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Jornal A Crítica - Edição 2324

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EDIÇÃO Nº 2324 • R$ 1,50

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CAMPO GRANDE-MS, 04 de outubro de 2026

DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA

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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Paulo Pinto

RESUMO MS Fashion Week

Campo Grande recebe a 5ª edição do Mato Grosso do Sul Fashion Week na quinta-feira (8), no Hotel Slaviero Prime. A programação terá desfiles de 13 marcas locais e nacionais, com roupas, acessórios e produções ligadas à identidade regional.

Rock in Gil

Larissa Luz apresenta em Campo Grande o show “Rock in Gil” nos dias 8 e 9 de outubro, com entrada gratuita. A apresentação revisita a obra de Gilberto Gil por uma perspectiva mais roqueira, com releituras de músicas como “Rock do Segurança”, “Punk da Periferia”, “Back in Bahia”, “Palco” e “Barracos”.

20º Encontro com a Música Clássica

A 20ª edição do Encontro com a Música Clássica começa neste domingo, no Teatro Aracy Balabanian, com programação das 9h às 20h. O evento reúne instrumentistas e grupos ligados à cena erudita de Mato Grosso do Sul e segue até 8 de outubro. A entrada é gratuita, com retirada antecipada de ingressos.

Eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.

Mais de 2 milhões de eleitores vão às urnas em MS para escolher novos representantes Estado terá 7.106 urnas disponíveis em 1.023 locais de votação; eleitor definirá presidente, governador, senadores e deputados  Mato Grosso do Sul inicia neste domingo (4) uma das maiores mobilizações democráticas do Estado, com 2.024.884 eleitores aptos a participar do primeiro turno das Eleições Ge-

rais de 2026. A votação será realizada das 7h às 16h, em 1.023 locais espalhados pelos 79 municípios, com apoio de 7.106 urnas eletrônicas preparadas pela Justiça Eleitoral.

Neste pleito, o eleitor sul-mato-grossense escolherá seis representantes: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Ao todo, o Estado tem 12 candidatos à Presidência, oito concorrentes ao Governo Estadual e 10 candidatos ao Senado, além de 122 candidatos a deputado federal e 251 à Assembleia Legislativa. Para evitar problemas no mo-

mento do voto, a Justiça Eleitoral orienta que o eleitor confira previamente o local de votação, leve documento oficial com foto e prepare uma cola de papel com os números dos candidatos. O celular, assim como equipamentos de gravação, não poderá entrar na cabine de votação. O aparelho deverá ser desligado e deixado em local indicado pelos mesários. O perfil do eleitorado sul-ma-

to-grossense também passou por mudanças nos últimos quatro anos. Enquanto o número de jovens entre 16 e 29 anos caiu 8,43% desde 2022, a quantidade de eleitores com 60 anos ou mais cresceu 15,7%, chegando a 460 mil pessoas. O cenário acompanha uma tendência nacional de envelhecimento do eleitorado e reforça a participação de diferentes gerações no processo eleitoral.

Papy é reeleito presidente da Câmara de Campo Grande para biênio 2027-2028 VEJA NAs PÁGINA 5•A Foto: Divulgação

Festival Internacional da Carne consolida força da cadeia produtiva em MS

Da política à literatura, Pedro Chaves chega à presidência da Academia de Letras de MS Foto: Divulgação

Veja na página 6•A

Varejo cobra mais espaço nas decisões econômicas de Mato Grosso do Sul Veja na página 7•A

Nova empresa de patinetes elétricos começa operação com 980 unidades Veja na página 8•A

Grupo Pereira acelera expansão em MS com nova loja do Fort Atacadista em Campo Grande Veja na página 7•A

Canetas para emagrecimento mudam hábitos alimentares Veja na página 2•B

Veja nas página 3•B


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2•A Opinião

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Eleições: vencem as verdades ou as mentiras? LEITURA: Aqui, a dor uniu os adversários do PT. Eles superaram as divergências e viabilizaram espaços ao Senado e Câmara. A exceção foi Catan, pregando no deserto. No PT, a aposta em Fábio Trad gorou e o projeto de Vander implodiu. Zeca do PT se salvou, mas sob os irônicos olhares vitoriosos de Riedel, Reinaldo e do capitão Contar. INTERROGAÇÕES: Flávio Bolsonaro será beneficiado pelo voto antissistema? Pelo voto de protesto contra a continuidade? A oposição conseguiu associar o PT ao STF? Lula representaria a continuidade e Flávio a ruptura? O reajuste do Bolsa Família e o fim das Bets, ajudam ou atrapalham Lula? A crise no STF afeta mais quem? MESMICE: Francamente, o que vimos realmente de novo nestas eleições? Efeitos gráficos, inteligência artificial, montagens digitais e outros mecanismos trazidos pela internet? Convenhamos que apenas esse isso não basta. Estamos nos referindo as propostas realmente palpáveis, diferente aos discursos teóricos, eleitoreiros. PREOCUPA: O 1º turno chegou e logo vem a preocupação quanto a influência do seu resultado nas eleições para a presidência da república. Os leitores desatentos poderiam indagar sobre os reais motivos para esse questionamento carregado até de certa dose de preocupação. De forma mais simples possível, tentarei explicar. EXPLICAÇÃO: Exemplos em vários estados mostram que a vitória antecipada (1° turno) de candidatos ao governo, altera o ritmo de engajamento do eleitorado e até a infraestrutura das campanhas locais. Neste caso, os prefeitos, vereadores, deputados e senadores recém-eleitos tendem a desmobilizar os comitês e dispensar os seus cabos eleitorais. MOTIVAÇÃO: É fácil constatar; a falta de atração local (ou regional) esvazia a chamada polarização e afeta o ânimo do eleitor comparecer para votar. Pesquisas comprovam; muitos eleitores simplesmente aproveitam o feriado do dia da eleição para viajar ou para pegar uma praia. Daí que o índice de abstenção aumenta no 2º turno. OUTRO LADO: Há um argumento ou tese de que resolvida a eleição no primeiro turno, o governador eleito estaria motivado para concentrar exclusivamente no seu candidato presidencial. Portanto, as lideranças vitoriosas se transformariam em cabos eleitorais vigorosos para atuar em agendas e concentrações na busca de votos. ALERTANDO: Estresse na cabine? Em 2018, cerca de 26,9% (um quarto) dos votos possíveis para a segunda vaga ao Senado não foram aproveitados no país. Em muitos casos o eleitor votou duas vezes num só candidato e seu voto foi considerado nulo. Falta neste sentido uma campanha eficiente da Justiça Eleitoral. São votos que fazem falta. CANDIDATAS: Das 20.958 candidaturas, 7.357 (35,1%) são femininas. Só 17,4% ao Governo e 21,9% ao Senado. Em 7 estados (inclusive MS) só candidaturas masculinas ao Executivo. Ao Senado há recorde de candidatas: 69. Para a Câmara caiu em 27% (em relação a 2022) o número de candidatas. No debate presidencial ‘esqueceram’ a maioria, pois 52,8% do eleitorado do país é de mulheres. A PROPÓSITO: Embora o estado tenha 53% do seu eleitorado de mulheres, elas estão pouco representadas. Neste pleito são 139 candidatas; sendo 40 à Câmara Federal, 90 à Assembleia Legislativa, 4 à vice-governadora e uma postulante ao Senado. A inserção feminina vai avançando aos poucos, um ritmo incompatível com a realidade social. DEBATE: Com temas repetitivos e tempo escasso aos participantes, o debate da TV Morena deixou a desejar sob vários aspectos. Para os observadores, o mesmo formato das eleições passadas, engessando os candidatos, tornou o programa pastoso e desinteressante. Presume-se que não deva alterar o resultado do pleito no MS. ARREDIO: Enfastiado pelo noticiário pecaminoso sobre política e pela mesmice do programa eleitoral gratuito, o eleitor ficou desmotivado para assistir ao citado debate. Apenas uma parcela pequena se sujeitou a esse verdadeiro ‘teste de paciência’. Afinal, o eleitor já tinha ideia e opinião sobre o cenário e seus protagonistas. OPINIÃO: “Em eleições apertadas, não vence necessariamente quem desperta maior admiração. Muitas vezes, vence quem administra melhor a própria rejeição, oferece a segurança mais crível e convence o eleitor de que o outro lado representa o maior perigo. No dia 4 der outubro, a urna poderá registrar menos um voto de amor do que um voto de necessidade, prevenção ou medo”. (Gaudêncio Torquato) VIRA-CASACAS: Assisto os vídeos antigos do Alckmin esbravejando contra o Lula e o PT. Um político de Brasília, justificou a ‘mudança de ares’ dizendo ‘eu estava do lado errado’. Aqui, a senadora Soraya trocou de partido e o Fábio Trad bandeou para o PT. Sobre os casos eu diria: ‘eles não mudaram de lado, só mudaram de endereço. Helpy.

O Brasil ainda sabe acolher imigrantes?

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Cristina Seixas (*)

fenômeno da imigração faz parte da formação histórica do Brasil desde o período colonial e se intensificou entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX, principalmente com a chegada de italianos, japoneses, portugueses, alemães e árabes. Após um período de retração provocado por medidas restritivas, os fluxos migratórios se intensificaram novamente na segunda metade do século XX, mas com um novo perfil: pessoas vindas sobretudo da América Latina, da Ásia e da África. Mais recentemente, o Brasil se tornou destino de refugiados e migrantes de diversos países, como Venezuela, Afeganistão, Haiti e Síria, marcados por crises políticas e humanitárias, conflitos e desastres naturais. Hoje, segundo o Observatório das Migrações Internacionais – OBMIGRA, o Brasil abriga cerca de 2 milhões de imigrantes. O projeto relata as diversas recomendações para a sua integração à sociedade brasileira, com o objetivo de implementar a nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA). Durante o II Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF), realizado em maio na sede da ONU, em Nova Iorque, o Brasil participou ativamente e apresentou 11 compromissos, com o objetivo de fortalecer a governança migratória nacional, com destaque ao acolhimento humanitário e ao combate à xenofobia, além da implementação e do monitoramento contínuo da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.

A ONU para Refugiados (ACNUR) tem reconhecido a relevância da nova política, definida por seu representante no Brasil, Davide Torzilli, como única no mundo, e o compromisso brasileiro com um sistema de proteção baseado em direitos humanos, cooperação internacional e responsabilidades compartilhadas. No entanto, acolher bem não se resume à entrada regular no país, porque pressupõe criar condições reais para que imigrantes, refugiados e apátridas participem da vida social e econômica. O depoimento de Navid Manafi Rasi, publicado na revista Veja de 24/7/2026, ilustra com força o papel do Brasil como país de acolhimento. Fugitivo do Irã por ser gay, enfrentou uma viagem tumultuada a caminho do Brasil e sofreu um acidente de carro no Peru, perto da fronteira. Em estado de choque, foi levado até a polícia e, aos prantos, pediu refúgio. O agente respondeu: “Bem-vindo ao Brasil, o Brasil é para todos. Fique tranquilo, não precisa chorar”. Depois disso, Navid conseguiu se estabelecer no país. Como resumiu em seu depoimento: “O Brasil me deu casa, paz e o direito de existir de verdade”. (*) Nascida em Roma e radicada no Rio de Janeiro, Cristina Seixas é jornalista, tradutora, estilista e mestre em Design pela PUC-Rio. É autora da biografia “Rabena Karib”, que revela a jornada de um casal de imigrantes no Brasil

Duas incógnitas e uma eleição - Reforma tributária

O

Ives Gandra da Silva Martins (*)

silêncio do governo sobre o valor final do imposto e o socorro às finanças locais esconde os custos reais da reforma tributária. Não tenho visto, na campanha dos diversos candidatos, nenhuma menção à reforma tributária do consumo em andamento. Recentemente, os professores Marcos Cintra, Felipe Silva e eu coordenamos o livro “Equívocos, Riscos e Fragilidades da Reforma Tributária”, no qual renomados economistas, juristas e contadores mostraram, por meio de reflexões e estudos, a complexa e difícil situação que a sociedade brasileira está vivenciando em relação a este tema. Há um dado que me preocupa muito: embora a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) entre em vigor no dia 1º de janeiro de 2027 e tenhamos, portanto, poucos meses até a vigência da reforma tributária do consumo, o presidente Lula ainda não definiu a alíquota do tributo. Tampouco informou como os Estados serão compensados, algo que já deveria ter sido definido em lei complementar instrumentalizadora das compensações pelas perdas. Por que ainda não foi apresentado o anteprojeto? Ora, há dois pontos essenciais da reforma que poucos conhecem. Primeiro, a alíquota. Tenho certeza de que ela vai ser elevadíssima, no mínimo de 28% para CBS e IBS, a maior do mundo. Atualmente, a maior é a da Hungria, de 27%. Se o governo apresentar a alíquota agora, evidentemente, todos os candidatos atacarão o presidente Lula, porque ele disse que não haveria aumento de tributação, o que já ocorre. Todavia, não havendo definição da alíquota, permanece a promessa de que não haverá aumento da carga tributária, razão pela qual ele não a apresenta, mas todos que conhecem o assunto sabem que ela será muito elevada. O segundo ponto, que também é importante, envolve os Estados e Municípios “exportadores líquidos” de mercadorias e serviços, isto é, aqueles médios e grandes que “exportam” mais para outros Estados do que recebem. No diferencial entre saídas e entradas, os Estados vão perder dois terços do ICMS e os Municípios, a totalidade do ISS. Deverão ser compensados por fundos que, teoricamente, devem vir da União e do Comitê Gestor, o qual efetivamente definirá de que maneira se farão todas as legislações necessárias para dar celeridade à compensação das perdas. Também não surgiu nada a respeito até agora. E não ocorreu por uma razão muito simples: se ficar evidente que Estados e Municípios médios e grandes perderão receita e que os mecanismos de compensação podem trazer uma dependência política ao governo central, evidentemente, haverá prejuízos à campanha do presidente Lula.

Ademais, a indefinição proposital sobre os fundos de compensação atenta diretamente contra o princípio do pacto federativo estabelecido na Constituição. Submeter estados e municípios a um cenário de dependência orçamentária perante o poder central transforma entes federados autônomos em reféns de negociações políticas em Brasília, desequilibrando as finanças subnacionais e enfraquecendo a autonomia administrativa local sob o pretexto de uma simplificação tributária centralizadora. Estamos, portanto, com uma reforma instituída por uma Emenda Constitucional aprovada em 2023 e não temos ainda, faltando poucos meses de 2027, nem a alíquota, nem os instrumentos de compensação daqueles fundos indicados pela Emenda Constitucional nº 132/2023, em razão da falta de lei complementar referente ao projeto prometido. Essa situação é inaceitável, incompreensível e leva a pensar que o governo não lançou nem uma definição tampouco outra para não prejudicar sua campanha eleitoral. Essa postura de ocultação deliberada das variáveis mais sensíveis da reforma evidencia um lamentável descompromisso da atual gestão com a transparência pública e a responsabilidade fiscal. Ao adiar a definição de parâmetros cruciais para poupar dividendos políticos em ano eleitoral, o governo prefere manter os agentes econômicos no escuro a enfrentar o debate sobre o real custo do Estado, comprometendo o planejamento das empresas e empurrando para o contribuinte a fatura de um sistema tributário incerto e dispendioso. Volto, entretanto, a afirmar: haverá uma alíquota elevadíssima e muitas dificuldades, tornando tanto Estados - no momento em que também o IBS ganhar efetividade – quanto Municípios “exportadores líquidos” de mercadorias e serviços dependentes da União. (*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de S. Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).


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Nacional 3•A

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Eleições 2026 terão votação em horário diferente no Estado neste domingo

Foto: Fernando Frazão

MS seguirá o fuso local e eleitores poderão votar das 7h às 16h; apuração começa após o fechamento das urnas em todo o país

 Os eleitores de Mato Grosso do Sul devem ficar atentos ao horário das urnas neste domingo (4), quando será realizado o primeiro turno das eleições gerais de 2026. No Estado, a votação ocorrerá das 7h às 16h pelo horário local, uma hora antes do padrão adotado na maior parte do país, que segue o horário de Brasília. A diferença ocorre porque o Brasil possui quatro fusos horários e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém a unificação da votação tendo Brasília como referência para abertura das seções e divulgação dos resultados. Em MS, assim como em Rondônia, Mato Grosso e Roraima, o funciona-

mento das urnas seguirá o horário regional. Os eleitores que estiverem na fila no momento do encerramento poderão votar normalmente. Após o fechamento das seções, a apuração dos votos poderá começar simultaneamente em todo o país, a partir das 17h pelo horário de Brasília. Neste primeiro turno, os brasileiros escolherão representantes para deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Caso haja segundo turno para os cargos de governador ou presidente, a nova votação está prevista para 25 de outubro.

Eleitores de Mato Grosso do Sul devem ficar atentos ao horário local de votação definido pelo TSE.

Proibição das bets abre Denúncias de assédio eleitoral crescem em batalha no Congresso 823% e acendem alerta em empresas de MS Ministério por mudanças no Público do Trabalho registra mercado de apostas

Foto: Rafa Neddermeyer

Emendas apresentadas tentam restringir apenas cassinos online e preservar apostas esportivas regulamentadas Foto: Divulgação

aumento nacional de casos e reforça orientação sobre pressão política no ambiente profissional

 As denúncias de assédio eleitoral dispararam no Brasil durante o ciclo eleitoral de 2026 e acendem um alerta também para empresas e trabalhadores de Mato Grosso do Sul. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontam 785 registros entre janeiro e setembro deste ano, número 823,5% maior que o registrado no mesmo período de 2022, quando foram contabilizados 85 casos. O assédio eleitoral ocorre quando um empregador tenta influenciar a escolha política de funcionários por meio de pressão, ameaça, promessa de benefícios ou constrangimento. Segundo o MPT, a prática pode

Medida provisória que proibiu as bets no Brasil recebeu propostas de alteração no Congresso Nacional.

 A medida provisória que proibiu a operação das bets no Brasil entrou em fase de análise no Congresso com poucas propostas de alteração. Até esta quinta-feira (1º), prazo final para apresentação de emendas, foram registradas 14 sugestões de mudança no texto enviado pelo governo federal. Entre as principais propostas está a tentativa de limitar a proibição aos cassinos online, como os jogos de slot popularizados pelo chamado “jogo do tigrinho”, mantendo as apostas esportivas regulamentadas. Parlamentares que defendem a mudança argumentam que a restrição total pode afetar contratos de publicidade, clubes esportivos e empresas que passaram a atuar dentro das regras estabelecidas pela legislação de 2023. A MP foi editada pelo go-

verno após a regulamentação do mercado de apostas e passou a valer imediatamente. As empresas do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida, enquanto o Congresso ainda precisa analisar o texto. A proposta terá de passar por uma comissão mista e depois ser votada pela Câmara e pelo Senado para continuar válida. As emendas também levantam o debate sobre fiscalização e proteção aos consumidores. Uma das sugestões mantém regras como identificação dos apostadores, bloqueio de menores de idade, restrição para beneficiários de programas sociais e medidas contra lavagem de dinheiro, mas defende a continuidade das plataformas autorizadas pelo governo. A MP tem prazo inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60.

Ministério Público do Trabalho acompanha denúncias de pressão política contra trabalhadores durante período eleitoral.

envolver desde pedidos diretos de voto até uso do ambiente de trabalho para propaganda política. O órgão afirma que, em setembro, foram registradas 521 denúncias, contra 68 no mesmo mês da eleição anterior. Embora os dados sejam nacionais, o crescimento coloca empresas sul-mato-grossenses em alerta sobre condutas que

podem gerar responsabilização trabalhista. O MPT orienta que empregadores respeitem a liberdade de escolha dos funcionários e não utilizem a relação profissional como forma de pressão política. Trabalhadores que se sentirem constrangidos podem reunir provas, como mensagens, áudios e testemunhas, e procurar os canais oficiais de denúncia.

Especialistas destacam que o voto é secreto e que opiniões políticas pessoais não podem ser usadas para limitar direitos dentro das empresas. Além de medidas judiciais, o MPT recomenda que organizações criem regras internas, treinem gestores e mantenham canais de denúncia para evitar conflitos durante o período eleitoral.

Negociação do Brasil com EUA sobre tarifaço trava à espera do resultado das eleições

Foto: Divulgação/MDIC

Tratativas para reduzir barreiras comerciais devem avançar somente após definição do próximo presidente brasileiro, segundo negociadores  As negociações entre Brasil e Estados Unidos para encerrar o tarifaço e construir um novo acordo comercial devem permanecer paradas até a definição do próximo presidente brasileiro. Avaliação de negociadores envolvidos nas tratativas indica que Washington aguarda o resultado das eleições para decidir o ritmo das conversas e o formato de um possível entendimento. As discussões foram retomadas após o contato entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, em agosto, e envolveram representantes do governo brasileiro e do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos

(USTR). Apesar da expectativa de avanço, o órgão norte-americano pediu mais algumas semanas para apresentar uma proposta que serviria de base para novas negociações. Segundo integrantes das equipes que acompanham as tratativas, os Estados Unidos avaliam que uma negociação poderá ter caminhos diferentes dependendo de quem assumir a Presidência do Brasil. O governo brasileiro, por outro lado, afirma que pretende manter o diálogo aberto e demonstrar disposição para buscar uma solução para as tarifas aplicadas aos produtos nacionais. A disputa comercial envolve temas tarifários e não tarifários

Representantes do Brasil e dos Estados Unidos durante reunião sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

e ocorre em meio ao processo eleitoral brasileiro. As conversas incluem reuniões diplomáticas, contatos com autoridades americanas e discussões no

âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas um acordo definitivo ainda depende da evolução das negociações entre os dois países.

Agro enfrenta recuperação lenta mesmo com queda dos juros e reação dos preços Fabricantes de fertilizantes, defensivos e sementes apontam que produtores ainda lidam com dívidas e falta de crédito  A melhora dos juros e a recuperação das cotações agrícolas trouxeram sinais positivos para o

agronegócio, mas a indústria de insumos ainda vê um cenário de recuperação lenta no cam-

po. Empresas de fertilizantes, defensivos e sementes avaliam que produtores ainda enfrentam dificuldades causadas pelo endividamento, restrição de crédito e ajustes financeiros acumulados nos últimos anos. Entre os sinais de melhora estão a redução da taxa básica de juros e a valorização de produtos

agrícolas, como a soja. Apesar disso, executivos do setor afirmam que a retomada não deve ocorrer rapidamente. Segundo representantes de empresas como Syngenta, Mosaic, Corteva e Cibra, o mercado ainda passa por um período de reorganização dos balanços financeiros. O endividamento dos produ-

tores é apontado como um dos principais obstáculos. Dados da Serasa Experian indicam que os pedidos de recuperação judicial no agronegócio cresceram no primeiro trimestre de 2026, enquanto empresas relatam dificuldades no acesso a recursos para financiar a produção. Para especialistas do setor, a melhora deve

acontecer, mas em um ritmo mais longo, podendo levar anos até uma recuperação completa. Executivos avaliam que o próximo ciclo do agro dependerá não apenas de juros menores e preços melhores, mas também da capacidade de produtores e empresas ajustarem custos, estoques e investimentos.


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4•A Política

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Foto: Divulgação

Bancada feminina pode crescer no Senado, mas MS tem apenas uma mulher na disputa Projeções apontam aumento de 15 para até 22 senadoras a partir de 2027; em Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke é a única candidata mulher nas eleições deste ano Foto: Rafael Rodrigues

Setor do agronegócio reúne produtores, trabalhadores e eleitores que se identificam com a cultura do campo.

Senadora Soraya Thronicke é a única mulher na disputa por uma vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul.

 A presença feminina no Senado pode avançar nas eleições de 2026, com a bancada de mulheres podendo passar das atuais 15 para até 22 integrantes a partir da próxima legislatura. Mesmo com o crescimento projetado, a participação ainda representaria pouco mais de um quarto das 81 cadeiras da Casa. Em Mato Grosso do Sul, o cenário é mais restrito: apenas a senadora Soraya Thronicke (PSB) aparece na disputa pelas duas vagas que serão renovadas. O levantamento considera as pesquisas eleitorais mais recentes e aponta que 16 mulheres estão entre as candidatas com chances de conquistar vagas nas eleições deste ano. Caso as projeções se confirmem, as mulheres ocupariam 27,1% do Senado a partir de 2027, ampliando

a representação feminina, mas mantendo a maioria masculina no Legislativo. As eleições de 2026 renovam dois terços do Senado, com 54 cadeiras em disputa. Em Mato Grosso do Sul, os eleitores escolherão dois novos representantes para mandatos de oito anos. Soraya Thronicke busca a reeleição e é a única mulher concorrendo ao cargo no Estado neste pleito. O Brasil elegeu a primeira senadora em 1979, com Eunice Michiles, do Amazonas. Desde então, a presença feminina na Casa aumentou, mas a representação continua abaixo da participação das mulheres na população brasileira. A projeção para 2027 indica avanço, mas ainda distante de uma composição equilibrada entre homens e mulheres.

Agronegócio ganha força nas urnas e consolida influência política no Brasil, diz estudo Estudo aponta que setor representa 13% do eleitorado e mantém identidade ligada a valores conservadores, além do peso econômico  O agronegócio ampliou sua presença no debate político brasileiro e hoje representa uma parcela relevante do eleitorado nacional. Estudo do Instituto Quaest aponta que 13% dos brasileiros se identificam com o setor, grupo que reúne produtores rurais, trabalhadores e pes-

soas que compartilham valores ligados ao campo, superando o dobro da parcela formada por empresários. Além do peso econômico, responsável por cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor ganhou influência por meio de entidades organizadas,

associações e representação política no Congresso. Segundo especialistas, a força eleitoral do agro vai além das pautas econômicas e envolve temas como propriedade, família, religião e papel do Estado. A pesquisa mostra que 71% dos eleitores ligados ao agronegócio se definem como conservadores, enquanto 27% se classificam como moderados. O grupo também apresenta proximidade com segmentos cristãos conservadores em temas de costumes e mantém forte presença

em regiões do Centro-Oeste, Sul e interior do Sudeste. Nas eleições de 2022, o agronegócio teve apoio majoritário ao então presidente Jair Bolsonaro (PL), e cientistas políticos avaliam que a relação entre identidade política e valores tende a continuar influenciando as escolhas do setor. Segundo pesquisadores, benefícios econômicos oferecidos por governos não necessariamente se transformam em apoio eleitoral, já que a decisão envolve também pertencimento e visão de mundo.

Frente Parlamentar do Agro declara apoio a Flávio e coloca agronegócio Eleições terão esquema no centro da disputa presidencial com 3,5 mil agentes de segurança em MS

Operação integrada contará com viaturas, aeronaves e centro de comando para acompanhar votação em todo o Estado Foto: Divulgação

Forças de segurança de Mato Grosso do Sul vão atuar de forma integrada durante o primeiro turno das eleições.

 O primeiro turno das Eleições 2026 contará com um reforço de aproximadamente 3,5 mil profissionais das forças de segurança em Mato Grosso do Sul. A Operação Eleições 2026, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), prevê atuação conjunta para garantir a tranquilidade durante a votação, apuração e totalização dos votos. O esquema reúne policiais militares, civis, bombeiros, policiais científicos, guardas municipais, policiais federais e outros profissionais, além de 557 viaturas e duas aeronaves. A estrutura será integrada ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE -MS) por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funcionará no dia da eleição para acompanhar

ocorrências em tempo real. As equipes atuarão nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de apuração, vias públicas e áreas de transporte, com foco na prevenção de crimes eleitorais e atendimento de situações como conflitos, ameaças, bloqueios de vias e problemas provocados por eventos climáticos. A operação também prevê acompanhamento de possíveis interrupções de energia ou transtornos que afetem o funcionamento das seções. A operação será dividida em três etapas: preparação, votação e período pós-eleitoral. Mato Grosso do Sul possui 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 1.036 locais de votação e 7.272 seções eleitorais. A atuação integrada seguirá até o encerramento da apuração dos resultados.

Foto: Jefferson Rudy

Frente que reúne 345 parlamentares afirma que candidatura está alinhada às prioridades do setor e defende mudanças na política econômica  A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A decisão foi comunicada na última quinta-feira (1º) e, segundo a entidade, considera a convergência entre as propostas do candidato e as principais demandas do setor produtivo. O posicionamento foi entregue pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA, durante participação em uma transmissão do candidato. A frente reúne 345 parlamentares e afirmou que busca, a partir de 2027, um cenário

Tereza Cristina entrega carta de apoio da FPA a Flávio Bolsonaro durante participação em transmissão do candidato.

de maior estabilidade econômica, previsibilidade e incentivo à produção rural. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a decisão ocorreu após avaliação do momento político e citou

preocupações do setor com temas como custos de produção, endividamento, crédito rural e ambiente econômico. Segundo ele, a bancada entende que é necessário apoiar uma mudança na condução do país. Em nota, a FPA afirmou que

o agronegócio continuará defendendo pautas relacionadas à produção, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. Em 2022, a bancada também declarou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a disputa eleitoral.

Tribunal Regional Eleitoral de MS rejeita contas de 14 diretórios partidários por falta de prestação Decisão envolve siglas de seis municípios do Estado e pode suspender repasses de fundos eleitorais e partidários  Quatorze diretórios municipais de partidos políticos em Mato Grosso do Sul tiveram as contas do exercício financeiro de 2025 classificadas como “não prestadas” pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). As decisões foram publicadas no

Diário da Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (2), após as siglas não apresentarem manifestação mesmo depois de notificadas pela Justiça Eleitoral. A medida envolve partidos de municípios como Bela Vista, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Aparecida do Taboado,

Corguinho e Eldorado. Com o julgamento, os diretórios podem sofrer consequências administrativas, incluindo a suspensão do recebimento de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Entre as siglas atingidas estão Podemos, União Brasil, PL, PSDB, PRB, MDB e PP. Os processos analisaram a obrigação dos diretórios municipais de apresentar informações sobre a

movimentação financeira e a aplicação de recursos durante o período determinado pela legislação eleitoral. A decisão do TRE-MS reforça a necessidade de os partidos cumprirem os procedimentos de transparência e prestação de contas exigidos pela Justiça Eleitoral. A ausência de envio das informações pode comprometer o acesso das legendas aos recursos públicos destinados à manutenção das atividades partidárias e eleitorais.


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Política 5•A

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Fotos: Izaias Medeiros

Vereador Papy foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Campo Grande durante sessão extraordinária.

Papy é reeleito presidente da Câmara de Campo Grande para biênio 2027-2028 Mesa Diretora foi definida por unanimidade e atual comando do Legislativo seguirá até o fim da atual Legislatura  O vereador Epaminondas Neto, o Papy, continuará à frente da Câmara Municipal de Campo Grande pelos pró-

ximos dois anos. A eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028 foi realizada nesta quinta-feira (1º), em sessão

extraordinária, com aprovação unânime dos 29 vereadores participantes. Além da permanência de Papy na presidência, a nova composição terá mudanças nas vice-presidências. O vereador Dr. Lívio assumirá a 1ª vice-presidência, enquanto Ana Portela (PL) ocupará a 2ª vice-presidência no lugar

de André Salineiro (PL). Neto Santos seguirá como 3º vice-presidente. Na secretaria, permanecem Carlos Augusto Borges, o Carlão, Luiza Ribeiro e Ronilço Guerreiro como 1º, 2ª e 3º secretários, respectivamente. Após a reeleição, Papy afirmou que a prioridade será manter uma atuação indepen-

dente do Legislativo, com foco em fiscalização e transparência. “Nós vamos continuar cumprindo e ainda avançando na questão da fiscalização. A Casa dá um passo de independência e de fiscalização ao Executivo, dando uma resposta à população que espera isso de nós”, declarou. O presidente também des-

tacou metas administrativas para o próximo período, incluindo melhorias nos processos internos, valorização dos servidores e ampliação da transparência. Segundo Papy, a Câmara pretende avançar na avaliação nacional de transparência e buscar novos aprimoramentos na gestão da Casa de Leis.

Eleitor deve conferir Luiz Tadeu Barbosa Silva será o novo situação do candidato presidente do Tribunal de Justiça de MS Desembargador antes de confirmar foi eleito por aclamação voto nas urnas para o biênio

Foto: Divulgação

Justiça Eleitoral alerta que votos em candidaturas indeferidas ou cassadas podem ser anulados mesmo com nome na urna

 A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a verificarem a situação dos candidatos antes de votar nas eleições de outubro. Mesmo que o nome e a foto de um concorrente apareçam na urna eletrônica, votos destinados a candidaturas com registro indeferido, cancelado ou cassado podem ser considerados nulos conforme a legislação eleitoral. O alerta ocorre porque alguns registros são analisados ou alterados pela Justiça após a preparação das urnas eletrônicas. Nesses casos, a candidatura pode continuar aparecendo no equipamento de votação, mas o voto não será contabilizado para a escolha de representantes caso a decisão final

confirme a irregularidade. Para evitar esse tipo de situação, o eleitor pode consultar informações atualizadas sobre os candidatos pelo sistema DivulgaCandContas, disponibilizado pela Justiça Eleitoral. A plataforma reúne dados sobre registros de candidatura e permite acompanhar a situação de cada concorrente antes do voto. A Justiça Eleitoral também diferencia esse tipo de voto do voto nulo escolhido pelo próprio eleitor. O voto nulo ocorre quando a pessoa digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e, assim como o voto em branco, não participa do cálculo dos votos válidos que definem os eleitos.

MS está autorizado a comercializar bebidas alcoólicas no dia da eleição

2027-2028 ao lado de Marco André Hanson e Eduardo Machado Rocha

 O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) definiu na última quinta-feira (1º) os nomes que irão comandar a instituição pelos próximos dois anos. O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva foi eleito por aclamação para a presidência do Judiciário estadual no biênio 2027-2028, tendo como vice-presidente o desembargador Marco André Nogueira Hanson e como corregedor-geral de Justiça o desembargador Eduardo Machado Rocha. Ao assumir a futura gestão, Luiz Tadeu afirmou que a continuidade dos projetos em andamento será uma das prioridades, com foco na valorização de magistrados e servidores e

A presidência do Tribunal de Justiça de MS será conduzida pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva (centro); o desembargador Marco André Nogueira Hanson (esq.) assumirá a Vice-Presidência; e o desembargador Eduardo Machado Rocha (dir.) responderá pela Corregedoria-Geral de Justiça.

no fortalecimento da atuação institucional. Entre os desafios citados estão a conclusão de obras já iniciadas e a implantação do sistema eproc, além do aperfeiçoamento das condições de trabalho no Judiciário. “Temos muita unidade de propósito entre Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria. Então, é manter a máquina andando”, afirmou o desem-

bargador, destacando que a nova administração pretende dar sequência às ações desenvolvidas pela atual gestão. O presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, parabenizou os eleitos e ressaltou a experiência dos novos dirigentes. Com trajetória de mais de três décadas na magistratura, os desembargadores escolhi-

dos acumulam experiências em diferentes áreas do Judiciário. Luiz Tadeu já exerceu a função de corregedor-geral de Justiça; Marco André Hanson atuou como juiz eleitoral e diretor da Escola Judicial; e Eduardo Machado Rocha possui carreira construída em diversas comarcas do Estado antes de chegar ao cargo de desembargador.

Quatro desembargadores são escolhidos para compor Tribunal Eleitoral de MS em 2027

Foto: Divulgação

TRE-MS decidiu não adotar a Lei Seca durante o primeiro turno; outros nove estados terão restrições ao consumo de álcool  Mato Grosso do Sul estará entre os estados que não terão restrição à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas durante o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para hoje (4). A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) permite que bares, restaurantes, supermercados, conveniências e outros estabelecimentos comercializem bebidas normalmente durante o dia da votação. A chamada Lei Seca eleitoral não tem mais aplicação nacional e cabe a cada Tribunal Regional Eleitoral definir se haverá ou não proibição em seu território. Além de MS, outros 14 estados não terão a medida, enquanto Acre, Amapá, Amazonas, Ce-

ará, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Pará e Roraima decidiram restringir a venda, distribuição e consumo de álcool. As regras variam conforme cada estado e começou ontem (3) ou nas primeiras horas do domingo. A orientação da Justiça Eleitoral é que os eleitores compareçam às urnas em condições adequadas para exercer o direito ao voto e respeitem a tranquilidade dos demais cidadãos durante o processo eleitoral. Caso haja segundo turno, previsto para 25 de outubro, novas decisões poderão ser tomadas pelos estados e municípios sobre a adoção ou não de restrições ao consumo de bebidas alcoólicas.

Na sequência: Desembargadores Marcelo Câmara Rasslan e Ruy Celso Barbosa Florence são membros substitutos. Já os indicados a membros efetivos, são os desembargadores Dorival Pavan e Sérgio Fernandes.

Sérgio Fernandes Martins e Dorival Renato Pavan serão membros efetivos; Ruy Florence e Marcelo Rasslan atuarão como substitutos  A composição do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) para o biênio 2027-2028 já está definida. Quatro desembargadores foram indicados para integrar a Corte Eleitoral a partir de janeiro de 2027, após aprovação unânime dos nomes pelo Tribunal Pleno. Sérgio Fernan-

des Martins e Dorival Renato Pavan ocuparão as vagas de membros efetivos, enquanto Ruy Celso Barbosa Florence e Marcelo Câmara Rasslan serão substitutos. A mudança ocorrerá com a posse dos novos integrantes no início de 2027. Na ocasião, os dois membros efetivos partici-

parão da escolha da nova direção do TRE-MS, que definirá o presidente e o vice-presidente da Corte Eleitoral. O desembargador eleito para a vice-presidência também exercerá a função de corregedor regional eleitoral. Sérgio Fernandes Martins já atua no TRE-MS como vice-presidente e corregedor regional eleitoral e possui experiência na administração do Judiciário, tendo presidido a instituição no biênio 20232024. Dorival Renato Pavan, atual presidente, ingressou na

magistratura em 1985 e chegou ao cargo de desembargador em 2008, após atuar em diferentes comarcas do Estado. Entre os substitutos indicados estão Ruy Celso Barbosa Florence, atual corregedor-geral de Justiça, e Marcelo Câmara Rasslan, atual ouvidor judiciário. Ambos possuem trajetória na magistratura sul-mato-grossense e já exerceram funções administrativas no Judiciário. A nova composição passa a valer a partir de janeiro de 2027, com atuação durante o próximo biênio eleitoral.


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6•A Economia

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Fotos: Divulgação/Festival Internacional da Carne

Festival Internacional da Carne consolida força da cadeia produtiva em MS Público lotou o Parque de Exposições Laucídio Coelho durante a quarta edição do Festival Internacional da Carne, em Campo Grande.

A idealizadora do festival, Márcia Marinho, disse que o resultado alcançado mostra que o evento já faz parte do calendário de grandes atrações do Estado.

Quarta edição reuniu 35 mil pessoas, cerca de 200 assadores e 300 trabalhadores em três dias de programação no Parque Laucídio Coelho  O Festival Internacional da Carne encerrou sua quarta edição com números que reforçam a importância do evento para a gastronomia, o turismo e a economia de Mato Grosso do Sul. Realizado entre sexta-feira (25) e domingo (27), no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, o festival recebeu aproximadamente 35 mil pessoas e reuniu diferentes setores ligados à cadeia produtiva da carne. Com cerca de 200 assadores participantes e aproximadamente 300 trabalhadores envolvidos direta e indiretamente na realização, o evento movimentou negócios, serviços e experiências gastronômicas. A programação reuniu pecuaristas, indústria, empresas, patrocinadores, profissionais da alimentação e consumidores em um ambiente que apresentou a carne sul-mato-grossense desde a produção no campo até o prato. Além das estações gastronômicas, o festival contou com apresentações musicais, oficinas, palestras e atividades para diferentes públicos. A proposta da organização foi aproximar o consumidor dos profissionais que fazem parte da cadeia produtiva, mostrando a tecnologia, a qualidade e os processos envolvidos na produção da carne. Para Mauro Dodero, diretor financeiro da Acrissul, o crescimento do evento demonstra a força que o festival vem alcançando a cada edição. “É uma alegria ver o tamanho que o Festival da Carne vem ganhando a cada edição, e se consolida como

um dos grandes encontros da carne em Mato Grosso do Sul. Aqui estão o pecuarista, a indústria, os assadores, a gastronomia, os patrocinadores e todos aqueles que fazem parte dessa enorme cadeia produtiva”, afirmou. Segundo Dodero, o evento também ajuda a fortalecer a identidade da carne produzida no Estado e ampliar o reconhecimento do produto sul-mato-grossense. “Mato Grosso do Sul construiu uma pecuária moderna, profissional e tecnológica. Temos genética, sanidade, nutrição, sustentabilidade e produtores que trabalham todos os dias para entregar uma carne de altíssima qualidade”, destacou. A idealizadora do festival, Márcia Marinho, também avaliou positivamente a edição e agradeceu a participação do público, parceiros, patrocinadores, assadores e equipes envolvidas na organização. “Encerramos mais uma edição do Festival Internacional da Carne com o coração cheio de gratidão. Quero agradecer a todo o público que esteve conosco nesses três dias, prestigiando os assadores, a gastronomia, a música e todas as experiências que preparamos”, declarou. Para Márcia, o resultado alcançado mostra que o evento já faz parte do calendário de grandes atrações do Estado. Ela afirmou que o planejamento da próxima edição já começou, com a expectativa de ampliar as experiências e fortalecer ainda mais a valorização da carne produzida em Mato Grosso do Sul.

Com 200 assadores participantes e aproximadamente 300 trabalhadores envolvidos direta e indiretamente na realização do vento.


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Economia 7•A

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Fort Atacadista amplia presença em Campo Grande com nova unidade na Vila Nasser

Fotos: Divulgação

Nova unidade do Fort Atacadista ocupa espaço que antes recebia uma loja da bandeira Comper, na Avenida Tamandaré.

Loja abre as portas com estrutura voltada para consumidores e pequenos empreendedores da região  O Grupo Pereira inaugurou na última quarta-feira (30) uma nova unidade do Fort Atacadista em Campo Grande, ampliando a

atuação da rede de atacarejo na Capital. A loja, localizada na região da Vila Nasser, na Avenida Tamandaré, esquina com a Ave-

nida Euller de Azevedo, foi instalada em um espaço que anteriormente abrigava uma unidade do supermercado Comper e passou por adequações para atender ao novo modelo de consumo. A nova unidade foi planejada para atender tanto famílias quanto pequenos e médios comerciantes, com uma estrutura

que reúne produtos de diferentes setores, incluindo alimentos, bebidas, limpeza, perfumaria e bazar. O espaço conta ainda com áreas especializadas, como açougue, padaria, peixaria, setor de assados, frios e hortifrúti. Para a diretora de Operações do Fort Atacadista, Fátima Camilo, a chegada da loja repre-

senta uma oportunidade de ampliar o atendimento na região. “Estamos trazendo para a região da Vila Nasser não apenas uma loja, mas um conceito completo que combina preços acessíveis, produtos frescos e serviços diferenciados”, afirmou. A unidade possui 12 caixas tradicionais e oito terminais de

autoatendimento, além de estacionamento com 170 vagas. O empreendimento também passa a integrar o projeto Troco Solidário, iniciativa do Grupo Pereira que arrecada valores doados pelos clientes para instituições filantrópicas locais. A inauguração ocorre às 7h, no Jardim Paradiso.

Idosos ampliam Fábrica da Petrobras em Três Lagoas pode renegociação de dívidas, receber até R$ 2 bilhões em incentivo fiscal mas inadimplência Benefício para setor de cresce em MS fertilizantes pode

Foto: Divulgação/Petrobras

Consumidores com 65 anos ou mais tiveram alta de 24% nos acordos, enquanto número de endividados acima de 60 anos avançou 16,9%  A busca por renegociação de dívidas ganhou força entre os consumidores mais velhos de Mato Grosso do Sul, mas o movimento ocorre junto ao aumento da inadimplência nessa parcela da população. Entre janeiro e agosto de 2026, pessoas com 65 anos ou mais fecharam 11,2 mil acordos no Estado, crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025. No total, Mato Grosso do Sul registrou 598,2 mil negociações de dívidas nos oito primeiros meses do ano, contra 508,8 mil no mesmo intervalo anterior, uma alta de 17,6%. O maior volume de acordos ficou entre consumidores de 26 a 40 anos, com 299,5 mil negociações, enquanto a faixa de 41 a 65 anos somou 188,3 mil acordos. Apesar do avanço nas re-

negociações, a quantidade de pessoas inadimplentes também aumentou. Em agosto, 262,4 mil moradores com 60 anos ou mais estavam com contas em atraso no Estado, contra 224,4 mil no mesmo mês de 2025, alta de 16,9%. Considerando todas as idades, Mato Grosso do Sul chegou a 1,3 milhão de inadimplentes, crescimento de 9,4% em um ano. Segundo a Serasa, existem mais de 11 milhões de ofertas de negociação disponíveis para consumidores sul-mato-grossenses pelo programa Serasa Limpa Nome, com descontos que podem chegar a 90%. As propostas podem ser consultadas pelo site, aplicativo ou WhatsApp da empresa, com opções divididas por faixa etária e perfil de dívida.

reduzir tributos e impulsionar retomada da UFN-3, prevista para entrar em operação em 2029

 A retomada da fábrica de fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas poderá ser beneficiada com até R$ 2 bilhões em créditos tributários federais até 2031, segundo estimativa da economista Renata Farias, consultora-chefe da Fiems Conecta. O incentivo faz parte de uma nova política nacional para estimular a produção de fertilizantes e reduzir a dependência brasileira de produtos importados. O benefício foi criado pela Lei Complementar 235, sancionada em agosto, e permite que empresas do setor transformem até 20% dos gastos de produção em créditos para abatimento de impostos federais. Considerando o investimento previsto na Unidade de Fertili-

Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas, terá produção de ureia e amônia após retomada das obras.

zantes Nitrogenados III (UFN3), de cerca de US$ 1 bilhão, o valor potencial do incentivo ficaria entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, conforme a projeção da Fiems. A regra estabelece um limite nacional de R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031 para todos os projetos de fertilizantes no país, podendo ser ampliado pelo governo federal. A Petrobras informou que aguarda a regulamen-

tação do programa para avaliar a utilização do benefício na unidade de Três Lagoas, cuja operação está prevista para 2029. Com investimento estimado em aproximadamente R$ 5,2 bilhões, a UFN-3 deverá produzir diariamente 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia. A estatal prevê a geração de milhares de empregos durante a implantação e operação do projeto, além de atender

a demanda por fertilizantes em Mato Grosso do Sul e outros estados produtores. A fábrica é considerada estratégica para o agronegócio porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras. Para a Fiems, a produção local pode fortalecer a economia de Três Lagoas, ampliar a cadeia de fornecedores e gerar novos negócios ligados à indústria e aos serviços.

Campanha Nome Limpo abre adesão para empresas Varejo cobra mais espaço nas decisões econômicas negociarem dívidas em MS de Mato Grosso do Sul diante da reforma tributária Iniciativa da ACICG busca aproximar consumidores e empresas com condições especiais para regularização de débitos  Empresas de Campo Grande e de outras cidades de Mato Grosso do Sul já podem participar da Campanha Nome Limpo 2026, iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) que busca facilitar a negociação de dívidas entre consumidores e empresas. As inscrições começaram na última quinta-feira (1º) e seguem até 30 de outubro, com a campanha prevista para ocorrer entre 3 de novembro e 11 de dezembro. A ação reúne empresas de diferentes segmentos interessadas em oferecer condições especiais para clientes inadimplentes. Em 2025, a campanha movimentou cerca de R$ 2,5 milhões em acordos, segundo a ACICG, beneficiando tanto comerciantes que recuperam valores em aberto quanto consumidores que conseguem reorganizar a vida financeira. Uma das principais novida-

des é o uso da conciliação online, com negociações realizadas por videoconferência e acompanhamento de conciliadores capacitados pelo Tribunal de Justiça. Segundo a gerente comercial da ACICG e coordenadora da campanha, Paola Nogueira, o modelo facilita o contato entre empresas e clientes. “É uma oportunidade segura e prática para que todos possam negociar e chegar a um acordo”, explicou. Além do atendimento virtual, empresas também poderão realizar negociações presenciais na sede da ACICG, localizada na Rua 15 de Novembro, no Centro de Campo Grande. A Energisa já confirmou participação nessa modalidade, com atendimento aos consumidores entre os dias 7 e 11 de dezembro. As adesões podem ser feitas pelo WhatsApp (67) 99846-3135, pelo e-mail comercial@acicg.com.br ou diretamente na entidade.

Foto: Rafael Rodrigues

FCDL/MS apresenta manifesto com 14 propostas e defende políticas públicas para comércio e serviços no Estado  O comércio e os serviços querem assumir um papel mais estratégico no planejamento econômico de Mato Grosso do Sul. A defesa foi apresentada pela presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de MS (FCDL/MS), Inês Santiago, durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, ao detalhar o Manifesto do Varejo de Comércio e Serviços, documento que reúne 14 eixos de propostas para a próxima gestão estadual. Segundo a dirigente, o setor representa 65% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, 72% dos empregos formais e 87% dos CNPJs ativos, mas ainda não teria uma política pública

Presidente da FCDL/MS, Inês Santiago, apresentou propostas do setor varejista durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias.

específica proporcional à sua participação na economia. Entre as principais preocupações está a reforma tributária, que muda a lógica de arrecadação do consumo da origem para o destino e pode afetar estados com forte produção de commodities. A FCDL/MS também defende maior integração entre agro, indústria, comércio e serviços, além de medidas para reduzir

burocracias para pequenos negócios. Entre as propostas estão a ampliação da liberdade econômica, a adoção de mecanismos de autodeclaração para atividades de baixo e médio risco e maior facilidade de acesso a recursos como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Outro ponto destacado foi a preparação de Mato Grosso do

Sul para aproveitar oportunidades como a Rota Bioceânica. Inês Santiago afirmou que, além da infraestrutura rodoviária, o Estado precisa ampliar conexões aéreas com países estratégicos. O manifesto, construído com participação de mais de 20 entidades, foi entregue a candidatos e parlamentares e pretende manter o debate sobre o futuro do setor nos próximos anos.


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8•A Cidade

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Foto: Divulgação

Município promove evento gratuito para conectar tecnologia, carreira e inovação CG Tech Day 2026 será realizado no Bioparque Pantanal com palestras, formação profissional e oportunidades no setor tecnológico Foto: Marcelo Camargo

Área de florestas plantadas em Campo Grande cresceu mais de 115% entre 2023 e 2025, segundo dados do IBGE.

Evento será realizado no auditório do Bioparque Pantanal e busca aproximar profissionais, estudantes e empresas da área de tecnologia.

 Profissionais, estudantes e interessados em tecnologia terão um novo espaço de aprendizado e conexão em Campo Grande. Estão abertas as inscrições para o CG Tech Day 2026, evento promovido pela Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), que será realizado no dia 16 de outubro, no auditório do Bioparque Pantanal, com participação gratuita e aberta ao público. A programação será voltada para temas como carreira, inovação, tecnologia e negócios, com o objetivo de fortalecer o ecossistema tecnológico da Capital e aproximar profissionais, empresas e pessoas que desejam ingressar no setor. O encontro ocorre durante o mês em que é celebrado o Dia do Profissional de Tecnologia da Informação, comemorado em 19 de outubro. Durante o evento, também será apresentada a previsão de início dos cursos gratuitos oferecidos pela parceria entre a Agetec e a Escola da Nuvem. As formações Tech para Todos e Fundamentos de Computação

em Nuvem 1 e 2 serão realizadas de forma online e ao vivo, com certificação AWS, voltadas para iniciantes e profissionais que buscam ampliar conhecimentos na área. Além da capacitação, os participantes que concluírem os cursos terão acesso ao programa de empregabilidade da Escola da Nuvem por dois anos, com apoio no desenvolvimento profissional, preparação para o mercado e conexão com oportunidades de trabalho. As inscrições para o CG Tech Day podem ser feitas gratuitamente pelo site oficial do evento [https://cgtechday.campogrande. ms.gov.br/]. Serviço CG Tech Day 2026 – Tecnologia, Carreiras e Novas Conexões Data: 16 de outubro de 2026 Local: Auditório do Bioparque Pantanal – Avenida Afonso Pena, 6277, Chácara Cachoeira Participação: Gratuita e aberta ao público Inscrições: site oficial do CG Tech Day 2026

Nova empresa de patinetes elétricos começa operação com quase mil unidades Serviço da Whoosh terá período experimental de 90 dias e amplia opções de transporte individual na Capital Foto: Divulgação

Patinetes elétricos passam a contar com nova empresa autorizada a operar em Campo Grande durante fase de testes.

 Campo Grande terá uma nova opção de mobilidade urbana com a chegada da empresa Whoosh, autorizada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) a operar patinetes elétricos na Capital. O serviço funcionará inicialmente por 90 dias em caráter experimental, ampliando a concorrência no setor de transporte individual. A empresa informou que disponibilizará 980 patinetes distribuídos, nesta primeira etapa, em regiões como São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano. O uso será feito por aplicativo, com cobrança de R$ 0,90 pelo desbloqueio e tarifa a partir de R$ 0,49 por minuto

de viagem. Segundo a Whoosh, o modelo busca atender deslocamentos curtos, mas que podem ser longos para serem feitos a pé. A empresa afirma que, nas cidades onde já atua, os trajetos têm média de aproximadamente dois quilômetros, perfil considerado adequado para o uso dos equipamentos. A autorização da Agetran foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande e estabelece o período inicial de testes para avaliar o funcionamento do serviço na cidade. Durante a fase experimental, a operação poderá ser acompanhada pelo município antes de uma eventual continuidade da atividade.

Campo Grande mais que dobra área de florestas plantadas em dois anos Expansão da silvicultura amplia participação da Capital na cadeia produtiva de madeira e gera novas oportunidades econômicas  Campo Grande registrou um forte avanço na área destinada às florestas plantadas nos últimos anos. Dados da Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, do IBGE, mostram que o município passou de 29,9 mil hectares em 2023 para 64,4 mil hectares em 2025, crescimento de 115,4%. O resultado amplia a presença da Capital na cadeia

produtiva ligada à madeira e aos produtos florestais. Com o crescimento da base florestal, Campo Grande passou a representar 3,39% de toda a área de silvicultura de Mato Grosso do Sul em 2025. Para a prefeita Adriane Lopes, o avanço demonstra a capacidade do município de atrair novos investimentos e fortalecer atividades que geram emprego e

renda. “A expansão da silvicultura mostra que Campo Grande está inserida em um cenário de crescimento de atividades produtivas e de novas oportunidades para o município”, afirmou. Apesar do aumento da área plantada, a produção anual varia conforme os ciclos de crescimento e colheita das florestas. Em 2025, a Capital registrou produção de 277,7 mil metros cúbicos de madeira em tora e valor de produção de R$ 65,9 milhões. Outros produtos também tiveram crescimento, como o carvão vegetal, que passou de 5,7 mil toneladas em 2023 para

7,4 mil toneladas em 2025. A expansão acompanha o cenário estadual, marcado pelo crescimento da cadeia de celulose e do cultivo de eucalipto. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, o avanço fortalece a integração entre campo, indústria, logística e serviços. “A expansão da área de florestas plantadas amplia o potencial de Campo Grande dentro de uma cadeia produtiva que envolve produção rural, indústria e geração de valor”, destacou.

Campo Grande sobe posições e fica entre as cidades mais competitivas do Centro-Oeste

Foto: Divulgação

Estudo do CLP aponta avanços em gestão pública, educação, saúde, inovação e desenvolvimento econômico da Capital  Campo Grande aparece entre as três cidades mais competitivas do Centro-Oeste, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento avaliou 32 municípios da região e apontou avanços da Capital sul-mato-grossense em áreas como gestão pública, capital humano, inovação, saneamento, educação, saúde e sustentabilidade fiscal. Nos últimos quatro anos, Campo Grande avançou sete posições no ranking nacional. Entre os fatores destacados pela administração municipal estão a desburocratização para abertura de empresas e ações de qualificação profissional. No período entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, a cidade registrou mais de 18 mil

Investimentos em infraestrutura e serviços públicos estão entre os fatores no ranking de competitividade dos municípios.

novos empreendimentos ativos, além de mais de 4,9 mil vagas de emprego ofertadas pela Fundação Social do Trabalho (Funsat). A infraestrutura também aparece como um dos pontos de destaque, com investimentos de R$ 240 milhões em obras de pavimentação, drenagem, melhorias viárias, saúde,

educação e habitação. Segundo a Prefeitura, as ações buscam acompanhar o crescimento da Capital e preparar a cidade para novos investimentos, incluindo os impactos previstos com a Rota Bioceânica, que deve ampliar a integração comercial com Paraguai, Argentina e Chile. O estudo ainda aponta Cam-

po Grande como líder regional no funcionamento da máquina pública e segunda colocada no Centro-Oeste em capital humano. A administração municipal avalia que os resultados refletem investimentos em serviços públicos, geração de oportunidades e melhoria da estrutura urbana para moradores e empresas.

Transporte coletivo da Capital será gratuito neste domingo Medida vale para o primeiro turno e prevê operação reforçada das linhas durante todo o domingo de votação  Os moradores de Campo Grande terão transporte coletivo urbano gratuito neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026. A medida foi anunciada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito

(Agetran) para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação e segue determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além da gratuidade, todas as linhas do transporte coletivo

funcionarão com a programação equivalente aos dias úteis, ampliando a oferta de ônibus para atender a demanda prevista. O Consórcio Guaicurus ficará responsável pelo acompanhamento da operação e poderá realizar ajustes na quantidade de veículos conforme a movimentação dos passageiros. A reforço na circulação está previsto principalmente nos horários de maior fluxo, entre 4h40

e 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 19h. Caso seja identificada necessidade, novas ampliações na oferta poderão ser realizadas ao longo do dia. Segundo a Agetran, a iniciativa busca facilitar o acesso dos eleitores às urnas e assegurar que a população tenha condições de participar do processo eleitoral com transporte disponível e compatível com o movimento esperado para a data.


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Cidade 1•B

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Capital anuncia R$ 21,9 milhões em obras de asfalto e drenagem na Região do Lagoa

Fotos: Divulgação

Obras de infraestrutura serão realizadas em bairros da Região do Lagoa, com investimentos em pavimentação e drenagem.

Intervenções vão beneficiar cinco bairros com pavimentação, galerias pluviais e calçadas acessíveis após anos de espera dos moradores  A Região do Lagoa receberá um novo pacote de obras de infraestrutura em Campo Gran-

de, com investimento de R$ 21,9 milhões em pavimentação, drenagem e melhorias urbanas.

As ordens de serviço foram assinadas na última sexta-feira (2) e contemplam os bairros Lagoa Park, Villa Lobos, Jardim Batistão, Jardim Tijuca II e Verdes Mares. As intervenções incluem 43 ruas, com implantação de asfalto, galerias de drenagem pluvial, calçadas acessíveis e sinalização viária. Nos bairros La-

goa Park, Villa Lobos e Batistão serão aplicados mais de R$ 15 milhões, enquanto Jardim Tijuca II e Verdes Mares receberão investimentos de aproximadamente R$ 6,9 milhões. A prefeita Adriane Lopes destacou que as obras atendem regiões que aguardavam melhorias há décadas. “Hoje, estou

aqui não para fazer promessas, mas para apresentar resultados. Escolhemos investir em bairros que aguardavam há mais de 40 anos pela chegada do asfalto”, afirmou. As obras fazem parte do programa Vira CG Infraestrutura, que reúne recursos para ampliar a pavimentação e a drenagem na

Capital. Segundo a Prefeitura, o planejamento inclui a execução do saneamento antes do asfalto para evitar novas intervenções futuras nas vias. Moradores comemoraram a chegada dos serviços, que devem melhorar o acesso, reduzir problemas com poeira e facilitar a circulação nos bairros.

Subsídio de até R$ 20 Produtores recebem máquinas para mil ajuda famílias da ampliar apoio à agricultura familiar Capial a conquistarem Equipamentos avaliados em mais de R$ 4,7 primeira casa própria milhões serão

Foto: Divulgação

Programa Bônus Sonho de Morar reduz valor da entrada do financiamento e beneficia participantes do Feirão Habita CG Foto: Divulgação

usados em comunidades rurais, assentamentos e áreas de produção da Capital

 A agricultura familiar de Campo Grande ganhou um reforço para ampliar a produção e melhorar as condições de trabalho dos pequenos produtores. A Prefeitura recebeu na última terça-feira (29) um conjunto de 44 máquinas e implementos agrícolas, adquiridos com investimento superior a R$ 4,7 milhões por meio de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Os equipamentos serão utilizados no atendimento a produtores rurais, comunidades e assentamentos, com serviços como preparo do solo, plantio, manejo e outras atividades agrícolas. A estrutura ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente,

Famílias contempladas receberam os termos de compromisso do programa habitacional durante solenidade na Emha.

 A dificuldade de reunir o valor da entrada deixou de ser um obstáculo para 40 famílias de Campo Grande que conseguiram avançar na compra da casa própria. Os beneficiários receberam na última quartafeira (30) os termos de compromisso do programa Bônus Sonho de Morar, iniciativa vinculada ao 10º Feirão Habita CG, que oferece auxílio financeiro para facilitar o acesso ao financiamento habitacional. O programa funciona como um complemento para o pagamento da entrada do imóvel, com valores definidos conforme a renda e os critérios da iniciativa. Para a prefeita Adriane Lopes, o benefício representa uma oportunidade para famílias que ainda enfrentavam dificuldades para deixar o aluguel. “São famílias que têm uma oportunidade única de ter a sua casa própria. Esse apoio fortalece as famílias e também mo-

vimenta o setor habitacional”, afirmou. Entre os contemplados está a pedagoga Renata da Silva Costa, de 38 anos, que recebeu R$ 20 mil de subsídio e já mora há três meses no imóvel adquirido no bairro Planalto. Segundo ela, o auxílio foi decisivo para conseguir fechar o financiamento. “Eu não tinha o valor da entrada. Foi uma porta para que esse sonho pudesse ser realizado”, contou. Com as últimas edições do Feirão Habita CG, mais de mil moradias foram viabilizadas por meio do programa. Segundo a Emha, a iniciativa busca aproximar famílias, construtoras e instituições financeiras para ampliar o acesso à habitação. Representantes do setor imobiliário também destacam que o subsídio ajuda a superar uma das principais dificuldades dos compradores: conseguir o recurso inicial para a aquisição do imóvel.

Novos equipamentos serão utilizados pela Patrulha Agrícola Mecanizada Volante para atender pequenos produtores.

Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e será operada pela Patrulha Agrícola Mecanizada Volante. A iniciativa faz parte do Programa Agro Forte e Sustentável e busca ampliar o acesso à mecanização para agricultores que não possuem máquinas próprias. Segundo a Prefeitura, a medida deve reduzir custos, aumentar a capacidade produtiva e fortalecer o cinturão verde da Capital. A senadora Tereza Cristina, responsável

pela emenda parlamentar que viabilizou os recursos, destacou que os equipamentos atendem principalmente pequenos produtores. “Essa demanda é para atender, principalmente, aqueles que não podem ter uma máquina. A Prefeitura faz o planejamento, marca a ida lá, prepara a terra. Isso é para atender justamente os pequenos agricultores que precisam muito”, afirmou. Para a prefeita Adriane Lopes, o investimento representa apoio direto

às famílias que produzem alimentos e movimentam a economia local. A chegada dos equipamentos também foi comemorada por representantes das comunidades rurais. Segundo produtores, a nova estrutura deve facilitar o cultivo, ampliar a produção e gerar melhores condições de renda para famílias que dependem da agricultura. A Agrovila Campo Grande Orgânico, que reúne 237 famílias, está entre as áreas que devem ser beneficiadas.

Economia criativa transforma habilidades em renda para moradores de Campo Grande

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Cursos e oficinas incentivam empreendedorismo sustentável e ajudam artesãos a criarem novas oportunidades de negócio  A criatividade tem se tornado uma ferramenta de geração de renda para moradores de Campo Grande. Por meio de cursos e oficinas de economia criativa, o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) incentiva o empreendedorismo sustentável, com foco em produção artesanal, reaproveitamento de materiais e autonomia financeira. A iniciativa acompanha o crescimento de um setor que movimenta cerca de R$ 230 bilhões por ano no Brasil. As ações do FAC são voltadas para modelos como economia circular, práticas de lixo zero e preservação ambiental, unindo responsabilidade social e oportunidade de negócios. Para a presidente do órgão, Adir Diniz, o artesanato precisa ser visto como uma ativi-

dade econômica capaz de gerar valor. “É importante cuidar do planeta, das pessoas, mas sempre atento à economia. O valor gerado por meio do produto feito através da economia criativa, o artesanato, por exemplo, precisa ser levado a sério”, afirmou. A transformação já aparece na rotina de participantes dos cursos. A dona de casa Lucimar Costa, de 55 anos, encontrou no aprendizado uma nova fonte de renda ao produzir peças artesanais para o período de Natal. Após as capacitações, ela passou a vender produtos como bonecas, renas e Papais Noéis, além de receber novas encomendas. “O curso só me trouxe coisas boas. Empreendimento, eu tô fazendo dinheiro, eu agora tô conseguindo

Oficinas de economia criativa promovidas pelo FAC ajudam moradores a desenvolver produtos e ampliar oportunidades de renda.

vender as minhas peças por um bom dinheiro”, contou. O avanço da economia criativa acompanha uma tendência mundial. Segundo dados do setor, o segmento gera mais de US$ 2 trilhões em receita por ano e sustenta milhões de

empregos. Em Campo Grande, o fortalecimento da atividade ocorre por meio do incentivo a artesãos, feiras culturais e capacitações gratuitas que estimulam moradores a transformar talentos em novas possibilidades de trabalho e renda.


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2•B Saúde

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Foto: Divulgação

Núcleo de Saúde e Segurança no Trabalho da ACICG orienta sobre o Outubro Rosa nas empresas Ações de prevenção, autocuidado e saúde emocional podem contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e relações profissionais mais sustentáveis Foto: Divulgação

Prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde apresentou dados sobre investimentos e atendimentos realizados na rede pública.

A proposta é que a campanha seja um ponto de partida para iniciativas permanentes, e não apenas uma ação pontual neste mês.

 O Outubro Rosa costuma levar às empresas campanhas de conscientização sobre os cânceres de mama e de colo do útero e a importância da prevenção. Para o Núcleo Setorial de Gestão Integrada de Saúde e Segurança no Trabalho da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) a data também pode ampliar a discussão sobre saúde integral da mulher no ambiente corporativo, incluindo prevenção, autocuidado, saúde emocional e percepção dos próprios limites. A proposta é que a campanha seja um ponto de partida para iniciativas permanentes, e não apenas uma ação pontual neste mês. Ao reconhecer sinais de sobrecarga, cuidar da saúde e buscar apoio quando necessário, a profissional pode ter melhores condições para lidar com as demandas e relações do trabalho. “Nesse processo, a empresa também tem papel importante na construção de um ambiente que favoreça o cuidado, a prevenção e o bem-estar ao longo do ano”, complementa a psicóloga Cícera Gavioli, especialista membro do Núcleo Setorial de Gestão Integrada de Saúde e Segurança no Trabalho da ACICG. O que as empresas podem fazer? Mais do que promover uma ação durante o Outubro Rosa,

algumas iniciativas ajudam a transformar a campanha em uma oportunidade de fortalecer uma cultura organizacional mais atenta à saúde e ao bem -estar das profissionais: Ir além do câncer de mama: abordar a saúde da mulher de maneira integral, incluindo prevenção, consultas e exames de rotina, saúde emocional e qualidade de vida. Criar espaços de informação: promover palestras, rodas de conversa ou conteúdos educativos com profissionais da saúde. Estimular o autocuidado sem culpabilização: falar de prevenção e hábitos saudáveis sem transformar a responsabilidade pela saúde exclusivamente na trabalhadora. Observar sinais de sobrecarga: gestores e equipes podem estar atentos a mudanças de comportamento, excesso de demandas e situações que possam comprometer o bem-estar. Respeitar limites e necessidades: construir relações de trabalho em que seja possível comunicar dificuldades e buscar apoio. Pensar além de outubro: transformar ações pontuais em iniciativas permanentes de promoção da saúde e prevenção. Preparar lideranças: gestores têm papel importante na construção de ambientes nos quais questões relacionadas à saúde possam ser tratadas com respeito e acolhimento.

Canetas para emagrecimento mudam hábitos alimentares de consumidores de Campo Grande Pesquisa aponta que 14,1% dos entrevistados já usaram medicamentos e maioria relata redução do apetite e mudança nas escolhas alimentares  O avanço das chamadas canetas emagrecedoras já reflete mudanças no comportamento alimentar dos consumidores de Campo Grande. Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS aponta que 14,1% das pessoas ouvidas em estabelecimentos de alimentação fora do lar afirmaram que usam ou já utilizaram medicamentos para emagrecimento ou controle de peso. O levantamento ouviu 1.087 moradores das sete regiões urbanas da Capital entre 24 de agosto e 2 de setembro e revelou diferenças entre os públicos. Entre as mulheres, o índice de uso chegou a 19,2%, enquanto entre os homens ficou em 9,1%. A pesquisa também mostrou maior presença dos medicamentos entre pessoas com renda superior a dez salá-

rios mínimos, com 22% de usuários ou ex-usuários. Entre aqueles que utilizaram as canetas, a principal mudança foi a redução da fome, apontada por 91,5% dos entrevistados. Outros 87,7% disseram que passaram a preferir porções menores, enquanto parte do grupo relatou aumento no consumo de proteínas, vegetais e saladas, além da redução de doces e sobremesas. Apesar das mudanças na alimentação, a maioria dos usuários manteve o hábito de frequentar restaurantes e outros estabelecimentos. Segundo a pesquisa, 41,2% continuaram saindo para comer fora com a mesma frequência e 21,6% passaram a sair mais. Entre os que interromperam o uso dos medicamentos, 63,7% afirmaram manter total ou parcialmente os novos hábitos alimentares.

Capital supera mínimo constitucional e amplia ações na rede de saúde Município aplicou 24,6% da receita em serviços públicos de saúde e registrou aumento nos atendimentos da Atenção Primária  Campo Grande ampliou os investimentos e os atendimentos na área da saúde em 2026, segundo dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde durante a prestação de contas do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA). Até o terceiro bimestre, o município aplicou 24,6% da receita de

impostos e transferências em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), acima do mínimo constitucional de 15%. Entre maio e agosto, a Atenção Primária registrou 2,17 milhões de ações, crescimento de quase 5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado inclui 982,7 mil visitas domi-

ciliares feitas por agentes comunitários de saúde, 694,8 mil procedimentos, 438,8 mil atendimentos individuais e 54,2 mil consultas odontológicas. Na rede especializada, o número de procedimentos ambulatoriais também avançou, passando de 66,8 mil no primeiro quadrimestre para 100,8 mil no segundo. A área de saúde mental registrou aumento de 5,4% na média mensal de atendimentos, enquanto a disponibilidade de medicamentos na Central de Abastecimento subiu de 65% para 76%.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, destacou que os números representam serviços realizados diretamente para a população. “São milhões de ações acontecendo na ponta, profissionais atendendo, equipes visitando as famílias e pessoas tendo acesso ao cuidado”, afirmou. No período, os recursos liquidados em ações de saúde chegaram a R$ 414 milhões, além de R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas a serviços como cirurgias e procedimentos especializados.

Câncer e doenças cardiovasculares lideram causas de mortes e internações no Estado

Foto: Divulgação

Relatório da Secretaria de Saúde aponta avanço de tumores e doenças respiratórias no Estado entre 2020 e 2025  O perfil de saúde de Mato Grosso do Sul continua marcado pelo peso das doenças crônicas. Dados do Relatório Detalhado do Segundo Quadrimestre de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), apontam que problemas do aparelho circulatório e tumores estão entre as principais causas de internações e mortes no Estado. O levantamento mostra que, entre as internações registradas em 2026 até o momento, também aparecem com destaque as doenças respiratórias, causas externas de morbidade e mortalidade e doenças do aparelho digestivo. A SES ressalta que os números deste ano ainda são parciais e podem sofrer alterações até o fechamento do período.

Dados da Secretaria de Saúde mostram o impacto das doenças crônicas no perfil de internações e mortes em MS.

Na análise consolidada entre 2020 e 2025, os casos de câncer apresentaram crescimento de 17,90% nas mortes e aumento de 10,19% nas internações entre 2022 e 2025. As doenças respiratórias também tiveram avanço

expressivo na mortalidade, com alta de 29,74% no período analisado. As doenças do aparelho circulatório seguem como principal grupo de causas de morte em Mato Grosso do Sul, com

crescimento de 1,56% na série histórica. Segundo a SES, os dados reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento das doenças crônicas não transmissíveis.

Mato Grosso do Sul amplia critérios para doação de sangue e reduz tempo de espera em alguns casos Novas regras nacionais já estão em vigor e alteram prazos para tatuagens, procedimentos médicos, medicamentos e outras situações  A doação de sangue ganhou novas regras em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil com a atualização dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A mudança altera períodos de impedimento para alguns candidatos e busca ampliar o acesso de novos doadores, mantendo os cuidados

de segurança nos serviços de hemoterapia. Parte das alterações já havia sido adotada pela Rede Hemosul antes da vigência nacional da norma. Entre elas estão a redução do prazo para doadores que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos invasivos, que ago-

ra podem retornar após sete dias quando houver avaliação da segurança do procedimento. Para casos sem essa análise, o prazo permanece em quatro meses. A nova regulamentação também mudou critérios para pessoas que passaram por alguns tratamentos de saúde. Pacientes que tiveram câncer podem voltar a doar cinco anos após o fim do tratamento, desde que estejam em remissão, enquanto casos de melanoma e cânceres do sistema hematopoiético continuam com impedimento definitivo. Também houve ajus-

tes para uso de medicamentos, transfusões e exposição a áreas de risco para doenças como malária. Além das novas regras, permanecem os critérios básicos para a doação, como pesar pelo menos 50 quilos, estar em boas condições de saúde, descansado e apresentar documento oficial com foto. Adolescentes a partir dos 16 anos também podem doar, desde que tenham autorização do responsável. A Rede Hemosul orienta que interessados procurem uma unidade para avaliação antes da coleta.


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Cotidiano 3•B

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Pedro Chaves é eleito novo presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Foto: Divulgação

Escritor e ex-senador comandará instituição no triênio 2026-2029, com posse marcada para o fim de outubro  A Academia Sul-MatoGrossense de Letras (ASL) terá nova direção a partir do fim de outubro. O escritor, educador e ex-senador Pedro Chaves dos Santos Filho foi eleito presidente da instituição para o triênio 2026-2029, durante assembleia realizada nesta quinta-feira (1º), em Campo Grande. O novo presidente, que ocupa a cadeira 19 da Academia, substituirá Henrique Alberto de Medeiros Filho, responsável pela condução da entidade nos últimos nove anos. A posse da diretoria eleita está prevista para 30 de outubro, no auditório da ASL. Além de Pedro Chaves, a

nova gestão será formada por Marisa Serrano, como vice-presidente; Lucilene Machado, como secretária-geral; Sérgio Manoel da Cruz, como secretário; Samuel Medeiros, como primeiro tesoureiro; e Américo Calheiros, como segundo tesoureiro. A escolha contou com a participação dos acadêmicos em votação presencial. Criada em 1971, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras tem como missão preservar e incentivar a literatura e a cultura do Estado. A instituição mantém biblioteca e promove atividades voltadas à produção literária e ao desenvolvimento cultural sul-matogrossense.

Além de Pedro Chaves, a nova gestão será formada por Marisa Serrano, como vice-presidente; Lucilene Machado, como secretária-geral; Sérgio Manoel da Cruz, como secretário; Samuel Medeiros, como primeiro tesoureiro; e Américo Calheiros, como segundo tesoureiro.

Chuva forte e OAB/MS reúne lideranças para discutir tempestades devem prerrogativas, eleições e inovação marcar início de outubro em MS Previsão indica instabilidade em todas as regiões do Estado, com possibilidade de ventos acima de 80 km/h e granizo isolado Foto: Divulgação/Cemtec

 A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), promoveu uma reunião institucional nesta quarta-feira (30) para alinhar ações e discutir temas de interesse da advocacia. O encontro reuniu a presidente em exercício da entidade, Marta do Carmo Taques, conselheiros federais e representantes de comissões da instituição. Durante a reunião, foram debatidas pautas relacionadas às prerrogativas dos advogados, às eleições gerais e à atuação da OAB/MS em diferentes áreas. Também participaram os conselheiros federais Alexandre Ávalo Santana e Fabíola Maquetti Sanches Rahim, além

Áreas de instabilidade devem provocar aumento da nebulosidade e chuvas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

 Mato Grosso do Sul deve enfrentar um período de maior instabilidade neste domingo (4) e segunda-feira (5), com previsão de chuvas mais intensas em várias regiões do Estado. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a combinação entre uma área de baixa pressão, um cavado meteorológico e a entrada de ar quente e úmido favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades. Em alguns pontos, os volumes de chuva podem ultrapassar 50 milímetros em 24 horas. O alerta também inclui possibilidade de raios, rajadas de vento fortes e eventual queda de granizo. Os ventos devem variar entre 50 km/h e 70 km/h, com chance de rajadas superiores a 80 km/h em áreas

isoladas. As temperaturas devem permanecer elevadas, principalmente nas regiões Pantaneira e Sudoeste, onde as máximas podem chegar a 34°C. Em Campo Grande, a previsão indica mínima entre 19°C e 21°C e máxima entre 23°C e 25°C durante o período. No Sul, ConeSul, Leste e Grande Dourados, as máximas ficam entre 22°C e 28°C. O Cemtec também prevê acumulados de chuva entre 60 e 250 milímetros entre os dias 1º e 16 de outubro, com os maiores volumes concentrados principalmente na região centro-sul do Estado. O órgão reforça que as previsões de longo prazo podem sofrer alterações e recomenda o acompanhamento das atualizações meteorológicas.

Foto: Gerson Walber

Encontro entre dirigentes estaduais e representantes do Conselho Federal tratou de pautas institucionais e ações para fortalecer a categoria

Representantes da OAB/MS e do Conselho Federal participaram de reunião institucional em Campo Grande.

de representantes das comissões de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA), Direito Eleitoral (CDEL) e do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). Fabíola Maquetti apresentou atualizações sobre a atuação na Comissão Nacional dos Precatórios, enquanto Alexandre Ávalo destacou os traba-

lhos da Comissão Nacional de Inovação, Gestão e Empreendedorismo. Segundo os representantes, a integração entre a Seccional e o Conselho Federal contribui para acompanhar demandas locais e nacionais da advocacia. A reunião também abordou o planejamento para as eleições gerais da OAB/MS e ações de

orientação à categoria. A presidente da CDEL, Andressa Nayara Moulie Rodrigues Basmage Machado, destacou iniciativas voltadas à organização do processo eleitoral, enquanto a presidente da CDA, Silmara Salamaia Gonçalves, apresentou demandas relacionadas ao acompanhamento das prerrogativas profissionais.

MS registra mais de 14 mil cães e gatos em cadastro nacional de proteção animal

Foto: Divulgação

Plataforma do Governo Federal reúne informações sobre identificação, castração e microchipagem de animais domésticos no Estado

 Mato Grosso do Sul já possui 14.250 cães e gatos registrados no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), ferramenta criada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para organizar informações e acompanhar ações de proteção animal em todo o país. Os dados, atualizados até setembro, mostram 9.116 cães e 5.134 gatos cadastrados no Estado. Do total registrado em MS, 860 cães e 583 gatos possuem microchip de identificação, enquanto 2.781 cães e 3.242 gatos aparecem como castrados na plataforma. O sistema também

reúne informações de 11.047 tutores sul-mato-grossenses e permite maior controle sobre ações de manejo populacional, identificação e atendimento dos animais. Em âmbito nacional, o SinPatinhas já reúne 1,8 milhão de animais cadastrados. A plataforma também monitora procedimentos realizados com recursos federais, como castração e microchipagem, garantindo mais transparência no acompanhamento de programas voltados à proteção de cães e gatos. Além do cadastro, o sistema permite a emissão de uma carteirinha digital com QR Code,

Sistema SinPatinhas permite acompanhar dados de animais domésticos e auxiliar no planejamento de políticas públicas.

que pode ser usada na identificação dos animais e facilita a localização dos tutores em casos de perda. A ferramenta também está sendo aprimora-

da com novos recursos de auditoria e acompanhamento de ações públicas, além da criação de um perfil específico para protetores independentes.

TJMS alerta para golpes envolvendo pagamento de precatórios no Estado Tribunal reforça que não solicita depósitos, PIX ou dados pessoais para liberar valores judiciais  Credores de precatórios e advogados devem ficar atentos a tentativas de fraude envolvendo o nome do Tribunal de Justiça de

Mato Grosso do Sul (TJMS). O Departamento de Precatórios da instituição alerta que golpistas têm utilizado informações falsas

para solicitar pagamentos antecipados, transferências bancárias e dados pessoais sob a promessa de liberação de valores. O TJMS reforça que não cobra qualquer taxa, imposto, despesa administrativa ou pagamento prévio para que o credor receba um precatório. A institui-

ção também não solicita transferências via PIX, instalação de aplicativos ou envio de informações financeiras por mensagens ou contatos suspeitos. Segundo o Tribunal, comunicações oficiais relacionadas aos precatórios são feitas exclusivamente por canais institucionais,

sem uso de contas de e-mail gratuitas, como Gmail ou Hotmail. O cadastro e a atualização de dados bancários para recebimento dos valores devem ser realizados apenas pelo portal oficial do TJMS, em ambiente seguro. A orientação é que, diante de qualquer abordagem suspeita,

credores e advogados confirmem as informações diretamente com o Departamento de Precatórios. O TJMS destaca ainda que processos envolvendo valores judiciais tramitam sob sigilo e que informações financeiras não são repassadas a terceiros sem autorização.


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4•B Cotidiano

Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Fotos: Divulgação

Expoleite MS volta ao calendário de eventos de Campo Grande com programação voltada à cadeia leiteira e ao público em geral.

Expoleite MS retorna após 14 anos e reúne negócios, genética e economia criativa Feira será realizada em novembro no Parque Laucídio Coelho e terá festival de leite, queijo, atrações culturais e programação voltada ao setor produtivo  Depois de mais de uma década fora do calendário de eventos da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), a Expoleite MS está de volta a Campo Grande com uma proposta ampliada. A 29ª edição será realizada entre os dias 25 e 29 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, reunindo produtores, empresas, criadores, empreendedores e visitantes em uma programação que une pecuária, negócios, conhecimento e cultura. A retomada da feira é realizada pela Acrissul em parceria com o Núcleo de Criadores de Girolando de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande, com apoio do Gover-

no do Estado e organização da Boin Eventos. Um dos destaques será o 2º Festival de Leite, Queijo e Economia Criativa, que deverá reunir mais de 100 expositores com produtos como queijos, doces, alimentos artesanais e iniciativas de pequenos empreendedores. A programação técnica terá como foco o fortalecimento da cadeia leiteira, com julgamentos das raças Girolando e Gir Leiteiro, retorno do tradicional Torneio Leiteiro e a realização do 11º leilão Top Leite MS, com oferta de genética voltada à produção de leite. O evento também contará com cursos, palestras e atividades sobre manejo, produtividade e formação de produtores.

Além da área rural, a Expoleite terá atrações abertas à comunidade, como feiras de empreendedores, apresentações culturais, campeonato de grafite e ações sociais. A abertura contará com uma cavalgada no dia 25 de novembro, com saída do Horto Florestal e chegada ao Parque Laucídio Coelho. A expectativa da organização é transformar a exposição em um ponto de encontro entre campo, cidade, gastronomia e economia criativa. Serviço Expoleite MS 2026 – 29ª edição Data: 25 a 29 de novembro Local: Parque de Exposições Laucídio Coelho – Campo Grande Realização: Acrissul, Núcleo de Criadores de Girolando de MS e Prefeitura de Campo Grande Apoio: Governo de Mato Grosso do Sul Organização: Boin Eventos

Alessando Coelho, presidente do Núcleo Girolando: O evento também contará com cursos, palestras e atividades sobre manejo, produtividade e formação de produtores.

Expogenética MS 2026 une pecuária, negócios e entretenimento em 11 dias de programação

Foto: Divulgação

Feira espera movimentar mais de R$ 200 milhões e superar público de 140 mil pessoas no Parque Laucídio Coelho  A Expogenética MS 2026 promete transformar o Parque de Exposições Laucídio Coelho em um ponto de encontro entre o agronegócio e o público urbano. A terceira edição da feira será realizada de 29 de outubro a 8 de novembro, em Campo Grande, com uma programação que reúne genética bovina, negócios, rodeio, música e atrações para diferentes públicos. Organizado pela Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore-MS), com apoio da Acrissul, o evento prevê cerca de 25 leilões, julgamentos de animais, shopping de genética, provas equestres, rodada de negócios e ações sociais. A expectativa da organização é movimentar mais de R$ 200 milhões em ne-

Expogenética MS terá leilões, rodeio, shows e atividades voltadas ao agronegócio durante 11 dias em Campo Grande.

gociações envolvendo animais, máquinas, equipamentos, serviços e outros setores ligados à produção rural. Além da programação técnica, a feira terá cinco noites de shows com artistas como Jads & Jadson, Leonardo, Léo & Raphael com Fiduma & Jeca, Japa NK, Mari Fernandez e

CountryBeat. O acesso ao parque e ao setor Arena será gratuito, enquanto setores como VIP, bangalôs, camarotes e arquibancadas terão venda de ingressos pela plataforma Q2 Ingressos. A programação também inclui uma etapa da Professional Bull Riders (PBR), com mon-

tarias em touros entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, além de ações voltadas à inclusão e atividades de lazer. A organização busca superar o público da edição anterior, que reuniu aproximadamente 140 mil visitantes, e aproximar a população da produção agropecuária de Mato Grosso do Sul.

Ferramenta permite registrar promessas de candidatos feitas na internet durante eleições E-Not Provas cria registro com validade jurídica de publicações digitais que podem ser apagadas ou alteradas após a campanha  Promessas feitas por candidatos nas redes sociais poderão ser preservadas como prova durante as eleições. Pela primeira vez em um processo eleitoral, eleitores e advogados podem utilizar o e-Not Provas, ferramenta dos Cartórios de Notas que registra conteúdos digitais

com validade jurídica, permitindo o acompanhamento de compromissos assumidos durante a campanha. A plataforma, que integra o sistema e-Notariado, já registrou 572 páginas digitais em Mato Grosso do Sul desde o início de seu funcionamento. O

serviço permite guardar publicações feitas em redes sociais, sites e outros ambientes virtuais, com informações como data, horário e endereço eletrônico, que são posteriormente validadas por um tabelião de notas. A ferramenta também pode ser usada para preservar declarações, acusações, ataques entre candidatos, conteúdos considerados ofensivos ou publicações que possam gerar questionamentos na Justiça Eleitoral. Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do

Sul (CNB/MS), o recurso aumenta a segurança de provas digitais diante da possibilidade de conteúdos serem modificados ou removidos da internet. Em todo o país, o e-Not Provas já contabiliza mais de 60 mil páginas autenticadas. O serviço funciona de forma online e busca facilitar o acesso da população à preservação de informações digitais, garantindo que registros publicados durante a campanha possam ser consultados futuramente com comprovação de autenticidade.


OUTUBRO ROSA - MÊS DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA (E DO COLO DO ÚTERO)

Edição 2324 • Campo Grande,MS 04 de Outubro de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)

MS Moto Week Bioceânica quer reunir motoclubes brasileiros e da América Latina em Campo Grande

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Comper celebra 54 anos com sorteio de carros e R$ 100 mil em vales-compras FOTO: DIVULGAÇÃO

Campanha segue até 31 de outubro nas 39 lojas da rede e contempla clientes de quatro regiões do país A rede de supermercados Comper comemora 54 anos com uma campanha promocional que vai sortear quatro carros elétricos e 200 vales-compras de R$ 500 entre clientes das 39 lojas da empresa. A ação começou em 25 de setembro e segue até 31 de outubro, com premiações distribuídas entre Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A participação ocorre por meio do Clube Mais, programa de fidelidade da rede. A cada R$ 100 em compras feitas nas lojas físicas, o consumidor que informar o CPF cadastrado recebe automaticamente cupons eletrônicos para participar dos sorteios. A campanha também prevê cupons extras na compra de produtos de marcas parceiras e bonificações para pagamentos realizados com o Vuon Card, cartão de crédito do Grupo Pereira. Os vales-compras serão sorteados semanalmente, enquanto os automóveis terão apurações conforme o cronograma da promoção. Os ganhadores dos carros poderão escolher entre receber o veículo ou o valor correspondente em carteira digital. Fundado em 1972, em Itajaí, Santa Catarina, o Comper acompanhou a expansão do varejo

alimentar no país e ampliou sua atuação ao longo das últimas décadas. A rede também esteve entre as pioneiras na operação de supermercados com atendimento 24 horas. “Completar mais de cinco décadas é um marco muito importante, é resultado de uma história construída ao lado dos nossos clientes, colaboradores e das comunidades onde o Comper está presente. Ao longo desses anos, a marca acompanhou as transformações do varejo e dos hábitos de consumo, mantendo o compromisso de oferecer uma experiência que combine qualidade, variedade e conveniência, com preço baixo. A escolha dos carros elétricos é por acreditar que combinam muito com o modelo de loja do Comper, modernos, com muita qualidade e ainda economia”, afirma Gustavo Custódio, diretor de marketing do Grupo Pereira. O Comper integra o Grupo Pereira, fundado em 1962 e que completa 64 anos em 2026. Atualmente, o grupo emprega cerca de 26 mil pessoas e mantém operações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Ao todo, são 194 unidades de negócio, entre supermercados

Campanha de 54 anos do Comper sorteia quatro carros elétricos e 200 vales-compras de R$ 500 até 31 de outubro

Comper, lojas Fort Atacadista, restaurantes Trudy’s, operação atacadista, farmácias, agências de viagens, postos de combustíveis e serviços financeiros. A companhia também mantém atividades nas áreas de logística e distribuição. Neste ano, o Grupo Pereira entrou no Top 10 do Prêmio de

Inclusão Socioeconômica, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, tornou-se signatário do Pacto Global da ONU e foi a primeira varejista brasileira a receber o selo internacional CAFE, voltado à valorização e inclusão de profissionais com mais de 50 anos.


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2 CADERNO LIGHT

Campo Grande, 04 de Outubro de 2026

EVENTO

MS Moto Week Bioceânica quer reunir motoclubes brasileiros e da América Latina em Campo Grande FOTO: GLEISON NASCIMENTO

Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .

Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com

SÉRIE

Cães, Pangarés e Gary Oldman A face deprimente do serviço secreto inglês

FOTO: REPRODUÇÃO

A intenção é reunir motociclistas, empresários, profissionais do setor, poder público e comunidade para discutir temas como condições de estrada, hospedagem, gastronomia, cultura e roteiros turísticos. Gary Oldman dá aula de interpretação com o nojento, desprezível e relaxado Jackson Lamb, o líder dos Pangarés da Slough House que esconde por baixo dessas péssimas qualidades, muita perspicácia e intuição de agente secreto.

Se James Bond trabalha numa MI6 de carros sofisticados, ternos impecáveis e martínis, Jackson Lamb trabalha no porão emocional do serviço secreto britânico. Em “Slow Horses”, o MI5 manda seus agentes problemáticos para Slough House, uma espécie de depósito de funcionários que cometeram erros de carreira. É ali que Gary Oldman reina, entre insultos e uma competência que aparece quando ninguém espera. Mas afinal, de onde vêm os “cães” e os “pangarés” do título? Em Slow Horses, os Cães são a unidade de segurança interna e operações táticas do MI5. Funcionam, grosso modo, como uma espécie de polícia interna da agência: investigam funcionários do próprio MI5, fazem prisões, operações táticas e cuidam da segurança dentro da sede de Regent's Park. Eles são diferentes dos Pangarés (Slow Horses), que são os agentes considerados problemáticos ou que cometeram erros e, por isso, foram relegados para Slough House. A própria Apple descreve a equipe como agentes que foram parar nesse departamento por causa de erros que prejudicaram suas carreiras. A série chegou à sexta temporada mantendo a mistura de espionagem, humor ácido e uma visão pouco glamourosa da burocracia britânica. A nova temporada estreou em 16 de setembro e terá seis episódios semanais. Até aqui, antigos integrantes de Slough House estão sendo assassinados, enquanto Diana Taverner se envolve em um jogo de retaliação e vingança. A temporada adapta “Joe Country” e “Slough House”, de Mick Herron. Para quem perdeu alguma curva do caminho, vale lembrar de onde tudo veio. Na primeira temporada, River Cartwright é enviado para Slough House depois de um erro de carreira. O grupo acaba envolvido em um sequestro e descobre que, na espionagem, nem sempre os vilões estão do outro lado. A segunda temporada leva os pangarés a uma conspiração ligada à Guerra Fria. Na terceira, uma conspi-

ração dentro do próprio MI5 coloca a equipe contra seus superiores. A quarta aproxima vida pessoal e espionagem, principalmente para River. Já a quinta, exibida em 2025, começou com um massacre em Londres e terminou com os pangarés tentando impedir uma operação de grande escala. No desfecho, Diana Taverner alcança o posto que perseguia: First Desk. É justamente daí que a sexta temporada parte. Taverner agora ocupa uma posição ainda mais poderosa, mas seus movimentos colocam os antigos integrantes de Slough House em uma situação de risco extremo. O retorno de personagens conhecidos mexe com o passado da equipe. Olivia Cooke volta como Sid Baker, personagem cuja trajetória parecia encerrada desde a primeira temporada, enquanto Hugo Weaving retorna como Frank Harkness. Há ainda a chegada de Lenny Rush ao elenco. “Slow Horses” funciona porque nunca tentou transformar seus personagens em super-heróis. Eles erram, reclamam, bebem, discutem e fazem escolhas questionáveis. Lamb parece provar que um grande espião também pode ser o sujeito mais desagradável da sala. E Gary Oldman entende isso perfeitamente. A expectativa é descobrir até onde essa caça aos antigos pangarés vai chegar e qual será o preço para Taverner. O terceiro episódio foi ao ar em 30 de setembro, e a história entra na reta final, com novos assassinatos, velhos inimigos e a equipe tentando sobreviver mais uma vez. No fim, talvez seja essa a graça de “Slow Horses”: enquanto outras séries de espionagem vendem a fantasia de um serviço secreto eficiente, ela prefere mostrar a repartição pública por trás do mito. E, quando essa repartição tem Gary Oldman reclamando de tudo, fica difícil não voltar para assistir.

FICHA TÉCNICA "SLOW HORSES" TEMPORADA: 6ª com 6 episódios CRIAÇÃO: Will Smith baseado nos livros de Mick Herron STREAMING: Apple TV GÊNERO: Espionagem, drama, suspense e humor negro ELENCO PRINCIPAL: Gary Oldman, Jack Lowden, Kristin Scott Thomas, Saskia Reeves, Christopher Chung, Rosalind Eleazar, Aimee-Ffion Edwards e Jonathan Pryce

Projeto será lançado em 30 de outubro, na Feira Central, e pretende reunir motoclubes do Brasil e da América Latina em Campo Grande

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ampo G rande será ponto de partida de um projeto que pretende aproximar motociclistas, turismo e a Rota Bioceânica. O MS Moto Week Bioceânica será lançado oficialmente no dia 30 de outubro, às 19h, na Feira Central, com a proposta de reunir motoclubes de Mato Grosso do Sul, de outros estados brasileiros e de países da América Latina em torno de experiências ligadas a viagens, cultura, gastronomia e lazer. A iniciativa busca aproveitar a posição estratégica de Mato Grosso do Sul no corredor bioceânico para estimular novas possibilidades

de turismo sobre duas rodas. A intenção é reunir motociclistas, empresários, profissionais do setor, poder público e comunidade para discutir temas como condições de estrada, hospedagem, gastronomia, cultura e roteiros turísticos. Segundo a presidente da AFECETUR, Alvira Appel, o projeto pretende ampliar a presença de Campo Grande no circuito de grandes encontros motociclísticos. “Queremos apresentar um projeto que coloque Campo Grande no mapa dos grandes eventos motociclísticos da América Latina. O MS Moto Week Bioceânica nasce com essa vocação: reunir

pessoas, criar conexões e, principalmente, ouvir quem vive a estrada para construirmos juntos novas possibilidades para o turismo de Mato Grosso do Sul”, afirma. O lançamento contará com a presença de motoclubes, profissionais da imprensa e convidados ligados ao segmento. Além da apresentação da proposta e das ações previstas, o encontro terá espaço para troca de experiências, oficinas e discussão de sugestões apresentadas pelos participantes. Um dos diferenciais do projeto é justamente colocar quem viaja de motocicleta no centro do debate. A proposta é usar a experiência de quem percorre diferentes destinos para identificar oportunidades e contribuir para a criação de roteiros, serviços e atividades voltados ao turismo em Campo Grande e em outras cidades de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa também busca aproximar o setor turístico das possibilidades abertas pela Rota Bioceânica, considerada um dos eixos de integração entre diferentes destinos da América do Sul. O projeto surge ainda no período em que Mato Grosso do Sul se prepara para completar 50 anos. A primeira edição do MS Moto Week Bioceânica está prevista para ocorrer de 29 de outubro a 1º de novembro de 2026, também na Feira Central de Campo Grande. Motoclubes interessados poderão participar por meio do site oficial do evento. A expectativa dos organizadores é transformar a programação em um espaço permanente de conexão entre motociclistas e o setor turístico, ampliando o diálogo sobre novas rotas, experiências e oportunidades relacionadas à circulação de viajantes por Mato Grosso do Sul.

TEATRO

Instituto Moinho Cultural leva ancestralidade e memória ao palco em espetáculo de fim de ano ‘Carta para os Meus Quintais’ será apresentada em 12 e 13 de dezembro e reúne dança, música e temas ligados à memória familiar, cura e violência O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano encerra a programação de 2026 com o espetáculo “Carta para os Meus Quintais”, marcado para os dias 12 e 13 de dezembro. A montagem reúne dança, música e interpretação em uma narrativa sobre ancestralidade, infância, memória familiar, saberes tradicionais, autoconhecimento e também temas sensíveis, como a violência contra mulheres, crianças e adolescentes. O local das apresentações ainda não foi divulgado. O espetáculo foi estruturado em três eixos. O chamado quintal terra aborda plantas e saberes tradicionais; o quintal afeto trata da infância, das famílias e das memórias; e o quintal alma se volta ao autoconhecimento, à cura e ao futuro. Segundo o instituto, as cenas também trazem referências a brincadeiras tradicionais, ao uso de ervas e às relações construídas entre gerações.

FOTO: PEDRO CLEVE

Apresentação do Moinho in Concert em edição anterior; a montagem de 2026 vai ao palco em 12 e 13 de dezembro. Imagem de arquivo.

“É uma carta para os quintais que habitamos, para aqueles que perdemos e, principalmente, para os que ainda desejamos cultivar. Porque o futuro começa quando reconhecemos nossas raízes e compreendemos que a verdadeira cura nasce do encontro entre memória, comunidade e esperança”, afirma a diretora artística do Moinho Cultural, Márcia Rolon. A produção reúne 15 profissionais na parte artística. Na dança, a concepção coreográfica é assinada por Nathalia Pettengill, Arce Correia e Wellington Julio, que também atua na criação, montagem das coreografias e preparação dos participantes. Os professores Augustin Salcedo, Aline Espírito Santo, Nayara Conceição, Izabelle Paiva e Núbia Santos também assinam trabalhos com suas turmas. Na música,

participam José Antônio, Marco Antônio, Daniel Castilho, Raphael Conceição, Antônio Velasquez, Maykon Viana e Kaiza, responsável pela regência. O Moinho Cultural atua há 21 anos em Corumbá e atende gratuitamente crianças, adolescentes e jovens de Corumbá, Ladário e das cidades bolivianas de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, sempre no contraturno escolar. De acordo com os números divulgados pela própria instituição, mais de 25 mil crianças e adolescentes já foram atendidos diretamente, além de 80 mil pessoas alcançadas de forma indireta e 58.919 atendimentos assistenciais. Em 2024, o instituto foi reconhecido como a melhor ONG de cultura do Brasil e a melhor ONG de Mato Grosso do Sul no Prêmio Melhores

ONGs. O Moinho conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O encerramento de 2026 também ocorre em um ano marcado por conquistas de integrantes ligados ao projeto. Em julho, o bailarino Marcos Souza, formado no Moinho, foi aprovado em sua primeira audição para a Curitiba Cia. de Dança. Em abril, a Orquestra de Câmara do Pantanal, mantida pelo instituto, participou pela primeira vez de um festival internacional de música barroca na Bolívia. “O Moinho in Concert é o momento em que colocamos no palco tudo o que construímos durante o ano com os participantes”, resume Márcia Rolon. As apresentações estão confirmadas para 12 e 13 de dezembro, mas, até o momento, o local ainda não foi informado.


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CADERNO LIGHT

Campo Grande, 04 de Outubro de 2026

PALESTRA

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EXPOSIÇÃO

Izabella Camargo fala sobre burnout no SebraeJor, que premia jornalistas de MS FOTOS: DIVULGAÇÃO

Do trem à inteligência artificial, Sesi abre exposição gratuita na Capital FOTO: DIVULGAÇÃO

REPRODUÇÃO

A jornalista Izabella Camargo faz a palestra principal do SebraeJor 2026, na terça-feira (13), em Campo Grande.

Evento gratuito em Campo Grande terá palestra sobre produtividade sustentável e anúncio dos vencedores do Prêmio Sebrae de Jornalismo em MS A relação entre produtividade, saúde mental e a rotina de quem trabalha sob pressão estará no centro do SebraeJor 2026, marcado para terça-feira (13), às 18h30, na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande. A principal palestra da noite será conduzida pela jornalista Izabella Camargo, que vai falar sobre burnout e formas de conciliar desempenho profissional com cuidado à saúde. O encontro também será palco da divulgação dos vencedores da etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo, que recebeu 136 trabalhos de Mato Grosso do Sul. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia pela loja virtual do Sebrae/MS, e o evento é voltado a jornalistas, profissionais de comunicação e assessorias de instituições parceiras. Na palestra “Produtividade sustentável: como preservar sua saúde mental diante dos desafios”, Izabella vai abordar a própria trajetória profissional. Depois de anos em grandes emissoras de televisão, ela recebeu diagnóstico de burnout, deixou a TV, abriu o próprio negócio e passou a se dedicar a conteúdos e palestras sobre saúde mental e produtividade. Seg undo o Sebrae/ MS, Izabella é autora do livro “Dá um tempo!”, possui o selo LinkedIn Top Voice e foi apontada pelo Prêmio iBest como a maior influenciadora e palestrante de recursos humanos

do país em 2023, 2024 e 2025. A escolha do tema dialoga diretamente com a rotina do jornalismo, marcada por plantões, prazos curtos e cobrança por agilidade. Nesta edição, o SebraeJor tem como tema “Além da notícia: jornalismo, propósito e novos horizontes” e é realizado pelo Sebrae/MS, com apoio da Abrasel-MS. Na mesma noite, serão conhecidos os vencedores do Prêmio Sebrae de Jornalismo. A etapa estadual premia os três primeiros colocados nas categorias Texto, Áudio, Vídeo e Fotojornalismo, além do primeiro lugar em Jornalismo Universitário. Ao todo, 13 trabalhos serão premiados entre os 136 inscritos. Os vencedores de cada categoria podem receber até R$ 12 mil, e a premiação estadual soma R$ 95 mil. Quem conquista o primeiro lugar em Mato Grosso do Sul segue para as etapas regional e nacional. O jornal A Crítica também está entre os finalistas. A reportagem em áudio “Nas águas de MS, a pesca abre caminho para novas correntezas”, do jornalista Carlos Guilherme, disputa a categoria Áudio. O anúncio dos vencedores estava previsto inicialmente para 11 de setembro e foi remarcado para 13 de outubro. O SebraeJor será realizado no auditório do Sebrae/MS, na Avenida Mato Grosso, 1.661, em Campo Grande.

ARTE

Corumbá em Tela 2026 premia estudantes e artistas com obras sobre cultura e Pantanal

Concurso destacou trabalhos inspirados no patrimônio histórico, cultural e natural de Corumbá, com votação popular presencial e digital

Estudantes da Rede Municipal de Ensino e artistas de Corumbá foram premiados na edição 2026 do Corumbá em Tela, concurso que neste ano teve como tema “Patrimônio Cultural e Natureza”. As obras vencedoras buscaram retratar elementos da história, da cultura e das paisagens do município e do Pantanal. Na categoria Patrimônio Material, o primeiro lugar ficou com Carlos Filho Ferreira de Oliveira, da Escola Municipal Pedro Paulo de Medeiros, autor de “Horizonte Pantaneiro”. Valentina Bastos Rosas, da Escola Municipal Almirante Tamandaré, ficou em segundo lugar com a obra “Patrimônio, beleza e fé. Corumbá e seus encantos”. Já na categoria Patrimônio Imaterial, Flavio Augusto Pereira Tacro, também da Escola Municipal Almirante Tamandaré, venceu com “Entre o rio e a história, está a nossa Corumbá!”. A segunda colocação foi de Elena Eduarda Gonçalves Souza, da Escola Municipal Pedro Paulo de Medeiros, com “São João em

Cores e Tradições”. A edição também premiou artistas visuais profissionais e amadores residentes em Corumbá no concurso “Cores e Formas do Pantanal – Corumbá em Tela 2026”. Adelino Antônio da Silva Junior conquistou o primeiro lugar com “Corumbá, fronteira que une povos, rios e cultura”. Juliano Rosa Cordeiro ficou em segundo lugar com “Repouso da Rainha”, enquanto Ademar Apaza Ramos terminou na terceira colocação com a obra “Orquídea do Pantanal”. A escolha contou com participação popular, realizada tanto pela internet quanto presencialmente no Museu de História do Pantanal (MUHPAN). Cada participante teve direito a um voto. Ao reunir produções de estudantes e artistas locais, o Corumbá em Tela 2026 colocou em evidência diferentes olhares sobre o patrimônio da cidade e sobre o Pantanal, aproximando referências históricas, manifestações culturais e elementos da paisagem regional.

Exposição "Sesi 80 anos: Indústria em Movimento – Do trilho ao bit" celebra trajetória de oito décadas no país.

Mostra celebra os 80 anos da instituição com percurso que passa pela ferrovia, inovação, sustentabilidade e Rota Bioceânica A história da indústria em Mato Grosso do Sul será apresentada a partir de um dos marcos do crescimento de Campo Grande: a chegada da ferrovia. A exposição gratuita “Sesi 80 anos: Indústria em Movimento, Do trilho ao bit” será aberta na quarta-feira (7), às 18h30, no Edifício Casa da Indústria, e ficará em cartaz até 17 de outubro. O percurso foi dividido em quatro estações e começa pela

chegada da Maria Fumaça à Capital, reconstruída com projeções, sons e fotografias históricas animadas por inteligência artificial. A partir desse ponto, a mostra apresenta transformações ocorridas desde 1946, ano de criação do Sesi, e relaciona o desenvolvimento industrial à atuação da instituição em áreas como educação, saúde, cultura, esporte e qualidade de vida. Nas demais estações, o público encontra conteúdos sobre

educação, inovação, sustentabilidade, bioenergia e Rota Bioceânica. O corredor rodoviário, que deve conectar Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, aparece como um dos temas ligados às novas perspectivas de integração e desenvolvimento regional. A experiência também inclui vídeos, mapas interativos, trilhas sonoras e depoimentos de trabalhadores, empresários e educadores. Segundo o Sesi, a proposta é mostrar que as mudanças na indústria passam, antes de tudo, pelas pessoas que participam desse processo. A exposição terá entrada gratuita e poderá ser visitada,

em dias úteis, das 8h às 18h. Aos fins de semana e feriados, o horário será das 10h às 18h. A programação especial vale também para o dia 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida. O Edifício Casa da Indústria, sede do Sistema Fiems, fica na Avenida Afonso Pena, 1.206, no bairro Amambaí, em Campo Grande. A mostra segue aberta até o sábado, dia 17. Além da exposição, o Sesi mantém neste mês outra programação voltada à cultura. As inscrições para o Festival Sesi Som & Verso, dedicado à música e à poesia entre trabalhadores da indústria, seguem abertas até 23 de outubro.

TURISMO

Novo Comtur reúne 16 entidades e define prioridades para o turismo de Campo Grande FOTO: DIVULGAÇÃO/PREF CG

Conselho inicia mandato 2026/2028 com representantes do poder público e da sociedade civil e foco em negócios, qualificação e integração do setor Campo Grande iniciou um novo ciclo de planejamento para o turismo com a posse dos integrantes do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) para o biênio 2026/2028. O colegiado reúne 16 entidades, divididas igualmente entre poder público e sociedade civil, e terá entre as prioridades o fortalecimento da atividade turística, a geração de negócios, a qualificação profissional e a aproximação entre os diferentes setores envolvidos na cadeia. A posse ocorreu no dia 18 de setembro e também definiu a nova diretoria. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio MS), Juliano Wertheimer, foi eleito presidente do Conselho. A nova composição foi estabelecida pela Lei nº 7.493, de 30 de setembro de 2025, e oficializada por decreto publicado no Diário Oficial de Campo Grande. O Comtur reúne representantes de áreas como hotelaria, alimentação, agências de viagens, eventos, comércio, empreendedorismo, meio rural, cultura, educação e ges-

Novo Comtur reúne 16 entidades para discutir estratégias de fortalecimento do turismo em Campo Grande

tão pública. Entre os órgãos governamentais estão Semades, Fundac, Semed, Planurb, Fundtur, UEMS, UFMS e Câmara Municipal. A sociedade civil é representada por Abav-MS, Abrasel-MS, Convention & Visitors Bureau de Campo Grande, ExpoCriar-MS, Fecomércio MS, Sebrae/MS, Sindha/MS e Sindicato Rural de Campo Grande. Ao assumir a presidência, Juliano Wertheimer afirmou que pretende dar caráter mais prático às discussões do colegiado, com atenção ao desenvolvimento econômico. “Nosso principal desafio é ter uma condução prática, com foco no desenvolvimento econômico, trazendo pautas que desenvolvam a atividade de turismo em Campo Grande e que consigam gerar tanto novos negócios como o incremento dos negócios já existentes, novos postos de trabalho e a prosperidade

do nosso município e do nosso Estado.” A qualificação profissional também deve ganhar espaço no novo mandato. Representante da UEMS no Conselho, Waldir Leonel destacou que a universidade pode contribuir com demandas relacionadas à formação e à capacitação. “Enquanto conselheiro, nós podemos trazer diferentes demandas em relação ao ensino e formação profissional de acadêmicos. Então, a questão da formação, da capacitação e da qualificação, a universidade é um bom foco para poder trabalhar em cima desses elementos.” Outro ponto defendido pela nova composição é a aproximação entre o trade turístico e o poder público. Para a superintendente de Desenvolvimento Econômico da Semades, Rafaela Capellari, essa integração pode fortalecer as ações voltadas à promoção

da Capital. “Nós gostaríamos muito que esse trade se envolvesse ainda mais com o poder público, fortalecendo as ações e, assim, promovendo Campo Grande como a Capital das oportunidades.” O secretário-executivo do Comtur e gerente de Turismo da Semades, Wantuyr Tartari, reforçou o papel do Conselho como espaço de articulação. “Espero contribuir para o fortalecimento da governança do turismo de Campo Grande, aproximando ainda mais o poder público de todas as entidades do setor da iniciativa privada.” Com a nova composição, o Comtur inicia o mandato 2026/2028 com a proposta de integrar os diferentes segmentos da atividade turística e transformar as discussões do colegiado em ações voltadas ao desenvolvimento econômico de Campo Grande.


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CADERNO LIGHT

Campo Grande, 04 de Outubro de 2026

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Volvo traz o XC40 híbrido de volta ao Brasil em 2027

A Volvo vai recuar da estratégia de ser só elétrica e trará de volta ao Brasil o XC40 com motorização que não é 100% elétrica, segundo apuração do colunista Jorge Moraes, da CNN Brasil. Previsto para o primeiro semestre de 2027, o SUV renovado chega com sistema híbrido leve de 48 volts e ocupa o espaço entre os elétricos da marca e os híbridos plug-in maiores.

Cinco carros que devem chegar ao Brasil ainda no ano de 2026

FOTOS: REPRODUÇÃO

Fiat Argo X, BYD Mako e Renault Niagara estão entre as novidades previstas para movimentar os últimos meses do ano

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reta final de 2026 ainda reserva novidades importantes para o mercado brasileiro de automóveis. Depois da chegada de modelos como Jaecoo 5 e BYD Atto 2 DM-i Flex, as atenções agora se voltam para novos compactos, SUVs e picapes que estão em fase de testes, produção ou preparação para chegar às concessionárias. Entre os principais nomes estão Fiat Argo X, BYD Mako, Renault Niagara, Chevrolet Captiva PHEV e GWM Haval H7.

Fiat Argo X

A Fiat está finalizando os testes do Argo X, que será produzido em Betim, Minas Gerais. O modelo já ultrapassou 1 milhão de quilômetros de validação e deriva do Grande Panda europeu. O novo carro terá proposta mais robusta que a do Argo atual, que continuará sendo vendido. A estreia está prevista para os últimos meses de 2026.

BYD Mako

A BYD prepara sua entrada em uma nova faixa do mercado de picapes com a Mako. Desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro, a picape terá construção monobloco, motorização

GWM HAVAL H7 ainda em 2026. O modelo combinará motor a combustão e propulsão elétrica com possibilidade de recarga externa.

GWM Haval H7

A GWM completa a lista com o Haval H7, SUV híbrido plug-in que ficará posicionado acima do conhecido Haval H6. A própria fabricante confirma o lançamento brasileiro ainda em 2026. O modelo deverá ampliar a atuação da marca entre SUVs de maior porte e proposta mais sofisticada.

BYD MAKO híbrida flex e produção em Camaçari, na Bahia. A expectativa é de lançamento entre outubro e novembro, colocando o modelo diretamente na disputa com Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick.

Renault Niagara

Outra picape que promete aumentar a concorrência é a Renault Niagara. O modelo tem estreia prevista para novembro e chega para disputar o segmento intermediário, hoje liderado pela Fiat Toro.

FIAT ARGO X

A Niagara utilizará motor 1.3 turbo flex nas versões iniciais. A eletrificação deverá ser incorporada posteriormente à linha, e não já no lançamento deste ano.

Chevrolet Captiva PHEV

A Chevrolet também prepara a produção brasileira do Captiva híbrido plug-in. O SUV será montado na Planta Automotiva do Ceará e será o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet produzido no país. A marca confirmou que a fabricação começa

RENAULT NIAGARA Mercado termina o ano com disputa maior

A lista também mostra como 2026 termina diferente de como começou. Marcas chinesas avançaram, fabricantes tradicionais aceleraram projetos nacionais e a eletrificação passou a aparecer em segmentos cada vez mais disputados. O Jaecoo 5 é um exemplo dessa velocidade. Previsto anteriormente como uma novidade para o fim do ano, o híbrido antecipou essa condição e já chegou às lojas em outubro. Em Campo Grande, o modelo foi apresentado no dia 1º e já está disponível aos consumidores.

CHEVROLET CAPTIVA PHEV


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