Aos 34 anos, município aposta na diversificação econômica e melhorias na infraestrutura. Em meio ao crescimento populacional, objetivo é manter qualidade de vida.
PÁGINAS | 18 e 19
CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Fim de semana, 21 e 22 de março de 2026 | Ano 23 - Nº 4060 | R$ 5,00 (dia útil)
CIRCUITO DOS VALES/LUCASA
Prova retorna a Arroio do Meio neste domingo, 22, após município se recuperar dos estragos causados pelas cheias. Corredores e participantes da caminhada se reúnem na
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Nova proposta às rodovias estaduais?
Rua Coberta, para largada que está prevista para as 8h. Banda Barbarella se apresentará no projeto Cultura em Movimento.
OPINIÃO | VINI BILHAR
O que a Artem projeta para o 2º semestre
PLANO B à concessão
Recuo do governo em publicar edital levanta debate sobre aplicação de R$ 1,5 bilhão do Funrigs. Levantamento mostra capacidade de duplicar trecho de Venâncio Aires a Arroio do Meio em três anos.
OVale do Taquari não começou ontem a discutir concessão. São mais de cinco anos de debates, estudos, audiências e construções. Avanços e retrocessos, diferentes argumentos. Tudo pode ser passível de revisão em busca do melhor formato. Ainda assim, a realidade nas rodovias segue a mesma: gargalos, risco e custo logístico elevado.
O ponto central nunca foi o modelo. Nunca foi pedágio por si só. Sempre foi obra. O que se vê agora é o tema ganhar contornos de disputa política. De um lado, o governo reafirma a concessão como compromisso. De outro, a oposição amplia o questionamento e tenta capitalizar o desgaste.
O Vale não pode mais ser espectador desse jogo. Seja por concessão, pelo Daer ou pela EGR, o que a região exige é investimento. Com prazo, com cronograma e com garantia. Não basta anunciar ou prometer”
Tudo legítimo no campo político. Mas insuficiente para quem depende da estrada todos os dias. O Vale não pode mais ser espectador desse jogo. Seja por concessão, pelo Daer ou pela EGR, o que a região exige é investimento. Com prazo, com cronograma e com garantia. Não basta anunciar ou prometer. O planejamento sobre infraestrutura viária não pode ser refém de calendário político. Se há R$ 1,5 bilhão disponível, o compromisso precisa ser claro: esse dinheiro tem destino, tem prioridade e tem prazo. Que se registre. Que se assine. Que se execute. O resto é discurso.
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“Foi uma mistura intensa de coragem, incerteza e esperança”
Emmeioaosdesafiosquea regiãoenfrentavaemmaiode 2024, Lilian Fesch encarou um desafiopessoaleembarcou paraooutroladodomundo. Comissária de bordo na EmiratesAirlines,hojeelamora nosEmiradosÁrabesUnidos e convive com diferentes culturas diariamente
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Como surgiu o interesse de iniciar na aviação?
Sempre admirei a profissão, mas o interesse começou a tomar forma após o Ensino Médio. Lembro de ver uma amiga extremamente feliz ao ingressar na aviação e aquilo me marcou. A partir daquele momento, comecei a cogitar essa possibilidade para mim. Percebi que poderia ser o caminho perfeito, um trabalho que envolvesse atendimento ao público e que ao mesmo tempo me permitiria conhecer o mundo. Decidi iniciar o curso de comissária em Porto Alegre e me dedicar a esse objetivo, que anos depois me levaria até a Emirates.
Em que momento decidiu trabalhar no exterior?
Eu imaginava que essa seria uma oportunidade para um futuro mais distante. Sempre soube que a Emirates realiza seleções no Brasil, mas não me sentia pronta para tentar. Até que um dia decidi participar do processo seletivo apenas para entender como funcionava, pensando que seria uma experiência para me preparar melhor. Para minha surpresa, acabei sendo aprovada logo na primeira tentativa. Foi um daqueles momentos em que a vida nos mostra que estamos mais preparados do que imaginamos.
Como foi o processo de preparação para estar fora do Brasil?
A preparação aconteceu “aos trancos e barrancos”. Após a aprovação, tive apenas um mês para organizar toda a minha vida no Brasil antes de embarcar para o outro lado do mundo. Nesse mesmo período, ocorreram as cheias que
atingiram a região em maio de 2024, e meus pais foram afetados. Foi um momento emocionalmente desafiador, em que me questionei diversas vezes se estava tomando a decisão certa. Mesmo assim, segui em frente. Separei o que considerava mais importante em quatro malas e embarquei para essa nova fase. Foi uma mistura intensa de coragem, incerteza e esperança.
Quais as principais diferenças?
Uma das diferenças que mais me chamou atenção foi a forte presença das tradições da religião muçulmana, oficial nos Emirados Árabes Unidos. As vestes tradicionais e o chamado diário para as orações nas mesquitas fazem parte da rotina e acabam se tornando elementos marcantes do dia a dia. Outro ponto que me impressiona é a segurança. É um país onde me sinto segura em praticamente qualquer lugar. Em relação ao trabalho, sempre atuei com atendimento ao público, mas aprendi que cuidar de passageiros em um avião envolve lidar com pessoas em diferentes momentos de vida. Por isso, exige ainda mais empatia, paciência e humanidade. A rotina também exige constante adaptação. Mesmo
após quase dois anos nesse ritmo, ainda não posso dizer que estou totalmente acostumada.
O que considera necessário para trabalhar fora do país hoje?
Acredito que o primeiro passo essencial é investir no aprendizado da Língua Inglesa. O idioma permite se comunicar em praticamente qualquer lugar do mundo e abre muitas portas profissionais. Além disso, considero fundamental desenvolver uma mente aberta para compreender a diversidade de culturas, religiões e costumes existentes no mundo.
Como se sente ao alcançar essa conquista?
Sinto muito orgulho da minha trajetória. Muitas vezes esquecemos de olhar para trás e reconhecer cada passo que demos para chegar até aqui. Nos dias mais cansativos, quando algumas coisas não saem como planejado, procuro lembrar que já sonhei muito em viver essa experiência. Ao mesmo tempo, tenho uma visão realista e reconheço os inúmeros benefícios dessa experiência. As partes boas acabam compensando os desafios.
O assunto é sério, as duplicações são cruciais à nossa logística e segurança viária, e não podemos acreditar em “Papai Noel” e/ ou vender soluções mágicas à comunidade. Não é assim que a banda toca e não é assim que o jornalismo funciona. Portanto, é com muita cautela que devemos tratar o atraente “plano B” às concessões rodoviárias, que consiste em basicamente inflar o caixa (ou o fundo social livre de impostos) da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) com aquele R$ 1,5 bilhão do Funrigs, projetado para ser aplicado na concessão das rodovias ao setor privado. Com isso, a EGR ficaria responsável pela duplicação dos trechos mais importantes ao Vale do Taquari em apenas três anos e com custo inferior àquele previsto na modelagem original do governo estadual. E só após a conclusão das obras haveria um novo processo de concessão. É um plano perfeito ao Vale. E justo. Afinal, fomos a região mais destruída e (ainda) impactada pela pior catástrofe climática da história do Brasil. E também sofremos com a tragédia de 2023. Ou seja, todo e qualquer investimento já realizado pelo Funrigs no Vale do Taquari ainda é insuficiente e o aporte na duplicação das rodo-
vias se justifica como “resiliência econômica”. Foi assim com outros tantos projetos aprovados no bilionário fundo. No entanto, e assim como qualquer negociação, é preciso avaliar todos os prós e contra. Todos os riscos precisam estar na mesa porque o assunto é muito sério e as duplicações são cruciais à nossa sobrevivência logística, reforço. Pois bem. Eis alguns pontos a serem analisados. A construção em tempo recorde da ponte da ERS-130 entre Lajeado e Arroio do Meio serve de atestado para garantir que a EGR terá capacidade técnica (e política) para entregar dezenas de quilômetros de duplicação? O TCE, o MP,
o Conselho do Funrigs e outras regiões já pedagiadas vão aceitar pacificamente esse remanejo de recursos? O “Conselhão” da EGR será reativado para garantir o acompanhamento integral e consultivo das obras? O que de fato ocorrerá ao fim das obras para garantir, também, a manutenção contínua das rodovias e os novos investimentos que a demanda do futuro exigirá da região? E vamos manter o injusto modelo de cobrança e seguir penalizando uma ou duas cidades com as praças físicas? São algumas questões que precisam ser debatidas – e logo –entre todos os entes, entidades e agentes envolvidos.
Mais de um bilhão em Estrela
A reunião-almoço da Cacis, realizada nessa sexta-feira com a presença da prefeita Carine Schwingel (União Brasil), foi uma amostra do quanto o diálogo permanente com os mais diferentes partidos e espectros ideológicos faz bem para uma comunidade. Sem olhar às siglas e pensando na reconstrução do Estado, os governos municipal, estadual e federal celebram mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos públicos confirmados no município em 2025. Ponte dos Vales, casas populares, obras de infraestrutura viária, pavimentações, parques, reforma do prédio da Polar, entre outros investimentos são a prova de que, com diálogo, boa politica e o justo retorno dos nossos impostos é possível crescer na velocidade que o contribuinte merece. Outras cidades do Vale do Taquari também celebram repasses inéditos. E isso reforça ainda mais a necessidade de prorrogar o Funrigs.
- O governador Eduardo Leite (PSD) sempre deixou clara a intenção de levar adiante a concessão do bloco 2 das rodovias. No entanto, ele vai renunciar em duas semanas e o Executivo gaúcho passa às mãos do vice, Gabriel Souza (MDB), que também segue defendendo (em público) o leilão.
- A intimação referente à cassação do vereador Antônio Oliveira (Podemos) deve ocorrer neste sábado, e o prazo para recurso termina na quarta-feira. Paralelo a isso, a ordem para o juiz realizar a recontagem dos votos – para a posterior indicação do vereador substituto – também deve ocorrer no início da semana. E tudo indica que a vaga será, sim, do PSDB.
- O deputado federal Paulo Pimenta apresenta projeto de lei para dar fim à cobrança de taxa de água em quartos não utilizados de hotéis e pousadas. Ele atende ao apelo do setor do turismo. Em Torres, por exemplo, a briga está acalorada entre empreendedores e a Corsan/Aegea.
- O segundo encontro entre pré-candidatos a governador (a) do RS, realizado na tarde de quinta-feira, chamou a atenção pela barulhenta torcida do deputado federal Luciano Zucco, o nome do PL para lutar pelo comando do Palácio Piratini. A cada participação dele, efusivos aplausos e gritos de incentivo ecoavam no salão da Fecomércio. Bem diferente dos demais candidatos.
- Mas não foi só isso. Os torcedores de Zucco não pouparam vaias ao atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB), o “candidato do governo”, que também foi alvo constante das provocações e críticas do próprio Zucco. Souza até respondeu. E eu confesso: esperava que o embate mais acalorado ficasse entre representantes da direita e da esquerda. Pelo jeito, não será bem assim...
- Pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) deve visitar o Rio Grande do Sul em abril (a data ainda não está confirmada). E agentes do PL querem trazê-lo ao Vale do Taquari.
Gláucia “rasga o verbo” na Acil
Vice-prefeita nos oito anos da gestão de Marcelo Caumo (União Brasil), a prefeita Gláucia Schumacher (PP) se manifestou publicamente sobre a CPI das Obras e a Operação Lamaçal. A fala ocorreu na quinta-feira, no evento de posse da nova diretoria da Acil. Em resumo, ela praticamente confirmou o prejuízo de R$ 700 mil nas obras e serviços pagos pelo Executivo entre 2024 e 2025, e afirmou que a empresa investigada pela Polícia Federal na Operação
Lamaçal entrou na prefeitura de forma “completamente desviada”. Por fim, fez uma promessa aos empresários presentes. “Vocês podem ter segurança na nossa administração. Eu e o Guilherme estamos aqui para identificar os culpados, penalizar os culpados e arrumar a casa”. Um discurso corajoso, mas que certamente vai gerar respostas, contrapontos e provocações por parte dos vereadores e agentes de oposição.
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VINI BILHAR
Indicadores
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“Um empreendimento voltado à faixa média da população deve ser apresentado no 2º semestre”
Com sede em Lajeado, a Artem Construtora e Incorporadora alia técnica, gestão e propósito social em obras públicas e privadas. Em 2026, completa uma década sob a liderança de Carlos e Bruna Arnholdt. A empresa avança na expansão com foco em qualidade de vida e desenvolvimento e amplia os horizontes além do Vale do Taquari.
Por que Lajeado cresce e atrai mais gente a cada ano para cidade?
Carlos - Lajeado se consolida como principal pólo de desenvolvimento do Vale do Taquari, com crescimento projetado para as próximas décadas. O avanço populacional, impulsionado por obras de infraestrutura, amplia a demanda por moradia. Atraímos trabalhadores de outras regiões, intensificando o fluxo migratório. Muitos se fixam com suas famílias, pressionando o mercado imobiliário.
Bruna - É o principal polo de desenvolvimento do Vale do Taquari, concentrando empregos, educação e serviços de saúde. O movimento reforça o crescimento regional, mas mantém o município como foco central. A proximidade com o trabalho e a
rotina de estudos tornam inviável, para muitos, o deslocamento diário entre cidades. Com isso, cresce a procura por moradia em Lajeado. O cenário amplia o déficit habitacional e exige planejamento urbano.
Qual a diferença na gestão de obras públicas e privadas?
Carlos - A principal diferença entre obra pública e incorporação própria está nos critérios e na execução. No setor público, a contratação ocorre por licitação, com foco em preço e capacidade técnica. Os projetos e memoriais são previamente definidos e devem ser seguidos integralmente. Alterações são pontuais, o que limita a autonomia da construto -
ra na execução.
Bruna - Na iniciativa privada, atuamos com maior autonomia técnica em comparação às obras públicas. Projetos são desenvolvidos a partir do briefing do cliente, alinhando demandas específicas desde a concepção. Essa flexibilidade impacta diretamente no orçamento e no cronograma de execução. Em incorporações, as decisões consideram a leitura de mercado e o posicionamento da empresa. O modelo permite ajustes estratégicos ao longo do processo. A gestão, assim, torna-se mais dinâmica e orientada ao cliente e ao mercado.
Por que inovação e gestão
são desafios na construção civil?
Carlos - Apesar dos avanços, a inovação na construção civil ainda ocorre de forma gradual no país. A adoção de tecnologias esbarra em custos e na dificuldade de acesso a equipamentos. Por isso, o uso estratégico de ferramentas é essencial para otimizar processos e garantir previsibilidade financeira. No fim, o resultado depende do equilíbrio entre investimento e eficiência.
Bruna - A mão de obra segue como pauta central, intensificada com o crescimento recente da empresa. O primeiro passo foi fortalecer a equipe estratégica, com foco em gestão admi -
nistrativa e técnica. Houve ampliação de investimentos em educação, metas e alinhamento entre objetivos pessoais e profissionais. Mestres de obra passaram a ser tratados como lideranças estratégicas, integrados à cultura organizacional. Com maior autonomia, coordenam diretamente suas equipes no canteiro. O modelo melhora o engajamento e a comunicação interna. Como resultado, há redução da rotatividade e mais estabilidade operacional.
Como a reconstrução e novos projetos ampliam o impacto social da empresa?
Carlos - Concentramos esforços, em 2026, na conclusão das obras de reconstrução, com entrega de 226 casas prevista para o início de 2027. Paralelamente, mantemos projetos em andamento em outras cidades e preparamos novos lançamentos. Em Lajeado, um empreendimento voltado à faixa média da população deve ser apresentado no segundo semestre. A estratégia combina finalização de obras e expansão do portfólio.
Bruna - Temos o histórico de obras públicas como escolas e postos de saúde. Então ampliamos a atuação em obras públicas com foco social. Investimentos em educação e saúde são apontados como geradores de retorno duradouro. Além da execução, há iniciativas para orientar comunidades, como nas 226 casas em seis loteamentos. A proposta é fortalecer o planejamento urbano e ampliar o legado das obras.
Diretores da Artem, Carlos e Bruna Arnholdt
Plano B entra no radar e reacende debate sobre uso do Funrigs
Diante da incerteza sobre continuidade do pacote de repasse das rodovias à iniciativa privada, temor dos líderes locais é de perder os investimentos de R$ 1,5 bilhão em obras nas rodovias estaduais. A Hora teve acesso a documentos que apontam quais melhorias poderiam ser feitas com esse aporte
debate que até então circulava nos bastidores: existe um plano alternativo para garantir os investimentos?
ESTADO
Oprojeto de concessão das rodovias do Bloco 2 entra em uma zona de indefinição. A suspensão do leilão das rodovias, antes marcado para 13 de março, abre espaço para um
No Vale do Taquari, a preocupação central vai além do modelo (se concessão ou gestão pública dos aportes), mas a entrega efetiva das obras com recursos do Fundo da Reconstrução (Funrigs). Com a hipótese da concessão não
Planos distintos
PLANO ALTERNATIVO
Duplicação de Venâncio Aires a Arroio do Meio (com trecho da 130) em três anos. Total de 43,1 quilômetros. Com custo estimado para duplicação em R$ 610,5 milhões.
PLANO DE CONCESSÃO ANO 3
Duplicação de pequeno trecho em Estrela ANO 5
Duplicação do trecho de Mato Leitão e de Estrela a Teutônia ANO 6
Duplicação de Cruzeiro do Sul a Lajeado ANO 7
Duplicação do trecho de Venâncio Aires Terceira faixa em Westfália ANO 8
Terceira faixa em Boa Vista do Sul
PLANO ALTERNATIVO Não prevê obras
PLANO DE CONCESSÃO ANO 6
Duplicação de trecho em Serafina Corrêa ANO 8
Duplicação de trecho em Encantado
PLANO ALTERNATIVO
Duplicação até Palmas em Arroio do Meio (em três anos)
PLANO DE CONCESSÃO
Duplicação de Lajeado a Arroio do Meio no ano 4 e do trecho até Palmas no ano 8 (pequenos trajetos também em Encantado). Terceira faixa no restante do percurso no ano 8.
PLANO ALTERNATIVO
Duplicação de Passo Fundo a Erechim, criando um corredor ligando à BR-386. Trecho de 76,4 quilômetros, com custo estimado em R$ 722,2 milhões.
4. ERS-324
PLANO ALTERNATIVO
- Duplicação de Passo Fundo a Casca, com 60,9 quilômetros e custo estimado de R$ 691,6 milhões.
PLANO CONCESSÃO
Ampliações e melhorias na ERS324, entre Passo Fundo e Nova Bassano. Obras a partir do ano 3 de concessão. Ampliações escalonadas até o ano 10.
Duplicação de 40,5km a partir do ano 3 de concessão e 26,8km de terceiras faixas a partir do ano 8.
PLANO ALTERNATIVO
Duplicação de 16,3 km entre Teutônia e Fazenda Vilanova, em três anos. Custo estimado em R$ 189,4 milhões.
PLANO DE CONCESSÃO ANO 8
Duplicação de 3,7 km no perímetro urbano de Teutônia
ocorrer em 2026, o temor é ficar, mais uma vez, sem investimento em infraestrutura viária.
Neste contexto, surge um “Plano B”. A ideia parte da sinalização de R$ 1,5 bilhão vinculados ao Bloco 2. No modelo de concessão, esse recurso serve para tornar a concessão mais atrativa ao mercado.
A alternativa em discussão
é outra: aplicar esse valor diretamente nas rodovias, com execução pelo Estado, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) ou da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
O raciocínio é: se o dinheiro existe, por que não direcionar para as obras prioritárias, sem depender do leilão? Inclusive, tanto representantes do governo federal quanto de deputados da oposição defendem esse entendimento. “O Funrigs foi criado a partir da suspensão da cobrança da dívida do Estado com a União, com o direcionamento de aplicar nas regiões atingidas pelas inundações”, realça o secretário nacional da Reconstrução, Maneco Hassen.
A ideia de execução direta pelo Estado não surge do nada. Há um precedente recente na própria região, a partir da obra de reconstrução da
ponte da ERS-130. Viabilizada com recursos aportados à EGR por meio de fundo social. Na primeira leva foram R$ 14 milhões, depois complementados para as cabeceiras, no total de R$ 22 milhões.
O modelo evitou a incidência tributária típica de uma sociedade de economia mista e permitiu agilidade na execução. Para líderes regionais, esse exemplo demonstra que há caminhos fora da concessão para garantir obras, desde que haja estrutura de gestão e controle. Quanto ao plano de concessão, ele abrange trechos regionais das ERSs 128, 129, 130, 332 e 453. Conecta os vales do Taquari e Caí a polos logísticos do Norte e da Serra. O Bloco 2 reúne mais de 400 quilômetros de rodovias em 32 municípios. O Estado pretende atrair mais de R$ 4,5 bilhões em investimentos privados durante 30 anos.
Prioridades e o que fazer com R$ 1,5 bi
A precariedade estrutural das rodovias estaduais no Vale do Taquari se concentra nas ERS130/453 e 128 (Via Láctea). O primeiro eixo é a duplicação da ERS-130 e da RSC-453, entre Venâncio Aires e Encantado. Por se tratar de um percurso de pista simples e com alto tráfego, há requisições desde 2010 para aumento na capacidade viária. Em documento que o A Hora teve acesso, há detalhes sobre como poderiam ser feitos os investimentos. Neste percurso da 130/453, estima-se que para
duplicar os 43,1 quilômetros, seria necessário no mínimo R$ 610 milhões de investimento. A segunda frente é a chamada “Via Láctea”, entre Teutônia e Fazenda Vilanova, conectando a Rota do Sol à BR-386. São 16,3
quilômetros e custo estimado de R$ 189,4 milhões. Hoje, a previsão dentro da concessão é de intervenções pontuais e não há novas pistas em todo o trecho. Fora da área do Vale do Taquari, há rodovias da região
Norte. No desenho da concessão, há obras previstas na ERS-324, entre Passo Fundo e Casca, com 60,9 quilômetros, com terceiras pistas, melhoria em acesso, mas sem duplicação total. Trecho com menos urgência do ponto de vista
Entre as possibilidades para o uso dos recursos do Funrigs em obras de infraestrutura, está o depósito em fundo social para a EGR. Modelo foi usado para reconstrução da ponte sobre a ERS-130
logístico, mas de insegurança. É conhecida como a “Rodovia da Morte” devido ao alto índice de acidentes graves, tombamento de caminhões e colisões frontais. Na hipótese em paralelo ao repasse à iniciativa privada, seria duplicação em todo o percurso, com custo perto dos R$ 700 milhões. Esses três segmentos estão no cerne das obras estruturais do pacote de concessões. Somados, resultam em mais de 190 quilômetros de duplicações, com um investimento previsto em R$ 2,2 bilhões. Com R$ 1,5 bilhão sinalizado, o déficit seria de aproximadamente R$ 700 milhões.
Posição contra os pedágios
Na região Norte, em especial nas cidades lindeiras à ERS-324,
existe mais contrariedade ao plano de concessões do Estado na comparação com o Vale do Taquari.
Entre os motivos, diz o deputado estadual, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra as concessões, Paparico Bacchi (PL), está colocar pedágios free flow em um trecho com maior fluxo de comunidades agrícolas. “O modelo que o governo quer impor não dialoga com a realidade da região Norte. Estamos falando de uma rodovia com forte presença de comunidades agrícolas, onde o fluxo é interno. Colocar pedágio free flow ali é, na prática, taxar o deslocamento diário de quem produz. E isso não fica só na estrada: encarece o frete, pressiona o custo da produção e chega direto no preço final do comércio.”
As cidades lindeiras são Marau, Vila Maria, Casca, Nova Bassano e Nova Prata. Pelo índice de tráfego, a média é 7 mil veículos por dia. Neste sentido, como alternativa, surge a possibilidade de investir na ERS-135, ligando Passo Fundo a Erechim. Com 76,4 quilômetros e custo estimado em R$ 722,2 milhões, o trecho é visto como mais funcional para conexão com a BR-386.
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Desgaste das concessões
Outro fator que impulsiona a ideia de fortalecer o Plano B é a avaliação negativa de concessões em andamento no Estado. Relator da CPI na Assembleia Legislativa, Miguel Rossetto (PT), destaca a preocupação com o modelo financeiro e econômico do Bloco 2. “Estamos falando de um contrato de 30 anos. Não sou contra a concessão, nem contra o free flow, nossa discordância está no modelo econômico e financeiro do Estado.”
Para ele, as duas concessões para rodovias feitas pelo governo apresentam lacunas. “Na Serra, o contrato está sendo descumprido. Nenhum quilômetro de duplicação foi entregue. E na Rota de Santa Maria, há problemas também. Obras parando e nem a ponte que caiu foi reconstruída.”
Para ele, o pior cenário possível é um contrato mal feito. “O erro se perpetua. O Estado tem recursos via Funrigs, precisa investir, precisa agilizar, mas precisa fazer isso com responsabilidade.”
Dentro da região, o diretor de infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Encantado (Aci-E), Luciano Moresco, concorda e avalia: “neste cenário, é compreensível que o Bloco 2 tenha resistência, tanto política, mas também técnica e social.”
Para ele, indiferente do formato, o importante é fazer obras no Vale do Taquari. “Se for garantir com o Funrigs, o mais justo é destinar às regiões atingidas. É preciso respeitar a origem e finalidade. Tem que ficar no Vale, na subida da Serra, onde há necessidade real de infraestrutura.”
Em cima disso, se for por
concessão, defende como premissa dispositivos de controle social, o que faltou nas concessões da Sacyr e no CSG. “O problema não é quem executa. Pode ser EGR, pode ser Daer. O que precisa é ter um conselho atuante, com voz ativa, com capacidade de fiscalizar e de deliberar também.
Tem que ter transportador, agricultor, estudante que viaja todos os dias para ir na faculdade. Gente que usa a rodovia ajudando a decidir.”
Análise sobre a continuidade
Para a presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia
Fui ao Piratini para entender o cenário.
O que se confirma é que o edital está sendo revisado e será relançado.”
NILTO SCAPIN
INTEGRANTE DO CONSELHO RIO GRANDE E DO FUNRIGS
Agostini, o formato mais indicado continua sendo o da concessão. “Debatemos isso por muito tempo. Ajudamos a construir o formato, escolhemos o que é prioridade. Caso não saia, será negativo.”
Ainda assim, na hipótese de uma versão alternativa, usar o dinheiro do Funrigs nas autarquias existentes (sendo Daer ou mesmo EGR), há riscos de como será a sustentabilidade e conservação.
Para ela, o debate não pode se limitar à execução inicial das obras. “O recurso pode até garantir as intervenções. Mas quem vai manter depois? Esse é o ponto central”. Em cima disso, adverte: o modelo atual da EGR não pode ser mantido sem uma revisão. “A tarifa está
defasada. Comparada com outras concessões, há um déficit de 100%. Se não ajustar, não há como manter rodovias com qualidade.”
Ela também questiona a capacidade de modernização do sistema, especialmente com a adoção de tecnologias como o free flow. “Quanto tempo levaria para a EGR se adaptar? Isso precisa ser avaliado, pois a conta continuaria sendo paga em Cruzeiro do Sul e Encantado.”
Estado mantém concessão
A retirada do edital do Bloco 2 para ajustes técnicos, após apontamentos do Tribunal de Contas e avanço da CPI das Concessões, alimenta dúvidas no meio político e entre entidades empresariais.
Em resposta, o governador Eduardo Leite destacou que o pacote do Bloco 2 sai ainda em 2026. A afirmação foi feita na quarta-feira, 18 de março, durante o “Tá na Mesa”, evento da Federação das Entidades Empresariais do RS (Federasul). No fim da manhã daquele dia, o secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, também reforçou que não há desistência do projeto por parte do Piratini durante reunião com conselheiros do Plano Rio Grande.
“O governo afirma que não vai recuar e que a concessão vai sair”, afirma o diretor de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), integrante do conselho do Plano Rio Grande, Nilto Scapin. Ele esteve na reunião com o secretário Capeluppi e demais servidores do quadro técnico estadual. Na ocasião, relembraram que a decisão
Governador Eduardo Leite afirmou que concessão do Bloco 2 ocorre em 2026. No entanto, não antecipou quando edital será publicado e nem o leilão
Na ERS-130, desde 2010 a região cobra obras para ampliar o tráfego. Nesta semana, recapeamento gerou mais de 3 quilômetros de filas
de recolher o edital foi para incorporar recomendações do TCE e reduzir riscos jurídicos.
As mudanças são classificadas como pontuais, sem alteração do modelo.
“O que nos foi dito é que são ajustes pequenos. Qualquer comentário contrário a isso é falácia, foi o que me disse
Bloco 2 das concessões
Extensão
Mais de 400 km de rodovias
Municípios
32 cidades do Vale do Taquari e Norte
Prazo da concessão
30 anos
Investimento previsto
R$ 6 bilhões
Cronograma após revisão
Republicação do edital
Prevista para os próximos dias
Prazo legal para propostas
Mínimo de 35 dias após publicação
Leilão entre maio e junho
Assinatura do contrato entre outubro e novembro
Sobre a CPI
Prazo atual
Relatório final até 15 de abril
Proposta da comissão
Prorrogação até 15 de junho
Precisa ser aprovado em plenário
Capeluppi (secretário da Reconstrução)”, afirma. Scapin relata que buscou esclarecimentos após manifestações que indicavam a possibilidade de cancelamento do projeto. “Fui ao Piratini para entender o cenário. O que se confirma é que o edital está sendo revisado e será relançado.”
Principais mudanças no edital
No novo relatório do TCE, o Piratini incorpora cinco alterações.
As três principais são:
Estudo de Demanda e Risco de Tráfego
• O edital agora prevê o compartilhamento do risco de demanda.
Risco Privado: Variações entre -10% e +10% da demanda real frente à de referência.
Risco Compartilhado: Variações além de 10% (positivo ou negativo) terão compartilhamento de 50% entre Estado e concessionária.
Revisão de Investimentos
• Terraplenagem: Redução de R$ 156 milhões.
• Fresagem e Recomposição: Economia de R$ 95 milhões pela correção de quantitativos.
• Cimento Asfáltico (CAP) e Emulsão: Economia de R$ 80 milhões.
• Vias Marginais: Redução de R$ 15 milhões com ajuste na largura das faixas.
Aporte do Funrigs
• Valor e Fiscalização: O aporte de R$ 1,5 bilhão será liberado apenas após a execução das obras, com dupla fiscalização: de um Verificador Independente e das secretarias de Estado.
No entanto, o prazo para o novo edital segue indefinido. “Pode ser nessa semana, no início do outro mês, ou daqui a dois meses”, diz Scapin e complementa: “sabemos que ninguém gosta de pagar pedágio. Mas também sabemos que sem concessão dificilmente teremos as obras que a região precisa.”
Ao mesmo tempo, o dirigente destaca que uma eventual decisão do Estado de executar as intervenções com recursos próprios também seria bem recebida. “Se o governo disser que fará as obras com EGR ou Daer para nós é positivo. O importante é garantir os investimentos.”
Destino da CPI
No Legislativo, a CPI das Concessões reorganiza a estratégia após a suspensão do edital. Sem o leilão, parte dos depoimentos perde efeito, o que leva a relatoria a avaliar novas convocações.
Os integrantes da comissão articulam a prorrogação dos trabalhos até junho. O prazo atual prevê a entrega do relatório final em 15 de abril. A extensão depende de aprovação em plenário. O ponto de maior indefinição está no cronograma. Embora o governo mantenha a previsão de leilão entre maio e junho, não há data oficial para a republicação do edital. Pela legislação, é necessário um intervalo mínimo de 35 dias entre a publicação e a entrega das propostas.
Esse vácuo alimenta o ambiente de incerteza. Nos bastidores, há a leitura de que o atraso pode comprometer o calendário original diante da proximidade do período eleitoral.
Conforme pronunciamento do governador Eduardo Leite para empresários da Federasul, a concessão é uma convicção do governo e compromisso assumido ainda na campanha eleitoral à reeleição. A posição é de levar o projeto adiante independentemente do calendário político.
REGIÃO PUJANTE
Feiras mobilizam o Vale no fim de semana e reforçam vitrine para economia local
Travesseiro retoma
Expofeira após 19 anos, Santa Tereza promove a 4ª ExpoSanta e Westfália volta a ter feira depois de 15 anos
Fabiano Lautenschläger filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
Três municípios do Vale do Taquari concentram neste fim de semana parte da agenda regional de eventos com feiras voltadas à valorização da produção local, do comércio, da agroindústria e do turismo. Entre sexta-feira, 20, e domingo, 22, Travesseiro, Santa Tereza e Westfália recebem programações abertas ao público, com shows, gastronomia e espaços para expositores.
Em Travesseiro a programação começou a ser desenhada ainda em 2025, mas ganhou corpo a partir de experiências menores realizadas nos anos anteriores. Agora, a cidade recebe mais de 100 expositores, dos quais mais de 60 são do próprio município. Presidente da feira, Tiago Weizenmann afirma que a proposta amadureceu a partir de eventos menores. Segundo ele, a organização optou por ampliar a estrutura e transformar a antiga
experiência em uma feira maior. “A gente não se preocupa muito em número de público, mas sim de atender bem o público que está aqui presente.”
A estrutura em Travesseiro inclui pavilhão de expositores, espaço para agricultura familiar, área gastronômica, estacionamento gratuito e palco para shows. A programação
começou na noite desta sextafeira, 20, e segue até domingo, 22. A feira também funciona como vitrine para negócios locais. Expositora da loja D’Casa Móveis de Travesseiro, Mayara Ahne afirma que a iniciativa foi bem recebida no comércio local. “A feira foi super bem recebida, a gente ficou super animado”, afirma. Segundo ela, a expectativa é de bom público ao longo dos três dias. Westfália também vive a retomada de uma feira após um
longo intervalo. O município voltou a sediar o evento depois de 15 anos, dentro das comemorações pelos 30 anos de emancipação político-administrativa. A programação teve início na quintafeira e segue até domingo, com entrada gratuita.
A presidente da feira, Simone Landmeier, afirma que a proposta é apresentar a base econômica do município, com presença de setores ligados ao agronegócio, à indústria e ao comércio. Nesta
edição, a feira reúne mais de 100 expositores em estrutura montada no parque municipal.
Entre os participantes está a queijaria Dorf, de Teutônia. O produtor Jackson Jacobs ressalta a importância do evento para dar visibilidade à produção regional. A agroindústria apresenta 14 tipos de queijos, incluindo opções coloniais, produtos autorais, queijo coalho assado e parmesão maturado.
A programação de Westfália também abriu espaço para empreendimentos de outros municípios. É o caso da agroindústria Negrello, de Barão, que comercializa frutas cristalizadas, e da Cooperagri, de Teutônia, que apresenta seu portfólio de rações, sementes, adubos e herbicidas.
Já a empresa Rotainox, sediada em Westfália, aproveita a feira para expor tecnologias voltadas à cadeia leiteira. Entre os equipamentos apresentados está o sistema de resfriamento instantâneo do leite, utilizado logo após a ordenha. A proposta do evento, além de celebrar o aniversário do município, é reforçar a capacidade produtiva local e regional.
ExpoSanta chega à quarta edição
Em Santa Tereza, a 4ª ExpoSanta ocorre de 20 a 22 de março no entorno da Praça do Porto e da Praça Norte, no centro da cidade. Consolidada no calendário local, a feira reúne shows, expositores, agroindústrias, vinícolas, cachaçarias, artesanato e atrações para toda a família.
Na edição anterior, o município recebeu mais de 30 mil pessoas ao longo do fim de semana. Para este ano, a expectativa é manter o fluxo de visitantes e reforçar a imagem da cidade como destino turístico e vitrine da produção local.
A prefeita Gisele Caumo afirma que a estrutura foi preparada para receber o público e também para mostrar a recuperação do município após os eventos climáticos extremos.
Pai e filha apostam em grande público para consolidar empresa familiar em feiras regionais.
Feira em Travesseiro ocorre ao lado do novo centro administrativo
Agricultura familiar é uma das apostas da feira em Westfália
FELIPE STEFANI/DIVULGAÇÃO
FABIANO LAUTENSCHLÄGER
ESTEVÃO HEISLER)
CONEXÃO
Investimentos alcançam R$ 1,33 bilhão em quatro anos
Palestra de Carine Schwingel abre a agenda de reuniões-almoço da Cacis em 2026 com panorama da reconstrução após enchentes, crescimento econômico, obras estruturantes, novos programas sociais e anúncio de rodeio nacional nos 150 anos ESTRELA
Reconhecida como um dos principais espaços de conexão entre empresários, poder público e comunidade, a reuniãoalmoço da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) abriu, nessa sexta-feira, 20, o calendário de 2026. O encontro reuniu lideranças empresariais, políticas e comunitárias em um ambiente voltado ao relacionamento, à troca de informações e ao debate sobre o presente e o futuro do município.
Convidada da edição, a prefeita Carine Schwingel apresentou a palestra “Estrela, um vale de oportunidades”, estruturando um panorama que parte dos impactos das enchentes de 2024, passa pelo planejamento intensificado ao longo de 2025 e projeta um novo ciclo de desenvolvimento para os próximos anos.
Logo no início, a prefeita destacou que o objetivo foi compartilhar com a comunidade o direcionamento da cidade. “Não é apenas uma prestação de contas.
NÚMEROS
* R$ 1,33 bilhão em investimentos
* 71 projetos encaminhados em 2025
* 23% de aumento no orçamento
* R$ 2,22 bilhões de VAF
* 75% do município atingido
* 7.877 casas impactadas
* 1.562 destruídas
* 180 empresas afetadas
* 1.715 moradias previstas
* 544 já entregues
* 12 escolas em obras
É mostrar para onde Estrela está indo e como estamos preparando o município para os próximos anos”, afirmou.
A base da apresentação foi o cenário deixado pelas enchentes. Conforme os dados, 75% do município foi atingido, com 7.877 residências impactadas, 1.562 destruídas ou interditadas e 180 empresas afetadas, além de escolas, templos e grande parte da drenagem urbana comprometida.
A partir desse contexto, a administração passou a estruturar ações que combinam
A concentração desses recursos em um curto período levou à definição do conceito apresentado durante a palestra: “10 anos em 4”, indicando um ciclo acelerado de obras e transformações estruturais.
reconstrução e planejamento, com foco em reorganizar o crescimento urbano e garantir mais resiliência.
Planejamento estruturado
Dentro dessa estratégia, a prefeita destacou que 2025 foi o ano do planejamento, com 71 projetos encaminhados a diferentes esferas, incluindo governos estadual e federal, além de parlamentares e parcerias privadas.
O trabalho incluiu desde propostas em infraestrutura e mobilidade até projetos sociais, ambientais e de desenvolvimento econômico, ampliando a capacidade do município de captar recursos.
Como resultado desse movimento, Estrela soma R$ 1,33 bilhão em investimentos, distribuídos entre R$ 380 milhões da União, R$ 598 milhões do Estado e R$ 360 milhões de parcerias, concessões e emendas.
Crescimento econômico
Apesar dos impactos recentes, os indicadores apontam reação econômica. O orçamento municipal passou de R$ 218,1 milhões em 2025 para R$ 268 milhões em 2026, aumento de 23%.Já o Valor Adicionado Fiscal (VAF) alcançou R$ 2,22 bilhões, reforçando a capacidade produtiva do município e sua retomada no cenário regional.
Entre os investimentos destacados estão a Ponte dos Vales, com previsão de R$ 358 milhões, e a elevada na BR-386, com cerca de R$ 137 milhões, além de intervenções em mobilidade, pavimentação e requalificação urbana.
Na habitação, o município projeta 1.715 moradias, com 544 já entregues por meio do Compra Assistida. Na educação, são 12 escolas em obras, enquanto a saúde conta com mutirões de cirurgias e exames, com investimento de R$ 500 mil.
Não é apenas uma prestação de contas. É mostrar para onde Estrela está indo e como estamos preparando o município para os próximos anos.”
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Mais de 200 pessoas participaram da primeira reunião-almoço de 2026 da Cacis, em Estrela
DANIÉLY SCHWAMBACH
Mobilização neste sábado lança olhar para preservação ambiental
A 19ª edição do Viva o Taquari-Antas Vivo ocorre neste sábado, em seis cidades, com recolhimento de resíduos e ações de conscientização
A19ª edição da ação Viva o Taquari-Antas Vivo ocorre neste sábado, 21, simultaneamente em Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Encantado e Venâncio Aires. A partir das 7h30, estão previstas atividades de limpeza às margens do manancial e de educação ambiental. O Viva o Taquari-Antas é promovido pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e Unidade Parceiros Voluntários (UPV) Lajeado, com apoio de entidades representantes dos municípios de adesão.
A programação, em Lajeado, ocorre no Parque Ney Santos Arruda, às margens do rio. A Rádio A Hora iniciará a transmissões ao vivo, do local, às 8h45min.
Ao longo da manhã estão previstos recolhimento de resíduos por voluntários, oficinas, passeio de barco, exposições, entre outras atividades (veja quadro). Conforme a coordenadora da UPV, Gilmara Scapini, 2026, além da coleta de resíduos ocorrerão atividades de conscientização ambiental promovidas por organizações parceiras da ação.
Segundo Gilmara, a expectativa é reunir centenas de voluntários de empresas, entidades, poder público e comunidade. “A ação reforça o compromisso coletivo com o meio ambiente, pois será uma manhã dedicada ao rio Taquari – nosso principal recurso hídrico”, destaca.
de
Pontos de encontro nos municípios
Lajeado – Parque Ney Santos Arruda
Estrela – Parque da Lagoa
Cruzeiro do Sul – Rampa de acesso ao Rio Taquari
Venâncio Aires – Entorno do Arroio Castelhano, no acesso Grão-Pará
Arroio do Meio – Praça Paul Harris
Encantado – Praça da Bandeira
Programação de Lajeado
7h30min – Recepção
8h – Abertura
8h15min – Ginástica laboral
8h30min – Início das atividades de educação ambiental
8h30min às 9h30min – Recolhimento de resíduos
8h30min às 11h – Exposição de animais com o Museu de Ciências
Itinerante da Univates
8h30min às 11h – Exposição de espécies nativas de mata ciliar com o Movimento Pró-matas
8h30min – Distribuição de livros e revistas para divulgar ações do Rotary
8h30min às 11h – Orientações educacionais da Capitania Fluvial dos Portos de Porto Alegre
8h30min às 11h – Divulgação do Grupo Escoteiro Tibiquary
8h45min às 11h – Passeios de barco promovidos pela Sema de Lajeado (número limitado de passeios por ordem de chegada)
8h45min às 11h – Distribuição de água e frutas pelo Sicoob
9h às 11h – Exposição de animais taxidermizados com intuito de conscientizar sobre o meio ambiente, caça e preservação da fauna –promoção da Patram de Estrela
9h30min – Oficina da Sema de Lajeado na Escola das Águas
10h – Apresentação do Grupo de Sopro do Sesi 11h30min – Roda de Conversa e abraço simbólico no Círculo das Águas
ENTREVISTA
GILBERTO SOARES • idealizador do Viva o Taquari-Antas Vivo
“Nosso sonho é um só: deixar de recolher lixo para colher poesia”
Como surgiu a ação Viva o Taquari?
Iniciativa dos funcionários da Acil para o exercício do voluntariado na Unidade da Parceiros Voluntários de Lajeado, plenamente apoiada pela diretoria da entidade, que passou a ser a mantenedora da ação.
Qual era o objetivo inicial do Viva o Taquari?
Recolher o lixo jogado nas margens do rio Taquari – em trechos delimitados de Lajeado e Estrela. Isso na forma de mutirão para chamar a atenção para o descaso da sociedade com o Taquari.
Por que o evento passou a abranger a bacia TaquariAntas?
Como passamos a investir em iniciativas voltadas à Educação Ambiental, entendemos que a reflexão deveria ser ampliada para a bacia hidrográfica. Afinal, o fato de residirmos em Lajeado não nos isola, pois o respeito à vida nos conecta a tudo e a todos. Compreender essa forma “biocêntrica” de encarar nossa estada no planeta Terra foi essencial para ambicionar uma nova abrangência.
Como a ação foi evoluindo e se moldando ao longo destes 19 anos?
Nossa evolução se deve, sem sombra de dúvidas, à nossa dedicação à Educação Ambiental. Algo que se iniciou logo após a primeira edição, quando a
avaliação nos apresentou o desafio de ir além dos mutirões anteriores, agindo no ensino, no pertencimento, na formação de uma nova consciência.
Hoje, embora haja o recolhimento expressivo de resíduos, o que fato se pretende com a ação anual?
A ação anual é uma ferramenta para chamar a atenção sobre um problema renitente. É extremamente democrática, pois une empregado e patrão, aluno e professor, executivo e o funcionário público, pais e filhos. Enfim, é um corte transversal na representatividade da sociedade, que, aparentemente, limpa o descaso. Porém, na verdade, produz uma transformação social. Nosso sonho é um só: deixar de recolher lixo para colher poesia às margens do Taquari.
A ação anual é uma ferramenta para chamar a atenção sobre um problema renitente.”
Santa Clara aposta em novo ciclo de desenvolvimento
Município combina bons indicadores de qualidade de vida com projetos que visam a expansão de um novo ciclo econômico. Em meio ao crescimento populacional, gestão avança na qualificação de serviços públicos e apoio a novos empreendimentos
Da mobilização comunitária à referência em qualidade de vida, Santa Clara do Sul completa 34 anos de emancipação com foco no desenvolvimento econômico. A trajetória do município é marcada por decisões que redefiniram o rumo da comunidade. A autonomia permitiu estruturar serviços, ampliar a infraestrutura e consolidar bases para o
crescimento. Criado em 20 de março de 1992, o município assumiu a própria gestão no ano seguinte e passou a direcionar investimentos conforme as demandas locais. Ao longo de mais de três décadas, o desenvolvimento ocorreu de forma gradual, com avanços na organização urbana, na oferta de educação e saúde e no fortalecimento da economia.
No cenário atual, Santa Clara do Sul combina indicadores de qualidade de vida com estratégias voltadas ao futuro. O prefeito Márcio Haas aposta
na atração de investimentos, geração de empregos e expansão ordenada como caminhos para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento. A gestão, ele explica, está estruturada em cinco eixos.
Para Haas, o planejamento sustentável está entre as prioridades. Ao registrar aumento populacional nos últimos dois anos, a administração concentra esforços em manter a qualidade de serviços relacionados à saúde, fortalecer uma educação inclusiva e humanizada, bem como promover melhorias na
infraestrutura urbana e rural e incentivar o empreendedorismo. “Essa agenda está alinhada diretamente à missão oficial do município, que combina trabalho, inovação, desenvolvimento sustentável e acolhimento humanizado”, destaca o prefeito. Dados do último Censo, divulgado pelo IBGE em 2022, apontavam cerca de 6,8 mil habitantes. No entanto, segundo o gestor, atualmente o número chega 9 mil moradores.
Crescimento acompanha bons índices
Ao atingir a marca de quase 10 mil habitantes, o município mantém referência de qualidade na prestação de serviços e cuidado coma população. A taxa de escolarização entre crianças e adolescentes, de seis a 14 anos, chega a 99,55%. O Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) alcança 0,740, considerado um resultado alto.
“A autonomia administrativa permitiu que Santa Clara do Sul transformasse demandas locais em decisões mais rápidas e ajustadas à realidade do território. Em termos práticos, a emancipação reduziu intermediários e permitiu priorizar o que a comunidade efetivamente precisa”, cita o prefeito. Ampliação de serviços públicos e em estrutura viária estão entre os exemplos.
Economia diversificada
O prefeito ressalta que o Santa Clara do Sul registra aumento populacional e projeta iniciativas para manter qualidade de vida
SANTA CLARA DO SUL
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Perfil da cidade
- População total (IBGE 2022): 6.887 habitantes
- População estimada: Cerca de 9 mil habitantes
- Densidade demográfica: 79,67 hab./km²
- Área total do município: 86,491 km²
- IDH (2010): 0,740 – alto
- PIB per capita (2024): R$ 62.108,88
- Taxa de escolarização
6 a 14 anos 99,5%
município oferece um ambiente econômico diversificado e favorável ao empreendedorismo. Entre os setores, indústria domina na cidade, com 56% das atividades econômicas, seguindo pelo setor agrícola (24%) e comércio (15%).
“Somando isso ao crescimento empresarial, o município demonstra avanço demográfico, social e econômico ao longo do tempo.”
Dados do DataSebrae apontam que em 2025, o município contava com 785 empresas de micro, pequeno e médio porte. Já em 2026, a divulgação das 100 maiores empresas reforçou a diversidade setorial local, com presença forte de indústria, comércio, serviços, transporte, logística, energia, alimentação, vestuário e construção.
Na avaliação da presidente da Associação Comercial e Industrial (Acisc), Raquele Simon, o município apresenta um ambiente de negócios positivo e em constante evolução. “É uma cidade organizada, com qualidade de vida e localização estratégica, fatores que contribuem para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento”, afirma.
A presidente diz perceber um cenário de confiança por parte dos empresários, que investem e ampliam as atividades. “Claro que desafios existem, mas, de forma geral, o município oferece uma base sólida para quem deseja empreender e crescer. O crescimento é consistente e perceptível tanto nos dados quanto na prática”, frisa Raquele.
Infraestrutura
Desde a emancipação, os avanços aparecem em infraestrutura viária, ampliação de serviços públicos, organização econômica e valorização da identidade local. Embora o crescimento seja notável, a presidente da Acisc reforça a importância de manter investimentos no planejamento
Essa agenda está alinhada diretamente à missão oficial do município, que combina trabalho, inovação, desenvolvimento sustentável e acolhimento humanizado.”
urbano, como forma acompanhar o ritmo de crescimento da cidade. Entre os projetos, o prefeito destaca o desejo de abrir um acesso direto a Santa Clara do Sul. De acordo com ele, a proposta visa construir uma via entre o município e a RSC-453, em direção a Cruzeiro do Sul. O investimento está avaliado em R$ 15 milhões. “Ficaríamos próximo à Ponte dos Vales, com circulação facilitada até a cidade”, reforça
Fatos que ajudam a entender a identidade do município
- Nome inspirado na fé: Santa Clara do Sul recebeu o nome em homenagem a Santa Clara de Assis, refletindo a forte religiosidade dos primeiros colonizadores
- Origem ligada a um colonizador devoto: O nome foi dado por Antônio Fialho de Vargas, que também doou terras para a construção de uma capela em Lajeado
- Formação ainda no século XIX: A ocupação da área começou em 1869, com a formação de uma fazenda em meio a matas virgens
- Já teve outro nome: Entre 1945 e 1948, o distrito foi chamado de “Inhuverá”, termo indígena que significa “Campo Resplandecente”
É uma cidade organizada, com qualidade de vida e localização estratégica, fatores que contribuem para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento.”
Além disso, o gestor ressalta ações como a pavimentação de 663 metros em Nova Santa Cruz, com investimento de R$ 920 mil, a obra de pavimentação e infraestrutura da Rua Alberto Schabbach, com pista e calçadas bilaterais, a reconstrução da ponte de Sampainho com investimento superior a R$ 270 mil, e a construção de uma nova escola de Educação Infantil. Entre os principais diferenciais
- Centro religioso: Em 1899, o município sediou o 2º Congresso Geral de Católicos do Rio Grande do Sul
- Educação como destaque histórico: Antes da emancipação, era o distrito de Lajeado com maior índice de alfabetização e pioneiro na implantação de ensino de 2º grau
- Espírito comunitário forte: Obras como igreja, escola e espaços sociais foram construídas com participação direta dos moradores, em sistema de cooperação
- Símbolo recente da fé local: Em 2022, foi instalada uma escultura de Santa Clara na entrada da cidade, que se tornou ponto de visitação e contemplação
competitivos, Santa Clara do Sul se destaca pelo ambiente acolhedor, articulação entre poder público e empreendedorismo e posição de protagonismo em iniciativas de turismo regional. O município combina interior produtivo com serviços públicos em expansão e uma identidade comunitária forte.
Da necessidade à emancipação
A emancipação de 1992 redefiniu o rumo de Santa Clara do Sul e permitiu a construção de um modelo baseado em planejamento e participação comunitária. Aos 34 anos, o município consolida avanços e projeta um novo ciclo de desenvolvimento, com foco na atração de investimentos e na manutenção da qualidade de vida.
A historiadora Patrícia Schneider destaca que, antes da emancipação, Santa Clara do Sul mantinha características de pequena comunidade, apesar de contar com base econômica estruturada. A distância da sede administrativa limitava investimentos em infraestrutura. A mobilização comunitária surgiu da necessidade de maior autonomia para gerir demandas locais. O movimento, segundo ela, reuniu lideranças e moradores em torno da criação do município, com objetivo de viabilizar investimentos diretos. Desde então, o crescimento ocorreu de forma estruturada, com ampliação de serviços e fortalecimento das atividades econômicas. A expansão do núcleo urbano evidencia o desenvolvimento alcançado ao longo das décadas.
MÁRCIO
HAAS PREFEITO
RAQUELE SIMON PRESIDENTE DA ACISC
Gestão projeta um acesso direto à RSC-453, em direção a Cruzeiro do Sul, aproximando a cidade da futura Ponte dos Vales
Professora adotada na infância cria entidade e muda o futuro de seis mil crianças
Sara da Rosa aprendeu a ler aos 9 anos e decidiu que retiraria crianças das ruas. Fundou a Parceiros da Esperança, que oferece reforço escolar, refeições e aulas de informática em Venâncio Aires
Andreia Rabaioli andreia@grupoahora.net.br
Aprofessora Sara da Rosa tem um papel notável junto aos alunos mais necessitados de Venâncio Aires. Ela criou uma estrutura de atendimento gratuito que permite às crianças permanecer no espaço para ter aulas de reforço escolar, informática, música, artesanato, praticar esportes e ainda voltar para casa, no fim do turno, bem alimentadas. Mais do que isso, também levar alimentos para as famílias.
A Organização Parceiros da Esperança, chamada por todos de Paresp, é exemplo de gestão, organização e eficiência. Por isso, é lembrada como uma entidade confiável pela comunidade e virou referência em educação no turno oposto. Tudo isso sem que as famílias precisem pagar um centavo. O rosto por trás da marca é o da carismática octogenária. Aos 83 anos, Sara tem a voz APRESENTADO
clara, alta e articulada que fez dela uma professora diferenciada.
Sara nasceu em uma família pobre, dividindo a atenção dos pais com sete irmãos, em uma zona periférica, sem condições de frequentar a escola.
Aos nove anos, foi apadrinhada pela família do prefeito da época, Alfredo Scherer. Passou a morar com eles para estudar. A esposa, Odila Scherer, foi sua alfabetizadora. Assim, Sara teve aulas com ela e, em pouco tempo, entrou para a escola. Ainda menina, percebeu que transformar a educação seria uma missão: “eu vou ser professora, ensinarei crianças a lerem”.
Aos 18 anos, tornou-se professora e assumiu a alfabetização de crianças da 3ª série no interior. Os alunos, de famílias paupérrimas, viviam em casas com chão de barro, e ela se deu conta da dimensão do problema. “Vi que a pobreza não estava só na minha família”, salienta.
A professora continuou os estudos, formou-se em Letras e passou em
Sara é o exemplo mais concreto de servir ao próximo”
LEONARDO DUARTE DA ROSA, SUPERVISOR ADMINISTRATIVO
concurso estadual. Na década de 1970, ao lado do marido, Itor da Rosa, consolidou a carreira. A mente ágil e inquieta da professora, alfabetizada tardiamente, ruminava ideias para amparar os alunos do município. A educação seria seu legado permanente. Quando se aposentou, aos 62 anos, começou a obra mais representativa de sua vida: a entidade que virou referência regional, a Paresp.
Fundada por mulheres, amparada pelo Pró-Social
A Parceiros da Esperança foi fundada por quatro mulheres em 2005, logo após a aposentadoria de Sara da Rosa. Ela liderou a criação da organização de forma ativa e determinada. Ao caminhar pelas vilas e ver crianças mal nutridas, fora da escola, gritou internamente: “Chega”. Ao marido, determinou: “não me aposentei para pilotar fogão, vamos convocar a sociedade para assumir a realidade destas crianças”. Itor concordou e ajudou.
De todas as pessoas e diretores de entidades a quem Sara apresentou a proposta de criar uma organização social, outras três mulheres abraçaram a causa: Rejane Genz, Lori e Atília. Assim, as quatro foram para as vilas traçar o diagnóstico da vulnerabilidade social. Queriam saber quantas crianças estavam fora da escola, quem eram as famílias e quais eram as necessidades. “Muitas das crianças se assemelhavam à minha história, nasceram em casa de chão batido com paredes de taquara”, observa. Em 2005, depois de um chá com bolacha na casa de Sara, as quatro amigas fundaram a Parceiros da Esperança, abreviada para Paresp. O primeiro prédio, instalado em uma estrutura da Febem, abrigou 140 crianças resgatadas da periferia da cidade, alunos inseridos no cinturão de pobreza do município. Nos dois primeiros anos, a ONG se manteve com trabalho voluntário. Depois, Sara
Muitas
das crianças se assemelham à minha história, nasceram em casa de chão batido com paredes
de taquara.”
SARA DA ROSA, PROFESSORA
entendeu que era preciso profissionalizar a gestão.
Hoje, a entidade mantém um foco tão profissional que conta com o apoio do programa Pró-Social RS e do Instituto Lojas Renner, que apoia projetos alinhados à sua estratégia de sustentabilidade e impacto social.
A Paresp e o impacto real em Venâncio Aires
Das quatro amigas fundadoras, Sara é a única que segue ativa à frente da entidade. Ela estimulou toda a família a fazer parte do projeto.
Hoje, o neto Leonardo Duarte da Rosa é seu braço direito, responsável pela rotina
administrativa e pela criação de projetos. A Paresp atende 126 crianças no turno oposto ao escolar. Elas recebem refeições, reforço escolar, aulas de coral, música e informática, além de levarem cesta básica para casa. A entidade também mantém brechó e distribuição de roupas.
Localizada em uma área inundável do Bairro Morsch, em Venâncio Aires, a Paresp foi atingida pela enchente, mas se recupera com fôlego e organização.
A estrutura reúne refeitório, salão de eventos, padaria industrial, ginásio, salas de oficinas e área verde, em um espaço pensado para acolher, alimentar e desenvolver crianças no turno oposto ao da escola.
Em 21 anos, o espaço beneficiou seis mil alunos. “O sonho de criança de ensinar a ler e escrever, foi realizado. Os alunos estão lendo, gostam de contar histórias, cantam ao microfone. Se sentem cidadãos, com direitos e deveres”, expõe Sara, com orgulho.
A professora, o neto e o poder do voluntariado
Para Sara, uma ação social tem força para mudar uma cidade. “Um voluntário se se doa totalmente, sem esperar confete na cabeça”. Ela vai além: “Voluntariado é um compromisso que temos como ser humano”. Quem incorpora esse espírito experimenta uma felicidade diferente, que não vem da recompensa, mas do propósito. “Sou voluntária com um propósito e puxei toda a família para ele e disse: vocês não podem deixar isso aqui fechar, enquanto tiver uma criança na rua”.
O neto Leonardo Duarte da Rosa , 27, acredita que a avó Sara é o exemplo mais concreto de servir ao próximo. Na infância,
O diferencial da Paresp que revela a força do projeto
• Fundada em 2005, atendeu 140 alunos inseridos em um cinturão de pobreza no município
• O projeto se mantém há 21 anos e beneficiou seis mil crianças
• Com gestão profissionalizada, a Paresp oferece reforço escolar, aulas de informática, esportes, oficinas e cria valores para a cidadania
• Atualmente atende 126 crianças
• O trabalho se apoia em um tripé: família, escola e ONG
• Mantém parceria com a prefeitura para ajudar no atendimento às crianças e às famílias
• As famílias são convocadas a participar e a assumir responsabilidade na criação e na educação dos filhos
fazia pão com a avó e cresceu dentro do espaço. Hoje, vê na Paresp um legado de voluntariado que a família mantém e honra em favor do município.
“
A Paresp me alimentou durante cinco anos”
Samanta Ferreira, 19 anos, chegou à Paresp aos 12. No espaço, encontrou na professora Sara uma figura de avó acolhedora. Participou do coral, recebeu reforço escolar e teve acesso a atividades esportivas.
Mais tarde, foi encaminhada ao mercado de trabalho e, há dois anos, passou a atuar na própria Paresp. Hoje, ocupa um lugar diferente dentro da entidade: o de quem retribui o que um dia recebeu. “A Paresp me alimentou durante cinco anos e hoje eu consigo contribuir.”
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ASSISTA A HISTÓRIA DE SARA DA ROSA
A filha Ana Paula da Rosa, Sara, Leonardo e a educadora Jaqueline de Boer dos Santos cuidam da classe especial
Sara, aos 83 anos, permanece ativa na entidade que fundou em 2005
HISTÓRIA PRESERVADA
Memorial Adroaldo Conzatti
projeta inauguração para 2027
Em fase de desenvolvimento
técnico, Centro
Cultural será implantado em casa histórica, localizada no Centro da cidade
Cinco anos após a morte do ex-prefeito Adroaldo Conzatti, lembrada na quinta-feira, 19, a família avança na criação de um espaço permanente de memória, cultura e turismo em Encantado. O projeto do Centro Cultural Memorial Adroaldo Conzatti está em fase final de elaboração. A iniciativa é conduzida pelo filho, Gilson Conzatti. Segundo ele, o trabalho técnico entra agora
na etapa de engenharia e detalhamento. O projeto arquitetônico é desenvolvido pelo escritório da arquiteta Dani De Conto, enquanto a concepção museológica está a cargo de Carol Zuchetti, profissional com atuação em museus no Rio Grande do Sul e em outros estados.
A estrutura que abrigará o memorial já está definida. A família adquiriu uma casa histórica localizada na esquina das ruas Sete de Setembro e Barão do Rio Branco, no centro de Encantado. Antigamente, o imóvel pertencia ao empresário Guido Cé.
De acordo com Gilson, a equipe técnica estuda a adaptação do prédio para receber o novo complexo cultural. Ele afirma que a expectativa é receber, em cerca de 30 dias, a apresentação final do projeto.
“Já se viu tudo o que se quer lá. Agora está na parte operacional. A ideia é preservar a estrutura original”, resume.
A previsão é inaugurar o espaço em 2027. A família trabalha com duas possibilidades: março,
mês que marca o falecimento de Adroaldo, ou junho, durante a Suinofest.
Diferentes ambientes
O memorial deve reunir diferentes ambientes. A proposta inclui salas de treinamento, cafeteria e loja de souvenirs, além de áreas expositivas. Gilson explica que os detalhes ainda estão em definição, mas reforça que o conceito já foi alinhado com as profissionais responsáveis.
O espaço também terá caráter educativo e turístico. A ideia é criar uma biblioteca, com destaque para obras em italiano, e ambientes temáticos voltados à história local. Outro eixo do projeto é a valorização da comunidade. O Memorial pretende dedicar espaços para contar a trajetória de famílias que contribuíram para o desenvolvimento de Encantado. Exposições itinerantes e virtuais também estão previstas. Um dos
ícones do local será a estátua em tamanho real do ex-prefeito, já finalizada pelo escultor Markus Moura, o mesmo do Cristo Protetor. “A estátua já está na casa”, revela Gilson. Paralelamente, ocorre a organização do acervo. Documentos e peças ligadas à vida pública e pessoal de Adroaldo Conzatti passam por catalogação. Gilson ainda avalia a utilização de um terreno anexo ao imóvel princi-
pal. A decisão sobre a ampliação do projeto será tomada após a conclusão do desenho final. “A proposta do memorial surge como forma de preservar o legado político e comunitário do pai, ao mesmo tempo em que projetamos se transformar em um novo ponto de visitação turística e cultural na cidade”, salienta.
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Gilson com a estátua em tamanho real do pai que ficará exposta no Centro Cultural
Cooperativa reduz pela metade dívida bilionária
Assembleia detalhou resultado de R$ 101 milhões em 2025. Faturamento total do ano foi de R$ 542,9 milhões. Cerca de 80 associados acompanharam as apresentações
TEUTÔNIA
ACooperativa Languiru, em liquidação, realizou, na manhã dessa sextafeira, 20, na associação dos funcionários, assembleia de a prestação de contas referente ao ano de 2025.
No período, a cooperativa registrou lucro de cerca de R$ 101 milhões, considerando todas as operações, como frigoríficos de aves e suínos, cadeia leiteira e produção de rações. O faturamento total no ano foi de R$ 542,9 milhões.
Em relação ao passivo, a dívida apurada no processo de liquidação desde 2023, superior a R$ 1,1 bilhão, foi reduzida em 52%
após negociações com credores e adesão ao plano de recuperação. Atualmente, o montante é de R$ 584 milhões.
Também foram apresentados os relatórios da auditoria externa e do conselho fiscal, que ratificam os números divulgados.
O presidente liquidante Paulo Roberto Birck destaca a evolução dos resultados e afirma que o movimento atesta a retomada da cooperativa. “É importante, essa retomada da confiança, principalmente do nosso associado, do nosso fornecedor, que a Languiru,
Contas da cooperativa foram aprovadas durante a assembleia
com o tempo, vai enfrentar esse passivo e logo ali na frente vai ser uma página virada. E a perspectiva de 2026 também é uma perspectiva muito boa”, afirma. Associado há 15 anos, Marino Spellmeier, de Arroio do Meio acredita que a cooperativa está no caminho certo. “Aos poucos a cooperativa está se reerguendo com os pés no chão, com foco nos produtores de leite, frango, suínos. Os resultados ainda não são
tão expressivos como gostaríamos, mas gradativamente estão evoluindo”, destaca.
Aprovações
A assembleia aprovou as contas apresentadas e decidiu acatar a proposta de rateio das sobras, que contabilizaram R$10 milhões, a ser calculado com base nas operações de cada associado realizadas em 2025, com exceção das cotas-parte.
Entre as ações destacadas no plano de recuperação, estão as readequações estruturais, com a venda de ativos e a desocupação do prédio da sede administrativa. A estrutura foi transferida para o subsolo do Agrocenter. “Faz parte desse processo, a gente tem que olhar para dentro, fazer o dever de caso e sim estar atento ao mercado”, destaca Birck.
Além da recuperação no mercado interno, outro fator que reforça a expectativa para 2026 é a retomada de venda de cortes de frango para o mercado chinês. “É uma habilitação que se buscou muito tempo. São duas plantas habilitadas no Vale do Taquari e uma delas é a cooperativa” celebra Birck. Já a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, traz preocupação para a cooperativa. “Isso afeta diretamente nossa operação, já que a produção destinada ao mundo árabe passa por essa região.”
Jovens de Teutônia e Lajeado participaram da Conferência
Nacional de Rotaract Clubs do Brasil, em Campina Grande. Teutoniense
representou o Distrito 4700 e foi semifinalista no Concurso Nacional de Oratória
Oevento, que neste ano teve como tema
“Vozes diversas”, reuniu representantes de Rotaract Clubs de todo o país em Campina Grande, na Paraíba, entre os dias 12 e 15. Além da
Representantes levaram o nome da região para evento na Paraíba
integração entre os participantes, a programação incluiu concurso de projetos, palestras, rodas de conversa e o Concurso Nacional de Oratória.
O Distrito 4700, que abrange clubes de serviço do Planalto Médio, Serra Gaúcha e Vale do Taquari, foi representado por uma comitiva de dez integrantes,
sendo sete do Vale do Taquari, dos clubes de Teutônia e Lajeado.
A ex-presidente do clube de Teutônia, Fernanda Thaís Kolling destaca que o objetivo da entidade é promover o desenvolvimento de jovens lideranças por meio do voluntariado. Esta foi primeira participação dela na Conferência Nacional.
“Em sete anos de Rotaract, é a primeira vez que eu vou a Conarc. A oportunidade de acompanhar outros participantes do concurso oratória, atuar como jurada no concurso de projetos e acessar novas ideias para aplicar à nossa realidade foi muito importante. Muitos projetos apresentados já foram realizados aqui e aprendemos com outras experiências possibilidades de aplicar na nossa cidade”, conta.
Concurso de Oratória
A psicóloga Bianca Anschau, voluntária do Rotaract Club de
Teutônia, venceu as fases de clube e distrital e representou o Distrito 4700 no Concurso Nacional de Oratória, realizado dentro da programação da Conarc. Entre 31 competidores de todo o Brasil, Bianca ficou entre os dez melhores do país. “Foi uma experiência incrível trocar com outros oradores, representantes de diversos distritos. Conhecer como o Rotaract atua em outras cidades foi engrandecedor. A participação no concurso foi uma virada de chave para mim. Me desafiar dessa forma contribuiu muito para o meu desenvolvimento pessoal”, relata.
Próxima Conarc
Há seis anos no Rotaract, a teutoniense Ana Käfer assume este ano o cargo de representação no Distrito 4700 e integrará a equipe de organização da próxima Conferência Nacional, que ocorre entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2027, em Caxias do Sul. “Será especial estar junto na representação distrital e levar Teutônia e o distrito para todo o Brasil conhecer. Será um momento de muita alegria, poder trazer um pouco da nossa cultura gaúcha e do nosso abraço caloroso para todo o país conhecer neste evento”, destaca.
Rede ICM lança Campanha “Um teto para quem precisa”, que visa arrecadar valor para aquisição de telhas
LAJEADO
Inspirada pela Campanha da Fraternidade 2026, que traz o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), o Colégio Madre Bárbara a partir da Rede ICM de Educação e Assistência Social lança a campanha solidária “Um teto para quem precisa”, com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de telhas que serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social ou instituições que trabalham no auxílio e cuidado de necessitados.
A iniciativa nasce como um gesto concreto diante de um dos desafios sociais mais urgentes do país: o acesso à moradia digna. O professor David Orling, coordenador da Pastoral Escolar, destaca que a Campanha da Fraternidade deste ano desafia a olhar para o problema da moradia no Brasil. “Não se trata
“FRATERNIDADE E MORADIA”
Campanha da Rede ICM mobiliza para doação às famílias em vulnerabilidade
apenas de ter um teto, mas de condições dignas de vida, como
saneamento ou acesso a serviços e segurança”. Segundo ele, o
cenário atual revela desigualdades profundas com um aumento significativo da população em situação de rua e das áreas de ocupação precárias. “São quase 18 milhões de pessoas vivendo em favelas e assentamentos populares, mostrando o quanto ainda precisamos avançar”.
Diante da realidade, a Rede ICM de Educação e Assistência Social buscou uma forma de atuação que pudesse gerar impacto em larga escala. “Pensamos em um gesto concreto que envolvesse toda a Rede. Construir casas teria um alcance limitado. Então entendemos que toda casa precisa de telhas, especialmente diante de temporais, vendavais e granizo, que atingem principalmente as moradias mais frágeis”, explica Orling.
A campanha prevê a arrecadação de recursos via Pix, que serão integralmente destinados à compra de telhas. A distribuição será feita pela Rede ICM buscando parcerias como a Defesa Civil, priorizando necessidades
mais urgentes. Outro ponto importante é o caráter coletivo da mobilização. “Não estamos focados no quanto cada unidade vai arrecadar, mas no resultado conjunto. É uma ação em rede, baseada na partilha, na unidade e na solidariedade. É a primeira vez que realizamos uma mobilização nesse formato. Queremos alargar nossa visão e compromisso solidário, e temos certeza de que muitas pessoas serão ajudadas”, afirma.
Como ajudar
As doações podem ser feitas via o Pix: tetoparatodos.apm@ gmail.com. Aberta a toda a comunidade, a campanha convida famílias, estudantes, ex-alunos, parceiros e a sociedade em geral a se engajarem. O professor afirma que a ação é um convite à solidariedade. “Ajudar quem precisa é viver, na prática, o Evangelho e levar dignidade, proteção e esperança para muitas famílias”.
Iniciativa nasce como um gesto concreto no acesso à moradia digna
RENATA LEAL/DIVULGAÇÃO
Apae Lajeado promove roda de conversa sobre Síndrome de Down
Encontro reforçou o compromisso da Apae com o acolhimento e o fortalecimento das famílias
LAJEADO
AAssociação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) promoveu na manhã do último
dia 18 um momento especial de diálogo, informação e troca de experiências com a temática “Vamos conversar sobre Síndrome de Down?”. O encontro foi voltado às famílias atendidas
pela instituição, proporcionando um espaço acolhedor para compartilhar conhecimentos, esclarecer dúvidas e fortalecer a inclusão.
A iniciativa buscou ampliar a
compreensão sobre a Síndrome de Down, destacando a importância do respeito, da valorização das pessoas e do incentivo à autonomia desde a infância, lembrando o Dia Internacional da Síndrome de Down, que será comemorado no domingo, dia 21 de março.
A médica Sandra Cabral, convidada para conduzir a conversa, ressaltou a relevância de momentos como este para aproximar profissionais e famílias. Com experiência pessoal no tema, sua filha, Gabi, tem 44 anos, ela destaca a importância da troca de vivências.
“Esse momento é importante porque permite sentar, conversar e tirar dúvidas. É uma oportunidade para as mães e pais trocarem experiências conosco, que somos profissionais. A Síndrome de Down não é uma doença, é uma condição, e isso precisa ser cada vez mais difundido, para que as pessoas possam conviver em sociedade e se desenvolver com tranquilidade”, afirma.
Sandra também enfatizou a importância da independência, respeitando as particularidades de cada pessoa. “O objetivo é que sejam independentes dentro das características de cada um. Informação e acolhimento fazem toda a diferença nesse processo.”
Ambiente acolhedor
A diretora da Apae, Ana Paula Rech, explicou que a proposta foi justamente criar um ambiente mais próximo e acolhedor para os familiares. “Pensamos em algo mais particularizado, uma roda de conversa com cunho informativo e acolhedor, para que as famílias pudessem tirar dúvidas, compartilhar desejos e angústias em relação ao desenvolvimento e à vida dos seus filhos”, diz. Segundo Ana, o convite foi estendido para famílias da escola, da clínica e dos grupos de convivência da instituição. “Sabemos das dificuldades de agenda, mas ficamos muito gratos pela presença das famílias que conseguiram participar. Foi um momento rico em informações, dicas e orientações que são importantes não só para crianças com Síndrome de Down, mas para todas.” Ana Paula reforçou ainda a importância de promover autonomia e administrar expectativas. “Precisamos oportunizar, dar estrutura e não comparar as crianças. Também é fundamental que os pais saibam lidar com expectativas e frustrações, algo que faz parte da vida de qualquer família. Nosso objetivo é que essas crianças desenvolvam autonomia e independência, com o suporte necessário.”
RENATA
Obras na ERS-130 devem seguir por pelo menos
mais dez
Serviço necessário na rodovia tem causado longas filas e grande tempo de espera para motoristas seguirem viagem
As obras de fresagem e recapeamento da ERS130, entre Lajeado e Cruzeiro do Sul, devem durar pelo menos mais dez dias. O que contrariou a previsão de encerramento até essa sexta-feira, 20, no trecho, segundo a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), responsável pelo serviço. Durante os trabalhos, que são necessários para garantir a segurança dos motoristas e fluidez do trânsito, a empresa adota o sistema de pare e siga, em média de
dias
sete a 10 minutos para cada lado, dependendo do movimento.
A espera tem gerado grandes filas que interferem diretamente nas alças de acesso à BR-386 e da BR para a ERS, assim como para vias importantes e de grande fluxo de Lajeado.
Nessa sexta as equipes iniciaram o trabalho por volta das 7h, para dar agilidade ao processo para fresagem e recapeamento asfáltico. No final de semana as máquinas param e retornam na segunda-feira, 23. O sistema pare e siga será mantido e o serviço tem sequência sempre durante o dia e com as condições de tempo seco, o que dá maior aderência e garante a qualidade do asfalto.
Trabalhos iniciaram nesta semana e vão se estender pelos próximos dias
Residencial Cristo Rei
Eduardo Dienstmann
e Paulo Dienstmann
Arquiteto e engenheiro
Aufbau Arquitetura
e Engenharia Ltda aufbauestrela@gmail.com @aufbauarquitetura
Foi com a intenção de construir um apartamento alto padrão que tivesse o gostinho de residir em uma casa, que o arquiteto Eduardo
Dienstmann e o engenheiro Paulo
Dienstmann criaram o Residencial Cristo Rei, em Estrela. Com uma localização privilegiada, no coração do bairro Cristo Rei, de características residenciais e em região alta da cidade, a vista dos apartamentos chama a atenção.
O prédio conta com 8 andares. No térreo, encontram-se as garagens, tendo dois acessos de veículos, o que facilita a movimentação de carros. Conta também com um acesso de pedestres por um jardim e um amplo hall e varanda cobertos, podendo ser utilizado pelos moradores como área de uso comum para se tomar chimarrão e uma boa conversa.
Optou-se em fazer apenas dois apartamentos por andar, sendo 6 andares, totalizando 12 unidades. Ambos possuem fachada frontal norte, com lajes de concreto aparente que dividem os andares e formam uma ampla sacada
frontal,que também tem a função de servir como um brise, já que recebe alta incidência solar.
Os apartamentos contam com 175m² privativos, com uma planta flexível, podendo ser de dois ou três dormitórios. A área social é ampla, conjugada e ampliada pela grande sacada frontal, que possui uma bela vista para o centro da cidade, o Rio Taquari e as montanhas do vale. Os dormitórios possuem esquadrias com brises deslizantes que também dão um movimento para as fachadas laterais.
No terraço, encontra-se uma área de uso comum, com uma pequena academia, piscina externa e área aberta para uso diverso.
O projeto tem desenho moderno e arrojado, utilizando-se de materiais brutos que conversam entre si. As lajes maciças de concreto aparente, que dividem os andares, garantem uma edificação agradável. Há, ainda, tijolos de demolição no térreo e na fachada frontal, esquadrias em alumínio na cor chumbo e guarda corpos em ferro preto. Este conjunto de fatores contribui e lembram o prazer de se estar morando em uma casa.
O prédio conta também com todo o conforto e tecnologia de uma arquitetura sustentável. Captação da água da chuva, sistema de gás e água individualizados, espera para ar condicionado em laje técnica, esquadrias em alto padrão com vidro duplo na fachada oeste e brises que garantem um controle da incidência do sol.
Aromas que inspiram
Para celebrar o mês da Mulher, a empresária Micheline Rempel promoveu um encontro especial na loja e fábrica da Lá Memoire Aromas na sexta-feira, 13, em Lajeado. Uma noite com palestras inspiradoras e um espaço dedicado à conexão e valorização da força feminina. Além de delicioso coquetel, as convidadas conheceram o novo lançamento da linha de aromas, o home spray Ágape, uma representação do amor em forma de aroma.
Padaria Bruxel reinaugura em Estrela
A Padaria Bruxel reinaugurou na sexta-feira, 13, seu espaço no endereço tradicional, em frente à Praça Henrique Roolaart, no Centro de Estrela. Os proprietários receberam amigos e clientes
para marcar esse momento significativo de retomada e reconstrução após as enchentes de 2024. O restaurante junto à Soges, também no Centro, permanece aberto.
Noite de trocas e conexões
A empresária Carmen Dresch, à frente do Vínculos Hub de Relacionamentos, recebeu arquitetas e empresários para uma noite de trocas com muita conexão na terça-feira, 17, no Auditório Hugo Schmidt, em Lajeado. As palestrantes da noite foram Débora dos Santos, com a pauta “3 Pilares da Mulher Virtuosa – Corpo, mente e espírito”. Já Silvana Goulart explanou sobre “O propósito feminino na arquitetura” e Márcia Costa fez um relato emocionante sobre mulheres sobreviventes do câncer de mama e do Movimento Tchê Rosa Remadoras do RS.
e
O Auditório Hugo Schmidt foi palco de blues e jazz na última quarta-feira, 18. Os artistas Tia Carrol e Luciano Leães encantaram a plateia com clássicos de blues, jazz e soul. Tia Carrol é uma das vozes mais expressivas do blues e soul contemporâneo, já Luciano Leães é um pianista reconhecido na América Latina. Nas fotos, registros de quem passou por lá.
Schmidt, com os artista Luciano Leães e Tia Carrol e Cátia Schmidt
Lajeado ao som de blues e jazz Espetáculo
A Casa de Cultura recebe o espetáculo “Violino Sul-americano”, de Cristine Vasconcellos Quarteto, neste sábado, 21, na Casa de Cultura de Lajeado, a partir das 19h, de forma gratuita. A apresentação passa por três cidades gaúchas além de Lajeado: Camaquã, Tramandaí e Gravataí. O repertório percorre ritmos como chacareras, milongas e chamamés, criando um diálogo entre clássicos da música regional gaúcha e ritmos de países vizinhos, além de composições autorais da artista e obras de importantes compositoras. Vale a pena conferir!
Lisi Costa Leila Franz
Lui Bruxel, Liane Klein, Daniela e Soraia
Silvia Goulart, Débora dos Santos, Márcia Costa e Carmen Dresch
Sidnei
Flávio e Adriana Enger, Juliana Follmer e Álex Herold Bárbara Ecke
Lorena Hubert
Cristiane Vasconcellos
Ana Paula Dexheimer, Micheline Rempel e Aline Giovanella
Fecars reúne regiões e valoriza talentos
Evento começou na quinta-feira e segue até este domingo, em Santa Cruz do Sul, com provas campeiras e atividades culturais
A36ª Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars) movimenta o Parque Municipal de Eventos, em Santa Cruz do Sul, desde a última quinta-feira, 19, e segue até domingo, 22, reunindo representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Estado. Com entrada gratuita, o evento consolida-se como um dos principais encontros do tradicionalismo gaúcho, combinando competições campeiras e atividades culturais.
Promovida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), em parceria com a 5ª Região Tradicionalista e a Fundação Cultural Gaúcha, a programação inclui provas como tiro de laço, rédeas, chasque, gineteada e vaca parada, distribuídas em diversas categorias. As disputas reúnem competidores classificados em etapas regionais, o que eleva o nível técnico das provas ao longo dos quatro dias.
Além das competições, a Fecars também reforça o papel de preservação da cultura campeira. Entre os destaques está o 25º Seminário de Cultura Campeira, realizado neste sábado, com o tema “Origem enraizada no campo, um legado de pai pra filho”. A programação ainda conta com o Torneio de Truco Cego de Integra-
Uma década depois
Já Douglas Fernando Jacobs, conhecido nos rodeios como Santana, representa Lajeado na modalidade seleção de dez homens e retorna à Fecars após mais de uma década. Aos 33 anos, ele acumula 23 anos de experiência no laço, iniciada ainda na infância, influenciado pelo pai.
“Comecei na vaca parada com cinco, seis anos e aos dez já estava laçando a cavalo. A tradição vem de casa”, relata. No currículo, carrega passagens por grandes rodeios, como Vacaria, além de participações em etapas nacionais e interestaduais.
Entre as principais conquistas, Santana destaca um terceiro lugar na Fecars de 2011, que abriu portas para o cenário nacional. “Fui campeão brasileiro na modalidade laço rapaz e conquistei prêmios importantes”, lembra.
Agora, o foco está no trabalho coletivo. “A expectativa é fazer uma boa participação e ajudar a equipe. Temos um grupo forte e com chances de representar bem a 24ª Região Tradicionalista”, projeta.
ção e outras atividades voltadas ao público.
Participantes do Vale do Taquari
Entre os competidores, nomes do Vale do Taquari marcam presença e carregam histórias que ajudam a traduzir o espírito do evento. De Venâncio Aires, o jovem Vitor Freitas, de 17 anos, participa na modalidade rapaz e vive a realização de um sonho construído desde a infância. Ele vai para a primeira participação na competição.
“Meu pai sempre me levou aos eventos e participar de um rodeio desse porte é um sonho. Todo mundo que gosta de laço quer representar a sua região aqui”, afirma. A vaga foi conquistada após bom desempenho em seletiva local. “Foram dez armadas, consegui me destacar e garantir a classificação”, conta.
Desde quinta-feira à noite no parque, o jovem destaca a mistura de ansiedade e expectativa. “O nervosismo é grande, mas a vontade de ganhar é maior. Só de estar aqui já é uma vitória”, avalia. Para competir, ele conta com o apoio da Cabanha São Miguel, que disponibilizou uma égua. “A maior parte da laçada depende do cavalo, então a conexão é fundamental”, explica.
participar pela
O retorno ao evento após 14 anos também tem um significado especial. “É diferente. Aqui a gente vê um tradicionalismo mais raiz, detalhes que nem sempre aparecem nos rodeios do dia a dia. Isso valoriza ainda mais a cultura”, completa.
ESTADO
Santana retorna ao Fecars após 14 anos. Laçador de Lajeado mira mais um título na competição estadual
Vitor Freitas tem 17 anos e vai
primeira vez do Fecars, em Santa Cruz do Sul
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Publicações Legais
CRUZADAS
Altamente destrutivas ao atingir a costa, constituem o tsunâmi
Dividir em porções Da região de Elba Ramalho (fem.)
Angustiadas Capital da Turquia
Periférico manuseado pelo digitador
Que veio à tona Cláudia (?), atriz
Diversificada, distribuída grãos em
A minha pessoa Instituição obrigatória, na etapa fundamental (BR) "(?) Humilde", clássico da MPB Desejo de vingança Benévola
Moeda do Japão Pouco espesso
Aprimoraram (fig.) Utensílio do bar
Antônio Fagundes, atuou em "Bom Sucesso" (TV) Lista; relação
O do cachimbo faz a boca torta (dito) Orifícios obstruídos por cravos (Anat.)
Prática junina punida com prisão
1.051, em romanos Debaixo de Sufixo de "pobretona"
Roentgen (símbolo) Em breve, em inglês
HORÓSCOPO
ÁRIES: A recomendação é pegar mais leve, manter as atividades de rotina e não se sobrecarregar porque quem pode pagar o pato é o organismo.
TOURO: Convém você ter mais jogo de cintura e deixar as diferenças de lado para não provocar torta de climão com seus queridos.
GÊMEOS: O clima melhora bastante depois do almoço, só que você pode sentir mais vontade de se entocar em casa.
CÂNCER: Imprevistos e mudanças de última hora podem atrapalhar planos de passeio ou viagem, mas à tarde será mais positiva e tudo vai dar certo.
LEÃO: Procure ser mais tolerante com quem convive, pegue leve nas exigências e controle seus recursos com mais rigor.
VIRGEM: Se está free, convites para sair não vão faltar e há belas chances de encontrar o crush dos sonhos.
LIBRA: Não pode e nem deve relaxar no controle das finanças porque a vontade de gastar pode ser maior do que o bom senso.
ESCORPIÃO: Desentendimentos serão esclarecidos e você vai dar um show de simpatia nos contatos, contatinhos e contatões.
SAGITÁRIO: Mas as coisas devem caminhar do jeitinho que você gosta a partir da tarde, conversas descontraídas vão levantar seu astral.
CAPRICÓRNIO: Passeios, viagens e planos de diversão recebem sinal verde e os contatinhos vão fervilhar.
AQUÁRIO: O período deve ser mais positivo de maneira geral, as relações pessoais também estarão mais favorecidas .
PEIXES: Se está na pista, tem tudo para encantar quem paquera: use e abuse da sua simpatia e boa lábia.
empreendimentos, existentes, senta dação também industrial pela de empresas. se instalou da temos investidores”, Gilmar No versificação nos produção declínio
Palavra
Formato do ângulo de 90 graus
365 VEZES NO VALE
Recanto das Palmeiras é nova opção de lazer e esporte em Arroio do Meio
Arroio do Meio ganha uma proposta diferenciada para a prática de esportes, lazer e locação de eventos. O Recanto das Palmeiras inaugurou em fevereiro na Estrada Geral de Passo do Corvo, a aproximadamente dois quilômetros da ERS 130.
A infraestrutura esportiva conta com um campo de futebol sete e três quadras de areia (práticas de vôlei, futvôlei e beach tennis). Todos os espaços têm iluminação com horários disponíveis na
semana e fim de semana.
Ao lado está um quiosque com banheiros e bar, além de churrasqueiras, pias e mesas na sombra das árvores. Os esportistas podem usufruir do ambiente de forma gratuita, apenas com consumação das bebidas do bar local.
Esse quiosque também pode ser locado, da mesma forma que uma casa centenária totalmente restaurada para abrigar eventos.
O espaço interno tem capacidade para 65 pessoas. Há ainda ambiente externo com mesas ao
LOCAÇÃO DE ESPAÇOS
VALORES DAS ATIVIDADES
ar livre.
O complexo tem estacionamento para mais de 100 veículos.
Quem está à frente do empreendimento é Vianei Luis Reckziegel. As terras onde está localizado o Recanto das Palmeiras foram usadas por anos para plantio e criação de animais.
Em 2021, Reckziegel decidiu investir nas atividades de lazer e começou a transformação do terreno.
O complexo já está sendo locado para eventos e tem horários para a prática esportiva disponíveis. Mais informações pelo 51 98147-2324 (Vianei) ou pela página @rec_das_palmeiras no Instagram.
Horários para locação esportiva
Segundas e terças-feiras, das 18h às 23h; Quartas às sextas-feiras, das 8h às 12h e das 14h até 23h; Sábados, das 8h até 19h Domingos, das 8h até 12h
CAMPO DE FUTEBOL SETE - R$ 100,00 a hora no dia e R$ 120,00 à noite (fixo). R$ 120,00 a hora dia e R$ 140,00 à noite (esporádico)
QUADRAS DE AREIA - R$ 65,00 horário fixo durante o dia e R$ 80,00 horário esporádico. À noite, R$ 80,00 o fixo e R$ 100,00 o esporádico.
LOCAÇÃO DOS ESPAÇOS a R$ 300,00 o quiosque (sem pegar bebidas no local) ou R$ 150,00 (pegando bebidas no local). A casa custa R$ 500,00. Os valores podem aumentar dependendo o número de pessoas no evento.
TURISMO
Parque Caminho dos Milagres é inaugurado em Encantado
Espaço localizado às margens da ERS-332 convida visitantes a percorrer um trajeto com esculturas que retratam milagres de Jesus Cristo
OParque Caminho dos Milagres foi inaugurado em Encantado na tarde dessa sextafeira, 20, com proposta voltada à fé e à reflexão. O espaço localizado às margens da ERS-332, na Linha Santa Teresinha, próximo ao trevo de acesso a Relvado, convida visitantes a percorrer um trajeto com esculturas que retratam milagres de
Jesus Cristo. O parque integra um complexo turístico. A estrutura inclui a Pousada Jardim Encantado, com hospedagem em contêineres adaptados. A proposta amplia a
experiência dos visitantes. O empreendimento é liderado pelos empresários Vanderléia Draghetti Cardoso e Idacir Cardoso, de Gramado. O projeto aposta no potencial do Vale do
OBITUÁRIO
ORLANDO VON MUHLEN, 93, faleceu na sexta-feira, 20. O sepultamento ocorreu no cemitério da Comunidade Evangélica Betânia de Boa Vista, em Teutônia.
PEDRO ARNILDO ROSENBACH, 75, faleceu na sexta-feira, 20. O sepultamento ocorreu no
Cemitério Católico de São Caetano, em Arroio do Meio.
ALBERTO CARDOSO DA
Taquari para o turismo religioso. Segundo Vanderléia, a ideia surgiu de uma vivência pessoal. O parque ainda está em implantação.
A expectativa é reunir escul -
turas com passagens bíblicas, como a multiplicação dos pães e a cura dos enfermos.
Vivência da religiosidade
“Cada cenário vai contar um desses milagres. A proposta é proporcionar uma vivência profunda da religiosidade”, afirma Vanderléia.
“A gente acredita muito no potencial turístico do Vale do Taquari e de Encantado”, acrescentou Idacir.
Abramo Machado, responsável técnico pelo projeto e com experiência em importantes trabalhos na cidade de Gramado, afirmou que as pessoas irão se emocionar com a experiência no Parque.
A abertura ao público ocorre na próxima semana. Os ingressos podem ser adquiridos no site da LumePass.
SILVA, 64, faleceu na quintafeira, 19. O sepultamento ocorreu no cemitério do Júlio de Castilhos, em Taquari.
Parque integra um complexo turístico, que inclui uma pousada em contêineres adaptados
legenda
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
UMAS & OUTRAS
CARLOS MARTINI Administrador
BAITA PATRIMÔNIO CULTURAL!
Dizem as estatísticas que pelo menos 80% da população regional valedotaquariense tem conexões diretas ou indiretas com o sistema cooperativista. A maior concentração do estado e talvez do país.
Ligando meu achômetro de precisão, eu até imagino que passa muito além disso. De um jeito ou de outro, direta ou indiretamente, creio que 100% da população regional “cruza” com o sistema senão toda a semana pelo menos uma vez por mês e várias vezes por ano, e uma ampla parcela em todo o santo dia.
Exemplos não faltam: no sistema bancário e de crédito temos os três tradicionais Sicredis (Teutônia, Encantado e Lajeado) e agora mais o Sicoob. Na eletrificação rural e também urbana, em função do crescimento das cidades, temos a Certel, Certaja e Cerfox. Na saúde tem Unimed e Uniodonto. No transporte, a Vale-Log. Na produção rural/ industrial tem Dália, Languiru, Cooperagri. Sem esquecer as associações de água, que também seguem os mesmos parâmetros. Se esqueci alguma, peço perdão ao padre Amstad. Cooperativismo na minha
humilde opinião é fruto direto do sempre saudável espírito associativista/comunitário, e nele devem ser incluídas também muitas outras instituições e entidades regionais. Valorosas instituições de ensino algumas até centenárias, centros de saúde de referência, associações rurais, e inclusive algumas heranças de empreendimentos passados que alavancaram muito a roda da economia regional no passado e que hoje seguem rendendo muito bons frutos em outras também respeitáveis mãos.
E vida que segue, para frente é que se anda.
ARTIGO
MARCOS FRANK
Médico Neurocirurgião
Prevenir é melhor que remediar
m maio de 2024, quatro anos após o trauma da pandemia, o Hospital Bruno Born foi nova e duramente testado. Dessa vez com a maior enchente conhecida do rio Taquari que devastou cidades e vilarejos.
No meio do caos os temores eram vários, o maior de todos era que o hospital pudesse ser invadido pelas águas que não paravam de subir, superando toda e qualquer experiência prévia. O segundo medo era ficar sem energia elétrica em um momento que o Vale do Taquari havia ficado sem ligação por terra com o resto do estado, para evitar tal fato era fundamental manter uma reserva extra e constante de óleo diesel.
Mas só isso não bastava, era preciso proteger delicados e milionários equipamentos de diagnóstico e tratamento situados no subsolo do Centro de tecnologia avançada. Para tanto, a máquina de radioterapia foi desligada e girada para ficar na posição mais alta possível. O problema maior seria os delicados equipamentos de ressonância magnética que são resfriados com gás Hélio, desligar cada uma delas exigiria liberar todo esse gás e sua recarga custa em torno de duzentos mil dólares por equipamento. Um enorme esforço foi feito para conseguir bombas de retirada de água, dessas que são utilizadas na construção civil, caso o pior acontecesse.
Embora pouco conhecidos existem estudos bastante acurados a respeito de um tema nevrálgico: a capacidade de resistência/ sobrevivência de áreas e populações urbanas frente a eventuais colapsos no abastecimento de energia, de água potável, comunicações, logística de transportes, gêneros de primeira necessidade, combustível, mobilidade urbana e regional, serviços de saúde, manutenção da segurança pública, fluxos financeiros e meios de pagamento, recolhimento de lixo, abrigos coletivos emergenciais, e por aí afora.
Cada caso é um caso, com suas respectivas circunstâncias e complexidades específicas. E não custa lembrar: eventuais colapsos, temporários ou mais
duradouros, podem surgir por diferentes razões, muitas vezes até em “edição extraordinária”. Para isso mesmo que existem os chamados Planos de Contingência.
SUPREMO TAPETÃO
Virou moda nesse Brasil corde-anil nos últimos tempos a tal de judicialização da política. Determinados segmentos político-partidários perdem no voto dito democrático e entram com ações no tapetão jurídico, só pra complicar o jogo e gerar atenção de determinadas mídias. E vão direto pro VAR no STF, nada de primeira, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingos instâncias.
LIVRE PENSAR
Cada vez que fores beber água e saciar a sede em um poço no deserto, lembre de quem o abriu. (antigo ditado árabe).
O tal do VAR “Supremo” acaba sendo acionado para qualquer coisa e aceitando se meter em tudo e mais um pouco, virando um mero protagonista de ocasião. Do jeito que a coisa vai é capaz de ser acionado até pra criar jurisprudência sobre as regras informais do jogo de bulitas e de bocha 24, na cancha do meu Cumpádi Belarmino.
Tá certo que a tal Enciclopédia Constitucional Brasileira tem mais artigos e buracos que queijo suíço, mas peraí um pouquinho: a coisa já tá meio que virando numa zorra institucional. E pra quem é leigo nesse negócio dá a impressão que ADINs em geral virou artigo de lojinhas de 1,99. Pro meu gosto, já tá virando numa zôrra!
CENTROS DE INTELIGÊNCIA SAIDEIRA
Fiscal do Ibama pro nôno na colônia:
- Essa tua terra dá milho?
- Não dá não...
- Dá mandioca, banana, soja, frutas, verduras?
- Não dá não...
- Mas então não adianta plantar nada nessa terra!!???
- Ah, bom...se plantar e cuidar é diferente.
Devido a falta de eletricidade, a comunicação era difícil e alguns hospitais vizinhos começavam a ficar sem insumos enquanto outros ou foram totalmente invadidos pelas águas, ou tiveram suas entradas de eletricidade atingidas. Em função disso começávamos a receber pacientes, especialmente crianças, transferidas de outros hospitais . Como houve queda de pontes e interrupção de outras, o único meio de transporte possível eram helicópteros, mas mesmo esses em função das fortes chuvas, não conseguiam fazer voos mais longos. O HBB era a única solução naquele momento e teria de resistir.
Nessa hora sentimos na pele o quanto um heliponto faz diferença, pois sem ele as aeronaves pousavam no Parque do Imigrante e o restante do trajeto era feito em ambulâncias. Isso aumenta os riscos, especialmente em pacientes instáveis. Em dois de maio de 2024 a situação era a seguinte: Corsan havia abastecido o HBB e em especial a hemodiálise, RGE remanejou redes e colocou de prontidão uma equipe especialmente para o HBB, caminhões-bomba e caminhões com diesel estavam estacionados na volta do hospital. Médicos plantonistas, médicos de sobreaviso, enfermagem e demais funcionários que de alguma forma conseguiram chegar até o hospital estavam a postos. Podíamos perder a guerra, mas não seria sem lutar. As águas turvas da enchente estavam perigosamente próximas e barreiras de areia foram dispostas em volta do hospital. Narro tudo isso com uma pretensão, mostrar o quando o abismo esteve próximo e como isso deve nos deixar preparados para possíveis eventos futuros nesses tempos de mudanças climáticas. Foi com esse objetivo que solicitamos recursos de programas estaduais e federais de recuperação após as enchentes. Graças a eles conseguimos a aquisição de uma comporta móvel, que é uma barreira de contenção que será usada, caso necessário como um envelopamento de toda a quadra do hospital. Por ser móvel ela pode ser “emprestada “ para instituições de outras regiões, caso necessário. Além dessa barreira, o hospital também executa outras intervenções de prevenção que incluem comportas fixas, elevação de sistemas elétricos, novos geradores, substituição de telhados e reforços em dutos e sistemas de esgoto. Como hospital que somos, sabemos muito bem que prevenir é melhor que remediar.
INTER BUSCA REAÇÃO EM CASA PARA DEIXAR O Z4
Colorado recebe a Chapecoense dependendo apenas de si para sair da zona de rebaixamento do Brasileirão
Caetano Pretto
caetano@grupoahora.net.br
Superada a barreira da primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Internacional entra em campo neste fim de semana dependendo apenas de si para deixar a zona de rebaixamento. Em busca dos primeiros pontos no Beira-Rio, o Colorado recebe a Chapecoense, no domingo, às 18h30min. A Rádio A Hora transmite o confronto.
Vencer o Santos foi o primeiro passo e fez o Inter subir da lanterna para a 17ª colocação. A Chapecoense é atual 14ª colocada, com 7 pontos, apenas dois a mais que o clube gaúcho. Assim, vitória em casa garante saída do Z4. O desempenho no Beira-Rio, no entanto, tem sido bastante problemático no Brasileirão. Em três jogos foram derrotas para Athletico (1 a 0), Palmeiras (3 a 1) e Bahia (1 a 0). Os resultados andaram afastando o público do estádio e a projeção para este fim de semana, mesmo com promoções e gratuidade às mulheres, não é animadora.
Paulo Pezzolano alterou o time na Vila Belmiro e teve bom resultado. Para o jogo contra a Chapecoense, o técnico deve voltar a mexer no time devido à diferença de jogo proposto pelo adversário.
RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO
Poupado contra o Santos, Alan Patrick deve retomar titularidade diante da Chapecoense
O provável Inter tem: Rochet; Bruno Gomes, Mercado (Félix Torres), Victor Gabriel e Matheus Bahia; Villagra, Paulinho e Alan Patrick; Vitinho, Carbonero e Borré.
CHAPE BUSCA PRIMEIRA VITÓRIA FORA
De volta à elite do futebol nacional, a equipe catarinense soma sete pontos nas seis primeiras rodadas. Na última rodada, a Chape ficou no 0 a 0 com o Corinthians, na Arena Condá, no primeiro empate sem gols da Série A em 2026. Os catarinenses buscam a primeira vitória como visitante. Fora de casa, perderam para o São Paulo e empataram com o Vasco.
O provável time de Gilmar Dal
CLASSIFICAÇÃO
GRÊMIO REENCONTRA
RENATO DE OLHO NO TOPO DA TABELA
Em maré positiva na temporada, o Grêmio estará diante do seu principal ídolo neste domingo, quando pretende vencer a primeira partida fora de casa no Campeonato Brasileiro e de quebra entrar de vez na briga pelas primeiras colocações. O confronto diante do Vasco da Gama ocorre às 16h, em São Januário. A Rádio A Hora transmite o jogo. Já são oito jogos de invencibilidade na temporada, campanha que valeu o título gaúcho e a atual sétima colocação no Brasileirão. Entre os quesitos a melhorar,
AGENDA
SÁBADO
16h Bragantino x Botafogo
Fluminense x Atlético-MG
São Paulo x Palmeiras
DOMINGO
16h Vasco da Gama x Grêmio
Pozzo tem: Léo Vieira; Everton, Bruno Leonardo, Eduardo Doma e Walter Clar; João Vitor, Camilo, Rafael Carvalheira e Giovanni Augusto; Marcinho e Bolasie.
16h Cruzeiro x Santos
16h Athletico x Coritiba
16h Remo x Bahia
18h30min Internacional x Chapecoense
18h30min Vitória x Mirassol
20h30min Corinthians x Flamengo
está a campanha fora de casa. Contra o Vasco, o Grêmio tentará a primeira vitória fora de casa na competição.
Para o jogo, Luís Castro terá de fazer, pelo menos, uma alteração. Marlon teve confirmada fratura no tornozelo e para por cerca de cinco meses. Caio Paulista passa a ser titular. Arthur, recuperado de lesão, e Noriega, poupado no jogo passado, também devem voltar ao time inicial.
O provável Grêmio tem: Weverton; Pavón, Balbuena, Viery e Caio Paulista; Noriega, Arthur e Nardoni; Enamorado, Amuzu e Carlos Vinícius.
VASCO DE RENATO PORTALUPPI
São sete pontos em nove disputados com o ídolo gremista na casamata. Renato Portaluppi chegou e teve impacto imediato na equipe cruz-maltina. Com oito pontos, o Vasco ocupa a décima colocação na tabela e cola no Grêmio se vencer o confronto direto.
Luís Castro deve promover alterações com entradas de Caio, Arthur e Noriega
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
FUTEBOL AMADOR
CRUZEIRO DO SUL E ROCA SALES DÃO INÍCIO AO MUNICIPAL
Jogos ocorrem neste domingo somente na categoria titular
Ofim de semana será de muito futebol amador no Vale do Taquari. Ao todo, 55 partidas serão disputadas.
Em Cruzeiro do Sul, o campeonato de campo retorna após sete anos. A última disputa ocorreu em 2019, quando o Canarinho, da comunidade de São Bento, foi o campeão. A rodada de abertura será na casa do atual detentor da taça e inicia pela manhã. Os confrontos seguem pela tarde, com almoço servido ao meio-dia. Na fase classificatória, serão seis rodadas e
os quatro primeiros avançam para semifinal. Além do Canarinho, o municipal será disputado por Cruzeiro (Centro), Juventus (Linha Primavera), XV de Novembro (Picada São Gabriel), Bom Fim (Bom Fim) e Tamoio (Linha Sítio).
Em Roca Sales, a comunidade de Linha Constância recebe os jogos de abertura da categoria titular. Os mesmos clubes que jogam veterano, jogarão na categoria principal – Botafogo, Serrinha, Juventude e Toma 10. A competição é curta. A primeira fase terá três jogos, com semifinal e final em duas partidas.
OUTROS DESTAQUES
Progresso conhece no sábado os primeiros finalistas da temporada 2026. Os jogos ocorrem na comu-
nidade de Alta Picada Serra. Pelo veterano, o Flamengo Cabeceira de Tocas goleou o Flamengo Xaxim por 5 a 0 no jogo de ida e atua pelo empate. Já o time de Xaxim necessita vencer para levar a decisão aos pênaltis. Já no titular, o São João, mandante da partida, venceu o Gaúcho por 4 a 2 na partida que abriu as semifinais e joga pela igualdade para chegar à final. Já o time do Centro, necessita ganhar para forçar a decisão aos pênaltis. Em Nova Bréscia ocorre a abertura das semifinais. No sábado, o Canarinho recebe o Botafogo na categoria titular. O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, a partir das 15h30min, com o Concentração. A partida inicia às 16h30min. O confronto pode ser conferido no 102,9 FM ou em live na página do A Hora Esportes no Youtube. No domingo, o Imigrante duela com
Ao todo, 55 partidas serão disputadas neste fim de semana em todo o Vale do Taquari
o Atlético Caçadorense, em Linha Tigrinho Alto. Outros lugares que se encaminham para o fim da fase classificatória são Arroio do Meio, Paverama e Encantado.
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
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CLUBE SETE DE SETEMBRO
KANXEIROS E SARAGOSSA
LEVANTAM AS TAÇAS DO TORNEIO DE VERÃO
Competição que movimenta equipes no início do ano teve as decisões disputadas nesta semana
OTorneio de Verão do Clube Sete de Setembro chegou à grande decisão na última quarta-feira, 18. As finais definiram como campeões Kanxeiros (Série Ouro) e Saragossa (Série Prata).
A primeira decisão valeu a Série Prata. O Saragossa levantou a taça após vencer o Contra Ordem por 3 a 2. Na campanha, foram dez jogos com três vitórias, três empates e quatro derrotas.
A grande final da Série Ouro valeu o título ao Kanxeiros após vitória por 2 a 1 sobre o Pânico.
A caminhada até a taça teve dez jogos, com sete vitórias, um empate e duas derrotas. Passado o Torneio de Verão, o Sete de Setembro volta às atenções à 40ª edição da Copa Sete.
Campanha
do título
Série Ouro
Kanxeiros 3 x 2 Brothers
Kanxeiros 7 x 2 Cataluña
Kanxeiros 9 x 4 Coringa
Kanxeiros 4 x 1 Dinamite
Kanxeiros 3 x 3 Jeduca
Kanxeiros 4 x 5 Renegados
Kanxeiros 3 x 0 Ser Negão
Kanxeiros 0 x 3 Pânico
Semifinal
Kanxeiros 2 x 1 Cataluña Final
Kanxeiros 2 x 1 Pânico
Série Prata
Saragossa 2 x 4 Cataluña
Saragossa 3 x 4 Renegados
Saragossa 1 x 1 Jeduca
Saragossa 2 x 4 Brothers
Saragossa 4 x 3 Dinamite
Saragossa 1 x 1 Coringa
Saragossa 1 x 3 Contra Ordem
Saragossa 3 x 2 Alcatraz
Semifinal
Saragossa 3 (2) x (1) 3 Coringa
Final
Saragossa 3 x 2 Contra Ordem
Na primeira foto, Kanxeiros foi campeão da Série Ouro ao bater o Pânico na decisão. Na segunda. Saragossa venceu o Contra Ordem e ficou com o título da Série Prata
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
CIRCUITO DOS VALES/LUCASA
PROVA RETORNA A ARROIO DO MEIO NA ESTREIA DA TEMPORADA
Cidade recebe etapa após enchentes e reúne cerca de 1,9 mil atletas. Largadas ocorrem na Rua Coberta
Após três anos fora do calendário, Arroio do Meio volta a sediar uma etapa do Circuito dos Vales/Lucasa Construtora neste domingo, 22. Mais do que a retomada de um dos principais eventos de corrida de rua do interior do Rio Grande do Sul, a prova simboliza um novo momento para o município, marcado pela reconstrução após duas enchentes recentes, em setembro de 2023 e maio de 2024, que alteraram profundamente a rotina da população.
A última edição na cidade havia ocorrido em março de 2023. Desde então, além dos prejuízos estruturais, muitos moradores precisaram reorganizar a vida, interromper hábitos e recomeçar. Neste cenário, o retorno do circuito ganha um significado que vai além do esporte. Com cerca de 1,9 mil participantes confirmados na primeira etapa da temporada 2026, Arroio do Meio volta ao mapa dos grandes eventos esportivos do estado. As largadas estão previstas para ocorrer na Rua Coberta.
Entre os corredores está o aposentado Gilmar Bruxel, de 59 anos, que vivenciou diretamente os impactos das cheias. Ele relata que a enchente de maio de 2024 foi especialmente marcante. “Foi dramático. Já era a segunda vez que eu era atingido, mas não imaginava uma destruição tão grande. A rotina mudou completamente”, conta.
Segundo ele, a prática da corrida precisou ser interrompida por um período significativo. “Não havia mais espaço para treinar, estava tudo destruído. Além disso, os finais de semana eram dedicados à limpeza da casa e do terreno. Foi um período muito difícil”, relembra. Mesmo diante das adversidades, a ideia de abandonar o esporte nunca passou pela cabeça. “Fiquei um tempo sem correr, mas não desisti. O esporte me
ajudou muito no processo de reconstrução emocional. A corrida traz bem-estar, melhora a autoestima e a saúde mental”, destaca.
Para ele, ver Arroio do Meio novamente como sede de uma etapa do Circuito dos Vales representa mais do que a volta de uma competição. “É um sinal de esperança. Mostra a força e a dedicação de um povo que luta todos os dias para seguir em frente.”
“É A PROVA DE QUE TUDO PASSA, TUDO SE RENOVA”
A corredora Solange Inês Kunzler Daltoe, 47 anos, também carrega memórias intensas do período das enchentes. Ela lembra da angústia ao ver a água avançando. “Foi algo inesperado. Ver a água se aproximando das casas e subindo cada vez mais foi desesperador. Foram dias sem
saber como tudo iria terminar”, relata.
Assim como Gilmar, Solange teve sua rotina de treinos afetada. “O percurso que eu utilizava ficou impossível de transitar por um bom tempo, e também não era possível frequentar o centro de treinamento”, explica.
A confirmação de que o circuito retornaria à cidade trouxe um sentimento de renovação. “Fiquei muito feliz. É a prova de que tudo passa, tudo se renova.
E começar a temporada aqui tem um significado muito importante”, afirma.
Para ela, participar da prova neste contexto vai além da competição. “Estar junto de tantas pessoas, muitas que também viveram a enchente, com energia, coragem e força, já é uma vitória pessoal”, ressalta.
Durante o período pósenchente, apesar das incertezas, desistir nunca foi uma opção.
“Queria que tudo voltasse ao normal o mais rápido possível. Sei o quanto a corrida me ajuda, tanto fisicamente quanto mentalmente”, diz. Solange reforça que o esporte teve papel fundamental na superação. “A corrida me trouxe coragem, persistência, confiança e clareza. É uma sensação de dever cumprido comigo mesma. Estar bem também permite
Foi dramático. Já era a segunda vez que eu era atingido, mas não imaginava uma destruição tão grande. A rotina mudou completamente.”
ajudar os outros”, pontua. Para ela, o retorno do evento à cidade tem um simbolismo coletivo. “Representa gratidão, coragem e continuidade. É aprender com o passado, viver o presente e se preparar melhor para o futuro.”
“SEMPRE TEM UM SIGNIFICADO DIFERENTE”
Responsável por um centro de treinamento local, Cristian Finger destaca o engajamento da comunidade esportiva com a etapa. Segundo ele, cerca de 50 alunos do grupo estarão
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Cidade que enfrentou perdas recentes agora volta a receber milhares de pessoas, transformando o esporte em símbolo de superação
GILMAR BRUXEL CORREDOR
FELIPE NEITZKE
Primeira etapa do ano tem quase 2 mil inscritos
A corredora Solange Inês Kunzler Daltoe, 47, é uma das atletas locais que participa do evento
na largada. “Sempre tem um significado diferente competir na cidade natal. Ainda mais depois de tudo que passamos”, comenta. Finger revela que houve mobilização para que Arroio do Meio voltasse ao circuito. “Nós, do CT, conversávamos com a organização e também com o poder público para tentar trazer a prova novamente. Era importante para a cidade”, afirma. Ele ressalta que o impacto do esporte vai muito além do condicionamento físico. “A competição faz a pessoa se sentir viva. Trabalha a saúde física, mas principalmente a mental. Envolve disciplina, cuidados com alimentação, sono e rotina. É qualidade de vida”, explica. Outro aspecto destacado por Finger é o caráter social do evento. “Uma prova desse porte
A corrida me trouxe coragem, persistência, confiança e clareza. É uma sensação de dever cumprido comigo mesma. Estar bem também permite ajudar os outros.”
SOLANGE KUNZLER DALTOE CORREDORA
movimenta as pessoas, gera integração e cria um ambiente positivo. Eu sempre digo que todos deveriam estar envolvidos em alguma atividade esportiva. É o melhor remédio e um exemplo para todas as idades”, completa.
IMPORTÂNCIA PARA ARROIO DO MEIO
Receber uma etapa após três anos é motivo de comemoração para o município de Arroio do Meio. O prefeito Sidnei Eckert destaca a importância do evento. “Nosso município está em um movimento constante de reconstrução e retomada, em todos os setores e localidades. A realização de eventos que incentivam o esporte, a integração, a cultura, o lazer, o turismo e o desenvolvimento econômico, nos fortalecem. Em especial no que diz respeito ao nosso espírito comunitário e à promoção do bem-estar da comunidade.”
Com estimativa de receber 4 mil pessoas, Arroio do Meio verá o movimento da cidade aumentar consideravelmente neste domingo. “Nossos mais diversos setores estão envolvidos, para promover, junto ao Circuito dos Vales, uma manhã de muito esporte, saúde e bons encontros, com toda a segurança, organização e acolhimento que marcam nossos eventos”, diz. O evento também impacta no comércio local. “Nosso comércio do entorno sempre é parceiro de boas ações. Estaremos também divulgando nossos pontos turísticos e belezas naturais e com a Casa do Museu aberta para visitação. E o mais importante: de braços abertos para fazer o que mais gostamos, que é bem receber quem escolhe Arroio do Meio para viver ou passar bons momentos.”
ABERTURA DA TEMPORADA
A edição de 2026 do Circuito dos Vales contará com provas de corrida nas distâncias de 3km, 5km e 10km, além de caminhada (3km e 5km) e Corrida Kids, com percursos de 500 metros e 1km. Ao longo do ano, serão cinco etapas. Além de Arroio do Meio, o circuito passará por cidades como Lajeado, Venâncio Aires e terá como novidade a inclusão de Cruzeiro do Sul no calendário. Entre as mudanças para esta temporada estão os novos formatos de inscrição. Conforme o organizador Deivid Tirp, a criação dos combos Vip e Gold busca ampliar a experiência dos
participantes. “A ideia é oferecer algo além da corrida, atender melhor o público e qualificar ainda mais o evento”, explica. Ele enfatiza que o diferencial do Circuito dos Vales está no ambiente criado. “Não é só sobre correr. É sobre a energia das pessoas envolvidas. Em poucos lugares se vê tanta dedicação e alegria, tanto de quem organiza quanto de quem participa. Isso faz toda a diferença na entrega do evento”, afirma.
Neste contexto, a etapa em Arroio do Meio não marca apenas a abertura da temporada, mas consolida um momento de retomada. A cidade que enfrentou perdas recentes agora volta a receber milhares de pessoas, transformando o esporte em símbolo de superação, reencontro e esperança coletiva.
PROGRAMAÇÃO
A programação iniciou na sexta-feira com a entrega dos kits de participante. No sábado o
momento ocorre das 9h às 16h, no Supermercado Imec do Bairro Montanha, em Lajeado. Quem retirar antecipado concorre à brindes.
No domingo, dia da prova, o evento tem início às 6h com a entrega dos kits que segue até as 7h. Às 7h30min inicia o aquecimento. Já as largadas iniciam a partir das 8h.
CULTURA EM MOVIMENTO
Na etapa de Arroio do Meio, a Banda Barbarella se apresentará no projeto Cultura em Movimento. A entrada é gratuita e ocorre a partir das 8h15min.
Gilmar Bruxel, 59, participa das provas do Circuito dos Vales faz anos
PRE inaugurava posto em Teutônia
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) inaugurava o terceiro posto no Vale do Taquari. O novo quartel ficava na Rota do Sol (RSC-453), no entroncamento com a ERS-128 (Via Láctea), na entrada para Teutônia. Construído em parceria com o governo municipal, o posto integrava o 2º Pelotão Rodoviário de Cruzeiro do Sul. Seriam 15 homens sob o comando do sargento Darci Krug.
Enquanto isso…
Fundação do Twitter – No dia 21 de março de 2006, a rede social Twitter foi criada por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass nos Estados Unidos. A ideia inicial era que o Twitter fosse uma espécie de “SMS da internet”, com a mesma limitação de caracteres de uma mensagem de celular. Twitter, em inglês, significa gorjear e o intuito era que o usuário da rede social estivesse “piando” pela internet. Em 2022, Elon Musk comprou o Twitter por 44 bilhões de dólares e, em 2023, mudou o nome de Twitter e o logo do passarinho azul para a letra X. Na foto, a primeira logo do Twitter.
Sábado é
- Dia Internacional da Síndrome de Down
- Dia Internacional das Florestas e da Árvore
- Dia Mundial da Poesia
- Dia Mundial da Infância
- Dia Internacional do Perfume
- Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
Santo do dia: São Nicolau de Flue
Domingo é
- Dia Mundial da Água
Santo do dia: Santa Léia
Estrela criava duas novas escolas
O prefeito de Estrela, Gabriel Mallmann, marcava presença na inauguração de duas escolas do município. A Linha Imhoff, no distrito de Arroio da Seca (hoje Imigrante), recebia um pequeno educandário rural. A Escola Getúlio Vargas tinha apenas 50 metros quadrados, com uma sala de aula e área de circulação.
Também foi entregue a Escola Municipal José Bonifácio na localidade de Ano Bom Alto. Hoje, a Linha Ano Bom Alto faz parte de Colinas (na época, pertencente a Estrela). Contudo, Estrela tem ainda hoje uma Emef que leva o nome José Bonifácio, mas na localidade de Costão.
por Raica Franz Weiss
Linha Imhoff
Linha Ano Bom Alto
HENRIQUE PEDERSINI
Jornalista
Dois anos que a Guarda Municipal é lei
Nesta semana, completaram-se dois anos desde que a Câmara aprovou a criação da Guarda Municipal Armada de Lajeado, depois de meses de debate e mudanças no projeto. E, por mais que o discurso seja diferente, é preciso reconhecer que a tentativa fracassou. Quando o modelo foi apresentado, os serviços prometidos incluíam muito mais do que uma viatura personalizada e uniformes.
Importante contextualizar: não faltou mobilização do secretário de Segurança Pública, Paulo Locatelli, e do coordenador de trânsito, Vinícius Renner. Foram inúmeros debates e articulações para que a proposta virasse lei. O que não se imaginava eram movimentos dos próprios agentes reprovados nos testes.
O assunto está na esfera judicial e está mais do que na hora de um desfecho para o impasse sobre o aproveitamento dos agentes de trânsito na Guarda Municipal ou se o grupo será definido por meio de concurso público.
Neste trâmite todo, Lajeado investiu recursos em uma formação com a guarda de Gravataí, além de
outros processos que demandaram tempo e dinheiro público. É neces-
Menos um na “bancada dos bairros”
não.
ARTIGO
ROGÉRIO WINK
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
A reforma tributária e impactos nas margens
Areforma tributária brasileira ainda está em fase de implementação, mas um de seus efeitos já começa a aparecer no dia a dia das empresas: a mudança na forma de calcular e apresentar os impostos nas operações. Pode parecer um detalhe técnico, mas não é. Essa alteração tem potencial para provocar uma nova rodada de ajustes nas relações comerciais entre empresas.
Hoje, em grande parte das operações, os tributos sobre o consumo estão “por dentro” do preço. Isso significa que o valor total da nota fiscal já inclui o imposto embutido. O cliente paga um valor final e, dentro dele, está a carga tributária. Com a reforma, a lógica muda. O imposto passa a ser apresentado “por fora”. Em outras palavras, o valor do produto ou serviço será um, e o tributo aparecerá discriminado separadamente na nota fiscal.
Para muitos setores, a carga tributária final pode até permanecer semelhante. Em alguns casos ela aumenta, em outros diminui, e em vários tende a ser relativamente neutra. Mas a mudança de metodologia altera a forma como o preço é percebido, comparado e negociado.
Na prática, isso pode gerar uma nova disputa nas relações empresariais: a disputa pelas margens.
Quando o imposto deixa de estar embutido e passa a aparecer separado, o comprador passa a enxergar com mais clareza o peso da tributação na operação. E isso tende a gerar questionamentos, revisões de preços e renegociações de contratos.
Quem absorve o impacto? O fornecedor? O cliente? Ou o mercado ajusta esse equilíbrio ao longo do tempo?”
Antônio Oliveira (Podemos) não é mais vereador em Lajeado. E isso até ele saberia que aconteceria antes do final do mandato. O motivo é a composição da nominata da sigla para a eleição de 2024 e uma candidatura irregular que fez o partido infringir a cota de gênero.
Antônio integrava o núcleo da Câmara que representa os bairros mais periféricos, e a visão dele fará falta ao Legislativo, independente-
mente de quem assuma a cadeira. Foram 649 votos contabilizados pelo vereador no pleito de 2024, e a tendência é que ele concorra novamente em 2028.
Os bairros mais humildes de Lajeado perderam um representante importante, que não fez nada de errado para perder sua vaga. Sobre o Podemos de Lajeado, cabe uma reflexão interna para evitar novos erros.
• A Câmara de Lajeado terá audiência pública em 14 de maio com a temática: “Chega de descaso com a nossa água!”. Entre os apontamentos estão supostas cobranças indevidas, fornecimento precário e alta tarifa de esgoto. Enquanto isso, o município não conseguiu concluir a negociação para o aditivo com a Corsan/Aegea sobre o mesmo assunto.
• O prefeito de Arroio do Meio esteve em Brasília nesta semana. Sidnei Eckert (MDB) teve, entre as agendas, reunião no Ministério da Saúde para viabilizar a manutenção da UTI no hospital da cidade. O custeio é feito pelo governo federal, estado e município. Qualquer que seja a solução, não é aceitável uma UTI fechar as portas.
• Gláucia Schumacher (PP) apresentará ao Fórum das Entidades o resultado das apurações sobre irregularidades em obras públicas e também os contratos que entraram na mira da Polícia Federal. A prefeita foi oportuna ao aproveitar o evento na Acil, em meio aos empresários, para abordar o assunto.
Quem absorve o impacto? O fornecedor? O cliente? Ou o mercado ajusta esse equilíbrio ao longo do tempo? Essas respostas não virão da legislação. Elas virão das negociações. Outro ponto que merece atenção é a estrutura dos contratos. Muitos contratos empresariais foram elaborados em um ambiente tributário completamente diferente do que está sendo construído agora. Cláusulas genéricas sobre reajustes ou mudanças tributárias podem não ser suficientes para lidar com a nova realidade.
Por isso, o risco de conflitos aumenta. Empresas que não revisarem contratos, estruturas de preço e modelos de faturamento podem descobrir tarde demais que suas margens ficaram pelo caminho.
E há ainda um aspecto operacional relevante. Sistemas de gestão, procedimentos e rotinas administrativas/financeiras precisarão ser ajustados para lidar com o novo modelo de tributação e de apresentação dos impostos.
Diante desse cenário, a pior estratégia é esperar. Empresários que ainda não começaram a discutir o impacto da reforma tributária em seus negócios deveriam fazer isso já. O primeiro passo é simples: sentar-se com o contador e entender, de forma concreta, como as mudanças afetarão a formação de preços, o caixa, a emissão de notas fiscais e os contratos da empresa. Não se trata apenas de cumprir uma nova regra fiscal. Tratase de proteger margens, evitar conflitos comerciais e manter boas relações com clientes e fornecedores. A reforma tributária não será apenas uma mudança de impostos. Ela será também uma mudança na dinâmica das negociações empresariais. Quem chega antes, bebe água limpa.
sário decidir se o município terá Guarda Municipal ou
Fim de semana, 21 e 22 de março de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 19º | MÁX: 38º O tempo fica firme e o sol predomina em boa parte do dia, mas ao amanhecer pode ocorrer nevoeiro isolado.