
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Fim de semana,
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Fim de semana,


Investimentos consolidam São Cristóvão como o “novo Centro” de Lajeado
Lançamento de nova torre residencial reforça condição do bairro São Cristóvão como um polo urbano em expansão na cidade mais populosa do Vale do Taquari. Edifício se soma a outros investimentos que aceleram a transformação da localidade na última década, como as sedes
administrativas de duas cooperativas regionais, prédios comerciais e espaços de convívio e lazer. Em paralelo, trânsito intenso nas principais vias pressiona a mobilidade urbana e exige resposta do Poder Público, com ações já em andamento e outras próximas de sair do papel.
PÁGINAS | 10 e 11
Ampliar a prevenção e a responsabilidade de toda a sociedade para estancar a chaga da violência contra a mulher. Fórum Pensar Mulher expande conhecimento sobre rede de amparo e segurança para que histórias como a de Neusa Nunes sejam reescritas.
PÁGINAS | 6, 7 e 8

Eu prometi para mim mesma: nunca mais ninguém vai me bater. Passei anos apanhando, agora estou aqui para dizer que é possível recomeçar.”

Cacis e a relação com os associados





Odebate sobre violência contra a mulher costuma ganhar força depois de cada caso extremo. Quando um feminicídio ocorre, surgem manifestações de indignação, cobranças por punição e promessas de mudança. Passado o choque inicial, o tema volta a desaparecer da rotina pública.
O Fórum Pensar Mulher mostra o contrário. O encontro desloca a discussão do momento da tragédia para o antes, naquilo que pode ser feito de prevenção ao ponto irreversível. Esse deslocamento é essencial, pois a experiência das redes de atendimento revela um padrão que se repete em diferentes casos. A violência doméstica cresce aos poucos, em um ambiente de controle, humilhação, isolamento e dependência emocional ou financeira.
Sem discutir comportamento, frustração, controle e modelos de masculinidade, qualquer estratégia de enfrentamento continuará lidando apenas com as consequências”
Combater a violência contra a mulher vai além de ampliar penas ou fortalecer a repressão. Significa construir mecanismos de prevenção capazes de identificar sinais de risco antes que o ciclo se consolide.
Nesse ponto, a rede local ganha importância decisiva. Delegacias especializadas, assistência social, serviços de saúde, escolas, conselhos municipais e organizações da sociedade civil formam uma estrutura que, quando articulada, pode enxergar aquilo que muitas vezes permanece invisível dentro das casas. Mas a experiência mostra que políticas públicas só produzem resultados quando encontram redes locais organizadas e comunidades dispostas a enfrentar o problema. Por isso, o debate precisa alcançar também os homens. Sem discutir comportamento, frustração, controle e modelos de masculinidade, qualquer estratégia de enfrentamento continuará lidando apenas com as consequências.
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“É gratificante ver as pessoas encantadas com as produções”
TâniaHennigcoordenao projetoCosturandoIdeias na Cidade da Amizade, Roca Sales, iniciativa quebuscafortalecer habilidadesindividuaispor meiodeoficinasgratuitas conduzidascomapoiode voluntários. Durante as atividades,osparticipantes confeccionampeças decorativas destinadas a embelezaromunicípio em datas comemorativas. ParaaPáscoa,ogrupo estáproduzindocoelhos decorativosqueserão instalados em diferentes pontosdacidade.

Como surgiu o projeto e qual é o principal objetivo?
O Costurando Ideias é uma iniciativa do governo municipal, desenvolvida pelo Cras, com o objetivo de tornar a cidade mais leve e acolhedora para a comunidade. A proposta surgiu a partir da elaboração de um projeto para a confecção de enfeites temáticos, como Papais Noéis e coelhos. Além de ornamentar pontos estratégicos do município, a iniciativa busca criar um ambiente mais acolhedor para a população.
Quem são as pessoas que participam do grupo hoje?
Atualmente, cerca de 30 pessoas participam das confecções. O grupo é bastante diverso, reunindo crianças, adolescentes, mulheres, homens, idosos, pessoas com deficiência e também beneficiários de programas do governo.
As oficinas ocorrem todas as terças, quartas e quintas-feiras, em seis turnos, com média de dez participantes em cada encontro.

Quais ações para o município o projeto já executou?
Entre as produções já feitas está a confecção de Papais Noéis para a decoração de Natal da cidade. Foi um projeto muito bonito que encantou a comunidade. É gratificante ver as pessoas encantadas com as produções, especialmente de crianças e idosos. Muitos comentavam que a decoração despertava lembranças da infância e aproveitavam para registrar fotos, o que tornou a experiência ainda mais especial para todos nós.
Mais pessoas podem participar?
Sim, qualquer pessoa pode participar. Quem tiver interesse em aprender uma nova atividade ou até mesmo apenas visitar o grupo para conhecer como funciona é bemvindo.
Recebemos os novos colegas com acolhi-
mento, chimarrão e lanche. Além de embelezar a cidade, o Costurando Ideias também tem como propósito promover a socialização e fortalecer os laços de amizade na comunidade, sendo uma forma de ajudar a superar os impactos da enchente que afetou nossa Roca Sales.
Existem novos projetos ou ideias para serem colocados em prática?
Estamos elaborando o projeto “Vem Ensinar e Aprender”, voltado ao crochê. A proposta é promover encontros em que as pessoas possam ensinar e aprender a técnica. A ideia é que as atividades ocorram na sala do Cras ou até mesmo na praça, aproveitando o contato com a natureza e o ar livre. Os itens produzidos deverão ser utilizados, posteriormente, na ornamentação da árvore de Páscoa do município.



rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
A2ª fase da Operação Lamaçal, e também foi assim na primeira, deixou poucas certezas e muitas dúvidas acerca do que de fato ocorreu nos últimos contratos firmados pelo ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (à época no PP, e hoje no União Brasil). Os indícios levantados pela Polícia Federal apontam para direcionamento de licitação, sobrepreço em contratos, enriquecimento ilícito e uso político de empresas terceirizadas. E as prováveis denúncias recaem quase todas sobre a relação do Executivo – e alguns agentes públicos e privados – com a Arki Serviços, que mantém contratos ininterruptos com o governo municipal desde o longínquo ano de 2009. De novo: a 1ª e 2ª fase trouxeram mais dúvidas do que certezas. E isso é absolutamente normal nesta fase de inquérito policial. Afinal, é preciso dar o devido tempo e consideração às

explicações e argumentos para só então uma eventual denúncia – e o posterior julgamento – esclarecer à população em geral se de fato existe algum crime em tudo que foi apontado e publicizado nos últimos meses. No entanto, e talvez muito além de buscar escla-
recimentos acerca das dúvidas já compartilhadas, é fato notório que muitos estão mais preocupados com a possível 3ª fase da Operação Lamaçal, recheada de informações recolhidas nas apreensões realizadas na barulhenta e recente 2ª fase. Aguardemos!
“Tenho oito filhos. Todos foram por estupros. Nenhum posso dizer que gerei com amor. Gerei com dor, e muita dor. Meu companheiro me espancava. Surgiu a Casa de Passagem depois de uma noite em que apanhei muito. Eu cheguei, e me acolheram muito bem. Virei uma mulher determinada. Hoje sou a Neusa, agente de saúde, técnica em enfer magem e acadêmica do último semestre do curso de Serviço Social.” A fala de Neusa Nunes, retratada com a devida sensibilidade e respeito na reportagem assinada pelo competente colega Filipe Faleiro, é um verdadeiro

todos que estavam presentes no Fórum Pensar Mulher: Todos contra a Violência, realizado pelo Grupo A Hora na quinta-feira, no Labilá, em Lajeado. Uma fala que precisa ecoar nos gabinetes e corredores de todas as prefeituras

- Na terça-feira, em Estrela, o ex-prefeito Elmar Schneider e o ex-vice prefeito Valdir Griebeler almoçaram juntos em um restaurante no centro da cidade. Eles foram adversários no pleito de 2020.
- O governo de Venâncio Aires entregou dossiê ao Ministério Público com informações e queixas relacionadas ao serviço da Corsan/Aegea. O movimento ocorre menos de três anos após a assinatura do aditivo contratual entre o município e a concessionária, que renovou o acordo até 2062.
- Ainda a “Capital do Chimarrão”, o governo anunciou que vai assumir a gestão do Hospital São Sebastião Mártir, e a coordenação será do vereador licenciado e atual Secretário de Governança e Gestão, Tiago Quintana, um dos mais cotados para concorrer a sucessor do prefeito Jarbas da Rosa.
- O governo de Santa Clara do Sul informa que o processo licitatório para a compra de novas lâmpadas à iluminação pública deve ser concluído na próxima semana. Com isso, o Executivo pretende melhorar as condições do Parque Linear, onde 10 das 38 lâmpadas estão “queimadas”.
- Muitos problemas e incongruências orçamentárias visualizadas em contratos públicos costumam respingar, também, nas contas de campanha dos partidos e/ou coligações. Portanto, e como eleitores e contribuintes, fiquemos sempre atentos às denúncias e coincidências. Bom fim de semana a todos!
- Na sexta-feira ocorreu a eleição do Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal). Prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil) foi eleita 2ª vice-presidente. Já o prefeito de Taquari, André Brito (PDT), passa o bastão de presidente da Granpal para o prefeito de Alvorada, Douglas Martelo (PL), e assume como tesoureiro do Consórcio.
RUÍDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Executivo recua e projeta debates sobre o sossego público
da nossa região, onde ainda predomina o comando por parte dos homens. Precisa ecoar porque a Casa de Passagem, citada com emoção pela primeira mulher a ser acolhida pela entidade voluntária criada em 1998, ainda não conta com apoio integral dos governos municipais. Neste momento, e mesmo com quase três décadas de atuação, o espaço criado para acolher mulheres vítimas de violência doméstica só possui apoio financeiro de 17 cidades do Vale. É menos da metade dos municípios representados pela Amvat, Amat e Amsol.
O governo de Lajeado encaminhou à câmara, na terça-feira, um projeto de lei sobre a emissão de ruídos ou sons excessivos ou incômodos em canteiros de obras e serviços de reforma. Em resumo, uma proposta para regulamentar horários às construtoras e mitigar os eventuais problemas gerados pela potencial perturbação do sossego público. E uma das principais restrições envolvia os períodos noturnos e matinais. O PL desagradou o sempre pujante setor da construção civil, cuja entidade representativa sequer foi convidada a debater previamente o projeto. Pois bem, e passados só dois dias da entrega do PL à câmara, a Secretaria de Meio Ambiente solicitou a retirada/devolução do PL e só agora pretende debater melhor com os setores interessados direta ou indiretamente no tema. Mas, e antes tarde do que mais tarde, é saudável reconhecer o erro e recuar.



vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
“Pesquisa recente apontou que 87% dos associados se sentem pertencentes à associação”

Empresário e presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela, Rodrigo Tomasi
Oempresário Rodrigo Tomasi assumiu recentemente a presidência da Cacis. Com experiência no principal polo logístico do país, em São Paulo, ele também atuou em outras entidades empresariais. Tomasi carrega o legado da família no transporte logístico no Brasil e Mercosul. Em entrevista, falou sobre as prioridades da gestão para os próximos dois anos.
Como a Cacis amplia apoio a empresas e MEIs?
Rodrigo Tomasi - A Cacis reforça seu papel de apoio ao desenvolvimento empresarial ao reunir setores de comércio, indústria, serviços e agricultura. Iniciamos também um movimento para integrar microempreendedores individuais (MEIs) ao quadro associativo. A iniciativa ganhou força após nossa participação na Feira do MEI, realizada em Estrela. A proposta é oferecer condições especiais em serviços como certificado digital, consultas ao SPC e taxas diferenciadas em so-
luções financeiras. Temos o apoio aos produtores rurais na emissão de notas fiscais eletrônicas. Avaliamos como positivo o resultado para fortalecer a representatividade da Cacis.
Por que o Vale do Taquari atrai investimentos logísticos?
Tomasi - A posição do Vale do Taquari, a cerca de 100 km de Porto Alegre e Caxias do Sul, fortalece o potencial logístico da região. A proximidade com polos industriais e a duplicação de rodovias ampliam a atratividade para investimentos. Concessões também


Dólar: R$ 5,31
Ibovespa: 177.601,97
devem melhorar a infraestrutura de transporte. Nós avaliamos que rodovias duplicadas facilitam o fluxo de mercadorias e reduzem custos logísticos. A expectativa é de crescimento do setor nos próximos anos. A própria Tomasi adquiriu uma área de terra de 4 hectares em Fazenda Vilanova, na Via Láctea, para investir em um novo centro logístico.
Como empresas enfrentam a falta de mão de obra no Vale?
Tomasi - A escassez de trabalhadores tem levado empresas do Vale do Taquari a investir na formação de novos profissionais. Nós da Tomasi criamos a “escolinhas de motoristas”, com cerca de dois meses de treinamento antes de viagens longas. A iniciativa busca suprir a demanda por mão de obra qualificada no setor logístico. Paralelamente, a Cacis prepara campanhas para atrair trabalhadores para Estrela. Colegas empresários relatam dificuldade para preencher vagas em diferentes setores da economia. A estratégia é destacar oportunidades de emprego, bons salários e qualidade de vida na região. Temos segurança, bons salários e oportunidades de crescimento como atrativos.
Como o associativismo fortalece empresas do Vale?
Tomasi - O associativismo tem mudado a forma como empresários se relacionam no Vale do Taquari. Antes nos víamos apenas como concorrentes, agora, empresários do mesmo setor passaram a compartilhar experiências e buscar soluções em conjunto. A troca de ideias fortalece o networking e ajuda na busca por estratégias mais eficientes. No setor de transporte,

por exemplo, desafios como o custo do combustível são comuns a diferentes empresas. Ao dialogar e compartilhar práticas, nós conseguimos reduzir custos e melhorar a competitividade. A união também fortalece empresas da região frente à concorrência de outros mercados. Nossos encontros e eventos empresariais têm papel importante nessa integração.
Por que Estrela atrai novas empresas e investimentos?
Tomasi - Estrela tem registrado crescimento na chegada de empresas, impulsionado pela proximidade com a BR-386 e a Rota do Sol. Áreas fora das zonas de enchente favorecem a instalação de indústrias, empresas de logística e postos de combustíveis. Regiões como a área do Richter Group vêm recebendo novos empreendimentos. Também há expansão de micro e pequenas empresas ao longo da Rota do Sol. Ações com o poder público e a iniciativa privada são fundamentais para melhorar e fortalecer o comércio local.
Qual o papel social da Tomasi no associativismo?
Tomasi - A participação em entidades empresariais faz parte do compromisso social da nossa família. O trabalho voluntário em iniciativas de associativismo busca fortalecer empresas, produtores e empreendedores de Estrela. O desenvolvimento econômico amplia renda, consumo e qualidade de vida da comunidade. A nossa atuação também integra as práticas de ESG da Tomasi. O pilar social é uma forma de contribuir para o crescimento coletivo da região.


Fórum Pensar Mulher aponta caminhos à região para enfrentar essa chaga social. Discussão regional ocorre em paralelo a novas políticas do governo federal e do Estado para ampliar redes de proteção, monitoramento de agressores e ações de prevenção
Romper o ciclo da violência contra a mulher vai além da reação, ainda que punir o agressor seja a resposta definitiva depois do crime. Na estratégia de mitigar as ocorrências de agressões domésticas, é preciso criar meios de prevenir, seja com a educação, com campanhas de conscientização, fortalecimento da rede de apoio, acolhimento institucional e resposta rápida do sistema de proteção.
Neste conjunto intrincado de movimentos está a principal conclusão do Fórum Pensar Mulher: Todos contra a Violência, promovido pelo Grupo A Hora em Lajeado, nessa quinta-feira.
Representantes da segurança pública, assistência social, sistema de Justiça, educação e iniciativas comunitárias discutiram caminhos para reduzir a violência doméstica e fortalecer a proteção às vítimas.
O debate regional ocorre no momento em que o tema volta ao centro das políticas públicas no país e no RS. Em fevereiro, o governo federal lançou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para coordenar ações de prevenção, acelerar medidas protetivas e fortalecer redes de proteção.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram a dimensão do problema. Em 2025, a Justiça nacional julgou 15.453 casos de feminicídio, média de 42 por dia. No mesmo período, foram concedidas 621 mil medidas

3.
Reconciliação
O agressor pede desculpas, promete mudar e demonstra arrependimento. O período pode ser interpretado como uma fase de “lua de mel”. Com o tempo, o ciclo tende a se repetir e a violência costuma aumentar de intensidade.

Especialistas explicam que a violência doméstica costumam ter uma escalada. O ciclo costuma seguir três etapas:
1.
Fase de tensão

2. Explosão da violência
O agressor comete agressão física ou psicológica.
protetivas, cerca de 70 por hora.
No RS, o governo estadual anunciou em 10 de março o Programa de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, com investimento de R$ 71 milhões para ampliar redes de acolhimento, treinar
A subcomandante do 22º Batalhão da Brigada Militar, major Carmine Brescovit, apresentou um panorama da violência doméstica na região e destacou que muitos casos continuam invisíveis.
“Às vezes, no nosso mundinho perfeito, achamos que isso não existe, que está distante. Mas está aqui do lado”. Segundo ela, a violência doméstica é multifatorial e muitas vezes permanece oculta durante anos. Fatores como dependência financeira, dependência emocional, medo, vergonha e
Às vezes, achamos que isso não existe, que está distante. Mas está aqui do lado. Quando chega a viatura, a vítima diz que não houve nada. Mesmo que a casa esteja toda destruída, ela diz que caiu ou tropeçou.”
Discussões constantes, controle, ciúmes excessivos, humilhações e ameaças. A vítima muitas vezes tenta evitar conflitos.

profissionais e reforçar o monitoramento de agressores. Em âmbito regional, as discussões do fórum apontaram que essas iniciativas institucionais só terão impacto real se estiverem conectadas com redes locais capazes de identificar, acolher
e acompanhar as mulheres em situação de violência. Foi nessa dimensão humana do problema que marcou o início do encontro. Com o depoimento de Neusa Nunes. Vítima de violência doméstica durante mais de duas décadas, teve uma vida marcada
por abusos, abandono e agressões desde a adolescência.
Ainda jovem, passou por instituições, viveu períodos em situação de rua e permaneceu anos em um relacionamento marcado por violência. O ponto de virada ocorreu quando encontrou apoio na rede de proteção e foi acolhida na Casa de Passagem, estrutura voltada ao atendimento emergencial de mulheres vítimas de violência. A partir desse momento iniciou um processo de reconstrução pessoal. Hoje, Neusa atua como agente de saúde, concluiu formação como técnica em enfermagem e está no último semestre do curso de Serviço Social.

pressão familiar dificultam a denúncia. Dados do 22ª BPM indicam que a média de tempo entre o início das agressões e a denúncia pode chegar a cerca de 20 anos.
Outro problema é a subnotificação. Em muitos casos, vizinhos ou familiares escutam brigas e comunicam o policiamento. “Quando chega a viatura, a vítima diz que não houve nada. Mesmo que a casa esteja toda destruída, ela diz que caiu ou
Entre as estruturas que atuam no atendimento às vítimas estão:
• Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher
• Casa de Passagem
• assistência social dos municípios
• Brigada Militar
• Ministério Público
• Poder Judiciário
• serviços de saúde
• conselhos municipais de direitos da mulher
previstos na Lei Maria da Penha
A legislação reconhece diferentes formas de violência contra a mulher.
Física
Agressões, maioria com lesões corporais.
Psicológica
Ameaças, manipulação, humilhação, isolamento ou controle emocional.
Moral
Calúnia, difamação ou insultos.
O objetivo é ensinar crianças e adolescentes a reconhecer sentimentos, refletir antes de agir e construir relações baseadas no respeito e reduzir as possibilidades de violência.”
TÂNIA FRÖHLICH RODRIGUES
COORDENADORA DO PACTO LAJEADO PELA PAZ,
Durante o fórum, a psicóloga e psicanalista Carla Schwarzer abordou outro aspecto importante do problema: a forma como a sociedade constrói as masculinidades. Segundo ela, muitos homens crescem sem aprender a lidar com frustração, rejeição ou perda de controle nas relações afetivas. Essas fragilidades podem se transformar em comportamentos agressivos quando sente que a autoridade está sendo questionada. Por isso, discutir violência contra a mulher também exige discutir modelos de masculinidade e as expectativas sociais impostas aos homens. “Falar com os homens também é parte da solução.”
tropeçou.”
O ciclo da violência costuma seguir três etapas, diz a oficial. “Temos a fase de tensão, explosão da agressão, reconciliação. O que chamamos de ‘lua de mel’. Com o tempo, tudo se repete.”
Além da agressão, a Lei Maria da Penha reconhece outras formas de violências: psicológica, moral, patrimonial e sexual. Para a major Carmine, romper esse padrão exige debate social e educação desde a infância.
A proposta é criar espaços de escuta e reflexão. Não existe fórmula pronta. Cada pessoa precisa de um acompanhamento construído a partir da sua própria realidade.”
JENNIFER SUGO ASSISTENTE SOCIAL
Integrantes do Pacto Lajeado pela Paz detalham o Projeto Caracol, que reúne agressores para mudar comportamentos e também aqueles que procuram ajuda de forma espontânea.
A assistente social Jennifer Sugo explica que muitos homens evitam procurar a rede de apoio por medo de serem tratados como criminosos. “A proposta é criar espaços de escuta e reflexão. Não existe fórmula pronta. Cada pessoa precisa de um acompanhamento construído a partir da sua própria realidade.”
Os encontros incluem conversas sobre legislação, responsabilidade emocional, resolução de conflitos e construção de relações mais saudáveis.
O facilitador Gelson Esteves relata que muitos homens chegam aos grupos revoltados ou resistentes. “Com o tempo, alguns passam a refletir. Em um dos encontros, a palavra escolhida pelos próprios participantes para definir o aprendizado foi paciência.”
A coordenadora do Pacto Lajeado pela Paz, Tânia Fröhlich Rodrigues, explica que o trabalho desenvolvido na cidade busca atuar antes mesmo da violência acontecer.
Segundo ela, o pacto investe em programas voltados ao fortalecimento das relações familiares e ao desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes.
Entre as iniciativas estão o Família na Roda, voltado à educação parental, e os programas Conte Comigo e SEJA, que trabalham habilidades emocionais nas escolas.
“O objetivo é ensinar crianças e adolescentes a reconhecer sentimentos, refletir antes de agir e construir relações baseadas no respeito.”
O pacto também desenvolve o programa Cada Jovem Conta, que acompanha estudantes e suas famílias para evitar evasão escolar, e o Programa Somar, que busca identificar talentos e potencialidades entre adolescentes.
Segundo Tânia, essas iniciativas ajudam a criar uma cultura de paz dentro da comunidade.
“Quando fortalecemos vínculos familiares, habilidades emocionais e projetos de vida, também reduzimos as possibilidades de violência.”
Pacto Lajeado pela Paz criou o projeto Caracol, para reunir agressores e tentar mudar comportamentos criminosos

Patrimonial
Destruição de bens, retenção de documentos ou controle financeiro.
Sexual
Qualquer prática sexual sem consentimento.

Quando a medida protetiva é concedida
Instrumento judicial que busca interromper o ciclo de violência.
Entre as determinações possíveis estão:
• afastamento imediato do agressor
• proibição de aproximação da vítima
• restrição de contato
• suspensão de porte de armas
• monitoramento por tornozeleira eletrônica
A vítima passa a integrar a rede de proteção formada por:
Polícia Civil Brigada Militar sistema de Justiça assistência social atendimento psicológico
No painel central, a advogada Juliana Buzzata, integrante do conselho da Casa de Passagem, detalhou como funciona o acolhimento de mulheres em situação de risco.
A instituição é mantida por meio de convênios com municípios da região.
Segundo Juliana, as mulheres chegam fragilizadas, com filhos pequenos e sem qualquer rede de apoio. Enfrentam dependência financeira ou emocional do agressor. Outro desafio é a dificuldade de identificar casos de violência, especialmente em áreas rurais.
“Por isso, profissionais da assistência social, agentes de saúde e equipes da rede básica são fundamentais para identificar sinais precoces.”
A Casa de Passagem se mantém por meio de convênios firmados com 17 municípios do Vale do Taquari. O objetivo
da instituição é chegar a 20 cidades conveniadas, número considerado ideal para garantir a sustentabilidade do serviço.
Com 18 leitos, a casa funciona 24 horas por dia, com despesas permanentes relacionadas à alimentação, medicamentos, manutenção do espaço e atendimento às vítimas.
A entidade conta com uma equipe técnica reduzida e apenas uma funcionária fixa responsável pela manutenção da casa.
“É um trabalho extremamente delicado. Muitas mulheres chegam em estado de choque emocional, às vezes com ferimentos, e precisam de apoio imediato”. Além do acolhimento, a equipe entra em contato com o município de origem da vítima para organizar o acompanhamento social, psicológico e jurídico necessário.

A delegada da Mulher, Márcia Bernini, destacou que a legislação avança no combate à violência de gênero. Hoje existe a tipificação específica de feminicídio, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão, podendo aumentar em situações agravantes.
Apesar disso, a delegada afirma que a atuação institucional precisa ser ampliada.
“Não vamos avançar no enfrentamento ao feminicídio se não houver engajamento de toda a sociedade.”
Segundo ela, cerca de 95% dos feminicídios ocorrem em situações em que não havia medida protetiva registrada. “A medida protetiva não serve apenas para afastar o agressor. Ela ativa toda a rede de proteção, com a Polícia Civil, Brigada Militar, o judiciário assistência social e atendimento psicológico.”
Para ela, o uso de ferramentas tecnológicas, em especial o monitoramento por tornozeleira eletrônica, é uma forma mais efe-

Santa Clara do Sul foi a cidade do primeiro feminicídio do ano no Vale do Taquari. A morte de Juliane Schuster, 30, assassinada dentro de casa pelo ex-companheiro, mesmo tendo uma medida protetiva em vigor desde novembro.
A procuradora da mulher do município, Carla Barzotto, abordou a experiência de organização da rede de proteção no município. O trabalho começou com reuniões envolvendo diferentes setores, das áreas de saúde, assistência social, educação, segurança pública e Ministério Público.
“A criação da Procuradoria da Mulher e da Ouvidoria permitiu ampliar os canais de atendimento às vítimas. Com a articulação da rede, mulheres passaram a se sentir mais seguras para denunciar”. Com um mês de funcionamento, gerou a prisão de pelo menos

A medida protetiva não serve apenas para afastar o agressor. Ela ativa toda a rede de proteção, com a Polícia Civil, Brigada Militar, o judiciário assistência social e atendimento psicológico.”
MÁRCIA BERNINI DELEGADA DA MULHER
tiva para casos críticos, quando há risco iminente à vida da mulher. No entanto, o alcance ainda é restrito. “Temos cerca de 700 tornozeleiras em uso em todo o estado.”
Números da violência em 2025
Registros oficiais (SSP/RS)
981 ameaças
487 lesões corporais
5 feminicídios
Rio Grande do Sul
Medidas Protetivas
69.292 pedidos
encaminhados ao Judiciário
63.955 solicitadas em Delegacias
5.336 solicitadas via Delegacia Online da Mulher
Quando a rede funciona de forma integrada, conseguimos agir mais rápido e oferecer mais segurança para quem precisa de apoio.”
ção no município ocorre a partir da articulação entre diferentes instituições.
Segundo ela, a criação da Coordenadoria surge para integrar os serviços existentes e ampliar a capacidade de resposta diante das situações de violência.
“O objetivo é conectar as estruturas que já existem, com a segurança pública, assistência social, saúde, educação e sistema de Justiça, para que a mulher não precise percorrer vários caminhos até conseguir ajuda.”
quatro agressores.
A advogada Tamara Silveira, coordenadora da Coordenadoria da Mulher de Lajeado e integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, realça que o fortalecimento da rede de prote-

Tamara também destaca a importância da prevenção. Entre as iniciativas estão campanhas educativas, ações de conscientização e articulação com escolas e organizações da sociedade civil. “Quando a rede funciona de forma integrada, conseguimos agir mais rápido e oferecer mais segurança para quem precisa de apoio.”
O encerramento do fórum ficou a cargo da professora e especialista em psicologia positiva Danielle Harth, como forma de apresentar ferramentas para reconstrução emocional após experiências traumáticas.
A palestrante destaca que situações de violência deixam marcas profundas, não apenas físicas, mas também psicológicas. “O processo de superação envolve reconstrução da autoestima, fortalecimento de vínculos sociais e desenvolvimento de estratégias emocionais para lidar com experiências adversas.”
Danielle também ressaltou que comunidades com redes sociais fortes tendem a oferecer maior proteção às vítimas. “Quando a sociedade se envolve, cria ambientes mais seguros e acolhedores.”
Alta de R$ 0,38 no diesel A entra em vigor neste sábado e aumenta debate sobre custos do transporte e impacto no frete
governo, os tributos federais representam aproximadamente R$ 0,35 por litro do diesel, o que corresponde a cerca de 5% a 6% do preço médio nas bombas. A expectativa é de que a retirada temporária desses impostos ajude a compensar parcialmente o reajuste promovido pela Petrobras.
PAÍS
Opreço do diesel volta ao centro das atenções no país após dois movimentos anunciados em sequência pelo governo federal e pela Petrobras. A estatal confirmou nessa sexta-feira, 13, um reajuste de R$ 0,38 no litro do diesel A vendido às distribuidoras. O novo valor passa a valer a partir de hoje, 14. Com a mudança, o preço médio do combustível repassado pela Petrobras às distribuidoras sobe para R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel, que forma o diesel B vendido nos postos, o aumento equivale a cerca de R$ 0,32 por litro para o consumidor final. O reajuste ocorre um dia após o governo federal anunciar a suspensão das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel. A medida foi divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como tentativa de reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis no país. Segundo estimativa do próprio
A estatal também destacou que, apesar do aumento anunciado agora, os preços praticados para as distribuidoras acumulam queda significativa desde o início do atual governo. De acordo com a companhia, o diesel A vendido às distribuidoras registra redução de cerca de 29,6% desde dezembro de 2022, o equivalente a R$ 0,84 por litro.
No setor de combustíveis, a avaliação inicial é de cautela quanto aos efeitos práticos da medida nas bombas. Presidente da Sulpetro, João Dal’Aqua, afirma que ainda é cedo para medir se a suspensão de impostos será suficiente para neutralizar o aumento provocado pelo cenário internacional.
Segundo ele, o valor final pago pelo consumidor não depende apenas do preço definido pela Petrobras. A formação do custo envolve uma série de fatores, como cotação internacional do petróleo, custos logísticos, importação e margens de distribuição.
“O mercado de combustíveis é sensível ao cenário internacional. Mesmo com a retirada de impostos, ainda existem outros fatores que influenciam diretamente na formação do preço”, destaca.

Semana foi marcada por reajustes para consumidores e empresas
Entre os setores mais sensíveis às variações do diesel está o transporte rodoviário de cargas. O combustível representa a principal despesa operacional das empresas do setor e qualquer alteração nos valores tende a provocar reflexos diretos na logística e no frete.
Fundador da transportadora Vale Log, Adelar Steffler afirma que o aumento da cotação do petróleo preocupa empresas que dependem do transporte para manter as operações.
Segundo ele, o impacto não se limita apenas ao transporte rodoviário. A elevação do diesel tende a repercutir em toda a cadeia produtiva, especialmente em atividades ligadas ao agronegócio e às exportações.
Steffler explica que o diesel representa o principal custo das operações de transporte. Por isso,
quando ocorre aumento significativo no combustível, o reflexo aparece inevitavelmente nos valores de frete.
“Na questão do frete, com certeza vai impactar e vai ter aumento”, diz.
Enquanto o mercado nacional acompanha as decisões sobre impostos e reajustes, os preços praticados nos postos do Vale do Taquari já apresentam variações significativas. Levantamento realizado na tarde dessa sexta-feira, indica que o diesel S500 chega a R$ 8 em Venâncio Aires, enquanto o diesel S10 aparece a R$ 7,99 na mesma cidade. Em outros municípios, os valores também se aproximam desse patamar. Em Nova Bréscia, por exemplo, o diesel S500 é vendido a R$ 7,99. Já em Encantado, o diesel S10 também aparece na faixa de R$ 7,99.
• Zeragem de PIS/Cofins R$ 0,32
• Subvenção ao diesel R$ 0,32
• Total potencial R$ 0,64 por litro
OU SEJA:
O diesel pode ficar até R$ 0,64 mais barato, dependendo do repasse da cadeia.
IMPORTANTE:
o valor de R$ 0,32 é garantido (imposto zerado) o outro R$ 0,32 depende da aplicação da subvenção.
Porém com a alta de R$ 0,38, caso a Subvenção do combustível entre em vigor, o total de de desconto será de R$ 0,26
No momento, apenas com a zeragem dos impostos o aumento fica em R$ 0,06.
Em Lajeado, os preços mais altos identificados chegam a R$ 7,49 para o diesel S500 e R$ 7,59 para o diesel S10. Por outro lado, também existem diferenças dentro da própria cidade. Nos postos com valores mais baixos, o diesel S500 aparece a R$ 6,19 e o diesel S10 a R$ 5,34.


Anúncio de torre residencial reforça tendência de descentralização no município. Área já concentra outros grandes edifícios, empreendimentos comerciais, sedes de cooperativas regionais e espaços renovados de lazer. Avanços também exigem atenção ao sistema viário e mobilidade urbana
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Colaboração Paulo Cardoso e Fabiano Lautenschläger
LAJEADO
Entre os 28 bairros legalmente constituídos, o São Cristóvão é aquele que mais se aproxima de uma estrutura completa de “cidade”. Com localização privilegiada e em crescimento constante, a localidade desponta como um “novo Centro”. Investimentos em setores diversos impulsionam a economia local e atrai novos moradores.
Segundo dados do Censo de 2022, o São Cristóvão soma pouco mais de 6,7 mil moradores. Mas as estimativas atuais apontam para um número superior. Desde a contagem feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o bairro recebeu novos edifícios, muitos deles com grande capacidade para receber moradores.
Construtoras têm atuado de

O São Cristóvão tem registrado a maior valorização imobiliária de Lajeado nos últimos cinco anos e vem se consolidando como uma nova centralidade urbana”
forma intensa na região. Os investimentos ajudam a modificar o cenário de uma área antes formada por casas e prédios menores. O entorno da avenida Piraí, via aberta na década passada, é um exemplo de transformação. Hoje,
se trata de um dos territórios mais valorizados de Lajeado e região. Além dos edifícios, o bairro também sedia grandes sedes de cooperativas regionais, como a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed/VTRP) e a Sicredi Integração RS/MG, e um amplo espaço de lazer, que contempla a Praça da Lyall e o Parque Piraí.
Eixo de crescimento
A transformação do bairro tem a construção civil como um dos principais alicerces. A Lyall se destaca entre as construtoras que mais investem naquele entorno. Os edifícios Guanabara, 300 e São Cristóvão podem ser vistos de diferentes pontos da cidade. Estão em obras o Line Tower, o novo 300 e o Do Tower. Nesta semana, um novo investimento foi anunciado.
Prevista para ser lançada na segunda quinzena deste mês, a nova torre residencial deve superar os 100 metros de altura, ter mais de 30 pavimentos e incorporar o conceito de home club, com mais de 1,1 mil metros quadrados de área de convivência.
Sócio-diretor da construtora, Gustavo Lucchese afirma que o prédio nasce em um ponto já consolidado do bairro, na rua Maurício Cardoso, próximo à avenida Piraí e a poucos metros

São Cristóvão era visto como um bairro afastado [do Centro]. Hoje é um polo de moradia, comércio e serviços”
do principal complexo comercial da região. Para ele, o novo investimento dá sequência a um movimento iniciado há mais de uma década. “São Cristóvão era visto como um bairro afastado. Hoje é um polo de moradia, comércio e serviço”, resume. A aposta da empresa é de que a nova torre ajude a fortalecer ainda mais esse ciclo. A lógica, segundo Lucchese, é simples. Mais moradores atraem mais comércio. Mais comércio gera mais serviços. E a presença desses serviços retroa-
limenta a valorização imobiliária e a ocupação da região. É esse o raciocínio que sustenta a ideia de um “novo centro” no bairro. Diretor da Kappel Imóveis – também sediada na Piraí –, Alberto Kappel, acredita que a escolha do bairro por parte da construtora acompanha o ritmo recente de expansão da região. “O São Cristóvão tem registrado a maior valorização imobiliária de Lajeado nos últimos cinco anos e vem se consolidando como uma nova centralidade urbana”, afirma.
Esse processo é impulsionado pela presença crescente de empresas e serviços. A região já reúne mais de 2,1 mil negócios registrados e recebe circulação diária significativa de trabalhadores e visitantes. “Esse dinamismo econômico acaba gerando demanda por moradia próxima ao trabalho. Muitas pessoas querem viver perto de onde estão as oportunidades”, observa.

A região da Piraí e do entorno da praça da Lyall vive uma mudança visível na paisagem e no fluxo urbano. Mas o avanço traz pressão imediata sobre o sistema viário. O aumento da circulação, a dificuldade para estacionar e os congestionamentos na avenida Piraí já fazem parte da rotina do bairro. Algumas intervenções já estão em andamento por parte do Poder Público. O projeto Sinal Verde é uma das apostas da administração para minimizar gargalos no trânsito e melhorar a fluidez, sobretudo nos horários de maior movimento, no deslocamento de motoristas entre o São Cristóvão e o Centro. Segundo o secretário de Planejamento, Alex Schmitt, o trajeto saindo do bairro até o Centro pode ser percorrido em cerca de três minutos e meio quando respeitada a velocidade média programada de 45 km/h. “Se andar acima disso, vai pegar sinal fechado. O sistema é pensado para dar fluidez com segurança”, explica. A proposta combina mobilidade e redução de acidentes, especialmente em cruzamentos semaforizados. “A maioria das colisões acontece em sinaleiras. Se
População: 6.734 pessoas
Área: 1,97 km²
Densidade: 3.409,94 habitantes por quilômetro quadrado
Principais vias: Avenida Senador
Alberto Pasqualini, Avenida Piraí, BR-386, Coelho Neto, Fábio Brito de Azambuja, Maurício Cardoso, Washington Luís
ninguém passar no vermelho, não tem acidente”.
Apesar do avanço, o sistema ainda não está completo. A próxima etapa envolve o sentido Centro-Bairro e depende de intervenções físicas na Pasqualini. Entre as ações previstas estão a transposição da rede elétrica do canteiro central para a lateral da via, a retirada parcial do canteiro, a criação de conversões livres à direita e a substituição de conversões à esquerda por retornos quadra adiante.
O acesso à Piraí é um dos pontos estratégicos. A proposta é permitir entrada livre à direita pela Pasqualini, reduzindo o tempo de espera em cruzamentos que hoje operam em quatro tempos. O investimento estimado para essa etapa gira em torno de R$ 1 milhão.
Às margens da BR386, o Lajeado Shopping completou recentemente 30 anos e também acompanha a transformação do São Cristóvão. O maior complexo comercial da região, sob gestão do Grupo Benoit desde 2021, passa por uma repaginação. Além de uma nova marca, a fachada dos fundos foi totalmente reformada, possibilitando um acesso mais facilitado para moradores do bairro.
Nesta semana, foi anunciada a instalação de uma unidade das lojas C&A no complexo, que também recebeu novos empreendimentos nos últimos anos, além da reabertura do supermercado, com o Grupo Passarela. O fluxo anual de veículos passou de pouco mais de 300 mil acessos em 2021 para cerca de 700 mil em 2024 e 2025, estima a direção do empreendimento.




Há oito anos, Rozéli Rocha Mattos lidera o trabalho voluntário e a gestão do Centro Terapêutico São Francisco, em Lajeado. Entrou em um universo que desconhecia e alterou a forma como a instituição se posiciona diante da sociedade
Andreia Rabaioli andreia@grupoahora.net.br
Opreconceito contra dependentes de álcool e outras drogas torna o trabalho nas comunidades terapêuticas ainda mais necessário. Rozéli Rocha Mattos, 63, conhece o estigma que marca a trajetória de quem chega ao Centro Terapêutico São Francisco, desacreditados pelas famílias, marginalizados pela sociedade. Ela chama os internos de “meus guris”. O centro existe há 30 anos, vivendo um anonimato estratégico, numa exis-
tência tímida e encabulada, assim como muitas vezes foi a vida dos usuários: com vergonha de existir.
Mas, há oito anos, Rozéli, assumiu o centro e mudou a forma de atuação. Tirou a instituição da invisibilidade e passou a apresentá-la à comunidade como um espaço de tratamento, cuidado e acolhimento. “Aqui oferecemos ajuda a homens que queiram tratar a dependência de álcool e outras drogas”, afirma. Quando assumiu a direção, em 2018, já aposentada, entendeu que gostaria de se dedicar à causa. Ao visitar a clínica e conhecer a rotina, avaliou as

fragilidades e aceitou o desafio. “Entrei em um mundo que eu não conhecia. Mudei meu pensamento e até a maneira de falar”, afirma.
O discurso é firme e sereno. Ela fala sobre dependência química como doença e reforça a necessidade de acolhimento. “Meu olhar é diferente. Preciso acolher. Sei que eles estão adoentados”, diz.
Mais do que essa reforma intima dela, Rozéli modificou o modo de atuação da clínica. Substituiu o modelo baseado apenas em voluntários por uma equipe técnica contratada.
Avaliou que a ausência frequente de voluntários comprometia o atendimento e com isso, profissionalizou a equipe, estabelecendo tarefas claras. Ela permanece com o trabalho voluntário mas o cuidado diário passou a ser executado por profissionais. Fez toda a diferença. Hoje o centro conta com psicólogo, assistente social e arteterapia. Os internos limpam o pátio, fazem o pão, a comida e se dedicam aos cuidados rotineiros da clínica. Eles permanecem de quatro a nove meses no centro. Nesse período, é ensinado a eles uma nova maneira de viver. “A gente ensina que a doença tem tratamento e eles aprendem a lidar com as situações”, explica.
Para fazer o trabalho voluntário no centro, Rozéli conta com a ajuda dos três filhos e do marido que a apoiam

É importante que a nova geração enxergue exemplos concretos de compromisso e comece a agir.”




Rozéli administra o centro há oito anos e conduz a rotina de funcionamento da casa, articulando equipe, doações e melhorias na estrutura para manter o atendimento aos acolhidos
em eventos, vendendo rifas e na manutenção do lugar. A rotina da clínica exige sua presença constante. Como presidente, Rozéli responde pela manutenção e pela sustentabilidade financeira do centro. Elabora projetos, busca doações, articula parcerias com Rotary e Lions, organiza campanhas, acompanha obras e melhorias, como a instalação de placas solares e a manutenção da estrutura física. Doações de colchões, alimentos e recursos financeiros passam por sua articulação direta.
Rozéli ressalta que a sociedade costuma reagir com empatia quando se trata de crianças e idosos, o que facilita a mobilização. Já na área da drogadição, o cenário é outro. “O alcoolismo é uma doença ingrata, e a gente se doa por eles”, afirma. Ainda persiste a ideia de que o dependente “não quer trabalhar” ou “não quer sair da situação”. Por isso, o apoio não vem por inércia, precisa ser buscado. “Se eu não bater na porta e pedir, não recebo”, detalha. Esse julgamento pesa, e obriga o centro a buscar apoio com insistência, indo de empresa em empresa para construir
parcerias. “Ninguém lembra do Centro Terapêutico São Francisco, porque o público é estigmatizado”, afirma.
A exclusão ainda é uma barreira constante. Muitos dos acolhidos chegam após o rompimento com a própria família. No centro, encontram tratamento, rotina e alguém que insiste em chamá-los pelo nome . Esse é o carinho que ajuda a

O trabalho da Rozéli permite um aprendizado importante que é de olhar com empatia para esse tipo de voluntariado”
JORGE EDSON MATTOS MARIDO
tratar, recuperar e devolver a autoestima. Muitos permanecem até nove meses no centro, tempo necessário para concluir o tratamento e conseguir um emprego que lhes permita se sustentar sozinhos. Parte superior do formulário
Família se envolve
Rozéli aponta a própria mãe como sua principal inspiração. “Cresci vendo minha mãe se doando”, diz. Lurdes Cunha Rocha trabalhou por 40 anos como merendeira no Colégio Cenecista Mellinho e, segundo a filha, sempre teve um olhar atento aos alunos em situação de vulnerabilidade. “Eu aprendi com ela que a gente tem de se doar.”
Para Rozéli, o voluntariado se fortalece quando deixa de ser só intenção e vira ação. “Na hora em que você começa a se doar e vê o impacto, isso se perpetua. É preciso que venha com a capacidade de executar”
A família dela colabora e se orgulha da prática ativa. O filho, Ismael Rocha Mattos, 41 anos, médico anestesiologista, vê na mãe um exemplo dentro de casa. “Ela oferece o bem mais precioso, que é o tempo”, resume.
O marido, Jorge, 63, administrador, também acompanha de perto a rotina
e afirma que o trabalho da esposa amplia o aprendizado da família, especialmente no exercício de olhar com empatia para a dependência química e para quem busca recomeçar.
O Centro Terapêutico São Francisco fica em uma área verde no Bairro Imigrante, em Lajeado. É ali que Rozéli chega todas as manhãs para fazer seu serviço voluntário. Ela passa pelos internos e os chama de “meus guris”.
O serviço acolhe gratuitamente. Mas antes, o interno passa pelo Caps AD. Após a etapa de desintoxicação, os pacientes são encaminhados ao centro, onde aprendem a reconstruir hábitos e a lidar com os gatilhos que levam ao uso.
A espiritualidade também está presente como eixo central na rotina. A ideia é se manter vigilante “só por hoje”. Os internos realizam trabalhos manuais, fazem pães e comida e assim nasce a camaradagem entre eles. Os eventos ao longo do ano ajudam a sociedade a introduzir e conhecer o local.
• Festa de São João, com quentão feito com suco de uva
• 20 de Setembro, com costelão para os acolhidos
• Páscoa, com a brincadeira de esconder ninhos
• Natal, com a presença do Papai Noel

Prefeita de Lajeado detalha planos de melhorias na mobilidade urbana e ações para suportar o crescimento exponencial da população. Quanto às tensões que envolvem a administração, ela afirma que “não tem medo de investigação” e segue aberta ao diálogo
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
LAJEADO
Oprimeiro ano de governo da prefeita Gláucia Schumacher em Lajeado foi marcado por desafios. Em meio a uma investigação para apurar irregularidades em obras públicas até um escândalo relacionado a desvios de recursos públicos em apuração conduzida pela Polícia Federal (PF), fatos ocorridos durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Caumo, a chefe do Executivo afirma que preza pela transparência e prioriza o plano para o desenvolvimento da cidade.
“Tivemos um período tumultuado, mas nossa equipe manteve o foco. Seguimos trabalhando para entregar um governo sério e competente para a comunidade, com ações para melhorar Lajeado cada vez mais”, frisa a prefeita. O foco da gestão, segundo ela, é planejar o futuro da cidade e executar melhorias voltadas à mobilidade urbana. A gestora destaca a execução

das propostas prometidos no período de campanha. Os três eixos do governo estão voltados ao planejamento, reconstrução pós-cheias e cuidados com a infraestrutura da cidade. “O principal desafio é manter a qualidade de vida em meio ao crescimento exponencial de Lajeado”, diz.
Lajeado recebeu notoriedade em nível nacional nos últimos meses devido a Operação Lamaçal, apuração conduzida pela PF que investiga o desvio de recursos destinados às ações relacionadas as cheias. No entanto, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) coordenada pelo Legislativo, que apontou irregularidades em mais de 40 obras, e os desafios no recolhimento
de lixo geraram desgastes ao governo ao longo de 2025. Diante do cenário, a prefeita diz que a transparência dever estar acima de tudo. “Tivemos problemas nas obras e que bom que surgiu uma investigação para apontar essas irregularidades. Eu não tenho medo de nenhuma investigação. Falaram em abrir outra CPI e podem abrir quantas acharem necessárias. Se houver problemas, precisamos saber”, enfatiza Gláucia.
Em meio à reta final da CPI, a tensão com integrantes da base do governo no Legislativo também se agrava. Entre os motivos, a insatisfação de quadros do Partido Liberal (PL) quanto às decisões da prefeita. Durante a sessão da câmara nesta semana, vereadores do partido cogitaram o rompimento da coligação formada durante a campanha eleitoral de 2024, formada junto ao PP, Novo e PSDB.
A instabilidade também é gerada pela ocupação de cargos no governo. A prefeita defende
a contração por habilidades técnicas. “Não estou lá para ajeitar cargo ou atender favores políticos. A pessoa precisa ser qualificada e entregar resultado. Os partidos apresentam nomes. Se estiver adequado ao projeto de governo, a pessoa pode trabalhar”, afirma.
A prefeita ressalta que a postura não muda mesmo quando irregularidades envolvem integrantes do grupo político. Ela afirma que problemas identificados resultam em afastamentos. “Eu tenho que fazer o que é certo. Se for identificado que alguém, mesmo sendo do meu partido, não agiu corretamente, isso não vai continuar”, frisa.
A prefeita afirma que a atual administração apresenta diferenças em relação ao modelo adotado no governo anterior. Entre as mudanças, destaca maior proximidade com servidores e reuniões frequentes com secretários. “Tenho outra visão de administração. Há reuniões de trabalho e alinhamento para discutir os problemas do município”, reforça. Como resulta, ela aponta a superação dos problemas relacionados à coleta de lixo.
O município passa por período de adaptação após o início das operações da nova empresa, em janeiro de 2026. A gestão também prepara campanhas de coleta seletiva e distribuição de sacos específicos para separação de resíduos.
A prefeitura também analisa o contrato com a Corsan para os serviços de água e esgoto. O debate ocorre há cerca de um ano com entidades e associações do município. Um estudo técnico apontou a renovação do contrato como alternativa mais viável.
A análise ocorre em conjunto
Eu não tenho medo de nenhuma investigação. Falaram em abrir outra CPI e podem abrir quantas acharem necessárias.”
GLÁUCIA
com o Ministério Público.
Foco da gestão, o planejamento urbano concentra as ações previstas pelo governo. O objetivo é estruturar o crescimento da cidade e manter condições de mobilidade. Entre as medidas em estudo estão abertura e ampliação de vias e construção de viadutos. A prefeita afirma que o plano envolve etapas de longo prazo.
“Esse planejamento não será executado em três anos. Estamos estruturando projetos para orientar o futuro da cidade”, afirma. Além disso, segundo ela, o governo intensifica ações junto aos bairros, como construções de escolas.


Além dos itens que constavam na Ordem do Dia, também foi aprovada a alteração do Estatuto Social
VALE DO TAQUARI
ACooperativa Dália Alimentos encerrou o exercício de 2025 durante a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, nessa sexta-feira, 13, na Sala de Treinamentos do Sicredi Região dos Vales, em Encantado. Ao todo, 64 delegados aprovaram dez itens constantes na Ordem do Dia da AGO e, durante a AGE, também apreciaram e aprovaram a alteração do Estatuto Social. Ao iniciar a assembleia, o presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini, destacou o encerramento do processo assemblear nas regiões, que reuniu mais de 700 associa-
dos em quatro encontros. “Foram reuniões que apresentaram muitas informações sobre o desempenho e o resultado da cooperativa, e agora temos a deliberação de pautas para discussão e votação”, afirmou Piccinini.
A leitura do edital de convocação, com a Ordem do Dia, e do Relatório da Administração foi conduzida pelo vice-presidente do Conselho de Administração, Pasqual Bertoldi. Na apresentação, ele contextualizou a atuação da Dália em relação aos acontecimentos do último ano, destacando, de forma positiva, a estabilidade nos preços dos insumos e o cenário favorável do mercado internacional.
Na sequência, os números foram apresentados pelo contador Ivo Dirceu Villa, que destacou que, no exercício de 2025, a Dália obteve Receita Operacional Bruta de R$ 2,16 bilhões. Em seguida, o auditor independente Hebert Grebin Gasparotto e o relator do Conselho Fiscal, Sandro Luís Costa, expuseram o parecer da Auditoria
Foram reuniões que apresentaram muitas informações sobre o desempenho e o resultado da cooperativa, e agora temos a deliberação de pautas para discussão e votação”

Externa Independente e do Conselho Fiscal da cooperativa. Ao final, além da apresentação das perspectivas para 2026, explanada pelo presidente executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, também foram empossados os novos integrantes do Conselho Fiscal e da Comissão Eleitoral.

Município lança na próxima semana a programação do 1° Festival Páscoa Encantada
ENCANTADO
Em novo movimento, Encantado quer transformar a Páscoa em um marco no calendário turístico da cidade. Com o primeiro Páscoa Encantada, o município inicia as ações para se consolidar como destino de fé, cultura e turismo religioso durante o período pascal.
Os detalhes da programação serão apresentados oficialmente na próxima terça-feira, dia 17, em evento na Casa de Cultura.
A proposta é reunir atrações religiosas, culturais e turísticas, mobilizando moradores e visitantes.
Ruas da cidade já começam a entrar no clima da celebração.
Na Monsenhor Scalabrini, 14 painéis foram instalados ao longo da via. Cada um representa uma estação da Via Sacra, criando um
caminho simbólico que convida à reflexão e à espiritualidade. Outras ruas também receberão decoração temática lúdica, com coelhos e ovos, especialmente no pátio da Casa de Cultura.
A programação do festival também terá momentos marcantes. Entre eles está o espetáculo teatral Religare, que promete unir arte, fé e emoção nos dias 1, 2 e 4 de abril, com apresentações à noite no ginásio do Parque João Batista Marchese.
Outro destaque será a inauguração de dois novos espaços ligados ao turismo religioso: o Parque Caminho dos Milagres, próximo ao trevo de acesso a Relvado, e o Jardim do Acolhimento, local que antecede a chegada ao Cristo Protetor. Na Sexta-Feira Santa, a programação prevê ainda a tradicional caminhada ao Cristo Protetor.



35º Rodeio Crioulo
Estadual ocorre de 13 a 15 de março, com provas campeiras, shows e mais de R$ 22 mil em premiação
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
RELVADO
O35º Rodeio Crioulo
Estadual de Relvado tem um significado especial para os tradicionalistas do município. O evento que iniciou nessa sexta-feira, 13, segue até domingo, 15, no Parque Municipal de Eventos. Ele será o primeiro grande encontro da entidade após a enchente de 2024, que destruiu o galpão do CTG Porteira da Amizade.
Após meses de mobilização e reconstrução, o espaço foi
Programação campeira reúne atrações musicais e estrutura preparada para receber o público
reinaugurado no último dia 28.
Aproximadamente R$ 350 mil foram investidos na recuperação da estrutura, que ainda recebeu ampliação de cerca de 15 metros quadrados. Parte do material original, como o assoalho e uma das paredes, foi reaproveitada, enquanto o restante precisou ser reconstruído. As obras iniciaram cerca de um ano após a enchente e foram realizadas sem investimento público.
Para o patrão do CTG Porteira da Amizade, Oberdan Tauffer, o rodeio representa um momento simbólico de superação para a entidade, que também se prepara para celebrar 40 anos de história em abril.
O rodeio também coroa um momento importante dentro da entidade. “Graças a Deus e à força de muitas pessoas, conseguimos nos reerguer, reinaugurando o
CTG no último dia 28. Agora esperamos a todos para o rodeio, mais um grande evento que mostra a nossa união, resiliência e força”, ressalta.
A programação campeira contará com provas de tiro de laço em diversas modalidades, com mais de R$ 22 mil em premiação. As inscrições podem ser feitas diretamente com o Departamento Campeiro do CTG. Além das competições, o evento terá praça de alimentação, bailes, fandangos e shows musicais ao longo dos dias de programação. A abertura oficial está marcada para sábado, dia 14, às 18h.
Para receber tradicionalistas e visitantes, a Secretaria Municipal de Obras realiza melhorias na infraestrutura do Parque de Eventos. Entre os serviços estão limpeza, roçada, pintura e reparos nas redes hidráulica, elétrica e de iluminação.
A cancha de laço passa por nivelamento com pó de brita, enquanto as estradas internas do parque recebem patrolamento. A rede de energia elétrica também está sendo ampliada, com o objetivo de aumentar a área destinada ao acampamento dos participantes.
No domingo, o Programa Fogo de Chão, da Rádio A Hora, será apresentado direto do parque. Entre 10 e 14h, Claiton Miranda traz todas as informações e distribui brindes de parceiros do projeto para quem estiver no evento.
Evento ocorre sábado e domingo, no Parque do Chimarrão, com classificatórias, final e atrações para o público
VENÂNCIO AIRES
O Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires, será palco neste fim de semana do Festival Nacional de Danças Gaúchas de Salão. A programação ocorre no sábado e no domingo, dias 14 e 15, com início às 8h, com competidores e apreciadores da cultura tradicionalista.
A iniciativa é do Departamento de Tradições Gaúchas (DTG) Piazito da Tradição, em parceria com a 24ª Região Tradicionalista. As atividades ocorrem na sede da entidade e também no Salão Agropecuário do parque.
De acordo com o patrão do DTG, Bruno Cassariego, o festival nasce do apreço pela modalidade, que tem ganhado cada vez mais espaço no Estado. Ele e a esposa, inclusive, já competiram na categoria e foram vice-campeões do Enart em 2010.
A programação do festival está dividida em dois dias. No sábado ocorrem as classificatórias nas categorias mirim, juvenil e adulto. Já no domingo ocorre a grande final, que será na sede do DTG
Piazito da Tradição e contará com transmissão ao vivo.
Segundo Cassariego, foram abertas inicialmente 100 vagas para participantes e mais de 50 casais já confirmaram presença. A expectativa é que, nas próximas edições, o evento amplie ainda mais o número de competidores. O acesso ao Parque do Chimarrão será gratuito, assim como o estacionamento. Apenas para assistir às apresentações no local das competições será cobrado ingresso de R$ 10. A organização convida a comunidade e visitantes a prestigiar o festival, que busca fortalecer e valorizar a dança gaúcha de salão no Estado.
Além do Festival, o DTG promove uma ação social. Com o tema “Um livro doado hoje pode transformar a história de uma criança amanhã”, a campanha busca arrecadar livros de literatura infantil e infantojuvenil que serão destinados a crianças e espaços de leitura.


Equipamento foi viabilizado por projeto do governo do Japão após articulação da Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales
OHospital Roque Gonzales recebeu a visita do cônsul do Japão em Porto Alegre, Shimizu Kazuyoshi, que esteve na instituição para oficializar a entrega de um novo equipamento de raio-X. O aparelho foi viabilizado por meio de um projeto de cooperação internacional articulado pela Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARRS). O ato ocor-

reu ontem, 13, e reuniu colaboradores do hospital e autoridades. O equipamento foi adquirido com recursos do Projeto APC, programa do governo japonês voltado ao apoio de iniciativas comunitárias em áreas essenciais, como
saúde e educação. A doação busca fortalecer a estrutura hospitalar e ampliar a capacidade de diagnóstico por imagem na instituição. Durante a visita, o cônsul destacou a importância da cooperação entre comunidades e instituições
para melhorar o acesso a serviços essenciais. O Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, liderado por Kazuyoshi, é responsável pela
jurisdição no Rio Grande do Sul e acompanha projetos de parceria com entidades locais.
O cônsul parabenizou o presidente da AARRS, Eduardo Salgado, pelos esforços e paciência nos últimos meses. “Essa entrega é fruto de um trabalho árduo entre nosso escritório, associação e governo. Destaco o empenho incansável do Eduardo e sua equipe para viabilizar essa importante conquista para o hospital e Roca Sales”, disse Kazuyoshi em pronunciamento.
A conquista é resultado de um processo iniciado ainda em 2025 pela AARRS. Em dezembro daquele ano, representantes da associação foram recebidos no consulado japonês, em Porto Alegre, para a assinatura do contrato de doação que autorizou a aquisição do equipamento. O processo incluiu meses de reuniões, envio de documentação e esclarecimentos técnicos até a confirmação do apoio.
Com o equipamento, a expectativa é qualificar o atendimento à população, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros municípios e ampliando a capacidade de exames realizados na própria instituição.

Confecção de vassouras de palha ultrapassa gerações, mas perda de sucessores ameaça ofício secular
Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
Uma tradição secular ainda sobrevive nas mãos de alguns poucos artesãos esparsos pelas comunidades do interior: a arte de fazer vassouras de palha. Entre eles está Paulo Alberto Seibel, do interior de Cruzeiro do Sul, na localidade de Canarinho de São Bento, onde o tempo parece seguir outro ritmo dentro do galpão. Aos 64 anos, o ofício faz parte da rotina de “Paulinho”, como é conhecido na comunidade, há quase meio século. A história começou quando ele tinha apenas 17 anos. Na época, trabalhava com o cunhado em São Bento, em Lajeado, onde ajudava no cultivo de verduras. Foi ali que aprendeu a arte de fazer vassouras. Durante três anos observou, ajudou e praticou até dominar o processo. Quando voltou para casa, decidiu continuar. O pai gostou da ideia e passou a produzir também. A atividade, além de tradição, ajudava a complementar a renda da família. “Gostei daquilo e meu pai também. Então começamos a fazer juntos. Sempre ajudou a trazer um dinheiro a mais”, recorda. Hoje, Paulinho produz em média 1,5 mil vassouras por ano. A maior parte dos clientes vai até a propriedade buscar o produto. Também há um revendedor que leva parte da produção para comercialização. Apesar da experiência acumulada, ele diz que o trabalho ficou mais desafiador com o passar do tempo. “Antigamente não era tão judiado. Hoje aparecem muitos fungos que atacam a palha.”
O cultivo da matéria-prima exige atenção desde o início. O melhor período para semear é setembro, quando há menor incidência de fungos. Mesmo assim, o pulgão costuma ser o inimigo mais difícil de controlar. A colheita ocorre geralmente próximo ao Natal. O momento certo é decisivo: a palha não pode esperar a semente secar completamente ou ficar vermelha. “Se passar do ponto, ela perde a aparência. A vassoura fica mais avermelhada e não dá uma boa apresentação.”
Depois de cortada, a palha precisa ficar três dias ao sol antes de ser guardada sob telhado. Mesmo

Aos 64 anos, Paulo Alberto Seibel aprendeu o ofício aos 17 anos e mantém tradição no interior de Cruzeiro do Sul
nessa etapa há cuidados extras: os ratos costumam atacar o material para comer as sementes e fazer ninho.
Antes de virar vassoura, a palha passa por um longo processo. Primeiro é limpa para retirar talos, cascas e sementes. Para facilitar o trabalho, Paulinho criou seu próprio equipamento: um rolamento de madeira com pregos girado por motor elétrico. Nos fundos do galpão, um ventilador industrial ajuda a soprar as sementes para fora. Depois disso, as palhas são separadas por tamanho. Cada camada da vassoura exige medidas específicas. As maiores levam cerca de 24 unidades. As menores, nove. Com um martelo, ele amassa a ponta dos talos que serão presos ao cabo de madeira, evitando que o arame os corte. Em seguida começa a montagem
manual. O arame — mais de um metro por peça — precisa ser esticado com força para garantir boa fixação.
Com a base montada, a vassoura ganha forma. Paulinho faz um molde e inicia a prensagem das palhas para garantir o formato tradicional. Para isso utiliza um grampo de madeira desenvolvido por ele mesmo.
A etapa seguinte é a costura, um trabalho delicado que exige proteção. Para evitar ferimentos, ele criou uma espécie de armadura para a mão: couro grosso na palma e espuma nos dedos polegar e indicador para reduzir o impacto e evitar dormência.
São quatro linhas de costura ao todo. Segundo ele, isso também aumenta a vida útil do produto. “Conforme a vassoura vai gastando, dá para abrir as linhas uma por uma e usar até o fim da palhada.”
Depois de costurada, a peça passa por uma nova prensagem na parte frontal para afinar o
Já fiz milhares de vassouras, mas para mim é um lazer. Eu adoro. Pode ser até domingo que eu faço”
PAULO ALBERTO SEIBEL
acabamento. Por fim, ele corta as pontas da palha para deixar a vassoura alinhada e pronta para o uso. Mesmo após milhares de unidades produzidas ao longo da vida, Paulinho diz que não vê o trabalho apenas como fonte de renda. “Já fiz milhares de vassou-
ras, mas para mim é um lazer. Eu adoro. Pode ser até domingo que eu faço.”
Cultura tem futuro incerto
Entre o cheiro da palha seca e o barulho do arame sendo esticado, Paulinho carrega também uma preocupação: o futuro dessa tradição. Ele observa que muitos artesãos da região já deixaram a atividade, seja pela idade ou pela falta de sucessores. “Aqui na picada alguns já partiram ou entregaram os pontos. E eu não sei até quando vou.”
Dentro da própria família, os filhos seguiram outros caminhos profissionais. Por isso, ele teme que o conhecimento acumulado ao longo de décadas acabe desaparecendo com o tempo. Mesmo assim, enquanto houver palha para colher e mãos para trabalhar, o artesão segue firme no galpão.

Quarto certame não teve ofertas, mesmo com a redução no valor do lance até R$ 1,2 milhão. Imóvel está fechado desde 1996
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
LAJEADO
Nenhum interessado.
Pela quarta vez, o antigo prédio dos Correios, localizado na área central da cidade, foi a leilão. E o desfecho foi o mesmo das tentativas anteriores. O certame,
ocorrido na tarde dessa quintafeira, 12, não teve ofertas, apesar da redução no valor, cujo lance inicial era de R$ 1,5 milhão. As demais ofertas, de R$ 1,4 milhão e R$ 1,2 milhão, também não alteraram o cenário e o certame ficou deserto. Em nota, a estatal afirma que “os imóveis que não receberam propostas nesta etapa serão novamente disponi-
Prédio está abandonado há três décadas e é alvo frequente de vandalismo
bilizados nos próximos leilões, em continuidade à estratégia de racionalização e otimização do patrimônio da empresa”.
Conforme apurado pela reportagem, há novos leilões agendados pela companhia nos dias 2 e 9 de abril, mas não há confirmação de que o imóvel construído na década de 1950 será novamente incluído no certame.
A iniciativa integra um plano
nacional de reestruturação dos Correios, que buscam arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis ociosos em todo o país, entre eles o de Lajeado. O prédio, em avançado estado de deterioração, está localizado na esquina das ruas Marechal Deodoro e Júlio de Castilhos, em frente a praça Marechal Deodoro e próximo a pontos importantes da cidade, como o Colégio Castelinho e a Igreja Matriz.
Enquanto os leilões não atraem
interessados, o antigo prédio dos Correios segue sem destinação definida. A estrutura conta com três pavimentos e uma área total de 726 metros quadrados, mas está fechado desde 1996, quando a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) considerou que o espaço não atendia mais às necessidades operacionais. Nessas três décadas, o imóvel antigo se tornou alvo frequente de vandalismo e virou abrigo para moradores de rua. Desde então, ocorreram tentativas de municipalização, sem sucesso. A mais recente, em 2024, teve reuniões um mês antes da enchente de maio de 2024, que deixou a edificação praticamente submersa.
A estatal se mudou para o Genes Work & Shop, também no Centro, onde permaneceu até 2024. Hoje, o atendimento é feito no bairro Florestal, junto ao Centro de Distribuição. Há, ainda, unidades no São Cristóvão e em Conventos – esta inaugurada no ano passado.



A CDL organizou mais uma edição do Happy Hour nessa terça-feira, 10. Com o tema “Empodera Ela – Conectadas Somos Mais Fortes”, as palestrantes Gizi Fiuzza e Natalie Ardrizzo inspiraram as presentes com suas histórias de ressignificação e reconhecimento das potências femininas. O evento foi realizado no Auditório Hugo Schmidt, na Central de Vendas da Diamond. Entre as presentes, estavam integrantes do Fórum da Mulher Empresária.

Para marcar o mês da Mulher, O Grupo A Hora realizou o Fórum Pensar Mulher nessa quinta-feira, 12, no Hub Labilá, em Lajeado. A tarde reuniu autoridades, especialistas e líderes para discutir prevenção, acolhimento e enfrentamento contra a violência doméstica e mobilizar uma rede de proteção. Nas fotos alguns registros de quem prestigiou.


Uma noite de música está marcada para o dia 18 de março. Lajeado recebe Tia Carroll, uma das vozes mais expressivas do blues e soul contemporâneo, em encontro especial com Luciano Leães Quartet, um dos principais pianistas de New Orleans Jazz e R&B da América Latina. O repertório da noite promete clássicos do blues, jazz e soul. O espetáculo acontece no Auditório Hugo Schmidt, na Central de Vendas da Diamond. Ingressos disponíveis à R$ 95 e reservas pelo telefone (51) 99507-0511.



Município busca liberação de recursos para 294 casas e garantir habilitação federal da unidade intensiva do hospital
foram liberados.
Entre promessas federais e entraves burocráticos, o governo de Arroio do Meio tenta avançar em duas frentes consideradas decisivas para o município: a liberação de recursos para moradias destinadas a famílias atingidas por desastres e o credenciamento federal da UTI do Hospital São José Divina Providência.
O prefeito Sidnei Eckert pretende viajar a Brasília na próxima segunda-feira, 16, para tratar diretamente dos dois temas com representantes do governo federal.
Principal impasse envolve um projeto habitacional ligado à Defesa Civil Nacional, que prevê a construção de 294 casas. Apesar de etapas administrativas já concluídas, os recursos ainda não

“Sempre falta alguma coisa no processo”, afirma Eckert ao comentar a tramitação da proposta nos órgãos federais.
Segundo o prefeito, o município encaminhou ao governo federal, em 11 de fevereiro, um pedido de contemplação dentro de programas habitacionais. A documentação complementar foi enviada no dia 18 do mesmo mês, dando continuidade à análise técnica.
O avanço, porém, acabou sendo impactado por outras emergências registradas no país, que redirecionaram prioridades da União.
Ainda assim, Eckert afirma ter encontrado receptividade nas conversas com autoridades federais.
Paralelamente, a prefeitura discute a forma de pagamento de uma área adquirida anteriormente pelo município e considerada
estratégica para futuros projetos urbanos. Na época da negociação, o terreno foi estimado em cerca de R$ 1,2 milhão, valor que agora é objeto de tratativas quanto às condições de quitação.
Outra frente considerada crítica pela administração municipal envolve o funcionamento da UTI do hospital local. A unidade ainda não possui credenciamento federal e, por isso, depende de recursos do próprio hospital e do governo estadual para continuar operando.
Segundo Eckert, o modelo atual pressiona as finanças da instituição. “O hospital não tem perna para manter sozinho, e o município também tem limitações”, afirma.
O prefeito diz que o processo de habilitação já avançou tecnicamente. Em setembro de 2025, o projeto passou por um ajuste

técnico e recebeu aprovação nessa etapa. O entrave, agora, seria essencialmente orçamentário.
Para tentar destravar o processo, Eckert afirma ter buscado interlocução política em Brasília, incluindo conversas com o ministro Paulo Pimenta.
A expectativa da prefeitura é que as tratativas na capital federal permitam acelerar a liberação dos recursos habitacionais e avançar no credenciamento da UTI, medidas consideradas estratégicas para ampliar a capacidade de resposta do município nas áreas de habitação e saúde.
foi uma das mulheres homenageadas em evento da Assembleia Legislativa do RS
VALE DO TAQUARI
A coordenadora da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Greicy Weschenfelder, foi homenageada com o Prêmio Mulher Cidadã, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A entrega ocorreu
na quarta-feira, 11, em sessão solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher, realizada no Plenário 20 de Setembro.
A distinção reconhece mulheres que se destacam em diferentes áreas da sociedade e contribuem para o fortalecimento da cidadania. No caso de Greicy, a homenagem ressalta sua trajetória dedicada à educação pública e sua atuação à frente da 3ª CRE, responsável por coordenar a rede estadual de ensino no Vale do Taquari.
Ao longo dos últimos anos, a gestora tem atuado no acompanhamento das comunidades
escolares da região, especialmente durante os períodos de enchentes que atingiram o Vale em 2023 e 2024. O trabalho envolveu apoio às escolas afetadas, reorganização das atividades educacionais e articulação com gestores e professores para garantir a continuidade do ensino.
A homenagem também reconhece o empenho de Greicy na valorização da escola pública e no fortalecimento das políticas educacionais na região. Professora de formação, ela destaca a educação como instrumento de transformação social e desenvolvimento regional.
Durante a cerimônia, Greicy afirmou sentir-se honrada com o reconhecimento. Segundo ela, o prêmio simboliza o esforço coletivo de professores, gestores e profissionais da educação que atuam diariamente nas escolas. A indicação para a homenagem foi feita pela deputada estadual Patrícia Alba (MDB).
Criado pela Assembleia Legislativa, o Prêmio Mulher Cidadã busca dar visibilidade a histórias de liderança feminina e reconhecer iniciativas que impactam positivamente a sociedade, especialmente nas áreas de educação, cultura, saúde e desenvolvimento social.

Pavilhão de trabalho é financiado pela iniciativa privada com o apoio do judiciário e busca aumentar número de detentos empregados e fortalecer ressocialização
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
OPresídio Estadual de Arroio do Meio passa por uma ampliação na estrutura com foco na geração de trabalho para os detentos. O projeto inclui a construção e ampliação de celas, banheiros e de um novo pavilhão destinado às atividades laborais dentro da unidade. O investimento estimado é de cerca de R$ 300 mil.
Parte dos recursos vem de duas empresas, a Calçados Beira Rio e a Solupack Embalagens, que pretendem instalar unidades de produção dentro da casa prisional para utilizar mão de obra carcerária. As empresas também finan-

Parte dos recursos obtidos para o projeto vem da Calçados Beira Rio e da Solupack Embalagens, que pretendem instalar unidades de produção dentro da casa prisional
ciam a instalação de maquinários necessários para o funcionamento das linhas de produção.
Outra parcela do investimento tem origem em recursos destinados pelo Ministério Público e pelo
Poder Judiciário. Os valores são provenientes de multas e penas alternativas e foram encaminhados ao Conselho Comunitário de Execução Penal, responsável pela destinação e execução de projetos
voltados à ressocialização.
A obra está na fase final, com cerca de 70% da estrutura concluída. O novo pavilhão de trabalho terá aproximadamente 300 metros quadrados. Nesta semana, inte-
grantes do Conselho Comunitário de Execução Penal, formado por representantes de seis municípios da comarca de Arroio do Meio, realizaram uma vistoria no local para acompanhar o andamento da obra.
De acordo com a presidente do conselho, a assistente social Márcia Garibotti Lorenzon, a meta é ampliar a inserção dos detentos em atividades de trabalho e educação. Atualmente, o presídio possui 70 apenados.
Desse total, 34 exercem atividades remuneradas por meio de parcerias entre empresas e o governo do Estado. Cerca de 30% dos detentos também frequentam atividades educacionais.
Com a ampliação do espaço, a expectativa é elevar a capacidade para até 80 detentos. A meta é que até 90% do contingente participe de atividades laborais dentro da unidade, com possibilidade de remissão de pena.
Além das atividades de trabalho, o presídio oferece ensino fundamental, ensino médio e alfabetização. Neste ano, a unidade também implantou aulas no turno da noite. Atualmente, três detentos cursam ensino superior nas áreas de gestão comercial e administração.


Julgamento ocorreu na 1ª Vara Criminal da Comarca de Lajeado
Sessão no Fórum de Lajeado teve 17 horas de duração e encerrou por volta das 2h da madrugada de quarta-feira
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
LAJEADO
Após cerca de 17 horas de julgamento, o júri popular que analisou a morte de Niumar Homercher Lopes, de 42 anos, foi encerrado por volta das 2h da madrugada de quarta-feira, 11, no Fórum de Lajeado.
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença condenou os réus Luiz Fernando Vingert e Richard
Iuri Salvador da Silva. Eles foram condenados a 1 ano e 9 meses de detenção em regime aberto pelo crime de homicídio culposo, além de 8 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes conexos de supressão e roubo. A sentença foi publicada hoje pelo judiciário.
O julgamento ocorreu na 1ª Vara Criminal da Comarca de Lajeado e foi presidido pelo juiz Rodrigo de Azevedo Bortoli.
Segundo a acusação do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 9 de fevereiro de 2024, na avenida Avelino Talini, no bairro Universitário. Na ocasião,
Lopes foi agredido com golpes de um porrete, principalmente na região da cabeça.
A vítima, moradora do bairro Florestal, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Bruno Born, onde permaneceu internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 22 de fevereiro de 2024. Durante o julgamento, que iniciou às 9h da manhã de terça-feira, acusação e defesa apresentaram suas versões e provas aos jurados, que ao final definiram pela condenação dos dois acusados.




CARLOS MARTINI Administrador

Matrizes energéticas consolidadas não se mudam da noite para o dia, afinal levaram várias décadas pra serem pesquisadas, desenvolvidas, implantadas e capilarizadas, que o digam os mais entendidos em eletricidade e petrolíferos em geral.
A “tração” humana já foi superada pela do boi e do cavalo, depois pelo vapor, mais tarde pela eletricidade e os chamados combustíveis fósseis.
Geração e segurança de abastecimento de Energia é aspecto nevrálgico em qualquer “bibóca” deste mundo.
Quem detém potencial pra ainda gerar muita energia “tradicional” e mais barata em relação às ditas emergentes e bem mais caras alternativas, com certeza tem importantes vantagens relativas que devem ser aproveitadas.
Afinal das contas e no frigir dos ovos: tem energia mais “limpa” do que aproveitar melhor a simples diferença de pressão das águas?
Já passa de uns três ou quatro mil anos que essa “engenharia” humana é utilizada, seja como força motriz, dutos de elevação para diferentes fins, canalização de abastecimento e por aí afora.
Em tempos relativamente idos já passei pelo “desprazer” de participar na coordenação de alguns processos de supostos desabastecimentos de combustíveis, na então Texas Company, ou mais precisamente Texaco, hoje Chevron. E pelo que sei continua sendo a maior produtora e distribuidora de petróleo e seus derivados dos EUA e do mundo, inclusive via participação na Saudi Aramco (Arabiam and American Corporation).
A Chevron também é a principal articuladora na busca da recuperação da capacidade de produção e refino do petróleo venezuelano, demolidos muito mais por fatores internos do que externos.
Esse pessoal não costuma perder o sono por pouca coisa, até porque tem mais horas de cama que urubu de voo.
Melhor não se assustar muito com algum eventual risco de desabastecimento localizado e temporário, o que costuma aumentar é a tabela do preço...
Conhecimento acumulado que merece muito respeito.
Quem perde o fôlego primeiro num estreito geográfico estratégico para o comércio internacional quando usado como arma geopolítica, o estrangulador unilateral ou os supostos e potenciais estrangulados?
Se o “nada passa” é pra valer, o nada vai e o nada vem é pra todos, inclusive para algum eventual metido a estrangulador, que na maioria dos casos acaba perdendo o fôlego primeiro. Não é novidade.
Para quem está se afogando, jacaré é tronco.
(atribuído ao Cumpádi Belarmino)
Na geração anterior quem chegava com boa saúde e vigor aos setenta anos era considerado quase um sobrevivente. Hoje em dia tá cheio de “idosos” turbinados por aí.
Pela lei, quem passou dos sessentinha já é considerado meio enferrujado. Enferrujada é a lei, na real são todos seminovos.
Nôno no endocrinologista:
- Vô, o senhor tem que emagrecer um pouco e fazer um regime, tá muito gordo prá sua altura, não é saudável!
- Mas acho que o doutor tá usando a ¨régua¨ errada! Qual a altura ideal para o meu peso e o meu atual ¨latifúndio¨ abdominal?
- Quatro metros e meio...

MARCOS FRANK ARTIGO Médico Neurocirurgião
“A matemática consiste em provar a coisa mais óbvia da maneira menos óbvia.”
George Polya
Em um ano de Olimpíada, ainda que de inverno, dá aquela vontade de revisitar alguns recordes. Não quero ser ufanista, mas se não somos mais arrasadores no futebol, no quesito roubo não tem pra ninguém, o recorde é nosso. Senão vejamos: o roubo ao Banco Central do Iraque é o maior roubo a banco de todos os tempos. Saddam Hussein sacou quase US$ 1 bilhão (atualizado daria 1,6 bilhão de dólares ou mais de 8 bilhões de reais) em dinheiro vivo horas antes da invasão dos EUA em 2003.
Já maior roubo a banco em território americano ocorreu em 12 de setembro de 1997, quando seis homens assaltaram a Dunbar Armored em Los Angeles levando US$ 18,9 milhões (equivalente a US$ 37,9 milhões em 2025 ou 210 milhões de reais). Em valor, o maior roubo em solo americano ocorreu em 2022. Um carro-forte foi assaltado na California e os ladrões levaram dezenas de bolsas contendo joias antigas e pedras preciosas enquanto os guardas estavam distraídos. Os itens roubados foram avaliados em mais de 100 milhões de dólares.
Na Europa, um assalto no Natal de 2025 em Gelsenkirchen, Alemanha, é considerado o maior da Europa, com ladrões roubando € 300 milhões (aproximadamente 2 bilhões de reais) em objetos de valor. Os criminosos entraram em um cofre bancário da Sparkasse, saqueando mais de 3.000 cofres. Outros assaltos europeus notáveis e massivos incluem o assalto ao depósito da Securitas de 2006 no Reino Unido onde foram levados 53 milhões de libras, equivalendo a 100 milhões de libras esterlinas ou 700 milhões de reais atualmente. No Brasil, o maior roubo a banco ocorreu no ano de 2005 em Fortaleza. Na ocasião criminosos cavaram um túnel de 80 metros para acessar o cofre, levando cerca de R$ 164 milhões. Outro roubo famoso ocorreu no aeroporto de Guarulhos em 2019. Ladrões disfarçados de policiais federais roubaram aproximadamente 720 kg de ouro (avaliados em mais de R$ 120 milhões na época) de uma empresa de transporte de valores.
Na Ásia, fundos destinados ao desenvolvimento econômico da Malásia foram desviados para contas bancárias pessoais, empresas de fachada offshore e usados para financiar estilos de vida de luxo, incluindo a compra de iates, joias e filmes entre os anos de 2009 a 2014. O valor superou 4,5 bilhões de dólares (6 bilhões de dólares ou 33 bilhões de reais em valores atuais) e resultou na prisão do então primeiro ministro Najib Razak.
Se somarmos os valores de todos esses roubos chegaremos a aproximadamente 45 bilhões de reais. Já no tão falado caso Master, estimativas conservadoras indicam que a fraude pode ultrapassar R$ 50 bilhões, envolvendo carteiras de crédito falsificadas e manipulação de fundos de investimento.
Nos próximos meses ou anos, nossa justiça terá de decidir se dará uma medalha ou uma cela de penitenciária para Daniel Vorcaro.




Espaço destinado para a história da confecção de lingeries enaltece uma das principais atividades econômicas de Guaporé
Visitar o Museu Municipal de Guaporé é descobrir a história por trás da ascensão das indústrias de joias e lingeries na cidade. São oito salas que mostram ainda como eram residências e a vida cotidiana um século atrás.
A charmosa casa usada para preservar a história local está na Avenida Alberto Pasqualini. É uma construção iniciada em 1900 para o então intendente da cidade, Vespasiano Corrêa. Foi ainda residência da família Maia até ser comprada pela prefeitura, transformada em museu e tombada como patrimônio público em 2019.
A exposição sobre joias enaltece João Pasquali e outros pioneiros que introduziram a profissão de ourives em Guaporé. Desde objetos usados para o manuseio




artesanal até máquinas que permitiam a produção em larga escala. Tudo está exposto no local.
A confecção de lingerie em Guaporé começou na década de 80, sendo a empresa Milan reconhecida como precursora do setor na cidade. Lá também encontramos equipamentos usados no passado.
Nos demais espaços estão objetos curiosos de profissões do passado e ambientes que simulam como eram cozinha, dormitório e sala dos antepassados. Todo o acervo foi montado com doações comunitárias e por meio da memória coletiva. A entrada no museu é gratuita com horário de atendimento das 8h30 às 11h30min e 13h30min às 17h30min. Com agendamento
Objetos antigos usados pelos primeiros ourives de Guaporé numa época em que as joias eram moldadas de forma artesanal
para grupos, também atende sábados de manhã.
A divulgação do museu e outros destinos de Guaporé faz parte de um amplo trabalho que o 365 vezes no vale realiza em parceria com a prefeitura e Amturvales. O objetivo é circular por todos os pontos turísticos da cidade nos próximos dois anos, criando um amplo banco de imagens e de dados sobre o turismo municipal.


O clima do St. Patrick’s Day vai tomar conta do Boulevard Encantado neste sábado, 14 de março. A programação começa às 17h e promete reunir rock, chope verde, boa gastronomia e o pôr do sol no rooftop do complexo turístico. O festival contará com apresentações das bandas Automóvel Verde, Rock50 e Dona Trio.
Os 100 primeiros ingressos de pista garantem 100% do valor convertido em consumação no bar de bebidas. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma LumePass, enquanto as mesas podem ser reservadas pelo WhatsApp (51) 99456-1064. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas nas redes sociais do Boulevard Encantado.
Divulgamos um vídeo contando por que Roca Sales tem um túnel com perfuração no topo. O famoso Túnel Furado fica na Ferrovia Tronco Principal Sul e rende fotos únicas. É um dos destinos mais curiosos do estado. O QR Code leva para o vídeo completo na página @365_vezes_no_vale no Instagram.


O movi-
mento rebelde de Lampião e sua música símbolo
Desconto
Letra a que se apõe til no espanhol
Carbono (símbolo)
Rio que atravessa a Europa
Auxilia na Gestão de Benefícios dos Colaboradores Chefe; patrão Funcionária da empresa de aviação que cuida do conforto e segurança dos passageiros
Importa
Problema climático da região Nordeste Xerox (bras. pl.)
A veste do magistrado Menino folclórico (bras.)
Erguidos; levantados
Erva usada contra verrugas e feridas
Fase da desintoxicação do dependente químico
Ouvido, em inglês
Acidente comum no automobilismo
Interjeição de espanto
De (?): de memória Sódio (símbolo)
Abrigar; proteger
Sucesso de Djavan (Mús.) "Nosso (?)", filme brasileiro de 2010 Etapa do processo (fig.)
Malba (?): escreveu "Céu de Allah"
A sétima nota musical Grife
Amarras; entrelaços
A letra da Xuxa (TV)
Acessório do jogador de beisebol
Embalagens com vinte cigarros Urânio (símbolo)
E, em inglês
Canoa estreita e leve Molho à base de ketchup
Condição financeira de Cruela Cruel (Cin.) Bondosa; generosa Boletim de Ocorrência (abrev.)
MARÇAL GAMA DA CUNHA ROSA, 64, faleceu na sexta-feira, 13. O velório ocorre na Capela Velatória Municipal de Cruzeiro do Sul. O sepultamento ocorre neste sábado, 14, às 16h30min, no Cemitério Municipal de Cruzeiro do Sul.

ERALDINA DE AZAMBUJA CARDOSO, 85, faleceu na sexta-feira, 13. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Canabarro, em Teutônia.
TEREZA MILANI, 86, faleceu na sexta-feira, 13. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Barra do Duduia, em Pouso Novo.
MIRIAM PANKE, 75, faleceu na quinta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Lajeado.
ALTAIR ALVES ROSA, 67, faleceu na sexta-feira, 15. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.
ADÃO FLORÊNCIO CARVALHO, 80, faleceu na quinta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Agostinho, em Encantado.
IVO FUCHS, 85, faleceu na sextafeira, 15. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Forqueta, em Arroio do Meio.
KURTH ZIEBELL, 87, faleceu na quinta-feira, 14. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico Schuck, em Mato Leitão.

Desejado; almejado Metro (símbolo)
Desconsiderado
Alimento rico em albumina
A primeira luz do dia

ÁRIES: Bagacinhas podem surgir nos assuntos do coração, mas tudo deve entrar nos eixos e você vai voltar às boas com o crush ou o xodó.
TOURO: No romance, vai sentir mais firmeza no mozão, mas se está na pista não deixe o ciúme estragar as suas chances de conquista.
GÊMEOS: Mostre seu jeitinho maleável, bom de conversa e não esquente, mesmo porque as coisas vão melhorar e será mais fácil equilibrar seus interesses.
CÂNCER: Cuidados com seu organismo virão a calhar e a recomendação é se preservar mais, portanto, capriche na alimentação.
LEÃO: As amizades devem ocupar papel destacado e você vai pensar nos rolês que pode combinar com a turma.
VIRGEM: Se está na solteirice, pode sentir forte atração por um crush que todas querem pegar. Já na vida a dois, procure ser mais maleável.
LIBRA: Cuidese bem e pense duas vezes antes de fazer alguma mudança na aparência.
ESCORPIÃO: As coisas devem fluir numa boa à tarde, as cismas vão cair por terra e você vai conseguir se concentrar melhor em suas atividades.
SAGITÁRIO: O cenário fica nervosinho com parentes e o mozão, mas logo tudo se ajeita e as coisas devem caminhar do jeito que espera.
CAPRICÓRNIO: Concentrese nos deveres, evite se meter em conversas atravessadas e não misture interesses porque pode dar encrenca.
AQUÁRIO: Na paixão, vai curtir muitas alegrias com o love e se está na pista contará com seu jeito seducente, descontraído e cativante com os contatinhos.
PEIXES: Mágoas podem vir à tona e é capaz de sobrar até para o mozão. Ainda bem que o clima melhora, malentendidos devem ser superados.








Bom Retiro do Sul e Taquari promovem os jogos de abertura dos campeonatos municipais
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Ofim de semana será de momentos distintos no Vale do Taquari. Enquanto Bom Retiro do Sul e Taquari promovem os jogos de abertura dos municipais, Progresso promove a segunda rodada de semifinal, Nova Bréscia e Monte Alverne apontam os cruzamentos semifinais. Em Bom Retiro do Sul, sete clubes disputam o troféu apenas na categoria titular. Neste ano, a competição homenageia Darlan Cristo Martins, falecido no ano passado e que teve passagem marcante no Grêmio, da Beira do Rio. A rodada de abertura ocorre nesse domingo, no campo da Aecosajo, no Bairro Goiabeira. Em Taquari, quatro clubes disputam o troféu nas categorias titular e aspirante – Colorado, Furacão, Juventude e São José. Na classificatória os times jogam em turno e returno. O primeiro colocado se classifica para final. Segundo e terceiro colocados jogam a semifinal e o lanterna será eliminado. O destaque da rodada inaugural fica para a reedição da final entre São José e Juventude. O jogo será disputado no campo do São José e também é considerado o clássico da comunidade de Rincão.
A competição promove o jogo de ida da semifinal em Alto Honorato. Um dos maiores campeões do municipal, o Flamengo, de Xaxim, busca chegar em mais uma final, o adversário é o Cruzeiro. Os times se enfrentaram em 11 de janeiro, e o Rubro Negro venceu por 3 a 2. No veterano, o duelo é entre Amizade e São João.
As duas competições promovem neste fim de semana a última rodada da fase classificatória. Em Monte Alverne, os semifinalistas já foram conhecidos, resta apenas definir os cruzamentos semifinais. Já em Nova Bréscia, Cristal, Imigrante e Canarinho disputam duas vagas. O Cristal faz confronto direto com o Imigrante pela manhã.

Fim de semana terá 54 partidas por 15 competições
TITULAR
Sábado
Progresso – semifinal/jogo de ida
Cruzeiro x Flamengo
Encantado – 4ª rodada
Cruzeiro x CAN
União x Barrense
Ouro Verde x Nacional
Monte Alverne – Última rodada
Saraiva x São Martinho
Boa Vista x São José
Domingo
Bom Retiro do Sul – 1ª rodada
Pinhal x Rudibar
Laranjeira x Grêmio da Beira do Riograndense
Aecosajo x Arcanjos
Taquari – 1ª rodada
Colorado x Furacão
São José x Juventude
Copa Serrana – 2ª rodada
Juventude x Santa Tecla
Monterey x São Luiz
River Plate x Assespe
Estrela – 2ª rodada
Amigos Dossul x Delfinense
Quem perder torce por tropeço do Canarinho que encara o líder Botafogo na partida da tarde.
O Grupo A Hora transmite a quarta rodada do municipal de Encantado. Direto de Lajeadinho,
União x Alto da Bronze A
Alto da Bronze B x Aimoré
Geraldense x São Luís
Imigrante – 3ª rodada
Canarinho x Avante
Cruzeiro x Riograndense
Ecas x Juventude
Boqueirão do Leão – 4ª rodada
Internacional x Esportivo
Paverama – 4ª rodada
Time da Vip Car x Internacional
União x Amigos do Morro Bonito
Villareal x Guaíba
Arroio do Meio – 4ª rodada
União x Forquetense
Cruzeiro x Rui Barbosa
Esperança x Palmense
Taça Intermunicipal – 4ª rodada
Flamengo x Juventude
Gaúcho x Ribeirense
Putinga – 8ª rodada
Vila Nova x Xarqueadense
Juventude x Rui Barbosa
Nova Bréscia – última rodada
Imigrante x Cristal
Botafogo x Canarinho
o Cruzeiro recebe o atual campeão CAN. Os times buscam a primeira vitória na competição. O Concentração inicia às 14h30min. A Jornada Esportiva abre às 15h15min. O confronto pode ser acompanhado no 102.9 da rádio e também na página do AH Esportes no Youtube.
Circuito dos Vales organiza prova inédita de 21 km que terá trecho da Via Láctea fechado para os corredores. Associados da cooperativa têm direito a desconto especial na inscrição
ezequiel@jornalahora.net.br
Uma parceria entre o Circuito dos Vales e a Certel vai colocar Teutônia no mapa das grandes corridas de rua da região. No dia 12 de abril, o município recebe a primeira edição da Meia Maratona dos Vales, prova inédita de 21 quilômetros que promete reunir atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.
A largada da meia-maratona está marcada para as 6h. Um dos principais diferenciais da competição será o percurso, que inclui um trecho da Via Láctea, rodovia conhecida pelo trajeto plano e pelo túnel verde formado pela vegetação às margens da estrada. Para garantir segurança e melhor experiência aos atletas, a via terá fechamento parcial durante parte da manhã. Além da prova principal de 21 quilômetros, o evento também contará com percursos de 3 km, 5 km e 10 km, além de caminhada. Essas largadas ocorrem a partir das 8h e são voltadas para corredores iniciantes, famílias e participantes que desejam

apenas vivenciar a experiência do evento.
A meia-maratona representa um passo importante na trajetória do Circuito dos Vales, que ao longo dos últimos anos consolidou-se como um dos principais organizadores de corridas de rua do interior do estado. Segundo um dos organizadores, Deivid Tirp, a criação de uma prova de 21 quilômetros era um desejo antigo da equipe e também uma demanda frequente dos próprios corredores da região. Para viabilizar a prova, os organizadores buscaram parceiros estratégicos. A Certel assumiu o papel de principal
apoiadora do evento, contribuindo para que a estrutura tenha padrão semelhante ao de grandes competições realizadas em capitais. De acordo com o gerente comercial da cooperativa, Samuel Maders, o apoio à corrida está alinhado ao propósito institucional da Certel de incentivar iniciativas que promovam saúde, qualidade de vida e integração com a comunidade.
“Temos muitas pessoas dentro da cooperativa que praticam corrida e participam de eventos esportivos. É um esporte que cresceu muito nos últimos anos e que promove saúde e bem-estar. Por isso, entendemos que fazia sentido apoiar essa iniciativa”, destaca.
Outro fator que motivou o apoio da cooperativa é a
celebração dos 70 anos da Certel. Para Maders, o evento esportivo se torna uma forma de marcar a data envolvendo a comunidade regional. “É um prazer muito grande poder promover a primeira meia-maratona dos Vales junto com o Circuito dos Vales, que já tem grande experiência na organização de corridas. Queremos proporcionar um evento com qualidade comparável aos grandes eventos do estado”, afirma.
Um dos momentos mais aguardados pelos participantes será justamente a passagem pela Via Láctea. O trecho da rodovia entre o Centro Administrativo da Certel e o trevo de acesso a Teutônia terá circulação controlada entre aproximadamente 5h50min e 7h30min.
Durante esse período, o trânsito será monitorado pela Polícia Rodoviária Estadual. Mais informações podem ser conferidas em www.circuitodosvales.com.br.
Associados da Certel têm direito a desconto especial na inscrição da Meia Maratona dos Vales. Para acessar o benefício, é preciso entrar no site www.circuitodosvales. com.br, realizar o cadastro e selecionar a prova. Depois, no carrinho, o participante deve inserir o cupom ASSOCIADOCERTEL e aplicar o desconto. Em seguida, basta preencher os dados do titular da inscrição — que pode ser o associado ou parente de primeiro grau — escolher a forma de pagamento e finalizar a compra. No lote inicial, o valor promocional é de R$ 59, com vagas limitadas.

É um esporte que cresceu muito nos últimos anos e que promove saúde e bem-estar. Por isso, entendemos que fazia sentido apoiar essa iniciativa”

Projeto foi lançado na noite dessa quintafeira, 12, e inicia como escola licenciada do time de Carlos Barbosa. Metodologia aplicada na gestão esportiva da equipe multicampeã nas quadras será aplicada com estudantes
Um ato no auditório central do Colégio Teutônia marcou, na noite dessa quintafeira, 12, o início do projeto de escola licenciada da Associação Carlos Barbosa de Futsal - ACBF. Mais de 100 alunos da instituição, com idades entre 5 e 15 anos, integram as diversas categorias que iniciam os trabalhos em 2026. A programação apresentou os professores responsáveis e os novos uniformes.
A iniciativa prevê a prestação de serviços de atividades físicas e esportivas com organização, coordenação e execução de treinamentos baseados na metodologia das Escolas de Futsal da ACBF. As atividades incluem treinos teóricos e práticos, conteúdos técnicos e táticos, além de ações recreativas e pedagógicas relacionadas à modalidade, respeitando a faixa etária e o nível de desenvolvimento dos estudantes. Com a formalização da parceria, a escolinha passa a ser denominada Escola Licenciada ACBF/Colégio Teutônia.
O coordenador de esportes do


projeto de escola licenciada da Associação Carlos Barbosa de Futsal
Colégio Teutônia, Laudenor Brune destacou que a parceria foi buscada pelo trabalho reconhecido da ACBF na formação de atletas de futsal. “Eles têm um trabalho de longa data e uma metodologia voltada muito para a formação global do aluno, não apenas para jogar bem. O futsal também é uma ferramenta muito importante para o futebol de campo. Sabemos que, aqui na região, o futebol de campo é muito forte, e isso faz também com que muitos atletas que praticam o futsal desenvolvem mais rápido habilidades, entendimento de jogo e tomada de decisão mais rápida em comparação com quem não participou do futsal”, afirma. Brune coordenará os trabalhos junto com o professor Daniel Graal, enquanto Carlos Chagas e Alex Graziottin, da Futvale, entidade licenciada pela ACBF acompanharão o desenvolvimento.
Um dos professores ligados à ACBF, Alex Graziottin destaca que a formação cidadã dos jovens, por meio da transmissão de valores, é o objetivo principal. Ainda assim, ele afirma que talentos poderão ser observados pelas categorias de base da equipe. “Nosso principal
objetivo é fomentar o futsal, como a metodologia da ACBF aqui em Teutônia. Se algum menino ou menina se destacar dentro do projeto, com certeza vamos levá-lo para avaliação na ACBF”, revela. O projeto inicia apenas com alunos do Colégio Teutônia, mas há possibilidade de, no futuro, incluir atletas de fora da instituição. Os treinamentos ocorrem na estrutura do colégio nas tardes de terças e quinta-feira e nas manhãs e tardes de sexta-feira.
Paulo Sérgio Lira Góes, o Fininho, bicampeão mundial com a seleção e com a ACBF, melhor jogador de futsal do mundo em 2004, e atual treinador das categorias Sub-17 e Sub-20 da ACBF, destacou a importância da formação de atletas nas escolinhas. “Na minha terra, João Pessoa-PB, a gente quando criança participava das escolinhas. Agradeço aos professores que eu peguei no caminho. Meu pai sempre falava sobre olhar o ser humano, porque a profissão passa, e o ser humano é para vida toda. Fico feliz de poder estar agora na ACBF podendo aconselhar e mostrar os caminhos”, conta.
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Degrau a degrau, campeonato a campeonato, e assim o árbitro assistente Juarez de Mello Júnior sobe na hierarquia nacional e chega pela primeira vez na elite do Campeonato Brasileiro. Depois de estrear na final do Gauchão como quinto árbitro, o morador de Lajeado está escalado para a partida deste domingo, no Couto Pereira, entre Coritiba e Remo.
Natural de Santa Cruz, embora ainda jovem para a arbitragem, atualmente tem 35 anos, Júnior iniciou a trajetória com o curso para árbitros em 2013. Desde então elencou metas, como chegar ao Gauchão, trabalhar em clássicos e subir no patamar da arbitragem no país. No domingo passado, realizou uma das metas: atuou na final do Campeonato Gaúcho como quinto árbitro. Quis o destino que uma semana depois, outra meta fosse batida, com a escala para o jogo no Couto Pereira. Em Curitiba, trabalhará junto de figuras mais experientes como Rafael Klein, natural de Poço das Antas, também no Vale do Taquari, e Maíra Mastella Moreira, figura
frequente entre os melhores assistentes do país.
“Muito feliz por mais essa conquista, olho para trás e vejo que nada que fiz ou deixei de fazer foi em vão. Tudo valeu a pena. E sigo com humildade e foco para seguir em frente e conquistar coisas maiores”, comemora.
Sem esquecer as raízes, uma vez que trabalhou em muito campo amador pela região, Júnior lembra a importância dos laços criados. “Sempre me dediquei 100% na arbitragem, aonde eu pudesse treinar a preparação física também e teórica. Sou muito grato a figuras da arbitragem como o Taxa, Farelinho e o Pivi. Nunca foi fácil se dedicar apenas nisso, mas a vontade era maior. Também agradeço ao presidente da comissão de arbitragem, Leandro Vuaden, por acreditar em mim e dar todo suporte para poder realizar meu trabalho.”
Árbitro assistente chancelado pela CBF desde 2021, Júnior realiza item a item as metas estipuladas e mostra mais uma vez a força da arbitragem gaúcha.
DIVULGAÇÃO

Após cinco rodadas sem vencer, Colorado precisa transformar volume ofensivo em gols para iniciar reação no Brasileirão. Nova tentativa de vitória é neste domingo, diante do Bahia
Desesperado pela primeira vitória no Brasileirão, o Internacional volta a campo neste domingo, quando recebe o Bahia, às 16h, no Estádio Beira-Rio. Em meio a dúvidas na escalação, o técnico Paulo Pezzolano tem como missão mais urgente fazer o time melhorar o aproveitamento ofensivo para vencer a primeira e deixar a zona de rebaixamento. O Inter tem 91 finalizações e criou o suficiente para marcar mais gols e consequentemente mais pontos nas primeiras cinco rodadas do Brasileirão, mas está na zona de rebaixamento e só balançou as redes dos adversários três vezes. Ninguém criou, e desperdiçou, mais do que o Inter nesse começo de Série A. No mesmo período do Brasileirão 2025, foram 64 finalizações e seis gols esperados. No mesmo período no ano passado o time já

tinha conquistado seis pontos, o triplo da edição atual. O número foi fundamental para escapar do rebaixamento.
Para o confronto diante do Bahia, Paulo Pezzolano deve voltar a escalar o time que mais atuou no ano, com Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel e Bernabei; Ronaldo, Paulinho e Alan Patrick; Vitinho, Carbonero e Borré. Uma possível alteração é a entrada de Villagra, no meio-campo, no lugar de Ronaldo. Quem não estará ativo na partida é o técnico uruguaio. Sus-

NA ZONA DE REBAIXAMENTO FIM DE SEMANA SEM JOGOS
penso, ele dará lugar ao auxiliar Esteban Conte na casamata. Passadas cinco rodadas, o Inter tem apenas dois pontos e faz o seu pior início de campeonato desde que ele é disputado por pontos corridos. Se não vencer o jogo, o Colorado sabe que permanecerá pelo menos mais uma rodada no Z4.
Eliminado precocemente da
Libertadores, o Bahia faz boa campanha no Brasileirão e vem de empate no clássico Ba-Vi, três dias depois de ter sido campeão baiano em cima do rival.
O provável time titular de Rogério Ceni tem: Ronaldo, Roman Gomez, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Nestor (Michel Araújo) e Jean Lucas. Ademir, Erick Pulga e William José.
Após o empate diante do Bragantino, os jogadores do Grêmio se reapresentaram na manhã de sexta-feira de olho no jogo contra
Ausência diante do Bragantino, Amuzu retorna para a partida contra a Chapecoense
a Chapecoense. Desfalques por conta de virose, Willian e Tetê estão recuperados.
Os jogadores atingidos pelo surto de virose, que resultou em um quadro de dor de cabeça, diarreia e vômito, se apresentaram em boas condições para o treinamento e devem estar à disposição para o jogo diante da Chapecoense, na segunda-feira, na Arena Condá.
Por outro lado, Arthur e Gus-
tavo Martins serão desfalques. O volante se recupera de lesão muscular, enquanto o zagueiro deixou o jogo contra o Bragantino sentindo dores e já passou por exames de imagem, também se tornando ausência.
Luís Castro terá mais duas atividades para definir a escalação que estará em campo na Arena Condá. No domingo, após o treino da manhã, a delegação embarca para o oeste catarinense.
por Raica Franz Weiss

Uma missa seria celebrada na igreja matriz de Travesseiro em homenagem póstuma ao frei Antônio Pretto. Natural da comunidade, que na época ainda pertencia a Arroio do Meio, o frei tinha morrido tragicamente em dezembro de 1975, em São José do Rio Preto, São Paulo. Pretto era vigário na cidade Mirassol. A missa em honra a ele seria realizada pelo seu irmão, o padre Orlando Pretto, vigário da paróquia de Rio Pardo.
Frei Antônio tinha morrido vítima de um acidente de carro a caminho de Mirassol. Um pneu traseiro do carro estourou e o vi-

gário perdeu o controle do veículo e capotou. Ele levava dois jovens para fazerem matrículas num colégio daquela região. Um dos jovens quebrou a perna, enquanto o frei ficou internado no hospital uma semana com uma fratura no crânio antes de falecer.
Na época, a morte do reliigoso gerou comoção na cidade de Mirassol e o prefeito decretou luto oficial de três dias. Até mesmo o comércio da cidade fechou quando chegou a notícia do seu falecimento. Ele foi velado na Igreja Matriz da cidade e foi visitado por milhares de pessoas. Frei Antônio foi sepultado em São Paulo.
Antônio Pretto nasceu em 1934, em Arroio do Meio, filho de Pedro e Domingas Moschini Pretto. Na juventude, Antônio estudou no antigo Colégio São José, de Lajeado, onde fez o ginásio e o técnico em contabilidade. Atuou como contador até os 22 anos. Também serviu ao Exército em Santa Maria, tanto é que, em 1976, o frei era também 3º Sargento da reserva. Aos 22 anos, ingressou na Ordem Franciscana, quando foi enviado à Itália, onde estudou por 9 anos. Foi ordenado sacerdote em 1963 em sua terra natal. Desde então trabalhava em igrejas de São Paulo.

A 11ª edição do Canto da Lagoa, festival regional de música, acontecia em Encantado. Ao todo, 28 músicas foram classificadas para o festival, entre as 532 composições inscritas no concurso. Os participantes eram de diversos locais do Brasil. Na fase regional, 12 músicas foram selecionadas para a apresentação, das quais duas foram para a grande final. Na fase nacional, foram 16 apresentações, das quais oito foram para a final. Além do prêmio, os artistas com as canções classificadas integrariam o CD oficial do Canto da Lagoa. A animação da noite, depois das apresentações, foi o show da dupla Chitãozinho e Xororó.

Travessia – Daniel Ghisleni, de Encantado
Retalho Colorido – Urubatan Petrus, de Encantado
Vou Embora – Fernando Graciola e Moisés Menezes, de Encantado e São Pedro do Sul
Veloz – Rafael Bronzoni e Augusto Stoffel, de Lajeado
Sondagem – Dado Jaeder e Hér-
cules Grecco, de Porto Alegre
Mosaico Foto-Prosaico de Nossa
Senhora Aparecida – L.H. da Silva e Luísa Mauro Viana, de Porto Alegre
Chorinho pro Edu – Edu Natureza e Luís Mauro Viana, de Porto
Alegre
Arte Popular – Weatherly Figueiredo, de São Paulo
Casinha Azul – João Pernambuco e Hércules Grecco, de Porto
Alegre
A Roda do Tempo – Érlon Péricles, de Santa Maria
Cobra Criada – Kako Xavier e Eduardo Amaro, de Pelotas
Feitiço da Lagoa – Dani D. K., Edson Vieira e Cláudio Amaro, de Porto Alegre
- Dia do Vendedor de Livros
- Dia da Incontinência Urinária
- Dia Nacional dos Animais
- Dia do Pi
- Dia Internacional de Luta
contra as Barragens
- Dia Internacional da Matemática
Santo do dia 14: Santa Matilde
- Dia Mundial do Consumidor
- Dia da Escola
- Dia Internacional de Combate à Islamofobia
Santo do dia 15: São Longuinho

Jornalista

Desde gestão das vaidades internas até incertezas sobre o futuro de algumas siglas. Os partidos de Lajeado no atual tabuleiro político mantêm indefinições internas de diferentes níveis. Algumas são de simples resolução, porém outras tem causado “bate-cabeça” e movimentos desordenados.
- O Progressistas detém a chave do Executivo com Gláucia Schumacher e a maior bancada da câmara, com cinco vereadores. O desafio é amenizar os bastidores no processo de afastamento de nomes impactados pela CPI da obras feitas pela PDS e a Operçaão Lamaçal. Junto com o Novo, do vice Guilherme Cé, claro.
- O estado anunciou investimentos para reconstrução da Escola de Ensino Básico Padre Fernando, em Roca Sales. Porém, a Escola Antônio de Conto de Encantado segue sem definição sobre local e se receberá um novo espaço no bairro Jacarezinho. A tendência é de um projeto parecido. Mas está
- Na base de governo, por enquanto, o Partido Liberal (PL) tem uma missão importante a curto prazo: definir quem é seu presidente. A partir disso, alinhar a relação com o governo e, se não for o caso, desembarcar do grupo de situação, inclusive com os cargos públicos.
- O PSDB tem um dilema. Está claro que muitos correligionários estão de malas prontas para migrar ao PSD. O caminho é o mesmo feito pelo governador Eduardo Leite. Um evento de filiação do PSD contou com a participação de vários tucanos da cidade. Qual será o futuro da sigla?
- O Podemos está na ativa na câmara como oposição ao governo. A única vaga é ocupada
demorando e muito.
- Felipe Diehl (Democrata), vereador de Estrela, insiste em exame toxicológico inclusive para vereadores. São frequentes os indicativos dele sobre o consumo de bebidas alcóolicas e outras substâncias. No mínimo, curioso.

ROGÉRIO WINK
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora
OBrasil volta a discutir mudanças na jornada de trabalho, especialmente no modelo 6x1. O tema é legítimo. Todos desejam mais qualidade de vida, mais tempo em equilíbrio entre trabalho e bem-estar. Isso é avanço. Mas, exatamente por ser um assunto sério, ele não pode ser tratado com simplificações ou embalado como promessa de campanha.
A escala 6x1 não surgiu por acaso. Ela organiza setores que não podem parar: comércio, logística, alimentação, transporte, saúde, serviços e indústrias que operam em turnos. O país funciona aos sábados, domingos e feriados. A economia real não desliga. Alterar essa estrutura de forma uniforme, sem considerar as especificidades de cada setor, pode gerar aumento de custos, impacto direto no emprego formal — especialmente nas atividades mais intensivas em mão de obra. O debate ganha ainda mais relevância quando olhamos para o contexto brasileiro. Nossa indústria já convive com carga tributária elevada, burocracia complexa, infraestrutura deficiente e alto custo de capital. Além disso, o Brasil apresenta baixa produtividade quando comparado a economias desenvolvidas e mesmo a países emergentes que competem diretamente conosco.
por Antônio Oliveira. Este, com risco de perder o mandato em um processo que tramita na justiça sobre candidatura irregular que implicaria em um descumprimento da cota de gênero.
- O MDB tem pendências também. De olho na na próxima eleição municipal, a demanda é entregar uma votação expressiva de Carlos Ranzi na disputa a deputado federal deste ano. Mesmo se não for eleito para o congresso, o objetivo é pelo menos repetir o desempenho da eleição de 2024. - Último partido a desbancar o PP no governo municipal, o PT enfrenta a desconfiança do eleitorado local e terá que se mobilizar para aumentar sua represenmtatividade em Lajeado.
- Em Lajeado, temas como a criação da guarda municipal armada, o futuro da antiga sede do Daer e a concessão de espaços como o Parque Histórico estão parados. Aliás, sem novidades também os trâmites sobre a reforma no Parque do Imigrante.
É importante deixar claro: produtividade não é só esforço individual do trabalhador. Trata-se de um ambiente que envolve tecnologia, qualificação, gestão, inovação e eficiência de processos. Quando esses fatores não evoluem na mesma velocidade, reduzir jornada sem ganho de eficiência pode significar aumento de custo por unidade produzida — e perda de competitividade.
Se o custo sobe e a produtividade não acompanha, o resultado tende a ser retração de investimentos.”
Vivemos em um mercado global. Empresas brasileiras disputam espaço com organizações que operam com maior eficiência e estruturas mais enxutas. Decisões internas têm impacto direto na capacidade de competir. Se o custo sobe e a produtividade não acompanha, o resultado tende a ser retração de investimentos e redução de vagas formais.
Isso não significa que o modelo atual seja imutável. O mundo discute novos formatos de trabalho. Há experiências de flexibilização, escalas alternativas e reorganização de turnos. Mas essas mudanças costumam ocorrer acompanhadas de ganho de produtividade e negociação setorial responsável. Não existe solução única para realidades distintas.
O risco está em transformar um tema técnico em bandeira eleitoral. Quando debates estruturais entram no campo da polarização, perde-se profundidade. O país precisa discutir jornada junto com educação técnica, modernização industrial, simplificação tributária, digitalização, impactos de IA e qualificação profissional.
Países que conseguiram reduzir jornadas o fizeram após elevar significativamente sua eficiência econômica. Produz mais valor por hora trabalhada. Em seguida redistribui o tempo. Inverter essa lógica pode gerar efeitos indesejados com impacto real.
O Brasil precisa crescer mais com ganhos de produtividade. Nem imobilismo, nem improviso. Mudanças estruturais exigem estudo, diálogo, negociação e visão de longo prazo. Porque, no fim, o objetivo deve ser gerar mais oportunidades.
Fim de semana, 14 e 15 de março de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 18º | MÁX: 34º O tempo fica firme e o sol predomina na Região. Ao amanhecer pode ocorrer a formação de nevoeiro em alguns locais do Vale.




Entre esporte, sedentarismo e envelhecimento, crescem os casos de dor e desgaste na articulação mais exigida do corpo.
Recém-formada, mas já inserida no universo da pesquisa e da prática clínica, a fisioterapeuta Luana Holz Haas representa uma geração de profissionais que encara a reabilitação para além do tratamento de lesões. Mestranda em Pesquisa Clínica pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre e pós-graduanda em Fisioterapia Cardiovascular, ela fala sobre os desafios do início da carreira, a importância da prática baseada em evidências e o papel do fisioterapeuta na promoção da saúde e da qualidade de vida.
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?
Escolhi a fisioterapia para poder contribuir na promoção da saúde e melhora da qualidade de vida das pessoas através do movimento. Estou formada há um ano e, como em todas as profissões, o início é sempre desafiador. As bases teórica e prática que tive durante a graduação me prepararam para enfrentar os desafios, mas é necessário sempre buscar mais conhecimento.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
O desafio do fisioterapeuta hoje vai além de tratar a patologia. Precisamos educar o paciente sobre verdades e mentiras na fisioterapia, para então construir uma jornada de reabilitação baseada em evidências científicas e segurança.
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?
A fisioterapia vem ganhando espaço e visibilidade, em diversos níveis de atenção. Sua importância, tanto para prevenção como para promoção de saúde, já é consolidada. O uso de tecnologias veio para auxiliar a nossa prática, mas nada substitui o contato humano. Daqui para a frente, se busca cada vez mais defender e promover a prática baseada em evidências científicas, que possam embasar nossa prática, além de estimular a presença do fisioterapeuta em ambientes de pesquisa.
EXPEDIENTE



EDITORIAL
Durante muito tempo, a relação com o corpo seguiu a lógica de procurar ajuda apenas quando algo começa a doer. A dor era vista como o início do cuidado, não como um sinal de que algo já havia sido negligenciado por tempo demais. Quando se trata das articulações — especialmente do joelho, uma das mais exigidas do organismo — essa lógica mostra seus limites.
A cada caminhada, corrida, salto ou subida de escadas, o joelho absorve impactos constantes e sustenta grande parte do peso do corpo. É uma articulação projetada para o movimento, mas que também depende de equilíbrio entre força muscular, mobilidade e hábitos de vida. Quando esse equilíbrio se perde, seja pelo sedentarismo, pelo excesso de peso ou pela prática de atividade física sem preparo, o corpo começa a emitir sinais.
A dor, nesse contexto, raramente surge de forma repentina. Na maioria das vezes, ela é o resultado de pequenas sobrecargas repetidas ao longo do tempo. Um músculo que não foi fortalecido, um movimento realizado de forma inadequada, uma rotina que exige mais do que o corpo foi preparado para suportar. São fatores que podem abrir caminho para lesões, inflamações e desgaste articular.
A prevenção, por isso, deveria ocupar um lugar central no cuidado com a saúde. Fortalecer a musculatura, manter o peso adequa-
do, respeitar os limites do corpo e buscar orientação ao iniciar uma atividade física são atitudes que, embora pareçam básicas, têm impacto direto na preservação das articulações. Mais do que evitar lesões esportivas, esses cuidados ajudam a garantir mobilidade e autonomia ao longo da vida. Em uma sociedade que vive mais, preservar o movimento tornou-se um desafio coletivo. A expectativa de vida aumentou, mas isso também significa que as articulações precisam acompanhar esse envelhecimento de forma saudável. E, o que antes era considerado um problema da terceira idade, como o desgaste do joelho, hoje começa a aparecer cada vez mais cedo, impulsionado por estilos de vida desequilibrados.
Cuidar do corpo, nesse cenário, não significa apenas evitar doenças. Significa investir na qualidade de vida, na capacidade de se movimentar com liberdade e de manter a independência nas atividades mais simples do cotidiano.
Saúde não começa no consultório, mas nas escolhas diárias. O corpo dá sinais, pede atenção e responde quando recebe cuidado. Escutá-lo antes que a dor se torne protagonista é, muitas vezes, a forma mais eficaz de preservar o movimento e, com ele, a própria qualidade de vida.
Boa leitura!
Textos e fotos: Paulo Cardoso
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke



Lesões ligamentares, sobrecarga e desgaste articular estão entre as principais causas de dor no joelho. Especialistas destacam importância do fortalecimento



Acada passo, salto ou mudança de direção, o joelho suporta uma carga que pode chegar a até quatro vezes o peso do corpo. Não por acaso, essa articulação está entre as que mais sofrem ao longo da vida. Hoje, cerca de 25% dos adultos relatam dor no joelho em algum momento, e a prevalência desse problema cresceu cerca de 65% nas últimas
Já a artrose de joelho, uma das principais causas de dor crônica e limitação funcional, afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo dados do estudo Global Burden of Disease. O aumento da expectativa de vida, o sedentarismo e a prática de atividades físicas sem preparo adequado ajudam a explicar o
Segundo o cirurgião de joelho, Dr. Bruno Führ, é importante diferenciar quando se trata de um episódio pontual ou de um problema que merece investigação. “A dor aguda costuma surgir após um movimento específico, durante o esporte ou em atividades do dia a dia. Já a dor crônica, geralmente, começa com um episódio agudo que não foi tratado adequadamente e passa a se
Segundo o profissional, quando o desconforto persiste por três a seis meses, ou aparece sempre que a pessoa realiza determinado movimento, já é considerado um
Führ destaca que compreender a origem do sintoma é essencial para evitar que um problema simples evolua para uma lesão mais complexa.
Embora muitas pessoas optem por ignorar o incômodo inicial, o especialista alerta que alguns sinais não devem ser negligenciados. Inchaço persistente, dor que retorna sempre após atividade física ou dificuldade para movimentar o joelho são indicativos de que algo pode estar errado.
“Não é preciso correr ao médico a cada pequena dor, mas também não se pode menosprezar sintomas importantes. Se a pessoa torceu o joelho jogando futebol e dias depois ainda está inchado ou dolorido, ou se na semana seguinte volta a incomodar, o ideal é procurar avaliação”, orienta.

preocupam os especialistas estão aquelas que afetam estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho, como o ligamento cruzado anterior (LCA) e o menisco. De acordo com o médico, a ruptura do LCA costuma exigir tratamento cirúrgico na maioria dos casos.
“Em cerca de 99% das situações indicamos cirurgia, principalmente para quem deseja retornar às atividades esportivas. Mesmo quem diz que não pretende mais praticar esporte costuma mudar de ideia depois da reabilitação”, afirma.
Já as lesões de menisco podem seguir caminhos diferentes. O tratamento depende do tipo de ruptura, da idade do paciente e do
desloca e trava o joelho. Em outros casos, podemos tentar tratamento conservador com fisioterapia e fortalecimento muscular antes de decidir pela intervenção”, explica. O problema é que muitas pessoas convivem com lesões por longos períodos antes de buscar ajuda. O médico relata que não é raro encontrar pacientes que sofreram uma entorse anos antes e só procuram atendimento quando a instabilidade se torna mais evidente. Nesses casos, o atraso pode trazer consequências. “Quando uma ruptura ligamentar permanece sem tratamento por muito tempo, a articulação começa a sofrer desgaste. Às vezes, já encontramos sinais



Fortalecimento muscular e orientação profissional ajudam a reduzir o risco de lesões
Outro ponto destacado por Führ é que continuar praticando atividades físicas com instabilidade no joelho pode agravar o quadro. “Quando o ligamento está rompido ou o joelho está instável, outras estruturas ficam mais vulneráveis. Curar espontaneamente é raro, mas machucar mais é muito possível”, alerta.
Por isso, mesmo quando a cirurgia precisa ser adiada por questões pessoais ou profissionais, o tratamento não deve ser interrompido. “Se o paciente só


também não se pode menosprezar sintomas importantes.”
Dr. Bruno Führ, Cirurgião de Joelho


fortalecimento muscular e progressão gradual da intensidade dos exercícios. “Os atletas profissionais passam longos períodos aquecendo antes das competições. Isso mostra que preparar o corpo para o esforço faz diferença”, afirma.
pode operar daqui a alguns meses, não significa que ele deve ficar parado. O tratamento conservador envolve exercícios específicos, fortalecimento muscular e acompanhamento fisioterapêutico para proteger a articulação até o momento da cirurgia”, explica.
O processo de recuperação após uma lesão ou cirurgia no joelho também exige comprometimento do paciente. Segundo o médico, muitas pessoas subestimam o papel da reabilitação no resultado final. “A cirurgia dura cerca de uma hora ou duas, mas a recuperação leva meses. O fisioterapeuta acompanha o paciente várias vezes por semana, e ainda há os exercícios que precisam ser feitos em casa”, ressalta.
Apesar dos riscos de lesão, o especialista reforça que a prática de atividade física deve ser incentivada. O problema, segundo ele, não está no esporte em si, mas na falta de preparo. “A corrida, por exemplo, não é prejudicial para o joelho. O que acontece é que muitas pessoas começam sem preparação adequada, sem fortalecimento muscular e até com calçados inadequados. Aí surgem dores, inflamações e lesões por sobrecarga”, explica.
Nesse sentido, a prevenção passa por hábitos simples, como aquecimento antes da atividade,
Outro problema cada vez mais frequente é a artrose do joelho, doença degenerativa caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular. Com o aumento da expectativa de vida e do sedentarismo, o número de casos tem crescido. “A artrose é uma condição crônica e progressiva. Quanto mais as pessoas vivem, maior a chance de desenvolver esse tipo de desgaste”, explica. Nos estágios iniciais, o tratamento envolve, principalmente, mudança de hábitos. Controle do peso e fortalecimento muscular são considerados as duas principais estratégias para reduzir dor e preservar a função do joelho. Em alguns casos, podem ser indicadas infiltrações com substâncias como o ácido hialurônico, que ajudam a melhorar a lubrificação da articulação e reduzir a dor. Já as infiltrações com corticoide têm sido cada vez menos utilizadas, devido ao risco de acelerar o desgaste da cartilagem quando usadas repetidamente. Quando o desgaste se torna avançado e compromete significativamente a qualidade de vida, pode ser necessário recorrer à prótese de joelho. O desafio, segundo o especialista, é que esse tipo de cirurgia tem sido indicado cada vez mais cedo. “As próteses funcionam muito bem para pacientes mais idosos. O
- 25% dos adultos relatam dor no joelho ao longo da vida
- A prevalência da dor no joelho aumentou cerca de 65% nos últimos 20 anos
- A artrose de joelho afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo
- No Brasil, a artrose está entre as principais causas de incapacidade física após os 50 anos
- Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) representam uma das cirurgias ortopédicas esportivas mais realizadas no mundo
Fontes: Global Burden of Disease / Annals of Internal Medicine / Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
problema é quando precisamos realizar esse procedimento em pessoas mais jovens, que ainda têm uma demanda física maior e possivelmente precisarão de outra cirurgia no futuro”, explica.
Além do trabalho de recuperação após lesões, a fisioterapia também tem papel importante na prevenção. Segundo o fisioterapeuta Felipe Graziola, muitos problemas no joelho poderiam ser evitados se houvesse maior atenção ao preparo físico antes da prática esportiva. “Hoje, vemos muitas pessoas começando atividades como corrida ou futebol sem um período de adaptação. O corpo precisa ser preparado gradualmente, com fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, para suportar o impacto e as mudanças de direção”, explica. Entre os músculos mais importantes para a proteção da articulação, estão o quadríceps, na parte anterior da coxa, e os
- Inchaço persistente após torção ou esforço
- Dor que retorna sempre após atividade física
- Sensação de instabilidade ao caminhar ou mudar de direção
- Dificuldade para dobrar ou estender totalmente o joelho
- Estalos acompanhados de dor ou travamento da articulação
- Dor que dura mais de três meses

Felipe Graziola, Fisioterapeuta forte, ela funciona como uma espécie de ‘amortecedor’ para a articulação.”
isquiotibiais, localizados na região posterior. Esses grupos musculares ajudam a estabilizar o joelho e a distribuir melhor as cargas durante movimentos como correr, saltar ou agachar.
“Quando a musculatura está equilibrada e forte, ela funciona como uma espécie de ‘amortecedor’ para a articulação. Sem esse suporte, o joelho acaba absorvendo sozinho forças que poderiam ser dissipadas”, afirma.


Acompanhamento oftalmológico desde os primeiros anos de vida é fundamental para identificar precocemente alterações visuais e garantir o desenvolvimento adequado
atenção aos sinais ajudam a prevenir problemas que podem comprometer o desenvolvimento visual
Embora muitas famílias associem consultas oftalmológicas apenas ao uso de óculos, o cuidado com a visão deve começar muito antes, ainda nos primeiros meses de vida. Problemas oculares podem surgir desde o nascimento e, quando não diagnosticados de forma precoce, podem comprometer o desenvolvimento visual da criança.
- Cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão.
- Aproximadamente 80% dos casos poderiam ser detectados precocemente em exames oftalmológicos.
- A miopia pode atingir 50% da população mundial até 2050, segundo projeções científicas.
- A visão infantil se desenvolve principalmente até os 6 ou 7 anos de idade.
- O teste do olhinho deve ser realizado em todos os recém-nascidos ainda na maternidade.
De acordo com a oftalmologista Jiovana Friedrich, com cerca de 30 anos de atuação na área, a saúde dos olhos deve ser acompanhada desde o início da vida. “Os olhos são estruturas pequenas, mas extremamente complexas. Muitas doenças podem ser identificadas em consultas de rotina, mesmo quando a criança ainda não consegue relatar qualquer dificuldade para enxergar”, explica.
(Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia e estudos internacionais sobre miopia)
O primeiro passo ocorre ainda na maternidade, com o chamado “teste do olhinho”, exame simples que avalia o reflexo vermelho den-

tro do olho e pode indicar alterações importantes. Mesmo quando o resultado está normal, a recomendação é que o bebê passe por uma avaliação com oftalmologista até completar um ano de idade.
Segundo a especialista, o acompanhamento é essencial porque a visão infantil está em pleno desenvolvimento nos primeiros anos.
“A visão da criança se forma até aproximadamente os seis ou sete anos de idade. Se houver algum problema de grau ou outra alteração e ele não for tratado nesse período, pode ocorrer o chamado ‘olho preguiçoso’, e a criança não atingirá a visão plena na vida adulta”, alerta.



Alana Kolling
nutricionista - CRN 11552

Abalança mostra um número. Mas a história por trás dele é muito maior. É o que afirma a nutricionista Alana Kolling. Segundo a profissional, para muitas pessoas, a obesidade ainda é vista como uma simples consequência de “comer demais” ou “falta de força de vontade”. A realidade, porém, é muito mais complexa.
Hoje a ciência já reconhece a obesidade como uma doença crônica multifatorial, influenciada por genética, hormônios, ambiente, comportamento, sono e estresse. “Uma das maiores dificuldades no tratamento da obesidade é que o próprio corpo reage quando ocorre perda de peso”, destaca Alana.
Ainda quando uma pessoa emagrece, o organismo interpreta isso como uma ameaça.
O metabolismo desacelera, hormônios que estimulam a fome aumentam e os que promovem saciedade diminuem. É como se o corpo tentasse recuperar o peso perdido. Por isso, muitas pessoas passam por ciclos de emagrecer e voltar
a ganhar peso, o que gera frustração e culpa — sentimentos que frequentemente agravam ainda mais a relação com a alimentação.
No Brasil, mais da metade da população adulta está acima do peso, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. A obesidade aumenta o risco para diversas doenças, como: diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono e problemas articulares.
Mas os impactos não são apenas físicos. “ O preconceito e a pressão social fazem parte da rotina de muitas pessoas que vivem com obesidade.”
Ao contrário das promessas que circulam nas redes sociais, o tratamento da obesidade não acontece em poucas semanas. Ele envolve mudanças graduais e sustentáveis, que podem incluir: acompanhamento nutricional, prática regular de atividade física, melhora do sono, suporte psicológico e, em alguns

O metabolismo desacelera, hormônios que estimulam a fome aumentam e os que promovem saciedade diminuem
casos, medicação ou cirurgia. Cada pessoa tem uma história diferente, e o caminho também é diferente.
“É preciso mais compreensão e menos julgamento. Especialistas defendem que o combate à obesidade precisa ir além da responsabilidade individual”, defende a profissional.
Para Alana, políticas públicas, acesso a alimentos saudáveis, espaços para atividade física e educação nutricional também fazem parte da solução. “Antes de julgar alguém pelo corpo que tem, talvez seja necessário olhar para o contexto. Porque, no fim das contas, o peso que aparece na balança raramente conta toda a história”.




Cirurgião oftalmologista alerta que lentes sem filtro ultravioleta podem ampliar a exposição ocular à radiação solar e favorecer problemas como catarata e lesões na córnea
Muitas vezes vendidos por metade do preço de um modelo original, os óculos falsificados comercializados no mercado paralelo podem representar um risco silencioso para a saúde ocular. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia alerta que esses produtos, além de não oferecerem proteção adequada, podem ampliar a exposição dos olhos à radiação solar.
“Óculos escuros são mais do que um acessório. Lentes de baixa
qualidade que não bloqueiam os raios UV podem ser perigosas, pois escurecem a visão, dilatam a pupila e permitem a entrada de uma quantidade maior de radiação prejudicial”, informa a entidade. Esse mecanismo pode favorecer, ao longo do tempo, o desenvolvimento de problemas graves.
Efeitos na saúde ocular
A radiação ultravioleta emitida pelo sol se divide principalmente
A cor e o tipo da lente também influenciam o conforto visual e a forma como a luz é filtrada
em dois tipos: UVA e UVB. Para serem consideradas seguras, as lentes precisam bloquear 100% dessas duas faixas de radiação. Segundo o cirurgião oftalmologista Pedro Lopes (CRM-RS 38482 / RQE 35645), a exposição prolongada aos raios UVA está associada ao envelhecimento das estruturas oculares e ao desenvolvimento de doenças como catarata e Degeneração Macular. A condição compromete a região central da retina, responsável
por atividades como leitura, reconhecimento de rostos e percepção de detalhes finos.
Já os raios UVB atingem principalmente as camadas mais superficiais do olho e podem provocar Fotoceratite. O quadro é comparável a uma queimadura na superfície ocular, capaz de desencadear inflamação e descamação da córnea. Entre os sintomas mais comuns estão sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e sensibilidade intensa à luz. A exposição direta ou indireta ao sol sem proteção adequada é o principal fator de risco, e os sinais costumam surgir poucas horas após o contato excessivo com a radiação solar
Influência da cor da lente
Na hora de escolher os óculos escuros, o estilo não deve ser o único critério. A cor e o tipo da lente também influenciam o conforto visual e a forma como
a luz é filtrada. De acordo com o Conselho, algumas tonalidades ajudam a reduzir o brilho sem alterar significativamente a percepção das cores, característica importante para o uso diário. Entre as opções mais indicadas estão as lentes cinzas e marrons, que diminuem a luminosidade mantendo as cores mais naturais. Já as lentes verdes podem aumentar o contraste e melhorar a percepção de profundidade, o que favorece atividades ao ar livre. As lentes polarizadas também ganham destaque quando o assunto é bem-estar visual. Segundo Lopes, elas reduzem o ofuscamento provocado pela luz refletida em superfícies como água, areia ou asfalto. “São especialmente úteis para quem dirige ou passa muito tempo em ambientes com reflexo intenso, como praias e montanhas”, explica.
No caso das crianças, a atenção deve se estender também à armação. A instituição recomenda modelos leves, confortáveis e com laterais mais largas, capazes de bloquear a entrada de luz pelos lados e ampliar a proteção. O cirurgião oftalmologista também recomenda que a compra de óculos de sol seja feita em estabelecimentos confiáveis e com certificação de proteção UV. Segundo ele, a consulta com um oftalmologista antes da aquisição pode ajudar a definir o tipo de lente mais adequado para cada rotina e garantir proteção eficaz para a saúde ocular.

