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Escolas municipais, estaduais, particulares e universidades contribuem diretamente com o fortalecimento das comunidades e o desenvolvimento econômico e social de

MATEUS SOUZA
Preparadas aos novos tempos
Instituições de ensino da cidade investem e qualificam estruturas para lidar com eventos climáticos.
PÁGINA 15
Lajeado. Instituições de ensino conseguem transformar, ao seu modo, realidades, e contribuem para a melhoria dos bairros e da cidade como um todo.
CASTELINHO E FERNANDES VIEIRA
Escolas estaduais impactadas pelas enchentes de 2023 e 2024 estão em diferentes estágios de retomada. Enquanto o Castelinho já tem aulas em sua sede, mas ainda conta com obras
pendentes, a Fernandes Vieira segue fechada até que os trabalhos de reforma sejam finalizados. Retorno definitivo anima comunidade do Centro Históric de Lajeado.
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Para acompanhar demanda, governo projeta três novas unidades na cidade, sendo duas Emeis no São Cristóvão e Campestre e uma Emef no Moinhos d’Água.
PÁGINA 3
Odesenvolvimento econômico e social de uma cidade começa pela base. É verdade que a força dos setores produtivos dita o ritmo. Lajeado tem vocações bem definidas, com potências no setor industrial e um comércio bem diversificado. Mas a educação é a “porta de entrada” para que tenhamos uma sociedade mais preparada para os desafios contemporâneos. No caso da cidade mais populosa da nossa região, nos referimos a um polo educacional. Temos instituições referências desde a educação infantil até o ensino superior. Do público ao privado, fazem a diferença nas comunidades onde estão inseridas. Promovem conhecimento e transformam realidades. Constroem pontes para o futuro. Cada escola, creche ou universidade consegue, ao seu modo, transformar. E isso converge diretamente com o desenvolvimento dos bairros de Lajeado. São 28, no total. E todos, sem exceção, tem ligação com alguma instituição de ensino. Cada vez mais, se integram e inspiram um desenvolvimento ordenado e igualitário da cidade. Esta publicação do projeto “Lajeado - Um novo olhar sobre os Bairros” busca explorar essa conexão entre instituições e a cidade. Muitas vezes não percebida, mas essencial para que tenhamos uma cidade melhor para as futuras gerações. Do Castelinho ao Ceat, passando pela Univates e as escolas municipais de educação, são dezenas de milhares de pessoas impactadas diariamente com ações, projetos ou simplesmente com o ato de ensinar. Assim se constrói uma sociedade desenvolvida.

Rede privada
Caracolá Escola de Educação Infantil (São Cristóvão)
Carrossel Centro Escola Infantil (Americano)
Centro Educacional Caminhos (Hidráulica)
Colégio Cenecista João Batista de Mello (Centro)
Colégio Evangélico Alberto Torres (Centro)
Colégio Madre Bárbara (Centro)
Colégio Sinodal Gustavo Adolfo (São Cristóvão)
Colégio Sinodal Conventos (Conventos)
Educatus (Americano)
Escola Arco-Íris (Montanha)
Escola Bem-Me-Quer (São Cristóvão)
Escola Brincarolá (Americano)
Escola Dente de Leite (Universitário)
Escola Garatuja (Florestal)
Escola Sesi (Universitário)
Paraíso Infantil (Centro)
Sesquinho (Florestal)
Cada escola, creche ou universidade consegue, ao seu modo, transformar. E isso converge diretamente com o desenvolvimento dos bairros de Lajeado.”
Ensino técnico e superior:
Centro de Educação Profissional Univates (Universitário)
Universidade do Vale do Taquari (Universitário)
Instituto Federal Rio-Grandense (Olarias)
Senac (Americano)
Senai (São Cristóvão)
Rede municipal
Emef Alfredo Lopes da Silva (Morro 25)
Emef Campestre (Campestre)
Emef Capitão Felipe Dieter (Imigrante)
Emef Dom Pedro I (Jardim do Cedro)
Emef Francisco Óscar Karnal (Santo Antônio)
Emef Guido Arnoldo Lermen (Centenário)
Emef Lauro Mathias Müller (Planalto)
Emef Nova Viena (Olarias)
Emef Oscar Koefender (Nações)
Emef Pedro Welter (Floresta)
Emef Porto Novo (Carneiros)
Emef Santo André (Santo André)
Emef São Bento (São Bento)
Emef São João (Jardim Botânico)
Emef São José (Conventos)
Emef Universitário (Universitário)
Emef Vida Nova (Conventos)
Emef Virtus André Morschbacher (Universitário)
Emei Amiguinhos do Jardim (Jardim do Cedro)
Emei Aprender Brincando (Moinhos)
Emei Cantinho da Alegria (Universitário)
Emei Cantinho Infantil (Alto do Parque)
Emei Cantinho Mágico (Santo Antônio)
Emei Criança Alegre (Santo André)
Emei Criança Esperança (Conservas)
Emei Criança Feliz (Campestre)
Emei Doce Infância (Conventos)
Emei Entre Amiguinhos (São Cristóvão)
Emei Espaço Criança (Florestal)
Emei Fazendo Arte (Centro)
Emei Gente Miúda (Hidráulica)
Emei Jeito de Criança (Moinhos d’Água)
Emei Mundo Encantado (Morro 25)
Emei Mundo Mágico (Nações)
Emei Pequeno Aprendiz (São Bento)
Emei Pequeno Cidadão (Montanha)
Emei Pequeno Lar (Olarias)
Emei Primeiros Passos (Centenário)
Emei Recanto Infantil (Moinhos)
Emei Risque Rabisque (Centro)
Emei Sabor de Infância (Igrejinha)
Emei Sonho de Criança (Bom Pastor)
Emei SER – Saber, Educar, Respeitar (Santo Antônio)
Rede estadual:
Colégio Castelinho (Centro)
Eeem Santo Antônio (Santo Antônio)
Escola Carlos Fett Filho (Moinhos)
Escola Érico Verissimo (São Cristóvão)
Escola Indígena Gaten (Jardim do Cedro)
Escola Fernandes Vieira (Centro)
Escola Irmã Branca (Centro)
Escola Manuel Bandeira (Florestal)
Escola Moisés Cândido Veloso (Hidráulica)
Escola Otília Corrêa de Lima (São Cristóvão)
Escola Pedro Scherer (Montanha)
Escola São João Bosco (Conservas)

Governo projeta três novas escolas, reforça estruturas existentes e investe em vagas na Educação Infantil para garantir acesso e qualidade no ensino
Ocrescimento populacional de Lajeado tem reflexo direto na rede municipal de ensino. Para acompanhar a demanda, o município investe na ampliação de vagas, na qualificação das estruturas e em uma política educacional baseada em indicadores de aprendizagem, inclusão e equidade.

Atualmente, conta com 18 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) e 25 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emes). São 4.013 crianças atendidas na Educação Infantil, número que inclui o pré, já ofertado nas Emefs, além de 6.357 estudantes no Ensino Fundamental. A rede também atende 674 alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e outros 674 no Projeto Vida. Para suprir a demanda na primeira infância, o município ainda realiza a compra de 361 vagas na rede privada de Educação Infantil. Conforme a secretária de Educação, Adriana Vettorello, Lajeado vem se consolidando como referência na área a partir de um planejamento que alia acesso e qualidade. “A educação é tratada
como prioridade em Lajeado, e a Secretaria atua com monitoramento constante da demanda por meio de indicadores e dados demográficos. Com o crescimento populacional da cidade, especialmente pela atração econômica, há oscilações nas matrículas, com eventuais filas concentradas na Educação Infantil. Para enfrentar esse cenário, o município adota medidas como a compra de vagas na rede privada e a ampliação da rede pública, com construção e expansão de escolas.”
Ela destaca ainda que o investimento começa desde a Educação Infantil, com foco no desenvolvimento integral das crianças, formação continuada de professores e qualificação permanente da estrutura escolar,
sempre com atenção à inclusão e à recomposição de defasagens de aprendizagem.
Para ampliar a rede pública, a administração encaminha a construção de três novas escolas: duas Emeis nos bairros São Cristóvão e Campestre, e uma Emef no Moinhos D’Água. As obras têm previsão de início no primeiro semestre de 2026.
De acordo com a prefeita Gláucia Schumacher, os investimentos refletem um compromisso com o futuro do município.
“A construção de novas escolas representa um compromisso

considerando as duas unidades que concentram os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. Atualmente, 517 alunos estão matriculados na unidade II. No total, a instituição soma 904 estudantes. Para a diretora, Márcia Gauer, o novo espaço atende a uma demanda antiga da comunidade. “A comunidade é merecedora de um atendimento adequado às crianças que moram aqui e que muitas vezes se deslocavam para outros bairros em função da falta de vaga na escola.”
No São Cristóvão, na rua Emilio Abichequer, a nova Emei terá 1.541,14 metros quadrados, em estrutura térrea com dois blocos, incluindo salas de atividades, espaço multiuso, pátio coberto, playground, refeitório, cozinha e áreas acessíveis.
com os estudantes, as famílias e, principalmente, com o desenvolvimento do município. As novas estruturas vão impactar no aumento de vagas e também na aprendizagem e no bem-estar dos alunos. Investir em educação é investir no futuro.”
Além das novas obras, o município também aplica recursos na qualificação de estruturas já existentes. Um exemplo recente desse investimento é a entrega, em fevereiro deste ano, das novas instalações da unidade II da Emef Dom Pedro I, no bairro Jardim do Cedro. Com a ampliação, a escola passa a ter capacidade para atender até 1.020 estudantes,
A licitação está concluída, com investimento de R$ 5,19 milhões, sendo R$ 4,77 milhões do MEC e R$ 426,6 mil de contrapartida do município. A obra deve iniciar no primeiro semestre de 2026. Com o mesmo padrão arquitetônico, a futura Emei do Campestre funcionará na rua Rosalina Schneider Baron. A licitação está concluída e o investimento é de R$ 5,69 milhões, sendo R$ 5,63 milhões do MEC e R$ 58 mil de contrapartida do município. As obras já iniciaram.
Por fim, a nova Emef do Moinhos D’Água, na rua Etvino Stein, terá 3.607,11 metros quadrados, distribuídos em nove blocos e dois pavimentos, com salas do 1º ao 9º ano, biblioteca, espaços multiuso, quadra poliesportiva, refeitório, pátio coberto e áreas de apoio. A licitação está concluída e o projeto segue para aprovação da Caixa. O investimento é de R$ 9,44 milhões.


Debate do projeto “Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros”, no Centro Cultural Univates, destaca o papel da educação no pertencimento comunitário, na inclusão social e na transformação das realidades locais
Apresença da escola nos bairros vai muito além da sala de aula. Ela cria vínculos, promove pertencimento, acolhe famílias, revela talentos e impacta diretamente a qualidade de vida das comunidades. Em Lajeado, esse papel foi tema de reflexão entre profissionais da educação pública e privada, que analisaram como o ambiente escolar se consolidou como um dos principais motores do desenvolvimento local. O assunto pautou o segundo encontro temático de 2026 do projeto “Lajeado – Um novo olhar sobre os bairros”, promovido pelo Grupo A Hora em parceria com a Imojel, no espaço externo do Centro Cultural Univates, no bairro Universitário. Participaram do debate a pedagoga e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Ensino da Univates, Morgana Domênica Hattge, o diretor do Colégio Gustavo Adolfo, Edson
Wiethölter, a supervisora do Ensino Fundamental da rede municipal, Caroline Klafke e a diretora da Eeem Santo Antônio, Andrea Reckziegel.
Ao falar sobre a relação entre escola e território, Edson lembra que, historicamente, as comunidades surgiram ao redor de dois núcleos: a igreja e a escola. “Onde há uma escola, o fortalecimento daquele local acontece de forma muito mais intensa”, afirma.
Mais do que um espaço de aprendizagem, a instituição de ensino se torna ponto de encontro, cuidado e articulação social, conectando a dimensão comunitária, econômica e humana dos bairros.
A estrutura educacional de Lajeado ajuda a dimensionar essa presença. O município conta com 25 escolas de educação infantil e 18 escolas de ensino fundamental, além das redes estadual e privada.
Atualmente, os bairros

Onde há uma escola, o fortalecimento daquele local acontece de forma muito mais intensa.”
EDSON WIETHÖLTER
DIRETOR DO COLÉGIO
GUSTAVO ADOLFO
Americano e Moinhos d’Água ainda não possuem unidades próprias, mas são atendidos por escolas vizinhas e transporte escolar. “O Moinhos d’Água deve receber uma nova escola em breve, com cerca de 630 vagas”, destaca Caroline.
Na Escola Estadual Santo Antônio, Andrea ressalta o trabalho contínuo de aproximação com a comunidade, inclusive com ações ligadas ao Pacto Lajeado pela Paz. “Na educação, não colhemos resultados imediatos. É lançar a semente todos os dias.”



Edição debateu como conectar a educação ao desenvolvimento e fortalecimento dos bairros da cidade

Pertencimento que ultrapassa os muros
Para Morgana, a escola é um espaço de cuidado que vai além dos alunos e alcança as famílias e o entorno. “Muitas situações da comunidade chegam ao conhecimento dos educadores pela convivência diária proporcionada pelo ambiente escolar.”
Caroline reforça essa percepção ao lembrar que “a escola também tem a função de revelar potencialidades capazes de transformar realidades locais”.
Parcerias que ampliam possibilidades
A conexão com outras instituições também contribui para esse processo. A aproximação com a Univates é citada como exemplo de como os estudantes passam a enxergar novas perspectivas de futuro.
“O vínculo é tudo dentro de uma comunidade escolar. Precisamos acolher as famílias para que o trabalho seja eficaz”, pontua Andrea.
Além do currículo regular, a
Muitas situações da comunidade chegam ao conhecimento dos educadores pela convivência diária proporcionada pelo ambiente escolar”
MORGANA DOMÊNICA HATTGE PESQUISADORA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DA UNIVATES
rede municipal mantém projetos de contraturno voltados à equidade no atendimento dos alunos que mais precisam.
O debate também abordou as novas demandas que chegam à escola. O uso ético da inteligência artificial, a educação midiática e a formação de cidadãos críticos diante do excesso de informação fazem parte da rotina atual. Para Andrea Reckziegel, isso exige um professor cada vez mais pesquisador e reflexivo. “O refazer pedagógico é diário.

sociais, culturais ou de gênero, ela impacta diretamente o desenvolvimento da sociedade”, completou.

A escola também tem a função de revelar potencialidades capazes de transformar realidades locais.”
CAROLINE KLAFKE
SUPERVISORA DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL

O vínculo é tudo dentro de uma comunidade escolar. Precisamos acolher as famílias para que o trabalho seja eficaz.”
ANDREA RECKZIEGEL
DIRETORA DA EEEM SANTO ANTÔNIO
Entrevistados foram unânimes em destacar que a escola é peça fundamental para o fortalecimento dos bairros, promovendo pertencimento, inclusão e transformação social nas comunidades
A rede educacional de Lajeado tem ampla presença territorial e prevê expansão no bairro Moinhos d’Água
Parcerias com a Univates Sicredi e projetos de contraturno ampliam oportunidades e equidade
Transformações tecnológicas
A entrada da inteligência artificial e a necessidade de preparar professores para esse cenário foram pontos centrais.
“Precisamos ensinar o uso ético da tecnologia e formar cidadãos críticos, capazes de lidar com desinformação e novas realidades”, afirma Morgana.
A inclusão também apareceu como prioridade. “Quando a escola é inclusiva, seja em termos
Referência para o desenvolvimento da cidade
A participação da rede privada também compõe esse cenário.
O Colégio Gustavo Adolfo atende cerca de 15% de alunos de fora do município e projeta expansão no bairro Jardim Botânico nos próximos anos. As bolsas de estudo concedidas pelas instituições particulares
movimentam mais de R$ 10 milhões por ano.
Ao projetar Lajeado como referência estadual, os educadores concordam que o caminho passa por ampliar o olhar dos estudantes, fortalecer o vínculo com as famílias e manter a escola como núcleo ativo das comunidades. “Educação não é para fracos. Precisamos formar pessoas corajosas”, frisa Edson.
Ao final do debate, os participantes apontaram que Lajeado já possui bases sólidas para se tornar referência estadual em educação integrada ao desenvolvimento urbano. O desafio agora é avançar com qualidade, inclusão e inovação. “A escola precisa desenvolver sonhos e ampliar horizontes. Isso transforma o bairro e a cidade”, resumiu Andrea. Caroline destacou a importância de garantir equidade.“Todos os alunos, independentemente do bairro, precisam ter as mesmas oportunidades.”


Necessidade de equilibrar ensino acadêmico e questões socioemocionais
Realidade mais complexa em bairros vulneráveis
Demandas estruturais, pedagógicas e sociais simultâneas
Formação contínua de professores como prioridade
CAMINHOS PARA LAJEADO APONTADOS NO DEBATE
Investimento em qualidade e equidade
Fortalecimento das parcerias entre instituições, públicas ou privadas, com o Poder Público e a sociedade
Integração entre educação, economia e planejamento urbano
Formação de cidadãos preparados e engajados para atuar na comunidade
Escola como agente de transformação local
Desafios atuais incluem educação midiática, uso ético da IA e qualificação constante dos professores
MAIO

– Dois anos da enchente histórica de 2024: a reconstrução da cidade, os avanços e o que ainda está pendente
JUNHO
– Polo de empregos e diversificação: descentralização da cidade, permite surgimento de “mini centros” em bairros
JULHO
– Saúde e assistência social: setores e que dialogam diretamente com o desenvolvimento dos bairros
AGOSTO
– Planejamento urbano: para onde Lajeado cresce? Os núcleos urbanos que despontam para o futuro da cidade

Acesse o QR Code e confira na íntegra o debate deste mês, que foi apresentado direto do campus da Univates
Plano estratégico combina expansão vertical na area central com nova unidade em região fora da rota das enchentes. Movimento acompanha a transformação urbana de Lajeado
Instituição centenária e diretamente ligada ao desenvolvimento de Lajeado, o Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat) vive um momento de transição planejada. Diante dos impactos recorrentes das enchentes, a escola aposta em um modelo de crescimento que alia permanência no Centro a uma expansão territorial estratégica. A ampliação da sede central é um dos pilares desse movimento. O projeto prevê novos pavimentos, chegando ao sexto e sétimo andares. Uma iniciativa

que vai além de ampliar a capacidade física. Busca garantir continuidade pedagógica mesmo em cenários adversos.
“O Ceat sempre teve uma relação muito forte com o Centro.
A nossa história está aqui, e a decisão é seguir investindo nesse espaço, mas com um olhar mais preparado para eventos
extremos”, afirma o diretor Rodrigo Ulrich.
Segundo ele, os projetos passaram por revisões após as enchentes recentes. “A gente precisou reavaliar principalmente o uso dos pavimentos térreos, pensando em mais resiliência. Isso faz parte de um planejamento responsável, que considera o que vivemos nos últimos anos.”
Novo centro urbano
O segundo eixo do plano aponta para o futuro da cidade. O Ceat trabalha na implantação de uma nova unidade no bairro Alto do Parque, região fora das áreas de inundação e em acelerado processo de crescimento.
A área, adquirida ainda na década de 1960, ganha agora protagonismo dentro da estratégia institucional. A proposta é consolidar um novo polo educacional alinhado à expansão urbana de Lajeado. “A cidade está se transformando, e o Alto do Parque é um exemplo claro disso.

A ideia não é substituir o Centro, mas complementar a nossa atuação, acompanhando esse movimento”, explica.
A nova unidade também nasce com forte preocupação urbanística. O projeto prevê soluções internas de mobilidade para evitar impactos no trânsito local. “Estamos desenhando acessos em que os pais entram, deixam os alunos e saem por outro ponto, sem sobrecarregar as vias do entorno. Isso exige um planejamento técnico detalhado e diálogo com o poder público”.
O crescimento do Ceat também considera a lógica regional. Com alunos de municípios vizinhos, como Estrela, Arroio do Meio


e Marques de Souza, a escola acompanha discussões mais amplas sobre infraestrutura viária, especialmente na BR-386. “A mobilidade não é só local. A gente pensa em como os estudantes chegam até a escola todos os dias. Por isso, acompanhamos e apoiamos debates como o de novos acessos e viadutos, que podem melhorar muito esse fluxo”, afirma o diretor.
Além disso, o planejamento já prevê a integração entre as duas unidades. A proposta considera a possibilidade de estudantes utilizarem estruturas em ambos os espaços, o que exige organização logística e fluidez no deslocamento.
O Ceat adota cautela nas próximas etapas. Em março, foram protocolados na administração os primeiros projetos da unidade do Alto do Parque, iniciando um processo técnico que pode levar meses. “O nosso princípio é muito claro. É investir tempo no planejamento para evitar retrabalho lá na frente. Um projeto desse porte exige segurança em cada etapa, desde a aprovação até a execução”, ressalta Ulrich.
Segundo ele, somente após as definições legais e técnicas será possível avançar para a orçamentação e escolha de parceiros. “A gente não acelera etapas. Prefere fazer bem feito, com clareza, para garantir que o resultado final esteja à altura do que a comunidade espera.”
Novo andar possibilita funcionamento da escola mesmo em situações de crise

Com terreno de 1,6 hectare e previsão de operação entre 2029 e 2030, instituição aposta em expansão urbana da região para ampliar presença em Lajeado
Consolidado como uma das principais instituições privadas de ensino de Lajeado, o Centro de Educação Básica Gustavo Adolfo prepara um novo passo em seu processo de expansão. A escola projeta a implantação de uma terceira unidade no bairro Jardim Botânico, em área de 1,6 hectare, numa aposta direta no crescimento populacional e imobiliário da zona oeste do município.
O novo campus ainda está em fase de projeto arquitetônico, mas já integra o planejamento estratégico da instituição. A expectativa é lançar a pedra fundamental em 2027, iniciar as obras na sequência e colocar a unidade em operação entre 2029 e 2030.
Segundo o diretor do GA, Edson Wiethölter, a escolha do Jardim Botânico não ocorreu por acaso. O movimento foi definido a partir
de um mapeamento detalhado da origem dos estudantes da escola e do avanço urbano observado naquela região da cidade.
Conforme ele, hoje cerca de 18% dos alunos da instituição vêm do eixo formado por bairros como Jardim Botânico, Alto do Parque, Santa Clara, Conventos, além de municípios vizinhos como Forquetinha. O número coloca a região como o segundo principal polo emissor de estudantes para a escola.
“Foi uma decisão baseada em dados. Estudamos de onde vêm nossos alunos e identificamos um potencial gigante naquela área. A escola vem para acompanhar e também impulsionar esse desenvolvimento”, afirma.
A nova unidade será implantada em um terreno localizado a duas quadras da Avenida Benjamin Constant, nas proximidades da Garden e do condomínio Altos da Reserva Parque. Parte da área verde existente será preservada.
Bairro em evidência
A implantação ocorrerá de forma gradual. A tendência inicial é começar com turmas da educação infantil ao quinto ano, ampliando posteriormente conforme a demanda. “Não será uma simples transferência de
alunos. É uma nova escola, com novas vagas, pensada para crescer junto com aquela região”, reforça Wiethölter.
Além da ampliação da capacidade educacional da instituição, o projeto é visto por lideranças locais como um marco para a consolidação do Jardim Botânico como novo lugar de expansão urbana de Lajeado. Presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico, Mara Markmann, conhecida como “Baixinha”, afirma que a comunidade recebeu a notícia com entusiasmo e expectativa. Para ela, a chegada do educandário
representa um novo patamar de desenvolvimento para a região.
“A presença de um colégio com o prestígio do Gustavo Adolfo reforça o reconhecimento do bairro e contribui para sua valorização. É um empreendimento que transcende a educação e impacta diretamente no desenvolvimento local”, destaca.
A avaliação é de que a nova estrutura deve estimular a chegada de novos moradores, fortalecer o comércio e ampliar a oferta de serviços no entorno.
Ao mesmo tempo, cresce a cobrança para que o poder público acompanhe essa expansão com

Diretor do GA - Edson Wiethölter: “Não será uma simples transferência de alunos. É uma nova escola, com novas vagas, pensada para crescer junto com aquela região.”
investimentos proporcionais em infraestrutura urbana.
Entre as preocupações da comunidade estão mobilidade, segurança viária e criação de novas áreas de lazer. A associação defende que o crescimento da região precisa ocorrer de forma planejada para evitar gargalos futuros.
“O bairro está em plena expansão. Um empreendimento desse porte exige que o município acompanhe com melhorias em trânsito, segurança e espaços públicos para manter a qualidade de vida dos moradores”, ressalta Mara. A escola também projeta atuar como polo de integração comunitária, abrindo parte da estrutura para eventos, oficinas e atividades compartilhadas com a população local, modelo já adotado em outras unidades da instituição.


Castelo Branco segue com intervenções pendentes e Fernandes Vieira deve retomar atividades no segundo semestre, enquanto comunidade destaca peso histórico das instituições para o Centro
Quase dois anos após a enchente de maio de 2024 atingir em cheio parte da rede estadual de ensino no Vale do Taquari, duas das instituições mais simbólicas de Lajeado ainda operam em processo de reconstrução. O
Colégio Estadual Presidente Castelo Branco e a Escola Estadual de Ensino Fundamental Fernandes Vieira avançaram nas etapas de recuperação estrutural, mas seguem dependentes da conclusão de novas intervenções para retomarem plenamente as atividades em seus prédios originais.
As duas escolas foram severamente impactadas pela inundação e precisaram ser desocupadas em um dos momentos mais críticos já enfrentados pela educação pública na região. Desde então, estudantes e equipes pedagógicas
foram redistribuídos para outras instituições em uma força-tarefa organizada pela 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Segundo a coordenadora Greicy Weschenfelder, a realocação ocorreu sem prejuízo pedagógico aos alunos, apesar das dificuldades logísticas e da ruptura na rotina escolar. “Não houve prejuízo na aprendizagem. As avaliações externas mostram que esses alunos tiveram aprendizagem garantida.” Ela destaca ainda um conjunto de estratégias adotadas para garantir a continuidade do ensino, como reforço escolar, mentorias pedagógicas e formação continuada de professores e equipes gestoras. Conforme ela, a Fernandes Vieira chegou a operar em três escolas diferentes após a enchente, o que exigiu adaptações constantes de alunos, professores e

Não houve prejuízo na aprendizagem. As avaliações externas mostram que esses alunos tiveram aprendizagem garantida.”
GREICY WESCHENFELDER
COORDENADORA DA 3ª COORDENADORIA
REGIONAL DE EDUCAÇÃO (CRE)

Uma das escolas mais tradicionais de Lajeado, a Fernandes Vieira tem retomada prevista para o segundo semestre deste ano
famílias. Hoje, todas as turmas estão concentradas na Escola Moisés Cândido Veloso, em Lajeado. Já o Castelo Branco foi transferido para a Univates, onde permaneceu por cerca de dois anos em um ambiente diferente do habitual para o ensino médio. Mesmo com a reorganização da rotina escolar e a manutenção das atividades, a expectativa


da comunidade permanece voltada ao retorno definitivo das instituições aos seus prédios originais. O motivo vai além da estrutura física, trata-se do papel histórico, simbólico e urbano que ambas desempenham no Centro da cidade..
Papel histórico
Uma das escolas mais tradicionais de Lajeado, a Fernandes Vieira tem retomada prevista para o segundo semestre deste ano. Conforme a Secretaria de Obras Públicas do Estado, a obra está em fase final de reestruturação contratual após a troca da empresa responsável pelos trabalhos, fator este que contribuiu para a ampliação dos prazos ao longo do processo.
O investimento mais recente na recuperação é de R$ 172,5 mil, embora o conjunto de intervenções desde 2024 ultrapasse R$ 1,5 milhão em contratos e melhorias voltadas à recuperação da estrutura.
A escola já havia sido impactada por eventos climáticos anteriores e, após
a enchente de 2024, chegou a ter a continuidade de seu funcionamento colocada em dúvida, com possibilidade de mudança de endereço. A decisão posterior pela reforma no mesmo local manteve o vínculo histórico com o Centro, mas também ampliou o tempo de espera da comunidade.
Enquanto isso, os estudantes seguem realocados, com rotina adaptada, aguardando o retorno definitivo ao prédio original.
No caso do Castelo Branco, o cenário é mais complexo. Embora o retorno parcial das atividades tenha ocorrido no segundo semestre de 2025, após a conclusão da primeira fase das obras, a recuperação integral do complexo ainda está longe de ser finalizada.
A etapa inicial permitiu a reabertura de 24 salas de aula, além de áreas administrativas, mas boa parte da estrutura permanece com intervenções pendentes.
A diretora da escola, Evenize Pires, relata que o período fora do prédio foi um dos mais desafiadores da história recente da instituição. “O momento mais desafiador foi ir para a Univates. Não era o nosso espaço, era um ambiente universitário. Mesmo com transporte, muitos alunos tiveram dificuldade pela distância e pela rotina diferente”, afirma.

Segundo ela, além das dificuldades logísticas, houve impacto direto no vínculo dos estudantes com a escola. “Muitos também foram atingidos pela enchente. Foi um período muito delicado. O maior desafio foi acolher esses alunos e manter eles conectados com a escola.”
O retorno ao prédio, em agosto do ano passado, representou uma virada para a comunidade escolar. “Foi muito importante, muito impactante. Muitos alunos que não estavam frequentando voltaram. Foi um retorno muito saudável para professores, alunos e funcionários.”
Mesmo com essa retomada parcial, a estrutura ainda não está concluída. “A escola foi muito impactada. Perdemos documentos, mobiliário, equipamentos. Muita coisa foi recuperada, mas a obra não está pronta. Ainda temos o térreo para fazer, o refeitório precisa ser readequado e outras partes ainda dependem de intervenção”, explica.
O investimento total previsto para a recuperação do Castelo Branco chega a R$ 2,6 milhões. Ainda assim, faltam etapas importantes, como a recuperação do ginásio, auditórios, quadras externas, laboratórios e salas do primeiro pavimento, além da implantação de um módulo de acessibilidade com elevador,

A escola aberta significa criança e adolescente circulando, famílias retornando rotina, comércio voltando a respirar melhor. É educação, mas também reconstrução social, econômica e emocional.”
EUCLIDES RODRIGUES
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO CENTRO

Linha do tempo da recuperação
Maio de 2024
rampas e sanitários adaptados.
A continuidade das obras depende da formalização de contrato com uma nova empresa responsável pela região, por meio do modelo de Contratação Simplificada, adotado pelo Estado para agilizar processos de manutenção e recuperação.
Ao mesmo tempo, a reconstrução já aponta mudanças estruturais. Segundo a direção, a escola passa a contar com uma concepção mais resiliente. “Hoje a gente tem uma estrutura que permite, por exemplo, deslocar atividades para pavimentos superiores em caso de necessidade. A escola está sendo pensada para eventos extremos”, afirma Evenize.
Para a comunidade do Centro, a retomada parcial representa avanço, mas ainda distante da normalidade esperada. Presidente da Associação de Moradores do Bairro Centro, Euclides Rodrigues afirma que a demora na recuperação integral das escolas reforça a sensação de que a reconstrução segue incompleta.
“As escolas não são apenas prédios. Elas fazem parte da história viva da comunidade”, afirma. Segundo ele, a Fernandes Vieira mantém um vínculo afetivo
profundo com famílias que atravessam gerações, enquanto o Castelo Branco exerce papel estruturante no cotidiano urbano. De acordo com Rodrigues, a ausência do fluxo diário de estudantes, professores e funcionários alterou a dinâmica econômica e social da região. O comércio perdeu movimento, ruas ficaram mais vazias em determinados horários e o Centro passou a carregar, de forma mais visível, as marcas deixadas pela enchente.
“A escola aberta significa criança e adolescente circulando, famílias retomando rotina, comércio voltando a respirar melhor. É educação, mas também reconstrução social, econômica e emocional”.
Enchente histórica atinge as duas escolas e interrompe atividades presenciais nos prédios.
2024
Alunos são realocados para instituições parceiras em Lajeado, Estrela e Encantado.
2025 Castelo Branco retoma parcialmente atividades após primeira fase das obras.
2026
Fernandes Vieira tem previsão de retorno ao prédio original no segundo semestre.
Próximos passos
Castelo Branco aguarda contratação de nova empresa para etapas finais da recuperação.

O momento mais desafiador foi ir para a Univates. Não era o nosso espaço, era um ambiente universitário.”
EVENIZE PIRES DIRETORA DO COLÉGIO CASTELINHO



18 caminhões de móveis descartados após a enchente
Substituição de materiais frágeis por concreto, porcelanato, alumínio e vidro
Novos móveis modulares e restauráveis
Elevação de setores estratégicos (TI e energia) para o terceiro andar
Implantação de conceito estrutural de resiliência
Instalação de 50 câmeras de segurança (com ampliação em andamento)
Capacidade atual: 1.329 alunos (limite de 1.400)
Conclusão do quarto pavimento dentro do plano de expansão
Reconstrução estrutural, gestão de crise e compromisso com a região histórica marcam o presente e projetam o futuro da instituição
Aenchente histórica de 2024 impôs ao Colégio Madre Bárbara um dos maiores desafios de sua história recente. Entre perdas materiais e impactos emocionais, a instituição precisou agir rápido para retomar as atividades e, ao mesmo tempo, repensar sua estrutura e seu papel na cidade.
O resultado foi um processo de reconstrução pautado pela resiliência, conceito que hoje orienta não apenas a infraestrutura, mas também as decisões estratégicas da escola. À frente desse movimento, a diretora Maria Elena Jacques destaca que o momento exigiu liderança e organização.
“Foi uma situação extremamente difícil, mas conseguimos estruturar um comitê de crise com funções bem definidas. Isso fez toda a diferença para que, em duas semanas, já estivéssemos praticamente operando


novamente”, afirma.
A resposta à enchente não se limitou à recuperação do que foi perdido. O colégio optou por transformar sua estrutura para enfrentar eventos climáticos futuros com mais segurança. Materiais vulneráveis foram substituídos por soluções mais resistentes. “Retiramos tudo o que era gesso e MDF e passamos a utilizar concreto, porcelanato e alumínio. Pensamos em um modelo que permita recuperação rápida caso algo semelhante volte a
acontecer”, explica a diretora. Além disso, áreas estratégicas foram reposicionadas. Sistemas de tecnologia, subestação elétrica e central de luz foram elevados para o terceiro andar, reduzindo riscos operacionais. “Não é só reconstruir, é reconstruir melhor. Hoje temos um colégio preparado para reagir com mais eficiência”, completa.
Mesmo diante dos desafios urbanos, como insegurança,

esvaziamento comercial e problemas de mobilidade, a direção optou por manter o colégio no Centro de Lajeado. A escolha é vista como um compromisso institucional com a história e com a cidade.
“Poderíamos ter considerado outras áreas, mas entendemos que nossa presença aqui é fundamental. O colégio é um dos principais pontos de movimento e vida no Centro”, ressalta Maria Elena.
A decisão, no entanto, traz consequências. A diretora
reconhece dificuldades no entorno, desde imóveis abandonados até episódios de insegurança. “Vivemos uma realidade preocupante. Há arrombamentos, vandalismo e situações que impactam diretamente a comunidade escolar”, pontua.
Para mitigar esses efeitos, a instituição investiu em segurança própria, com câmeras e vigilância, além de participar de discussões com poder público e entidades para revitalização da região.
A criação de loteamentos e condomínios atrai novos moradores e leva o colégio a construir um novo prédio, com auditório para 400 pessoas
Conventos, o bairro mais populoso de Lajeado, saltou de 3,4 mil para 7,5 mil habitantes entre 2010 e 2022, segundo o Censo do IBGE. O crescimento mudou o bairro e puxou junto o setor educacional. O Colégio Sinodal Conventos passou de uma escola situada em área rural para uma instituição cercada por loteamentos e pela expansão urbana. “De uma área essencialmente agrícola, hoje Conventos é uma área urbana. A escola, também teve que mudar o seu aspecto físico estrutural”, destaca o diretor Rui Griesang. Sob a gestão dele, a instituição ampliou a infraestrutura, manteve o ensino de alemão e se consolida como uma escola de médio a grande porte, com 769 estudantes.
O principal projeto de 2026 é a construção de um novo prédio, de 1,7 mil metros quadrados, para atender à demanda crescente.
O espaço vai abrigar auditório com palco e 400 lugares, nova biblioteca, salas de professores, banheiros e ambientes específicos para teatro, música e outras atividades culturais. Com isso, áreas hoje ocupadas pela biblioteca, pelo auditório e pelas salas de professores poderão virar salas de aula.
A obra deve começar ainda em 2026 e tem previsão de término para fevereiro de 2027. A empresa

de duas agências financeiras cooperativadas mostra o tamanho que Conventos alcançou.
responsável já foi contratada, o valor do investimento já está definido e o colégio aguarda o aval da prefeitura para iniciar a construção.
de expansão
O diretor Rui Griesang lidera o plano de expansão. “Queremos atrair mais alunos, prevendo o crescimento do bairro.” Segundo ele, o colégio recebe cerca de 50 novos estudantes por ano, reflexo direto do desenvolvimento de Conventos.
O diretor observa esse crescimento de perto. O bairro expande o comércio, lojas, consultórios médicos e odontológicos redesenham o panorama local. O posto de saúde deve ser ampliado, e a instalação

“Essas agências financeiras cooperativadas trazem comodidade. Com elas, a população evita ir ao Centro.”
Diante desse cenário, a nova estrutura é essencial. Além do auditório, da nova biblioteca e das salas voltadas à música, ao teatro e ao desenvolvimento dos alunos, a construção vai abrir espaço para novas salas de aula. A expectativa é que, no ano que vem, os estudantes comecem o período letivo em um ambiente ampliado.
Escola virou referência no bairro
Fundada em 1937, a escola é uma das mais tradicionais de Lajeado e caminhou junto ao crescimento do bairro. Hoje, oferece ensino do pré ao Ensino Médio. Na prática, acompanha os filhos dos moradores dos 4 aos 17 anos. O estudante entra cedo e só deixa a escola ao seguir para a universidade.
Com esse papel, o colégio entendeu que precisava estruturar uma formação forte, voltada ao futuro do estudante. Por isso, ampliou as atividades extracurriculares.
Enquanto os alunos estudam, os pais conseguem trabalhar com mais tranquilidade. Muitos atuam no Centro, mas deixam os filhos no bairro, estudando. Assim, o Colégio Sinodal Conventos se tornou uma referência dentro do bairro, tanto como instituição


de ensino quanto como espaço cultural. “A aceitação entre os moradores é expressiva”, afirma o diretor.
Eventos levam a comunidade ao colégio
O teatro, a música e os corais formados por alunos do colégio mudaram o panorama cultural de Conventos. Os pais fazem questão de participar dos eventos. Griesang destaca três que mobilizam a população. O primeiro é o Dia das Mães, mas é a Festa de São João, em junho, que leva a comunidade em peso para dentro da escola. A direção abre as portas e reúne alunos, ex-alunos, pais e professores, que acompanham as apresentações. O terceiro destaque ocorre em dezembro, com a Cantata
O Colégio Sinodal tem como missão acompanhar o crescimento de Conventos. A cada ano, há um acréscimo de 50 alunos e, por isso, vamos construir um novo prédio, ao lado do existente. Estamos nos estruturando para acompanhar a modernidade da cidade e da educação.”
RUI GRIESANG DIRETOR DO COLÉGIO SINODAL CONVENTOS
Natalina, também aberta ao público. O evento envolve teatro, canto coral, as duas orquestras, o conjunto instrumental e a orquestra do colégio. “São eventos culturais em que a gente sente a presença das pessoas do bairro”, afirma o diretor. Segundo ele, esse retorno da comunidade tem um peso simbólico importante. Exalunos e antigos pais de alunos costumam voltar ao colégio e demonstrar gratidão pela oportunidade que os filhos tiveram de estudar e se formar na instituição.

Da pequena vila, com escolinhas e capelas, ao polo regional e referência na educação do Vale do Taquari, Lajeado cresceu junto e a partir de seus educandários
Aocupação do território de Lajeado se deu de forma mais intensa a partir da segunda metade do século XIX com a chegada dos imigrantes alemães e, depois, dos italianos. Foi por meio desses pioneiros que os primeiros núcleos habitacionais da cidade foram formados. Análises históricas mostram que essas primeiras comunidades, criadas por colonos que desbravaram matas fechadas, compartilhavam alguns aspectos comuns: além das moradias, a criação e construção de uma igreja e uma escola. Lajeado não foi exceção e a história dos bairros da cidade comprova isso.
O documento mais antigo no Arquivo Histórico Municipal de Lajeado é um caderno de chamada de uma escola em Conventos, datado de 1877. Essa pequena escola funcionava na casa do professor Adão Aloísio Rockenbach. Mais tarde, por volta de 1916, recebeu um prédio próprio, nas proximidades da capela da comunidade e do cemitério. Hoje, o pequeno educandário é conhecido como a Emef São José de Conventos.

A Univates [...] entendeu que precisaria ser uma referência para toda a região e não somente para Lajeado”
NEY LAZZARI
EX-ALUNO E EX-REITOR DA UNIVATES

Entre a fé e a educação
Quase todas as primeiras escolas de Lajeado surgiram a partir da vinculação com alguma igreja. Em muitas, as aulas e as missas ocorriam no mesmo espaço. É o caso do Colégio Evangélico Alberto Torres, fundado em 1892, a partir da Escola Paroquial Evangélica, criada antes mesmo da Comunidade Evangélica. O Colégio Madre Bárbara e o antigo São José surgiram para atender o ensino dos moradores católicos do pequeno centro. Nas comunidades mais afastadas, como o atual Jardim do Cedro, a Emef Dom Pedro I foi criada por 14 colonos alemães, a partir de uma sociedade particular. A Emef São Bento também tem suas origens por
volta desse período, assim como o Colégio Sinodal de Conventos, todas vinculadas a comunidades religiosas.
A chegada dos educandários públicos tem um marco em 1927, com a fundação de um Grupo Escolar que, anos mais tarde, dá origem à Escola Estadual Fernandes Vieira, inaugurada em 1940. A exemplo desta, a escola São João Bosco em Conservas foi um dos primeiros educandários públicos de Lajeado. A partir da segunda metade do século XX, as antigas escolas mantidas por sociedades particulares foram sendo municipalizadas ou assumidas pelo Estado.
Na vanguarda do desenvolvimento
A cronologia de criação dessas

instituições conta sobre a história do próprio município e, em especial, sobre sua povoação. A ocupação iniciou por bairros como Conventos e São Bento, seguido pelo Centro e, a partir dele, as localidades limítrofes, como Montanha e São Cristóvão. Nos mais de 30 cadernos publicados pelo Projeto Um Novo Olhar sobre os Bairros, em todas as edições, a história dos bairros da cidade foi relembrada. E, em todos, as escolas representavam grande significado para a comunidade; estavam no cerne de sua constituição e no senso de pertencimento.
A Univates é fruto desses movimentos. Por volta da década de 1960, um grupo de lideranças regionais percebeu a necessidade

de qualificação local, em especial de professores e trabalhadores para as empresas. Na época, cursos superiores existiam apenas fora do Vale do Taquari. Assim, em 1964, foi fundada a Associação Pró-Ensino Universitário do Alto Taquari (Apeuat). Foi somente a partir de um convênio com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) que, em 1969, foi iniciada a Faculdade do Alto Taquari de Ensino Superior (Fates). Os cursos iniciais de Letras, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas começaram em salas de aula cedidas pelos colégios da época. No ano de 1972, a Fates foi oficializada e foi construído o primeiro prédio do que viria a ser a Univates. Quem recorda dessa primeira década da Univates é Ney Lazzari. Vindo de Sério, depois de fazer o curso técnico no Colégio Presidente Castelo Branco, se



matriculou no curso de Ciências Econômicas da Fates em 1977. “Existia um único prédio, um galinheiro em frente e potreiros ao redor”, lembra Lazzari.
Quase 50 anos depois, o exaluno acompanhou de perto a transformação da Univates: foi professor, coordenador de cursos, reitor e presidente da Fundação Univates (Fuvates). Ainda hoje, faz parte do Conselho.
A exemplo das primeiras escolas
da região, que foram centrais para o desenvolvimento das comunidades, a Univates também teve papel fundamental na consolidação regional. Foi dentro da universidade que surgiram vários movimentos como o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e a Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT).
“Isso tudo ocorre entre os anos 1990 e 2000, época em que
À direita, pequena escola de Conventos, que tem caderno de matrícula datado de 1877
1877 – Emef São José de Conventos (Conventos) registra seu primeiro caderno de matrícula
1892 – Colégio Evangélico Alberto Torres (Centro)
1897 – Colégio Madre Bárbara (Centro)
1919 – Emef Dom Pedro I (Jardim do Cedro)
1937 – Colégio Sinodal de Conventos (Conventos) tem registros desde 1919
1937 – EEEF Pedro Scherer (Montanha)
1940 – EEEF Fernandes Vieira (Centro)
1940 – EEEF São João Bosco (Conservas)
1953 – Emef Alfredo Lopes da Silva (Morro 25)
1953 – Emef Francisco Oscar Karnal (Santo Antônio)
1957 – EEEF Moisés Cândido Veloso (Hidráulica)
1958 – EEEF Manuel Bandeira (Florestal)
1960 – EEEM Irmã Branca (Florestal)
tivemos várias emancipações na região. A Univates foi palco dessas articulações principalmente porque entendeu que precisaria ser uma referência para toda a região e não somente para Lajeado”, cita Lazzari.
Dos três primeiros cursos para os mais de 40 atuais, a Univates cresceu nesses 50 anos, assim como Lajeado. Hoje, um bairro da cidade inclusive leva o nome de Universitário por conta da instituição, que teve papel central no crescimento daquele quadrante do município. Criada para sanar demandas locais na época de 1960, ainda hoje, carrega em seu cerne esse mesmo propósito, adaptando-se às novas dinâmicas de sociedade e de demanda.


1961 – Emef Capitão Felipe Dieter (Imigrante)
1961 – EEEF Carlos Fett Filho (Moinhos)
1961 – Emef São João (Jardim Botânico)
1962 – Colégio Cenecista João Batista de Mello (Florestal)
1962 – Emef Vitus André Mörschbacher (Universitário)
1965 – Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (Centro)
1966 – EEEF Otília Correa de Lima (São Cristóvão)
1967 – Colégio Evangélico Gustavo Adolfo (São Cristóvão)
1969 – Universidade do Vale do Taquari (Universitário)
1973 – Emef Santo André (Santo André)
1976 – EEEB Érico Veríssimo (São Cristóvão)
1977 – Emef São Bento (São Bento) tem seus primeiros movimentos educacionais em 1910
1984 – Emef Campestre (Campestre)
1985 – Emef Nova Viena (Olarias)
1988 – Emef Oscar Koefender (Nações)
1990 – Emef Pedro Welter (Floresta)
1990 – Emef Porto Novo (Carneiros)
1990 – Emef Vida Nova (Conventos)
1991 – Emef Guido Arnoldo Lermen (Centenário)
1992 – Emef Universitário (Universitário)
1994 – EEEM Santo Antônio (Santo Antônio)
1999 – Emef Lauro Mathias Muller (Planalto)





A instalação da Escola do Sesi confirmou uma vocação que o Universitário já tinha, a de se firmar entre os bairros mais adequados de Lajeado para morar e estudar.
Inaugurada no Bairro Universitário para atender à demanda local, a Escola Sesi de Ensino Médio Paulo Ignácio Heineck completa seu primeiro ano e já muda a rotina
da região. A localidade, que já se destacava pela presença da Univates e pela circulação de estudantes e profissionais, ganha agora mais força como polo educacional.
A proposta do Sesi é ampliar gradualmente a escola e consolidar um projeto de ensino voltado a crianças e jovens de 6 a 18 anos, com foco em tecnologia, criatividade e experimentação.
Para adultos, a instituição também oferece Educação de Jovens e Adultos na modalidade EAD, no turno da noite, para quem tem mais de 18 anos e quer concluir o Ensino Fundamental ou Médio.

“Com isso, o Sesi mantém hoje um verdadeiro complexo educacional em Lajeado, contribuindo significativamente para o desenvolvimento educacional e social da cidade e da região”, afirma a gerente de Educação, Rosimeri Fuchina. A presença da escola fortalece o papel do Universitário como polo de ensino. Hoje, a unidade atende estudantes de mais de 25 bairros de Lajeado, além de alunos de outros municípios. Segundo Rosimeri, a inauguração ampliou uma influência educacional que já era forte no bairro. Os efeitos, diz ela, também chegam ao
As atividades pedagógicas com os estudantes tiveram início em 10 de fevereiro de 2025, com a entrada de quatro turmas de 1º ano do Ensino Médio em regime de tempo integral. Desde então, a escola vem ampliando gradualmente sua atuação e consolidando sua proposta educacional”
ROSIMERI FUCHINA
GERENTE DE EDUCAÇÃO DO SESI
campo econômico e social. “Eles alcançam todo o Vale do Taquari.”
Quando uma escola se instala em um bairro, ela puxa movimento. Alunos precisam de moradia, alimentação, transporte e serviços. Com isso, o comércio cresce, novos empreendimentos surgem e a vida urbana ganha ritmo.
Instituições de ensino também ajudam a criar um ambiente mais propício à circulação de ideias, atividades culturais e formação de comunidade.
A Univates já impulsionava a valorização imobiliária da região. Com a chegada da Escola do Sesi, essa dinâmica se intensifica. Mercados, serviços e moradias para estudantes ganham ainda mais espaço, o que torna o bairro mais vivo e mais atraente para quem busca praticidade no dia a dia.
Não por acaso, o Universitário já aparece no mercado imobiliário como uma das áreas de maior crescimento em Lajeado, indicada para estudantes e
O complexo educacional tem quase 5 mil metros quadrados e capacidade para mais de mil alunos.
Atende Ensino Médio, cursos técnicos, Educação de Jovens e Adultos e Contraturno Tecnológico.
Tem aulas nos três turnos, de segunda a sexta-feira, o que amplia a circulação no bairro ao longo do dia.
Recebe estudantes de 25 bairros de Lajeado e também de outros municípios.
A escola trabalha com a abordagem Steam, sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, e coloca o estudante como protagonista do processo de aprendizagem.
A partir do 2º ano do Ensino Médio, os estudantes fazem curso técnico em parceria com o Senai, aproximando a formação da entrada no mercado de trabalho.
Alunos de 25 bairros estudam na Escola do Sesi
Todos os dias, a escola reserva 15 minutos exclusivos para leitura, com a participação de toda a comunidade escolar.
jovens profissionais por reunir mobilidade, segurança e vida ativa ao redor.
O próprio nome do bairro já aponta sua identidade. O Universitário nasceu ligado ao ensino superior, mas agora amplia esse perfil com a presença mais forte da educação básica e técnica.
A estrutura da Escola do Sesi foi planejada para atender alunos de diferentes idades. O espaço conta com salas de aprendizagem, sala de música, laboratórios, ginásio de esportes, playground, áreas de convivência e ampla área verde, em sintonia com as características do bairro.



mateus@grupoahora.net.br

As catástrofes climáticas que atingiram Lajeado nos últimos anos reconfiguraram a sociedade. Nada é mais como era antes. Na educação não é diferente. Nossas instituições, sejam elas creches, escolas de ensino regular ou universidades, de alguma forma acabaram impactadas e precisaram se readaptar aos novos tempos. O termo “resiliente” é a palavra da moda, mas não
podia deixar de ser diferente. Como suportar enchentes, vendavais e outros fenômenos que, a cada dia, acontecem com uma frequência maior. Tem que ter muita resiliência mesmo. E vemos esse movimento vindo das instituições. Os movimentos feitos por escolas como o Ceat e o Madre Bárbara são bons exemplos. Mas não só no campo do ensino privado. O Castelinho também tem uma reforma pensada para os novos tempos. Escolas

A inauguração de um novo bloco educacional da Emef Dom Pedro I simboliza a expansão de um dos bairros mais tradicionais de Lajeado. O Jardim do Cedro, há um bom tempo, figura entre os maiores da cidade, mas o crescimento acelerado dos últimos anos o coloca como o segundo mais populoso, atrás apenas de Conventos. E, números a parte, basta uma volta pelo bairro e a percepção é exatamente essa. Por isso, nunca se fez tão necessária a ampliação de uma escola.
municipais contam com planos de contingência e sabem como agir em situações de emergência. Ações assim visam não apenas o presente, mas também o futuro. Nossa geração, por anos, ouviu sobre a enchente de 1941 até vivenciar algo pior. Nunca estaremos totalmente prontos, mas podemos deixar um legado para as futuras gerações. A hora é agora. E as instituições estão fazendo sua parte.

Símbolo educacional de Lajeado, a Escola Fernandes Vieira deve reabrir as portas somente em 2027. Enquanto isso, seguem as reformas para deixar a instituição apta novamente a receber alunos. Até lá, a comunidade escolar segue na expectativa. Afinal, são centenas de pessoas, sejam alunos, pais e professores, impactados diariamente. Para aquela região do Centro, é de suma importância a Fernandes Vieira atendendo a pleno. Dá vida a uma área que está quase abandonada.

SEMANA CULTURAL INDÍGENA
13 a 19 de abril
Local: Aldeia Foxá, bairro Jardim do Cedro
5º TROCA-TROCA CULTURAL
18 de abril
Local: Jardim Botânico de Lajeado
9ª FESTA CAMPEIRA DO CTG BENTO GONÇALVES
24 a 26 de abril
Local: Parque de Eventos Rogério Henz, bairro Floresta
DOMINGO NO MUSEU
26 de abril
Local: Casa de Cultura, bairro Centro

“Marco”

A construção de uma unidade do Colégio Gustavo Adolfo anima o bairro Jardim Botânico. O caçula entre os bairros de Lajeado, que já é uma das áreas mais valorizadas da cidade, ficará ainda mais visado com a presença de uma instituição de ensino de peso. Em síntese, será um marco para a região mais a oeste, que está em plena expansão imobiliária e populacional. Um movimento que também exigirá um olhar atencioso por parte do município, a fim de garantir a infraestrutura necessária. Sobretudo na parte viária.

O bairro Planalto conta com novo presidente. A Associação de Moradores será presidida por Selemar Nunes, em assembleia ocorrida no começo do mês. É a nova gestão terá diversos desafios. Um exemplo é a área da saúde. A referência de atendimento para a comunidade é a UBS do bairro Olarias, mas há pedidos para a construção de uma unidade própria;
Sobre o tópico acima, é importante salientar que não só o Planalto, mas os bairros Igrejinha, Imigrante e Centenário também fazem parte da área de abrangência da unidade do Olarias. E todos se ressentem da necessidade de um atendimento mais próximo. Mas a realidade atual não permite uma UBS em cada bairro;
Voltando ao assunto das associações de moradores: são 29 entidades legalmente constituídas. Há um ano, segundo a Coordenadoria de
Relações Institucionais, 11 estavam inativas ou com alguma pendência de documentação. Hoje, todas estão estruturadas para atuação em prol de seus respectivos bairros;
Das 29 associações, apenas uma não representa um bairro específico: a do Loteamento dos Médicos. Mas trata-se de uma das entidades de moradores mais longevas da cidade. E com um trabalho marcado por muita união em prol de melhorias à comunidade;
Importante ligação da área central de Conventos com a BR-386, a Arno Eckhardt está nos planos do município para receber pavimentação. Parte da via é de chão batido e traz transtornos diários a motoristas, pedestres e moradores. No vizinho Bom Pastor, a expectativa é pelo asfaltamento da Hermes Jaeger, que liga a avenida Benjamin Constant à Pedro Theobaldo Breidenbach.
