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A Hora – 23 e 24/05/2026

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grupoahora.net.br MOBILIDADE EM LAJEADO

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Fim de semana, 23 e 24 de maio de 2026 | Ano 23 - Nº 4102 | R$ 5,00

colapso

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Estado autoriza Centro da Defesa Civil

Estrutura em Lajeado atenderá os vales do Taquari e Rio

Pardo dentro do plano estadual de gestão de riscos e desastres.

Crescimento da frota, expansão dos bairros e reorganização urbana pós-inundações provocam mudanças na circulação interna. Hoje, Lajeado registra mais de 83 mil veículos emplacados e tráfego diário próximo de 130 mil. Diante desse quadro, o governo municipal estuda um pacote com pelo menos dez intervenções viárias. O plano pode envolver financiamentos entre R$ 100 milhões até R$ 200 milhões.

PÁGINAS | 6 e 7

OPINIÃO | VINI BILHAR

Salva entre as mais premiadas do mundo

Cervejaria produz mais de 6 milhões de litros por ano e em 2025 conquistou mais de 110 premiações internacionais.

45 ANOS DE EMANCIPAÇÃO

Teutônia reforça protagonismo econômico

O avanço econômico e o crescimento populacional dos últimos anos impulsionam investimentos e também ampliam os desafios em áreas como mobilidade, saúde e educação. O segundo fim de semana da Festa de Maio traduz este cenário. Com mais de 200 expositores, lançamentos de serviços e produtos, a feira fortalece o município como polo de negócios e desenvolvimento regional.

PÁGINAS | 10 e 11

Estrela espera receber mais de 10 mil pessoas no último fim de semana do 58º Festival do Chucrute. A programação no ginásio do Cristo Rei terá segundo baile típico e último café colonial, dentro das comemorações pelos 150 anos do município.

PÁGINA | 18

DANIÉLY SCHWAMBACH

Odebate sobre mobilidade em Lajeado ultrapassa a análise sobre trânsito. Envolve desenvolvimento urbano, capacidade de crescimento econômico e qualidade de vida. A cidade chegou em um ponto no qual adiar decisões estruturantes começa a produzir efeitos no cotidiano.

Com frota acima de 83 mil emplacamentos e um índice de motorização de quase um veículo por habitante, Lajeado vive uma realidade diferente de décadas atrás. Ao mesmo tempo, a expansão dos bairros, o fortalecimento de polos industriais e o aumento dos deslocamentos internos mudaram a dinâmica urbana.

Existe um custo em contratar financiamento. Mas também existe um custo em não fazer nada. Aparece no tempo perdido no trânsito...”

Vias secundárias passaram a absorver fluxo intenso. Ruas antes locais se transformaram em corredores estratégicos. O desgaste do pavimento, os congestionamentos e a dificuldade de conexão entre bairros passaram a expor um problema estrutural. Nesse quadro, o debate sobre financiamento precisa ir além. Sem recursos próprios suficientes, obras estruturantes são colocadas na balança diante do momento econômico complexo e da alta taxa de juros. Quanto maior o investimento, maior precisa ser o rigor técnico. Caso essa foi a alternativa, o governo terá a obrigação de apresentar projetos claros, prioridades definidas, impacto financeiro, cronograma e capacidade de pagamento. Os vereadores também terão um papel fundamental, pois o tema exige fiscalização, responsabilidade, debate público e, sobretudo, visão de longo prazo.

à Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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“Poderia me aposentar, mas não quero.

Gosto de trabalhar

61,serventenaprefeitura deTeutônia há dez anos, é reconhecidapelaalegriae dedicaçãoàfunção

Há quantos anos trabalha em Teutônia?

Minha família morou aqui de 1995 a 2003, quando fomos embora. Na época, eu também era funcionária pública. Retornamos em 2009. Trabalhei em fábricas, nunca fiquei parada, e então pensei em fazer concurso novamente para a prefeitura, porque gostei muito de trabalhar aqui. Fiz o concurso, passei e logo fui chamada. Neste ano completo dez anos de retorno à prefeitura.

Como é pra você desempenhar esse trabalho?

Eu gosto do que faço. Trabalho na faxina e ajudo sempre que precisam de mim. Acredito que o trabalho dignifica as pessoas e evita a ociosidade. Além disso, a gente aprende muita coisa. Neste ano eu já poderia me aposentar, mas não quero. Gosto de trabalhar, me sinto bem e sou feliz.

Colegas definem você como uma pessoa sempre animada. A que atribui isso?

Eu gosto de fazer as pessoas felizes. Precisamos uns dos outros e acredito que estamos aqui para ajudar. Trabalho na Secretaria da Saúde e gosto de cuidar das minhas colegas, que chamo de “minhas filhas”. Elas pedem e eu faço chimarrão, pipoca, tudo o que for preciso. Gosto de ver todos felizes, em um ambiente agradável e leve. É isso que me faz bem.

O que motiva você?

Ter a mente ocupada e não pensar em coisas ruins. Procuro ser feliz para também fazer as pessoas felizes. Gosto de plantar canteiros, fazer vasos, ajudar a pintar. Neste mês da Festa de

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

e sou feliz”

Maio, sempre digo que Teutônia canta e encanta, então precisamos levar esse encantamento para quem nos visita. Ajudei a pintar a prefeitura, o monumento do ex-prefeito Klepker e o monumento do doutor Hércio Pegas. São coisas que me fazem sentir realizada, feliz e útil. Não podemos desanimar. Precisamos ter esperança, olhar para frente e deixar um bom legado, com amor e respeito pelas pessoas. Gosto de fazer tudo com capricho, responsabilidade e amor.

Sua trajetória também inspirou sua filha a seguir carreira no serviço público?

Sim. Minha filha, Catiele Pereira Vogt,

fez concurso público e hoje trabalha como secretária na EMEF Professor Guilherme Sommer há três anos. Ela também está feliz.

O que o trabalho representa na sua vida?

O trabalho, para mim, é mais do que uma obrigação. É a força que me levanta todos os dias e o caminho que me permite cuidar da minha família, dos colegas e das pessoas que convivem comigo, além de construir minha história com esforço. É por meio do trabalho que descubro do que sou capaz e encontro motivos para seguir em frente. Assim sigo trabalhando, lutando e acreditando que cada passo vale a pena.

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Joilson

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Estado autoriza financiamento do Centro de Defesa Civil dos Vales

OComitê Gestor do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) aprovou o financiamento de projetos liderados pela Defesa Civil do Estado. Com isso, o Estado autoriza a utilização do recurso oriundo da suspensão temporária da dívida com a União para iniciar a implantação dos chamados Centros Regionais de Gestão Integrada de Riscos e Desastres. Ao todo serão nove centros que também funcionarão como sede das Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil, e o financiamento total aprovado pelo Funrigs é de R$ 111,6 milhões. E a melhor notícia é que o Centro Regional dos Vale do Taquari e Rio Pardo foi contemplado já na primeira fase desse investimento. O espaço será construído em Lajeado, às margens da ERS-130. Além do nosso município, essa fase do projeto também contempla os municípios de Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas. De acordo com informações do Plano Rio Grande, as estruturas serão destinadas à “prevenção,

preparação, resposta e recuperação em situações de desastres”. Em resumo, é garantir às Coordenadorias Regionais uma “infraestrutura capaz de armazenar recursos humanos e estabelecer a articulação aprimorada entre as instituições e os profissionais envolvidos”. E as estruturas terão os mesmos atributos estruturais e operacionais do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos

FEDERASUL E ESTADO

e Desastres (Cegird) que será implantado em Porto Alegre e será responsável por coordenar as ações de Proteção e Defesa Civil em todo o Estado. Aliás, e sobre o futuro Cegird, é bom destacar que é uma infraestrutura semelhante e/ou inspirada no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) de Santa Catarina, cujo orçamento anual é próximo de R$ 200 milhões.

Novo debate entre pré-candidatos será dia 10/6

O aguardado debate entre os candidatos(as) a governador(a) do Rio Grande do Sul já tem data confirmada pela Federasul. A federação agendou o encontro para o dia 10 de junho, no Palácio do Comércio, em Porto Alegre. Não será a primeira vez que os postulantes ao cargo de chefe do Palácio

Piratini ficam frente a frente. O primeiro encontro ocorreu dia seis de março, na Assembleia de Verão da Famurs, em Torres. Na ocasião, eram seis postulantes. Já o segundo embate só reuniu quatro pré-candidatos na Fecomércio, em 19 de março, um número que pode se repetir no embate da Fede-

rasul, com Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB). Em tempo, e antes do debate, Souza ainda participa do Tá Na Mesa, a reunião-almoço da Federasul. Ele será o último a ser sabatinado pelos empresários no dia três de junho.

TIRO

- Em Lajeado, a prefeita confirmou os interinos Martin Thomas e Mariana Betti como os novos secretários municipais de Serviços Urbanos e de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer.

- O governo de Lajeado retomou, nesta semana, o projeto “Prefeitura no Bairro” com reuniões comunitárias no Morro 25 e São Cristóvão. Em 2025 ocorreram reuniões em 16 localidades.

- Ainda sobre Lajeado, o secretário de Segurança Pública Paulo Locatelli será um dos palestrantes do 4º Seminário de Segurança Inovadora, que ocorre entre os dias 28 e 29 de maio, em Manaus, na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas. Ele vai falar sobre as articulações entre o poder público e as forças de segurança para garantir o “eixo de aplicação da lei”.

- Para finalizar, o PT de Lajeado promove encontro na manhã deste sábado, 22. A “reunião ampliada” ocorre na câmara de vereadores, entre 9h e 11h30min. Em pauta, a reeleição de Lula no Planalto, a eleição de Juliana Brizola (PDT) no Estado, e de Paulo Pimenta (PT) ao Senado.

- Na próxima terça-feira, na Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sinimbu, ocorre o lançamento do Memorial das Inundações dos Vales (MIVA). Trata-se de uma plataforma digital criada para preservação da memória, à conscientização e à valorização das histórias de superação.

- Já nos dias 18, 19 e 20 de junho ocorre na Univates o II Seminário Previne Taquari-Antas. O tema é “Bacia segura, comunidade segura”. Um evento destinado a pesquisadores, gestores públicos, líderes comunitários, estudantes, professores e comunidade interessada nos impactos das cheias.

- Em Venâncio Aires, o PP trocou o líder de governo na câmara de vereadores. Jéferson Schwingel assume o lugar da Dra. Sandra.

- É impressão minha ou os nossos pré-candidatos a deputado estadual e federal andam um tanto discretos e distantes dos temas macros do Vale do Taquari? Bom fim de semana a todos!

Decola Cruzeiro

O Grupo A Hora e o governo de Cruzeiro do Sul promovem, no dia 29 de maio, às 10h, o lançamento do projeto Decola Cruzeiro – Conexões e Oportunidades, em evento voltado a empresários, investidores, lideranças e representantes da região. A iniciativa marca uma nova perspectiva de desenvolvimento para o município, apresentando propostas que fortalecem a infraestrutura, a conectividade e a atração de investi-

mentos, projetando Cruzeiro do Sul para um novo patamar de crescimento e oportunidades. O encontro ocorre no Auditório Hugo Schmidt, junto à Construtora Diamond, na Av. Acvat, 91, bairro Americano, em Lajeado. O evento pretende reunir líderes regionais para apresentar a visão e o potencial de um projeto que busca impulsionar o desenvolvimento econômico e posicionar a cidade para o futuro

vinibilhar@grupoahora.net.br

“Na Salva, a produção, comercial, marketing e desenvolvimento conversam o tempo inteiro”

A Cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul, consolidou-se como uma das marcas mais premiadas do cenário cervejeiro nacional e internacional. Desde 2016, a empresa aposta em inovação, tradição e aprimoramento do processo produtivo. Às margens da BR-386, a cervejaria produz mais de 6 milhões de litros por ano. Em 2025, a marca conquistou mais de 110 premiações internacionais. Em entrevista, o CEO João Giovanella destacou os desafios e a expansão da empresa.

O que diferencia uma cervejaria premiada internacionalmente de outras marcas do mercado?

João Luís Giovanella - A premiação é consequência, não objetivo. O que realmente diferencia uma cervejaria é a capacidade de manter consistência, identidade e qualidade em escala ao longo do tempo. Ganhar medalha uma vez, pode acontecer. Continuar performando em diferentes estilos, anos e concursos exige processo, equipe e cultura técnica muito sólida. Hoje a Salva é reconhecida porque conseguiu unir volume, padronização e inovação sem perder a característica artesanal.

Como uma cervejaria do interior do Rio Grande do Sul consegue competir em nível continental?

Giovanella - Talvez justamente por estar no interior. Existe uma cultura muito forte de trabalho, proximidade com a operação e atenção ao detalhe. A gente nunca tentou competir copiando

grandes grupos. Construímos uma identidade própria, entendendo nosso consumidor e investindo muito em qualidade de produto. O mercado craft é menos sobre geografia e mais sobre relevância. Quando a cerveja é boa, ela circula.

O consumidor brasileiro mudou nos últimos anos?

Giovanella - Mudou bastante. O consumidor hoje está muito

mais aberto a experimentar, entender estilos e valorizar qualidade. Ao mesmo tempo, existe um movimento muito forte de consumo consciente. O crescimento das cervejas sem álcool e sem glúten mostra isso. Hoje as pessoas querem escolher. Elas não querem simplesmente beber mais, querem beber melhor, com mais informação e mais conexão com o produto. Não podemos falar que a Salva foi a

primeira cervejaria do mundo a transformar toda sua planta em sem glúten, mas não conhecemos outra que fez isso e fizemos isso buscando inclusão, não impactar um público novo, mas sim ampliar o nosso público já fiel.

Quais são os maiores desafios econômicos para o setor cervejeiro atualmente?

Giovanella - O setor cervejeiro brasileiro convive com uma carga tributária muito alta, custo logístico complexo e forte volatilidade de matériaprima, especialmente insumos importados e agora o plástico, devido a guerra, subiram muito. A falta de isonomia tributária é outro grande entrave entre as cervejarias, pois cada perfil de cervejaria tem um tipo de tributação, isso muda estado a estado e a Substituição Tributária (ST) é um baita problema, quando pensamos numa expansão interestadual. Além disso tudo, existe uma pressão muito grande de mercado em preço, principalmente para cervejarias independentes. Hoje não basta produzir uma boa cerveja. É preciso ter gestão eficiente, marca forte, distribuição organizada e capacidade de adaptação rápida.

Até que ponto inovação é decisiva dentro de uma cervejaria?

Giovanella - Hoje inovação não é mais diferencial; é sobrevivência. Mas inovação não significa apenas lançar cervejas diferentes o tempo inteiro. Às vezes inovar é melhorar processo, logística, controle de qualidade ou entender uma mudança de comportamento do consumidor antes do mercado.

No nosso caso, a linha sem álcool e sem glúten nasce muito disso: entender que existia um público querendo continuar tendo experiência craft, mas com outras escolhas de consumo.

Como a Salva trabalha gestão e cultura organizacional dentro da empresa?

Giovanella - A Salva cresceu mantendo uma característica muito forte de proximidade. A gente trabalha uma cultura bastante horizontal, onde produção, comercial, marketing e desenvolvimento conversam o tempo inteiro. Cervejaria é uma operação muito viva e muito sensível ao detalhe. Então a cultura organizacional aqui passa muito por responsabilidade, autonomia e senso de pertencimento. As pessoas precisam entender que não estão apenas produzindo bebida; estão construindo marca e experiência.

Hoje inovação não é mais diferencial; é sobrevivência. Mas inovação não significa apenas lançar cervejas diferentes o tempo inteiro. Às vezes inovar é melhorar processo, logística, controle de qualidade ou entender uma mudança de comportamento.”

JOÃO LUÍS GIOVANELLA | CEO CERVEJARIA SALVA
ACERVO PESSOAL

Cidade perto do limite pressiona novo plano viário

Com frota de acima de 82 mil, Lajeado registra quase um veículo por habitante e estuda pacote de investimentos. Desafios são integrar crescimento, polos urbanos e aumento do fluxo interno com planejamento. Governo estuda pelo menos dez intervenções e modelo de aporte por meio de financiamento

Oaumento da frota de veículos, a pressão sobre corredores internos, o crescimento populacional e os efeitos provocados pelas inundações obrigam uma revisão sobre a mobilidade. Entre os habitantes, o trânsito aparece como um dos pontos com mais problemas. Como forma de planejar o futuro da cidade, governo, vereadores e representantes de instituições privadas aprofundam o debate sobre o futuro de Lajeado. Conforme informações do Detran, a cidade tem mais de 82 mil veículos emplacados. Isso representa que há 1,1 veículo por habitante. Um dos maiores índices de motorização do RS, inclusive maior que algumas capitais do país.

No entanto, o tráfego diário se aproxima de 130 mil veículos. “Temos que projetar e fazer obras de infraestrutura, ou vamos esperar a cidade parar?”, realça a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, em entrevista concedida à rádio A Hora 102.9. Pela análise do Executivo, a cidade entrou em um novo estágio. Como consequência, a adminis-

GLÁUCIA SCHUMACHER PREFEITA DE LAJEADO

Temos que projetar e fazer obras de infraestrutura, ou vamos esperar a cidade parar?”

Evolução da frota de Lajeado

tração trabalha em um pacote de obras estruturantes. A proposta ainda não está concluída, mas mobiliza estudos técnicos, levantamento de custos e análise de capacidade financeira para um futuro financiamento bancário. Nos bastidores, se fala em algo entre R$ 100 milhões até R$ 200 milhões. A leitura é de que apenas um conjunto amplo de intervenções será capaz de reorganizar os deslocamentos urbanos e preparar Lajeado para os próximos anos.

A prefeita antecipa que o pacote terá pelo menos dez ruas, com abertura de avenidas, como na Hermes Jaeger, no bairro Bom Pastor, recapeamento asfáltico na Av. Senador Alberto Pasqualini, construção de viaduto, no Hidráulica e até a duplicação da Av.Benjamin Constant.

Cidade mudou após enchentes

A discussão sobre mobilidade ganhou intensidade depois das inundações de 2023 e 2024. O uso da Ponte de Ferro como ligação emergencial alterou o fluxo interno da cidade e ampliou o desgaste em vias secundárias que passaram a receber movimento intenso de veículos leves e caminhões.

Ao mesmo tempo, novos bairros cresceram, áreas industriais avançaram e o município passou a registrar maior deslocamento entre regiões como Conventos, Bom Pastor, Universitário, Moinhos, Montanha e Centro.

O resultado aparece em congestionamentos durante horários de pico e a deterioração acelerada do pavimento.

EDUARDO GRAVINA

Claro que financiamento exige cuidado. Mas também precisamos avaliar o custo de não fazer as obras.”

Planejamento urbano

A prefeita Gláucia Schumacher sustenta que a discussão para investir na mobilidade vai além de pavimentação. Se sustenta em abrir novos corredores, melhorar conexões internas e criar alternativas. Neste sentido, a lógica parte do pressuposto de que adiar melhorias pode elevar ainda mais os custos futuros. Para conseguir avançar em frentes de trabalho, a proposta em construção parte de financiamento para obras estruturantes impossíveis de serem feitas apenas com recursos próprios. Hoje, o município tem dois financiamentos em andamento voltados à pavimentação urbana, um contrato de 2014 (total de R$ 18,5 milhões) e outro de 2019 (R$ 19 milhões). Ambos seguem em amortização.

Investimento necessário

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado

Alguns trechos em análise

Número de carros em 20 anos

2007

(Acil) e integrante do Fórum das Entidades, Eduardo Gravina afirma que a cidade precisa enfrentar o debate sem simplificações políticas.

Segundo ele, o crescimento urbano exige planejamento estrutural. “Lajeado mudou muito nos últimos anos. Hoje temos novos polos urbanos, mais deslocamentos internos e uma pressão maior no trânsito. Precisamos debater mobilidade, logística urbana e desenvolvimento econômico.”

Gravina entende que o debate precisa ocorrer com responsabilidade técnica. “Claro que financiamento exige cuidado. Mas também precisamos avaliar o custo de não fazer as obras. O impacto disso aparece no trânsito, na produtividade, no deslocamento das pessoas e até na capacidade futura de crescimento da cidade.”

Vereadores

cobram cautela

No Legislativo, o tema ainda divide opiniões. Parte da oposição cobra redução de despesas administrativas antes da contratação de novos empréstimos. Já os vereadores da base defendem que o município precisa avançar em infraestrutura.

O principal ponto de convergência é que ainda falta detalhamento técnico. Hoje, não há projeto protocolado na Câmara. Sem o texto oficial, os vereadores afirmam não ser possível analisar impacto financeiro, cronograma de execução, juros, prazos e prioridades.

2026

AVENIDA ENTRE BOM PASTOR E CONVENTOS

Ampliar a Hermes Jaeger para criar uma ligação asfaltada entre a rua Pedro Breitenbach com a Av. Benjamin Constant. Isso reduziria a carga na BR-386 e se tornaria um eixo estruturante entre os bairros Bom Pastor, Moinhos D’água, Jardim Botânico e Conventos. Foi feito um estudo prévio e aponta para R$ 14 milhões de investimento.

CORREDORES INDUSTRIAIS

Entre os bairros Igrejinha e Imigrante, a rua Wilibaldo Eckhardt é de chão batido e se conecta ao distrito industrial, até a BR-386. Considerada uma área de expansão empresarial e logística, está entre as análises de investimento.

LAJEADO
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

NOVO VIADUTO Projeto é ligar as ruas Silvestre Jacob Ely e Cândido Costa. Conexão tem o objetivo de melhorar a fluidez entre os bairros Alto do Parque e Hidráulica. Custo estimado da obra chega a R$ 20 milhões.

RECAPEAMENTO DA PASQUALINI

Ligação com a Ponte de Ferro. Trecho teve deterioração acelerada após aumento do fluxo provocado pelas enchentes. Pavimento apresenta remendos, desgaste estrutural e tráfego intenso de veículos pesados. Investimento em retirada do asfalto antigo, refazer a base e novo pavimento, estimado em R$ 6 milhões.

AMPLIAÇÃO DA

PEDRO BREITENBACH

No bairro Conventos, via funciona como ligação interna entre bairros populosos e áreas industriais. Crescimento urbano aumentou a demanda por melhorias estruturais. Ainda sem orçamento.

EXPANSÃO NO SÃO BENTO

Projeto em elaboração prevê duas avenidas para ligar a ERS-130 ao bairro São Bento, na região do Arroio Saraquá. Os projetos ainda dependem de estudos técnicos e levantamento de custos.

DUPLICAÇÃO DA BENJAMIN

No trecho de pista simples, no bairro Montanha, o início da manhã e o fim da tarde gera engarrafamentos durante a

semana. Foram retiradas as sinaleiras, colocadas rotatórias para reduzir a lentidão. Mas o projeto para ampliar o fluxo, seria a duplicação. No entanto, indenizações e desapropriações teriam mais custos do que a obra em si. Sem orçamento previsto.

Em análise: financiamento

Para viabilizar os investimentos, entre as propostas está o financiamento bancário. Há estudos em andamento, que dependem de levantamentos técnicos, de custos e análise de capacidade financeira futura. Nos bastidores, se fala em algo entre R$ 100 milhões até R$ 200 milhões.

RECONHECIMENTO REGIONAL

Pesquisa Top 100 começa a ouvir formadores de opinião

Macrovisão conduz estudo do A Hora para premiar e reconhecer as marcas locais. Comitê interno vai definir as cinco personalidades da região. Evento será em setembro

Começa a tomar forma a quarta edição do Prêmio Top 100, iniciativa do Grupo A Hora criada para destacar as marcas mais lembradas da região. O trabalho de pesquisa, iniciado em abril, avança e deve se estender até o mês de junho. A premiação, com a entrega dos troféus aos vencedores em cada segmento, ocorrerá em setembro.

Serão reconhecidas 94 marcas de cinco setores: agro, indústria, comércio, serviços e entidades de classe. Além disso, a mais lembrada entre todas as marcas também receberá um troféu. Por fim, o prêmio também contempla cinco personalidades, de diferentes segmentos de atuação. Estes serão escolhidos por um comitê interno.

A coleta considera questionários aplicados para cerca de 400 formadores de opinião da região, selecionados a partir de 1,2 mil indicados à Macrovisão, empresa responsável pela pesquisa pela terceira edição consecutiva. O estudo abrange as microrregiões de Arroio do Meio, Encantado, Estrela, Lajeado, Taquari e Teutônia.

O estudo também será apresentado de forma detalhada

na revista Valores, com previsão de lançamento em novembro, durante a programação da Expovale + Construmóbil, no Parque do Imigrante. Na publicação do Grupo A Hora, estarão destacados os vencedores, além de registros do evento de premiação.

Evolução regional

Um dos principais diferenciais do Top 100 é a valorização das marcas genuinamente locais, ainda que, eventualmente, empresas de fora sejam lembradas. Em muitos casos,

nas pesquisas anteriores, marcas do Vale superaram 90% de lembrança em seus setores. Com esse isso, elas podem se potencializar e agregar ainda mais valor.

“Medir a percepção do público consumidor sobre as marcas regionais nos dá uma boa base de como estamos evoluindo regionalmente em relação às marcas de fora. Além disso, as marcas, entre si, conseguem compreender como estão se posicionando no mercado regional”, salienta o diretor executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss.

Quanto às personalidades, Weiss lembra que a aprovação dos nomes escolhidos, dentro do comitê interno, deve ser de 100%. São pessoas com atuação destacada na comunidade regional, representando diferentes setores.

O que vem na mente

Diretor da Macrovisão, Lucildo Ahlert salienta que as primeiras ligações começaram em abril.

Os cinco setores pesquisados

– Agro

– Indústria

– Comércio

– Serviços

– Entidades de classe 94 marcas premiadas

5 personalidades escolhidas por um comitê interno

1 marca reconhecida como a mais lembrada em toda a pesquisa

Atributos que fazem a marca ser lembrada

– Confiança

– Valorização dos stakeholders

– Transparência

– Marketing

– Envolvimento comunitário

– Propósito alinhado

– Qualidade

Medir a percepção do público consumidor sobre as marcas regionais nos dá uma boa base de como estamos evoluindo ”

A pesquisa é sobre marcas que a pessoa lembra. Não é uma questão de pensar, e sim o que vem na mente no momento da pergunta”

Geralmente, a aplicação do questionário é rápida, com cerca de cinco minutos. “A pesquisa é sobre marcas que a pessoa lembra. Não é uma questão de pensar, e sim o que vem na mente no momento da pergunta. Essa é a característica do estudo: quando vem a pergunta, tem uma resposta de prontidão”, pontua. O trabalho de coleta está sendo feito por setor, sendo que aqueles com mais segmentos, como a indústria e o comércio, já estão mais avançados. A meta é concluir até o fim de junho. Para isso, Ahlert reforça a importância

e seriedade do prêmio. “Cada entrevistador coloca seu nome para a pessoa saber, para que se crie uma relação de confiança. Deixamos claro que se trata de algo sério. E elas não serão identificadas. Por isso, podem ficar tranquilos. É pensando para o bem e o desenvolvimento da região”. O apelo de Ahlert se dá pelo receio de pessoas em atender ligações de números desconhecidos. “Infelizmente, hoje em dia se usa muito o telefone para aplicar golpes. Então há uma dificuldade maior em conseguir adesão”.

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
LUCILDO AHLERT DIRETOR DA MACROVISÃO
Última edição, em 2024, lotou as dependências do Clube Tiro e Caça, em Lajeado
ARQUIVO A HORA

Após seis meses, plataforma viabilizou mais de 40 contratações

Iniciativa surgiu da necessidade de proporcionar autonomia financeira a famílias em situação de vulnerabilidade e solucionar desafios relacionados à falta de mão de obra

Programa impulsiona contratações e busca promover autonomia das famílias

LAJEADO

Iniciativa criada para gerar proximidade entre candidatos em busca de colocação no mercado de trabalho e vagas de emprego disponíveis no município, o programa Emprega

Mais completa seis meses com resultados positivos em Lajeado. Lançado em novembro de 2025, a plataforma contabiliza mais de 200 cadastros e viabilizou cerca de 40 contratações. O foco do programa é expandir a autonomia financeira, geração de

renda e impulsionar admissões. A iniciativa surgiu em resposta a um cenário de vagas ociosas, apagão da mão de obra e permanência de pessoas em programas sociais. Desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, o sistema faz acompanhamento e avaliação dos resultados.

A secretária Eliana Heberle diz que, além de ampliar a empregabilidade, o programa gera emancipação das famílias. “É um processo de construção, que não funciona de forma rápida, mas que proporciona a saída da vulnerabilidade social”, diz. Na avaliação dela, ao integrar assistência e desenvolvimento econômico é possível incentivar o crescimento profissional dos participantes.

O programa, segundo Eliana, tem como público-alvo beneficiários do Cadastro Único, além de pessoas acompanhadas pelos Cras e desempregados em idade produtiva. “Todos nossos serviços estão integrados entre si e também com empresas parceiras. Nos atendimentos, sempre incenti-

vamos a busca pelo trabalho. Faz uma diferença grande na vida das pessoas”, afirma.

Na prática

A secretária explica que após o cadastro, os dados informados passam por uma análise. As referências são registradas em um banco de dados e cruzadas com as vagas disponibilizadas pelas empresas parceiras e pelo FGTAS/ Sine de Lajeado. O atendimento ocorre de forma presencial na Secretaria de Desenvolvimento Social, de segunda a sexta-feira, e também de forma online. Responsável pelo atendimento do Emprega Mais, Monica Lang Ribeiro destaca que as vagas são preenchidas de forma rápida. “A iniciativa tem um impacto positivo, com bastante encaminhamento de contratações”, frisa. Ela explica que o cadastro também é simples. Basta a pessoa interessada fornecer documento de identidade e informar experiências anteriores.

Reflexos

De acordo com a prefeitura de Lajeado, entre os reflexos observados está a redução nos pedidos de programas sociais, como o Bolsa Família, que, em abril, apresentou redução de 20% no número de benefícios em comparação ao ano passado.

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

Festa de Maio celebra os 45 anos e a expansão de Teutônia

Feira da retomada reúne mais de 200 expositores e simboliza o novo momento de crescimento econômico, expansão populacional e busca por soluções em Teutônia.

Teutônia celebra neste domingo, 24, os 45 anos de emancipação em meio a um novo cenário econômico e social. Nos últimos dois anos, o município recebeu cerca de 3 mil novos habitantes, enquanto novos investimentos privados passaram a impulsionar o desenvolvimento local.

Entre os principais anúncios estão o novo Centro de Distribuição da Passarela, avaliado em R$ 60 milhões, e a ampliação da unidade da Lactalis, com investimento próximo de meio bilhão de reais. Para o prefeito Renato Altmann, o momento é positivo, mas exige planejamento e responsabilidade.

“Mais do que crescer, a gente precisa oferecer qualidade de vida. E para isso, precisamos investir em todas as áreas e buscar soluções para os desafios que se apresentam”, afirma.

Os gargalos da ERS que liga os bairros

O avanço urbano de Teutônia já começa a exigir mudanças na mobilidade da cidade. Com novos loteamentos surgindo e o

É uma honra e uma responsabilidade estar à frente deste novo ciclo de Teutônia. Nosso foco é planejar o município e investir de forma equilibrada em todas as áreas.”

aumento do fluxo entre bairros e linhas, a administração municipal trabalha na revisão do plano diretor com foco na ampliação da infraestrutura viária e na criação de alternativas para desafogar os principais acessos.

Entre os pontos considerados prioritários estão melhorias nas ligações entre Teutônia e Languiru e também no trecho entre Languiru e Canabarro, hoje vistos como estratégicos para a circulação e vulneráveis em situações de bloqueio.

A preocupação também passa pela ERS-128, a Via Láctea, que concentra parte dos maiores gargalos de trânsito do município. Além da defesa pela duplicação da rodovia, a prefeitura projeta a abertura de uma nova via paralela

no lado oeste, acompanhada da implantação de um novo polo industrial, numa tentativa de reduzir a circulação de veículos pesados dentro das áreas urbanas. Altmann também mantém críticas ao projeto de concessão apresentado pelo Governo do Estado para a rodovia. O município defende a duplicação completa do trecho entre a RSC-453 e a BR-386, além da ampliação das vias marginais, melhorias nas travessias urbanas e reforço da iluminação.

“A gente precisa evitar que o trânsito pesado siga sendo deslocado para dentro dos bairros”, afirma o prefeito.

UTI precisa de R$ 50 milhões

Na saúde, Altmann concentra esforços na ampliação das cirurgias eletivas, área que recebeu investimento de R$ 1,314 milhão para reduzir filas e acelerar exames e procedimentos represados, segundo ele, desde o início de 2025.

Outra prioridade apontada é a implantação da UTI no Hospital Ouro Branco, projeto defendido de forma regional pela AmSol. A proposta prevê a construção de uma nova estrutura junto ao hospital, com investimento inicial de R$ 924 mil na elaboração do projeto executivo do futuro Polo de Saúde. De acordo com o prefeito, a

TEUTÔNIA
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
Feira reforça a pujança econômica de Teutônia e celebra o momento positivo vivido pelo município
Mobilidade urbana é tida como um dos desafios ao governo

necessidade da estrutura ficou ainda mais evidente após a atuação regional do hospital durante as enchentes de 2024 e em atendimentos de emergência, como o acidente envolvendo universitários de Santa Maria, em Imigrante.

“A necessidade está comprovada. Hoje não existe UTI de Teutônia para cima. Os leitos mais próximos ficam em Garibaldi ou Montenegro”, destaca.

A estimativa é de que a obra completa demande cerca de R$ 50 milhões, enquanto apenas a implantação da UTI deve exigir entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões.

“Estamos falando de uma

estrutura regional, que atende toda a microrregião e amplia a capacidade de resposta em saúde”, completa o prefeito.

Mil novas vagas

Para a educação, o município projeta a criação de mais de mil novas vagas na rede municipal nos próximos anos, diante do aumento da demanda provocado pelo crescimento populacional.

Para isso, a Secretaria de Educação investe na ampliação de escolas, abertura de novas turmas e criação de novas estruturas.

Segundo o vice-prefeito e secretário de Educação, Evandro

Saiba mais

3 mil

novos moradores

chegaram nos últimos anos

O investimento no Centro de Distribuição da Passarela, e a ampliação da Lactalis somam

460 milhões

Na saúde, o objetivo está na UTI do Hospital Ouro Branco que requer um investimento de

50 milhões

A Educação projeta ampliações e nova escola com foco em abrir

mil vagas

na rede pública

Biondo, no início de 2025, a fila por vagas na educação infantil era de 543 crianças.

Após reorganização da rede e atualização cadastral, o número caiu para 185 no fim do ano. Hoje, são 221 crianças à espera.

Entre as ações em andamento estão as ampliações das escolas EMEF Professor Alfredo Schneider, EMEF Bento Gonçalves, EMEF Marechal

Festa de Maio

A Festa de Maio reafirma neste ano o papel de vitrine econômica de Teutônia. A feira da retomada reúne mais de 200 expositores de 30 cidades do Vale do Taquari, região metropolitana e até de São Paulo, movimentando diferentes setores da economia no pavilhão multiuso

Além dos espaços de negócios e serviços, a programação destaca instituições tradicionais do município, como o Hospital Ouro Branco, referência regional em saúde

há mais de oito décadas, e o Colégio Teutônia, que celebra 73 anos com um estande interativo apresentando seu trabalho da educação infantil aos cursos técnicos.

A programação também conta com ampla praça de alimentação, pavilhão agropecuário com mais de 100 espécies de animais e a Arena Show, que recebe neste sábado a dupla Clayton & Romário. No domingo, o encerramento das comemorações ocorre com o tradicional Show da Família.

No primeiro fim de semana, a Festa de Maio teve cerca de 30 mil visitantes. A espera é chegar aos 70 mil até domingo

Arthur da Costa e Silva e EMEI Meu Cantinho, além do projeto de uma nova escola no Bairro Canabarro. Somente nas ampliações da Professor Alfredo Schneider e Bento Gonçalves, o investimento previsto é de R$ 3 milhões. Conforme Biondo, o município trabalha para ampliar a capacidade da rede e acompanhar o crescimento da cidade.

Imagina uma família chegar na Secretaria de Educação e não ter uma vaga. Em um ano e cinco meses já reduzimos em mais da metade a espera.”

Vale entra em período crítico para circulação de vírus respiratórios

Fiocruz alerta para alto risco de contágio no RS. Hospitais e unidades de saúde registram pressão crescente por atendimentos, principalmente entre crianças e idosos

OVale do Taquari entra em um período crítico devido a circulação de vírus respiratórios. O alerta foi feito pelo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, que aponta o RS entre os estados com tendência de crescimento de casos graves.

Na prática, o cenário amplia a pressão sobre hospitais, unidades de pronto atendimento e postos de saúde da região, em especial devido ao avanço simultâneo da Influenza A e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

A principal preocupação envolve justamente os grupos mais vulneráveis. Conforme o levantamento nacional, os casos graves ligados ao VSR têm maior incidência entre crianças pequenas, enquanto a Influenza A concentra o maior número de internações e mortes entre idosos.

O estudo mostra que o RS permanece em nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), junto de outros 17 estados.

A tendência preocupa o sistema

O que preocupa

• aumento dos casos de SRAG

• crescimento das internações por gripe

• pressão sobre hospitais e UPAs

• mais circulação simultânea de vírus respiratórios

Quem corre mais risco

• crianças pequenas e idosos

Período crítico

• próximas seis semanas

• tendência de alta no RS

Dados nacionais

• 63,6 mil casos de SRAG em 2026

de saúde regional porque coincide com o período de maior procura por atendimentos respiratórios e lotação das emergências.

Em Lajeado, o governo antecipou a Operação Inverno diante do crescimento da demanda nas unidades de saúde. Só nas primeiras semanas da operação foram registrados 731 atendimentos extras nos postos ampliados dos bairros Centro, Conventos e Jardim do Cedro. Em abril inteiro do ano passado, haviam sido 825.

A estratégia busca evitar sobrecarga da UPA e dos hospitais com casos considerados menos graves.

Pressão sobre hospitais

O avanço dos vírus respiratórios também amplia a preocupação com ocupação de leitos clínicos e pediátricos. O comportamento epidemiológico

• 44,5% dos casos positivos ligados ao VSR

• Influenza A responde por 51,8% das mortes entre casos positivos

Em Lajeado

• Operação Inverno foi antecipada

• postos ampliaram horário até 20h30

• 731 atendimentos extras já feitos

Prevenção

• vacinação

• higiene das mãos

• ambientes ventilados

• evitar contato durante sintomas respiratórios

Próximas seis semanas são consideradas de alto risco, em especial devido a pressão por atendimento em hospitais

observado pela Fiocruz indica que o pico de circulação tende a permanecer elevado nas próximas seis semanas.

Os dados mostram crescimento das hospitalizações por Influenza A. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o Vírus Sincicial Respiratório respondeu por 44,5% dos casos positivos de SRAG no Brasil. Já a Influenza A representou 24,5% dos casos e mais da metade dos óbitos entre pacientes com resultado positivo. Outro fator observado é o tempo de transmissão. Dependendo do vírus, o período de contágio pode variar entre quatro dias até até duas semanas. Já os impactos epidemiológicos sobre o sistema de saúde costumam permanecer por ciclos mais longos, próximos de seis semanas.

Vacinação e prevenção

A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir internações e mortes. A recomendação é para que idosos, crianças e grupos prioritários mantenham atualizadas as doses contra gripe e Covid-19.

Além disso, autoridades sanitárias reforçam medidas preventivas básicas, como ventilação dos ambientes, higienização das mãos e uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios.

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

APRESENTADO POR: PATROCÍNIO:

Professora que fundou banco de alimentos defende voluntariado de impacto

Antoniete da Graça de Lima Frólio criou o Banco de Alimentos de Venâncio Aires, fundamental para o combate à fome e ao desperdício na região, beneficiando cerca de 1,7 mil pessoas regularmente. Ela acredita em um voluntariado que saía do discurso e vire mudança concreta.

Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br

Quando o serviço voluntário é capaz de provocar mudanças reais, toda a sociedade se beneficia. A professora aposentada Antoniete da Graça de Lima Frólio é enfática ao defender o voluntariado de impacto, aquele que fuja do discurso, chegue à mesa das famílias e mude a vida de quem mais precisa.

Assim, ela ajudou a fundar, em 2009, o Banco de Alimentos de Venâncio Aires, suporte essencial para a rede de assistência social do município. O serviço existe há 19 anos e se tornou fundamental no combate à fome, beneficiando cerca de 1,7 mil pessoas regularmente. Antoniete é um dos pilares da iniciativa, mas evita trazer para si a responsabilidade pela conquista. Faz questão de dizer que o Banco de Alimentos nasceu de um esforço coletivo. Esse esforço cresceu junto com a capacidade de doação da professora aposentada, que desde a infância sentia necessidade de ajudar.

Nascida em Venâncio Aires, uma família de alemães, com o suporte de três irmãs e o olhar atento e disciplinador da mãe, ela cresceu tendo os pais como inspiração. “Mi-

nha família sempre foi inconformada, no sentido de se esforçar para mudar a realidade”. E a mãe dela, orientava com os conselhos mais memoráveis.

“Antoniete, seja metida quando puder, dê sempre seu ponto de vista”.

A menina tratou de aprender a lição materna e somou a isso, sua curiosidade natural de questionar os porquês da vida. Essa característica a forjou a ser ativa e a contribuir com o trabalho voluntário que iniciou bem antes do banco de alimentos.

Cada desafio vencido é uma conquista. Ao deitar, sinto: deu certo”

ANTONIETE DA GRAÇA DE LIMA FRÓLIO, PRESIDENTE DO BANCO DE ALIMENTOS

Banco de Alimentos

Com a ideia de construir um trabalho voluntário de impacto, Antoniete inaugurou o Banco de Alimentos, que se tornou referência na distribuição de comida em Venâncio Aires. Para arrecadar donativos, os voluntários promovem os Sábados Solidários e se mobilizam na entrada de supermercados para pedir doações espontâneas.

O Banco é gerenciado por

O início do voluntariado

O trabalho voluntário de Antoniete começou há 30 anos, no período de fundação do Museu de Venâncio Aires. Ela ajudou a mobilizar a comunidade para auxiliar na catalogação das peças do espaço. A experiência foi o ponto de partida. Antoniete gostou do trabalho e ingressou em um grupo voluntário de mulheres. Em 1987, fundou, com a participação de outras pessoas, o Lions Clube de Venâncio Aires. Desde então, não parou mais de atuar na comunidade.

“Para mim, todo dia é uma novidade. Acordo pensando se há algo que me interessa para poder causar impacto na sociedade”, afirma. Quase sempre há.

A curiosidade move Antoniete para novos desafios. Quer aprender, assumir funções e fazer mais. “Se eu não sei, me cerco de pessoas que saibam e de parceiros que me complementam”, diz. A postura virou uma espé-

entidades sociais, como Rotary e Lions Clubes, em uma ação coletiva marcada pela cooperação. Os donativos são entregues a nove entidades do município, responsáveis por repassar as cestas à população.

“Cada desafio vencido é uma conquista. Assim, na hora de dormir, eu penso: que bom que deu certo”, resume Antoniete.

cie de fórmula no trabalho social.

Antoniete construiu parte importante da sua trajetória no Lions Clube, onde foi presidente quatro vezes.

Pela atuação proativa, recebeu do Lions Clube Internacional o título

de Companheira Leão Orientadora Certificada, função que a habilita a orientar e apoiar clubes da entidade. A partir dessa atuação, passou a participar de eventos regionais, nacionais e internacionais.

“Conciliar o tempo é um desafio. Por isso, é preciso envolver a família nesta rotina”, salienta, sorrindo.

Admiração de amigos e profissionais

A professora conta com a parceria de amigos e profissionais. Gabriel Canto da Silva, diretor de marketing do Banco de Alimentos, traduz a atuação de Antoniete como “uma força da natureza”. Segundo ele, a professora se tornou exemplo de liderança ao aproximar pessoas e incentivá-las a participar da causa.

“Ela sabe semear atitudes e ideias que vão ressoar no futuro e servir de exemplo para as próximas gerações”, afirma.

A amiga leonina, Rosa Maria Beati, também vê Antoniete como uma liderança importante na sociedade. “Ela abraça a causa de verdade e sabe reunir pessoas para o trabalho voluntário”, diz.

Com a participação de todos, o Banco de Alimentos amplia sua função social e fortalece a rede de apoio às famílias atendidas.

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE ANTONIETE
Com a amiga Rosa, vínculos consolidados no trabalho do Lions
Com o marido, na união e no voluntariado: família é parceira
Antoniete construiu parte importante da sua trajetória no Lions Clube

TRADIÇÃO ALEMÃ

Festival do Chucrute projeta encerramento com 10 mil pessoas

Segundo baile típico e último café colonial encerram neste fim de semana a 58ª edição do evento, no ginásio do Cristo Rei. Programação integra os 150 anos do município e reforça tradição construída há quase seis décadas

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

Depois de semanas de salão lotado, música típica, apresentações folclóricas e encontros entre gerações, o 58º Festival do Chucrute chega ao último fim de semana em Estrela com expectativa de superar a marca de 10 mil participantes ao longo da programação

O encerramento ocorre neste sábado, 23, com o segundo baile típico, e no domingo, 24, com o último café colonial, ambos no salão do Cristo Rei. Somando os eventos já realizados e a projeção para os dias finais, a organização estima mais uma grande mobilização de público. Somente no primeiro baile típico, realizado no dia 16, cerca de 2,8 mil pessoas

passaram pelo festival. Já o primeiro café colonial reuniu aproximadamente 2,2 mil visitantes no domingo seguinte. Mais do que os números, o evento voltou a transformar o Cristo Rei em um dos principais pontos de encontro da comunidade estrelense. Entre danças, gastronomia e músicas típicas, o festival reuniu moradores da região, visitantes de diferentes estados brasileiros e até pessoas vindas de fora do país.

Secretário de Cultura de Estrela e coordenador dos grupos folclóricos, Andréas Hamester destaca que a edição deste ano reforçou o alcance cultural construído pelo festival ao longo das décadas. “No último sábado tivemos pessoas de diversos estados e até de fora do Brasil participando conosco. Recebemos inclusive uma japonesa que veio prestigiar o festival porque o namorado dela é daqui. Isso mostra como o Festival do Chucrute ultrapassa barreiras e leva o nome de Estrela para diferentes lugares”, afirma.

Segundo ele, outro aspecto que chama atenção é o interesse crescente de famílias em aproximar crianças e adolescentes da cultura folclórica. “Muitos pais acabam conhecendo o festival, vendo as apresentações e depois procuram os grupos para colocar os filhos

Mais de 500 dançarinos participaram das apresentações folclóricas ao longo da programação do 58º Festival do Chucrute, em Estrela

na dança. Isso ajuda a manter viva essa tradição que atravessa gerações.”

Atualmente, os grupos folclóricos estrelenses somam mais de 500 dançarinos distribuídos em 14 categorias, envolvendo desde crianças pequenas até grupos de casais veteranos. Considerado um dos maiores movimentos ligados à dança alemã no Estado, o grupo acumula 62 anos de história. Ao longo da programação, centenas de integrantes passaram pelo centro do salão em apresentações que misturaram coreografias, trajes típicos e músicas tradicionais da cultura germânica.

Além das apresentações, o festival também mobiliza dezenas de voluntários responsáveis pela ornamentação, cozinha e preparação das refeições típicas servidas durante os eventos. Neste ano, aproximadamente 320 repolhos resultaram em mais de 420 quilos de chucrute produzidos artesanalmente. A expectativa também aponta consumo superior a 7 mil litros de chopp ao longo da edição.

DANIÉLY SCHWAMBACH

Feira do Livro de Cruzeiro do Sul reúne mais de 1,3 mil estudantes

Programação valorizou a leitura desde a primeira infância e atraiu grande público ao longo de três dias de atividades culturais

CRUZEIRO DO SUL

Entre histórias, apresentações artísticas e momentos de integração, Cruzeiro do Sul viveu uma verdadeira imersão no universo da literatura nos últimos três dias durante a 19ª Feira do Livro. Com o tema “Entre livros e afetos: A leitura desde a Primeira Infância”, o evento reuniu mais de 1,3 mil estudantes da rede mu-

Edição deste ano foi dedicada à primeira infância e contou com a participação de mais de 1,3 mil alunos

nicipal, além de alunos de outras escolas e famílias que participaram da programação cultural. A abertura ocorreu na noite de

quarta-feira, 20, e contou com apresentações das crianças das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e do grupo de

patinação do município, atraindo grande público. Na quinta-feira, mais de 700 estudantes participaram das contações de histórias

com Cacá Melo, sendo mais de 400 pela manhã e cerca de 300 à tarde.

Já na sexta-feira, 22, a programação foi voltada à primeira infância durante a manhã, com atividades conduzidas pela patronesse Edinara Prado e apresentações dos pequenos. À tarde, os estudantes dos anos finais participaram de encontro com o escritor Athos Beuren. O encerramento ocorreu à noite com a peça teatral “O Monstro do Jogo”. Segundo a secretária de Educação, Roselene Marmitt, o espetáculo trouxe reflexões importantes para crianças e adultos. “A peça teatral fez uma reflexão não somente para os alunos, mas para os adultos também sobre a questão da cooperação, pois sozinhos não vamos longe. Tivemos um grande público prestigiando a última noite da nossa feira, nos provando o quão importante é incentivar o hábito da leitura”, destaca. Mais de cinco mil exemplares foram disponibilizados para comercialização durante a feira. Conforme a organização, cerca de 80% dos participantes deixaram o evento levando ao menos um livro para casa. Para Roselene, o resultado demonstra o envolvimento das famílias no incentivo à leitura desde cedo. “O que for bem feito na primeira infância vai reverberar para o resto da vida”, ressalta.

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br
MAIRA SCHNEIDER

Contenção em Colinas entra na fase final e Ponte do Cafundó será inaugurada neste sábado, em Poço das Antas

ACâmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) avança em mais uma etapa da reconstrução pós-enchentes pelo programa Reconstrói RS. Em Colinas, entrou na fase de acabamentos a obra de contenção, com investimento de R$ 1,1 milhão. Já em Poço das Antas, a Ponte do Cafundó, na Linha Boa Vista, será inaugurada neste sábado, 23, às 10h.

As intervenções integram o conjunto de projetos financiados por meio da parceria entre Federasul, institutos Ling e Floresta e entidade regional. O objetivo é recuperar acessos, reduzir riscos e restabelecer estruturas danificadas pelas inundações de 2023 e 2024.

Presidente da CIC-VT, Angelo Fontana afirma que a região começa a consolidar entregas consideradas estratégicas para a retomada das comunidades atingidas. “O Vale precisou reagir

RECONSTRUÇÃO DO VALE

CIC-VT entrega mais

obras do Reconstrói RS

rapidamente depois das enchentes. Agora começamos a enxergar obras concluídas e estruturas permanentes que ajudam a dar mais segurança e mobilidade”, destaca. Em Colinas, a obra de contenção busca estabilizar parte da área afetada por deslizamentos e erosão. A intervenção integra

o pacote regional de redução de riscos geológicos e proteção de áreas urbanas vulneráveis.

Já a Ponte do Cafundó foi reconstruída para restabelecer o acesso na Linha Boa Vista, uma das localidades impactadas pelos eventos climáticos extremos. A estrutura é considerada importante

para deslocamento de moradores, produção agrícola e conexão entre comunidades do interior.

Maior volume do Estado

O Vale do Taquari concentra

DETALHES

COLINAS

• obra de contenção entra na fase final

• investimento de R$ 1,1 milhão

• intervenção articulada pela CIC-VT

POÇO DAS ANTAS

• Ponte do Cafundó será inaugurada sábado

• estrutura fica na Linha Boa Vista

• cerimônia ocorre às 10h

o maior volume de recursos do Reconstrói RS. Dos R$ 83,5 milhões mobilizados pela iniciativa privada no programa, R$ 30,5 milhões foram articulados por meio da CIC-VT.

Ao todo, 25 municípios da região tiveram projetos aprovados. O pacote inclui drenagem urbana, contenção de encostas, recuperação de acessos e reconstrução de pontes. Segundo Fontana, a prioridade regional passou a ser obras capazes de ampliar a resiliência frente a novos eventos extremos. “A reconstrução não pode ser apenas reposição do que existia antes. Precisamos preparar as cidades para enfrentar novas situações climáticas”, afirma.

Nova ponte em Poço das Antas restabelece acesso na Linha Voa Vista, localidade impactada pelas enchentes
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Arena BBQ será a casa da Copa do Mundo no Vale 365 VEZES NO VALE

Inspirado nos fan festival que ocorrem em grandes capitais, a Arena BBQ de Encantado programa uma ampla programação para reunir os torcedores brasileiros rumo ao hexacampeonato. Com ampla estrutura, shows e boa gastronomia, o destino promete ser a casa da Copa do Mundo no Vale do Taquari.

A Arena BBQ está localizado na Rua Duque de Caxias, no coração de Encantado. Durante a Copa do Mundo, entre os dias 11 de junho a 19 de julho, o espaço transmitirá todos os jogos em um megatelão com seis metros A entrada será gratuita. Para os jogos do Brasil está previsto uma programação especial com shows antes ou depois dos jogos (veja a programação de shows no boxe). Neste caso, haverá cobrança de entrada. A ideia do “Arena BBQ – A Torcida do Vale”, conforme o proprietário do BBQ, Rafael Nassar, é transformar o dia do jogo numa experiência completa.

Dentro das opções para acompanhar a Copa dentro da Arena BBQ, está o espaço da torcida BBQ com atmosfera de jogo, acesso à praça de alimentação e parquinho. É ideal para curtir com grupos de amigos.

Patrocínio

PROGRAMAÇÃO

PRIMEIRA FASE

• Sábado, 13 de junho - Jogo 1 - 19h Brasil x Marrocos + 21h DJ Karen Dennes (todos os estilos)

• Sexta, 19 de junho - Jogo 2 - 22h Brasil x Haiti + 20h Resenha do Saldanha (samba & pagode)

• Quarta, 24 de junho - Jogo 319h Brasil x Escócia + 17h Mariana Lavinski (sertanejo)

SEGUNDA FASE

• Segunda, 29 de junho (Feriado Municipal) - Jogo 4 - 14h Brasil x à definir + 16h Douglas Bello&Banda (Pop Rock e Som Brasil)

• Domingo, 5 de julho - Oitavas de final - 17h Brasil x à definir + 19h Grupo Pata de Urso (samba & pagode)

• Sábado, 11 de julho - Quartas de final - 18h Brasil x à definir + 20h Lucas Henrique e Guilherme (sertanejo)

• Quarta, 15 de julho - Semi Final - 16h Brasil x à definir + 18h Samba Delas (samba & pagode)

Outras opções comercializadas são o Camarote Amstel Ultra com visão superior privilegiada, open bar e open food, além de espaço climatizado. Também é vendido

a Mesa Vip com quatro ingressos inclusos na compra, adquirindo junto um balde de cerveja e uma porção de batata frita. Os ingressos podem ser adquiridos no sympla.com.br. Mais informações no @bbqencantado, página oficial do Instagram.

Sobre a Arena BBQ

Criado a cerca de um ano, a Arena BBQ Encantado tem três quadras de beach tênis, futevôlei e vôlei de praia – esportes que vem crescendo e se desenvolvendo no Vale do Taquari. Dentro do complexo esportivo, também funciona uma escola de futevôlei. Destaque ainda para o restaurante anexado à arena. Todo o

• Domingo, 19 de julho - FINAL16h Brasil x à definir + 18h Pagode do Rangel + 20h DJ Karen Dennes (todos os estilos)

cardápio é inspirado no churrasco defumado ao estilo americano. O atendimento ocorre das 8h às 22h de segunda a sexta-feira. Nos fins de semana, abre das 9h às 18h, tanto no sábado quanto no domingo.

Imagem criada por Inteligência artificial mostra como será a estrutura da Arena BBQ nos dias da Copa do Mundo

Meninas do Vale do Taquari representam a região na Ciranda

Estadual de Prendas

Laura Luiza Machado da Silva, de Venâncio Aires, e Sofia Luize Scheer Koste, de Encantado, participam da 55ª edição do evento, que ocorre em Erechim

ESTADO

OVale do Taquari está representado na 55ª Ciranda Cultural de Prendas, promovida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Fundação Cultural Gaúcha (FCG), 19ª Região Tradicionalista e CTG Sentinela da Querência. O evento iniciou nessa sexta-feira e segue neste sábado, 23, em Erechim, reunindo prendas das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul em uma programação voltada à valorização da cultura gaúcha. Entre as representantes da região estão Laura Luiza Machado da Silva, 1ª Prenda Juvenil, que representa o GF Essência da Tradição, de Venâncio Aires, e Sofia Luize Scheer Koste, 1ª Prenda Mirim, representante do CTG Giuseppe Garibaldi, de Encantado.

Mais do que uma competição,

a Ciranda Cultural de Prendas é considerada um espaço de preservação das tradições gaúchas, reunindo provas escritas, avaliações orais, apresentações artísticas, mostra folclórica e atividades de integração entre as delegações. As participantes são avaliadas em conhecimentos sobre história, cultura, folclore, arte e costumes do Rio Grande do Sul.

A programação ocorre no Polo de Cultura da ACCIE e no CTG Sentinela da Querência, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da 19ª Região Tradicionalista no YouTube.

A abertura oficial foi nessa sexta-feira, às 19h30min, no CTG Sentinela da Querência. Já neste sábado ocorrem as provas orais e artísticas das categorias mirim, juvenil e adulta. O encerramento será com o fandango oficial e a divulgação dos resultados, às 22h30min.

Laura e Sofia são as representantes da 24ª Região Tradicionalista no Concurso

Black Bagual une música negra e tradição gaúcha em Venâncio Aires

Espetáculo da Banda Alphorria propõe reflexão sobre ancestralidade afro-gaúcha e valorização da diversidade cultural no Estado

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

VENÂNCIO AIRES

Aforça da música negra, a tradição gaúcha e a ancestralidade afro-brasileira estarão no mesmo palco no próximo dia 5 de junho, às 20h, no Pavilhão de Eventos do Parque do Chimarrão, com a apresentação do espetáculo Black Bagual, da Banda Alphorria. Reconhecida pelas performances marcantes e pela interpretação de clássicos da música negra nacional e internacional, a banda promete uma experiência artística

que mistura soul, blues, samba e ritmos afro-brasileiros em diálogo com a cultura tradicional do Rio Grande do Sul.

O espetáculo surge como uma proposta de valorização da presença negra na construção histórica, cultural e artística do Estado, trazendo ao público uma releitura contemporânea das tradições gaúchas sob a perspectiva da ancestralidade afro-gaúcha. Mais do que um show musical, Black Bagual é apresentado como um manifesto artístico que conecta passado, presente e futuro por meio da música e da identidade cultural.

SERVIÇO

Show: Black Bagual – Banda Alphorria

Data: 5 de junho

Horário: 20h

Local: Pavilhão de Eventos do Parque do Chimarrão Projeto: Rodeio Artístico

Cultivando a Tradição –Ancestralidade e Futuro

Realização: Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul

Ao aceitar o desafio de criar o projeto, a Banda Alphorria construiu uma apresentação que busca provocar reflexão e, ao mesmo tempo, celebrar a diversidade de influências que formam a essência do povo rio-grandense. O palco se transforma em espaço de reconhecimento das raízes negras presentes nas tradições populares do Estado. O espetáculo integra o projeto Rodeio Artístico Cultivando a Tradição – Ancestralidade e Futuro, iniciativa voltada à ampliação do olhar sobre a cultura gaúcha e suas múltiplas origens. A realização é da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Espetáculo propõe reflexão sobre ancestralidade afro-gaúcha e valorização da diversidade cultural no Estado
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

CELEBRAÇÃO Escola Moisés Cândido

Veloso comemora 69 anos com festa aberta à comunidade

Programação neste sábado reúne alunos, ex-alunos, professores e moradores do bairro Hidráulica com música, serviços gratuitos, atividades esportivas e confraternização

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br

LAJEADO

Amanhã deste sábado, 23, será de celebração, reencontros e integração no bairro Hidráulica. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Moisés Cândido Veloso comemora 69 anos de fundação com uma programação especial preparada para alunos, ex-alunos, professores, ex-professores e toda a comunidade escolar.

As atividades ocorrem das 8h às 11h e prometem reunir famílias e moradores em um momento de valorização da história da instituição, atualmente a única escola pública do bairro. Hoje, 172 alunos frequentam a unidade de ensino, que também passou a acolher parte dos estudantes da Escola Fernandes Vieira após as enchentes que atingiram a região em 2024.

Segundo a diretora Savênia Gonçalves, a data representa um marco importante para a comunidade escolar. “Comemorar 69 anos de fundação nos enche de orgulho quando olhamos para

Atividades comemorativas ocorrem durante toda a manhã

toda a trajetória da nossa escola. Nossa comunidade merece todo esse carinho e comemoração.”

A programação inclui apresentações musicais, jogo de futebol entre pais e estudantes, distribuição de sorvetes para as crianças com a presença da mascote do Chiquinho Sorvetes, além de serviços gratuitos oferecidos por profissionais da saúde e da beleza. Também haverá venda de lanches e espaço de convivência para os visitantes, que são convidados a levar cadeira e chimarrão para aproveitar a manhã festiva. Além da comemoração deste ano, a escola já vive a expectativa para uma data histórica: os 70 anos da instituição, que serão celebrados em 2027. “Estamos bem eufóricos e já nos preparando para os 70 anos da escola no próximo ano”, afirma Savênia.

Estamos bem eufóricos e já nos preparando para os 70 anos da escola no próximo ano.”

SAVÊNIA GONÇALVES

MAIRA SCHNEIDER

AOS 65 ANOS

Loja Sommer aposta no e-commerce e expande operação para todo país

Conforme gestor Ardêmio Heineck, vendas online impulsionaram crescimento da tradicional empresa fundada em 1961

ARROIO DO MEIO

A tradicional Loja Sommer, de Arroio do Meio, vive um processo de transformação digital que ampliou a presença da empresa para todo o Brasil. À frente da mudança está o gestor Ardêmio Heineck, de 75 anos, que aposta em inovação, marketing digital e inteligência artificial para reposicionar o negócio fundado em 1961.

Durante entrevista à Rádio

A Hora, Heineck afirmou que o avanço do e-commerce foi resultado de planejamento, ousadia e visão de futuro. Segundo ele, a empresa precisou acelerar processos para acompanhar as mudanças do mercado e o avanço da tecnologia.

“Hoje a economia é dinâmica. O que vale hoje, amanhã já mudou. A tecnologia nos ajuda muito, mas ela exige velocidade”, destacou.

A digitalização da empresa começou a ganhar força a partir de 2020, após a morte de Marcedo Sommer, um dos fundadores da loja. Conforme Heineck, a família decidiu dar continuidade ao legado da empresa, mas olhando para novos modelos de negócio.

A trajetória de modernização, porém, começou ainda antes. O gestor relembrou que despertou interesse pelo universo digital em 2001, após o filho estudar nos Estados Unidos. Na época, percebeu o potencial das ferramentas digitais para aproximar pessoas

APOSTA E TRADIÇÃO

Mega-Sena completa 30 anos e mantém tradição de apostas na região

e negócios, mesmo a longas distâncias.

Nos últimos anos, a Sommer passou a investir em equipes jovens, assessorias especializadas em marketing digital e estratégias de posicionamento no Google. Hoje, o site da empresa funciona como uma vitrine eletrônica, com vendas para diferentes regiões do país.

Entre os produtos comercializados estão desde ferramentas até materiais de construção. Segundo Heineck, já houve vendas de baldes de pedreiro para Brasília e trenas para Osório. “Hoje a inteligência artificial trabalha para o e-commerce da Sommer”, afirmou.

O gestor explicou que a empresa também investe em sistemas de análise de compras e segurança digital para reduzir riscos nas vendas online. Além disso, adapta campanhas específicas para diferentes regiões e perfis de consumidores.

Atualmente, a empresa busca fortalecer o comércio eletrônico regional, permitindo que clientes do Vale do Taquari comprem online e retirem os produtos diretamente na loja.

Heineck ressaltou que o crescimento recente superou as metas inicialmente projetadas. Para ele, o principal diferencial está na combinação entre teoria administrativa, prática diária e valorização da equipe. “A empresa é feita de energia e alma”, resumiu.

Três décadas após o primeiro sorteio, lotéricas da região registram movimento impulsionado por bolões, hábitos antigos e a expectativa de transformar a vida com alguns números. Concurso comemorativo chega a R$ 300 milhões

PAÍS

Acombinação de seis números representa a chance de conquistar um prêmio milionário para milhares de brasileiros. Há 30 anos, a Mega-Sena faz parte da rotina de apostadores e segue presente no cotidiano da região, seja pela tradição das apostas presenciais, pelos bolões entre amigos e colegas de trabalho ou pela expectativa de mudar de vida. Criada em 1996, a Mega-Sena se consolidou como a principal modalidade lotérica do país. Ao longo das últimas três décadas, acumulou prêmios históricos e passou por mudanças nos formatos de aposta e nos canais de acesso, com inclusão das plataformas digitais. Em 30 anos, foram mais 3 mil sorteios realizados, com pagamento total de aproximadamente R$ 43 bilhões.

Movimentação

Na região, o hábito permanece presente entre apostadores frequentes. Em períodos de concursos acumulados, o movimento

nas lotéricas costuma apresentar aumento. Funcionária de uma lotérica no Centro de Lajeado, Alice Neuer ressalta que a procura pelas apostas sempre foi grande. “Trabalho aqui há 23 anos. Poucas mudanças ocorreram ao longo desses anos”, diz. Alice relata que apesar da disponibilidade das apostas pelo portal Loterias Caixa, a tradição que muitas pessoas têm de marcar os números na cartela de forma presencial não mudou. Segundo ela, concursos especiais se destacam ao longo dos anos, como a edição de 30 anos. Além disso, a funcionário ressalta que a formação na modalidade “bolão” cresceu nas últimas décadas.

No local, já foram sorteadas quinas e quadras da Mega-Sena

Tradição

Para muitos apostadores, a Mega-Sena ultrapassa a possibilidade financeira. Datas de aniversário, números considerados especiais e combinações fixas costumam integrar os jogos. Há quem mantenha a mesma sequência há anos. Outros preferem confiar na escolha automática.

MEGA EM NÚMEROS

PRIMEIRO SORTEIO: março de 1996

MAIOR PRÊMIO: R$ 1,09 bilhão, na edição da Mega da Virada 2025, dividido entre seis apostas

CONCURSO MAIS

AGUARDADO: Mega da Virada, edição de fim de ano que não acumula

CHANCE DE GANHAR COM UMA APOSTA SIMPLES: 1 em 50.063.86

Aos 58 anos, Vanderly de Oliveira garantiu a aposta do concurso comemorativo.

“Faço os jogos desde a juventude, então logo vim fazer a aposta dos 30 anos. Minha única expectativa é ganhar”, relata. Ele afirma que a possibilidade de conquistar o prêmio milionário mantém a tradição viva.

Sobre

o concurso

O prêmio especial de 30 anos da Mega-Sena alcança R$ 300 milhões. O concurso não acumula. Portanto, se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa e assim por diante, conforme as regras da modalidade. O sorteio ocorre no domingo, 24, às 11h, por transmissão online.

Mega-Sena de 30 anos sorteia R$ 300 milhões. Prêmio não acumula. Sorteio ocorre domingo, 24, às 11h
Empresa fundada em 1961 se reposiciona no mercado e mira o digital
DIVULGAÇÃO

Liga de Combate ao Câncer busca novo espaço para a Casa Rosa

Entidade precisa

deixar sede atual até o fim do ano e procura imóvel maior, acessível e próximo ao Hospital Bruno Born para ampliar atendimentos e projetos

LAJEADO

ALiga Feminina de Combate ao Câncer de Lajeado está em busca de um novo espaço para sediar a Casa Rosa, atualmente localizada na rua Alberto Torres, 393, no Centro da cidade. O imóvel onde a entidade funciona hoje é cedido gratuitamente, mas deverá ser desocupado até o fim deste ano.

Em entrevista à Rádio A Hora, as vice-presidentes da entidade, Iris Scherer e Marione Hoppe, destacaram a necessidade urgente de encontrar um novo local que atenda às demandas da Liga. Entre os critérios considerados essenciais estão a localização central, próximo ao Hospital Bruno

Born (HBB), acessibilidade e um espaço maior que o atual. Segundo Iris, a limitação física da sede tem impedido a ampliação das atividades oferecidas pela entidade. “Temos vários projetos engavetados por falta de espaço adequado. Não conseguimos atender mais pacientes devido ao

Iris Scherer e Marione Hoppe, vice-presidentes da entidade

espaço ser pequeno”, afirma. A Casa Rosa é um espaço de acolhimento e apoio a pacientes oncológicos e familiares. No local, são feitos grupos de apoio semanais, palestras, doação de cestas básicas e auxílio durante o tratamento. Além disso, voluntárias produzem artesanatos e materiais

destinados aos pacientes e também à arrecadação de recursos para manutenção da entidade.

“É com essas atividades extras, desenvolvidas na Casa Rosa por meio do trabalho voluntário, que conseguimos pagar despesas que excedem os valores recebidos dos parceiros, chegando a cerca de R$ 20 mil por mês”, explica Marione. Atualmente, a Liga recebe R$ 4,3 mil mensais do governo de Lajeado, além de um salário mínimo repassado pelo Sicredi e contribuições dos associados.

Atendimentos

Além da Casa Rosa, a entidade mantém uma sala de apoio dentro do Hospital Bruno Born, destinada aos pacientes em tratamento quimioterápico. Conforme as vice-presidentes, cerca de 100 pacientes são atendidos mensalmente no espaço, incluindo moradores de Lajeado e de outros municípios da região.

No hospital, a Liga oferece suporte com perucas, próteses, almofadas, informações e encaminhamentos.

A Liga Feminina de Combate ao Câncer atua há 21 anos em Lajeado. No início, o trabalho era voltado apenas à visitação de pacientes hospitalizados. Com o passar do tempo, a entidade se estruturou e ampliou os serviços oferecidos à comunidade.

RODRIGO MARTINI

UMAS & OUTRAS

Circulando por aí

Não sei vocês, mas eu gosto de chucrute, bem como de um joelho de porco (einsbein) e de umas “catoflas” para acompanhar, tudo junto reunido ali uma vez. E ainda mais se na degustação vierem acompanhados de admiráveis cantos tradicionais e danças folclóricas de salão, aí incluída uma caprichada Polonaise puxada por um competente casal especializado no ramo. Melhor ainda se no recinto tiver um barril de chopp, ou sete, oito, nove e dez! Afinal, apenas um pode ser muito pouco para nós. Chopp e dança! Vivas ao Festival do Chucrute, bem como ao retorno da Multifeira, e meus respeitos ao aniversário de 150 anos da prezada Colmeia Pujante da comunidade estrelense, como registra o hino oficial da municipalidade.

TIO TÔNIA

Com o devido respeito, essa é apenas uma forma simpática de se exprimir.

Já falei aqui, mas não custa repetir: quem não circula muito seguidamente por Teutônia pode se surpreender com a pujança que

gradativamente vem alcançando a cidade e o município.

O ¨eixo¨ CLT (Canabarro, Languiru e Teutônia) já era forte há tempos. A emancipação foi uma benção para uma comunidade sempre inovadora ao longo da história, ancorada no associativismo e na admirável organização social.

E o município-mãe não “perdeu” 30% do PIB em função disso, ganhou uma bela parceira no desenvolvimento regional. A Rota do Sol que o diga, e que precisa ser duplicada!

A Festa de Maio é uma comprovação dessa história.

PLATTDÜÜTSK

Se os meus ouvidos não me enganam é assim que se escreve Sapato de Pau na transcrição aportuguesada do dialeto westfaliano, com os “us” tremados soando como “is”.

Lembrei disso agora olhando para a beira da lareira de casa, com um aconchegante fogo, onde guardo com muito carinho um par desses tamancos recebidos como presente há uns 30 anos passados de um historiador das bandas de Westfália.

Mas lembrei dos tamancos lendo agora que essa boa terra se destaca a nível regional, estadual e até nacional no Índice de Progresso Social Brasil 2026 (IPS). Quem conhece mais de perto e já viveu em várias querências metropolitanas bem maiores, há de concordar: é uma baita qualidade de vida!

Qualidade compartilhada por muitas outras comunidades valedotaquarienses, que também mereceram dignos registros nesse indicador socioeconômico. Em duas palavras: para béns!

HEIMATLAND

Sem jamais esquecer as suas origens, mas sempre respeitando a terra que os acolheu. É um bom caminho.

SEI NÃO...

Eixos comerciais, industriais, logísticos, de saúde e educação, bem como de produção rural, aí incluídas lavoura e pecuária, sempre foram importantes na consolidação e crescimento de qualquer “polo” que se preze. Cada um no seu quadrado. SERVIÇO DE INUTILIDADE PÚBLICA

6x1, 5x2, 12x36, 7x0, 364x1, X horas semanais na jornada de trabalho, livre negociação entre as partes, extra ou intra CLT...assunto sério demais e pautado em hora errada. A

complexidade é grande e exige serenidade nas análises e debates, bem longe de bandeiras político-ideológicas desfraldadas e tão típicas em períodos eleitoreiros.

Neto urbano pro nôno da colônia, no supermercado:

- Esses saquinhos de leite são ovos de vaca?

- Não, vaca não põe ovos.

- O leite vem direto da vaca?

- Não, vaca não dá leite!

- Como assim?

- Leite vem de uma boa pastagem cultivada no potreiro ainda mais no inverno, uma saudável ração complementar no cocho, os devidos cuidados sanitários e alimentares do criador, acompanhamento de um profissional na gestação, parto e recria do terneiro...aí a vaca dá leite! (Parece simples, mas é complicado e bastante trabalhoso, em certos períodos é jornada 7x0, sem descanso nos “findis”).

ARTIGO

MARCOS FRANK

Médico Neurocirurgião

O Brasil tem futuro?

Os anos 80 eram outros tempos, havia um governo militar, com presidente escolhido de forma indireta em um mundo polarizado entre capitalismo e comunismo. Era um mundo tão dividido que os EUA boicotaram as Olimpíadas na União Soviética. Em 1982 o Brasil inaugurava Itaipu e a Argentina se lançava na aventura de atacar os ingleses para conquistar as Ilhas Malvinas. Dois anos mais tarde iniciava o movimento “Diretas Já”, que pedia eleições diretas para presidente. Mesmo assim, em 1985, Tancredo Neves foi eleito de forma indireta, adoeceu antes da posse e seu vice José Sarney se tornou o primeiro presidente civil após 21 anos de governos militares. Paralelo a tudo isso havia uma efervescência na musica com o surgimento de uma série de bandas de rock, muitas com letras inspiradas no punk. Não havia mais censura e muitos dos recados que foram dados pelos rockeiros dos anos 80 continuam valendo até hoje. A banda Legião Urbana foi a primeira a perceber que havia uma geração nova começando a se expressar:

“Somos os filhos da revolução, Somos burgueses sem religião

Somos o futuro da nação, Geração Coca-cola”

Essa mesma geração era mais debochada e muito mais informal. E quando Sarney, um politico tradicional e ligado ao regime militar acabou assumindo no lugar de Tancredo, o Ultraje a Rigor não perdoou:

“A gente não sabemos Escolher presidente,

A gente não sabemos Tomar conta da gente

A gente não sabemos Nem escovar os dente

Tem gringo pensando Que nóis é indigente...”

Apesar dos pesares Sarney convocou uma constituinte, aprovou uma nova constituição e convocou eleições diretas para presidência do país em 1989. Foi a primeira eleição em que Lula concorreu e alguns roqueiros acreditavam que finalmente uma mudança parecia vir. Era o caso dos Paralamas do Sucesso:

“Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

São trezentos picaretas com anel de doutor

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

São trezentos picaretas com anel de doutor...”

Já outros como Cazuza e Humberto Gessinger dos Engenheiros do Hawai eram mais céticos:

“Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para...”

“Eu presto atenção no que eles dizem

Mas eles não dizem nada (Yeah, yeah)

Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada (Yeah, yeah)

CINE BRASIL APRESENTA

Master Inquéritos (duplo com) Vazamentos Seletivos.

ANÚNCIOS DESCLASSIFICADOS

Troco um vazamento seletivo e descontextualizado de inquérito sigiloso para reforçar narrativas político-eleitoreiras, por uma “contribuição espontânea”, de preferência numa rápida alavancagem de carreira, ou em moedas estrangeiras.

No final, Collor acaba eleito para depois sofrer impeachment. Foi então que muita gente começou a perceber que só liberdade de expressão não bastava para fazer um país de verdade. Os Titãs estavam entre os primeiros a perceber essa horizonte sombrio:

“Os presos fogem do presídio Imagens na televisão

Mais uma briga de torcidas, Acaba tudo em confusão

A multidão enfurecida, Queimou os carros da polícia

Os preços fogem do controle,Mas que loucura está nação

Não é tentar o suicídio Querer andar na contramão...”

Aos poucos foi ficando claro que os militares eram apenas uma das peças do problema e mesmo podendo agora escolher de forma democrática seus representantes, o povo brasileiro continuava muito mal representado:

“Nas favelas, no senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a constituição

Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é este?” Legião Urbana

“Quem foi que disse que amar é sofrer? Quem foi que disse que Deus é brasileiro?

Que existe ordem e progresso enquanto a zona corre solta no congresso?

Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha? Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar?(...)

Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém. Aqui embaixo as leis são diferentes...”

Esse era o recado da banda Biquini Cavadão, outra que acertou na mosca. Quarenta e seis anos depois estamos com o mesmo diagnostico sobre políticos que tínhamos nos anos 80.

NEGÓCIOS NO CAMPO

ExpoAgro reúne produtores e expõe força do agro regional

Feira conecta agricultores, expositores e empresas até domingo, com palestras técnicas, gastronomia, shows e entrada gratuita ao público

Asegunda edição da ExpoAgro Guaporé abriu suas portas na quinta-feira, 21, e segue até este domingo, 24, no Autódromo Internacional Nelson Luiz Barro. Organizado por um consórcio de entidades (CIC, Secretaria Municipal da Agricultura, STR, Comdergs, Emater/RS-Ascar e a Associação Mostra Guaporé), o evento reúne mais de 75 expositores de máquinas, implementos agrícolas, sementes, insumos, cooperativas, instituições financeiras e agricultura familiar, com entrada gratuita ao público. O prefeito Odair Rossetto destacou o papel estratégico da feira no desenvolvimento municipal. “O nosso agro cresceu muito nos últimos anos. O PIB aumentou na agricultura. Guaporé está crescendo muito em questão

da nossa agricultura, mais do que muitos municípios da região. A importância desse evento é atrair o agricultor, a comunidade e os municípios vizinhos, e mostrar o que tem de bom na nossa Guaporé”, afirmou.

A programação inclui palestras técnicas, gastronomia e shows. No sábado, 23, o Assado Campeiro comandado por Anderson Favretto oferece cardápio com porco, ovelha, costelão e outros pratos por R$ 110. No domingo, 24, o encerramento celebra também os 25 anos da Cereais Menin com show da banda Brilha Som.

Para Fernando Marcolin, da Comissão Organizadora, o momento é de consolidar a marca para garantir o futuro do evento.

A expectativa é de aumento de negócios e vendas. É uma feira voltada principalmente para a agricultura familiar, para pequenas famílias que trabalham no dia a dia e têm a oportunidade de investir em novo maquinário”

“A expectativa é de aumento de negócios e vendas. É uma feira voltada principalmente para a agricultura familiar, para pequenas famílias que trabalham no dia a dia e têm a oportunidade de investir em novo maquinário”, ressaltou. A partir desta edição, a ExpoAgro passa a ocorrer a cada dois anos, tornando-se um marco bienal do calendário agrícola regional. O evento conta com patrocínio do Banrisul, Sicredi Região dos Vales, Unimed Vale das Antas, Administração Municipal e Câmara de Vereadores. O horário de funcionamento é das 9h às 18h (quinta a sábado) e das 9h às 17h (domingo). O estacionamento interno é gratuito quinta e sextafeira; sábado e domingo, R$ 10.

Programação ocorre no Autódromo Internacional Nelson Luiz Barro e reúne mais de 75 expositores
FERNANDO
FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE
Matheus Giovanella Laste matheus@grupoahora.net.br

Lente Social

Entre acordes de violão

O violinista e produtor musical Fernando Graciola reuniu, através do projeto Festival Sotaques do Violão Gaúcho, o quarteto Gabriel Selvagem, Matheus Alves, Paulinho Fagundes e Mathias 7 Cordas no auditório Hugo Schmidt, na Central de Vendas da Diamond, em Lajeado. Os artistas realizaram um recital de alto nível para apreciadores de música gaúcha com arranjos autorais e harmonia instrumental.

Uma noite de atualização científica

No sábado, 16, ocorreu no Restaurante Pê 05 a primeira edição do Spironello Live Sessions, jantar científico idealizado pelo médico Vinícius Spironello e voltado exclusivamente a profissionais da medicina. O encontro reuniu cerca de 40 médicos, vindos de diferentes cidades do Rio Grande do Sul e de outros estados, numa noite que combinou atualização científica, experiência imersiva e demonstrações clínicas ao vivo. A programação girou em torno das associações entre tecnologias e medicina regenerativa aplicadas ao envelhecimento da pele.

Novo espaço da Brasrede

Para marcar a evolução da marca e reforçar o compromisso em oferecer excelência no atendimento ao cliente e maior conexão regional, a Brasrede agora conta com endereço em Lajeado. O novo espaço está localizado na Avenida Senador Alberto Pasqualini, 507, no bairro Americano. Na noite desta quinta-feira, 21, a equipe da Brasrede recebeu amigos e clientes para brindar o novo espaço.

Lisi Costa Leila Franz
Marcos Barth e Raquel Schmambach brindando o novo espaço
VINI BILHAR
Graziela Vasconcelos, Emerson Motta, Débora Calheirana e Ramony Schmechel
DIVULGAÇÃO
Grabriel Campos Ferrarizi e Margareth Drebes
Paulinho, Mathias, Fernando, Gabriel e Matheus

VIRGEM: O seu jeito possessivo pode

Conversem abertamente sobre isso.

OBITUÁRIO

ADI GEHM KORTE, 87, faleceu na sexta-feira, 22. O velório ocorre na capela mortuária de Linha Ernesto Alves/Arroio da Seca Baixa, em Imigrante. O sepultamento ocorre neste sábado, 23, às 9h, no cemitério da mesma localidade.

BATISTA REBELATTO, 63, faleceu na sexta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.

LELA ECKHARDT, 85, faleceu na sexta-feira, 22. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Olarias, em Lajeado.

ARLETE BEATRIS OLIVEIRA DA SILVA, 57, faleceu na quinta-feira, 21. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.

PEIXES: O contato com colegas e clientes conta com as melhores vibes e

CRUZADAS

Maior sucesso de Cartola

ao aparelho repro-

Diminuir os excessos de regulamentos nos serviços públicos Singular (fem.)

Determinações (?) Lanka, país asiático exportador de chá

Falsa beata (pop.) Formato do sifão

"O (?) do Nibelungo", ópera de Wagner

do rei Artur (Lit.)

Fator que afasta a população das grandes cidades

Oxigênio (símbolo)

"(?) que Nada", sucesso de Ben Jor

D. João VI, em relação a D. Pedro II

Faz baixar Jangadas (bras. NE)

Genitora Prefixo de "antítese"

Elementos centrais da pintura barroca Ilha coralínea Arma indígena lançadora de dardos envenenados 3/otr. 4/anel. 5/uther. 10/zarabatana.

Roedor pequeno Ácido ribonucleico

Peça de roupa Hólmio (símbolo)

Substância filtrada e excretada pelos rins

Produto fonográfico Sinal de nasalação

pública a animais

Chegar à metade de algo

Unidade rítmica do poema

She-(?), heroína de desenhos animados Onomatopeia de pancada A carta mais valiosa no pôquer

Difíceis de ocorrer (fem.)

LUCIANO da seguir e Comércio terrenos matrícula reais); Lajeado/RS, setecentos área Ruas Mun dois 283,78m², Leste, distando considerado 40.846 com segundo no Ruas Município e total a Bahia, Lote 325.000,00 uso ao 11,90 Setor Lajeado/RS, de voltada Rua Minas matrícula avaliações realizados, Diamond ELETRÔNICA/ONLINE, com dispostas com

8 | A HORA cidades

HORÓSCOPO

ÁRIES: Talvez seja necessário fazer um esforço extra para cuidar de tarefas que ficaram pendentes, inclusive em casa.

TOURO: No que depender das estrelas, vai contar com a sorte e uma dose extra de criatividade, inclusive no trabalho.

GÊMEOS: A vida a dois ganha muito carinho e altas doses de romantismo. Você tem tudo para fazer o maior sucesso.

CÂNCER: Seu lado comunicativo ganha destaque com a entrada da Lua em Virgem, e você pode aproveitar para colocar a conversa em dia.

LEÃO: Há chance de transformar o seu esforço no trabalho em algo mais palpável e finalmente conseguir aquele aumento.

VIRGEM: O seu jeito possessivo pode esfriar as coisas com o crush, por isso, tente pegar mais leve. Conversem abertamente sobre isso.

LIBRA: À noite, é uma boa ideia se colocar no lugar do outro em alguns momentos para não arrumar treta à toa.

ESCORPIÃO: No trabalho, a dica é compartilhar suas ideias e explorar coisas novas, especialmente se puder aumentar seu conhecimento.

SAGITÁRIO: Na paquera, embora você não tenha problema para envolver o alvo, pode disputar o mesmo crush com alguém próximo.

CAPRICÓRNIO: Os trabalhos em equipe devem correr melhor, por isso, priorize tudo o que pode ser feito com a colaboração de outras pessoas.

AQUÁRIO: O clima de descontração também anima a vida amorosa e promete diversão com quem ama.

PEIXES: O contato com colegas e clientes conta com as melhores vibes e você

40.849 entrada No após oferecimento bens chamada do 50% matrícula parcelamento): oferecimento de por em concordância eng qualquer estado o(s) meramente obrigações acidentes artigo. comissão despacho 24 representa localizado(s) Art. como, co

CATEGORIAS DE BASE

Após chamar atenção no Gauchão Sub-17 A2 da temporada passada, o Nacional, de Lajeado, segue em crescimento no cenário do futebol de base gaúcho

NACIONAL VIVE INÍCIO PROMISSOR E CONSOLIDA PROJETO NO FUTEBOL DE BASE

Equipe de Lajeado ocupa a quarta colocação na Liga Serrana Sub-17 e amplia estrutura com mais de 340 alunos em seis núcleos

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Após chamar atenção no Gauchão Sub-17 A2 da temporada passada, o Nacional, de Lajeado, segue em crescimento no cenário do futebol de base gaúcho. Em 2026, o clube faz campanha consistente na Liga Serrana Sub-17 e já aparece entre os protagonistas da competição.

A equipe ocupa a quarta colocação com 13 pontos conquistados em seis partidas. São quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota, com 17 gols marcados e somente cinco sofridos, desempenho que coloca o Nacional entre as melhores defesas do campeonato.

Até aqui, o time venceu Ivoti, Cruzeiro, Aimoré e Paraí. O empate foi diante do Atlético Juniors, enquanto a única derrota ocorreu fora de casa, contra o Caxias, por 3 a 1. O próximo compromisso será diante do Ivo10, no dia 29 de maio, em Lajeado.

A Liga Serrana reúne algumas das principais equipes de base do Rio Grande do Sul, como Inter, Juventude, São José, Aimoré, Novo Hamburgo, Esportivo e Caxias, além de clubes tradicionais da Serra, Vale do Taquari e Região Metropolitana.

Técnico da equipe, Renato Castro destaca que o trabalho desenvolvido vai além das quatro linhas. Segundo ele, a formação humana é prioridade dentro do

projeto. “Faz três anos que estou no Nacional e a filosofia do clube é formar primeiro o ser humano e depois o atleta. Isso anda lado a lado. Trabalhamos todas as categorias pensando nessa evolução dentro e fora de campo”, afirma. Castro também ressalta o equilíbrio da competição e o planejamento feito jogo a jogo ao lado da comissão técnica. “É um início promissor, principalmente porque enfrentamos seis adversários difíceis. A competição é longa e termina apenas no fim do ano, então trabalhamos pensando partida por partida.”

Auxiliar técnico e preparador físico, Djalmo da Rosa Júnior destaca a união da comissão técnica e o apoio da direção como pilares do crescimento do clube. “É trabalho, amor pelo que fazemos e também um pouco de ser pai e conselheiro dos meninos. Sem o suporte da diretoria, não tem como ter sucesso em uma competição desse nível.”

Além da Liga Serrana, o Nacional participa de diferentes competições regionais e de integração, como Nordestão Cup, Regional Nolifute, Super Copinha e Taça Kids. Atualmente, o projeto conta com cerca de 340 alunos distribuídos em seis núcleos.

OUTROS DESAFIOS

Jean Tasca, diretor do clube, afirma que um dos maiores desafios da base atualmente é manter os atletas envolvidos no futebol durante a adolescência. “Hoje competimos não apenas com outras escolinhas, mas também com o mercado de trabalho. Muitos atletas entre 15 e 17 anos precisam decidir entre trabalhar ou seguir treinando. Mesmo assim,

buscamos criar alternativas, inclusive com treinamentos noturnos.” Tasca também destaca que o Nacional tem optado por liberar atletas que recebem oportunidades em outros clubes. “Não conseguimos segurar todos. Quando um atleta recebe proposta, entendemos que faz parte do processo e liberamos. Nosso objetivo é abrir portas.”

SONHO DE CONSOLIDAR O NACIONAL

Idealizador do projeto, Emerson Fernandes afirma que o crescimento vivido pelo Nacional superou até mesmo as projeções iniciais. Inspirado em experiências adquiridas durante um período de estudos na Espanha, o coordenador sonha em transformar o clube em referência regional na formação de atletas. “Eu sou um sonhador. Fiz mestrado na Espanha e aprendi muito observando o modelo do Barcelona. Hoje vivo apenas o Nacional e acredito que conseguimos solidificar o trabalho.”

Segundo ele, o crescimento do número de alunos comprova a força do projeto. “Quando começamos, em 2022, tínhamos uma projeção de chegar a 250 alunos em seis anos. Atingimos esse número em apenas três temporadas. Isso deixa qualquer profissional gratificado.”

O dirigente ainda revela que o clube aguarda definições para tentar retornar ao Gauchão Sub17 em parceria com o Lajeadense. “Estamos avaliando possibilidades para dar mais um passo dentro do projeto e tentar disputar novamente o Gauchão.”

DIVULGAÇÃO

CONFRONTO DIRETO

GRÊMIO JOGA PARA TER TRANQUILIDADE

ANTES

Com a mesma pontuação do Santos, Tricolor joga na Arena para garantir distância da zona de rebaixamento antes da paralisação para a Copa do Mundo

OGrêmio segue a sequência de partidas na Arena com um importante confronto direto neste sábado, 23. Às 19h, o Tricolor recebe o Santos em jogo que pode afastá-lo da zona de rebaixamento. O confronto tem transmissão da Rádio A Hora.

As duas equipes dividem a mesma pontuação, com o Grêmio em vantagem no critério de desempate. Caso vença, o Tricolor pode subir até o 11º lugar e ter a tranquilidade de saber que não estará na zona de rebaixamento durante a Copa do Mundo.

Para isso, Luís Castro terá de lidar com a ausências duas peças importantes. Pedro Gabriel e Gabriel Mec estão suspensos. Caio Paulista ocupa a vaga na lateral-esquerda, enquanto que Braithwaite é o mais cotado a iniciar no meio-campo e pode formar a aguardada dupla com Carlos Vinícius.

Além das ausências por suspensão, Castro não conta novamente com Balbuena e Gustavo Martins. O jovem Luis Eduardo deve ter sequência na defesa. No meiocampo, Arthur treinou durante a semana e vive a expectativa de voltar a ser relacionado.

O provável Grêmio tem: Wever-

DA COPA

ton; Pavón, Luis Eduardo, Viery e Caio Paulista; Léo Pérez e Noriega; Enamorado, Braithwaite e Amuzu; Carlos Vinícius.

No cenário pessimista, uma derrota na Arena, aliada a vitória ou empate do Corinthians, leva novamente a equipe gaúcha até o Z4.

SANTOS

SEM NEYMAR

O Peixe vem de empate com o San Lorenzo, em 2 a 2, na Sul-Americana. Na lanterna do Grupo D, somou apenas quatro pontos em cinco jogos. Já no Brasileirão, o Santos também vive momento de instabilidade. Na última rodada, perdeu para o Coritiba, por 3 a 0, e atualmente é o primeiro fora da zona de rebaixamento, com 18 pontos.

Sem Neymar, o time de Cuca deve ter: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Adonis Frias, Lucas Veríssimo e Escobar; Willian Arão, Christian

Braithwaite é cotado a substituir o suspenso Gabriel Mec no meio-campo

Oliva e Gabriel Bontempo; Miguelito, Rollheiser e Gabriel Barbosa.

CLASSIFICAÇÃO

BRASILEIRÃO

INTER ENFRENTA O VITÓRIA DE OLHO NA PARTE DE CIMA DA TABELA

Sem perder há sete jogos e tentando comprovar a mudança de fase no Campeonato Brasileiro, o Internacional tem um duelo difícil neste sábado, 23. Às 17h, encara o Vitória no Barradão, em Salvador. No meio da tabela, o resultado pode direcionar qual será o cenário do clube na pausa para a Copa do Mundo. A Rádio A Hora transmite o jogo.

Na 11ª colocação, com 21 pontos, o Inter está três pontos atrás do sexto colocado, e três a frente do 17º. Assim, uma vitória no Nordeste faz o time passar a sonhar com disputa por Libertadores, enquanto que derrota significa novamente a preocupação com a zona de rebaixamento.

AGENDA

17ª RODADA - SÁBADO

17h

DOMINGO

Chapecoense

16h Remo x Athletico

18h30min Corinthians x Atlético-MG

20h30min Vasco x Bragantino

SEGUNDA-FEIRA

20h Coritiba x Bahia

O técnico Paulo Pezzolano precisa lidar com uma baixa importante. Carbonero, suspenso, abre disputa entre Allex, Alan Patrick e Borré. A tendência é que o colombiano inicie o confronto e faça uma dupla de ataque com Alerrandro. Outra baixa é Rochet, novamente fora. Com isso, Anthoni segue no gol. O provável Inter tem: Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Juninho (Félix Torres) e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Bernabei e Vitinho; Rafael Borré (Allex) e Alerrandro.

VITÓRIA PAGARÁ MULTA PARA TER LATERAL

O time baiano ocupa a 14ª posição, com 19 pontos, dois a menos que o Inter. A equipe de Jair Ventura não poderá contar com Zé Vitor, suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido contra o Bragantino. O time baiano deve pagar a multa contratual para contar com Ramon, lateral-esquerdo que pertence ao Inter.

O provável Vitória tem: Lucas Arcanjo, Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Baralhas, Emmanuel Martínez e Lucas Silva; Erick, Renê e Matheuzinho.

RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO
Atacante Borré é cotado a substituir Carbonero no time colorado
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO

FUTEBOL AMADOR

DOMINGO DECISIVO MOVIMENTA CAMPEONATOS PELA REGIÃO

Copa Vale do Sampaio, Copa Serrana e municipais definem finalistas. Paverama conhecerá o campeão da temporada

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Openúltimo domingo de maio será de fortes emoções para o futebol amador do Vale do Taquari. Cinco competições espalhadas pela região terão partidas decisivas, com definição de finalistas e até campeão. Os confrontos movimentam cidades como Paverama, Venâncio Aires, Boqueirão do Leão, Taquari, Imigrante e Bom Retiro do Sul. Após adiamento, Internacional e Morro Bonito voltam a se enfrentar pela partida decisiva do Campeonato Municipal de Paverama, em Santa Manuela. Pentacampeões, os dois clubes disputam quem assumirá o posto de maior campeão da história da competição.

Atual detentor da taça, o Morro Bonito precisa vencer no tempo normal para levar a decisão aos pênaltis. Já o Internacional joga diante da torcida e atua pelo empate para encerrar um jejum que dura desde 2018.

ROCA SALES INICIA DECISÃO

Em Roca Sales, o Campeonato Municipal começa a definir o campeão. O primeiro duelo da final ocorre no campo do Concórdia, no Centro, entre Toma 10 e

Botafogo.

Atual campeão, o Botafogo busca mais um título para se tornar o maior vencedor da história da competição. Do outro lado, o Toma 10 tenta surpreender e largar em vantagem na disputa.

SEMIFINAIS

Em Venâncio Aires, a Copa Vale do Sampaio promove os jogos

de volta da semifinal. A Aert joga pelo empate para garantir vaga na decisão. No outro confronto, Avante e Santo Antônio entram em campo sem vantagem. Quem vencer avança e, em caso de igualdade, a vaga será decidida nos pênaltis.

TITULARES

SÁBADO

Monte Alverne – final/jogo da volta

Saraiva x Monterey

DOMINGO

Paverama – final/jogo da volta Internacional x Morro Bonito

Roca Sales – final/jogo de ida

Toma 10 x Botafogo

Boqueirão do Leão – semifinal/ jogo da volta

Juventude x São Roque

Imigrante – semifinal volta Cruzeiro x Canarinho Juventude x Riograndense

Copa Serrana – semifinal volta Assespe x São Luiz

River Plate x Juventude

Copa Vale do Sampaio – semifinal volta

AERT x Duvidosa

Santo Antônio x Avante

Taquari – semifinal/volta

São José x Furacão

Bom Retiro do Sul – semifinal ida Rudibar x Floriano Grêmio x Laranjeiras

Capitão – última rodada 7 de Setembro x Guarani

Brasinha x São Luiz

Fim de semana terá 26 jogos por 13 competições esportivas

Pela Copa Serrana, River Plate e São Luiz entram em campo com vantagem e precisam apenas de um empate para confirmar presença na final. Outros campeonatos municipais também conhecerão os finalistas neste domingo. Em Boqueirão do Leão, o São Roque joga com vantagem após vencer o duelo de ida. Em Taquari, o atual campeão São José precisa apenas de um empate para avançar. Já em Imigrante, Cruzeiro e Juventude dependem de um resultado positivo para alcançar a decisão.

BOM RETIRO DO SUL

ABRE SEMIFINAIS

Cruzeiro do Sul – última rodada Cruzeiro x Juventus

Tamoio x XV de Novembro

Ser Bom Fim x Canarinho

Estrela – última rodada Alto da Bronze B x São Luís União x Geraldense

Amigos Dossul x Atlântico Alto da Bronze A x Aimoré

ÚLTIMA RODADA DA FASE

CLASSIFICATÓRIA

O campo do Alezanza recebe os jogos de ida da semifinal do Municipal de Bom Retiro do Sul. As partidas começam às 13h30min. Os confrontos serão entre Rudibar e Floriano, além de Laranjeiras contra Grêmio. O Grupo A Hora transmite uma das partidas a partir das 14h15min, em live no YouTube A Hora Esportes e também pela rádio 102.9 FM.

Estrela, Cruzeiro do Sul e Capitão promovem neste fim de semana a rodada final da fase classificatória dos respectivos campeonatos municipais. As partidas definirão os semifinalistas das competições.

CEAT/BIRA INICIA TEMPORADA DA FEDERAÇÃO GAÚCHA NA LIDERANÇA

Equipe lajeadense soma título, dois vicecampeonatos e confirma força nas categorias de base do vôlei gaúcho

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Atemporada de competições oficiais da Federação Gaúcha de Voleibol iniciou em todas as categorias e idades. Neste ano, a inovação foi a instituição da separação dos doze melhores clubes de 2025 na Divisão Especial e os demais na Primeira Divisão. Como o representante lajeadense Ceat/Bira foi medalhista em todas

as categorias no último Campeonato Estadual, está na disputa da Divisão Especial neste ano. Entre as competições oficiais que já iniciaram, a equipe foi vicecampeã da Série Ouro na Copa Rio Grande do Sul Sub-14, superada pela Apav, de Canoas, na final. Da mesma forma, na Série Ouro da categoria Sub-16, outro vice, desta vez contra Nova Vôlei. Já no Sub19, também na Série Ouro, mas chamado de Torneio Início, veio o importante título enfrentando novamente o Nova Vôlei na final. Para o técnico das equipes Sub16 e Sub-19, Rodrigo Rother, o ano não poderia ter começado de melhor forma. “Foi o primeiro torneio do ano contra as principais equipes que encontraremos no Campeona-

to Estadual no segundo semestre. Começar vencendo é muito bom, mas o principal foi a nossa consistência, porque nenhuma outra equipe conseguiu resultados tão bons em todas as categorias.”

Rother reforça ainda o trabalho em conjunto da comissão técnica e também a parceria do Ceat com o Clube Atlético Ubirajá. “Contamos com ótimos profissionais trabalhando com nossas atletas em formação e um suporte fundamental tanto do Ceat quanto do Bira, instituições tradicionais que sabem desenvolver o esporte.”

Antes do início do Campeonato Estadual, as equipes do Ceat/Bira ainda disputarão a Copa Cláudio Braga, também organizada pela Federação Gaúcha de Voleibol.

CAETANO PRETTO

caetano@grupoahora.net.br

CAMISA PESADA NUNCA ENTRA DESACREDITADA

Não, o Brasil não é favorito a ganhar a Copa do Mundo. França, Argentina e Espanha estão em patamar de favoritismo ao Mundial que se avizinha no mês de junho. Outras tantas equipes estão em pé de igualdade com a Seleção Brasileira. Mas futebol não é uma ciência exata e, mesmo em um ciclo tortuoso e com mais questões do que certezas, o Brasil ainda é uma potência. A convocação de Carlo Ancelotti é boa dentro das possibilidades que se apresentam a ele. O técnico havia adiantado alguns nomes e em mais de uma vez disse que o grupo estava praticamente fechado meses antes da lista final ser entregue.

Entre afirmações, setores bem preenchidos e outros preocupantes, o Brasil precisa ter atenção especial ao gol, laterais e meio-campo em um cenário onde deve atuar no esquema pouco usual 4-2-4.

Na meta, Alisson não joga desde março e exige atenção. Será o titular pois é o melhor goleiro, mas chega menos seguro do que nas copas passadas. As laterais são incógnitas e estão longe de entregar a qualidade da linha sucessória de Cafu, Roberto Carlos, Maicon, Daniel Alves e Marcelo. Mas, dependendo da forma como forem usados, podem fazer o café com leite necessário.

A zaga é o setor melhor servido com Marquinhos e Gabriel Magalhães formando uma das melhores duplas do mundo. Os dois inclusive se enfrentam na final da Liga dos Campeões, no próximo fim de semana. Bremer é bom reserva caso precise entrar em campo.

O meio-campo tem a boa dupla formada por Casemiro e Bruno Guimarães e ainda pode contar com Danilo, de nova ascensão na carreira depois de um período tímido na Inglaterra.

Fiquei sentido pela ausência de João Pedro, de boa temporada no Chelsea, em terceiro na artilharia da Premier League e eleito pelo clube o melhor jogador da temporada. Ao mesmo tempo, o atacante não aproveitou o tempo em que vestiu a camisa canarinho. Igor Thiago, Rayan e Endrick vão à Copa pois vivem boa fase, presentam características distintas entre si e aprovaram nos momentos em que jogaram pela Seleção. Mas quem deve brilhar no ataque é o trio formado por Raphinha, Vini Jr e Matheus Cunha, de boa temporada pelos colossos Barcelona, Real Madrid e Manchester United.

Olhando para o possível titular, falta uma peça que será ou a de ligação entre meio e ataque, ou o jogador mais avançado. Não estou convencido de que será Neymar. Faz sentido ele estar entre os 26. Ser titular? Não sei. Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Vini Jr, Matheus Cunha e Luiz Henrique (Neymar ou Danilo). Este time me permite sonhar.

Equipe Sub-19 do Ceat/Bira, campeã da Série Ouro da Divisão Especial no Torneio Início
DIVULGAÇÃO

Fernandes Vieira tinha turma para deficientes auditivos

A professora Marisa Ribas, encarregada da turma de surdos do então Grupo Escolar Fernandes Vieira de Lajeado, arrecadava recursos junto à comunidade para a compra de materiais para as aulas. Os recursos para o ensino

inclusivo eram escassos, os jornais retratavam a necessidade de aquisição de um “treinador de fala” e outros aparelhos.

Naquela época, esse era um projeto pioneiro na região, já que oferecia oportunidade de estudo

aos deficientes auditivos que, naquele tempo, sofriam pela quase inexistência de políticas de inclusão na educação. A então chamada “classe especial” da Escola Fernandes Vieira tinha sido criada a partir dos movimentos do Dr. Wilson Dewes em parceria com a diretoria do educandário. Vale lembrar que Dewes é o principal fundador da Fundef (Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio Faciais e Reabilitação Auditiva).

Apesar de hoje a iniciativa poder ser considerada segregadora, naquele tempo, era inclusiva e motivo de orgulho para a comunidade. “A criança surda, antes de ser surda é criança. Ela aprende a andar, brincar, alimentar-se naturalmente como as demais crianças; dorme, chora, ri, porém não fala, não ouve, não entende o mundo que a rodeia se não for ensinada, se não aprender a se comunicar e a entender as reações exteriores [...] Vamos dar a elas a oportunidade. E, quando passarmos por elas nas ruas de nossa cidade, não vamos olhar com dó, com pena, vamos olhar para elas com confiança, com muito amor”, diziam os jornais.

Sábado é

- Dia da Juventude

Constitucionalista

- Dia da Tartaruga

- Dia Mundial da Migração dos Peixes

Santo do dia 23:

São João Batista de Rossi

Domingo é

- Dia da Infantaria

- Dia do Datilógrafo

- Dia do Telegrafista

- Dia do Vestibulando

- Dia do Detento

- Dia Nacional do Cigano

- Dia Nacional do Milho

- Dia Nacional do Café

- Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia

Santo do dia 24: Nossa Senhora Auxiliadora

HBB oferecia ressonância magnética

O Hospital Bruno Born de Lajeado inaugurava o serviço de ressonância magnética. Com isso, Lajeado passava a oferecer os mesmos serviços de saúde da capital, com radioterapia, me -

dicina nuclear e ressonância magnética. Naquela época, o presidente do HBB era o médico Ernany Vicente Bender e a prefeita de Lajeado era Carmen Regina Pereira Cardoso. O serviço fazia parte do novo Centro de Tecnologia Avançada do Bruno Born. A máquina tinha sido importada da Alemanha, ao custo de 350 mil dólares, e ficava instalada no subsolo do prédio.

Megaoperação da PF prendia policiais corruptos

Um esquema de corrupção montado por contrabandistas e policiais era desmantelado por uma megaoperação que envolveu 250 agentes federais. Denominada Macunaíma, a operação pretendia desarticular um esquema criminoso de contrabando e descaminho de mercadorias vindas

do Paraguai. Os policiais passavam aos contrabandistas informações sobre barreiras de fiscalização da PRF, da Receita Federal, da Estadual e da Polícia Federal. Em contrapartida pelas informações, esses servidores recebiam parte dos produtos trazidos ilegalmente da Ciudad del Este, no Paraguai,

ou quantias em dinheiro. Nove policiais da PRF de Lajeado (três), Tabaí (quatro), Montenegro (um) e Região Metropolitana (um) foram presos, além de outras 11 pessoas. A investigação já durava oito meses e a operação movimentou 29 mandados de busca e apreensão e outros 20 mandados de prisão em Porto Alegre, Teutônia, Canoas, São Leopoldo, Gravataí, Cachoeirinha, Lajeado, Estrela, Portão, Campo Bom e Venâncio Aires.

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Um modelo mais livre e justo de trabalho

No congresso, entre as pautas principais, está o fim da escala 6x1 para os trabalhadores. Claro, tudo embaixo do guardachuva das eleições de outubro. Este, sim, é o tema central. Mas, de volta ao projeto que visa modificar as relações de trabalho neste país, é preciso debruçar-se sobre os impactos econômicos de uma mudança que mais parece um “afago” na grande população pouco antes de se formar a fila diante das urnas.

Oferecer uma condição justa para a classe trabalhadora é indiscutível, mas é necessário movimentar-se sem ferir ainda mais um setor achincalhado pela alta carga tributária, custo de produção, insegurança jurídica e econômica, entre outros percalços.

Muito cômodo impor para quem emprega um limite no ritmo de produção. E uma saída coerente me parece criar uma métrica entre jornada de trabalho e proporção salarial. Junto com quem está

muito interessado em um volume mais brando no emprego, há pessoas com ímpeto para render mais

e ser remuneradas por isso. É este aspecto mais livre que a legislação precisa contemplar.

Governador na CPI e protestos UTI custa caro. Mas

A esquisita Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos de concessão de rodovias no Rio Grande do Sul terá a oportunidade de questionar o governador em uma de suas sessões. É provável que Eduardo Leite aborde o tema com os deputados estaduais no início de junho. O próprio chefe do Executivo colocou-se à disposição para explicar o contrato das rodovias concedidas e os editais ainda não concluídos. O Bloco 3, que envolve as ERSs 128, 129, 130 e a RSC-453, tem leilão agendado para 10 de junho na B3, em São Paulo.

Em paralelo a isso, deputados contrários ao repasse da gestão das rodovias para a iniciativa privada organizam uma manifestação em frente ao Piratini para 2 de junho. O título é: “Paralisação Geral Contra os Pedágios no Rio Grande do Sul”.

Rapidinho…

• O promotor João Pedro Togni “corrige” um equívoco da CPI instalada na Câmara de Lajeado sobre as obras públicas entre o ano passado e 2026. O representante do MP vai ouvir o ex-prefeito Marcelo Caumo (União Brasil) sobre as supostas fraudes.

o que fazer?

Os hospitais do Vale que contam com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) vivem todos os meses sob o risco de não conseguir manter as atividades devido ao custo elevado para o funcionamento das unidades. É o caso de Encantado, Arroio do Meio, Estrela e, em breve, de Teutônia, que pleiteia UTI no Hospital Ouro Branco.

A relevância destas estruturas para atender casos graves de saúde é inquestionável. Ocorre que a demanda, por ser permanente, carece de uma solução definitiva. É inviável os prefeitos, gestores de hospitais e demais líderes regionais se mandarem para Brasília em busca de solução a cada pouco tempo. Bom problema para ser solucionado de forma coletiva e com uma atenção dos governos estadual e federal, por meio do Consórcio Intermunicipal de Serviços (Consisa-VT).

• ALigaFemininadeCombate aoCâncerdeLajeadotemum justopedido:precisadeumasede paradarandamentoaotrabalho deassistênciaàspessoasacometidasdecâncer.Ademandafoi apresentadaaosvereadoresnesta semana.

ARTIGO

WINK

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Saúde e oportunidades

As grandes transformações econômicas normalmente começam de forma silenciosa. Com o avanço da ciência, novos conhecimentos, produtos e serviços passam a modificar o comportamento das pessoas. Depois muda o consumo. E, por consequência, os modelos de negócios. Neste momento, um novo fenômeno começa a ganhar força no mundo e pode gerar impactos também para o Vale do Taquari: o avanço das chamadas canetas emagrecedoras. Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro deixaram de ser apenas um tema ligado à medicina e passaram a chamar a atenção da economia global. Mais do que auxiliar no emagrecimento, eles começam a influenciar hábitos alimentares . Pesquisas recentes mostraram indicadores de aumento no consumo de proteínas animais entre usuários dessas medicações com acompanhamento nutricional, além da redução no consumo de ultraprocessados. Ou seja: o consumidor tende a comer menos em quantidade, mas melhor em qualidade. E é justamente nesse ponto que o Vale do Taquari pode encontrar oportunidades. A região possui uma das cadeias mais estruturadas do Sul do Brasil na produção de proteína animal. Frango, suínos, leite e derivados movimentam milhares de empregos e sustentam um ecossistema integrado entre produtores, cooperativas, agroindústrias, genética, logística e serviços. Além do avanço das canetas emagrecedoras, outro movimento importante começa a surgir no cenário internacional. As novas diretrizes nutricionais dos Estados Unidos passaram a reforçar a importância do consumo de proteínas de qualidade, principalmente para preservação muscular, saúde metabólica e envelhecimento saudável. O foco deixa de ser apenas quantidade de calorias e passa a valorizar mais densidade nutricional e alimentos naturais, com redução de ultraprocessados.

Neste momento, um novo fenômeno começa a ganhar força no mundo e pode gerar impactos também para o Vale”

• Prefeitos do MDB no Vale do Taquari querem uma postura mais “popular” de Gabriel Souza (MDB), pré-candidato ao governo estadual. O entendimento é que o perfil mais discreto não ajuda na caminhada eleitoral pelos municípios da região.

Conversando com um executivo da cadeia de frangos e suínos do Vale do Taquari, a avaliação é de que os impactos dessas medicações no Brasil ainda devem ser limitados no curto prazo. Isso porque grande parte da população possui restrições de renda e pouco acesso à medicina orientativa e ao acompanhamento nutricional adequado. Na prática, muitas pessoas poderão utilizar essas medicações sem orientação consistente. Mesmo assim, ele entende que o fortalecimento global da busca por proteínas de qualidade tende a beneficiar regiões produtivas e organizadas. Afinal, mudanças de comportamento normalmente criam oportunidades para quem consegue interpretar tendências antes dos demais.

As canetas emagrecedoras e as alterações nas diretrizes nutricionais americanas, que normalmente possuem impacto global, podem parecer apenas uma inovação da ciência. No entanto, representam o início de uma nova transformação econômica, pois estamos diante de uma mudança estratégica.

É importante lembrar que os investimentos realizados pela indústria levam em consideração não apenas os cenários de curto prazo, que estão complexos, mas as tendências de longo prazo. Nesse aspecto, um movimento global favorável ao consumo de proteínas representa um indicativo positivo ao setor.

ROGÉRIO

Fim de semana, 23 e 24 de maio de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 9º | MÁX: 20º O tempo segue relativamente estável no Vale. O dia começa com nevoeiro, mas o sol aparece entre nuvens ao longo do sábado.

Consciência e atenção

Mesmo com redução nos acidentes no RS, profissionais da saúde relatam aumento da gravidade dos traumas e reforçam: motociclistas seguem entre as principais vítimas no trânsito

“Um dos maiores desafios é lidar com uma sociedade cada vez mais acelerada”

O psicólogo Diego Paulo Sotoriva acompanha de perto os desafios emocionais de uma sociedade cada vez mais acelerada. Formado pela Univates, o profissional investe na formação contínua com especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental com ênfase clínica pelo InTCC/ RS e pós-graduação em Avaliação Psicológica com foco no contexto forense pela PUC/PR, além de cursar Direito na Univates. Com uma visão de cuidado centrada na escuta, no vínculo e na construção conjunta do processo terapêutico, Diego defende uma psicologia comprometida com a ciência, mas também conectada à experiência humana e às complexidades do sofrimento psíquico.

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início? Talvez essa seja uma das perguntas mais difíceis de responder, porque a psicologia, para mim, vai além da escolha de uma profissão. Ela também atravessa a forma como compreendo as pessoas, os vínculos e a própria existência. A psicologia, enquanto ciência, é um campo de estudo muito vasto, mas que também exige entrega, sensibilidade e responsabilidade ética na prática clínica. Por essa razão, penso que ser psicólogo é

EXPEDIENTE

compreender que a prática fica muito frágil quando não há conexão entre teoria e escuta, porque o direcionamento é o paciente, ele é o protagonista do tratamento.

O início da profissão traz muitos desafios, principalmente porque a graduação nos oferece uma base teórica, enquanto a prática clínica amplia esse conhecimento ao nos colocar diante da complexidade real da vida das pessoas. Aos poucos, fui entendendo que, para além de toda a bagagem técnica, não existe atuação sem escuta, presença e construção de vínculo.

Acho que esse talvez seja um dos maiores aprendizados da clínica: compreender que o cuidado psicológico acontece, antes de tudo, na relação humana. Tem um livro que gosto muito, em que Irvin Yalom propõe a ideia de que “na terapia, assim como na vida, a presença de significado é um subproduto do vínculo e do comprometimento, e é nesse sentido que os terapeutas devem dirigir seus esforços”. Acho que essa perspectiva resume muito a forma como compreendo a psicologia e a prática clínica hoje.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Acredito que um dos maiores desafios da psicologia hoje seja

Textos e fotos: Paulo Cardoso

justamente lidar com uma sociedade cada vez mais acelerada, imediatista e emocionalmente sobrecarregada. Muitas pessoas chegam ao consultório já em sofrimento intenso, com dificuldades de estabelecer vínculos, lidar com frustrações e até mesmo reconhecer as próprias emoções, o que acaba refletindo muito do contexto social em que vivemos. Com isso, penso também que existe o desafio de combater a desinformação sobre saúde mental. Ao mesmo tempo em que a psicologia ganhou mais espaço e visibilidade, surgem muitos conteúdos superficiais, estigmatizados e até equivocados nas redes sociais, que acabam simplificando questões complexas do sofrimento psíquico. Talvez esse seja um dos grandes desafios da profissão atualmente, porque a psicologia, enquanto ciência, também precisa ocupar esses espaços de forma responsável, contribuindo para a quebra de paradigmas que banalizam a saúde mental e minimizam o sofrimento humano.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?

Considerando a trajetória histórica da psicologia, acredito que a profissão nunca esteve tão em pauta quanto hoje, e isso é muito importante. Ao mesmo tempo, o fato de a saúde mental estar tão presente nas discussões também revela uma sociedade que tem adoecido emocionalmente de diferentes formas.

Percebo que houve uma quebra importante de paradigmas sobre o cuidado psicológico. Cada vez mais as pessoas entendem que buscar terapia não significa fraqueza, mas sim cuidado, autoconhecimento e prevenção. Minha perspectiva para o futuro da psicologia é bastante positiva, principalmente no sentido de ampliar o acesso, fortalecer políticas de saúde mental e promover uma compreensão mais humana e real sobre o sofrimento psíquico.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

Menos pressa, mais atenção

Nos dias de hoje, o trânsito virou parte da rotina acelerada, em que a pressa existe sempre e pode ser um risco. Entre compromissos, notificações no celular e a sensação permanente de atraso, tudo fica no automático. Falta atenção e também consciência.

E é nesse contexto, entre o automático e o imprevisível, que os acidentes acontecem. Em muitos casos, em situações que poderiam ser evitadas.

Nos serviços de emergência, esse cenário é percebido todos os dias. Profissionais que vivem essa realidade diariamente relatam um padrão que não muda com campanhas ou datas simbólicas, como o Maio Amarelo. A maioria dos acidentes graves não nasce do acaso, mas da combinação entre pressa, distração e a falsa sensação de controle.

O dado mais constante, nesse contexto, não está nas estatís -

ticas de ocorrências, mas na repetição dos fatores que as antecedem. Olhar o celular, se distrair, dirigir no automático estão entre os riscos do comportamento humano no trânsito. Prevenir começa nos pequenos hábitos. Parar alguns segundos, observar e respeitar o tempo e o próximo, podem salvar vidas. Prevenir começa nos pequenos hábitos. Parar alguns segundos, observar e respeitar o tempo e o próximo, podem salvar vidas.”

Terapia sistêmica e a influência dos vínculos na saúde emocional

Abordagem terapêutica busca entender de que forma vínculos afetivos impactam emoções, comportamentos e padrões emocionais desenvolvidos ao longo da vida

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo. O Brasil aparece como o país com maior prevalência de transtornos de ansiedade. Segundo a OMS, cerca de 18,6 milhões de brasileiros convivem com a condição.

Em meio ao aumento dos casos de ansiedade e sofrimento emocional, abordagens terapêuticas que enxergam o indivíduo para além das experiências pessoais têm ganhado espaço. A terapia sistêmica parte da ideia de que emoções, comportamentos e padrões de sofrimento também são influenciados pelos vínculos construídos ao longo da vida.

Segundo a terapeuta Lizi Dornelles, a forma como cada pessoa foi vista, acolhida, amada ou rejeitada impacta diretamente a maneira como sente, pensa e se relaciona. A abordagem busca compreender como essas experiências podem influenciar bloqueios afetivos, profissionais e emocionais, ampliando a consciência sobre a própria trajetória e os padrões desenvolvidos ao longo da vida.

“Muitas vezes, aquilo que aparece como dor, conflito ou dificuldade não fala apenas sobre o indivíduo, mas também sobre o sistema em que essa pessoa está inserida. Por isso, a terapia sistêmica olha para os vínculos, para a dinâmica familiar e para os padrões relacionais. Não para buscar culpados, mas para promover compreensão, consciência e novas possibilidades de mudança”, afirma. Nesse contexto, compreender

Aquilo que não é olhado tende a se repetir. Mas, quando existe consciência, começa a existir escolha.”

Lizi Dornelles terapeuta

o impacto das relações se tornou parte importante do cuidado com a saúde mental. Ao reconhecer como os vínculos influenciam a forma de sentir e viver, a pessoa pode desenvolver maior consciência emocional, fortalecer limites e construir relações mais equilibradas.

A terapia também ajuda a identificar comportamentos repetitivos, necessidades emocionais não percebidas e lealdades invisíveis que podem influenciar os relacionamentos.

“Aquilo que não é olhado tende a se repetir. Mas, quando existe consciência, começa a existir escolha. A partir disso, a pessoa consegue construir relações mais saudáveis, conscientes e alinhadas com quem realmente é”, explica Lizi.

Segundo a terapeuta, muitos padrões emocionais e formas de comunicação atravessam gerações sem que a família perceba. “Às

Terapia também ajuda a identificar comportamentos repetitivos, necessidades emocionais não percebidas que podem influenciar os relacionamentos

vezes, alguém cresce em um ambiente onde sentimentos não eram expressos. Em outros casos, aprende desde cedo que precisava agradar para ser amado, se calar para evitar conflitos ou assumir responsabilidades que não eram suas”, diz.

A terapia sistêmica busca justamente trazer consciência para esses movimentos. “Quando a pessoa compreende o que está carregando e de onde isso vem, consegue construir uma relação mais leve consigo mesma e com os outros”, conclui.

Como a terapia sistêmica pode ajudar

melhorar a comunicação familiar; fortalecer limites emocionais; compreender padrões repetitivos; desenvolver relações mais saudáveis; ampliar a consciência emocional.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Atenção e respeito

no trânsito

Mesmo com redução recente nos indicadores oficiais, profissionais da saúde relatam aumento da gravidade dos acidentes e alertam que motociclistas continuam sendo as principais vítimas

Reforçar a conscientização de motociclistas, passageiros e pedestres sobre atitudes responsáveis no trânsito. Esse é o objetivo da campanha Maio Amarelo, que mobilizou equipes de segurança e emergências durante todo o mês. O movimento busca diminuir a gravidade dos acidentes, evitando mortes ou sequelas graves.

Diante de um cenário de leve melhora nos indicadores de segurança - o Rio Grande do Sul registrou redução de 15,4% nos acidentes fatais e 13,5% nas mortes no trânsito no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Detran-RS - o alerta está na complexidade dos acidentes, em especial, envolvendo motociclistas.

A experiência prática relatada pelo socorrista do SAMU, Alex Flôres vai de encontro a essa realidade. No Brasil, os motociclistas seguem entre as principais vítimas da violência no trânsito, um retrato que se repete nos atendimentos do SAMU em Lajeado e região.

Os dados mais recentes do sistema de mortalidade do Ministério da Saúde mostram um agravamento do cenário. Em 2024, o Brasil registrou mais de 37 mil mortes no trânsito, maior patamar em duas décadas, com crescimento expressivo entre motociclistas. O avanço acompanha a expansão da frota e o aumento do uso das motos para deslocamento e trabalho, especialmente em serviços de entrega.

Para Flôres, o aumento do fluxo de veículos e a dinâmica do trânsito ajudam a explicar parte desse cenário. Em Lajeado, segundo ele, os horários de pico já indicam uma maior probabilidade de chamados envolvendo colisões e quedas. “De manhã, meio-dia e tardinha, a gente já sabe que tem chance de acontecer acidentes”,

De manhã, meio-dia e tardinha, a gente já sabe que tem chance de acontecer acidentes”

Alex Flôres socorrista do SAMU

A gente percebe uma procura maior de pacientes graves em épocas de viagens, principalmente porque estamos próximos de uma grande rodovia”

Alana Degasperi enfermeira emergencista

comportamento dos condutores. Embora a causa exata de um acidente nem sempre possa ser determinada no local, os relatos de testemunhas frequentemente apontam imprudências já conhecidas, como uso do celular ao volante, excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho e indícios de ingestão de álcool.

A própria Polícia Rodoviária Federal reforça que períodos de feriados prolongados, quando o fluxo cresce nas estradas, costumam demandar reforço na fiscalização justamente para combater excesso de velocidade e embriaguez ao volante, fatores associados a ocorrências graves.

Como ajudar

Para a enfermeira emergencista Alana Degasperi, a complexidade dos traumas atendidos hoje é maior do que há alguns anos, especialmente quando envolve motociclistas. Ela explica que, diferente de quem está dentro de um automóvel, o motociclista tem o próprio corpo como principal proteção diante do impacto.

“No carro existe uma estrutura que consegue amortecer parte da colisão. Já no caso do motociclista, a defesa é ele mesmo”, afirma. O resultado, segundo a profissional, costuma ser um índice maior de traumas graves, sequelas prolongadas e longos períodos de recuperação.

afirma. O movimento intenso nas principais vias urbanas e rodovias, aliado a obras e deslocamentos diários para o trabalho, amplia os riscos.

Comportamento no trânsito

Outro ponto observado pelas equipes está relacionado ao

Nesse contexto, ela alerta para um comportamento comum entre pessoas que tentam ajudar vítimas no local da ocorrência: a falsa impressão de que a ausência de sangue significa menor gravidade. “Muitos traumas gravíssimos não têm sangramento externo. Às vezes, toda a complexidade está acontecendo internamente”, explica. Por isso, ela reforça que a primeira atitude diante de um acidente deve ser acionar o socorro especializado, evitando intervenções improvisadas que possam agravar o quadro da vítima.

“Não queremos uma segunda vítima”, resume a enfermeira ao alertar sobre os riscos de movimentar acidentados sem preparo técnico, especialmente em colisões envolvendo motos ou suspeita de trauma na coluna.

Segundo Alana, embora

existam situações clínicas específicas, como crises convulsivas ou episódios de engasgo, em que orientações podem ser passadas por telefone até a chegada do resgate, acidentes de trânsito exigem protocolos rigorosos.

Agilidade e segurança

Além do atendimento técnico, o tempo também se tornou um fator decisivo para salvar vidas. Alana relata que, antes mesmo da chegada da ambulância ao hospital, a equipe da emergência já começa a se organizar com base nas informações repassadas pelo SAMU. Um sistema de monitoramento em tempo real permite saber quantas vítimas estão sendo transportadas, a gravidade dos casos e o tempo estimado até a chegada ao hospital. “Se é um paciente muito grave, a equipe já deixa tudo preparado: leito, materiais, sangue, profissionais. Quando ele chega, o atendimento precisa ser

Motociclistas seguem entre as principais vítimas de acidentes graves no trânsito. Embora a causa exata de um acidente nem sempre possa ser determinada no local, os relatos de testemunhas frequentemente apontam imprudências já conhecidas, como uso do celular ao volante, excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho e indícios de ingestão de álcool

No RS

Ao longo de todo o mês de maio, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul imediato”, detalha. A experiência prática também revela períodos do ano em que os acidentes aumentam. Feriados prolongados, datas comemorativas e o intenso deslocamento em rodovias costumam elevar o número de vítimas atendidas. “A gente percebe uma procura maior de

pacientes graves em épocas de viagens, principalmente porque estamos próximos de uma grande rodovia”, diz Alana.

intensificou uma série de ações educativas e de fiscalização dentro da campanha Maio Amarelo 2026. A programação incluiu operações integradas com outros órgãos de segurança viária, comandos educativos em rodovias federais e atividades de conscientização com motoristas, passageiros e pedestres, reforçando a importância do comportamento responsável no trânsito. Segundo a PRF, o foco da campanha é reduzir sinistros e preservar vidas por meio da conscientização contínua. A instituição reforça que pequenas mudanças de comportamento, como respeitar a sinalização e reduzir a velocidade, têm impacto direto na diminuição de mortes e feridos nas rodovias federais gaúchas.

Gramado sintético aumenta risco de lesões?

Estudos recentes sugerem que a superfície artificial, isoladamente, não eleva a incidência de lesões. Adaptação ao jogo, equipamentos e preparo físico podem explicar a percepção de maior risco

Ainstalação de gramados sintéticos ganhou espaço nos últimos anos e se tornou um dos temas mais debatidos no futebol. Entre atletas, clubes e torcedores, consolidou-se a percepção de que campos artificiais seriam mais agressivos ao corpo e estariam associados a uma maior incidência de lesões. Embora a hipótese pareça intuitiva, a experiência clínica aponta para um cenário menos linear.

Segundo o ortopedista e traumatologista Jamil Barghouti, estudos recentes têm apresentado resultados que desafiam parte dessa percepção. “Por incrível que pareça, pesquisas recentes não mostram aumento do risco de lesões nos campos sintéticos”, afirma.

Ajustes biomecânicos

Se a superfície, isoladamente, não parece ser a principal responsável pelo problema, a explicação pode estar em outros fatores envolvidos na dinâmica do jogo. A mudança do gramado

natural para o sintético altera características importantes da partida, como velocidade da bola, tempo de resposta e padrões de movimentação exigidos do atleta.

Um jogador acostumado durante anos a atuar em gramado natural desenvolve movimentos quase automáticos. Quando essa referência muda, o corpo precisa realizar ajustes biomecânicos que nem sempre acontecem de forma imediata.

“Quando o jogador muda de superfície, muda o tempo da bola, a velocidade da jogada e alguns movimentos que ele realiza. Muitas vezes ele faz movimentos aos quais não está acostumado”, explica Barghouti.

Chuteira utilizada

A adaptação também envolve fatores aparentemente simples, mas relevantes para o desempenho e a prevenção de lesões, como o tipo de chuteira utilizado. O futebol acumula mais de um século de evolução em gramados naturais, permitindo sucessivos aperfeiçoamentos em

Quando o jogador muda de superfície, muda o tempo da bola, a velocidade da jogada e alguns movimentos que ele realiza”

Venâncio Aires orienta estabelecimentos sobre recolhimento de produtos Ypê

equipamentos e materiais ao longo das décadas. Já o uso disseminado de gramados sintéticos é relativamente recente.

“Ainda existe uma busca por aperfeiçoamento. O campo sintético é muito mais novo, então não existe um padrão tão consolidado de chuteiras como ocorreu historicamente no gramado natural”, diz o especialista.

Nesse contexto, períodos de adaptação tornam-se especialmente importantes para equipes que alternam entre diferentes superfícies. Treinos específicos podem auxiliar o organismo a ajustar padrões motores, percepção espacial e respostas musculares exigidas em campo.

Perfil de lesões

Embora a discussão esteja centrada na superfície de jogo, o perfil das lesões no futebol está fortemente ligado às exigências da própria modalidade, que envolve mudanças bruscas de direção e intensidade, movimentos capazes de impor elevada sobrecarga ao organismo. Nesse contexto, o ortopedista menciona que estruturas como joelhos e tornozelos acabam entre as mais exigidas, tornando lesões ligamentares e meniscais algumas das ocorrências mais frequentes entre atletas.

A equipe da Vigilância Sanitária realizou, na manhã dessa quintafeira, 21, visitas e orientações a estabelecimentos comerciais do município sobre o recolhimento preventivo de produtos da marca Ypê. A ação teve como foco orientar comerciantes quanto à identificação de itens pertencentes aos lotes com final 1, que estão sendo alvo de determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido ao risco de contaminação microbiológica. Durante as visitas, os fiscais municipais repassaram informações sobre a retirada imediata dos produtos das prateleiras, armazenamento adequado e encaminhamentos necessários conforme as orientações dos órgãos de vigilância e da fabricante. De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária, Cristiane Ferreira, o trabalho busca garantir segurança aos consumidores e prevenir riscos à saúde. “Estamos realizando visitas aos estabelecimentos para orientar os responsáveis sobre a identificação dos produtos e a importância da retirada imediata dos lotes indicados. É uma medida preventiva e necessária para garantir a segurança da população”, destacou Cristiane. Entre os produtos afetados estão detergentes lavalouças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da linha Ypê e Tixan Ypê. Conforme a Anvisa, somente os lotes com numeração final 1 estão incluídos na medida de recolhimento, que após inspeção técnica realizada em conjunto com órgãos de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, identificou falhas em etapas do

Estamos realizando visitas aos estabelecimentos para orientar os responsáveis sobre a identificação dos produtos e a importância da retirada imediata dos lotes indicados. É uma medida preventiva e necessária para garantir a segurança da população”

Cristiane Ferreira coordenadora da Vigilância Sanitária

processo produtivo da empresa responsável pela fabricação dos produtos. Conforme o órgão, os problemas encontrados comprometem os requisitos de Boas Práticas de Fabricação e podem representar risco à segurança sanitária.

A Vigilância Sanitária reforça que consumidores que possuam produtos dos lotes indicados devem suspender imediatamente o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa fabricante para orientações sobre recolhimento e substituição. Em caso de dúvidas, a população também pode procurar a Vigilância Sanitária do município para mais informações. Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados.

Jamil Barghouti Ortopedista e traumatologista

Quando a dor não é “normal” e a alimentação pode ajudar no tratamento

Cólicas incapacitantes, dor nas relações, alterações intestinais, fadiga constante, inchaço abdominal e dificuldade para engravidar. Durante muitos anos, milhares de mulheres ouviram que isso era “normal”. Não é.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres e pode comprometer profundamente a qualidade de vida. Um dos maiores desafios ainda hoje é o atraso no diagnóstico. Muitas convivem anos com dor antes de receberem investigação adequada.

Também é importante desmistificar que a endometriose ocorre apenas em determinada fase da vida. Embora seja mais diagnosticada em mulheres em idade reprodutiva, os sintomas podem surgir ainda na adolescência e persistir na maturidade. Cólicas intensas em meninas jovens não devem ser banalizadas, assim como dores pélvicas persistentes após os 40 anos também merecem atenção.

A doença não se limita ao sistema reprodutivo. Muitas pacientes apresentam distensão abdominal, alterações intestinais, fadiga, dores lombares e inflamação persistente. É uma

condição complexa e multifatorial, que exige acompanhamento individualizado.

E onde entra a alimentação?

Cada vez mais estudos e a prática clínica demonstram que a alimentação pode influenciar diretamente a intensidade dos sintomas inflamatórios da endometriose. Embora não exista uma “cura alimentar”, uma estratégia nutricional adequada pode auxiliar na redução da inflamação, no controle da dor e na melhora do funcionamento intestinal e da disposição. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar refinado, álcool e gorduras inflamatórias tendem a agravar processos inflamatórios já existentes. Em contrapartida, uma alimentação baseada em comida de verdade, vegetais, fibras e especiarias terapêuticas pode trazer melhora significativa para muitas mulheres. Mas existe um ponto essencial: não há um plano alimentar padrão para endometriose. Para gerar resultados reais, é fundamental realizar uma anamnese detalhada. História clínica, intensidade das dores,

Calmante de hibisco, gengibre e erva-doce

Uma combinação aromática e anti-inflamatória que pode auxiliar na redução do inchaço, no conforto digestivo e na sensação de peso abdominal frequentemente relatada por mulheres com endometriose.

Ingredientes

300 ml de água

1 colher de chá de hibisco seco

3 fatias finas de gengibre fresco

1 colher de chá de erva-doce

1 pequeno pedaço de canela em pau

Algumas gotas de limão (opcional)

Modo de preparo

Aqueça a água até iniciar fervura. Desligue o fogo e adicione o hibisco, o gengibre, a erva-doce e a canela. Tampe e deixe em infusão por cerca de 8 a 10 minutos. Coe e consuma morno.

funcionamento intestinal, padrão do ciclo menstrual, exames laboratoriais, qualidade do sono, rotina e sintomas digestivos precisam ser avaliados cuidadosamente.

É justamente essa investigação que permite elaborar um plano alimentar estratégico e verdadeiramente individualizado. Muitas vezes, duas mulheres com o mesmo diagnóstico apresentam necessidades completamente diferentes. Dentro do Ayurveda, medicina tradicional indiana, também observamos a endometriose relacionada a processos inflamatórios, congestão e desequilíbrios digestivos, mostrando como alimentação e estilo de vida podem interferir diretamente nos sintomas.

Mas é importante reforçar: alimentação não substitui tratamento médico. O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para melhorar qualidade de vida e oferecer cuidado mais completo à mulher com endometriose.

Porque sentir dor o tempo inteiro não deve ser normalizado. E acolher essa mulher com escuta, investigação e tratamento adequado pode mudar completamente sua vida.

SUS adota novo

exame para rastrear câncer colorretal

Teste Imunoquímico Fecal (FIT) permitirá identificar precocemente a doença em pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos, com foco na redução da mortalidade pelo câncer, que é o segundo tipo mais comum no país

Oministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um protocolo inédito para o rastreamento e a detecção precoce do câncer colorretal, nesta quinta-feira, 21, em Lyon, na França. A partir do segundo semestre deste ano, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, ampliando o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e ao diagnóstico oportuno.

Em um movimento anunciado durante o Maio Roxo, campanha voltada à conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, a iniciativa reforça a estratégia do governo federal no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que busca estruturar a maior rede pública do país para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

“Estamos anunciando a

primeira política de rastreamento do câncer colorretal no nosso sistema. Baseados na pesquisa e na evidência, começaremos uma estratégia de detecção baseada na atenção primária, com exame fecal e apoio de centros especializados em imagem e colonoscopia, se necessário”, destaca o ministro.

Teste Imunológico Fecal

O FIT geralmente é feito com fitas rápidas, semelhante a um teste de gravidez. O método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. O exame vai ser usado como triagem para definir quais pacientes vão precisar de colonoscopia, que confirma o diagnóstico com precisão.

A testagem dispensa restrições alimentares prévias e pode ser feita a partir de uma única amostra, detectando até 92% de câncer colorretal. Entre as

Câncer (INCA). Em relação à mortalidade, a doença provocou quase 24 mil mortes no Brasil em 2023, o equivalente a uma taxa de 11,3 óbitos por 100 mil habitantes.

vantagens estão resultado rápido, custo mais barato, praticidade e simplicidade em realizar, pois não exige equipamentos automatizados complexos, além de maior desempenho no rastreamento.

Segundo maior em incidência

O câncer de intestino é o segundo tipo mais incidente no Brasil, desconsiderando os casos de pele não melanoma. A estimativa é de 53,8 mil novos diagnósticos por ano no país durante o triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de

Nos estágios iniciais, o tumor pode se desenvolver de forma silenciosa ou apresentar sintomas pouco específicos, como alterações persistentes no funcionamento do intestino, desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta e fadiga. Em quadros mais avançados, sinais como sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, anemia, dor abdominal recorrente e mudanças importantes no hábito intestinal tendem a se tornar mais evidentes.

O risco é maior entre pessoas com 50 anos ou mais, indivíduos com excesso de peso, sedentarismo e dietas pobres em fibras e ricas em carnes processadas e ultraprocessados. Histórico familiar, tabagismo, consumo frequente de álcool e doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, também estão associados a maior predisposição ao desenvolvimento da doença.

Câncer colorretal

Faixa etária: 45 a 75 anos; Maior predisposição: histórico familiar, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo frequente de álcool e alimentação rica em ultraprocessados; Estimativa no Brasil: 53,8 mil novos casos por ano; Mortalidade: cerca de 24 mil mortes anuais;

Testagem dispensa restrições alimentares prévias e pode ser feita a partir de uma única amostra

Avanços no tratamento

O governo federal anunciou um pacote de medidas voltadas à ampliação do acesso ao tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais mudanças estão a incorporação de uma nova modalidade de financiamento para 23 medicamentos de alto custo utilizados no tratamento do câncer e, pela primeira vez, a inclusão de cirurgias robóticas oncológicas na rede pública. A iniciativa também prevê a ampliação do acesso à reconstrução mamária para pacientes submetidas à retirada da mama.

Anúncio ocorre em meio ao aumento da demanda por atendimentos oncológicos no país. Em 2025, o SUS registrou crescimento no número de procedimentos relacionados ao tratamento do câncer. Foram realizados 189,9 mil procedimentos de radioterapia, um avanço de 22% em comparação com 2022, quando o total chegou a 155,3 mil. Na quimioterapia, o aumento foi de 20%, passando de 3,9 milhões para 4,7 milhões de atendimentos no mesmo período.

Luise Secco sexóloga

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