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Jornal A Crítica - Edição 2322

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EDIÇÃO Nº 2322 • R$ 1,50

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CAMPO GRANDE-MS, 20 de setembro de 2026

DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA

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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Divulgação

RESUMO Churrasco com Festival de Prêmios

A Associação Okinawa de Campo Grande realiza hoje (20) seu tradicional churrasco neste domingo, com almoço servido das 11h30 às 13h30. Na sequência, a partir das 13h30, começa o Festival de Prêmios. A entrada custa R$ 65, e a organização orienta o público a levar pratos e talheres.

Festival do Chamamé

O Festival do Chamamé encerra a programação neste domingo (20), a partir das 10h, com a Enchamigada Chamamezeira. O dia terá feira, almoço com comida de comitiva e shows de Simón Morales, Grupo Chama Campeira, Danilo da Gaita, Desidério Souza e Grupo Fama. O encerramento está previsto para as 20h.

Feira do Bosque da Paz – Batalha do Bosque

A feira terá hoje programação gratuita das 9h às 15h, na Praça do Bosque, na Rua Kame Takaiassu. No palco principal, o público poderá acompanhar apresentações das bandas Alziras e Vitor Alves & Banda.

Novas equipes começam a atuar na recuperação das vias de Campo Grande a partir de segunda-feira (21).

Campo Grande amplia tapa-buracos e inicia nova etapa de recuperação Cinco novas equipes entram em operação a partir de amanhã (21) e elevam para 12 o número de frentes de trabalho  A recuperação das ruas de Campo Grande terá um novo reforço a partir desta segundafeira (21), quando cinco novas equipes começam a atuar na operação tapa-buracos. Com a ampliação, a Capital passa a

contar com 12 frentes de trabalho dedicadas aos reparos da malha viária, incluindo equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e empresas credenciadas pelo Consórcio

Central. Os primeiros bairros atendidos serão Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Jardim Presidente, Parati, São Lourenço, Santo Antônio, Vila Planalto, Cruzeiro e Jardim Nhanha. Entre os pontos previstos estão trechos das avenidas Presidente Vargas e Ernesto Geisel, com a programação definida a partir de

levantamentos técnicos sobre as condições das vias. Segundo a Sisep, a ampliação permitirá aumentar a capacidade de reparos, que poderá chegar a até 3 mil buracos recuperados por dia. As novas equipes fazem parte de contratos que somam R$ 46,3 milhões e terão atuação pelo período de um ano, com acompanhamento e fiscali-

zação do município. A operação também conta com a estrutura da usina de asfalto do Consórcio Central, responsável pela produção do material utilizado nos serviços. A ação integra o programa Vira CG Infraestrutura, que reúne investimentos em pavimentação, drenagem, recapeamento e manutenção das vias da Capital.

Festival Internacional da Carne terá mais de 30 estações e atração argentina VEJA NO CADERNO LIGHT

Estacionar na calçada pode gerar multa e remoção do veículo Veja na página 1•b 11/09/2026, 15:08

SUS vai oferecer canetas contra obesidade após avaliação

OAB/MS aprova propostas sobre mandato no STF

Maracaju coloca Estado entre os líderes do agro brasileiro

Veja na página 3•B

Veja na página 6•A

Veja na página 2•B ANUNCIO_ACRITICA_REINALDO 14,5 X 13.jpeg

11/09/2026, 15:09

CNPJ contratante: 68.455.820/0001-01 - CNPJ contratado: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5 mil exemplares - Valor da inserção: R$ 2.333,33

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2•A Opinião

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Campanha eleitoral segue entre tapas e beijos RETRATO: Excluindo a capital, apenas 6 cidades são bases eleitorais de deputados: Dourados (Geraldo Resende, Rodolfo Nogueira, Lia Nogueira, Zé Teixeira, Renato Câmara e Gleice Jane), Corumbá (Paulo Duarte), Eldorado (Mara Caseiro), Fatima do Sul (Londres Machado), Bataguassu (Pedro Caravina) e Coxim (Junior Mochi). RAIO X: A descrição acima fala por si só: o nosso interior continua carente de representatividade no parlamento estadual e na Câmara Federal. Uma prova inequívoca da força política eleitoral de Campo Grande e da situação desfavorável das cidades do nosso interior. E convenhamos, não é nada fácil reverter esse quadro. TEREZA CRISTINA: “O País inteiro está indignado com o show de soberba, desrespeito e deboche que vimos predominar ontem (terça-feira) na nossa mais alta Corte. É muito perigoso para o País quando um de seus pilares, o Judiciário, está na iminência de uma implosão”. (No perfil no X (antigo Twitter da senadora do PL) ‘PEDRADA AMIGA’: O candidato ao governo Lucien Rezende (PSOL) denominou a candidatura do PT de ‘terceirizada’, dizendo que Fabio Trad é figura sem histórico na esquerda. Para reforçar sua opinião, Lucien lembrou a posição partidária na trajetória de Fabio, inclusive na defesa do impeachment de Dilma Roussef. Quem te viu… FESTA NO INTERIOR: Pessoal do interior é anfitrião de primeira dos políticos visitantes na busca de votos. Candidatos tem elogiado a recepção, com direito a abraços, refrescos e aquele cafezinho amigo. Na falta dos saudosos comícios, os candidatos tem percorrido as ruas comerciais em cenas pitorescas, próprias do clima eleitoral. ‘MISTURA FINA’: Para conquistar o nosso voto, está em andamento um esquema envolvente por trás dos sorrisos e das falas inflamadas dos candidatos, independente de siglas e das ideologias (ainda existem?). No fundo, a campanha nada mais é que um misto de psicologia de massas, estratégia de marketing motivada pela sede de poder. MUDANÇAS: Vocês já perceberam; se antes – com o fim dos ‘showmícios’ – as campanhas eleitorais restaram ancoradas nas propagandas no rádio, na TV. e no “corpo a corpo”. Hoje, o embate é decidido nas telas dos celulares. Vídeos, TikTok, Instagram e em outras plataformas, as narrativas são mais eficientes do que o horário eleitoral. EMBATE-1: Nas redes sociais, a vereadora Isa Marcondes (Dourados) candidata a deputada Federal, criticou duramente a deputada Mara Caseiro, na questão da saúde de Dourados. Mas a elegante deputada, deixou a concorrente de saia justa. Além de trata-la respeitosamente, mostrou a outra faceta da questão e saiu fortalecida. ‘Noblesse oblige’. EMBATE-2: Também na telinha, o prefeito Juliano Ferro (Ivinhema) ‘depredou’ o deputado Geraldo Resende. Ele acusa o parlamentar de exigir que pagasse os gastos de sua campanha em Ivinhema – em retribuição a sua emenda de R$ 1 milhão e meio para a área da saúde do município. Juliano diz que devolveu a emenda. Com a palavra o deputado. NARRATIVAS: Hoje, as campanhas estão engajadas com a tecnologia em evolução. Um dos exemplos é representado pelos grupos de WhatsApp, tidos como canais direitos de comunicação (informando e desinformando). Esse “mundo magico” eleitoral ganha espaço entre a realidade e a narrativa construída. Uma “Arca de Noé” – embarque quem quiser. ALQUIMIA: Na literatura (Harry Potter) há os magos e suas fórmulas mágicas contra todos os males. Também na política existem os ‘alquimistas’ com receitas secretas – prometendo ações espetaculares, tal qual os magos do mundo irreal que transformavam vilões em heróis, chumbo em ouro. Ambas narrativas vazias, pura manipulação. SHANGRI-LÁ? Os marqueteiros do ‘Planalto’ tentam vender essa imagem do Brasil atual como aquele lugar imaginário, utópico, refúgio de paz e harmonia, retratado no filme ‘Horizonte Perdido’. Mas entre os ‘cortes’ – falas da propaganda – e a dura realidade, a diferença é oceânica. Ninguém aguenta mais esse sistema cruel! TAPAR O NARIZ: Essa parece ser a atitude necessária devido a tantos casos de corrupção que pipocam aqui acolá. Não dá mais para reagir em tom de brincadeira, como se nós fossemos imunes aos seus efeitos. As denúncias, envolvem todos os poderes, em todos os níveis. Vamos continuar ‘passando o pano’ até quando? SANTA CASA: Mais uma vez na mídia, vítima da roubalheira descarada de desonestos travestidos de filantropos. A imprensa já mostrou quem são esses falsos colaboradores. Todo dinheiro das verbas oficiais sumindo no ralo do esquema montado em conluio com empresas. A opinião pública exige punição severa pela justiça. É o mínimo!

O Supremo diante do espelho

H

Ygreville Gasparin (*)

á uma antiga tentação dos homens: quando encontram o poder, imaginam que o perigo está apenas nas mãos de quem está do outro lado. A História ensina o contrário. O problema do poder não é somente quem o exerce. É também o que acontece quando aquele que o exerce deixa de enxergar os próprios limites. Talvez seja essa a pergunta mais incômoda que o Brasil precise fazer neste momento: não se o Supremo Tribunal Federal é necessário – ele é –, mas se o Supremo está conseguindo preservar, em meio à turbulência política, aquilo que constitui a razão mais profunda de sua existência: ser guardião da Constituição sem transformar-se em protagonista da própria política. A pergunta não é pequena. E não deveria ser respondida com slogans. Não é preciso acreditar em todas as acusações que circulam contra ministros do Supremo para reconhecer que algumas delas são suficientemente graves para merecer apuração. E tampouco é necessário considerar culpado qualquer magistrado para admitir que uma instituição pode desenvolver vícios de funcionamento, excessos ou zonas de concentração de poder que precisam ser examinadas. Apurar não é condenar. Questionar não é destruir. Criticar não é golpear a democracia. Talvez tenhamos esquecido isso. Em uma sociedade cada vez mais dividida, passamos a confundir a defesa das instituições com a defesa de seus ocupantes e isso é perigoso, pois uma instituição verdadeiramente republicana não existe para proteger pessoas; existe para proteger regras. Rui Barbosa, considerado um dos principais mentores da República e da primeira Constituição do país, compreendeu, talvez melhor que muitos de seus contemporâneos, que a força do Judiciário reside justamente em sua independência. Mas independência judicial nunca significou soberania judicial. O juiz precisa ser livre para decidir contra o governo, contra o Parlamento, contra a opinião pública e, até mesmo, contra a maioria da sociedade. Mas não é livre para decidir acima da Constituição. Essa distinção parece óbvia; no entanto, é uma das fronteiras mais delicadas da democracia contemporânea. Hans Kelsen, jurista e filósofo, imaginou a jurisdição constitucional como uma espécie de mecanismo de proteção da Constituição contra os desvios do poder político. Mas o guardião não se confunde com aquilo que guarda. O vigia não é dono da casa. Essa, eventualmente, seja a primeira imagem que deveríamos colocar diante do espelho. O Supremo guarda a Constituição. Mas quem guarda o Supremo contra a tentação de ser maior que a Constituição? A resposta não pode ser um único homem. Tampouco onze. É preciso que existam procedimentos, colegialidade, transparência, contraditório institucional, impedimentos, suspeições, responsabilidade e, sobretudo, autocontenção. Montesquieu, tido como o idealizador da teoria da separação dos poderes (atualmente consagrada na Constituição Brasileira), percebeu há quase três séculos que o poder precisa encontrar limites no próprio poder. Sua intuição permanece atual porque conhecia uma verdade elementar sobre a natureza humana: não se constrói uma República supondo que todos os poderosos serão virtuosos; constrói-se uma República fazendo com que nenhum deles possa ser absoluto. É por isso que a atual discussão sobre decisões monocráticas, conflitos internos e limites de competência não deveria ser tratada como uma guerra contra o Supremo. Pode ser, ao contrário, uma tentativa de salvá-lo de si mesmo. Pontes de Miranda, um dos maiores jurista e filósofo brasileiro, enxergava o Direito como estrutura, como sistema de competências, formas e limites; para ele, o constitucionalismo não nasceu para substituir o arbítrio do rei pelo arbítrio do juiz, mas, sim, para substituir a vontade pessoal pela ordem jurídica. Quando uma decisão individual de um magistrado produz efeitos que alcançam toda a República, a questão deixa de ser apenas processual. Torna-se institucional. Não porque o ministro não possa decidir, mas porque o tamanho do efeito de uma decisão deve pro-

vocar uma reflexão proporcional sobre o tamanho do controle que incide sobre quem decide. Carl Schmitt, considerado um dos mais significativos especialistas em direito constitucional e internacional do século XX, embora situado em uma tradição intelectual profundamente controversa, deixou uma provocação que continua impossível de ignorar: em momentos de exceção, alguém precisa decidir. O problema, entretanto, é outro: quem decide que a exceção terminou? Toda democracia corre o risco de transformar a emergência em normalidade. O extraordinário começa como resposta a uma crise e, pouco a pouco, pode converter-se em método. É nesse ponto que a prudência constitucional se torna uma virtude política. John Rawls, filósofo político norte-americano, ao pensar uma sociedade democrática marcada pelo pluralismo, insistiu na importância daquilo que chamou de razão pública. Instituições fundamentais precisam oferecer aos cidadãos razões que possam ser compreendidas e discutidas em um espaço comum, mesmo quando esses cidadãos discordam profundamente entre si. O Supremo pode – e muitas vezes deve – proferir decisões que contrariem maiorias. Mas, não deveria tornar-se uma instituição cuja legitimidade dependa da vitória de um lado sobre o outro; porque, quando isso acontece, o tribunal deixa de ser percebido como árbitro e começa a ser percebido como jogador. E árbitros que entram em campo para disputar a partida perdem aquilo que mais precisam possuir: a confiança de todos os lados. Talvez seja esse o maior patrimônio que esteja em jogo hoje: não a autoridade formal do Supremo (essa está escrita na Constituição); o que está em disputa é sua autoridade moral. Uma Corte pode obrigar o Estado a cumprir uma decisão, anular uma lei, afastar um ato administrativo, determinar uma prisão ou reconhecer uma liberdade. Mas há algo que nenhum tribunal consegue ordenar: que a sociedade confie nele. Confiança não se decreta, constrói-se. E pode ser perdida. Por isso, é preciso abandonar duas ilusões igualmente perigosas: a primeira é imaginar que o Supremo não pode errar porque é o Supremo. A segunda é acreditar que, porque o Supremo eventualmente erra, ele deve ser enfraquecido ou submetido à vontade circunstancial da política. As duas são incompatíveis com uma República madura. O Supremo precisa ser forte o suficiente para resistir ao Executivo, independente para contrariar o Legislativo, mas, sobretudo, prudente para resistir à tentação de substituir ambos. Acima de tudo, precisa ser capaz de resistir a uma tentação ainda mais difícil: a tentação de acreditar que todo limite imposto ao seu poder representa uma ameaça à democracia. Não representa. Às vezes, o limite é justamente aquilo que salva a democracia. O Brasil já conheceu governos que quiseram ser maiores que as instituições, Parlamentos que se imaginaram acima das leis e momentos em que a política pretendeu ocupar todos os espaços da República. Não deveríamos repetir o erro sob outra toga. O constitucionalismo não escolhe um Poder para ser absoluto, ele cria Poderes para que nenhum seja; por isso que a imagem mais adequada para o momento não seja a de um Supremo sitiado por seus adversários. Sejamos mais exigentes. Imaginemos o Supremo diante de um espelho; não para perguntar quem está certo na disputa política do dia, mas para fazer uma pergunta muito mais antiga e muito mais difícil: “Até onde vai o meu poder e onde começa o limite que eu próprio devo respeitar?” Essa pergunta não diminui uma Suprema Corte, mas, ao contrário, é provavelmente a indagação que separa uma Corte poderosa de uma Corte verdadeiramente grande; o poder impressiona quando mostra tudo aquilo que consegue fazer, mas a autoridade nasce quando demonstra tudo aquilo que, podendo fazer, escolhe não fazer. E talvez seja essa a forma mais elevada de supremacia: não estar acima de todos, mas ser capaz de estar acima da própria tentação do poder. (*) Ygreville Gasparin Garcia é advogado.

Precisamos falar sobre a ansiedade na juventude

“É

Karina Picon (*)

frescura”. “Na minha época ninguém tinha isso”. “É só não pensar nisso”. Frases assim ainda aparecem quando crianças, adolescentes e jovens tentam falar sobre o que sentem. O problema é que aquilo que costuma ser tratado como exagero pode esconder um sofrimento real. Se a ansiedade é hoje o transtorno de saúde mental que mais afeta essa população no Brasil, ignorá-la já não é apenas uma questão de comportamento: é uma questão de saúde pública. A juventude sempre conviveu com inseguranças, mudanças e descobertas. A diferença é que, hoje, boa parte delas acontece sob exposição permanente. Redes sociais ampliam comparações, expectativas e cobranças. A vida do outro parece estar sempre disponível como medida de sucesso. Soma-se a isso a pressão por desempenho escolar, escolhas profissionais e aprovação social. Para muitos jovens, parece ser necessário demonstrar que se está vivendo bem. Nesse cenário, falar sobre ansiedade não significa transformar qualquer tristeza ou preocupação em doença. Significa oferecer repertório para reconhecer o sofrimento e compreender quando ele deixa de ser passageiro e começa a interferir na vida. A família ocupa um lugar decisivo nesse processo. Muitas vezes,

a primeira reação diante da angústia de um jovem é tentar eliminá-la com conselhos: “não pensa nisso”, “vai passar”, “você tem tudo para estar bem”. A intenção pode ser proteger, mas o efeito pode ser o oposto. Antes de procurar uma solução, é preciso criar espaço para a escuta. Mudanças persistentes no sono, no comportamento, no rendimento escolar ou no convívio social não devem ser automaticamente interpretadas como “fase”. A escola, por sua vez, não precisa — nem deve — assumir o papel de consultório. Mas não pode ignorar o sofrimento que atravessa seus corredores. Professores e equipes pedagógicas podem ajudar a identificar mudanças, abrir espaços seguros de conversa e encaminhar os estudantes para o cuidado adequado. Falar sobre ansiedade, portanto, é combater o silêncio que frequentemente atrasa os diagnósticos. Entre chamar de “frescura” e transformar toda dificuldade em transtorno, existe um caminho mais responsável: escutar, observar e saber quando buscar ajuda. (*) Karina Picon é psicóloga, palestrante e autora do livro “Arte de Sentir”, que convida o leitor a criar um espaço de pausa, expressão e reconexão consigo mesmo.


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Nacional 3•A

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Foto: Lyon Santos/ MD

Mulheres candidatas enfrentam mais ataques nas redes durante disputa eleitoral Estudo analisou milhares de publicações e aponta maior incidência de ofensas contra concorrentes a cargos eletivos femininos Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo federal anunciou reajuste no Bolsa Família e ampliou discussão sobre despesas públicas antes das eleições. Redes sociais se tornaram um dos principais espaços de debate durante o período eleitoral.

 A disputa eleitoral de 2026 tem revelado um cenário de maior exposição negativa para mulheres que concorrem a cargos públicos. Um levantamento do projeto MonitorA aponta que candidatas receberam até duas vezes mais comentários ofensivos nas redes sociais do que homens que disputam as mesmas eleições. O estudo analisou 48,8 mil conteúdos publicados no X, TikTok e YouTube entre os dias 16 e 24 de agosto, acompanhando manifestações em perfis de mais de 300 candidatos. Segundo a pesquisa, seis a cada dez ofensas identificadas contra candidatos ao Senado foram direcionadas a mulheres, com ataques frequentemente relacionados à aparência e características pessoais.

A pesquisa também identificou diferenças no tipo de ataque direcionado aos concorrentes. Entre os homens analisados, o candidato Pedro Rousseff (PT) concentrou o maior volume de ofensas, com comentários que, segundo o levantamento, também foram associados ao vínculo familiar com a ex-presidente Dilma Rousseff e a ataques de teor homofóbico e misógino. O levantamento reforça o debate sobre violência política nas redes durante períodos eleitorais. Especialistas e organizações que acompanham o tema apontam que o ambiente digital ampliou a participação no debate público, mas também se tornou espaço para discursos ofensivos e tentativas de desqualificação de candidatos.

Reajuste do programa Bolsa Família amplia debate sobre impacto das despesas públicas em ano eleitoral Governo afirma que medidas são políticas permanentes; especialistas apontam preocupação com aumento de gastos e contas futuras  O anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família colocou novamente no centro do debate o aumento dos gastos públicos em ano eleitoral. O governo federal afirma que a medida faz parte de políticas de proteção social, enquanto especialistas avaliam que a

ampliação de despesas pode pressionar o orçamento dos próximos anos. Segundo levantamento do Gastômetro, ferramenta que acompanha os desembolsos do governo federal em ano eleitoral, as medidas adotadas pela atual gestão somam cerca de

R$ 269 bilhões. Entre os valores estão programas de crédito, subsídios, benefícios sociais, renúncias fiscais e iniciativas voltadas a setores específicos da economia. Economistas alertam que a expansão de gastos pode reduzir o espaço para investimentos públicos e aumentar desafios fiscais no futuro. Para especialistas ouvidos pelo levantamento, subsídios e financiamentos com recursos públicos podem estimular a economia no curto prazo, mas também geram cus-

tos que precisam ser considerados nas contas futuras. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirma que as medidas não têm objetivo eleitoral e representam ações para manter programas sociais, proteger empregos, apoiar setores da economia e enfrentar impactos externos. O governo destaca que a legislação permite a continuidade de políticas públicas mesmo durante períodos de eleição, desde que respeitados os limites legais.


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4•A Política

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Fotos: A Crítica

Eduardo Riedel

Fábio Trad

Delcídio Amaral

Candidatos apresentam propostas para economia, saúde e outras áreas em sabatina inédita Frente a Frente reuniu Eduardo Riedel, Fábio Trad e Delcídio Amaral em rodada de entrevistas com seis veículos de comunicação do Estado

A

corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase de apresentação de propostas com a realização do Frente a Frente, rodada de entrevistas que reuniu candidatos e jornalistas de seis veículos de comunicação do Estado. Durante os encontros, os participantes responderam a perguntas sobre economia, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e desenvolvimento regional. O formato da sabatina teve como objetivo garantir espaço semelhante aos candidatos, com blocos temáticos e questionamentos sobre áreas consideradas estratégicas para a próxima gestão estadual. Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT) e Delcídio Amaral (PRD) foram os primeiros entrevistados da rodada. Candidato à reeleição, Eduardo Riedel destacou a continuidade das políticas adotadas durante seu mandato e defendeu a manutenção dos incentivos fiscais como ferramenta de atração de investimentos. Segundo ele, os benefícios concedidos contribuíram para geração de empregos e expansão de setores produtivos no Estado. Na área da educação, Riedel afirmou que a adoção de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para escolas não está nos planos imediatos do governo, embora considere que Pode ter uma outra linha o modelo possa ser avaliado de governo que queira tirar futuramente caso apresente esses incentivos, e o preço vantagens addesses produtos irá subir ministrativas e financeiras para naturalmente ao consumidor. o Estado. Sobre a saúde, o governador afirmou que Eduardo Riedel a solução para a crise envolvendo a Santa Casa de Campo Grande passa por mudanças na gestão e não por uma nova intervenção. Ele também apontou Corumbá e Ladário como regiões que precisam avançar na oferta de serviços de média e

alta complexidade. Fábio Trad, candidato pelo PT, apresentou como principal linha de discurEu sou amigo do agro, so a necessidade de fazer o crestenho pelo agro um respeito cimento econôprofundo, mas quero que o mico chegar a mais famílias agro não exporte apenas o sul-mato-grossenses. O advoque sai da terra. gado e ex-deputado federal afirmou que o Fábio Trad Estado avançou economicamente, mas ainda enfrenta desafios relacionados à distribuição de renda e redução das desigualdades. Na economia, Trad defendeu uma revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado, com análise das contrapartidas oferecidas pelas empresas beneficiadas. O candidato afirmou que a proposta não seria cancelar automaticamente os benefícios, mas avaliar resultados como geração de empregos e desenvolvimento regional. Na educação, Fábio Trad afirmou que pretende criar um planejamento de concursos públicos para ampliar gradualmente o número de professores efetivos na Rede Estadual de Ensino. Ele também defendeu maior presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas para acompanhar estudantes e profissionais. Na saúde, o candidato petista apresentou como proposta a criação de centros oncológicos em Campo Grande, Dourados, Corumbá e Ponta Porã, além da criação de uma carreira estadual do SUS para estimular a permanência de profissionais em municípios do interior. Delcídio Amaral, candidato pelo PRD, apresentou o planejamento de longo prazo como uma das principais marcas de sua proposta de governo. O ex-senador afirmou que Mato Grosso do Sul precisa estruturar projetos para as próximas décadas, aproxi-

mando governo, universidades e setor produtivo. Na área ambiental, Delcídio defendeu a conciliação entre preservação e desenvolvimento econômico, destacando o potencial do Pantanal e de outros biomas do Estado. Ele também afirmou que a logística, com integração entre ferrovias, hidrovias e rodovias, pode ampliar a competitividade sul-mato-grossense. Na saúde, o candidato defendeu maior uso da tecnologia para reduzir deslocamentos de pacientes e melhorar o atendimento no interior. Entre as propostas citadas estão sistemas integrados de informações, teleatendimento e ampliação do uso de ferramentas digitais na rede pública. Na segurança pública, Delcídio afirmou que pretende ampliar o uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime organizado, com integração entre forças estaduais e federais. O candidato também destacou a necessidade de fortalecer ações de controle nas regiões de fronteira. A Crítica, do Grupo Feitosa de Comunicação, foi um dos seis veículos do pool e ficou com o bloco de Educação, definido em sorteio. Os outros cinco foram Campo Grande News, Correio do Estado, JD1 Notícias, SBTMS e TV Guanandi. As gravações foram no Slaviero Prime Hotel, na Rua Treze de Maio, no Centro de Campo Grande, e a mediação é do jornalista Alexandre Giachetto. A rodada de entrevistas do Frente a Frente segue com a participação dos demais candidatos ao Governo de Mato Grosso Hoje o que vale é inteligência, do Sul. Por conta do fechamento da segurança de inteligência. As edição impressa na sexta-feira (18), cidades que são primeiras os conteúdos sobre em segurança têm o conceito as sabatinas dos candidatos João de cidade inteligente. Henrique Catan (Novo) e Lucien Rezende (PSOL) serão publicados Delcídio Amaral na edição do dia 27/09.

As entrevistas podem ser acompanhadas nesse QR Code.


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Política 5•A

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

TRE/MS inicia preparação das urnas para 2026 com geração de 18 mil mídias eleitorais

Foto: Breno Kaoru Tanaka

Justiça Eleitoral iniciou etapa de preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2026 em MS.

Processo técnico, acompanhado por instituições e observadores, reúne dados de candidatos e sistemas de segurança para a votação em MS  A Justiça Eleitoral iniciou uma das principais etapas de preparação das urnas eletrônicas para as Eleições

2026 em Mato Grosso do Sul. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) começou, na última quinta-feira (17), a geração das

mídias que vão abastecer os equipamentos de votação, em procedimento público acompanhado por representantes de instituições e observadores. A atividade segue até 21 de setembro. O processo ocorre após a conclusão da análise dos registros de candidatura e envolve a criação de cerca de 18 mil mí-

dias para atender mais de 7,2 mil seções eleitorais no Estado. Segundo o juiz do TRE-MS Carlos Alberto Garcete, os dispositivos recebem informações oficiais dos candidatos e dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas urnas. A geração das mídias é uma etapa de segurança que antecede a preparação dos equipa-

mentos. Os dados são gravados em dispositivos físicos, sem qualquer conexão com internet, redes sem fio ou Bluetooth. Após essa fase, as urnas serão encaminhadas às zonas eleitorais do interior e da Capital, onde passarão por novos procedimentos de conferência, carga e lacração. Durante a cerimônia, o TRE

-MS destacou que todo o processo pode ser acompanhado pelo público e segue uma cadeia de segurança com auditoria, identificação e selagem dos materiais. Após a preparação final, as urnas ficarão prontas para o primeiro turno das eleições e, se necessário, passarão novamente pelo procedimento em caso de segundo turno.

Gerson Claro lidera OAB/MS indica representante para comissão pesquisa de lembrança nacional que discutirá mudanças no Judiciário para deputado estadual Mansour Karmouche vai participar de em Mato Grosso do Sul grupo criado Foto: Gerson Walber

Levantamento do Instituto Ranking Brasil Inteligência aponta disputa pulverizada e mostra cenário de citações espontâneas entre candidatos

Foto: Maria Edite Vendas/Arquivo

pelo Conselho Federal da Ordem para elaborar propostas de aperfeiçoamento da Justiça brasileira

 Mato Grosso do Sul terá participação nas discussões nacionais sobre possíveis mudanças no funcionamento do Poder Judiciário. A OAB-MS indicou o advogado Mansour Elias Karmouche para integrar a comissão criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que terá a missão de elaborar propostas para o sistema de Justiça. A indicação foi formalizada pelo presidente da seccional sul -mato-grossense, Bitto Pereira, em documento enviado ao presidente nacional da OAB, Beto Simonetti. Karmouche, membro honorário vitalício da OAB-MS e integrante do

Pesquisa aponta os nomes mais lembrados pelos eleitores na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

 O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, Gerson Claro (PP), aparece como o nome mais citado pelos eleitores na pesquisa espontânea para deputado estadual divulgada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência. O levantamento aponta 2,35% das citações ao parlamentar, seguido por outros candidatos em um cenário marcado pela divisão das lembranças do eleitorado. Na sequência aparecem Paulo Corrêa (PL), com 2,10%, Pedro Caravina (PSDB/Cidadania), com 1,70%, Coronel David (PL) e Jamilson Name (União Progressista), ambos com 1,65%, além de Odilon Ribeiro (PL) e Marco Aurélio Santullo (União Progressista), com 1,60% cada. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 30 municípios do Estado entre os dias 4 e 9 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos

percentuais. O levantamento também mostra que a disputa proporcional tem características diferentes das eleições majoritárias. Na pesquisa espontânea, o eleitor responde sem receber uma lista de nomes, o que mede principalmente a lembrança atual dos candidatos. A definição das vagas na Assembleia, porém, depende do desempenho dos partidos e federações pelo sistema proporcional, considerando o conjunto de votos das legendas. A pesquisa ainda apresentou uma projeção de bancadas, mas os intervalos divulgados não representam uma distribuição definitiva das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. O resultado final dependerá do desempenho dos partidos nas urnas e das regras eleitorais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS09894/2026 e BR-08288/2026.

Mansour Karmouche foi indicado pela OAB-MS para integrar comissão nacional sobre mudanças no Poder Judiciário.

Conselho Federal da entidade, representará o Estado no colegiado que reúne representantes das 27 seccionais. A comissão foi criada após reunião do Conselho Pleno da OAB e será presidida pela conselheira federal Patrícia Vanzolini. Entre os temas em debate estão propostas como maior

transparência institucional, limites para decisões individuais de magistrados, fortalecimento do primeiro grau de jurisdição e mudanças na organização dos tribunais superiores. Com experiência como presidente da OAB-MS e atuação anterior como representante da Ordem no Conselho Nacional

de Justiça (CNJ), Karmouche afirmou estar honrado com a indicação. Segundo Bitto Pereira, a trajetória institucional do advogado foi um dos fatores considerados para a escolha. A previsão da OAB é que as propostas sejam encaminhadas ao Congresso Nacional em outubro.

Câmara cobra explicações sobre intervenção e situação do transporte coletivo na Capital

Foto: Izaias Medeiros

Vereadores pedem informações sobre gestão financeira, investimentos e andamento das medidas adotadas no sistema de ônibus da Capital  A intervenção no Consórcio Guaicurus voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal de Campo Grande. Vereadores aprovaram na última terça-feira (15) dois requerimentos cobrando informações do interventor responsável pelo sistema de transporte coletivo, principalmente sobre a situação financeira e o andamento das medidas adotadas desde o início da intervenção. O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que o Legislativo ainda aguarda novos relatórios sobre o trabalho realizado e destacou que a cobrança ocorre após a CPI do Transporte Coletivo, que apontou problemas na gestão do serviço. Segundo ele,

a população precisa acompanhar quais ações estão sendo tomadas para garantir a continuidade e a melhoria do transporte. Um dos pedidos solicita informações sobre a destinação dos recursos obtidos com a venda, em 2021, do imóvel utilizado como garagem e sede administrativa da Viação Cidade Morena. O outro requer esclarecimentos e documentos relacionados à mesma negociação realizada pela empresa. Os vereadores também cobraram respostas sobre possíveis impactos financeiros no funcionamento do sistema. Durante a sessão, o vereador Maicon Nogueira, que participou da CPI, afirmou que algumas situações continuam

Câmara questiona interventor sobre ações realizadas no Consórcio Guaicurus.

sendo acompanhadas pela Câmara, como a circulação de veículos com licenças vencidas. Os parlamentares reforçaram que a fiscalização deve con-

tinuar independentemente de quem esteja à frente da gestão, com foco na qualidade do serviço oferecido aos usuários do transporte coletivo.


6•A Economia

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Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Maracaju coloca Estado entre os líderes do agro brasileiro com recordes em soja e milho Foto: Divulgação

Município volta ao topo da produção estadual de soja e ajuda Mato Grosso do Sul a alcançar R$ 47,8 bilhões em valor agrícola em 2025  O campo sul-mato-grossense encerrou 2025 com números históricos e teve em Maracaju um dos principais motores desse crescimento. O município retomou a liderança estadual na produção de soja e ficou entre os maiores produtores de milho do país, contribuindo para que Mato Grosso do Sul alcançasse R$ 47,8 bilhões em valor gerado pela agricultura, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo IBGE. Maracaju produziu 1,22 milhão de toneladas de soja no ano passado, ocupando a 13ª posição entre os municípios brasileiros. O município também liderou a área plantada no Estado, com mais de 650 mil hectares destinados à produção agrícola. No milho, foram cerca de 1,83 milhão de toneladas, resultado que colocou a cidade como a sétima maior

produtora do país. O desempenho das lavouras ajudou Mato Grosso do Sul a registrar crescimento de 33,9% no valor da produção agrícola em relação a 2024. A produção de grãos aumentou 43,6%, com destaque para milho, soja, algodão, cana-de-açúcar e café. A recuperação ocorreu após um período de dificuldades climáticas provocado pelo fenômeno El Niño no ano anterior. Além dos grãos, outras culturas também tiveram resultados relevantes. Nova Alvorada do Sul se destacou na produção de cana-de-açúcar, ficando entre os maiores municípios produtores do Brasil, enquanto o algodão garantiu ao Estado a quarta posição nacional. Já a mandioca apresentou crescimento de 18,1% na produção, colocando Mato Grosso do Sul entre os quatro maiores produtores do país.

Lavouras de Maracaju impulsionaram os resultados da agricultura sul-mato-grossense em 2025.

VALOR: r$ 2.000,00

CNPJ contratada: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5.000

CNPJ Contratado: 00.205.278/0001-03 - Tiragem: 5.000 - Valor: R$ 2.000,00


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Economia 7•A

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Empresários de MS e Santa Catarina discutem rumos para fortalecer desenvolvimento regional

Foto: Divulgação

Representantes do setor empresarial participaram de reunião na Fiems para troca de experiências entre Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Fiems promove encontro entre lideranças para compartilhar experiências sobre negócios, cidades e crescimento econômico  A troca de experiências entre empresários de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina marcou um encontro realizado

nesta quinta-feira (17) pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). A reunião reuniu lideranças dos dois

estados para discutir desenvolvimento econômico, ambiente de negócios e iniciativas voltadas ao crescimento das cidades. Entre os participantes esteve o empresário catarinense Fábio Inthurn, fundador e presidente da Lotisa Empreendimentos e também presidente do Instituto Mais Itajaí, entidade voltada a projetos de desenvolvimento

sustentável, econômico e social. Durante o encontro, ele apresentou experiências de Santa Catarina e destacou a importância da união entre empresas, sociedade e instituições para fortalecer os municípios. O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que encontros como esse ajudam a ampliar o diálogo entre lideranças

e buscar soluções para desafios comuns. “Quando reunimos empresários para trocar experiências, ampliamos o olhar sobre desafios que são de todos. A Fiems quer estimular esse diálogo e contribuir para construir soluções que ajudem nossas cidades a crescer”, afirmou. O diretor estratégico da Fiems, Beto Pereira, destacou

que o desenvolvimento depende da participação conjunta dos diferentes setores da sociedade. Segundo ele, fortalecer empresas e criar um ambiente favorável aos negócios também contribui para melhorar a qualidade de vida nas cidades. “Ao fortalecermos nossas empresas, fortalecemos toda a sociedade”, concluiu.

Evento debate impactos da Falta de funcionários aumenta pressão em inteligência artificial no agências da Caixa no Estado, diz sindicato marketing e nos negócios Entidade aponta

Foto: Rafael Rodrigues

Experiência promovida pelo HUB ACICG apresenta tendências, aplicações da tecnologia e oportunidades para empresas; encontro é gratuito e inscrições estão abertas

Foto: Rapha Falcão

Gratuito, o encontro será realizado às 18h30, no Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande, e terá como palestrante Rapha Falcão, especialista em Marketing Digital e Inteligência Artificial.

 A inteligência artificial vem transformando a forma como as empresas se comunicam, desenvolvem estratégias e se relacionam com os consumidores. Em um mercado marcado por mudanças cada vez mais rápidas, compreender como utilizar a tecnologia passou a ser também uma questão de estratégia e competitividade para os negócios. É nesse contexto que o HUB ACICG – Negócios e Inovação, da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), promove, no dia 29 de setembro, a “Experiência Imersiva em Marketing e IA: O que esperar do Futuro”. Gratuito, o encontro será realizado às 18h30, no Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande, e terá como palestrante Rapha Falcão, especialista em Marketing Digital e Inteligência Artificial. A programação vai abordar as principais transformações provocadas pela IA no marketing, além de apresentar tendências, oportunidades e aplicações da tecnologia no marketing digital. O encontro também discutirá como as empresas podem se preparar para as mudanças do mercado e utilizar tecnologia e inovação para ganhar eficiência e competitividade. Para empresários e gestores, a discussão ganha relevância

diante da velocidade com que novas ferramentas e soluções de inteligência artificial estão sendo incorporadas às estratégias das empresas. Mais do que conhecer as tecnologias disponíveis, o desafio é identificar onde e como aplicá-las para melhorar processos, criar novas oportunidades e acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. “A inteligência artificial está avançando em uma velocidade muito grande e impactando diretamente a maneira como os negócios atuam no mercado. Por isso, é importante que o empresário não apenas conheça as novas tecnologias, mas entenda como elas podem ser incorporadas à estratégia da empresa para gerar oportunidades e ampliar sua competitividade”, destaca o presidente da ACICG, Omar Aukar. A experiência integra as iniciativas do HUB ACICG – Negócios e Inovação, que atua nos eixos de conexão, desenvolvimento e geração de resultados para empresas. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla [https:// www.sympla.com.br/evento/experiencia-imersiva-em -marketing-e-ia-o-que-esperardo-futuro/3544741] ou pelo WhatsApp 67 99931-0993. O evento é gratuito e as vagas são limitadas.

sobrecarga de trabalhadores e cobra convocação de aprovados em concurso para melhorar atendimento à população

 A falta de funcionários nas unidades da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul passou a ser uma das principais reclamações entre trabalhadores e usuários do banco. Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, o quadro reduzido tem provocado sobrecarga nas agências e dificuldades para manter o atendimento em diferentes municípios do Estado. A presidente da entidade, Neide Rodrigues, afirma que a situação ocorre tanto na Capital quanto no interior e que muitos empregados têm enfrentado jornadas mais intensas diante da alta demanda. “Às vezes a população acha que o funcionário

A presidente da entidade, Neide Rodrigues, afirma que a situação ocorre tanto na Capital quanto no interior.

não quer atender, mas ele também precisa fazer uma pausa, precisa almoçar, precisa descansar. A sobrecarga está adoecendo os trabalhadores”, declarou. Entre as reivindicações do sindicato está a convocação de aprovados em concursos já realizados pela instituição. A estimativa da entidade é que a contratação de cerca de 100 a

200 novos empregados ajudaria a melhorar a estrutura das unidades. A categoria também questiona mudanças previstas no plano de saúde dos funcionários e defende a manutenção do atendimento presencial para públicos que enfrentam dificuldades com serviços digitais. Para o sindicato, a ampliação dos canais eletrônicos não

substitui totalmente o contato direto com os clientes, principalmente idosos e beneficiários de programas sociais. Trabalhadores da Caixa devem decidir nesta segunda-feira (21), em assembleia virtual, se mantêm ou encerram o movimento de greve, conforme informações do Comando Nacional dos Bancários.

Dia das Crianças deve movimentar quase R$ 500 milhões na economia de Mato Grosso do Sul

Foto: Divulgação

Pesquisa aponta aumento de 33% nas compras em relação ao ano passado, com brinquedos liderando preferência dos consumidores  O Dia das Crianças deve impulsionar o comércio de Mato Grosso do Sul neste ano, com previsão de movimentar R$ 491,29 milhões na economia estadual. O valor representa crescimento de 33% em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPF/ MS), em parceria com o Sebrae/ MS. Os presentes devem concentrar a maior parte dos gastos, com estimativa de R$ 276,87 milhões e valor médio de R$ 289,52 por consumidor. Já as comemorações devem movimentar outros R$ 214,42 milhões, com gasto médio de R$ 279,39. Entre os produtos mais

Comércio se prepara para aumento da movimentação nas lojas com a chegada do Dia das Crianças.

procurados estão os brinquedos, escolhidos por 72% dos consumidores, seguidos por calçados, tênis e chuteiras, com 17%. A pesquisa mostra ainda que as lojas físicas seguem como principal escolha dos consumidores, principalmente na região central, que concentra a preferência de 67,34% dos com-

pradores. O desconto no pagamento à vista aparece como principal fator de decisão para 66,26% do público, enquanto o Pix é a forma de pagamento mais citada, com 39,45% das intenções. Segundo o levantamento, filhos são os principais presenteados, representando 48,54% das

escolhas, seguidos por sobrinhos e netos. Para 53,22% dos consumidores, a comemoração será em família, com refeições preparadas em casa. Para o setor varejista, a data representa uma oportunidade de ampliar vendas e atrair clientes com variedade de produtos, bom atendimento e condições de pagamento.


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8•A Ofertas

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

CAMPO GRANDE / MS Válido em 20/09/2026 , ou até durarem os estoques.

Se a embalagem do atacado NÃO ESTIVER DISPONÍVEL, basta levar a quantidade igual ou superior para ter preço de atacado, sempre de produtos exatamente iguais: MESMA EMBALAGEM, TAMANHO, PESO. FRAGRÂNCIA OU SABOR. Fotos meramente ilustrativas. Preços sujeitos a retificação nas lojas. Garantimos a quantidade mínima de 05 unidades/ kg de cada produto anunciado. Leite e seus derivados não devem ser usados como única fonte de alimentação do lactante, salvo orientação médica ou de nutricionista. SÃO PROIBIDAS A VENDA E A ENTREGA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS (art. 81, II Estatuto da Criança e do Adolescente).


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Cidade 1•B

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Governo Federal reconhece emergência após vendaval de R$ 40 milhões em danos

Foto: Divulgação

Medida permite que Capital busque recursos da União para recuperação de áreas afetadas pelo temporal da última semana  Campo Grande recebeu o reconhecimento federal de situação de emergência após o vendaval que atingiu a cidade na última quinta-feira (10). A medida foi publicada no Diário Oficial da União e abre caminho para que o município busque recursos da União destinados à recuperação dos pontos afetados pelo temporal. A decisão ocorreu após a Prefeitura apresentar em Brasília um relatório elaborado pela Defesa Civil com os impactos registrados e as necessidades para a retomada dos serviços. A estimativa inicial do município aponta prejuízos de aproximadamente R$ 40 milhões provocados pelo evento climático. Durante reunião com o ministro-chefe da Secretaria de

Relações Institucionais, José Guimarães, a prefeita Adriane Lopes apresentou o levantamento dos danos e as principais demandas para recuperação da infraestrutura urbana. Segundo a administração municipal, as equipes seguem atuando na recomposição das áreas atingidas e no restabelecimento dos serviços afetados. Com o reconhecimento da emergência, Campo Grande poderá avançar nos procedimentos para solicitar apoio financeiro federal para ações de recuperação. A medida integra uma série de iniciativas adotadas pelo município após o vendaval, que provocou quedas de árvores, danos em estruturas e impactos em diferentes regiões da Capital.

Chuva forte aumenta procura por assistência social e mobiliza atendimento a famílias Rede municipal intensificou ações durante período de temporais com acolhimentos, entrega de alimentos e apoio a moradores em situação de vulnerabilidade  As fortes chuvas registradas em Campo Grande nos últimos dias aumentaram a demanda pelos serviços da Rede de Assistência Social do município. Entre o último dia 10 e segunda-feira (14), a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) realizou acolhimentos, distribuiu itens de necessidade básica e acompanhou famílias afetadas pelo período de instabilidade climática. Durante a ação, 21 pessoas foram encaminhadas para acolhimento institucional e equipes também atenderam famílias de migrantes internacionais. Os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) das regiões Rosa Adri, Vila Gaúcha, Indubrasil e Noroeste entregaram 23 cestas básicas, além de 35 cobertores e 14 colchões para moradores que pre-

cisaram de apoio. O Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) ampliou as buscas nas ruas, principalmente durante os dias de chuva. Segundo a SAS, a procura por acolhimento também cresceu no Terminal Rodoviário, onde equipes acompanham pessoas em situação de vulnerabilidade e fazem os encaminhamentos necessários. A rede municipal mantém monitoramento nas sete regiões urbanas da Capital, com apoio dos 21 Cras e Centros de Convivência. Por meio de contato com lideranças comunitárias, as equipes identificam famílias que precisam de auxílio e continuam o acompanhamento após os atendimentos, incluindo orientações sobre Cadastro Único e acesso a programas sociais.

Campo Grande abre consulta pública para criar plano de rotas acessíveis na cidade População poderá enviar sugestões para projeto que prevê caminhos mais seguros e inclusivos para pedestres até outubro  Moradores de Campo Grande podem participar da construção de um novo planejamento de mobilidade urbana voltado à acessibilidade. A Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) abriu consulta pública para receber sugestões sobre o Plano Municipal de Rotas Acessíveis, proposta que busca criar trajetos mais seguros e contínuos para pedestres em diferentes regiões da Capital. As contribuições podem ser enviadas até o dia 23 de outubro pelo e-mail gabinete@planurb.campogrande. ms.gov.br ou entregues presencialmente na sede da Planurb. Após essa etapa, será realizada uma reunião pública no dia 28 de outubro, às 18h, no auditório da agência, com transmissão pelo canal

de Educação Ambiental da instituição no YouTube. O plano prevê a criação de uma rede integrada de caminhos acessíveis, conectando equipamentos públicos, áreas comunitárias e o sistema de transporte coletivo. A proposta tem como foco melhorar o deslocamento de pedestres, ampliar a autonomia de pessoas com deficiência e reduzir barreiras urbanas para grupos em situação de vulnerabilidade. Antes da abertura da consulta, o documento passou por análise do Comitê de Acessibilidade e Mobilidade Urbana, formado por representantes de órgãos municipais. A minuta completa está disponível no site da Planurb e na Biblioteca Geógrafa Aparecida Lopes de Oliveira para consulta da população.

Vendaval causou danos em diferentes regiões de Campo Grande, com queda de árvores, prejuízos estruturais e impactos em serviços públicos. Prefeita foi até Brasília na última semana.

Município amplia tapa-buracos e terá 12 equipes para recuperação de ruas

Foto: Divulgação

Novas frentes de trabalho começam na segunda-feira e devem aumentar capacidade de reparos na malha viária da Capital

 Campo Grande terá um reforço na recuperação das ruas a partir desta segundafeira (21), quando cinco novas equipes começam a atuar na operação tapa-buracos. Com a ampliação, a Capital passa a contar com 12 frentes de trabalho espalhadas pelas sete regiões urbanas para acelerar os reparos na malha viária. As novas equipes foram contratadas por meio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) e se juntam às equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e às frentes já contratadas. Os serviços iniciais vão atender bairros como Jardim Panamá, Coophatrabalho, Aero Rancho, Universitário, Parati, Santo Antônio e Vila Planalto. Segundo a Sisep, a amplia-

Prefeitura ampliou número de equipes responsáveis pela recuperação de vias em Campo Grande.

ção permitirá aumentar a capacidade de recuperação das vias, podendo chegar a até 3 mil reparos por dia. A estrutura conta ainda com a usina de asfalto do Consórcio Central, responsável pela produção do material utilizado nos serviços, com ca-

pacidade de até 120 toneladas de massa asfáltica por hora. Os contratos com as cinco empresas somam R$ 46,3 milhões e terão duração de um ano. A Prefeitura informou que os trabalhos serão definidos a partir de levantamentos

técnicos e das condições das ruas, com acompanhamento e fiscalização da Sisep. A ação integra o programa Vira CG Infraestrutura, que reúne investimentos em pavimentação, drenagem, recapeamento e manutenção urbana.

Estacionar na calçada pode gerar multa e remoção do veículo em Campo Grande

Foto: Divulgação

Agetran alerta que ocupação de espaços destinados aos pedestres prejudica circulação e coloca usuários em risco  O espaço destinado aos pedestres não pode ser usado como estacionamento em Campo Grande. Veículos parados sobre calçadas, faixas de pedestres ou em locais que dificultem a passagem podem resultar em multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até remoção do automóvel, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A infração é considerada grave quando o veículo ocupa a calçada, mesmo que apenas uma parte esteja sobre o passeio. A penalidade inclui cinco pontos na CNH e medidas administrativas. Já estacionar em frente a guias rebaixadas destinadas à entrada e saída de veículos é classificado como

Fiscalização orienta motoristas sobre regras de estacionamento previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

infração média, com quatro pontos na carteira e remoção do veículo. A fiscalização é realizada pelos agentes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que verificam as situações no local e aplicam as medidas previstas na legisla-

ção. A regra também vale para casos em que não há placa ou sinalização específica indicando a proibição, conforme orientações do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito. Moradores podem solicitar fiscalização pelo telefone 156, informando o endereço,

ponto de referência e, quando possível, a placa do veículo. A orientação é fazer o pedido enquanto o carro ainda estiver no local, permitindo que a equipe avalie a ocorrência e adote as providências necessárias para garantir a circulação segura de pedestres.


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2•B Saúde

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Foto: Cristian Camilo

Vacina contra HPV passa a ser indicada para crianças a partir dos 2 anos vítimas de violência sexual Ministério da Saúde amplia recomendação para grupo considerado mais vulnerável e cita aumento de notificações entre menores de idade Foto: Fabio Rodrigues

Tratamentos com canetas para obesidade serão avaliados antes da oferta nacional pelo SUS.

Vacinação contra HPV passa a atender crianças menores de 9 anos vítimas de violência sexual.

 Crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual passaram a ter indicação para receber a vacina contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança foi definida pelo Ministério da Saúde em nova nota técnica e amplia a faixa etária anteriormente prevista para esse público, que começava aos 9 anos. A atualização considera o aumento das notificações de violência sexual entre crianças e a maior vulnerabilidade desse grupo à infecção pelo vírus. Dados apresentados pelo Ministério apontam crescimento dos registros entre menores de idade, com avanço de casos entre crianças de 0 a 4 anos e também na faixa de 5 a 14 anos.

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível relacionada a diferentes tipos de câncer, como colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe, além de poder causar verrugas e outras lesões. Segundo o Ministério da Saúde, crianças expostas à violência sexual podem ter maior risco de contato com o vírus e outras infecções. A pasta também destaca que a violência pode ocorrer de forma repetida, aumentando a possibilidade de novas exposições ao longo da vida. A recomendação faz parte das estratégias de prevenção e busca ampliar a proteção de crianças e adolescentes considerados em situação de maior vulnerabilidade.

Inocência terá primeira tomografia e poderá ampliar atendimento pelo SUS Novo serviço será instalado no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e deve reduzir deslocamentos de pacientes para outros municípios

SUS prepara oferta de canetas para tratamento da obesidade após avaliação de protocolo Ministério da Saúde ainda define critérios e medicamentos que serão disponibilizados na rede pública  O Ministério da Saúde anunciou que pretende disponibilizar gratuitamente medicamentos em formato de caneta para tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta dependerá de prescrição médica e de um protocolo clínico que ainda está em elaboração, com crité-

rios para definir quais pacientes terão acesso ao tratamento. A estratégia inicial prevê estudos com grupos específicos, como pessoas que aguardam cirurgia bariátrica, pacientes com obesidade associada a doenças cardíacas e mulheres que tiveram câncer de mama. Segundo o ministro da Saúde,

Alexandre Padilha, a avaliação busca identificar em quais situações o uso dos medicamentos pode trazer melhores resultados para os pacientes da rede pública. Uma das pesquisas acompanha 250 pessoas com obesidade grave ou outras doenças associadas no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. O estudo analisa o uso da semaglutida em pacientes que estavam na fila para cirurgia bariátrica e avalia resultados clínicos, custos e a

possibilidade de aplicação do tratamento no SUS. O governo ainda não informou quando a distribuição começará nem quais medicamentos serão incorporados. De acordo com o Ministério da Saúde, a avaliação ocorre após uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que países ampliem o acesso a tratamentos contra a obesidade, enquanto também são estudadas formas de reduzir custos e incentivar a produção nacional.

Saúde de Campo Grande cria plano para integrar serviços e melhorar atendimento

Foto: Ana Paula Fernandes

Projeto reúne profissionais da rede municipal para identificar falhas, organizar fluxos e facilitar caminho dos pacientes dentro do sistema de saúde

Foto: Divulgação/Prefeitura de Inocência

Hospital Nossa Senhora Auxiliadora receberá nova unidade com serviço de tomografia computadorizada em Inocência.

 Inocência, a 350 km de Campo Grande, deve ganhar um novo serviço de diagnóstico por imagem com a instalação da primeira tomografia computadorizada do município. O equipamento será disponibilizado em uma nova unidade do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e deve ampliar a oferta de exames, com possibilidade de atendimento também para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A estrutura será inicialmente voltada para usuários de convênios, mas a Prefeitura informou que pretende contratar o serviço para atender pacientes da rede pública. Com isso, moradores que precisam do exame poderão realizar a tomografia no próprio municí-

pio, reduzindo a necessidade de viagens para outras cidades em busca de atendimento. A implantação faz parte da expansão da estrutura do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, com o objetivo de ampliar os serviços especializados oferecidos à população. Segundo a administração municipal, a iniciativa busca fortalecer a assistência em saúde e melhorar o acesso a diagnósticos. A Prefeitura ainda não divulgou a data de funcionamento da nova unidade nem o cronograma para instalação do equipamento. A expectativa é que o serviço represente um avanço no atendimento médico local, especialmente para pacientes que dependem da rede pública de saúde.

 A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande iniciou um novo planejamento para aproximar os diferentes serviços do SUS e melhorar o caminho percorrido pelos pacientes dentro da rede pública. O projeto “Convergência Saúde – Integrando Redes e Territórios” reúne gestores e profissionais para identificar dificuldades, organizar processos e criar soluções que tornem o atendimento mais conectado. O trabalho envolve representantes das unidades de saúde, Distritos Sanitários, UPAs, Centros de Referência, CAPS e outros setores da Rede de Atenção à Saúde. A proposta é entender onde estão os principais obstáculos enfrentados

Encontro reuniu gestores e profissionais da Rede de Atenção à Saúde para discutir integração dos serviços.

pelos usuários, como falhas de comunicação, regulação, abastecimento e integração entre os serviços. Entre as ações previstas estão oficinas territoriais, elaboração de planos de melhoria e a criação de um Mapa da Jornada do Usuário, ferramenta que vai acompanhar os trajetos feitos pela população dentro da rede

e apontar pontos que precisam de ajustes. O método de acompanhamento seguirá etapas de planejamento, execução, avaliação e correção das medidas adotadas. Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a integração entre equipes é fundamental para garantir um atendimento mais eficien-

te. “Não existe saúde pública sem trabalhadores da saúde. Equipamentos, medicamentos e recursos são indispensáveis, mas são as pessoas que colocam a rede em movimento e transformam recursos em cuidado”, afirmou. O cronograma do projeto prevê acompanhamento das ações até março de 2027.

Cidade prepara rede pública de saúde para enfrentar impactos de eventos climáticos Município avalia estrutura do SUS, estoques e protocolos para responder a ondas de calor, estiagens e temporais  Campo Grande entrou no grupo de municípios considerados prioritários para preparar a rede pública de saúde diante dos possíveis efeitos do El Niño e das mudanças climáticas. A estratégia prevê a avaliação da estrutura do SUS, criação de protocolos e integração entre órgãos para garantir resposta mais rápida em situações de eventos extremos.

A preparação envolve análise das unidades de saúde, incluindo condições de infraestrutura, abastecimento de água e energia, capacidade de atendimento, estoque de medicamentos, insumos e equipamentos. Também estão sendo avaliados os impactos que alterações no clima podem provocar no aumento de doenças respira-

tórias, problemas relacionados ao calor, arboviroses e outros agravos. O trabalho faz parte da estratégia AdaptaSUS e reúne áreas como Saúde, Defesa Civil, Assistência Social, Meio Ambiente e outros setores. A proposta é identificar regiões e grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças, pessoas com deficiência e pacientes com doenças respiratórias ou cardiovasculares, para planejar ações específicas de atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o monito-

ramento das condições climáticas será contínuo, com acompanhamento de alertas da Defesa Civil, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do CEMTEC/MS. Para o secretário Marcelo Vilela, a preparação antecipada é fundamental para organizar fluxos e garantir que os serviços estejam prontos antes da chegada de possíveis impactos. “A preparação precisa acontecer antes do evento. Estamos antecipando cenários e fortalecendo o planejamento da nossa rede para diferentes situações”, afirmou.


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Cotidiano 3•B

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Acordo no Tribunal de Justiça encerra disputa de herança que poderia durar mais de 20 anos

Foto: Divulgação

Conciliação reuniu herdeiros de MS e da Bolívia e resolveu conflito envolvendo imóveis rurais, urbanos e patrimônio internacional  Uma disputa familiar envolvendo um patrimônio de grande complexidade chegou ao fim após mais de sete horas de negociação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A audiência de conciliação realizada na última quarta-feira (16) terminou com um acordo entre inventariante e herdeiros, encerrando processos relacionados à divisão de bens e conflitos sobre imóveis em Mato Grosso do Sul e no exterior. Conduzida pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, a reunião reuniu cerca de 15 participantes, incluindo herdeiros que viajaram de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para acompanhar as tratativas. O caso envolvia imóveis urbanos em Dourados, seis propriedades rurais em Mato Grosso que somam quase 9 mil hectares e

uma área de terras localizada em território boliviano. Com o consenso firmado, o inventário será convertido em arrolamento sumário, permitindo a homologação da partilha amigável. Segundo o TJMS, a solução evita que um conflito patrimonial e familiar se prolongasse por anos no Judiciário, além de possibilitar que os envolvidos avancem após o encerramento da disputa. O presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, destacou que o acordo representa um exemplo do papel da conciliação na resolução de conflitos. “A melhor resposta para a sociedade é esse tipo de iniciativa, que celebra não só o acordo, mas o reinício da união em família”, afirmou. A audiência também teve a participação dos advogados responsáveis pela negociação entre as partes.

Audiência de conciliação no TJMS reuniu herdeiros e advogados para solucionar disputa patrimonial.

Curso prepara futuros Como o TCE/MS fiscaliza o uso do dinheiro pais para os desafios público e acompanha ações dos gestores Tribunal analisa da adoção em Mato contratos, despesas e Grosso do Sul políticas públicas

Foto: Mary Vasques

Formação gratuita orienta candidatos sobre aspectos jurídicos, emocionais e sociais antes da chegada de crianças e adolescentes às famílias  A decisão de adotar uma criança ou adolescente envolve mais do que a vontade de formar uma família. Pensando na preparação dos futuros pais e mães adotivos, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS), abriu inscrições para o curso “Preparação à Adoção – Nasce uma Família”, que começa em outubro. Voltada aos candidatos à adoção, a formação terá oito turmas, com 40 vagas cada, e será realizada entre 1º de outubro e 30 de novembro, em formato híbrido de ensino a distância, com carga de 40 horas-aula. As inscrições seguem até 27 de setembro pelo site da Ejud-MS, por meio da Secretaria Virtual. Durante o curso, os participantes terão acesso a conteúdos

sobre procedimentos jurídicos, avaliações psicológicas e sociais, desenvolvimento infantil, saúde, construção de vínculos afetivos e os desafios enfrentados pelas famílias adotivas. A preparação atende ao que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e busca aproximar os pretendentes da realidade da adoção. A formação será dividida em sete módulos e contará com participação de magistrados das varas da infância e juventude e equipes técnicas. Além das atividades virtuais, haverá encontros ao vivo pela plataforma Microsoft Teams, com o objetivo de preparar os futuros responsáveis para acolher histórias de vida, necessidades e expectativas das crianças e adolescentes que aguardam uma nova família.

para garantir que recursos sejam aplicados de forma correta e eficiente

 A fiscalização dos recursos públicos vai além da análise de documentos e contas. No Mato Grosso do Sul, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) acompanha contratos, despesas e ações dos gestores para verificar se o dinheiro público está sendo aplicado de acordo com a legislação e atendendo ao interesse da população. O trabalho inclui auditorias, inspeções e análises técnicas que podem chegar até os locais onde os serviços são executados. Equipes do Tribunal verificam, por exemplo, a qualidade de serviços como transporte escolar, alimentação nas escolas e atendimentos na área da saúde, comparando as informações oficiais com a realidade encontrada nos municípios. Segundo a diretora de Con-

Equipes do TCE-MS realizam auditorias e inspeções para acompanhar a aplicação dos recursos públicos no Estado.

trole Externo do TCE-MS, Valéria Cominale, a fiscalização não avalia apenas se uma despesa é legal, mas também se os recursos foram utilizados de forma adequada e alcançaram a finalidade prevista. “O Tribunal de Contas fiscaliza a gestão e a aplicação dos recursos

públicos, analisando contas, despesas, contratos e atos de gestão, conforme suas competências”, afirma. A atuação do Tribunal também envolve o acompanhamento de recursos destinados por emendas parlamentares e depende da participação da so-

ciedade. Por meio de Portais da Transparência, Diários Oficiais e canais do próprio TCE-MS, os cidadãos podem acompanhar informações sobre gastos, decisões e resultados da administração pública, fortalecendo o controle social sobre a gestão dos recursos coletivos.

Calor intenso marca domingo OAB/MS aprova propostas sobre mandato no em MS e frente fria deve trazer STF e regras para impeachment no Senado temporais na segunda-feira

Foto: Gerson Walber

Temperaturas podem chegar a 41°C em algumas regiões antes da mudança no tempo, com previsão de chuva forte e ventos durante a semana  O fim de semana termina com predomínio de calor em Mato Grosso do Sul, mas a chegada de uma frente fria deve mudar o cenário a partir de segunda-feira (21). De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o domingo (20) terá sol e variação de nebulosidade, com temperaturas elevadas e possibilidade de chuvas pontuais durante a tarde. As regiões Pantaneira, Oeste e Norte devem registrar as maiores temperaturas, com máximas entre 38°C e 41°C. Em Campo Grande, os termômetros podem chegar aos 33°C. Já no Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as máximas ficam entre 29°C e 35°C, enquanto as mínimas variam de 20°C a 25°C em grande parte do Estado.

A partir da segunda-feira, a aproximação de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical deve aumentar a instabilidade em Mato Grosso do Sul. A previsão indica chuvas mais abrangentes, com possibilidade de acumulados superiores a 40 milímetros em alguns pontos, além de tempestades com raios, rajadas de vento acima de 70 km/h e eventual queda de granizo. O Cemtec também aponta tendência de chuvas entre 40 e 150 milímetros no período entre 17 de setembro e 2 de outubro, com maiores volumes previstos para regiões centrosul, sudoeste, sudeste e leste do Estado. O órgão orienta que a população acompanhe as atualizações da previsão devido às mudanças naturais nas condições meteorológicas.

Conselho Seccional da OAB-MS aprovou por unanimidade propostas de mudanças institucionais durante sessão ordinária.

Posicionamento da entidade será encaminhado ao Conselho Federal da Ordem para análise em âmbito nacional  A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), aprovou na última quinta-feira (17) duas propostas de mudanças institucionais envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o processo de impeachment no Senado Federal. As medidas foram aprovadas por

unanimidade durante sessão do Conselho Seccional com participação do Colégio de Presidentes de Subseções. Uma das propostas defende a criação de mandato de dez anos para ministros do STF. Segundo a entidade, a mudança teria como objetivo estabelecer limite temporal para a

permanência dos integrantes da Corte e promover maior equilíbrio entre os Poderes. O presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, afirmou que a discussão envolve o aperfeiçoamento do sistema democrático e não questões ideológicas. A segunda medida aprovada trata das regras de análise de pedidos de impeachment no Senado. A proposta, apresentada pelo secretário-geral e corregedor-geral da OAB-MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, defende que solicitações

desse tipo sejam submetidas à apreciação do conjunto dos senadores, evitando decisões individuais da presidência da Casa. Com a aprovação das duas teses, a OAB-MS encaminhará o posicionamento ao Conselho Federal da Ordem, responsável por avaliar a discussão em âmbito nacional. A entidade afirma que as propostas fazem parte de um debate sobre funcionamento das instituições e aprimoramento das regras democráticas.


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4•B Entrevista

Campo Grande, 20 de setembro de 2026

Foto: Rafael Rodrigues

Joanice Lube Battilani Superintendente do Ibama em MS

‘A sociedade precisa entender que todos fazemos parte desse ambiente’ Superintendente do Ibama em MS, Joanice Lube Battilani fala sobre queimas prescritas, brigadas, monitoramento, mudanças climáticas e os riscos de incêndios nos próximos meses

A

superintendente do Ibama em Mato Grosso do Sul, Joanice Lube Battilani, explicou, em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, como funciona o Manejo Integrado do Fogo e quais são as estratégias adotadas para prevenir incêndios florestais no Estado. Bióloga, mestre e doutora em Ecologia e Conservação, ela falou sobre a atuação do Prevfogo, as queimas prescritas, o monitoramento por satélite, a participação de outros órgãos e os riscos associados às mudanças climáticas. A conversa também abordou o papel da população na prevenção e a preparação das equipes para períodos de maior risco. A Crítica: O que é, na prática, o Manejo Integrado do Fogo? Joanice Lube Battilani: Todos lembram dos incêndios de 2020 no Pantanal. Foi um período muito crítico, de fogo intenso, e tivemos uma perda de biodiversidade muito grande, principalmente da fauna. A partir de 2020, os órgãos ambientais começaram a se mobilizar em relação ao Manejo Integrado do Fogo. O manejo envolve a queima prescrita em áreas que têm maior probabilidade de incêndios. É aquela biomassa associada a gramíneas e campos nativos que pode ter uma queima prescrita pelo órgão ambiental, autorizada, para evitar incêndios de maiores proporções. A Crítica: O Estado passou a trabalhar com essa estratégia depois daquele período? Joanice Lube Battilani: A partir daquele período crítico houve uma mobilização. Mato Grosso do Sul foi pioneiro em estabelecer um decreto estadual disciplinando os procedimentos para queima prescrita. Depois disso, houve vários trabalhos conjuntos com universidades, em áreas protegidas e unidades de conservação. O Ibama também passou a fazer queimas prescritas por meio do Prevfogo, que é o Centro de

Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. O trabalho começou nas terras indígenas e em áreas federais, dentro da competência do Ibama. A Crítica: Onde essas ações já foram realizadas? Joanice Lube Battilani: Temos como exemplo a Terra Indígena Cachoeirinha. Também existe o trabalho no Parque Estadual do Rio Negro, realizado pelo Imasul em conjunto com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. São áreas que foram manejadas com queima prescrita. Você delimita uma área com maior probabilidade de incêndio e, com toda a estrutura de prevenção, com os bombeiros em conjunto, faz a queima para evitar que venha a ocorrer um incêndio de proporções maiores. A Crítica: Como vocês sabem quais áreas precisam desse tipo de manejo? Joanice Lube Battilani: É feito um mapeamento por sensoriamento remoto. Você consegue identificar as áreas que têm maior probabilidade de incêndio pela biomassa. Isso vem sendo feito ao longo desses anos para identificar e mapear as áreas que podem receber o Manejo Integrado do Fogo. Depois existe o trabalho de campo com os órgãos de pesquisa. No Parque Estadual do Rio Negro, por exemplo, já foram feitas queimas prescritas em diferentes anos, principalmente em áreas com maior quantidade de biomassa. A Crítica: Esse monitoramento também permite acompanhar propriedades rurais? Joanice Lube Battilani: Sim. O Ibama utiliza esse mapeamento e tem notificado propriedades rurais por meio de editais no bioma Pantanal para que adotem ações de prevenção e combate aos incêndios. Isso inclui medidas como aceiros e uma estrutura mínima nos imóveis para que seja possível combater o início de

um incêndio. São áreas identificadas com maior probabilidade de ocorrência e propagação do fogo. A Crítica: Como funciona a atuação das equipes quando surge um incêndio? Joanice Lube Battilani: A partir de 2020, os órgãos ambientais começaram a trabalhar de forma mais integrada. Hoje existe uma atuação conjunta entre o Ibama e o Corpo de Bombeiros. A competência primária para atuar em áreas particulares é do Estado, por meio dos bombeiros. O Ibama atua de forma supletiva ou quando é acionado. Hoje existe uma estrutura maior de bases e brigadas, o que torna o acionamento mais eficiente. A Crítica: Quantos brigadistas o Ibama possui atualmente em Mato Grosso do Sul? Joanice Lube Battilani: Hoje o Ibama conta com mais de 180 brigadistas. Eles estão nas terras indígenas de Aquidauana, Anastácio, Miranda,

A partir de 2020, os órgãos ambientais começaram a se mobilizar em relação ao Manejo Integrado do Fogo. Porto Murtinho e Corumbá, atendendo toda aquela região. Também temos uma base de pronto emprego em Corumbá. Em caso de necessidade, conseguimos acionar brigadistas de outros estados para formar uma força-tarefa. A Crítica: Já houve necessidade de reforço dessa estrutura? Joanice Lube Battilani: Sim. Em 2024, contamos com o apoio de mais de 300 brigadistas para atuar em conjunto no Pantanal e no Cerrado, junto com os órgãos do Estado e a Defesa Civil. Hoje também temos a Polícia Militar Ambiental, presente nos municípios, além das equipes de fiscalização do Ibama. Contamos com agentes de fiscalização que trabalham em áreas prioritárias do Pantanal, do Cerrado e em outras regiões do Estado.

A Crítica: O cenário climático dos próximos meses aumenta a preocupação? Joanice Lube Battilani: O Ibama já vem se preparando desde janeiro deste ano para esse cenário de mudanças no clima. Existe um trabalho de fortalecimento da estrutura física e das brigadas de combate aos incêndios, além do planejamento orçamentário. Hoje contamos também com aeronaves à disposição, além das equipes de brigadistas. Mas não podemos deixar de falar da contribuição da sociedade civil. O fogo tem origem, na maioria das vezes, na ação humana. A Crítica: Qual é a participação humana na origem dos incêndios? Joanice Lube Battilani: As informações apontam para algo em torno de 95% a 98% dos incêndios com origem em ação humana. Isso pode acontecer em beiras de estradas, na limpeza de quintais ou terrenos e também de maneira proposital. O uso tradicional do fogo no Pantanal existe. O pantaneiro tradicional sempre utilizou o fogo para manejo de pastagem e campos nativos, mas hoje estamos vivendo mudanças climáticas, com áreas mais secas, biomassa mais seca e ventos mais fortes. A Crítica: Então existe diferença entre uma queima controlada e uma queima prescrita? Joanice Lube Battilani: Sim. A queima controlada é aquela autorizada pelo órgão ambiental, como no caso de restos de exploração de mate-

rial lenhoso ou limpeza de pasto. É uma área específica, com autorização e condições determinadas. A queima prescrita é aquela feita em uma área de campo nativo, uma pastagem nativa, de forma coordenada, com toda uma estrutura preparada para realizar o fogo em um período adequado e tentar prevenir incêndios maiores. A Crítica: Qual é o período que mais preocupa para os incêndios? Joanice Lube Battilani: O cenário envolve escassez hídrica, ondas de calor, baixa umidade e também imprevisibilidade das mudanças do clima. Temos dados estatísticos que apontam um período mais crítico em outubro, novembro e dezembro. Mato Grosso do Sul está em estado de atenção. Também existe uma diferença regional: enquanto algumas áreas podem sofrer com mais chuvas e ventos, outras, especialmente no norte do Estado e regiões próximas ao Pantanal Norte, podem enfrentar calor mais intenso e maior escassez hídrica. A Crítica: Como o Estado se prepara para vários incêndios ao mesmo tempo? Joanice Lube Battilani: Temos hoje essa estrutura de brigadistas e bases de apoio, além de um trabalho mais integrado entre os órgãos estaduais e federais. Também contamos com o Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, Exército e Defesa Civil, preparados para atender comunidades tradicionais, assentamentos rurais e ribeirinhos. A Crítica: O trabalho de

prevenção também precisa considerar as cidades? Joanice Lube Battilani: Sim. As mudanças do clima influenciam diretamente a qualidade de vida das pessoas que vivem nas cidades. Nos períodos mais secos, nas ondas de calor e com a presença de fumaça, temos problemas maiores nos centros urbanos. Por isso a Defesa Civil também tem um papel importante. É necessário trabalhar não apenas no Pantanal, mas também na proteção das populações que vivem nas cidades e nas regiões mais diretamente afetadas. A Crítica: Qual é a principal mensagem para a população neste momento? Joanice Lube Battilani: A sociedade precisa entender que existem mudanças no clima e que hoje todos fazemos parte desse ambiente. Precisamos fazer nosso papel não apenas na prevenção, mas também para evitar que os problemas se tornem maiores. O combate é importante, mas a prevenção é fundamental. Quanto mais preparados estivermos antes do fogo começar, maiores serão as condições de proteger o meio ambiente e as pessoas. A legislação estadual de 2021 e a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída em 2024, deram uma estrutura formal para esse modelo de atuação. O próprio Ibama define o manejo como uma estratégia que combina prevenção, uso planejado do fogo, monitoramento e combate. No caso do Prevfogo, a atuação inclui planejamento, brigadas, monitoramento, prevenção, capacitação e combate aos incêndios florestais.

Pesquisa aponta diferença de até 88% no preço do café em supermercados da Capital Levantamento do Procon Municipal mostra que consumidor pode economizar mais de R$ 20 ao comparar valores antes da compra  O preço do café pode variar mais de R$ 20 em Campo Grande dependendo do local escolhido pelo consumidor. Um levantamento do Procon Municipal identificou diferença de até 88,24% nos valores de produtos pesquisados em

oito supermercados e atacadistas da Capital, reforçando a importância da comparação antes da compra. A maior variação foi encontrada no Café do Ponto tradicional e extraforte, embalagem a vácuo de 500 gramas,

com preços entre R$ 23,90 e R$ 44,99, uma diferença de R$ 21,09 por pacote. O Café Três Corações tradicional, também de 500 gramas e a vácuo, apresentou valores entre R$ 21,90 e R$ 37,99, variação de 73,47%. O levantamento avaliou 38 itens de diferentes marcas, tipos e embalagens. Alguns produtos apresentaram menor oscilação, como o Café Rancheiro tradicional e extraforte, encontrado por R$ 32,90, e o

Café Rincão tradicional, vendido por R$ 24,90 nos estabelecimentos pesquisados. Segundo o superintendente do Procon Municipal, José Costa Neto, a pesquisa ajuda o consumidor a tomar decisões mais econômicas, principalmente em produtos de uso diário. A orientação é observar não apenas o preço, mas também a marca, o peso da embalagem e possíveis promoções antes de finalizar a compra.


SETEMBRO AMARELO - MÊS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO E VALORIZAÇÃO DA VIDA.

Edição 2322 • Campo Grande,MS 20 de Setembro de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)

Aos 74 anos, Guilherme Rondon chega ao Grammy Latino elevando o nome do MS e 50 anos de música PÁGINA 03

Festival Internacional da Carne volta neste final de semana com chef argentino e mais de 30 estações FOTO: DIVULGAÇÃO

Evento será realizado de 25 a 27 de setembro no Parque Laucídio Coelho e terá gastronomia, atrações para crianças e programação ligada ao campo

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ampo Grande se prepara para receber uma nova edição do Festival Internacional da Carne, que será realizado a partir desta sexta-feira (25) até domingo (27), no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A programação de 2026 amplia a experiência gastronômica e reúne carnes, fogo de chão, parrilla, atrações para crianças e atividades ligadas à cultura do campo. Um dos destaques desta edição será a presença do chef argentino Enzo Ponce, especialista em fogo, grelha e parrilla. Ele estará à frente do restaurante Entre Brasas e Taças, apresentado pela 067 Vinhos, em uma proposta que combina técnicas argentinas com elementos da gastronomia sul-mato-grossense. O chef terá sua atuação integrada à cozinha e ao buffet pantaneiro

comandados pelo Chef Júnior. A gastronomia será concentrada em mais de 30 estações, com participação de assadores de Mato Grosso do Sul e diferentes preparos de carne. O festival também terá produtos criados especialmente para a edição, como o sal desenvolvido pela Tempero do Tonho com a marca do evento e o pão de alho oficial produzido pela Top Sabor. Além da comida, a programação terá atrações para diferentes públicos. A Expoequestre acontece simultaneamente ao festival, aproximando o evento de temas relacionados à produção rural, ao campo e à cultura sul-mato-grossense. Para as crianças, haverá fazendinha, brinquedos inf láveis gigantes e outras atividades. Realizado pela Márcia Ma-

Festival Internacional da Carne acontece de 25 a 27 de setembro em Campo Grande, com chef argentino, mais de 30 estações e atrações para famílias.

rinho Produções, em parceria com a Acrissul, o Festival Internacional da Carne 2026 será

realizado no Parque de Exposições Laucídio Coelho, na Rua Américo Carlos da Costa, 320,

Jardim América. Empresas interessadas em participar como expositoras ou patrocinadoras

podem entrar em contato com Márcia Marinho pelo telefone (67) 99640-1249.


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2 CADERNO LIGHT

Campo Grande, 20 de Setembro de 2026

TEATRO

André Tristão transforma discursos de ódio em espetáculo gratuito em Campo Grande Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .

Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com

SÉRIE

Ted Lasso: o retorno de uma das séries mais queridas da TV

FOTO: REPRODUÇÃO

HELTON PEREZ - VACA AZUL

Solo que mistura teatro, dança e performance estreia no Teatro Aracy Balabanian e terá nova sessão no SESC Teatro Prosa

O

Se no começo o desafio de Ted era entender a diferença do "futebol" e do "soccer", agora é entender o universo feminino e os desafios de fazer a torcida acreditar nas mulheres enquanto jogadoras de futebol.

Não é toda série, principalmente hoje em dia, que me dá prazer em maratonar. Mais que prazer, alegria. Ted Lasso me dá essa sensação. Uma série leve, divertida, gostosa de assistir. Depois de três anos de espera, Ted Lasso voltou à Apple TV+ para uma quarta temporada que muda o foco da história sem abandonar o espírito que conquistou milhões de fãs. Quando surgiu em 2020, Ted Lasso parecia apenas uma comédia sobre um técnico de futebol americano contratado para comandar um clube inglês. Ted Lasso (Jason Sudeikis), porém, transformou sua aparente falta de conhecimento sobre futebol em uma inesperada habilidade para lidar com pessoas. Na primeira temporada, ele chega ao AFC Richmond enfrentando a desconfiança de jogadores, torcedores e dirigentes, mas aos poucos conquista o grupo com otimismo, empatia e a famosa filosofia do “Believe”. O “BELIEVE”, representado pelo famoso cartaz amarelo no vestiário do Richmond, é muito mais do que um lema motivacional em Ted Lasso. A palavra sintetiza a principal filosofia de Ted: acreditar em si mesmo, nos outros e na possibilidade de mudança, mesmo diante das dificuldades. Ao longo da série, o conceito ganha novos significados conforme os personagens enfrentam fracassos, inseguranças e conflitos pessoais. O cartaz, inicialmente visto por alguns como uma simples mensagem de autoajuda, acaba se tornando um símbolo de união, confiança e esperança — valores que ajudam a transformar não apenas o desempenho do time, mas também a vida de quem faz parte dele. A segunda temporada aprofundou os conflitos pessoais dos personagens, especialmente os problemas emocionais de Ted, enquanto a terceira mostrou a evolução do Richmond, a transformação de Jamie Tartt e Roy Kent e as escolhas de Rebecca Welton. No encerramento, Ted decide voltar ao Kansas para ficar mais perto do filho, enquanto o Richmond segue seu próprio caminho. O episódio parecia

funcionar como uma despedida definitiva. E foi justamente esse encerramento que ajudou a explicar o longo intervalo. A produção não tinha inicialmente uma quarta temporada planejada: a história de Ted havia chegado a uma conclusão considerada satisfatória por Jason Sudeikis e pelos criadores. O ator chegou a resistir ao retorno porque não queria simplesmente reabrir uma história encerrada. A ideia só avançou quando surgiu uma nova narrativa capaz de justificar a volta dos personagens. Na quarta temporada, a história avança três anos. Ted está de volta a Richmond e assume um desafio completamente diferente: comandar as Lady Greyhounds, equipe feminina de futebol da segunda divisão. A nova fase mantém o humor e o espírito de superação, mas apresenta novas jogadoras e conf litos, enquanto Ted, Rebecca, Keeley, Roy, Beard e Higgins enfrentam as consequências das escolhas feitas nos anos anteriores. O retorno reúne Jason Sudeikis, Hannah Waddingham, Juno Temple, Brett Goldstein, Brendan Hunt e Jeremy Swift. O elenco também ganhou novos nomes, entre eles Tanya Reynolds, Jude Mack, Faye Marsay, Rex Hayes, Aisling Sharkey, Abbie Hern e Grant Feely. A recepção continua marcada pelo forte vínculo entre a produção e seu público. A própria Apple descreve Ted Lasso como um fenômeno global e destaca sua base de fãs apaixonada. A quarta temporada estreou em 5 de agosto de 2026 e terá dez episódios, lançados semanalmente até 7 de outubro. Mais do que simplesmente trazer Ted de volta, a nova temporada tenta responder a uma pergunta importante: o que acontece quando uma história aparentemente terminada encontra uma nova razão para continuar?

FICHA TÉCNICA "TED LASSO" GÊNERO CRIAÇÃO PLATAFORMA ELENCO PRINC. ESTREIA TEMPORADA 4

Comédia / Esporte Bill Lawrence, Jason Sudeikis, Joe Kelly e Brendan Hunt Apple TV+ Jason Sudeikis, Hannah Waddingham, Juno Temple, Brett Goldstein, Brendan Hunt e Jeremy Swift 14 de agosto de 2020 5 de agosto de 2026

que começa como uma experiência de violência nas redes sociais ganha outra forma no palco em Eu Vou Dançar Seu Ódio!, novo solo do artista sul-mato-grossense André Tristão. A montagem, que combina teatro, dança e performance, estreia em Campo Grande com duas sessões gratuitas no dia 22 de setembro, às 15h e às 19h30, no Teatro Aracy Balabanian. Uma terceira apresentação está marcada para 25 de setembro, às 19h, no SESC Teatro Prosa. A obra parte de experiências reais vividas pelo artista e investiga como palavras e situações de violência podem permanecer marcadas no corpo. Entre os temas abordados estão homofobia, gordofobia, sorofobia, infância e relações

Espetáculo Eu Vou Dançar Seu Ódio!, de André Tristão, estreia em Campo Grande com sessões gratuitas de teatro, dança e performance.

familiares. Tristão também leva para a cena aspectos de sua própria trajetória. “Vivendo com HIV, indetectável há mais de dez anos, transformo parte dessa experiência em matéria cênica, articulando autoficção, memória, movimento, palavra, música e recursos audiovisuais”, afirma. A proposta não é simplesmente reproduzir ou denunciar as agressões, mas deslocá-las para outro lugar. Corpo, voz, música, projeções, iluminação, repetição

e objetos são utilizados para transformar aquilo que originalmente foi produzido para ferir. “Ao longo do solo, aquilo que inicialmente se apresenta como violência é manipulado, amplif icado, tensionado e devolvido ao espaço. O ódio deixa de ser apenas uma força paralisante e se converte em movimento, presença e possibilidade de encontro”, explica o artista. Oficina também integra programação - Além do espetáculo, o projeto promove

a oficina O que o corpo faz com o ódio? – Dispositivos de criação entre Teatro, Dança e Performance, conduzida por André Tristão. A atividade será realizada em 26 de setembro, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em duas turmas, das 9h às 13h e das 14h às 18h. O encontro é voltado a arte-educadores, professores, acadêmicos, artistas e interessados em práticas corporais e criação cênica. As inscrições são gratuitas e a classificação é de 18 anos.

DIVERSÃO

Arena Transformers chega a Campo Grande com diversão para crianças de até 13 anos REPRODUÇÃO

Arena Transformers chega ao Shopping Campo Grande com circuito temático para crianças de 2 a 13 anos, ingressos a partir de R$ 60.

Espaço temático no Shopping Campo Grande reúne piscina de bolinhas, escorregadores, cama elástica e outras atrações inspiradas nos famosos robôs Os personagens que atravessaram gerações dos brinquedos para os desenhos, quadrinhos e cinemas agora ganharam um espaço próprio de diversão em Campo Grande. A Arena Transformers, instalada no Shopping Campo Grande, oferece um circuito temático voltado para crianças de 2 a 13 anos, com diferentes atividades recreativas. A atração foi montada para levar o público infantil para dentro do universo dos robôs de Cybertron. Entre as opções disponíveis estão piscina de bolinhas, inflável com escorregador, kids play com escorregadores, cama elástica e um portal inflável gigante, que completa a ambientação do espaço.

A franquia Transformers foi criada pela Hasbro em 1984 e, desde então, deixou de ser apenas uma linha de brinquedos. Os personagens passaram a fazer parte de desenhos animados, histórias em quadrinhos e grandes produções cinematográficas, tornando-se conhecidos por diferentes gerações. Ingressos variam conforme o tempo de permanência - A entrada na Arena é cobrada de acordo com o período escolhido para permanência no espaço. O ingresso custa R$ 60 para até 40 minutos e chega a R$ 90 para períodos de 121 a 160 minutos. Crianças com deficiência e pessoas com TEA têm direito à meia-entrada,

mediante apresentação de carteirinha ou laudo médico. Para os menores de 5 anos, há uma regra específica: crianças com até 4 anos e 11 meses precisam permanecer acompanhadas por um responsável durante a atividade. Nesse caso, o adulto responsável não precisa

pagar um ingresso adicional. A Arena Transfor mers funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h. Aos domingos e feriados, o espaço abre ao público das 12h às 22h, permitindo que as famílias escolham diferentes horários para aproveitar a atração.


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CADERNO LIGHT

Campo Grande, 20 de Setembro de 2026

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MÚSICA

Aos 74 anos, Guilherme Rondon chega ao Grammy Latino elevando o nome do MS e 50 anos de música FOTO: DIVULGAÇÃO

Indicado por ‘Sonho Inca’, compositor sul-mato-grossense fala sobre a trajetória entre São Paulo e o Pantanal, a parceria com jovens músicos e o desejo de voltar a circular pelo Brasil

A

os 74 anos, Guilherme Rondon recebeu uma notícia que transforma uma trajetória de cinco décadas em um novo capítulo. O compositor e intérprete de Mato Grosso do Sul foi indicado à 27ª edição do Grammy Latino com a música ‘Sonho Inca’, na categoria de Melhor Arranjo. A faixa integra o EP De Dentro do Futuro e ganhou uma nova dimensão pelas mãos dos jovens instrumentistas Rafael Beck e Felipe Montanaro, responsáveis pelo arranjo. Mais do que uma indicação, Rondon enxerga o reconheci-

25 anos, que são geniais, o Rafael Beck e o Felipe Montanaro, fizeram os arranjos que foram indicados ao Grammy. Então, é uma alegria muito grande.” Entre o centro e o Pantanal - A história musical de Guilherme Rondon começou longe de Mato Grosso do Sul. Na década de 1970, ele viveu em São Paulo, onde começou a se apresentar, teve músicas gravadas e participou de programas de televisão e festivais. A mudança para Mato Grosso do Sul ocorreu na época da divisão do Estado, período que também aproximou o músico

Entre o São Paulo dos anos 1970 e o Pantanal que passou a fazer parte de sua identidade, Guilherme Rondon construiu uma trajetória marcada por encontros.

Aos 74 anos, Guilherme Rondon é indicado ao Grammy Latino por ‘Sonho Inca’ e celebra cinco décadas de música e influências do Pantanal.

mento como uma espécie de encontro entre diferentes momentos de sua própria história. De um lado, estão os anos de estrada, as composições feitas a partir das experiências no Pantanal e as influências da cultura da Bacia do Prata. Do outro, aparecem dois músicos de uma geração mais nova, que trouxeram novas possibilidades para uma melodia que já fazia parte de sua obra. “Depois de muitos anos de carreira, ter uma indicação dessa é um grande reconhecimento. A experiência de 50 anos e o talento de dois meninos, de 20 e

da produção cultural regional. Essa mistura acabou se tornando uma das marcas de sua obra. Rondon carrega referências dos grandes centros, mas também a experiência de ter sido criado no Pantanal e o contato com a cultura dos países da Bacia do Prata. Para ele, ‘Sonho Inca’ representa justamente esse cruzamento de influências latino-americanas. “A maioria das minhas melodias foi composta no Pantanal. De alguma maneira, independentemente do ritmo, da forma ou do assunto, elas carregam a energia e o astral

do Pantanal. E também todas as influências fronteiriças da Bacia do Prata, dos latino-americanos, influenciam muito a minha obra.” A indicação ao Grammy também passa diretamente pela parceria com Rafael Beck e Felipe Montanaro. Rondon destaca a capacidade dos dois de criar arranjos diferentes e considera que a participação da dupla trouxe uma nova leitura para sua composição. Os dois músicos já haviam sido indicados anteriormente ao Grammy Latino e possuem trabalhos com nomes como Hermeto Pascoal e Ivan Lins. Na visão de Rondon, a experiência dos jovens instrumentistas ajudou a abrir novos caminhos para uma música construída originalmente a partir de suas melodias e harmonias. “A criatividade desse arranjo, especificamente, é toda deles. Foi isso que trouxe um frescor e uma coisa diferente para a música e que também mostra os caminhos para onde estou levando a minha carreira agora.”

Uma carreira que não parou - O reconhecimento chega depois de uma trajetória marcada por diferentes fases. Segundo Rondon, mais de 100 intérpretes, de diferentes lugares, já gravaram suas músicas. Ele também recebeu dois prêmios da música brasileira e passou por um período de aproximadamente 25 anos em que se afastou da rotina tradicional da carreira artística para viver no Pantanal e administrar uma pousada. Mesmo longe dos grandes palcos, porém, a composição continuou. O músico afirma que nunca deixou de escrever ou gravar seus trabalhos. Agora, com mais liberdade em relação aos compromissos que mantinha em Mato Grosso do Sul, pretende aproveitar o momento para circular novamente pelo país. “Eu tive um hiato na minha carreira de 25 anos, em que fui para o Pantanal tomar conta de uma pousada. Nesse período, eu não podia seguir uma carreira normal, tive que abdicar disso. Mas nunca parei de compor, nunca parei de gravar meus

GASTRONOMIA

Wine Dinner em Campo Grande reúne cortes de carne e vinhos por R$ 129,90 Experiência da Steakhouse Nobratta será realizada na próxima quintafeira, no Comper Itanhangá, com três pratos e três doses de vinho Uma noite dedicada à combinação entre carne e vinho será realizada nesta quinta-feira (24), em Campo Grande. O Wine Dinner da Steakhouse Nobratta começa às 19h, no segundo piso do Comper Itanhangá, e terá três cortes de carne servidos em sequência, cada um acompanhado por uma dose de vinho escolhida para harmonizar com o prato. O valor é de R$ 129,90 por pessoa. A experiência terá formato diferente do atendimento convencional da steakhouse. Em vez de escolher os pratos individualmente, os participantes recebem uma sequência preparada para a ocasião. A proposta de harmonização considera características como gordura, acidez e taninos, buscando equilibrar os sabores da carne e da bebida sem que um deles

se sobreponha ao outro. Para quem possui o Vuon Card, cartão de marca própria do grupo responsável pela rede, o valor promocional será de R$ 116,90 por pessoa. As reservas podem ser feitas até quarta-feira (23), e a quantidade de participantes será limitada à capacidade do salão. A carne utilizada no jantar pertence à linha Nobratta, comercializada exclusivamente nas lojas do Comper, e possui certificação do Programa Carne Angus Certificada. O selo estabelece critérios para a classificação dos animais e das carcaças, incluindo percentual mínimo de sangue Angus, características relacionadas à idade, ausência de chifres e padrões específicos de gordura e conformação. Nos demais dias, a Nobratta também oferece opções com

Wine Dinner da Nobratta terá três cortes de carne e três doses de vinho em Campo Grande na próxima quinta-feira.

carnes suínas, aves e peixes, além de acompanhamentos e pratos sem carne. A Steakhouse Nobratta funciona no Comper Itanhangá e é apresentada pelo Grupo Pereira como sua única unidade nesse formato entre as operações mantidas pela empresa. O endereço também já recebeu

outras iniciativas relacionadas ao vinho neste ano, incluindo uma feira de rótulos em junho e uma ação promocional em julho. O Wine Dinner desta quinta-feira amplia essa programação gastronômica com uma experiência que combina cortes da casa e diferentes estilos de vinho.

discos, e é isso que me mantém vivo aos 74 anos.” Para Rondon, esse movimento também pode servir de incentivo para outros artistas de Mato Grosso do Sul. Ele reconhece que o cenário musical atual é marcado pela enorme quantidade de lançamentos e pela dificuldade de conquistar

espaço em meio às plataformas digitais e redes sociais. Ainda assim, defende que a busca por uma identidade própria pode fazer diferença. “O recado que eu posso deixar para os artistas é que sejam sinceros consigo mesmos e não desistam nunca. Tentem sempre fazer uma coisa original. A originalidade e a diferença são o que chamam a atenção.” Ao falar sobre a indicação, Rondon também faz uma leitura mais ampla sobre a produção cultural de Mato Grosso do Sul. Para ele, o Estado reúne diferentes gerações de compositores, cantores e instrumentistas com capacidade de alcançar públicos fora da região, embora nem sempre esse potencial seja reconhecido localmente. O músico afirma que sua indicação pode ajudar a mostrar que uma carreira construída em Mato Grosso do Sul também pode alcançar projeção nacional e internacional. Para ele, esse reconhecimento pode estimular artistas que estão começando e também aqueles que continuam produzindo depois de décadas de trajetória. “Eu acho que é um reconhecimento da minha obra e de que ela extrapola a cena musical sul-mato-grossense. Talvez isso mostre para as pessoas e incentive outras pessoas daqui a sentirem que, mesmo sem ter o reconhecimento dos órgãos culturais do Estado, podemos alcançar outros passos fazendo uma coisa de qualidade”, finaliza.

Em uma conversa especial, Rondon falou sobre a carreira, os desafios de ser artista em Mato Grosso do Sul, a indicação e o conselho que deixa para quem está começando.


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Campo Grande, 20 de Setembro de 2026

FOTO: REPRODUÇÃO

Novo rival do Compass chega por R$ 144 mil

O CAOA Changan CS55 entra no mercado brasileiro em uma faixa ocupada pelo Jeep Compass. A versão Prime custa R$ 144.990 e tem motor 1.5 turbo flex de 180 cv. As versões a combustão serão produzidas em Anápolis. No topo, o CS55 PHEV combina motor flex e elétrico, entrega 286 cv e custa R$ 189.990. Mas a disputa mais interessante está nos R$ 150 mil: CS55 Prime de um lado e Compass Sport promocional do outro.

Citroën C3 XTR chega com motor 1.0 e preço abaixo de R$ 100 mil

FOTOS: A CRITICA

Versão tem câmbio manual, pneus de uso misto, 180 mm de altura do solo e pacote mais completo entre as opções 1.0 da linha

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Citroën C3 XTR já está disponível em Campo Grande com motor 1.0 flex, câmbio manual de cinco marchas e proposta voltada ao uso urbano, com suspensão elevada e pneus de uso misto. A versão está disponível na Discautol Citroën, na Avenida Coronel Antonino, 441. O modelo custa a partir de R$ 88.990 em campanhas promocionais, mas o valor pode variar conforme estoque e condições comerciais. O XTR é uma das versões mais completas do C3 com motor 1.0 aspirado.

Motor tem até 75 cv O C3 XTR usa motor 1.0 Firefly de três cilindros. A potência é de 75 cv com etanol e 71 cv com gasolina. O torque chega a 10,7 kgfm com etanol e 10 kgfm com gasolina. A tração é dianteira e o câmbio é manual de cinco marchas. Segundo os dados de fábrica, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 14,1 segundos com etanol e 15 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 162 km/h com etanol e 160 km/h com gasolina.

Consumo chega a 14,2 km/l De acordo com os dados do Inmetro, o C3 XTR faz 13 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, o consumo informado é de 9,5 km/l no ciclo urbano e 10,3 km/l no rodoviário. O tanque tem capacidade para 47 litros.

Modelo tem 180 mm de altura do solo Um dos diferenciais da versão é a altura livre do solo. O XTR tem 180 milímetros de vão livre, além de ângulo de entrada de 23 graus e de saída de 39 graus. O conjunto usa suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Os pneus são Pirelli Scorpion ATR 205/60 R15, montados em rodas de liga leve de 15 polegadas.

Citroën C3 XTR aposta em visual aventureiro, suspensão elevada e motor 1.0 flex com câmbio manual de cinco marchas.

Porta-malas tem 315 litros O C3 mede 3,98 metros de comprimento e tem entre-eixos de 2,54 metros. O porta-malas tem capacidade de 315 litros. O peso varia entre cerca de 1.026 e 1.046 quilos.

Versão traz multimídia de 10 polegadas Entre os equipamentos estão painel digital de 7 polegadas e central multimídia de 10 polegadas. O sistema tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio. A versão também oferece ar-condicionado digital automático, vidros elétricos nas quatro portas, câmera de ré e sensor de estacionamento. Há ainda assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus, ABS e controle eletrônico de estabilidade.

Visual tem detalhes exclusivos Painel digital de 7 polegadas e central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio estão entre os equipamentos da versão.

O XTR se diferencia das outras versões do C3 por detalhes visuais. O modelo tem rodas escurecidas, logotipo da marca em tom escuro,

Bancos recebem acabamento específico da versão XTR, com costuras verdes e detalhes que reforçam a identidade visual do modelo.

adesivo XTR no capô e detalhes verdes. As cores disponíveis são Preto Perla Nera, Cinza Artense e Branco Banquise. O teto preto é opcional.

XTR não usa motor turbo A versão XTR é diferente do C3 You!, que usa motor turbo e câmbio CVT. No XTR, a proposta é manter o motor 1.0 aspirado e o câmbio manual, com foco em economia e custo mais baixo.

Preço varia conforme campanha Em setembro de 2026, o modelo apareceu em campanhas a partir de R$ 88.990. Outras ofertas recentes ficaram na faixa de R$ 92.590. Em alguns anúncios e tabelas de loja, o valor chega perto de R$ 100 mil. O preço final depende da condição comercial oferecida pela concessionária.

Versão XTR usa rodas de liga leve de 15 polegadas com acabamento escurecido e pneus Pirelli Scorpion ATR de uso misto.

ONDE ENCONTRAR

DISCAUTOL CITROËN CAMPO GRANDE

Traseira mantém o desenho conhecido do C3 e recebe identificação XTR, além de detalhes exclusivos da versão.

Avenida Coronel Antonino, 441 Telefone: (67) 3041-4150 WhatsApp: (67) 99669-9563 Segunda a sexta: 7h30 às 18h - Sábado: 7h30 às 12h Instagram: @discautol.citroen.ms


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