Quarta-feira, 18 de março de 2026 | Ano 23 - Nº 4057 | R$ 5,00
Resistente a herbicidas e de rápida disseminação, planta compromete produção e pressiona custos. Um dos maiores desafios ocorre na safra de soja, cultura que além de acabar sufocada pela planta, tem maior restrição na aplicação de produtos. PÁGINA | 16
Região busca verba federal
Defesa Civil Nacional sinaliza até R$ 100 milhões para recomposição da ferrovia
Em meio ao avanço na obra de reforma dos primeiros 16 quilômetros do Trem dos Vales, de Muçum a Vespasiano Corrêa, a sinalização federal de aporte conveniado com a Defesa Civil Nacional entre R$ 60 milhões até R$ 100 milhões, faz com que prefeitos da parte alta do Vale e da Serra, junto
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
PL de olho nas eleições
Partido Liberal avalia nomes em Lajeado para corrida à Assembleia Legislativa.
com a Associação dos Municípios de Turismo (Amturvales), elaborem o projeto e confirmem o repasse. É preciso comprovar os danos das inundações, o potencial econômico e o formato do convênio, se entre cidades onde passam os trilhos danificados ou por meio do Consisa.
OPINIÃO | VINI BILHAR
Sicredi abre assembleia digital Associados definem coordenadores de núcleo e a destinação de recursos.
PÁGINA | 3
OPINIÃO | LUCIANE FERREIRA
Ação em prol da bacia do Taquari
Voluntários se únem pela limpeza das margens em iniciativa no sábado, 21.
Com alta de quase 25% em 12 meses, chocolate pressiona o bolso das famílias em Lajeado. Supermercados exibem estoques menores e preços mais altos: ovos de 100g variam de R$ 27,06 a R$ 74,90. Produtos com brindes podem chegar a R$ 129. A estratégia do varejo é trabalhar com estoque fechado, enquanto consumidores selecionam compras e priorizam a tradição da Páscoa.
Entre o avanço e a cautela
Apossível retomada do Trem dos Vales em seis meses, no primeiro trecho de 16 quilômetros, entre Muçum e Vespasiano Corrêa, coloca pressão sobre o governo federal. Detentor do patrimônio ferroviário, esteve dois anos na inércia sobre o futuro da Malha Sul. Entre debates, estudos e possibilidades da futura concessão, houve um lapso concreto de medidas efetivas.
Entre o entusiasmo e a cautela, a diferença está na execução. O Vale tem um compromisso de ser preciso nesse projeto, para transferir a responsabilidade para quem prometeu o recurso”
Nesse vácuo, o governo do Estado agiu, construiu uma alternativa junto com líderes regionais, e garantiu R$ 6 milhões. Valor modesto frente a todos os danos em 700 quilômetros de ferrovias gaúchas, mas um sinal. O governo federal sinalizou, em fevereiro, a possibilidade de um recurso entre R$ 60 milhões até R$ 100 milhões. Até que ponto é real ou promessa de ano eleitoral? Agora, prefeitos e representações do setor turístico buscam viabilizar esse projeto mais amplo, que prevê a recomposição dos 46 quilômetros do trem dos vales, além da expansão até Santa Tereza, na entrada da Serra. Projetos dessa magnitude exigem enquadramento técnico rigoroso, definição clara de execução e cumprimento de requisitos legais. O aporte viria da Defesa Civil Nacional. Por isso, agora é elaborar um projeto estruturado, com comprovação de dano e modelo de convênio definido. Caso contrário, se torna mais um balão de ensaio para manter o assunto ferrovia nos holofotes. Entre o entusiasmo e a cautela, a diferença está na execução. O Vale tem um compromisso de ser preciso nesse projeto, para transferir a responsabilidade para quem prometeu o recurso.
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Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke
AndriellySantos,25,revisita umapaixãoquenasceu aindanainfância,entre brincadeiras,dublagens eaimaginaçãodeser outraspersonagens.Na adolescência,elapercebeu queoteatropoderiadeixar de ser um sonho distante parasetornarprofissão. Desdeentão,constrói trajetóriamarcadapela dedicaçãoeenvolvimento com diferentes áreas das artes cênicas
Jéssica R Mallmann jessica@grupoahora.net.br
Em que momento você resolveu tornar esse amor uma profissão?
Foi bem na época do ensino médio, quando percebi que poderia me tornar uma atriz profissional. Que o sonho era muito mais palpável do que eu imaginava, pois, até então, eu achava que era muito longe. Que trabalhar com o teatro era algo absurdamente distante e impossível de acontecer. Mas quanto mais fui me aprofundando, mais fui me apaixonando e me interessando pelo teatro como um todo - que é muito além de atuar. É figurino, cenografia, luz, som… Quando criança , brincava que era uma atriz e colocava os filmes da Barbie e me imaginava sendo a personagem.
O que você sente no momento em que entra em cena?
O nervosismo e o frio na barriga sempre existem, não importa quanto tempo de carreira tenha. E isso
significa que tu continua sentindo paixão pelo que está fazendo. E acho que é normal a gente sentir esse nervosismo. Mas isso é tudo antes. A partir do momento que coloco o pé no palco, não há mais nada além dele. O que está acontecendo ali no momento é a verdade absoluta, daí não é mais a Andrielly é a personagem. Acho muito legal que posso viver várias vidas sem precisar sair do meu corpo.
Como você se prepara para dar vida a um personagem?
A preparação para um personagem é algo que acontece meses antes da apresentação. Independente do personagem a gente faz um laboratório e pesquisa sobre ele. Ouve do diretor e roteirista o que querem e qual ideia de como eles querem que o personagem seja. Vou colocar a minha pitadinha ali. Vou sempre estar procurando o diretor e roteirista para entender se estou entendendo o que eles querem passar.
Como está sendo fazer parte do projeto Leia?
Uma curiosidade que sempre conto para as pessoas é que, quando eu estava fazendo a
preparação para a voz da Nara, fiquei de sete a oito horas assistindo vídeos da capivaras na internet para entendê-las. Eu entro em um modo “foco total” quando pego a personagem para fazê-la do zero. Só de assistir capivarinhas, fui pegando alguns “tiques”, a exemplo da maneira como elas tentam se comunicar. E para fazer a Ame Mória, que é a contadora de histórias, é um pouco mais abrangente. Posso fazer algo mais lúdico. Então, peguei várias referências de contadores de histórias e coloquei a minha própria personalidade. Fazer parte deste projeto foi uma virada de chave na vida.
É preciso “dom” para ser atriz/ ator ou é algo que pode ser desenvolvido?
É preciso dedicação e vontade de estar no palco. Não é fácil começar, mas é algo que pode sim ser desenvolvido. O teatro abre portas. O conselho que eu daria é: vai com medo mesmo. O negócio é dar o primeiro passo. Para ser ator, tu tem que ter dedicação, não precisa necessariamente faculdade, pode fazer cursos gratuitos, oficinas. Dê uma chance para o teatro, ele só vai agregar coisas positivas na tua vida.
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Contatos
Arecuperação do Trem dos Vales avança em duas frentes. Uma em execução, com obras no trecho entre Muçum e Vespasiano Corrêa. A outra se organiza em Brasília, onde prefeitos da região buscam garantir recursos federais para recompor todo o percurso ferroviário e ampliar o projeto turístico.
As intervenções começaram pelo trecho mais viável. São 16 quilômetros com R$ 6 milhões do governo do Estado. As equipes atuam na limpeza da via e retirada de entulhos. Em seguida, começa a preparação da base para recolocação dos trilhos. Segundo o presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, o cronograma prevê seis meses de trabalho até a liberação do trecho. A partir disso, começa a organização para retomada dos passeios turísticos.
“No período emergencial das enchentes, a ferrovia ficou em segundo plano. Agora, há um ambiente positivo para buscar recursos e colocar o projeto completo em execução”, acredita.
Ao todo, são cinco frentes de trabalho em etapas diferentes, desde a limpeza e serviços de máquinas até a logística de materiais, instalação dos trilhos e emissão de laudos de segurança. Cerca de 30 profissionais atuam na recomposição.
Em paralelo, a concessionária Rumo trabalha na recuperação de uma ponte de pequeno porte em Vespasiano Corrêa, onde os trilhos saíram do alinhamento durante as enchentes. O traçado original do Trem dos Vales liga Guaporé a Muçum, em um total de 46 quilômetros. A escolha dos 16 quilômetros iniciais se deu tanto por critérios técnicos quanto operacionais, funcionando como projeto-piloto para avaliar custos, modelo de operação e viabilidade de ampliação do percurso.
Ampliar passeios
Enquanto a primeira fase avan-
FERROVIA TURÍSTICA
Retomada do trem avança e municípios buscam expansão
Primeira etapa para retomar passeios inicia cronograma enquanto prefeitos e Amturvales articulam projeto na Defesa Civil Nacional para recompor toda a malha de 46 km do Trem dos Vales e incluir novo roteiro entre Santa Tereza e Guaporé
ça, prefeitos da região articulam uma segunda etapa mais ampla: a recuperação completa, incluindo a ligação até Guaporé e novos trechos em Santa Tereza.
O projeto prevê investimento entre R$ 60 a R$ 100 milhões, com recursos da Defesa Civil Nacional. A proposta surgiu a partir de compromissos de gestores da região em Brasília no mês passado.
Conforme a prefeita de Santa Tereza, Gisele Caumo, a possibilidade ganhou forma há cerca de duas semanas, em reunião no município, durante atividades da Secretaria Nacional da Reconstrução.
O secretário, Maneco Hassen, junto com o ex-ministro e atual
deputado federal, Paulo Pimenta (PT), e com representantes da Defesa Civil Nacional, confirmaram a possibilidade de investimento federal na ferrovia.
A principal estratégia agora é enquadrar o projeto como recomposição de patrimônio público afetado pelas enchentes de 2024.
Modelo do convênio e nova atração
Os municípios e a Amturvales discutem o modelo de execução. A Defesa Civil não firma convênios com associações, o que exige definição sobre quem será o responsá-
vel formal pelo contrato. “Há duas saídas. Garantir a recuperação com os recursos disponíveis agora ou esperar a nova concessão ferroviária, sem garantia de interesse. Precisamos apostar no que temos na mão”, destaca Fontana.
A ampliação do projeto inclui a criação de novos produtos turísticos. Um deles é o chamado “passeio do Pão e do Vinho”, ligando Santa Tereza à região de Guaporé. “Provocamos a reunião com a Defesa Civil para viabilizar o projeto completo. Existe recurso, mas é preciso cumprir todos os critérios técnicos. Agora estamos estruturando a elaboração para encaminhar.”
SOBRE A MALHA SUL
• Leilão da Malha Sul previsto para o segundo semestre de 2026;
• Governo federal prevê aporte público entre R$ 1,5 bi e R$ 2 bi para viabilizar o trecho gaúcho;
• Estimativa total de investimentos: R$ 12 bilhões (nos três estados do Sul).
O QUE SERÁ DECIDIDO EM 2026
• Formato final da concessão (três lotes ou blocos integrados);
• Volume real de aporte público;
• Responsabilidades da União e da concessionária na recomposição da malha;
• Condições de outorga e metas de modernização.
Segundo ela, o trecho entre Santa Tereza e Roca Sales apresenta menor nível de dano estrutural, o que facilita a recuperação. A intenção é que o passeio ocorra, mesmo que de forma sazonal. “Já temos a Rota do Pão e do Vinho. Por que não integrar isso ao trem? Talvez não de forma contínua, mas em períodos específicos”, diz. O modelo de convênio será um dos temas debatidos em reunião da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Avat), marcada para sexta-feira, em Santa Tereza.
Defesa técnica
Para viabilizar o acesso aos recursos federais, a Amturvales e os municípios iniciam um levantamento sobre o impacto econômico do Trem dos Vales.
O diagnóstico deve reunir dados sobre geração de emprego, movimentação financeira e impacto no turismo regional. Entre 2019 e 2023, mais de 112 mil turistas passaram pelo passeio ferroviário.
VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Último passeio ocorreu em 2023. Entre 2019 e 2024, mais de 112 mil turistas fizeram o percurso de 46 km
ELEIÇÕES 2026
PL terá candidato a deputado estadual em Lajeado
Odiretório do Partido Liberal (PL) de Lajeado está decidido: vai indicar um précandidato a deputado estadual. A sigla possui quatro nomes com maior destaque público: os vereadores Luís Benoitt, Neco dos Santos e Mano Pereira, e o suplente de vereador e relator da CPI das Obras, Ramatis de Oliveira. Por ora, e isso ainda é assunto nos bastidores, dois nomes se sobressaem entre os representantes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por ora, reforço, Benoitt e Ramatis largam na frente nesta
disputa interna por mais lugar ao sol. E Benoitt está um pouco à frente. O ex-secretário de Meio Ambiente tem circulado pela região para angariar apoio de correligionários e vereadores de cidades vizinhas. Recentemente, visitou agentes em Estrela e Cruzeiro do Sul, e nesta semana ainda visita as cidades de Santa Clara do Sul, Marques de Souza e Colinas. Não será tarefa fácil, todos sabem. Além de disputar votos com os demais pré-candidatos do Vale do Taquari, o futuro candidato do PL também vai precisar de votos em outras regiões.
PODEMOS EM LAJEADO
Cota de gênero derruba outro vereador
A história se repe tiu e, pela segunda legislatura consecu tiva, um vereador da principal cidade do Vale do Taquari é cassado em função de proble mas dos respectivos partidos com a chama da “cota de gênero”, que exige um número mínimo de 30% para candidaturas femininas ou masculinas – geral mente as siglas utilizam 70% para homens e reservam os 30% às mulheres. O primeiro caso foi confirmado em outubro de 2024, com a cassação de Adriano Rosa (PSB). E ontem o Tribunal Regional Eleitoral confirmou a decisão em primeira instância e cassou Antônio Oliveira (Podemos). É uma pena. Ambos conquistaram os votos necessários, mas foram cassados por erros de terceiros. Em tempo, a vaga do Podemos será ocupada pelo PSDB. E o PSDB, diferentemente do Podemos, é aliado ao governo municipal. E a vaga tende a ser assumida pelo suplente Ildo Salvi (PSDB).
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
OPERAÇÃO LAMAÇAL
Joanete é liberada para retornar à câmara
Afastada de forma cautelar da câmara de Encantado, a vereadora Joanete Cardoso (PSDB) foi liberada pela justiça para retornar ao plenário. Ela já prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Lamaçal e, pelo jeito, os indícios de irregularidades foram justificados. Além disso, ela admitiu a incompatibilidade ao manter o cargo público e uma função exercida na empresa Arki, já que a Arki possui contrato com o governo municipal. Ela pediu demissão da Arki. Já em Lajeado, ainda segue em vigor o afastamento cautelar da Secretária de Serviços Urbanos, Elisete Mayer.
PLANOS PARA 2030
Prefeita fica até o fim do mandato. E aguarda visita do governador
Gisele Caumo (PP) confirma: não vai concorrer a deputada estadual em 2026. Portanto, ela fica à frente do município até o fim do segundo mandato. No entanto, ela deixou claro que pretende concorrer à assembleia em 2030. Antes isso, deve trocar de partido (o PSD pode ser o caminho) e possivelmente assumir cargo no alto escalão de uma cidade maior na Serra Gaúcha. Mas, e antes de tudo isso, a prefeita reeleita convida a população regional para a 3ª ExpoSanta, que ocorre neste fim de semana, e aguarda a visita do governador Eduardo Leite (PSD) na próxima segundafeira para a entrega de 24 casas populares às vítimas da trágica enchente de 2024.
Trojan sinaliza renúncia nos próximos dias
Prefeito reeleito de Muçum, Mateus Trojan (MDB) publicou uma instigante mensagem nas redes sociais e sinaliza para um movimento já confirmado por ele faz alguns meses. “Essa será uma das últimas terças de atendimento ao público como prefeito de Muçum. Serei eternamente grato ao carinho e conexão que tenho com a nossa gente”, escreveu o pré-candidato a deputado estadual, que precisa deixar o cargo até o dia quatro de abril para respeitar o calendário eleitoral e ter direito a concorrer em outubro. A partir de agora, só resta saber se ele permanece no MDB ou pula ao PSD.
MELHORIAS NA UPA
Univates convoca vereadores. Mas nem todos comparecem
A área da saúde, em qualquer município, estado ou nação, é a mais delicada do setor público. Tratar as dores do cidadão demanda boa dose de expertise, consciência social, responsabilidade, profissionalismo, investimento alto, capacitação contínua, respeito e empatia. Mais do que isso. Demanda constante diálogo entre os entes, entidades e fiscalizadores. Dito isso, é compreensível que nem sempre a consulta satisfaz o contribuinte. É assim no setor privado, inclusive. E no mundo todo, reforço. Pois bem. Devemos aceitar pacificamente os eventuais problemas? Claro que não. E foi por isso que a Univates, hoje responsável pela gestão com-
partilhada dos postos de saúde e da UPA, convocou os 15 vereadores de Lajeado para compreender as recentes queixas e explicar as mais variáveis complexidades do sistema de saúde pública lajeadense. E mais do que isso. O encontro realizado nessa segunda-feira também serviu para a universidade apresentar as mudanças já efetivadas a partir das queixas e/ou novas demandas. Um momento importantíssimo à saúde dos lajeadenses, mas que infelizmente não foi prestigiado por todos os vereadores. Cada qual com seus motivos, imagino eu. E isso faz parte do jogo. Menos mal que a maioria compareceu!
Moradores do São Bento cobram obra em acesso à rua Érico Weber
Trecho na ligação com a Carlos Spohr Filho concentra acidentes e leva associação a pressionar município por intervenção
LAJEADO
Um dos acessos mais movimentados do bairro São Bento voltou ao centro das cobranças de moradores e lideranças comunitárias em Lajeado. A entrada para a rua Érico Weber, a partir da Carlos Spohr Filho, é apontada como um ponto crítico de trânsito, com registro de acidentes frequentes e dificuldade de conversão para quem precisa cruzar a via. A situação se agrava pelo fluxo intenso de veículos no trecho, usado tanto por moradores do São Bento e do Floresta quanto por motoristas que se deslocam entre Santa Clara do Sul, Cruzeiro do Sul e a área urbana de Lajeado.
No local, condutores precisam reduzir ou parar sobre a pista para acessar a rua lateral, o que aumenta o risco de colisões.
Dificuldades na conversão
Morador do bairro, Ivan Hagemann afirma que o principal problema está justamente na travessia. Segundo ele, quem tenta entrar na Érico Weber
vindo pela Carlos Spohr Filho precisa esperar uma brecha no trânsito em meio ao movimento constante. “O pessoal vem da Carlos Spohr Filho para acessar a rua Érico Weber e é obrigado a parar em cima da pista. Alguns param no acostamento, porém, na hora de atravessar a via, como tem muito fluxo, acabam se passando e ocasiona muitos acidentes”, relata.
De acordo com ele, a preocupação dos moradores não é recente. Além de colisões com danos materiais, o ponto já registra acidentes graves. “Já ocorreram dois óbitos. Então é uma situação bastante crítica”, afirma. Na última sexta-feira, 13, mais um acidente foi registrado no local, desta vez envolvendo um motociclista. Conforme os moradores, a vítima sofreu ferimentos leves.
Administração atualiza moradores
A cobrança por uma solução mobiliza a associação de moradores do bairro. Presidente da entidade, Magnus Lunges afirma que a demanda foi levada diretamente à prefeita Gláucia Schumacher em reunião ocorrida no último no dia 11. Segundo ele, a resposta do Executivo é de que o projeto da obra já está concluído e com orçamento definido. “Foi passado para nós que o projeto desta rótula já está pronto e orçado. Foi feita uma suplementação do recurso para que a obra possa ser feita”, diz. Conforme a informação recebida pela associação, o investimento previsto é de R$ 361 mil.
O pessoal vem da Carlos Spohr Filho para acessar a Érico Weber e é obrigado a parar em cima da pista.”
Ainda segundo Magnus, a prefeitura indicou que a liberação formal do recurso ocorreria por decreto, permitindo a abertura do processo licitatório.
A intervenção mais aguardada pelos moradores é a implantação de uma rotatória no acesso à Érico Weber. Para Ivan, a mudança pode reduzir a velocidade dos veículos na Carlos Spohr Filho e organizar melhor a entrada para a rua do bairro. “O projeto já está pronto há bastante tempo. Serão feitas alterações nesse acesso e acredito que seja de grande valia, porque vai reduzir a velocidade do pessoal que passa pela Carlos Spohr Filho”, afirma.
A avaliação da comunidade é de que a obra tem custo relativamente baixo diante do ganho em segurança viária. Enquanto a licitação não sai do papel, moradores sugerem medidas que possam mitigar os problemas no trânsito, entre elas estão a instalação de placas no local.
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
IVAN HAGEMANN MORADOR DO BAIRRO
FABIANO LAUTENSCHLÄGER
Sete cidades do Vale estão entre as que mais aqueceram no país
Colinas, Imigrante e Westfália lideram ranking nacional com aumento superior a 5 °C nas últimas duas décadas. Especialistas alertam para impactos na agricultura, nas cidades e na economia. Tendência é de expansão das ondas de calor
Um levantamento feito pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) acende um alerta climático no Vale do Taquari. Sete cidades da região aparecem entre os municípios que registraram maior aumento de temperatura em todo o Brasil. A elevação média supera 5°C nos últimos 20 anos, com impactos diretos na rotina da população.
Colinas surge em segundo lugar no ranking nacional, atrás somente de Macaé, no Rio de Janeiro. A elevação da temperatura no município chegou a 5,3°C em duas décadas. Na sequência figuram Imigrante e Westfália, ambas com alta de 5,1°C. Entre as dez cidades do Brasil com maior elevação de calor ainda aparecem Teutônia, Arroio do Meio, Estrela e Roca Sales.
Outros municípios do Vale do Taquari integram as primeiras posições no estudo, o que reforça
a presença da região entre as áreas com maior aquecimento registrado no estado e também no país. Essas mudanças na temperatura ocorrem por uma combinação de fatores que geram distúrbios na distribuição de energia, avalia o meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),Daniel Caetano Santos. Entre os fatores estão alterações climáticas, expansão urbana, redução de áreas vegetadas e mudanças no uso do solo. “Além de termos o aumento do calor global, percebemos, com este estudo, que algumas regiões estão apresentando um comportamento mais intenso e podem ser mais afetadas do que em outros locais”, diz o especialista.
Quantos aos impactos, o meteorologista alerta para possibilidades de tempestades mais intensas e ondas de calor mais fortes e duradouras, o que afeta o conforto térmico e impulsiona o consumo energético. Do aspecto social, ele destaca, a alta das temperaturas podem ocasionar consequências em atividades econômicas locais, sobretudo na agricultura.
Como reduzir os efeitos
Impacto nas atividades
A elevação das temperaturas traz reflexos diretos na rotina da população e em setores como agricultura, abastecimento de água e saúde pública. Os impactos são percebidos, principalmente, nas atividades agrícolas. Segundo o gerente regional adjunto Emater/ RS-Ascar, Carlos Lagemann, são
observadas quedas no potencial das safras desenvolvidas a partir de dezembro.
“Considerando que as altas temperaturas ocorrem no verão, e as culturas desenvolvidas nesta estação em maior extensão são o milho e a soja, temos o risco de prejuízos nestas ondas de calor, especialmente quando ocorre escassez de chuvas. Mas temos a presença da horticultura em desenvolvimento na região, que possui sensibilidade ao excesso de insolação”, explica.
O gerente explica que tanto a produção de culturas quanto a criação de animais exigem uma temperatura ideal. “O calor faz com que as plantas gastem energia com mecanismos de proteção contra perda excessiva de água. Também temos bacia leiteira, com base da produção em raças europeias que encontram conforto nas estações frias e sofrem estresse com altas temperaturas.”
A busca pela sobrevivência da atividade agropecuária na região, segundo Lagemann, tem desafiado produtores e técnicos a planejar épocas de plantio, escolha de espécies e melhorar a condição do solo de cultivo para que possa aumentar a capacidade de armazenagem de água para as plantas e instalar sistema de irrigação.
Ele destaca a implementação de programas de Estado para minimizar os impactos das altas temperaturas, como o Terra Forte, que busca melhorias na estrutura de solo, e o Irriga+RS que por meio do Supera Estiagem subsidia parcialmente projetos de Irrigação. “Muitos produtores buscam recursos para melhorar os meios de produção e garantir sucesso nas colheitas”, diz.
Tendência de aumento
A tendência de aquecimento deve persistir nos próximos anos. “Os estudos apontam que estamos em um momento de escalada. Ainda não sabemos qual o momento de estabilização, nem de todas as consequências que ainda pode acontecer”, frisa o meteorologista. A adoção de políticas de adaptação climática
Expansão urbana e diminuição de áreas verdes causam ondas excessivas de calor na região
Municípios com maior aumento na temperatura
1º: Macaé/RJ: 5,7°C
2º: Colinas: 5,3°C
3º: Imigrante: 5,1°C
4º: Arambaré/RS: 5,1°C
5º: Westfália: 5,1°C
6º: Teutônia: 5°C
7º: Arroio do Meio: 5°C
8º: Estrela: 4,9°C
9º: Roca Sales: 4,9°C
10º: Rio das Ostras/RJ: 4,8°C
11º: Lajeado: 4,7°C
18º: Fazenda Vilanova: 4,5°C
19º: Paverama: 4,5°C
33º: Bom Retiro do Sul: 4,1°C
35º: Cruzeiro do Sul: 4°C
O que explica a mudança no Vale do Taquari
- Presença de vales e áreas cercadas por morros pode dificultar a circulação do ar em determinados períodos, o que favorece a concentração de calor.
- Expansão das cidades amplia áreas pavimentadas e construídas. Superfícies como asfalto e concreto absorvem e liberam calor com mais intensidade.
- Diminuição de áreas verdes reduz o efeito natural de resfriamento
- Alterações na ocupação territorial modificam o equilíbrio entre umidade, solo e atmosfera
- Aumento da temperatura média do planeta intensifica fenômenos climáticos regionais e amplia a frequência de extremos de calor
surge como estratégia para reduzir impactos. Em Estrela, por exemplo, a gestão avança com a implantação do projeto Verde Urbano. A primeira etapa contempla a parte central da cidade por meio da requalificação urbana, com implantação de biovaletas, canteiros e jardins de chuva, que evitam alagamentos minimizam efeitos climáticos, como a elevação das temperaturas.
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
FELIPE NEITZKE/ARQUIVO
FONTE: CEMADEN
PÁSCOA MAIS CARA
Chocolate encarece, varejo ajusta estoques e cliente busca opções
Com alta próxima de 25% no último ano, avanço do cacau pressiona preços e leva consumidores a escolhas mais criteriosas na Páscoa
VALE DO TAQUARI
Amenos de 20 dias da Páscoa, uma das datas mais relevantes para o comércio, o ambiente nos supermercados revela um cenário distinto. Os expositores, antes tomados por ovos de chocolate em abundância, agora exibem uma curadoria mais enxuta, e, por consequência, preços mais elevados do que no ano passado.
Nos últimos 12 meses, o chocolate registrou alta acumulada próxima de 25%, impulsionada pela valorização do cacau no mercado internacional, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variação supera a inflação média do período e posiciona o produto entre os alimentos com maior impacto no orçamento das famílias.
Em Lajeado, o encarecimento é perceptível e reforça a necessidade de pesquisa entre diferentes estabelecimentos. Os ovos tradicionais, sem brindes, apresentam variações relevantes de preço conforme o peso. As opções de 100g partem de R$ 27,06 e podem alcançar R$ 74,90, enquanto os produtos de 200g
SANDRA
KOEFENDER
APOSENTADA
A gente acaba selecionando mais. Não dá para comprar para todo mundo como antes.”
variam entre R$ 24,99 e R$ 69,90. Na sequência, unidades de 300g oscilam de R$ 77,99 a R$ 99,99. Já entre os produtos com
brinquedo, o tíquete é ainda mais elevado, e um ovo de 150 gramas com brinde pode atingir cerca de R$ 129, consolidando a percepção de uma Páscoa mais seletiva.
Ajuste da indústria
A matriz do STR Supermercado, em Lajeado, recebeu cerca de 4,6 mil unidades de ovos de Páscoa, já integralmente expostas, e não prevê reposição ao longo da temporada. Segundo o gerente Ederson Daniel Weber, a estratégia é operar com estoque fechado.
A demanda tende a se concentrar na semana que antecede a data, embora já haja procura direcionada por itens específicos. Entre os produtos mais buscados, Weber destaca os ovos infantis, sobretudo aqueles que incluem brindes como fones de ouvido. Apesar do cenário de preços mais elevados e oferta mais restrita, a expectativa do varejo é repetir o desempenho do ano passado e esgotar o estoque disponível.
Em relação à diminuição de produtos, o gerente afirma que as indústrias trabalham com projeções baseadas no histórico recente para definir o portfólio e o volume disponibilizado ao mercado.
“A redução no volume de ovos em relação ao ano passado decorre de um planejamento mais cauteloso por parte das companhias, que buscam alinhar a produção ao desempenho de
Preços dos ovos de Páscoa
vendas das edições anteriores. Neste ano, por exemplo, uma das marcas enviou cerca de 10% a menos de produtos”, afirma. Além dos ovos tradicionais, o gerente observa que os consumidores têm direcionado suas escolhas para alternativas mais acessíveis, sem abrir mão do apelo simbólico da data. Ganham espaço itens como bombons, barras de chocolate, cestinhas temáticas e coelhos de chocolate, além dos ovos caseiros, produzidos a partir da compra de ingredientes para preparo doméstico.
Não abre mão de presentear
Entre os consumidores que já realizam algumas compras está a aposentada Sandra Koefender, que afirma não abrir mão da tradição de presentear na Páscoa. Diante dos preços mais elevados, a estratégia tem sido reduzir a quantidade e priorizar a qualidade. Ela conta que costuma comprar principalmente para os netos e familiares mais próximos. “A
100g | R$
Redução no volume de ovos em relação ao ano passado decorre de um planejamento mais cauteloso por parte das companhias.”
gente acaba selecionando mais. Não dá para comprar para todo mundo como antes”, relata. Segundo Sandra, as escolhas são ajustadas conforme o orçamento disponível. “Tem pessoas para quem a gente compra algo mais simples, e outras que acabam recebendo um pouco mais”, diz. Apesar das adaptações, ela descarta abrir mão da data. “Não tem como parar”, resume.
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Nos últimos 12 meses, chocolate registrou alta acumulada próxima de 25%, impulsionada pela valorização do cacau EDERSON
vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Sicredi Integração abre votação digital para assembleia
Os associados da Sicredi Integração RS/MG já podem participar da Assembleia de Núcleos Digital. O acesso está disponível desde às 9h da segunda-feira, 16, pelo site da cooperativa ou pelo aplicativo do Sicredi.
A votação segue aberta até o dia 31 de março. Os participantes podem assistir à gravação da assembleia e votar nas pautas propostas. Entre os temas em deliberação estão a eleição dos Coordenadores de Núcleo.
Também fazem parte da pauta a prestação de contas do exercício de 2025. A distribuição de resultados da cooperativa é outro ponto a ser votado. O Processo Assemblear 2026 teve início em janeiro, com reuniões de alinhamento. Desde 2 de fevereiro, ocor-
rem encontros presenciais com associados nas agências.
As reuniões abrangem unidades do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. A participação dos asso-
ciados é considerada essencial no processo decisório. A etapa final será a Assembleia Geral Ordinária. O encontro está marcado para 16 de abril, em Lajeado.
Tradição e afeto impulsionam trajetória da Vovó Faz Bolo
Na edição desta semana do Conexão APL, a empresária Bianca Trevisol, da Vovó Faz Bolo, compartilhou sua trajetória no empreendedorismo. Há 14 anos no mercado, ela destacou como a marca construiu uma conexão afetiva com os clientes. O cuidado nos detalhes e a atenção às mudanças no perfil do consumidor são diferenciais do negócio. A inovação constante nas linhas de produtos também contribui para a consolidação da marca. Segundo Bianca, a essência da empresa está nas memórias e sentimentos que os sabores desper-
tam. Outro ponto ressaltado foi a importância das relações construídas ao longo da caminhada. Nesse contexto, ela destacou o papel do APL no fortalecimento do negócio. Para a empresária, o arranjo proporciona suporte e desenvolvimento coletivo. O ambiente de networking foi citado como um dos principais benefícios. Bianca participa do APL desde o início e valoriza as conexões criadas. A marca busca unir tradição e inovação em sua proposta gastronômica. Como novidade, a empresa lançará, em abril, um serviço de buffet. A proposta é ampliar a expe-
riência dos clientes, especialmente na temporada de outono/inverno, com as delícias que a culinária perpetua no tempo.
C&A chega ao Lajeado
Shopping e amplia mix de lojas
A Rede Benoit assinou contrato com a C&A para integrar o mix do Lajeado Shopping. O acordo foi firmado na tarde de sexta-feira, 13, e reforça o plano de qualificação do empreendimento. Desde a compra do shopping, em dezembro de 2021, a rede vem promovendo melhorias. Entre as ações estão nova fachada, acesso renovado e espaço de conveniência. Mais de 20 novas lojas também foram incorporadas ao empreendimento. As iniciativas buscam consolidar o shopping como polo de compras no Vale.
Além das obras, eventos gratuitos e promoções têm aproximado a comunidade. A gestão também atraiu marcas como Melissa, Farmácias São João e Quiero Café. A direção destaca o compromisso com investimentos consistentes e planejados. O objetivo é tornar o espaço mais confiável e multifuncional ao público. A proposta é reforçar o papel de principal centro de compras da região. Até o fim do ano, está prevista a troca da operação do cinema. Segundo os diretores, novos projetos seguem em desenvolvimento.
Indicadores
Dólar: R$ 5,19
Ibovespa: 180.058,28
RODRIGO GALLAS
FOTOS DIVULGAÇÃO
CONEXÃO APL
CÂMARA DE LAJEADO
Justiça cassa mandato de Oliveira. PSDB deve herdar cadeira
No entendimento do TRE-RS, Podemos descumpriu a cota de gênero na composição da nominata para o Legislativo nas eleições de 2024
LAJEADO
Uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) interrompe o mandato do vereador Antônio Oliveira (Podemos) na câmara de Lajeado. O julgamento ocorreu nessa terça-feira, 17, em Porto Alegre, e manteve a análise da justiça de Lajeado sobre o caso.
Oliveira foi eleito pela primeira vez em sua carreira política em 2024 com 649 votos. Entretanto, uma solicitação do PSDB apontou irregularidades em uma das candidaturas. Desta forma, a nominata não atende os requisitos impostos pela cota de gênero, que prevê número mínimo de mulheres candidatas. A decisão cabe recurso. A tentativa de reverter a votação unânime do TRE-RS será avaliada nos próximos dias pela defesa.
“Vínhamos tentando reverter
Parlamentar lamentou decisão durante sessão da câmara
esta decisão, mas não logramos êxito. Houve um erro, o partido não recorreu e estou sendo penalizado por decisão de terceiros. A experiência de ser vereador é única! Este microfone tem poder no trabalho de levar a público as demandas da comunidade”, resumiu Antônio em entrevista após comunicar o resultado do julgamento feito pelo TJ-RS no seu espaço na sessão dessa terça.
A decisão precisa ser comunicada de maneira formal ao Legislativo. A partir de então, será efetivado um recálculo nos votos da eleição de 2024. Extraoficialmente, a cadeira fica para o PSDB. O primeiro suplente é Carlos Reckziegel, atual secretário de Cultura, Esporte, Turismo e
A experiência de ser vereador é única!
Este microfone tem poder no trabalho de levar a público as demandas da comunidade”
ANTÔNIO OLIVEIRA VEREADOR CASSADO
Lazer do governo de Lajeado. Ele irá avaliar uma troca de função ou se abre espaço para os próximos suplentes. Paula Thomas (PSDB) é a única eleita até então pelo partido.
Joanete afirma que retornará ao mandato “com tranquilidade e responsabilidade” após decisão judicial favorável
OPERAÇÃO LAMAÇAL
Justiça autoriza retorno de vereadora à câmara
Joanete Cardoso foi afastada do cargo como medida preventiva. Investigação apurava participação da parlamentar num suposto esquema de desvio de recursos federais destinados a Lajeado
ENCANTADO
A vereadora Joanete Cardoso (PSDB) está autorizada a retomar plenamente o mandato na Câmara de Encantado, conforme decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), proferida pelo desembargador Federal Loraci Flores de Lima.
A determinação foi oficialmente comunicada à presidência da câmara nessa terça-feira, 17, por meio de mandado judicial cumprido por oficial de justiça.
A decisão revoga a medida cautelar de afastamento anteriormente imposta, destacando que se tratava de uma medida preventiva, e não punitiva, conforme entendimento consolidado dos tribunais.
O retorno ao cargo foi autorizado considerando a cessação do vínculo da vereadora com a empresa investigada, não havendo mais fundamento jurídico para a manutenção da restrição.
O caso também conta com manifestações favoráveis do Delegado da Polícia Federal responsável pela investigação e do Ministério Público Federal, reforçando a ausência de elementos que indiquem irregularidades na conduta da vereadora no exercício do mandato.
Confiança na Justiça
“Sempre confiei na Justiça e respeitei o trabalho das autoridades. Retorno ao mandato com tranquilidade e ainda mais responsabilidade com a nossa comunidade”, destaca a vereadora.
A Operação Lamaçal investiga o desvio de recursos federais destinados à assistência social após as enchentes de maio de 2024. A investigação aponta fraudes em licitações e pagamentos superfaturados, resultando na prisão temporária do ex-prefeito Marcelo Caumo e de uma empresária em fevereiro.
HENRIQUE PEDERSINI
Henrique Pedersini henrique@grupoahora.net.br
EngeGold aposta em funcionalidade e localização para seus empreendimentos
Projetos como Golden Life, Auge Residence e New Office refletem mudanças no perfil dos moradores e profissionais
jessicamallmann@grupoahora.net.br
Fundada em 2013, a EngeGold Construtora & Incorporadora iniciou suas atividades voltada à engenharia, mas rapidamente ampliou sua atuação no mercado. Em 2015, passou a desenvolver projetos de casas e, em 2017, lançou seu primeiro edifício, no bairro São Cristóvão, em Lajeado. Desde então, a empresa atua na construção de empreendimentos residenciais de médio e grande porte, com foco na qualidade da obra, cumprimento de prazos e atenção aos detalhes. Mais do que erguer estruturas, a EngeGold direciona seus esforços à concepção de espaços que dialoguem com o estilo de vida contemporâneo. E para isso, aspectos como posição solar, ventilação e integração de ambientes são considerados desde as etapas iniciais de planejamento, o que reflete uma preocupação que vai além da obra em si e se estende à experiência de quem irá habitar os imóveis. De acordo com o sócio-proprietário da EngeGold, Guilherme Bianchini, hoje a empresa mantém três empreendimentos em andamento, que juntos somam 174 unidades. “Atuamos com equipe própria para garantir maior controle na execução”. Um dos exemplos é o Golden Life Residence, localizado no centro de Lajeado. O projeto reúne características de modernidade e
funcionalidade, com plantas que variam entre unidades compactas e coberturas, atendendo desde quem busca um espaço mais enxuto até quem prioriza a amplitude.
“Hoje encontramos desde pessoas que querem morar sozinhas, até aquelas que já chegaram numa certa idade, com os filhos bem encaminhados, e precisam de um lugar menor para ficar bem acomodados”, revela a também sócia, Larissa Wathier. Entre os projetos mais recentes da EngeGold, o “New Office” marca a entrada da empresa no segmento comercial. Localizado no bairro Americano, o empreendimento foi planejado para atender profissionais e empresas que buscam visibilidade e estrutura adequada para crescimento. Com nove andares e 35 salas comerciais, que variam de 18 m² a 60 m², o espaço foi desenhado para abrigar desde profissionais liberais até startups, consultórios e escritórios, com foco em versatilidade e funcionalidade.
Já no segmento residencial, o destaque fica também para o Auge Residence, no bairro Hidráulica. O projeto reúne apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios, além de coberturas e salas comerciais, atendendo tanto quem busca moradia quanto investimento.
A proposta inclui uma infraestrutura completa, com coworking, piscina, academia, salão de festas, horta, playground e
ENTREVISTA
• GUILHERME BIANCHINI & LARISSA WATHIER
– sócios da Engegold Construtora
“O principal desafio foi o “fazer acontecer’”
Rogério Wink - Guilherme, tu teve a experiência de construir no litoral gaúcho. Como isso te auxiliou na tua formação?
Guilherme Bianchini - Eu tinha um escritório de engenharia e a gente teve a oportunidade de fazer a administração de obras em Capão da Canoa, nos condomínios fechados. O administrador de obras é o profissional que gerencia tudo, faz os pagamentos, administra as compras e materiais também. Foi uma baita experiência. Comecei novo, com 22 anos já montei a empresa. Mas tive que escolher, ou eu trabalhava lá ou aqui. Por questão de qualidade de vida, viemos para cá.
Wink: Em 2013 vocês montaram as operações da Engegold. Vocês começaram com que tipo de obra?
O diário de um CEO por Steven Bartlett
Na essência de todo sucesso e fracasso, há algumas regras que sobrevivem ao teste do tempo, aplicam-se a qualquer setor econômico e podem ser utilizadas por qualquer pessoa que queira construir algo grandioso ou se tornar alguém excepcional. Em “O Diário de um CEO”, Stevan Bartlett mostra que esses princípios se baseiam na psicologia, na ciência comportamental e na sabedoria de milhares de pessoas, as quais ele entrevistou, e são extremamente bem-sucedidas.
estação para carro elétrico, combinando praticidade, conforto e soluções alinhadas às novas demandas de moradia.
Guilherme - A gente foi fazendo vários projetos. Mas começamos com casas geminadas. A maioria das construtoras que começa do zero, inicia com os geminados e casas. Os primeiros foram em Conventos.
Wink: Quando vocês montaram a empresa, qual foi o grande desafio?
Guilherme - Acho que o principal foi o “fazer acontecer”. Hoje, a gente divide as áreas. E, no geral, nos organizamos bem. Temos os setores de comercial, financeiro, engenharia… mas a gente tem que se envolver em tudo.
Larissa Wathier - Nós temos muito cuidado, desde o início, de poder estar sempre à frente de todas as pontas. Nenhuma ponta fica desassistida. Digo que a gente dá o passo até onde a nossa perna alcança, até onde conseguimos estar para dar atenção. Independente da área que for, precisamos conseguir enxergar e olhar aquilo com atenção. A partir do momento que isso se perde de vista, muita coisa se perde junto.
Wink: Por que o nome Engegold?
Guilherme - É uma junção das palavras “Engenharia” e “ouro (gold)” pela questão da prosperidade e da valorização, que queremos proporcionar aos nossos clientes. Normalmente, os nomes dos empreendimentos nós mesmos escolhemos e pesquisamos muito para isso.
Larissa - Acho que os nomes vêm muito do que enxergamos como potencial do local e do que a gente pensa em executar ali. A partir disso, começamos com as ideias dos nomes. E isso serviu também para a Engegold. Se não me engano, definimos o nome da empresa em um final de semana, sentados no quiosque.
Wink: O que é o foco principal da Engegold hoje?
Guilherme - Hoje nos dedicamos à incorporação dos edifícios, que é fazer o empreendimento e vender através de nossos parceiros imobiliários e corretores. A gente só constrói nossos edifícios, não faz serviços para terceiros.
Wink: Como é o processo de incorporação?
Guilherme - É de muito estudo. A gente viaja muito, o Brasil todo, vendo eventos e cursos. Tem muitas feiras e imersões, que a gente vai moldando um conceito do que vem de tendência e o que está acontecendo no mercado brasileiro para trazer à região. A gente circula muito nas cidades e vai conhecendo os perfis e tira uma bagagem desses momentos. Mas o primeiro passo é comprar um bom terreno. Para isso circulamos na cidade e conversamos com muita gente e priorizamos localizações excepcionais. Mapeamos os terrenos disponíveis e fazemos um breve estudo. É um estudo de viabilidade. Em Lajeado, por exemplo, muda muito o índice construtivo de um bairro para outro. Ou seja, há locais em que pode haver mais metragem construída de edifício e isso impacta na viabilidade financeira do negócio. Larissa - Quando procuramos um terreno, a gente também observa os locais em que gostaríamos de estar e viver. Precisamos imaginar que gostaríamos de morar lá.
Jéssica R Mallmann
Larissa e Guilherme, sócios da EngeGold, compartilharam a trajetória da empresa durante o programa
Resultado da Sicredi no Vale supera meio bilhão em 2025
Instituições com sede em Encantado, Lajeado e Teutônia registram crescimento financeiro e expansão da participação regional. Assembleias ocorrem até abril
As cooperativas de crédito sediadas no Vale do Taquari seguem com o processo de reunir associados em assembleia para apresentar resultados referentes a 2025 e definir estratégias para o ciclo de 2026. Os encontros permitem análise do desempenho financeiro, votação de pautas administrativas e definição da destinação das sobras.
Na região, estão sediadas a Sicredi Integração RS/MG, em Lajeado, Sicredi Ouro Branco RS/MG, em Teutônia, e Sicredi Região dos Vales, em Encantado. Os resultados apresentados reforçam modelo de crédito cooperativo na ampliação de acesso a financiamento para produtores, empresas e famílias, além de fortalecer a circulação de recursos nas economias locais.
Em modelo de encontro virtual, a Sicredi Ouro Branco RS/MG transmitiu ao vivo a Assembleia Geral Ordinária. A instituição, que reúne 122 mil associados, registrou resultado de R$ 142 milhões e alcançou R$ 8,5 bilhões em recursos administrados. Para este ano, a expectativa é ampliar a base em mais 13 mil associados.
Já os encontros presenciais promovidos pela Sicredi Integração RS/MG se estendem até 26 de março, com reuniões no Rio Grande do Sul e Minas
Desempenho na região
Sicredi Integração RS/MG
Resultado: R$ 140 milhões
Número de associados: 120 mil associados
Sicredi Ouro Branco RS/MG
Resultado: R$ 142 milhões
Número de associados: 122 mil associados
Sicredi Região dos Vales
Resultado: R$ 240 milhões
Número de associados: 91 mil
O que é debatido nas assembleias
- prestação de contas - aprovação de balanço - destinação das sobras - definição de estratégias
Gerais. No ano em que completa 120 anos de atuação, a instituição apresenta resultado de R$ 140
milhões. Ao todo, a cooperativa soma 120 mil associados distribuídos nas áreas de atuação. Na região alta, com encontros iniciados em 8 de março, a Sicredi Região dos Vales apresentou
resultado de R$ 240 milhões no último exercício. O desempenho representa aumento de 30% em relação ao ano anterior. As reuniões da cooperativa seguem até o mês de abril.
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Ao completar 120 anos, Sicredi Integração RS/MG alcança R$ 140 milhões em resultado
DIVULGAÇÃO
Projeto Tchê Prepara amplia preparação para desastres no Vale
Iniciativa envolve capacitação de gestores e moradores, com foco em planos de contingência, rotas de fuga e resposta a emergências
OVale do Taquari passa a contar com uma nova etapa de preparação para desastres naturais com a ampliação do projeto Tchê Prepara, iniciativa que busca qualificar a resposta de municípios e comunidades diante de eventos climáticos
em migração e integração social. Após os eventos climáticos que atingiram o Vale do Taquari, a organização passou a atuar também na área de desastres, com apoio direto a governos e comunidades.
Coordenadora de projetos da OIM no Estado, Adriane Nunes Ferreira explica que o Tchê Prepara é resultado de um processo iniciado ainda em 2024, com ações piloto em municípios da região.
Segundo ela, o objetivo é fortalecer tanto a capacidade dos gestores quanto da população. “A gente começou com um projeto piloto e agora amplia essa atuação. O foco é preparar os municípios e as comunidades para saber como agir no momento mais crítico”, afirma.
Diagnóstico e lacunas
extremos. A ação é conduzida pela Defesa Civil e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU.
O projeto foi lançado na última semana, mas dá sequência a um trabalho iniciado após as enchentes de 2023 e 2024, quando a região passou a receber apoio técnico para fortalecer a estrutura de resposta a emergências.
Comandante regional adjunto da Defesa Civil, capitão Thalys Stobbe afirma que a iniciativa surge em um contexto de mudanças na estrutura do sistema estadual após os desastres recentes. Segundo ele, a regional do Vale ampliou significativamente a capacidade operacional.
Atuação ampliada
A OIM atua no Rio Grande do Sul desde 2020, inicialmente com foco
O trabalho desenvolvido pela OIM também identificou fragilidades no sistema de resposta logo após as tragédias. Entre os principais pontos estavam a falta de organização formal de planos, definição de responsabilidades e acesso da população a informações básicas. Adriane observa que havia lacunas tanto na estrutura dos municípios quanto na preparação da população. “A gente percebeu necessidades na organização dos planos, nas equipes e no acesso da população a informações como cotas de inundação e procedimentos de evacuação”, explica.
Outro aspecto identificado foi o impacto emocional e físico sobre os profissionais que atuaram diretamente nas emergências. “O desgaste das equipes também apareceu como um ponto importante, porque muitos foram afetados pessoalmente e ao mesmo tempo estavam na linha de frente”, afirma.
Abrigamento e logística
Entre as frentes de atuação, o projeto também trabalha a qualificação dos espaços de abrigamento.
A experiência recente mostrou a necessidade de organização, estrutura e definição de protocolos para
acolhimento da população.
A OIM realizou avaliações nos locais utilizados como abrigo e indicou melhorias, além de fornecer equipamentos e orientações. “A gente trabalha com padrões internacionais de abrigamento, pensando desde a estrutura até a proteção de grupos vulneráveis”, diz Adriane.
Planejamento antes da crise
Outro foco do Tchê Prepara é reforçar a importância da preparação em períodos de normalidade. A ideia é reduzir o volume de decisões e improvisos durante as emergências.
Para Stobbe, o momento de planejar é quando não há crise instalada. “A preparação acontece com o sol lá fora. É nesse momento que a gente organiza as ações para reduzir o impacto quando o evento acontece”, afirma.
O projeto também incentiva a criação de planos familiares de contingência e a organização de itens básicos para emergências, como documentos, medicamentos e suprimentos essenciais.
Agenda e próximos passos
A nova fase do programa começa com oficinas abertas à comunidade em quatro municípios da região. As atividades ocorrem em Colinas, Arroio do Meio, Estrela e Roca Sales, com foco na conscientização e preparação dos moradores.
Na sequência, serão realizadas capacitações com gestores e integrantes dos núcleos comunitários, além da atualização dos planos de contingência municipais.
O processo inclui ainda simulados, inicialmente com equipes técnicas e, posteriormente, com a participação da população.
Stobbe destaca que a responsabilidade pela resposta a desastres é principalmente municipal, com apoio das estruturas estadual e regional. Segundo ele, o avanço na organização é visível, mas ainda há desafios.
VALE DO TAQUARI
OIM tinha inicialmente foco em migração e integração social
Projeto tem por objetivo a prevenção, visando mitigar os danos causados por desastres climáticos futuros
Acaravana do programa Educação Ambiental na Escola (Educame). Do Grupo A Hora, estará na Emef Guido Arnoldo Lermen, na manhã de hoje, 18. Apresentação teatral e oficinas temáticas fazem parte da programação, a partir das 8h30min. A prefeita Gláucia Schumacher acompanhará as atividades na instituição de ensino, localizada no bairro Centenário.
Cerca de 220 estudantes vão
participar das atividades da Caravana Educame. Com muita música e animação, o personagem “Por Que?” vai falar sobre a importância e os usos da água.
Como sugere o nome, ele faz muitas perguntas. De forma lúdica, estimulará o público a questionar acerca dos assuntos ambientais.
A diretora da Guido Lermen,
Dirce Heineck Scherer, afirma que a escola está vivendo um momento de grande expectativa e entusiasmo com a chegada da Caravana Educame. “Acreditamos
profundamente que essa iniciativa vem para somar ao nosso trabalho pedagógico, despertando ainda mais o interesse dos nossos estudantes pelas questões ambientais e fortalecendo o compromisso com o cuidado com o meio ambiente.”
Para a diretora, receber a caravana é motivo de orgulho para toda a comunidade escolar. Ela considera uma oportunidade rica de aprendizagem, troca de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas, aproximando os alunos de práticas conscientes e responsáveis. “Nosso intuito é, cada vez mais, formar cidadãos críticos, sensíveis e comprometidos com a preservação do planeta. E ações como essa são fundamentais para fortalecer a consciência ambiental desde cedo, contribuindo para um futuro mais sustentável para todos”, reforça Dirce.
Depois do espetáculo teatral, os alunos do 6° e 7° anos vão participar da oficina sobre resíduos sólidos, com a engenheira ambiental Luana Hermes. Para as turmas de 4° e 5° ano, a atividade terá como tema “Jornalismo Ambiental”. Os estudantes serão capacitados a produzir notícias e, até mesmo, criar um jornal na escola.
Personagem “Por Que” vai falar sobre a importância da água no evento, que inicia às 8h30min
LUCIANE ESCHBERGER FERREIRA
MUDANÇA DE LOCAL
Feira orgânica retorna ao Americano
Espaço provisório ficará na rua Rui Barbosa, junto a uma das entradas ao Parque do Engenho. Ideia é ter uma estrutura definitiva no local. Antes, feirantes atendiam no bairro São Cristóvão
LAJEADO
AFeira Orgânica, que funcionava toda quarta-feira no Bairro São Cristóvão, passará a funcionar no bairro Americano. A data também foi alterada, com a feira passando a ser promovida às segundas-feiras, no horário das 15h às 18h30min. O novo endereço é na rua Rui Barbosa, ao lado de uma das entradas do Parque do Engenho e onde ficava localizada a sede da RGE.
Conforme o secretário do Desenvolvimento Econômico, Inovação e Agricultura de Lajeado, Jairo Valandro, o grupo de cinco feirantes tinha o desejo de retornar ao Bairro Americano, uma vez que, originalmente, a feira iniciou suas atividades ao lado da Praça João Zart Sobrinho, conhecida por Praça do Papai Noel. “É uma questão de demanda.
Os feirantes entendem que a feira atendendo próxima do centro será melhor para as vendas”, afirma. A primeira edição no novo endereço ocorreu na tarde dessa segundafeira, 16.
Estrutura provisória
Como no local não há estrutura construída para os feirantes, a feira funcionará em estrutura provisória montada sempre no dia em que ocorrer. Para melhorar isso, Valandro destaca que um projeto está sendo elaborado, cujo objetivo é integrar a estrutura a ser construída ao Parque do Engenho.
A feira orgânica conta com cinco famílias de feirantes dos municípios de Santa Clara do Sul, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados e Forquetinha, sendo organizada pela Prefeitura de Lajeado, por meio da Sedei, e pela Emater/ RS-Ascar.
Os produtos
Os produtores agroecológicos não utilizam adubos, aditivos químicos ou agrotóxicos em nenhuma etapa da produção.
Todos os alimentos são de cultivos próprios e as propriedades possuem certificação orgânica
através de Organismos de Controle Social (OCS) ou Participativos de Avaliação de Conformidade (Opacs), com declaração de conformidade com o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Feirantes retornam ao Americano, agora junto a um dos acessos ao Parque do Engenho
ARQUIVO A HORA
Caruru avança e gera prejuízos nas lavouras
Resistente a herbicidas e de rápida disseminação, planta compromete produção e pressiona custos
VALE DO TAQUARI
Ainfestação de caruru (amaranthus palmeri) tem se intensificado nas lavouras do Rio Grande do Sul, preocupando produtores e técnicos pela dificuldade de controle e pelo impacto direto na produtividade. Um dos maiores desafios ocorre na safra de soja, cultura que além de acabar sufocada pela planta, tem
maior restrição na aplicação de produtos. Com alta capacidade de disseminação e resistência a herbicidas, a planta já provoca perdas significativas, exige mudanças no manejo e aumenta os custos.
De acordo com o engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin, o avanço da planta está diretamente ligado à sua agressividade. “Ela produz muita semente e se espalha rapidamente. Se não for controlada no início, reduz significativamente a produtividade.”
Tonin destaca que o momento do controle é decisivo. “O manejo precisa ocorrer ainda na fase de plântula. Plantas maiores são muito mais difíceis de eliminar.” Ele também recomenda aplica-
ções sequenciais de herbicidas, com rotação de princípios ativos, além da limpeza de máquinas para evitar a disseminação entre áreas. “Quando a planta já está adulta e com sementes, o risco de espalhamento aumenta muito.”
O agrônomo da Cooperagri, Giovane Augusto Fensterseifer, reforça que a dificuldade de controle está diretamente ligada ao comportamento da planta no campo. “É uma planta que traz muito prejuízo, principalmente pela capacidade de se sobressair sobre a soja. Além disso, ela não produz sementes de uma só vez e gera uma quantidade muito elevada, o que dificulta bastante o manejo.”
Segundo ele, o controle deve ser prioritariamente preventivo. “Hoje, a principal estratégia é trabalhar com herbicidas pré-emergentes, evitando que o caruru nasça. Outra ferramenta fundamental é a palhada, que ajuda a cobrir o solo e dificulta a emergência da planta.”
Fensterseifer também destaca o uso de tecnologias específicas na soja como alternativa eficiente. “O produtor pode utilizar cultivares tolerantes, como as com tecnologia Enlist, que permitem a aplicação de princípios ativos como glufosinato e herbicidas hormonais em pós-emergência,
O manejo precisa ocorrer ainda na fase de plântula. Plantas maiores são muito mais difíceis de eliminar”.
Em Santa Clara do Sul, família Beuren registra infestação da planta em 30 dos 240 hectares de soja. As perdas chegam a 30% nas áreas atingidas
“É uma área mais central, o que dificulta o manejo. Nessas lavouras, a perda média chega a 30%. É complicado, porque além disto já acumulamos prejuízos da estiagem.”
Como alternativa, ele aposta na rotação de culturas. “Para a próxima safra, vamos precisar entrar com milho nessas áreas para permitir o uso de outros princípios ativos e tentar reduzir a infestação.”
Já o produtor Rafael Guilherme Kich, de Estrela, observa que o problema é generalizado. “Hoje praticamente todas as lavouras têm, além de outras invasoras como o capim-arroz.” Segundo ele, a eficiência dos herbicidas caiu. “Muitos produtos controlam apenas cerca de 50%. Por isso, o mais eficaz é trabalhar com pré-emergentes.”
facilitando o controle.” Apesar disso, ele alerta para os cuidados no uso. “É preciso atenção na aplicação, mas é uma ferramenta bastante utilizada hoje.”
Conforme o técnico, o impacto pode ser significativo. “As perdas podem chegar a 15% ou 20% se não houver manejo adequado, e em áreas muito infestadas podem ser ainda maiores. Além disso, há problemas na colheita e aumento do banco de sementes no solo, o que gera ainda mais dificuldade nas próximas safras.”
Impactos no campo
O produtor de Santa Clara do Sul, Martin Beuren, cultiva 240 hectares de soja e relata infestação em cerca de 30 hectares.
Kich ressalta, porém, que o custo de produção aumentou. “Para melhorar o controle, é preciso usar tecnologias de sementes específicas, o que encarece bastante a lavoura”, afirma.
Principais desafios e características
Agressividade: O A. palmeri pode crescer de 2 a 3 cm por dia, chegando a 2m de altura.
Alta Disseminação: Uma única planta pode produzir de 200 mil a 1 milhão de sementes. Resistência: Resistente ao glifosato e inibidores de ALS, comum em regiões como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul do Rio Grande do Sul. Identificação: Folhas ovais, frequentemente com mancha em “V” invertido, e pecíolo maior que o limbo da folha.
Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
ESTEVÃO HEISLER
PREFEITURA EMPREENDEDORA
Municípios do Vale do Taquari estão entre os finalistas de prêmio do Sebrae
Iniciativa reconhece projetos de gestão pública voltados ao desenvolvimento local. Cerimônia de premiação está marcada para o dia 16 de abril, na capital
ESTADO
OPrêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, iniciativa que reconhece boas práticas da gestão pública voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo, está na fase final de julgamento das iniciativas inscritas pelos municípios. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 16 de abril, às 19h30, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. Projetos de Estrela, Venâncio Aires e Encantado estão entre os finalistas.
Ao longo de mais de duas décadas, o prêmio se consolidou como uma das principais iniciativas de estímulo à inovação na gestão pública municipal no país. A premiação reconhece projetos que fortalecem os pequenos negócios, estimulam a atividade empreendedora e contribuem para o desenvolvimento econômico dos municípios.
Para o Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae RS, Luiz
Carlos Bohn, o prêmio evidencia a importância das políticas públicas voltadas ao empreendedorismo. “Quando uma prefeitura cria condições para que os pequenos negócios se desenvolvam, toda a comunidade se beneficia. O prêmio reconhece justamente essas iniciativas que impulsionam a atividade econômica e ampliam oportunidades nos municípios”, explica.
Na avaliação de Janaina Zago Medeiros, Gerente de Desenvolvimento Territorial e Educação Empreendedora do Sebrae RS, o prêmio também cumpre um papel importante de disseminação de conhecimento entre os municípios. Ela pontua: “o prêmio estimula a troca de experiências e mostra que muitas soluções criadas em um município podem ser adaptadas e replicadas em outros. Isso fortalece a gestão pública e amplia as oportunidades para empreendedores em diferentes regiões”.
Um dos diferenciais da iniciativa é o alcance e a consistência histórica. Desde sua criação, o PSPE já registrou mais de 14 mil projetos inscritos em todo o país e premiou mais de 1,4 mil práticas em níveis estadual e nacional. As iniciativas avaliadas precisam comprovar resultados concretos, com evidências de impacto geradas entre junho de 2024 e novembro de 2025.
Categorias
O prêmio também se destaca pela diversidade de áreas contem-
pladas. Nesta edição, os municípios concorrem em nove categorias: Compras Governamentais, Empreendedorismo na Escola, Empreendedorismo Rural, Gestão Inovadora, Inclusão Socioprodutiva, Sala do Empreendedor, Simplificação, Sustentabilidade & Meio Ambiente e Turismo & Identidade Territorial.
Segundo Marcio Benedusi, Analista de Desenvolvimento Territorial do Sebrae RS, o prêmio reforça o papel estratégico das administrações municipais no desenvolvimento econômico.
“O Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora evidencia como a inovação na gestão pública pode impulsionar o desenvolvimento econômico e fortalecer os pequenos negócios. As prefeituras têm um papel decisivo na criação de políticas e iniciativas que ampliam oportunidades para empreender e dinamizam as economias locais”, afirma.
OS FINALISTAS DA REGIÃO:
Encantado: categoria Empreendedorismo na Escola
Estrela: categoria Sustentabilidade & Meio Ambiente Venâncio Aires: categorias Sala do Empreendedor e Turismo & Identidade Territorial
SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO E A CERIMÔNIA
– O processo de avaliação também é um dos pontos que reforçam a credibilidade da premiação. As iniciativas passam por etapas de habilitação técnica, pré-seleção, visitas in loco e julgamento estadual e nacional, garantindo rigor e profundidade na análise dos projetos inscritos;
– Os critérios consideram aspectos como impacto para o público-alvo, inovação, capacidade de atuação em rede, perenidade e possibilidade de replicação das iniciativas;
– A cerimônia estadual reunirá prefeitos, gestores municipais, autoridades estaduais, lideranças institucionais e avaliadores do prêmio para reconhecer os projetos que se destacaram no incentivo ao empreendedorismo e no fortalecimento das economias locais;
– Os vencedores da etapa estadual seguem para a fase nacional da premiação que ocorrerá em Brasília, no dia 18 de maio, ampliando a visibilidade das iniciativas e estimulando a disseminação de boas práticas entre municípios brasileiros.
Na última edição do concurso, gestores municipais de Encantado e Venâncio Aires foram premiados
JOSÉ CARLOS DE ANDRADE/DIVULGAÇÃO
O movi-
mento rebelde de Lampião e sua música símbolo
Desconto
CRUZADAS
Auxilia na Gestão de Benefícios dos Colaboradores Chefe; patrão Funcionária da empresa de aviação que cuida do conforto e segurança dos passageiros
Importa
Erguidos; levanta-
De (?): de memória Sódio (símbolo)
Fase da desintoxicação do dependente químico
Ouvido, em inglês
Acidente comum no automobilismo
Interjeição de espanto
Desejado; almejado Metro (símbolo)
Desconsiderado
Alimento rico em albumina
Etapa do processo (fig.)
A letra da Xuxa (TV)
Acessório do jogador de beisebol
Sucesso de Djavan (Mús.) "Nosso (?)", filme brasileiro de 2010
A sétima nota musical Grife
Amarras; entrelaços
Embalagens com vinte cigarros Urânio (símbolo)
Condição financeira de Cruela Cruel (Cin.)
A primeira luz do dia
E, em inglês
Canoa estreita e leve Molho à base de ketchup
Bondosa; generosa Boletim de Ocorrência (abrev.)
HORÓSCOPO
ÁRIES: Convém controlar os ímpetos, a teimosia e pensar duas vezes antes de tomar decisões, pois há risco de trocar os pés pelas mãos e se precipitar.
TOURO: Vá atrás dos seus interesses o quanto antes porque tensões vão surgir, desafios e bagacinhas podem atingir vida profissional.
GÊMEOS: Na paixão, alguém de destaque pode pegar o seu coração de jeito e a química de vocês será poderosa, mas talvez prefiram guardar segredo.
CÂNCER: Amigos, pessoas queridas e o mozão estarão do seu lado e você terá boas oportunidades para realizar as mudanças com as quais vem sonhando.
LEÃO: Atração forte deve pintar na paixão. A dois, vai superar bagacinhas e curtir uma noite envolvente com o love.
VIRGEM: Você terá mais sensibilidade e facilidade para relacionar com todo tipo de gente e surpresas deliciosas estão previstas na vida amorosa.
LIBRA: Briguinhas com o mozão ou o crush podem afetar seu astral, mas com paciência, vocês terão mais chances de entrar em acordo.
ESCORPIÃO: O lema no trabalho será a união faz a força e você também vai contar com todo apoio das pessoas próximas.
SAGITÁRIO: O convívio com a turma de casa vai ganhar importância e você deve curtir momentos deliciosos com a família e o mozão.
CAPRICÓRNIO: O cenário tá perfeito para investir em seus sonhos afetivos e a hora de expor o que sente é agora: o crush não vai resistir ao seu carisma e boa lábia.
AQUÁRIO: Respire fundo, conte até cem e controle os ímpetos para não implicar tanto com os outros.
PEIXES: Terá muita habilidade para defender seus interesses e vender seu peixe, podendo consagrar conquistas nas finanças.
Lajeado recebe maior festival circence do estado em abril
ENTRE NÚMEROS NEGATIVOS E URGÊNCIA POR VITÓRIA, INTER DESAFIA O SANTOS
Colorado revive drama e precisa vencer e torcer por resultados paralelos para deixar a zona de rebaixamento na sétima rodada
Nona edição do Sesc Circo será lançada em 27 de março, no Labilá. Evento ocorre pela primeira vez no Vale do Taquari
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
LLAJEADO
Lanterna do Campeonato Brasileiro pela primeira vez desde 2007, o Internacional precisa de maneira urgente vencer a primeira partida na competição. Na sétima rodada, o Colorado vai até o litoral paulista enfrentar o Santos. O confronto ocorre na noite de hoje, às 21h30min, na Vila Belmiro. A Rádio A Hora transmite o jogo.
ajeado recebe em abril o 9ª Sesc Circo. O evento é o maior festival circense do Rio Grande do Sul. Após temporadas em Santa Maria e Camaquã, chega pela primeira vez ao município do Vale do Ta-
A situação do Inter é crítica já no início de campeonato. Em seis jogos, são dois empates e quatro derrotas. O revés para o Bahia fez o Inter descer à última colocação do campeonato pela primeira vez em 19 anos, algo raro na história do clube.
vitória no início do Brasileirão de 1990. A derrota para o Bahia foi a primeira contra o adversário no Beira-Rio na história do Brasileirão.
IMPACTO DOS RESULTADOS
Lançamento do 9º Sesc Circo –Lajeado
Inter ocupa lanterna do Brasileirão pela primeira vez em 19 anos
O lançamento oficial da edição ocorre em 27 de março, Dia Nacional do Circo, na sede do Laboratório de Inovação de Lajeado
Data: 27/03 (quarta-feira); Horário: 17h; Local: Laboratório de Inovação de Lajeado (Rua Marechal Floriano, 379).
Para deixar a lanterna, e de maneira mais otimista, sair da zona de rebaixamento, o Inter precisa ganhar e torcer por resultados paralelos. Derrota mantém o colorado na última colocação.
Se empatar, o time deixará a lanterna caso Remo ou Cruzeiro percam.
quari. O lançamento oficial da edição ocorre em 27 de março, Dia Nacional do Circo, na sede do Laboratório de Inovação de Lajeado (Labilá), às 17h.
Se vencer, o Inter pode terminar fora da zona de rebaixamento se Remo e Cruzeiro, no máximo, empatarem suas partidas. O mesmo vale para o Botafogo, que enfrenta o Palmeiras, em São Paulo.
Ainda será preciso torcer por um tropeço de Atlético-MG ou Vasco. Uma das duas equipes teria que perder.
ALTERAÇÕES NA EQUIPE
HAENSSGEN S. A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO (Em Recuperação Judicial) CNPJ 91.154.872/0001-60 - NIRE 43300040763 ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA CONVOCAMOS os Senhores Acionistas para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA a realizar-se na sede da Companhia, na Rua Frederico Germano Haenssgen, 2074, na cidade de Cruzeiro do Sul (RS), CEP 95930-000, no dia 27 de março de 2024, às 14h00min, para deliberarem sobre: a) Relatório da Administração, Balanço Patrimonial e demais demonstrações previstas no Art. 176, Lei 6404/76, correspondentes ao exercício findo em 31.12.2023, e b) Fixar a remuneração dos administradores, para o exercício de 2024 Cruzeiro do Sul (RS), 20 de fevereiro de 2024 Isolde Maria Haenssgen - Presidente do Conselho de Administração
A campanha inicial no Brasileirão apresenta uma série de estatísticas nada favoráveis. Se antes a defesa era o principal problema, agora é o ataque quem não produz. São apenas três gols marcados em seis jogos, a pior marca entre os 20 times. Os seis jogos sem vitória na arrancada inicial também são a segunda pior marca da história colorada, atrás apenas dos 11 jogos em
O técnico Paulo Pezzolano retorna à casamata após cumprir suspensão diante do Bahia e sabe que precisará fazer, pelo menos, uma alteração. Paulinho está suspenso e abre vaga no meiocampo. A disputa é grande. Alan Rodriguez, Villagra, Thiago Maia
e Bruno Henrique despontam como opção. Outra possibilidade seria a ida de Bruno Gomes para o meio, com Aguirre atuando novamente na lateral-direita. O provável Inter tem: Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel e Bernabei; Ronaldo, Alan Rodriguez e Alan Patrick; Vitinho, Carbonero e Borré.
SANTOS DE NEYMAR
Voltado a autoridades, convidados e imprensa, ele marcará a divulgação da programação, que conta com nomes de diferentes partes do País e do exterior que são referência na arte circense. Além disso, no dia 28 inicia o período de reserva on-line de ingressos, que serão totalmente gratuitos. Realizado pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, em parceria com a prefeitura de Lajeado, o 9º Sesc Circo ocorre entre os dias 6 e 14 de abril com oficinas e apresentações em escolas, espaços públicos e na lona, que será montada no local conhecido como o “novo centro da cidade”, na Av. Piraí –Bairro São Cristóvão.
Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.
O Peixe não faz um início de Brasileirão empolgante. Com uma vitória e três empates até aqui, ocupa a 14ª colocação, com seis pontos. O técnico Juan Pablo Vojvoda balança no cargo, mas se segura após empates em sequência com Mirassol e Corinthians. Craque do time, Neymar deve ser titular na noite de hoje após viver polêmicas na semana e não ser convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira.
RICARDO DUARTE
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MÃO DE PEDRA PARTICIPA DE CAMP PARA O UFC 327
Lutador de Teutônia serve de sparring para o brasileiro Paulo Borrachinha. Ao mesmo tempo, se prepara para enfrentar ex-UFC na Polônia
Referência em artes marciais no Vale do Taquari, o lutador natu ral de Teutônia, Dirlei Broenstrup, o “Mão de Pedra”, está nos Estados Unidos fazendo parte de uma preparação dupla para dois eventos. Ele integra o camp de preparação do brasileiro Paulo Borrachinha, que luta no dia 11 de abril pelo UFC, em Mia mi. No mesmo dia, o teutoniense luta na Polônia.
Mão de Pedra foi chamado para atuar como sparring e auxiliar direto na preparação do atleta bra sileiro, além de integrar a rotina de treinos de alto rendimento. Segun do Dirlei, a escolha por ele foi por ter estilo de luta similar ao do russo Azamat Murzakanov, adversário de Borrachinha em Miami.
O lutador do Vale do Taquari está nos Estados Unidos desde o final de fevereiro. São dois treinos diários que envolvem momentos de cardios, força, técnica e estratégia. Mesmo com luta agendada no mesmo dia, Mão de Pedra destaca a experiência de estar ao lado de um atual lutador de UFC. “O homem
certeza de que o Borrachinha irá nocautear o lutador russo”, afirma. Vindo da categoria de baixo, Borrachinha enfrentará um atleta invicto no MMA, com 16 vitórias. No ranking da categoria dos meio-pesados (até 93 kg), Murzakanov está na sexta colocação.
nocaute em todas.
O brasileiro, por sua vez, é o 13º melhor na categoria peso médio. Ele vem de uma vitória convincente sobre Roman Copylov.
Paralelo aos treinos com Borrachinha para o UFC, Mão de Pedra intensifica a preparação pessoal para lutar no Masurian Fighting Championship (MFC), no mesmo 11 de abril, na região de Mazury, na Polônia. O adversário será o polonês Marek Bujło, ex-lutador do UFC e atleta da casa. “Ano passado eu nem saberia se ainda lutaria neste ano, mas agora volto a me sentir na ponta dos cascos para mais uma luta muito difícil. Com certeza a minha preparação fará toda a diferença”, diz.
Ex-campeão do JungleFight, o teutoniense soma 30 lutas profissionais de MMA, com 13 vitórias por nocaute ou finalização. Faixa-preta de Jiu-Jitsu e Muay Thai, o brasileiro já lutou nos Estados Unidos, Rússia, América do Sul e Europa.
Para o futuro do ano, Dirlei não descarta realizar a luta principal do Teutofight, evento organizado em Teutônia e um dos maiores do estado.
FUTEBOL FEMININO
ATLETA DE ENCANTADO ASSINA COM O MIRASSOL
ao apresentá-la como reforço das “Leoas Paulistas”.
A meio-campista encantadense Julia Daltoé Lordes, 24, foi anunciada como novo reforço do Mirassol para a temporada de 2026. A confirmação ocorreu pelos canais oficiais do clube paulista, que organiza pela primeira vez o elenco feminino.
O clube segue em processo de montagem do elenco e aguarda definições da Federação Paulista de Futebol sobre o formato e o calendário do Campeonato Paulista. Com o anúncio de Julia, a equipe chega a 19 atletas confirmadas para o grupo principal. Nas redes sociais, o clube destacou a experiência da atleta em equipes de destaque do futebol nacional
Natural de Encantado, Julia iniciou a carreira aos 14 anos e acumula passagens por clubes importantes do futebol brasileiro, como Chapecoense, Internacional e Santos, onde estava desde 2021. Pelas Sereias da Vila, a meiocampista disputou 80 partidas e marcou oito gols. Em 2025, também integrou o elenco campeão do Campeonato Brasileiro Feminino A2 pelo Santos. Após a confirmação da transferência, a atleta comentou sobre a chegada a Mirassol. “Estou muito feliz e motivada em iniciar esse novo ciclo na minha carreira. Que seja uma temporada abençoada com essa camisa.”
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Lutador de Teutônia luta em abril na Polônia contra Marek Bujło
Mão de Pedra está nos EUA participando de campo preparatório com Paulo Borrachinha, um dos principais lutadores do Brasil no UFC
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Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Júlia Daltoé Lordes deixou o Santos e agora defende as cores do Mirassol
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foi
do
Poluição no Taquari preocupava há 50 anos
Uma reportagem especial alertava para os níveis de poluição do Rio Taquari, que prejudicavam a pesca e ameaçavam a qualidade da água. Em 1976, conforme a reportagem, 45 mil pessoas moravam nas então oito cidades situadas às margens do Rio Taquari. Hoje são 12 municípios (por conta das emancipações), que somam mais de 310 mil habitantes.
“Os detritos utilizados em curtumes, fábricas, matadouros, frigoríficos e aviários estão matando os peixes, deixando as praias poluídas e ameaçando até a água bebida pela população, pois em todas as cidades há hidráulicas localizadas em suas margens”, citava a matéria.
Relatos de pescadores falavam que os peixes do rio boiavam mortos e as redes de pesca voltavam cheias de restos de couro. Em Roca Sales, um matadouro e frigorífico despejava no rio produtos orgânicos da lavagem dos restos de animais. Na época, o diretor executivo da empresa dizia que os restos eram “alimento para os peixes”. A prática era comum por outros abatedouros da região na época.
Em Arroio do Meio, a poluição era tanta que o curtume da cidade só podia liberar os dejetos do curtume no rio depois das 23h, quando a bomba que captava água do rio era desligada. Isso porque a bomba ficava próxima do curtume e a água ficava poluída depois do escoamento dos dejetos. Pescadores relataram: “As redes, de manhã, sempre estão cheias de peixes mortos, sem contar os plásticos presos, que são depositados nas margens pelas próprias prefeituras”.
Em Venâncio Aires, um frigorífico de bovinos não tinha tanques suficientes para decantar os resíduos, então boa parte do sangue coalhado e restos de animais eram despejados direto no Rio Taquari.
“Caso não sejam tomadas providências, nosso rio vai tornar-se um perigo para banhistas e os peixes, aos poucos, serão exterminados”, alertava um dos pescadores. Cinquenta anos depois, novas e rígidas normas ambientais foram implementadas, mas o Rio Taquari, atestam os mais velhos, já não é mais como costumava ser no passado.
praia de
José Lenz assumia presidência da Acil
A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) empossava sua nova diretoria, encabeçada pelo contador José Lenz. Ele assumia o cargo de
Nilson Gemelli, em cerimônia no Clube Sete de Setembro. Mais de 200 pessoas estavam presentes. Na noite, também receberam honras o presidente
da CIC Vale do Taquari, Oreno Ardêmio Heineck, e a presidente do Comitê Regional de Qualidade, Aline Eggers Bagatini.
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por Raica Franz Weiss
Hoje é
Dia do DeMolay
Dia Nacional da Imigração Judaica
Santo do dia: São Cirilo de Jerusalém
Fotografia
feita da Casa
Morro e mostra Cruzeiro do Sul, banhada pelo Rio Taquari
A
cascalhos de Estrela era muito frequentada na época e o Rio Taquari era ponto de encontro para muitos
Gemelli passava o cargo para Lenz
LUCIANE FERREIRA
Jornalista
Viva o Taquari-Antas Vivo
Uma grande mobilização, prevista para este sábado, 21, vai chamar a atenção para preservação do ambiente natural, especialmente ao rio Taquari. Em sua 19ª edição, o Viva o Taquari-Antas Vivo terá recolhimento de resíduos às margens do manancial em Lajeado, no Parque Ney Santos Arruda, em Estrela, no Parque da Lagoa, e em Cruzeiro do Sul, na rampa. Venâncio Aires desenvolverá as atividades no entorno do Arroio Castelhano, no acesso Grão-Pará. Os municípios de Arroio do Meio e Encantado terão atividades de conscientização na Praça Paul Harris e Praça da Bandeira, respectivamente. Bom Retiro do Sul tem ação agendada para o dia 28 de março. Em sua 19ª edição, o Viva o Taquari-Antas Vivo envolve empresas, instituições de diversas áreas, ONGs e centenas de voluntários. É um dia para olhar os recursos hídricos, tão afetados pelas enchentes de 2023 e 2024 e tão essenciais para a vida na região e fora dela.
Em debate
Cuidado com o solo
ARTIGO
ANTÔNIO PADILHA
Secretário-executivo do Programa RS Seguro
RS Seguro: transformando a segurança pública
OPrograma RS Seguro completou, no final de fevereiro, sete anos como a política pública transversal e estruturante de segurança do Rio Grande do Sul. Instituído em 2019 pelo governador Eduardo Leite, o programa nasceu com o propósito de enfrentar a criminalidade a partir de evidências, metodologia e ações estratégicas de curto, médio e longo prazos, organizado em quatro eixos: Combate ao Crime; Políticas Sociais, Preventivas e Transversais; Qualificação do Atendimento ao Cidadão e Valorização Profissional; e Sistema Prisional.
A criminalidade é um fenômeno complexo e, por isso, construímos uma política baseada na análise científica dos dados, tendo como suporte o Sistema de Gestão Estatística em Segurança Pública – GESeg, e estruturamos um modelo de governança com reuniões técnicas e monitoramento permanente dos indicadores. Esses avanços só ocorreram graças ao trabalho diário, integrado e comprometido das forças de segurança e do sistema de justiça criminal.
Mudanças climáticas são tema de debate promovido pela Secretaria do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-estar Animal (Sema) de Lajeado. A atividade está agendada para quinta-feira, 26, às 14h, no Laboratório de Inovação Governamental de Lajeado (Labilá). A atividade ocorre para ampliar o diálogo sobre os desafios ambientais contemporâneos e discutir caminhos para a adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.
O encontro reunirá os especialistas com atuação destacada na área ambiental, o doutor em Ciências, André Jasper, e Ricardo Andreazza, que atua na adaptação e mitigação das mudanças climáticas. A participação é gratuita e aberta à comunidade. As inscrições podem ser realizadas pelo WhatsApp (51) 3982-1099.
Novo local
A Feira Orgânica, que funcionava toda quarta-feira no Bairro São Cristóvão, passou a funcionar no Bairro Americano, nas segundas-feiras, das 15h às 18h30min. O novo endereço é na Rua Rui Barbosa, ao lado de uma das entradas do Parque do Engenho. Uma boa oportunidade para adquirir alimentos agroecológicos - e livre de agrotóxicos.
Por conta da falta de chuva na semana passada, o mutirão para plantio de mudas às margens do rio Forqueta, em Marques de Souza, foi cancelado. Entretanto, a equipe de pesquisadores que costumam trabalhar no local aproveitaram para fazer um levantamento sobre a erosão. Os dados serão agregados aos projetos de recuperação daquela área.
Passarinhando
Espécie: Cavalaria (Paroaria capitata)
Local do registro: Linha são Miguel, Cruzeiro do sul
Autor: Alexandre Picoli da Silva
E como por trás dos números há vidas – premissa que reforça a necessidade de políticas consistentes, combinando repressão qualificada e prevenção – criamos em 2023 o RS Seguro COMunidade, aperfeiçoando o eixo de políticas sociais e direcionando investimentos a territórios mais afetados pela violência e vulneráveis socialmente. Acreditamos que a prevenção não pode ser genérica, mas sim territorializada, priorizando o urbanismo social e alcançando, principalmente, crianças e jovens desses locais.
Ainda há muito a fazer, mas os resultados confirmam que estamos no caminho certo. Entre 2017 e 2025, os Crimes Violentos Letais Intencionais caíram de uma taxa 31,2 para 12 por 100 mil habitantes. Os roubos a pedestres diminuíram de 67.525 para 12.685, enquanto os roubos de veículos despencaram de 17.872 para 1.787 registros anuais.
Acreditamos que a prevenção não pode ser genérica, mas sim territorializada, priorizando o urbanismo social e alcançando, principalmente, crianças e jovens desses locais. Ainda há muito o que fazer, mas os resultados confirmam que estamos no caminho certo”.
O RS Seguro se firmou como uma política construída para proteger vidas e transformar territórios, consolidando-se como referência nacional e internacional na gestão de segurança pública. Com diagnósticos precisos, decisões baseadas em dados e investimentos históricos, tornamos nosso Estado um lugar mais seguro.
Quarta-feira, 18 de março de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 22º | MÁX: 33º O avanço de uma frente fria sobre o estado aumenta a nebulosidade e favorece a ocorrência de pancadas de chuva no Vale.