
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Quinta-feira, 5 de março de 2026 | Ano 23 - Nº 4048 | R$
![]()

Quinta-feira, 5 de março de 2026 | Ano 23 - Nº 4048 | R$
Pacientes relatam espera de 3 horas. Município direciona às unidades básicas
População eleva críticas quanto à demora no atendimento na UPA de Lajeado. Segundo dados da secretaria municipal, houve 700 atendimentos a mais em relação aos dois primeiros meses do ano passado.

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Corrida à Câmara Federal Vale do Taquari pode ter apenas um candidato ao parlamento em Brasília.
HABITAÇÃO EM COLINAS Empresa projeta concluir casas ainda este mês
Artem é responsável pela construção de 17 novas moradias para famílias atingidas pelas enchentes do Rio Taquari. Prazo contratual vai até 20 de abril, mas intenção é que as unidades estejam prontas até 20 de março.
PÁGINA | 9

OPINIÃO | FILIPE FALEIRO
PÁGINA | 3
Ainda conforme a administração, em muitas situações, os casos são de baixa gravidade e deveriam ser atendidos nas unidades básicas dos bairros. Município busca qualificar orientação.
A tempestade está chegando O pretexto: combater uma ameaça. Mas o Oriente Médio é um mistério.





O avanço do projeto Rota dos Açores representa mais do que a criação de um novo roteiro turístico no Vale do Taquari. Trata-se de um resgate histórico necessário que preenche uma lacuna na narrativa da nossa colonização, frequentemente eclipsada por outras etnias, mas fundamental na formação de cidades como Tabaí, Taquari, Fazenda Vilanova, Bom Retiro do Sul e Paverama.
A iniciativa acerta ao apostar na regionalidade e na integração. O turismo moderno não se sustenta mais com ações isoladas; exige escala, padronização e, acima de tudo, uma identidade clara. Ao buscar inspiração em referências consolidadas de matriz lusa e propor eventos como o “Mês Açoriano”, o projeto cria um produto turístico com potencial para atrair investimentos e qualificar o setor de serviços — da gastronomia à hotelaria.
Para que a Rota dos Açores prospere, a articulação institucional que se inicia agora deve ser rigorosa e contínua.”
O destaque para a recuperação de casarios antigos em Bom Retiro do Sul e a recuperação de espaços públicos via parcerias público-privadas aponta o caminho: o patrimônio histórico não deve ser apenas um monumento ao passado, mas um ativo econômico vivo.
Para que a Rota dos Açores prospere, a articulação institucional que se inicia agora deve ser rigorosa e contínua. Transformar potencialidade em realidade exige infraestrutura, profissionalismo na recepção e o envolvimento direto das comunidades. O Vale do Taquari ganha uma nova vitrine; cabe agora aos gestores e empreendedores garantir que o conteúdo esteja à altura da rica herança que se pretende celebrar.

Av. Benjamin Constant, 1034, Centro, Lajeado/RS grupoahora.net.br / CEP 95900-104
Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke
eletrônicos:
assinaturas@grupoahora.net.br comercial@grupoahora.net.br faturamento@grupoahora.net.br financeiro@grupoahora.net.br centraldejornalismo@grupoahora.net.br atendimento@grupoahora.net.br
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
Diretor Executivo: Adair Weiss
Diretor Editorial e de Produtos: Fernando
“Mesmo marcas antigas podem correr riscos caso não estejam registradas”
O ano de 2025 teve recorde nospedidosderegistro demarcasepatentes. AadvogadaCamila Brunetto, 36, trabalha há mais de cinco anos na área e destaca a crescente quevemocorrendoem todoopaís.Naturalde Lajeado,masresidente deTeutônia desde 2017, juntodomaridoVinícius ajudaempresasenegócios agarantirintegridadee direitos, mesmo em meio aosdesafiosdaInteligência Artificial
Raica Franz Weiss raica@grupoahora.inf.br
Quando você passou a se interessar por registro de marcas?
Sou advogada desde 2012, formada aqui na Univates, e trabalho desde 2019 nessa área. Na época, percebi que não haviam muitos profissionais focados nisso e enxerguei uma oportunidade.
Quando surgiu a Marcauten?
Conforme fui me apropriando desse universo de registro de marcas e patentes, surgiu a ideia de fundar a Marcauten, por conta do crescimento da demanda. Comecei o negócio junto do meu sócio e marido Vinícius, que é advogado também e me acompanha até hoje. Além de registro de marcas, a Marcauten também trabalha com direitos autorais, propriedade intelectual, patentes e monitoramento de marcas já registradas. Nossa atuação é nacional hoje, com muitos clientes em São Paulo.

O ano de 2025 registrou recorde nos pedidos de registro de marcas e patentes. Isso é reflexo de quê?
Isso ocorre em função de vários movimentos. O registro da marca, por muito tempo, foi burocrático, exigia a ida até o Rio de Janeiro, por exemplo. Com a disponibilização da internet, desde 2006, o registro pode ser feito online, o que facilita e desburocratiza o processo. Além disso, temos vivido uma espécie de boom do empreendedorismo no país, logo, a busca pelo registro também cresce, até porque há uma certa disputa por nomes livres. Aliás, é importante frisar que mesmo marcas antigas podem correr riscos caso não estejam registradas. É mito que o tempo de existência do negócio garante segurança de marca, consegue aquela empresa que registra antes.
Como esse movimento se dá no Vale do Taquari?
Nós também percebemos um aumento nos pedidos. Hoje, a Marcauten é a maior empresa do Vale em registro de marcas. Dentre os nossos clientes, o ramo que mais cresceu em pedidos de marca foi o setor da educação,
com os influencers digitais, professores online, podcasts, treinamentos e mentorias.
A tendência é desse cenário se manter?
Sim, vai continuar crescendo, os dados mostram o aumento e a tendência é que o empreendedorismo continue aflorado. Nesse sentido, a Inteligência Artificial (IA) vem como potencializador do processo.
Como a Inteligência Artificial tem impactado o resguardo dos direitos das marcas?
Na Marcauten, temos como política interna não proteger ou aceitar clientes com conteúdos que foram feitos por IA. E o cliente precisa ser transparente em relação a isso quando nos pede um registro, porque não trabalhamos com aquilo que não possa comprovar a autoria. Dentro desse cenário da IA, no entanto, o que acontece muito é que as empresas estão procurando registrar os agentes de IA das marcas, os nomes, características. Até mesmo softwares. Houve casos que ficaram famosos por conta da violação dos direitos autorais, é importante estar atento e notificar as plataformas digitais onde esses conteúdos estão sendo veiculados.

Pacientes relatam demora no atendimento. Secretária da Saúde afirma que aumento da demanda e casos de baixa gravidade pressionam o serviço
Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
Otempo de espera para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lajeado tem gerado reclamações entre pacientes que procuram o serviço, especialmente em dias de maior movimento. Relatos indicam permanência de duas a três horas até a consulta médica ou aplicação de medicação.
Na sala de espera, usuários afirmam que a demora se tornou frequente. A dona de casa Elisane Hofstaetter acompanhava o filho na unidade e relatava o tempo já passado no local. “A gente está desde a uma e pouco da tarde. Nossa, então isso já dá mais de duas, quase três horas”, conta. Segundo ela, o filho foi encaminhado para tomar medicação antes mesmo de passar pela consulta médica. “Ele foi tomar medicação. Essa espera foi apenas para a médica olhar ele e passar para o soro”, disse. Questionada se a situação é comum, Elisane respondeu que sim. Para ela, a espera
prolongada já virou algo esperado por quem busca atendimento no local.
Outra paciente, que preferiu não se identificar por receio de exposição no ambiente de trabalho, relatou tempo semelhante. Ela afirmou ter aguardado cerca de duas horas e vinte minutos até ser atendida.
A paciente procurou a unidade com sintomas de virose e precisou receber medicação e soro.
“Mais de duas horas”, reforçou. Segundo ela, o tempo de espera não era exclusivo do seu caso.
“Eu acho que tem gente ali que está esperando bem mais tempo que eu.”
Demanda crescente
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde afirma que acompanha em tempo real o movimento na UPA e reconhece que há aumento da procura pelo serviço em determinados períodos.
A secretária de Saúde de Lajeado, Giovanna Athayde Linhares, explica que a elevação na deman-

GIOVANNA ATHAYDE SECRETÁRIA DE SAÚDE
Habitualmente, após o carnaval, a gente já espera um aumento da procura para atendimentos na UPA, justamente pelo retorno das escolas e maior circulação de micro-organismos”
da é comum após o período de carnaval e com o retorno das atividades escolares, quando há maior circulação de vírus e bactérias.
“Habitualmente, após o carnaval, a gente já espera um aumento da procura para atendimentos na UPA, justamente pelo retorno das escolas e maior circulação de micro-organismos”, afirma.
Segundo ela, o crescimento da procura também aparece nos números. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a unidade registrou aumento de cerca de 700 atendimentos nos meses de janeiro e fevereiro.


Outro fator que impacta o tempo de espera é o sistema de classificação de risco utilizado na unidade. A UPA utiliza o protocolo internacional de Manchester, que define a prioridade de atendimento conforme a gravidade do caso.
Pacientes classificados com cores vermelha, laranja e amarela possuem prioridade máxima, enquanto os casos considerados leves recebem classificação verde ou azul.
Segundo Giovanna, cerca de 30% dos atendimentos registrados na segunda-feira foram classificados como ficha azul, categoria que indica sintomas leves ou quadros que poderiam ser avaliados em unidades básicas de saúde.
“O ficha azul é aquele paciente com sintomas mais leves ou que já estão presentes há mais tempo e que, em teoria, poderiam buscar uma unidade básica de saúde”, explica. Ela lembra que o município possui 15 unidades básicas de saúde, com 22 equipes da Estratégia Saúde da Família, que podem absorver parte dessa demanda.

Vermelho (Emergência): Atendimento imediato. Risco de vida iminente.
Laranja (Muito Urgente): Atendimento em até 10 minutos. Casos graves.
Amarelo (Urgente): Atendimento em até 60 minutos. Gravidade moderada.
Verde (Pouco Urgente): Atendimento em até 120 minutos (2 horas). Casos leves.
Azul (Não Urgente): Atendimento em até 240 minutos (4 horas). Casos sem gravidade, preferencialmente para UBS.
22 equipes da Estratégia Saúde da Família
A orientação da Secretaria da Saúde é que a população procure as unidades básicas para sintomas leves ou acompanhamento de doenças crônicas, reservando a UPA para situações de urgência. Entre os exemplos citados estão dores persistentes, sintomas leves, controle de pressão arterial ou acompanhamento médico de rotina. “Sintomas leves como uma dor de cabeça que já vem há alguns dias, uma dor lombar ou náusea leve podem ser avaliados na unida-
de básica de saúde”, afirma. A secretária ressalta que, quando há pacientes em situação grave na UPA, as equipes precisam priorizar esses atendimentos, o que pode impactar o tempo de espera para os demais usuários.
“Uma parada cardiorrespiratória ou uma insuficiência respiratória aguda exige atenção imediata da equipe. Nesses casos, todos os profissionais se concentram no atendimento para preservar a vida”, explica.
Écedo para confirmar, eu sei. Mas, a possibilidade do Vale do Taquari ingressar no pleito de outubro com só um candidato a deputado federal é real e isso pode ser decisivo para retomarmos representatividade no Congresso Nacional. Por
ora, só o ex-vereador de Lajeado Carlos Ranzi (MDB) se apresenta para lutar por uma cadeira em Brasília. E, de acordo com cálculos apresentados por líderes do partido, o emedebista precisaria de algo em torno de 20% do total de votos disponíveis em nossa região. Ou seja, aproxi-

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
madamente 60 mil eleitores do Vale precisariam apoiar Ranzi em outubro. É um número bem superior à votação dele nas eleições municipais de 2024, por exemplo, quando ele conquistou pouco menos de 20 mil votos na disputa pela prefeitura de Lajeado. Não será fácil. No entanto, está longe de ser uma missão impossível.
Turismo na “região portuguesa” avança com a Amturvales
A criação da promissora Rota dos Açores entre os municípios de Bom Retiro do Sul, Taquari, Fazenda Vilanova, Paverama e Tabaí vai contar com apoio irrestrito da Amturvales. E o primeiro e importante passo será dado na manhã de hoje, nos ambientes da prefeitura de Paverama, com a presença de representantes dos municípios envolvidos e da entidade responsável por fomentar o turismo regional. O encontro de realinhamento para iniciar a estruturação do novo produto turístico do Vale do Taquari inicia às 9h30min e servirá para alinhar estratégias às próximas etapas. Paralelo a isso, o empresário Mauro Hauschild, um dos idealizadores da Rota, vai iniciar a recuperação de prédios históricos em Bom Retiro do Sul. E o primeiro será o imóvel da antiga sede do Legislativo (fotos), localizado no centro antigo da cidade, na Rua Pinheiro Machado.


A construção do complexo turístico, cultural e gastronômico no belíssimo Morro Gaúcho segue em pauta e uma nova reunião ocorreu ontem, em Arroio do Meio. Entre outros, estavam presentes o prefeito, Sidnei Eckert (MDB), e o presidente da Amturvales, Rafael Fontana. Eles recepcionaram os empreendedores interessados em investir no
icônico ponto turístico da cidade. Os detalhes do empreendimento não foram revelados, e os agentes que participaram do encontro preferem não se manifestar e devem optar pela discrição nas próximas semanas. Mas, e isso já era público e notório, o projeto inicial previa restaurantes, lojas, hotel, e, também, uma estátua gigante de um gaúcho.
- Em Estrela, os vereadores aprovaram e a prefeita sancionou a regulamentação da carga horária dos cargos comissionados do Legislativo (35 horas semanais), e o controle forma da jornada de trabalho de todos os cargos da câmara por meio da (enfim) implantação do controle com ponto biométrico.
- Vereador em Estrela, Luís Kalsing (PL) solicitou licença médica pelo período de 15 dias, para tratar de uma cirurgia no joelho. E ainda não foi definido o substituto.
- A Defesa Civil Nacional deve confirmar os recursos à nova ponte entre Lajeado e Arroio do Meio nas próximas duas semanas. A estrutura deve custar cerca de R$ 20 milhões e será construída ao lado da histórica Ponte de Ferro.
- É incipiente, sim, mas setores da oposição em Lajeado já iniciam projeções para um possível pedido de impeachment da prefeita Gláucia Schumacher (PP) em função da CPI das Obras. É muito improvável, reforço, mas “a tenteada é livre”, afirmam alguns agentes contrários ao atual governo.



Assembleia ocorre hoje, em Sério. Inclusão dos agentes de educação no piso do magistério e recontagem de período da pandemia para benefícios aos servidores pautam explanação do advogado
Gladimir Chiele

Após o recesso dos primeiros meses de 2026, a Associação de Municípios do Vale do Taquari (Amvat) se reúne hoje pela primeira vez no ano. O encontro é uma das atividades da 3ª Feira da Pitaya, em Sério. Será a primeira assembleia do grupo, que integra 26 municípios, sob a presidência
da prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, eleita em dezembro do ano passado como a primeira mulher a presidir a entidade. Além de prestigiar a programação da Feira da Pitaya, os gestores se debruçam sobre uma pauta composta por assuntos que impactam as gestões de todos os municípios. Entre eles, a Lei Complementar denominada
“Lei do Descongela”. A regra repactua a contagem do tempo de serviço para servidores públicos municipais em 583 dias, entre maio de 2020 e dezembro de 2021, durante a pandemia. Após a aprovação da norma pelo Con-
gresso, o período agora vale para quinquênios, anuênios, triênios e licenças-prêmio, com previsão de pagamento retroativo.
Outro tema será a lei federal que reconhece monitores, auxiliares e agentes de educação infantil como profissionais do magistério. Também validada em âmbito nacional, a medida depende agora de adesão pelos municípios.
A preocupação dos prefeitos está no impacto financeiro e no comprometimento da previdência, em prefeituras que adotam esse modelo. Em Lajeado, por exemplo, monitores cobraram a aplicação da lei em eventos da Secretaria de Educação e na Câmara de Vereadores.
O advogado e diretor da Consultoria e Direito Público (CDP), Gladimir Chiele, é o especialista encarregado de detalhar o processo completo e as formas de atender às novas regras.
Prefeita da cidade com maior número de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) mais
• QUANDO: Nesta 5ª feira, 15h30min
• ONDE: 3ª Feira da Pitaya, em Sério
• PALESTRANTE: Gladimir Chiele, advogado
expressivo da região, Gláucia Schumacher comanda a Amvat pela primeira vez em sua trajetória política. Aos 51 anos, ela tem a responsabilidade de liderar temas estruturantes dentro da associação, como a concessão de rodovias pelo governo estadual e o cronograma de obras na BR386.
“O objetivo é sempre trabalhar de forma integrada. A Amvat é uma entidade importante para o posicionamento do Vale e esperamos que esses assuntos estruturantes se desenrolem ao longo do ano. Além do encontro nesta semana, teremos nova audiência em Westfália no final do mês e esperamos que alguns temas avancem até lá”, especifica. A assembleia desta quinta-feira, 5, inicia às 15h30min. Em paralelo, está programado encontro com as primeiras-damas da Amvat.


Afastada por dois meses das funções no Legislativo de Encantado, Joanete Cardoso (PSDB) prestou depoimento na tarde de ontem na Polícia Federal. PF analisa se mantém ou revoga afastamento das funções públicas por 60 dias
Faleiro filipe@grupoahora.net.br
ENCANTADO
Funcionária da Arki desde o ano passado e vereadora da base governista, com uma suspeita de interceder em favor da empresa junto à gestão municipal. Essa é a relação que está no cerne da investigação sobre Joanete Cardoso (PSDB).
A hipótese da Polícia Federal é que ela atuava como elo político e administrativo, sem relação direta com o esquema de superfaturamento apurado em Lajeado. Conforme o despacho judicial que autorizou medidas cautelares, a parlamentar teria mantido vínculo com a empresa desde abril de 2025.
Na análise legal, a situação é considerada incompatível com o exercício do mandato, uma vez que a Lei Orgânica de Encantado proíbe vereadores de exercerem funções em empresas que possuam contratos ou benefícios junto ao poder público municipal.
Trechos citados no despacho judicial indicam que a vereadora mantinha diálogo frequente com pessoas ligadas às empresas investigadas.
Nos registros analisados pela Polícia Federal, Joanete:

Trata de assuntos administrativos relacionados aos contratos



Menciona interlocução com setores da prefeitura
Acompanha a liberação de pagamentos
Comenta o andamento de serviços terceirizados
Para os investigadores, os diálogos sugerem um canal direto entre agentes públicos e o núcleo empresarial sob investigação.
Os elementos analisados pela Polícia Federal incluem mensagens obtidas por meio de quebra de sigilo telemático. Em um dos diálogos citados na decisão judicial, datado de 8 de maio de 2025, Joanete relata a Lorena Mercalli (diretora da Arki e apontada pela investigação como líder do núcleo empresarial) que teria pressio-
nado a administração municipal para garantir o pagamento de valores à empresa.
Para a autoridade policial, o conteúdo das conversas indica que a vereadora acompanhava processos administrativos, tratava de questões relacionadas aos contratos e intercedia em pagamentos envolvendo a empresa investigada.
Os diálogos são tratados pela PF como indícios, ainda sem conclusão definitiva sobre responsabilidade penal.
O inquérito apura os crimes de desvios de verbas públicas, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Pela suspeita, o ex-prefeito Marcelo Caumo e Lorena Mercalli eram os mentores do esquema. As defesas negam qualquer envolvimento no direcionamento de licitações e atos ilícitos.
Joanete Cardoso prestou depoimento no fim da tarde de ontem na delegacia da PF em Santa Cruz do Sul. Conforme o delegado responsável pelo inquérito, Marconi Silva, ela “esclareceu alguns pontos”.
Ainda assim, a investigação entende que “resta incompatível o trabalho que ela exerce em umas das empresas investigadas e sua atuação como vereadora, uma vez que pode favorecer a empresa junto ao município de Encantado.”
Em um trecho do despacho judicial da 2ª Operação Lamaçal, a quebra do sigilo telecinético constatou uma das mensagens direcionadas à Lorena Mercalli:
“Encantado acabou de pagar o restante, depois de uma manhã que fiquei incomodando kkkk.”
Operação Lamaçal Apura suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo verbas federais destinadas após as enchentes de 2024.
O ex-prefeito Marcelo Caumo movimentou cerca de R$ 9,8 milhões entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025, valor que chamou atenção dos investigadores.
Com base nesses elementos, a PF manteve o afastamento cautelar da vereadora pelo prazo de 60 dias. A medida foi acolhida pela Justiça com o argumento de preservar a lisura da investigação e evitar eventual interferência na coleta de provas.
Durante esse período, Joanete Cardoso fica impedida de ingressar nas dependências da Câmara de Encantado e de acessar os sistemas internos do Legislativo municipal.
A câmara de vereadores de Encantado informa que cumpriu imediatamente a determinação judicial. Em nota oficial, o Legislativo destaca que a medida possui caráter temporário e não representa cassação de mandato. “em respeito à legalidade, à independência entre os poderes e ao dever institucional de cumprimento de decisões judiciais”, afirma o comunicado.
Segundo o presidente da Câmara, Claudinho Neto (MDB), o suplente Gilmar da Rosa (PSDB) assumirá a vaga durante o período de afastamento. “Não nos cabe emitir juízo de valor ou adentrar no mérito da decisão temporária. Nada sabemos, pois o processo tramita sob segredo de Justiça”, afirma.

No mesmo período, Lorena Mercalli recebeu mais de R$ 13,7 milhões da Arki Serviços, empresa que mantém contratos com prefeituras da região.
Indícios apontados pela PF
Suspeita de sobrepreço



Repasses sucessivos
Uso de dinheiro em espécie
Confusão patrimonial entre empresas
Marcelo Caumo e Lorena Mercalli foram presos na segunda fase da operação, em 26 de fevereiro. Após cinco dias de prisão temporária, a Justiça autorizou a liberação.
Arki Serviços
A defesa da empresa informou que aguarda acesso ao teor completo do depoimento e dos autos antes de se manifestar sobre a atuação atribuída à vereadora.
Joanete Cardoso
Não foi possível contato com a parlamentar.
Iniciativa busca valorização da herança e cultura açoriana. Tabaí, Taquari, Fazenda Vilanova, Bom Retiro do Sul e Paverama englobam plano. Amturvales discute nesta quinta-feira, 5, próximos passos junto aos gestores de cada município
recepção de visitantes e estímulo a investimentos.
Após a formalização da proposta, a implementação da Rota do Açores avança para etapas de alinhamento entre os municípios e execução do projeto. O encontro para definir o plano de ação ocorre nesta quinta-feira, 5. A Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) reúne prefeitos, em Paverama, para iniciar o levantamento histórico.
A proposta é estabelecer diretrizes comuns, padronizar ações e ampliar a articulação institucional. Fazem parte da Rota dos Açores as cidades de Tabaí, Taquari, Fazenda Vilanova, Bom Retiro do Sul e Paverama, locais com vínculos históricos relacionados à colonização açoriana. O projeto busca organizar pontos de visitação, valorizar referências culturais e estimular o fluxo turístico.
Entre as medidas a serem definidas estão o mapeamento com identificação de acessos, potencialidades em áreas como gastronomia e hotelaria. Com execução das prefeituras e da Amturvales, a proposta prevê ações de qualificação, organização dos trajetos, estruturação da
Autor do projeto, Mauro Hauschild afirma que a proposta busca preencher uma lacuna histórica, a chegada dos portugueses ao Vale do taquari, com ações voltadas ao desenvolvimento da região.
“Temos diversas rotas turísticas, mas nenhuma voltada à colonização açoriana e que evidencia as potencialidades da entrada da região”, afirma. Entre as propostas em discussão, Hauschild destaca a criação do “Mês Açoriano”, iniciativa que projeta ações em cada um dos municípios que aderiram o roteiro.
Após a reunião, a entidade deve formalizar cronograma de ações e definir responsabilidades entre os gestores. A expectativa é avançar na estruturação técnica da rota e na promoção integrada das potencialidades.


Reunião de alinhamento entre Amturvales e municípios integrantes do roteiro


MAURO HAUSCHILD IDEALIZADOR DO PROJETO

Nesta quinta-feira, 5, às 9h30min Na prefeitura de Paverama

A inspiração da proposta vem de outras cidades com origens açorianas no Brasil. “Vamos ao berço da colonização para reproduzir no Vale do Taquari”, diz Hauschild. Durante a fase de alinhamento das propostas, o autor do projeto trabalha na reconstrução de casarios antigos em área histórica de Bom Retiro do Sul.

“É necessário dimensionar o potencial turístico, mas existem diversas oportunidades nessa localidade, com casas históricas, quase centenárias, que podem abrigar diferentes serviços”, explica. Nas casas em restauro, Hauschild planeja a instalação de empreendimentos gastronômicos, como bistrô e cafeteria.
De forma paralela, há projeto para reforma do Largo dos Emancipacionistas, ao lado do casario em restauro. A proposta é inspirada em referências como a Escadaria Selarón, no Rio de Janeiro. A escada no
local já reúne infraestrutura básica implantada e valor histórico para a comunidade, bem como uma vista panorâmica da Barragem Eclusa.
A iniciativa passa por avaliação da administração municipal, por meio do modelo que a adoção de empresas a espaços públicos.
A proposta reforça um conceito de parceria público-privada em escala local, estimulando o envolvimento da comunidade, artistas e empreendedores.
– Abrangência: Tabaí, Taquari, Paverama, Fazenda Vilanova e Bom Retiro do Sul
– Valorizar a herança açoriana como identidade, turismo cultural e desenvolvimento regional
– Elementos como arquitetura, religiosidade e tradições populares integram o roteiro cultural
– Proposta segue modelo adotado em outras regiões para organização da oferta turística
– Preservar e divulgar o patrimônio material e imaterial de origem açoriana
– Criar um produto turístico cultural
– Fortalecer a cooperação intermunicipal e o pertencimento regional
– Estimular a educação patrimonial e o turismo sustentável
– Evidenciar o movimento açoriano no Estado, inciado no século XVIII


vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
AC2B Incorporadora
anunciou nessa terçafeira, 3, o pré-lançamento do Livy Garden Club, um condomínio fechado de sobrados no bairro Universitário, em Lajeado.
Localizado na rua Natal, o empreendimento propõe um conceito que integra arquitetura contemporânea, natureza e espaços de lazer, voltado a famílias que buscam mais conforto, segurança e qualidade de vida.
O condomínio terá área total de 10.209 metros quadrados e contará com 70 sobrados. Serão 38 unidades com dois dormitórios e suíte, com 91,73 metros quadrados, e 32 unidades com três dormitórios e suíte, com 115,02 metros quadrados.
As residências incluem living com cozinha integrada, churras-

queira, calefator e varanda. Os imóveis também terão espera para placas solares, água quente e arcondicionado.
Entre os diferenciais do projeto está a estrutura de lazer em formato de clube, com fire place
com forno de pizza, quiosque e piscinas adulto e infantil.
O Livy Garden Club está em fase de pré-lançamento e já pode ser comercializado nas imobiliárias da região com condições especiais.


Desco leva experiência de verão em atacado de Imbé
A atmosfera do Desco de Imbé é diferente. Em parceria com a Coca-Cola FEMSA, a unidade ganhou uma fachada temática que remete à sensação de abrir uma Coca-Cola bem gelada durante o verão no litoral gaúcho.
A ambientação utiliza cores e elementos visuais que buscam despertar memórias e sensações ligadas à estação mais quente do ano. A proposta é antecipar a experiência de consumo e tornar o momento da compra mais envolvente para os clientes.
A ação integra uma estratégia valorizada pelo Grupo Imec, que aposta na força do ponto de venda como espaço de conexão com o público. Ao transformar a fachada em uma extensão da marca, o Desco Atacado reforça a proposta de inovar na experiência de compra.
Segundo o CEO do Grupo Imec, Fabiano Pivotto, ações de retail media como essa estimulam a cooperação entre empresas e permitem entregar experiências marcantes ao público.


A Arla Cooperativa promoveu na noite dessa terça-feira, 3, em Cruzeiro do Sul, uma noite de campo que reuniu cerca de 150 participantes na área polo da entidade. O evento destacou a importância do agronegócio, setor que segue impulsionando a economia nacional e ampliando sua relevância a cada safra. A atividade foi organizada pelo departamento técnico da cooperativa, conduzido pelo engenheiro agrícola Alencar Bortolini e pelo engenheiro agrônomo Bruno Welter. O departamento comercial também participou da ação, com a presença de Everton Seibel e Francis Zanini.
Durante o encontro, os partici-
pantes acompanharam a apresentação de uma lavoura experimental de soja, com destaque para novas cultivares que deverão integrar o portfólio da cooperativa nas próximas safras.
Também foram realizadas demonstrações técnicas sobre manejo nutricional, controle de pragas e doenças, além de orientações voltadas ao aumento da produtividade no campo. O presidente Orlando Stein ressaltou que momentos como esse reforçam o vínculo entre a cooperativa e os associados.
A cooperativa também promoverá eventos semelhantes em Doutor Ricardo, no dia 13, e em General Câmara, no dia 20.

Dólar: R$ 5,21
Ibovespa: 185.705,55
SELIC: 15%

Artem projeta concluir obra de 17 novas moradias até o dia 20 de março. Em Lajeado, projetos habitacionais também avançam em diversos bairros. No São Bento, obras devem iniciar nos próximos dias

Depois de sofrer com os impactos das enchentes históricas de 2023 e 2024, Colinas deve receber, ainda este mês, moradias para famílias que perderam suas casas. A Artem Engenharia e Construções projeta para concluir, até 20 de março, 17 unidades habitacionais erguidas dentro dos programas federais de reconstrução.
Segundo a diretora da Artem, Bruna Arnholdt, o prazo contratual vai até 20 de abril, mas a empresa pretende antecipar a finalização para avançar à etapa documental e ao encaminhamento das famílias contempladas.
Colinas foi a primeira operação da modalidade na região e já está na fase final. “Nós pretendemos entregar agora em março e iniciar imediatamente os trâmites de documentação”, afirma. Conforme ela, o processo inclui vistoria com os futuros moradores, entrega do manual do proprietário e orientações sobre manutenção e garantias.
Além da construção física das casas, a empresa tem feito um trabalho social em parceria com a administração municipal. “A responsabilidade não termina na entrega da chave. Nós orientamos sobre como a casa funciona, critérios de cuidado e também sobre o projeto de ampliação que já acompanha o imóvel”, explica.
O investimento total é de R$ 3,7 milhões, sendo que R$ 3,3 milhões foram repassados pela Caixa Econômica Federal, enquanto a administração deu uma contrapartida de R$ 375 mil.
O método construtivo adotado utiliza paredes de concreto moldadas in loco, o que permite executar a estrutura de uma casa por dia. “Essa etapa é muito rápida.
Depois entramos nos acabamentos tradicionais, como telhado, pintura e calçadas, que exigem mais tempo”.
Enquanto Colinas se aproxima da conclusão das casas, a Artem também se concentra na construção de casas em Lajeado. Ao todo,
são 226 casas distribuídas em seis loteamentos. A empresa prepara o início de um sétimo empreendimento: o Residencial São Bento, com 71 apartamentos.
O contrato foi assinado há duas semanas e Artem aguarda apenas a emissão do alvará para que as máquinas entrem em operação. O empreendimento habitacional ficará no bairro que leva o nome

A responsabilidade não termina na entrega da chave. Nós orientamos sobre como a casa funciona, critérios de cuidado e também sobre o projeto de ampliação que já acompanha o imóvel.”
do residencial.
Em bairros como Conventos e Jardim do Cedro, as unidades já estão em fase de pintura e telhado. No Santo Antônio e no Morro 25, as etapas de infraestrutura e bases estruturais estão praticamente concluídas. Já no bairro Igrejinha, as obras foram temporariamente suspensas após notificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas já foram retomadas após vistoria e liberação oficial.
Já no município de Travesseiro, a empresa aguarda a avaliação documental por parte da Caixa. Por lá, segundo Bruna, será feito um condomínio semelhante ao projeto de São Bento, porém com 20 unidades.


www.coquetel.com.br
(?) de sizígia, fenômeno oceânico
Flores que davam nome às duas fadas atrapalhadas no infantil “Caça Talentos” (TV)
Ao (?): ao acaso Adorno para orelhas
Iniciais do Senhor Diretas (Polít.)
Protege Ínfimo; inferior Ferro esmaltado Escuridão (fig.)
Repetição de sons
Suzy (?), atriz
De (?): do alto (?) Carosella, estrela do programa "Alma de Cozinheira" Inflamação da parte colorida do olho
Dez ao cubo (Mat.) Joia, em inglês
Pavimentos acessados pelo elevador
Que tem procedência portuguesa Afonso Arinos, jurista e político
Transmissão vai ao ar uma vez ao mês, com entrevistas de nomes ligados à cultura e à promoção da leitura
Andreia Rabaiolli centraldejornalismo@grupoahora.net.br
(?) Fino, cidade do Sul de MG
Navio de guerra Lou (?), cantor Polo + da bateria
País que mais produz energia nuclear
Sovina; mesquinha Fora, em inglês
Dispensado de obrigação Esfolar-se
(?) hálito, indício de problema gástrico (?) de Mileto, filósofo grego
Espaços públicos
Formato do zero Exame; avaliação
Cantigas simples e monótonas
Ambiente em que se recebem visitas
psíquica Apêndice da ânfora

aquele problema chato no trabalho.
TOURO: Quebre a rotina e se permita um momento de lazer inesperado. Um convite de última hora de uma velha amizade será uma surpresa deliciosa.
GÊMEOS: Mude móveis de lugar, dê um toque pessoal na decoração da casa, areje seus espaços e a cabeça.
CÂNCER: Mensagem de uma pessoa querida de longe poderá mudar o tom do seu dia e acelerar decisões de viagem.
LEÃO: Cuide melhor do que é seu e evite decisões financeiras por impulso. Uma oportunidade de negócio diferente pedirá análise cuidadosa.
VIRGEM: Coloque suas necessidades no topo da lista e ouse fazer algo fora do roteiro tradicional.
LIBRA: Perceba os sinais do corpo e não force a barra se a energia física oscilar durante a tarde.
ESCORPIÃO:
SAGITÁRIO: Renove sua imagem profissional e brilhe publicamente. O dia trará projeção e popularidade.
CAPRICÓRNIO: Aprenda algo completamente fora da sua área de atuação, o dia trará novidades instigantes.
AQUÁRIO: Encare os desafios financeiros com uma mentalidade inovadora e descubra formas alternativas de quitar uma dívida ou pendência.
PEIXES: Relações próximas, casamento ou namoro pedirão uma dose maior de flexibilidade para contornar imprevistos.
VALE DO TAQUARI
Oprograma LEIA passará a contar com um podcast voltado a iniciativas de leitura e cultura na região. A proposta é apresentar projetos da educação e ações comunitárias que estimulam o hábito de ler, com entrevistas, projetos e agenda de eventos. A estreia está marcada para esta quinta-feira, 5, com o tema “Calendário Literário de Lajeado”. O programa será apresentado por Isac Rocha e pela pedagoga Bruna

Isac e Bruna apresentam o podcast do Programa LEIA
Mendel, com transmissão mensal na Rádio A Hora 102.9 e no canal do YouTube do Grupo A Hora (A Hora TV).
O podcast amplia as ações do Caderno LEIA e da caravana do Programa, integrando uma estratégia contínua de mobilização para posicionar a região como referência nacional em leitura.

O tema do primeiro podcast será uma iniciativa inédita que estreia no dia 5 de março, na Univates: o Calendário Literário de Lajeado. O projeto reúne e organiza eventos e ações que fortalecem a leitura no Vale do Taquari, dando visibilidade a iniciativas já em andamento e criando uma agenda comum para escolas, entidades e comunidade. A proposta é liderada pela escritora Ivete Kist, presidente da Associação de Literatura do Vale do Taquari, e pelo diretor do Colégio Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter. Eles serão os primeiros entrevistados do podcast e vão detalhar a programação prevista.












LUIZA MARIA HARTMANN, 93, faleceu ontem, 4. O velório ocorre na Capela Velatória de Alto Palmas, em Capitão. O sepultamento ocorre hoje, 5, às 9h, no cemitério da mesma comunidade.
OLAVIO JOSÉ JANTSCH, 70, faleceu ontem, 4. O velório ocorre na comunidade de Linha Brasil, e Paverama. O sepultamento ocorre hoje, 5, às 9h, no cemitério da mesma comunidade.
RENZO GRIZOTTI, 89, faleceu ontem, 4. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico Particular de Cruzeiro do Sul.
GEMA LEONILDA BERGONSI FUHR, 78, faleceu ontem, 4. O sepultamento ocorreu no cemitério católico da Linha Porongos, em Estrela.
ALMINDA DOS SANTOS MARTINS, 84, faleceu ontem, 4. O sepultamento ocorreu no Cemitério Memorial da Paz Ecumênico Luterano de Taquari.
ODETE TEREZA SOARES NUNES, 75, faleceu ontem, 4. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Arvorezinha.

Árbitro de Roca Sales foi reconhecido como revelação da Liga Gaúcha de Futsal
Aos 46 anos, o empresário Douglas Fensterseifer, de Roca Sales, vive uma nova fase dentro das quadras. Ex-goleiro profissional trocou as luvas pelo apito e, poucos anos depois de iniciar na arbitragem, já colhe reconhecimento ao ser eleito árbitro revelação da Liga Gaúcha de Futsal.
A decisão de mudar de lado no jogo veio em 2019, pouco antes da pandemia. Após encerrar a carreira como atleta, queria seguir no ambiente que sempre fez parte da sua vida. “Eu já tinha parado de jogar e sempre vivi no meio do futebol. Alguns amigos da bola, que também se tornaram árbitros, me convidaram. A partir dali, não teve mais como parar”, relembra.
Fensterseifer iniciou na arbitragem de campo, atuando em campeonatos regionais e clubes de Lajeado e Estrela. No entanto, percebeu que, pela idade, o caminho no futebol de campo poderia ser mais longo e com menos perspectivas de crescimento. Foi então que surgiu o incentivo para migrar ao futsal e realizar o curso da Liga Gaúcha. O convite

Reconhecimento como
árbitro revelação é visto como resultado de dedicação diária
partiu de Fernando Henz, reconhecido como um dos principais árbitros do país. “Ele me incentivou a fazer o curso. O futsal também exige muito, tanto física quanto mentalmente. É preciso estar sempre preparado e atualizado nas regras e nos treinos”, destaca.
A estreia na Liga Gaúcha ocorreu em partidas das categorias de base, em Teutônia. “Um começo discreto, mas que marcou o início de uma trajetória em ascensão”.
Entre os diversos jogos já apitados, um permanece vivo na memória: a estreia na Série A do Gauchão de Futsal, no confronto
entre Marau Futsal e Atlântico.
“Foi como voltar a jogar. O frio na barriga voltou com tudo. Estar ali, apitando atletas que eu só via pela TV, e ao lado de um dos meus principais incentivadores, foi especial”, conta.
O reconhecimento como árbitro revelação é visto como resultado de dedicação diária. Para ele, a premiação simboliza que o trabalho silencioso fora das quadras está dando resultado. “Acredito que comecei a colher os frutos de uma preparação constante. Chegar não foi fácil.”
Agora, o objetivo é se firmar no quadro principal de arbitragem da Liga Gaúcha. “É manter, respeitar o processo, mas sempre querer mais”, afirma. Sobre um sonho, cita que pretende apitar decisões. “Sempre quis jogar as finais, os melhores jogos. No apito, não penso diferente.”

O time masculino Sub-18 de basquete do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat) disputou os jogos classificatórios da Seletiva Estadual Escolar de Basquetebol nessa terça-feira, 3. Os jogos foram realizados no ginásio da instituição, em Lajeado, e culminaram na classificação da equipe para a fase nacional.
Após três vitórias, contra as equipes do Mauá, Instituto Adventista Cruzeiro do Sul e Colégio Bom Conselho, o Ceat foi o time classificado e conquistou a vaga para a competição nacional dos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs). A etapa ocorrerá de 11 a 18 de abril de 2026, em Brasília, no Distrito Federal.
O treinador da equipe, Ubirajara Hertzer, mais conhecido como Bira, enfatiza a felicidade com o resultado obtido e já inicia
as organizações e preparos para disputar o campeonato nacional. “Vamos continuar com os treinamentos quatro vezes por semana. Sabemos que vamos enfrentar fortes equipes do centro do país, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas vamos para lá com o mesmo empenho e vontade”, afirma. Bira reforça a atuação dos atletas nos jogos classificatórios e a boa condição física, que foi mantida até o jogo final. “Eles entenderam que era necessário um sacrifício, pois jogar três jogos no mesmo dia não é fácil.”
A partir de hoje, os treinos serão retomados, com idas à academia e atuações em quadra, visando a melhora no desempenho e na parte física para realizarem um bom campeonato nacional neste ano.


por Raica Franz Weiss

O ecônomo Valmor José Delavy, de 42 anos, da Associação
Atlética Pé de Chumbo, na rua
Dom Pedro II, no bairro Cascata, em Cruzeiro do Sul, fechava a sede por volta das 21h30 quando dois assaltantes invadiram o local. A esposa de Delavy e o filho de 4 anos aguardavam no carro enquanto ele trancava as portas.
A dupla de criminosos queria dinheiro, agrediu a esposa várias vezes e ameaçou matar a família. Conforme relato aos jornais da época, em um momento de distração dos assaltantes, Delavy iniciou uma luta corporal com um dos criminosos e conseguiu

A Faculdade do Centro Educacional Estrela da Manhã, vinculado à Universidade de Passo Fundo, formava sua última turma dos cursos de férias. Naquele tempo, essa modalidade de ensino permitia que os professores do primário fizessem formação complementar durante as férias de verão e inverno das escolas. Em 1976, 242 professores receberam seus diplomas de conclusão dos cursos de

pegar um dos revólveres. Delavy recebeu um tiro de raspão enquanto atirava de volta. Com o tiro, um dos assaltantes morreu na entrada da associação, o outro fugiu, enquanto Delavy o seguiu e atirou. O segundo ladrão também morreu.
Os dois criminosos foram encontrados pela polícia ainda encapuzados e com revólveres ao lado do corpo. A Brigada ainda precisou conter moradores próximos da sede que queriam chutar os cadáveres dos bandidos. Eles foram identificados como tio e sobrinho, de 33 e 18 anos, moradores de Vila Zwirtes, também de Cruzeiro do Sul.
- Dia do Filatelista Brasileiro
- Dia Nacional da Música Clássica
- Dia da Integração Cooperativista
- Dia Mundial da Eficiência Energética
Santo do dia:
São João José da Cruz
licenciatura de primeiro grau em Ciências e Letras. A colação de grau ocorreu no chamado Galpão do Padre Lauro (onde hoje fica o Centro Cristo Rei).
A paraninfa, na ocasião, foi a professora Maria Ofélia Moesch, titular da 3º Coordenadoria Regional de Educação. A oradora da turma foi a aluna Maria de Lourdes Barros. O curso de Ciências teve 149 formandos enquanto o de Letras teve 93. Essa foi a
última turma a ser formada no Centro, já que a Fates (hoje Univates), vinculada à Universidade de Caxias do Sul, despontava como referência de ensino superior na região. Em razão disso, a estrutura do Centro Educacional seria transformada em uma Escola Normal, voltada ao Magistério, função que desempenha até hoje em Estrela, no mesmo local, hoje chamado de Instituto Educacional Estadual Estrela da Manhã (IEEEM).
Calçamento nas ruas centrais

Após a limpeza da rua João Batista de Mello, o governo municipal de Lajeado iniciava as obras de calçamento da rua, no trecho no entorno da avenida Benjamin Constant. Até então, o barro e a poeira eram constantes da vida de quem morava na via.

Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
Ofundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem mais problemas do que a mancha de inundação e a falta de garantias financeiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe.
Há outra questão que só nesta semana as instituições financeiras se deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para todos entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação de dinheiro ao BNDES para operação no semestre.
Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados para projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi feito em abril. Antes da grande inundação. Digamos que o banco “Faleiro”

Orecebeu R$ 2 bilhões em julho para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente. Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais
dinheiro ao BNDES. A resposta foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril.
para conter o programa nuclear iraniano tende a produzir algo mais profundo.
Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.
Ainda aguardo uma resposta. O Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente da sede da empresa ter sido atingida ou não pela água?
ano era 1969, no auge da Guerra do Vietnã e em meio às convulsões políticas daquele período, os líderes dos Rolling Stones, Mick Jagger e Keith Richards, compuseram uma música que se tornaria um retrato sombrio da época. “Gimme Shelter”. A letra descreve um mundo à beira do colapso. Tempestade do conflito se aproxima. Fogo nas ruas. Violência que parece surgir a poucos metros de distância. War, children. It’s just a shot away Em tradução livre, algo como: Guerra, crianças. Está a um tiro de distância. Frase e melodia voltam à minha memória quando vejo o noticiário de hoje. A guerra nunca está tão longe quanto imaginamos. Está sempre à espreita. Basta um disparo, um cálculo equivocado, uma decisão política para que a escalada comece. No Oriente Médio, essa sensação é permanente. Conflitos assumem dimensão internacional. Potências regionais e globais entram no jogo. Rotas comerciais, alianças militares e recursos estratégicos ampliam o impacto. A história recente ensina prudência. Quando potências acreditam que podem remodelar sociedades complexas por meio da força, o resultado raramente corresponde ao plano inicial.
A justificativa formal de Washington é neutralizar a capacidade nuclear do Irã, reduzir o alcance de mísseis e impedir que Teerã ameace aliados. Ao lado disso, está um elemento estratégico central. Garantir o fluxo de comércio e energia no estreito de Ormuz, um dos corredores marítimos mais sensíveis do planeta. Israel opera com outra lógica complementar. Desde a revolução islâmica de 1979, o regime iraniano tornou-se o principal patrocinador de grupos hostis ao Estado israelense. Hezbollah no Líbano, milícias na Síria e no Iraque, além do apoio ao Hamas.
DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI
uma queda rápida do regime. Como se o próprio povo aceitasse a ação dos EUA como “salvadores”. Mas não houve alinhamento automático. Tanto que o regime continua. O Irã, antiga Pérsia, carrega uma memória histórica marcada por ingerências estrangeiras. A mais emblemática ocorreu em 1953, quando Estados Unidos e Reino Unido apoiaram o golpe que derrubou o primeiroministro Mohammad Mossadegh após a nacionalização do petróleo (de novo por petróleo. A história se repete).
Mundos diferentes
Há um erro recorrente na leitura ocidental sobre o Irã. O regime dos aiatolás enfrenta oposição interna significativa. Protestos contra repressão política e restrições sociais são frequentes. Mulheres e jovens têm liderado as manifestações, sobretudo após episódios como a morte da jovem Mahsa Amini, em 2022. O ataque americano esperava
Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas, tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%.
Interesse abaixo da narrativa
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas. O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.
Hoje, mesmo opositores do regime tendem a olhar com desconfiança qualquer intervenção externa. A experiência recente do Oriente Médio reforça essa cautela. As guerras no Iraque, no Afeganistão, a intervenção na Líbia e a devastação da Síria deixaram um legado de instabilidade prolongada.
Os EUA chegaram para trazer a democracia. No histórico, assim que os Ianques deixaram os países, os grupos extremistas retornaram. Até mesmo com apoio popular. Por isso, imaginar que uma ofensiva militar derrubaria rapidamente o regime iraniano sempre foi uma aposta arriscada.
Guerras nunca são aquilo que os governantes anunciam. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã caminha nessa direção. O que foi apresentado como uma operação cirúrgica
Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas. Há muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.


IVANOR DANNEBROCK
Gestor
Educacional
LUIZ CARLOS BOHN ARTIGO Presidente
da Fecomércio-RS
ENascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.
mpreender no Brasil não é simples. Exige coragem, capacidade de adaptação e, acima de tudo, disposição para aprender continuamente. Em um cenário de transformações aceleradas, com tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor e pressão constante por eficiência, apoiar quem empreende deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade estratégica para o desenvolvimento econômico.
A
humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”
Apoiar quem empreende significa termos um varejo mais forte e mais competitivo, não só no RS, mas em todo o Brasil”
Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar.
O varejo é um dos setores que melhor traduz essa realidade. Pequenos e médios negócios estão diariamente na linha de frente da economia, gerando empregos, renda e movimentando comunidades inteiras. Para prosperar, esses empreendedores precisam de acesso a conhecimento prático, orientação qualificada, conexões estratégicas e ferramentas que façam sentido para sua realidade. É nesse contexto que a Feira Brasileira do Varejo se consolida como um espaço de apoio ao empreendedor. Em 2026, novamente reuniremos conteúdo, networking, inovação e oportunidades de negócio em um mesmo ambiente, criando condições importantes para que empresas de diferentes portes possam aprender, trocar experiências e evoluir. O evento não se limita a apresentar tendências, mas promove discussões aplicáveis, capazes de gerar impacto direto na gestão e nos resultados dos negócios.
No Sebrae, acreditamos que fortalecer o empreendedor é fortalecer o desenvolvimento sustentável. Quando o pequeno negócio cresce, ele gera emprego, movimenta a economia local e amplia sua capacidade de competir. Por isso, iniciativas como a FBV são tão relevantes, já que aproximam o empreendedor do mercado, das soluções e das pessoas que podem contribuir para sua jornada de crescimento.
Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.
Precisamos olhar para o futuro sem perder de vista o presente. Ao integrar tecnologia, gestão, inovação e relacionamento, criamos um ambiente de aprendizado coletivo e construção conjunta. Apoiar quem empreende significa termos um varejo mais forte e mais competitivo não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil.
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.
O futuro do varejo passa, necessariamente, por quem tem a coragem de empreender todos os dias. E cabe a todos nós construirmos juntos os caminhos e as chances para que os negócios possam prosperar. Em maio teremos uma boa oportunidade para isso.
Quinta-feira, 5 de março de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 20º | MÁX: 36º As temperaturas ficam agradáveis ao amanhecer e se elevam gradativamente, à tarde o calor se intensifica.


Escolas atingidas aguardam definição do Estado. Comunidades seguem em prédios provisórios após cheias, enquanto negociações sobre terreno e construção avançam em ritmos diferentes. Situação envolve instituições da rede estadual em Roca Sales, Encantado e Muçum




Encantado institui o Conselho da Mulher e promove seminário sobre violência doméstica, enquanto Roca Sales implanta protocolo integrado para qualificar o atendimento às vítimas
REGIÃO ALTA
Os municípios de Encantado e Roca Sales intensificam ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Enquanto a Cidade do Cristo Protetor prepara a criação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher e a realização de um seminário sobre feminicídio e violência doméstica, a Cidade da Amizade iniciou a implantação de um novo protocolo integrado de atendimento às vítimas. As iniciativas ocorrem em meio a um cenário preocupante. Só na Delegacia de Polícia de Encantado, nos dois primeiros meses do ano, quase 200 registros de violência doméstica foram feitos. Para a delegada Dieli Caumo Stobbe, o número acende um alerta. “É alto para o porte do município”, afirma. Ela

Às vezes é dentro da escola que a gente percebe uma modificação no comportamento dos filhos"
defende que o foco precisa estar na prevenção e no diálogo com mulheres e homens. “Depois que o crime acontece, é muito mais difícil agir”, acrescenta.
Em Encantado, a Secretaria de Desenvolvimento Social organiza evento para aprofundar o debate na sexta-feira, 13, às 14h, na Prefeitura. A ideia, explica a
secretária Jaqueline Taborda Sieben, é aproveitar o momento para instituir o Conselho Municipal de Direitos da Mulher. O novo órgão terá representantes de áreas como saúde, educação, segurança e assistência social. “A meta é fortalecer políticas públicas, ampliar ações educativas e atuar na prevenção”, salienta Jaqueline.
A Câmara de Vereadores também se mobiliza. Na segunda-feira, 9, tem sessão solene em homenagem às mulheres e, durante o mês, o legislativo promoverá um seminário para discutir as causas estruturais da violência. A proposta é da vereadora Aline Costa Ganasini (PSDB).
“O seminário será um espaço para discutir as causas estruturais da violência, desde a infância, a responsabilização efetiva dos agressores, o funcionamento real da rede de proteção e o fortalecimento de políticas de geração de renda como instrumento concreto de autonomia. Não será um seminário para repetir manchetes, mas para transformar indignação em ação. Cada número citado tem nome, história, filhos e sonhos interrompidos. Não podemos naturalizar o inaceitável”, justifica Aline.
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Roca Sales iniciou a construção de ações integradas para o combate à violência contra a mulher. A primeira reunião da Rede Ampliada marcou o início do planejamento de um novo protocolo de atendimento às vítimas. O foco é estruturar um fluxo claro e padronizado, garantindo que cada órgão saiba como agir desde o primeiro contato com a pessoa.

Não será um seminário para repetir manchetes, mas para transformar indignação em ação"
A coordenadora do CRAS, Sheila do Nascimento, explica que a proposta é implantar um protocolo específico para mulheres em situação de violência. Segundo ela, a construção já começou com a participação da Polícia Civil e de representantes das secretarias de Educação e Saúde, além das equipes dos postos de saúde. A intenção é ampliar a articulação e incluir também a Brigada Militar. A ideia é que cada setor compreenda seu papel, faça os encaminhamentos corretos e atue de forma integrada.
O plano também inclui a criação de um atendimento
individualizado às vítimas e a capacitação das equipes. Sheila reforça que a formação deve alcançar servidores das escolas e creches, além de profissionais de outras entidades. Para a coordenadora, a escola é um espaço estratégico de identificação precoce de exemplos de violência dentro de casa. “Às vezes, é na escola que a gente percebe uma modificação no comportamento dos filhos”, observa, ao destacar que sinais de violência podem aparecer tanto nas mulheres quanto nas crianças.

Oafastamento da vereadora Joanete Cardoso (PSDB) pelo período de 60 dias rendeu dois rápidos comentários na tribuna durante a sessão da Câmara de Encantado de segunda-feira, 2. Primeiro foi o líder da oposição, Valdecir Cardoso (PP), que tratou do caso. “Tivemos um episódio com a colega na Câmara. Quero dizer para a população de Encantado que a gente não está aqui para julgar ninguém. A gente está aqui para fiscalizar, fazer pedido de informações, pedido de providências e a gente não é julgador de ninguém. De forma alguma, como colega vereador, a gente vai julgar alguém. A gente não sabe o que aconteceu. Se for certo, é certo, se for errado, é errado. A gente tem que ser justo, quem nem sempre coloco para o cidadão. Certo é
certo, errado é errado. E eu não vou julgar ninguém. Como pessoa, como colega e como admirador da Jô. Ela sempre foi uma excelente colega, mulher guerreira, trabalhadora. Mas houve alguma coisa, a gente não sabe. Então, de minha parte, dos meus colegas vereadores, da bancada progressista, a gente não está aqui para julgar ninguém. A gente só tem que admirar o trabalho que ela sempre fez pelo município como colega vereadora”, disse Cardoso. Depois, o presidente Claudinho Neto (MDB) explicou os procedimentos por ele adotados após receber a notificação do oficial de justiça. “Cumpre a nós trazermos esclarecimentos. De fato, na última quinta-feira, dia 26, aportou nessa Casa uma determinação judicial a qual constava o afastamento temporário da colega vereadora
O estacionamento rotativo de Encantado necessita de ajustes pontuais. Esse é o entendimento de usuários e lideranças em meio a relatos de inconsistências no sistema de cobrança. Na Câmara de Vereadores, o líder da bancada do União Brasil, Daniel Passaia, encaminhou à empresa Zona Azul um pedido de melhorias.
Entre os pontos destacados está a inclusão, nas notificações emitidas no momento da tarifação, da identificação da vaga efetivamente utilizada pelo motorista. A medida, segundo Passaia, permitiria ao usuário conferir com mais precisão a cobrança, especialmente nas ativações realizadas via aplica -
tivo. Outro aspecto levantado é a necessidade de um canal de reclamações considerado mais claro e transparente. Outro exemplo vem do empresário Evandro Bratti, da Tornearia Mecânica Sixto Bratti. Ele nos revelou ter recebido cobranças indevidas. “O veículo faz a leitura das placas, mas mesmo em áreas que não são zona azul, está sendo cobrado. Tivemos caso de leitura com o carro em deslocamento, sem estar estacionado”, relatou. Bratti acrescenta que buscou atendimento e obteve a devolução dos valores, porém diz que o problema persiste. “Eles reconhecem que não é área pública, mas o sistema continua do mesmo jeito”, aponta.

diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
Joanete. Esta casa cumpriu as formalidades e os procedimentos cabíveis em cumprimento. Reitero, na qualidade de presidente e de colega vereador da Joanete, e acima de tudo na qualidade de cidadão encantadense, o que muito bem pontuou o vereador Valdecir Cardoso: que não nos cabe emitir qualquer juízo de valor ou adentrar no mérito da presente decisão temporária, até porque nada sabemos, nada temos conhecimento, pois trata-se de uma operação que tramita em sigilo de justiça. Seguimos fiéis e à disposição do cumprimento das determinações e aguardando que, após o trâmite do desfecho dessa ação, a colega esclarecerá tudo e tudo voltará ao normal”, falou o presidente. Para alguns, o silêncio dos colegas tucanos chamou a atenção.

O servidor público municipal Ramon Caumo se desfiliou dos Progressistas de Encantado. Ele estava vinculado à sigla desde 1998. A saída se dá em meio à vigência do cargo de primeiro vice-presidente do diretório, que se encerraria em agosto. Os motivos, ele não revela. Mas garante que, por enquanto, ficará sem partido.
Após o adiamento para maio, você acredita que o leilão da concessão das rodovias do Vale do Taquari vinga em 2026?
A jornalista Diana Rizzi assume o cargo de gestora de desenvolvimento no governo de Encantado. O anúncio oficial ocorreu na terça-feira, 3. A função estava vaga desde a saída do empresário Marcelo Casaril no início do ano. Diana é conhecida na cidade pela trajetória na empresa do engenheiro Tarso Reali.



O representante comercial Gustavo Klauck da Silva interpretará Jesus Cristo no espetáculo de Páscoa Religare. A divulgação do protagonista concluiu a sequência de revelações dos principais integrantes do elenco da apresentação cênica-musical marcada para os dias 1, 2 e 4 de abril no ginásio do Parque João Batista Marchese. Os encantadenses terão acesso livre, mas precisam se cadastrar no site da LumePass.
Os vereadores do PP, Diego Pretto e Valdecir Cardoso, encaminharam um pedido de informações ao governo sobre contratos de terceirização celebrados entre o município e a empresa Arki Assessoria e Serviços.
. Aline Costa Ganasini (PSDB) foi indicada como líder de governo na Câmara de Encantado durante o período de afastamento de Joanete Cardoso.
. Em Roca Sales, os vereadores aprovaram o repasse de R$ 320,9 mil ao governo para quitar dívidas trabalhistas do Hospital Roque González.
. A dupla Raquel Cadore e Diogo Spessatto deve continuar à frente da diretoria executiva da ACI-E em 2026. Momento importante para a associação a partir da incorporação da CDL e da volta da Suinofest anual.
. A Defesa Civil Nacional confirmou o repasse de R$ 3,8 milhões para o município de Arvorezinha. O valor contemplará a recuperação de cinco pontes no interior. Uma das estruturas fica na Linha Sabadin, divisa com Ilópolis, com investimento de R$ 1 milhão.

APRESENTADO POR:

Sexto episódio do podcast Encantado Educa foi gravado no Encanta Hub, durante as programações do evento Diálogos com Reggio Emília, realizado no mês de fevereiro
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Osexto episódio do Podcast Encantado Educa colocou em pauta as contribuições da abordagem de Reggio Emília para a educação infantil. A gravação ocorreu no Encanta Hub, durante o evento Diálogos com Reggio Emília, realizado em fevereiro, em Encantado. O encontro reuniu professores da rede municipal, educadores de outros municípios e estudantes em diferentes atividades, desde a Conferência, a Feira de Livros, a Feira ReInspirados e a Mostra Ateliê. Participaram do programa Rosa Bertholini, presidente da RedSolare Brasil, Ana Fausta Borghetti, articuladora da RedSolare RS, Simone Aquino, articuladora da RedSolare PR, e Gabriela Tebaldi da Costa, coordenadora das EMEIs de Encantado. Rosa contextualizou o papel da rede. “A RedSolare é um movimento presente em vários países da América Latina. Somos 34 países que representam a abordagem de Reggio Emília no mundo.” Segundo ela, a missão é difundir uma concepção que defende a cultura da infância e reconhece as crianças como sujeitos de direitos. “Posso afirmar que o cerne da abordagem pedagógica de Reggio Emília é olhar essa criança como uma criança capaz”, afirmou. Ela destacou que a experiência nasceu no sistema público da cidade

italiana de Reggio Emilia. Para Rosa, não se trata de copiar um modelo europeu. “A abordagem de Reggio Emília só existe em Reggio Emília.” O que inspira, segundo ela, é a possibilidade concreta de oferecer educação de qualidade, com crianças protagonistas e professores autores do próprio trabalho. “Não é nada mágico, é uma escolha”, resumiu.
Simone reforçou a ideia de identidade local. “A gente quer se inspirar em Reggio Emília, mas trazer aquilo que é nosso também para contribuir com essa proposta dentro das nossas escolas.” Ela foi direta. “A gente não vai fazer cópia.”


Para a articuladora, cada escola deve valorizar sua história, suas famílias e as crianças que a habitam. Esse vínculo fortalece o pertencimento e torna o processo mais potente.
A fala dialoga com o que Encantado vem construindo. Gabriela explicou que o município busca uma perspectiva de futuro. “De que lugar queremos, de que pessoas queremos que estejam aqui nesse lugar.” Ao conhecer a abordagem, a rede percebeu impacto no protagonismo infantil, na investigação e na pesquisa. “Ela faz toda a diferença para formar esse cidadão que estamos pensando no futuro.”
O movimento começou com formações simples, rodas de conversa e encontros anuais. Cresceu com o engajamento dos professores. “A gente vê que é muito de sensibilizar”, disse Gabriela. Para ela, é preciso vivenciar para compreender. O processo envolve estudo, reflexão e prática cotidiana.


Os principais passos do entendimento do que é trabalhar essa abordagem para as infâncias em Encantado já foram dados"
ROSA BERTHOLINI, PRESIDENTE DA REDSOLARE BRASIL
Ana Fausta Borghetti aprofundou o debate ao questionar currículos engessados. “A criança vai muito além do que a gente espera.” Segundo ela, quando o trabalho é limitado por material didático fechado, o avanço também se limita. “A gente não dá espaço para a criança extravasar e realmente seguir atrás das suas próprias perguntas.” Para Ana, o encantamento nasce da curiosidade. Uma criança que pesquisa tende a se tornar um adolescente que lê, questiona e busca respostas. Ao conectar as falas, o episódio evidenciou um ponto central. A abordagem de Reggio Emília inspira uma mudança de olhar. Crianças são vistas como potentes. Professores assumem papel de pesquisadores junto com elas. A escola deixa de ser espaço de repetição e passa a ser território de investigação.
Em Encantado, o debate está em curso. “É muito interessante ver que Encantado já está num caminho bem firme com essa abordagem. Temos muito que caminhar porque é um processo contínuo de aprendizado, para as crianças e para os adultos. Mas os principais passos do entendimento do que é trabalhar essa abordagem para as infâncias em Encantado já foram dados”, reforçou Rosa.



Diretora Naides no que sobrou da Padre Fernando. Escola tem 96 anos, ainda não foi definido o que será feito no local, na estrutura de Encantado o governo estuda construir um espaço de lazer
Diretora da Antônio de Conto, Ilaci Pedersini Dalla Vecchia, no prédio da Faterco onde dividem o espaço com a Uergs. Ao lado é possível notar uma das obras constantes que são necessárias para possibilitar as aulas
Comunidades seguem em prédios provisórios após cheias, enquanto negociações sobre terreno e construção avançam em ritmos diferentes
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
ALTA
Entre as diversas estruturas deformadas ou destruídas pelas enchentes históricas dos últimos anos, duas delas seguem sendo um lembrete diário da força da natureza e da falta que os espaços ocupam na comunidade. Em situações diferentes, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Antônio de Conto em Encantado e a Escola Estadual de Educação Básica Padre Fernando em Roca Sales estão em atividade em outros locais e agora aguardam definições sobre os próximos passos nessa caminhada em busca de um espaço definitivo. A Escola Estadual de Ensino Médio General Souza Doca, em Muçum, também foi uma das afetadas na Região Alta, entretanto, ela já retornou a pleno e não necessita de maior atenção do Estado. Diferente da edificação
em Encantado, cuja comunidade teme ter sido esquecida, e da estrutura de Roca Sales, que já está garantida.
70 anos de história
A enchente de 2023 forçou a desabilitação da escola e a de 2024 garantiu que ali os alunos não estariam seguros e uma nova casa precisava ser buscada para o educandário. O desejo da comunidade é que uma outra escola seja construída no bairro Jacarezinho, em área segura, mas ainda ali. Hoje são 155 alunos do 1º ao 9º ano alocados na Faterco que dividem o espaço com a unidade da Universidade Estadual do RS (Uergs) no bairro São José.
Atualmente, a Antônio De Conto recebe alunos de todo o lado norte de Encantado, sendo uma escola polo para 12 comunidades interioranas. Todos os alunos dependem do transporte escolar para

Essa falta de resposta é angustiante para a comunidade escolar”
VANESSA GIANEZINI
frequentarem a sede provisória, que está a sete quilômetros do seu local original. Em junho fará dois anos que estão na Faterco, 32 professores e colaboradores atuam no espaço adaptado. Foi criada uma comissão, com integrantes da comunidade e representantes da escola, em busca de um terreno adequado e protegido dos eventos climáticos. “A combinação inicial era de que o município teria que adquirir a propriedade e o Estado faria a obra. Após vários movimentos, a municipalidade chegou a um acordo com uma família, mas até o momento o terreno ainda não foi adquirido”, conta Vanessa Gianezini, integrante da comissão e diretora da escola na época das enchentes.
Em uma das últimas reuniões com o governo estadual, eles
Ex-diretora da Antônio de Conto, Vanessa Gianezini, entre os escombros da escola. O processo acelerado de degradação compromete a segurança, estrutura e salubridade criando riscos para a vizinhança
EX-DIRETORA DA ANTÔNIO DE CONTO
indicaram a possibilidade de, além de construírem a escola, também serem responsáveis pela compra do terreno. “Segundo o prefeito, o município está aguardando um retorno do governo do Estado para fechar
o negócio, mas essa falta de resposta é angustiante para a comunidade escolar”, reforça Vanessa.
Desde a metade do ano passado, a comunicação com a comissão diminuiu e praticamente não teve novidades. “Enquanto o município segue esperando uma posição do Estado, o tempo passa e causa grandes transtornos para as famílias e para os servidores da escola”, lamenta a educadora.
“Parece que só a Antônio de Conto não anda”
A atual diretora da escola Antônio de Conto, Ilaci Pedersini Dalla Vecchia, ecoa esses sentimentos de frustração quanto à lentidão do processo. “A impressão que temos é que


só na nossa escola a situação não anda, parece que não conseguimos progredir e precisamos ficar sempre na espera de algum desenvolvimento maior”, revela.
A comunidade segue questionando quanto à falta de soluções. “E, com isso, as expectativas de algo concreto e resolutivo são baixas. O prefeito nos disse que, se receber uma resposta oficial do governo estadual de que eles não farão a compra do terreno, o município encaminha logo a compra, mas quanto teremos que esperar até lá?”, indaga a diretora.
O espaço atual na Faterco precisa de adaptações constantes para manter as aulas diariamente. “Os banheiros ficam longe, o refeitório tivemos que fazer um telhado para poder utilizar. O governo estadual gastou bastante para deixar em condições, mas fica aquela sensação de que poderiam ter gasto em outras coisas, mais em benefício do aluno se fosse em um espaço mais adequado”, complementa Ilaci.
Para os pais, a espera é desanimadora. “Ficamos apenas nas promessas enquanto aguardamos essa enrolação entre
Temos fé e uma boa expectativa para transcorrer tudo certo em todo o processo. ”
NAIDES CHIESA FREISLEBEN
DIRETORA DA PADRE FERNANDO

A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Educação, que reafirmou o compromisso com a reconstrução das escolas atingidas pelas enchentes
Esc Est Ed Bas Padre Fernando Roca Sales - Os estudantes estão sendo atendidos na Capela Adjacente. A reconstrução da escola será em um novo local já definido com o município.
Esc Est Ens Fun Antônio de - Encantado - Os estudantes estão sendo atendidos na Uergs, em Encantado. Planejada também a reconstrução da escola em novo local que atualmente está em negociação com o município.
escola ali”, aponta.
A diretora Ilaci faz um apelo ao governo. “Priorizem a educação como investimento essencial para o presente e o futuro da nossa comunidade. Solicitamos a aquisição do terreno e a construção da escola Antônio de Conto, no bairro Jacarezinho, para que esse compromisso se transforme em ação concreta. Acreditamos que, com diálogo, sensibilidade e compromisso público, será possível transformar esse sonho em realidade. A educação é o caminho, e o momento de agir é agora”, finaliza.
Escola Padre Fernando



Estado e município se resolver. Os pais se sentem desamparados. A cada ano, muitas crianças deixam a escola e vão para outras que não foram atingidas e estão melhor estruturadas, enquanto os que ficam torcem para resolverem logo”, conta a presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Angélica Teló. A entidade não tem como investir ou realizar melhorias em um prédio que não é deles. “O bairro perde muito sem a
Em Roca Sales, os 204 alunos da Padre Fernando estão alocados no prédio alugado da Paróquia São José. O quadro de funcionários é composto por 32 colaboradores que atuam em três turnos. O município cedeu um terreno ao Estado que irá construir uma nova escola, a previsão é que as obras iniciem no segundo semestre. Desde outubro de 2023, os estudantes usam o espaço da paróquia para estudar, o aluguel é pago pelo governo estadual.
“Temos fé e uma boa expectativa para transcorrer tudo certo em
todo o processo. Sempre foi nossa esperança porque nos sentimos fora do nosso local. Os alunos sentem falta da estrutura da escola, porque tínhamos ginásio, um pátio grande e salas amplas. Era um espaço nosso e o aluno sente isso também”, revela a diretora Naides Chiesa Freisleben. Também foi preciso fazer diversas adaptações no local para possibilitar o uso. Foram colocados tapumes quando alugaram o espaço, depois foi
feita a secretaria, o refeitório e a sala dos professores. A cozinha também foi adaptada. O maior desafio são as aulas de educação física. “Como os alunos fazem no ginásio, aqui em cima do salão, nem sempre é possível porque há programações agendadas. Não podemos interferir nos eventos da comunidade, então, o professor tem que fazer algo diferente, ou dar uma caminhada ou outra atividade”, revela Naides.

O 37º episódio do Segredo da Infância colocou o bairro no centro da aprendizagem. Apresentado do estúdio da Rádio A Hora em Encantado, e com o patrocínio do Espaço Flores.Ser, o programa recebeu convidados da EMEI Ciranda Porto Quinze para falar sobre um tema que nasce da prática: quando o bairro se transforma na sala de aula. Participaram as professoras Edivânia Ribeiro dos Santos e Evandra Giane Berra, a coordenadora pedagógica Ana Paula Montagna e os alunos Pietro Monsão e Rafaela Boiani, ambos de 4 anos. A mediação da conversa foi de Ana Fausta Borghetti, facilitadora de processos de inovação.
Segundo Ana Fausta a ideia de que se aprende em todos os lugares já está prevista nas diretrizes do Plano Nacional de Educação. “A cidade também é espaço educacional. E precisa estar preparada para isso”, salientou. O foco do encontro foi compartilhar as experiências realizadas com as crianças do Pré 4 no bairro Porto Quinze. A escola atende 90 alunos, conta com 20 profissionais de educação e seis turmas.
Edivânia explicou que a prática nasce da escuta atenta. “A nova proposta da educação infantil é observar as crianças e ver o que atrai a atenção delas para poder trabalhar e dar mais visão à questão da educação no cotidiano”, destacou. Para ela, nada melhor

do que passear pelas ruas. Em Encantado, muitas vias são arborizadas e repletas de árvores frutíferas. Durante as caminhadas, as crianças logo perceberam as frutas: melancia, butiá, goiaba... A professora contou que, ao observarem um pé de goiaba, por exemplo, encontraram a minhoca dentro da fruta. A situação virou ponto de partida para novas descobertas. No estúdio, as crianças também participaram. Ao perguntar para Rafaela que fruta tinham visto no bairro, Ana Fausta ouviu a resposta espontânea: “Uma melancia”. Questionada se era grande ou pequena, a menina detalhou: “Uma pequeninha e uma grande”. E contou onde estava: “Tava lá no mato”. Pietro resumiu o passeio com entusiasmo: “Foi muito legal”. Ao lembrar da goiaba encontrada na praça, confirmou que havia “minhoca” dentro. Quando provocado sobre o que o bichinho fazia ali, respondeu com sinceridade: “Não sei”. Ana Paula destacou que a localização da Ciranda favorece as vivências. “Como a Ciranda está

Patrocínio: Realização:

situada no bairro Porto Quinze, as ruas têm muitas árvores frutíferas. Tem até siriemas que vêm nos visitar próximo à escola”, contou. Segundo ela, isso permite acompanhar todo o processo, desde a fruta crescendo até a época da colheita. “Muitas crianças não têm essa oportunidade na rotina familiar. Estar perto e explorar faz diferença”, salientou Ana Paula. Edivânia lembrou que as caminhadas já fazem parte da rotina. “Ano passado, gente parava e comia bergamota. Até o descascar a bergamota é interessante”, relatou. “Os vizinhos plantam a árvore e nem têm noção do quanto beneficia a aprendizagem das crianças”, observou. Para muitos, pode parecer simples. “Para nós adultos, é só um passeio, mas para as crianças é assunto para o mês.”
A noção de espaço também se fortalece. Edivânia contou que alguns alunos já identificam trajetos. “Alguns alunos que falaram: ‘profe, se a gente for reto, dobrar e subir a lomba vai estar na minha casa’. Outro disse: ‘ah, minha dinda mora em tal lugar’.” Eles constroem referências, observam, aprendem, reforçou a professora.
Assista ao programa


Equipe conta com seis profissionais. Espaço foi remodelado
Espaço oferece ambiente confortável e acolhedor que prioriza a privacidade dos associados
Aagência do Sicredi em Doutor Ricardo foi reinaugurada na segunda-feira, 2. O espaço, que permanece no mesmo endereço, na rodovia RS-332, nº 3540, foi totalmente remodelado com um novo conceito e padronização visual. A estrutura oferece ambiente moderno e acolhedor aos associados, garantindo mais privacidade, segurança e conforto. As melhorias fazem parte do compromisso do Sicredi Região dos Vales em oferecer um atendimento próximo, sendo também uma forma de valorização dos associados que desejam atendimento presencial, explica o gerente da agência, Daniel Volken. Segundo ele, a nova estrutura fortalece a forma de atuação do Sicredi no relacionamento e atendimento aos associados. “Este investimento reforça a forma de atuação e o compromisso do Sicredi com a qualidade do atendimento prestado aos associados e à comunidade. A agência foi remodelada para oferecer ainda mais conforto e privacidade, permitindo que os associados realizem seus negócios em um ambiente moderno e acolhedor. Temos grande satisfação em proporcionar essas importantes melhorias e convidamos a todos para conhecer a nova

estrutura pensada especialmente para atender os nossos associados e a comunidade”, salienta. O prefeito Alvaro Giacobbo (MDB) visitou o novo espaço e agradeceu ao gerente Volken pela parceria com a comunidade. “O Sicredi é um parceiro do município, dos agricultores. Faz parte da comunidade de Doutor Ricardo. E agora está nos presenteando com essa bela agência para melhor atender a todos os cooperados. Parabéns por investir no nosso município e estar cada vez mais presente na nossa comunidade”, disse Giacobbo.
A agência foi remodelada para oferecer ainda mais conforto e privacidade, permitindo que os associados realizem seus negócios em um ambiente moderno e acolhedor”

NOVO CICLO
Associados são convocados para assembleia no próximo dia 23 com prestação de contas e apresentação do planejamento estratégico
ENCANTADO
Apresidente da Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), Raquel Cadore, permanecerá à frente da entidade durante o ano de 2026. A recondução será oficializada na Assembleia Geral Ordinária marcada para o próximo dia 23, quando também serão apresentados o balanço de 2025 e o planejamento estratégico para o novo ciclo. A reunião ocorrerá na Sala 203 da sede da associação, com primeira chamada às 18h30min e segunda

às 18h45min. Ao comentar sua permanência na presidência, Raquel reforça o compromisso com uma gestão participativa e responsável. “Registro com gratidão e senso de responsabilidade minha recondução à presidência da ACI-E. Recebo essa confiança como reconhecimento de um trabalho construído a muitas
mãos e, ao mesmo tempo, como compromisso renovado, com gestão séria, diálogo e a união de esforços. Seguimos juntos, com pé no chão e visão de futuro, para que a entidade continue sendo espaço de construção coletiva e de fortalecimento do nosso ecossistema local”, salienta a advogada e
empresária.
No primeiro semestre de 2024, na condição de vice-presidente, Raquel assumiu a liderança da associação após o então presidente, Angelo César Fontana, deixar o cargo ao ser eleito para presidir a Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT).
Pauta da assembleia
Conforme o edital de convocação, a pauta inclui a prestação de contas do exercício de 2025, o parecer do Conselho Fiscal, o relatório de atividades, a apresentação da Diretoria Executiva 2026 e do Planejamento Estratégico para o ano.
De acordo Raquel, a assembleia representa um momento estratégico de transparência e alinhamento com os associados. “É quando a gente mostra, com clareza e responsabilidade, o que foi feito, como os recursos foram aplicados e quais prioridades vão orientar este ciclo de 2026”, destaca.
O ano de 2025 foi marcado por intenso trabalho e fortalecimento institucional, comenta a presidente. “Foi um período que nos exigiu muito trabalho, presença e parceria. Seguimos fortalecendo entregas, projetos e iniciativas que apoiam diretamente nossos
Recebo essa confiança como reconhecimento de um trabalho construído a muitas mãos e, ao mesmo tempo, como compromisso renovado, com gestão séria, diálogo e a união de esforços.”
associados e a comunidade, sempre com foco em desenvolvimento, representatividade e resultados consistentes”, ressalta. Para 2026, a entidade projeta a continuidade das ações que vêm gerando resultados positivos, aliada à ampliação de iniciativas. “Para este ano, apresentamos um planejamento que dá continuidade ao que vem funcionando, mas também amplia nossa capacidade de atender demandas atuais, com ações voltadas à inovação, capacitações, serviços, conexões e fortalecimento institucional, porque o associativismo só faz sentido quando gera valor real no dia a dia”, afirma.



Devo estar numa lista das pessoas que mais percorreram a Ferrovia do Trigo. Foram quatro passeios com o Trem dos Vales, inúmeras idas aos viadutos gigantes e, nessa semana, a terceira travessia completa da estação férrea de Guaporé até o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa.
Não nego, sou apaixonado por esse trecho dos trilhos de trem. Já afirmei aqui na coluna. Para mim, a Ferrovia do Trigo é a mais bela do Brasil - opinião que ganha eco de autoridades e pessoas que conhecem muito do mundo dos trens.
Talvez por isso o anúncio de que o governo federal analisa um investimento de R$ 60 milhões para recuperação do trecho de Guaporé a Dois Lajeados me deixa tão animado.
Me deixa animado mesmo sendo apenas um anúncio e não a garantia de obras - como ocorre com o trecho de Muçum a Vespasiano Corrêa com recursos já destinados.
Fato é que as obras precisam ocorrer o quanto antes. Na travessia que fiz na companhia do João Paulo Reis Aires, do Manos da Pesca, nessa semana, vi muitos pontos onde antes havia trilhos e hoje só há vegetação e desmoronamentos. Até cerca foi instalada junto a malha férrea. São situações que evidenciam a necessidade urgente de recuperação do caminho de ferro que se deteriora cada vez mais com o abandono.
Aos que ainda não conhecem a Ferrovia do Trigo, deixo imagens de como ela é bela. Só mostro aqui os trechos intactos na esperança que todo o caminho do Trem dos Vales seja recuperado o mais breve possível.










