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A Hora – 24/03/2026

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grupoahora.net.br

CORRIDA DE RUA

Circuito leva mais de 2 mil pessoas a Arroio do Meio

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Leilão fica para 10 de junho

Governo Leite encerra suspense e mantém programa de repasse à iniciativa privada

EFEITO DA GUERRA

Alta no preço põe frete no limite

O custo do diesel aumentou em média 20%, conforme estimativa da ANP. Situação pressiona setor logístico, em especial os caminhoneiros autônomos. Como efeito, redução na margem e dificuldades para escoar a produção agrícola. Transportadoras renegociam contratos para tentar reduzir o prejuízo. No fim da manhã de ontem, presidente norte-americano anunciou pausa nos ataques para negociar liberação do Estreito de Ormuz e barril do petróleo ficou abaixo dos 100 dólares.

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Com diesel mais caro, caminhoneiros reduzem viagens e operam no limite

Plano apresentado aos 45 do 2º tempo não muda planos do governador

A alta do diesel mostra a fragilidade de um sistema que depende de fatores externos e responde com atraso aos efeitos internos. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e trouxe instabilidade ao mercado global.

Além do temor da escalada da violência, das mortes e mais países ingressarem na disputa, há efeitos sobre regiões distantes e que não estão envolvidas no conflito. Setores importantes da economia regional começam a operar no limite. O frete não acompanha a velocidade dos custos. O prejuízo aumenta e, mesmo na tentativa de renegociar contratos e transferir a diferença, nem produtores rurais e nem caminhoneiros conseguem saber como vai

Como o preço muda todos os dias, até o abastecimento gera

dúvidas.”

ser o dia de amanhã.

Quando o transporte começa a operar no limite, toda a cadeia produtiva entra em risco. A reação tradicional já está posta: atualização da tabela de frete, promessas de fiscalização e medidas pontuais sobre tributos. Mas, como se vê, não resolve. A tabela estabelece um piso. O mercado exige outro patamar. E a diferença entre os dois é o que define a sobrevivência da atividade.

Como o preço muda todos os dias, até o abastecimento gera dúvidas. Sem previsibilidade, não há operação sustentável. O Vale começa a sentir os primeiros sinais. Menos cargas, embarques represados, incerteza sobre exportações.

Mas crises também costumam abrir rearranjos no mercado global. Quando há instabilidade nas rotas tradicionais de petróleo, países com capacidade produtiva e estrutura industrial ganham espaço estratégico. Nesse contexto, o Brasil e a Petrobras surgem como atores com potencial para ampliar presença no cenário internacional.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“A arte é uma jornada de descobertas, onde cada cor conta uma história”

Entre cores, texturas e emoções,SôniaJohann constrói um universo próprionapintura.A artistaplásticatransforma experiênciasemobras quedialogamcomquem observa. Na tela, encontra umespaçodeliberdade, onde o olhar sobre o cotidianoeaspessoas ganhanovasformas

Como foi tua infância e quando a arte entrou na tua vida?

Minha infância foi muito simples. Não tínhamos os materiais de arte que existem hoje, como canetinhas coloridas ou massinha de modelar para explorar a criatividade. Mesmo assim, a vontade de criar sempre esteve presente de alguma forma. A paixão pelo desenho e pela pintura surgiu mais tarde, quando comecei a desenhar e colorir trabalhos de pesquisa no colégio. Foi ali que comecei a perceber que gostava disso e que aquilo me fazia bem.

Como foi teu primeiro contato com a pintura em tela?

Quando comecei a trabalhar, aos 15 anos, comprei minha primeira tela e tintas em uma loja no centro da cidade, chamada Cachepô. A sensação foi indescritível. Lembro como um momento muito marcante, em que aquilo deixou de ser apenas um interesse e passou a ser algo mais concreto na minha vida. Foi o início de uma relação mais próxima com a pintura.

Por que tu trabalha com diferentes técnicas e estilos?

A arte é uma jornada de descobertas constantes. Limitar-se a pintar um único estilo seria como usar apenas uma cor. Ao experimentar diferentes técnicas, consigo explorar novas texturas, emoções e formas de expressão. Cada técnica traz possibilidades diferentes e me permite evoluir, descobrir novos caminhos e ampliar meu olhar dentro da pintura.

Como nasce um quadro teu?

Geralmente nasce de algo que me tocou. Pode ser uma imagem de foto ou revista, a natureza com sua exuberância, pessoas com suas diferenças ou o próprio mundo ao nos-

so redor. São coisas simples do cotidiano que acabam despertando algo e se transformando em inspiração para uma obra.

O que tu busca transmitir com tuas obras?

Busco transmitir sentimentos como liberdade e nostalgia, criando uma atmosfera que envolva quem observa. As cores têm a capacidade de evocar emoções, cada uma com sua própria história, e a textura traz uma dimensão extra para a obra. Gosto da ideia de que cada pessoa possa interpretar de forma diferente, criando sua própria conexão com o que está vendo e sentindo.

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ELEIÇÃO DE LAJEADO

Com vereador do PSDB, governo amplia base na câmara

Cassação de Antônio Oliveira (Podemos) exige recontagem dos votos nesta sexta-feira. Com a entrada de um segundo tucano na Casa, 10 dos 15 vereadores passam a ser de partidos aliados ao grupo liderado por Gláucia Schumacher

LAJEADO

Ainda em busca de controlar a pressão feita pela oposição e até por aliados, o governo de Lajeado terá maior representatividade na câmara com a entrada de um vereador do PSDB, no lugar de Antônio de Oliveira (Podemos), que teve o mandato cassado devido a irregularidades do partido no cumprimento da cota de gênero nas eleições de 2024. Das 15 vagas, passam a ser 10 ocupadas por integrantes de partidos da

base. A oposição fica com cinco integrantes.

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) anula os 4.057 votos computados pelo Podemos na soma dos 14 candidatos. Com isso, a juíza eleitoral, Débora Gerhardt de

Marque, convocou uma nova totalização de votos no cartório de Lajeado para a próxima sextafeira, 27, a partir das 13h30min. O processo oficializará a vaga do PSDB, conforme levantamentos informais feitos pelos diretórios dos partidos. Para chegar a essa conclusão, serão descontados, do total de votos válidos, a soma do Podemos, e será feita a nova análise pela proporcionalidade. A partir da confirmação do aumento da bancada do PSDB, o debate passa para a definição do nome que ocupará o cargo na Câmara. O primeiro suplente é o presidente do partido, Carlos Reckziegel (PSDB), que somou 845 votos. Como ele ocupa o cargo de secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Lajeado, é possível que direcione a vaga na câmara para outro integrante do partido. Na ordem de votação, quem aparece é Ildo Salvi, com 682 votos na disputa de 2024. “Até a nova totalização, não se decide nada. A partir das informações oficiais, decidiremos o que será feito. Caso se confirme, isso mostra a força do PSDB em Lajeado”, garante Reckziegel.

Relação com a câmara

Intensificada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pelos desdobramentos da Operação Lamaçal e por impasses em relação a serviços

como o estacionamento rotativo e o recolhimento de lixo, a turbulência entre o governo e a câmara não fica restrita aos vereadores do MDB e do PT. Os três integrantes do Partido Liberal (PL) sinalizaram descontentamento com ações da gestão de Gláucia e Guilherme Cé. Para o líder de governo na Casa, Lorival Silveira (PP), independentemente de qualquer impasse, o diálogo é a melhor forma de solucionar problemas, mesmo em um cenário com vereadores da base e da oposição. “O debate é normal, mas o importante é pensar no desenvolvimento da nossa cidade. Quem for entrar na câmara tem que estar com esse objetivo de colaborar para o crescimento de Lajeado”, destaca.

Fora do plenário

Presidente do diretório municipal do partido, além de vereador, Antônio analisa sua participação na sessão desta semana, uma vez que a câmara ainda não foi notificada. Entretanto, ele já vislumbra a carreira política fora do Legislativo. “Vou continuar trabalhando, sigo representando essa parcela da comunidade dos bairros mais humildes. Tenho uma boa relação com secretários e pretendo seguir ajudando”, especifica.

Oliveira aguarda notificação da câmara e avalia participação na sessão
Henrique Pedersini henrique@grupoahora.net.br
ARQUIVO

CONCESSÃO DAS RODOVIAS

Governador ignora “Plano B” e confirma nova data ao leilão

Oatraente “plano B” às concessões rodoviárias não alterou os planos do governador Eduardo Leite (PSD), e o leilão do bloco 2 foi confirmado para 10 de junho. Em resumo, a ideia apresentada aos 45 minutos do segundo tempo previa a suspensão do edital de concessão e o repasse do disputado R$ 1,5 bilhão do Funrigs ao Fundo Social da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

Desta forma, e livre de alguns impostos cobrados das concessionárias privadas, a estatal ficaria responsável por duplicar o trecho rodoviário entre Venâncio Aires e Arroio do Meio em apenas três anos, além de ampliar outros trechos cruciais à logística do Vale do Taquari – como exemplo, a duplicação de toda a Via Láctea, entre Teutônia e Fazenda Vilanova. E uma nova concessão só ocorreria após a entrega das duplicações. É um plano pra lá de atraente, reforço, mas também é recheado de riscos, lacunas – o “plano B” não previa duplicação da Rota do Sol entre Estrela e Teutônia, por exemplo – e até o momento não apresentou força política e empresarial suficientes para

minimamente sensibilizar o chefe do Executivo gaúcho.

A bem da verdade, e desde o início da primeira gestão, Leite sempre deixou claro o propósito de acabar com a EGR e repassar as estradas já pedagiadas ao setor privado. Reafirmou isso ontem, em entrevista a Rádio A Hora em Santa Tereza. “Fui eleito e reeleito defendendo a concessão”, disse. Aliás, isso é desejo histórico de muitos agentes públicos e privados do Vale e do estado, dado o fracasso e a ineficiência da EGR.

No entanto, e isso poderia mudar a lógica do debate entre modelos “público e privado”, a EGR nunca contou com tal aporte. É um fato inédito no país e isso por si só até mereceria um tanto a mais de debate entre o governo estadual, a assembleia legislativa e nossos líderes regionais. Afinal, o Vale foi a região mais destruída pela pior catástrofe da história do Brasil, ainda está impactado pelos efeitos das enchentes de 2023 e 2024, e precisa duplicar com urgência as sangrentas e esburacadas rodovias sem gerar muitos impactos econômicos aos contribuintes e motoristas que, de uma forma ou outra, sempre pagam a conta.

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Pedetistas receosos com o

PT

Alguns agentes políticos filiados ao PDT da Região dos Vales estão visivelmente incomodados com a (re) aproximação com o Partido dos Trabalhadores. É fato que o PT e o PDT costuram uma aliança nacional e isso vai impactar o pleito no Rio Grande do Sul, já que a direção do PT coloca a “reeleição de Lula” em primeiríssimo plano e projeta coligação entre PT e PDT (ou PDT e PT) em solo gaúcho para retomar o comando do Palácio Piratini – e a probabilidade maior, hoje, é Juliana Brizola (PDT) liderar a chapa ao lado de Edegar Pretto (PT). O PT nacional quer um “palanque único” no RS, e já no primeiro turno. E isso incomoda alguns pedetistas que estão, digamos assim, menos ligados à esquerda. Entre eles, o deputado estadual Airton Artus, de Venâncio Aires.

SOUTH SUMMIT BRAZIL

- Cassado em função de um erro causado por um representante do partido, Antônio Oliveira assumiu a presidência do Podemos em Lajeado. E ele pretende seguir no partido e concorrer novamente a vereador em 2028.

- Em Boa Vista do Sul, cidade vizinha ao Vale do Taquari, o Ministério Público instaurou procedimento para “apurar o acompanhamento da conformidade legal das emendas parlamentares ao orçamento municipal”.

- Prefeito de Encantado, Jonas Calvi (PSD) foi pessoalmente até a Agergs cobrar o cumprimento do aditivo de contrato com a Corsan/ Aegea, assinado por ele antes das eleições de 2024.

- O governo de Lajeado encaminhou projeto de lei à câmara para renovar, por mais 13 meses, o subsídio da tarifa de transporte público coletivo. A proposta é R$ 1,75 por passagem, limitado a um valor anual de R$ 2,8 milhões. Com o subsídio, será possível manter a tarifa fixada em R$ 6,00.

- Ratinho Jr (PSD) decidiu seguir à frente do governo do Paraná e abriu mão da pré-candidatura à presidência. Com isso, o caminho ficou um pouco mais fácil para o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSD), que disputa a vaga do partido com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Entretanto, muitos apostam na permanência de Leite no governo estadual até o fim do mandato.

Mallmann no PSD

Vice-prefeito de Estrela, Márcio Mallmann confirmou a troca do Podemos pelo PSD, o partido de Eduardo Leite. A filiação ocorreu no sábado, com a presença de líderes da sigla no RS. Entre eles, o ex-goleiro do Grêmio, ex-secretário estadual e hoje deputado federal, Danrlei de Deus Hinterholz, e o ex-presidente da Famurs e prefeito de Rio Azul, Marcelo Arruda, que trocou o PRD pelo PSD em junho de 2025. Recentemente, o PSD também filiou

Após evento no Cais Mauá, Simone deixa secretaria estadual

A notícia já circulou ontem na imprensa estadual. Ao término do South Summit Brazil, nesta sexta-feira, a encantadense radicada em Lajeado Simone Stülp deixa o cargo de Secretária Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict). Após quatro anos no alto escalão do governo de Eduardo Leite, a ex-pró-reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação da Univates e ex-diretora do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates) assumirá no dia seis de abril como decana associada da Escola Politécnica da PUC/RS, em Porto

Alegre. Ou seja, ela também encerrará um ciclo de 26 anos com a Univates. Em tempo, e com a iminente troca no alto escalão do governo estadual, o Vale passa a contar com apenas uma secretaria. No caso, a pasta do Meio Ambiente, chefiada desde abril de 2022 pela lajeadense Marjorie Kauffmann. Lembrando que Rafael Mallmann e Marcelo Caumo, ambos do União Brasil, deixaram a mesma Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano em momentos polêmicos e distintos.

o prefeito de Encantado, Jonas Calvi, e também efetivou alguns vários convites à prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil)

Amturvales no Parque Histórico

O governo de Lajeado encaminhou projeto de lei à câmara para autorizar a cedência de uma sala no Parque Histórico Municipal à Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales). A proposta é ceder o espaço por cinco anos, como forma de descentralizar as atividades da entidade e potencializar aquele espaço turístico. É um verdadeiro “ganha-ganha”.

Aumento médio de 20% no diesel pressiona frete e a colheita

Alta corrói margens, reduz embarques e acende alerta para paralisação. No Vale, transportadores relatam dificuldade de repasse para clientes, insegurança no abastecimento e impacto na exportação de grãos

Otemor da escalada da guerra no Oriente Médio foi arrefecido após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar cessar-fogo por cinco dias. Isso fez com que o barril do petróleo Brandt recuasse para menos de 100 dólares na cotação de ontem.

Ainda assim, o preço do diesel tensiona a economia do Vale do Taquari. Em pouco mais de duas semanas, conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o combustível ficou em média 20% mais caro. Como efeito, os custos do transporte reduzem a margem das empresas e colocam os caminhoneiros diante de um cenário de inviabilidade operacional.

“O frete não acompanha a velocidade do aumento e a conta fica com quem roda. Na prática, o transporte começa a desacelerar e já há reflexos no escoamento da produção”, afirma César Aliatti, de Estrela. Transportador há 45 anos, afirma que o aumento atinge de forma mais grave o pequeno

operador, que depende do abastecimento em postos. “O caminhão hoje consome entre 5 e 6 mil litros por mês. Nem tudo é possível repassar. Hoje, estamos mantendo os caminhões para garantir o que estava acertado. Se fosse colocar na ponta da caneta, eu deixaria os caminhões parados.”

De acordo com ele, caso continue o cenário atual, o “pequeno transportador vai parar”. Ele atua no segmento do agronegócio, onde a defasagem é ainda maior. Mesmo com a revisão na tabela do frete, não foi suficiente para estancar os prejuízos.

Na Bagatini Transportes, com atuação em cargas refrigeradas, o cenário é semelhante. O

diretor Alex Bagatini afirma que o aumento do diesel está sendo dividido. Nos cálculos, uma viagem de São Paulo para o Rio Grande do Sul custa até R$ 2 mil a mais. “Arcamos com a metade e negociamos a outra com o cliente.”

Com 14 veículos na frota, a empresa opera com margens cada vez mais apertadas. “Cada aumento reduz o resultado. E o problema é a instabilidade. Não se sabe o preço de amanhã.”

Maior preço no Vale

A oscilação nos preços também chama atenção dentro do próprio Vale. Em Colinas, um posto chegou a vender o diesel a R$ 8,64 o litro de diesel. Segundo o proprietário, o valor reflete o custo repassado pelas distribuidoras.

“A gente não tem alternativa. Compra mais caro e precisa vender mais caro”. Por ser um estabelecimento de bandeira branca (posto independente, sem contrato exclusivo de grandes distribuidoras), há uma cobrança maior. “O combustível está racionado e assim eles colocam o preço que querem.”

Ele relata dificuldade para recompor estoque e admite risco de ficar sem produto. Pelas tabelas, o preço cobrado pela distribuidora estava em R$ 7,81 por litro. “Já estou há dias tentando comprar. Quando vem, vem mais caro”.

Tabela revista, mas não resolve

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou a tabela do frete após a alta do diesel, com reajustes entre 4,82% e 7%. A medida segue a legislação que prevê revisão sempre que o combustível oscila mais de 5%.

Na prática, porém, o setor considera insuficiente. Diretor da Tomasi Logística e da Fetransul, Diego Tomasi afirma que o problema está no descompasso entre custo e repasse. “Se não renegociar contrato, o transportador trabalha no prejuízo.”

Pressão externa e efeito local

A escalada do diesel tem origem no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e afetou o fornecimento global devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quarto de todo o petróleo mundial.

No Brasil, mesmo com medidas como a retirada de PIS e Cofins, ainda não houve redução nas bombas. O ICMS estadual segue como principal componente do preço, e os estados descartam redução.

Além disso, parte do diesel consumido no país segue o preço internacional, o que mantém

Detalhes

PREÇO DO DIESEL NO VALE Varia entre R$ 6,89 e R$ 8,64 por litro

• Pico registrado em Colinas Diferença reflete custo das distribuidoras e restrição de oferta

ALTA RECENTE

Aumento médio de 20% em duas semanas (ANP) Movimento ligado à guerra no Oriente Médio Pressão direta sobre custo do frete

IMPACTO NO TRANSPORTE

• Repasse parcial aos clientes

• Margens operacionais em queda

TABELA DO FRETE (ANTT)

• Reajuste entre 4,82% e 7%

• Acionamento automático pelo gatilho do diesel

• Setor considera insuficiente

CENÁRIO INTERNACIONAL

Conflito no Oriente Médio eleva petróleo Estreito de Ormuz afeta oferta global Volatilidade segue mesmo com recuo pontual

RISCOS NO CURTO PRAZO Possível paralisação de caminhoneiros

Redução no volume de cargas Impacto direto na colheita e exportação

MEDIDAS EM DISCUSSÃO

• Fiscalização sobre distribuidoras

• Desoneração tributária

• Renegociação de contratos de frete

a pressão mesmo com ações internas.

No Vale do Taquari, o diesel mais caro começa a interferir na oferta e contratação. Com frete pressionado, embarques reduzidos e incerteza no abastecimento, o impacto tende a avançar sobre a produção, a indústria e o preço ao consumidor.

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Colaboração
Cícero Copello
Preço do Diesel para caminhoneiros da região ficou em torno de R$ 1,20 mais caro na última semana
César Aliatti, caminhoneiro de Estrela
Alex Bagatini Diretor de uma transportadora
FILIPE FALEIRO

CONCESSÃO DAS RODOVIAS

Estado confirma leilão do Bloco 2 para 10 de junho

Após a suspensão no início deste mês, governo gaúcho ajusta edital para reduzir risco jurídico, redefinir uso do Funrigs e ajustar custos de intervenções. Tarifa mínima permanece em R$ 0,18 por km/rodado

Fim do suspense. O Diário Oficial do Estado, na manhã dessa segundafeira, 23 de março, define a data para o leilão do Bloco 2 das concessões rodoviárias para 10 de junho, na B3, em São Paulo. A retirada do edital ocorreu após a segunda análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com sugestões de mudanças no texto. Ocorreu em meio ao avanço da CPI das Concessões na Assembleia Legislativa e fez com que o Piratini optasse por cancelar a primeira concorrência, antes marcada para 13 de março. Com a nova data, o governo retoma o cronograma e reafirma a concessão como principal estratégia para viabilizar investimentos nas rodovias estaduais. As mudanças feitas no edital são classificadas como pontuais, mas com impacto no modelo econômico do contrato. O principal ajuste está no compartilhamento do risco de demanda. Variações superiores a 10% no fluxo de veículos em relação ao previsto estão previstas como forma de repactuar a tarifa, em vez do lucro ficar todo com a concessionária (significa possibilidade de redução no valor pago pelo usuário).

Em caso contrário, com menos volume de circulação, o ônus recaí sobre o poder concedente (o Estado arca com a diferença para manter tarifas sem aumento).

Também houve revisão nos custos de obras, com redução em itens como terraplenagem, pavimentação e insumos asfálticos, além de ajustes em projetos de vias marginais. Outro ponto central é a redefinição do uso dos recursos

do Fundo da Reconstrução (Funrigs). O aporte público de R$ 1,5 bilhão permanece vinculado ao contrato, mas com liberação condicionada à execução das obras, mediante verificação independente e fiscalização do Estado.

A concessão do Bloco 2 abrange o Vale do Taquari e o Norte do RS. No trecho local, estão as ERSs 128, 129, 130, e 453. O pacote reúne cerca de 400 quilômetros de rodovias em 32 municípios. Estão previstas duplicações, terceiras faixas, acostamentos, passarelas e marginais. Entre as obras mais aguardadas estão as duplicações da ERS-130 (entre Lajeado e Arroio do Meio) e da RSC-453 (Rota do Sol).

“Não há como manter investimentos sem concessão”

O governador Eduardo

Leite rechaça outro modelo de investimentos em rodovias que não seja por meio da concessão. “Sempre fomos muito claros e transparentes, o Rio Grande tem

limitações e demandas muito maiores do que a capacidade. Na infraestrutura, me elegi em 2018 e em 2022 dizendo que faríamos concessões das rodovias. Para melhorarmos a qualidade da infraestrutura viária, precisamos atrair investimentos”, afirma. De acordo com ele, o cenário nacional mostra que os governos têm buscado parcerias com a iniciativa privada para buscar aportes de recursos. “Basta olhar, o Estado de São Paulo tem uma alíquota de ICMS de 18%, a nossa é 17%. O IPVA é 4%, aqui é 3%. Lá, 50% das rodovias estaduais são concedidas à iniciativa privada. Nós, se fizermos todas as concessões projetadas, vamos chegar a 15%. Veja a diferença de um estado mais rico que nós, com menos dívidas para pagar.”

Na análise dele, o RS não pode perder a oportunidade de avançar nas políticas de concessões para garantir obras de duplicações, ampliações de pista, melhor atendimento aos motoristas para qualificar a logística e, principalmente, reduzir os acidentes. “Vamos precisar dessa parceria com o setor privado, uma vez que, para o Bloco 2, vamos

Duplicação do trecho de Venâncio Aires até Arroio do Meio está previsto para ser concluído nos cinco primeiros anos da concessão

garantir mais de R$ 4 bilhões em investimentos.”

Críticas no parlamento

O relator da CPI dos Pedágios, deputado Miguel Rossetto (PT), critica a proposta do Bloco 2. Para ele, a redução das tarifas não chega a R$ 0,01. “São apenas 74 centésimos representa quase um deboche com comunidades do Vale do Taquari, Passo Fundo e Erechim, que seguem enfrentando a perspectiva de tarifas elevadas e ampliação de praças de pedágio.”

Rossetto também questiona a insistência do governo em um modelo que, segundo ele, já fracassou no Bloco 3, com tarifas altas, poucos investimentos e aumento de multas. O deputado defende uma alternativa com investimento de R$ 1,5 bilhão em recursos públicos, aliado ao fortalecimento da EGR e ao controle comunitário, como caminho para viabilizar as obras necessárias na região, incluindo duplicações e melhorias em rodovias estratégicas.

Cronograma

Com a republicação do edital, passa a contar o prazo legal mínimo de 35 dias para apresentação das propostas. O contrato terá duração de 30 anos e previsão de mais de R$ 6 bilhões em investimentos (sendo R$ 1,5 bilhão por meio do Funrigs).

A indefinição das últimas semanas ampliou a pressão de entidades e líderes regionais, em especial no Vale do Taquari, onde o debate se concentra na garantia das obras.

A possibilidade de uso direto dos recursos do Funrigs chegou a entrar no radar como alternativa, diante do risco de atraso no processo.

Com a nova data definida, o governo tenta afastar esse cenário. Ainda assim, a cobrança regional permanece: que os investimentos sejam executados, seja qual for o modelo.

O que muda no edital

Ajuste por volume de tráfego

Se o fluxo de veículos for maior que o previsto, a tarifa pode ser reduzida; Se for menor, o Estado cobre parte da diferença para evitar aumento ao usuário.

Revisão de custos das obras (R$ 346 milhões a menos)

• Terraplenagem: redução de R$ 156 milhões;

• Correção de volumes de corte e aterro;

• Fresagem e recomposição: economia de R$ 95 milhões;

• Ajuste de espessura e extensão das intervenções;

• Cimento asfáltico (CAP) e emulsões: redução de R$ 80 milhões;

• Vias marginais: redução de R$ 15 milhões.

Uso do Funrigs

• R$ 1,5 bilhão liberados conforme execução das obras, com dupla fiscalização.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
FILIPE FALEIRO

Kuhn e Karine comandarão as novas atrações da emissora a partir deste fim de semana

RÁDIO A HORA EM SEIS MOMENTOS

INÍCIO EM MEIO À PANDEMIA

– No dia 24 de março de 2020, a Rádio A Hora iniciou suas operações em um momento desafiador: dias antes, a região registrava o primeiro caso de covid-19. Aquela semana começava com medidas de isolamento adotadas nos maiores municípios, como o fechamento do comércio e abertura apenas de serviços considerados essenciais;

EXPANSÕES

– Em 2021, A Hora abriu um estúdio de rádio em Estrela, junto ao jornal Nova Geração, em frente a praça principal da cidade. Já em 2023, de olho no desenvolvimento da região alta do Vale, foi inaugurada unidade avançada em Encantado, no centro da cidade;

Rádio A Hora celebra seis anos com novas atrações

“Vozes & Letras” e “Turismo no Ar: 365 vezes no Vale” estreiam neste sábado e domingo, respectivamente, e dão espaço a áreas essenciais para o desenvolvimento econômico e social

Mais espaço à cultura e ao turismo dentro da programação. A Rádio A Hora 102,9 completa hoje, 26, seis anos no ar e apresenta novidades para ouvintes e internautas. Duas novas atrações semanais estreiam neste fim de semana na emissora.

A programação matinal de sábado passa a contar com o “Vozes & Letras”, das 9h30min às 10h30min, logo após o “Negócios em Pauta”. A jornalista Karine Pinheiro conduzirá a atração, com entrevistas ao vivo e quadros sobre incentivo à leitura, ações ambientais e eventos culturais.

Aos domingos, das 8h30min às 10h, Fábio Alex Kuhn comandará o “Turismo no Ar: 365 vezes no Vale”, logo após a edição dominical do “A Hora Bom Dia”. A atração leva o nome do projeto multiplataforma liderado pelo jornalista e que, desde 2023, integra o portfólio de produtos do

Esse tem sido o papel da Rádio A Hora. Surgiu em um momento crítico de saúde pública, foi fundamental durante as cheias e faz frente às demandas da comunidade onde está inserida”

FELIPE NEITZKE

EDITOR DA CENTRAL DE JORNALISMO DO GRUPO A

Grupo A Hora. Coordenador de radiojornalismo do A Hora, Henrique Pedersini destaca que todo novo conteúdo da emissora está conectado ao DNA do grupo, voltado ao desenvolvimento do Vale do Taquari. A ideia, segundo ele, é manter o perfil fortalecido nestes seis anos de Rádio A Hora, com uma composição equilibrada de jornalismo e entretenimento.

“Ao ampliar os espaços para o ecossistema do turismo, cumprimos o papel de também vender o que a nossa região oferece de atrativos e, desta forma, apoiar o fortalecimento econômico. A plataforma 365 Vezes no Vale é referência e por isso precisa ter seu trabalho reverberado também pela Rádio A

Hora”, cita.

Com relação ao Vozes & Letras, Pedersini ressalta a importância de exaltar a cultura regional por meio de uma nova atração. “Somos fortes também por apostar na nossa cultura das mais diversas formas, seja a leitura, teatro, música, tradicionalismo. E incentivar estas ações é pensar de verdade nas futuras gerações e na importância deste segmento”.

Constante atualização

O editor da Central de Jornalismo do Grupo A Hora, Felipe Neitzke, lembra que, diante das transformações, a emissora precisa se adaptar aos interesses da audiência e dos temas estratégicos. “Esse tem sido o papel da Rádio A Hora. Surgiu em um momento crítico de saúde pública, foi fundamental durante as cheias e faz frente às demandas da comunidade onde está inserida”, observa. As novidades na programação, segundo ele, surgem para ampliar a gama de conteúdo qualificado e despertar a sociedade para temas estruturantes como é o incentivo à leitura. “Diante dos impactos do uso excessivo das telas, a atração pelo FM traz essa reflexão e alternativas de entretenimento e conhecimento”.

Além da cultura e do turismo, Neitzke lembra que 2026 será um ano repleto de grandes coberturas, como as eleições gerais, a Copa do Mundo e

ENCHENTES HISTÓRICAS

– A Rádio A Hora cobriu cinco das dez maiores enchentes da história do Rio Taquari. Entre elas, a maior catástrofe climática, em maio de 2024, que destruiu caras e bairros, tirou a vida de centenas de pessoas no RS, derrubou pontes e causou um déficit habitacional e caos logístico sem precedentes;

VALORIZAÇÃO DO ESPORTE

– Em 2024, iniciou o projeto “A Hora Gre-Nal”, com programa esportivo diário na emissora e transmissão ao vivo das partidas de Grêmio e Internacional. Além disso, a emissora acompanhou também as jornadas do Lajeadense em busca do retorno à elite do futebol gaúcho e centenas de jogos do futebol amador, nas mais diversas cidades;

GRANDES EVENTOS

– A cobertura da Estrela Multifeira, no Porto, foi um dos pontos altos da emissora em 2021, num momento que simbolizava a retomada dos grandes eventos regionais após quase dois anos de restrições. Em 2022, esse trabalho ganhou força na Expovale + Construmóbil, se repetindo na edição conjunta de 2024;

ELEIÇÕES

– A Rádio A Hora já cobriu três eleições, duas municipais e uma geral. Os trabalhos incluem debates, entrevistas e análise de pesquisas, além dos dias de votação. Em 2022, a emissora fez história ao promover inédito debate na região com a presença de sete candidatos a governador. O evento lotou as dependências do Teatro da Univates.

diversos assuntos de relevância regional, a exemplo, o futuro das rodovias do Vale. “Cabe a nós garantir que a Rádio A Hora esteja nestes momentos e entregue à sua audiência a informação precisa e relevante”.

Expectativa

Com quase cinco anos de A Hora, sendo parte deste período atuando no jornal Nova Geração, Karine se consolidou como uma das principais vozes da reportagem da emissora e agora terá a oportunidade de liderar um programa que, para ela, dialoga com os valores da região, conhecida pela diversidade cultural.

“Ter um espaço na programação

da rádio é fundamental para destacar os tantos tipos de expressões presentes na nossa comunidade. Dar visibilidade a ações de entidades culturais, valorizar as heranças alemãs, italianas e açorianas e incentivar artistas locais também é impulsionar o desenvolvimento das cidades”, frisa.

Já Kuhn, com experiência de duas passagens pela reportagem do A Hora, considera essencial o espaço para um tema do qual sempre foi apaixonado. “O programa será mais uma importante vitrine para o turismo regional. Espaço para falar de eventos, dar dicas turísticas e propagar as novidades desse setor que cada vez cresce mais no Vale do Taquari”.

HORA
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
MATEUS SOUZA

vinibilhar@grupoahora.net.br

Fruki aposta em cocriação e lança novo refrigerante

AFruki Bebidas lança um novo sabor de refrigerante criado a partir de cocriação com consumidores. O projeto, batizado de Fruki Lab, funcionou como um laboratório itinerante de experimentação ao longo de 2025.

A iniciativa passou por eventos, feiras, shopping centers e ativações no litoral do Sul do país. Ao todo, foram realizadas 11 ações presenciais e mais de 30 mil experimentos registrados. Cada combinação criada pelo público foi convertida em dados e enviada à área de pesquisa e desenvolvimento.

O projeto teve início no STU Pro Tour, evento internacional de skate realizado em Porto Alegre. A escolha buscou aproximação com o público jovem e ampliou o alcance da marca. Uma plataforma digital também foi criada para expandir a experiência de forma online.

A análise dos dados resultou no desenvolvimento do P4SS10N, primeiro produto da marca criado integralmente por inovação aberta. O refrigerante é zero açú-

car e tem sua fórmula mantida em segredo como estratégia de engajamento.

A proposta é estimular o consumidor a identificar os sabores presentes na bebida. O movimento acompanha a tendência global de personalização no setor de bebidas. Segundo relatório da Synergy Flavors, esse tipo de produto cresce com força entre os

consumidores mais jovens. A Fruki projeta novos lançamentos com a mesma metodologia ainda em 2026, no RS e em SC. A iniciativa reflete o fator de inovação e ineditismo da Fruki, no mercado consumidor. Trazer o público para a cocriação de seus produtos é uma forma de criar uma identidade ainda mais próxima do consumidor.

Reload Sindilojas

2026 tem desconto na

Quinzena do Consumidor

Celebrado no último dia 15, o Dia do Consumidor impulsiona ações promocionais no varejo, e o Reload Sindilojas 2026 aderiu à iniciativa. Até 31 de março, as inscrições têm 15% de desconto com o cupom RELOAD15 no site do Sindilojas Vale do Taquari. Com o benefício, o investimento é de R$ 93,50 para associados e

R$ 110,50 para não associados. O evento será realizado no dia 16 de abril, no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. A programação inclui temas como inteligência artificial, inteligência emocional, vendas e comportamento do consumidor. Entre os palestrantes confirmados estão Carolina Filipelli, Patrícia Palermo e Rafael Muller.

Indicadores

Dólar: R$ 5,24

Ibovespa: 181.931,94

Cooperativas ampliam presença enquanto bancos fecham agências

Enquanto bancos tradicionais reduzem o atendimento presencial, o cooperativismo de crédito segue em expansão na região. As cooperativas do Sicredi mantêm abertura de unidades e reforço no atendimento personalizado.

A cooperativa Ouro Branco projeta nova agência em Estrela, no 365 Business Park, ainda em 2026. Já a Sicredi Integração prevê unidade no bairro Florestal, em Lajeado. Além disso, as cooperativas seguem sua expansão com aberturas de agências também em

Minas Gerais.

O Sicoob também avança e inaugurou em 2025 a agência no bairro Conventos. A Cresol ampliou operações com nova agência e superintendência regional na rua Júlio de Castilhos, coração comercial de Lajeado.

Os dados do Dieese apontam movimento oposto no sistema bancário tradicional. O Brasil perdeu 37% das agências em dez anos, restando pouco mais de 14 mil unidades. Desde 2015, 638 municípios ficaram sem atendi-

mento, afetando 6,9 milhões de pessoas. Hoje, 48% das cidades não têm agência, atingindo 19,7 milhões de brasileiros.

O fechamento reflete a digitalização dos serviços e o avanço de ferramentas como o Pix. Já as cooperativas mantêm a estratégia de proximidade e relacionamento com o cliente. Não há mérito ou demérito nos movimentos. O cenário revela modelos distintos de atuação dentro do sistema financeiro e um posicionamento de mercado.

INSTABILIDADE

Após ventos de 100 km/h, chuva persiste na semana

Aviso do Inmet para segunda-feira, 23, indicou chuva intensa, ventos acima de 100 km/h e granizo, instabilidade segue nos próximos dias

Fabiano Lautenschlaeger centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Oinício da semana foi marcado por alerta máximo para tempestades no Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na segunda-feira, 23, aviso vermelho de grande perigo, com previsão de impacto em todo o Estado e reflexos diretos no Vale do Taquari.

O alerta, válido entre 9h e 22h, indicou possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acumulados acima de 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento que poderiam ultrapassar os 100 km/h e queda de granizo. O cenário elevou o risco de danos em edificações, interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores,

Vai chover, mas não será um evento muito intenso ou persistente.”

alagamentos e transtornos no transporte.

No Vale do Taquari, a instabilidade ganhou força ao longo da tarde, favorecida pela combinação de calor e alta umidade. O dia começou com sol entre nuvens, mas a formação de áreas de instabilidade intensificou a força das pancadas fortes e temporais.

O aviso foi encaminhado ao Centro de Operações da Defesa Civil Regional, que orientou a população a redobrar os cuidados, evitar exposição em áreas abertas durante rajadas de vento e buscar abrigo seguro em caso de

tempestade.

Fim de semana com temporais

A preocupação com novos eventos ocorre poucos dias após o temporal registrado na noite de sábado, 21, que provocou transtornos em diferentes municípios da região. Cerca de 10 mil imóveis ficaram sem energia elétrica, sendo aproximadamente 5 mil clientes da RGE e outros 5 mil associados da Certel.

A cooperativa informou desligamentos em cidades como Teutônia, Sério, Gramado Xavier, Forquetinha, Fazenda Vilanova, Canudos do Vale, Boqueirão do Leão e Lajeado. Também houve registros de destelhamentos e queda de árvores.

Em Lajeado, dados da estação meteorológica instalada no Hospital Bruno Born indicaram rajadas de vento superiores a 100 km/h. No bairro Universitário, medições do Núcleo de Informações Hidrometeorológicas (NIH) da Univates apontaram picos de 80 km/h.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Lajeado, tenente-

coronel Marcelo Maya, os danos estruturais foram pontuais. “Para nós chegaram pedidos de socorro para seis imóveis, quatro no bairro Santo Antônio e dois no bairro Morro 25. Foram danos parciais nos telhados, sem grandes proporções”, afirma. Segundo ele, parte das ocorrências não chegou aos registros oficiais, já que muitos moradores resolveram os problemas por conta própria ou acionaram diretamente o Corpo de Bombeiros para atendimentos como cortes de árvores.

Variações dentro do Vale

Maya também ressalta que

meteorologista Daniel Caetano, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há previsão de chuva ao longo da semana, mas sem indicativos de temporais prolongados de grande intensidade. “Vai chover, mas não será um evento muito intenso ou persistente”, projeta.

Entre terça-feira, 24, e quartafeira, 25, o padrão segue típico de verão, com dias abafados, temperaturas próximas ou acima dos 30°C e ocorrência de pancadas de chuva irregulares, principalmente entre a tarde e a noite.

Na quinta-feira, 26, o tempo começa a apresentar melhora gradual, com redução das áreas de instabilidade e maior presença do sol, embora ainda haja variação de nuvens ao longo do dia. Já na

O vento age de formas diferentes em uma mesma área. Há pontos com maior intensidade e outros com impacto menor.”

sexta-feira, 27, o cenário tende a ser mais estável na maior parte do Vale do Taquari, com diminuição da chance de chuva. Mesmo com a previsão de melhora, a combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de episódios isolados de maior intensidade. A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos e reforça que novos alertas podem ser emitidos conforme a evolução das condições climáticas.

VALE DO TAQUARI
DANIEL CAETANO METEOROLOGISTA
Vendaval danificou parte da estrutura da feira em Santa Tereza no início da noite de sábado, 21
Semana pode ter acumulados na faixa de 40 milímetros
FOTOS: DIVULGAÇÃO

ENTRE ENCONTROS E MEMÓRIAS, FESTA INTERCOMUNITÁRIA SEGUE VIVA EM MATO LEITÃO

Evento reuniu mais de 1,3 mil pessoas e reafirmou o valor da união e do espírito coletivo que dá vida ao município

Jéssica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

Ao som afinado do coral e sob as bênçãos compartilhadas entre padre e pastor, a manhã de domingo, 22, começou de forma especial em Mato Leitão. Do lado de fora da Seubv, um chuvisqueiro tímido insistia em cair, mas não foi capaz de afastar quem fez questão de estar presente na celebração. Quem cruzou as portas do salão encontrou mais do que um evento: encontrou um cenário de tradição viva. Assim teve início a 51ª Festa Intercomunitária, que reuniu mais de 1,3 mil pessoas em um dia marcado pela união da comunidade.

Logo nas primeiras horas, já era possível perceber o envolvimento coletivo que sustenta a festa há décadas. Organizada pela Comunidade Católica, Comunidade Evangélica e pela Sociedade Esportiva União Boa Vista (Seubv), a programação reuniu culto ecumênico, futebol de veteranos, pescaria, “tudo premiado”, escolha do Piá e Boneca da festa e a animação de bandas ao longo do dia, além da presença da Caravana 120, projeto alusivo aos 120 anos da Sicredi Integração RS/MG.  Entre os rostos à frente da organização, estava a jovem festeira Tatiana Bourscheid, 33,

que carrega no sobrenome e na história familiar uma ligação profunda com a festa. A trajetória começou ainda com os avós, Agnes e Arnaldo, festeiros da terceira edição - época em que Mato Leitão sequer era município. Décadas depois, na 31ª edição, os pais também assumiram a função, e agora foi a vez dela dar continuidade ao legado. Voluntária há 13 anos, Tatiana

conhece a festa nos detalhes e, neste ano, assumiu, ao lado de Pablo Schwertner, a responsabilidade de estar à frente da 51ª edição. Um desafio que, segundo ela, veio naturalmente. “Já está na gente. Me entreguei para fazer essa festa acontecer e ela aconteceu no momento certo. Não é atoa que fomos convidados por um casal anterior e aceitamos de primeira”, revela.

Apesar da experiência acumulada, estar na linha de frente trouxe novos desafios. Um deles foi quebrar a expectativa de que festeiros costumam ser mais velhos. “Muitas pessoas não acreditam que somos nós os festeiros”, comenta. Ainda assim, o envolvimento prévio com a comunidade e com a própria Seubv deu segurança para assumir a função, desde a organização da programação até ações como a entrega, de casa em casa, de mil blocos de rifa.

Mais do que a responsabilidade, o sentimento que marca a experiência é o pertencimento. “Eu sou Mato Leitão 100%”, afirma. Para ela, fazer parte da festa é também defender e valorizar a cidade. E o reconhecimento vem no momento em que vê o resultado do trabalho coletivo ganhar vida. “Ver a casa cheia é muito gratificante.”

Com estrutura para atender os 1,3 mil almoços vendidos, foi preciso organização para garantir o fluxo. Por trás de todo o evento, Tatiana conta que estão cerca de 155 voluntários, mobilizados em diferentes frentes. Pessoas que, assim como os casais de festeiros, transformam dedicação em resultado. “É a festa da nossa comunidade”, resume.

Quando se fala em festa intercomunitária, ninguém mede esforços [...] Tem gente que nem quer almoçar cedo para esperar pela roleta”

JOÃO

Família de Tatiana Bourscheid (e) carrega uma ligação profunda com a festa

Sons que fortalecem

Se a festa se sustenta pela renovação das gerações, ela também encontra força naqueles que ajudam a manter vivas as tradições. É o caso de João Inácio Kroth, 58, cuja história em Mato Leitão se entrelaça com a música e com o envolvimento comunitário. Foi por meio dela que ele se aproximou ainda mais da cidade. Ao se mudar, há cerca de duas décadas, passou a atuar na igreja, animando cantos e integrando o coral. Com o tempo, assumiu

a regência, função que exerce há quase 18 anos. Em paralelo, a participação da esposa na catequese e na educação fortaleceu ainda mais o vínculo da família com a comunidade.

Na Festa Intercomunitária, João encontrou outro espaço de contribuição: a comunicação e, principalmente, a tradicional roleta. Aprendeu os “macetes” com antigos organizadores e, desde então, assumiu a função, transformando o momento em uma das atrações mais aguardadas. “Tem gente que nem quer almoçar cedo para esperar pela roleta”, conta.

Para ele, a festa é também um reflexo do espírito coletivo. Todo o trabalho, desde os preparativos durante a semana até a execução no dia, é feito por voluntários. “Quando se fala em festa intercomunitária, ninguém mede esforços”, destaca. Mais do que a organização, o que fica é o sentimento ao ver o resultado. João, que já foi festeiro em duas outras edições, resume a experiência com simplicidade: a alegria está em ver o espaço cheio, as pessoas felizes, reunidas. “Na correria do dia a dia, chegar em um lugar acolhedor faz toda a diferença.”

Festividade em dobro

Quem também celebrou uma nova fase foi a agência do Sicredi de Mato Leitão que, no dia 22, completou 27 anos de história. Para o gerente da agência, Daniel Machado, o momento foi significativo e reforçou uma trajetória construída lado a lado com o desenvolvimento do município. A presença na festividade, neste ano, ganhou um significado ainda maior ao integrar as comemorações pelos 120 anos da cooperativa.

Ação remove 5,3 toneladas de lixo

Mobilização ocorreu de forma simultânea em seis municípios da região. Em Lajeado, parte da programação se concentrou no Parque Ney Santos Arruda

A19ª edição do Viva o Taquari-Antas Vivo alcançou números históricos na manhã de sábado, 21. Ao todo, 1.080 voluntários participaram das atividades, estabelecendo recorde de engajamento, enquanto mais de 5,3 toneladas de resíduos foram retiradas das margens e do leito do Rio Taquari.

A mobilização ocorreu de forma simultânea em seis municípios da região, reunindo empresas, entidades, poder público e moradores em ações de limpeza e conscientização ambiental. Em Lajeado, a programação se concentrou no Parque Ney Santos Arruda, com atividades educativas voltadas à preservação dos recursos naturais.

a dimensão da ação. Em Cruzeiro do Sul, 115 voluntários recolheram 1.072 quilos de resíduos. Venâncio Aires contou com 106 participantes, que retiraram 236 quilos de lixo. Em Arroio do Meio, 166 voluntários atuaram no plantio de mudas nativas.

Já em Estrela, 205 voluntários recolheram 967,74 quilos de

620 quilos retirados. Em Lajeado, 363 voluntários participaram da mobilização, resultando na remoção de 456,5 quilos de lixo.

Eletrodomésticos

Durante o mutirão, os participantes retiram diversos tipos de resíduos do rio, incluindo itens de grande porte, como uma geladeira e um fogão, evidenciando o descarte irregular de lixo no local.

A mobilização envolve entidades, empresas, cooperativas, escolas e o poder público, em uma iniciativa que antecede o Dia Mundial da Água, celebrado no domingo, 22, e reforça a importância da preservação dos recursos naturais.

De acordo com os organizadores, aproximadamente uma tonelada de resíduos é retirada anualmente das margens do Rio Taquari. O volume chama atenção para o problema, mas também demonstra o impacto positivo da ação coletiva na preservação ambiental.

voluntariado

O programa “Negócios em Pauta”, no sábado, reuniu lideranças, representantes de entidades e a comunidade durante o evento “Viva Taquari-Antas Vivo”, realizado na orla do Rio Taquari. A iniciativa promove debates sobre sustentabilidade, voluntariado e desenvolvimento regional, além de incentivar a ocupação dos espaços públicos e a conscientização ambiental. Um dos idealizadores da ação Gilberto Soares afirma que o evento representa um momento de “reinaugurar as coisas boas”, com o objetivo de transformar a sociedade e aproximar a população das questões ambientais. Segundo ele, a proposta também visa impactar as futuras gerações, incentivando mudanças de comportamento.

“Temos que transformar desenvolvimento em evolução”, destaca. Soares ressalta ainda que, ao longo dos 19 anos de realização, o evento apresenta avanços significativos. “Hoje recolhemos menos lixo e colhemos mais poesia

Precisamos assumir, enquanto sociedade, a responsabilidade de enfrentar o problema do esgoto sanitário. O rio está nessa condição porque houve erros no passado.” GILBERTO

Hoje recolhemos menos lixo e colhemos mais poesia na beira do rio.”

na beira do rio”.

O vice-prefeito, Guilherme Cé avalia de forma positiva a presença da comunidade nos parques e espaços públicos, mas reforça que o momento também é de reflexão. Ele lembra que o Rio Taquari está classificado como classe 4 em nível de poluição e defende ações concretas para reverter o cenário. “Precisamos assumir, enquanto sociedade, a responsabilidade de enfrentar o problema do esgoto sanitário. O rio está nessa condição porque houve erros no passado”, pontua.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Eduardo Gravina, define a iniciativa como um “sucesso do voluntariado” e destaca o impacto de projetos como o Educame e o Escolas das Águas, voltados à formação de consciência ambiental.

Rodrigo Gallas gallas@grupoahora.net.br
Amanda Cabral centraldejornalismo@grupoahora.net.br
RODRIGO GALLAS
Mais de 1 mil voluntários participaram da atividade
Ação totalizou com 5,3 toneladas de lixo recolhidas

RETORNO APÓS 19 ANOS

Expofeira Travesseiro movimenta

R$ 4 milhões e atrai 25 mil pessoas

Evento supera expectativas e organização confirma terceira edição em 2028

TRAVESSEIRO

AExpofeira Travesseiro encerrou nesse domingo, 22, com números expressivos de público e movimentação financeira. Conforme o presidente do evento, Tiago Weizemann, cerca de 25 mil pessoas passaram pela feira ao longo dos três dias de programação. “A feira em si, toda ela, participaram 25 mil pessoas. E não estou inventando esse número, é um número real que temos registro no meu estande que contabilizou todas as pessoas que passaram aqui”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente, o volume financeiro movimentado dentro da feira chegou a aproximadamente R$ 4 milhões. Somente o setor de artesanato foi responsável por cerca de R$ 100 mil em vendas.

TIAGO

WEIZENMANN

PRESIDENTE DA FEIRA

A feira em si, toda ela, participaram 25 mil pessoas. E não estou inventando esse número, é um número real que temos registro no meu estande que contabilizou todas as pessoas que passaram.”

O prefeito Gilmar Southier também parabenizou todos os envolvidos e destacou que, mesmo com o tempo não colaborando, a feira foi um sucesso absoluto. “Aqui em Travesseiro temos um santo forte que nos protegeu de coisas piores”. Por fim, convidou a comunidade para a 3ª Expofeira, que ocorrerá em 2028.

A programação teve início na sexta-feira, 20, e seguiu até domingo, reunindo mais de 100 expositores, sendo mais de 60 deles do próprio município. A estrutura contou com pavilhão de expositores, espaço dedicado à agricultura familiar, área gastronômica, estacionamento gratuito e palco para shows.

Experiência positiva

Para os expositores, a experiência também foi positiva. O empresário Gilnei Andres, sócio da empresa Morági Alimentos, participou pela primeira vez e elogiou a organização e o público. Segundo ele, a feira superou as expectativas.

A iniciativa também foi bem recebida pelo comércio local.

A expositora Mayara Ahne, da loja D’Casa Móveis, destacou o engajamento da comunidade. “A feira foi super bem recebida, a gente ficou super animado”, afirmou. Patrocinadora ouro do evento, a cooperativa Sicredi teve atuação destacada durante a programação. A instituição manteve um espaço de atendimento ao público, com apresentação de soluções financeiras, linhas

de crédito, consórcios, seguros e investimentos. Conforme o gerente da agência de Travesseiro, Felipe Rempel da Luz, a feira cumpre papel estratégico no fortalecimento da economia local. “A Expofeira representa uma oportunidade de se aproximar dos associados e da população, além de valorizar produtores, comerciantes e empreendedores”, destacou.

Somente o setor de artesanato foi responsável por cerca de R$ 100 mil em vendas na feira
Prefeito destacou importância do evento para a economia do município
RODRIGO GALLAS
Rodrigo Gallas gallas@grupoahora.net.br

CRUZADAS

Grito de entusiasmo no flamenco Cosmético usado como realçador de cílios

"Triticum", em relação ao trigo (?) Santana, cantor de "Escreve Aí"

A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 1995

Mastro de bandeiras Obras distribuídas pelo PNLD (BR)

Muito (apócope) Queijo de soja

Início de poemas

Unidade molecular Neurologista (red.)

"Máximo", em MDC Indicado como útil "Você", em chats Enfeita; adorna

Partido de Lacerda Artigo indefinido (pl.)

"(?) Teológica", obra de Tomás de Aquino

Mascote dos Jogos Olímpicos de 2020

Gênero musical de Amália Rodrigues

Peça que mata vampiros (Lit.)

Produto da cevada usado na cerveja

Posição de Beyoncé, para a música

Utensílio para modelar biscoitos (Cul.)

Observatório Nacional (sigla)

(?) free: grátis (ing.)

Ate; aperte

Capital peruana Título (abrev.)

Game (?):

de jogo, em inglês

Império que conquistou Constantinopla

(?)-pronóbis, planta comestível

Saco de couro para líquidos

Principal curso fluvial da Itália

Taxa acrescida à poupança (sigla)

Cobertura rústica de casas

Unidade de venda da pipoca

O paciente da cirurgiã bariátrica

HORÓSCOPO

ÁRIES: Agir em equipe será a melhor maneira de conseguir o que deseja, Áries, seja no trabalho ou na vida pessoal.

TOURO: O desejo de fazer só o que tem vontade pode crescer, mas aos poucos as coisas melhoram e você vai ter tempo de finalizar o serviço.

GÊMEOS: No trabalho, explore sua criatividade e faça o possível para manter o foco no que importa.

CÂNCER: Seu lado prático ajuda a encarar esses desafios e ainda vai sobrar pique para cuidar do serviço

LEÃO: Redobre o cuidado para não se distrair com tanta facilidade e confira duas vezes uma tarefa antes de partir para a próxima, evita problemas.

VIRGEM: O astral melhora aos poucos e você pode organizar o orçamento e até rever alguns compromissos financeiros que já assumiu.

Solução

LIBRA: No trabalho, trace metas mais ambiciosas e confie na sua capacidade para atingir seus objetivos!

ESCORPIÃO: Não deixe a desconfiança esfriar o romance, porque seu ciúme pode fazer hora extra e estremecer os laços com o mozão.

SAGITÁRIO: Seja paciente para lidar com as críticas e veja se você não está exagerando na hora de cobrar os colegas também.

CAPRICÓRNIO: Se tem planos para viajar não deixe nada ao acaso e tenha um plano B para driblar os imprevistos que podem surgir pelo caminho.

AQUÁRIO: AHá sinal de novidades na conquista e pode até se envolver com alguém de outra cidade.

PEIXES: Bom humor e animação ajudam a movimentar a paquera, mas a distância talvez vire um problema.

OBITUÁRIO

LAERCIO SUPREMO ALTEMANN, 62, faleceu ontem, 23. O velório ocorre no Memorial Jardim da Montanha - capela “A”, em Lajeado. O sepultamento ocorre hoje, 24, no Cemitério Católico do Hidráulica, em Lajeado.

EDUVIRGE SILVA DOS SANTOS, 83, faleceu ontem, 23. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Daltro Filho, em Imigrante.

JOSÉ CAETANO PEREIRA NETTO, 89, faleceu ontem, 23. O velório ocorre no Memorial Costa, em Taquari. O sepultamento ocorre hoje, 24, às 9h, no Cemitério Municipal de Taquari.

ADÉLIO DALFERTH, 70, faleceu domingo, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico Paz, em Teutônia.

CELI ULRICH, 49, faleceu no domingo, 22. Os atos fúnebres ocorreram no Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

Casal vai a júri por morte de bebê

Denúncia indica que corpo de recém-nascida foi queimado e ocultado em área de mata

VALE DO TAQUARI

Ocasal Henrique Kauan Ferreira de Souza e Raíssa

Paola da Rosa Back será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira, 24, em Lajeado. A sessão ocorre a partir das 9h, na 1ª Vara Criminal do Fórum do município.

Eles são réus por um crime ocorrido em 13 de setembro de 2024, na cidade de Sério. Segundo denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), ambos respondem por homicídio qualificado — por motivo torpe e fútil, além do emprego de meio cruel —, bem como por fraude processual e ocultação de cadáver.

De acordo com a acusação, a mulher teria dado à luz em casa e, em seguida, matado a recémnascida ao cortar o pescoço da criança com uma faca. O pai, conforme o Ministério Público, não impediu o crime e, posteriormente, teria ateado fogo no corpo da vítima e ocultado o cadáver em uma área de mata. O casal também é acusado de limpar o local e tentar eliminar provas.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Marcos Eduardo Rauber no dia 13 de janeiro de 2025, com pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça. Os dois foram presos em 20 de janeiro de 2025 pela Polícia Civil.

As investigações apontam que o crime teria sido motivado pelo medo da mulher de ser abandonada, já que o companheiro não queria a criança e teria pressionado pela interrupção da gravidez. O caso veio à tona após a suspeita procurar atendimento médico depois do parto, o que levantou suspeitas e levou à atuação da polícia.

O julgamento será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.

CIRCUITO DOS VALES/LUCASA CONSTRUTORA

PRÓXIMAS PARADAS: TEUTÔNIA E VENÂNCIO AIRES

Após abertura da temporada em Arroio do Meio, atenções se voltam para a Meia Maratona que ocorre em abril e a segunda etapa que será em Maio

Após reunir cerca de dois mil atletas nesse domingo, em Arroio do Meio, para abertura da temporada do Circuito dos Vales/ Lucasa Construtora, as atenções agora se voltam para as próximas atrações. Em 12 de abril, Teutônia recebe a primeira Meia Maratona dos Vales. O evento que é organi-

zado pela equipe do Circuito dos Vales está com inscrições abertas no site circuitodosvales.com.br. Inclusive, quem adquirir o combo para as quatro etapas restantes do CV, ganha a inscrição para a Meia-Maratona. Já em 3 de maio, Venâncio Aires recebe a etapa Fenachim. As inscrições também estão abertas no site.

Campeões

Feminino

3km: Laura Brackmann Mallmann - 11min16seg

5km: Marciani Stevens - 20min30seg

10km: Estela Weber - 43min09seg

Masculino

3km: Alexander Boniface - 9min42seg

5km: Jean Nunes - 16min37seg

10km: Igor Bohn – 34min49seg

Primeira etapa

Após três anos fora da programação, Arroio do Meio voltou a sediar o evento em um momento simbólico. A cidade viveu um processo contínuo de reconstrução após as enchentes registradas em setembro de 2023 e maio de 2024, que impactaram profundamente a rotina da população. Neste cenário, o evento esportivo assumiu um papel que foi além da competição, consolidando-se como um marco de retomada, integração e esperança coletiva.

Com público estimado em cerca de 4 mil pessoas, o município registrou intenso movimento ao longo do dia. Diferentes setores da comunidade se mobilizaram para garantir a realização da etapa, que promoveu não apenas o esporte, mas também o turismo, o lazer e o fortalecimento da economia local.

O prefeito Sidnei Eckert destacou a relevância do momento. Segundo ele, o município seguiu em reconstrução e eventos como este contribuíram diretamente para o fortalecimento da comunidade. Eckert afirmou que a iniciativa incentivou hábitos saudáveis e buscou inspirar a população local e de todo o Vale do Taquari.

Programação contou com provas de corrida nas distâncias de 3km, 5km e 10km, além de caminhadas e da Corrida Kids, envolvendo participantes de diferentes idades

A programação contou com provas de corrida nas distâncias de 3km, 5km e 10km, além de caminhadas e da Corrida Kids, envolvendo participantes de diferentes idades.

Entre os participantes, histórias de dedicação e superação se destacaram. O aposentado Adilson Johann, de 63 anos, acompanha o Circuito dos Vales desde as primeiras edições e relembra sua trajetória no esporte, iniciada em 1981. Ele afirmou que fez questão de participar da prova e destacou a motivação como um dos principais fatores, especialmente pelo impacto positivo que acredita gerar em outras pessoas.

Já Alexander Boniface, da equipe Klain e Colégio Teutônia, foi o primeiro colocado geral masculino nos 3km, com o tempo de 9min42s081. Ele atribuiu o resultado ao trabalho contínuo e à disciplina nos treinos. Praticando corrida há cerca de dois anos e acumulando aproximadamente dez troféus, incentivou novos praticantes a se desafiarem, destacando que nem ele próprio imaginava o potencial que poderia alcançar por meio do esporte.

Etapa reuniu cerca de 4 mil pessoas em Arroio do Meio na manhã desse domingo
DIVULGAÇÃO
MARCIO RODRIGUES/FOCO RADICAL

FUTEBOL AMADOR

GAÚCHO É O PRIMEIRO

FINALISTA NO VALE

Equipe venceu o São João no tempo normal e nos pênaltis e aguarda o adversário na final de Progresso

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Ainstabilidade climática que chegou ao Vale do Taquari neste fim de semana fez com que algumas competições não tivessem rodada, mas as que tiveram bola rolando foram de definições. O destaque ficou para Progresso que definiu o primeiro finalista.

Jogando em Alta Picada Serra, o Gaúcho venceu o São João por 1 a 0 no tempo normal, gol de Edgar. Como havia perdido o jogo de ida, a decisão da vaga foi para os pênaltis e nela melhor para o time da Sede que venceu por 7 a 6. No próximo sábado, Cruzeiro, de Alto Honorato, e Flamengo, de

Xaxim, disputam a outra vaga. No veterano, o Flamengo Cabeceira de Tocas venceu o Flamengo, de Xaxim, por 4 a 1 e confirmou a vaga para decisão.

NOVA BRÉSCIA

A competição promoveu o jogo de ida da semifinal. No sábado, Canarinho e Botafogo empataram em 1 a 1. Quem vencer na próxima semana estará na decisão, novo empate leva a decisão para os pênaltis. No outro jogo, o Imigrante venceu o Atlético Caçadorense por 2 a 1 e está a um empate da final. Já o Atlético terá que vencer para levar a decisão para os pênaltis.

ARROIO DO MEIO

Faltando uma rodada para o fim da fase classificatória, a competição conheceu todos os semifinalistas. O Esperança perdeu para o União por 3 a 0, o resultado, aliado com a vitória do

Rui Barbosa, eliminou o clube. Apesar da vitória na rodada, o Palmense também está eliminado. A última rodada definirá os cruzamentos semifinais.

CRUZEIRO DO SUL

Se algumas cidades estão se encaminhando para fase final, em Cruzeiro do Sul ocorreu a abertura da competição. Último campeão, o Canarinho iniciou a busca por mais um título com vitória por 2 a 0 em cima do Tamoio. Nos outros jogos, o Cruzeiro goleou o Juventus por 5 a 2 e o XV de Novembro ganhou do Bom Fim.

RODADAS CANCELADAS

Em virtude da instabilidade que atingiu o Vale no fim de semana, a rodada da Copa Vale do Sampaio, mais os municipais de Taquari e Paverama foram transferidos para o fim da primeira fase.

Confrontos da 5ª fase

A Confederação Brasileira de Futebol definiu nesta segunda-feira os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil. O sorteio definiu que o Grêmio enfrentará o Confiança, de Sergipe, e o Inter pegará o Athletic, de Minas Gerais.

Novidade para este ano, os times da primeira divisão adentram na competição apenas na quinta fase, a primeira com confrontos em ida e volta. Para o sorteio, os 32 times foram divididos em dois potes por meio do ranking da CBF.

O Grêmio abre o duelo em casa, enquanto a volta será fora. Já o Inter faz o caminho inverso e joga a primeira fora, com a decisão no Beira-Rio. Os jogos ainda não tem datas confirmadas, mas serão entre 22 e 23 de abril (ida) e 13 e 14 de maio (volta).

O Athletic-MG está disputando a Série B do Brasileirão. Na temporada, vem de quatro vitórias, cinco empates e três derrotas. Além de 15 gols marcados e 16 sofridos. Pela Copa do Brasil, o time mineiro passou por Rio Branco-AC, Ypiranga de Erechim e Sport nas fases anteriores.

Atlético-MG x Ceará

Cruzeiro x Goiás

Athletico-PR x Atlético-GO

Flamengo x Vitória

Grêmio x Confiança-SE

Vasco x Paysandu

Fortaleza x CRB

Bahia x Remo

Botafogo x Chapecoense

Red Bull Bragantino x Mirassol

Corinthians x Barra-SC

Fluminense x Operário-PR

Palmeiras x Jacuipense-BA

Internacional x Athletic-MG

Santos x Coritiba

São Paulo x Juventude

O Confiança está na Copa do Brasil desde a terceira fase. Eliminou a Tombense por 2 a 0 e, depois, passou por Vila Nova, nos pênaltis, fora de casa. No campeonato Sergipano, perdeu a final para seu maior rival, o Sergipe. Antes de enfrentar o Grêmio, o clube estreará na Copa do Nordeste e na Série C.

Gaúcho precisou vencer o São João no tempo normal e nos pênaltis para avançar à final COPA
Caetano Pretto caetano@jornalahora.inf.br
Grêmio e Inter estreiam na quinta fase, a primeira com jogos ida e volta
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Lions ajudava a construir câmara mortuária

O Lions Clube de Bom Retiro do Sul, em parceria com o governo municipal, construía uma capela mortuária para a cidade. Conforme os jornais

da época, “a estrutura veio preencher uma lacuna sentida pela população em geral, que muitas vezes não tinha onde velar seus mortos”.

Enquanto isso…

Golpe Militar na Argentina – No dia 24 de março de 1976, um golpe militar instaurou na Argentina o chamado "Processo de Reorganização Nacional", uma ditadura militar liderada por uma junta militar composta pelos três comandantes das Forças Armadas. A então presidente Isabelita Perón foi deposta.

Na época, ela enfrentava uma crise econômica severa, com alta inflação, e um cenário de extrema violência política entre grupos de guerrilha e esquadrões da morte de direita. Durante o regime, estimativas apontam que cerca de 30 mil pessoas tenham sido sequestradas, torturadas e assassinadas em centros clandestinos de detenção. Além disso, bebês nascidos em cativeiro eram retirados de suas mães e entregues a famílias ligadas ao regime.

O regime começou a ruir após o fracasso econômico e a derrota na Guerra das Malvinas, em 1982, contra o Reino Unido. Em 1983, a democracia foi restaurada com a eleição de Raúl Alfonsín. Hoje, o dia 24 de março é feriado nacional na Argentina, o Dia Nacional da Memória pela Verdade e Justiça, servindo como um lembrete do lema: "Nunca Más".

Galeria Itinerante de Escritores

Lajeado anunciava um projeto novo para as escolas municipais: a 1ª Galeria Itinerante de Escritores. A iniciativa contemplava painéis, no formato de banners, com a biografia, principais obras e mensagens de 13 escritores lajeadenses. Os painéis percorreram as escolas municipais. O lançamento do projeto ocor-

reu na praça de alimentação do então chamado UnicShopping, em Lajeado. O projeto era desenvolvido pela Secretaria de Educação com o objetivo de estimular a leitura e a escrita, além de reconhecer as “pratas da casa”. A lista com os 13 escritores homenageados não foi divulgada pelos jornais da época.

Na foto é possível reconhecer a prefeita

e

Petter

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia emposssava sua nova diretoria para a gestão 2006/2007. O evento reuniu mais de 60 pessoas no Centro Social do Sesi. O novo presidente era José Mirto Petter, com o vice Egon Edio Hoerlle.

Nova diretoria

Presidente – José Mirto Petter

Vice-presidente – Egon Edio Hoerlle

Vice-presidente de Indústria – Carina Wagner Wommer

Vice-presidente de Comércio – Janaína Mainardi

Vice-presidente de Serviços – João Carlos Hentschke

Tesoureira – Margarete Elisa Mallmann

Vice-tesoureira – Aline Ritta Virti

Hoje é
Dia Mundial de Combate à Tuberculose
Santo do dia
Santa Catarina da Suécia Santo Óscar Romero
Carmen Regina
os escritores José Alfredo Schierholt e Lenira Almeida Heck

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Pressa desnecessária da CPI

Principal assunto político de Lajeado na reta final do ano passado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estacionou. Há semanas não ocorreram novas etapas, após a intervenção judicial que determinou congelamento da conclusão dos trabalhos e acesso aos autos do processo para investigados. Antes disso, teve muita pressa! Afinal, dos três vereadores que integram o grupo, dois estavam de saída.

O fato é que muitas ações foram atropeladas. Entre elas, as oitivas. Faltaram explicações. E não foram poucas, hein! Gilberto de Vargas, o Giba, fez apontamentos fortes contra o ex-prefeito Marcelo Caumo e ele não foi acionado para dar sua versão. Verdade, que Caumo estava envolvido em outra investigação, pela Polícia Federal, mas um relatório completo só se faz com os argumentos de quem tinha o papel maior na gestão passada, quando

começaram as supostas fraudes. Os números da perícia também não foram esmiuçados. Não pela perita em si, mas não se soube dos contrapontos pela PDS Obras ou demais envolvidos no processo de investigação. Éder Spohr (MDB), secretário da CPI, reconheceu a necessidade de levar a investigação de forma mais aprofundada.

O fato é que depois de tanta pressa e atropelo, os trabalhos pararam.

Quem foi eleito, que governe!

Político, ao ser eleito, assume um compromisso. Seja vereador, prefeito, deputado, senador e o presidente da república. Fica difícil defender a classe quando o primeiro “traído” é o próprio eleitor, que acreditou nas propostas e no potencial do determinado candidato para a função específica que ele foi eleito. Não serve o discurso de “buscar um lugar onde consiga resolver os problemas de melhor forma”. É engodo e só narrativa política. Mantenho aqui o discurso utilizado ao condenar vereador que debanda para cargo na gestão municipal da mesma cidade e, por vezes, se transforma em um “secretário profissional” e reveza seu trabalho de um mu-

nicípio a outro. Agora, as linhas desta coluna dirigem-se aos políticos de âmbito estadual. Eduardo Leite poderia seguir o exemplo de Ratinho Jr, governador do Paraná, para reclinar da candidatura nacional e concluir seu mandato no Piratini. Aliás, ele fez isso na gestão passada e quase ficou fora do segundo turno.

O mesmo vale aos deputados estaduais que arrecadam voto e barganham a vaga por uma secretaria estadual. Não pode!

Político eleito é ou deveria ser sinônimo de mandato cumprido. Se o interesse é em atuar nas funções executivas, deixe isso claro aos eleitores na campanha.

Rapidinho…

- No Vale, pessoas próximas ao governador do RS, Eduardo Leite, garantem: ele fica no cargo até o final do ano. Mas isso foi antes do governador do Paraná, Ratinho Jr, desistir. Agora, pode ser que ele repense, pois há projeção maior dentro do PSD.

- Em Encantado, está institucionalizada a insatisfação com a Corsan/Aegea. O prefeito Jonas Calvi, vereadores e líderes comunitários foram até a Agergs apresentar os problemas no fornecimento de água que acumula problemas em vários bairros.

- Em Lajeado, o MDB esteve atento ao discurso da prefeita Gláucia Schumacher (PP) na posse da nova diretoria da Acil. A partir da fala da gestora sobre as irregularidades em contratos públicos de Lajeado, o assunto repercutiu nas páginas satélites do MDB e claro, vai repercutir nesta terça-feira, na câmara.

ARTIGO

MAURO FALCÃO

advogado e escritor

A monopolização do saber e da cura: Do dogma à razão

A modernidade consolidou uma narrativa de libertação: o homem teria finalmente escapado das trevas dogmáticas para a luz da ciência. Contudo, uma análise ontológica mais rigorosa revela que essa transição não foi uma ruptura com o autoritarismo, mas uma transferência de trono.

A ciência, ao reivindicar uma autonomia absoluta, oculta as raízes filosóficas e religiosas que a sustentam, negando seu próprio berço para justificar um lucrativo monopólio da cura.

É fato inconteste que a religião foi, e lamentavelmente continua sendo, vítima de clérigos e presbíteros maliciosos. Ao longo da história, figuras de autoridade distorceram o sagrado para exercer controle, acumular riquezas e manipular a fé alheia.

É precisamente neste ponto de vulnerabilidade que a ciência ancora sua bandeira de hegemonia. Ao apontar o dedo para os abusos do clero, o discurso científico se autopromove como a única via ética e “pura”, blindada contra as falhas humanas.

Ao

longo da história, figuras de autoridade distorceram o sagrado para exercer controle.”

No entanto, ao despir-se da humildade filosófica, a ciência passa a cometer os mesmos erros que condena. A “casta” de especialistas substitui o clero; o jargão impenetrável substitui o latim litúrgico; e a exclusão de quem não reza pela cartilha acadêmica torna-se a nova excomunhão. Onde antes se vendiam indulgências, hoje se negocia o acesso a tratamentos e inovações que, muitas vezes, são apenas a sistematização de saberes ancestrais e coletivos, agora devidamente patenteados.

Reconhecer que a ciência não é autônoma exige um ato de coragem: o reinício. O ser humano, por natureza, busca a inércia das zonas de conforto, onde o fluxo financeiro e o prestígio profissional estão garantidos.

Admitir que a educação global é um mosaico de matizes religiosas e filosóficas seria interromper essa engrenagem de lucro. Seria admitir que a razão não cria a realidade, apenas a organiza a partir de conceitos que a precedem.

A ciência deve ser criteriosamente seguida, mas nunca adorada como um deus isolado. Quando ela se fecha em si mesma, ignorando que as paredes de suas próprias universidades foram erguidas por ímpetos de fé e inquietação metafísica, ela deixa de ser uma busca pela verdade para se tornar uma estratégia de mercado. O verdadeiro saber não pode ser monopolizado, pois ele nasce da integração entre o método e a semente da esperança — aquela mesma que, nos momentos de crise profunda, nos faz olhar para o que antes desprezávamos em busca de salvação.

Terça-feira, 24 de março de 2026

Fechamento da edição: 18h

xxº | MÁX: xxº Sol com muitas nuvens, a nublado com chuva de manhã. Tarde com temporal e noite chuvosa.

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A Hora – 24/03/2026 by Jornal A Hora - Issuu