
grupoahora.net.br


BRASIL X HAITI
DA PAZ
PÁGINA | 12 e 13

OPINIÃO | MATEUS SOUZA
Investimento recorde
Sulgás anuncia R$ 163,7 milhões em nova rede e avança pela região dos Vales.
![]()

grupoahora.net.br


PÁGINA | 12 e 13

OPINIÃO | MATEUS SOUZA
Investimento recorde
Sulgás anuncia R$ 163,7 milhões em nova rede e avança pela região dos Vales.
Governo municipal debate com o Legislativo busca por financiamento de R$ 100 milhões
Prefeita e vice apresentaram aos 15 vereadores o plano para melhorar a infraestrutura da cidade. A carteira tem 23 intervenções em 16 bairros. Juntas,

superam o teto do financiamento. Próximas etapas terá pedido para autorizar empréstimo e definição de cronograma das obras.
PÁGINA | 6 e 7
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Maturidade política em Lajeado
Prefeita, vice e vereadores, de oposição e situação, se reúnem para discutir futuro da cidade.


NESTA EDIÇÃO | NG
OPINIÃO | JOÃO LUCAS CATTO
A história sendo escrita
É incrível ver de perto a festa das torcidas em Nova Iorque, seja na Copa ou na NBA.

Oficina externa sobre instalação de réguas físicas na escadaria abriu programação do seminário Sexta-feira, 19 de junho de 2026 | Ano 23 - Nº 4120 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana) COPA REVIVE
Segunda edição do Seminário Previne Taquari-Antas começou ontem, com debates e atividades voltadas à prevenção de desastres. Entre as ações, ocorreu uma oficina para instalação de réguas físicas de monitoramento do Rio Taquari, em Estrela. O projeto deve ser ampliado para outros municípios da bacia e busca fortalecer sistemas de alerta, gestão de riscos e resiliência das comunidades. Atividades seguem hoje, com programação na Univates.
PÁGINA | 5
Areunião entre o governo de Lajeado e os 15 vereadores sobre o financiamento para obras estruturantes marca um movimento importante na política de Lajeado. Antes do envio formal do projeto, Executivo e Legislativo sentaram à mesa para discutir prioridades, limites financeiros e caminhos para um novo ciclo de investimentos urbanos.
Esse gesto importa. Em uma cidade com trânsito cada vez mais pressionado, bairros em expansão, vias saturadas e demandas acumuladas, decisões sobre infraestrutura precisam ser debatidas com transparência, dados e disposição para ouvir.
Vereadores da base e da oposição reconheceram a importância de discutir a cidade para além das disputas partidárias”
O financiamento de R$ 100 milhões exigirá análise rigorosa. As 23 obras prioritárias superam o valor previsto para o crédito. Parte delas ainda depende de projetos, licenças, aprovações externas e definição de etapas. Portanto, a autorização dos vereadores precisa vir acompanhada de clareza sobre cronograma, impacto financeiro, critérios técnicos e capacidade de execução.
Ainda assim, o ambiente construído aponta para uma maturidade política rara. Vereadores da base e da oposição reconheceram a importância de discutir a cidade para além das disputas partidárias. O elogio público de adversários políticos à abertura do Executivo demonstra que há espaço para divergência sem bloqueio automático, fiscalização sem confronto vazio e debate sem transformar toda pauta em disputa eleitoral.
Lajeado enfrenta escolhas difíceis. Manter serviços essenciais, lidar com frustração de receita, preservar investimentos em saúde e educação e, ao mesmo tempo, preparar a infraestrutura para as próximas décadas.

Av. Benjamin Constant, 1034, Centro, Lajeado/RS grupoahora.net.br / CEP 95900-104
Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke
assinaturas@grupoahora.net.br comercial@grupoahora.net.br faturamento@grupoahora.net.br financeiro@grupoahora.net.br centraldejornalismo@grupoahora.net.br atendimento@grupoahora.net.br
e
necessariamente a
“É como se o tempo deixasse de ser uma sequência e se transformasse em espaço”
AjornalistaefotógrafaElise Bozzettoassinaaexposição cultural“Entrevoo”, disponívelparavisitação dopúbliconaCasade
CulturadeLajeadoatéo mdomês.Segundoela,a mostraconvidaopúblico acontemplarabelezaea diversidadedasavespor meiodafotogra a
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Como surgiu a ideia da exposição “Entrevoo”?
A ideia da exposição surgiu há alguns anos, a partir de um desejo muito íntimo de compartilhar com outras pessoas a beleza que eu vinha tendo o privilégio de observar por meio da fotografia de aves. Em 2022, intensifiquei minhas explorações pelos parques de preservação do RS. A partir de 2023, esse movimento se expandiu para viagens por diferentes regiões do Brasil, com visitas a praticamente todos os biomas em busca de registros da rica diversidade de aves do país. Em determinado momento, percebi que aquelas fotografias já não eram apenas imagens isoladas. Elas formavam uma narrativa sobre encontros, movimentos, delicadezas e sobre a forma como a natureza nos convida a olhar com mais atenção. Foi dessa percepção que nasceu “Entrevoo”.
De que forma o teu olhar jornalístico influencia a maneira como você observa e registra as aves e a natureza?
Costumo dizer que, nesse trabalho, não é o meu olhar jornalístico que prevalece, embora toda a minha trajetória certamente faça parte de quem sou. O que mais influencia a maneira como

observo e registro a natureza é tudo aquilo que venho descobrindo em meu próprio mundo interno: um movimento de voltar o olhar para dentro, de me aventurar por territórios desconhecidos de mim mesma e, a partir desse processo, reencontrar o encantamento pelo mundo exterior. É claro que a técnica fotográfica é valiosa para os registros, e minha curiosidade continua sendo uma companheira inseparável.
Qual foi o encontro mais marcante que a fotografia de natureza lhe proporcionou até hoje?
Quando estou na natureza, não penso em qual ave é a mais rara, qual paisagem é a mais impressionante ou qual momento merece ocupar o primeiro lugar na memória. O que acontece comigo é justamente o contrário: em muitos desses instantes, sinto profundamente que aquele é o único lugar onde eu poderia estar. Aquelas aves são as aves que estou contemplando. Aquela luz, aquele silêncio, aquele encontro são inteiros em si mesmos.
A exposição fala sobre os instantes que acontecem “entre um voo e outro”. O que existe nesses momentos de



pausa que muitas vezes passa despercebido pela maioria das pessoas?
Quando a gente pausa, emerge a presença. E, para mim, a presença é um estado de plenitude muito difícil de traduzir em palavras. É como se, naquele instante, tudo estivesse exatamente onde deveria estar. Tudo desacelera. Há apenas aquele momento. É algo tão simples, tão pequeno e, ao mesmo tempo, tão profundo, que escapa a qualquer explicação completa. Essa experiência certamente é diferente para cada pessoa. Mas, para mim, é como se o tempo deixasse de ser uma sequência e se transformasse em espaço. Um espaço interior amplo, silencioso e vivo, onde simplesmente estar já é suficiente. E tudo é muito vivo, tudo pulsa.
Depois de tantos anos observando aves, qual a principal lição que a natureza lhe ensinou?
Que ‘intersomos’. Não é a natureza que precisa ser salva, que precisa “da gente”, é a gente que precisa dela. Nós quem precisamos ser salvos, voltando para este estado de plenitude junto a ela. A natureza seguirá seus ciclos, com uma sabedoria que nos antecede e nos ultrapassa. Somos apenas parte dela. Uma pequena parte, aliás.


Obra em concreto reforçado contemplará 730 metros de vias e busca melhorar a infraestrutura para empresas instaladas no local
Ogoverno municipal de Cruzeiro do Sul apresentou, na tarde de ontem, 18, o projeto de pavimentação de duas vias do Distrito Industrial do município.
O ato ocorreu nas dependências da empresa Doaço e reuniu empresários e representantes do governo municipal.
O investimento previsto é de R$ 3 milhões e será custeado
integralmente com recursos próprios do município. O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica da prefeitura e teve os detalhes apresentados pelo engenheiro responsável, Jackson Pacheco.
A obra prevê a execução de pavimentação viária em concreto reforçado com fibras, incluindo serviços de terraplenagem, implantação das camadas estruturais, sinalização viária e demais intervenções complementares. Serão contempladas a Rua Ernesto Hepp e a Rua Theodoro Goerck, totalizando 730 metros de extensão.
De acordo com o prefeito Cesar Leandro Marmitt, a melhoria da infraestrutura do Distrito Industrial é uma reivindicação antiga
dos empresários instalados no local. Segundo ele, o investimento se tornou possível graças ao planejamento financeiro e à gestão eficiente dos recursos públicos. “Essa é uma demanda recorrente do setor empresarial. Conseguimos organizar as finanças do município e agora temos condições de realizar um investimento importante para qualificar o ambiente de negócios e oferecer melhores condições para as empresas que geram emprego e renda em Cruzeiro do Sul”, destacou o prefeito.
A escolha pela pavimentação em concreto, conforme a administração municipal, levou em consideração principalmente a durabilidade e a resistência do material diante do intenso fluxo de veículos pesados que circulam pelo distrito.
O cronograma executivo prevê prazo estimado de três meses para a conclusão dos trabalhos, com execução programada para o segundo semestre de 2026. O orçamento da obra foi elaborado com base nos índices oficiais da tabela Sinapi, utilizando como referência os valores de dezembro de 2025.


rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI

Amanhã dessa quinta-feira serviu para o governo municipal apresentar aos vereadores eleitos pelo povo lajeadense os planos estruturantes ao futuro de Lajeado. E mais do que isso. A presença de todos os 15 parlamentares, de situação e oposição, demonstrou uma maturidade política que ainda restava distante nesta atual gestão/le-
gislatura. Até então, o clima era quase bélico entre determinados membros dos poderes Executivo e Legislativo, inclusive com grosserias públicas por parte de alguns poucos agentes públicos. Desta vez, e para o bem de todos, foi um encontro com a grandeza que a principal cidade do Vale do Taquari merece e sempre há de merecer. Com tantas oportunidades e tamanhos desafios,
A relação entre o empresário e pré-candidato a deputado estadual, Roberto Lucchese, e o presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC/VT), Ângelo Fontana, está estremecida. E isso já não é segredo para quem acompanha os bastidores da política regional. Em síntese, ambos não estariam “falando a mesma língua” faz alguns meses e as recentes tentativas de reaproximação não obtiveram o êxito esperado, principalmente, pela equipe de pré-campanha de Lucchese. A partir disso, é bom salientar que as normas do estatuto da CIC/VT exigem atenção impessoal a todos os pretensos candidatos. Ou seja, uma eventual “rixa” do pré-candidato com o presidente não pode, sob hipótese alguma, significar um posicionamento institucional direto ou indireto da entidade.
é importante que a politicagem rasteira fique de lado. O que não impede que os representantes da câmara sigam questionando, criticando e, por vezes, freando atos da administração municipal, é claro. Desta forma, ou desta única forma, ganha quem mais precisa e, principalmente, quem paga a conta e todos os salários e benefícios desses agentes públicos.
O período de pré-campanha é marcado por intensos debates internos nos partidos. E, também, por obscuras ofertas externas. Dito isso, é de suma importância que todos estejam cientes dos limites da ética e da moralidade que a boa política exige de quem coloca o nome à disposição. Aliás, é importante que estejam cientes dos riscos de uma pré-campanha muito agressiva, e compreendam que o número de postulantes a um mesmo cargo não pode ser definido pelo dinheiro. É preciso cuidado, especialmente quando eventuais ofertas para mudanças de planos e apoios não são discretas. Por fim, não custa lembrar: a (boa) política é a arte do relacionamento. Não do dinheiro.
- A Federasul realizou na quarta-feira o debate com os quatro précandidatos a vice-governador (a): Cláudio Diaz (PSDB), Silvana Covatti (PP), Ernani Polo (PSD) e Edegar Pretto (PT). E só três pré-candidatos a governador prestigiaram o evento: Marcelo Maranata (PSDB), Luciano Zucco (PL) e Gabriel Souza (MDB).
- Ainda sobre a Federasul, já está agendado para o dia 22 de julho o debate com os pré-candidatos do Rio Grande do Sul ao Senado Federal. E a expectativa da entidade representativa do setor produtivo gaúcho é receber Germano Rigotto (MDB), Paulo Pimenta (PT), Marcel Van Hatten (Novo), Ubiratan Sanderson (PL), Frederico Antunes (PSD) e Manuela D´Ávila (Psol).
- Entre as obras previstas na proposta de financiamento debatida pelo governo de Lajeado estão a construção de uma passarela para pedestres na ERS-130, no antigo “trevo da BRF”. Uma das tantas obras que poderiam – ou deveriam – ser executadas pelo Estado –leia-se EGR – e que custam a não sair do papel.
- Há quem aposte em menos candidatos a deputado estadual no Vale do Taquari em comparação com 2022. Eu sigo receoso. Mas, sempre na esperança de que os paraquedistas – especialmente aqueles que ficaram doídos com um artigo publicado neste espaço – sejam abençoados com um pouco de lucidez nas próximas semanas e desistam para apoiar quem de fato tem chances.
- Por vezes, a falta de alguns alimentos na merenda escolar pode esconder verdades muito preocupantes à gestão pública. Portanto, caros gestores municipais, fiquem sempre de olho bem aberto com certas empresas terceirizadas. E uma boa sexta-feira a todos!
E agora, quem vai (e quem não vai) assinar a CPI dos CCs?

O vereador Ederson Spohr (MDB) tenta emplacar a segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em uma mesma legislatura na Câmara de Lajeado. Após o barulho gerado pela CPI das Obras, cujo conteúdo segue sob análise discreta do Ministério Público, Spohr se viu em meio a nova polêmica, logo após reportagens em âmbito local e estadual questionarem a atuação de um dos seus assessores, que possuía um segundo emprego externo e, desta forma, não estaria atuando 100% no gabinete parlamentar, mesmo recebendo um atraente salário mensal. Diante disso, e mediante provocações internas e externas para uma investigação mais aprofundada acerca dos chamados “Cargos de Confiança (CC)” do Legislativo, Spohr foi além e apresentou ontem um requerimento à Mesa Diretora para instaurar nova CPI e inves-
tigar não só os CCs da própria câmara, mas, também, os critérios – ou a falta de – para nomeação dos CCs da prefeitura, além de eventuais indicações políticas de servidores terceirizados. Em entrevista ao Conexão Regional, ontem, ele citou casos a serem investigados, como a presença de um Diretor de Secretaria com salário acima de R$ 10 mil e que não estaria atuando 100% na prefeitura. Entre outras suspeitas de imoralidade. A partir disso, o eleitor precisa ficar atento para saber quem vai apoiar e quem não apoiará a investigação. Em tempo, é preciso cinco assinaturas para abertura de CPI. E o MDB só possui quatro cadeiras. No entanto, o vereador Carlos Reckziegel (PSDB) já sinalizou, por meio de requerimento encaminhado à Comissão de Ética, que também estaria predisposto a investigar a fundo a polêmica dos CCs.
Iniciativa, incluída na programação do 2º Seminário
Previne Taquari-Antas, prevê expansão dos equipamentos para municípios da região e integra ações de prevenção a desastres climáticos. Evento se estende até sábado, 20, na Univates
Aprogramação do II
Seminário Previne
Taquari-Antas iniciou, ontem, 18, com oficinas e atividades práticas. Com o tema “Bacia protegida. Comunidade segura”, o evento se estende até sábado, 20, e trata de assuntos como resultados das pesquisas desenvolvidas na bacia hidrográfica, com foco em gestão de riscos de desastres, inundações, enxurradas e movimentos de massa.
As atividades ocorrem no Prédio 11 da Univates e são destinadas a pesquisadores, gestores públicos, líderes comunitários, estudantes, professores e comunidade em geral. O seminário tem como foco ampliar o diálogo entre universidade, poder público e sociedade na prevenção, reconstrução e fortalecimento da resiliência nos territórios atingidos por desastres climáticos.
Entre as primeiras ações da
FOTOS: KARINE PINHEIRO

programação, uma oficina externa sobre instalação de réguas físicas fluviométricas às margens do Rio Taquari. A atividade ocorreu na Escadaria e nas proximidades do Complexo da Polar, em Estrela, comandada pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/Ufrgs).
A iniciativa integra o projeto Previne Taquari-Antes e deve chegar a outros municípios banhados por mananciais da bacia hidrográfica. Segundo a professora do IPH/Ufrgs e coordenadora da

oficina, Nilza Castro, o objetivo é avançar em medidas simples e eficazes de monitoramento. O local, ela destaca, foi escolhido com orientações da Defesa Civil do município.
Com início na Escadaria, as réguas devem ser colocadas até a praça Menna Barreto, ao longo da Rua Coronel Flores. A extensão supera 20 metros e se aproxima dos níveis registrados na enchente de maio de 2024. Segundo a professora, o nivelamento foi feito com base em Lajeado, para manter a unanimidade das informações.
“A instalação já estava prevista e, por conta do Seminário, decidimos ofertar a oficina. É importante que as pessoais saibam como as réguas funcionam e que as informações estejam disponíveis. Vai ser um instrumento de muita ajuda para a Defesa Civil, que poderá fazer o monitoramento de forma prática”, explica Nilza. Além de Estrela, cidades como Marques de Souza, Arroio do Meio, Encantado, Muçum, Santa Tereza, Veranópolis e Bento Gonçalves devem receber a iniciativa. A expectativa é que o projeto tenha andamento a partir de agosto e que as atividades sejam concluídas antes de outubro, mês
Instalação de régua deve avançar para outros municípios da região

NILZA
CASTRO
PROFESSORA DA UFRGS
A instalação já estava prevista e, por conta do Seminário, decidimos ofertar a oficina.”
previsto para o auge do fenômeno El Niño.
O secretário de Planejamento de Estrela, Emerson Musskopf, ressalta a relevância do equipamento. “Temos cinco réguas digitais, mas em um caso extremo as pessoas perdem o acesso. Pelas réguas físicas, é fica mais fácil fazer a conferência. Por isso, pensamos em ampliar para outros pontos. Essa iniciativa está em andamento há cerca de seis meses”, frisa. O projeto é financiado pela
SEXTA-FEIRA, DIA 19:
9h às 10h30: Apresentação de trabalhos orais: Resultados do Previne Taquari-Antas 11h às 12h30: Conferência “Tempestades Severas no Contexto de El Niño”
14h às 15h45: Apresentação de trabalhos orais: Resultados do Previne Taquari-Antas
15h45 às 16h30: Encontro com a fotojornalista Carolina Leipnitz
16h30 às 18h30: Oficinas
19h às 21h: Mesa-redonda: Estratégias de Prevenção e Informação em Desastres com Franco Turco Buffon (SGB) Juliana Coin (Verifica RS) e Elisete Maria de Freitas (Univates)
SÁBADO, DIA 20: 9h às 11h: Oficinas
11h30 às 12h30: Mesa de encerramento
Fundação de Amparo à Pesquisa do RS (Fapergs) e coordenado pelo professor Guilherme Oliveira.
Atividades sobre gestão de risco, climatologia e sistemas de alerta e geotecnologias de campo também marcaram o primeiro dia de programação. Os temas abordados foram monitoramento hidrológico, saúde mental em desastres, comunicação e combate à desinformação, atendimento pré -hospitalar, operação de drones, e fortalecimento comunitário. Além disso, a mesa de abertura teve como tema “Inundação: Medidas de Controle e Gerenciamento”, com participação do professor Fernando Dornelles e mediação do professor Guilherme Garcia de Oliveira, ambos integrantes da Ufrgs. Nos próximos dias ocorrem conferências, mesas-redondas, apresentações de trabalhos e exposições. A programação também inclui a exposição fotográfica “Vale no Caos” e “Vida de Vestígios”.
PLANEJAMENTO URBANO
Ciclo de investimentos em infraestrutura viária depende de acesso a linha de financiamento. Ideia é buscar R$ 100 milhões e escolher obras prioritárias entre lista de 23 intervenções em 16 bairros
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
LAJEADO
Opacote voltado à mobilidade urbana, segurança ao pedestre e infraestrutura para drenagem em Lajeado foi tema de reunião da prefeita Gláucia Schumacher, do vice, Guilherme Cé, com os 15 vereadores. Promovido na manhã de ontem, quinta-feira 18 de junho, o encontro serviu para alinhamento do plano de investimento a partir de financiamento previsto em R$ 100 milhões. Pela ideia do governo, há 23 obras prioritárias, espalhadas em 16 bairros. De acordo com a prefeita, juntas, as intervenções superam o limite previsto no empréstimo. “Com base na nossa análise, temos um plano do que podemos fazer dentro deste recurso. Junto com os vereadores, nossa proposta é debatermos e definirmos quais entram em cada etapa”, afirma a prefeita. Em cima disso, Gláucia Schumacher frisa que essa proposta marca uma mudança de escala na discussão sobre mobilidade urbana e infraestrutura. Nos últimos anos, o município concentrou esforços em demandas emergenciais, primeiro durante a pandemia e depois na recuperação dos efeitos das enchentes de 2023 e 2024. Agora, a administração sustenta que chegou o momento de retomar investimentos estruturantes.
“São obras necessárias de infraestrutura que têm custo elevado e, por isso, precisamos desse financiamento. Fechamos essa reunião com um entendimento de município”, realça a prefeita.
A avaliação do governo é que Lajeado entrou em um novo está-

GLÁUCIA SCHUMACHER PREFEITA
São obras necessárias de infraestrutura que têm custo elevado e, por isso, precisamos desse financiamento. Fechamos essa reunião com um entendimento de município.”
gio de desenvolvimento. O crescimento dos bairros, a expansão de áreas industriais, o aumento do fluxo de veículos e as mudanças provocadas pelas enchentes criaram gargalos que exigem intervenções de maior porte. As alternativas de crédito apresentadas aos vereadores são: programa Avançar Cidades, com juros de 9% ao ano e prazo de até 20 anos para pagamento. Também foram detalhadas propostas da Caixa Econômica Federal, com taxa vinculada ao CDI mais 0,64% ao ano, e do Banco do Brasil, com CDI mais 1,24% ao ano. Ambas com prazo de dez anos para amortização.
Hoje, a cidade tem mais de 82 mil veículos emplacados. Em algumas vias, o fluxo diário supera a capacidade. Em outras regiões, faltam conexões internas que evitem a concentração do trânsito nas rodovias.
Neste sentido, o governo sustenta que os estudos vão além de pavimentações. Incluem novas ligações viárias, ampliações de avenidas, drenagem urbana, reestruturação da rua Júlio de Castilhos, projetos estruturantes e contrapartidas para convênios com o Estado e com a União.
Como a lista de obras tem uma necessidade de aporte financeiro maior, o governo quer incluir os vereadores na discussão do cronograma. Além disso, parte dos projetos ainda depende de estudos complementares, licenças e aprovações externas.
Segundo Gláucia, o município trabalha com essa carteira de obras, mas a execução dependerá da evolução dos projetos e da obtenção de recursos por diferentes caminhos.
“Tem obras que estão inscritas em programas estaduais e federais. Se forem contempladas, saem do financiamento e entram outras. O importante é que está definido o conjunto prioritário. As que ficarem de fora, também não quer dizer que não vão ser feitas. Pois há outros programas
OBRAS DE INFRAESTRUTURA, CONSTRUÇÃO E ABERTURA VIÁRIA
Av. Benjamin Constant: Alargamento e desapropriação no bairro Montanha Pedro Theobaldo Breidenbach (trecho até BR-386): Alargamento e desapropriação no bairro Conventos
Rua João Goulart (Daer): Alargamento e desapropriação no bairro Campestre
Nova Ponte Lajeado/Arroio do Meio (Ponte do Exército): Construção no bairro Olarias
Novos acessos BR 386: Construção nos bairros: Florestal/São Cristóvão (em análise
CCR/ANTT)
Passarela na ERS-130 (imediações da BRF): Construção nos bairros Moinhos e Jardim
Botânico
Rótula Olarias: Construção e desapropriação Ponte sobre o Arroio Saraquá + Passarela (Av. Beira Rio): Reforma nos bairros Conservas e Centro
Abertura viária Av. Alberto Müller até Av. Amazonas: Nova via e desapropriação no bairro Universitário
Abertura viária Aloysio Lenz + São Bento:

Reunião com os vereadores ocorreu no gabinete, na manhã de ontem
e frentes possíveis para o investimento”, afirma.
Como saldo do encontro, a prefeita destaca que a intenção é dar segurança aos vereadores antes da análise do projeto. “Quem vota precisa ter clareza das obras. Acho que conseguimos construir esse entendimento.”
Debate
O encontro também teve um componente político. Pela primeira vez, os 15 vereadores participaram de uma apresentação
Nova via e desapropriação nos bairros Floresta e Bom Pastor EQUIPAMENTOS PÚBLICOS E REVITALIZAÇÃO
CRAS Santo Antônio: Nova unidade no Santo
Antônio
Parque do Imigrante: Contrapartida do Funrigs
Rua Júlio de Castilhos: Remodelação
PAVIMENTAÇÃO E SANEAMENTO
Rua Wilibaldo Eckert / Pedro Júlio Dieter: Pavimentação no bairro Imigrante
Rua Hermes Jaeger: Pavimentação no bairro
Bom Pastor
Rua Arno Eckhardt: Pavimentação no bairro
Conventos
Rua Arnoldo Alfredo Scherer: Pavimentação no bairro Conventos
Rua Alberto Schneider: Pavimentação no bairro Campestre
Drenagem Central de Polícia (Rua Coelho Neto): Canalização no bairro São Cristóvão
RECAPEAMENTO DE VIAS PRIORITÁRIAS
Av. Alberto Pasqualini (Av. Amazonas até
conjunta sobre os investimentos pretendidos pelo Executivo antes do envio de um projeto de financiamento ao Legislativo. O ambiente foi interpretado como um sinal de maturidade institucional. “A gente sai extremamente feliz. Quando se reúne todo o Legislativo e o Executivo para discutir desenvolvimento, mostra a importância do tema para Lajeado”, afirma Neco Santos.
A vereadora Rosane Cardoso (PT) também elogiou a iniciativa do governo de apresentar as informações antes da tramitação formal do projeto. “Espero que isso permaneça, que possamos nos encontrar mais vezes, debater de forma propositiva, com respeito, em um ambiente pensado para projetos fundamentais à
Ponte de Ferro): Recapeamento no bairro Universitário
Av. Pedro Theobaldo Breidenbach (Av. Franz Richter até Pedro Beuren): Recapeamento no bairro Conventos
Av. Bernardino Pinto (Av. Beira Rio e Travessa Saidan): Recapeamento no bairro: Santo Antônio
Av. Coelho Neto (rua 11 de Julho até Rua Fábio Brito de Azambuja): Recapeamento no São Cristóvão
Av. Coelho Neto (rua Fábio Brito de Azambuja e Av. Amazonas): Capeamento entre os bairros São Cristóvão e Universitário
DEMAIS PROJETOS E AÇÕES
Contratação projeto viaduto BR-386: Ligação entre o Hidráulica e o Alto do Parque
*Estudo hidrológico
*Tratamento superficial
*Paradas de ônibus
*Pavimentação em concreto (paradas e pontos críticos)
*Ações para toda a cidade


comunidade.”
• A discussão ocorre em um momento de pressão sobre as finanças municipais. Durante a apresentação, a prefeita mostrou que 2026 deve registrar a primeira frustração de receita da última década.
• Segundo ela, a arrecadação ficará cerca
vel para avançar, desde que haja detalhamento técnico e clareza sobre as prioridades.
A maior parte das intervenções está relacionada à mobilidade urbana. Entre elas aparecem o alargamento da avenida Benjamin Constant, no bairro Montanha e a ampliação da Pedro Theobaldo Breidenbach, em direção à BR-386.
de R$ 15 milhões abaixo da previsão inicial. Entre os fatores estão a redução na arrecadação do ISS, queda de repasses de ICMS e os impactos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
• Ao mesmo tempo, Saúde e Educação consomem parcela crescente do orçamento municipal.
A expansão da Hermes Jaeger está entre os projetos mais simbólicos. A proposta prevê transformar a via em um corredor estruturante entre Bom Pastor e Conventos.
Também integram o pacote novas conexões com a BR-386, intervenções que dependem de autorização da CCR ViaSul e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A avaliação predominante entre os vereadores é de que o financiamento encontra ambiente favorá-
A lista inclui projetos ligados à segurança e à integração regional. Entre eles está a contrapartida
• O município aplica mais de 35% da receita em educação e cerca de 22% em saúde, índices superiores aos mínimos constitucionais. “Não vamos retroceder nestas áreas. São serviços prestados às pessoas e que continuam”, afirma Gláucia.

municipal para a futura ponte entre Lajeado e Arroio do Meio, no local onde ficava a chamada Ponte do Exército.
A implantação de uma passarela na ERS-130, próxima à BRF. O presidente da Câmara, Neco Santos, realça que essa é uma obra urgentes. “Ali estamos falando de vidas, de cuidado com as pessoas. É uma travessia muito complicada para trabalhadores e moradores.”

• O projeto de financiamento deve ser encaminhado à Câmara entre o fim de junho e o início de julho.
• Caso seja aprovado, o município ingressa na etapa de análise junto à instituição financeira escolhida.
• Depois disso, começam os processos para abrir as licitações
e os procedimentos técnicos necessários para contratação das obras.
• A expectativa do governo é concluir essa fase ao longo do segundo semestre.
• Na prática, as primeiras intervenções devem sair do papel apenas em 2027.


MATEUS SOUZA
Com projeção de alcançar 122 mil clientes este ano, a Sulgás planeja um investimento recorde nos seus 33 anos de existência. A companhia anunciou ontem R$ 163,7 milhões para ampliar o acesso dos gaúchos ao gás natural, por meio da rede de gasodutos, e visa reforçar a segurança energética do Estado, contemplando cidades da região dos Vales.
Entre os destaques anunciados, está o início da maior obra de expansão da história da companhia, com a construção de 190 quilômetros de rede subterrânea de gás natural entre Triunfo e Charqueadas e as cidades de Lajeado e Santa Cruz do Sul. A previsão é que as obras se iniciem em novembro deste ano, se estendendo pelos próximos 7 a 10 anos.
O projeto atende à crescente demanda de indústrias e comércios das regiões e fortalece a segurança energética em áreas que foram fortemente impactadas por

enchentes, contribuindo para a retomada econômica e atração de novos investimentos. O plano já recebeu aprovação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e aguarda deliberação da Agergs.
“O novo patamar reforça o papel estratégico da companhia
no desenvolvimento econômico, na segurança energética e na transição para uma matriz mais limpa no RS A companhia passou por uma transformação, e está ainda mais moderna e eficiente, respeitando sempre a nossa licença para operar: a segurança”, afirma o CEO da Sulgás, Marcelo Leite.



Empresários da construção civil associados ao Sinduscom Vale do Taquari participaram, na manhã dessa quarta-feira, 17, de mais uma edição do Café com a Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e que, desta vez, teve a parceria do sindicato.
O encontro ocorreu na Escola do Sesi, em Lajeado, e teve como objetivo apresentar soluções e programas gratuitos oferecidos pelo Sistema Fiergs, por meio do Sesi e do Senai, voltados ao fortalecimen-
Vini Bilhar, o titular deste espaço, estará ausente por alguns dias, mas por uma boa causa: acompanhar o nascimento da primeira filha. Que venha com muita saúde e ilumine ainda mais a família!
A Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela promove hoje, 19, sua tradicional Reunião-Almoço (RA) e traz ao centro do debate um tema cada vez mais presente nas estratégias de desenvolvimento humano e empresarial: a saúde e o bem-estar como pilares para o crescimento equilibrado e sustentável de organizações, de funcionários a gestores. Com o tema “Saúde que transforma – prevenção, equilíbrio e bem-estar para pessoas e orga-

nizações mais fortes”, a programação promovida em parceria

11h30min, na Società Italiana Fiori Dei Piani, localizada na Estrada da Transantarita, no bairro Alto da Bronze).
Interino Indicadores
com a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo ocorrerá a partir das
Os palestrantes são o psicólogo Ezequiel Calegari, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, e a médica Helena Ederich, especialista em medicina de família e comunidade. Na proposta, uma reflexão sobre os impactos positivos da prevenção dos obstáculos e na promoção de hábitos saudáveis ao ambiente corporativo e vida cotidiana.
to das empresas e ao desenvolvimento dos trabalhadores do setor. Entre os programas apresentados estiveram o Saúde em Dia, voltado ao atendimento médico preventivo dos trabalhadores; o Consciência Financeira, focado em educação financeira e prevenção ao endividamento; treinamentos relacionados às Normas Regulamentadoras (NRs); além de iniciativas educacionais oferecidas pelo Sesi, como contraturno escolar, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Dólar: R$ 5,17
Ibovespa: 168.277,55
SELIC:

VALE DO TAQUARI
Apreparação das comunidades para enfrentar eventos climáticos extremos esteve no centro das discussões do segundo encontro do projeto “Gestão de Desastres: plano integrado de contingência entre atores comunitários e institucionais do Vale do Taquari”, promovido ontem. A atividade abordou a formação e o funcionamento dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), estruturas voltadas à organização de moradores para atuação preventiva e em situações de emergência.
Promovido pela Univates e pelo Instituto MBRF, com apoio da 8ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil e do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o curso busca capacitar representantes do poder público e lideranças comunitárias para a gestão de riscos e desastres climáticos.
O projeto reúne municípios do Vale do Taquari e também do Vale do Rio Pardo, incentivando uma visão regional sobre os impactos dos eventos climáticos. A proposta considera que os riscos enfrentados por um município podem afetar diretamente localidades vizinhas, exigindo planejamento integrado.
No primeiro encontro, realizado em abril, os participantes trabalharam a identificação e análise dos cenários de risco existentes em cada comunidade. Já o terceiro módulo está previsto para o dia 2 de julho e tratará da elaboração e aperfeiçoamento dos planos de contingência municipais.
Segundo o coordenador do projeto, Eduardo Possamai, a próxima etapa permitirá aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação e aprimorar os instrumentos de resposta às emergências.
“Depois desses encontros,

Segundo encontro da formação promovida por Univates e Instituto MBRF abordou a criação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil
vamos levar esse material para a comunidade por meio de oficinas. Nelas, vamos ouvir as pessoas para entender o que faz sentido, o que precisa ser ajustado e como aperfeiçoar os materiais e os planos de contingência de cada município”, destaca.
A presidente do Instituto MBRF, Raquel Ogando relembrou as ações desenvolvidas pela entidade após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Segundo ela, a mobilização ocorreu por meio da
campanha “Mais Juntos pelo Sul”, que arrecadou recursos para apoiar as comunidades afetadas. A iniciativa foi estruturada em três etapas. A primeira concentrouse no atendimento emergencial, com a distribuição de alimentos, ração e itens de higiene. A segunda teve foco na retomada das famílias atingidas, com a doação de móveis e utensílios domésticos em parceria com as secretarias municipais de assistência social. Já a terceira fase está voltada à reconstrução e à preparação para desafios futuros, incluindo o projeto de resiliência climática desenvolvido em conjunto com a Univates.
Raquel ressaltou que a capa-

As pessoas têm vontade de ajudar, mas é importante que essa ajuda aconteça de forma coordenada”
citação de agentes públicos e comunitários é fundamental para garantir respostas mais eficientes
- APROXIMAÇÃO: Promove a interação direta entre o poder público e a população, estimulando a participação social na segurança local;
- PLANEJAMENTO: Permite identificar riscos específicos de cada rua ou bairro, construindo soluções baseadas na realidade do território;
- MOBILIZAÇÃO: Fortalece os canais de comunicação local, essenciais para avisos de alerta e gerenciamento rápido de crises.
- MOBILIZAÇÃO: Identificar lideranças locais e áreas de maior vulnerabilidade no território;
- DIÁLOGO: Reunião entre a comunidade e a Defesa Civil Municipal para alinhar expectativas;
- CAPACITAÇÃO: Treinamento técnico e operacional dos voluntários - Noções de risco e primeiros socorros;
- PLANO DE AÇÃO: Elaboração do Plano Preventivo Comunitário e mapeamento de rotas de fuga;
- FORMALIZAÇÃO: Registro oficial do núcleo e integração ao sistema municipal de proteção.
em momentos de crise. “As pessoas têm vontade de ajudar, mas é importante que essa ajuda aconteça de forma coordenada. Os núcleos comunitários permitem que os voluntários estejam preparados para saber o que fazer, como agir e como contribuir de forma organizada”. De acordo com a presidente do Instituto MBRF, o projeto vem ampliando seu alcance e já conta com a participação de municípios além do Vale do Taquari, fortalecendo a construção de uma rede regional voltada à prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos.













Pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, ex-prefeito de Muçum defende mais espaço para o Vale nos centros de decisão e destaca obras de infraestrutura, saúde e reconstrução
Aexperiência acumulada nos momentos das tragédias climáticas, aliada à forte relação com o Vale do Taquari, está entre os principais argumentos utilizados por Mateus Giovanoni Trojan para defender a viabilidade de uma candidatura à Assembleia Legislativa em 2026.
Filiado ao MDB, o ex-prefeito de Muçum avalia que as enchentes e o complexo processo de reconstrução reforçaram a percepção de que a região precisa ampliar urgentemente sua presença nos espaços de decisão do Estado.
A convicção de concorrer ao Parlamento gaúcho amadureceu a partir de provocações internas e do cenário pós-catástrofe. De acordo com Trojan, as sondagens começaram antes mesmo das cheias, partindo de incentivos do vice-governador Gabriel Souza e da Executiva estadual do MDB, que viam nele um perfil jovem e preparado. Os desastres naturais e a expressiva reeleição municipal em 2024, com 81% dos votos válidos, aceleraram a pressão de entidades, empresários e lideranças regionais.
“Tratamos sempre com serenidade. Dialoguei com muitas pessoas, de dentro e de fora da política, para entender se haveria viabilidade eleitoral e se a pré-candidatura de fato se consolidaria. Conforme percebemos a adesão, decidimos tomar esse rumo para voltar a ter uma representatividade regional robusta”, pontua.
Vale unificado
Para o emedebista, a defesa de um Vale do Taquari unificado é essencial para que a região não fique para trás em decisões políticas complexas. Ele observa que, embora gabinetes de deputados de fora prestem auxílio, tais parlamentares costumam se afastar nos momentos de priorizar bandeiras que geram maior desgaste político.

Em relação à estratégia de campanha, Trojan enxerga um cenário favorável. Sob a ótica partidária, aponta que a saída dos deputados estaduais Juvir Costella e Vilmar Zanchin, que migrarão para a disputa federal, abre lacunas importantes na região. Além disso, o MDB projeta crescer de seis para até oito cadeiras na Assembleia Legislativa.
“Nesse cenário, são quatro vagas em aberto. Temos trabalhado muito, acessado apoiadores e circulado em diferentes regiões para identificar referências locais. É um movimento orgânico de adesão ao nosso nome, essencial para avançar e consolidar a eleição em outubro”, avalia.
Entre as prioridades defendidas por Trojan está o fortalecimento do financiamento da saúde, setor em que hospitais enfrentam sérias dificuldades para equilibrar receitas e despesas, exigindo maior aporte do Estado.
O pré-candidato também defende a manutenção dos recursos voltados à reconstrução e a execução de obras estruturantes essenciais, como a duplicação das rodovias e melhorias viárias
viabilizadas por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Além disso, propõe a prorrogação dos programas de reconstrução por até 18 meses, de forma a garantir de maneira segura a conclusão de obras e ações ainda pendentes nos municípios severamente atingidos pelas enchentes.
Nos próximos dias, o programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102,9, abrirá espaço aos pré-candidatos que tenham vínculo com o Vale do Taquari. Serão entrevistados os postulantes ao parlamento gaúcho e também à Câmara Federal.
MATEUS TROJAN PRÉ-CANDIDATO DO MDB
Dialoguei com muitas pessoas, de dentro e de fora da política, para entender se haveria viabilidade.”

Seleção Brasileira busca a primeira vitória no Mundial contra adversário que marcou um dos amistosos mais simbólicos de sua trajetória
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Quase 22 anos depois de se enfrentarem em um jogo que parou o país, Brasil e Haiti entram em campo pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida é de vitória obrigatória à Seleção Brasileira para encaminhar classificação ao mata-mata. O confronto ocorre às 21h30min, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Em 18 de agosto de 2004, o Estádio Sylvio Cator, em Porto Príncipe, foi cenário de um dos capítulos mais marcantes da história do futebol mundial. A seleção do Haiti recebia o Brasil, então pentacampeão do mundo, para o histórico “Jogo da Paz”.
O jogo terminou com vitória brasileira por 6 a 0, porém esse foi o fator menos importante.
O jogo recebeu esse nome porque ele não era um amistoso normal, e sim o início de uma campanha em busca pela paz e desarmamento do país, que vivia uma guerra civil desde sua comemoração dos 200 anos da independência.
Dessa forma, para fazer a ação valer, os ingressos para o estádio só poderiam ser recebidos de uma forma: com a troca de armas. Foram mais de 15 mil pessoas presentes, lotando o estádio, ávido para ver os atuais campeões do mundo.
Mais de duas décadas após aquele amistoso histórico, Brasil e Haiti voltam a cruzar caminhos em um cenário totalmente diferente. O Haiti será o 50º adversário diferente do Brasil em Copas do Mundo.
Ao longo dos anos, os confrontos entre as duas seleções principais foram raros. Antes do torneio atual, o único jogo oficial entre as equipes havia sido na Copa América Centenário, em 2016, quando o Brasil venceu por 7 a 1. Agora, a história ganha um novo e decisivo capítulo no maior palco do futebol mundial.


Neymar não viajou para a Filadélfia junto com o restante da delegação da Seleção Brasileira para o jogo contra o Haiti. O camisa 10 seguirá em processo de recuperação em Nova Jersey e não entrará em campo na segunda partida do Brasil na Copa do Mundo.
Neymar tenta otimizar a fase final do seu processo de recuperação no CT de Columbia Park. Ele tem trabalhado em dois períodos: além dos treinos em campo, faz exercícios na academia, na parte da tarde, acompanhado dos preparadores físicos Cristiano Nunes e Mino Fulco.
A comissão técnica é cautelosa e não quer queimar



etapas para que Neymar tenha a melhor recuperação possível. Por isso, ele ainda é dúvida para o jogo contra a Escócia, na próxima quarta-feira, 24, e a tendência é que só seja utilizado na segunda fase da Copa do Mundo, se o Brasil se classificar.
A lesão na panturrilha direita, sofrida durante a derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 0, completou um mês.
TIME DEVE TER MUDANÇAS
Os treinos da semana indicam que Carlo Ancelotti deve voltar ao esquema 4-2-4. Durante a semana, o técnico testou vários jogadores nesta mesma formação. Danilo na vaga de Ibañez e Luiz Henrique no lugar de Lucas Paquetá são mudanças
prováveis. Léo Pereira e Martinelli foram as escolhas no treino de quarta, mas a tendência é que os titulares sejam mantidos diante dos haitianos. Na cabeça da área, Fabinho treinou ao lado de Bruno Guimarães. No entanto, Casemiro foi titular em 12 dos 13 jogos com Carlo Ancelotti e foi substituído no intervalo diante do Marrocos por ter cartão amarelo. Assim como na estreia, o italiano faz mistério até mesmo para os jogadores e deve confirmar a equipe apenas horas antes da partida.
Uma provável escalação do Brasil tem o seguinte time: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Matheus Cunha, Vini Jr. e Raphinha.
HAITI JOGA
A COPA PELA
SEGUNDA VEZ
Na segunda Copa de sua história, o Haiti ainda busca o primeiro ponto. Na primeira participação, em 1974, perdeu para Itália, Polônia e Argentina. Na estreia do atual Mundial, nova derrota, por 1 a 0 para a Escócia.
Mesmo assim, o técnico Sebastião Migné entende que sua equipe pode, sim, fazer um grande jogo contra o Brasil. Ele repete a base do time, que aposta como principal arma no atacante Wilson Izidor.
O Haiti deve jogar com: Johnny Placide; Carlens Arcus, Ricardo Adé, Hannes Delcroix e Martin Experience; Ruben Providence, Bellegarde, Jean Jacques e Don Deedsonr; Frantzdy Pierrot e Wilson Isidor.
Além do jogo entre Brasil e Haiti, o Grupo C tem o confronto entre Escócia e Marrocos, às 19h, no Gillette Stadium, em Boston. A seleção europeia estreou com vitória sobre o Haiti e pode garantir classificação se voltar a vencer. Adversário do Brasil na estreia, a equipe africana busca a primeira vitória. O dia começa com Escócia na liderança com 3 pontos. Brasil e Marrocos têm 1 ponto e o Haiti está zerado. Os escoceses garantem a classificação com vitória, enquanto que os outros times não podem garantir classificação matemática na segunda rodada.

O segundo país matematicamente classificado à segunda fase será conhecido no duelo entre Estados Unidos e Austrália. As equipes se enfrentam às 16h, no Lumen Field, em Seattle. Como os dois times venceram na estreia, quem ganhar estará garantido
na próxima fase. O outro jogo do Grupo D opõe duas equipes que decepcionaram na estreia. Turquia e Paraguai se enfrentam na virada de sexta para sábado, pontualmente à meia-noite, no Levi’s Stadium, em Santa Clara.

Grupo C
19h – Escócia x Marrocos 21h30min – Brasil x Haiti

JOÃO LUCAS FELDENS CATTO


Antes mesmo de falar sobre futebol e Copa do Mundo, preciso abrir um parêntese
Estou tendo a oportunidade de fazer parte da história não apenas por estar cobrindo uma Copa do Mundo, mas também por viver um momento histórico para Nova Iorque. A cidade celebrou o título do New York Knicks após uma espera de 53 anos e recebeu seus campeões com uma carreata que reuniu cerca de um milhão de pessoas pelas ruas. É impressionante perceber o quanto o esporte representa para os novaiorquinos e a capacidade que ele tem de mobilizar multidões, deixando toda ela em laranja e azul.
Mas não foi só o basquete que tomou conta da cidade
A torcida brasileira também protagonizou uma despedida em grande estilo antes de seguir rumo à Filadélfia para acompanhar a Seleção. O Central Park, conhecido pelos seus enormes espaços verdes, ganhou tons de amarelo. Entre bandeiras, músicas e muita animação, milhares de brasileiros transformaram um dos cartões-postais mais famosos do mundo em uma verdadeira arquibancada a céu aberto.
A expectativa agora gira em torno do próximo compromisso do Brasil. No papel, trata-se do adversário teoricamente mais acessível da primeira fase. Justamente por isso, talvez seja o confronto mais perigoso. A responsabilidade está toda do lado brasileiro, e a torcida espera ver uma equipe com postura diferente daquela apresentada na estreia.
E por aqui, escrevendo esse diário, minha rotina segue intensa Mais do que acompanhar os jogos, tenho procurado mostrar à nossa audiência um pouco da cidade que recebe esta Copa. Em uma das entradas ao vivo, estive no Memorial do 11 de Setembro, local que preserva a memória de um dos acontecimentos mais marcantes da história recente da humanidade. Em outra participação, apresentei o complexo do Hudson Yards, mas também já estive no Rockfeller Center, Central Park, Empire State e Times Square. Enfim, minha missão é colocar o Vale do Taquari para dentro da Copa do Mundo. E vice e versa. E como toda cobertura de Copa também é uma viagem de descobertas, hoje começa uma nova etapa. Depois de dias hospedado no West Village, um dos bairros mais charmosos de Manhattan, sigo para o Harlem, região marcada por sua riqueza cultural, musical e histórica. A Copa continua e, provavelmente, enquanto você estiver lendo essa coluna eu estarei na estrada a caminho ou já posicionado na Filadélfia para mais um jogo do Brasil. DA

O chamado Posto Santo Antônio tinha iniciado suas atividades em Cruzeiro do Sul em junho de 1956. Localizado no centro da cidade, numa das extremidades da Praça Dona Laura, tinha sido construído em 1951 por Valdir Lopes.
Alguns anos depois, o funcionário Waldomiro Mallmann comprou o negócio, juntamente com o pai. Há 20 anos, Waldomiro, então com 71 anos, relembrava que, muitas vezes, levantou de madrugada para atender fregueses viajantes, que

Waldomiro e Lecy


precisavam de algum serviço do posto e batiam na porta da casa do dono.
A esposa, Lecy da Silva Mallmann, então com 69 anos, passou 12 anos à frente do caixa do posto. Tinha iniciado na função em 1977. Waldomiro lembrava
que, antes da BR-386 ser feita, na década de 1960, o posto ficava no principal caminho para Porto Alegre, já que os viajantes seguiam até Vila Mariante. O Posto Santo Antônio existe ainda hoje no mesmo local, há mais de 70 anos.
- Dia do Cinema Brasileiro
- Dia do Migrante
- Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme
- Dia Nacional do Luto
- Dia Mundial do Albatroz
Santo do dia: São Romualdo
Estava em construção um novo edifício na esquina da rua Borges de Medeiros com a Júlio de Castilhos, no Centro de Lajeado. O antigo Banco da Província tinha sido derrubado e, em seu lugar, a Bergesch Engenharia e Construção erguia o prédio da nova Loja Seli, de Estrela, que abriria uma filial em Lajeado.
O prédio teria a loja no térreo e apartamentos nos andares superiores. A foto em questão mostra a área de construção do prédio, que estava cercada por tapumes. Ao lado, está o antigo Hotel Brasil em sua parte lateral.



Médico Anestesiologista


Abalança entre a certeza de punição e a leniência sempre teve um papel preponderante na determinação da criminalidade de um país ou região administrativa. Quando ela pende para o primeiro lado, tende-se a ter uma criminalidade menor, já que as penas costumam ser certeiras. Via de regra os regimes ditatoriais costumam se “sair bem” nesse quesito, visto que, para além da pena que virá, elas costumam ser severas. A bem da verdade, os grandes atentados contra a vida nesses sistemas costumam ser do tipo “colarinho branco”: atingem os altos escalões do poder justamente por disputas desse mesmo poder. A injustiça não passa pela não punição, mas sim pela punição seletiva. Atentar contra o poder geralmente é o maior crime de todos. Na URSS a pena para crimes contra o regime era a capital, ao passo que ,para os homicídios, alguns anos de cárcere bastavam. Os nazistas tinham semelhanças com os soviéticos: compreensível visto que compartilhavam uma similar visão totalitária de mundo. Essa realidade foi uma constante em todos países ditatoriais e basicamente todos impérios do mundo antigo. Vale salientar que a punição não precisa advir de um agente administrativo, mas também da força tácita de ter infringido regras morais de um grupo, o que levaria a perda de credibilidade do membro infrator e uma subsequente exclusão dele da comunidade. Tal punição é a que predomina nas sociedades coesas. Nessas, a balança também pendia pro lado da segurança.
Anos de impregnação cultural, sempre colocando o desafortunado como vítima e o bem -sucedido como causa do insucesso daqueles que estão financeiramente abaixo, deram o apoio a essa lógica do crime como reparador de injustiças”
Já quando o equilíbrio da balança se desloca demais para o outro lado, como quando o garantismo penal se mistura com leniência, o crime aumenta na mesma proporção do desequilíbrio, só que agora de forma mais generalizada, não abrangendo somente as altas esferas. Em sociedades que não compartilham valores, costumes, referenciais comuns e com pouco envolvimento dos membros em suas comunidades, o efeito de contrapeso na balança que a moral de grupo exerceria, também se dilui muito.
Acontece que, algo nas últimas décadas se sucedeu em favor desse lado da balança: nossa cultura midiática e intelectual tentou incutir em nossas mentes que a pobreza e as discrepâncias sociais seriam a força motriz do crime.
Isso , por si só, não interferiria no equilíbrio, conforme acima exposto. Nosso Brasil é a prova: quase todo século passado éramos um pais mais desigual e menos desenvolvido que agora. Todavia, mais seguro. Entretanto, o passo além que foi dado dessa teoria, foi de que o crime seria um reparador justo dessa discrepância social. Essa falsa conclusão, essa sim, fez com que nosso meio coercitivo passasse a adotar essa ideia, levando a balança a pender para o lado da leniência.
Anos de impregnação cultural, sempre colocando o desafortunado como vítima e o bem -sucedido como causa do insucesso daqueles que estão financeiramente abaixo, deram o apoio a essa lógica do crime como reparador de injustiças. A ideia do “crime compreensível” encontra ressonância hegemônica no nosso meio cultural. Dostoiévski escreveu Crime e Castigo. Hoje serie Crime como Castigo. A dominância dessa ideia é tanta que ela evita que discutamos fenômenos que apontam em direção oposta a essa teoria. Duvida? Tente encontrar na grande mídia algo sobre El Salvador, do presidente Bukele. Transformou um país pobre e violento em outro - ainda pobre - porém, seguro. O que pode ser copiado de lá? Devemos atentar a tamanha coerção transformar o país numa ditadura? Não sabemos, mas poderíamos, ao menos, expor o assunto. Continuar a insistir em resolver a miséria primeiro e o crime depois é inverter a roda da história. Serve apenas para mostrar conivência com a atual situação.

Acriação da Série B Regional representa muito mais do que uma nova competição no calendário. É uma oportunidade de fortalecer o futebol amador a partir de um modelo que vem mostrando resultados dentro e fora das quatro linhas.
A disputa em categoria única e com jogos pela manhã acompanha uma tendência que deu certo em campeonatos como a Copa Vale do Sampaio e nos Municipais de Imigrante, Cruzeiro do Sul e Nova Bréscia. Nessas competições, o futebol se transformou em ponto de encontro das comunidades. Enquanto a bola rolava pela manhã, os clubes promoviam almoços, reuniam famílias, movimentavam cozinhas, voluntários e geravam receita para manter suas atividades.
Esse formato faz sentido porque reduz custos, facilita a logística e permite que o domingo seja aproveitado por completo. O torcedor não vai apenas assistir ao jogo. Ele passa o dia na comunidade, consome, conversa, reencontra amigos e fortalece o vínculo com o clube local.
Em um momento em que tantas equipes enfrentam dificuldades financeiras, pensar em um campeonato sustentável é mais importante do que insistir em modelos que nem todos conseguem acompanhar. A Série B nasce com essa proposta: ampliar as oportunidades, valorizar os clubes e devolver às comunidades o protagonismo que sempre fez do futebol amador um patrimônio regional.
Se repetir o ambiente visto no primeiro semestre, a competição tem tudo para conquistar seu espaço”
Se repetir o ambiente visto no primeiro semestre, a competição tem tudo para conquistar seu espaço e provar que, muitas vezes, menos categorias significam mais participação, mais união e um futebol ainda mais vivo.
O Regional Aslivata começa a ganhar forma. A divulgação dos primeiros elencos marca o início de uma fase que movimenta dirigentes, atletas e, principalmente, os torcedores, que passam a acompanhar de perto quem defenderá as cores de seus clubes nesta temporada.
É cedo para qualquer prognóstico, mas alguns nomes já despertam expectativa. Há atletas conhecidos do futebol amador da região, reforços que retornam aos antigos clubes e jogadores que prometem elevar ainda mais o nível técnico da competição. Nos próximos dias, a tendência é que as listas cresçam e que o “mercado da bola” do Regional fique ainda mais aquecido.
Para quem gosta de acompanhar cada novidade, todos os atletas inscritos podem ser consultados no sistema da Aslivata, onde os clubes atualizam seus elencos das categorias principal, aspirante e veterano conforme os registros são homologados.
O campeonato ainda nem começou, mas a temporada já está em campo.
Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 12º | MÁX: 18º A atuação de um cavado meteorológico, combinada ao intenso ingresso de umidade, favorece a formação de áreas de instabilidade.


CONCESSÃO DA BR-386
Recuperação da ERS-128 avança após anos de reclamações, enquanto acesso de Bom Retiro do Sul pela BR-386 segue entre as principais demandas de infraestrutura viária da região. Conforme a ViaSul, obra fica para depois de 2031. Debate reacendeu após acidente fatal no acesso.

• Bom
do
Fundado em 13/1/1966 Avulso: R$ 5,90
• Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante
Sexta-feira, 19 de junho 2026 | Ano 60 | Edição nº 3124

Languiru busca alternativas ao frigorífico de Poço das Antas

Estado inicia obra em Bom Retiro. Acesso segue na espera
A construção da Hidrelétrica Vale do Leite, no Rio Forqueta, na divisa entre os municípios de Pouso Novo e Coqueiro
Baixo, alcançou 30% do cronograma previsto. A hidrelétrica terá 6,4 megawatts (MW) de potência instalada.
PÁGINA | 5


Günther Ricardo Wagner deixa legado em Estrela
A comunidade de Estrela se despediu de Günther Ricardo Wagner, ex-prefeito, ex-vereador, empresário e uma das lideranças que marcaram a história do município. Aos 92 anos, Wagner deixa um legado construído ao longo de décadas de atuação na vida pública.
PÁGINA | 7
CONSCIENTIZAÇÃO Teutônia eleva percentual de reciclagem após ações ambientais
Escola Bento Gonçalves, do bairro Boa Vista, em Teutônia, recebe investimento do município de cerca de R$ 2 milhões. Mais de 500 metros quadrados de obras, e uma cobertura na quadra esportiva vão ao encontro das
medidas do governo para abarcar a demanda na educação municipal. Com a ampliação, a escola que hoje atende mais de 200 alunos, vai ofertar turmas de ensino fundamental nos dois turnos.
O município de Teutônia elevou o percentual de resíduos reciclados de cerca de 4% para índices entre 12% e 15% após mudanças no sistema de separação e recolhimento dos resíduos. O número é resultado de ações de conscientização e mudança no formato da coleta do lixo.
PÁGINA | 3
PÁGINA | 12
Presidente da Afamab, Danusa Lautert Libio conhece de perto os desafios e as conquistas das famílias atípicas. Mãe de uma criança autista, ela fala sobre o diagnóstico da filha Mariana, a atuação da associação e a importância da inclusão e do acesso a atendimentos especializados.
A Afamab completa cinco anos de atuação. Como surgiu a associação?
A Afamab nasceu da necessidade de unir famílias que viviam desafios semelhantes. Muitas vezes, quando recebemos um diagnóstico, nos sentimos perdidos e sem saber para onde ir. A associação surgiu para oferecer apoio, informação e acolhimento, além de lutar por inclusão e acesso a serviços para as pessoas autistas e suas famílias.
Hoje, qual é o trabalho desenvolvido pela entidade?
Atualmente, contamos com cerca de 70 famílias associadas e atendemos mais de 40 crianças. Oferecemos serviços de fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento com pedagoga especializada em ABA. Os atendimentos acontecem na Sala TEA, junto ao Centro Materno Infantil de Bom Retiro do Sul. Também promovemos ações de conscientização e inclusão ao longo do ano.
Sua ligação com a causa também é pessoal. Como foi a descoberta do autismo da Mariana?
A Mariana tem sete anos hoje. Quando ela tinha cerca de dois anos, começamos a perceber alguns sinais. Havia uma seletividade alimentar bastante intensa, dificuldade de interação social, atraso na fala e a ausência daquele brincar mais lúdico e imaginativo que costuma ser observado em outras crianças da mesma idade. Aos poucos fomos buscando avaliações e entendendo o que estava acontecendo.

Como foi receber o diagnóstico?
É um momento que traz muitas dúvidas e inseguranças. Ao mesmo tempo, o diagnóstico também oferece respostas. Ele permite que a família compreenda melhor as necessidades da criança e busque os acompanhamentos adequados. Para nós, foi o início de uma nova caminhada, de muito aprendizado.
Quais foram os principais desafios enfrentados pela família?
A adaptação à nova realidade e a busca por informações. Muitas famílias passam por isso. É preciso compreender o transtorno, reorganizar rotinas e encontrar profissionais especializados. Também existe a preocupação constante com a inclusão e com o desenvolvimento da criança.
O que mudou na sua vida depois dessa experiência?
Mudou a forma como enxergamos o mundo e as diferenças. Aprendemos a valorizar cada conquista, mesmo aquelas que podem parecer pequenas para outras pessoas.
Qual é a principal missão da Afamab atualmente?
Nosso objetivo é garantir acolhimento às famílias, ampliar o acesso a atendimentos especializados e fortalecer a inclusão das pessoas autistas na sociedade. Queremos que cada família saiba que não está sozinha e que existe uma rede de apoio pronta para ajudar.

Município amplia ações de reconstrução habitacional. Novas residências devem ser entregues em até 18 meses
Pouco mais de dois anos após a enchente que mudou a vida de milhares de moradores, Estrela deu nesta segundafeira, 15, mais um passo para transformar perdas em recomeços. No Loteamento Nova Morada, o Ministério das Cidades autorizou o início das obras do Residencial Estrela, projeto que garantirá 800 moradias para famílias atingidas pela catástrofe climática de 2024.
O empreendimento recebe investimento federal de R$ 160 milhões por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – FAR Reconstrução. A previsão é de que as moradias sejam concluídas em até 18 meses.
Participaram do ato o ministro das Cidades, Vladimir Lima, o secretário-executivo da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Ramon de Jesus, o deputado federal Paulo Pimenta, a prefeita Carine Schwingel, o vice-prefeito Márcio Mallmann, representantes da Caixa Econômica Federal, da construtora responsável pela obra e lideranças locais.

Loteamento Nova Morada passa a concentrar uma das maiores iniciativas habitacionais ligadas à reconstrução
Além da autorização das novas moradias, a comitiva acompanhou o andamento das obras do Residencial Renascer, conjunto habitacional com 100 apartamentos em construção no mesmo loteamento. A visita coincidiu com a marca de um ano do início daquele empreendimento, que deve ser entregue ainda neste ano. Para a prefeita Carine Schwingel, o início das obras representa um dos momentos mais importantes da reconstrução habitacional do município. “Estamos falando de centenas de famílias que terão a oportunidade de reconstruir suas vidas em um

CONTATOS comercial@jornalng.net.br
FONE: (51) 3712-1250
Reportagem: Daniely Schwambach
lugar seguro. É uma conquista construída por muitas mãos e que representa esperança para quem perdeu tudo”, afirma.
A prefeita também recordou que a cerimônia ocorreu no mesmo dia do velório do exprefeito Günther Wagner, um dos responsáveis por contribuir com a área que hoje abriga o loteamento. “É um momento simbólico para Estrela. Parte desta área foi destinada ao município graças à visão de pessoas que acreditaram no futuro da cidade. Hoje vemos esse espaço se transformando em um novo começo para centenas de famílias”, relata.
Durante o evento, o ministro Vladimir Lima destacou que a garantia de moradia está entre as prioridades do Governo Federal no processo de recuperação do Rio Grande do Sul. “Quem perde a casa perde muito mais do que um patrimônio. Perde segurança, estabilidade e parte da própria história. Nosso compromisso é garantir que essas famílias possam reconstruir suas vidas com dignidade”, afirma. Segundo o ministro, o empreendimento de Estrela integra um dos maiores esforços habitacionais em andamento no Estado. “Estamos investindo em moradias, mas principalmente em pessoas. Cada residência construída representa uma família que poderá voltar a planejar o futuro com tranquilidade”, destaca.
Uma das insituições a receber aporte é a Bento Gonçalves. Escola que passou de 60 para mais de 200 alunos em sete anos. Além da ampliação, está em andamento a cobertura da quadra
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
Arotina da EMEF Bento Gonçalves, no bairro Boa Vista, mudou nos últimos anos. De uma escola com cerca de 60 alunos em 2018, a instituição passou a atender 202 estudantes e ampliou sua oferta para turmas do pré-A ao 9º ano do Ensino Fundamental. O crescimento da demanda motivou novos investimentos na estrutura física, entre eles a ampliação da escola e a construção da cobertura da quadra esportiva.
A cobertura da quadra já está em execução e atende uma reivindicação antiga da comunidade escolar. Atualmente, as condições climáticas interferem diretamente nas aulas de Educação Física e em outras atividades realizadas ao ar livre.
“Quando chove ou faz muito frio, precisamos reorganizar as atividades. Nem sempre conseguimos utilizar os espaços externos da forma como foi planejado”, afirma a professora de Educação Física Renata Schaefer.
Em algumas situações, as turmas utilizam um ginásio comunitário localizado a cerca de um quilômetro da escola.

clima”, observa.
A diretora Deise Reckziegel destaca que a obra ocorre em um momento de expansão da escola.
Quando chove ou faz muito frio, precisamos reorganizar as atividades. Nem sempre conseguimos utilizar os espaços externos da forma como foi planejado.”
RENATA SCHAEFER
PROFESSORA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O deslocamento depende das condições do tempo e da organização da rotina escolar.
“Com a cobertura, teremos mais previsibilidade para as aulas e poderemos desenvolver as atividades sem tantas interrupções causadas pelo
“Em 2018 tínhamos cerca de 60 alunos. Hoje são 202. A escola cresceu e a estrutura precisa acompanhar esse movimento”, afirma.
Segundo ela, a procura pela instituição aumentou gradativamente nos últimos anos.
“Atendemos desde a Educação Infantil até o 9º ano e recebemos alunos de diferentes localidades. Isso gerou a necessidade de ampliar a capacidade da escola”, explica.
A cobertura da quadra terá área de 740 metros quadrados e investimento de R$ 329 mil. Paralelamente, a escola também recebe obras de ampliação, com novas salas de aula e melhorias em espaços de apoio. Somados, os investimentos na instituição se aproximam de R$ 2 milhões.
Os investimentos na Bento Gonçalves integram um conjunto
de melhorias em andamento na rede municipal de ensino de Teutônia.
Em maio, a Administração Municipal inaugurou a ampliação da EMEF Marechal Arthur da Costa e Silva, em Linha Germano.
Em 2018 tínhamos cerca de 60 alunos. Hoje são 202. A escola cresceu e a estrutura precisa acompanhar esse movimento.”
A obra incluiu a construção de sala de aula, banheiros e secretaria, além da reestruturação de ambientes como refeitório e sala dos professores. O investimento totalizou R$ 285,6 mil, entre recursos federais e contrapartida do município. Outra instituição que passa por ampliação é a EMEI Meu Cantinho, que terá aumento da capacidade de atendimento na educação infantil.
Já nas EMEFs Professor Alfredo Schneider e Bento Gonçalves estão previstas novas salas de aula e melhorias em espaços administrativos e de apoio. No caso da Bento Gonçalves, o pacote inclui ainda a quadra coberta, coberturas metálicas e intervenções em áreas externas da escola.

escolar


Fabiano Petter comercial@jornalng.net.br

A Sicredi Ouro Branco RS/MG realizou no último sábado, 13 de junho, a 1ª edição do Expo Fórum Agro. Realizado no Salão Comunitário da Linha Wink, em Estrela, o evento reuniu cerca de
- A Cooperagri São Jacó, convida seus associados e clientes para uma noite de muito conhecimento, atualização e troca de experiências voltadas ao agronegócio, no próximo dia 25 de junho (quarta-feira) as 19h15 em sua sede. Na programação: a palestra com a AgroFiscal, com os temas: Obrigações legais do produtor rural junto à Receita Federal e Reforma Tributária e os impactos no Agro e ainda a palestra com a Brevant Sementes - Prof. Egon Horst, com o tema: Silagem de Alta Performance. Confirme sua presença pelo telefone/ WhatsApp: (51) 3762-6447.
- A Univates, em parceria com o Ecovates, realizará uma edição especial do “Gramado Cultural” no dia 21 de junho (domingo), das 14h às 18h, no gramado ao lado do Centro Cultural da instituição.
- A CERTAJA Energia
1.000 participantes ao longo de todo o dia. O 1º Expo Fórum Agro reuniu mais de 30 parceiros, que apresentaram produtos e serviços em um espaço de exposição e na feira da agroindústria familiar.
O 1º Fórum Expo Agro contará com duas edições neste ano, e acontece novamente no dia 27 de junho, desta vez no Vale do Caí: no Parque Centenário, em Montenegro/RS.
Veja as matérias completas no site: grupoahora.net.br
promoveu o 1º encontro do Comitê CERTAJA Mulher, no dia 11 de junho, uma iniciativa que nasce para fortalecer a participação feminina no cooperativismo e seu impacto nas comunidades, promovido em sua sede no auditório.
- A 24ª Feira Industrial, Comercial e de Serviços do Vale do Taquari (Expovale) e a 12ª Feira da Construção Civil, Mobiliário e Decoração (Construmóbil) já têm data para serem lançadas. O evento de apresentação oficial ocorrerá na noite de 20 de agosto, no espaço de eventos da Unimed VTRP (Avenida Piraí, 155, bairro São Cristóvão). A feira ocorrerá de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante, em Lajeado. Sob o tema “Somos a nossa terra”, o evento conjunto será realizado pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e pela Prefeitura de Lajeado. - O Sicredi Ouro Branco RS/


Dia 19 de junho: 12h: Reunião Almoço CACIS, em Estrela.
Dia 25 de junho: 8h: 23º Convenção do CDL, em Lajeado.
Dia 03 de julho: 20h: Filó Italiano na Fiori Dei Piani, em Estrela.
Dia 04 de julho: 20h: Baile de Kerb SOGES, em Estrela.

MG prepara um momento especial para celebrar 45 anos de história, com os seus mais de 127 mil associados, no dia 22 de agosto, em Teutônia/RS, estará com atrações para toda a comunidade durante a tarde, encerrando a programação com o show nacional exclusivo para associados da banda Jota Quest.
- O programa Capacita CACIS, promoveu no dia 16 de junho, novo curso tendo o “Compliance Trabalhista e Empresarial” como pauta, com os advogados Nicholas Horn e Paula Buffon Rodrigues, trazendo o que pode ser regulado em sua empresa para evitar transtornos.
- Confira diariamente o quadro OPORTUNIDADES do rádio 102.9 e portal do Grupo A Hora, vagas de empregos disponíveis na região, as seleções estão abertas para todos os níveis de experiência. Acesse o link QR CODE acima.
Dia 12 de julho: 12h: Costelão Atlântico de Costão, em Estrela.
da semana
13 de junho
Lojas Monjuá (37 anos)
15 de junho
Dália Alimentos (79 anos)
17 de junho
Supreme Com. Visual (1 ano)
18 de junho
Renovale (22 anos)
20 de junho
CheirinBão (4 anos)
Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.

O município de Bom Retiro do Sul encerrou neste domingo, 14, a 5ª Expofeira, com o 11º Dança Bom Retiro e o 2º Canta Bom Retiro. Realizados no Espaço Multiuso, na área da antiga fábrica da Calçados Reifer, reunindo aproximados 30 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação, com presença das mais de 40 empresas e marcas presentes
nos 78 estandes, registraram intenso fluxo nos eventos, movimentaram possibilidades em mais de R$ 1,5 milhão em negócios e transformaram a área em um dos principais pontos de encontro da comunidade e da região. O resultado superou as projeções iniciais da organização e consolidou a maior edição já realizada desde a criação da feira.
Mais de 100
trabalhadores atuam no empreendimento entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo; usina terá capacidade para abastecer 20 mil pessoas
Aconstrução da Hidrelétrica Vale do Leite, no Rio Forqueta, entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo, alcançou 30% do cronograma previsto e entrou em uma nova etapa de execução com a instalação da Casa de Máquinas e da tubulação de saída da água da turbina. Com investimento estimado em R$ 85 milhões, o empreendimento tem inauguração prevista para 19 de fevereiro de 2027.

Mais de 100 trabalhadores atuam atualmente em diferentes frentes da obra. Até o momento, foram utilizados mais de 4 mil metros cúbicos de concreto, de um total estimado em 60 mil metros cúbicos necessários para a conclusão da usina.
A futura hidrelétrica terá potência instalada de 6,4 megawatts (MW) e capacidade para abastecer cerca de 20 mil pessoas com energia renovável.
O projeto representa a quinta usina da Certel e conta com financiamento de cooperativas do Sicredi da região.
O vice-presidente da Certel, Daniel Sechi, afirma que o avanço da construção tem sido acompanhado de forma

permanente, com atenção ao cronograma e aos custos da obra.
“Estamos atentos ao cronograma e à gestão dos recursos para que o planejamento seja cumprido e o
empreendimento seja entregue dentro do previsto”, destaca.
Segundo ele, o investimento está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa e à necessidade de ampliar a

infraestrutura energética.
“A disponibilidade de energia é um dos fatores considerados por empresas que pretendem investir ou expandir suas atividades. Infraestrutura, comunicação e logística são elementos fundamentais para o crescimento econômico”, observa.
O presidente da Certel, Erineo Hennemann, reforça que o cronograma segue dentro do planejado e mantém a previsão de conclusão para fevereiro de 2027.
“Estamos acompanhando cada etapa da execução e trabalhando para que a obra seja entregue dentro do prazo estabelecido. É um investimento importante para o futuro da cooperativa e para os associados”, afirma.
Hennemann também relaciona o empreendimento ao planejamento institucional da Certel para os próximos anos, especialmente no contexto da aproximação do centenário da cooperativa, que será celebrado em 2027.

Unidade avaliada em R$ 169,8 milhões completa três anos sem abates neste mês; cooperativa negocia com credores e agentes financeiros para viabilizar a venda da unidade
TEUTÔNIA
Há quase três anos sem operar, o frigorífico de suínos da Cooperativa Languiru, em Poço das Antas, voltou ao centro das discussões da liquidação da cooperativa. Após a negativa da Justiça para a realização de um
leilão judicial, a direção busca alternativas para viabilizar a venda da unidade e sua retomada operacional.
Segundo o presidente liquidante, Paulo Birck, a cooperativa retomou negociações com instituições financeiras e credores que possuem garantias vinculadas ao empreendimento. Entre eles está o Badesul, com quem a Languiru voltou a manter conversas após a decisão judicial.
O frigorífico completa três anos sem abates no fim deste mês. De acordo com Birck, o tempo de paralisação aumenta a deterioração da estrutura e eleva os custos necessários para uma eventual reativação.
“Quanto mais tempo a estrutura permanece parada, maior é a deterioração e mais elevado se torna o investimento necessário para recolocá-la em

operação”, afirma.
A intenção da cooperativa é encontrar um modelo que permita a negociação da unidade e sua volta à atividade produtiva. Quando operava, o frigorífico tinha capacidade para o abate de aproximadamente 1,7 mil suínos por dia e figurava entre as principais estruturas industriais da cooperativa.
A paralisação da planta impactou cerca de 200 produtores integrados da região, que dependiam da unidade para o escoamento da produção.
O pedido de leilão judicial havia sido protocolado pela
própria cooperativa em 9 de junho de 2025, após tentativas sem sucesso de venda direta do frigorífico. A proposta previa a realização de duas etapas de leilão, com valor inicial correspondente à avaliação do ativo, estimado em R$ 169,8 milhões, e possibilidade de redução de até 50% em uma segunda chamada, caso não houvesse interessados. Com a negativa da Justiça, a alternativa foi descartada neste momento, obrigando a cooperativa a buscar novos caminhos para a negociação da estrutura.
Segundo Birck, a decisão não encerra a procura por investidores ou compradores interessados no empreendimento. A expectativa é que uma solução para o ativo permita reduzir custos de manutenção e ampliar as perspectivas de reaproveitamento da planta industrial.
Paralelamente, a Languiru segue avançando no processo de liquidação e renegociação de passivos. Conforme a cooperativa, mais da metade das dívidas acumuladas durante a crise financeira já foi objeto de acordos com credores. O passivo total chegou a superar R$ 1 bilhão.


Aos 92 anos, empresário, exvereador e ex-chefe do Executivo deixa como herança obras, espírito comunitário e uma trajetória marcada pelo serviço à população
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
As homenagens prestadas a Günther Ricardo Wagner transformaram o Salão Nobre da Prefeitura em um espaço de memória e reconhecimento. Familiares, amigos, empresários, lideranças e moradores
recordaram a trajetória do ex-prefeito, empresário e líder comunitário que ajudou a moldar o desenvolvimento de Estrela ao longo de décadas.
Aos 92 anos, Günther deixa um legado construído na vida pública, no empreendedorismo e na participação comunitária. Em reconhecimento à sua contribuição, a Prefeitura decretou três dias de luto oficial e manteve as bandeiras a meio mastro. A Câmara de Vereadores também decretou luto oficial e cancelou a sessão ordinária da semana. Natural de Estrela, onde nasceu em 7 de março de 1934, era filho de Guilherme e Hulda Wagner. Formado pela Escola Técnica do Comércio, iniciou a carreira como bancário em 1951. Posteriormente, atuou em diferentes segmentos empresariais, tornando-se diretor
da ICCILA e uma das principais lideranças econômicas da região. Também teve forte atuação comunitária. Presidiu a Sociedade Ginástica Estrela (Soges), a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e foi vice-presidente do Rotary Club. Em 1968, foi eleito vereador com a maior votação já registrada para o Legislativo estrelense até então e presidiu a Câmara durante todo o mandato. Em 1992, foi eleito prefeito para a gestão de 1993 a 1996.
À frente do Executivo, liderou obras como a duplicação da Avenida Rio Branco, a implantação de rótulas, a ampliação da pavimentação urbana, a construção de escolas, postos de saúde e ginásios esportivos, além da implantação da Cozinha Central e da criação do Parque Princesa do Vale.

À frente do Executivo, Günther liderou obras como a duplicação da Avenida Rio Branco, a implantação de rótulas, a ampliação da pavimentação urbana
Um dos filhos, Ricardo Wagner, afirma que a principal preocupação do pai nunca esteve voltada para si.
“A preocupação dele nunca era consigo mesmo. Era sempre com os filhos, com os netos e com a família. Até os últimos dias queria saber se todos estavam bem”, relata.Segundo Ricardo, mesmo aos 92 anos, Günther seguia acompanhando os negócios da família e participando das decisões da empresa. “Ele continuava trabalhando todos os dias. Gostava de acompanhar tudo, conversar e participar das decisões.”
O filho também recorda que os últimos momentos foram tranquilos. Pouco antes, Günther participou do aniversário de um dos filhos e esteve reunido com familiares.
Outra marca lembrada foi uma tradição mantida por mais de três décadas: viagens anuais que reuniam filhos, netos e demais familiares. “Ele acreditava muito na união da família. Queria que todos estivessem juntos.”
Ao lado da esposa, Ilse Wagner, construiu uma família formada pelos filhos Ricardo, Eduardo, Rozana e Alberto, além de netos e bisnetos. Para Ricardo, o principal legado do pai vai além das obras públicas.
“Ele deixou um legado público
e empresarial, mas deixou principalmente uma família.
Entre os presentes esteve o empresário Nilto Scapin, amigo de Günther há mais de 40 anos.
“Tive a felicidade de passar algumas horas com ele sem imaginar que seriam os últimos momentos”, recorda.
Scapin destaca a contribuição do ex-prefeito para o desenvolvimento do município.
“Foi um grande empresário, um grande líder e um homem de coração enorme. Modernizou a cidade e sempre pensou na comunidade acima dos interesses pessoais.”
Ele também relembrou a participação de Günther em ações voltadas à reconstrução após as enchentes e citou projetos habitacionais e a futura Ponte dos Vales como iniciativas defendidas pelo ex-prefeito.
“É uma pena que ele não vai ver essa obra pronta, mas tenho certeza de que vai acompanhar isso de onde estiver.”
O amigo recordou ainda o orgulho que Günther tinha do Parque Princesa do Vale e a forma direta com que conduzia sua atuação pública. “Quando dava para fazer, construía junto. Quando não dava, também dizia com clareza.” Scapin também destacou que Günther abriu mão do próprio salário durante a passagem pela Prefeitura.
Ao longo dos últimos dias, empresários, lideranças religiosas, representantes de entidades, excolegas de governo e moradores passaram pelo Salão Nobre para prestar uma última homenagem. No encerramento das despedidas, sob aplausos, o caixão deixou a Prefeitura e seguiu em cortejo para o crematório. Para muitos estrelenses, a despedida representa o encerramento de um capítulo importante da história do município, marcado por obras, liderança comunitária e dedicação à família e ao desenvolvimento de Estrela.


Recuperação da ERS-128 avança após anos de reclamações, enquanto acesso de Bom Retiro do Sul pela BR-386 segue entre as principais demandas de infraestrutura viária da região. Conforme a CCR, a obra fica para depois de 2031
BOM RETIRO DO SUL
Motoristas que utilizam a ERS-128, em Bom Retiro do Sul, começaram a perceber nesta semana o avanço de uma demanda antiga da comunidade. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) iniciou serviços de recuperação do trecho após sucessivas reclamações relacionadas às condições do pavimento, à sinalização e à visibilidade da rodovia.
Ao longo dos anos, moradores e usuários da estrada apontaram problemas que vão desde o desgaste do asfalto até a falta de pintura em diversos pontos da pista, situação que dificulta a condução dos veículos, especialmente durante a noite e em dias de chuva.
A professora Janete Pereira está entre os motoristas que convivem
diariamente com a realidade da rodovia. Moradora de Bom Retiro do Sul, ela se desloca todos os dias a Lajeado para trabalhar e afirma que a ausência de sinalização horizontal adequada é uma das principais preocupações.
“Tem pontos em que praticamente não se consegue identificar a divisão da pista. À noite fica muito difícil dirigir porque as marcações desapareceram em vários trechos”, relata.
Segundo ela, a situação exige atenção redobrada dos condutores.
“Quem passa todos os dias acaba conhecendo a estrada, mas para quem não conhece o trecho a dificuldade é ainda maior”, observa.
As condições da rodovia já motivaram manifestações da comunidade e também foram tema de debates no Legislativo municipal, que encaminhou pedidos de melhorias ao governo do Estado.

Nesta semana, o Daer iniciou as intervenções no trecho. Conforme o órgão, os trabalhos incluem serviços de fresagem e recomposição do revestimento asfáltico. Os valores investidos não foram divulgados pela autarquia.
A previsão é de que esta etapa seja concluída em aproximadamente dez dias. Na sequência, será realizada a nova sinalização horizontal da rodovia.
Segundo o departamento, os serviços integram um contrato de conservação já licitado e fazem parte das ações de manutenção da malha rodoviária estadual.


A primeira etapa iniciada pelo DAER na rodovia tem previsão de ser concludída em dez dias
A preocupação com a segurança viária em Bom Retiro do Sul também envolve o acesso ao município pela BR386. O tema voltou a ganhar repercussão após o acidente registrado no último fim de semana resultar na morte de três pessoas.
Uma família que retornava de Gravataí foi atingida por outro veículo ao cruzar a rodovia na entrada da cidade.
O acesso é alvo de reivindicações de lideranças regionais há anos. A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini, afirma que houve articulação de lideranças municipais para incluir a obra entre os investimentos prioritários da concessionária responsável pela BR-386, mas o pedido acabou ficando fora da programação inicial.
Segundo a concessionária Motiva, o contrato de concessão prevê a implantação de um dispositivo do tipo diamante, conhecido como trevo simplificado, no quilômetro 362 da rodovia. Como a concessão teve início em janeiro de 2019, a execução da obra está prevista apenas entre o 13º e o 15º ano do contrato, ou seja, entre 2031 e 2034. Além da cobrança por melhorias estruturais,

lideranças locais também discutem medidas para aumentar a segurança no trecho enquanto a obra não é executada. De acordo com a Motiva, representantes do Legislativo procuraram a concessionária para tratar da possibilidade de instalação de um controlador de velocidade no local.
A empresa informa que orientou as lideranças a formalizarem a solicitação junto à Polícia Rodoviária Federal.
No fim de semana, família vítima de acidente estava a caminho do Dança Bom Retiro, festival que ocorreu durante o fim de semana no município
Conforme a concessionária, a implantação de radares não depende exclusivamente de sua decisão, mas de critérios técnicos e regulatórios definidos em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a PRF.

Evento reuniu cerca de 600 pessoas em Novo Paraíso, valorizou tradições preservadas desde a colonização alemã e promoveu integração entre gerações e comunidades da região
Mais do que uma festa comunitária, a celebração de São Vito em Novo Paraíso representou um encontro entre história, fé e convivência. Realizado no último domingo, o evento reuniu moradores, visitantes e famílias de diferentes localidades em uma programação marcada por missa, almoço, animação musical e integração entre gerações. A comunidade, considerada a mais antiga de Estrela, completa 170 anos de história. Segundo o coordenador Júlio César Schorr, de 48 anos, preservar essa tradição representa dar continuidade ao trabalho iniciado pelos primeiros colonizadores da região. “É gratificante continuar organizando o que vem sendo feito há tantos anos”, afirma.
Júlio e a esposa Márcia estão pela terceira vez à frente da coordenação da comunidade. O casal também ocupou a função em 2020, 2021 e 2025. Morador de Novo Paraíso desde a infância, ele conta que a ligação com
a comunidade atravessa gerações. “Nascemos dentro desse ambiente. Meus pais também participaram das diretorias e eu praticamente só fiquei quatro anos fora da diretoria desde que casei”, relata.
Ao longo do dia foram servidos cerca de 600 almoços. Além dos 12 casais que integram a coordenação, mais de 20 voluntários auxiliaram nos preparativos e no atendimento.
Segundo Júlio, a organização mudou muito ao longo dos anos.
“Hoje tudo é mais fácil. Antigamente era a própria comunidade que fazia praticamente tudo, desde a escolha do boi e do porco até o preparo da carne. Hoje muita coisa já vem pronta”, relembra.
A programação teve entrada gratuita e contou com animação da Banda Musical Star, atraindo visitantes de diferentes localidades da região.
A devoção a São Vito acompanha a comunidade desde os primeiros anos da colonização alemã em Estrela.
De acordo com Júlio, o santo foi escolhido pelos imigrantes que

chegaram à localidade e permanece como símbolo de fé para as famílias até os dias atuais.
Outro patrimônio histórico preservado pela comunidade é a imagem de São Vito, trazida da Itália em 1880. “A estátua veio junto com a imagem de Santo Antônio, padroeiro da paróquia do Centro”, conta.
A história também está presente no antigo cemitério da localidade, considerado um dos marcos da colonização estrelense. “Somos



integração e troca entre as comunidades”, afirma.
a comunidade mais antiga de Estrela. Tudo começou junto com a colonização da região”, afirma. Neste ano, os recursos obtidos com a festa serão destinados à troca dos bancos da igreja e à instalação de um novo forro no templo.
Além da programação religiosa e gastronômica, um dos momentos mais aguardados foi a passagem da Caravana Conexão NG. Pela 41ª edição, a ação promoveu brincadeiras, distribuição de brindes e integração entre o público. Crianças, homens e mulheres participaram da tradicional dança da cadeira, que premiou os vencedores de cada categoria com brindes oferecidos pelos patrocinadores.
Segundo Júlio, a parceria com a Caravana já ocorre há vários anos. “A Caravana já veio outras vezes. O pessoal gosta, participa e sempre é legal receber”, relata. Para ele, o principal objetivo da festa continua sendo reunir pessoas. “Os associados se encontram para conversar, se divertir e rever amigos. Recebemos visitas de outras comunidades e também visitamos outras festas. Existe um forte movimento de
O coordenador destaca que muitos elogios recebidos neste ano estiveram relacionados justamente ao clima simples e acolhedor do evento. “As pessoas elogiaram o almoço, as rodas de conversa e esse jeito simples de festejar. É isso que mantém a comunidade viva”, afirma.
A movimentação em Novo Paraíso não termina com a tradicional festa de São Vito. Segundo Júlio, a comunidade mantém um calendário permanente de atividades voltadas à integração dos moradores.
No próximo sábado ocorre o Arraiá do Paraíso, animado pela Banda Rosas. Na semana seguinte, a comunidade recebe mais uma edição do baile da terceira idade. “Aqui sempre tem alguma atividade acontecendo. A comunidade é muito participativa”, relata.
Enquanto as músicas animavam o salão e as famílias ocupavam as mesas ao longo da tarde, a festa mostrou que, 170 anos depois dos primeiros imigrantes, a força da comunidade continua sendo construída pelo encontro entre pessoas, histórias e tradições. Uma herança preservada por gerações e que segue viva na comunidade mais antiga de Estrela.













Percentual de resíduos reciclados passou de 4% para até 15%. O resultado se dá após ações de conscientização promovidas no município
Aquantidade de resíduos encaminhados para reciclagem triplicou em Teutônia após mudanças no sistema de separação e recolhimento do lixo, elevando os índices de aproximadamente 4% para patamares entre 12% e 15%.
Segundo o biólogo e subsecretário de Agricultura e Meio Ambiente, Cristiano Steffens, o aumento ocorreu após a definição de dias específicos para coleta de materiais recicláveis e lixo orgânico, além das ações de orientação junto à população.
“Antes da reorganização da coleta seletiva e da definição dos dias específicos para separação dos resíduos, o município reciclava cerca de 4% dos resíduos. Hoje, os índices estão entre 12% e 15%”, diz.
Segundo Steffens, a coleta seletiva depende da participação da comunidade para ter resultado. Ele diz que o caminhão não realiza a separação durante a coleta e, quando os resíduos chegam misturados, o material não pode ser reaproveitado.
“Quando o lixo chega misturado, ele perde a condição de reciclagem”, pontua.
Conscientização
O município organiza ações de conscientização durante o mês de junho dentro da programação da Semana do Meio Ambiente.
No dia 27, ocorre um drive-thru para coleta de lixo eletrônico, óleo de cozinha usado e roupas de agasalho. A atividade será realizada das 8h30 ao meio-dia.
Os pontos de entrega estarão nas praças dos bairros Teutônia e Languiru, na Rua Coberta do Centro Administrativo e no Parque do Tio Ivo, no bairro Alesgut.
Também no dia 27, o município promove uma caminhada ecológica pela Avenida 1 Leste, entre o Centro Administrativo e a Associação de Água. Participam escolas das redes municipal, estadual e particular, além de entidades e grupos comunitários.
Conforme Steffens, a secretaria também acompanha projetos ambientais em escolas ligados à reciclagem, preservação da água e criação de abelhas sem ferrão. Palestras sobre coleta seletiva ocorrem em escolas, entidades e comunidades.
Em abril, o município formalizou um novo contrato para coleta, triagem e destinação de resíduos sólidos urbanos após 13 meses de operação emergencial. A empresa Transportes Serviços do Vale Ltda., que já executava o serviço, venceu a licitação. O valor mensal do contrato passou de R$ 495,5 mil para R$ 473,8 mil, redução de R$ 21,7 mil por mês.


aepan.ong@gmail.com

A devoção a Santo Antônio faz parte da história de Estrela há mais de 150 anos. Em 1873, o Padre Francisco Schleipen assumiu como primeiro pároco da recémcriada Paróquia Santo Antônio da Estrela, iniciando uma caminhada de fé que atravessaria gerações.
A primeira Festa de Santo Antônio na matriz local ocorreu em 14 de junho de 1874, com a presença do Padre Guilherme Ley, vindo de Santa Cruz do Sul. Desde então, a celebração tornou-se uma das manifestações religiosas mais importantes do município,

mantida viva pela comunidade que compartilha essa experiência entre pais, filhos e netos.
A programação integra o patrimônio cultural e espiritual de Estrela, reunindo milhares de fiéis em missas, novenas, peregrinações e encontros comunitários.
Entre as atividades dos festejos, a Peregrinação de Nossa Senhora Rosa Mística destaca-se como um dos momentos mais significativos. A imagem visita as capelas da Paróquia, levando mensagens de esperança, oração e união.
Em cada localidade, moradores se reúnem para momentos de reflexão e convivência. Assim como os pioneiros, os fiéis atuais buscam na fé a inspiração para superar desafios cotidianos e construir uma sociedade mais solidária, reforçando valores como acolhimento, fraternidade e participação comunitária.

A Missa Anual dos Grupos da Feliz Idade foi um dos eventos mais emocionantes da Festa de Santo Antônio deste ano. A celebração contou com a participação do Coro do CRAS, que apresentou canções religiosas diante de um santuário lotado. A apresentação transmitiu uma
mensagem de inclusão e valorização das pessoas, demonstrando a importância de oferecer espaços de participação para todos. Para os participantes, o momento representou uma demonstração prática dos ensinamentos cristãos através da solidariedade e do respeito à dignidade humana.

Outro destaque da festa é a distribuição do pãozinho de Santo Antônio e a bênção dos chás, lideradas pelo Padre Érick Lopes Vicari. O pão simboliza a providência divina e a partilha, enquanto os chás representam o cuidado com a saúde e a proteção das famílias. Durante a celebração, o sa-
cerdote relembrou a chegada da relíquia de Santo Antônio ao Santuário, ocorrida em 2024 — um marco que fortaleceu a devoção local. Em sua mensagem, o padre destacou também a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus, reforçando valores como amor, misericórdia e esperança.

Humorista falecido em 2012, deu vida a personagens como o Professor Raimundo
Série de filmes com Robert Pattinson
Endereço da web (Inform.)
(?) consciente, uma das preocupações dos ambientalistas
Proprietário Tocantins (sigla)
Acusado de ato que infringe a lei
Chega! O "turista" de Aparecida (SP)
Persistên-
Árvore amazônica que produz látex
(?) Gore, político Está bem! (pop.)
O devasso, por sua conduta
(pop.)
Mudar de região Jornalistas novatos
Salada, em inglês
Teófilo Dias, poeta brasileiro
Parte do carro desmontada na retífica
Relativo à boca Cidade paulista
Certificação cobiçada por empresas
Celsius (símbolo) Emprego; aplicação
Filho, em inglês Cão, em inglês
Sucesso (gíria) Moeda do Brasil
Aqui está! Remuneração do voluntário
PARÓQUIA EVANGÉLICA
Sexta-feira – 19/6
15h15min: Culto na Vovolândia
19h30min: LELUT
Sábado – 20/6
8h15min: Ensino Confirmatório
Comunidade São Lucas de Linha Wink
9h30min: Ensino Confirmatório Novo
Paraíso
Domingo – 21/6
8h15min: Culto na Colmeia
9h45min: Culto Comunidade São
Lucas de Linha Wink
19h: Culto com CLM
Terça-feira – 23/6
14h30min: OASE nos bairros
18h: Ensino Confirmatório 1º Ano
Quarta-feira – 24/6
Escola militar Cantil rústico
No caso de A arte poética
PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO
Sábado – 20/6
10h: Missa São Tiago Apóstolo – São Jacó
15h: Celebração do Batismo –
Santuário
15h30min: Missa Sagrada Família –Porongos
17h: Missa São José – Hospital
17h: Missa São José Operário –Imigrantes
18h30min: Missa Santo Antônio –Santuário
19h: Missa São João Batista – São João
Domingo – 21/6
8h30min: Missa Santo Antônio –Santuário
Quinta-feira – 25/6
18h30min: Missa Santo Antônio –Santuário
PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO
Sexta-feira – 19/6
19h: Terço – Matriz São Cristóvão
Sábado – 20/6
16h: Missa São Miguel – Linha Geraldo Baixa
18h: Missa Matriz São Cristóvão
19h30min: Missa Nossa Senhora do Rosário – Linha Lenz
Domingo – 21/6
8h30min: Missa Matriz São Cristóvão
10h: Missa Santa Maria Goretti – Linha
Santo Antônio, Colinas
14h30min: Grupo de Idosos
Comunidade São Lucas
18h: Ensino Confirmatório 2º Ano
Sexta-feira – 26/6
14h: Diaconia
Sábado – 27/6
8h15min: Ensino Confirmatório
Comunidade São Lucas de Linha Wink
9h30min: Ensino Confirmatório Novo
Paraíso
Vogal temática da 3ª conjugação
Grito; berro Emiliano Zapata, revolucionário

ÁRIES: Conversas em família resolverão antigos conflitos. Encontre seu lugar e assuma novos desafios. No amor, vire o jogo e reformule planos de moradia.
TOURO: Encontros do dia terão um caráter transformador. Você poderá formalizar uma parceria ou firmar um acordo comercial, converse sobre detalhes.
GÊMEOS: Será um bom momento para finalizar um projeto e iniciar outro com melhor perspectiva de retorno.
CÂNCER: Se estiver planejando uma viagem, aproveite o período da noite para encontrar boas condições.
LEÃO: Aproveite este momento para conversas importantes com a família. Reencontros trarão revelações e entendimento de experiências passadas.
VIRGEM: Uma nova jornada começará com bons acordos e relações estimulantes. Conversas de hoje poderão mudar sua opinião sobre alguém.
LIBRA: Aproveite uma oportunidade de se associar ou de renegociar um contrato profissional e pense a longo prazo. Sucesso!
ESCORPIÃO: Conexões com estrangeiros, mestres e autoridades estarão aquecidas. Repense objetivos e determine prioridades do orçamento.
SAGITÁRIO: Aproveite o dia para circular, descobrir novidades, surpreender em entrevistas ou reuniões de trabalho e implantar novos conceitos.
CAPRICÓRNIO: Assuntos financeiros pedirão calma nas decisões e visão estratégica, evite repetir erros do passado, pense diferente.
AQUÁRIO: Se puder, tire um tempo só para você. Será bom momento para renovar sua imagem e encerrar processos do passado.
PEIXES: Valerá fazer terapia e atividades que promovam equilíbrio emocional e bem-estar. Portas se abrirão na carreira em breve.
10h: Missa São Pedro Canísio – Arroio do Ouro
10h: Missa São Luiz Gonzaga – São Luís
19h: Missa Santo Antônio – Santuário
Terça-feira – 23/6
18h30min: Missa Santo Antônio –Santuário
Quarta-feira – 24/6
18h30min: Missa São José – Hospital
ROMILDA SCHERER
Faleceu na terça-feira, 16 de junho, aos 89 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
DELCO INÁCIO HORN (MANECO)
Faleceu na terça-feira, 16 de junho, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Estrela.
ASTA MARIA COSTA
Faleceu na terça-feira, 16 de junho, aos 83 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de São Rafael, em Cruzeiro do Sul.
EDY SCHNEIDER
Faleceu na terça-feira, 16 de junho, aos 88 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico do Bairro Alesgut, em Teutônia.
NORMA LENHARDT
Faleceu na terça-feira, 16 de junho, aos 91 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Sampainho, em Santa Clara do Sul.
OLGA BUHL
Faleceu na segunda-feira, 15 de junho, aos 89 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Estrela.
ERNY JOSÉ HAUSCHILD
Faleceu na segunda-feira, 15 de junho, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico da Boa União, em Estrela.
GÜNTHER RICARDO WAGNER
Faleceu no domingo, 14 de junho, aos 92 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
ORLANDO WERNER
Faleceu no domingo, 14 de junho, aos 92 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
LARI JOSÉ KONRAD
Faleceu no sábado, 13 de junho, aos 68 anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal do Florestal, em Lajeado.
IVO URBANO RUSCHEL
Faleceu no sábado, 13 de junho, aos 88 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico do Hidráulica, em Lajeado.
KARIN KLEMM HOGETOP
Faleceu no sábado, 13 de junho, aos 88 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
Quarta-feira – 24/6
17h: Missa Irmãs Franciscanas – Novo
Paraíso
Quinta-feira – 25/6
16h: Missa Nossa Senhora Aparecida – Bairro das Indústrias, com bênção da saúde
19h30min: Missa Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Bairro Pinheiros (Associação de Bairro)
MARINA DINIZ ALVES
Faleceu na sexta-feira, 12 de junho, aos 84 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico do Hidráulica, em Lajeado.
MARIA DE LOURDES MARTINEZ
Faleceu na sexta-feira, 12 de junho, aos 86 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.
NOELI HERRMANN
Faleceu na quinta-feira, 11 de junho, aos 73 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico São Vito, em Novo Paraíso, Estrela.
ELISEU ANTONIO JACOBS
Faleceu na quinta-feira, 11 de junho, aos 76 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
TANIA MARIZA FRITSCHER MATZENBACHER
Faleceu na quinta-feira, 11 de junho, aos 69 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico de Canabarro, em Teutônia.

DIVULGAÇÃO

Copa Soges promove a antepenúltima
rodada neste sábado
Afase classificatória da Copa Soges está muito perto do fim. Com três rodadas para serem disputadas, os jogos deste sábado podem definir mais equipes classificadas para Série Ouro. Na primeira divisão, são apenas ainda dois jogos que as equipes tem para disputar. Barcabier, Ambeve e Só Resenha disputam as últimas duas vagas da Ouro.
O Ambeve abre a rodada e joga contra o SPC.
Uma vitória, aliada a um tropeço do Só Resenha, que joga na sequência, confirma todos os classificados para a Ouro, uma vez que o Só Resenha têm nove pontos e não consegue mais chegar nos demais adversários.
Líder com 20 pontos, o Capote confirma a melhor campanha na fase classificatória em caso de vitória em cima do lanterna Bud FC.
Diferente da elite, a competição tem ainda três jogos. Cinco equipes brigam por três vagas na Ouro. Sombras (18 pontos), Tricolor e Galácticos (17), Cevaria
(13) e Brooklyn United (12) . O Sombras tem o jogo mais difícil, o time encara o Firma, líder do torneio. Outro que pega um dos primeiros colocados é o Galácticos. O adversário é o Revoada que ocupa a segunda colocação. Já os demais times pegam equipes que estão na parte baixa da tabela e sem chances de disputar a Série Ouro.
Rodada passada, pela primeira divisão os resultados foram Só Resenha 6 x 0 SPC, Ambeve 6 x 1 Barcabier, Capote 5 x 2 Knecus e Brocadores 3 x 2 Celtic.
Já na segunda divisão os resultados foram Tsunami 2 x 3, Knecus 1 x 4 Cevaria, Renegados 3 x 1 Brooklyn United, Galácticos 11 x 3 Thundercats, Revoada 3 x 2 Sombras e Tricolor 5 x 3 Firma.

Primeira divisão
12h30min – SPC x Ambeve
13h40min - Só Resenha x Knecus 14h50min – Barcabier x Brocadores 16h – Capote x Bud FC
Classificação: Capote (20 pontos), Knecus e Brocadores (16), Barcabier (12), Ambeve (10), Só Resenha (9), SPC e Celtic (6) e Bud FC (3);
Segunda divisão
12h30min – Tricolor x Demonhos Jr 13h40min – Cevaria x Tsunami 14h50min – Galácticos x Revoada 16h – Sombras x Firma FC 17h10min – Brooklyn United x Thundercats 17h10min – Renegados x Knecus VG
Sombras é um dos times que briga por uma vaga na Ouro da segunda divisão
classificação: Firma (24 pontos), Revoada (21), Renegados (19), Sombras (18), Tricolor e Galácticos (17), Cevaria (13), Brooklyn United (12), Demonhos Jr (10), Thundercats (4), Knecus VG e Tsunami FA (1);

FUTEBOL AMADOR


Jogos ocorrem na comunidade de Costão, a partir das 13h
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
OCampeonato Municipal de Estrela – Taça 150 anos promove mais uma tarde de semifinais. Neste domingo, 21, a comunidade de Costão recebe os confrontos de volta da semifinal da Prata. No primeiro duelo, o Alto da Bronze B joga pelo empate para se classificar a decisão. Já o Delfinense tem que vencer no tempo normal e nos pênaltis. No jogo de ida venceu por 3 a 0.
No outro confronto, o Atlântico venceu o Amigos Dossul por 1 a 0 no jogo de ida e agora está a um empate de disputar a final. Já o Amigos tem que vencer no tempo normal para forçar a decisão aos pênaltis. Na semana passada, o União ficou no 2 a 2 com o Aimoré e confirmou a vaga para terceira decisão do municipal de campo, pela terceira vez consecutiva. Na decisão vai encarar o Alto da Bronze A que ganhou do São Luís por 2 a 0.
As partidas de ida da final estão previstas para ocorrer em 28 de maio, no Bairro Boa União, e 05 de julho, no Bairro Alto da Bronze.
