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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Terça-feira, 23 de junho de 2026 | Ano 23 - Nº 4122 | R$ 5,00
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Terça-feira, 23 de junho de 2026 | Ano 23 - Nº 4122 | R$ 5,00
A massa de ar polar mais intensa do ano derruba as temperaturas no Vale do Taquari. A previsão indica mínimas próximas de 0°C nas áreas mais altas, geada e máximas abaixo de 18°C durante a semana. O frio coincide com o aumento dos vírus respiratórios e amplia os cuidados com crianças, idosos e equipamentos de aquecimento nas residências.
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O governador Eduardo Leite pretende reapresentar a concessão. Mesmo sem apresentar data para lançar o novo edital, deve levar ao leilão ainda neste ano. Enquanto isso, representações do Vale pressionam para transformar
os R$ 1,5 bilhão do Funrigs em obras. Para o Executivo gaúcho, o repasse da gestão das rodovias à iniciativa privada é a melhor alternativa para garantir investimentos, manutenção e serviços em médio e longo prazo.
Encerrada no domingo, edição de 2026 da Suinofest reuniu 15 mil visitantes e 66 caravanas de diferentes regiões, reforçando a retomada das grandes feiras regionais. Evento movimentou hotéis, restaurantes e atrativos turísticos, consolidando o Vale do Taquari como destino de eventos. PÁGINAS | 6

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MARTINI
Usar da nossa força para eleger deputados locais Nossa vocação associativista pode servir de inspiração para aumentar representatividade política.
ALERTA NO VALE Inadimplência atinge um em cada 4 moradores
Taquari, Lajeado e Estrela lideram o ranking dos maiores índices. Cenário está relacionado ao custo de vida, juros elevados e reflexos das enchentes.
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ABRE ASPAS
Ogoverno do Estado decidiu insistir na concessão do Bloco 2. A escolha mantém o caminho defendido pelo Piratini para garantir obras, manutenção e serviços nas rodovias durante 30 anos. Agora, a revisão do edital precisa corrigir as falhas que afastaram investidores sem transferir esse custo para a população.
No leilão sem propostas, há evidências de que a modelagem não encontrou equilíbrio entre os investimentos exigidos, os riscos assumidos pelas empresas e a remuneração prevista. A resposta mais simples seria elevar a tarifa ou ampliar o aporte público. Qualquer uma dessas saídas exige cautela.
A pressa para concluir o processo antes do fim do mandato pode produzir outro fracasso e prolongar ainda mais a espera regional”
Tudo isso ocorre na reta final do governo Eduardo Leite, às vésperas de um processo eleitoral que tende a aumentar as incertezas políticas. Nesse cenário, cresce o risco de um novo leilão deserto. Também aumenta a possibilidade de o Estado tentar tornar o projeto mais atrativo por meio de tarifa maior ou de novo aporte público.
A região participou de anos de discussões, apresentou sugestões, defendeu obras e pressionou pela redução do preço por quilômetro. Reabrir o processo com tarifa superior aos R$ 0,19 previstos no edital representaria um retrocesso. O Vale precisa de duplicações, pontes, acessos, acostamentos, atendimento nas rodovias e manutenção contínua.
Caso o governo mantenha a concessão, terá de demonstrar que existe tempo, interesse do mercado e uma modelagem capaz de garantir as obras sem ampliar o peso sobre a sociedade. A pressa para concluir o processo antes do fim do mandato pode produzir outro fracasso e prolongar ainda mais a espera regional.

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responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“A
Apaixonadopormotos customizadas desde o início dos anos 2000, AfonsoVieira,conhecido como Cachorrão, transformouumhobbyem estilo de vida. Ele acumula históriaspelasestradas doBrasil,comviagensde maisde3milquilômetrose amizades construídas sobre duas rodas.Vieira fala sobre relaçõesalémdaconexão entre música, estrada e comunidade
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
Como começou sua relação com as motos customizadas e o que elas representam hoje na sua vida?
Eu sempre gostei de motos custom. Minha primeira veio por volta de 2002 e, desde então, isso virou parte da minha rotina e da minha identidade. Hoje tenho uma Harley Davidson e uma Yamaha Dragstar, motos que representam muito mais do que um veículo. Para mim, andar de moto é sinônimo de liberdade, de pegar a estrada, conhecer lugares, viver experiências e criar histórias. É um estilo de vida que também aproxima pessoas e cria amizades verdadeiras.
Quais experiências mais marcaram suas viagens de moto ao longo desses anos?
Já vivi muitas histórias na estrada. Fiz viagens de mais de 3 mil quilômetros e normalmente a gente roda entre 700 e 800 quilômetros por dia. O máximo que já percorri em um único dia foi mil quilômetros. Minha esposa costuma me acompanhar em

várias dessas viagens, inclusive para outros estados, como Mato Grosso do Sul. Claro que também existem imprevistos. Uma vez a moto estragou quando eu estava a mais de 600 quilômetros de casa. Nessas horas a gente percebe como é importante ter seguro e também contar com a ajuda de outros motociclistas.
Existe realmente essa irmandade entre os motociclistas?
Existe muito, principalmente entre quem vive esse universo das motos custom. A gente costuma dizer que é uma irmandade. Se um motociclista vê outro parado na estrada, normalmente para ajudar. Tem até sinais que todo mundo conhece, como deixar o capacete no chão para indicar problema. Isso cria uma conexão muito forte entre as pessoas. Além das motos, muitos acabam compartilhando também a paixão pelo rock and roll, pelos encontros e pela convivência.
Como surgiu sua ligação com o Moto Rock e qual é o objetivo da ONG?
O Moto Rock surgiu em 2014 com a ideia
de fortalecer a cena musical da região e dar espaço para bandas locais mostrarem seu trabalho. Apesar de ter integrantes motociclistas, não é um grupo voltado apenas para motos. O foco sempre foi a música e a cultura do rock. A gente procura organizar eventos e criar oportunidades para bandas do Vale do Taquari crescerem, ganharem visibilidade e circularem pela região e pelo estado.
O evento também acompanha esse crescimento da cultura motociclista e do rock na região?
Com certeza. Nosso evento começou em 2014 e cresceu muito ao longo dos anos. Hoje é um negócio gigante, com apoio da prefeitura, de entidades, motociclistas de várias partes do Brasil e uma expectativa de público entre 28 mil e 30 mil pessoas. O mais interessante é que o evento deixou de ser apenas sobre motos. Hoje reúne também carros antigos, campistas, Kombis, motorhomes e famílias inteiras. É um espaço de convivência, música, amizade e troca de experiências, que representa muito esse estilo de vida que une estrada e rock and roll.

Percentual de inadimplentes corresponde a cerca de um quarto da população regional. Taquari, Lajeado e Estrela lideram o ranking dos maiores índices. Cenário está relacionado ao custo de vida, juros elevados e reflexos das enchentes de 2023 e 2024
OMapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas aponta um cenário preocupante no país. De acordo com dados da Serasa, mais de 50% da população brasileira possui alguma restrição no CPF. No Vale do Taquari, os números apontam um quadro mais otimista. Um em cada quatro moradores da região está inadimplente, ou seja, cerca de 25% das pessoas contabilizam pelo menos uma dívida. No entanto, a situação ainda exige atenção. Ao todo, mais de 93 mil consumidores estão negativados no Vale, um cenário que evidencia desafios
enfrentados pelas famílias diante do alto custo de vida, do crédito mais caro e das dificuldades para equilibrar o orçamento. Os impactos causados pelos eventos climáticos extremos também são percebidos em algumas cidades. Entre os municípios com maior proporção de pessoas endividadas aparece Taquari, com mais de 34% da população com restrições financeiras, seguido por Lajeado (30%), Estrela (29,5%), Encantado (26,9%) e Roca Sales (26,8)%. Os dados referentes ao mês de maio de 2026 indicam que o problema vai além do volume de dívidas e reflete características econômicas e sociais locais. Na avaliação da economista e professora da Univates, Fernanda Sindelar, as cheias de 2023 e 2024 ainda refletem no cenário da inadimplência. “Embora

tenha transcorrido dois anos, dependendo das perdas, não houve tempo para reestruturação financeira. Muitas famílias tiveram gastos extras quando não havia reservas, causando o comprometimento da renda”, diz. No entanto, a economista alerta que juros elevados, inflação e fatores comportamentais ainda são os principais motivos para o endividamento, sobretudos relacionados a empréstimos, financiamentos e cartão de crédito. Fernanda destaca que entre as alavancas para a inadimplência também estão os sites de aposta.
Além da quantidade de consumidores negativados, o levantamento chama atenção para o valor das dívidas. O montante total devido ultrapassa R$ 802 milhões. Em alguns municípios, como Colinas, Pouso Novo, Westfália e Progresso, o ticket médio por débito supera os R$ 3 mil. Contudo, a proporção de inadimplência dessas cidades segue abaixo da média regional. Para Fernanda, os dados não apresentam relação direta com os municípios, porém o fator cultural pode impactar no comportamento

individual. “Observa-se que cidades maiores atraem população de diversas origens, o que pode levar a uma maior marginalização e dificuldades financeiras, quando estes não conseguem oportunidades de trabalho”, frisa.
Na avaliação da economista, a educação financeira continua uma das principais ferramentas para evitar o agravamento do cenário “Se a pessoa está inadimplente porque gastou mais em um período, vai ter que reduzir despesas no futuro, e isso não é tarefa fácil. E quando se está inadimplente, há um custo adicional de juros, então vai além da despesa em si”, alerta. O primeiro passo, segundo Fernanda, é conhecer detalhadamente as receitas e despesas. A partir do diagnóstico, torna-se possível identificar gastos que podem ser reduzidos e estabelecer prioridades no orçamento. Além disso, é importante entrar em contato com os credores e tentar negociar para tentar reduzir o valor dos juros, para não se transformar em uma “bola de neve”. Programas de renegociação aparecem como uma solução ao endividamento. Porém Fernanda ressalta que a oportunidade auxilia a curto prazo e exige organização. “São iniciativas que costumam reduzir juros, mas deve-se ter ciência que o valor da dívida não desaparece e passa a ser paga em outras condições”, afirma.
O mês de maio registrou uma queda de 0,67% no número de inadimplentes no RS em relação ao mês anterior, fechando com 4,1 milhões de negativados, o que representa 46,58% da população adulta do estado. Já no país, mais de 344 milhões de pessoas acumulam dívidas. Bancos e instituições financeiras seguem como principal origem das dívidas.

Mais de 93,7 mil inadimplentes
Cerca de 417,8 mil dívidas
Valor total de R$ 208 milhões
Média de R$ 9,5 mil por inadimplente
Dívidas de aproximadamente R$ 2,3 mil

Maiores tickets médios por dívida

Recomendações para consumidores inadimplentes
- fazer levantamento de todas as dívidas - priorizar o pagamento das obrigações com juros mais elevados - procurar credores para negociar descontos e parcelamentos - evitar assumir novas dívidas antes de reorganizar o orçamento - manter controle mensal das receitas e despesas para prevenir novos atrasos

Apujança e a resiliência do Vale do Taquari estão diretamente ligadas ao nosso DNA associativista. A história demonstra e atesta que os empresários, trabalhadores e voluntários ligados às mais diversas associações, câmaras, sindicatos e afins foram capazes de elevar a nossa região às mais altas condições de qualidade de vida e geração de renda. As conquistas coletivas são históricas e não há nada que possa apagálas. São fatos inquestionáveis e inegociáveis. Dito isso, é importante salientar – e isso não pode gerar qualquer sentimento de desmerecimento – que a nossa região poderia – ou ainda pode –conquistar muito mais se ao longo das últimas décadas tivéssemos
mantido mais representatividade política verdadeiramente comprometida com a região na assembleia legislativa gaúcha e no congresso nacional. Basta olhar para outras regiões menores que ainda não compreenderam a importância do associativismo e, mesmo assim, receberam muito mais do que o nosso Vale ao longo do tempo. Em síntese, a força das nossas associações não pode servir de escusa para naturalizarmos e aceitarmos nossos recentes fracassos nas urnas. A bem da verdade, e para o bem das nossas próximas gerações, é preciso caminhar juntos. Ou seja, é preciso usar a própria força do nosso associativismo para conquistar cadeiras no legislativo gaúcho e federal.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
A negativa inicial do Estado para criação do Batalhão do Corpo de Bombeiros no Vale do Taquari não foi suficiente para que proponentes e defensores do pleito desistissem da luta. Pelo contrário. Agentes de segurança e membros do Executivo e do Legislativo seguem nas tratativas para que o quartel da corporação, instalado no bairro Montanha, em Lajeado, seja transformado em Batalhão e assim a região conquiste mais efetivo, investimentos e, por fim, mais segurança para a população regional. Em julho, por exemplo, ocorre Audiência Pública na câmara de vereadores para tratar do assunto. O encontro será dia 16. Um momento ímpar para reunir forças e pressionar o governador!
Acil entregará “Carta Aberta” aos pré-candidatos a governador (a)
A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) inicia hoje a série de reuniões-almoço com os précandidatos a governador (a). Marcelo Maranata (PSDB) será o primeiro a ser sabatinado pelos representantes do setor produtivo da cidade. E o presidente da Acil, Eduardo Gravina, antecipa que todos receberão uma “Carta Aberta” com as reivindicações da entidade. Resumidas, são oito as diretrizes prioritárias: infraestrutura
estratégica ao Vale do Taquari; Um Rio Grande do Sul mais resiliente e preparado ao futuro; Competitividade, inovação e liberdade econômica; Estado mais enxuto, eficiente e acessível ao cidadão; Reforma Trabalhista 2.0 para geração de emprego e renda; Reforma Tributária complementar simples e previsível; Desenvolvimento urbano, habitação segura e cidades preparadas; e Educação de qualidade e formação de capital humano.

- Quase 20 mil pessoas prestigiam os três finais de semana da Suinofest, em Encantado, e Festa da Bergamota, realizada nesse último fim de semana em Marques de Souza. E tudo isso só reforça a necessidade do Vale do Taquari investir e apoiar cada vez mais esses eventos gastronômicos.
- Por falar em eventos, a principal cidade do Vale do Taquari aguarda um grande público para a 23ª Convenção Lojista da CDL Lajeado. O evento será no Clube Tiro e Caça e a programação está repleta de cases inspiradores para os setores do comércio e do varejo.
A visita do Secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, está 100% confirmada. Ele estará no Vale do Taquari nesta sexta-feira para anunciar avanços na reconstrução. E a expectativa maior recai sobre a nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Lajeado e Arroio do Meio, ao lado da Ponte de Ferro. Em tempo, ele chega na prefeitura de Lajeado às 8h30min.
E OS “ASSESSORES FANTASMAS”?
Por ora, só um vereador assinou
pedido à CPI dos CCs...

O requerimento para abertura de nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na câmara de Lajeado só possui uma assinatura. Até o momento, só o proponente, o vereador Ederson Spohr (MDB), assinou o instigante pedido por uma ampla investigação acerca dos critérios de nomeação de Cargos de Confiança e contratação de servidores terceirizados por parte dos poderes Legislativo e Executivo. Só pra relembrar, o pedido de Spohr surgiu logo após a polêmica dos supostos “assessores fantasmas” – que
inclusive envolve um ex-assessor dele, exonerado ao ser filmado atuando como corretor de imóveis em horário comercial – e visa “apurar indícios de irregularidades na nomeação e contratação de CCs e funções de confiança”, bem como eventual utilização de “indicações políticas e vínculos de favorecimento na contratação e manutenção de servidores vinculados a empresas terceirizadas”, e “verificar a compatibilidade das atribuições efetivamente exercidas com as funções previstas na legislação”. Ou seja, um verdadeiro vespeiro.

Com 66 caravanas de diferentes cidades, evento atraiu cerca de 15 mil visitantes em três fins de semana. Programações ao longo do ano na região inclui a Expovale + Construmóbil
mateus@grupoahora.net.br
Colaboração
Aedição 2026 da Suinofest encerrou no domingo, 21, com números que extrapolam os resultados da própria feira gastronômica de Encantado. Ao reunir 15 mil visitantes ao longo de três finais de semana e atrair 66 caravanas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o evento evidencia um movimento cada vez mais perceptível no Vale do Taquari, que é a retomada das grandes feiras regionais e a consolidação da região como referência estadual em turismo de eventos. Um dos principais destaques da Suinofest foi a presença das 66 caravanas organizadas. Os grupos vieram de diversas cidades gaúchas e catarinenses, demonstrando o alcance cada vez maior dos eventos realizados na região.
Em vários casos, mais de uma excursão partiu do mesmo município. Foi o que ocorreu em cidades como Pelotas, Porto Alegre, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Rosa, São Leopoldo e até na catarinense Videira, que registrou grupos em praticamente todos os finais de semana da programação.
O fenômeno das caravanas tem papel importante na cadeia econômica dos eventos. Diferentemente do visitante que chega e retorna no mesmo dia, os grupos organizados costumam permanecer mais tempo na região, consumir em restaurantes, visitar atrativos turísticos e utilizar a rede hoteleira.
O reflexo foi percebido na ocupação dos meios de hospedagem. Enquanto Encantado registrou lotação máxima, hotéis de municípios vizinhos, como Lajeado, Arroio do Meio e Guaporé, também foram beneficiados pelo fluxo de turistas.

Ao todo, evento em Encantado atraiu público de cerca de 15 mil pessoas
O sucesso da Suinofest também reforça um movimento mais amplo de posicionamento do Vale do Taquari como destino turístico. Nos últimos anos, a região passou a investir de forma mais integrada na divulgação de seus atrativos, aproveitando a visibilidade conquistada por empreendimentos turísticos e pela diversidade de experiências oferecidas aos visitantes.
A própria Suinofest exemplifica esse potencial. No Salão Gastronômico foram consumidos mais de 5 mil hambúrgueres, 3 mil pastéis, mais de mil pizzas, uma tonelada de polenta e duas toneladas de carne suína. Os
clubes de mães de Encantado também comercializaram mais de 2 mil pães artesanais durante a programação.
Para a presidente da Suinofest, Raquel Cadore, a adoção do formato anual, com mais de um fim de semana, se mostrou acertada diante da resposta do público. “Encerramos mais uma edição com a certeza de dever cumprido. Ampliar o evento para três finais de semana era um desafio, e o retorno do público mostrou que o caminho escolhido foi acertado. Agradecemos a cada visitante, expositor, colaborador e parceiro que fez parte dessa edição”, destaca

A movimentação registrada na Suinofest acompanha uma tendência observada em outras feiras do Vale do Taquari. Após os impactos causados pela pandemia e, mais recentemente, pelas enchentes de 2024, os eventos voltam a ocupar posição estratégica na promoção dos municípios e no fortalecimento da economia regional.
Reportagem do A Hora em maio mostrou que as feiras deixaram de ser apenas vitrines para empresas e entidades. Hoje, são ferramentas de desenvolvimento regional, capazes de gerar negócios, fortalecer setores produtivos e estimular o turismo.
Há duas semanas, em Bom Retiro do Sul, a 5ª Expofeira, o 11º Dança Bom Retiro e o 2º Canta Bom Retiro, reuniram mais de 30 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação no Espaço Multiuso, na área da antiga fábrica da Calçados Reifer. Ao todo, movimentaram cerca de R$ 1,5 milhão em negócios e transformaram a área em um dos principais pontos de encontro da comunidade e da região.

Buti é o porco mascote da Suinofest. Personagem que contribui à divulgação do maior festival gastronômico de carne suína do Rio Grande do Sul

RAQUEL CADORE PRESIDENTE DA SUINOFEST
Ampliar o evento para três finais de semana era um desafio, e o retorno do público mostrou que o caminho escolhido foi acertado.”
Femate – Arvorezinha
A Festa Nacional da Erva-Mate está confirmada para setembro. Além da feira multissetorial, a programação terá show nacional de Leonardo e atividades voltadas à cadeia produtiva da erva-mate.
Feira Gastronômica –Arroio do Meio
O evento ocorre nos dias 25 e 26 de julho, na Rua de Eventos e Praça Flores da Cunha. Com entrada gratuita, contará com atrações culturais e shows da Banda Alma Nova e da Super Banda K’necus.
Expovale + Construmóbil –Lajeado
Marcada para os períodos de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante, a feira já comercializou cerca de 70% dos espaços. A expectativa é superar os 108 mil visitantes da última edição.
Estrela Multifeira – Estrela
O evento retorna em 2027, após ter sido inviabilizado pelas enchentes que atingiram o município. A programação está prevista para os períodos de 4 a 7 e de 12 a 14 de novembro, no Porto de Estrela.
Turismate – Ilópolis
Tradicional feira ligada à cultura da erva-mate, ocorre de forma bienal. A edição de 2025 foi cancelada e a próxima está prevista para 2027.
Governo Leite prepara mudanças no edital e Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) defende aplicação do Funrigs nas estradas
Ogoverno do Estado decidiu reapresentar a concessão do Bloco 2 ainda em 2026. Enquanto o Piratini revisa a modelagem, entidades do Vale do Taquari pressionam para que os R$ 1,5 bilhão reservados pelo Fundo da Reconstrução (Funrigs) sejam transformados em obras nas rodovias da região.
A posição ganhou novo reforço nesta segunda-feira, quando o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana, durante entrevista à rádio A Hora 102.9, defendeu a aplicação do recurso em intervenções capazes de reduzir os gargalos de mobilidade e preparar a região para um novo ciclo de crescimento.
“O trânsito tende a se intensificar nos próximos anos. Se não houver investimentos em infraestrutura, teremos dificuldades cada vez maiores de mobilidade, o que impacta diretamente a competitividade das empresas e a atração de novos investimentos”, afirma.
O posicionamento ocorre após o leilão de junho terminar sem proposta. Mesmo com o resultado, o Estado mantém a concessão como caminho para as rodovias do Vale do Taquari, Norte e Serra.
Conforme o secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, a equipe estadual avalia os apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), procura identificar os fatores que afastaram os investidores e trabalha em ajustes para tornar o contrato atrativo ao mercado.
“Acreditamos que a concessão é a forma que melhor responde aos investimentos em infraestrutura viária para as próximas décadas.

No passado, o Estado havia definido a EGR e naquele momento, o que lutamos enquanto região é o que precisava acontecer para que fosse o melhor à infraestrutura”
Vamos retrabalhar a proposta, verificar onde é possível corrigir e avaliar todos os pontos para garantir investidores.”
Ainda assim, não há prazo para republicar o edital, nem mesmo uma data para o futuro leilão. Também permanecem em aberto o valor da tarifa, o cronograma das obras e a forma como o aporte do Funrigs será incorporado ao novo projeto.
Indiferente do
A CIC-VT sustenta que o debate precisa preservar o principal objetivo construído ao longo dos últimos cinco anos: garantir obras em trechos estratégicos, em especial na RSC-453 e na ERS-130.
Fontana frisa que a infraestrutura viária influencia decisões de empresas, custos de transporte e capacidade de atração de novos empreendimentos. “A região precisa estar organizada e apresentar projetos consistentes para aproveitar as oportunidades. Temos de trabalhar em conjunto com o governo do Estado para garantir que esses recursos se transformem em obras.”
Para ele, o aporte deve estar vinculado ao sistema rodoviário regional. Entre as prioridades
está a duplicação entre Venâncio Aires e Encantado, corredor que concentra o transporte de cargas, trabalhadores e parte expressiva da atividade econômica do Vale. Vice-presidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e integrante do Conselho do Plano Rio Grande, Nilto Scapin, também defende a aplicação do aporte nas rodovias. Para ele, o processo de discussão do Bloco 2 mostrou maturidade entre empresários, entidades e agentes políticos, que participaram da revisão de tarifas, obras e condições da modelagem.
Segundo Scapin, o resultado do leilão exige uma nova articulação regional junto ao governador Eduardo Leite. A proposta é preservar os R$ 1,5 bilhão e direcionar o recurso para intervenções consideradas prioritárias, como as duplicações entre Venâncio Aires e Encantado, Estrela e Teutônia, além da Via Láctea, pontes, trevos e acessos.
“Agora precisamos construir uma agenda em cima das obras necessárias, com ou sem concessão. Se vierem sem a concessão neste momento, teremos uma resposta mais rápida para as necessidades da região”, afirma.
Scapin considera que o diálogo mantido com o Estado durante a elaboração do Bloco 2 deve servir de base para a nova etapa.


Prioridade local é a duplicação da ERS-130 e da RSC-453. Estado afirma que aplicação total de R$ 1,5 bilhão precisaria ser dividido entre os mais de 400 quilômetros de rodovias entre o norte e a região dos Vales
“Precisamos usar essa união regional, pública e privada, para mostrar os gargalos, a importância dessas rodovias para o Vale e para o Estado e convencer o governador a aplicar esse R$ 1,5 bilhão nas obras.”
Obras acima do modelo
PEDRO CAPELUPPI, SECRETÁRIO DA RECONSTRUÇÃO
Imagina quantas licitações teríamos de fazer. São prazos para publicação, homologação, recursos e contratação. Tudo isso tornaria as entregas mais lentas e mais caras”
“O que a gente sempre defendeu são melhorias nas rodovias. Não escolhemos qual o formato correto. Isso é importante deixar claro. No passado, o Estado havia definido a EGR e naquele momento, o que lutamos enquanto região é o que precisava acontecer para que fosse o melhor à infraestrutura”, destaca a presidente do Conselho de Desenvolvimento (Codevat), Cintia Agostini.
Na análise dela, agora o governo de Eduardo Leite decidiu pela concessão privada. “Não é escolha da região. O que a gente trabalha é pela melhor modelagem possível dentro das condições apresentadas. Não somos a favor ou contra a concessão”, reafirma Cintia. Em cima disso, considera que o debate precisa contemplar o funcionamento das rodovias, em termos de investimentos, manutenção, serviços e segurança em médio e longo prazo. Neste
sentido, considera que o modelo levado a leilão reunia respostas mais assertivas, inclusive com a substituição das praças físicas pelo sistema free flow e de atendimento aos usuários, com ambulâncias e guinchos.
“Esse R$ 1,5 bilhão atende algumas obras, mas precisamos saber qual será a resposta depois. Continuaremos com as praças da EGR em Encantado, Cruzeiro do Sul e Boa Vista do Sul e com usuários pagando pedágio? É algo que precisa ser pensado por inteiro”, afirma.
Com a revisão para atrair investidores, o risco é de aumento no pedágio. Para Cintia, qualquer nova proposta precisa manter a tarifa dentro do limite defendido pela região. Durante as discussões anteriores, o Codevat sustentou valores entre R$ 0,14 e R$ 0,15 por quilômetro, abaixo dos R$ 0,19 previstos no edital.
“Não podemos admitir uma nova modelagem com tarifas maiores. Isso pesa para as pessoas, para as empresas e para toda a economia regional”. Para o Codevat, três resultados precisam orientar a decisão do Estado: segurança, mobilidade e redução do custo logístico. As obras devem reduzir acidentes, melhorar os deslocamentos entre os municípios e ampliar a eficiência do transporte de cargas. “Precisamos fazer o mesmo trajeto em menos tempo e em melhores condições.

Quando o transporte ganha eficiência, reduzimos custos e melhoramos a competitividade regional.”
O secretário da Reconstrução,
Pedro Capeluppi, descarta transferir os R$ 1,5 bilhão para execução direta por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) ou da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Para ele, o Estado não teria estrutura técnica nem tempo para transformar o aporte em projetos, licitações e obras dentro do prazo do Funrigs.
Capeluppi reconhece a capacidade demonstrada pelo Daer na recuperação das estradas atingidas pelas enchentes, mas considera inviável acrescentar outro programa deste porte à estrutura atual. Cada duplicação, ponte, acesso, trevo ou terceira faixa exigiria projeto executivo e processo licitatório próprio.
“Imagina quantas licitações teríamos de fazer. São prazos para publicação, homologação, recursos e contratação. Tudo isso tornaria as entregas mais lentas e mais caras”, afirma.
O secretário também questiona a segurança de que os contratos públicos resultariam na conclusão das obras. Ele cita empresas que vencem licitações pelo menor preço, enfrentam dificuldades financeiras e abandonam os serviços, além dos aditivos provocados por situações não previstas nos projetos.
“Quantas obras foram paralisadas no Estado e no país mesmo com contratos assinados? Temos acessos municipais que
demoraram dez ou quinze anos para serem entregues. Obras muito mais simples do que duplicações. Muitas vezes a empresa ganha com um preço baixo, não consegue executar e abandona a obra.”
Outro impasse está na divisão dos recursos. O Bloco 2 abrange rodovias do Vale do Taquari, Norte, Serra e Vale do Rio Pardo. A aplicação direta exigiria definir quais regiões e trechos receberiam o dinheiro.
“Temos R$ 1,5 bilhão apenas para o Vale? Como ficam o Norte, a Serra e o Vale do Rio Pardo? Quanto seria destinado para cada região? Isso abriria uma disputa muito difícil”, argumenta.
A manutenção das estruturas após as obras também preocupa o governo. Capeluppi questiona se a arrecadação atual da EGR sustentaria duplicações, acostamentos, pontes e demais intervenções ao longo dos anos.
“Vamos dizer que fizemos as obras. Quem vai manter depois? A EGR, com a mesma arrecadação?
São variáveis que trariam impasses legais, interrupções e gastos maiores no longo prazo.”
Na avaliação do Executivo, a concessão reúne em um único contrato as obras, a manutenção, a conservação, os guinchos, as ambulâncias e os serviços aos usuários. Por isso, o governo decidiu revisar a proposta e buscar uma nova tentativa de leilão, atesta Capeluppi.
APLICAÇÃO DIRETA DO FUNRIGS
O aporte de R$ 1,5 bilhão seria destinado para projetos e obras executadas pelo Estado, por meio do Daer, da EGR, com a criação de um fundo específico.
Ponto e contraponto
• permite concentrar o recurso em obras consideradas urgentes
• reduz a dependência de novo leilão
• pode priorizar duplicações entre Venâncio Aires, Lajeado e Encantado
• mantém o aporte público vinculado às rodovias atingidas pelas enchentes
• o recurso atende parte das obras e não todo o sistema rodoviário
• processos podem enfrentar recursos, aditivos e paralisações
CONCESSÃO PRIVADA
Uma empresa assume as rodovias por 30 anos. Contrato prevê obras, manutenção, conservação, free flow e atendimento aos usuários.
Ponto e contraponto
• permite concentrar o recurso em obras consideradas urgentes
• pode priorizar duplicações entre Venâncio Aires, Lajeado e Encantado
• permite definir as intervenções a partir das necessidades regionais
• o primeiro leilão terminou sem empresas interessadas
• a nova modelagem pode exigir tarifa maior ou mais recursos públicos
• os usuários pagariam pedágio durante três décadas


Interino
Ao completar 22 anos em 2026, a Lucasa Construtora consolida sua posição no mercado imobiliário com quatro grandes obras em andamento, demonstrando maturidade que reflete décadas de experiência técnica. No Vale, a empresa avança no Condomínio Amazon, em Lajeado, onde finaliza a Torre Eco e inicia a quarta fase com a Torre Wind, além de estar próxima de entregar o Edifício Gênova, em Arroio do Meio.
A estratégia de expansão também mira a Serra Gaúcha, com um projeto em Canela que busca captar investidores de todo o Brasil. O crescimento da empresa é sustentado por uma visão realista dos desafios macroeconômicos. Em entrevista, o diretor Luiz Carlos Sartori pontuou que o atual patamar da taxa Selic e a insegurança fiscal são obstáculos que retraem o investimento imobiliário, uma vez que muitos investidores optam pela liquidez bancária em vez de ativos fixos. No entanto, a Lucasa utiliza sua

experiência acumulada desde 2004 para operar com foco no médio e longo prazo, mantendo a solidez mesmo em cenários de instabilidade política e inflação. A força institucional da marca é reforçada por uma estrutura de gestão familiar qualificada. O fundador, que possui no currículo mais de 3 mil projetos realizados, divide hoje o comando com seus filhos, Renan e Alissa, e seu genro, Carlos Henrique. Essa sucessão garante que a

expertise em engenharia civil e a assessoria em arquitetura de interiores permaneçam integradas ao modelo de negócio, assegurando o controle de qualidade em cada entrega.
Empresários e empreendedores da região terão a oportunidade de conhecer caminhos para ingressar no mercado internacional durante o Conexão Exportação 2026, promovido pelo Núcleo Lajeado do
Peiex. O evento ocorre no dia 30 de junho, das 8h30min às 11h, no Salão de Eventos da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), em Lajeado.
A programação contará com
representantes da ApexBrasil e do Sebrae, que apresentarão programas e serviços de apoio à exportação de produtos e serviços. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 29 de junho.



Passeio especial marca celebração da CDL
A CDL Lajeado completou 60 anos de atuação nesse sábado, 22, e o Cedelinho ganhou as ruas do Centro de Lajeado em um passeio especial que reuniu diretores, associados, autoridades, imprensa e a comunidade para comemorar as seis décadas da entidade.
Entre sorrisos, encontros e a distribuição de doces para quem passava pelo caminho, a ação levou a celebração para perto das pessoas e reforçou o que sempre moveu a entidade: a conexão com a comunidade e o fortalecimento do comércio local. Para a presidente Giselda Hahn, a trajetória da CDL reflete a capa-
cidade da entidade de construir pontes entre o setor lojista, o poder público e a comunidade. “Hoje temos parcerias sólidas com associados, entidades e lideranças regionais. Isso nos permite participar de discussões importantes para o futuro do Vale e contribuir para o desenvolvimento local e regional”, afirma.
Agora, a entidade volta as atenções para a 23ª Convenção CDL, marcada para esta quintafeira, 25. A Rádio A Hora terá programação ao vivo do Clube Tiro e Caça durante todo o dia, repercutindo as palestras e outras atrações que marcam o evento.
Dólar: R$ 5,14
Ibovespa: 170.370,38
SELIC: 14,25%
IPCA: 4,72%


Região terá geada e temperaturas baixas durante a semana. Situação alerta sistema de saúde. Em casa, concessionárias de energia advertem para necessidade de uso correto dos aquecedores VALE DO TAQUARI
Amassa de ar polar mais intensa do ano avança sobre o Vale do Taquari e deve aproximar as temperaturas de 0°C nos pontos mais altos e nas áreas de baixada. O frio ganha força hoje, 23 de junho, permanece durante a semana e coincide com um período de aumento na circulação de vírus respiratórios e na procura pelos serviços de saúde.




Nas partes mais altas do Vale, a previsão indica geada e mínimas próximas de 0°C nesta primeira semana de inverno
Antes da mudança no tempo, a chuva acumulada desde a madrugada de segunda-feira ficou próxima de 30 milímetros em parte da região. Ilópolis registrou 32 milímetros; Estrela, 27; Mato Leitão, 26; Boqueirão do Leão, 25; e Doutor Ricardo, 23. Com o afastamento da instabilidade, ventos do quadrante sul e sudeste impulsionam o ar seco e gelado sobre o Estado. Hoje, o sol volta a aparecer entre nuvens, com mínima prevista de 4°C e máxima de 15°C em Lajeado. Há condições para geada em áreas de baixada e nevoeiro isolado no começo da manhã.
O período mais frio será entre quarta e sexta-feira. Em municípios mais altos, como Arvorezinha, Ilópolis e Boqueirão do Leão, as mínimas devem se aproximar de 0°C. Mesmo com sol, as máximas permanecem baixas.
Rede de saúde
A queda nas temperaturas ocorre quando o Vale registra aumento nos atendimentos por doenças respiratórias. Idosos e bebês representam os casos mais preocupantes. O boletim InfoGripe, da Fiocruz, inclui o Rio Grande do Sul entre os estados com tendência de crescimento dos casos graves devido à circulação simultânea de Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório.
Em Lajeado, a Operação Inverno foi antecipada diante do aumento da procura. Nas primeiras semanas, os postos com horário ampliado nos bairros Centro, Conventos e Jardim do Cedro se aproximam de
mil atendimentos extras.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi, afirma que a mudança começou a aparecer no fim de abril. “Tivemos crescimento diário, com pico significativo na UPA e nas unidades com horário estendido.”
A vacinação contra a gripe está disponível para toda a comunidade. Mesmo assim, a adesão permanece baixa entre os grupos mais vulneráveis. O pediatra João Paulo Weiand alerta que a circulação de vírus já ocorre com intensidade e encontra uma parcela da população sem a proteção da vacina. “Os vírus já estão circulando. O ideal é vacinar antes desse período. Mesmo com a dose liberada para todos, a cobertura ainda está baixa.”
O médico também relaciona os casos mais graves à falta de imunização. “No ano passado, vimos muitos quadros de influenza, inclusive com internação em UTI. A maioria desses casos era de pessoas não vacinadas.”
“O frio, por si só, não provoca as infecções”, alerta Weiand e complementa: “as mudanças bruscas de temperatura, a umidade e o maior tempo dentro de ambientes fechados interferem mais no organismo e favorecem a transmissão dos vírus.”
Para bebês, a orientação é manter a amamentação, atualizar o calendário vacinal e reduzir as visitas durante o período de maior circulação viral. Quanto menor a criança, maior deve ser o cuidado
menda manter as salas ventiladas, mesmo nos dias frios. A proximidade entre os alunos e o tempo prolongado dentro das salas aumentam a possibilidade de transmissão.
“Um caso positivo para vírus respiratório se espalha muito rápido. As salas precisam ter circulação de ar. Também deve ser evitado o uso contínuo do ar-condicionado no modo quente, porque pode prejudicar a respiração.”
Weiand também chama atenção para a vitamina D, cuja deficiência pode se tornar mais frequente em períodos de menor exposição ao sol. A suplementação, quando necessária, deve ser avaliada com o médico, conforme a idade e as condições de saúde.
“É uma vitamina importante para a imunidade. Vale conversar com o pediatra e verificar a necessidade de suplementação, junto com os demais cuidados.”
com o contato de pessoas que apresentem tosse, coriza, febre ou outros sintomas.
“Nos primeiros meses de vida, precisamos evitar visitas. Muitas vezes, a pessoa está transmitindo um vírus antes mesmo de apresentar um quadro mais evidente”, alerta Weiand.
Nas escolas, o pediatra reco-
O aumento no uso de aquecedores, lareiras, fogões a lenha e equipamentos a gás também exige cuidado. A Certaja Energia alerta para riscos de incêndio, explosão, queimadura e intoxicação durante os dias mais frios. A orientação é evitar aquecedores ligados em extensões, benjamins ou tomadas com outros aparelhos. Equipamentos de alta potência podem provocar superaquecimento da fiação e curto-circuito.
















Criada por moradores da comunidade, Festa da Bergamota chega a 47ª edição, reúne milhares de visitantes e preserva tradições passadas entre gerações
Jéssica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br
Relembrar o surgimento da Festa da Bergamota é motivo de orgulho para Vendelino e Francisca Rabaioli (82). O casal ajudou a fundar a tradicional comemoração de Bela Vista do Fão, comunidade do interior de Marques de Souza, e não imaginava que, 50 anos depois, a festa seria um marco do município, reunindo mais de três mil pessoas de toda a região no último domingo, 21.
Francisca conta que a Festa da Bergamota foi inspirada em outras festividades temáticas que ocorriam na região, a exemplo da Festa do Feijão, do Milho e da Maçã. “Eu e meu marido, junto a diretoria da Igreja e do colégio, demos início a tudo. Começou pequeno, mas foi crescendo ano após ano até chegar ao que é hoje”, recorda com orgulho.

As primeiras edições ocorreram no salão da comunidade. Atualmente, o Ginásio do Grêmio Esportivo Guarani recebe uma programação que reúne gastronomia, concursos, atrações culturais e momentos de confraternização. Entre as atividades estão a escolha do piá e da boneca da festa, a exposição de variedades de bergamota, os concursos gastronômicos e o tradicional almoço com cardápio típico italiano. Neste ano, a programação contou ainda com a participação da Caravana do Sicredi 120 anos, que levou brincadeiras e brindes para compartilhar com os visitantes. Para o
gerente da agência Sicredi Integração RS/MG de Marques de Souza, Felipe Rempel, a festa representa valores que também fazem parte do cooperativismo.
“Não podíamos faltar nessa linda festa. Todos os anos o público é expressivo, são associados de Marques de Souza e outros municípios que vem prestigiar e, consequentemente, fortalecem laços com a nossa Cooperativa”.
Para Vendelino, o maior legado da iniciativa está na capacidade de unir as pessoas. “A gente fica muito feliz por ter esse espaço que acolhe a todos. E ficou ainda mais contente em saber que há


quem se importe com a festa e segue trilhando essa tradição”, relata. “São 50 anos de festa, apenas três que não teve, por isso hoje celebramos a 47ª edição”.
A agência de Marques de Souza tem mais de 31 anos de atuação, completados em 10 de março deste ano, e possui mais de 3,2 mil associados, o que representa quase 80% da população do município. É a segunda agência mais antiga da Cooperativa, sendo a primeira fora de Lajeado.
O município foi o primeiro da área de atuação da Sicredi Integração RS/ MG a receber o Programa A União Faz a Vida (PUFV), há mais de 20 anos. O Programa proporciona a crianças e adolescentes a oportunidade de construírem e vivenciarem atitudes e valores de cooperação e cidadania em



suas comunidades. Ele é desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e com a Univates, e atua com escolas, alunos e educadores.
Ao chegar no ginásio o público era recepcionado pelas jovens Rafaela Froeder (21) e Monique Brumelhaus (18). Para elas, a Festa da Bergamota vai além de um evento comunitário: faz parte da história de suas famílias. Rafaela cresceu acompanhando os preparativos da festa. O envolvimento começou por influência dos avós e da mãe. “Meu avô ajudou a construir o ginásio onde a festa acontece. E, desde pequena, eu estava envolvida, até mesmo com a escola. Lembro que a gente passava duas semanas ajudando antes do festejo e também



dias depois”, conta.
Em 2010, ela conquistou o título de boneca da festa, fortalecendo ainda mais a ligação com a celebração. “É emocionante e muito gratificante ver tanta gente reconhecendo a nossa comunidade. Aqui todo mundo é muito unido e o pessoal se junta para fazer essa festa acontecer. E ela sempre melhor do que a gente esperava”.
As lembranças de Monique também passam pela infância. Os pais atuavam no buffet e a família costumava participar da exposição de frutas. “Já ganhamos algumas vezes o concurso de conjuntos de bergamota”, conta.
Os pratos típicos e derivados da bergamota também parte da rotina da família e ajudam a manter viva a tradição. “É gratificante ver tantas pessoas conhecendo as diferentes formas de utilizar a bergamota e prestigiando a nossa comunidade.”
Entre os momentos mais esperados da programação estão o “Concurso de Derivados da Bergamota” e a “Exposição de Conjuntos de Bergamota”. No concurso gastronômico, moradores apresentaram bolos, rocamboles, pudins, sagu e cucas preparados com a fruta. Os melhores pratos foram escolhidos por um corpo de jurados e os três mais bem colocados receberam premiações.
Já a exposição valoriza a produção local e as diferentes variedades cultivadas na região, como comum, ponkan, do céu, morgote, dancy e montenegrina. Cada expositor apresenta conjuntos com 15 frutas para avaliação e outras 15 destinadas à doação.

Encontro internacional ocorre entre 23 e 25 de junho, em Porto Alegre, com foco na elaboração do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, troca de experiências e fortalecimento da atuação integrada entre Estado e municípios
Apreparação para novos eventos extremos passa a ocupar espaço central no RS nesta semana.
Porto Alegre sedia, entre hoje e quinta-feira, o Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC 2026), que reúne especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir prevenção, monitoramento, comunicação de risco e reconstrução.
O evento também servirá como espaço de construção do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, com participação de representantes dos municípios gaúchos.
A iniciativa ocorre na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com programação que inclui painéis, palestras, oficinas, visitas técnicas e debates voltados à preparação para eventos extremos.
A expectativa da organização é receber mais de mil participantes. O congresso faz parte do programa Prepara RS e busca ampliar a integração entre governos, instituições de pesquisa e orga-
nismos internacionais. O objetivo consiste em consolidar estratégias para redução de riscos, qualificar protocolos de resposta e ampliar a capacidade de adaptação dos territórios.
A programação inicia com atividades voltadas aos agentes municipais de defesa civil. O primeiro dia concentra apresentações sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, o desenvolvimento do Plano Estadual e oficinas para elaboração do documento. Também ocorre a reunião do Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil.
O coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Marcelo Maya, avalia que a construção do plano representa uma oportunidade para organizar previamente as ações necessárias em situações de crise. Segundo ele, o documento estabelece as atribuições de cada agente envolvido, define responsabilidades e permite preparar, com antecedência, os recursos necessários.
Para Maya, esse planejamen-


Evento debate estratégias de prevenção e resposta aos eventos extremos
to reduz incertezas e amplia a capacidade de resposta diante de novos eventos extremos. O conteúdo, conforme ele, servirá de base para aperfeiçoar os planos de contingência de Lajeado e alinhar procedimentos com as diretrizes da região. A expectativa também recai sobre as experiências apresentadas por representantes de outros países.
Outro resultado esperado está no fortalecimento da atuação regional. “Coordenação e identidade existem, mas é importante que sejam fortalecidas a cada oportunidade, como será no congresso. É importante que tenhamos prioridades e focos semelhantes para que os esforços obtenham maior resultado”, frisa o coordenador.
Maya defende que as enchentes reforçaram a necessidade

MARCELO
MAYA
COORDENADOR DA DEFESA CIVIL DE LAJEADO
É importante que tenhamos prioridades e focos semelhantes para que os esforços obtenham maior resultado.”
de atualização permanente dos protocolos. Planos considerados eficientes até 2020 mostraram limitações diante da magnitude dos episódios recentes. Ele reforça que planejamento, revisão constante dos protocolos e investimentos em equipamentos e treinamento devem integrar a estratégia da Defesa Civil no RS.
A elaboração do Plano Estadual
– Preparação para desastres
– Comunicação de risco
– Monitoramento de tempestades
– Educação para prevenção
– Voluntariado
– Atuação integrada entre municípios
– Elaboração do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil
ocupa posição central na programação. A participação direta dos municípios permite incorporar diferentes realidades ao documento que deve orientar a atuação do Estado durante todas as etapas dos desastres. A proposta busca estabelecer responsabilidades, definir fluxos de atuação e criar diretrizes comuns para as coordenadorias regionais e municipais.


Evento no Parque do Imigrante recebeu representantes de cerca de 30 entidades tradicionalistas e definiu classificados para o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha, em novembro. Organização destaca integração
O35º Rodeio Artístico da 24ª Região Tradicionalista movimentou o Parque do Imigrante, em Lajeado, nesse fim de semana. Cerca de mil artistas de aproximadamente 30 entidades tradicionalistas participaram das competições que valem vaga para o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), o maior festival de dança amadora da América Latina.
Ao longo da programação, o público acompanhou apresentações de danças tradicionais, declamação, chula, trova, causo e outras modalidades artísticas. A organização estima ter recebido mais de 3 mil visitantes durante os dois dias de evento.

Presidente do CTG Tropilha Farrapa, entidade anfitriã do rodeio, e da comissão executiva do evento, Bruno Martini Pavoni destaca que o principal objetivo do evento vai além da disputa por títulos.
“A principal importância é reunir todas as entidades da região que possuem departamento artístico. Essa convivência fomenta a troca de experiências, estreita laços de amizade e fortalece ainda mais a cultura gaúcha”, afirma.
Além das competições, o Parque do Imigrante contou com praça de alimentação, feira de artigos tradicionalistas e atrações para as famílias.

Essa convivência fomenta a troca de experiências, estreita laços de amizade e fortalece ainda mais a cultura gaúcha”





Colonizador de uma região "A (?)", poema de Olavo Bilac
em inglês
Pop-(?), janela extra em sites 104, em algarismos romanos
Paulo (?), cartunista e chargista paulistano
álcool
água
Duas formas de textos literários
Roberto Ribeiro, sambista fluminense
Material de panelas para fondue Relativo ao envoltório gasoso da Terra Desacompanhados
Tosto ao forno
Vitamina que calcifica os ossos Yitzhak (?), político israelense
O eclipse visível no período noturno Oferta, em inglês Adornos de noivas

ÁRIES: Pode aprender e ensinar bastante ao trocar de ideias e experiências com quem convive ou trabalha.
TOURO: Seu tino comercial e sua competência para administrar as finanças ficam no modo turbo e cada passo no serviço será para garantir melhorias.
GÊMEOS: Você nem precisará se esforçar muito para se destacar no trabalho, pode atrair amizades e certamente irá bombar nos contatinhos.
CÂNCER: Interesses que envolvam imóveis, podem ser encaminhados com êxito, só manhtenha silencio enquanto não bater o martelo.
LEÃO: Conversas e contatos com quem tem afinidades vão aquecer suas esperanças e podem dar start em amizades gratificantes.
VIRGEM: Bora lá pegar firme nas responsabilidades e transformar sua força de trabalho em dindim: a fase é ideal para bater metas, faturar e reforçar o orçamento.
Siga em frente com força, foco e fé porque hoje tudo vai dar certo na sua vida e sua energia espiritual será uma grande aliada.
ESCORPIÃO: Pesquisas, investigações e serviços mais reservados em laboratórios e hospitais devem render bastante.
SAGITÁRIO: alguém mais íntimo pode mexer com as suas emoções e também dar conselhos que ajudarão a nortear suas decisões.
CAPRICÓRNIO: Na vida pessoal você vai se entrosar numa ótima com todos. Interesse por alguém do trabalho pode render uma paquera gostosa.
AQUÁRIO: Agora, as promessas mais incríveis estão reservadas para o amor e se ainda não encontrou sua alma gêmea, prepare o coração!
PEIXES: Você terá muita desenvoltura para lidar com assuntos mais complexos e pode dar uma ajuda providencial para um familiar que estima
Unidade tornou-se referência, sendo apoio direto ao sistema de saúde das 16ª, 13ª e 8ª Coordenadorias
Regionais de Saúde
Há um ano, o Hospital São José da Divina Providência, de Arroio do Meio, inaugurava uma das maiores conquistas de sua história: a sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Sonho antigo da população, a estrutura nasceu a partir da união de esforços entre hospital, lideranças locais, poder público municipal, Governo do Estado e comunidade regional. Hoje, 12 meses depois, os números e histórias vividas dentro da unidade comprovam a importância dessa conquista para milhares de pessoas. Desde sua inauguração, em junho de 2025, a UTI já realizou 291 internações, atendendo pacientes de 53 municípios diferentes. A unidade tornou-se uma referência para toda a região, apoiando, diretamente, o sistema de saúde das 16ª, 13ª e 8ª Coordenadorias Regionais de Saúde.
Antes da abertura da UTI, pacientes do município que necessitavam de cuidados intensivos dependiam da disponibilidade de leitos em outras cidades, enfrentando momentos de espera e deslocamentos em situações críticas. Em seu primeiro ano, 159 pacientes atendidos pelo HSJ puderam realizar todo o tratamento em Arroio do Meio, sem necessidade de transferência. Para a gerente assistencial do

São José, Paula Chaves, a data representa a concretização de um projeto construído por muitas mãos. “A UTI do Hospital São José é resultado de um esforço coletivo. Foi um sonho alimentado por muitos anos. Hoje, ao completarmos um ano, temos a certeza de que cada esforço valeu a pena. Estamos falando de vidas que puderam ser atendidas perto de suas famílias, com segurança, qualidade e dignidade.”
Ao longo deste primeiro ano, a UTI recebeu pacientes de

Desde a inauguração, em junho de 2025, a UTI já realizou 291 internações
diferentes regiões do Estado. Além de atender moradores de Arroio do Meio, a unidade acolheu pacientes encaminhados de cidades como Lajeado, Taquari, Teutônia, Rio Pardo, Vera Cruz e diversos outros municípios. Somente de Lajeado, foram 47 pacientes encaminhados para tratamento intensivo.
O crescimento da participação regional demonstra a confiança conquistada pela equipe do Hospital São José e a relevância da estrutura para desafogar o sistema de saúde em momentos de alta demanda.
Nos períodos de inverno, tradicionalmente marcados pelo aumento de casos respiratórios graves, a UTI também teve papel fundamental. Durante o Inverno Gaúcho de 2025, foram 82 internações. Já no período de inverno de 2026, iniciado em maio, a unidade já havia registrado 38 internações, sendo que 68% dos pacientes vieram encaminhados de outros municípios.





Inglaterra e Colômbia buscam segunda vitória para avançar de fase. Pressionado pelo empate da estreia, Portugal também volta a campo
Asegunda rodada dos grupos K e L da Copa do Mundo de 2026 começa a definir os rumos das chaves nesta terçafeira. Depois de estreias com resultados distintos, algumas seleções entram em campo com a possibilidade de encaminhar a vaga ao mata-mata, enquanto outras jogam pressionadas para seguir com chances reais de classificação.

Grupo K
14h – Portugal x Uzbequistão
23h – Colômbia x RD Congo
Grupo L
17h – Inglaterra x Gana 20h – Panamá x Croácia
O primeiro confronto do dia será entre Portugal e Uzbequistão, pelo Grupo K. Os portugueses deixaram escapar a vitória na estreia ao empatar em 1

Após empate frustrante e críticas na estreia, Portugal tem duelo importante nesta terça
a 1 com a República Democrática do Congo e chegam à segunda partida com a obrigação de vencer para evitar que a decisão da vaga fique ainda mais complicada na última rodada.
O Uzbequistão também entra pressionado. A seleção asiática foi derrotada por 3 a 1 pela Colômbia no primeiro compromisso e uma nova derrota pode deixá-la em situação delicada na briga pela classificação.
Mais tarde, o principal duelo da rodada ocorre pelo Grupo L. Inglaterra e Gana se enfrentam após vencerem seus primeiros jogos. Os ingleses estrearam com uma vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, enquanto os ganeses bateram o Panamá por 1 a 0. Quem conquistar os três pontos dará um passo importante para confirmar a presença na fase eliminatória.
No outro jogo da chave, Croácia e Panamá fazem um confronto de recuperação. Derrotados na estreia, os dois lados precisam pontuar para não depender de uma combinação de resultados na rodada final.
O fechamento da terça-feira será com Colômbia e República Democrática do Congo. Líder do Grupo K, a seleção sul-americana busca manter os 100% de aproveitamento após a vitória na estreia. Já os africanos chegam motivados pelo empate diante de Portugal e podem assumir posição favorável na tabela em caso de novo resultado positivo. Com o novo formato da Copa do Mundo, os dois melhores de cada grupo avançam diretamente à fase eliminatória, mas os oito melhores terceiros colocados também seguem vivos na disputa. Por isso, cada ponto conquistado nesta reta final da fase de grupos pode ser decisivo para o futuro das seleções no torneio.
CORRESPONDENTE
DA
JOÃO LUCAS FELDENS CATTO


A Copa do Mundo é feita de histórias incríveis dentro de campo, isso é um fato, mas, para quem está na estrada acompanhando tudo de perto, ela também é feita de histórias que acontecem longe dos gramados. Nesta semana, a missão era sair de Nova York e seguir até Filadélfia para acompanhar Brasil e Haiti. Pegamos a estrada, atravessamos cidades, observamos paisagens e, antes mesmo de chegar ao estádio, fizemos uma parada obrigatória na famosa escadaria eternizada por Rocky Balboa. Afinal, algumas tradições precisam ser respeitadas. Dentro de campo, o Brasil venceu, onde fez um primeiro tempo seguro, demonstrando qualidade e controle da partida. Na etapa final, porém, surgiram alguns sinais de alerta que certamente serão observados pela comissão técnica antes da sequência da competição. Mas essa análise fica para outro momento.
Porque a verdade é que algumas das melhores histórias da Copa aconteceram depois do apito final.
A volta para Nova York foi longa. Entre estrada, trânsito e cansaço acumulado, cheguei em casa por volta das três e meia da manhã. Estacionei o carro em frente à residência, subi e fui descansar. Na manhã seguinte, ao me aproximar do veículo para devolvê-lo, encontrei um simpático papel preso ao para-brisa. Era uma multa.
E, para piorar minha defesa, uma multa absolutamente correta. O hidrante estava lá. Grande, visível e bem na minha frente. Eu simplesmente não o vi. Um caso clássico de distração de quem já estava funcionando apenas na base da adrenalina.
Mas a aventura ainda não havia terminado.
Na hora de devolver o carro, errei a entrada do estacionamento em Manhattan. Parece simples, mas na Big Apple nada é e o erro acrescentou cerca de 40 minutos a um trajeto que já atravessava um dos trânsitos mais caóticos do planeta.
E quando pensei que finalmente teria um pouco de tranquilidade para seguir rumo a Miami, veio mais um capítulo.
Depois de uma verdadeira operação logística envolvendo metrôs, trens e conexões para chegar ao aeroporto, descobri que meu voo simplesmente não aparecia no sistema. Fila daqui, fila dali, até receber a notícia: o voo havia sido cancelado e remarcado para outro dia.
Só que havia um detalhe. Eu sou brasileiro, com lábia pra desenrolar, mesmo que um inglês bem mais ou menos.
Após muita conversa, explicações e negociações, surgiu uma alternativa. Um novo voo. O problema? Restava menos de uma hora para embarcar em um aeroporto gigantesco. Corri, atravessei terminais, cheguei ao portão e respirei aliviado.
Mas não acaba por aí (juro que não é de propósito). Chego no portão de embarque e o painel dizia que meu voo estava atrasado em 30 minutos.
Bem, agora eu já estou, nesse exato momento em frente ao portão de embarque, esperando abrir. Se é que vai abrir para embarcar, mas isso vocês só saberão amanhã, pois finalizo essa coluna antes das portas se abrirem para à copa seguir, em Miami.

Hexacampeonato em Bom Retiro do Sul e conquista inédita em Venâncio Aires marcam rodada, que também definiu vantagens nas finais de Cruzeiro do Sul e Capitão e os finalistas da Série Prata em Estrela
Faltando pouco mais de um mês para o início do Campeonato Regional da Aslivata, o futebol amador do Vale do Taquari entrou em clima de decisão neste fim de semana. Entre títulos, jogos de ida das finais e definição de classificados, os gramados da região voltaram a reunir grande público e confirmaram o bom momento das competições municipais.
Em Venâncio Aires, a AERT fez a festa diante da torcida na Vila Terezinha. Após vencer o Avante também na partida de volta da final da primeira edição da Copa Vale do Sampaio, desta vez por 2 a 0, a equipe garantiu o título inédito da competição. Brendon e Cisso marcaram os gols da vitória que confirmou a campanha vencedora dos donos da casa.
Em Bom Retiro do Sul, o Rudibar ampliou sua galeria de conquistas ao levantar o hexacampeonato municipal. Depois de vencer o jogo de ida por 3 a 1, a equipe voltou a superar o Laranjeiras, agora por 2 a 0, com gols de Cambraia e Tanque, fechando a decisão com ampla superiorida-

Em Bom Retiro do Sul, Rudibar ampliou sua galeria de conquistas ao levantar o hexacampeonato municipal
de no placar agregado. Já em Cruzeiro do Sul, a decisão segue aberta, mas com vantagem para o Cruzeiro. No duelo de ida da final, a equipe derrotou o Canarinho por 1 a 0. O gol da vitória saiu logo aos 20 segundos de partida, marcado por Kauê. Com o resultado, o Cruzeiro joga pelo empate no confronto de volta para
conquistar o nono título municipal. O Canarinho, por sua vez, precisa vencer no tempo normal e também superar o adversário na disputa por pênaltis para levantar o quinto troféu.
Em Capitão, o São Luiz largou em vantagem na final ao vencer o Brasinha por 3 a 0. Alex marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, enquanto Pelego completou o placar na etapa final, deixando a equipe em situação confortável para o confronto decisivo.
A rodada também definiu os finalistas da Série Prata em Estrela. O Alto da Bronze B venceu o Delfinense por 3 a 1 e garantiu vaga na decisão. O adversário será o Atlântico, que avançou após eliminar o Amigos Dossul. Derrotado por 3 a 0 no tempo normal, o time de Costão havia construído vantagem na ida e confirmou a classificação ao vencer a dispu -
ta por pênaltis por 3 a 1. A partida de ida da final ocorre no próximo domingo, no Bairro Boa União. O jogo da volta, em 5 de julho, na comunidade de Alto da Bronze. Em Boqueirão do Leão, o São Roque confirmou o favoritismo e eliminou o Juventude no principal e no aspirante. As finais do municipal serão entre a equipe e o Esportivo, de Linha Data.

por Raica Franz Weiss

A antiga Cooperativa Avícola Vale do Taquari Ltda (Coopave), com sede em Lajeado, fazia o despacho da primeira carga de 125 toneladas de frango congelado para o Oriente Médio, com destino à Arábia Saudita. O embarque, na época, foi feito no navio frigorífico no porto de Itajaí, em Santa Catarina. Era o primeiro carregamento de uma série de sete, que seriam exportados ao longo de 1976, um a cada mês. Uma comitiva árabe tinha feito uma visita aos frigoríficos de Lajeado em março, quando foi selado o acordo de exportação de frangos.

Os jornais diziam que Lajeado poderia chegar a 25 eleitores em 1976. Isso porque campanhas para a solicitação do título de eleitor eram realizadas por todo o interior da cidade. No distrito
de Boqueirão do Leão, em um dia, foram registrados 69 novos eleitores. Progresso estava em primeiro lugar, com 186 novos títulos.
Hoje, Lajeado tem cerca de 48,3 mil
A final do Campeonato de Futebol Amador de Teutônia era entre o Esporte Clube Boa Vista e o time da Sociedade Esportiva e Recreativa Gaúcho. Esse era o terceiro jogo da final, o primeiro foi vencido pelo Boa Vista, o segundo ficou para o Gaúcho, que também venceu o terceiro e decisivo jogo. Um público de 1,2 mil torcedores acompanhou o Gaúcho vencer por 3 a 1. Essa era a décima vitória do clube.


eleitores aptos a votar. Vale lembrar que, nesses 50 anos, vários municípios se emanciparam. A 29ª Zona Eleitoral, que compreende Lajeado, tem 94.471 mil eleitores.

Hoje é
- Dia das Nações Unidas para o Serviço Público
- Dia Internacional das Viúvas
- Dia Nacional do Agente Marítimo
- Dia Internacional das Mulheres na Engenharia
- Dia Internacional da Síndrome de Dravet
- Dia do Atleta Olímpico
Dia do Lavrador
Santo do dia:
São José Cafasso

Jornalista

Ainvestigação sobre desvios de recursos públicos em Lajeado ainda não foi encerrada. O inquérito que embasou as duas fases da Operação Lamaçal segue com a análise de materiais apreendidos e de novas informações obtidas a partir de depoimentos.
A previsão oficial da Polícia Federal é concluir todo esse levantamento, no mais tardar, até outubro. Isso não impede que os
trabalhos sejam encerrados em agosto ou setembro. Porém, dada a quantidade de itens a serem analisados, é possível que o trabalho se estenda até o décimo mês do ano. Isso é importante. Afinal, a comunidade quer respostas sobre os recursos que teriam sido desviados, e os envolvidos têm a oportunidade de explicar os apontamentos feitos pela PF. Entre os interessados em apresentar esclarecimentos está o ex-prefeito de
Lajeado, Marcelo Caumo, um dos principais alvos da operação. Após a prisão de Caumo, da diretora da Arki Serviços, Lorena Mercalli, e o afastamento da secretária de Serviços Urbanos, Elisete Mayer, não houve novos desdobramentos públicos de maior impacto na investigação. Todavia, o assunto não pode cair no esquecimento. Isso favorece tanto a comunidade quanto os envolvidos, que têm a oportunidade de comprovar sua inocência.
Quando Leite dirá “sim ou não” sobre R$ 1,5 bilhão ao Vale?
E, de fato, não é tão simples quanto parece. Após o balde de água fria provocado pelo edital de concessão, o pedido da região agora é que o governo estadual aporte R$ 1,5 bilhão na duplicação da rodovia entre Venâncio Aires e Encantado. Em tempo: o valor seria repassado à empresa vencedora da licitação como forma de atenuar o custo da tarifa por quilômetro rodado.
• A Associação de Moradores do Centro de Lajeado está irritada com a demora na recuperação da Escola Estadual Fernandes Vieira, localizada na área central. As obras estão atrasadas e avançam em ritmo lento.
Bom, para quem governa o Estado há mais de sete anos, tomar decisões difíceis é rotina. Ocorre que esse movimento transcende a frieza dos números e dos estudos técnicos. Conceder a malha rodoviária é uma questão de convicção para Eduardo Leite. E, junto dessa convicção, está o processo eleitoral de outubro. Aliás, a concessão de rodovias é uma das principais munições
• A Acil abre hoje, 23, a agenda de encontros com pré-candidatos ao governo do Estado. O primeiro será Marcelo Maranata, do Partido da Social Democracia Brasileira. O partido tem aliados em Lajeado. Ao menos, oficialmente, tem.
utilizadas pelos opositores do atual governo durante debates e entrevistas.
Com tudo isso sobre a mesa, Eduardo Leite terá sua habilidade política novamente desafiada e precisará dizer “sim ou não” a essa justa e audaciosa reivindicação. O Vale do Taquari merece essa atenção do Estado por sua capacidade econômica e pelas limitações logísticas que enfrenta.

FERNANDO RÖHSIG
Conselheiro de Administração
Durante décadas, fenômenos climáticos foram tratados como fatores externos, muitas vezes considerados imprevisíveis e fora do alcance da gestão. Essa visão tornou-se insuficiente. A evolução da governança corporativa e da gestão integrada de riscos elevou as mudanças climáticas à condição de tema estratégico.
Quando autoridades meteorológicas apontam a possibilidade de um El Niño consistente, com potencial para intensificar secas, ondas de calor, incêndios florestais e chuvas extremas, a discussão deixa de pertencer apenas aos especialistas em clima. Ela passa a integrar a agenda dos conselhos de administração e consultivo. O papel do conselho não é prever o clima. É assegurar que a organização esteja preparada para diferentes cenários. Governança eficaz não consiste em administrar crises quando elas acontecem. Consiste em questionar antecipadamente se a companhia possui capacidade para enfrentá-las.
Nesse contexto, o primeiro movimento esperado de um conselho é garantir que os riscos climáticos estejam incorporados à matriz de riscos corporativos. Não como um item protocolar, mas com avaliação clara de probabilidade, impacto financeiro, consequências operacionais e medidas de mitigação.
O papel do conselho não é prever o clima. É assegurar que a organização esteja preparada para diferentes cenários.”
Os efeitos podem atingir diferentes setores. Uma seca prolongada pode comprometer disponibilidade hídrica e energia. Enchentes podem interromper cadeias logísticas. No agronegócio, eventos extremos afetam produtividade e previsibilidade das safras. Já no sistema financeiro, elevam riscos de crédito e inadimplência.
Por isso, o segundo papel do conselho é assegurar a existência de planos de contingência robustos e atualizados. A pergunta que os conselheiros devem fazer não é se o El Niño ocorrerá. É se a companhia está preparada caso ele ocorra.
Existem protocolos para interrupção de operações? Há fornecedores alternativos mapeados? A infraestrutura crítica foi testada para cenários extremos? Os seguros estão adequados? Há liquidez suficiente para enfrentar períodos de maior volatil idade operacional?
Outro aspecto frequentemente negligenciado é a realização de simulações e testes de resposta. Assim como instituições financeiras executam testes de estresse para avaliar sua resiliência diante de choques econômicos, empresas deveriam testar sua capacidade de enfrentar eventos climáticos severos.
• Julho chega em poucos dias e, com ele, devem ser retiradas algumas pré-candidaturas de nomes do Vale que se colocaram à disposição para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de outubro.
O debate sobre El Niño não deve ser tratado apenas como uma preocupação ambiental. Trata-se de uma discussão sobre resiliência empresarial. Investidores, seguradoras e reguladores observam cada vez mais como as empresas identificam e administram riscos climáticos.
A questão que os conselhos precisam responder é simples: quando o próximo evento extremo ocorrer, a empresa estará preparada ou será surpreendida por algo que já estava amplamente sinalizado?
É nessa resposta que se mede a qualidade da governança e a capacidade de geração de valor sustentável no longo prazo.
Terça-feira, 23 de junho de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 4º | MÁX: 15º O tempo apresenta melhoria na região com o gradual afastamento do sistema de baixa pressão em direção ao oceano.

