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Bônus, crédito instantâneo e notificações prolongam o jogo e exploram a recompensa rápida, mesmo depois de perdas sucessivas
Por trás da mensagem de diversão e do apelo para jogar com responsabilidade, as plataformas operam com recursos desenhados para manter o usuário conectado. Bônus, créditos, sons,
imagens, odds e notificações estimulam a repetição e reduzem o intervalo entre perder e tentar novamente. Em um ano, 10,9 milhões de pessoas chegaram ao comportamento de risco.
PÁGINAS | 6 e 7

Medida consolida ampliação da disponibilidade do serviço e prevê implantar novas bases
Projeto do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa) expande cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Unidades serão abertas em quatro municípios da região,
Taquari celebra e projeta expansão
Com olhar atento à história, a cidade mãe do Vale projeta o futuro com otimismo, embalada pelo crescimento populacional e por novos investimentos.
PÁGINA | 8
SAÚDE EM ESTRELA Hospital abre nova unidade
Mudança propõe um novo conceito para os atendimentos, com maior conforto e privacidade. Até o fim do ano, 30 leitos especiais devem estar disponíveis à comunidade.
PÁGINA | 12
o que permitirá reduzir o tempo de resposta aos chamados e conectar cidades menores que não possuem hospitais. Início das operações depende de autorização dos governos estadual e federal.

Iniciativa valoriza assinantes e reforça hábito da leitura e o papel de influência do jornal impresso na comunicação regional.


Vale pede urgência para as duplicações
Investimento nas rodovias estaduais será uma revolução na logística da região.


Omaterial que estampa a sobrecapa desta edição e a reportagem especial nas páginas 6 e 7 abrem o movimento do Grupo A Hora contra os jogos de azar, em especial as bets. Os números comprovam uma verdadeira pandemia e reforçam a necessidade de os grupos profissionais de comunicação, sobretudo aqueles comprometidos com o desenvolvimento regional e com as pessoas, se oporem ao que está em curso.
São 28 milhões de pessoas que apostaram no período de um ano. Quase 11 milhões apresentam comportamento de risco e 1,4 milhão atende aos critérios mais graves do transtorno comportamental provocado pelo jogo. A aposta deixou de depender de endereço, horário ou deslocamento. Está no celular, disponível durante todo o dia, com depósitos instantâneos, bônus, notificações e jogos sucessivos. A mesma tecnologia que facilita o acesso também reduz o tempo de reflexão entre a perda e uma nova tentativa.
Para o Grupo A Hora, a saúde mental, física e financeira da sociedade é mais importante do que a receita publicitária oferecida neste momento.”
Famílias endividadas, lares destruídos e clínicas de reabilitação com pessoas dependentes do jogo são um alerta permanente para um país que se tornou campeão em apostas durante a Copa do Mundo. Pela estimativa mais atual, o gasto mensal da população alcança R$ 30 bilhões. Com isso, a partir deste fim de semana, o Grupo A Hora lança uma campanha multiplataforma de alerta sobre os malefícios dos jogos tanto no Vale do Taquari quanto nos veículos da Região Sul. Ao mesmo tempo, reforça o posicionamento de não aceitar qualquer financiamento, patrocínio ou publicidade de bets e jogos de azar nas plataformas. Para o Grupo A Hora, a saúde mental, física e financeira da sociedade é mais importante do que a receita publicitária oferecida neste momento. A Hora seguirá de forma permanente no enfrentamento desta verdadeira pandemia causada pelas bets.

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“Essa mistura de influências gera uma verdadeira troca de experiências e dá origem a novos projetos musicais”
Amúsicaacompanha
Dimitri Irion desde pequeno.Apaixonadopor instrumentosepelaarte decriarecompartilhar sons,eledeuorigemaum movimentoquenasceude encontrosdespretensiosos entreamigosese transformou na maior confrariamusicaldaregião. “Maisdoqueumhobby, a música é uma forma de expressãoeumaparte essencialdequemeusou”.
Jéssica R Mallmann jessicamallmann@grupoahora.net.br
O que é o Canjalele e como surgiu o grupo?
O Canjalele é uma confraria de amigos músicos que surgiu durante a pandemia, em um período em que não havia eventos nem oportunidades de encontro. Decidimos fazer uma reunião caseira, convidando todos os músicos que conhecíamos, apenas para tocar, conversar e compartilhar momentos. O que começou como um simples encontro entre amigos acabou se transformando em uma das confrarias musicais mais divertidas e especiais da região.
De onde vem o nome “Canjalele”? Qual é a história por trás dele?
Um ano antes do surgimento do Canjalele, parte desses músicos participou de um clipe do Ukulele das Américas, que acabou viralizando na região. A energia e a conexão geradas

por aquele projeto foram tão positivas que pensamos: por que não nos reunir novamente? A ideia era fazer uma festa entre a galera do ukulele para dar uma “canja”. Da união das palavras “canja” e “ukulele” nasceu o nome Canjalele.
Quem pode participar? Existe algum critério ou o espírito da confraria é justamente ser um espaço aberto?
Todo e qualquer músico é bem-vindo. O principal objetivo da confraria é fortalecer a amizade entre os músicos, criar conexões e incentivar novas ideias e projetos. Desde o surgimento do Canjalele, várias bandas e parcerias musicais nasceram entre pessoas que se conheceram nos encontros, e isso é extremamente gratificante para nós.
Como funcionam os encontros?
Os encontros acontecem, em média, sete vezes por ano. Não existe uma data fixa. Sempre procuramos um período em que a maioria dos integrantes esteja com a agenda mais tranquila e, então, organizamos mais uma edição do Canjalele. A espontaneidade e o clima de amizade são marcas registradas desses encontros.
Como é ver músicos de diferentes estilos e gerações compartilhando o mesmo espaço? Essa energia de reunir músicos é algo único e difícil de explicar para quem nunca viveu a experiência. Imagine um vocalista de reggae, um guitarrista alternativo, um baterista de rock pesado e um baixista eclético tocando juntos. Essa mistura de influências gera uma verdadeira troca de experiências, inspira novas ideias e, muitas vezes, dá origem a novos projetos musicais e grandes amizades.



Eduardo Leite (PSD) tem a faca e o queijo na mão para revolucionar a logística da região mais destruída e (ainda) impactada pelas tragédias climáticas de 2023 e 2024. E a decisão precisa ser rápida. Mas, e antes de expor
aqui o pedido regional, é preciso contextualizar e deixar claro que o processo de concessão das nossas rodovias estaduais, diferentemente do que pregam os politiqueiros de plantão, foi muito bem conduzido e elaborado pela competente e compreensível
O inovador espaço comercial do 386 Business Park, instalado às margens da nossa rodovia federal, em Estrela, vai receber mais um importante investimento nos próximos meses. Após atrair diferentes empresas e modelos de negócio na nobre área que concentra 100 terrenos com mil metros quadrados, o Richter Gruppe finaliza tratativas para
garantir a construção de um hotel naquele amplo ecossistema empreendedor. Uma estrutura para empresários, investidores, trabalhadores, turistas e viajantes, e também para a realização dos mais diversos eventos institucionais, comerciais, culturais e sociais do RS. Acima de tudo, uma necessidade ao Vale do Taquari.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
equipe do governador. Foram inúmeros encontros com líderes regionais para que pudéssemos apresentar a melhor modelagem ao Vale do Taquari. Por óbvio, uma parcela da população não quer saber de pagar pedágio, já que vivemos em um país recheado de tributos, impostos e mazelas. É compreensível, reforço, mas é inevitável. Tão inevitável que, pasmem, já pagamos pedágio à famigerada EGR só para minimamente manter a manutenção “em dia”. Resumindo, Leite e a equipe governamental estão de parabéns pelo empenho e coragem neste processo. Mas, o fato atual é que o ambiente maquiavelicamente criado pelos politiqueiros de plantão afugentou – por ora – os possíveis interessados no edital. E a duplicação das nossas rodovias estaduais não pode ser duplamente penalizada por tal irresponsabilidade. Diante disso, nada mais sensato do que investir aqueles mesmos R$ 1,5 bilhão –ou pouco mais da metade disso –do Funrigs diretamente nas obras mais urgentes de ampliação de pistas. É urgente, governador. E o Vale será eternamente grato!
O governo de Lajeado deve finalizar o trâmite de incorporação do antigo prédio do Daer nas próximas semanas. A partir disso, inicia o projeto de concessão ao setor privado. E a ideia é disponibilizar a nobre área de forma mista, exigindo que 25% da área do pavimento térreo seja reservada para “fruição pública”, um conceito urbanístico que garante “livre e contínuo acesso à população em geral” e visa embelezar a paisagem urbana, melhorar a qualidade de vida dos moradores e garantir segurança e vitalidade das ruas.

- A Av. Alberto Müller, em Lajeado, segue atraindo novos negócios. Conexão entre o Alto do Parque e Universitário, a via deixou de ser espaço residencial e hoje atrai diferentes segmentos da economia. O próximo a ser inaugurado é o Minato Mirai, que abre as portas dia 16 de julho.
- Na Câmara de Lajeado, só os vereadores Ederson Spohr (MDB), Vavá (MDB) e Rosane Cardoso (PT) assinaram requerimento para a CPI dos CCs. E os demais, por ora, se calam frente ao escândalo de repercussão nacional dos supostos “assessores fantasmas”. Aliás, Spohr promete apresentar novas denúncias de desperdício com dinheiro público na próxima sessão.
- O governo de Lajeado encaminhou projeto à câmara para implantar um programa de regularização dos débitos referentes ao ISSQN. A proposta prevê desconto de 90% sobre juros e multas para pagamento à vista e de 80% para parcelamento em até cinco vezes.
- Também em Lajeado, o Executivo pede autorização aos vereadores para custear, até o limite de R$ 45 mil, o transporte do Clube Esportivo Lajeadense durante a Divisão de Acesso do Gauchão.
- Em Estrela, a recente discussão entre os vereadores Felipe Diehl e Volnei Zancanaro (PP) foi parar na Comissão de Ética da câmara, e ainda há quem aposte em processo de cassação, um movimento que costuma atingir os “mais fracos”.
- Paralelo a isso, o governo segue colecionando a aprovação de bons projetos junto aos governos estadual e federal. E o próximo a ser confirmado será a revitalização do histórico prédio da Polar.
- Prefeito de Encantado, Jonas Calvi (PSD) cumpriu agenda em Porto Alegre nesta sexta-feira ao lado dos vereadores Aline Ganasini (PSDB), Claudio Neto (MDB), Cris Costa (PSDB) e Rogério Meira (União Brasil). Em pauta, proteção dos animais, melhorias na rodovia (acesso bairro Santa Clara), recursos ao turismo e novo programa de proteção e promoção dos direitos das mulheres.
- Aliás, e sobre a câmara de Encantado, chamou a atenção os votos de Joanete Cardoso (PSDB) e Samuel da Silva (PSDB) na eleição da Mesa Diretora. Eles apoiaram o PP, indicando possíveis rusgas com o MDB, partido que presidirá a casa legislativa por meio do vereador Leonardo Lorenzi.
- Em Taquari, o governo acerta ao reformar o Museu Costa e Silva e preservar a história, doa a quem doer. Paralelo a isso, o Executivo vai recolocar o busto do ex-presidente na praça central.
- Ainda em Taquari, o Executivo projeta a construção de um parque náutico, cultural e esportivo às margens do Rio Taquari, no bairro Praia. Para isso, a Defesa Civil Nacional já disponibilizou cerca de R$ 9 milhões. O projeto arquitetônico será apresentado nos próximos dias.



AVini Lady Cosméticos celebrou na quinta-feira, 2, os 30 anos da marca em uma cerimônia realizada no Multiverso Encantado, espaço localizado no Complexo do Boulevard Encantado. O evento reuniu dezenas de colaboradores, autoridades municipais e empresários da região.
A trajetória da empresa começou em 1993, quando os irmãos Nelson João Dartora e Enio Francisco Dartora passaram a atuar juntos no ramo de cosméticos, a partir da garagem da casa de
Nelson, em Encantado. Três anos depois, em 1996, um sócio que sabia fazer os produtos, era manipulador, se juntou a eles e trouxe a marca Vini Lady, dando origem à fábrica própria. Em 1998, os irmãos compraram a parte do sócio e assumiram integralmente o negócio.
Enio trabalhou por 22 anos como bancário no Banrisul antes de se dedicar à empresa. Nelson tinha experiência em representação comercial de cosméticos e passagens por uma fábrica de móveis e pela empresa Giordani,
onde permaneceu por 15 anos. Os dois cresceram no interior de Putinga, em uma família que possuía moinho e criação de suínos, e se mudaram para Encantado em 1966, quando os pais abriram um armazém de secos e molhados. Durante a cerimônia, dezenas de colaboradores foram homenageados por tempo de casa, com nomes chamados ao palco conforme o período de vínculo com a empresa (10, 15, 20, 25 e 30 anos de trabalho). Autoridades municipais e empresários acompanharam o evento.
A Certel promoveu nesta semana a terceira entrega da Promoção Sorte é Ser Certel. Desta vez, a agraciada foi a empresa Schulz Imóveis, de Venâncio Aires, cliente da Certel Estruturas de Concreto, que ganhou R$ 15 mil em produtos selecionados das Lojas Certel.
O prêmio foi recebido pelos sócios, que também são pai e filho, Haino Darci Schulz e Marcelo Souza Schulz. A entrega foi realizada por uma comitiva da Cooperativa,
que contou com a presença do presidente Erineo Hennemann e do vice-presidente, Daniel Sechi. Associados ou clientes, ao efetuarem o pagamento da fatura de energia ou compras de produtos e serviços, recebem automaticamente um número da sorte e participam dos sorteios da promoção. Pessoas físicas recebem um número da sorte a cada R$ 100, e pessoas jurídicas a cada R$ 200, limitados conforme
o regulamento.
A campanha segue até o dia 31 de agosto e é válida para todos os negócios da Cooperativa: energia, lojas, estruturas de concreto, comercializadora de energia e serviços. Ainda serão sorteados um Fiat Pulse 0km, modelo Audace híbrido 2025/2026, uma moto Honda CG 0km, modelo Fan 160 2025/2026 e mais dois prêmios de R$ 15 mil em produtos selecionados.




A Cresol Essência inaugurou nessa sexta-feira, 3, a primeira agência na cidade de Progresso, sendo a 23ª na sua região de abrangência. O avanço da cooperativa no Vale do Taquari representa mais um importante passo na sua trajetória de crescimento. A nova agência, localizada na rua 4 de Novembro, no Centro, chega com o objetivo de fortalecer ainda mais o relacionamento com a comunidade, oferecendo atendimento próximo, soluções financeiras e apoio ao desenvolvi-
mento econômico do município e da região.
A expansão reforça o compromisso da cooperativa em levar o cooperativismo de crédito para mais pessoas, promovendo crescimento sustentável e oportunidades para associados.
Com a nova agência, a Cresol Essência busca ampliar o acesso aos seus serviços e mantém como foco a valorização das pessoas, o atendimento humanizado e a construção de relações de confiança com seus cooperados.


Crédito imediato, publicidade integrada às transmissões esportivas e plataformas desenhadas para manter a atenção tornam a aposta disponível 24 horas. Em um ano, 28 milhões de pessoas jogaram e quase 11 milhões apresentaram comportamento de risco

Carlos acorda por volta das 9h, toma café e, perto das 10h, abre no celular as plataformas de apostas. O nome é fictício. Morador de Lajeado, ele pediu para não ser identificado. Há mais de um ano, deixou o trabalho de motorista e passou a tratar o jogo como fonte de renda. Estabeleceu uma meta diária. “Tenho um método. Todo dia, preciso ganhar entre R$ 80 e R$ 100. Daí eu paro.” Mora em uma casa nos fundos da sogra. As apostas começam no futebol e avançam para roletas, caça-níqueis, em especial no cha-
mado “tigrinho”. Em alguns dias, a meta sai em poucos minutos. Em outros, a busca pelo resultado atravessa a madrugada.
A rotina de apostas reúne sinais de um possível diagnóstico de ludopatia (é o vício em jogos de azar, reconhecido como um transtorno comportamental). “Não dá para viver de loteria. Se cria uma sensação de que está ganhando, mas é o contrário. A lógica é sempre a banca ter lucro”, frisa o médico cardiologista, um dos precursores da Programação Neurolinguística (PNL) no país, Nelson Spritzer.
No país, a dimensão deixou de ser restrita a casos individuais.
Pela primeira vez, o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas acrescenta a ludopatia como transtorno comparado ao vício em substâncias químicas.
Pelo relatório, 28 milhões de pessoas com 14 anos ou mais apostaram no período de um ano. Desse total, 10,9 milhões apresentam comportamento de risco. Outros 1,4 milhão atendem aos


Foi uma epidemia que surgiu de uma hora para outra. Muitas equipes não sabiam o que fazer nem como manejar esses pacientes.”
critérios mais graves do transtorno do jogo.
Durante a Copa do Mundo, a expansão ocorreu em poucas semanas. Levantamento da Klavi, com base nas transferências de 1,2 milhão de usuários do Open Finance para 187 plataformas autorizadas, mostra que a parcela que enviou dinheiro às bets passou de 11% em maio para 34,8% durante o torneio.
Antes da Copa, o valor médio ficava em R$ 188. Desde o primeiro jogo em junho, passou a girar entre R$ 235 a R$ 272 por tíquete. O pico ocorreu quando a seleção brasileira jogava. Na primeira partida, contra Marrocos, alcançou R$ 524.
Segundo Nelson Spritzer, as plataformas de aposta foram pensadas para explorar uma fragilidade humana: a busca por recompensas rápidas. “Quando uma experiência produz prazer, o cérebro tende a estimular a repetição daquele comportamento.”
A programação digital das apostas segue conceitos científicos, diz o especialista. São mecanismos estudados na neurociência, como o reforço intermitente, onde vitórias ocorrem de maneira imprevisível, gerando picos de dopamina.
O design enganoso (Dark Patterns), em que as interfaces são projetadas para facilitar depósitos, induz o usuário a tomar decisões por impulso. Além da ilusão do “quase ganhei”, em que sons e

NELSON SPRITZER
MÉDICO E PRECURSOR DA PNL
Não dá para viver de loteria. Se cria uma sensação de que está ganhando, mas é o contrário.
A lógica é sempre a banca ter lucro.”
visual fazem com que derrotas por margens mínimas pareçam sinais de que a vitória está perto.
Spritzer compara o mecanismo ao usado no adestramento de animais, quando uma recompensa reforça determinada ação.
Nas apostas, sons, imagens, mensagens, créditos e ganhos ocasionais cumprem essa função.
Mesmo depois de dez, 20 ou 50 perdas, a expectativa de uma nova recompensa pode manter o jogador diante da tela.
“Temos um apelo muito grande por ganhar dinheiro de maneira rápida e sem esforço. Esse é um risco quando vemos pessoas adotarem as apostas como forma de vida, como se fossem uma profissão.”
A dependência dos jogos de azar antecede as bets e os cassinos virtuais. Estudos anteriores à expansão das plataformas estimavam uma prevalência próxima de 1% da população brasileira considerada dependente. Pelo 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, hoje, com as bets, passou para 7,3% perfis que se encaixam em ludopatia.
No passado, o cenário era marcado por loterias, jogo do bicho, corridas de cavalos, bingos e máquinas caça-níqueis. O acesso exigia deslocamento, exposição diante de outras pessoas e proximidade com um ponto de jogo.
Vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e

Outras Drogas (Abead) e professor da Univates, o psiquiatra Alexandre Kieslich da Silva, afirma que a internet alterou essa relação. Antes, morar perto de um cassino ou de outro espaço de apostas aumentava a exposição. Com o celular, essa distância deixou de existir.

Para Kieslich da Silva, a velocidade da mudança também dificultou a resposta dos serviços de saúde. “Foi uma epidemia que surgiu de uma hora para outra. Muitas equipes não sabiam o que fazer nem como manejar esses pacientes.”
Com as novas ferramentas tecnológicas, o apostador consegue
Entre janeiro até maio, estimativa é que o gasto mensal dos apostadores no país alcança R$ 30 bilhões
O professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, Wagner de Lara Machado, define o aparelho como um “cassino de bolso”. Essa facilidade para colocar dinheiro, a privacidade e o funcionamento permanente retiram barreiras que antes interrompiam ou tornavam mais visível o comportamento, avalia.
“Você vincula uma conta, um cartão ou faz um Pix e recarrega em segundos. Não precisa se deslocar, não tem a exposição social e pode acessar a qualquer hora, em qualquer lugar.”
A partida termina, mas a plataforma permanece aberta. Quem perdeu no futebol pode procurar uma roleta ou um caça-níquel. Quem ganhou recebe novas possibilidades de aposta. Quem fecha o aplicativo pode ser chamado de volta por notificações, bônus, créditos, descontos ou ofertas com prazo limitado.
O psiquiatra Kieslich da Silva, realça que esses recursos seguem mecanismos semelhantes aos usados nas redes sociais, em que as plataformas oferecem estímulos sucessivos, acompanham o comportamento do usuário e apresentam novas possibilidades antes que ele se afaste do jogo. Cada notificação é para manter o cérebro em alerta constante.
“Existe toda uma técnica para manter a pessoa. Dão crédito, oferecem bônus e criam uma sequência de estímulos. Quando ela percebe, já ultrapassou o que pretendia gastar.”

inserir créditos em segundos, acompanhar eventos durante todo o dia e alternar entre diferentes modalidades dentro da mesma plataforma. O futebol divide espaço com roletas, caça-níqueis, jogos de cartas e produtos nos quais o resultado aparece quase de imediato.

“A
Com a Copa do Mundo, está na cultura nacional dar um “pitaco”. Isso acrescenta outra camada ao jogo de azar, para além da diversão entre amigos. “O torcedor acompanha os times, sabe quem são os jogadores e acredita ter condições de antecipar o resultado”, realça Wagner de Lara Machado. As apostas ao vivo ampliam essa impressão, pois as probabilidades mudam a cada lance e apresentam novas oportunidades durante toda a partida. “A pessoa pensa:
‘eu sei desse negócio, acertei alguns palpites’. Isso cria uma ilusão de conhecimento e aumenta o engajamento”, acrescenta. Essa familiaridade também reduz a percepção de que se trata de aposta. Em uma roleta ou em uma máquina caça-níquel, a dependência da sorte aparece de forma mais explícita. Na aposta esportiva, “saber” de futebol pode transmitir uma falsa sensação de controle sobre acontecimentos que permanecem imprevisíveis, diz o professor da PUC.
A demagogia do “jogue com responsabilidade”
O ponto de aposta deixou de ser um endereço e passou a acompanhar o usuário durante o trabalho, o deslocamento, o descanso e a madrugada.”
O ambiente digital encurta o intervalo entre perder e tentar recuperar. “Não é necessário voltar para casa, procurar dinheiro ou aguardar outro dia. Um novo depósito, outra partida ou uma rodada de cassino aparecem na mesma tela e podem ocorrer em poucos segundos”, adverte. Para Machado, existe uma contradição entre o funcionamento comercial das plataformas e as mensagens que transferem ao usuário
a responsabilidade pelo controle. “As empresas dizem ‘jogue com responsabilidade’ e orientam a estabelecer limites. Ao mesmo tempo, todo o design de interação e o marketing são construídos para manter a pessoa engajada e favorecer a perda desses controles.” Para ele, é importante deixar claro que a tecnologia não criou a ludopatia, mas transformou o alcance, a frequência e a capacidade de manter o jogo escondido.
177 ANOS DA CIDADE MÃE
Reforma do Museu Costa e Silva e conservação da origem do Vale reforçam a preservação da história, enquanto o município prepara o futuro com novos empreendimentos
Em um momento de expansão econômica e avanço de obras estruturantes, Taquari chega aos 177 anos com fortalecimento da capacidade de gestão pública. O cenário é marcado pela abertura de empresas, atração de empreendimentos industriais e implantação simultânea de projetos em diferentes áreas. Até março deste ano, Taquari registrou a abertura de 114 novas empresas, indicador que acompanha o movimento de crescimento econômico observado no município. Na Avenida Farrapos, o município expande o condomínio empresarial com cerca de 4 mil metros quadrados. O investimento supera R$ 4 milhões e integra a estratégia de ampliação da base produtiva local. Além disso, empresários procuram o município para instalação de novos pavilhões industriais em áreas próximas à BR-386. O programa de incentivo prevê devolução de até 50% do ICMS gerado, além

“A cidade vive um processo de reorganização econômica e fortalecimento do ambiente de negócios”, afirma o prefeito
André Brito.
Segundo ele, o crescimento do município também passa pela redução da burocracia e pelo fortalecimento da parceria entre poder público e iniciativa privada. “Taquari conseguiu equilibrar a valorização da sua história com o desenvolvimento moderno. Hoje temos empreendedores locais investindo na cidade e uma administração preparada
Na saúde, o município faz a reforma do Hospital São José em uma ala de 16 leitos SUS e na estrutura da UTI. O investimento ultrapassa R$ 1 milhão, com recursos do governo do Estado e contrapartida municipal.
As intervenções incluem climatização central, adequação dos leitos, melhorias internas e reorganização da estrutura assistencial.

O município também mantém em planejamento a ampliação do hospital com construção de uma nova ala de aproximadamente 2,2 mil metros quadrados. O projeto prevê expansão de leitos, ampliação do bloco cirúrgico, implantação de hemodiálise e novos serviços de média e alta complexidade.
“A proposta não se limita à reforma atual. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a estrutura hospitalar para a demanda regional”, afirma Brito.

Ala SUS reformada 16 leitos
R$ 1 milhão de investimento
Futura ampliação 2,2 mil m²

Novos negócios
4 mil m² e investimento de R$ 4 milhões
Até março deste ano, foram 114 empresas abertas

Infraestrutura
10 quilômetros de pavimentações são projetados à cidade

Novas obras

Taquari conseguiu equilibrar a valorização da sua história com o desenvolvimento moderno. Hoje temos empreendedores locais investindo na cidade e uma administração preparada para apoiar esse crescimento”
Na infraestrutura urbana, Taquari executa mais de 10 quilômetros de pavimentações e abre novos acessos viários em diferentes regiões da cidade. Entre as obras em andamento está a pavimentação da Estrada de Amoras, ligação considerada estratégica para encurtar distâncias e estimular novos empreendimentos próximos à RSC-287.
“A área logística também integra o planejamento estratégico de Taquari, com estudos voltados à ampliação da estrutura portuária e fortalecimento da conexão com a BR-386 e RSC-287”, conta Brito. O município também investe na ampliação da rede pública de serviços. Estão em andamento a construção de uma nova escola de educação infantil e de uma nova unidade básica de saúde.
Município expande o condomínio empresarial com cerca de 4 mil metros quadrados. O investimento supera R$ 4 milhões
Para projetar a expansão futura, município investe em uma nova escola de educação infantil e em mais uma unidade de saúde
O patrimônio histórico integra o conjunto de investimentos. Seguem em execução as reformas do Pavilhão Arthur da Costa e Silva, da Casa Costa e Silva e do prédio da antiga Intendência Municipal. A administração projeta transformar o espaço histórico em um eixo cultural voltado ao turismo, memória e atividades educacionais.

Problemas no asfalto do trecho no bairro Universitário geram reclamações da comunidade. Local entra em lista do município para receber melhorias. Pacote de investimentos em infraestrutura pode chegar até os R$ 100 milhões

Uma das passagens com maior movimento em horários de pico no trânsito, a avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro Universitário, apresenta pontos de desgaste e motiva críticas dos usuários. Moradores e empreendedores pedem melhorias e aguardam pela reconstrução do asfalto, enquanto mantém a esperança pela ampliação da via. As últimas semanas marcaram o início do debate para viabilizar melhorias estruturais em pontos estratégicos de Lajeado. A relação preliminar contempla 23 obras em 16 bairros, que demandam um investimento
calculado pela administração pública em pelo menos R$ 100 milhões. A partir desta edição, o A Hora vai detalhar as necessidades das comunidades envolvidas, as atuais condições dos pontos indicados e o quanto essas obras impactam na vida da população.
O trecho de 1,3 quilômetro, entre a avenida Amazonas e a rua Pedro Petry, é utilizado por muitos motoristas para acessar Arroio do Meio pela Ponte de Ferro e desviar da ERS-130. Outro aspecto que coloca as melhorias como uma das prioridades é o número de negócios e condomínios que surgiram na região nos últimos anos.
As melhorias compreendem a recuperação do asfalto e correção da drenagem na avenida. Além dos buracos, o acúmulo de água em dias chuvosos gera transtorno aos motoristas e pedestres. Os trechos mais críticos estão na parte mais baixa do trecho, a partir da rua Pouso Novo.
Após a enchente de 2024, com a queda da ponte sobre o rio Forqueta, a avenida recebeu uma demanda além do convencional, o que acelerou a deterioração do pavimento e revelou a necessidade por ações no local. A construção de uma nova ponte paralela à antiga Ponte de

Cheguei quando ainda era estrada de chão. Bem difícil. Não tinha nem água encanada na época que eu vim morar aqui”
Ferro também deve aumentar a circulação no local.
Na parte final do trecho, em direção a Arroio do Meio, alguns espaços são preparados para novos empreendimentos. Há a perspectiva da implementação de negócios e condomínios na região, o que, por consequência, aumentaria o trânsito no local.
Dentre os vários empreendimentos comerciais no trecho, um comércio de sucatas recebe grande movimentação de veículos de carga há cerca de 20 anos. O proprietário Márcio Paludo pontua a necessidade de uma condição mais favorável ao fluxo, sobretudo em horários de maior movimento. “Se essa recuperação de fato ocorrer, ficará muito melhor”, comenta.
Vizinha de Paludo desde 2023, a sede da loja A Mobília mantém o centro de distribuição e os setores administrativos no local. No processo para construir, foi exigido que o imóvel destinasse um espaço para eventuais intervenções na via, chamado recuo viário. Outras edificações tiveram as mesmas exigências, como dois condomínios que já foram entregues nas proximidades.
Ele faz uma linha do tempo, das melhorias que o trecho recebeu, ao lembrar que no início a avenida ainda não era asfaltada, mas pondera que com o crescimento populacional e expansão dos negócios, a condição deveria ser melhor. O empreendedor defende que além da reconstrução

do asfalto, o trecho deveria ser alargado.
Na opinião de Paludo, o aumento no número de contribuintes exige a contrapartida de infraestrutura. “Se tem todo esse contingente de gente que está vindo para cá, por que não fazer a melhoria?”, questiona.
Testemunha do desenvolvimento
No bairro há cinco décadas, a aposentada Helena Pereira da Silva, 73 anos, lembra do crescimento que a avenida teve, com a chegada de empreendimentos como condomínios e empresas. “Cheguei quando ainda era estrada de chão. Bem difícil. Não tinha nem água encanada na época que eu vim morar aqui”, conta.
Ela destaca o período dos últimos vinte anos como o salto
na demanda sobre a avenida. “É um bairro que cresceu e evoluiu muito, né? E tem a possibilidade de evoluir muito mais, só darem condições”, afirma. Para Helena, a alargamento da via também ajudaria muito para o desenvolvimento da região. “É uma questão que não saiu do papel até hoje”, acrescenta. Parte do terreno da qual ela é dona está a venda, com a perspectiva inclusive da construção de uma estrutura comercial, outro dos fatores pelos quais ela defende a ampliação da via.
Sobre os impactos da deterioração da avenida, a aposentada é direta. “Está péssimo. Eu nem sei como os motociclistas andam nesse asfalto aqui. Porque colocam uma ‘britazinha’, dão uma ajeitada, na primeira chuva já abrem os buracos de novo. Então, está sem condições. O nosso bairro, para falar bem a verdade, está abandonado”, reclama.

Trecho entre a avenida Amazonas e a rua Pedro Petry tem 1,3 quilômetro e deve receber novos empreendimentos em breve

Alargamentos/desapropriações
Av. Benjamin Constant (Montanha)
Pedro Theobaldo Breidenbach (trecho até a BR 386)
Rua João Goulart (Daer)
Construções
Nova Ponte Lajeado/Arroio do Meio
Novos acessos à BR-386 (Florestal/São Cristóvão)
Passarela para pedestres na ERS-130
Rótula no bairro Olarias
Reforma
Ponte sobre o Arroio Saraquá, mais passarela
Novas vias
Av. Alberto Muller até a avenida Amazonas
Rua Aloysio Lenz até o bairro São Bento
Novos equipamentos
Cras Santo Antônio
Contrapartida no Parque do Imigrante
Pavimentação
Ruas Wilibaldo Eckhardt/Pedro Júlio Dieter
Rua Hermes Jaeger
Rua Arno Eckhardt
Rua Arnoldo Alfredo Scherer
Rua Alberto Schneider
Revitalização
Rua Júlio de Castilhos
Canalização
Drenagem da Central de Polícia
Projeto
Viaduto BR-386 (Hidráulica/Alto do Parque)
Toda a cidade
Estudo hidrológico
Tratamento superficial
Paradas de ônibus
Pavimentação em concreto
Recapeamento de vias
Em um dos novos condomínios mora o motorista Douglas Kollet, 34 anos. Ele mora no local há quatro anos, e reclama da infraestrutura. “As principais dificuldades são o asfalto precário, a rua fica alagada quando chove, e o escoamento da água parece que não suporta”, relata.
As intervenções feitas como paliativos deixam o morador descontente. “No trecho após o semáforo da Avenida Amazonas foi feito um ‘tapeamento no asfalto’ meses atrás, mas continua com muitas ondulações. O asfalto não está nas condições que deveria, acredito eu.” Ele ainda pontua que o estreitamento de pista no local sobrecarrega o trânsito nos horários de pico. Kollet ressalta que as melhorias de infraestrutura, tanto no asfalto quanto na drenagem, podem alavancar os negócios de quem mora e investe no local.
A proposta de repavimentar a avenida vai ao encontro de uma maior demanda que o trecho deve receber em breve. O secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade de Lajeado, Alex Schmitt, explica que os planos de uma ponte paralela à Ponte de Ferro sobre o Rio Forqueta contribuem para a inclusão do trecho entre as melhorias.
“Esse trecho foi projetado para trânsito leve e pouco intenso. Com a queda da ponte da ERS-130, a via suportou um fluxo que não comportava. Com a nova ponte entre Lajeado e Arroio do Meio, paralela a Ponte de Ferro, é preciso que a avenida receba a base necessária para suportar um fluxo mais intenso e pesado”, acrescenta.

Av. Alberto Pasqualini (Av. Amazonas até Ponte de Ferro)
Av. Pedro Theolbado Breitenbach (Av. Franz Richter até Pedro Beuren)
Av. Bernardino Pinto (Av. Beira Rio e a Travessa Saidan)
Av. Coelho Neto (Rua 11 de julho até Rua Fábio Brito de Azambuja)
Av. Coelho Neto (Rua Fábio Brito de Azambuja e a Av. Amazonas)
Rua 25 de Julho (Av.Benjamin Constant até Almirante Barroso)
Helena mora na região há cerca de cinco décadas e acompanhou o desenvolvimento do bairro e pede melhorias no local
Sobre os pedidos de ampliação da avenida, o governo argumenta que há uma necessidade maior de recursos, portanto fica de fora desta etapa. “Estamos levantando as áreas necessárias para desapropriação. É um investimento pesado que precisa ser planejado para mais adiante”, pontua Schmitt.

Abertura de unidade de internação marca primeira etapa de um plano que prevê 30 leitos reformulados, ampliação do Centro de Diagnóstico por Imagem e novos serviços para o Vale do Taquari
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Poucos momentos exigem tanto acolhimento quanto uma internação. Em meio ao tratamento, o ambiente também influencia a recuperação, o bem-estar e a forma como pacientes e familiares enfrentam dias de incerteza. É com esse olhar que o Hospital Estrela inicia uma nova etapa da própria história. A instituição colocou em funcionamento os primeiros 15 leitos da Unidade de Internação 3, espaço que inaugura um conceito inspirado na hotelaria hospitalar e abre caminho para uma série de investimentos previstos para os próximos meses.
A entrega representa a primeira metade do projeto. Até o fim do ano, outros 15 leitos passam pela mesma transformação, completando os 30 previstos para o
terceiro andar. A unidade reúne quartos semiprivativos, privativos e três suítes especiais destinadas a pacientes particulares ou conveniados que optarem pelo pagamento de diária complementar. Segundo o gerente administrativo, Johnnie Carlos Locatelli, a proposta nasceu da necessidade de oferecer no Vale do Taquari uma estrutura comparável à encontrada em hospitais de grandes centros. O objetivo é permitir que pacientes permaneçam próximos da família sem abrir mão do conforto e da qualidade assistencial. “Queremos que as pessoas encontrem aqui um ambiente moderno, acolhedor e tecnológico, fortalecendo ainda mais o Hospital Estrela como referência regional”, afirma.
Além das acomodações, a unidade ganhou espaços destinados aos acompanhantes. Um ambiente exclusivo permite momentos de descanso e conversas reservadas entre familiares, médicos e equipes multiprofissionais, reforçando o conceito de cuidado centrado também em quem acompanha o paciente durante a internação.
A gerente de Infraestrutura da Rede de Saúde Divina Providência, Juliana Devos, explica que o projeto foi desenvolvido a partir de três pilares: segurança assistencial, humanização e sustentabilidade. Nas suítes, parte dos equipamentos pode ser acionada por comandos de voz, permitindo

controlar iluminação, cortinas, televisão e ar-condicionado sem sair do leito.
Outro desafio foi executar a reforma sem interromper o atendimento hospitalar. Para isso, a obra foi dividida em duas etapas, mantendo metade da unidade em funcionamento enquanto a outra recebia as intervenções. “Foi como trocar o pneu do carro com ele andando. Todo o planejamento buscou preservar a assistência e garantir segurança aos pacientes durante a execução dos trabalhos”, resume Juliana.
A conclusão da Unidade de Internação 3 não encerra o ciclo de investimentos. Ainda neste mês, o Hospital Estrela inicia a reforma do Centro de Diagnóstico por Imagem, ampliando a oferta de exames como tomografia, endoscopia e colonoscopia. Também está prevista a implantação da Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), procedimento inédito no Vale do Taquari que evita o deslocamento de pacientes para Porto Alegre. Para Locatelli, as entregas refletem um planejamento voltado ao futuro da instituição. “Cada investimento amplia nossa capacidade de atendimento e fortalece o compromisso de oferecer uma assistência cada vez mais resolutiva para toda a região”, destaca.

Queremos que as pessoas encontrem aqui uma estrutura comparável à dos grandes centros, mas com a vantagem de permanecerem perto da família e da sua comunidade.”

Criação de novas bases do serviço está entre as prioridades. Novas unidades estão previstas para Dois Lajeados, Boqueirão do Leão, Marques de Souza e Arroio do Meio
OConsórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa) vive fase de ampliação das áreas de atuação e protagonismo em pautas da região. Na prática, o consórcio busca deixar de ser apenas uma ferramenta para compras
compartilhadas e passa a liderar projetos voltados ao desenvolvimento regional. Um exemplo é a expansão da cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo o prefeito de Vespasiano Corrêa e presidente do Consisa, Tiago Michelon, o consórcio sempre teve papel importante na redução de custos para os municípios, principalmente os de menor porte, na aquisição de medicamentos, equipamentos e serviços. No entanto, diante dos desafios enfrentados pelo Vale após as enchentes e da demanda por soluções conjuntas, amplia sua atuação.
Entre os projetos prioritários está a criação de novas bases do Samu. A proposta prevê unidades em Dois Lajeados, Boqueirão do Leão, Marques de Souza e Arroio do Meio, além de uma base avançada em Encantado equipada com
ambulância de suporte avançado (UTI móvel).
De acordo com Michelon, a ampliação permitirá reduzir o tempo de resposta aos atendimentos de urgência, especialmente em municípios do interior, onde atualmente as equipes podem levar mais de 30 minutos para chegar às ocorrências. “O protocolo estabelece que uma ambulância do Samu deve chegar em até 20 minutos. Para isso, precisamos aumentar a cobertura do serviço”, destaca.
As estruturas físicas das novas bases já estão prontas ou em fase final de conclusão. Agora, o Consisa aguarda a autorização dos governos estadual e federal para iniciar a operação. Há a possibilidade de o próprio consórcio

adquirir as ambulâncias e ser posteriormente ressarcido, mas a expectativa é receber os veículos diretamente do Ministério da Saúde.
Caso isso se confirme, os recursos inicialmente previstos para a compra dos equipamentos poderão ser direcionados à expansão da rede, permitindo a instalação de novas bases em outros municípios interessados.
Michelon também ressaltou a importância do Samu para cidades pequenas, que não possuem hospitais. Segundo ele, as ambulâncias municipais são destinadas
ao transporte de pacientes estáveis e não contam com estrutura nem equipe especializada para atendimentos de emergência. Além da área da saúde, o presidente destacou o crescimento do próprio Consisa. O orçamento da entidade passou de R$ 56 milhões para cerca de R$ 90 milhões em um ano, reflexo da criação de novas câmaras setoriais e da ampliação dos serviços prestados aos municípios.

Em celebração à data, grupo busca a valorização da leitura impressa por meio de campanha de premiação. Assinantes participam de três etapas de sorteios e concorrem a R$ 96 mil
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br
Há 24 anos o Grupo A Hora reforça o compromisso com a credibilidade e relevância da informação. Criado em 1º de julho de 2002, em Santa Clara do Sul, o jornal registrou importantes transformações no Vale do Taquari, incorporou novas plataformas e consolidou uma estrutura de comunicação
regional. No aniversário, celebra essa trajetória e lança uma campanha para reconhecer quem acompanhou esse caminho: o assinante.
Mesmo com a expansão para novas plataformas, o jornal impresso permanece como um dos pilares da operação. A publicação diária mantém espaço para reportagens aprofundadas, análises e contextualização dos fatos. A estratégia busca complementar a informação publicada em tempo real no ambiente digital e oferecer conteúdo de maior densidade aos leitores.
Para o diretor Editorial e de Produtos do Grupo A Hora, Fernando Weiss, a permanência do impresso acompanha uma convicção editorial construída ao longo da história da empresa. Na avaliação dele, em um ambiente marcado pela velocidade das redes sociais, o jornal em papel mantém relevância por favorecer uma leitura mais atenta e contribuir para a formação do
Total sorteado: R$ 96 mil
Prêmios por etapa: quatro cartões de débito de R$ 3 mil, dois de R$ 5 mil e um de R$ 10 mil
Datas dos sorteios: 12 de agosto, 14 de outubro e 16 de dezembro de 2026
Supermercado STR
Supermercado STR
Supermercado STR
sede do Grupo A Hora
sede do Jornal
Nova Geração e Supermercado STR
estúdio da Rádio A Hora
Temos a certeza que o jornal impresso seguirá cumprindo um papel preponderante
da comunicação.”
FERNANDO WEISS
DIRETOR EDITORIAL E DE PRODUTOS DO GRUPO A HORA
senso crítico.
Segundo ele, a empresa acredita no fortalecimento desse modelo de comunicação. “Temos a certeza que o jornal impresso seguirá cumprindo um papel preponderante da comunicação. No A Hora nunca tivemos dúvidas. Este posicionamento a favor da leitura no papel se fortalece ao passo que a ADI Multimídia apresenta uma grande campanha de premiação aos assinantes”, diz.
O que começou como um jornal semanal, foi transformado em um grupo com jornal diário, portal de notícias, emissoras de rádio, editora e iniciativas que conectam informação, debate e prestação de serviço. As evoluções editoriais acompanharam o crescimento econômico e social do Vale.
Um hábito que atravessa décadas
Entre os primeiros assinantes do Jornal A Hora, o aposentado Darcilo Johann, 80, mantém há mais de duas décadas o mesmo ritual: logo cedo prepara o chimarrão e, ao lado da esposa, Nilsa, 73, lê as principais notícias do dia. Para ele, o jornal é a principal fonte de informação sobre a região. “Se tu quer estar bem informado, é só ler o jornal. Eu não fico sem o meu”, afirma. Ao longo dos anos, Darcilo acompanhou coberturas que ficaram marcadas na memória. Entre as editorias preferidas estão “Abre Aspas” e “Memórias”, que aproximam os leitores das histórias e personagens da região. “No Memórias, muitas coisas da época eu vivi e é muito bom poder recordar. Enquanto eu puder ler, vou ter o meu todos os dias”, resume.

A busca por uma rotina mais equilibrada levou a advogada Alice Borba dos Santos, 36, a se tornar assinante do Jornal A Hora. Em meio ao excesso de informações e ao tempo cada vez maior diante das telas, ela encontrou no jornal impresso um momento diário de pausa e concentração. A leitura acontece, principalmente, durante o café da manhã. Para ela, o diferencial está na experiência de folhear as páginas e acompanhar a edição como um todo, das notícias locais aos cadernos especiais. “Eu buscava um momento para
sair das telas, exercitar a mente de forma saudável e desacelerar a rotina. O jornal se tornou o companheiro ideal para começar o dia com calma”, relata. Ela considera o jornal impresso um hábito de autocuidado. “A leitura em papel representa saúde. É uma forma de manter o foco e a concentração longe dos estímulos excessivos e das notificações do celular”, reforça. Para ela, em uma época marcada pelo excesso de informações e pela disseminação de conteúdos, o Jornal A Hora representa a informação na medida certa.
O Grupo A Hora participa da campanha “Informação Vale Prêmios”, promovida pela ADI Multimídia em parceria com 14 jornais do interior gaúcho. A iniciativa distribuirá R$ 96 mil em cartões de débito até dezembro e busca reconhecer os assinantes do jornal impresso, responsáveis por sustentar um modelo de comunicação baseado na produção de conteúdo regional. A campanha é dividida em três etapas, com sorteios em 12 de agosto, 14 de outubro e 16 de dezembro. Cada tem distribuição de R$ 32 mil em prêmios: quatro cartões de R$ 3 mil, dois de R$
5 mil e um de R$ 10 mil. Para participar, o assinante deve estar com o pagamento em dia, preencher o cupom recebido. As urnas estão instaladas na sede do Grupo A Hora, em Lajeado, na Rádio A Hora de Encantado, no Jornal Nova Geração, em Estrela, e em unidades do Supermercado STR. “É um movimento inédito dos principais jornais do interior do RS e que valoriza o assinante do impresso. Além de receber informação de qualidade, também concorre a prêmios”, pontua o gestor da Central de Jornalismo do A Hora, Felipe Neitzke.

2002 O A Hora foi fundado em 1º de julho de 2002 em Santa Clara do Sul. Começou como um jornal semanal de 12 páginas.
2004 O impresso começa a regionalizar, com distribuição nos municípios de Santa Clara do Sul, Mato Leitão, Forquetinha, Cruzeiro do Sul, Marques de Souza e Travesseiro.
2007 A sede sai de Santa Clara do Sul e vai para Lajeado. Mantém a publicação semanal, com ampliação para 15 cidades.
2009 A periodicidade muda, com duas edições por semana. O ano também marca alteração editorial, com uma postura mais incisiva, crítica e questionadora. Neste período, iniciam os projetos de desenvolvimento regional, com o ciclo de debates Pensar o Vale.
2010 A reformulação gráfica foi lançada em novembro, na Expovale. O ano também marcou a mudança da sede, para a Av. Benjamin Constant, localização atual da empresa.
2011 O jornal se tornou trissemanário, circulando às terças, quintas e sábados. A tiragem se aproxima dos 6 mil exemplares por edição.
2013 A consolidação como jornal impresso traz mudanças. O A Hora se transforma em diário. Também neste ano lançou o projeto A Hora dos Talentos, iniciativa que teve participação de mais de 300 artistas.
2014 Lançamento do Guia VEM – Vales e Montanhas. Com 532 páginas sobre 56 cidades dos vales do Taquari e Rio Pardo.
2015 O desenvolvimento do A Hora proporciona avanço sobre mais municípios e mais investimentos. No ano, comprou os jornais O Boqueirão e Eco Serrano. Foi criado o A Hora Regional, com abrangência de Boqueirão do Leão, Sério, Canudos do Vale, Gramado Xavier, Progresso e Sinimbu.
2016 Com a reestruturação, o A Hora se torna um grupo de comunicação. Foram agregados o portal A Hora, editora e Agência de Conteúdo para empresas.
2020 Em março, o A Hora chegou às ondas da FM 102.9, com a compra a rádio Sorriso, de Estrela.
2021 O periódico mais antigo da região, o Jornal Nova Geração, de Estrela, faz parceria com o Grupo A Hora.
2023 A Hora anuncia a terceira filial. A unidade avançada em Encantado é inaugurada no dia 27 de março, na rua Júlio de Castilhos, no Centro, junto à Galeria Peretti.
2024 Início da expansão para a região Sul do RS, com a abertura do jornal A Hora do Sul. Também é lançado o projeto Educame, em resposta aos efeitos climáticos no Vale.
2025 Grupo A Hora compra Rádio Pelotense. É lançado o projeto LEIA, com ênfase no incentivo à leitura.


Uma das novidades do prédio de 700 metros quadrados é o Espaço Acolher, ambiente criado para oferecer conforto e apoio a quem busca atendimento no município
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
AFarmácia Central inaugurou nessa sexta-feira, 3, a terceira unidade em Encantado. O novo e moderno prédio de 700 metros quadrados está localizado na esquina da Rua Duque de Caxias, próximo ao Hospital Beneficente Santa Terezinha. O empreendimento reforça a estrutura de atendimento da empresa, que neste ano celebra 45 anos de atuação no município. A cerimônia reuniu familiares, colaboradores, autoridades, profissionais da saúde, parceiros e convidados. O investimento marca uma nova etapa da empresa, que amplia sua presença em um dos principais polos de serviços de saúde da cidade e reforça o compromisso com a qualidade no atendimento e a constante modernização de sua estrutura. As três unidades contam com 31 colaboradores.
Durante a solenidade, a proprietária da Farmácia Central, Andrea Hollmann, destacou que a inauguração representa mais um passo na trajetória de crescimento

ANDREA HOLLMANN EMPRESÁRIA
Cada ampliação que fizemos, cada novidade que trouxemos, teve um motivo: fazer mais pelas pessoas que confiam em nosso trabalho”
da empresa e reafirma o compromisso com a inovação, a qualificação dos serviços e a proximidade com os clientes. “Ao longo dessas décadas, crescemos junto com Encantado e com toda a região. Cada ampliação que fizemos, cada novidade que trouxemos, teve um motivo: fazer mais pelas pessoas que confiam em nosso trabalho”, disse Andrea. A nova unidade foi planejada para oferecer mais conforto, acessibilidade e praticidade aos clientes, acompanhando a evolução da empresa e a ampliação da demanda pelos serviços farmacêuticos. Um dos diferenciais é o Espaço Acolher, ambiente para receber pacientes e acompanhantes em busca de consultas, exames e atendimentos.
“Ė um lugar de descanso e
Evento reuniu mais de 1,3 mil pessoas na sexta-feira, 3, véspera dos 17 anos do Caps do município
ENCANTADO
conforto para quem chega à rede de saúde de Encantado e precisa passar o dia por aqui, como os motoristas da saúde, ou as pessoas que saem de suas próprias cidades em busca de tratamento neste município. Porque cuidar, para nós da Farmácia Central, também é acolher”, ressaltou a empresária.
A Farmácia Central foi fundada em 1981 por Dario Hollmann e a esposa Elia, em sociedade com o farmacêutico Odilon Gheno. Na época, Encantado contava com poucas opções no setor farmacêutico, cenário que motivou o investimento da família no novo empreendimento. Anos depois, Dario assumiu integralmente a condução da empresa.
Filha de Dario, Andrea cresceu no ambiente do comércio e passou a atuar nos negócios da família após concluir a graduação em Administração de Empresas. Ao assumir maior participação na gestão, promoveu a informatização dos processos e investiu na modernização da empresa. Posteriormente, formou-se em Farmácia, unindo gestão e conhecimento técnico na condução do negócio.
Em 2004, implantou o Laboratório de Manipulação da Farmácia Central, ampliando a atuação da empresa com a produção de medicamentos, suplementos, florais e produtos dermatológicos. Desde 2020, o laboratório também está habilitado para manipular medicamentos de uso veterinário.
O município recebeu na sexta-feira, 3, o XXIII Encontro Regional de Saúde Mental do Vale do Taquari, reunindo profissionais, usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), familiares e gestores públicos de 32 municípios da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde. Segundo a organização, o evento reuniu mais de 1,3 mil participantes. A programação começou com café da manhã coletivo, no ginásio do parque João Batista Marchese, seguida de cerimônia de abertura. É a segunda vez que Encantado sedia o encontro regional.
Para a psicóloga Gisele Santin, do Caps de Encantado, o encontro também é ocasião para lembrar a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. “É um evento que não é só festivo, mas um encontro especialmente para a gente lembrar de toda a trajetória da reforma psiquiátrica, da luta antimanicomial, que são os principais pilares que sustentam a proposta do cuidado em liberdade”, afirmou. Gisele destaca que a data marca cerca de 30 anos de avanços na área, com a abertura de Caps e de oficinas terapêuticas em diferentes municípios da região.
A programação deste ano
coincide com outra data simbólica: neste sábado, 4, o Caps de Encantado completa 17 anos de atuação. Antes da criação do serviço, o cuidado em saúde mental no município dependia de internações longas em hospitais fora de Encantado, segundo a psicóloga. Hoje, conta com equipe multidisciplinar formada por psicólogos, psiquiatras, médicos, assistente social e profissionais de enfermagem e de oficina terapêutica.
A coordenadora municipal de Saúde Mental e coordenadora do Caps de Encantado, Ana Paula Cendron Barcellos, afirma que sediar novamente o encontro e celebrar os 17 anos do serviço no mesmo período torna o momento ainda mais significativo. “Receber profissionais, usuários e familiares de toda a região é motivo de muita alegria e também de grande responsabilidade. Este encontro fortalece os vínculos entre os municípios, promove a troca de experiências e evidencia a importância do cuidado em saúde mental”, disse.
À tarde, a programação seguiu com o show de talentos, apresentação em que municípios participantes levam peças teatrais, música e apresentações corais com usuários dos serviços e profissionais. O encontro terminou com baile animado pela banda Contagem Regressiva, além de brinquedos infláveis para os participantes.

Investimento na Padre Fernando chega a R$ 40 milhões e será aplicado na construção de duas novas escolas no mesmo terreno. Espaço terá capacidade para atender mais de 900 alunos
Oprojeto do complexo educacional que será construído em Roca Sales ganhou novos detalhes nesta semana. Com investimento de R$ 40 milhões, por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), a obra reunirá no mesmo espaço as novas instalações da Escola Estadual de Educação Básica Padre Fernando e de uma escola municipal. A licitação está em andamento e a conclusão é prevista para o segundo semestre de 2027.
O empreendimento substituirá a estrutura da Escola Padre Fernando, destruída pelas enchentes de 2023 e 2024. O novo complexo será construído em um terreno de oito mil metros quadrados, cedido pelo município, na Rua Professor Alberto Schmitz, em uma área considerada mais protegida contra inundações.
O plano prevê duas escolas independentes, ligadas por áreas de uso comum. A unidade municipal ficará à esquerda do terreno e a estadual à direita, tendo um ginásio poliesportivo entre os dois prédios. Também serão compartilhados espaços como a biblioteca,

Projeto digital apresenta a concepção do complexo educacional
favorecendo a integração entre estudantes e equipes das duas redes de ensino.
A proposta busca facilitar a transição dos alunos do Ensino Fundamental para o Ensino Médio, permitindo que permaneçam no mesmo ambiente escolar ao longo da formação. “Junto da ideia de construir as duas escolas em um mesmo terreno, veio a determinação de haver espaços compartilhados. Isso proporciona um benefício econômico, por evitar duplicidade de instalações, mas vai além disso, ao permitir que o estudante continue circulando por espaços conhecidos”, afirma a secretária estadual de Obras Públicas, Izabel Matte. O terreno receberá um aterro para elevar as edificações em cerca de um metro acima do nível da rua. Dos oito mil metros
quadrados da área, 4,8 mil serão destinados à escola estadual e 3,2 mil à municipal. A área construída totalizará quase 6,5 mil metros quadrados.
Quando concluído, o complexo poderá atender até 915 estudantes. A Escola Padre Fernando terá capacidade para 390 alunos, sendo 300 em turno integral e 90 no Ensino Médio noturno. Já a escola municipal será a primeira da rede local a oferecer turno integral nas séries iniciais e poderá receber 525 estudantes. Outro diferencial é o ginásio poliesportivo, com aproximadamente mil metros quadrados. Além de atender às atividades escolares, o espaço foi projetado para funcionar como abrigo em situações de
emergência. A estrutura contará com banheiros, refeitório, depósitos de materiais esportivos, vestiários masculino, feminino e adaptados para pessoas com deficiência, além da possibilidade de instalação de dormitórios temporários para famílias atingidas por desastres. As novas edificações seguirão o padrão do programa Escola+, adotado pelo governo estadual. O
modelo utiliza o sistema construtivo off-site, com módulos fabricados fora do canteiro de obras e montados no local, reduzindo o tempo de execução e a geração de resíduos. O projeto também prevê identidade arquitetônica padronizada, ambientes integrados e organização dos espaços para facilitar a circulação e a orientação dos usuários.



CARLOS MARTINI Administrador

Não sei vocês, mas eu tenho acompanhado praticamente todos os jogos da copa através da Cazé TV.
Normalmente pela transmissão via cabo, mas também utilizando o notebook e volta e meia pelo celular, aí acessando via “iubitúbi”. A iniciativa original cresceu muito na parada e hoje o inovador modelo de negócio é controlado pela LiveMode TV.
Alcançando elevados níveis de audiência e atraindo fortes patrocínios, meio que bagunçou o coreto de canais de transmissão mais tradicionais.
Neste domingo o Brasil enfrenta
SERVIÇO DE INUTILIDADE PÚBLICA
Sei não...a legislação trabalhista brasileira já é um complexo quebra-cabeças para lá de complicado, e pelo andar da carroça capaz de virar um manicômio judicial.
a boa equipe da Noruega. Em tese a balança pende para o nosso lado, mas não custa lembrar o baita sufoco que diversas equipes consideradas entre as favoritas enfrentaram nessa disputa, algumas até acabaram já desclassificadas. Vale respeitar a remada viking, por sinal uma bela coreografia que destaca a torcida norueguesa no torneio. Baita sacada.
Interessante observar que a maioria, senão a totalidade, dos jogadores nessa copa usam chuteiras cor-de-rosa meio fluorescente. Consta que a fornecedora Nike realizou pesquisas até encontrar a coloração que mais se destacava frente ao tapete verde do grama-
do, facilitando pelo contraste a visualização delas pelo jogador, inclusive quando um pisa no pé ou acerta a canela do outro.
Não há o que não haja...
A cada mês que passa, surgem notícias de importantes empreendimentos pipocando na região.
Em diferentes quadrantes, mas sobretudo ao longo ou nas imediações da BR-386 e outras rodovias.
Faz lembrar outros eixos logísticos na malha rodoviária gaúcha e de outros estados, onde em menos de 15 ou 20 anos o “panorama” mudou completamente sua configuração.
Melhor do que isso, só dois disso.
O que os olhos não veem o coração não sente, é o que diz o ditado. Mas na prática a teoria pode ser bem diferente, os cardiologistas que o digam. Melhor não ficar marcando passo e fazer um check-up volta e meia, para evitar um inesperado piripaqui meio graúdo.

LIVRE PENSAR
Não é preciso beber o mar inteiro para saber que a água é salgada”
(Autoria incerta)
Eleições à Vista! (duplo com) Festival de Bondades.
Remexendo a gaveta do nôno o neto encontra uma caixa de Engov:
- Vô, para o que tu guarda essa caixa, tá vencida desde 2015!
- Sigo estritamente recomendações médicas!
- Como assim?
- É para tomar um comprimido antes de começar a beber vinho e outro quando parar.
- Mas tu só usou um!
- É porque até agora não parei... (aprecie com moderação).

MARCOS FRANK
Médico Neurocirurgião
“Esse é o país onde há maior possibilidade de se criar um mundo inteiramente novo. Caos não falta.” Millôr Fernandes
O Brasil escolheu há anos derreter.
Derretemos a educação.
Derretemos os serviços públicos.
Derretemos a segurança pública.
Derretemos estradas, ferrovias, hospitais e presídios. Derretemos também a autoridade. A autoridade do professor, a autoridade do policial, a autoridade dos pais e ultimamente inclusive a autoridade dos juízes e presidentes.
Nosso mundo politico há muito derreteu. Chegamos até mesmo ao ponto de derreter dois presidentes: Derretemos Collor e depois derretemos Dilma.
Por vias diferentes derretemos Bolsonaro e pode ser que derretamos Lula, de novo!
Quanto ao apoio político, o quê já não derreteu custa cada vez mais caro.
Confiança da população?
Ela derrete a cada novo escândalo, venha da direita ou da esquerda.
Estamos próximos de uma eleição onde não se fala de planos nem de soluções...Ganhará quem derreter menos!
Depois de pandemia, guerra e enchentes está todo mundo cansado e o Brasil já está derretido mesmo.
Nosso mundo político há muito derreteu”
E enquanto isso o Senado Federal e a Câmara de Deputados repletos de anões morais, derrete a cada reunião não feita, a cada decisão não tomada!
E para a Suprema Corte, Gilmar Mendes à frente, restará outro caminho que não o derretimento?
Sobrará alguém sólido nesse país? Moro já derreteu faz tempo, Lula envelheceu e os Bolsonaro brigam entre eles. Nada parece muito sólido.
Não é a toa que o real derrete, os salários derretem e os preços só sobem.
Que esforço será necessário para reerguer esse país!


Programação organizada
pela Demander ocorre na próxima quinta-feira, 9, na Central de Vendas da Diamond, e terá painéis com nomes de peso em seus setores de atuação
Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
LAJEADO
ACentral de Vendas da Diamond será o ponto de encontro, na próxima quinta-feira, 9, para empresários, gestores e líderes que buscam potencializar seus resultados comerciais. O DSA 2026 – Inteligência em Vendas, promovido pela Demander, chega à sua segunda edição consolidado como um espaço vital para a troca de experiências práticas e o fortalecimento de networking no Vale do Taquari.
Como diferencial da programa-

ção, o DSA foca na realidade do mercado. “Não temos palestrantes profissionais querendo vender nada no palco. É uma grande troca de experiências entre gente muito próxima, ensinando o que deu certo e o que não deu”, explica o diretor de parcerias da Demander,

Luciano Brandão. Com uma trajetória de 14 anos no mercado de software para força de vendas, a Demander idealizou o evento para endereçar as dores reais de quem lida com a gestão comercial diariamente.
A programação, que ocorre das
8h30min ao meio-dia, reúne nomes de peso que são referência em seus setores. Entre os painelistas estão Jones Valduga, do Grupo Famiglia Valduga; Margareth Herrmann, diretora industrial da Minuano de Alimentos, e Mauro dos Santos Filho, CEO da Medical San.
O evento contará ainda com as visões estratégicas de Fabiano Bajo Cieslac (Eli Plástico) e Maurício Real Heidrich (Spin Gestão), além do próprio Brandão.
Para o CEO da Demander, Douglas Lutz, o momento atual exige atualização constante, especialmente em um ano marcado por incertezas econômicas e o avanço da tecnologia. “Todas as empresas têm a venda como a locomotiva que move o seu negócio”, afirma. Ele destaca que a era da inteligência artificial evidenciou gargalos em processos tradicionais, mas que essas ferramentas, se bem adotadas, tornam-se diferenciais competitivos cruciais.
Lutz aponta duas competências fundamentais para os próximos anos: o relacionamento real entre as pessoas (networking) e a adoção de tecnologias que potencializem o capital humano. Para ele, o compartilhamento de conhecimentos entre empresários acelera a transformação das companhias, preparando-as para um mercado dinâmico.
As inscrições para o evento, que possui vagas limitadas, ainda podem ser feitas por meio do site oficial: demandersales.com.br.

Iniciativa beneficia 147 municípios gaúchos e soma R$ 27,4 milhões entre emendas e contrapartida do Estado
Ogoverno do Estado entregou, nessa quintafeira, 196 máquinas e equipamentos agrícolas a 147 municípios gaúchos. Do total, 12 equipamentos foram destinados a municípios do Vale do Taquari, fortalecendo a infraestru-

tura das secretarias municipais de Agricultura e ampliando o apoio aos produtores rurais. A iniciativa envolve recursos de emendas da bancada federal gaúcha de 2023 e 2025, somados à contrapartida do governo estadual. O investimento total nesta etapa alcança R$ 27,44 milhões, incluindo R$ 2,5 milhões de recursos próprios do Estado. A cerimônia de entrega ocorreu no
Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, os investimentos ampliam a capacidade de atendimento dos municípios, beneficiando a manutenção de estradas vicinais, o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à agropecuária e o fortalecimento da produção rural.
Na região, serão contemplados os municípios de Cruzeiro do Sul, com uma pá carregadeira; Fazenda Vilanova, Imigrante, Lajeado, Santa Clara do Sul, Tabaí e Venâncio Aires, com tratores agrícolas de 80 cavalos; Marques de Souza e Dois Lajeados, com tratores agrícolas de 115 cavalos; Putinga, com uma retroescava-
• ARVOREZINHA
Carreta Agrícola Basculante
• CRUZEIRO DO SUL
Pá carregadeira
• PUTINGA – Retroescavadeira
• DOIS LAJEADOS
Trator agrícola 115CV
• FAZENDA VILANOVA
Trator agrícola 80CV
• IMIGRANTE
Trator agrícola 80CV
• LAJEADO
Trator agrícola 80CV
• MARQUES DE SOUZA
Trator agrícola 115CV
• SANTA CLARA DO SUL
2 Tratores agrícolas 80CV
• TABAÍ - Trator agrícola 80CV
VENÂNCIO AIRES
Trator agrícola 80CV
deira; e Arvorezinha, com uma carreta agrícola basculante. As máquinas serão repassadas às administrações municipais por meio de contratos de cessão de uso firmados com a Secretaria da Agricultura.

Sistema de câmeras foi ampliado em todo o Parque de Rodeios e passou a ser integrado com a Brigada Militar para coibir invasões e proteger eventos
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Oaumento dos furtos de fios de energia levou o CTG Querência do Arroio do Meio, a investir na ampliação do sistema de videomonitoramento em todo o Parque de Rodeios. Apenas neste
ano, os prejuízos causados pelos crimes já ultrapassam R$ 11 mil, valor gasto na reposição da fiação furtada da área campeira.
Segundo o patrão do CTG, André Quinot, as invasões se tornaram frequentes e ocorrem mesmo com o espaço fechado e cercado. A expectativa é de que a instalação de câmeras e a integração do sistema com a Brigada Militar desestimulem a ação dos criminosos.
“Mesmo depois da instalação das câmeras, flagramos dois indivíduos dentro da área campeira. Acionamos a Brigada Militar, que agora também acompanha o monitoramento”, relata.
Além do compartilhamento das imagens com a Brigada, a entidade contratou uma empresa de segurança privada para realizar rondas sempre que

houver acionamento do sistema. Conforme Quinot, o investimento na ampliação do videomonitoramento ficou entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, custeado integralmente pelo próprio CTG. A estrutura de monitoramento foi expandida para todo o parque,
onde ocorrem rodeios e outros eventos tradicionalistas. Parte da recuperação da rede elétrica contou com apoio da prefeitura, que forneceu materiais, enquanto o eletricista Roque realizou os serviços sem custos para a entidade.

Concurso escolheu os representantes para defender a região na etapa estadual do MTG durante a gestão 2026/2027
VENÂNCIO AIRES
Com a definição da gestão 2026/2027, os eleitos passam a representar oficialmente a 24ª RT em atividades tradicionalistas
Venâncio Aires sediou a Ciranda Cultural de Prendas e o Entrevero Cultural de Peões da 24ª Região Tradicionalista (24ª RT), que definiu a gestão 2026/2027 das prendas e peões responsá-
veis por representar a região nos eventos oficiais do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Ao longo da programação, os concorrentes foram avaliados em provas de conhecimentos sobre história, folclore e tradicionalismo gaúcho, além de apresentações artísticas, como declamação, dança e mostra folclórica. Os primeiros colocados de cada categoria garantiram o direito de representar a 24ª RT na etapa estadual.
Na categoria Prenda Pré-Mirim, Verônica Beatriz Moraes, do Grupo Folclórico Essência da Tradição, de Venâncio Aires, conquistou o primeiro lugar. Cecília Helena Fritzen Silva, do CTG Querência do Arroio do Meio, ficou com a segunda colocação.
Entre os peões das categorias
Quinot afirma que a patronagem convive há anos com os furtos e que o problema exige vigilância permanente, especialmente durante a realização de eventos.
“Cada vez que temos um rodeio precisamos passar dias cuidando para que não roubem os fios e prejudiquem a programação. Já levaram não apenas a fiação, mas também caixas de transmissão, cortando tudo dos postes”, lamenta.
Segundo ele, os invasores chegam a entrar na área campeira pulando cercas e muros, mesmo sabendo da existência das câmeras. Em um dos episódios mais recentes, além da invasão, dois homens foram flagrados levando produtos de uma horta vizinha.
A expectativa da patronagem é que a combinação entre videomonitoramento, segurança privada e atuação da Brigada Militar reduza as ocorrências e garanta mais tranquilidade para frequentadores e organizadores dos eventos realizados no Parque de Rodeios.
iniciais, Arthur Otmar Presser Cardozo, do CTG Giuseppe Garibaldi, de Encantado, foi escolhido 1º Piazito Farroupilha da 24ª RT. Já Nicolas Norberto dos Santos Rodrigues, do GAN Anita Garibaldi, também de Encantado, conquistou o título de 1º Piá Farroupilha.
Na categoria Prenda Mirim, o primeiro lugar ficou com Giovana da Rosa, do Grupo Folclórico Essência da Tradição, de Venâncio Aires. Melissa Ritter, do DTG Piazito da Tradição, também de Venâncio Aires, foi eleita 2ª Prenda Mirim, enquanto Lavínia Valente de Barros, do CTG Raízes do Sul, de Lajeado, conquistou a terceira colocação.
Entre os Guris Farroupilhas, Vinícius Hauschild Nos, do CTG Raça Gaudéria, de Estrela, obteve o primeiro lugar. Arthur Padilha Marcelino, do CTG Erva-Mate, de Venâncio Aires, ficou com o segundo posto.


Estudo foi elaborado pela Univates, que promoveu diversas audiências públicas com participação da comunidade, no ano passado
Aadministração municipal promove, na próxima segunda-feira, 6, às 19h, na Acisam, uma reunião comunitária para apresentar o relatório técnico que embasa a revisão do Plano Diretor de Arroio do Meio.
O documento foi elaborado em parceria entre a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur) e a Univates e entregue ao município em meados de junho. Os estudos servirão de base para a definição de diretrizes de ocupação do solo, com foco na redução de riscos e na adaptação aos eventos climáticos extremos.
A revisão do Plano Diretor teve início no ano passado, quando foram realizadas audiências públicas para discutir o futuro do desenvolvimento urbano do município. Nesta etapa, a comunidade poderá conhecer os estudos, esclarecer dúvidas e apresentar sugestões antes da conclusão do projeto de lei, que posteriormente será encaminhado à câmara de vereadores para apreciação.
Para o secretário de Planejamento Urbano, Pedro da Silva, a participação da comunidade é indispensável para a construção de um Plano Diretor alinhado à
realidade do município.
“Este é um momento importante para que a população conheça os estudos realizados e contribua com sugestões. Queremos construir um Plano Diretor que atenda às necessidades atuais de Arroio do Meio e prepare o município para os desafios futuros, o que só é possível com a participação coletiva”, ressalta.
Já o Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari, apresentado semana passada, busca impedir a reocupação de áreas classificadas como de alta probabilidade de arraste. O programa prevê recursos para indenizações e desapropriações de imóveis localizados nessas áreas de risco, priorizando proprietários que não foram contemplados pelos programas habitacionais já existentes. As chamadas áreas de arraste são locais onde a força da água e dos sedimentos durante enchentes possui elevado potencial destrutivo, tornando inviável a ocupação habitacional. Após a desapropriação, esses espaços poderão receber novas destinações voltadas à proteção ambiental, mitigação de cheias e qualificação urbana.



Em uma sequência de anúncios que celebram a solidez do ensino e a inovação pedagógica, o colégio expandiu fronteiras para o cenário global e artístico
Diretor Rodrigo Ulrich também destaca que dois trabalhos de alunos foram selecionados para o prestigiado Festival de Cinema de Gramado
Rodrigo Gallas rodrigogallas@grupoahora.net.br
LAJEADO
OColégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), de Lajeado, vive um ano de conquistas que reafirmam seu papel como referência educacional. Além de figurar entre as 100 melhores escolas do Brasil no Enem, a instituição alcançou o selo internacional IB e teve produções selecionadas para o Festival de Cinema de Gramado. O ano de 2026 tem se mostrado particularmente generoso para a comunidade escolar do Ceat. Em uma sequência de anúncios que celebram a solidez do ensino e a inovação pedagógica, o colégio de Lajeado expandiu fronteiras para o cenário global e artístico.

A divulgação dos resultados oficiais do Enem 2025 consolidou o Ceat como a 4ª melhor escola do RS e a 3ª entre as privadas do estado. Com uma média geral de 710,29 pontos, a instituição posicionou-se entre as 100 melhores do Brasil e garantiu o 5º lugar na Região Sul.
No contexto local, o colégio mantém a liderança absoluta em Lajeado há mais de uma década, ocupando o topo em todas as áreas avaliadas: Redação, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens.
Para o diretor Rodrigo Ulrich, esses números não são frutos de uma “safra” isolada de alunos, mas de um olhar interno constante sobre os indicadores de desenvolvimento e suporte socioemocional.
“A escola precisa ser esse testemunho: se os alunos estão ali para aprender, ela tem que aprender, avançar e evoluir”, destaca.

Um dos marcos mais significativos de 2026 foi a obtenção da autorização para o International Baccalaureate (IB) Diploma Programme. O Ceat tornou-se a primeira escola em cidades com menos de 100 mil habitantes no Brasil a conquistar essa certificação.
O processo, que normalmente leva dois anos, foi concluído pelo colégio em apenas 11 meses. A certificação chancela o Ceat como uma “Escola Global”, exigindo rigor acadêmico, proficiência avançada em línguas (como inglês e alemão) e o incentivo à iniciação científica através do perfil de “aluno pesquisador”.
Segundo Ulrich, a internacionalização da escola dialoga diretamente com o mercado, podendo inclusive atrair e qualificar ainda mais as empresas da região que já atuam no comércio exterior.
Em Gramado
A formação holística defendida pela instituição, que abrange esportes e artes, colheu frutos diretos no campo audiovisual. Dois trabalhos realizados por grupos de alunos do Ceat foram selecionados para o prestigiado Festival de Cinema de Gramado. As produções demonstram que o foco do colégio vai além das notas em exames nacionais.
“Não é só o Enem, não é só a matemática. É o sujeito ser plateia, poder assistir a um bom espetáculo e olhar para outras culturas com respeito”, reforça.
Todos os equipamentos possuem identificação exclusiva por meio de QR Code e número de série, cadastrados em um sistema
LAJEADO
ASecretaria de Meio
Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem
-Estar Animal (Sema) iniciou nesta semana a instalação de mais 500 contêineres para a coleta de resíduos em diferentes pontos da cidade. Com esta nova etapa, o município passará a contar com mil contêineres distribuídos em diversos bairros, ampliando a capacidade de armazenamento de resíduos e reforçando os serviços de limpeza urbana.
Os primeiros 500 equipamentos já haviam sido implantados anteriormente. A nova etapa acompanha o crescimento da demanda pelo serviço e amplia a cobertura do sistema de contêineres em diferentes regiões do município.
Todos os equipamentos possuem identificação exclusiva por meio de QR Code e número de série, cadastrados em um sistema utilizado pela equipe responsável pela manutenção. A tecnologia permite controlar a localização de cada contêiner, identificar eventuais deslocamentos e agilizar o reposicionamento.
A coleta de resíduos e a manutenção dos contêineres são realizadas pela empresa Fênix Infraestrutura e Serviços de Limpeza Urbana Ltda. A empresa responsável realiza a higienização mensal dos equipamentos, contribuindo para a conservação, para a limpeza dos pontos de coleta e para a qualidade do serviço prestado à população.
Os contêineres são destinados exclusivamente ao descarte de resíduos domiciliares comuns e rejeitos, que devem ser acondicionados em sacos antes de serem depositados nos equipamentos. A medida evita que os resíduos fiquem expostos em calçadas e

vias públicas, contribuindo para a limpeza, a organização e a conservação dos espaços urbanos. Os resíduos recicláveis não devem ser descartados no interior dos contêineres. Eles devem ser separados, acondicionados em sacos verdes ou azuis e colocados ao lado dos equipamentos nos dias previstos para a coleta seletiva.
Materiais volumosos, como
galhos, restos de poda, móveis e outros itens de grande porte, continuam sendo recolhidos pela Secretaria de Serviços Urbanos, conforme o cronograma específico deste serviço.

Moral-
mente degenerados
Renda, seda, cetim e veludo
Sujeito a cometer erros
(?) Verde, país africano lusófono
Cadeia de montanhas do Estado do Rio de Janeiro cujo ponto culminante é a Pedra do Sino, na cidade de Teresópolis
"(?) de Balanço", livro de Drummond
Tristeza (bras. gíria)
Cachaça (bras.)
Subdivisão de um parágrafo de lei
A cultura de que faz parte o xaxado
Prefixo de "antiofídico"
Traseira de navio
Forma primitiva de comércio, baseada na troca direta de produtos
Máquina comum em academias
Autor da ópera "O Guarani" Ampère (símbolo)
Cochilo, em inglês Avenida (abrev.)
O escolhido em um pleito
Profissional habilitado pelo MBA
Grande (?): nela ocorre o pênalti
Vitamina chamada de calciferol
Local do "happy hour" Batalha de (?): decidiu a Guerra Francoprussiana (1870)
Distância entre os trilhos da ferrovia
Apelido de Leonardo Medida dos EUA que prejudicou a economia cubana
(?) tortos: os pais do padrasto
Raiz aromática Trazer à lembrança



traficantes comercializavam entorpecentes em plena luz do dia em casas invadidas da Cohab e em casas noturnas das proximidades. Em paralelo,
Apontar cuidadosamente o fuzil
União estudantil Célula, em inglês Bovídeo do Tibete Conjunto de formalidades que validam um ato jurídico
Letra da embalagem dos genéricos (?) que enfim: finalmente!
Sufixo de "etanol" 3/nap. 4/bode — cell — rito. 5/iaque — nardo — sedan. 6/inciso. 7/escambo.

ÁRIES: Novidades nas finanças, com ganhos ou gastos inesperados. Também pode ganhar uma grana ao ajudar alguém a organizar o próprio dinheiro.
TOURO: Invista na cooperação e aposte na sua determinação para inspirar os outros na busca por bons resultados.
GÊMEOS: VSua determinação será tão grande que pode até render uma graninha a mais ao aumentar a sua produtividade.
CÂNCER: O truque é correr atrás dos seus interesses sem deixar as obrigações chatas do dia a dia em segundo plano.
LEÃO: Bom momento para resgatar um antigo projeto que ficou esquecido no fundo da gaveta e dar o pontapé inicial para realizá-lo.
VIRGEM: Facilidade para trocar ideias com colegas mais experientes e pode aprender muito com eles. Ótimo período para investir em estudos.
A grana virá, sim, mas é do seu trabalho. Então, trate de arregaçar as mangas e jogar sua energia na profissão.
ESCORPIÃO: Pode iniciar uma parceria muito promissora com alguém que, como você, também sabe trabalhar duro por bons resultados.
SAGITÁRIO: Você deve ter em mente que é você que está muito acelerada. Não queira que os colegas sigam o seu ritmo.
CAPRICÓRNIO: Trabalhe em equipe e conte com o apoio de amigos e colegas para o que precisar. Você também vai contar com a sorte.
AQUÁRIO: Você vai concentrar toda sua energia nas oportunidades de sucesso. A família pode pode cobrar atenção para outros setores.
PEIXES: É um bom momento para fazer cursos. Viagens também estão favorecidas, ainda mais se for em companhia de gente jovem e animada.


PEDRO WALDEMIRO MÜLLER, mais conhecido por “Miro”, faleceu na sextafeira, 8. O sepultamento foi no Cemitério Católico de Estrela.
ROSMERE MARIA DA COSTA, 53, faleceu na quinta-feira, 7. O sepultamento foi no Cemitério de Estrela.
ciar as práticas. Os criminosos guardavam as armas, drogas e outros objetos nas casas dos residentes, mediante ameaças
Além disso, os comerciantes
guai, financiados pelo tráfico. vidas aos moradores. Mais de tou com cães farejadores e um
A ação teve apoio de agentes da Polícia Civil de Progresso e Venâncio Aires, além de agentes da BM de Boqueirão do Leão, sal e Venâncio Aires; e militares

Fim de semana, 9 e 10 julho 2022
so Fundo. Segundo o delegado Vinícius Lourenço de Assunção, foi uma das maiores operações já realizadas em Boqueirão do Leão e municípios próximos contra o tráfico de drogas.

Período entre maio e agosto concentra maior circulação de vírus. Imunização reduz casos graves, internações e mortes
LAJEADO
Com a chegada do período mais frio do ano, autoridades de saúde reforçam o alerta para a prevenção das doenças respiratórias. Entre maio e agosto ocorre a sazonalidade das síndromes gripais e das síndromes respiratórias graves, fase em que aumenta a circulação de vírus e, consequentemente, o número de atendimentos e internações.
Conforme a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Delamarchi, a

Mais de 80% das internações por complicações da influenza ocorrem entre idosos que não receberam a vacina
principal recomendação é manter a vacinação em dia. A vacina contra a influenza, antes destinada apenas aos grupos prioritários, já está disponível para toda a população. Ela destaca ainda a importância da imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório
(VSR), indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Além da vacinação, Juliana orienta a adoção de medidas simples que ajudam a reduzir a transmissão dos vírus, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados,

JULIANA DELAMARCHI, COORDENADORA DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE LAJEADO
O principal objetivo da vacina é evitar as formas graves, reduzir as internações e impedir a sobrecarga dos serviços de saúde”
vestir roupas adequadas para o frio, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter boa hidratação.
A coordenadora ressalta que as vacinas não impedem completamente o contato com os vírus, mas diminuem significativamente o risco de complicações.
“A pessoa vacinada ainda pode contrair a doença, porém tende a desenvolver sintomas mais leves.
O principal objetivo da vacina é evitar as formas graves, reduzir as internações e impedir a sobrecarga dos serviços de saúde”, explica Segundo dados Secretaria de Saúde do município, mais de 80% das internações por complicações da influenza ocorrem entre idosos que não receberam a vacina. A imunização também contribui para reduzir o número de óbitos relacionados à doença.
A Secretaria da Saúde também reforça a campanha de resgate da vacinação contra o HPV. Embora o prazo para crianças e adolescentes de nove a 14 anos tenha encerrado em 30 de junho, jovens de 15 a 19 anos que não receberam a dose na idade recomendada ainda podem se vacinar até 31 de dezembro.
Juliana explica que a vacina é aplicada em dose única e que a prorrogação não representa uma nova aplicação para quem já foi imunizado. “É uma dose de resgate destinada aos adolescentes que perderam a oportunidade de se vacinar no período indicado. A vacina segue disponível em todas as unidades de saúde.”

Além da vaga nas quartas, Seleção busca vencer os europeus pela primeira vez e voltar a superar o segundo mata-mata de uma Copa do Mundo
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Com tabus a serem derrubados, embalado após uma grande virada e em busca do sonhado hexacampeonato, o Brasil volta a campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Pela frente uma Noruega esperançosa ao ritmo dos gols de Erling Haaland e dona de uma geração que recolocou o país entre os protagonistas do futebol mundial. Em jogo, uma vaga nas quartas de final e a sobrevivência no torneio mais importante do planeta.
A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega às 17h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ainda invicto e em uma crescente ao longo do torneio, o time coman-
dado por Carlo Ancelotti aposta no momento inspirado de Vini Jr, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Rayan e companhia. Do outro lado, Haaland chega ainda mais decisivo, com cinco gols e uma assistência, líder de uma equipe que quer provar o seu valor.
O Brasil chega ao confronto com três vitórias consecutivas e nove gols marcados na competição, tendo sofrido apenas dois. A equipe europeia movimenta mais as redes, para os dois lados. São três vitórias e uma derrota, para a França, com 10 gols marcados e oito sofridos.
TABUS EM JOGO
A Noruega ocupa um lugar único na história do futebol brasileiro. É o único adversário que enfrentou a Seleção ao menos uma vez e nunca perdeu. Uma vitória neste domingo encerra uma escrita de quase quatro décadas e também quebra outro incômodo retrospecto recente do Brasil em Copas do Mundo. Desde 1988, quando o primeiro confronto ocorreu, são quatro jogos com dois empates

e duas derrotas. Desses, um foi pela Copa do Mundo, em 1998, quando os dois países integraram o Grupo A, e o Brasil sofreu o revés por 2 a 1. Bebeto marcou o gol do Brasil, enquanto Tore André Flo e Kjetil Rekdal fizeram os dois da seleção nórdica.
Os outros jogos foram amistosos: empate por 1 a 1 em 1988, derrota por 4 a 2 em 1997 e empate novamente por 1 a 1 em 2006.
Se vencer, também, o Brasil terá quebrado o segundo tabu.
Desde o Penta, em 2002, o segundo mata-mata foi o teto brasileiro nas Copas de 2006, 2010, 2018 e 2022, sempre em eliminações para europeus: França, Holanda, Bélgica e Croácia, respectivamente. A única vez que superou o segundo jogo, chegou às semifinais e foi derrotado para a Alemanha no fatídico 7 a 1.
A diferença no atual Mundial é que o segundo mata-mata não é as quartas de final, como nos anteriores, e sim as oitavas.
Dois dos principais jogadores do mundo, Vini Jr e Erling Haaland são as estrelas principais das suas seleções e vivem excelente Copa do Mundo. O craque brasileiro chega ao confronto com quatro gols marcados e uma assistência em cinco partidas. O único jogo que não participou de gols foi o dos 16-avos de final, contra o Japão.

Bruno Guimarães é ao lado de Vini Jr o grande jogador brasileiro na campanha atual

Do outro lado, o gigante norueguês não deixa barato. São cinco gols na Copa, sendo dois na estreia contra o Iraque, dois na segunda rodada contra Senegal e mais um nos 16-avos contra a Costa do Marfim. Contra a França, na terceira rodada, o jogador foi poupado e não jogou.
DISPUTAM VAGA DE PAQUETÁ
O técnico Carlo Ancelotti terá de alterar o time em relação à equipe que utilizou contra Escócia e Japão. Lucas Paquetá teve lesão muscular confirmada e pode perder o restante da Copa. São três as possibilidades de substituição: Danilo Santos,
Gabriel Martinelli e Endrick.
A troca mais simples seria a entrada de Danilo, jogador de mesma função de Paquetá. Para Carlo Ancelotti, Martinelli também pode ser este jogador de meio-campo, inclusive foi assim que ele atuou e marcou gol contra o Japão. A troca mais ousada seria Endrick, com o time mudando a formatação para um esquema com quatro atacantes.
O provável time titular tem: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Martinelli (Danilo Santos ou Endrick); Vini Jr, Rayan e Matheus Cunha.
Com jogos movimentados na Copa, a Noruega é uma equipe ofensiva e que não tem medo de se expor. São 10 gols marcados e oito sofridos até aqui. Em todos os jogos o time marcou e sofreu gols. A única derrota ocorreu para a França, quando o treinador Stale Solbakken decidiu poupar todo o time titular.
O time que inicia o jogo deve ter: Nyland; Pedersen, Kristoffer Ajer, Heggem e David Wolfe; Sander Berge, Patrick Berg e Martin Odegaard; Antonio Nusa, Sorloth e Erling Haaland.
Além do time europeu, a Seleção precisará lidar com as altas temperaturas previstas para domingo, quando uma onda de calor colocou autoridades locais em alerta. A previsão indica cerca de 33ºC, com sensação térmica próxima dos 38ºC e elevada umidade. O impacto tende a ser ainda maior para os noruegueses, vindos de um país onde as temperaturas de verão raramente superam os 20ºC.
A CBF também adotou uma série de medidas preventivas. A delegação desembarcou dez dias antes do início da Copa para facilitar a aclimatação e investiu em equipamentos de resfriamento corporal. Entre eles estão os “ice vests”, coletes que recebem bolsas de gelo e são utilizados nos intervalos das partidas e treinamentos, além de toalhas geladas aplicadas na

região do pescoço e da cabeça.
Se tudo der certo, o Brasil precisará estar atento ao duelo que ocorre após o seu jogo. Também no domingo, às 21h, México e Inglaterra se enfrentam no Estádio Azteca, na Cidade do México. Neste caso, o vencedor do jogo será o adversário brasileiro nas quartas de final, no sábado, dia 11.
Os outros jogos do fim de semana são no sábado: Canadá x Marrocos e Paraguai x França.

Celebração

Oitavas de final
Sábado
14h – Canadá x Marrocos
18h – Paraguai x França
Domingo
17h – Brasil x Noruega
21h – México x Inglaterra
Segunda-feira
16h – Portugal x Espanha
21h – Estados Unidos x Bélgica

BRASIL
1ª FASE
1 x 1 Marrocos
Gol: Vini Jr
3 x 0 Haiti
XGols: Matheus Cunha (2x) e Vini Jr
3 x 0 Escócia
Gols: Vini Jr (2x) e Matheus Cunha
16-AVOS DE FINAL
2 x 1 Japão
Gols: Casemiro e Martinelli

NORUEGA
1ª FASE
4 x 1 Iraque
Gols: Haaland (2x), Østigård e Hussein (gol contra)
3 x 2 Senegal
Gols: Haaland (2x) e Pedersen
1 x 4 França
Gol: Aasgaard
16-AVOS DE FINAL
2 x 1 Costa do Marfim
Gols: Nusa e Haaland


OInternacional vive dias de intensa movimentação no mercado de transferências.
Colorado confirma a saída de Rafael Borré, encaminha a chegada de Calebe e redefine situação de Kayky. No Tricolor, Mandaca é o novo reforço, enquanto clube inglês procura Gabriel Mec
A principal mudança é a saída do atacante Rafael Borré, que está a caminho do River Plate. O colombiano já se despediu dos companheiros no CT Parque Gigante e viajou para a Argentina, onde realizará exames médicos antes da assinatura do contrato. Na sequência, seguirá para a Espanha, local da pré-temporada do clube argentino. Embora a negociação ainda aguarde o anúncio oficial, o Colorado deve receber cerca de 3,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 18 milhões), com possibilidade de aumento do valor


conforme metas previstas no contrato. A transferência encerra a passagem de Borré pelo Beira-Rio e abre espaço para uma reformulação do setor ofensivo.
Ao mesmo tempo em que perde um de seus principais atacantes, o Inter encaminhou a segunda contratação desta janela. O meia Calebe, de 26 anos, chega por empréstimo até o fim da temporada, com opção de compra fixada em 1 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões). O jogador é aguardado nos próximos dias em Porto Alegre para oficializar o vínculo e iniciar os trabalhos com o restante do elenco.
Outra definição envolve Kayky. Inter e Bahia acertaram a suspensão temporária do contrato de

empréstimo enquanto o atacante se recupera da grave lesão no tornozelo direito, sofrida durante as férias de junho. Com o acordo, o atleta permanece vinculado ao clube gaúcho, mas os salários deixam de ser pagos pelo Colorado durante o período de recuperação. Kayky passou por cirurgia e realizará todo o tratamento em Porto Alegre. Apesar de não existir um prazo oficial para o retorno, a avaliação interna é de que dificilmente o atacante reunirá condições físicas para voltar a atuar ainda nesta temporada.
No lado tricolor, a direção garantiu mais um nome para o futuro. O meio-campista Mandaca, destaque do Juventude, assinou um pré-contrato válido a partir de janeiro de 2027. No entanto, o objetivo gremista é antecipar sua chegada ainda nesta janela.
Para liberar o jogador imediatamente, o Juventude exige cerca de R$ 4 milhões. O Grêmio considera o valor elevado e tenta construir uma composição financeira para reduzir os custos da negociação, contando também com a parti-
cipação dos representantes do atleta nas conversas.
Enquanto trabalha para reforçar o elenco, o clube também administra o interesse europeu por uma de suas maiores promessas. Após ter a primeira proposta recusada, o Hull City prepara uma nova investida pelo atacante Gabriel Mec.
A oferta inicial foi de 11,5 milhões de euros, valor considerado insuficiente pela direção gremista, que estima a negociação em aproximadamente 20 milhões de euros. O clube inglês ganhou margem para elevar a proposta após resolver pendências relacionadas ao fair play financeiro e realizar vendas importantes no encerramento da temporada europeia.
Nos bastidores, a expectativa é de uma nova investida nas próximas semanas. Mesmo assim, o Grêmio mantém a postura de não negociar Gabriel Mec por valores inferiores aos considerados ideais, principalmente diante da concorrência de outros interessados no jovem atacante.
Competições adaptam programação para o jogo da Seleção Brasileira. Boqueirão do Leão e Capitão decidem o título municipal e outras duas competições entram em fase decisiva
Enquanto a Seleção Brasileira entra em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o futebol amador do Vale do Taquari também promete um domingo de fortes emoções. Para evitar conflito com a partida do Brasil, as ligas e organizadores ajustaram os horários das rodadas, que terão um campeão conhecido e outras três competições iniciando ou encaminhando suas decisões. O principal destaque fica por conta de Capitão. A partir das 14h, Internacional e Brasinha decidem o título municipal na comunidade de São Luís. O Colorado chega muito perto do tricampeonato após vencer o confronto de ida por 3 a 0 e joga pelo empate. Já o Brasinha busca uma reação histórica: precisa devolver a diferença no tempo normal e vencer a disputa por pênaltis para conquistar a primeira taça da história. Em Boqueirão do Leão, a programação foi concentrada no

domingo. Os aspirantes entram em campo às 12h30min e, às 14h30min, São Roque e Esportivo disputam o segundo duelo da final da categoria principal. O Esportivo chega em vantagem após vencer o jogo da semana passada e está a um empate de conquistar o tetracampeonato
consecutivo. O São Roque precisa da vitória para manter viva a briga pelo título.
Em Estrela, o Bairro Boa União recebe os primeiros jogos das finais municipais. Às 13h, Atlântico e Alto da Bronze B abrem a decisão da Série Prata. Na sequência, às 15h, União e Alto da Bronze A
iniciam a disputa pelo título da Série Ouro. O confronto coloca frente a frente as duas melhores campanhas da competição. Também no domingo começa a decisão da Taça Intermunicipal.
Em Westfália, Gaúcho e Canabarrense fazem a final dos aspirantes, às 13h. Logo depois, às 15h, Flamengo e Canabarrense iniciam a disputa pelo título da categoria principal.
O Campeonato Municipal de Cruzeiro do Sul, por sua vez, terá uma pausa. A rodada decisiva foi adiada em razão da tradicional festa comunitária de São Rafael e será disputada em nova data.

por Luciane Ferreira

O município de Encantado entrou no clima de futebol e promoveu a “Copa do Mundo Escolar”, com a participação de estudantes das escolas estaduais. Cada time representou um país. Enquanto que na Alemanha, onde ocorria a Copa oficial, a seleção da Itália havia ficado com o título, em Encantado, a Suíça foi quem
Escola Heitor Peretti foi representada pelas seleções da Suíça (campeã) e Angola

levantou a taça. A equipe de alunos representantes do Brasil ficou em quarta colocação. Já a Seleção Brasileira
A Univates pegava carona no Mundial de 2006, disputado na Alemanha, e fazia uma ação social de arrecadação de alimentos. Quem doava, ganhava uma bandana verde -amarela. A campanha somou 2,7 toneladas de alimentos não-perecíveis, distribuídas a nove entidades assistenciais e beneficentes.
oficial terminou a competição na 5ª colocação, ao ser eliminada nas quartas de final após perder de 1 a 0 para a França.

Mais de 2,7 toneladas de alimentos foram entregues
O Tribunal Superior Eleitoral divulgava o número de brasileiros que poderiam votar nas eleições de outubro de 2006. Estavam aptos a votar 125.913.479, em 5.565 municípios. Em comparação à eleição de 2002,
havia um crescimento de 9,25% na quantidade de votantes. Os maiores colégios eleitorais eram: o estado de São Paulo, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul (em 5º lugar).

A Fiat inaugurava sua fábrica em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), marcando o início da produção
no país. O lançamento daquele ano era o Fiat 147. A publicidade “Enfim, um carrão pequeno” fazia menção ao compacto “luxuoso e
moderno”. No jornal da época, a notícia é que Lajeado deveria receber uma agência da concessionária para vender carros da marca.
- Dia da Independência dos Estados Unidos - Aniversário de Taquari
- Dia Mundial da Capoeira - Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor

Jornalista
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em que retirou uma proposta com regras para a circulação de autopropelidos em Lajeado, o governo encaminhou um novo texto sobre o tema para análise dos vereadores. A matéria passará pelas comissões e, caso aprovada, regulamentará as motos elétricas e veículos similares. Em resumo: vias com limite de velocidade superior a 40 quilômetros por hora não poderão ser utilizadas pelos condutores de autopropelidos. É o caso das avenidas Benjamin Constant e Senador Alberto Pasqualini, além da Rua Júlio de Castilhos. Outra sugestão é a proibição do transporte de passageiros, a menos que o veículo tenha estrutura adequada para mais de uma pessoa. Também será exigida idade mínima de 16 anos ou

acompanhamento de um adulto. Quem cometer irregularidades poderá ter o autopropelido recolhido pelo setor de trânsito. O desafio é criar um contexto de compreensão por parte dos usuários desse modelo de

Não se trata de uma demanda nova, mas ainda não avançamos na criação de um batalhão próprio do Corpo de Bombeiros para o Vale do Taquari. Hoje, a unidade é subordinada a Santa Cruz do Sul. No primeiro pedido, o Estado sinalizou de forma negativa. As catástrofes climáticas de
• A organização do Campeonato Piá de Futsal de Lajeado precisou intervir com uma campanha diante do comportamento inadequado de pais de atletas durante os jogos. Até a Brigada Militar precisou ser acionada. Que decepção!
2023 e 2024, somadas ao trabalho intenso dos bombeiros no resgate e na proteção das pessoas em toda a região, já são argumentos suficientes para que o Estado atenda a reivindicação. Soma-se a isso o crescimento populacional do Vale, o aumento do número de empresas, o volume de construções que de-
• O MDB de Encantado está com dificuldade para “se entender” com o PSDB na Câmara de Vereadores. Joanete Cardoso e Samuel da Silva, ambos do PSDB, votaram contra o candidato emedebista na disputa pela Mesa Diretora do Legislativo.

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
Volta e meia escuto empreendedores perguntando se é positivo existir uma grande quantidade de empresas do mesmo segmento em uma cidade ou região. A preocupação é natural. Afinal, quando surge mais um concorrente, a primeira reação costuma ser pensar que o mercado ficará menor para todos. Minha experiência no setor automotivo me mostrou justamente o contrário.
Durante muitos anos atuei em concessionária em Lajeado/RS e acompanhei de perto um fenômeno interessante. Para uma cidade do porte de Lajeado, sempre existiu uma concentração muito grande de negócios ligados ao mundo dos motores. Caminhões, automóveis, motocicletas, implementos agrícolas e rodoviários sempre tiveram presença forte na economia local.
Ao longo das décadas, grandes marcas nacionais e internacionais se instalaram aqui. Empresas tradicionais, algumas centenárias, escolheram Lajeado para representar seus produtos e serviços. Muitas delas permanecem até hoje, atravessando gerações.
transporte, pois nem todas as vias possuem identificação dos limites de velocidade, por exemplo. Ainda assim, é importante estabelecer regras para esse inovador e relevante meio de locomoção.
pendem de vistorias da corporação e tantas outras demandas.
Em resumo, há justificativas para a criação de um batalhão próprio em Lajeado, inclusive com um número maior de oficiais.
O único argumento contrário é o aumento dos custos para o governo estadual. Mas, convenhamos: há tantos cabides nas secretarias do Piratini que os valores envolvidos na criação de um comando regional para a corporação tornam-se irrisórios. Além disso, se um incêndio resultar em uma vida salva graças ao aumento do efetivo, estará comprovado o acerto de atender ao pedido dos nossos líderes.
No dia 16 de julho, a Câmara de Lajeado realizará uma audiência pública sobre o tema, por provocação do vereador Mano Pereira (PL). Contudo, a causa precisa ser abraçada pelas associações regionais e pelo contexto político local. E tem mais relação com o Funrigs do que alguns investimentos do Estado realizados com recursos do fundo de reconstrução.
• Curioso para saber o posicionamento dos prefeitos do Vale na eleição para o governo do Estado em 2026. Há quem já tenha deixado claro seu apoio. Mas também há chefes do Executivo discretos, com respostas habilidosas para driblar o assunto.
Quem olha apenas para a concorrência pode imaginar que isso dificultaria a vida dos empresários. Mas aconteceu exatamente o contrário. A concentração de negócios criou um verdadeiro ecossistema automotivo.
Ao redor das concessionárias surgiram revendas de seminovos, lojas de peças, oficinas especializadas, empresas de estética veicular, seguradoras, despachantes, financeiras e inúmeros outros serviços ligados ao setor. Com o passar do tempo, formou-se um mercado local altamente especializado.
A concorrência acaba funcionando como um motor de evolução.”
O consumidor passou a enxergar Lajeado como um destino para comprar veículos. Não apenas os moradores da região, mas clientes de diversas partes do Rio Grande do Sul passaram a procurar a cidade porque sabem que aqui encontram variedade, qualidade e diversas oportunidades.
Se alguém procura um carro popular, encontra. Se busca uma picape para o trabalho, encontra. Se deseja um caminhão, uma motocicleta ou um veículo premium, também encontra. Existem opções para praticamente todos os gostos e para todos os bolsos. Essa diversidade atrai consumidores. E quando mais consumidores chegam, mais negócios se fortalecem.
A concorrência, que muitos enxergam como um problema, acaba funcionando como um motor de evolução. Empresas disputam clientes, melhoram atendimento, investem em estrutura, treinam equipes e buscam diferenciais. O resultado é um mercado mais profissional e preparado.
Isso não acontece apenas no setor automotivo. Podemos observar o mesmo movimento em diversos segmentos do varejo. Quando uma cidade cria vocação em determinado setor, ela passa a ser reconhecida por isso. As pessoas começam a viajar para comprar naquele local porque sabem que encontrarão opções e bons negócios. O cliente raramente é atraído por falta de concorrência. Ele é atraído pela abundância de alternativas.
O exemplo de Lajeado no setor automotivo, mostra isso com clareza. A reputação construída ao longo de décadas não pertence a uma única empresa ou marca. Ela foi construída graças ao esforço e investimentos de muitos empreendedores gerando efeitos multiplicadores na economia local.
Fim de semana, 4 e 5 de julho de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 4º | MÁX: 14º
O tempo no sábado permanece firme no Vale sob influência da alta pressão atmosférica.
O sol predomina na maior parte do dia, com pequena variação de nebulosidade.





As características do inverno, como a menor exposição à luz solar, o frio e as mudanças na rotina, podem desencadear o transtorno afetivo sazonal, um tipo específico de depressão que ocorre em determinadas épocas do ano.
ACERVO PESSOAL e, mais recentemente, através das ferramentas de inteligência artificial. Acredito que uma das missões mais importantes do nutricionista, hoje, seja traduzir o conhecimento científico de forma simples, acessível e aplicável à realidade de cada pessoa.

Com mais de duas décadas de experiência clínica, a nutricionista Michele Dutra Rosolen (CRN 2/6481) dedica sua atuação ao cuidado da saúde gastrointestinal, com foco na microbiota intestinal e nas doenças digestivas. Doutora pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e especialista em Nutrição Clínica, alia conhecimento científico e prática clínica para orientar pacientes na prevenção e no tratamento de condições que impactam diretamente a qualidade de vida e o funcionamento do organismo.
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início? Escolhi a Nutrição porque sempre me fascinou a ideia de que os alimentos pudessem influenciar a saúde de uma forma tão profunda. Lembro de assistir a uma reportagem no Globo Repórter sobre as propriedades do tomate e o papel do licopeno na saúde. Aquilo despertou em mim uma enorme curiosidade. Fiquei encantada ao descobrir que existiam substâncias
EXPEDIENTE
presentes nos alimentos capazes de influenciar o funcionamento do organismo. Foi ali que decidi que queria estudar Nutrição. Me formei em 2004 na UFPel e, logo depois, vim para o Vale do Taquari, em Encantado. Busquei uma especialização em Nutrição Clínica logo no início da carreira. Eu sentia a necessidade de compreender melhor os mecanismos das doenças e de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado aos pacientes.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
A faculdade nos prepara para atender pacientes, mas, muitas vezes, não nos prepara para gerir um negócio. Hoje, o nutricionista precisa entender que, além de profissional da saúde, ele também é gestor da própria carreira. É preciso aprender sobre organização financeira, posicionamento, comunicação, marketing e planejamento. Outro grande desafio é o volume de informações que circula atualmente nas redes sociais
Textos e fotos: Paulo Cardoso
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui para frente?
A Nutrição vive um momento de grande valorização. Cada vez mais vemos a alimentação sendo considerada uma ferramenta fundamental na prevenção de doenças, no tratamento de condições crônicas e na promoção da qualidade de vida. Ao mesmo tempo, estamos vivendo uma transformação muito rápida impulsionada pela tecnologia e pela inteligência artificial. Mas existe algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: a capacidade de compreender a individualidade humana. Acredito que a evolução da Nutrição passa justamente por essa integração. Precisamos unir conhecimento científico, tecnologia e um olhar verdadeiramente humano.
Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?
Eu trabalho há muitos anos com pacientes que convivem com doenças gastrointestinais, e uma história me marcou profundamente. Era um paciente que chegou ao consultório com uma queixa que, à primeira vista, parecia simples, mas carregava um enorme sofrimento por trás: ele tinha medo de comer. A alimentação passou a ser vista como uma ameaça. Naquele momento, meu objetivo não era apenas orientar uma dieta. Mas ajudá-lo a reconstruir a confiança na comida e no próprio corpo. Com o tempo, as dores diminuíram, as evacuações excessivas ficaram mais controladas, a disposição voltou e ele começou a recuperar o prazer de se alimentar. Mais do que isso, voltou a recuperar sua liberdade.
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

O inverno costuma ser tratado como uma estação de recolhimento. Dias mais curtos, temperaturas baixas e menos horas de luz alteram a rotina, reduzem a circulação de pessoas nas ruas e mudam até a disposição para tarefas simples. O problema começa quando essas transformações naturais servem para esconder um sofrimento que ultrapassa o desconforto típico da estação. Ainda existe uma tendência de minimizar sintomas relacionados à saúde mental, especialmente quando eles podem ser confundidos com cansaço, preguiça ou desânimo passageiro. Nem toda tristeza no inverno é depressão. Mas também nem toda depressão é facilmente reconhecida. Entre esses dois extremos, muitas pessoas convivem durante semanas, ou meses, com um adoecimento silencioso, sem perceber que há tratamento e possibilidade de recuperação.
O transtorno afetivo sazonal chama atenção justamente porque evidencia que fatores ambientais também influenciam o funcionamento do organismo.
A menor exposição à luz natural interfere em mecanismos biológicos importantes, reforçando um entendimento cada vez mais consolidado pela ciência: saúde mental não resulta apenas de questões emocionais, mas da interação entre aspectos biológicos, psicológicos e sociais.
Essa compreensão amplia o debate para além dos consultórios. Ela alcança jornadas de trabalho que deixam pouco espaço para o descanso, cidades onde grande
parte da população passa o dia inteiro em ambientes fechados e uma cultura que transformou produtividade em medida de valor. Não por acaso, cresce o número de pessoas que interpretam o esgotamento como parte da rotina, quando ele pode ser um sinal de que algo precisa de atenção.
Também é significativo que o tratamento não se limite aos medicamentos. Psicoterapia, atividade física, sono adequado, convivência social e exposição à luz natural aparecem lado a lado nas recomendações dos especialistas. Não porque sejam soluções simples, mas porque a saúde mental é construída diariamente por uma combinação de fatores que nenhum remédio, sozinho, consegue substituir. O inverno passa. Mas a oportunidade de identificar precocemente os sinais, reduzir o preconceito e facilitar o acesso ao cuidado com saúde mental precisa permanecer em todas as estações.
Boa leitura!
Dias mais curtos, temperaturas baixas e menos horas de luz alteram a rotina, reduzem a circulação de pessoas nas ruas e mudam até a disposição para tarefas simples.”

Condição autoimune afeta cerca de 1% da população mundial e pode surgir em qualquer fase da vida
Um pão recém-saído do forno, uma massa no almoço ou um bolo no café da tarde. Para a maioria das pessoas, alimentos assim fazem parte da rotina sem exigir maiores reflexões. Para quem vive com doença celíaca, porém, o contato com o glúten desencadeia uma resposta do próprio sistema imunológico capaz de provocar danos ao intestino e repercussões que podem alcançar diferentes partes do organismo.
A doença celíaca é uma condição autoimune crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Embora seja frequentemente associada a sintomas como distensão abdominal, diarreia, flatulência, náuseas, dor abdominal e, em alguns casos, constipação, a condição nem sempre se manifesta de forma tão evidente. Cansaço, fraqueza, mal-estar e emagrecimento também podem fazer parte do quadro. Em muitos casos, os sinais aparecem fora do sistema digestivo e acabam negligenciados. Entre as manifestações extraintestinais estão anemia, sangramentos, baixa estatura, desenvolvimento sexual tardio, atraso menstrual, infertilidade, alterações musculoesqueléticas, dores articulares, fraturas e dermatites. É justamente essa variedade de sintomas que pode prolongar o caminho até o diagnóstico. Como diferentes condições relacionadas à alimentação podem provocar queixas semelhantes, o gastroenterologista Lucas Zambiasi (CRM-RS 47187 | RQE 43674) explica que a investigação busca afastar, entre as possibilidades, a presença da doença celíaca. A atenção se justifica pelo caráter sistêmico da condição e pelos riscos associados à ausência de tratamento. Segundo Zambiasi, o diagnóstico pode ocorrer em qualquer fase, embora existam dois períodos de apresentação mais frequente.
“O primeiro aparece na infância, especialmente até os 2 anos, após o desmame e a introdução do glúten na alimentação. O segundo se concentra entre a segunda e a terceira décadas de vida”, salienta.

A dieta isenta de glúten é sempre mandatória e inegociável”
Lucas Zambiasi, gastroenterologista
Além do desconforto
Sem diagnóstico e tratamento adequados, os impactos podem se estender muito além de uma sensação ruim depois de comer. Conforme o especialista, a doença celíaca pode evoluir com complicações decorrentes, entre outros fatores, do comprometimento da absorção de nutrientes.
Uma das mais frequentes é a anemia associada à deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico. Alterações relacionadas ao cálcio e à vitamina D também podem favorecer o desenvolvimento de osteoporose, ampliando a preocupação com a saúde óssea ao longo do tempo. Há ainda complicações menos conhecidas. Entre elas está o hipoesplenismo anatômico ou funcional, alteração que pode elevar a vulnerabilidade a determinadas infecções bacterianas. Em situações mais raras e graves, Zambiasi cita a jejunite ulcerativa e linfomas do intestino delgado.


Sem diagnóstico e tratamento adequados, os impactos podem se estender muito além de uma sensação ruim depois de comer
Por isso, receber o diagnóstico muda a relação com o glúten de maneira definitiva. Não se trata de reduzir o consumo, abrir exceções em ocasiões especiais ou aderir a uma tendência alimentar. Para quem tem doença celíaca, a exclusão precisa fazer parte do tratamento. “A dieta isenta de glúten é sempre mandatória e inegociável”, afirma.
O acompanhamento com gastroenterologista também ocupa papel central nesse processo. Segundo o médico, o seguimento permite rastrear anemia, deficiências nutricionais, osteoporose e outras doenças autoimunes que podem coexistir com a condição. Também cabe ao especialista investigar possíveis complicações e avaliar a resposta do organismo ao tratamento. Esse monitoramento ajuda a verificar se a doença está em remissão. A avaliação pode considerar a negativação dos anticorpos associados à condição e a recuperação da barreira intestinal. Mais do que retirar pães e massas do cardápio, portanto, tratar a doença celíaca exige observar como o organismo se recupera e mantém vigilância sobre efeitos que nem sempre são visíveis.


Menos horas de luz, dias mais frios e mudanças na rotina podem desencadear o transtorno afetivo sazonal, tipo específico de depressão causado pelas características da estação
Os dias mais curtos, o frio e o céu cinzento costumam ser associados ao desejo de permanecer em casa, dormir um pouco mais ou diminuir o ritmo. Embora essas mudanças sejam naturais, elas nem sempre representam apenas um comportamento típico do inverno. Para algumas pessoas, a redução da luminosidade provoca alterações importantes no humor, no sono, no apetite e na disposição, caracterizando um quadro conhecido como transtorno afetivo sazonal (TAS), uma forma de depressão que se manifesta em determinadas épocas do ano e que ainda é pouco conhecida pela população.
A depressão está entre os transtornos mentais mais prevalentes do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A instituição afirma que cerca de 280 milhões de pessoas vivem com depressão em todo o mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que aproximadamente 11,7 milhões de brasileiros convivem com a doença, tornando o país um dos que apresentam maior prevalência na América Latina. Embora nem todos esses casos estejam relacionados às estações do ano, especialistas alertam que fatores

O ser humano não foi feito para viver apenas produzindo. Quando negligenciamos o descanso, o convívio e aquilo que nos faz bem, a conta chega.”
Lincoln Severo, pós-graduado em psiquiatria
ambientais, biológicos e sociais podem influenciar diretamente o adoecimento mental.
O pós-graduado em psiquiatria, Lincoln Severo explica que o transtorno afetivo sazonal é uma classificação do transtorno depressivo e possui uma característica bastante específica: os episódios depressivos surgem repetidamente durante os meses de menor incidência solar e desaparecem quando os dias voltam a ficar mais longos.
“Para considerarmos que seja um transtorno afetivo sazonal, precisamos observar pelo menos dois episódios que respeitem essa sazonalidade e que não sejam melhor explicados por outros transtornos psiquiátricos”, explica.
O especialista ressalta que é preciso diferenciar o transtorno da tristeza comum. Afinal, sentir-se menos disposto em dias frios ou chuvosos é
uma resposta esperada do organismo e, isoladamente, não caracteriza uma doença.
“A diferença está nos prejuízos. Uma pessoa com depressão deixa de trabalhar adequadamente, perde o interesse pelas atividades de que gostava, começa a se isolar, dorme mais, sente aumento do apetite e passa a viver com uma sensação constante de vazio.”
Entre os sintomas mais frequentes, está a anedonia, termo utilizado para definir a perda da capacidade de sentir prazer em atividades antes consideradas agradáveis. “A pessoa até tenta fazer o que sempre gostou, mas já não encontra satisfação. É como se a vida perdesse um pouco da cor”, resume o especialista.
Embora durante muito tempo a depressão tenha sido explicada apenas como um desequilíbrio de neurotransmissores, a ciência, hoje, entende que a doença possui origem multifatorial. Questões emocionais, traumas, fatores genéticos, condições financeiras, relações familiares, ambiente de trabalho e estilo de vida interagem entre si, aumentando ou reduzindo o risco de adoecimento. No caso do transtorno afetivo sazonal, a menor exposição à luz natural exerce um papel importante. A diminuição da luminosidade interfere no funcionamento do ciclo circadiano, o relógio biológico responsável por regular sono, vigília e diversas funções hormonais, e também em mecanismos relacionados à serotonina, neurotransmissor associado ao humor e ao bem-estar. Por isso, o tratamento considerado de primeira escolha é

A redução da luminosidade durante o outono e o inverno pode alterar o ciclo circadiano e favorecer o surgimento de sintomas depressivos em pessoas predispostas, caracterizando o transtorno afetivo sazonal
a fototerapia, realizada com uma caixa de luz específica durante cerca de 30 minutos pela manhã. “A ideia é fornecer ao cérebro um estímulo luminoso que ajude a reorganizar esse ciclo biológico e diminuir os sintomas”, explica.
A própria Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) recomenda que o tratamento seja individualizado e acompanhado por profissionais habilitados, podendo incluir, também, psicoterapia e, quando necessário, antidepressivos.
Entre as abordagens psicológicas, a Terapia CognitivoComportamental (TCC) apresenta bons resultados. “Além de ajudar na melhora do episódio atual,
existem evidências de que as pessoas que fazem terapia tendem a apresentar crises futuras menos intensas.”
Quando há indicação médica, alguns antidepressivos também podem ser utilizados, especialmente em pacientes que apresentam recorrência dos episódios. A escolha da medicação, entretanto, depende do histórico clínico, das características individuais e das necessidades de cada paciente.
“Não existe um antidepressivo ideal para todo mundo. Precisamos considerar outras doenças, estilo de vida, efeitos colaterais e aquilo que faz mais sentido para aquela pessoa.”



Embora o tratamento medicamentoso tenha seu papel, Severo faz questão de lembrar que nenhum comprimido substitui hábitos saudáveis. “Costumo dizer que atravessar um episódio depressivo é como atravessar um rio. O remédio pode ser o barco, mas ele não anda sozinho. É preciso remar.”
Na metáfora do psiquiatra, os remos representam atitudes muitas vezes negligenciadas pela rotina moderna: dormir bem, manter uma alimentação
equilibrada, praticar atividade física, cultivar vínculos afetivos, reservar tempo para o lazer e preservar momentos de descanso. A recomendação também está alinhada às orientações da OMS, que incentiva a prática regular de exercícios físicos, a manutenção de uma rotina de sono adequada, a redução do consumo de álcool e o fortalecimento das relações sociais como fatores de proteção para a saúde mental.
- 280 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo.
- 5,8% da população brasileira convive com depressão, uma das maiores prevalências da América Latina.
- Mais de 11,7 milhões de brasileiros são afetados pela doença.
- A depressão é uma das principais causas de incapacidade, afetando trabalho, estudo, relacionamentos e qualidade de vida.
Outro aspecto que merece atenção, segundo o médico, é a realidade de pessoas que passam praticamente todo o dia em ambientes fechados. “Há diferença entre quem consegue aproveitar a luz do dia e quem sai de casa ainda escuro, trabalha o dia inteiro dentro de um escritório e volta quando já anoiteceu. Essa redução da exposição solar também influencia.”
O transtorno afetivo sazonal também apresenta maior prevalência entre mulheres jovens adultas. Embora não exista uma explicação definitiva para essa maior prevalência, Severo observa que muitas das pacientes atendidas por ele relatam sobrecarga relacionada ao trabalho, aos cuidados com a casa e aos filhos.
Ele também destaca a busca incessante por produtividade. Segundo o profissional, cresce o número de pessoas que procuram atendimento esperando receber medicamentos estimulantes para trabalhar mais, estudar por mais tempo ou aumentar o rendimento. “Será que a gente realmente precisa de um remédio para produzir mais? Ou o que está faltando é tempo para estar com a família, descansar e ter momentos de lazer?”
O especialista alerta que o uso inadequado desses medicamentos pode provocar ansiedade intensa, dependência e até episódios psicóticos, especialmente quando consumidos sem indicação médica ou adquiridos de forma irregular. Para ele, transformar o descanso em culpa e enxergar o lazer como perda de tempo tem custado caro à saúde mental da população.
“O ser humano não foi feito para viver apenas produzindo. Quando negligenciamos o descanso, o convívio e aquilo que nos faz bem, a conta chega. E, muitas vezes, ela chega através do sofrimento psíquico.”
Por isso, a principal orientação é observar mudanças persistentes no comportamento e procurar ajuda profissional sempre que os sintomas começarem a comprometer a rotina.
Especialistas destacam que sono adequado, atividade física, alimentação equilibrada, lazer e convivência social são fundamentais para o tratamento e a prevenção dos transtornos depressivos



- Perda de interesse por atividades antes prazerosas (anedonia);
- Tristeza persistente durante a maior parte do dia;
- Sono excessivo ou alterações importantes no sono;
- Aumento ou diminuição do apetite;
- Isolamento social;
- Dificuldade de concentração;
- Cansaço constante;
- Queda no rendimento profissional ou escolar.

Se os sintomas persistirem por duas semanas ou mais e comprometerem a rotina, é importante procurar atendimento especializado.


Condição provoca o espessamento do músculo cardíaco e pode permanecer desconhecida até o surgimento de complicações graves
Treinar, correr, ganhar força e buscar mais qualidade de vida fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Mas a pressão por resultados rápidos ainda leva muitos a recorrer ao uso de anabolizantes. O risco é que esses compostos agravem doenças cardíacas ainda não diagnosticadas e aumentem a probabilidade de eventos graves, inclusive em pessoas que se consideram saudáveis.
Silenciosa e frequentemente desconhecida pelos próprios pacientes, a cardiomiopatia hipertrófica é uma condição genética relativamente comum, presente em cerca de uma a cada 500 pessoas.
Segundo o cardiologista André Santana (CRM-RS 34896 | RQE 28938), a doença provoca um crescimento anormal do músculo cardíaco, especialmente da parede que separa os ventrículos. Além do espessamento, podem surgir pequenas áreas de fibrose, semelhantes a cicatrizes, que alteram a condução elétrica do coração e favorecem o aparecimento de arritmias.
Prevenção
Justamente por permanecer assintomática durante anos, muitos pacientes só descobrem a doença durante avaliações de rotina, como eletrocardiograma e ecocardiograma, ou após uma

Avaliação cardiológica e histórico familiar são importantes para identificar pessoas com maior risco para a condição
complicação cardiovascular. O especialista explica que, quando identificado espessamento do septo superior a 15 milímetros, a investigação para cardiomiopatia hipertrófica torna-se indispensável. Segundo ele, o diagnóstico precoce permite identificar pacientes com maior risco e definir estratégias adequadas de acompanhamento e tratamento.
Tratamento
De acordo com Santana, o tratamento é direcionado ao controle dos sintomas, como cansaço, falta de ar e
tonturas, além da prevenção e do manejo das arritmias. Entre os medicamentos mais utilizados estão os betabloqueadores, que ajudam a controlar a frequência cardíaca e reduzir alterações do ritmo do coração.
Nos últimos anos, novas opções terapêuticas ampliaram as possibilidades de tratamento. “Um dos exemplos é o mavacamteno, medicamento que atua diretamente na contração e no relaxamento do músculo cardíaco, reduzindo os sintomas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, menciona.
O acompanhamento também inclui orientações para evitar fatores que possam agravar o quadro, entre eles o uso de esteroides anabolizantes. Segundo o cardiologista, a associação entre a cardiomiopatia hipertrófica
e essas substâncias aumenta significativamente o risco de eventos graves, como parada cardíaca e morte súbita. Apesar da preocupação despertada pelos casos de evento cardiovascular fatal, o prognóstico costuma ser favorável quando a doença é diagnosticada precocemente. Com acompanhamento especializado, a mortalidade anual varia entre 0,5% e 1%, e a maior parte dos pacientes mantém boa qualidade de vida.
Atividade física
A prática de atividade física continua sendo recomendada para a maioria dos pacientes. Segundo o especialista, o exercício raramente é totalmente contraindicado, embora, em alguns casos, seja necessário

limitar a intensidade do esforço. Para atletas de alto rendimento, entretanto, a liberação para treinos e competições deve ser avaliada de forma individualizada.
Cardiodesfibrilador implantável
Em alguns pacientes, também pode ser indicada a implantação de um cardiodesfibrilador implantável (CDI), dispositivo capaz de identificar e interromper arritmias potencialmente fatais. A decisão é individualizada e leva em consideração fatores como idade, histórico familiar de morte súbita, tamanho do átrio esquerdo, função cardíaca, presença de arritmias, episódios de desmaio e o grau de fibrose do músculo cardíaco. Para auxiliar essa avaliação, o cardiologista utiliza escores capazes de estimar o risco de eventos graves.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, Santana ressalta que os pacientes mais jovens podem apresentar maior indicação para o implante do CDI. “Isso ocorre porque, quando existem critérios que justifiquem o procedimento, o benefício da proteção oferecida pelo dispositivo se estende por um período maior ao longo da vida”, destaca.


Bruna Martini Nutricionista

Todo inverno, a mesma cena se repete no consultório. A fome chega mais cedo. A vontade de doce aumenta. A tarde vira o horário difícil. E quase sempre vem acompanhada da mesma frase: “eu sei, faltou disciplina”. Eu discordo. E discordo por um motivo clínico, não para consolar ninguém. A vontade que aparece no frio não é um defeito de caráter. É um recado. O corpo está respondendo a um ambiente que mudou e está pedindo alguma coisa. O erro não é sentir essa vontade. O erro é tratá-la como inimiga e tentar vencê-la na base da força de vontade, porque é exatamente aí que a compulsão nasce. Vamos ao que de fato muda no inverno. E quase nada tem a ver com “resistir”. Os dias encurtam, a luz diminui, a gente se move menos, passa mais tempo dentro de casa e a rotina perde contorno. Menos luz mexe com o humor e aumenta a busca por carboidrato. Menos movimento e mais tempo em ambientes fechados multiplicam as oportunidades de beliscar. O frio participa, claro, mas menos do que se imagina. Numa vida moderna e aquecida, o que pesa mais é o comportamento do que a termorregulação. Então a vontade aumenta. Até aí, normal. O problema raramente é comer mais no inverno. É comer mais do que não sustenta. Açúcar, farinha e gordura entregam conforto imediato e saciedade quase nenhuma. Você come, aquece, relaxa. Meia hora depois, está procurando de novo. Não por falta de controle, mas porque escolheu um alimento que não responde ao que o corpo pediu. A demanda continua, porque ninguém atendeu de verdade. Atender essa necessidade é mais simples do que resistir a


Ingredientes
500g de abóbora em cubos
1 peito de frango cozido e desfiado
1 cebola picada
2 dentes de alho
1 colher (chá) de gengibre ralado
1 colher (chá) de cúrcuma
1 colher (sopa) de azeite de oliva
700 a 900 ml de água ou caldo caseiro
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Salsinha para finalizar
1 colher (sopa) de sementes de abóbora ou gergelim
Modo de preparo
Refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente o gengibre, a cúrcuma e a abóbora. Cubra com a água e cozinhe até amaciar. Bata a abóbora até formar um creme, volte à panela e misture o frango desfiado. Ajuste os temperos e finalize com as sementes tostadas e a salsinha.
ela. E começa pela proteína. Refeição pobre em proteína gera fome precoce e um apetite mais difícil de controlar ao longo do dia. Ovos, iogurte natural, queijo, frango, peixe, carne, tofu e leguminosas prolongam a saciedade e estabilizam a refeição. É a diferença entre um café da manhã que sustenta até o almoço e outro que cobra a conta no meio da manhã.
A segunda parte é parar de tratar o calor como sinônimo de boa escolha. Nem toda comida quente nutre. Um creme só de batata ou mandioquinha aquece, mas sustenta pouco. Já uma sopa com proteína, fibra e textura — com legumes, frango desfiado, lentilha, feijão e sementes — aquece e sustenta. Mesmo prato quente, resultado oposto no corpo.
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
E a água, que no frio a gente esquece. A percepção de sede diminui no inverno, mas a necessidade continua. Não vou te dizer que toda fome é sede disfarçada, porque isso simplifica demais. Mas a hidratação faz parte de uma rotina que funciona e, no frio, costuma ser a primeira coisa abandonada. Água, chá, caldo. Tudo conta. No fim, o inverno não pede culpa nem restrição. Pede que você pare de brigar com o próprio corpo e comece a escutá-lo. A vontade é o aviso. O que você faz com ele é a escolha. Comer bem no frio não é resistir ao inverno. É entender o que ele pede e responder com comida que acolhe e sustenta, em vez de comida que só acalma por meia hora.




365vezesnovaledotaquari@gmail.com
FÁBIO KUHN

No pé da serra gaúcha, Imigrante é uma das cidades mais exuberantes do Vale do Taquari. Tanto pela natureza privilegiada, quanto pelas obras e empreendimentos criados pelo homem. Para além disso, temos uma cidade organizada, bem ajardinada e pacata com seus pouco mais de 3 mil habitantes. Com certeza o principal cartão-postal imigrantense é o Convento Franciscano São Boaventura. Localizado em meio às montanhas de Daltro Filho, é um imponente prédio construído com pedras grés, o que lhe confere ainda mais charme.
A obra mobilizou freis holandeses e comunidade local entre as décadas de 30 a 50. Chegou a ser casa para formação de freis franciscanos, mas hoje já pode ser classificado como um grande reduto de paz e espiritualidade. As visitas ao jardim florido e
área externa do convento são gratuitas e não precisam ser agendadas. Na área interna, o destaque do convento é ter uma capela em estilo monástico. Nesse caso, a visita precisa ser agendada.
O convento também funciona como hospedagem com quartos simples e confortáveis. No centro de Imigrante está provavelmente o destino mais famoso da cidade. É o Cactário Horst, que ganha projeção nacional por ser um dos maiores espaços comerciais de cactos e suculentas da América. São cerca de 1,5 mil espécies de plantas. Além de estufas com cactus e suculentas a se perder de vista, a loja tem mostruário de arranjos, espaço kids e copa com cafés.
O cactário abre diariamente, inclusive nas tardes de domingo.
A visita é gratuita, com exceção de excursões que têm custo de R$ 5,00 por pessoa.



Outro atrativo importante à história é o Monumento aos Imigrantes, na Seca Baixa. O espaço foi inaugurado em 2009 como uma forma de relembrar a chegada dos primeiros colonizadores. Para além da obra de arte com malas gigantes, os arredores chamam atenção. Tem duas igrejas evangélicas na volta, o arroio ao lado e uma ponte que se ilumina à noite. Imigrante também tem atrativos naturais ainda sem estrutura, mas com um grande potencial turístico. É o caso do curioso Johannes Fells (um conjunto de pedras com mirante natural) e a Cascata Wasserfall (destino com pequena queda de água muito popular no verão).



