nenhuma das duas projeções inclui o pagamento dos juros da dívida pública. Diante desse cenário, a instituição alerta para possíveis cortes ao longo do ano, que podem atingir obras e serviços.

Análise regional Para o economista e consultor Eloni Salvi, o desafio ultrapassa o fechamento das contas de um exercício. O país precisa ampliar a capacidade de produzir e gerar renda, ao mesmo tempo que enfrenta o envelhecimento da população e a demanda por proteção social.

“O grande dilema é conseguir retomar o crescimento econômico robusto sem desidratar ou perder os avanços na redução da pobreza e da fome conquistados nas últimas décadas”, realça. Na avaliação da economista e presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, o ajuste precisa considerar as consequências de cada escolha.

“O Estado não é uma empresa, não tem o mesmo objetivo. Tem que entregar resultado para a sociedade. Não é só cortar gastos, porque cortar aleatoriamente pode prejudicar mais ainda os novos negócios e investimentos ali na frente.” Dentro dos planos de governo, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam respostas distintas. O


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026 CHARLES VIEIRA/DIVULGAÇÃO

Envelhecimento e produtividade

petista aposta no investimento, na política industrial e na distribuição de renda. Já o candidato do PL enfatiza a redução dos custos para produzir, a revisão de despesas e a participação privada. Ambos propõem ampliar oportunidades de trabalho e melhorar os serviços, mas diferem nos instrumentos para alcançar esses resultados. As propostas também dependerão de negociação política. O consultor empresarial, Fernando Röhsig identifica na polarização um obstáculo quando o vencedor exclui o adversário e o derrotado trabalha pelo fracasso do outro. “Divergir enriquece. Não saber ganhar e não saber perder decreta a falência de qualquer sociedade”, afirma.

A conta das escolhas A proposta de Lula combina estímulo à atividade econômica com o atual regime fiscal, que limita o crescimento das despesas. Flávio defende substituir as regras e reduzir a estrutura administrativa. Nos dois caminhos, a questão é como financiar as medidas anunciadas e em quanto tempo os resultados apareceriam. Reduzir impostos, por exemplo, diminui a cobrança sobre famílias e empresas, mas exige compensação nas contas caso o aumento da atividade não reponha a arrecadação, realça Cintia. Ampliar investimentos pode melhorar a infraestrutura e gerar empregos, porém requer dinheiro disponível, projetos preparados e avaliação dos resultados. A escolha das prioridades do próximo governo, acrescenta, precisa considerar as diferenças entre as regiões. Uma política de educação pode exigir reforço na formação básica em determinado território e maior oferta de ensino técnico em outro. O mesmo vale para saúde, segurança e assistência, frisa.

Além de estimular o consumo, o próximo governo terá de enfrentar obstáculos na produção. O consultor e economista Eloni Salvi destaca a formação profissional, a tecnologia e a infraestrutura como condições para aumentar o resultado do trabalho e dos investimentos. O envelhecimento amplia a procura por aposentadorias, cuidados de saúde e serviços de longa duração. Ao mesmo tempo, exige que o país dependa menos da entrada de novos trabalhadores e mais da qualificação, da inovação e da organização das atividades. Nesse ponto, os programas apresentam instrumentos que podem coexistir, embora recebam pesos diferentes. A abertura comercial defendida por Flávio busca facilitar o acesso a máquinas e insumos. Já na política industrial de Lula, a aposta é desenvolver capacidade tecnológica e produtiva no país.

Em 2027 CRESCIMENTO DA ECONOMIA

1,32%

É a estimativa de alta do PIB entre as instituições consultadas pelo Banco Central. Já o FMI prevê 1,9% O projeto de orçamento do governo trabalha com 2,46% JUROS

12% ao ano

Taxa Selic esperada pelo mercado para o fim de 2027. Os juros influenciam o custo dos empréstimos, o financiamento das empresas e as despesas do governo com a dívida. INFLAÇÃO

4,3%

Alta dos preços projetada pelo mercado para o próximo ano, medida pelo IPCA. DÓLAR

R$ 5,22

Cotação estimada pelo mercado. CONTAS PÚBLICAS

R$ 18,6 bilhões de sobra ou R$ 86,1 bilhões de falta

Visões dos candidatos A partir do plano de governo, confira um resumo de cada área selecionada Proteção social Flávio Bolsonaro Propõe preservar programas sociais, como o Bolsa Família, e dar prioridade aos beneficiários na qualificação e no acesso ao emprego. Prevê retorno ao benefício após o seguro-desemprego, quando atendidos os critérios. A ideia é reduzir a insegurança de quem aceita trabalho formal. Luiz Inácio Lula da Silva Propõe ampliar a proteção social e a política de valorização do salário mínimo. Na educação, anuncia a universalização do Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio público, associando apoio financeiro à permanência na escola.

Economia: como estimular os negócios Flávio Bolsonaro Aposta na redução de tributos, na simplificação de licenças e no investimento privado em infraestrutura. Propõe facilitar a importação de máquinas e insumos. A estratégia busca diminuir custos e exigências para que as empresas ampliem a produção. Luiz Inácio Lula da Silva Propõe financiar inovação por meio de fundos públicos ou parcerias com a iniciativa privada e ampliar cadeias produtivas nacionais. Entre os compromissos estão polos para processar terras raras, produção de insumos para o SUS e o Plano Inova Brasil, com infraestrutura nacional de dados e inteligência artificial. A diferença Flávio concentra a proposta na redução dos custos e das barreiras aos negócios. Lula atribui ao financiamento e à coordenação do governo um papel maior no desenvolvimento de setores estratégicos. Ambos dependem de investimentos privados.

Gastos públicos Flávio Bolsonaro Defende novas regras fiscais, corte de ao menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e reforma administrativa. A proposta concentra o ajuste na estrutura e nas despesas do governo, com combate a supersalários. Luiz Inácio Lula da Silva Defende o atual arcabouço fiscal, revisão de benefícios tributários e melhoria da qualidade dos gastos. Busca ampliar a capacidade de investimento com crescimento econômico, arrecadação e redução de privilégios fiscais. A diferença Cortar despesas reduz o desembolso do governo. Rever um benefício tributário pode aumentar a arrecadação de um setor hoje favorecido. As duas medidas enfrentam interesses organizados de diferentes setores.

A diferença Flávio destaca a passagem do benefício para o emprego e a proteção em caso de perda da vaga. Lula enfatiza a expansão da renda e do apoio à formação. Qualificação e inclusão produtiva aparecem nos dois caminhos.

Endividamento e acesso ao crédito Flávio Bolsonaro Propõe que o governo compre dívidas de famílias e empresas com desconto e ofereça novas condições de pagamento pela Caixa. Anuncia carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas. O custo do programa e os critérios de participação ainda não foram detalhados. Luiz Inácio Lula da Silva Aposta na nova etapa do Desenrola. O modelo prevê comprar dívidas antigas com desconto mínimo de 90% e repassar esse abatimento aos devedores, que poderão quitar ou parcelar o saldo. A iniciativa contempla pessoas físicas e microempreendedores individuais, com prioridade para os de menor renda. A diferença Ambos defendem a compra de dívidas pelo poder público. Flávio destaca a pausa nos pagamentos e inclui empresas na proposta. Lula apresenta um modelo voltado a débitos antigos de consumidores e MEIs.

Relações internacionais Flávio Bolsonaro Defende aproximação com Estados Unidos e Israel, adesão à OCDE e negociação comercial com outros mercados. Luiz Inácio Lula da Silva Defende articulação multilateral, integração regional e cooperação nas agendas climática, social e tecnológica, com preservação da autonomia brasileira. A diferença Os programas destacam parceiros e espaços de negociação distintos. Para ambos, o resultado dependerá da capacidade de abrir mercados, atrair investimentos e evitar que divergências diplomáticas prejudiquem interesses econômicos.


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Decisão presidencial mobiliza eleitorado

ANDREIA RABAIOLLI

Com mais de 347 mil eleitores na base regional, Vale do Taquari volta às urnas neste domingo para escolher o presidente. Perfil dos votantes, avaliação de governo e transferência de votos ajudam a compreender a disputa

QUEM É O ELEITOR DO VALE? 347.877 eleitores nos 39 municípios da região

54% do eleitorado concentrado em cinco cidades

64.877 eleitores entre 40 e 49 anos

2.394 eleitores de 16 e 17 anos, com voto facultativo

51,8% do eleitorado é formado por mulheres

Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

Quase 35%

Maira Schneider

declararam ensino fundamental incompleto

Colaboração

VALE DO TAQUARI

M

ais de 347,8 mil eleitores do Vale do Taquari voltam às urnas neste domingo, 25, para escolher o presidente da República. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa em todos os municípios da região. Agora, o pleito se concentra entre o candidato do Partido Liberal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno abre uma nova etapa da disputa, com duas candidaturas na urna e a possibilidade de mudanças na distribuição dos votos. Ao todo, as 39 cidades do Vale reúnem cerca de 3,5% do eleitorado gaúcho. Vespasiano Corrêa registrou o maior percentual para Flávio, com 82,83%, seguido por Anta Gorda, com 80,66%, e Putinga, com 79,21%. Os menores índices aparecem em Canudos do Vale, onde o candidato alcançou 53,17%, Taquari, com 57,18%, e Travesseiro, com 57,52%. Em Lajeado, Flávio recebeu 64,20% dos votos, enquanto Lula teve

Cobertura No primeiro turno, filas se formaram nos locais de votação. Eram seis votos. Agora, será apenas um

26,57%. Em Venâncio Aires, o candidato do PL alcançou 63,49%, ante 27,23% do petista.

Aumento de abstenção A organização dos locais de votação não muda no segundo turno no Vale do Taquari, mas o tempo de permanência dos eleitores na cabine deve ser menor. A avaliação é de Júlio Cirolini, técnico judiciário do Cartório da 29ª Zona Eleitoral, com sede em Lajeado. “Agora serão dois números a serem digitados, antes eram mais de 20”, explica. O técnico também considera possível o aumento da abstenção. Segundo ele, parte dos eleitores pode ter comparecido no primeiro turno por associar a votação à comprovação de vida para o Instituto Nacional do Seguro

Social (INSS). No primeiro turno, o percentual de faltantes na região chegou a 17,7%, com mais de 61 mil votantes ausentes. Apesar do cenário, o cartório mantém ações para estimular a participação. “Está sendo feito um trabalho grande para que quem não votou no primeiro turno compareça no segundo”, afirma Cirolini. Quem deixou de votar na primeira etapa pode participar da segunda, desde que esteja com situação regular perante a Justiça Eleitoral.

Perfil do eleitorado O Vale chega às urnas com 347.877 eleitores aptos. Lajeado concentra o maior número, com 64.300 eleitores. Na sequência aparecem Venâncio

Aires (53.374), Teutônia (25.659), Estrela (24.693) e Taquari (19.347). Juntos, os municípios somam 187.373 votantes, equivalente a 54% da região. Mulheres são maioria no eleitorado regional: 180.528, equivalente a 51,8% do total. Já a distribuição por idade concentra o maior contingente entre 40 e 59 anos. São quase 70 mil eleitores nessa faixa. O grupo reúne uma parcela significativa dos votantes em todas as cidades. Na outra ponta, os eleitores mais jovens têm participação menor. O voto é facultativo para quem tem 16 e 17 anos, faixa que reúne 2.394 pessoas. A escolaridade também revela concentração em níveis mais baixos de formação. Quase 35% dos eleitores declararam ter o ensino fundamental incompleto,

A votação ocorre neste domingo, das 8h às 17h. Celulares e outros dispositivos eletrônicos não podem ser levados à cabine de votação. Neste segundo turno, o voto é destinado apenas à Presidência da República. A apuração poderá ser acompanhada pelos canais do Grupo A Hora, com programação na Rádio A Hora 102.9 e pela página A Hora TV, no YouTube.

JÚLIO CIROLINI TÉCNICO JUDICIÁRIO DA 29ª ZONA ELEITORAL

maior percentual entre as categorias registradas. O ensino superior completo representa quase 10% do eleitorado, enquanto 1,56% declarou não saber ler e escrever.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

fernandoweissahora@gmail.com

FERNANDO WEISS

T

odos que pagam – ou ajudam a pagar – a conta do Brasil se fazem essa pergunta. O que será do Brasil depois de domingo? Não é sobre poder, é sobre futuro. Sobre perspectiva. As bondades eleitoreiras de Lula acabam junto com o encerramento das urnas às 17h. O fim da urna eletrônica não será o fim apenas da eleição, mas de uma campanha de um Presidente da República que saiu comprando voto de qualquer jeito e mandou as favas o futuro da nação. Será o fim, também, das promessas salvadoras de Bolsonaro, que se tornam inviáveis ao passo que o Brasil vive afundado numa crise econômica decorrente de um descontrole e de um sistema perverso e fisiológico que se locupleta faz anos. Ou seja, se alguém espera por um “salvador da pátria” é bom acordar para o mundo real. O Brasil está para o futuro como o Inter e o Grêmio estão para o campeonato

O que será do Brasil depois de domingo? Brasileiro. Afundada na zona do rebaixamento, a dupla Grenal foi buscar novos treinadores para tentar mudar o estado anímico dos times. Jogadores e dirigentes continuam iguais. E, mesmo com as trocas dos técnicos, a vida de Grêmio e Inter segue duríssima. Eduardo Batista e Renato Gaúcho podem até transformar a realidade e melhorar a situação dos times – ou até salvar do rebaixamento. Ainda assim, tratase de um trabalho duro, intenso e sofrível. Mas trocar Luis Castro por Renato Gaúcho e Paulo Pezzolano por Eduardo Batista se erguia diante da necessidade de tentar tirar do buraco e devolver esperança. No Brasil, o cenário é parecido. A coisa está tão desarranjada que “trocar o técnico” não significa a solução definitiva e imediata dos problemas, mas ela garante um novo estado anímico, que nada mais é do que a condição emocional, psicológica ou de disposição mental de uma pessoa em um determinado momento. O Brasil precisa

exatamente disso: voltar a ter disposição mental. País rico e diverso padece de esperança, ativo esse que nos foi surrupiado pela desfaçatez de um projeto de poder que une, conforme conveniência, Judiciário, Executivo e Legislativo. Ninguém aguenta mais. Lula e Bolsonaro protagonizam a eleição mais polarizada da história. Chegam ao derradeiro embate do 2º turno com as pesquisas lacrando empate técnico, o que pressupõe que “tudo” pode acontecer. (Bom lembrar que no 1º turno o resultado das urnas chocou-se com a maioria das pesquisas veiculadas até a véspera do pleito). Enfim, será um fim de semana intenso. Eu só espero que depois das 19h de domingo, vencidos e vencedores possam aceitar suas condições e terem elementos suficientes para acreditar que o jogo foi jogado e decidido dentro das regras democráticas que jamais deveríamos ter posto em xeque. Mas este já um outro assunto. Boa eleição a todos.

FRASE O ano era 1955:

Eu trabalhava no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários. Fiquei só oito meses, porque éramos seis funcionários e só tinha serviço para dois. Saí para não perder minha criatividade”.

“O Brasil precisa exatamente disso: voltar a ter disposição mental. País rico e diverso padece de esperança, ativo esse que nos foi surrupiado pela desfaçatez de um projeto de poder que une, conforme conveniência, Judiciário, Executivo e Legislativo. Ninguém aguenta mais.”

A fala é do empresário Elvídio Eckert, em entrevista à rádio A Hora nessa sexta-feira. Eleito personalidade Top 100 em Empreendedorismo, Elvídio tem 92 anos e mostra como o fisiologismo e o corporativismo é um “projeto de sistema” no Brasil. E tem tudo a ver com nossa escolha de domingo. Não é sobre eles, é muito mais sobre nós.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

A Hora amplia cobertura do segundo turno com análises e especialistas Dezenas de profissionais estarão mobilizados neste domingo, 25, com programação no rádio e em live desde as 7h, entrevistas e painéis sobre os cenários político e econômico antes e após a definição do presidente

Acompanhe a cobertura pelo rádio em 102.9 ou pelo canal A Hora TV no YouTube

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO Os entrevistados 7h30min – Roberto Lucchese, deputado estadual eleito PAUTA: Alinhamentos antes de assumir cargo na ALRS

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

8h30min – Mauro Hauschild, advogado PAUTA: Projeção política, econômica e impacto no Vale

VALE DO TAQUARI

O

Grupo A Hora amplia a cobertura das Eleições 2026 neste domingo, 25, com uma programação voltada não apenas à apuração dos votos, mas também à análise dos cenários que se abrem após a escolha do próximo presidente da República. Dezenas de profissionais estarão mobilizados em uma operação que reúne jornalismo, entrevistas, painéis de debate e participação de especialistas nas áreas política, econômica e social. A programação começa às 7h, com transmissão pelo rádio, na A Hora 102.9, e em live nos canais digitais do grupo. Ao longo do dia, a cobertura acompanha a movimentação do segundo turno e prepara o público para compreender os desdobramentos da disputa nacional, com atenção especial aos impactos para o Rio Grande do Sul e o Vale do Taquari. A proposta é ampliar o espaço de análise e opinião em um momento decisivo para o país. Além de acompanhar os resultados, o conteúdo busca contextualizar as escolhas feitas nas urnas, os desafios do próximo governo e as perspectivas para a economia, as relações de trabalho e a reconstrução do Estado após as enchentes de 2024.

Aponte o celular para o QR Code e acesse o portal com a apuração dos votos

Entrevistas e análises A agenda de entrevistas reúne nomes da política, do jornalismo e da economia. Às 7h30min, o deputado estadual eleito Roberto Lucchese (MDB) participa de uma conversa sobre os alinhamentos políticos antes de assumir o mandato na Assembleia Legislativa. Na sequência, às 8h30min, o advogado Mauro Hauschild aborda as projeções políticas e econômicas e os possíveis reflexos para o Vale do Taquari. Às 9h30min, o articulista político Fernando Schüler analisa as campanhas eleitorais e o ambiente político brasileiro. Às 10h, o senador eleito pelo PL, Ubiratan Sanderson, fala sobre as expectativas para os debates no Senado. A programação prevê ainda a participação de Alexandre Garcia, às 11h30min, para uma avaliação das campanhas e do clima político nacional. Ao meio-dia, o deputado federal

e ex-ministro Paulo Pimenta (PT) participa de entrevista sobre o futuro político e a reconstrução do Rio Grande do Sul. A proposta é discutir os caminhos para a recuperação do Estado e o papel do próximo governo federal nesse processo.

Painéis A cobertura também abre espaço para a análise econômica e também da reconstrução do RS. Das 13h às 14h, será apresentado um painel sobre o cenário econômico e as relações de trabalho. Na sequência, das 14h às 15h, ocorre um debate sobre a reconstrução do Rio Grande do Sul. A conversa busca relacionar as decisões políticas nacionais às necessidades regionais e aos desafios ainda presentes nos municípios atingidos pelas enchentes. Às 16h30min, o diretor do Instituto Methodus, José Carlos Sauer, aborda a credibilidade das pesquisas eleitorais e a influência desses levantamentos na leitura

do processo eleitoral.

Informação além da apuração A cobertura especial dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Grupo A Hora ao longo do projeto Pensar Eleições 2026, que promoveu entrevistas, debates e discussões sobre os desafios políticos do país e a representatividade regional. No segundo turno, a proposta é aprofundar a leitura dos resultados e seus efeitos para a comunidade. Para o diretor editorial e de Produtos do Grupo A Hora, Fernando Weiss, o jornalismo profissional tem papel central na organização e na contextualização das informações que circulam durante o processo eleitoral. A integração entre rádio, portal, redes sociais e jornal busca oferecer ao público diferentes formas de acompanhar os acontecimentos, com apuração, curadoria e análise.

9h30min – Fernando Schüler, articulista político PAUTA: Avaliação das campanhas e clima político do Brasil 10h – Ubiratan Sanderson, senador eleito pelo PL PAUTA: Expectativa para debates no Senado 11h30min – Alexandre Garcia, jornalista e articulista político PAUTA: Avaliação das campanhas e clima político do Brasil 12h – Paulo Pimenta, deputado federal e ex-ministro PAUTA: Futuro político e reconstrução do RS 13h até 14h – Painel “Cenário Econômico e relações de trabalho” Fernando Röhsig – Economista Marco Rockenbach – Presidente do Sindicomerciários VT Eloni Salvi – Economista 14h até 15h – Painel “Reconstrução do RS” Carine Schwingel – prefeita de Estrela Jones Wünsch – prefeito de Roca Sales 16h30min – José Carlos Sauer, diretor do Instituto Methodus PAUTA: Credibilidade e impacto das pesquisas eleitorais


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

CONTAS PÚBLICAS

ARQUIVO A HORA

Fim da escala 6x1 exige avaliação das prefeituras do Vale Estimativa da Confederação Nacional de Municípios aponta custo anual de R$ 6,6 bilhões às administrações municipais. Amvat prepara debate sobre os efeitos da redução da jornada Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

O

fim da escala de trabalho 6x1 pode elevar as despesas das prefeituras do Vale do Taquari com servidores e contratos terceirizados. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que a redução da jornada de trabalho gere um custo anual de R$ 6,6 bilhões aos cofres municipais no país. Na região, a Associação dos Municípios do Vale do Taquari

(Amvat) avalia as possíveis efeitos da mudança e prevê levar o assunto aos próximos encontros com os gestores. A estimativa nacional considera R$ 5,14 bilhões em despesas adicionais com trabalhadores de empresas terceirizadas e R$ 1,49 bilhão com contratações diretas. A entidade considera que a redução da jornada poderá exigir a ampliação de equipes para manter o funcionamento dos serviços. Com menos horas de trabalho, empresas prestadoras podem precisar contratar. O custo adicional pode ser

repassado às administrações municipais por meio de reajustes. Entre os serviços terceirizados citados na pesquisa estão conservação, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, mencionados por 69% dos gestores consultados. Manutenção de prédios, equipamentos e instalações também aparecem nas respostas.

Avaliação regional A presidente da Amvat e prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, afirma que o tema ainda não foi discutido nas assembleias da associação. A previsão é incluir o assunto nos próximos encontros, quando os prefeitos poderão avaliar a situação de cada município, apresentar necessidades e considerar os possíveis reflexos financeiros e

Limpeza e conservação urbana estão entre contratos que podem ser afetados nos municípios

administrativos. A análise deve levar em conta as particularidades das administrações, os contratos vigentes e a organização dos serviços. O impacto dependerá, entre outros fatores, da quantidade de servidores, da utilização de mão de obra terceirizada, das jornadas adotadas e das condições estabelecidas nos contratos.

Transição nas administrações A CNM estima que o custo da redução da jornada varie conforme o porte do município. Para cidades de pequeno porte, a

despesa adicional média projetada pela entidade é de R$ 447 mil por ano. Nos municípios de médio porte, o valor chega a R$ 2,2 milhões anuais, enquanto nas grandes cidades pode alcançar R$ 28,8 milhões. A transição deverá considerar as regras previstas na Emenda Constitucional. A CNM aponta a redução do limite semanal de 44 para 42 horas na primeira etapa e, posteriormente, para 40 horas, sem redução salarial. A entidade também prevê a necessidade de ajustes nos contratos de terceirização para preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Neste caso, a emenda estabelece prazo de até 12 meses para a adequação

Clínica Valora amplia atendimento em ginecologia e traumatologia Unidade reúne especialista em saúde da mulher e cirurgião de ombro e cotovelo, com atuação em procedimentos minimamente invasivos e uso de tecnologias para planejamento cirúrgico

A CLÍNICA VALORA Especialidades: ginecologia e ortopedia e traumatologia Profissionais: Thaís Andrade Gewehr, ginecologista, e Pedro Egon Gewehr, ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgias de ombro e cotovelo Endereço: sala 1106, prédio 300, avenida Piraí, Lajeado Agendamentos: (51) 99174-5302 Atendimento: particular

saúde da mulher e o tratamento de problemas ortopédicos são as áreas de atuação da Clínica Valora, inaugurada na quarta-feira, 21, em Lajeado. O espaço é conduzido pela ginecologista Thaís Andrade Gewehr e pelo ortopedista e traumatologista Pedro Egon Gewehr. “A ideia é compreender o que está acontecendo com cada casal e buscar alternativas para favorecer a concepção natural”, destaca Thaís.

Especialista em cirurgias de ombro e cotovelo, Pedro utiliza guias cirúrgicos personalizados, produzidos por impressão 3D. O recurso permite adaptar o planejamento às particularidades anatômicas de cada paciente e às necessidades clínicas do procedimento. “Em um futuro próximo, vou realizar cirurgias robóticas para a colocação de próteses de ombro e cotovelo em Lajeado”, ressalta o ortopedista. O médico também pretende incorporar, futuramente, a cirurgia robótica em procedimentos de colocação de próteses articulares. Apesar do interesse em novas tecnologias, prioriza abordagens conservadoras e indica a intervenção quando considera que ela oferece o melhor resultado para o paciente. Na ginecologia, Thaís realiza cirurgias robóticas

minimamente invasivas e atua na investigação e no tratamento natural da infertilidade. A abordagem busca identificar os fatores que dificultam a concepção e definir condutas individualizadas para cada casal. “Minha atuação é voltada à investigação das causas que podem dificultar a gravidez e ao tratamento desses fatores. A ideia é compreender o que está acontecendo com cada casal e buscar alternativas para favorecer a concepção natural. Quando necessário, o acompanhamento também pode ser feito em conjunto com outros profissionais”, explica. Localizada na sala 1106 do prédio 300, na avenida Piraí, a unidade oferece consultas particulares, que podem ser agendadas pelo telefone (51) 99174-5302. APRESENTADO POR

CLÍNICA VALORA


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AV. BENJAMIN CONSTANT

Fechamento de cruzamentos e novos retornos são concluídos Intervenções buscam reduzir acidentes na avenida que concentra o maior número de ocorrências de trânsito. Serviços complementares seguem em execução. Trecho contempla região em crescimento comercial

Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br

LAJEADO

A

s intervenções para reorganizar o trânsito na Avenida Benjamin Constant, em Lajeado, foram concluídas no que diz respeito à circulação de veículos. O conjunto de melhorias inclui o fechamento de cruzamentos considerados de maior risco e a implantação de novos pontos de

retorno ao longo da via. Ainda restam serviços pontuais de acabamento, como a construção de calçadas e a instalação de meio-fio, executados pela construtora Giovanella e pela HD Sinalizações. O investimento feito pelo município nas intervenções alcança R$ 1,2 milhão. Iniciadas na primeira semana de agosto, as obras têm como principal objetivo ampliar a segurança viária e reduzir o número de acidentes na avenida, que concentra a maior quantidade de ocorrências de trânsito no município.

Modificações abrangem trecho onde se cria um novo núcleo comercial

O projeto contempla o trecho entre as ruas Selma Weisheimer e Carlos Kronhardt, com intervenções nos bairros

Montanha, Jardim Botânico, Bom Pastor, Moinhos D’Água e Conventos. A proposta prevê dez novos retornos, distribuídos


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JHON WILLIAN TEDESCHI

proporcionar a ligação entre bairros ou diferentes regiões de uma área urbana. De acordo com ele, essas características levam a limites de velocidade um tanto maiores que das vias locais e, para segurança e fluidez recomendam a redução de pontos de cruzamentos, pois são esses pontos que, ordinariamente, geram maior risco. “As mudanças propostas, ainda que imediatamente possam provocar alguma estranheza e desconforto ao usuário, irão conduzir, também de forma imediata, a um trânsito mais ágil e seguro”, pontua.

Impactos diretos

em cinco pontos da avenida, com alternativas para os motoristas que trafegam nos dois sentidos. A reorganização também inclui o fechamento permanente de cruzamentos e antigos pontos de retorno. Conforme o secretário de Planejamento, Alex Schmitt, a medida busca reduzir manobras de risco, especialmente em locais onde a topografia da Benjamin Constant prejudica a visibilidade de quem precisa atravessar a avenida ou acessar a pista no sentido contrário. Outro ponto que recebeu uma intervenção foi o cruzamento da rua Hermes Jaeger, no bairro Bom Pastor, onde também foi implantada uma nova rotatória para melhorar a organização do fluxo de veículos. O projeto prevê ainda adequações na sinalização viária,

com marcações horizontais e placas, além de melhorias na estrutura dos pontos de retorno. Os trabalhos complementares de calçamento e instalação de meiofio seguem em andamento, mas não impedem a circulação dos veículos nos trechos já liberados.

Critérios técnicos Coordenador do Departamento de Trânsito do município, Álvaro de Medeiros explica que a Benjamin, pelas características, é considerada pelo Código de Trânsito Brasileiro uma via arterial. Ou seja, uma via com o mínimo de cruzamentos em nível, e estes normalmente semaforizados ou estruturados com acessos especiais, tais como rótulas ou recuos, que visa

Além de fazer parte de uma estratégia para minimizar acidentes no trecho, as modificações ocorrem em locais onde o comércio e as áreas residenciais se desenvolvem, em especial nos bairros Jardim Botânico e Moinhos D’Água. Próximo a rua 25 de Fevereiro, por exemplo, recentemente foram inaugurados uma academia e uma revenda de automóveis. Mais adiante, junto a Waldemar Schossler, são mais recentes o estúdio de um personal trainer e uma farmácia. Presidente da associação de moradores do Jardim Botânico, Mara Markmann espera que a trafegabilidade no trecho melhore. Para ela, a impressão inicial é de uma mudança positiva. “Eu uso as passagens com frequência durante o dia, para mim, não influencia, até me pareceu mais seguro”, conta. E lembra que o trecho já registrou acidentes com morte. “Sabemos que no início, até o pessoal se adequar, haverá transtornos e também até alguns percalços, opiniões contrárias, mas faz parte do processo. Esperamos, é claro, que as modificações venham a agregar, e isso só saberemos com o passar dos dias, quando tudo estiver concluído.”

MARA MARKMANN

ÁLVARO DE MEDEIROS

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO JARDIM BOTÂNICO

COORDENADOR DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DE LAJEADO

Eu uso as passagens com frequência durante o dia, para mim, não influencia, até me pareceu mais seguro.”

As mudanças propostas irão conduzir de forma imediata a um trânsito mais ágil e seguro.”


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ECONOMIA DO CAMPO

Ficar, sair ou voltar: o futuro da sucessão rural Queda de 31,5% da população jovem no campo gaúcho acende alerta sobre a continuidade das propriedades e os reflexos na economia do Vale Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

ESTADO

A

sucessão rural desafia o futuro da agricultura familiar e das cadeias produtivas do Vale do Taquari. Dados divulgados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) apontam que a população jovem no campo caiu de 336 mil pessoas, em 2010, para 230 mil, em 2022. A redução foi de 31,5%. O levantamento também indica que cerca de 3,6 mil estabelecimentos da agricultura familiar são dirigidos por pessoas de até 25 anos, o equivalente a 1,2% do total de aproximadamente 294 mil propriedades. Os números reforçam a preocupação com a renovação dos responsáveis pela produção rural. Para a economista Fernanda Sindelar, a redução da população jovem pode comprometer a oferta de mão de obra e a continuidade das propriedades que abastecem as cadeias agroindustriais da região.

FERNANDA SINDELAR ECONOMISTA

Essa queda brusca compromete a renovação da mão de obra e a sucessão das propriedades que abastecem as cadeias agroindustriais da região.”

“Essa queda brusca compromete a renovação da mão de obra e a sucessão das propriedades que abastecem as cadeias agroindustriais da região. Como consequência, podemos ter redução da produção e da renda rural. As indústrias também podem precisar buscar insumos em outras regiões, o que aumenta os custos de produção”, avalia. Segundo a economista, os efeitos podem alcançar outros setores. A produção rural sustenta atividades industriais e de serviços e também influencia o retorno de ICMS aos municípios. Sindelar ressalta, porém, que os

A busca pela qualificação dados disponíveis não permitem calcular o impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) do Vale, pois o levantamento abrange o Rio Grande do Sul. Na região, ela observa informalmente essa realidade, sobretudo nas atividades ligadas ao leite.

Sucessão gradual Segundo a assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar, Elizângela Mainardi Roso Teixeira, a sucessão rural depende de renda, autonomia financeira e participação dos jovens nas decisões das propriedades. “Não basta incentivar o jovem a ficar no campo. É preciso criar condições para que ele queira ficar e possa viver dignamente da atividade”, afirma. A falta de sucessores pode levar à interrupção das atividades, à venda ou ao arrendamento das terras e à concentração da produção. Os extensionistas Diego Oliveira e Letícia Mairesse observam que entre os fatores que afastam os jovens estão a busca por oportunidades profissionais, as dificuldades de conciliar trabalho e qualidade de vida e a falta de autonomia na gestão familiar. Segundo Elizângela, a centralização das decisões pelos pais e a ausência de planejamento também dificultam a transição entre gerações. “Uma estratégia importante é promover uma transição gradual, em que o jovem assuma responsabilidades crescentes, com acompanhamento técnico e

Andrieli Wermann (31), de Bom Retiro do Sul, trabalhou desde pequena com os pais, Ângela e Sergio André, na localidade da Pedreira. A família iniciou as atividades rurais conciliando o plantio de fumo, com gado leiteiro. Com o tempo, a produção de leite se tornou a única renda financeira da família. “Sou a mais velha de três irmãos. Minha irmã nunca demonstrou vontade de ficar. Meu irmão ficou durante um tempo, mas hoje ela trabalha em uma escola, e ele num banco. Eu fiquei, porque sempre gostei dessa lida”, conta. Após formar-se no Ensino Médio em 2012, Andrieli cursou Técnico Agrícola, com o objetivo de trazer mais conhecimento e qualificação às práticas tradicionais da família. Ela observa uma melhora significativa no trabalho rural entre a geração dos pais e a sua, principalmente por conta da tecnologia, que diminuiu parte do trabalho pesado. “Mas mesmo assim, eu percebo que o que afasta os jovens do campo é o compromisso diário. Aqui

liberdade para tomar decisões.” A Emater atua no planejamento econômico das propriedades, na orientação para acesso ao crédito, na diversificação produtiva e na formação de jovens empreendedores. Entre as iniciativas estão o Pronaf Jovem, os projetos produtivos da

não tem fim de semana, né? É sábado e domingo direto”, conta. A família Wermann foi uma das atingidas pela enchente de 2024. Hoje, está com a produção e a estrutura sendo recuperada. A propriedade tem 35 vacas em lactação e 100 ao todo, que somam 600 litros de leite diários. Os planos de Andrieli é seguir e desenvolver a produção.

agricultura familiar e o incentivo às agroindústrias. Para ampliar o diagnóstico sobre as perspectivas da juventude rural, a Emater e a Secretaria do Desenvolvimento Rural realizam uma pesquisa estadual com 3.987 jovens de 464 municípios. A coleta de dados está na etapa final.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026 FOTOS: LAUTENIR JUNIOR

Inovação como caminho do retorno

Pequenos Théo e Melissa já acompanham a mãe e os avós na lida da propriedade da família Wermann

ELISÂNGELA MINARDI ROSO TEIXEIRA ASSISTENTE TÉCNICA REGIONAL DA EMATER/ RS-ASCAR

O jovem precisa ter espaço para participar das decisões, propor mudanças e construir seu próprio projeto de vida na propriedade”

Alex Possamai (36) é um dos quatro filhos do casal Rudi e Simoni, da Linha Daltro Filho, em Imigrante. Descendente de alemães e italianos, a família se consolidou no agronegócio com a produção de leite e aves, atividades que mantém até hoje. “Mas eu nunca quis ficar. Achava que o campo era um lugar sem futuro, que não teria como crescer. Aí fui buscar fora de casa novas oportunidades”, lembra. Alex trabalhou durante boa parte da vida na iniciativa privada. Próximo à pandemia, atuava como funcionário de uma cervejaria quando decidiu voltar para casa. “Foi só felicidade, né? Meus pais, meus avós. Todos muito felizes que eu tinha voltado para a propriedade.” Mesmo com o retorno, ele sabia que não queria permanecer nas atividades ligadas à produção de aves e leite. Encontrou na inovação a possibilidade de abrir novos caminhos para a propriedade da família. Ao lado dos irmãos, criou a Cachaçaria Possamai, que preserva a tradição familiar e acompanha todas as etapas do negócio, do plantio da cana-de-açúcar à venda dos produtos finais. “Na época, meu desejo era fabricar cerveja, mas, por conta da pandemia, os insumos estavam muito caros. Apostamos nas cachaças e vimos um mercado em crescimento. Recorremos à Cooperativa Sicredi em busca de capital para investimentos e iniciamos”, conta. Além das cachaças, hoje, a empresa produz licores e oferece um espaço de convivência e comercialização. O objetivo é transformar a propriedade em um empreendimento turístico, com a cachaça como alavanca econômica.

A população jovem no campo caiu

31,5%

entre 2010 e 2022 no RS

CARLOS WAGNER ASSESSOR DO SEGMENTO RURAL DA SICREDI OURO BRANCO RS/MG

Quando mostramos exemplos de sucesso, queremos que outros jovens percebam que é possível voltar, criar novas possibilidades

Possibilidades de investimentos O retorno de jovens às propriedades rurais, como ocorreu com Possamai, é um movimento percebido pela Sicredi Ouro Branco RS/MG. Segundo o assessor do segmento rural da cooperativa, Carlos Roberto Wagner, há sinais de renovação geracional no Vale do Taquari e no Vale do Caí, embora a mudança ocorra de forma gradual. “Historicamente, a gente observava o aumento da idade média dos produtores rurais. Agora, percebemos um movimento de jovens que retornam às propriedades e enxergam oportunidades de renda e de diversificação das atividades”, afirma o assessor. A cooperativa atua há anos para incentivar a sucessão, com a divulgação de experiências de famílias que encontraram alternativas para desenvolver os negócios rurais. A intenção é mostrar às novas gerações que o campo pode oferecer

oportunidades de crescimento, inovação e autonomia financeira. “Quando mostramos exemplos de sucesso, queremos que outros jovens percebam que é possível voltar, criar novas possibilidades e contribuir para o desenvolvimento da propriedade da família”, destaca. O assessor também identifica sinais de mudança no perfil dos associados da cooperativa, com redução da participação de pessoas acima de 60 anos entre o público rural. Para ele, o movimento indica uma renovação gradual, ainda que a sucessão continue como um desafio para muitas famílias. “A continuidade das propriedades depende de planejamento, acesso ao crédito e participação dos jovens nas decisões. O trabalho também envolve outras instituições, como cooperativas de produção e de eletrificação, que atuam para fortalecer a atividade rural”, reforça.

Alex Possamai faz parte da terceira geração da família na propriedade, em Imigrante. Com o retorno para casa, ele trouxe inovação aos negócios e criou a Cachaçaria que carrega na marca o sobrenome italiano


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A P R E S E N TA D O P O R :

PAT R O C Í N I O :

Há 45 anos, economista dedica tempo e experiência à infância na Slan Economista e empresário, Renato Specht acompanhou gerações de crianças que cresceram na Slan, construíram suas vidas e hoje retornam para agradecer Andreia Rabaiolli

andreia@grupoahora.net.br

R

enato Specht, 80, já foi secretário de Saúde e ocupou cargos de liderança em diferentes entidades. Mas é como voluntário da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan) que construiu sua trajetória mais longa. Há 45 anos, o economista e empresário dedica experiência e carinho aos alunos da entidade. “Eu participei de todos os cargos: secretário, tesoureiro e presidente. Mas a melhor função é ser voluntário”, salienta Specht, sentado no refeitório, rodeado por crianças que se entusiasmam ao vê-lo. O economista é recebido com sorrisos e brincadeiras pelas colaboradoras. Mas é entre crianças que ele fala com brilho no olhar, estimulando-as a ler. “Quem lê sempre tem uma boa história”, comenta. Sua infância simples ajuda a

explicar a escolha pelo voluntariado. Renato cresceu numa família de 11 irmãos e saiu de casa muito jovem para estudar. Ele associa essa experiência, marcada pela distância da família e pela saudade, à preocupação que desenvolveu com crianças que precisam de acolhimento. “Saí de casa aos 11 anos e não voltei mais. Eu sei que a criança precisa ser acolhida, necessita de incentivo para que possa crescer de forma cidadã”, reflete.

Crianças retornam como professoras

Specht ingressou na Slan em 1981, convicto de que poderia ajudar a encaminhar as crianças e os adolescentes. Sua memória boa para cálculos e números foi importante para manter as contas em dia da entidade. Viu gerações de crianças saírem da instituição e trilharem o próprio caminho, enquanto ele, permaneceu. Alunas se tornaram enfermeiras, empresários, diretores de escola. Outras, voltaram

A maior recompensa que eu posso ter é ver as crianças se tornando cidadãs” como professoras na própria entidade. Neste momento da lembrança, ele emociona-se: “A maior recompensa que eu posso ter é ver as crianças se tornando cidadãs”. Algumas crianças chegam à instituição às 4h15 da manhã, porque seus pais precisam sair cedo para

trabalhar. O atendimento inclui alimentação, atividades educativas, oficinas, esporte e estudos. O afeto está nas atividades de música, nas brincadeiras e na convivência. Os pais deixam os filhos na instituição e os buscam no fim da tarde, sabendo que estão em um ambiente de cuidado

O carinho das crianças é uma das maiores recompensas do voluntariado para Renato Specht. Pelas salas da Slan, Renato acompanha a trajetória dos alunos e a alegria de vê-los crescendo


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

Trajetória de voluntariado Antes de 1980, iniciou o voluntariado na diretoria da Igreja Católica. Em 1981, ingressou no voluntariado da Slan por meio do Lions Clube Florestal, quando a instituição passava por uma fase de crescimento. Ocupou diferentes cargos na diretoria: foi tesoureiro por 35 anos e presidente por cinco anos, além de atuar como secretário e vice-presidente. Acompanhou a expansão da instituição, que passou a atender 740 crianças e adolescentes em três centros. Atuou por décadas no voluntariado da Fundação para Reabilitação das Deformidades CrânioFaciais (Fundef)

Renato Specht acompanha o crescimento da instituição onde é voluntário há décadas

e aprendizagem. A trajetória da Slan faz da entidade uma referência na assistência social em Lajeado, com apoio da comunidade e de doadores. Specht orgulha-se da instituição. “Hoje, nós temos uma Slan moderna, atualizada, com profissionais experientes. Aqui não há desordem”, afirma.

Fotos Históricas: Slan faz parte da sociedade lajadense há 68 anos, as fotos históricas comprovam o atendimento longevo

Para ele, o voluntariado é uma missão. Quando fala da Slan, a responsabilidade se amplia para toda a comunidade. É preciso se doar. “A Slan não é minha, nunca foi. É de Lajeado.”

A estrutura que orgulha Specht

Como bom economista, Specht tem os números da Slan na ponta da língua e a memória cheia de lembranças. A Sociedade foi fundada em 1958 e começou atendendo 30 crianças. Ao longo dos anos, cresceu com parcerias, convênios e a ajuda da comunidade. Hoje, os três centros de atendimento acolhem 740 crianças e adolescentes, com o trabalho de 105 profissionais. Nesses espaços, os alunos têm aulas de informática e participam de atividades esportivas, jogos e recreação, além de receber alimentação. “Uma grande satisfação ver os jovens se encaminharem ao mercado de trabalho, os adultos formando famílias e retornando para dizer ‘muito obrigado pelo que vocês fizeram por nós”, reflete.

Para ele, a maior recompensa do voluntariado é ver os antigos atendidos crescerem, ingressarem no mercado de trabalho, constituírem suas próprias famílias e retornarem para agradecer pelas oportunidades recebidas.

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE RENATO

Os três centros da Slan

A Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente atende crianças e adolescentes dos 2 aos 16 anos, em três centros: Centro Lenira Maria Klein, no Centro de Lajeado. Centro Nora Oderich, no bairro Conservas. Centro Pedro Albino Müller, no bairro Santo Antônio.


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EDUCAÇÃO

Prêmio destaca escola de Bom Retiro como referência no RS DIVULGAÇÃO

Instituição está entre as escolhidas do prêmio Líderes & Vencedores 2026. Escola de Brasília se destaca pelos resultados no Ideb e recebe a homenagem no dia 10 de novembro, em Porto Alegre

No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, a escola alcançou nota 8,0 nos anos iniciais, acima da meta de 7,0 estabelecida para a instituição. O resultado representa uma evolução em relação à avaliação anterior, quando havia registrado 7,3 pontos. A escola também liderou os resultados da rede estadual vinculada à 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) nos anos finais do Ensino Fundamental.

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

BOM RETIRO DO SUL

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Escola Estadual de Ensino Fundamental de Brasília, de Bom Retiro do Sul, está entre as três instituições reconhecidas na categoria Referência Educacional do prêmio Líderes & Vencedores 2026. O resultado foi anunciado pelo presidente de Assembleia Legislativa, Sérgio Peres (Republicanos) e pelo presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Ro-

Escola mantém avaliações constantes e contato com as famílias para evitar faltas. São 260 alunos matriculados e equipe com 26 profissionais

drigo Sousa Costa. A cerimônia de entrega ocorre em 10 de novembro, no Palácio do Comércio, em Porto Alegre. A escola integra um grupo de 15 agraciados, selecionados entre 204 indicações de diferentes áreas. Na categoria educacional, divide o reconhecimento com a Fundação Liberato Salzano Vieira

da Cunha, de Novo Hamburgo, e o Geração Caldeira, de Porto Alegre. Com cerca de 260 alunos, a Escola de Brasília atende turmas dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e se destaca pelos resultados de aprendizagem e pelo desempenho nas avaliações educacionais.

Trabalho contínuo e participação das famílias À frente da instituição, a diretora Márcia Porto Cardoso integra a equipe de gestão desde 2005. Para ela, os indicadores são atribuídos ao acompanhamento dos estudantes, ao planejamento pedagógico e à participação das famílias. A escola mantém uma rotina de avaliação da aprendizagem,

controle da frequência e busca ativa dos alunos que deixam de comparecer às aulas. “Todos os dias vemos quem falta.” Ela destaca a importância do trabalho desenvolvido ao longo de cada ano letivo. “A palavra-chave é compromisso. Seja com as famílias, com os professores, direção e, principalmente, com os alunos.” A Escola de Brasília já figurava entre as instituições de melhor desempenho da região em avaliações anteriores. Nos anos iniciais, o Ideb passou de 7,4 em 2015 para 8,0 em 2025, com oscilações ao longo da década. Hoje, a equipe de funcionários e professores é composta por 27 pessoas, com 260 alunos matriculados no Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) com aulas nos três turnos (à noite é voltada ao EJA). A escola também atende uma turma de Educação Infantil do município, com 15 alunos.

Selecionar 204 indicações Promovido desde 1995, o prêmio Líderes & Vencedores chega à 32ª edição. A iniciativa reconhece trajetórias e projetos ligados ao desenvolvimento econômico, social, cultural e educacional do RS.


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PRODUÇÃO RURAL

Seminário em Vespasiano Corrêa discute armazenagem de grãos Encontro da Emater/RS-Ascar apresentou orientações sobre silos secadores, controle de pragas e qualidade do milho para reduzir perdas no campo Matheus Giovanella Laste matheus@grupoahora.net.br

VESPASIANO CORRÊA

A secagem e a armazenagem de grãos como forma de reduzir perdas e melhorar a rentabilidade das propriedades rurais foram o tema de um seminário regional realizado na sexta-feira, 23. O encontro ocorreu no auditório da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Aprender, com participação da Emater/RS-Ascar e de profissionais ligados ao setor. A programação buscou atualizar os produtores sobre técnicas de armazenamento, controle de pragas e roedores, classificação e qualidade dos grãos. Também ocorreu a apresentação de um exemplo de política pública muni-

cipal voltada à secagem e à armazenagem, com base na experiência de Dois Lajeados. Um dos destaques foi o manejo dos silos secadores, modelo indicado especialmente para a agricultura familiar por ter menor porte e custo de implantação. Segundo o extensionista rural da Emater/RS-Ascar Marcelo Brandoli, “com esses silos, o produtor pode guardar o milho na própria propriedade, com secagem por ventilação de ar natural”. De acordo com ele, o sistema contribui para preservar a qualidade e as características nutricionais do grão, favorecendo a valorização do produto na comercialização. A estrutura também amplia a autonomia do agricultor, que pode planejar melhor o momento da colheita e decidir quando armazenar

MATHEUS GIOVANELLA LASTE

e vender a produção. Além disso, a armazenagem na propriedade pode reduzir despesas com transporte e logística, especialmente quando o milho precisa ser levado a estruturas externas.

Pragas, roedores e defeitos do milho O controle de pragas e roedores foi outro tema, que exige atenção constante para evitar perdas durante o armazenamento. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a conservação inadequada pode comprometer parte significativa da produção, com perdas que chegam a 30% em determinadas situações. Na parte sobre classificação e qualidade, o técnico Theo Kroll da Costa, da Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, falou sobre o milho. “O que mais existe de

Técnico da Emater, Theo Kroll abordou a classificação e qualidade de grãos

defeito do milho são os fermentados”, afirmou. Segundo ele, o problema decorre da queima do germe e do aquecimento dos grãos, por excesso de calor ou chuva, na lavoura, no caminhão ou no armazém. Costa também citou os grãos brotados, com início visível de germinação e origem na

lavoura, e os grãos ou pedaços de grãos atacados por insetos. O seminário também promoveu a atualização técnica dos produtores que já utilizam estruturas de armazenagem no Vale do Taquari e apresentar alternativas a quem ainda não dispõe de um local adequado para conservar os grãos.


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Dia D marca etapa de levantamento de dados para regularização fundiária DIVULGAÇÃO

Ação reuniu representantes de 26 famílias e deu continuidade aos cadastros para a futura entrega das escrituras dos imóveis TAQUARI

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administração municipal avançou no programa de Regularização Fundiária, com a realização da etapa de levantamento de dados sociais. A ação na antiga sede da antiga Fruteira Colonial, no Rincão São José, e contou com a presença de 26 representantes familiares. O encontro teve como objetivo dar andamento aos procedimentos necessários para a futura entrega das escrituras públicas, realizadas através do programa de Regularização

Fundiária Urbana Social (Reurb-S), que transforma a posse do imóvel em propriedade legal, com a entrega de escrituras. A mobilização atende os moradores das ruas Pedro José Espíndola, Pastor Ramão Marques, Travessa Venâncio Araújo e Antônio José Saldanha. Com os atendimentos realizados durante a ação, o município soma 39 cadastros de imóveis e terrenos efetivados nessa região. Além da atualização documental, a atividade contou com o apoio de uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde, que realizou a aferição de pressão arterial e prestou orientações aos participantes.

Dentro da expectativa A participação das famílias ficou dentro da expectativa da Administração Municipal. “Acreditamos que chegamos próximos a atender ao total de

moradores do Loteamento”, explica a assistente social da secretária da Habitação e Assistência Social, Rejane Santos. Atualmente, há sete processos de regularização em andamento no município, sendo quatro processos de instaurados e mais três em fase preliminar de verificação da viabilidade. Nos últimos dois anos, o Município já realizou a entrega de 300 escrituras por meio das ações de regularização fundiária. A meta é chegar ao final de 2026 com 400 escrituras entregues, ampliando o número de famílias que passam a contar com a documentação definitiva de seus imóveis. Após a conclusão desta etapa no Rincão São José, o Município dará início ao processo de regularização fundiária da Rua Carlos Cananéia, no bairro Santo Antônio. Município soma 39 cadastros de imóveis e terrenos efetivados nessa região.


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RUMO AOS 100 ANOS

Escola Pedro Albino Müller celebra 99 anos e prepara festa do centenário MAIRA SCHNEIDER

Escola recebeu esse nome em homenagem a Pedro Albino Müller (nascido em 1896 em Lajeado e falecido em 1968), que foi empresário e também prefeito de Lajeado em 1947

Programação começa neste sábado, com atividades ao longo dos próximos 365 dias e homenagens às gerações que construíram a história da instituição em Sério Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

SÉRIO

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Escola Estadual de Ensino Médio Pedro Albino Müller celebra neste sábado, 24, seus 99 anos e dá início à contagem regressiva para o centenário, em 2027. A programação comemorativa inclui gincana e encontros com ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários, em atividades que valorizam a trajetória da instituição e a ligação com a comunidade. Atualmente, a escola conta com aproximadamente 116 alunos do 6° ao 3° do Ensino Médio, 13 professores e cinco funcionárias. Ao longo de quase um século, passou por mudanças na estrutura física, nas práticas pedagógicas e na oferta de ensino, mantendo participação importante na formação de gerações de moradores.

Avanços no ensino Entre as principais conquistas está a implantação do Ensino Médio, que permitiu aos jovens continuar os estudos no município. A secretária de Educação, Cultura e Desporto de Sério, Cristiane de Freitas, trabalhou na escola durante 15 anos, a partir de 2001, e destaca a importância dessa ampliação. “Termos essa extensão do sexto ano ao Ensino Médio, para nós é muito importante, porque nós temos uma continuidade dos estudos dos nossos alunos”, afirma. A estrutura também passou por melhorias. A diretora Maribel Mattei Rodrigues, que foi aluna e ingressou como professora de Educação Física em 2002, acompanhou mudanças como a cobertura da quadra de esportes, criação do auditório e reformas realizadas em 2024 nas salas de aula, biblioteca e laboratório de Ciências. A rotina escolar também se modernizou. Para Maribel, os desafios atuais exigem adaptação às mudanças da sociedade e diálogo com estudantes e famílias. “A união da comunidade escolar é um dos pilares da nossa instituição.”

Diferentes gerações A história da escola também é marcada por quem passou pelas salas de aula e retornou em outras funções. Darli Sartori Rossini, 65 anos, estudou na instituição entre 1970 e 1975 e voltou como professora em 1981. Depois, também atuou como vice-diretora e diretora. Para ela, “educar significa formar estudantes curiosos e com senso crítico.”

Adélia Branchi Corbellini foi a primeira professora da instituição

Semilda da Silva Rosa, 64 anos, ingressou em 1970, quando a instituição ainda se chamava Escola Rural Pedro Albino Müller. Ela recorda a estrutura simples da época e lamenta não ter podido continuar os estudos por dificuldades financeiras. Entre as gerações mais recentes, Josiane Maria Kappes Manica, 37, ex-aluna e professora há quase 11 anos, destaca o avanço da tecnologia e a necessidade de ensinar os estudantes a lidar com o grande volume de informações. Já Eduarda Ruggeri, 31 anos, que estudou na escola até 2011 e realizou ali os estágios de História, acompanha com entusiasmo as melhorias. “Desejo que a instituição continue evoluindo e, quem sabe, eu possa retornar futuramente como professora.”

Rumo aos 100 anos A atividade deste sábado começa às 8h30, na quadra da escola, e marca a largada para as comemorações do centenário. A programação de 2027 será organizada por uma comissão e deverá reunir diferentes gerações em encontros e atividades comemorativas.


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Estado concentra 83% das dívidas renegociadas Painel da Farsul aponta R$ 4,59 bilhões em operações no RS e permite monitorar os contratos até novembro ESTADO

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Rio Grande do Sul responde por 83% do valor das dívidas rurais renegociadas no Brasil por meio da Medida Provisória 1.376/2026. Até 30 de setembro, os contratos no estado alcançaram R$ 4,59 bilhões, de um total nacional de R$ 5,56 bilhões. Ao todo, foram registradas 16,7 mil operações no país. Os números podem ser consultados em uma plataforma interativa disponibilizada pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O painel reúne informações do Sistema

de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, e permite acompanhar a aplicação da medida voltada à quitação ou à amortização de débitos de produtores prejudicados por eventos climáticos e pela redução dos preços agrícolas. Além de concentrar a maior parcela dos recursos, o estado reúne aproximadamente 15 mil operações, o equivalente a 90% dos contratos contabilizados nacionalmente. As renegociações gaúchas apresentam taxa média de juros de 8,57% ao ano e prazo médio de pagamento de 9,6 anos. De acordo com os dados disponibilizados pela Farsul, Sicredi e

Além de concentrar a maior parcela dos recursos, estado reúne aproximadamente 15 mil operações, o equivalente a 90% dos contratos contabilizados nacionalmente

Banrisul respondem pela maior parte dos valores contratados no Rio Grande do Sul.

Acompanhamento das operações A ferramenta permite consultar os resultados por unidade da

Federação, instituição financeira e programa de crédito. Também disponibiliza informações sobre a evolução mensal dos contratos e a origem dos débitos renegociados. Os dados podem ser exportados em planilhas do Excel ou em arquivos de imagem. A entidade prevê atualizações semanais, conforme a publicação

de novos registros pelo Banco Central. Dessa forma, será possível acompanhar a evolução dos valores e do número de operações ao longo do período de contratação. Conforme o prazo informado pela Farsul, os produtores podem formalizar as renegociações previstas na medida provisória até 12 de novembro.


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Três nomes da região recebem Comenda João de Barro Marina Mayer, Jeverson Calvi e Adriane Zanotelli Fassini foram indicados pela 24ª RT para receber a honraria no dia 30, em Cachoeira do Sul ESTADO

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24ª Região Tradicionalista (RT) indicou três nomes para receber a Comenda João de Barro, honraria concedida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Marina Mayer, Jeverson Calvi e Adriane Zanotelli Fassini serão homenageados no dia 30, em Cachoeira do Sul, no encerramento da cavalgada comemorativa aos 60 anos do MTG. As indicações foram anunciadas

CLAITON MIRANDA/DIVULGAÇÃO

durante o encontro de patrões realizado no CTG Rincão das Coxilhas, em Teutônia. A reunião também promoveu a integração entre as entidades tradicionalistas e debateu iniciativas para fortalecer a cultura gaúcha no Vale do Taquari. A Comenda João de Barro é uma honraria concedida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) a tradicionalistas e entidades que se destacam na defesa, preservação e manutenção da cultura gaúcha.

Cavalgada dos 60 anos Iniciada em Tramandaí no dia 17 de outubro, a cavalgada comemorativa aos 60 anos do MTG percorre cerca de 380 quilômetros

até Cachoeira do Sul, com chegada prevista para 30 de outubro. A iniciativa resgata a história da entidade, fundada em 1966, e celebra sua trajetória na preservação

da cultura gaúcha. Davi Musskopf Mateus Zanatta, Paulo Feil e Antenor são cavaleiros do Vale do Taquari que estão participando do evento.

Encontro no CTG Rincão das Coxilhas, em Teutônia, definiu os nomes do Vale do Taquari que receberão a honraria na próxima semana


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Rincão das Coxilhas promove fandango com entrada gratuita

TEUTÔNIA

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CTG Rincão das Coxilhas, de Teutônia, recebe neste sábado, 24, uma programação dedicada à música e às tradições gaúchas, dentro do projeto Danças e Andanças do Meu Rincão. As atividades começam às 20h, com show de Thomas Machado, e seguem a partir das 22h, com fandango animado pelo grupo Chão Fandangueiro. A noite também conta com

DIVULGAÇÃO

Programação ocorre neste sábado, 24, com show de Thomas Machado, baile com o grupo Chão Fandangueiro, apresentação das invernadas e encontro dos Xirús A noite contará com apresentações das invernadas artísticas e encontro dos Xirús

apresentação das invernadas artísticas e encontro dos Xirús, reunindo diferentes gerações em torno da cultura tradicionalista. A entrada é gratuita. Além das atrações musicais e culturais, haverá janta por adesão. O valor é de R$ 45 para adultos e

R$ 25 para crianças de 8 a 11 anos. A distinção reconhece a contribuição de pessoas e organizações para a continuidade das tradições, o fortalecimento do movimento tradicionalista e a valorização da identidade cultural do Rio Grande do Sul.

Região classifica representantes para a final do Enart A região terá representantes em diferentes modalidades na fase final do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), marcada para o fim de novembro. Os classificados foram definidos a partir da participação na 3ª Inter-Regional do evento, em Venâncio Aires. Entre os destaques estão artistas e grupos de Venâncio Aires, Encantado, Arroio do Meio e Lajeado. As vagas contemplam modalidades individuais e coletivas, como declamação, causos, solista vocal, danças gaúchas de salão e danças tradicionais. Na modalidade causo, Kelen Dewes, do CTG Chaleira Preta, de Venâncio Aires, garantiu a classificação. Na declamação feminina, a representante será Thaís Weber, do CTG Giuseppe Garibaldi, de Encantado. Já no solista vocal feminino, a vaga ficou com Talia Becker, do GAN Anita Garibaldi, também de Encantado. A declamação masculina terá três representantes: Gabriel Ferreira, do CTG Chaleira Preta, e Edison Aquino, do GF Essência da Tradição, ambos de Venâncio Aires, além de Ramon Mazzarino,

do CTG Giuseppe Garibaldi. Henrique Rodrigues, do CTG Giuseppe Garibaldi, e Matheus Loeblein, do CTG Chaleira Preta conseguiram classificação na chula. As danças gaúchas também terão participação expressiva da região. De Encantado, avançaram Luís Bruxel e Mônica Wemeier, do GAN Anita Garibaldi. De Arroio do Meio, a vaga ficou com Douglas Mallmann e Carolina Heisser, do CTG Querência. Lajeado terá duas duplas do CTG Tropilha Farrapa: Daniel Soares e Yasmin Caussi, além de Luis Eduardo Silva e Tábata Finke. Completa a lista Victor Cunha e Luiza Fagundes, do DTG Piazito da Tradição, de Venâncio Aires. Nas danças tradicionais, os classificados são o CTG Giuseppe Garibaldi e o GAN Anita Garibaldi na Força A. Já no Força B, o Tropilha Farrapa, de Lajeado. A região também terá representantes como suplentes. Gean Carlo Almeida, do GAN Anita Garibaldi na modalidade gaita piano, enquanto Laura Bruxel, do CTG Tropilha Farrapa, é suplente no vocal feminino.


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www.coquetel.com.br Avaliação feita sobre uma coluna de opinião Arenito, gnaisse e antracite (Geol.) O hospital de alta complexidade

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© Revistas COQUETEL

"Encostar na (?)", Mínimo de música Paraíso pessoas de Ana turístico em uma Carolina do Caribe reunião

Carta que "(?) do Dragão", vale onze desenho animado pontos Processo de determina sueca nação de fronteiras

OBITUÁRIO

Eliseo Visconti, pintor brasileiro Os hábitos de coruja e morcego Base do chocolate Deusa da Terra (mit. gr.)

ZENAIDE ANTÔNIO LUCCA, 83, faleceu na sexta-feira, 23. O velório ocorre na capela mortuária São Pedro, em Encantado. O velório ocorre neste sábado, 24, às 16h, no Cemitério São Pedro.

Nome da letra M Creme de leite

A emissão do iodo radioativo (Fís.) Anarquizar Grito de dor Glândula mamífera Endemia amazônica

"(?) bolas!", expressão de enfado Abrigo de coelhos Dádiva; presente

Sentimento ligado à empatia 101, em algarismos romanos A testemunha que viu o fato (jur.) Salvador Allende, político chileno Anular (contrato)

Estado da Ilha de Marajó Animada

(?)2, banda irlandesa de rock

Suposta influência maléfica de espíritos (?) julgada, sentença proferida

(?) Baldwin, ator de "Blue Jasmine"

JOÃO ERNANI KRONBAUER, 68, faleceu na quinta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico Municipal de Cruzeiro do Sul.

Matériaprima da fabricação de navios

Os solos das praias Deserto africano

"Empresa", em ECT Aluguel, em inglês Membro preênsil do macaco

Registro escrito de reunião (pl.)

Sacada coberta de apartamentos

SALETE MARIA ILHA, 61, faleceu na quinta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Nova Bréscia.

(?) Lorenzo, clube argentino (fut.)

Augusto (?): criou o Teatro do Oprimido Exímios aviadores Amerício (símbolo) Que possui tamanho diminuto (fem.)

Ação que integra o resgate

4/rent. 5/aruba. 6/quórum. 8/obsessão. 9/rescindir. 10/retaguarda. 11/metacrítica.

BANCO

Solução M Q C R E T A G U A R D A N O T U R N O S E V R E M E C AC A U BA G U N Ç A R H R R N G A I A MA M A E S T I M A T O C A C I A P A R A O C U L A R A Ç O S A A L E C Ã B T A R E N O S O S R E S C I N D I R E I A A T A S R S A A S E S R A BO V A R A N D A A N Ã S A L V A M E N T O 23/09 - 22/10

Virgem: Estudos ganham força. Encontros afetivos e mudanças profissionais favorecem sua autonomia.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Família e casa pedem atenção. Reencontros e novas parcerias trarão inspiração para mudanças positivas.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Amor e criatividade estão em alta. Aposte nos talentos pessoais e aproveite oportunidades para brilhar.

Sagitário: Encerre pendências emocionais. Conversas profundas ajudarão a enxergar novas possibilidades.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Organize o trabalho, cuide da saúde e amizades. Estudos e novas ideias ampliarão seus horizontes.

Escorpião: Defina metas, cuide de si e aproveite o aumento da vitalidade e do poder de conquista.

Capricórnio: Novas amizades e alianças abrem caminhos. Ideias compartilhadas favorecem suas finanças.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Parcerias e acordos podem transformar seus planos. Desacelere, cuide de si e escute sua intuição.

Libra: Organize as finanças Carinho e programas culturais podem movimentar a vida amorosa.

Aquário: Apresente resultados com confiança e use novas ideias para alcançar metas ambiciosas.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Intimidade e finanças a dois ganham destaque. Invista em novos projetos e aproveite a energia extra no amor.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Viagens e estudos ampliam horizontes. Valorize seus talentos e cuide das finanças.

DARCILO BRAND, 81, faleceu na quinta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Luterano do Florestal, em Lajeado.

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IVONE SILVEIRA DE ÁVILA, 73, faleceu na quinta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari. AIRTON VALDIR SCHERNER, 64, faleceu na quinta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico Novo de Marques de Souza.


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Lente Social Lisi Costa

Leila Franz

Hotel Vallér inaugura novo espaço de eventos Desde terça-feira, 20, Lajeado conta com uma nova opção para receber celebrações, encontros e eventos empresariais, o Vallér Eventos. O novo empreendimento conta com 500 metros quadrados e foi pensado para atender diferentes formatos de eventos, reunindo conforto, estrutura e acolhimento. O ambiente conta com climatização, estrutura audiovisual, opções de alimentação, estacionamento e gerador de energia, oferecendo praticidade para organizadores e convidados. Está localizado na rua Irmando Weissheimer, 525, no bairro Montanha, ao lado do Vallér Montanha Hotel. Com a inauguração, o Vallér Eventos amplia as opções disponíveis para quem busca um espaço para eventos em Lajeado e no Vale do Taquari.

Jair Vallér, Silvana Goulart (cerimonialista) e Jairo Vallér

Beleza e autocuidado

Sandra Weber e Micheline Rempel

Celebrar a beleza autêntica e o autocuidado foi a premissa do Golden Hour, evento exclusivo promovido por Fernanda Beuren, promovido na quinta-feira, 22 na Turtle House. Inspirado na luz mágica do pôr do sol, o encontro reuniu clientes e convidadas em uma experiência intimista que celebrou a essência de cada mulher. Mais do que um momento de conexão, a noite reforçou o propósito de que a verdadeira transformação acontece quando cuidamos de quem somos, evidenciando uma luz que já brilha de dentro para fora.

Fernanda Beuren e Gabriela Perosso

Inauguração da Clínica Valora A ginecologista Thaís Andrade Gewehr e o traumatologista Pedro Egon Gewehr, inauguraram na quarta-feira, 21 a clínica Valora. O foco da clínica na área da ginecologia será no diagnóstico, tratamento das causas da infertilidade, investigação dos fatores que dificultam a concepção sem recorrer a fertilização in vitro. E na traumatologia a especialidade será ombro e cotovelos. Entre os recursos utilizados pelo médico, estão guias cirúrgicos personalizados, produzidos em impressoras 3D para auxiliar no planejamento das intervenções conforme as características de cada paciente. A unidade está instalada na sala 1106 do prédio 300, na avenida Piraí, em Lajeado. Thaís Andrade Gewehr e Pedro Egom Gewehr


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UMAS & OUTRAS

MARCOS FRANK

CARLOS MARTINI

ARTIGO

Administrador

CIRCULANDO POR AÍ

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uito pouco provável que neste segundo turno surjam diferenças relevantes em relação à votação registrada no primeiro turno aqui pela região. Talvez até aumente um pouco a diferença a favor do candidato que ponteou com relativa boa folga na primeira rodada desse campeonato. Meros trinta dias, mesmo que recheados de acusações de ocasião, velhas narrativas com pouco fundamento nos espaços de propaganda, ou benesses oportunistas, não alteram convicções já cristalizadas. Variações de alguma envergadura mais relevante costumam ocorrer em áreas metropolitanas, onde os bolsões de votos potencialmente

ainda influenciáveis são um pouco mais amplos e é maior o contingente de indecisões que podem estar sujeitas a algum atropelo de última hora, até pela maior correria do dia a dia, que dá menos tempo para pensar e refletir.

por hora. A ideia brotou de numa brincadeira entre amigos há uns sete anos. Hoje, na sétima edição, já virou atração turística. Mas a farra continua!

PAU NA MULA!

LOMBA ABAIXO! Como a vida não acaba neste domingo, vale sugerir um modesto mas bem interessante passeio: dia 15 de novembro ocorre mais uma edição da Descida do Morro, na boa terra de Pinto Bandeira. Os “bólidos” são dezenas de carrinhos de lomba muito bem estilizados e cada vez mais criativos, descendo lomba abaixo a mil

Hoje em dia, um dos bólidos mais rápidos é o carrinho de supermercado, vai de zero a duzentos (reais) por hora num vapt! vupt! Como diria o saudoso Millôr Fernandes, o custo de vida já anda quase pela hora da morte. Melhor não culpar os comerciantes por isso, o buraco da inflação é mais em cima.

QUEM CASA QUER CASA O ditado é meio antigo e já meio desatualizado. Hoje em dia muitos nem pensam em casamento e apesar de todos precisarem de um teto para viver não necessariamente tem que ser próprio, embora a segurança que isso gera, tipo assim: “daqui não saio e daqui ninguém me tira!”, como era o refrão de uma musiquinha carnavalesca. Aos fatos: programas habitacionais são promovidos desde os tempos do império e em maior ou menor escala sempre existiram, independente do apelido que tenham recebido ou que recebam nos dias atuais. Além da segurança social e patrimonial que geram, também são uma importante alavanca econômica onde são implantados, principalmente

durante as suas construções, pelos reflexos positivos que geram nas respectivas cadeias produtivas. Aqui pelas bandas valedotaquierenses vale lembrar os diferentes programas gerenciados por caixas econômicas ao longo do tempo (estadual ou federal), pelas cooperativas de habitação (Cohabs), pelo saudoso Banco Nacional da Habitação (BNH), entre outras instituições financeiras, iniciativas municipais, importantes empreendimentos privados e até mutirões habitacionais comunitários. Esse processo nunca parou e nem vai parar. Mesmo que o chamado déficit habitacional seja suprido, a eterna vontade de mudar para melhor vai continuar existindo.

CINE BRASIL APRESENTA Festival de Bondades Eleitoreiras (duplo com) Pendura a Conta Aí, Geeente!

SAIDEIRA LIVRE PENSAR

Seja razoável, prometa o impossível”. (Autoria incerta)

Tempos atrás o nôno subiu a serra para visitar a parentalha, quando ainda era só estrada de chão batido e das bem esburacadas. Foi de ônibus com o neto e sofreu bastante com os solavacos, trepidações e as “costeletas” da estrada. Na hora de voltar a “linha” meio que atrasou bastante e o

nôno saiu a procurar até dois cavalos para descida. O neto alertou: - Güenta aí, vô, que logo deve estar chegando um ônibus de Taquara... E o nôno: - Já foi meio duro subir num ônibus de lataria, descer num de taquara só pode ser pior!

Médico Neurocirurgião

A urna e o bezerro de ouro

O

século XXI nos ensinou a tratar a democracia como os antigos tratavam seus deuses da fertilidade: se a colheita é ruim, a culpa nunca é do ídolo, mas da imperfeição dos nossos sacrifícios: e preciso votar mais, debater mais, “democratizar” ainda mais. No livro “Democracia: O Deus que Falhou” do economista e filósofo alemão Hans-Hermann Hoppe não se encontra um tratado técnico de economia; mas sim um espelho incômodo que estilhaça o maior dogma do nosso tempo. Hoppe não pede licença para entrar no panteão ocidental. Ele entra derrubando as estátuas. Sua tese central opera como um choque térmico: a transição histórica da monarquia clássica para a democracia moderna não foi um passo em direção à liberdade, mas um profundo processo de decadência civilizatória, uma tese que outros filósofos já tocaram. Para o leitor comum, criado sob o catecismo de que o voto é a ferramenta máxima da emancipação humana, o argumento hoppeano soa quase como uma heresia, mas calma, ele usa a analogia do proprietário versus o zelador. Um rei, por pior que fosse, olhava para o país como sua propriedade privada, algo a ser preservado e herdado por seus filhos. Havia uma preocupação natural com o valor do capital a longo prazo. O governante democrático, por outro lado, é um mero zelador temporário. Ele recebeu as chaves do palácio por quatro ou oito anos. Sua meta não é preservar o jardim, mas extrair dele o máximo de frutos possível antes que o próximo inquilino assuma. A democracia, aos olhos céticos de Hoppe, é a institucionalização do curto-prazismo. Enquanto se avança pelas páginas, percebe-se que o livro não é uma defesa nostálgica do absolutismo, mas sim uma autópsia impiedosa do Estado moderno. O Autor nos mostra como a democracia de massas transformou a política em uma guerra de todos contra todos disfarçada de civismo. O direito de voto transformou o palácio do governo em uma pilhagem legalizada: grupos de interesse se organizam para extrair recursos de terceiros sob a bênção da maioria. “A redistribuição de renda”, se pensada sob a ótica hoppeana, nada mais é do que tirar de quem produz para sustentar a máquina que garante a reeleição do zelador. O que mais perturba na leitura é a precisão cirúrgica com que o autor descreve a nossa realidade atual. Quando ele fala sobre a inflexão do tempo — a tendência humana de preferir o consumo imediato à poupança de longo prazo, passamos a entender a inflação crônica, o endividamento público gigantesco e a degradação cultural que assistimos nos jornais. Ao transformar tudo em debate público e direitos garantidos pelo Estado, a sociedade desaprendeu a antiga arte da responsabilidade individual. Na véspera de uma eleição presidencial Hans-Hermann Hoppe pode parecer radical, e sua proposta final de uma sociedade baseada em leis privadas e secessão radical soa utópica (ou distópica) para muitos. Mas o seu mérito não está em desenhar o futuro perfeito, e sim em arrancar a máscara de santidade do presente. “Democracia: O Deus que Falhou”é uma leitura perigosa porque nos rouba o conforto da inocência. Depois dele, a urna eletrônica deixa de parecer um altar de liberdade e passa a lembrar muito mais uma roleta russa onde, no fim das contas, a banca sempre vence.


A HORA | 29

Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

OUTUBRO ROSA

Comunidade Evangélica de Lajeado promove Encontro de Mulheres

FOTOS: RENATA LEAL/DIVULGAÇÃO

Iniciativa ocorre na tarde deste sábado. É a segunda edição consecutiva do evento LAJEADO

A

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Lajeado (Ieclb) promove neste sábado, 24, pelo segundo ano consecutivo o Encontro de Mulheres – Edição Outubro Rosa. O evento será realizado no Centro Comunitário Evangélico, com palestra sobre prevenção, saúde e longevidade feminina, testemunhos, meditação, café, desfile de moda e sorteio de brindes. A programação ocorre das 13h30min às 17h10min, no Centro Comunitário Evangélico, com uma tarde dedicada à conscientização, à prevenção do câncer de mama, à saúde feminina e à valorização da vida. A programação inicia com a chegada e acolhida das participantes. Às 14h, a médica Débora Bolsi ministra a palestra “Muito além do Outubro Rosa: prevenção, saúde e longevidade feminina”, abordando a importância dos cuidados com a saúde da mulher para além da campanha realizada em outubro.

Edição de 2025 lotou dependências do Centro Comunitário Evangélico

Já por volta das 15h, o encontro terá um momento de testemunhos e depoimentos. Na sequência, às 15h30min, será realizada uma meditação, seguida do café da Nega Salgados. A programação continua às 16h10min, com desfile de moda, e às 17h, com sorteio de brindes. O encerramento está previsto para as 17h10min.

Reflexão A iniciativa busca proporcionar um espaço de informação, acolhimento, reflexão e integração entre as mulheres, reforçando a importância da

prevenção e dos cuidados contínuos com a saúde, além de incentivar o compartilhamento de experiências e o fortalecimento dos vínculos comunitários. O investimento para participar de toda a programação, incluindo o café, é de R$ 50. A organização também convida as participantes a levarem, se possível, uma caixa de leite para doação à Liga de Combate ao Câncer e ao grupo Levando Amor. O encontro é promovido pela Comunidade Evangélica de Lajeado e integra as ações de conscientização do Outubro Rosa, unindo informação, cuidado, fé e solidariedade.

Iniciativa busca proporcionar um espaço de informação, acolhimento, reflexão e integração entre as mulheres


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

LUTA CONTRA O REBAIXAMENTO

SEM MARGEM PARA ERROS, DUPLA GRE-NAL VIVE NOVA RODADA DECISIVA RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO

LUCAS UEBEL /DIVULGAÇÃO

Inter recebe o Botafogo no BeiraRio e o Grêmio visita o Coritiba. Restando apenas sete rodadas para o fim do Brasileirão, os rivais entram em campo pressionados pela necessidade de voltar a vencer Caetano Pretto

caetano@grupoahora.net.br

A

32ª rodada do Campeonato Brasileiro se anuncia como crucial para a Dupla Gre-Nal, que enfrenta adversários ainda próximos da zona de rebaixamento. Sem jogos no domingo devido ao segundo turno das eleições, os jogos ocorrem entre sábado e segunda-feira. O Internacional joga primeiro. 17º colocado, com 32 pontos, o Colorado recebe o Botafogo, no sábado, às 16h30min, no Estádio Beira-Rio. O clube faz promoção de ingressos e sócios podem ir ao jogo mediante check-in sem custo. Não sócios pagam entradas de até R$ 50 nos espaços livres do estádio. A expectativa de público é de cerca de 40 mil torcedores. Para o confronto, Eduardo Baptista terá de mexer na equipe. Matheus Cunha, Mercado, Villagra e Vitinho estão suspensos. Anthoni, Maripán e Alan Patrick, por outro lado, retornam de lesão e devem iniciar o confronto. A grande novidade, no entanto, deve ficar na figura de Ronaldo, possível substituto de Villagra na abertura do meio-campo. Sem chance para erro, o Inter

Dodi é o mais cotado a substituir Danilo Barbosa no meiocampo gremista

Ausência contra o Mirassol, Alan Patrick retorna ao time diante do Botafogo

AGENDA 32ª SÁBADO - HOJE

16h30 16h30 16h30 18h30 18h30 19h30 21h

Mirassol Internacional Vitória Vasco Palmeiras Chapecoense Santos

x x x x x x x

São Paulo Botafogo Athletico Corinthians Bragantino Fluminense Bahia

SEGUNDA-FEIRA 19h30 20h

Coritiba x Grêmio Flamengo x Atlético-MG

projeta campanha perfeita nas quatro partidas restantes em casa para chegar à pontuação necessária para se manter na elite. Além do Botafogo, o time recebe Coritiba, Vitória e Bragantino. O provável Inter tem: Anthoni; Bruno Gomes, Maripán e Juninho; Aguirre, Ronaldo, Thiago Maia e Matheus Bahia; Alan Patrick, Bernabei e Alerrandro. Adversário colorado, o Bota-

fogo tem 39 pontos e, em caso de derrota, ainda se preocupa com o rebaixamento. Comandado por Tite, o time titular deve ter: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles; Allan, Danilo Santos, Ziyech, Montoro e Matheus Martins; Tiquinho Soares.

GRÊMIO SÓ NA SEGUNDA-FEIRA O torcedor gremista terá de esperar um pouco mais para ver a equipe em campo. Décimo oitavo colocado, com 31 pontos, o Grêmio acompanha os jogos de sábado e entra em campo só na segundafeira, quando enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira, às 19h30. Para o confronto, Renato promoverá alterações na defesa e no meio-campo. Kannemann, suspenso, e Danilo Barbosa, lesionado, são

desfalques. A zaga deve ter Wallace e Balbuena como dupla titular, enquanto que Dodi é o mais cotado a assumir o posto ao lado de Villasanti e Krovinovic. O provável Grêmio tem: Weverton; Diego Caito, Wallace, Balbuena e Marlon; Dodi, Villasanti e Krovinovic; Pavón, Amuzu e Carlos Vinícius. A depender dos resultados paralelos, o Grêmio saberá se tem condições de sair da zona de rebaixamento caso vença a primeira partida como visitante. Adversário da rodada, o Coritiba tem 39 pontos e busca a vitória para garantir matematicamente a permanência na primeira divisão. O provável time titular tem: Pedro Morisco; Bustos, Tiago Cóser, Jacy Maranhão e Bruno Melo; Fonseca, Sebastián Gómez, Lavega, Josué e Breno Lopes; Pedro Rocha.

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

E

D

GM

GS

SG

Flamengo

67

20

7

4

61

25

36

Palmeiras

66

19

9

3

54

22

32

Athletico

53

15

8

8

49

37

12

Cruzeiro

51

15

6

10

50

46

4

Fluminense

51

14

9

8

49

39

10

Atlético-MG

50

14

8

9

42

35

7

Bahia

49

13

10

8

44

39

5

Santos

45

12

9

10

48

46

2

São Paulo

42

12

6

13

36

35

1

Bragantino

41

11

8

12

39

36

3

Botafogo

39

10

9

12

44

48

-4

Coritiba

39

10

9

12

38

49

-11

Vitória

37

10

7

14

34

45

-11

Mirassol

36

9

9

13

36

44

-8

Vasco

35

9

8

13

36

43

-7

Corinthians

33

8

9

14

32

39

-7

Internacional

32

7

11

13

33

40

-7

Grêmio

31

7

10

14

34

44

-10

Remo

26

5

11

15

34

49

-15

Chapecoense

18

3

9

18

30

62

-32


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

OPORTUNIDADE

ATLETAS DE ENCANTADO AVANÇAM EM AVALIAÇÃO NO GRÊMIO DIVULGAÇÃO

Vicente e Pedro Henrique foram selecionados após atividade no Estádio das Cabriúvas, que reuniu cerca de 160 jovens jogadores

D

ois atletas do CFM Centro Esportivo, de Encantado, terão a oportunidade de passar uma semana em avaliação no Grêmio, em Porto Alegre. Vicente e Pedro Henrique foram selecionados por um observador do clube após uma atividade realizada no Estádio das Cabriúvas, que reuniu cerca de 160 jogadores. A avaliação foi organizada pelo

CFM em parceria com a Lenz Sports, empresa que atua na observação, captação e indicação de

Jovens Vicente e Pedro Henrique foram selecionados para vivenciar experiência nas categorias de base do Grêmio

atletas para clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e de outras regiões do país e do exterior. A atividade também contou com a presença de um observador do Athletico Paranaense. Para o professor Tiago Marchese, a seleção dos jovens representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo centro esportivo nos treinamentos e nas competições. “Essa oportunidade demonstra que o trabalho diário do CFM nos treinos e jogos está apresentando ótimos resultados. Buscamos sempre o melhor para nossos alunos, tanto no desenvolvimento esportivo quanto na formação como cidadãos”, destaca. A conquista também é resultado da dedicação dos atletas e do acompanhamento da comissão técnica. Segundo Marchese, a

oportunidade vai além do desempenho dentro de campo e envolve valores trabalhados diariamente com os jovens. “Ver o Vicente e o Pedro Henrique serem selecionados é motivo de muito orgulho. Acompanhei a evolução dos dois, o esforço diário, a dedicação nos treinos, o respeito com os colegas e a vontade de aprender. Antes de formar o atleta, nós buscamos formar o cidadão”, afirma. A semana de avaliação no Grêmio permitirá que os dois jogadores conheçam a rotina de um dos principais clubes formadores do país e demonstrem suas habilidades diante dos profissionais da equipe. Para o CFM, a experiência representa uma oportunidade importante para a trajetória dos atletas e reforça o trabalho desenvolvido em Encantado.

GAUCHÃO SUB-17

PINHEIROS ENFRENTA EQUIPE INVICTA POR VAGA NA FINAL DIVULGAÇÃO

O Pinheiros volta a campo pelo Gauchão Sub-17 A2 neste sábado, 24, às 15h, em Taquari. Depois de eliminar o Guarany, de Bagé, com duas vitórias, a equipe do Vale do Taquari enfrenta o Safurfa EC, de Marau, pela semifinal da competição. O confronto coloca frente a frente duas equipes com campanhas consistentes. O Pinheiros soma seis vitórias, dois empates e uma

Pinheiros soma seis vitórias, dois empates e uma derrota, com 23 gols marcados e nove sofridos na competição

derrota, com 23 gols marcados e nove sofridos. Um dos destaques é o atacante Marcos, que balançou as redes nove vezes e lidera a artilharia do campeonato. Do outro lado, o Safurfa chega invicto. Em nove partidas, conquistou seis vitórias e três empates. A equipe marcou 24 gols e sofreu apenas seis, números que demonstram o desempenho ofensivo e a solidez defensiva do adversário.

A outra semifinal será disputada entre Igrejinha e Panambi. O primeiro confronto ocorre em Panambi, enquanto a partida de volta será realizada em Igrejinha. Com campanhas próximas às do adversário, o Pinheiros busca aproveitar o fator local no jogo deste sábado para construir um resultado positivo e chegar em vantagem à sequência decisiva do confronto.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

SUCESSO NACIONAL

ATLETAS DO COLÉGIO TEUTÔNIA CONQUISTAM MEDALHAS NOS JOGOS DA JUVENTUDE DIVULGAÇÃO COLÉGIO TEUTÔNIA / IURQUEN ROESE

Caio Cavalheiro e Laura Mallmann subiram ao pódio em Foz do Iguaçu, com bronzes nos 400m, no revezamento 4x400m e nos 800m

O

Caio Cavalheiro, bronze nos 400m rasos e no revezamento 4x400m pela Seleção Gaúcha, e Laura Brackmann Mallmann, bronze nos 800m rasos

atletismo de Teutônia voltou a ganhar destaque em uma competição nacional. Entre os dias 20 e 22 de outubro, atletas da equipe do Colégio Teutônia participaram dos Jogos da Juventude, em Foz do Iguaçu, no Paraná, e conquistaram medalhas em provas de pista. O principal destaque foi Caio Cavalheiro, bronze nos 400m rasos e no revezamento 4x400m com a Seleção Gaúcha. Laura Brackmann Mallmann também garantiu o 3º lugar nos 800m rasos. Além dos dois medalhistas, representaram a equipe teutoniense na delegação gaúcha David Ceulemans, Alexander Bonifáce e Caíque Hergemöller. A competição foi promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e envolveu competidores na categoria de 13 a 17 anos.

O Time RS, formado por 262 estudantes das redes pública e privada de ensino, viajou no domingo, dia 18, com apoio do Governo do Estado, responsável pelo custeio das passagens aéreas e pelo fornecimento dos equipamentos para os atletas e demais integrantes do grupo.

da prova, terminou na 4ª posição, mas alcançou o pódio oficial porque a 2ª colocação foi ocupada pela japonesa Mirika Oguri, que registrou 2min19s43. Como atletas de países convidados não integram a classificação oficial, Laura ficou com o 3º lugar entre as competidoras válidas para o resultado da disputa.

CAIO CONQUISTA DOIS BRONZES

EQUIPE SEGUE COM CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES

Caio Cavalheiro conquistou a medalha de bronze nos 400m rasos, com o tempo de 48s19, uma marca expressiva para sua idade. A prova teve chegada equilibrada: o sul-mato-grossense Max Alves da Silva venceu com 48s14, seguido pelo alagoano Johnata Vinícius Moura, com 48s17. O atleta também subiu ao pódio com a Seleção Gaúcha no revezamento 4x400m. Nos 200m rasos, encerrou sua participação na 7ª colocação.

LAURA SOBE AO PÓDIO NOS 800M Laura Brackmann Mallmann conquistou a medalha de bronze nos 800m rasos, com o tempo de 2min22s19. Na classificação geral

Os treinadores teutonienses Laudenor Brune e Iurquen Roese avaliaram positivamente o desempenho dos atletas nos Jogos da Juventude, destacando os resultados obtidos e as marcas alcançadas ao longo da competição. Os cinco atletas integram o projeto Corredores de Teutônia 2026, financiado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria do Esporte e Lazer e do Pró-Esporte RS – Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). O projeto dá suporte à Equipe de Atletismo do Colégio Teutônia, que conta com o apoio das Prefeituras de Teutônia e Westfália, do Sicredi e da Acerte. Na sequência do calendário, a equipe disputa o Campeonato Estadual Sub-14, no dia 24 de outubro, em Ijuí. DIVULGAÇÃO

CICLISMO

LAGOA DA HARMONIA RECEBE ETAPA DA COPA SESC MTB DOS VALES Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A Lagoa da Harmonia, em Teutônia, será o cenário de mais um desafio para os amantes do ciclismo neste domingo, 25. O município recebe uma etapa da Copa Sesc MTB dos Vales 2026, competição de mountain bike que reúne esporte, superação e conta-

to com a natureza. A prova terá percursos desafiadores, premiação e estrutura para receber atletas e público. A proposta é reunir ciclistas de diferentes níveis de experiência, desde competidores habituados às disputas até praticantes que buscam novos desafios na modalidade. Além do aspecto esportivo, o evento também valoriza as

paisagens naturais do interior de Teutônia. A Lagoa da Harmonia oferece um cenário para a prática do mountain bike, combinando aventura e contato com as belezas da região. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site event. windfit.app/copasescteutonia. A organização é da Associação Teutônia Ciclismo.

Além do aspecto esportivo, o evento também valoriza as paisagens naturais do interior de Teutônia


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

FUTEBOL AMADOR

ALIGA E COPA SICREDI MANTÊM

JOGOS NO FIM DE SEMANA DIVULGAÇÃO

seguido pelo Santo Antônio, com sete, e pelo Avante, com seis. River Plate, Palanque, Ouro Verde, AERT e Deodoro somam três pontos cada. O Monterey aparece na última posição, com um ponto. No aspirante, Onze Unidos e Avante dividem a liderança, ambos com nove pontos. Santo Antônio, Monterey e River Plate aparecem na sequência, com seis pontos. O Ouro Verde soma três, enquanto Palanque, Deodoro e AERT ainda não pontuaram.

COPA SICREDI SILAS REHBEIN/DIVULGAÇÃO

Canarinho, de Arvorezinha, é um dos times que entram em campo neste sábado, na Copa Sicredi Região Alta

Jogos ocorrem no sábado em Venâncio Aires e Anta Gorda Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A

Aliga promove neste sábado, a partir das 14h, dois jogos atrasados da competição. Em Vila Palanque, Palanque e Deodoro fazem confronto direto na briga por uma vaga nas quartas de final da categoria principal. A

equipe de Vila Palanque garante a classificação em caso de vitória, desde que o Monterey não vença seu compromisso. O Monterey também entra em campo neste sábado. A equipe enfrenta o River Plate, em Linha Marechal Floriano, em busca de pontos importantes para melhorar sua situação na tabela. No último fim de semana, quatro partidas movimentaram a categoria principal. O Ouro Verde venceu a AERT por 3 a 1, mesmo placar das vitórias do Onze Unidos sobre o River Plate e do Avante diante do Deodoro. Já o Palanque superou o Monterey por 3 a 2. No aspirante, o Ouro Verde aplicou a maior goleada da

Jogos da Aliga ocorrem em Vila Palanque e Linha Marechal Floriano, em Venâncio Aires

rodada, com vitória por 6 a 0. O Avante também teve bom desempenho ao fazer 4 a 0 no Deodoro. O Monterey venceu o Palanque por 2 a 1, enquanto o River Plate

bateu o Onze Unidos por 1 a 0. Na categoria principal, o Onze Unidos lidera com nove pontos,

A Copa Sicredi Região Alta disputa a quarta rodada neste sábado, com dois jogos no Centro de Anta Gorda. As partidas ocorrem na sede do Cruzeiro, a partir das 13h45min, e reúnem equipes de três municípios da região. No primeiro confronto da tarde, o Cruzeiro joga em casa diante do Tamandaré, de Putinga. Na sequência, o Casta, também de Anta Gorda, enfrenta o Canarinho, de Arvorezinha. A rodada é importante para as equipes que buscam avançar na classificação do campeonato. Após as primeiras partidas, o Independente lidera com quatro pontos. Na sequência, aparecem 7 de Setembro, Juventus, Palmeiras e Canarinho, todos com três pontos. O Cruzeiro soma um ponto, enquanto Tamandaré, Casta e Rui Barbosa ainda buscam os primeiros pontos na competição.


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

por Luciane Ferreira

Lajeado entre as 12 capitais da cultura Conforme pesquisa realizada pela Revista Aplauso, Lajeado era uma das 12 cidades do interior do Rio Grande do Sul com destaque pela cultura. A escolha considerou mais de 20 cidades e elencou as 12 com melhor desempenho na área

cultural. A pesquisa considerou a existência de cinemas, teatros e orquestras; a realização de exposições, concertos e outras manifestações; e ainda o patrimônio histórico-cultural, como a Casa de Cultura.

Casa de Cultura recebeu destaque pela arquitetura e pelas atividades realizadas no local

Federasul homenageia a Acil Os 85 anos de fundação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Lajeado foram motivo de homenagem da Federasul. O então presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairolli, entregou uma placa de bronze ao presidente da Acil José

Inácio Lenz, durante reunião-almoço da entidade, em Porto Alegre.

Representantes das duas entidades

Castelinho é premiado na Feira Estadual de Ciências O Colégio Presidente Castelo Branco, de Lajeado, participava da II Feira de Ciências do Rio Grande do Sul, que ocorria em Caxias do Sul. Dois trabalhos de Lajedo foram premiados. O estudante Marcelino Liberato apresentou o trabalho “Construção de um Jogo” e ficou em segundo lugar na categoria I Grau. E os colegas Paulo Fluck e Luiz Corbelini pesquisaram o tema “Superstição e comportamento humano. A dupla ficou em terceiro lugar na categoria II Grau.

Água encanada para Canabarro A Vila Canabarro, à época pertencente ao município de Estrela, receberia água encanada. O motivo era o acelerado desenvolvimento local. O abastecimento projetava atender a demanda até o ano 2000.

Hoje é Dia das Nações Unidas Santo do Dia Santo Antônio Maria Claret


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Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026

FERNANDO RÖHSIG

ROGÉRIO WINK

Conselheiro de Administração (CCA IBGC).

A governança da polarização: o que os conselhos ensinam à política

A

governança da polarização: o que os conselhos ensinam à política. A polarização transformou o debate público em torcida organizada. Quem ganha sente-se autorizado a anular o adversário. Quem perde assume o papel de sabotador, torcendo pelo colapso apenas para provar seu ponto. O sintoma é conhecido. A pergunta relevante é de governança: como gerir ânimos exaltados sem destruir as pontes do futuro? Quem transita por conselhos de administração ou consultivos conhece o dilema. Em uma empresa familiar de R$ 100 milhões, uma deliberação sobre sucessão pode ser tão inflamável quanto uma votação em plenário. A diferença é que na empresa o jogo não zera no dia seguinte. É preciso continuar convivendo com o sócio. Para evitar que a fricção vire fratura, a governança moderna usa uma ferramenta poderosa: o _pré-mortem_. Criado pelo psicólogo Gary Klein em 1989 e difundido pelo Nobel Daniel Kahneman, o método é simples: antes de implementar um plano, a equipe se reúne sob a premissa

de que o projeto já fracassou catastroficamente. A tarefa é mapear, com franqueza, as causas da morte anunciada. Apliquemos o pré-mortem à política brasileira. Ele revela duas catástrofes previsíveis. A primeira é a arrogância do vencedor. Em conselhos maduros, quem ganha uma votação precisa proteger a minoria. O triunfo sem magnanimidade gera desengajamento e vingança na reunião seguinte. Na política, gera obstrução e judicialização. A segunda é a imaturidade do derrotado, que confunde oposição com boicote. Adota a tática do “quanto pior, melhor”. Em conselho, esse comportamento se chama desalinhamento fiduciário - e é motivo de destituição. Na governança sólida, a divergência é combustível, mas o rito é sagrado. Debate-se com dureza, decide-se com clareza e, após o martelo, executa-se com lealdade. O resgate do civismo passa pelo mesmo princípio. Precisamos antecipar os estragos da intolerância antes que destruam o tecido. Divergir enriquece. Não saber ganhar e não saber perder decreta a falência de qualquer sociedade - e de qualquer empresa.

Na governança sólida, a divergência é combustível, mas o rito é sagrado. Debate-se com dureza, decida-se com clareza e, após o martelo, executa-se com lealdade”

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Quem paga manda?

E

m tempos que tanto se discute o poder do dinheiro sobre opiniões e posicionamentos, vale trazer essa reflexão também para o mundo dos negócios. Numa conversa com empreendedores sobre decisões que estão tomando e que impactam seus negócios, ouvi uma expressão popular: “quem contrata a banda escolhe o repertório”. Uma frase que diz muito. Quem paga manda? Não é tão simples assim. Mas é inegável, quem coloca dinheiro na mesa ganha poder de influência. Um grande cliente tem força para negociar. Um banco que financia estabelece condições. Um investidor quer participar das decisões. Um fornecedor importante também ganha poder quando existem poucas alternativas. O problema começa quando influência vira dependência. Um cliente que representa boa parte do faturamento não é apenas um ótimo cliente. Também pode representar um risco. Se perdê-lo coloca a empresa em dificuldade, provavelmente ele terá um peso muito maior nas decisões. E aí surge uma pergunta importante: quem está escolhendo o repertório da sua empresa? É você? É o cliente? O banco? O fornecedor? Um sócio? O mercado? Toda empresa precisa ouvir quem está ao seu redor. Não existe negócio sem cliente, sem fornecedores, sem parceiros. Mas Não existe existe uma diferença entre negócio sem ouvir e obedecer. É justamente aí que encliente, sem tram duas palavras imporfornecedores, tantes: independência e credibilidade. sem parceiros. Ser independente não Mas existe uma significa fazer o que quiser. diferença entre Significa ter condições de tomar a decisão que consiouvir e obedecer” dera correta, mesmo quando ela custa alguma coisa. E isso exige caixa, clientes diversificados e alternativas. Quanto maior a dependência de uma única fonte de receita, menor tende a ser a liberdade para dizer não. A credibilidade funciona de maneira parecida. Leva anos para ser construída, mas pode ser colocada em risco por uma decisão de curto prazo. Às vezes, para não perder uma venda ou um cliente, aceitamos algo que vai contra aquilo em que acreditamos. Pode funcionar hoje, mas qual será o preço amanhã? Quem paga tem o direito de cobrar aquilo que contratou. Mas não deveria comprar os princípios, os critérios e os valores de quem foi contratado. E quem é contratado precisa ter a coragem de estabelecer limites. Afinal, uma relação saudável exige respeito dos dois lados. Talvez uma boa medida da independência seja a capacidade de dizer não. Porque é fácil defender princípios quando eles não custam nada. O teste verdadeiro acontece quando existe dinheiro na mesa. Por isso, continuo achando ótima a frase: “quem contrata a banda escolhe o repertório”. Só acrescentaria: uma boa banda também precisa saber quais músicas aceita tocar. No fim, credibilidade e independência têm preço. E é justamente quando preservá-las significa renunciar a um negócio que descobrimos quanto realmente valem. O que está em jogo não é apenas o dinheiro que entra hoje, mas a reputação, a confiança e a liberdade para continuar tomando nossas decisões. Nem tudo está à venda. O dinheiro perdido pode ser recuperado. A credibilidade e a independência, nem sempre.


Fim de semana, 24 e 25 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 17º | MÁX: 25º

Sábado, novas instabilidades avançam sobre o Estado, provocando aumento da nebulosidade.


A HORA | 24 OUTUBRO DE 2026

Diabetes sob uma nova perspectiva Alimentação, atividade física e o tratamento individualizado são aliados no controle da glicemia e na prevenção de complicações, sem exigir restrições indiscriminadas na rotina


Em tempos de efemeridade, o que faz uma marca permanecer? Especialistas analisam como a transformação do marketing ampliou a concorrência no ambiente digital e por que identidade e vínculos se tornaram essenciais para marcas que buscam construir relações duradouras com os consumidores

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á algo paradoxal na comunicação contemporânea: nunca foi tão fácil aparecer, mas conquistar um lugar na memória de alguém continua sendo um desafio. Entre métodos, ferramentas e meios que se renovam constantemente, as marcas disputam uma atenção cada vez mais fragmentada. A tecnologia acelerou esse movimento, mudou a maneira como as pessoas descobrem produtos e serviços e abriu espaço para que empresas de diferentes portes alcancem públicos antes distantes. Mas também tornou mais evidente uma questão que atravessa o marketing há décadas: o que faz uma marca ser reconhecida para além do instante em que aparece? No dia 20 de outubro, a Destra, agência de comunicação de Lajeado, completou dez anos acompanhando as transformações de um mercado que mudou de ritmo, linguagem e ferramentas. Quando iniciou as atividades, em 2016, a publicidade ainda se apoiava fortemente na compra de espaços e na repetição de mensagens. Sócio-diretor da agência, Jonathan Ancescki acompanha essa mudança de perto e observa como ela redefiniu a relação entre marcas e consumidores. “A tecnologia ficou acessível a todos, o público começou a responder em vez de só receber, e a decisão de compra saiu da vitrine e foi parar no feed, e mais recentemente nas respostas de uma inteligência artificial.” Transformação é mais profunda do que parece à primeira vista. O Panorama de Agências e Profissionais de Mídias Sociais 2026, da mLabs, mostra que 83% dos profissionais da área já usam ferramentas de inteligência artificial no dia a dia, que neste ano superaram pela primeira vez as plataformas tradicionais de criação.

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Análise e estratégia Se a execução se tornou mais simples, o trabalho de compreender o que merece ser comunicado ganhou outra dimensão. Para que a comunicação tenha continuidade, é preciso reconhecer o que a empresa representa, a quem deseja alcançar e quais características a tornam singular. “O trabalho pesado saiu da produção e foi para a estratégia. Fazer uma peça bonita ficou descomplicado. O difícil é ter clareza do que você quer dizer e por que alguém deveria se importar”, diz Ancescki. A maneira como as pessoas recomendam e descobrem produtos também mudou. O boca a boca, antes associado principalmente aos círculos de convivência, ganhou escala nas redes sociais. Uma experiência individual pode alcançar centenas ou milhares de pessoas, enquanto comentários e avaliações passam

a integrar o percurso de quem considera uma compra. Pesquisa da Opinion Box com a Influency.me aponta que 69% dos brasileiros já compraram algo depois de uma recomendação on-line. A consequência é que a marca perdeu o controle exclusivo sobre o próprio

Quem só anuncia, some no meio da enxurrada de informação. Quem cria relação continua sendo lembrado mesmo quando não está pagando por isso” Diego Sturmer, sócio-fundador

Fazer uma peça bonita ficou descomplicado. O difícil é ter clareza do que você quer dizer e por que alguém deveria se importar” Jonathan Ancescki, sócio-diretor

Com uma década de atuação, agência de comunicação Destra, acompanha as mudanças na comunicação e os desafios de construir marcas que vão além da visibilidade

discurso e passou a depender da comunidade que a cerca. “Quem só anuncia, some no meio da enxurrada de informação.

Quem cria relação continua sendo lembrado mesmo quando não está pagando por isso”, observa o sócio-fundador, Diego Sturmer.

Efeito em empresas locais Uma empresa local, antes concentrada na disputa com negócios da própria região, hoje divide espaço nas plataformas digitais com marcas nacionais e internacionais. “O padrão do que se considera um bom trabalho subiu para todo mundo, inclusive para quem está longe dos grandes centros”, comenta. A exposição ampliou as exigências para os negócios do interior. A comparação se tornou mais imediata, e a qualidade da comunicação passou a integrar a percepção sobre os produtos e serviços. Ao mesmo tempo, a tecnologia abriu possibilidades de alcance que antes exigiam investimentos maiores em distribuição e publicidade.

“A régua subiu para o interior, mas a porta abriu junto. Ela se abre para quem tem repertório e consistência, não só para quem tem verba”, considera Sturmer. Em meio às transformações, o olhar humano continua essencial para definir o que uma marca tem a dizer. Por isso, antes de aderir a cada novidade, os sócios aconselham os pequenos e médios empreendedores a compreender o que seus negócios representam. “Em dez anos a gente viu de tudo mudar, a ferramenta, a plataforma, o formato. O que nunca mudou foi uma coisa só. Marca que sabe quem é atravessa qualquer tendência”, concluem.


Adenocarcinoma pulmonar pode afetar não fumantes ENVATO

Subtipo mais comum de câncer de pulmão ganhou destaque após diagnóstico do papa Leão XIV, que passou por cirurgia para retirada de um nódulo; doença pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais

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xistem diferentes cânceres de pulmão, classificados conforme as características das células tumorais. Entre eles está o adenocarcinoma pulmonar, o subtipo mais comum da doença, que integra o grupo dos carcinomas de não pequenas células, responsável por cerca de 40% dos casos. O tema ganhou repercussão após o papa Leão XIV ser submetido, em 13 de outubro, a uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pulmão direito. O pontífice recebeu alta hospitalar no sábado, 17. Na quarta-feira, 21, a equipe médica informou que o líder religioso não precisaria de tratamento adicional, pois o tumor não havia se espalhado. No mesmo dia, ele voltou à Praça de São Pedro para a audiência semanal com os peregrinos.

Risco além do cigarro O tabagismo está associado a cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Embora seja o principal fator de risco para a doença, o cigarro não é o único. Pneumologista e mestre em ciências pneumológicas, Pedro Caetano Munhoz Roos (CRM-RS 45376 | RQE 41841), explica que a exposição passiva à fumaça do tabaco também aumenta as chances de desenvolver o tumor. Outros fatores também estão associados, como a poluição atmosférica, a exposição ao gás radônio e o contato ocupacional com substâncias como amianto e sílica. O especialista acrescenta que idade, histórico familiar, predisposição genética e algumas doenças pulmonares crônicas também podem contribuir para o

Uma pessoa que nunca fumou tem, em geral, um risco menor do que alguém com histórico importante de tabagismo, mas esse risco não é zero” Pedro Caetano Munhoz Ross, pneumologista

desenvolvimento da doença. “Precisamos entender que o câncer de pulmão geralmente resulta da combinação de diferentes fatores, e nem sempre conseguimos identificar uma causa específica em cada paciente. Uma pessoa que nunca fumou tem, em geral, um risco menor do que alguém com histórico importante de tabagismo, mas esse risco não é zero”, ressalta Roos.

Evolução silenciosa Um dos desafios do adenocarcinoma pulmonar é a possibilidade de evolução sem sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, as manifestações podem ser confundidas com as de outras doenças respiratórias, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais de alerta estão tosse persistente ou mudança

no padrão habitual, presença de sangue no escarro, falta de ar progressiva, dor torácica persistente, perda de peso sem explicação e infecções respiratórias recorrentes, especialmente quando atingem repetidamente a mesma região do pulmão. “É claro que esses sintomas não significam necessariamente que a pessoa tenha câncer, mas precisam ser investigados, principalmente quando persistem ou apresentam piora progressiva”, afirma o especialista.

baixa dose de radiação é utilizada no rastreamento de pessoas com maior risco. “Ela permite identificar pequenos nódulos pulmonares, muitas vezes antes que provoquem qualquer sintoma”, explica o pneumologista. Algumas diretrizes internacionais recomendam a realização anual do exame para pessoas entre 50 e 80 anos que fumam ou deixaram de fumar e têm histórico de consumo de pelo menos 20 maços-ano. Isso equivale, por exemplo, a fumar um maço de cigarros por dia durante duas décadas. A recomendação, porém, não se estende indiscriminadamente a toda a população. Embora pessoas que nunca fumaram também possam desenvolver câncer de pulmão, ainda não há evidências suficientes para indicar a tomografia de rotina para todas elas. Além disso, o exame pode

Tomografia de tórax pode ajudar a identificar alterações pulmonares antes do surgimento de sintomas, especialmente em pessoas com maior risco para a doença

revelar alterações benignas que exigem acompanhamento ou investigações complementares. “Por isso, o rastreamento deve seguir critérios definidos, considerando o histórico de tabagismo e as recomendações médicas”, ressalta Roos. O pneumologista também destaca a diferença entre rastreamento e investigação diagnóstica. O primeiro é destinado a pessoas sem sintomas que atendem aos critérios de risco. Já quem apresenta sinais suspeitos precisa de avaliação médica, mesmo que não se enquadre nos requisitos para o rastreamento.

Tomografia O diagnóstico em estágios iniciais pode ampliar as chances de tratamento com intenção curativa, incluindo a cirurgia em casos selecionados. Para detectar a doença antes do aparecimento de sintomas, a tomografia computadorizada de tórax com

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As escolhas que fazem diferença para quem tem diabetes Alimentação, atividade física e tratamento individualizado ajudam a controlar a doença e prevenir complicações, sem recorrer a restrições alimentares indiscriminadas

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iabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada pela produção insuficiente de insulina ou pela dificuldade do organismo em utilizar adequadamente

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esse hormônio, responsável por regular a glicemia e permitir que as células obtenham energia. A dimensão do problema é expressiva: cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com diabetes,

segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes. O país ocupa a sexta posição mundial em número de casos. O consumo de doces não é o único fator que interfere nos níveis de glicose no sangue. A produção e a ação da insulina, a composição das refeições e a prática de atividade física também influenciam nesse processo. Quando há deficiência na produção do hormônio ou resistência à sua ação, a glicose se acumula na circulação, o que pode comprometer órgãos como o coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. O tratamento exige acompanhamento contínuo e cuidados individualizados, definidos conforme a classificação da doença e as necessidades de cada pessoa. Tipo 1 e tipo 2 Apesar de ambas provocarem a elevação da glicose no sangue, as duas formas mais conhecidas de diabetes têm mecanismos distintos, conforme explica a endocrinologista Ana Luísa Lanius (CRM 50608 | RQE 48347). O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, geralmente de origem autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Com isso, o organismo passa a apresentar deficiência na produção desse hormônio. “O pico de incidência ocorre em crianças e adolescentes e, menos frequentemente, em adultos, embora o diagnóstico nessa faixa etária também seja recorrente”, comenta a médica. No Brasil, estima-se que cerca de 600 mil pessoas tenham diabetes tipo 1. Além disso, mais de 5 milhões de brasileiros podem conviver com diabetes sem saber que têm a doença. Já o diabetes tipo 2 está associado à resistência à insulina e à dificuldade progressiva do organismo em controlar os níveis de glicose no sangue. É a forma mais frequente da doença e corresponde a cerca de 90% dos casos no país, segundo o Ministério da Saúde. Embora seja mais comum em adultos, seu desenvolvimen-

Também preocupa o diagnóstico de diabetes tipo 2 em crianças, uma condição antes associada à vida adulta.” Ana Luísa Lanius endocrinologista

to envolve fatores genéticos e metabólicos, além de condições como sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão arterial e hábitos alimentares inadequados. “Também preocupa o diagnóstico de diabetes tipo 2 em crianças, uma condição antes associada à vida adulta. O consumo excessivo de alimentos ultrapro-

cessados, aliado ao sedentarismo e à obesidade, contribui para esse cenário. Muitas passam horas diante das telas e praticam pouca atividade física”, alerta a endocrinologista. Os sintomas podem ocorrer tanto no diabetes tipo 1 quanto no tipo 2, embora a evolução e a intensidade variem. Fome e sede excessivas, vontade frequente de urinar, perda de peso sem causa aparente, fraqueza e cansaço estão entre os sinais mais comuns. Também podem surgir visão embaçada, formigamento nas mãos e nos pés, infecções recorrentes e feridas que demoram a cicatrizar. Náuseas e vômitos podem ocorrer, especialmente em situações de descompensação da glicemia.

Tratamento além dos medicamentos O controle do diabetes depende de um plano individualizado. No tipo 1, a reposição de insulina é indispensável. O tratamento exige acompanhamento por toda a vida, com endocrinologista e nutricionista, além do monitoramento frequente da glicemia. A prática de atividade física também deve ser orientada conforme as necessida-


FOTOS PAULO CARDOSO

20 milhões de brasileiros vivem com diabetes, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes.

600 mil pessoas no país têm diabetes tipo 1, que pode se manifestar na infância, na adolescência ou na vida adulta.

90% a 95% dos casos de diabetes correspondem ao tipo 2, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.

135% foi o aumento da proporção de adultos com diagnóstico de diabetes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal entre 2006 e 2024. O índice passou de 5,5% para 12,9%.

6º lugar Produtos com alegações como “zero açúcar” ou “integral” exigem atenção aos rótulos. A composição nutricional completa ajuda a avaliar o que realmente há em cada alimento

des de cada paciente. No tipo 2, o tratamento pode incluir diferentes medicamentos, conforme a avaliação médica. Entre as opções estão fármacos que ajudam a controlar a glicemia e, em situações específicas, medicamentos injetáveis que também podem favorecer a perda de peso e oferecer benefícios cardiovasculares e renais. Insulina pode ser necessária, especialmente quando o controle não é alcançado com outras estratégias ou quando a glicemia está muito elevada. Ana Luisa destaca que o tratamento deve ser revisto de acordo com a evolução do paciente. Em alguns casos de diabetes tipo 2, mudanças sustentadas no estilo de vida, associadas ao tratamento adequado, podem levar à remissão da doença. “Isso não equivale a uma cura definitiva: o acompanhamento continua necessário, pois a glicemia pode voltar a subir”, ressalta. A médica também chama a atenção para a prevenção e a identificação de possíveis complicações. A avaliação dos rins, dos olhos, dos vasos sanguíneos e dos nervos integra o cuidado, mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas. O objetivo é identificar alterações precocemente e evitar a progressão de danos.

é a posição do Brasil no ranking mundial de países com maior número de pessoas com diabetes, conforme a Federação Internacional de Diabetes.

Não é preciso eliminar todo carboidrato Receber o diagnóstico de diabetes ainda costuma despertar o receio de que será necessário adotar uma dieta muito restritiva. A nutricionista especialista em emagrecimento e saúde intestinal Mariele Schmitz (CRN-2 22773) explica que a orientação alimentar depende dos hábitos anteriores, da rotina, das necessidades nutricionais e dos objetivos de cada pessoa. “Não há uma recomendação única sobre a quantidade de carboidratos que uma pessoa com diabetes deve consumir. Em muitos casos, é necessário reduzir excessos, mas não excluir indiscriminadamente grupos alimentares”, explica. Conforme a especialista, os carboidratos influenciam a glicemia, mas a resposta do organismo também depende da quantidade consumida e da composição da refeição. Combiná-los com fibras, proteínas e gorduras insaturadas pode tornar a absorção mais gradual e contribuir para a saciedade. “Cada paciente tem as suas particularidades, tem a sua rotina”,

Em muitos casos, é necessário reduzir excessos, mas não excluir” Mariele Schmitz nutricionista

observa. Para ela, a alimentação precisa ser organizada de forma viável para o dia a dia. Preparações caseiras e alimentos in natura continuam sendo alternativas importantes, enquanto os ultraprocessados não devem ocupar o centro das refeições.

Consumo de doces Isso não significa que pessoas com diabetes precisam excluir os doces da alimentação. A frequência, a quantidade e o contexto em que são consumidos precisam ser considerados. quando faz parte de uma refeição completa.

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Participação feminina supera 60% dos cargos de gestão da Univates PIETRA DARDES/DIVULGAÇÃO

Entre as profissionais que ocupam esses espaços está a gerente acadêmica Franciele Krämer, que compartilha reflexões sobre desenvolvimento profissional, representatividade e a influência das referências pessoais na construção da liderança

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ais de 60% dos cargos de gestão da Universidade do Vale do Taquari (Univates) são ocupados por mulheres. O índice supera a média de 30% registrada nas demais instituições de ensino superior, conforme a vice-reitora Cíntia Agostini. Cientista contábil e gerente acadêmica Franciele Krämer integra esse cenário. A profissional ingressou na

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universidade em 2009, no setor de Recursos Humanos, onde permaneceu por sete anos. Em 2016, recebeu o convite para atuar como procuradora institucional, função que envolve a interlocução entre a Univates e o Ministério da Educação. A gestão passou a fazer parte de sua atuação em 2021, quando assumiu a liderança de duas equipes. Hoje, ela coordena um núcleo responsável por serviços e áreas de atendimento e

Mulheres integram diferentes áreas da comunidade acadêmica da Univates, da formação universitária à atuação em cargos de liderança

relacionamento com estudantes e professores. “Olhando para esse percurso, percebo que a liderança foi tomando forma ao longo do caminho. Nem sempre temos tão claro, no início da vida profissional, onde queremos chegar. Vamos experimentando, conhecendo novas áreas, assumindo desafios e descobrindo aquilo com que nos identificamos. Não consigo definir uma única destas experiências

como mais importante neste percurso. Acredito que todas elas contribuíram para moldar a profissional e a líder que sou hoje”, afirma. Para Franciele, a liderança feminina amplia as referências disponíveis para outras profissionais e permite vislumbrar diferentes possibilidades de atuação. Essas inspirações, porém, nem sempre estão ligadas a cargos de destaque ou a conquistas reconhecidas publicamente. Uma de suas principais referências é a própria mãe, que passou muitos anos dedicada à casa e, depois, trabalhou como faxineira enquanto cuidava de três filhos praticamente sozinha, já que o pai passava boa parte das semanas viajando. “A história dela me faz pensar muito no poder dos exemplos que temos ao nosso redor. Nem sempre são as grandes conquistas ou os cargos que ocupamos que mais nos ensinam. Muitas vezes, são as atitudes e a maneira como as pessoas enfrentam os desafios da vida que deixam marcas importantes em nós”, relata. Essa influência também se manifesta nas relações cotidianas, seja em uma conversa que oferece orientação, seja no exemplo de uma colega que ajuda a enxergar novas possibilidades. A cientista contabil recorda um episódio recente em que outra mãe, ao encontrá-la na escola da filha, contou que havia comprado um curso da Univates para o marido depois de vê-la em uma divulgação da instituição. A experiência mostrou como

a atuação profissional pode influenciar outras pessoas mesmo fora do ambiente de trabalho. “Eu fiquei encantada com o que ela me disse, ao ponto de jamais esquecer cada palavra da fala dela. E é sobre isso: a gente inspira outras pessoas sem perceber!”, conta. Na rotina da gestão, a gerente destaca o contato com pessoas de diferentes formações, conhecimentos e trajetórias como uma fonte permanente de aprendizado. O trabalho com equipes multiprofissionais exige considerar diferentes pontos de vista, avaliar alternativas e construir soluções em conjunto. A capacidade de escuta também influencia sua tomada de decisões. Para ela, liderar não significa ter todas as respostas, mas permanecer aberta a novas perspectivas e reconhecer que o conhecimento se amplia na convivência com outras pessoas. Mãe de Santiago, de cinco anos, e Martina, de dois, Franciele percebe que a experiência familiar também transforma sua visão de mundo. Os aprendizados com os filhos se conectam aos desafios do trabalho, assim como as experiências profissionais repercutem na vida pessoal. Ao aconselhar mulheres que desejam avançar na carreira, ela recomenda refletir sobre as próprias prioridades sem impor prazos rígidos a cada conquista. “As metas são importantes, mas devem ser direcionadoras, e não delimitadoras. Precisamos ter clareza sobre onde queremos chegar, mas também estar abertas às mudanças de rota que acontecem ao longo do caminho.”


RECEITA

Muffin proteico de vegetais Ingredientes Nutricionista: Fernanda Reali Nutrição clínica CRN - 4372

Você está usando as canetas emagrecedoras?

6 ovos 120 g de brócolis picado 120 g de pimentão vermelho ou amarelo picado 50 g de cebola picada 60 g de queijo cottage Sal e pimenta-do-reino moída a gosto Azeite de oliva para untar Modo de preparo Bata os ovos em uma tigela grande até ficar homogêneo e adicione os vegetais, o queijo, o sal e a pimenta-do-reino, misturando bem. Despeje a mistura em formas de muffin untadas com azeite e enfarinhadas com farinha de aveia. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por 20 minutos.

ENVATO

Saibas qual o papel da alimentação durante o uso das canetas emagrecedoras para garantir resultados saudáveis

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m primeiro lugar é fundamental estar ciente que esses medicamentos não substituem, de forma alguma, a necessidade de cuidados nutricionais contínuos. Sem a adequação da rotina alimentar e a inclusão da prática de exercícios regulares durante o período de uso, o tratamento não atinge a efetividade proposta. A nutrição direcionada atua como o pilar da manutenção da massa muscular, assegurando que o volume de peso reduzido corresponda à queima de gordura e não à degradação do tecido muscular. Reações adversas frequentes, como tonturas, fadiga, indisposição, náuseas e vômitos, são significativamente controladas quando o paciente mantém uma ingestão equilibrada e orientada.

CUIDADOS NUTRICIONAIS ESPECÍFICOS Pacientes submetidos a

essa terapia precisam focar na adequação do consumo de proteínas de alto valor biológico durante as refeições. A suplementação proteica também é muito positiva e indicada, auxiliando na manutenção da quantidade de proteína/dia. Outro cuidado imprescindível é o fracionamento alimentar, que exige a divisão das refeições em pequenos volumes distribuídos ao longo do dia, evitando a sobrecarga do sistema digestivo. A ingestão correta de água também ganha protagonismo terapêutico, sendo fundamental para não prejudicar a saúde muscular e manter as funções vitais ativas.

ERROS ALIMENTARES MAIS COMUNS Um erro comportamental frequente é o paciente ficar longas horas em jejum absoluto

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

sem acompanhamento, provocando a depleção severa da massa muscular e o baixo consumo de carboidratos e proteínas necessários para a energia diária. Muitos também passam a tratar o remédio para emagrecer como uma “muleta” permissiva, acreditando que o uso das canetas emagrecedoras autoriza o consumo livre do que desejarem comer.

A IMPORTÂNCIA DA REEDUCAÇÃO ALIMENTAR PARA EVITAR O EFEITO REBOTE A reeducação alimentar precisa ser entendida como um projeto contínuo, iniciado obrigatoriamente nas fases pré, durante e após o uso das canetas emagrecedoras. Essa constância de bons hábitos é o único caminho capaz de garantir a manutenção dos resultados obtidos a longo prazo e bloquear o temido efeito sanfona.

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FÁBIO KUHN

Sítio Doce Sonho: turismo pedagógico ganha opções no Vale do Taquari

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roporcionar experiências lúdicas, contato com a natureza e vivências no meio rural. Essa é a proposta do turismo pedagógico, segmento que amplia as possibilidades de passeios educativos no Vale do Taquari. Em Arroio do Meio, o Sítio Doce Sonho é um dos empreendimentos que investem nesse tipo de atividade. Localizado no Morro São José, o sítio oferece uma vista panorâmica do rio Taquari e das montanhas que cercam o vale. Entre as atrações estão passeios pela fazendinha, com diversos

animais comuns no meio rural, e trajetos de trator pelas estradas de chão. O espaço conta ainda com áreas ao ar livre, brinquedos, balanços e gramados para as crianças brincarem. Outra opção são as trilhas guiadas pela floresta, que proporcionam contato com a natureza e levam a locais como a conhecida pedreira do Morro Gaúcho. Carla Telöken e a família são responsáveis pelo empreendimento, em atividade há cerca de cinco anos. A propriedade pertenceu aos antepassados de Carla, passou

para terceiros e, posteriormente, foi adquirida novamente por ela, com o objetivo de desenvolver o turismo pedagógico. Além das atividades voltadas às escolas, o Sítio Doce Sonho pode ser locado para confraternizações empresariais, casamentos e festas de aniversário. O local dispõe de uma casa de apoio para eventos, que também serve como hospedagem, e permite acampamentos para grupos mediante agendamento. Mais informações pelo WhatsApp (51) 99865-7087 ou no Instagram, em @ sitiodocesonho.

Duas Meninas Garden (Arroio do Meio) Conhecido pelos belos jardins abertos ao público nos fins de semana, o Duas Meninas Garden também oferece o Programa Pedagógico Vivencial. A proposta é proporcionar às escolas experiências como o contato com animais na Fazendinha do Vovô, passeios pelos pomares, visita a espaços temáticos e brincadeiras no balanço gigante, entre outras atrações. Mais informações no Instagram, em @duasmeninasgarden.

Sítio Vô Calvi (Encantado) O Sítio Vô Calvi oferece espaços voltados ao aprendizado e à criação de memórias afetivas. Entre as atrações estão o caminho sensorial, ambientes com fogão a lenha ao ar livre e uma vista para o Cristo Protetor. A proposta é transformar elementos simples do cotidiano em experiências educativas e de contato com a natureza. Mais informações no Instagram, em @sitiopedagogicovocalvi.


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