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A Hora – 06 e 07/06/2026

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Fim de semana, 6 e 7 de junho de 2026 | Ano 23 - Nº 4111 |

Vale teme mais uma década sem obras

Fim da concessão reabre debate e aumenta pressão sobre uso do Funrigs

Sem definição sobre o futuro do Bloco 2, líderes regionais alertam para o risco de reiniciar discussões que já consumiram cinco anos. Prio-

ridade passa a ser preservar investimentos nas ERSs 130 e 453 e garantir que aporte do Funrigs de R$ 1,5 bilhão seja para duplicações.

PÁGINAS | 6 e 7

DE VACINAÇÃO Baixa cobertura motiva alerta

Quase 60% do público-alvo regional ainda não buscou a imunização contra Influenza na rede pública. Lajeado abre postos neste sábado.

PÁGINA | 14

grupoahora.net.br

Funrigs e a crueldade da interminável dívida do Estado com a União

Cultura e gastronomia em evidência

Ofim da concessão Bloco 2 produziu como consequência imediata a pergunta sobre qual será o destino dos R$ 1,5 bilhão reservados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs)? O recurso existe, mas falta definição do Estado sobre o que será feito a partir de agora. A ausência de resposta preocupa. Durante cinco anos, prefeitos, entidades empresariais, conselhos regionais e representantes da sociedade participaram de audiências públicas, estudos técnicos e negociações para construir o plano

Em que pese as divergências em torno do modelo, ficou o consenso: o Vale do Taquari precisa de investimentos para qualificar a infraestrutura viária. Sem o repasse à iniciativa privada, o aporte do Funrigs, usado como incentivo aos investidores, volta ao caixa do Plano Rio Grande.

“Se o aporte foi reservado para obras de resiliência, a prioridade regional decorre dos próprios critérios que justificaram a criação do fundo.”

Também abre-se uma disputa entre regiões. O Vale foi o epicentro das tragédias de 2023 e 2024. Se o aporte foi reservado para obras de resiliência, a prioridade decorre dos próprios critérios que justificaram a criação do fundo.

O governo atribui parte do fracasso do leilão ao ambiente político. A oposição defende a aplicação direta dos recursos em obras. Neste momento, o objetivo central deve ser transformar o recurso em investimentos capazes de qualificar a infraestrutura regional. Existem estudos, diagnóstico regional e prioridades definidas. O próximo passo depende de uma decisão política sobre a aplicação dos recursos. Por justiça, o dinheiro é do Vale e por necessidade, precisa virar obra.

à

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Vale do Taquari - Lajeado - RS

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assinaturas@grupoahora.net.br comercial@grupoahora.net.br faturamento@grupoahora.net.br financeiro@grupoahora.net.br centraldejornalismo@grupoahora.net.br atendimento@grupoahora.net.br Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“As pessoas precisam enxergar o Rio Taquari como um aliado”

EducadorafísicadeColinas, SimoneKnopcomeçoua praticartriatlonesteano etemchamadoatenção pelostreinamentosde nataçãoemáguasabertas noRioTaquari.Apaixonada peloesporte,elaconciliaa rotina de trabalho com uma intensapreparaçãofísicae sonha em incentivar mais pessoasautilizaremorio paraatividadesesportivase de lazer

das partes que mais gosto da preparação.

E como é nadar no rio, especialmente durante o inverno?

Como surgiu o interesse pelo triatlo?

Sempre fui muito ligada ao esporte e à atividade física. Neste ano resolvi me desafiar em uma modalidade diferente, que reúne três práticas que eu gosto muito: corrida, ciclismo e natação. O triatlo exige bastante disciplina e preparo, e isso me motivou a buscar novos desafios.

O que mais chamou sua atenção na modalidade?

A variedade dos treinos. Cada dia é uma atividade diferente e isso torna a preparação muito dinâmica. Além do aspecto físico, o triatlo trabalha muito a questão mental, a superação e a capacidade de adaptação.

Os treinos de natação no Rio Taquari chamam bastante atenção. Como surgiu essa ideia?

A natação em águas abertas faz parte da preparação para as provas. Como temos o Rio Taquari muito próximo, percebi que ele poderia ser um excelente local para os treinamentos. Aos poucos fui me adaptando e hoje é uma

É um desafio. A temperatura da água é mais baixa e exige adaptação física e mental. Mas também proporciona uma experiência única de contato com a natureza. Cada treino é diferente e isso torna a atividade ainda mais especial.

Como é sua rotina de preparação?

Tento manter uma rotina equilibrada durante a semana. Faço dois treinos de corrida, dois de natação, sendo um na piscina e outro em águas abertas, três sessões de musculação e dois treinos de ciclismo. É uma rotina intensa, mas que traz muita satisfação.

Você estreou em competições neste ano. Como foi essa experiência?

Foi muito emocionante. Minha primeira participação foi em Caxias do Sul e depois tive a oportunidade de competir em Porto Alegre representando o Vale do Taquari. Cada prova traz aprendizados importantes e aumenta a vontade de continuar evoluindo.

De que forma sua profissão influencia nessa trajetória?

Sou educadora física e trabalho diretamente com a promoção da saúde. O esporte faz parte da minha vida e procuro incentivar

as pessoas a adotarem hábitos mais saudáveis. Vivenciar isso na prática me ajuda a transmitir essa mensagem com ainda mais convicção.

Você pretende desenvolver algum projeto relacionado ao Rio Taquari?

Sim. A ideia é construir um projeto que incentive a prática esportiva em águas abertas e aproxime mais pessoas do rio. Temos um patrimônio natural muito importante e acredito que ele pode ser utilizado de forma positiva pela comunidade.

Qual mensagem você gostaria de deixar para quem pensa em começar uma atividade física?

Não é preciso começar em alto rendimento. O mais importante é dar o primeiro passo e encontrar uma atividade que gere prazer. O esporte transforma vidas, melhora a saúde e proporciona momentos de superação. Todos podem encontrar uma forma de se movimentar e colher esses benefícios.

O que o Rio Taquari representa para você hoje?

Representa oportunidade, conexão e qualidade de vida. Quero que as pessoas conheçam melhor o rio e entendam que ele pode ser um grande aliado. Precisamos valorizá-lo, respeitá-lo e aproveitar tudo o que ele pode oferecer para a nossa região.

Filiado
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

rodrigomartini@grupoahora.net.br

O FENÔMENO FUNRIGS

Fundo pós-enchente expõe a crueldade da dívida do Estado com a União

Oassunto não tem sido pauta nas redações, botecos e esquinas democráticas do Rio Grande do Sul. Anestesiados pelas trágicas enchentes de 2023 e 2024, o povo gaúcho segue apenas celebrando os milhões – ou bilhões – depositados todos os dias pelo Funrigs nos cofres do estado, dos municípios e das entidades. Mas, é de suma importância que todos se perguntem, a cada novo anúncio de repasse do Funrigs, como seria a vida e as políticas

públicas dos gaúchos se já não estivéssemos pagando a interminável dívida com a União. Eu penso sobre isso todos os dias. Vejam só. Em três anos, o nosso Estado terá acumulado – e investido – algo próximo a R$ 14 bilhões em obras necessárias ao nosso Estado. E o Vale do Taquari, com absoluta justiça, é um dos principais beneficiados. É um recurso que, em tempos normais, teria ido direto para o caixa da União, e de lá pra cima é só pra baixo. É uma crueldade histórica e sem precedentes mundo

RODOVIAS DO VALE

afora. Um suicídio institucional. O nosso suado dinheiro tem servido para custear uma interminável dívida que, se levarmos em conta os abusivos e mal auditados juros e correções, já foi quitada faz anos. Em tempo, eu não defendo um calote. Mas, se o saldo original era próximo a R$ 10 bilhões no refinanciamento realizado em 1998, e depois de 28 anos o saldo é próximo a R$ 100 bilhões, tem algo muito errado e injusto com o nosso RS. E a conclusão é óbvia: o Brasil perde para ele mesmo.

Todos juntos pelos R$ 1,5 bilhão do Funrigs

Não é hora de ser vaidoso ou rançoso. A realidade é uma só. O projeto de concessão do governo estadual não atraiu interessados –e aqui existem diversas narrativas sobre eventuais razões – e temos um dever moral e social de seguir lutando por obras de duplicação, viadutos, passarelas e afins nas

principais rodovias estaduais do Vale do Taquari. Dito isso, é crucial que o mesmo Grupo de Trabalho da região que tanto se dedicou para chegarmos a um modelo mais justo, aliado aos representantes da Amvat, Amat, Amsol, Avat, CIC/VT, Amturvales e de toda a sociedade civil lutem

de forma uníssona pela aplicação direta dos R$ 1,5 bilhão (já previstos ao Bloco 2) nas rodovias do Vale. Talvez não seja possível aplicar 100% deste valor oriundo do Funrigs em nossa região. Mas, a maior fatia não pode, sob risco de uma injustiça histórica, ser levada para outra região do Estado.

Meia tonelada de polenta em Encantado

Tradição é tradição e o valor disso é imensurável. E a comunidade de Jacarezinho, em Encantado, é pura tradição. Nessa sexta-feira, por exemplo, um grupo de voluntários daquela localidade iniciou o preparo de 500 quilos de polenta para a Suinofest 2026. Um ato repetido desde 1995. A produção é realizada por membros do Coral São Carlos e iniciou às 6h com cerca de 20 pessoas e oito panelas grandes operando de forma simultânea no salão da comunidade. Um processo que exige tempo e dedicação. Afinal, cada panela leva duas horas de cozimento para a polenta ficar pronta.

TIRO

- A polêmica dos supostos “assessores fantasmas” já repercute na Comissão de Ética da Câmara de Lajeado. E não será surpresa se logo mais surgirem pedidos de cassação de mandatos no plenário.

- Vice-governador e pré-candidato a governador, Gabriel Souza (MDB) cumpre agenda neste sábado no Vale do Taquari. Pela manhã, ele assina o contrato para repasse do Funrigs à reforma do Parque do Imigrante, em Lajeado. No início da tarde, visita as obras da ERS-129, entre Colinas e Roca Sales. E no fim do dia prestigia a abertura da Suinofest, em Encantado.

- Aliás, a Suinofest também será prestigiada pelo pré-candidato a governador Luciano Zucco (PL). O deputado federal visita o Parque João Batista Marchese neste domingo, por volta das 12h.

- Outro pré-candidato a governador, Marcelo Maranata (PSDB) renunciou ao cargo de prefeito de Guaíba em abril. E há quem aposte que o agente político desistirá do pleito ao Palácio Piratini para ser candidato a deputado federal, e, desta forma, apoiar Gabriel Souza (MDB). Aguardemos!

vinibilhar@grupoahora.net.br

Imec e Rotary arrecadam R$ 45 mil em noite de Queijos e Vinhos

Aedição 2026 da Noite de Queijos e Vinhos promovida pelo Grupo Imec reuniu cerca de 300 pessoas na noite de quarta-feira (3), no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. Realizado em parceria com o Rotary Club Lajeado, o evento arrecadou R$ 45 mil, valor que será destinado à Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) e à Associação Lajeadense de Segurança Pública (Alsepro). Tradicional no calendário social lajeadense, a iniciativa integra uma série de eventos promovidos pelo Imec em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Presidente do Rotary Lajeado, Karl Griesang agradeceu a parceria e destacou a importância dos recursos para as entidades beneficiadas. Segundo ele, ações como essa fortalecem a comunidade e complementam outras iniciativas previstas para 2026, como a retomada do Agosto Delas e do Rotarianos da Cozinha. O CEO do Grupo Imec, Fabiano Pivotto, ressaltou que a parceria com o Rotary amplia o alcance social da empresa. Conforme o executivo, a Noite de Queijos e Vinhos ainda passará por outras oito cidades. “Cada ação representa um tijolinho na grande obra da solidariedade”, afirmou. A animação da noite ficou por conta da dupla Diana e Sandro. O evento também reuniu marcas parceiras do Grupo Imec, responsáveis pelo buffet de queijos, vinhos e demais produtos oferecidos aos participantes.

Indicadores

Dólar: R$ 5,15

Ibovespa: 169.228,52

INPC: 0,81%

Tomasi Logística amplia operações no Brasil

A Tomasi Logística dá mais um passo em seu processo de expansão nacional com a inauguração de duas novas unidades operacionais neste mês de junho. As estruturas foram instaladas em Uberlândia (MG) e Viana (ES), reforçando a presença da empresa em importantes corredores logísticos do país.

A companhia também passa a atender regularmente a Região Metropolitana de Belém, no Pará. Embora sem a instalação de uma unidade física, a operação marca a entrada oficial da Tomasi na Região Norte, ampliando sua

cobertura em território nacional. O crescimento das atividades resulta na abertura de 35 vagas para motoristas de carreta e truck. As oportunidades são destinadas às bases de Canoas, Caxias do Sul e Estrela, de onde partem cargas para os novos mercados atendidos. Além da expansão operacional, a empresa implantou um plano de telemedicina disponível 24 horas para seus motoristas e até três familiares. O benefício inclui atendimento médico e psicológico online, além de descontos em farmácias, exames clínicos e assistência residencial.

Dália participa de encontro internacional de avicultura

A Cooperativa Dália Alimentos participou do Encontro Empresarial Avícola promovido pela Cobb-Vantress, em Atibaia (SP), reunindo lideranças da cadeia avícola da América Latina. Representaram a cooperativa o presidente executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, e o vice-presidente executivo, Igor Estevan Weingartner.

Segundo Freitas, o evento abordou tendências de mercado, inovações tecnológicas e perspectivas

para o setor. Um dos destaques foi o lançamento da nova matriz genética Cobb 800, desenvolvida para elevar a produtividade das granjas por meio de melhor conversão alimentar, maior ganho de peso e aumento na produção de ovos férteis e pintos.

A programação também incluiu palestras de economistas e especialistas sobre os cenários futuros da avicultura, oferecendo subsídios para o planejamento estratégico das empresas do segmento.

VINI BILHAR

DESTINO DE R$ 1,5 BILHÃO

Vale busca garantir aporte e evitar mais uma década sem obras

Fim da concessão altera debate regional. Líderes defendem uso do Funrigs em rodovias prioritárias e alertam para risco de perder investimentos

Ofim da concessão das rodovias do Bloco

2 transfere o debate regional para outra frente. Depois de cinco anos de audiências públicas, estudos sobre tarifas, cronogramas de obras e modelos de gestão, prefeitos, entidades empresariais e representantes da sociedade civil passaram a concentrar atenções sobre o destino dos R$ 1,5 bilhão previstos pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Dentro do grupo de trabalho formado pela Câmara da Indústria e Comércio (CICVT), com agentes políticos e Conselho de Desenvolvimento

(Codevat), a preocupação está no risco de a região voltar ao ponto de partida após cinco anos de negociações sobre investimentos, cronogramas de obras e alternativas para ampliar a capacidade das rodovias. Essa avaliação fica mais evidente a partir da resposta do Estado depois da suspensão do leilão. Conforme a Secretaria da Reconstrução, o governo não definiu os próximos passos para o Bloco 2. Questionado pela reportagem sobre o destino dos estudos técnicos e do aporte de R$ 1,5 bilhão previsto no projeto, o Executivo gaúcho não informou qual será o encaminhamento. Sem definição, cresce o receio de que as rodovias permaneçam sem investimentos enquanto uma nova alternativa é debatida. Ao

mesmo tempo, líderes regionais alertam para a necessidade de preservar os recursos reservados ao Bloco 2 e direcioná-los para obras consideradas prioritárias e para o prazo de encerramento do Funrigs.

O modelo levado ao mercado previa um contrato de concessão por 30 anos. Para ampliar a atratividade aos investidores, o Estado reservou o aporte do Funrigs para obras de resiliência. A expectativa do governo Eduardo Leite era atrair mais R$ 4,5 bilhões em investimentos privados ao longo do contrato. Entre a primeira versão e a proposta final houve mudanças em tarifas, cronogramas e obras previstas. A tarifa-teto por quilômetro rodado, por exemplo, caiu de R$ 0,23 para R$ 0,19 após questionamentos apresentados por entidades regionais durante as discussões sobre o projeto.

O relógio do Funrigs

O prazo para transformar

Na ERS-130, em Arroio do Meio, foram seis acidentes com mortes em 2025 e três em 2024, conforme estatística do Detran

ENTENDA

Cinco anos de discussão

• 2021: primeira proposta de concessão

• audiências públicas e reuniões regionais

• revisão do projeto original

• inclusão do Free Flow

• ajustes em tarifas e cronogramas

• 2026: leilão sem interessados

Preocupações

• destino dos R$ 1,5 bilhão do Funrigs

• prazo para aplicação dos recursos

• continuidade dos investimentos

• Indefinição do Estado

Obra prioritária

Duplicação entre Venâncio Aires e Encantado

• contempla trechos da ERS-130 e da RSC-453

• corredor concentra fluxo de cargas e trabalhadores

• considerado principal gargalo logístico regional

• investimento acima de R$ 700 milhões

• defendido por entidades empresariais e prefeitos como principal destino do aporte do Funrigs

recursos em obras passou a ser a maior urgência. Sem concessão, qualquer obra ou investimento por meio do fundo precisa estar em andamento até o fim de 2027. Com isso, cresce o receio de que o tempo necessário para elaborar projetos, licitar e executar intervenções comprometa o uso do aporte previsto às rodovias. Para a presidente do Codevat, Cintia Agostini, os riscos estão

em perder o dinheiro destinado à infraestrutura e também na capacidade de executar. “Essas talvez sejam as grandes questões neste momento. Como usar esse R$ 1,5 bilhão e como dar conta do prazo”.

A demora em definir um novo caminho pode comprometer a execução das intervenções consideradas prioritárias, antecipa. “Se não conseguirmos

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Outra prioridade seria a ampliação da RSC-453 entre Estrela e Teutônia
GABRIEL SANTOS

Essas talvez sejam as grande questões neste momento (prazo do Funrigs e capacidade técnica). Como usar esse R$ 1,5 bilhão e como dar conta do prazo? Se não conseguirmos fazer isso, vamos ficar sem minimamente alguma obra para responder às necessidades que existem hoje.”

dar conta disso, vamos ficar sem obras para responder às necessidades que existem hoje”. Outro fator é que se abre uma disputa entre regiões para o recebimento destes recursos agora sem destinação, argumenta Cintia. Como o Funrigs surgiu a partir de renegociação da dívida do Estado com a União, para um acordo de suspensão da cobrança e retirada dos juros, a presidente do Codevat entende que a resiliência deve ser considerada o critério para definição das prioridades.

Oportunidade inédita

Na avaliação do diretor de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Encantado (Aci-E), Luciano Moresco, o volume de recursos disponíveis cria uma oportunidade inédita para acelerar obras

DANIÉLY SCHWAMBACH

Talvez a proposta não fosse a ideal para todos, mas era a alternativa viável. A ausência de infraestrutura adequada afasta investimentos, compromete a competitividade regional e limita oportunidades de crescimento e desenvolvimento.”

consideradas prioritárias pela região. Segundo ele, o aporte previsto ao Bloco 2 é suficiente para executar intervenções defendidas há anos por entidades empresariais e líderes locais.

“Com os R$ 1,5 bilhão é possível fazer as principais obras de infraestrutura viária da região e muito mais rápido do que estava previsto na concessão. Dá para começar as obras de duplicação em 2027 e não em 2030 como previa o projeto.”

Na avaliação dele, a discussão não deve ficar restrita às duplicações. O recurso também permitiria executar melhorias em acessos municipais, áreas industriais, passarelas e dispositivos voltados à segurança viária. Moresco também defende a criação de um mecanismo específico para acompanhar a aplicação dos recursos, com a atuação de um conselho regional. Segundo ele, o principal desafio passa a ser garantir que o aporte permaneça vinculado às obras de infraestrutura discutidas pela região ao longo dos últimos anos.

Movimento e risco de acidentes fazem com que prioridade regional seja em melhorias no trecho de Venâncio Aires, passando por Cruzeiro do Sul, Lajeado, Arroio do Meio até Encantado

Com R$ 1,5 bilhão é possível fazer as principais obras de infraestrutura da região e muito mais rápido do que estava previsto. Dá para começar obras antes do cronograma previsto na concessão e concluir investimentos considerados prioritários.”

Mostramos com evidências a necessidade dessas obras. Foram anos de reuniões, estudos e negociações para demonstrar o quanto o Vale perde com a falta de infraestrutura. Agora queremos ver acontecer.”

Onde investir

Apesar das divergências ao longo do debate sobre a concessão, existe convergência em relação às prioridades. Os trechos entre Venâncio Aires, Lajeado e Encantado aparecem entre os mais problemáticos. O eixo concentra a movimentação econômica regional e registra elevado fluxo de veículos, cargas e deslocamentos diários.

O vice-presidente da CIC-VT, Adelar Steffler, coordenador do grupo de trabalho, cita os trechos das ERSs 129 e 130 como prioridade por concentrar volume de tráfego, acidentes e impactos logísticos. “É

onde temos maior fluxo, onde temos mais acidentes e onde o custo logístico aparece com mais intensidade”.

Para ele, o risco é ficar como está, pois sem o leilão a comunidade regional continua com um cenário conhecido, onde as praças de pedágio permanecem em operação e sem perspectiva de obras, em especial as duplicações.

“Mostramos com evidências a necessidade dessas obras.

Foram anos de reuniões, estudos e negociações para demonstrar o quanto o Vale perde com a

A principal lição deixada pelo leilão sem interessados é que a região não pode mais esperar. Independentemente do modelo adotado no futuro, existe consenso de que nossas rodovias precisam de investimentos urgentes para ampliar a capacidade, melhorar a segurança e dar suporte ao desenvolvimento econômico.”

“Alternativa viável”

A proposta apresentada pelo governo estadual em 2021 era diferente da que chegou ao mercado neste ano, relembra o diretor de Infraestrutura da CIC-VT, Leandro Eckert. De acordo com ele, ao longo das negociações, entidades regionais conseguiram alterar parte da modelagem original, reduzir tarifas previstas, rever obras e substituir praças físicas pelo sistema Free Flow em alguns trechos.

“A região participou de todo o processo. Hoje, talvez a proposta não fosse a ideal para todos, mas era a alternativa viável, capaz de oferecer soluções para os graves problemas de mobilidade que enfrentamos.”

Com a suspensão do plano, avalia que os principais impactos recaem sobre os setores responsáveis pela geração de empregos e riqueza, que continuarão enfrentando limitações impostas pela falta de infraestrutura rodoviária.

“Para nós, a lição que fica é que não se pode depositar confiança em políticos de fora da região, sem compromisso efetivo com os anseios e as necessidades da nossa população. Vamos continuar sofrendo com a falta de infraestrutura e de obras estruturantes essenciais.”

falta de infraestrutura. Agora queremos ver acontecer as obras com esse recurso do Funrigs.”

A presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, também defende que os recursos disponíveis sejam direcionados para intervenções concretas.

“Se há disponibilidade de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por meio do Funrigs, defendemos que esses valores sejam direcionados, o mais rapidamente possível, para obras concretas nas

rodovias da região.”

Segundo ela, a discussão sobre novos modelos de concessão pode continuar, mas não deve impedir a execução de investimentos considerados urgentes. “A região não pode mais esperar.”

Esse principal eixo de investimentos está concentrado entre Venâncio Aires, Lajeado e Encantado. Levantamento apresentado ao governo estima que a duplicação completa entre Venâncio Aires até Encantado, com trechos da ERS-130 e da RSC-453, exigiria investimento acima dos R$ 700 milhões.

GLÁUCIA
GABRIEL SANTOS

GERAÇÃO DE ENERGIA

Obra de usina da Certel alcança quase 30%

Hidrelétrica fica

entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo. Cooperativa inicia instalação da Casa de Máquinas e da tubulação de saída de água da turbina. Investimento estimado é de R$ 85 milhões

Aconstrução da Hidrelétrica Vale do Leite, no Rio Forqueta, na divisa entre os municípios de Pouso Novo e Coqueiro Baixo, alcançou 28% do cronograma previsto. Mais de 100 trabalhadores atuam em diferentes frentes da obra, que iniciou a instalação da Casa de Máquinas e da tubulação de saída de água da turbina. Até o

momento, mais de 4 mil metros cúbicos de concreto foram utilizados, de um total estimado em 60 mil metros cúbicos até a conclusão do empreendimento.

A hidrelétrica terá 6,4 megawatts (MW) de potência instalada. Com previsão de inauguração para 19 de fevereiro de 2027, a usina é a

quinta da Certel. A unidade terá capacidade de abastecer cerca de 20 mil pessoas com energia limpa e renovável. O projeto resulta de uma articulação de intercooperação e conta com financiamento de quatro cooperativas do sistema Sicredi: Ouro Branco RS/MG, de Teutônia; Integração RS/MG,

de Lajeado; Região dos Vales, de Encantado; e Botucaraí, de Soledade. O investimento estimado é de R$ 85 milhões.

Ampliação da capacidade

“Temos convicção que investimento em energia, sobretudo renováveis, são o futuro e o fundamento para o desenvolvimento”, afirma o presidente da Certel, Erineo Hennemann.

O novo empreendimento se soma às hidrelétricas já existentes: Salto Forqueta, Boa Vista, Rastro de Auto e Cazuza Ferreira. A soma da potência instalada das usinas existentes atende a aproximadamente 57,1 mil pessoas. A nova estrutura pode representar um incremento de 32% na entrega de energia.

A diversificação vai além dos serviços prestados à comunidade. O foco atual em hidrelétricas, diz Hennemann, se justifica devido à confiabilidade, sendo uma energia de base, que consegue estocar potencial na forma de água e operar a geração de eletricidade de forma estratégica.

Além disso, há o projeto da Eólica Harmonia em andamento, estudo que integra

Certel em números

4 usinas hidrelétricas

3 usinas fotovoltaicas

5 subestações

1 indústria de artefatos

28 lojas

7 pontos de atendimento

1 E-commerce

692 funcionários

264 terceirizados

9.581 transformadores

4,8 mil quilômetros de rede

80 mil associados em

48 municípios

os municípios de Teutônia, Westfália e Imigrante. O parque eólico busca gerar energia de forma complementar à geração hídrica. “Estamos avaliando prudentemente esta fonte com um olhar de inovação e de oportunidade de mercado”, ressalta.

Rodrigo Gallas centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Novo empreendimento se soma às quatro hidrelétricas já existentes
DIVULGAÇÃO

TURISMO GASTRONÔMICO

Suinofest abre neste sábado com expectativa de edição histórica

Maior festival de carne suína do RS ocorre em três fins de semana de junho, com 60 opções no salão gastronômico, shows e feira de agroindústria

ENCANTADO

ASuinofest 2026 abre as portas neste sábado, 6, no Parque João Batista Marchese, em Encantado, com tudo o que consagrou o evento como o maior festival gastronômico de carne suína do estado. E algumas novidades que prometem marcar uma edição histórica. O festival segue nos dias 7, 13, 14, 20 e 21 de junho, reunindo gastronomia, música, cultura e turismo em programação para toda a família. Os sinais de que 2026 será especial já apareceram antes mesmo da abertura. Nesta semana, a marca de 7 mil ingressos foi alcançada na prévenda, e caravanas de diferentes cantos do estado confirmaram presença, algumas delas estreando na festa. Segundo o diretor da Lume Eventos, Rafael Fontana, grupos de cidades como Erechim, Sarandi, Pelotas, Rio

A Suinofest caminha para ser um importante produto turístico, mas continua sendo um evento da nossa comunidade. Muitos visitantes vêm para o festival e acabam permanecendo dois ou três dias no Vale do Taquari, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e outros serviços.”

Grande, Cruz Alta, Passo Fundo e da Serra Gaúcha estão entre os novatos desta edição.

“A Suinofest caminha para ser um importante produto turístico, mas continua sendo um evento da nossa comunidade.

Muitos visitantes vêm para o festival e acabam permanecendo dois ou três dias no Vale do

Taquari, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e outros serviços”, afirma Fontana.

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Encantado, Raquel Cadore, compartilha do otimismo.

“Ampliamos a programação, qualificamos a experiência do público e percebemos uma grande mobilização de visitantes, empresas e parceiros. A Suinofest se tornou uma referência para o turismo e para a economia regional, e estamos confiantes

de que 2026 marcará mais um capítulo importante dessa trajetória”, ressalta.

Para o prefeito Jonas Calvi, o festival é uma das principais vitrines do município. “A Suinofest movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores, fortalece o comércio, a hotelaria e os serviços, além de ampliar a visibilidade do município em todo o Estado”, destaca.

No salão e no palco

O coração do evento segue sendo o Salão Gastronômico, com cerca de 60 opções de pratos e bebidas à base de carne suína, com consumo liberado por até quatro horas. A programação musical acompanha todos os turnos, com o DJ Matheus Fachinetto presente em todos os dias da festa ao lado de atrações como Zé e Elias, Aero Willis, Lucas Henrique e Guilherme, Família Petter, Swing da Cor e Deise e Zilo.

Quem prefere o lado de fora encontra uma programação gratuita no palco externo, com shows do Grupo Sul da Itália, Banda Apple, Banda Liverpool, Banda Balancê, Banda Zangaia e Banda Rapport, além de apresentações culturais e espetáculos teatrais.

Novidades de 2026

A edição deste ano traz mudanças que ampliam a

Ampliamos a programação, qualificamos a experiência do público e percebemos uma grande mobilização de visitantes, empresas e parceiros. A Suinofest se tornou uma referência para o turismo e para a economia regional.”

experiência dos visitantes. O Espaço Premium, antes restrito a alguns turnos, passa a estar disponível em todos os períodos do evento. Outra estreia é o Armazém da Suinofest, espaço voltado à venda dos produtos do Salão Gastronômico para quem quiser levar os sabores da festa para casa. O evento também passa a funcionar como uma galeria de expositores, com foco em produtos regionais, agroindústrias e artesanato. Enquanto o parque se preparava para receber o

Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
Preparativos finais no Salão Gastronômico para abertura nesse sábado, 6
O Coral São Carlos de Jacarezinho é a entidade responsável pela produção da polenta para o evento

público, a comunidade de Jacarezinho já estava de avental desde as 6h da manhã da sextafeira, 5. São cerca de 20 pessoas do Coral São Carlos (grupo voluntário de moradores da localidade) trabalhando com oito panelas grandes para produzir mais de 500 quilos de polenta para a festa.

O processo é artesanal e exige paciência: cada panela leva cerca de duas horas de cozimento. “É um trabalho bem complexo, praticamente artesanal. A gente coloca a água, faz a fervura, e quando começa a ferver precisa de duas horas para a polenta ficar pronta”, explica o presidente do coral, Adenor Agostini. “Estamos fazendo um trabalho muito bom, com as pessoas trabalhando com alegria e disposição para fazer parte desse baita evento que é a Suinofest”.

A tradição remonta à primeira edição da festa, em 1995. Mais de 30 anos depois, a comunidade de Jacarezinho segue presente, e o coral, convidado a assumir a missão, não falta. O trabalho se repete a cada sexta-feira que antecede um final de semana de festival.

A dedicação vai além da cozinha: depois de encerrar o preparo, parte do grupo segue para o parque para trabalhar também no evento. “A princípio nós trabalhamos na polenta, mas depois desse trabalho a gente vai lá na Suinofest para auxiliar também”, conta o presidente. Os

Ingressos

Sábado — Meio-dia (11h às 15h):

Salão R$ 199,00 | Premium R$ 269,00

Sábado — Noite (19h às 23h):

Salão R$ 227,00 | Premium R$ 297,00

Domingo — Meio-dia (11h às 15h): Salão R$ 199,00 | Premium R$ 269,00

Crianças de 7 a 11 anos: R$ 49,00

Crianças até 6 anos: gratuito

Parcelamento em até 6x sem juros no cartão.

Venda de ingressos: lumepass.com.br

Programação do primeiro fim de semana

Sábado – 6 de junho

Salão Gastronômico

Meio-dia: DJ Matheus Fachinetto e Zé e Elias

Noite: DJ Matheus Fachinetto e Aero Willis

Palco Externo

14h – Grupo Sul da Itália

16h – Acústico Duo

18h – Auto Reverse

Domingo – 7 de junho

Salão Gastronômico

Meio-dia: DJ Matheus Fachinetto e Deise e Zilo

ingressos para os demais turnos seguem disponíveis e podem ser parcelados em até seis vezes sem juros no cartão.

Palco Externo

13h30 – Billy & Brother 15h – Vintium

17h – Banda Apple

Juntos há 55 anos, o casal Sérgio Zanatta e Inelme Vian Zanatta trabalha na produção da polenta desde a primeira edição do evento
FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE

EVENTOS E GESTÃO DE CRISES

Reestruturação do Parque do Imigrante custará

Assinatura de convênio com o Estado será neste sábado. Projeto prevê modernização do parque, implantação de centro da Defesa Civil e estrutura para acolhimento de famílias em emergências

LAJEADO

Ogoverno do Estado e o município de Lajeado assinam na manhã deste sábado, 6, convênio para a reestruturação do Parque do Imigrante. O acordo prevê investimento de R$ 22,5 milhões, sendo R$ 15 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e R$ 7,5 milhões de contrapartida municipal.

A solenidade está marcada para as 9h e contará com a presença do vice-governador Gabriel Souza, do secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Davi Severgnini, da prefeita Gláucia Schumacher e de lideranças regionais.

A proposta de reestruturação da infraestrutura do parque surgiu a partir das experiências vividas nas enchentes de 2023 e 2024, quando o município

precisou improvisar estruturas para acolhimento de famílias e coordenação das operações de socorro.

O investimento criará uma Central Técnica Avançada para monitoramento, comunicação e gestão de recursos durante eventos climáticos extremos.

A estrutura também terá capacidade para funcionar como centro logístico da Defesa Civil municipal.

Além disso, estão previstos espaços permanentes para acolhimento de famílias atingidas por desastres, com dormitórios, cozinhas, banheiros e áreas de apoio para assistência social, psicológica e médica.

Demandas identificadas

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Luis Marcelo Gonçalves Maya, a obra atenderá demandas identificadas durante as grandes enchentes, com a instalação de salas específicas para gestão das equipes, suprimentos e atendimento às famílias atingidas.

“Na sala de operações serão recebidos os chamados e coordenados os atendimentos.

A sala de situação concentrará informações meteorológicas

R$

22,5 mi

e monitoramento do nível do rio, para subsidiar a tomada de decisão das autoridades”, conta.

A prefeita Gláucia Schumacher define a iniciativa como um investimento no futuro da cidade. “A obra cria uma estrutura adequada e permanente para a atuação da Defesa Civil de Lajeado, amplia a capacidade de resposta às emergências climáticas e fortalece o desenvolvimento econômico, turístico e cultural da região”, afirma.

A sala de situação concentrará informações meteorológicas e monitoramento do nível do rio, para subsidiar a tomada de decisão das autoridades”

A obra cria uma estrutura adequada e permanente para a atuação da Defesa Civil, amplia a capacidade de resposta às emergências climáticas e fortalece o desenvolvimento econômico, turístico e cultural da região”

Consideramos desde o início esse cenário e adaptamos a estrutura para visitantes e expositores aos fluxos da obra.”

Estrutura para eventos

O projeto também contempla a modernização dos pavilhões e auditórios existentes, com melhorias de acessibilidade, climatização, acústica e qualificação dos espaços de convivência.

A presidente da Expovale, Adriana Nunes Machado, avalia que a reforma ampliará a capacidade de utilização do parque para feiras e eventos regionais e destaca que a edição deste ano já foi planejada considerando a execução das obras

no Pavilhão 1.

“Consideramos desde o início esse cenário e adaptamos a estrutura para visitantes e expositores aos fluxos da obra. Vejo como positivo porque nas próximas edições teremos uma infraestrutura de mais qualidade”, relata. Após a assinatura do convênio, será lançado o processo licitatório. A previsão é que as obras sejam concluídas em até 14 meses após a emissão da ordem de início dos trabalhos.

Joilson
Obras irão modificar entorno do parque durante a Expovale + Construmóbil. Projeto também contempla a modernização dos pavilhões existentes
Parque concentrou os resgates de famílias durante as enchentes
FELIPE NEITZKE
MATEUS SOUZA

Quase 60% do público-alvo na região ainda não se vacinou

Em Lajeado, o índice é de 57%. Posto de Saúde no Centro estará aberto neste sábado

Avacinação contra a Influenza para o público-alvo está aquém do esperado. Conforme dados do Ministério da Saúde, nos municípios da região foram imunizadas 42% das pessoas deste grupo – 45,4 mil. Ainda devem se vacinar 60,6 mil. Em Lajeado, a situação é parecida. Do público prioritário, apenas 43% foi aos postos de saúde para receber a dose.

Entre as cidades da região com melhores índices de vacinação contra a influenza, mas ainda distante da meta estão: Coqueiro Baixo (59%); Relvado (57%); Doutor Ricardo, (56%); Pouso Novo (53%); e Muçum (52%). Os municípios com menos pessoas imunizadas e ainda mais distantes de alcançar o número estipulado são: Putinga (38%); Canudos do Vale (35%); Forquetinha (33%); Encantado (33%); e Cruzeiro do Sul (32%).

Em Lajeado, para incentivar que a população se vacine, a Secretaria da Saúde promove, neste sábado, 6, mais uma edição do Saúde em Ação. A iniciativa amplia o acesso dos cidadãos aos

LAJEADO

Saúde em Ação: Posto de Saúde do Centro

Data: 6 de junho

Horário: 8h às 14h

Serviços disponíveis: Vacinação para todos os públicos e testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s)

serviços de saúde com atendimentos aos sábados. Entre os serviços disponíveis na unidade do centro estão vacinação, testes rápidos, consultas e orientações em saúde. No município, a vacina

contra influenza está liberada para todos os públicos e disponível neste sábado. Para se vacinar, é necessário levar o CPF, para adultos, e a caderneta de vacinação para crianças.

Para a secretária da Saúde, Giovanna Athayde, a vacinação contra a influenza é uma das medidas mais importantes neste período do ano para prevenir casos graves, internações e óbitos, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. “Embora, muitas vezes, a gripe seja encarada como algo simples, ela pode evoluir com complicações importantes.”

A secretária ainda destaca que

Unidade de saúde atenderá diversos serviços, entre eles vacinação

abertura do Posto de Saúde do Centro neste sábado é uma das estratégias adotadas pelo município para ampliar o acesso à vacina e oportunizar que mais pessoas consigam se imunizar, especialmente aquelas que têm dificuldade de comparecer durante a semana por questões de trabalho ou rotina.

“Nosso objetivo é ampliar a cobertura e proteger a população antes do período de maior circulação dos vírus respiratórios.”

VALE DO TAQUARI
Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
MAIRA SCHNEIDER/ARQUIVO
Ministério da Saúde

RECONHECIMENTO

LYALL CONVOCA OS CRAQUES DO MERCADO IMOBILIÁRIO PARA A COPA DO MUNDO

Confraternização celebra os mais de R$ 56 milhões em negócios e premia os destaques do primeiro semestre com uma viagem ao México

Se no futebol as vagas para a Copa do Mundo são conquistadas dentro de campo, na Lyall elas foram garantidas com trabalho, relacionamento e resultados.

A construtora e incorporadora premiou os três corretores de maior destaque no primeiro semestre de 2026 com uma viagem para acompanhar de perto uma partida do torneio no México.

A confraternização ocorreu na noite de terça-feira, 2, no rooftop do 300, em Lajeado, e reuniu corretores, imobiliárias parceiras e colaboradores para celebrar um semestre histórico. A empresa ultrapassou a meta estabelecida para o período e alcançou mais de R$ 56 milhões em vendas.

No pódio da campanha ficaram Willian Roncaglio, Cristian Griesang e Alberto Kappel, reconhecidos pelo desempenho comercial ao longo dos últimos meses. Mais do que uma premiação, o evento teve o objetivo de valorizar as pessoas que ajudam a impulsionar o crescimento da incorporadora.

Primeiro colocado, Roncaglio recebeu o prêmio com emoção. Parceiro da empresa desde 2018, ele relembrou a trajetória construída ao lado da Lyall, primeiro como investidor e depois como corretor. “É uma conquista compartilhada.

Tenho uma relação de amizade e confiança com a empresa. Poder viver uma Copa do Mundo, sendo apaixonado por futebol, vai ser algo inesquecível”, afirmou.

A conquista também teve um significado especial para Cristian Griesang. Segundo colocado, ele atribui o resultado aos relacionamentos construídos ao longo da carreira. “Grande parte das pessoas que compraram comigo confiaram em mim porque já me conheciam. Sempre acreditei que as vendas são consequência da transparência e da amizade”, destacou.

Já Alberto Kappel, que além da premiação individual também representou a imobiliária com o maior número de vendas no período, ressaltou a parceria consolidada. “A qualidade dos produtos e a confiança construída

ao longo dos anos fazem toda a diferença. Esse resultado é fruto de muito trabalho em equipe”, afirmou.

UMA EQUIPE QUE

TRANSFORMA METAS

EM CONQUISTA

Para o sócio da Lyall, Gustavo Lucchese, a campanha reforça uma das principais características da empresa: a valorização das relações. “Nós comemoramos números, mas acima de tudo comemoramos pessoas. É muito gratificante ver profissionais atingindo objetivos importantes e realizando sonhos. Quando existe confiança mútua e

propósito, os resultados aparecem naturalmente”, destacou.

Em clima de arquibancada e comemoração, a noite celebrou não apenas os R$ 56 milhões em vendas alcançados no semestre, mas também a parceria que ajudou a transformar metas em conquistas. Agora, enquanto a Lyall prepara novos desafios, incluindo um lançamento previsto para o Bairro Alto do Parque, os campeões da campanha já começam a contagem regressiva para viver, de perto, a atmosfera da Copa do Mundo. “O que a gente pode fazer é torcer pelo Brasil para dar certo. A gente nunca pode perder a esperança. É ela que nos move”, ressalta Lucchese.

RESULTADOS DO PRIMEIRO SEMESTRE

• Mais de 100 corretores participantes da campanha

• 176 contratos assinados no semestre

• Valor Geral de Vendas superior a R$ 56 milhões

• Valor de venda média diária de R$ 425 mil (cálculo baseado no intervalo de 129 dias, entre as convenções)

APRESENTADO POR:

Da luta contra o câncer ao socorro na cidade coberta de lama

Bancária aposentada

Silvana Ludwig Klauck viu sua cidade de infância ruir nas cheias e assumiu um papel proativo durante o momento mais grave: ajudar a realocar pessoas e distribuir doações para moradores famintos

Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br

Abancária Silvana Ludwig Klauck é voluntária da Liga de Combate ao Câncer de Roca Sales desde 2014, quando retornou ao município após 22 anos fora do Vale do Taquari. Foi pela Liga que ajudou a maioria das pessoas de Roca Sales nas enchentes de 2023 e 2024, uma tragédia que deixou cicatrizes. O município sofreu um impacto devastador, com estimativas de prejuízos econômicos totais chegando a R$ 350 milhões. Mas para Silvana, o que interessa é a salvação dos humanos. Na tragédia, ela arregaçou as mangas e foi ajudar. Havia muito a fazer: cadastrar famílias atingidas, entregar doações, descobrir as pessoas que mais precisavam de alimentos. Roca Sales teve 31 vítimas das enchentes entre setembro de 2023 e maio de 2024. O hospital foi invadido duas vezes. A cidade

se transformou num lamaçal, com casas atingidas até o telhado. Muitos perderam suas moradias e foram encaminhados aos abrigos. Foi neste cenário de caos que Silvana atuou. “Pessoas juntas conseguem ir mais longe.” Em 2023, quando aconteceu a primeira enchente, a Liga foi muito procurada porque as pessoas queriam doar, mas não queriam passar pela esfera pública.

A entidade é era uma das principais associações de Roca Sales e em 2023, fez uma parceria com uma ONG forasteira para se adaptar e receber recursos. As doações vieram em ritmo acelerado. “Eu descobri que, quando a gente quer ajudar, sempre vai ter uma forma.” Ela preenchia cadastros intensamente, procurando auxiliar famílias atingidas a arrumar um local seguro, enviar cobertores, agilizar o cuidado com as crianças.

Essa é a face significativa do voluntariado. A outra é observar os bastidores de uma cidade de lodo, o turismo da tragédia. “No dia 7 de setembro, muita gente foi fazer turismo em Roca Sales. Estava impossível se movimentar”.

“Todos têm uma história da enchente

para contar”

Ela se emociona ao lembrar dos desabrigados. O Lar de Idosos do município ficou sem luz, faltava aos internos o cuidado necessário para garantir o bem-estar. No caos da enchente, faltava também mãos para ajudar. Seu pai estava no lar e quando a viu disse apenas: “ Se você não puder me levar para casa, troque apenas minha fralda e me coloque na cama”. A cena ainda a impacta. Ela assegura: “Todo mundo vai ter uma história da enchente para contar.”

Ao mesmo tempo, percebeu a força que nasce da tragédia. Quando se ajuda os outros, o autocontrole volta. Lembra das madrugadas em

Silvana acredita no poder do coletivo e essa crença potencializa as ações sociais no município

que recepcionou voluntários que queriam chegar à cidade para ajudar a trabalhar. Assim, ao auxiliar voluntários, amplificou o respaldo aos idosos e comunidades do interior do município, onde havia agricultores famintos porque não tinham acesso a alimentos.

“Eu acho muito lindo a pessoa que sai do seu conforto e faz pelos outros. Há tantas maneiras de ajudar que não envolvem dinheiro. É só sair de casa”. Hoje, Silvana continua na Liga, aprendendo a escutar e a sentir. Vai às escolas, busca tampinhas plásticas, fala sobre saúde e interage com estudan-

Silvana conta com o apoio da família para representar o voluntariado de Roca Sales
Ajudar é um jeito de se curar.”

SILVANA LUDWIG KLAUCK VOLUNTÁRIA DE ROCA SALES

tes. É a melhor forma de prevenção. Também se envolve nas ações assistenciais, acolhendo pacientes de câncer. Orienta e e os encaminha ao socorro adequado. A Liga é sua maneira de fazer o bem. E assim é conhecida por grande parte, na cidade de 10 mil habitantes.

Silvana e Simone: amizade que nasceu na tragédia

A Liga de Combate ao Câncer de Roca Sales foi fundamental para apoiar os moradores em áreas vulneráveis

A volta à Roca Sales e o apreço ao voluntariado

Filha de agricultores, Silvana sempre teve o lado voluntário aguçado por acreditar no poder do coletivo. Quando retornou a Roca Sales, de-

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE SILVANA

A amiga que veio da enchente

A agente comunitária Simone perdeu tudo nas duas enchentes. Pela profissão, também viu de perto a dura realidade das famílias atingidas. Foi nesse período que conheceu Silvana.

“A Silvana é uma pessoa em quem eu confio e quero manter na minha vida até meu último dia.” Simone recebeu ajuda, mas também ajudou. Como conhecia as famílias e sabia onde estavam as principais necessidades, tornou-se um canal seguro de informações para que a Liga pudesse levar doações a quem mais precisava.

Desse contato nasceu o vínculo entre Simone e Silvana. Uma amiga que veio da enchente, mas ficou para a vida.

AS ONGS DE SILVANA

A bancária aposentada faz parte de três entidades voluntárias:

• Liga de Combate ao Câncer

• ONG Moradia e Cidadania dos Funcionários da Caixa Federal

• Associação dos Amigos Reconstruindo Roca Sales

pois de 22 anos morando fora, filiou-se à Liga de Combate ao Câncer. O retorno à cidade ocorreu em 2014. No ano seguinte, sua mãe foi diagnosticada com câncer, e Silvana acompanhou todas as suas lutas. As circunstâncias a estavam preparando para dar o seu máximo de voluntariado na tragédia climática que

assolou Roca Sales, em 2023 e 2024. Ela continua ajudando após a enchente, desta vez auxiliando na reconstrução e arrecadando tampinhas para o trabalho voluntário da Liga. “A gente pode fazer o voluntariado na própria cidade, nas ações do dia a dia”, salienta.

Estrutura de 40 metros de altura foi instalado no bairro Bela Vista e motivou abaixo-assinado, reuniões com o município e investigação do Ministério Público DEBATE

Instalação de antena 5G provoca reação contrária de moradores

ARROIO DO MEIO

Ainstalação de uma

antena de telefonia

móvel no Bairro Bela Vista, em Arroio do Meio, tem gerado questionamentos e mobilizado moradores nas últimas semanas. O equipamento, com aproximadamente 40 metros de altura, foi instalado na esquina das ruas Amor Perfeito e Harmonia, no Loteamento Antares, e parte da estrutura ainda está em fase de conclusão.

A obra teve início nas primeiras semanas de maio e surpreendeu moradores da região, que relatam não terem recebido informações prévias sobre o empreendimento. Desde as primeiras movimentações no terreno, ainda em abril, a

presença de máquinas e equipes de trabalho despertou dúvidas na comunidade quanto à finalidade da estrutura.

Na noite dessa quarta-feira, 3, um grupo de moradores esteve reunido na Câmara de Vereadores em busca de esclarecimentos sobre a instalação da antena. Antes disso, em 11 de maio, representantes da comunidade já haviam participado de uma reunião com o prefeito Sidnei Eckert para tratar do assunto.

A mobilização resultou na elaboração de um abaixo-assinado com mais de 100 assinaturas, posteriormente encaminhado ao Ministério Público. No documento, os moradores solicitam a investigação do processo de licenciamento ambiental e a suspensão da instalação da antena até que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

A Promotoria de Justiça de

Arroio do Meio instaurou procedimento para apurar o caso e solicitou informações ao Departamento Municipal de Meio Ambiente e também à empresa responsável pela instalação da estrutura. O principal questionamento

dos moradores está relacionado à localização da torre em uma área predominantemente residencial e à proximidade das moradias. “É um espaço com moradias consolidadas e nenhum espaçamento foi respeitado no local. Temos poucas infor-

mações sobre o funcionamento desse equipamento aqui”, afirma o morador Miguel Fröhlich.

Posição da empresa

A reportagem apurou que a instalação é de responsabilidade da empresa CAW Telecom e Energia, sediada no Paraná. Conforme informações obtidas, a conclusão da obra estava prevista para o dia 30 de maio e a empresa afirma possuir toda a documentação necessária para a execução do projeto, em conformidade com as normas técnicas vigentes.

A estrutura faz parte de um site de telecomunicações destinado à transmissão do sinal 5G da operadora Claro. Após a conclusão da instalação, a torre será destinada à empresa Torres do Brasil S.A. (TBSA), responsável pela gestão da infraestrutura utilizada pela operadora. Segundo a empresa, todas as licenças e alvarás necessários foram emitidos pela administração de Arroio do Meio, autorizando a construção da torre de 40 metros de altura. A documentação oficial para implantação da estrutura foi expedida em 28 de janeiro de 2026, com validade de dois anos.

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Estrutura foi instalada na esquina das ruas Amor Perfeito e Harmonia
GABRIEL SANTOS

Destroços da antiga ponte começam a ser removidos do Forqueta

Abertura de acesso pelo leito permitirá entrada de máquinas pesadas para retirada de estruturas submersas. Limpeza integra plano da nova travessia na região

MARQUES DE SOUZA/TRAVESSEIRO

Aremoção dos destroços da antiga ponte sobre o rio Forqueta, que fazia a ligação entre Marques de Souza e Travesseiro, entrou em uma nova fase. Operários iniciaram a abertura de um acesso pelo leito do rio para permitir a entrada de máquinas pesadas na área onde permanecem submersos parte dos tabuleiros e demais estruturas da travessia destruída pela enchente histórica de maio de 2024.

A intervenção tem como objetivo alcançar e desmontar os blocos de concreto e ferragens que ficaram no fundo do rio após o colapso da ponte. O trabalho integra o plano oficial de execução da nova obra, financiada com recursos do governo federal, e ocorre no mesmo local onde está sendo construída a nova ligação entre os dois municípios.

Com a abertura do acesso, será possível avançar na fragmentação e retirada dos materiais depositados no leito do Forqueta. Além de eliminar obstáculos que podem interferir no fluxo natural da água, a limpeza busca garantir maior segurança ambiental e estrutural para a futura ponte.

A retirada dos resíduos é considerada uma etapa importante para a conclusão do empreendimento.

Desde o início da reconstrução, técnicos e gestores municipais destacam a necessidade de remover completamente os vestígios da antiga estrutura para assegurar as condições adequadas de operação da nova travessia.

Diferentes frentes

Paralelamente à limpeza do rio, a construção da nova ponte segue avançando. A obra teve início em novembro do ano passado, após a liberação da primeira parcela dos recursos federais destinados à reconstrução. O investimento total chega a R$ 12,6 milhões. A nova travessia terá 161 metros de extensão e 10,4 metros de largura, oferecendo melhores condições de mobilidade e segurança para moradores, trabalhadores e transportadores que dependem diariamente da ligação entre os dois municípios.

Nas últimas semanas, o canteiro de obras recebeu uma balsa equipada com perfuratriz especializada, utilizada nos trabalhos de sondagem e perfuração do leito do rio. O equipamento é fundamental para a instalação dos pilares que sustentarão a estrutura. Conforme o projeto, as fundações serão ancoradas em uma laje situada entre 15 e 16 metros abaixo do nível da água, exigindo elevada precisão técnica.

Primeiro vão

Outro marco recente foi a conclusão do primeiro vão da ponte. Durante a operação, equipes instalaram oito vigas que formarão a base do tabuleiro, com auxílio de um guindaste de grande porte.

OBRA PARA PONTE
Trabalho integra o plano oficial de execução da nova travessia DIVULGAÇÃO

365 VEZES NO VALE

Mais de 50 aventureiros encaram trilha e conquistam o topo do Morro Gaúcho

Mais de 50 pessoas participaram da segunda edição do Desafio do Morro Gaúcho, realizada neste sábado em Arroio do Meio. Promovida pelo 365 Vezes no Vale em parceria com o grupo Manos da Pesca, a atividade levou os participantes por uma caminhada de aproximadamente 10 km ida e volta até um dos mirantes mais famosos do Rio Grande do Sul.

A aventura teve início no Mirante Pôr do Sol e seguiu pela chamada “Trilha do Velho”, percurso que atravessa áreas de

mata e apresenta trechos íngremes que exigem preparo físico dos participantes. Apesar do esforço, a recompensa veio ao longo do caminho e, principalmente, no topo do Morro Gaúcho.

O dia começou com forte nebulosidade sobre a região, o que gerou expectativa entre os participantes. No entanto, conforme a caminhada avançava, o tempo abriu e o sol apareceu no momento em que o grupo alcançou o cume. O cenário revelou vistas panorâmicas impressionantes do Vale do Taquari, proporcionando condições perfeitas para

com aproximadamente 50 pessoas realizou a caminhada até o

fotografias.

Do alto dos 559 metros de altitude, os participantes puderam contemplar cidades da região cortadas pelo rio Taquari.

Após um período para descanso, lanche e registros fotográficos, o grupo iniciou o retorno ao ponto de partida, concluindo uma jornada de cerca de cinco horas de duração.

Doação a Apaam

Neste ano, o evento teve caráter beneficente. Cada participante levou um quilo de ração que foi doado para a Associação de Proteção aos Animais Arroio-meenses (Apaam). Atualmente a associação tem cerca de 50 animais recolhidos das ruas e disponível para adoção.

O Boulevard Encantado tem vários mirantes imperdíveis. Entre eles, o solarium de frente a Lagoa da Garibaldi. Quem registrou uma foto por lá foi a Carol Sofia.

Os pets mais famosos do Vale tiraram essa fotografia no cartão-postal de Taquari: a Lagoa Armênia. A página oficial do Chimia, Wendy e Peter é o @dog_chimia_ wendy no Instagram.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!

O trajeto passava em meio à mata pela conhecida Trilha do Velho
Grupo
topo do Morro Gaúcho no dia 30 de maio

Rodeio Crioulo reúne laçadores e famílias no Parque de Eventos

Programação do CTG

Tropilha Farrapa segue neste sábado e domingo com provas campeiras, duelo de tropas, disputas de laço e mais de R$ 35 mil em premiações

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

LAJEADO

OParque de Eventos

Rogério Henz, em Lajeado, recebe neste fim de semana a 17ª edição do Rodeio Crioulo e Duelo de Tropilha promovido pelo CTG Tropilha Farrapa. A programação, iniciada na sexta-feira, segue neste sábado e domingo reunindo laçadores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em uma extensa agenda de provas campeiras e disputas tradicionais. Um dos destaques do evento é

o Duelo de Tropilha, que distribui premiação em dinheiro nas categorias de força livre, além das disputas do rodeio oficial. Ao todo, a organização prevê mais de R$ 35 mil em premiações ao longo dos três dias de atividades. Neste sábado, as provas começaram ainda pela manhã, com modalidades como Patrão, Capataz, Senhor, Veterano, Vaqueano, Pai e Filho, Piá, Guri, Menina e Guria. As categorias valorizam a participação de diferentes gerações e reforçam o caráter familiar do tradicionalismo gaúcho.

Durante a tarde, a programação reserva as classificatórias da Dupla Acima de 40 Anos e o início dos quartetos, além da tradicional Vaca Parada para o público infantil. Na sequência, ocorrem as disputas das duplas do rodeio oficial, uma das atrações mais aguardadas pelos competidores. O encerramento da programação está marcado para este domingo. A partir

Serviço

17º Rodeio Crioulo e Duelo de Tropilha

- Parque de Eventos Rogério Henz – Lajeado

- Sábado, 6, e domingo,7 de junho

- Mais de R$ 35 mil em premiações

- Provas campeiras, duelo de tropilha, laço em duplas, quartetos e modalidades de base e veteranos.

das 7h, ocorrem as provas dos retardatários, seguidas pelas finais dos quartetos e das duplas. Os campeões serão conhecidos ao longo da manhã e início da tarde. Além da competição, o rodeio busca fortalecer a convivência entre entidades tradicionalistas e preservar costumes ligados ao campo. A expectativa da organização é receber competidores e visitantes de diferentes municípios da região, movimentando o parque durante todo o fim de semana.

Rodeio Artístico transforma cidade em palco da

cultura gaúcha

Programação gratuita reúne apresentações, competições e atividades culturais que valorizam a ancestralidade, a diversidade e a formação de novas gerações do tradicionalismo

VENÂNCIO AIRES

O município recebe neste fim de semana a segunda edição do Rodeio Artístico Cultivando a Tradição: Ancestralidade e Futuro. Promovido pelo CTG Erva Mate, o evento reúne competições de danças tradicionais, chula e danças gaúchas de salão, além de uma série de atividades culturais e educativas que antecedem a programação principal.

Com entrada e estacionamento gratuitos para o público, a expectativa é receber tradicionalistas de diferentes municípios da região e visitantes interessados em conhecer mais sobre a cultura gaúcha. As únicas cobranças serão destinadas a vans, micro-ônibus e ônibus.

De acordo com a patroa do CTG Erva Mate, Estela Ferreira, o rodeio foi planejado ao longo de um ano e busca aproximar a comunidade das manifestações tradicionalistas.

“O projeto foi pensado para que as pessoas possam conhecer como trabalhamos e organizamos

um rodeio artístico. O melhor de tudo é que o acesso é gratuito. As famílias podem trazer chimarrão, cadeira, aproveitar o parque e acompanhar todas as atividades. Também teremos um grande acampamento para quem quiser passar o dia no local e fazer seu churrasco”, destaca.

As disputas começam no sábado, com a modalidade Chula, realizada na sede do CTG Erva Mate, e com as apresentações de Danças Tradicionais nas categorias prémirim, mirim e juvenil, no Ginásio de Exposições do Parque do Chimarrão. Já no domingo, será a vez das Danças Gaúchas de Salão e das categorias xirú, veterana e adulta das Danças Tradicionais. Entre os grupos confirmados estão representantes de diversas cidades da região, como CTG Bento Gonçalves, CTG Tropilha Farrapa, de Lajeado, GAN Anita Garibaldi e Giuseppe Garibaldi, de Encantado, DTG Piazito da Tradição, CTG Chaleira Preta e GF Essência da Tradição, de Venâncio Aires, além dos CTGs Querência da Amizade, de Bom Retiro do Sul, e Querência do Arroio do Meio.

Provas ocorrem neste fim de semana, no Parque de Eventos Rogério Henz, em Lajeado
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Danças de salão é destaque do rodeio que ocorre no Parque do Chimarrão
ARQUIVO A HORA

FERNANDO RÖHSIG

Conselheiro de Administração

O que ainda esperar de 2026?

Ao longo de 2026 tivemos duas alterações significativas no cenário econômico que havia sido projetado. A inflação medida pelo IPCA segue forte, ficando acima de 5% na projeção para dezembro de 2026, enquanto a taxa de juros medida pela Selic, que antes indicava queda, agora aponta para um percentual na casa de 13,25%.

Abaixo, os indicadores atualizados com os índices previstos e revisados para o atual exercício de 2026, divulgados no Relatório Focus do Banco Central do Brasil (BCB):

Nessas análises comparativas horizontais, pode-se verificar o aumento na previsão da inflação medida pelo IPCA ao longo de 2026, bem como o aumento da taxa de juros indicada pela Selic - lembrando que esses dados levam em conta o momento em que as projeções foram realizadas.

Seguem no radar os eventos geopolíticos e econômicos, como inflação, taxas de emprego, déficit fiscal e juros praticados pelos Bancos Centrais do Brasil, Europa e Estados Unidos, além das novas tarifas de importação adotadas pelos EUA, bem como as guerras entre Ucrânia e Rússia e entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza. A real situação

da economia da China também merece atenção permanente.

No Mercosul, pela proximidade, é importante acompanhar as movimentações norte-americanas na Venezuela, em Cuba e agora também no Brasil. Com a declaração dos EUA de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) são organizações terroristas, poderemos ter desdobramentos no mercado financeiro e, talvez, reflexos sobre a nossa soberania.

No Governo Federal e no Congresso Nacional, os debates sobre as reformas fiscal e tributária acabam ficando em segundo plano diante das eleições para presidente da República, senador, governador, deputado federal e deputado estadual. Aqui no Sul, precisamos permanecer atentos às questões climáticas, prevendo constantemente programas de contingência, tanto nas empresas quanto na sociedade civil.

O grande ponto de atenção para 2026 passa agora a ser o comportamento da inflação e as decisões envolvendo a taxa Selic, projetada para encerrar o ano em 13,25%. O questionamento é se as atuais projeções de aumento da inflação irão repercutir em novas alterações da Selic ao longo de 2026. As projeções iniciais de queda da Selic neste ano foram revertidas devido aos efeitos da guerra entre EUA e Irã sobre o preço do barril do petróleo, o que gerou inflação em diversos países.

Essas previsões podem ser utilizadas como referência, mas, como sempre reforço, não se pode apenas “esperar” por 2026. Não há como esperar algo que não controlamos. O mais importante é seguir uma estratégia e monitorar constantemente as variáveis, adaptando e flexibilizando aquilo que é possível controlar para capturar mais valor e atender às partes interessadas.

O principal benefício de tentar antecipar o futuro é estar sempre preparado para mais de um cenário - seja ele positivo ou negativo.

MARCOS FRANK ARTIGO

Médico Neurocirurgião

O direito de falar

“Uma nação que tem medo de deixar seu povo julgar a verdade e a falsidade em um mercado aberto é uma nação que tem medo de seu povo.”

John F. Kennedy

Aliberdade de expressão tem uma evolução de 2.500 anos, partindo de um conceito perigoso e radical até chegar a um direito democrático fundamental.

Sua origem nos leva a Grécia onde no século V a.C. uma forma primitiva de liberdade de expressão, se enraizou. Se chamava “Isegoria” e era o direito concedido a todos os cidadãos do sexo masculino nascidos livres, de falar em assembleias públicas. Por outro lado, “Parrésia” era o ato de dizer a verdade de maneira corajosa e transparente, assumindo os riscos pessoais dessa franqueza. Claro que haviam limites e alguns dos que resolveram testar esses limites, acabaram enfrentando a execução por seus atos.

Apesar da precocidade das ideias dos gregos, durante séculos as sociedades seguiram policiando a fala e a escrita para manter a ordem. Tanto que invenção de Gutenberg no século XV, fez com que os governos entrassem em pânico, levando a uma pesada censura estatal e religiosa sobre dito, escrito e agora também impresso.

Em 1644 na célebre obra “Areopagítica “, John Milton argumentou contra a censura prévia do Parlamento britânico. Ele defendia que os cidadãos adultos deviam ler e julgar por conta própria, e que a verdade prevaleceria quando pode confrontar livremente a mentira.

Quase 50 anos depois, a Declaração de Direitos Inglesa de 1689 ou “Bill of Rights”, deu aos legisladores britânicos o direito de falar na Câmara sem medo de processo.

[...] em 1997 a Suprema Corte americana decidiu que a internet é uma zona protegida de liberdade de fala”

Um século depois esse conceito saltou sobre o Atlântico. Os recém-formados Estados Unidos da América adotaram a Primeira Emenda em 1791, proibindo oficialmente o governo de restringir a liberdade de expressão ou de imprensa.

O mundo se modernizou e se digitalizou e em 1997 a Suprema Corte americana decidiu que a internet é uma zona protegida de liberdade de fala.

Embora a liberdade de expressão seja um princípio democrático universal, sua prática permanece altamente contestada até hoje. As sociedades modernas debatem constantemente onde traçar a linha em relação à desinformação, discurso de ódio e ao poder de grandes plataformas de mídia social.

É justamente esse assunto que Hugo Motta, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e outros, discutiram essa semana em terras portuguesas. Será interesse legítimo ou hipocrisia?

DIVULGAÇÃO

REGULARIZAÇÃO

Refis oferece até 100% de desconto em juros e multas para débitos

Programa de Recuperação

Fiscal inicia nesta segunda-feira e prevê condições facilitadas para pagamento de impostos, taxas e multas em atraso. Município estima recuperar cerca de R$ 900 mil em créditos pendentes

Adesão dos contribuintes ao programa ocorre até 31 de julho

Omunicípio de Estrela iniciou mais uma edição do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), iniciativa que busca facilitar a regularização de débitos

tributários e não tributários junto à administração municipal. A expectativa é recuperar aproximadamente R$ 900 mil em créditos relacionados a impostos, taxas e multas em atraso. O programa oferece aos contribuintes uma oportunidade para reorganizar a situação fiscal com condições especiais. Podem ser incluídos os débitos de pessoas

físicas e jurídicas inscritos em dívida ativa, estejam eles em cobrança administrativa, judicial ou extrajudicial. O principal benefício é a remissão de 100% dos juros e multas para pagamentos à vista. Também haverá possibilidade de parcelamento em até cinco vezes, desde que todas as parcelas sejam quitadas ainda em 2026. Quem optar pelo pagamento em

até três parcelas terá desconto de 90% sobre juros e multas, enquanto o contribuinte que dividir em quatro ou cinco vezes garante abatimento de 80%.

O secretário da Fazenda, Marco Wermann, frisa que o Refis representa uma oportunidade importante para que contribuintes regularizem pendências com condições diferenciadas. “Estamos oferecendo descontos expressivos e formas facilitadas de pagamento para que pessoas e empresas possam colocar suas obrigações em dia”, afirma.

Além do benefício, o secretário frisa que a medida fortalece a capacidade de investimento do município e contribui para a manutenção dos serviços públicos prestados à comunidade. Wermann também ressalta que a iniciativa busca evitar medidas mais rigorosas de cobrança previstas na legislação municipal.

“Após encerrado o período de adesão, os débitos poderão seguir os procedimentos legais de

cobrança, incluindo encaminhamento para protesto em cartório e demais medidas cabíveis. Por isso, orientamos que os contribuintes aproveitem este momento para regularizar sua situação com condições que dificilmente serão encontradas em outras etapas do processo”, observa.

As negociações devem ser feitas diretamente no Setor de Arrecadação da prefeitura de Estrela, localizado na Rua Júlio de Castilhos, 380, Centro. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h.

Recuperar a condição fiscal

O Refis 2026 é uma reedição do programa feito no ano passado e foi instituído para ampliar as possibilidades de quitação de débitos municipais. A adesão fica disponível até 31 de julho e contempla créditos tributários e não tributários, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), taxas e multas. A regularização permite ao contribuinte recuperar a condição fiscal, acesso às certidões e evitar restrições decorrentes dos procedimentos de cobrança previstos em lei.

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
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Novela bíblica da Rede Record com Sérgio Marone no papel de Anticristo

Autor de "Brida" e "O Alquimista"

CRUZADAS

Investidor prejudicado pela queda na Bolsa Unidade de corrente elétrica

"Batman — A (?) Mortal", romance gráfico

São premiadas com o Estandarte de Ouro no Carnaval carioca Capital da Bulgária

RÚSTICA DO MEIO AMBIENTE

Experientes Relativo ao mundo

Orçamento Participativo (abrev.)

Vitamina que calcifica os ossos

O país da Revolução Sandinista de 1979

Garantia exigida em contratos

Iguaria da culinária italiana

Lustrar; brunir Postar, em inglês

Maior ave brasileira Utensílio de cozinha que apita quando a água está fervendo

Qualifica profissionais para a Indústria

Antigo reality show musical da TV brasileira

Choramingar (pop.)

Apelido de "Mariana" Mencionar em defesa de uma causa

Um dos juízes de Israel (Bíblia)

(?) Saldaña, atriz de "Guardiões da Galáxia"

Semente do pão de hambúrguer

Retrato satírico e exagerado

Rio que corta o território do Chile

Rapaz, em inglês Saudação esotérica Conjunção aditiva Amigo, em francês

Disse; afirmou

Reputação Este, em francês

Diz-se do filme de baixo orçamento

HORÓSCOPO

ÁRIES: As finanças também podem surpreender e há chance de conquistar aquele aumento tão merecido.

TOURO: Assuntos domésticos podem desviar sua atenção do serviço. Pra não deixar que isso atrapalhe sua produtividade, respire fundo e redobre a atenção.

GÊMEOS: Vale deixar a agenda livre para encaixar um compromisso de última hora ou desmarcar uma reunião ou encontro.

CÂNCER: Fique de olho em boas oportunidades de negócio ou investimento, mas não tome decisões impulsivas e analise cada proposta com calma.

LEÃO: Aposte na diplomacia para convencer as pessoas e conseguir o que quer. A saúde sai ganhando se abandonar os maus hábitos.

VIRGEM: A criatividade também sai ganhando e pode ter boas ideias -- anote tudo para não correr o risco de esquecer mais tarde.

LIBRA: O desejo de fazer algumas mudanças em casa e até trocar de endereço tem tudo para crescer.

ESCORPIÃO: Você tem tudo para se destacar nas redes sociais também, o que deve animar as coisas na paquera.

SAGITÁRIO: No romance, maneire na possessividade e aposte no alto-astral para manter um clima mais leve.

CAPRICÓRNIO: Vai sobrar energia para defender seus interesses, correr atrás do que deseja e definir novos objetivos, seja na vida pessoal ou no trabalho.

AQUÁRIO: Se está saindo com alguém, esse lance pode se firmar rapidinho. Deixe a desconfiança de lado e aproveite para fazer algo romântico.

PEIXES: Tem compromisso? Deixe a seriedade de lado e tente se divertir mais com o par, abrindo seu coração sem medo.

PASSA POR PARQUES DE LAJEADO

Prova ocorre no domingo, com largada no Parque do Engenho e percursos de 5 e 10 quilômetros passando por diferentes áreas verdes do município

saúde e agentes epidemiológicos das 37 cidades da região. O objetivo é avaliar a eficiência das ações de combate à dengue e analisar o que deve ser melhorado para o enfrentamento nos próximos meses. O encontro ocorre às 13h30min, no auditório da prefeitura de Lajeado. “A ideia é sensibilizar gestores para que possamos continuar na luta de combate ao Aedes aegypti. Buscamos fomentar o diálogo e a realização de uma avaliação prévia à nossa reunião, quando o município poderá debater juntamente aos demais secretários e profissionais as ações já realizadas e as necessárias para um melhor enfrentamento da próxima sazonalidade”, conta a coordenadora da 16ªCRS,

Aprogramação da Semana Municipal do Meio Ambiente terá um dos seus principais eventos

esportivos neste domingo, 7. A Prefeitura de Lajeado promove a 4ª Rústica do Meio Ambiente, com provas de corrida e caminhada que percorrerão alguns dos principais parques e áreas verdes

do município. Organizada pelas secretarias do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (Sema) e de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Secel), em parceria com o Sesc, a atividade terá largada às 8h junto à sede da Sema, na Rua Lothar Felipe Christ, no Parque do Engenho. O local também será o ponto de chegada dos participantes. A categoria adulta é destinada a atletas com 16 anos ou mais, nascidos até 2010. Os inscritos poderão optar pela corrida de 5 ou 10 quilômetros, além da caminhada de 5 quilômetros.

O percurso menor terá saída do Parque do Engenho, passando pelo Parque Professor Theobaldo Dick e pelo Parque Ney Santos Arruda antes do retorno ao ponto inicial. Já os competidores dos 10 quilômetros percorrerão também trechos próximos ao Parque Histórico e ao Parque do Imigrante.

Reunião hoje debate ações contra dengue

Encontro regional ocorre no auditório da prefeitura de Lajeado

Júlia Amaral juliaamaral@grupoahora.net

VALE DO TAQUARI

AAs provas infantis serão disputadas após o encerramento das categorias adultas, nas proximidades do Parque do Engenho. Crianças nascidas entre 2018 e 2021 participarão de percurso de 400 metros. Para os nascidos entre 2015 e 2017, a distância será de 800 metros. Já os atletas das categorias de 2011 a 2014 correrão 1,2 quilômetro. A entrega dos kits ocorre no sábado, 6, no Sesc Lajeado, das 8h30min às 11h30min, e durante o evento Sustentar, no Parque Ney Santos Arruda, das 13h às 17h. No dia da prova, a retirada poderá ser feita das 6h30min às 7h45min, no Parque do Engenho.

O kit inclui numeral de peito, fixadores, chip de cronometragem, brindes dos apoiadores e camiseta para os 200 primeiros inscritos.

16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) promove hoje, 6, uma reunião com secretários de saúde e agentes epidemiológicos das 37 cidades da região. O objetivo é avaliar a eficiência das ações de combate à dengue e analisar o que deve ser melhorado para o enfrentamento nos próximos meses. O encontro ocorre às 13h30min, no auditório da prefeitura de Lajeado. “A ideia é sensibilizar gestores

Terça-feira, 6 junho 2023
Prova terá saída do Parque do Engenho e passa pelos parques dos Dick, Ney Santos Arruda, Histórico e do Imigrante
ARQUIVO A HORA
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br

Meio século da Antares

Na segunda-feira, dia 1º, a família Althaus recebeu amigos, clientes e parceiros para celebrar os 50 anos da Antares Imobiliária e Loteadora. Pioneira no Vale do Taquari, fez história e promoveu o desenvolvimento e progresso de muitos bairros de Lajeado

e região. A noite contou com uma homenagem ao saudoso Auri Pedrinho Althaus, idealizador da empresa. Além do espírito festivo, a Antares fez o pré-lançamento do novo empreendimento comercial na Avenida Amazonas, o Auri Pedrinho Althaus.

Novidade para o mundo fit

O casal de empresários Matheus Trapp e Júlia Fernanda Tomasi inaugurou a Essência Fit, no sábado, 30. O espaço localizado na Galeria Grandi Comercial, na Avenida Benjamin Constant, 1583, sala 107, é uma nova opção em gastronomia para quem procura alimentação com nutrição e baixa caloria. O atendimento ocorre das 10h às 17h com um ambiente aconchegante para fazer suas refeições no local.

Noite de gastronomia e solidariedade

A tradicional edição do Queijos & Vinhos do Imec Supermercados movimentou o Clube de Tiro e Caça na noite de quarta-feira, 3. Os 300 cartões disponibilizados ao valor de R$ 150 foram todos comercializados, e a quantia arrecadada de R$ 45 mil foi revertida para a Aapecan e Alsepro, numa parceria com o Rotary Club de Lajeado. Além de colaborarem com a causa, os convidados apreciaram rótulos de vinhos e uma mesa com muitas especialidades em queijos e derivados.

Encontros e gastronomia farta em Estrela

A 1ª edição do Paleta Atlântida no interior do estado atraiu mais de 12 mil visitantes ao Parque da Lagoa na cidade de Estrela. O evento, realizado no sábado, 30, transformou as margens do Rio Taquari num grande pátio de gastronomia, entretenimento e convivência. A programação fez parte dos 150 anos da cidade. Nas fotos, registros de quem passou por lá.

Lisi Costa Leila Franz
Bruna Togni, Sandra Petzold, Elaine Warken, Glaci Jordon e Ana Paula Metzdof Jordon
Fabiano Pivotto CEO do Grupo Imec e Karl Griesang - Presidente Rotary Lajeado
Nilto Scapin e Graziela Schardong Luciano Leon Ceo do Paleta Atlântida e Elaine Strehl Janaína, Walter e Jônia Koller
Vanessa Lopes, Ricardo, Henriqueta, Iara e Fabiana Althaus e Marco Antônio Engster
RENAN CONSTANTIN
Equipe Antares
Matheus Trapp e Júlia Fernanda Tomasi
Sandra Piffer, Alexia Hentges, Nicole Laís, Jaqueline Scussel e Tânia Vogt divulgaram a 37ª A'gosto Delas - Uma noite no Cinema

ÚLTIMO TESTE

ANCELOTTI PROCURA FORMAÇÃO IDEAL ÀS VÉSPERAS DA COPA

De boa atuação diante do Panamá, Igor Thiago começa como titular amistoso contra o Egito

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

ASeleção Brasileira entra em campo pela última vez antes da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Neste sábado, às 19h, o Brasil enfrenta a seleção do Egito, no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos. A partida servirá para Carlo Ancelotti fazer os últimos testes antes da estreia diante do Marrocos. O treinador italiano concedeu entrevista coletiva na manhã de sexta-feira e entregou algumas novidades da equipe. Marquinhos, Douglas Santos, Lucas Paquetá e Igor Thiago serão titulares. O time deve novamente iniciar no esquema 4-2-4 e não terá Gabriel Magalhães, poupado pelo desgaste de uma movimentada temporada europeia.

Ancelotti afirmou que o time para a estreia do Mundial ainda não está definido e que, mesmo que tenha o esquema escolhido, pode fazer alterações. As dúvidas

quanto ao time com quatro atacantes aumentaram após o primeiro tempo ruim diante do Panamá e sucessiva melhora na segunda etapa, quando teve o meio-campo mais preenchido. Outro ponto confirmado pelo treinador são os minutos de Weverton em campo. O goleiro do Grêmio jogará a segunda etapa do amistoso contra o Egito. O time deve novamente ser todo alterado para a segunda etapa.

O Brasil que entra em campo pela última vez antes da Copa tem: Alisson; Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago.

O técnico Carlo Ancelotti afirmou que Neymar está evoluindo na recuperação da lesão na panturrilha. Segundo a CBF, o atacante fará uma ressonância magnética na próxima segundafeira. Caso o resultado do exame seja positivo, o treinador diz que conta com o jogador para os treinos da Seleção na próxima semana. Neymar não viajará para o amistoso do Brasil contra o Egito.

RELEMBRE

os últimos amistosos do Brasil antes de cada Copa

2022 – Brasil 5 x 1 Tunísia

2018 – Brasil 3 x 0 Áustria

2014 – Brasil 1 x 0 Sérvia

2010 – Brasil 5 x 1 Tanzânia

2006 – Brasil 4 x 0 Nova Zelândia

2002 – Brasil 1 x 1 Portugal

EGITO DE SALAH

A seleção egípcia está no Grupo G da Copa do Mundo ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia. Uma das equipes mais fortes da África, tende a disputar com o Irã a segunda vaga do grupo. Com um ataque formado por jogadores de Liverpool e Manchester City, o time do técnico Hossam Hassan deve ter: Oufa Shobeir; Ibrahim, Fathy e Abdelmonem; Hany, Lasheen, Ateya, Fatouh e Ashour; Mohamed Salah e Omar Marmoush.

CORRESPONDENTE

"O SEU SONHO ESTÁ

REALIZADO, MENINO."

É, está quase na hora de atravessar o mundo e realizar um sonho de criança. Uma criança que tem sua primeira foto de vida, na maternidade do Hospital Bruno Born, no colo dos pais, com uma camisa de futebol e um par de chuteiras pendurado na porta do quarto.

Sim, esse sou eu. E sou muito grato por todas as oportunidades que o futebol me abriu dentro de campo e que continua me abrindo fora dele desde 2011, quando encerrei minha carreira no nosso querido Clube Esportivo Lajeadense.

Na terça-feira, 9, embarco para os Estados Unidos para fazer o que mais amo: falar sobre futebol. Mas, desta vez, o frio na barriga é diferente, pois a responsabilidade de ser o elo do Vale do Taquari com a Copa do Mundo, in loco, é um grande desafio. Mas, como diz o ditado da saga Homem Aranha que se ambienta em Nova Iorque, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Quando olho para trás, percebo que essa missão representa muito mais do que um simples deslocamento para fazer a cobertura do maior evento esportivo do planeta. Ela carrega a história de um menino que cresceu correndo atrás de uma bola, que sonhou em viver do futebol e que encontrou, ao longo do caminho, novas formas de permanecer conectado a esse universo.

Eu posso dizer que sou privilegiado já que o futebol me proporcionou inúmeras experiências, como conhecer estádios, gramados e lugares, mas também pessoas que jamais imaginei conhecer. Óbvio, nem tudo são flores e quem já viveu a vida do futebol, na sua mais pura essência, sabe o que é lutar todos os dias, tendo que aprender com ilusões, derrotas, lesões, recomeços e superação. E talvez por isso este momento tenha um significado tão especial.

Esse momento, posso dizer que não pertence apenas a mim. Ele pertence à minha família, que sempre acreditou no meu sonho, aos meus antigos treinadores, companheiros de equipe, dirigentes, colegas de trabalho e amigos que cruzaram meu caminho ao longo dessa jornada, mas também pertence a todos aqueles que acreditam que os sonhos podem mudar de forma sem deixar de ser sonhos.

Enfim, aquele menino que sempre sonhou em viver do futebol hoje tem orgulho de dizer que seu sonho está realizado. E, a partir da semana que vem, durante os próximos 24 dias, quero todos vocês junto comigo nessa jornada.

Alô, Ancelotti... here we go!”

Brasil terá mudança em todos os setores diante do Egito neste sábado
RAFAEL RIBEIRO
JOÃO LUCAS FELDENS CATTO
Minha primeira foto, na maternidade do Hospital Bruno Born, com uma camisa de futebol e um par de chuteiras pendurado na porta do quarto

FESTIVAL INTERNACIONAL

ESTRELA VOLTA A SER PONTO DE ENCONTRO DO VOLEIBOL

Evento retorna após três anos com 1,3 mil atletas e movimento acima do normal para a cidade

Oespanhol se mistura ao português nos corredores dos ginásios. Uniformes de diferentes cores tomam conta das ruas. Atletas circulam pelo Centro, treinadores acompanham tabelas e famílias lotam arquibancadas espalhadas por oito quadras do município. Depois de três anos de pausa, Estrela voltou a respirar voleibol internacional.

A 17ª edição do Festival Internacional Cidade de Estrela reúne cerca de 1,3 mil atletas de 90 equipes femininas das categorias sub-14, sub-16 e sub19. Até domingo, delegações de Pernambuco, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul dividem espaço com equipes da Argentina e

do Uruguai, transformando o município em uma das principais vitrines do voleibol de base da América do Sul.

Entre as equipes visitantes está o Sparta, da cidade de Minas, no Uruguai. A delegação enfrentou cerca de 11 horas de viagem para participar da competição e reencontrar uma tradição já conhecida por atletas e treinadores do país vizinho. Capitã da equipe, Joaquina Marchesano, de 17 anos, voltou a Estrela pela segunda vez. A primeira participação ocorreu quando ela ainda tinha apenas nove anos. “A primeira vez que vim para este campeonato eu tinha nove anos. Agora estou voltando com 17”, conta.

Atletas de Brasil, Argentina e Uruguai participaram de momento simbólico em frente à prefeitura e na Praça Menna Barreto

Gostamos muito de vir ao Brasil. Sempre encontramos equipes fortes, aprendemos bastante e fazemos amizades que levamos para a vida toda.”

Atletas uruguaias do Sparta ajudam a reforçar o caráter internacional do festival, que reúne equipes de oito estados brasileiros, além da Argentina e do Uruguai, até domingo em Estrela

Para a atleta uruguaia, mais do que os resultados dentro de quadra, o festival representa uma oportunidade de crescimento, troca de experiências e convivência com atletas de diferentes regiões. “Gostamos muito de vir ao Brasil. Sempre encontramos equipes fortes, aprendemos bastante e fazemos amizades que levamos para a vida toda. Vale a pena enfrentar as horas de viagem para viver essa experiência”, destaca. Além das disputas esportivas, o retorno do festival também representa um importante momento para Estrela. Ao longo da semana, milhares de pessoas entre atletas, familiares, dirigentes e comissões técnicas movimentam hotéis, restaurantes, supermercados, postos de combustíveis e o comércio local. Nessa sexta-feira, a competição chegou à metade da programação. Durante a tarde, atletas e delegações participaram de um encontro simbólico na Praça Menna Barreto e em frente à Prefeitura, reunindo centenas de jovens que ajudam a colorir e movimentar a cidade.

As partidas seguem neste sábado em diferentes ginásios do município, todos com acesso gratuito ao público. Já as finais estão marcadas para domingo, no Ginásio Cristo Rei, encerrando mais uma edição de um evento que ajudou a colocar Estrela no mapa do voleibol internacional.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
DANIÉLY SCHWAMBACH
JONATA KICH/DIVULGAÇÃO

FUTEBOL AMADOR

GRITO DE CAMPEÃO EM TODOS OS CANTOS DO VALE

Arroio do Meio, Copa Serrana e Taquari conhecem os melhores times da temporada no fim de semana

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Ofutebol amador do Vale do Taquari reserva um fim de semana de emoções. Três competições municipais chegam ao momento mais aguardado da temporada, com a definição dos campeões em Arroio do Meio, Taquari e Venâncio Aires. Ao mesmo tempo, Capitão e Bom Retiro do Sul dão a largada para as finais de seus campeonatos.

Em Arroio do Meio, as atenções se voltam para a decisão da categoria titular entre Rui Barbosa e União. O confronto, que será transmitido pelo Grupo A Hora a partir das 14h, chega completamente aberto após o empate em 1 a 1 no jogo de ida. Quem vencer levanta a taça, enquanto uma nova igualdade leva a disputa para os pênaltis.

O Rui Barbosa busca o décimo título municipal de sua história. Já o União tenta alcançar o tricampeonato. O duelo repete as finais das duas últimas temporadas, ambas vencidas pela equipe de Arroio Grande. Na categoria aspirante, a decisão será entre Cruzeiro e Palmense.

Em Venâncio Aires, a final da Copa Serrana ocorre na Linha Grão-Pará. A Assespe entra em campo com a vantagem do empate para conquistar o título da categoria principal. O River Plate, por

sua vez, precisa vencer no tempo normal para levar a definição para as cobranças de pênaltis.

Já em Taquari, o clássico entre São José e Juventude promete movimentar a decisão municipal.

Atual campeão, o São José venceu o primeiro jogo por 2 a 1 e agora joga pelo empate para manter a taça. O Juventude necessita de uma vitória no tempo regulamentar para forçar os pênaltis

AGENDA

Arroio do Meio final/jogo da volta

Rui Barbosa - Cruzeiro x Palmense (aspirante)

Rui Barbosa – Rui Barbosa x União (titular)

Copa Serrana final/jogo da volta

Linha Grão Pará - Assespe x River Plate (titular)

Linha Grão Pará - São Luiz x Santa Tecla (aspirante)

Taquari final/jogo da volta

Rincão – Juventude x São José (titular)

Rincão – Juventude x Furacão (aspirante)

Capitão

final/jogo de ida

Brasinha – Brasinha x São Luiz

Bom Retiro do Sul final/jogo de ida

Laranjeiras – Laranjeiras x Rudibar

Cruzeiro do Sul

semifinal/jogo de volta

São Bento – Cruzeiro x Bom Fim

São Bento – Canarinho x Tamoio

Intermunicipal

semifinal/jogo de ida

Futebol amador do Vale do Taquari reserva um fim de semana de emoções

e seguir sonhando com o título. Na categoria aspirante, qualquer empate leva a decisão para as penalidades, enquanto uma vitória de qualquer lado garante a conquista.

Além das decisões, Capitão e Bom Retiro do Sul iniciam neste fim de semana as disputas das finais municipais com a realização dos jogos de ida.

Nas demais competições da região, Cruzeiro do Sul define os finalistas do campeonato municipal. Em São Bento, o Canarinho recebe o Tamoio com a vantagem do empate após vencer a primeira partida. O adversário precisa vencer no tempo normal e tam-

Titular

Westfália – Juventude-West x Canabarrense

Westfália – Flamengo x Gaúcho Aspirante

Westfália – Juventude-West x Canabarrense

Westfália – Ouro Verde x Gaúcho

bém nos pênaltis para avançar. No outro confronto, Cruzeiro e Bom Fim disputam uma vaga na decisão.

O Campeonato Intermunicipal também movimenta a agenda esportiva com os jogos de ida das semifinais, que serão disputados em Westfália.

Por outro lado, os campeonatos de Imigrante, Estrela e a Copa Vale do Sampaio não terão rodada neste fim de semana.

JONATHAN ROCHA/DIVULGAÇÃO

SAÚDE E BEM-ESTAR

FRIO EXIGE ATENÇÃO EXTRA DE QUEM MANTÉM A CORRIDA NA ROTINA

Profissional de Educação Física

Miguel Lucian destaca a importância do aquecimento, da hidratação e do uso adequado de roupas para evitar lesões e manter o desempenho durante o inverno

Com a chegada das temperaturas mais baixas, corredores precisam adotar alguns cuidados extras para manter a segurança e o rendimento nos treinos. Embora o inverno seja considerado por muitos praticantes uma época agradável para correr, o frio pode aumentar o risco de lesões, provocar desconfortos respiratórios e exigir maior atenção na preparação do corpo.

Segundo o profissional de Educação Física Miguel Lucian, o principal desafio está nos primeiros minutos da atividade. “No frio o corpo demora um pouco mais para acordar. Por isso, o aquecimento e a progressão da intensidade são ainda mais importantes”, explica. A recomendação é evitar sair em ritmo forte logo no início. As

baixas temperaturas tendem a deixar músculos e articulações mais rígidos, o que aumenta a possibilidade de estiramentos, dores musculares e desconfortos articulares. Um aquecimento dinâmico antes da corrida ajuda a elevar a temperatura corporal, melhora a circulação sanguínea e prepara o organismo para o esforço.

Outro ponto de atenção é a escolha das roupas. Lucian observa que um dos erros mais comuns dos corredores é exagerar nos agasalhos. “O ideal é usar roupas leves em camadas. O objetivo é começar o treino com um leve frio e não terminar superaquecido”, destaca.

Além da questão muscular, o inverno também pode afetar a respiração. O ar frio e seco costuma irritar as vias respiratórias, principalmente em pessoas que possuem rinite, asma ou outras condições respiratórias. Nesses casos, a adaptação gradual ao esforço torna-se ainda mais importante.

O especialista lembra que não existe uma temperatura específica que impeça a prática da corrida ao ar livre. Entretanto, fatores como vento forte, chuva e sensação térmica muito baixa devem ser considerados. “O corpo normalmente dá sinais quando algo não está funcionando bem. Falta de ar exagerada, tontura, dores incomuns e fadiga precoce merecem atenção”, alerta. Mesmo durante os dias frios, a hidratação continua sendo

Com a chegada das temperaturas mais baixas, corredores precisam adotar alguns cuidados extras para manter a segurança e o rendimento nos treinos

indispensável. A sensação de sede costuma diminuir no inverno, mas a perda de líquidos permanece ocorrendo. Por isso, manter a ingestão de água antes, durante e após os treinos segue sendo uma medida fundamental.

Para quem está no começo da

corrida, Lucian recomenda focar mais no controle da intensidade do que na redução constante das distâncias. Segundo ele, a regularidade dos treinos é mais importante do que buscar grandes desempenhos durante os meses frios.

A orientação vale também para aqueles que pensam em interromper as atividades durante o inverno. “Nem todo treino precisa ser incrível. O mais importante é manter o movimento. O inverno passa, mas quando a pausa vira hábito, retomar a rotina se torna muito mais difícil”, conclui.

O mais importante é manter o movimento. O inverno passa, mas quando a pausa vira hábito, retomar a rotina se torna muito mais difícil”

MIGUEL LUCIAN PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
ARTHUR TEISSING/DIVULGAÇÃO

Parque só saiu do papel 50 anos depois

Em 1976, os jornais da época noticiavam que o governo de Lajeado planejava transformar uma área abandonada da cidade em um parque de esportes para a população. O parque ficaria no entorno do Canal do Engenho (já que naquele tempo, o popular Valão ainda não era tapado).

Já naquela época, essa área era sujeita a recorrentes inundações e por isso um parque seria uma alternativa interessante para o espaço. O parque esportivo teria quadras de basquete, futebol de salão, de campo, voleibol, atletismo e ainda

Expobom atraía

30 mil pessoas

O governador Germano Rigotto participava da abertura da 4ª Exposição Comercial, Industrial e Agropecuária de Bom Retiro do Sul (Expobom). Naquele ano, cerca de 30 mil pessoas circularam pelo evento nos quatro dias de festa. Na edição, foi realizado o Festival Palco Aberto da Canção. A grande

vencedora foi Damiani Costa e Silva, de Bom Retiro do Sul, com a canção Codinome Beija-Flor, de Cazuza. O segundo lugar ficou para Alissa Maria Bracht, de Teutônia, e o terceiro para Anderson Altman, de Teutônia. Uma das principais atrações foi o show da banda Cidadão Quem.

pontos para recreação infantil, além de vestiários e sanitários. Ficaria localizado entre as atuais ruas Bento Gonçalves, Borges de Medeiros e Santos Filho. Cinquenta anos depois, o Parque Linear é uma realidade em Lajeado, ao longo da rua Décio Martins Costa.

Sábado é

Planta do projeto de 1976

Dia Nacional de Luta contra Queimaduras

Dia da Língua Russa

Dia Nacional do Teste do Pezinho

Santo do dia:

São Norberto

Domingo é

Dia da Liberdade de Imprensa

Dia Mundial da Segurança dos Alimentos

Santo do dia:

Santo Antônio Maria Gianelli

Antônio Porto recebia

A câmara de vereadores de Estrela concedia o título de Honra ao Mérito a Antônio Carlos Porto. Nascido em Estrela, em 1930, o jornalista trabalhou por anos na Empresa Jornalística Caldas Júnior, em Porto Alegre. Teve passagens

pela Gaúcha, Guaíba, pelos jornais Folha Esportiva e Folha da Tarde. Portinho, como era conhecido, recebeu duas vezes o Prêmio ARI de Jornalismo, foi inclusive presidente e conselheiro da entidade. Entre as décadas de 1960 e

1970, presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão. Antônio Porto faleceu em 2011 e foi enterrado em Estrela.

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Me interessa as obras nas rodovias!

De forma prática: nenhuma empresa se credenciou para o leilão das rodovias do Bloco 2. No jargão popular o certame foi “deserto”. O ecossistema político está apegado nos porquês. A discussão gira em torno de se a CPI criada na Assembleia Legislativa afugentou investidores ou o formato era ruim mesmo, como defendiam deputados de oposição.

Enquanto se respira política, o Vale do Taquari não sabe quando terá investimento em suas estreitas, esburacadas, mal iluminadas e inseguras rodovias. E se não avançou a tentativa de entregar a responsabilidade das obras para iniciativa privada, o questionamento gira em torno de qual é a alternativa para melhorar a logística regional.

A sinalização é usar R$ 1,5 bilhão do Funrigs e que seria repassado para atenuar o valor da tarifa por quilômetro rodado, direto nas obras, imediatamente.

Parece o melhor dos mundos dado o contexto, mas será viável? Alguns contratos recentes de recuperação de rodovias locais não entregaram a qualidade de serviço desejada. Não há problemas em levar para arma política o assunto das rodovias e transformar em tema eleitoral. Isso é do jogo. O que não pede

ficar em segundo plano é o futuro das rodovias da região. A ERS-130, por exemplo, está absolutamente escuram e mal sinalizada. Mas o pedágio está lá, firme, forte e ativo. Líderes locais e estaduais: façam política com o assunto das rodovias do Vale. Mas encontrem uma solução.

Aqui eu falo com propriedade…

Sou de Encantado, cuja “capital” é Jacarezinho. O bairro conhecido mais recentemente pelos impactos das enchentes, mas ao longo dos anos por meio do engajamento comunitário. Boa parte da comida servida na Suinofest é produzida por moradores da localidade. A bela imagem é simbólica pra este que escreve pois por muitas edições da Suinofest convivi neste ambiente de preparação de comidas a serem servidas. O registro é do colega Matheus Laste e abre um questionamento sobre o futuro das associações comunitárias e a necessidade de um engajamento de jovens para dar sequência a este trabalho.

ARTIGO

ROGÉRIO WINK

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Muda o jogo para os municípios

Areforma tributária aprovada no Brasil talvez provoque uma das maiores mudanças silenciosas no modelo de desenvolvimento dos municípios brasileiros nas próximas décadas. E regiões como o Vale do Taquari precisarão entender rapidamente essa transformação. Historicamente, o Fundo de Participação dos Municípios é definido com base no valor adicionado que as empresas do município produzem, ou seja, total das saídas menos as entradas de mercadorias, boa parte da arrecadação dos estados e municípios está ligada ao local da produção. Em resumo: onde se produz mais, arrecada-se mais. Isso ajudou municípios com forte geração de valor adicionado, a ampliarem receitas e investimentos. O Vale do Taquari, especialmente os pequenos municípios, cresceram dentro dessa lógica. Nossa região construiu força econômica baseada no trabalho, na agricultura, na indústria e na capacidade empreendedora do interior.

Mas a reforma muda parte importante desse sistema. O novo modelo tributário passa gradualmente a concentrar mais arrecadação no destino do consumo e menos na origem da produção. Na prática, isso significa que o município que “apenas” produz talvez não tenha no futuro a mesma vantagem de retorno na arrecadação que possui hoje.

Isso muda profundamente os incentivos econômicos das cidades. Especialmente dos pequenos municípios.

O novo modelo tributário passa gradualmente a concentrar mais arrecadação no destino do consumo e menos na origem da produção”

Muitas cidades do interior possuem produção forte, mas população pequena. Produzem muito, exportam muito, porém parte significativa do consumo acontece fora. O morador trabalha no município, mas compra de centros maiores, busca serviços especializados em outras cidades e, muitas vezes, até o lazer e entretenimento estão fora da economia local.

Com a nova lógica tributária, isso vai ganhar enorme relevância. A cidade que perder moradores, renda circulando e consumo local poderá enfrentar dificuldades futuras na arrecadação. Por isso, os municípios precisarão ampliar sua visão estratégica. Atrair empresas continuará sendo fundamental. Afinal, produção gera emprego, renda e movimenta toda a cadeia econômica. Mas isso sozinho talvez não seja mais suficiente. Será necessário também tornar as cidades mais atrativas para viver. Isso envolve qualidade de vida, saúde, educação, habitação, segurança, lazer, turismo, comércio forte e capacidade de manter jovens e famílias no município.

A disputa futura talvez não seja apenas por novas indústrias. Será também por moradores. Os municípios que conseguirem gerar renda e manter esse dinheiro circulando localmente terão vantagem competitiva.

- O vereador de Lajeado, Mano Pereira (PL), reclamou da falta de comunicação com a Secretaria de Planejamento (Seplan), liderada por Alex Schmitt. Mano, que integra a base de governo, diz que tem encontrado barreiras para levar suas demandas na área de mobilidade e planejamento estrutural para o setor. Eu sei desta queixa porque ela veio a público na sessão. Faltou o trabalho de articulação política para resolver essas coisas “dentro de casa”.

- Ainda na câmara de Lajeado, o assunto da vez são os assessores e a investigação por má conduta em horário de expediente. Éder Spohr (MDB) e Fabiano Bergmann (PP) exoneraram CC’s. O problema da generalização é que ela coloca “todo mundo no mesmo pacote”. E entre os 29 indicados para atuar nos gabinetes, há quem trabalha adequadamente. E não são poucos.

E aqui existe uma grande oportunidade para o Vale do Taquari. Nossa região possui características cada vez mais valorizadas: proximidade comunitária, segurança, empreendedorismo, qualidade de vida e forte capacidade produtiva. O desafio será transformar isso em ambientes capazes de reter talentos, atrair pessoas e fortalecer o consumo local. Talvez a reforma tributária obrigue os municípios a fazer uma reflexão importante: não basta apenas produzir. Será cada vez mais necessário criar cidades onde as pessoas queiram viver, permanecer e consumir.

ARQUIVO A HORA

Fim de semana, 6 e 7 de junho de 2026

Fechamento da edição: 18h

MÍN: 13º | MÁX: 25º No sábado, o tempo fica firme e o sol aparece com poucas nuvens na região, e pode ocorrer nevoeiro nas primeiras horas do dia.

Prevenção começa na rotina

A HORA | 6 DE JUNHO DE 2026

Hábitos incorporados ao dia a dia podem contribuir para reduzir fatores de risco e ampliar as chances de identificar de forma precoce o câncer colorretal.

“Mulheres estão entendendo a importância de cuidar da sua saúde”

Médica ginecologista e obstetra, Luise Secco é formada pela FURG, especialista em ginecologia e obstetrícia e pós-graduanda em sexologia clínica. Hoje, ela percebe uma evolução na área, em especial, em mulheres que se preocupam com a saúde e o bem -estar, para além da maternidade.

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

Desde pequena, sempre quis ser médica. Não sei dizer exatamente como surgiu essa escolha, mas nunca pensei em fazer outra faculdade que não fosse medicina. Eu tinha muita vontade de trabalhar com mulheres, principalmente em questões de maternidade. Durante a faculdade, fui naturalmente me direcionando para a área da ginecologia e obstetrícia e lá se vão 6 anos atendendo apenas mulheres, de todas as idades, em diferentes fases da vida.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

EXPEDIENTE

O maior desafio atualmente é enfrentar a desinformação em saúde. Nunca houve tanto acesso à informação, mas também nunca foi tão fácil disseminar conteúdos falsos e práticas sem base científica na internet. Muitas pacientes chegam ao consultório influenciadas por promessas de curas milagrosas ou orientações de pessoas sem qualificação adequada. Nesses casos,o desafio não é apenas tratar a doença, mas também reconstruir a confiança na medicina baseada em evidências e mostrar, com diálogo e transparência, porque determinadas condutas são seguras e outras podem ser muito prejudiciais.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução para os próximos anos?

A ginecologia está em constante evolução, como toda a medicina. Tanto na parte técnica com novos protocolos, novos exames, cirurgias robóticas, etc, quanto na relação médico-paciente.

Textos e fotos: Paulo Cardoso

Acredito que o grande avanço que temos hoje na saúde da mulher é cultural. Mulheres estão entendendo a importância de cuidar da sua saúde, não só cuidar dos filhos e da família. Mulheres que antes não tinham abertura para falar sobre sua intimidade e suas dúvidas com um profissional da saúde, estão aos poucos entendendo a necessidade de quebrar certos tabus e aprender mais sobre si mesmas. Gradualmente, as mulheres estão ressignificando seus papéis, se olhando com mais compaixão, e isso com certeza impacta na forma como elas cuidam também da saúde.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?

Sim, vários! Tenho muitas histórias marcantes na minha profissão. Partos muito especiais que pude acompanhar, ou então um diagnóstico precoce de uma doença grave que salvou a vida de uma paciente, entre outros. Mas o que mais me encanta até hoje é quando as pacientes me contam ou perguntam coisas que nunca tiveram coragem de falar para outro profissional da saúde… quando elas se sentem tão acolhidas na consulta a ponto de se sentirem à vontade para perguntar tudo, sem medo de julgamentos. Isso pra mim é o que mais me emociona, renova minha energia e me motiva a continuar.

Desde pequena, sempre quis ser médica. Não sei dizer exatamente como surgiu essa escolha, mas nunca pensei em fazer outra faculdade que não fosse medicina.”

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

Quando

a prevenção chega atrasada

Por muito tempo, o câncer colorretal ocupou um lugar relativamente previsível nas estatísticas da saúde. Era uma doença associada ao envelhecimento, ao histórico familiar e às décadas acumuladas de exposição a fatores de risco. Hoje, essa previsibilidade começa a desaparecer.

O crescimento dos casos entre adultos jovens já é um sinal de que algumas mudanças no modo de viver estão produzindo consequências que começam a aparecer nos consultórios, nos centros de diagnóstico e nas salas de cirurgia.

Muitas vezes, o câncer é associado a uma descoberta repentina em um estágio já avançado. Sem cura, Mas o câncer colorretal muda um pouco essa percepção. Em grande parte dos casos, ele leva anos para se desenvolver. Seu aparecimento é resultado de um processo longo e acumulativo. Por isso, mais uma vez, a importância da prevenção.

A geração que hoje chega à vida adulta foi também a primeira a crescer cercada por produtos ultraprocessados, refeições rápidas, bebidas açucaradas e rotinas cada vez mais sedentárias. Ao mesmo tempo, nunca se consumiu tão pouco tempo para cozinhar, caminhar ou simplesmente sentar-se para uma refeição sem pressa.

É evidente que a responsabilidade não pode ser atribuída exclusivamente às escolhas individuais. Há questões econômicas, urbanas e culturais envolvidas. Alimentos

mais saudáveis nem sempre são os mais acessíveis. Espaços adequados para atividade física não estão igualmente distribuídos. A rotina de trabalho frequentemente reduz o tempo dedicado ao autocuidado. Ainda assim, os números mostram que a forma como vivemos produz impactos diários no nosso organismo.

Nesse campo, existe ainda um contraste muito grande entre a gravidade da doença e a possibilidade de evitá-la. Diferente de muitos outros tumores, o câncer colorretal oferece uma oportunidade rara à medicina: impedir que ele exista. A colonoscopia não apenas detecta o câncer, ela permite interromper sua trajetória antes que ela comece. Mesmo assim, a prevenção continua encontrando barreiras. Não por falta de tecnologia, mas por uma combinação de desconhecimento, medo, preconceitos e adiamentos. O aumento dos casos em pessoas mais jovens deve servir como alerta, mas não como motivo para alarmismo. O que ele revela é a necessidade de abandonar uma visão limitada da prevenção, aquela que começa apenas quando surgem sintomas ou quando determinada idade é alcançada. A saúde do intestino não começa na sala de exames. Ela começa muito antes, na infância, nos hábitos que se repetem diariamente e nas escolhas coletivas que uma sociedade faz sobre alimentação, trabalho, lazer, qualidade de vida e prevenção.

ACERVO PESSOAL

Gripe avança no RS e reforça alerta para vacinação

Diante do número crescente de internações no estado, especialista alerta para os riscos da influenza e explica por que a vacinação segue sendo a principal ferramenta de proteção

Febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e indisposição. Em meio ao aumento das internações por doenças respiratórias no estado, a influenza voltou ao centro das atenções e levou municípios a ampliarem a vacinação para toda a população.

O cenário é preocupante. Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram aumento de 102,7% nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre os vírus em circulação, a influenza registrou alta de 533,3%. Diante desse quadro, o Estado decretou emergência em saúde pública. Apesar de ser uma doença conhecida e contar com vacina há décadas, a gripe continua causando milhares de internações e mortes todos os anos. Segundo o médico clínico João Berner (CRM 45904 | RQE 43660), isso acontece porque muitas pessoas subestimam a doença.

Não é resfriado

A influenza é uma infecção respiratória causada principalmente dos tipos A e B, responsáveis pelos surtos sazonais que se intensificam nos meses mais frios. Embora os sintomas possam ser parecidos, gripe e resfriado não são a mesma coisa. O resfriado costuma surgir gradualmente e provocar sintomas mais leves, restritos às vias aéreas superiores. Já a gripe geralmente aparece de forma abrupta, com febre alta, dores musculares intensas, calafrios, dor de cabeça e prostração. Em crianças, também podem ocorrer náuseas, vômitos e diarreia. Nos idosos, porém, Berner reforça que a doença pode se

Apesar de ser uma doença conhecida e contar com vacina há décadas, a gripe continua causando milhares de internações e mortes

manifestar de forma diferente, sem febre importante. Sonolência excessiva, confusão mental, perda de autonomia ou piora repentina do estado geral podem ser os primeiros sinais.

Embora a maioria das pessoas se recupere em cerca de uma semana, alguns grupos têm maior risco de complicações. Entre eles estão idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Nesses pacientes, a influenza pode evoluir para pneumonia, insuficiência respiratória e até levar à morte.

Importância da vacina

Para o especialista, a baixa cobertura vacinal ajuda a explicar o aumento das hospitalizações. Embora a meta das campanhas seja imunizar 90% dos grupos prioritários, os índices frequentemente ficam abaixo do esperado.

Entre os motivos estão a baixa percepção de risco e a disseminação de informações falsas. Uma das mais comuns é a crença de que a vacina causa gripe. “Isso não acontece. As vacinas atuais são produzidas

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

com vírus inativados e não têm capacidade de provocar a doença”, esclarece Berner. O médico também lembra que os vírus influenza sofrem mutações frequentes, o que exige a atualização periódica da vacina e reforça a necessidade da imunização anual.

Muitas pessoas associam a gripe a um desconforto passageiro, semelhante ao resfriado comum. Mas a influenza pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos mais vulneráveis.”

ENVATO
DIVULGAÇÃO

Câncer colorretal avança entre jovens e acende alerta sobre hábitos

Segunda maior causa de morte por câncer no mundo, doença tem registrado crescimento entre pessoas com menos de 50 anos; especialistas reforçam a importância da alimentação saudável, da atividade física e dos exames preventivos

Durante muito tempo, o câncer colorretal foi associado ao envelhecimento. O diagnóstico costumava surgir após os 60 anos, dentro de uma faixa etária considerada tradicional para o desenvolvimento da doença. Nos últimos anos, no entanto, esse cenário começou a mudar. Médicos têm observado um aumento significativo dos casos em adultos jovens, muitos deles sem sintomas evidentes e ainda distantes da idade em que, no geral, se iniciavam os exames preventivos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o câncer colorretal como o terceiro mais frequente do mundo e a segunda principal causa de morte por câncer. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 45 mil novos casos anuais, consolidando a doença entre as mais incidentes da população brasileira.

Por trás desses números, existe uma característica que torna a situação ainda mais

preocupante, já que esse é um dos cânceres com maior potencial de prevenção.

“O câncer colorretal geralmente não surge de uma hora para outra. Na maioria das vezes ele começa com uma lesão benigna que poderia ter sido identificada e removida antes de se transformar em tumor”, explica a coloproctologista

Hoje, encontramos pólipos intestinais em mais de 70% das vezes na prática clínica. Por isso a prevenção é tão importante.”

Cibele Corbellini coloproctologista

Cibele Corbellini.

Segundo a especialista, mais de 90% dos tumores colorretais seguem uma sequência conhecida pela medicina como adenoma-adenocarcinoma. Na prática, isso significa que o câncer nasce a partir de pólipos, pequenas estruturas que se desenvolvem na parede interna do intestino e que, ao longo dos anos, podem sofrer alterações celulares até se tornarem malignas.

Esses pólipos podem aparecer isoladamente ou em maior número e raramente provocam sintomas. É justamente esse comportamento que torna a prevenção tão importante.

“Quando os pólipos causam sintomas, muitas vezes já estão grandes ou passaram por transformação maligna. Por isso a colonoscopia tem um papel tão importante. Ela permite identificar e retirar essas lesões antes que elas se tornem câncer”, afirma.

Hábitos modernos

Embora fatores genéticos estejam envolvidos no desenvolvimento da doença, muitas vezes com outros casos familiares anteriores, os hábitos de vida também têm ganhado protagonismo nas discussões sobre o aumento dos casos.

A alimentação baseada em produtos ultraprocessados, o consumo frequente de carnes processadas, a obesidade e o sedentarismo aparecem entre os principais fatores de risco reconhecidos pela comunidade científica.

“Hoje a gente vive uma rotina muito acelerada e acaba recorrendo cada vez mais a alimentos industrializados.

Embutidos como salsicha, salame e outros produtos processados já têm uma relação comprovada com o aumento do risco de câncer de intestino”, destaca Cibele.

Em 2015, a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à OMS, classificou as

carnes processadas como carcinogênicas para humanos. A conclusão foi baseada em evidências científicas que relacionam o consumo frequente desses alimentos ao aumento do risco de câncer colorretal.

A médica observa que os impactos dessa alimentação não surgem de forma imediata. Trata-se de um processo cumulativo, construído ao longo de décadas.

“Os pacientes jovens que hoje estão desenvolvendo câncer de intestino não começaram a se expor aos fatores de risco recentemente. Muitas vezes, essa exposição vem desde a infância, com hábitos alimentares inadequados mantidos durante toda a vida.”

A chamada dieta ocidental, caracterizada pelo excesso de gorduras, açúcares, refrigerantes e ultraprocessados e pela baixa ingestão de fibras, é uma das principais hipóteses estudadas para explicar o crescimento dos diagnósticos precoces.

Prevenção

Diferentemente de muitos outros tumores, o câncer colorretal oferece a oportunidade de impedir que a doença se desenvolva. A principal ferramenta para isso é a colonoscopia.

O exame permite a visualização direta da parede interna do intestino e do reto, possibilitando a identificação de lesões muito pequenas, muitas vezes invisíveis em outros métodos diagnósticos.

Além de detectar alterações, a colonoscopia também possibilita a retirada dos pólipos durante o próprio procedimento.

“Quando a gente fala em prevenção do câncer de intestino, não existe nada melhor do que a colonoscopia”, afirma a médica.

Apesar disso, o exame ainda enfrenta resistência por parte da população. O preparo

CÂNCER COLORRETAL

EM NÚMEROS

• 45 mil novos casos por ano são estimados no Brasil (INCA).

• É o 3º câncer mais frequente no mundo.

• É a 2ª principal causa de morte por câncer globalmente.

• Mais de 90% dos tumores surgem a partir de pólipos.

• O diagnóstico precoce garante mais de 90% de chance de cura.

• Exercícios físicos regulares podem reduzir em cerca de 30% o risco da doença.

• Casos em pessoas com menos de 50 anos vêm crescendo em diversos países.

COMO PROTEGER O INTESTINO

• Consumir frutas, verduras, legumes e grãos integrais diariamente.

• Priorizar alimentos ricos em fibras.

• Beber cerca de dois litros de água por dia.

Não por acaso, o órgão passou a ser popularmente chamado de “segundo cérebro”. “O intestino concentra grande parte da serotonina produzida pelo corpo. Além disso, situações de estresse afetam diretamente seu funcionamento. É por isso que muitas pessoas apresentam dor abdominal ou diarreia em momentos de ansiedade”, explica.

colonoscopia.

Especialistas alertam que hábitos alimentares adotados ainda na infância podem influenciar o risco de desenvolvimento do câncer colorretal décadas mais tarde

intestinal costuma gerar receio e muitos pacientes ainda carregam preconceitos ou constrangimentos relacionados ao procedimento. Segundo Cibele, no entanto, essa visão vem mudando gradualmente.

“O exame é feito com sedação. O paciente não sente dor e geralmente acorda já na sala de recuperação. É um procedimento seguro e relativamente rápido.”

O preparo continua sendo uma etapa indispensável. Para que o médico consiga visualizar adequadamente o intestino, é necessário que ele esteja completamente limpo.

“Se o intestino estiver com resíduos, pequenos pólipos podem ficar escondidos. Por isso é fundamental seguir corretamente as orientações de dieta.”

Uma das recomendações mais importantes reforçadas pelos especialistas é a necessidade de observar alterações no funcionamento do intestino.

• Praticar atividade física regularmente.

• Evitar o consumo frequente de embutidos.

• Reduzir ultraprocessados e bebidas açucaradas.

• Manter peso adequado.

• Não ignorar sangue nas fezes.

• Procurar avaliação médica diante de alterações persistentes do funcionamento intestinal.

• Realizar colonoscopia conforme orientação médica.

Embora o câncer colorretal possa permanecer assintomático durante longos períodos, alguns sinais merecem atenção. Entre eles, estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, diarreia ou constipação sem causa aparente, dor durante as evacuações, perda de peso inexplicada, anemia e fadiga.

“Segundo cérebro” Muito além da digestão, o intestino desempenha funções fundamentais para o organismo. Nos últimos anos, estudos têm demonstrado a influência direta da saúde intestinal sobre a imunidade, o metabolismo e até mesmo o equilíbrio emocional.

Esse conhecimento tem ampliado o entendimento sobre a importância dos cuidados preventivos e da manutenção de hábitos saudáveis.

Diagnóstico precoce

Quando identificado nos estágios iniciais, o câncer colorretal apresenta altas taxas de cura. Segundo Cibele, as chances ultrapassam 90% quando a doença é descoberta de forma precoce.

Nessas situações, muitas vezes o tratamento pode ser realizado apenas com cirurgia e, em alguns casos, até mesmo por

A colonoscopia permite identificar e retirar pólipos intestinais antes que eles evoluam para câncer, tornando-se a principal estratégia de prevenção da doença

Quando o diagnóstico ocorre em estágios mais avançados, o tratamento passa a envolver uma abordagem multidisciplinar. Cirurgiões, oncologistas e radioterapeutas atuam em conjunto para definir a melhor estratégia para cada paciente. Hoje, técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, têm contribuído para recuperações mais rápidas e menor impacto pós-operatório.

Antes do consultório

Embora os avanços no diagnóstico e no tratamento sejam significativos, especialistas reforçam que o maior aliado contra o câncer colorretal continua sendo a prevenção. Uma alimentação rica em fibras, frutas, verduras e grãos integrais, associada à prática regular de exercícios físicos, pode reduzir consideravelmente o risco de desenvolvimento da doença.

O que muda entre medicamentos de referência, genéricos e similares?

Farmacêutico Guilherme Dertzbacher explica por que, hoje, os três modelos seguem rigorosos padrões de qualidade, eficácia e segurança

Antes de chegar às farmácias, medicamentos passam por rigorosos controles de qualidade, segurança e eficácia e seguem sob monitoramento dos órgãos reguladores

Entre a consulta médica e o balcão da farmácia existe uma dúvida que acompanha milhões de brasileiros. Diante da receita em mãos, o paciente encontra o medicamento de referência prescrito pelo médico, mas também versões genéricas e similares que, muitas vezes, custam menos e apresentam embalagens diferentes.

Embora a desconfiança ainda faça parte da rotina de muitos consumidores, a resposta passa por um sistema rigoroso de avaliação e fiscalização que evoluiu significativamente nas últimas décadas.

Diferenças

O medicamento de referência, também conhecido como original, é aquele que passou por todas as etapas de pesquisa necessárias para comprovar sua eficácia, segurança e qualidade antes de chegar ao mercado. Ele serve como padrão para comparação dos demais produtos que contêm o mesmo princípio ativo.

Já os medicamentos genéricos possuem a mesma substância ativa, dose, forma farmacêutica e indicação terapêutica do medicamento de referência. Para

Em grande parte dos casos, a diferença de valor acontece porque esses fabricantes não precisaram investir no longo processo inicial de pesquisa e desenvolvimento.”

Guilherme Dertzbacher farmacêutico

serem registrados, precisam demonstrar que apresentam desempenho equivalente no organismo, garantindo a mesma resposta terapêutica esperada. Os similares, por sua vez, também contêm o mesmo princípio ativo, na mesma concentração e com a mesma indicação terapêutica. A principal diferença percebida

pelo consumidor está no nome comercial e em características relacionadas à apresentação do produto e a alguns componentes auxiliares da formulação.

Na prática, segundo o farmacêutico Guilherme Dertzbacher (CRF/RS 10580), isso significa que medicamentos de referência, genéricos e similares aprovados pela Anvisa devem proporcionar o mesmo efeito terapêutico quando utilizados corretamente e conforme a orientação dos profissionais de saúde.

Preço e benefício

Ainda assim, a percepção de que produtos mais baratos seriam inferiores permanece entre parte da população. Para Dertzbacher, trata-se de um dos equívocos mais comuns quando o assunto é medicamento.

“O menor preço não está relacionado a uma qualidade inferior. Em grande parte dos casos, a diferença de valor acontece porque esses fabricantes não precisaram investir no longo processo inicial de pesquisa e desenvolvimento realizado pela empresa que criou o medicamento original”, afirma.

O farmacêutico acrescenta que

todos os medicamentos registrados no Brasil são submetidos a rigorosos processos de avaliação e fiscalização para obter autorização de comercialização. Além disso, permanecem sob monitoramento dos órgãos reguladores após chegarem ao mercado.

Atenção

Embora a intercambialidade entre medicamentos seja considerada segura e respaldada por critérios científicos rigorosos, existem situações em que a substituição merece acompanhamento mais próximo.

Isso acontece principalmente com medicamentos nos quais pequenas variações na concentração do fármaco podem influenciar a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos adversos. Entre os exemplos, o profissional cita medicamentos utilizados para epilepsia, transplantes de órgãos, distúrbios da tireoide e determinadas doenças cardiovasculares. “Crianças, idosos, gestantes e pacientes que convivem com múltiplas doenças ou utilizam diversos medicamentos simultaneamente também podem se beneficiar de um acompanhamento mais cuidadoso durante eventuais trocas”, conclui.

ENVATO

Como a alimentação influencia a fertilidade

Ainfertilidade masculina tem assumido um papel cada vez mais relevante na reprodução humana, sendo responsável por cerca de 50% dos casos de dificuldade para engravidar. Esse dado reforça a importância de ampliar o olhar para a saúde do homem, já que historicamente a investigação da infertilidade esteve muito mais voltada para a mulher. Conforme a nutricionista

Bruna Johann, especialista em fertilidade, diversos fatores podem interferir na fertilidade masculina, incluindo sobrepeso, obesidade, doenças crônicas, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse, privação de sono e idade mais avançada. Além disso, hábitos alimentares inadequados favorecem processos inflamatórios e aumentam o estresse oxidativo, condição que pode

comprometer a qualidade dos espermatozoides. Ela destaca que, para entender a importância da alimentação nesse processo, é interessante conhecer a estrutura do espermatozoide. Sua cabeça carrega o material genético paterno e as enzimas necessárias para penetrar o óvulo. A peça intermediária funciona como uma bateria, fornecendo a energia necessária para o movimento. Já a cauda atua como um motor, impulsionando o espermatozoide em sua jornada até o encontro com o óvulo. Quando faltam nutrientes essenciais, qualquer uma dessas etapas pode ser prejudicada. Nutrientes como zinco, selênio, ômega-3, ácido fólico e vitaminas antioxidantes desempenham papel fundamental na produção, proteção e qualidade dos espermatozoides. “Por isso, investir em uma alimentação

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

equilibrada é uma forma de cuidar não apenas da saúde geral, mas também da fertilidade.”

Pensando nisso, a profissional sugere uma receita simples e nutritiva que reúne ingredientes naturalmente ricos em nutrientes importantes para a saúde reprodutiva masculina.

Bowl da fertilidade

Ingredientes

- 1 filé de salmão grelhado (ou sardinha)

- ½ avocado ou abacate pequeno

- 1 xícara de folhas verdes (rúcula e espinafre)

- 6 tomates-cereja

- 1 colher de sopa de sementes de abóbora

Por isso, investir em uma alimentação equilibrada é uma forma de cuidar não apenas da saúde geral, mas também da fertilidade.”

- 2 castanhas-do-pará picadas

- 1 fio de azeite de oliva extravirgem

- Limão e ervas naturais para temperar

Modo de preparo

Monte o bowl com as folhas verdes como base. Adicione o salmão grelhado em lascas, o avocado fatiado e os tomates-cereja. Finalize com as sementes de abóbora, as castanhasdo-pará picadas e tempere com azeite, limão e ervas a gosto.

Nutrientes em destaque

Ômega 3 – auxilia na qualidade e mobilidade dos espermatozoides. Selênio – contribui para a proteção contra o estresse oxidativo.

Zinco – participa da produção hormonal e da formação dos espermatozoides.

Antioxidantes –importantes para a proteção do DNA espermático.

Sem fumaça, mas longe de serem inofensivos

Produto sem combustão e cada vez mais popular entre os jovens, os sachês de nicotina preocupam especialistas pelo elevado potencial viciante e pelos impactos à saúde bucal, cardiovascular e cerebral

Enquanto um cigarro convencional contém, em média, cerca de 1 miligrama de nicotina, os sachês podem apresentar doses que variam de 4 a 18 miligramas

Depois de anos registrando queda no número de fumantes, o Brasil voltou a observar sinais de aumento no consumo de nicotina. Dados do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, mostram que a proporção de fumantes cresceu cerca de 25% pela primeira vez desde 2007, interrompendo uma tendência de redução que se manteve por quase duas décadas. Entre os fatores associados a esse movimento está a transformação do mercado de produtos derivados do tabaco. Nos últimos anos, a indústria ampliou a oferta de alternativas ao cigarro convencional, muitas delas direcionadas ao público jovem e frequentemente associadas à ideia equivocada de menor risco à saúde.

Além dos cigarros eletrônicos, outro produto vem ganhando espaço: os sachês de nicotina. Comercializados em pequenas bolsas posicionadas entre a gengiva e o lábio, eles dispensam fumaça e combustão, mas continuam fornecendo a substância ao organismo.

Potencial viciante

Segundo a pneumologista Bárbara Macedo (CRM 40168 /

O maior erro é associar a ausência de fumaça à ausência de riscos. Os sachês de nicotina não fazem parte dos tratamentos recomendados para cessação do tabagismo.”

Bárbara Macedo pneumologista

RQE 34809), embora reduzam a exposição às substâncias tóxicas produzidas pela queima do tabaco, os sachês estão longe de representar uma alternativa segura.

“O maior erro é associar a ausência de fumaça à ausência

hipertensão arterial, arritmias, infarto e acidente vascular cerebral. Também pode afetar o funcionamento cerebral, especialmente em jovens que ainda estão em fase de desenvolvimento neurológico”, explica Bárbara.

Vulnerabilidade entre os jovens

A preocupação dos especialistas é ainda maior quando o consumo ocorre entre adolescentes e jovens adultos. Segundo a pneumologista, o cérebro continua em desenvolvimento até aproximadamente os 25 anos, especialmente em áreas relacionadas ao controle dos impulsos, à memória, à tomada de decisões e à regulação emocional.

Nesse período, a exposição à nicotina pode interferir diretamente nesses processos.

de riscos. Os sachês de nicotina não fazem parte dos tratamentos recomendados para cessação do tabagismo. Pelo contrário, podem aumentar a dependência ou iniciar o consumo em pessoas que nunca utilizaram a substância”, afirma.

A concentração do composto é um dos fatores que mais preocupam os especialistas. Enquanto um cigarro convencional contém, em média, cerca de 1 miligrama de nicotina, os sachês podem apresentar doses que variam de 4 a 18 miligramas. Essa diferença favorece o desenvolvimento mais rápido da dependência, especialmente entre adolescentes e jovens.

O risco está diretamente relacionado à forma como a nicotina atua no cérebro. Considerada uma das substâncias psicoativas com maior capacidade de gerar adição, ela estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado às sensações de prazer, recompensa e bem-estar. Com o uso contínuo, o cérebro passa a exigir doses cada vez maiores para alcançar os mesmos efeitos, perpetuando o ciclo de consumo. Mas os prejuízos não se limitam ao potencial viciante. “A substância possui efeitos cardiovasculares importantes, aumentando o risco de

“Os jovens apresentam maior risco de desenvolver dependência, alterações de

memória e aprendizagem, aumento da impulsividade e maior vulnerabilidade a transtornos como ansiedade e depressão”, destaca.

A especialista também alerta que os sachês podem funcionar como porta de entrada para outros produtos contendo nicotina, incluindo cigarros eletrônicos e cigarros convencionais.

Produto não autorizado

Outro ponto de atenção envolve a situação regulatória desses produtos no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há sachês de nicotina registrados para comercialização regular no país.

Na prática, isso significa que a venda desses produtos ocorre sem autorização da agência reguladora, o que amplia as preocupações relacionadas ao controle, à fiscalização e ao acesso por adolescentes e jovens.

SACHÊS DE NICOTINA

Uso discreto: os sachês são colocados entre a gengiva e a bochecha e liberam nicotina sem produzir fumaça.

Alta concentração: alguns produtos podem conter entre 6 mg e mais de 20 mg de nicotina por unidade, quantidade superior à encontrada em muitos cigarros.

Dependência rápida: a nicotina está entre as substâncias com maior potencial de dependência química.

Risco cardiovascular: o consumo pode elevar a pressão arterial e acelerar os batimentos cardíacos.

Impacto nos jovens: a exposição à nicotina durante a adolescência pode afetar áreas do cérebro ligadas à atenção, memória e controle de impulsos.

Problemas bucais: especialistas relatam risco de irritação da mucosa, retração gengival e inflamações na boca.

Mercado em expansão: as vendas globais de sachês de nicotina superaram 23 bilhões de unidades em 2024.

Sem autorização no Brasil: a comercialização dos sachês não é autorizada pela Anvisa.

Alerta: A ausência de fumaça não torna o produto seguro. Especialistas alertam que os sachês continuam expondo o organismo à nicotina e aos riscos associados à dependência.

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