Governo de Lajeado projeta via paralela à rua, decorrente ao trânsito intenso de veículos.
OPINIÃO | VINI BILHAR
Kia Brenner amplia portifólio SUV de sul-coreana, novo Sorento, chega à concessionária da marca em Lajeado.
OPINIÃO | FILIPE FALEIRO
A encruzilhada de Eduardo Leite
Preterido à disputa nacional, governador passa a depender de cenários incertos.
Sem dinheiro novo
Do desastre ao futuro: o parque de Muçum
fundo social do Banco Nacional de
PRESÍDIO FEMININO
Ampliação integra espaço de trabalho para as detentas
empresas. Para o segundo máquinas e capital de giro da
dinheiro ao BNDES. A resposta foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril. Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.
governo do Estado…
Ainda aguardo uma resposta. O Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente da sede da empresa ter sido atingida ou não pela água?
A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas, tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%. Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
Proposta transforma área atingida em símbolo de memória, com espaços de homenagem às vítimas, integração com o rio e valorização da história local, além de impulsionar o desenvolvimento com lazer, turismo sustentável e soluções ambientais voltadas à resiliência urbana.
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas. O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.
A narrativa política
Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas.
Há muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.
Conflito entre EUA e Irã traz efeitos sobre custos das indústrias
A escalada no preço do barril de petróleo desde o ataque norte-americano ao Irã resulta em um ciclo de alta nos preços com consequências globais. No Vale do Taquari, esse aumento se espalha pelas cadeias
deparamos
nós, discutindo, reclamando, essas escolhas não nos solução ou onde queremos A humanidade precisa para encontrar soluções, atenção para o que dizem de, geralmente tem a onde outros ainda não nenhuma sensação é dificuldade.
produtivas, começa no frete e atinge os insumos às indústrias, desde as embalagens, tecidos, plásticos, tintas e outros. Analistas apontam para transferência dos custos às famílias, e mais inflação.
EMPREGO E RENDA
| 3
PÁGINA | 6
NESTA EDIÇÃO | REGIÃO ALTA
O avanço do preço do petróleo escancara a realidade das economias abertas: decisões e conflitos externos atravessam fronteiras e chegam ao cotidiano das pessoas. O que começa em um conflito geopolítico distante se transforma, em poucas semanas, em aumento de custos para a indústria, pressão sobre o transporte e encarecimento de produtos básicos.
Do diesel ao plástico, do frete à embalagem, o impacto se multiplica até alcançar o consumidor. O resultado é a perda de poder de compra, retração no consumo e pressão sobre a atividade econômica.
A crise fora do país se torna em inflação dentro da indústria, no transporte e nas prateleiras. Agora, a resposta precisa ser coordenada, técnica e rápida...”
Como agravante, o cenário atual combina fatores críticos: redução na oferta global e encarecimento da logística. Menos produção, menos circulação e mais risco. Essa equação tende a prolongar o ciclo de alta, mesmo com eventuais sinais de trégua entre EUA e Irã.
De fato, essa elevação dos custos não será pico momentâneo, mas uma nova realidade. Diante disso, o desafio está em organizar respostas. Para o setor produtivo, a saída passa por gestão de custos, renegociação de contratos e ganho de eficiência. Para o poder público, o dever de buscar a estabilidade, previsibilidade e fiscalização para evitar distorções de mercado.
O quadro está na parede. A crise fora do país se torna em inflação dentro da indústria, no transporte e nas prateleiras. Agora, a resposta precisa ser coordenada, técnica e rápida, para reduzir danos e preservar a capacidade produtiva.
Av. Benjamin Constant, 1034, Centro, Lajeado/RS grupoahora.net.br / CEP 95900-104
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
Diretor Executivo: Adair Weiss
“A sociedade não está preparada para se comunicar com pessoas surdas”
Thales MoreiraThiesen, 29 anoséintérpreteeinstrutor de Libras. Ele vê sua formaçãoetrabalhocomo umcompromissosocial.
Sou formado pela Universidade La Salle e atuo há cerca de 10 anos como Tradutor e Intérprete de Libras, também Instrutor de Libras.
Sou CEO da empresa Moreira Acessibilidades, onde desenvolvemos soluções inclusivas em diversos contextos.
Por que você escolheu ser intérprete de libras?
Escolhi essa profissão por acreditar no poder da comunicação como ferramenta de inclusão. A Libras me aproximou de uma realidade, muitas vezes, invisibilizada, e percebi que poderia ser um elo entre mundos que ainda se comunicam pouco. Ser intérprete é, para mim, um compromisso social.
Quais são os maiores desafios no seu trabalho?
Um dos principais desafios é garantir a qualidade da interpretação em ambientes que nem sempre oferecem condições adequadas, como falta de estrutura, som de baixa qualidade ou ausência de planejamento acessível. Além disso, ainda enfrentamos a falta de reconhecimento da importância da acessibilidade em muitos espaços.
Qual o maior desafio enfrentado pelas pessoas que não ouvem para se comunicar?
O maior desafio é a barreira comunicacional. Muitas vezes, a sociedade não está preparada para se comunicar com pessoas surdas, seja por falta de conhecimento da Libras ou pela au-
sência de recursos acessíveis. Isso impacta diretamente no acesso à educação, cultura, saúde e oportunidades.
Como você se sente sendo um “porta-voz” para pessoas com deficiência de fala e audição?
Sinto uma grande responsabilidade. Mais do que “porta-voz”, sou um mediador da comunicação. Meu papel é garantir que a mensagem chegue com fidelidade, respeitando a cultura e a identidade da pessoa surda. É um trabalho que exige ética, sensibilidade e
muito preparo.
O que é mais gratificante no seu trabalho?
O mais gratificante é ver as pessoas tendo acesso, participando e se sentindo pertencentes. Quando uma pessoa surda consegue acompanhar um evento, uma aula ou um espetáculo com autonomia, sabemos que estamos no caminho certo. Nosso foco é pessoas, e ver elas felizes, independentemente de suas deficiências.
Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
Contatos
Neitzke
Indústria puxa abertura de vagas e fevereiro fecha com saldo positivo
Levantamento do Caged aponta 6,3 mil admissões e 5,7 mil desligamentos em fevereiro, com cenário de 576 vagas criadas. Lajeado lidera a abertura de postos de trabalho. Em 2026, região soma mais de 1,1 mil novas oportunidades formais
Ocenário do mercado de trabalho formal no Vale do Taquari permanece estável no primeiro bimestre do ano, com leve avanço entre janeiro e fevereiro. Após saldo de 544 vagas em no primeiro mês de 2026, fevereiro registra 576 postos, o que indica crescimento pontual no ritmo de contratações. Os dados foram apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, na terça-feira, 31. Fevereiro registrou mais admissões do que desligamentos no mercado de trabalho regional, de acordo com o Caged. O cenário é resultado de 6,3 mil admissões e 5,7 mil demissões. Ao todo, 25 cidades fecharam o mês com saldo positivo, enquanto oito municípios tiveram mais baixas do que contratações. Outras três não apresentaram variações. O saldo positivo foi impulsionado por Lajeado, com a abertura de 246 novos postos. Na sequência, se destacam Arroio do Meio e Encantado, que totalizaram 96 e 57 novos postos de trabalho, respectivamente. Fazenda Vilanova e Santa Clara do Sul completam a lista dos cinco melhores resultados regionais, com 45 novas vagas cada uma. Por outro lado, há mudança no
Há tendência de estabilização das vagas, ainda com saldo positivo, mas sem a mesma proporção do ano anterior.”
grupo de municípios com saldo negativo. Roca Sales puxa a lista dos piores desempenhos em fevereiro, com 24 vagas de trabalho fechadas. Paverama, Bom Retiro do Sul, Colinas e Vespasiano Corrêa aparecem na sequência.
O acumulado do ano soma 1.120 vagas formais. O resultado confirma estabilidade no curto prazo, com geração contínua de empregos, porém sem aceleração significativa. No entanto, o desempenho mensal permanece abaixo das médias observadas em 2024 e 2025. A evolução nos próximos meses deve depender do desempenho da indústria e de expansão dos serviços.
Crescimento estável
A indústria sustenta o eixo de crescimento no segundo
mês do ano, com 447 vagas. Serviços e construção apresentam contribuição menor, enquanto a agropecuária registra retração. Segundo a economista e presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), o cenário atual reflete estabilização após a recuperação registrada em 2025.
“Quando se observa o período recente, o ano passado representou a retomada após as cheias. Houve crescimento. Agora há estabilidade, movimento que também ocorre no país devido ao cenário econômico”, explica Cintia.
A economista diz que os saldos devem permanecer positivos nos próximos meses, mas não com a
mesma proporção de 2025. Outros fatores apontados são conflito no Oriente Médio e movimentações no cenário eleitoral. Quanto à guerra que envolve EUA, Israel e Irã, Cintia ressalta a possibilidade de aumento nos custos, que podem limitar abertura de novas vagas. Já em relação às eleições gerais em outubro, o risco está relacionado à cautela e avaliação de políticas econômicas pelos empresários.
No entanto
A expectativa para 2026 na região é o surgimento de empreendimentos privados, o que deve gerar abertura de mais vagas. Ela também pontua o retorno de famílias ao Vale do Taquari em busca de oportunidades.
Melhores e piores do Vale
Lajeado: 246
Arroio do Meio: 96
Encantado: 57
Fazenda Vilanova: 45
Santa Clara do Sul: 45
Roca Sales: -24
Paverama: -18
Bom Retiro do Sul: -12
Colinas: -9
Vespasiano Corrêa: -6
Indústria responde por cerca de 77% do saldo total de vagas criadas em fevereiro
ARQUIVO/A HORA
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
CINTIA AGOSTINI PRESIDENTE DO CODEVAT
Governo projeta via paralela à saturada Rua
Carlos Spohr Filho
Otrânsito intenso de veículos pesados nas proximidades da BRF e o (ainda) confuso entroncamento da rua Carlos Spohr Filho com a ERS-130 desafiam o poder público municipal. Diante disso, o governo de Lajeado estuda a construção de uma via paralela para conectar os bairros Moinhos, Jardim do Cedro e Moinhos D´água, cruzando a rodovia estadual
nas proximidades do Arroio Saraquá. É um projeto ainda incipiente, mas a prefeita Gláucia Schumacher (PP) já solicitou a elaboração de estudos por parte da Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan). Paralelo a isso, o Executivo de Lajeado também insistirá na construção de um túnel na rodovia estadual, conectando os bairros Florestal e Montanha por meio da Av. dos 15 e a Rua Irmando Weissheimer.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Lucchese recebe a Medalha do Mérito Farroupilha ao lado de Jorge Gerdau
Ao lado de um dos maiores empreendedores da história do Rio Grande do Sul, o porto-alegrense Jorge Gerdau, o pré-candidato a deputado estadual Roberto Lucchese (MDB) foi agraciado com a Medalha do Mérito Farroupilha, a distinção máxima da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul concedida a quem contribui de forma significativa ao desenvolvimento econômico, social e cultural do estado gaúcho. Ele recebeu o prêmio ao lado de outros líderes estaduais que estão por detrás do Grupo Front, responsável por diversas ações de reconstrução e remobilização após as tragédias de 2023 e 2024. Entre essas, claro, destaque à reconstrução da Ponte de Ferro, entre Lajeado e Arroio do Meio, além de 65 moradias em Arroio do Meio e Muçum. “É a primeira vez que um grupo, e não uma pessoa, recebe este reconhecimento”, observa Lucchese.
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Guerra deixa a Agil
O engenheiro de produção Tiago Guerra assumiu a função de diretor -executivo da Agência de Desenvolvimento e Inovação Local (Agil) em 15 de agosto de 2023. E deixou a função na tarde de ontem, 31 de março de 2026. Ele seguirá atuando na conclusão do projeto “Uma casa por dia”, capitaneado pela Agil e destinada às vítimas das enchentes. Mas não responde mais pela agência. A saída de Guerra – ele vai dedicar tempo a projetos privados e sociais – já estava acordada com o Conselho de Administração da agência, que segue avaliando currículos para a vaga.
Uma nova UPA para Lajeado (e região)
A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Lajeado passou por diferentes governos. O projeto iniciou e foi protocolado junto ao governo federal durante a gestão da saudosa ex-prefeita Carmen Regina Cardoso, e a obra só foi entregue no governo seguinte de Luís Fernando Schmidt (PT), em março de 2014. Lá se vão 12 anos. A cidade cresceu, a população aumentou, e a capacidade física da estrutura construída em frente ao Jardim Botânico, na movimentada – e recentemente municipalizada – ERS-413, no bairro Moinhos D´água, parece não suportar mais a alta demanda de pacientes da cidade e, também, de municípios vizinhos. Diante disso, o governo de Gláucia Schumacher (PP) finaliza os trâmites para solicitar ao governo federal os recursos e as habilitações necessárias à construção de uma nova e mais robusta UPA, em um outro ponto da cidade. Uma ação que necessariamente será debatida em conjunto com o Legislativo. Afinal, a atual estrutura da UPA tem sido uma das pautas mais debatidas no plenário e nos bastidores da câmara.
- Parabéns ao prefeito de Arroio do Meio, Sidnei Eckert (MDB), e também a todos os agentes públicos, privados e demais voluntários que tanto lutaram e lutam pela UTI do Hospital São José (HSJ). O credenciamento junto ao Ministério da Saúde é uma vitória coletiva e que perpassa governos e/ou ideologias.
- Aliás, e ainda sobre a habilitação dos seis leitos da UTI adulto do HSJ, tão bem administrada pela Rede de Saúde da Divina Providência, parabéns também à direção da casa de saúde e ao deputado federal Paulo Pimenta (PT) e ao pré-candidato a deputado estadual Maneco Hassen (PT) pelas intermediações. Como eu já afirmei, é uma vitória coletiva.
Nosso peregrino de todas as quintasfeiras encontrou um “sino no meio da roça”, segundo ele. A singela estrutura está localizada em Linha Alto Arroio Alegre, no interior de Santa Clara
AINDA É “PRESIDENCIÁVEL”?
Leite é provocado a retornar ao PSDB
É muito improvável. Entretanto, e conhecendo as decisões repentinas de Eduardo Leite, não é impossível. Fato é que o desejo genuíno de concorrer a presidente da República poderia levar o atual governador do Rio Grande do Sul a realizar um novo movimento partidário.
Inclusive com um possível retorno ao ninho tucano para se tornar pré-candidato à presidência pela federação PSDB/Cidadania. Ao menos é essa a aposta de muitos articulistas que acompanham os bastidores da política na capital federal. Uma aposta que, até o momento, não repercute entre articulistas gaúchos.
do Sul.
PRESTAÇÃO
Empresa amplia frota para coleta de lixo em Lajeado
Entrega de veículos atende exigência contratual e busca qualificar o serviço prestado à população
LAJEADO
Aempresa Fênix, responsável pela coleta de lixo em Lajeado, apresentou novos caminhões que passam a integrar a frota utilizada no município. A entrega ocorreu na manhã dessa terça-feira, 1º, no Parque dos Dick, e faz parte das exigências contratuais previstas na licitação vencida pela empresa no ano passado, quando assumiu o serviço de coleta seletiva. Os novos veículos se somam aos dez caminhões já em operação diária na cidade, ampliando a capacidade de atendimento e reforçando a estrutura do serviço. Além disso, contam com nova identificação visual, o que deve facilitar o reconhecimento por parte da população e melhorar a comunicação com os usuários. Atualmente, a empresa mantém um quadro de 55 funcionários. A coleta é realizada por 15 equipes, cada uma composta por
três trabalhadores — um motorista e dois coletores.
De acordo com o coordenador de limpeza pública, Paulo Cesar Oppermeyer, a chegada dos novos caminhões representa um avanço importante. “É mais uma etapa contratual que está sendo cumprida
pela empresa e que contribui diretamente para a melhoria do serviço prestado à comunidade”, destacou.
Os veículos são equipados com sistema hidráulico que permite a coleta mecanizada, oferecendo mais segurança aos profissionais envolvidos na atividade.
É mais uma etapa contratual que está sendo cumprida e que contribui para a melhoria do serviço prestado à comunidade”
PAULO
Mais contêineres
Conforme o fiscal da limpeza pública de Lajeado, Franklin Augusto Althaus, já foi encaminhada à prefeitura a solicitação para a instalação de mais 500 contêineres em diferentes pontos da cidade. A medida deve facilitar o processo de coleta e contribuir para manter os bairros mais limpos e organizados.
Segundo Althaus, o departamento tem trabalhado para aprimorar o serviço e reduzir as reclamações da população. A avaliação é de que houve melhora gradativa na coleta, com diminuição das queixas, resultado de ajustes nos turnos, roteiros e horários.
Ele também destaca que a ampliação do número de contêineres deve evitar o acúmulo excessivo de resíduos, reduzir a proliferação de animais e melhorar o acesso das equipes aos pontos de coleta.
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Novos caminhões foram apresentados no Parque dos Dick e passam a reforçar a frota de coleta de lixo
GABRIEL SANTOS
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO
Efeito da alta do petróleo pressiona indústrias
Começa no transporte, passa pelas embalagens, rótulos, tintas e até na confecção. Com barril acima de US$ 100, insumos para o setor produtivo encarecem de 30% até 80%
Aescalada do conflito no Oriente Médio produz consequências na economia regional. Mais do que o aumento do diesel, a alta do petróleo avança sobre a cadeia produtiva e chega ao consumidor final na forma de inflação.
O barril do tipo Brent, que girava na faixa de US$ 65, ultrapassou os US$ 100 nas últimas semanas. A elevação provoca um efeito cascata, atinge o transporte e as matérias-primas essenciais
para a indústria, diz o contador e consultor, Valmor Kappler. Embalagens plásticas, produtos de limpeza, tecidos e outras atividades trabalham com margens mais apertadas desde o início do conflito no Irã. “Percebemos aumentos de matéria-prima de 30% a 80% das petroquímicas. Nenhum abaixo de 20%”, diz e acrescenta: “uma garrafa de água, por exemplo, tem grande parte da composição ligada ao petróleo: embalagem, tampa, rótulo, tinta. Então, 80% do preço dela são esses itens. Ontem, o petróleo chegou a ser negociado abaixo dos 100 dólares, após declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que a guerra acaba em até três semanas.
De quatro mil embarcações para 125
O conflito no Oriente Médio compromete rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do
fluxo global de petróleo, elevando custos e incertezas no mercado. Economista e presidente do Conselho de Desenvolvimento (Codevat), Cintia Agostini, ressalta que o petróleo é insumo de milhares de produtos. “São mais de três mil itens derivados. O combustível é só uma parte. O impacto
Análises
Não é só combustível. Tivemos aumentos de 30% a 80% nas petroquímicas, nenhuma abaixo de 20%. Isso atinge embalagens, produtos de limpeza, confecção. E tem outro ponto: estruturas foram danificadas. Mesmo que a guerra pare hoje, leva pelo menos um ano e meio para retomar a produção. Soma-se a isso frete marítimo mais caro, seguro de carga e aumento do risco. O que isso provoca é escassez. E escassez se regula com preço.”
Valmor Kappler, contador e consultor
indireto é ainda maior”, afirma. Com o comprometimento da passagem nos países do Golfo Pérsico a economista acrescenta: “antes da guerra, passavam mais de quatro mil embarcações pelo Estreito de Ormuz. Em março, foram 125. As empresas petroleiras, de toda aquela região, não estão
Cada setor tem um impacto diferente, mas ele existe. Se o diesel representa até 50% do custo da frota e sobe 20%, isso já gera aumento no custo da empresa. Esse valor vai sendo repassado ao longo da cadeia. Soma-se a isso o aumento da matéria-prima, que também vem com frete mais caro. Isso chega no preço final. E quando o preço sobe e a renda não acompanha, o consumo cai. Esse é o efeito direto: inflação de custos e redução de demanda.”
Fernando
Röhsig,
consultor empresarial
conseguindo extrair. Tudo isso influencia no preço internacional.” Essa redução no transporte afeta a disponibilidade de insumos. Na região, já há sinais de racionamento. “Tem carga chegando pela metade, sendo distribuída ao longo do tempo. Isso mostra que não é só preço, é também falta de produto”, alerta.
Estrutura global comprometida
Outro fator é os ataques sobre linhas de produção, extração e refino de combustíveis nos países árabes. Parte da infraestrutura petrolífera foi danificada, o que limita a capacidade de oferta no curto prazo.
Kappler afirma que, mesmo com um eventual cessar-fogo, a normalização levará tempo. “Se a guerra parar hoje, levaria pelo menos um ano e meio para recuperar a produção. Não há chance de o preço voltar ao nível anterior nesse período.”
Além disso, o custo de operação aumentou. Fretes marítimos ficaram mais caros, assim como o seguro de cargas. O risco elevado encarece toda a cadeia logística. Esse cenário cria um ambiente de escassez, que tende a ser regulado pelo preço. “Quando falta produto, o mercado responde com aumento. E isso já está acontecendo.”
Inflação e consumo pressionado
O resultado direto é o avanço da chamada inflação de custos. Os aumentos são repassados ao longo da cadeia produtiva e chegam ao consumidor final. Consultor empresarial, Fernando Röhsig, realça que a elevação nos custos varia conforme o setor, mas é inevitável. “Se o diesel sobe 20%, pode gerar aumento de até 1,5% no preço final só pelo transporte. Mas o problema maior é o efeito combinado com a matéria-prima.”
Segundo ele, a tendência é redução de consumo. “Os preços sobem, mas a renda não acompanha. Isso reduz o volume de vendas e desacelera a economia”. A combinação entre custo elevado e demanda mais fraca pressiona margens e aumenta a incerteza nos negócios, estima Röhsig.
Indústria afetada
• Reajustes de 30% a 80% em insumos petroquímicos;
• Setores: embalagens, limpeza, confecção, plásticos; No transporte, diesel com alta média de até 30%;
Frete marítimo e seguro de carga mais caros.
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Custo para o transporte marítimo aumenta, também pelo seguro de carga
JÔ FOLHA
ALTA DE PREÇOS
Apelo emocional favorece vendas de Páscoa
Data mantém apelo emocional e deve injetar R$ 258 milhões no RS, mas consumidores buscam alternativas além do chocolate
APáscoa de 2026 confirma um cenário de retomada moderada no comércio, mas com mudanças no comportamento do consumidor. Mesmo com a alta expressiva no preço do chocolate, a data segue como uma das mais relevantes do calendário varejista, impulsionada pelo apelo emocional e pelo simbolismo familiar.
A Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul projeta crescimento de cerca de 3% nas vendas em relação ao ano passado, o que representa uma injeção aproximada de R$ 258 milhões na economia gaúcha. Para o presidente da entidade,
Vitor Augusto Koch, mesmo diante do encarecimento dos produtos, o consumo tende a se manter. “A Páscoa tem forte apelo emocional. Isso faz com que as pessoas busquem alternativas para presentear, seja com chocolates ou outros itens tradicionais da data”, avalia.
O cenário, no entanto, é impactado diretamente pela inflação do chocolate. Nos últimos 12 meses, o produto acumulou alta de 24,9%, conforme o IPCA-15. O aumento está ligado à crise global do cacau, causada por problemas climáticos e pragas em regiões produtoras da África Ocidental,
responsáveis por cerca de 70% da oferta mundial.
Consumo diversificado
Em Lajeado, o reflexo desse cenário aparece na diversificação das compras. Na Clip, a gerente Franciele Metz observa uma mudança no perfil das cestas de Páscoa.
Segundo ela, cresce a procura por itens que vão além do chocolate, como brinquedos, livros e produtos interativos. “Está uma Páscoa diferente. As pessoas continuam comprando chocolate, mas buscam alternativas, principalmente para crianças”, relata.
Entre os produtos mais vendidos estão coelhos de pelúcia, kits com massinha de modelar e livros com temáticas relacionadas à data. A proposta, segundo a lojista, é oferecer presentes que tenham uso prolongado.
“São itens que a criança pode continuar usando depois. Isso também atende famílias que têm restrições alimentares, como intolerância à lactose”, explica.
Outro movimento observado é o resgate de tradições. Famílias
têm buscado ovos simples ou de plástico para atividades como pintura e montagem de cestas, em um retorno a práticas mais artesanais e coletivas.
Movimento antecipado
No setor supermercadista, o ritmo de vendas também ganhou força nos primeiros dias da semana. No STR Supermercados, o gerente Ederson Weber relata aumento gradual na procura desde segunda-feira. “Já tivemos um crescimento considerável. Alguns produtos começam a faltar e a orientação é não deixar para a última hora”, afirma.
Segundo ele, a Páscoa se consolida como uma das principais datas para o varejo alimentar, com impacto semelhante ao Natal e ao Ano Novo em volume de vendas. Além dos chocolates, o movimento também se estende a outros setores do supermercado. Carnes, pescados, frutas e sobremesas registram alta procura, impulsionados pelas reuniões familiares típicas do período.
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
Além dos chocolates, o movimento também se estende a outros setores
FABIANO LAUTENSCHLAGER
vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Brenner Kia apresenta nova Sorento
ABrenner Kia traz a Lajeado um dos principais lançamentos da marca em 2026: a nova Sorento, já disponível na concessionária. O modelo chega repaginado, com design alinhado à identidade global da Kia, mantendo um dos seus diferenciais mais marcantes desde as primeiras gerações: a capacidade para sete ocupantes.
Equipada com motor 2.2 turbo diesel de 194 cavalos, tração 4x4 e transmissão automática de oito velocidades, a Sorento combina desempenho e conforto. O SUV também se destaca pelo pacote tecnológico, com painel totalmente digital, central multimídia com telas touch responsivas e alto nível de conectividade.
Na segurança, o modelo incorpora recursos avançados, como monitoramento de ponto
cego com exibição em vídeo no painel ao acionar a seta, além de frenagem autônoma. As rodas aro 19 são de série.
Com a novidade, a Brenner Kia
Lajeado amplia seu portfólio, que inclui ainda Niro, Sportage, Carnival e o utilitário Bongo, mantendo-se atualizada com os lançamentos da marca.
Giro Pelo Rio Grande debate desafios fiscais e políticos
O cenário político e econômico do Rio Grande do Sul e do Brasil pautou a primeira edição de 2026 do Giro Pelo Rio Grande, realizada segunda-feira à noite, em Porto Alegre, pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e pelo IFEP. O encontro reuniu o cientista político Fernando Schüler e o economista Marcelo Portugal para discutir os desafios ao desenvolvimento.
Portugal afirmou que a pauta fiscal deve dominar as eleições de outubro, apesar da baixa atratividade eleitoral. Ele alertou para a trajetória “insustentável” da
Motasa firma parceria com Le Cordon Bleu
Produzida em Taquari (RS) pelo Moinho Taquariense (Motasa), a linha de farinhas especiais Artesan passa a contar com o endosso do centenário instituto francês Le Cordon Bleu, referência global em ensino de gastronomia e hospitalidade. A parceria inclui a utilização dos produtos nos programas da instituição no Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de ações conjuntas para capacitação técnica de profissionais e clientes em panificação de fermentação natural, confeitaria e viennoiserie. Segundo o diretor comercial da Motasa, Luciano Fregapani, a iniciativa deve impulsionar o mercado de panificação artesanal e ampliar a presença da marca nos segmentos de hotéis e restaurantes. Para o diretor executivo do Le Cordon Bleu Brasil, Patrick Martin, a parceria reconhece a qualidade das farinhas desenvolvidas pela empresa gaúcha. A linha Artesan é resultado de três anos de pesquisa e desenvolvimento, com foco em matérias-primas sul-americanas capazes de atingir padrões semelhantes aos das farinhas europeias. O portfólio inclui opções voltadas à panificação, confeitaria, massas e produtos integrais.
dívida pública e defendeu que o próximo presidente terá de adotar medidas impopulares, como conter gastos ou elevar tributos. Schüler destacou a necessidade de ampliar o debate sobre produtividade, tema que classificou como “invisível” na política, além de defender reformas estruturais. O presidente da Fecomércio -RS, Luiz Carlos Bohn, reforçou a importância de um debate técnico, focado no desenvolvimento e no futuro. O evento seguirá por outras cidades, com próxima edição em Farroupilha.
Indicadores
Dólar: R$ 5,15
Ibovespa: 187.951,77
IGP-M (março): 0,52%
VINI BILHAR
DIVULGAÇÃO
RESSOCIALIZAÇÃO
Presídio feminino amplia estrutura e projeta 50% das internas trabalhando
Nova área administrativa e pavilhão de trabalho marcam avanço na política de reinserção social. Investimento foi de R$ 400 mil
LAJEADO
OPresídio Estadual
Feminino de Lajeado passou a contar, a partir dessa quartafeira, 1º, com uma estrutura mais ampla para qualificar as rotinas internas e fortalecer o processo de ressocialização das apenadas. Foram inaugurados o pavilhão de trabalho prisional e a nova área administrativa da unidade.
A casa prisional atende atualmente 55 detentas do Vale do Taquari e vivencia um novo momento com a ampliação dos espaços, uma demanda estudada há pelo menos seis anos, que dependia da captação de recursos para ser viabilizada. O investimento, de R$ 400 mil, foi obtido por meio de editais das Varas de Execução Criminal de Lajeado, Estrela e Teutônia.
A nova área administrativa possui 110 metros quadrados, enquanto o espaço destinado ao trabalho prisional ganhou 95 metros quadrados adicionais, permitindo a ampliação das atividades laborais desenvolvidas pelas internas.
Trabalho
prisional amplia ressocialização
Conforme a diretora da unidade, Daiane Fabi Heck, a ampliação representa a concretização de um objetivo buscado desde o início da atual gestão. “Sempre priorizamos a implantação do trabalho formal remunerado para as apenadas. Esse é um dos pilares da ressocia-
lização, junto com a educação e a assistência religiosa.”
Para viabilizar a obra, setores administrativos precisaram ser realocados, abrindo espaço físico para a ampliação do pavilhão de trabalho. Com isso, os servidores também passaram a contar com um ambiente mais adequado e humanizado para o desempenho das funções.
Atualmente, 16 apenadas estão inseridas nas atividades laborais, número que no início era de apenas três. A expectativa é ampliar esse índice para que cerca de 50% das internas estejam trabalhando. Hoje, aproximadamente 30% participam das atividades.
Além da remuneração recebida pelo trabalho realizado para a empresa Calçados Beira Rio, as apenadas também têm direito à remição da pena, reduzindo um dia da condenação a cada três dias trabalhados. Segundo a direção, a adesão das internas superou as expectativas e já há lista de espera para ingressar nas atividades.
Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, o novo espaço reforça o compromisso com a reinserção social. Ele cita o projeto “Mãos que Reconstrói” como uma iniciativa que busca oferecer oportunidades reais de recomeço às detentas, preparando-as para o retorno ao convívio em sociedade.
“Queremos que elas façam a sua parte e saiam daqui preparadas para retornar à sociedade com novas perspectivas.”
Solenidade contou com a presença do secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom e demais autoridades da segurança
Nova estrutura passa a contar com pavilhão de trabalho prisional e a nova área administrativa
Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br
FOTOS MAIRA SCHNEIDER
Mari Perin revela o segredo para o sucesso do negócio
Com decisões compartilhadas e operação estruturada, empresa sustenta crescimento e padroniza entregas no decorrer de 11 anos
Ao longo dos 11 anos, a Mari Perin Finger Móveis Planejados, de Lajeado, consolidou uma trajetória ancorada na proximidade com o cliente e na consistência das entregas. Mesmo atravessada por períodos desafiadores, a empresa mantém como eixo o empreendedorismo entendido como construção
coletiva, prática que orienta decisões e sustenta o negócio no longo prazo. No estúdio, não há distinção de escala entre os projetos. Ambien-
tes completos ou intervenções pontuais são tratados sob a mesma lógica de atenção e rigor, refletindo uma operação que prioriza escuta e personalização.
A diretora Mari Perin resume esse posicionamento ao destacar que cada demanda envolve expectatiEmpresa mantém como eixo o empreendedorismo entendido como construção coletiva
vas específicas, exigindo sensibilidade e precisão na execução.
A experiência acumulada ao longo da década também redesenhou a forma de gestão. Segundo o diretor Márcio Finger, o início foi marcado por decisões centralizadas e preocupações imediatas, mas o crescimento trouxe novas camadas de complexidade.
“A principal virada foi entender que o negócio precisava ser conduzido de forma compartilhada”, afirma. Hoje, as definições estratégicas são divididas entre os gestores, em um modelo que busca equilíbrio entre operação e visão de futuro.
Nesse contexto, o controle financeiro se consolidou como base estruturante. A organização das contas e o cumprimento rigoroso de compromissos são tratados como condição para a estabilidade e expansão. Mais do que uma diretriz administrativa, trata-se de um princípio operacional: alinhar promessa e entrega, evitando desvios que comprometam a experiência do cliente.
Entre prazos, demandas e decisões, a empresa sustenta uma visão pragmática do empreendedorismo, apoiada em troca, aprendizado contínuo e resiliência. A combinação entre gestão familiar e atuação técnica define o tom de um negócio que, ao longo dos anos, encontrou no cotidiano o seu principal diferencial.
DIVULGAÇÃO
Bom Retiro do Sul teria asfalto
até a BR-386
Cinquenta anos atrás, era notícia que o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (Daer) faria obras de alargamento e asfaltamento da estrada que ligava Bom Retiro do Sul à então chamada
Rodovia Presidente Kennedy (BR386). Ao todo, o trecho que hoje é chamado de ERS-128 tinha sete quilômetros de extensão.
Além do alargamento de 12 metros da via, seriam feitos bueiros
Programa estadual garantia moradia para agricultores
e aterros. Na época, o principal caminho para Bom Retiro era pela estrada antiga, na beira do rio, que passava por Estrela, nas comuni dades de Arroio do Meio e Figueira.
Velário e a esposa
O agricultor Velário Müller, da localidade de Baixo Canudos, em Canudos do Vale, recebia uma nova casa por meio do projeto da Cooperativa de Habitação da Agricultura Familiar (Coohaf), ligada à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). Criada em 2002, a Coohaf funciona até hoje e já viabilizou mais de 17 mil reformas e construções para pequenos agricultores. Em 2006, outros 13 produtores também esperavam a liberação dos recursos para iniciar a construção de suas casas. Na época, a entrega da residência mobilizou muitos vizinhos e amigos da família Müller.
Ciclista de Arroio do Meio vencia prova estadual
Joel de Lima vencia a prova Meio Fundo de ciclismo, no Campeonato Gaúcho, em Triunfo. Natural de Arroio do Meio, ele ficou em primeiro lugar na sua categoria, de estreante. Na manhã da prova, percorreu 57 quilômetros de bicicleta, de Triunfo até o Polo Petroquímico. Ele venceu a prova com dois quilômetros de distância dos outros ciclistas.
por Raica Franz Weiss
A BR-386 nos anos 1970
FILIPE FALEIRO
Jornalista
colunafaleiro@grupoahora.net.br
Sem dinheiro novo
Ofundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem mais problemas do que a mancha inundação e a falta de garantias nanceiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe.
Oh! Dúvida cruel.
Para que lado vou?
Há outra questão que só nesta semana as instituições financeiras deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para todos entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação dinheiro ao BNDES para operação no semestre. Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados para projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi feito em abril. Antes da grande inundação. Digamos que o banco “Faleiro”
ARTIGO
recebeu R$ 2 bilhões em julho para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente. Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais
Até aí, tudo dentro do script político.
E agora?
Olhar ao Pronampe
Ainda aguardo uma resposta. Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente sede da empresa ter sido atingiou não pela água?
Será que gostam de mim? Fico ou mudo de time? Todos nós passamos por momentos de (in)decisão e sempre são difíceis. Agora, vamos tentar olhar pelo prisma do governador Eduardo Leite. Qual será o futuro político de um dos expoentes da nova geração da política nacional? Para entender isso, é preciso um exercício de retórica. Em 2022, ainda no PSDB, era nome à Presidência da República. Se lançou e a tucanada voou. Não teve apoio do partido. Ainda aguentou no relacionamento por quase três anos. Saiu após uma história de duas décadas na sigla. Surgiu Gilberto Kassab e o partido camaleão do PSD (hora governo, hora em cima do muro, hora oposição de direita). Como governador reeleito do RS (o primeiro na história de chimangos e maragatos), tinha perspectiva dentro do ambiente político/eleitoral. Ser a terceira via entre canhotos e destros. Mais uma vez foi preterido. A escolha por Ronaldo Caiado encerra a tentativa de candidatura nacional. Leite reagiu. Foi às redes, demonstrou frustração, falou em decepção com o caminho escolhido. Horas depois, recompôs. Disse que vai apoiar Caiado, apesar das diferenças.
DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI
dinheiro ao BNDES. A resposta foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril.
é feita só de vaidade, mas de sobrevivência.
As probabilidades
Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.
Até 31 de dezembro sabemos: Eduardo Leite como governador gaúcho. Vai concluir o mandato, algo que não fez nem na gestão anterior. Depois disso, começa a dúvida cruel. Para não entrar no ostracismo político, terá de acender uma vela para cada santo. Torcer para que Caiado cresça, vire competitivo e, quem sabe, chegue ao Planalto. Nesse cenário, abre-se espaço para assumir um ministério, posição que mantenha vitrine, presença nacional e relevância.
E o governo do Estado…
Outra possibilidade passa pelo Estado. Trabalhar para que Gabriel Souza vença a eleição ao Piratini. Se isso acontecer, há espaço para permanecer no entorno do poder. Secretário, conselheiro, articulador. Isso é bem improvável, um governador ir para um cargo subalterno ao atual vice. Ainda assim, estaria sendo visto, pois política não
A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas, tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%. Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
Ruptura no trabalho
Mudança no mercado de trabalho e que merece atenção: o crédito consignado. O funcionário faz o empréstimo com desconto direto na folha. Em tese, uma das modalidades mais seguras do sistema financeiro. Juros menores, risco reduzido para quem concede o crédito. Na prática, o que começa a aparecer é outra dinâmica. Os trabalhadores assumem dívidas com base na estabilidade do vínculo formal
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas. O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.
O problema é que os cenários não ajudam. Caiado corre por fora em um ambiente dominado pela polarização. Gabriel Souza também não larga na frente na corrida estadual. Precisa construir candidatura em um campo competitivo, com oposição organizada e espaço fragmentado. Ou seja, as duas apostas carregam risco elevado. Sem plano nacional, sem garantia de continuidade no Estado e fora da disputa eleitoral a partir de 2027, resta a pergunta inevitável: qual será o próximo passo de Eduardo Leite?
A experiência acumulada, o trânsito institucional e a relação com projetos de infraestrutura e concessões podem levar para fora do setor público. Quem sabe executivo em uma concessionária? Não seria o primeiro. Nem o último. Ai ai, caramba! Será que ele vai virar CLT em 2027?
IVANOR
DANNEBROCK
Gestor
Educacional
MARCOS MINORU OTSUKA
ARTIGO professor e treinador da Adesva
Adotar para transformar: o impacto do patrocínio direto no esporte
O prazer em transpor obstáculos
ONascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”
“Ao apoiar um atleta, a empresa não está apenas incentivando um talento, mas ajudando a construir uma sociedade melhor”
A narrativa política
e depois pedem desligamento para irem às atividades informais ou autônomas. Abrem mão da proteção trabalhista, da previsibilidade de renda e da própria lógica que sustentava aquele crédito. Em muitos casos, isso é reflexo de um desequilíbrio financeiro. O salário não cobre o custo de vida, o crédito vira complemento de renda e, quando a equação não fecha, a ruptura se torna alternativa.
Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas. Há muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.
Ao mesmo tempo, as empresas perdem profissionais e os trabalhadores vão para condições mais frágeis, sem rede de proteção. Há um risco sistêmico nesse comportamento devido a combinação entre endividamento, informalidade e perda de renda previsível. Essa conjunção fragiliza o próprio funcionamento do mercado de trabalho e da seguridade social.
Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar. Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.
patrocínio no esporte é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de atletas e projetos em todo o país, com diversas possibilidades de captação por meio de leis de incentivo em âmbito federal, estadual e municipal, além de editais públicos e programas de fomento. Esses mecanismos permitem que empresas direcionem parte de seus impostos para iniciativas esportivas, fortalecendo o sistema e ampliando o acesso ao esporte. No entanto, apesar da importância dessas políticas, muitos projetos de grande qualidade acabam não sendo aprovados, seja por limitações orçamentárias, alta concorrência ou critérios específicos que nem sempre contemplam todas as realidades. Com isso, ideias relevantes e atletas promissores acabam ficando sem o suporte necessário para evoluir. Diante desse cenário, o patrocínio direto surge como uma alternativa extremamente eficiente e estratégica. Ao “adotar” um atleta, a empresa investe de forma objetiva, com menor burocracia e maior controle sobre o impacto do recurso aplicado. Esse tipo de apoio permite uma relação mais próxima, com retorno de imagem mais autêntico, associação direta da marca a valores positivos e possibilidade de aumentar as relações público/marca de forma mais personalizada. Além disso, o custo tende a ser mais acessível do que grandes projetos incentivados, tornando-se uma opção viável para empresas de diferentes portes. O investimento direto também gera resultados mais rápidos e perceptíveis, já que atende necessidades imediatas como treinamentos, viagens e participação em competições. Por fim, investir no esporte é investir na formação de pessoas, e o impacto vai muito além do desempenho esportivo, ele atinge diretamente a vida de crianças e adolescentes. O esporte desenvolve disciplina, respeito, responsabilidade, resiliência e trabalho em equipe, contribuindo para a formação de cidadãos mais preparados para os desafios da vida. Ao apoiar um atleta, a empresa não está apenas incentivando um talento, mas ajudando a construir uma sociedade melhor, mais justa, saudável e com oportunidades reais de transformação social. Você empresário, levante esta bandeira e adote um atleta do Vale, juntos somos mais fortes.
Quinta-feira, 2 de abril de 2026
Fechamento da edição: 18h
CAMPEONATO BRASILEIRO
COM DESFALQUES, GRÊMIO DESAFIA O LÍDER PALMEIRAS NO
Equipe gaúcha pode ter mudanças e aposta na base para enfrentar um dos favoritos ao título
Passada a Data Fifa, o Grêmio volta ao Campeonato Brasileiro em uma das partidas mais difíceis da temporada. Na noite de hoje, enfrenta o Palmeiras fora de casa. O confronto ocorre no interior paulista, na Arena Barueri, às 21h30min. A Rádio A Hora transmite o jogo.
O técnico Luís Castro teve dez dias para trabalhar desde o último jogo, derrota para o Vasco por 2 a 1 na oitava rodada. No período, no entanto, não contou com alguns jogadores e também teve baixas de última hora. Arthur não treinou por problemas musculares. Léo Perez também tem problemas físicos e não viaja a São Paulo. Soma-se a eles a baixa de Caio Paulista, que pertence ao Palmeiras, e a dupla
TÊNIS
Balbuena e Noriega, que retornam da Data Fifa e devem ser opção no banco.
Com tantas incógnitas no time, o técnico português deve dar espaço a jovens da base. Pedro Gabriel será o titular na lateral -esquerda, enquanto que Gabriel Mec e Zortea podem aparecer no meio-campo.
O provável Grêmio tem: Weverton; Pavon, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel; Noriega, Nardoni (Zortea) e Monsalve (Gabriel Mec); Amuzu, Carlos Vínicius e Enamorado.
O Tricolor entra na rodada ocupando a oitava colocação, com 11 pontos. Na melhor das hipóteses, pode chegar até a quinta colocação.
PALMEIRAS FORTE
MAIS UMA VEZ
Líder do Brasileirão, o técnico Abel Ferreira tem uma dúvida para enfrentar o Grêmio. Sem Piquerez, que se machucou pelo Uruguai, o treinador definirá entre Arthur e Jefté na lateral
INTERIOR PAULISTA
esquerda. A partida não será na Arena do Palmeiras em virtude de um festival de rock. Assim, o jogo será na Arena Barueri. O provável time titular tem:
Carlos Miguel; Khellven, Bruno Fuchs, Murilo e Arthur (Jefté); Marlon Freitas, Andreas Pereira, Felipe Anderson, Arias e Allan; Vitor Roque.
LADIES NIGHT AMPLIA PRESENÇA FEMININA NO SÃO LÉO OPEN
Evento especial ocorre nesta quinta-feira, no São Leopoldo Tênis Clube, e reforça movimento de inclusão liderado também pelo Lajeado Open
O São Léo Open de Tênis terá uma programação especial voltada ao público feminino nesta quinta-feira, 2. O Ladies Night ocorre a partir das 18h30min, no São Leopoldo Tênis Clube, com proposta de integrar esporte, lazer e socialização.
A noite contará com atividades como bate-bola com atletas
do torneio, entrega de camiseta exclusiva e show ao vivo para encerrar a programação. As inscrições custam R$ 60, com vagas limitadas, e podem ser feitas via WhatsApp da organização.
A iniciativa segue uma tendência de ampliar a participação feminina em eventos tradicionalmente ligados ao circuito masculino. Para uma das organizadoras do Lajeado Open, Rakel Miorando, ações desse tipo são fundamentais para o crescimento do esporte. Ela estará presente junto da família e amigas em São Leopoldo.
“Acho muito válido prestigiar eventos voltados para o público feminino, em um torneio voltado ao público masculino. Temos que estar presentes fazendo o tênis
crescer também entre as mulheres”, destaca.
Rakel também ressalta o impacto social dessas iniciativas. Segundo ela, a presença feminina contribui para aproximar famílias e aumentar o interesse pelos torneios e clubes.
O movimento tem histórico na região com o Lajeado Open, considerado pioneiro na inserção de ações voltadas ao público feminino dentro de competições da ITF. A proposta surgiu a partir de uma ideia do diretor do torneio, Ney Arruda Filho, inspirada em eventos internacionais.
“Este ano repetiremos o nosso tradicional Ladies Day. Não queremos apenas as mulheres que jogam tênis, mas também agregar todas que estão no dia a dia do clube, como mães, praticantes de beach tennis e padel. Queremos todas envolvidas”, completa Rakel.
A expectativa é de que o Ladies Night do São Léo Open reforce esse movimento, ampliando a presença feminina e diversificando o público nas competições de tênis da região.
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Jovem Zortea treinou entre os titulares e pode ser novidade no time diante do Palmeiras
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
Vale do Taquari, o Ladies Day já é tradicional na programação
MATEUS SOUZA
Municípios gaúchos debatem educação pública em Encantado
REGIÃO ALTA | |
ENCANTADO
AQuinta-feira, 2 de abril de 2026
Terra do Cristo Protetor recebeu gestores públicos de nove municípios gaúchos para o 2º Encontro de Prefeitas e Prefeitos do Programa Lideranças pela Educação/RS. O evento, realizado no Encanta Hub, reuniu prefeitos e secretários de educação de Camaquã, Canoas, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Encantado, Gravataí, Guaíba, Passo Fundo e São Jerônimo para discutir desafios comuns e trocar experiências sobre gestão educacional. O programa completa um ano de ações neste mês e, segundo os organizadores, impacta cerca de 152 mil estudantes em 487 escolas dos municípios participantes. A iniciativa é coordenada pelo Centro Lemann de Liderança para Equidade na Educação, em parceria com RegeneraRS e B³ Social. A programação do primeiro dia, 31, foi dedicada à análise de dados educacionais e à discussão de temas como recomposição das aprendizagens pós-pandemia, clima escolar, expansão da educação infantil e resiliência climática, pauta que ganhou peso no estado após as enchentes de maio de 2024. No segundo dia, 1, a agenda se voltou aos secretários de educação, com foco em gestão de equipes e rotinas institucionais.
Problemas parecidos, portes diferentes
Um dos pontos que marcou as
ADILÓ DIDOMENICO (PSDB)
O tamanho das cidades não importa, os problemas são muito parecidos. O que a gente percebe hoje é que as famílias se afastaram muito da escola. A escola sozinha não consegue resolver todos os problemas.”
Programa reuniu gestores de cidades de diferentes portes para discutir alfabetização, gestão escolar e resiliência climática
mesmos — alfabetização, falta de professores. Uns sofrem um pouco mais, outros um pouco menos, mas as dores são as mesmas”.
discussões foi a constatação de que municípios muito distintos entre si enfrentam dificuldades semelhantes. Encantado, com cerca de 23 mil habitantes, divide a mesa com Caxias do Sul, segunda maior cidade do estado. Para a secretária de Educação e Inovação de Encantado, Stéfanie Casagrande, a proximidade dos problemas se destacou durante o debate.
“A gente ficou muito surpreso quando foi convidado para participar desse encontro porque realmente são todos municípios de maior porte”, ressaltou. “Nos encontros que temos mensalmente, vemos que os problemas são praticamente os
O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico (PSDB), confirmou a percepção. Para ele, a troca entre municípios tem gerado resultados práticos na gestão educacional da cidade. “O tamanho das cidades não importa, os problemas são muito parecidos. O que a gente percebe hoje é que as famílias se afastaram muito da escola. A escola sozinha não consegue resolver todos os problemas”, afirmou. Didomenico destacou ainda que o programa tem proporcionado acesso a dados que antes não estavam disponíveis para a gestão. “Informações que antes a gente não tinha, agora conseguimos enxergar e tomar as providências naquilo que precisamos melhorar”, salientou.
Encantado
como referência na geração de talentos
Para além do encontro, a secretária de Encantado situou o evento dentro de uma agenda mais ampla do município. Em 2023 o governo assinou o Pacto Municipal pela Educação, e o próprio Encanta Hub é um laboratório que surgiu desse plano que configura os próximos 10 anos na cidade.
Stéfanie mencionou o objetivo de tornar o município um “polo gerador de talentos”, articulando educação pública e desenvolvimento econômico regional. “Não falamos em desenvolvimento social sem o desenvolvimento econômico dos municípios, e isso tudo começa na educação”, frisou.
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
Encontro reuniu gestores de Camaquã, Canoas, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Encantado, entre outras cidades
Encontro ocorreu no Encanta Hub na terça e quarta-feira, 1º
FOTOS: MATHEUS LASTE
"Menos Disney e mais Gramado"
Referência em destino turístico no Brasil, e inspiração para cidades emergentes no setor como Encantado e outras tantas do Vale do Taquari, Gramado debate seu futuro.
O projeto denominado “Gramado do Amanhã” é liderado pela secretaria municipal de Turismo e traça um profundo diagnóstico estratégico sobre diferentes áreas da cidade, desde eventos, comércio e hospitalidade, até mercado imobiliário, meio ambiente e educação. Tudo interligado.
A proposta visa fortalecer o desenvolvimento da cidade a partir da sua identidade e de seus diferenciais, ao mesmo tempo que procura satisfazer as expectativas não só dos turistas, mas dos próprios moradores.
Os primeiros resultados foram
compartilhados recentemente com a comunidade. E duas frases do secretário de Turismo, Ricardo Bertolucci, me chamaram a atenção. Elas foram repercutidas em reportagem assinada pela jornalista Fernanda Fauth, do Jornal de Gramado.
A primeira: “Gramado ser menos Disney e mais colônia e raízes”. A segunda: “Precisa equilibrar, com menos personagens e mais gramadenses”.
Nesse contexto, iniciativas já estão em andamento, como o “Gramado em Sala de Aula”, projetado para levar aos jovens estudantes o conhecimento sobre as origens e o desenvolvimento da cidade, o “Gramado Comestível”, que foca na construção de hortas comunitárias para fortalecer a relação urbano-rural, e o “Guardiões da Serra”, com cursos e
diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
treinamentos para o cuidado com os jardins.
Não é preciso ir a fundo no relatório para perceber que Gramado compreendeu que é preciso olhar para dentro de si e valorizar a sua essência. E o Vale do Taquari?
Penso que o Vale já identificou em parte esse caminho há tempo, ao apostar na valorização das suas experiências, paisagens e cultura local. A própria Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) bate nessa tecla. Falta, por exemplo, avançar na forma de apresentar e posicionar esses “produtos”, com estratégia e continuidade.
Não é sobre copiar Gramado, mas sobre fazer melhor uso do que já temos.
Legado nosso
A conversa entre o fundador da Fogo de Chão e agora cidadão encantadense, Jorge Ongaratto, as jornalistas responsáveis pela produção do livro Fogo + Paixão, Susana e Isabel, e a atual diretora de cultura da renomada churrascaria, Selma de Oliveira, no palco do Clube Comercial, abriu o evento beneficente organizado
pela Associação SOS Habitar na terça-feira, 31, em Encantado. O conteúdo do bate-papo foi um presente de aniversário para os encantadenses que, por vezes, esquecem de valorizar o que está ao nosso lado. E quem deu o recado direto foi a Selma, paulista de nascimento, com relações profissionais consolidadas nos
Estados Unidos, primeira professora de inglês de Ongaratto, amigos há 30 anos. “A essência da Fogo de Chão saiu daqui, das famílias. A equipe de colaboradores chegou aos EUA com essa cultura comunitária. Nós não precisamos ensinar. Eles aprenderam aqui nas comunidades”, enalteceu.
Na volta à câmara, Jô agradece a dois vereadores
A novidade da semana na Câmara de Encantado foi o retorno de Joanete Cardoso (PSDB) e a sua primeira fala pública, após o período de afastamento cautelar em razão das investigações da Polícia Federal na Operação Lamaçal. Em breve pronunciamento, Jô destacou o apoio de amigos e familiares e citou os pareceres favoráveis das autoridades para reassumir o mandato. E aproveitou para agradecer a Valdecir Cardoso (PP) e Claudinho Neto (MDB), os únicos colegas que se manifestaram na primeira sessão após a saída da vereadora. “Na hora do tumulto, conseguiram falar da Jô”, reconheceu.
Jonas e o Jardim
Se o mentor do Cristo Protetor foi Adroaldo Conzatti, Jonas Calvi idealizou o Jardim do Acolhimento. Durante o impressionante evento de inauguração da segunda-feira, 30, as autoridades demonstraram esse reconhecimento. E um dos mais enfáticos em dar a Calvi os méritos pela autoria do projeto do espaço que antecede a chegada ao Cristo Protetor foi o presidente da Associação Amigos de Cristo, Robison Gonzatti. Bonito gesto!
Eu pergunto:
Até que ponto as incertezas sobre a Guerra no Oriente Médio e a consequente elevação do preço do diesel podem impactar (ou atrasar) as obras de pavimentação e recuperação das estradas da região?
- Na Câmara de Encantado, o serviço de abastecimento de água por parte da Corsan/Aegea voltou à pauta na sessão desta semana. Líder de oposição, Valdecir Cardoso (PP) insistiu na criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no legislativo e sugeriu que o município rompa o contrato. "Com a alta capacidade que temos de montar associações e cooperativas, teríamos pessoas muito qualificadas para tentar montar uma associação encantadense de água e o município poder tocar água e esgoto", afirmou.
- A estreia do espetáculo de Páscoa "Religare" esgotou os ingressos na noite de ontem no ginásio do Parque João Batista Marchese, em Encantado. Foram liberados mais de 600 acessos para assistir à releitura da encenação da Paixão e Ressurreição de Cristo. Hoje e sábado tem mais. Sempre às 19h30min.
- Em Roca Sales, a inauguração da revitalização da Praça da Matriz está agendada para o sábado, 11 de abril, às 13h30min. A Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARR) liderou o projeto que, literalmente, transformou o local.
- O Ministério Público de Encantado comunica que retornou às atividades na sede oficial, na Rua João Lucca, 1.455. O atendimento ao público e as funções administrativas já são realizados no local, das 12h às 19h. Desde junho de 2024, após a grande enchente, os trabalhos eram realizados nas salas do terceiro andar do Fórum.
- Em Encantado, o show musical no evento de inauguração do Jardim do Acolhimento impressionou o público. Parabéns para quem teve a ideia! A sonoridade da cantora Laís Yasmin e dos vocais do grupo Gama criou um ambiente emocionante. Os músicos vieram de São Paulo e se apresentaram pela primeira vez na região. E o curioso: em 2018, Laís foi semifinalista do The Voice Brasil. Ela integrava o time de Michel Teló. O campeão daquela temporada foi seu colega de equipe, o gaúcho Léo Pain.
APRESENTADO POR:
Alimentação escolar alia nutrição e aprendizado na rede de Encantado
Por dia são servidas mais de quatro mil refeições. Sétimo episódio do podcast
Encantado Educa reuniu nutricionistas e diretoras de escolas
ENCANTADO
Osétimo episódio do podcast Encantado Educa colocou em pauta um tema central para o desenvolvimento dos estudantes: a alimentação escolar. Na rede municipal de Encantado, cerca de 2,1 mil alunos são atendidos diariamente, com a oferta de aproximadamente 4,1 mil refeições entre café da manhã, lanches e almoço. O trabalho envolve planejamento técnico, logística e a atuação direta de profissionais nas escolas. O setor de nutrição da Secretaria Municipal de Educação é formado pelas nutricionistas Elisandra Borelli Mottin e Ana Paula Görgen, além de cerca de 30 cozinheiras distribuídas nas 15 unidades escolares de educação infantil e ensino fundamental. As refeições seguem as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Evolução e desafios
Com 24 anos de atuação no município, Elisandra destaca que a alimentação escolar passou por mudanças significativas ao longo do tempo. Ela relata que, no início, os recursos eram limitados e dificultavam a variedade no cardápio. Com a evolução das políticas públicas e o aumento da contrapartida municipal, o cenário mudou. Hoje, há maior diversidade de alimentos e inclusão de novas receitas. “Oferecemos frutas, saladas, carne, uma refeição bem completa”, destaca.
As profes estimulam que a beterraba é rosa igual à Barbie, o alface é verde igual ao Huck. A gente vai indo por esse caminho, e dá certo”
KAREN PADOAN, DIRETORA DA EMEI IMIGRANTE
Ana Paula complementa ao contextualizar o investimento atual. Segundo ela, em 2025 foram aplicados cerca de R$ 1,8 milhão na compra de alimentos, sendo apenas parte desse valor, R$ 450 mil, oriunda do governo federal.
A gente prioriza que tragam alimentos saudáveis, que não sejam industrializados”
JOSI MORETTO DA CONCEIÇÃO SILVA, DIRETORA DA EMEF ÉRICO VERÍSSIMO
Outro ponto importante é a valorização da agricultura familiar. Ana Paula explica que a legislação exige a compra mínima desses produtos e que esse percentual deve aumentar. Ela observa que a prática fortalece a economia local e garante alimentos mais frescos. Segundo a nutricionista, grande parte das verduras, além de itens como pães, massas e leite, já vem de produtores locais ou das cooperativas.
Alimentação também
educa
Mais do que nutrir, a alimentação escolar é tratada como parte do processo pedagógico. Ana Paula destaca que o momento das refeições é uma oportunidade de aprendizado. “Não olhamos a comida apenas como algo biológico, mas também como uma oportunidade de ensinar hábitos alimentares saudáveis”, afirma. Na educação infantil, esse processo começa cedo. A diretora da EMEI Imigrante, Karen Padoan, explica que o trabalho é construído em parceria com as
Acesse o QR Code e assista ao podcast
famílias desde os primeiros meses de vida. “Vamos construindo junto esse processo, sempre em parceria com a família”, diz.
Segundo ela, a introdução alimentar respeita as orientações médicas e evolui gradualmente. As crianças são estimuladas a explorar os alimentos com autonomia, textura e cores. Estratégias lúdicas também são utilizadas para incentivar o consumo. “As profes estimulam que a beterraba é rosa igual à Barbie, o alface é verde igual ao Huck. A gente vai indo por esse caminho, e dá certo”, relata.
Desafios no ensino fundamental
No ensino fundamental, o cenário apresenta novos desafios. A diretora da EMEF Érico Veríssimo, Josi Moretto da Conceição Silva, aponta que a entrada das lancheiras com alimentos industrializados exige um trabalho constante de conscientização. Ela explica que a escola atua junto às famílias desde o início do ano letivo, apresentando o cardápio e reforçando a importância de escolhas saudáveis. “A gente prioriza que tragam alimentos saudáveis, que não sejam industrializados”, afirma. Ela também destaca mudanças positivas na dinâmica das refeições, como a adoção do sistema de buffet para os alunos mais velhos, o que contribuiu para diminuir o desperdício. Outro aspecto observado é a diversidade cultural. A diretora relata a presença de estudantes imigrantes, especialmente haitianos, que possuem hábitos alimentares diferentes. Nesse contexto, a adaptação ocorre de forma gradual.
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ANA PAULA, KAREN, ELISANDRA E JOSI NA GRAVAÇÃO DO PODCAST NO ENCANTA HUB
DE
Muçum apresenta projeto do Parque Memorial Ecológico
Espaço deve transformar área atingida pela enchente de 2023 em ambiente de memória, lazer, turismo sustentável e resiliência urbana
MUÇUM
Acomunidade da Princesa das Pontes conheceu o projeto do Parque Memorial Ecológico na última semana. A proposta prevê a transformação de uma área marcada pela tragédia da enchente de 2023 em um espaço de memória, lazer e desenvolvimento sustentável.
O projeto é uma iniciativa conjunta do governo do estado e do município. A área contemplada inclui a rua Taquari e o antigo cemitério, destruído pela enchente. No local, não é mais permitida a construção de moradias.
A proposta aposta na ressignificação do espaço urbano. Estão previstos ambientes de memória em homenagem às vítimas, além de mirantes, pontos de contemplação, centro comunitário e quadras esportivas. O parque também deve incentivar o turismo sustentável e a movimentação econômica local. O financiamento será feito com recursos estaduais.
O prefeito Mateus Trojan (MDB) afirma que o projeto faz parte do processo de reconstrução da cidade. Segundo ele, a ocupação da área precisa ser pla-
nejada e responsável, dando um novo sentido a locais devastados. Para Trojan, o parque representa mais do que uma obra urbana. “É uma ocupação necessária de ser pensada, de ser planejada, para que a gente possa dar a essas áreas uma vida nova, uma energia nova”, diz.
Ele acrescentou que a proposta busca integrar o espaço ao Rio Taquari, à cultura local e às atividades de lazer e esporte. “Então é simbólico sim esse projeto, mas é essencial para que essas ocupações sejam responsáveis, sejam resilientes”, salienta.
A arquiteta paisagista Isadora
Riker, da empresa Embya, com sedes em São Paulo, Rio de Janeiro e na Itália, destaca que o projeto foi concebido desde o início como um parque ecológico memorial. A ideia, segundo ela, é valorizar a cultura local e preservar a memória tanto das enchentes quanto do antigo bairro que existia na área.
“É uma forma de valorizar a cultura, de lembrar da memória dos eventos, e tentar ressignificar esse espaço”, explica. Ela comenta que o parque combinará áreas de convivência, como playgrounds e quadras, com espaços dedicados à lembrança e contemplação.
É uma forma de valorizar a cultura, de lembrar da memória dos eventos, e tentar ressignificar esse espaço.”
O parque combinará áreas de convivência, como playgrounds e quadras, com espaços dedicados à lembrança e contemplação
Sustentabilidade
O projeto também incorpora soluções ambientais. De acordo com a arquiteta, estão previstos sistemas de drenagem sustentável, técnicas de bioengenharia e intervenções baseadas na natureza para contenção das margens do rio. A proposta busca criar um modelo de resiliência urbana e ambiental para a região. Isadora detalha ainda intervenções simbólicas no espaço.
Um antigo imóvel, cujo piso foi parcialmente preservado, dará origem a um jardim que remete à memória das casas atingidas.
Já a área do antigo cemitério será transformada em um “jardim de memória”, mantendo elementos da configuração original.“Vai ser um ambiente de contemplação e de memória, para as pessoas lembrarem desse local”, afirmou. Outro ponto destacado é a criação de um monumento vertical no local de um edifício que resistiu à enchente, como símbolo da resiliência da comunidade. O projeto também prevê a marcação do nível atingido pela água, como registro permanente da tragédia. O prédio será demolido. Além do parque, o município avalia outras intervenções urbanas no entorno da ponte Brochado da Rocha, onde casas já foram demolidas. As ações fazem parte de um plano mais amplo de reorganização e reconstrução da cidade.
Diogo Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Espaço no bairro Fátima foi um dos locais destruídos da cidade. A esquerda será a área do parque
Prefeito Mateus Trojan afirmou que o projeto faz parte do processo de reconstrução da cidade
DIOGO FEDRIZZI
ARQUIVO/DIVULGAÇÃO
REPRODUÇÃO
Encantado comemora 111 anos com evento beneficente
Programação teve lançamento de livro do empresário Jorge Ongaratto e mobilização por recursos para o SOS Habitar
ENCANTADO
Evento beneficente em prol da Associação
SOS Habitar marcou o aniversário de 111 anos de Encantado na noite da terça-feira, 31. A programação ocorreu no Clube Comercial e teve como destaque o lançamento do livro Fogo + Paixão, idealizado por Jorge Ongaratto, empresário fundador da rede de churrascarias Fogo de Chão.
proposta foi mobilizar a comunidade para arrecadar recursos para a conclusão do primeiro bloco de apartamentos do projeto idealizado pelo SOS Habitar na
cidade. Todos os 500 ingressos foram vendidos.
Para o presidente da associação, Rafael Fontana, o engajamento se deu de forma natural. “Esse evento coroa o associativismo. O lançamento do livro do Jorge demonstra nossa essência da região, de trabalho de forma conjunta, um ajudando o outro. E o SOS Habitar é exatamente isso, a união das pessoas em torno de um bem comum”, comentou. Durante 40 minutos, um bate-papo entre Ongaratto, as jornalistas autoras da obra, Suzana Naiditch e Isabel Pacini Teixeira, e a diretora de cultura da Fogo de Chão, Selma de Oliveira, revelou bastidores da produção do livro de 340 páginas, além de episódios marcantes da trajetória de Ongaratto, desde sua saída de casa, ainda jovem, no interior de Coqueiro Baixo, até o sucesso profissional nos Estados Unidos, onde reside nos dias atuais. Ongaratto também foi homenageado com o título de Cidadão Honorário Encantadense, indicado pelo governo municipal e pela
Câmara de Vereadores. “Ouvindo a história do Jorge, a gente percebe o quanto esquecemos do nosso passado. Com muito orgulho, te entrego esse título”, disse o prefeito Jonas Calvi. Shows do humorista Paulinho Mixaria e do músico Gaúcho da Fronteira, além do sorteio de R$ 50 mil e de uma scooter, completaram as atrações.
ENTREVISTA
JORGE ONGARATTO • fundador da Fogo de Chão
"Sempre contei histórias"
Tua história inspira muitas pessoas. Como surgiu a ideia do livro?
Não tinha nenhuma publica ção falando sobre a nossa história (chur rasqueiros), da turma de Encantado, Nova Bréscia, Coqueiro Baixo e Relvado. E tem muita história linda para ser contada. Eu pensei: ‘quer saber, eu vou contar a minha história, por onde passei’. Da minha turma, tem mais de 500 gaúchos que foram para os Es tados Unidos. Vários viraram empresários. E ninguém deles esquece a terra natal. Todos estão ajudando. O pessoal pensa que sou só eu. É com minha turma, sempre peço para eles ajudarem. E ser indicado cidadão honorário de Encantado?
Não sabia, não estava procurando por isso. Mas fico todo orgulhoso. Não sei se merecia. Ajudei porque a gente precisa ajudar. Quem tem um pouco de condição, tem que estar sempre ajudando. Eu tenho todas as provas de que se recebe em dobro.
Como é tua rotina nos Estados Unidos?
Estou aposentado. Faço palestras. Na conferência da Fogo de Chão, atendo os franqueados de outros países. O Fundo de Investimentos da Fogo de Chão é dono da marca nos EUA e no Brasil. Todas as outras cidades são franquias. Sou escalado para contar a história da Fogo de Chão. Acho que conto bem. Eu sempre contei histórias.
Primeiros apartamentos
A entrega dos primeiros 19 apartamentos, de um total de 95 unidades, está prevista para maio. No total, são cinco blocos de prédios no bairro Jardim do Trabalhador. Essas moradias são destinadas a famílias que perderam suas casas, mas não foram
contempladas por programas habitacionais governamentais. A proposta é que as moradias sejam temporárias, com permanência inicial de até cinco anos, podendo ser prorrogada por mais cinco. O objetivo é permitir rotatividade e ampliar o alcance social do projeto. Durante o período, os moradores pagarão cerca de 10% do salário mínimo como forma de manutenção.
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Integrantes da Associação SOS Habitar agradeceram ao público pela adesão ao evento
Ongaratto e jornalistas conversaram sobre bastidores da produção do livro
FOTOS: MATHEUS LASTE
Viva Muçum estreia com público de 10 mil pessoas
Evento movimenta a cidade, fortalece o turismo e marca inauguração da etapa final da pavimentação da Linha Santa Lúcia
MUÇUM
OViva Muçum confirmou o sucesso de sua estreia ao reunir cerca de 10 mil visitantes ao longo dos dois dias de programação. Considerado um grande êxito pela organização, o evento movimentou a cidade com uma programação que integrou cultura, esporte, lazer, gastronomia e importantes entregas para a comunidade. Com grande participação de moradores e visitantes da região, a iniciativa destacou o potencial turístico do município e a sua capacidade de proporcionar experiências únicas. Um dos destaques foi o espaço gastronômico, que contou com 18 expositores locais e regionais, ampliando oportunidades para empreendedores e oferecendo ao público uma vivência conectada aos sabores e à identidade de Muçum.
O vice-prefeito Amarildo
Baldasso destacou a relevância do lazer e seu impacto direto na qualidade de vida da população: “Assim como saúde, educação, obras e a reconstrução são essenciais e devem sempre ser
prioridades, o lazer também é fundamental”, afirmou.
O prefeito Mateus Trojan ressaltou o caráter estratégico do evento dentro do processo de retomada do município: “O
O Viva Muçum foi pensado para valorizar tudo que temos de melhor, impulsionar o turismo, a economia, movimentar a cidade e gerar autoestima e pertencimento.”
Viva Muçum foi pensado para valorizar tudo que temos de melhor, impulsionar o turismo, a economia, movimentar a cidade e gerar autoestima e pertencimento. É um evento para a comunidade, para toda a cidade. As obras de reconstrução e o processo de retomada seguem acontecendo com evoluções diárias, mas eventos como esse também fazem parte desse movimento”, destacou o prefeito.
Além do evento realizado no final de semana, o Viva Muçum se consolida como uma nova marca institucional, criada para qualificar e unificar a comunicação dos eventos municipais. A proposta é estruturar um calendário contínuo de ações ao longo do ano, reunindo diferentes iniciativas sob uma mesma identidade. Esse posicionamento já se reflete nas próximas
programações vinculadas à marca, como a encenação da Paixão de Cristo, realizada pela Associação Muçunense de Artes (AMA) com apoio da prefeitura, nos dias 3 e 4 de abril; a inauguração do Campo do Operário com confraternização entre equipes locais, também no dia 4; e o 8º Encontro de Carros Antigos, previsto para o dia 19 de abril, organizado pelo Clube do Fusca e Antigos do município, com apoio do governo municipal.
Inaugurada pavimentação da Linha Santa Lúcia
Integrando a programação do Viva Muçum, foi realizada, em frente à Casa Brandão, a inauguração da última etapa da pavimentação da Linha Santa Lúcia. Ao todo, a pavimentação soma mais de dois quilômetros concluídos ao longo das três etapas da obra. Nesta última fase, foram pavimentados 880 metros, finalizando um trecho importante para a mobilidade, o turismo e o desenvolvimento do município.
A obra foi viabilizada por meio do Programa Pavimenta, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SEDUR), com complementação de recursos próprios do município.
CRÉDITO DAS FOTOS: AGÊNCIA PIXEL
Pavimentação
Um dos destaques da programação foi o Rally de Regularidade da Toyota realizado pela primeira vez na cidade
Roca Sales solicita plano de crise à Corsan/Aegea
Medida visa preparar o município para garantir o abastecimento de água em situações de crise
ROCA SALES
O governo de Roca Sales solicitou à Corsan/Aegea a elaboração de um plano de contingência e discutiu melhorias no abastecimento de água durante reunião realizada nesta semana.
O encontro foi conduzido pelo prefeito Jones Wunsch, o Mazinho (PP), com a participação do superintendente institucional e gestor de relações institucionais da concessionária, André Finamor, do coordenador operacional regional da Corsan em Roca Sales, Iuri Pacico, e do coordenador de operações da região. Durante a reunião, o prefeito reforçou o pedido pela apresentação de um plano de contingência para o município, visando preparar Roca Sales para possíveis desastres futuros que possam comprometer o abastecimento de água, garantindo assim mais segurança e agilidade nas ações em momentos de crise.
Também foram tratadas melhorias no sistema de abastecimento. Entre os temas, esteve a ativação do poço do Loteamento Pôr do Sol. Conforme informado pelos representantes da Corsan, a ativação depende da ligação da rede elétrica por parte da RGE, etapa necessária para que o sistema entre em funcionamento.
Capacitação para
Núcleos Comunitários
Em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), Roca Sales está com
É preciso um plano de contingência para o município, visando preparar Roca Sales para possíveis desastres futuros que possam comprometer o abastecimento de água.”
JONES WUNSCH
PREFEITO DE ROCA SALES
inscrições abertas para a Capacitação em Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) - Módulo 01.
A atividade é voltada à preparação e resposta para emergências no município. O objetivo é orientar a comunidade sobre a formação dos núcleos e o papel dos moradores na prevenção e resposta a situações como enchentes, deslizamentos e outros eventos climáticos.
Neste primeiro módulo, serão abordados conceitos básicos sobre NUPDEC, papéis e responsabilidades, além de atividades em grupo.
A capacitação será realizada no CRAS Roca Sales, no dia 9 de abril, às 19h. A ação integra um conjunto de medidas para fortalecer a prevenção, a organização comunitária e a resposta a desastres.
A formação é composta por dois módulos. Os participantes que concluírem as etapas receberão certificado. As inscrições podem ser feitas por meio de link disponível no Instagram da prefeitura.
O afeto na aprendizagem
“Aimportância do afeto nos processos de aprendizagem” foi o tema do 39º episódio do Segredos da Infância, apresentado pela Rádio A Hora, direto do estúdio de Encantado, com patrocínio do Espaço Flores.Ser. O programa abordou como vínculos, acolhimento e escuta sensível impactam o desenvolvimento das crianças nos primeiros anos escolares. Participaram alunos da EMEI Pequeno Príncipe, Amichadai Teodore Stavien, Marlie Cristaya Rene e Otávio Luis Dalla Vecchia, acompanhados da diretora Rejane Buffon Rizzi e da professora Amanda Radaelli. A mediação foi de Ana Fausta Borghetti, facilitadora de processos de inovação.
Na abertura, Ana Fausta ressaltou que a escola é feita de relações. Segundo ela, respeito, empatia e carinho são bases do convívio, especialmente no início do ano letivo, período de adaptação. Ela explicou que o afeto é fundamental para acolher crianças que chegam ou mudam de turma.
A diretora Rejane contextualizou a realidade da escola. A instituição atende 76 crianças e passou por mudanças após a enchente que atingiu o antigo prédio em 2024. Segundo ela, houve perdas significativas, mas a reconstrução ocorre com apoio das famílias.
Na prática pedagógica, a professora Amanda destacou projetos desenvolvidos com a turma do maternal B, composta por crianças de três anos. O foco inicial foi o acolhimento. Ela explicou que tudo é novo para os alunos, desde os colegas, a sala e os professores. E, por isso, o vínculo afetivo orienta as atividades.
Um dos trabalhos foi baseado na história da “Margarida Friorenta”. No estúdio, Amanda perguntou para as crianças sobre o que elas lembravam da historinha. As respostas foram
as seguintes: Luis Otávio: - Ela tava tremendo; Marlie: - E a borboleta veio; Luis Otávio: Fez uma casa na flor. Amanda voltou a questionar o que fez a Margarida parar de tremer e ficar sem medo. As três crianças responderam juntas que a borboleta deu um beijo e fez um carinho na margarida e ela parou de tremer. A partir da história, foram realizadas atividades lúdicas que incentivaram a expressão de sentimentos. Houve momentos de interação na sala, como abraços e gestos de carinho entre os colegas. Segundo Amanda, essas experiências fortalecem o respeito e os vínculos. O projeto também abriu espaço para o desenvolvimento da linguagem. Mesmo sem obrigação formal, as crianças demonstraram interesse pelas letras. A professora explorou o som e o traçado da letra “M”, de Margarida.
Durante a conversa no estúdio, surgiu a identificação com nomes que começam com a
letra M, como é o caso de Marlie. Outro momento espontâneo chamou atenção. Ao observar o microfone, Otávio comentou: - Tem a letra do “O” Otávio também. Amanda relatou ainda o trabalho com a letra “A”, a partir do nome de Amichadai. Ao explicar como se escreve, a criança descreveu: - Sobe, desce e tem uma ponte comprida no meio. Para Ana Fausta, essas experiências mostram que o aprendizado é integrado. Ela destacou que aspectos motores, sensoriais e cognitivos se desenvolvem juntos. Com base em estudos de Maria Montessori, explicou que por volta dos três anos há uma “janela da linguagem”, quando a criança começa a relacionar símbolos e objetos. Ela concluiu que o afeto também está na escuta sensível do professor. Perceber interesses e necessidades das crianças, como a curiosidade pelas letras, é uma forma de cuidado. Mais do que conteúdo, é atenção ao outro.
Reunião com diretores da empresa ocorreu nesta semana na prefeitura
Amanda, Rejane e Ana Fausta com as crianças Amichadai, Marlie e Luis Otávio
DIOGO FEDRIZZI
www.coquetel.com.br
Um dos objetos de estudo da Genética Gestão de recursos em mídias de internet
(?) da coluna: lordose e escoliose
Focinho longo do elefante
Alagoas (sigla)
Privar alguém de autoridade
"(?) que melhora", frase religiosa
CRUZADAS
Vladimir Maiakovski, poeta russo
Usuais; costumeiros (?) na Rua, grupo teatral brasileiro
Opera Redator do texto do filme
Publicações Legais
Sergio Pérez, piloto de F1
(?) Waters, músico País natal de Enya
Iguaria feita com batata amassada
Manifesto popular Autômato industrial
Planta aquática amazônica
"Grande", em "hepatomegalia"
(?)-Carneiro, poeta (?) Kunis, atriz
Amuletos pequenos do Candomblé
Frase como "As aparências enganam" "Essa (?) Felicidade", sucesso de Tim Maia
Dígrafo de "gueto" Largura de ferrovia
"Alavanca" de madeira do piano
Divindade única do Islamismo
(?) Nunes, cantora
Alugar País balcânico Amparo legal
Braço de hélice Convite ao visitante
Procurar no escuro
(?)-herói, personagem como Deadpool
J. R. (?), fotógrafo radicado no Brasil 95 (?), documento escrito por Lutero Alain Delon, ator Afinação, em inglês
4/ragu — tune. 5/duran — prole — teses. 6/bitola.
HORÓSCOPO
ÁRIES: Acordos, contratos e projetos a dois ficarão mais claros e definirão decisões de longo prazo.
TOURO: Cuide do corpo, da alimentação, do seu bem-estar e conforto. Novos negócios e relações chegarão naturalmente nesta fase.
GÊMEOS: Novidades dos filhos ou do par merecerão comemoração. Fique de olho numa oportunidade de crescimento profissional e financeiro.
CÂNCER: Decisões de moradia, convivência ou de patrimônio ganharão definições claras. Encerre dinâmicas do passado e invista num futuro com segurança.
LEÃO: As comunicações estarão abertas. Conte com mais mobilidade. Novidades chegarão de vários lados.
VIRGEM: Compras, investimentos e contratos pedirão escolhas criteriosas. Hora de ajustar o orçamento com visão realista e eliminar desperdícios.
Solução
LIBRA: O dia revelará o que amadureceu nos últimos tempos na carreira, nas relações e na maneira como você se apresenta.
ESCORPIÃO: Os sonhos darão dicas importantes sobre os caminhos a seguir no trabalho e no desenvolvimento pessoal.
SAGITÁRIO: Troque ideias com amigos, circule e descubra novidades de trabalho. Valerá marcar presença nas redes com posicionamentos claros.
CAPRICÓRNIO: Conte com reconhecimento profissional, assuma maior protagonismo e finalize projetos em andamento.
AQUÁRIO: Arrume suas bagunças e se prepare para dar voos mais altos no trabalho e na vida pessoal, horizontes estarão mais amplos!
PEIXES: Conversas de hoje poderão solucionar um impasse e movimentar os negócios. Valorize suas conquistas e siga confiante.