
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Fim de semana, 11 e 12 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4074 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
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Fim de semana, 11 e 12 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4074 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

CORRIDA DE RUA


Vereadores de Lajeado obtiveram êxito em parte dos pleitos na área da saúde. grupoahora.net.br
PÁGINAS | 40 e 41
A primeira Meia-maratona dos Vales ocorre neste domingo, 12, em Teutônia. Prova contempla caminhada, competição kids e percursos que vão até 21 quilômetros. Evento também marca os 70 anos da Certel
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Mais um pré-candidato do Vale
Região já tem (ao menos) 14 précandidatos à assembleia e ao congresso.

OPINIÃO | VINI BILHAR
Um ano da nova gestão Motomecânica
Grupo Comauto mantém tradição e confiabilidade da Volkswagen para a região dos Vales.
FELIPE NEITZKE





OPINIÃO | HENRIQUE PEDERSINI Avanços da comitiva em Brasília
Fenômeno deve impactar volume de chuva no segundo semestre e deixa região em alerta
Modelos meteorológicos indicam intensidade moderada a forte do El Niño. Consequências para o RS podem ser de chuva acima da média com risco de inundações. Condição previs-
ta para a partir de julho eleva necessidade de planos e ações para sistemas de defesa. Treinamentos e dispositivos de monitoramento com uso de tecnologia estão entre as iniciativas.
PÁGINAS | 8 e 9
Alfabetização revela falha estrutural
Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira colocam o Vale do Taquari diante de um diagnóstico complexo: a alfabetização não avança de forma consistente. A maioria dos municípios fica abaixo da meta e a diferença entre os extremos é elevada o suficiente para caracterizar um problema estrutural.
De um lado, cidades que alcançam 100% de alfabetização. De outro, municípios que não chegam a 30%. No meio, uma faixa ampla concentrada abaixo do esperado. Esse desenho se repete e expõe a dificuldade de transformar políticas públicas em resultado dentro da sala de aula.
De um lado, cidades que alcançam 100% de alfabetização. De outro, municípios que não chegam a 30%. No meio, uma faixa ampla concentrada abaixo do esperado.”
A análise da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul reforça essa leitura ao apontar avanços desiguais entre as redes municipais. Há sistemas que conseguem evoluir com consistência e outros que permanecem presos a limitações pedagógicas e de gestão.
Os exemplos dentro do próprio Vale mostram o que sustenta o desempenho: início do trabalho na educação infantil, intencionalidade pedagógica, acompanhamento frequente da aprendizagem e capacidade de intervenção rápida.
A enchente de 2024 agravou o cenário. Interrupção do calendário, deslocamento de famílias e reorganização das redes impactaram no processo de aprendizagem. Ainda assim, o efeito do evento extremo não explica toda a dimensão das diferenças. Redes com estrutura pedagógica mais consolidada conseguiram reduzir perdas. Outras não.
Alfabetização exige sequência, coordenação e responsabilidade contínua. O Vale do Taquari tem referências internas suficientes para reduzir a distância. O desafio está em aplicar soluções com regularidade.

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Andréia Pinheiro, 38, é moradora deVenâncio Aires e atua como responsávelpeloseventos deCulturaeEducação AmpliadadoSesc.
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
Como começou a relação com a cultura e em que momento você percebeu que esse seria o teu caminho profissional?
Desde criança sempre me envolvi com música, teatro e dança. E, como professora, me direcionei para ações de arte-educação justamente por acreditar na cultura como elemento importante no processo de ensino/ aprendizagem. No Sesc, hoje, este cargo é mais formal, mas sempre fui da cultura, pois procurei incluir ou aproveitar as oportunidades para promover ações culturais.
Quais experiências mais te marcaram e ajudaram a moldar o teu olhar sobre cultura e educação?
Tive a oportunidade de atuar em diferentes contextos e com públicos diversos, o que foi fundamental para construir meu olhar sobre cultura e educação. As experiências em sala de aula, aliadas às ações culturais desenvolvidas com a comunidade, me mostraram, na prática, como a cultura pode ser uma ferramenta potente de conexão e aprendizado. Cada projeto, cada evento e cada troca com o público contribuíram para fortalecer essa compreensão.
Trabalhar com eventos culturais exige sensibilidade e organização. Como você equilibra esses dois aspectos no dia a dia?
Em um evento, é necessário ter um olhar sensível para identificar quais ações irão gerar os impactos mais positivos possíveis. Cada público é

único, com características e é imprescindível respeitar as realidades de cada município, buscando as melhores propostas. Ao mesmo tempo, a organização é essencial, afinal, pensar nos eventos começa muito antes da execução. Eu aposto nas minhas planilhas pra ajudar nisso. São meses de planejamento e organização.
Qual é o papel da cultura na transformação social?
A Educação Ampliada no Sesc é um projeto voltado à formação de professores, estudantes e comunidade por meio de palestras, encontros e seminários, gerando conhecimento em áreas específicas. Esses momentos são organizados conforme a demanda dos parceiros e buscamos também contemplar atividades culturais, que promovem sensibilização para educadores e demais participantes, além de estimular a criatividade e a expressão, gerando mais conexão.
Houve algum desafio ou momento decisivo na tua carreira que te fez repensar caminhos ou fortalecer ainda mais a tua atuação?
Minha primeira formação foi como
professora. Em sala de aula, me vi diante do desafio de seguir um plano de ensino tradicional e, como já me identificava como arte-educadora, sentia a necessidade de atuar em um modelo menos tradicional. Saí da sala de aula e, nos outros espaços por onde passei, consegui me consolidar como uma profissional com esse viés cultural, realizei contações de histórias, atuei com exposições, entre outras ações. Como comunicadora social, veio uma profissionalização na área de eventos, mas sempre carregando a bagagem da educação, que nos faz olhar o indivíduo em toda a sua singularidade e possibilidades.
O que te motiva a seguir atuando na área cultural e o que ainda te move depois de tantos projetos realizados?
O que me motiva é perceber o impacto que a cultura tem na vida das pessoas. Cada projeto realizado carrega histórias, encontros e transformações, tanto para o público quanto para quem está organizando. Mesmo depois de tantos projetos, o que me move é justamente essa possibilidade de criar experiências significativas, de conectar pessoas e de continuar aprendendo a cada nova ação.



rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Onúmero de précandidatos a deputado estadual e federal não para de crescer no Vale do Taquari. Na edição do fim de semana passado, divulguei o que achava ser o tabuleiro político atual da região. Mas, e isso será uma tendência até a oficialização das candidaturas, em agosto, a cada pouco surgem novas possíveis opções. Recentemente, por
exemplo, o 1º Tenente da Reserva da BM, Carlos Alberto Hempel, que reside em Arroio do Meio, anunciou a pré-candidatura à assembleia pelo Democrata. Em 2024, ele concorreu a vereador na cidade pelo PL, e conquistou 197 votos. Antes dele, a região já contava com Roberto Lucchese (MDB), Maneco Hassen (PT), Mateus Trojan (MDB), Luís Benoitt (PL), Ramatis de Oliveira (PL), Darlã Bellini (PSDB), Magdiel Turati (PSD), Everton Ferreira (PSD) como pré-candidatos a deputado estadual, e Carlos Ranzi (MDB), Felipe Diehl (Podemos), Volnei Zancanaro (PP) e Bolacha de Melo (PL) como pré-candidatos a deputado federal. Além, claro, da incógnita em torno do nome de Marcelo Caumo (União Brasil). E eu repito: é cada vez maior a chance de esquecer alguém nesta lista interminável...
PL + PP

O Parque Harmonia será palco do lançamento da pré-candidatura a governador de Luciano Zucco (PL). O evento na capital gaúcha ocorre neste sábado pela manhã, com a presença da agora confirmada e já apresentada pré-candidata a vice-
governadora, Silvana Covatti (PP), e também do pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), o filho 01 de Jair Bolsonaro. Durante a programação, o grupo também lançará o movimento Gaúchas Pelo Rio Grande
Por mais simulados de evacuação no Vale...
O governo de Cruzeiro do Sul, em conjunto com a Defesa Civil e órgãos de segurança pública, promoveu na quinta-feira um simulado de evacuação voltado a comunidades vulneráveis a enchentes no município. O principal objetivo da ação foi avaliar o tempo de resposta das equipes envolvidas, além de testar, na prática, o funcionamento do plano de contingência e dos canais de comunicação em situações de emergência. O simulado envolveu moradores das localidades de São Miguel, Desterro, Santarém, Lotes e da região da Lagoa, áreas que frequentemente ficam isoladas ou ilhadas durante períodos de cheia. E tal ação precisa ser replicada de forma contínua em todos os municípios atingidos pela catástrofe de 2024 no Vale do Taquari. Todos. Sem exceção.

- A Guarda Civil Municipal de Lajeado vai deixar de existir oficialmente e os servidores voltarão a ser Agentes de Trânsito. Não há mais como reverter na justiça a Adim que tornou inconstitucional a lei municipal. Resta saber, agora, se os futuros ex-guardas municipais vão aceitar pacificamente toda a confusão gerada nos últimos meses e o recuo na carreira pública.
- A Amturvales precisa se aproximar dos gestores de Lajeado, Estrela e Teutônia para debater o aproveitamento da malha ferroviária da região baixa do Vale do Taquari. É bom lembrar: a estação de Colinas fica a 15 minutos do centro lajeadense. E os hotéis, restaurantes e demais comércios e serviços dessas cidades e de municípios vizinhos também merecem o Trem dos Vales.
Suplente de vereador e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as supostas obras irregulares em Lajeado, Ramatis de Oliveira (PL) finaliza o relatório oficial para posterior apreciação por parte dos colegas da CPI e do plenário da câmara. Paralelo a isso, porém, o vereador titular e secretário da CPI, Ederson Spohr (MDB), já deixou claro que pretende encaminhar um “relatório extra”, digamos assim, com um olhar mais crítico à prefeita municipal.
Nova UPA está orçada em R$ 12 milhões
A construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de porte 3 em Lajeado vai depender de repasses de valores da União e de emendas parlamentares. O custo estimado é de R$ 12 milhões, e o governo municipal vai buscar auxílio do governo federal, junto ao Ministério da Saúde, ao tempo em que os vereadores já iniciaram uma série de visitas aos gabinetes dos deputados federais e senadores para angariar apoio político e financeiro à construção da nova UPA no Vale do Taquari.

Presidente estadual do União Brasil e deputado federal, Luiz Carlos Busato concedeu entrevista ao Frente e Verso nessa sexta-feira. Entre outros assuntos, falou sobre a participação do ex-prefeito e ex-secretário estadual Rafael Mallmann na articulação regional do partido, e não descartou a pré-candidatura dele a deputado estadual. Mas o principal assunto da conversa foi o futuro político de outro ex-prefeito e ex-secretário estadual. Questionado sobre a situação de Marcelo Caumo, que segue enrolado com a Operação Lamaçal, Busato foi prudente na resposta e não descartou a manutenção da pré-candidatura do ex-gestor lajeadense à assembleia gaúcha. Resta saber a opinião do próprio Caumo que, por ora, não tem se manifestado publicamente sobre os recentes fatos.
“Ovelhaço” em Estrela
O governo de Estrela trabalha para trazer eventos gastronômicos/culturais ao município. O Paleta Atlântida está confirmado no dia 30 de maio. Já para outubro a projeção é realizar mais uma edi-
ção local do “Ovelhaço”, focado, claro, no churrasco de ovelha. Ano passado o evento ocorreu Sítio Costão dos Tiltaps, também em Estrela. A ideia agora é realizar na Escadaria.

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR


O empresário nos recebeu para um café e uma conversa sobre o setor automotivo.
A Motomecânica, empresa do grupo
Comauto, celebrou 80 anos em 2025, o primeiro ano sob a nova gestão do grupo ligado ao Vale do Caí.
O que explica a liderança da Volkswagen?
Fernando Locatelli - A Volkswagen encerrou o trimestre na liderança do mercado no Brasil, na soma dos canais de varejo e corporativo, consolidando seu desempenho no volume total. O resultado foi impulsionado principalmente pelos modelos Polo, Saveiro e o novo Tera. No segmento de SUVs médios, o Taos e a T-Cross também ganham destaque, figurando entre os dez veículos mais vendidos da marca após passar por uma reestilização (facelift). Aqui na região mantemos a forte presença, liderando o mercado em cidades como Lajeado e Venâncio Aires nos últimos dois meses. Em praças como Torres e Montenegro, a marca também se mantém entre as primeiras colocadas. Em Lajeado, mantemos o share em torno de 20% do mercado.
O que impulsiona o mercado automotivo no ano?
Locatelli - Os primeiros meses do ano costumam registrar menor volume de vendas no setor auto-

motivo, com recuperação mais consistente no segundo semestre, quando o mercado cresce em torno de 15%. Nas décadas de 1970 a 1990, o Brasil contava com poucas montadoras, como Volkswagen, GM, Fiat e Ford. Com a abertura econômica, a concorrência aumentou, mas as marcas tradicionais seguem em vantagem pela capilaridade da rede de assistência técnica e relação de confiança com o cliente. Em São Paulo, a marca apresentou a nova plataforma híbrida EVO. Dentro de um plano de R$ 16 bilhões, prevê até 20 lançamentos, incluindo a nova Amarok e picapes Tukan no início do próximo ano.
Como o setor automotivo tem se recuperado?
Locatelli - O mercado automotivo brasileiro segue em recuperação, com alta de cerca de 37% nas
vendas de veículos zero quilômetro, que somaram quase 270 mil unidades, melhor resultado desde 2013. Ainda assim, o setor opera abaixo do potencial, já que, naquele período, o volume era superior em cerca de 20 mil unidades. No primeiro trimestre de 2026, foram vendidos 625 mil veículos, avanço de 13% sobre igual período de 2025. Paralelamente, o segmento de seminovos ganha relevância. No grupo Comauto, esse nicho já representa cerca de 30% das vendas. Este ano abrimos também a loja de seminovos em Teutônia, além da nova unidade da Motomecânica Volkswagen prevista em Venâncio Aires.
Quais incentivos incentivam a compra no Brasil?
Locatelli - O setor automotivo brasileiro conta com diferentes programas de incentivo à compra
de veículos, estruturados, em geral, em quatro frentes. Entre elas, destaca-se o programa de carro sustentável, com redução de IPI para modelos menos poluentes, especialmente veículos de entrada. Há também benefícios voltados a pessoas com deficiência (PCD), que incluem isenções de ICMS, IPI e IPVA. Outra frente envolve incentivos a veículos eletrificados, como híbridos e elétricos, com redução ou isenção de IPVA para estimular a descarbonização. Essas políticas contribuem para a renovação da frota e o fortalecimento da produção nacional. O setor também tem forte peso na arrecadação de tributos, gerando receitas para União, estados e municípios.
Como os juros nacionais impactam?
Locatelli - A taxa de juros segue
como principal fator na decisão de compra de veículos no Brasil. Apesar da queda de 0,25 ponto na Selic, o efeito ainda não chegou ao consumidor, mantendo o custo do crédito elevado. Para impulsionar as vendas, a Volkswagen aposta em financiamentos com taxa zero, com entrada média de 60% e prazos entre 18 e 36 meses. As condições são viabilizadas pelo Banco Volkswagen, que subsidia as taxas para manter a competitividade em um cenário de crédito mais restritivo.
Como a empresa adapta sua estratégia por região?
Locatelli - A atuação em diferentes regiões do RS exige adaptação ao perfil econômico local. No Vale do Taquari, o alto PIB e a forte concorrência demandam foco em atendimento e propostas atrativas. Em Montenegro, a presença consolidada e o peso do produtor rural marcam o mercado. Já no Litoral Norte, o avanço imobiliário impulsiona negócios. Apesar das diferenças, as regiões têm perfil semelhante, com força no agronegócio, empresas e varejo.



Das 35 cidades avaliadas pelo Inep, 24 não atingiram os objetivos. Enquanto Ilópolis e Vespasiano Corrêa atingem 100% de alfabetização, Tabaí aparece com 28%. Diferença expõe desafios estruturais da região
Levantamento do Ministério da Educação, a partir do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra desigualdade entre municípios da região. Os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), mostram que a maioria dos municípios da região não atingiu a meta estabelecida para 2025.
Dos 35 municípios presentes no relatório, 24 ficaram abaixo da meta, significa que a maioria não alcançou o nível adequado de alfabetização na idade certa. A diferença entre os extremos revela o desafio. Ilópolis e Vespasiano Corrêa registraram 100% de alfabetização. Na outra ponta, Tabaí aparece com 28%.
O indicador avalia a capacidade de leitura e compreensão de textos curtos, além de encontrar informações explícitas. É uma das principais ferramentas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política federal que estabelece metas progressivas até 2030.
O topo do ranking regional é dominado por municípios de menor porte. Logo após Ilópolis e Vespasiano Corrêa, aparecem Progresso (96%), Relvado (94%) e Dois Lajeados (93%). O padrão se repete ao longo das primeiras posições.

A leitura das redes municipais aponta para um conjunto de fatores comuns: acompanhamento próximo, continuidade pedagógica e trabalho iniciado ainda na educação infantil.
Em Ilópolis, a Secretaria de Educação afirma que o resultado acima da meta é fruto de um trabalho contínuo. Segundo a rede, a alfabetização começa antes do 1º ano, com estímulos à linguagem, oralidade e leitura


Indicador avalia a capacidade de leitura e compreensão de textos curtos, além de encontrar informações explícitas
ainda na educação infantil. Ao ingressarem no Ensino Fundamental, os estudantes já chegam com base construída.
O município também cita adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e ao programa Alfabetiza Tchê, além de avaliações internas frequentes, monitoramento da aprendizagem e oferta de reforço escolar em turno inverso.
A secretaria destaca ainda o trabalho integrado entre professores, equipes de apoio e profissionais como psicóloga, assistente social e Atendimento Educacional Especializado (AEE). Na avaliação do município, o resultado é consequência de um processo estruturado ao longo dos anos.
Em Vespasiano Corrêa, a secretária Marina Brustolin também atribui o desempenho ao trabalho contínuo da rede. “Na verdade, é o resultado de uma equipe comprometida que atua com planejamento e acompanhamento constante e preocupados com a real aprendizagem dos alunos e o resgate imediato dos alunos que não estão acompanhando a turma”, afirma. Ela destaca o papel da educação infantil na construção do resultado. “Estar no segundo ano alfabetizado é o trabalho e comprometimento de toda a equipe, desde o berçário, com contação de histórias e desenvolvimento motor.”
Segundo Marina, o trabalho pedagógico é intencional desde os primeiros anos.
“Não é só o brincar por brincar, mas o brincar voltado para um objetivo sempre, que é a aprendizagem da criança.”
A leitura da Federação das Associações

Na verdade, é o resultado de uma equipe comprometida que atua com planejamento e acompanhamento constante e preocupados com a real aprendizagem dos alunos e o resgate imediato dos alunos que não estão acompanhando a turma.”
MARINA BRUSTOLIN SECRETÁRIA DE VESPASIANO CORRÊA
dos Municípios do RS (Famurs) sobre as cidades atingidas por inundações é uma das explicações para o desempenho na pesquisa. Em nota, a entidade afirma que os resultados revelam “um cenário de avanços desiguais entre as cidades gaúchas”, com municípios que conseguiram evoluir de forma consistente e outros que ainda enfrentam dificuldades estruturais e pedagógicas. Esse cenário aparece no Vale do Taquari, onde cidades atingidas pelas enchentes de 2024 tiveram dificuldades no processo
ENTREVISTA
GRASIELA KIELING BUBLITZ • Doutora em Linguística Aplicada
“O
A Hora – O relatório do Inep mostra grande variação entre municípios, de 100% a 28%. O que explica essa diferença tão acentuada?
Grasiela Kieling Bublitz – Isso decorre de uma série de fatores. Quando o município é pequeno, por exemplo, a rede de professores e alunos é menor, o que facilita o acompanhamento por parte da equipe da educação municipal, no sentido de pontuar os principais percalços e redefinir a rota, ou seja, analisar junto aos docentes o que está dando certo e o que precisa ser modificado em termos de metodologias e estratégias.

– Quais são as medidas mais urgentes para recuperar o aprendizado?
Por outro lado, quando o município é maior, com muitos docentes e alunos, este trabalho precisa de um movimento redobrado por parte de quem está na gestão municipal, pois o esforço para atingir toda a rede é bem maior.
– O Vale do Taquari tem maioria dos municípios abaixo da meta. Isso indica falha de método, de gestão ou de continuidade das políticas?
Grasiela – Há muitos programas interessantes e políticas públicas, tanto do Estado quanto da federação, voltados à alfabetização, mas parece que só isso não basta para que nossas crianças identifiquem o princípio alfabético, sejam leitoras fluentes e compreendam aquilo que leem, habilidades fundamentais nesse processo.
de alfabetização. Em Encantado, o índice de 78% ficou abaixo da meta de 80%, mas em nível superior ao de outros municípios igualmente afetados.
A Secretaria de Educação sustenta que o resultado precisa ser analisado dentro desse contexto de reorganização da rede após a cheia. “Na prática, o desempenho não é resultado de uma ação isolada, é produto de um sistema organizado, que atua em três dimensões: pedagógica, gestão e cultura de rede”, diz a secretária Stéfanie Casagrande.
De acordo com ela, a base desse sistema vem sendo construída ao longo dos últimos anos. “Em 2023, implementamos o programa ‘Encantado Aprende Mais’ que prioriza a alfabetização na idade certa, com foco estratégico nos anos iniciais do Ensino Fundamental, entre outras ações. Há uma clara definição do que deve ser ensinado, quando e como, alinhada à BNCC, garantindo intencionalidade pedagógica e maior homogeneidade nas práticas docentes.”
Ela também destaca a ampliação do tempo de aprendizagem como fator relevante.
“Além disso, a consolidação da educação
Grasiela – O município deve promover a formação continuada e o compartilhamento de saberes entre os professores, para gerar reflexões e discussões sobre os processos de ensino e aprendizagem do código escrito. Há recursos valiosos, analógicos e tecnológicos, que podem auxiliar nesse processo. É preciso redefinir o percurso.
Alfabetizar não é apenas ensinar o nome das letras e a ordem alfabética, não é apenas ensinar os alunos a escreverem o próprio nome sem auxílio, pois essas são habilidades de memorização, que também são importantes no processo, mas não dão conta da decodificação.
O que se espera no ciclo de alfabetização é que a criança compreenda que para cada som que pronunciamos há um ou mais grafemas correspondentes. Só assim ela consegue decodificar e codificar a escrita.
Depois disso, vem a fluência leitora, ou seja, a rapidez na leitura, que precisa ser iniciada do mais fácil ao mais complexo: leitura da sílaba, da palavra, da frase e do texto. Lendo com fluência, o aluno decodifica e compreende a mensagem com mais facilidade.
Professores alfabetizadores precisam continuar estudando e se atualizando para acompanhar os desafios de uma sociedade cada vez mais conectada. É preciso que as pesquisas relacionadas à aprendizagem da leitura e da escrita cheguem mais rápido à sala de aula e façam a diferença.
em tempo integral no município é um diferencial importante, pois amplia o tempo de aprendizagem com qualidade, estruturado a partir de eixos como letramento, numeramento, iniciação científica, educação sensível e inovação.”
Na parte inferior do levantamento, o cenário é mais complexo. Fatores sociais, rotatividade de alunos e necessidade de atendimento especializado aparecem como elementos que interferem no desempenho. Em Tabaí, município com menor índice do Vale, a secretária de Educação Ledi Maria de Vargas aponta a realidade local como fator determinante.
Segundo ela, a localização favorece a chegada constante de famílias itinerantes, o que gera descontinuidade no processo escolar e defasagem na aprendizagem. “Outro ponto é o número elevado de estudantes com laudos diagnósticos ou em avaliação, o que exige intervenções específicas e acompanhamento especializado.”
Projeções indicam formação do fenômeno no segundo semestre, com tendência de chuva acima da média no RS. Após eventos extremos de 2023 e 24 modelos de prevenção, monitoramento e planos de contingência foram reestruturados
Apossibilidade de formação de um novo evento de El Niño ao longo de 2026 recoloca o Vale do Taquari em estado de atenção. Modelos climáticos indicam o desenvolvimento do fenômeno no segundo semestre, com tendência de intensidade entre moderada e forte.
O aquecimento do Oceano Pacífico está associado a períodos de chuvas intensas no sul do continente, em especial em Santa Catarina e no RS. No centro do país, acontece o contrário, com seca entre os meses de julho até maio do outro ano.
Acompanhamento das agências internacionais de meteorologia apontam para a presença de uma grande massa de água mais quente que a média no Pacífico oeste, próxima à Indonésia, considerada um dos fatores que antecedem o fenômeno.
Na sexta-feira, 10 de abril, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) admitiu a chance de 80% do fenômeno ganhar força entre junho e julho. “Ainda é cedo para indicar a intensidade do El Niño. Ainda assim, alguns modelos apontam para um fenômeno de intensidade moderada a forte”, reforça o meteorologista e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Daniel Caetano. O período crítico, diz, deve ocorrer na primavera, quando o padrão climático favorece temporais. “Com o El Niño se estabelecendo no final do inverno, na primavera são esperados os maiores acumulados de chuva”, destaca. Até o momento, não há indicativos de repetição de um evento com a magnitude registrada em setembro de 2023 e em maio de 2024. “Não temos indícios de ocorrência de um
Ainda é cedo para indicar a intensidade do El Niño. Ainda assim, alguns modelos apontam para um fenômeno de intensidade moderada a forte

Em Estrela, no bairro Moinhos. Local está entre as áreas de arraste. Estudos para novos planos diretores exclui construções nestes pontos
evento tão extremo como os passados.”
Apesar disso, a combinação entre histórico recente e previsão de chuva acima da média mantém o nível de atenção elevado, ressalta Caetano. Nos dois eventos extremos de 2023 e 24, o hemisfério sul estava sob influência de um dos maiores fenômenos climáticos já registrados. O El Niño favorece o aumento da temperatura global e desloca correntes de ar úmido da Amazônia para o sul.
Na maior tragédia natural do país, em maio de 2024, foram 185 mortes no RS. Ainda há 23 desaparecidos. Mais de 2 milhões de pessoas foram atingidas, sendo que 600 mil precisaram sair de casa.
O Vale do Taquari é uma das áreas mais vulneráveis do RS.
O relevo acidentado, a presença de rios volumosos e a ocupação de áreas próximas às margens contribuem para o risco de inundações.
Conforme o Estado, a estrutura também foi reforçada.
“A 8ª Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil recebeu ampliação de efetivo
e equipamentos, com nove integrantes, drones, viaturas e outros recursos operacionais”, informa por nota.
A estratégia, diz a Defesa Civil, passa pela gestão integrada de riscos, com atuação transversal entre diferentes esferas.
“O modelo busca atuar em todas as fases do desastre, no fortalecimento das estruturas municipais, responsáveis diretas pela resposta nos territórios.”
Entre as ações em curso estão programas de treinamentos. Em 2025, o Curso Básico de Proteção e Defesa Civil alcançou 344 municípios, o equivalente a 69% das coordenadorias municipais. Para 2026, o objetivo está nos Planos de Contingência.
Em cima disso, as estratégias foram revistas nos 497 municípios. Em paralelo, o Estado tem em andamento a contratação de radares meteorológicos, modelagem hidrodinâmica e instalação de 130 estações hidrometeorológicas, sendo 16 destinadas à região da 8ª Coordenadoria.
“As ferramentas ampliaram a capacidade do Centro de Monitoramento estadual, que passou a operar com múltiplos canais de comunicação com os
O Plano de Contingência foi atualizado com todas as secretarias, alinhando as responsabilidades de cada setor.”
MARCELO MAIA COORDENADOR DA DEFESA CIVIL DE LAJEADO
municípios, incluindo envio de dados técnicos, articulação direta com coordenadorias regionais e sistemas de comunicação de risco.”
Conforme o secretário de Segurança Pública do município, Paulo Locatelli, a reorganização inclui a criação de um centro de comando integrado e uma sala de crise para monitoramento em tempo real. “Priorizamos analisar o que funcionou e o que falhou, para melhorar nossas respostas.”
Além disso, o município passou a operar com antena de internet via satélite e ampliou a integração entre equipes de diferentes setores, incluindo
trânsito, segurança e voluntários aquáticos.
“O Plano de Contingência foi atualizado com todas as secretarias, alinhando as responsabilidades de cada setor. Também houve investimento em equipamentos, qualificação da equipe e preparação da comunidade para melhorar a resposta”, destaca o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Maia.
Mais informação às pessoas
Uma das prioridades da nova estratégia está na comunicação e em sistemas de alerta. Além dos alertas sonoros instalados em áreas críticas, o sistema passou a incluir mensagens de voz com orientações de evacuação.
Também estão em formação os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, com atuação nos bairros mais atingidos. “Vamos levar às comunidades as informações que conseguimos elaborar dentro dos órgãos públicos. O importante é que a população tenha o mesmo nível de entendimento das equipes de socorro”, afirma Locatelli.
Base técnica no monitoramento
No plano federal, a estratégia

Projeção de El Niño
• Formação prevista para o segundo semestre de 2026
• Possível intensidade moderada a forte
• Maior impacto esperado na primavera
Risco climático
• Tendência de chuvas acima da média no RS
• Vale do Taquari entre as regiões mais sensíveis
combina obras estruturantes, sistemas de alerta e ampliação da base de dados para previsão hidrológica. Um dos avanços mais concretos está na atuação do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), que reforçou o monitoramento do Rio Taquari após a destruição de parte da estrutura durante as enchentes de maio de 2024.
Na região, foram instaladas réguas de medição e sensores automáticos em pontos estratégicos. O sistema também prevê a instalação de plataformas de coleta de dados (PCDs) e câmeras para leitura remota das condições do rio. Segundo o superintendente do SGB em Porto Alegre, Franco Buffon, o objetivo é reconstruir e qualificar a rede de monitoramento. “Nesse processo decidimos sobre a melhor forma de reconstruir as estações e garantir mais eficiência no monitoramento.”
A ampliação da rede integra o Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) e tem como objetivo garantir medições contínuas mesmo em eventos extremos.
Integração com obras e alertas
Além do monitoramento, o governo federal mantém o pacote de R$ 6,5 bilhões para estudos hidrológicos, geológicos e ações de desassoreamento de rios.
Os levantamentos orientam intervenções estruturais e ajudam a redefinir áreas de risco.
Outro eixo é o sistema nacional de alertas via celular, operado com a Anatel, que permite envio de mensagens sonoras e automáticas à população em áreas críticas, sem necessidade de cadastro prévio.


Adaptação dos planos de contingência à nova realidade climática, com revisão de protocolos após as enchentes de 2023 e 2024.
Formação dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, com treinamentos para população em áreas ribeirinhas e ampliação da informação preventiva.

Governo do Estado
Treinamentos voltados às Defesas Civis municipais, com foco em leitura meteorológica, comportamento de mananciais, riscos de deslizamento e uso de equipamentos em campo.
Primeiro Centro Regional de Defesa Civil em Lajeado, com previsão de ser concluído no início de 2027, para centralizar dados e coordenar respostas em crises.

Orçamento de R$ 6,5 bilhões para estudos hidrológicos, geológicos e batimetria de rios, com foco no desassoreamento e em obras estruturantes, especialmente na Região Metropolitana.
Instalação de sete réguas de medição em Taquari e implantação de sensores automáticos em Lajeado, com coleta de dados em tempo real.
Lajeado comprou botes e barcos, reestrutura as rotas logísticas para retirada de famílias e prepara formações para os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil

Implantação de centros de comando municipais e regional.
Aquisição de equipamentos de resgate, como embarcações, botes e estrutura logística para evacuação.
Instalação de sirenes de alerta, com emissão de sinal sonoro seguido de mensagens de voz com orientação de evacuação.
Diagnóstico regional em andamento com 59 municípios, mapeando estrutura de resposta, áreas de risco e capacidade operacional.
Treinamentos e simulações práticas de evacuação, ainda em fase inicial e com necessidade de ampliação.
Ampliação da Sala de Situação do Estado, com reforço técnico e integração de dados meteorológicos e hidrológicos em tempo real.
Instalação e ampliação de equipamentos de monitoramento, com sensores de nível de rios e apoio à previsão de cheias.
Investimentos do Funrigs em dragagem de pequenos arroios e cursos d’água, com objetivo de melhorar o escoamento em eventos de menor e média intensidade.
Reforço na estrutura técnica da Defesa Civil estadual, com aumento de equipe e qualificação dos protocolos de resposta.
Definição de novos pontos de monitoramento no Rio Taquari, com maior confiabilidade das medições e instalação de câmeras para acompanhamento remoto.
Reconstrução de estações hidrológicas destruídas nas enchentes de 2024 e integração com o Sistema de Alerta Hidrológico (SAH).
Articulação com municípios para instalação, operação e manutenção dos equipamentos, com possibilidade de apoio local e leitura manual em situações críticas.
Implementação de sistema nacional de alertas via celular, em parceria com a Anatel, com envio de mensagens automáticas e sonoras via redes 4G e 5G, sem necessidade de cadastro prévio.

Biólogo de carreira no serviço público, Emerson Musskopf fala em continuidade na pasta, defende revisão urbana pós-enchentes e cita obras, moradias e expansão industrial
Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Atroca no comando da Secretaria de Planejamento e Sustentabilidade de Estrela não deve alterar a condução dos principais projetos em andamento no município. Ex-adjunto da pasta, o biólogo Emerson Musskopf assume oficialmente a função de secretário após a saída de Rafael Mallmann e diz que o momento é de continuidade, com uma carteira extensa de obras e estudos.
Segundo ele, a secretaria acompanha hoje 72 projetos nas áreas de habitação, saúde, educação, infraestrutura, resiliência climática e mobilidade. Grande parte está em execução e deve influenciar o desenho da cidade nos próximos anos. Servidor de carreira há quase 26 anos, Emerson tem formação em biologia e trajetória ligada à área ambiental dentro da prefeitura. Ao longo desse período, acompanhou a expansão urbana da cidade, o debate sobre preservação e, mais recentemente, a necessidade de rever parte do planejamento urbano após as enchentes de 2023 e 2024.
Para o novo secretário, os eventos climáticos recentes anteciparam decisões que antes eram tratadas como distantes ou até exageradas. Ele lembra que, ainda no início dos anos 2000, estudos do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS já apontavam risco elevado de enchentes de grandes proporções no Vale do Taquari.
“Na época, quando se falava nisso, muita gente dizia que era exagero. Hoje a gente sabe que não era. E mais, o que aconteceu foi ainda pior do que muita projeção previa”, frisa Musskopf.
Na avaliação dele, o desafio agora não está apenas em reconstruir o que foi perdido, mas em impedir que a ocupação urbana volte a avançar sobre áreas vulneráveis. O secretário cita que Estrela perdeu bairros inteiros com a força das águas e precisa abrir novas áreas de expansão para absorver famílias, empreendimentos e serviços.
Uma das apostas do município está na revisão do plano diretor, conduzida em parceria com a Univates e apoio do Estado. O estudo

EMERSON MUSSKOPF
SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO
A gente precisa conciliar segurança, custo e possibilidade real de implantação. Na época, quando se falava nisso, muita gente dizia que era exagero. Hoje a gente sabe que não era.”
encontros quinzenais a partir das próximas semanas. A proposta é reunir moradores, produtores, empresários e vereadores até setembro para discutir o novo desenho da cidade. Entre os pontos já indicados está a ampliação da área urbana ao sul da Transantarita, em uma
faixa considerada segura para novos loteamentos residenciais. A estimativa é de cerca de 500 hectares disponíveis para crescimento.
Emerson afirma que a falta de moradia adequada virou um dos gargalos do desenvolvimento local. Segundo ele, Estrela tem vagas de trabalho abertas, mas parte dos candidatos esbarra justamente na dificuldade de encontrar onde morar. “A cidade tem demanda por mão de obra, mas muita gente recusa vaga porque não consegue se instalar”, diz. Nesse cenário, a pasta atua também na busca por áreas para novos empreendimentos industriais e residenciais. O trabalho, segundo ele, passa por encontrar terrenos fora de locais de risco e com viabilidade econômica para implantação. “A gente precisa conciliar segurança, custo e possibilidade real de implantação”, afirma.
O Planejamento também acompanha projetos de mobi-
lidade e novas conexões entre bairros, um tema que voltou à pauta depois das enchentes e dos impactos na circulação. Entre os estudos em andamento estão novas vias de ligação com a BR-386 e a conexão entre áreas industriais, bairros e o Centro. Outro tema que segue em observação é a futura ligação da Ponte dos Vales com a malha urbana de Estrela. O secretário esclarece que o projeto depende de etapas técnicas conduzidas pelo governo do Estado, como sondagens e testes estruturais, mas reforça que a obra já influencia o planejamento local.
Na área central, o município também trabalha em um projeto de requalificação urbana ligado ao programa Caminhos do Rio. A ideia é aproveitar recursos para reorganizar trechos do Centro com foco em drenagem, paisagismo e melhoria do espaço público. Entre as soluções previstas estão jardins de chuva, pisos drenantes e mudanças na arborização. A proposta busca reduzir a velocidade da água da chuva sobre a superfície e aumentar a infiltração no solo, uma preocupação que ganhou mais peso depois dos episódios recentes.



Evento conhecido como Panegírico ocorreu na quinta-feira, em Encantado, e lembrou a trajetória de Airto Gomes e Cali Schäffer

Homenagem reuniu amigos e familiares dos escritores

A Academia Literária do Vale do Taquari (Alivat) prestou homenagem póstuma a dois escritores encantadenses na noite de quinta-feira, 9, em evento denominado de Panegírico. O professor Airto Gomes, que faleceu em janeiro de 2025, ocupava a cadeira 23 da Alivat. Já o advogado Carlos Alberto Schäffer, falecido em dezembro de 2024, ocupava a cadeira 17. O momento foi conduzido pela vice-presidente Ana Cecília Togni. “A despedida de dois amigos é difícil para nós. Eram escritores com estilos diferentes. Airto era da pesquisa, das biografias, dos livros infantis. O Cali era um excelente cronista. As suas cadeiras ficam vazias a partir de agora”, comentou. Eles ingressaram na academia em 2011.
Sobre os escritores
Gomes nasceu em Encantado no dia 4 de outubro de 1947. A trajetória acadêmica inclui formação técnica em Contabilidade, em 1971; bacharel em Letras (PortuguêsLiteratura) pela Fates em 1976; pós-graduação em Gestão Pública Municipal pela Univates, em 2005; e extensão em Gestão Pública da Cultura, pela UFRGS, em 2005.
Como escritor, publicou 26 livros, de autoria própria e em parceria com outros autores, e editou seis revistas temáticas. A primeira obra foi em 1999, intitulada “Dentro e Fora das
4 Linhas”, sobre a história do Esporte Clube Encantado, do qual foi atleta, técnico, dirigente e presidente.
Dr. Cali, nasceu em Encantado em 5 de junho de 1944 e construiu uma trajetória marcada pelo serviço à comunidade. Formado em Direito pela Faculdade de Passo Fundo em 1971, atuou como assessor jurídico e procurador em municípios do Vale do Taquari. Também prestou serviços a instituições financeiras. Antes disso, destacou-se como professor de História Econômica do Brasil e de Francês na década de 1960. Seu envolvimento político começou cedo, com candidatura a vereador em 1968, além de atuação na Secretaria de Encantado. Participou ativamente de entidades locais, sendo sócio-fundador da Apae e do Clube Comercial. Na OAB, teve atuação relevante em Encantado e Lajeado, recebendo a Comenda Osvaldo Vergara em 1995. Também contribuiu com o esporte e a cultura, integrando conselhos e a Academia Literária do Vale do Taquari.
Autor do livro “Um Olhar Sobre o Cotidiano”, que reuniu crônicas publicadas no Jornal Força do Vale. Dr. Cali também era colunista do Jornal A Hora e comentarista na Rádio A Hora.
Ceat Região Alta, de Roca Sales, é o anfitrião do evento que chega à 31ª edição com participantes de nove escolas
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
REGIÃO ALTA
Avisita ao Cristo Protetor marca neste sábado, 11, o encerramento do 31º Encontro Nacional de Lideranças Estudantis da Rede Sinodal de Educação, realizado em Encantado e Roca Sales. Cerca de 50 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e das 1ª e 2ª séries do Ensino Médio de nove escolas das cidades de Roca Sales, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Estrela, Venâncio Aires, Lajeado e Teutônia participaram de uma programação voltada ao desenvolvimento de habilidades de liderança. As atividades começaram sexta-feira, 10, no Auditório Sicredi, com palestras, oficinas e momentos de integração.
De acordo com o diretor do Ceat Região Alta, Germano Hickmann, conhecer a história de construção do Cristo Protetor conecta-se com a proposta do evento. "Nos permite compreender como a união da comunidade viabilizou a construção desse grande monumento. Tem tudo a ver com o exercício da liderança, pensando no bem das pessoas e de transformar a comunidade”, ressalta.


Entre os destaques da 31ª edição, estiveram debates sobre liderança em tempos de inteligência artificial, comunicação e protagonismo juvenil. Especialistas e profissionais conduziram reflexões sobre o papel do líder na construção de pontes e na mobilização de pessoas, além de oficinas práticas voltadas ao trabalho em equipe. Um dos painelistas foi o jornalista Rodrigo Martini, do Grupo A Hora, que trouxe relatos sobre a importância da informação e da comunicação nos períodos de pandemia e das grandes enchentes. O doutor em Matemática e CEO da startupa EVCOMX, Rodrigo Dalla Vecchia, falou sobre inteligência artificial.
Formação de líderes
Hickmann explica que o tema liderança é trabalhado de forma contínua nas escolas da Rede Sinodal. Segundo ele, a proposta vai além de uma abordagem pontual. “Não é porque é algo bacana ou legal, mas sim porque a gente entende que precisamos participar desse processo de formação dessas lideranças que vão atuar nessas comunidades”,
afirma. Ele acrescenta que eventos como o encontro reforçam esse compromisso ao oferecer experiências, palestras e cases que contribuem para o crescimento dos estudantes. Para os alunos, a experiência vai além do conteúdo teórico. O estudante Pedro Henrique da Silva Nunes, do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Mauá, de Santa Cruz do Sul, avalia o encontro como transformador. Ele destaca a oportunidade de troca entre jovens com interesses em comum e a profundidade do tema. “Acredito que é uma experiência única, porque você conhece pessoas novas, pessoas que têm um pensamento alinhado com o teu”, afirma. Pedro também enfatiza o impacto da liderança na vida das pessoas. Para ele, o conceito vai além de ações pontuais e envolve responsabilidade coletiva. “Liderança é muito mais do que um pensamento, um ato, tem a ver com o guiar da vida das pessoas”, diz. Segundo o estudante, o aprendizado está diretamente ligado à sua identidade. “Para mim tem sido algo muito importante porque tem a ver com a pessoa que eu sou.”



apresenta abordagem sobre prisão no contexto brasileiro
LIBERDADE MONITORADA
Programação reuniu professores, pesquisadores, estudantes e profissionais para o Seminário de Recepção e Aula Inaugural do Programa de PósGraduação em Direito
ESTADO
O lançamento do livro Liberdade Monitorada, obra do advogado e autor Mauro Hauschild, marcou um dos momentos do Seminário de Recepção e Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) 2026/1 na Unijuí, em Ijuí. O evento reuniu professores, pesquisadores, estudantes e profissionais do Direito, em um espaço qualificado de diálogo acadêmico e reflexão sobre temas
contemporâneos da área jurídica.
A obra apresenta uma abordagem sobre alternativas à prisão no contexto brasileiro, especialmente diante do cenário de encarceramento em massa. O livro propõe uma análise teórica e critérios para a aplicação da liberdade monitorada, considerando experiências concretas, perfis individuais e redes de apoio social.
Ao tratar da monitoração eletrônica sob uma perspectiva ampliada, o trabalho convida à reflexão sobre o papel do sistema penal e suas possibilidades de transformação, com foco na responsabilidade, na dignidade humana e na reinserção social. Inserido em um ambiente universitário, o momento também evidenciou o papel das instituições de ensino na construção de conhecimento crítico e no fortalecimento do debate jurídico qualificado.
Evento ocorre em 26 de abril, na Casa de Cultura, com acesso gratuito e visita guiada. Exposição de itens, intervenções musicais e teatrais, e atividades recreativas fazem parte das ações
Omunicípio de Lajeado promove, no dia 26 de abril, o “Domingo no Museu” em comemoração aos 44 anos do Museu Histórico Municipal Bruno Born, localizado na Casa de Cultura. A programação ocorre das 16h às 19h, de forma gratuita e aberta à comunidade. O espaço histórico foi fundado em 5 de abril de 1982. O evento conta com visita guiada ao museu, exposição cultural temática “Onde o passado vive: 44 anos do Museu” , intervenções musicais e teatrais, e atividades recreativas como pintura de desenhos inspirados em pontos turísticos do município, brincadeiras interativas e a atividade de caça ao tesouro.
A atividade de caça ao tesouro terá dinâmica com enigmas e pistas que devem ser desvendados pelos participantes, os levando a percorrer diferentes pontos do Centro Histórico em busca das

respostas. Ao longo do trajeto, os participantes serão incentivados a observar detalhes do espaço e trabalhar em equipe.
A atividade tem como objetivo interagir de forma lúdica com o patrimônio histórico local. Ao final, os participantes que completarem o percurso recebem premiação. A iniciativa conta com a parceria da empresa Florestal Alimentos e integra as ações de valorização do patrimônio histórico e cultural de Lajeado.
O museu foi criado em 1982, quando os objetos foram guardados no porão da prefeitura com o nome de Museu de Lajeado. Em 1994, denominou-se Museu Municipal Bruno Born, funcionando junto ao Parque do Engenho. Em 1998 foi transferido para a Casa de Cultura. O acervo do museu foi formado por doações feitas pela comunidade.
16h: Acolhida com personagem das oficinas de teatro 17h30min: Apresentação dos alunos da oficina de Violino 18h: Apresentação dos alunos das oficinas de música com o professor Tiago Kreutz 19h: Esquete teatral
Estes bens representam os hábitos e costumes dos colonizadores alemães e italianos no Vale do Taquari, principalmente da comunidade de Lajeado. Devido a fundação do museu, as famílias começaram a contribuir mais para a formação do acervo, doando objetos que representam a sua história e o seu cotidiano.


Partido adota cautela após episódio recente, mas não descarta exprefeito no cenário eleitoral
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
OUnião Brasil mantém o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, como um nome em potencial para disputar uma vaga de deputado estadual, mesmo diante da situação recente que impactou o cenário político local. O deputado federal Luiz Carlos Busato afirma que o momento é de cautela e evita antecipar desdobramentos. “É uma situação delicada, então entendemos que é o momento de dar espaço”, diz. Segundo o parlamentar, não houve novas conversas com Caumo sobre o tema após o episódio, mas o partido segue aberto a uma eventual retomada de protagonismo político por parte do ex-prefeito. Nos bastidores, a avaliação é de que a legenda
busca preservar quadros competitivos enquanto reorganiza sua estratégia eleitoral na região. Além disso, o partido avalia novas candidaturas na região. Um dos nomes em discussão é o do vereador de Encantado, Daniel Pasaia, no entanto ainda não há definição sobre qual cargo. “Estamos conversando e avaliando se é mais interessante uma candidatura a deputado estadual ou federal. É um processo em andamento”, afirma Busato.
O União Brasil busca ampliar sua atuação na região com o objetivo de fortalecer a presença do partido, que ainda conta com poucas lideranças consolidadas. Entre os principais nomes nesse processo está Rafael Mallmann, apontado como uma das referências locais da legenda. Mallmann já ocupou cargos públicos, como prefeito de Estrela, secretário municipal e estadual, e foi convidado por Busato
para coordenar sua campanha no Vale do Taquari.
“Convidei o Rafael antes mesmo da janela partidária. É um quadro importante, assim como a prefeita Carine Schwingel, que também é uma pessoa de confiança”, afirma o deputado. A proposta é que ele atue junto ao gabinete, percorrendo os municípios e ouvindo lideranças e demandas regionais.

DEPUTADO FEDERAL
“É uma situação delicada, então entendemos que é o momento de dar espaço.”

Nos bastidores, a avaliação é de que a legenda busca preservar quadros competitivos enquanto reorganiza sua estratégia eleitoral na região






Duas vezes na semana, Odete Kroth visita famílias que moram em locais afastados para auxiliar gestantes e vigiar o peso das crianças. Ela atua na pastoral há duas décadas.
O seu trabalho ajuda a combater a desnutrição infantil
Jéssica R Mallmann jessica@grupoahora.net.br
COLABORAÇÃO
Andreia Rabaioli
AAo invés de eu estar sentada no sofá, posso tirar duas horas do meu dia para fazer a diferença”
o folhear o livro da Pastoral da Criança, nas mãos de Odete Kroth, as páginas revelam-se muito mais do que papel. Cada capítulo parece despertar uma memória, uma visita, um abraço, uma história que ficou em sua memória. O gesto é calmo, delicado, e no olhar há evidências do orgulho de quem encontrou, no voluntariado, um propósito capaz de tocar muitas vidas. Aos 56 anos, nascida em Palmitinho e moradora de Teutônia desde 1986, Odete construiu sua trajetória profissional na indústria calçadista. Mas foi no voluntariado que encontrou uma missão que atravessa décadas. Integrante da Pastoral da Criança, ela faz parte de um grupo de líderes
que acompanha famílias em situação de vulnerabilidade em bairros mais afastados do município, e leva orientação, acolhimento, doações e, sobretudo, presença.
Idealizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Criança atua por meio da capacitação de líderes voluntários que vivem nas próprias comunidades. O trabalho é voltado ao acompanhamento de crianças de até seis anos e de gestantes, com foco em saúde, educação, nutrição e cidadania. A missão se sustenta em três pilares: visitas domiciliares, “Celebração da Vida” e reuniões de reflexão e avaliação.
Mais do que visitas mensais, o que Odete e os demais voluntários oferecem é a escuta. Cada líder acompanha até nove famílias, que equivale a uma média de 15 crianças. “Eles precisam sentir a tua confiança para ir se abrindo”, revela.
À medida que essa abertura é conquistada, os encontros, que deveriam durar até 20 minutos, se alongam. Quando há espaço para escutar a dor e para o carinho, uma hora passa desapercebida.
Antes de qualquer orientação sobre vacinação, amamentação ou alimentação saudável, Odete inicia as visitas com uma oração. Um gesto simples, mas que, segundo ela, abre portas. “Nesses anos todos, eu nunca levei um não.”
Odete também é conhecida como corredora das ruas de Teutônia e por colecionar troféus. Nas pistas, sua missão é correr contra o tempo e superar seus limites. No voluntariado, o desafio é correr para cuidar de crianças e de famílias que precisam de amparo. O prêmio é o sorriso das mães e um futuro mais promissor para os pequenos.
Entre as muitas lembranças, há uma que Odete carrega como um marco definitivo em sua caminhada.
Era inverno. Ao chegar à casa de uma família acompanhada pela Pastoral, encontrou a mãe sentada no sofá, distraída ao telefone, enquanto duas crianças permaneciam no chão frio. O bebê tinha sete meses. O mais velho, pouco mais de dois anos. “Eu peguei aquele nenê no colo e ele ficou tão calminho”, recorda, emocionada.
Para Odete, foi naquele momento do abraço entre bebê e voluntária que ela entendeu a situação: àquela família, faltava carinho, alguém que amparasse crianças inseguras para o mundo. A cena foi tão forte que, ao voltar para casa, confidenciou ao marido o desejo imediato de adotar. Mas entendeu que cuidar das famílias era sua verdadeira missão. Seguiu

acompanhando os pequenos e o trabalho ajudou a transformar aquela realidade. “Salvamos essa família das drogas. Conseguimos levar conforto, abraço e fazer com que elas dessem mais amor às crianças”.
O caso se tornou combustível para seguir em frente, sobretudo nos dias em que o cansaço ameaça falar mais alto. “Quando penso ‘hoje estou cansada’, lembro disso e vou”.
A rotina de Odete é dividida entre o trabalho formal e o voluntariado. Ainda assim, ela reserva dois momentos fixos da semana para a missão: as manhãs de sábado e um dia durante a semana para as visitas. O que poderia ser visto como tempo perdido, para ela, é tempo ganho. “Ao invés de eu estar sentada no sofá, posso tirar duas horas do meu dia para fazer a diferença”.
A frase revela a essência de quem compreende o voluntariado como extensão da própria vida. Não há cálculo de esforço, distância ou conveniência. Há disponibilidade. “Já aconteceu de eu largar tudo para ir ajudar.”

A Odete, para mim, é quase uma mãe e irmã... Ela é um exemplo de mulher, uma grande pessoa”
“Quase uma mãe e irmã”
Adriana da Silva é uma das provas do legado de Odete. Ao tentar definir a importância da voluntária em sua vida, ela hesita, olha para o chão e escolhe as palavras com cuidado. “A Odete, para mim, é quase uma mãe e irmã.”
As duas se conheceram há 18 anos, por meio da irmã de Adriana. A amizade nasceu de forma imediata e se consolidou ao longo do tempo, a ponto de Odete ser escolhida como madrinha de um dos filhos.
A relação entre as duas ultrapassou os laços da convivência e se transformou em família por escolha — um reflexo do mesmo cuidado que Odete oferece às tantas famílias acompanhadas pela Pastoral. “Ela é um exemplo de mulher, uma grande pessoa”.



ATAQUE NOTURNO
Após furto, caso em Delfina mobiliza famílias com retirada de nomes, placas, fotos e peças em metal. Ocorrências semelhantes foram registradas na região e há suspeitos identificados
Daniély Schwambach
daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Ocemitério católico São Pedro Apóstolo, na comunidade de Delfina, interior de Estrela, foi alvo de vandalismo nesta semana. Cerca de 100 túmulos tiveram peças retiradas ou danificadas, como cruzes, crucifixos, placas com nomes, letras metálicas e fotografias, o que mobilizou famílias da localidade e dificultou a identificação de sepulturas. A situação foi percebida na quarta-feira, 8. Conforme moradores, a suspeita é de que a ação tenha ocorrido entre segunda e terça-feira. O caso chama atenção por não haver registros anteriores desse tipo no local, tradicionalmente mantido pela própria comunidade.
Integrante da diretoria, Miriam
Sulzbach, 59, nasceu na localidade, saiu por um período e voltou a residir no interior em 2019. Ela acompanhou a situação desde o momento em que os danos foram identificados e relata surpresa com o ocorrido. “Isso aconteceu na quarta-feira, a gente percebeu. A gente acha que foi na terça ou talvez segunda, mas nunca tinha acontecido aqui. Foram uns 100 túmulos que foram atingidos, mais ou menos”, afirma.
Segundo Miriam, os autores deixaram para trás um saco com parte dos materiais retirados, possivelmente já separados para transporte. A partir disso, familiares passaram a ir até o cemitério na tentativa de reconhecer e recuperar itens.
Na tarde de sexta-feira, 10, a movimentação foi intensa no local. Miriam permaneceu acompanhando a chegada de famílias e auxiliando na identificação das peças. Mesmo com a recuperação de alguns objetos, há casos em que não restaram elementos que permitam reconhecer os túmulos. O impacto também atinge diretamente a própria família. Miriam tem familiares sepultados no local. Os túmulos dos avós maternos, Aluísio Leonardo Birck e Leonidia Scheeren Birck, foram atingidos. Parte dos itens foi localizado entre os objetos deixados pelos autores, o que possibilitou a recuperação.
Já em relação à família paterna, não houve o mesmo resultado. Além do prejuízo emocional, a retirada de peças metálicas aponta para furto voltado à revenda. Ma-
teriais como latão, ferro e alumínio, utilizados em letras, molduras e ornamentos, possuem valor comercial e costumam ser alvo desse tipo de ação, especialmente em locais com pouca visibilidade e vigilância.
Em alguns túmulos, a retirada de fotos e placas compromete totalmente a identificação, já que eram os únicos registros visíveis das famílias. A comunidade agora tenta reorganizar essas informações com auxílio dos próprios moradores.
Relatos indicam que outros cemitérios também foram alvo de furtos ao longo da mesma semana. Entre os locais citados estão a comunidade São Luís, em Estrela, e o Cemitério Cruz das Almas, em Bom Retiro do Sul. A proximidade entre os pontos e o período em que os casos ocorreram reforçam a suspeita de ações semelhantes em sequência.
A Polícia Civil investiga o caso e, conforme apurado, já há suspeita de autoria. Apesar de o cemitério contar com sistema de monitoramento, as câmeras não estavam em funcionamento no momento do crime, o que dificulta a identificação. A comunidade deve avaliar medidas para reforçar a segurança, como revisão do sistema de vigilância, melhorias na iluminação e acompanhamento mais frequente do espaço.


ELMY CECILIA SULZBACH, 90, faleceu na sexta-feira, 10. O velório ocorre na sala “C” das Capelas Diersmann, do bairro Alto da



Bronze, em Estrela. O sepultamento ocorre neste sábado, 11, às 16h, no Cemitério São Vitor, de Novo Paraíso, em Estrela.
JOSÉ ELVIDIO SCHNEIDER, 69, faleceu na sexta-feira, 10. O sepultamento ocorreu no cemitério de Linha Sítio, em Cruzeiro do Sul.


MARLETE RIZETTI LUSSANI, 70, faleceu na quinta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Progresso.
SELMA FRANCISCA D’AVILLA, 71, faleceu na quinta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério dos Almeida, em Taquari.




7ª edição da campanha em Venâncio Aires amplia arrecadação e reforça rede de voluntários na confecção de mantas
VENÂNCIO AIRES
Uma iniciativa do GF Essência da Tradição, de Venâncio Aires, pretende ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. O projeto Quadradinho Solidário reforça o engajamento comunitário e amplia, ano após ano, a arrecadação de materiais para a produção de mantas. A iniciativa surgiu em 2019, a partir de uma proposta da prenda Isadora Moraes, dentro das ações do Departamento Jovem da 24ª Região Tradicionalista. Desde então, o GF Essência da Tradição assumiu a organização da campanha, que passou a integrar o calendário anual da entidade. De acordo com a diretora do Departamento Cultural, Cristiana Treib Moraes, o foco da ação permanece o mesmo desde a criação. “O objetivo é arrecadar o maior número possível de quadrados para confeccionar mantas para o inverno”, afirma. Com o passar dos anos, a
adesão tem crescido de forma consistente. Segundo Cristiana, o envolvimento da comunidade é um dos principais diferenciais da campanha. “Muitas pessoas nos procuram para saber como ajudar, e a arrecadação tem aumentado gradativamente”, destaca.
A participação é aberta ao público em geral, seja por meio da confecção dos quadradinhos de lã ou pela doação de materiais. A orientação é que as peças tenham aproximadamente 30 por 30 centímetros, medida que facilita a montagem das mantas.
A etapa de confecção reúne uma rede de voluntários, incluindo familiares de integrantes do grupo e membros da entidade. As mantas produzidas são destinadas a instituições ou ações sociais, com definição do destino a cada edição. Embora não haja um levantamento exato do número de beneficiados, a campanha já contribuiu com diferentes frentes de assistência, incluindo casas de acolhimento e ações emergenciais. “Já conseguimos atender entidades e também colaborar em momentos críticos, como nas enchentes”, ressalta a diretora.
As doações podem ser feitas entre abril e julho, na sede da entidade ou durante encontros da 24ª Região Tradicionalista.


Evento em Lajeado reúne competidores de diferentes estados, amplia programação e reforça tradição neste fim de semana
LAJEADO
OPiquete Invernada de Guapos, de Lajeado, promove neste fim de semana mais uma edição do rodeio crioulo, com expectativa de público superior aos anos anteriores. A programação ampliada, a premiação crescente e a diversidade de provas são os principais atrativos para laçadores e visitantes de diferentes regiões. O evento ocorre no Parque Municipal Rogero Henz. De acordo com um dos responsáveis pela organização, Gilmar Neumann, o evento é construído com foco na experiência do público desde a origem. “Desde a primeira edição, o Piquete Invernada de Guapos se preocupa em fazer algo organizado, pensado nos pequenos detalhes, sempre voltado às famílias, desde as crianças. Isso traz cada vez mais
Evento ocorre no Parque Municipal Rogero Henz, em Lajeado, e segue até domingo
público”, destaca.
A estrutura do rodeio também evoluiu ao longo dos anos, com melhorias no conforto para acampamentos e visitantes. A preocupação, segundo Neumann, é oferecer um ambiente acolhedor e completo para quem participa e prestigia. Neste ano, o crescimento do evento se reflete em uma programação mais robusta. “Ela é ampla justamente por conta do aumento do público ano após ano. Trabalhamos para ter atrações que atendam desde os mais jovens até os mais experientes”, afirma.
Outro fator que impulsiona o rodeio é a premiação, que aumenta a cada edição. “Isso faz com que os laçadores venham de cada vez mais longe, garantindo o sucesso do evento e uma repercussão maior”, ressalta. A organização já registra alto número de inscrições antecipadas e projeta superar o público do ano passado.
A diversidade de modalidades também é apontada como diferencial. O rodeio contempla desde competidores amadores até os mais experientes. “Temos todos os tipos de laçada justamente para atender todo o público”, explica.
O evento deve reunir participantes de várias regiões do Sul do país. Há confirmação de laçadores de Santa Catarina, Paraná e diferentes pontos do Rio Grande do Sul, como fronteira, Serra, Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari. Além das provas campeiras, a programação inclui atrações culturais e de entretenimento, como baile com o grupo Tchê Barbaridade e praça de alimentação. “A parte cultural e tradicionalista é muito importante. Nosso papel como entidade é preservar isso e atender as expectativas da comunidade”, reforça Neumann. O envolvimento com o rodeio, segundo ele, vai além da organização. “Desde cedo a gente participa e é um serviço totalmente voluntário. A gente se realiza em poder fazer esse trabalho, nas amizades que constrói e em receber as pessoas. É como abrir a casa para amigos”, relata. Nos bastidores, a organização começa com antecedência. O planejamento envolve cerca de dois meses de reuniões e busca por patrocínios, além de visitas a outros eventos para troca de experiências. Entre os principais desafios, está a dependência das condições climáticas.
A realização ocorre com apoio do poder público, por meio da Prefeitura de Lajeado, que disponibiliza o parque de rodeios. Mesmo com estrutura consolidada, os custos seguem sendo um ponto de atenção. “Temos despesas altas com aluguel de gado, narradores, som e julgadores. Tudo precisa ser bem planejado para garantir o evento”, explica. Neumann também relembra um dos momentos mais difíceis da trajetória da entidade: o cancelamento da edição durante a pandemia. “Uma semana antes tivemos que cancelar. Era todo um trabalho de um ano, com custos já assumidos. Foi muito difícil e marcou a entidade”, recorda.


VIRGEM: Trabalhar só ou o mais longe possível das pessoas será tudo de bom, porque aí vai poder colocar em ação a sua imaginação.
www.coquetel.com.br © Revistas COQUETEL
Protesto pacífico adotado por Gandhi
Escritor do livro "Feliz Ano Novo"
(?) de pulso, invenção de Santos Dumont
"(?) não se ganha, se conquista" (dito)
Indícios importantes para a identificação de atirador
São presos ao poste
(?) at Work, banda australiana
(?) da cesta básica: arroz e açúcar
Indicam a posologia de medicamentos
Animal de carga do Sertão
Aquele que nasceu "virado para a lua"
Símbolo de compromisso entregue no noivado
Botão do Twitter
Diz-se do cão que não apresenta ameaça Período histórico do feudalismo
Etapa que precede o abate animal
De mal a (?): em declínio acentuado
(?)-T, ator do EUA Lista; registro
(?) de brigadeiro: o ideal para voos
Antigo guarda-roupa Nem, em inglês
"Criança", em tupi
"(?): Nascido para Lutar", filme dramático
"(?) o homem", frase de Pilatos (Bíblia)
Luta japonesa Deus, em inglês Óculos de (?): corrige a visão Razão

ÁRIES: Tudo indica que terá facilidade para se relacionar com as pessoas, atrair bons aliados e gente pronta para te ajudar.
ÁRIES: Se está feliz no trabalho, pode pintar uma boa chance de promoção: mostre que está pronta para encarar novos desafios.
TOURO: Se trabalha com parentes, tem um empreendimento em casa ou atua em home office, você pode se sentir mais à vontade.
TOURO: Agir em equipe ou sociedade será uma ótima opção, ainda mais porque você estará super aberta a aprender coisas novas.
GÊMEOS: Pode ser um dia produtivo, sobretudo se lida com comércio, mídia, publicidade e clientes. Seu lado otimista deve dar as caras.
GÊMEOS: A atração por um colega pode ficar mais forte e difícil de esconder, e os desejos ficam à flor da pele.
CÂNCER: Tem boas chances de ganhar mais grana, sobretudo se trabalha com atendimento ao público ou com produtos femininos.
CÂNCER: Use seu entusiasmo e sua paixão pela vida para motivar os colegas e tornar o dia mais produtivo no emprego.
LEÃO: Na área profissional, pode ter facilidade para escolher com que se associa e fecha parcerias. As emoções tendem a ficar à flor da pele.
LEÃO: Livre na pista, bebê? Pois pessoas conhecidas e que já convivem com você terão mais chances de ganhar seu coração.
VIRGEM: Trabalhar só ou o mais longe possível das pessoas será tudo de bom, porque aí vai poder colocar em ação a sua imaginação.
VIRGEM: Você vai estar cheia de entusiasmo, e também vai esbanjar criatividade e pode dar ideias incríveis para otimizar o trabalho.
Mineral importante para a tireoide (símbolo)
Anno Domini (abrev.)
(?) da Austrália, torneio de tênis Letra-símbolo do sublinhado no Word
Telhado de casas rústicas Miolo (?), a pessoa que não tem juízo (pop.)
Forma do aro de pneu
Aqui, em francês
Incômodo típico da vida de fumante
www.coquetel.com.br / © Revistas COQUETEL

Bah BBQ ocorre no dia 18, com open food, estações de assados e rótulos exclusivos. Assadores consagrados comandam festival que une carne e espumantes
LIBRA: VSeu jeito criativo, simpático e encantador deve te ajudar a fazer excelentes contatos, sobretudo com colegas e amigos.
LIBRA: Assuntos de casa e família terão prioridade para você. Se planeja se mudar ou reformar a casa, o céu envia ótimas vibrações.
ESCORPIÃO: A área profissional está em destaque. Há chance de mudar de cargo, de emprego ou até mesmo de profissão
ESCORPIÃO: Extrovertida e cheia de charme, você vai arrasar corações na paquera. Puxe papo para conhecer melhor o alvo.
SAGITÁRIO: Seu lado animado, expansivo e inspirado está em destaque e te ajuda a arrasar no trabalho, sobretudo na área de ensino.
SAGITÁRIO: A preocupação com uma dívida ou a vontade de melhorar de vida serão bons estímulos para mergulhar no trabalho.
CAPRICÓRNIO: Na área profissional, tudo indica que só irá se ligar a negócios e finanças de outras pessoas se sentir uma maior conexão.
CAPRICÓRNIO: No trabalho, busque o apoio dos colegas e use seu espírito de liderança para motivar todo mundo. Lutem juntos!
AQUÁRIO: É que a sua vontade de receber atenção talvez cresça, sem contar que seu signo deve ficar ainda mais sociável.
AQUÁRIO: Você certamente já ouviu que o segredo é a alma do negócio, pois esta é a principal dica dos astros para você no momento.
PEIXES: Seu jeito mais expansivo e sociável está em alta e pode te favorecer no emprego, ainda mais se lida com o público.
PEIXES: Um bom caminho para o sucesso é investir nos estudos, e você pode buscar cursos que abram novas portas para a sua carreira.
Atradicional Vinícola Aurora, em Pinto Bandeira, abre os jardins para a 6ª edição do Bah BBQ Vinhos e Assados, no dia 18 de abril. O evento promete reunir o que há de melhor na gastronomia de churrasco harmonizada com os premiados espumantes e vinhos da região.
Com formato open food, das 11h30 às 15h, os visitantes poderão circular por diversas estações de assados comandadas por nomes consagrados da gastronomia, cada um trazendo técnicas e cortes exclusivos. Entre as atrações já confirmadas estão a picanha bovina com milho verde e manteiga de rapadura por Giordano Tarso, o Denver steak com farofa e chimichurri de Los Estancieiro, e o Flat Iron com creme de gorgonzola e batata-doce assada.
O evento ainda reserva espaço para sabores internacionais
6º Bah BBQ Vinhos e Assados 18 de abril de 2026, na Vinícola Aurora, Pinto Bandeira/RS Das 11h30 às 15h, com open food em estações de assados, vinhos DOC Altos de Pinto Bandeira, show com Kissa Braga, DJ, área kids e pet friendly
como o Huevos Rancheros de Paulo Landgraff, sanduíches especiais do Rachid e do Baila Burger, e opções de peixes como pirarucu e salmão preparados por Leo Bresolin. Para completar, os doces ficam por conta de picolés à vontade, garantindo o encerramento da experiência.
O evento surge como uma oportunidade para os apreciadores de vinho. Os participantes poderão adquirir no local os rótulos da linha DOC – Denominação de Origem Controlada Altos de Pinto Bandeira. Esta é a primeira Denominação de Origem exclusiva para espumantes do Novo Mundo, conquistada em
Evento open food também conta com atrações culturais
2022 após mais de uma década de estudos e certificação. A região delimitada de 65 quilômetros quadrados, que abrange Pinto Bandeira, Farroupilha e Bento Gonçalves, é reconhecida pelas condições de solo vulcânico e altitude média de 632 metros, que conferem às uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico acidez e frescor ideais para o método tradicional de espumantes. O evento contará com um show da cantora Kissa Braga e a abertura musical com DJ. O local é pet friendly e conta com área kids.
Sobre a vinícola
Fundada em 1931 por 16 famílias de viticultores em Bento Gonçalves, a Cooperativa Vinícola Aurora é uma das principais forças da vitivinicultura brasileira. Com 1,1 mil famílias cooperadas e mais de 3 mil hectares de vinhedos, a iniciativa combina tradição e inovação, sendo também uma das vinícolas chanceladas pela D.O. Altos de Pinto Bandeira.


Tailini da Silva Caminha Faleiro
Tailini Caminha Arquitetura e Interiores tailini.caminha@gmail.com | @tailini.arq
Criar um lar para um jovem casal iniciando a vida a dois. Esse foi o objetivo do projeto da arquiteta Tailini da Silva Caminha Faleiro, para um apartamento em Lajeado: o Apê Panorama.
A ideia era traduzir no espaço, a história, valores e estilo de vida do casal, conciliando estética, conforto e funcionalidade. Assim, a arquiteta buscou desenvolver um ambiente acolhedor e atemporal, preparado para acompanhar essa nova fase, atendendo tanto aos momentos de convivência e recepção de amigos e família, quanto à rotina do dia a dia, sempre com praticidade e bem-estar.
A iluminação foi pensada de forma estratégica, com diferentes cenas que se adaptam aos usos e atmosferas desejadas, valorizando o espaço e tornando-o versátil ao longo do tempo. Segundo Tailini, o projeto foi guiado por conceitos como acolhimento, atemporalidade e identidade. As formas orgânicas do mobiliário contribuem para um ambiente fluido e convidativo, enquanto a composição dos espaços busca equilíbrio e harmonia.
As lembranças de viagens do casal se inserem nesse contexto como expressão de identidade e afeto, aparecendo de forma sutil na decoração e transformando cada ambiente em um espaço carregado de memórias.
As inspirações partem, principalmente, das vivências do casal. Materiais como madeira e pedra reforçam uma estética natural e sensorial, enquanto as lembranças de viagens trazem referências culturais e afetivas, enriquecendo o ambiente com significado. Há também influência de uma linguagem contemporânea, combinada com traços orgânicos e atemporais.
A paleta de cores é composta por tons suaves e neutros, que contribuem para a sensação de aconchego e equilíbrio visual. As texturas têm papel fundamental no projeto, com o uso de materiais como madeira, pedra e tecidos que agregam profundidade e riqueza sensorial ao ambiente.
O mobiliário ainda apresenta formas orgânicas, criando contraste com a base neutra. Como exceção, o lavabo assume uma linguagem mais expressiva, com texturas e tonalidades marcantes, por ser um espaço onde o casal entendeu que poderia ousar um pouco mais.










Iniciou na terça-feira, 7, mais uma edição do Sesc Circo em Lajeado. É o maior festival circense do Rio Grande do Sul e chega a sua 11ª edição. Neste ano, a lona principal concentra as programações no Parque Linear, na Avenida Décio Martins Costa. Os espetáculos e oficinas ocorrem até domingo, 12, e a programação completa pode ser conferida no site sesc-rs.com. br/sesccirco. Nas fotos, registros de quem já passou por lá.




Empresária do ramo da moda, Taís Sivinski Sbaraini recebeu clientes e amigos para celebrar os três anos da loja física no dia 6 de abril. Com 15 anos de experiência, a Boutique da Taís se localiza na rua Carlos Jacob Kieling, 363, sala 102 no bairro Florestal, tem atendimento personalizado e com hora marcada.
O foco é o público feminino e dispõe de peças atemporais primando sempre pelo bom atendimento.


A Central de Vendas da Construtora Diamond foi palco da pré-inauguração da 99 Óticas para convidados na noite de quarta-feira, 8. A loja fica na rua Júlio de Castilhos, 803, no Centro de Lajeado. Conforme o franqueado Guilherme Amarante, a cidade foi escolhida pela prosperidade, organização e posição geográfica, perto de polos como Porto Alegre e Serra Gaúcha. O principal diferencial da rede é o modelo de preço único; todas as armações custam R$ 99, com mais de 3 mil modelos.


CARLOS MARTINI Administrador

Não sei vocês, mas tá muito interessante acompanhar de perto a 36ª edição do Fórum da Liberdade, que está acontecendo no belo centro de eventos da PUCRS em Porto Alegre, com a organização liderada pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e sua tradicional competência, tanto na programação em si quanto nas articulações prévias.
A presença física é limitada, o que é compreensível, afinal o excelente centro tem capacidade de acolher até uns sete ou oito mil inscritos em algum evento, o que já é uma “babilônia” de gente.
Casa Lotada! Mas esse fórum pode também ser acompanhado por meios eletrônicos, em qualquer bibóca que tenha acesso à internet, inclusive na cancha de bochas do bolicho do meu Cumpádi Belarmino.
Nessa edição específica a idéia -âncora e o slogan principal (por sinal muito bem escolhido) é: “O Brasil Tem Jeito!”
E vale destacar: o ponto final não é o de interrogação (?), mas é o de exclamação (!). Tem, e vale acompanhar o evento, até porque os ventos que agora sopram por lá também vão soprar por aqui, tá ligado?
Não custa acompanhar por perto a evolução do projeto de investimento graúdo do grupo chileno CPMC lá pelas bandas da Barra do Ribeiro, com reflexos em Guaíba, Pelotas, Rio Grande, entrando pelas coxilhas do pampa e inclusive pelos vales e montanhas do Taquari, que é um dos mais importantes polos da silvicultura gaúcha, principalmente pelas bandas da chamada depressão central.
Também não custa lembrar que a Silvicultura e a Logística necessárias para alavancar e sustentar um baita projeto de vários bilhões como esse gera reflexos positivos numa ampla cadeia produtiva, quer seja para produzir celulose, papéis, móveis, madeira prá construção civil ou pra gerar energia.
A coisa vai longe, chega até no cercamento do potreiro do meu cumpádi, aí de preferência com moirões de eucalipto “vermelho”.
Também não custa lembrar que há outras possibilidades e projetos de investimentos semelhantes, lá para os lados do Mato Grosso e do Uruguai.
A soberba precede a queda e os deuses costumam cegar antes aqueles a que querem destruir.
(ditado antigo, sei lá de quando).
Delação Premiada Sem Limites! (duplo com) No Meu Fiofó Togado, Não!

Aí é tipo cavalo encilhado que aparece na porteira. Se não quer montar, sempre aparece quem quer. Ou como diz o meu cumpádi: não bota muita minhoca na sopa que eu arranjo outro prato.
Esse título pode parecer meio estranho, mas é a denominação científica da ave Tangará, que com muita maestria foi escolhido como o nome de “batismo” de um belo empreendimento sediado em Estrela.
Podia estar instalado em outros locais, mas decisões administrativas precisam seguir uma lógica econômica racional em seu respectivo tempo e espaço.
Agora vejo que a agora denominada “Ponte da Tangará”, no Arroio Boa Vista, será reforçada e até servindo de passagem numa importante conexão entre a RS453 (Rota do Sol) e a BR-386, chegando à confluência com a TranSantaRita (RS-129) e o fluxo adicional a ser gerado pela futura Ponte dos Vales.
Beleza! Tomara que essa conexão logística (e também a Tangará) evoluam sempre mais.
Pois foi que lá um belo dia na vila um grupo político específico queria colocar na praça um monumento com um busto de bronze prá homenagear legitimamente um ilustre partidário já falecido.
A oposição reagiu, porque também tinha outro ilustre prá homenagear com o mesmo monumento e busto de bronze.
Solução proposta pelo Cumpádi Belarmino: monta um único monumento e coloca encima um pescoço de rosca, o busto encima a gente vai trocando...
(Com o devido respeito a todos que mereceram e merecem ser reconhecidos pela história. Isso é apenas uma piada, talvez até meio idiota, reconheço)

MARCOS FRANK
Médico Neurocirurgião
Há pouco menos de quatro anos Jô Soares nos deixou. Fica a obra de um brasileiro genial que foi escritor,humorista, ator além de revelar tardiamente um incrível talento para a arte da entrevista. Com 84 anos ao partir, Jô nos deixa algumas pérolas com as quais dialogaremos:
Como foi essa mudança de dimensão, Jô?
Obrigado por perguntar, “São poucos os que se importam, os outros são só curiosos.” Como todos sabemos “Não existe esse negócio de terceira idade, só existe duas opções: vivo ou morto!” “Eu sofri a dor que é o pesadelo de todo pai, a inversão da ordem natural das coisas: perda de um filho.” Agora vou me juntar a ele.
Você tinha medo da morte?
“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beribéri – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso.” Por outro lado, “O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo.”
Qual o seu conselho para quem está envelhecendo?
Pois então, “diante desse imenso ponto de interrogação que é o futuro de todos nós, reformulei minhas crenças: estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Desisti de atracar o barco e resolvi aproveitar a paisagem.”
Você foi casado três vezes e ainda namorou a atriz Claudia Raia. Como sabemos quando um relacionamento está chegando ao fim?
“A melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade.” Agora “Quando saber se o casamento está ruim? Quando você está engolindo sapo ao invés de comer a perereca.”
De Zé da Galera pedindo um ponta a Telê Santana ao defensor dos fracos e oprimidos Capitão Gay, foram muitos os personagens eternizados na memória do brasileiro. Como era o seu processo criativo?
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.” “O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil.” Além disso, “Não existe palavra feia. O feio está na cabeça de quem pensa que é feio. Foi uma lição para toda a vida, uma dessas iluminações que clareiam o caminho: o humorista precisa ter toda a liberdade possível e impossível, não pode sofrer preconceitos e restrições na sua maneira de pensar. O palavrão, a censura, o chocante estão na cabeça das pessoas.”
Como um humorista deve se relacionar com o poder?
“O poder em si já é uma coisa ridícula. O sujeito assume a Presidência e colocam nele uma faixa que parece suspensório torto.” “O humor tem de ser anárquico. Humorista não pode se engajar. Tem de ser oposição até da oposição.” Agora, “Tem duas coisas de que eu não posso abrir mão. Primeiro, de ouvir as pessoas. Segundo, da minha irreverência.” Finalmente, “nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político”.
Pode deixar um conselho aos que ficam?
“Eu diria que rir de si mesmo é um mandamento da vida, não só da comédia.”
Segundo CEO do Instituto Brasileiro de Petróleo, Roberto Ardenghy, setor monitora gargalos na distribuição, enquanto Petrobras evita reajustes no curto prazo
LAJEADO
Oabastecimento de diesel no Estado passa por normalização após falhas pontuais registradas em bases de distribuição nas últimas semanas, afirma o CEO do Instituto Brasileiro de Petróleo, Roberto Ardenghy. Segundo ele, o setor mantém monitoramento contínuo, com atuação coordenada entre refinadores, importadores e distribuidores para identificar gargalos e evitar novos episódios. Em relação aos preços, a
avaliação é de que o diesel deve se manter no atual patamar no curto prazo. Medidas recentes de desoneração tributária ajudam a conter pressões, embora os combustíveis no Brasil ainda sejam considerados altamente tributados.
Ardenghy destaca que a Petrobras não pretende alterar os preços apenas por fatores conjunturais, devendo aguardar movimentos mais consistentes no cenário de médio e longo prazo antes de eventuais reajustes. No campo estrutural, o executivo aponta o avanço das atividades na Bacia de Pelotas, onde está em andamento a etapa de sísmi considerada o primeiro passo para identificar a presença de hidrocarbonetos. “A partir dos dados obtidos, será possível mapear áreas com potencial exploratório”, afirma.
Caso os resultados indiquem viabilidade, a previsão do setor é iniciar a perfuração do primeiro poço em cerca de três anos. Segundo Ardenghy, uma eventual

confirmação de reservas no litoral gaúcho pode ampliar a segurança energética do Estado e do país, ao reduzir a dependência de importações e diversificar a base de produção nacional.
A Vibra Energia, operadora dos postos de combustíveis que ainda
levam o nome comercial Petrobras, informou que vai aderir em abril ao programa de subvenção do óleo diesel criado pelo governo federal para conter a alta do preço do derivado de petróleo.
A adesão da Vibra, dona de cerca de 8 mil postos de combustíveis
pelo país, representa um ganho de escala do programa lançado inicialmente em 12 de março, uma vez que as três principais revendedoras tinham ficado de fora da adesão. Além da Vibra, a Raízen (postos Shell) e a Ipiranga tinham declinado de receber a subvenção.



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Uma cabana cercada pela floresta é a novidade turística da região. Localizado a poucos quilômetros do centro de Anta Gorda, o Vale das Nogueiras se transforma num verdadeiro recanto para quem busca tranquilidade e contato com a natureza.
Com ênfase para casal, a cabana rústica de arquitetura única ganha o nome de Nogueira. A estrutura é feita de madeira, pedras e paredes envidraçadas. O hóspede se sente de fato em meio à floresta. Toda área é privativa.
No primeiro andar, a cabana tem sala e cozinha integradas, além do banheiro. O destaque fica para a banheira com chão coberto por pedras - mais um detalhe que contribui para a imersão na natureza.
O mezanino tem o quarto com uma sacada. Tanto o primeiro quanto o segundo andar contam com lareira e ar
condicionado próprios.
Na área externa, destaque para os pomares de nozes e erva-mate em plena atividade. Se pegar a época certa, o hóspede pode até acompanhar os processos de colheita.
A propriedade com mais de 20 hectares tem ainda um lago e criação de pequenos animais como galinhas, ovelhas, patos e gansos.
Outra opção de hospedagem no Vale das Nogueiras é o Chalé Pecan. O espaço comporta até quatro pessoas.
Tem uma ampla área de cozinha, sala e sacada no primeiro andar, além de suíte com lavabo no segundo piso.
O chalé fica de frente para um lago e conta ainda com quiosque para confraternizações ao ar livre.


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À parte da diária, o Vale das Nogueiras oferece café da manhã colonial com pães, geleias caseiras, frios, suco natural, leite e café passado. Outra opção gastronômica é a cesta de piquenique ou a venda de porções de nozes colhida diretamente dos pomares. O destino tem ainda passeios de Jeep. O roteiro pode ser estudado junto do hóspede. Há opções mais curtas pelo interior e centro de Anta Gorda, até passeios mais longos que passam por pontos turísticos da cidade. Em constante transformação, o Vale das Nogueiras projeta outras novidades como trilhas na mata. Mais informações sobre o ponto turístico podem ser obtidas na página @valedasnogueiras no Instagram ou pelo WhatsApp 51 99866-5039.




Equipe feminina Sub-16 disputou competição em Caxias do Sul e teve resultado expressivo
Aequipe de voleibol feminino Sub-16 do Ceat/Bira foi a Caxias do Sul no último final de semana enfrentar os melhores
Com quatro vitórias por 2 sets a 0 e uma derrota na final por 2 sets a 1, as atletas comandadas pelo técnico Rodrigo Rother conquistaram o vice-campeonato
clubes do estado, na disputa da Série Ouro da Divisão Especial da Federação Gaúcha de Voleibol.
Com quatro vitórias por 2 sets a 0 e uma derrota na final por 2 sets a 1, as atletas comandadas pelo técnico Rodrigo Rother conquistaram um importante vice-campeonato.
“Foi nossa estreia nas competições oficiais de 2026 e iniciar já com um pódio foi muito gratificante. Além disso, dá confiança para nossas atletas seguirem se dedicando porque sentem que estão no caminho certo”, comentou o técnico.
Já a categoria Sub-19 embarca na próxima segunda feira, 13, para Osasco, em São Paulo, onde enfrentará as melhores equipes do país na fase classificatória do Campeonato Brasileiro Interclubes. Os jogos vão até dia 19 e o retorno está marcado para o dia 20.


CAMPEONATO DO G8

Confronto entre
Forquetinha e Canudos do Vale foi concluído após paralisação no fim de março. Caso segue sob investigação da Polícia Civil
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Apartida entre as equipes de Canudos do Vale e Forquetinha, interrompida no dia 26 de março por um suposto caso de injúria racial, foi retomada e concluída na noite dessa quinta-feira, 9. O confronto é válido pelo Campeonato Municipal de Futsal do G8 e havia sido paralisado após
um jogador relatar a ocorrência.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
A decisão de retomar o jogo partiu da organização da competição em conjunto com os municípios envolvidos, como forma de reforçar a integração entre as comunidades e superar o episódio que marcou negativamente a rodada anterior.
Na retomada, foram disputados os três minutos restantes do primeiro tempo, além de todo o segundo período. Ao final, a equipe de Forquetinha venceu por 4 a 3, na categoria força livre.
Antes do reinício da partida, foi realizado um ato simbólico com a presença de autoridades dos oito municípios participantes do campeonato, incluindo prefeitos, vice-prefeitos, organização e equipe de arbitragem. Durante o momento, lideranças se manifestaram de forma conjunta, reforçando o repúdio a qualquer

Competição deve retornar à normalidade na próxima semana, no dia 16 de abril, com rodadas simultâneas em quatro municípios
forma de racismo e destacando a importância do respeito dentro e fora das quadras.
Os prefeitos de Forquetinha, Vianei Noll, e de Canudos do Vale, Maico Berghahn, além do presidente do G8, Moisés de Freitas, também se posicionaram institucionalmente, ressaltando o compromisso com a convivência harmoniosa entre atletas e comunidades.
“Todos se incomodaram com a situação, mas queremos, com a retomada dos jogos, que a integração entre as comunidades siga e prevaleça cada vez mais”, destacou o prefeito de Forquetinha, Vianei Noll.
A competição deve retornar à normalidade na próxima semana, no dia 16 de abril, com rodadas simultâneas em quatro municípios. As oito equipes participantes estarão em quadra, com dois times atuando em cada sede.


Os integrantes do A Hora GreNal realizaram o tradicional Mano a Mano para o clássico. Na avaliação da equipe esportiva, a disputa ficou com o seguinte time: Weverton; Bruno Gomes, Gustavo Martins, Viery e Matheus Bahia; Villagra, Arthur e Alan Patrick; Vitinho, Amuzu e Carlos Vinicius. O técnico escolhido foi Paulo Pezzolano. São seis representantes de cada equipe.
Reserva em partidas recentes, Alan Patrick deve começar o clássico deste sábado
Rivais têm 12 pontos e vivem momentos distintos na temporada. Colorado vem em alta e Tricolor tenta reação após resultados ruins
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Amaior rivalidade do Brasil volta a se aflorar neste sábado. Inter e Grêmio se encontram pela quarta vez no ano no GreNal 452, disputado no Estádio Beira-Rio, às 20h30min. A Rádio A Hora transmite o clássico.
Os rivais chegam em pé de igualdade na tabela. Ambos com 12 pontos e o Grêmio à frente apenas nos critérios de desempate.
O momento, no entanto, é distinto. O Inter vem de 10 pontos conquistados nos últimos 12 disputados. São três vitórias e um empate nas últimas quatro partidas. A sequência fez o time sair da lanterna da competição e chegar no clássico com chance de passar o rival.
O Grêmio vive fase ruim. São quatro jogos seguidos sem vencer, com três derrotas e um empate no período. Luís Castro chega pressionado ao confron-
to, mas sabe que, assim como na final do Gauchão, o clássico pode mudar as expectativas. Em campo, os dois times apresentam mistérios.
Paulo Pezzolano tem alterado a escalação conforme o adversário e pode ter surpresas. Victor Gabriel está suspenso e dá lugar a Félix Torres na zaga. O meiocampo tem disputa entre Bruno Henrique e Paulinho ao lado de Villagra, e deve ter o retorno de Alan Patrick. Isso faz com que Bernabei e Carbonero disputem uma posição.
Um possível Inter tem Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique (Paulinho) e Alan Patrick; Vitinho, Bernabei (Carbonero) e Borré.
Luís Castro não tem alterado a estrutura da equipe. Mas
no

também não tem tido resultado nos confrontos recentes. Assim, criam-se dúvidas em algumas posições. Na lateraldireita, Pavón deve retornar ao time. Caio Paulista e Pedro Gabriel disputam posição na esquerda. No meio, a dúvida recai na disputa entre Nardoni e Monsalve, enquanto Enamorado deve atuar na ponta-direita.
O possível Grêmio tem: Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel; Noriega, Arthur e Monsalve (Nardoni); Enamorado, Amuzu e Carlos Vinícius.
O Gre-Nal 452 pode registrar o maior público até o momento do Colorado como mandante na temporada. O recorde anterior pertence justamente ao último clássico, válido pela final do estadual, quando 41.251 torcedores estiveram no Beira-Rio. A média colorada recente, apenas no Brasileirão, é de 17.438. Neste ano, os preços foram fixados para a competição e determinadas modalidades de sócios pagam R$ 16.

Rivais se encontram pela quarta vez em 2026 com possibilidade de tira-teima. Até aqui são uma vitória para cada time e um empate
O Grupo A Hora prepara ampla cobertura para o clássico. A equipe de reportagem estará em Porto Alegre desde a manhã na concentração dos dois times e participa ao vivo do programa Pauta de Sábado, entre 12h e 13h. A transmissão do clássico na Rádio A Hora, Pelotense e youtube A Hora GreNal inicia às 18h30 com o Concentração direto do Beira-Rio. A Jornada Esportiva começa às 20h. Após o jogo, toda a repercussão segue no Prorrogação.

Jogos neste fim de semana apontam os campeões em Nova Bréscia e Progresso
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Os primeiros campeões da temporada 2026 serão conhecidos neste fim de semana. Os campeonatos municipais de Nova Bréscia e Progresso promovem os jogos de volta das finais. Outro destaque do fim de semana fica para Arroio do Meio e Encantado que promovem os jogos de ida de semifinal.
A primeira decisão é em Progresso. No sábado, a comunidade de Xaxim recebe o jogo de volta da categoria titular. Dono da casa, o Flamengo, joga pelo empate para conquistar o novo campeonato municipal. Na partida de ida venceu o Gaúcho por 3 a 0. Maior campeão do municipal com dez taças, o time do Centro, necessita vencer no tempo normal para levar a decisão aos pênaltis. O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, a partir das 14h30min, no 102.9 do rádio e na página do A Hora Esportes no Youtube.
No domingo, Nova Bréscia conhecerá os campeões da categoria aspirante e titular. A final ocorre em Jacarezinho, casa do Botafogo. O mandante aposta no retrospecto favorável para conquistar o pentacampeonato.
Nos dois confrontos que teve contra o Imigrante na temporada, o time venceu os dois. Para o jogo deste domingo, o alvinegro joga pelo empate. Já o time visitante se vencer por um gol de diferença levará a decisão do título aos pênaltis. Vitória por dois ou mais gols dá o título ao clube de Linha Tigrinho Alto. O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, a partir das 14h30min, no 102.9 e na página do A Hora Esportes no Youtube.
Outra decisão ocorre no campo do Concórdia. Toma 10 e Juventude se enfrentam na
partida de ida da final da categoria veterano. Além disso, o domingo marca a abertura da categoria titular. O primeiro jogo ocorre às 10h e o segundo confronto está previsto para as 14h.
Arroio do Meio e Encantado promovem neste fim de semana os confrontos de ida da semifinal. Já em Monte Alverne, a competição conhece o primeiro finalista. O domingo só não terá rodada em Cruzeiro do Sul e Paverama por festas comunitárias.
Sábado
Progresso – final/jogo de volta Xaxim – Flamengo x Gaúcho
Monte Alverne – semifinal/jogo de volta Boa Vista x Saraiva
Encantado – semifinal/jogo de ida Cruzeiro x União Nacional x União Barrense
Copa Serrana – 6ª rodada São Luiz x Monterey
Domingo
Nova Bréscia – final/jogo de volta Botafogo x Imigrante
Arroio do Meio – semifinal/jogo de ida Cruzeiro x União
Botafogo – 1ª rodada 10h – Serrinha x Toma 10 14h – Botafogo x Juventude
Fim de semana esportivo terá 48 partidas. Destaque para Nova Bréscia e Progresso que conhecem os campeões
Taquari – 3ª rodada Colorado x São José Juventude x Furacão
Bom Retiro do Sul – 4ª rodada 10h – Laranjeiras x Floriano
13h30min – Pinhal x Arkanjos
15h45min – Rudibar x Aecosajo
Estrela – 5ª rodada
São Luís x Alto da Bronze A Alto da Bronze B x União
Linha Geraldo
Atlântico x Delfinense
Geraldense x Aimoré
Copa Serrana – 5ª rodada
Santa Tecla x Juventude
Assespe x River Plate
Taça Intermunicipal – 6ª rodada
11 Amigos x Flamengo
Atlético Gaúcho x Gaúcho
Ouro Verde x Juventude
Ribeirense x Poço das Antas
Copa Vale do Sampaio – 6ª rodada 10h – Assoessa x Deodoro
14h – XV de Novembro x Avante
16h – Santo Antônio x AERT
Imigrante – última rodada
9h45min – Cruzeiro x Juventude
13h45min – Ecas x Canarinho
15h45min – Avante x Riograndense
Boqueirão do Leão – última rodada
Pedras Brancas – Internacional x São Roque

Teutônia recebe a primeira Meia-maratona dos Vales neste domingo. São mais de 1,1 mil atletas inscritos e expectativa de público de 3 mil pessoas. Primeira largada ocorre às 6h, em frente ao Pavilhão Multiuso, no Centro Administrativo
Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Aprimeira edição da Meia-maratona dos Vales ocorre neste domingo, 12, em Teutônia, com percursos de 21 km, 10 km, 5 km e 3 km, além de caminhada e provas infantis. O evento reúne atletas da região e marca a estreia da cidade em provas de longa distância. A largada ocorre a partir das 6h do Pavilhão Multiuso, em frente ao Museu Henrique Uebel, no Centro Administrativo.
Moradora de Teutônia e funcionária da Certel, Rosângela Schneider corre há quase vinte anos. Ela conta que após a maternidade reduziu os treinos e diminuiu as distâncias percorridas, mas que segue dedicada ao esporte. Neste ano, participa da prova de 3 km junto da filha. “Esse ano minha filha participa também. A emoção da linha de chegada, com a família te esperando, é indescritível”, afirma.
Carlos João Zator, 35 anos, também morador de Teutônia e funcionário da cooperativa, corre há três anos. Ele trocou o futebol pela corrida para manter a atividade física após deixar os campos. Ele já participou de três meias-maratonas e enfrenta os 21 km completos no domingo. A preparação ocorreu ao longo de dois meses, com treinos de reforço muscular e corridas de longa distância. “A gente sempre espera melhorar, se desafiar. Nesta meia-maratona, meu foco é finalizar com tempo inferior a

1h50min”, diz.
Geovane Samoel Krindges, 22 anos, morador de Carlos Barbosa e natural de Poço das Antas, faz sua primeira meia-maratona. Ciclista, precisou interromper a prática e iniciou na corrida. “O esporte que entrou na minha vida na hora certa”, conta. Krindges enfatiza que quer sentir a prova e entender até onde consegue ir. “Essa prova serve como um teste para meu futuro na corrida.”
A prova é realizada pelo Circuito dos Vales, prefeitura de Teutônia e Certel, com patrocínio de Passarela Supermercados e Água da Pedra, e apoio do Colégio Teutônia, Unimed VTRP e BrasRede.
O vice-presidente da Certel, Daniel Sechi, afirma que o incentivo ao esporte integra a atuação da cooperativa nas comunidades. “É por isso que acreditamos em eventos como esse”, destaca. A Certel, que completa

70 anos em 2026, aposta na proposta como forma de incentivar a região à prática esportiva, ao lazer e à cooperação. A parceria contribuiu para viabilizar a estrutura da prova.
A secretária de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Vanessa Carniel, afirma que a cidade se preparou para receber atletas e público desde as primeiras horas

da manhã, com movimentação prevista a partir das 6h. “É uma alegria para o município sediar uma prova que movimenta pessoas de todo o estado”, destaca. Vanessa ressalta que o Centro Administrativo foi organizado para acolher os visitantes e orienta atenção no trânsito, especialmente nos trechos da Via Láctea e na área da Várzea, por onde passam os percursos.

Esse ano minha filha participa também. A emoção da linha de chegada, com a família te esperando, é indescritível”
ROSÂNGELA SCHNEIDER
PARTICIPANTE DOS 3KM
A gente sempre espera melhorar, se desafiar. Nesta meia-maratona, meu foco é finalizar com tempo inferior a 1h50min”.
PARTICIPANTE DOS 21KM

O percurso parte do Centro Administrativo, passa pela área da Várzea e a Via Láctea. O objetivo é unir a identidade do município à prática do esporte
Local: Prefeitura de Teutônia
Data: 12 de abril de 2026
Retirada de kits
Lajeado (Sede da Certel – Bairro Montanha)
Sábado, 11: 9h às 12h
Teutônia (Pavilhão Multiuso)
Sábado, 11: 15h às 18h
Programação
6h – Largada 21 km
7h30min – Aquecimento
8h – Largadas 3 km, 5 km e 10 km
8h10min – Caminhada
9h15min – Provas kids
Premiação logo após as provas

Além dos benefícios da corrida à saúde física e mental, nós acreditamos que o incentivo ao esporte desenvolve as comunidades onde a Cooperativa Certel atua. É por isso que incentivamos eventos como este”.

Preparamos toda a cidade, principalmente o Centro Administrativo, para receber os atletas e o público. É uma alegria para o município sediar uma prova que movimenta pessoas de todo o Estado”.


Enquanto atletas se preparam para os desafios, a organização finaliza os detalhes de um projeto construído ao longo do tempo. Um dos responsáveis pela prova, Miguel Lucian afirma que a Meiamaratona dos Vales surge como evolução do Circuito dos Vales. A prova teve 1,1 mil inscritos e espera um público próximo a 3 mil pessoas. “Depois de tantas experiências positivas, sentimos
que era hora de dar um passo maior. Existia o desejo nos atletas da região de uma prova assim. Teutônia merecia viver algo deste porte”, afirma.
A organização destaca que a prova exige logística mais complexa, com atenção à segurança, estrutura e experiência dos participantes. “A responsabilidade aumenta, porque envolve o atleta do início
ao fim”, diz.
A estrutura conta com pontos de hidratação ao longo do percurso e mais de 100 pessoas envolvidas na operação.
O percurso foi planejado para atender diferentes perfis de corredores. Um dos trechos é a Via Láctea. “A ideia é atender tanto quem busca performance quanto quem quer viver o momento”, explica.
A prova vem como uma evolução do Circuito dos Vales. Em 2025, o evento encerrou a temporada em Teutônia, com cerca de 2 mil inscritos



O vírus Influenza A, da gripe aviária, resultava em quedas no consumo mundial de carne de frango e, por consequência, das exportações do frigorífico de Lajeado. O medo da contaminação pela carne diminuia o consumo do produto em todo o mundo. Na época, entre as medidas emergencias da Avipal estava a determinação de férias coletivas para 595 funcionários durante 40 dias. Além disso, o terceiro turno da empresa foi fechado e mais de 320 pessoas
por Raica Franz Weiss

O edital que iniciava o processo de tombamento da Casa do Morro era oficializado. Com isso, proprietários de áreas próximas ao imóvel eram notificados sobre a impossibilidade de novas obras ou mudanças na paisagem. A partir disso, seria feita a restauração do espaço , que pretendia ser transformado numa Casa de Cultura de Cruzeiro do Sul. Na época, o prédio estava tomado pelos cupins e tinha a rede elétrica comprometida. Sua ocupação era proibida por conta da segurança. Os primeiros movimentos para o tombamento do imóvel já tinham iniciado em 2005, mas o interesse em transformar a Casa do Morro em patrimônio histórico surgiu pela primeira vez em 1989. No ano de 1992, foi decretado o interesse público da Casa do Morro para fins de inscrição no Patrimônio Cultural do Município. A Casa do Morro foi construída entre 1873 e 1878 e, em 2021, foi reformada.
- Dia do Infectologista
- Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson
- Dia da Escola de Samba
Santo do dia:
Santo Estanislau
foram demitidas no frigorífico que, em 2006, era a maior empresa empregadora de Lajeado. Antes da crise, o abate era de 360 mil aves por dia. Com a queda nas exportações, a produção baixou para 30 mil aves por dia. Além de Lajeado, os reflexos da crise apareciam nos frigoríficos da Avipal em Porto Alegre, Dourados e no Mato Grosso do Sul. Além do abatedouro, a crise prejudicava também mais de 28 mil produtores de frango.
- Dia do Obstetra
- Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado
- Dia Nacional do Humorista
Santo do dia:
São José Moscati

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Branrisul) inaugurava sua nova agência em Lajeado, na esquina da rua Júlio de Castilhos com a Francisco Oscar Karnal, no centro da cidade. Em 1976, o banco tinha 190 agências espalhadas pelo Brasil e tinha se instalado pela primeira vez em Lajeado em 1930.
Para a inauguração, até mesmo o secretário da Fazenda do
Estado, professor Jorge Babot Miranda, veio a Lajeado. O corte da fita inaugural foi feito por Miranda junto do prefeito municipal, Alípio Hüffner, e do diretor-presidente do Banrisul, Waldemar Gehlen. Até hoje, a agência funciona em Lajeado, no mesmo local.



Jornalista

Ojogo é este, não tem muita alternativa: para conquistar recursos do governo federal, é preciso entrar no avião, visitar os ministérios ou gabinetes e se comprometer com “ajudinhas” nas eleições de outubro. Se este jornalista concorda com o modelo? Não! Mas o cenário está posto e funciona assim há tempo! Nesta sexta-feira, a comitiva composta por nove vereadores de Lajeado encerrou as agendas na capital federal em busca de recursos para diferentes áreas. A boa notícia é o incremento no aporte
da União para a Unidade de Pronto Atendimento. De R$ 300 mil, o repasse mensal será de R$ 500 mil em poucos meses. A base é o volume de atendimentos mensais, atualmente em nove mil procedimentos. Com isso, há possibilidade de habilitação em novo porte. Outro assunto que avançou foi o aporte de aproximadamente R$ 30 milhões para cirurgias de média e alta complexidade no Hospital Bruno Born (HBB). As operações referem-se a áreas como oncologia, cardiologia e outras.
A nova UPA, com porte elevado, a ser instalada em outra cidade,
Scorsatto, por ora, fica no PDT
Nem secretário estadual, muito menos candidato a deputado estadual. O ex-prefeito de Arvorezinha e atual diretor das agências Fgtas/Sine, José Scorsatto, teve dois planos frustrados para 2026. Um deles era, mais uma vez, concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ao observar o cenário, recuou. Nem mesmo os 18.214 votos obtidos em 2024 convenceram Scorsatto da decisão.
A outra possibilidade era trocar o PDT pelo União Brasil e, em troca, ser nomeado secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Como a relação do governador com o União Brasil já esteve melhor, o assunto não evoluiu. Por enquanto, Scorsatto fica no PDT. Porém, apoiará Dirceu Franciscon na disputa por uma vaga no parlamento gaúcho e Luis Carlos Busatto na Câmara dos Deputados. Ambos do União Brasil.
deve avançar após as eleições gerais de outubro. Há também as emendas individuais e de bancadas conquistadas pelos integrantes do Legislativo.
Estiveram em Brasília: Ana da Apama, Lisandra Quinot, Lorival Silveira, Cascão Mallmann e Fabiano Bergmann, todos do Progressistas. Além deles, Neco Santos, Mano Pereira e Luis Benoitt, do PL. Pelo PSDB, viajou Paula Thomas. Em resumo, confirmadas as informações obtidas em Brasília, há boas perspectivas de investimentos importantes para Lajeado e região.
• O PP de Lajeado terá eleição neste ano para eleger seu novo diretório municipal. Com a CPI na Câmara, sindicância no Executivo e investigação da Polícia Federal, o processo ficou mais tumultuado.
• Por indicação do movimento “Pedágios Não”, a CPI das Concessões na Assembleia Legislativa do RS ouviu, nesta semana, o diretor de um jornal do Paraná. O secretário da Reconstrução, Pedro Capellupi, adiou sua fala aos deputados.
• No âmbito político de Encantado, o assunto do ano são os questionamentos sobre o serviço disponibilizado pela Corsan/Aegea no abastecimento de água e tratamento de esgoto. Cobranças indevidas também estão na pauta.
• Estrela encaminha negociações com novas empresas para se instalarem no município. Claro que o anúncio oficial fica a cargo da prefeita Carine Schwingel e deve ocorrer ainda neste ano. As especulações sobre o volume de investimentos são bastante animadoras.

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
Na edição de 30 de março do jornal Valor, uma entrevista com Dave Ulrich trouxe uma reflexão que merece atenção de todo empresário. Ulrich não é um nome qualquer. Professor da Universidade de Michigan e considerado um dos maiores pensadores globais em gestão de pessoas, ele ajudou a redefinir o papel do RH nas últimas décadas. Seu livro Recursos Humanos Estratégicos tornou-se uma referência também no Brasil ao defender que o RH deve atuar como parceiro direto do negócio — e não apenas como área de suporte. Recentemente no país para palestras com lideranças empresariais, ele reforçou uma nova virada. Segundo Ulrich, estamos entrando na “quarta onda” do RH — e ela muda completamente a forma como as empresas devem enxergar pessoas dentro do negócio.
Durante muito tempo, o setor de Recursos Humanos foi visto como uma área de apoio. Cuidava da folha, organizava treinamentos, aplicava pesquisas de clima.
Depois, evoluiu. Passou a falar de cultura, liderança, engajamento. Ganhou espaço na estratégia.
Mas agora, para Ulrich, vem a mudança mais profunda. O RH deixa de ser avaliado pelo que acontece dentro da empresa e passa a ser cobrado pelo impacto que gera fora dela. Não basta mais ter profissionais engajados. Não basta clima organizacional positivo. Não basta investir em treinamento.
A pergunta agora é outra: isso está fazendo o cliente comprar mais? Isso gera valor ao negócio?
Durante muito tempo, o setor de Recursos
Humanos foi visto como uma área de apoio.”
Essa provocação expõe uma fragilidade comum no meio empresarial. Muitas empresas investem em pessoas — cursos, eventos, iniciativas internas — mas não conseguem medir qual foi o retorno disso no resultado do negócio.
Criou-se uma zona de conforto. Fala-se de cultura, mas sem conexão com receita. Fala-se de propósito, mas distante do cliente. Fala-se de engajamento, mas sem impacto direto na venda. Para Ulrich, o verdadeiro papel do RH não é apenas desenvolver pessoas melhores. É desenvolver pessoas que gerem valor percebido pelo cliente. Porque, no final do dia, é o cliente quem paga a conta.
Uma equipe motivada que não resolve problemas, não encanta e não entrega uma experiência superior não sustenta o negócio. Pode até criar um bom ambiente interno, mas não constrói resultado. RH que converse com números. Que entenda de negócios. Que participe de metas. Que se responsabilize, junto com as demais áreas, pelo crescimento da empresa.
Treinamento deixa de ser evento e passa a ser investimento com retorno esperado. Cultura deixa de ser frase na parede e passa a ser comportamento que impacta diretamente o cliente.
Mais do que nunca, como afirma Ulrich , RH precisa sair do “como as pessoas se sentem” e entrar no “como as pessoas fazem o cliente se sentir”.
Essa é a virada que a entrevista no Valor escancara. Empresas que entenderem isso vão construir equipes que não apenas trabalham bem — mas que vendem mais, fidelizam mais e fortalecem a marca. As que não entenderem continuarão investindo em pessoas… sem saber exatamente por quê.
Fim de semana, 11 e 12 de abril de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 15º | MÁX: 30º Uma massa de ar seco e frio atua sobre o território gaúcho, e o tempo fica firme e ensolarado no Vale.



Doença renal já atinge até 12 milhões de brasileiros e leva mais de 170 mil à diálise, reforçando o alerta para prevenção e diagnóstico precoce.

Médica Endocrinologista, Lara Ruschel Träsel destaca os desafios da profissão, entre a evolução das tecnologias e a desinformação. Ela acredita no papel da medicina em orientar os pacientes e reforçar um futuro de avanços na área.
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?
Quando eu decidi fazer medicina, eu já sabia que eu queria me especializar na área da endocrinologia. Trabalhar com metabolismo, obesidade e hormônios sempre fez os meus olhos brilharem. Cheguei a cogitar outras áreas durante a faculdade, mas não me encaixava nelas. Depois que terminamos a formação, o inicio sempre é desafiador, mas ao mesmo tempo muito gratificante.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
Tenho certeza que 100% dos colegas endocrinologistas irão concordar com a resposta. Sem dúvidas o maior desafio da endocrinologia é combater a má prática médica todos os dias no consultório. Com as redes sociais, hoje em dia qualquer profissional que se diz “especialista” pode falar o que quiser, e existe muita informação errada sendo dita, além de condutas inapropriadas. Por isso, o nosso papel como endocrinologista é esclarecer o que é verdade e o que não é dentro da nossa atuação, mas isso está se tornando bastante cansativo.
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?
Estamos em uma era de grande evolução na endocrinologia, principalmente no que diz respeito a novas medicações para o tratamento de diabetes e obesidade. Até 10 anos atrás as opções de tratamento para obesidade principalmente eram muito limitadas, e hoje em dia temos medicações cada vez mais potentes e que trazem benefícios cardiometabólicos imensos para os pacientes.
Também acho que estamos estudando e entendendo cada vez mais a obesidade como uma doença crônica e vendo como ela está relacionada a diversas outras doenças, por isso acho que o tratamento tende a ser menos estigmatizado daqui para frente.
EXPEDIENTE
Textos e fotos: Paulo Cardoso

Trabalhar com metabolismo, obesidade e hormônios sempre fez os meus olhos brilharem. Cheguei a cogitar outras áreas durante a faculdade, mas não me encaixava nelas.”
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

Adoença, quando se instala, reorganiza a vida. Não apenas em consultas, exames ou prescrições, mas naquilo que no tempo, na autonomia, nas escolhas cotidianas. No caso da doença renal crônica, tema do caderno deste fim de semana, esse cuidado costuma chegar tarde, porque os sinais são discretos demais para competir com a pressa da rotina. Conviver com uma condição crônica é como aprender a negociar com o próprio corpo. É ajustar horários ao tratamento, rever hábitos, lidar com limitações que nem sempre são visíveis. No caso de quem depende de diálise, por exemplo, a semana deixa de ser medida em dias e passa a ser contada em sessões. Há uma logística que envolve deslocamentos, alimentação, medicação e, sobretudo, disposição. Viver, nesse contexto, exige disciplina, mas também resistência emocional. Esse cenário expõe um contraste: enquanto a medicina avança e amplia as possibilidades de tratamento, o diagnóstico ainda chega, muitas vezes, quando o caminho já é mais difícil. A doença renal não é rara, nem imprevisível. Ela se constrói ao longo do tempo, em diálogo direto com condições amplamente conhecidas, como hipertensão, diabetes e obesidade.
Prevenir e estar um pouco mais no controle da saúde. Ainda que nem sempre isso seja possível. Mas mudança de hábitos e a preocupação em manter o nosso corpo saudável tende a nos levar a um futuro mais saudável também. A saúde ainda é tratada, com frequência, como um estado garantido até que algo falhe. E, quando falha, a resposta tende a ser imediata. A doença renal desafia essa lógica porque evolui sem sinais tão evidentes. Ela não interrompe, de imediato, o cotidiano, apenas o desgasta. Tratar a saúde como essencial ainda é um exercício em construção. E, nesse processo, a informação tem papel central. Não para alarmar, mas para expor prioridades. Porque, no fim, o que está em jogo não é apenas evitar a doença, mas preservar a possibilidade de escolher como viver.
Boa leitura!
“Tratar a saúde como essencial ainda é um exercício em construção.”

Entre as condições mais comuns estão síndrome do intestino irritável, constipação, dispepsia funcional, gastrite e doença do refluxo gastroesofágico
Sobrecarga de informação, estresse e ansiedade estão por trás de sintomas intestinais sem causa orgânica, aponta gastroenterologista
Guilherme Mariante Neto
O acesso facilitado à informação tem ampliado a consciência sobre a importância da prevenção em saúde, incentivando consultas médicas mais precoces e regulares. No entanto, o mesmo ambiente que promove conhecimento também impõe um ritmo acelerado, marcado por excesso de estímulos e pressão constante, fatores que têm impactado diretamente o funcionamento do organismo, especialmente o sistema digestivo.
Segundo o gastroenterologista
Guilherme Mariante Neto (CREMERS-25227), cerca de 30% dos pacientes atendidos apresentam sintomas gastrointestinais sem causa orgânica identificável. Nesses casos, o desconforto não está associado a lesões ou alterações detectáveis em exames, mas sim a um conjunto de fatores emocionais
e funcionais.
Condições como síndrome do intestino irritável, constipação, dispepsia funcional, gastrite e doença do refluxo gastroesofágico ilustram essa conexão entre mente e corpo. Embora causem sintomas reais — como dor abdominal, diarreia, inchaço e queimação —, muitas vezes não apresentam alterações estruturais no trato gastrointestinal.
“O sistema digestivo não envolve apenas os órgãos responsáveis pela digestão. Existe uma comunicação constante com outros sistemas, especialmente o sistema nervoso. E, do ponto de vista emocional, as pessoas não estão bem”, afirma o médico. Episódios de ansiedade, estresse, irritabilidade e até depressão podem se manifestar fisicamente, tornando o diagnóstico mais desafiador.
De acordo com o especialista, diferenciar quadros orgânicos de manifestações psicossomáticas exige atenção clínica e sensibilidade. “Há situações em que pensamos se tratar de algo
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
emocional, mas o paciente está, de fato, doente. Em outras, todos os exames são normais, mas os sintomas persistem”, explica. Nesses casos, a escuta qualificada se torna uma ferramenta essencial. “Quando o médico abre espaço para entender como está a vida do paciente, ele desabafa — e isso pode mudar completamente a condução do caso.”
Entre os pacientes mais jovens, esse padrão costuma ser mais evidente, marcado por histórico de múltiplas consultas, exames repetidos e ausência de diagnóstico conclusivo. Já entre idosos, o cenário é mais complexo. A maior incidência de doenças físicas exige investigação cuidadosa, embora fatores como solidão, ansiedade e mudanças próprias do envelhecimento também exerçam influência significativa sobre o organismo. Para Neto, o avanço desses quadros reforça a necessidade de uma abordagem integrada, que considere não apenas os sintomas físicos, mas também o contexto emocional e social do paciente.

O abdômen não envolve apenas os órgãos digestivos. Existe uma comunicação constante com outros sistemas, especialmente o sistema nervoso.”


Doença renal crônica avança sem sintomas, atinge milhões de brasileiros e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

Exames simples, como creatinina no sangue e análise de urina, ajudam a identificar precocemente alterações na função renal
850 milhões de pessoas convivem com doença renal no mundo;
Cerca de 10% da população global é afetada;
- Entre 10 e 12 milhões de brasileiros têm algum grau da doença;
- Mais de 170 mil pessoas fazem diálise no Brasil;
- Diabetes e hipertensão respondem pela maioria dos casos de falência renal;
- Grande parte dos diagnósticos ocorre em estágios avançados.

Silenciosa e progressiva, a doença renal crônica se consolida como um dos principais desafios da saúde pública atual. Associada ao envelhecimento da população e ao aumento de doenças como diabetes e hipertensão, a condição avança sem sinais evidentes nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e amplia os riscos de complicações. Nesse cenário, informação, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida tornam-se aliados para frear a progressão e preservar a qualidade de vida. Considerada, hoje, um dos maiores desafios da saúde pública, a condição já atinge cerca de 10% da população mundial, o equivalente a aproximadamente 850 milhões de pessoas . No Brasil, o cenário também preocupa: estima-se que entre 10 e 12 milhões de pessoas tenham algum grau de comprometimento renal, enquanto mais de 170 mil dependem de diálise para sobreviver. Esse avanço, no entanto, raramente é percebido no início. Como explica a nefrologista Nara Pimentel, coordenadora do Cinefron, no Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, o rim é um órgão que trabalha continuamente e de forma integrada ao organismo, filtrando o sangue, regulando eletrólitos e eliminando toxinas, sem “avisar” quando começa a falhar. “Ele pode estar funcionando mal e não dar sinais. Quando os sintomas aparecem ou os exames se alteram, muitas vezes o paciente já perdeu mais de 50% da função renal”, afirma a especialista.
A característica silenciosa da doença é um dos principais obstáculos ao diagnóstico precoce. Dados do Ministério da Saúde indicam que grande parte dos casos só é identificada em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo e oneroso.
Ainda assim, a detecção pode ser simples, feita com exames acessíveis, como o de urina e a dosagem de creatinina no sangue, que são capazes de indicar alterações precoces. “São exames básicos, que deveriam fazer parte da rotina de cuidado. Além disso, observar o próprio corpo, como espuma excessiva na urina ou mudanças na cor, também pode

Tratamentos como a hemodiálise fazem parte da rotina de pacientes em estágios avançados da doença renal
• Espuma excessiva na urina pode indicar perda de proteína;
• Mudanças na cor ou no volume urinário merecem atenção;
• Inchaço em pernas e tornozelos pode estar relacionado à retenção de líquidos;
• Controle de doenças como diabetes e hipertensão é essencial;
• Evite o uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica;
• Mantenha hidratação adequada ao longo do dia;
• Reduza o consumo de sal e alimentos ultraprocessados;
• Faça exames de rotina, mesmo sem sintomas.
ajudar”, orienta Nara.
Segundo a profissional, o aumento dos casos está diretamente ligado a transformações no perfil de saúde da população. O envelhecimento, aliado à maior incidência de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, ajuda a explicar a escalada da doença renal. No Brasil, essas condições estão entre as principais causas de falência dos rins, além da obesidade e de hábitos de vida pouco saudáveis . “Estamos vivendo mais, mas também acumulando fatores de
risco. O rim, como qualquer outro órgão, sofre esse desgaste ao longo do tempo”, resume Nara. Outro ponto de atenção está no uso indiscriminado de medicamentos e suplementos, muitas vezes sem acompanhamento profissional. Antibióticos em doses elevadas, por exemplo, podem causar lesões renais, especialmente em quadros mais graves, como infecções sistêmicas. Já o consumo crescente de suplementos, como creatina, levanta questionamentos sobre os efeitos a longo prazo. “Ainda não temos todas as respostas. Por isso, o acompanhamento médico

é fundamental, mesmo para quem se considera saudável”, alerta. Além dos fatores clínicos, o estilo de vida contemporâneo também entra na conta. Alimentação rica em sódio, consumo excessivo de proteínas, sedentarismo e baixa ingestão de água são elementos que contribuem tanto para a sobrecarga renal quanto para o desenvolvimento de cálculos e outras complicações. “Não é apenas tratar a doença, mas evitar que ela se instale. Isso passa por escolhas diárias”, reforça.
Na prática, o impacto da doença vai muito além dos números. Pacientes em estágio
avançado enfrentam rotinas rígidas de tratamento, como a hemodiálise — realizada, em geral, três vezes por semana — ou a diálise peritoneal, que exige estrutura e disciplina no ambiente domiciliar. Mesmo com os avanços tecnológicos e terapêuticos, que ampliaram a qualidade de vida e as possibilidades de tratamento, o percurso ainda é longo e exigente. Por isso, a nefrologista insiste: o maior desafio não está apenas em tratar, mas em antecipar. “A doença renal tem tratamento, tem acompanhamento e, hoje, temos um arsenal terapêutico muito mais amplo. Mas o ideal é não chegar a esse ponto. O papel do nefrologista é justamente prevenir, orientar e retardar a progressão da doença”, afirma.

Tudo que é em excesso faz mal. A gente precisa de equilíbrio. O corpo dá sinais, mas, muitas vezes, só quando já está sobrecarregado.”
Juliana Pimentel nefrologista
A atuação dos rins no organismo vai muito além da simples filtração do sangue, embora essa seja sua função mais conhecida. Responsáveis por regular líquidos, eletrólitos, ácido-base e até a pressão arterial, os rins também exercem papel hormonal importante, como a produção de eritropoietina, ligada à formação de glóbulos vermelhos. Esse caráter silencioso ajuda a entender por que a doença renal crônica costuma ser diagnosticada tardiamente. Segundo a também nefrologista Juliana Pimentel, o organismo consegue se adaptar gradualmente à perda de função dos rins, mascarando os sinais iniciais. “Quando começam a aparecer alterações como anemia ou mudanças nos exames, a função renal já está bastante comprometida. E, em muitos casos, não é possível reverter completamente”, afirma. Entre os principais marcadores da saúde renal estão a creatinina, avaliada por exame de sangue, e a presença de proteínas na urina. Mais do que um indicativo de alteração, a proteinúria é considerada um sinal de progressão da doença. “Quanto maior a perda de proteína, maior a chance de evolução desfavorável. Hoje, a gente olha com atenção especial para a albuminúria, porque ela pode indicar lesão mesmo em fases iniciais”, destaca.
A interpretação desses exames, no entanto, exige cuidado. Juliana

chama atenção para fatores que podem interferir nos resultados, como o uso de suplementos — especialmente a creatina — e o aumento da massa muscular. “A creatinina pode subir sem que haja doença renal. Por isso, em alguns casos, é necessário suspender a suplementação antes do exame ou utilizar outros marcadores, como a cistatina C, que sofre menos interferência”, explica.
Além dos exames, o estilo de vida tem impacto direto na saúde dos rins. O consumo excessivo de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios, é um dos principais vilões. “São remédios que funcionam bem para dor, mas não podem ser usados de forma contínua. Há casos de pacientes que chegam a precisar de diálise por uso prolongado”, alerta. Antibióticos também podem ter efeito nefrotóxico, especialmente em tratamentos mais intensos. Outro fator frequentemente subestimado é o tabagismo. “Ele acelera a progressão da doença renal porque também compromete a saúde vascular. Muitas vezes, o paciente não faz essa associação”, diz. Quando somado a condições como obesidade, hipertensão e diabetes, o risco de perda de função renal aumenta de forma significativa e mais rápida.
No dia a dia, hábitos aparentemente simples também fazem diferença. A baixa ingestão de água e o hábito de “segurar” a urina favorecem infecções urinárias, que, quando recorrentes, podem deixar cicatrizes nos rins. “Uma pielonefrite, por exemplo, já atinge diretamente o rim e pode causar perda de função ao longo do tempo”, explica.
A nefrologista também observa uma mudança no comportamento da população, com aumento do

A doença renal tem tratamento, tem acompanhamento e, hoje, temos um arsenal terapêutico muito mais amplo.”
Nara Pimentel nefrologista
uso de suplementos, hormônios e treinos intensos. Embora alguns desses hábitos estejam associados à busca por saúde e desempenho, o excesso pode trazer riscos. “Tudo que é em excesso faz mal. A gente precisa de equilíbrio. O corpo dá sinais, mas, muitas vezes, só quando já está sobrecarregado”, compara.
Quando a doença renal evolui, o acompanhamento se torna mais complexo e pode envolver uma equipe multidisciplinar. Nas fases iniciais, porém, há espaço para controle e até regressão parcial do quadro. “Hoje já sabemos que, em estágios iniciais, é possível estabilizar e até melhorar a função renal, desde que haja adesão às mudanças de estilo de vida e ao tratamento”, afirma.
Nos casos mais avançados, pode ser necessária a terapia renal substitutiva, como a diálise — seja hemodiálise ou diálise peritoneal — e, posteriormente, o transplante. Ainda assim, Juliana reforça que essas etapas poderiam ser evitadas ou adiadas com diagnóstico precoce.


Com sinais ainda nos primeiros anos de vida, transtorno do espectro autista demanda acompanhamento multidisciplinar e menos pressa por rótulos
Otranstorno do espectro autista (TEA) deixou de ser um tema restrito aos consultórios e passou a ocupar espaço no debate público, impulsionado por campanhas de conscientização e pelo aumento na capacidade de diagnóstico. Ainda assim, o tema segue cercado por dúvidas e estigmas.
De acordo com o médico-psiquiatra Nael Hamid, o primeiro passo é ajustar a percepção de que a condição é uma doença. “O autismo é um transtorno de origem neurológica, que afeta comportamento, interação social e aspectos emocionais”, explica. Essa definição muda não apenas a forma de encarar o diagnóstico, mas também as expectativas em relação ao tratamento: não há cura, mas há evolução possível, especialmente quando o acompanhamento é iniciado de forma adequada.

Os sinais costumam surgir ainda nos primeiros anos de vida e estão diretamente ligados aos chamados marcos do desenvolvimento. Atrasos na fala, dificuldade de interação com outras crianças, pouco contato visual e comportamentos repetitivos estão entre os principais indícios. Em muitos casos, são percebidos inicialmente pela família, mas a escola também desempenha papel central nesse processo. “A escola acaba sendo um segundo olhar. Muitas vezes, é ali que se observa que a criança não interage, não participa das atividades ou apresenta dificuldades em reproduzir comportamentos esperados para a idade”, destaca o
especialista. Esses sinais, quando identificados, devem ser encaminhados para avaliação profissional. Embora o diagnóstico possa ser considerado a partir dos 18 meses, ele costuma se consolidar por volta dos três anos, quando os critérios clínicos se tornam mais evidentes. Ainda assim, Hamid reforça que a ansiedade por uma definição rápida pode ser prejudicial. “O diagnóstico em si não resolve o problema. O mais importante é acompanhar, observar e iniciar intervenções quando necessário”, afirma.
Isso porque o TEA não se apresenta de forma única. Trata-se de um espectro, com diferentes níveis de suporte — do nível 1,
com menor comprometimento, ao nível 3, em que há maior dependência. Nos casos mais leves, o diagnóstico pode ser mais difícil, já que a criança apresenta próximo ao considerado típico.
Diante dessa complexidade, o tratamento exige uma abordagem multidisciplinar. Terapias como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicopedagógico são consideradas fundamentais para estimular o desenvolvimento, a comunicação e a autonomia. “A medicação, quando utilizada, é complementar e indicada para tratar condições associadas, como ansiedade, hiperatividade ou irritabilidade”, explica. Outro ponto destacado pelo especialista é a importância de respeitar o ritmo da criança. A sobrecarga de terapias, sem critério, pode ser tão prejudicial quanto a ausência delas. “É preciso identificar quais são as principais necessidades e trabalhar a partir disso, sempre buscando qualidade no processo”, pontua. Para além do tratamento, a inclusão segue como um dos maiores desafios. Embora o conceito esteja cada vez mais presente no discurso institucional, sua aplicação prática ainda encontra limites — especialmente no ambiente escolar. Falta de profissionais capacitados, turmas numerosas e dificuldade de adaptação curricu-

Mais importante do que dar um diagnóstico rápido é acompanhar a criança e iniciar as terapias quando surgem sinais de alerta.”
Nael Hamid psiquiatra
lar são obstáculos frequentes. “A inclusão não é apenas colocar a criança dentro da sala de aula. É preciso entender qual é o benefício real dessa inserção e oferecer condições para que ela aconteça de forma efetiva”, ressalta. Estratégias como o Plano de Ensino Individualizado (PEI) e a presença de monitores podem fazer diferença, mas nem sempre estão disponíveis.
Nesse cenário, a família assume papel central. Além de participar ativamente do tratamento, é responsável por estimular a socialização e enfrentar o preconceito que ainda cerca o autismo. O isolamento, muitas vezes motivado pelo medo do julgamento, tende a agravar dificuldades já existentes.
“Esconder a criança da sociedade só piora o processo. É preciso quebrar esse ciclo de culpa e entender que o autismo não define quem ela é, apenas aponta limitações que podem ser trabalhadas”, afirma Hamid.

Ana Paula Dexheimer Nutricionista


Na semana do Dia Mundial da Saúde, a ciência reforça um ponto pouco explorado na prática clínica: fatores internos, como propósito e estado emocional, interferem diretamente nos resultados nutricionais.
Espiritualidade, no contexto científico, não é religião. Está relacionada à percepção de sentido de vida e conexão — e já apresenta impacto mensurável sobre o organismo.
Estudos em Psiconeuroimunologia demonstram que estresse crônico e falta de direcionamento aumentam cortisol e inflamação. Isso altera digestão, microbiota intestinal e sinais de fome e saciedade.
Na prática, isso explica um cenário comum: a paciente segue o plano alimentar, mas o corpo não responde. Um organismo sob estresse:
• digere pior
• absorve menos nutrientes
• aumenta a busca por alimentos compensatórios
• tem maior tendência à resistência insulínica
Por outro lado, práticas como meditação e oração mostram redução da ativação do sistema de estresse, melhora do tônus
vagal e maior eficiência digestiva. Isso muda a lógica da nutrição. Porque, em muitos casos, o problema não está na dieta — está no estado fisiológico de quem se alimenta. Além disso, indivíduos com maior senso de propósito apresentam melhor adesão ao plano alimentar e mais constância nos hábitos. Ou seja: existe um fator invisível entre prescrição e
resultado. Ignorar isso leva a ajustes repetidos na dieta, sem evolução. Considerar isso permite precisão clínica. A nutrição, nesse nível, deixa de ser apenas o que está no prato — e passa a ser a leitura do corpo que recebe esse alimento. E a pergunta que fica é direta: se você está fazendo tudo certo, o problema é a sua alimentação — ou o seu corpo não está conseguindo responder a ela.
INGREDIENTES:
• 1 xícara de arroz integral ou quinoa cozida
• 1 filé pequeno de frango grelhado ou grão-de-bico (opção vegetal)
• 1/2 abacate
• 1 punhado de folhas verdes (rúcula ou espinafre)
• 1 colher de sopa de azeite de oliva
• 1 colher de chá de cúrcuma + pitada de pimenta-do-reino
• Suco de 1/2 limão
• Sementes (chia ou abóbora)
• Sal a gosto
Modo de preparo:
Monte o bowl com a base de arroz ou quinoa, adicione a proteína, o abacate e as folhas. Finalize com azeite, limão, cúrcuma e sementes.


Quadro é caracterizado pela dilatação e tortuosidade anormal das veias superficiais, resultado da disfunção das válvulas venosas responsáveis por direcionar o sangue

As varizes dos membros inferiores assumiram, em 2024, a liderança entre as causas de afastamento laboral por doenças do sistema circulatório no Brasil, com mais de 27,3 mil registros de concessão de Auxílio por Incapacidade Temporária de natureza previdenciária.
O número supera os afastamentos por acidente vascular cerebral, 18.916, insuficiência cardíaca, 18.696 e infarto agudo do miocárdio, 14.958, conforme dados do Ministério da Previdência Social. No recorte dos últimos cinco anos, a condição soma 95,1 mil concessões de benefícios, o equivalente a 14,4% do total de aproximadamente 660 mil afastamentos relacionados a doenças circulatórias no período analisado.
O quadro é caracterizado pela dilatação e tortuosidade anormal das veias superficiais, resultado da disfunção das válvulas venosas responsáveis por direcionar o sangue de retorno ao coração, explica o cirurgião vascular Diogo Tasca (CREMERS 43913 / RQE 41383).
Ainda que frequentemente
percebidas como uma questão estética, as varizes configuram uma doença crônica do sistema venoso, com potencial de progressão gradual. Os sintomas podem evoluir de desconforto leve para sensação persistente de peso nas pernas e cansaço.
“Em estágios mais avançados, podem surgir edema contínuo, alterações de pigmentação da pele e complicações como processos inflamatórios locais e feridas de cicatrização difícil”, destaca.
As varizes são mais prevalentes em indivíduos com predisposição genética, sobretudo quando há histórico familiar, e afetam com maior frequência mulheres, em razão de fatores hormonais. O risco aumenta progressivamente com a idade, à medida que as veias perdem elasticidade natural.
“Permanecer muito tempo na mesma posição, a baixa ingestão de água e o consumo elevado de sal podem agravar o quadro, especialmente em pacientes com doenças linfáticas associadas ou lipedema”, acrescenta.
O tratamento depende do
estágio da doença. Nos casos iniciais, são indicadas medidas clínicas como uso de meias de compressão, prática regular de atividade física e, em alguns casos, medicamentos para aliviar os sintomas.
Já nos quadros mais avançados, quando as varizes são mais calibrosas ou há sintomas persistentes, além de complicações como episódios de trombose, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos, como laser, radiofrequência ou escleroterapia com espuma, além da cirurgia convencional em situações específicas.
Segundo o cirurgião vascular, a escolha do tratamento é sempre individualizada. “A partir dessa avaliação, definimos a melhor abordagem, que pode variar de medidas conservadoras até procedimentos mais avançados, sempre buscando segurança e resultado funcional”, explica o especialista.
No cotidiano, medidas simples podem auxiliar no controle do inchaço e da retenção de líquidos, sobretudo em períodos de calor. A manutenção de boa hidratação, a redução do consumo de sódio, a interrupção de longos períodos de imobilidade e a elevação dos membros inferiores ao final do dia contribuem para a melhora da circulação venosa.

Em estágios mais avançados, podem surgir edema contínuo, alterações de pigmentação da pele e complicações como processos inflamatórios locais e feridas de cicatrização difícil.”
