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A Hora – 10 e 11/10/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4201 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Cinco trajetórias e o que ensinam

M.RUSCHEL

RECONHECIMENTO EM ARROIO DO MEIO

Deputado eleito propõe fim da divisão regional

Disciplina, coragem e compromisso. Três palavras que ajudam a explicar os motivos para Nestor Heineck, Elvídio Eckert, Gilmar Borscheid, Vanessa Goldoni Gonzatti e Carlos Alberto de Figueiredo Freitas terem sido escolhidos como personalidades de destaque do prêmio Top 100 PÁ G I N A S | 1 0 e 1 1

A um mês da feira GABRIEL SANTOS

Em fala a prefeitos do Vale, Roberto Lucchese defende reunificação da Amvat e da Amat. PÁ G I N A | 12 RAIO-X DAS URNAS

Os mais votados em cada uma das 39 cidades do Vale Na disputa à Assembleia, candidatos locais lideraram. Cenário oposto para a Câmara Federal. PÁ G I N A S | 18 e 19 FERNANDO WEISS

Dinheiro no caixa e articulação por pleito regional

Com cerca de 400 expositores e 50 prefeituras, de 12 regiões do Rio Grande do Sul, Expovale Construmóbil 2026 busca conectar visitantes a atrativos

de Lajeado e região. Obras no Parque do Imigrante preparam estrutura para o evento, que ocorre de 12 a PÁ G I N A S | 6 e 7 15 e de 18 a 22 de novembro.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Lições à comunidade

U

ma sociedade mede a força dos líderes pela capacidade de produzir resultados sem perder de vista as pessoas. Empresas prósperas, empregos, cooperativas e obras comunitárias carregam sentidos de confiança, oportunidades e exemplos. Essa é a lição mais valiosa das cinco personalidades reconhecidas pelo Top 100. Os relatos aproximam trajetórias à primeira vista diferentes. Nestor Heineck defende a gentileza, Elvídio Eckert recomenda gastar dentro das possibilidades. Fórmulas base para o equilíbrio entre viver e empreender. A história dos dois, ambos com mais de 90 anos, é transmitida entre gerações. Testados pelo trabalho e por decisões tomadas quando os recursos eram escassos, mostram valores fundamentais para os negócios e para qualquer relação. Talvez um dos principais seja sempre manter a coerência.

O reconhecimento, portanto, também pertence a quem trabalha nos bastidores. Uma região se fortalece com o esforço coletivo.” Na indústria e no cooperativismo, Gilmar Borscheid e Carlos Alberto de Figueiredo Freitas demonstram que superar crises exige mais do que iniciativa individual. Qualificação, planejamento e capacidade de dividir responsabilidades são basilares. Na atuação social, Vanessa Goldoni Gonzatti revela a mesma lógica: grandes projetos comunitários e atuação para melhorar a vida de quem precisa só avançam quando pessoas se unem em torno de um propósito. Essas histórias contrariam a ideia de sucesso como obra solitária. Nenhum dos homenageados chegou sem apoio. O reconhecimento, portanto, também pertence a quem trabalha nos bastidores. Uma região se fortalece com o esforço coletivo. Filiado à

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Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“É sentimento de pertencimento, tradição familiar e amor pelas três cores” ARQUIVO PESSOAL

Na semana do clássico Gre-Nal mais importante do ano, os consulados da dupla trabalham na mobilização dos torcedores. Jornalista, Zully Abella, 51 anos, é consulesa do Grêmio em Lajeado e, desde 2017, reúne torcedores tricolores em iniciativas que vão além do futebol. Joilson Pereira

joilson@grupoahora.net.br

Como surge seu vínculo com o futebol e com o Grêmio?

Sou gremista desde pequena. Venho de uma família que sempre viveu intensamente o futebol e, como sou a mais nova, cresci acompanhando e vivenciando essa história de perto. O Grêmio faz parte da vida da nossa família há gerações. É sentimento de pertencimento, tradição familiar e amor pelas três cores.

Quando começou a participar de forma mais ativa como representante da torcida?

Começamos em 2017, com o objetivo de ir além do apoio ao Grêmio nos estádios. Desde então, realizamos diversas ações sociais e proporcionamos experiências especiais, como levar crianças ao Centro de Treinamento para assistir aos treinos e conhecer os jogadores, além de organizar excursões familiares para acompanhar as partidas na Arena. Também participamos das iniciativas do Instituto Geração Tricolor, braço social do Grêmio. Em Lajeado, promovemos diversas ações em datas comemorativas, sempre com o propósito de fazer a diferença

na vida das pessoas. Em breve, levaremos 50 crianças para assistir a um jogo do Grêmio, na Arena. Queremos proporcionar a elas uma experiência completa, desde a convivência e a integração no entorno do estádio até a emoção de acompanhar o Tricolor em campo.

nascem e pessoas que encontram na torcida um espaço de acolhimento e pertencimento. Tenho muito orgulho de ver que construímos mais do que grupos de torcedores. Formamos uma grande família tricolor, que se apoia, compartilha emoções e se une por causas importantes.

Qual a dedicação necessária para exercer essa atividade com o clube e os torcedores?

Qual foi o momento mais especial que viveu como consulesa e torcedora?

Ao longo dessa trajetória, construímos uma história de união, amizade e solidariedade. Buscamos aproximar cada vez mais os torcedores do Grêmio e fortalecer nosso papel social. Isso exige tempo, organização e disponibilidade, além de abrir mão, muitas vezes, de momentos pessoais.

Qual é a satisfação proporcionada por esse envolvimento?

A maior satisfação é perceber que o nosso trabalho vai além do futebol. É ver a alegria de uma criança ao conhecer os jogadores e assistir a uma partida na Arena. Acompanhar famílias que se aproximam, amizades que

É difícil escolher um. Depois de um jogo em que levamos um rapaz com síndrome de Down para conhecer os jogadores, ele voltou pra Lajeado rezando. Perguntamos se ele estava com medo e ele disse que estava agradecendo a Deus pelo que havia vivido naquele dia. Foi uma lição de gratidão e de como o futebol pode proporcionar experiências muito além das quatro linhas. Nos faz perceber o valor do nosso trabalho junto à torcida. Como torcedora e filha de uruguaio, minha maior emoção foi receber o nosso Luis Suárez na Arena, vê-lo em campo com o manto tricolor e ganhar uma camisa autografada por ele. São emoções que vou levar para a vida toda.


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SÓ FALTAM DOIS ANOS

2026 ainda não acabou. Mas 2028 já está no radar

mateus@grupoahora.net.br

MATEUS SOUZA interino

MATEUS SOUZA

O

resultado das eleições do último domingo trouxe vitórias importantes para políticos locais. Também evidenciou a força de partidos, entre siglas tradicionais e outras que estão em um processo de estruturação. Um pleito que, certamente, vai influenciar nos rumos das disputas municipais no Vale em 2028. No MDB, Roberto Lucchese foi eleito deputado estadual, enquanto Carlos Ranzi está na primeira suplência para federal. Há, ainda, Mateus Trojan, segundo suplente da bancada à Assembleia. Três ativos importantes que o partido ganha para explorar nas campanhas pela região. A utilização da imagem

destes nomes pode impulsionar a eleição de prefeitos, vices e vereadores. O PP também segue com forte presença na região. Agora, conta com a figura de uma vicegovernadora, Silvana Covatti, como potencial “puxadora” de votos. A família Covatti tem grande influência nos diretórios municipais e isso certamente será aproveitado em 2028. A ver se a figura de Matteus Amaral, suplente com chances de assumir a titularidade do mandato na Câmara, terá algum peso. Por fim, há o PL. O partido não elegeu representantes locais aos parlamentos, mas terá a seu favor o expressivo dinheiro do Fundão e o tempo de rádio e televisão. Elegeu 121 deputados federais,

sendo oito deles no RS. E contará, ainda, entre os cabos eleitorais, o governador eleito em primeiro turno, Luciano Zucco, e o senador Ubiratan Sanderson. Isso para ficar apenas nos políticos gaúchos. Por outro lado, outras siglas vão remar muito para obter resultados expressivos nas eleições municipais. O PT já teve números ruins em 2024 mesmo com Lula na presidência e é pouco provável que melhore seu desempenho em 2028. O PDT, como já trouxemos neste espaço, tende a sofrer uma debandada. O PSDB também vai esvaziar, mas com o governador Eduardo Leite em baixa após o fracasso de Gabriel Souza nas urnas, não há uma certeza de migração em peso ao PSD, sua atual sigla.

NOME COTADO

TIRO – Depois do MDB, outros dois partidos se posicionaram a favor de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial aqui no RS. Primeiro foi o PSDB, sigla que teve Marcelo Maranata como candidato ao Piratini. Na sequência, foi a vez do PSD, em nota assinada por deputados estaduais e federais (eleitos e não-eleitos), com exceção de Heitor Schuch. No primeiro turno, líderes da sigla apoiaram o correligionário Ronaldo Caiado na disputa; – Ainda sobre o PSD, o governador Eduardo Leite declarou neutralidade no segundo turno presidencial. Repete a postura adotada em 2022, quando não apoiou nem Lula nem Jair Bolsonaro, em meio a disputa estadual contra Onyx Lorenzoni. Em 2018, quando elegeu-se governador pela primeira vez, declarou um “voto crítico” a Bolsonaro contra Fernando Haddad; – Derrotada no primeiro turno para governador do RS, Juliana Brizola (PDT) prometeu maior engajamento para ajudar Lula a virar a disputa contra Flávio Bolsonaro no segundo turno. Durante o primeiro turno, a neta de Leonel Brizola até participou de atos com o atual presidente em Porto Alegre, mas evitou usar a imagem de Lula ou pedir voto de forma efusiva no horário eleitoral gratuito ou mesmo nas redes sociais, o que incomodou uma parcela considerável de militantes petistas.

SURPRESA NA CAPITAL

“De onde saiu tanto voto?” Conversei com um ex-colega jornalista que atua em um veículo de imprensa da capital gaúcha e a primeira pergunta sobre o desempenho de Roberto Lucchese (MDB) foi essa. O empresário fez 71.720 votos, sendo o mais votado do partido e recolocou o Vale na Assembleia Legislativa após uma década. Resultado que surpreendeu analistas políticos de fora.

Se pegarmos a votação de Lucchese nas maiores cidades da região, é fácil entender. Só em Lajeado foram 22.873 votos. Soma-se mais 7.776 em Arroio do Meio, 6.309 em Teutônia e 6.286 em Estrela. Um total de 43.244 votos em apenas quatro municípios. Já seria o suficiente para elegê-lo com folga, pois o último eleito do partido teve pouco mais de 36 mil votos.

Michelon no governo Zucco? Com o início da transição de governo, Luciano Zucco (PL) deve anunciar, nos próximos dias, os primeiros integrantes do alto escalão para a nova gestão. Alguns nomes já surgem nos bastidores da política, como o deputado estadual Professor Cláudio Branchieri (PL) e o atual secretário de Educação do Paraná, Roni Vieira. No Vale, um nome começa a despontar para o secretariado ou um outro cargo estratégico. Trata-se do prefeito de Vespasiano Corrêa, Tiago Michelon. Atual presidente do

Consisa e ex-presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), ele está em seu segundo mandato no município e tem contato próximo com Zucco. Procurado pela reportagem, limitou-se a dizer que “o futuro a Deus pertence” e destacou uma afirmação recente do novo governador, que pretende diminuir o número de secretarias. Michelon não pode concorrer a um terceiro mandato no município e isso pode pesar a favor em um eventual convite vindo de Porto Alegre.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

“Chegamos a quase 400 projetos executados”

A

VINI BILHAR

Armani Engenharia está há quatro anos no mercado. Desde 2023, expandiu a equipe de trabalho, esteve atenta a novos mercados, e em setembro, inaugurou sua nova casa. O “laboratório de engenharia”, como destacou Augusto Armani, sócio da empresa Entrevistamos também as arquitetas Giovana Munhoz e Carolina Bacci.

Indicadores

Dólar: R$ 4,98 | Ibovespa: 209.066,90

Fiergs avalia parceria educacional com o Encanta Hub

Confira a entrevista na íntegra no QR Code.

O que representa o novo escritório da Armani Engenharia? Augusto Armani: A Armani vai completar quatro anos. É um passo importante para a história, pois o escritório é uma ideia inédita para o estado. Como estes quatro anos se traduzem em números? Armani: A gente começou em março de 2023. As coisas foram acontecendo, teve a chegada do Henrique, sócio. A partir daí chegamos a quase 400 projetos executados. A equipe também foi aumen-

tando com o andar do processo. Qual o mercado que vocês atuam? Armani: 90 % das obras estão no vale. Estamos desenvolvendo um sistema interno de acompanhamento de obras. Hoje também chegamos a novas regiões do estado. Como foi a concepção deste projeto? Giovana Munhoz: A ideia era montar um laboratório de engenharia, além da sede, para trazer a experiência para profissionais,

clientes e fornecedores. Aqui, todos os profissionais têm a oportunidade de ter o contato com vários tipos de materiais e sistemas construtivos. Como estrutura, ambiente e negócios se conversam neste projeto? Carolina Bacci: As demandas surgiram com vários tipos de estrutura. Trazer tudo isso em um ambiente harmônico foi um desafio. Mas foi tudo muito tranquilo e leve. É um espaço pensado para todos os momentos. Inclusive para estudantes de engenharia e arquitetura.

O vice-presidente regional da Fiergs/Ciergs, Angelo Fontana, reuniu-se nessa quinta-feira, 8, em Lajeado, com representantes do Sesi e Senai para aproximar as instituições do Centro de Inovação em Educação Encanta Hub. A proposta prevê parcerias para capacitação de professores, atividades de contraturno e, futuramente, a possibilidade de implantação de uma escola no município. Participaram do encontro Sonia Bier, gerente executiva da Educação Básica do Sistema Fiergs, representantes do Sesi e Senai de Lajeado, e Fernanda Ost, coordenadora Encanta Hub. Segundo Fontana, a intenção é

construir iniciativas alinhadas às necessidades educacionais do município e da região. Instalado em um prédio de 3 mil metros quadrados cedido pela Univates ao município, o Encanta Hub tem como eixos a educação e a resiliência climática. Atualmente, cerca de 350 estudantes participam das atividades de contraturno, incluindo projetos como Encanto Lab e EcoLab, que estimulam a inovação e a busca de soluções para desafios locais. A aproximação com o Sistema Fiergs/Ciergs busca ampliar as oportunidades de aprendizagem e qualificação para estudantes e professores.

Lajeado Open e Expovale Construmóbil terão programação integrada Lajeado receberá, de 16 a 22 de novembro, a 5ª edição do Lajeado Open e a Expovale Construmóbil 2026, com ações conjuntas para integrar esporte, negócios e

turismo. As feiras reunirão mais de 400 expositores, enquanto o torneio internacional de tênis ITF M25 deve contar com mais de 30 atletas profissionais brasileiros e

estrangeiros. Entre as iniciativas, tenistas visitarão a feira no dia 21, e as soberanas da Expovale participarão da abertura do torneio e do

Ladies Day. A proposta é ampliar a circulação de visitantes e divulgar empresas e produtos regionais. Para os organizadores e a prefeitura, a integração pode impulsio-

nar a economia local, beneficiando comércio, gastronomia, hotelaria e serviços, além de fortalecer a imagem de Lajeado e do Vale do Taquari.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

PREPARATIVOS À FEIRA

Parque recebe melhorias para ampliação de espaços Com cerca de 400 expositores e participação de mais de 50 prefeituras, feira fortalece integração com atrativos turísticos, gastronomia e programação cultural para estimular a circulação de público. Evento ocorre de 12 a 15 e 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

LAJEADO

A

um mês do início da programação, A Expovale Construmóbil 2026 entra na fase final de preparação e tem como proposta ampliar a circulação de visitantes pelo Vale do Taquari. Além da exposição de produtos e serviços, o evento prevê ações de integração com atrativos turísticos, gastronomia e programação cultural. A feira ocorre de 12 a 15 e 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante, em Lajeado. Com cerca de 400 expositores previstos, a organização trabalha para concluir os ajustes de estrutura e fechar a participação das empresas para a maior vitrine de negócios, turismo e cultura do Vale do Taquari. Aproximadamente 97% dos espaços estão comercializados. A expectativa é superar os números de 2024, quando mais de 108 mil pessoas circularam pelo evento. Entre os destaques deste ano, a estratégia busca incentivar o público a conhecer outros pontos da cidade e municípios da

Resultados de 2024 108 mil visitantes

+ 400

expositores, empresas e organizações

R$ 120,5 mi

em vendas concretizadas

R$ 288,2 mi

em negócios prospectados

região. Além disso, a organização celebra a liberação do Pavilhão 1 no mapa feira. Presidente da 24ª Expovale, Adriana Nunes Machado, afirma que a devolução do espaço representa uma das principais mudanças desta edição. Segundo ela, a organização precisou preparar alternativas diante da possibilidade de não contar com a área. “A legibilidade da

feira melhora, pois as pessoas já estavam acostumadas com o circuito do evento”, explica. A ampliação, segundo ela, permitiu rever a ocupação do parque e acomodar os setores que integram a feira. O presidente da 12ª Construmóbil, André Damiani, também destaca o retorno do Pavilhão como um ganho para a organização. “Estávamos preparados para não ter esse espaço e agora teremos uma área maior”, afirma. A estimativa de expositores se mantém próxima à registrada em edições anteriores, mas a feira terá aumento de área para exposição e mudanças no layout. A distribuição dos espaços também considera novas áreas no parque, com a previsão de instalação de concessionárias em frente ao Centro de Eventos e intervenções na região da Avenida do Turismo. A proposta de ampliar a permanência dos visitantes passa pela participação dos municípios. Mais de 50 prefeituras, algumas de fora do Vale, devem integrar a feira com foco no turismo, em um espaço organizado por meio de revezamento. A intenção é apresentar destinos, roteiros e DIVULGAÇÃO

Em 2024, feira registrou público de 108 mil visitantes. Neste ano, expectativa é de superar a marca

atividades que possam despertar o interesse do público por outros pontos da região. Além do Vale do Taquari, cidades de regiões como Alto da Serra do Batucaraí, Vale do Rio Pardo, Norte, Missões, Serra, Vale do Paranhana, Sul, Vale do Vinhedos, Fronteira Sul, Fronteira Oeste e Rota das Terras Encantadas devem participar da Avenida do Turismo. “A adesão indica que as administrações enxergam a feira como uma oportunidade”, pontua. Para o presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, a feira representa uma janela de divulgação de destinos para além dos negócios. “A Expovale Construmóbil é uma das grandes vitrines da nossa região e representa uma oportunidade muito importante para o turismo”, frisa. Fontana também associa a realização de eventos à recuperação da imagem turística do Vale após as cheias. Para ele, a promoção regional depende da divulgação contínua dos destinos, da qualificação dos empreendimentos e da confiança dos visitantes. “A nossa região é muito maior do que aquilo que aconteceu, e precisamos continuar mostrando isso”, defende. A organização também articula parcerias para conectar o evento a outros espaços de Lajeado,

ANDRÉ DAMIANI PRESIDENTE DA COSTRUMÓBIL

Estávamos preparados para não ter esse espaço e agora teremos uma área maior”.

ADRIANA NUNES MACHADO PRESIDENTE DA EXPOVALE

A adesão indica que as administrações enxergam a feira como uma oportunidade”.

como o Parque Histórico e a programação do Lajeado Open. Outra possibilidade é a realização de passeios de Cedelinho, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026 GABRIEL SANTOS

A um mês do evento, Parque do Imigrante recebe série de melhorias para início da Expovale. Pintura e investimento na rede elétrica estão entre as intervenções

Expovale 50 municípios de Construmóbil 2026 12 regiões do RS Quando: 12 a 15 e 18 a 22 de novembro Onde: Parque do Imigrante, em Lajeado Expositores: cerca de 400

Estrutura

Melhorias

A organização também prevê uma política de ingressos com gratuidades e descontos em dias específicos. Conforme Damiani, a proposta busca permitir o acesso de diferentes públicos e manter a feira como um espaço de convivência. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência e doadores de sangue estão entre os grupos, conforme regras a serem observadas na entrada. O valor do ingresso foi fixado em R$ 16 na entrada. Também há a possibilidade de compra antecipada, ao custo de R$ 14. A organização também prevê ingresso solidário em parceria com o Mesa Brasil do Sesc. Damiani destaca que não haverá cobrança diferenciada para os shows.

Além da disponibilização do Pavilhão 1, o Parque do Imigrante recebe obras de manutenção e adequações para melhorar a estrutura do espaço. Entre os serviços estão instalação de calha e tubulação no Pavilhão 2, reparos nas portas de vidro que ligam os pavilhões 2 e 3 e a instalação de novos exaustores eólicos no Centro de Eventos. Também estão em andamento os serviços como pintura de paredes, muretas, escadas e guarda-corpos, bem como execução ampliação da área da feira em frente aos pavilhões 2 e 3 e da capacidade elétrica do parque, com o investimento de R$ 187,2 mil.

na Avenida do Turismo - Vale do Taquari - Alto da Serra do Batucaraí - Vale do Rio Pardo - Norte - Missões - Serra -Vale do Paranhana -Sul - Vale do Vinhedos - Fronteira Sul - Fronteira Oeste - Rota das Terras Encantadas

RAFAEL FONTANA PRESIDENTE DA AMTURVALES

A nossa região é muito maior do que aquilo que aconteceu, e precisamos continuar mostrando isso”.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

Forqueta vira vitrine para empresas da região JHON WILLIAN TEDESCHI

Mais de 50 expositores apresentam produtos, tecnologias e ofertas na retomada do evento após sete anos Estevão Heisler

Realizada na Associação Esportiva Forquetense, a feira retorna após sete anos e reúne tecnologia, agricultura familiar, máquinas e equipamentos, além de atrações culturais e programação para diferentes públicos. A rápida adesão dos expositores também demonstra a mobilização do setor: todos os espaços foram comercializados antes do lançamento oficial. Com entrada gratuita, a programação segue até domingo, com praça de alimentação, atividades culturais, shows e atrações para crianças. A feira é promovida pelo Município de Arroio do Meio e pela Associação Esportiva Forquetense, com apoio de entidades ligadas ao desenvolvimento rural.

projetodoagro@grupoahora.net.br

ARROIO DO MEIO

A

4ª Feira Agrícola de Arroio do Meio movimenta o distrito de Forqueta neste fim de semana, com mais de 50 expositores e expectativa de receber 15 mil visitantes, número dez vezes superior ao de moradores da comunidade. O evento reúne empresas de diferentes segmentos, que aproveitam a oportunidade para apresentar produtos, divulgar marcas, prospectar clientes e fortalecer relações com a comunidade regional. Entre os expositores está a Loja Sommer – Casa e Construção, de Arroio do Meio, que completa 65 anos em 2026. Administrada por Ardêmio Heineck, a empresa é a única representante dos segmentos de materiais de construção, design e acabamentos na feira. A participação tem como principal objetivo retribuir o apoio recebido das comunidades do interior, especialmente de Forqueta, além de ampliar a visibilidade da marca. “Nosso primeiro objetivo é retribuir à comunidade forquetense e às comunidades do interior pelo grande apoio, pela parceria, pela amizade e pela clientela”, afirma. O estande reúne uma amostra do portfólio da loja, que conta com mais de nove mil itens, além de materiais de divulgação e atendimento da equipe. A empresa também oferece descontos de 6,5%, em referência

Retomada movimenta Forqueta

aos 65 anos de história, por meio de vouchers distribuídos em uma roleta promocional. O espaço ainda conta com ofertas especiais e sorteio de uma caixa de ferramentas. A variedade de produtos é um dos destaques da apresentação. A linha abrange desde areia e ferro para fundações até materiais elétricos e hidráulicos, tintas, ferragens e itens para manutenção de piscinas. Desde junho, a loja também oferece uma linha completa de pisos e acabamentos.

Ofertas e prospecção A Motomecânica Volkswagen também aproveita a feira para ampliar a visibilidade da marca e prospectar compradores. Com estande próximo à entrada do evento, a concessionária apresenta modelos e condições

comerciais especiais. A consultora de vendas Helena Romero Schneider destaca a procura de visitantes interessados em conhecer veículos e pesquisar preços. Entre as ofertas está o T-Cross Extreme, anunciado por R$ 184,9 mil, ante o valor de referência de R$ 208,2 mil informado pela empresa. A condição inclui financiamento com taxa zero em 30 parcelas e emplacamento de cortesia. A expectativa é aproveitar o movimento do fim de semana para iniciar negociações e ampliar o contato com potenciais clientes.

Soluções ao campo Com foco no produtor rural, a Tritec expõe um portfólio completo que reúne sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas, além de

Espaço da agricultura recebe atenção especial e tem expectativa de boas vendas durante o fim de semana

equipamentos para avicultura e suinocultura. O diretor Felipe Fell destaca a oferta de soluções para diferentes perfis de propriedades, com atenção especial à agricultura familiar, sem deixar de atender médios e grandes produtores. Na linha de máquinas, a empresa apresenta equipamentos da Valtra, incluindo tratores, plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e implementos diversos. Segundo Fell, o portfólio voltado à agricultura familiar inclui mais de dez modelos de tratores e mais de 20 opções de plantadeiras enquadradas no Pronaf, conforme os critérios de cada linha. O diretor também destaca condições de financiamento com juros de 5%

ao ano e prazo de até sete anos para determinados investimentos, sujeitos às regras de crédito e à aprovação. A Maná, empresa de Arroio do Meio, apresenta soluções tecnológicas de ponta desenvolvidas por empresas da Itália e dos Estados Unidos. A participação reforça a proximidade com os produtores da região e a proposta de levar inovação às propriedades rurais, independentemente do tamanho da área cultivada. Conforme Caciano Forti, gerente de marketing da empresa, a feira tem papel importante por representar a realidade da agricultura local, marcada pela presença de pequenas propriedades e pela necessidade de soluções adaptadas a diferentes escalas de produção. “Essas feiras locais sempre foram mais importantes do que as grandes feiras, por realmente retratar o que é a realidade do produtor do campo daqui. São propriedades menores, com as quais conseguimos ter uma relação mais próxima”, frisa.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

Volto a escrever por aqui. Faz bem. Ativa a memória e desperta raciocínio crítico. E informa. Obrigado por me acompanhar. Para sugerir temas, contestar, concordar ou contrapor, só escrever para fernandoweissahora@gmail.com. A partir de hoje, temos encontro marcado todos os fins de semana.

FERNANDO WEISS fernandoweissahora@gmail.com

A pauta e o desejo que unem o Vale GABRIEL SANTOS

T

odos queremos a duplicação de Encantado a Venâncio Aires e de Estrela a Teutônia. E o dinheiro necessário para as duas obras não chega a R$ 1 bi. E por

incrível que pareça, repousa nos cofres do Funrigs, possivelmente rendendo juros da Selic gorda. Na primeira aparição de Zucco e Eduardo Leite em reunião de transição, o assunto estava

lá. E o Vale acompanha os desdobramentos como “urubu acompanha a carniça”. Nada nos interessa mais do que duplicar a ERS-130 de Lajeado a Encantado e os dois trechos da RSC-453 entre Lajeado e Venâncio Aires e Estrela a Teutônia. Mesmo antes de assumir, a decisão já está nas mãos do governador eleito no domingo passado. Leite teve a sensibilidade e humildade de não meter os pés pelas mãos e garantiu que os próximos passos serão dados a partir do desejo e entendimento de Zucco. Dito isso, nossa expectativa por aplicação do dinheiro direto em obras – e não em concessão, ao menos por ora – aumenta muito. Na campanha eleitoral e até antes disso, Zucco criticou o projeto e modelo de concessão apresentados pelo atual governo. Por óbvio, isso aumenta, e muito, a expectativa pela aplicação direta do dinheiro nas obras aguardadas

há décadas pela região dos Vales. Acréscimo importante: o deputado eleito pelo Vale, Roberto Lucchesse (MDB) sabe da importância das obras e desde o primeiro dia após o resultado das urnas, trabalha o tema nos bastidores. Eis aqui um diferencial que o Vale não tinha. Votos – no caso, mais de 71 mil – para colocar na mesa de negociações e barganhas por aquilo que estabelecemos como prioridade. Antes mesmo de assumir, já percebemos o quanto precisávamos de um deputado eleito.

“Leite teve a sensibilidade e humildade de não meter os pés pelas mãos e garantiu que os próximos passos serão dados a partir do desejo e entendimento de Zucco”.

De olho em Michelon Prefeito de Vespasiano Corrêa, cidade regional onde Zucco e Bolsonaro fizeram o maior porcentual de votos – 83% – o nome de Tiago Michelon ganha notoriedade estadual. Em segundo mandato e com altos índices de aprovação, Michelon coordenou a campanha de Zucco e do PL no Vale do Taquari, que restou vitorioso em todas as cidades. Com Eduardo Leite, a região sempre esteve frente a alguma secretaria importante. Chegamos a ter quatro ao mesmo tempo. Ao passo que o governo Zucco se estrutura, convém aos líderes regionais, articulação e indicação de nomes que podem ser fundamentais na representação do Vale dentro do alto escalão. Tiago Michelon, que além de prefeito é presidente do Consisa e revolucionou – para melhor – a atuação do consórcio na região, é um nome a ser observado. Sua relação com Zucco é íntima e antiga.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

VALORES COMPARTILHADOS

Histórias de vida que inspiram o Vale Prêmio Top 100 celebra trajetória de personalidades empresariais e comunitárias. Lição de sucesso associa caráter, disciplina e coragem Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

P

alavras e conceitos ajudam a interpretar a vida de cinco líderes regionais. Gentileza, disciplina e compromisso com a comunidade aparecem nas trajetórias de Nestor Heineck, Elvídio Elvino Eckert, Gilmar Borscheid, Vanessa Goldoni Gonzatti e Carlos Alberto de Figueiredo Freitas. Os cinco receberam o reconhecimento como personalidades do Top 100 nessa quarta-feira, 7 de outubro, em Lajeado.

Dentre os homenageados, Nestor, 90, e Elvídio, 92, acumulam experiências desde o tempo em que acompanhavam a família no comércio. O primeiro aprendeu a vender doces com o pai. O segundo negociou uma bicicleta para começar o negócio. Décadas depois, ambos permanecem próximos das empresas e compartilham lições com filhos, netos e funcionários. “Para tudo na vida, precisamos de pessoas. Estar perto, dar atenção, ser gentil. Para mim, são valores fundamentais na vida”, ensina Nestor. Para Elvídio, crescer enquanto empreendedor exige gestão. “A gente tem que começar pequeno e ser constante. Sem qualquer exagero. Sempre vivendo dentro daquilo que é possível.” Na Dália Alimentos, o presidente-executivo Freitas iniciou a trajetória em 1979 e participou da reestruturação a partir de 1990. Foi um dos nomes fundamentais para a recuperação da cooperativa, na época considerada quase inviável. Na Girando Sol, Borscheid começou

a produzir amaciante em uma panela de 120 litros e criou uma indústria que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano. Já a gestora executiva do Complexo Cristo Protetor, Vanessa, encontrou no voluntariado a forma de ajudar a comunidade, tanto na construção do principal atrativo turístico do Vale quanto no atendimento de famílias atingidas pelas inundações. “Tenho convicção: o prêmio carrega meu nome, mas pertence a muitos que caminharam comigo”, ressalta. O reconhecimento para estas cinco personalidades reúne histórias de vida sustentadas em dedicação, apreço a valores comunitários, religiosos e familiares, junto com o respeito às equipes de trabalho que auxiliam na construção das marcas. Além da celebração aos líderes locais, a quarta-feira de Top 100 no Tiro e Caça também distinguiu 94 marcas de cinco setores da economia. Promovida pelo Grupo A Hora, a quarta edição teve o patrocínio da Sulgás e da cooperativa de crédito Sicredi.

Gentileza como marca pessoal FOTOS: M.RUSCHEL

Nestor Heineck FUNDADOR DA DOCILE

Em 12 anos como jogador profissional do Lajeadense, Nestor Heineck nunca foi expulso. Recebeu da Federação Gaúcha de Futebol uma carteira de acesso vitalício às competições da entidade. “No futebol, procurei ser como na vida. Correto, respeitoso e gentil”, resume. Nos negócios, começou ao lado do pai, Natalício. Juntos vendiam doces pelo Vale. Viu nascer a marca Florestal, até que, no fim dos anos 1960, ofereceu a própria casa como garantia e comprou uma máquina para a indústria. “Se não começasse a pagar em dois meses, ia perder a moradia. Ainda bem que deu certo”, brinca. Anos mais tarde, integrou-se à Docile, fundada pelos filhos Alexandre, Fernando e Ricardo. Hoje com 90 anos, ainda frequenta a empresa. Em cada corredor, recebe o carinho dos funcionários. Todos fazem questão de apertar a mão, abraçar e agradecer. “Para mim, liderar é dar o exemplo, respeitar as pessoas e nunca esquecer que ninguém constrói nada sozinho.” Essa atitude de bondade e carinho pelo outro, atribui à criação. Família católica, tem na ponta da língua ensinamentos da religião. “O papa Francisco disse: ‘ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida’.” Ao explicar como encara conquistas e dificuldades, acrescenta: “Que Deus me dê muito sucesso para não perder o entusiasmo e algum fracasso para não perder a humildade. Essas frases representam muito do que acredito”, complementa.

Acesse pelo QR Code a cobertura do Top 100, veja as marcas premiadas e conheça as personalidades reconhecidas na edição.

Mente ativa e corpo saudável Academia três vezes por semana e participação na empresa. Elvídio Elvino Eckert, com 92 anos, continua ativo. “Precisamos manter o corpo e a mente sãos”. Essa disposição é a marca da personalidade do empresário. Fundador da rede Charrua e diretor da ArcoGás, o empresário começou tudo a partir da venda de uma bicicleta. Foi assim que reuniu dinheiro para comprar um motor e uma mesa de serra para vender lenha. Quando o gás de cozinha chegou, viu que precisava mudar. Em 1968 passou a distribuir botijões em Lajeado. O abastecimento exigia viagens a Porto Alegre. Levava os botijões vazios e buscava os cheios na semana seguinte. Parte dos clientes pagava com moedas, difíceis de contar na distribuidora. Encontrou outra

saída. “Eu passava em pontos comerciais. Comprava verduras, banha, o que fosse.” Na volta, revendia os produtos no Vale e reunia o dinheiro para pagar o gás. “Eram anos em que precisava usar a criatividade para qualquer imprevisto. Não bastava ter um plano A ou B. Tinha que ter o C, D e o E”. Empreender naqueles anos era muito diferente. “Os bancos só davam crédito para quem estava com a vida feita”, relembra. Aos mais jovens, recomenda cautela ao elevar o padrão de vida. “Vejo alguns empresários mais jovens que se deslumbram. Tinham uma pequena empresa, virou média. Daí já querem carro zero e casa na praia. Quando vê, a empresa faliu.” Para Elvídio, o controle das despesas precisa acompanhar o crescimento. “Gestão precisa ser na ponta do lápis, sempre dando passos de acordo com a capacidade.”

Elvídio Elvino Eckert FUNDADOR DO GRUPO ARCO BRASIL


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PERSONALIDADES 2026

Dedicação ao cooperativismo

Carlos Alberto de Figueiredo Freitas PRESIDENTE-EXECUTIVO DA DÁLIA ALIMENTOS

Carlos Alberto de Figueiredo Freitas saiu de Rio Pardo e foi para Encantado em 1979. Na então Cooperativa de Suinocultores de Encantado, a Cosuel, começou a trajetória profissional e criou vínculos. O grande desafio foi a partir de 1990, quando foi convidado a retornar após alguns anos de trabalho em Santa Catarina. “Tínhamos uma grande responsabilidade: milhares de famílias de associados, funcionários e prestadores de serviço dependiam da Dália.” Essa volta exigiu aprender outras formas de administrar. Freitas e os demais gestores buscaram referências dentro e fora do país. No cooperativismo europeu, encontraram um modelo baseado na profissionalização, na participação e nas decisões colegiadas. Em 1996, assumiu como diretorsuperintendente, cargo hoje denominado de presidente-executivo. A recuperação trouxe 20 anos de resultados positivos, com distribuição de sobras aos associados e funcionários. Relembrar os desafios também é falar sobre aprendizado. “Modelos de gestão sozinhos não são suficientes. É preciso cultivar a harmonia e despir-se de vaidades em benefício do coletivo.” Todas as conquistas precisam ser compartilhadas, destaca. “O apoio da minha família e a dedicação de tantas pessoas foram fundamentais para que eu pudesse manter o foco na missão que escolhi para minha vida.”

Disposição para fazer a diferença

Vanessa Goldoni Gonzatti GESTORA EXECUTIVA DO CRISTO PROTETOR

Vanessa Goldoni Gonzatti faz história como voluntária. Ganhou projeção nacional no projeto do Cristo Protetor de Encantado, quando integrava a associação voltada para buscar recursos e efetivar a construção. Anos mais tarde, foi contratada e hoje responde pela gestão executiva do complexo. Natural de Anta Gorda, formou-se em Fisioterapia pela Univates e encontra sentido na atuação para ajudar as pessoas. “O trabalho voluntário tem que pulsar dentro da gente. Isso, realmente, é querer fazer a diferença na comunidade.” Nas enchentes de 2023 e 2024, Vanessa esteve entre as líderes da mobilização para arrecadar donativos para famílias atingidas pelas tragédias climáticas. Pelo Lions Clube, entidade que preside, ajudou a viabilizar a construção de moradias para quem perdeu tudo. “O caminho é árduo, é difícil. Quando as pessoas enxergam tudo pronto, não imaginam o esforço para conquistar”. Sobre o prêmio do Top 100, divide a conquista: “se cheguei, foi com ajuda de muitos, de muita boa vontade. Pessoas que não nos deixam desistir.”

Cooperativismo Empreendedorismo Responsabilidade social Liderança e inspiração Empresarial

Carlos Alberto de Figueiredo Freitas Elvídio Elvino Eckert Vanessa Goldoni Nestor Heineck Gilmar Borscheid

Gilmar Borscheid FUNDADOR E CEO DA GIRANDO SOL

Da origem humilde ao faturamento bilionário O destaque empresarial do Top 100, Gilmar Borscheid conheceu cedo a necessidade de recomeçar. Nascido em Arroio do Meio e descendente de imigrantes de Luxemburgo. Após uma passagem por São Carlos (SC), viveu o drama da doença. O pai contraiu tétano em um acidente. Ficou quase um ano entre a vida e a morte. A família precisou vender bens para pagar o tratamento e as dívidas. “Minha infância e o início da juventude foram no campo, capinando, lavrando e enfrentando os desafios diários da lida rural.” Essa experiência sustenta a base do que espera da vida. “A conquista tem que vir do trabalho, com honestidade e determinação”, resume. No início dos anos de 1980, foi para a cidade, para seguir o irmão César. Trabalhavam como industriários em uma fábrica de calçados. A crise no setor calçadista, no início dos anos 1990, trouxe a necessidade de encontrar outra renda. O despertar veio em uma visita à mãe, depois de sentir o perfume do amaciante caseiro. A receita familiar deu

origem aos testes, mas colocar a ideia no mercado exigiu orientação técnica, compra de matérias-primas e procura por fornecedores. Junto com o irmão, revolucionou o mercado de feiras na AGAS ao levarem o talão de pedidos para o estande e oferecerem descontos diretos aos clientes. “Nós fomos para trabalhar. Pegávamos o cliente no braço, mostrávamos a marca e provávamos que comprar conosco pagava até a viagem dele”, recorda. À frente da Girando Sol, transformou a pequena fórmula caseira em um dos parques fabris mais modernos do país. Apesar da alta tecnologia e dos robôs que operam na fábrica, Gilmar sustenta que o grande pilar de qualquer empreendimento continuam sendo as pessoas. “Posso ter a máquina que quiser, mas se não tiver um bom profissional atrás dela, se dedicando e cuidando, nada adianta. Liderar é entender que somos seres humanos vulneráveis, com altos e baixos”, enfatiza.


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ENCONTRO DA AMVAT

Lucchese defende mobilização conjunta e fim da divisão regional JHON WILLIAN TEDESCHI

Reunião marca primeiro compromisso oficial do emedebista na região, após pleito eleitoral do último dia 4. Deputado eleito provoca prefeitos para reunificar Amvat e Amat Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Reunião dos prefeitos e Lucchese ocorreu na abertura da 4ª Feira Agrícola

encontro mensal dos gestores da região oportuniza a primeira troca com o deputado estadual eleito no último dia 4, Roberto Lucchese (MDB). A reunião da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) ocorreu nessa sexta-feira, 9, em Arroio do Meio, e fez parte da pro-

gramação de abertura da 4ª Feira Agrícola do município, no distrito de Forqueta. Além de reforçar as bandeiras de campanha, Lucchese provocou os prefeitos a desfazer a separação entre as regiões alta e baixa do Vale, a partir da fusão das associações que se separaram em 2021. Outro compromisso firmado pelo

O

parlamentar eleito é manter um gabinete técnico voltado às demandas regionais, para funcionar como uma ferramenta de ligação com a comunidade. “Vocês vão me pedir muito. Eu só vou pedir uma coisa para vocês: vamos fazer a Amvat voltar a ser uma coisa só. Essa é a nossa força, é assim que eu preciso chegar

em Porto Alegre e esse é o peso do machado que podemos ter”, provocou. O deputado eleito ainda pediu para que as brigas do passado fossem esquecidas em prol da união regional. Lucchese mencionou aos prefeitos que esteve na reunião de transição no Palácio Piratini e que existe um risco real do valor de R$ 1,5 bilhão, do Funrigs, seja “picotado” em metas operacionais e não obras estratégicas. “Se somos tão pequenos a ponto de não conseguir as duplicações, temos que desistir. E eu não acredito nisso, porque essa votação mostrou nosso tamanho”, afirmou. Nesse sentido, ele pediu mobilização dos prefeitos para convencer o governador Eduardo Leite a direcionar os recursos para obras de mobilidade. Sobretudo depois da negativa do Piratini em avançar nas tratativas do Bloco 1 de rodovias estaduais, e deixar em aberto a situação do Bloco

2. De acordo com Lucchese, a duplicação de Venâncio Aires até Encantado seria orçado na faixa de R$ 800 milhões, e de Estrela a Teutônia em R$ 115 milhões.

Alinhamento de demandas Para a presidente da entidade e prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, a oportunidade estabelece uma ligação entre as demandas regionais e a participação de Lucchese na Assembleia Legislativa. “Quando nos reunimos, encontramos pontos em comum e podemos construir soluções”, pontuou. Ela ainda ressaltou a necessidade do Vale do Taquari se posicionar diante do Estado. “Nós merecemos um olhar diferenciado por parte do governo do Estado, não podemos mais ser patinhos feios”, concluiu.


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NOVOS PARQUES

Após enchentes, Encantado redesenha futuro de três bairros DIVULGAÇÃO

Projetos de Intervenção de Baixo Custo (IBC) abrangem cerca de 137 mil metros quadrados no Navegantes, Lago Azul e Barra do Guaporé, com investimento máximo de R$ 12,5 milhões

As intervenções Navegantes A maior das três intervenções articula circulação, esporte, lazer, drenagem, iluminação e paisagismo, com um campo de futebol e vestiários. Valor máximo: R$ 9.431.985,12 Área: 102.306,21 m² Prazo de execução: 10 meses Participação no total: 75,1%

Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br

ENCANTADO

O

edital para contratar a empresa responsável pelas obras de Intervenção de Baixo Custo (IBCs) em três bairros de Encantado está aberto até a próxima quarta-feira, 14. Com investimento máximo de R$ 12,5 milhões, conquistados junto à Defesa Civil Nacional, o projeto prevê transformar áreas atingidas pelas enchentes em espaços públicos de lazer, convivência e recuperação ambiental. As intervenções abrangem Navegantes, Lago Azul e Barra do Guaporé. A iniciativa busca dar uma nova função aos terrenos que não devem mais receber moradias devido ao risco de inundação. Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, José Caetano Turatti Ost, o município precisou encontrar alternativas para esses espaços após os danos provocados pelas cheias. Enquanto avançam as ações habitacionais, com 180 imóveis em construção e cerca de 75% de execução, o governo trabalha para recuperar os espaços desocupados. Para Ost, os parques também terão papel na adaptação da cidade às cheias. “Não vai resolver a questão das enchentes, mas vai criar uma situação para a cidade com áreas de esponja e de parque bem

Lago Azul

Arquiteto Scaravonatti e secretário Ost garantem que as obras transformarão as áreas em parques para esporte, lazer e contemplação

Soluções adaptadas a cada bairro

importantes para nós”, salienta. O arquiteto da administração de Encantado, Gilmar Scaravonatti, explica que as IBCs seguem o conceito de soluções baseadas na natureza. A proposta é interferir o mínimo possível no ambiente, com estruturas adequadas às características de cada local e que permitam uma recuperação menos onerosa após eventuais inundações. “São obras de qualidade, mas com outra visão sobre a ocupação das áreas”, destaca Scaravonatti. Embora tenham intervenções distintas, os três projetos integram um único processo licitatório, e a empresa vencedora executará o conjunto de intervenções.

Na Barra do Guaporé, a menor das áreas, o projeto prioriza contemplação, caminhadas e convivência. A proposta inclui estacionamento, passeios, iluminação e paisagismo, com vista para a Ponte Brochado da Rocha e Muçum. O Lago Azul receberá passeios, quadras esportivas, parque infantil, arborização e gramamento. Uma via mais larga poderá ser fechada nos fins de semana para atividades de lazer e eventos. Já o Navegantes terá a maior intervenção. Além da manutenção do campo de futebol solicitado pela comunidade, estão previstas quadras esportivas, vestiários, espaços para caminhadas, estacionamento e áreas destinadas a eventos. O projeto também inclui biovaletas, estruturas vegetadas que ajudam a reter e filtrar a água da

chuva antes de seu lançamento no rio. “Estamos tirando a habitação, mas vai se tornar um espaço público para a cidade toda”, resume o arquiteto sobre a transformação do Navegantes.

Lazer e preservação Com 102,3 mil metros quadrados, o Navegantes terá quase três vezes a área do Caminhódromo, conhecido local de lazer dos encantadenses, que possui cerca de 37 mil metros quadrados, destaca o secretário Ost. A transformação também prevê preservar referências culturais e religiosas do tradicional bairro, que chegou a reunir mais de duas mil pessoas antes das históricas enchentes. Atualmente, aproximadamente 89 famílias ainda permanecem no local. O projeto incorpora símbolos ligados às matrizes afrobrasileira e cristã, além de referências à pesca e à relação histórica da comunidade com o

A área atingida é reorganizada com novos passeios, quadras esportivas, drenagem, iluminação, melhorias viárias e áreas verdes. Valor máximo: R$ 2.276.577,11 Área: 27.869,33 m² Prazo de execução: 6 meses Participação no total: 18,1% Barra do Guaporé Junto à rodovia, a área degradada é recuperada e ganha acesso de veículos, estacionamento, passeios, iluminação e paisagismo. Valor máximo: R$ 844.659,22 Área: 7.206,00 m² Prazo de execução: 3 meses Participação no total: 6,7%

rio. “A matriz afro é representada pelo Bará (a Casa da Mãe), as asas simbolizam o Cristo, e a memória do Navegantes é simbolizada por um peixe”, detalha. A prefeitura projeta implantar no futuro um memorial ou museu em uma área mais elevada, fora do alcance das águas, para preservar a história da comunidade. “Antes Encantado via o Rio Taquari de costas, agora vai olhar de frente para o rio”, observa Ost.


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A P R E S E N TA D O P O R :

PAT R O C Í N I O :

Farmacêutica une profissão e voluntariado para cuidar de pacientes com câncer Viviane transformou o conhecimento da profissão em uma forma de atuação voluntária e, há nove anos, se dedica à Liga de Bom Retiro do Sul Andreia Rabaiolli

andreia@grupoahora.net.br

V

iviane Steffens Neves, 35, conhece as necessidades de quem procura uma farmácia. Há nove anos, acompanha de perto as dificuldades enfrentadas por pacientes com câncer e suas famílias. Farmacêutica e presidente da Liga de Combate ao Câncer de Bom Retiro do Sul, ela transformou o conhecimento da profissão em uma forma de atuação

voluntária. Vivi, como é conhecida pela região, entrou na entidade em 2017, incentivada por uma amiga. Desde o início se conectou emocionalmente ao grupo. Hoje, além de presidir, acompanha o cadastro de novos pacientes, atende demandas, organiza a gestão e mantém contato direto com quem procura a entidade. “Em função da minha profissão como farmacêutica, sinto que posso realizar coisas importantes.” A Liga conta atualmente com 40 voluntários e atende ativamente 60 pacientes

oncológicos. O cadastro deles é feito na farmácia de Vivi, que ouve, acolhe e agiliza a ajuda. Nesse momento, surgem pedidos e vínculos. “A gente se apega bastante e vive junto as histórias.”

O voluntariado vem de casa

Antes de entrar na Liga, Viviane já exercia atuação social e ela começou dentro da própria família. A avó, Clessi, teve atuação na comunidade. O pai, Telmo, trabalhou por mais de 30 anos na Corsan e ainda hoje é tesoureiro da Igreja Católica. A mãe, Corete, é professora aposentada. Em casa, o telefone tocava com frequência para tratar de demandas da comunidade. “Falar de trabalho voluntário sem falar dos meus pais e da minha avó é impossível.” Na adolescência, Viviane participou de grupos de jovens. O envolvimento com a Liga veio depois, por escolha própria. É onde ela encontra gratificação e um

Viviane dedica parte do tempo à entidade, onde atua há nove anos no atendimento e apoio a pacientes oncológicos e suas famílias.

modo de ajudar de forma assertiva. O recolhimento de latinhas prova isso. Todas se ajudam e no fim do mês, a arrecadação possibilita mil reais a mais na renda da entidade. É um valor importante.

Envolvimento no dia a dia

Na vida de Viviane, a atuação profissional e o trabalho voluntário se encontram principalmente na assistência aos pacientes. A Liga recebe demandas por alimentos, cadeiras de rodas, muletas e outros itens. Como líder da entidade, ela precisa organizar o cadastro e acompanhar os empréstimos de equipamentos. Diz que o trabalho voluntário não depende de grandes gestos. Muitas vezes, começa na atenção dada a uma pessoa que chega com um pedido. “A gente vai se envolvendo e, quando percebe, faz parte de algo maior. Isso ocorre naturalmente.” A própria Viviane brinca com a maneira como a Liga passou a fazer parte de sua identidade. “Eu tenho um livro na testa escrito Liga de Combate ao Câncer. As pessoas me veem e sabem: eu vou pedir algo para o grupo.” A amiga e voluntária Maria Cedeni comprova: a presidente trabalha muito pela Liga. “A maneira como ela lida com as pessoas, o jeitinho carinhoso. Ela vai atrás e isso é importante”, atesta a colega.

Do cachorro quente ao sarau

Entre as ações para arrecadar recursos estão a venda de cachorro-quente, o Sarau


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Generosidade compartilhada: organização da Liga permite o empréstimo de cadeira de rodas

Viviane e Maria Cedeni: dedicação que acolhe

de Damas e campanhas de doação de latinhas. Empresas e moradores colaboram conforme as necessidades aparecem. Para Viviane, esse envolvimento mostra a força da generosidade de uma cidade. Prefeitos e vereadores têm papel importante na administração pública, mas o trabalho voluntário cria uma rede que chega a lugares onde o poder público nem sempre alcança. Na Liga, esse trabalho acontece todos os dias. Um dos sonhos de Viviane é ampliar as atividades oferecidas aos pacientes e criar oficinas. A intenção é fazer da Liga um espaço de convivência e apoio, além do atendimento às necessidades mais imediatas. Na Liga, Viviane encontrou uma forma de juntar profissão e amor ao próximo.” A gente não muda o mundo, mas pode ajudar o mundo das pessoas à nossa volta.”

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE VIVIANE

O brilho no olhar com a nova sede

A Liga de Combate ao Câncer de Bom Retiro do Sul realizou um antigo sonho: ter uma sede própria. A nova estrutura permite atender os pacientes diariamente, com mais conforto, privacidade e agilidade. Atualmente, cerca de 60 pacientes oncológicos são acompanhados pela entidade no município. O espaço virou motivo de orgulho entre as voluntárias. “Nossa sede é linda”, diz Vivi. Nas paredes, retratos de mulheres que ajudaram a construir a história da Liga lembram que o trabalho atravessa gerações. Ali, uma voluntária apoia a outra e todas se unem em torno da mesma causa: cuidar de quem enfrenta o câncer.

Eu tenho um livro na testa escrito Liga de Combate ao Câncer. As pessoas me veem e sabem: eu vou pedir algo para o grupo.”

NÚMEROS DA LIGA DE BOM RETIRO

40 voluntárias 60 pacientes oncológicos atendidos 9 anos de atuação de Viviane na entidade Atendimento diário na sede própria Empréstimo de cadeiras de rodas, colchões especiais e muletas Doação de alimentos às famílias assistidas Ações de arrecadação com participação da comunidade


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Candidatos de fora lideram em parte do Vale Roberto Lucchese foi o único representante regional eleito para a Assembleia. Levantamento mostra a força de nomes locais e a presença de concorrentes de outras regiões nas 39 cidades analisadas Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

pós quase uma década, a região voltou a obter êxito nas urnas em eleições proporcionais, ao garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mesmo assim, o número de eleitores que votaram em candidatos de fora do Vale segue expressivo. Concorrentes com mandato vigente fizeram valer a maior força política na campanha, sobretudo para deputado federal. Levantamento feito pelo Grupo

A Hora, com base nos dados disponibilizados dos 39 municípios da área de cobertura, mostra que forasteiros venceram em oito municípios na corrida à Assembleia Legislativa, embora houvessem nomes competitivos. Já na disputa para a Câmara dos Deputados, 36 cidades deram mais votos aos políticos de fora. Haviam sete candidatos do Vale no páreo. Entre os nomes locais, Roberto Lucchese (MDB) foi o único eleito. O candidato somou 65.643 votos no Vale e conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mateus Trojan (MDB), com 20.726 votos na região, ficou como segundo suplente da bancada do partido. Maneco Hassen (PT), que recebeu 16.767 votos, terminou como primeiro suplente da federação que reúne também o PCdoB e o PV. Airton Artus (PDT) somou 15.813 votos e ficou como terceiro suplente da bancada pedetista na Assembleia. Na disputa federal, Carlos Ranzi (MDB) recebeu 28.105 votos no Vale e terminou como primeiro suplente do partido à Câmara dos Deputados.

QUEM MAIS VEZES FICOU ENTRE OS DEZ MAIS VOTADOS NO VALE ESTADUAL

FEDERAL

Roberto Lucchese (MDB) – 39

Maurício Marcon (PL) – 39

Mateus Trojan (MDB) – 32

Alceu Moreira (MDB) – 29

Maneco Hassen (PT) – 27

Giovani Cherini (PL) – 28

Adri Cherini (PL) – 25

Lucas Redecker (PSD) – 22

Guilherme Pasin (PP) – 23

Heitor Schuch (PSD) – 19

Disputa municipal Na eleição para deputado estadual, Lucchese aparece entre os dez mais votados nos 39 municípios analisados. Trojan figura nessa relação em 32 cidades, enquanto Maneco Hassen aparece em 27. Entre os candidatos de outras regiões, Adri Cherini (PL) está no grupo dos dez mais votados em 25 municípios, seguida por Guilherme Pasin (PP) em 23 e Dirceu Franciscon (União Brasil) em 22. Na disputa federal, Maurício Marcon (PL) aparece entre os dez mais votados nas 39 cidades. Alceu Moreira (MDB) figura em 29 municípios, seguido por Giovani Cherini (PL), presente em 28, e Lucas Redecker (PSD), em 22. Ranzi aparece entre os dez mais votados em 18 cidades.

Campeões de votos Os campeões de votos por município também mostram a concorrência entre candidatos locais e de fora. Na eleição estadual, nomes da região lideraram em cidades como Lajeado, Encantado, Estrela, Teutônia, Taquari e Venâncio Aires. Já candidatos de outras regiões ficaram em primeiro lugar em municípios como Dois Lajeados, Fazenda Vilanova, Forquetinha, Putinga e Relvado. Na disputa federal, a liderança também se distribuiu entre diferentes nomes. Carlos Ranzi venceu em Lajeado, Estrela e Cruzeiro do Sul, enquanto candidatos de fora lideraram nas demais cidades. Alceu Moreira acumula mais vitórias, com sete, seguido por Cherini, com cinco.

OS 10 CANDIDATOS A DEPUTADO MAIS VOTADOS ESTADUAL 1º Roberto Lucchese (MDB) - 65.643 2º Mateus Trojan (MDB) - 20.726 3º Maneco Hassen (PT) - 16.767 4º Airton Artus (PDT) - 15.813 5º Adri Cherini (PL) - 7.061 6º Kelly Moraes (PL) - 6.281 7º Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 5.370 8º Guilherme Pasin (PP) - 5.098 9º Marcus Vinícius (PP) - 3.887 10º Luciano Silveira (MDB) - 3.511

FEDERAL 1º Ranzi (MDB) - 28.105 2º Maurício Marcon (PL) - 15.768 3º Alceu Moreira (MDB) - 15.665 4º Giovani Cherini (PL) - 13.736 5º Heitor Schuch (PSD) - 12.587 6º Marcelo Moraes (PL) - 12.498 7º Lucas Redecker (PSD) - 11.994 8º Pedro Westphalen (PP) - 9.168 9º Rony Gabriel (PODEMOS) - 8.878 10º Afonso Hamm (PP) - 7.973

MUNICÍPIO A MUNICÍPIO Os mais votados por cidade: Votos para Federal Votos para Estadual

COQUEIRO BAIXO Alceu Moreira (MDB) - 497 Juvir Costella (MDB) - 101 Vilmar Zanchin (MDB) - 84 Luciano Silveira (MDB) - 211 Mateus Trojan (MDB) - 147 Roberto Lucchese (MDB) - 95

ANTA GORDA Giovani Cherini (PL) - 769 Juvir Costella (MDB) - 488 Alceu Moreira (MDB) - 329

CRUZEIRO DO SUL Ranzi (MDB) - 1047 Bohn Gass (PT) - 585 Giovani Cherini (PL) - 535

Adri Cherini (PL) - 544 Mateus Trojan (MDB) - 493 Cris Lohmann (MDB) - 474

Roberto Lucchese (MDB) - 2204 Mateus Trojan (MDB) - 727 Maneco Hassen (PT) - 369

ARROIO DO MEIO Alceu Moreira (MDB) - 2009 Ranzi (MDB) - 1868 Rony Gabriel (Podemos) - 1214

DOIS LAJEADOS Fran Bayer (REP) - 479 Diogo Siqueira (PL) - 250 Alceu Moreira (MDB) - 227

Roberto Lucchese (MDB) - 7776 Mateus Trojan (MDB) - 942 Maneco Hassen (PT) - 819

Eliana Bayer (REP) - 377 Mateus Trojan (MDB) - 260 Santini (PODE) - 184

ARVOREZINHA Giovani Cherini (PL) - 974 Busato (UNIÃO) - 667 Covatti Filho (PP) - 577

DOUTOR RICARDO Alceu Moreira (MDB) - 354 Pompeo de Mattos (PDT) - 160 Pedro Westphalen (PP) - 143

Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 1.215 Adri Cherini (PL) - 443 Guilherme Pasin (PP) - 361

Mateus Trojan (MDB) - 447 Roberto Lucchese (MDB) - 122 Guilherme Pasin (PP) - 118

BOM RETIRO DO SUL Heitor Schuch (PSD) - 1147 Maurício Marcon (PL) - 489 Marcelo Moraes (PL) - 421

ENCANTADO Jessé Sangalli (PL) - 1751 Maurício Marcon (PL) - 1361 Giovani Cherini (PL) - 669

Roberto Lucchese (MDB) - 1809 Elton Weber (PSD) - 750 Maneco Hassen (PT) - 549

Mateus Trojan (MDB) - 4021 Roberto Lucchese (MDB) - 2478 Juli Cuciolli (PL) - 507

BOQUEIRÃO DO LEÃO Alceu Moreira (MDB) - 1438 Evandro Augusto (MISSÃO) - 573 Giovani Cherini (PL) - 411

ESTRELA Ranzi (MDB) - 2062 Maurício Marcon (PL) - 1578 Giovani Cherini (PL) - 1145

Luciano Silveira (MDB) - 972 Adri Cherini (PL) - 419 Roberto Lucchese (MDB) - 284

Roberto Lucchese (MDB) - 6286 Mateus Trojan (MDB) - 1378 Marcos Kayser (Novo) - 1066

CANUDOS DO VALE Heitor Schuch (PSD) - 572 Giovani Cherini (PL) - 182 Vilmar Zanchin (MDB) - 111

FAZENDA VILANOVA Pompeo de Mattos (PDT) - 344 Carlos Gomes (REP) - 229 Lucas Redecker (PSD) - 223

Roberto Lucchese (MDB) - 293 Elton Weber (PSD) - 236 Adri Cherini (PL) - 134

Roberto Lucchese (MDB) - 465 Gerson Burmann (PDT) - 234 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 197

CAPITÃO Lucas Redecker (PSD) - 345 Alceu Moreira (MDB) - 305 Covatti Filho (PP) - 212

FORQUETINHA Afonso Hamm (PP) - 866 Ranzi (MDB) - 262 Lucas Redecker (PSD) - 222

Roberto Lucchese (MDB) - 587 Mateus Trojan (MDB) - 531 Nicole Weber Covatti (PP) - 119

Roberto Lucchese (MDB) - 615 Guilherme Pasin (PP) - 537 Delegada Nadine (PSD) - 176

COLINAS Alceu Moreira (MDB) - 385 Lucas Redecker (PSD) - 174 Maurício Marcon (PL) - 125

ILÓPOLIS Giovani Cherini (PL) - 560 Alceu Moreira (MDB) - 449 Juvir Costella (MDB) - 348

Roberto Lucchese (MDB) - 516 Mateus Trojan (MDB) - 245 Martin Kalkmann (NOVO) - 202

Mateus Trojan (MDB) - 361 Adri Cherini (PL) - 348 Roberto Lucchese (MDB) - 298


A HORA | 19

Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

IMIGRANTE Alceu Moreira (MDB) - 911 Lucas Redecker (PSD) - 248 Maurício Marcon (PL) - 115 Roberto Lucchese (MDB) - 954 Mateus Trojan (MDB) - 346 Maneco Hassen (PT) - 90 LAJEADO Ranzi (MDB) - 19053 Maurício Marcon (PL) - 2892 Rony Gabriel (PODE) - 2241 Roberto Lucchese (MDB) - 22873 Mateus Trojan (MDB) - 3307 Maneco Hassen (PT) - 2559 MARQUES DE SOUZA Carlos Gomes (REP) - 350 Ranzi (MDB) - 322 Pedro Westphalen (PP) - 295 Roberto Lucchese (MDB) - 1102 Sergio Peres (REP) - 260 Mateus Trojan (MDB) - 190 MATO LEITÃO Lucas Redecker (PSD) - 706 Giovani Cherini (PL) - 388 Alceu Moreira (MDB) - 227 Airton Artus (PDT) - 912 Roberto Lucchese (MDB) - 411 Adri Cherini (PL) - 282 MUÇUM Giovani Cherini (PL) - 453 Diogo Siqueira (PL) - 314 Alceu Moreira (MDB) - 278

Mateus Trojan (MDB) - 1722 Roberto Lucchese (MDB) - 484 Adri Cherini (PL) - 104 NOVA BRÉSCIA Afonso Hamm (PP) - 280 Covatti Filho (PP) - 270 Maurício Marcon (PL) - 185 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 456 Roberto Lucchese (MDB) - 322 Mateus Trojan (MDB) - 292 PAVERAMA Alceu Moreira (MDB) - 1602 Lucas Redecker (PSD) - 578 Bibo Nunes (PL) - 468 Luciano Silveira (MDB) - 740 Maneco Hassen (PT) - 608 Roberto Lucchese (MDB) - 507 POÇO DAS ANTAS Lucas Redecker (PSD) - 259 Afonso Hamm (PP) - 239 Alceu Moreira (MDB) - 223 Roberto Lucchese (MDB) - 294 Guilherme Pasin (PP) - 204 Aloísio Classmann (PSD) - 112 POUSO NOVO Danrlei (PSD) - 281 Busato (União Brasil) - 140 Marcelo Moraes (PL) - 137 Roberto Lucchese (MDB) - 247 Marcelo Arruda (PSD) - 169 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 132

PROGRESSO Marcelo Moraes (PL) - 482 Bohn Gass (PT) - 364 Lucas Redecker (PSD) - 317 Roberto Lucchese (MDB) - 535 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 350 Salmo (PP) - 264 PUTINGA Danrlei (PSD) - 655 Giovani Cherini (PL) - 316 Afonso Hamm - 283 Paparico Bacchi (PL) - 214 Marcus Vinicius (PP) - 212 Adri Cherini (PL) - 196 RELVADO Afonso Hamm (PP) - 301 Juvir Costella (MDB) - 150 Alceu Moreira (MDB) - 144 Marcus Vinícius (PP) - 436 Mateus Trojan (MDB) - 201 Edivilson Brum (MDB) - 141 ROCA SALES Lucas Redecker (PSD) - 489 Alceu Moreira (MDB) - 449 Covatti Filho (PP) - 382 Mateus Trojan (MDB) - 1867 Roberto Lucchese (MDB) - 812 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 331 SANTA CLARA DO SUL Marcelo Moraes (PL) - 767 Alceu Moreira (MDB) - 633 Ranzi (MDB) - 504

Roberto Lucchese (MDB) - 1554 Aloísio Classmann (PSD) - 473 Kelly Moraes (PL) - 191 SÉRIO Heitor Schuch (PSD) - 472 Alceu Moreira (MDB) - 411 Ranzi (MDB) - 89 Roberto Lucchese (MDB) - 337 Elton Weber (PSD) - 258 Luciano Silveira (MDB) - 163 TABAÍ Marcon (PT) - 750 Lucas Redecker (PSD) - 361 Pedro Westphalen (PP) - 185 Maneco Hassen (PT) - 1020 Talis Pereira (PODE) - 372 Elizandro Sabino (Rep.) - 132 TAQUARI Pedro Westphalen (PP) - 4889 Lucas Redecker (PSD) - 1468 Afonso Motta (PDT) - 1418 Maneco Hassen (PT) - 5889 Roberto Lucchese (MDB) - 624 Dimas Costa (PSD) - 396 TEUTÔNIA Lucas Redecker (PSD) - 2768 Maurício Marcon (PL) - 1435 Danrlei (PSD) - 1299 Roberto Lucchese (MDB) - 6309 Maneco Hassen (PT) - 1180 Mateus Trojan (MDB) - 844

TRAVESSEIRO Busato (UNIÃO) - 298 Bohn Gass (PT) - 229 Ranzi (MDB) - 203 Roberto Lucchese (MDB) - 617 Dirceu Franciscon (UNIÃO) - 265 Maneco Hassen (PT) - 181 VESPASIANO CORRÊA Giovani Cherini (PL) - 727 Diogo Siqueira (PL) - 160 Alceu Moreira (MDB) - 148 Mateus Trojan (MDB) - 335 Juliana Cuciolli (PL) - 298 Guilherme Pasin (PP) - 189 WESTFÁLIA Covatti Filho (PP) - 584 Lucas Redecker (PSD) - 246 Maurício Marcon (PL) - 127 Roberto Lucchese (MDB) - 539 Covatti Filho (PP) - 404 Salmo (PP) - 180 VENÂNCIO AIRES Marcelo Moraes (PL) - 8462 Heitor Schuch (PSD) - 6916 Giovani Cherini (PL) - 1691 Airton Artus (PDT) - 13203 Kelly Moraes (PL) - 4863 Marcus Vinícius (PP) - 2278


20 | A HORA

Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Festival amplia acesso ao balonismo

FELIPE NEITZKE

Pessoas com deficiência e acompanhante têm entrada gratuita no evento que começa neste sábado, 10, no Porto. Crianças de até dez anos também não pagam ingresso. Atividade reúne atrações voltadas a diferentes gerações

RESPONSÁVEL PELA ORGANIZAÇÃO POR MEIO DA POINT PRODUÇÕES

daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

V

13h – Abertura do parque 16h – Voos de balão 17h – Sessão de fotos com Hulk e Homem-Aranha 19h – Carreata Ruas de Fogo com os cestos dos balões 20h – Night Glow 21h – Manobras de carros 22h - Furacão da Vaneira

TALLES MARTINS

Daniély Schwambach

er de perto os balões, acompanhar o momento em que os queimadores iluminam a noite ou passar uma tarde inteira entre atrações no Porto. A estreia do Festival de Balonismo e Manobras Radicais em Estrela, neste sábado, 10, chega acompanhada de uma proposta que vai além do espetáculo visual. Parte da organização foi pensada para ampliar o acesso de famílias e pessoas com deficiência à programação. Por meio da iniciativa chamada Balonismo para Todos, pessoas com deficiência têm entrada gratuita durante os seis dias do festival. Quando houver necessidade de acompanhamento, uma pessoa também pode acessar o espaço sem cobrança. Crianças de zero a

SÁBADO, 10

dez anos completam o grupo com gratuidade. Organizador pela Point Produções, Talles Martins destaca que a intenção é fazer com que diferentes públicos consigam participar do evento. “O evento está de portas abertas. Para nós, é um privilégio fazer a diferença na vida das pessoas”, afirma.

Festival começa pelas ruas Antes mesmo do Night Glow, a programação chama atenção fora do Porto. Às 19h deste sábado, os cestos dos balões seguem em

carreata pelas ruas de Estrela até o local do festival. A ação, chamada Ruas de Fogo, faz parte do formato levado pela produtora às cidades que recebem o evento. Os cestos utilizados nos voos seguem em sequência pela cidade e funcionam como uma chamada para a programação da noite. Depois da chegada ao Porto, o público acompanha o Night Glow, um dos principais espetáculos do festival. Diferente dos voos, os balões permanecem presos ao solo. Já inflados, recebem acionamentos dos queimadores em sequência, o que ilumina os envelopes por dentro DANIÉLY SCHWAMBACH

Estruturas do festival eram finalizadas nessa sexta-feira, antes da abertura da programação neste sábado

Município pretende ampliar uso do Porto como espaço para eventos, lazer e turismo, com novas programações previstas para ocupar área às margens do Taquari.

e transforma cada balão em uma grande estrutura de luz. A música acompanha o espetáculo e ajuda a marcar os momentos em que as chamas acendem.

Confiança no tempo Como todas as atividades com balões dependem das condições climáticas, a previsão do tempo também faz parte da expectativa da organização. Talles afirma que a equipe está confiante para a abertura e brinca que “já choveu o que tinha para chover” ao longo da semana. A expectativa é de que o tempo permita tanto os voos quanto as apresentações previstas para o primeiro fim de semana. Em caso de vento forte, chuva ou falta de condições seguras, as atividades com os balões podem sofrer alterações. O primeiro fim de semana se estende até segunda-feira, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças. A data concentra atividades voltadas às famílias, com maquiagem infantil, personagens da Patrulha Canina, apresentação com balão especial, voos e manobras de carros.

Os balões não são atraentes só para criança. Os adultos gostam, os idosos também. Tenho certeza de que as famílias vão sair de lá com muitas memórias”

No domingo, 11, a programação também inclui teatro de cachorros, manobras de avião, atrações infantis e transmissão do Grenal em painel de LED de 30 metros quadrados. Talles destaca que o festival foi pensado para alcançar diferentes gerações. “Os balões não são atraentes só para criança. Os adultos gostam, os idosos também. Tenho certeza de que as famílias vão sair de lá com muitas memórias”, afirma.

Passeios têm cobrança separada A gratuidade contempla o acesso ao festival. Os passeios de balão têm cobrança separada e custam R$ 500 por pessoa, com possibilidade de parcelamento em até dez vezes. A organização estima entre 15 e 20 voos por dia, conforme disponibilidade e condições climáticas. Os ingressos promocionais antecipados custam R$ 20. Na bilheteria, o lote promocional informado pela organização fica em R$ 25. O festival segue também nos dias 16, 17 e 18 de outubro. No sábado, 17, a Oktober da Acerva se integra à programação, que ainda terá Night Glow, manobras e show da banda Maskavo.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

DIVULGAÇÃO

INFRAESTRUTURA VIÁRIA

Leite descarta concessão no fim do mandato Governador afirma que continuidade do modelo de transferência das rodovias será debatido com a futura gestão. Eleito promete avaliar os estudos e a modelagem preparados pelo Estado Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

ESTADO

A

concessão das rodovias do Bloco 2 foi encerrada. Pelo menos dentro da gestão de Eduardo Leite. Essa afirmação ocorreu durante o processo de transição. O governador afirma que a modelagem está concluída, e mesmo se fosse para leilão, a assinatura do contrato caberia à próxima admi-

nistração. “O modelo do Bloco 2, onde pega a região dos Vales, em direção ao Norte, o processo político, de discussão com a comunidade, avançou mais. Se mandasse o leilão hoje (sexta-feira), o contrato seria só no próximo ano. Naturalmente, não somos inconsequentes e irresponsáveis de fazer um movimento destes que ultrapasse o nosso governo.” O eleito, Luciano Zucco, complementa: “eu falei, durante a campanha eleitoral, que não somos contrários às concessões. Vamos avaliar o que avançou e no momento oportuno, vamos nos posicionar.” A proposta de transferir essas rodovias à iniciativa privada está em discussão desde 2021. Ao longo das negociações com municípios e entidades empresariais, o Estado modificou o formato de cobrança, os investimentos e o cronograma das obras. Em janeiro de 2025, abriu uma nova consulta pública, com audiências em Passo Fundo, Lajeado e Venâncio Aires. Na versão levada ao mercado,

o Bloco 2 reuniu 409 quilômetros das rodovias ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453, em 32 municípios. O contrato previsto era de 30 anos, com cobrança por pórticos eletrônicos, sem cancelas. No entanto, o leilão foi suspenso pois não houve interessados. O pacote previa R$ 6 bilhões em investimentos, dos quais R$ 4,6 bilhões nos primeiros dez anos. Para viabilizar as intervenções e reduzir o valor cobrado dos motoristas, o governo reservou R$ 1,5 bilhão do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Entre as obras estavam duplicações, terceiras faixas, acessos e melhorias de segurança.

Sem esperar leilão A aplicação direta do Funrigs é uma das alternativas defendidas por entidades regionais. Em junho, após a ausência de interessados na concessão, a CIC-VT cobrou o uso do aporte para executar melhorias nas estradas. A proposta prevê obras pelo Estado, por meio do

Daer ou da EGR. Entre as prioridades apresentadas estão as duplicações entre Venâncio Aires e Encantado, Estrela e Teutônia, além da Via Láctea.

Transição Na manhã dessa sexta-feira, 9, Leite recebeu Zucco e integrantes das duas equipes. Foi o primeiro encontro presencial após a eleição. O governador apresentou um calendário de trabalho, com reuniões semanais divididas em seis áreas. Entre elas estão infraestrutura, finanças públicas, desenvolvimento econômico e reconstrução. “Os governos passam, mas o Rio Grande do Sul permanece, e desejamos que continue avançando”, afirmou o atual governador. A equipe de Zucco será coordenada pelo secretário de Educação

Leite e Zucco se reuniram pela primeira vez desde o resultado das urnas. Processo de transição estabelece reuniões semanais. Atual gestão entregou o livro com todos os dados sobre orçamento, contratos, licitações e obras

de Porto Alegre, Leonardo Pascoal. Pela atual gestão, Ranolfo Vieira Júnior conduzirá a articulação política, enquanto Danielle Calazans ficará responsável pela coordenação técnica. A instalação do escritório da transição está prevista para 13 ou 14 de outubro. As reuniões temáticas devem começar no dia 19, com entrega do Livro de Transição no dia 26. O documento reunirá dados sobre orçamento, contratos, licitações e obras, além dos prazos e das decisões consideradas prioritárias para a próxima administração.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

FOTOS: MAIRA SCHNEIDER

SOLIDARIEDADE

Tirolesa e Trem Valentino voltam a divertir as crianças na Praça da Lyall

GUSTAVO LUCCHESE SÓCIO-DIRETORA DA LYALL CONSTRUTORA

Atrações que fizeram sucesso no ano passado retornam neste sábado, em evento gratuito promovido pela Lyall com parceiros da região Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

LAJEADO

A

Praça da Lyall recebe neste sábado, 10, a terceira edição do evento em homenagem

ao Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Das 14h às 18h, a programação gratuita oferecerá atividades de lazer e integração para crianças e famílias. A iniciativa é promovida pela Lyall, em parceria com a Unimed, empresas da região e a

Evento contará com brinquedos infláveis, food trucks, Trem Valentino, tirolesa e atividades educativas de trânsito

comunidade. Entre as atrações estão brinquedos infláveis, feira de artesanato, food trucks e a participação do Corpo de Bombeiros, da Brigada Militar, da Guarda Municipal de Trânsito e da ervateira Ximango. Um dos destaques será a tirolesa

instalada junto ao monumento da Ponte de Ferro, sobre o Arroio do Engenho. Restaurada e instalada no local pela Lyall no ano passado, a estrutura volta a integrar a programação após atrair o público na edição anterior. O sócio-diretor da Lyall, Gustavo Lucchese, destaca o caráter social da iniciativa e a importância de proporcionar momentos de convivência entre as famílias. “Será um dia muito especial para as crianças e a família toda. O evento é uma responsabilidade social que a empresa tem com o espaço. A Lyall é uma empresa feita de pessoas para pessoas. Faz parte do DNA da empresa e das empresas participantes do projeto, é a saúde, o bem-estar das crianças, um momento de integração das famílias”, afirma.

O trem, assim como a tirolesa, foi, inclusive, um pedido das próprias crianças e por isso teremos novamente neste ano”

Participação da comunidade Na edição do ano passado, mais de 800 pessoas participaram das atividades gratuitas. “É a combinação da aventura com o monumento de um símbolo regional. O trem, assim como a tirolesa, foi, inclusive, um pedido das próprias crianças e por isso teremos novamente neste ano.” Mais uma vez, o evento reforça a proposta de aproximar as famílias da comunidade e oferecer às crianças uma opção gratuita de lazer. A parceria entre empresas e instituições locais também evidencia a importância da mobilização coletiva para promover ações de convivência e bem-estar.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

LEITURA VIVA

Feira da Scalabrini vira anual e traz autor, teatro e curtas à escola Programação deixa de ser bienal e reúne escritor, peça do Curso Normal e curtas dos alunos em três dias

MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br

ENCANTADO

A

26ª Feira Regional do Livro (Ferel) ocupou o ginásio do Instituto Estadual de Educação Monsenhor Scalabrini, em Encantado, de quarta-feira, 7, a sexta-feira, 9, com visitação gratuita e aberta à comunidade. A edição marca uma mudança: realizada a cada dois anos, a feira passa a ser anual a partir de 2026, por pedido da comunidade e da direção. Para a diretora Valesca Pas-

qualetto, a reestruturação busca uma feira “viva”, com diferentes expressões artísticas e a cultura de escola leitora, em especial do livro físico. “Percebemos que nossos alunos resgataram isso e fomentaram entre si essa característica”, afirma.

Livros estavam expostos no ginásio, onde as turmas e as outras escolas poderiam conhecer as obras

O escritor Pedro Guerra, 36, autor de mais de 20 livros, foi o destaque de quarta-feira, com palestras para o ensino médio, anos

PFG

finais e noturno. Segundo a coordenadora Josana Pretto de Souza, os estudantes desenvolveram projetos sobre a obra do autor. Valesca conta que os alunos compraram os livros ao longo do ano e produziram curtas documentários a partir das leituras. “Esse é o propósito principal da nossa Feira do Livro, os alunos leram os livros dele, criaram trabalhos com essa referência e puderam conhecer o escritor e ouvir sobre sua trajetória”, destaca. Na quinta-feira, a turma do 3º ano do Curso Normal apresentou a peça “Alice no País das Maravilhas e os Cristais Mágicos” para escolas municipais e estaduais de Encantado, que fizeram agendamento prévio para organizar transporte e logística. Segundo a diretora, houve ainda uma sessão extra para famílias e profissionais da escola. A programação incluiu exposições artísticas, produções culturais, participação da Univates/Pibid e, na sexta, palestra da escritora Lane Bastos com o músico David Camargo.

A feira também funcionou ao meio-dia e à noite, para que quem trabalha pudesse visitar com os filhos, explica Josana. A realização na Semana da Criança atendeu a pedido de outras escolas e de pais, que costumam comprar livros infantis no evento, segundo Valesca.

Tema criado por alunas O tema “Abrir um livro, descobrir um mundo e escrever sua história!” é de Daniely do Amaral de Paula, do 1º ano do Ensino Médio. Ela conta que, em tempos de inteligência artificial, preferiu não copiar uma frase pronta e partiu da própria experiência: “Quando tu abre um livro, tu entra num mundo onde tu descobre tantas coisas”. Apesar de não ser uma leitora assídua, a jovem afirma gostar de ler notícias e de escrever. O desenho do cartaz é de Gabrielli Pelegrini Zanetti, também do 1º ano. A arte mostra um livro aberto do qual nasce a raiz de uma árvore, ao lado de um caminho de imaginação. Ela explica que, num livro, “não é só tu pegar ele e ler, mas também imaginar coisas, lugares, histórias. Fiz as estrelas, os caminhos, o conhecimento, a literatura, porque o livro abrange tudo isso e a literatura é uma arte muito linda”, conta.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

Venâncio Aires recebe etapa do Enart DIVULGAÇÃO

Programação reúne cerca de 1.450 artistas de 13 Regiões Tradicionalistas no Parque do Chimarrão

inicia às 9h e contempla modalidades como causo, declamação, intérprete solista vocal, gaita piano, violão, danças gaúchas de salão e danças tradicionais. A etapa é uma das classificatórias que antecedem a grande final do Enart, marcada para novembro, em Santa Cruz do Sul. Ao todo, estarão representadas 13 Regiões Tradicionalistas: 5ª, 7ª, 8ª, 11ª, 14ª, 17ª, 19ª, 24ª, 25ª, 27ª, 28ª, 29ª e 40ª RT. A participação da 40ª RT terá um caráter especial, com uma entidade de Santa Catarina representando a região e ampliando a presença do tradicionalismo gaúcho para além das fronteiras do Rio Grande do Sul.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

VALES DO TAQUARI E RIO PARDO

V

enâncio Aires recebe, neste fim de semana, a 3ª Inter-Regional do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart). A programação ocorre no sábado, 10, e domingo, 11, no Parque Municipal do Chimarrão Almedo Dettenborn, com entrada gratuita. A expectativa é reunir cerca de 1.450 artistas amadores em dois dias de apresentações. As atividades começam no sábado, a partir das 8h15min, com as classificatórias de declamação feminina e masculina

Programação ocorre no sábado, 10, e domingo, 11, no Parque Municipal do Chimarrão Almedo Dettenborn, com entrada gratuita

e de intérprete solista vocal masculino e feminino. Também estão previstas apresentações de

danças gaúchas de salão, danças tradicionais e chula. No domingo, a programação

Evento movimenta a cidade Para a coordenadora da 24ª Região Tradicionalista, Luce

Carmen da Rosa Mayer, a realização de mais uma etapa do Enart em Venâncio Aires reforça a união necessária para sediar um evento de grande porte. “Para o tradicionalismo, é uma oportunidade muito importante de valorizar a nossa cultura e mostrar a força do nosso movimento.” Segundo Luce, além de proporcionar espaço para os artistas, a programação também contribui para a movimentação da cidade, com a presença de visitantes durante o fim de semana. “É um evento que movimenta a cidade, recebe visitantes e gera reflexos positivos para a economia do município. Por isso, fazemos o convite para que a comunidade prestigie a programação, venha ao Parque do Chimarrão e acompanhe de perto esse grande encontro da arte e da tradição gaúcha.”


Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

A HORA | 25


26 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Aconteci- Proteção Produzir mento de para a ruído seco graves con- cabeça de Criado de sequências banhistas companhia Semente de (?): é usada em dietas

© Revistas COQUETEL Satoru "(?) uma vez", frase Nakajima, inicial de fábulas ex-piloto Peça de movimento japonês retilíneo no xadrez

Objetivo do uso do botox e do lifting Os imóveis comprados a prazo

Hora canônica da liturgia católica

Pássaro que come carrapatos do boi (?) solar, dispositivo retrátil de carros

Veículo de viagens espaciais Rezo

(?) Carosella, chef de cozinha

Arranjar; preparar

Antigo anestésico Dinheiro do cofrinho

País árabe da Ásia Artífice talentoso Sucesso de Rita Lee Recinto de escolas Sobre, em francês Malu (?), atriz Erguer por meio de guindaste

Fazer (?)culpa: pedir perdão Estado da Costa do Dendê (sigla)

Venda (?), Letra prática símbolo do comercial tamanho abusiva pequeno A família em que o pai é única autoridade

Museu de Niterói, no RJ (sigla)

(?)-azul: o maior animal do planeta

3/anu — sur. 4/isto. 6/mesura. 10/catástrofe.

BANCO

Ford (?), o primeiro carro popular

16

Solução E E R S C A T A S T R O F E C H I A N O A I J P A O L A R A N U P A S T R O N A VE E E R T E O R N N T U R M O D O C ES I D O S O M E D I CI E I E M E N A M S A U D E P A N DA A R T S U R O N A L T O M A R I S TO H I M A L A I A F C A S A D A Ç M AC T E B A L E IA P A T R I A R C A L

23/09 - 22/10 23/10 - 21/11

Virgem: Oportunidades financeiras surgem. Aprenda coisas novas, organize prazos e valorize suas conquistas.

22/11 - 21/12

23/07 - 22/08

Leão: Parcerias amadurecem. Busque equilíbrio nas decisões e aproveite encontros com amigos para renovar as energias.

Sagitário: Compromissos afetivos trazem segurança. Organize projetose aproveite encontros com amigos.

22/12 - 19/01

21/06 - 22/07

Câncer: Família e segurança ganham destaque. Avalie propostas profissionais, controle gastos e avance com calma.

Escorpião: Dedique-se ao trabalho com atenção. Cuide da saúde, respeite limites e priorize o descanso.

Capricórnio: Reconhecimento profissional à vista. Negocie condições justas e reveja suas finança.

20/01 - 18/02

21/05 - 20/06

Gêmeos: Explore talentose novos horizontes. Estudos, viagens e ideias inovadoras favorecerão seu crescimento.

Libra: Resolva pendências, tenha paciência com a família e fortaleça relações de confiança.

Aquário: Comunique-se com firmeza. Estudos e passeios diferentes trarão respostas e novas perspectivas.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04 20/04 - 20/05

Touro: Invista na carreira. Novas oportunidades podem surgir; converse com a família sobre mudanças.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO Áries: Amor e vida social em alta. Dialogue com sensibilidade e use a diplomacia para resolver conflitos antigos.

JOÃO BRAGA RODRIGUES, 82, faleceu na sexta-feira, 9. O velório ocorre na Capela Garibotti, em Muçum. Os atos fúnebres ocorrem neste sábado, 10, às 9h30min, no Crematório Kist, em Venâncio Aires.

MARINÊS BORGES, 65, faleceu na sexta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Arvorezinha.

Poema do português Fernando Pessoa

Cordilheira conhecida como Teto do Mundo

sábado, 10, às 9h, no cemitério da mesma comunidade.

NELMO HOFSTÄTTER, 82, faleceu na sexta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico Luterano de Bom Retiro do Sul.

Angela Merkel, política alemã

"Kung Fu (?) 4", filme de animação Artigo (abrev.) Região oceânica

IDINEI LUIZ DE MAMAN, 64, faleceu na sexta-feira, 9. O velório ocorre na capela da Linha Capoeirinhas, em Relvado. O sepultamento ocorre neste

ENOEMIA CORRÊA, 73, faleceu na sexta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério do Morro Bonito, em Paverama

Guloseimas de confeitarias Cortesia Presidente do Milagre Econômico (BR)

Usuário majoritário do INSS

OBITUÁRIO

NELSO PEDRO FILIPE TOMÉ, 91, faleceu na sexta-feira, 9. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Arvorezinha.

Noel Nutels, sanitarista brasileiro

Evidência clínica de uma doença

O do álcool é alto no conhaque

Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

Peixes: Conversas profundas fortalecerão vínculos. Confie na intuição e demonstre carinho.


A HORA | 27

Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

PRAZO NO FIM

Últimos dias para inscrição nos cursos gratuitos do RS Qualificação Recomeçar Interessados têm até quarta-feira, 14, para fazer a inscrição. Participantes podem concorrer a bolsa permanência de R$ 750 a cada 40 horas de qualificação concluídas

DIVULGAÇÃO

TAQUARI

S

e aproxima do fim o prazo para quem deseja aproveitar uma oportunidade de qualificação profissional gratuita em Taquari. As inscrições para os cursos do Programa RS Qualificação Recomeçar podem ser realizadas até quarta-feira, 14 de outubro. A iniciativa é promovida pela administração de Taquari, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social, em parceria com o governo do Estado, e disponibiliza 90 vagas em quatro cursos. Podem se inscrever pessoas com 16 anos ou mais, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa. A seleção prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade social e/ou desemprego, seguindo os critérios definidos pelo RS Qualificação Recomeçar. Dentro de cada grupo prioritário, há preferência de 50% para mulheres.

Curso gratuito e auxílio Além da qualificação gratuita, os participantes que cumprirem os requisitos de frequência e aproveitamento poderão receber R$ 750 de bolsa permanência a cada 40 horas de qualificação concluídas, conforme as regras do programa. O benefício é repassado pelo governo do Estado diretamente ao aluno. Para receber a certificação, é necessário cumprir os requisitos estabelecidos, incluindo frequência mínima, assiduidade, aproveitamento e participação nas atividades.

Inscrições As inscrições seguem até quarta-feira, 14. A seleção será feita na quinta-feira, 15 de outubro, com

divulgação dos selecionados prevista para 16 de outubro. O início dos cursos está marcado para 19 de outubro. Para se inscrever, é necessário apresentar documento de identificação com foto (RG ou CNH), CPF, comprovante de residência atualizado e Carteira de Trabalho (CTPS). Quem estiver inscrito no CadÚnico deve apresentar também o comprovante. Menores de 18 anos deverão estar acompanhados do responsável legal. As inscrições são realizadas no Cras de Taquari, localizado no andar térreo do Centro Administrativo Celso Luiz Martins. Informações pelo telefone (51) 3653-6288.

Para o curso de Eletricista Industrial, são 20 vagas disponíveis

OS CURSOS - Costura de Calçados: 40 vagas; - Eletricista Industrial: 20 vagas; - Instalação e Manutenção de Ar-Condicionado: 15 vagas; - Auxiliar de Máquinas Pesadas – Empilhadeira:15 vagas.


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MARCOS FRANK

ARTIGO

UMAS & OUTRAS

A beleza da tempestade

CARLOS MARTINI Administrador

CIRCULANDO POR AÍ

B

aita sacada de promover um evento junto à área do Porto de Estrela ancorado no Festival de Balonismo, entre outras interessantes atividades. Com certeza vai atrair muita gente, mesmo que olhando de longe os sempre fascinantes sobrevôos, sem falar nas carreatas Ruas de Fogo e nos Nights Glows. Quem já participou de alguns desses lá prás bandas de Torres sabe que são marcantes, imagina na Capadócia... Tomara que o tempo ajude, e quem puder (e não sofrer de vertigens...) que aproveite e faça pelo menos um passeio de balão, de preferência de “cabo a rabo”, ajudando desde a hora de inflar o velame até a aterrissagem final, que nem sempre é na “maciota”. É meio caro, mas vale cada centavo!

Falando nisso Na reta final de qualquer eleição é muito comum quem está atrás na carreira jogar balõezinhos pro ar a torto e à direita, com promessas disso e daquilo, ataques ao cavalo que está na dianteira, muitas vezes sem pé e nem cabeça. É do jogo, mas não costuma

funcionar bem e é muito fácil de acabar acertando mais tiros no pé do que no alvo.

Ventos de mudança O balão sobe porque o ar interior do velame é mais aquecido do que o ar externo e a dirigibilidade depende muito da influência dos ventos preponderantes. E eles costumam mudar de rumo, como qualquer piloto sabe muito bem. Questão de ajustar o leme, as velas ou o velame para seguir em frente e...Boa Viagem!

Por una cabeza Quem já teve o prazer de desfrutar o belo ambiente do Café Tortoni, em Buenos Aires, com certeza também vai lembrar das estátuas de cera reunidas numa mesa, com Carlos Gardel, Jorge Luis Borges e Alfonsina Storni confabulando e degustando um café tirado no capricho. E por tabela vão recordar também de algumas músicas que marcaram a história do cantor e compositor uruguaio Gardel por aquelas bandas, tipo o tango Por Uma Cabeza. A melodia é dele,

a letra é de Alfredo Le Pera e se refere a uma carreira específica nos prados do Rio da Prata, dos quais ambos eram frequentadores aficionados. Gardel apostou suas fichas num bom potrillo, que infelizmente não venceu o páreo, por uma mínima cabeça de distância do líder, que já era o franco favorito. Os dois aproveitaram o evento para fazer uma analogia com a vida e suas circunstâncias, suas oportunidades e seus prazeres ou desprazeres, sobretudo amorosos. O potrillo do Gardel pode não ter ganho aquela carreira específica, mas nem por isso seus méritos foram esquecidos. Coisas da vida.

O tempo e o vento De um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde, os valedoquarienses terão dois representantes no legislativo estadual e pelo menos um no federal. O cenário está montado e os cavalos muito bem encilhados, mas como a minha bolinha de cristal tá com as pilhas meio fracas vou me abster de citar nomes.

SAIDEIRA CINE BRASIL APRESENTA Rodeio dos Ventos (duplo com) Sopros do Minuano.

E lá ia o nôno, voando baixo na sua dinossáurica Rural Willys quando o neto berra: - Pé no freio, vô, olha a placa: Devagar Quebra Molas! O nôno deu uma baita freada arrastando os pneus, mas ainda assim o carro perdeu o parachoques dianteiro e o cano de descarga no solavanco. Na volta o nôno, já com os consertos feitos, não pisou no freio e passou direto, “a mil” sobre o obstáculo. Acabou arrancando os dois parachoques, a descarga, as molas dianteiras e ainda deu com as guampas no volante. Desceu do carro com toda a calma e escreveu embaixo da placa: Devagar, quebra-molas...e ligeiro também!

Médico Neurocirurgião

E

ra madrugada e sentei-me à mesa da cozinha com uma xícara fumegante entre as mãos. Olhando a fumaça subir e se dissipar no ar, não pude deixar de pensar em como passamos a vida tentando preencher o vazio com nossos ruídos, metas e ilusões. Ali, no meio do silêncio da noite os grandes pensadores da humanidade pareciam sussurrar nas sombras. Não pude deixar de pensar em fantasmas, afinal os vivos são sempre e cada vez mais governados pelas ideias dos mortos. Subitamente alguem sentou-se à mesa. Com algum esforço reconheci Fiodor Dostoiévski com suas feições severas e o olhar castigado pela Sibéria, ele parecia o retrato vivo da sua própria advertência: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Ele sabia do que falava. Dostoiévski conhecia o abismo humano como poucos. Ele previu que ao rompermos com o sagrado, desabaríamos em uma crise moral sem precedentes. Para o escritor russo, o homem sem uma bússola moral perde-se na própria liberdade, tornandose seu próprio tirano ou a sua própria vítima. Seu diagnóstico era o prelúdio de um longo inverno da alma. Foi então que Friedrich Nietzsche irrompeu na penumbra, não com desespero, mas com precisão cirúrgica . Ele recolheu o diagnóstico do russo e lhe deu um nome definitivo: Niilismo, do latim nihil, nada. Ao anunciar a morte de Deus , Nietzsche não celebrava o caos, mas sim constatava o desmoronamento dos antigos valores. O niilismo era a perda de sentido, o momento em que as respostas prontas desabavam. Mas, ao contrário do sofrimento quase religioso do russo, o filósofo alemão via o niilismo como um teste de força. O vazio não deveria nos destruir, deveria ser o espaço em branco onde o homem finalmente criaria os seus próprios valores. Para vencer esse deserto de significados, Nietzsche trazia no bolso uma joia lapidada na dor, o Amor Fati, ou o amor ao destino. Não um amor brando ou romântico, mas a afirmação trágica e apaixonada da vida exatamente como ela é, com seus abismos, perdas e cicatrizes. Nesse ponto, uma terceira presença se fez notar no reflexo da janela. Um velho mestre estoico, herdeiro de Sêneca e Marco Aurélio, observava a discussão com uma serenidade inabalável: “Nós também ensinamos a aceitar o destino, ponderou o ancião, ajeitando sua capa imaginária. A vida é dividida entre o que podemos controlar e o que não podemos. Lutar contra o fluxo do universo é tolice. O segredo da paz é a aceitação.” Nietzsche sorriu, um tanto provocativo: “Há uma diferença crucial entre nós, meu caro. O estoicismo busca a apatheia, o amortecimento das paixões para evitar a dor. Vocês aceitam o destino por resignação, como quem tolera um fardo inevitável. O meu amor fati não quer anestesia. Eu não quero apenas suportar o sofrimento; eu quero amá-lo como parte essencial da beleza de estar vivo. Quero abraçar o caos e transformá-lo em potência.” A mesa silenciou. Dostoievski olhava para o fundo do poço humano buscando a redenção através da dor, os estóicos construíam uma fortaleza mental para que a dor não os rompesse, e Nietzsche exigia que dançássemos com a dor no compasso do eterno retorno. Tomei o último gole do café, agora frio. Olhei para a mesa agora vazia e percebi que a crônica da existência é escrita justamente nesse cruzamento. Todos nós caminhamos pelo território do niilismo em algum momento, quando o sentido parece escapar por entre os dedos. Diante do abismo, podemos buscar o amparo das antigas verdades, vestir a armadura da resiliência estóica ou, em um ato de extrema coragem, olhar para a nossa história , com todos os seus erros e tropeços e dizer um “Sim” absoluto e definitivo. Amar o destino não é cruzar os braços, é assumir o leme de um barco que navega por mares tempestuosos e, ainda assim, celebrar a beleza da tempestade.


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GRE-NAL 455

CLÁSSICO DA SOBREVIVÊNCIA: GRÊMIO E INTER JOGAM FUTURO NA SÉRIE A LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO

Pela primeira vez na era dos pontos corridos, rivais chegam ao clássico dentro da zona de rebaixamento. Separados por um ponto, confronto pode definir rumos na reta final do campeonato Caetano Pretto caetano@jornalahora.inf.br

O

GreNal 455 chega cercado por um peso raramente visto em mais de um século de rivalidade. Pela primeira vez, Grêmio e Internacional disputam o clássico ocupando simultaneamente a zona de rebaixamento do Brasileirão. Neste domingo, às 17h30min, na Arena, os rivais deixam de lado a disputa pela supremacia estadual para travar um confronto direto pela sobrevivência na elite nacional. A Rádio A Hora transmite o confronto. Restando apenas nove rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, os rivais chegam ao clássico mergulhados na zona de rebaixamento e separados por apenas um ponto. O Internacional abre o Z-4, em 17º lugar, com 31 pontos, enquanto o Grêmio aparece logo atrás, em 18º, com 30. A matemática transforma o duelo em um confronto de seis pontos, capaz de alterar a ordem entre os clubes e, dependendo dos demais resultados da rodada, recolocar um deles fora da zona da degola. O peso da tabela amplia a dimensão do clássico. Uma derrota deixará o vencido ainda mais pressionado na reta final da competição, reduzindo a margem

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

E

D

GM

GS

SG

Flamengo

61

18

7

4

57

25

32

Palmeiras

60

17

9

3

48

21

27

Fluminense

51

14

9

6

48

35

12

Athletico

50

14

8

7

45

34

11

Cruzeiro

48

14

6

9

44

40

4

Bahia

46

12

10

7

43

36

7

Atlético-MG

44

12

8

9

39

34

5

Santos

42

11

9

9

45

43

2

Coritiba

38

10

8

11

37

47

-10

Bragantino

37

10

7

12

34

33

1

São Paulo

36

10

6

13

33

34

-1

Vitória

36

10

6

13

32

42

-10

Botafogo

35

9

8

12

42

47

-5

Vasco

34

9

7

12

36

42

-6

Mirassol

33

8

9

12

34

43

-9

Corinthians

32

8

8

13

30

34

-4

Internacional

31

7

10

12

32

37

-5

Grêmio

30

7

9

13

31

39

-8

Remo

24

5

9

15

33

48

-15

Chapecoense

18

3

9

16

29

57

-28

Equipes se enfrentam pela sétima vez na temporada. No período, são duas vitórias do Grêmio, uma do Inter e três empates. Tricolor venceu os dois clássicos do ano na Arena

para recuperação e aumentando o risco de queda à Série B. Já a vitória pode significar um impulso anímico, a retomada da confiança e a oportunidade de iniciar uma arrancada justamente no momento em que o Brasileirão entra em sua fase decisiva.

RETORNOS IMPORTANTES O Grêmio deve ter mudanças. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Dodi está fora da partida e abre espaço para Noriega, que retorna após cumprir suspensão

e desponta como principal opção de Renato Portaluppi para formar o setor ao lado de Villasanti e Danilo Barbosa. Nas laterais, Diego Caito e Marlon evoluíram na recuperação de lesões e podem reaparecer entre os titulares. A tendência é que o Tricolor inicie o clássico com Weverton; Diego Caito, Wallace, Kannemann e Marlon; Danilo Barbosa, Villasanti e Noriega; Pavon, Amuzu e Carlos Vinícius.

MESMA ESCALAÇÃO O Internacional deve repetir a estrutura que rendeu vitória

sobre o Corinthians na estreia de Eduardo Baptista. A principal novidade é o retorno de Félix Torres, liberado após não enfrentar o ex-clube por questão contratual, enquanto Victor Gabriel também volta a ficar à disposição e aumenta a concorrência no sistema defensivo. A tendência, porém, é que o treinador mantenha a base da equipe e inicie o GreNal com Anthoni; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia, Alan Patrick e Bernabei; Vitinho e Alerrandro.

TRANSMISSÃO DO GRUPO A HORA A cobertura do clássico inicia já na manhã com o acompanhamento das concentrações e o clima na Capital. O Concentração inicia às 15h30min na Rádio A Hora e na Pelotense. A Jornada Esportiva inicia às 17h e segue no pós-jogo com o Prorrogação trazendo os bastidores, análise e entrevistas do Gre-Nal. Toda a programação pode ser conferida também no canal do A Hora GreNal, do YouTube, e no Instagram.


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FUTEBOL AMADOR

CAMPEÕES SE ENFRENTAM NAS OITAVAS DA COPA CERTEL/SICREDI VISI AGÊNCIA

Partidas de ida da Série A ocorrem neste domingo, em oito cidades; rodada ainda terá clássicos e reencontros

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

D

epois de oito rodadas, a Copa Certel/Sicredi entra na fase de mata-mata. A partir deste domingo, 11, a Série A inicia as oitavas de final, com os jogos de ida distribuídos por seis cidades do Vale do Taquari e duas da Serra. Os aspirantes entram em campo às 14h, enquanto os titulares jogam às 16h. O principal destaque da rodada está nos confrontos que colocam campeões da competição frente a frente. Em Teutônia, o Canabarrense, dono de um título, recebe o Brasil de Marques de Souza, tricampeão na década de 1990. O duelo reúne quatro conquistas em campo. A outra disputa entre campeões ocorre em Boa Vista do Sul. O Boavistense, campeão em 2019, encara o Gaúcho de Teutônia, que também soma três títulos. As equipes já se enfrentaram nesta temporada. No dia 16 de agosto, o Boavistense levou a melhor por 1 a 0, em partida disputada em Teutônia.

Reencontros As oitavas também proporcionam outros reencontros entre equipes que já mediram forças na fase classificatória. Em Nova Bréscia, o Imigrante recebe o Juventude Westfália. Na abertura da competição, em 3 de agosto, os times empataram em 0 a 0, em Westfália. Outro confronto repetido é entre Taquariense e Tiradentes. As equipes se enfrentaram em 23 de agosto, quando o Tiradentes venceu por 3 a 0. Agora, o duelo vale vantagem para a sequência do mata-mata.

Jogos deste domingo começam um pouco mais tarde, a partir das 14h (aspirante) e 16h (titular)

Clássicos no primeiro mata-mata A primeira fase eliminatória também terá dois clássicos. Em Arroio do Meio, Internacional e Estudiantes, ambos de Lajeado, disputam uma vaga nas quartas de final. O confronto da categoria principal terá transmissão do Grupo A Hora, com pré-jogo a partir das 13h30min. As partidas de aspirantes e titulares poderão ser acompanhadas pelo YouTube do A Hora Esportes. No aspirante, o destaque é o clássico de Poço das Antas. O EC Poço das Antas recebe o 11 Amigos em uma disputa que abre a tarde de futebol na cidade.

Veteranos definem classificados Enquanto a Série A inicia o mata-mata, a categoria Veterano encerra neste domingo a fase classificatória. Três equipes ainda brigam por duas vagas. O Grêmio 5 de Junho está na si-

tuação mais delicada. De folga na última rodada, precisa torcer por tropeços de Penharol ou Cruzeiro de Santa Cruz do Sul. Os dois concorrentes, porém, enfrentam adversários já eliminados. Em Lajeado, o Penharol recebe o Flamengo, de Santa Cruz do Sul. Já no Vale do Rio Pardo, o Cruzeiro de Santa Cruz do Sul encara o Ribeirense. A rodada também define o líder da primeira fase. Cruzeiro de Arroio do Meio e Rudibar chegam com 13 pontos e se enfrentam em Bom Retiro do Sul. Quem vencer termina a classificatória na primeira colocação.

AGENDA Série A – Oitavas de final/jogo de ida Cruzeiro do Sul – Cruzeiro x Serrano Teutônia – Canabarrense x Brasil Taquari – Taquariense x Tiradentes Venâncio Aires – São Luiz x Juventude Guaporé Arroio do Meio – Internacional x Estudiantes Boa Vista do Sul – Boavistense x Gaúcho Teutônia Poço das Antas – Poço das Antas x Gaúcho Progresso (11 Amigos) Nova Bréscia – Imigrante x Juventude Westfália Veterano – última rodada Lajeado – Penharol x Flamengo Bom Retiro do Sul – Rudibar x Cruzeiro Arroio do Meio Santa Cruz do Sul – Cruzeiro Santa Cruz do Sul x Ribeirense Roca Sales – Concórdia x Picada Flor Venâncio Aires – Assespe x Floriano


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LIGA GAÚCHA

LAJEADO RECEBE O MAIOR CIRCUITO DE STREET SKATE DO SUL DO BRASIL SAMUCA JAMROCK

Etapa reúne mais de 100 competidores de cinco estados e da Argentina neste fim de semana, com premiação de R$ 25 mil em produtos

No total da temporada, a Liga já conta com mais de 245 atletas de alto nível participando das disputas

Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br

L

ajeado se tornará a capital do skate na região neste fim de semana. A cidade recebe entre sábado e domingo uma das etapas da Liga Gaúcha de Street Skate 2026, consolidado atualmente como o maior evento de skate do sul do Brasil. A organização da etapa local está sob a responsabilidade da Associação de Skatistas de Lajeado (Assla), em parceria com a Jamrock. O circuito deste ano é composto por cinco etapas em diferentes cidades: Capão da Canoa, Santa Maria, Esteio, Lajeado e Montenegro. A expectativa para a etapa de Lajeado é receber mais de 100 competidores, demonstrando a força do evento. Além dos skatistas gaúchos, participarão atletas vindos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, bem como competidores oficiais da Federa-

ção Argentina de Skate. No total da temporada, a Liga já conta com mais de 245 atletas de alto nível participando das disputas. Para chancelar ainda mais a grandiosidade e a seriedade do circuito, a Liga Gaúcha de Street Skate conta com o forte apoio de marcas amplamente conceituadas e reconhecidas mundial e nacionalmente no universo do skate. O evento tem lado a lado a Jamrock, Monster Energy,

Mormaii, Qix, Tesla, Double-G, Hocks e Cusco. Para a etapa de Lajeado, ainda conta com apoio da Prefeitura de Lajeado, STW, Cresol, Docile, Imec e Di Napoli.

R$ 25 MIL EM PRÊMIOS Graças a essa forte estrutura e aos patrocinadores, um dos grandes atrativos da competição

é a premiação. O circuito prevê a distribuição de R$ 25 mil por etapa em produtos de ponta, como tênis e peças de skate. O grande destaque, porém, fica para a premiação final do circuito. Os campeões das categorias Amador Masculino e Open Feminino ganharão passagens internacionais. Quem não puder comparecer presencialmente na pista em Lajeado poderá acompanhar as

disputas de perto, pois o evento contará com transmissão ao vivo pelo YouTube. O destaque da Liga Gaúcha de Street Skate também pode ser medido pela sua enorme audiência digital e presencial. A temporada já registra um público de mais de 25 mil espectadores até o momento. O evento promete movimentar a cidade, unindo esporte de alto rendimento, turismo, grandes marcas e entretenimento para a comunidade de Lajeado e região.

CATEGORIAS DE BASE

EQUIPES DO VALE INICIAM BUSCA POR VAGA NA SEMIFINAL As equipes do Vale iniciam neste sábado, 10, a disputa por uma vaga na semifinal do Gauchão Sub-17 A2. Pinheiros e Guarani entram em campo a partir das 15h pelos jogos de ida das quartas de final da competição estadual.

Em Taquari, o Pinheiros recebe o Guarany, de Bagé, no Estádio Pinheirão. As equipes voltam a se enfrentar após mais de um mês. Pela quarta rodada da competição, em 23 de agosto, o time de Bagé levou a melhor por 4 a 1. O confronto

de volta está marcado para 17 de outubro, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé. O Pinheiros chega às quartas de final depois de uma goleada nas oitavas. A equipe de Taquari derrotou o Glória por 7 a 1. Marcos foi o destaque da partida,

com três gols. Em Venâncio Aires, o Guarani recebe o Igrejinha. O adversário terminou a fase anterior com a segunda melhor campanha do grupo B e avançou às quartas de final após vencer o Novo Horizonte, de Santa Maria, por 4 a 0. O

Guarani também vem de vitória nas oitavas. A equipe de Venâncio Aires superou o Osoriense por 1 a 0 e agora busca construir uma vantagem diante do Igrejinha. A partida de volta será disputada em 17 de outubro, em Igrejinha.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

ARTES MARCIAIS

TEUTOFIGHT REÚNE 80 ATLETAS EM 40 LUTAS NESTE SÁBADO DIVULGAÇÃO

Oitava edição ocorre em Teutônia, a partir das 14h, com disputas de jiu-jítsu, muay thai, boxe e MMA e participação de atletas do Brasil, Argentina e Uruguai

DIRLEI BROENSTRUP IDEALIZADOR DO EVENTO

Nosso objetivo sempre foi trazer as artes marciais para a região e dar oportunidade para os atletas mostrarem seu trabalho.”

Lautenir Júnior

lautenir@grupoahora.net.br

T

eutônia recebe neste sábado, 10, a oitava edição do Teutofight. O evento reúne 80 atletas em 40 lutas, com representantes de diferentes municípios do Rio Grande do Sul, além de competidores da Argentina e do Uruguai. A programação começa às 14h e se estende ao longo do dia, com disputas amadoras e profissionais. O card profissional tem início previsto para as 20h30min. Idealizador do evento, o atleta Dirlei Broenstrup, conhecido como Mão de Pedra, buscou desde o início ampliar o espaço das artes marciais no Vale do Taquari. Ao longo das edições, o Teutofight ganhou espaço no calendário anual de Teutônia e passou a reunir atletas de diferentes níveis e modalidades. Na edição anterior, o público chegou a 2,4 mil pessoas, recorde do evento. Para este ano, a expectativa da organização é superar a marca. “Nosso objetivo sempre foi trazer as artes marciais para a região e dar oportunidade para os atletas mostrarem seu trabalho. Hoje, o Teutofight está na oitava edição, com 40 lutas e competidores de diferentes

SERVIÇO Teutofight – 8ª edição

cidades e até de outros países. A expectativa é superar o público do ano passado e fortalecer ainda mais o evento em Teutônia”, destaca Broenstrup. A programação abre com o GP Kids de jiu-jítsu, voltado aos atletas mais jovens. Depois, o público acompanha combates de MMA amador, muay thai, boxe profissional e MMA profissional. A diversidade de modalidades amplia o alcance do evento e permite que o público acompanhe diferentes estilos de luta em uma mesma programação. A organização também destaca o caráter familiar da iniciativa, com convite à participação de crianças e adultos

CONFRONTOS A luta principal será entre o brasileiro Sebastião Ferreira e o uruguaio Marcos Díaz, em confronto internacional que reúne dois atletas experientes na modalidade. O card também contará com disputa de cinturão no MMA, entre Ariel Jaeger e Rickson Thomet, de Passo Fundo. No boxe profissional, Henrique Klamt e Lucas Kunrath se enfrentam na categoria pesopesado. A programação integra um card com mais de 40 lutas, que reúne atletas de diferentes regiões e modalidades, entre elas MMA, muay thai, boxe e jiu-jítsu.

Evento reúne disputas de jiu-jítsu, muay thai, boxe e MMA, incluindo atletas da Argentina e do Uruguai

• Quando: sábado, 10 de outubro • Horário: a partir das 14h • Card profissional: a partir das 20h30min • Local: APDL • Ingressos antecipados: Sympla e postos Dani e Tradição • Venda na hora: disponível na entrada • Modalidades: jiu-jítsu, muay thai, boxe e MMA

Preparação na região A preparação dos atletas é coordenada por Dirle, à frente do CT Mão de Pedra, em Teutônia. O trabalho inclui treinos e a organização de confrontos conforme o peso, a experiência e o nível técnico dos competidores. A academia também recebe atletas de outros municípios para a preparação. A oitava edição do Teutofight ocorre neste sábado, 10, na Associação PróDesenvolvimento de Languiru (APDL), com disputas amadoras e profissionais de MMA, boxe, muay thai e jiu-jítsu.


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

por Luciane Ferreira

Paróquia Santo Inácio celebrava o Anjo da Guarda Mais de mil crianças participaram da celebração do Dia do Anjo da Guarda. A cerimônia, na Paróquia Santo Inácio de Loyola, reuniu estudantes de diversas escolas de Lajeado. A celebração contou canto coral, orações e entrega de pãezinhos abençoados pelo padre Antônio Puhl e brindes, como medalhinhas e doces.

Mais de mil crianças participaram da cerimônia na Matriz

CDL debatia segurança na área central Em reunião de diretoria, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Lajeado (CDL) debatia a segurança no Centro da cidade. Uma pesquisa ouviria os comerciantes sobre o tema. Além disso, um grupo tinha conhecido o sistema de monitoramento por câmeras da Brigada Militar.

Missa em homenagem ao Dia da Criança Celebrar o 12 de outubro era uma tradição da igreja católica em Lajeado. A igreja Santo Inácio de Loyola esteve lotada na missa em homenagem aos pequenos.

Tradição católica de celebrar o 12 de outubro

Sábado é

Domingo é

- Dia Mundial da Saúde Mental - Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

- Dia Internacional da Menina - Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

Santo do dia: - São Daniel Comboni - São Francisco de Borja

Santo do dia: São João XXIII


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Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026

FERNANDO RÖHSIG

ROGÉRIO WINK

Conselheiro de Administração

ARTIGO

O Brasil vai ficar só olhando o duelo EUA-China?

A

geopolítica global atravessa um dos momentos mais tensos desde a Guerra Fria comercial dos anos 1980. Donald Trump acelera a repatriação industrial e eleva tarifas

A pergunta é se essas oportunidades serão capturadas com estratégia ou desperdiçadas por falta de governança”.

que respingam nas exportações brasileiras - aço, suco de laranja, etanol. A China, por sua vez, aprendeu a lição americana: em vez de apenas produzir, corre atrás de mercados consumidores e parcerias estratégicas mundo afora. No centro dessa disputa está o “gráfico do sorriso” - a curva que mostra onde de fato se cria valor numa cadeia global: nas pontas, em P&D, design, marca e serviços, não no chão de fábrica. É a lógica que sustenta tanto o reshoring americano quanto a ofensiva chinesa por presença global. E é a lógica que o Brasil, historicamente instalado no meio da curva, precisa decifrar com urgência. Para as empresas brasileiras, isso significa um redesenho urgente da governança corporativa. Não basta gerenciar riscos locais, é preciso navegar com precisão cirúrgica em meio ao fogo cruzado das superpotências - antecipando impactos regulatórios, blindando o com-

pliance contra choques protecionistas e construindo cadeias de suprimento resilientes, com fornecedores diversificados e cláusulas contratuais que absorvam sobressaltos tarifários. A crise, porém, também abre janelas. O apetite chinês por parcerias locais em baterias e transição energética é uma delas - setores em que o Brasil tem ativos reais: minerais críticos, energia limpa, escala de mercado. A pergunta é se essas oportunidades serão capturadas com estratégia ou desperdiçadas por falta de governança. Porque é a governança corporativa - não a sorte nem a diplomacia de ocasião - que oferece a segurança jurídica capaz de atrair e sustentar esses negócios. Combinar valor, inovação e conformidade é o único caminho para o país deixar de ser espectador de um jogo que os outros desenham e passar a jogar, com peças próprias, no tabuleiro global.

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

E se o Brasil destravar?

T

enho acompanhado algumas análises sobre a economia brasileira para frente. Normalmente começam por indicadores e estatísticas relevantes. Tudo isso precisa ser considerado. Os números estão aí e não podem ser ignorados. Também não quero ser a velhinha de Taubaté. Mas será que os números conseguem contar toda a história? Tenho minhas dúvidas. O Brasil tem problemas conhecidos e alguns deles bem antigos. Ao mesmo tempo, possui algo que poucos países têm: oportunidades. Temos um mercado interno enorme, alimentos, energia, petróleo, minerais, água, terras produtivas, pessoas com capacidade de rápida adaptação e uma quantidade gigantesca de coisas ainda por fazer. Precisamos melhorar estradas, ferrovias, portos, saneamento, habitação, energia, tecnologia e tantos outros setores. Aquilo que para nós muitas vezes representa atraso ou problema pode ser visto por quem está lá fora como oportunidade de investimento. E dinheiro é o que não falta no mundo. O capital procura lugares onde possa crescer e encontrar retorno. Recentemente li uma análise sobre o interesse de empresas espanholas pelo Brasil. Entre os motivos estavam justamente o tamanho do nosso mercado, as oportunidades em infraestrutura, energia e tecnologia. A aproximação entre Mercosul e União Europeia abre ainda mais essa janela. Isso reforçou uma pergunta que venho fazendo: o que aconteceria com a economia brasileira se conseguíssemos criar um ambiente mínimo de confiança e estabilidade? Não estou falando de milagre. Estou falando de regras básicas, claras, segurança jurídica, responsabilidade com as contas públicas, respeito aos contratos e estabilidade institucional. Quando existe confiança, muda a expectativa. O empresário investe. O investidor tira projetos da gaveta. Empresas estrangeiras começam a olhar com outros olhos. O consumidor também recupera confiança. O dinheiro começa a circular e a roda gira. Olhem para nossos vizinhos. Argentina e Paraguai, cada um com sua realidade, mostram como uma mudança de ambiente pode alterar rapidamente a percepção dos investidores. A Argentina tem um histórico complicado, com crises, inflação, problemas com contratos e mudanças constantes nas regras. Com uma nova perspectiva já foi suficiente para despertar novamente o interesse do capital. Agora imagine esse movimento no Brasil. Nosso mercado é muito maior. Nossas necessidades também. E, consequentemente, nossas oportunidades são enormes. Por isso tenho dificuldade em aceitar previsões econômicas como se o jogo já estivesse jogado. Os indicadores mostram a fotografia de determinado momento. São importantes e necessários. Mas não conseguem medir completamente a expectativa e muito menos a fome do empreendedor de correr riscos quando percebe uma oportunidade. O Brasil Precisa fazer o básico bem-feito, criando confiança, previsibilidade para quem investe e empreende. Talvez esteja justamente aí uma força que as planilhas não conseguem mostrar. Temos também uma quantidade extraordinária de oportunidades esperando para serem destravadas. Quem sabe está próximo o Brasil destravar?

O capital procura lugares onde possa crescer e encontrar retorno”.


Fim de semana, 10 e 11 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 18º | MÁX: 27º

O dia apresenta nebulosidade variável no Vale, com períodos de melhoria e possíveis aberturas de sol.


A HORA | 10 OUTUBRO DE 2026

Por que elas estão tirando o silicone? Explante ganhou espaço nos consultórios e acompanha uma mudança no padrão estético e na forma como mulheres enxergam o próprio corpo


Brasil deve registrar 78,6 mil casos de câncer de mama, mas tratamentos avançam ENVATO

Estimativa do INCA para o triênio de 2026 a 2028 reforça a importância do diagnóstico precoce, dos tratamentos individualizados e do acompanhamento após a doença

Diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento do câncer de mama e reforça a importância do rastreamento, mesmo na ausência de sintomas

Em números 78,6 mil novos casos por ano são estimados no Brasil para o triênio de 2026 a 2028, segundo o INCA.

O

câncer de mama nem sempre provoca dor ou alterações perceptíveis nas mamas. Em alguns casos, a doença é identificada por exames de rastreamento antes que a mulher note qualquer sinal. Ainda assim, o diagnóstico tardio permanece um desafio no Brasil. Cerca de 51% dos casos atendidos pelo SUS são descobertos em estágios avançados. A dimensão da doença aparece nas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA): o país deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama feminina por ano no triênio de 2026 a 2028. Para a oncologista Camila Dagostim Jeremias Cabral (CREMERS 38483 | RQE 34914), um dos principais equívocos é associar a doença necessariamente à presença de dor ou de um nódulo palpável. Segundo a especialista, tumores pequenos podem não ter tamanho suficiente para serem percebidos ao toque nem provocar alterações na pele, no formato da mama ou no mamilo. “A dor não é um sintoma típico do câncer de mama inicial. Quando existe um nódulo relacionado ao câncer, ele frequentemente é indolor. É por esse motivo que os exames de rastreamento são tão importantes e procurar avaliação médica especializada apenas quando surgem os sintomas não é a melhor estratégia”, ressalta. A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento. O Ministério da Saúde recomenda a realização a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Fora dessa faixa etária, a indicação pode variar conforme o histórico familiar e outros fatores de risco, devendo ser avaliada individualmente.

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51% dos casos no SUS ainda são diagnosticados em estágios avançados. Mamografia a cada dois anos é a recomendação de rotina do Ministério da Saúde para mulheres de 50 a 74 anos. Atenção: a ausência de dor ou de nódulos palpáveis não descarta a doença. O rastreamento e a avaliação médica são importantes para a detecção precoce.

Além da hereditariedade O câncer de mama é multifatorial, ou seja, resulta da combinação de diferentes fatores. A idade é um dos mais importantes: a probabilidade de desenvolver a doença aumenta com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos. O histórico familiar e a presença de determinadas alterações genéticas hereditárias também podem elevar significativamente o risco. Isso não significa, porém, que a doença esteja restrita a mulheres com casos na família. “Apenas cerca de 5% a 10% dos casos estão associados a fatores hereditários conhecidos. A ausência de parentes diagnosticados, portanto, não representa garantia de proteção”, explica a oncologista. História hormonal e reprodutiva também influencia o risco. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia, ausência de filhos, primeira gestação após os 30 anos e exposição prolongada a determinados hormônios estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença. Há ainda fatores relacionados

ao estilo de vida que podem ser modificados. O excesso de gordura corporal, sobretudo após a menopausa, o sedentarismo e o consumo de bebidas alcoólicas estão associados ao aumento do risco.

Conforme as características do tumor A partir do diagnóstico, a escolha do tratamento depende de uma avaliação que considera tanto as características do tumor quanto as condições de saúde da paciente. Entre os aspectos analisados estão o tamanho da lesão, o comprometimento dos linfonodos, a presença ou não de metástases e as características biológicas da doença, além da idade, das condições clínicas e das preferências individuais. “O tratamento é definido de forma individualizada, geralmente por uma equipe multidisciplinar”, explica Camila. A biópsia, além de confirmar o diagnóstico, permite avaliar propriedades do tumor que ajudam a determinar seu comportamento e a sensibilidade a determinados tratamentos. O estadiamento, por sua vez, busca

Camila Cabral oncologista

O objetivo da oncologia moderna é tratar a doença com eficácia, mas também preservar, a qualidade de vida, os projetos, os vínculos e a autonomia da paciente”

estabelecer a extensão da doença e verificar se houve disseminação para outras partes do organismo. “Uma das grandes evoluções da oncologia nos últimos anos foi justamente deixar de tratar todos os cânceres de mama da mesma maneira. Hoje, buscamos oferecer o tratamento equilibrando eficácia, segurança e qualidade de vida”, afirma. A abordagem, segundo a médica, não deve se limitar ao controle do tumor. O cuidado também envolve o manejo dos sintomas, o acesso a informações claras e o acolhimento emocional. “Ter câncer de mama não significa deixar de viver enquanto se trata. O objetivo da oncologia moderna é tratar a doença com eficácia, mas também preservar,

a qualidade de vida, os projetos, os vínculos e a autonomia da paciente”, ressalta. O cuidado continua depois do tratamento O término da cirurgia, da quimioterapia ou da radioterapia representa uma etapa importante, mas não encerra o acompanhamento oncológico. Nos primeiros anos, as consultas periódicas permitem avaliar a saúde da paciente, investigar novos sintomas, acompanhar a recuperação e identificar possíveis efeitos relacionados aos tratamentos. A saúde cardiovascular e óssea, a alimentação, a atividade física, o sono e o bem-estar emocional também merecem atenção, diz Camila.


Meditações estimulam reflexão e pensamento crítico entre estudantes PAULO CARDOSO

No Colégio Evangélico Alberto Torres, em Lajeado, encontros contemplativos introduzem intervalos no cotidiano escolar e incentivam os alunos a pensar sobre espiritualidade, relações humanas e sentido da vida em meio à cultura da instantaneidade

M

anter a atenção em meio à sucessão de estímulos digitais é um dos desafios da educação contemporânea. Para crianças e adolescentes habituados à agilidade das redes sociais, exercitar a escuta e dedicar tempo à reflexão exige uma experiência diferente daquela oferecida pelo consumo imediato de conteúdos. No Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), em Lajeado, as meditações realizadas com os estudantes abrem espaço para esse exercício. A proposta é interromper, ainda que por alguns instantes, o fluxo cotidiano para pensar sobre a vida, as relações humanas e os valores que orientam as escolhas. A iniciativa integra a identidade confessional luterana da instituição e se estende ao longo do ano letivo. Embora algumas meditações partam de passagens bíblicas, os encontros não se restringem à transmissão de ensinamentos religiosos. O orientador educacional do Ensino Médio, Vitor Wiskow Krüger, acrescenta que também são oportunidades para abordar

No Ceat, as reflexões conduzidas com os estudantes abrem espaço para questões que nem sempre encontram lugar na rotina das aulas

temas como cidadania, respeito, convivência coletiva, família e espiritualidade. “Não se trata de transmitir valores doutrinários, mas de proporcionar uma experiência contemplativa”, explica.

Além da informação O pastor Henrique Arnold, responsável por conduzir as reflexões, vê nessa prática um contraponto à lógica de consumo que atravessa a sociedade. Para ele, o desafio não está apenas

Henrique Arnold

Pastor

Vitor

Wiskow Krüger

Orientador Educacional

em captar a atenção dos jovens, mas em criar condições para que assimilem o que ouvem e desenvolvam o pensamento crítico. “Estamos em uma sociedade que consome informação, mas não digere”, observa. Essa distinção ajuda a compreender o propósito dos encontros. Mais do que

apresentar conteúdos, a intenção é convidar os estudantes a examinar a própria conduta, reconhecer responsabilidades e perceber que a vida não se organiza exclusivamente em torno dos desejos individuais. Na avaliação de Arnold, esse processo ganha importância durante a juventude, período em que os alunos ampliam a

compreensão de si mesmos e do mundo em que vivem. A preocupação com a atenção também aparece na experiência cotidiana de Krüger junto aos estudantes. O orientador ressalta que a proposta não é exigir concentração ininterrupta nem transformar as meditações em uma solução isolada para as dificuldades de atenção. “A intenção é oferecer uma atividade que mobilize a escuta, a interpretação e a elaboração de ideias”, defende. Os efeitos desse exercício, porém, não são necessariamente imediatos ou iguais para todos. O profissional acredita que cada estudante atribui significados próprios às experiências vividas. Para ilustrar essa dimensão, recorda a infância, quando estudava em uma escola estadual cuja rotina começava diariamente com a oração do Pai-Nosso. Na época, conta, ainda não compreendia plenamente o significado daquele ritual. Anos depois, passou a reconhecer a força da lembrança, sobretudo pela experiência de reunir pessoas diferentes em torno de um momento compartilhado. Para ele, a memória demonstra como determinadas vivências formativas podem ganhar sentido com o passar do tempo, de maneiras particulares para cada indivíduo. Arnold também relata receber retornos positivos de professores e familiares. Segundo o pastor, há situações em que os estudantes retomam, em sala de aula, assuntos discutidos durante as meditações. A continuidade dessas conversas sugere que as reflexões podem ultrapassar o momento do encontro e encontrar espaço em outras experiências do cotidiano escolar.

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Explante cresce à medida que mulheres repensam relação com o silicone Após anos com próteses, pacientes buscam a retirada por desconforto, mudanças no corpo ou por já não se reconhecerem no volume que um dia escolheram

D

urante anos, aumentar os seios esteve entre os procedimentos mais associados à cirurgia plástica. As próteses se popularizaram acompanhadas da busca por mais volume, proporção e feminilidade. Mas os padrões estéticos mudaram e, com eles, também o desejo. O explante, nome dado à cirurgia para retirada das próteses mamárias, ganhou espaço nos consultórios. Dados mais recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontam que 42.231 procedimentos foram realizados no Brasil em 2024. É o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2015. Na prática da cirurgiã plástica Maria Cláudia Piccoli (Cremers 30700 | RQE 24597), a retirada nem sempre está relacionada a uma falha ou complicações do implante. Em muitos casos, a prótese permanece íntegra, mas deixa de fazer sentido para a paciente depois de uma década ou mais.

Está tudo certo com a prótese. Passaram-se 10, 15, 20 anos, ela está inteira, está bem ali. Só que o contexto pessoal é outro. Elas estão com os filhos, eventualmente com netos, e aquilo já não faz mais parte da vida delas.” Maria Claudia Piccoli cirurgiã plástica

O corpo também muda ao longo dos anos. Gravidez, envelhecimento, oscilações de peso e transformações na rotina podem alterar tanto a anatomia quanto a percepção que a mulher

A retirada dos implantes pode ser acompanhada de mastopexia ou enxerto de gordura para remodelar as mamas

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tem da própria imagem. “Está tudo certo com a prótese. Passaram-se 10, 15, 20 anos, ela está inteira, está bem ali. Só que o contexto pessoal é outro. Elas estão com os filhos, eventualmente com netos, e aquilo já não faz mais parte da vida delas”, explica. Há ainda um componente físico. O volume dos implantes pode interferir na sustentação das mamas e, especialmente quando são maiores, contribuir para desconfortos musculoesqueléticos. “Próteses volumosas podem trazer grandes problemas. Elas impõem uma sobrecarga à anatomia da paciente e podem provocar dores nas costas e no pescoço. Quando não há estrutura muscular suficiente para sustentálas, também podem favorecer a queda das mamas ao longo do tempo”, afirma a especialista. A retirada, entretanto, não significa simplesmente remover a prótese e encerrar o procedimento. Depois de permanecer por anos no organismo, o implante ocupa espaço e influencia a acomodação dos tecidos. Com a retirada, pode haver sobra de pele, perda de volume e alteração no formato das mamas. Por isso, o explante pode ser associado à mastopexia, cirurgia destinada a reposicionar os

tecidos e retirar o excesso de pele. Em determinadas pacientes, também é possível utilizar adipose retirada de outra região do corpo para recuperar parte do volume e melhorar o contorno. “Posso usar gordura da própria paciente para fazer um preenchimento e evitar que a mama fique muito pequena. Ela vai, de fato, perder volume, mas a tática ajuda bastante a melhorar o resultado. Foi uma técnica que

aprendi a utilizar.” A escolha depende das características de cada mama, da quantidade de tecido disponível e do resultado pretendido. Não existe, portanto, uma única forma de reconstruir o contorno depois da retirada do implante. O receio com as cicatrizes continua sendo uma das preocupações de quem chega ao consultório. Nas cirurgias mamárias, porém, Piccoli afirma


FOTOS PAULO CARDOSO

O que considerar antes da prótese Tórax A largura e a estrutura ajudam a estabelecer os limites para o tamanho e a posição do implante. Formato Modelo, base e projeção da prótese influenciam diretamente o contorno e o resultado final. Proporção O volume deve conversar com as medidas do corpo, a estrutura mamária e a quantidade de tecido disponível. Expectativa O desejo da paciente é parte da decisão, mas precisa ser compatível com a anatomia e com o resultado que a técnica pode oferecer.

Explante em número 42.231

cirurgias de explante foram realizadas no Brasil em 2024, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

14.190

procedimentos haviam sido registrados em 2016.

+197%

foi o aumento no número de explantes entre 2016 e 2024.

2015

primeiro ano da série histórica da ISAPS para o procedimento no Brasil.

Com a mudança no padrão estético, a busca por próteses muito volumosas perde espaço para resultados mais proporcionais e compatíveis com a anatomia de cada paciente

ter reduzido a extensão das incisões ao longo dos últimos anos. A mudança começou durante a pandemia, quando a cirurgiã passou a acompanhar grupos de discussão e técnicas utilizadas por outros profissionais. O contato com procedimentos que apresentavam cicatrizes menores a levou a buscar aperfeiçoamento em diferentes centros. “Eu vi o que os colegas

estavam fazendo e pensei: ‘Eu preciso aprender isso’. Se o profissional não segue uma linha de aprimoramento, ele para de evoluir e deixa de oferecer tudo o que o paciente poderia receber.” A atualização técnica não significa eliminar a cicatriz ou reduzi-la. A extensão da incisão continua condicionada à quantidade de pele e à anatomia de cada mama.

Menos volume, mais proporção A discussão sobre volume, no entanto, não termina no explante. Para quem ainda deseja colocar uma prótese, a tendência observada pela cirurgiã também é de maior individualização. O tamanho não é definido apenas por uma preferência numérica, mas considerar medidas do tórax, formato corporal, características da mama atual, projeção e expectativa da paciente. Por isso, chegar ao consultório com uma medida específica nem sempre significa que aquele seja o implante mais adequado. A anatomia impõe limites que precisam ser considerados para preservar proporção e sustentação. “Às vezes elas chegam e dizem: ‘Eu quero tanto’. E eu respondo: calma. Não é necessariamente o que você quer, que cabe no seu tórax”, afirma a especialista. A idade também entra nessa avaliação. Segundo Maria Claudia, a recomendação é aguardar pelo menos cinco anos após a primeira menstruação para realizar procedimentos mamários. O período permite maior estabilidade do desenvolvimento das mamas e do corpo antes de uma intervenção. Preferência estética percebida no consultório também se afastou das próteses muito volumosas. Se o aumento dos seios já esteve associado à busca por projeção e destaque, hoje a cirurgiã relata uma procura maior por resultados proporcionais e discretos. A mudança acompanha um cenário em mulheres passaram a expor publicamente corpos com menos volume mamário. Para a profissional, esse movimento também repercute no pedido das pacientes. “O bonito hoje é pequeno. Então minhas pacientes também não têm mais aquela coisa de pedir uma prótese grande. Elas chegam e dizem: ‘Maria, eu quero proporcional para mim’.” O conceito de naturalidade, nesse caso, não significa necessariamente ausência de prótese, mas adequação às proporções corporais. Algumas pacientes buscam apenas recuperar um pequeno volume; outras querem o maior implante possível, desde que o resultado não destoe do restante do corpo. “Algumas dizem: ‘O máximo que der para ficar bonita, mas não quero ficar vulgar’. Porque, às vezes, uma prótese muito grande dá a impressão de que a pessoa ganhou peso, de que

engordou. Fica muito volume na frente e a apresentação do corpo fica estranha. Outras dizem: ‘Eu quero o mínimo, só para dar um volumezinho’.”

Efeito das canetas emagrecedoras A popularização dos medicamentos injetáveis para controle do peso também começa a repercutir na cirurgia plástica. Na experiência da médica, perdas expressivas de peso podem alterar o contorno corporal e evidenciar excesso de pele ou flacidez em regiões como face, mamas e abdômen. “Eu acompanho no consultório, há muitos anos, a dificuldade que muitas pessoas têm para perder peso. Depois dos 40 anos e,

especialmente, após a menopausa, muitas mulheres enfrentam ainda mais dificuldade. Por isso, é fundamental manter uma atenção constante à atividade física e à alimentação. A caneta não é milagrosa.” Para a cirurgiã, a maior utilização desses medicamentos pode aumentar, nos próximos anos, a procura por procedimentos destinados a retirar o excesso de pele e remodelar áreas que perderam sustentação. “Quando a pessoa perde muito peso, pode sobrar pele e é necessário recorrer a cirurgias reparadoras. O rosto emagrece e pode perder sustentação; as mamas podem ficar mais flácidas; e o abdômen também pode apresentar excesso de pele, embora isso varie de uma pessoa para outra”, conclui.

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Sangue e gordura como tratamento para articulações Principais terapias PRP: obtido do sangue do próprio paciente, concentra plaquetas e fatores envolvidos na reparação dos tecidos. É mais estudado em casos de osteoartrite do joelho e algumas tendinopatias.

As indicações de cirurgia continuam as mesmas. A diferença é que, nos estágios em que ainda não é necessária, surgem alternativas para o manejo da doença.”

Células-tronco mesenquimais: extraídas de tecidos como medula óssea ou gordura, têm propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras e são estudadas em lesões de cartilagem, tendões e articulações. BMAC: concentrado obtido da medula óssea que reúne diferentes tipos celulares e fatores de crescimento. É investigado principalmente em lesões de cartilagem, osteoartrite e problemas de consolidação óssea. Proloterapia: utiliza aplicações de substâncias como a dextrose para provocar uma resposta local e estimular processos de reparação. Pode ser empregada em algumas tendinopatias e quadros de instabilidade. Ácido hialurônico: aplicado dentro da articulação, melhora a lubrificação e pode ajudar no controle da dor. É utilizado sobretudo no tratamento da osteoartrite do joelho.

Rafael Ruthes Barbosa, traumatologista

Terapias ortobiológicas utilizam componentes do próprio organismo para modular inflamações e favorecer a recuperação de tecidos; indicação depende do tipo e do estágio da lesão

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magine tratar uma dor ou uma lesão a partir de uma matéria-prima que já existe no próprio corpo. Em vez de atuar apenas sobre os sintomas, as terapias ortobiológicas utilizam componentes do organismo para modular a inflamação e favorecer os processos naturais de reparação dos tecidos. Entre as principais abordagens estão o plasma

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rico em plaquetas (PRP), as células-tronco mesenquimais (MSCs), o concentrado de aspirado de medula óssea (BMAC), a proloterapia e a viscosuplementação com ácido hialurônico. O traumatologista e membro da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual, Rafael Ruthes Barbosa (CRM 46826 | RQE 35495), explica que essas

estratégias buscam reparar, regenerar ou modular estruturas comprometidas, especialmente articulações, músculos, tendões e ossos. “Enquanto analgésicos ou anti-inflamatórios atuam principalmente sobre as consequências de uma lesão, como a dor e a inflamação, os ortobiológicos procuram interferir nos processos de reparação do próprio organismo”, afirma.

Procedimento Os procedimentos são menos invasivos do que uma cirurgia convencional e, em

geral, envolvem aplicações injetáveis guiadas por exames de imagem. Lesões parciais de tendões ou ligamentos também podem cicatrizar sem cirurgia, dependendo da extensão e das características do quadro. Já em situações mais avançadas, o papel é mais restrito e pode estar associado ao tratamento cirúrgico. “As indicações de cirurgia continuam as mesmas. A diferença é que, nos estágios em que ainda não é necessária, surgem alternativas para o manejo da doença”, aponta Barbosa. Uso dessas terapias, porém, exige critérios. Uma distensão muscular, por exemplo, não é automaticamente uma indicação para o procedimento. A escolha depende do diagnóstico, das características da lesão e das

evidências disponíveis para cada aplicação. O mesmo cuidado vale para atletas. Embora os tratamentos tenham ganhado visibilidade no esporte de alto rendimento, especialmente no futebol, os resultados observados nesse contexto não podem ser automaticamente aplicados à população geral. Entre os idosos, a avaliação individual ganha ainda mais importância. O avanço da idade aumenta a frequência de problemas articulares, mas o desgaste não depende apenas do tempo: atividades que impõem sobrecarga repetitiva às articulações e aos tendões, como o trabalho rural, também podem influenciar nesse processo, segundo Barbosa.


RECEITA

Torta prática de legumes com ovos Uma preparação versátil para o almoço, jantar ou lanche, que permite aproveitar os vegetais disponíveis em casa.

Ingredientes

Juliette Carvalho Nutricionista – CRN 12330

Comer bem sem complicação: como montar um prato equilibrado

- 3 ovos - 1 xícara de leite - 1 xícara de farinha de trigo integral ou tradicional - 1 cenoura pequena ralada - 1 tomate picado, sem excesso de líquido - 1/2 abobrinha ralada e espremida - 2 colheres de sopa de queijo ralado (opcional) - 1 colher de sopa de azeite - 1 colher de sopa de fermento químico - Sal e temperos a gosto

Modo de preparo Em uma tigela, bata os ovos e misture o leite, a farinha e o azeite até obter uma massa homogênea. Acrescente a cenoura, o tomate, a abobrinha, os temperos e o queijo, se desejar. Por último, incorpore o fermento delicadamente. Despeje em uma forma pequena untada e leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 30 a 40 minutos, ou até a torta ficar firme e dourada. Dica da nutricionista: aproveite os legumes que já estão na geladeira. Brócolis cozido, milho, espinafre e outros vegetais podem ser utilizados na receita, ajudando a variar o cardápio e evitar desperdícios.

U

ma alimentação equilibrada não precisa de balança, ingredientes caros ou preparações elaboradas. Com variedade e escolhas simples, é possível cuidar da saúde respeitando a rotina e as preferências individuais. Você já deixou de preparar uma refeição por achar que precisava de ingredientes especiais ou de seguir uma combinação perfeita de alimentos? A verdade é que uma alimentação equilibrada pode começar com aquilo que já temos em casa. Arroz, feijão, ovos, carnes, legumes e verduras são exemplos de alimentos presentes na rotina de muitas famílias e que podem compor refeições variadas e nutritivas. Não é necessário comprar produtos específicos ou investir em alimentos conhecidos como “fit” para cuidar da

alimentação. Uma das maneiras mais simples de melhorar a qualidade das refeições é buscar variedade. Os vegetais contribuem com vitaminas, minerais e fibras; alimentos como arroz, batata, mandioca e massas fornecem carboidratos, importantes fontes de energia; e feijão, ovos, carnes e outras fontes de proteína participam da manutenção dos tecidos e de diversas funções do organismo. Também vale lembrar que o feijão e outras leguminosas fornecem fibras e proteínas, tornando-se excelentes aliados de uma alimentação acessível e nutritiva. Outro ponto importante é entender que não existe uma única forma correta de montar o prato. As quantidades e combinações podem variar conforme a fome, a rotina, as

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

preferências, as condições de saúde e as necessidades de cada pessoa. Por isso, pesar todos os alimentos ou seguir regras rígidas não é uma exigência para se alimentar bem. O planejamento também pode ajudar. Cozinhar feijão em maior quantidade e congelar porções, higienizar os vegetais com antecedência e aproveitar os alimentos da estação são atitudes que economizam tempo, facilitam o preparo das refeições e podem reduzir o desperdício. Cuidar da alimentação não precisa significar mudar tudo de uma vez. Pequenas adaptações, feitas de maneira consistente, ajudam a construir hábitos que cabem na vida real. Afinal, uma alimentação saudável precisa ser nutritiva, mas também acessível, saborosa e possível de manter no dia a dia.

Uma das maneiras mais simples de melhorar a qualidade das refeições é buscar variedade. Os vegetais contribuem com vitaminas, minerais e fibras...” Juliette Carvalho

nutricionista

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365 VEZES NO VALE

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FÁBIO KUHN

Os desafios e os potenciais no caminho férreo entre Colinas e Estrela

@lucaswarken Adepto a caminhadas pelo interio, Lucas Warken passou pela Cascata da Família Kocham, destino natural que fica no interior de Travesseiro.

Faz tempo que se houve nos bastidores do turismo o interesse em aproveitar a ferrovia entre a estação de Colinas e o Porto de Estrela para o turismo. O movimento ganha força com o projeto do governo estrelense em municipalizar o trecho de 13 quilômetros para, entre outras coisas, reativar um trem turístico. Esse percurso está desativado desde dezembro de 2014, quando o último trem de carga descarregou grãos na então Companhia Estadual de Silos e

Armazéns (Cesa). Na última semana, vimos o resultado desses 12 anos de ociosidade durante uma caminhada pelos trilhos. Praticamente todo o caminho de ferro foi engolido pela floresta ou mata fechada. Em um ponto da Linha Roncador, interior de Colinas, a enchente de 2024 causou grandes estragos e arrancou os trilhos do chão. Devido os desafios, percorremos nove dos 13 quilômetros saindo da estação de Colinas e finalizando na Linha

Geralda, em Estrela. O trabalho com certeza será árduo para deixar a ferrovia em condições de uso.

Em 2020, o Entretrilhas O potencial turístico desse trecho férreo já chegou a ser aproveitado para atração de turistas. Em 2020, ocorreu uma caminhada de 3,5 quilômetros entre o Porto de Estrela, passando pelo Alambique Berwanger, até chegar ao Patios Garden (dois destinos nas margens da ferrovia). Outro ponto chamativo por onde o roteiro passava era a ponte férrea (foto) que fica a poucos quilômetros da área urbana de Estrela e, com certeza, é conhecida por parcela mínima da população local. A atividade em 2020 foi conduzida pelo amigo Brian Dias, da Off Aventura. Não por coincidência, a secretária de Turismo da época era Carine Schwingel, hoje prefeita de Estrela e a principal liderança política que defende o uso turístico da malha férrea.

A Josiane Fabres Costa registrou sua passagem pelo mirante inaugurado nesse ano no Cristo Redentor de Guaporé. A vista panorâmica mais linda da cidade.

@josyfabres

Adepto a caminhadas pelo interio, Lucas Warken passou pela Cascata da Família Kocham, destino natural que fica no interior de Travesseiro.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!


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