EDIÇÃO Nº 2323 • R$ 1,50
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CAMPO GRANDE-MS, 27 de setembro de 2026
DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA
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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Divulgação
RESUMO
Comemoração
Parabéns, deputada estadual Mara Caseiro, pelo seu aniversário nesta segunda-feira (28)! Que essa nova fase seja marcada por saúde, realizações, boas conquistas e muitos momentos felizes. Felicidades!
Aniversário da Associação Okinawa de Campo Grande
O encontro hoje começa às 17h, na Rua dos Barbosas, 110, no Amambai, e será realizado no sistema mochiyori, em que cada participante leva um prato doce ou salgado. A entrada é gratuita.
Plataformas de apostas online cresceram no Brasil e passaram a ser alvo de medidas de restrição pelo governo federal
12º Encontro Voz e Arte
O 12º Encontro Voz e Arte acontece a partir das 18h, no Teatro Allan Kardec, na Avenida América, 653. A programação reúne apresentações de voz, violão e coral e integra atividades voltadas à comunidade da Vila Planalto. A entrada é gratuita.
Fim das bets debate impacto no bolso e na saúde dos sul-mato-grossenses Apostas online ganharam espaço entre consumidores de MS e agora governo federal impõe restrição após alertas sobre endividamento e dependência A discussão sobre o fim das bets ganhou um novo capítulo em Mato Grosso do Sul diante do avanço do número de apostadores e dos sinais de impacto na saúde mental e no or-
çamento das famílias. Dados do Ministério da Saúde mostram que 304 moradores do Estado já procuraram o atendimento virtual do SUS voltado a pessoas com problemas relaciona-
dos a jogos de azar, enquanto levantamento do Ministério da Fazenda estima que cerca de 32,5 mil pessoas em Campo Grande estão envolvidas com apostas online. O serviço de teleatendimento foi criado pelo Ministério da Saúde em março deste ano, em parceria com o Hospital Sírio -Libanês, para ampliar o acesso ao cuidado psicológico. Em todo o país, 27,7 mil pessoas já
se cadastraram na plataforma. O atendimento busca identificar sinais de dependência e oferecer acompanhamento especializado, com possibilidade de encaminhamento para a rede presencial de saúde mental. Estudos sobre o comportamento dos apostadores apontam que parte dos consumidores utiliza as plataformas com a expec-
tativa de complementar renda, mas especialistas alertam que o hábito pode provocar perda de controle financeiro, ansiedade e agravamento de problemas emocionais. A preocupação fez o tema entrar no debate de saúde pública, especialmente pelo crescimento de casos relacionados ao uso excessivo de jogos e apostas digitais.
Fort Atacadista inaugura 12ª unidade em MS nesta semana VEJA Na página 7•A
Presidente do Táxi da Capital TJMS é finalista ganha novas categorias em prêmio com veículos nacional de executivos inovação Veja na página 3•B 11/09/2026, 15:08
MS entra em alerta de calor extremo com temperaturas acima da média
Veja na página 1•B ANUNCIO_ACRITICA_REINALDO 14,5 X 13.jpeg
Veja na página 3•B
Eleitores com deficiência podem pedir transporte gratuito Veja na página 5•A 11/09/2026, 15:09
CNPJ contratante: 68.455.820/0001-01 - CNPJ contratado: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5 mil exemplares - Valor da inserção: R$ 2.333,33
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www.acritica.net A CRÍTICA
2•A Opinião
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Segundo turno: o voto útil, com o fígado 2º TURNO: Originário da França desde 1832, só chegou aqui em 1988. Se no 1ºturno o eleitor vota com o coração, por afinidade ideológica inclusive, no 2º turno é a vez do voto útil, com o fígado. Se o candidato não for bem no 1º turno, nem por isso deve deixar de receber o voto no 2º turno daqueles eleitores que apoiam suas ideias. QUESTÕES: Para alguns filósofos, o objetivo da democracia não é apenas escolher os melhores governantes, mas sim permitir que nos livremos dos piores. É inegável a validade desta tese em prol da democracia – porque pacificamente, ela consente livrarmo-nos daqueles elementos inconvenientes que tanto incomodam. RESUMINDO: Independentemente de cor partidária, existe aquele eleitor convicto e radical que não esconde - se preciso for – ‘votará num cachorro’ do que em determinado candidato. Mas com a adoção de 2 turnos, ele tem espaço e chance para exercer o direito a uma nova opção de voto. Então totalizaria duas oportunidades de escolha. DILEMA: Para a oposição, esse pleito é tudo ou nada. Não por acaso seus partidários estão com sangue nos olhos. Quanto ao PT- se perder - terá dois desafios: reaprender a fazer oposição (que fazia tão bem), e tentar continuar respirando sem o comando de Lula, que pela sua idade não teria o folego à altura da missão de líder. Portanto... DANTE FILHO: “Até hoje não entendi direito os motivos pelos quais Fábio Trad decidiu ser candidato a governador pelo PT. Qualquer amador em assuntos políticos perceberia que se tratava de uma esparrela. O homem é sua circunstância. Fábio sempre foi um democrata. A vida toda esteve no espectro da direita da nossa política. (...)” AMEM JESÚS! A religiosidade é fator de influência crescente nas eleições. Exemplo visível ocorreu no último pleito na capital, onde duas candidatas evangélicas disputaram o poder. Hoje, vários postulantes à Assembleia Legislativa principalmente, tem nas igrejas, de orientações diferentes, nichos generosos de eleitores fieis. VEJA: Apesar dos poucos segundos no horário eleitoral, muitos candidatos fazem questão de se identificar como cristãos. Em alguns casos, talvez isso seja mais rentável nas urnas, do que aqueles bordões conhecidos de promessas. Essa conexão entre a religião e o poder começou lá atrás e não é exclusividade nossa. E vai longe... ZUENIR VENTURA: “A inveja não é você querer o que o outro tem (isso é cobiça), mas querer que ele não tenha; é essa a grande tragédia do invejoso. A inveja no seu estado mais puro é sempre destrutiva. Se for boa, deixa de ser inveja e passa a ser outra coisa.” (Da obra ‘Inveja, o mal secreto’, do autor falecido aos 95 anos nesta semana). APARÊNCIAS: O STF não basta ser imparcial; precisa parecer. Sua situação remete-nos ao escândalo envolvendo Pompeia, esposa de Júlio Cesar com Clodius, levantando a suspeita do imperador sobre a conduta dela, motivando o divórcio. Para Cesar, não bastava Pompeia ser fiel. Precisava parecer que não praticara o adultério. À justiça, como à mulher de Cesar, não basta ser honesta, precisa parecer honesta. OPINIÃO: “ Mas, ao contrário do que pensam certos setores da esquerda, a não decisão do Supremo sobre um caso tão grave pode favorecer o candidato da oposição. O destaque de Flavio Dino, o ministro mais identificado com Lula, na blindagem de Alexandre de Moraes, será mais negativo para o presidente candidato do que se o STF tivesse decidido pela abertura da investigação. ” (Editorial da ‘Revista Será?) VORCARO: Fisicamente lembra o ator Leonar DiCaprio e emita o aquele golpista interpretado pelo ator em “O Lobo de Wall Street”. Vorcaro envolveu altas figuras dos 3 poderes sem distinção de cor partidária e prendeu os seus rabos. Daniel é refinado, voa alto, não é do tipo PC Farias que reinou na ‘República das Alagoas’ do Collor. Pode levar o ‘Globo de Ouro’. Quem sabe até o ‘Oscar’. EM ALTA: O ex-governador Reinaldo enaltece suas experiências na vida pública . Acha que essa bagagem será útil no Senado. A propósito, ele cita como bom exemplo de gestor o prefeito Marçal Filho, de Dourados, que por vários mandatos em Brasília, transitou pelos caminhos do poder em busca de recursos. Isso hoje conta como ponto positivo na sua administração. ‘MAGICOS’: “Os políticos precisam roubar menos. ” A frase recente da ex-ministra Simone Tebet repercutiu na mídia nacional. Mas para concluir se ela tem ou não razão, basta aferir e comparar a espetacular evolução patrimonial de muitos políticos, inclusive de vários do ‘ nosso fértil quintal’. Essa gastança na campanha não é por acaso. AVALIAÇÃO: Claro, até as eleições tudo pode ocorrer – inclusive nada. Mas pelas pesquisas, até aqui, a desistência do senador Nelsinho não resultou no benefício ‘tão propalado’ para o candidato Vander Loubet. Embora hoje ele tenha se mostrado ‘light’, carrega o estigma pela militância e proximidade com Lula. Esse estigma pesa.
Soberania é inclusão: o Brasil não cabe no quintal de ninguém
S
André Naves (*)
oberania é essencial para a concretização dos Direitos Humanos! Um país soberano é a única oportunidade de Inclusão das Pessoas com deficiência. Nenhuma nação é meio para os fins de outra — e nenhum indivíduo pode ser tratado como instrumento para os fins de nenhum poder, interno ou externo. Quando Kant escreveu que o ser humano é fim em si mesmo, formulou muito mais que apenas uma ética individual: desenhou os fundamentos primordiais de toda comunidade política. É que cada indivíduo carrega, intrinsecamente, um feixe de qualidades positivas e também de limitações. Assim, os indivíduos devem, de forma livre e autônoma, buscar coletivamente, de mãos dadas, a superação dos diversos obstáculos do cotidiano: naquilo em que alguns são fortes, completam as características limitantes dos outros, e viceversa. Num país soberano, que não serve como meio para finalidade de nenhuma outra potência, cada pessoa é fim em si mesma, objeto único de valor. Isso significa autonomia: a disposição para cada um ser senhor de si, e escolher caminhar ao lado de outras pessoas por livre vontade, e não imposição, nem dependência. No entanto, a Soberania vai sendo concretizada no dia-a-dia, pelo nosso trabalho, pela nossa luta, pela escolha dos governantes.. Isso significa que ainda somos o quintal de muitos na medida em que, cotidianamente, reproduzimos barreiras e estruturas sociais excludentes. Ou seja, ainda não conseguimos perceber todo o valor que existe nas Pessoas com deficiência. Se ambientes e sociedades mais plurais e diversos são também mais criativos e inovadores, estamos desperdiçando talentos e recursos com a reprodução de exclusões sociais. O Censo 2022 contabilizou 14,4 milhões de brasileiros com deficiência, 7,3% da população — e a Pnad Contínua do IBGE, em sua metodologia, chega a 18,6 milhões, 8,9%. É um contingente maior que a população de muitos países soberanos. Entre eles, a taxa de participação na força de trabalho é de 29,2%, contra 66,4% das pessoas sem deficiência. E os que trabalham recebem, em média, apenas 70% da renda dos demais — quando conseguem entrar: as pessoas com deficiência ocupam menos de 1% dos empregos formais do país. A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência com 15 anos ou mais é de 21,3% — quatro vezes maior que os 5,2% do restante da população. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a diferença é ainda mais brutal: 12,2% de analfabetismo, contra 1% — doze vezes maior. São 63,1% sem instrução ou sem ensino fundamental completo, na contramão dos 32,3% sem deficiência, e apenas 7,4% concluíram o ensino superior. É como se o país tivesse decidido que a educação e o aprimoramento pessoal não eram para ser acessado por eles. Como consequência dessa nossa escolha diária, a pobreza completa o retrato: quase 61% das crianças e adolescentes com deficiência viviam abaixo da linha da pobreza. Ou seja, decidi-
mos descartar milhões de indivíduos capazes por puro preconceito excludente! Não é falta de talento, não é falta de capacidade. É exclusão estrutural, repetida e normalizada socialmente. A Lei de Cotas, em vigor há mais de três décadas, determina que empresas com cem ou mais empregados reservem de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência — e ainda assim menos de 1% dos empregos formais são ocupados por elas. Boa parte das empresas não cumpre a cota, e entre as que cumprem, prevalece a inclusão performática: a pessoa é contratada para fazer número, não para decidir. Raros são os cargos de deliberação executiva, os conselhos de administração, as altas diretorias. O Brasil tem um dos sistemas jurídicos mais avançados do planeta — a Convenção de Nova York tem status de emenda constitucional, a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei Berenice Piana —, mas a lei mais bem escrita do mundo não produz alterações no mundo real sem atividade econômica, vontade política e mobilização social. Dessa maneira, fica evidente que a lógica do quintal e a lógica do capacitismo são a mesma. Ambas nascem de um gesto idêntico — a pretensão de que o valor de alguém pode ser definido em função de outros interesses, com outras prioridades e valores. O capacitismo é a falta de soberania: a decisão de que a norma de um grupo determina quem vale e quem não vale. Por isso a luta contra um e contra o outro é uma luta só. E por isso a soberania econômica e tecnológica também é política de acessibilidade: cadeiras de rodas, órteses, próteses, leitores de tela, audiodescrição. Em outras palavras, quem não domina sua infraestrutura digital, seus semicondutores, a governança de sua inteligência artificial, não decide os preços, os rumos e os limites das ferramentas que poderiam incluir milhões de corpos e mentes. Soberania não é isolamento. Não se trata de irresponsabilidade fiscal. Pelo contrário! Trata-se de inverter a ordem dos fatores: não é o orçamento que decide a Dignidade; é a Dignidade que decide o orçamento. A exclusão de 18,6 milhões de brasileiros não é natural; é escolha orçamentária! Soberania, assim, é cuidado com o próprio povo: o direito de decidir, democraticamente, que ninguém fica para trás. Que todos caminhem juntos, lado a lado. Nesse sentido, autonomia é caminho e destino. Que a grandeza do Brasil seja medida não pelo tamanho de sua economia, mas pela disposição de receber seus 18,6 milhões de cidadãos com deficiência na casa que é deles! Na casa de todos nós! (*) André Naves é Defensor Público Regional de Direitos Humanos em SP. Especialista em Inclusão Social, Direitos Humanos e Economia Política. Membro dos Grupos de Trabalho da DPU: Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência e Pessoas em Situação de Rua. Comendador Cultural. Escritor. Professor. www.andrenaves.com | @andrenaves.def
Cuidar de quem ensina também é educar
A
Le Savoldi (*)
escola é um espaço de aprendizagem, desenvolvimento e transformação, mas, para que isso aconteça, é preciso olhar também para quem está diariamente diante dos alunos. O professor ensina, orienta, acolhe, planeja, avalia, administra conflitos e estabelece relações com famílias e equipes. Em meio a tantas responsabilidades, é comum que suas próprias necessidades sejam colocadas em segundo plano. Segundo pesquisa do Ipec, 71% dos professores brasileiros afirmam sentir estresse provocado pela sobrecarga de trabalho. A rotina docente ultrapassa os limites da sala de aula: há atividades para corrigir, planejamentos, relatórios, reuniões, demandas administrativas, conflitos para mediar e resultados a alcançar. Quando essa soma de responsabilidades não é acompanhada de estratégias de organização e autocuidado, o desgaste pode se tornar parte permanente da profissão. A prevenção do esgotamento passa, portanto, pela construção de uma rotina mais equilibrada, na qual o planejamento das tarefas esteja acompanhado de limites claros. Organizar prioridades, estabelecer metas possíveis e distribuir responsabilidades são medidas que podem reduzir a sensação de sobrecarga. Também é
importante reconhecer que nem todas as demandas precisam ser resolvidas simultaneamente. Outro aspecto fundamental é a qualidade das relações no ambiente escolar. Comunicação assertiva, escuta e colaboração entre professores, gestores, famílias e estudantes podem contribuir para diminuir conflitos e tornar a rotina mais saudável. Quando existe espaço para o diálogo, os desafios deixam de ser enfrentados de forma isolada e passam a fazer parte de uma construção coletiva. Cuidar da saúde emocional dos educadores também significa fortalecer competências que favoreçam autonomia e tomada de decisões. Reconhecer limites, identificar sinais de desgaste e buscar estratégias para lidar com situações difíceis são atitudes que ajudam a preservar o bem-estar. Dessa forma, o cuidado com o profissional se torna parte importante de uma educação mais humana e sustentável. (*) Le Savoldi é escritora, poeta, professora e pesquisadora na área da educação. Ela é autora de mais de 15 obras, entre elas o lançamento “Guia de Coaching Educacional”.
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Nacional 3•A
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Governo avalia manter subsídio do diesel para evitar alta no preço do combustível Benefício de R$ 2,12 por litro deve ser prorrogado por mais 30 dias diante das oscilações no mercado internacional de petróleo Foto: José Cruz
Mercado de apostas online movimentou bilhões de reais no Brasil e passou a ser alvo de debates sobre impactos econômicos e sociais.
Governo federal analisa continuidade da subvenção ao diesel para reduzir impactos no mercado interno.
O governo federal deve prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, medida criada para reduzir a pressão sobre os preços do combustível no país. A manutenção do benefício ainda depende de confirmação oficial, mas a equipe econômica avalia que a continuidade é necessária diante das incertezas no mercado internacional. O subsídio atual é formado por duas medidas: uma de R$ 1,12 por litro, que termina neste sábado (26), e outra adicional de R$ 1 por litro anunciada em setembro. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a tendência é manter o valor atual após análise dos indicadores
econômicos. A medida busca evitar impactos principalmente no transporte de cargas e no transporte coletivo, setores que dependem diretamente do diesel. O governo também relaciona a iniciativa à necessidade de reduzir riscos de pressão sobre o abastecimento interno em meio às oscilações do petróleo no exterior. Além do diesel, o governo adotou outras ações para reduzir custos dos combustíveis, como a redução de tributos sobre gasolina e etanol. Caso seja confirmada, a prorrogação evitará uma queda imediata do benefício e manterá o desconto aplicado atualmente aos consumidores.
Fim das bets no Brasil divide opiniões entre impacto social e efeitos na economia no país Proibição de apostas online é discutida por possíveis efeitos sobre endividamento, arrecadação, publicidade e clubes esportivos A possível proibição das apostas online no Brasil abriu um debate sobre os efeitos da medida para famílias, governo e setores que passaram a depender das chamadas bets. Enquanto especialistas apontam que a restrição pode reduzir problemas ligados ao endividamento e ao vício em jogos, represen-
Greve na Caixa começa a afetar vendas de imóveis e liberação de recursos para obras
Foto: Valter Campanato
Paralisação dos funcionários do banco atrasa financiamentos habitacionais e preocupa construtoras em todo o país A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal já provoca impactos no mercado imobiliário brasileiro, com atrasos em financiamentos de imóveis e liberação de recursos para obras. O movimento, iniciado em 10 de setembro, afeta principalmente operações que dependem da análise e aprovação do banco, responsável por cerca de dois terços dos financiamentos habitacionais do país. O setor estima que milhares de contratos tenham sido afetados durante o período de greve. A Caixa realiza, em média, 3,2 mil financiamentos por dia, movimentando aproximadamente R$ 920 milhões. Como parte dessas operações depende das equipes internas do banco, construtoras relatam dificuldades no fluxo de caixa e na confirmação de vendas,
Caixa Econômica Federal concentra grande parte dos financiamentos habitacionais e operações do Minha Casa, Minha Vida.
especialmente em empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. Além das novas vendas, a paralisação também interfere na liberação de recursos para obras já contratadas. Os repasses às construtoras dependem de medições de andamento dos empreendimentos e da validação das informações pela Caixa, processo que ficou mais lento durante a greve. Empresas do setor afirmam que os
atrasos podem comprometer pagamentos e o planejamento financeiro dos projetos. Para reduzir os efeitos da paralisação, a Caixa informou às construtoras que poderá adotar a medição remota dos canteiros de obras enquanto durar o movimento. O procedimento já foi utilizado durante a pandemia e permite a continuidade das liberações por meio do envio de informações digitais pelas empresas.
Supremo amplia licença-maternidade e iguala prazo para mães adotantes Decisão garante 180 dias de afastamento remunerado para mulheres, independentemente do vínculo trabalhista O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ampliar a proteção às mães ao unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. Por unanimidade, os ministros aprovaram que o período de afastamento remunerado seja de 180 dias para mães biológicas e adotantes,
independentemente do tipo de vínculo profissional. A decisão estabelece que o benefício será formado por 120 dias de licença, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. O prazo começa a contar a partir do parto ou da obtenção da guarda e, em casos de internação da mãe ou do
bebê, passa a valer após a alta de quem sair por último. A regra também se aplica a licenças que já estão em andamento. O julgamento atendeu a uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionava diferenças entre os períodos previstos para trabalhadoras da iniciativa privada, servidoras públicas e outras categorias. Antes da decisão, os prazos variavam conforme o vínculo da mulher e a situação de adoção.
tantes do setor alertam para impactos na arrecadação pública, publicidade e receitas de clubes de futebol. Estudo da LCA Consultores estima que os gastos das famílias brasileiras com apostas representam 0,46% do orçamento familiar e cerca de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
A avaliação de especialistas do varejo é que parte desse dinheiro deixa de circular no consumo tradicional, podendo afetar o orçamento de famílias que utilizam as apostas como expectativa de renda extra. Outro ponto de discussão é a perda de receitas. O setor de apostas movimentou valores bilionários nos últimos anos e gera arrecadação por meio de outorgas e tributos. Uma eventual proibição também pode atingir contratos de publicidade com emissoras, veículos de comunicação e clubes esportivos
que têm patrocínios vinculados às empresas de apostas. Entidades ligadas ao mercado defendem que a regulamentação seria uma alternativa ao bloqueio total, argumentando que a proibição poderia ampliar o mercado ilegal. Já representantes de áreas como varejo e saúde pública defendem medidas mais rígidas para reduzir impactos relacionados ao endividamento e ao comportamento compulsivo. O debate envolve diferentes setores e deve definir os próximos passos da política brasileira para as apostas online.
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4•A Política
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Fotos: A Crítica
João Henrique Catan
Lucien Rezende
Catan e Lucien apresentam propostas diferentes para economia, saúde e segurança em sabatina Candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul participaram da rodada final do Frente a Frente, com debates sobre gestão pública e desenvolvimento do Estado
A
rodada de entrevistas do programa Frente a Frente, que reuniu seis veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul, terminou com as participações dos candidatos João Henrique Catan (Novo) e Lucien Rezende (PSOL). Durante as sabatinas, os dois apresentaram propostas para áreas como economia, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e desenvolvimento regional, com diferentes visões sobre o papel do Estado. João Henrique Catan defende revisão de incentivos e gestão com tecnologia João Henrique Catan afirmou que sua proposta de governo tem como base a redução da burocracia, revisão de incentivos fiscais e modernização da administração pública. O candidato do Novo defendeu que benefícios concedidos a empresas sejam analisados a partir das contrapartidas oferecidas e afirmou que pretende alterar a forma como os recursos públicos são direcionados. Na área econômica, Catan destacou a necessidade de reformular o Fundersul e ampliar o apoio aos pequenos e médios produtores. Segundo ele, parte dos incentivos deveria alcançar as cadeias primárias de produção, fortalecendo setores como agricultura e pecuária. “O que eu quero é remodelar o Fundersul, isentar principalmente para as áreas de até 12 meses e Nós vamos criar a rediscutir toda a matriz econômitabela estadual do SUS ca”, afirmou. O candidato que vai dar condição de também apredescentralizar a saúde no sentou propostas voltadas à Mato Grosso do Sul. infraestrutura, como a criação de uma agência João Henrique Catan estadual de mineração e estruturas públicas
segundo ele, precisam chegar de forma para produção de materiais utilizados em mais ampla à população. obras. A ideia, segundo Catan, seria reNa economia, Rezende colocou a reviduzir custos e ampliar investimentos em são dos incentivos fiscais como uma das pavimentação e recuperação de rodovias principais medidas. Ele afirmou que preestaduais. tende avaliar quais empresas realmente No meio ambiente, Catan defendeu a precisam dos benefícios e defendeu conmanutenção das regras atuais, mas proTendo atendimento em trapartidas mais claras para empreendipôs ampliar políticas de pagamento por casa conseguiria diminuir mentos favorecidos pela política tributária. serviços ambientais para produtores que “Eu acredito que muitas empresas dessas preservam áreas naturais. Segundo ele, a também o fluxo dos não precisam de isenção fiscal”, afirmou. preservação deve ser tratada como uma O candidato também defendeu que atividade que também pode gerar retorno atendimentos nos hospitais parte dos recursos recuperados com uma econômico. e nos postos de saúde. eventual revisão dos incentivos seja desNa educação, o candidato destacou o tinada a áreas como saúde, educação e uso da tecnologia como ferramenta para desenvolvimento social. Para ele, o Esmelhorar o ensino e defendeu mudanças tado precisa utilizar a arrecadação para na gestão das escolas. Entre as propostas Lucien Rezende ampliar políticas voltadas às populações apresentadas estão ampliação de equipaconsideradas vulneráveis. mentos digitais, valorização dos profesNa área ambiental, Rezende afirmou sores e novos modelos de administração que pretende adotar uma postura preventiescolar. Na saúde, Catan apresentou como principal proposta a criação va diante de possíveis impactos em biomas e recursos naturais. Ele de uma tabela estadual do SUS para definir critérios de remune- defendeu maior fiscalização e afirmou que atividades econômicas ração dos serviços prestados pelos hospitais. Ele também defen- devem ser interrompidas quando estudos técnicos apontarem riscos deu o uso de tecnologia para reduzir filas e ampliar atendimentos, significativos. Na educação, o candidato destacou a valorização dos profesalém da contratação de serviços privados em períodos de menor sores como prioridade e defendeu a realização de concursos púocupação. Para a segurança pública, o candidato afirmou que pretende blicos para ampliar o número de profissionais efetivos. Também ampliar investimentos em inteligência, monitoramento e equipa- propôs maior investimento em ensino integral, cultura, esporte e mentos para as forças policiais. A atuação nas regiões de fronteira formação profissional dentro das escolas. Na saúde, Rezende defendeu a regionalização dos serviços também foi destacada, com defesa do uso de sistemas tecnológipara reduzir a concentração de atendimentos em Campo Grancos para auxiliar no combate ao crime organizado. de. Entre as propostas apresentadas está o programa “Saúde em Casa”, voltado principalmente para idosos e pacientes que preLucien Rezende defende maior presença do Estado em cisam de acompanhamento contínuo. “Você tendo esse atendipolíticas públicas mento em casa, você conseguiria diminuir também o fluxo dos Lucien Rezende apresentou uma proposta de governo marcada atendimentos nos hospitais e nos postos de saúde”, explicou. Na segurança pública, o candidato afirmou que pretende ampliar pela defesa de maior participação do Estado na prestação de serviços públicos e pela revisão de benefícios fiscais concedidos a o uso de tecnologia e inteligência para combater organizações crigrandes empresas. O candidato do PSOL afirmou que Mato Gros- minosas. Ele defendeu investimentos em monitoramento, integração so do Sul possui crescimento econômico, mas que os resultados, entre forças policiais e ações específicas para regiões de fronteira.
As entrevistas podem ser acompanhadas nesse QR Code.
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Política 5•A
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Foto: Reprodução/Institutos Veritá e IPR
Hashioka aposta em experiência pública e infraestrutura como bandeiras para Câmara Candidato do Republicanos defende revisão de incentivos, equilíbrio fiscal e mais investimentos em rodovias de Mato Grosso do Sul Foto: Rafael Rodrigues
Pesquisas eleitorais mostram cenários da disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Roberto Hashioka durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, onde apresentou propostas para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Com uma trajetória de mais de quatro décadas na vida pública, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) afirmou que pretende levar a experiência acumulada em prefeituras e órgãos estaduais para a Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, o candidato destacou como prioridades a infraestrutura, o equilíbrio das contas públicas e a defesa de políticas que, segundo ele, possam estimular o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Entre as principais propostas apresentadas está uma revisão dos incentivos fiscais concedidos a empresas e a busca por maior equilíbrio nas contas públicas. Hashioka afirmou que programas sociais são importantes, mas defendeu que o país também avance na geração de emprego e renda. “O nosso desejo é juntar toda essa experiência que eu adquiri ao longo de 45 anos de vida pública e ter a oportunidade de representar o nosso Estado lá no Congresso Nacional”, declarou.
A infraestrutura rodoviária foi outro tema central da entrevista. O candidato citou a BR163 como uma das principais prioridades e defendeu que obras de duplicação e melhorias sejam planejadas de forma preventiva, considerando o crescimento da produção e do fluxo de veículos no Estado. Ele também destacou a importância das BRs 262 e 267 para o desenvolvimento regional e o escoamento da produção. Hashioka afirmou ainda que pretende atuar em Brasília na defesa de investimentos para os municípios sul-matogrossenses e na discussão de temas nacionais que impactam diretamente o Estado. Segundo ele, a experiência como prefeito de Nova Andradina, secretário estadual e dirigente de órgãos públicos permite compreender as dificuldades enfrentadas pelas administrações municipais. “Eu quero estar no Congresso Nacional defendendo os interesses do nosso Estado e dos nossos municípios”, afirmou.
Lei de Coronel David amplia informação sobre direitos de consumidores em MS Estabelecimentos deverão informar sobre proibição de cláusulas de fidelização e disponibilizar legislação para consulta dos clientes Foto: Denilson Secreta
Lei busca facilitar o acesso dos consumidores às regras sobre contratos de serviços contínuos em Mato Grosso do Sul.
Consumidores de Mato Grosso do Sul terão mais acesso às informações sobre seus direitos em contratos de serviços contínuos. Uma nova lei estadual determina que estabelecimentos informem, em local visível, a proibição de cláusulas que obriguem a permanência do cliente por determinado período ou gerem multa pelo cancelamento antecipado. A medida, de autoria do deputado estadual Coronel David (PL), complementa a Lei Estadual nº 5.597/2020, que já proíbe esse tipo de fidelização no Estado. Agora, além da regra existente, os estabelecimentos deverão manter uma cópia da legislação disponível para consulta dos consumidores antes ou durante a contratação dos
serviços. Segundo o parlamentar, a mudança busca resolver um problema recorrente: a falta de conhecimento dos clientes sobre uma proteção que já está prevista em lei. “Não basta o direito estar na lei. O consumidor precisa saber que ele existe e ter acesso à informação para poder exercê-lo”, afirmou Coronel David. A nova norma não altera a proibição da fidelização, mas amplia a transparência nas relações de consumo. A expectativa é que, com a informação mais acessível, consumidores tenham mais condições de avaliar contratos, questionar cobranças indevidas e tomar decisões antes de contratar serviços.
Pesquisas apontam liderança de Eduardo Riedel na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul Levantamentos Veritá e IPR mostram governador à frente nos cenários de votos válidos; Fábio Trad aparece em segundo lugar nas duas pesquisas O governador Eduardo Riedel (PP) aparece na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul em duas pesquisas divulgadas recentemente. Levantamentos dos institutos Veritá e de Pesquisa Resultado (IPR) da última sexta-feira (25) indicam vantagem do candidato nos cenários de votos válidos, cálculo que exclui votos brancos, nulos e elei-
tores indecisos. Na pesquisa Veritá, realizada entre 12 e 17 de setembro com 1.220 eleitores, Riedel aparece com 61,1% dos votos válidos. Fábio Trad (PT) ocupa a segunda posição, com 22,7%, enquanto João Henrique Catan (Novo) registra 7,8% nesse cenário. No voto geral, que considera todos os entrevistados, Riedel tem 48,5%, Trad 18% e Catan
6,2%. Os demais candidatos somam 8,4% dos votos válidos, enquanto brancos e nulos representam 10,3%. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95%, e está registrada sob os números MS-00995/2026 e BR07855/2026. Já o levantamento do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), divulgado pelo jornal Correio do Estado, no começo da semana, aponta Riedel com 64,15% dos votos válidos. A pesquisa ouviu 784 pessoas, entre os dias informados pelo instituto, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança
de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. No cenário estimulado do IPR, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Riedel aparece com 47,70% das intenções de voto, seguido por Fábio Trad (PT), com 13,90%, Delcídio do Amaral (PRD), com 5,10%, e João Henrique Catan (Novo), com 2,55%. Os dois levantamentos têm metodologias diferentes e representam retratos do momento eleitoral, podendo apresentar variações até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Vander destaca diálogo com prefeitos e busca ampliar articulação no Senado Foto: Rafael Rodrigues
Candidato ao Senado pelo PT afirma que mantém atuação com municípios independentemente de partidos e cita liberação de recursos após temporal em Campo Grande A busca por articulação entre municípios e governo federal foi o principal ponto destacado pelo deputado federal e candidato ao Senado Vander Loubet (PT) durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, na última terça-feira (22). O parlamentar afirmou que sua atuação política é baseada no diálogo com diferentes grupos e que não leva em consideração diferenças partidárias ao atender demandas dos municípios sul-mato-grossenses. Vander citou como exemplo a atuação após o vendaval que atingiu Campo Grande, quando, segundo ele, buscou apoio junto à Prefeitura e ao Governo do Estado para acelerar a liberação de recursos emergenciais. O
Vander Loubet durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, onde apresentou propostas para o Senado e falou sobre sua relação com municípios de MS.
candidato afirmou que os danos atingiram áreas como escolas, unidades de saúde, sinalização urbana e arborização. “Eu nunca fiquei olhando qual é a cor partidária do prefeito, da prefeita ou de qualquer representante que esteja à frente do Executivo nos 79 municípios”, declarou. Durante a entrevista, o deputado também comentou o apoio recebido de prefeitos de diferentes partidos e afirmou que a
relação foi construída ao longo dos anos por meio da destinação de recursos para infraestrutura, habitação e outras áreas. Segundo Vander, a proposta para o Senado é ampliar essa ponte entre municípios e União. “Eu acho que só vale a pena ser senador se for para abrir portas para vereadores, entidades, trabalhadores, empresários e para os municípios que precisam desses investimentos”, afirmou.
Na disputa pelo Senado, Vander disse que pretende conquistar eleitores que ainda não definiram o chamado segundo voto. O candidato afirmou que busca apresentar sua trajetória e atuação parlamentar como argumento para ampliar o apoio durante a campanha. “Meu desafio agora é fazer com que meu número chegue a essas pessoas, inclusive aquelas que não me têm como primeiro voto”, disse.
Eleitores com deficiência podem pedir transporte gratuito para votar na Capital Serviço da Justiça Eleitoral busca garantir acesso às urnas para pessoas com mobilidade reduzida nas Eleições 2026 Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que precisam de apoio para chegar aos locais de votação já podem solicitar transporte gratuito em Campo Grande para o primeiro turno das Eleições 2026 e, se necessário, para o segundo turno. A iniciativa faz parte do
programa Seu Voto Importa, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para ampliar o acesso ao exercício do voto. O pedido deve ser feito até as 18h do dia 2 de outubro de 2026 por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral
de Mato Grosso do Sul (TRE -MS). O eleitor precisa informar dados pessoais e apresentar a documentação solicitada, com informações completas e verdadeiras. A liberação do transporte dependerá de análise e autorização do juiz eleitoral responsável. Quem preferir realizar a solicitação presencialmente poderá procurar os cartórios eleitorais de Campo Grande, das 12h às 18h, levando os mesmos documentos exigi-
dos no formulário online. O atendimento também pode ser esclarecido pela Central de Atendimento ao Eleitor pelos telefones e WhatsApps disponibilizados pelo TRE-MS. O programa Seu Voto Importa reúne serviços voltados a pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção, com o objetivo de facilitar a participação eleitoral. As orientações e o formulário para solicitação do transporte estão disponíveis no site do TRE-MS.
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6•A Economia
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Greve dos Correios chega ao fim e Justiça determina retorno dos trabalhadores ao serviço
Foto: Nelson Jr.
Tribunal considerou paralisação não abusiva, definiu reajuste salarial de 4,09% e autorizou compensação dos dias parados A greve nacional dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou o retorno imediato das atividades e considerou a paralisação não abusiva. O julgamento também definiu reajuste salarial de 4,09% para a categoria e manteve a data-base dos empregados em 1º de agosto de 2026. A decisão foi tomada pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST em processo movido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que havia pedido o reconhecimento de abusividade da greve iniciada em 10 de setembro. Segundo o tribunal, houve tentativa de negociação entre empresa e trabalhadores antes da paralisação, com reuniões e mediação
acompanhadas pela Justiça do Trabalho. Além do reajuste nos salários, o acordo aprovado atualiza benefícios como auxílio para empregados e dependentes com deficiência, reembolso-creche, reembolso-babá, vale-refeição/ alimentação e vale-transporte. O TST também definiu mudanças no modelo de assistência à saúde dos funcionários, com previsão de um novo benefício de adesão facultativa até a implantação do novo formato. A decisão ainda autorizou a compensação dos dias de greve por meio de mutirões de trabalho aos finais de semana. Segundo o tribunal, a medida busca reduzir o volume de encomendas acumuladas durante a paralisação e normalizar o atendimento aos usuários dos serviços postais.
Falta de postos limita economia do Gás Natural Veicular para motoristas de MS Estado tem apenas quatro pontos de abastecimento disponíveis ao público, todos em Campo Grande, apesar da promessa de redução de custos A economia prometida pelo Gás Natural Veicular (GNV) ainda encontra uma barreira em Mato Grosso do Sul: a falta de infraestrutura para abastecimento. Mesmo com uma extensa malha rodoviária, o Estado possui apenas quatro postos disponíveis para consumidores, todos localizados em Campo Grande, o que limita o uso do combustível principalmente para quem viaja com frequência pelo interior. Dados do Detran-MS apontam que apenas 30 veículos estão registrados com o sistema GNV no Estado. A baixa ade-
são está relacionada, segundo o setor, à dificuldade de encontrar pontos de abastecimento fora da Capital. Um quinto posto existente em Três Lagoas atende exclusivamente uma indústria e não recebe veículos de consumidores. Apesar da limitação, o GNV continua com vantagem de preço em relação a outros combustíveis. Pesquisa do Procon-MS encontrou média de R$ 4,59 por metro cúbico do gás em Campo Grande, enquanto a gasolina ficou em R$ 6,37 por litro e o etanol em R$ 3,87.
Trabalhadores dos Correios terão de retornar às atividades após decisão do Tribunal Superior do Trabalho.
TST determina manutenção de 60% dos funcionários da Caixa durante greve
Foto: Rafael Rodrigues
Decisão vale para agências de todo o país e busca garantir serviços essenciais sem impedir direito de paralisação dos trabalhadores O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que a Caixa Econômica Federal mantenha pelo menos 60% dos funcionários em atividade em cada agência durante a greve dos bancários, que chega ao 16º dia na última sexta-feira (25). A decisão vale para todas as unidades do país, incluindo Mato Grosso do Sul, onde algumas agências chegaram a ter o atendimento totalmente interrompido. A liminar foi concedida pelo ministro Maurício Godinho Delgado, relator do dissídio coletivo apresentado pela própria Caixa. O percentual poderá ser cumprido com trabalho presencial ou remoto, e o descumprimento da determinação
prevê multa de R$ 100 mil por dia aos sindicatos. O objetivo é garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como pagamentos de benefícios sociais, sem retirar o direito constitucional de greve. O impasse entre trabalhadores e banco continua principalmente por causa do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A categoria rejeita mudanças propostas pela instituição, que envolvem aumento do limite de participação no custeio do benefício. As negociações seguem em andamento e o julgamento definitivo do dissídio está marcado para terça-feira (29). Em Mato Grosso do Sul, a paralisação teve impactos di-
Greve dos funcionários da Caixa chega ao 16º dia com decisão judicial sobre funcionamento mínimo das agências.
ferentes entre os municípios, com unidades fechadas desde o início do movimento em algumas cidades. A decisão do TST permite a continuidade das manifestações, desde que
dentro dos limites legais, e mantém provisoriamente as regras do acordo coletivo vigente enquanto não há novo entendimento entre Caixa e trabalhadores.
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Economia 7•A
Campo Grande, 27 de setembro de 2026 Foto: Divulgação
Nova unidade do Fort Atacadista ocupa espaço onde funcionava supermercado Comper e amplia presença da rede em Campo Grande.
Foto: Divulgação
Nova unidade do Fort Atacadista na Vila Nasser amplia presença do Grupo Pereira em Campo Grande e aposta no modelo de atacarejo para atender famílias e empreendedores.
Fort Atacadista inaugura nova unidade na Capital com foco em moradores e empresas Loja na Vila Nasser abre as portas nesta quarta-feira (30) com formato de atacarejo e serviços para consumidores e empreendedores Campo Grande ganha uma nova opção de compras a partir desta quarta-feira (30), com a abertura de uma unidade do Fort Atacadista na região da Vila Nasser. A loja, instalada na Avenida Tamandaré, na esquina com a Avenida Euller de Azevedo, ocupa o espaço que anteriormente recebia uma unidade do supermercado Comper e foi adaptada para o modelo de atacarejo. A nova unidade faz parte da estratégia de expansão do Grupo Pereira, sétimo maior varejista do Brasil se-
gundo o Ranking Abras 2026. O formato busca atender tanto famílias que procuram preços competitivos quanto pequenos e médios empresários que utilizam o atacado para abastecimento de seus negócios. “Estamos trazendo para a região da Vila Nasser não apenas uma loja, mas um conceito completo que combina preços acessíveis, produtos frescos e serviços diferenciados”, afirmou a diretora de Operações do Fort Atacadista, Fátima Camilo. O espaço conta com setores
Foto: Divulgação
de mercearia, bebidas, limpeza, perfumaria e bazar, além de áreas especializadas como açougue com cortes frescos, padaria com produção diária, peixaria, setor de assados, frios e fatiados e hortifrúti. A unidade também terá ações promocionais e atendimento voltado às necessidades dos consumidores da região. Além da operação comercial, a loja passa a integrar o projeto Troco Solidário, iniciativa do Grupo Pereira que arrecada valores doados voluntariamente pelos clientes e destina os recursos a instituições filantrópicas locais. A inauguração acontece às 7h, com atendimento ao público na Avenida Tamandaré, nº 2957, no Jardim Paradiso.
Loja foi instalada na Avenida Tamandaré após a conversão do antigo espaço do Comper e conta com setores como açougue, padaria, peixaria, hortifrúti e serviços especializados.
ACICG lança ECOA para Confiança do consumidor cresce e ajudar empresários a movimenta economia de Campo Grande identificar oportunidades Índice de intenção de consumo das famílias chega a 109,4 pontos em e melhorar negócios setembro e supera média nacional
Foto: Denilson Secreta
Novo serviço foi desenvolvido pela equipe da entidade e acompanha empresas na identificação e execução de estratégias de melhoria Em um mercado marcado por mudanças no comportamento do consumidor, novas tecnologias e transformações na forma de fazer negócios, um dos desafios do empresário é conseguir sair da rotina operacional e olhar para a própria empresa de forma estratégica. Para ajudar nesse processo, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) lançou, em agosto, o ECOA – Empreendedorismo Corporativo Assistido, novo serviço voltado ao diagnóstico e desenvolvimento de empresas associadas. Desenvolvido pela própria equipe da ACICG, o projeto-piloto começou em janeiro e atendeu 25 empresários. Segundo a entidade, 98% dos participantes demonstraram satisfação com a experiência. Com os resultados obtidos, o projeto foi validado e passou a integrar o portfólio de soluções da Associação. O ECOA funciona a partir de uma análise individualizada do negócio, considerando pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças. A partir do diagnóstico, são identificados aspectos que podem ser aprimorados e indicadas soluções de acordo com as necessidades de cada empresa. A análise pode envolver fatores como perfil e renda da população da região, características dos possíveis clientes, concorrência e presença digital, incluindo o posicionamento da empresa nas buscas do Google. A proposta é oferecer ao empresário uma visão mais ampla do negócio, permitindo identificar oportunidades que podem passar despercebidas na rotina. “O empresário está focado em melhorar cada vez mais sua gestão e suas vendas e não tem tempo de parar e olhar com calma o que precisa melhorar,
como está o mercado e o que a gente pode trazer de novidade. O ECOA nasceu para trazer esse movimento do mercado atual para dentro da empresa”, explica Paola Nogueira, gerente comercial da ACICG e responsável pelo projeto. Um dos diferenciais da iniciativa é que o trabalho não termina na entrega do diagnóstico. A ACICG acompanha, por até um ano, a execução das ações e a evolução dos pontos identificados, podendo também conectar a empresa a especialistas de sua rede de parceiros conforme as necessidades encontradas. Resultado na prática - Durante o piloto, a Drogaria Popular do Trabalhador participou do ECOA e identificou oportunidades relacionadas à presença digital e às entregas. Segundo o empresário Fernando Andrade, após a implementação das estratégias indicadas, a empresa registrou aumento de 20% nas entregas. “O ECOA trouxe um ponto muito importante para a gente, como plataformas como Ifood, não estávamos lá. Quando você digitava no Google ‘a farmácia perto de mim’, eu não aparecia, e isso foi um ponto que o ECOA identificou”, relata. Para a ACICG, o resultado demonstra a importância de permitir que o empresário enxergue o próprio negócio de uma perspectiva externa. “A gente traz o empresário para olhar para dentro do negócio dele, com soluções, estratégias e dados, focando na melhoria daquele processo interno”, destaca a Paola. Empresas interessadas em conhecer o ECOA podem entrar em contato com a ACICG pelo WhatsApp (67) 98444-9909 ou presencialmente na sede, na Rua 15 de Novembro, 390, Centro, em Campo Grande.
A confiança das famílias de Campo Grande para consumir voltou a crescer em setembro e manteve a economia local em um cenário positivo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 109,4 pontos, resultado superior ao registrado em agosto e no mesmo período do ano passado, além de permanecer acima da média nacional. O avanço foi influenciado principalmente pela percepção das famílias sobre emprego atual, renda e nível de consumo. O indicador apresentou alta de 0,5% em relação ao mês anterior, reforçando a expectativa do setor de comércio, serviços e turismo para o período de maior movimentação do varejo, com datas como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Segundo o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, o cenário mostra maior segurança dos consumidores em relação à situação financeira. “Quando as famílias se sentem mais seguras para consumir, toda a economia se beneficia”, afirmou. A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé, também destacou o crescimento entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, grupo que passou de 104,7 para 105,4 pontos. Outro destaque do levantamento foi a melhora nos indicadores de endividamento. Apesar de sete em cada dez famílias possuírem algum tipo de dívida, a proporção de consumidores com contas em atra-
Consumidores de Campo Grande demonstram maior confiança para compras e movimentação do comércio.
so caiu para 27,5%, enquanto aqueles que afirmam não ter condições de pagar recuaram para 7,7%. Para a economista,
o resultado indica um consumidor mais cauteloso e com maior capacidade de organização financeira.
MS e São Paulo recebem R$ 328 milhões em atrasados do INSS para 15 mil beneficiários
Foto: Divulgação
Valores liberados pela Justiça Federal fazem parte de lote de pagamentos a segurados que venceram ações contra o órgão previdenciário A Justiça Federal autorizou o pagamento de R$ 328,1 milhões em valores atrasados do INSS para 15.221 beneficiários de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A liberação, feita pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), contempla 11.298 processos registrados em agosto e atende segurados que obtiveram decisões favoráveis em ações contra o órgão previdenciário. Os dois estados integram a 3ª Região da Justiça Federal e receberam a quarta maior parcela entre as seis regiões do país neste lote. O valor médio por beneficiário chega a R$ 21,5 mil, índice superior à média nacional. O CJF, porém, divulga os
dados por região e não informa quanto do total será destinado especificamente aos moradores de Mato Grosso do Sul. Em todo o Brasil, foram liberados R$ 3,2 bilhões para pagamentos judiciais, sendo R$ 2,68 bilhões destinados a ações previdenciárias e assistenciais. O pagamento é feito por meio das Requisições de Pequeno Valor (RPVs), destinadas a dívidas de até 60 salários mínimos, com prazo legal de até 60 dias após a liberação da ordem judicial. Os beneficiários devem acompanhar a disponibilidade do pagamento junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) ou por meio dos
Pagamentos de atrasados do INSS contemplam beneficiários que tiveram decisões judiciais favoráveis.
advogados responsáveis pelos processos. A Justiça Federal alerta que não envia mensagens
cobrando taxas para liberar valores e que a consulta deve ser feita pelos canais oficiais.
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8•A Cidade
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Foto: Divulgação
Nova lei define regras para atendimento de dependentes químicos Medida estabelece critérios para internações voluntárias e involuntárias e prevê tratamento como prioridade na rede de saúde Foto: Izaias Medeiros
Obras de drenagem e pavimentação fazem parte do pacote de investimentos em infraestrutura da Capital.
Lei municipal estabelece critérios para atendimento de pessoas com dependência química na Capital.
Campo Grande passou a contar com novas diretrizes para o atendimento de pessoas com dependência química na rede municipal de saúde. Sancionada nesta quarta-feira (23), a lei de autoria do vereador André Salineiro (PL) estabelece regras para o tratamento e define critérios para casos de internação voluntária e involuntária, com foco na recuperação dos pacientes. A legislação determina que a internação involuntária seja utilizada apenas em situações excepcionais, após avaliação médica que considere fatores como o tipo de substância utilizada, o padrão de consumo e a impossibilidade de aplicação de outras alternativas de tratamento. O procedimento deverá ser encerrado assim que não houver mais necessidade, com prazo máximo de 90 dias para
desintoxicação. Segundo Salineiro, a proposta busca organizar o atendimento e oferecer uma resposta para um problema que afeta dependentes químicos, familiares e a população. “A proposta não é de recolhimento indiscriminado. É de tratamento. Precisamos dar condições para que quem está dominado pelas drogas tenha acesso à recuperação”, afirmou. A nova regra mantém o atendimento ambulatorial como principal alternativa e prevê a internação apenas quando os recursos fora do ambiente hospitalar não forem suficientes. A medida também permite que familiares ou representantes legais solicitem o encerramento da internação e busca conciliar o direito ao tratamento com os impactos sociais causados pela dependência química.
Cidade lidera ranking estadual em acesso à educação municipal Capital ficou em primeiro lugar entre cidades de MS e aparece na quarta posição do Centro-Oeste em levantamento nacional Campo Grande alcançou a primeira posição entre os municípios de Mato Grosso do Sul no indicador de acesso à educação do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026. O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria, avaliou 423 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. No cenário regional, a Capital aparece na quarta colocação entre os municípios do Centro -Oeste e ocupa o 188º lugar no ranking nacional. O resultado considera políticas voltadas à
ampliação do acesso, permanência dos estudantes e fortalecimento da rede municipal de ensino. Para o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, o desempenho reflete ações realizadas pela Rede Municipal de Ensino (REME). “Esses dados mostram que Campo Grande segue avançando na garantia do acesso à educação. Temos trabalhado de forma planejada, com foco na ampliação de vagas, no fortalecimento das unidades escolares e na valorização das equipes da REME”, afirmou.
Prefeita Adriane Lopes anuncia investimento de R$ 39,8 milhões em obras de drenagem e pavimentação Investimentos do programa Vira CG Infraestrutura vão atender bairros das regiões Lagoa, Anhanduizinho e Imbirussu A Prefeitura de Campo Grande publicou novos contratos para ampliar as obras de infraestrutura urbana na Capital. O pacote prevê mais de R$ 39,8 milhões em investimentos para serviços de drenagem e pavimentação asfáltica em bairros de diferentes regiões da cidade, dentro do programa
Vira CG Infraestrutura. As intervenções serão realizadas no Lagoa Park, Jardim Villa Lobos, Jardim Batistão, Jardim Tijuca II, Jardim Verdes Mares, Jardim Mansur, Jardim Auxiliadora, Vila Nogueira e Vila Amapá. Segundo a administração municipal, as ações fazem parte de um pla-
nejamento que prevê R$ 240 milhões em investimentos na infraestrutura da cidade ao longo de 2026. Entre os contratos firmados, o maior investimento será destinado às Vilas Nogueira e Amapá, com R$ 14,2 milhões em obras executadas pela empresa TST Construções Ltda. Já o Lagoa Park, Jardim Villa Lobos e Jardim Batistão receberão R$ 15 milhões em serviços realizados pela Meta Construtora. As demais regiões terão investimentos de R$ 6,9 milhões no Jardim Tijuca II e
Jardim Verdes Mares e R$ 3,6 milhões no Jardim Mansur e Jardim Auxiliadora. A prefeita Adriane Lopes destacou que a melhoria das vias é uma das prioridades da gestão municipal. “Asfalto e drenagem são prioridades da nossa gestão. Estamos investindo para levar mais infraestrutura e qualidade de vida às famílias de Campo Grande”, afirmou. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) será responsável pelo acompanhamento técnico das obras.
Canteiros do Centro de Campo Grande recebem cuidados, mas enfrentam desafios com vandalismo Foto: Divulgação
Equipe do FAC realiza manutenção diária em áreas verdes e pede colaboração da população para preservar espaços públicos A manutenção das áreas verdes do Centro de Campo Grande ganhou uma rotina permanente de cuidados para preservar jardins e canteiros que ajudam a transformar a paisagem urbana. A equipe da Unidade Técnica de Agricultura Urbana do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) atua em trechos como a Avenida Afonso Pena, entre a Rua Calógeras e o Obelisco, e na Rua 14 de Julho, do Relógio Central até a Rua Mato Grosso. Apesar do trabalho contínuo de limpeza e paisagismo, os
Canteiros da região central recebem serviços de limpeza, paisagismo e manutenção realizados pelo Fundo de Apoio à Comunidade.
espaços ainda enfrentam problemas causados pelo vandalismo e pelo descarte irregular de resíduos. Plantas como jiboias, bromélias, girassóis-mirins, chuvas de prata e beijinhos são afetadas pelo pisoteio e pela
depredação, principalmente em áreas de grande circulação de pessoas. “Os jardins estão espalhados por vários canteiros para trazer beleza e produção de oxigênio. A cidade mais arborizada do Brasil merece ser também a
mais florida”, afirmou a presidente do FAC, Adir Diniz. Após períodos de maior movimento noturno, equipes encontram restos de alimentos, garrafas, plásticos e outros materiais descartados sobre os canteiros. O cenário aumenta o trabalho de manutenção e exige novos cuidados para recuperar os espaços. Comerciantes e moradores também participam da preservação, como a promotora de vendas Andrea Elizabeth, que destaca a importância das áreas verdes para a qualidade de vida. Parte dos comerciantes da região também ajuda voluntariamente na conservação. Carla, de 22 anos, que trabalha em uma cafeteria na Rua 14 de Julho, auxilia na rega das plantas e pede mais atenção dos frequentadores. Campo Grande foi reconhecida pela ONU pelo sétimo ano consecutivo como “Tree City of the World” em 2026, e a preservação dos espaços verdes depende da participação da população.
VALOR: r$ 2.000,00
CNPJ contratada: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5.000
CNPJ Contratado: 00.205.278/0001-03 - Tiragem: 5.000 - Valor: R$ 2.000,00
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Cidade 1•B
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Táxi da Capital ganha novas categorias com veículos executivos e caminhonetes
Foto: Roberto Ajala
Regulamentação permite ampliação da frota após aprovação da Agetran e cria modalidade voltada ao transporte com mais conforto O transporte por táxi em Campo Grande passa por uma atualização com a autorização para entrada de novos tipos de veículos na frota municipal. A regulamentação permite o uso de caminhonetes e carros de alto padrão, incluindo a modalidade Táxi Black, criada para oferecer uma opção com mais conforto aos passageiros. A mudança foi aprovada após pedido do Sindicato dos Taxistas e análise técnica da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Os veículos que desejarem atuar nas novas categorias deverão passar por homologação e vistoria antes de começar o atendimento. A previsão é que até 20% da frota possa aderir aos
novos formatos. Para os taxistas, a medida representa uma modernização do serviço. Gil Soares, que atua há mais de 20 anos na profissão, afirmou que a novidade atende a uma antiga reivindicação da categoria. “Essa evolução é um anseio de anos e vem através dessa gestão, porque é um reconhecimento à categoria”, disse. Além dos veículos executivos, as caminhonetes passam a ser uma alternativa para passageiros que precisam transportar volumes maiores ou equipamentos de trabalho. Segundo a Agetran, a ampliação será feita de forma gradual, com fiscalização das condições de segurança e adequação dos veículos para cada modalidade.
Novas regras permitem inclusão de veículos executivos e caminhonetes na frota de táxis da Capital.
CDL lança prêmio que Praça Preto Velho terá reforma coloca consumidores com investimento de R$ 536 mil para escolher os Projeto prevê melhorias em melhores do varejo áreas de lazer, esporte e
Foto: Elias Campos
Nova premiação terá 28 categorias entre comércio e serviços e contará com votação popular em duas etapas
Foto: Divulgação
O presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo diz que iniciativa é reconhecer empresas escolhidas pelos consumidores.
O consumidor de Campo Grande será responsável por escolher as empresas que mais se destacam no comércio e nos serviços da Capital. A CDL Campo Grande lançou o Prêmio Melhores do Varejo 2026, iniciativa que substitui o tradicional Mérito Lojista e reúne 28 categorias em uma votação popular gratuita. A premiação contempla 14 segmentos do comércio e 14 de serviços, incluindo áreas como supermercados, moda, construção, alimentação, saúde, educação, turismo, beleza e tecnologia. A proposta é valorizar empresas que movimentam a economia local e aproximar marcas dos clientes por meio de uma escolha feita diretamente pelo público. A votação será realizada em duas etapas. Na primeira fase, os consumidores indica-
rão suas empresas favoritas pelo Instagram da CDL Campo Grande, e as dez mais citadas de cada categoria avançam para a votação oficial no site da entidade. Na etapa seguinte, cada pessoa poderá votar uma vez por CPF, garantindo segurança na apuração. As três empresas mais votadas de cada categoria serão anunciadas como finalistas e participarão da cerimônia de premiação no Bioparque Pantanal. Os vencedores serão revelados durante o evento e receberão troféus personalizados. “O Melhores do Varejo nasce para reconhecer quem faz o comércio de Campo Grande acontecer todos os dias, com a palavra final na mão de quem mais entende disso: o consumidor”, afirmou o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo.
acessibilidade no Jardim Paulista
A Praça Preto Velho, no Jardim Paulista, será revitalizada pela Prefeitura de Campo Grande após a abertura do processo de licitação para execução das obras. O projeto prevê investimento estimado de R$ 536 mil e inclui melhorias em espaços de esporte, lazer e acessibilidade para moradores da região. Entre as intervenções previstas estão a reforma da quadra poliesportiva, do playground, da estação de ginástica e do redário. O projeto também contempla melhorias no piso, instalação de bancos e bebedouros, implantação de rampas de acesso e novas ações de paisagismo para tornar o espaço mais seguro e confortável. Segundo a prefeita Adriane Lopes, a revitalização busca recuperar um ponto tradicional
Praça Preto Velho passará por revitalização com melhorias na estrutura de lazer e convivência da comunidade.
do bairro e fortalecer a convivência entre os moradores. “A Praça Preto Velho é um espaço tradicional e de memória para Campo Grande. A reforma vai devolver aos moradores um ambiente revitalizado, seguro e
acolhedor”, afirmou. As empresas interessadas em executar a obra devem apresentar propostas até as 7h44 do dia 7 de outubro de 2026. A disputa de preços será realizada no mesmo dia, às
7h45. O processo é conduzido pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC), a pedido da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Vacinação contra raiva em cães e gatos será realizada neste domingo
Foto: Divulgação
Ação do CCZ oferece imunização gratuita na Praça do Coophasul das 8h às 12h Cães e gatos de Campo Grande terão uma nova oportunidade para receber a vacina contra a raiva neste domingo (27). A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realiza a imunização gratuita na Praça do Coophasul, localizada na Rua Cotegipe, em frente ao Centro Comunitário, das 8h às 12h. A ação tem como objetivo facilitar o acesso dos tutores que ainda não conseguiram vacinar seus animais durante as visitas das equipes de vacinação casa a casa realizadas na região. Os moradores poderão levar cães e gatos ao ponto fixo para receber a dose de proteção contra a doença.
Segundo o CCZ, a vacinação é a principal forma de prevenção da raiva em animais domésticos e também contribui para reduzir os riscos de transmissão aos seres humanos. “A vacinação é uma medida de prevenção segura e fundamental para manter os animais protegidos e reduzir o risco de transmissão da raiva para as pessoas”, destaca a médicaveterinária Maria Aparecida Conche. A programação poderá ser alterada em caso de chuva forte. A orientação é que os tutores aproveitem a oportunidade e levem seus animais para a imunização, ajudando no controle da doença e na proteção das famílias.
Campanha de vacinação antirrábica busca ampliar a proteção de animais domésticos e prevenir a transmissão da doença.
Turistas de Campo Grande e Três Lagoas vão ajudar a traçar perfil do turismo em MS Pesquisa nacional vai avaliar experiência dos visitantes e levantar dados para melhorar serviços e políticas públicas do setor Campo Grande e Três Lagoas estão entre os municípios brasileiros escolhidos para
participar de uma pesquisa que pretende identificar o perfil dos turistas e avaliar a estrutura ofe-
recida aos visitantes. A Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Itaipu Parquetec, vai ouvir viajantes até o dia 3 de outubro. Nos destinos sul-mato-grossenses, os pesquisadores vão coletar informações sobre origem dos visitantes, tempo de
permanência, transporte utilizado, hospedagem, atividades realizadas, gastos e avaliação dos serviços. A pesquisa nacional prevê cerca de 22,5 mil entrevistas com turistas brasileiros e estrangeiros em diferentes regiões do país. Os dados serão utilizados pelo Observatório Nacional de
Turismo Sustentável para orientar ações do poder público e da iniciativa privada. A expectativa é que os resultados ajudem na criação de novos roteiros, melhoria da infraestrutura e aperfeiçoamento do atendimento aos visitantes. Além das informações sobre viagem e consumo, o levanta-
mento também vai analisar pontos como segurança, acessibilidade, conectividade, qualidade dos serviços e preços. A participação é destinada a turistas maiores de 18 anos que não moram nos municípios pesquisados e que tenham realizado ou pretendam realizar ao menos uma noite de hospedagem no destino.
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2•B Saúde
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Foto: Arquivo
Testemunhas de Jeová mudam orientação sobre transfusão de sangue Nova regra permite que fiéis decidam individualmente sobre quatro componentes, mas mantém proibição de transfusão de sangue total Foto: Fernando Frazão
Luiz Alberto Hiroki Kanamura é o gestor provisório pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.
Organização religiosa informou mudança de entendimento sobre componentes sanguíneos após atualização divulgada em setembro.
As Testemunhas de Jeová atualizaram a orientação sobre o uso de componentes do sangue e passaram a permitir que cada fiel decida individualmente sobre aceitar ou doar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. A mudança foi divulgada pelo Corpo Governante da organização em 18 de setembro de 2026 e altera a forma como essas decisões são tratadas pelos membros. A nova orientação, segundo a entidade religiosa, considera que não há uma determinação bíblica específica sobre esses quatro componentes principais, deixando a escolha para a consciência individual de cada pessoa. A decisão também vale para a doação de sangue destinada ao uso desses componen-
tes em tratamentos médicos. Apesar da mudança, a posição contra transfusões de sangue total permanece mantida pela organização. As Testemunhas de Jeová afirmam que continuam seguindo a interpretação religiosa baseada no princípio bíblico de “abster-se de sangue” e que seus integrantes devem buscar tratamentos médicos compatíveis com suas convicções pessoais. A atualização amplia uma flexibilização já anunciada anteriormente pela instituição. Em março de 2026, a organização havia informado que o uso do próprio sangue em determinados procedimentos médicos e cirúrgicos também passaria a ser considerado uma decisão de consciência individual de cada fiel.
Novo Centro POP amplia atendimento à população em situação de rua na Capital
Justiça afasta diretoria da Santa Casa e nomeia gestor para reorganizar hospital Intervenção judicial terá duração inicial de 180 dias e busca garantir continuidade dos atendimentos e reorganização administrativa A Santa Casa de Campo Grande terá uma nova gestão pelos próximos meses após decisão da Justiça que afastou toda a Diretoria Corporativa e o Conselho de Administração da instituição. O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, nomeou Luiz Alberto Hiroki
Kanamura como gestor provisório pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. A medida atende a um pedido do Ministério Público Estadual e tem como objetivo reorganizar a administração do hospital e evitar prejuízos na prestação dos serviços de saúde. Kanamura terá pode-
res para revisar contratos, negociar com fornecedores e credores, reorganizar equipes e adotar medidas administrativas necessárias para manter o funcionamento da instituição. A decisão determina ainda que o gestor apresente relatórios periódicos sobre contas, contratos, recursos e ações realizadas. O afastamento envolve 20 integrantes da estrutura administrativa, incluindo antigos dirigentes da Santa Casa, conselheiros e responsáveis por áreas estratégicas. Os afastados também ficam impedidos de interferir nas
atividades do hospital e da operadora de saúde vinculada à instituição. O processo está relacionado às investigações da Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público, que apura suspeitas envolvendo contratos e uso de recursos da Santa Casa. Na decisão, o magistrado apontou preocupação com a situação financeira e administrativa do hospital, além do risco de impacto nos atendimentos, citando problemas como atrasos de pagamentos e ameaça de interrupção de serviços essenciais.
Cassems de Corumbá ganha UTI neonatal e pediátrica para ampliar atendimento de alta complexidade
Fotos: Messias Ferreira
Unidade no bairro Amambaí reúne serviços de assistência social, saúde, habitação e apoio para promover inclusão e autonomia Foto: Divulgação
Nova UTI mista Neonatal e Pediátrica do Hospital Cassems de Corumbá amplia atendimento especializado na Região Pantaneira.
Nova estrutura da Cassems conta com 10 leitos e reduz a necessidade de deslocamento de crianças e recémnascidos para outros municípios
Novo Centro POP conta com estrutura ampliada para atendimento e acolhimento da população em situação de rua.
Campo Grande passou a contar com uma nova estrutura de atendimento para pessoas em situação de rua com a ativação do novo Centro POP, localizado no bairro Amambaí. O espaço foi planejado para oferecer acolhimento, acompanhamento social e serviços integrados, ampliando a capacidade de atendimento da rede municipal de assistência. A unidade segue padrões nacionais de atendimento e conta com estrutura como banheiros acessíveis, lavanderia, bagageiro, canil para animais de estimação, salas para oficinas, cozinha, refeitório, biblioteca e áreas de convivência. O local também concentra serviços de orientação, atendimento psicossocial e encaminhamentos para áreas como saúde, habitação e emprego.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), o novo espaço permite ampliar ações voltadas à reintegração social e ao fortalecimento da autonomia dos usuários. A unidade também passa a contar com entrevistador social do Cadastro Único, facilitando o acesso a programas sociais, além de ampliar a presença de serviços como Funsat, Emha e Consultório de Rua. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h, com oferta de alimentação e acompanhamento das equipes técnicas. A expectativa da SAS é manter uma média de 180 a 200 atendimentos registrados por dia, com apoio da Guarda Civil Metropolitana, que mantém plantão permanente no local.
Corumbá passou a contar com uma nova estrutura de atendimento especializado em saúde no dia em que celebrou 248 anos de fundação. A Cassems inaugurou a UTI mista Neonatal e Pediátrica do Hospital Cassems de Corumbá, com 10 leitos de alta complexidade, sendo cinco
destinados a recém-nascidos e cinco para crianças. A unidade foi criada para ampliar a assistência na Região Pantaneira e reduzir a necessidade de transferência de pacientes para centros maiores, como Campo Grande. O serviço foi viabilizado por meio de parceria
entre a Cassems, o Governo do Estado e as prefeituras de Corumbá e Ladário. Para o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a iniciativa representa um avanço na regionalização do atendimento. “O que nós estamos celebrando hoje aqui é uma parceria da saúde pública estadual e municipal de Corumbá e Ladário com a Cassems para que, juntos, possamos dar sustentabilidade a um serviço que é extremamente complexo”, afirmou. O prefei-
to de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, destacou que a estrutura permitirá atender melhor as crianças da região sem a necessidade de longos deslocamentos. A nova UTI começa a funcionar em outubro e, segundo a Cassems, contará com equipamentos modernos e equipe especializada. O presidente da instituição, Ricardo Ayache, ressaltou que a estrutura amplia a oferta de serviços médicos e fortalece a assistência aos moradores de Corumbá e Ladário.
Capital amplia vacinação contra BCG e passa a oferecer dose em 10 unidades de saúde Medida aumenta acesso ao imunizante para recém-nascidos e crianças que ainda não receberam a proteção contra formas graves da tuberculose Pais e responsáveis de recém-nascidos e crianças que ainda não receberam a vacina BCG passam a contar com mais opções de atendimento em Campo Grande. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau)
ampliou a oferta do imunizante, que agora está disponível de segunda a sexta-feira, exceto feriados, em 10 unidades de saúde da Capital. A BCG é uma das primeiras vacinas indicadas para crianças
e, preferencialmente, deve ser aplicada ainda na maternidade, antes da alta hospitalar. A dose única protege principalmente contra formas graves da tuberculose e pode causar a conhecida cicatriz no braço direito como reação esperada da aplicação. Em 2025, Campo Grande aplicou 12.259 doses da vacina e alcançou cobertura de 103,57%, acima da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O índice também considera o
atendimento de crianças de outros municípios que procuram a rede de saúde da Capital. A vacinação pode ser feita nas USFs Caiçara, Ana Maria do Couto, Iracy Coelho, 26 de Agosto, Cidade Morena, Nova Bahia, Coronel Antonino, Noroeste, Coophavila e na Clínica Escola UFMS. A Sesau orienta que os responsáveis levem a caderneta de vacinação para conferir a situação da criança e manter a proteção em dia.
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Cotidiano 3•B
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Presidente do Tribunal de Justiça é finalista em prêmio nacional de inovação no Judiciário
Foto: Divulgação
Desembargador Dorival Renato Pavan concorre na categoria Liderança Exponencial; Tribunal também disputa outras duas premiações O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, foi indicado como finalista da 7ª edição do Prêmio de Inovação J.Ex 2026, na categoria Liderança Exponencial entre os Tribunais Estaduais e Militares. A premiação nacional reconhece iniciativas de modernização, tecnologia e novas práticas de gestão no sistema de Justiça. Além da indicação do presidente, o TJMS também concorre em outras duas categorias: a juíza auxiliar da Presidência, Joseliza Vanzela Turine, disputa o prêmio de Executivo de Inovação, enquanto o projeto Atermação Assistida por IA (AIA) representa o Tribunal na categoria Laboratórios de Inovação. Segundo o desembargador
Dorival Renato Pavan, o reconhecimento reforça a importância do uso de tecnologia e novas formas de gestão para aproximar o Judiciário da população. “Por meio da modernização e de projetos inovadores se constrói uma Justiça mais eficiente e próxima da sociedade”, afirmou. A votação popular da premiação será aberta no dia 15 de novembro. O projeto Atermação Assistida por IA permite receber demandas dos cidadãos por texto ou voz e transformá -las em documentos formais para abertura de processos, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta passou por projeto-piloto presencial em junho, na Coordenadoria de Atermações e Atendimento Judicial do TJMS.
Presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, é finalista em categoria que reconhece lideranças voltadas à inovação no Judiciário.
Arborização de Campo OAB/MS apoia nova estrutura da Ordem e Grande une tecnologia avalia criação de diretorias temporárias e planejamento para Presidente interina Marta do Carmo ampliar áreas verdes Taques afirma Foto: Divulgação
Produção de mudas, escolha de espécies e acompanhamento técnico fazem parte da estratégia para fortalecer a floresta urbana
Foto: Divulgação
Produção de mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado integra ações de arborização urbana da Capital.
Antes de uma árvore ocupar uma calçada, praça ou área verde de Campo Grande, existe um processo que envolve planejamento, produção de mudas e acompanhamento técnico. A política de arborização urbana do município reúne ações para ampliar a presença do verde na cidade, melhorar a qualidade ambiental e garantir que os plantios sejam feitos de forma adequada. O trabalho começa no Viveiro Municipal Flora do Cerrado, onde as mudas são produzidas e preparadas para chegar aos espaços públicos e aos moradores. Em 2025, o local produziu cerca de 40 mil mudas, sendo 27.153 destinadas à população. Entre as espécies estão ipês, jacarandás, pitangas, jabuticabas e outras variedades adaptadas ao clima da região. A escolha de cada árvore segue critérios técnicos que consideram o espaço disponível, o
tamanho da espécie, as raízes, a estrutura das calçadas e a presença de redes elétricas. Pelo Projeto Via Verde, a Prefeitura realizou o plantio de 9.429 mudas em 2025, priorizando áreas com menor cobertura vegetal e locais que receberam melhorias urbanas. A gestão da arborização também passou a contar com tecnologia por meio do sistema Arbolink, que registra informações sobre as árvores da cidade e auxilia no planejamento de novos plantios. Para o secretário da Semades, Ademar Silva Junior, o cuidado com a arborização depende da atuação conjunta entre poder público e moradores. “Cuidar da arborização é muito mais do que plantar uma árvore. É preciso planejar, escolher a espécie adequada, garantir uma muda de qualidade e acompanhar seu desenvolvimento”, afirmou.
que mudanças podem ampliar o atendimento à advocacia e defende debate interno antes de novas estruturas no Estado
A nova configuração da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é vista pela Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/ MS) como uma oportunidade para aproximar ainda mais a entidade dos profissionais. A avaliação é da presidente interina da OAB/MS, Marta do Carmo Taques, que manifesta apoio à Lei nº 15.511/2026 e afirma que a ampliação da estrutura pode ajudar a acompanhar o crescimento da advocacia e atender demandas específicas. A nova legislação alterou o Estatuto da Advocacia para ampliar a composição da Diretoria do Conselho Federal e permitir que Conselhos Seccionais criem diretorias regimentais temporárias de caráter temático. Para Marta, a mudança ocorre em um cenário diferente daquele existente quando o Estatuto da Advocacia foi criado, em 1994. Na avaliação da OAB/MS, o aumento expressivo no número de profissionais e a diversidade das necessidades atuais exigem uma estrutura capaz de alcançar as subseções e também a Capital. A dirigente afirma que a possibilidade de criação de novas diretorias pode contribuir justamente para essa descentralização do atendimento. “A posição da OAB/MS é de total apoio às novas mudanças realizadas pela Lei nº
Presidente interina da OAB/MS, Marta do Carmo Taques, avalia mudanças na estrutura da OAB e possibilidade de diretorias temporárias
15.511/2026. Após mais de 30 anos da criação do Estatuto da Advocacia, o número de profissionais aumentou exponencialmente, bem como as suas atuais necessidades, o que exige maior poder de vascularização para atendimento perante todas as subseções e a Capital”, explica. A legislação também ampliou a composição da Diretoria do Conselho Federal da OAB, que passa a reunir presidente, vice-presidente, secretário-ge-
MS entra em alerta de calor extremo com temperaturas até 5�C acima da média Onda de calor deve atingir todas as regiões do Estado até quarta-feira e exige cuidados com hidratação e exposição ao sol Mato Grosso do Sul deve enfrentar uma sequência de dias com calor intenso a partir deste domingo (27). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para onda de
calor, com previsão de temperaturas cerca de 5°C acima da média em todas as regiões do Estado até quarta-feira (30). O fenômeno ocorre devido à atuação de uma área de baixa pressão entre o norte da Ar-
gentina e o oeste do Paraguai, que favorece a permanência do calor elevado. Segundo o Inmet, o período prolongado de temperaturas extremas pode trazer riscos à saúde, principalmente para idosos, crianças e pessoas com maior vulnerabilidade. A orientação é que a população mantenha a hidratação, evite exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e fique atenta a sinais como mal-estar,
tontura e outros sintomas relacionados ao calor excessivo. Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O alerta começou no sábado (26) e segue válido até as 18h de quarta-feira (30). O Inmet destaca que ondas de calor são caracterizadas por períodos de temperaturas muito acima do esperado para a época do ano e exigem atenção redobrada da população.
ral, corregedor-geral, diretor tesoureiro, diretor administrativo e diretor executivo. As funções permanecem voluntárias e sem remuneração. A nova regra ainda permite que os Conselhos Seccionais criem diretorias regimentais temporárias de caráter temático, conforme seus regulamentos. É justamente essa possibilidade que, segundo Marta, ainda precisa ser analisada internamente pela OAB/MS. A presidente interina ressal-
ta que a nova lei não significa uma criação automática de estruturas nos Estados. Antes de qualquer decisão, o Conselho da seccional deverá discutir as possibilidades e avaliar quais demandas justificariam a adoção desse modelo em MS. “A OAB/MS entende que há necessidade do debate de seu Conselho, para que sejam avaliadas todas as sugestões acerca da possibilidade prevista na nova Lei”, avalia. Na visão da entidade, a ampliação da estrutura não deve representar aumento de custos com remuneração dos dirigentes. Marta destaca que os novos cargos previstos na legislação são não remunerados e avalia que a mudança pode facilitar o encaminhamento das demandas da categoria. “Acreditamos que a finalidade dessas mudanças, com a criação de novos cargos, todos não remunerados, muito pelo contrário, desburocratiza e facilita a resolução e atendimento das demandas de toda a advocacia, pois são mais colegas trabalhando em prol de um mesmo objetivo, que é atender as demandas prementes da classe”, detalha. A mudança atualiza dispositivos da Lei nº 8.906/1994, o Estatuto da Advocacia e da OAB. O texto aprovado estabelece que a nova composição da diretoria nacional entra em vigor com a publicação da lei e deixa aos Conselhos Seccionais a possibilidade de criar diretorias temporárias conforme suas próprias necessidades e regras internas. Em MS, portanto, a discussão agora passa pela análise do próprio Conselho da OAB/MS. A avaliação da presidência interina é de que a nova estrutura pode ampliar a capacidade de atendimento da entidade, mas a eventual criação de diretorias temporárias dependerá do debate e das decisões internas da seccional. Foto: Saul Schramm
Altas temperaturas devem marcar os próximos dias em Mato Grosso do Sul, segundo alerta do Inmet.
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4•B Entrevista
Campo Grande, 27 de setembro de 2026
Foto: Rafael Rodrigues
Reinaldo Azambuja Candidato ao Senado pelo PL
‘Eu quero ser o senador dos municípios’ Candidato ao Senado pelo PL fala sobre economia, saúde, segurança pública, STF, pesquisas eleitorais, municípios e uma possível participação em eventual governo de Flávio Bolsonaro
O
candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul pelo PL, Reinaldo Azambuja, participou de entrevista ao Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação, e apresentou suas principais propostas para uma eventual atuação no Senado Federal. Ex-governador por dois mandatos, Azambuja falou sobre economia, saúde, segurança pública, fronteiras, relação com municípios, STF, pesquisas eleitorais e a possibilidade de participar de um eventual governo federal de Flávio Bolsonaro.Ao longo da conversa, o candidato também fez um balanço de sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul e afirmou que pretende levar para Brasília uma atuação voltada aos municípios e à busca de investimentos. Confira a entrevista: A Crítica: Os levantamentos recentes mostram uma disputa acirrada para a Presidência da República. Como o senhor interpreta esse cenário e o que ele revela sobre o sentimento da população? Reinaldo Azambuja: Eu vejo que o Brasil passa por uma extrema dificuldade hoje. O custo do Brasil está caro, o comércio não vai bem. A dona de casa, o trabalhador, está endividado. O poder de compra salarial diminuiu. Você não compra a mesma coisa que comprava há quatro anos.A indústria brasileira está passando por um momento difícil. Ela não é mais competitiva por conta do juro alto, da Selic alta. Então, quando eu entendo que não tem nada de novo para oferecer, e pelo alto índice de rejeição daqueles que aprovam o governo, eu vejo que isso espelha uma realidade daquilo que a população brasileira está sentindo. A Crítica: Saúde, economia e segurança aparecem entre as principais preocupações dos eleitores. Como um senador pode atuar nessas áreas? Reinaldo Azambuja: Na economia, precisamos fazer o que nós fizemos no Mato Gros-
so do Sul: diminuir o tamanho da estrutura, da máquina pública. Gastar menos com o governo para gastar mais com as pessoas. Para que 38 ministérios? Estados Unidos têm 15, a China tem 25, a Argentina tem nove. Precisamos diminuir a gastança, fazer um ajuste grande no governo federal, fazer as estatais voltadas ao lucro e cuidar das finanças do Brasil. O governo está gastando acima do que arrecada. Isso gera inflação, aumenta o custo de vida e reduz a atividade econômica.
mas são independentes. O Executivo executa, o Legislativo legisla, cuida e fiscaliza, e o Judiciário julga quando existe algum conflito. O STF é uma corte constitucional e deveria estar focado naquilo que a Constituição estabelece. Na minha avaliação, houve uma extrapolação e existem situações sob suspeição que precisam ser analisadas.
A Crítica: E na saúde?
Reinaldo Azambuja: Se eu for eleito senador, espero que até fevereiro do ano que vem o Supremo cumpra seu papel. Não estamos falando em condenar ninguém. Estamos falando em afastar, investigar e, se houver culpa, punir. O Senado tem uma prerrogativa constitucional. Se houver provas, o processo deve seguir os procedimentos previstos. Como qualquer cidadão, a pessoa precisa ter direito de defesa e, havendo culpa comprovada, deve responder por aquilo que fez.
Reinaldo Azambuja: O governo federal congelou a tabela do SUS. Você tem uma fila enorme hoje nos hospitais, de pessoas esperando atendimento, cirurgia eletiva, ultrassom, ressonância e tomografia. Nós precisamos aumentar a tabela SUS. O Senado pode ajudar nisso. O Senado pode ajudar a fazer as reformas e discutir um modelo que permita que os hospitais tenham condições de atender melhor a população. A Crítica: Como o senhor pretende atuar na segurança pública? Reinaldo Azambuja: Segurança é um tema que precisa de integração. Quem cuida hoje das fronteiras de Mato Grosso do Sul é muito do trabalho da polícia estadual, especialmente do DOF. Nós estruturamos essa polícia, compramos helicóptero, colocamos policiais, fuzis, armamento e viaturas novas. Mas não dá para fazer sozinho. Eu queria parceria do governo federal, queria a Polícia Federal junto, a Polícia Rodoviária Federal mais aparelhada e com mais pessoas. Precisamos fortalecer a inteligência. A Crítica: O senhor falou sobre segurança, mas existe também uma discussão institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Qual deve ser o papel do Senado? Reinaldo Azambuja: Primeiro, nós precisamos voltar à normalidade. Os poderes, pela Constituição, são harmônicos,
A Crítica: O senhor defende um processo de impeachment?
A Crítica: O senhor aparece em posição de destaque nas pesquisas para o Senado. Como recebe esses números?
O custo do Brasil está caro, o comércio não vai bem. A dona de casa, o trabalhador, está endividado. Reinaldo Azambuja: Eu vou voltar um pouco no tempo. Em 2012, fui candidato a prefeito de Campo Grande. Você lembra do Ibope? O Ibope mentiu. Em 2014, mentiu de novo, quando ganhei as eleições para o governo. Em 2018, mentiu novamente. Então, pesquisa é metodologia. Eu agradeço por estar aparecendo bem, mas acredito na pesquisa do dia 4 de outubro. Essa é o espelho da vontade do eleitor. A Crítica: O senhor atribui sua posição nas pesquisas ao trabalho realizado como governador? Reinaldo Azambuja: Eu acredito que o reflexo de estar bem nas pesquisas é de um governo que olhou pelo social, que cuidou das pessoas, que
foi municipalista e levou obras e investimentos às 79 cidades. Eu fico muito feliz quando entro em um município e recebo um abraço, aperto uma mão e escuto um agradecimento pelo trabalho realizado. Isso mostra que valeu a pena estruturar o governo e fazer Mato Grosso do Sul crescer e se desenvolver. A Crítica: Qual seria a principal característica do seu mandato no Senado? Reinaldo Azambuja: Eu quero ser o senador dos municípios. Eu fui o governador que olhou pelos municípios. Quero levar recursos, abrir portas e ajudar os prefeitos e as cidades. No Senado, cada Estado tem três senadores. Um senador de Mato Grosso do Sul tem o mesmo peso de um senador de São Paulo. É diferente da Câmara Federal, onde a representação é proporcional à população. A Crítica: Existe a possibilidade de o senhor assumir um ministério caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente? Reinaldo Azambuja: Primeiro, para um presidente nomear ministro, ele precisa ganhar a eleição. Houve uma conversa comigo e com o Rogério Marinho sobre ajudar na transição do governo, caso isso aconteça. Eu não fujo dos desafios de ajudar o Brasil. Mas sou candidato ao Senado e quero chegar ao Senado para defender Mato Grosso do Sul.
dúvida. Quero defender o sul -mato-grossense, a reforma tributária, as fronteiras e os interesses do nosso Estado. Se for chamado para ajudar o Brasil, não vou fugir da raia. Mas minha prioridade é o nosso povo, nossa gente e Mato Grosso do Sul. A Crítica: Como o senhor avalia a decisão de Nelsinho Trad de deixar a disputa e ser seu primeiro suplente? Reinaldo Azambuja: O Nelson é uma pessoa de grupo e companheiro. Ele abriu mão de uma candidatura muito possível de ser reeleito para ajudar na unidade do grupo. Foi um gesto de grandeza. Ele tem uma história por Campo Grande e por Mato Grosso do Sul e vai contribuir muito conosco, ajudando os municípios e o governo em Brasília. A Crítica: O senhor faria alguma coisa diferente nos seus oito anos de governo? Reinaldo Azambuja: Eu repetiria tudo o que foi feito para salvar Mato Grosso do Sul. As reformas tiraram o Estado de uma situação difícil e permitiram que ele tivesse condições de fazer políticas públicas, gerar empregos e atrair investimentos. O que eu faria diferente é a comunicação. Eu comunicaria melhor as reformas. Explicaria por que a reforma da Previdência precisava ser feita e por que determinadas medidas foram necessárias.
A Crítica: Então o Senado continua sendo sua prioridade?
A Crítica: Caso o senhor seja eleito senador e Fábio Trad seja eleito governador, como seria essa relação?
Reinaldo Azambuja: Sem
Reinaldo Azambuja: Eu fui
deputado federal com Dilma presidente. Era oposição e fazia meu papel de oposição, criticando e apontando aquilo que considerava errado. Depois fui governador com ela presidente durante dois anos. Também tivemos uma relação institucional. Depois veio Michel Temer, Bolsonaro e agora o governador Eduardo Riedel governa com Lula na Presidência. É possível governar bem mesmo quando existem diferenças políticas. O que importa é defender Mato Grosso do Sul. A Crítica: Quais pautas estaduais o senhor pretende levar ao Senado? Reinaldo Azambuja: Quero reajustar a tabela SUS, trazer de volta a ferrovia para Mato Grosso do Sul, liberar a hidrovia e olhar pelos municípios e pelos Estados brasileiros. Também precisamos concluir obras importantes. Eu assinei a ordem da ponte da Rota Bioceânica em dezembro de 2022. Agora precisamos garantir os acessos e a infraestrutura necessária para que ela tenha efetivamente o impacto econômico esperado. A Crítica: Para encerrar, qual mensagem o senhor deixa ao eleitor? Reinaldo Azambuja: Eu quero agradecer pelas oportunidades que Mato Grosso do Sul me deu, pelos espaços que ocupei para defender o Estado e nossa gente. Quero pedir um voto para senador, mas também reforçar que a escolha pertence ao eleitor. Minha intenção é chegar ao Senado para defender Mato Grosso do Sul, os municípios e ajudar nas mudanças que o Brasil precisa.
Mato Grosso do Sul lidera ranking de trabalhadores que atuam com veículos Dados do IBGE mostram avanço de atividades como transporte e entregas por aplicativo, além de aumento da escolaridade dos trabalhadores Mato Grosso do Sul tem a maior proporção do país de trabalhadores que exercem atividades utilizando veículos automotores, segundo a PNAD Contínua 2025, divulgada pelo IBGE. O levantamento aponta que 7,9% das pessoas ocupadas no Estado estão nesse grupo, o
equivalente a cerca de 90 mil trabalhadores, incluindo motoristas e entregadores de aplicativos. O cenário representa uma mudança no mercado de trabalho sul-mato-grossense ao longo dos últimos anos. Desde 2012, o número de pessoas na força de trabalho com 14 anos ou mais
cresceu 21,3%, passando de 1,25 milhão para 1,51 milhão. No período, setores como transporte, armazenagem e correio ganharam participação, enquanto atividades como agropecuária e serviços domésticos perderam espaço. A pesquisa também mostra avanço na formação dos trabalhadores. O número de pessoas ocupadas com ensino superior completo aumentou de 147 mil para 376 mil em 13 anos, enquanto a participação desse grupo chegou a 25,6% do total
de trabalhadores. Já a parcela sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 37,9% para 20,1%. Outro destaque foi a maior presença feminina em jornadas noturnas ou parcialmente noturnas. O número de mulheres nessa condição passou de cerca de 24 mil, em 2012, para 64 mil em 2025, crescimento de 167%. Apesar das mudanças no perfil profissional, a taxa de trabalhadores associados a sindicatos caiu no período, passando de 14,5% para 6%.
SETEMBRO AMARELO - MÊS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO E VALORIZAÇÃO DA VIDA.
Edição 2323 • Campo Grande,MS 27 de Setembro de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)
Título mostra a força do hipismo no estado e coroa trabalho feito longe dos grandes centros PÁGINA 03
Expogenética MS amplia espaço para empresas e aposta em novos negócios FOTO: DIVULGAÇÃO
Feira em Campo Grande terá participação de marcas de diferentes setores e prevê movimentar mais de R$ 200 milhões durante 11 dias
A
Expogenética MS 2026 terá uma novidade na terceira edição: empresas de diferentes setores, além da pecuária, poderão participar da feira com espaços comerciais no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. A programação, marcada para ocorrer entre 29 de outubro e 8 de novembro,
contará com lojas de roupas, bancos, concessionárias, restaurantes e empresas ligadas ao turismo. A expectativa da organização é movimentar mais de R$ 200 milhões em negócios durante os 11 dias de evento. O cálculo inclui não apenas os leilões de animais, mas também vendas de máquinas,
Expogenética MS terá programação voltada à pecuária, negócios, entretenimento e novos segmentos comerciais no Parque Laucídio Coelho.
Serão realizados cerca de 25 leilões durante os 11 dias de evento
equipamentos, insumos, seguros, consórcios e operações financeiras realizadas durante a feira. Apesar da ampliação dos segmentos, a genética Nelore continua como principal foco da Expogenética, com previsão
de cerca de 25 leilões, julgamentos, shopping de animais, palestras e rodadas de negócios. A organização também espera superar o público da edição anterior, que recebeu aproximadamente 140 mil visitantes.
Segundo o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore-MS), Paulo César de Matos Oliveira, a proposta é transformar a feira em uma vitrine para diferentes áreas da economia. “A Expogenética
movimenta uma cadeia muito maior do que os próprios leilões de animais. Quando trazemos milhares de pessoas para Campo Grande, todos os segmentos acabam participando desse movimento”, afirmou.
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2 CADERNO LIGHT
Campo Grande, 27 de Setembro de 2026
TEATRO FOTO: ADDI
Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .
Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com
SÉRIE
AHS 13 estreia com reencontro FOTO: REPRODUÇÃO
Visitantes podem conferir a exposição Florarium na Casa de Cultura até 24 de outubro.
Jessica Lange chegou a divulgar em entrevistas que não voltaria para uma nova temporada de AHS. Mas a pedido do criador, Ryan Murphy ela volta para essa temporada "comemorativa" que celebra o cabalístico número 13, importante no universo da serie.
Quinze anos depois de sua estreia, American Horror Story chega à 13ª temporada com uma proposta inédita: reunir personagens e atores marcantes de diferentes fases da antologia de terror criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk. A temporada estreou em 24 de setembro de 2026, nos Estados Unidos, pela FX e Hulu, com 13 episódios. Batizada simplesmente de “American Horror Story: 13”, a nova temporada é tratada por Murphy como uma espécie de “greatest hits” da franquia. A produção recupera elementos principalmente das seis primeiras temporadas e combina referências de Murder House, Asylum, Coven, Freak Show, Hotel e Cult. O próprio Murphy descreveu o resultado como uma mistura de Murder House, Coven e Hotel, embora tenha deixado claro que a história não é simplesmente uma continuação de Coven. A principal atração está no elenco. Jessica Lange, ausente como presença regular desde Freak Show, retorna interpretando novamente personagens de sua trajetória na série. Sarah Paulson volta como Cordelia Goode, Evan Peters reprisa personagens como Kai Anderson e outros nomes conhecidos também estão de volta, entre eles Angela Bassett, Kathy Bates, Emma Roberts, Billie Lourd, Gabourey Sidibe e Leslie Grossman. O retorno de Lange é particularmente simbólico. A atriz participou das quatro primeiras temporadas e apareceu novamente em Apocalypse, mas havia afirmado anteriormente que não pretendia voltar à franquia. Para Murphy, entretanto, a temporada 13 só poderia existir com a participação da atriz. Curiosamente, alguns intérpretes assumem mais de um personagem, inclusive em determinadas cenas. Murphy revelou que Evan Peters chegou a contracenar consigo mesmo, interpretando personagens diferentes. Outro elemento central é a volta das bruxas de Coven. A Academia Robichaux foi reconstruída para a produção, e personagens como Cordelia e Marie Laveau estão novamente no universo da série. A temporada também recupera figuras como Twisty, o Palhaço, Rubber
Man e outros personagens reconhecíveis pelos fãs. A ideia de reencontro ganha ainda mais peso porque American Horror Story passou por diferentes estilos ao longo dos anos. Murder House apresentou a família Harmon e uma casa assombrada; Asylum levou o terror para um manicômio; Coven explorou bruxaria e voodoo; Freak Show acompanhou artistas de um circo de aberrações; Hotel mergulhou no terror sobrenatural de um hotel; Roanoke brincou com o formato documental; Cult abordou paranoia e radicalização política; Apocalypse promoveu o grande crossover entre temporadas; 1984 homenageou o terror slasher; Double Feature dividiu sua narrativa em duas histórias; NYC levou a série para o thriller urbano; e Delicate explorou gravidez, paranoia e horror psicológico. Em audiência, a trajetória também é curiosa. Nas primeiras temporadas, a série alcançou números expressivos na televisão a cabo: a primeira temporada teve média de 2,82 milhões de espectadores, enquanto Asylum ficou em 2,53 milhões e Coven chegou a 4 milhões. Freak Show manteve média de 3,85 milhões e Hotel, 2,89 milhões. Nas temporadas mais recentes, porém, a audiência linear caiu significativamente com a migração do público para o streaming. NYC, por exemplo, teve média de aproximadamente 267 mil espectadores na medição Live+Same Day, enquanto Delicate chegou a cerca de 298 mil. Esses números não contabilizam integralmente a audiência posterior em streaming. Ainda assim, o interesse pela franquia permanece elevado: segundo a Nielsen, entre maio de 2024 e agosto de 2026, os americanos acumularam mais de 7 bilhões de minutos assistidos de American Horror Story no Hulu, equivalente a mais de 13 mil anos de exibição.
FICHA TÉCNICA "AHS 13" TEMPORADA: 13ª com 13 episódios CRIADORES: Ryan Murphy e Brad Falchuk STREAMING: Hulu / Disney+ GÊNERO: Terror, drama, suspense e antologia PRINCIPAIS RETORNOS: Jessica Lange, Sarah Paulson, Evan Peters, Angela Bassett, Kathy Bates, Emma Roberts, Billie Lourd, Gabourey Sidibe e Leslie Grossman DESTAQUES DE PERSONAGENS: Constance Langdon, Cordelia Goode, Madison Montgomery, Marie Laveau, Kai Anderson, Twisty e Rubber Man
Casa de Cultura recebe exposição com 36 artistas inspirados na natureza de MS Exposição Florarium acontece até 24 de outubro e reúne obras inspiradas na biodiversidade do Cerrado
A
relação entre arte e biodiversidade é o ponto central da Vernissage Florarium, mostra independente que reúne 36 artistas e entusiastas da botânica na Casa de Cultura, em Campo Grande. A programação propõe um momento de contemplação e troca de saberes sobre a flora de Mato Grosso do Sul, com trabalhos inspirados nos biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. Com curadoria coletiva de Addi, Bejona e Lumar, o projeto surgiu a partir de uma ideia inicial mais simples e ganhou novas dimensões ao envolver diferentes nomes da produção cultural sul-mato-grossense. Entre os destaques está um grande painel de tecido pintado em aquarela, criado de forma colaborativa com referências
de flores nativas e endêmicas do Estado. O que começou como uma reunião de dois estilos artísticos se transformou em uma experiência coletiva, reunindo diferentes trajetórias e linguagens. A construção do trabalho também revelou os desafios de uma produção independente, que exige participação dos envolvidos em diversas etapas, desde a organização até a busca por parcerias. Diante do crescimento da ideia inicial, Addi convidou Bejona e Lumar para dividir a curadoria e contribuir com a seleção dos participantes e com a construção da identidade da apresentação. “Chamei a Bejona e o Lumar porque sabia que uma exposição tão grande precisaria de
apoio e não daria conta de tudo sozinho. Como foi uma mostra independente, é completamente diferente de uma exposição com financiamento público ou privado, onde cada profissional fica concentrado em uma função específica”, conta. A exposição também presta homenagem ao Ipê Amarelo, escolhido como símbolo por representar a relação entre natureza e identidade sul-mato-grossense. Na visão de Addi, valorizar elementos regionais não significa limitar a criação artística, mas ampliar as possibilidades de interpretação sobre o território. “Mato Grosso do Sul pode precisar do regionalismo, mas esse regionalismo não precisa ser visto como um aprisionamento e sim como oportunidade, cultura que se renova, educa, muda perspectiva e deslumbra não só os turistas, mas os próprios residentes.” Além do painel coletivo, o público encontra pinturas, esculturas, instalações, poemas
e outras expressões inspiradas na fauna, na flora e nos biomas do Estado. A programação também reúne materiais educativos sobre as riquezas naturais da região. Para o curador, levar temas ambientais para o campo artístico ajuda a aproximar as pessoas do território onde vivem e amplia o debate sobre preservação e conhecimento da biodiversidade. “Os artistas constroem o imaginário coletivo das pessoas e conseguem direcionar assuntos relevantes, não só na questão ambiental como na educativa. As pessoas precisam saber onde vivem, qual a importância e como isso as afeta”, destaca. Com entrada gratuita, a mostra Vernissage Florarium segue aberta ao público até 24 de outubro, na Casa de Cultura, localizada na Avenida Afonso Pena, 2270, Centro. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h.
GASTRONOMIA
Festival Internacional da Carne encerra edição neste domingo com gastronomia e música
FOTO: UARI SKILO
Evento no Parque Laucídio Coelho reúne estações de carne, atrações culturais e atividades para toda a família O público tem neste domingo (27) a última oportunidade de visitar o Festival Internacional da Carne, realizado no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. Com entrada gratuita, o evento reúne mais de 30 estações de carne, atrações musicais e atividades para diferentes públicos, com pagamento apenas dos produtos consumidos no local. No encerramento da pro-
gramação, o palco recebe apresentações de Zezé do Pantanal e Renato Pacheco. Além da música, os visitantes podem aproveitar espaços gastronômicos, oficinas do Senac MS, estandes de economia criativa, ações do Sebrae MS e atividades voltadas para crianças, como a Fazendinha com animais de pequeno porte e brinquedos. A edição deste ano também destaca a participação
Festival Internacional da Carne chega ao último dia com programação gastronômica e atrações musicais em Campo Grande.
da Boibras como fornecedora oficial da carne utilizada nas estações do festival. A empresa conquistou habilitação para exportar carne bovina aos Estados Unidos e, segundo a organização, a iniciativa reforça a conexão entre produtores, indústria, gastronomia e consumidores.
O festival ocorre no Parque Laucídio Coelho, na Rua Américo Carlos da Costa, no Jardim América. O evento divide o espaço com a Expoequestre MS, que também segue até domingo, e os visitantes devem ficar atentos aos acessos e ao estacionamento compartilhado entre as duas programações.
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Campo Grande, 27 de Setembro de 2026
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HIPISMO
Título mostra a força do hipismo no estado e coroa trabalho feito longe dos grandes centros FOTOS: DIVULGAÇÃO/CLAC
Equipe de MS venceu a categoria Jovem Cavaleiro, em Indaiatuba, e dois dos quatro atletas campeões treinam no Centro Hípico Letícia Brito
A
conquista inédita de Mato Grosso do Sul no Campeonato Brasileiro de Jovens Cavaleiros de Hipismo, em Indaiatuba (SP), representa mais do que uma medalha para o esporte estadual. Para Letícia Brito, proprietária do Centro Hípico Letícia Brito (CHLB), o resultado mostra que atletas sul-mato-grossenses conseguem competir em alto nível mesmo vindo de uma região que ainda está distante da estrutura e da frequência de provas encontradas nos principais polos do País. A equipe de MS foi campeã na categoria Jovem Cavaleiro, com obstáculos de até 1,20 metro, no último dia 13. O time contou com Felipe dos Santos Leite, montando Maestro da Vista; Isadora Martins Christianini, com Dream Boy HR; Luiza Saldanha Carvalho, com Castente Z; e Gabrielli Lomba Azevedo, com Calixto.
O Estado terminou à frente do Paraná e de Minas Gerais, enquanto Felipe ainda conquistou a quinta colocação individual entre 60 conjuntos. Para Letícia, o desempenho tem um significado especial justamente pelas dificuldades enfrentadas pelos atletas de Mato Grosso do Sul para disputar competições de grande porte. Segundo ela, a estrutura disponível no Estado exige um esforço maior de quem busca competir nacionalmente, mas o resultado mostra que essa distância não impede a formação de conjuntos competitivos. “A importância desse título é mostrar que a gente está no nível dos melhores do Brasil. Em MS não é como São Paulo, Rio ou Brasília, em questão de competições e de viabilidade para ir a provas importantes. Muitas vezes precisamos fazer um esforço maior para sair daqui e chegar a lugares mais
Treinamento em campo: equipe intensifica os preparativos com atividades práticas antes dos próximos desafios.
afastados”, explica. O resultado também teve impacto direto no CHLB. Dos quatro integrantes da equipe campeã, dois são atletas do Centro Hípico Letícia Brito, e um deles, Felipe dos Santos Leite, ainda garantiu presença no pódio individual. Para Letícia, a conquista não pode ser atribuída somente aos cavalei-
Isadora Christianini e Dream Boy.
ros e amazonas que aparecem na pista, mas a toda a estrutura que existe por trás de cada apresentação. “Eles foram campeões por equipe e um dos nossos atletas também conquistou o pódio no individual, no 1,20 metro. Todo esse nosso esforço vale a pena. É um reflexo de muito trabalho e de muitas pessoas envolvidas, como veterinários, tratadores e todo mundo que faz parte do dia a dia do cuidado dos cavalos”, diz. Preparação foi além dos treinos tradicionais - Um dos diferenciais apontados por Letícia para a preparação da equipe foi a criação de uma rotina mais próxima da realidade das grandes competições. Como MS possui uma frequência menor de provas oficiais em comparação com Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, o CHLB criou um ranking interno anual para que os alunos tivessem mais contato com situações de competição. “Aqui, da federação, a gente tem uma competição por mês. Então, querendo ou não, nossos atletas vivenciam muito menos essa experiência do que atletas de outros lugares. Criamos esse
ranking interno justamente para eles conseguirem trabalhar essas dificuldades vividas nos dias de competição”, detalha. A preparação para o Brasileiro também foi individualizada. De acordo com Letícia, cada conjunto formado por cavaleiro ou amazona e cavalo apresenta características próprias, o que exige planejamento durante todo o ano. O treinamento, portanto, não se resume aos dias que antecedem uma prova nacional, mas envolve a identificação e o trabalho das dificuldades específicas de cada conjunto. Outro ponto destacado pela proprietária do CHLB foi o cuidado com os animais. Os cavalos recebem acompanhamento veterinário e tratamentos que fazem parte da rotina de preparação, incluindo acupuntura, terapia com LED e banho de gelo após os saltos. Para Letícia, o bem-estar animal é parte fundamental do desempenho esportivo. “Os nossos cavalos são realmente atletas. A maioria faz acupuntura, terapia com LED e, toda vez que salta, faz banho de gelo. Antes de uma competição importante, muitas vezes intensi-
ficamos ainda mais esse cuidado. É um trabalho do dia a dia.” Conquista pode ampliar espaço do esporte no Estado - A vitória em Indaiatuba também pode ajudar a colocar o hipismo em uma posição de maior evidência dentro do cenário esportivo sul-mato-grossense. Letícia avalia que o Estado possui forte tradição em outros esportes equestres, enquanto o hipismo ainda não ocupa o mesmo espaço. “O título nacional pode, sim, ajudar a ampliar e dar mais visibilidade para o hipismo no nosso Estado. Aqui é uma região onde temos outros esportes equestres muito fortes, mas o hipismo nem tanto. O hipismo não é um esporte tradicional do Estado”, avalia. A temporada, porém, ainda não terminou. Os conjuntos têm pela frente outras competições nacionais e provas importantes dentro de MS, além da continuidade do ranking anual da federação. “O que precisamos fazer para continuar é manter o simples bem feito. A parte do bem-estar animal, o treinamento, tudo aquilo que já fazemos. É só manter o que sabemos que dá certo”, finaliza.
SUPERAÇÃO
Mulheres que venceram o câncer de mama desfilam na passarela FOTO: DIVULGAÇÃO
Desfile no Hospital do Amor reúne pacientes que enfrentaram a doença e transforma histórias de superação em um alerta sobre a importância da prevenção Mulheres que um dia chegaram ao Hospital do Amor em Campo Grande carregando o medo de um diagnóstico de câncer de mama voltarão à unidade em uma situação bem diferente. No dia 14 de outubro, às 9h30, elas serão as modelos de um desfile que pretende transformar as histórias de superação em um alerta de prevenção e do quanto o diagnóstico precoce podem fazer diferença na luta contra a doença. A ideia surgiu a partir do reencontro da equipe com antigas pacientes da unidade de prevenção. Elas retornaram ao hospital para realizar exames de acompanhamento e foram encontradas em uma nova fase da vida, depois de terem passado pelo diagnóstico e pelo tratamento. Para a organizadora Flávia Miranda, foi justamente esse reencontro que deu origem à proposta do desfile. “A ideia nasceu de forma muito natural, a partir do reencontro com antigas pacientes que haviam recebido o diagnóstico de câncer de mama na unidade de prevenção anos atrás. Ao retornarem para os exames de rotina, percebemos que elas estavam em uma fase
de vida completamente nova e vitoriosa”, lembra. O desfile pretende provocar uma reflexão sobre o cuidado com a própria saúde. A presença das mulheres na passarela será utilizada para mostrar, de maneira concreta, que a descoberta da doença não precisa representar o fim dos projetos pessoais. A mensagem defendida pela organização é de que a prevenção vale a pena e que o diagnóstico precoce é fundamental para o enfrentamento do câncer de mama. Um dia de estrela para quem enfrentou a doença - As participantes são mulheres que descobriram o câncer na própria unidade de prevenção, passaram pelo tratamento e agora retornam para compartilhar uma história diferente. A preparação para o evento começa cedo: por volta das 6h, elas chegam ao hospital para receber uma produção especial antes de entrar na passarela. Com a ajuda de parceiros e voluntários, as pacientes terão cabelo, maquiagem, roupas e calçados preparados especialmente para o desfile. A proposta é que cada participante viva o momento não apenas como
Desfile reúne mulheres em diferentes momentos da programação e atrai olhares do público.
uma paciente que enfrentou uma doença, mas como protagonista de uma história de superação. “O desfile tem o papel crucial de devolver o protagonismo a quem passou por tantas barreiras e tratamentos dolorosos. Ao ouvirem os aplausos e compartilharem seus relatos de vitória no final da passarela, essas mulheres ressignificam a dor”, explica. Para Flávia, esse aspecto também está relacionado à autoestima. O câncer de mama pode provocar mudanças profundas na relação da mulher com o próprio corpo e com a própria identidade. Por isso, o evento cria um momento em que elas possam recuperar a
sensação de protagonismo e celebrar uma nova etapa da vida. Prevenção estará no centro da programação - A organização também pretende aproveitar o encontro para aproximar a população dos serviços gratuitos de prevenção oferecidos pelo Hospital do Amor em Campo Grande. A unidade é especializada no rastreamento dos cânceres de mama e do colo do útero e realiza exames preventivos, como a mamografia, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. A proposta é usar as histórias das participantes como um chamado para que outras mulheres deixem o medo e a desinformação de lado e
procurem os serviços de saúde. Durante a ação, o público receberá orientações sobre prevenção e também informações sobre como ter acesso aos exames gratuitos oferecidos pela unidade. “A principal mensagem é mostrar à população que a prevenção vale a pena e que o câncer de mama tem cura. Queremos transformar histórias difíceis em um símbolo de esperança e incentivo para que outras mulheres se cuidem.” Quando uma alteração é identificada durante os exames, a paciente recebe orientação e encaminhamento para a rede parceira especializada, de acordo com a necessidade de tratamento. Esse acompa-
nhamento faz parte da proposta de oferecer atendimento desde a prevenção e o rastreamento até o encaminhamento de casos que necessitem de cuidados oncológicos. Para Flávia, ver mulheres saudáveis, cheias de vida e dispostas a compartilhar suas experiências ajuda a quebrar a ideia de que um diagnóstico representa necessariamente uma sentença. “Ao verem mulheres saudáveis, bonitas e cheias de vida após a doença, o público compreende visualmente que o diagnóstico precoce não é uma sentença, mas sim um caminho para a cura. O evento é um lembrete vivo e alegre de que os exames de rotina salvam vidas”, finaliza.
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Campo Grande, 27 de Setembro de 2026
Geely EX5 2027 ganha potência e tecnologia
FOTO: REPRODUÇÃO
A Geely renovou profundamente o EX5 elétrico para 2027. Quatro das cinco versões adotam arquitetura de 800 V, recarga 6C, tração traseira e motor de 333 cv. As baterias variam de 60,22 a 70,01 kWh, com autonomia de até 635 km no ciclo CLTC. O SUV também ganhou porta-malas dianteiro de 160 litros, visual inspirado na Volvo e interior mais refinado, com central de 15,4", HUD e carregamento sem fio de 50 W.
Chevrolet derruba o preço do Onix automático para menos de R$ 99.990 FOTOS: REPRODUÇÃO
Oferta é focada no ECO Turbo AT, versão que roda exclusivamente com etanol e tem 115 cv
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ada vez mais raros, os carros abaixo da barreira psicológica dos R$ 100 mil voltaram a ganhar uma opção de peso. É o caso do Onix ECO com carroceria hatch, novidade da linha 2027 do compacto e que apareceu em oferta no site da Chevrolet por R$ 99.990. Com isso, fica abaixo até mesmo do valor de tabela da versão de entrada, hoje tabelada em R$ 102.890. Só há um porém: mesmo sendo um Onix automático, a versão escolhida para a oferta roda somente com combustível derivado da cana, tal como nos carros vendidos entre os anos 1980 e meados dos anos 2000. Mas, para quem não ligar para esse detalhe, há mimos como câmbio automático e bom pacote de equipamentos.
Chevrolet Onix ECO tem motor turbo rodando apenas com etanol
Dianteira do Onix, marcada pela nova configuração da grade, dos faróis e das entradas de ar.
Interior do Chevrolet Onix, com volante multifuncional e quadro de instrumentos integrado ao painel.
Como é o Onix ECO?
Tirando a identificação ECO na carroceria, praticamente nada diferencia essa versão dos demais Onix da linha 2027. O hatch mantém a mesma dianteira, rodas e acabamento das configurações equivalentes, além das proporções conhecidas do modelo, com 4,169 metros de comprimento, 1,746 m de largura, 1,473 m de altura e 2,551 m de entre-eixos.
O porta-malas comporta 303 litros, enquanto o tanque leva 44 litros e o peso em ordem de marcha fica em 1.085 kg. A capacidade de carga é de 375 kg, números idênticos aos das demais configurações com carroceria hatch. Sob o capô está o que realmente torna o ECO diferente. O conhecido 1.0 turbo de três cilindros da família CSS Prime continua entregando 115 cv e 16,8 kgfm de torque e trabalhando com câmbio automático de seis marchas, mas recebeu uma calibração específica para funcionar exclusivamente com etanol. A Chevrolet mexeu no gerenciamento da ignição e da combustão, ainda que sem promover alterações mais profundas como aumento da taxa de compressão ou da pressão do turbo. A calibração específica trouxe ainda uma pequena melhora no consumo rodoviário com etanol, que passou dos 10,9 km/l da versão flex para 11,1 km/l no ECO. Compartimento do motor do Onix 1.0, com disposição transversal do conjunto mecânico.
Mesmo sendo uma versão criada para reduzir custos, o pacote de equipamentos não é exatamente básico. De série, há seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, câmera de ré, chave presencial com partida por botão, sensor crepuscular, retrovisores elétricos e banco do motorista com regulagem de altura.
Central multimídia com Apple CarPlay, Android Auto, conectividade Wi-Fi e serviços OnStar.
Conjunto óptico traseiro do Onix, com elementos internos de desenho horizontal.
A central multimídia MyLink tem tela de 8" e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Já o quadro de instrumentos permanece analógico, com uma pequena tela digital de 3,5" ao centro. Completam o conjunto rodas de aço de 15" com calotas em dois tons, coluna de direção com ajustes de altura e profundidade, vidros elétricos nas quatro portas com função um toque e Wi-Fi embarcado.
Vale ficar de olho
Para quem não pretende pagar à vista, a Chevrolet oferece quatro formas de financiamento. A condição mais curta exige entrada de R$ 72.740 e 12 parcelas de R$ 2.399,83, com taxa anunciada de 0% ao mês. Mesmo assim, o CET é de 10,85% ao ano e o valor total da operação chega a R$ 101.537,96. Com entrada de R$ 60.620, o restante pode ser dividido em 24 parcelas de R$ 1.950,44, levando o custo final a R$ 107.430,56. Outra opção exige R$ 50.690 de entrada e 57 parcelas de R$ 1.399,01, além de oferecer 120 dias de carência para a primeira prestação. Nesse caso, porém, o desembolso sobe para R$ 130.433,57. Quem quiser reduzir ainda mais o valor inicial pode dar R$ 36.500 e pagar 72 parcelas de R$ 1.590,87. É também a condição que mais encarece o carro, com total de R$ 151.042,64 ao fim do contrato, mais de R$ 51 mil acima dos R$ 99.990 anunciados para pagamento à vista. Apesar do bom preço, vale lembrar que os carros movidos exclusivamente a etanol praticamente desapareceram depois da popularização dos flex. Com isso, o modelo pode acabar encontrando um público menor quando chegar a hora da revenda.
Vista traseira do Onix, que adota novo desenho para as lanternas e para o para-choque.
Isso, é claro, não significa necessariamente uma desvalorização maior, mas a impossibilidade de abastecer com gasolina reduz o número de interessados, sobretudo em regiões onde o etanol é menos competitivo. Por fim, a promoção vale até 6 de outubro para unidades 2026/2027 na cor Azul Boreal e está sujeita à disponibilidade de estoque nas concessionárias participantes.