Alaidete Miguel diretora da Bremil, de Arroio do Meio compartilha a história de sucesso de uma das empresas mais representativas do Vale
Páginas 4 a 7
INDICADORES DE GESTÃO


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Alaidete Miguel diretora da Bremil, de Arroio do Meio compartilha a história de sucesso de uma das empresas mais representativas do Vale
Páginas 4 a 7


Terceiro painel do projeto Negócios em Pauta discorreu sobre a importância dos indicadores nas corporações
Independentemente do tamanho, todas as empresas devem ter sistemas capazes de medir e indicar o desempenho pessoal e coletivo da instituição e das pessoas.
A gerente de Operações da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, Rosilene Knebel, compartilhou os modelos de indicadores de gestão desenvolvidos pela cooperativa. Para ela, o controle e a tabulação de todos os movimentos, desde o planejamento estratégico até o cumprimento da ação mais simples, precisam estar claros e respeitar cronograma pré-estabelecido.

Páginas 8 a 11 Sede da CIC-Teutônia foi palco do workshop., Presidente da Languiru e representantes da Univates e Sebrae integraram o painel

O Vale do Taquari concentra um dos melhores e mais modernos parques tecnológicos do estado.cação, o Tecnovates busca aproximação cada vez
maior com empresas e instituições públicas ou privadas. Em reunião na Acil, diretores apresentaram o potencial e os serviços ofertados e falaram sobre o foco no desenvolvimento regional.
Páginas 14 e 15
Realização Parceiros


22/2/17 – LajeadoPlanejamento Estratégico
29/3/17 – EstrelaFluxo de Caixa
26/4/17 – TeutôniaIndicadores de Gestão
24/5/17 – Lajeado | Planejamento Tributário qual o modelo mais adequado para sua empresa?
28/6/17 – EncantadoGente
26/7/17 – Arroio do MeioEducação Financeira
23/8/17 – GuaporéLinhas de Crédito
18/9/17 – TaquariEducação Continuada
25/10/17 – EstrelaPlano de Marketing
29/11/17 – TeutôniaFidelização
20/12/17 – LajeadoModelos Mentais
12/1/18 – LajeadoQuebra de Paradigma
Direção Editorial e Coordenação: Fernando Weiss
Produção: Thiago Maurique
Diagramação: Fábio Costa e Gianini Oliveira
Revisão
Viandara Rempel

Palavra da moda no mundo empresarial, a inovação faz parte do discurso de gestores, consultores, executivos e CEOs de organizações dos mais variados tamanhos. O consenso em torno do tema não esconde a sua principal lacuna. Se tratada de -
vação se torna um conceito abstrato, difícil de transformar a realidade do setor privado brasileiro.
O diagnóstico apresentado pelo professor da Univates Renato Oliveira, durante reunião na Acil, mostra que ainda estamos distantes de transformar o discurso em atitude.
Especialista em inovação, Oliveira explicitou a necessidade de mudar o pensamento tradicional e empírico das nossas organizações.
Indispensável para o crescimento econômico, a criação de novos produtos e serviços precisa estar fundamentada nas necessidades do mercado. A transformação de ideias em soluções práticas exige estudos aplicados em uma estrutura capaz de desenvolver tecnologias.
Diante desse cenário, o Parque tem potencial para se tornar a ferramenta necessária a um desenvolvimento regional sólido e de
é reconhecido internacionalmente como agente de inovação.
Evidenciado no encontro com representantes do setor empresarial, o Tecnovates é um dos temas
da terceira edição do caderno Negócios em Pauta. Inaugurado em 2014, o centro de tecnologia projeta um novo ciclo de crescimento e abre as portas para empresários e empreendedores do Vale do Taquari. Tema do terceiro workshop do Negócios em Pauta, os indicadores de gestão também fazem parte dessa nova forma de gerir as organizações. Saber quais índices são indispensáveis para as opera-
medi-los aumenta exponencialmente as chances de acerto nas decisões. O tema foi apresentado pela gerente de Operações da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, Rosilene Knebel, no auditório da CIC Teutônia. Formada em Economia pela Univates e pós-graduada em Administração Financeira pela Unisinos, Rosilene é mestre em Administração com ênfase em Finanças pela UFRGS. Entrevistada do mês, Alaidete Miguel conta a história da Bremil, uma das empresas mais representativas do Vale do Taquari que é comandada por ela ao lado do marido Homero. Nascida faz 30 anos partir das necessidades do jovem casal, a companhia cresceu ao padronizar e personalizar a
Na sessão de economia doméstica, o caderno aborda a aquisição da casa própria. Professor damento e aponta os custos envolvidos na transação de um imóvel. Boa leitura!


Se queremos gerar valor para a economia e fortalecer uma região, temos que pensar no mercado global”.
Renato Oliveira Professor da Univates


Ter um funcionário bem cuidado te dá retorno. É uma atitude inteligente”.
Alaidete Miguel Diretora da Bremil

Empresária divide com o marido Homero a liderança da Bremil, uma das empresas mais representativas da região
Com 30 anos de atuação, a Bremil é uma das principais companhias do Vale do Taquari. A empresa comandada por Alaidete e Homero Miguel nasceu em 1987, em Passo Fundo, com foco na industrialização e comercialização de produtos para o mercado de frigoríficos.
No início da década de 1990, transferiu as instalações para
Lajeado, mudança decisiva para o crescimento das atividades. Com o avanço dos negócios, a companhia ampliou a diversificação de produtos. A necessidade de mais espaço resultou na mudança da fábrica para o endereço atual, em Arroio do Meio. Hoje a Bremil tem mais de 300 funcionários e é considerada a empresa nacional com o portfólio mais completo em condimentos, aditivos, proteínas, fumaças líquidas, reguladores de acidez, misturas proteicas, corantes, floculados para empanados e blends. Os produtos são importados para 40 países dos cinco continentes.
físico-químico. A empresa ainda tem uma planta experimental de escala industrial, para elaboração de embutidos cárneos.
Os produtos da Bremil são desenvolvidos em um Centro de Tecnologia e Desenvolvimento, que dispõe de laboratórios de microbiologia e

Uma das personalidades responsáveis pelo crescimento da Bremil, Alaidete é uma empresária reservada, e muito ligada à família. Para ela, os gestores precisam ser exemplos de dedicação, conduta e qualificação. Para Alaidete, os gestores devem ser


Negócios em PautaComo foi a sua trajetó-
– Eu sou do interior de Bom Retiro do Sul. Meus pais moravam na localidade de Santana, hoje pertencente à Fazenmorar na casa de uma tia na cidade para poder continuar os estudos. Com 15 anos, comecei a trabalhar, em uma representação do INSS. Tive uma gestora muito bacana e ali comecei a gostar dessa parte de administração de empresas. Ela era uma mulher muito humana, parceira, que nos dava objetivos para que pudéssemos correr atrás
veio a oportunidade de trabalhar em uma empresa de contabilidade, em
mos a Bremil. Criamos a empresa
melhorar de vida, e também porque vimos uma oportunidade no mercado.
– Na época, eu já
mãe muito cedo, o primeiro com 19 anos e o segundo com 21. Fomos para lá eu e meu marido Homero,
Ficamos os dois desempregados coisa. Como ele tinha experiência
juntamos todas as nossas economias para montar o negócio.
mercado que a empresa
ALAIDETE – Começamos com uma mesinha de escritório, uma cadeira de cozinha, uma máquina de escrever e um misturador, que
passamos a produzir uma mistura proteica. Naquela época, costurávamos os sacos com o produto à mão. A principal lacuna que viemos
padronização do produto. Também buscamos entregar o que o cliente quer realmente, seja preço menor
ou produto com mais qualidade.
pelos clientes. Há 30 anos, as neporque a concorrência era bemnalizada. Mesmo sem experiência, Cuidávamos para não realizar e sempre avaliamos o impacto dando pequenos passos rumo ao crescimento. Por exemplo, ao invés de investir em material de escritório ou máquinas para montar uma indústria mais elaborada, decidimos comprar matéria-prima. Porque é
ALAIDETE – Em Passo Fundo
mos naturais do Vale do Taquari e também havia um bom número de cidades como Viamão, Montenegro, Roca Sales e Santa Cruz do Sul,
e mais transportadoras alocadas na região. As cidades menores do
percebemos que Lajeado era o local

De que forma a mudança para Lajeado ajudou no crescimento da Bremil?
ALAIDETE – Foi um divisor de águas. Antes, vínhamos em um crescimento lento e com algumas
época do plano Collor, e o dinheiro no mercado estava muito escasso. Conseguimos uma equipe de vendas muito boa e começamos a reagir. Também investimos muito na empresa. Durante anos, todo o lucro da Bremil era reinvestido na companhia. Fomos comprando equipamentos e aumentando o nosso estoque. Quando uma pessoa monta um negócio, é importante saber que passará no mínimo três ou quatro anos sem ter lucro, pois precisa de capital de giro e de tempo de aprendizado. Ninguém imagina a quantidade de recursos para giro que uma empresa precisa.
Em 1998, a Bremil decidiu mudar as operações para Arroio do Meio. Por quê?
ALAIDETE – Nosso terreno
de tamanho reduzido. Antes, nós comprávamos a nossa matéria-prima, que é a proteína texturizada
isso, precisávamos de espaço.des, estudamos bem a região. A
Também tivemos um amplo apoio político no município.
Nos 30 anos de atividade, a Bremil enfrentou diferentes cenários
econômicos e políticos. Quais foram os principais percalços e como eles foram enfrentados?
ALAIDETE -
ados dos anos 90, resolvemos investir em outro negócio, no ramo
empresa. Fomos trabalhando e conseguimos recuperar. A Bremil trabalha com alimentos e essa é uma demanda que existe independente de recessão. A pessoa pode reduzir o gasto com carne, mas vai
nova oportunidade e investimos em
Como funciona o processo de desenvolvimento de produtos e inovação da Bremil?
ALAIDETE – Nosso crescimento
na criação de produtos customizados para os clientes. Temos uma
isso. Cada cliente tem um consumo muito alto, então, dá para trabalhar com produtos personalizados. Temos condimentos exclusivos de acordo com a necessidade de cada cliente, que não vendemos para os outros. Fazemos também uma par-
para trazer aromistas para o desenvolvimento dos produtos. Buscamos
dores e clientes, e ainda trazemos muitos produtos do exterior para serem desenvolvidos aqui.
Na sua avaliação, que diferencial foi responsável pelo sucesso da empresa no mercado?
ALAIDETE
Nosso crescimento sempre foi baseado em inovação e na criação de produtos customizados para os clientes.
Alaidete Miguel
quais eram. O pessoal da área comercial sabe que temos essa

vencermos uma demanda durante o dia, abrimos mais um turno de trabalho, por exemplo. Nós adap-
clientes. Um exemplo disso é essa
de produtos alergênicos. Fomos a primeira empresa a se adaptar a essa nova necessidade.

Quais são os planos da Bremil para o futuro?
Como a empresa se prepara para os próximos anos?
ALAIDETEcados na organização e na redução de custos da administração. Nos organizamos para um crescimento
por qualidade e produção correta é cada vez maior. É impossível cobrar-
porte desnecessário, eliminar as empilhadeiras, porque elas não dão
o nosso layout e a organização da a governança corporativa, estamos pensando em uma transição.
A Bremil é uma empresa familiar com 30 anos de existência. Como a companhia se prepara
para a transição entre as gerações?
ALAIDETElugar e trabalhei bastante, tanto
dentro da empresa, começou na
ver como ela trata os problemas e começou com uma empresa peque-
tes da Bremil, trazemos a participaum pouco aqui. A nossa esperança é que, quando houver mais necessidade, ela venha mais para a Bremil. Mas vamos organizar o máximo da
empresa para facilitar isso. Hoje vejo que todos os problemas que enfrentamos aqui, ela enfrenta lá também. É um ensinamento e a Paula trará para cá esse conhecimento que está adquirindo agora.
Como a empresa traba-
ALAIDETE – Penso que uma empresa precisa preparar os funcionários para que eles sejam agentes de mudança. Essa fase a Bremil já passou e o hoje o mudar está na cabeça de todos. Nossos funcionários pensam em seus processos e em maneiras para melhorá-los. Estamos numa fase muito boa em termos de gestão de trabalho, pois eles tomam as iniciativas e têm total liberdade para tentar, errar e fazer a diferença. Ganham méritos sempre que acertam. Fazemos reuniões para eles apresentarem seus projetos. Fizemos um trabalho grande com a fundação Dom Cabral para chegarmos a esse estágio.
Muitos empresários têm funções e tentam manter as operações das empresas. Como a Bremil
ALAIDETE – Sem equipe você não faz nada. Hoje está mais fácil administrar a Bremil com essa estrutura do que quando tinha cinco


ou seis funcionários. Quando são poucas pessoas trabalhando, você precisa fazer tudo. Hoje cada um tem a sua função e todos trabalham integrados. Dá certo e é muito mais fácil delegar. Você verá o seu funterá mais tempo para você. Não somos insubstituíveis. Isso pode
causar um desconforto no início, mas depois dá um prazer bem grande. Sou apaixonada em ver as pessoas trabalhando felizes. É muito triste ver alguém dentro da sua empresa infeliz, sabendo que você é responsável por essa pessoa. Ter um funcionário bem cuidado te dá retorno. É uma atitude inteligente.
Hoje a Bremil está presente em mais de 40 pa-
ALAIDETE – A exportação é um trabalho difícil, mas possível. Trabalhando bem no seu quintal, fazendo a coisa bem-feita dentro da sua região, do seu estado e do seu país, você consegue levar toda essa experiência para fora. Mas precisa de um representante, uma empresa ou pessoa que tenha conhecimento e faça essa venda externa. Tem que ser alguém com muito conhecimento, porque precisa saber a legislação de cada lugar. Quando uma exportação não dá certo, trazer de volta esses produtos é muito mais caro. Dependendo do caso, é mais barato até descartar. Então a venda tem que ser muito bem amarrada e o produto sair com tudo muito certo para não ter maiores problemas. Nós escolhemos uma empresa que tinha esse nohall. No primeiro pedi-
ção, a gente só colocou o produto no contêiner. Deu tudo certo. Dali para frente, fomos expandido. Hoje a toda a nossa exportação é realizada pela empresa Bel Internacional.
empresas mais representativas do Vale do
ALAIDETE – É uma responsabilidade muito grande, porque nossas decisões interferem na vida dos outros. É fundamental fazer parcerias para conversar, porque o gestor é muito solitário. Precisamos desenvolver isso, para dividir a responsabilidade. Não acredito que existam barreiras para as mulheres nos negócios. Existem escolhas. Tem que cuidar da casa, não conseguem fazer todas as tarefas. O empresário tem que se dedicar muito à sua atividamulher. Sempre tive muito acesso e abertura das pessoas. Tive mais trabalho, porque tinha que cuidar terceirizei, então, pude me dedicar
tras atividades além do -
ALAIDETE – É muito bom ter algo além do trabalho para fazer. Como fui mãe cedo, eles se formaram e saíram de casa cedo. Então, comecei a praticar mergulho. Também gosto muito de viajar. Eu e mi-
na época de férias e temos uma turma muito bacana. É um execício, porque você sai do seu ambiente de comando e passa a ser comandae traz conhecimento

Gerente de Operações da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, Rosilene Knebel palestrou sobre indicadores de gestão
Aterceira edição do workshop Negócios em Pauta foi realizada quarta-feira na sede da CIC Teutônia e teve como convidada a gerente de Operações da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, Rosilene Knebel. vates, Rosilene é mestre em Administração com ênfase em Finanças pela UFRGS. Ela apresentou palestra com o tema “Indicadores de Gestão: quais são necessários e como aproveitá-los?” Consultora organizacional da

gócios em Pauta. Segundo ela, os indicadores de gestão fazem parte da sequência iniciada no primeiro workshop, sobre planejamento estratégico, seguido pelo painel


preciso estabelecer parâmetros de comparação para tomar decisões em caso de inconformidade.
“Não é possível fazer gestão em uma empresa sem estabelecer
Rosilene Knebel


tinuada e demais assuntos pertinentes ao cotidiano do negócio.
“Temos muito o que avançar nas organizações quando o assunto é utilizar essas informações e trans-

desempenho dos negócios.
“Mesmo na Unimed, que já tem uma metodologia consolidada, que eu preciso para evoluir e com

história, temos dinheiro para crescer”
Gerson Bonfadini
ção de um sistema de call center hoje premiado nacionalmente ocorreu por meio de visitas técnicas com uma empresa referência no setor. “Posso ter vários refe-
renciais comparativos, não necessariamente no meu segmento de mercado.”
No caso da cooperativa, exem-dores estratégicos, de processo, risco e monitoramentos menores, divididos por áreas. Segundo ela,car o que é importante para o seu negócio e começar a trabalhar com métricas, independentemente do tamanho e da estrutura.
Presidente do Sincovat, Rui Mallmann reforçou a importância de estabelecer uma sistemática voltada para os indicadores. Lembra que as pequenas e médias empresas não têm a mesma estrutura de uma Unimed, mas ressalta a importância da gestão independentemente do tamanho do empreendimento.
Após a apresentação, o presidente do Sincovat e a consultora organizacional da empresa Capital Verde, Raquel Winter, se juntaram ao apresentador do programa Gestão na TV Univates, Gerson Bonfadin, ao presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; e à gerente da Regional Sebrae dos Vales do Taquari e Rio Pardo, Liane Klein para uma sabatina com a convidada.
Os indicadores de gestão têm papel ainda mais fundamental emdente da Languiru, Dirceu Bayer falou sobre a história de recuperação da cooperativa, após após uma série de maus resultados que culminaram em prejuízo de R$ 1,5 milhão.
Segundo ele, parte dos probleadministradores da Languiru.


de debaixo do tapete todos ostavam escondidos. Usamos os mais variados indicadores para expor a
Dirceu Bayer
um mau momento. A recuperação da cooperativa passou por um choque de gestão. Conforme Bayer, foram estabelecidas medi-


lá para cá, temos apresentado resultados positivos, mesmo no ano passado em meio à crise.”
Com informação acerca da recessão, em 2015, a Languiru se preparou reduzindo a estrutura funcional. De 3,2 mil funcionários, passou para 2,8 mil. A indústria foi reestruturada, eliminando produtos sem rentabilidade e focando naqueles para os quais a empresa estava preparada.

Conforme Bayer, tudo isso foi possível graças à ajuda do produtor e a expectativa para os próximos anos é favorável. “Construímos um patrimônio totalmente novo antes de 2014 e não precisaremos fazer investimentos nos próximos anos.”
Liane Klein
tou o primeiro efeito operacional positivo. No ano seguinte, a cooperativa teve crédito para construir a fábrica de laticínios. “De fechando nos primeiros anos.” arraigados.
“Eliminamos uma linha de iogurtes que não tinha resultado. A fabricação desse produto incluía uma equipe de sete pessoas que também sobraram”, exemplifica. Mesmo assim, assegura, a estrutura se manteve intacta. Segundo ele, em 2016, a geração de caixa foi R$ 70 milhões melhor do que em 2015 em virtude da reestruturação.

Rosilene Knebel
O presidente lembra que todos os detalhes e as estratégias utilizadas para salvar a cooperativa resultaram no livro Caminhos daRecuperaçãodaCooperativa Languiru, de sua autoria.
Gerente do Sebrae, Liane Kleintadas por empresas que não utilizam um sistema de indicadores de gestão. Segundo ela, o empreendedor muitas vezes nem sabe o quanto deixou de ganhar pela

ausência desses mecanismos.
“Isso faz com que, de cada dez empresas abertas no Brasil, seis acabem fechando nos primeiros anos”, alega. Um dos principais dificultadores, ressalta é o próprio acesso ao capital de giro.
Lembra de casos em que os empresário investe todos os recursos em máquinas e infraestrutura, se esquecendo das outras necessidades. “Isso é reflexo da gestão e do mal planejamento”, enfatiza.

Gerson Bonfadini falou sobre a reestruturação do cenário econômico nacional. Segundo ele, existem mais de 40 empresários da região com mais de R$ 1 milhão em caixa esperando o momento certo para investir.
“O Brasil está vivendo um momento mágico. Pela primeira vez na história, temos dinheiro para crescer”, aponta. Para ele, falta alguém assumir o país com seriedade para mudar completamente o cenário.
Bonfadini lembrou dos problemas enfrentados pela indústria calçadista em Teutônia, onde muitas fábricas acabaram encerrando as atividades. “Lembro de uma aula do professor Antônio Carlos Fraquelli, em 1984, ele dizia que quando o oriente passasse a fabricar calçados, o RS perderia parte das suas principais indústrias.”
Por onde o pequeno empresário tem que começar a fazer gestão? l – Uma das primeiras coisas é saber onde ele quer chegar. Independente do porte ou do tipo da empresa, precisamos estabelecer o que queremos para ela. Todas as empresas têm uma
Independente do tamanho das empresas, qual o perfil do bom administrador?
Rosilene – Estou na Unimed faz 17 anos. Quando entrei, ouvia que, por ser uma cooperativa, não era uma empresa que visava lucros. Entre 1998 e 2001, não medíamos resultado, porque esses dependiam da caneta do

É possível trabalhar 100% dentro da formalidade diante dos custos envolvendo a formalização
perspectiva financeira, portanto, uma necessidade de faturamento e de controle de gastos. Também tem clientes, então, precisa olhar para o mercado a fim de saber realmente em qual segmento quer atuar e sua meta em relação à clientela. Estabelecer os produtos e serviços que fornecerá, e medir se eles são o que
médico. Tivemos que brigar com os administradores e gestores para dizer que o colaborador e o funcionário gera resultado, tem métricas que podem ser atribuídas. O administrador precisa ser resiliente e não pode saber apenas da sua área. Precisa trabalhar uma cultura multidisciplinar, buscar conhecimento e traduzi-lo em métricas. Nem tudo é din-
faz com o que pagamos, nos questionamos. O que ganhamos com isso é uniformidade. Hoje atuamos em 59 municípios, temos 25 pontos diferentes
os clientes precisam. Saber o quanto preciso de tecnologia para transformar a minha organização em uma empresa mais digital. Nos surpreendemos muito quando vamos em um estabelecimento e somos bem atendidos, pois é um diferencial. A liderança, o dono do negócio, precisa saber para onde quer ir.

uma empresa pequena, a formalidade garante a informação. No informal, vou anotando em cadernos e papeizinhos e
Segundo ele, existe um processo evolutivo na indústria que precisa ser observado. Citou com exemplo o caso da cervejaria Polar. “Uma das melhores cervejas já produzidas nesse estado, hoje é uma marca pertencente a uma grande empresa, que ainda se diz gaúcha.”
Para ele, tudo isso precisa servir de aprendizado, para que situações como estas não se repitam.




Loteamento urbano construído pela Richter Gruppe, o Urban Center parimportantes selos internacionais de urbanismo e sustentabilidade. Chancelado pelo US Green Bulding Council, o LEED for Neighborhood Development reconhece projetos capazes de impactar positivamente as regiões onde escrescimento planejado, urbanismo susincentiva a mobilidade urbana e a cria-
Em abril, representantes da empresa
internacionalmente como modelo de empreendimento sustentável. Localizado no bairro Conventos, em
caminhada, ciclovia e um ambiente deda principal, construída com o conceito de boulevard.

Após reunir cerca de 300 empresários no ano passado, em evento realizado no Hotel Wei-cha de Supermercado (Agas) prepara novo encontro em Lajeado. No dia 23, a entidade re-

100 para demais interessados.
com o selo de excelência em fran-
indicadores econômicos, operacionais, de relacionamento e sustentglobal. Criada em 2012, a rede Calci
Eurovale projeta nova sede para novembro
A concessionária Eurovale mudarápresa pretende inaugurar em novembro uma megaloja às margens da BR-386. Localizada em frente à fábrica da Fruki, será uma das maiores voltadas ao mercado automobilístico do Vale. As vendas de automóveis voltaram a aumentar após dois anos consecutimostram crescimento de 5,5% em mar-

Sonho da maioria dos brasileiros, a compra da casa própria merece análise criteriosa diante dos custos
Acompra da casa própria é um dos principais objetivos das famílias brasileiras. Além de eliminar o aluguel, a aquisição de um imóvel assegura um bem de valor considerável para as gerações futuras. Tamanho investimento exige avaliação criteriosa diante das inúmerastos disponíveis no mercado. Para o economista e professor da Univates, Eloni Salvi, a decisão depende de critérios como o perpessoa. Além de avaliar gostos,nanceiro, é necessário considerar as possíveis variações de uma eco-
nomia instável como a brasileira.
Segundo ele, a compra deve ser balizada pela necessidade familiar, o que normalmente ocorre ainda na juventude.
Para avaliar o custo da aquisição
pesquisar os valores de aluguéis em imóveis semelhantes. No caso de uma compra à vista, a comparação deve ser com o rendimento do capital em aplicações no mercado
mental avaliar o custo das prestações e a projeção da variação ao longo dos anos, assim como as regras sobre seguros e penalidades no caso de inadimplência. “Os
reajustes das prestações podem
mento das prestações, a família pode até perder o imóvel.
Construir ou comprar pronto?
A opção por comprar um terreno e construir uma residência também precisa ser avaliada. Porém, Salvi aconselha fazer uma pesquisa com pessoas que realizaram obras semelhantes para saber os valores. Nocasodeumimóvelpronto,aprilegalizado, com todos os documentos em dia, e se pode ser transferido
Demais custos
Além do valor do imóvel, existem outros gastos com
• Cartório para elaboração da escritura e registro legal de propriedade.
• Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). Pago ao município no caso de imóveis prontos.
• IPTU anual
• Manutenção
• Apartamentos, imóveis em condomínio fechado, têm mais um custo mensal, cujo valor depende das estruturas e serviços oferecidos.
• Um imóvel de R$ 150 mil, com R$ 30 mil de entrada e R$ 120 mil
• Se a pessoa alugar um imóvel semelhante por cerca de R$ 700 mensais e aplicar na poupança, a diferença entre a prestação e o aluguel inicial fosse de R$ 600, acumularia cerca de R$ 240 mil.
• Conforme Salvi, o valor economizado poderia ser usado para comprar o imóvel à vista ou realizar outro tipo de investimento. Segundo ele, o exemplo mostra que há pouca diferença entre as opções. “O
logo. Também é importante avaliar a qualidade da construção, desde os materiais utilizados até a estrutura, e se o preço está compatível.
Diferentedeanosanteriores,relata Salvi, a compra do imóvel deixou de ser um investimento de elevada capitalização,principalmentedevidoàs projeções de queda no crescimento
populacional. Mesmo assim, considera que uma aquisição criteriosa, em valores competitivos e localização com potencial de valorização, continua sendo um bom negócio. Após a compra, é fundamental assegurar a manutenção do imóvel para evitar a depreciação dos valores investidos.

Inaugurado em 2014, parque tecnógico amplia potenciais da região
Tema de reunião-almoço da Acil em abril, o Parque Tecnológico da Univates (Tecnovates) projeta um novo ciclo de crescimento. A estrutura inaugurada em 2014 se consolida como um dos principais polos de inovação e desenvolvimento do país, alcançando reconhecimento internacional.
De acordo com a diretora do Tecnovates, Simone Stülp, toda a estrutura foi baseada nas potencialidades e carências do Vale do Taquari. Inicialmente focado na tecnologia de alimentos, energias renováveis e ambiental, passou a incluir áreas da saúde, biotecnologia e tecnologia da informação.
Segundo ela, o processo de inovação inclui a criação de novas ideias e o estabelecimento
de métodos para colocá-las em prática. Para que isso funcione, aponta, é necessário enxergar as tendências do mundo globalizado.
Doutor em Sociologia, o professor Renato Oliveira ressalta a união da pesquisa tecnológica com as necessidades do mercado. Segundo ele, os estudos aplicados são aqueles realizados pelos pesquisadores nos laboratórios em interação com as empresas.
“Servem para resolver problemas e abrir novas possibilidades de produtos, ou de processos para otimizar a produção”, explica. Na opinião de Oliveira, só é possível falar em inovação quando esse desenvolvimento é levado ao mercado e ajuda a melhorar a vida das pessoas, criando valor.
“Se queremos gerar valor para a economia e fortalecer a competitividade de uma região, temos que pensar no mercado global”, alerta. Para ele, as empresas regionais precisam ingressar nesses novos conceitos para garantir a própria sobrevivência.
Conforme Oliveira, a região e o estado ainda têm um pensamen-
to tradicional, formado de forma empírica durante o primeiro ciclo de industrialização. Segundo ele, muitas empresas deram resultado dessa forma, mas o modelo não é mais sustentável.
“Hoje a pessoa precisa ter um pensamento estratégico muito mais desenvolvido e isso não se constrói só pela prática”, aponta. Por esse motivo, relata, a Univates busca cada vez mais aliar a pesquisa tecnológica de qualidade ao empreendedorismo, de forma a criar uma nova inteligência empresarial para a região.

No início deste ano, o Tecnovates passou a integrar a Associação Internacional de Parques (IASP na sigla em inglês). Conforme Simone, a parceria coloca o parque tecnológico em um seleto grupo de agentes de desenvolvimento, dos quais apenas dez são brasileiros.
O reconhecimento como ambiente de inovação global permite o acesso a outras iniciativas em todo o mundo. Segundo Simone, por meio dele, é possível buscar


Laboratórios permitem pesquisas
em outros polos tecnológicos mais experientes para aprender formas de melhorar o desenvolvimento regional.
De acordo com ela, as empresas integrantes do Tecnovates-
rias ao redor do mundo. ONG com status consultivo especial no Conselho Econômico e tem 92 20 31 23 500



Social das Nações Unidas (ONU), a IASP estimula o avanço dos par-
Exemplo de sucesso
Simone apresentou os resulta-
2013 na área de reaproveitamento
ainda a partir de edital de parceria
em apresentar novas propostas podem contatar pelo 3714-7017
edital contínuo está disponível no
empreendedores aptos a desenvolver novos produtos e encontrar
Oliveira, durante o curso, os estudantes devem criar uma empre-
proposta tem parcerias com ins-
tros para o desenvolvimento dos melhores condições para a im-
retamente em uma indústria acar-
em desenvolvimento pela insti-
-
uma área cujo crescimento nos


