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A Hora – 15/04/2026

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL Do conceito à prática nas escolas

NESTA EDIÇÃO

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Quarta-feira, 15 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4076 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Novo olhar à avenida Pasqualini

ROTA ESTRATÉGICA

Projeto do governo de Lajeado contempla recapeamento de 2km do acesso à Ponte de Ferro. Estrada é usada como alternativa à ERS-130 e importante conexão com Arroio do Meio e parte alta do Vale

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

Estudo reduz papel do Vale na ferrovia

Relatório do BID prioriza eixo Cruz Alta a Rio Grande e deixa em segundo plano trechos da região

Um dos estudos que orienta a concessão ferroviária do país, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), reposiciona o mapa logístico e estabelece que funcionamento precisa de aporte público. No RS, enquanto trechos históricos como a Ferrovia do Trigo (Roca

Sales a Passo Fundo) e o Tronco Principal-Sul (ligação com Santa Catarina) perdem espaço, o corredor Cruz Alta a Rio Grande é apontado como prioridade de investimentos. No cenário nacional, foram avaliados quase dez mil quilômetros de trilhos. PÁGINA | 6

ALÉM DOS RECICLÁVEIS

Parceria

Liga de Combate ao Câncer de Teutônia foi uma das entidades contempladas pelo Fundo Social do Sicredi, em 2025. A entidade se mantém, em sua maioria, por ações como brechó e venda de recicláveis.

O programa da cooperativa beneficia projetos sociais e tem como foco o apoio e o desenvolvimento das comunidades.

Para este ano, a Sicredi Ouro Branco RS/MG destina R$ 2 milhões. Inscrições encerram hoje e podem ser feitas pelo site da cooperativa.

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OPINIÃO

RODRIGO MARTINI

Cobranças indevidas e falta de água entre as principais queixas Três dos principais municípios da Região dos Vales enfrentam problemas com os serviços de abastecimento de água e (futuro) tratamento de esgoto.

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Entre trilhos e escolhas

Oestudo que orienta a nova concessão ferroviária no país aponta uma direção clara, mas não definitiva. A priorização de corredores como o eixo Cruz Alta–Rio Grande reflete critérios técnicos de escala, volume e conexão com portos. Ao mesmo tempo, deixa em segundo plano trechos que cruzam o Vale do Taquari. Essa leitura, no entanto, precisa ser tratada como indicativa, não conclusiva. O próprio processo ainda prevê audiências públicas e etapas de validação. É nesse espaço que estados e regiões podem apresentar ajustes, questionar premissas e defender alternativas. O estudo mostra uma diretriz de viabilidade econômica, mas não esgota o debate sobre o papel da ferrovia no desenvolvimento regional.

A exclusão de trechos precisa de análise mais ampla sobre impacto regional, potencial de integração e alternativas de uso. Há caminhos intermediários (...).”

Há um ponto estrutural que precisa ser considerado: foram décadas de perda de capacidade, descontinuidade de investimentos e ausência de estratégia integrada. O resultado aparece agora: uma malha fragilizada, com baixa atratividade e dependente de subsídios para operar. A exclusão de trechos precisa de análise mais ampla sobre impacto regional, potencial de integração e alternativas de uso. Há caminhos intermediários, que passam por modelos híbridos, uso turístico, logística complementar e projetos escalonados de recuperação. Mais do que reagir ao que está posto, o momento exige participação. Avaliar o que é viável, corrigir distorções e, principalmente, definir qual é o papel que o Estado e a região pretendem dar à ferrovia nos próximos anos.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“Jamais

quero perder esse sentimento de

Produtora de leite desde a infância,AndrieliBald,25, deForquetinha,construiu suatrajetórianocampo guiadapelolegado familiar,pelaautonomia dotrabalhoruralepela convicçãodequeamulher podeocuparqualquer espaçonapropriedade

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br

O que te fez seguir no campo e trabalhar na produção de leite com a família?

O que me motivou foi o forte vínculo com a história da minha família. Além de honrar um legado construído ao longo de gerações, essa escolha nos permite manter o trabalho sem depender de funcionários, tornando o negócio verdadeiramente familiar e com o propósito maior de alimentar o mundo.

Como foi aprender a pilotar trator e assumir funções ainda vistas como masculinas?

Aprendi a dirigir trator ainda na infância. No início, não alcançava os pedais, mas já entendia a importância do trabalho que meu pai realizava no campo. Isso me deu uma base muito forte e, ao longo dos anos, fui aprimorando minhas habilidades. Quando comecei a assumir funções que até então eram vistas como masculinas, o processo ocorreu de forma natural, mas ainda exigiu coragem, dedicação e o apoio de pessoas que acreditavam em mim.

Já sofreu discriminação por ser mulher no meio rural?

Sim, ainda percebo certo preconceito quando se trata de mulheres interessadas em temas tradicionalmente vistos como masculinos, especialmente em feiras e balcões de negócios. Porém, quando demonstro meu conhecimento sobre o assunto, passo a receber mais atenção.

alimentar o mundo”

Nesse momento, enxergam o meu profissionalismo, pois a mulher também precisa dominar o tema e demonstrar que tem a mesma capacidade de qualquer outro profissional.

Pensou em deixar o campo pela cidade?

Na verdade, nunca pensei em deixar a propriedade. Sempre fui muito ligada à rotina, à família e ao propósito do trabalho. Além disso, temos flexibilidade e somos nossos próprios patrões. Apesar dos desafios do trabalho em família, há pontos muito positivos, como a liberdade de organizar o tempo, o almoço e a tomada de decisões em conjunto.

Qual a importância da família na sua trajetória?

A família teve papel fundamental nessa decisão. Desde a infância, conciliávamos a escola com pequenas atividades na propriedade. Eles nos deram responsabilidades e compromissos, além de uma pequena remuneração, o que fez com que valorizássemos ainda mais o trabalho. Aos poucos, fomos ganhando autonomia e assumindo decisões maiores. Ainda assim, eles sempre estiveram presentes, nos orientando, o que foi essencial nessa trajetória.

Desafios e recompensas de viver e trabalhar no campo?

Os maiores desafios hoje são o clima, a desvalorização por parte do governo e a dificuldade de as políticas públicas chegarem na ponta, além da necessidade de manter a família sempre unida e profissional. As recompensas, porém, também são grandes.

A sensação de autonomia, ver o próprio negócio crescer e ter contato direto com a terra e a natureza são experiências inexplicáveis. O campo tem se tornado inspiração em um mundo tão acelerado, onde o tempo de fazer e esperar virou luxo. Acompanhar os ciclos, da plantação à colheita, e realizar trabalhos manuais que desaceleram o pensamento reforçam a valorização do simples.

Se imagina fazendo outra coisa?

Até poderia me ver em outra profissão, desde que relacionada ao agro, como agronomia, veterinária ou assessoria técnica. Mas jamais quero perder esse sentimento de alimentar o mundo, seja com produtos como o leite ou com informação. A agricultura é uma paixão e, por mais que eu explore outros caminhos, sempre quero tê-la como base, seja no ensino, na tecnologia ou na sustentabilidade.

Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
Diretor Executivo: Adair Weiss
Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
Contatos
Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Muitas queixas em Encantado, Venâncio Aires e, também, em Taquari

Três dos principais municípios da Região dos Vales enfrentam problemas com os serviços de abastecimento de água e (futuro) tratamento de esgoto. E os três municípios já assinaram o discutível aditivo de contrato com a Corsan/Aegea, a concessionária privada que assumiu os serviços e boa parte dos acordos gerenciados pela antiga e já extinta estatal. As situações em Encantado e Venâncio Aires já foram destaques em outras matérias, com intervenções do Executivo junto à Agergs, pedidos de auxílio junto ao Ministério Público, e até mesmo a instauração de CPI no Legislativo. Falta d´água, problemas nas faturas,

cobranças indevidas de esgoto e outros problemas foram apontados e estão sob investigação. E o cenário parece ser o mesmo na “cidade mãe” do Vale. Em Taquari, o governo municipal assinou o aditivo em 2023 e agora prepara uma notificação com multa e pedido de esclarecimentos à concessionária. Paralelo a isso, o MP deverá ser provocado em breve pelo Legislativo taquariense para também verificar o cumprimento – ou não – do contrato. Ou seja, os primeiros anos da Corsan/Aegea na região estão bem mais conturbados do que o previsto. E nem citei aqui a complexa e ainda indefinida negociação com o governo de Lajeado...

BOM PARA O VALE

Lula anuncia Pimenta como novo líder de governo

Ex-ministro da Reconstrução e pré-candidato ao Senado, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) foi indicado pelo presidente Lula para ser o novo líder de governo. O gaúcho de Santa Maria – que também atuou como ministro da Secretaria de Comunicação antes das tragédias climáticas – substitui José Guimarães (PT), designado à

Secretaria de Relações Institucionais. Muito próximo ao Vale do Taquari, especialmente pela interlocução do ex-prefeito de Taquari e pré-candidato a deputado estadual, Maneco Hassen (PT), Pimenta tem sido um elo crucial entre a capital federal e nossas demandas regionais. Portanto, a sua ascensão em Brasília é positiva, também, ao Vale.

rodrigomartini@grupoahora.net.br

SETOR PÚBLICO DE ESTRELA

Exame toxicológico

vira lei. E a lei pode ser ampliada...

O governo de Estrela sancionou a lei de origem legislativa que veta o acesso a cargos e a empregos públicos do município, no âmbito da administração direta e indireta, ao cidadão que testar positivo em exame toxicológico para a detecção da presença de substância psicotrópica proibida e/ou droga ilícita. O exame precisa ser fornecido por laboratório especializado, ser do tipo de “larga janela de detecção”, e apresentar resultado negativo para o período mínimo de 180 dias – após a eventual admissão, não serão necessários novos exames. Além disso, a despesa do exame ou eventual contraprova não caberá ao Executivo. E um detalhe. Em virtude da “competência privativa da União para legislar sobre direito eleitoral”, a lei não se aplica a prefeita, vice-prefeito e vereadores. Entretanto, Carine Schwingel (União Brasil) reforça a intenção de incluir uma “recomendação” para que tais agentes eletivos realizem os testes. “Mas é possível exigir dos secretários”, adianta ela.

TIRO

- A 18ª Festa Nacional do Chimarrão projeta bons exemplos. Entre esses, a utilização de copos reutilizáveis da marca Meu Copo Eco em substituição aos tradicionais copos plásticos. Com isso, a organização quer evitar o uso de mais de 40 mil copos plásticos durante a festa.

- Em Estrela, Rafael Mallmann (União Brasil) deve decidir até meados de junho se concorre ou não ao cargo de deputado estadual. Ele vai aguardar o desfecho de questões públicas e particulares.

- Ex-secretária municipal e ex-vereadora em Teutônia, Mareli Vogel (PP) deixou recentemente cargo no governo estadual e assumiu nesta semana uma função no gabinete da prefeita de Lajeado.

- Não bastou definir que o PDT seria cabeça de chapa nas eleições para o governo do RS. Além disso, o PT nacional quer forçar Edegar Pretto (PT) a aceitar a pré-candidatura a vice-governador, e ser um companheiro fiel da pré-candidata a governadora, Juliana Brizola (PDT). Aguardemos!

- Na região alta, o governo de Encantado está muito preocupado e se reuniu ontem com representantes de outros 12 municípios para debater o custeio da UTI do Hospital Santa Terezinha.

Zucco vem a Lajeado em junho

Deputado federal e précandidato a governador do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) deve visitar Lajeado em junho. A data exata será divulgada nas próximas semanas. Mas já está confirmado que a principal cidade do Vale do Taquari estará na programação do movimento Força Gaúcha, iniciativa do PL voltada à escuta da sociedade e à formulação do Plano de Governo. Além de debater com líderes regionais, Zucco quer sugestões para temas como finanças e dívida pública; segurança e sistema penal; agronegócio e meio ambiente; logística; políticas para mulheres; saúde e desenvolvimento social; educação, esporte e turismo. E, em solo lajeadense, Zucco deve ser recepcionado (também) por Luís

Benoitt (PL), ex-secretário de Meio Ambiente e atual vereador da cidade, e que ontem confirmou oficialmente a pré-candidatura dele a deputado estadual.

“Esse governo não me representa”, diz Mozart

Secretário municipal e líder de governo em outras oportunidades (leia-se gestões municipais), o suplente de vereador Mozart Lopes (PP) soltou o verbo durante a sessão plenária da câmara de Lajeado, realizada no fim da

tarde de ontem. “Esse governo não me representa”, disparou o progressista de longa data. Ele criticou a ausência de incentivos para segurar e atrair novas empresas, cobrou agilidade na pavimentação de vias, ampliação do Parque de Eventos, e revelou mágoa com relação à conduta do Executivo durante a participação dele na CPI. “O ‘palácio’ não ajudou”. Por fim, ele não descarta trocar de partido e o PL e o MDB já estariam no horizonte.

SEXTO ANO CONSECUTIVO

CORRETOR DO VALE INTEGRA ELITE GLOBAL

DO SETOR DE SEGUROS DE VIDA

Presidente da MDRT no RS, Leandro Pretto, destaca avanço da previdência privada e defende atuação independente na orientação aos clientes

Ocorretor de seguros de vida e presidente da Million Dollar Round

Table no RS, Leandro Pretto, foi reconhecido, pelo sexto ano consecutivo, como integrante do grupo Top of the Table MDRT, que reúne a elite global do setor. A distinção é altamente seletiva: apenas 0,02% dos profissionais alcançam esse nível.

Além disso, acumula 12 premiações internacionais e diversas nacionais. Para Pretto, o reconhecimento é resultado de uma atuação baseada em assessoria completa, com a oferta de soluções por meio de diferentes seguradoras, conforme o perfil de cada cliente, mantendo a qualidade da carteira e o respeito ao código de ética.

Fazer um plano de previdência é poupar no presente para garantir independência financeira e qualidade de vida no futuro.”

“Quando se representa apenas uma companhia, a atuação fica limitada. Trabalhei por muito anos em uma grande seguradora nacional, de excelente reputação, mas nem sempre era possível oferecer o produto mais adequado”, afirma. “Hoje, ao trabalhar com mais de dez empresas, deixo de atender exclusivamente aos interesses da companhia e passo a priorizar as necessidades do cliente.”

IMPORTÂNCIA DO SEGURO

Natural de Travesseiro, Pretto atua há mais de 20 anos no mercado e, hoje, possui mais de oito mil clientes ativos no Brasil e no exterior. Ao longo desse período, acompanhou transformações relevantes, como os impactos da reforma tributária e da pandemia de Covid-19.

“Vivemos um momento marcado por mudanças na tributação e instabilidade de governo. No cenário nacional, o seguro de vida é um dos poucos serviços financeiros que permaneceram inalterados diante de mudanças legislativas”, diz.

Sobre a pandemia, ele avalia que o período foi um divisor de águas. “Ficou evidente que não somos imunes. Mesmo pessoas com boa saúde se tornaram vulneráveis, e muitos profissionais autônomos perderam

renda ao não poder trabalhar enquanto estavam enfermos.”

Ele ainda chama atenção para práticas do mercado, como seguros atrelados à faixa etária, que podem sofrer reajustes expressivos ao longo do tempo e comprometer a sustentabilidade do contrato. A recomendação, afirma, é priorizar soluções com maior previsibilidade de custos.

“Podem ter reajustes relevantes ao longo do tempo, especialmente após os 60 anos, tornando-se caros e, por vezes, insustentáveis justamente no momento de maior necessidade, que costuma ocorrer na fase idosa”, afirma.

PREVIDÊNCIA

PRIVADA EM ALTA

Nesse contexto, o corretor destaca o avanço da previdência privada como instrumento de proteção e planejamento financeiro. Segundo ele, a crise ampliou a percepção de risco e impulsionou a busca por estabilidade de renda no longo prazo.

“Fazer um plano de previdência é poupar no presente para garantir independência financeira e qualidade de vida no futuro, além de viabilizar. Hoje, é possível acessar fundos de grandes gestores e combinar previdência com coberturas de proteção, conforme o perfil do cliente”, afirma.

O corretor também ressalta a diferença

CORRETOR EFICAZ

Pretto recomenda que se contrate um corretor de confiança. Em bancos, por exemplo, o gerente costuma acumular diversas funções e nem sempre tem especialização em seguros. Além disso, há muita rotatividade, o que pode fazer o cliente perder a referência ao longo do tempo.

“O seguro de vida, quando contratado o preço inicial não deve ser o único critério, não pode ter margem para erro. Ele precisa ser estruturado para o longo prazo, idealmente de forma vitalícia. Por isso, é fundamental contar com um profissional especializado e independente”, conclui.

entre os produtos. Segundo ele, o seguro resgatável não deve ser tratado como investimento financeiro, por ter foco em atualização monetária, e não em rentabilidade. Já a previdência é mais adequada para quem busca retorno e planejamento de longo prazo

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

Estudo exclui Vale das ferrovias prioritárias

Relatório feito pelo

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ajudar na concessão de 2027 estabelece trecho de Cruz Alta a Rio Grande como meta para investimentos e não prevê aporte para o Tronco-Sul e à Ferrovia do Trigo

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

Oplanejamento ferroviário em discussão no país redesenha a lógica de transporte de cargas e retira o Vale do Taquari do eixo de investimentos na futura concessão. Estudo financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que analisa quase 10 mil quilômetros de trilhos abandonados ou subutilizados no país, aponta que a retomada da malha dependerá de aporte público e será concentrada em corredores com mais retorno econômico. Nesse recorte, linhas que cruzam a região, como o Tronco Principal-Sul, entre Mafra (SC) e Canoas, e a Ferrovia do Trigo, entre Roca Sales e Passo Fundo, não aparecem como prioridade logística.

DETALHES

SOBRE O ESTUDO

O diagnóstico do BID analisou 9.845 quilômetros de trilhos em todo o país.

Desse total

DIVULGAÇÃO/ARQUIVO

Estudo é um dos documentos avaliados para a futura concessão. Mesmo sem a prioridade para o Vale, existe a possibilidade de inclusão nos investimentos, em especial para uso turístico

O levantamento indica que, mesmo entre os trechos considerados viáveis, a maior parte exige subsídios permanentes para operar, o que leva o governo a concentrar recursos em rotas estratégicas. No RS, o principal eixo passa a ser a ligação entre Cruz Alta ao porto de Rio Grande, corredor que deve absorver a maior

MOVIMENTO REGIONAL

Se o planejamento federal aponta para concentração logística fora do Vale, a região tenta construir uma alternativa a partir do uso turístico da malha existente.

A recuperação do Trem dos Vales avança em paralelo. O primeiro trecho, entre Muçum e Vespasiano Corrêa, entrou em obras com investimento de R$ 6 milhões do governo do Estado. São 16 quilômetros considerados mais viáveis para retomada inicial.

As intervenções incluem limpeza da via, retirada de entulhos e preparação da base para recolocação dos trilhos. O cronograma prevê cerca de seis meses até a liberação do trecho.

Em paralelo, prefeitos e a Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) articulam em Brasília a ampliação do projeto. A proposta é recompor os 46 quilômetros entre Guaporé e Muçum e incluir novas rotas, como a ligação com Santa Tereza.

O projeto está em fase de estruturação para captação de recursos junto à Defesa Civil Nacional, com estimativa entre R$ 60 milhões a R$ 100 milhões. A estratégia é enquadrar a ferrovia como patrimônio público afetado pelas enchentes de 2024.

parte dos investimentos. Na prática, a decisão cria um centro da logística ferroviária sem incorporar os trechos internos do centro do RS, onde estão cidades do Vale.

Pelo cronograma do Ministério dos Transportes, o estudo será incorporado às análises da Infra S.A. O leilão da Malha Sul está previsto para o segundo semestre deste ano. O governo federal admite a necessidade de aporte público para viabilizar o trecho gaúcho, estimado entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.

No total, o pacote prevê até R$ 12 bilhões em investimentos nos três estados do Sul, voltados

à recomposição da malha, modernização da infraestrutura e aquisição de material rodante.

Cenário gaúcho e nacional

No diagnóstico apresentado até agora, a situação da ferrovia gaúcha é crítica. Dos cerca de 3.823 quilômetros de trilhos, apenas 921 quilômetros estão operacionais após as enchentes de 2023 e de maio de 2024. Outros 759 km seguem bloqueados. Quanto ao país, foram avaliados quase 10 mil km de ferrovias. Cerca de 7,4 mil km têm potencial de recuperação e 2,4 mil km são inviáveis, mesmo com aporte público. A estimativa para recuperar a malha chega a R$ 75 bilhões, considerando reconstrução e operação.

Corredor dominante

No RS, o eixo Cruz Alta–Rio Grande concentra as estratégias de investimento por ser um corredor entre produção agrícola, indústria e porto, formando a principal ferrovia do Estado. A estratégia apontada pelo estudo prioriza eficiência e volume. Linhas com menor escala ou desconectadas desse fluxo perdem espaço no planejamento. No trecho do Vale do Taquari, onde fica a Ferrovia do Trigo, o entendimento é de pouca atratividade para o transporte de cargas. Sem integração com o corredor principal, a tendência é de uso restrito ou direcionamento para turismo.

7.412 km têm potencial de reativação com investimento público

2.433 km são considerados inviáveis, mesmo com aporte estatal

Nenhum trecho se sustenta apenas com capital privado.

SITUAÇÃO

Ferrovia do Trigo

Trecho: Roca Sales–Passo Fundo

Situação: fora da prioridade para cargas

Tronco Principal Sul

Trecho: Mafra–Canoas

Situação: sem inclusão no plano

CORREDOR PRINCIPAL

Trecho: Cruz Alta–Rio Grande Função: escoamento estratégico

NO VALE

Trecho em recuperação

Extensão: 16 quilômetros

Percurso: Vespasiano Corrêa a Muçum

Linha: Ferrovia do Trigo

CRONOGRAMA DAS OBRAS

29 de janeiro: assinatura do repasse

Início de fevereiro: montagem do pátio de obras em Muçum Mobilização de equipes, transporte de locomotiva e equipamentos Março e abril: primeira etapa, com a limpeza do percurso

Formato: cinco fases até a conclusão

Prazo estimado: 6 meses

Investimento: R$ 6 milhões

Origem: Governo do Estado

Projeto em elaboração

Trecho seguinte: Vespasiano Corrêa a Guaporé (com inclusão de Santa Tereza)

Extensão total do Trem dos

Vales: 46 quilômetros

Status: fase de planejamento e articulação institucional

Sinalização de recursos de R$ 60 milhões a R$ 100 milhões pela Defesa Civil Nacional

O Tronco Principal-Sul segue o mesmo caminho. O trecho Mafra–Canoas, ligação com o restante do país e não aparece como prioridade no modelo. Em resumo, o estudo consolida uma mudança na política ferroviária nacional, com reversão da ideia de cobertura territorial para um olhar sobre rentabilidade, escala e conexão direta com portos.

VALE DO TAQUARI

ACESSO À PONTE DE FERRO

Tapa-buracos precede projeto para requalificar rota estratégica

Intervenção começa nesta semana como medida emergencial enquanto município prepara recapeamento completo da via

Aprefeitura de Lajeado inicia nesta semana uma operação de tapa-buracos na avenida Senador Alberto Pasqualini, uma das principais ligações entre o município e Arroio do Meio. A medida é considerada emergencial diante das condições da pista, que apresenta buracos, remendos e desníveis ao longo do trecho.

De acordo com o secretário de Obras, Genésio Kamphorst, o trabalho começa como solução paliativa. “A gente está prevendo o recapeamento das partes danificadas, na verdade um tapa-buracos, porque não dá mais para aguardar a situação da pista.”

A administração municipal aguardava recursos externos para uma obra mais ampla, mas, sem confirmação no curto prazo, opta por intervir com recursos próprios. “A gente estava aguardando um recurso do Estado para um recapeamento total, mas isso não aconteceu até agora. Então vamos fazer esse trabalho emergencial e, paralelamente, encaminhar uma licitação com recursos próprios”, reforça o secretário.

Investimento

milionário

O recapeamento completo da via ainda depende de trâmites administrativos e deve levar mais tempo. “Uma licitação dura no mínimo seis meses, então não tem como resolver isso de imediato.”

A expectativa é que o investimento para refazer toda a pavimentação ultrapasse R$ 6 milhões. Ao todo a obra irá abranger um total de 2km de extensão, contanto com a retirada do asfalto antigo, preparação do solo, aplicação do novo e após pintar a sinalização na via. Neste primeiro momento, o serviço não inclui correção total da pista. “Não conseguimos fazer o

nivelamento da via inteira agora. Vamos atuar nos pontos mais críticos. O desnível vai permanecer por enquanto”, afirma. Segundo ele, a regularização completa só ocorre na etapa definitiva, com a reconstrução da base e aplicação de nova camada asfáltica.

A decisão de adiar a intervenção ocorreu também em função das obras na ERS-130, que aumentaram o fluxo na Pasqualini. “Ela estava sendo usada como via de escape, então a gente precisou postergar para não gerar ainda mais transtornos”, explica.

Comércio local é impactado

A situação da avenida é alvo de reclamações frequentes de motoristas e moradores. Proprietário de um mercado às margens da via, Giovani Ristoff relata dificuldades no dia a dia. “Essa avenida é bastante movimentada e está bem complicada, com buracos e

remendos. Principalmente em dias de chuva fica perigoso.”

Segundo ele, os problemas se concentram no trecho em direção à ponte de ferro. “Entre o mercado e o colégio é o pior ponto. Já tentaram arrumar, mas não resolveu”, diz.

Além do desconforto, há preocupação com danos aos veículos. “A mercadoria até não chega a estragar, mas o risco de quebrar caminhão ou acontecer algo mais sério existe”, relata.

Para Ristoff, intervenções pontuais ajudam no curto prazo, mas não resolvem o problema estrutural. “Recapear pode melhorar agora, mas se não fizer algo diferente, volta a estragar em pouco tempo”, avalia.

A Pasqualini é considerada estratégica para o trânsito regional, concentrando fluxo de veículos leves e pesados, além de servir como alternativa à ERS-130. A prefeitura deve manter monitoramento da via enquanto prepara o processo licitatório para a obra definitiva, que deve começar ainda em 2026.

LAJEADO
Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Na manhã de ontem, parte da via estava interditada para obras. Objetivo é melhorar as condições de fluxo até o recapeamento da via
FABIANO LAUTENSCHLÄGER

vinibilhar@grupoahora.net.br

Scala Logística amplia atuação e marca presença na Intermodal 2026

Teve início ontem e vai até quinta-feira, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Intermodal South America 2026, considerada o principal evento de logística da América do Sul. A feira reúne soluções, tecnologias e tendências voltadas aos setores de transporte de cargas, intralogística, comércio exterior e inovação, atraindo lideranças empresariais, gestores públicos e tomadores de decisão de todo o país.

A Scala Logística, com sede em Lajeado, participa do evento com estande próprio e apresenta ao mercado um movimento estraté-

gico de expansão de suas operações. Entre as novidades está a ampliação da atuação no transporte de combustíveis e produtos químicos a granel, segmento que exige elevado nível de segurança e conformidade regulatória.

A iniciativa está diretamente ligada à incorporação da Transpodiesel, empresa com atuação consolidada no transporte rodoviário

de combustíveis na região Norte do Rio Grande do Sul. A integração, anunciada na última sextafeira, 10, fortalece a capacidade técnica da Scala e amplia sua presença nos setores industrial e energético.

Paralelamente, a empresa também avança em novas frentes operacionais. No dia 22 de abril, inicia atividades no setor florestal em Lençóis Paulista, junto à Bracell. Segundo o diretor Valmor Scapini, equipes já estão sendo deslocadas para São Paulo, onde darão início às operações nos próximos dias.

Com o objetivo de orientar empresários e gestores sobre os efeitos da Reforma Tributária no ambiente de negócios, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) realiza amanhã, reunião-almoço (RA) com o tema “Reforma Tributária: qual o impacto nas empresas”. O encontro, exclusivo para associados, ocorre a partir das 11h30min, no salão de eventos da entidade.

O palestrante será o doutor em Direito Tributário e vice-presidente jurídico da Federasul, Milton Terra Machado. Durante a apresentação, ele abordará um panorama atualizado das mudanças previstas, destacando pontos de atenção para as empresas, como possíveis alterações na carga tributária, simplificação de impostos e impactos na competitividade.

Machado é professor da PU-

RSData promove evento sobre gestão de SST

A gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) passa por uma nova realidade no Brasil, marcada por fiscalização mais intensa, digital e integrada ao eSocial. Nesse contexto, empresas que não se adaptarem às exigências podem enfrentar autuações, riscos operacionais e prejuízos financeiros.

Diante desse cenário, a RSData promove, no dia 29 de abril, o encontro “Gestão Estratégica de SST na Era da Hiperfiscalização: Tecnologia, eSocial, NR-1 e os novos desafios das empresas”.

O evento será realizado na CIC Caxias do Sul e propõe uma abordagem prática sobre como transformar a gestão de SST em uma ferramenta estratégica, capaz de proteger organizações, reduzir riscos e qualificar a tomada de decisões.

A iniciativa também tem caráter solidário. Todo o valor arrecadado com as inscrições será destinado integralmente à entidade Mão Amiga, de Caxias do Sul.

As inscrições podem ser feitas diretamente com a RSData, pelo telefone (51) 92001-6515.

CRS e sócio do escritório Terra Machado e Citolin Advogados, com ampla atuação na área tributária.

As inscrições devem ser realizadas pelo site da Acil até o meio dia de hoje.

Dólar: R$ 4,99

COOPERATIVISMO E VOLUNTARIADO

Fundo Social da Sicredi apoia mais de 1 mil projetos

O valor destinado é de acordo com o número de associados e o rendimento da cooperativa. A Liga de Combate ao Câncer de Teutônia é umas das entidades beneficiadas

Criada em 2009 por cinco amigas que enfrentavam juntas a luta contra a doença, a Liga de Combate ao Câncer de Teutônia completa 17 anos. Rejane Hinnah (60), uma das fundadoras e atual vice-tesoureira da instituição, conta que o intuito, no começo, era o acolhimento e o apoio emocional. Mas, logo, as ações começaram a surgir para arrecadar fundos e ajudar as pessoas acometidas pela doença no custeio, principalmente, dos suplementos.

A voluntária afirma que, hoje, a entidade não recebe nenhum recurso público e mantém suas ações por meio da venda de roupas no brechó, de materiais recicláveis e de camisetas ao longo do ano. “Além desses movimentos, temos pessoas que contribuem mensalmente por meio da conta de luz, empresas e cooperativas que promovem campanhas e destinam recursos. Tudo isso nos ajuda a seguir atuando em benefício dos pacientes”, conta.

Uma das ações mencionadas por

Rejane é o Fundo Social. A Liga de Combate ao Câncer, em 2025, foi contemplada com o valor de R$ 10.000,00 por meio do projeto da Cooperativa Sicredi Ouro Branco RS/MG. À época, a instituição utilizou o recurso para a compra de 300 camisetas e 100 guardachuvas, destinados à venda.

O que é o programa

O Fundo Social do Sicredi é um recurso financeiro voltado ao apoio e ao fortalecimento de entidades que atuam pelo desenvolvimento das comunidades. A iniciativa busca impulsionar projetos e ampliar o impacto social nas localidades onde a cooperativa

atua. Conforme a instituição, quanto maior a participação dos associados, maior também é o volume de recursos destinado às ações.

Para o presidente da Sicredi Ouro Branco, Neori Ernani Abel, o Fundo Social do Sicredi tem se transformado em um instrumento importante de apoio às instituições filantrópicas da região. “Essas instituições apoiam pessoas que estão vinculadas a elas por alguma causa. E, por meio do trabalho voluntário, promovem melhorias que geram qualidade de vida”, relata.

Abel conta que, desde 2018, quando foi implantado o Fundo Social na cooperativa, a Ouro Branco já destinou mais de R$ 7

Venda de recicláveis é um dos principais ganhos financeiros da Liga. Ação de separação e organização é mantida por voluntárias durante as terças e quintas à tarde, na sede

milhões. “Este valor beneficiou mais de 1.200 projetos. Neste ano, pelo menos 220 estarão inscritos.”

O presidente afirma que serão destinados R$ 2 milhões em 2026. E as inscrições podem ser feitas por meio do site, ou na própria agência, de acordo com o regulamento do programa.

Essas instituições apoiam pessoas que estão vinculadas a elas por alguma causa. E, por meio do trabalho voluntário, promovem melhorias que geram qualidade de vida.”

Compromisso com a região

Na Sicredi Integração RS/ MG, em 2025, mais de R$ 1,9 milhão foi destinado por meio do Fundo Social, medida que beneficiou 172 entidades. Mais de 28 mil associados já foram formados pelo programa Crescer, que dissemina os valores do cooperativismo, e mais de 40 mil pessoas participaram do Pertencer, que reforça a participação democrática nas decisões da cooperativa.

Além disso, os programas educacionais envolvem cerca de 8 mil estudantes e mais de 500 professores de 90 escolas de 28 municípios das regiões gaúcha e mineira de atuação.

Em outra ponta, a Sicredi Região dos Vales apoiou 640 iniciativas em 2025, como projetos integraram o programa Juntos Pela Região. As ações envolvem atividades comunitárias, esportivas e de formação, como campeonatos de futebol e programas de liderança jovem.

A instituição prevê ampliar o volume de recursos destinados às iniciativas em 2026 e incentivar a participação comunitária nos programas.

VALE DO TAQUARI
Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Karine Pinheiro Colaboração
LAUTENIR JUNIOR

Experiência e visão de negócio mantêm legado da Regalo

Marca se reinventou após a mudança de gestão e expandiu atuação para além da região alta do Vale do Taquari

(e), Henrique e Samuel, participaram do O Meu Negócio dessa segunda-feira, 13

Jéssica R Mallmann jessicamallmann@grupoahora.net.br

Odesejo de empreender sempre fez parte dos planos de três amigos que, ao longo dos anos, construíram experiência em áreas estratégicas como alimentação, vendas e economia. Quando surgiu a oportunidade de adquirir a Regalo, eles viram mais do que um novo negócio: enxergaram a chance de dar continuidade a uma marca já conhecida na região e fazêla crescer. Foi justamente a combinação entre esse sonho antigo e a bagagem profissional de cada um que permitiu à empresa se perpetuar e se consolidar como referência no segmento.

A operação foi assumida por Henrique Cornelli, Rodrigo Kalebe e Samuel Lancini em setembro de 2023, em um período desafiador para o Vale do Taquari. Apenas 15 dias após o início da nova gestão, a primeira grande enchente atingiu a região. Embora a unidade não tenha sido alcançada pela água, os impactos chegaram rapidamente ao negócio, principalmente pela situação vivida pelos clientes. “A

As sete leis espirituais do sucesso por Deepak Chopra

Este livro rompe com a ideia mais tradicional de sucesso. O novo conceito abordado por Deepak Chopra transcende as barreiras daquilo que se restringe simplesmente à realização material, e eleva sua definição a um nível muito mais pleno, estreitamente ligada à compreensão das necessidades da alma humana e daquilo que é capaz de realizá-la. As sete leis espirituais do sucesso apresenta uma visão mais clara e abrangente dos resultados positivos alcançados quando sugere que devemos nos manter atentos às leis simples e poderosas que regem a harmonia do universo.

A partir da compreensão dessas leis, percebemos que o sucesso, em seu sentido mais amplo, não é resultado de ações previamente calculadas, trabalho árduo e ambição, mas a

gente não foi atingido pela água, mas os clientes já estavam sendo afetados. Para nós, que recém tínhamos iniciado a operação, já começamos com a marcha ré engatada”, relembra Henrique. O plano inicial previa atuação concentrada na região alta, com foco em municípios como Encantado, Roca Sales e Muçum.

ENTREVISTA

Henrique Cornelli, Rodrigo Kalebe e Samuel Lancini sócios - Regalo

“Sempre acreditamos que devemos trabalhar com algo que se gosta”

Wink - Vocês são de onde?

Kalebe - Sou de Encantado, nascido e criado aqui. Meu pai é de Progresso e minha mãe é de Porto Alegre, e ambos são aposentados.

Henrique - Também sou nascido e criado em Encantado. Diferente do Kalebe, meus pais também são daqui. Nunca saí de Encantado, sempre trabalhei na cidade e estudava fora, mas ia e voltava todos os dias.

Samuel - Sou de Encantado, assim como toda a família. Somos de Palmas.

Em que momento da vida vocês se encontraram e decidiram abrir um negócio?

Tu és formado em que Rodrigo?

Rodrigo - Sou formado em Engenharia de Produção e Química. E algumas pósgraduação em gestão de processos e marketing. Hoje eu e o Henrique ficamos mais interno na fábrica, cuido da parte de operações e ele da finanças. Já o Samuel, fica na parte comercial.

Henrique - Lá dentro temos funções bem definidas, mas é claro que todo mundo se ajuda.

Antes da Regalo vocês tinham outros empreendimentos. Como foi essa experiência?

tradução da serenidade e do bemestar, de profundos sentimentos de alegria e realização pessoal.

No entanto, o cenário exigiu uma rápida mudança de rota. “Nesses primeiros dias já vimos que teríamos que mudar nosso modelo de negócio, pois a ideia inicial era trabalhar na microrregião. Por um lado, isso foi bom, pois tivemos que acelerar a empresa de uma forma”, destaca Kalebe. A capacidade de adaptação,

Henrique - Eu fazia o curso de economia na Unisc, ia para lá todos os dias. E nessas idas e vindas no ônibus, conheci o Rodrigo, que também estudava lá. A gente sempre diz que nesse meio tempo a gente ia e voltava abrindo empresas. Olhávamos todos os terrenos que estavam livres na RS e BR e falava: “aqui cabe uma empresa de alguma coisa”. Foram ideias de A a Z. Ali foi que conheci o Rodrigo. E o Samuel, na última empresa em que trabalhei, ele era meu colega de trabalho. Ele também sempre teve vontade de empreender e colocar o próprio negócio. Assim como o Rodrigo. Eles não se conheciam, mas como eu sabia da honestidade, integridade e caráter de cada um, nada melhor do que juntar essas pessoas. A gente sabe que sozinho é muito difícil tirar algo do zero e construir. Sempre falo que é melhor ter 33% de 100 do que 100% de nada. Esse sempre foi meu lema. E é muito mais fácil carregar uma empresa quando há a divisão da função. Foi então que apresentei os dois e deu liga. E depois o Rodrigo foi quem foi o elo de ligação da empresa.

somada ao preparo financeiro e à experiência empresarial dos sócios, foi determinante para que a marca não apenas resistisse, mas seguisse crescendo. “A gente nunca desistiu, foi bem resiliente. Tínhamos nos preparado financeiramente”, complementa Henrique.

A Regalo iniciou em uma sala comercial de aproximadamente

Henrique - Eu me formei em economia e no início eu dava consultoria financeira pessoal. Depois começamos a vender lasanhas. Nós queríamos empreender e começar um negócio muito rápido. Então falei para o Rodrigo: “vamos fazer alguma coisa, pois precisamos começar algo do zero”. A ideia da lasanha veio pelo fato de ser o mais fácil. Era um fogão, uma panela, a mãe que sabia fazer a receita, a nossa vontade e um cilindro daqui e de lá. Foi um pouco antes da pandemia. Kalebe - Sempre acreditamos que devemos trabalhar com algo que se gosta. E a gente gosta de comida (risos) e socializar com os amigos. Tínhamos umas receitas prontas, então começamos a fazer. A gente vendia congelado.

80 m², no bairro Planalto. O espaço abrigou o primeiro ano da operação, mas logo se mostrou insuficiente diante do crescimento. “No final entrava uma pessoa e tinha que sair a outra. A operação estava grande”, recordam. A expansão levou à mudança da unidade fabril, que agora se encontra junto à ERS-129.

EVANDRO MALLMANN
Kalebe

RECONHECIMENTO

Certel recebe homenagem na Câmara dos Deputados pelos 70 anos de atuação

Ato ocorreu nessa terça-feira, 14, em Brasília. Homenagem reuniu diretoria e funcionários da cooperativa, representantes da região e integrantes de sistemas cooperativistas

Ao celebrar 70 anos de atuação, a Cooperativa Certel segue em destaque pela trajetória consolidada e a qualidade dos serviços prestados à população. O reconhecimento ultrapassou os limites do Rio Grande do Sul com a homenagem recebida nessa terça-feira, 14, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A sessão solene relembrou o surgimento da cooperativa e a expansão das atividades ao longo de sete décadas. A cooperativa surgiu na antiga vila Teutônia, diante da ausência de fornecimento de energia nas áreas rurais, com estrutura inicial que reunia 174 consumidores. Sete décadas depois, a Certel alcançou mais de 80 mil associados, com presença em 48 municípios dos vales do Taquari, Caí, Rio Pardo, Paranhana e Serra. Atualmente, a Certel ocupa o posto de maior cooperativa de infraestrutura do país. A rede soma cerca de 4,8 mil quilômetros em áreas urbanas e rurais,

Homenagem reforça relevância da Certel no desenvolvimento da região

com postes de concreto em toda a extensão. Além disso, a prestação dos serviços avançou para o fornecimento comercial e a produção de artefatos de cimento, com atendimento ao público que é considerado referência.

A homenagem partiu do deputado federal Heitor Schuch (PSD), que destacou, durante a condução da sessão solene, a trajetória construída a partir da mobilização de comunidades do interior em busca de acesso à energia elétrica. “A cooperativa nasceu de uma necessidade básica e se consolida como instrumento de desenvolvimento regional”, frisou.

Força coletiva

Durante o ato, o presidente da Certel, Erineo Hennemann, apontou a força coletiva como

motor de diversos momentos enfrentados pela cooperativa. “A trajetória envolveu desafios fora da normalidade. É uma história de felicidade, mas também muita responsabilidade. Estou há 50 anos na cooperativa e me sinto feliz em ter visto a construção dessa história”, destacou. O presidente reforçou que a estrutura foi construída com base na proximidade com cooperados e na busca por soluções conjuntas. “Nada aconteceu por acaso e ninguém fez nada sozinho. Temos funcionários que falam em alemão com os associados e isso qualifica o atendimento. Tudo surgiu do Conselho de Administração e Fiscal, de funcionários e líderes políticos regionais”, afirmou. Hennemann também destacou a operação de quatro hidrelétricas e projetos em energia eólica. Para ele, o desenvolvimento ocorre com base em planejamento e cooperação institucional. Entre os projetos recentes, estão a inauguração da sede operacional em Lajeado e o anúncio da hidrelétrica Vale

do Leite, no Rio Forqueta, entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo.

Impacto no desenvolvimento

O prefeito de Teutônia, Renato Altmann, classificou a homenagem como reconhecimento um justo e relevante. Ele destacou impacto direto da cooperativa no desenvolvimento dos municípios, pela geração de emprego e renda e atração de investimentos. O gestor citou ações nas áreas social, esportiva, de saúde e educação, além do fornecimento de energia com bom custo-benefício.

A representante da Organização das Cooperativas Brasileiras, Fabíola Nader Motta, afirmou que a Certel resulta da mobilização de pessoas em busca de soluções para demandas coletivas. Para ela, essa atuação leva dignidade às famílias e representa exemplo de cooperativismo, com base em gestão responsável e inovação contínua.

A trajetória envolveu desafios fora da normalidade. É uma história de felicidade, mas também muita responsabilidade.”

ATUAÇÃO DA CERTEL EM NÚMEROS

4 usinas hidrelétricas

3 usinas fotovoltaicas

5 subestações

5 pontos de estação de recarga veícular

1 indústria de artefatos

28 lojas

7 pontos de atendimento

1 E-commerce

692 funcionários

264 terceirizados

9.581 transformadores

4,8 mil quilômetros de rede

80 mil associados em 48 municípios

VALE DO TAQUARI
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
ERINEO HENNEMANN PRESIDENTE DA CERTEL
DIVULGAÇÃO

“Vale Vivo” leva reconstrução da região à vitrine internacional

monitoramento por câmeras, análise de dados e participação da comunidade.

Projeto do Grupo A Hora voltado à cobertura e fiscalização da reconstrução do Vale do Taquari após as enchentes de 2023 e 2024, o Vale Vivo concorre a um prêmio internacional de jornalismo que será entregue entre hoje e amanhã, em Bogotá, na Colômbia.

A premiação ocorre durante encontro da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (Wan-IFRA), que reúne profissionais de todo o continente para discutir tendências do setor, especialmente inovação e uso de inteligência artificial.

O jornalista e consultor Eduardo Tessler, que representa o A Hora no evento, destaca que a indicação já posiciona o projeto em um cenário global. “O Vale Vivo mostra como o jornalismo regional pode ter impacto real, acompanhando e fiscalizando processos importantes para a sociedade”, afirma.

O projeto concorre na categoria de veículos emergentes de notícias e disputa com iniciativas dos Estados Unidos e do Canadá. Entre os diferenciais do Grupo

A Hora, Tessler cita a estrutura consolidada e o vínculo com a comunidade.“Somos o único com uma redação estruturada e atuação direta na realidade regional”, explica.

Origem e proposta

A origem do Vale Vivo está na maior tragédia climática da história da região. A partir da necessidade de acompanhar a reconstrução e o uso de recursos públicos, o projeto foi estruturado em três pilares:

A iniciativa ganhou financiamento internacional e passou a ser executada a partir de 2026. Desde então, conforme Tessler, o projeto já apresenta resultados concretos, como o acompanhamento de obras públicas e pressão por mais agilidade nas entregas.

Além disso, de acordo com o consultor, o projeto amplia o acesso à informação em cidades com pouca cobertura jornalística, combatendo o chamado “deserto de notícias”. “O reconhecimento internacional mostra que estamos no caminho certo”, avalia.

Caso tenha destaque, o Vale Vivo pode avançar para uma etapa mundial, prevista para junho, na França.

Escola das Águas projeta Lajeado como referência ambiental

Proposta nasce com objetivo de reconectar a comunidade com o rio e criar conscientização

LAJEADO

EO Vale Vivo mostra como o jornalismo regional pode ter impacto real, acompanhando e fiscalizando processos importantes para a sociedade. O reconhecimento internacional mostra que estamos no caminho certo”

Isac Rocha centraldejornalismo@grupoahora.net.br EDUARDO

m um momento em que o Vale do Taquari ainda convive com os reflexos de eventos climáticos extremos e discute caminhos para o desenvolvimento sustentável, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) deu um passo estratégico ao inaugurar, nessa terça-feira, 14, a Escola das Águas, um projeto que une educação, meio ambiente e articulação institucional às margens do Rio Taquari.

A proposta nasce com caráter simbólico e político, de reconectar a comunidade com o rio e inserir a educação ambiental no centro do debate sobre futuro e reconstrução regional.

A Escola das Águas propõe uma ruptura com o modelo tradicional de ensino ao levar estudantes para fora da sala de aula e colocá-los em contato direto com o principal ativo natural da região. A iniciativa prevê atividades contínuas ao longo do ano, conduzidas por oito oficineiras, com atendimento a escolas da rede municipal. Coordenador do projeto, Gilberto Soares destacou que a

iniciativa vai além da educação formal e se insere em um contexto maior de transformação social.

“Estamos formando uma nova consciência. O rio precisa deixar de ser lembrado apenas nos momentos de crise e passar a ser compreendido como parte da nossa identidade e responsabilidade coletiva”, afirma.

Dentro da estratégia institucional da Acil, o projeto também reforça a incorporação de práticas ESG no ambiente empresarial, ampliando o papel das entidades na construção de soluções públicas. A diretora da área, Luana Hermes, destacou o

impacto da iniciativa. Para o secretário Valmir Zanatta, a iniciativa representa um avanço na política ambiental local ao integrar educação e gestão pública. “A gente precisa preparar as próximas gerações para lidar com uma nova realidade climática. Esse tipo de projeto fortalece essa base”, avalia.

O promotor de Justiça Sérgio Diefenbach também reforçou a importância da formação cidadã como ferramenta de prevenção. “A mudança de comportamento começa pela educação. Projetos como esse têm potencial de gerar efeitos concretos na preservação ambiental”, destacou.

VALE DO TAQUARI
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Origem do projeto está na maior tragédia climática da história do Vale
ÀS MARGENS DO RIO
DIVULGAÇÃO

INÍCIO DE TEMPORADA

Antônio

Gaiteiro abre período de apresentações no Pratas da Casa

Primeira noite de show ocorreu na noite de ontem, no palco do Espaço Cultural Wilson Dewes. Com o tema “Pequenos Talentos, Grandes Emoções”, projeto busca dar visibilidade a artistas das categorias Kids e Juvenil

Atemporada de shows do Pratas da Casa 2025 iniciou ontem, 14, com novidades no projeto. O período de apresentação de novos talentos foi aberto por Antônio Gaiteiro, no palco do Espaço Cultural Wilson Dewes. Neste ano, a proposta é “Pequenos Talentos, Grandes Emoções”, com foco na valorização de artistas de até 17 anos.

O Pratas da Casa é um projeto do Grupo A Hora, que busca reconhecer os artistas locais por meio da música. Todos os shows são transmissão ao vivo pelo Youtube do Pratas da Casa. Nesta edição, os participantes devem interpretar músicas de artista ou banda escolhidos. A avaliação fica a cargo de uma comissão julgadora, que atribui pontuação a critérios.

Novidade no palco

Aos 14 anos, Antônio participa pela primeira vez do Pratas da Casa. Ele encarou o desafio com apresentação solo e uso de instrumentos ao vivo e levou ao palco canções como “Cancioneiro das Coxilhas”, “Tordilho Negro”, “Guri” e “Sonhando na Vaneira”. O incetivo à música surgiu da relação com pais e avós e da vivência com o tradicionalismo.

A estreia nos palcos ocorreu aos 6 anos, durante a Noite Estudantil Gaúcha de Bom Retiro do Sul. Para Antônio, se apresentar com a voz e a gaita é uma maneira trabalhar a confiança, autonomia, desempenho ritmo e corporal. “É uma vivência única de transformar a música por meio de um instrumento tão bonito e completo”, diz.

Quem faz acontecer

O Pratas da Casa tem patrocínio de Carlota Beauty, GL Ar Condicionado Automotivo, Comef –Comercial Elétrica Florestal, Instituto Mix de Profissões, Sorrifácil, CFC Victória, Lajeaço, Imobiliária Viver Bem, Fliper Natação e 99 Óticas.

Além disso, conta com apoio de Tigrão Áudio, NaBaia Studio, Escola de Música Josélia Jantsch Ferla, Alfa – Estúdio de Conteúdo e Estratégia, Tecnosom, Luisa Huber Fotografia e Tecnovates, bem como apoio cultural de Arruda Advogados, Impressione e Padaria Suíça.

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
FELIPE NEITZKE

ÁRIES: Pode aprender e ensinar bastante ao trocar de ideias e experiências com quem convive ou trabalha.

TOURO: Seu tino comercial e sua competência para administrar as finanças ficam no modo turbo e cada passo no serviço será para garantir melhorias.

GÊMEOS: Você nem precisará se esforçar muito para se destacar no trabalho, pode atrair amizades e certamente irá bombar nos contatinhos.

CÂNCER: Interesses que envolvam imóveis, podem ser encaminhados com êxito, só manhtenha silencio enquanto não bater o martelo.

LEÃO: Conversas e contatos com quem tem afinidades vão aquecer suas esperanças e podem dar start em amizades gratificantes.

VIRGEM: Bora lá pegar firme nas responsabilidades e transformar sua força de trabalho em dindim: a fase é ideal para bater metas, faturar e reforçar o orçamento.

HORÓSCOPO

LIBRA: Siga em frente com força, foco e fé porque hoje tudo vai dar certo na sua vida e sua energia espiritual será uma grande aliada.

ESCORPIÃO: Pesquisas, investigações e serviços mais reservados em laboratórios e hospitais devem render bastante.

SAGITÁRIO: alguém mais íntimo pode mexer com as suas emoções e também dar conselhos que ajudarão a nortear suas decisões.

CAPRICÓRNIO: Na vida pessoal você vai se entrosar numa ótima com todos. Interesse por alguém do trabalho pode render uma paquera gostosa.

AQUÁRIO: Agora, as promessas mais incríveis estão reservadas para o amor e se ainda não encontrou sua alma gêmea, prepare o coração!

PEIXES: Você terá muita desenvoltura para lidar com assuntos mais complexos e pode dar uma ajuda providencial para um familiar que estima

CRUZADAS

médica de remédios

ele interefor-

Ciências, práticas com amvagas, estará preparanpesquisas e vivências desenvolvidas docutracientífico.

“Ateliê mais com sala de acontecem Infantil, loPoliesvidro, o também a esportiem quarsótão com Serão com lubrises idensalas de terproobras como meninas. rede Coração de das Vale do Taquari

Máquina essencial em terminais portuários de contêineres

Raro, em inglês Integrante do bando de Lampião e Corisco

Documento apresentado por viajantes na PF Reflexão acústica Companhia (abrev.)

Associação do Stock Car (EUA)

Maior ave brasileira

Pronome pessoal

Reunião para eleição de um Papa

Reclamar (pop.) Período histórico

Honesto; incorruptível "Alguém Como (?)", música da MPB

Desconhecedora de um assunto

A parte couraçada do crocodilo

Desembolsa

O coletivo de peixes (Gram.)

Constantemente Criar; produzir

Cimo de montanha

Elemento central do ritual funerário hindu

Efeito esperado com a notícia sensacionalista

Aqui, em francês Clube catarinense Cantor sertanejo

Esta coisa

Difere do agnóstico por ter certeza da inexistência de Deus

Idioma em que foi escrito o Corão (?) de travesseiro: função da fronha

Interjeição de chamamento

Triste, em inglês Ósmio (símbolo)

Espírito Santo (sigla)

Vitamina de uso antigripal

Manuel (?) Bocage, poeta português Estrutura que contém os genes (sigla)

Letra que, dobrada, forma um dígrafo

Informação pessoal no perfil do usuário do Facebook Roentgen (símbolo) 2/du. 3/ici — sad. 4/pira — rare. 6/nascar — tobogã. 7/íntegro.

Atração de parques aquáticos

Publicações Legais

FESTA DO ESPORTE AMADOR

FENACHIM DETALHA AGENDA ESPORTIVA EM LANÇAMENTO

Apresentação ocorre hoje com mais de 20 modalidades e terá transmissão ao vivo do programa A Hora Esportes direto do evento

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Os amantes de esportes poderão conhecer, em detalhes, a programação esportiva da 18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) nesta quarta-feira, 15. O lançamento ocorre a partir das 19h30min, no CTG Erva-Mate, no Parque do Chimarrão, e contará com transmissão ao vivo do programa A Hora Esportes, apresentado diretamente do local. O programa, comandado por Ezequiel Neitzke e Caetano Pretto, será exibido das 19h às 20h, com cobertura especial, entrevistas e interação com o público, além de transmissão simultânea pela página do YouTube. A proposta é aproximar a comunidade dos bastidores e das atrações esportivas da festa. De acordo com a comissão esportiva da Fenachim 40 anos, a programação está definida e

diversificada. Jogos como boliche, bocha, vôlei, beach soccer, slack line, futsal, judô, muay thai, box e karatê. Além disso, durante a feira ocorre a primeira edição dos jogos campeiros e o segundo encontro do Grupo Gurizada do Acelero.

Ao todo, serão mais de 20 modalidades esportivas durante o evento, incluindo vôlei de praia, padel, futevôlei, veloterra, motocross, futebol de base e veterano, ciclismo, corrida de rua, beach

tennis, câmbio, além de modalidades como xadrez, canastra e poker.

Entre os destaques, o Circuito dos Vales que deve reunir mais de duas mil pessoas novamente com largada na área central da cidade.

A 18ª Fenachim ocorre nos dias 30 de abril a 3 de maio e de 6 a 10 de maio, no Parque do Chimarrão, reunindo esporte, cultura e tradição em uma programação voltada para toda a comunidade.

AGENDA ESPORTIVA

DIA 1º DE MAIO

9h – Taça Fenachim de Vôlei de Praia Feminino (Quadra de Arreia)

14h – Trilha do Pedal (saída da Igreja Matriz)

18h – Copa Fenachim de Padel (Arena Z Sports)

19h30min – Taça Fenachim de Boliche Ouro (Clube de Leituras)

2 DE MAIO

8h – Taça Fenachim de Vôlei de Quadra masculino (CAJ)

8h30min – Campeonato de Futevôlei (Parque do Chimarrão)

10h – Escoteiros Arés (Parque do Chimarrão)

13h – Copa Mocva de Veloterra e Motocross

13h30min – Taça Fenachim de Bocha (Linha Andréas) 14h – Copa Futebol Veteranos (Campo Assive) 17 – Copa Fenachim de Judô (Parque do Chimarrão)

3 DE MAIO

6h – Circuito dos Vales (Travessa São Sebastião Mártidr)

8h – Copa Fenachim de Futsal Feminino Sub-12 e sub-14 (Ginásio Beno Breunig)

8h – Taça Fenachim de Vôlei de Quadra Misto (CAJ)

9h – Copa Fenachim de Karatê (Parque do Chimarrão)

9h30min – Beach Soccer Veteranos (Sede dos Motoristas)

10h às 12h e 14h às 18h – Slack sem fronteiras (Campo Assive)

14h – Copa Mocva de Veloterra e Motocross

7 DE MAIO

18h – Taça Fenachim de Beach Tennis (Quadra Smart Fit) 19h – Campeonato de Canastra (sede do Tutaloko)

8 DE MAIO

9h30min – Câmbio Sesc Voleibol 50+ (Coopeva)

18h – Taça Fenachim de Beach Tennis (Quadra Smart Fit) 19h – Campeonato de Canastra (sede do Tutaloko)

19h – Night Run (Parque do Chimarrão)

19h30min – Taça Fenachim de Boliche Prata (Sociedade Leituras)

9 DE MAIO

13h30min – Campeonato de Muay Thai (Parque do Chimarrão)

14h – Taça Fenachim de Xadrez (CTG Erva-Mate)

16h – Gaúcho de Motocross (Pista Parque Mocva)

17h – Copa Fenachim de Poker (Sede do Tutaloko)

17h – Campeonato de Boxe (Parque do Chimarrão)

18h – Abertura das Olimpíadas Canpeiras (Pista de Rodeio)

10 DE MAIO

9h – Taça Fenachim de Vôlei de Prata Masculino (Parque do Chimarrão)

10h – Olimpíadas Campeiras (Campo Assive)

11h e 14h – Etapa do Gaúcho de Motocross (Pista Parque Mocva)

Circuito dos Vales segue na programação esportiva da Fenachim em 2026
SAMARA ESPINDOLA/DIVULGAÇÃO

HAUBERT TEAM CONQUISTA OITO MEDALHAS NA COPA PRIME

Competição reuniu alguns dos principais nomes do Jiu-Jitsu no RS e distribuiu pontuação relevante para ranking da temporada

AAcademia Haubert

Team teve atuação de destaque na IV Etapa da Copa Prime de Jiu-Jitsu, disputada dentro da Copa Sul Brasileira, uma das competições mais estratégicas do circuito esta-

dual. Com oito atletas inscritos, a equipe alcançou 100% de aproveitamento: todos subiram ao pódio, somando uma medalha de ouro, quatro de prata e três de bronze.

A competição, que integra a 31ª edição da Copa Prime, reuniu alguns dos principais nomes do Jiu-Jitsu do Rio Grande do Sul e distribuiu pontuação relevante para o ranking da temporada 2026. Com qualificação de três estrelas, a etapa colocou 54 pontos em jogo, fator que pode influenciar diretamente na corrida pelo título de Top Ranking ao fim do ano.

O grande destaque da Haubert

Team foi o atleta Rael, que conquistou a medalha de ouro em sua categoria. Além dele, Lucas, Bianca, Benício e Robertta garantiram a prata, enquanto João, Miguel e Richard completaram a campanha com medalhas de bronze. Mais do que os resultados individuais, o desempenho coletivo reforça o crescimento da equipe no cenário competitivo. A Copa Sul Brasileira, em sua segunda edição, também representa uma porta de acesso a desafios ainda maiores, como o Card Especial, que reúne campeões em busca de vaga na Copa dos Campeões, considerada a elite do circuito.

Resultados também colocam os competidores em evidência no cenário nacional

CANOAGEM

AECA CONQUISTA PÓDIOS EM SELETIVA NACIONAL

A Associação de Ecologia e Canoagem (Aeca) participou, entre os dias 10 e 12 de abril, da Copa Brasil de Canoagem Velocidade, realizada em Lagoa Santa, Minas Gerais. A competição é considerada uma das mais importantes do calendário nacional, por servir como seletiva para a formação da seleção brasileira da modalidade.

O evento reuniu atletas de diferentes estados e teve como principal objetivo avaliar o desempenho técnico dos competidores que podem vir a representar o país em competições internacionais.

A equipe do Vale do Taquari garantiu presença no pódio e somou resultados expressivos em diversas categorias. O destaque ficou para a dupla Lorena Soarez e Aghata Duarte, que conquistou

o 3º lugar na prova do K2 Menor 1000 metros feminino.

Na categoria Júnior feminino, Larissa Ahlert e Gabriele Oestrae também tiveram bom desempenho, competindo nas provas de K2 1000 metros e 500 metros. No masculino, Diego Soarez alcançou a 6ª colocação no K1 1000 metros Júnior, enquanto a dupla formada por Francisco Lepkoski e Theo Carraceno terminou na 5ª posição no K2 500 metros Sênior. De acordo com a Aeca, a participação na competição reforça o alto nível dos atletas e evidencia o trabalho desenvolvido pela entidade na formação esportiva. Os resultados também colocam os competidores em evidência no cenário nacional, ampliando as chances de futuras convocações para a seleção brasileira.

Todos atletas inscritos pela Haubert Team conquistaram medalha na etapa da Copa Prime
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

Sicredi de Lajeado era homenageado no Legislativo estadual

A Cooperativa Sicredi Integração RS/MG recebia uma homenagem na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Na época, Elmar Schneider, de Estrela, era deputado estadual e propôs a homenagem à cooperativa que celebrava seus 100 anos de fundação. Naquele tempo, o presidente do Sicredi era Rubem Neitzke e eram cerca de 25 mil associados. A cooperativa de Lajeado era a segunda mais antiga em funcionamento no Estado. O Sicredi Integração

foi fundado em 1906 no antigo Hotel do Comércio, em Lajeado, na esquina das ruas Borges de Medeiros e Bento Gonçalves, como Caixa Econômica e de Empréstimo de Lageado. Somente nos anos 1990 houve o ingresso ao sistema cooperativo Sicredi. Hoje, são mais de 120 mil associados.

Hotel do Comércio, onde o Sicredi foi fundado em 1906

Entre a lavoura e as tintas

Na comunidade de Nova Santa Cruz, em Santa Clara do Sul, a agricultora Maristela Herrmann Both, de 39 anos, dividia o tempo entre os afazeres rurais, os estudos de supletivo e a pintura. Entre sua rotina diária estava a ordenha de vacas, alimentação de animais e plantio na lavoura. Nas horas vagas, ela se dedicava à pintura em tecido, telas e paredes. A atividade tinha começado

em 1994, com panos de prato, e, desde então, Maristela recebia encomendas da comunidade. Além das tradicionais pinturas em pano, ela coloria os mais diversos objetos, desde tarros de leite a madeiras e objetos antigos. Diversos exemplares de seu trabalho estavam espalhados pelo mundo, já que muitos eram escolhidos para presentear estrangeiros que visitavam a comunidade.

Maristela ao lado do quadro de sua autoria, que estava exposto na prefeitura municipal

Hoje é

- Dia Mundial do Desenhista

- Dia Nacional da Conservação do Solo

- Dia do Desarmamento Infantil

- Dia Mundial da Arte

- Dia Mundial do Ciclista

Santo do dia:

São Cesar de Bus

Estavam em curso as obras de construção de uma “moderna sorveteria”, conforme diziam os jornais de 1976. O empreendimento era de Carlos Konzen, numa área localizada nas proximidades do prédio dos Correios. Esse prédio, hoje, está em leilão, na rua Marechal Deodoro, no Centro de Lajeado.

Lajeado

A Bergesch Engenharia e Construções executava a obra, numa área de 312m². O prédio teria três andares, com térreo destinado à garagem. Na época, nas proximidades já funcionava o Bar Urso Branco, que tinha cerca de 20 anos de atividades.

FERNANDO RÖHSIG

Conselheiro

Empresa familiar ou família empresária: a transição que define a longevidade

OBrasil é, em grande medida, uma economia de empresas familiares. Estimativas indicam que mais de 90% das empresas no país têm origem familiar e respondem por parcela relevante do PIB e do emprego formal. Ainda assim, a taxa de sobrevivência ao longo das gerações permanece baixa: cerca de 30% chegam à segunda geração, e menos de 15% à terceira.

O dado, recorrente em diferentes estudos, aponta para um problema estrutural. A questão central não está, em geral, na competitividade do negócio, mas na forma como propriedade, gestão e família se organizam ao longo do tempo. Nesse contexto, a distinção entre empresa familiar e família empresária deixa de ser conceitual e passa a ser estratégica.

A empresa familiar, no sentido mais tradicional, concentra propriedade e gestão, com forte influência das relações pessoais nas decisões. Trata-se de um modelo que tende a ser eficiente nas fases iniciais de crescimento, quando agilidade, alinhamento e visão de longo prazo são diferenciais relevantes. Foi sob essa lógica que se desenvolveram grupos como Gerdau e Votorantim.

À medida que a organização se expande, no entanto, os desafios se sofisticam. A sobreposição entre papéis — sócio, gestor e membro da família — tende a gerar conflitos de interesse, dificultar processos sucessórios e limitar a profissionalização da gestão. Em cenários mais complexos, esse arranjo pode comprometer a alocação eficiente de capital e a própria sustentabilidade do negócio. É nesse ponto que emerge o conceito de família empresária. Diferentemente da empresa familiar tradicional, a família empresária se estrutura como gestora de um conjunto de ativos. O foco deixa de estar na operação direta de um negócio específico e passa a recair sobre a preservação e a multiplicação do patrimônio ao longo do tempo. Essa mudança implica a separação clara entre três dimensões: família, propriedade e gestão.

Na prática, isso significa que a família atua na definição de dire-

trizes estratégicas e na governança, enquanto a gestão executiva é exercida por profissionais com base em critérios técnicos. Esse modelo pode ser observado em organizações como Itaú Unibanco, onde famílias controladoras estruturaram mecanismos robustos de governança, ou em grupos internacionais como Walmart e BMW, nos quais a influência familiar convive com práticas consolidadas de gestão profissional.

A transição entre esses dois estágios não ocorre de forma espontânea. Ela depende da implementação de práticas consistentes de governança corporativa. Entre elas, destacam-se a constituição de conselhos de administração independentes, a formalização de acordos de sócios, a definição de critérios objetivos para a participação de familiares na gestão e a estruturação de processos sucessórios. Em paralelo, instrumentos como o conselho de família contribuem para organizar temas patrimoniais e relacionais fora da esfera executiva.

A experiência de grupos como Votorantim ilustra como a institucionalização dessas práticas pode mitigar conflitos e ampliar a capacidade de adaptação ao longo do tempo. A ausência de governança, por outro lado, tende a se manifestar de forma cumulativa. Conflitos

ARTIGO

MAURO FALCÃO

advogado e escritor

Entre ciência, fé e filosofia: uma fronteira que não existe!

Frequentemente ouvimos a advertência: “não confunda filosofia, religião e ciência; cada uma, dizem, deve permanecer em seu próprio campo”. À primeira vista, trata-se de um conselho prudente. Mas será mesmo? Ou estamos apenas observando a superfície de algo muito mais profundo?

Permitam-me, em poucas linhas, sintetizar uma compreensão que levei décadas para amadurecer: ciência, filosofia, religião e costumes não são territórios isolados, mas expressões distintas de um mesmo tecido epistemológico — o conhecimento humano.

A filosofia, por exemplo, não é um exercício abstrato desconectado da realidade. Ela é o ponto de partida. Quando hoje falamos em “átomo”, evocamos um conceito científico consolidado. No entanto, sua origem remonta à reflexão do filósofo Demócrito, da Grécia Antiga, há 2.500 anos. Muito antes de qualquer microscópio, a razão já ousava investigar a estrutura íntima da matéria. A ciência, nesse sentido, não nasce dela mesma; ela amadurece ideias que um dia foram apenas pensamento.

não resolvidos, decisões baseadas em critérios não econômicos e sucessões mal planejadas acabam por deteriorar valor, frequentemente de forma irreversível.

Em um ambiente de negócios marcado por maior volatilidade, pressão competitiva e transformação tecnológica, a qualidade da governança se torna ainda mais determinante. A capacidade de separar interesses, estruturar decisões e disciplinar a alocação de capital passa a ser condição para a perenidade.

Nesse contexto, a perpetuidade deixa de ser uma consequência do sucesso operacional e passa a ser resultado de um desenho institucional. A questão que se coloca para famílias empresárias — ou para aquelas que pretendem se tornar — é direta: manter o controle operacional do negócio ou estruturar mecanismos que garantam sua continuidade ao longo das gerações.

No dia a dia, a experiência mostra que a preservação de valor no longo prazo está menos associada à centralização e mais à capacidade de construir instituições que transcendam indivíduos. É essa transição — da empresa familiar para a família empresária — que, em última instância, define quais organizações permanecerão relevantes nas próximas décadas.

A religião, por sua vez, ocupa um lugar ainda mais sensível nesse debate. Ao contrário do que muitos supõem, ela não está à margem da formação do conhecimento — pelo contrário, foi durante séculos sua principal guardiã. Instituições religiosas estruturaram - e ainda estruturam - sistemas de ensino, definiram conteúdos e formaram gerações inteiras. Mesmo hoje, muitas das bases culturais e acadêmicas que consideramos neutras carregam traços dessa herança. Em grande medida, estamos inseridos nesse contexto sem sequer perceber. Os costumes completam esse quadro. Aquilo que parece trivial — como o remédio caseiro transmitido entre gerações — frequentemente se converte em objeto de estudo, inspirando a ciência na identificação de princípios ativos que, posteriormente, são isolados, estudados e transformados em medicamentos. O saber empírico, nesse caso, não se opõe à ciência: ele a antecede.

Conhecimento não deve ser recebido como pacote fechado, mas construído como experiência viva”

Entretanto, há duas armadilhas que obscurecem a nossa percepção.

A primeira ocorre quando a fé é reduzida à crença cega, manipulada por lideranças religiosas que substituem a busca sincera pela verdade por mecanismos de controle. A segunda se manifesta quando a ciência é distorcida em cientificismo — reduzindo-a a uma mercadoria, revestindo objetivos com aparência de neutralidade e convertendo o saber em produto de interesses econômicos e estruturas de poder.

Ambas as distorções têm a mesma raiz: a fragilidade moral humana. Quando o interesse se sobrepõe à verdade, o conhecimento deixa de ser instrumento de libertação e passa a servir como ferramenta de dominação.

Diante disso, a tarefa que se impõe não é escolher um lado, mas recuperar a unidade do olhar. Pensar por conta própria tornou-se um gesto raro — e, por isso mesmo, necessário. O conhecimento não deve ser recebido como pacote fechado, mas construído como experiência viva.

No fim, a verdadeira ignorância não está em não saber — mas em aceitar respostas sem antes compreender as perguntas que as tornaram possíveis.

Quarta-feira, 15 de abril de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 19º | MÁX: 32º

O sol predomina em boa parte do dia, mas, da tarde para a noite, a nebulosidade aumenta devido ao avanço de instabilidades sobre parte do Estado.

Quarta-feira, 15 de abril de 2026

Instalação de vigas marca avanço na ponte

Etapa considerada decisiva aproxima conclusão da nova travessia sobre o Arroio Sampaio, com liberação prevista para maio

Areconstrução da ponte “Passo Fundo”, no Arroio Sampaio, na divisa com Mato Leitão, avançou para uma fase decisiva no último sábado, 11. Em uma operação de grande porte, equipes das empresas DG Participações e Sansão Guindastes concluíram a instalação das vigas da superestrutura, uma das etapas mais complexas e importantes da obra.

O trabalho integra o processo de reconstrução da travessia, destruída durante a enchente histórica de 2024, e ocorre após quase dois anos de intervenções. Para viabilizar a operação, a Prefeitura de Mato Leitão contratou o serviço de guindaste e também atuou com máquinas no preparo do terreno.

A nova ponte, construída em concreto armado, terá 43,35 metros de comprimento e 7,50

Coleta mobiliza produtores rurais

CRUZEIRO DO SUL

Entre os dias 27 e 28 de abril ocorre mais uma edição da coleta de embalagens de agrotóxicos, contemplando diversas localidades do interior e também a sede do município.

A iniciativa é promovida em parceria com entidades do setor agrícola e tem como foco o descarte ambientalmente adequado desses materiais.

A coleta será executada pelas empresas Arla Cooperativa Ltda., no primeiro dia, e Tritec Equipamentos Ltda, no segundo.

metros de largura, permitindo duas vias de tráfego. Com a conclusão da montagem das vigas, o foco agora passa a ser a execução das lajes do tabuleiro, etapa que dará forma definitiva à pista de rolamento.

De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Jacson Pacheco, da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, na sequência serão realizados os aterros das cabeceiras, garantindo o acesso adequado dos veículos à estrutura.

A nova ponte foi projetada em nível mais elevado, aumentando a segurança em períodos de cheia. Na fase final, estão previstas a instalação de guarda-corpos e a implantação da sinalização horizontal e vertical, medidas consideradas essenciais para a segurança dos usuários.

A expectativa é de que a obra seja concluída em maio, restabelecendo de forma definitiva a ligação entre os dois municípios.

Expectativa é de que a obra seja concluída em maio, restabelecendo de forma definitiva a ligação

Outras ligações

Outra ponte que está aguardando o içamento das vigas, é a ponte de Sampaio Alto, que também conecta Cruzeiro do Sul a Mato Leitão, onde havia uma ponte de ferro. Imediatamente

após o posicionamento das vigas sobre os blocos, a empresa fará a montagem e a concretagem das lajes da superestrutura.

Já a ponte da Linha Nova ainda aguarda aprovação dos órgãos federais competentes. A obra está orçada em aproximadamente R$ 1,2 milhão. Contudo, a liberação desses recursos ainda não foi efetuada, o que impede temporariamente a abertura do processo licitatório e o início dos trabalhos.

Ação mobiliza alunos contra dengue

Iniciativa alcança 748 estudantes e reforça prevenção com orientação e vacinação

CRUZEIRO DO SUL

A Secretaria Municipal da Saúde e Saneamento promoveu, ao longo dos meses de março e abril, uma ampla ação educativa voltada à prevenção da dengue nas escolas do município. Ao todo, 748 alunos da pré-escola ao 5º ano participaram das atividades.

As ações foram conduzidas pelas agentes de combate a endemias Tamara da Rocha e Juliana dos Reis, que trabalharam de forma didática temas como o ciclo do mosquito transmissor, formas de prevenção e orientações sobre o tratamento da doença. A proposta foi levar informação de forma acessível, incentivando a conscientização desde a infância.

Além das explicações, os estudantes receberam materiais

educativos lúdicos, o que contribuiu para fixar o conteúdo e estimular o papel dos alunos como multiplicadores das informações dentro de casa e nas comunidades.

Vacinação

A Secretaria também reforça a importância da vacinação. A dose contra a dengue está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos na UBS Cleto Johner. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 12h e das 13h às 16h30min, sendo necessário apresentar cartão de vacina e documento de identificação.

lúdicos

Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério
Além das explicações, os estudantes receberam materiais educativos
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Campanha distribui R$ 18 mil em prêmios

Ação prevê quatro sorteios ao longo do ano e inclui vales-compra e tablets para estudantes

FORQUETINHA

A campanha “Forquetinha Traz Sorte 2026” está em andamento e promete movimentar o comércio local ao longo do ano. A cada R$ 50 em compras, os consumidores podem trocar notas fiscais por cupons e participar dos sorteios. Serão aceitas notas emitidas a partir de 1º de janeiro de 2026. Ao todo, estão previstos quatro sorteios nas seguintes datas: 22 de maio, 27 de agosto, 13 de novembro e 18 de dezembro.

A premiação soma R$ 18 mil, distribuídos em 24 vales-compra

de R$ 500 e seis vales-compra de R$ 1 mil. No último sorteio, em dezembro, também haverá uma premiação especial com o sorteio de dois tablets entre alunos da rede municipal. Os cupons podem ser retirados na Prefeitura, na Secretaria Municipal da Agricultura e na biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Batista de Mello, neste caso, voltado aos estudantes. Já as urnas para depósito estarão disponíveis nesses locais, além do Posto de Saúde, do supermercado STR e da Fruteira Sauthier.

A iniciativa é da Administração Municipal, com apoio da Associação Comercial Industrial e Serviços de Forquetinha (ACIF), e tem como objetivo incentivar o consumo no comércio local e fortalecer a economia do município.

Semana da Paz envolve escolas

Programação entre 13 e 17 de abril promove diálogo, combate ao bullying e atividades culturais para estudantes de diferentes níveis de ensino

Arede de ensino recebe até sexta-feira, 17, a Semana da Cultura de Paz nas Escolas, uma iniciativa da Administração Municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto, que busca incentivar o respeito, a empatia e a convivência harmoniosa no ambiente escolar.

A abertura oficial ocorreu nessa segunda-feira, às 8h, no Salão Paroquial, com bate-papos interativos sobre bullying conduzidos pelo especialista Pedro Guerra. A atividade contempla alunos do ensino fundamental e médio das redes municipal e estadual, propondo reflexões sobre atitudes e comportamentos no cotidiano escolar.

Ao longo da semana, a programação reúne ações culturais e educativas. Nesta quarta-feira, 15, os estudantes participam de oficinas de teatro e assistem ao espetáculo “Estação Tac Tic”, apresentado pela Tribu di Arteiros, ampliando o acesso à arte e à expressão criativa.

Na quinta-feira, 16, a atenção se volta à educação infantil, com

momentos de contação de histórias conduzidos por Eleonora Medeiros, incentivando desde cedo valores como empatia, respeito e cooperação.

O encerramento está marcado para sexta-feira, 17, às 19h, com o espetáculo teatral “O Monstro do Jogo”, de Marcelo Aquino, aberto ao público no Salão Paroquial.

Conforme o secretário de Educação, Cultura e Desporto, Guilherme Johann, a proposta vai além das atividades previstas. Ele destaca que trabalhar a cultura de paz é investir diretamente na formação humana dos estudantes, preparando crianças e jovens para relações mais saudáveis dentro e fora da escola.

EduFut volta da Argentina com aprendizado

Equipes sub-12 e sub13 enfrentam alto nível e destacam evolução dentro e fora de campo

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Após três dias intensos de competição em San Carlos, na província de Santa Fé, o EduFut, de Santa Clara do Sul, retorna ao Brasil com avaliações positivas da participação no Torneio Sabalito. A competição reuniu cerca de 180 equipes, divididas em sete categorias, com forte presença de clubes argentinos.

De acordo com o coordenador Eduardo Castro, o evento se destacou pela organização e pelo

alto nível técnico. Na categoria 2013 (sub-12), que contou com 26 equipes, o EduFut teve excelente desempenho na fase classificatória, avançando em primeiro lugar geral. No entanto, acabou eliminado nas oitavas de final. “Os guris se assustaram com o mata-mata e foram eliminados, terminando em oitavo”, avaliou.

Já na categoria 2012 (sub-13), com 32 clubes participantes, a equipe conquistou duas vitórias e sofreu uma derrota na fase de grupos. No primeiro confronto eliminatório, acabou superada por 1 a 0, encerrando a participação na nona colocação.

Apesar de reconhecer que havia potencial para avançar mais, Castro enfatiza o valor do aprendi-

zado. “Esperávamos chegar mais longe, tínhamos condições para isso, faltou um pouco de competência nossa para avançar. Mas, às vezes a gente ganha e às vezes aprende, e aprendemos muito nessa competição”, destacou. Além dos resultados esportivos, o coordenador ressaltou o impacto cultural e formativo da experiência. “As crianças voltam com uma bagagem cultural e esportiva muito grande. Os argentinos têm um estilo de jogo mais aguerrido. Os garotos fizeram muitas amizades, foi um intercâmbio muito bom.”

A participação marca mais um passo no desenvolvimento dos jovens atletas, reforçando o papel do esporte na formação dentro e fora das quatro linhas.

Equipes do Vale ficaram entre os melhores clubes no torneio internacional
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SANTA CLARA DO SUL
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Cupons podem ser retirados na prefeitura, na secretaria da Agricultura e na biblioteca da escola municipal
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Ao longo da semana, a programação reúne ações culturais e educativas

CRIME EM INVESTIGAÇÃO

Suspeita de matar companheiro vai responder em liberdade

Polícia Civil investiga se houve legítima defesa e se crime ocorreu em contexto de violência doméstica

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

Amulher de 22 anos suspeita de matar o companheiro, Jair

Hindersmann Paiano, de 39 anos, em Marques de Souza, foi liberada após atendimento médico e vai responder ao processo em liberdade. A informação foi confirmada pelo delegado Humberto Messa Roehrig, da Delegacia de Polícia de Lajeado, responsável pela investigação do caso.

Conforme o delegado, há indicativos de que a mulher já teria sido vítima de violência doméstica durante o relacionamento, que durava cerca de um ano. No entanto, não houve solicitação de medida protetiva por parte da suspeita.

Na madrugada do crime, após a ocorrência, a mulher permaneceu sob custódia da Brigada Militar e foi encaminhada para atendimento médico na UPA de Lajeado.

Após avaliação, ela foi liberada e deverá responder pelo caso em liberdade enquanto o inquérito policial é conduzido. “Instauramos o inquérito. Agora temos que apurar todos os fatos, identificar testemunhas e esclarecer o que realmente aconteceu”, disse.

O próximo passo da investigação será apurar se a mulher agiu em legítima defesa. Caso seja confirmado que o fato ocorreu

dentro de um contexto de violência doméstica, o procedimento deverá ser encaminhado para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

Detalhes do crime

O crime ocorreu na madrugada desta terça-feira, 14, por volta das 1h40min na localidade de Picada Wassen, interior de Marques de Souza. Jair foi atingido por golpes de faca na região do pescoço, chegou a ser socorrido, mas não resistiu após tentativas de reanimação no hospital Marques de Souza. Ele faleceu por volta das 3h.

Após o atendimento, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Lajeado para a rea-

Lei autoriza retirada de veículos abandonados
Nova

norma define prazos, multas e possibilidade de leilão após 60 dias

PROGRESSO

lização de necropsia. A suspeita, companheira da vítima, foi detida pela Brigada Militar e conduzida à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado. Segundo relato da guarnição, ela afirmou ter desferido os golpes durante um desentendimento. A faca utilizada no crime, com cerca de 20 centímetros de lâmina, foi apreendida.

A investigação sobre o homicídio registrado na madrugada desta terça-feira, 14, na localidade de Picada Wassen, interior de Marques de Souza, aponta que a autora do crime já havia tentado matar o companheiro em outra ocasião. Jair era natural de Crissiumal e trabalhava em equipe de manutenção da rede elétrica. Conforme informações apuradas, o episódio anterior consta no histórico da Brigada Militar. Na ocasião, em janeiro deste ano, a mulher, de 22 anos, teria tentado contra a vida do homem e também ateado fogo na residência durante um surto.

A administração municipal sanciona a lei que regulamenta a remoção de veículos abandonados ou estacionados em situação de abandono em vias públicas e áreas de domínio público. A proposta, aprovada pela Câmara de Vereadores, estabelece critérios claros para identificação, notificação e recolhimento desses veículos.

Conforme a legislação, será considerado abandonado o veículo que permanecer por mais de 15 dias consecutivos no mesmo local sem funcionamento, acumulando lixo ou vegetação ao redor, ou apresentando deterioração da carroceria. Também entram na classificação automóveis sem identificação de chassi ou motor, além daqueles com débitos registrados no sistema do Detran.

A lei determina que o proprietário será notificado e terá prazo de três dias para realizar a retirada. Caso não seja localizado, será publicado edital e, após dez dias,

o município poderá efetuar o recolhimento do veículo.

Os veículos removidos serão encaminhados ao pátio da prefeitura e liberados somente mediante pagamento das despesas de transporte, fixadas em 45 URM, além de diárias de 25 URM pelo período de permanência.

Se não houver retirada no prazo de até 60 dias, o veículo poderá ser leiloado como sucata, com os valores revertidos em ações voltadas à comunidade. Para garantir transparência, a legislação prevê o registro por fotos ou vídeos no momento da constatação da infração.

A população pode colaborar informando a presença de veículos abandonados ao Fiscal de Obras e Posturas, responsável por avaliar os casos e adotar as medidas necessárias.

Com a nova lei, o município busca reforçar a segurança, melhorar a mobilidade urbana e preservar a saúde pública, evitando os impactos negativos causados por veículos abandonados.

Comunidade participa de ações no Dia da Saúde

Programação do Dia Mundial da Saúde é transferida para auditório, reúne moradores e reforça a prevenção

PROGRESSO

Mesmo com a instabilidade do tempo, a programação especial do Dia Mundial da Saúde foi marcada por grande participação da comu-

nidade e foco na prevenção. As atividades, inicialmente previstas ao ar livre, foram transferidas para o auditório da Secretaria da Educação, garantindo a continuidade das ações sem prejuízos ao público.

Com o tema “Água é Alimento”, o evento reuniu moradores em uma manhã dedicada aos cuidados com a saúde e à conscientização. Entre os serviços ofere-

cidos estiveram a verificação da pressão arterial e a realização de HGT (glicemia capilar em jejum), além de palestras informativas e entrega de brindes aos participantes do projeto.

A programação também incluiu a oferta de lanche saudável, reforçando na prática a importância da alimentação equilibrada para a qualidade de vida.

MARQUES DE SOUZA
Crime aconteceu na localidade de Picada Wassen
Jair Paiano foi morto com golpes de faca
FOTOS DIVULGAÇÃO
Com a nova lei, o município busca reforçar a segurança, melhorar a mobilidade urbana e preservar a saúde pública DIVULGAÇÃO
Programação desperta à importância da alimentação equilibrada para melhor qualidade de vida

Nova corte é eleita em

noite de celebração

Dabiara da Silva Vargas assume como rainha e Sabini Agostini e Yasmin de Souza são as princesas do município

MARQUES DE SOUZA

Na noite de sexta-feira, a comunidade acompanhou a escolha da nova corte de soberanas que representará o município nos próximos anos. O evento foi realizado na Sociedade União Centenária e reuniu autoridades, convidados e público em geral, em uma programação marcada pela elegância, beleza e valorização das tradições locais.

A coroa de rainha foi concedida a Dabiara da Silva Vargas, representante da Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia

Cavalgada

(Certel). Como princesas, foram eleitas Sabini Agostini, que representou a Associação de Moradores de Tamanduá e a empresa Agostini Motos, e Yasmin de Souza, representante do Açougue Gross.

A nova corte terá a missão de divulgar e representar o município em eventos e atividades, fortalecendo a identidade cultural e levando o nome da cidade para diferentes regiões.

O prefeito Fábio Mertz e o vice-prefeito Lairton Heineck destacaram a dedicação de todas as candidatas durante o processo e parabenizaram as eleitas. Segundo eles, o momento é de orgulho para a comunidade ao ver jovens representando os valores e a essência local.

Após a escolha, o público participou de um baile festivo, animado pela Banda Eletrorádio e pelos DJs João e Fábio, encerrando a noite em clima de comemoração.

celebra tradição

Programação inicia no dia 17 e percorre comunidades com integração, refeições coletivas e valorização da cultura gaúcha

CANUDOS DO VALE

A programação especial pelos 30 anos de Canudos do Vale contará com um dos momentos mais simbólicos da cultura local: a cavalgada que integra diferen -

tes comunidades do município em um trajeto de celebração, tradição e convivência.

A saída está marcada para a manhã do dia 17, em frente à Prefeitura, reunindo cavaleiros e participantes para um percurso que passa por Nova Berlim até Baixo Canudos. No local, será servido o almoço aos participantes, marcando a primeira parada do evento.

Na sequência, o grupo segue até a Comunidade de Porongos, onde estão programados jantar, pernoite e café da manhã, fortalecendo o

CORTE DE FORQUETINHA

Escolha de soberanas movimenta sábado

Baile no Parque

Christoph Bauer integra programação dos 30 anos e reúne comunidade, autoridades e candidatas

FORQUETINHA

Oclima de expectativa toma conta da comunidade com a proximidade da escolha das novas soberanas, marcada para este sábado, 18, a partir das 21h, no Parque Municipal de Eventos Christoph Bauer. O desfile integra a programação oficial dos 30 anos de emancipação e será realizado durante o tradicional baile de aniversário.

Seis candidatas disputam os títulos de Rainha e Princesas, levando à passarela não apenas beleza e elegância, mas também o envolvimento com a cultura local e a representatividade comunitária. Participam do concurso Joanna Luiza Welzbacher, Joice Aline Verruck, Catiele Carina Weber, Martina Groders, Suélen Tonello Lussani e Mariana Bernardo Gehl.

nos 30 anos

espírito de integração entre os participantes. O trajeto continua no dia seguinte até Alta Forquetinha, com almoço de encerramento.

Mais do que um passeio, a cavalgada reforça os laços entre as comunidades e mantém viva a tradição gaúcha, sendo um dos destaques das comemorações do aniversário do município. O evento também convida famílias e participantes a vivenciarem um momento coletivo de valorização da história e da identidade cultural local.

Antes do desfile, a programação inicia às 20h45min com uma cerimônia de homenagens no ginásio do parque, destacando ex -prefeitos e ex-vice-prefeitos que contribuíram para a trajetória do município. Na sequência, ocorre a escolha das soberanas e, após, o baile festivo aberto ao público.

O prefeito Vianei Noll destaca o simbolismo do momento. Segundo ele, a escolha vai além de um concurso, pois as eleitas terão a missão de representar a cultura, os valores e a identidade local. Já

a vice-prefeita Inêa Feil ressalta a valorização feminina e o papel das futuras soberanas na divulgação das potencialidades do município. A expectativa é de grande participação da comunidade em uma noite que promete celebrar a história, fortalecer tradições e marcar mais um capítulo das festividades de aniversário.

Cavalgada reforça os laços entre as comunidades e mantém viva a tradição

Seis candidatas disputam os títulos de rainha e princesas
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Estão abertas as inscrições para o Concurso Educame

Ação distribuirá R$ 25 mil em prêmios para escolas e estudantes de todo o Vale

PÁGINA 6

RIOS E ARROIOS

Análises avaliam qualidade da água na região

Amostras são coletadas em pontos do Rio Forqueta e Taquari e em 13 arroios do Vale do Taquari

PÁGINA 10

Modelo de "cidade-esponja" será implantado em Estrela

Inspirado em grandes cidades, município transforamará áreas alagadas em espaços resilientes.

PÁGINA 6

Escolas transformam ações ambientais uma prática diária

Projetos desenvolvidos em Venâncio Aires, Lajeado e Santa Clara do Sul envolve alunos, professores e comunidade no cuidado com o meio ambiente

FOTOS
PÁGINAS 4 E 5
CARAVANA
JÉSSICA R. MALLMANN

Coluna das gurias

Cheiros estão desaparecendo

Você sabia que o aumento das temperaturas está deixando o planeta mais quente, menos verde e sem cheiros?

Uma pesquisa realizada no Reino Unido, liderada pela cientista Cecilia Bembibre, mostra que o calor pode alterar o perfil dos componentes químicos do ar, visto que a temperatura afeta a

quantidade de partículas gasosas que transportam o odor liberado pelas substâncias.

Além disso, há a perda da biodiversidade. À medida que as plantas desaparecem, fica mais difícil de reproduzir os aromas. Entre as espécies já ameaçadas pelo clima estão o sândalo, a baunilha e a lavanda.

Lajeado como referência ambiental

A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) inaugurou a Escola das Águas, às margens do Rio Taquari, em uma iniciativa que une educação ambiental e articulação institucional. O projeto, considerado pioneiro no Rio Grande do Sul, propõe aulas ao ar livre para estudantes da rede municipal. A iniciativa posiciona Lajeado como referência em educação

ambiental e reforça o debate sobre desenvolvimento sustentável na região. Coordenador do projeto, Gilberto Soares destaca a formação de consciência coletiva. Já a diretora de ESG da Acil, Luana Hermes, reforça o compromisso com práticas sustentáveis. Alunos do Centro Lenira da SLAN participaram das primeiras atividades, conduzidas por oficineiras.

80 milhões de

toneladas

Em um cenário global em que a geração de lixo urbano já ultrapassa 2 bilhões de toneladas por ano, e pode chegar a 3,8 bilhões até 2050, repensar hábitos deixou de ser uma escolha e se tornou uma necessidade urgente. Dados recentes da ONU Habitat apontam que o planeta produz entre 2,1 e 2,3 bilhões de toneladas de resíduos por ano.

No Brasil, o desafio também preocupa. O país gera cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos anualmente, segundo dados do setor e do Ministério do Meio Ambiente. Apesar da ampla cobertura da coleta, o descarte inadequado ainda provoca impactos ambientais, sociais e econômicos.

Castor, o amigo do meio

Eles podem ser pequenos, mas o trabalho que fazem na natureza é gigante. Ao construir represas nos rios, os castores conseguem transformar o ambiente em um grande “guardião de carbono”, ou seja, um lugar que armazena mais carbono do que libera para o ar. Essa foi a descoberta de um estudo internacional publicado na revista Communications Earth & Environment, liderado por cientistas da Universidade de Birmingham. A pesquisa analisou um trecho de 800 metros de um riacho no norte da Suíça, onde castores vivem e constroem represas há mais de dez anos. Antes da chegada deles, em 2010, o local tinha muitas árvores e era uma área seca próxima ao rio. Com o tempo, os castores derrubaram parte das árvores, represaram a água e criaram áreas alagadas, parecidas com pequenos pântanos. E isso mudou completamente a paisagem: a água passou a correr mais devagar, a terra e outros materiais começaram a se acumular no fundo, e plantas menores passaram a crescer.

Segundo os cientistas, essa área criada pelos castores consegue capturar entre 98 e 133 toneladas de carbono por ano, uma quantidade equivalente à poluição gerada pelo uso de até 1.129 barris de petróleo.

Coleta Seletiva

A Prefeitura de Lajeado por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal está implementando uma nova campanha de coleta seletiva em Lajeado. Dentro da nova proposta, a educação é peça chave para que Lajeado amplie o reaproveitamento de materiais recicláveis e reduza a disposição de resíduos no Aterro Sanitário. O objetivo central das

atividades de educação ambiental é divulgar as novas rotas e dias da coleta, bem como orientar a população sobre como separar e descartar corretamente os resíduos. Entre as principais ações educativas estão previstas atividades de educação portaa-porta, em praças e parques públicos, além de ações nas escolas. Fique de olho na programação das atividades e participe!

TEXTOS
Luciane Eschberger Ferreira
Jéssica R. Mallmann
Grafica Uma/ junto à Zero Hora
PRODUÇÃO
IMPRESSÃO
FOTOS
Luciane Eschberger Ferreira
Jéssica R. Mallmann

Da reciclagem ao biodigestor, escolas da região transformam educação ambiental em prática diária

Projetos desenvolvidos em Venâncio Aires, Lajeado e Santa Clara do Sul mostram como ações sustentáveis dentro e fora da sala de aula envolvem alunos, professores e a comunidade no cuidado com o meio ambiente

Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

ACaravana do Educame segue sua missão pelo Vale do Taquari. Entre os destinos mais recentes, passamos por Venâncio Aires, Lajeado e Santa Clara do Sul, onde foram encontradas experiências inspiradoras de educação ambiental aplicadas na prática. Nas escolas visitadas, projetos sustentáveis fazem parte da rotina e mobilizam alunos, professores e a comunidade em torno do cuidado com o meio ambiente.

VENÂNCIO AIRES

Na EMEF Dom Pedro II, a educação ambiental ganha força por meio do “Projeto Verde é Vida”, desenvolvido em parceria com a Afubra. A iniciativa deu origem ao Grupo Ambiental, criado para ampliar e fortalecer as ações já realizadas pela escola no turno oposto às aulas.

No início, as atividades estavam voltadas à coleta de resíduos recicláveis, ao encaminhamento do lixo orgânico, à construção de uma composteira, ao funcionamento do biodigestor e à produção de chorume, utilizado na horta escolar e distribuído à vizinhança.

“Depois, o grupo evoluiu para outras atividades. Eles começaram a atuar nas brincadeiras no pátio com os alunos menores e também tiveram a ideia de criar um Instagram e fazer pequenos

vídeos mostrando as nossas ações em prol do meio ambiente”, conta a professora responsável pelo projeto, Mara Lúcia da Costa Pilz.

Segundo ela, a iniciativa impacta diretamente o aprendizado dos estudantes, especialmente no desenvolvimento da responsabilidade, do senso de coletividade e das relações de amizade.

“Eles sabem que, para ser convidado para o grupo ambiental, precisam ter um bom desempenho em sala de aula. Não precisa ser um aluno nota dez,

mas é importante ter responsabilidade e atuar bem como estudante”, destaca.

O envolvimento da comunidade escolar também é um diferencial. De acordo com a professora, os pais incentivam a participação dos filhos e colaboram com campanhas promovidas pela escola.

“Eles também ajudam com as campanhas que fizemos dos recicláveis, óleo saturado, e sementes nativas, que nos fornecem inclusive conhecimentos sobre essas árvores raras e em extinção”, revela.

LAJEADO

“A gente se sente bem, porque estamos ajudando o meio ambiente e também pode ajudar as pessoas”. A frase da estudante Manuela Nicolini resume o sentimento dos alunos da EMEF Nova Viena, de Lajeado.

Desde 2006, a escola desenvolve projetos voltados ao cuidado ambiental. As ações mobilizam toda a comunidade escolar e, muitas vezes, ultrapassam os muros da instituição, e chegam às casas dos estudantes.

“Nós temos as ações de recolhimento de tampinhas e do óleo de cozinha. Muitas vezes, os moradores não sabem qual destino correto dar, então trazem para a escola”, explica a diretora Elisângela Zanatta.

Segundo ela, a EMEF realiza a coleta e encaminha os materiais para o destino adequado, sempre com foco no bem comum. Seja no cuidado com a horta, no embelezamento dos canteiros ou em atividades de preservação, a Nova Viena trabalha a educação

EMEF Dom Pedro II ganha força por meio do Projeto Verde é Vida

ambiental tanto na teoria quanto na prática. Em sala de aula, os estudantes recebem orientações e, no cotidiano escolar, colocam o aprendizado em ação, sendo incentivados a levar esse conhecimento adiante.

“Desde o ano passado, adotamos a praça que fica ao lado da escola, com ações concretas de cuidado, plantio e preservação”, destaca Elisângela.

UM OLHAR PARA A SAÚDE

Responsável pela organização da EMEF Nova Viena, Celso Salin se orgulha de contribuir com os estudantes nessa missão. Para ele, as ações ambientais também representam cuidado com a saúde das pessoas. A exemplo do recolhimento de tampinhas que são encaminhadas para auxiliar pessoas com câncer.

“A gente leva essas tampinhas às pessoas que têm câncer para que elas possam reverter em algo para o seu tratamento. E a gente também tem a nossa horta, que traz alimentos saudáveis para as crianças. É tudo orgânico, sem veneno, sem nada. E temos o biodigestor que forma gás, gás butano para a cozinha”.

SANTA CLARA

DO SUL

A estudante Anna Giulia Lopes, da EEEM Santa Clara, conta que a escola desenvolve três projetos principais voltados ao meio ambiente. Um deles é o “Tampinha Amiga”, em que os alunos são convidados a recolher tampinhas plásticas que são encaminhadas à Liga do Câncer Municipal. A venda dos recicláveis é revertida em materiais de apoio

para pessoas em tratamento.

“No projeto com embalagens plásticas, a gente as envia para o local, e converte as doações

para a nossa escola”, revela. “E, neste ano, a gente implementou novamente o chamado “Rec Oil”, voltado ao recolhimento de óleo”.

Neste último projeto, toda a comunidade escolar é envolvida. Os estudantes são incentivados a trazer garrafas com óleo de cozinha usado, evitando que o material seja descartado em casa de forma incorreta, como na pia.

“A gente sabe que um litro de óleo pode poluir cerca de 25 mil litros de água. Isso causa muitos danos ao meio ambiente”, destaca Anna Giulia.

Para o professor Felipe Gustavo Kuhn, a vivência prática é uma das formas mais eficientes de promover a conscientização ambiental.

“Pensando em educação, uma das formas mais práticas de conscientizar as pessoas é justamente realizar projetos como esse. Podemos fazer atividades lúdicas, assistir a vídeos, propor apresentações e pesquisas, mas qualquer projeto levado para a prática acaba sendo muito mais eficiente”, afirma. Segundo ele, ao trazer essas ações para dentro da escola, os alunos compreendem de forma concreta a importância do cuidado com o meio ambiente e levam esse aprendizado para além da sala de aula.

“Ter projetos na escola nos ajuda a fazer com que os alunos vivenciem isso de forma prática e efetiva, e envolve também as famílias, trazendo esse compromisso para o dia a dia”, completa.

Desde 2006, a EMEF Nova Viena desenvolve projetos voltados ao
Projeto Rec Oil garante destinação correta do ól de cozinha

Você sabe o que é uma cidade-esponja?

Estrela planeja transformar “bairros fantasmas” em áreas resilientes

Para quem mora e visita Estrela, a expectativa para transformar as áreas alagadas em espaços resilientes é grande, principalmente nos bairros Marmitt e Moinhos, que ficam às margens do rio. Quase dois anos após a enchente que devastou as localidades, a vegetação cresce junto ao asfalto e aos escombros do que restou das moradias.

Diante da impossibilidade de retorno dos moradores, devido aos riscos da zona de arraste,  o espaço ganhará outro destino: as ruínas das casas serão substituídas por infraestrutura verde, em um parque linear ecológico, conhecido como “Projeto Verde Urbano”.

O projeto utiliza técnicas das chamadas cidades-esponjas para reter a água da chuva. Mas você sabe o que é este conceito?

De acordo com um artigo publicado pelo Observatório de Inovação para

Cidades Sustentáveis, “cidade-esponja é um conceito de cidade sensível à água, remetendo à situação na qual a mesma possui a capacidade de deter, limpar e infiltrar águas usando soluções baseadas na natureza”. Ou seja, a proposta é que a água seja conduzida de forma correta para reduzir as grandes enchentes e assegure reservas para períodos de estiagem. Para isso, utiliza-se a vegetação natural e o desenho dos rios para revitalizar os espaços urbanos. O conceito de “cidade-esponja” foi criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, e ganhou força em 2012,  após

uma tragédia em Pequim, na China. Na época, chuvas intensas provocaram a morte de quase 80 pessoas.

Exemplos pelo mundo

Cidades pelo mundo como Jinhua e Xangai, na China, Nova York, nos Estados Unidos, Berlim, a capital da Alemanha, e Copenhague, na Dinamarca já aderiram a elementos que deram a elas características de esponja. A China é um dos países que mais investe em criar Cidadesesponja, com 16 cidades adaptadas dessa forma.

Há diversas formas das cidades aplicarem o conceito de cidade esponja, podendo ser por meio de:

• Criação de parques alagáveis ou áreas verdes de escape para a água

• Reconstrução da margem dos rios com a retirada de concreto e a implementação de mata ciliar

•  Implementação dos chamados “jardins de chuva”, áreas verdes espalhadas pelas cidades. Esses espaços reduzem o escoamento superficial em 25 a 69%

• Criação dos chamados “telhados verdes”, que reduzem a taxa de escoamento da chuva no solo em 20 minutos.

• Aderir à tecnologia de pavimento permeável, que “minimiza a fragmentação, as rachaduras e o assentamento irregular” das partes asfaltadas ou concretadas.

DIVULGAÇÃO/TURENSCAPE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Concurso Educame distribuirá R$ 25 mil em prêmios

Escolas participam em categoria especial com premiação de R$ 2 mil para cada instituição classificada

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br

OConcurso Educame, do programa Educação Ambiental na Escola, chega à sua quarta edição. Promovido pelo Grupo A Hora, a iniciativa visa reconhecer projetos de estudantes e de escolas voltados à preservação ambiental. No total, são R$ 25 mil em prêmios para as quatro categorias: Ensino Fundamental 1º ao 5º ano; Ensino Fundamental 6º ao 9º ano; Ensino Médio; e escolas. As inscrições estarão abertas de 15 de abril a 5 de setembro.

jovens a refletirem sobre o presente e, principalmente, a projetarem o futuro que desejam construir”.

Simonis destaca que outro ponto muito importante é a diversidade de formatos — desenho, poesia, teatro e projetos escolares — que permite aos alunos e as escolas se expressem da forma que mais se identificam.

“Isso amplia a participação e valoriza diferentes talentos e habilidades. Mais do que premiar, o Educame busca despertar ideias, incentivar atitudes e fortalecer o compromisso com um futuro mais sustentável”, salienta.

Para o gestor de Projetos Especiais do Grupo A Hora, Rafael Simonis, o concurso deste ano chega com uma proposta extremamente relevante e conectada com o momento que vivemos. “Trata-se de uma ferramenta de estímulo à criatividade, ao pensamento crítico e ao protagonismo dos estudantes, desde os anos iniciais até o Ensino Médio. Ao trabalhar temas como meio ambiente, universo ideal e o mundo que queremos, estamos incentivando crianças e

Mais do que premiar, o Educame busca despertar ideias, incentivar atitudes e fortalecer o compromisso com um futuro mais sustentável”

Rafael Simonis

Gestor de Projetos Especiais do Grupo A Hora

Este é o quarto ano consecutivo que o Grupo A Hora promove o concurso para área de educação. O certame vem se somar a outras atividades

Desafios

1º ao 5º ano

“Em defesa do meio ambiente”

Criar e desenhar um super-herói ou super-heroína e dar a ele ou a ela uma missão e três superpoderes.

6º ao 9º ano

“Meu universo ideal”

Escrever uma poesia com o subtema

“Como seria o universo criado por você”

Ensino Médio

“O mundo que queremos”

Produzir um esquete teatral, com, no máximo, 10 minutos e com a participação de cinco e dez integrantes.

* O regulamento do IV Concurso Educame está disponível no site grupoahora.net.br, na aba Educame.

realizadas nas instituições de ensino. Uma delas é a Caravana Educame, que leva aos estudantes teatro e oficinas com os temas Água, Bacia Hidrográfica Taquari-Antas, Resíduos Sólidos e Repórter Ambiental Mirim. A caravana ocorre sempre nas quartas-feiras e percorre instituições de toda a região.

Vencedores nas quatro categorias durante solenidade de premiação
Finalistas do ano passado durante o Seminário Educame

Começa nova etapa de análise de água

Iniciativa do Grupo A Hora monitora a qualidade dos mananciais da região

Conheça os equipamentos usados

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br

OGrupo A Hora prossegue com o monitoramento da qualidade da água de rios e arroios da região. Desde 2022, em parceria com o Laboratório Unianálises, amostras são coletadas em pontos dos rios Forqueta e Taquari e em 13 arroios, abrangendo dez municípios da região.

A equipe do programa Educame – Educação Ambiental na Escola acompanhou o trabalho dos profissionais do Unianálises Everton Prediger e Rafael Santos Soltau, na etapa março/abril 2026. Além de ter os pontos de coleta mapeados, eles observam o entorno com o intuito

de garantir que as amostras sejam representativas e que possam ser comparadas com as anteriores. Até mesmo o tempo entre a coleta e a análise no laboratório deve ser observado, a fim de manter as propriedades e obter resultados precisos.

A equipe do Unianálises faz alguns testes e registra informações no local da coleta (veja quadro). Outra parte das análises ocorre nos laboratórios.

A partir dos laudos técnicos, o biólogo Cristiano Stefens, parceiro do projeto do A Hora desde 2022, faz a interpretação dos resultados e aponta a classe que se encontra cada um dos mananciais. Assim, é possível saber o grau de poluição e o que está deixando a água naquela qualidade.

Oxímetro – utilizado para medir o oxigênio dissolvido na água

Termômetro, mede a temperatura da amostra e do ambiente

Peagâmetro (ou pHmetro) é um instrumento científico utilizado para medir com precisão a acidez ou alcalinidade (pH) de da água, variando de 0 a 14.

Frasco para amostra microbiológica de água

Assista ao vídeo no Instagram do Grupo A Hora
Haste de coleta
Frascos especiais

BICHO DO MÊS

Quero-quero

De presença marcante no sul do Brasil, o quero-quero (Vanellus chilensis) é uma das aves mais conhecidas e facilmente reconhecidas da região, sendo inclusive considerado símbolo do estado do Rio Grande do Sul. Com sua coloração em tons de cinza, preto e branco, além das longas pernas e do característico esporão nas asas, essa ave chama atenção tanto pela aparência quanto pelo comportamento vigilante.

Na região da Campanha Gaúcha, o queroquero é conhecido como “fiel sentinela”, pois qualquer situação diferente no ambiente é rapidamente percebida por ele. Ao notar a presença de pessoas, animais ou possíveis ameaças, emite vocalizações altas e insistentes, funcionando como um verdadeiro “alarme” natural do campo.

O quero-quero é famoso por seu chamado característico, que lembra seu próprio nome. Durante o período reprodutivo, torna-se ainda mais protetor, realizando voos rasantes e emitindo gritos intensos para afastar invasores que se aproximam de seu território ou de seus ovos.

Diferente de muitas aves, o quero-quero

1. AfinAl, porque os nAvios não afundam?

não constrói ninhos elaborados. Seus ovos são depositados diretamente no chão, geralmente em áreas abertas como campos, pastagens e até terrenos urbanos. O ninho pode ter de em média três ovos, e a coloração desses ovos ajuda na camuflagem, tornando-os difíceis de serem vistos. Tanto os adultos quanto os filhotes utilizam estratégias de distração para enganar predadores, como fingir estar feridos para desviar a atenção.

Sua alimentação é composta principalmente por insetos e pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no controle de pragas. Por ser uma espécie adaptável, o quero-quero consegue viver bem em ambientes modificados pelo ser humano, mas ainda depende de áreas abertas para sua sobrevivência.

Essas foram algumas informações sobre o nosso Bicho do Mês.

Vamos plantar árvores

Quero falar de árvores com grandes copas, aquelas que quando olhamos nos sentimos acolhidos. A Sibipiruna é umas dessas. Nativa de regiões da Mata Atlântica, essa árvore pode atingir até 28m de altura e sua copa arredondada pode chegar à 6m de diâmetro acalentando os corações dos amantes de árvores e de uma boa sombra.

As folhas possuem coloração verde densa, mas as recémnascidas possuem folíolos de cor bronze que com o passar do tempo também se esverdeiam. Já as flores, organizadas em inflorescências cônicas, bem amarelas, desapontam ao redor da copa como sinalizadores. Tão logo que estes “sinalizadores” aparecem, as vistas começam a chegar!

São aves e abelhas que buscam o pólen e o néctar para se alimentarem. As sementes são vagens lenhosas, que quando estão maduras explodem e se abrem, espalhando as sementes.

Espécie: Sibipiruna Nome científico: Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon & G.P.Lewis

2. o maior bioma do r io Grande do s ul é

Você já ouviu o estouro? Nos meses de setembro a outubro é a melhor época para ter a chance de ouvir estas pequenas e divertidas explosões.

Depois as partes da vagem caem retorcidas no chão e servem de atração para as crianças e adultos

( ) PORQUE ELE É MAIS LEVE QUE A ÁGUA.

( ) DEVIDO A FORÇA DE EMPUXO CAUSADA PELO VOLUME DE ÁGUA QUE ELE DESLOCA.

( ) PORQUE O CASCO É FEITO DE MATERIAIS QUE NORMALMENTE FLUTUAM.

( ) PELO AUXÍLIO DAS CORRENTES MARINHAS E SALINIDADE.

( ) MATA ATLÂNTICA

( ) MATA DE ARAUCÁRIAS

( ) FLORESTA BOREAL

( ) PAMPA

3. são Animais típicos do biomA PAmpA:

( ) GRAXAIM E PREÁ

( ) ONÇA PINTADA E ARIRANHA

( ) ARARA AZUL E MICO LEÃO DOURADO

( ) LEÃO E ZEBRA

4. A luz do sol pAra chegar até a Terra demorA cercA de:

( ) CERCA DE 10 SEGUNDOS

( ) CERCA DE 25 SEGUNDOS

( ) CERCA DE 1 MINUTO E 10 SEGUNDOS

( ) CERCA DE 8 MINUTOS E 20 SEGUNDOS.

brincantes, por serem crocantes (ao pisar em cima). Esta espécie pode ser plantada em quintais espaçosos, calçadas sem fiação, parques e praças e é bastante adaptável, se desenvolvendo bem na nossa região.

Às vezes nem percebemos no dia a dia a importância que as plantas têm na nossa vida. Mas são elas que produzem o oxigênio que respiramos por meio da fotossíntese, servem de alimento para nós (seres humanos) e para os animais, ajudam a amenizar as mudanças climáticas, fornecem matéria-prima para indústrias e são fundamentais para o ecossistema. As plantas são componentes integrantes do ecossistema, dos serviços econômicos e científicos, desempenhando diversos papéis que são essenciais para manter a vida na Terra. A destruição da vegetação nativa, a expansão da fronteira agrícola sem planejamento e as mudanças climáticas apresentam riscos reais e crescentes. Com isso, podemos ter a certeza da necessidade de sua preservação a partir do uso sustentável e na valorização do conhecimento botânico não só pelo presente, mas também pelo futuro da humanidade.

Jennifer Cornelius Escola Estadual de Ensino Médio Santa Clara

Edith Ester Zago de Mello, Bióloga
Conheça o morador selvagem da nossa região
Marcelo Heisler, professor, Biólogo e especialista em Meio Ambiente e Sustentabilidade

GERAÇÕES EM TODO O MUNDO

Dia do Escoteiro é celebrado em 23 de abril

Cidadania, solidariedade, respeito e liderança são princípios do escotismo

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br

No dia 23 de abril, é celebrado o Dia do Escoteiro. “Data que reforça os valores que transformam gerações em todo o mundo”, destaca a chefe escoteira Mariângela Costa Schneider, do grupo Tibiquari. Mais do que uma comemoração, o dia convida a refletir sobre valores como cidadania,

Abril

17/04 - Dia Nacional da Botânica

solidariedade, respeito e liderança — princípios que seguem vivos e atuais em cada atividade escoteira.

Pequenos aprendem técnicas de fazer nós

Sugestão: convidar um biólogo para explicar às crianças sobre o tema “botânica”

19/04: Dia dos Povos Indígenas

22/04: Descobrimento do Brasil

22/04 - Dia da Terra

Sugestão: envolve atividades lúdicas que estimulam a consciência ambiental, como plantio de hortas, confecção de brinquedos com materiais recicláveis, contação de histórias sobre a natureza e criação de fantoches do planeta. O foco deve ser o cuidado diário, a reciclagem e a conexão com o meio ambiente

28/04 - Dia Nacional da Caatinga

Sugestão: trabalhar os biomas brasileiros

Em Lajeado, essa data ganha um significado ainda mais especial com a história do Grupo Escoteiro Tibiquary 111/RS. Fundado em 2012, o grupo nasceu do ideal de voluntários que acreditavam no poder do Método Escoteiro como ferramenta de formação integral de crianças e jovens. “Desde seus primeiros Confira das respostas do quiz da página 12: 1

passos, enfrentando desafios como estrutura e recursos limitados, o Tibiquary cresceu de forma sólida, sustentado pelo compromisso de seus membros e pelo apoio da comunidade”, lembra Mariângela. Ao longo dos anos, o grupo consolidou sua atuação, ampliando suas seções, participando ativamente de eventos regionais, nacionais e internacionais, e proporcionando

experiências marcantes por meio de acampamentos, atividades ao ar livre e formação de lideranças. “Cada conquista reforça o propósito de educar pelo exemplo, estimulando jovens a desenvolverem autonomia, responsabilidade e espírito de equipe” destaca a chefe. Mais do que um espaço educativo, o Tibiquary tornou-se um agente ativo na comunidade de Lajeado. Seja em ações sociais, eventos locais ou momentos de dificuldade, como nas cheias do Rio Taquari, o grupo demonstra na prática o compromisso de “ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião”.

Para Mariângela, celebrar o Dia do Escoteiro é reconhecer essa trajetória de dedicação e impacto. É valorizar cada jovem, adulto voluntário e família que contribui para manter viva a chama do escotismo. “O Tibiquary é mais do que um grupo: é uma verdadeira escola de vida, que forma cidadãos conscientes e preparados para construir um mundo melhor”.

Maio

3/05 - Dia do Sol

3/05 - Dia do Pau-Brasil

Saiba mais: O Dia Nacional do Pau-Brasil foi criado por meio de lei federal, que declarou oficialmente a Paubrasilia echinata como a Árvore Nacional. A data visa conscientizar sobre a preservação da espécie, historicamente explorada, e valorizar o símbolo natural que deu nome ao país.

16/05 - Dia do Gari

Sugestão: trabalhar descarte dos resíduos para facilitar o trabalho do gari

18/05 - Dia Internacional dos Museus.

Sugestão: visita ao Museu de Ciências da Univates

Grupo participa das edições do Viva o Taquari-Antas Vivo

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