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A Hora – 09 e 10/05/2026

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Como Lajeado se reergue após a catástrofe climática

Depois de enfrentar os piores dias de sua história em maio de 2024, município avança na reconstrução, mas ainda com desafios a serem resolvidos.

Um novo olhar sobre os bairros

da Diamond cumpre requisitos e conquista licença para obras no bairro São Rafael

financeira influenciam decisão das mulheres.

PÁGINAS | 24 e 25

DOIS ANOS DEPOIS

Concessão da ferrovia tende a ser suspensa

Atendência de adiamento da nova concessão da Malha Sul amplia a incerteza sobre o futuro ferroviário do RS. O cenário discutido em Brasília aponta para a prorrogação do contrato da Rumo Logística até 2029, empurrando novamente uma definição estratégica para os trilhos gaúchos.

O problema vai além de quem assume o modal. O RS corre o risco de consolidar um modelo ferroviário concentrado nos corredores mais lucrativos, deixando regiões como o Vale do Taquari fora dos investimentos prioritários.

Enquanto outros países ampliam investimentos ferroviários, o RS ainda discute como evitar o abandono dos próprios trilhos.”

Os estudos usados pelo governo federal indicam preferência pelo eixo Cruz Alta–Rio Grande, voltado ao escoamento agrícola e portuário. A Ferrovia do Trigo aparece fora da lógica principal de cargas. Na prática, o mercado olha para a rentabilidade. O Estado deveria olhar para o desenvolvimento de longo prazo, inclusive como forma de readaptar o setor produtivo à oferta de outro formato de transporte.

A discussão precisa ir além do interesse econômico da concessionária. Ferrovia é infraestrutura estratégica. Reduz custo logístico, amplia competitividade e integra territórios.

O próprio movimento regional para recuperar o Trem dos Vales mostra isso. A ferrovia deixou de ser vista apenas como patrimônio histórico. Passou a representar turismo, renda e conexão econômica.

Enquanto outros países ampliam investimentos ferroviários, o RS ainda discute como evitar o abandono dos próprios trilhos.

à

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Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“Estar entre as pessoas e fazer a diferença sempre fez parte de quem eu sou”

Professora,voluntáriada ONG Floco Azul e soberana deTeutônia,LuísaMüller construiusuatrajetória ligadaàeducação,ao trabalho comunitário eàrepresentaçãodo município.Formadaem magistérioepedagogia, comespecializaçãoem alfabetizaçãoeletramento, elaatuanaáreadaeducação enquantoconciliaa rotina de voluntariado e oscompromissoscomo soberana.

Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Onde começou o teu envolvimento com o voluntariado e o que te motivou a seguir nessa área?

Minha família sempre foi muito envolvida com a comunidade e com o voluntariado em si, mas o que me motivou a ingressar em grupos foi minha vinda de volta para Teutônia mais fixamente depois de estudar três anos em internato, com o intuito de fazer amigos e poder estar ajudando as pessoas.

Qual é a tua formação e como a educação entrou na tua vida profissional?

Sou formada pelo curso normal/magistério, tenho pedagogia, pós em alfabetização e letramento e também curso de atendente terapêutica. Atualmente faço especialização em gestão da educação básica no IFSul. Desde pequena tive predisposição para diversas atividades na escola e também na sala de aula, como liderança de turma, representação da escola e grêmio estudantil. O que me motivou foram os professores que tive, que me influenciam e inspiram desde sempre.

De que forma a profissão

de professora influencia na tua relação com as pessoas e com a comunidade?

Eu sempre gostei de gente, de estar entre as pessoas e fazer a diferença no meio, assim como aprender com elas. A profissão de professora traz muito isso para o que vamos nos tornando ao longo da caminhada: estar entre as pessoas, aprender com elas e se encantar pelas vivências de cada uma.

Como tem sido representar Teutônia em um momento de crescimento do turismo de eventos no município?

Tem sido uma experiência muito especial e gratificante. Representar Teutônia em um momento de fortalecimento do turismo e dos eventos é motivo de muito orgulho. É bonito ver o município crescendo, recebendo pessoas, valorizando suas tradições e mostrando toda a sua cultura, hospitalidade e potencial. Poder fazer parte disso como soberana é uma responsabilidade, mas também uma alegria muito grande.

Hoje tu concilia a rotina como professora, voluntária, mulher e soberana. Como consegue equilibrar todas essas funções no dia a dia?

Não é sempre fácil, porque cada função exige dedicação e presença, mas acredito muito em organização, propósito e equilíbrio emocional. Tento viver cada momento

com intensidade e entender que todas essas áreas fazem parte de quem eu sou. Também aprendi a respeitar meus limites e valorizar as pessoas que caminham comigo e me apoiam no dia a dia. Nesses momentos, é muito bom ter com quem contar na divisão das tarefas.

O trabalho voluntário junto à ONG Floco Azul também te aproxima da causa do autismo. O que essa experiência representa pra ti?

Ao longo dos anos, minha profissão me aproximou da causa, especialmente em 2019, quando tive o primeiro aluno TEA. Inclusive, a família faz parte da ONG desde então. Isso me motivou a estudar e abrir muitas portas na minha vida em torno de levar informação e conscientização para as pessoas que desconhecem ou possuem conhecimentos limitados sobre o tema.

Pude conhecer muitas famílias e diversas realidades, o que desenvolveu em mim muita empatia e resiliência. Existem realidades que motivam e elevam o orgulho pelo trabalho e pelo amor com que as famílias desempenham seus papéis no dia a dia, mas também há situações que frustram, porque ainda faltam muitas políticas públicas, existe preconceito na sociedade e algumas famílias acabam se limitando em diversas questões. Tudo isso me trouxe muito aprendizado sobre respeito, inclusão e sensibilidade diante das diferentes formas de perceber o mundo.

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A “REGIÃO DOS VALES”

Amplitude na representação gera bons retornos e deve ser ampliada

OParque Municipal do Chimarrão, em Venâncio Aires, foi palco outra vez de um importante encontro entre prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Taquari e da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo. Uma aproximação cada vez mais consolidada e de suma importância ao desenvolvimento de ambas as regiões. É um ganha-ganha. As principais cidades possuem características muito semelhantes, e, ao mesmo tempo apresentam riquezas e oportunidades distintas em determinados segmentos da economia. É um prato cheio para novos investimentos. Com a qualidade de vida como principal chamariz aos novos moradores e empreendedores, a autoproclamada “Região dos Vales” pode e

deve ser ampliada, sem que isso prejudique as demandas, propósitos e articulações próprias e exclusivas das microrregiões. Nessa sexta-feira, por exemplo, não estavam presentes ao evento da 18ª Fenachim os prefeitos

CENTRO DE LAJEADO

da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat). E eles tem muito a provocar e agregar ao grupo todo. Por fim, também seria interessante atrair e se conectar com agentes de Santa Cruz do Sul.

Revitalização da Júlio (segue) em debate

A revitalização da rua Júlio de Castilhos, a principal via do Centro de Lajeado, custa a sair do papel. Nos últimos anos, diversos projetos e sugestões foram de-

batidas no plenário da câmara de vereadores, nos corredores e gabinetes das prefeituras, e nos mais variados ambientes da histórica e

tradicional rua comercial da cidade. Mas custa a sair do papel. Recentemente, em setembro de 2025, o vereador e ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Aquiles Mallmann (PP), apresentou projeto e angariou recursos federais para iniciar obras de melhorias na via e nas calçadas. Desde então, o Executivo passou a reavaliar esse e outros projetos já apresentados. A expectativa é lançar processo licitatório ainda no primeiro semestre. Portanto, aguardemos!

- Em Lajeado, a aguardada retirada de postes antigos da av. Alberto Pasqualini, entre as vias Felipe Craide e Maurício Cardoso, ocorre na segunda-feira, em mais uma etapa do projeto Sinal Verde. O trabalho inicia às 9h30min. E o resultado virá com muito mais segurança e fluidez ao trânsito.

- Também em Lajeado, o projeto de lei do vereador Cascão (PP) para regulamentar os chamados autopropelidos – as populares motos e patinetes elétricas – já pode ir à votação na próxima terça-feira. Ao menos é essa a expectativa do autor. Já em Encantado, o proponente da mesma matéria, o vereador Cris Costa (PSDB), já prevê um tempo maior para o debate em plenário.

- Aliás, e durante entrevista dos vereadores acima citados, na sextafeira, já teve ouvinte da Rádio A Hora solicitando intervenção semelhante na cidade de Teutônia. E não duvido que o mesmo ocorra logo mais em Estrela, Arroio do Meio, Taquari, Venâncio Aires…

- Em tempo, e ainda sobre as motos, patinetes e outros veículos elétricos, a minha torcida é para que as pessoas utilizem cada vez mais esses equipamentos de mobilidade. Além de preservar o meio ambiente, servem como alternativas inteligentes e práticas em horários de pico e deslocamentos de curta distância. Que venham muito mais, insisto. Mas com o mínimo de cuidado, é claro.

- Por fim, e também em função da demora por parte de uma solução do Executivo, a câmara de vereadores de Lajeado deve protagonizar um projeto para regularizar o recolhimento de veículos abandonados em vias públicas. E o mesmo vereador Cascão (PP) já avalia essa proposta.

ILEGALIDADES NA INVESTIGAÇÃO?

Da vontade de “falar logo”

ao silêncio estratégico

Primeira prefeita na história de 150 anos do município, Carine Schwingel (União Brasil) afirmou em recente entrevista que já gostaria de ter conversado com o delegado Marconi Silva acerca dos indícios de corrupção eleitoral e caixa 2 apontados na Operação Ambitus Sidum. No entanto, e após duas convocações para oitivas por parte da Polícia Federal, ela optou por um silêncio temporário e estratégico. Em nota oficial, os três advogados do casal Carine e Rafael Mallmann informam sobre “uma lista com evidências concretas de ilegalidades na investigação sobre supostos crimes

nas eleições de 2024”. Em razão disso, cita a nota, o casal ainda não prestou depoimentos à PF. “Com o máximo respeito à autoridade policial, a defesa informa que os investigados aguardarão a decisão do Judiciário acerca das irregularidades apontadas para, só depois, prestarem seus depoimentos à PF, dentro das balizas do devido processo legal”. Por fim, os advogados reforçam que a decisão não significa “resistência à investigação” e descrevem o sentimento dos investigados como de “tranquilidade com a absoluta ausência de crimes eleitorais entre os fatos investigados.”

Dohka apresenta novo empreendimento e lança selo

A Dohka Empreendimentos realizou, na terça-feira, 5, o pré-lançamento do Terrazzo Casas Suspensas by dk, novo empreendimento residencial no bairro Americano, em Lajeado. O evento ocorreu na Villa Bosco e reuniu cerca de 300 corretores e representantes do setor imobiliário regional.

O projeto marca a estreia do selo by dk, nova assinatura da construtora voltada a empreendimentos de médio e alto padrão. O Terrazzo terá apenas 27 unidades

residenciais, apostando em exclusividade, localização estratégica e valorização imobiliária.

Segundo o sócio Mateus Pedó, o empreendimento atende às demandas atuais do mercado, com plantas funcionais e alto padrão construtivo. Já Jairo Eckhardt destaca que o lançamento atende a uma antiga demanda do mercado pelo bairro Americano.

Durante o pré-lançamento, clientes terão acesso a condições especiais de negociação pelos próximos 30 dias.

vinibilhar@grupoahora.net.br

Indicadores

Dólar: R$ 4,89

Ibovespa: 184.108,20

ENTREVISTA | SÓCIO DA DOHKA EMPREENDIMENTOS, MATEUS PEDÓ

“By dk traduz o padrão Dohka de qualidade em empreendimentos pensados para o dia a dia, com estruturas de condomínio”

Durante o pré-lançamento do Terrazzo by dk, os sócios Jairo Eckhardt e Mateus Pedó destacaram a confiança no mercado imobiliário regional. Em conversar com os empresários, o setor mantém um cenário favorável, com demanda elevada e oportunidades de valorização.

Quais fatores econômicos mais impactam nos negócios imobiliários da região?

Mateus Pedó - Nossa região possui forte desempenho econômico e vive um momento positivo no mercado imobiliário. Nesse cenário, os fatores que mais influenciam a decisão de compra são a reputação da construtora, a qualidade dos empreendimentos e a localização. Lajeado conta com boa oferta de imóveis, e o consumidor busca opções que melhor atendam às suas necessidades e perfil.

O consumidor está mais cauteloso na compra de imóveis ou ainda há espaço para novos lançamentos?

Jairo Eckhardt - Em meio às constantes crises econômicas, o imóvel segue como um investi-

mento seguro e de maior previsibilidade para o brasileiro. Na Dohka, a liquidez dos empreendimentos é um dos principais valores da marca, reforçando a confiança no mercado e na receptividade da cidade para novos lançamentos imobiliários.

De que forma programas habitacionais e políticas de crédito influenciam o mercado local?

Pedó - São ações importantes para ampliar o acesso à moradia, especialmente após tudo o que a região enfrentou nos últimos anos. O principal ponto de preocupação, no entanto, segue sendo a manutenção da taxa Selic em níveis elevados, fator que impacta diretamente os financiamentos imobiliários, encarece o crédito e reduz o poder de compra da população.

Quais os critérios da Dohka no

momento de escolher um novo projeto?

Pedó - O mercado segue sustentado por fatores essenciais como localização, liquidez e a forte demanda por produtos que atendam às necessidades do consumidor.

O que o cliente pode esperar da construtora com o mais novo lançamento?

Eckhardt - O empreendimento ainda está em fase de pré-lançamento, garantindo as melhores condições para quem comprar agora. Neste momento, o cliente consegue acessar o menor valor possível, além de potencializar a valorização futura do imóvel. O projeto une localização estratégica e um produto planejado nos detalhes, pensado para atender às necessidades e ao estilo de vida dos futuros moradores.

Ferrovia tenta voltar aos trilhos no Vale

Obras avançam em Muçum, Trem dos Vales busca retomada parcial e região articula recursos federais para recompor os 46 quilômetros da malha turística atingida pelas enchentes

ESPECIAL

AFerrovia do Trigo volta a registrar movimentação prática no Vale do Taquari quase dois anos após a enchente histórica de maio de 2024. Entre Muçum e Vespasiano Corrêa, máquinas, operários e estruturas provisórias começam a reaparecer ao longo dos trilhos destruídos pela força da água.

O movimento ainda está longe de representar a retomada integral da ferrovia. Mas simboliza a primeira intervenção no trecho turístico do Trem dos Vales desde a catástrofe climática.

A principal frente ocorre em Muçum, onde a Rumo Logística executa a recuperação de uma ponte ferroviária considerada estratégica para permitir o avanço das equipes responsáveis pela recomposição inicial da malha.

A obra é financiada por recursos do seguro da própria concessão ferroviária. Houve necessidade de disputa jurídica até a liberação do aporte para a intervenção pelo contrato da concessionária com a seguradora.

Presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, afirma que a recuperação integra uma preparação maior para a retomada parcial do passeio turístico ferroviário.

“Esse é um trabalho preparatório para ampliação da reforma dos primeiros 16 quilômetros, para a volta da oferta de passeios turísticos entre Vespasiano Corrêa e Muçum.”

Segundo ele, a etapa atual concentra limpeza da via, retirada de entulhos e reorganização operacional do trecho considerado mais viável tecnicamente para uma retomada inicial.

No próximo dia 22 de maio, chega à região a primeira locomotiva que será usada para

RAFAEL FONTANA PRESIDENTE DA AMTURVALES

Esse é um trabalho preparatório para ampliação da reforma dos primeiros 16 quilômetros.”

a retirada das cargas de terra acumuladas sobre os trilhos. Em alguns pontos, a destruição ainda impressiona. Dos 16 quilômetros incluídos na primeira etapa, sete tiveram a malha ferroviária arrancada pela inundação de 2024. Em determinados pontos, não restaram trilhos, dormentes ou base estrutural. O processo exige praticamente reconstrução integral da via férrea.

Frente operacional

A recuperação em Muçum é tratada como peça inicial da logística da obra. Ex-prefeito do município e um dos integrantes do movimento regional em defesa da ferrovia, o pré-candidato a deputado estadual, Mateus Trojan afirma que a intervenção cria as condições para o avanço das demais etapas.

“A primeira obra da reforma da ferrovia, em Muçum, está bem encaminhada e logo estará pronta”.

FERROVIA DO TRIGO

Trecho: Roca Sales a Passo Fundo

Situação: fora da prioridade para cargas

Uso regional defendido: turismo ferroviário

NO VALE DO TAQUARI

Trecho em recuperação

Vespasiano Corrêa a Muçum

Extensão: 16 km

Investimento: R$ 6 milhões

Origem: governo do Estado

Coordenação: Amturvales

Objetivos:

• Retomar parcialmente

• o Trem dos Vales

• Reorganizar operação turística

• Criar base para recuperação dos 46 km completos

Nova proposta

• Incluir Santa Tereza

• Criar novos roteiros ligados ao turismo, gastronomia e vinho

Investimento estimado:

R$ 60 milhões a R$ 100 milhões

REUNIÃO PREVISTA

25 de maio

• ANTT

• Defesa Civil Nacional

• Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário

Viaduto em Dois Lajeados

Outra frente considerada estratégica está no V-17, em Dois Lajeados. Alguns pilares foram deslocados pela força da água.

“Se trata de uma obra muito complexa e ainda não sabemos como será feita, se será pelo seguro ou não”, afirma o exprefeito de Muçum.

A passagem integra o trecho completo do Trem dos Vales, com 46 quilômetros entre Guaporé e Muçum. Essa seria uma segunda etapa da recomposição da malha regional. Pelo grau de avarias, a escolha do segmento entre Muçum e Vespasiano Corrêa ocorreu por critérios operacionais e financeiros.

A partir de diagnóstico sobre o impacto da inundação, o trecho concentra menor complexidade técnica quando comparado ao

KUHN

Aguardamos para saber se o viaduto de Dois Lajeados estará coberto pelo seguro da Rumo.”

restante da ferrovia e permite organizar um projeto-piloto de retomada turística.

A estratégia regional é usar essa primeira etapa como modelo operacional para a expansão futura da recomposição ferroviária. Entre 2019 e 2023, mais de 112 mil passageiros fizeram o passeio ferroviário,

GISELE CAUMO PREFEITA DE SANTA TEREZA
FÁBIO

consolidando o trem como um dos principais produtos turísticos do interior gaúcho.

A paralisação da operação atingiu restaurantes, hotéis, vinícolas, agroindústrias familiares e pequenos negócios ligados ao fluxo de visitantes.

Projeto de ampliar o passeio

Enquanto a recuperação inicial avança, municípios da região articulam um projeto maior junto ao governo federal. A proposta prevê a recomposição integral dos 46 quilômetros da ferrovia turística e a inclusão de um novo eixo ferroviário envolvendo Santa Tereza.

Prefeita do município, Gisele Caumo afirma que a região trabalha em uma nova rodada de negociações em Brasília.

“Teremos nos próximos dias

APOGEU E RUÍNA

1948 A antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul resgata estudos do início do século e volta a discutir a ligação ferroviária entre o Vale do Taquari e o Norte do Estado.

1949

Começo das obras O Ministério de Viação e Obras Públicas inicia a implantação da chamada linha L-35, futura Ferrovia do Trigo.

Em Dois Lajeados, Viaduto 17 foi um dos mais danificados dentro do trecho de 46 quilômetros do Trem dos Vales. Prefeitos e Amturvales esperam definição se reforma será feita pela Rumo ou terá aporte federal

uma reunião com a Defesa Civil para buscar a reforma total do trecho de 46 quilômetros do Trem dos Vales, e também com a proposta de incluir Santa Tereza.”

A reunião está prevista para o dia 25 de maio, envolvendo representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Defesa Civil Nacional e Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário.

O objetivo é discutir a viabilidade técnica e financeira da ampliação do projeto. “O orçamento previsto está entre R$ 60 milhões a R$ 100 milhões. Aguardamos para saber se o viaduto de Dois Lajeados estará coberto pelo seguro da Rumo. Se eles fizerem, é possível reduzir em até metade o investimento federal no trecho regional”, destaca.

A proposta regional tenta enquadrar a recuperação da ferrovia como recomposição de infraestrutura atingida pela catástrofe climática de 2024.

Turismo e desenvolvimento

Dentro da Amturvales, os debates sobre a ferrovia avançam sobre o conceito de patrimônio histórico e produto turístico

1950 e 1960

Obra enfrenta dificuldades. A construção avança lentamente devido ao relevo extremamente acidentado. O projeto exige 34 túneis, mais de 20 viadutos, cortes em rocha, com grandes estruturas de engenharia ferroviária

1970

Projeto volta por pressão regional. Municípios, setor produtivo e governo federal retomam a ferrovia. O 1º Batalhão Ferroviário do Exército assume a execução.

1980

2010 a 2018

Início do projeto do turismo ferroviário. Trem dos Vales. No período os passeios passam a ser ofertados e transforma parte da Ferrovia do Trigo em ativo. O passeio entre Guaporé e Muçum vira referência devido a beleza do percurso.

2019 a 2023

Trem dos Vales se consolida. Mais de 112 mil passageiros fazem o passeio ferroviário no período. A ferrovia passa a movimentar hotéis, restaurantes, agroindústrias familiares e fortalece a região como ponto turístico.

1978 | 19 de agosto

Inauguração do Viaduto 13. Maior símbolo da Ferrovia do Trigo. São143 metros de altura, com 509 metros de extensão, o maior viaduto ferroviário das Américas

1979 | 7 de dezembro

Inauguração da Ferrovia do Trigo. O presidente Ernesto Geisel participa da entrega da ferrovia, considerada a “Obra do Século” no RS.

Auge operacional. A ferrovia se consolida como eixo logístico do Norte gaúcho. Principais cargas: trigo, soja, milho, fertilizantes, combustíveis, cevada e arroz. O modal reduz o custo logístico entre Passo Fundo, Serra, Vale do Taquari e Porto Alegre.

1990

Privatização da malha ferroviária. Com a desestatização da RFFSA, a operação da ferrovia passa para a iniciativa privada. Posteriormente, a malha chega ao controle da ALL e depois da Rumo Logística.

2000

Perda gradual de protagonismo. O avanço do transporte rodoviário, associado à falta de investimentos contínuos, reduz o uso da ferrovia. Em paralelo, BR-386, ERS-130 e outras rodovias passam a concentrar grande parte do escoamento logístico estadual.

2026

isolado. A leitura regional passou a incorporar a malha ferroviária como ativo econômico e territorial, destaca o presidente Rafael Fontana. Além do Trem dos Vales tradicional, o projeto em debate prevê novos roteiros integrando gastronomia, vinhos e turismo

2023

Inundação atinge a malha. Trechos ferroviários sofrem danos importantes no Vale do Taquari.

2024 | maio

Catástrofe histórica destrói grande parte do traçado e interrompe o Trem dos Vales.

2025

Região começa articulação pela reconstrução Amturvales, municípios e governo estadual estruturam o projeto de recomposição ferroviária turística.

Primeiras obras de recuperação começam. A Rumo inicia recuperação de estruturas ferroviárias em Muçum com recursos do seguro da concessão. O governo do Estado libera R$ 6 milhões para recuperação inicial dos 16 km entre Muçum e Vespasiano Corrêa.

cultural. Nesta defesa, a prefeita Gisele Caumo realça que o intuito é criar a integração entre regiões do Vale e Serra, com a criação do roteiro do Pão e do Vinho para o eixo ferroviário. De acordo com ela, o intuito da região é demonstrar ao governo federal que a ferrovia

tem impacto direto sobre geração de renda, circulação turística e fortalecimento econômico de pequenos municípios.

O presidente da Amturvales destaca: “a intenção é transformar a reconstrução da ferrovia em um dos símbolos da retomada regional após as enchentes”, frisa Fontana.

Ponte em Muçum está em reformas. Recursos partem do seguro da concessão e são feitas por empresa terceirizada contratada pela Rumo Logística

Aeronáutica aprova licença e destrava aeroporto regional

Comando de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo autoriza plano de proteção do empreendimento da Construtora Diamond, em São Rafael

Oprimeiro condomínio aeronáutico privado do Vale do Taquari avançou junto ao sistema aeronáutico. O governo de Cruzeiro do Sul recebeu o ofício oficial do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), de Curitiba, confirmando a aprova-

ção do Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA) do futuro Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes, projeto da Construtora Diamond.

A confirmação foi feita durante evento no Gramado Summit, nessa sexta-feira, 8 de maio. Conforme o diretor de expansão da empresa, Sidnei Schmidt, essa etapa significa o início da construção do empreendimento.

“Para nós, não vai ser mais uma hora. Será um legado que queremos deixar para o Vale do Taquari, para todas as pessoas, às empresas. Acreditamos que, além de potencializar a economia regional, vamos criar oportunidades.”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, César Leandro Marmitt, realça que o aeroporto tem potencial de mudar o patamar de todo o Vale do Taquari. “Até arrisco a dizer, daqui para frente, será uma nova

era para a nossa região. Estamos muito felizes de conseguir avançar neste investimento grandioso e salientar, que a empresa Diamond, está pensando no futuro. Por isso, somos muito gratos.”

O empreendimento será instalado no bairro São Rafael, em Cruzeiro do Sul, em uma área de cerca de 40 hectares. O plano prevê pista pavimentada e balizada de 1,2 quilômetro, preparada para receber jatos executivos e helicópteros.

A estrutura inclui pátios operacionais, áreas de abastecimento, hangaragem individual no modelo “casas-hangar”, escola de pilotos, manutenção de aeronaves, táxi aéreo e transporte aeromédico.

Detalhes

Na prática, o documento da Aeronáutica representa a

validação da área de proteção operacional do aeroporto. Conforme o setor de engenharia do município, era a licença considerada decisiva dentro do processo local de viabilidade do empreendimento.

O documento encaminhado ao Executivo municipal cita a aprovação conforme portaria do Comando e reforça que propriedades vizinhas ao aeródromo

ficam submetidas às regras específicas previstas no Código de Aeronáutica nacional.

A regulamentação determina que os municípios compatibilizem o uso do solo às restrições aeronáuticas previstas nos planos de proteção. Isso envolve limites de altura, ocupação territorial e interferências físicas ou visuais que possam comprometer a segurança das operações aéreas.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

Licença foi concedida nesta semana e apresentada em evento nessa sexta-feira, no Gramado Summit. Prazo é 24 meses quando a obra começar

Lógica de mobilidade

Apresenta do para a popula-

EMPREENDIMENTO:

Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes

Localização: Bairro São Rafael, Cruzeiro do Sul

Área: 40 hectares

ESTRUTURA PREVISTA:

• pista pavimentada e balizada de 1,2 km

• hangaragem individual e compartilhada

• iluminação para operações noturnas

• pátios de manobra e estacionamento

• abastecimento aeronáutico

ção em fevereiro, o Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes é tratado pelos investidores como um novo eixo de infraestrutura e conectividade para o interior do Estado. O projeto prevê um complexo voltado à aviação executiva, serviços aeronáuticos e operações especializadas.

A aprovação do plano de proteção também reforça um aspecto considerado estratégico dentro do projeto: a integração

O PROJETO

PERFIL OPERACIONAL:

• aviação executiva

• táxi aéreo

• transporte aeromédico

• escola de pilotos

• manutenção de aeronaves

Etapa aprovada: Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA)

Órgão responsável: Comando da Aeronáutica / Cindacta II

entre infraestrutura aeronáutica e planejamento urbano. O próprio documento da Aeronáutica destaca a responsabilidade do município em preservar as zonas aeroportuárias e compatibilizar futuros usos do solo com as restrições operacionais do aeródromo. Do ponto de vista regional, investidores e líderes locais enxergam o aeródromo como um ativo voltado à mobilidade corporativa, atração de investi-

PRÓXIMAS ETAPAS:

• certificação operacional junto à Anac

• implantação da infraestrutura

mentos e redução do isolamento logístico do Vale do Taquari.

Visão de longo prazo

Os investidores realçam que o condomínio aeronáutico nasce com uma visão de longo prazo para o desenvolvimento regional. Conforme o diretor comercial da Diamond, Gustavo Schmidt, o

objetivo é inserir o Vale do Taquari em uma nova lógica de mobilidade e conectividade econômica. “É um empreendimento pensado para acompanhar o crescimento econômico da região. Une infraestrutura, planejamento e desenvolvimento regional”. O cronograma prevê 24 meses para implantação completa da estrutura após o início efetivo das obras. O investimento total segue mantido sob sigilo pela empresa.

Vales debatem prevenção climática durante reunião na Fenachim

Encontro entre Amvat e Amvarp reuniu líderes regionais nessa sexta-feira, 8, em Venâncio Aires

Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

Joilson Pereira centraldejornalismo@grupoahora.net.br

ESTADO

Prefeitos, lideranças regionais e representantes de entidades ligadas à gestão pública e à defesa civil participaram, na manhã dessa sexta-feira, 8, de uma reunião conjunta entre a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), em Venâncio Aires. O encontro ocorreu no auditório do Parque Municipal do Chimarrão, dentro da programação institucional da 18ª Festa

Nacional do Chimarrão (Fenachim). Entre os principais temas debatidos estiveram os avanços obtidos nos últimos dois anos e os desafios relacionados à prevenção, ao planejamento urbano e ao enfrentamento de eventos climáticos extremos.

O Vale do Taquari apresentou o trabalho desenvolvido pelo Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e pela Univates na reestruturação dos Planos Diretores dos municípios da região. A proposta busca adaptar as cidades à nova realidade climática, com foco em áreas de risco, ocupação urbana e planejamento sustentável.

A presidente da Amvat e prefeita de Lajeado Glaucia Schumacher destacou a importância de os municípios permanecerem atentos ao que ainda precisa evoluir na capacidade de resposta à futuros eventos climáticos.

“Viemos discutir a defesa civil, os avanços que a gente teve e o que a gente ainda precisa fazer para estar mais preparados para os eventos que vão acontecer. É o

momento de conseguir fazer essa construção, o que já deu certo e onde precisa avançar”, afirma. Pelo Vale do Rio Pardo, o presidente da Amvarp e prefeito de Encruzilhada do Sul, Benito Paschoal defendeu a união de forças das entidades na cobrança por investimentos dos governos estadual e federal nos Vales. “Importante ter uma força de barganha junto ao governo do Estado, junto ao governo federal, junto à Defesa

Civil, para que as coisas aconteçam. Precisamos que as obras aconteçam realmente. Vamos levar estes pleitos à Famurs para que aquilo que está empenhado seja realmente pago e o que está pendente de aprovação seja analisado com celeridade”, relata.

Vice-governador

Após a reunião dos prefeitos o vice-governador Gabriel Souza apresentou ações realizadas

Encontro entre prefeitos debateu importância de medidas rápidas em situações de extremos do clima

pelo governo do Estado e obras custeadas pelo Fundo do Plano Rio Grande – Funrigs na região, destacando a Ponte dos Vales, classificada por ele como a maior ponte já construída por um governo estadual.

JOILSON PEREIRA

Projeto busca permissão para limpeza de terrenos afetados pela enchente

Prefeitura encaminha proposta que dá base legal para atuação em imóveis privados com risco estrutural, acúmulo de resíduos e possibilidade de desabamentos. Município pretende iniciar nova etapa de limpeza e remoção de estruturas em junho, com apoio financeiro do Estado

LAJEADO

Ogoverno de Lajeado encaminha à câmara o projeto que prevê demolições, limpeza, desobstrução e destinação de resíduos em imóveis particulares atingidos pelas enchentes de 2023 e 2024. A proposta busca dar respaldo legal para intervenções em áreas privadas classificadas como interditadas, condenadas ou com risco à saúde pública e à segurança.

A gestão já executa demolições em imóveis incorporados ao

patrimônio público por meio do programa Compra Assistida. Segundo o vice-prefeito Guilherme Cé, a nova legislação amplia a possibilidade de atuação. “A lei vai permitir que façamos intervenções em áreas privadas. Sem ela não podemos limpar esses espaços, apenas em áreas de propriedade do município”, afirma.

O vice-prefeito explica que a intenção é dar celeridade aos trabalhos. A execução deve ocorrer por módulos territoriais, modelo formatado com base em laudos técnicos após as cheias.

A expectativa do Executivo municipal é iniciar a nova etapa

até o começo de junho, caso o governo estadual confirme a liberação dos serviços.

Diversos imóveis permanecem em situação precária, com acúmulo de entulhos, resíduos e estruturas comprometidas. A permanência das construções, na avaliação da gestão, favorece a proliferação de insetos e roedores, além de ampliar o risco de desabamentos. O texto também aponta impactos na organização urbana e no cumprimento da função social da propriedade.

Aporte para execução

O município negocia apoio financeiro com o governo estadual para execução das demolições e serviços de limpeza. A expectativa é obter aporte de até R$ 5 milhões. Caso o valor não atenda a demanda, a prefeitura afirma que complementará os custos com recursos próprios. De acordo

com Cé, a destinação adequada dos resíduos também deve ficar a cargo do Estado.

Além das ações emergenciais, o município discute medidas permanentes para áreas atingidas pelas enchentes. Segundo o viceprefeito, há projeto em tramitação junto ao governo estadual para desapropriação de áreas de risco e transferência ao patrimônio público. A intenção é impedir novas ocupações e permitir projetos de uso coletivo, como parques e espaços públicos.

Solicitações

O texto permite que proprietários de imóveis situados

em áreas de inundação solicitem as intervenções ao município. A proposta prevê garantia de notificação, acesso aos laudos e direito de manifestação dos proprietários. Em situações classificadas como risco iminente, a gestão poderá agir de forma imediata para evitar danos maiores.

Também prevê direito à manifestação contrária. Conforme o vice-prefeito, nesses casos o município não fará intervenção no terreno, e a responsabilidade permanecerá com o proprietário. Mesmo assim, não haverá autorização para novas ocupações ou construções nas áreas atingidas.

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Primeiras demolições ocorreram em áreas de propriedade do município

APRESENTADO POR:

PATROCÍNIO:

Com remos e caiaques, policial da reserva ajuda jovens a construir caminhos

Marco Edson Carvalho da Silva, 58, tornou-se voluntário da Associação

Ecologia e Canoagem (AECA) em 2020 e, desde então, vê adolescentes se transformarem em atletas e abrirem novos caminhos

Como policial militar, vi de perto a dura realidade da violência e da criminalidade, muitas vezes vitimando crianças e adolescentes. Enxerguei na canoagem uma oportunidade concreta de definir para mim um novo propósito, uma forma de mudar destinos”

Eandreia@grupoahora.net.br com turmas pela manhã e à tarde. A canoagem é o esporte olímpico mais praticado em Estrela. A cidade é berço da canoagem brasileira. Em junho, a AECA completa 41 anos e segue como fonte de orgulho para a comunidade.

ntre remos e rumos, o policial militar aposentado Marco Edson Carvalho da Silva, sabe muito bem a importância do esporte na vida dos estudantes: disciplina, resiliência e melhores chances de futuro.

Natural de Viamão, chegou ao Vale do Taquari em 2003. Aproximou-se da canoagem por meio do filho, atleta da modalidade. Em 2020, passou a atuar de forma mais direta na AECA. Hoje, é diretor administrativo e financeiro da entidade e dedica atenção especial ao projeto Estrelas do Rio, principal iniciativa da associação. O programa oferece aulas gratuitas de canoagem, remo e vela para jovens de 9 a 17 anos,

Atento aos problemas sociais de Estrela, ainda em reconstrução após a enchente de 2024, Marco Edson fala com emoção sobre o impacto do esporte na vida dos alunos. “Tirar essas crianças da rua, da violência e da criminalidade é importante. Muitas vezes transformamos não apenas a vida do aluno, mas de toda a família”, afirma.

60 atletas

Hoje, o projeto da AECA atende 60 crianças e adolescentes, que treinam cinco vezes por semana no Rio Taquari.

A ideia é formar atletas na canoa-

gem velocidade. Quando o aluno alcança o preparo necessário, passa a participar de competições. “Quando está pronto, ele começa a participar das competições, tanto regionais, dos

campeonatos gaúchos que nós temos, e também de disputas nacionais e internacionais”, explica Marcos Edson. Ao mesmo tempo em que treina, o jovem precisa manter o vínculo com

MARCO EDSON CARVALHO DA SILVA VOLUNTÁRIO DA AECA
FOTOS: ANDREIA RABAIOLI
Andreia Rabaioli
Marco Edson Carvalho da Silva é voluntário na AECA desde 2020
Na academia, Marco Edson segura os caiaques novos, doados por entidades

a escola. A AECA exige frequência, rendimento e acompanhamento escolar. “Ele precisa ter assiduidade, notas e rendimento. Qualquer dificuldade, chamamos os pais”, detalha o voluntário.

É nessa relação entre canoagem, escola, família e entidade que a mudança começa a aparecer. Os pais se aproximam da rotina dos filhos, passam a torcer por eles e ajudam a fortalecer os vínculos. “A causa acaba movendo a comunidade”, resume.

O poder do voluntariado

Em 2024, a enchente devastou completamente a sede da entidade. A AECA perdeu todos os barcos. Além disso, 90% das famílias dos alunos foram atingidas.

No momento mais duro, a associação recebeu apoio de várias cidades brasileiras. Três carretas chegaram com doações de roupas, alimentos, materiais de higiene e itens de necessidade básica. A mobilização foi tão grande que a AECA conseguiu ajudar não só seus alunos, mas também moradores de diferentes pontos de Estrela.

A entidade montou uma base de emergência na Escola Vidal de Negreiros e começou a distribuir donativos para a cidade. “Isso foi muito emocionante. Conseguimos ajudar não só a AECA, mas toda a cidade”, recorda Edson.

Agora, a entidade tenta atrair mais voluntários e ampliar a rede de apoio. A reconstrução ainda exige esforço. A água levou bens materiais, abalou famílias e deixou marcas na estrutura da associação. Houve muita solidariedade, mas a necessidade continua. “Se cada instituição adotar um atleta, podemos dar um futuro melhor a eles, talvez formar líderes. Precisaremos de gestores e de pessoas que abram novas oportunidades”, diz.

Atletas no Mundial de Canoagem

O técnico Francisco “Chico” Lepkoski Gonçalves também compete e ajuda a conduzir os adolescentes no

O que você aprendeu com as crianças da AECA?

Vencer no esporte é bom, claro que é. Mas a derrota também faz parte, como faz parte da vida. A gente não ganha sempre. E é justamente aí que o esporte ajuda a formar essa criança, esse adolescente e o adulto que ele vai se tornar. Quando o resultado aparece e

eles alcançam um pódio, por exemplo, a vitória é deles, mas também é nossa, porque a gente acompanha de perto a evolução de cada um. Levar um atleta para uma competição nacional e vê-lo no topo do ranking, no alto do pódio, mostra que todo o trabalho valeu a pena.

esporte. Quatro representantes da AECA, Diego Soares, Larissa Naiara, Theo Carracedo e o treinador Chico, vão representar o Vale do Taquari no Mundial de Canoagem, em outubro,

na Argentina.

A expectativa é grande e a torcida já aparece nas redes sociais, com mensagens de apoio e incentivo aos atletas.

Cinco fatos sobre a AECA que você provavelmente não sabia

Estrela é o berço da canoagem brasileira porque foi lá que a modalidade teve seu início prático no Brasil, em 1943

A AECA foi fundada em junho de 1985 e representa uma das entidades mais tradicionais e antigas do esporte no Brasil, que ajuda a manter viva a história da canoagem.

Alto rendimento: a associação atua com projetos sociais e de alto rendimento, oferecendo aulas gratuitas para crianças e adolescentes, focando na formação de novos remadores. Os alunos remam todos os dias, durante duas horas no rio Taquari.

Depois de remar no rio, os atletas da AECA passam pela academia própria que a entidade instalou na sede, perto das escadarias

Em 2026, seis atletas se destacam: Diego Soarez e Larissa Naiara Ahlert, classificados para o Mundial de Canoagem Maratona na Argentina, além de Lorena Soarez, Aghata Duarte, Theo Carracedo, Francisco Lepkoski, Gabriele Vitória Maron Oestrae e Calebe Israel de Almeida, todos com resultados expressivos em provas de velocidade.

ESCANEIE
ARQUIVO
Com Enzo, o garoto de 11 anos, que aprende para se tornar atleta
O trabalho feito na associação é voluntário e as aulas são gratuitas, oferecidas no turno inverso ao da escola
As aulas são praticadas no Rio Taquari, cinco vezes por semana

DOCUMENTOS

NECESSÁRIOS LISTA DE FAMÍLIAS CONTEMPLADAS

- Documento de identificação e CPF;

- Certidão de nascimento, casamento, divórcio, óbito do cônjuge ou declaração de união estável;

- Documentação judicial, em casos de incapacidade civil;

- Atestado médico com CID, para pessoas com deficiência.

HABITAÇÃO

Famílias são convocadas para análise de unidades habitacionais

Relação contempla grupos classificadas como compatíveis e incompatíveis na primeira avaliação da Caixa Econômica Federal. Comparecimento à Secretaria de Habitação é obrigatório para continuidade do processo para ocupação dos 100 apartamentos

Aprefeitura de Estrela, por meio da Secretaria Extraordinária de Habitação, convoca as famílias para o encaminhamento da segunda etapa de análise habitacional do Empreendimento Renascer, conjunto de 100 apartamentos no Loteamento Nova Morada, por meio do programa

vinculado ao governo federal. A relação reúne pessoas que passaram pela primeira etapa de avaliação feita pela Caixa Econômica Federal, contemplando tanto candidatos classificados como compatíveis quanto incompatíveis, sendo necessário o comparecimento de ambos os grupos para prosseguimento da análise. As famílias devem comparecer munidas da documentação exigida para atualização cadastral e conferência das informações.

O não comparecimento poderá acarretar impedimento na continuidade do processo de análise e eventual acesso ao

https://estrela.atende.net/cidadao/ noticia/estrela-convoca-familiasdo-empreendimento-renascerpara-segunda-etapa-de-analisehabitacional

benefício habitacional. Entre os documentos obrigatórios estão documento de identificação com CPF, certidões de nascimento, casamento, divórcio, óbito do cônjuge ou declaração de união estável, além de documentação judicial em casos de incapacidade civil. Pessoas com deficiência também deverão apresentar atestado médico com CID atualizado.

Conforme a Secretaria Extraordinária de Habitação, esta etapa é fundamental para dar sequência à avaliação técnica e documental das famílias inscritas no programa habitacional.

ESTRELA
Município avança em projeto habitacional com análise de famílias

Proposta de autoria do vereador Aquiles Mallmann (PP) deve ir à votação na próxima terça-feira. Iniciativa é acompanhada pelo Departamento de Trânsito e busca garantir mais segurança aos usuários e modelo de fiscalização

LAJEADO

As regras para circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e autopropelidos entraram em vigor no país em janeiro de 2026. No entanto, o município de Lajeado ainda enfrenta dificuldades relacionadas ao tráfego nas vias e a segurança dos usuários destes equipamentos. Devido a falta de clareza pela resolução Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o Legislativo municipal avança na elaboração de uma proposta para definir regramentos próprios.

A proposta é de autoria do vereador Aquiles Mallmann (PP) e deve ir a votação na próxima sessão da câmara, na terça-feira. O parlamentar ressalta que a utilização dos equipamentos de mobilidade indivi-

SEGURANÇA VIÁRIA

Projeto para uso de autopropelidos entra em análise no Legislativo

dual cresceu de forma significativa em Lajeado. A preocupação surge diante da falta de espaço apropriado para circulação destes veículos e a utilização de forma irregular, sobretudo por adolescentes.

“A proposta não é proibitiva, mas busca estabelecer uma circulação segura. Os autopropelidos têm velocidade limitada de fábrica, porém têm pessoas que alteram essa configuração e circulam em vias rápidas. O objetivo é definir regras como idade miníma, itens de segurança e sinalização. A iniciativa

é debatida junto ao Departamento de Trânsito”, afirma o vereador. Os veículos classificados são patinetes, skates e monociclos elétricos, bem como pequenos veículos de mobilidade pessoal. Pela resolução do Contran, os equipamentos não podem circular em vias com limites de velocidade superior a 40 quilômetros por hora. Por isso, o parlamentar ressalta a necessidade de também debater espaços adequados para circulação.

“Nosso projeto não interfere na legislação nacional, mas provoca o

Executivo a pensar um regramento de acordo com fluxo local”, ressalta Mallmann. Em Lajeado, as avenidas Benjamin Constant e Senador Alberto Pasqualini, e as ruas Carlos Spohr Filho, Paulo Emílio Thiessen e Pedro Theobaldo Breitenbach ficaram impedidas para circulação dos autopropelidos.

Fiscalização

Segundo o coordenador do Departamento de Trânsito de Lajeado, Vinícius Renner, o município acom-

• Pode ter ou não sistema automático de equilíbrio

• Motor de até 1 kW (1 mil watts)

• Velocidade máxima de fabricação limitada a 32 km/h

• Largura máxima de 70 centímetros

• Não exige emissão de habilitação para condução

• Dispensa licenciamento e emplacamento no sistema de trânsito

• Proibida a circulação em vias com velocidade superior a 40 km/h

• Passível de fiscalização

panha a elaboração da proposta. Ele destaca que a lei deve especificar em quais vias se pode circular, bem como os métodos de fiscalização. A elaboração de uma lei municipal vai ao encontro do preenchimento de lacunas deixadas pela resolução. Devido ao porte do veículo, não existe clareza sobre o uso de itens de segurança, pois os equipamentos não se enquadram como veículos automotores. A regulamentação busca padronizar o enquadramento dos autopropelidos no sistema de trânsito, orientar a fiscalização e oferecer segurança jurídica.

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Projeto deve estabelecer regras para utilização, como idade mínima e itens de segurança

METADE DA OBRA

Primeiros trechos asfaltados renovam esperança na ERS-129

Trabalho de pavimentação na estrada entre Roca Sales e Colinas segue em ritmo acelerado e Daer mantém previsão de entrega até o final do ano

ROCA SALES

As obras de pavimentação da ERS-129, no trecho entre Roca Sales e Colinas, avançam dentro do cronograma e já alcançam cerca de 50% de execução. Nesta semana, as máquinas aplicaram a camada definitiva do asfalto em extensões de aproximadamente 500 metros, tanto na saída de Roca Sales quanto no limite da Linha Fazenda Lohmann, na divisa com Colinas. A movimentação das máqui -

Camada de asfalto foi aplicada

em trechos na saída de Roca Sales

nas começou em outubro do ano passado e a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o fim de 2026, explica o diretor

do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino. “É uma obra histórica para o Vale do Taquari.

A reivindicação pelo asfaltamento existe há pelo menos 40 anos”, salienta. Os investimentos do governo do Estado via Fundo do Plano Rio Grande (Funrgis) chegam a R$ 55,9 milhões. O projeto contempla duas etapas: o asfaltamento do trecho de 6,1 quilômetros de estrada de chão na Linha Fazenda Lohmann e a recuperação do pavimento entre Colinas e Estrela. Faustino lembra que, em anos anteriores, houve tentativa de parceria entre o Estado e o município de Roca Sales para viabilizar o projeto. No entanto, as dificuldades enfrentadas após as enchentes de 2023 impediram o avanço da proposta. A inclusão da obra no Funrigs permitiu a retomada do processo. “A contratação ocorreu em regime integrado, em que a mesma empresa é responsável pelo projeto base, pelo projeto executivo e pela obra. Logo após a conclusão da etapa técnica, os trabalhos começaram no trecho”, comenta Faustino. “Hoje a nossa

satisfação é muito grande de ver essa obra acontecendo. Será mais uma alternativa de circulação para o Vale do Taquari, que precisa tanto de infraestrutura adequada. Essa rodovia terá papel importante para o desenvolvimento regional”.

“Tem que se beliscar”

Morador da Linha Fazenda Lohmann, Rodrigo Silva acompanha de perto o andamento da pavimentação. Para ele, a obra representa a realização de uma luta histórica da comunidade, uma vez que diferentes gerações reivindicaram melhorias para o trecho ao longo dos anos. Ele relata que os primeiros metros asfaltados já mudaram a percepção dos moradores sobre a concretização do projeto. “Os primeiros 500 metros de asfalto já saíram. Quando a gente anda por cima, às vezes tem que se beliscar para ver se é realidade mesmo”, comenta. Rodrigo também se impressiona com o ritmo acelerado dos serviços e a expectativa pela continuidade das etapas. “É uma alegria imensa e todo mundo está ansioso para que fique logo pronto. Foram tantas promessas que, às vezes, a gente fica com o pé atrás, mas acredito que dessa vez vai dar tudo certo”, observa.

Diogo Daroit Fedrizzi
MATHEUS LASTE

Bruxo dos Potros é atração especial no rodeio do CTG Erva Mate

Doma especial, ação beneficente e Olimpíadas Campeiras integram programação tradicionalista no Parque do Chimarrão

VENÂNCIO AIRES

Aconexão entre homem e cavalo, tradição e solidariedade está em evidência durante a programação campeira da 18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), em Venâncio Aires. Um dos principais destaques é a presença de Ronival Fernando Ferreira, conhecido nacionalmente como o “Bruxo dos Potros”, atração especial do 57º Rodeio Crioulo Estadual do CTG

Evento ocorre em meio às atividades da Fenachim. Atividades iniciaram nessa sexta

Erva Mate, que ocorre neste fim de semana, no Parque Municipal do Chimarrão.

Reconhecido em diferentes regiões do país pelo trabalho com doma racional e comportamento equino, Ronival construiu notoriedade ao desenvolver técnicas

baseadas na leitura corporal e no respeito ao tempo do animal. O método, que busca criar confiança entre cavalo e cavaleiro sem o uso de violência, atrai admiradores do meio tradicionalista e amantes da cultura campeira.

O evento iniciou nessa sexta-feira, 8, onde o público pode acompanhar uma apresentação especial do Bruxo dos Potros. A participação marcou oficialmente o início da programação campeira da Fenachim 40 anos e contou com demonstração prática de doma.

Além disso, Ronival foi o responsável pelo acendimento da pira e pela prova da estafeta durante a cerimônia de abertura do rodeio e dos Jogos Campeiros.

A participação do domador também tem um viés solidário. O potro utilizado durante a demonstração foi doado pela Cabanha da Charqueada, de Vale Verde, e posteriormente leiloado. O valor arrecadado será destinado ao Grupo Esperança Azul, entidade de Venâncio Aires que atua no atendimento e acolhimento de pessoas com transtorno do espectro autista.

Além do espetáculo de doma, a programação conta com narração de Tiago Baggotto, Fernando Flores, Rodrigo Pinheiro, Fortunato Reginatto e Felipe Mayer, além de cobertura técnica e provas voltadas às modalidades campeiras tradicionais.

Três dias de provas

O 57º Rodeio Crioulo Estadual do CTG Erva Mate integra a programação oficial da Fenachim e reúne competidores de diversas regiões do Rio Grande do Sul durante os três dias de atividades no Parque do Chimarrão. As disputas iniciam já na manhã

de sábado, 9, às 18h, com as provas de laço dupla nas categorias Força A e Força B.

Ainda no sábado, a programação segue com provas de laço quarteto e disputas individuais, além das competições de duelo de prendas e modalidades campeiras. Conforme o regulamento, as inscrições poderão ser feitas antecipadamente ou diretamente no parque durante o evento.

No domingo, 10, as atividades começam cedo, às 6h30min, com a prova de retardatário. Logo após, serão realizadas as classificatórias do duelo de prendas e as disputas das Olimpíadas Campeiras, reunindo modalidades típicas do meio rural gaúcho.

Entre as provas previstas estão tejo, tava, argola, ferradura, bocha campeira, bocha 48, vaca parada e pênalti de bombacha. As competições buscam preservar práticas culturais ligadas à vivência no campo e promover integração entre piquetes, CTGs e famílias tradicionalistas.

Outro destaque da programação será a Taça Fenachim 40 Anos, que premiará o CTG campeão geral da competição. A escolha das equipes participantes ocorre no ato da inscrição.

Mais do evento

Além das provas campeiras, o rodeio também terá estrutura voltada ao público visitante, com praça de alimentação, espaço de convivência e atrações culturais durante todo o fim de semana. A expectativa da organização é reunir centenas de competidores e milhares de visitantes ao longo do evento.

As inscrições e informações podem ser obtidas com Estela Ferreira, pelo telefone (51) 99700-2909.

Ezequiel Neitzke
DIVULGAÇÃO

NOVO RETRATO DA MATERNIDADE

Cresce a idade média para ter filhos no país

Dados do IBGE mostram avanço da maternidade após os 30 anos. Formação acadêmica, mercado de trabalho e estabilidade financeira influenciam decisão das mulheres

Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br

ESPECIAL

Neste Dia das Mães, o Brasil vive um novo retrato da maternidade. Dados divulgados pelo IBGE mostram que as brasileiras estão tendo filhos cada vez mais tarde, elevando a idade média da maternidade no país. O levantamento, divulgado em 2025, elaborado com base no Censo 2022, aponta que a idade média da fecundidade das brasileiras subiu de 26,3 anos em 2000 para 28,1 anos em 2022. Nas regiões Sul e Sudeste, a média chegou a 28,7 anos. Entre mulheres com ensino superior completo, a idade média da maternidade alcançou 30,7 anos. A taxa de fecundidade brasileira caiu para 1,55 filho por mulher, o menor índice da história do país. Outro dado aponta crescimento no percentual de mulheres entre 50 e 59 anos sem filhos, que passou de 10% em 2000 para 16,1% em 2022.

Segundo o IBGE, o adiamento da maternidade está ligado ao aumento da escolaridade, maior participação feminina no mercado de trabalho, planejamento familiar e busca por estabilidade financeira.

Andriele e Guilherme Ferrari esperaram treze anos de relacionamento até decidirem serem pais

Planejamento antes da maternidade

A trajetória da administradora

Andriele Ferrari acompanha a mudança no perfil das famílias brasileiras. Antes de decidir ser mãe, ela estabeleceu prioridades ligadas à formação profissional, estabilidade financeira e realização pessoal.

Formada em Administração pela Univates e com MBA pela PUCRS, Andriele atua há 11 anos na Sicredi e atualmente ocupa a função de secretária executiva.

Ela conheceu o marido

Guilherme em 2011. O casal noivou em 2023 e oficializou a união em novembro de 2024. Cinco meses depois, veio a confirmação da gravidez. A filha Aurora nasceu em dezembro de 2025, quando Andriele tinha 32 anos.

Segundo ela, a maternidade sempre esteve nos planos, mas sem urgência. Antes da decisão, o casal buscou concluir objetivos considerados importantes para iniciar uma família.

“Já tínhamos apartamento quitado, viajamos bastante e aproveitamos muitas experiências. Quando começamos a tentar engravidar, sentíamos que era o momento certo”, relata.

Andriele afirma que a maternidade após os 30 anos trouxe mais segurança emocional e estabilidade. “Tenho mais maturidade, mais paciência e consigo viver essa fase de forma

O trabalho sempre teve papel importante na minha vida. Voltar será desafiador, mas também importante para manter minha identidade além da maternidade”

ANDRIELE

Em números

Idade média para ter filhos:

26,3 anos (2000)

28,1 anos (2022)

Sul e Sudeste: média de 28,7 anos

Mulheres com ensino superior: maternidade aos 30,7 anos, em média

Taxa de fecundidade:

1,55 filho por mulher menor índice da história

Mulheres sem filhos entre

50 e 59 anos

10% (2000)

16,1% (2022)

Mudanças sociais e profissionais

Para o professor de filosofia do Instituto Federal Sul-riograndense, Pablo Pimentel, a maternidade tardia está ligada às transformações sociais e ao avanço da participação feminina no mercado de trabalho.

Segundo ele, muitas mulheres que antes se sentiam pressionadas a formar família passaram a priorizar formação acadêmica e inserção profissional.

“A emancipação feminina abriu espaço para que muitas mulheres invistam tempo e energia na carreira profissional sem a obrigação social de constituir família cedo”, analisa.

Além da busca por estabilidade financeira, o adiamento da maternidade também está relacionado ao acesso ampliado das mulheres ao ensino superior e às oportunidades profissionais.

Segundo Pimentel, os ambientes urbanos e universitários oferecem novas possibilidades de carreira e independência econômica, cenário que influencia diretamente o planejamento familiar. “Muitas mulheres passaram a enxergar a construção profissional como uma etapa importante antes da maternidade”, afirma.

O professor observa ainda que a pressão social para ter filhos diminuiu em comparação

Próxima do retorno ao trabalho após a licença-maternidade, Andriele reorganiza a rotina para conciliar as novas demandas de ser mãe da Aurora e a continuidade da vida profissional.

mais tranquila”, destaca. Ela também relata os desafios da nova rotina. A amamentação exigiu adaptação nos primeiros meses. Agora, próxima do retorno ao trabalho após a licençamaternidade, prepara uma nova organização familiar para conciliar carreira e maternidade. “O trabalho sempre teve papel importante na minha vida. Voltar será desafiador, mas também importante para manter minha identidade além da maternidade”, afirma.

PABLO

PIMENTEL

PROFESSOR DE FILOSOFIA

A emancipação feminina abriu espaço para que muitas mulheres invistam tempo e energia na carreira profissional sem a obrigação social de constituir família cedo.”

às gerações anteriores, embora ainda exista em alguns contextos culturais e familiares. “Em famílias de classe média e média-alta, por exemplo, cresce o número de casais que optam por ter apenas um filho ou adiar a decisão de formar uma família.”

“Para algumas mulheres, alcançar objetivos pessoais antes da maternidade traz mais tranquilidade para viver a nova fase”, expõe.

O professor também relaciona a maternidade tardia ao ambiente urbano e ao acesso ao ensino superior. Segundo ele, cidades com maior oferta universitária e profissional ampliam as possibilidades de carreira e independência financeira para as mulheres.

“Quanto maior o nível econômico e social, mais forte costuma ser a presença da maternidade tardia”, afirma.

ENTREVISTA

LAUREN MINUZZI CREMER • Psicóloga clínica para mulheres e perinatal

“Uma maternidade mais planejada”

O que muda emocionalmente quando a mulher decide ser mãe depois dos 30 anos?

A maternidade não envolve apenas questões biológicas, mas também psíquicas e sociais. Apesar de o avanço da idade não favorecer a fertilidade, muitas mulheres chegam aos 30 anos com uma identidade mais estruturada, trajetória profissional consolidada e maior capacidade de reflexão e elaboração emocional. Essa maturidade pode oferecer mais recursos para lidar com as demandas da gestação e da maternidade.

A culpa ainda é um sentimento presente, seja por priorizar a carreira ou por abrir mão dela?

A culpa costuma surgir do desencontro entre aquilo que idealizamos e aquilo que conseguimos realizar. Mulheres que priorizam a carreira podem se sentir culpadas por não terem desejado ser mães antes. Já aquelas que interrompem ou flexibilizam a carreira podem sentir que deixaram parte de si para trás. A psicoterapia pode ajudar a construir uma

maternidade possível para cada mulher.

Como as mulheres lidam com o medo de ‘ter esperado demais’?

“Esse medo geralmente está relacionado à fertilidade. Muitas mulheres recorrem ao controle para lidar com essa insegurança: buscam excesso de informações, antecipam cenários e entram em vigilância constante do corpo. Isso pode trazer uma sensação momentânea de segurança, mas também intensifica a ansiedade.

Quais são os principais impactos na saúde mental dessas mulheres?

A ansiedade elevada e a autocobrança aparecem com frequência. Mulheres que adiaram a maternidade muitas vezes construíram trajetórias de alta performance e acabam levando essa lógica para a maternidade, aumentando o risco de frustração e exaustão. Por outro lado, também observamos impactos positivos, como maior consciência emocional e uma maternidade mais refletida e desejada.”

UMAS & OUTRAS

CIRCULANDO POR AÍ

A região já acumula até centenas de empreendimentos e iniciativas institucionais de diversos setores que cruzam com muita competência até fronteiras internacionais.

E não são poucos, vai desde a produção rural e seus respectivos beneficiamentos, passando por diversos segmentos industriais, comerciais e de serviços.

Tem que ter bala na agulha e café no bule, como diz o meu Cumpádi Belarmino. Se juntar tudo reunido num único evento, muita gente pode se surpreender com os respeitados avanços, os ousados vôos já alcançados e todas as diferentes portas abertas que podem ser compartilhadas.

A TORCIDA QUER MAIS UNS!!

Está chegando por aí mais uma copa do mundo de futebol, que também é uma bela janela de oportunidade para projeção de marcas de qualidade.

Circulando por aí fiquei sabendo que já tem duas da região calçan-

do as chuteiras prá encarar os gramados internacionais: a Baldo (Encantado) vai ser uma co-patrocinadora da seleção argentina e a Difai (Lajeado) vai ser uma co-patrocinadora da seleção uruguaia.

Uma focada na projeção da sua erva mate, outra nas luvas de goleiros e de boxe, tudo de excelente qualidade.

Em duas palavras e torcendo pelo sucesso nas respectivas iniciativas: “para béns”!

GOSTEI DE VER

Como diz a música campeira, “O tempo se armou de fato” lá pelas bandas da fronteira sul na quinta-feira. Não é novidade, respingou forte até por aqui, inclusive na Fenachim em Venâncio Aires, onde o Parque do Chimarrão meio que sofreu um certo abalo meio forte no vendaval. Ninguém está livre disso, mas o que interessa é a reação e a proatividade. E eu gostei do que vi: a rápida ação dos organizadores, promotores e demais parceiros do evento para botar a casa de novo em ordem e o baile seguir adiante.

Vale destacar a singela decisão do Grupo Chocolate, que se apresentava no momento no palco de eventos. Em respeito à plateia presente e com muito profissionalismo, logo que o vendaval passou, mesmo sem mesa de som, microfones ou instrumentos elétricos funcionando, enjambraram um belo batuque pra quebrar o galho na hora.

No final das contas, ficou melhor que a encomenda, Valeu!

FALOU E DISSE

Não sei vocês, mas pelo que dá para se ver por aí as promessas foram e estão sendo cumpridas. E aí incluídas não somente a fundamental reconstrução da travessia do rio Forqueta entre Arroio do Meio e Lajeado, na ERS130, mas também a importante implantação da Ponte dos Vales, e também a pavimentação/recapeamento da ERS-129, entre várias outras obras relevantes, tanto na região alta quanto na região média ou baixa da bacia do Taquari, e aí inserindo até a pavimentação da estrada da Linha Roncador.

ARTIGO

Visões de brasileiros sobre sua terra

JUSTIÇA

Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”(...) “A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta... A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda.”

POVO BRASILEIRO

Machado de Assis: “Um dos defeitos mais gerais, entre nós, é achar sério o que é ridículo, e ridículo o que é sério, pois o tato para acertar nestas coisas é também uma virtude do povo.”

Mario de Andrade:

“Macunaíma é um herói sem caráter: mentiroso, traíra, ladrão, vingativo, egoísta, quer levar vantagem em tudo, é guiado pelo prazer, pelo medo e pelo oportunismo. Macunaíma não tem um caráter definido, em suas viagens, passa por diversas metamorfoses para se beneficiar.”

Millor Fernandes:

“A sociedade brasileira é das mais curiosas do mundo. Mal tem condição de te dar um emprego de salário mínimo. Mas, se um pobre transgride suas regras, bota-o numa prisão que custa seis salários mínimos.” Mesmo assim, “o brasileiro é o único ser humano que acredita que pode se aperfeiçoar.”

IMPRENSA

Paulo Francis:

Dependendo da régua que se use para medir há diferentes “centros” e “polos” a se avaliar, com os devidos e respectivos

Górpi! Górpi! Górpi! (duplo com) Narrativa! Narrativa! Narrativa!

critérios.

Isso muda com o tempo e o vento, cada vez de forma mais acelerada. O que servia como

referência absoluta até ontem, pode significar bem menos hoje e talvez pouco ou nada amanhã. A fila anda...

HONESTIDADE DE PROPÓSITOS

Sei não... mas um “não” sincero costuma valer bem mais do que um “sim” cínico.

PLANTANDO PARA COLHER

Para militantes aficcionados, pode botar um poste da CEEE como candidato que elem votam nele. Mas isso, somando de todos os lados, não passa de uns 35 ou 40% do eleitorado. Quem ponteia as intenções de voto no momento, ainda faltando seis meses para as eleições? Como regra quase geral e segundo as pesquisas publicadas, 40 ou 50% pretende votar num tal de Indeciso.

Nôno pra nona:

- Socorro, fui atropelado! Estou na Traumatologia do Pronto Socorro, com quatro costelas e a bacia quebradas! Cheguei quase pronto pra morrer, mas a Janice me salvou!!! - Quem é a Janice?

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma.”

FUTURO

Roberto Campos:

“A psicologia de berçário, que herdamos do hino nacional (gigante… deitado eternamente em berço esplêndido …) e o ufanismo das riquezas naturais (as quais são apenas recursos à espera de investimentos), que mamamos nos livros escolares, têm agido como narcotizantes da vontade nacional de desenvolvimento, transformando-nos no país do futuro, enquanto afanosamente conquistam o presente. Infelizmente, como já disse: a chupeta do otimismo é mau substituto para a bigorna do realismo” (...) Infelizmente “Persistem em nossa cultura e em nosso caráter elementos antagonísticos ao desenvolvimento. O primeiro desses elementos é o baixo nível de racionalidade de nosso comportamento, associado talvez ao tipo de educação beletrista e memorativa. A capacidade de exteriorizar emoções é mais prezada que a capacidade de resolver problemas”.

ARTE

Mário Quintana: “E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão...”

Publicações Legais

www.coquetel.com.br

Obra de Visconde de Taunay Poderoso rei da Babilônia

DIRETAS

Soldado russo (?) coisa: isto

O reino das bactérias (Biol.) Inclinação em terreno Patriarca bíblico

Orixá feminino das águas Título dado a Aretha Franklin

A base do calendário judaico

Tolice; asneira

(?) Maior, constelação boreal

Erva, em tupiguarani

Custoso; trabalhoso Agente corretivo do solo

Substância branca do interior da concha

Agir como eleitor

Registros de processo jurídico

Órgão de corretores de imóveis

Mesas de igrejas

"(?) Passar", sucesso de Chico

Interjeição que exprime admiração

Naturalidade de Graciliano Ramos

Chicote de couro

Salada, em inglês O cupido, na Grécia Coreografia de torcidas

Calos (?): consolidam as fraturas

Riscas; linhas

Cloro (símbolo)

3/caá — gnu. 5/nácar — salad. 6/monera.

inglês (?) vivo: transmis- são em tempo

ÁRIES: A família e o mozão vão te dar todo apoio e, juntos, vocês devem encontrar boas soluções para os problemas.

George Orwell, escritor inglês

(?) vivo: transmissão em tempo real

Antílope africano de olfato apurado

Osman Lins, dramaturgo

Everaldo, Dalma e Dalva,

ANTÔNIO SELVINO TOMAZINI, 87, morreu na sexta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Bela Vista, Arroio do Meio.

Lente Social

BATISTINO CARLOS MARTINS, 79, morreu na sexta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari.

SÔNIA SPRANDEL, 79, morreu na sexta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de São Jacó, em Teutônia.

Edição histórica da Fenachim

A 18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) teve sua abertura oficial na sexta-feira, dia 1º, e encerra neste domingo, 10. Durante os dias festivos, o evento teve grande presença de público e diversas

Para informar falecimentos:

atividades para marcar a edição histórica de 40 anos. Atrações culturais, esportivas, gastronômicas e de negócios atraíram inúmeros visitantes. Nas fotos, alguns registros de quem passou por lá.

• WhatsApp: 51 3710-4250

• Fone: 3710-4200

• E-mail:

Conforto em meio

à rotina urbana

A Dohka Empreendimentos realizou, na última terça-feira, 5, o pré-lançamento do Terrazzo Casas Suspensas by dk, novo empreendimento residencial localizado no bairro Americano. O evento aconteceu na Villa Bosco e reuniu cerca de 300 corretores e representantes das principais imobiliárias da região. O projeto marca o lançamento oficial do selo by dk, assinatura da construtora para empreendimentos de médio e alto padrão.

Horós C opo

LIBRA: Cuidado para não se deixar levar pelas tentações das vitrines ou se endividar para comprar presentes do Dia das Mães.

O Terrazzo Casas Suspensas contempla 27 unidades em 12 pavimentos que focam no conforto, funcionalidade e integração com a rotina urbana. O projeto propõe a experiência de morar com características de uma casa, aliadas à praticidade de um apartamento, em uma das regiões residenciais mais valorizadas de Lajeado.

TOURO: Pode aguardar momentos deliciosos com seus queridos e se está na pista prepara o coração para emoções intensas.

Cloro (símbolo)

GÊMEOS: Imprevistos, aborrecimentos e contrariedades podem melar seus planos e você precisará de muita paciência para driblar os pepinos.

Calos (?): consoli- dam as fraturas

CÂNCER: Administre seus recursos com mais firmeza, fuja de situações e pessoas enroladas e poupe-se de tretas, inclusive nas redes sociais.

LEÃO: Empenhe-se mais para não se estranhar com quem convive e trabalha, controle a rebeldia e faça a lição de casa para ficar longe de atritos.

VIRGEM: Não deixe o lado virginichato vir à tona, mesmo porque o cenário melhora muito no período da tarde e você pode retomar seus planos.

ESCORPIÃO: O convívio com a família vai exigir muito jogo de cintura e fatos do passado podem voltar e incomodar.

SAGITÁRIO: Desentendimentos podem surgir e convém modular a franqueza típica do seu signo para não atrair desafetos.

CAPRICÓRNIO: Embora seu signo não seja do tipo que sai gastando na louca, convém abrir o olhão com despesas supérfluas e tentações de consumo.

AQUÁRIO: Vai ser fácil multiplicar as amizades, os contatinhos e a noite promete agitos deliciosos pra quem tá na pista.

PEIXES: Será melhor se resguardar e não fazer comentários sobre sua vida íntima. Você vai sentir mais segurança para tomar iniciativas e ir atrás do que quer.

Nos dias 6, 7 e 8 de maio, o Gramado Summit movimentou milhares de pessoas em busca de mais conhecimento, conexão e empreendedorismo. O foco das diversas palestras foi a inovação,

a tecnologia e a valorização das relações humanas e das conexões construídas a partir dos ambientes de negócios. A região do Vale do Taquari marcou presença através de empresas patrocinadoras,

como a Construtora Diamond, participação em palestras, como a Docile, além de entidades, profissionais do varejo e investidores que também circularam pelos corredores.

NELCI RODRIGUES MARINI, 70, morreu na sexta-feira, 12. O velório ocorre no sábado, 13, na Comunidade Nossa Senhora de Caravaggio. O sepultamento será às 9h, de sábado, no Cemitério da Comunidade Nossa Senhora de Caravaggio. Nelci deixa os filhos Everaldo, Dalma e Dalva, genros e netos.

ANTÔNIO SELVINO TOMAZINI, 87, morreu na sexta-feira, 12. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Bela Vista, Arroio do Meio.

em Estrela.
Lisi Costa Leila Franz
Jaquline Hartmann participou do painel patrocínio para eventos no palco Share e ao lado Alessandra dos Santos
Gabriela Colombelli Perosso e Maica Demarchi Pessi
Daniel, Elisa, Mariana e Gustavo Schmidt
Mateus Pedó, Jairo Eckardt, Junior Luis e Douglas Henckes sócios do empreendimento
NICOLAS HORN/DIVULGAÇÃO
EZEQUIEL NEITZKE
Daiana Nervo e Tiago Quintana
Taliana Beatriz da Silva (princesa), Maiéle Aline dos Santos (Rainha) e Fátima Tais Neitzel (princesa) corte da Fenachim

MUDANÇAS NO TEMPO

Frente fria derruba temperaturas após temporais

Depois do calor e ventos de até 100km/h, previsão é de 6 graus no fim de semana e risco de geada

luciane@grupoahora.net.br

As temperaturas baixaram de forma significativa após chuva e vendaval. O frio ganha força no fim de semana. Domingo pode fazer entre 3 e 4 graus. Conforme o doutor em meteorologia, Daniel Caetano Santos, o calor registrado até quinta-feira configurava um período pré-frontal, pré-passagem de frente fria.

“Isso explica as temperaturas elevadas em todo o Rio Grande do Sul, principalmente na região central e Vale do Taquari.”

A frente fria, segundo Santos, teve uma rápida passagem pelo

estado. Danos em casas e queda de árvores foram as ocorrências registradas pela Defesa Civil na região. Cenário provocou a falta de energia elétrica a milhares de clientes. Passado o impacto da mudança no tempo, o ar seco passa a predominar. Entre sábado e quarta-feira, as temperaturas devem ficar abaixo dos 6 graus. No fim de semana, as mínimas podem chegar a 3 ou 4 graus. “Realmente vai ser uma massa de ar, talvez, a mais intensa do ano. É a primeira massa de ar mais frio e seco que avança sobre o estado. E ela realmente deve atuar sobre a nossa região pelo menos até o meio da semana que vem.”

A partir de quarta ou quinta-feira da semana que vem, as temperaturas começam a se elevar. “E, até o momento, não tem nenhum cenário de retorno muito eficiente das chuvas.”

Essa condição já é esperada, porque está chegando a época mais fria do ano e isso indica a maior entrada de massas de ar frio e cada vez mais frequentes, até junho, julho e agosto, que seria, o pico do inverno.

Em Cruzeiro do Sul, uma das

casas afetadas pertence ao agricultor Paulo José Knecht, de 67 anos. Segundo relato do morador, parte do telhado e da área da residência foi arrancada pela força do vento. Uma árvore também caiu sobre o imóvel, causando danos em uma garagem, uma oficina e ainda destruindo uma caixa d’água. Knecht contou que estava dentro da residência no momento do temporal e acompanhava a previsão meteorológica, mas não imaginava que o vento atingiria

tamanha intensidade.

“Ouvi um forte estrondo quando as rajadas começaram e, ao sair para verificar a situação, parte das telhas havia sido arrancada”. O vendaval também derrubou árvores na propriedade e chegou a arrancar pés de aipim.

Apesar dos prejuízos, o morador afirmou que já iniciou os trabalhos de reconstrução. Segundo ele, agora é momento de “arregaçar as mangas” para recuperar os danos causados pelo temporal.

Luciane Eschberger Ferreira
Rajadas de vento atingiram a localidade de Linha 25 de Julho. Defesa Civil registrou prejuízos em áreas rurais

ARTES MARCIAIS

TEUTOFIGHT CONFIRMA

OITAVA EDIÇÃO E PROJETA MAIOR EVENTO DA HISTÓRIA

Após reunir cerca de 2,4 mil pessoas em 2025, organização trabalha para ampliar estrutura e card de lutas no evento marcado para 10 de outubro, em Teutônia

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

OTeutofight já tem data para voltar ao octógono. Consolidado como um dos principais eventos de artes marciais do interior do Rio Grande do Sul, o campeonato confirmou a oitava edição para o dia 10 de outubro, em Teutônia, com a promessa de ampliar ainda mais a estrutura e repetir o sucesso de público registrado no ano passado.

Idealizado pelo lutador e treinador Dirlei Broenstrup, o evento cresceu nos últimos anos e passou a reunir atletas amadores e profissionais de diferentes regiões do estado e até de outros países. Em 2025, o Teutofight lotou o ginásio da Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru e chegou à marca de aproximadamente 2,4 mil pessoas presentes, além de 29 lutas distribuídas entre modalidades como MMA, muay thai, kickboxing, jiu-jitsu e no-gi.

A repercussão da última edição fez a expectativa para 2026 aumentar antes mesmo do lançamento oficial do card. Segundo Dirlei, a confirmação da data já

Idealizado pelo lutador e treinador Dirlei Broenstrup, o evento cresceu nos últimos anos e passou a reunir atletas amadores e profissionais de diferentes regiões do estado e até de outros países

mobilizou atletas e público nas redes sociais.

“Será no dia 10 do 10, um sábado, com bastante luta amadora e profissional. A gente divulgou nas redes sociais e já começaram a chamar para lutar. Tem gente pedindo ingresso antes mesmo de abrir as vendas”, comenta o organizador.

O entusiasmo, conforme Mão de Pedra, é reflexo do impacto deixado pela edição anterior.

“Ano passado ficou marcado. Foi muito bom o evento. Esse ano está todo mundo esperando a próxima edição”, destaca.

Além do crescimento de público, o Teutofight também ganhou projeção no cenário estadual por reunir atletas de diferentes equipes e funcionar como vitrine para novos talentos das artes marciais. Nas últimas edições, o evento recebeu lutadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, Argentina e Chile.

EXPECTATIVA

PELAS LUTAS

A organização trabalha agora na

montagem do card e na ampliação da experiência para o público. A tendência é manter o formato que mistura combates amadores durante a tarde e lutas profissionais à noite, modelo que ajudou a transformar a competição em um espetáculo para os fãs de artes marciais. “Já estamos trabalhando para ser um dos melhores eventos que já aconteceram. Queremos fazer algo ainda maior”, projeta Dirlei.

Criado pelo CT Mão de Pedra, o Teutofight se consolidou também como ferramenta de incentivo ao esporte na região. O evento abre espaço para atletas iniciantes e profissionais, além de fortalecer o cenário das lutas no Vale do Taquari. A estrutura oficial com octógono, iluminação especial e apresentação nos moldes de grandes eventos nacionais ajudou a elevar o campeonato de patamar nos últimos anos.

Com pouco mais de cinco meses até a próxima edição, a expectativa é de que o Teutofight volte a registrar casa cheia e confirme a evolução de um evento que saiu do cenário regional para ganhar destaque no circuito gaúcho de MMA e artes marciais.

DIVULGAÇÃO

Galgos, de Arroio do Meio, viajou com pouco mais de 30 integrantes para a capital do Uruguai

DESAFIO INTERNACIONAL

EQUIPE GALGOS ENCARA A MARATONA DE MONTEVIDÉU

Grupo de Arroio do Meio participa neste fim de semana de uma das principais corridas da América do Sul e segue projeto de completar o circuito das grandes maratonas latinoamericanas

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Aequipe Galgos, de Arroio do Meio, participa neste fim de semana da tradicional Maratona de Montevidéu, no Uruguai. A competição reúne milhares de corredores de diferentes países e integra o calendário das principais provas de rua da América do Sul. Para o grupo do Vale do Taquari, a viagem faz parte de um projeto de longo prazo voltado à participação nas maiores maratonas da América Latina. A delegação viajou de ônibus até a capital uruguaia e conta com atletas de Arroio do Meio, Lajeado e Teutônia. Entre os participantes, há corredores experientes em busca de recordes pessoais, atletas estreando em provas

longas e integrantes que tentam concluir o circuito conhecido como “Mega Finisher”. Treinador da equipe, Claiton Lenz explica que a participação em competições internacionais se tornou uma tradição do grupo. Segundo ele, a ideia é realizar pelo menos uma ou duas viagens do tipo a cada temporada, fortalecendo a experiência esportiva e a integração entre os corredores. “Estamos fazendo o circuito da Mega Finisher, que são cinco provas na América Latina que dão direito a uma medalha no estilo das Majors”, destaca.

Inspirado nas World Marathon Majors — circuito formado por maratonas icônicas como Boston, Londres, Berlim, Chicago, Nova York e Tóquio — o desafio latino-americano reúne provas tradicionais do continente. Entre elas estão as maratonas de Buenos Aires, Lima, Brasília, Assunção e Montevidéu.

De acordo com Lenz, parte dos integrantes da Galgos já acumula participação em etapas anteriores do circuito. “Buenos Aires a gente já foi dois anos. Ano passado fomos para Lima, agora estamos em Montevidéu. Tem pessoal que já foi para Brasília e alguns vão completar o circuito em Assunção ainda neste ano”, comenta.

PROVA NO URUGUAI

O percurso da Maratona de Montevidéu passa por pontos turísticos e pela orla da capital uruguaia, atraindo atletas profissionais e amadores de diferentes países. Além dos 42 quilômetros da maratona, o evento também conta com provas de 21 quilômetros e distâncias menores.

Na equipe do Vale, a meia maratona concentra a maior parte dos participantes. Ainda assim, alguns atletas encaram o desafio completo dos 42 quilômetros com objetivos ambiciosos.

“Tem uns meninos que vão para a maratona e tentar baixar de três horas, apesar da previsão de vento forte. A grande maioria vai nos 21 quilômetros. Tem pessoal tentando recorde pessoal, outros participando pela Mega Finisher e gente estreando tanto nos 21 quanto na maratona”, relata o treinador.

Além do aspecto competitivo, a viagem também simboliza o crescimento da cultura da corrida de rua na região. Nos últimos anos, grupos de treinamento e equipes organizadas ampliaram a participação em provas estaduais, nacionais e internacionais, levando atletas amadores a experiências cada vez maiores.

CAETANO

PRETTO

caetano@grupoahora.net.br

GABRIEL MEC E A LÓGICA

DAS VENDAS PRECOCES

Arenovação de contrato de Gabriel Mec é uma boa notícia para o torcedor gremista, que anseia por ver mais minutos da jovem revelação em campo. Não que isso signifique que ele terá vida longa em Porto Alegre. Em tempos onde o dinheiro fala mais alto do que o retorno esportivo, revelar e vender jovens se torna meio de sobrevivência para a Dupla GreNal. Lembrar dos últimos jogadores que surgiram com expectativa é perceber que pouco jogaram em Grêmio e Inter. Vou me ater a quatro casos recentes e que tem trajetória muito parecida: Gustavo Nunes, Alysson, Gabriel Carvalho e Ricardo Mathias.

Gustavinho estreou em 2024 e sequer jogou em 2025. Foram necessários 40 jogos para ser vendido ao Brentford, da Inglaterra, por 12 milhões de euros. Após deixar o Grêmio, jogou sete partidas pela equipe inglesa antes de ser repassado por empréstimo ao Swansea, do País de Gales.

A trajetória de Alysson replica a fórmula anterior. 42 jogos pelo Grêmio, venda de 10 milhões de euros para o Aston Villa, da Inglaterra, e apenas três jogos disputados na temporada de estreia na Europa.

No lado vermelho do estado a história é parecida. Gabriel Carvalho surgiu com grande expectativa, jogou 30 partidas com a camisa colorada e logo foi vendido por 15 milhões de euros para o Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita. Em uma temporada por lá, jogou apenas nove vezes.

REVELAR E VENDER

JOVENS SE TORNA MEIO DE SOBREVIVÊNCIA PARA A DUPLA GRENAL”

O centroavante Ricardo Mathias teve tempo de entrar em campo 35 vezes com a camisa do Inter. Vieram 10 milhões de euros, e o jovem partiu para o Al-Ahli, também da Arábia Saudita, tendo participado de apenas cinco jogos na sua primeira temporada no mundo árabe. Olhar para essas trajetórias é chegar a algumas respostas. Inter e Grêmio não podem se furtar de revelar jogadores. Precisam apostar neles, pois é por eles que passa a sobrevivência financeira de dois dos maiores clubes do Brasil.

Ao mesmo tempo, o futebol atual faz com que não possamos mais aproveitar nossos jovens. Vimos Gustavinho 40 vezes. Alysson jogou só 42 jogos. Gabriel Carvalho vestiu o manto colorado apenas 30 vezes, enquanto que Ricardo Mathias foi jogador do Inter em só 35 jogos. Gabriel Mec tem 24 jogos pelo Grêmio e, convenhamos, mais bola no corpo do que os exemplos citados. Aproveite, torcedor gremista, cada minuto dele em campo. Em breve, ele não estará em Porto Alegre.

Equipe
DIVULGAÇÃO

BRASILEIRÃO

GRÊMIO TESTA EVOLUÇÃO

CONTRA O FLAMENGO

Equipe de Luís Castro vive bom momento defensivo e pode subir até a oitava colocação em caso de vitória

Em sequência positiva na temporada, o Grêmio tem pela frente neste domingo, 10, um adversário de alto nível. Às 19h30min, o Tricolor recebe o Flamengo, na Arena, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. A Rádio A Hora transmite o confronto.

A vitória sobre o Deportivo

Riestra, no meio de semana, melhorou os números recentes do Grêmio, que voltou a vencer fora de casa após mais de 100 dias. No retrospecto recente, são quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas nas últimas dez partidas. No recorte, o Tricolor sofreu gol em apenas dois jogos: as derrotas contra Montevideo City Torque e Cruzeiro.

Luís Castro precisa mais uma vez lidar com baixas significativas no time. Arthur e Nardoni permanecem fora. A tendência é de que o Grêmio atue novamente com três zagueiros. Balbuena deve acompanhar Gustavo Martins e Viery. O provável Grêmio tem: Weverton; Gustavo Martins, Balbuena e Viery; Pavón, Pérez, Noriega, Gabriel Mec e Pedro Gabriel; Amuzu e Carlos Vinícius.

NO COUTO PEREIRA

no último domingo

Com 17 pontos, a equipe gaúcha entra na rodada ocupando a 14ª colocação. No cenário otimista, pode subir até o oitavo lugar em caso de vitória. No pessimista, entra na zona de rebaixamento caso seja derrotado.

MENGO VIAJOU E NÃO JOGOU

O Rubro-Negro entrou em campo na quinta-feira mas atuou por poucos minutos contra o Independiente Medellín, na Colômbia. A partida foi paralisada logo no início devido a incidentes com a torcida. Mais descansados, viajaram na mesma noite para Porto Alegre. Pelo Brasileirão, são cinco jogos de invencibilidade da equipe que

Grêmio chega a 15ª rodada em sequência positiva na temporada

está na vice-liderança. O provável time titular tem: Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo, Jorginho e Carrascal; Luiz Araújo, Samuel Lino e Bruno Henrique.

INTER BUSCA MANTER

EMBALO RECENTE FORA DE CASA

O Internacional tenta dar sequência ao bom retrospecto recente em novo desafio longe do Beira-Rio. Neste sábado, 9, o Colorado vai até o Paraná enfrentar o Coritiba. A partida ocorre no Estádio Couto Pereira, às 16h, com transmissão da Rádio A Hora.

A grande dúvida para o confronto recai na presença de Rochet. O goleiro está recuperado de lesão e é opção para Paulo Pezzolano. Mesmo que venha de boas partidas, o jovem Anthoni deve voltar ao banco de reservas.

O restante da equipe deve ser o mesmo que venceu o Fluminense na rodada passada. O provável Inter tem: Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Victor Gabriel e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Allex e Bernabei; Carbonero e Alerrandro.

O Inter entra na rodada ocupando o 12º lugar. Se vencer, pode subir até o oitavo lugar. Caso seja derrota, pode novamente se ver na disputa contra a zona de rebaixamento.

CORITIBA COM RETORNOS

O Coxa vem de duas derrotas seguidas no Brasileirão. Nas últimas rodadas perdeu para Vitória e Grêmio. O técnico Fernando Seabra não poderá contar com o zagueiro Tiago Coser nem com o volante Thiago Santos, ambos suspensos. Por outro lado, o zagueiro Jacy, o lateral-esquerdo Bruno Melo e o atacante Breno Lopes voltam a ficar à disposição e devem iniciar entre os titulares.

O time titular deve ter: Pedro

Caetano Pretto
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
Colorado teve reservas em campo diante do Brasil de Pelotas e pode repetir time que venceu o Fluminense
RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO

FUTEBOL AMADOR

DOMINGO DE DIA DAS MÃES COM POUCA BOLA ROLANDO NO VALE

Atenções se voltam para Paverama e Monte Alverne, que promovem jogo de ida da final, e Arroio do Meio, que define os finalistas

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Odomingo do dia das mães terá futebol no Vale do Taquari. As atenções se voltam

para Paverama e Monte Alverne que promovem o jogo de ida da final e Arroio do Meio que define os últimos finalistas.

Em Paverama, a partida de ida ocorre em Morro Bonito. O Amigos recebe o Internacional. As equipes tiveram as melhores campanhas na fase classificatória. Inclusive, no único encontro, o Inter venceu por 2 a 1.

Pela primeira vez na história dos 48 anos do Campeonato Monte Alverne as equipes do Saraiva e Monterey se enfrentam em uma final. Neste sábado, no campo do Guarani de São Martinho, a partir das 15 horas, o Saraiva recebe o Monterey.

ARROIO DO MEIO

A competição conhece neste domingo os últimos finalistas. Os jogos ocorrem em Arroio Grande, a categoria veterano, e Forqueta, no aspirante e titular. As atenções se voltam para o principal jogo entre Forquetense e Rui Barbosa.

AGENDA

Sábado

MONTE ALVERNE – FINAL/JOGO DE IDA

Monterey x Saraiva

Domingo

PAVERAMA – FINAL/JOGO DE IDA

Morro Bonito – Amigos do Morro Bonito x Internacional

ARROIO DO MEIO – SEMIFINAL/JOGO DE VOLTA

Arroio Grande - União x Forquetense (veterano)

Forqueta – Esperança x Palmense (aspirante)

Forqueta – Forquetense x Rui Barbosa (titular)

ROCA SALES – SEMIFINAL/JOGO DE IDA

Centro – Botafogo x Serrinha

Centro – Juventude x Toma 10

BOQUEIRÃO DO LEÃO – SEMIFINAL/JOGO DE IDA

São Roque – EC São Roque x Juventude

COPA VALE DO SAMPAIO – JOGO EXTRA

Linha Andréas – Duvidosa x Deodoro

Linha Andréas – Avante x Assoessa

COPA SERRANA – ÚLTIMA RODADA

Vila Arlindo – Juventude x São Luiz

Linha Hansel – Monterey x Assespe

Marechal Floriano – River Plate x Santa Tecla

Na partida de ida, o Rui venceu por 3 a 2 e está a um empate de chegar pela terceira vez seguida na final. Já o Forquetense tem que vencer no tempo normal para levar a decisão aos pênaltis. O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, a partir das 14h15min, no 102.9 FM e no YouTube do A Hora Esportes.

OUTROS DESTAQUES

A Copa Serrana promove neste domingo a última rodada da fase classificatória. Já a Vale do Sampaio define os confrontos de semifinais. Os jogos ocorrem em Linha Andréas.

Fim de semana no Vale do Taquari terá apenas 17 jogos
SAMUEL GEWEHR/DIVULGAÇÃO

Morria a Irmã Branca em Lajeado

A Irmã Branca, nascida Maria Olga Scheeren, morria aos 77 anos. Por mais de 33 anos ela esteve junto à então chamada Escola Normal Madre Bárbara de Lajeado, que tem como mantenedora a Congregação do Imaculado Coração de Maria, onde Maria Olga tomou o nome religioso de Irmã Maria Branca de Nossa Senhora das Neves. Ela nasceu em Estrela, em 1909, filha de Léo e Josefina Scheeren. In-

gressou na vida religiosa aos 22 anos, quando fez o noviciado, em 1931. Em 1941, fez seus votos perpétuos.

Irmã Branca foi professora no Colégio Nossa Senhora da Glória, em Porto Alegre, de 1935 a 1943, quando foi transferida para Lajeado, onde permaneceu até o fim da vida.

Trabalhou muitos anos no preparo das partículas para a comunhão dos fiéis e hóstias para a celebração da eucaristia. Ficou conhecida pelo seu

Lançamento da Expovale 2006

Casas Bahia anunciava

filial em Lajeado

Era notícia vinte anos atrás que a Casas Bahia instalaria uma loja em Lajeado. A Magazine Luiza, concorrente, também planejava sua vinda para o Vale do Taquari. A Casas Bahia seria instalada na esquina das ruas Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado, onde, décadas atrás, funcionava o pri-

meiro Imec Supermercados. Hoje a Lojas Becker funciona nesse endereço.

A Casas Bahia de fato só veio para Lajeado em 2021, mas logo encerrou as atividades. A Magazine Luiza também só abriu filial na cidade por volta de 2021, e continua até hoje.

contínuo trabalho com os mais pobres.

Em 1979, o então chamado Grupo Escolar Florestal, fundado em 1960, mudou seu nome para Escola Estadual Irmã Branca, como uma homenagem à religiosa, cuja morte tinha impactado a comunidade lajeadense.

A 15ª edição da Feira Industrial, Comercial e de Serviços do Vale do Taquari era lançada em Lajeado. A expectativa para 2006 era que 200 mil pessoas passassem pelo Parque do Imigrante durante a programação, em novembro daquele ano. Além disso, a comissão organizadora esperava gerar R$ 40 milhões em negócios durante a feira, o dobro da edição passada, em 2004. Uma das novidades era a construção do pavilhão 4, que abrigaria as agroindústrias. Seriam cinco pavilhões, praça de alimentação, Salão do Automóvel, exposição de gemas e joias e outras atrações. Na época, o presidente da comissão era Oreno Ardêmio Heineck.

Sábado é
Domingo é
Dia da Europa
Dia Mundial das Aves Migratórias
Dia Mundial do Comércio Justo
Dia das Mães
Dia do Guia de Turismo
Dia da Cozinheira
Dia do Campo
Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus
Santo do dia:
São Máximo de Jerusalém
Santo do dia:
Santo Antonino de Florença
São Damião de Molokai
Hoje, o prédio é ocupado pela Loja Becker
Comissão organizadora da Expovale junto à Corte da feira

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Quanto mais próximos, melhor!

AAssociação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) participaram de uma agenda integrada durante a programação da Fenachim, em Venâncio Aires. Trata-se de dois dos maiores grupos de cidades do Estado e, como são vizinhos, precisam estar conectados um -

bilicalmente.

Cada associação tem suas demandas e pode seguir com as pautas de maneira individualizada, porém há um movimento necessário de relação mais estreita entre os gestores para reforçar a representatividade, em especial com temas estratégicos como logística, infraestrutura e saúde. Aliás, passou da hora de uma conversa propositiva

sobre agendas que envolvam a Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat). Há temas relevantes e que, se trabalhados de maneira conjunta, têm chance de êxito extremamente maior. Com isso, Amvat, Amat, Amvarp, Avat, Amturvales: quanto mais perto estiverem, muito melhor para os dois vales, que precisam ser encarados como uma só região.

“Sim”

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Para e anda

Quem está no dia a dia dos negócios já percebeu um certo esfriamento nos movimentos do consumidor ou uma volta com cautela. Parte da explicação está no endividamento das famílias. Uma parcela significativa da renda está comprometida com juros e amortizações. Estamos diante de um modelo que passou a operar no limite. É nesse cenário que surge o chamado “Desenrola 2.0”, um pacote que busca aliviar a pressão sobre os orçamentos familiares, abrir espaço para o consumo e evitar uma desaceleração mais acentuada da economia. O modelo é conhecido: renegociação com descontos, alongamento de prazos, substituição de dívidas caras por crédito mais barato e até o uso de recursos como o FGTS.

No curto prazo, o efeito tende a ser positivo. Ao reduzir o peso das parcelas, cria-se uma folga imediata na renda disponível. E, em um país onde o consumo responde por grande parte da atividade econômica, isso significa manter o motor girando.

Mas é justamente aqui que entra um ponto mais profundo — e que ajuda a entender por que esse tipo de política, necessária em momentos de pressão, não resolve o problema central.

Em outro momento, utilizei a metáfora de uma viagem de ônibus para descrever a economia brasileira. Nela, o governo e o Banco Central dividem o volante, mas com objetivos diferentes: enquanto um acelera, buscando crescimento e sustentação política, o outro freia, preocupado com a inflação e a estabilidade.

As famílias respiram, voltam a consumir via crédito, mas permanecem vulneráveis a um novo ciclo de endividamento”

A solicitação é do governo de Forquetinha para que o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) conceda ao município os direitos sobre um trecho da ERS-421. Outra parte da mesma rodovia foi municipalizada e transferida à responsabilidade de Lajeado, no bairro Conventos.

A informação foi confirmada pelo diretor-presidente do Daer, Luciano Faustino, em entrevista para a Rádio A Hora. O prefeito de Forquetinha, Vianei Noll, tem planos para a via. Quer melho-

Luis Benoitt (PL) tem sido recorrente em suas críticas ao governo de Lajeado. E olha que ele integra o Partido Liberal, da base aliada. Nesta semana, ele cobrou ações mais efetivas sobre um plano de contingência para enfrentamento a catástrofes climáticas. “Não é para dar entrevista, precisamos de gente para colocar a mão na massa”, foi uma das frases proferidas pelo ex-secretário. Há alguns dias, ele se referiu ao Departamento de Trânsito e pediu um novo concurso público. Em outra oportunidade, lamentou o uso de valores com origem em emenda parlamentar obtida por ele em finalidade diferente da combinada.

Está claro que a saída dele da Secretaria do Meio Ambiente não foi tão harmoniosa assim. Aliás, Benoitt mantém o projeto de ser candidato a deputado estadual em outubro.

rar a segurança e a estrutura de acostamento, acesso, sinalização e outros investimentos.

O trajeto total a ser municipalizado e os demais detalhes serão oficializados por meio de projeto a ser votado na Assembleia Legislativa nos próximos meses.

• Antônio Oliveira (Podemos) foi nomeado nos últimos dias como assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Ronaldo Santini (Podemos). Após perder a cadeira na Câmara de Lajeado, o ex-vereador tem a missão de fortalecer o partido na cidade e no Vale para as eleições deste ano e de 2028.

• Em Estrela, o vereador Volnei Zancanaro (PP) propõe CPI para apurar supostos crimes eleitorais da atual prefeita Carine Schwingel, investigados também pela Polícia Federal. Será necessária a adesão de cinco integrantes da Câmara e, para isso, será preciso conquistar apoio na base do governo.

O Desenrola 2.0 se encaixa exatamente nesse movimento. De um lado, o governo acelera. Ao aliviar dívidas e estimular o consumo, injeta energia na economia, tentando manter a atividade aquecida e evitar perda de dinamismo — especialmente em um ambiente politicamente sensível. É uma forma indireta de expansão, que não passa por aumento de renda, tira do sufoco , não cria educação financeira, mas ajuda na reorganização do orçamento de famílias inadimplentes.

Do outro lado, o Banco Central continua freando. Com inflação pressionada e expectativas ainda sensíveis, a política monetária tende a permanecer restritiva, mantendo o custo do crédito elevado — justamente um dos fatores que alimentaram o endividamento.

Isso gera um efeito colateral importante. Ao aliviar temporariamente o peso das dívidas sem alterar os fundamentos — como o custo estrutural do crédito, a baixa poupança, a renda comprimida e o desequilíbrio na gestão da macroeconomia — cria-se um ciclo recorrente. As famílias respiram, voltam a consumir via crédito, mas permanecem vulneráveis a um novo ciclo de endividamento.

Programas como o Desenrola são, portanto, compreensíveis. Mas, isoladamente, funcionam como um alívio momentâneo dentro de um modelo que segue operando em ciclos de “para e anda”. E, como na metáfora do ônibus, insistir em acelerar e frear ao mesmo tempo pode não levar a um destino sustentável. Para o empreendedor, essa viagem exige decisões focadas no fluxo de caixa e não confundir o alívio imediato com retomada estrutural. O alívio é real, a solução não. E como diz um amigo: é o que temos para o momento.

Fim de semana, 9 e 10 de maio de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 7º | MÁX: 19º

Uma massa de ar seco e frio, de origem polar, se instala sobre o estado no sábado e proporciona um dia de sol com nebulosidade variada na região.

Entre a dor e a prevenção

Sedentarismo, excesso de treino e desgaste precoce elevam casos de lesões no quadril e acendem alerta para prevenção e diagnóstico antecipado

“Criei uma comunidade que não tem a aparência como objetivo”

Abiomédica Vanessa Prass une ciência, saúde e comunicação em uma trajetória marcada pela atuação acadêmica e pela valorização da estética como ferramenta de bem-estar e autoestima. Habilitada em Análises Clínicas e Estética, é mestre e doutoranda em Neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com pesquisas voltadas ao climatério e à menopausa. Professora na Univates, também se destaca nas redes sociais, onde reúne mais de 40 mil seguidores.

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

Eu gostava de laboratório. Eu era uma adolescente mais introspectiva e eu gostava desse universo. Até hoje, eu percebo que existe um perfil entre alunos, e os alunos da Biomedicina tendem a ser mais quietinhos, mais concentrados, mais introspectivos. Eu acho que eu era essa estudante.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Acho que de qualquer profissão, e aí a biomedicina

EXPEDIENTE

Vanessa Prass, biomédica e professora na Univates

se inclui, é se firmar como profissional tomador de decisão. Por ter esse perfil mais introspectivo, às vezes, nós somos ótimos aprendedores e, com o passar dos anos, a gente tem que se tornar mais um profissional tomador de decisão que linka assuntos, grupos de conhecimento, para tomar boas decisões, seja qual for a área da Biomedicina, de diagnóstico, de pesquisa, área clínica também.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?

Bom, a biomedicina foi um curso desenvolvido para dar aula para outras profissões de saúde que têm mais foco na clínica. A profissão acabou se desenvolvendo para este contato com o paciente. A estética foi um campo que se abriu depois do biomédico sair das salas de aula e tomar mais essa parte de contato com o paciente. Eu acho que cada vez mais o biomédico está saindo dessa parte de bastidores e aparecendo no elenco da saúde. A pandemia abriu muitas portas para o profissional biomédico quando as pessoas passaram a ter mais contato com exames.

Textos e fotos: Paulo Cardoso

Nós temos um exemplo ótimo da biomédica Jaqueline Góes, que mapeou o genoma do Covid na época da pandemia, então eu percebo que a partir dali teve uma popularização do nome do profissional biomédico.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?

Eu trabalho com estética desde que eu me formei, há quase 14 anos. E as pacientes que eu mais admiro, que eu mais fico satisfeita de tratar, são aquelas que estão passando por uma descoberta da própria identidade. Então, muitas vezes, vieram de uma criação um pouco limitante, relacionamentos tóxicos, aquelas mulheres que não têm um senso de auto eficácia, acham que não são capazes, que aparência é tudo o que elas têm. Elas começam a envelhecer com 40, 45 anos, e se redescobrem, percebem que elas têm muito mais a oferecer além da aparência.

Você também compartilha sobre a profissão nas redes sociais, né?

Sim, eu compartilho bastante conteúdos nas redes sociais. Quando eu entrei na Estética, eu nunca fui o perfil daquela profissional super padrão de beleza, aquela imagem, aquele estereótipo que a gente tem de profissional de estética e de pacientes que buscam esses tipos de tratamento. E as redes sociais foram uma surpresa, porque eu comecei a falar esse tipo de coisa, de que não me vejo nesse estereótipo. Acabei criando uma comunidade de pessoas que também não têm a aparência como objetivo. Elas querem estar bem com elas mesmas, melhorar a aparência, mas sabem que elas têm outras coisas a oferecer, que não só aparência, e que isso não é tudo. Então acabei achando um nicho de pessoas que tratam a Estética como extra, como a cereja do bolo e não como tudo que elas são.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

Primeiro, aparece como um desconforto depois de um treino mais intenso. Depois, surge ao levantar da cadeira, ao subir escadas ou ao tentar calçar um sapato. Aos poucos, aquilo que parecia apenas “cansaço” começa a reorganizar a rotina, limitar movimentos e alterar a relação da pessoa com o próprio corpo. Apesar da gravidade dos sintomas, a dor do quadril nem sempre é levada a sério. Nos acostumamos a pensar que sentir dor é parte do processo.

A reportagem desta edição mostra um movimento que já aparece nos consultórios: o aumento de casos de lesões entre jovens e adultos. O dado contraria uma ideia antiga de que problemas articulares pertencem exclusivamente à velhice. Hoje, o desgaste também nasce do excesso. Excesso de impacto, de treino, de carga, de repetição. Quando se valoriza performance contínua, no trabalho, no esporte e até no lazer, o corpo pasa a ser tratado como máquina de alta produtividade. Mas nem sempre com preparação.

Ao mesmo tempo em que o sedentarismo segue produzindo fragilidade muscular e perda de estabilidade articular, cresce também o número de pessoas lesionadas pela lógica do rendimento permanente. Não é coincidência que clínicas e

academias convivam, muitas vezes, com o mesmo público. A pressa por resultados físicos transformou atividade saudável em disputa. O treino vira cobrança. Correr mais, levantar mais peso, dormir menos. E o organismo cobra essa conta nas articulações, nos tendões, na coluna e na própria saúde mental. Por outro lado, se antes muitos pacientes chegavam ao consultório apenas quando a dor já comprometia a caminhada, hoje parte dos jovens começa a procurar ajuda mais cedo. Isso revela uma geração mais atenta ao próprio corpo, ainda que exposta a novos exageros. Informação, nesse caso, pode fazer diferença. Talvez o principal desafio daqui pra frente não seja apenas viver mais. Mas conseguir chegar aos 70 ou 80 anos preservando autonomia, movimento e independência. A pressa por resultados físicos transformou atividade saudável em disputa.”

Manifestação em vida é decisivo para doação de órgãos

Estado registra melhor resultado em quatro anos, mas negativa familiar ainda atinge cerca de 50% dos casos; falta de diálogo segue como principal entrave

ORio Grande do Sul registrou, em 2025, o melhor desempenho dos últimos quatro anos em transplantes. Foram 2.446 procedimentos realizados, crescimento de 8% em relação a 2024, quando houve 2.257 De acordo com a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o volume inclui 582 transplantes de rim, 129 de fígado, 32 de coração, 35 de pulmão, 1.024 de córnea, 235 de osso, 32 de pele, 282 de medula óssea e 95 de esclera. No cenário nacional, o estado ocupa a terceira posição em transplantes renais, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Os números revelam avanço, mas também expõem um ponto sensível. Segundo o médico intensivista do Hospital Bruno Born, Lucas Mallmann, em cerca de 50% dos casos a doação não se concretiza por negativa da família. E, na maioria das vezes, não se trata de recusa por convicção, mas por dúvida.

“Muitos entes dizem: ‘eu não sei o que ele gostaria, nunca conversamos sobre isso’. E decidir em meio ao luto é extremamente difícil”, explica. Nesse contexto, uma escolha feita em vida pode ser decisiva.

“Quando a pessoa deixa claro para família ‘eu sou doador’, ela transforma uma decisão dolorosa em um gesto de continuidade.” Para muitas famílias, a doação pode ressignificar o luto. Mallmann menciona que dentro de uma situação extremamente

Quando a pessoa deixa claro para família ‘eu sou doador’, ela transforma uma decisão dolorosa em um gesto de continuidade.”

Lucas Mallmann intensivista

difícil, há a possibilidade de ajudar outras pessoas que estão em risco iminente de morte. “É um gesto de altruísmo que pode dar sentido à perda”, afirma.

Quando a doação é possível

A doação de órgãos, na maior parte dos casos, ocorre após o diagnóstico de morte encefálica, quando há uma lesão cerebral grave e irreversível, como em situações de AVC ou trauma craniano.

O diagnóstico segue critérios rigorosos: é realizado por dois médicos independentes, com exames clínicos e testes complementares, como o

eletroencefalograma e exames de imagem que comprovam a ausência de atividade cerebral e fluxo sanguíneo.

Embora o corpo permaneça aquecido e com batimentos cardíacos, a morte é declarada, o que pode dificultar a compreensão por parte da família.

“É um processo delicado. Por isso, o acompanhamento e a comunicação com os familiares começam antes mesmo da confirmação, explicando a evolução do quadro”, pontua o médico.

Como funciona o processo

Após a autorização da família, o hospital aciona a Central de Transplantes do Estado.

São realizados exames de compatibilidade, e os órgãos são destinados conforme critérios técnicos, como gravidade do paciente e compatibilidade imunológica. Não há escolha direta de quem recebe. Equipes especializadas fazem a captação e o transporte dos órgãos, que podem ser enviados a diferentes cidades. Enquanto isso, o receptor já é preparado para a cirurgia. “É um processo altamente coordenado, que envolve várias equipes e precisa acontecer com rapidez e precisão”, explica Mallmann.

Quem precisa de transplante

Do outro lado, estão pacientes que dependem diretamente dessa

Doação de órgãos, na maior parte dos casos, ocorre após o diagnóstico de morte encefálica

decisão. Casos de insuficiência renal crônica, por exemplo, exigem sessões frequentes de hemodiálise. Em doenças cardíacas avançadas, quando o coração perde a capacidade de bombear o sangue de forma eficiente, o quadro tende a ser progressivo.

“São doenças em que o órgão não volta a funcionar. O paciente vai perdendo autonomia e qualidade de vida. Em muitos casos, o transplante deixa de ser uma opção e passa a ser a única chance real de sobreviver”, conclui o médico intensivista.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Dor no quadril preocupa jovens e adultos

Sedentarismo, excesso de carga, envelhecimento e treinos sem orientação estão entre os fatores que impulsionam o aumento de casos; especialistas alertam para diagnóstico precoce e prevenção

A dificuldade para subir escadas, a dor ao caminhar, o desconforto ao se levantar da cama ou até a limitação para calçar um sapato costumam ser encarados como sinais típicos do envelhecimento ou do cansaço da rotina. Antes associada ao envelhecimento, essa condição tem aparecido cada vez mais recorrente nos consultórios e acomete, também, jovens e adultos.

O sintoma pode indicar desde inflamações e sobrecargas musculares até processos degenerativos mais graves, capazes de comprometer significativamente a mobilidade e a qualidade de vida. Responsável por sustentar o peso do corpo e permitir movimentos essenciais do cotidiano, o quadril é uma das articulações mais importantes do

Muitas vezes o problema aparece perto da terceira idade, mas começou aos 30 anos, às vezes até antes.”

Márcio Dal Zot Dutra ortopedista especialista em quadril

organismo. Quando algo deixa de funcionar corretamente, o impacto se espalha para outras estruturas, como coluna, joelhos e musculatura da pelve.

Segundo o ortopedista especialista em quadril Márcio Dal Zot Dutra, a dor é um mecanismo de defesa do corpo e deve sempre ser investigada. “A dor nunca é uma coisa normal. Ela é um sinal de alerta de que o organismo está sofrendo algum dano. O que não dá pra fazer é

negligenciar ou esconder a dor”, afirma.

A articulação do quadril funciona de forma em que a cabeça do fêmur se encaixa no acetábulo da bacia, permitindo amplitude de movimentos. É justamente essa complexidade mecânica que torna o quadril tão indispensável, e também tão suscetível ao desgaste.

“Sem o movimento adequado do quadril, a pessoa não consegue abrir e fechar as pernas, sentar corretamente, pegar algo do chão ou subir um degrau. Em casos mais avançados, até levantar o pé para subir uma escada se torna difícil”, explica o médico.

Equilíbrio

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as doenças musculoesqueléticas afetam cerca de 1,71 bilhão de pessoas no mundo e estão entre as principais causas de incapacidade física. Dentro desse grupo, a osteoartrite — conhecida popularmente como artrose — é uma das condições mais frequentes e incapacitantes, especialmente em joelhos e quadris.

Embora o envelhecimento seja um fator importante, Dutra observa que o desgaste começa muito antes dos primeiros sintomas mais intensos aparecerem. “Muitas vezes o problema aparece perto da terceira idade, mas começou

Dor persistente no quadril pode afetar mobilidade, equilíbrio e até atividades simples do cotidiano, como subir escadas e calçar os sapatos

aos 30 anos, às vezes até antes. Existe predisposição genética, mas também existe exposição repetitiva a situações que promovem desgaste”, afirma.

Entre os fatores que aceleram esse processo estão excesso de peso, sedentarismo, lesões antigas, alterações posturais, impactos repetitivos e atividades físicas sem preparo adequado. Fraturas mal consolidadas, desalinhamentos nos joelhos ou tornozelos e alterações no eixo

Como prevenir dores e desgaste

• Praticar exercícios físicos regularmente

• Fortalecer glúteos, abdômen e musculatura das pernas

• Fazer alongamentos com frequência

• Controlar o peso corporal

• Evitar excesso de impacto sem preparo físico

• Respeitar limites do corpo durante treinos

• Procurar orientação profissional ao iniciar atividades físicas

• Manter alimentação equilibrada e antiinflamatória

• Evitar sedentarismo prolongado

• Investigar dores persistentes precocemente

da perna também podem gerar sobrecarga progressiva sobre o quadril.

Além disso, a rotina moderna contribui para um quadro contraditório: ao mesmo tempo em que o sedentarismo favorece o enfraquecimento muscular e a perda de estabilidade articular, o excesso de atividade física sem orientação também aumenta os casos de lesões.

O médico relata que vem observando um número crescente

Desgaste começa muito antes dos primeiros sintomas mais intensos aparecerem

de pacientes jovens com dores importantes no quadril, especialmente corredores e praticantes de treinos de alta intensidade. “Hoje em dia as pessoas estão buscando mais performance, aumentando muito o volume de treino. Sem fortalecimento muscular e acompanhamento adequado, isso pode gerar lesões por sobrecarga”, alerta. Entre os casos mais preocupantes, estão as fraturas por estresse do colo do fêmur, provocadas pelo excesso de impacto repetitivo. “Já atendi pacientes jovens com fratura por estresse que precisaram parar completamente as atividades e, em alguns casos, até operar. Uma fratura completa do colo do fêmur pode ter consequências muito graves”, explica.

Prevenção

Outro ponto de atenção é o uso indiscriminado de anabolizantes e métodos para ganho muscular

Em números

• Segundo a OMS, cerca de 1,71 bilhão de pessoas convivem com doenças musculoesqueléticas no mundo.

• A osteoartrite afeta aproximadamente 528 milhões de pessoas globalmente.

• A dor lombar e articular está entre as principais causas de incapacidade física no planeta.

• Mulheres apresentam maior incidência de desgaste articular no quadril em comparação aos homens.

• O envelhecimento populacional tem impulsionado o aumento de cirurgias de prótese de quadril em diversos países, incluindo o Brasil.

• Estudos mostram que fortalecimento muscular regular reduz dores articulares e melhora mobilidade e equilíbrio em idosos.

Tratamento

Quando o desgaste já está instalado, os tratamentos variam conforme o grau da lesão e o perfil do paciente. Nos estágios iniciais, medidas conservadoras costumam apresentar bons resultados. Fisioterapia, reeducação postural, perda de peso, fortalecimento muscular e infiltrações articulares estão entre as alternativas utilizadas para controlar dor e inflamação.

Entre os procedimentos modernos, está a infiltração com ácido hialurônico dentro da articulação. O tratamento ajuda na lubrificação, reduz o atrito entre os ossos e atua no controle inflamatório.

Nos casos mais avançados, quando o paciente já apresenta limitação severa, dores frequentes e perda importante de movimento, a cirurgia de prótese de quadril passa a ser indicada.

corrida.

acelerado. Segundo Dutra, o crescimento rápido da massa muscular sem adaptação adequada dos tendões e estruturas ósseas aumenta o risco de rupturas e lesões articulares. Apesar disso, o ortopedista reforça que o exercício físico continua sendo um dos principais aliados da saúde articular, desde que executado com técnica adequada e equilíbrio. Ele destaca especialmente o fortalecimento muscular como ferramenta essencial para prevenção.

“O músculo protege a articulação. Uma musculatura forte e eficiente faz o quadril trabalhar de maneira muito mais firme e estável, reduzindo micro instabilidades e diminuindo a evolução do desgaste”, explica. Entre os grupos musculares mais importantes estão glúteos, quadríceps, abdômen e musculatura lombar. O médico ressalta que os glúteos médio e mínimo exercem papel fundamental na estabilização da pelve durante a caminhada e a

“São músculos extremamente importantes para manter o equilíbrio do corpo. Eles evitam que a pelve fique instável durante a marcha”, detalha.

Constância

A perda muscular relacionada ao envelhecimento também preocupa. A partir dos 30 anos, o corpo começa naturalmente a perder massa muscular, o que pode comprometer força, equilíbrio e mobilidade ao longo do tempo.

“O músculo é uma estrutura que consegue ser reconstruída. Se a pessoa se exercita corretamente, ela consegue manter força, independência e qualidade de vida por muito mais tempo”, afirma. Além dos impactos físicos, estudos recentes apontam que a atividade muscular também influencia diretamente o funcionamento cerebral. O médico cita pesquisas sobre as miocinas, substâncias liberadas pelos músculos durante o exercício, associadas à proteção cognitiva e à redução do risco de demências.

O procedimento substitui a articulação comprometida por uma prótese metálica capaz de devolver mobilidade e eliminar a dor causada pelo atrito entre os ossos.

“Ninguém quer operar, mas é uma cirurgia que traz uma satisfação muito grande para o paciente. Muitas vezes aquela dor intensa desaparece imediatamente após o procedimento”, afirma. Segundo Dutra, os avanços tecnológicos transformaram a recuperação pós-operatória nos últimos anos. Se antes os pacientes permaneciam vários dias internados, hoje muitos conseguem caminhar em menos de 24 horas após a cirurgia. A evolução também chegou aos implantes ortopédicos. Com o uso de impressão 3D e materiais altamente compatíveis com o organismo, já é possível produzir próteses personalizadas para casos complexos de perda óssea. Mesmo com tantos avanços, o especialista reforça que a principal ferramenta continua sendo a prevenção. Alimentação equilibrada, manutenção do peso corporal, exercícios regulares e investigação precoce da dor seguem como as principais estratégias para preservar a saúde do quadril ao longo da vida.

Fortalecimento muscular, controle do peso e diagnóstico precoce estão entre os principais aliados para preservar a saúde das articulações

Entenda o que é o hantavírus, doença por trás

de mortes em

Infecção de origem zoonótica, associada a roedores silvestres, pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves

Três passageiros, um casal holandês e um turista alemão, morreram a bordo do navio de expedição MV Hondius, que fazia um cruzeiro entre a Argentina e Cabo Verde. A suspeita é de infecção por hantavírus.

A Organização Mundial da Saúde, que acompanha o caso, informou que ao menos outros quatro viajantes estão sendo monitorados por suspeita de hantavirose. Considerando o período de incubação, a entidade avalia que é provável que a infecção tenha ocorrido fora do navio.

Os hantavírus são vírus zoonóticos, agentes infecciosos que passam de animais para humanos, e circulam principalmente entre roedores silvestres. Segundo o infectologista Diego Costa (CRM 43381 | RQE 37503), a principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas virais presentes em fezes, urina e saliva de hospedeiros infectados.

Sintomas

Embora diversas espécies de hantavírus tenham sido identificadas no mundo, apenas

cruzeiro

Principal forma de transmissão é pela inalação de partículas virais presentes em fezes, urina e saliva de roedores silvestres

algumas causam doença em humanos. Nesses casos, a infecção pode evoluir para duas síndromes clínicas graves: a febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR) e a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH).

Na FHSR, o especialista menciona que o paciente apresenta febre, dores musculares, dor de cabeça e, em quadros mais graves, manifestações hemorrágicas, como sangramentos intestinais e petéquias. “A taxa de mortalidade varia entre 5% e 15%, a depender do subtipo viral”, comenta.

Já na forma mais grave, a SCPH, o quadro começa com sintomas inespecíficos, como febre, mialgias e cefaleia, e pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar.

‘Tosse, falta de ar, queda da pressão arterial e progressão para insuficiência respiratória aguda podem ocorrer em poucas horas, frequentemente associados a

comprometimento cardíaco.’, salienta Costa. A letalidade pode variar de 20% a 45%.

Tratamento

O diagnóstico precoce da infecção é desafiador, já que os sintomas iniciais se confundem com outras doenças febris ou respiratórias. A confirmação depende de exames laboratoriais, como testes sorológicos para detecção de anticorpos IgM e métodos moleculares, como a RT-PCR. Não há antiviral específico nem vacina disponível. O tratamento é de suporte, com foco no manejo das complicações respiratórias, cardíacas e renais, frequentemente exigindo internação hospitalar.

Essa doença é comum?

Os casos de hantavirose são raros no mundo, mas a doença

chama atenção pela gravidade. No Brasil, a taxa média de letalidade é de 46,5%, e a maioria dos pacientes necessita de assistência hospitalar. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 1993 e março de 2026, o país registrou cerca de 2,4 mil casos, dos quais aproximadamente 960 evoluíram para óbito. Entre 2004 e 2011, houve maior número de notificações anuais, com variações entre 116 e 182 casos. Um dos episódios mais críticos ocorreu em 1999, quando 14 pessoas adoeceram e 12 morreram,taxa de 85%. No país, os casos estão associados principalmente ao contato com ambientes contaminados por roedores, e não à transmissão

Para ganhar escala global, ele precisa circular amplamente sem matar a maioria dos infectados, o que não ocorre.”

entre pessoas.

Tem potencial pandêmico?

Para o infectologista, a possibilidade de uma pandemia é praticamente nula. “Um vírus com alta letalidade tende a se disseminar menos. Para ganhar escala global, ele precisa circular amplamente sem matar a maioria dos infectados, o que não ocorre com os hantavírus”, explica.

Ele ressalta, porém, que episódios pontuais seguem possíveis, como o caso em investigação no cruzeiro. “São ocorrências esporádicas, geralmente restritas a áreas endêmicas.”

Cuidados eficazes

Reduzir o contato com roedores silvestres

Eliminar água parada e possíveis abrigos ao redor das residências

Higienizar áreas contaminadas ou com risco de contaminação usando EPIs

Evitar varrer ou aspirar locais fechados, para não suspender partículas potencialmente contaminadas no ar

Diego Costa infectologista
ENVATO

Cansaço, ansiedade e dificuldade para emagrecer?

Cansaço, ansiedade e dificuldade para emagrecer. Quando um desses sintomas aparece, nem sempre o problema é só a rotina. Quando o corpo vive em estado de estresse, o cortisol sobe, e a saúde sente. É o que afirma a nutricionista Alana Kolling. Segundo a profissional, há um ciclo: acordar cansado, passar o dia acelerado, sentir ansiedade, vontade de doce, dificuldade para desligar a mente à noite e, mesmo tentando “fazer tudo certo”, o corpo parece travado.

O sono não rende. A energia não volta. O emagrecimento não acontece. Muitas mulheres acham que isso é normal da vida adulta. Mas, muitas vezes, o corpo está apenas tentando sobreviver ao excesso de estresse. E é aqui que entra um hormônio muito importante: o cortisol. Conhecido como “hormônio do estresse”, ele é produzido naturalmente pelo corpo e tem funções importantes: ajudar na disposição pela manhã, regular energia e participar do metabolismo.

O problema não é ter cortisol. O problema é viver com ele alto o tempo todo. Quando o cortisol fica elevado por muito tempo, o corpo começa a dar sinais. Os mais comuns são: cansaço constante, ansiedade, irritação, dificuldade para dormir, acordar cansada, vontade exagerada de doces, dificuldade para emagrecer, acúmulo de gordura abdominal e sensação de mente acelerada o tempo inteiro É como se o corpo nunca entendesse que

está seguro para descansar.

CORTISOL E EMAGRECIMENTO

Quando o corpo vive sob estresse constante: aumenta a fome emocional, piora a compulsão alimentar, aumenta o desejo por açúcar e ultraprocessados, prejudica o sono, reduz energia para atividade física e favorece o acúmulo de gordura abdominal. Além disso, um corpo cansado tende a buscar soluções rápidas: café em excesso, açúcar, delivery, “beliscos” ao longo do dia… criando um ciclo difícil de quebrar. Por isso, emagrecimento não depende só de “comer menos”. Depende também de um corpo que consiga sair do modo sobrevivência. O que ajuda a reduzir esse estado de estresse?

A boa notícia é que pequenas atitudes feitas com constância já ajudam muito o organismo. Priorize sono de qualidade Dormir mal aumenta cortisol, fome e ansiedade. Sono não é luxo — é necessidade biológica.

Criar rotina para dormir, reduzir telas à noite e desacelerar antes de deitar faz diferença real no corpo. Pausas de 5 minutos para respirar, alongar ou simplesmente desacelerar ajudam mais do que parece. Respiração profunda e momentos

Bolo cremoso de maçã

INGREDIENTES:

• 1 maça

• 1 ovo

• 40g de farinha de aveia

• 100g de iogurte grego

• Adoçante ou açúcar

de relaxamento ajudam o cérebro a entender que não existe perigo o tempo inteiro.

A nutricionista afirma que a alimentação equilibrada reduz inflamação e estresse. Quando a rotina está caótica, normalmente os ultraprocessados entram com força: excesso de açúcar, fast food, refrigerante, bolachas, snacks rápidos.

Comida de verdade ajuda o corpo a funcionar melhor: proteínas, frutas, legumes, fibras, gorduras boas, hidratação adequada, não precisa perfeição. Precisa constância. movimento leve também conta. Nem todo exercício precisa ser intenso. Caminhadas, alongamento, dança, pilates ou qualquer movimento prazeroso já ajudam a reduzir tensão e melhorar o funcionamento hormonal. O corpo gosta de movimento — mas também gosta de gentileza. Seu corpo não está contra você! Ele está pedindo ajuda. Muitas vezes, aquele cansaço extremo, a ansiedade constante e a dificuldade para emagrecer não são preguiça, falta de força de vontade ou desleixo. É só um corpo exausto tentando pedir ajuda. Antes de se cobrar mais, talvez seja hora de se escutar mais. Porque saúde não é apenas ter resultados na balança. É conseguir viver sem sentir que está sobrevivendo o tempo todo.

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365 VEZES NO VALE

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Doutor Ricardo vive a tradição do filó em maio

Apacata Doutor Ricardo, com menos de dois mil habitantes, ganha holofotes em maio. Tudo graças aos eventos festivos que fazem a cidade ser conhecida em âmbito estadual como a Terra do Filó. A programação começou na sexta-feira e se estende até o dia 29 de maio, com o grande filó. Para quem não sabe o que é filó, se trata de uma tradição herdada dos imigrantes italianos que aqui se instalaram. Se trata de uma espécie de reunião comunitária organizada no passado, onde cada participante levava um prato de comida que era compartilhado por todos. Além do vinho e “comilança”, os eventos uniam música, orações e conversas.

GRANDE FILÓ

O ponto alto da programação de Doutor Ricardo é o grande filó, organizado neste ano para o dia 29 de maio. A programação inicia às 19h com missa em Talian, na Igreja Matriz São Caetano. Na sequência, o público degusta pratos típicos animado por shows das bandas Le Farfalle e Alma Nova.

O cardápio tem polenta brustolada na hora, salame na chapa, queijos, pães, cucas e até sopa de capeleti. Novidades desse ano serão a polenta mole com molho e o pão da Terra do Filó (pão recheado com salame e queijo).

A venda de ingressos para o 20º Filó de Doutor Ricardo já iniciou. Podem ser adquiridos em diferentes pontos de venda de Doutor Ricardo ou pelo telefone (51) 99781-7685, com a secretária da Fazenda, Mariana Mariotti. O pagamento pode ser efetuado via PIX, pela chave 51996424884.

Os valores são de R$55,00 para pessoas acima de 12 anos e R$30,00 para crianças de 9 a 12 anos. Caso ainda haja disponibilidade de ingressos no dia do evento, o valor será de R$70,00 para acima de 12 anos e R$30,00 para crianças de 9 a 12 anos.

A expectativa da organização é atrair cerca de duas mil pessoas.

DEMAIS ATIVIDADES

No dia 16, a comunidade da Linha São Brás/Palacin promove o jantar italiano, com um cardápio repleto de sabores tradicionais como polenta, massa, fortaia e carnes, além da animação da

dupla Jovani e Julio.

Já no dia 20, o Ginásio Municipal de Esportes de Doutor Ricardo recebe o Sarau Cultural da Terra do Filó – “Vita longa a le nostre radise”, com apresentação do grupo Sul Itália, valorizando a música e as raízes culturais da imigração italiana.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!

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