
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4072 | R$ 5,00
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Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4072 | R$ 5,00

RELIGIOSO
Complexo do Cristo alcança resultado de R$ 3,9 milhões

Cooperativa Certel implementou uma nova plataforma que une inteligência artificial e meteorologia para prevenir os estragos causados por eventos climáticos. Em inovação e melhorias, Certel e Certaja ultrapassam R$ 100 milhões em investimentos.
CLIMÁTICA PÁGINA | 7

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Meia maratona para ficar na história
Circuito dos Vales, já consolidado na região, dá um passo importante com nova modalidade que estreia em Teutônia.
SOBRE O FORQUETA

OPINIÃO | VINI BILHAR
Rhodoss amplia atuação internacional
Cooperação tem como foco a troca de conhecimento, tecnologia e experiências, ampliando a capacidade.
Recurso da Defesa Civil Nacional será tema em Brasília. Verba para estrutura entre Lajeado e Arroio do Meio deve ser liberada neste mês

Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a integrar a rotina. Com eles, a imposição de custos crescentes à infraestrutura, à economia e à vida das pessoas. A resposta a esse novo cenário exige mudança de postura. Se antecipar ao risco passa a ser uma obrigação.
A iniciativa das cooperativas de energia, ao integrar meteorologia, inteligência artificial e dados históricos, aponta um caminho para prever falhas na rede, identificar áreas de risco e mobilizar equipes. Em regiões vulneráveis, isso faz diferença.
Quando a informação passa a orientar decisões, a resposta é qualificada.”
O avanço está na previsibilidade. Quando a informação passa a orientar decisões, a resposta é qualificada. E isso se reflete na continuidade dos serviços e na segurança.
Ao mesmo tempo, a experiência recente mostra que inovação vai além do uso de ferramentas digitais. Investimentos em estruturas mais altas, reposicionamento de redes e reforço logístico indicam que a resiliência depende de um conjunto de ações. Engenharia e tecnologia precisam caminhar juntas.
O modelo adotado pelas cooperativas reforça esses conceitos, que precisam ser adaptados para a realidade local. Neste diapasão, o Vale conhece os efeitos das mudanças climáticas. A diferença a partir de agora precisa ser na forma de enfrentá-las.

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“Enfrentar a enchente foi um dos maiores desafios da minha carreira”
Apóstrêsanosecinco mesesàfrentedaagência do Banco do Brasil em Arroio do Meio, Luciano RodriguesPastorini,51 anos,naturaldeBagé, encerra um ciclo marcado pordesafiosextremos. Durantesuagestão,a unidadefoiatingidapor três enchentes entre 2023e2024,exigindo adaptaçõesconstantes erespostasrápidaspara manter o atendimento à comunidade

apenas oito meses. Qual foi o momento mais crítico dessa sequência e como a equipe conseguiu manter o atendimento?
primeira enchente e a inauguração de uma nova agência, moderna e bem localizada. Nesse intervalo, trabalhamos em estruturas provisórias, com limitações importantes de espaço, equipamentos e recursos. Operacionalmente, isso exigiu muita criatividade, flexibilidade e cooperação constante. No aspecto humano, o desafio foi ainda maior, pois lidávamos com equipes reduzidas em alguns momentos, além do impacto emocional vivido por todos. Nesse contexto, a empatia, paciência e cuidado com o próximo foram essenciais para manter a equipe unida, fortalecida e comprometida com o atendimento à comunidade.
Que aprendizados pessoais e profissionais o senhor leva dessa experiência?
Como o senhor avalia este tempo à frente da agência do Banco do Brasil em Arroio do Meio, considerando um período tão atípico e desafiador?
Avalio como um dos períodos mais desafiadores e, ao mesmo tempo, mais transformadores da minha trajetória de quase 24 anos de Banco do Brasil. Foi um período marcado por situações extremas, que exigiram não apenas capacidade técnica, mas também força emocional e espiritual. Como cristão, procuro conduzir minha vida e minha liderança com base em princípios como fé, serviço, resiliência e cuidado com o próximo. Mesmo tendo minha própria casa atingida pelas enchentes, mantive o compromisso com a equipe e com a comunidade. Em meio às adversidades, seguimos firmes no propósito de servir, o que torna essa experiência profundamente significativa.
A agência enfrentou três enchentes históricas em
O momento mais crítico foi quando percebemos que não se tratava de um evento isolado, mas de uma sequência de enchentes que impactava toda a cidade e boa parte do Vale do Taquari. Tivemos pontes destruídas, o que comprometeu o deslocamento da população e também da nossa equipe, gerando falta de pessoal em momentos decisivos. Além disso, enfrentamos a ausência de equipamentos e estruturas adequadas. Ainda assim, sabíamos que a comunidade precisava de respostas rápidas, especialmente no acesso às linhas emergenciais disponibilizadas pelo governo, tanto para pessoas físicas, jurídicas e do agronegócio. Diante disso, nos reorganizamos com agilidade, adaptamos processos e priorizamos o atendimento essencial. Foi a união da equipe, o senso de missão e o compromisso genuíno de servir que nos permitiram seguir atendendo, mesmo em condições extremamente limitadas.
O trabalho ocorreu em estruturas provisórias. Quais foram os principais desafios operacionais e humanos dessa adaptação?
Vivemos um longo período de adaptação — foram mais de 18 meses entre a
Levo aprendizados profundos. Essa experiência fortaleceu ainda mais minha fé em Deus e a convicção de que liderança é servir, especialmente nos momentos mais difíceis. Aprendi que, mesmo diante da escassez de recursos — seja de estrutura, equipamentos ou pessoal —, é possível fazer a diferença com atitude, propósito e compromisso. Também reforçou em mim a importância da empatia, da escuta ativa e da presença. Profissionalmente, saio mais preparado para lidar com crises, tomar decisões sob pressão e liderar com equilíbrio, humanidade e clareza.
A partir de agora, o senhor assume uma nova função. O que pretende levar da experiência em Arroio do Meio para essa nova etapa?
Assumo um novo desafio com responsabilidade e gratidão por tudo o que vivi em Arroio do Meio. Levo comigo uma experiência construída em um dos cenários mais adversos possíveis, que exigiu rapidez na tomada de decisão, sensibilidade na condução das pessoas e dos processos e muita firmeza nos princípios. Pretendo seguir aplicando esses aprendizados, sempre guiado pelos valores da fé, integridade, proximidade, humildade, responsabilidade e serviço. Tenho convicção de que essa trajetória me tornou mais forte, mais resiliente e mais preparado para contribuir de forma ainda mais significativa na nova etapa e nas próximas que virão. Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

investimentos previstos.
Continuidade do inquérito foi aprovada por 39 votos contra um. Único contrário foi do líder do governo na Assembleia Legislativa
AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos de concessão das rodovias estaduais terá mais tempo para concluir a apuração. O plenário da Assembleia Legislativa aprovou na terça-feira, 7, a prorrogação por mais 60 dias. Com isso, o relatório final, antes previsto para 15 de abril, será entregue em meados de junho, próximo da data do leilão do Bloco 2. O placar foi de 39 votos favoráveis e um contrário. Conforme o presidente da

Comissão que investiga contratos e modelo de concessão do Estado foi a 12ª matéria votada pelo parlamento nessa terça-feira
CPI, o deputado Paparico Bacchi (PL), a comissão apura aspectos da modelagem dos contratos, os critérios usados para definição das tarifas e os impactos econômicos e sociais das concessões nas regiões atingidas pelos blocos estaduais. Para ele, a ampliação do prazo permitirá aprofundar a análise de documentos, ouvir novos
depoimentos e reunir elementos para recomendações finais, ainda mais frente às mudanças no edital do Bloco 2.
O único voto contrário foi do líder do governo na Assembleia, deputado Frederico Antunes (PSD). Durante a discussão em plenário, ele questionou o foco da comissão e defendeu o pedágio
como instrumento consolidado de financiamento de obras em rodovias concedidas.
Prazo maior amplia pressão
A prorrogação ocorre após uma semana de impasse em torno da continuidade da comissão.
O prazo original se encerraria em 15 de abril e, até esta terçafeira, a principal preocupação dos integrantes era garantir quórum em plenário para votar a extensão do funcionamento.
A votação destrava o calendário da CPI e amplia a pressão sobre os próximos depoimentos e diligências.
O relator, deputado Miguel Rossetto, defende a ampliação sob o argumento de que a comissão ainda precisa examinar informações consideradas centrais sobre contratos, concessões e a execução dos
A fase mais recente da comissão foi marcada pela ausência do governador Eduardo Leite, que havia dito em fevereiro que compareceria de forma voluntária, mas rejeitou o convite formal para a sessão desta segunda-feira, 6.
A justificativa apresentada foi incompatibilidade de agenda. Frente a isso, a presidência da CPI informou que encaminharia novo convite.
A ausência reforçou o embate político em torno da comissão e passou a ocupar parte do debate sobre a prorrogação. Integrantes da CPI sustentam que a oitiva do governador segue sendo um dos objetivos desta nova etapa.
Com o novo prazo, a expectativa é de que a comissão avance sobre documentos, oitivas e pedidos já encaminhados. Entre os temas que permanecem no centro da apuração estão a estrutura tarifária dos blocos concedidos, o cronograma de obras e a transparência dos contratos. A comissão também vinha discutindo desdobramentos envolvendo a agência reguladora e representantes do Executivo estadual.

Oproduto Circuito dos Vales já se consolidou como um dos principais organizadores de corridas de rua do sul do país e o maior do interior do nosso estado, com uma impressionante e recente média de dois mil inscritos por etapa – e eram apenas 200, em 2022. É muita gente. Uma ação que movimenta o comércio local antes, durante e após as provas, e tem servido de inspiração para novos e destemidos atletas profissionais e – na maioria das vezes – amadores. Pois bem. Havia chegado a hora de dar um passo a mais nesta história
de superação, e a organização do evento se aliou ao apelo de muitos corredores para projetar a “Meia Maratona dos Vales”. Uma construção de muitas mãos – e muitos pés – que se consolidará na manhã deste domingo, no sempre acolhedor e desafiador município de Teutônia. Um momento simbólico ao Vale e a todos que sempre acreditaram, participaram e incentivaram o crescimento exponencial e inovador do Circuito dos Vales. E como “a primeira vez a gente nunca esquece”, essa prova será um privilégio à parte aos corredores!

Quase dois terços da câmara de Lajeado. Essa é a representatividade política lajeadense que busca recursos em Brasília para nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de porte 3, além de um complexo esportivo nas proximidades do Conservas e outras demandas. Ana da Apama (PP), Lorival Silveira (PP), Aquiles Mallmann (PP), Fabiano Bergmann (PP), Lisandra Quinot (PP), Neco dos Santos (PL), Luís Benoitt (PL), Mano Pereira (PL) e Paula Thomas (PSDB) viajaram juntos nessa
que, provavelmente, seja uma das maiores comitivas da câmara lajeadense à capital federal na história. Em tempo, é importante salientar que os representantes da oposição, ausentes nesta missão, também têm desempenhado o importante papel de fiscalizar a UPA já existente e cobrar ampliações e melhorias. Por vezes, há excessos, é bem verdade. Mas isso é do jogo. Ah, e também é importante ressaltar que o Executivo está capitaneando a luta pela nova UPA junto ao governo federal.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Pressão para concorrer, pressão para não concorrer

Rafael Mallmann deixou o governo de Estrela com bons índices de aprovação em dezembro de 2020. Na reeleição a prefeito, quatro anos antes, venceu o pleito com quase 70% dos votos, em uma clara validação daquele modelo de gestão municipal. Desde então, Mallmann colecionou bons e maus momentos na política regional e estadual, e até a semana passada ainda atuava ao lado da esposa, a atual prefeita de Estrela, como Secretário de Planejamento e Sustentabilidade. Uma trajetória política que sempre o coloca como um propenso candidato em tempos de eleições. E não é diferente em 2026. Ora, não foi à toa que Mallmann tenha respeitado o prazo limite de desincompatibilização antes de pedir exoneração do Executivo estrelense. Por óbvio, ele é uma aposta do União Brasil e será pressionado pelo diretório estadual a concorrer a deputado estadual. Entretanto, e por óbvio, também, isso incomoda os concorrentes e a pressão contrária pode atingir até mesmo o gabinete da esposa. Ou seja, é pressão de tudo quando é lado pra cima de Mallmann.
- A Defesa Civil de Cruzeiro do Sul comunica a realização de um Simulado de Evacuação. A ação ocorre nesta quinta-feira, a partir das 17h, nas localidades de São Miguel, Lotes, Santarém, Desterro e Zona da Lagoa. E o principal objetivo é preparar e orientar a população quanto aos procedimentos adequados de emergência, especialmente em casos de inundações e enchentes.
- A velha guarda gaúcha do PT demonstra união e força para responder à abrupta intervenção do diretório nacional, que busca forçar a dobradinha com o PDT e o nome de Juliana Brizola como cabeça de chapa. Tarso Genro, Olívio Dutra e outros expoentes da esquerda no estado não estão poupando energia para defender o ainda pré-candidato a governador, Edegar Pretto (PT).


Nosso peregrino de todas as quintas-feiras segue nos brindando com um olhar atento aos detalhes do Vale do Taquari. O “lado B” do turismo regional. E hoje a imagem é de uma singela estradinha de chão batido na Linha Picada Natal, no interior de Travesseiro.
Em entrevista ao Conexão Regional, o ex-prefeito e agora ex-secretário municipal Rafael Mallmann falou sobre sua saída do governo de Estrela e o pedido do diretório estadual para que ele seja um articulador regional do partido União Brasil no Vale do Taquari. E, questionado sobre a situação do
ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual Marcelo Caumo, garantiu que iria procurá-lo para debater o futuro político do lajeadense. Afinal, e antes do início da Operação Lamaçal, Caumo era o único e promissor pré-candidato a deputado estadual do União Brasil no Vale. E ele segue filiado.

Nove vereadores de Lajeado cumprem agenda na capital federal com foco na saúde, em especial na construção de uma unidade maior de pronto atendimento
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
LAJEADO
Nove vereadores de Lajeado iniciaram, nessa quarta-feira, 8, uma agenda em Brasília com foco na captação de recursos para a saúde e para projetos de infraestrutura urbana. O principal objetivo da comitiva é buscar apoio político e financeiro para a implantação de uma nova Unidade de Pronto Atendimento, com estrutura maior que a atual e capacidade ampliada diante da demanda crescente no município.

A proposta já foi protocolada junto ao Ministério da Saúde e prevê uma UPA de porte 3. O investimento estimado supera R$ 9 milhões. A intenção do grupo é articular, junto a deputados e lideranças partidárias, a destinação de recursos que permitam tirar o projeto do papel.
Além da nova unidade, a viagem inclui tratativas para aportes ao Hospital Bruno Born, sobretudo em áreas de média e alta complexidade. Também estão na pauta pedidos voltados a espaços de lazer e convivência, como a construção de novas praças, de um complexo
esportivo e de um parque voltado a bairros periféricos.
Participam da agenda os vereadores Ana da Apama, Cascão Mallmann, Fabiano Bergmann, Lisandra Quinot e Lorival Silveira, todos do PP. Neco Santos, Luis Benoitt e Mano Pereira, do PL. além de Paula
Thomas, do PSDB. Entre os integrantes da base do governo, apenas o recém-empossado Carlos Reckziegel não participa da viagem.
Segundo o presidente da câmara, Neco Santos (PL), o esforço conjunto busca fortalecer a pressão política em torno de uma demanda que já se arrasta e hoje é considerada prioritária. A avaliação é de que Lajeado precisa de uma estrutura mais robusta para absorver o volume de atendimentos e reduzir a sobrecarga sobre os serviços já existentes.
Além da obra da nova UPA, a comitiva pretende reforçar junto às bancadas federais a necessidade de liberação de valores já cadastrados pelo município. O montante gira em torno de R$ 30 milhões e contempla demandas ligadas a oncologia, quimioterapia, cardiologia e neurologia, com aplicação prevista em tratamentos, cirurgias e ampliação da rede de atendimento regional.
A estratégia em Brasília é dividida por partidos e frentes de contato. Cada bancada deve cumprir reuniões com deputados federais, senadores e interlocutores de ministérios, numa tentativa de ampliar o número de portas abertas para os projetos de Lajeado.


Reunião na segunda-feira em Brasília trata da análise sobre investimento entre Lajeado e Arroio do Meio, em passagem ao lado da Ponte de Ferro
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Aconstrução da nova ponte entre Lajeado e Arroio do Meio avança para a etapa decisiva. O projeto está em fase final de análise na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e será tema de reunião na próxima segunda-feira, 13 de abril, em Brasília.
O encontro será com o secretário nacional, Wolnei Wolff Barreiros, responsável pela avaliação técnica e liberação dos recursos federais. O projeto estipula uma passagem em dois sentidos, capaz de suportar a passagem de caminhões e com investimento estimado em R$ 25 milhões (sendo R$ 13,5 milhões de vão, R$ 3,5 milhões às cabeceiras em Lajeado e R$ 8,1 milhões às cabeceiras no lado de Arroio do Meio).
A liberação do recurso depende da conclusão da análise da planilha orçamentária.
Segundo o vice-prefeito de Lajeado, Guilherme Cé, o município não recebeu nenhuma
atualização sobre o processo desde o mês passado. “A documentação completa, com os ajustes solicitados pela Defesa Civil Nacional, foi enviada no dia 7 de março. Até o momento, não tivemos retorno”, afirma.
A sinalização do governo federal é de que a definição ocorra ainda neste mês. Em entrevista à Rádio A Hora 102.9, o deputado federal, ex-ministro da Reconstrução, Paulo Pimenta, afirma que o processo está avançando. De acordo com ele, a nova ponte é uma das principais intervenções após as enchentes de 2024. “Esse, sem dúvida, é um dos maiores desafios. É, talvez, a principal obra de infraestrutura rodoviária do governo federal no Vale do Taquari.”
O projeto prevê uma ponte de concreto, com duas pistas de rolamento, 120 metros de extensão e altura cerca de três metros superior à estrutura atual, como forma de aumentar a resiliência frente a eventos climáticos extremos.
Conforme o governo federal, a obra ainda não iniciou devido à necessidade de revisão técnica do projeto. A proposta original precisou ser alterada após a reconstrução da Ponte de Ferro, exigindo mudança de localização e novas sondagens.
Além disso, o município

Nova ponte foi projetada para servir como rota alternativa para veículos pesados entre a passagem da ERS-130 e a Ponte de Ferro
Localização
Entre Lajeado e Arroio do Meio, ao lado da ponte de ferro
Estrutura
Concreto, duas pistas de rolamento
Extensão
120 metros
Largura
9,3 metros
Altura
Cerca de 3 metros
acima da ponte atual
Investimento
R$ 25 milhões
Recursos confirmados
R$ 10,5 milhões
solicitou complementação de recursos para viabilizar a execução completa. Segundo a Defesa Civil, R$ 10,5 milhões já tiveram destinação confirmada. O restante depende da validação final da proposta. Caso aprovada, a Defesa Civil libera os recursos e o processo entra na fase operacional.
O governo de Lajeado será responsável pela licitação, depois pela contratação da empresa e fiscalização dos prazos de entrega.
O volume de acidentes na BR386 tem apresentado aumento significativo em dias de chuva.
É o que mostram os dados de atendimentos realizados pela concessionária ViaSul e registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) feitos no trecho entre Pouso Novo e Bom Retiro do Sul. Dados de atendimentos realizados pela indicam que as condições climáticas influenciam a elevação das ocorrências. Somente na terça-feira, 7, foram registradas nove ocorrências, entre colisões e saídas de pista no trecho de cerca de 60 quilômetros entre Pouso Novo e Bom Retiro do Sul. Apesar de não haver casos graves, as situações exigiram bloqueios parciais da rodovia e mobilização das equipes de atendimento. O número chama atenção quando comparado à média considerada normal. Em dias de tempo estável, são registrados entre três e quatro atendimentos diários no mesmo trecho, envolvendo diferentes tipos de demandas. Ou seja, em dias chuvosos, o volume de ocorrências chega a triplicar. No mesmo período os volumes de chuva na região chamaram atenção. Em Lajeado, o acumulado foi de 49 milímetros, enquanto em Marques de Souza foram contabilizados 42 milímetros no mesmo período. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o aumento dos acidentes está relacionado a fatores como pista molhada, redução da visibilidade, pontos com acúmulo de água, além do fluxo intenso e trechos em
obras. A falta de adaptação dos motoristas às condições climáticas também é apontada como uma das principais causas. Comandante da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Lajeado, Marcos Cesar Barbosa, reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos condutores. “Nos dias de chuva, a visibilidade diminui, a distância de frenagem aumenta e, especificamente aqui na BR-386, há alguns pontos com acúmulo de água na pista, o que exige mais cuidado dos motoristas”, destaca. Ele observa ainda que muitos condutores não ajustam o comportamento ao volante. “O que percebemos é que muitos ainda mantêm velocidade acima do ideal, pouca distância do veículo à frente e realizam manobras bruscas, o que aumenta o risco de acidentes.”
A orientação da PRF é que em dias chuvosos o motorista reduza a velocidade, mantenha distância segura, utilize faróis baixos acesos e evitar ultrapassagens desnecessárias.
Para atender às ocorrências, a ViaSul mantém três bases operacionais no trecho, localizadas em Paverama, Marques de Souza e Pouso Novo. As equipes atuam 24 horas por dia, de forma ininterrupta, com 15 profissionais entre socorristas, médicos e motoristas. O serviço é dividido em escalas. A estrutura inclui ambulâncias com equipe de enfermagem, guinchos para veículos leves e pesados, além de viaturas utilitárias para monitoramento da rodovia.

Certel utiliza nova ferramenta de IA e meterologia para prevenir danos causados pelos eventos climáticos
Entre os investimentos, a Cooperativa Certel anuncia plataforma com uso de inteligência artificial, com objetivo de acompanhar e mitigar os riscos causados pelos desastres ambientais
Lautenir Junior centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Um plano de intercooperação entre Certel, Certaja e Coprel, com a Startup MeteoIA, une meteorologia, inteligência artificial e eventos climáticos. O objetivo com essa nova ferramenta é prevenir e mitigar danos causados por desastres ambientais. O projeto faz parte da 1ª edição do InovaCoop RS de Conexão com startups. De acordo com o vicepresidente da Certel, Daniel Sechi, a ferramenta de IA vincula os eventos climáticos que já aconteceram no passado, baseado nas informações da cooperativa.
“A MeteoIA é um software que nos mostra a probabilidade dos riscos meteorológicos. É uma ferramenta que prevê o futuro. Por exemplo, se amanhã a previsão fosse de ventos fortes. Esse software capta todas essas
informações e leva para as redes. Lá ela determina quais os postes terão defeito com este evento”, explica Sechi.
O vice-presidente conta que em relação às enchentes, o sistema opera da mesma forma. “Ele vai calcular a previsão da quantidade de água e quais associados têm risco de ficar sem luz. Com base nessas informações, com cerca de dois dias antes, a cooperativa consegue mobilizar as equipes para monitorar.”
A assertividade das previsões da plataforma está acima de 80%, de acordo com o vice-presidente. Dado este que torna possível
o restabelecimento da energia elétrica de forma mais ágil. As equipes técnicas da Certel também são preparadas dentro do plano de contingência, por meio de treinamentos, simulações e definição de procedimentos para mobilizar equipes e recursos de forma eficiente. Sechi afirma que todo planejamento e treinamento priorizam, ainda, a segurança das equipes e da comunidade.
Inteligência artificial
De 2021 até o momento, a Certel já investiu mais de R$ 2 milhões em IA.


Certaja aplicou recursos para modernizar a rede, ampliar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento do número de cooperados

Esse software capta todas essas informações e leva para as redes. Lá ela determina, por exemplo, quais os postes terão defeito com o evento.”
Outra cooperativa que anunciou os investimentos feitos em 2025 é a Certaja Energia. Ao todo foram R$ 22,5 milhões de investimento com foco na ampliação da capacidade do sistema, para acompanhar o crescimento de cooperados e manter a qualidade do fornecimento. Os dados foram apresentados na Assembleia Geral Ordinária, em 21 de março. Segundo o especialista em Controladoria, Luis Felipe Jesus da Silva, o valor é menor que em 2024, quando somou R$ 25,4 milhões, mas segue significativo. Do total, R$ 20,9 milhões foram aplicados em 876 obras de expansão, melhorias e renovação, e R$ 1,6 milhão em outras imobilizações.
O uso da inteligência artificial ganha espaço dentro cooperativa como ferramenta de apoio aos processos internos. “Quando a gente usa a IA do nosso lado, a gente agiliza a entrega”, diz Sechi. Segundo ele, a cooperativa tem mais de 60 setores atuando com o apoio da inteligência artificial. Entre os setores impactados está o de Recursos Humanos, onde o volume de dados costuma ser elevado e exige tempo para análise. “No RH, por exemplo, temos uma base com cerca de 4 mil currículos. A IA consegue filtrar conforme a nossa necessidade. E o que era 4 mil vira 25 currículos”, conclui.
Torres mais altas
Após os danos causados pelas enchentes, a Certel concluiu, em junho de 2025, um investimento de R$ 3,5 milhões para reconstruir a travessia da linha de transmissão sobre o Rio Taquari, interligando as subestações de Costão, em Estrela, e Lajeado. O vice-presidente relembra os impactos. “Nós tínhamos duas torres de trinta metros que atravessavam o Rio Taquari.
A Certel substituiu esses equipamentos. Colocamos estruturas de 60 metros de altura, uma de cada lado, e fizemos essa travessia.”
Segundo ele, a mudança também envolveu o reposicionamento das estruturas. “Nós mudamos o local dessas duas torres. Uma empresa fez um estudo para identificar a velocidade da correnteza do rio naquele trecho. Então conseguimos encontrar pontos de correnteza baixa. Com essa alteração, para a água chegar lá de novo, a cota tem que ser acima de cota 45 metros.”
Após a enchente de 2024, também houve avanços na logística e reforço operacional. Com a nova sede de Lajeado a cooperativa passa a não depender mais da travessia sobre o rio para serviços e suporte. Apesar dos desafios causados pelos desastres ambientais, em 2025, a Certel encerrou o ano com R$ 78 milhões investidos em todos os negócios.

VINI BILHAR
ARhodoss oficializou, em março, uma parceria internacional com a Danes S.R.L, da Argentina, tradicional fabricante de implementos rodoviários. A iniciativa representa um avanço estratégico na expansão de mercado e reforça o posicionamento das empresas no cenário global.
A cooperação tem como foco a troca de conhecimento, tecnologia e experiências, ampliando a capacidade de inovação e a presença das marcas em novos mercados. O comunicado conjunto destaca a importância de alianças estratégicas para fortalecer a competitividade e gerar valor ao setor.
Com sede em Estrela, a Rhodoss se prepara para completar 20 anos em 2027 e atua no desenvolvimento e fabricação de semir-

reboques, bitrens e rodotrens. A empresa produz equipamentos em aço inox, aço carbono e alumínio, voltados ao transporte de cargas líquidas e granéis sólidos.
A parceria foi ratificada em
março e comunicada oficialmente ao mercado nesta semana, consolidando um movimento de internacionalização e crescimento sustentável da companhia gaúcha, que tem sede em Estrela.



99 Óticas inaugura unidade em Lajeado e avança expansão no RS
A rede 99 Óticas inaugura hoje sua quarta unidade no Rio Grande do Sul, agora em Lajeado. A abertura integra o plano de expansão iniciado em Passo Fundo, seguido por Erechim e Marau, com foco em cidades estratégicas pelo perfil econômico e localização.
Segundo o franqueado Guilherme Amarante, Lajeado foi escolhida pela prosperidade, organização e posição geográfica, facilitando a conexão com polos como Porto Alegre e Serra Gaúcha, regiões que também estão no radar da marca.
A meta é alcançar entre oito e dez lojas no Estado até o fim do ano.

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) realizou, na noite de terça-feira, 7, a posse das diretorias de 70 entidades filiadas, durante cerimônia no Palácio do Comércio, em Porto Alegre. O evento reuniu lideranças empresariais e contou com a presença do vice-governador Gabriel Souza.
Entre os empossados está o presidente da Cacis de Estrela, Rodrigo Tomasi, que destacou a importância da união entre os diferentes setores econômicos. Segundo ele, o associativismo deve contemplar comércio,
indústria, serviços e agronegócio de forma integrada, com ações que beneficiem o conjunto das atividades. A cerimônia marca a retomada das posses conjuntas, iniciadas em 2018 e interrompidas pela pandemia. As entidades participantes estão distribuídas em diversas regiões do Estado. Tomasi também defendeu maior representatividade de diferentes segmentos e mais apoio às pautas coletivas. O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, ressaltou que a união das lideranças é essencial para fortalecer o desenvolvimento econômico e social do Estado.
A chegada ao RS também tem motivação pessoal, já que o empresário, que é paranaense, possui vínculos familiares com cidades como Passo Fundo e Soledade. A loja em Lajeado, está na Júlio de Castilhos, bem no centro da cidade.
O principal diferencial da rede é o modelo de preço único: todas as armações custam R$ 99, com mais de 3 mil opções e garantia de um ano. A 99 Óticas também oferece lentes nacionais e importadas, ampliando o acesso e incentivando o cuidado com a saúde visual.

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192.201,16

Em jornada de aproximadamente 40 dias, empresário retorna à Cordilheira do Himalaia acompanhado do irmão e de bombeiro militar que atuou nos salvamentos da enchente de 2024
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Oempresário e alpinista
Roberto Lucchese retorna à cordilheira do Himalaia, no Nepal, para iniciar a partir desta segunda-feira, 12, uma nova tentativa de alcançar o cume do Monte Everest, a 8.848,86 metros acima do nível do mar, o ponto mais alto da Terra.
A expedição deve durar aproximadamente 40 dias e envolve uma operação logística complexa. O planejamento inclui treinamentos físicos específicos, simulações de altitude, acompanhamento médico e estratégias rigorosas de segurança, fatores essenciais para enfrentar as condições extremas do Himalaia.
Junto dele, integram o grupo o irmão, Gustavo Lucchese, que participará do primeiro trecho de trekking, e o bombeiro militar Eduardo Augusto, que atuou nas operações das enchentes de 2024. Ele acompanhará a equipe até a primeira montanha, com foco em desenvolvimento pessoal e na aprendizagem de técnicas de resgate em ambientes extremos. Dividido entre os compromissos empresariais da construtora Lyall e a pré-candidatura a deputado estadual, Lucchese ressalta que a vida não pode se resumir a acordar, trabalhar, voltar para casa e repetir a rotina. Para ele, é preciso preencher o cotidiano com sonhos. “O trabalho é gratificante e importante, mas precisamos ter objetivos que vão além dele”, afirma.
Após desembarcar em Katmandu, capital do país, o alpinista seguirá até a região do Khumbu, considerada a principal porta de entrada para o Everest. A partir do trecho, serão cerca de 15 dias de caminhada até o acampamento base, etapa fundamental para a aclimatação antes da subida final. Com mais de 15 anos de experiência em escaladas, Lucchese já enfrentou diferentes desafios em alta montanha. Na primeira tentativa em 2019, chegou a apro-

ximadamente 5,2 mil metros de altitude. Na quarta e mais recente, ficou a 400 metros do cume, uma distância que nas condições climáticas extremas do Everest, pode representar um risco elevado. “Esse trecho final pode levar cerca de cinco horas de escalada e é o mais desafiador. Acima dos oito mil metros está a chamada ‘zona da morte’, onde o nível de oxigênio é insuficiente para sustentar o corpo por muito tempo”, afirma. Pai de três crianças e marido da médica Júlia Gräff Lucchese, apesar da expectativa de alcançar o objetivo, ele destaca que a prioridade é a segurança. “Não é fácil passar tantos dias em uma expedição tão desgastante e não atingir o topo, mas o principal é subir e voltar com vida. Sabemos do tamanho do desafio. Às vezes,
Lucchese já enfrentou diferentes desafios em alta montanha. Na primeira tentativa em 2019, chegou a aproximadamente 5,2 mil metros de altitude
é preciso dar um passo para trás para avançar depois. Tanto nos negócios quanto na vida”, diz.
O interesse pela escalada surgiu quando Lucchese morava em São Paulo e passou a conviver com alguns dos principais alpinistas do país. “Eles subiam as maiores montanhas do mundo, e isso despertou em mim um interesse natural”, recorda.
Ao longo dos anos, a experiência em ambientes extremos passou a influenciar também sua atuação fora das montanhas. Segundo ele, o isolamento e as condições limite favorecem momentos de reflexão raros no cotidiano.


Sucesso de Djavan
Arremate inferior da parede Condição do "rato" de academia (ing.) Refúgio familiar
As situações que só acontecem no campo das ideias Veículo ferroviário Informações protegidas pela LGPD
Aulão promovido pelo Instituto Mulher em Construção oferece contato inicial com ferramentas e técnicas de pintura, com vagas limitadas
Produz eventos (ing.) Roedor silvestre
nobre da TV a cabo A Mãed'Água do Folclore brasileiro
(?) reguladoras: executam serviços públicos
Reino fictício do filme "Pantera Negra"
(?) profissional: criação do Governo Vargas Muhammad (?), lenda do boxe
Que alimenta
Douglas Ananias, Intérprete (Barroca)
Silvio Santos, rosto do SBT Principal ilha da Polinésia Francesa
O ângulo que mede 180º (Geom.)
Ponto fixado no treino de tiro (?) Awards, prêmio do Cinema dos EUA
Partícula de carga negativa (símbolo)
Citação (abrev.) Divisão social celta
Artrópodes como baratas e moscas

ÁRIES: Agir em equipe será a melhor maneira de conseguir o que deseja, Áries, seja no trabalho ou na vida pessoal.
TOURO: O desejo de fazer só o que tem vontade pode crescer, mas aos poucos as coisas melhoram e você vai ter tempo de finalizar o serviço.
GÊMEOS: No trabalho, explore sua criatividade e faça o possível para manter o foco no que importa.
CÂNCER: Seu lado prático ajuda a encarar esses desafios e ainda vai sobrar pique para cuidar do serviço
LEÃO: Redobre o cuidado para não se distrair com tanta facilidade e confira duas vezes uma tarefa antes de partir para a próxima, evita problemas.
VIRGEM: O astral melhora aos poucos e você pode organizar o orçamento e até rever alguns compromissos financeiros que já assumiu.
A (?): em segurança

LIBRA: No trabalho, trace metas mais ambiciosas e confie na sua capacidade para atingir seus objetivos!
ESCORPIÃO: Não deixe a desconfiança esfriar o romance, porque seu ciúme pode fazer hora extra e estremecer os laços com o mozão.
SAGITÁRIO: Seja paciente para lidar com as críticas e veja se você não está exagerando na hora de cobrar os colegas também.
CAPRICÓRNIO: Se tem planos para viajar não deixe nada ao acaso e tenha um plano B para driblar os imprevistos que podem surgir pelo caminho.
AQUÁRIO: Há sinal de novidades na conquista e pode até se envolver com alguém de outra cidade.
PEIXES: Bom humor e animação ajudam a movimentar a paquera, mas a distância talvez vire um problema.
OAulão de Ferramentas e Pintura, evento gratuito e exclusivo para mulheres, será realizado em dois turnos na Universidade do Vale do Taquari - Univates, no próximo dia 11. As atividades ocorrem das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30, com vagas limitadas. A iniciativa será conduzida pelo Instituto Mulher em Construção, que traz a proposta para o município por meio de parceria com os Institutos BRF e Phi. A Univates cede o espaço físico para a realização do aulão.
Conforme a responsável pelo recrutamento e seleção da área de RH do instituto, Andrea Roos, a atividade tem como objetivo apresentar às participantes um panorama do trabalho desenvolvido pela entidade e despertar o interesse para cursos de maior duração oferecidos posteriormente.
“O aulão permite que elas conheçam um pouco da proposta do instituto e tenham contato inicial com noções de ferramentas e pintura. A partir disso, podem se interessar por formações mais completas, como o curso Cimento e Batom, que tem seis dias de duração.”
Serão disponibilizadas 30 vagas no turno da manhã e 30 no turno da tarde. As interessadas devem realizar inscrição por meio de for-

Encontro visa promover autonomia e desenvolver habilidades
mulário online. Após a triagem, as selecionadas serão contatadas pela organização e incluídas em um grupo de WhatsApp para receber orientações.
O instituto também oferece auxílio para transporte às participantes que enfrentam dificuldade de deslocamento. O valor é repassado via Pix um dia antes da atividade, possibilitando que a aluna utilize ônibus ou transporte por aplicativo para chegar ao local.
A expectativa da organização é atingir e, se possível, superar a meta de 60 participantes. A divulgação tem sido feita diretamente em comunidades e pontos estratégicos da cidade, priorizando mulheres em situação de vulnerabilidade social.
O Instituto Mulher em Construção foi fundado em Canoas pela presidente Bia Kern e atua há mais de 20 anos na capacitação de mulheres por meio de cursos ligados à construção civil e manutenção. O foco da entidade é promover autonomia, permitindo que as participantes desenvolvam habilidades que possam ser aplicadas no dia a dia, reduzindo a dependência de terceiros dentro de suas próprias casas e ampliando possibilidades de geração de renda.
Caroline Meyer Kerber, de Lajeado, alcança a final do programa gastronômico em que chefs profissionais enfrentam provas sob pressão e têm pratos avaliados por grandes nomes da culinária, com critérios rigorosos de sabor, técnica e apresentação
OVale do Taquari ganhou projeção internacional em um dos maiores realities de gastronomia do mundo, o MasterChef UK (United Kingdom/Reino Unido).
A lajeadense Caroline Meyer Kerber chegou à final do programa que reúne chefs profissionais em desafios avaliados por nomes consagrados da gastronomia. Morando há mais de 16 anos em Londres, Caroline comanda, ao lado do marido Guilherme Valinhas, um negócio na área da gastronomia chamado Preamar. Segundo ela, a ideia de participar do programa surgiu após incentivo de amigos e clientes, mas o momento certo precisou amadurecer. “A oportunidade surgiu em um momento em que eu já me sentia mais madura profissionalmente. Enviei minha inscrição dois dias antes do encerramento, então tudo aconteceu muito rápido”, relata. Manter a participação em

The Sunflower foi o prato de assinatura de Caroline no primeiro episódio do programa, em homenagem ao pai, Sidney Kerber

segredo foi um dos desafios fora da cozinha. “É difícil guardar uma informação tão especial, mas eu precisava me manter focada. Foi muito emocionante compartilhar a notícia com a família e os amigos depois que tudo terminou”, conta. Dentro da competição, a pressão é intensa. Assim como em outras versões do programa, os participantes precisam administrar o tempo, manter a clareza e ainda explorar a criatividade para agradar os jurados.
“O maior desafio é lidar com a pressão. Os testes de habilidades deixam os participantes bastante apreensivos, então ter um resultado positivo nessa etapa significou muito para mim”, afirma.
Formada em gastronomia pela Westminster Kingsway College, Caroline desenvolve, junto ao marido, um trabalho voltado a experiências gastronômicas mais intimistas no Preamar, atuando como chefs privados, principalmente em Londres e arredores. Ela destaca que a culinária do casal é guiada pela sazonalidade dos ingredientes, mas carrega, sempre que possível, referências brasileiras. “Nossa cozinha é muito guiada pela sazonalidade, então o menu se transforma conforme os ingredientes de cada estação. Quero continuar levando um pouco mais do Brasil para nossos pratos e clientes no Reino Unido, além de ampliar nossa atuação entre os dois países”, explica.
A participação no reality também impactou diretamente os negócios. Segundo Caroline, houve aumento na procura pelos serviços do Preamar e maior visibilidade do trabalho desenvolvido.

O interesse pela cozinha vem de família. Caroline conta que a inspiração surgiu com a avó materna, Nelsy Meyer, passou pela mãe, Jane Meyer Kerber, e chegou até ela e o irmão, Douglas Kerber.
Ainda na época da escola, ela e amigos já se reuniam para preparar jantares nos fins de semana – hábito que procuram manter sempre que retornam a Lajeado. Antes de se firmar na gastronomia, Caroline também estudou nutrição, mas foi após a mudança para a Inglaterra que decidiu seguir carreira na área.
“Representar o Brasil e a minha região em um programa internacional como o MasterChef traz um grande senso de responsabilidade. Há sempre um cuidado ao levar referências que falam da nossa cultura, da nossa memória e da nossa identidade”, destaca.
O MasterChef UK é um reality culinário em que cozinheiros enfrentam provas técnicas, criativas e eliminatórias sob pressão, com tempo limitado e ingredientes surpresa. Os pratos são avaliados por chefs renomados, e a competição é gravada com meses de antecedência até a grande final.
Em 2024, Luísa Jungblut foi vice-campeã da primeira temporada do MasterChef Confeitaria, formato inédito no Brasil. Ela é filha do venâncio-airense Mauro Jungblut e neta de Arthur João Jungblut e Erlita Jungblut, que por mais de 30 anos administraram a Padaria Central, em Venâncio Aires.
















Delegação de Santa Clara do Sul viaja com duas categorias para disputa com clubes tradicionais do país vizinho
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Oprojeto EduFut, de Santa Clara do Sul, se prepara para um desafio internacional neste fim de semana. Sob coordenação de Eduardo Castro, a delegação embarcou nessa quarta-feira, às 20h, rumo a San Carlos, na província de Santa Fé, onde disputa o Torneio Sabalito entre os dias 10 e 12 de abril.
A competição reúne 180 equipes divididas em cinco categorias, com três dias intensos de jogos. O nível técnico é elevado, com a participação de clubes tradicionais da primeira divisão do futebol argentino, como Lanús, Argentinos Juniors, Colón, Defensa y Justicia, Belgrano e Godoy Cruz, além de outras equipes do cenário sul-americano. O EduFut representará o Brasil com dois times, nas categorias sub-12 e sub-13. A chegada ao destino está prevista para a
tarde de quinta-feira, véspera do início das disputas.
Apesar do alto grau de competitividade, o coordenador destaca que a experiência vai além dos resultados dentro de campo. “Esperamos fazer uma boa competição, sempre em busca de ser campeão. Sabemos da dificuldade, mas representando o Brasil temos que ter esse pensamento”, afirma Castro. Ele também ressalta o impacto formativo da participação. “Essa competição é aprendizado, convivência, troca de culturas e crescimento. Essas experiências vão muito além do futebol: ajudam a realizar sonhos, desen-
Esta será a primeira participação do EduFut no torneio com o futebol, o grupo já esteve na mesma cidade anteriormente em competições de vôlei

Oser humano é competitivo por características biológica e cultural. Lógico que existem pessoas que são avessas a tal comportamento e também algumas que não admitem, mas o fato é que a competição é algo natural em nosso dia a dia, seja em interações com nossos pares ou com nós mesmos.
Competimos em nosso ambiente de trabalho, competimos em nossos momentos de lazer, competimos em discussões… às vezes, competimos mesmo sem notar que o estamos fazendo.
Respeito quem pensa o contrário, mas defendo que devemos ensinar nossas crianças a competir: ganhar e saber ganhar, perder, lidar com a frustração e ser resiliente.
Se a competição está por todos os lados e nos impacta a todo o momento, devemos ser preparados tanto para competir quanto para escolher as competições pelas quais vale a pena se envolver.
Existem pessoas que se tornam extremamente competitivas e precisam sentir que estão vencendo seja qual for a situação. Suas opiniões precisam prevalecer, seu carro precisa ser o mais novo, sua opinião política é a mais correta, sua ideia não precisa de colaboração…
Por vezes até se inverte a ordem da disputa, e é quando ocorre um fenômeno que chamo de “competição da desgraça”. Basta alguém reclamar de alguma coisa e, não raramente, se inicia um duelo para ver quem está sofrendo mais:
“Acordei com uma dor nas costas hoje…”
“Mas eu que acordei com dor nas costas e ainda bati o dedinho no pé na cama!”
volvem autonomia, responsabilidade e respeito, e contribuem diretamente na formação dessas crianças como cidadãos.”
Esta será a primeira participação do EduFut no torneio com o futebol, o grupo já esteve na mesma cidade anteriormente em competições de vôlei.

“E eu que não dormi, tenho dor de cabeça e dor nas costas há dois dias!”
Reclamar, assim como competir, é uma necessidade humana, mas seu excesso, da mesma forma com que o excesso de competição, diz muito sobre como percebemos as situações à nossa volta e interfere na forma com que nos relacionamos com o ambiente que nos cerca. Será que temos tendência a ver o copo meio cheio ou meio vazio? Será que nos permitimos sentir mais as derrotas do que comemorar as vitórias?
O SER HUMANO É COMPETITIVO POR CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICA E CULTURAL. LÓGICO QUE EXISTEM PESSOAS QUE SÃO AVESSAS A TAL COMPORTAMENTO...”
A vida é repleta de altos e baixos, momentos para reclamar e para se orgulhar, áreas em que nos destacamos e em que temos dificuldades. Nem sempre é momento de competir, nem sempre é momento de reclamar. Muitas vezes, são momentos para simplesmente interagir e desfrutar. O que achou? Me conta aqui: @miguelllucian

por Franz Weiss
O concurso de Soberanas da Expovale 2006 movimentava Lajeado. A programação ocorria junto ao evento Lajeado Doce Cidade, que animava o município em meio às festividades de Páscoa. Aquela era a 15ª edição da Expovale e 35 candidatas disputavam a etapa final do concurso. Na época, as candidatas
tinham entre 15 e 24 anos e eram de diversas cidades do Vale do Taquari. Em 2006, como Rainha, foi escolhida Kelly Gisch, com as princesas Simone Labres e Juliana Friedrich. O concurso para eleger as Soberanas da Expovale+Construmóbil 2026 já está em andamento e a escolha final ocorre no dia 17 de abril.


O Centro de Artes, Ciências e Tecnologia (Cact) de Estrela oferecia um Curso de Iniciação Fotográfica, destinado aos alunos da instituição. O curso seria ministrado pela professora Rudge Schwertner, num total de 100 horas de aula.
Na época, o curso era dividido em duas etapas: a primeira parte consistia na técnica de fotografar, a segunda envolvia a prática e manipulação em laboratório. Vale lembrar que, na época, as fotos eram analógicas e reveladas em laboratórios pelos próprios fotógrafos.

Ana Letícia Bilhar
Aneline Morás
Caroline Kortz
Cláudia Cristina Immich
Cristine Inês Brauwers
Débora Kunz
Elisângela Maria de Andrade
Eveline de Lima
Francieli Taís de Castro Vanzetto
Gabriela Cristina dos Santos
Gisele da Silva
Gisele Luiza Giovanella
Graziele Aline Althaus
Grazieli Cristina Rockenbach
Graziela de Lurdes Silva
Juliana Friedrich
Keiti Ferreira
Kelen Schirmann
Kellin Capoani
Kelly Gisch
Marelise Teixeira
Mariane Rafaela Maurer
Marta Campos da Silva
Nauana Elizabeth dos Santos
Patrícia Regina Marques
Priscila Karin Coletti
Rocheli Borelli
Samanta Chiesa
Samanta Schneider
Simone da Silva Labres
Suelen Elis Duarte
Valdecira Vanessa de Hutt
Vanessa Becker
Vanessa Prass
Viviane Cristina Laste
Mais de 60 entidades, entre empresas, órgãos e clubes de serviço, prestaram informações e atendimentos gratuitos à população, no Calçadão de Estrela. A atividade ocupou três quadras da rua Fernando Abott e reuniu um público estimado em cinco mil pessoas. Além dos atendimentos, houve apresentação da Orquestra de Teutônia e de danças de grupos alemães e italianos. Houve espaço para brincadeiras, hora do conto e até massagem.

Entre os componentes curriculares do curso estavam: evolução da fotografia através dos tempos; a fotografia e suas múltiplas aplicações; qualidades de um bom fotógrafo; elementos comuns às câmeras fotográficas; tipos de câmeras e acessórios. O curso abordava os filtros, lentes, objetivas, as regulagens, focalização, diafragma, obturadores, escolha do filme e da exposição, fotômetros, medida exata da luz, uso do flash, luz natural e artificial, revelação de filmes, o negativo, provas por contato, processamento do positivo, ampliação a cores e outros.


Jornalista
colunafaleiro@grupoahora.net.br
OOfundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem mais problemas do que a mancha de inundação e a falta de garantias financeiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe.
Há outra questão que só nesta semana as instituições financeiras se deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para todos entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação de dinheiro ao BNDES para operação no semestre.
resultado parcial da Guerra Estados Unidos, Israel contra o Irã não aparece em mapas e nem em balanços militares. Pode-se medir pela influência, credibilidade e capacidade de liderança. E, nesse aspecto, os EUA saem menores do que entraram. Depois de ameaçar um genocídio de toda a civilização persa, aceitou um cessar-fogo (ao que parece não combinou isso com o aliado Benjamin Netanyahu, que atacou o Líbano com mais de 100 mísseis).
Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados para projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi feito em abril. Antes da grande inundação.
Digamos que o banco “Faleiro”
Ainda assim, a trégua de duas semanas expôs limites, pois o preço era muito alto. Como a ação rápida, capaz de desorganizar o regime iraniano não se confirmou, a contraofensiva poderia colocar todo o Oriente Médio de joelhos. Passadas cinco semanas do início do conflito, a estrutura de poder em Teerã segue preservada. Líderes sucumbiram, mas o sistema, não.
recebeu R$ 2 bilhões em julho para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente. Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril. Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.

da e disposta a suportar perdas, os EUA perderam credibilidade no mundo.
discurso inicial e passou a ditar o jogo.
ARTIGO

IVANOR DANNEBROCK
Gestor Educacional
Médico e vice-presidente do Cremers
ANMedicina brasileira vive um processo perigoso de banalização. Vende-se a ideia de que ampliar indiscriminadamente cursos, multiplicar vínculos frágeis e submeter o ato médico à lógica de metas seria modernização. Não é. Em muitos casos, trata-se apenas da transformação da saúde em negócio — e de um negócio altamente lucrativo para quem intermedeia, controla ou explora o trabalho médico.
A
De fato, o uso da força como instrumento de reorganização política falhou. Bombas atingem alvos e não mudou o regime. Quando do outro lado existe uma estrutura estatal consolida -
Nenhum dos aliados europeus históricos do pós-Segunda Guerra entraram na cruzada de Trump. Com isso, o controle do estreito de Ormuz transformou o Irã em um ator com capacidade de pressão global. Ao tensionar esse corredor, o país colocou a economia mundial como variável do conflito. Isso não estava no
DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI
Dentro dos EUA, o presidente também passa a sofrer uma pressão mesmo entre os mais fiéis ao MAGA (Make America Great Again). A gestão Trump será testada na eleição de meio de mandato para vagas no congresso americano. Em caso de derrota, com crescimento no número de democratas, há risco, inclusive de avançar os pedidos de impeachment.
Ainda aguardo uma resposta. O Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente da sede da empresa ter sido atingida ou não pela água?
A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas,

Pela Teoria do Caos, pequenas variações podem ocasionar efeitos inesperados. Dentro deste pensamento, na década de 1960 o meteorologista Edward Lorenz observou que simulações atmosféricas com diferenças quase imperceptíveis poderiam trazer calamidades do outro lado do mundo. Isso ficou conhecido como Efeito Borboleta. Se tirarmos esse conceito do estudo do clima, podemos apli -
gato está na subvenção de 40%. Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas. O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.
Brasil, o impacto chega pela porta da dependência externa. Mesmo com mecanismos de amortecimento, o país não está isolado. O diesel encarece, o frete sobe e a indústria passa a operar com margens comprimidas. Há tentativa de conter distorções, mas o movimento é maior do que a capacidade de intervenção.
No Rio Grande do Sul, a consequência se materializa na base produtiva. Setores ligados à petroquímica registram aumentos de 30% a 80% nos insumos. Embalagens, tintas, tecidos e produtos de limpeza carregam o peso dessa elevação.
Na região, o reflexo aparece no abastecimento e no custo. Cargas chegam de forma fracionada, contratos são revistos e há pressão sobre toda a cadeia produtiva. Uma atitude desmedida dos EUA fará o mundo inteiro ter de pagar pela escassez.
cá-lo nos impactos da guerra no país, no RS e na região. A tempestade sobre o Irã, as mortes, a destruição das infraestruturas de energia e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz reduziram o fluxo de embarcações e comprometeram a distribuição de petróleo. Bastou essa incerteza sobre os próximos dias para reorganizar preços, contratos e decisões de produção em escala global. No
Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas. Há muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.
O que começa como um conflito distante termina na prateleira. Em um sistema econômico interligado, a conta terá de ser paga até pelos países pacíficos, pois a guerra altera o fluxo de insumos, interfere no preço e, tudo isso, redefine o consumo.
ascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.
humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções,
para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”
A abertura desenfreada de faculdades de Medicina, intensificada desde 2013, beneficiou sobretudo grupos educacionais. O crescimento das vagas privadas foi muito superior ao das públicas, sem a correspondente garantia de hospital de ensino, leitos, preceptoria e campos de prática. O resultado começa a aparecer de forma objetiva: o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) expôs desempenho insatisfatório em parcela relevante dos cursos, mostrando que a expansão quantitativa não foi acompanhada da necessária qualidade formativa. Formar mais, sem formar bem, não democratiza a Medicina; a precariza. E quem paga a conta, mais cedo ou mais tarde, é o paciente. No mercado de trabalho, a pejotização e os contratos temporários fragilizaram a relação entre médico, serviço e comunidade, especialmente no setor público. Onde deveria haver vínculo, continuidade e responsabilização sanitária, instala-se a rotatividade. O médico passa a ser tratado como peça substituível; o paciente, como número; e a comunidade perde a referência de quem a acompanha, conhece sua história e responde por seu cuidado.
No mercado de trabalho, a pejotização e os contratos temporários fragilizaram a relação entre médico, serviço e comunidade, especialmente no setor público”
Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar. Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.
Na saúde suplementar e também no SUS, o cenário se agrava quando o médico é espremido por metas, protocolos impostos e restrições administrativas que corroem sua autonomia. Cresce o poder dos intermediadores do trabalho médico — operadoras, terceirizadas, plataformas e gestores — e diminui o espaço da decisão clínica centrada no paciente.
A pergunta, então, é simples: quem se beneficia da banalização da Medicina? Certamente não é a sociedade.
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.
Quinta-feira, 9 de abril de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 16º | MÁX: 25º O dia começa com nebulosidade variada, e ainda pode chover de forma fraca e muito irregular nas primeiras horas do dia.


DESTAQUE INTERNACIONAL
Caroline Meyer Kerber alcançou relevância no programa gastronômico em que chefs profissionais enfrentam provas sob pressão e têm pratos avaliados por grandes nomes da culinária. Ela mora há 16 anos em Londres.


REGIÃO ALTA | |

Quinta-feira, 9 de abril de 2026
Evento reúne 50 estudantes da Rede Sinodal, com palestras, oficinas e visitação ao Cristo Protetor amanhã, 10, e sábado, 11

ENCANTADO
Estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e das 1ª e 2ª séries do Ensino Médio participam amanhã, 10, e sábado, 11, em Encantado, do 31º Encontro Nacional de Lideranças Estudantis da Rede Sinodal de Educação. São esperados 50 alunos de nove escolas das cidades de Roca Sales, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Estrela, Venâncio Aires, Lajeado e Teutônia.
No primeiro dia, os alunos assistem a palestras e participam de atividades no Auditório Sicredi. No segundo, a experiência é no
Complexo do Cristo Protetor. O evento tem como objetivo estimular o desenvolvimento da liderança, uma ação transversal da trajetória dentro das escolas. A organização envolve toda a comunidade escolar, desde a recepção até as demais atividades. A hospedagem dos participantes acontece em casas de famílias, uma forma de reforçar a vivência prática de liderança e colaboração.
Diretor do CEAT Região Alta, Germano Hickmann destaca a importância do encontro. Segundo ele, a programação proporciona experiências que conectam jovens e comunidades. “É com grande alegria que estamos sediando a 31ª edição do Encontro. Reuniremos jovens da Região Centro da
CEAT Região Alta de Roca Sales é o anfitrião da edição deste ano
nossa rede com um propósito bem importante, que é desenvolver a liderança, fortalecer valores e criar conexões que transformam a vida desses jovens e das comunidades onde estão inseridos”, afirma. Hickmann ressalta ainda o significado do evento após os desafios recentes enfrentados pela região. “É bastante especial também porque é o primeiro evento que sediamos depois das catástrofes climáticas dos últimos anos. Estamos trabalhando desde o final do ano passado na montagem e organização da programação, com temas como liderança
no tempo da inteligência artificial, comunicação, protagonismo juvenil e o papel do líder que constrói pontes”, acrescenta.
A programação desta edição inclui palestras com especialistas e profissionais de destaque, como Rodrigo Dalla Vecchia, doutor em Matemática e CEO da EvcomX, que aborda “Liderar no tempo da Inteligência Artificial: oportunidades, cuidados e o futuro que já começou”. O Grupo
A Hora participa com Rodrigo Martini, jornalista, e Fernando Weiss, diretor, em um painel sobre comunicação e mobilização de pessoas. O encontro também contará com a palestra “O Líder Facilitador: construindo pontes em vez de muros”, com Tânia Fröhlich Rodrigues, assistente social e coordenadora do Pacto Lajeado pela Paz. No sábado, os estudantes visitam o Complexo do Cristo Protetor. Vanessa Goldoni, gestora do local e presidente do Lions Clube Encantado, conduz a palestra “Protagonismo que Transforma: lições do Cristo Protetor”, integrando aprendizado e reflexão em um cenário simbólico.
Segundo Hickmann, o evento reforça o protagonismo juvenil e a formação cidadã, com impacto que vai além da escola. “Será um belo evento, marcante e cheio de significado, com foco na liderança estudantil e na contribuição para nossas comunidades”, acrescenta. O evento também ocorre de forma simultânea em outras regiões, nos municípios de Campo Bom, Giruá e Pomerode, em SC.
Sexta-Feira, 10 (Auditório Sicredi)
8h - Recepção
8h30min - Abertura
9h - “Liderar no tempo da Inteligência Artificial: oportunidades, cuidados e o futuro que já começou” com Rodrigo Dalla Vecchia, Doutor em Matemática e CEO da EvcomX
10h30min - Intervalo
10h45min - “Conexões reais: como a comunicação mobiliza pessoas” com Rodrigo Martini, jornalista do Grupo A Hora, e Fernando Weiss, diretor do Grupo A Hora
12h30min - Almoço
14h - Oficina Liderança e Trabalho em Equipe
16h - Intervalo
16h30min - Oficina Liderança e Trabalho em Equipe
17h30min - “O Líder Facilitador: construindo pontes em vez de muros”, com Tânia Fröhlich Rodrigues, assistente social e coordenadora do Pacto Lajeado pela Paz
18h30min - Deslocamento CEATRegião Alta (Roca Sales)
19h - Jantar (Colégio)
20h - Encerramento do primeiro dia
Sábado, 11 de abril (Cristo Protetor)
8h - Recepção no CEAT Região Alta (Roca Sales)
8h30min - Deslocamento até o Cristo Protetor
9h - “Protagonismo que Transforma: lições do Cristo Protetor. Visitação ao Cristo Protetor”, com Vanessa Goldoni, gestora do Complexo Cristo Protetor e presidente do Lions Clube Encantado
11h30min - Retorno ao CEAT
Região Alta (Roca Sales)
11h45min - Almoço
13h - Encerramento

As primeiras intervenções na Rua Barão do Rio Branco, local onde será construída a Rua do Esporte e Lazer, a popular Rua Coberta, devem começar até o final deste mês. A expectativa é do governo de Encantado.
A empresa responsável pela estrutura metálica já trabalha na execução prévia das formas e ferragens das fundações e pilares. Essa etapa é desenvolvida em outro local, a fim de agilizar os processos. Ao mesmo tempo, o projeto executivo da cobertura segue em desenvolvimento e aguarda análise e aprovação dos setores competentes da Prefeitura.
O município já solicitou à concessionária RGE a remoção dos postes de energia que interferem na área de cobertura

diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI

projetada, a fim de garantir a viabilidade técnica e a segurança para a execução da obra.
A empresa vencedora da licitação foi a SEF Indústria Metalúrgica, de Carlos Barbosa.
O prefeito de Doutor Ricardo, Álvaro Giacobbo (MDB), assinou ontem, 8, convênio com o governo do Estado para a construção de 28 casas na Terra do Filó. As unidades habitacionais beneficiarão famílias atingidas pelas enchentes. A secretária de assistente social e primeira-dama, Eliana Zenere Giacobbo, e a coordenadora do departamento de gestão social,
Geciani Sauter, acompanharam o ato no gabinete do secretário estadual de Habitação, Bruno Silveira. Ao mesmo tempo, o município começa a entrar no clima da intensa programação dos filós que preenche o mês de maio. A abertura da 20ª edição ocorre no dia 8, na Linha Zeferino, e encerra no dia 29, com o filó principal no Ginásio de Esportes.

O investimento é de R$ 870 mil. O projeto será executado na Rua Barão do Rio Branco, na quadra entre a Duque de Caxias e a Júlio de Castilhos, próximo à Casa de Cultura.

Andressa de Souza, a Yê, está de malas prontas para a Assembleia Legislativa. Nos próximos dias, ela deixa o cargo na chefia de gabinete da Câmara de Vereadores de Encantado e assume função na equipe do deputado Juvir Costella (MDB).
O ex-secretário estadual de Logística e Transportes já anunciou ser pré-candidato a deputado federal. Segunda suplente do partido, Yê somou 422 votos nas eleições de 2024, menos da metade do pleito anterior, em 2020, quando havia sido a mais votada na apuração geral, com 1.055 votos. O expressivo resultado lhe garantiu a presidência da Casa por um período.
Agora, cabe ao MDB indicar o nome que substituirá Yê no legislativo encantadense.
As recentes declarações do vereador Cris Costa (PSDB) têm revelado um certo incômodo com o governo e a base aliada. Ex-presidente do legislativo, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e futuro ex-político (como ele mesmo já antecipou que deixará a vida pública após o atual mandato), disse esses dias na tribuna que não aceita intimidação ou ameaças, ao abordar problemas no fornecimento de água.
Na sessão desta semana, durante o espaço de comunicação de bancadas, chamaram a atenção as críticas que fez aos políticos que saíram do PSDB. Citou o governador Eduardo Leite, que migrou para o PSD como estratégia que se mostrou frustrada para concorrer à presidência da República, e os demais deputados eleitos pela
sigla tucana, que também buscaram outros caminhos. A exceção, disse Costa, é o deputado federal Daniel da TV, parlamentar o qual ele representa e segue no PSDB. O vereador deixou para o final as frases mais intrigantes: “A gente sabe que alguns prefeitos também se rendem ao governo do Estado por serem favorecidos. Não é ilegal, mas é imoral”. Será que Costa esqueceu (ou não) que o prefeito Jonas Calvi migrou do PSDB para o PSD?
E foi além. Enfatizou que o partido segue forte em Encantado e levará sempre o legado do ex-prefeito Adroaldo Conzatti. “Algumas pessoas acharam que o PSDB iria sumir depois do falecimento do Adroaldo. Demos a volta por cima, elegemos quatro vereadores”, concluiu. Eita, eita, eita!
Zucco ou Gabriel Souza? Quem leva vantagem com a ausência do PT na cabeça de chapa para governador no RS?

• O prefeito Jonas Calvi (PSD) tem cobrado a equipe para encaminhar o projeto de lei do novo Plano Diretor à Câmara de Vereadores ainda no primeiro semestre. Após finalizar a minuta, pelo menos mais uma audiência pública será realizada para ouvir a comunidade.
• Os dois vereadores da bancada do União Brasil, Daniel Passaia e Rogério Meira, votaram contra a continuidade da filiação da Câmara de Encantado à Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) e à União dos Vereadores do Brasil (UVB). E o detalhe, a entidade nacional tem na presidência o encantadense Gilson Conzatti, vereador na cidade de Iraí. O projeto de resolução foi aprovado por 8 a 2.
• “Onde estão as contas do prefeito desde 2019? Qual é o problema? Temos que votar aqui”. Os questionamentos partiram do vereador Diego Pretto (PP), que ameaçou acionar o Ministério Público de Contas (MPC-RS). Pretto também não gostou da resposta ao pedido de informação por ele solicitado sobre os beneficiários com os R$ 200 mil do programa Compra Assistida. O progressista esperava receber a lista com os nomes completosdiferente do que é divulgado pela Caixa Federal, o que não ocorreu.

Construção de memorial e estrutura externa para fiéis tocarem o manto estão em fase de planejamento. Visitas mensais ao complexo atingem média de 25 mil pessoas
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
OComplexo do Cristo Protetor chega ao primeiro ano de inauguração consolidado como um dos principais destinos de turismo religioso do Rio Grande do Sul. A data, celebrada na segunda-feira, 6, coincide tradicionalmente com o período da Páscoa e reforça o caráter espiritual do empreendimento, uma vez que amplia a participação de fiéis nas programações.
Ao longo do primeiro ano de funcionamento a pleno, o local registrou uma média de 25 mil visitantes por mês, explica o presidente da Associação Amigos de Cristo, Robison Gonzatti. “O fluxo constante impacta diretamente a economia regional, ao movimentar também restaurantes, bares, hotéis e estimular novos investimentos em municípios do Vale do Taquari”, ressalta. Em paralelo à consolidação do espaço, a associação trabalha nos próximos passos. Segundo Gonzatti, uma das prioridades é quitar o financiamento da obra, contratado junto à instituição bancária. Restam R$ 13,2 milhões para quitar o empréstimo. “Pagamos sempre em dia. Queremos agora dar uma boa diminuída nessa conta. Já temos quitadas as mensalidades até 2029”, afirma. Ao mesmo tempo, novos projetos começam a ganhar forma. Entre eles, está a construção do Memorial do Cristo Protetor. Gonzatti explica que a proposta é criar um espaço interativo, com uso de tecnologia, para apresentar a história da obra desde a concepção até a inauguração. “A ideia é oferecer uma experiência imersiva, com fotos, vídeos e conteúdos que permitam ao visitante compreender toda a trajetória do monumento”, diz o empresário, na liderança da entidade desde 2024.

Outro projeto em desenvolvimento prevê a criação de uma estrutura que permita aos visitantes tocarem o manto da estátua, acima do pedestal, algo incomum em monumentos desse porte. Gonzatti comenta que a iniciativa busca fortalecer a conexão espiritual dos fiéis. Segundo ele, mais do que o contato físico com a estrutura, a proposta é proporcionar uma experiência simbólica e emocional. “Elas não vão tocar só no ferro e concreto, mas em algo maior”, disse, ao destacar que o objetivo é fazer com que as pessoas deixem o local melhores do que chegaram. A proposta está sendo elaborada em conjunto com a equipe de arquitetura e deve respeitar critérios de segurança e preservação do monumento.
As celebrações de um ano do complexo foram integradas à programação de Páscoa e mobilizaram milhares de pessoas. Na Sexta-feira Santa, mais de cinco mil fiéis participaram da tradi-
cional caminhada penitencial e Via Sacra. No Sábado de Aleluia, a concentração ocorreu às 15h, com o Musical Religare. Já no domingo de Páscoa, foi celebrada a missa especial atrás do pedestal da estátua. A celebração contou com apresentação do Coral Vida e Canto.
Localizado no Morro das Antenas, a mais de 400 metros de altitude, o complexo conta com infraestrutura completa para receber visitantes. Entre os destaques estão praça de alimentação, ambulatório, lojas de artigos religiosos e espaços de contemplação. Um elevador interno leva os visitantes até o coração da estátua, a 33 metros de altura.
Atualmente, o empreendimento mantém 10 profissionais com contrato fixo e cerca de 80 colaboradores em regime intermitente, que são escalados conforme a demanda.
Média de visitantes:
25 mil por mês
Colaboradores: 10 fixos (CLT) + 80 intermitentes
Financiamento bancário: R$ 13,2 milhões ainda a quitar
Parcelas: pagas e adiantadas até 2029
Resultado de 2025:
R$ 3.942.899,17
• A maior parte dos valores é utilizada para a quitação do financiamento contratado junto à instituição financeira e para a manutenção do complexo.
• Com relação aos valores arrecadados na bilheteria, 10% são destinados ao Fundo Municipal de Preservação Ambiental. Desse total, 5% são direcionados para o setor de turismo, 3% para a área de Zona de Estruturação de Território Urbano (Zetur) a fim de preservar a área verde e 2% para desapropriações.
• Todos os dados, contratos e documentos estão disponíveis no Portal da Transparência do Cristo Protetor, com acesso em www.cristoencantado.com.br.



Encantado, Muçum e Relvado atraíram milhares de pessoas com apresentações durante a
Semana Santa
As encenações da Paixão de Cristo mobilizaram milhares de pessoas em Encantado, Muçum e Relvado ao longo da Semana Santa e reforçaram a tradição religiosa na região alta do Vale do Taquari.
Um dos destaques foi a estreia do espetáculo “Religare”, em Encantado. A apresentação inédita ocorreu no ginásio do Parque João Batista Marchese, com quatro apresentações entre os dias 1º e 5 de abril. Ao todo, mais de 2,5 mil ingressos foram disponibilizados.
Inspirado na Paixão e Ressurreição de Cristo, o espetáculo trouxe uma releitura contemporânea da narrativa bíblica. A produção combinou atuação de elenco local, trilha sonora ao vivo, iluminação especial e projeção mapeada.
Criador e roteirista da peça, Ricardo Werner avaliou positivamente a primeira edição. Ele res-
saltou a resposta do público. “O que mais marcou foi o feedback das pessoas, que saíram emocionadas e tocadas pela apresentação. O ‘Religare’ é um projeto que veio para ficar”, disse.
O ator Gustavo Klauck, que interpretou Jesus, destacou a intensidade da vivência em cena. “Foi uma experiência de muita conexão interior, representando Jesus no ‘Religare’”, afirmou. Segundo ele, o papel exigiu preparação e envolvimento desde o início do projeto. O prefeito Jonas Calvi, que também integrou o elenco no papel de Pedro, destacou a proposta diferenciada. “É uma história conhecida, mas apresentada de forma diferente, chamando atenção para novos detalhes”, afirmou.
A repercussão entre o público foi marcada pela emoção. A moradora Nair Bagatini relatou a experiência. “Foi algo bem emocionante. A gente vive aquilo e leva reflexões para o dia a dia”, disse.
No bairro Planalto, a comunidade Santo Agostinho reuniu quatro mil pessoas na Sexta-feira Santa. A encenação ocorreu em frente à igreja e contou com cerca de 70 atores voluntários. A

No Bairro Planalto, apresentação mobilizou cerca de 70 atores voluntários

Inédito em Encantado, Religare surpreendeu o público em quatro apresentações
programação iniciou com apresentações dos corais São Carlos e Vida e Canto. Ao final, crianças distribuíram mini terços ao público. O coordenador Gustavo Luis Bagatini destacou o caráter coletivo e voluntário do trabalho. Em Muçum, o espetáculo foi ampliado para dois dias e reuniu mais de sete mil pessoas na Praça da Matriz. A encenação apresentou mudanças na narrativa e novas cenas, buscando renovar a experiência do público. A abertura, com inversão cronológica, foi um dos destaques. A produção também investiu em iluminação e sonorização para intensificar a ambientação.
Já em Relvado, a apresentação ocorreu no morro e nas escadarias da Igreja Matriz Santo Antônio. Cerca de 200 pessoas participaram da encenação, entre elenco e equipe. O evento, criado em 2024, se consolida como tradição local e segue atraindo o público na Sexta-feira Santa.
Em Muçum, mais de sete mil pessoas assistiram às duas noites de espetáculos

Relvado, encenação ocorre desde 2024 nas escadarias
Mudança integra planejamento estratégico e amplia foco no comércio e varejo. Detalhes sobre a transição foram apresentados em coletiva de imprensa
ENCANTADO
AAssociação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E) reuniu a imprensa regional na da terça-feira, dia 7, para detalhar o processo de incorporação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O encontro apresentou os avanços, os motivos da unificação e os próximos passos da transição.
Até o dia 15 de abril, a CDL mantém os atendimentos em sua sala na Galeria Peretti e encerra as atividades no dia 30 de abril.
A explanação foi conduzida pela presidente da ACI-E, Raquel Cadore. Ela esteve acompanhada do vice-presidente Diogo Spessatto, da diretora de Comércio e Varejo e presidente da CDL, Luciana Hollmann, além dos advogados Alex Herold e Reinaldo Cornelli, responsáveis pela condução jurídica.
Raquel destacou que o movimento é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o diálogo entre as entidades começou há cerca de quatro anos e amadureceu recentemente, permitindo a concretização da incorporação. “É um momento histórico para o associativismo local, com potencial de fortalecer o comércio, os empreendimentos e os empreendedores”, afirmou.
A presidente também explicou que a ACI-E promoveu mudanças internas para viabilizar a integração. O estatuto da entidade foi


A assembleia que definiu pela dissolução da entidade ocorreu em janeiro deste ano e contou com o voto favorável de 85% dos associados. No total, a CDL contava com 76 associados.
alterado para permitir a incorporação da CDL. Além disso, foi criada a diretoria de Comércio e Varejo, hoje liderada por Luciana Hollmann, com o objetivo de garantir uma transição organizada e dar atenção específica ao setor. “Estamos muito felizes em receber a CDL. Já vínhamos promovendo ações conjuntas, como campanhas, reuniões e capacitações voltadas ao comércio e varejo”, salientou Raquel. Outro ponto destacado foi o acolhimento aos associados da CDL. Conforme Raquel, todos estão sendo visitados individualmente para garantir uma migração tranquila. Ela frisou que não há cobrança de taxa de adesão, não existe período de carência e que a mensalidade é inferior à praticada anteriormente pela CDL, além da ampliação dos serviços disponíveis. Segundo a presidente, os novos associados passam a usufruir imediatamente dos benefícios. Luciana contextualizou a decisão sob a perspectiva históri-
ca da CDL. Ela fez referência ao legado construído pela entidade e às lideranças que a antecederam. Ao mesmo tempo, reconheceu que o cenário atual exigiu uma decisão estratégica. Para ela, houve maturidade para avaliar a realidade e entender que a incorporação era o melhor caminho. “Cada dia que passa fica claro que foi a melhor decisão. Os resultados serão percebidos ao longo do tempo”, comentou. Luciana também destacou que o acervo histórico da
CDL e a galeria de ex-presidentes serão preservados pela ACI-E, garantindo a valorização da trajetória da entidade.
Planejamento estratégico A incorporação também está alinhada ao planejamento estratégico da ACI-E para 2026. Raquel explicou que a entidade trabalha com seis pilares: crescimento estruturado, sustentabilidade financeira, padronização de processos, fortalecimento institucional, representatividade
e melhoria de estrutura. Segundo ela, a unificação reforça esses objetivos e prepara a entidade para os próximos anos.
A presidente ainda enfatizou que a união amplia a capacidade de atuação em pautas macro. Entre elas, citou temas como obras de contenção e prevenção às enchentes, plano de concessões das rodovias e questões tributárias. De acordo com Raquel, são agendas que impactam diretamente o ambiente de negócios e exigem uma representação forte e articulada.
DIRETORIA EXECUTIVA DA ACI-E 2026
Raquel Cadore – Presidente
Diogo Spessatto – VicePresidente
Moises Cornelli – Diretor Financeiro
Tiago Dartora – Diretor Administrativo
Luciana Hollmann – Diretora de Comércio e Varejo
Leonardo Figueró – Diretor de Indústria
Évili Osterkamp – Diretora de Núcleos
Leine Werner – Diretora de Eventos
Luciano Moresco – Diretor de Logística e Infraestrutura


Evento inédito organizado pelo TeAcolhe e Apae mobilizou cerca de 600 pessoas da região em dois dias de programação
ENCANTADO
Encantado recebeu o 1º Congresso Pertencer, iniciativa do Centro Regional de Referência (CRR) TeAcolhe RS, em parceria com a APAE do município. O evento ocorreu na terça e quartafeira, dias 7 e 8, no auditório Sicredi. Cerca de 600 participantes de 27 municípios da região assistiram às palestras que abordaram temas relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A proposta foi integrar ciência, prática e acolhimento, explica a coordenadora do TeAcolhe em Encantado, psicóloga Michele de Conto. A programação foi organizada em nichos temáticos. Cada eixo abordou desafios do cotidiano e avanços do conhecimento.
“O foco esteve no fortalecimen-

to da rede de apoio às pessoas com TEA. Procuramos reunir pessoas para falar não somente da parte prática, mas também de afeto e inclusão. A gente esteve com profissionais da saúde, da educação, da assistência social e também com famílias. O nosso maior objetivo foi passar conhecimento e informação, mas focar na inclusão. Por isso escolhemos

o nome Pertencer, para que essas pessoas se sintam realmente pertencentes”, comenta Michele.
No primeiro dia, os debates se concentraram em alimentação, sono e saúde mental. A nutricionista Gabriela Andrades abriu o ciclo ao tratar da seletividade alimentar. Na sequência, a neurologista Fabiane Mugnol falou sobre a relação entre ciência, cuidado e afeto no autismo. Outro eixo tratou da saúde mental das famílias. A jornalista Debora Saueressig destacou o impacto do diagnóstico e a importância da rede de
apoio, com atenção especial às mães. A psicóloga Érica Franceschini falou sobre acolhimento. No segundo dia, a psiquiatra Neusa Agne abordou a adolescência no TEA, ao apontar desafios e possibilidades. A psicopedagoga Letícia Casonatto apresentou experiências com cães em intervenções terapêuticas e educacionais.
A linguagem e a interação social ganharam destaque no último bloco com a musicoterapeuta Natália Magalhães, que explorou o uso da música como ferramenta de comunicação.
Já o terapeuta ocupacional Filipe Geyer discutiu a relação entre corpo, sensorialidade e comportamento social, e a fonoaudióloga
O TeAcolhe RS é uma política pública do Governo do Rio Grande do Sul. O programa é voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias. Funciona por meio de Centros Regionais de Referência (CRR). Oferece avaliação, orientação e acompanhamento multiprofissional. O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico e ao cuidado qualificado. Também busca integrar serviços de saúde, educação e assistência social. A proposta central é garantir atendimento humanizado. E fortalecer a rede de apoio em todo o Estado.

Caroline Laux mostrou caminhos para além da fala na comunicação de pessoas com TEA “Procuramos trazer uma programação diversificada para aprofundar o conhecimento. Porque sempre vamos conhecer alguém que tem uma criança autista, ou um filho autista, um vizinho, vamos ser padrinhos de crianças autistas. Então, quanto mais a gente conhecer, mais vamos acolher. Eles vão se sentir pertencentes nesse mundo, na nossa vida, no lugar onde eles estão”, salienta Michele.

O foco esteve no fortalecimento da rede de apoio às pessoas com TEA. Procuramos reunir pessoas para falar não somente da parte prática, mas também de afeto e inclusão.”

Apresentação de músicos argentinos ocorre amanhã, 10, no Espaço Multiverso. Ingressos são limitados
ENCANTADO
Uma noite com dois grandes nomes da música e sucessos que marcaram gerações. Essa é a proposta do espetáculo internacional “Elvis
& ABBA”, que chega a Encantado amanhã, 10, às 20h, no Boulevard Encantado. Apresentado pela banda argentina Los Kalas, o repertório percorre sucessos dos anos 50, 60 e 70, em um encontro de dois tributos reconhecidos como referência no gênero na Argentina.
A abertura fica por conta do tributo ao ABBA, que traz ao palco os clássicos eternizados por Agnetha Fältskog, Anni-Frid Lyngstad, Björn Ulvaeus e Benny Andersson. A performance se destaca pelos figurinos e coreo-
grafias fiéis, além da harmonia vocal e instrumental que recria com precisão a essência do grupo original.
Na sequência, o público será envolvido pelo tributo a Elvis Presley, com figurinos icônicos, backing vocals ao vivo e uma execução instrumental marcante, que representa com autenticidade os maiores clássicos do rei do rock. Os ingressos estão disponíveis em www.blueticket.com.br com valores a partir de R$ 78,40 e opção de parcelamento em até 10x no cartão de crédito.
Apresentação da obra “Amar e Poder”, de Luís Pedro Coser Frigeri, ocorreu em evento na Câmara de Vereadores
ENCANTADO
O jovem escritor Luís Pedro Coser Frigeri, 18 anos, lançou seu mais recente livro, “Amar e Poder”, em evento na Câmara de Vereadores de Encantado. Encantadense, Luís iniciou a trajetória literária ainda na infância, com a publicação de “O Tolo da Colina”, aos 12 anos. Em

“Amar e Poder”, ele combina elementos da tradição greco-romana
com uma estética contemporânea, estimulando reflexões sobre temas universais, incentivando a leitura e ampliando o vocabulário dos leitores.
Durante o lançamento, o autor participou de sessão de autógrafos e comercializou exemplares para o público presente. O presidente do legislativo, Claudinho Neto (MDB), destacou a importância de iniciativas culturais como esta. “Eventos assim incentivam os jovens a se expressarem por meio da escrita e a valorizarem a leitura”, afirmou, ressaltando o papel da comunidade no fomento à produção literária local.

