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A Hora – 18 e 19/04/2026

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APÓS QUASE 2 ANOS

TEMPORÁRIAS

ATÉ QUANDO?

Cerca de 230 famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024 aguardam definição sobre residências permanentes. Falta de áreas aptas, burocracia e obras em andamento prolongaram permanência nos módulos temporários instalados pelo Estado

PÁGINAS |

Ensino sustenta o desenvolvimento econômico e social

Instituições contribuem à transformação nos bairros

Escolas municipais, estaduais, particulares e universidades contribuem de forma direta no crescimento da cidade. Estabele-

cimentos de ensino conseguem transformar, ao seu modo, realidades, e contribuem para a melhoria da qualidade de vida.

NESTA EDIÇÃO

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Matemática complexa nas eleições

Temos 300 mil eleitores e mais de uma dezena de précandidatos a deputado. E muitos votos vão para fora.

PCH VALE DO LEITE Certel inaugura hidrelétrica em fevereiro de 2027

Barragem com quase 30m de altura é construída no Rio Forqueta, em Pouso Novo. Unidade vai produzir energia para 20 mil associados.

PÁGINA | 12

EX-PREFEITO INDICIADO Relatório da CPI vai à votação na próxima semana

Marcelo Caumo e outros 11 nomes aparecem na lista de indiciados pela CPI que apurou irregularidades em obras públicas de Lajeado.

PÁGINA | 6

Busca do equilíbrio

AVISO AOS LEITORES Em razão do feriado de Tiradentes na terça-feira, 21, A Hora volta a circular na quarta, 22.

Amarca de 230 famílias vivendo em moradias provisórias no Vale do Taquari, quase dois anos após as cheias de maio de 2024, é o retrato de uma reconstrução que ainda não está consolidada. O que deveria ser um paliativo de curto prazo, os módulos temporários, tornou-se o cotidiano de cidadãos.

O cenário expõe um gargalo estrutural que vai além da vontade política. A dificuldade em encontrar áreas seguras, fora da cota de inundação, e a complexidade burocrática para a liberação de projetos habitacionais revelam o despreparo para lidar com catástrofes dessa magnitude. Embora existam avanços, o volume de famílias ainda sob tetos de 27 metros quadrados evidencia que a solução definitiva permanece distante para a maioria.

A espera, para quem perdeu tudo, tem um peso que a burocracia estatal parece, por vezes, ignorar.”

A adaptação dos moradores aos módulos, com instalações de áreas e decoração, não deve ser vista como conformismo, mas como uma estratégia de sobrevivência e dignidade. No entanto, o poder público não pode permitir que a “casa de passagem” se torne um destino final por omissão ou lentidão administrativa.

O Vale do Taquari precisa de agilidade na execução das obras e transparência nos prazos. A reconstrução de uma região não se encerra na infraestrutura logística; ela só se completa quando cada família atingida recuperar a segurança de um lar permanente e seguro. A espera, para quem perdeu tudo, tem um peso que a burocracia estatal parece, por vezes, ignorar.

Fundado em 1º de julho de 2002

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eletrônicos:

“Mais do que um trabalho remunerado, a gente percebe que contribui na vida das pessoas”

Lucilene Maria Schermer, 42,nuncaimaginouque oartesanatoocupariaum espaçotãoimportante da sua vida. Natural de Forquetinha,masresidente de Arroio do Meio há 20 anos,aartesãhojetrabalha com a arte em diversas oficinasterapêuticas eaindaorganizauma feiranosegmento.A ArtEmpreenderreúne pequenosempreendedores eartesãosparadar visibilidade aos seus negócios.

Por que decidiu trabalhar com artesanato?

Comecei a me dedicar mais ao artesanato em 2013, junto com o nascimento do meu primeiro filho. Antes disso, eu quase não tinha contato com essa área. A pandemia, em 2020, foi um divisor de águas. Foi bem difícil porque o artesanato não era mais considerado “essencial”, e meus pedidos diminuíram. Mas então, também surgiu uma oportunidade. Como eu era formalizada, comecei a receber pedidos de empresas para a confecção de máscaras. Investi em novas máquinas e os pedidos me tornaram conhecida na região. Foi a virada de chave: ao invés de fechar, reinventei meu negócio.

Como você alia a arte ao seu trabalho no CRAS?

Em 2023, voltei a Forquetinha a trabalho, quando passei a ser educadora social nas oficinas do CRAS do município. Trabalho com oficinas terapêuticas e com todos os grupos atendidos pelo

serviço, tenho contato com idosos, PCDs, crianças e adolescentes. Nossas atividades são diversas, vai desde o artesanato até o canto.

Você percebe diferença nas pessoas que participam desses grupos?

Antes de vir para o CRAS, nem conhecia esse tipo de oficina. Eu conheço muitas pessoas de Forquetinha e, desde 2023, tenho a oportunidade de ensinar a elas minha paixão pelo artesanato. Hoje, percebo nos participantes a satisfação de terem produzido algo, levam para casa, mostram aos familiares e amigos. As oficinas, além de um espaço de encontro, por meio do artesanato, permitem um senso de produtividade e sentido para os participantes. É muito gratificante participar disso, é um pouquinho da gente que vai com essas pessoas para casa. Mais do que um trabalho remunerado, a gente percebe que está contribuindo para a vida das pessoas e criando vínculos com elas.

Como surgiu o ArtEmpreender?

A feira ArtEmpreender foi criada por mim em 2022. Sempre foi um sonho meu, então

naquele ano reuni algumas empreendedoras que conhecia e montamos a feira. Participaram 16 na primeira edição, em Arroio do Meio. Hoje, na última edição, reunimos 55 artesãs, de vários municípios da região. Assim como eu comecei pequena e tive pessoas que me ajudaram a me tornar conhecida na área do artesanato, agora a ArtEmpreender tem esse papel de ser vitrine para esses pequenos empreendedores. Posso dizer que me sinto muito realizada hoje, tanto no meu trabalho no CRAS quanto na feira. Às vezes a gente não tem nem noção de quantas pessoas alcança e impacta, mas é muito legal ver isso acontecendo.

Há algum novo projeto em andamento?

É na mesma linha do ArtEmpreender, mas agora focado somente em um município: o Forquetinha Empreende. Fui instigada a trazer uma feira voltada aos produtores e artesãos locais, o que pode inclusive estimular novos empreendedores da cidade. A ideia é divulgar esses pequenos negócios, tornando -os mais conhecidos e permitir que as pessoas daqui reconheçam suas potencialidades. Vamos reunir artesãos e pequenos negócios de vestuário, floricultura e outros. Os artigos e colunas

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ELEIÇÕES 2026

Votos em casa, votos fora de casa

OVale do Taquari possui cerca de 300 mil eleitores e já conta com mais de uma dezena de pré-candidatos a deputado estadual e federal. Uma divisão acirrada. Além disso, dezenas de milhares de eleitores da região costumam apostar em candidatos de outras regiões do Estado – e até do país –, o que torna a matemática ainda mais complexa aos nossos vários postulantes. Por óbvio, e funciona assim com todo e qualquer político na busca por vagas na assembleia e no congresso, os futuros candidatos terão de buscar votos em outros municípios do Rio Grande

do Sul. Eis a questão: qual o número mágico? Eu não tenho a resposta. Mas, os números da eleição passada podem aguçar a imaginação do eleitor. Entre os cinco candidatos do Vale mais votados à assembleia em 2022, Maneco Hassen (PT) fez 34.532 votos em 318 cidades gaúchas; Gláucia Schumacher (PP) fez 20.767 votos em 253 municípios; José Scorsatto (PDT) fez 18.214 em 331; Márcia Scherer (MDB) fez 17.772 em 159; e Douglas Sandri (Novo) conquistou 15.591 eleitores de 270 cidades distintas. O leitor já sabe: nenhum deles foi eleito. Portanto, está aí um desafio às futuras campanhas.

Mallmann

é

um “pré-candidato reserva”

Rafael Mallmann (União Brasil) pode ser considerado um “précandidato reserva” a deputado estadual. Ele mesmo tem dito isso em entrevistas e conversas nos bastidores. E o causo é o seguinte. O União Brasil aposta neste momento em outros nomes para concorrer à assembleia legislativa. Entre eles, o atual deputado estadual Dirceu Franciscon, que possui muitas conexões com

atores da sociedade civil organizada e política do Vale do Taquari. Mas, e isso vale em qualquer canto do país, neste momento todos são apenas pré-candidatos. E ainda restam cinco meses e alguns dias para a eleição. Ou seja, tem muita água pra rolar e o União Brasil entende ser prudente manter pré-candidatos reservas para eventuais surpresas ou mudanças na estratégia estadual.

OPERAÇÃO LAMAÇAL

Delação premiada já é discutida nos bastidores

A Polícia Federal pediu um prazo maior para a conclusão da Operação Lamaçal. Um movimento previsível, visto que mais documentados, arquivos, depoimentos e, claro, aparelhos de telefone celular foram apreendidos e verificados a partir da segunda fase da ação policial, registrada em 26 de fevereiro passado. Ou seja, e de posse de dessas novas informações, é plausível que o delegado e a equipe de investigadores disponham do tempo necessário para bem apurar os

rodrigomartini@grupoahora.net.br

OBRAS IRREGULARES EM LAJEADO

Vereadores finalizam a investigação política. Agora é com o MP...

As informações de bastidores se confirmaram e as pressões internas se intensificaram na manhã/ tarde de sexta-feira. Por fim, o relatório final da CPI das obras irregulares em Lajeado foi entregue e indiciou 12 servidores, ex-servidores e empresários, incluindo a responsabilização administrativa do ex-prefeito Marcelo Caumo (União Brasil), que sequer foi convocado para se defender das citações contrárias a ele, e também do ex-secretário de Obras e atual vereador, Fabiano Bergmann (PP), o popular “Medonho”. Há quem diga que o nome de Caumo só foi incluído para garantir um “peixe grande” no processo parlamentar. Mas, de acordo com a análise do relator, teria havido direcionamento do processo licitatório durante

a gestão do ex-prefeito. Por fim, a oposição ainda vai tentar incluir “emenda” ao relatório para se valer do “ônus do gestor” contra a atual prefeita Gláucia Schumacher (PP) e o vice-prefeito Guilherme Cé (Novo). São essas

TIRO

- Parabéns ao governo de Encantado pelo Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora na categoria “Empreendedorismo na Escola”.

- UTI em Pauta: Arroio do Meio celebra convênio com a União para custeio da UTI do Hospital São José. Teutônia busca recursos e convênios para abrir a UTI no Hospital Ouro Branco. E Encantado conversa com municípios vizinhos sobre o custeio da UTI do Hospital Santa Terezinha.

- Na câmara de Lajeado, Letícia Sena assumiu assessoria do vereador Luís Benoitt (PL). Ela já

indícios, concluir com o máximo de destreza o inquérito, apontar os reais culpados, e até mesmo evitar injustiças. E também será um período para que as respectivas defesas dos investigados se preparem para os próximos passos. Afinal, o indiciamento parece algo inevitável em alguns casos e tudo indica que haverá muitas divergências – e possíveis acusações – entre os acusados. Diante disso, também é provável que advogados sugiram aos seus clientes a ferramenta da delação premiada. Aguardemos!

as conclusões políticas que ainda serão apreciadas, debatidas e votadas no plenário da câmara na próxima quinta-feira. E tudo isso vai balizar (e muito) a investigação ainda sigilosa do Ministério Público.

atuou na Secretaria de Meio Ambiente e até foi cotada para substituir Benoitt na chefia da pasta.

- Em Arroio do Meio, 534 famílias eram assistidas pelo programa Bolsa Família em 31 de dezembro de 2024. Em abril de 2026, são 216

- Na edição de terça-feira, dia 14, escrevi que Douglas Sandri quase foi eleito deputado estadual pelo partido Novo em 2022. A bem da verdade, o “quase” de Sandri ocorreu na eleição de 2018, quando ele ficou a apenas 317 votos de conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa.

Não é miragem, é o asfalto!

“Sem asfalto, sem voto”. Essa era a frase de uma icônica placa instalada por um dos tantos moradores que convivem há anos com o barro e a poeira às margens da ERS-129, entre Colinas e Roca Sales. Por diversas vezes, a singela imagem da placa estampou capas e matérias de jornais, e manteve em pauta a histórica demanda. Pois bem. Nesta semana, e após décadas de reclamações, o asfalto enfim chegou ao trecho final entre as cidades. Uma estrada que, todos lembram, foi uma das únicas conexões “seguras” entre as regiões alta e baixa do Vale do Taquari após a catástrofe de 2024. Portanto, é hora de agradecer. E seguir fiscalizando até a plena conclusão da obra, é claro.

vinibilhar@grupoahora.net.br

“O contador cada vez mais assume um papel ativo, se posicionando como parceiro do empresário”

Cristiana Schumacher, empresária, contadora e sócia da Schumacher Contabilidade e Assessoria, fala sobre os desafios do setor e do empreendedor na atualidade.

Fundada em 1967, a empresa construiu uma trajetória de crescimento e credibilidade, com atuação consolidada em todo o Rio Grande do Sul, marcada pela excelência dos serviços prestados.

Ainda existe o mito de que contabilidade serve só para imposto?

Cristiana Schumacher - Sim, esse mito ainda existe. Entendo que, em parte, foi construído pelo próprio mercado ao longo dos anos, quando a contabilidade ficou muito focada no cumprimento de obrigações perante o Fisco. Felizmente, isso já não representa a realidade. Hoje, a contabilidade é vista como uma ferramenta de gestão, capaz de organizar os números, traduzir a realidade do negócio e apoiar as decisões estratégicas. O contador está assumindo um papel cada vez mais ativo: saindo da posição de executor e se posicionando

como parceiro do empresário. E o empresário, por sua vez, está entendendo que, sem informações de qualidade, ele toma decisões no escuro. Contabilidade não é custo. É direção.

Como juros, inflação e instabilidade impactam diretamente as pequenas e médias empresas?

Cristiana - Juros altos aumentam o custo do dinheiro. Isso afeta financiamentos, parcelamentos e até o capital de giro. Muitas empresas passam a trabalhar só para sustentar dívidas. A inflação pressiona custos, reduz margem e exige reajustes constantes. Esses aspectos desestabilizam a operação e o empresário, especialmente o pequeno, tem dificuldades de realizar os ajustes necessários no tempo adequado. E a instabilidade

gera insegurança. O empresário posterga investimentos, segura contratações e opera com mais cautela. Todos esses pontos geram uma crise de confiança, que prejudica o ambiente de negócios.

Como a digitalização mudou o trabalho contábil e o relacionamento com os clientes?

Cristiana - A tecnologia automatizou, e vem automatizando, grande parte do trabalho operacional. Isso é ótimo, pois libera o contador para fazer o que realmente gera valor: análise, orientação e estratégia. Hoje, o cliente não quer só alguém que entregue guias. Ele quer alguém de confiança que o ajude a entender o negócio. A tecnologia também agilizou o contato entre as pessoas. O relacionamento

ficou mais próximo e mais rápido. Com ferramentas digitais, a comunicação é constante, os dados são mais acessíveis e as decisões podem ser tomadas com mais agilidade. A contabilidade deixou de ser algo referente ao passado e passou a ser uma ferramenta em tempo real.

Quais desafios e oportunidades você enxerga para mulheres no mundo dos negócios?

Cristiana - Entendo que ainda existem muitos desafios, principalmente relacionados à sobrecarga e à necessidade constante de provar competência. Muitas mulheres acumulam responsabilidades profissionais e pessoais, o que exige uma gestão de energia e tempo muito mais consciente. Mas, ao mesmo tempo, há uma grande oportunidade.

As mulheres têm habilidades cada vez mais valorizadas no mundo dos negócios: visão sistêmica, capacidade de gestão, comunicação, empatia e construção de relacionamento. Estamos vivendo um momento de transformação, onde liderança não é mais só técnica, é, especialmente, humana e relacional. E nesse cenário, as mulheres têm muito espaço para crescer, ocupar posições estratégicas e liderar negócios com propósito e resultado. Eu vejo um movimento crescente de protagonismo feminino, com mais consistência e menos espaço para rótulos limitantes.

Quais setores você vê com maior potencial de crescimento no Vale do Taquari hoje?

Cristiana - O Vale do Taquari tem uma base econômica muito forte, construída ao longo de gerações. Setores como indústria,

agroindústria, serviços e comércio continuam sendo pilares importantes. Mas vejo um crescimento relevante também em áreas como saúde, serviços especializados, educação e tecnologia aplicada a negócios e construção civil, especialmente com o movimento de reconstrução que a região viveu. Mas, mais do que o setor, o que vai determinar o crescimento é a capacidade de adaptação. O Vale tem uma característica muito marcante: a capacidade de se reinventar. Isso ficou evidente após as enchentes de 2024. A gente viu perdas, mas também viu uma mobilização e uma força de reconstrução impressionantes. E são justamente as empresas que conseguem se organizar, entender seus números e se adaptar às mudanças, sejam elas econômicas, tecnológicas ou tributárias, que irão crescer e prosperar.

Empreendedora e contadora, Cristiana Schumacher

FRAUDES EM OBRAS PÚBLICAS

CPI indicia Caumo e outras 11 pessoas

Comissão Parlamentar de Inquérito identificou indícios de um esquema de corrupção na secretaria de Obras e na relação com a empresa PDS Obras Ltda

AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na câmara de Lajeado para apurar supostas irregularidades em obras públicas, apresentou na tarde dessa sexta-feira, 17, o relatório final dos trabalhos iniciados em setembro de 2025. Ao todo, foram indiciadas 12 pessoas. Entre elas, o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, que estava no cargo quando foram executadas a maioria dos serviços denunciados e foi incluído na lista de forma administrativa pelos vereadores. De acordo com o documento de 129 páginas, desvios foram praticados sistematicamente nos serviços prestados pela empresa PDS Obras Ltda por meio de compensações ou não

entrega de estruturas pelas quais houve pagamento com recursos públicos. “Há fortes indícios de um esquema de corrupção”, acrescenta o relatório. O relator da CPI, Ramatis de Oliveira (PL), enfatizou que a perícia contratada pela câmara identificou ilicitudes de diferentes tipos em 43 das 50 obras denunciadas.

O que representa R$ 683 mil de desvios nas obras. Também foram citados indícios de favorecimentos para a empresa PDS Obras em editais de licitação. “O gabinete do prefeito foi citado e o denunciante nos deu documentos onde fica claro que a PDS foi favorecida”, especifica.

Foram indiciados ainda, o ex-secretário de Obras e atual vereador, Fabiano Bergmann –Medonho (PP), ex-servidores, pessoas que possuem cargo ativo na administração e três gestores da empresa PDS Obras Ltda.

Ressalvas

Apesar da aprovação do relatório dentro da CPI, houve percepções diferentes sobre os indiciamentos. Éder Spohr (MDB) defende a inclusão dos nomes da prefeita Gláucia Schumacher e o vice Guilherme Cé entre os citados. Segundo ele, a responsabilidade da gestora é pela nomeação no início do ano passado dos servidores envolvidos nas fraudes.

Sobre Cé, o argumento é que ele foi informado sobre as denúncias e não foram tomadas medidas antes da instalação da CPI no Legislativo. “Sem este meu adendo o relatório é fraco”, argumenta Spohr (MDB). Outro nome que ele defende entre os indiciados é Elisete Mayer, que na época dos contratos chefiava o gabinete do então prefeito Caumo.

RAMATIS DE OLIVEIRA

VEREADOR DO PL E RELATOR DA CPI

O gabinete do prefeito foi citado e o denunciante nos deu documentos onde fica claro que a PDS foi favorecida.”

ÉDER SPOHR

VEREADOR DO MDB

Sem este meu adendo o relatório é fraco... [defende a inclusão dos nomes da prefeita Gláucia Schumacher e o vice Guilherme Cé entre os citados]”

Próximos passos

O relatório depende de mais uma etapa para marcar o final do processo iniciado no ano passado, que é a votação em plenário pelos 15 vereadores. A expectativa é que o documento seja apreciado na próxima semana, quando a sessão está agendada para a quinta-feira, 23, devido ao feriado de Tiradentes.

Presidente da CPI, Mozart Lopes, é a favor da retirada de Gláucia, Cé e Caumo da lista de indiciados. Segundo ele, a comissão teve papel importante para corrigir possíveis irregularidades.

OS 12 INDICIADOS

Renato Pretto –Sócio da PDS Obras

Marlon Luan Pretto –

Sócio da PDS Obras

Robinson Costa –Sócioadministrador da PDS Obras

Marcelo Caumo – ex-prefeito

Fabiano Bergmann –ex-secretário de Obras

Cassiano Alberto Jung –servidor público municipal Rudimar Reis - fiscal Nelson De Freitas Noronha -fiscal Rogério Lourenço fiscal Carlor Alberto Storck – fiscal e exsecretário

Günther Meyer - ex-secretário

Rosilense Schmitz – auxiliar adminitrativa

CULTURA DE EMPREENDER

Encantado vence categoria de gestão em prêmio do Sebrae

ENCANTADO

O município de Encantado conquistou o primeiro lugar na categoria Empreendedorismo na Escola do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora. A premiação ocorreu na noite de quinta-feira, 16, em cerimônia na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. Encantado disputou a categoria com outros cinco municípios finalistas: Passo Fundo, Pedro Osório, Santo Augusto, Seberi e Três de Maio. O reconhecimento destaca iniciativas que incentivam a cultura empreendedora no ambiente escolar, com resultados práticos no desenvolvimento dos estudantes. Promovido pelo Sebrae, o prêmio valoriza boas práticas da gestão pública voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo. Ao longo de mais de 20 anos, a iniciativa já contabiliza mais de 14 mil projetos inscritos e cerca de 1,4 mil propostas premiadas em todo o país.

Os projetos avaliados nesta edição precisaram apresentar resultados concretos, com impacto registrado entre junho de 2024 e novembro de 2025. A premiação é considerada uma das principais do país no estímulo à inovação na gestão municipal, com foco no fortalecimento dos pequenos negócios e no desenvolvimento econômico local.

Prêmio foi entregue em evento na noite de quintafeira, 16, em Porto Alegre

Apresentação do relatório ocorreu na tarde dessa sexta-feira, 17. Documento segue para votação em plenário
HENRIQUE PEDERSINI

ROTA ESTRATÉGICA

Obras na ERS-129 avançam para a colocação da camada asfáltica

Primeiras intervenções começaram nessa semana com a aplicação de piche em trechos da estrada entre Roca Sales e Colinas

AEmpresa responsável pela pavimentação iniciou a aplicação de piche em dois trechos da estrada

colocação das primeiras camadas de piche para assentar a base asfáltica da ERS-129 revela o avanço das obras de pavimentação no trecho de seis quilômetros entre Roca Sales e Colinas. A movimentação das máquinas iniciou em outubro do ano passado e os trabalhos têm previsão de serem concluídos até o final de 2026. "Já estamos com cerca de 35% de execução. Até o final do ano, vamos entregar a estrada asfaltada. Detalhes externos, como melhorias de drenagem, deverão

ficar para o início de 2027", projeta o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino. Aguardada por décadas pela comunidade roca-salense e regional, a pavimentação tem investimento de R$ 55,9 milhões. Os recursos são oriundos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e destinados para duas etapas: o asfaltamento da estrada de chão batido no trecho da Linha Fazenda Lohmann e a recuperação do trajeto já asfaltado de Colinas até Estrela. Para o prefeito Jones Wünsch (PP), o Mazinho, ver de perto as transformações da estrada com o início do processo de asfaltamento representa alegria e emoção. "Estamos muito contentes pela Fazenda Lohmann. É uma comunidade que merece essa melhoria, lutou vários anos por isso. Roca Sales está em outro momento. Com certeza, esse acesso vai colocar o nosso município em destaque, uma vez que teremos dois acessos para a nossa cidade pavimentados", salienta o gestor.

Realidade diferente

Moradores acompanham com entusiasmo o ritmo acelerado dos trabalhos. Líder comunitário da Fazenda Lohmann, o arquiteto Alexandre Dentee reside nas proximidades da rodovia e assiste em tempo real à movimentação dos funcionários da empresa Traçado. Segundo ele, dois trechos pontuais de aproximadamente 500 metros de extensão, tanto na saída de Roca Sales quanto no limite da Fazenda Lohmann, recebem as primeiras intervenções.

"Percebemos que, nas últimas duas semanas, se intensificou o trabalho de preparo da base final que vai receber o asfalto. Começaram a descarregar mais material. Quando começaram a preparar a base com brita e outros componentes, tivemos a certeza de que logo viria o asfalto. E pelo que o pessoal da Traçado nos falou, semana que vem já deverá ser colocada a camada definitiva nesses dois trechos", comemora.

ROCA SALES
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br

No Vale, cerca de 230 famílias seguem em moradias provisórias

Moradores atingidos pelas enchentes de maio de 2024 aguardam definição sobre residências permanentes. Falta de áreas aptas, burocracia e obras em andamento prolongaram permanência nos módulos temporários instalados pelo Estado

Há mais de um ano em casa provisória, Isabel Mendes, 68, aguarda uma posição sobre moradia definitiva após perder a residência própria durante a cheia de maio de 2024. O que deveria servir como um abrigo temporário, passou a integrar a rotina de centenas de pessoas no Vale do Taquari. Assim como ela, diversas famílias esperam por uma solução habitacional permanente.

Enquanto prazos e construções transcorrem, as dúvidas sobre a contemplação por uma casa definitiva aumentam. Natural de Estrela, Isabel viveu mais de 50 anos no bairro Oriental. Após as cheias, passou meses em abrigo e hoje mora em um dos módulos habitacionais instalados pelo governo estadual na localidade de Nova Morada.

“Algumas famílias foram contempladas por programas habitacionais, mas outras seguem aguardando sem previsão. Às

vezes é difícil acreditar que a situação possa melhorar”, desabafa. A falta de perspectiva fez com que os moradores dos módulos provisórios ajustassem o espaço para uma melhor convivência, com instalações de áreas e decoração.

Conforme dados da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária do RS (Sehab), cerca de 230 famílias seguem nessa situação no Vale do Taquari. Em contrapartida, mais de 30 núcleos familiares já foram encaminhados para residências definitivas por meio dos programas A Casa é Sua Calamidade e Compra Assistida.

Os módulos habitacionais transportáveis, viabilizados pelo Estado, estão instalados em Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Encantado e Estrela. Cada unidade possui 27 metros quadrados e foi entregue com mobiliário básico. Enquanto as administrações municipais seguem no avanço de novas residências definitivas, famílias, como a de Isabel, esperam respostas.

Entraves à solução

A permanência prolongada

As vezes é difícil acreditar que a situação possa melhorar.”

ISABEL MENDES

MORADORA DE MÓDULO PROVISÓRIO EM ESTRELA

Sentimos que hoje nossa vida é comandada por outras pessoas.”

DANILO HEIDT

MORADOR DE MÓDULO

PROVISÓRIO EM CRUZEIRO DO SUL

nas estruturas provisórias revela as dificuldades enfrentadas pelo poder público ao encaminhar soluções habitacionais de forma definitiva. Quase dois anos após as enchentes que deixaram mais de 5 mil famílias desabrigadas na região, municípios mais afetados pela destruição avançam na construção das casas na tentativa de solucionar a demanda, sobretudo nas unidades temporárias.

De acordo com a Sehab, o

casas pelo Estado.

principal desafio enfrentado pelas gestões nesse período foi a identificação de terrenos adequados, localizados fora das áreas de inundação, um dos requisitos para aprovação de projetos habitacionais. Encaminhamentos e autorizações para construções também postergaram o início de obras.

As primeiras unidades habitacionais permanentes foram entregues pelo Estado neste ano, com 35 unidades em Encantado e outras 25 em Nova Bréscia. Antes disso, famílias em outras cidades foram contempladas pela iniciativa privada ou pelo Compra Assistida, iniciativa do governo federal. Vinte e quatro meses depois, grande parte das construções ainda seguem em fase de execução.

A maior concentração de unidades habitacionais permanentes aprovadas está em Estrela. O município projeta mais de 1,7 mil residências definitivas e busca maneiras de atender famílias que não se enquadram nos requisitos de programas públicos de habitação. São pelo menos 900 moradias confirmadas pelo governo federal e outras 80

A secretária de Habitação do município, Regina Mallmann, destaca que parte das famílias recebem 20 residências no dia 27 de abril, na presença do governador Eduardo Leite. Outras 100 unidades no Nova Morada devem ser finalizadas até o fim de 2026. “Ao fim das construções, conseguiremos solucionar toda a demanda”, afirma.

Em Encantado, a secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, Jaqueline Taborda, diz que todos os encaminhamentos necessários já foram realizados. As obras em andamento preveem 100 casas no bairro São José, com conclusão estimada para o início de 2027, e 80 apartamentos no bairro Navegantes, com entrega prevista para o final de 2026.

Adaptação ao espaço

Nas unidades temporárias, famílias tentam reconstruir a normalidade entre espaços reduzidos e a indefinição sobre o futuro. A espera por informações concretas sobre quando irão se mudar passou a concentrar a preocupação diária. Mesmo com as unidades em construção em Estrela, Isabel saberá se foi contemplada somente quando iniciar a destinação das moradias. Até que chegue esse momento, a rotina reserva a adaptação constante. “Os serviços essenciais são afastados, mas nos ajudamos como podemos aqui. As rotinas mudaram bastante”, conta. Hoje,

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Matheus Laste Colaboração
Finalização de obras de casas permanentes é esperança de famílias em lares provisórios
Isabel Mendes afirma que os serviços essenciais são afastados, mas os moradores se ajudam entre si

ela vive com o filho no módulo provisório e, mesmo aposentada, trabalha para complementar a renda. Esse sentimento de incerteza também chega a outras famílias.

Em Cruzeiro do Sul, Danilo Heidt, 66, e Liane Quadros, 65, também esperam pela definição. “Sentimos que hoje nossa vida é comandada por outras pessoas. Tínhamos nossa casa em São Miguel, mas não se pode construir mais nada lá. Não fomos incluídos em nenhum programa ainda e seguimos esperando”, relata Danilo. Como forma de minimizar o impacto emocional, eles ampliaram o espaço, com madeiras da antiga casa, e construíram uma área externa. “Dentro do contêiner o espaço é pequeno, fica ruim. Então fizemos um puxadinho, colocamos fogão e cozinhamos fora. Remete um pouco à vida no interior”, diz Heidt. Para quem vive nos módulos, porém, as datas no calendário parecem distantes. Clair Edilar Pereira, 45, natural de Candelária é motorista de caminhão e trabalhador da construção civil. Antes das enchentes, morava no bairro Lago Azul, em Encantado. A casa foi condenada e, mais tarde, demolida. “A ansiedade aumenta a cada dia. A gente fica vendo as construções e tem uma expectativa de sair daqui quanto antes”, afirma.

A convivência forçada entre dezenas de famílias criou uma comunidade. “Um sabe do outro,

REGINA

SECRETÁRIA DE HABITAÇÃO DE ESTRELA

Ao fim das construções, conseguiremos solucionar toda a demanda”.

a gente convive, conversa, tenta se ajudar. Não é muito fácil. São muitos desafios”, salienta. A privacidade é um dos maiores. “A gente tem uma liberdade, mas não completa. Tem famílias, filhos, muitos na adolescência. Morar tudo junto é complicado”, comenta.

Para Elisabete Aparecida da Silva, 37, a incerteza sobre se ela de fato receberá uma das unidades é uma angústia diária. Moradora de Encantado, ela vive nos módulos com três filhos. Antes das cheias, ela alugava uma casa no bairro Navegantes. Hoje, nos módulos, ela não paga água, luz nem aluguel. Mas a estabilidade aparente esconde uma insegurança.

Distribuição das famílias em moradias temporárias

- Arroio do Meio: 32 famílias

- Cruzeiro do Sul: 58 famílias

- Encantado: 68 famílias

- Estrela: 73 famílias

Raio-X da situação

Moradias temporárias no Vale do Taquari

- Cerca 230 famílias ainda vivem em módulos provisórios - 4 municípios concentram unidades - R$ 83,3 milhões investidos pelo Estado no RS

- 27 m² é o tamanho de cada módulo - Mais de 30 famílias foram encaminhadas para casas definitivas

Por que demorou?

• Falta de terrenos fora de áreas inundáveis

• Aprovação de projetos

• Licenciamento e infraestrutura

• Contratação de obras

• Enquadramento em programas públicos

Destinação dos módulos

Enquanto as obras avançam nos municípios, a solução definitiva ainda parece distante para parte das famílias atingidas. A demora na entrega das moradias prolonga a condição criada para ser emergencial.

Após a desocupação, todos os módulos habitacionais transportáveis serão devidamente higienizados e armazenados. Segundo a Sehab, as unidades devem ficar à disposição para uso imediato em futuras emergências habitacionais em qualquer região do Estado. O investimento nas moradias temporárias é de R$ 83,3 milhões.

Danilo Heidt de Cruzeiro do Sul diz que ainda não foi incluído em nenhum programa ainda
Em Encantado, as moradias definitivas devem ficar prontas entre o fim deste ano e o começo de 2027
KARINE PINHEIRO
MATHEUS

GERAÇÃO DE ENERGIA

Certel projeta nova hidrelétrica até

fevereiro de 2027

Unidade terá capacidade para abastecer cerca de 20 mil pessoas com energia limpa e reforça a oferta energética no Vale do Taquari

POUSO NOVO

ACooperativa Certel inaugura, em 19 de fevereiro de 2027, a Usina Hidrelétrica Vale do Leite, sua quinta unidade de geração própria. Localizado no rio Forqueta, entre os municípios de Pouso Novo e Coqueiro Baixo, o empreendimento consolida a estratégia da cooperativa de

ampliar a segurança energética da região.

Com potência instalada de 6,4 megawatts (MW), a usina terá capacidade para abastecer cerca de 20 mil pessoas. A geração média estimada é de 29.395 megawatts-hora (MWh) por ano, posicionando a Vale do Leite como a terceira hidrelétrica da Certel no rio Forqueta.

As obras foram viabilizadas após a comercialização de energia no Leilão A-5, realizado em agosto de 2025 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sob delegação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A construção teve início em outubro do mesmo ano, com investimento total de R$ 85 milhões. O projeto resulta de uma articulação de intercooperação

e conta com financiamento de quatro cooperativas do Sicredi: Ouro Branco (Teutônia), Integração RS/MG (Lajeado), Região dos Vales (Encantado) e Botucaraí (Soledade).

Além do impacto energético, a usina também apresenta ganhos ambientais. A área inundada será de 0,49 km², e a barragem terá 29,25 metros de altura e 120 metros de comprimento. A operação permitirá evitar a emissão de 8.794,53 toneladas de CO² por ano, com geração de créditos de carbono.

Para o vice-presidente da Certel, Daniel Luis Secchi, o empreendimento reforça a capacidade de atendimento e a estabilidade do sistema. “Ampliase a disponibilidade de carga, especialmente em momentos de instabilidade no fornecimento.

Amplia-se a disponibilidade de carga, especialmente em momentos de instabilidade no fornecimento”

Parque gerador da Certel

Com a entrada em operação da Vale do Leite, a Certel amplia seu parque de geração, que já conta com outras quatro hidrelétricas:

Salto Forqueta (2002): 6,1 MW, no rio Forqueta, entre Putinga e São José do Herval

Boa Vista (2005): 700 kW, no Arroio Boa Vista, em Estrela

Rastro Auto (2013): 7,02 MW, no rio Forqueta, entre São José do Herval e Putinga

Cazuza Ferreira (2016): 9,1 MW, no rio Lageado Grande, em São Francisco de Paula, em parceria com Coprel e Geopar

Trata-se de garantir que a energia chegue de forma contínua às casas dos associados”, afirma. Secchi destaca ainda o papel estratégico da usina para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a geração de energia limpa, aliada à possibilidade de comercialização no mercado livre, fortalece a cooperativa e contribui para a expansão econômica. “O aumento da capacidade energética da região é decisivo para sustentar o crescimento e o desenvolvimento das comunidades”, completa.

Leite deve retornar ao

Vale no fim de abril

O governador do RS, Eduardo Leite (PSD), deve cumprir agenda no Vale do Taquari no próximo dia 27 de abril. De acordo com a préprogramação, o chefe do Executivo estadual participará da inauguração de casas populares no município de Estrela. A iniciativa integra ações voltadas à ampliação do acesso à moradia na região. Além disso, também está prevista uma agenda em Venâncio Aires, onde o governador deve realizar visitas e participar de inaugurações. A programação oficial ainda pode sofrer alterações e deve ser confirmada nos próximos dias pelo governo do Estado.

Requalificação

Em março o governador apresentou ações de resiliência para o Estado, que estão contempladas no Projeto Rios, uma delas é a requalificação do Vale do Taquari.

O objetivo é garantir que zonas de alta probabilidade de arraste não sejam reocupadas por meio da requalificação urbanística no Vale do Taquari. Isso incluirá compensação financeira e desocupação, limpeza, apoio na concepção de projetos para nova destinação de uso do solo, além da captação de recursos para execução dos projetos.

Paulo Cardoso paulo@grupoahora.net.br
Barragem terá 29,25 metros de altura e 120 metros de comprimento
VALE DO TAQUARI
DIVULGAÇÃO

CONEXÃO CULTURAL

WIZARD TEUTÔNIA CELEBRA 25 ANOS DE ATUAÇÃO NO ENSINO DE IDIOMAS

PCom mais de 400 alunos em Teutônia, escola vive uma nova fase de expansão regional ao assumir também a unidade de Lajeado quase duas décadas faz parte da história da escola. “Estudo na Wizard há praticamente 20 anos e está sendo um período muito bacana, de extrema aprendizagem”, relata. Conhecedora de três idiomas, Márcia destaca que o aprendizado é fundamental para sua atuação como pesquisadora, mas vai muito além da vida profissional. Para ela, aprender uma nova língua também representa a oportunidade de conhecer novas culturas e viajar. “Não é somente o saber falar, é mais do que isso. É sobre o conhecimento da cultura de um povo que é diferente da gente. Isso nos enriquece”.

oder viajar, conhecer novas culturas, ampliar as oportunidades de trabalho ou simplesmente aprender um novo idioma… seja qual for a motivação, dominar uma nova língua desperta o interesse de muitas pessoas. E em Teutônia, essa missão de abrir portas para o mundo é desempenhada pela Wizard, que há 25 anos atua no ensino de idiomas na região. Localizada no bairro Languiru, a unidade reúne mais de 400 alunos e é reconhecida pelo ensino de inglês, espanhol, francês e alemão. Entre os estudantes está Márcia Jussara Hepp Rehfeldt, 62, que há

A possibilidade de conhecer novos lugares e se conectar com pessoas de diferentes partes do mundo também desperta o interesse das jovens Isabelli Capoane Altmann e Laura Griebeler Feldkircher. Aos 11 anos, elas já compreendem o impacto que aprender um novo idioma, especialmente o inglês, pode ter em suas vidas.

“Inglês é a língua mundial. Vale muito a pena aprender e aperfeiçoá-la. Mesmo que a gente aprenda na escola, aqui é diferente”, afir-

Colaboradores de Teutônia receberam homenagens pelo trabalho realizado

ma Isabelli. “Claro que temos o inglês das aulas no colégio. Mas quando tu fazes na Wizard, tu aprendes muito mais”, complementa Laura.

Metodologia diferenciada

Professor há 11 anos, Afonso Markmann, se sente realizado por fazer parte da trajetória dos alunos. “É uma ótima sensação conseguir ajudar os alunos nessa caminhada”.

Segundo ele, a combinação entre uma

Não

o saber

É sobre o conhecimento da cultura de um povo que é diferente da gente. Isso nos enriquece.”

metodologia própria e a qualificação dos professores torna o aprendizado mais acessível. “Não é difícil aprender. O segredo é imergir no idioma, por meio de músicas e séries”, explica.

Coordenadora pedagógica da unidade, Raiana Jasper acredita que, em um mundo cada vez mais globalizado, dominar outro idioma é essencial. Mais do que ensinar gramática, a proposta da escola é promover uma verdadeira conexão cultural e fazer com que os alunos se sintam pertencentes a esse universo.

“A maioria entra na Wizard sem saber nada e sai daqui fluentes, com novas oportunidades de vida. Sempre digo: aqui a gente traz o mundo para vocês e leva vocês para o mundo”.

Expansão de mercado

Desde janeiro, a equipe diretiva também assumiu a unidade Wizard de Lajeado. Ambas as escolas são dirigidas por Fabiane Stuermer Korte, que reforça o compromisso com a fluência dos alunos, independentemente da unidade. “Os 25 anos representam um sonho realizado. É um legado que estamos construindo e queremos construir muito mais”.

Para marcar as mais de duas décadas, colaboradores, alunos e familiares foram convidados para uma confraternização, realizada nas dependências da unidade de Teutônia. Durante o evento, os colaboradores foram homenageados e a escola reafirmou sua dedicação com a região e com a excelência no ensino. “O nosso compromisso é com a qualidade e o aprendizado”.

Desde janeiro, a equipe diretiva também assumiu a unidade de Lajeado
Isabelli e Laura estudam inglês desde pequenas
MÁRCIA REHFELDT
é somente
falar...
Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

Fenachim destaca a força da agricultura familiar

Evento inicia em duas semanas e integra mais de 30 empreendimentos de alimentação, artesanato e floricultura

A18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) reforça o vínculo com o meio rural ao confirmar o tradicional Pavilhão da Agricultura Familiar como um dos principais atrativos da programação. O espaço reunirá mais de 30 empreendimentos dos setores de alimentação, artesanato e floricultura, valorizando a produção regional e o trabalho das famílias do campo. O Vale do Taquari estará representado por agroindústrias de seis municípios: Mato Leitão, Putinga, Estrela, Imigrante, Teutônia e Forquetinha.

A edição que celebra os 40 anos da festa ocorre de 30 de abril a 10 de maio, no Parque Municipal do Chimarrão, em Venâncio Aires, com atrações culturais, gastronômicas, comerciais e voltadas ao fortalecimento da economia local.

Segundo o coordenador do pavilhão, Vicente Fin, os visitantes encontrarão ampla diversidade de produtos oriundos de agroindústrias familiares, como embutidos, conservas, panificados, massas, pastéis, mel, doces, queijos artesanais, além de sucos, cachaças e destilados.

Entre os expositores confirmados estão empreendimentos de diferentes regiões do Estado, como

RODRIGO GALLAS/ARQUIVO

produtores de derivados de canade-açúcar de Vera Cruz, sucos de Putinga, queijos artesanais de Teutônia, doces de leite de Estrela e produtos orgânicos de Picada Café.

Os queijos ganham destaque especial nesta edição, evidenciando a qualificação e a criatividade das agroindústrias familiares. Também estarão presentes produtores de aipim, amendoim, embutidos suínos e até derivados de búfalo.

Na área de floricultura e artesanato, o público encontrará flores ornamentais, orquídeas, suculentas, rosas-do-deserto, mudas de erva-mate, sementes crioulas, artesanato em lã, peças em madeira e cuias produzidas com porongo.

Uma das novidades deste ano será a participação da Associação dos Produtores de Erva-Mate, que

estreia no pavilhão com itens derivados da planta símbolo da festa. A proposta é ampliar as opções ao público e incentivar novos usos para a matéria-prima tradicional do Rio Grande do Sul.

O espaço também contará com apoio de entidades parceiras, como Emater, Coprova, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sindicato Rural, que atuarão no atendimento aos visitantes e produtores.

Conforme Vicente Fin, a expectativa é proporcionar um ambiente acolhedor e representativo da agricultura familiar gaúcha.

“Queremos que agricultores e visitantes se sintam valorizados em um espaço que reúne produção, cultura e tradição.”

Além conferir exposições, visitantes podem aprender e degustar diferentes preparos da bebida típica gaúcha no espaço da Escola do Chimarrão

Alimentação

- Agroindústria Schubert e Hennderivados de cana-de-açúcar - Vera Cruz/RS

- Conservas Cecília (vegetais)conservas vegetais

-Prod. Caseiros Ledi Maggionicanificados diversos

- Mel Multiflor AVA

- Casa do Mel Schwendler

- Mel Multiflor Luciano Carvalho

- Casa do Mel Serrano

- Sucos Casa Frozza – sucos diversos –Putinga/RS

- Embutidos Tangerinas – mistos e de suínos

- Bolachas Tia Leci – cucas e outros panificados

- Destilados Santin – destilados de cana-de-açúcar

- Conservas Coutinho – conservas vegetais e schmier

- Embutidos Ferreira – embutidos de búfalo

- Agroindústria Estrelat – doce de leite

- Estrela/RS

- Cachaçaria Possamai – destilados de cana-de-açúcar – Imigrante/RS

- LK Produtos Coloniais – derivados de amendoim macron e outros

- Lonore Destilados – destilados de frutas

- Coopernatural – sucos orgânicos

- HF Aipim - produtos à base de aipim

- Agroindústria Massas Donana –panificados, massas e pastéis

- DORF Queijos Artesanais –Teutônia/RS

Floricultura e artesanato

- Arranjos de Flores desidratadas – Forquetinha/RS

- Grupo Tecelagem / Clube de Mães S. Judas Tadeu – artesanato em lã

- Defer Artesanato – artesanato de madeira e enxadas

- Porongos e Cia – cuias de porongos

- GASCEMVA – grupo de sementes e mudas crioulas

- Flores da Rose – flores diversas

- Viveiro Konzen – mudas de erva-mate

- Nano Ateliê / Flores – flores cactáceas e suculentas

- Meu Cantinho Verde Colorido – flores diversas

- Jardim das Suculentas – suculentas e artesanato

- Recanto das Orquídeas – orquídeas e outras

- A&Z Rosa do Deserto – Mato Leitão/RS

- Orquidário Cruz – orquídeas

- ASPEVA (Associação Prod. Erva Mate) – produtos à base de erva-mate

Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br

LAJEADO

ENTRE PASSOS, MEMÓRIAS E FUTURO

DNW Empreendimentos Imobiliários aposta na valorização do coração de Lajeado com o empreendimento Ária

pensadas tanto para quem busca moradia quanto para investidores atentos ao potencial de valorização do Centro.

Basta fechar a porta de casa e, em poucos passos, a cidade acontece. A farmácia está logo na esquina, o supermercado do outro lado da rua, o café movimentado no início da manhã, consultórios, academia, escolas e vitrines que acompanham o ritmo de quem passa. No coração de Lajeado, a rua Júlio de Castilhos segue como cenário de encontros, memórias e movimento. Um espaço onde a história da cidade resiste ao tempo enquanto o futuro se desenha diante dos olhos.

É justamente nessa atmosfera, em que tradição e modernidade caminham lado a lado, que a DNW lança o Ária, empreendimento que busca não apenas oferecer um novo endereço, mas reforçar a valorização de uma das áreas mais emblemáticas do município. Mais do que um edifício, a proposta é fortalecer a experiência de viver no Centro, devolvendo protagonismo à principal via da cidade e ao estilo de vida que ela proporciona: tudo ao alcance de uma caminhada.

Projetado como um “resort urbano”, o Ária será erguido na rua Tiradentes, entre a Júlio de Castilhos e a Bento Gonçalves, na parte alta da região central. A torre terá 22 pavimentos, 179 apartamentos e 12 salas comerciais térreas. Ao todo são 14.250 m² de área construída, com entrega prevista para abril de 2031. O empreendimento contempla unidades studio, de um e dois dormitórios,

Segundo o arquiteto e sócio da DNW, Marcos Nesello, a localização foi um dos principais fatores que impulsionaram o projeto. “O entorno é muito interessante, e a localização desse prédio possibilita realizar muita coisa a pé. Traremos o conceito de qualidade de vida para o centro da cidade”, destaca.

A percepção é compartilhada por quem já decidiu investir no empreendimento. A podóloga Tatiane Merlo, 30, cresceu em Lajeado e atua na cidade.  Desde pequena, ela possui uma ligação direta com a região central. “A rua Júlio de Castilhos é uma via importante, bem localizada e com grande potencial de valorização, o que reforça ainda mais meu interesse na área e na região”, afirma.

A empresária acredita que estar no Ária proporcionará bem-estar para ela e para os clientes. “Espero me sentir plenamente satisfeita e segura neste ambiente, valorizando a qualidade, o conforto e a proposta oferecida pelo empreendimento.”

O olhar de quem acompanha Lajeado de fora também reforça essa valorização. Morador de Florianópolis, Wagner da Conceição, 58, visita a cidade semanalmente para atender clientes no ramo de joias e vê no município um crescimento acelerado. Para ele, o investimento no Ária está diretamente ligado à localização estratégica e ao potencial de retorno.

“Lajeado é uma das cidades do Rio Grande do Sul que está em ascensão, crescendo de forma vertiginosa. A obra será construída em um ponto nevrálgico da cidade”, observa.

Wagner enxerga no loft adquirido uma oportunidade concreta de locação futura, especialmente diante da expansão urbana e do aumento da demanda por moradia. “Não deixa de ser uma oportunidade para pensar nesse sentido”, ressalta.

Com 50% das unidades já comercializadas, o Ária reforça a valorização da área central e se apresenta como uma oportunidade para quem deseja morar, investir e viver a cidade a poucos passos de tudo. O investimento parte de R$ 194,5 mil, com parcelamento direto com a construtora em até 72 vezes.

• Apartamentos de 22,10m² a 88,95m²

• Espaço pet

• 1.000m² de área de lazer e serviços no 5º andar

Jardim suspenso com fireplace e lounges

• Salas para reunião

• Infraestrutura para espaço fitness

• Infraestrutura para lavanderia

• Playground

• 5 salões de festas na cobertura

Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

PRISÃO PREVENTIVA

Mais de 50 mulheres denunciam médico natural de Bom Retiro por abuso sexual

Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, foi acusado pelo MP por casos envolvendo três pacientes. Ele está preso de forma preventiva, desde 30 de março

ESTADO

Ao menos 50 mulheres procuraram a Polícia Civil para relatar episódios de violência sexual supostamente cometidos por um médico cardiologista em Taquara, no Vale do Paranhana. As denúncias envolvem atendimentos em consultório particular de Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, natural de Bom Retiro do Sul. Os relatos apontam para um padrão de comportamento durante consultas e exames clínicos. Com base em parte desses relatos, o Ministério Público

As vítimas afirmam que os abusos aconteceram durante atendimentos médicos, quando estavam parcialmente despidas para a realização de exames. Nesse contexto, o médico teria praticado atos libidinosos sem consentimento.

(MPRS) formalizou denúncia contra o profissional pelo crime de estupro de vulnerável. A acusação se refere, neste momento, a três casos específicos, envolvendo pacientes adultas. Segundo a investigação, os episódios ocorreram em abril de 2024 e nos meses de janeiro e março deste ano. As vítimas afirmam que os abusos aconteceram durante atendimentos médicos, quando estavam parcialmente despidas para a realização de exames. Nesse contexto, o médico teria praticado atos libidinosos sem consentimento.

A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Silvia Inês Miron Jappe. Conforme o MPRS, o profissional teria se aproveitado da relação de confiança com as pacientes e da vulnerabilidade inerente ao ambiente clínico para cometer os crimes. O órgão também destaca que a conduta envolvia surpresa e superioridade física, o que dificultava qualquer reação por parte das vítimas.

O médico está preso de forma preventiva desde o dia 30 de março de 2026.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a fixação de um

Confira nota enviada no início de março à imprensa

“O escritório CAMPANA ADVOGADOS informa que a Justiça autorizou o acesso aos autos do processo, até então sob sigilo, que originaram o mandado de prisão de seu cliente.

Embora tenham sido divulgadas pela autoridade policial, em inúmeras entrevistas, informações acerca de um número expressivo de supostas vítimas, observa-se que, no processo que fundamentou a decretação da prisão de seu cliente, foram anexados aos autos, pela autoridade policial, apenas três casos, sendo um deles relativo a fato ocorrido no ano de 2024, o qual já se encontrava sob conhecimento da autoridade policial há mais de dois anos, sem que tenha sido realizada a oitiva do investigado para esclarecimentos.

Ressalta-se que, até o presente momento, nem a defesa, tampouco o próprio cliente, tiveram ciência integral de todas as supostas vítimas que vêm sendo publicamente mencionadas pela autoridade policial.

Diante disso, a defesa já adotou as medidas cabíveis, requerendo às autoridades competentes o acesso integral ao inquérito policial, bem como a identificação de todos os fatos e pessoas eventualmente envolvidos, a fim de possibilitar o pleno exercício do direito de defesa. Por fim, a defesa destaca que seu cliente não reconhece as imputações que lhe são atribuídas, aguardando o acesso integral aos autos e a todos os supostos fatos para o devido esclarecimento.”

valor mínimo para reparação dos danos causados às vítimas. As três mulheres também devem receber acompanhamento por meio das Centrais de Atendimento às Vítimas, conhecidas como Espaços Bem-me-quer.

Investigação aponta padrão de conduta

De acordo com a Polícia Civil, os relatos das mais de 50 mulheres apresentam semelhanças. Os supostos abusos ocorriam durante consultas, especialmente quando as pacientes estavam com o tórax exposto. Há registros de que o médico realizava abraços, carícias e beijos sem autorização.

Em depoimento, o investigado teria alegado que os comportamentos faziam parte de demonstrações de carinho e orientação espiritual.

Ressalta-se que, até o presente momento, nem a defesa, tampouco o próprio cliente, tiveram ciência integral de todas as supostas vítimas que vêm sendo publicamente mencionadas pela autoridade policial.”

Na última semana, ele foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude, caracterizado pela prática de atos libidinosos por meio de artifícios que impeçam ou dificultem a livre manifestação de vontade da vítima.

A reportagem buscou novo contato com a defesa do médico, mas não obteve retorno até o momento.

DEFESA DO MÉDICO
POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

POSTO ABERTO

Saúde em Ação leva atendimentos ao bairro Olarias neste sábado

Unidade funcionará das 8h às 12h com vacinação aberta a toda a população e serviços agendados

Joilson Pereira centraldejornalismo@grupoahora.net.br

LAJEADO

ASecretaria da Saúde de Lajeado realiza neste sábado, 18, mais uma edição do programa Saúde em Ação. Desta vez, os atendimentos ocorrem no Posto de Saúde do bairro Olarias, das 8h às 12h, com oferta de serviços de vacinação e atendimentos médico e odontológico. A iniciativa prevê a abertura de unidades de saúde aos sábados, duas vezes por mês, alternando entre o posto do Centro e bairros. Além da imunização, haverá testes rápidos e atendimentos de livre demanda, como verificação de pressão arterial e glicemia. Consultas médicas, odontológicas e coletas de exame preven -

CRONOGRAMA 2026

18/04 – Posto de Saúde do Olarias

09/05 – Posto de Saúde do Centro

23/05 – Posto de Saúde do Santo

Antônio

06/06 – Posto de Saúde do Centro

20/06 – Posto de Saúde de Conventos

04/07 – Posto de Saúde do Centro

18/07 – Posto de Saúde do Moinhos

08/08 – Posto de Saúde do Centro

22/08 – Posto de Saúde do Conservas

12/09 – Posto de Saúde do Centro

26/09 – Posto de Saúde do São Bento

tivo ocorrem mediante agendamento prévio.

A programação inclui ainda ações de orientação em saúde, com foco em hipertensão arterial, distribuição de material informativo e atividades de exercícios físicos orientados.

Conforme a coordenadora da Atenção Primária, Adriana Ulsenheimer, a proposta busca atender principalmente quem não consegue acessar os serviços du-

03/10 – Posto de Saúde do Centro

17/10 – Posto de Saúde do Novo

Tempo

07/11 – Posto de Saúde do Centro

28/11 – Posto de Saúde do São Cristóvão

05/12 – Posto de Saúde do Centro

19/12 – Posto de Saúde do Montanha

HORÁRIOS:

Centro: 8h às 14h

Bairros: 8h às 12h

rante a semana. “Cada unidade se organiza conforme o seu perfil e as necessidades da população naquele momento. O objetivo é facilitar o acesso e ampliar a cobertura dos atendimentos”, destaca. No Olarias, a vacinação estará disponível para todos os públicos, inclusive para moradores de outros bairros. “A vacinação não é restrita à comunidade do bairro. Qualquer pessoa pode procurar a unidade para colocar a carteirinha em dia.”

Lente Social

Desafios geracionais nas empresas

A primeira edição de 2026 do Café do Fórum da Mulher Empresária da Acil ocorreu na terça-feira, 14, com o tema “Conflitos geracionais nas empresas: desafios e oportunidades”. As palestrantes Cíntia Schmidt, mentora de carreiras e escritora, e Viviane Lagemann, Bussiness Partner de RH da Docile, trouxeram ferramentas e compartilharam vivências com a plateia. Nas fotos, registros de quem marcou presença.

Reload com olhar ao consumidor moderno

O Sindilojas do Vale do Taquari trouxe mais de 300 participantes para a 11ª edição do Reload. Este ano, o evento ocorreu na quinta-feira, 16, no salão do Clube de Tiro e Caça e contou com a palestra de Carolina Filipelli, que abordou o tema o uso da inteligência virtual no varejo para qualificar vendas e atendimento. Já Patrícia Palermo, também uma das convidadas do evento, apresentou uma análise do cenário econômico e o comportamento do consumidor. A palestra final foi com o Rafael Müller, que trouxe reflexões sobre saúde emocional e desempenho profissional.

Lisi Costa Leila Franz
Cíntia Schmidt e Vivian Lagemann Beatriz e Camila Kappler
Cassiane Schwarzer, Larissa Morás e Lívia Gravina Vivian Scheibe e Marcela Mantovani
Giraldo Sandri e Alexandre Weber Pattussi
Os palestrantes Rafael Müller, Carolina Filipelli, Patrícia Palermo e o presidente do Sindilojas, Renan Borelli
Tânia Fröhlich, Thaise Weber Colombelli, Raquel Elisa Lagemann Heuert e Simone Danielli

365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Três novidades no turismo religioso do Vale do Taquari

Cada vez mais o Vale do Taquari vem se consolidando como destino religioso. A inaugura-

ção de atrativos e novas experiências nos destinos já estruturados evidenciam como a região tem vocação para o turismo voltado

Caminho da Fé e Devoção

Inaugurado em fevereiro, o Caminho da Fé e Devoção tem aproximadamente um quilômetro. O início está localizado nas proximidades do centro administrativo de Relvado com destino final na charmosa Gruta Nossa Senhora de Lourdes. Esse percurso é iluminado, permitindo a visita gratuita tanto de dia quanto à noite.

Ao longo do trajeto estão espalhados 26 capiteis com imagens de padroeiros de comunidades da cidade ou da Paróquia Santo Antônio de Relvado. Todos os capiteis também recebem placas com resgate histórico.

O projeto foi concebido como uma forma de preservar a história de comunidades religiosas e realocar imagens de santos que estavam na igreja matriz. Quase todo o caminho passa pela antiga estrada da gruta, desativada após a construção e pavimentação de uma nova rodovia. Destaque do caminho é a gruta que também passou por uma transformação depois de ser afetada pela enchente histórica de maio. Hoje, tem a imagem de Nossa Senhora em frente a formação rochosa, pavimentação, bancos e até uma passarela.

à fé. Trago nesta coluna três novidades recentes para quem se interessa por esse tipo de dica turística.

Visita noturna no Cristo Protetor

Ainda em 2026, o Cristo Protetor de Encantado deverá liberar a visitação noturna no complexo localizado no topo do Morro das Antenas. A novidade foi confirmada pela Associação Amigos de Cristo nesta semana. O objetivo é proporcionar uma experiência diversificada aos turistas com o gigantesco monumento iluminado, em especial, nas estações da primavera e verão. Outra novidade confirmada pela associação é um memorial com espaço já definido dentro do complexo.

Atualmente, o Cristo Protetor já atende de terças a domingos, das 9h às 17h. Além da estátua com 43 metros, tem capela envidraçada, velário, mirante e lojas. Outra experiência oferecida a parte é o acesso até o coração com subida de elevador.

O complexo foi inaugurado oficialmente em abril de 2025, mas já permite visitas desde 2021 quando ainda estava em obras. Mais de 600 mil turistas já visitaram o destino, vindos de 77 países diferentes.

Quem passa pela ERS-129, no trevo de Guaporé, com certeza já reparou no Cristo Redentor localizado no topo do Morro do Gallon. A novidade no monumento religioso é a finalização das obras de um mirante suspenso e envidraçado. Essa é uma das melhorias no destino que existe desde 1967. O novo espaço foi pensado para garantir vista privilegiada da cidade e boas imagens. Ao total, o investimento é de R$ 165 mil com recursos do governo do estado. Além do mirante suspenso, praticamente concluído, as obras contemplam a criação de espaços de lazer e convivência. A inauguração oficial das melhorias está prevista para o dia 13 de junho durante as celebrações do padroeiro Santo Antônio.

A estátua de Jesus de Guaporé tem 13 metros de altura, com mais sete metros do pedestal, totalizando 20 metros. Proporciona uma vista panorâmica da área urbana de Guaporé, além de ser destino principal de eventos famosos como a caminhada da Via Sacra, na Sexta-feira Santa.

Cruzadas

Grito de feras

Estabelecimento turístico como o Hopi Hari, em São Paulo

Principais interesses do "bon vivant"

Acompanhado de aipim e manteiga de garrafa, é um dos pratos típicos do NE

Comovido; impressionado

Peça musical para solo em ópera

Veículos usados por assaltantes no trânsito

a

(?) Ferreira, ator brasileiro Alimento dos leões, na savana africana Prefixo de "esoderma"

Utensílio erguido no brinde Intumescer

Exigência social à "mulher direita", combatida pelo feminismo

Odair José, cantor Fim, em inglês

(?) rodoviários: cruzam Brasília

Fabulista grego de "A Cigarra e a Formiga"

Amazon e iTunes

Placas com mentiras promovem festival em Nova bréscia

QPeças plásticas usadas no desvio de trânsito

Estado do usuário de calmante

O melhor, em inglês Fazer voar Vaidoso, em inglês A 29 letra grega

504, em romanos Nele usase o batom

Manhosa; ardilosa Hospedaria, em inglês

Operação rotineira na ovinocultura "Sono", em sonífero

Horós C opo

ÁRIES: As energias são excelentes para quem pensa em viajar, passear ou apenas reunir os amigos e colocar a conversa em dia.

TOURO: Sua atenção vai se voltar para assuntos financeiros e pode ter ótimas oportunidades de encher o bolso logo cedo.

GÊMEOS: Se já encontrou um mozão para chamar de seu, aposte num bom papo para animar um programa a dois e controle a possessividade.

CÂNCER: Planos para um passeio ou viagem podem sofrer imprevistos na parte da tarde, por isso, redobre a cautela e tenha um plano B na manga.

LEÃO: As amizades passam por altos e baixos à tarde e é melhor pegar leve pra não brigar com o pessoal.

VIRGEM: Sua ambição está a todo vapor, Virgem, e se anda pensando em trocar de emprego, pode ter boas novas pela manhã.

Solução

LIBRA: Cuidado para não se distrair com qualquer coisinha nem abusar do otimismo, prometendo mais do que consegue entregar.

ESCORPIÃO: É hora de se desapegar de tudo o que anda atrapalhando, sejam pessoas ou objetos que não tem nada de positivo.

SAGITÁRIO: A paquera pode surpreender e uma aventura com alguém com quem tem uma química de milhões pode animar sua noite.

CAPRICÓRNIO: Aproveite para resolver algumas coisas em casa, fazer consertos e até iniciar uma obra.

AQUÁRIO: Os relacionamentos contam com a proteção das estrelas e você tem tudo para se divertir na companhia das pessoas mais próximas.

PEIXES: É um bom momento para fazer alguns consertos em casa e deixar o seu canto do seu jeito.

uem se dirigir à Nova Bréscia para acompanhar as atrações do Festival dos Festivais, vai se deparar com diversas placas com informações “duvidosas”. As informações contidas nos materiais fixados ao lado da rua incluem: “base da Nasa a 5 km”, “acesso aeroporto em 300m”, “entrada para o Japão descendo o cânion”, “devagar, trecho monitorado por pardais (aves)” e “shopping, siga reto toda a vida”. O motivo para a imple-

mentação das instruções fantasiosas é promover o Festival da Mentira, um dos eventos mais famosos da cidade. No sábado, 13, aqueles que se inscreveram vão apresentar as mentiras no Clube Tiradentes, a partir das 9h. Os vencedores serão revelados no domingo, 14. A premiação desse ano irá entregar R$ 6 mil ao primeiro lugar, R$ 2 mil ao segundo e R$ 1 mil ao terceiro. Durante a abertura das comemorações na quarta-feira, 10, Nova Bréscia recebeu a presença de diversos músicos para o 8º Encontro Internacional de Gaiteiros.

EUCRETES BENEDUZI FONTANA, 92, faleceu na sexta-feira, 12. O velório ocorre na Capela Velatória São Carlos de Palmas, em Arroio do Meio. O sepultamento ocorre neste sábado, 13, às 8h, no Cemitério Católico de Palmas.

CLARI STEVENS, 69, faleceu na sexta-feira, 12. O velório ocorre na Capela Mortuária da Linha Ernesto Alves/Arroio da Seca Baixa, em Imigrante. O sepultamento ocorre neste sábado, 13, às 10h30min, no cemitério da Linha Ernesto Alves/Arroio da Seca Baixa.

LIA TERESINHA FRÖHLICH, 81, faleceu na sexta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Picada Arroio do Meio.

HERTA TRAPP BRUSKI, 90, faleceu na quinta-feira, 11. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Colinas.

LAURINDO VERRUCK (LAURÃO), 83, faleceu na quinta-feira, 11. O velório ocorre na sala “b” das capelas Diersmann, do bairro Alto da Bronze, em Estrela. O sepultamento ocorre neste sábado, 13, às 11h, no Cemitério Evangélico de Estrela.

SEMILDO JUNG , 78, faleceu na quinta-feira, 11. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Cruzeiro do Sul.

INÁCIO GILBERTO MULLER, 48, faleceu na quinta-feira, 11. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Cruzeiro do Sul.

OBITUÁRIO

MELITA ECKART, 79, faleceu na sexta-feira, 17. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Conventos, em Lajeado.

MANOEL SOARES(CATIVA), 72, faleceu na sexta-feira, 17. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Bom Retiro do Sul.

ELLI DA ROSA RUSCH, 76, faleceu na quinta-feira, 16. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Bela Vista, em Arroio do Meio.

PAULO VILMAR CAPELÃO

LEITE, 79, faleceu na quinta-feira, 16. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari.

LOURDES MARIA GRILLI, 54, faleceu na quinta-feira, 16. O sepultamento ocorreu no cemitério da Linha Medorema, em Pouso Novo.

GLACI DELBRÜGGE, 76, faleceu na quinta-feira, 16. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Imigrante.

Publicações Legais

UMAS & OUTRAS

Circulando por aí

Já falei e repito: não me incluam entre os que consideram como meras terras perdidas as chamadas áreas de arrastro geradas em um determinado evento climático especifico, nunca registrado antes na história oficial e nem mesmo na história oral transmitida “bocalmente” por várias gerações.

Se um único e eventual evento climático num determinado mês de 1941 tivesse definido o futuro socioeconômico regional, talvez hoje em dia nem o atual “Eixo Lajestre” seria muito relevante

como algum epicentro geoeconômico regional ou estadual, já estaria situado lá pelas bandas de Paverama ou Teutônia, por sinal muito bem recebidas.

GOSTEI DE VER!

Na verdade ainda vou esperar pra ver e torço pra acontecer e ser bem sucedida, mas já li e ouvi: a Multifeira vai voltar a ser realizada no local tradicional, com base junto à destruída estrutura provocada por recentes eventos climáticos na chamada área portuária.

LARGUEI PRAS COBRAS!

O ditado é campeiro, volta e meia citado pelo meu Cumpádi

Belarmino no seu bolicho de campanha, tipo assim: ¨tô nem mais aí, eles que se explodam!¨. Sei não, mas pelo andar da

SAIDEIRA

carruagem tem bolhas até bem mais graúdas prontas pra estourar aí pela frente, tanto lá pelas bandas do Planalto Central quanto por aqui, em determinadas planícies.

CINE

BRASIL APRESENTA

Céus, Ele Pode Me Deletar! (duplo com) Minha Toga, Minha Vida!

Pelo que lembro também já falei aqui: apesar dos pesares continua sendo uma área nobre, que com incentivos adequados para empreendimentos adequados e com engenharias adequadas, vão com o tempo se adequarem em edificações adequadas para encararem qualquer circunstância, adequadamente.

E afinal, o que é uma semana ou um mês ao longo de uma única geração?

A iniciativa também é simbólica: levamos umas porradas meio duras, é verdade, mas continuamos de pé e...vamos em frente!

ARTIGO

Mentira tem perna curta?

“Qualquer um se convence de que uma deslavada mentira é uma verdade absoluta depois de ouvi-la várias vezes contada por si mesmo.”

Millôr Fernandes

Essa é uma história que não sei se realmente ocorreu ou se é uma lenda urbana, mas quem a contou jura que aconteceu em Porto alegre.

A esposa descobriu que o marido tinha uma amante e meticulosamente ela pesquisou o endereço da rival e descobriu que ela morava em um daqueles amplos, mas velhos apartamentos na proximidade da Assembleia Legislativa do nosso estado. Feita a descoberta, um belo dia desconfiada com a ausência do marido de casa, ela resolveu cercar o apartamento da concubina. Decidida, ela conseguiu adentrar no prédio das hostes inimigas e pôs-se, indignada, a tocar a campainha da outra.

O marido, surpreendido, olhou pelo olho mágico e viu a esposa a guardar a única porta do apartamento como um cão feroz. Sussurrou com a amante e acharam mais prudente esperar que a “matriz” fosse embora.

Passou uma, duas, três horas e nada indicava que esposa fosse arredar pé do território vigiado. Com seis horas de cerco, o marido tomou uma decisão aparentemente insana: Iria abrir a porta e passar pela esposa como se ele, o marido, fosse um completo estranho.

LIVRE PENSAR

A partir de agosto essa eleição vai ser na base do ¨bola pro mato que o jogo é de campeonato!¨

(Atribuído ao Cumpádi Belarmino, zagueirão veterano do E.C. Arranca Tôco e da A. A. Quebra Canelas)

Nôno recém aposentado pra nona:

- Tô me sentindo bem cansado de ficar só coçando o saco e não fazer nada!

- E porque não arranja um trabalho, ou alguma outra “sarna” de atividade interessante e produtiva prá se coçar?

- Mas cansado como estou, que jeito??

E assim o marido fez. Ao abrir a porta a mulher o reconheceu e iniciou uma série interminável de xingamentos ao que ele apenas respondia: “A senhora está me confundindo, eu não lhe conheço!”

Obviamente ela seguiu atrás dele, sempre xingando em alto e bom som até que ele entrou em um taxi e desapareceu da sua vista.

Quando a mulher chegou de volta a sua casa encontrou o marido confortavelmente instalado em sua poltrona com uma completa cara de paisagem. Ela reiniciou os xingamentos e ele calmamente respondeu que ela estava louca e equivocada. De forma convicta ele jurou que jamais estivera onde ela jurava o ter encontrado e que ela certamente o estava confundindo com alguém muito parecido com ele.

E assim se passaram os dias e as semanas. Ela acusando e ele negando. Tanto ele negou e com tanta veemência que a esposa começou a considerar a hipótese de realmente ter se enganado. Por volta de seis meses do ocorrido ela já aceitava pedir desculpas e colocar uma pedra sobre o ocorrido. Por seu lado ele secretamente comemorava o acerto da sua estratégia. Eu, como você que chegou até aqui na leitura, também considerava improvável essa história. Porem, depois de tudo que tenho visto e ouvido nesse país , depois de tanto ouvir negativas de autoria de alguns dos mais descarados roubos da história do Brasil, começo a acreditar na possibilidade dela ser real. Como a memória humana é falha, basta apenas saber negar e não piscar!

FUTEBOL AMADOR

MOMENTOS DECISIVOS NOS

CAMPEONATOS MUNICIPAIS

Roca Sales conhece o campeão veterano. Encantado e Monte Alverne definem os finalistas

Ofim de semana esportivo no Vale do Taquari será de definições.

Roca Sales conhece o campeão veterano. Encanta-

Fim de semana terá 43 jogos entre categorias veterano, aspirante e titular

do e Monte Alverne definem os semifinalistas, enquanto que Imigrante e Paverama promovem a última rodada da classificatória.

As comunidades de Palmas e Barra do Guaporé recebem os jogos de volta da semifinal do municipal de Encantado. Dono da melhor campanha na fase

classificatória, o União joga pelo empate contra o Cruzeiro para ficar com o título. Enquanto que o time visitante precisa vencer no tempo normal para levar a decisão aos pênaltis. No outro jogo, União Barrense e Nacional empataram em 1 a 1 no jogo de ida. Nova igualdade leva a definição da vaga para marca da cal. Quem vencer avança. Os jogos iniciam às 15h30min e o Grupo A Hora transmite o duelo entre União e Cruzeiro, a partir das 14h30min.

Já em Monte Alverne, o Monterey joga pelo empate para chegar a decisão, enquanto que o São José precisa vencer duas vezes.

No domingo, Em Roca Sales, o campo do Concórdia, no Centro, recebe o jogo de volta da final do veterano entre Juventude e Toma 10. No jogo de ida, o Juventude venceu por 3 a 0 e está a um empate de conquistar o título. Já o Toma 10 tem que vencer no tempo normal para levar a decisão aos pênaltis. Antes desse jogo, ocorre a segunda rodada da força livre.

OUTROS DESTAQUES

O municipal de Imigrante e Paverama promovem a última rodada da fase classificatória. Os jogos definem os cruzamentos eliminatórios.

Já em Cruzeiro do Sul, a comunidade de Picada São Gabriel recebe os confrontos da segunda rodada do municipal de campo. Os jogos iniciam pela manhã. O Grupo A Hora transmite o confronto entre XV de Novembro x Juventos/Primavera, a partir das 15h.

CAETANO PRETTO

caetano@grupoahora.net.br

Deslocados no extremo sul do Brasil, a Dupla Gre-Nal passa por uma clara crise de identidade e tem dificuldade de perceber que não está mais na mesma prateleira das principais potências do país. No aspecto esportivo e financeiro, Grêmio e Internacional insistem em achar que ocupam um espaço que claramente não mais os pertence.

Atualmente, os dois rivais deixam de ganhar dinheiro por achar que merecem receber mais do que o mercado está disposto a pagar. Em 2024, os dois clubes encerraram uma parceria de 23 anos com o Banrisul como patrocinador máster da camiseta. O motivo na época era plausível. Outra empresa ofereceu mais dinheiro e arrematou o principal espaço do uniforme.

patrocinador máster na camiseta

O problema é que foi preciso menos de um ano para o negócio mostrar ser falho e cair por terra. A Alfa nunca provou ser uma empresa séria e tampouco tentou criar laços com o estado mais bairrista do país. A promessa de R$ 50 milhões anuais não foi cumprida nem no primeiro ano e desde janeiro os dois principais clubes do estado estão sem patrocínio no espaço mais valorizado do fardamento.

O problema atual recai no entendimento de ambas direções em querer que outra empresa cubra o valor acordado com a antiga patrocinadora. A Alfa prometia pagar R$ 50 milhões por ano. Antes, o Banrisul pagava R$ 30 milhões pelo mesmo período. Quanto dinheiro foi perdido nos meses em que Inter e Grêmio estão sem patrocínio? É mesmo necessário esperar tanto para fechar um novo acordo? E será que alguma empresa séria, diferente da aventureira patrocinadora que se foi, aceitará pagar valores próximos dos exigidos pelos clubes? Acho difícil.

Quanto mais tempo Inter e Grêmio levarem para entender que são clubes regionais, que não estão no patamar de potências como Palmeiras e Flamengo, pior. A nossa querida dupla já foi uma potência nacional e disputou de igual com rivais do centro do país. Este tempo, infelizmente, ficou no passado.

Dupla Gre-Nal está há quatro meses sem
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BASQUETE

ALUNO DO CEAT É CONVOCADO PARA PROJETO DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA

Joaquim Von Muhlen

Maciel participa de observatório da CBB para a Seleção Brasileira da categoria

Oaluno do Colégio Evangélico Alberto Torres, Joaquim Von Muhlen Maciel, 15, participa de um projeto da Confederação Brasileira de Basketball neste fim de semana. A programação será um observatório do Revela CBBCamp de Identificação de Talentos, um projeto para a categoria Sub-15 do esporte.

Joaquim foi selecionado entre atletas do Rio Grande do Sul para participar deste momento de treinamentos e avaliações. Após os resultados deste projeto, a CBB selecionará os melhores atletas do país para integrarem a seleção brasileira de basquete. “Fiquei bem surpreso com essa convocação, não esperava, mas eu e minha família estamos muito felizes. Serão dias de treinamento e muito aprendizado, e se der tudo certo, ser aprovado e convocado para a seleção brasileira”, afirma o jovem.

O aluno da 1ª série do Ensino Médio da Unidade Lajeado começou a praticar o basquete aos 8 anos de idade no Ceat Integral. Ele conta que sempre gostou de futebol, mas por influência do irmão mais velho, Caetano, conheceu o basquete e no fim, gostou mais do que o futebol. “Gosto daqui, tenho meus amigos que também

estudam e treinam, então me sinto acolhido, já estou acostumado com o clube e sinto que tive uma grande evolução.”

Entre os momentos marcantes na trajetória esportiva do jovem está a convocação para a seleção gaúcha em 2024, o Campeonato Brasileiro Interclubes disputado em 2025, o título de campeão no Sub-12 e demais campeonatos estaduais que participou. A partir de agora, Joaquim pretende se dedicar à carreira profissional no esporte.

“Essas participações e convocações me motivam, assim como o apoio da minha família”, ressalta.

EXPERIÊNCIA E AUTOCONFIANÇA

O treinador da equipe Sub-15, Leonardo Menezes, destaca que essa convocação para o projeto é o resultado de um trabalho feito

desde o início da trajetória de Joaquim no basquete, que passou pelo Ceat Integral, atividades optativas e na sequência, nas equipes de competição. “Fico muito feliz pela convocação do Joaquim. É a consequência do investimento que a instituição tem dado para o esporte, e também, pela dedicação individual dele. É muito bom ter uma escola que proporciona isso”, afirma o treinador.

Esta é a primeira participação do Joaquim no projeto, que ocorre primeiro na Região Sul do país e depois deve ocorrer também nos demais estados brasileiros. Após, uma nova listagem deve ser divulgada, desta vez, com a convocação dos jovens escolhidos para integrar a seleção brasileira de basquete.

Aluno da 1ª série do Ensino Médio da Unidade Lajeado, Joaquim começou a praticar o basquete aos 8 anos de idade
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DOMINGO PELA MANHÃ

INTER RECEBE O LANTERNA MIRASSOL

Invicto há cinco jogos, Colorado encara adversário que amarga a lanterna e vive jejum de vitórias

Sem perder há cinco jogos e em ritmo de evolução no Brasileirão, o Internacional tem boa oportunidade de aumentar a sequência positiva neste fim de semana. O Colorado recebe o lanterna Mirassol no domingo, 19, às 11h, no Estádio Beira -Rio. A Rádio A Hora transmite o confronto.

O horário é pouco usual, mas tem sido motivo de comemoração ao clube. Desde 2015, quando a faixa foi criada pela CBF, o Inter acumula 10 jogos, com aproveitamento de 83,3%.

São 17 gols marcados e seis sofridos. A média de presença no Beira-Rio em jogos às 11h é de 36.802 torcedores por partida. A expectativa para o confronto deste fim de semana é de mais de 30 mil torcedores.

Para o confronto, o técnico Paulo Pezzolano não pode contar com Mercado e Bernabei, suspensos. Por outro lado, Victor Gabriel volta de suspensão e deve formar dupla de zaga com Félix Torres. A principal dúvida recai na lateral-esquerda, com Matheus Bahia sendo dúvida por desconforto muscular. Aguirre é o mais cotado a iniciar a partida.

O provável Inter tem: Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Victor Gabriel e Aguirre; Villagra, Bruno Henrique e Alan Patrick; Vitinho, Carbonero e Borré.

CLASSIFICAÇÃO

AGENDA 12ª RODADA - SÁBADO

18h30 Vasco x São Paulo

18h30 Chapecoense x Botafogo

20h Vitória x Corinthians

20h30 Cruzeiro x Grêmio

DOMINGO

11h Internacional x Mirassol

16h Santos x Fluminense

16h Coritiba x Atlético-MG

18h30 Palmeiras x Athletico

18h30 Bragantino x Remo

19h30 Flamengo x Bahia

DESFALCADO

Em seu segundo ano na elite, o Mirassol chega a Porto Alegre ocupando a lanterna do Brasileirão e depois de ter perdido ao natural para a LDU na Libertadores. A equipe só venceu na estreia da competição nacional, ainda no mês de janeiro. Desde então, são três empates e seis derrotas.

O atacante Negueba sofreu lesão em Quito e está fora. Ele se junta a Eduardo e ao técnico Rafael Guanaes, que foram expulsos na última rodada do Brasileirão. Reinaldo, destaque do time, já estava fora por conta de lesão.

BRASILEIRÃO

GRÊMIO TENTA ENCERRAR JEJUM

DIANTE

DO CRUZEIRO

O Grêmio busca a primeira vitória após cinco partidas de Campeonato Brasileiro. Sem vencer desde 19 de março, o Tricolor tem um importante desafio diante do Cruzeiro, neste sábado, às 20h30min, no Mineirão. A Rádio A Hora transmite o confronto. O técnico Luís Castro terá de mexer na equipe com a suspensão de Viery. Wagner Leonardo é o mais cotado a atuar ao lado de Gustavo Martins. No ataque, segue a dúvida entre Enamorado e Tetê na ponta-direita. O provável Grêmio que busca a primeira vitória como visitante no campeonato tem: Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Wagner Leonardo e Pedro Gabriel; Noriega, Nardoni e Arthur; Tetê (Enamorado), Amuzu e Carlos Vinícius.

CRUZEIRO ENSAIA RETOMADA

Em 17º na tabela, o Cruzeiro está na zona de rebaixamento do Brasileirão desde o início do campeonato e soma 10 pontos. Os mineiros vêm de derrota na Libertadores para a Universidad Católica, por 2 a 1, no Mineirão. O resultado foi um balde de água fria na tentativa de retomada da equipe, que havia engatado duas vitórias seguidas.

O provável time titular para o confronto tem: Matheus Cunha; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Silva, Gerson, Arroyo, Matheus Pereira e Christian; Villareal.

Grêmio de Weverton busca a primeira vitória como visitante na competição

Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Victor Gabriel retorna de suspensão e forma dupla de zaga com Félix Torres
RICARDO DUARTE

Paverama buscava tombamento de igreja histórica

A Igreja de Santa Manoela, localizada em Linha Brasil, interior de Paverama, atrai ainda hoje visitantes ao Vale do Taquari. O templo, construído em 1912, tem as paredes ilustradas com pinturas de personagens e passagens bíblicas.

As artes são originais de 1917 e, em 2006, o templo começava a apresentar necessidade de reforma. O telhado e o chão tinham problemas com cupim e as pinturas estavam desbotando, além de infiltrações em vários pontos.

Para preservar o espaço e viabilizar a reforma, o município de Paverama estudava iniciar um processo de tombamento do local, a exemplo do que recém havia ocor-

Sábado é

- Dia de Monteiro Lobato

- Dia do Amigo

- Dia Nacional do Livro Infantil

- Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

rido com a Casa do Morro, de Cruzeiro do Sul. Apesar dos movimentos em 2006, a centenária igreja ainda não foi tombada como patrimônio histórico.

Um pouco da história

Em 2006, a manutenção da igreja e as chaves do templo eram de responsabilidade de José Romeu Kunrath. Ele herdou a função do pai em 1966 e, desde então, orientava visitantes e cuidava da igreja. José lembrava do início da construção da casa canônica ao lado da igreja, em 1953,

Domingo é

que serviu de escola para a comunidade. Ele foi professor no local, assim como o pai. Nos anos 1970, lecionava para 153 alunos em três turnos.

A pedra fundamental da Igreja Santa Manoela foi lançada pelo arcebispo dom Juan Becker, de Porto Alegre, em 1912. Desde então, a estrutura permanece original. O trabalho das pinturas só foi realizado cinco anos depois e finalizado somente em 1925. Conforme Kunrath, originalmente, havia duas paredes com inscritos em alemão, mas que foram apagados em 1942 em razão da Segunda Guerra Mundial, quando a língua alemã foi proibida no Brasil.

Santo do dia 18: Santo Apolônio

- Dia Mundial dos Simpsons - Dia dos Povos Indígenas

- Dia do Exército Brasileiro

Conselho Federal reconhecia cursos da Fates

O Conselho Federal de Educação reconhecia oficialmente a Faculdade de Ciências Econômicas do Alto Taquari e os Cursos de Ciências Econômicas e Ciências Contábeis. Essas graduações de ensino superior já funcionam no campus universitário da Faculdade Alto Taquari de Ensino Superior (Fates, atual Univates), desde o início dos anos 1970, mas só eram reconhecidas oficialmen-

Santo do dia19: Dia de Santo Expedito

te em 1976. Foi um marco para a instituição na época e ajudou a consolidar o campus universitário de Lajeado. Um dos movimentos para essa oficialização foi a campanha de livros realizada pela Fates para aumentar a biblioteca em 1975, um dos requisitos do Conselho Federal de Educação para o aval. O curso de Letras já tinha recebido o reconhecimento.

A indústria Calçados Augustin Reichert S/A fabricava seu milionésimo par de sapatos destinado à exportação. A empresa funcionava desde 1973 em Canabarro, na época, distrito de Estrela, atual Teutônia. Quando começou, tinha apenas 80 funcionários e, três anos depois, eram mais de 500. Em novembro de 1975, durante visita a Estrela, o presidente do Brasil, Ernesto Geisel, fez uma visita à indústria.

A Calçados Reichert havia sido fundada em 1935 e nos anos 1970 se fundiu com a Augustin S/A, abrindo uma filial em Estrela em 1973. Em 2007, quase 40 anos depois da instalação, a unidade em Teutônia fechou as portas, quando a marca encerrou as atividades em todas as indústrias no estado.

Visita do presidente Geisel à indústria

HENRIQUE PEDERSINI

Cinco bastidores sobre a CPI em Lajeado

AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das obras públicas, em Lajeado, teve ampla visibilidade sobre cada etapa do processo. Números, relatórios, perícias, depoimentos, denúncias e o restante dos trabalhos foram devidamente noticiados. Porém, sempre há bons bastidores. Ainda mais em um debate que é tão político quanto técnico. Citamos aqui cinco apontamentos sobre o processo que mudou a rotina na câmara, em alguns gabinetes da prefeitura e, sobretudo, na tumultuada Secretaria de Obras, no bairro Montanha:

- Apresentadas por Gilberto de Vargas, o Giba, as denúncias não foram acatadas de imediato por vereadores da oposição. Os arquivos “perambularam” por outros gabinetes e Éder Spohr (MDB) foi quem se encorajou a tornar pública as suspeitas sobre o convênio com a PDS Obras. O temor era pela segurança de quem denunciasse.

- A insistência na investigação criteriosa sobre a secretaria de Obras não é eventual. É consenso dos emedebistas que a pasta funcionou, nos últimos tempos, como uma ferramenta política poderosa do PP. Além de acomodar pessoas que participaram da campanha (ocorre em todas as cidades), há suspeitas sobre favores feitos em propriedades privadas, o que na política raiz é conhecido como “cabritos”.

- Ramatis de Oliveira (PL) aproveitou-se da popularidade oferecida pela CPI. Articulou seu espaço como relator e conseguiu estender sua permanência na câmara em função da investi-

Rapidinho…

- Lembrei do saudoso Adriano Mazzarino: Não chamem para a mesma mesa o prefeito de Cruzeiro do Sul, César Leandro Marmitt, o Dingola e a vereadora Daiani Maria (MDB). Criação de secretaria e nomeação de cargos no governo é a causa do atrito.

- Forquetinha e Lajeado articulam investimento para pavimentação do “Travessão”, uma nova ligação com a BR-386 para facilitar

gação. Tal repercussão, faz com que cogite uma candidatura para deputado estadual pelo PL. Foi dele a insistência em ouvir o denunciante Gilberto de Vargas, o Giba.

- Mozart Lopes (PP) sai da CPI bem diferente do que ingressou. Escolhido para proteger a gestão de Gláucia Schumacher, revelou na última semana mágoa com a gestora. Jamais admitirá, mas Mozart tinha expectativa de ser o escolhido para comandar a Se-

cretaria de Obras após a saída de Fabiano Bergmann, o Medonho. - O último bastidor envolve o Progressistas. A CPI provocou a queda do presidente do PP, Natanael dos Santos, do cargo de assessor jurídico do Legislativo. Além disso, criaram-se alas dentro do partido. Uma delas está muito contrariada com a prefeita. Há a situação do ex-prefeito Marcelo Caumo e da secretária afastada Elisete Mayer, além de ex-servidores exonerados durante a investigação.

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Escolher o incômodo certo

Em uma conversa recente na editoria de negócios do Jornal, com o talentoso Vini, ouvi uma frase que ficou ecoando: “Você deve estar numa fase da vida onde depois do café da manhã você pergunta: com o que vou me incomodar hoje ? . A provocação é boa, especialmente para quem empreende, lidera e toma decisões todos os dias.

Existe uma ideia de que crescer na vida e nos negócios traz tranquilidade. Na prática, acontece o contrário. Quanto maior a responsabilidade, maior o nível de pressão, solidão, de incerteza e de decisões difíceis. O problema, portanto, não é o incômodo em si. Ele é inevitável. A questão é escolher qual incômodo vale a pena.

Todos nós vamos lidar com problemas diariamente. A diferença está na qualidade deles. Há incômodos que apenas consomem energia e mantêm o profissional ocupado com urgências, sem gerar avanço real. E há aqueles que exigem coragem, desconforto e posicionamento, mas que produzem crescimento, organização e resultado.

No ambiente empresarial isso fica evidente. Um gestor pode escolher se incomodar estruturando processos, desenvolvendo equipe e ajustando estratégia — ou pode seguir lidando com retrabalho, falhas recorrentes e desgaste constante, que eu chamo de mesmice produtiva. Pode ter uma conversa difícil hoje ou carregar um problema silencioso por meses. Pode rever seu modelo de negócio enquanto ainda há tempo ou esperar que o mercado imponha mudanças mais duras. Em todos os cenários, o incômodo estará presente.

Todos nós vamos lidar com problemas diariamente. A diferença está na qualidade deles”

Prioridade, nesse contexto, não é agenda cheia nem lista de tarefas bem organizada. Prioridade é decisão. É escolher enfrentar o que precisa ser feito, mesmo quando é desconfortável. Porque o que é fácil tende a aliviar o curto prazo, mas costuma cobrar um preço alto no futuro. Já o que é difícil, muitas vezes, constrói resultado lá na frente.

Com o tempo, há uma mudança importante na forma de encarar os problemas. No início da trajetória, tenta-se evitá-los. Depois, aprende-se a resolvê-los. E, em um estágio mais maduro, passa-se a escolhê-los. É nesse momento que o empreendedor deixa de ser reativo e assume uma postura mais estratégica.

o fluxo de veículos dos moradores. A estimativa é um investimento de R$ 2,5 milhões.

- Não surpreende o prêmio conquistado por Encantado em seleção feita pelo Sebrae. “A Inovação Começa da Sala de Aula” é o projeto reconhecido da cidade da parte alta. Afinal, o investimento feito na gestão do prefeito Jonas Calvi e a operação da secretária Stefanie Casagrande

coloca a cidade em outro patamar na área da educação e inovação.

- E no fim José Scorsatto virou secretário estadual, só que não da pasta de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, mas do Trabalho. Ele substitui o colega de partido, Gilmar Sossella. Com isso, ele recebe um “carinho” do PDT, pois Scorsatto cogitava ou ainda avalia mudar para o União Brasil.

Muitos negócios não enfrentam dificuldades por falta de mercado ou oportunidade, mas por excesso de distração. Gente ocupada demais com o urgente e distante do que é essencial. Resolver pequenas demandas pode dar a sensação de produtividade, mas não necessariamente gera evolução.

Por isso, um exercício simples pode ajudar: ao começar o dia, identificar qual é o incômodo que, se enfrentado, realmente melhora o negócio. E, na sequência, reconhecer aquilo que está sendo evitado, mesmo já exigindo atenção. As respostas raramente são confortáveis, mas costumam ser objetivas

No fim, escolher no que se incomodar é assumir responsabilidade pelos próprios resultados.

Porque problemas sempre existirão. A diferença está em quais deles você decide colocar foco, energia, enfrentar. E essa escolha diária, é o que define o rumo de qualquer trajetória.

ROGÉRIO WINK
Éder Spohr (MDB)
Ramatis de Oliveira (PL)
Mozart Lopes (PP)
Fabiano Bergmann (PP)

Fim de semana, 18 e 19 de abril de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 16º | MÁX: 29º No sábado o tempo fica firme e ensolarado, com amplos períodos de céu claro na Região.

Busca do equilíbrio

Em meio à sobrecarga e à hiperconexão, especialistas defendem escolhas conscientes e autoconhecimento como caminhos para preservar a saúde mental

“Medicina da dor e os cuidados paliativos definiram minha forma de cuidar”

Dr. Juliano Dalla Costa é médico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com formação em Clínica Médica, Terapia Intensiva, Medicina da Dor, Cuidados Paliativos e Medicina Intervencionista da Dor. É professor de Medicina na Univates e compartilha sua trajetória de conquistas e desafios.

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

A medicina não foi uma escolha impulsiva, e sim um caminho natural. Sempre me chamou atenção o encontro entre ciência e sofrimento humano. Não apenas tratar doenças, mas entender seu impacto real na vida das pessoas. O início foi intenso. Antes da faculdade, fui secretário em cursos pré-vestibular. Fazia café para conseguir bolsa e assistir às aulas. Esse foi o começo até a aprovação na UFRGS. A formação foi exigente. A clínica médica e a terapia intensiva consolidaram uma visão global do paciente e a tomada de decisões delicadas em cenários adversos. A medicina da dor e os cuidados paliativos definiram minha forma de cuidar. A medicina intervencionista trouxe precisão e novas possibilidades para pacientes com dor crônica, muitas vezes rotulados como “intratáveis”. Foram cinco áreas em 11 anos. Não foi fácil. Hoje, sem soberba, mas com a autoridade da experiência, posso dizer que cuidar é saber quando, como e porquê.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Vivemos um paradoxo. Mais tecnologia e capacidade de intervenção, mas maior risco de perder a essência do cuidado. O desafio é equilibrar ciência de alto nível com individualização, evitando tanto a prática automática quanto o excesso de intervenções. Na dor, isso é ainda mais evidente. Não é apenas um sintoma, mas uma experiência complexa que exige escuta, raciocínio clínico e precisão. Os sistemas de saúde também muitas vezes dificultam o acesso ao que realmente é melhor para o paciente.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução

EXPEDIENTE

daqui pra frente?

A medicina da dor deixou de ser centrada apenas em medicação. Hoje envolve intervenção, neuromodulação, terapias regenerativas e tratamento guiado por mecanismos. O futuro é mais preciso, integrado e minimamente invasivo. A principal evolução é conceitual: reconhecer a dor como uma condição própria, que exige abordagem estruturada.

Textos e fotos: Paulo Cardoso

Lembra de algum momento marcante?

São muitos. Pacientes que chegam após anos de dor e, após uma avaliação adequada, retomam o básico: caminhar, dormir, voltar para casa. Nem sempre é sobre grandes cirurgias. É sobre fazer o que é certo, na hora certa, da forma certa. Medicina da dor não é fazer mais. É fazer exatamente o que precisa ser feito.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

O custo do excesso

Vivemos uma contradição. Ao mesmo tempo em que nunca tivemos tantas ferramentas para otimizar a vida, nos sentimos sempre atrasados. A necessidade por ser produtivo fez com que deixássemos de lado coisas importantes, como o descanso, as relações, o próprio pensamento. E, assim, quase tudo virou tarefa, meta ou desempenho. Até o bem-estar, por vezes, se transforma em mais uma obrigação a cumprir.

Não se trata apenas de um problema individual, nem de uma falha de gestão do tempo.Nos acostumamos a valorizar a aceleração e diminuir a experiência. O resultado é a sensação de que parar parece errado, dizer “não” soa como risco e sustentar limites exige esforço; Nesse cenário, a saúde mental deixa de ser um tema periférico para se tornar presente no dia a dia. Não porque se tenha descoberto algo novo, mas porque os sinais se tornaram difíceis de ignorar. O cansaço que não passa, a dificuldade de concentração, a irritabilidade, sintomas que antes

eram tratados como pontuais, agora revelam um padrão. Talvez o ponto mais incômodo seja reconhecer que parte dessa dinâmica se sustenta em escolhas cotidianas, muitas vezes automáticas. A adesão ao excesso não é apenas imposta, ela também é aceita e incorporada. E é justamente aí que qualquer mudança possível começa, na consciência de que nem tudo precisa ser mantido.

Falar em limites é entender o que é essencial. Não é negar o trabalho, a ambição ou as responsabilidades, mas recusar a ideia de que tudo deve caber ao mesmo tempo. E entender que sim, há perdas inevitáveis em qualquer escolha. Mesmo na escolha de não escolher.

O segredo é buscar o equilíbrio e saber sustentá-lo. Equilíbrio entre o que se exige, o que se aceita e o que se deseja. Entre o que se mostra e o que, de fato, se vive. Em um tempo que valoriza a resposta imediata, a consciência pode estar justamente na pausa como decisão.

Rotina digital resseca os olhos e exige cuidados

Longas horas em frente às telas, ar-condicionado e falta de pausas favorecem desconforto, conforme o oftalmologista, Daniel Pandolfi, prevenção está em hábitos simples e contínuos

Oavanço das rotinas digitais tem ampliado as queixas relacionadas ao desconforto ocular. De acordo com o oftalmologista Daniel Pandolfi (CRM RS 29707 / RQE 25718), fatores ambientais e comportamentais, estão entre os principais responsáveis pelo ressecamento dos olhos. Nessas situações, a frequência do piscar diminui, comprometendo a distribuição da lágrima sobre a superfície ocular. O resultado costuma aparecer ao longo do dia, com sintomas como vermelhidão, ardência, sensação de cisco e cansaço visual. “Muitas vezes, não se trata de um problema clínico”, destaca o especialista.

Recomendações

Um dos erros mais comuns, segundo Pandolfi, é buscar alívio apenas quando o desconforto já está instalado. A recomendação é preventiva: o uso de colírios

lubrificantes ao longo do dia, mesmo na ausência de sintomas, ajuda a manter a hidratação dos olhos e evitar a piora do quadro. Uma gota pela manhã e outra à tarde contribuem para maior conforto ocular.

A organização da rotina também é determinante. O oftalmologista orienta pausas a cada 40 minutos de uso de telas, com mudança de foco para objetos distantes. Esse movimento permite o relaxamento da musculatura ocular responsável pelo ajuste da visão. “Quando olhamos para o horizonte, o músculo relaxa. Repetir isso ao longo do dia ajuda a evitar sintomas”, afirma.

A distância da tela é outro fator relevante. Manter cerca de 50 centímetros entre os olhos e o computador reduz o esforço visual, especialmente em jornadas prolongadas. Em paralelo, a exposição à luz natural e atividades ao ar livre funcionam como um contraponto importante à rotina digital, estimulando a visão e equilibrando o sistema visual. O sono também exerce papel central nesse processo. Durante a noite, há recuperação da superfície ocular e relaxamento das estruturas envolvidas na visão. A privação de descanso pode intensificar sintomas como cansaço visual e dores de cabeça, frequentemente associados ao uso

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Daniel Pandolfi, oftalmologista

excessivo de telas.

A partir dos 40 anos

As mudanças na visão ao longo da vida exigem atenção adicional. A partir dos 40 anos, ocorre uma redução progressiva da capacidade de foco para perto, em um contexto em que as demandas visuais são cada vez mais próximas.

Esse processo é gradual e natural, evoluindo ao longo dos anos. A necessidade de correção visual passa a fazer parte da rotina, mas não representa piora causada pelos óculos. “O olho vai mudando, e o paciente se adapta”, explica.

Mesmo alterações consideradas leves podem impactar significativamente o desempenho visual, dependendo das atividades exercidas. Por isso, a consulta oftalmológica deve ser vista como um espaço de orientação, e não apenas de prescrição de grau.

Conforme o oftalmologista uma gota pela manhã e outra à tarde já contribuem para maior conforto ocular
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Equilíbrio em meio ao excesso

Especialistas apontam que autoconhecimento, relações e consciência sobre o próprio tempo são caminhos para reduzir a sobrecarga e viver com mais leveza

Relações verdadeiras e momentos de pausa consciente são apontados como pilares do bem-estar emocional

Aceleração digital, excesso de informações e cobranças crescentes. Algumas das características do cotidiano atual que afetam corpo e mente. É diante desse cenário que a saúde mental passou a integrar a rotina de quem busca qualidade de vida. O movimento atual aponta para uma mudança de comportamento, em que estabelecer limites e fazer escolhas conscientes se tornaram prioridade.

Segundo a psicóloga e psicanalista Muriana Muccillo, esse movimento se intensificou após a pandemia e revela uma mudança importante: “não é mais só sobre não sofrer, mas sobre buscar aquilo que a gente pode chamar de felicidade”.

De acordo com ela, o contexto econômico e social também contribui para o aumento da sensação de vulnerabilidade. Ainda assim, a especialista chama atenção para um ponto central, como a dificuldade das pessoas em estabelecer limites. “Falta consciência dos próprios limites internos. Saber até onde o trabalho pode ir, até onde eu posso ir”, afirma. Na prática, isso significa aprender a dizer “não” e delimitar espaços, entre vida pessoal e profissional, entre demandas externas e necessidades individuais.

Muriana exemplifica com a própria rotina: mesmo diante de uma agenda cheia, opta por restringir atendimentos e compromissos para preservar tempo com a família e consigo mesma. Para ela, esse tipo de escolha é parte fundamental do cuidado com a saúde mental, e ainda um desafio para muitos.

“As pessoas querem agradar a todos e acabam não delimitando seus espaços. E isso está nas relações como um todo, não só no trabalho.”

A psicanalista também destaca que grande parte da população vive no “piloto automático”, sem clareza sobre quem é, o que vive e para onde vai. Esse distanciamento de si mesmo, muitas vezes, alimenta comparações e frustrações. “Se comparar com alguém que está em outra fase de vida é injusto consigo mesmo”, pontua. Outro aspecto abordado por Muriana é a forma como lidamos com o tempo psíquico. Enquanto

Estabelecer limites entre vida pessoal e profissional é um dos principais desafios na rotina contemporânea

Alerta para a saúde mental

• Sensação constante de cansaço, mesmo após descanso

• Dificuldade de concentração e produtividade

• Irritabilidade frequente ou mudanças de humor

• Ansiedade voltada ao futuro ou preocupação excessiva

• Tristeza persistente ou desmotivação

• Sensação de estar no “piloto automático”

• Dificuldade de estabelecer limites e dizer “não”

a ansiedade projeta o indivíduo para o futuro, a depressão pode aprisioná-lo ao passado. “A mente é atemporal. A pessoa pode estar presa a algo que já aconteceu e não consegue seguir em frente”, explica. Nesses casos, o processo terapêutico ajuda a identificar onde esse afeto está localizado e a construir novos sentidos.

Ao falar sobre felicidade, a especialista rompe com a ideia de um estado permanente. Para ela, a vida é feita de oscilações, e os altos e baixos são naturais e necessários. “Ninguém é feliz o tempo inteiro. A gente tem momentos de felicidade, e eles só fazem sentido porque também conhecemos a tristeza.” Muriana também alerta

para os riscos de terceirizar a própria felicidade, seja em relações, conquistas materiais ou promessas ilusórias. “A vida é responsabilidade nossa. Quando a gente toma consciência disso, também ganha liberdade para escolher como quer viver”, afirma. Nesse caminho, o autoconhecimento aparece como eixo central. Inspirada em Freud, ela reforça que a felicidade é uma construção individual e intransferível. “Cada um deve procurar por si tornar-se feliz. É um trabalho de se entender, de reconhecer o que faz sentido hoje — e também de ter coragem para soltar o que já não faz.”

Mais do que eliminar o sofrimento, a terapia, segundo a

psicanalista, propõe um encontro com ele — muitas vezes doloroso, mas necessário. “A gente toca na ferida para poder cicatrizar. E, nesse processo, ajuda a pessoa a se reconectar consigo mesma, a não soltar a própria mão.”

No fim, a felicidade pode estar menos nas grandes conquistas e mais na capacidade de reconhecer o que já existe. “Às vezes é um gesto simples, um detalhe do dia. A gente precisa parar e perceber”, conclui.

Busca do bem-estar

Para a gestora de bem-estar,

Danielle Harth, o cenário atual exige um olhar mais consciente sobre o modo de viver e, principalmente, sobre as escolhas individuais.

Segundo ela, embora o ambiente de trabalho esteja frequentemente no centro das críticas, os dados mostram uma realidade mais complexa. “Houve um aumento de cerca de 15% nos afastamentos em 2025 em relação a 2024, mas apenas 5% estão diretamente ligados ao trabalho. Estamos falando de um ser humano integral, com história, genética e estilo de vida”, explica. Para

Números e contexto

Afastamentos por questões de saúde mental cresceram cerca de 15% em 2025 em relação a 2024

Apenas 5% dos casos estão diretamente ligados ao trabalho

Estudos de longo prazo, como o de Harvard, indicam que relações de qualidade são fator-chave para bem-estar e longevidade

A hiperconexão e o uso excessivo de telas estão associados ao aumento de ansiedade e sensação de sobrecarga

Não é mais só sobre não sofrer, mas sobre buscar aquilo que a gente pode chamar de felicidade.”

Muriana Muccillo Psicóloga e psicanalista

A gente não troca de ‘caixinha’. Leva para o trabalho o que vive em casa e vice-versa.”

Danielle, o adoecimento não pode ser atribuído a um único fator, já que atravessa diferentes dimensões da vida.

Na prática, essa visão reforça a dificuldade de separar o pessoal do profissional — uma tentativa comum, mas pouco realista. “A gente não troca de ‘caixinha’. Leva para o trabalho o que vive em casa e vice-versa”, afirma. Diante disso, ela destaca a importância de desenvolver consciência sobre os próprios limites e estabelecer prioridades. Saber o que é negociável e o que é inegociável, segundo a especialista, é um passo fundamental para reduzir a sobrecarga.

Esse processo, no entanto, passa por um desafio frequente: a dificuldade de desagradar. “Dizer ‘não’ ainda é muito difícil, porque queremos pertencer, agradar, ser aceitos”, observa. Para Danielle, reconhecer as diferentes fases da vida também é essencial. Há momentos em que a carreira exige mais, outros em que a família demanda atenção — e o equilíbrio está justamente na capacidade de fazer escolhas possíveis dentro de cada contexto.

Outro ponto de alerta está no chamado “piloto automático”, comportamento cada vez mais comum em uma rotina

hiperconectada. “A gente acha que não tem tempo, mas passa horas nas redes sociais. São escolhas silenciosas que impactam diretamente na nossa qualidade de vida”, diz. Nesse sentido, ela propõe a prática da “pausa consciente”, conceito da psicologia positiva que convida a desacelerar e perceber o presente. “É nesse momento que a gente sai do excesso de passado, que pode levar à depressão, e do excesso de futuro, ligado à ansiedade.”

Danielle Harth Gestora de bem-estar

Outono acende alerta para doenças respiratórias

Variações de temperatura, ambientes fechados e imunidade em desenvolvimento aumentam casos.

Especialista destaca importância da prevenção

Achegada do outono e as oscilações de temperatura típicas da estação trazem um impacto direto na saúde respiratória das crianças. A combinação entre ar mais frio, ambientes fechados e um sistema imunológico ainda em formação cria o cenário ideal para o aumento de infecções, principalmente virais.

Segundo a pediatra e pneumologista pediátrica Valquíria Schroder, a mudança brusca de temperatura interfere diretamente nas defesas naturais do organismo. “A variação do quente para o frio pode causar uma espécie de paralisia dos cílios respiratórios, que são responsáveis por eliminar vírus e bactérias”, explica. Com a redução dessa função, o corpo passa a ter mais dificuldade em expulsar agentes infecciosos. Além disso, a própria queda de temperatura pode estar associada a uma diminuição da imunidade, especialmente nas crianças menores. “O sistema imunológico infantil ainda está em construção. É como uma parede que vai recebendo tijolos ao longo

do tempo”, compara a médica.

Por isso, episódios frequentes de resfriados e gripes são esperados nessa fase da vida.

Outro fator que contribui para o aumento dos casos é o comportamento típico dos dias mais frios. Com mais tempo em ambientes fechados e menos circulação de ar, a transmissão de vírus se intensifica, especialmente em creches e escolas.

Nas últimas semanas, conforme relata a especialista, houve uma mudança no perfil dos atendimentos. “Agora, a maioria dos casos já é respiratória”, afirma, destacando que, embora outras doenças virais ainda circulem, como gastroenterites e síndrome mãopé-boca, as infecções respiratórias passam a predominar.

Diante desse cenário, a atenção dos pais deve ir além dos sintomas mais comuns. Um dos principais sinais de alerta é o esforço respi-

ratório. “Se a criança apresenta afundamento das costelas, do pescoço ou batimento das asas do nariz, é fundamental procurar atendimento de urgência”, orienta.

A febre, por sua vez, nem sempre é motivo de preocupação. Considerada uma resposta natural do organismo, deve ser avaliada dentro do contexto. “Se a criança está bem, ativa e com febre baixa, faz parte do quadro. O importante é observar a evolução”, explica.

No cuidado diário, medidas simples seguem sendo as mais eficazes: hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico e uso de antitérmicos quando necessário. Ainda assim, a prevenção é a principal aliada.

A vacinação, especialmente contra a gripe, é uma das estratégias mais importantes — inclusive para os adultos que convivem com bebês ainda não imunizados.

Sinais de alerta

Respiração acelerada

Afundamento das costelas ou do pescoço

Batimento das asas do nariz

Chiado no peito

Dificuldade para mamar ou se alimentar

Sintomas comuns

Tosse

Coriza

Febre

Congestão nasal

Cansaço

Valquíria Schroder, pediatra e pneumologista pediátrica

“Ao se vacinar, os pais reduzem o risco de transmitir o vírus para a criança”, reforça. Outro avanço recente é a imu-

Saiba mais

Infecções respiratórias estão entre as principais causas de atendimento pediátrico no outono e inverno O vírus sincicial respiratório é um dos maiores responsáveis por internações em bebês

A vacina contra influenza é indicada a partir dos 6 meses de idade

Crianças podem ter vários episódios de resfriado por ano — o que é considerado normal durante o desenvolvimento da imunidade

Como prevenir

Manter vacinação em dia

Higienizar as mãos com frequência

Realizar lavagem nasal com soro fisiológico

Garantir boa alimentação e sono

Evitar contato com pessoas gripadas

nização contra o vírus sincicial respiratório, principal causador de bronquiolite e de internações em bebês. Embora não elimine totalmente os casos, a tendência é de redução nas formas mais graves da doença.

Com a chegada do outono, aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças exige atenção
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Comer bem na correria: é possível, sim

Em meio à rotina acelerada, a alimentação muitas vezes acaba ficando em segundo plano. A falta de tempo, somada ao cansaço do dia a dia, favorece escolhas rápidas, mas nem sempre nutritivas. É nesse cenário que entra a importância de estratégias simples, que tornem o comer bem algo viável e sustentável.

Preparações práticas, como muffins salgados, overnights, são exemplos de como é possível unir conveniência e qualidade nutricional. Feitos com ingredientes acessíveis e versáteis, eles permitem incluir fontes de proteína, fibras e vegetais em uma única refeição, contribuindo para maior saciedade e melhor controle da fome ao longo do dia.

Além disso, ter opções prontas ou semi-preparadas ajuda a reduzir a dependência de alimentos ultraprocessados, que costumam ser mais calóricos e menos nutritivos. Pequenas atitudes, como dedicar alguns minutos para preparar lanches da semana ou deixar alimentos já organizados, fazem diferença real na construção de hábitos mais saudáveis.

RECEITA

Muffin salgado de legumes

INGREDIENTES:

2 ovos

1/4 de xícara de leite

2 colheres de sopa de aveia (ou farinha de aveia)

1/2 cenoura ralada

2 colheres de sopa de abobrinha ralada (bem espremida)

1 colher de sopa de queijo (opcional)

Sal, pimenta e temperos a gosto

Sal a gosto

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes até formar uma massa homogênea. Distribua em forminhas (de silicone ou untadas) e leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 15 a 20 minutos, ou até firmar e dourar levemente.

Receitas como muffins salgados são versáteis, fáceis de transportar e podem ser adaptadas com os ingredientes que você já tem em casa. Além disso, combinam proteínas, fibras e vegetais em uma única porção, promovendo mais saciedade ao longo do dia.

Overnight oats (aveia de geladeira)

3 colheres de sopa de aveia

1 colher de sopa de chia

1 pote de iogurte natural (ou vegetal)

1/2 xícara de leite (ou bebida vegetal)

1 fruta picada (banana, morango, maçã…)

Canela a gosto

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes em um pote com tampa, leve à geladeira por pelo menos 4 horas (ou durante a noite) e, no dia seguinte, está pronto para consumir.

Novas terapias alteram tratamento da obesidade enquanto casos avançam

Com o RS liderando a prevalência no país, o cirurgião bariátrico e especialista em emagrecimento Diego Baldissera reforça um ponto inegociável no combate à doença, a mudança de hábitos

OMinistério da Saúde acende um alerta. O Rio Grande do Sul lidera a prevalência de obesidade entre adultos no país. Dados recentes indicam que um em cada quatro gaúchos convive com a doença. Nas capitais brasileiras, a taxa mais que dobrou desde 2006, com crescimento de 118%.

Projeção da World Obesity Federation é ainda mais preocupante. Até 2030, mais de 119 milhões de brasileiros estarão acima do peso. Um cenário que amplia o risco para doenças crônicas e diferentes tipos de câncer e que também tem transformado a prática médica. A alta sustentada dos casos impulsiona pesquisas, amplia protocolos e incorpora novas abordagens terapêuticas no manejo da obesidade. Para o cirurgião bariátrico e especialista em emagrecimento Diego Baldissera (CRM RS 31314 / RQE 39986), o tratamento varia conforme o grau do quadro.

“Em situações menos avançadas, é possível adotar tratamento clínico, com acompanhamento profissional e intervenções não cirúrgicas. Já nos quadros em que há indicação específica, a cirurgia bariátrica passa a ser a alternativa mais adequada”, explica.

Tratamento clínico

Em casos de sobrepeso e obesidade grau 1, a conduta inicial mais indicada costuma ser clínica. Reeducação alimentar, atividade física, acompanhamento multiprofissional e, quando necessário, o uso de medicações fazem parte da estratégia. Nesse contexto, ganharam espaço as chamadas “canetas emagrecedoras”.

O balão intragástrico, que por anos foi uma das principais alternativas não cirúrgicas, hoje já não ocupa o mesmo protagonismo. A perda de peso obtida com o método é semelhante à alcançada com medicamentos como o Ozempic.

Com a chegada de novas medicações e a ampliação das opções já protocoladas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o cenário mudou de forma significativa.

Fármacos mais recentes, como o Mounjaro, passaram a apresentar resultados superiores aos do balão. Estudos apontam perdas de peso próximas de 24%.

Em comparação, mesmo em centros de referência, o balão costuma proporcionar reduções em torno de 15%.

“Quando se compara um procedimento invasivo, que ainda

exige uma nova intervenção para retirada do balão, com uma medicação semanal que entrega resultados superiores, não parece coerente optar pelo processo cirurgico”, avalia o especialista.

Mudança de hábitos

Apesar da eficácia das medicações, Baldissera faz um alerta importante: tratase de fármacos que atuam em diferentes sistemas do organismo e exigem acompanhamento médico próximo.

E há um ponto que nenhuma estratégia substitui. “Nosso corpo tem uma memória e uma tendência natural a retornar ao estado anterior. É uma luta constante, por isso é preciso vigilância permanente”, afirma.

Segundo ele, sem mudança de comportamento, alimentação e rotina, as chances de sucesso a longo prazo diminuem consideravelmente — seja com medicação ou cirurgia.

“O caminho já trilhado nós conhecemos e sabemos onde ele leva. Se seguirmos exatamente por ele, o destino será o mesmo. A mudança de hábitos é uma das informações mais importantes dentro de qualquer tratamento para obesidade”, conclui.

A mudança de hábitos é uma das informações mais importantes dentro de qualquer tratamento.”

Diego Baldissera cirurgião
O quadro é caracterizado pela dilatação e tortuosidade anormal das veias superficiais
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