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Jornal A Crítica - Edição 2326

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EDIÇÃO Nº 2326 • R$ 1,50

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CAMPO GRANDE-MS, 18 de outubro de 2026

DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA

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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Lula Marques

RESUMO Andança Brincante

A Cia. de Brincantes apresenta hoje o espetáculo “Andança Brincante” na Feira do Bosque da Paz, em Campo Grande. A apresentação começa às 10h e integra a programação cultural realizada no espaço.

Feira do Bosque da Paz

A Feira do Bosque da Paz acontece hoje das 10h às 16h, na Praça do Bosque da Paz, na Rua Kame Takaiassu. A programação terá shows de Canto na Cidade, Gabriel Noah, Rafa Granelli, Fernando Morreu e outros artistas, além de opções de lazer e convivência.

O presidente Lula mostra a constituição durante promulgação da proposta de Emenda à Constituição (PEC 221), que acaba com a escala um dia de descanso a cada seis de trabalho no país, a escala 6x1.

Teatro no Bosque

O Shopping Bosque dos Ipês recebe mais uma edição do Teatro no Bosque, com apresentação do grupo Batucanção às 16h e, na sequência, às 16h40, a oficina “Desenhando a História”. As atividades são voltadas a crianças de 0 a 5 anos e as reservas devem ser feitas antecipadamente pelo Sympla.

“Bondades” de fim de campanha chegam a MS com conta marcada Dívidas perdoadas, teto maior para MEIs e fim da escala 6×1 foram aprovados em quatro dias, a menos de duas semanas do 2º turno; impacto de bilhões nas contas e nos preços fica para depois da eleição  Em apenas quatro dias, a menos de duas semanas do segundo turno, o trabalhador de Mato Grosso do Sul ganhou a promessa de dois dias de folga

por semana, e o microempreendedor, a de ver apagadas as dívidas com a União. O pacote para os MEIs foi anunciado pelo presidente Lula (PT) na

terça-feira (13) e aprovado pela Câmara na quarta (14). O fim da escala 6×1 foi promulgado pelo Congresso na sexta (16). As duas medidas chegam ao Estado com efeito imediato no palanque, mas a fatura só vence depois da eleição do próximo domingo (25). Pela nova regra, aprovada no Senado por 75 votos a 1, as empresas terão 60 dias para adotar a escala 5×2 e baixar a

jornada de 44 para 42 horas semanais, sem corte de salário. Em 14 meses, ela chega a 40 horas. O sindicato dos comerciários de Campo Grande recebeu a mudança como conquista histórica. Do outro lado do balcão, a FCDL-MS estima alta de 8% a 10% nos preços, e a Fiems também prevê repasse ao consumidor. “A transição dá prazo, mas não elimina a conta”, resume a presidente da FC-

DL-MS, Inês Santiago. Para os MEIs, que somavam 203 mil no Estado no último levantamento da Jucems e do Sebrae, o texto aprovado na Câmara eleva o teto de faturamento de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e permite contratar dois empregados. Também perdoa dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro, desde que o devedor fique em dia por seis meses.

Nova jornada de trabalho acende alerta em MS e setores empresariais cobram ajustes VEJA NAs PÁGINA 6•A Foto: Divulgação

Gasolina passa de R$ 7 em MS e pesa mais no bolso dos motoristas

Depois dos estragos, Campo Grande terá trégua antes da volta da chuva

Foto: Elias Campo

Veja na página 7•A

Sete diretórios e comissões partidárias podem ser suspensos Veja na página 4•A

ExpoLeite retorna a Campo Grande após 14 anos com atrações gratuitas Veja na página 7•A

"A Crítica" vence Prêmio Sebrae Vacinação abaixo da meta acende de Jornalismo com reportagem alerta para volta do sobre pesca e empreendedorismo sarampo na Capital Veja na página 3•B

Veja na página 2•B

Veja nas página 1•B


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2•A Opinião

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Com os eleitos, vem a luta pelas boquinhas CONCEITOS: Mudar não é apagar o que foi feito. Nenhum governo é permanente, não é dono do poder, pois não tem procuração eterna do eleitor. A chance de mudança é uma das virtudes da democracia. O futuro começa quando a sociedade perde o medo de mudar. Ao ficar viciado e acomodado, o poder adota a arrogância, misturando governo e partido. ANDRÉ SALINEIRO: Eleito deputado estadual com 28.437 votos, dos quais 23.927 votos em Campo Grande. Lembrando que ele tentara nos pleitos de 2.014 e 2.018. Ainda; foi eleito vereador na capital nas eleições de 2.016 e 2.020. Trata-se de um político de posições ideológicas claras - contrárias a esquerda. Tem futuro. GLEICE JANE: Triplicou sua votação; de 9767 votos em 2.022 para 29.844 votos. São 20.077 a mais para deputada estadual. Foi votada em todos municípios. Em Dourados 9.015 votos. Atribui o resultado a sua atuação nos segmentos da educação, saúde, defesa dos indígenas, ribeirinhos e semterra. Crítica sem agredir e pensa antes de falar. PELO PODER: Nestes 49 anos prevaleceu a vontade do ‘sistema’ na eleição da mesa da Assembleia, de mãos dadas com o Executivo. A exceção foi quando Wilson Martins (1.983) indicou o deputado Nelson Buainaim (falecido em 2.009), derrotado pelo opositor Gandi Jamil. O voto de Gaeta (MDB) decidiu e ele jamais foi perdoado por Wilson. PAULO DUARTE: Mais uma vez mostra seu presttígio. Obteve 2.029 votos, dos quais 9.643 em Corumbá, 5.302 em Campo Grande e 1.080 em Ladário. Sua primeira disputa foi em 2.006 e ao longo da jornada já esteve em 5 siglas, o que demonstra seu bom trânsito no cenário político. Assim, o Pantanal continuará tendo seu defensor vigilante. MINEIRICE: Apesar da insistência da mídia, os deputados mantem reserva sobre as tratativas da sucessão. Pergunta-se: há favorito para o cargo de presidente - já chancelado pelo governador? Até onde Riedel se envolverá nesta questão que se presume exclusiva do legislativo? Para os 13 votos necessários, pesariam quais outros fatores? PANORAMA: Pela votação obtida, pelos 8 mandatos exercidos e pelo fato de já ter ocupado o cargo de 1º secretário, o deputado Zé Teixeira não esconde o desejo de chegar à presidência. Seu concorrente mais direto seria Paulo Correa, que aliás já passou pelo cargo. Nesta hipótese, a posição do governador poderá ser decisiva. ‘BELEZA’: As coisas mudam para ficar como estão. Leio que a Defensoria Pública estadual criaria 200 cargos efetivos de analista do órgão e contrataria 454 comissionados sem concurso. Os gastos saltariam de R$ 255 milhões mensais para R$ 316 milhões. Sorte da parentalha e apaniguados que não passam em concursos. CONFIRA: “(... ) É assim que um país começa a se degradar: quando o cidadão se acostuma com aquilo que deveria indigná-lo. A corrupção deixa de provocar espanto, o privilégio vira paisagem, a incompetência encontra defensores e o abuso de poder ganha explicações. O absurdo, repetido todos os dias, transforma-se em rotina. (...)” (Jener Tinoco) VITORIOSO: Em 2.022 Caravina obteve 31.952 votos agora chegou aos 43.845 votos para Assembleia. Sua maior votação foi em Bataguassu - 9.602 votos (72,08%), seguida por Campo Grande com 4.976 votos e Nova Andradina com 2.869 votos. Neste primeiro mandato o parlamentar tem se mostrado articulado e sempre fiel ao grupo. PREVISÕES-1: Já existem em relação ao pleito de 2.028 na capital. Uma delas: as pré candidatas Rose Modesto e Camila Jara poderiam sofrer uma espécie de discriminação puramente pela questão de gênero. É que a tendência conservadora da nossa população seria optar pela alternância no executivo com uma candidatura do sexo masculino. E hoje a prefeita Adriane Lopes não tem um nome de peso em seu grupo para disputar. PREVISÕES-2: Reprovado nas urnas, Marcos Trad terá grupo e cacife para disputar a prefeitura? Sua votação recente pode ser um aviso de que foi contaminado pela fadiga eleitoral. Quanto ao seu irmão – senador Nelsinho trad – não se pode duvidar de seu potencial e chances - se olharmos atentamente para o cenário político da capital. FERIDAS: Assessor petista opina: Riedel não transferiu votos para 3 ex-secretários (Verruck, Marcelo e Viviane). E ele desabafa: o PT poderia ir além dos 4 deputados estaduais e uma deputada federal. Vander errou na estratégia e ele deveria ter sido o candidato ao governo para a sigla não ficar descaracterizada do ponto de vista ideológico. ‘BOQUINHAS’: Sempre foi, sempre será em todos os níveis da política. Concluídas as apurações – intensificam as manobras nos bastidores para assegurar cargos no futuro governo. Aqui não é diferente. Vários nomes são ventilados – uns com maiores chances, outros com menos. Às vezes o fator padrinho pode contar nestas horas. Às vezes...

A democracia também se mede por quem deixa de votar

E

Ygreville Gasparin Garcia (*)

ncerrada a votação e conhecidos os resultados, há um dado que merece atenção para além dos candidatos eleitos e derrotados: o número de cidadãos que não compareceram às urnas. A abstenção superior a 20% do eleitorado (21,68%, equivalente à 33.797,125 eleitores, para ser mais específico), conforme os dados oficiais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, não deve ser vista como mera estatística. Ela suscita uma questão essencial: por que tantos cidadãos se afastam de uma das principais formas de participação na vida pública? As razões são diversas. Dificuldades econômicas, problemas de saúde, obstáculos de deslocamento, desencanto político e desconfiança nas instituições podem explicar muitas ausências. Seria injusto atribuir a todos os abstêmios indiferença ou desprezo pela democracia. Entretanto, também seria equivocado ignorar as consequências coletivas de uma participação reduzida. Aristóteles, filósofo que dispensa apresentações, compreendia o ser humano como um ser político, cuja existência se desenvolve na comunidade. A vida coletiva não se limita à defesa de interesses individuais: envolve também responsabilidades pelo destino comum. Sob essa perspectiva, a abstenção em larga escala convida à reflexão sobre a relação entre liberdade, participação e compromisso social. Isso não significa, porém, responsabilizar exclusivamente o eleitor. A credibilidade das instituições, a integridade dos representantes, a transparência administrativa e a qualidade das propostas políticas influenciam diretamente a disposição dos cidadãos para participar. Quando a política parece distante das necessidades concretas da população, cresce a sensação de que o voto pouco interfere na realidade. A psicologia social ajuda a compreender esse afastamento. Frustrações reiteradas podem produzir impotência, apatia e desconfiança. Erich Fromm, psicanalista e sociólogo alemão, ao refletir sobre liberdade e insegurança, examinou o paradoxo de uma autonomia que também impõe responsabilidades. Na esfera eleitoral, esse conflito pode ajudar a compreender por que alguns cidadãos, desacreditados da política, renunciam ao exercício da própria capacidade de escolha. A abstenção, contudo, também precisa ser examinada à luz das desigualdades. Renda, mobilidade, escolaridade, acesso à informação e condições de deslocamento podem dificultar o comparecimento às urnas. Uma democracia inclusiva deve, portanto, investir em educação para a cidadania, acessibilidade e informação de qualidade, além de exigir dos partidos e representantes um diálogo mais próximo dos problemas reais da sociedade. No Brasil, o artigo 14 da Constituição Federal estabelece as bases do exercício do voto, obrigatório para os cidadãos alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos, ressalvadas as hipóteses constitucionais de facultatividade. A obrigatoriedade jurídica, porém, não garante consciência democrática. Cumprir uma exigência legal não significa necessariamente participar de maneira esclarecida, assim como a ausência física não comprova, por si só, desinteresse pela coletividade.

Há, portanto, uma distinção entre responsabilidade legal e responsabilidade moral. A primeira decorre das normas eleitorais; a segunda nasce da consciência de que nossas escolhas e omissões podem repercutir na vida dos demais. Essa reflexão exige prudência: dificuldades concretas merecem compreensão, não condenações precipitadas. Ao mesmo tempo, a indiferença deliberada diante do destino coletivo suscita questionamentos sobre os compromissos que acompanham a vida em sociedade. As decisões políticas influenciam a saúde, a educação, a segurança, a proteção das pessoas idosas, o meio ambiente e a distribuição dos recursos públicos. Embora nenhuma ausência individual determine isoladamente o resultado eleitoral, milhões de ausências podem alterar a composição do eleitorado participante e os rumos da representação política. Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, ao desenvolver sua concepção de democracia deliberativa, destacou a importância do diálogo e da participação pública na formação da vontade política. A democracia não se esgota na realização de eleições: exige fiscalização dos governantes, respeito às divergências, liberdade de expressão e participação contínua. O voto não é um cheque em branco concedido aos eleitos. A abstenção pode alimentar um círculo vicioso: o cidadão deixa de participar porque não confia nas instituições; o afastamento reduz a pressão social sobre os representantes; e a distância entre sociedade e poder aprofunda a desconfiança. Romper esse ciclo requer responsabilidade compartilhada entre agentes públicos, partidos, imprensa, instituições de ensino e cidadãos. A resposta não deve ser a condenação indiscriminada dos ausentes, tampouco a naturalização da abstenção. É necessário compreender suas causas, remover obstáculos e reconstruir a confiança pública. A democracia não exige adesão incondicional aos governantes, mas respeito às regras comuns, possibilidade de alternância no poder e disposição para construir um futuro compartilhado. O voto não elimina a corrupção, não resolve todos os problemas e tampouco garante a escolha dos melhores representantes. Ainda assim, constitui um instrumento fundamental para influenciar os rumos do poder, cobrar responsabilidades e promover mudanças por meios democráticos. A democracia não se fragiliza apenas quando direitos são retirados, mas também quando os cidadãos deixam de acreditar no valor de exercê-los. Por isso, a questão fundamental não é simplesmente por que tantos deixam de votar, mas o que precisamos fazer para que voltem a reconhecer a importância de sua voz. Afinal, o destino de uma sociedade não pode ser responsabilidade exclusiva de quem conquista o poder. Pertence também a quem tem o direito de escolhê-lo, o dever de fiscalizá-lo e a liberdade de transformá-lo. A democracia se constrói pelo voto, fortalece-se pela participação e corre riscos quando a indiferença ocupa o lugar da cidadania. (*) Ygreville Gasparin Garcia é advogado.

Maioridade penal: a pergunta errada

A

(*) Eder Ricardo Fior

redução da maioridade penal voltou ao centro da política este ano. Em junho, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, por 44 votos a 18, a proposta que baixa de 18 para 16 anos a idade a partir da qual alguém responde como adulto. Em agosto, foi instalada a comissão especial que analisa o texto. Para valer, a mudança ainda precisa de três quintos dos votos, em dois turnos, na Câmara e no Senado. A indignação que move esse debate é legítima. Ninguém aceita ver uma família destruída e ouvir que o autor “não vai pagar por nada”. Só que essa frase não corresponde à lei. No Brasil, o adolescente responde por seus atos a partir dos 12 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê medidas que vão da advertência à internação, que é a perda da liberdade em unidade própria para jovens, por até três anos, com liberação obrigatória aos 21. O que a Constituição impede é que ele seja julgado como adulto e mandado ao presídio comum. A comparação com outros países costuma ser feita pela metade. Alemanha e Espanha começam a responsabilizar aos 14 anos (mais tarde que o Brasil) e sempre numa justiça juvenil especializada. Na Alemanha, o juiz pode aplicar a lei juvenil até a jovens de 20 anos, conforme a maturidade. A Argentina baixou a idade de 16 para 14 anos em fevereiro, mas criou um sistema separado

para essa faixa, com a prisão como último recurso. Nenhum desses modelos põe um garoto de 16 anos na cela de um adulto. Esse é o centro da minha preocupação. Das cerca de 960 mil pessoas que cumprem pena no Brasil, mais de 720 mil estão atrás das grades, em unidades superlotadas onde as facções recrutam com facilidade, oferecendo proteção em troca de lealdade. O jovem que entra por um roubo pode sair como soldado do crime organizado, com a vida inteira pela frente. Isso não quer dizer que o sistema atual funcione bem. Muitas unidades de internação estão lotadas, sem escola de verdade e sem acompanhamento depois da saída. Há casos de crueldade extrema em que três anos parecem pouco, e esse ponto merece debate sério, inclusive sobre prazos maiores para crimes gravíssimos. O caminho, porém, passa por fazer o ECA funcionar: internação que eduque, oficina que prepare para o trabalho, família por perto. A pergunta que deveria nos ocupar é outra: o que fazer para que um menino de 16 anos não chegue aos 25 com uma ficha criminal extensa? A resposta está mais perto da escola e da família do que do presídio. (*) Eder Ricardo Fior é advogado criminalista e autor do livro “Luz nas Grades: bandido bom é bandido recuperado”.


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Nacional 3•A

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Fim da escala 6x1 tem Perdão de dívidas e Pix para início em dezembro com duas folgas por semana o MEI têm letras miúdas que o Nova regra trabalhista prevê redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte nos salários, durante período de 14 meses  Milhões de brasileiros que hoje trabalham seis dias e descansam apenas um terão mudanças na rotina a partir de dezembro. Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141, realizada pelo Congresso Nacional na sexta-feira (16), as empresas deverão adotar, como regra, a escala de cinco dias de trabalho e dois de folga por semana. A medida busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores e será implantada gradualmente, sem redução dos salários. A primeira etapa começa 60 dias após a promulgação, quando a jornada máxima semanal passará das atuais 44 para 42 horas. Nesse período, as empresas também deverão garantir os dois dias de descanso remunerado. A redução definitiva para 40 horas semanais ocorrerá 12 meses depois, completando uma transição de 14 meses. Durante a fase intermediária, quem distribuir as 42 horas igualmente entre cinco dias trabalhará oito horas e 24 minutos por dia. A nova legislação permite al-

gumas adaptações. Por meio de acordos coletivos, determinadas categorias poderão manter escalas diferentes, inclusive com seis dias de trabalho, desde que as folgas sejam compensadas no mesmo mês e respeitem a média de dois dias de descanso remunerado por semana. Para funcionários terceirizados que prestam serviços à administração pública, o prazo de adaptação poderá chegar a 12 meses, conforme as regras previstas na emenda. A mudança foi aprovada pelo Senado na quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O novo modelo exigirá reorganização de horários em atividades que funcionam também aos fins de semana, como comércio, restaurantes e serviços de saúde. Enquanto entidades sindicais destacam a ampliação do tempo disponível para descanso e convivência familiar, representantes empresariais apontam a necessidade de adequar os custos e a organização das equipes às novas regras. Foto: Lula Marques

Congresso Nacional aprovou mudanças na jornada de trabalho que vão garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores brasileiros.

eleitor precisa ler com atenção

Foto: Fábio Rodrigues

Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a manutenção dessas dívidas dificulta o acesso ao crédito e o crescimento dos negócios

Senado aprovou por 78 votos a 0 teto maior e anistia de R$ 12,86 bilhões, mas quase tudo só vale em 2027, e o Pix de R$ 5 mil ainda nem existe no papel  O microempreendedor que ouviu falar em dívida perdoada, faturamento maior e Pix de até R$ 5 mil pode achar que a ajuda já chegou. Não chegou. O Senado aprovou na quintafeira (15), por 78 votos a 0, o projeto que amplia o teto do MEI e perdoa pelo menos R$ 12,86 bilhões em dívidas com a União. A Câmara tinha aprovado o texto na véspera, por 461 votos a 4. O texto vai à sanção do presidente Lula (PT), que anunciou o pacote em plena disputa de segundo turno com

Flávio Bolsonaro (PL). Quase nada, porém, muda no bolso antes da eleição. O calendário é a primeira letra miúda. O limite de faturamento sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil só em 2027 e chega a R$ 140 mil em 2028. O perdão também fica para 2027 e vale para quem tinha débitos até 13 de outubro, com uma condição: pagar tudo em dia nos seis meses seguintes, sob pena de perder o benefício. Quem se esforçou e quitou as contas não recebe nada de volta. O Pix de

R$ 5 mil, um dos anúncios de maior apelo, nem foi formalizado. A lei proíbe criar benefício social em ano eleitoral, e ele só poderá sair em 2027, primeiro ano do próximo mandato, seja de quem for. O número de vitrine também pede contexto. Os R$ 12,86 bilhões são o tamanho da dívida apagada, não o dinheiro que deixará de entrar nos cofres. O próprio governo estima perda de R$ 3 bilhões em três anos, porque conta apenas o que seria de fato recuperado. O relator na Câmara, Rubens Pereira Júnior (PT-MA), reconheceu que boa parte desses débitos tinha baixa chance de cobrança. Ele também diz que a ampliação feita pelos deputados, que estendeu o perdão a dívidas fora da Dívida Ativa, acrescenta de R$ 2

bilhões a R$ 3 bilhões à conta. O Ministério da Fazenda disse que só poderá calcular esse impacto quando conhecer a versão final do texto. Há mérito na proposta, e é isso que torna a leitura atenta necessária. O teto de R$ 81 mil não era corrigido desde 2018, e o governo apresenta a mudança como recomposição, não como ampliação do regime. Permitir dois empregados em vez de um, com salário mínimo ou piso da categoria, e elevar de R$ 80 mil para R$ 100 mil o limite das contratações públicas reservadas a micro e pequenas empresas atende a pedidos antigos do setor. O problema não está no conteúdo, e sim na forma e na hora: medidas de efeito futuro vendidas como alívio imediato, a três semanas das urnas.


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4•A Política

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em duas pesquisas para o 2º turno

Foto: Victor Salles e Ricardo Stuckert

Datafolha aponta 47% contra 45%, enquanto Quaest registra 46% a 44%; diferença de dois pontos está dentro da margem de erro  A dez dias do segundo turno, a corrida pela Presidência da República continua sem uma liderança estatisticamente definida. Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dois levantamentos divulgados nesta semana, mas a diferença entre os candidatos é de apenas dois pontos percentuais. Os resultados do Datafolha e da Quaest indicam empate técnico, mantendo a disputa aberta para a votação de 25 de outubro. Na pesquisa Datafolha, publicada na quinta-feira (15), Flávio registrou 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. O resultado mostra uma redução da distância entre os candidatos em relação à semana anterior, quando o senador tinha 49% e o presidente, 45%. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou

anular o voto chegou a 6%, enquanto os indecisos representam 2% dos entrevistados. O levantamento da Quaest, divulgado na quarta-feira (14), apresentou um cenário semelhante. Flávio Bolsonaro alcançou 46% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 44%. Outros 9% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. A parcela de indecisos ficou em 1%. Assim como no Datafolha, a diferença registrada não é suficiente para estabelecer uma liderança fora da margem de erro. As duas pesquisas têm margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O Datafolha ouviu 2.520 eleitores e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, em um cenário de empate técnico nas pesquisas.

Já a Quaest entrevistou 2.154 pessoas, com registro BR-

08729/2026. Com menos de duas semanas até a votação, os

levantamentos mostram uma disputa apertada, na qual os per-

centuais ainda podem mudar até o dia da eleição

Disputa entre Lula e Flávio acirra embate Eleitores têm até entre deputados de Mato Grosso do Sul quarta-feira para pedir transporte gratuito na Capital Serviço da Justiça Eleitoral atende pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no segundo turno, marcado para 25 de outubro  Quem precisa de ajuda para chegar às urnas no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, tem até quarta-feira (21) para solicitar transporte gratuito em Campo Grande. O atendimento é voltado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e faz parte do programa Seu Voto Importa, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE -MS). A iniciativa busca facilitar o deslocamento dos eleitores e garantir o acesso ao voto. Os pedidos podem ser feitos pela internet, por meio de um formulário disponível no site do TRE-MS. Também é possível realizar o cadastro presencialmente nos cartórios eleitorais da Capital, das 12h às 18h. Para solicitar o serviço, o eleitor deve apresentar as informações

e os documentos exigidos pela Justiça Eleitoral. A autorização do transporte depende da análise do juiz eleitoral responsável. Quem já solicitou o atendimento para os dois turnos e utilizou o transporte na primeira votação não precisa fazer um novo cadastro. Nesse caso, o serviço está garantido para o dia 25. O prazo aberto neste mês é destinado apenas aos eleitores que ainda não fizeram a solicitação. Para esclarecer dúvidas, a Central de Atendimento ao Eleitor disponibiliza os números de WhatsApp (67) 999874376 e (67) 99984-2922, além do telefone (67) 2107-7276. O formulário e as orientações estão disponíveis na página do programa Seu Voto Importa, no endereço www.tre-ms.jus.br.

Sete diretórios e comissões partidárias podem ser suspensos em MS por falta de contas Ministério Público Eleitoral pede suspensão de representações de partidos em três municípios; legendas têm 15 dias para se manifestar  A falta de prestação de contas colocou sete representações partidárias de Mato Grosso do Sul sob risco de suspensão. O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com pedidos contra diretórios municipais e comissões provisórias de partidos em Aral Moreira, Ponta Porã e Coronel Sapucaia. As ações foram divulgadas na quarta-feira (14), por meio do Diário da Justiça Eleitoral do Estado, e ainda dependem de decisão judicial. Em Aral Moreira, os pedidos atingem Republicanos, PSDB e Podemos. Já em Coronel Sapucaia, as legendas envolvidas são PL, Progressistas e União Brasil. Em Ponta Porã, o procedimento foi aberto contra o MDB. Todos os casos estão relacionados à ausência de prestação de contas exigidas pela

legislação eleitoral. Antes de decidir sobre as suspensões, a Justiça Eleitoral concedeu prazo de 15 dias para que os partidos apresentem suas manifestações. Nesse período, as legendas poderão solicitar a regularização das pendências e apresentar um pedido de decisão provisória para evitar a suspensão enquanto a situação é analisada. Os procedimentos de regularização podem envolver tanto as contas anuais dos partidos quanto aquelas referentes às campanhas eleitorais. Por enquanto, as sete representações seguem apenas como alvos dos pedidos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral. A eventual suspensão dependerá da análise da Justiça Eleitoral após o prazo concedido às legendas.

Foto: Luciana Nassar/Wagner Guimarães

A poucos dias do segundo turno, parlamentares trocam críticas na Assembleia Legislativa e divergem sobre economia, segurança e direitos sociais

 A corrida pela Presidência da República ganhou força também dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, deputados estaduais levaram ao plenário as divergências entre os projetos políticos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na sessão de quarta-feira (14), o debate foi marcado por críticas, contestações e manifestações de apoio aos candidatos, mostrando como a disputa nacional também mobiliza os representantes sul-mato-grossenses. O confronto de posições começou com Pedro Kemp (PT), que questionou a candidatura de Flávio Bolsonaro e defendeu a continuidade das políticas sociais e dos direitos trabalhistas. “Está em jogo a continuidade do

Pedro Kemp e Zé Teixeira protagonizaram debate sobre a eleição presidencial durante sessão da Assembleia Legislativa

governo que implantou no Brasil política voltada a beneficiar o trabalhador. Estão em jogo os direitos trabalhistas”, afirmou. O deputado Coronel David (PL) rebateu as declarações e saiu em defesa do candidato de seu partido. Já Gleice Jane (PT) ampliou a discussão para temas como intolerância religiosa, violência e respeito às diferenças. Na sequência, Zé Teixeira (PL) contestou os argumentos de Kemp e direcionou críticas ao governo Lula, principalmente em relação à economia, aos

impostos e à segurança pública. O parlamentar defendeu Flávio Bolsonaro e cobrou medidas de combate à criminalidade e incentivo à atividade produtiva. As manifestações provocaram novas intervenções de deputados, prolongando a discussão sobre o papel do Estado, os serviços públicos e as propostas apresentadas na campanha presidencial. Em meio à troca de críticas, Renato Câmara (MDB) chamou atenção para a necessidade de discutir problemas que afetam

diretamente a população. “Vivemos em um mundo democrático. O Brasil tem muitas coisas que não funcionam. Muitos discursos ideológicos, mas precisamos discutir coisas práticas”, declarou. O deputado também manifestou apoio a Flávio Bolsonaro. O episódio mostrou que, mesmo após a definição das eleições estaduais, a disputa presidencial continua movimentando a política de Mato Grosso do Sul, com posicionamentos distintos entre os parlamentares até a votação decisiva.

Projeto contra invasões de propriedades avança no Estado e aguarda sanção

Foto: A Crítica

Aprovada pela Assembleia Legislativa, proposta cria campanha de orientação para proprietários rurais e urbanos e prevê ações de prevenção a conflitos por terras  A proteção de propriedades rurais e urbanas poderá ganhar uma campanha anual de conscientização em Mato Grosso do Sul. A Assembleia Legislativa aprovou, na terçafeira (13), o projeto que institui o Abril Verde e Amarelo, iniciativa voltada à prevenção de invasões de terras e à orientação dos proprietários sobre seus direitos e deveres. De autoria do deputado estadual Coronel David (PL), a proposta concluiu a tramitação entre os parlamentares e agora depende da sanção do governador Eduardo Riedel (PP). O texto prevê que, durante o mês de abril, sejam realizadas palestras, campanhas educativas e atividades de orientação jurídica. A intenção é esclarecer como agir diante de ame-

aças ou conflitos envolvendo imóveis, além de incentivar a cooperação entre produtores rurais. O projeto também aborda o uso responsável da terra, a preservação ambiental e o combate ao trabalho em condições semelhantes à escravidão. Entre as medidas previstas está a possibilidade de criação de um canal para denúncias de invasões ou ameaças a propriedades, por telefone ou aplicativo. O serviço poderá funcionar em parceria com as forças de segurança, preferencialmente ligado à Patrulha Rural da Polícia Militar. A proposta, no entanto, não determina a implantação imediata desse atendimento. Coronel David defende que a segurança jurídica sobre a posse de imóveis contribui para

Deputado Coronel David é autor do projeto que institui o Abril Verde e Amarelo em Mato Grosso do Sul.

a atividade econômica e a prevenção de conflitos. “O respeito e a proteção à propriedade privada são pilares essenciais para a atração de investimentos, o desenvolvimento econômico e a segurança jurídica”, afirmou. O deputado também

destaca que a proteção desse direito deve respeitar a função social da propriedade, prevista na Constituição. Caso receba a sanção do governador, o Abril Verde e Amarelo passará a integrar o calendário oficial de eventos do Estado.


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Política 5•A

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Foto: Izaias Medeiros

Odilon quer reduzir impostos para atrair empresas e gerar empregos no Pantanal Deputado estadual eleito defende incentivos fiscais para desenvolver municípios da região e pretende priorizar investimentos em turismo e infraestrutura Foto: Rafael Rodrigues.

Vereadores de Campo Grande cobram explicações sobre a operação tapa-buracos e questionam a qualidade dos reparos realizados nas ruas da Capital.

Eleito deputado estadual, Odilon Ribeiro pretende defender incentivos fiscais e novos investimentos para impulsionar a economia da região pantaneira.

 A criação de incentivos fiscais para atrair empresas e gerar empregos na região do Pantanal está entre as principais propostas do deputado estadual eleito Odilon Ribeiro (PL). Ex-prefeito de Aquidauana, ele pretende levar o debate à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul a partir de fevereiro de 2027, quando assume o mandato. Em entrevista concedida na quintafeira (15), o parlamentar eleito defendeu a redução de impostos como forma de estimular investimentos em municípios que, segundo ele, enfrentam dificuldades para acompanhar o crescimento econômico de outras regiões do Estado. Eleito com 35.905 votos, Odilon considera que cidades como Aquidauana, Miranda e Porto Murtinho precisam de condições mais favoráveis para atrair indústrias e novos negócios. Sua proposta tem como referência a Zona Franca de Manaus, onde benefícios tributários são utilizados para incentivar a atividade econômica. O ex-prefeito argumenta que a carga de impostos e as exigências ambientais dificultam a chegada de empresas ao Pantanal. Apesar das críticas, reconhece a importância da preservação e defende que o desenvolvimento econômico

seja conciliado com a proteção ambiental. Além da questão tributária, Odilon pretende priorizar o turismo e a infraestrutura regional. Entre os projetos mencionados estão o aproveitamento turístico do Morro do Paxixi, em Aquidauana, e a conclusão da BR-419, considerada importante para melhorar o acesso entre municípios do interior. O deputado eleito também destacou o potencial de Camisão e Piraputanga, distritos que recebem visitantes de Campo Grande, e apontou a necessidade de ampliar as oportunidades de trabalho para os moradores da região. Com experiência de oito anos à frente da Prefeitura de Aquidauana, Odilon também quer discutir as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios. Ele defende a revisão dos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos prestadores de serviços e questiona a criação de despesas para as prefeituras sem a garantia de recursos suficientes. O parlamentar reconhece que dependerá do apoio de outros deputados para avançar com suas propostas e aponta a reforma tributária como um dos desafios para a adoção de incentivos específicos no Pantanal.

Câmara convoca secretário para explicar problemas no tapa-buracos da Capital Após mais de 9 mil pedidos de manutenção das ruas, vereadores cobram respostas da prefeitura sobre custos, qualidade e andamento dos serviços  As reclamações sobre buracos nas ruas de Campo Grande levaram a Câmara Municipal a convocar o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos na próxima terça-feira (20). A decisão foi aprovada pelos vereadores na quinta-feira (15), diante das cobranças por melhorias no asfalto e dos questionamentos sobre a execução dos serviços. O objetivo é entender

por que os problemas persistem e quais medidas a prefeitura pretende adotar para melhorar a manutenção das vias. Segundo o presidente da Câmara, vereador Papy, somente no primeiro semestre deste ano foram apresentadas mais de 9 mil indicações relacionadas ao tapa-buracos. Ele destacou que a situação tem provocado prejuízos e acidentes, apesar das constantes cobranças do Legislativo. O vereador Professor

Riverton também questionou o ritmo dos trabalhos e cobrou explicações sobre a quantidade de reparos anunciada pela prefeitura. Para os parlamentares, é necessário esclarecer como os serviços estão sendo realizados e quando a população poderá perceber melhorias. A qualidade do material utilizado nos reparos também entrou na discussão. Durante a sessão, a vereadora Ana Portela apresentou um pedaço de asfalto para demonstrar o que considera falta de resistência do pavimento. Já Dr. Lívio cobrou transparência sobre os recursos e as equipes disponíveis para a manutenção das ruas. O vereador Maicon Nogueira defendeu uma investigação sobre os cus-

tos e prazos das obras, além da adoção de critérios para priorizar os bairros mais afetados. A cobrança poderá resultar ainda na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A vereadora Luiza Ribeiro está reunindo assinaturas para investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução do tapa-buracos. Enquanto isso, a Câmara aguarda a presença do secretário para esclarecer os questionamentos. Na mesma sessão, os vereadores também aprovaram um pedido de informações à prefeita Adriane Lopes sobre a negociação envolvendo empresas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Senadores de MS votam a favor do fim da escala 6x1 e de benefícios para MEIs

Foto: Divulgação

Anulação de 16,8 mil votos pode mudar resultado da eleição para deputado em MS Justiça Eleitoral fará novo cálculo dos votos na quarta-feira (21), após decisão do TSE que barrou a candidatura de Jerson Domingos  O resultado da eleição para deputado estadual em Mato Grosso do Sul passará por uma nova análise da Justiça Eleitoral e poderá sofrer alterações. A revisão foi marcada para quartafeira (21), às 16h30, em Campo Grande, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a anulação dos 16.884 votos recebidos por Jerson Domingos (União Brasil). A medida poderá provocar mudanças na distribuição das vagas e na lista de suplentes da Assembleia Legislativa. Jerson disputou a eleição de 4 de outubro pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e terminou a votação como suplente. Entretanto, sua candidatura foi barrada pelo TSE, que aceitou um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Com a decisão, os votos destinados ao candidato deixarão de ser considerados no cálculo

dos resultados. O processo teve início em agosto, quando a Procuradoria Regional Eleitoral questionou o registro da candidatura. Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) havia autorizado a participação de Jerson na disputa. O entendimento, porém, foi modificado pela instância superior, tornando necessária a revisão dos números apurados no primeiro turno. O novo cálculo será realizado no plenário do TRE-MS, na Capital, com acompanhamento de representantes dos partidos políticos, das federações, do Ministério Público Eleitoral e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A convocação foi publicada na sexta-feira (16). Somente após o reprocessamento será possível confirmar se a retirada dos votos terá impacto na composição das vagas ou na ordem dos suplentes.

Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e Tereza Cristina votaram a favor das mudanças na jornada de trabalho e nas regras para microempreendedores individuais.

Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e Tereza Cristina apoiaram duas propostas aprovadas pelo Senado que mudam regras trabalhistas e ampliam direitos dos microempreendedores  Os três senadores de Mato Grosso do Sul votaram a favor de duas propostas que podem mudar a rotina de trabalhadores e pequenos empreendedores em todo o país. Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke e Tereza Cristina (PP) apoiaram, nesta semana, o fim da escala de trabalho 6x1 e o aumento do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs). As

medidas foram aprovadas pelo Senado Federal, em Brasília, entre quarta-feira (14) e quintafeira (15), com ampla maioria dos parlamentares. Na quinta-feira, os representantes sul-mato-grossenses participaram da votação que aprovou o aumento do teto anual de faturamento do MEI para R$ 140 mil. O projeto também prevê o perdão de dívidas com a União e amplia a

possibilidade de contratação de funcionários pelos microempreendedores. A proposta recebeu 78 votos favoráveis, sem nenhuma manifestação contrária, e segue para sanção presidencial. Um dia antes, os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul também haviam participado da aprovação do texto na Câmara. A bancada do Estado também apoiou a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6x1, modelo em que o empregado trabalha seis dias e descansa apenas um. Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e Tereza Cristina votaram favoravelmente nos

dois turnos de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). No resultado geral, foram 75 votos a favor e apenas um contrário, número superior aos 49 necessários para a aprovação. As duas votações colocaram os representantes de Mato Grosso do Sul entre os apoiadores das mudanças nas regras para o trabalho e para os pequenos negócios. Enquanto o projeto destinado aos MEIs aguarda a decisão presidencial, a proposta sobre a jornada de trabalho pode ser promulgada, já que recebeu aprovação do Senado sem alterações em relação ao texto votado anteriormente pela Câmara dos Deputados.


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6•A Economia

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Fotos: Divulgação

Fecomércio/MS quer adaptar a nova jornada por negociação com sindicatos; presidente da Fiems diz que vai cumprir a lei, mas prevê custo repassado ao consumidor  O comércio de Mato Grosso do Sul, que em agosto fazia campanha contra a votação, agora leva a discussão para a mesa de negociação. Com o fim da escala 6×1 aprovado pelo Senado, a Fecomércio/MS quer que a adaptação seja resolvida em acordos entre patrões e sindicatos de cada setor. Na indústria, o tom é de alerta e a Fiems diz que vai cumprir a regra, mas avisa que a conta pode chegar à prateleira. O texto garante dois dias de folga remunerada por semana e baixa o teto da jornada de 44 para 40h semanais, sem corte de salário. A troca não acontece de uma vez. A jornada máxima cai para 42h dois meses depois da publicação da emenda e chega a 40hum ano mais tarde, em uma transição de 14 meses. O texto também abre uma porta para as categorias: acordos coletivos podem manter a escala 6×1 em casos excepcionais, desde que a folga extra seja compensada no mesmo mês. Comércio troca o protesto pela negociação É justamente essa porta que a Fecomércio/MS quer usar. Em posicionamento divulgado após a votação, a federação, alinhada à Confederação Nacional do Comércio (CNC), pede cautela nos próximos passos e diz que a prioridade é dar segurança jurídica à transição, ou seja, regras claras que evitem disputas na Justiça depois. Para isso, a entidade promete trabalhar com os sindicatos da base para reduzir os impactos e ajudar os empresários do Estado a se adaptar. Na avaliação da federação, acordos diretos entre representantes de patrões e empregados são o caminho mais seguro, porque permitem respeitar a realidade de cada ramo do comércio e dos serviços. A mudança de tom é visível. Em agosto, a Fecomércio/MS aderiu à campanha da CNC contra a votação antes das eleições, com o argumento de que mais de 90% da mão de obra do comércio trabalha no regime 6×1, número informado pelo próprio setor. A preocupação também chegou ao campo, já que os criadores de Girolando de MS cobram compensação para a produção de leite, onde a ordenha não para no domingo. Indústria promete cumprir, mas teme o efeito no bolso Na indústria, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que a federação vai respeitar a decisão do Congresso, mas se diz preocupado com a competitividade das empresas e com o custo de vida. Para ele, se a folha de pagamento ficar mais cara, a despesa tende a ser repassada aos preços de produtos e serviços. Em junho, durante debate no TRT-MS, ele já previa esse efeito. “Precisamos discutir abertamente os impactos dessa lei. Vamos cumprir o que foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas nossa preocupação é com o aumento do Custo Brasil, que prejudica a competitividade das empresas e acaba chegando ao consumidor. A dona de casa já percebe que, com o mesmo dinheiro, consegue comprar cada vez menos. Precisamos considerar esse efeito sobre toda a sociedade”, afirmou Longen. A Fiems diz que vai orientar as indústrias sobre as exigências da nova regra, levando em conta as particularidades de cada atividade. “Como entidade representativa da indústria, nosso papel é estar ao lado dos empresários e oferecer o suporte necessário para que se adequem à legislação. Nossa preocupação é garantir que essas mudanças sejam implementadas sem perder de vista a competitividade das empresas, a geração de empregos e o impacto no custo de vida da população”, disse.

Fim da escala 6x1: comércio de MS aposta em acordos e indústria teme alta de preços

Fotos: Arquivo

Presidente da Fiems, Sergio Longen e presidente da Fecomercio MS, Juliano Wertheimer: Fecomércio MS quer adaptar a nova jornada por negociação com sindicatos; presidente da Fiems diz que vai cumprir a lei, mas prevê custo repassado ao consumidor

entenda o que muda para trabalhadores e empresas Nova regra prevê duas folgas semanais, redução da jornada para 40 horas e manutenção dos salários; comércio e indústria de MS alertam para custos de adaptação O que vai mudar

Pontos positivos

Mais folgas: a regra geral passa a ser de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso remunerado por semana.

Mais tempo de descanso: trabalhadores terão, como regra, dois dias de folga por semana.

Menos horas de trabalho: a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 40 horas.

Jornada menor sem perda salarial: a redução das horas trabalhadas não diminuirá o salário.

Primeira etapa: dois meses após a publicação da emenda, o limite de trabalho cai para 42 horas semanais.

Maior tempo para a vida pessoal: as folgas adicionais poderão favorecer o convívio familiar e outras atividades.

Segunda etapa: 12 meses depois da primeira redução, a jornada chega a 40 horas semanais, completando 14 meses de transição.

Flexibilidade na adaptação: acordos coletivos poderão considerar as necessidades de cada setor.

Adaptação das empresas: comércio, indústria e serviços terão de reorganizar horários e escalas para atender às novas regras.

Pontos negativos e desafios

O que não muda

Possível aumento dos custos: a Fiems alerta que a redução da jornada poderá elevar as despesas das empresas.

Salário preservado: o trabalhador não poderá ter redução salarial por causa da diminuição da jornada.

Risco de preços maiores: segundo a indústria, parte dos custos adicionais poderá ser repassada ao consumidor.

Folgas remuneradas: os dias de descanso continuam sendo pagos.

Mudanças nas escalas: empresas que dependem do trabalho aos fins de semana precisarão reorganizar suas equipes.

Possibilidade de acordos coletivos: sindicatos e empresas poderão negociar escalas específicas.

Impacto maior no comércio: conforme a Fecomércio/MS, mais de 90% da mão de obra do setor trabalha atualmente na escala 6x1.

Exceções à escala 5x2: o modelo 6x1 ainda poderá ser adotado em situações excepcionais, mediante acordo coletivo e compensação das folgas no mesmo mês.

Necessidade de regras claras: a Fecomércio/MS defende negociações entre sindicatos para reduzir dúvidas e possíveis conflitos durante a transição.


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Economia 7•A

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Gol vai suspender voos diretos de Campo Grande e Bonito a partir de fevereiro

Foto: Divulgação

Companhia confirma o fim de duas ligações aéreas com Rio de Janeiro e São Paulo e atribui a decisão ao aumento dos custos operacionais

 Passageiros que utilizam os aeroportos de Campo Grande e Bonito terão menos opções de voos diretos a partir de fevereiro de 2027. A Gol Linhas Aéreas confirmou que deixará de operar as ligações entre a Capital sul-mato-grossense e o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, além do trecho que conecta Bonito ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A decisão faz parte de uma reorganização das operações da companhia, motivada pelo aumento das despesas com combustível. O corte ocorre pouco tempo depois da retomada dos voos entre Campo Grande e o Rio de Janeiro, realizada há menos de três meses. Já a ligação entre Bonito e São Paulo estava

em funcionamento havia quase cinco anos. Com as suspensões, passageiros que dependem dessas rotas perderão a opção de viajar diretamente entre os destinos, o que poderá exigir mudanças no planejamento das viagens. Segundo a Gol, o preço do querosene de aviação dobrou e passou a representar cerca de 40% dos custos operacionais da empresa. Diante desse cenário, a companhia anunciou uma revisão de sua malha aérea, com previsão de suspender 38 rotas no Brasil e no exterior. A empresa afirma que os ajustes são definidos conforme as necessidades de operação, sem tratamento diferenciado entre as regiões atendidas.

Gol deixará de operar duas rotas diretas em Mato Grosso do Sul a partir de fevereiro de 2027, reduzindo as opções de viagem para passageiros e turistas.

Lojistas do Estado Três aeroportos de MS entram em buscam parceria para pacote de concessão de R$ 2 bi facilitar negócios de Terminais brasileiros no Paraguai de Bonito,

Foto: Divulgação

Representantes do comércio se reuniram com senador paraguaio para discutir apoio a empresários interessados em investir no país vizinho  Empresários de Mato Grosso do Sul interessados em investir no Paraguai poderão contar, futuramente, com uma rede de apoio para conhecer as regras e os procedimentos necessários à abertura de negócios no país vizinho. A proposta está sendo discutida por representantes do comércio sul-mato-grossense, que buscam uma parceria com autoridades paraguaias para facilitar o acesso a informações e oferecer mais segurança aos empreendedores. A iniciativa foi debatida durante encontro entre a presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL -MS), Inês Santiago, o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, e o senador paraguaio Edgar Lopes. A reunião também contou com a participação da CDL Jovem, que integra a articulação voltada à aproximação entre empre-

sários brasileiros e instituições do Paraguai. Entre os objetivos está a criação de um canal de diálogo que ajude os interessados a compreender as exigências legais, identificar os órgãos responsáveis e conhecer as condições para desenvolver atividades comerciais no território paraguaio. A intenção é reduzir dúvidas durante o planejamento dos investimentos e orientar os empresários sobre a necessidade de cumprir a legislação local. A parceria ainda está em fase de articulação, mas as entidades consideram a aproximação uma oportunidade para ampliar as relações comerciais entre os dois países. A proposta é oferecer suporte institucional aos empreendedores, permitindo que avaliem novos mercados e planejem seus negócios com informações mais claras antes de iniciar suas atividades no Paraguai.

Dourados e Três Lagoas serão apresentados a investidores nesta semana; leilão está previsto para dezembro

 Os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, estarão no centro de uma rodada de negociações com investidores interessados em assumir a administração de terminais aéreos no país. As apresentações serão realizadas nesta segunda (19) e terça-feira (20), como parte de um projeto federal que prevê R$ 2,06 bilhões em investimentos. A proposta reúne o Aeroporto Internacional de Brasília e outras dez unidades regionais, com leilão previsto para 17 de dezembro. Os encontros servirão para apresentar as condições da concessão e esclarecer dúvidas de

Aeroportos de Bonito (foto), Dourados e Três Lagoas fazem parte de projeto que busca atrair investimentos privados para a aviação regional.

empresas interessadas na disputa. A programação será conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos. Na segunda-feira, as reuniões ocorrerão presencial-

mente, em São Paulo. Já na terça, o atendimento aos investidores será realizado pela internet. Do valor total previsto no projeto, R$ 857,8 milhões serão destinados à expansão, manutenção e operação dos dez aeroportos regionais incluídos no pacote. Além dos três terminais

sul-mato-grossenses, a proposta contempla unidades de Goiás, Bahia, Mato Grosso e Paraná. A iniciativa integra o programa federal Ampliar, criado para incentivar a participação de empresas privadas na melhoria da infraestrutura aeroportuária em cidades do interior.

ExpoLeite retorna a Campo Grande Gasolina passa de R$ 7 em após 14 anos com atrações gratuitas MS e pesa mais no bolso dos motoristas do interior

Pesquisa da ANP mostra diferenças nos preços entre municípios; litro chega a R$ 7,29, enquanto Campo Grande registra média de R$ 6,28  Abastecer o carro em Mato Grosso do Sul pode custar bem mais dependendo da cidade e do posto escolhido. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 4 e 10 de outubro, mostra que o litro da gasolina comum chega a R$ 7,29 no Estado. A média estadual é de R$ 6,42, mas os valores encontrados nas bombas variam de R$ 6,09 a R$ 7,29, uma diferença de R$ 1,20 por litro. Entre os municípios pesquisados, Corumbá apresenta uma das situações mais caras para o consumidor, com preço médio de R$ 7,06 pela gasolina comum. Em Dourados, o litro custa, em média, R$ 6,68, mas pode chegar a R$ 7,29. Já Ponta Porã registra média de R$ 6,71, enquanto Três Lagoas apresenta R$ 6,46. As diferenças mos-

tram que o custo para abastecer varia consideravelmente entre as regiões do Estado. Em Campo Grande, o cenário é um pouco mais favorável. A gasolina comum tem preço médio de R$ 6,28, com valores entre R$ 6,09 e R$ 6,79. A versão aditivada custa, em média, R$ 6,47 na Capital, enquanto o etanol é vendido por R$ 3,94. No levantamento estadual, a gasolina aditivada chega a R$ 7,49 por litro, e o etanol apresenta média de R$ 3,99. A pesquisa foi realizada praticamente toda antes dos possíveis efeitos da redução de impostos federais anunciada pelo governo em 9 de outubro. A medida zerou temporariamente tributos sobre a gasolina, com redução tributária estimada em até R$ 0,89 por litro, e também prorrogou benefícios para o etanol.

Foto: Williams Souza

Feira será realizada de 25 a 29 de novembro, no Parque Laucídio Coelho, com exposição de animais, leilão, gastronomia e mais de 100 pequenos produtores  O Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, voltará a receber a ExpoLeite MS após cerca de 14 anos sem uma edição organizada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). A 29ª edição está marcada para os dias 25 a 29 de novembro, com entrada gratuita. Além de reunir criadores e profissionais do campo, o evento terá espaços dedicados à gastronomia, ao artesanato e ao entretenimento, com a proposta de aproximar a população da produção leiteira do Estado. Entre as principais atrações estão os julgamentos das raças Girolando e Gir Leiteiro, pre-

Segundo Alessandro Coelho, presidente do Núcleo de Criadores de Girolando do Estado, o setor pretende apresentar ao governo uma proposta para aumentar a produção de leite em 30% até 2030.

vistos de 25 a 28 de novembro, e o retorno do Torneio Leiteiro, competição que avalia a produção de leite dos animais. A programação também contará com a 11ª edição do leilão Top Leite MS, cursos e palestras sobre manejo do rebanho. Um dos lotes do leilão terá a renda destinada ao Hospital São Julião, em Campo Grande. O público também poderá visitar o Festival de Leite, Queijo e Economia Criativa, que deve reunir mais de 100

expositores de queijos, doces, conservas, produtos artesanais e peças de couro. A programação inclui apresentações musicais, exposição de carros antigos, prova de tambor, fazendinha e atividades culturais. A abertura será marcada por uma cavalgada com saída do Horto Florestal em direção ao parque. A retomada da feira ocorre em um momento de esforços para fortalecer a atividade leiteira em Mato Grosso do Sul.

Segundo Alessandro Coelho, presidente do Núcleo de Criadores de Girolando do Estado, o setor pretende apresentar ao governo uma proposta para aumentar a produção de leite em 30% até 2030. Realizada em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e com apoio do governo estadual, a ExpoLeite também busca estimular novos negócios e valorizar os pequenos produtores. A programação completa será divulgada no Instagram @expoleitems.


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8•A Ofertas

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

CAMPO GRANDE / MS Válido em 18/10/2026 , ou até durarem os estoques.

Se a embalagem do atacado NÃO ESTIVER DISPONÍVEL, basta levar a quantidade igual ou superior para ter preço de atacado, sempre de produtos exatamente iguais: MESMA EMBALAGEM, TAMANHO, PESO. FRAGRÂNCIA OU SABOR. Fotos meramente ilustrativas. Preços sujeitos a retificação nas lojas. Garantimos a quantidade mínima de 05 unidades/ kg de cada produto anunciado. Leite e seus derivados não devem ser usados como única fonte de alimentação do lactante, salvo orientação médica ou de nutricionista. SÃO PROIBIDAS A VENDA E A ENTREGA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS (art. 81, II Estatuto da Criança e do Adolescente).


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Cidade 1•B

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Após temporal, Capital terá trégua na chuva, mas tempo pode mudar durante a semana

Foto: Divulgação

Previsão indica domingo de sol e temperaturas amenas, com possibilidade de novas pancadas nos próximos dias; Capital ainda enfrenta os estragos dos alagamentos  Depois de dias de chuva intensa e transtornos em diferentes bairros, Campo Grande deve ter uma pausa no mau tempo neste domingo (18). A previsão indica sol entre nuvens, baixa possibilidade de chuva e temperaturas mais amenas, entre 16°C e 24°C. A melhora, porém, pode ser passageira. A instabilidade deve voltar ao longo da semana, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, especialmente entre terça-feira (20) e quinta-feira (22). As temperaturas também devem subir, com máximas próximas dos 30°C. A previsão de novas chuvas mantém a atenção sobre os estragos deixados pelo temporal de quinta-feira (15), quando a Capital registrou 86,8 milímetros de precipitação em apenas 24 horas, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). O volume ficou próximo do acumulado durante todo o mês de outubro do ano passado. A tempestade, acompanhada de ventos fortes e granizo, provocou alagamentos e levou a

Defesa Civil a receber quase 30 chamados de moradores. Para reduzir os problemas, equipes da prefeitura foram mobilizadas para limpar ruas, retirar terra acumulada e desobstruir bocas de lobo. Os trabalhos alcançaram pontos das avenidas Ernesto Geisel, Guaicurus, Via Park e Fernando Corrêa da Costa, entre outras regiões afetadas. As ações envolvem diferentes órgãos municipais, enquanto o levantamento dos danos provocados pela chuva continua. O atendimento também inclui famílias que tiveram prejuízos em suas casas, com distribuição de lonas, colchões e outros materiais conforme as necessidades identificadas. A assistência social reforçou ainda o acompanhamento de pessoas em situação de rua. Diante da possibilidade de novas pancadas de chuva, a orientação é evitar travessias em locais alagados e manter distância de fios caídos e estruturas danificadas. A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Chuvas intensas provocaram alagamentos e danos em diferentes regiões de Campo Grande, mobilizando equipes da prefeitura para limpeza e recuperação das vias.

Campo Grande amplia Município terá 352 novos apartamentos por mais 90 dias com investimento de R$ 72 milhões Parceria entre teste com patinetes e os governos federal, estadual bicicletas elétricas e municipal prevê

Foto: Elias Campos

Prefeitura prorrogou a autorização da empresa responsável pelo serviço, que continuará funcionando de forma experimental e sem garantia de permanência definitiva Foto: Divulgação

dois conjuntos habitacionais nos bairros Leblon e Tarumã; seleção das famílias deve começar em 2027

 Duas regiões de Campo Grande deverão receber novos conjuntos habitacionais destinados a ampliar o acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Os empreendimentos, previstos para os bairros Leblon e Tarumã, terão 352 apartamentos e investimentos que somam R$ 72,2 milhões. A construção será viabilizada por uma parceria firmada na quinta-feira (15) entre a prefeitura e os governos federal e estadual, como parte das ações para reduzir a falta de moradias na Capital. O maior projeto será o Condomínio Residencial Leblon, com 192 apartamentos e in-

Prefeita Adriane Lopes participou da assinatura da parceria que prevê a construção de 352 apartamentos na Capital

vestimento estimado em R$ 40 milhões. Já o Condomínio Residencial Zélia Gattai, no bairro Tarumã, contará com 160 unidades, ao custo previsto de R$ 32,2 milhões. Os imóveis dos dois empreendimentos terão a mesma estrutura, composta por sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. A seleção das famílias beneficiadas deverá começar

no início de 2027 e ficará sob responsabilidade da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). Os candidatos precisarão atender aos critérios estabelecidos para os empreendimentos. Apesar da assinatura da parceria, os apartamentos ainda serão construídos, e o município não informou uma data para a entrega das unidades.

Durante a formalização do acordo, a prefeita Adriane Lopes destacou a atuação conjunta dos governos para ampliar a oferta de habitação. “É moradia digna para a população da nossa cidade”, afirmou. A iniciativa busca atender famílias que enfrentam dificuldades para conquistar um imóvel próprio e ampliar as alternativas de moradia em Campo Grande.

Nova lei garante nome social em lápides e prevê multa de R$ 16 mil em Campo Grande Patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas poderão continuar circulando em Campo Grande por mais 90 dias.

 Quem utiliza patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em Campo Grande poderá continuar contando com o serviço nos próximos meses. A prefeitura decidiu ampliar por mais 90 dias a autorização para a operação dos equipamentos na Capital. A medida foi oficializada na quarta-feira (14), com publicação no Diário Oficial do Município, permitindo que a empresa Jetshr mantenha as atividades durante o novo período de testes. Apesar da prorrogação, o serviço ainda não recebeu autorização definitiva para funcionar na cidade. A operação permanece em caráter experimental, o que significa que sua continuidade após os próximos

três meses dependerá de uma nova decisão do município. Durante esse período, a empresa deverá seguir as exigências estabelecidas pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). As regras previstas na autorização inicial continuam válidas, desde que não contrariem as condições estabelecidas na prorrogação. A decisão mantém os patinetes e as bicicletas elétricas como uma alternativa de deslocamento disponível em Campo Grande, enquanto o município dá continuidade à fase experimental. Por enquanto, não há confirmação sobre a permanência definitiva do serviço após o encerramento do prazo adicional.

Foto: Ana Paula Fernandes

Regra vale para pessoas trans, travestis e não binárias e determina respeito à identidade de gênero em documentos e cerimônias de despedida  O respeito à identidade de gênero de pessoas trans, travestis e não binárias passa a ser obrigatório também nos serviços funerários de Campo Grande. Uma lei publicada na última terça-feira (13) determina que o nome social seja utilizado em lápides, jazigos e documentos municipais relacionados ao falecimento. A medida busca assegurar que a identificação escolhida pela pessoa seja preservada após a morte, mesmo quando diferente do nome registrado originalmente nos documentos civis. Pela Lei nº 7.691/2026, lápides e jazigos deverão apresentar apenas o nome social, enquanto os demais documentos municipais relacionados ao

falecimento deverão trazer essa identificação em destaque. Os familiares poderão solicitar a inclusão do nome a qualquer momento, inclusive nos registros dos locais responsáveis pelo sepultamento ou pela cremação. A regra não se aplica aos casos em que a pessoa já tenha alterado oficialmente seu registro civil em vida. A legislação também estabelece cuidados durante as cerimônias de despedida. Além do nome social, deverão ser respeitadas a aparência pessoal e as roupas utilizadas pela pessoa ao final da vida. As determinações alcançam órgãos e entidades municipais envolvidos em procedimentos funerários, incluindo sepultamentos, crema-

Legislação municipal estabelece novas regras para a identificação de pessoas trans, travestis e não binárias em cemitérios e serviços funerários da Capital

ções e serviços de conservação dos corpos. Quem descumprir a norma poderá receber multa equivalente a dez salários mínimos, valor que corresponde a R$ 16.210 em 2026. Os recursos

arrecadados com as penalidades deverão ser destinados a políticas públicas de promoção dos direitos das pessoas trans e de combate à transfobia. A nova legislação já está em vigor em Campo Grande.


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2•B Saúde

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Foto: Ana Paula Nascimento

Hospital Unimed estreia cirurgia robótica em Campo Grande com operação de próstata Procedimento realizado em paciente de 56 anos marca o início do uso da tecnologia Da Vinci na unidade e amplia as opções de tratamento especializado na Capital

Foto: Divulgação

Hospital Unimed Campo Grande passa a contar com cirurgia assistida por robô após investimento em equipamentos e capacitação de profissionais.

 Um paciente de 56 anos foi o primeiro a passar por uma cirurgia assistida por robô no Hospital Unimed Campo Grande. A operação, que durou aproximadamente duas horas e meia, consistiu na retirada da próstata e das vesículas seminais, procedimento utilizado no tratamento do câncer de próstata localizado. A intervenção marcou o início de uma nova modalidade de atendimento na unidade, que investiu na tecnologia para ampliar a realização de cirurgias especializadas em Mato Grosso do Sul. A operação foi conduzida pelo urologista João Juveniz, coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do hospital, com participação de outros médicos especialistas. O equipamento utilizado foi o Da Vinci, sistema que permite ao cirurgião visualizar a área operada em três dimensões e realizar movimentos mais precisos. A técnica pode reduzir o sangramento, o desconforto após a cirurgia e o tempo de internação, embora os

resultados dependam das condições de cada paciente. Para colocar a tecnologia em funcionamento, o hospital passou por cerca de um ano de preparação, incluindo adaptações na estrutura e treinamento das equipes. Segundo Juveniz, uma das principais vantagens da cirurgia robótica é a possibilidade de preservar estruturas importantes próximas à próstata, o que pode favorecer a recuperação do controle urinário e da função sexual. O procedimento também integra um projeto de modernização e ampliação do centro cirúrgico da instituição. A expectativa da Unimed Campo Grande é utilizar a nova estrutura em diferentes procedimentos, incluindo cirurgias de maior complexidade. Para o cirurgião oncológico Cezar Augusto Galhardo, conselheiro de Administração da cooperativa, o investimento representa uma ampliação das possibilidades de tratamento oferecidas aos pacientes.

SUS avalia novo tratamento para câncer de endométrio e abre espaço à participação popular Consulta pública recebe contribuições até 26 de outubro sobre a inclusão de imunoterapia para pacientes com doença avançada; Brasil registra mais de 9 mil novos casos por ano

Vacina Tríplice Viral está disponível gratuitamente nas unidades de saúde de Campo Grande e protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Vacinação abaixo da meta acende alerta para volta do sarampo em Campo Grande Capital não registra casos confirmados desde 2020, mas apenas 78,53% das crianças estão vacinadas; avanço da doença nas Américas preocupa autoridades de saúde  Mesmo sem registrar casos confirmados de sarampo desde 2020, Campo Grande enfrenta um desafio para manter a doença longe da população. A cobertura da vacina Tríplice Viral entre crianças está em 78,53%, abaixo dos 95% recomendados pelas autoridades de saúde. A situação preocupa a Secretaria Municipal de Saúde

(Sesau), principalmente diante do aumento de casos em outros países e da possibilidade de o vírus voltar a circular na Capital. O alerta ocorre em meio ao avanço do sarampo nas Américas, que somaram 55.792 casos e 77 mortes em 17 países e territórios até o início de outubro. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mais

de 90% dos registros envolvem pessoas não vacinadas ou sem informação sobre a vacinação. No Brasil, foram identificados 52 casos importados neste ano, concentrados em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro. A facilidade de transmissão do sarampo torna a baixa cobertura vacinal uma preocupação para os serviços de saúde. Embora o Brasil continue livre da circulação permanente do vírus, a chegada de pessoas infectadas pode provocar novos casos em locais onde parte da população não está protegida. Crianças e adolescentes merecem atenção especial, já que a maioria dos

registros nas Américas envolve pessoas com até 19 anos. Para reduzir o risco, a Sesau orienta moradores a conferirem a caderneta de vacinação e procurarem a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima caso existam doses pendentes. A Tríplice Viral é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, ampliar a vacinação é fundamental para alcançar a meta de 95% e evitar que a doença volte a circular em Campo Grande.

Hospital Cassems completa 10 anos com mais de 3 milhões de procedimentos na Capital

Foto: Messias Ferreira

Foto: Fernando Frazão

Avanços da imunoterapia e de exames que identificam características dos tumores ampliam as possibilidades de tratamento do câncer de endométrio.

 Mulheres com câncer de endométrio em estágio avançado poderão ter uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) avalia a inclusão de um medicamento de imunoterapia, utilizado em combinação com quimioterapia, para pacientes com características específicas do tumor. A proposta está em consulta pública até 26 de outubro e permite que profissionais de saúde, pacientes e familiares participem da discussão sobre a oferta da terapia na rede pública. O câncer de endométrio atinge a camada interna do útero e está entre os seis tipos de câncer mais frequentes nas mulheres brasileiras, com mais de nove mil novos casos estimados por ano. Um dos principais sinais de alerta é o sangramento fora do período menstrual, especialmente após a menopausa.

Embora muitos casos sejam identificados precocemente, a doença pode apresentar maiores dificuldades de tratamento quando se espalha para outras partes do corpo. O avanço dos exames que identificam características genéticas dos tumores tem permitido tratamentos mais direcionados. Em aproximadamente 30% dos casos, são encontradas alterações que podem indicar maior resposta à imunoterapia, técnica que estimula o sistema de defesa do organismo a combater o câncer. Segundo a oncologista Marcella Salvadori, essa identificação ajuda os médicos a escolher a abordagem mais adequada para cada paciente, especialmente nos casos avançados ou de retorno da doença após o tratamento. A incorporação do medicamento ao SUS ainda depende da avaliação das evidências científicas e de uma decisão do Ministério da Saúde.

Hospital Cassems de Campo Grande completa uma década de funcionamento com avanços na estrutura, nos tratamentos especializados e no atendimento aos pacientes.

Unidade se aproxima de 100 mil cirurgias realizadas e amplia atendimento especializado com novas tecnologias e tratamentos de alta complexidade  Quase 100 mil cirurgias e mais de três milhões de procedimentos marcam os dez anos do Hospital Cassems de Campo Grande, comemorados neste mês de outubro. A unidade, que atende principalmente servidores públicos e seus familiares, contabilizou 99.530 cirurgias até meados de setembro de 2026. Com 137 leitos, entre internação e terapia intensiva, o hospital ampliou sua estrutura

ao longo da última década para atender pacientes que precisam de tratamentos especializados. Entre os avanços está a utilização da cirurgia robótica, iniciada em 2024, que já soma 386 procedimentos. Em fevereiro deste ano, a unidade também passou a realizar operações com apoio remoto de especialistas, por meio de uma plataforma tecnológica. Outra área que ganhou espaço foi a

cirurgia cardíaca infantil, responsável por 68 procedimentos em 49 pacientes. As novas técnicas ampliaram as possibilidades de atendimento dentro do próprio Estado. O hospital também se tornou referência na rede Cassems para tratamentos de maior complexidade. Desde 2019, possui credenciamento do Ministério da Saúde para realizar transplantes, incluindo o de medula óssea autólogo, procedimento em que o próprio paciente é doador. Nessa modalidade, foram realizadas 19 intervenções. Já a Rede Amo, dedicada ao tratamento de pacientes com câncer, registrou 150 mil atendimentos

em oncologia e hematologia entre novembro de 2021 e setembro de 2026. Para o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, a trajetória da unidade representa uma ampliação da assistência médica oferecida aos beneficiários. “O Hospital de Campo Grande consolidou um novo patamar para a saúde do estado”, afirmou. Após uma década de funcionamento, a instituição aponta como próximos desafios a ampliação de leitos, o uso de inteligência artificial no diagnóstico de doenças e a preparação dos serviços para atender uma população cada vez mais envelhecida.


www.acritica.net A CRÍTICA

Cotidiano 3•B

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

“A Crítica” conquista o primeiro lugar em prêmio de jornalismo do Sebrae

Fotos: Divulgação

O jornalista Carlos Guilherme, do jornal A Crítica, recebe o prêmio de 1º lugar na categoria Áudio do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo, com a reportagem Nas águas de MS, a pesca abre caminho para novas correntezas.

Reportagem sobre empreendedorismo ligado à pesca venceu a categoria Áudio na etapa estadual; edição de 2026 teve recorde de 136 trabalhos inscritos  O jornal A Crítica conquistou o 1º lugar na categoria Áudio da etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo, com a reportagem “Nas águas de MS, a pesca abre caminho para novas correntezas” produzida pelo jornalista Carlos Guilherme. O resultado foi divulgado na terça-feira (13), durante a 8ª edição do SebraeJor, em Campo Grande, evento que reuniu cerca de 100 profissionais da imprensa, assessorias de comunicação e estudantes de jornalismo. Foram 136 trabalhos inscritos, crescimento de 40% em relação à edição de 2025 e recorde estadual da iniciativa. Além da categoria Áudio, foram premiados trabalhos em Texto, Vídeo, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário. Na reportagem foi abordada a pesca como caminho para novas oportunidades de empreendedorismo em MS. “Quis mos-

trar esse lado pouco mostrado, a pesca como principal fonte de renda de muitas pessoas que vivem nas áreas mais alagadas de MS. São histórias que mostram como é possível tomar as rédeas da própria vida a partir do conhecimento que se tem”, explica Carlos Guilherme. Na categoria Áudio, o segundo lugar ficou com a Rádio Cidade 97, enquanto a Rádio Massa FM Campo Grande terminou na terceira posição. Para o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, a proposta é aproximar o jornalismo das histórias de quem empreende e, ao mesmo tempo, valorizar quem transforma essas experiências em informação. “Quando pensamos no SebraeJor, há cerca de dez anos, a proposta era valorizar, incentivar e capacitar os profissionais, além de compartilhar tendências da comunicação”, destacou.

Confira os vencedores por categoria • Categoria Áudio 1º lugar – Carlos Guilherme (Podcast Jornal A Crítica) Nas águas de MS, a pesca abre caminho para novas correntezas 2º lugar – Rodrigo do Nascimento, Gabriel Félix e Emilly Mira (Rádio Cidade 97) Além da porteira: a força do empreendedorismo rural em MS 3º lugar – Fernando de Carvalho e Arthur Ayres (Rádio Massa FM Campo Grande) Capacitações impulsionam etnoturismo e empreendedorismo quilombola em Nioaque • Categoria Texto 1º lugar – Michelly Perez (O Estado Online) Entre a dor e a colheita, mulheres transformam luto em independência no Cerrado de MS

Foto: Divulgação

Legenda da foto: Presidente da OAB-MS, Bitto Pereira representará a advocacia brasileira durante sessão do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília. Foto: Gerson Walber.

 A advocacia de Mato Grosso do Sul terá um representante em uma das principais instâncias de fiscalização do Judiciário brasileiro. Na próxima terça-feira (20), o presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, participará da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, ocupando o lugar reservado à Ordem dos Advogados do Brasil. A representação foi delegada pelo presidente nacional da entidade, Beto Simonetti. A reunião está marcada para as 9h, no horário de Mato Grosso do Sul. O CNJ é responsável por

acompanhar o funcionamento administrativo dos tribunais e fiscalizar a atuação dos magistrados em todo o país. Durante as sessões, a OAB pode se manifestar sobre assuntos relacionados ao exercício da advocacia e ao funcionamento da Justiça. Com a indicação, Bitto terá a oportunidade de acompanhar as discussões e apresentar posicionamentos em nome da entidade nacional. A participação ocorre após outras atuações do dirigente junto ao Conselho. Bitto já acompanhou inspeções realizadas no Tribunal de Justiça de

2º lugar – Michelly Perez (O Estado Online) A tradição que decolou: como o tereré virou símbolo e negócio em Mato Grosso do Sul 3º lugar – Anderson Viegas (Portal Made in MS) De Rio Negro para o mundo: a bolsa que conquistou uma princesa e virou símbolo de empoderamento e luxo • Categoria Vídeo 1º lugar – Danielle Errobidarte Matos, Caio Nogueira, Thiago Stiirmer e Flávio Alves (TV MS Record) Bioeconomia: natureza que gera renda 2º lugar – Caio Tumelero, Marcus Vinnicius, Henrique Shuto e Mariane Katayama (TV Morena) Os impactos da reforma tributária para quem é MEI 3º lugar – Ana Cristina Santos de Souza, Natan Rancan e Otávio Siqueira (TVC de Três Lagoas)

O diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, destacou a importância do SebraeJor para valorizar o trabalho da imprensa sul-matogrossense e incentivar a produção de reportagens sobre empreendedorismo.

Presidente da OAB/MS representará advocacia brasileira em sessão do CNJ

Bitto Pereira participará de reunião do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, por indicação do presidente nacional da OAB, Beto Simonetti

Vencedores da etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo celebram a conquista durante a 8ª edição do SebraeJor, em Campo Grande, que reuniu profissionais da imprensa e estudantes de jornalismo.

Mato Grosso do Sul (TJMS) e levou ao órgão reclamações de advogados sobre a demora na tramitação de processos digitais. Entre os problemas apontados pela categoria está o funcionamento da Central de Processamento Eletrônico, responsável pelo andamento de procedimentos judiciais. Reeleito em novembro de 2024, Bitto comanda uma seccional que reúne mais de 20 mil advogados. Sua gestão tem buscado ampliar o contato com profissionais do interior e acompanhar demandas relacionadas ao exercício da profissão. A participação no CNJ ocorre em um momento de maior presença da OAB-MS em discussões nacionais, incluindo debates sobre mudanças no funcionamento do Poder Judiciário.

Empreender para recomeçar: ecojoias transformam vidas em Três Lagoas • Categoria Fotojornalismo 1º lugar – Marcus Maluf (Jornal O Estado Online) Entre a dor e a colheita 2º lugar – Marcus Maluf (Jornal O Estado Online) A tradição que decolou: como o tereré virou símbolo e negócio em Mato Grosso do Sul 3º lugar – Renan Carvalho Kubota (TopMídia News) A senhora das folhas • Categoria Jornalismo Universitário 1º lugar – Letícya Guimarães de Freitas (AEMS – Faculdades Integradas de Três Lagoas) Do artesanato ao empreendedorismo: mulheres transformam cultura em renda no interior de Mato Grosso do Sul

A jornalista Izabella Camargo participou do SebraeJor com uma palestra sobre burnout, abordando o esgotamento profissional e a importância dos cuidados com a saúde mental no ambiente de trabalho.


www.acritica.net A CRÍTICA

4•B Entrevista

Campo Grande, 18 de outubro de 2026

Foto: A Crítica

Coronel David Deputado estadual reeleito

‘Não podemos permitir que aconteça em MS igual aconteceu no RJ’ Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, deputado estadual reeleito fala sobre segurança pública, facções, fronteiras, saúde, propriedade rural e as prioridades para o novo mandato

R

eeleito para mais quatro anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Coronel David, do PL, afirmou ao Giro Estadual de Notícias que pretende manter a segurança pública como uma das principais bandeiras de seu mandato. Na conversa, o deputado também falou sobre valorização dos policiais, combate às facções criminosas, segurança nas fronteiras, investimentos em saúde, proteção da propriedade rural e fez críticas às medidas anunciadas pelo governo federal durante o segundo turno. Confira a entrevista: A Crítica: Como o senhor avalia a votação que garantiu a reeleição? Coronel David: Essa eleição foi difícil, mas a gente conseguiu ter essa expressividade nos votos e mostra que o povo do Mato Grosso do Sul vem apoiando o nosso trabalho na Assembleia Legislativa, nas nossas lutas. E também naquilo que a gente conquistou ao longo do mandato, que se reverteu em uma rede de proteção maior à população aqui do Mato Grosso do Sul. A Crítica: Como o senhor analisa as medidas anunciadas pelo governo federal envolvendo dívidas e microempreendedores? Coronel David: Essa medida agora que atende os microempreendedores individuais compromete bastante a saúde financeira do governo federal, que já não está lá essas coisas. É uma medida eleitoreira, é um engodo, é uma mentira à população e principalmente àqueles que poderiam ser beneficiados. Ninguém, na administração pública, pode criar qualquer tipo de despesa sem antes indicar de onde vai sair esse dinheiro para bancar a despesa.

A Crítica: O senhor acredita que essas medidas podem dificultar um eventual governo de Flávio Bolsonaro? Coronel David: Em situações normais, sem esses engodos eleitoreiros praticados pelo Lula nos últimos dias, o Flávio já teria muita dificuldade. O país demonstra estar com a economia estagnada, é um governo que gasta mais do que arrecada. Isso compromete a política fiscal, que tem que ser uma meta de qualquer governo. E acaba fazendo com que a gente conviva cada vez mais com juros altos, com inflação alta, e isso compromete o poder aquisitivo de todo brasileiro.

O país demonstra estar com a economia estagnada, é um governo que gasta mais do que arrecada. A Crítica: Qual exemplo o senhor tem usado durante a campanha para explicar essa situação econômica? Coronel David: Na minha campanha, a maioria das minhas reuniões e das minhas falas era para mostrar essa questão da economia e por que o Flávio era a melhor opção nesse momento. Você ia ao supermercado com R$ 100 há quatro anos e o seu carrinho saía cheio. Hoje você vai ao supermercado com R$ 100 e eu recebia uma resposta que era igual em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Todos respondiam assim: Coronel, a gente só sai hoje com uma sacolinha. A Crítica: O senhor acredita que Flávio Bolsonaro fará um

governo diferente do pai? Coronel David: A gente pode dizer que são estilos diferentes. Ele mesmo diz que é o mais moderado da família Bolsonaro. Eu acho que o momento agora exige da parte do Flávio e de todos aqueles que vão integrar o seu governo, caso a gente ganhe a eleição, não tem nada ganho ainda, uma gestão muito moderada. Eu espero que ele mantenha algumas questões que o presidente Jair Bolsonaro manteve durante o governo dele, que foi dar muita responsabilidade e liberdade aos ministros para escolherem a sua equipe, sem nenhum tipo de interferência política. A Crítica: A segurança pública continuará sendo prioridade no seu novo mandato? Coronel David: Na segurança pública, nós vamos atuar junto ao governo do Estado para que haja realmente a valorização dos profissionais da segurança pública. Nós temos assuntos pendentes que precisam ser cumpridos pelo governador Eduardo Riedel em relação ao piso, à complementação dos níveis salariais dos militares estaduais. Também precisamos da colocação do auxílio-saúde aos escrivães e investigadores da Polícia Civil, da regulamentação da Polícia Penal e de um olhar mais atencioso à carreira dos peritos e papiloscopistas aqui de Mato Grosso do Sul. A Crítica: O senhor também apresentou uma proposta específica para a segurança das fronteiras? Coronel David: Eu apresentei, há dois meses, um plano permanente de segurança na fronteira, que impõe uma série de medidas a serem adotadas pelo governo do Estado. Isso envolve aumentar a presença da Polícia Militar e da Polícia Civil, através de uma ampliação do efetivo das instituições, além da criação de uma central de inteligência de fronteira. A gente precisa ter uma política permanente de segurança na fronteira por conta desse avanço das facções criminosas aqui no Mato Grosso do Sul.

A Crítica: O senhor citou PCC e Comando Vermelho. Qual é a preocupação?

Todos nós temos responsabilidade, todos nós temos que participar da busca da solução.

Coronel David: Hoje a gente assiste a uma guerra entre o Comando Vermelho, o PCC e a atuação forte e rigorosa da segurança pública do Mato Grosso do Sul, que não está dando moleza para bandido. A gente não pode permitir que aconteça aqui igual aconteceu, por exemplo, no Rio de Janeiro. Nós não podemos admitir isso em hipótese alguma. A gente está vendo a segurança pública aqui do Mato Grosso do Sul trabalhar muito forte nessa questão de não permitir esse avanço das facções.

A Crítica: Como o senhor decide para onde vão as emendas parlamentares?

A Crítica: E qual será a atuação do senhor na área da saúde?

A gente precisa ter uma política permanente de segurança na fronteira por conta desse avanço das facções criminosas. Coronel David: Eu comecei uma ação, nesse mandato, de levar recursos às unidades de saúde aqui de Campo Grande, principalmente, além da atuação que a gente faz no Estado junto a hospitais e também da destinação de recursos às prefeituras através do fundo de saúde de cada uma. As unidades de saúde têm problemas diferentes e não podem receber da nossa parte apenas uma crítica à prefeita ou aos vereadores.

Coronel David: Estou levando emenda parlamentar com recursos para que a gente possa comprar equipamentos que são necessários a essas unidades de saúde, a fim de melhorar o atendimento à população. A gente só resolve isso fazendo visita, sabendo das reais necessidades e aportando recursos para que isso melhore. Não vou resolver todos os problemas da saúde, mas com certeza o Coronel David vai estar fazendo a parte dele para que a população de Campo Grande tenha uma saúde muito melhor. A Crítica: O senhor também teve um projeto aprovado sobre segurança jurídica no campo. Qual é o objetivo? Coronel David: Quando você dá atenção ao direito à propriedade, não permitindo invasões, você cria para o produtor rural, aquele que produz todos os dias aqui no Mato Grosso do Sul, uma segurança jurídica. Eu pretendia, com isso, no meu projeto de lei, criar essa segurança jurídica ao homem do campo, para que ele tenha a liberdade e a consciência de que o Estado não vai abandoná-lo ao permitir que a sua propriedade possa ser invadida. O direito à propriedade privada é garantido pela Constituição Federal, não só urbana, como também rural. A Crítica: O projeto Abril Verde e Amarelo entra nessa discussão? Coronel David: Ontem foi

aprovado na Assembleia Legislativa, em redação final, o projeto de lei de minha autoria que cria o Abril Verde e Amarelo, que é o mês dedicado à conscientização sobre a proteção da propriedade privada e segurança jurídica no campo. Eu sou o coordenador da Frente Parlamentar Invasão Zero e coordenador da Frente Parlamentar do Direito à Propriedade aqui no Mato Grosso do Sul. Eu vou continuar trabalhando e olhando com atenção esse setor que faz muito pelo Mato Grosso do Sul, mas que enfrenta cotidianamente ações que comprometem a sua capacidade de trabalho. A Crítica: Como o senhor vê o papel do produtor rural na economia do Estado? Coronel David: A gente precisa, pelo menos do lado governamental, dar essa segurança jurídica ao produtor rural, fazendo com que ele tenha respeitado esse direito que é garantido pela Constituição Federal. O produtor enfrenta as intempéries que vêm castigando os produtores há três ou quatro safras consecutivas. Então, a gente precisa permitir que, pelo menos do lado governamental, ele tenha segurança para continuar produzindo. A Crítica: O que o senhor espera para o segundo turno presidencial? Coronel David: A gente tem uma vantagem numérica nesse momento nas pesquisas, que se mostrou na eleição do primeiro turno e que perdura agora durante o segundo turno. Mas a gente precisa garantir a vitória. E a gente só vai garantir a vitória se todos os dias buscar mais um voto para o Flávio Bolsonaro.

Campo Grande vai receber maior encontro de ecoturismo do Brasil em novembro Evento nacional reunirá empresários, especialistas e gestores públicos para discutir o turismo de natureza, com programação de negócios e visitas a atrativos de MS  Campo Grande será ponto de encontro de profissionais do turismo de diferentes regiões do país entre os dias 25 e 28 de novembro. A Capital foi escolhida para sediar a 23ª edição do Abeta Summit, considerado o principal evento brasileiro de ecoturismo e turismo de aventura. Realizado pela Associa-

ção Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), em parceria com a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), o encontro busca fortalecer negócios e discutir formas de desenvolver o setor sem deixar de lado a preservação ambiental. A escolha de Campo Gran-

de leva em conta sua localização estratégica e a proximidade com destinos conhecidos nacionalmente, como Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal. Além de funcionar como porta de entrada para essas regiões, a cidade reúne atrativos próprios, entre eles o Parque das Nações Indígenas, o Bioparque Pantanal e o Parque Estadual do Prosa. A Capital também se destaca pela observação de aves, com cerca de 400 espécies catalogadas em áreas urbanas e próximas à cidade. O evento terá palestras, debates, encontros de negócios e

atividades voltadas à qualificação de profissionais. A programação também prevê visitas técnicas a empreendimentos turísticos de Jardim e Bodoquena, permitindo que os participantes conheçam experiências de conservação ambiental, segurança e atendimento aos visitantes. Segundo levantamento do Polo Sebrae de Ecoturismo, realizado em 2024, 83% das empresas de turismo de Mato Grosso do Sul entrevistadas atuavam no segmento, responsável por aproximadamente 70,8% do faturamento dessas empresas.


OUTUBRO ROSA - MÊS DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA (E DO COLO DO ÚTERO)

Edição 2326 • Campo Grande,MS 18 de Outubro de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)

Curta de MS ‘Olhos Fechados’ retrata perda da visão e vai para festival em Los Angeles PÁGINA 03

Asilo São João Bosco chega aos 103 anos com atendimento a cerca de 90 idosos na Capital Instituição depende de doações e ações beneficentes para 56% do custeio; aniversário terá programação cultural e confraternização entre os dias 20 e 24

C

om cerca de 90 idosos acolhidos e mais da metade do custeio dependente de doações e ações beneficentes, o Asilo São João Bosco completará 103 anos na próxima sexta-feira, 23 de outubro, em Campo Grande. A instituição mantém moradia, alimentação e atendimento especializado a pessoas idosas em situação

FOTO: DIVULGAÇÃO

de vulnerabilidade e preparou cinco dias de atividades para marcar o aniversário. Fundado em 23 de outubro de 1923, o asilo oferece seis refeições diárias, cuidadores durante 24 horas e serviços de enfermagem, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional e pedagogia. O atendimento inclui ainda ati-

Asilo São João Bosco completa 103 anos no dia 23 de outubro e prepara programação especial entre os dias 20 e 24.

Idosos atendidos pelo Asilo São João Bosco participam de atividades preparadas para a semana de comemoração dos 103 anos da instituição

vidades recreativas, culturais e religiosas, além de apoio emocional e espiritual. A manutenção dessa estrutura depende de diferentes fontes de financiamento. Os recursos públicos correspondem a 44% do custeio, enquanto os outros 56% vêm da colaboração da sociedade e de ações beneficentes. As contribuições ajudam a sustentar o trabalho

cotidiano de acolhimento. A programação de aniversário começará nesta terça-feira (20) e seguirá até sábado (24), com a participação do Sesc Cultura MS e do Recanto das Ervas. Estão previstas atividades de convivência, apresentação circense, oficina de cultivo, música, contação de histórias e uma missa. A abertura será às 15h de

terça-feira, com a atividade “Cabelo Maluco”, preparada para os moradores. Na quarta-feira (21), também às 15h, a programação prevê uma apresentação circense levada pelo Sesc Cultura MS. Entre as atrações anunciadas está o espetáculo teatral Gran Finalle, do grupo Pisando Alto. A montagem conta a história de um casal de artistas

idosos que espera a chegada dos filhos e netos para apresentar um grande espetáculo de circo. Com humor e arte circense, a peça aborda envelhecimento, solidão, abandono e os desafios emocionais e sociais da velhice, além da relação dos personagens com a vida e a arte. Na quinta-feira (22), às 15h, o Recanto das Ervas realizará uma oficina de cultivo. A atividade prática propõe o contato dos idosos com o plantio e a troca de conhecimentos entre os participantes. O aniversário será celebrado na sexta-feira (23), a partir das 11h, com uma confraternização dedicada aos idosos e funcionários. A dupla João Paulo e Fernando e o cantor Fernando Luna participarão voluntariamente da festa. No sábado (24), o Sesc Cultura MS promoverá uma atividade de contação de histórias às 9h. O encerramento ocorrerá às 16h, com uma missa pelos 103 anos da instituição, na capela do asilo. Como contribuir - A comunidade pode colaborar com doações financeiras via Pix, alimentos, produtos de higiene e limpeza e fraldas geriátricas. Também há possibilidade de destinar parte do Imposto de Renda, participar de eventos e bazares ou atuar como voluntário. A instituição recebe ainda visitantes.


www.acritica.net A CRÍTICA

2 CADERNO LIGHT

Campo Grande, 18 de Outubro de 2026

OUTUBRO ROSA FOTO: DIVULGAÇÃO

Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .

Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com

SÉRIE

AquandoDIPLOMATA: a política internacional vira um thriller de alta voltagem

FOTO: REPRODUÇÃO

Mulheres que enfrentaram o câncer de mama voltam ao Hospital de Amor para contar suas histórias

O xadrez da política internacional nunca foi tão magistralmente apresentado como em A Diplomata.

Quarta temporada reforça a inteligência do roteiro, os diálogos afiados e a excelente atuação de Keri Russell em uma das produções políticas mais sofisticadas do streaming

H

á quem pense que diplomacia seja feita apenas de discursos formais, apertos de mão e intermináveis reuniões. A Diplomata prova justamente o contrário. Na série da Netflix, cada conversa pode esconder uma ameaça, cada reunião pode representar uma disputa de poder e uma simples mudança de posição pode provocar uma crise internacional. É nesse território de tensão permanente que a produção chega à sua quarta temporada, mantendo o fôlego e, principalmente, a inteligência que conquistaram crítica e público. Criada por Debora Cahn, A Diplomata acompanha Kate Wyler, uma experiente diplomata americana interpretada com enorme competência por Keri Russell. Enviada a Londres para assumir o posto de embaixadora dos Estados Unidos no Reino Unido, Kate deveria cumprir uma missão essencialmente diplomática. O problema é que o mundo real — e sobretudo Washington e Londres — raramente respeita planos previamente estabelecidos. Na primeira temporada, Kate se vê envolvida na investigação de um ataque contra um porta-aviões britânico. Entre autoridades britânicas, interesses americanos e operações de inteligência, ela começa a perceber que existe muito mais acontecendo nos bastidores do que aquilo que chega aos comunicados oficiais. A segunda temporada aumenta consideravelmente as apostas. Kate passa a ocupar uma posição ainda mais estratégica dentro do governo americano, enquanto acontecimentos inesperados alteram completamente o equilíbrio de poder. Ao mesmo tempo, seu relacionamento com Hal Wyler, vivido por Rufus Sewell, torna-se mais uma variável em uma equação política cada vez mais complicada. Na terceira temporada, a série acelera de vez. Grace Penn, interpretada por Allison Janney, chega ao centro do poder como presidente dos Estados Unidos, enquanto Hal se aproxima da vice-presidência. Kate, por sua vez, passa

a transitar em um território onde diplomacia, espionagem, interesses militares e ambições pessoais se confundem perigosamente. É justamente desse cenário explosivo que parte a quarta temporada. O grande diferencial de A Diplomata continua sendo seu roteiro. A série não trata o espectador como alguém que precisa receber uma aula de geopolítica. Ao contrário: joga-o diretamente no meio do jogo. Os diálogos são rápidos, secos, inteligentes e frequentemente carregados de ironia. Personagens negociam enquanto escondem informações, fazem ameaças sem levantar a voz e tentam descobrir, em segundos, quais são os verdadeiros interesses de seus interlocutores. A relação entre Estados Unidos e Reino Unido permanece no centro da narrativa, mas o tabuleiro é muito maior. Rússia, Europa, serviços de inteligência e outras potências internacionais entram no jogo, criando uma visão particularmente interessante dos mecanismos que movimentam a política externa. E, no centro de tudo, está Keri Russell. Sua Kate Wyler é brilhante, impulsiva, estrategista e imperfeita. A atriz consegue transmitir autoridade sem transformar a personagem em uma super-heroína. Kate erra, hesita, perde a paciência e, ainda assim, continua sendo uma das pessoas mais inteligentes na sala. Essa combinação de thriller político, humor ácido, drama pessoal e geopolítica explica boa parte do sucesso da produção. A Diplomata não precisa de explosões a cada episódio para criar tensão. Muitas vezes, basta uma porta fechada, um telefone tocando ou uma frase aparentemente banal para deixar claro que alguma coisa está prestes a acontecer. Na quarta temporada, a série continua jogando pesado. E, felizmente, parece não ter perdido aquilo que a tornou especial: inteligência, ritmo e personagens que sabem que, no mundo da diplomacia, quase ninguém diz exatamente aquilo que está pensando.

FICHA TÉCNICA "A DIPLOMATA" CRIAÇÃO: Debora Cahn STREAMING: Netflix GÊNERO: Drama, thriller político e suspense ELENCO: Keri Russell, Rufus Sewell, Allison Janney, Bradley Whitford, Ato Essandoh, Ali Ahn, David Gyasi e Rory Kinnear

Mulheres desfilam e dão novo significado ao câncer de mama Quinta edição do evento reuniu pacientes em Campo Grande e divulgou o atendimento gratuito de prevenção e rastreamento oferecido pelo SUS

M

ulheres que conheceram o Hospital de Amor de Campo Grande durante os exames que levaram ao diagnóstico de câncer de mama retornaram à unidade por um motivo diferente na quarta-feira (14): participar de um desfile e compartilhar suas trajetórias após o tratamento. Em sua quinta edição, o evento integrou a programação do Outubro Rosa e apresentou à população o serviço gratuito de prevenção e rastreamento de cânceres. Entre as participantes esta-

há um caminho de cuidado depois da confirmação da doença. A assistente social destacou as mudanças vividas pelas participantes ao longo do tratamento, desde o medo inicial até a retomada da confiança para conduzir a própria vida. “Hoje elas estão em uma outra fase da vida delas, protagonistas da própria história, totalmente felizes, venceram os medos, os desafios”, relatou Flávia. O retorno ao hospital para a atividade também aproximou as experiências dessas

Francesca Corrêa Raghiant presidente da AVCC, Jante Morais, filha do fundador do HA em Campo Grande Antônio Morais e Diana Morais, voluntária e sobrinha de Janete Morais

Mulheres que enfrentaram o câncer de mama participam de desfile do Hospital de Amor em Campo Grande e reforçam a importância da prevenção

vam pacientes atendidas anos atrás pela unidade. Segundo a assistente social Flávia Miranda, muitas já estão curadas, enquanto outras vivem uma fase mais favorável da recuperação. Elas continuam realizando exames e, no desfile, tiveram a oportunidade de mostrar uma etapa da vida diferente daquela

marcada pela descoberta da doença. Para Flávia, o encontro permite falar sobre o impacto do diagnóstico a partir da experiência das próprias pacientes. “É um diagnóstico que, às vezes, cai até como uma sentença. E hoje elas estão curadas, e elas foram para o

tratamento, acreditaram que o câncer de mama tem cura”, afirmou. A proposta foi dar espaço a essas histórias e mostrar que

mulheres do público que ainda não conhece o trabalho da instituição. Além de reunir as pacientes, o desfile teve como objetivo divulgar os serviços disponíveis em Campo Grande. O Hospital de Amor oferece atendimento de prevenção inteiramente gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco no rastreamento e no diagnóstico precoce de cânceres. “Esse desfile nasceu para mostrar para a população que existe uma unidade de prevenção que oferece esse atendimento totalmente gratuito, sem custo algum, 100% SUS”, explicou a assistente social. A unidade fixa fica na Avenida Vereador Thyrson de Almeida, 3.103, no bairro Aero Rancho. O trabalho de prevenção e os exames de rastreamento foram o ponto de partida do atendimento de parte das mulheres que participaram desta edição do evento.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE FUNDAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO INSTITUTO D+ ABRAÇO SOLIDÁRIO, APROVAÇÃO DE ESTATUTO, ELEIÇÃO E POSSE DA PRIMEIRA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL, A SER REALIZADA EM 25/10/2026 Ficam convocados todos os interessados, nos termos do artigo 53, “caput”, da Lei n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil Brasileiro), para a realização da Assembleia Geral de Fundação e Constituição da ASSOCIAÇÃO INSTITUTO D+ ABRAÇO SOLIDÁRIO, aprovação de estatuto, eleição e posse da primeira diretoria executiva e conselho fiscal, a realizar-se no dia 25 de outubro de 2026, às 19h, na Avenida Tancredo Neves,786 Bairro Aero Rancho CEP. 79084050, nesta cidade de Campo Grande – MS. 1º) Fundação e Constituição da ASSOCIAÇÃO INSTITUTO D+ ABRAÇO SOLIDÁRIO; 2º) Apreciação e aprovação do Estatuto Social; 3º) Eleição e posse da primeira diretoria executiva e conselho fiscal; 4º) Outras avenças que se fizerem necessárias; O presente Edital de convocação será publicado no Jornal A Crítica. Campo Grande – MS, 17 de outubro de 2026.

_________________________________________________ NOME: Valmir Farias da Silva CPF: 870.409.721-15 CONVOCANTE


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Campo Grande, 18 de Outubro de 2026

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CINEMA

Curta de MS ‘Olhos Fechados’ retrata perda da visão e vai para festival em Los Angeles FOTO: DIVULGAÇÃO

Protagonizado pelo campograndense Leandro Marques, curta tem cenas no Rio Paraguai e preparação com apoio do Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos

A

história de um artista plástico de Corumbá que perde a visão levará ao público de um festival em Los Angeles uma produção que reúne paisagens pantaneiras e uma discussão sobre deficiência visual. Dirigido por Roberto Leite e protagonizado pelo campo-grandense Leandro Marques, o curta-metragem Olhos Fechados foi selecionado para o Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) 2026, previsto para ocorrer de 2 a 6 de novembro, nos Estados Unidos.

O evento reunirá mais de 50 filmes independentes do Brasil e de outros países. Na produção sul-mato-grossense, Leandro interpreta Guto, que deixa Corumbá e se muda para Campo Grande para realizar sua primeira exposição. A perda da visão transforma os planos do personagem e o obriga a lidar com mudanças em sua rotina e na relação com a arte. Para construir o papel, o ator realizou pesquisas e participou de atividades no Instituto Sul-Mato-Grossense para

Bastidores de ‘Olhos Fechados’, curta-metragem dirigido por Roberto Leite

EXPOSIÇÃO

Exposição gratuita conta os 100 anos do Colégio Auxiliadora em Campo Grande

FOTO: DIVULGAÇÃO

Exposição reúne 46 fotografias sobre os 100 anos do Colégio Auxiliadora e pode ser visitada gratuitamente até 30 de outubro, com agendamento.

Mostra reúne 46 imagens da instituição, desde a primeira sede até atividades de diferentes gerações; visitas podem ser agendadas até 30 de outubro Turmas de estudantes, professoras, religiosas e registros de uma Campo Grande de outras épocas compõem a exposição sobre os 100 anos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Instalada na própria escola, a mostra reúne 46 fotografias históricas com legendas e recebe visitantes gratuitamente até 30 de outubro, mediante agendamento. Realizada pelo Arquivo Histórico de Campo Grande (Arca), unidade da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), em parceria com o colégio, a exposição acompanha a trajetória da instituição fundada em 1926 pelas Filhas de Maria Auxiliadora. As imagens mostram sua participação na educação de meninas e na formação de professoras, além de aspectos da preparação cultural, religiosa e profissional de diferentes gerações. Um dos registros apresenta a casa onde começaram as atividades escolares, cedida por Antônia Corrêa da Costa, conhecida como Dona Neta. O imóvel ficava na esquina da Avenida Calógeras com a Rua 26 de Agosto, endereço hoje ocupado por um posto de combustível. A construção da sede definitiva, na Rua Pedro Celestino, também está documentada. O acervo exposto inclui desfiles cívicos, procissões, práticas esportivas, solenidades e apresentações artísticas. Organizada a partir de

pesquisas históricas e documentais, consulta bibliográfica e imagens da fototeca do Arca, a seleção foi dividida em cinco temas: personalidades ligadas à criação e manutenção do colégio, as duas sedes, a comunidade escolar, os desfiles e as procissões. Dois cartazes comemorativos dedicados ao padre João Crippa e a Oliva Enciso integram a exposição. A mostra também marca os 165 anos de nascimento do religioso, nascido em 10 de outubro de 1861, em Asso, na Itália. Em 1926, João Crippa recebeu as quatro primeiras Filhas de Maria Auxiliadora que chegaram a Campo Grande para fundar o colégio. Sua atuação na cidade incluiu atividades de educação, cultura e esporte no Oratório São José, colaboração nos esforços para implantar a Igreja São José e dedicação às pessoas mais necessitadas. A exposição também homenageia as gerações de religiosas e professores que participaram da formação dos estudantes. A iniciativa está ligada às comemorações do Dia dos Professores, celebrado na quinta-feira (15). As visitas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O agendamento é obrigatório e deve ser feito pelo telefone ou WhatsApp (67) 98158-0053. A entrada é gratuita.

“As cenas de sofrimento e luto pós-perda da visão desafiaram, pois não poderia passar do ponto, ser caricato ou soar falso”, explicou. O ator destacou a sequência em um corredor, quando o personagem sai em busca de ajuda sem conseguir enxergar. Segundo ele, a carga dramática desse momento exigiu preparação especial.

O Pantanal na história

O ator campo-grandense Leandro Marques interpreta Guto no curta-metragem Olhos Fechados.

Cegos (Ismac). O contato com pessoas com deficiência visual ajudou a rever ideias que ele tinha sobre o tema e orientou a preparação, que também incluiu estudos de movimentos corporais, maneiras de caminhar e expressões. “Crescemos sob muitas crenças erradas sobre a deficiência visual, pude desconstruí-las com muita pesquisa e contato com deficientes visuais reais”, afirmou Leandro. Segundo ele, as conversas e vivências no instituto foram fundamentais para compreender melhor a experiência que procurava representar. Entre as referências cinematográficas utilizadas, o

ator citou a atuação de Al Pacino em Perfume de Mulher. O tema retratado pelo curta faz parte da realidade de cerca de 7,9 milhões de brasileiros, conforme os dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A deficiência visual compreende desde dificuldades graves para enxergar até a perda total da visão. A chegada de Leandro ao papel principal ocorreu quando ele já integrava a equipe do filme. Inicialmente, o diretor pediu sua ajuda na produção de um material com imagens de mãos, cenas de costas, expressões e algumas falas. Depois, a

indisponibilidade de agenda do ator escalado para viver Guto abriu espaço para o convite. “Ele me comentou que o ator que faria não teria agenda à época e me confiou essa missão. Fiquei superemocionado e aceitei na hora”, contou. Leandro disse ter encontrado afinidades com o personagem pela ligação com a arte e pelo desejo de realizar os próprios sonhos. Já durante a interpretação, a preocupação foi dar intensidade às emoções sem tornar as reações artificiais. As cenas posteriores à perda da visão, nas quais Guto enfrenta sofrimento e luto, estiveram entre os principais desafios do trabalho.

A relação de Guto com Corumbá também aparece na narrativa. Parte das cenas foi gravada durante uma navegação pelo Rio Paraguai, incorporando à história as paisagens e as origens pantaneiras do protagonista. “Fizemos cenas lindas navegando pelo Rio Paraguai. Guto é de Corumbá e tem uma forte relação com sua terra”, relatou Leandro. Para o ator, essas imagens podem provocar percepções diferentes em espectadores de fora de Mato Grosso do Sul, que não têm familiaridade com a região. Olhos Fechados foi produzido pela Zion Filmes, em coprodução com a Chalana Filmes e a Guaraicurus Filmes. Contemplado pela Lei Paulo Gustavo, o curta contou com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setesc) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

HISTÓRIA

Caminhada na comunidade Tia Eva lembra os 100 anos da morte da fundadora em Campo Grande FOTO: DIVULGAÇÃO

Roteiro será realizado em 21 de novembro, com saída da Igreja São Benedito e conversas com moradores; participação custa R$ 60 As histórias dos moradores mais antigos e os espaços que preservam a memória da comunidade Tia Eva serão o ponto de partida de uma caminhada guiada em Campo Grande, no dia 21 de novembro. A atividade lembra o centenário da morte de Eva Maria de Jesus, fundadora da comunidade, e integra o projeto Caminhadas Negras pelo Brasil, da plataforma de afroturismo Guia Negro. O percurso está marcado

Igreja São Benedito será o ponto de encontro da caminhada que lembrará o centenário da morte de Tia Eva, em 21 de novembro.

para sábado, das 12h30 às 14h, com encontro na Igreja São Benedito, na Rua Eva Maria de Jesus, 272, no bairro Seminário. Segundo a organização, a proposta reúne visitas e conversas sobre a trajetória da comunidade, incluindo a igreja e a tradição da Festa de São Benedito, realizada há mais de um século.

Nascida escravizada, Eva Maria de Jesus se estabeleceu com a família na região no começo do século 20, quando já era liberta. O local deu origem à comunidade quilombola urbana que leva seu nome, uma das mais antigas de Campo Grande. A caminhada também abordará os vínculos com Furnas do Dionísio, em Jaraguari,

e com a comunidade São João Batista, além da cultura das trancistas e da relação com o carnaval da Capital. A participação custa R$ 60 por pessoa. As inscrições são feitas pela plataforma Sympla, com cobrança adicional de taxa. A organização também aceita pagamento por Pix, pela chave guianegro@gmail.com.

Exposição revela 92 hinos que concorreram para representar o estado em 1978 Letras e partituras localizadas neste ano serão apresentadas a partir de quarta-feira (21), no Memorial da Cultura e da Cidadania, com entrada gratuita Antes de ter o hino oficial encomendado a compositores, Mato Grosso do Sul recebeu propostas de diferentes regiões do país para escolher sua música símbolo. Parte dessa história poderá ser conhecida na exposição “Muito Além do Acorde Final – ensaios e versos do hino sul-mato-grossense”, que reúne 92 trabalhos inscritos no Concurso Nacional de Símbolos de 1978. A

abertura será nesta quarta-feira (21), às 18h, no Arquivo Público Estadual, em Campo Grande. Localizados neste ano após pesquisas em acervos, os documentos incluem letras, partituras e memoriais descritivos, textos que apresentam as propostas dos concorrentes. Segundo o coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, a falta de documentação sobre os hi-

nos inscritos motivou a busca. A maior parte dos trabalhos já teve a autoria e a origem identificadas, mas alguns ainda permanecem com informações incompletas. O concurso ocorreu antes da instalação oficial do Estado e buscava selecionar também a bandeira e o brasão. Conforme Douglas, sete hinos foram encaminhados à Fundação Nacional de Artes (Funarte), mas nenhum foi escolhido. A comissão responsável sugeriu, então, a encomenda de uma nova composição. A melodia do hino oficial foi escrita pelo maestro Radamés Gnattali, com letra de Jorge Antônio Siufi e Otavio Gonçalves Gomes, integrantes da Academia Sul-

-Mato-Grossense de Letras. Parte das propostas pode ter sido desclassificada por descumprir o edital, como o uso do nome verdadeiro em vez de pseudônimo ou o envio após o prazo. O acervo dará origem a um catálogo previsto para 2027, nos 50 anos de criação de MS, e ficará disponível a pesquisadores. Na abertura da mostra, será exibido o documentário “Raízes Em Canção – a história do Hino de Mato Grosso do Sul”, dirigido por Gabriela Dias e Douglas Alves da Silva. A entrada é gratuita, no segundo andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro.


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Campo Grande, 18 de Outubro de 2026

Tesla mostra Roadster que sai do chão

FOTO: REPRODUÇÃO

Quase nove anos depois do primeiro protótipo, a Tesla apresentou na quinta-feira (15), numa área de testes da SpaceX no Texas, a nova geração do Roadster. O esportivo elétrico terá três versões. A Thrust leva propulsores de gás frio na traseira e, segundo a Tesla, vai de 0 a 100 km/h em menos de um segundo. Para isso, o carro empurra o motorista contra o banco com quase três vezes a força da gravidade. A Rocket chegou a sair do chão na demonstração e será vendida apenas por convite. A marca promete velocidade máxima de 370 km/h e autonomia perto de 480 km, mas ainda não divulgou a ficha técnica completa.

Em duas semanas, quatro SUVs chineses eletrificados chegam às lojas com preços de R$ 155 mil a R$ 261 mil Foto: Divulgação/GWM

Jaecoo 5, Leapmotor B10, Haval H7 e Jetour S08 combinam motor e eletricidade de jeitos diferentes; as quatro marcas têm loja em Campo Grande, e duas também em Dourados

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uem pesquisa um SUV novo neste fim de semana encontra quatro opções chinesas que não estavam nas lojas no fim de setembro. Entre 30 de setembro e quinta-feira (15), Omoda & Jaecoo, GWM, Jetour e Leapmotor puseram à venda utilitários eletrificados com preços que vão de R$ 154.990 a R$ 261 mil. Os dois mais baratos miram o comprador que hoje sai da concessionária com um Volkswagen T-Cross, um Hyundai Creta ou um Jeep Compass. Os dois mais caros brigam entre si, com R$ 1.100 de diferença. E cada um combina motor a combustão e eletricidade de um jeito, o que decide se o carro vai ou não precisar de tomada na garagem.

O híbrido que dispensa a tomada

O Jaecoo 5 é o mais barato e o mais simples de entender. É um híbrido pleno: um motor 1.5 turbo a gasolina trabalha junto com um motor elétrico, e a bateria se recarrega sozinha, com o próprio carro rodando e freando. Não existe plugue. O conjunto rende 224 cv. Com 4,38 metros de comprimento, ele tem porte de Creta. A versão Comfort sai por R$ 154.990 e a Prestige, por R$ 179.990, valores do lote de lançamento, limitado a 3.600 unidades. Depois, os preços sobem para R$ 159.990

O Haval H7 tem tração nas quatro rodas, 370 cv e preço de R$ 261 mil.

Modelo Jaecoo 5 Leapmotor B10 Ultra-Híbrido Jetour S08 GWM Haval H7

Tecnologia Híbrido pleno Elétrico com gerador a gasolina Híbrido plug-in Híbrido plug-in, tração 4x4

Vai à tomada? Lugares Não 5 Pode, mas não precisa 5 Sim 7 Sim 5

Com. 4,38 m 4,53 m 4,81 m 4,80 m

Preço R$ 154.990 a R$ 179.990* R$ 179.990 R$ 259.900 R$ 261.000

* Preço do lote de lançamento, de 3.600 unidades. Fontes: fabricantes e Inmetro. Foto: Divulgação/Jetour

o Leapmotor, mas o motor 1.5 turbo flex também ajuda a mover as rodas. Ele trabalha com dois motores elétricos, um em cada eixo, o que garante tração nas quatro rodas e 370 cv somados. A fabricante informa aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e autonomia de até 130 km só na eletricidade. Com 4,80 metros e porta-malas de 586 litros, o H7 fica entre o H6, o modelo mais conhecido da marca, e o grande H9. O preço não foi escolhido por acaso: fica logo abaixo de R$ 261.154,45, o limite que São Paulo fixou em 2026 para isentar de IPVA os híbridos flex. A regra paulista não vale para quem emplaca o carro em Mato Grosso do Sul, onde o imposto segue a legislação do Estado.

Sete lugares pelo preço do H7

Na terça-feira (13), a Jetour, marca do grupo Chery, lançou o S08 por R$ 259.900, R$ 1.100 abaixo do H7. Os dois têm praticamente o mesmo tamanho, 4,81 metros no caso do Jetour, mas fazem escolhas opostas. O H7 aposta na tração 4x4 e em cinco lugares; o S08 tem tração só na frente e três fileiras de bancos, para sete pessoas. Também é um híbrido plug-in. O motor 1.5 turbo a gasolina, de 135 cv, trabalha com um elétrico de 204 cv, e a marca anuncia 339 cv como a soma dos dois. A autonomia só na eletricidade é de 62 km, menos da metade da do H7, e a total chega a 1.200 km, segundo a Jetour. O ponto fraco é a bagagem: com os sete lugares ocupados, sobra menos de 100 litros de porta-malas, espaço para pouco mais que mochilas. Com a terceira fileira rebatida, são 658 litros. A bateria e os motores elétricos têm garantia de oito anos ou 160 mil km. O Jetour S08 leva sete pessoas e custa R$ 1.100 a menos que o H7.

e R$ 184.990. A garantia é de sete anos para o carro e oito para a bateria. Para comparar, um T-Cross Highline tem preço sugerido de R$ 186.290.

O elétrico que carrega um gerador

O Leapmotor B10 Ultra-Híbrido, de R$ 179.990, chegou às concessionárias na quinta-feira (15), com test-drive liberado. Ele funciona como o gerador a diesel de uma fazenda: o motor 1.5 a gasolina não move as rodas, só produz eletricidade para a bateria, que alimenta o

Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

menos que a versão só elétrica do mesmo modelo, vendida por R$ 182.990. A Leapmotor pertence à Stellantis, dona de Fiat e Jeep, e a previsão é que uma versão flex do B10 com essa tecnologia comece a ser fabricada no primeiro trimestre de 2027.

O plug-in de 370 cavalos

O GWM Haval H7, que começou a ser vendido no início de outubro, custa R$ 261 mil em versão única. É um híbrido plug-in: tem tomada, como Foto: Divulgação/Leapmotor

O Jaecoo 5 é o mais barato dos quatro e não precisa de tomada.

Em MS, o carro vende mais e a moto vende menos

No Leapmotor B10, o motor a gasolina só gera energia; quem move as rodas é o motor elétrico.

motor elétrico instalado na traseira. Na prática, o motorista dirige um carro elétrico e abastece no posto como em qualquer outro. Se quiser, também pode recarregar na tomada. Pelos dados do Inmetro, o B10 roda até 675 km na cidade usando a gasolina para gerar energia. O SUV tem 4,53 metros, mais que um Compass, e custa R$ 3 mil

ONDE ENCONTRAR AS MARCAS EM MS MARCA Omoda & Jaecoo (Jaecoo 5) Leapmotor (B10) GWM (Haval H7) Jetour (S08)

A chegada dos quatro encontra um mercado aquecido também no Estado. De janeiro a agosto, Mato Grosso do Sul emplacou 44.140 veículos novos, 3,46% a mais que no mesmo período de 2025, segundo a Fenabrave, a federação das concessionárias. O número geral só não foi maior por causa das motos, que caíram 4,73%, para 17.399 unidades. Os automóveis subiram 12,48%, para 15.028, e os comerciais leves, como picapes e furgões, 8,71%, para 6.640. No país, setembro teve 509.686 emplacamentos somando todos os tipos de veículo, o maior volume já registrado para o mês. Com ele, 2026 passou a ter o segundo melhor acumulado até setembro da série histórica, atrás apenas de 2011. E o formato que mais vende é justamente o dos novatos: seis em cada dez automóveis emplacados em setembro foram SUVs.

CAMPO GRANDE Canopus, Av. Afonso Pena, 4098, Jardim dos Estados Leapmotor Enzo, Rua Joaquim Murtinho, 2350, ao lado da Fiat Enzo Bamaq GWM, Rua Joaquim Murtinho, 2097 Jetour Enzo, Av. Costa e Silva, 405

Fontes: sites das fabricantes e das concessionárias. Antes de ir, confirme com a loja se o modelo já está em exposição.

DOURADOS Discautol, Av. Marcelino Pires, 7525 Sem loja Bamaq GWM, Av. Marcelino Pires, 7530 Sem loja


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