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Busca da sexta estrela inicia em jogo contra Marrocos. Ligação do Vale com a seleção, negócios e ensinamentos em sala de aula alimentam a expectativa pelo título.





Texto final sobre a CPI das Concessões defende a suspensão integral do Bloco 2 e obras com o Funrigs.
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DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Fórum da Competitividade aborda potenciais e carências da região. Melhoria logística aparece como principal necessidade do Vale.
PÁGINAS | 6 e 7
Um novo olhar sobre os bairros


Proposta apresentada pelo Executivo busca transformar a rua
Júlio de Castilhos em um espaço mais atrativo para pedestres.
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OPINIÃO RODRIGO MARTINI
Transferência de criança para Porto Alegre nessa semana mostra como a aviação pode salvar vidas. A importância do heliponto do HBB

OFórum de Competitividade trouxe uma constatação relevante para o Vale do Taquari. A região sabe onde quer chegar. O desafio está em remover os obstáculos que impedem avançar na velocidade desejada. Poucas regiões do Rio Grande do Sul tem uma combinação tão favorável de fatores econômicos. O Vale reúne indústria, agronegócio, comércio, serviços, educação superior e capacidade empreendedora. A diversidade produtiva aparece como uma das maiores fortalezas locais e explica parte da recuperação observada mesmo após as enchentes de 2023 e 2024.
O próximo passo é fazer com que essa compreensão resulte em obras, qualificação e projetos capazes de sustentar o crescimento das próximas décadas”
Mas o encontro também revelou que os gargalos permanecem praticamente os mesmos há décadas. A infraestrutura continua insuficiente para acompanhar o crescimento econômico. Rodovias, ferrovia, hidrovia e mobilidade regional aparecem como demandas recorrentes. Produzir deixou de ser o principal desafio. O problema está em transportar com eficiência e custo competitivo.
Ao mesmo tempo, surge uma preocupação mais recente. A falta de trabalhadores deixou de ser uma dificuldade pontual para se tornar um fator estrutural. O envelhecimento da população, a formação insuficiente e a disputa por talentos influenciam decisões empresariais e a atração de investimentos.
O desafio é transformar consenso em ação. O Vale conhece os próprios potenciais e as carências. O próximo passo é fazer com que essa compreensão resulte em obras, qualificação e projetos capazes de sustentar o crescimento das próximas décadas.
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“É uma religião fundamentada no amor, na caridade, no respeito e na evolução espiritual”
RafaelBazzoArtus,é terapeutaholísticoepaide-santohá13anos.Hoje, atuanoTemploEscolade Umbanda Luz da Alma, na ruaOswaldoMathiasEly, no bairro Montanha em Lajeado.
Dia 13 de junho, é dia de Exu para as religiões de matriz africana. O que essa entidade representa? Exu não é um espírito maligno, um demônio ou uma entidade ligada ao mal. Na Umbanda Sagrada, Exu é compreendido como um Orixá e/ ou uma força divina vitalizadora e é o manifestador da Lei Maior e da Justiça Divina, atuando como guardião dos caminhos e das ações humanas e executor da vontade divina para evolução espiritual de todos os seres. Exu é o Senhor dos Caminhos, é quem abre, fecha, direciona e reorganiza caminhos conforme o merecimento, a necessidade evolutiva e a Lei Divina. Quando desequilíbrios, injustiças ou ações negativas são praticadas, Exu pode atuar como agente corretivo, conduzindo cada um a colher os frutos de seus próprios atos. Ele é frequentemente associado às encruzilhadas porque estas representam os múltiplos caminhos e escolhas que existem na vida humana.
Como se deu sua decisão de buscar essa religião?
Eu nasci em um lar católico, mas minha família sempre foi simpatizante da Umbanda e de práticas ligadas a religião. Aos meus 12 anos de idade fui pela primeira vez a um Terreiro de Umbanda por questões de depressão, angústias, aflições e desequilíbrios na minha infância e adolescência. Lá identifiquei que eram questões mediúnicas e encontrei um espaço seguro

para desenvolver a mediunidade de forma consciente. A partir disto decidi me batizar na religião. Há 13 anos sou praticante da Umbanda Sagrada e desde julho de 2025 atuo como Pai de Santo e dirijo os trabalhos espirituais do Templo Escola de Umbanda Luz da Alma.
O que é um Pai de Santo?
É o sacerdote/líder responsável por conduzir, orientar e zelar por uma comunidade religiosa, é um servidor da Lei Divina que dedica sua vida a acolher, orientar, ensinar e conduzir pessoas em seu caminho de evolução espiritual. Ser Pai de Santo é assumir um compromisso com Deus, os Orixás, os Guias Espirituais e com todas as pessoas que buscam auxílio, orientação e amparo espiritual.
Quais as maiores lições que aprendeu na religião?
A Umbanda me ensinou que espiritualidade não se mede pelo que se fala, mas pelo que se vive. Na caminhada religiosa, algumas lições tornaram-se pilares para compreender melhor a vida, as pessoas e a
mim mesmo. Entre tantas coisas aprendi que a fé e o amor são as forças que sustentam tudo; que todos estamos em evolução independentemente da posição e grau que ocupamos; a responsabilidade pelos nossos atos é intransferível; que o preconceito nasce da ignorância; e que o sagrado está presente no cotidiano;
O que você gostaria que as pessoas que não conhecem sua religião entendessem?
Que é uma religião fundamentada no amor, na caridade, no respeito e na evolução espiritual. A Umbanda Sagrada ensina que Deus está acima de tudo, que os Orixás são manifestações divinas e que os Guias Espirituais trabalham para auxiliar a humanidade em seu crescimento moral, emocional e espiritual. A Umbanda não busca converter ninguém, mas acolher quem necessita de amparo, orientação e auxílio. É uma religião que valoriza a prática do bem, o respeito às diferenças, a responsabilidade pelos próprios atos e a vivência da caridade sem distinção de raça, classe social, orientação ou crença.



rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
OHospital Bruno Born (HBB) é uma referência nacional e não há de existir qualquer resistência ou crítica ao investimento público do estado na finalização do heliponto da casa de saúde. Aliás, não deve tardar muito para que os eventuais críticos reflitam sobre como passamos tanto tempo sem um espaço para pouso e decolagem de aeronaves no coração da principal cidade do Vale do Taquari. Sobre isso, é bom ressaltar o recente movimento registrado na tarde dessa quinta-feira, quando um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) pousou no espaço para buscar uma criança que estava internada em estado grave na UTI do HBB, e levá-la para uma outra casa de saúde referência na capital gaúcha. A bem da

verdade, e muito além de melhorar a nossa logística, atrair novos investimentos e aproximar o Vale do Taquari de qualquer parte do Brasil e do mundo, a aviação salva

Muitos não vão gostar e devem torcer o nariz paras próximas linhas. Mas, o fato é esse. Ontem, na sede social da Soges, em Estrela, o Vale do Taquari foi palco de um importante evento protagonizado pelo governo estadual em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), que reuniu líderes estaduais e regionais, empresários
e gestores públicos em torno de debates sobre inovação, desenvolvimento, atração de investimentos, infraestrutura e futuro econômico do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul. E, entre os mais diversos pré-candidatos a deputado estadual e federal da nossa pujante região, só vi por lá Roberto Lucchese e Mateus Trojan, ambos do MDB.

- O Vale têm mais dois pré-candidatos a deputado estadual. Em Estrela, Marcos Kayser (Novo) quer concorrer. Ele já concorreu a vereador em 2024 e conquistou 465 votos – foi o sexto mais votado, mas não se elegeu em função do quociente. Já em Vespasiano Correa, Juliana Cuciolli (PL), que também concorreu a vereadora em 2024 – e fez 87 votos – anunciou a pré-candidatura.
- A próxima semana será movimentada na região. Na segunda-feira, o Ministro das Cidades, Vladimir Lima, visita obras de habitação em Estrela e Lajeado. E ele vem acompanhado do deputado federal e pré-candidato a Senador Paulo Pimenta (PT). Já no fim de semana a região deve receber a visita do Secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff. - O jantar que antecedeu o Fórum da Competitividade em Estrela gerou burburinhos nos bastidores. Tudo em função da presença (via convite) de alguns políticos, e, claro, da ausência de outros.
TREM DOS VALES
vidas. Portanto, é dever de cada cidadão compreender e apoiar com todas as forças e argumentos os diferentes projetos de aeródromos e aeroportos na região.
As redes sociais e o “respeito mútuo”
Sobre a política regional, nunca é demais alertar os agentes públicos – ou futuros agentes –e seus prováveis correligionários sobre limites nas redes sociais. Para resumir, não há terra sem lei nas ferramentas disponibilizadas pela internet. Pelo contrário. As regras são claras e calúnias, difamações travestidas de críticas ou ataques à honra alheia podem, sim, ser levadas à justiça e gerar muita dor de cabeça e constrangimentos. Aliás, não é incomum resolver “conflitos” políticos, ideológicos e/ou partidários com assinaturas de Termos de Respeito Mútuo. Em tempo, não cabe agora divulgar nomes ou alimentar novos e eventuais termos. Mas, se os abusos persistirem...
As obras estão a todo vapor na recuperação da malha ferroviária entre a estação da cidade de Muçum e o majestoso viaduto 13 na vizinha Vespasiano Correa. Até o momento, cerca de quatro dos 18 quilômetros em recuperação já estão em condições de trafegabilidade segura. É uma notícia e tanto para o turismo e o desenvolvimento do Vale do Taquari. O “Trem dos Vales” foi uma conquista histórica e muitos não acreditavam no retorno do milionário passeio após a tragédia de maio de 2024. E tudo

indica que o retorno, assim como o primeiro passeio realizado em 2018, também deve ocorrer muito próximo ao Natal. Ou seja, um segundo e merecido presente ao Vale.
O governador Eduardo Leite (PSD) é aguardado na Suinofest e a visita pode ocorrer no próximo sábado, dia 20. A presença do chefe do Executivo gaúcho é muito aguardada pela Comissão Organizadora da festa gastronômica e, também, por líderes e prefeitos. Afinal, e mesmo diante do tanto que já foi feito pelo Estado no período pós-enchentes, a logística regional segue em pauta. E O Vale do Taquari quer garantir os R$ 1,5 bilhão do Funrigs para obras de duplicação de rodovias.

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR

Representantes da Cooperativa Certel participaram do Congresso Latino-Americano de Energias Renováveis e Tecnologias Sustentáveis (Clertic), realizado em Lima, no Peru, em maio. O evento reuniu cooperativas e especialistas da América Latina e do Caribe para discutir inovação tecnológica, sustentabilidade e os desafios do setor elétrico.
A comitiva da Certel foi formada pelo vice-presidente Daniel Luis Sechi, pelo supervisor de atendimento em rede energizada Felipe
Guilherme Hennemann, pelo coordenador de planejamento técnico Luis Eduardo Weber e pelo superintendente da Fecoergs, José Zordan. O principal objetivo da missão foi promover a troca de conhecimentos e identificar soluções que possam ser adaptadas à realidade brasileira, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados pela cooperativa. Durante a programação, os participantes conheceram experiências relacionadas ao uso de redes elétricas subterrâneas, amplamente adotadas na capital

peruana. Segundo Sechi, o modelo proporciona maior estabilidade e qualidade no fornecimento de energia, reduzindo significativamente as interrupções. No congresso, o vice-presidente também apresentou um painel sobre a importância da intercooperação para a recuperação da Certel após os impactos da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. Além disso, abordou as oportunidades oferecidas pela inteligência artificial para o sistema de distribuição de energia.



Expovale e Construmóbil serão lançadas oficialmente em agosto
A 24ª Expovale e a 12ª Construmóbil terão lançamento oficial no dia 20 de agosto, em Lajeado, reunindo expositores, patrocinadores, autoridades e imprensa. As feiras ocorrem de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante, sob o tema “Somos a nossa terra”, com realização da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e da Prefeitura. Durante o evento de lançamento serão divulgadas atrações, programação e os trajes oficiais da corte de soberanas. Enquanto isso, os preparativos seguem em ritmo ace-
lerado. Cerca de 80% dos estandes já foram comercializados e obras de adequação estão em andamento para receber expositores em novas áreas do parque. Entre as atrações confirmadas estão o Espaço Lounge, as agroindústrias familiares no Pavilhão 4 e a Avenida do Turismo, que reunirá manifestações culturais, gastronômicas e roteiros turísticos. A programação também contará com ações alusivas aos 400 anos das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul. A corte de soberanas segue atuando na divulgação regional do evento.
Dólar: R$ 5,08
Ibovespa: 171.132,66

Campanha da Cacis impulsiona vendas
A campanha “Amor Premiado”, promovida pela Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela, segue até este sábado, 13, incentivando as compras do Dia dos Namorados. Lançada em 12 de maio, a ação integra o calendário anual de promoções da entidade e reúne mais de 70 empresas dos
setores de comércio, indústria e serviços. Segundo balanço preliminar, a movimentação nas lojas participantes superou as expectativas, mesmo diante do cenário econômico atual. Muitos estabelecimentos solicitaram novos cupons para atender à demanda dos consumidores. Ao todo, foram
confeccionadas 70 mil cartelas para a campanha.
A “Amor Premiado” é a quarta de seis promoções realizadas pela Cacis ao longo do ano, voltadas às principais datas do varejo. O sorteio dos prêmios está marcado para terça-feira, 16, encerrando mais uma ação voltada ao fortalecimento do comércio local.


Fórum da Competitividade em Estrela aponta diversidade produtiva, localização e empreendedorismo como qualidades principais dos negócios locais. Precariedade da infraestrutura, cenário econômico com juros altos e perda de talentos são gargalos que mais preocupam
Uma região com perfil voltado ao trabalho e ao empreendedorismo, dinâmica na economia e com diferentes matrizes produtivas. Com instituições e uma crescente representatividade por meio de líderes empresariais frente aos governos estadual e federal. Próxima aos principais polos consumidores do RS.
Ainda assim, barreiras históricas interferem nos resultados. O principal é a infraestrutura logística. Esse é um resumo dos principais temas abordados durante o Fórum da Competitividade.
O evento, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com as associações comerciais da região (CIC-VT) e de Estrela (Cacis), reuniu empresários, gestores públicos, universidades, dirigentes de entidades e representantes do governo estadual ao longo de três painéis. A iniciativa teve patrocínio do Badesul, BRDE, governo do Estado e Corsan. Também contou com apoio institucional do Transforma RS, além da administração de Estrela e das associações dos municípios
(Amvat) e dos vereadores (Avat).
“O Vale do Taquari simboliza a resiliência da economia gaúcha. É uma região que se reconstrói ao mesmo tempo em que debate o futuro”, destaca o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt. Para o presidente da CIC-VT, Ângelo Fontana, a região tem uma característica peculiar: “o grande potencial é a diversidade das empresas e das indústrias. Temos vários exemplos de negócios que nasceram pequenos e se transformaram em grandes organizações.”
Os painéis se concentraram em três eixos estratégicos: infraestrutura, acesso a investimentos e formação de capital humano.
Se houve um tema capaz de

Temos localização privilegiada e uma economia forte. Mas precisamos avançar na infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária...”
unir diferentes participantes foi a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura.
O assunto dominou o primeiro painel, dedicado à logística e competitividade regional. Participaram o diretor

da Rhodoss Implementos Rodoviários e da Dinna Indústria, Comércio e Serviços, Nilto Scapin, o diretor da Tomasi Logística e integrante da Fetransul, Diego Tomasi, e o presidente da Valelog e vice-presidente da CIC-VT, Adelar Steffler.
A avaliação compartilhada é que a região reúne capacidade produtiva para crescer mais
do que a infraestrutura atual consegue suportar. “O custo logístico supera 25%. Isso interfere no resultado e na competitividade”, destaca Tomasi.
“Temos localização privilegiada e uma economia forte. Mas precisamos avançar na infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária e


aeroportuária para acompanhar esse crescimento”, reforça Scapin.
A discussão ocorre em meio às incertezas sobre o futuro das concessões rodoviárias e após o fracasso do leilão do Bloco 2. “Temos de defender a aplicação de R$ 1,5 bilhão, que iria à concessionária, seja aplicada em obras prioritárias. A duplicação de Venâncio Aires até Encantado, e entre Estrela e Teutônia”, afirma Scapin.
Entre quem acompanhava, a infraestrutura de transporte também se mostrou a principal preocupação. Empresário da construção civil, Joni Zagonel, considera que a falta de avanços nessa área compromete a competitividade regional.
“Somos um polo de saúde, educação e produção de alimentos. Mas a principal carência continua sendo a infraestrutura. Precisamos insistir para que esses investimentos aconteçam.”
Anfitriã do evento, a prefeita de Estrela, Carine Schwingel, defende que o momento exige transformar projetos em investimentos concretos. Segundo ela, as enchentes aceleraram a percepção de que a infraestrutura regional precisa ser pensada de forma integrada entre os municípios.
“Precisamos pensar e tirar do papel os projetos de infraestrutura. O anel viário, uma nova ponte entre Colinas e Arroio do Meio, conexões entre Lajeado e Arroio do Meio e alternativas para
• economia diversificada
• indústria consolidada
• agronegócio integrado
• polo de saúde e educação
• localização estratégica
• cultura empreendedora
• potencial turístico
• gargalos logísticos
• falta de mão de obra
• envelhecimento populacional
• juros elevados
• dificuldade de articulação regional
PRIORIDADE
• investimentos em infraestrutura
• ampliação dos modais logísticos
• qualificação profissional
• atração de investimentos
• acesso ao crédito
• defesa conjunta das pautas regionais
dos governos estadual e federal para garantir logística, infraestrutura e competitividade para as empresas.”
acesso a investimentos e formação de capital humano
que a região não dependa de uma única estrutura”, afirma.
Para a prefeita, houve avanços importantes nos últimos anos, como a aprovação da Ponte dos Vales e os investimentos na BR-386. Ainda assim, considera que a região precisa ampliar a capacidade logística para reduzir custos e sustentar o crescimento econômico.
“Avançamos muito, mas precisamos avançar mais. Dependemos de investimentos
O debate também abordou a necessidade de fortalecer outros modais de transporte. A recuperação da Ferrovia do Trigo, a retomada da hidrovia e os investimentos em aeródromos foram citados como oportunidades para reduzir custos logísticos e ampliar a atratividade econômica da região.
Diretor executivo da Cacis de Estrela, Paulo Finck entende que a região reúne ativos importantes. “Poucos lugares têm ao mesmo tempo rodovia, ferrovia, hidrovia e potencial aeroportuário. O desafio é transformar isso em vantagem
competitiva.”
A prefeita de Lajeado e presidente da Amvat, Gláucia Schumacher, reforça a necessidade de uma visão regional para os investimentos. “O Vale é forte porque possui diversidade econômica. Mas precisamos garantir infraestrutura compatível com o ritmo de crescimento que a região deseja.”
Juros, investimentos e potenciais
Se a infraestrutura aparece como o principal gargalo físico, o segundo painel mostrou que o ambiente econômico interfere no otimismo dos empresários. O debate reuniu o presidente do Badesul, Robson Ferreira, o embaixador do CLP, Eduardo Fernandez, e o presidente da CICVT, Ângelo Fontana.
A discussão tratou dos mecanismos de financiamento disponíveis para empresas e municípios, além da necessidade de ampliar investimentos produtivos na região.
Segundo Ferreira, o Vale do Taquari concentra cerca de 4% da carteira de crédito do Badesul, o equivalente a mais de R$ 112 milhões em operações.
“Nosso objetivo não é apenas financiar projetos. Queremos apoiar iniciativas que gerem desenvolvimento econômico e impacto para as comunidades. Não temos clientes, temos parceiros de negócios”
Apesar da disponibilidade de recursos, o cenário econômico gera cautela. A manutenção dos juros em patamares elevados reduz o apetite por investimentos e faz com que empresas adiem projetos de expansão.
Eduardo Fernandez destacou a importância de instrumentos como fundos de desenvolvimento para acelerar projetos regionais.
Ao mesmo tempo, os participantes apontaram que o acesso ao crédito, por si só, não resolve os


Precisamos pensar e tirar do papel os projetos de infraestrutura. O anel viário, uma nova ponte entre Colinas e Arroio do Meio, conexões entre Lajeado e Arroio do Meio...”
desafios econômicos.
Para Ângelo Fontana, também é preciso fazer com que os líderes empresariais consigam atuar de forma articulada pelos mesmos interesses.
“A carência mais drástica para mim é a desunião. Somaríamos muito mais se os líderes conversassem mais em defesa das bandeiras regionais.”
O terceiro painel trouxe um tema que aparece cada vez mais nas preocupações empresariais: a falta de trabalhadores.
Participaram da discussão a reitora da Univates e presidente do Codevat, Cintia Agostini, o diretor de Atração de Investimentos da Invest RS, Fabrício Forest, e o CEO do Transforma RS, Ronald Krummenauer.
A avaliação dos painelistas é que a disponibilidade de mão de obra qualificada passou a ser um fator decisivo para a expansão econômica. Durante décadas, o desafio regional era gerar empregos. Agora, em muitos setores, o problema é encontrar profissionais.
Cintia apresentou indicadores relacionados à educação, renda e mudanças demográficas. Segundo ela, a velocidade das transformações exige uma nova postura das instituições e das empresas.
“Talvez a velocidade das mudanças nos exija um olhar muito mais atento do que tivemos até agora. Em especial, de entender como essa nova geração busca informações, onde estuda e como se comunicar com eles.”
A discussão envolve desde a formação técnica até a capacidade de reter talentos. Para Fabrício Forest, a mão de obra passou a integrar a lista de critérios observados por investidores na escolha de novos destinos para seus empreendimentos. Já Ronald Krummenauer destaca que desenvolvimento econômico e formação de pessoas precisam caminhar juntos.
Projeto de requalificação foi detalhado à comunidade e pretende transformar a rua Júlio de Castilhos em espaço de convivência para moradores e visitantes
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
Oprograma de revitalização vai transformar o Centro de Encantado em um espaço mais atrativo para pedestres. A garantia é do arquiteto da Prefeitura, Gilmar Scaravonatti, responsável por liderar o trabalho de planejamento. O conceito foi detalhado à comunidade em reunião com vereadores, empresários, comerciantes e moradores nessa semana. O encontro explanou sobre as obras já concluídas, intervenções em andamento e ações planejadas para os próximos anos.
O projeto foi dividido em três eixos de ações na Rua Júlio de Castilhos, no trecho entre a Praça da Bandeira, na Rua Miguel Luiz Pretto, até a esquina com a Rua Tiradentes, nas proximidades da agência do Sicredi Região dos Vales e da sede da Delegacia de Polícia. Calçadas mais largas, arborização, bancos, jardins, luminárias e lixeiras compõem o conjunto de mudanças previstas. Para iniciar o trabalho, R$ 490 mil já estão assegurados.
Segundo Scaravonatti, o conceito é replicar o modelo ao longo de toda a área central e incluir também partes da rua Padre

Anchieta. A arborização é uma das prioridades, uma vez que a região tem pouca sombra, e a proposta é criar espaços onde moradores e visitantes possam desfrutar da cidade a pé.
“A maioria das cidades prioriza o carro. Hoje, a gente vê que deveria ser o contrário: trazer o pedestre para a cidade. Para isso, precisamos de calçadas largas, espaços de convivência e, de preferência, algumas ruas exclusivas para pedestres”, afirmou. Ele citou que cidades com centros atrativos são justamente aquelas que investiram em bons espaços para quem se desloca a pé.
As primeiras obras já aconteceram. A Casa de Cultura foi revitalizada e entregue à comunidade. Os arcos da Júlio foram retirados.
Parte da antiga fiação elétrica nos postes foi removida. Agora, a Rua do Esporte e do Lazer, popular Rua Coberta, está em execução, com cerca de 30% do serviço concluído e investimento que se aproxima de R$ 1 milhão.
A coleta de lixo é outra preocupação. Conforme o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, José Caetano Turatti Ost, a elaboração da plataforma digital com orientações aos moradores e a nova organização do recolhimento, com a identificação dos caminhões para lixo seco e orgânico, devem qualificar o serviço. “A comunidade também precisa colaborar e depositar o lixo no horário aproximado”, salientou Ost.
Também foi apresentado o anteprojeto de lei do Programa Municipal de Qualificação do Espaço Público e Mobiliário Urbano
Compartilhado. A proposta permite que a iniciativa privada participe da implantação e manutenção de equipamentos urbanos, como parklets, bancos, floreiras, bicicletários e totens, mediante autorização e fiscalização do município.
A medida pode agilizar melhorias sem depender exclusivamente do orçamento público.
Uma das maiores obras estruturantes previstas para o centro é o PAC Drenagem Urbana, com investimento de R$ 17,6 milhões. O programa, do Ministério das Cidades, financia melhorias no sistema de drenagem e deve reduzir significativamente os alagamentos no Arroio Santa Clara, com a canalização da extensão que parte da Estação Rodoviária até as proximidades da empresa Fontana.
GILMAR SCARAVONATTI • arquiteto da Prefeitura de Encantado
“Que a gente tenha uma vida mais agradável no Centro”
Quais são as intervenções previstas?
Vamos mexer nas calçadas, colocar bancos, jardins, luminárias e lixeiras. A ideia é padronizar. Criar espaços onde a pessoa possa desfrutar o centro. Estamos fazendo isso em função do morador de Encantado. Claro que também vai beneficiar o nosso visitante.
Por que a ideia da fiação subterrânea na Rua Coberta não vingou?
Estudamos essa possibilidade. Fizemos orçamento. Mas como não seria uma intervenção só nesse trecho, teria que abranger mais quadras, ficou inviável nesse momento em razão dos altos valores. O que iremos fazer é deslocar os postes para as laterais. Mas a ideia se mantém para o futuro conforme a disponibilidade de recursos.
Com toda a tua experiência, o projeto vai transformar Encantado?
Creio que sim. Claro que não vai depender só daquilo que o município vai oferecer. O comércio também terá que fazer sua parte, vai ter que adequar as suas construções, suas lojas, transformá-las mais atraentes para que as pessoas circulem e consumam no centro. Que a gente tenha uma vida mais agradável no centro, que a gente possa aproveitar a cidade de Encantado. Não tenho dúvida de que vai melhorar muito.

VAGAS DE ESTACIONAMENTO

Conforme projeto encaminhado pelo Executivo à câmara de vereadores, a primeira e a segunda horas terão cobrança da tarifa base vigente
As lideranças do Fórum das Entidades de Lajeado (FEL) promoveram nessa sexta-feira, 12, encontro mensal. Reunidos na sede da Seavat, os dirigentes tiveram como principal assunto o estacionamento rotativo pago de Lajeado. O grupo recebeu
representantes da prefeitura de Lajeado, o vice-prefeito Guilherme Cé e o secretário de Planejamento, Alex Schmitt, para explanar as mudanças que estão previstas. Cé e Schmitt apresentaram
as principais informações que constam no projeto de lei que será encaminhado ao Poder Legislativo em breve. O objetivo é atualizar a legislação e contemplar alterações para melhorar o sistema. Eles falaram de aspectos como as alternativas para ampliar a rotatividade das vagas, valores das tarifas e as formas de pagamento.
Conforme a proposta, a primeira e a segunda horas terão cobrança da tarifa base vigente. A partir da terceira hora até o limite de dez horas na mesma vaga, será aplicada tarifa progressiva, com acréscimo de 50% por hora adicional.
O sistema deverá disponibilizar diferentes formas de pagamento, incluindo aplicativo, loja virtual, agentes de fiscalização em via pública e atendimento em estabelecimento físico. Também está prevista a possibilidade de compra antecipada de créditos, com desconto de 20% sobre a tarifa base e validade mínima de 12 meses.
Para usuários que utilizarem
a vaga sem pagamento inicial, o projeto cria a modalidade de pós-pagamento. Nesses casos, haverá aplicação de tarifa especial: as duas primeiras horas terão cobrança equivalente ao dobro da tarifa base e, da terceira até a décima hora, o valor corresponderá ao quádruplo da tarifa base. Essas e outros pontos foram debatidos pelo grupo, que agora tem ainda uma semana para avaliar o que está proposto e sugerir eventuais ajustes.
Participaram da atividade Giselda Hahn, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Lajeado; Eduardo Gravina, presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil); Guilherme Reisdorfer, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RS (CREA-RS); Ronaldo José Eckhardt, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Lajeado; Dieres Martins, da Associação Lajeadense PróSegurança Pública (Alsepro); Maria Cittolin, da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Vale do Alto Taquari (Seavat); Daniele Buzatta, do Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do VT (Sincovat) e Sescon VT; Fabrício B randlof e Gustavo Martins Rosa, do Sindilojas Vale do Taquari; e Daniel Bergesch, do Sinduscom VT.

Texto foi aprovado na quinta-feira, por oito votos favoráveis e três contrários. Conclusão recomenda encerrar tentativa de concessão, fortalecer a EGR e direcionar recursos do Funrigs para investimentos diretos nas rodovias estaduais

AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Concessões da Assembleia Legislativa propõe um novo caminho para as rodovias estaduais. No relatório final aprovado em sessão nesta noite, os deputados defendem que os R$ 1,5 bilhão reservados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) sejam aplicados de forma direta em obras de infraestrutura no Vale do Taquari, sem depender de
uma nova tentativa de concessão.
O documento recomenda ao governo estadual o encerramento definitivo do processo licitatório e sugere que os recursos sejam destinados à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) ou a um fundo específico voltado para investimentos rodoviários.
A proposta ganha relevância para o Vale do Taquari porque o Bloco 2 inclui trechos conside-

Conforme o relator, o deputado Miguel Rosseto, prioridade para uso do Funrigs seria para duplicar trecho de Venâncio Aires até Encantado
rados estratégicos para a região, como as ERSs 128, 129, 130, 332 e a 453. Para os integrantes da CPI, os recursos reservados para viabilizar a concessão devem permanecer vinculados à melhoria da infraestrutura viária das regiões que integravam o projeto original. O relatório sustenta que o aporte público foi concebido para acelerar investimentos em rodovias atingidas pelas enchentes e por gargalos históricos de mobilidade. Com a ausência de interessados no leilão, o deputado relator, Miguel Rossetto (PT) entende que o dinheiro não deve retornar ao caixa do Funrigs e nem ser redirecionado para outras finalidades.
Outro eixo central do relatório está na defesa da EGR como alternativa ao modelo de concessão privada. Os deputados afirmam que o Estado não apresentou estudos comparativos entre a operação por meio da estatal e a transferência da gestão para a

Relatório final foi aprovado na noite de quinta-feira. Com 103 páginas, CPI critica modelagens do governo do Estado e pede a retirada das propostas tanto para o Vale do Taquari quanto à Região Metropolitana
iniciativa privada.
Na avaliação da comissão, a exclusão da EGR do debate ocorreu sem análise técnica suficiente. O documento mostra dados financeiros da empresa para sustentar a tese de que a estatal poderia executar investimentos mantendo tarifas inferiores às previstas no modelo de concessão.
Entre os argumentos apresentados está o histórico das praças administradas pela EGR nas rodovias incluídas no Bloco 2. Segundo a CPI, a arrecadação acumulada desde a criação da empresa demonstra capacidade de geração de receitas para financiar obras e manutenção da malha.
A comissão recomenda que o governo elabore estudos comparativos entre os modelos antes de qualquer nova tentativa de concessão.
O que propõe a CPI
• encerrar definitivamente o Bloco 2
• impedir novo edital sem revisão da modelagem
• Usar os R$ 1,5 bilhão do Funrigs em obras
• comparar a concessão com o desempenho da EGR
• ampliar o debate sobre alternativas de gestão
O que fazer com os R$ 1,5 bilhão
• capitalizar a EGR
• criar fundo específico para infraestrutura
• financiar obras rodoviárias
• elaborar projetos executivos
• acelerar intervenções prioritárias
O que a CPI propõe para os demais blocos
• revisão do contrato do Bloco 1, atualmente operado pela CSG
• reavaliação das tarifas e do equilíbrio econômicofinanceiro da concessão
• fiscalização mais rigorosa sobre cumprimento das obrigações contratuais
• acompanhamento permanente das obras previstas nos contratos vigentes
• participação de usuários, municípios e entidades regionais nas futuras revisões
Como o uso do Funrigs aparece como uma das principais conclusões do relatório, os deputados da comissão defendem que o valor reservado para subsidiar a concessão seja transformado em investimentos, com prioridade para obras de recuperação, ampliação da capacidade viária e projetos executivos.
A avaliação da CPI é de que a região não pode aguardar um novo ciclo de estudos, audiências e modelagens para iniciar intervenções consideradas prioritárias, em especial no trecho de Venâncio Aires até Encantado.

Campanha atende cerca de 20 famílias por dia e busca recompor estoques de cobertores, roupas de cama, agasalhos e peças masculinas para enfrentar a chegada do frio
Com a aproximação dos dias mais frios, o Varal Solidário de Estrela volta a registrar aumento na procura por roupas e agasalhos. A demanda tem mobilizado a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, que reforça o pedido por doações para recompor os estoques destinados às famílias em situação de vulnerabilidade. A maior necessidade neste

momento está concentrada em roupas masculinas, especialmente nos tamanhos G, GG e superiores. Cobertores, roupas de cama,
casacos, meias, calçados e peças infantis também estão entre os itens mais procurados. Conforme a secretária-adjunta
de Desenvolvimento Social e Cidadania, Rosângela Wulfing, a chegada do inverno amplia a procura pelo serviço e exige nova mobilização da comunidade. “Sabemos que um gesto simples pode aquecer uma vida. Muitas famílias enfrentam dificuldades para se proteger do frio e cada peça doada faz diferença para quem precisa”, afirma.
Segundo ela, a orientação é para que os moradores observem os itens guardados em casa e doem peças em boas condições de uso.
“A gente pede que as pessoas olhem com carinho para o guardaroupa e separem aquilo que não utilizam mais, mas que ainda pode ajudar outra pessoa. Mesmo uma única peça já pode fazer diferença”, destaca.
De acordo com Rosângela, cerca de 20 a 25 famílias procuram diariamente o Varal Solidário. Como muitos núcleos familiares possuem mais de um integrante, o número de pessoas beneficiadas é ainda maior. “Em muitos casos, uma pessoa vem buscar roupas para toda a família. Temos idosos, crianças e bebês entre os atendidos. Por isso, praticamente todos os tipos de peças são necessários”, relata. Além das roupas masculinas, a procura por vestuário infantil também cresceu nas últimas semanas. Cobertores e roupas de cama estão entre os itens mais
requisitados neste período do ano Rosângela observa que as doações masculinas costumam chegar em quantidade menor ao serviço. “A gente sempre brinca que recebe muito mais roupas femininas. Quando surge procura por roupas masculinas, muitas vezes temos dificuldade para atender porque são as peças que menos chegam ao Varal Solidário”, comenta.
As doações podem ser entregues diretamente no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), localizado no prédio do antigo INSS, na Rua Germano Hasslocher, no Bairro Oriental, ao lado da Brigada Militar. Também há pontos de coleta em todas as secretarias municipais e na Prefeitura de Estrela. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h às 17h. Quem necessita de roupas ou agasalhos também pode procurar o Cras. A recomendação é apresentar um documento de identificação para auxiliar no controle dos atendimentos realizados pelo serviço. Segundo a secretaria, a solidariedade da comunidade tem sido fundamental para garantir proteção e dignidade às famílias durante o inverno.



Ação reuniu agentes da Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Penal. Foram cumpridos 16 mandados judiciais em diferentes pontos
ma das maiores ofensivas recentes das forças de segurança no Vale do Taquari resultou na prisão de 12 integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios, tentativas de homicídio, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro em Roca Sales. A Operação Ruptura foi deflagrada nas primeiras horas da manhã dessa sexta-feira, 12, e mobilizou 124 agentes de segurança.

Coordenada pela Delegacia de Polícia de Teutônia, a ação contou com a participação da Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Penal e equipes do canil. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados judiciais em diferentes pontos do município, com apoio de cerca de 20 viaturas. A movimentação chamou a atenção dos moradores desde as
primeiras horas da manhã. Os presos foram encaminhados para exames de corpo de delito e, posteriormente, ao sistema prisional. Dez homens foram conduzidos ao Presídio Estadual de Encantado e duas mulheres ao Presídio Feminino de Lajeado. Os detalhes da investigação foram apresentados pelo delegado
Iniciativa mobilizou 124 agentes de segurança
Rogério Auler durante entrevista coletiva. Segundo ele, o trabalho começou em agosto do ano passado, inicialmente focado em apurações relacionadas ao tráfico de drogas. Com o avanço das diligências, os investigadores
identificaram a atuação de uma organização criminosa estruturada e envolvida em outros crimes graves registrados no município.
De acordo com Auler, o grupo operava a comercialização de entorpecentes de forma semelhante a um sistema varejista, com divisão de funções, hierarquia definida e integrantes responsáveis por diferentes etapas da atividade criminosa. A investigação apontou ainda que alguns membros exerciam funções subordinadas dentro da estrutura da organização.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam drogas, dinheiro em espécie, armamentos e drones. O material recolhido passará por análise e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações.
Além da atuação em Roca Sales, a Polícia Civil identificou conexões da organização com outros municípios da região, especialmente Encantado e Taquari. Segundo os investigadores, essa abrangência regional reforça a relevância da operação e amplia o alcance das apurações.
A Operação Ruptura mobilizou 46 policiais civis e 78 policiais militares, além das equipes da Polícia Penal.



APRESENTADO POR: PATROCÍNIO:

Carlos Alberto Novo mora em Muçum e viu a enchente alagar sua casa até o telhado e arrastar parte da cidade. Depois de uma noite de sonhos agitados, acordou disposto a replantar as árvores
Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br
Aidade não impede o ativismo social. Carlos Alberto Novo descobriu aos 17 anos que poderia ser voluntário ambiental de Muçum e não pensou duas vezes. Foi replantar pátios, jardins e parques. Hoje, aos 20, percebe que a decisão tomada em 2023 floresceu. O verde voltou a ocupar espaços públicos e mantém o estímulo do jovem, que agora pretende levar árvores para Roca Sales e Encantado, com a ideia de alcançar cada vez mais cidades do Vale do Taquari. Muçum sofreu uma sequência devastadora de inundações em um curto período. Os eventos mais severos ocorreram em setembro de 2023 e maio de 2024, além de uma cheia um pouco menor em novembro de 2023. A cidade ficou sombria, sem verde. Em três anos, Carlos plantou mais de 6 mil mudas, com a mobilização de amigos e voluntários. O projeto Vale Verde busca doações de mudas de nativas e frutíferas para repassá-las a moradores ou fazer o replantio. O jovem ambientalista também precisa arregimentar mais voluntários. Ele conta que o início veio depois de um sonho.
“Depois de limparmos toda a casa, após a enchente, eu acordei com a ideia de criar o projeto de reflorestamento. As cheias afetaram não só minha residência, mas também prédios públicos, flores e plantas”, salienta.
A partir disso, começou a mobilizar pessoas que ajudavam na limpeza da cidade. A iniciativa avançou e cerca de 20 jovens voluntários passaram a contatar fornecedores de mudas. “Conseguimos um caminhão cheio de plantas e temperos”, lembra. O passo seguinte foi plantá-las nas ruas, calçadas e praças públicas. Visitaram moradores, doaram mudas e os estimularam a semear os temperos nos jardins. Ajudaram a plantar. “A gente fez amizade com muitas pessoas. O padre nos apoiou. A prefeitura, a comunidade”, lembra, orgulhoso da mobilização.
O projeto ganhou corpo pelas redes sociais. Carlos publica as ações, chama novos voluntários e vende camisetas para comprar mais mudas. No Instagram, o perfil é @projetovaleverders.
Precisa-se voluntários
Carlos quer ampliar o projeto e diz que não vai parar de reflorestar. Para ele, o Vale precisa. O ativismo ambiental não surgiu por acaso. O jovem cresceu entre hortas, na casa da família, em Muçum. Plantava alfaces, convivia com animais e aprendeu cedo a


A gente busca evitar as exóticas invasoras e prioriza as nativas e frutíferas, que se adaptam melhor à região e ainda produzem frutos para as pessoas”
CARLOS ALBERTO NOVO REFLORESTADOR DE MUÇUM
perceber a importância do verde.
“Fui criado livre, com cachorro e gatos. A árvore que plantei quando criança está alta”, orgulha-se.
Ao trabalhar em uma floricultura, aprimorou os conhecimentos sobre árvores e flores. O aprendizado no comércio ajudou no replantio da cidade.
No início do projeto, o número de voluntários era maior. Hoje, ele busca mais “ajudantes”. Quer enfrentar a mudança climática com mais verde.
“Precisamos da ajuda de governantes, empresários e pessoas dispostas a se voluntariar”, salienta.
Nas redes sociais, Carlos busca voluntários para plantar mais árvores. “Com tecnologia e mão de obra, tenho certeza de que, em dez anos,
o Vale do Taquari será diferente. É só colocar a mão na massa.”
Plantar é cuidar da sombra do outro
O projeto sobrevive com doações de mudas e venda de camisetas. Em 2026, a ideia é reflorestar áreas em Encantado e Roca Sales, municípios severamente atingidos pelas cheias. Carlos olha para a avenida principal de Muçum, mira uma árvore nativa e comenta: “A cidade está bonita agora. Eu me sinto feliz com isso.” As plantas da Avenida Fernando Ferrari já cresceram. Em época de floração, Carlos identifica as folhas feias e faz a poda. As bonitas, posta nas redes.
Carlos iniciou o projeto em 2023, logo após a cidade sofrer com as enchentes

“Ser voluntário é difícil, porque não é só plantar. Uma árvore requer manutenção. Elas não darão sombra para mim, mas para quem vai estar aqui daqui há 20 anos.”
Conheça o projeto nas redes sociais
Acesse o Instagram @projetovaleverders e conheça a iniciativa. Nas redes, é apresentada como “projeto criado para ajudar no reflorestamento no Vale do Taquari através de doação de mudas e sementes”.
Carlos e voluntários plantaram 5.808 mudas de árvores nativas, frutíferas e flores na cidade de Muçum.



As principais árvores plantadas
• Ipês
• Bergamoteiras, laranjeiras, pitangueiras
• Temperos e chás Inspiração para outros jovens
Eloar Gomes Lorenzi, 18 anos, elogia o projeto. Para ela, Carlos inspira outras pessoas e ajuda a manter jovens engajados.
“É um projeto nobre, uma ideia criativa, que estimula as pessoas a valorizarem nossa cidade, ainda mais depois de tudo o que passamos com as enchentes.”
Crescimento aquece a economia e fortalece o setor no município
Omelhor resultado habitacional da última década é registrado em Teutônia, que vive um ciclo de expansão na construção civil e no mercado imobiliário. O movimento é impulsionado pelo crescimento econômico, geração de empregos e aumento da chegada de novos moradores, fatores que têm ampliado a demanda por moradias e acelerado o ritmo de novos empreendimentos no município. Em 2025, foram emitidos 627 alvarás habitacionais.
Na série recente, o comportamento do mercado mostra oscilações entre 2020 e 2023, com volumes próximos e sem tendência de crescimento contínuo. Em 2020 foram 518 alvarás, em 2021 foram 489, em 2022 o número subiu

Muitas famílias
passaram a procurar cidades fora das áreas atingidas pelas cheias e encontram aqui uma estrutura preparada para crescer.”
O mercado de locações também registra aumento na demanda, reflexo da chegada de famílias de outras cidades do Vale do Taquari e da movimentação de trabalhadores atraídos por oportunidades locais.
O prefeito Renato Altmann avalia que o cenário é resultado de fatores estruturais do município.
“Teutônia oferece qualidade de vida, emprego, organização e segurança. Muitas famílias que buscam alternativas às áreas atingidas pelas cheias encontram aqui condições de se estabelecer”, afirma. Segundo ele, o crescimento exige planejamento contínuo.
para 540 e voltou a recuar em 2023, com 489 registros. Em 2025, o município atinge 627 autorizações, rompendo esse padrão e alcançando o maior nível do período.
O impacto aparece na saúde, educação, infraestrutura e mobilidade. É o que baseia o que Altmann chama de gestão de planejamento. “É necessário projetar o município para que ele possa absorver esse crescimento”, reconhece.
Criação de novas vagas em escolas, busca de vias
alternativas, reestruturação do plano diretor além de projetos de vias alternativas vão ao encontro deste novo cenário, expõe o prefeito.
Setor imobiliário
No setor imobiliário, a Inovar Negócios Imobiliários, liderada por Denner Colossi, ampliou sua atuação acompanhando o crescimento do município. A empresa registrou alta de 44% nas vendas e locações entre janeiro e maio.
Para Denner, o crescimento de Teutônia está ligado à combinação entre desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da infraestrutura urbana. “O crescimento da cidade é consequência de um conjunto de fatores. Teutônia vem se consolidando como um polo regional, com demanda crescente por moradia e melhora contínua da infraestrutura”, avalia.
Construção civil e efeito econômico
A RT Incorporações, ligada a Tiago Teixeira, atua no desenvolvimento de empreendimentos residenciais em parceria com investidores e imobiliárias locais.
Segundo Tiago, a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, com mudanças nas faixas de renda, ajudou a impulsionar o mercado e ampliar o acesso ao crédito habitacional.

“O Minha Casa Minha Vida ampliou o acesso ao financiamento e fortaleceu o mercado. A construção civil movimenta toda a cadeia econômica, desde materiais de construção até serviços e mão de obra”, reforça.
Ele destaca ainda que o setor não enfrenta, neste momento, dificuldade significativa de mão de obra no município.
“Hoje conseguimos executar os projetos sem gargalo de trabalhadores, o que garante ritmo às obras”, frisa.
A empresa, sediada em Caxias do Sul, decidiu expandir atuação para Teutônia diante do crescimento do município.
“É um mercado em expansão,


A construção civil movimenta toda a cadeia econômica, desde materiais de construção até serviços e mão de obra. Hoje conseguimos executar os projetos sem gargalo de trabalhadores, o que garante ritmo às obras.”
com demanda real e ambiente favorável a investimentos”,


RT Incorporações de Caxias do Sul investe, junto à Inovar de Teutônia, em novo condomínio de casas
Alvarás liberados nos últimos dez anos


Avança no bairro Canabarro, em Teutônia, a implantação de um condomínio fechado de casas geminadas voltado à habitação familiar, empreendimento feito em parceria entre a RT e a Inovar. O projeto está em fase de terraplanagem, etapa inicial das obras de infraestrutura do terreno. O empreendimento prevê unidades com cerca de 48 metros quadrados, dentro de um modelo de moradias compactas em condomínio fechado. A estrutura projetada inclui salão de festas de uso coletivo, portão eletrônico e
sistema de monitoramento por câmeras, com foco em segurança e organização do espaço residencial. Segundo responsáveis pelo projeto, o conjunto já registra boa procura ainda na fase inicial, com parte das unidades comercializadas ou reservadas antes mesmo do avanço das obras estruturais
O formato acompanha a tendência de crescimento da demanda por habitação em Teutônia, especialmente por imóveis de menor metragem e custo mais acessível.

Evento ocorre nos dias 20 e 21 de junho, no Parque do Imigrante, reunindo competições artísticas e tradicionalistas com participação de entidades de toda a região
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
LAJEADO
Tradicionalista divulgou a programação oficial do 35º Rodeio Regional, que será realizado nos dias 20 e 21 de junho, no Parque do Imigrante, em Lajeado. O evento reunirá tradicionalistas de diversos municípios em disputas artísticas que envolvem dança, música, declamação e

Inscrições serão abertas inicialmente para entidades da própria região tradicionalista
outras modalidades ligadas à cultura gaúcha.
As inscrições serão abertas inicialmente para entidades da própria região tradicionalista. Em um segundo momento, as vagas
remanescentes serão disponibilizadas para participantes de outras regiões, conforme a capacidade de cada modalidade.
A programação está dividida em três palcos. No Palco 1, as apresentações de danças tradicionais iniciam no dia 20, com as categorias Pré-mirim e Mirim, a partir das 13h. No dia 21, a partir das 8h30min, entram em cena as categorias Xiru, Veterana, Juvenil e Adulta.
O Palco 2 será destinado à Chula, no sábado, às 13h30min, e às Danças Gaúchas de Salão, no domingo, com início às 8h. Já o Palco 3 receberá as provas de Instrumentos e Intérprete no sábado, a partir das 8h30min, enquanto Trova, Causo e Declamação ocorrem no domingo, também a partir das 8h.
Entre as modalidades em disputa estão Danças Gaúchas de Salão, Danças Tradicionais, Declamação, Chula, Instrumentos, Trova, Causo e Intérprete. A expectativa da organização é reunir centenas de participantes e promover mais uma grande celebração da cultura e das tradições do Rio Grande do Sul.
Informações sobre as modalidades podem ser obtidas com o diretor artístico da 24ª RT, Jeverson, pelo telefone (51) 99520-7702. Já os pontos comerciais podem ser esclarecidos com Silvana, pelo número (51) 98479-4846.


Município registra crescimento de expositores e realiza maior edição do festival de dança na área da Antiga Reifer
Durante quatro dias, Bom Retiro do Sul reúne cultura, negócios e grande expectativa de público no 11º Dança Bom Retiro junto à Expofeira.
A feira multissetorial registra crescimento de 42% no número de expositores em relação à edição anterior, passando de 55 para 78 espaços. Conforme o secretário de Indústria e Comércio e

SÓCIA-PROPRIETÁRIA DA ENGEGOLD
Bom Retiro tem um público muito importante para nós. Viemos prestigiar a cidade e apresentar nossos empreendimentos”
coordenador do evento, Clóvis Pereira dos Santos, a participação é majoritariamente local. “Cerca de 90% dos expositores são empreendedores do próprio município, o que mostra a força da economia local e o quanto o evento já está consolidado”, afirma.
Entre os empreendedores locais está a lojista Manuela Vila, proprietária da HS há mais de 30 anos em Bom Retiro do Sul. Participando pela primeira vez da Expofeira, ela destaca a importância do contato direto com o público. “A ideia é conhecer novas pessoas, apresentar nossos produtos e entender cada vez mais o que os clientes procuram”, comenta. Apesar de reconhecer um cenário econômico desafiador, Manuela acredita no fortalecimento do comércio local através da feira. “A gente segue com fé e perseverança. Esses eventos ajudam a movimentar a cidade e aproximam os empreendedores da comunidade”, avalia. A feira também atrai empresas

da região. A sócia-proprietária da Engegold, Larissa Wathier Kich, afirma que a participação ocorre pelo potencial econômico
do município e pela relação já construída com clientes locais. “Bom Retiro do Sul tem um público muito importante

Na feira, a Engegold apresenta o empreendimento Golden Life, localizado no centro de Lajeado

para nós. Viemos prestigiar a cidade e apresentar nossos empreendimentos”, destaca. O principal lançamento
apresentado pela empresa é o empreendimento Golden Life, localizado no centro de Lajeado. Segundo Larissa, o projeto
reúne diferenciais estruturais e localização estratégica. “É um empreendimento pensado tanto para moradia quanto para investimento, em uma região com grande valorização e alta procura”, explica.
Clóvis Pereira também destaca a projeção de público ao longo dos cinco dias. “A expectativa é muito positiva, devemos receber em torno de 30 mil visitantes, o que reforça a importância da Expofeira para a região”, completa.
O prefeito Celso Pazuch ressalta que o espaço onde ocorrem os eventos integra um projeto de longo prazo da administração municipal. A área, que já recebeu investimentos superiores a R$ 4 milhões, deve futuramente abrigar atividades esportivas, culturais, educacionais e de lazer.
Já o Dança Bom Retiro chega à sua maior edição, com 376 coreografias e 59 grupos de diferentes regiões do Estado. A programação inclui apresentações escolares na quinta-feira e segue com mostras competitivas abertas ao público até o fim de semana. A coordenadora dos festivais, Maíra Lauter, destaca a abertura como um dos pontos altos do

evento. “Foi um momento muito especial, com a união dos grupos artísticos do município em uma apresentação coletiva que emocionou o público”, afirma.
Dança Bom Retiro iniciou em 2013, voltado aos grupos da cidade. Com o tempo, se tornou o sétimo maior festival de dança do estado

Com autorização pela International Baccalaureate Organization (IB), instituição integra seleto grupo de escolas internacionais e amplia oportunidades de acesso dos estudantes a universidades e mercados globais
LAJEADO
OColégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), de Lajeado, alcançou um marco histórico ao receber a autorização para ofertar o Diploma Programme (DP) da International Baccalaureate Organization (IB), tornando-se a primeira escola brasileira localizada em um município com até 100 mil habitantes a conquistar a certificação. O reconhecimento consolida a instituição como uma escola internacional e amplia as possibilidades acadêmicas e profissionais para seus estudantes.
A conquista é resultado de um processo de candidatura que durou menos de um ano e envolveu adequações pedagógicas e operacionais para atender aos rigorosos critérios da organização internacional. Para o diretor-geral do Ceat. Rodrigo Ulrich, o reconhecimento ultrapassa os limites da escola e representa um avanço para toda a região.
“Ser uma escola internacional é também internacionalizar uma cidade e uma região, construindo pontes locais para o mundo e do mundo para nós. O reconhecimento do IB valida um currículo que já desenvolvemos há muitos


A
certificação só foi possível porque já existe uma estrutura pedagógica sólida na escola, que acompanha o estudante durante toda a sua trajetória escolar.”
anos e que agora poderá proporcionar aos nossos jovens uma diplomação internacional”, destaca.
Segundo Ulrich, a certificação
reconhece aspectos que já fazem parte da proposta pedagógica da instituição, como a iniciação científica, o incentivo à pesquisa, o protagonismo estudantil, o empreendedorismo e a formação cidadã. Ele também ressalta o elevado nível de proficiência em língua inglesa alcançado pelos estudantes do ensino médio, muitos deles certificados pela Universidade de Cambridge em níveis avançados.
“Este reconhecimento também valoriza tudo aquilo que temos de forma holística: as atividades artísticas, esportivas, de voluntariado e de inserção social. É um currículo robusto, que desenvolve crianças e jovens para a vida pessoal, profissional e como cidadãos do mundo”, afirma.
O diretor atribui a conquista à trajetória construída ao longo dos quase 135 anos da instituição, que serão completados em 2027. “Foi um trabalho intenso de 11 meses, mas que só foi possível porque existe uma história construída a muitas mãos. Professores, funcionários, alunos e famílias fizeram parte desse processo e ajudaram a
Conquista histórica posiciona o Ceat entre as instituições de ensino com currículo reconhecido internacionalmente, fortalecendo a conexão dos estudantes com universidades de todo o mundo
consolidar uma cultura educacional reconhecida agora internacionalmente.”
A coordenadora do programa IB e professora de Língua Inglesa do Ceat, Emeli Dessoy, destaca que a certificação representa o reconhecimento de um trabalho pedagógico desenvolvido desde a educação infantil.
“Foi um processo longo e recebemos essa notícia com muita alegria. Trabalhamos intensamente durante o último ano para conquistar essa certificação, mas ela só foi possível porque já

Ser uma escola internacional é também internacionalizar uma cidade e uma região, construindo pontes locais para o mundo e do mundo para nós”
existe uma estrutura pedagógica sólida na escola, que acompanha o estudante durante toda a sua trajetória escolar”, explica. Os primeiros alunos aptos a participar do programa são os estudantes que atualmente cursam o primeiro ano do ensino médio. Eles terão a oportunidade de concluir a formação com um diploma internacional reconhecido por universidades de diversos países. Além do desenvolvimento de competências acadêmicas e pessoais, a certificação abre portas para o ingresso em instituições de ensino superior de prestígio. “Essa certificação facilita a entrada em universidades do mundo inteiro. Algumas instituições oferecem créditos extras para alunos diplomados pelo IB, e esses estudantes já passam a estar no radar de grandes universidades e empresas”, ressalta Emeli. Com a autorização concedida, o Ceat inicia uma nova etapa de sua história, fortalecendo sua atuação como escola global e ampliando as oportunidades para estudantes da região que desejam construir trajetórias acadêmicas e profissionais em âmbito internacional.


Conselheiro de Administração


Toda organização carrega uma tendência natural à desordem. Esse fenômeno - emprestado da física termodinâmica e cada vez mais presente nas discussões de governança corporativa - tem nome: entropia. Quando ignorada, ela compromete eficiência, competitividade e geração de valor. Na termodinâmica, entropia mede o grau de desordem de um sistema. Sistemas fechados tendem, naturalmente, ao caos se não houver aporte contínuo de energia. Nas empresas, a analogia é pertinente: sem renovação estratégica, processos se tornam burocráticos, culturas perdem vitalidade e estruturas organizacionais deixam de responder às demandas do mercado - muitas vezes antes que os indicadores financeiros revelem o problema. A entropia corporativa se manifesta, em geral, em três dimensões. A estrutural surge na proliferação de controles, na duplicação de atividades e na lentidão das decisões. A cultural aparece quando
A boa governança não é um estado permanente, mas um exercício contínuo de vigilância, adaptação e aprendizado”
a inovação dá lugar à acomodação e o “sempre foi assim” substitui o questionamento construtivo. Já a estratégica ocorre quando a organização perde a capacidade de interpretar mudanças no ambiente de negócios e continua operando com premissas que já não refletem a realidade. Nesse contexto, os conselhos de
administração e consultivo exercem papel decisivo. Mais do que supervisionar resultados, devem atuar como agentes de renovação organizacional, promovendo aquilo que a teoria chama de neguentropia - a força que combate a desordem e restaura a capacidade adaptativa dos sistemas. Isso exige atenção a indicadores que vão além dos números financeiros: qualidade dos processos, velocidade de execução, inovação, sucessão de lideranças, engajamento das equipes e capacidade de resposta às transformações do mercado. Conselhos que discutem apenas balanços correm o risco de enxergar os efeitos quando as causas já estão consolidadas. A boa governança não é um estado permanente, mas um exercício contínuo de vigilância, adaptação e aprendizado. Em um ambiente cada vez mais dinâmico, combater a entropia corporativa deixou de ser uma escolha gerencial para se tornar uma responsabilidade estratégica dos conselhos.
MARCOS FRANK ARTIGO Médico Neurocirurgião

Osuíço Carl Gustav Jung entrou para a história como o grande desafeto de Freud, o pai da psicanalise. O que poucos sabem é que durante alguns anos, ambos foram grandes amigos e Freud que precisava de um jovem não judeu para difundir sua teoria, viu nele o candidato ideal.
Mais jovem e diante de alguém já reconhecido, Jung aceitou de certa forma o encargo, mas a verdade é que ele já possuía uma teoria própria e de certa forma muito mais abrangente que a própria teoria Freudiana.
Ao final, o modelo de libido de Freud, muito centrado na questão sexual foi o gatilho da ruptura entre os dois grandes teóricos.
Para Jung, a discordância era apenas teórica, mas para Freud, foi uma decepção pessoal.
Dito isso faremos dez perguntas a Jung que talvez possam ajudar muitos a se entender melhor ou quem sabe, compreender melhor o mundo que nos cerca:
Professor, o Destino é geralmente concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma possível ordem cósmica. Somos realmente apenas joguetes dos deuses? “Até que você torne o inconsciente em consciente, o inconsciente irá direcionar a sua vida e você irá chamá-lo de destino.”(...) afinal “ Acontece que as pessoas vão fazer qualquer coisa, não importa o quão absurdo, para evitar olharem para suas próprias almas.(...)Isso é um grande erro pois “Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para o seu próprio coração. Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.”(...) No entanto, “Você não se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim ao tornar a escuridão consciente. Porém, esse procedimento é desagradável, portando, não popular.”
Olhando para o mundo de hoje o Sr. acha que uma terceira guerra mundial é possível?
“ Uma coisa é certa, uma grande mudança de nossa atitude psicológica é iminente. Isso é certo. Precisamos de mais psicologia. Precisamos de mais entendimento sobre a natureza humana, pois o único perigo real existente é o próprio homem. Ele é o grande perigo e lamentavelmente não temos consciência disso. Sabemos muito pouco sobre o homem. Sua psique deveria ser estudada, pois somos a origem de todo o mal vindouro.” (...) Sempre é bom lembrar que “O pêndulo da mente oscila entre sentido e absurdo, não entre certo e errado.”
O Sr. Concorda com a famosa frase de Sartre de que “ O Inferno são os Outros”?
“Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos.”(...), afinal “Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com as trevas das outras pessoas.”
O Sr. escreveu coisas sobre a morte que me surpreenderam um pouco. Lembro-me que o Sr. disse que a morte é psicologicamente tão importante quanto o nascimento, que é parte integrante da vida. O Sr. acredita que a morte é um fim?
“Bem, não posso dizer. A palavra acreditar é algo difícil para mim. Eu não acredito. Eu preciso de uma razão para uma dada hipótese. Eu sei uma determinada coisa e então eu a sei. Não preciso acreditar nela. Não me permito acreditar por acreditar. Eu não posso acreditar, mas com suficientes razões para uma hipótese eu a aceitarei naturalmente.” “Certo, se ela for um fim, mas não estamos muito certos desse fim. Porque existem as faculdades especiais da psique que não é inteiramente limitada pelo espaço e tempo. Você pode ter sonhos, ou ver doses do futuro. Pode ver mais longe do que as esquinas. Isso mostra que ao menos algumas partes da psique não dependem de limites. E daí se a psique não é obrigada a viver dentro do tempo e espaço? Isso indica uma continuação prática da vida. Uma espécie de existência psíquica além do tempo e espaço.”















A terceira etapa do programa Pratas da Casa teve a apresentação de três cantoras nessa terça-feira, 9, no Espaço Cultural Wilson Dewes, em Lajeado. Bianca Sulzbach abriu a programação e concorreu na categoria Kids. Logo depois, subiu ao palco Maria Eduarda Slaifer, seguida por Mariana Méndez, ambas na categoria Juvenil. Neste ano, o tema do Pratas é Pequenos Talentos, Grandes Emoções. Confira quem acompanhou os shows.


O Fórum da Mulher Empresária realizou mais uma edição do tradicional Café da Manhã na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) nessa terça-feira, 9. Durante a manhã, além das trocas e conexões, o público conferiu a palestra com a especialista em desenvolvimento de soluções com inteligência artificial, Fernanda Oliveira. Segundo a palestrante, a inteligência artificial já faz parte da realidade empresarial e pode ser uma aliada para ampliar a competitividade e inovação.





Da rua pintada em homenagem ao taquariense Cícero Souza, Gerente Geral da Seleção Brasileira, às escolas, bares e casas decoradas. Região vive a paixão pelo futebol em diferentes formas
Participação: Joílson Pereira, Maira Schneider, Mateus Souza e Zique Neitzke
Dos corredores da Seleção Brasileira aos bairros do Vale do Taquari, a Copa do Mundo conecta diferentes personagens por uma mesma paixão. Em cada canto, uma história mostra como o Mundial vai muito além do futebol. As cores que agora ocupam a rua Osvaldo Aranha, em Taquari, representam mais do que uma homenagem a um filho da cidade. Na Copa do Mundo, o Gerente Geral da Seleção Brasileira, Cícero Souza, leva consigo os valores e a história que começaram no Vale do Taquari. “Trago minha formação enquanto profissional e todos os valores ensinados por minha família. Trago o orgulho de ter começado lá e a gratidão por ter me desenvolvido enquanto profissional”, resume.
O cargo na estrutura da Seleção exige uma rotina intensa. Cícero é o elo entre diferentes setores:



Viver a Seleção Brasileira e, neste período em específico, uma Copa do Mundo, é o ponto alto da carreira, mas somos impulsionados sempre por mais”
CÍCERO SOUZA GERENTE GERAL DA SELEÇÃO
acompanha comissão técnica, atletas, logística, comunicação e ainda mantém contato direto com os departamentos da CBF. O dia, como ele mesmo define, “é sempre grande”.
Entre suas principais funções está a criação e gerenciamento de processos, mas ele destaca que o principal trabalho é cuidar das pessoas. “São elas que levam as equipes às vitórias”, afirma. Ao longo da carreira, Cícero acumulou conquistas em grandes clubes brasileiros, especialmente no Palmeiras, onde permaneceu por mais de nove anos. Ainda
A fachada da casa da aposentada Ilda de Borba Giovanella, de 85 anos, ganhou as cores verde e amarela para a Copa do Mundo. Vestindo a camisa da Seleção Brasileira, ela está pronta para torcer pelo Brasil na estreia deste sábado e durante toda a competição.
Acostumada a decorar a residência em datas especiais, como o Natal e jogos do Grêmio, clube do coração, dona Ilda decidiu entrar no clima do Mundial para incentivar a equipe em busca do hexacampeonato. “Temos que honrar nossa bandeira, o Brasil e a
nossa pátria. O que a gente puder fazer, temos que fazer. Amo muito o nosso Brasil e vamos levantar a taça da conquista do hexa”, afirma.
Confiante, ela garante que a torcida está preparada. “Temos que ter fé e esperança. Vamos ganhar e levantar mais uma taça, desta vez a do hexacampeonato.”
Sobre a estreia da Seleção, dona Ilda não esconde o otimismo. “Se ganhar de 1 a 0 já está bom, porque aí vai continuar. Vamos fazer o sinal da cruz e colocar o pé direito em campo”, brinca.
assim, considera a participação em uma Copa do Mundo pela Seleção como o grande momento de sua caminhada. “Viver a Seleção Brasileira e, neste período em específico, uma Copa do Mundo, é o ponto alto da carreira, mas somos impulsionados sempre por mais”, destaca. Essa caminhada começou muito antes dos grandes estádios. Foi em Taquari que Cícero deu os primeiros passos no futebol, trabalhando na Escola Pinheiros Dutra. O pai, Waldir Souza, acompanhou de perto toda essa trajetória e acredita que o sucesso do filho é resultado de uma combinação de talento, estudo e dedicação. “O trabalho só ganha do talento quando o talento não trabalha. Ele teve talento, mas se não fosse o estudo e o trabalho não teria chegado lá”, afirma. Segundo Waldir, mesmo tendo alcançado o mais alto nível do futebol mundial, Cícero nunca rompeu os laços com sua origem. “Em toda entrevista que dá, não deixa de citar a terra dele. Não esquece de Taquari. Poderia estar em qualquer lugar do mundo, mas sempre lembra de onde saiu”, ressalta.
O sentimento é compartilhado pela mãe, Terezinha Rosa de Souza. Para ela, ver o filho representar o Brasil em uma Copa é motivo de orgulho não apenas para a família, mas para toda a comunidade. “É um orgulho muito grande. A gente cria os filhos para o mundo e ele está exatamente no mundo que ele

quer, que ele gosta e que estudou para isso”, diz. O último encontro antes da viagem aos Estados Unidos aconteceu no Rio de Janeiro, durante o aniversário de Cícero, quando familiares acompanharam um compromisso da Seleção. Na preparação para a Copa, O trabalho também inclui uma relação diária com o técnico Carlo Ancelotti, a quem define como um profissional simples e com ideias muito claras de futebol. “Tenho vivido uma experiência fantástica”, relata. E se o sonho do hexa se concretizar, a medalha não ficará apenas como uma conquista individual. Cícero já sabe com quem pretende dividir o símbolo de uma possível conquista. “Quero levar a medalha para os funcionários da Granja Comary e para todos os setores da CBF. Todos fazem parte do processo.”
Natural de Taquari, Cícero Souza comanda os bastidores da Seleção Brasileira


Entre os estabelecimentos que apostam no clima da Copa do Mundo para atrair o público no Vale, o Marreta prepara uma verdadeira “fan fest” para os jogos. Com dez anos de história e reconhecido pelo conceito de sports bar, a casa vê no Mundial de 2026 uma oportunidade de reforçar uma vocação que acompanha o negócio desde a sua criação.
Segundo um dos proprietários, Wagner Kober, o acompanhamento de eventos esportivos sempre esteve no DNA do empreendimento. Ainda na primeira unidade, inaugurada há uma década, a aposta em múltiplas telas para transmissão de partidas já fazia parte da proposta, em uma época em que o conceito ainda era pouco difundido na região. Com o novo espaço inaugurado há dez meses, a estrutura foi ampliada, com mais ambientes, telões maiores e capacidade para receber um público ainda maior. Para Kober, a Copa deste ano ganha um significado especial.
Além do apelo natural que o torneio desperta, ele acredita que o momento serve como oportunidade para as pessoas se desconectarem das preocupações do dia a dia. A programação ao longo da Copa inclui decoração temática, transmissão dos jogos em diferentes ambientes, cardápio voltado ao compartilhamento entre grupos, sorteios de camisetas, brindes e ações promocionais a cada gol da Seleção Brasileira. A proposta é transformar o espaço em um ponto de encontro para torcedores durante todo o torneio.
Outro fator que anima os empresários é a tabela da competição. Com partidas previstas para o turno da noite, os jogos coincidem com um dos períodos de maior movimento da casa.
“Os horários ficaram excelentes para nós. É um cenário muito favorável”, afirma.
Caso o Brasil avance às fases decisivas, o projeto pode ganhar proporções ainda maiores.

Os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Welter, de Cruzeiro do Sul, estão transformando a Copa do Mundo em uma grande oportunidade de aprendizado. Com o projeto "Pedro Welter em Campo: Aprender Brincando na Copa 2026", a instituição mobiliza estudantes, professores e famílias em uma experiência que une esporte, cultura, pesquisa e criatividade.
Tradicional na escola em anos de Mundial, a iniciativa ganhou forma logo na entrada da instituição, decorada com elementos que remetem ao futebol. As equipes de trabalho foram organizadas conforme as posições em campo, reforçando o espírito coletivo.
Ao longo das atividades, os estudantes produzem mascotes, roupas, acessórios e outras manifestações artísticas. Cada turma pesquisa os países participantes, explorando aspectos como localização geográfica, costumes, culinária, idiomas, vestimentas e fusos horários.
Segundo a diretora Ruthe Fagundes dos Santos, o projeto desperta o interesse natural dos alunos e amplia as possibilidades de aprendizagem. "É algo muito

empolgante para eles. O trabalho parte da pesquisa e vai se aprofundando conforme surgem novas curiosidades. O aprendizado acontece de forma espontânea e significativa", destaca.
A participação ativa dos estudantes é um dos diferenciais da proposta. A aluna Rafaela Beatriz Drexler, de 10 anos, ajudou a coordenar os trabalhos desenvolvidos pela turma. Para ela, o esforço valeu a pena. "Foi difícil, mas muito legal. Todo mundo colaborou e ficou feliz participando", conta.
O trabalho parte da pesquisa e vai se aprofundando. O aprendizado acontece de forma espontânea e significativa”
Queríamos criar algo que servisse como incentivo, um gás extra para que eles voltassem a se envolver com as atividades escolares.”
KELLY
O projeto desenvolvido na Escola Dom Pedro II, em Linha Hansel, Venâncio Aires, incentiva o comprometimento dos estudantes com a rotina escolar. Batizada de “Colecionando Memórias, Construindo Histórias”, a iniciativa criada pelas professoras Andréia Siebeneichler e Kelly Treib utiliza um álbum personalizado como ferramenta para estimular o aprendizado de forma lúdica e colaborativa.
O projeto envolve alunos do 3º ao 5º ano em uma jornada na qual cada atividade concluída rende novas figurinhas para completar o álbum. Entre os cromos estão imagens dos próprios estudantes, professores, equipe diretiva e colaboradores da escola, além de versões especiais e holográficas. A ideia surgiu a partir de uma preocupação das educadoras com

a motivação dos alunos e também com a realidade de muitas famílias. Segundo Kelly Treib, a proposta nasceu durante uma conversa informal no recreio. “Queríamos criar algo que servisse como incentivo, um gás extra para que eles voltassem a se envolver com as atividades escolares”, explica.
O álbum conta com 58 figurinhas divididas entre as três turmas participantes. Há espaços dedicados aos estudantes do 3º, 4º e 5º anos, além das chamadas figurinhas lendárias, que retratam
a equipe diretiva, orientadoras, funcionários e até as cozinheiras da escola. “Pensamos em cada detalhe para que eles se sentissem representados. Tem a escola antiga, a escola atual, o logotipo, os profissionais que convivem diariamente com eles. Tudo foi criado para que as figurinhas tenham significado e para que cada conquista seja valorizada”, destaca Kelly. A entrega dos álbuns ocorreu nesta semana e surpreendeu até mesmo as idealizadoras do projeto.



Única equipe presente em todas as Copas do Mundo, Seleção Brasileira defende invencibilidade de mais de 90 anos em estreias. Primeira partida ocorre neste sábado, às 19h
Chegou a hora do Brasil começar a caminhada rumo ao hexacampeonato. A Seleção Brasileira inicia na tarde deste sábado, 13, a participação na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Às 19h, enfrenta a seleção do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Esta será a 23ª participação da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. A Canarinho é a única equipe a disputar todos os mundiais desde o primeiro, em 1930. Em estreias, acumula excelente retrospecto. São 17 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas na primeira partida. Com 49 gols marcados e 19 sofridos. A última derrota na arrancada de Mundias data de 1934, há 92
anos. Já são 20 estreias seguidas sem ser derrotado.
Na primeira Copa de Carlo Ancelotti, o Brasil chega em meio à dúvidas. Não tem o mesmo prestígio e expectativa do grande público como em 2018 e 2022, mas pode surpreender. Desde o pentacampeonato, em 2002, a Seleção parou nas quartas de final em 2006, 2010, 2018 e 2022. Na única vez que avançou às semifinais, o resultado é sabido por todos os brasileiros.
Escalação parecida com a da estreia de 2022
O ciclo da Copa do Mundo de 2026 foi um dos mais tortuosos da história da Seleção. Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior passaram pelo comando da Canarinho até a chegada de Carlo Ancelotti, em maio de 2025. Mesmo que tenha jogadores

que figuram entre os principais do mundo em suas posições na espinha dorsal da equipe, casos de Alisson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães, Vini Jr e Raphinha, é curioso o fato do time praticamente repetir a escalação da estreia de 2022.
A provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos deve ter

oito titulares do time que iniciou a campanha no no Catar. Carlo Ancelotti deve ir a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha.
Dos estreantes quatro anos atrás, apenas Thiago Silva, Neymar e Richarlison não
começam o jogo deste sábado. Na última entrevista coletiva antes da Copa do Mundo, Ancelotti disse não ver uma seleção despontando no favoritismo ao título. “Eu honestamente não vejo um time favorito hoje, acho que há muitos times competitivos para ganhar, mas não há uma que se destaque. Vai ganhar a equipe que é capaz de esconder suas debilidades”, disse.


O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A segunda partida da fase de grupos é na próxima sexta-feira, 19, diante do Haiti, na Filadélfia. O fechamento da primeira fase ocorre no dia 24, uma quarta-feira, contra a Escócia, em Miami. No melhor dos cenários, o Brasil enfrentará na fase de 16 avos de final o vice-líder do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Esse confronto seria no dia 29 de junho, em Houston, também em solo norte-americano.
Em caso de classificação, a equipe pentacampeã do mundo disputaria as oitavas de final no dia 5 de julho. O adversário sairia do confronto entre os vice-líderes dos Grupos E e I, podendo colocar seleções como Alemanha, Equador, França, Noruega ou Senegal no caminho brasileiro.
Se avançar em segundo no grupo, a Seleção encararia quem liderar o Grupo F. Neste caso, a partida seria disputada em Monterrey, no México. Uma nova classificação colocaria o Brasil no caminho do vencedor do jogo entre os vice-líderes dos grupos A e B. Neste caso, poderiam entrar na frente do Brasil seleções como México e Coreia do Sul que já venceram suas estreias.
Das quartas de final em diante o caminho é mais difícil de ser previsto pela enorme variedade de confrontos possíveis.
DA
JOÃO LUCAS FELDENS CATTO

A espera acabou e depois de anos de preparação, expectativas e contagem regressiva, a Copa finalmente começou.
Antes de mergulhar no clima da competição, uma constatação de quem está descobrindo Nova York na prática: o transporte público impressiona. Metrôs, ônibus e conexões funcionam de forma eficiente e pontual, permitindo atravessar a cidade com facilidade. Há até opções gratuitas, como a travessia para Staten Island, que proporciona uma das vistas mais bonitas da Estátua da Liberdade.
Adversário foi semifinalista na Copa anterior
O Marrocos chega para o torneio com uma seleção recheada de talentos e com a expectativa de dificultar a vida do time de Carlo Ancelotti. Na última edição do Mundial, os marroquinos foram a principal surpresa do torneio ao terminarem na quarta posição. No caminho, eliminaram potências como Espanha e Portugal.


O jogo será o único da primeira fase da Copa entre seleções que estão no Top 10 do ranking da Fifa. Atualmente, os marroquinos aparecem na oitava colocação, duas posições atrás do Brasil.
Às vésperas da estreia, a equipe precisou lidar com duas baixas importantes por lesão e definiu seus substitutos. Para as vagas do zagueiro Nayef Aguerd e do atacante Abde Ezzalzouli, o técnico Mohamed Ouahbi convocou o experiente Marwane Saadane, do Al-Fateh, e o ponta Amine Sbaï, do Angers. Em campo, os marroquinos contam com jogadores que
figuram nos principais centros do futebol mundial. Um dos destaques do último Mundial, Yassine Bounou chega para mais um ciclo como titular de sua seleção gol. De 2022 para cá, trocou o Sevilla, da Espanha, pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita.
Aos 27 anos, Achraf Hakimi chega para mais uma Copa do Mundo com um currículo campeão: ele acaba de vencer a Champions League com o Paris Saint-Germain, se consolidando com um dos principais jogadores não só de sua seleção, mas também do time francês na atualidade. Em seu currículo, títulos em todos os clubes por onde passou: Real Madrid, Borussia Dortmund, Inter de
Adversários do Brasil no Grupo C, Haiti e Escócia também se enfrentam neste sábado
Milão e PSG.
Do meio para frente, os destaques são Brahim Díaz, do Real Madrid, e Ismael Saibari, em vias de ser negociado pelo PSV, da Holanda, ao Bayern de Munique, da Alemanha.
Com tudo isso, o provável time de Marrocos para a estreia diante do Brasil tem: Yassine Bounou; Achraf Hakimi, Chadi Riad, Marwane Saadane e Noussair Mazraoui; Neil El Aynaoui, Ounahi, El Khannouss e Brahim Díaz; Saibari e Amine Sbai.
No dia da abertura, encarei cerca de uma hora de metrô até o Queens, palco de um dos principais pontos de encontro dos torcedores durante o Mundial. Como toda aventura tem seus capítulos, desci na estação errada, precisei me localizar novamente e ainda enfrentei problemas com a internet justamente quando precisava apresentar meu ingresso. Nada que tirasse o brilho do momento.
Ver torcedores de diversas nacionalidades reunidos para acompanhar os primeiros momentos da Copa reforça algo que só esse evento consegue proporcionar. Línguas, costumes e histórias se encontram em um mesmo ambiente, unidos por uma paixão em comum.
Enquanto escrevo esta coluna, estou em plena Times Square acompanhando uma verdadeira invasão verde e amarela. Milhares de brasileiros transformaram um dos lugares mais famosos do mundo em uma extensão das arquibancadas do nosso país. Bandeiras, cantos, camisas da Seleção e muita expectativa tomam conta das ruas.
Amanhã chega o momento mais aguardado: a estreia do Brasil. Entre os torcedores que encontrei por aqui existe praticamente um consenso. Marrocos aparece como o adversário mais forte da primeira fase e o confronto pode ser determinante para definir quem avançará na liderança do grupo. Mas, antes de qualquer análise tática, o sentimento predominante é outro: confiança.
Nova York está pintada de verde e amarelo. E, para os brasileiros que tomaram conta das ruas da cidade, a Copa enfim começou.





Além do primeiro jogo do Brasil, Alemanha, Holanda, Japão, Equador e Costa do Marfim iniciam a caminhada no Mundial de 2026 em rodada com oito partidas
Oprimeiro fim de semana de Copa do Mundo reserva oito jogos. Além da estreia brasileira, destaque para as primeiras partidas de equipes que correm por fora na busca pelo título, casos de Alemanha, Holanda e os emergentes Equador, Costa do Marfim e Japão.
A primeira partida de sábado é válida pelo Grupo B, entre Catar e Suíça. O jogo ocorre às 16h, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. As duas equipes dividem um grupo equilibrado junto de Canadá e Bósnia. O sábado ainda reserva o outro
jogo do grupo do Brasil. Às 22h, o estreante Haiti enfrenta a Escócia, no Gillette Stadium, em Boston. A partida pode ser um balizador do grupo, uma vez que o Haiti é tido como o saco de pancadas do grupo e pode ser fator preponderante no saldo das equipes.
A virada de sábado para domingo reserva a estreia de Austrália e Turquia, que se enfrentam 1h da madrugada no Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá. Classificado na repescagem europeia, a Turquia conta com uma boa geração e é apontada como possível surpresa do Mundial. Pela tarde, é a vez de um dos

jogos mais desproporcionais desta primeira fase. Às 14h, a tetracampeã Alemanha enfrenta os estreantes de Curaçao, menos país em população entre os 48 da Copa do Mundo. O país insular localizado no sul do Caribe tem população de apenas 160 mil pessoas. O jogo ocorre no NRG Stadium, em Houston.
Um dos melhores confrontos da primeira fase ocorre às 17h: Holanda x Japão. As duas equipes voam abaixo do radar das favoritas, mas tem potencial de chegar longe na competição.
O jogo será disputado no AT&T Stadium, em Dallas. Outra boa partida será disputada às 20h, quando Costa do Marfim e Equador se enfrentam no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Membros do Grupo E, o mesmo da Alemanha, as duas equipes sabem que quem vencer dá um bom passe pela classificação. Para fechar o fim de semana, ainda jogam às 23h de domingo Suécia e Tunísia, no Estádio El Gigante de Acero, em Guadalupe, no México.
Sábado
Grupo B 16h – Catar x Suíça
Grupo C 19h – Brasil x Marrocos 22h – Haiti x Escócia
Domingo
Grupo D 01h – Austrália x Turquia
Grupo E 14h – Alemanha x Curaçao 20h – Costa do Marfim x Equador
Grupo F 17h – Holanda x Japão 23h – Suécia x Tunísia

Final ocorre em Barra da Seca, entre Juventude e Cruzeiro
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
O3º Campeonato Municipal de Imigrante conhecerá o campeão da temporada neste domingo, 14. A partida decisiva será realizada na comunidade de Barra da Seca. Além disso, outros três campeonatos da região terão rodada no fim de semana.
O Juventude entra em campo com vantagem após vencer o Cruzeiro por 2 a 1 no primeiro jogo da final. A partida de ida foi disputada na Linha Cruzeiro e teve todos os gols marcados em um intervalo de apenas quatro minutos. Luisinho abriu o placar para o Juventude aos 35 minutos da etapa inicial. Dois minutos depois, Gabinho ampliou para 2 a 0. O Cruzeiro reagiu imediatamente e descontou aos 39 minutos, após um gol contra de Adair, fechando o marcador em 2 a 1. Com o resultado, o Juventude joga pelo empate para conquistar o título. Já o Cruzeiro precisa vencer para manter vivo o sonho da taça e reverter a desvantagem construída no primeiro confronto.
Na Linha Andréas, em Venâncio Aires, o Avante recebe a AERT no jogo de ida da final. As equipes se enfrentaram na sexta rodada, em Linha Duvidosa, e empataram sem gols.
SEMIFINAIS
EM ESTRELA
O Bairro Alto da Bronze sedia -

@ALEXFOTOSESPORTIVAS/DIVULGAÇÃO

rá os jogos de volta das semifinais da Série Ouro. A partir das 13h, o União enfrenta o Aimoré após o empate em 2 a 2 no duelo de ida. Um novo empate colo -
ca o atual bicampeão na final, enquanto a equipe de Delfina precisa vencer para avançar. Na outra semifinal, o Alto da Bronze joga pelo empate diante do São
Imigrante – final/jogo de volta

Barra da Seca Baixa/Colinas – Juventude x Cruzeiro
Copa Vale do Sampaio – final/jogo de ida
Linha Andréas/Venâncio Aires – Avante x AERT
Estrela – semifinal/jogo de volta Ouro
Bairro Alto da Bronze – União x Aimoré
Bairro Alto da Bronze – Alto da Bronze A x São Luís
Estrela – semifinal/jogo de ida Prata
Delfina – Amigos Dossul x Atlântico
Delfina – Delfinense x Alto da Bronze B
Intermunicipal – semifinal/jogo de volta
Principal
Bairro Teutônia/Teutônia – Gaúcho x Flamengo
Bairro Canabarro/Teutônia – Canabarrense x Juventude-West
Aspirante
Bairro Teutônia/Teutônia – Gaúcho x Flamengo
Bairro Canabarro/Teutônia – Canabarrense x Ouro Verde
Luís para voltar a uma final municipal após 14 anos. Já o São Luís busca uma classificação inédita para a decisão e precisa vencer no tempo normal para levar a disputa da vaga para os pênaltis. A partida terá transmissão do Grupo A Hora a partir das 14h, em live no YouTube do A Hora Esportes e na Rádio A Hora 102.9.
Já o Intermunicipal promove os jogos de volta das semifinais.
Atual tricampeão, o Canabarrense está a um empate de chegar à quarta final consecutiva. A partida contra o Juventude, de Westfália, ocorre no Bairro Canabarro. No outro confronto, o Gaúcho precisa vencer o Flamengo no tempo normal e também nos pênaltis para chegar à decisão. O Flamengo joga pelo empate. Por conta do Dança Bom Retiro, o Campeonato Municipal de Bom Retiro do Sul retorna apenas na próxima semana. Em razão de festas comunitárias, Capitão, Cruzeiro do Sul e Boqueirão do Leão também não terão jogos neste fim de semana.

por Raica Franz Weiss


chegava a Estrela junto do namorado
O concurso Miss Rio Grande do Sul de 1976 coroava a estrelense Ane Elisabeth Horst. No ano do centenário de Estrela, a candidata da cidade venceu o principal concurso de beleza do Estado, realizado naquele ano em Rio Grande.
A vitória foi anunciada por volta da 1h da madrugada, quando a cidade foi tomada por fogueteiro e desfile de dezenas de veículos em comemoração ao título. Entre os prêmios que Ane recebeu, estava um Chevette zero quilômetro, um televisor a cores e duas viagens para o exterior. No concurso de Miss Brasil daquele ano, Ane foi uma das oito semifinalistas e foi escolhida como Miss Simpatia.
- Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo
- Dia do Turista
Santo do dia: Santo Antônio
- Dia dos Parques Nacionais
- Dia do Pastor Evangélico
- Dia do Solista
- Dia Mundial do Doador de Sangue
Santo do dia: Santo Eliseu
A quinta edição da Suinofest atraía mais de 25 mil pessoas ao Parque Municipal João Batista Marchese, em Encantado. A festa gastronômica teve 30 pratos que envolviam carne suína, além de queijos, vinhos, polenta, pães e pizzas. Cada participante recebia uma taça de vidro personalizada e um garfo de madeira artesanal para consumir livremente as opções da festa. Em paralelo à programação, o Jeep Clube de Encantado promovia a segunda edição da Trilha Suinofest, que reunia mais de cem jipeiros. A trilha envolvia vários obstáculos, muita lama e passava pelos principais pontos turísticos da cidade, percorrendo uma distância de 30 km.


Edição da Suinofest atraía mais de 25 mil pessoas ao Parque Municipal João Batista Marchese, em Encantado


Jornalista

Vale do Taquari
é escolhido por acaso para sediar o Fórum da Competitividade. O conceito externo é de que a nossa região é poderosa quando o assunto é força e diversidade econômica. Isso nos favorece em representatividade nos grandes debates, mesmo que, no meio político, não tenhamos representantes locais no Parlamento e na Câmara dos Deputados.
Dessa forma, é importante cultivar o que nos destaca perante outras regiões, e aqui está um movimento permanente de nossos líderes. No momento, a manutenção de nossa competitividade depende da infraestrutura para “dar conta” da logística e do transporte do setor produtivo regional.
Nossos representantes de associações têm sido ativos nessas
causas. Agora, a população pode ajudar, e a oportunidade será em outubro, nas urnas. Eleger candidatos locais aumenta nosso “calibre” na discussão dos maiores debates.
Zelar pelo que nos faz fortes também é estratégico. Contribui para as indústrias, o comércio, a prestação de serviços e tudo o que movimenta as riquezas deste Vale do Taquari.
E assim foi, mais uma vez, na reunião do Fórum das Entidades nesta semana.
A pauta, como em tantos outros encontros, está ligada à mobilidade urbana, com os desafios de qualificar o estacionamento rotativo.
Novas regras estão no radar da administração pública. Um modelo mais eficaz também é necessário para conquistar credibilidade junto à população em um sistema que, de eficiente, atualmente tem pouco.

É em Encantado. Em cumprimento ao acordo feito dentro da bancada do MDB, Claudinho da Silva dá lugar a Leonardo Lorenzi na presidência do Legislativo. Era o previsto na composição entre os dois representantes da sigla. A substituição será formalizada no final deste mês de junho. Claudinho aponta que os problemas no serviço da Corsan/Aegea foram o maior desafio de sua gestão. Aliás, será preciso dar encaminhamento ao assunto nas próximas semanas. As cobranças abusivas, as interrupções no fornecimento de água e a falta de um atendimento efetivo continuam.
Nem todos os pré-candidatos do Vale a deputado estadual compareceram ao Fórum da Competitividade, em Estrela, nesta semana. Não sei quais são as justificativas, mas não seria esse um local fundamental para entender as demandas do Vale?
Encantado discute mudanças no Plano Diretor, e um projeto será encaminhado para análise dos vereadores neste segundo semestre. Um dos fatores curiosos

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
Há poucos dias numa conversa com empresários, uma metáfora me chamou atenção. Ao perguntar como estavam os negócios, ouvi uma resposta que traduz bem o momento da economia brasileira:
“Estamos como aviões em Congonhas às 18 horas. Há dezenas na fila aguardando autorização para decolar.”
A imagem é poderosa. Não faltam projetos. Não falta capacidade técnica. Não faltam empresários dispostos a investir. O que falta é confiança. E essa autorização para decolar passa, inevitavelmente, pelo custo do dinheiro e pela previsibilidade econômica.
Neste contexto, muitos investimentos permanecem represados porque, com juros elevados, as contas simplesmente não fecham. O financeiro das empresas, que funciona como uma verdadeira torre de controle, prefere manter os aviões em solo até que o horizonte fique mais claro.
Mas enquanto me preparava para publicar essa reflexão, um fato chamou minha atenção.
Em Cruzeiro do Sul, foi anunciado o Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes, empreendimento liderado pela Construtora Diamond, que prevê uma pista para aviação executiva, hangares, serviços aeronáuticos, formação de pilotos e uma nova estrutura voltada ao desenvolvimento regional.
E imediatamente pensei: nem todos os aviões estão aguardando autorização para decolar. Alguns já iniciaram a corrida na pista.
A história ecomômica mostra que os ciclos de desenvolvimento costumam ser iniciados por quem investe antes do consenso.”
O projeto surge justamente em um ambiente marcado por juros elevados, incertezas econômicas e cautela empresarial. Sob a ótica puramente financeira, muitos poderiam optar por esperar. Aguardar um cenário melhor. Postergar decisões. Mas grandes projetos raramente nascem olhando apenas para os próximos meses. Eles são concebidos pensando nas próximas décadas.
Empreendimento desse porte não representa apenas investimento imobiliário ou empresarial. São declarações de confiança. Demonstram que existem empreendedores capazes de enxergar oportunidades além das dificuldades momentâneas.
serão as regras para prevenir deslizamentos em áreas suscetíveis.
Colegas de imprensa que atuam na assessoria de gestores públicos: mais cuidado na relação com os veículos de comunicação e com a imagem de seus assessorados. Declarações sem contexto, imagens pouco estratégicas e desalinhamentos com a nossa realidade são facilmente encontrados. Avaliem.
A história econômica mostra que os ciclos de desenvolvimento costumam ser iniciados por quem investe antes do consenso. Quando todos enxergam a oportunidade, ela normalmente já passou. Isso não significa ignorar os desafios atuais. Os juros elevados continuam sendo um obstáculo real. Muitos projetos seguem aguardando na fila. Muitos empresários ainda não receberam a autorização para decolar.
Mas a iniciativa da Diamond nos lembra de algo importante: desenvolvimento não acontece apenas quando as condições são perfeitas. Ele acontece quando alguém acredita que o futuro será melhor do que o presente. O Vale do Taquari conhece bem o significado dessa postura. Depois de enfrentar perdas e incertezas, a região continua produzindo, inovando e atraindo novos investimentos.
Talvez a maior mensagem desse projeto não esteja na pista de pouso ou nos hangares que serão construídos. Esteja na coragem de acelerar quando muitos ainda estão esperando. Porque, no fim das contas, toda grande transformação começa quando alguém decide que é hora de decolar. Que o investimento tenha uma boa viagem.
Fim de semana, 13 e 14 de junho de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 9º | MÁX: 20º O dia começa com nevoeiro, até denso em alguns locais da região.




Na busca por corpos cada vez mais definidos, cresce o uso de anabolizantes e outros atalhos que prometem resultados rápidos, mas podem deixar marcas permanentes na saúde

Formada em Fisioterapia pela Unisc em 2016, Glaucea Vrielink é pós-graduada em Quiropraxia e especialista em Coluna e Dor Crônica. Ao longo de sua trajetória, construiu uma atuação voltada ao tratamento individualizado, baseado em evidências científicas, com foco na recuperação da funcionalidade, na prevenção e na promoção da qualidade de vida. Defensora da atualização constante e da educação em saúde, acredita que a fisioterapia tem papel fundamental não apenas na reabilitação, mas também na autonomia e no bem-estar dos pacientes.
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?
Sempre soube que seguiria uma carreira na área da saúde, mas a fisioterapia despertou meu interesse por ser uma profissão que nos permite transformar diretamente a qualidade de vida das pessoas. O que mais me encantou foi a possibilidade de mostrar aos
EXPEDIENTE
pacientes que, na grande maioria das situações, existe um caminho para tratar, controlar ou prevenir suas queixas. Desde o início da minha trajetória profissional, percebi que a fisioterapia vai muito além da reabilitação. Ela envolve orientação, educação em saúde, prevenção e promoção da funcionalidade. É uma profissão que me realiza justamente por proporcionar autonomia, bem-estar e qualidade de vida aos pacientes.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
A fisioterapia evoluiu significativamente nas últimas décadas, tanto em relação ao conhecimento científico quanto às possibilidades de tratamento. No entanto, um dos principais desafios ainda é desconstruir algumas crenças antigas que muitas pessoas têm sobre a profissão. Ainda encontramos pacientes que acreditam que a fisioterapia consiste apenas em longos períodos de tratamento, muitas vezes sem resultados satis-
Textos e fotos: Paulo Cardoso

fatórios. Hoje, a realidade é diferente. O fisioterapeuta moderno trabalha baseado em evidências científicas, com avaliações mais precisas e tratamentos individualizados, buscando resultados mais eficientes e duradouros. Por isso, acredito que o grande diferencial do profissional atualmente está na busca constante por atualização, especialização e aprimoramento técnico para oferecer um atendimento cada vez mais resolutivo.
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui para frente?
A fisioterapia vive um momento de grande crescimento e valorização profissional. Atualmente, observamos uma atuação cada vez mais especializada, com profissionais dedicados a áreas específicas como coluna, dor crônica, fisioterapia esportiva, respiratória, dermatofuncional, uroginecológica, obstétrica, entre outras. Além disso, o avanço tecnológico e o constante desenvolvimento científico permitem que os tratamentos sejam cada vez mais assertivos e personalizados. Isso exige que o fisioterapeuta esteja em constante atualização para acompanhar as novas evidências e recursos disponíveis. Outro aspecto importante é a ampliação da autonomia profissional.
Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?
Existem muitos momentos marcantes ao longo da minha trajetória, e acredito que isso seja uma das partes mais gratificantes da profissão. Entre eles, recordo de uma paciente que chegou ao consultório bastante desacreditada. Ela já havia passado por diferentes tratamentos sem sucesso e havia recebido a mensagem de que precisaria aprender a conviver com a dor. Durante a avaliação, expliquei detalhadamente seu quadro, os objetivos do tratamento e a importância da participação ativa dela no processo de recuperação.
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke



Houve um tempo em que os padrões de beleza eram apresentados como uma promessa. Hoje, eles funcionam mais como uma exigência. Não basta parecer saudável. É preciso parecer perfeito. Não basta estar em forma. É preciso exibir definição, desempenho e disciplina. Nesse cenário, o crescimento do uso de anabolizantes é um fenômeno recorrente. E muito preocupante.
A discussão sobre essas substâncias costuma ser reduzida a uma questão médica ou esportiva. Mas ela também mostra outra realidade. A dificuldade atual de aceitar processos de mudanças. Com a expectativa de que seja para melhor. O resultado precisa ser imediato. A mudança precisa ser visível. E o corpo, sempre no limite dessa exigência.
As redes sociais potencializaram essa realidade. Nunca foi tão fácil
comparar. Corpos que aparecem prontos na tela escondem rotinas, recursos financeiros, genética, procedimentos estéticos, tratamentos e, muitas vezes, o uso de substâncias que nem sempre são benéficas à saúde. O que se vê é apenas o resultado superficial.
Enquanto isso, conceitos fundamentais de saúde acabam ficando em segundo plano. Dormir bem, alimentar-se adequadamente, movimentar o corpo com regularidade e respeitar os próprios limites são hábitos que produzem benefícios reais, mas que dificilmente competem com a sedução dos resultados rápidos. Eles não rendem transformações instantâneas nem fotos de antes e depois em poucas semanas. Nunca houve tanta informação sobre saúde disponível. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas estão desinformadas. Cabe, aqui, refletir e agir com consciência.
Boa leitura!
Em 2024, mais de 273 mil bebês nasceram de mães com até 19 anos no Brasil; ginecologista e obstetra Mariana Caselli explica por que informação qualificada, orientação médica e acesso à contracepção seguem fundamentais para prevenção
Aadolescência é uma fase marcada por descobertas, transformações e pela construção dos primeiros projetos de vida. Quando uma gravidez acontece nesse período, além das mudanças físicas e emocionais próprias da gestação, jovens e famílias passam a lidar com desafios relacionados à saúde, à educação, à vida social e às perspectivas para o futuro. Embora os indicadores tenham apresentado melhora nos últimos anos, a gravidez na adolescência segue como uma questão relevante de saúde pública no Brasil. Em 2024, o país registrou 273.213 nascimentos de mães com até 19 anos. Desse total, 12.004 bebês eram filhos de meninas entre 10 e 14 anos. Os dados constam no relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2026, da Fundação Abrinq. A redução dos casos é perceptível. Enquanto em 2019, 14,7% dos nascimentos registrados no país eram de

Métodos contraceptivos desempenham papel fundamental na prevenção da gravidez não planejada
mães adolescentes. Em 2024, esse percentual caiu para 11,4%.
Apesar do avanço, a ginecologista e obstetra Mariana Caselli (CRM 51472 / RQE 47700) ressalta que o tema continua exigindo atenção, especialmente no que se refere ao acesso à informação de qualidade.
“Muitos adolescentes chegam à consulta já conhecendo alguns métodos contraceptivos, mas também carregam dúvidas e mitos que circulam nas redes sociais. Por isso, a educação em saúde continua sendo fundamental para acesso a conhecimento confiável, capaz de orientar escolhas mais seguras e conscientes”, afirma.
Os métodos contraceptivos desempenham um papel fundamental na prevenção da gravidez não planejada e

Mariana Caselli ginecologista e obstetra
na promoção da saúde sexual e reprodutiva. Hoje, existem diferentes opções disponíveis, como preservativos, pílulas anticoncepcionais, injeções hormonais, implantes subdérmicos e dispositivos intrauterinos (DIU).
Segundo Mariana, o mais importante é compreender que não existe um método ideal para todas as adolescentes. A escolha deve considerar o estilo de vida, as preferências, as condições de saúde e as necessidades de cada pessoa.
“Antes de decidir, vale buscar orientação profissional para conhecer as opções disponíveis e escolher aquela que ofereça mais segurança e tranquilidade no dia a dia. Além de iniciar um método contraceptivo, o ideal é contar com um profissional que acompanhe todo esse processo”, explica.
Cada método apresenta benefícios e limitações. Os métodos de longa duração, como o implante e o DIU, oferecem alta eficácia e não dependem da lembrança diária da usuária. Já métodos como a pílula anticoncepcional exigem uso regular para garantir a proteção adequada.
O preservativo ocupa um papel único entre os métodos contraceptivos. Além de prevenir a gravidez, é o único capaz de reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis
(ISTs). Por isso, seu uso continua sendo recomendado mesmo quando associado a outros métodos.
A especialista também destaca que os anticoncepcionais não são utilizados apenas para evitar a gestação. Em muitos casos, eles auxiliam no controle do fluxo menstrual, das cólicas, da acne e de outras condições que podem impactar a qualidade de vida das adolescentes.
Para Mariana, a contracepção faz parte de um contexto muito mais amplo. Falar sobre saúde sexual também significa abordar autocuidado, autoconhecimento, prevenção de infecções, respeito aos próprios limites e a capacidade de tomar decisões informadas.
“Quanto mais cedo esses temas forem discutidos de forma clara, responsável e sem julgamentos, maiores serão as chances de formar jovens conscientes e preparados para cuidar da própria saúde”, ressalta.
O acompanhamento médico é fundamental durante todo o processo de escolha e adaptação ao método contraceptivo. Sangramentos intensos, efeitos colaterais persistentes, dificuldade para utilizar corretamente o método ou insatisfação com a opção escolhida são situações que merecem uma nova avaliação. “O acompanhamento permite realizar ajustes sempre que necessário, garantindo mais segurança, conforto e tranquilidade para a adolescente ao longo dessa fase”, conclui Mariana.


Redes sociais e a busca por resultados rápidos impulsionam o uso de anabolizantes. Especialistas alertam que os ganhos visíveis podem esconder consequências irreversíveis para a saúde física, hormonal e mental
Apromessa de resultados rápidos tem atraído cada vez mais adeptos dos esteroides anabolizantes. Impulsionado pela busca por um corpo mais definido, musculoso e alinhado aos padrões difundidos nas redes sociais, o consumo dessas substâncias deixou de ser uma prática restrita a atletas e fisiculturistas para alcançar homens e mulheres de diferentes idades. Os efeitos colaterais, no entanto, podem ser tão duradouros quanto os resultados estéticos desejados. Fato que gera um alerta entre especialistas da saúde.
A endocrinologista Daniela Atkinson explica que os anabolizantes são hormônios derivados da testosterona utilizados em doses muito superiores às produzidas naturalmente pelo organismo. Diferente da reposição hormonal, indicada apenas para pacientes que apresentam deficiência comprovada do hormônio, o uso anabolizante tem como finalidade principal acelerar o ganho de massa muscular e melhorar a performance física.
“A testosterona é um medicamento para quando existe uma deficiência hormonal. O problema é quando ela ou seus derivados passam a ser utilizados

“Não basta mais estar saudável. Existe uma exigência para que a pessoa esteja extremamente definida. Muitas vezes, esse padrão é inalcançável dentro da realidade da maioria das pessoas.”
Fernanda Lermen
nutricionista

em doses acima do fisiológico, com objetivos estéticos. Nesse contexto, ela deixa de ser reposição e passa a funcionar como um anabolizante”, esclarece.
A médica observa que muitas pessoas chegam ao consultório acreditando que seus níveis hormonais estão baixos apenas porque não se encontram nas faixas mais altas dos exames laboratoriais. Segundo ela, essa percepção é frequentemente alimentada por informações equivocadas disseminadas na internet.
Embora o aumento da massa muscular seja o principal atrativo para quem recorre aos anabolizantes, os efeitos dessas substâncias atingem praticamente todos os órgãos do corpo. Isso acontece porque os receptores hormonais não estão presentes apenas nos músculos, mas também no coração, cérebro, fígado, rins e sistema reprodutivo.
Entre as complicações mais preocupantes, estão o aumento da pressão arterial, alterações nos níveis de colesterol, maior risco de diabetes, lesões hepáticas e renais, além de doenças cardiovasculares graves.
“O coração também é um músculo. Quando falamos em hipertrofia muscular, não estamos falando apenas dos músculos que aparecem no espelho. O uso
de anabolizantes pode provocar hipertrofia cardíaca, arritmias e aumentar o risco de morte súbita”, alerta Daniela.
Os impactos também alcançam a saúde mental. Irritabilidade, agressividade, oscilações de humor e alterações comportamentais são alguns dos efeitos observados em usuários de longo prazo.
Ainda, um dos aspectos menos conhecidos do uso de anabolizantes é a interferência na produção natural de hormônios pelo organismo. Ao receber testosterona de forma externa, o corpo interpreta que não precisa mais produzi-la.
Nos homens, esse mecanismo pode levar à redução do funcionamento dos testículos, queda da fertilidade e até infertilidade permanente. Em alguns casos, mesmo após a interrupção do uso, a produção hormonal não retorna aos níveis anteriores.
“Uma pessoa jovem pode começar a usar anabolizantes pensando apenas em melhorar a aparência e descobrir anos depois que terá dificuldade para ter filhos ou que precisará fazer reposição hormonal para o resto da vida”, destaca a endocrinologista.
Se antes o consumo era predominantemente masculino, hoje as mulheres representam uma parcela crescente dos
- Cerca de 1 em cada 5 frequentadores de academias já utilizou ou utiliza esteroides anabolizantes;
- A prevalência global de uso de anabolizantes é de 3,3% da população, sendo 6,4% entre homens e 1,6% entre mulheres.
- Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou o uso de hormônios e anabolizantes entre substâncias frequentemente consumidas sem acompanhamento médico por praticantes de atividade física.
- O uso de testosterona para fins estéticos não possui respaldo científico e está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, infertilidade, alterações hepáticas e transtornos psiquiátricos.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a inatividade física contribui para milhões de mortes anuais. Especialistas reforçam que exercício regular, alimentação adequada e sono de qualidade continuam sendo as estratégias mais seguras para ganho de massa muscular e prevenção de doenças.
FONTES:

Alimentação equilibrada, treinamento de força, sono adequado e constância são as
usuários. Daniela aponta que parte desse aumento está relacionado à popularização de implantes hormonais contendo testosterona ou gestrinona, frequentemente divulgados como soluções para emagrecimento, melhora da disposição ou aumento da libido.
Segundo a especialista, muitas pacientes não sabem que esses implantes também exercem efeito anabolizante e podem desencadear consequências irreversíveis. Entre os efeitos mais comuns, estão engrossamento da voz, aumento de pelos corporais, queda de cabelo, calvície, acne, alterações menstruais e menopausa precoce.
“Existem efeitos que não voltam atrás. O engrossamento da voz é um deles. A mulher pode interromper o uso, mas a
alteração vocal permanece. Em alguns casos, a calvície também pode ser definitiva”, alerta. A situação se torna ainda mais delicada quando são utilizados implantes manipulados, cuja liberação hormonal pode durar meses. Como não há uma forma simples de remover a substância após a aplicação, os efeitos adversos podem persistir mesmo quando a paciente deseja interromper o tratamento.
Se o desejo por resultados rápidos ajuda a explicar o crescimento do uso de anabolizantes, a dificuldade de aceitar o ritmo natural do corpo é um dos principais desafios


as estratégias mais eficazes e seguras para o desenvolvimento de massa muscular
observados nos consultórios. Para a nutricionista Fernanda Lermen, a busca por transformações aceleradas costuma estar diretamente ligada a expectativas irreais sobre ganho de massa muscular, emagrecimento e definição corporal.
Segundo ela, muitas pessoas acreditam que existe uma fórmula capaz de produzir mudanças visíveis em poucas semanas. Na prática, porém, a construção de um corpo saudável exige tempo, consistência e mudanças de hábitos para além da academia.
A especialista destaca que a alimentação continua sendo a principal ferramenta para quem deseja desenvolver musculatura de forma natural. O consumo adequado de proteínas, associado a carboidratos, gorduras saudáveis, treinamento de força e sono de qualidade, forma a base para qualquer estratégia de composição corporal.
“Não existe crescimento muscular sem recuperação. Se a pessoa dorme mal, libera mais cortisol, tem pior rendimento e compromete todo o processo”,
afirma. Entre os erros mais frequentes observados no público feminino está a tentativa de conciliar perda acelerada de gordura com ganho de massa muscular por meio de dietas excessivamente restritivas.
“Muitas mulheres chegam ao consultório querendo perder gordura, ganhar músculo e cortam

Uma pessoa jovem pode começar a usar anabolizantes pensando apenas na aparência e descobrir anos depois que terá dificuldade para ter filhos ou que precisará de reposição hormonal para o resto da vida.”
Daniela Atkinson, endocrinologista
completamente os carboidratos. É uma conta que não fecha. O corpo precisa de energia para construir massa muscular”, explica.
Fernanda observa que a pressão estética tem se intensificado nos últimos anos, especialmente entre mulheres. Se antes os padrões de beleza eram diferentes, hoje o ideal vendido nas redes sociais combina baixo percentual de gordura com elevada definição muscular, uma combinação que, em muitos casos, exige níveis de dedicação incompatíveis com a rotina da maioria das pessoas.
“O padrão mudou. Não basta mais estar saudável ou em um


peso adequado. Existe uma exigência para que a pessoa esteja extremamente definida. Muitas vezes, esse padrão é inalcançável dentro da realidade de quem trabalha o dia inteiro, cuida da casa, dos filhos e tem inúmeras responsabilidades”, avalia.
A nutricionista relata que, com frequência, precisa ajudar pacientes a compreenderem que resultados físicos também dependem do contexto de vida de cada indivíduo.
“Às vezes a pessoa quer ter o corpo de alguém que consegue treinar todos os dias, dormir oito horas por noite, fazer terapia e dedicar boa parte da rotina ao autocuidado. Mas ela mesma trabalha em dois turnos, chega em casa cansada e ainda precisa cuidar de todas as tarefas
domésticas. É preciso olhar para essa realidade antes de estabelecer comparações.”
Outra situação recorrente nos consultórios é o atendimento de pacientes que já utilizam anabolizantes ou uma combinação de suplementos e fitoterápicos prescritos sem critério. Segundo Fernanda, muitas vezes essas pessoas sequer sabem para que servem as substâncias que estão consumindo.
“Eu procuro mostrar para o paciente o que cada substância faz, quais são os riscos e quais resultados ele realmente busca. A ideia não é julgar, mas fazer a pessoa pensar. Até que ponto vale a pena ter uma aparência saudável enquanto os exames laboratoriais mostram exatamente o contrário?”, questiona.

Queda na percepção de segurança dos imunizantes, avanço da desinformação e aumento de surtos de doenças evitáveis reforçam a importância da vacinação e da imunidade coletiva

Durante décadas, o Brasil foi reconhecido internacionalmente como uma referência em vacinação. A ampla adesão da população aos programas de imunização contribuiu para controlar e até eliminar doenças que, no passado, provocavam milhares de mortes. Nos últimos anos, porém, especialistas têm observado uma redução na confiança da população nas vacinas e uma queda nas coberturas vacinais. Segundo dados da Unicef, antes da pandemia de Covid-19, cerca de 99% dos brasileiros consideravam as vacinas seguras. Hoje, esse percentual é menor. Levantamento realizado no âmbito do Pacto Nacional pela Consciência Vacinal mostra que 72% dos participantes afirmam confiar nos imunizantes. Para o infectologista Diego Rodrigo Costa (CRM-RS 43381 | RQE 37503), a disseminação de informações falsas tem contribuído para esse cenário. Segundo ele, a população deve priorizar fontes confiáveis e baseadas em evidências científicas.
“Diante da grande quantidade de informações falsas que circulam hoje, é fundamental recorrer a instituições de saúde pública consolidadas, como o Ministério da Saúde, sociedades médicas e organismos internacionais. A

A vacinação continua sendo uma das medidas de saúde pública mais eficazes já desenvolvidas.”
Diego Costa infectologista
vacinação continua sendo uma das medidas de saúde pública mais eficazes já desenvolvidas”, afirma.
Imunidade coletiva
As vacinas estimulam o sistema imunológico a desenvolver proteção contra vírus e bactérias sem causar a doença. Dessa forma, o organismo cria uma memória imunológica capaz de responder rapidamente em caso de contato futuro com o agente infeccioso. Além da proteção individual, a vacinação em larga escala gera a chamada imunidade coletiva. Quando um número suficiente de pessoas está protegido, a
circulação do agente causador da doença diminui, reduzindo também o risco para quem não pode ser vacinado ou apresenta menor capacidade de desenvolver resposta imunológica.
O Calendário Nacional de Vacinação oferece hoje 21 vacinas ao longo da vida. Entre as doenças preveníveis estão poliomielite, sarampo, rubéola, tétano, hepatite B, coqueluche e infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório em recém-nascidos.
O que chama atenção é que o próprio sucesso das campanhas de vacinação pode contribuir para uma falsa sensação de segurança. “A ausência de determinadas doenças reduz a percepção de risco da população. Por isso é fundamental manter a vigilância”, ressalta o médico.
O alerta ganha força diante do aumento global de doenças imunopreveníveis. O sarampo, por exemplo, voltou a avançar em diversos países. Em 2024, 138 países registraram casos da doença e 61 enfrentaram surtos considerados grandes. A meningite também preocupa. Na África, somente nos três primeiros meses de 2025, mais de 5,5 mil casos suspeitos e cerca de 300 mortes foram registrados em 22 países.
O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira, 8, que vai suspender a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e que estava sendo aplicada em profissionais de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida foi adotada após a notificação de 42 eventos adversos graves, incluindo duas mortes suspeitas que seguem sob investigação. A decisão faz parte de um sistema responsável por monitorar continuamente a segurança de medicamentos e vacinas após sua aprovação e utilização em larga escala. Costa destaca que a suspensão
não significa perda de eficácia do imunizante. “Trata-se de uma medida preventiva. Alguns eventos não observados nos estudos clínicos iniciais precisam ser investigados para esclarecer se existe relação causal com a vacinação. Até o momento, a suspensão é temporária e segue os protocolos de segurança adotados pelas autoridades sanitárias”, explica. O infectologista lembra ainda que o Brasil dispõe atualmente de duas vacinas contra a dengue. A Qdenga, produzida por um laboratório japonês e aplicada em duas doses, segue sendo distribuída normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público contemplado pela campanha.

Ana Paula Dexheimer Nutricionista e terapeuta ayurveda


Ondas de calor, insônia, ganho de peso, alterações de humor, falta de memória e cansaço constante costumam ser atribuídos exclusivamente à queda dos hormônios femininos. Mas a ciência atual mostra que a menopausa é muito mais do que uma questão hormonal. O que muitas mulheres não sabem é que os sintomas dependem também do estado inflamatório do organismo, da saúde intestinal, da qualidade muscular, do sono e da disponibilidade de nutrientes. Por isso, duas mulheres na mesma fase da vida podem ter experiências completamente diferentes. Uma das descobertas mais importantes dos últimos anos é que a menopausa afeta profundamente o cérebro feminino. O estrogênio participa de mecanismos ligados à memória, concentração, humor e produção de energia cerebral. Quando seus níveis diminuem,
muitas mulheres relatam a chamada “névoa mental”: esquecimentos frequentes, dificuldade de foco e sensação de lentidão no raciocínio.
Outro ponto importante é o ganho de peso. Muitas pacientes dizem: “Estou comendo igual e estou engordando”. E elas têm razão. A partir da menopausa ocorre redução da massa muscular e do gasto energético, enquanto aumenta a tendência ao acúmulo de gordura abdominal. Essa gordura não representa apenas uma questão estética; ela produz substâncias inflamatórias que elevam o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e declínio cognitivo.
A inflamação silenciosa é uma das grandes responsáveis pela intensificação dos sintomas. Dores articulares, retenção de líquidos, fadiga e dificuldade para emagrecer frequentemente estão associados a esse processo. Por isso, a alimentação assume um papel estratégico. Proteínas


A vontade de comer doces costuma aumentar em períodos de estresse, privação de sono e oscilações hormonais, situações comuns durante a menopausa. Em vez de recorrer a produtos ultraprocessados ricos em açúcar, uma alternativa é apostar em preparações que ofereçam nutrientes importantes para essa fase da vida.
Esta mousse funcional combina
Ingredientes
• 1 abacate pequeno maduro
• 1 colher de sopa de cacau 100%
• 1 colher de chá de canela em pó
• 1 pitada de cardamomo em pó (opcional)
• 1 pitada de gengibre em pó
• 1 colher de chá de mel ou 2 tâmaras hidratadas (opcional)
• 1 colher de sopa de castanhas picadas para finalizar
abacate, cacau e especiarias, ingredientes que fornecem antioxidantes, gorduras saudáveis e compostos anti-inflamatórios, contribuindo para a saúde cerebral, o equilíbrio metabólico e a saciedade.
Além de saborosa, é uma forma prática de transformar a sobremesa em um momento de cuidado com a saúde.
Modo de preparo
Bata o abacate com o cacau, a canela, o cardamomo, o gengibre e o mel ou as tâmaras até obter um creme homogêneo. Leve à geladeira por 30 minutos. Finalize com as castanhas picadas antes de servir.
de qualidade ajudam a preservar a massa muscular; vegetais fornecem fibras e antioxidantes; gorduras boas, como azeite de oliva, abacate e castanhas, contribuem para a saúde cerebral; e especiarias como cúrcuma e gengibre auxiliam no controle da inflamação.
Também merece destaque a saúde intestinal. Hoje sabemos que intestino, cérebro e hormônios se comunicam constantemente. Um intestino equilibrado favorece a absorção de nutrientes, melhora a imunidade e influencia diretamente o bemestar físico e emocional.
A menopausa não é uma doença nem o início do declínio feminino. É uma transição biológica que exige novas estratégias de cuidado. Quando a mulher compreende as necessidades do seu organismo e faz escolhas alimentares adequadas, é possível reduzir sintomas, preservar a vitalidade e viver essa fase com muito mais qualidade de vida.

• O abacate fornece gorduras monoinsaturadas que auxiliam a saúde cerebral e cardiovascular.
• O cacau é rico em flavonoides, compostos associados à melhora da circulação e da função cognitiva.
• A canela contribui para o equilíbrio glicêmico, importante para o controle do ganho de peso nessa fase.
• As castanhas fornecem magnésio e gorduras boas, nutrientes frequentemente necessários para mulheres no climatério e menopausa.



365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Aos fundos da Igreja Matriz Santo Antônio até a popular Gruta Nossa Senhora de Lourdes de Relvado está um dos trajetos mais charmosos do Vale. O Caminho de Fé e Devoção foi inaugurado em fevereiro deste ano, sendo mais um grande destino a se integrar ao turismo religioso regional.
Com aproximadamente um quilômetro de extensão, o percurso todo pavimentado circunda o arroio e apresenta cenários de beleza natural. Tem 26 capitéis ao longo do trajeto com imagens de santos das comunidades religiosas de Relvado e arredores.
Além da devoção, esses espaços fazem um importante resgate histórico com placas que rememoram o passado das comunidades. O formato arquitetônico lembra as primeiras construções do norte da Itália, em alusão ao legado da imigração.
Ponto final do Caminho de Fé e Devoção, a gruta de Relvado foi totalmente reformada dois anos após a enchente histórica de 2024. A imagem da santa está
localizado à frente da cavidade rochosa. Há boa estrutura com bancos, passarela e banheiro. O percurso é iluminado à noite, o que permite uma experiência sensorial singular do que a feita de dia. Vale a pena conhecer em ambas os momentos. O acesso é gratuito. Mais informações na página oficial @ caminhodafeedevocaorelvado no Instagram.
Caminho circunda o arroio local e conta com 26 capiteis instalados ao longo de um quilômetro
Destino final do Caminho de Fé e Devoção é a famosa gruta de Relvado em honra a Nossa Senhora de Lourdes



Neste sábado, dia em que celebra o padroeiro Santo Antônio, Guaporé também inaugura o Mirante do Cristo Redentor. Se trata de uma estrutura envidraçada que dá ainda mais charme ao destino religioso de Guaporé, localizado no topo do Morro Galon e com uma das
paisagens panorâmicas mais belas da região. A programação inicia às 14h com música sunset. Segue com benção e atos oficiais às 15h. Durante o evento haverá um espaço especial de comercialização com vinhos, espumantes, sucos, água, petiscos e aperitivos.

Quase 300 pessoas participaram da primeira edição da Rústica Princesa das Pontes em Muçum. O evento ocorreu no dia 31 de maio, data em que a cidade celebrou os 67 anos de emancipação. A imagem mostra o momento em que parte dos corredores passava pelo cartão-postal da cidade, a Ponte Rodoferroviária Brochado da Rocha.
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