EDIÇÃO Nº 2320 • R$ 1,50
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CAMPO GRANDE-MS, 06 DE SETEMBRO DE 2026
DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA
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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Divulgação
RESUMO
Desfile cívico-militar reúne estudantes, famílias e instituições no Centro de Campo Grande durante as comemorações do 7 de Setembro.
Parabéns, senador!
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) comemorou aniversário ontem, 5 de setembro. Ao longo de sua atuação no Senado, tem representado Mato Grosso do Sul com dedicação, sensibilidade e compromisso. Que o novo ciclo seja marcado por saúde e disposição para continuar defendendo os interesses do Estado e de sua população. Felicidades!
E por falar nisso.
Amanhã (7), Mato Grosso do Sul também celebra o Dia Estadual do Rasqueado. A data homenageia Delinha, a eterna “Dama do Rasqueado”, que dedicou mais de seis décadas à música e ajudou a transformar o ritmo em uma das expressões mais marcantes da identidade cultural sul-mato-grossense.
Com fronteiras e memórias, Estado mantém o legado do 7 de Setembro Data da Independência ganha significado regional em um Estado marcado por fronteiras, culturas e diferentes trajetórias de formação O 7 de Setembro vai além das bandeiras, dos hinos e dos desfiles que tomam conta das ruas todos os anos. Em Mato Grosso do Sul, a data que marca a Independência do Brasil
também representa uma oportunidade de lembrar como diferentes povos, culturas e regiões ajudaram a construir a identidade nacional. Celebrado nesta segunda-
feira (7), o feriado mantém viva uma história iniciada há mais de dois séculos e que continua ganhando novos significados. A Independência do Brasil foi declarada em 1822, mas o processo de separação de Portugal envolveu disputas, movimentos e transformações em diferentes partes do território. Ao longo do tempo, a data passou a representar não apenas o
episódio histórico conhecido como Grito do Ipiranga, mas também reflexões sobre cidadania, pertencimento e a construção do país. Em Mato Grosso do Sul, essa relação com a história brasileira ganhou características próprias. Criado em 1977, o Estado reúne uma formação
marcada pela presença de povos indígenas, pela influência de imigrantes, pela proximidade com Paraguai e Bolívia e pela integração entre campo e cidades. Essa diversidade faz parte da identidade sul-matogrossense e da forma como a população se conecta com o Brasil.
Barreira europeia à carne brasileira coloca pecuária de MS em alerta VEJA NA PÁGINA 7•A
Feriado terá esquema especial de ônibus nesta segunda-feira Veja na página 8•A
Agetran registra Semana do Crise na mais de 15 mil Pescado Santa Casa notificações movimenta com leva a forçade trânsito expectativa de tarefa e aporte em dez dias alta nas vendas emergencial Veja na página 1•B
Veja na página 6•A
Veja na página 8•A
CNPJ contratante: 68.455.820/0001-01 - CNPJ contratado: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5 mil exemplares - Valor da inserção: R$ 2.333,33
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2•A Opinião
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Quem é o culpado? O político ou o eleitor? NO DIVÃ: Para o país que já tentou várias formas de governo, a terapia com o Augusto Cury, até que poderia ser a solução. Autor de livros ensinando a gerir emoções, ele bem que poderia tentar curar a classe política. Lembra? No passado, o lépido médico Enéas, já mostrara que o brasileiro cansara da mesmice. Mas, o que mudou depois? ‘ALELUIA’: São candidatos; Manoel Gomes (Caneta Azul), Andrea Sorvetão, Marcelinho Carioca, Edmundo (‘Animal’), Vanderley Luxemburgo, Siquêra Jr, Antônia Fontenele, Silvia Abravanel, Geraldo Luiz, José Abreu, Val Marchiori, Gracyanne Barbosa e o Tiririca. No passado, Agnaldo Timóteo, Moacir Franco e Sergio Reis se decepcionaram com a ‘experiência’ em Brasília. DESAFIO-1: Ao menos é repetir as votações para a Câmara Federal, é o cenário que se apresenta. Confira o quadro dos eleitos em 2022: Pollon 103.111 votos; Beto Pereira 97.872; Geraldo 96.519; Camila 56.552; Dagoberto 48.217; Luiz Ovando 45.491 e Rodolfo 41.773 votos. Acrescente-se ainda duas concorrentes de peso: Mara e Rose. DESAFIO-2: O mesmo questionamento se aplica a concorrência para as 24 vagas da Assembleia. Veteranos e novatos fazem e refazem contas para aferir suas chances sem arroubos de otimismo. A exemplo de 2022, nem sempre – alguns dos postulantes bem votados, terão garantido lugar. ‘Pegadinhas’ nos cálculos finais devem ocorrer. DÚVIDAS: Notícias sobre a consolidação de algumas candidaturas não passariam de puro marketing? Mesmo ainda na fase inicial da campanha, os eleitores já teriam subsídios suficientes para escolha de seus legisladores? Ora! Essa onda de otimismo plantada em algumas candidaturas visa influenciar eleitores indecisos. EFEITO MANADA: Com a popularização das redes sociais, o eleitor tem acesso a um número incontável de informações e desinformações. Quanto as pesquisas, são ferramentas que visam entender o comportamento do eleitor. Mas quando os números são maquiados, não informam – e sim enganam, comprometendo o nível da disputa. REALIDADE: Joga-se sempre a culpa sobre o detentor do cargo e simplesmente inocenta quem o colocou no poder. Não por acaso, 25,7% dos brasileiros não confiam nos parlamentos e no Congresso; e 33,6% não conversam sobre política com os amigos. A mesma consulta mostra que apenas 18% dos eleitores tem interesse por política. INCOERÊNCIA: A cada eleição batemos na tecla reclamando por melhores políticos. Na outra ponta, continuamos sem formar um contingente de eleitores melhores. É como reclamar da qualidade de certo produto cuja matéria prima que deixou a desejar. É visível: a desinformação e o despreparo desaguam no populismo tão comum por aí. PERGUNTO: É certo o eleitor se postar apenas como vítima, um inocente sem noção? Inegável que o político candidato tem parcela de culpa pela postura e métodos que usa no convencimento para captar votos. Mas no mundo atual de informações que chegam à todos, o eleitor pode ser considerado cúmplice e conivente dos maus políticos. CONCLUSÃO: A culpa ou responsabilidade por assim dizer é mutua, com o eleitor escolhendo os rumos e o futuro com o seu voto, enquanto o candidato define o nível da gestão através de suas atitudes. Apontar o dedo da culpa para os políticos é o mais comum, mas sem admitir que eles são reflexos da própria sociedade que os elegeu. DESLIZES: Membros da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia chamam a atenção para fatos repetitivos. No afã de atender suas bases eleitorais, parlamentares apresentam projetos que pecam por vícios - às vezes insanáveis - por serem inconstitucionais. Nessas horas é que se mede a importância de uma boa assessoria. O NÍVEL: É unanimidade crítica de que a produção legislativa estadual não deva se ater apenas as questões paroquiais ignorando os cenários nacional e internacional. Com a globalização, fatos distantes repercutem aqui. Presume-se que a tribuna da ‘ALEMS’, seja o local ideal para manifestações sobre o cotidiano, cultura e economia. A tribuna é a alma do legislativo. Aliás, a própria raiz latina de ‘parlamento’ diz tudo. SEM SURPRESAS: Pelo menos até agora, confirmando as previsões de observadores, a campanha eleitoral no estado segue em ritmo tranquilo. A polarização segue entre os candidatos Riedel e Fabio, mas sem registro de excessos. O clima eleitoral segue aquela divisão tradicional da direita e esquerda. A expectativa é pelos debates na TV. NA TELINHA: Alguns candidatos provocam risos. Muitos deles priorizam em se identificar como cristãos. Todos querem aproveitar o tempo. Às vezes funciona, como foi Bolsonaro (PSL) em 2018 com 8 segundos (11 inserções no 1º turno) e Enéas - candidato pelo Prona com 15 segundos em 1989. Aquele bordão virou apelo nacional.
Reforma Tributária e Simples Nacional: a escolha que vai além da alíquota
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Patrick Xavier (*)
urante muitos anos, estar no Simples Nacional significou, para grande parte dos pequenos empresários, uma decisão relativamente confortável: reunir tributos em uma única guia, reduzir obrigações e manter uma rotina fiscal mais simples. Com a Reforma Tributária, o regime não será extinto, mas a lógica dessa escolha ficará mais complexa. A partir de 2027, as empresas optantes poderão continuar recolhendo a CBS e o IBS dentro do Simples Nacional ou escolher a apuração desses dois tributos pelo regime regular. Essa segunda alternativa passou a ser chamada, informalmente, de “Simples Híbrido”. Na prática, a empresa permanece no Simples para os demais tributos, mas CBS e IBS passam a ser calculados e recolhidos fora do DAS, conforme as regras gerais da nova tributação sobre o consumo. À primeira vista, pode parecer apenas uma escolha entre pagar “por dentro” ou “por fora”. Contudo, seus efeitos alcançam a formação do preço, a margem de lucro, o fluxo de caixa, a relação com fornecedores e até a competitividade da empresa perante seus clientes. No modelo tradicional, com CBS e IBS dentro do DAS, preserva-se maior simplicidade operacional. A empresa continua concentrando seus recolhimentos e tende a enfrentar menor complexidade na apuração. Por outro lado, o crédito transferido ao cliente empresarial ficará limitado ao valor desses tributos efetivamente recolhido por meio do Simples. No chamado modelo híbrido, a empresa passa a apurar CBS e IBS pela sistemática regular. Isso permite, em regra, aproveitar créditos sobre aquisições admitidas pela legislação e transferir ao cliente o crédito correspondente aos tributos incidentes na operação. Essa possibilidade pode ser especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas, sobretudo quando seus compradores consideram o crédito tributário como parte do custo da aquisição. É justamente nesse ponto que a Reforma muda a forma de enxergar o negócio. Já não basta observar apenas quanto a empresa vende. Será necessário compreender de quem ela compra, o que compra e para quem vende. Uma empresa que adquire mercadorias, insumos, energia, serviços e outros itens capazes de gerar créditos pode encontrar uma realidade diferente daquela vivida por um negócio cuja principal despesa é a folha de pagamento. Salários e encargos trabalhistas, embora representem parcela
significativa dos custos de muitos prestadores de serviços, não geram créditos de CBS e IBS da mesma forma que determinadas aquisições empresariais. Por isso, clínicas, escolas, salões, escritórios e outras atividades intensivas em mão de obra podem sentir os efeitos da nova sistemática de maneira diferente do comércio ou da indústria. O perfil dos clientes também terá peso nessa escolha. Quando a venda é direcionada ao consumidor final, que não aproveita créditos, a simplicidade e o impacto no preço podem assumir maior relevância. Já nas relações entre empresas, o adquirente poderá comparar fornecedores não apenas pelo preço cobrado, mas também pelo crédito que a compra permite aproveitar. Em alguns setores, essa diferença poderá influenciar negociações, contratos e decisões de compra. Durante a transição, a atenção deverá ser ainda maior. A CBS substituirá o PIS e a Cofins, enquanto o IBS assumirá gradualmente o espaço hoje ocupado pelo ICMS e pelo ISS. Isso significa que, por alguns anos, as empresas conviverão com regras antigas e novas ao mesmo tempo. O ISS e o ICMS não desaparecerão de uma só vez: sua redução ocorrerá progressivamente até a implantação integral do novo sistema. Essa convivência exigirá cuidado com documentos fiscais, sistemas, cadastros de produtos e serviços, formação de preços e controle financeiro. Uma escolha aparentemente vantajosa quando analisada apenas pela alíquota pode apresentar resultado diferente quando considerados os créditos das compras, a folha de pagamento, a margem, o tipo de cliente e a posição da empresa na cadeia econômica. Não haverá uma resposta única para todos os optantes do Simples Nacional. Duas empresas com o mesmo faturamento e enquadradas no mesmo anexo poderão chegar a conclusões diferentes, porque compram de fornecedores distintos, possuem estruturas de custos diferentes e atendem públicos diferentes. O Simples continuará existindo, mas deixará de ser sinônimo de decisão automática. Na nova realidade tributária, conhecer a própria operação será tão importante quanto conhecer a legislação. Mais do que escolher uma forma de recolhimento, o empresário estará escolhendo como sua empresa participará da nova cadeia de créditos e como preservará seu preço, sua margem e sua competitividade. (*) Patrick Xavier é advogado (OAB/MS 21.317).
O STF de Brasília e o Judiciário do Brasil
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André Borges (*)
Supremo Tribunal Federal atravessa mais um momento de desgaste institucional. Recentes informações, divulgadas em investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, levantam questões que precisam ser apuradas com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal. Em um Estado de Direito, suspeitas não equivalem a culpa. Os fatos devem ser examinados pelas instâncias competentes, sem prejulgamentos e com observância das garantias constitucionais. Mas há um ponto importante que vem sendo ignorado: o STF não se confunde com o Poder Judiciário brasileiro. O Judiciário é formado por milhares de magistrados e servidores que atuam nos ramos estadual, federal, trabalhista, eleitoral e militar. São eles que julgam milhões de processos todos os anos, garantindo a aplicação da lei e a solução de conflitos em todo o país. A realidade desses profissionais está muito distante das disputas políticas de Brasília. A maior parte dos juízes trabalha de forma discreta, realizando audiências, analisando provas e proferindo decisões fundamentadas, quase sempre longe da atenção da imprensa. Ao longo da advocacia, tive contato com magistrados de diferentes regiões e instâncias. A experiência mostra que a imensa maioria exerce suas funções com seriedade, dedicação e compro-
misso com a Constituição. Suas decisões podem ser questionadas e reformadas, como é natural em qualquer sistema judicial, mas isso não reduz a relevância de seu trabalho. Também é raro encontrar, na magistratura de primeiro grau e nos tribunais, o protagonismo político que frequentemente marca o debate em torno do Supremo. Em regra, a atuação judicial permanece vinculada aos limites da lei, dos precedentes e da própria Constituição. Por isso, é necessário evitar generalizações. Eventuais suspeitas envolvendo integrantes da mais alta Corte devem ser investigadas com independência e transparência. Contudo, não é justo estender essa crise a todo o Poder Judiciário. O Brasil precisa de uma Justiça independente, técnica e comprometida com a segurança jurídica. E essa continua sendo, felizmente, a realidade predominante nas comarcas e tribunais espalhados pelo país. O desgaste do STF é preocupante e exige esclarecimentos. Mas não devemos perder de vista uma verdade simples: a Justiça brasileira é muito maior do que seus onze ministros. A credibilidade de todo o Judiciário não pode ser medida apenas pelas controvérsias que atingem uma pequena parte de sua estrutura. (*) André Borges é advogado constitucionalista.
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Nacional 3•A
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Supremo amplia análise sobre caso que envolve Moraes e Mendonça após pedido de investigação Edson Fachin determina manifestações da PGR e do ministro antes de decidir próximos passos do procedimento Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Presidente do STF, Edson Fachin, determinou novas etapas de análise sobre o pedido apresentado contra André Mendonça (foto).
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma nova etapa de análise sobre o conflito envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, decidiu retirar do inquérito das fake news o pedido feito por Moraes para investigar Mendonça e determinou que o caso seja avaliado dentro do procedimento que reúne informações sobre o próprio Moraes. A decisão estabelece que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e André Mendonça apresentem manifestações no prazo de cinco dias úteis cada. Segundo Fachin, a medida tem como objetivo reunir informações antes de uma decisão sobre a regularidade do procedimento e não representa antecipação de julgamento sobre as acusações. O episódio aumentou a ten-
são interna no Supremo após Moraes apresentar pedido contra Mendonça, acusando o colega de possíveis irregularidades relacionadas à atuação como relator de investigações. A iniciativa ocorreu após Mendonça determinar a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia mensagens envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O caso também reacendeu o debate sobre a permanência do chamado inquérito das fake news, aberto em 2019, e sobre os limites de atuação dos ministros do STF. Fachin, que já demonstrou críticas à continuidade do procedimento, deverá analisar os próximos passos após as manifestações da PGR e de Mendonça, podendo decidir individualmente ou levar a questão ao plenário da Corte.
Congresso aprova fim da ‘taxa das blusinhas’ para compras internacionais de até US$ 50 Medida segue para sanção presidencial e reduz imposto de importação para remessas de maior valor O Congresso Nacional aprovou uma mudança que altera a cobrança sobre compras internacionais feitas pela internet. A medida provisória que permite zerar o imposto de importação para remessas de até US$ 50 e reduzir a alíquota para compras de até US$ 3 mil foi aprovada na última quintafeira (3) e agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação ocorreu de forma simbólica na Câmara e no Senado, após acordo entre governo e parlamentares. Pela nova regra, o imposto de importação para compras de até US$ 50 poderá ser eliminado, enquanto remessas entre esse valor
e US$ 3 mil terão a alíquota reduzida de 60% para 30%. A medida também prevê regras para evitar o uso do sistema por empresas que tentem dividir compras para escapar da tributação. O texto aprovado mantém obrigações para plataformas digitais participantes do programa Remessa Conforme, como fiscalização de vendedores, retirada de ofertas ilegais e envio de informações às autoridades. A proposta também determina avaliações periódicas sobre os impactos da mudança na arrecadação, no comércio nacional, nos preços e na concorrência entre produtos importados e brasileiros.
Supremo Tribunal Federal passou a ser alvo de novos questionamentos após episódios envolvendo decisões de ministros, incluindo Alexandre de Moraes.
Crise no STF amplia debate sobre limites e transparência no Judiciário Decisões envolvendo ministros da Corte e do TSE colocam em discussão atuação institucional, prestação de contas e confiança nas instituições A sequência de episódios envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou novamente no centro do debate público a relação entre Poder Judiciário, transparência e limites de atuação. As decisões tomadas ao longo da semana abriram uma
discussão sobre a necessidade de explicações e sobre o papel das instituições em uma democracia. Um dos casos envolve o ministro Dias Toffoli, do TSE, que determinou inicialmente a suspensão da campanha digital do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), além de
restringir sua participação em debates e o acesso a recursos do fundo eleitoral. A decisão acabou sendo revista posteriormente pelo próprio ministro após questionamentos sobre seus efeitos. No STF, outro foco de atenção envolve o ministro Alexandre de Moraes e informações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, que também geraram cobranças por esclarecimentos. O caso passou a ser discutido após a divulgação de mensagens e documentos que levantaram questionamentos
sobre possíveis relações e procedimentos adotados no episódio. Diante da repercussão, juristas e integrantes do meio político passaram a defender maior transparência nas decisões e reforçaram a importância de preservar a credibilidade das instituições. O debate ocorre em um momento em que o Judiciário exerce papel central em temas políticos e eleitorais, tornando ainda mais relevante a discussão sobre equilíbrio entre autoridade e controle institucional.
Anatel autoriza mudança no controle da Oi com novas regras para manter serviços ativos
Foto: José Cruz
Transferência para a Método Telecomunicações depende de garantias e plano para evitar interrupções aos usuários A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a transferência do controle da Oi Serviços Telefônicos para a Método Telecomunicações, mas condicionou a operação ao cumprimento de uma série de exigências. A decisão foi tomada nesta quintafeira (3) pelo conselho diretor da agência, que determinou garantias para assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais. O negócio envolve a venda da unidade por R$ 60,1 milhões e inclui atividades remanescentes da antiga operação de telefonia fixa, como linhas de voz, serviços de emergência, orelhões, torres e outros
ativos. Entre as condições impostas pela Anatel estão a apresentação de garantias financeiras, um plano de transição das operações e a manutenção da fiscalização dos serviços pela agência reguladora. A preocupação da Anatel é evitar interrupções durante a mudança de controle, principalmente porque a unidade ainda atende localidades onde a telefonia fixa é a única alternativa disponível. A Método também deverá assumir compromissos firmados anteriormente pela Oi, incluindo a manutenção dos serviços até 2028 em cerca de 7,5 mil localidades. A autorização ocorre após a Oi entrar em um processo de
Anatel aprovou transferência do controle da Oi Serviços Telefônicos, unidade que reúne operações remanescentes da antiga telefonia fixa.
crise financeira que levou à decretação de falência pela Justiça. A transferência faz parte da reorganização dos ativos remanescentes da empresa, en-
quanto investimentos em infraestrutura de telecomunicações permanecem sob responsabilidade da Oi e da V.tal, empresa controlada pelo BTG Pactual.
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4•A Política
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Câmara começa análise de orçamento de R$ 7,7 bilhões para Campo Grande em 2027
Foto: Izaias Medeiros
Proposta enviada pela Prefeitura prevê aumento de 10,67% nas receitas e passa por avaliação dos vereadores antes da votação A Câmara Municipal de Campo Grande iniciou a análise do orçamento previsto para 2027, com uma proposta de R$ 7,7 bilhões em receitas e despesas. O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) foi apresentado pelo Executivo e agora entra na fase de avaliação dos vereadores, que poderão sugerir mudanças por meio de emendas. O valor estimado representa crescimento de 10,67% em relação ao orçamento projetado para 2026, que é de R$ 6,9 bilhões. A LOA define como serão aplicados os recursos públicos no próximo ano, incluindo áreas como saúde, educação, infraestrutura e serviços municipais. O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, destacou que o orçamento
é uma das principais matérias analisadas pelo Legislativo anualmente. Segundo ele, os vereadores devem utilizar o período de tramitação para ouvir as demandas dos moradores e propor ajustes que atendam às necessidades dos bairros da Capital. A proposta seguirá para a Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, que definirá a relatoria e deve promover audiência pública para receber sugestões da população. O texto ainda passará por análise e votação em duas sessões antes de ser encaminhado novamente ao Executivo para sanção. O projeto também aponta que as despesas com pessoal estão estimadas em 53,97%, próximo ao limite máximo de 54% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Vereadores iniciaram a análise da Lei Orçamentária Anual, que define investimentos e despesas da Capital para o próximo ano.
Catan propõe produção Pedrossian Neto coloca Morenão e própria de insumos para no SUS entre prioridades ampliar obras e aposta em transparência Candidato à reeleição destaca tecnologia na educação retomada
Foto: Rafael Rodrigues
Candidato ao governo de MS defende agência de mineração, mudanças no Fundersul e uso de inteligência artificial nas escolas
Foto: Rafael Rodrigues
do estádio, recuperação da ferrovia e digitalização da fila de saúde como principais bandeiras
A retomada do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, é apontada pelo deputado estadual Pedrossian Neto (Republicanos) como uma das principais marcas de sua atuação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na última quinta-feira (3), o candidato à reeleição afirmou que a recuperação do estádio começou com uma articulação política iniciada em 2023 e envolveu diferentes instituições. Segundo o parlamentar, a mobilização contou com audiências públicas e reuniões com representantes da UFMS, Ministério Público, Tribunal de Contas, Ministério dos Esportes e parlamentares federais. Ele defende que o Morenão
Pedrossian Neto durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, onde apresentou propostas para um novo mandato na Assembleia Legislativa.
volte a ser um espaço de referência para o futebol estadual, preservando a história ligada ao nome do ex-governador Pedro Pedrossian. Além do esporte, Pedrossian Neto destacou a transparência na saúde como uma das prioridades que pretende manter. Ele defende a criação de uma ferramenta digital para que
pacientes possam acompanhar a posição na fila do SUS e ter mais informações sobre o andamento de consultas, exames e procedimentos. Para o deputado, o acesso aos dados pode melhorar o controle do sistema e reduzir problemas de demora no atendimento. O candidato também citou a recuperação da Malha Oes-
te como uma pauta estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Na avaliação dele, o crescimento do Estado exige melhorias na infraestrutura de transporte para acompanhar o avanço do agronegócio e da indústria. Pedrossian Neto afirmou que pretende continuar atuando nessas áreas caso seja reeleito.
Lia Nogueira alerta para risco de menor presença feminina na Assembleia de MS João Henrique Catan durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, onde apresentou propostas para infraestrutura e educação em Mato Grosso do Sul.
A criação de uma estrutura estadual para produzir parte dos materiais usados em obras de infraestrutura é uma das principais propostas de João Henrique Catan (Novo) para Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na última segunda-feira (31), o candidato ao Governo do Estado defendeu a criação de uma agência de mineração, usinas de asfalto e concreto e uma estrutura própria de máquinas para ampliar a pavimentação e reduzir custos. Segundo Catan, o primeiro passo seria mapear o potencial mineral das regiões do Estado, principalmente a disponibilidade de basalto, utilizado na produção de asfalto. A proposta prevê ainda mudanças no uso do Fundersul, com a intenção de aumentar a quantidade de obras realizadas com os recursos já existentes. O candidato também defendeu maior utilização do concreto em rodovias, citando a durabilidade do material em obras de transporte.
Na área da educação, Catan apresentou uma proposta baseada no uso de tecnologia dentro das escolas estaduais. Ele defende a entrega de equipamentos como celulares e computadores para estudantes avaliados pela equipe pedagógica, além da inclusão de ferramentas de inteligência artificial no processo de aprendizagem. A ideia, segundo ele, é preparar alunos para criar soluções digitais e não apenas consumir tecnologia. O candidato também afirmou que pretende ampliar a autonomia das escolas por meio do modelo de escolas charter, com maior participação da comunidade na gestão de recursos e atividades. Além disso, citou uma reforma administrativa como uma das medidas para reduzir custos e direcionar a estrutura pública para áreas com maior impacto direto na população. Catan disputa o Governo de Mato Grosso do Sul pelo Novo, com Antônio João Jacinto como candidato a vice-governador.
Foto: Rafael Rodrigues
Candidata à reeleição pelo PSDB defende avanços nas políticas para mulheres, famílias atípicas e atendimento no interior A possibilidade de Mato Grosso do Sul reduzir a presença feminina na Assembleia Legislativa após as eleições de 2026 preocupa a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB). Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias nesta quarta-feira (2), a candidata à reeleição afirmou que a representação das mulheres ainda é pequena no Parlamento e defendeu maior participação feminina na política. Atualmente, apenas três mulheres ocupam cadeiras entre os 24 deputados estaduais. Lia destacou que a defesa das mulheres foi uma das principais marcas do seu primeiro mandato, com ações voltadas ao combate à violência doméstica, apoio às vítimas e incentivo à autonomia financeira.
Deputada estadual Lia Nogueira durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, onde falou sobre propostas para um novo mandato.
Entre as iniciativas citadas está o programa Recomeço, criado a partir de uma proposta apresentada pela parlamentar para estimular a contratação de mulheres em situação de violência. Ela também defendeu a ampliação do atendimento 24 horas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher para outras cidades do Estado. A deputada também colocou as famílias atípicas entre
as prioridades para um eventual novo mandato. Mãe de um jovem autista, Lia afirmou conhecer as dificuldades enfrentadas por famílias que buscam diagnóstico, terapias e inclusão. Ela citou medidas como o desconto de 60% no IPVA para responsáveis por pessoas com deficiência e defendeu o reconhecimento da fissura labiopalatina como deficiência em Mato Grosso do Sul. Outro ponto destacado foi
a necessidade de ampliar o atendimento especializado no interior. Lia citou a dificuldade enfrentada por famílias que aguardam consultas e diagnósticos para crianças e defendeu mais profissionais em cidades -polo, como Dourados. Para a candidata, a continuidade dessas pautas no Legislativo depende da manutenção da representatividade de grupos que, segundo ela, ainda têm pouco espaço nas decisões públicas.
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Política 5•A
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
TSE devolve lista para vaga no TRE/MS e cobra maior participação feminina Tribunal Eleitoral entendeu que composição enviada pelo TJ-MS não garante paridade de gênero entre representantes da advocacia
Eduardo Riedel lidera disputa pelo Governo do Estado e Flávio aparece à frente para presidente
Foto Saul Schramm
Foto: Divulgação/TSE
Tribunal Superior Eleitoral determinou nova formação da lista tríplice para vaga destinada à advocacia no TRE-MS.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que uma nova lista de candidatos seja formada para preencher uma vaga de jurista no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). A decisão ocorreu porque a relação enviada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) tinha apenas uma mulher entre os três nomes indicados e não atendia às regras de paridade de gênero estabelecidas pela Corte. A vaga foi aberta após o fim do primeiro biênio do mandato do advogado Carlos Alberto Almeida de Oliveira Filho. Como a outra cadeira destinada à classe dos juristas já é ocupada por um homem, o relator do caso no TSE, ministro André Mendonça, entendeu que a nova lista deveria ser formada exclusiva-
mente por candidatas mulheres para garantir equilíbrio na composição do tribunal. O TJ-MS havia encaminhado uma lista com os nomes de Andreia Flores, única advogada inscrita, além de Carlos Alberto Almeida de Oliveira Filho e Rodrigo Nascimento da Silva. Para Mendonça, a devolução do documento busca ampliar a participação feminina e assegurar maior transparência e igualdade no processo de escolha. Com a decisão, o TJ-MS, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e o próprio TRE -MS deverão abrir novo chamamento para identificar outras advogadas interessadas em disputar a vaga. A medida segue a política adotada pelo TSE para ampliar a presença de mulheres nos tribunais eleitorais.
Pesquisa ouviu 1,2 mil eleitores de Mato Grosso do Sul sobre as disputas para governador e presidente.
Pesquisa AtlasIntel aponta vantagem dos candidatos em cenários estadual e nacional entre eleitores sul-mato-grossenses O governador Eduardo Riedel (PP) aparece na liderança da corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) está à frente na disputa pela Presidência da República no Estado, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada na última quinta-feira (3). O levantamento mostra vantagem dos
dois candidatos nos cenários estimulados apresentados aos eleitores. Na disputa estadual, Riedel soma 49% das intenções de voto, seguido por Fábio Trad (PT), com 26%, e João Henrique Catan (Novo), com 12,4%. Também foram citados Renato Gomes (DC), com 0,5%, Delcídio Amaral
(PRD), com 0,3%, Lucien Rezende (PSOL), com 0,3%, e Daniel Lemes (PCO), que não pontuou. Em um eventual segundo turno, Riedel aparece com 57,4% contra 30,7% de Trad. Para a Presidência, Flávio Bolsonaro lidera com 46,6%, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 32,6%. Augusto Cury (Avante) aparece com 9,7%, Renan Santos (Missão) com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 2,2%, Romeu Zema (Novo) com 0,8%, enquanto outros candidatos ficaram abaixo de
1%. Em uma simulação de segundo turno, Flávio teria 57,1% contra 36,1% de Lula. O levantamento também avaliou a aprovação dos governos. A gestão de Riedel tem 51% de aprovação e 30% de desaprovação, enquanto o governo Lula registra 35% de aprovação e 62% de desaprovação em Mato Grosso do Sul. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 27 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MS-02047/2026.
Senadora Tereza Cristina vota contra fim da escala 6x1 e defende Vereadores aprovam proposta cautela com mudança na jornada para garantir medicamentos
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
em falta na rede pública
Projeto prevê medidas alternativas em casos de desabastecimento temporário para evitar interrupção de tratamentos no SUS A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou uma proposta que busca evitar a interrupção de tratamentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de falta temporária de medicamentos. O projeto, aprovado em segunda discussão na última quinta-feira (3), estabelece diretrizes para que o município avalie alternativas de fornecimento quando houver desabastecimento na rede pública. De autoria do vereador Maicon Nogueira, o Projeto de Lei 12.342/26 prevê que o Poder Executivo possa adotar medidas complementares, como parcerias, convênios ou credenciamentos com farmácias privadas, seguindo as regras do SUS. A iniciativa tem como objetivo garantir que pacientes não tenham o tratamento prejudicado pela ausência de medicamentos
disponíveis na rede municipal. Durante a sessão, os vereadores também aprovaram a denominação da Escola de Saúde Pública, localizada no Bairro Coronel Antonino, que passará a se chamar Eugênio Oliveira Martins de Barros. A homenagem reconhece a trajetória do médico infectologista, professor e gestor público que teve atuação na área da saúde em Mato Grosso do Sul. Além das aprovações, a Câmara manteve três vetos do Executivo. Entre eles está o veto ao projeto que criava um programa de acompanhamento pós-alta hospitalar, ao texto que obrigava a identificação e retirada de fiação excedente em vias públicas e a um artigo do Programa Mulher Empreendedora, que previa o envio de relatórios anuais de acompanhamento à Câmara Municipal.
Senadora de MS questionou inclusão de uma escala fixa na Constituição; PEC foi aprovada na CCJ e segue para análise do plenário
A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS) votou contra a proposta que altera a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6x1 durante a análise da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, realizada na última quarta-feira (2). A medida foi aprovada pela comissão e agora seguirá para votação no plenário da Casa. Durante a discussão, Tereza Cristina afirmou que tem preocupação com a inclusão de uma escala fixa de trabalho na Constituição. Para a senadora, a mudança exige um debate mais amplo antes de avançar. “É muito complicado colocar na Constituição a definição de uma escala fixa”, declarou. Os outros dois representantes de Mato Gros-
Senadora Tereza Cristina durante votação no Senado Federal.
so do Sul no Senado, Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB), votaram a favor da proposta. A PEC prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remu-
nerado por semana. Defensores da proposta argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto críticos apontam possíveis impactos sobre custos das empresas, preços e empregos. O texto recebeu 36 emendas durante a tramitação na CCJ,
mas todas foram rejeitadas pelo relator, senador Omar Aziz (PSD-AM). Para ser aprovada no plenário do Senado, a proposta ainda precisa receber 49 votos favoráveis em dois turnos de votação. Caso não sofra alterações, seguirá para as próximas etapas de tramitação.
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6•A Economia
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Fiems pede debate amplo antes de mudanças na jornada de trabalho
Foto: Divulgação
Sérgio Longen afirma que fim da escala 6x1 pode gerar impactos econômicos e defende participação de trabalhadores e empresas nas discussões
A aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 pelo Senado reacendeu a discussão sobre os impactos de uma possível mudança na jornada dos trabalhadores. Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, a alteração precisa ser analisada com participação de todos os setores envolvidos antes de avançar. Segundo Longen, o setor produtivo tem preocupação com a falta de um debate mais amplo sobre os efeitos econômicos e sociais da medida. Ele defende que trabalhadores, empresários e representantes dos diferentes segmentos da economia participem da construção de uma proposta que avalie as consequências para o mercado
de trabalho. O presidente da Fiems afirmou que a redução da jornada sem uma análise dos custos pode afetar empresas e consumidores. “O discurso fácil é de que o trabalhador vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso é impossível. Esses custos serão transferidos de alguma forma”, declarou. Para Longen, a discussão ocorre em um momento que exige cautela e planejamento, já que novas regras podem aumentar despesas para empresas e impactar a geração de empregos. A proposta aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado prevê redução da jornada semanal e ampliação do descanso remunerado, mas ainda precisa passar pelo plenário da Casa.
Presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu maior diálogo sobre mudanças nas regras trabalhistas.
Semana do Pescado movimenta setor OAB/MS debate medidas para agilizar com expectativa de alta nas vendas pagamento de precatórios e RPVs Foto: Elza Fiúza
Produção de pescado em MS ganha destaque durante campanha que reúne produtores, restaurantes e comerciantes.
Campanha busca ampliar consumo de peixes e destaca Estado entre os maiores produtores nacionais Mato Grosso do Sul inicia a 23ª Semana do Pescado com expectativa de crescimento de até 15% nas vendas do setor. A campanha, realizada entre terça-feira (1º) e 15 de setembro, reúne produtores, peixarias e restaurantes para incentivar o consumo de peixes e apresentar novas opções de produtos à população. O Estado ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores
produtores de pescado do país e também está entre os principais produtores de tilápia. No ano passado, foram produzidas 53 mil toneladas de pescado em Mato Grosso do Sul, sendo cerca de 39 mil toneladas da espécie. O Estado também se destaca no mercado externo, liderando as exportações brasileiras de tilápia para os Estados Unidos. Além da produção, o consumo de peixe pelos sul-mato-
grossenses também apresentou crescimento nas últimas décadas. Quando a Semana do Pescado começou, há 23 anos, o consumo médio era de 1,5 quilo por habitante. Em 2025, o índice chegou a 11 quilos por pessoa, aproximando o Estado dos padrões de consumo europeu. A expectativa do setor é continuar avançando e ampliar ainda mais a presença do pescado na alimentação da população. A meta é se aproximar dos níveis registrados em países asiáticos, onde o consumo médio chega a 22 quilos por habitante, fortalecendo produtores e toda a cadeia ligada à atividade.
Foto: Gerson Walber
Comissão de Precatórios da OAB/MS discutiu ajustes em procedimentos relacionados a créditos públicos durante reunião.
Comissão de Precatórios busca padronizar vogados e partes envolvidas procedimentos e ampliar orientações para nos processos. A comissão também tratou advogados que atuam na área de ações voltadas à capacitação A Comissão de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), reuniu representantes da advocacia na última quarta-feira (2) para discutir melhorias nos procedimentos envolvendo precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs). O encontro teve como foco a padronização de critérios e medidas para dar mais segurança e agi-
lidade à cobrança de créditos públicos. Durante a reunião, o presidente da comissão, Cleyton Baeve de Souza, destacou a importância de uniformizar cálculos e regras de atualização dos valores no âmbito estadual. Segundo ele, a iniciativa busca alinhar procedimentos às práticas já adotadas pela Justiça Federal e garantir maior previsibilidade para ad-
da advocacia, com a proposta de ampliar orientações sobre os procedimentos relacionados aos pagamentos de créditos públicos, incluindo questões sucessórias e fazendárias. Para a OAB/MS, o debate representa uma etapa de aprimoramento da atuação profissional e busca contribuir para a redução de dificuldades enfrentadas por advogados e cidadãos que aguardam o recebimento de valores reconhecidos judicialmente.
VALOR: R$ 2.000,00
CNPJ contratada: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5.000
VALOR: R$ 2.000,00
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Economia 7•A
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Empresas da Capital temem aumento de custos com possível fim da escala 6x1
Foto: Arquivo
Pesquisa da ACICG mostra que maioria dos empresários já enfrenta dificuldade para contratar e prevê necessidade de ampliar equipes Foto: Divulgação
Pecuária de Mato Grosso do Sul movimenta uma das principais cadeias econômicas do Estado e acompanha os impactos da restrição europeia.
Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, a discussão precisa considerar as diferenças entre os setores.
Uma eventual mudança na jornada de trabalho no Brasil pode trazer novos desafios para empresas de Campo Grande, principalmente na contratação de funcionários e no aumento dos custos operacionais. Pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) aponta que 57,1% das empresas entrevistadas utilizam atualmente a escala 6x1 e que 84,7% já enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra. O levantamento ouviu 105 empresários dos setores de serviços, comércio, indústria, agronegócio e outras áreas. Caso a escala 6x1 seja substituída por um modelo com dois dias de descanso semanal e redução da jornada de 44 para 40 horas, 28,6% dos empresários apontam o aumento de custos como principal preocupação. Outros 24,8% avaliam que pode haver queda na produtividade e 44,8% afirmam que precisariam contratar novos colaboradores para manter o funcionamento
das empresas. Apesar das preocupações, parte do setor produtivo também enxerga possíveis efeitos positivos. Segundo a pesquisa, 64,6% dos empresários acreditam que uma jornada mais equilibrada pode contribuir para melhorar a produtividade dos trabalhadores, enquanto 40,2% avaliam que a mudança poderia ajudar na atração e retenção de profissionais. A maioria defende modelos adaptados conforme a realidade de cada atividade econômica. Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, a discussão precisa considerar as diferenças entre os setores e evitar uma regra única para todas as empresas. Segundo ele, áreas como saúde, segurança, transporte, hotelaria e serviços contínuos possuem necessidades específicas. “O debate não envolve apenas as empresas. Uma mudança dessa dimensão também impacta toda a cadeia econômica e precisa considerar os reflexos para a sociedade”, afirmou.
Crédito rural em MS acende alerta após aumento de operações em dificuldade Levantamento aponta que parcela de financiamentos classificados como problemáticos quase dobrou em 18 meses
Foto: Arquivo/Aprosoja/MS
Produtores rurais de Mato Grosso do Sul acompanham cenário de crédito em meio aos desafios financeiros do setor.
O crédito rural em Mato Grosso do Sul entrou em alerta após o aumento da parcela de financiamentos considerados em situação problemática. Levantamento da Aprosoja/MS, com base em dados do Banco Central, aponta que a proporção desses contratos quase dobrou em 18 meses, passando de 13,9% em janeiro de 2025 para 27,6% em junho de 2026. Segundo a entidade, o volume total de crédito contratado no Estado permaneceu estável no período, mas a qualidade dos financiamentos apresentou deterioração. O maior avanço ocorreu nos contratos em atraso, que passaram de 4,9% para 12,6% do total. Também houve aumento nos casos de inadimplência, enquanto modalidades como renegociação e prorroga-
ção perderam participação. Para a Aprosoja/MS, o cenário representa um sinal de atenção para produtores e instituições financeiras, já que o aumento do risco pode influenciar as condições de novos financiamentos. Com mais dificuldades no pagamento, bancos, cooperativas e agentes de crédito tendem a elevar custos para compensar a maior exposição. A recomendação da entidade é que produtores busquem planejamento financeiro e alternativas de regularização antes que as dívidas avancem. Para quem já enfrenta dificuldades, a orientação é procurar renegociação ou prorrogação dos contratos o quanto antes, reduzindo o impacto dos juros e evitando o agravamento da situação.
Barreira europeia à carne brasileira coloca pecuária de MS em alerta Estado é um dos maiores produtores do país e tem mercado europeu entre os destinos estratégicos; governo tenta reverter restrição que bloqueia novos embarques A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e outros produtos de origem animal acendeu um alerta em Mato Grosso do Sul, um dos principais estados produtores de proteína animal do país. A medida, que entrou em vigor nesta semana, impede novos embarques de carne bovina brasileira para o bloco europeu e abre uma negociação que pode influenciar produtores, frigoríficos e toda a cadeia ligada à pecuária sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul possui
do governo federal. A restrição europeia está relacionada às regras do bloco sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. A União Europeia retirou o Brasil da relação de fornecedores autorizados após avaliar que o país precisava apresentar novos esclarecimentos sobre os controles adotados. O governo brasileiro, porém, afirma que o sistema de defesa agropecuária nacional segue padrões internacionais e que as informações solicitadas foram encaminhadas às autoridades europeias. Para o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, o principal impacto neste momento é a necessidade de reorganizar contratos e buscar outros destinos para cargas que estavam previstas para a Europa. Embo-
um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, com cerca de 18 milhões de cabeças de gado, e a pecuária representa uma das principais bases da economia estadual. O Estado também tem participação relevante nas exportações brasileiras de carne, com frigoríficos habilitados para atender diferentes mercados internacionais, incluindo compradores com exigências rigorosas como a União Europeia. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 1,8 bilhão em proteínas animais para o mercado europeu, segundo dados
ra o mercado europeu represente uma parcela menor do volume total exportado pelo Brasil, ele é considerado estratégico por pagar valores mais elevados por produtos com maior exigência de qualidade. Uma interrupção prolongada pode pressionar negociações, alterar a logística de vendas e aumentar a concorrência por outros mercados. O governo federal informou que mantém diálogo com a União Europeia e não descarta medidas de reciprocidade caso não haja avanço nas tratativas. A expectativa dos produtores é que uma solução seja construída rapidamente para evitar prejuízos à cadeia da carne, que envolve desde pecuaristas no interior do Estado até frigoríficos, transportadores e empresas ligadas ao comércio exterior.
Os responsáveis pela maior parte da economia das cidades querem sentar na mesa de decisões Foto: Divulgação
FCDL-MS e entidades do varejo finalizam Manifesto e aguardam agenda com candidatos ao Governo e ao Senado em MS A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) juntamente com as demais Entidades do setor produtivo finalizaram o Manifesto do Varejo de Comércio e Serviços. As Entidades agora aguardam uma agenda para que o documento seja entregue aos candidatos ao governo do Estado e ao Senado Federal. O manifesto reúne as principais demandas do setor para a gestão 2027-2030 e nasce de um processo coletivo, construído com a participação de inúmeras entidades empresariais de Mato Grosso do Sul. O manifesto parte de um diagnóstico: Mato Grosso do Sul avançou na agropecuária e na indústria, mas é no comércio e na prestação de serviços que a riqueza gerada nos campos e nos distritos industriais se transforma em emprego, renda e qualidade de vida para as pessoas. O documento também rebate uma lógica antiga na formulação de políticas públicas. Durante anos, o comércio e os serviços foram tratados como beneficiários indiretos do crescimento de outros setores, sob o argumento de que os ganhos da agropecuária e da indústria transbordariam naturalmente para o varejo. O manifesto contesta essa premissa e defende que o setor precisa de agenda própria, com políticas diretas de fomento, incentivos isonômicos, crédito acessível, segurança urbana e desburocratização. Entre as propostas apresentadas estão a criação de um pro-
O manifesto reúne as principais demandas do setor para a gestão 2027-2030 e nasce de um processo coletivo, construído com a participação de inúmeras entidades empresariais de MS
grama estadual de incentivos para o varejo, a implantação de uma nova serventia extrajudicial em Campo Grande, a criação de uma delegacia es-
pecializada em crimes contra o comércio, regras tributárias específicas para vendas digitais e o incentivo a uma rota aérea direta entre Campo Grande e
MANIFESTO DO VAREJO DE COMÉRCIO E SERVIÇOS DE MATO GROSSO DO SUL ELEIÇÕES 2026 | FCDL-MS O VAREJO VIVE NA CIDADE — Mato Grosso do Sul cresce no campo e na indústria, mas o desenvolvimento só se completa quando essa riqueza circula nas
cidades, gerando consumo, emprego e renda. Comércio e Serviços representam mais de 87% da atividade econômica registrada no Estado e estão presentes na vida diária dos 79 municípios. Durante anos, porém, o setor foi tratado como beneficiário indireto do crescimento de outros segmentos, sob a premissa de que os ganhos da agropecuária e da indústria naturalmente “transbordariam” para o varejo. Este Manifesto contesta essa lógica. Esperar pelo efeito ricochete do crescimento alheio não é política pública de desenvolvimento. Comércio e Serviços precisam de agenda própria de Estado, com políticas diretas de fomento, incentivos isonômicos, crédito acessível, segurança, inovação e desburocratização. Fortalecer a economia das cidades é transformar o crescimento de Mato Grosso do Sul em desenvolvimento para todos.
14 . EIXOS PRIORITÁRIOS — A DOR E O COMPROMISSO
1. ISONOMIA FISCAL E INCENTIVOS DOR: Varejo, Serviços e pequenos e médios produtores rurais enfrentam carga tributária, custos elevados e menor acesso a mecanismos de incentivo, enquanto políticas consolidadas tendem a alcançar com maior intensidade grandes projetos e cadeias estruturadas. COMPROMISSO: Criar políticas de desenvolvimento com tratamento isonômico para Comércio, Serviços e pequenos e médios produtores rurais, ampliando o acesso a incentivos e protegendo a competitividade das MPEs na transição do IBS/CBS. 2. ICMS-ST SOBRE ESTOQUES DOR: Estoques com ICMS-ST já antecipado não podem ser novamente onerados na transição tributária. COMPROMISSO: Garantir ressarcimento integral, simples e digital, preferencialmente à vista; se parcelado, com atualização equivalente à aplicada pelo Estado. 3. EMPRESA BOA PAGADORA DOR: Quem cumpre suas obrigações em dia não recebe reconhecimento proporcional. COMPROMISSO: Criar score fiscal positivo, convertendo adimplência em simplificação, prioridade administrativa, crédito e incentivos. 4. CRÉDITO E FOMENTO REGIONAL DOR: Juros altos, garantias e linhas pouco acessíveis limitam capital de giro e investimento de pequenos negócios urbanos e também do pequeno e médio produtor rural. COMPROMISSO: Ampliar fundo garantidor e linhas de crédito acessíveis, democratizar o FCO e instrumentos regionais de fomento, com acesso efetivo às MPEs e aos pequenos e médios produtores rurais. 5. LIBERDADE ECONÔMICA E AUTODECLARAÇÃO DOR: A Lei da Liberdade Econômica é aplicada de forma desigual, mantendo burocracia até para atividades de baixo risco. COMPROMISSO: Implementar a Lei nº 13.874/2019 nos 79 municípios, reconhecer a autodeclaração e integrar serviços públicos digitais. 6. AMBIENTE DE NEGÓCIOS E MODERNIZAÇÃO EXTRAJUDICIAL DOR: A saturação cartorária em Campo Grande e entraves ao certificado digital atrasam atos empresariais. COMPROMISSO: Apoiar novo Registro de Títulos, Documentos e Pessoas Jurídicas na Capital e o reconhecimento pleno do certificado digital. 7. MÃO DE OBRA E TRABALHO FORMAL DOR: Falta mão de obra qualificada e há pouca integração entre programas sociais e o emprego formal.
COMPROMISSO: Criar mecanismos de qualificação e transição segura de beneficiários para a carteira assinada, preservando proteção social e renda. 8. SEGURANÇA, DELEGACIA DO VAREJO E CRIMES DIGITAIS DOR: Furtos, roubos, receptação, crimes contra cargas e fraudes digitais geram prejuízos e insegurança, sem atendimento especializado suficiente. COMPROMISSO: Criar Delegacia/Núcleo do Varejo, reforçar policiamento comercial e de rotas, cibersegurança, videomonitoramento e participação do setor nos Conselhos de Segurança. 9. CONTRAPARTIDA SOCIAL, COMPRAS PÚBLICAS E VALORIZAÇÃO LOCAL DOR: Incentivos e compras públicas nem sempre convertem investimento em fornecedores, empregos e renda locais. COMPROMISSO: Priorizar trabalhadores e empresas de MS nas contrapartidas de incentivos e simplificar a participação local nas licitações. 10. BENEFICIAMENTO E MANUFATURADOS DOR: MS exporta matérias-primas e importa produtos processados, perdendo valor agregado e empregos qualificados. COMPROMISSO: Incentivar o beneficiamento local para abastecer prioritariamente o mercado sul-mato-grossense. 11. MERCADO LOCAL, ISONOMIA DIGITAL E RET MS DIGITAL DOR: O comércio local enfrenta concorrência digital sem equivalente geração de emprego no Estado e precisa proteger sua base futura de IBS. COMPROMISSO: Implantar o RET MS Digital, estimular omnicanalidade e atrair faturamento e centros de distribuição para MS. 12. VAREJO 4.0 DOR: Pequenos e médios varejistas ainda têm acesso limitado a soluções tecnológicas adequadas à sua realidade. COMPROMISSO: Criar eixos de varejo nos parques tecnológicos e fomentar startups e automações acessíveis às pequenas empresas. 13. ECOSSISTEMA PRODUTIVO E ROTA BIOCEÂNICA DOR/OPORTUNIDADE: MS não pode ser apenas corredor logístico; precisa reter valor da Rota Bioceânica. COMPROMISSO: Integrar Agro, Indústria, Atacado e Varejo em conselho permanente e estimular cadeias curtas, industrialização e comercialização local. 14. CONECTIVIDADE AÉREA CAMPO GRANDE–ASSUNÇÃO DOR: A dependência do transporte terrestre e de conexões pelo Sudeste limita negócios, turismo e integração com o Cone Sul. COMPROMISSO: Viabilizar rota aérea direta e regular Campo Grande–Assunção, com política de incentivo, integração regional e estímulo ao turismo de compras, negócios e eventos.
PACTO COM O FUTURO DE MATO GROSSO DO SUL
Comércio e Serviços não pedem privilégios, requerem isonomia. Não há Mato Grosso do Sul forte sem cidades fortes, nem cidades fortes com comércio enfraquecido. Conclamamos os candidatos ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa a assumir compromisso público com esta agenda, para transformar crescimento em emprego, renda e desenvolvimento nos 79 municípios.
ENTIDADES QUE ASSINAM O MANIFESTO FCDL-MS – Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (Diretoria Executiva) CDL Campo Grande – Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande CDL Dourados – Câmara de Dirigentes Lojistas de Dourados SINDSUPER – Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande/MS SRCG – Sindicato Rural de Campo Grande CAU/MS – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul CRA-MS – Conselho Regional de Administração de Mato Grosso do Sul AMAS – Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados ABRASEL-MS – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso do Sul CRC-MS – Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso do Sul
CRECI-MS – Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul – 14ª Região ACOMASUL – Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul AENA Brasil – Operadora aeroportuária SESCON-MS – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de Mato Grosso do Sul BPW – Business and Professional Women SETLOG – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística ACRISSUL – Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers APIMS – Associação dos Provedores de Internet de Mato Grosso do Sul O Estado – Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul
FCDL
Mato Grosso do Sul
Assunção, no Paraguai. A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que o momento exige presença ativa do setor produtivo na formulação das políticas de estado. “O varejo sustenta a economia de Mato Grosso do Sul todos os dias, no emprego, na arrecadação e na vida das famílias. Chegou a hora de deixarmos de ser tratados como consequência do crescimento e passarmos a ser tratados como protagonistas dele. Este manifesto é a voz organizada de quem move a economia real das nossas cidades e não vamos abrir mão de sentar à mesa onde as decisões são tomadas”, declara a presidente. O resumo do Manifesto do Varejo de Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul segue abaixo. E a íntegra do documento pode ser acessada no site da FCDL-MS, por meio do QrCode.
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8•A Cidade
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Crise na Santa Casa leva a força-tarefa e aporte emergencial de R$ 4 milhões em Campo Grande Foto: Divulgação
Sesau, Estado e hospital vão acompanhar diariamente os serviços após suspensão de cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais A suspensão de cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais pela Santa Casa de Campo Grande levou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) a criar uma força-tarefa para reduzir possíveis impactos aos pacientes do SUS. O hospital informou que a medida ocorreu devido a dificuldades relacionadas à disponibilidade de insumos e à composição das equipes médicas, mantendo o atendimento de casos de urgência e emergência. Em menos de 24 horas após o comunicado, representantes da Sesau, da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Santa Casa se reuniram para definir ações emergenciais. Entre as medidas está um aporte pontual de R$ 4 milhões para compra de insumos, recurso que será liberado após a assinatura do termo aditivo necessário para
efetivar o repasse. Além do apoio financeiro, foi definida uma rotina de reuniões técnicas diárias para acompanhar a situação da unidade, avaliar a oferta de serviços e buscar alternativas para garantir a continuidade do atendimento. A avaliação inclui a reorganização de leitos, serviços disponíveis e a possibilidade de ampliar temporariamente a participação de outros hospitais da rede contratualizada pelo SUS. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, afirmou que a prioridade é preservar o atendimento à população e utilizar os recursos disponíveis de forma responsável. Segundo ele, a estratégia envolve medidas imediatas, mas também um planejamento para reorganizar a rede de saúde e evitar prejuízos aos usuários do sistema público.
Santa Casa de Campo Grande restringiu atendimentos eletivos e passou a priorizar casos de urgência e emergência.
Feriado terá esquema Desfile cívico de 7 de especial de ônibus na Setembro altera trânsito no Capital nesta segunda-feira Centro de Campo Grande Foto: Divulgação
Transporte coletivo de Campo Grande terá operação diferenciada durante o feriado de 7 de Setembro.
Agetran mantém frota de apoio nos terminais e ajusta horários para atender aumento de demanda no Dia da Independência O transporte coletivo de Campo Grande terá uma programação diferenciada nesta segunda-feira (7) para atender os passageiros durante o feriado do Dia da Independência. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) definiu um esquema especial com ajustes nas linhas, reforço nos terminais e acompanhamento em tempo real da operação. A maioria das linhas segui-
rá a tabela de domingos e feriados. Já os trajetos 244, 322, 410, 418, 419, 422 e 424 terão funcionamento conforme a demanda do setor industrial, enquanto as linhas 515 e 522 operarão com a escala de sábado. A medida busca adequar a oferta de ônibus ao movimento esperado para o feriado. O planejamento também prevê veículos de apoio nos terminais Guaicurus, More-
não, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. Em cada ponto, quatro ônibus com equipes estarão disponíveis entre 5h e 19h para atender eventuais necessidades. A Agetran determinou ainda que o Consórcio Guaicurus acompanhe continuamente a circulação da frota e faça ajustes quando necessário, principalmente nos períodos de maior movimento, entre 5h30 e 8h30, 10h30 e 13h30, e 16h e 18h30. As mudanças previstas serão apenas para ampliar a oferta de veículos e garantir maior agilidade aos usuários.
Foto: Arquivo
Vias da região central terão interdições temporárias para garantir a organização e segurança do desfile cívico.
Agetran inicia bloqueios neste domingo e orienta motoristas a planejarem rotas alternativas durante o evento Motoristas que circulam pela região central de Campo Grande devem ficar atentos às mudanças no trânsito durante o desfile cívico de 7 de Setembro. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) programou bloqueios temporários em diferentes pontos entre domingo (6) e segunda-feira (7) para garantir a realização do evento e a segurança de participantes e público. As primeiras interdições
começam no domingo, a partir das 10h, com bloqueios na Avenida Afonso Pena, entre a Avenida Calógeras e a Rua Rui Barbosa, e na Rua 13 de Maio, entre a Rua Barão do Rio Branco e a Rua 15 de Novembro. Os trechos permanecerão fechados após o desfile para a retirada das estruturas montadas no local. Na segunda-feira (7), dia do desfile, os bloqueios ocorrerão das 5h às 13h em vias como a
CNPJ Contratado: 00.205.278/0001-03 - Tiragem: 5.000 - Valor: R$ 2.000,00 VALOR: R$ 2.000,00
Rua 14 de Julho, entre a Rua Eça de Queiroz e a Rua Maracaju; Avenida Mato Grosso, entre a Rua José Antônio e a Avenida Calógeras; Rua 13 de Maio, entre a Avenida Mato Grosso e a Avenida Fernando Corrêa da Costa; e parte da Avenida Fernando Corrêa da Costa. A Agetran recomenda que os condutores utilizem rotas alternativas, como Avenida Calógeras, Rua Rui Barbosa, Rua Eça de Queiroz, Avenida Ernesto Geisel e Rua Calarge. A orientação é sair com antecedência, respeitar a sinalização e evitar os trechos interditados durante a programação.
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Cidade 1•B
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Foto: Roberto Ajala
Curso de crochê transforma rotina de mães atípicas em oportunidade de renda e convivência Capacitação da Escola de Capacitação para Mulheres atendeu 20 participantes no Centro de Educação Especial Girassol Foto: Divulgação
Prefeita Adriane Lopes recebeu o prefeito de Turim, Stefano Lo Russo, durante encontro para fortalecer relações entre as duas cidades.
Mães atípicas participaram de oficina de crochê com foco em aprendizado, convivência e possibilidade de geração de renda.
Entre cuidados com os filhos, compromissos diários e desafios da rotina, 20 mães atípicas encontraram na capacitação em crochê uma oportunidade de aprendizado, convivência e desenvolvimento de uma nova habilidade. A oficina foi promovida pela Escola de Capacitação para Mulheres (Escap), da Secretaria Executiva da Mulher (Semu) de Campo Grande, e encerrada nesta semana com a entrega de certificados no Centro de Educação Especial Girassol, na Vila Santa Branca. A atividade ensinou técnicas de crochê em pano de prato, desde os primeiros pontos até os acabamentos, com uma proposta que une terapia, lazer e possibilidade de complemento da renda familiar. O curso foi criado a partir de uma demanda apresentada pelas próprias participantes atendidas pelo Núcleo de Assistência Social (NAS), reforçando a ideia de oferecer capacitações de acordo com as necessidades de cada comunidade.
Segundo a Semu, a escolha das oficinas da Escap ocorre a partir da escuta das mulheres e dos locais atendidos. Para a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, a iniciativa busca criar oportunidades que tenham impacto direto na realidade das participantes. Além do aprendizado, o encontro também proporcionou troca de experiências entre mães que vivem desafios semelhantes. Para algumas participantes, a capacitação representou o aperfeiçoamento de uma atividade já conhecida. Moradora da Vila Nhánhá, Divina Pereira Maia, que trabalha com crochê há cerca de 30 anos, destacou que o curso ajudou a aprimorar técnicas. Já Maria Ramona Cermento Maciel, mãe atípica e moradora do Cophavilla II, ressaltou a importância da convivência com outras mulheres. A proposta também aproveitou o período em que os filhos estavam em atendimento para oferecer um espaço de aprendizado e acolhimento às famílias.
Parque Jacques da Luz ganhará novo espaço esportivo com investimento de R$ 1,3 milhão Estrutura na Moreninha III terá campo sintético, pista de caminhada, playground e áreas de convivência para moradores Foto: Divulgação
Parque Jacques da Luz, na Moreninha III, receberá nova estrutura esportiva e de lazer após contratação de empresa para execução da obra.
O Parque Jacques da Luz, na Moreninha III, receberá uma nova estrutura de esporte e lazer após a Prefeitura de Campo Grande homologar a empresa responsável pela construção do espaço. A obra terá investimento de R$ 1,35 milhão e será executada pela Laboissier Engenharia Ltda., com prazo previsto de cinco meses após a emissão da ordem de serviço. O projeto prevê uma área de aproximadamente 3 mil metros quadrados com campo de futebol society de gramado sintético, meia quadra de basquete, playground, pista de caminhada, além de espaços com jardim e paisagismo. A proposta é ampliar as opções de lazer e prática esportiva para morado-
res da região das Moreninhas. A nova estrutura também contará com medidas de acessibilidade, incluindo rampas e adaptações para facilitar o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Segundo a Prefeitura, a iniciativa faz parte de ações voltadas à melhoria dos espaços públicos nos bairros da Capital. Com a homologação da empresa vencedora, o município dará andamento aos procedimentos administrativos para liberar o início dos trabalhos. A prefeita Adriane Lopes afirmou que a obra busca criar um ambiente de convivência para famílias, crianças e moradores que utilizam o parque para atividades esportivas e de lazer.
Adriane e prefeito italiano fecham parceria para ampliar negócios e investimentos Cidades irmãs há mais de 20 anos discutem novas conexões entre indústria, turismo, tecnologia e sustentabilidade Campo Grande e Turim, na Itália, deram um novo passo para ampliar a cooperação econômica e institucional entre as duas cidades. Em reunião realizada na última quarta-feira (2), representantes dos dois municípios discutiram oportunidades de investimentos, intercâmbio de conhecimento e
aproximação entre empresas, reforçando o acordo de cidades irmãs firmado há mais de duas décadas. Durante o encontro, a prefeita Adriane Lopes destacou o momento de crescimento econômico vivido pela Capital e afirmou que a aproximação com uma cidade industrializada
como Turim pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento local. Ela ressaltou ainda a posição estratégica de Campo Grande na Rota Bioceânica e a possibilidade de atrair indústrias para agregar valor à produção estadual. O prefeito de Turim, Stefano Lo Russo, afirmou que Mato Grosso do Sul ainda é um mercado pouco explorado por empresas italianas e destacou o potencial de expansão da parceria. Segundo ele, enquanto o Brasil possui forte atuação em commodities, a Itália pode con-
tribuir em áreas como tecnologia, máquinas, equipamentos e indústria de alta especialização. A relação entre as cidades também envolve laços culturais. Lo Russo lembrou que, nas últimas décadas, cerca de mil italianos vieram para Campo Grande para atuar como voluntários no Hospital São Julião. O cônsul-geral da Itália em São Paulo, Mauro Campanella, destacou que atualmente mais de 3,5 mil italianos vivem em Mato Grosso do Sul, reforçando a presença da comunidade no Estado.
Semana da Construção Civil reúne especialistas para discutir futuro das obras em Campo Grande
Foto: Divulgação
Evento gratuito promove debates sobre planejamento, sustentabilidade, tecnologia e melhorias nos processos do setor entre os dias 14 e 18 de setembro Campo Grande será ponto de encontro de profissionais, empresários, estudantes e representantes do setor público durante a segunda edição da Semana da Construção Civil, que será realizada entre os dias 14 e 18 de setembro. O evento, promovido na Faculdade Senai da Construção, terá como foco discutir soluções para tornar os processos da construção mais eficientes, modernos e sustentáveis. A programação reúne palestras e debates sobre temas como planejamento de obras, engenharia de custos, desenvolvimento urbano, licenciamento ambiental, responsabilidade técnica, mobilidade e mercado de trabalho. A abertura acontece no dia 14, às
Faculdade Senai da Construção será palco de palestras e debates sobre os desafios e avanços da construção civil.
18h30, com a palestra “Por que os Cronogramas furam?”, ministrada por Aldo Dórea Mattos, referência nacional em planejamento de obras e engenharia de custos. Ao longo da semana, os participantes também terão acesso a discussões sobre aprovação de projetos, parcelamento do solo, Habite-se Declaratório, arborização urbana, sinalização viária e integração entre poder público e empresas. A
proposta é aproximar profissionais e instituições para compartilhar experiências e buscar melhorias no desenvolvimento urbano da Capital. Realizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Semades, em parceria com Senai/MS, Sebrae/MS e outras entidades ligadas à construção civil, o evento tem inscrições gratuitas. Para o secretário Ademar Silva Júnior, a iniciativa contribui para qualificar o
setor e simplificar processos. “Vamos discutir temas que impactam diretamente a eficiência dos empreendimentos, a qualidade do planejamento e a simplificação dos processos, contribuindo para um ambiente cada vez mais moderno e favorável ao desenvolvimento de Campo Grande”, afirmou. Inscrições podem ser feitas neste link: https://www.even3. com.br/ii-workshop-semanada-construcao-777655/]
Agetran registra mais de 15 mil notificações de trânsito em dez dias em Campo Grande Excesso de velocidade lidera infrações e multas aplicadas no período ultrapassam R$ 963 mil A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) publicou 15.112 notificações de trânsito em Campo Grande referentes a infrações registradas entre os dias 11 e 20 de agosto. O levantamento reúne autuações, penalidades e advertências e aponta o exces-
so de velocidade como o principal motivo das ocorrências no período. Do total divulgado, 10.836 são notificações de autuação, 4.024 correspondem a penalidades e 252 são advertências por escrito. Apenas as multas aplicadas representam R$
963.327,20 em valores registrados. Os autos de penalidade envolvem 3.503 veículos diferentes, considerando que uma mesma placa pode aparecer mais de uma vez. Entre as infrações mais frequentes está o excesso de velocidade de até 20% acima do limite permitido, com 5.756 registros. Somadas todas as faixas relacionadas à velocidade, foram 7.482 notificações, quase metade do total publi-
cado pela Agetran no período analisado. Também aparecem entre as principais infrações a conversão à esquerda em locais proibidos pela sinalização, com 1.709 registros, e o excesso de velocidade entre 20% e 50% acima do permitido, com 1.397 ocorrências. A agência reforça que a fiscalização busca aumentar a segurança no trânsito e reduzir comportamentos de risco nas vias da Capital.
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2•B Saúde
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Hospital São Julião e Itália renovam parceria histórica construída por solidariedade e cuidado
Fotos: Divulgação
Representantes do Hospital São Julião, da Itália e autoridades participaram da assinatura do termo de cooperação que reforça parceria iniciada na década de 1970.
Acordo internacional formaliza relação de 56 anos com voluntários italianos e abre caminho para novos projetos em saúde e inovação Uma história construída ao longo de mais de meio século ganhou um novo capítulo na última terça-feira (1º), em Campo Grande. O Hospital São
Julião formalizou um Termo de Cooperação Internacional com representantes da Itália, fortalecendo uma relação iniciada na década de 1970 com a atu-
SUS terá avaliação anual para mulheres com atendimento adaptado ao perfil de cada paciente Nova lei prevê acompanhamento preventivo considerando fatores como idade, raça, condição de saúde e realidade social Mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão direito a uma avaliação médica completa pelo menos uma vez ao ano. A medida, prevista na Lei nº 15.493, publicada na última quinta-feira (3) no Diário Oficial da União, estabelece que o acompanhamento deverá considerar as características e necessidades individuais de cada paciente. A nova regra determina que fatores como idade, raça, etnia, deficiência, condição socioeconômica, local de residência, histórico de saúde e doenças mais frequentes entre mulheres sejam levados em conta durante o atendimento. A legislação não cria uma lista fixa de exames, mas garante que os procedimentos sejam definidos pelos profissionais conforme a
necessidade de cada caso e os protocolos médicos. Entre as ações previstas estão avaliações para identificar problemas como hipertensão, diabetes e alterações no colesterol, além de exames preventivos, orientação nutricional, acompanhamento da saúde mental e atualização da vacinação. A lei também prevê campanhas educativas sobre prevenção de doenças, alimentação saudável, atividade física e cuidados emocionais. A capacitação dos profissionais do SUS para o atendimento feminino também faz parte das medidas previstas. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação entra em vigor 180 dias após a publicação, com início previsto para março de 2027.
Nova regra permite iniciar tratamento de infarto em UPAs antes da transferência hospitalar Lei cria protocolos para atendimento cardiovascular no SUS e prevê uso de medicamentos para casos indicados por avaliação médica Pacientes com suspeita de infarto poderão ter o tratamento iniciado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) antes da transferência para hospitais especializados. A mudança está prevista em uma lei sancionada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece novos protocolos para atendimentos de urgência cardiovascular no Sistema Único de Saúde (SUS). A principal alteração é a possibilidade de aplicação de medicamentos trombolíticos nas UPAs, desde que o paciente atenda aos critérios médicos que ainda serão definidos pelo governo federal. Esses remédios atuam na dissolução de coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea e podem reduzir danos ao coração quando utilizados no
momento adequado. A medida busca diminuir o tempo de espera entre o início dos sintomas e o tratamento, fator considerado decisivo em casos de infarto. Atualmente, alguns pacientes precisam aguardar a transferência para unidades com atendimento especializado, o que pode atrasar a intervenção, principalmente em cidades mais distantes dos grandes centros. A nova regra, porém, ainda não entra em vigor imediatamente. A lei terá validade após 180 dias da publicação no Diário Oficial da União, período em que o governo deverá definir protocolos, critérios de segurança e situações em que os medicamentos poderão ser utilizados. O atendimento continuará dependendo de avaliação médica individual de cada paciente.
ação de voluntários italianos que ajudaram na transformação da instituição. O acordo reuniu o prefeito de Turim, Stefano Lo Russo, o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, representantes da Fundação OASI/ OMG e dirigentes do hospital. Segundo o presidente executivo do São Julião, Carlos Augusto Melke, mais de mil vo-
luntários italianos participaram da trajetória da instituição ao longo de 56 anos, contribuindo com recursos, conhecimento técnico e trabalho direto na estrutura de atendimento. A parceria começou em um período em que a hanseníase ainda era marcada pelo preconceito e pelo isolamento. Engenheiros, médicos, arquitetos, enfermeiros e outros profis-
sionais italianos participaram da reconstrução do hospital e ajudaram a transformar o espaço em uma referência de acolhimento e cuidado em Mato Grosso do Sul. Para Lo Russo, que participou do voluntariado no São Julião há mais de 20 anos, a experiência influenciou sua trajetória pessoal e política. Com a assinatura do termo, as instituições passam a buscar
novos projetos em áreas como saúde, tecnologia, inovação e meio ambiente. A iniciativa também reforça a relação entre Campo Grande e Turim, cidades-irmãs desde 2002. Durante a solenidade, foi lançado ainda o álbum histórico “São Julião 85 anos”, publicação que reúne fotografias e registros da evolução da instituição ao longo de sua história.
Cidade cria Escola de Saúde Pública para qualificar profissionais do SUS
Foto: Divulgação
Nova estrutura busca integrar ensino, pesquisa e serviço para melhorar atendimento na rede municipal de saúde Campo Grande passa a contar, a partir desta terça-feira (8), com uma nova ferramenta voltada à formação e aperfeiçoamento dos profissionais da saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) lança a Escola de Saúde Pública de Campo Grande (ESP-CG), iniciativa que pretende aproximar ensino, pesquisa e prática dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O lançamento será realizado às 8h, no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), dentro da programação dos 127 anos da Capital. Durante o evento, também será assinada a parceria do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES), que amplia a integra-
Escola de Saúde Pública de Campo Grande será lançada com proposta de fortalecer a formação dos profissionais do SUS.
ção entre unidades de saúde, universidades e instituições de ensino. A proposta é transformar os desafios encontrados no dia a dia da rede municipal em oportunidades de aprendizado e inovação. Com a parceria, estudantes, residentes, profes-
sores e pesquisadores poderão atuar mais próximos da realidade dos serviços públicos, ampliando campos de estágio, pesquisas e projetos voltados às necessidades da população. Segundo a Sesau, a Escola de Saúde Pública busca fortalecer uma rede permanente de
conhecimento, envolvendo trabalhadores, gestores e instituições de ensino. A expectativa é que a iniciativa contribua para a formação de profissionais mais preparados e para a melhoria da qualidade do atendimento oferecido aos usuários do SUS em Campo Grande.
Cassems de Dourados completa 22 anos como referência em saúde no interior de MS
Foto: Messias Ferreira
Primeira unidade própria da rede ampliou estrutura, serviços e atendimento para milhares de beneficiários ao longo de duas décadas
O Hospital Cassems de Dourados completa 22 anos nesta terça-feira (1º) consolidado como um dos principais centros de atendimento em saúde do interior de Mato Grosso do Sul. Primeira unidade própria da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado (Cassems), o hospital marcou o início da estratégia de ampliar a assistência médica da rede e reduzir a necessidade de deslocamentos de pacientes para Campo Grande e outros grandes centros. A transformação da unidade acompanha uma trajetória de crescimento. Inaugurado em 2004 com estrutura menor e atendimento inicial de baixa complexidade, o hospital ganhou um novo prédio em 2023, com mais de 13,5 mil metros
Hospital Cassems de Dourados passou por expansão e se tornou uma das principais estruturas de atendimento da rede no interior do Estado.
quadrados de área construída. Atualmente, conta com 163 leitos, incluindo 30 de UTI, sete salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, centro de diagnóstico por imagem, hemodiálise, oncologia e atendimento em mais de 18 especialidades médicas. Segundo profissionais que acompanham a história da unidade, o avanço foi construído
junto com a evolução da equipe e dos serviços oferecidos. O gerente do hospital, Jean Davi, que atua há 18 anos no local, destaca que a missão sempre foi ampliar a qualidade do atendimento. “O objetivo era entregar o melhor atendimento à saúde aos nossos beneficiários, aos nossos associados e à população em geral”, afirmou. Além da estrutura, o hospital
também se tornou referência em áreas como oncologia e atendimento humanizado. Para os próximos anos, a direção projeta novos avanços tecnológicos e ampliação dos serviços, com o objetivo de manter Dourados como polo regional de saúde e oferecer tratamentos cada vez mais completos sem que pacientes precisem deixar o interior do Estado.
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Cotidiano 3•B
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Foto: Divulgação
UEMS firma parceria com Interamericana para ampliar pesquisa e intercâmbio Acordo com Universidad Interamericana prevê troca de professores e estudantes, projetos conjuntos e atividades acadêmicas entre as duas instituições Foto: Divulgação
Órgão Especial do TJMS aprovou proposta que prevê mudança no Regimento de Custas Judiciais do Estado.
Reitores da UEMS e da Universidad Interamericana assinaram acordo de cooperação acadêmica em Mato Grosso do Sul.
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) ampliou na última quinta-feira (3) sua aproximação com instituições de ensino do Paraguai após firmar um acordo de cooperação com a Universidad Interamericana. A parceria busca fortalecer a produção científica, incentivar intercâmbios e criar novas oportunidades de formação para estudantes e professores das duas instituições. O convênio foi assinado pelos reitores Laércio Alves de Carvalho, da UEMS, e Miguel Darío Cáceres, da universidade paraguaia. Entre as ações previstas estão o desenvolvimento de pesquisas em conjunto, intercâmbio acadêmico e realização de eventos culturais e científicos, ampliando a troca de conhecimento entre Mato Grosso do Sul e o país vizinho.
Segundo o reitor da UEMS, a parceria representa um avanço para a colaboração internacional da universidade e pode contribuir para o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da inovação em diferentes áreas do conhecimento. A iniciativa também busca aproximar comunidades acadêmicas de uma região marcada pela integração entre Brasil e Paraguai. Para Miguel Darío Cáceres, a cooperação permitirá compartilhar experiências e preparar profissionais para novos desafios. “Essa parceria nos permitirá compartilhar experiências e conhecimentos, além de promover a formação de profissionais qualificados e preparados para os desafios do mercado de trabalho global”, afirmou o reitor da Universidad Interamericana.
Rio Paraguai mantém níveis dentro da normalidade, mas previsão aponta queda gradual nas próximas semanas Monitoramento indica situação estável na maior parte da bacia, enquanto estiagem deve reduzir cotas dos rios em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação/SGB
Estação de monitoramento em Ladário registrou nível do Rio Paraguai dentro da faixa histórica esperada para o período.
O Rio Paraguai segue em situação considerada normal no início de setembro, segundo o novo boletim de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB). O levantamento aponta que a maioria das estações analisadas na calha principal e nos afluentes permanece dentro dos padrões esperados para o período, apesar da previsão de redução gradual dos níveis nas próximas semanas. Na medição realizada na última quarta-feira (2), a estação de referência em Ladário registrou 201 centímetros, valor dentro da faixa histórica para a data, que varia entre 50 centímetros e 422 centímetros. Em outros pontos, como Barra do Bugres e o trecho entre Ladário e Porto Murtinho, os níveis também permaneceram dentro da normalidade. Apenas Cáceres apresentou cota abaixo
do limite inferior esperado. O boletim também mostra que o volume de chuva acumulado na bacia entre fevereiro e agosto ficou 18% acima da média histórica dos últimos anos. Porém, os modelos meteorológicos indicam ausência de chuvas significativas nos próximos sete dias, cenário que deve contribuir para a continuidade da queda dos níveis dos rios. Para Ladário, a projeção aponta redução para 179 centímetros em sete dias e 156 centímetros em 14 dias. O SGB destaca que o acompanhamento permanece ativo por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai, com dados atualizados da Rede Hidrometeorológica Nacional e informações utilizadas para auxiliar a gestão dos recursos hídricos na região.
TJMS propõe isenção de custas para mulheres vítimas de violência doméstica Medida busca facilitar acesso à Justiça em processos contra agressores envolvendo família, patrimônio e direitos pessoais
Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar poderão ter mais facilidade para buscar a Justiça em processos relacionados aos agressores. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) aprovou uma proposta que cria uma hipótese específica de isenção de custas judiciais
para esses casos, medida que ainda será encaminhada para análise da Assembleia Legislativa. A alteração prevê a inclusão da nova regra no Regimento de Custas Judiciais do Estado, permitindo a gratuidade em ações e recursos ligados diretamente ao agressor e que
envolvam direitos pessoais, familiares, patrimoniais ou assistenciais. Entre os processos contemplados estão separação, divórcio, guarda de filhos, partilha de bens, pensão alimentícia e reconhecimento ou encerramento de união estável. A proposta foi elaborada pela Coordenadoria de Supervisão de Custas e Distribuição do Primeiro Grau da Corregedoria-Geral de Justiça e considera que a violência contra a mulher muitas vezes também envolve controle financeiro e
dependência econômica. Segundo o TJMS, a cobrança de valores para ingressar com ações pode se tornar um obstáculo para vítimas que precisam romper o ciclo de violência. Com a aprovação pelo Órgão Especial, o texto segue para avaliação do Legislativo estadual. A medida prevê benefício apenas para a mulher vítima, mantendo a possibilidade de cobrança das custas do agressor, e tem como objetivo ampliar o acesso à Justiça sem impacto significativo na arrecadação pública.
TCE/MS prepara plano de fiscalização para orientar ações de controle nos próximos anos
Foto: Aurélio Marques
Subtítulo: Documento para o biênio 2027–2028 reúne prioridades em áreas como saúde, educação, infraestrutura e gestão pública O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) iniciou a construção do planejamento que vai orientar as ações de fiscalização da instituição nos próximos dois anos. A Diretoria de Controle Externo reuniu chefes das divisões de fiscalização e coordenadorias para analisar e consolidar a proposta do Plano de Diretrizes de Controle Externo (PDCE) 2027–2028. O documento estabelece prioridades, metas e indicadores para a atuação do Tribunal, levando em consideração riscos da administração pública, demandas da sociedade e temas considerados estratégicos. Entre as áreas avaliadas estão saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente, gestão
Diretoria de Controle Externo do TCE-MS reuniu equipes técnicas para consolidar diretrizes de fiscalização para o próximo biênio.
fiscal, contratações públicas, pessoal e transparência. A elaboração do plano contou com a participação das equipes técnicas responsáveis pelas fiscalizações, que contribuíram com análises baseadas em critérios como relevância, impacto social, risco e uso de dados.
A proposta também considera os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e orientações da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Segundo a diretora de Controle Externo do TCE-MS, Valéria Saes Cominale Lins,
o objetivo é fortalecer uma fiscalização mais preventiva e estratégica. Após a análise pelo Corpo Deliberativo e aprovação pelas instâncias competentes, o PDCE 2027–2028 servirá como base para os planos anuais de fiscalização e para a definição das futuras ações de controle do Tribunal.
MS usa avanço histórico no Ideb como base para novo plano de melhoria da educação Resultados de 2025 serão utilizados para definir ações do programa Brasil Aprende+ e orientar escolas e municípios Mato Grosso do Sul inicia uma nova fase de planejamento da educação após registrar, em 2025, os melhores resultados da série histórica do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os dados alcançados pelo Estado passam agora a orientar ações do programa Brasil Aprende+,
estratégia do Ministério da Educação voltada para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Os indicadores serão utilizados para identificar dificuldades específicas de cada escola e município, permitindo a criação de planos de ação mais direcionados. Entre 2023 e 2025,
Mato Grosso do Sul avançou em todas as etapas avaliadas: os anos iniciais do ensino fundamental passaram de 5,6 para 5,9; os anos finais subiram de 4,8 para 5; e o ensino médio cresceu de 4 para 4,4. Na rede pública, o desempenho também apresentou melhora no período. Os anos iniciais avançaram de 5,3 para 5,7, os anos finais passaram de 4,6 para 4,8 e o ensino médio subiu de 3,8 para 4,2. A proposta do programa nacional é transformar esses resultados
em estratégias para enfrentar os principais desafios da educação básica. O avanço estadual acompanha uma melhora registrada em todo o país. No Brasil, o Ideb também apresentou crescimento entre 2023 e 2025, com destaque para os anos iniciais do ensino fundamental, que passaram de 6 para 6,3. A partir dos números, gestores públicos deverão definir prioridades e acompanhar a evolução da aprendizagem nas redes de ensino.
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4•B Entrevista
Campo Grande, 06 de setembro de 2026
Foto: Rafael Rodrigues
DELCÍDIO AMARAL Candidato ao Governo de MS pelo PRD
‘O caminho é de construção, de diálogo e de aproveitar as contribuições de todos’ O candidato ao Governo falou sobre saúde, tecnologia, desenvolvimento econômico, qualificação profissional e a relação que pretende construir com municípios e Assembleia Legislativa
C
andidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PRD, Delcídio Amaral afirma que pretende apresentar uma alternativa baseada em tecnologia, desenvolvimento econômico e diálogo institucional. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação, o ex-senador falou sobre sua trajetória política, as prioridades para um eventual governo e defendeu que o Estado aproveite melhor os investimentos que chegam para gerar oportunidades à população. Durante a conversa, Delcídio destacou a saúde como uma das principais áreas que precisam de transformação, defendeu maior integração entre tecnologia e serviços públicos e afirmou que grandes empreendimentos precisam deixar benefícios permanentes para os municípios onde são instalados. O candidato também falou sobre sua relação com a política, o período em que esteve afastado dos mandatos eletivos, a experiência acumulada em áreas como energia e infraestrutura e a forma como pretende construir uma gestão
baseada em diálogo. Confira a entrevista na íntegra: A Crítica: O senhor tem uma longa trajetória política e também passou um período mais afastado dos mandatos. Como está esse momento de disputar novamente o Governo de Mato Grosso do Sul? Delcídio Amaral: Eu passei um período mergulhado na construção do PRD, que é uma federação formada a partir da união de partidos que já tinham história na política. Fizemos essa construção nacionalmente e depois aqui no Estado. Também enfrentamos dificuldades, inclusive financeiras e políticas, mas continuamos trabalhando. Sempre tive uma relação muito forte com Mato Grosso do Sul. Tenho serviços prestados em várias áreas, como saúde, educação, infraestrutura, esporte, turismo e habitação. Nunca deixei de andar pelo Estado, conhecer as realidades e conversar com as pessoas. A Crítica: O senhor acredita que essa experiência de percorrer os municípios ajuda
nesta nova disputa? Delcídio Amaral: Sem dúvida. Eu conheço praticamente todo Mato Grosso do Sul. Andei em aldeias, assentamentos, comunidades quilombolas e municípios de todas as regiões. Sempre fui um político muito presente. Hoje existe uma mudança no jeito de fazer política, com muita força das redes sociais, mas o contato com as pessoas continua fundamental. É preciso ouvir, conhecer a realidade e entender as necessidades de cada região. A Crítica: O senhor também tem uma trajetória ligada à tecnologia e grandes projetos nacionais. Como pretende utilizar essa experiência no Governo do Estado? Delcídio Amaral: Eu sou engenheiro antes de ser político. Minha formação e minha trajetória passaram por áreas como petróleo, gás, mineração e energia elétrica. Trabalhei em grandes projetos no Brasil e sempre estive ligado à tecnologia. Hoje, qualquer projeto de desenvolvimento precisa passar por inovação. Tecnologia não é apenas comunicação ou transmissão de dados. Ela precisa estar presente na saúde, na educação, na segurança pública e na formação de jovens. A Crítica: A saúde aparece como uma das principais preocupações da população. Qual seria a primeira medida nessa área? Delcídio Amaral: A saúde é um dos maiores desafios de Mato Grosso do Sul. A regionalização é uma palavra muito falada, mas precisamos transformar isso em realidade. Não podemos continuar concentrando atendimento em Campo Grande. Precisamos fortalecer as regiões e utilizar tecnologia para integrar os serviços. A saúde precisa caminhar junto com inovação, comunicação e informação. A Crítica: Como a tecnologia poderia melhorar o atendimento? Delcídio Amaral: Hoje a tecnologia é fundamental. Ela permite integração de dados, melhora diagnóstico e aumenta eficiência. Podemos utilizar recursos tecnológicos para aproximar especialistas, melhorar acompanhamento de pacientes e organizar melhor o sistema. Existem operações que já são feitas no mundo com médicos controlando procedimentos à distância. Precisamos preparar Mato Grosso do Sul para essa realidade. A Crítica: O senhor citou a necessidade de rever modelos de atendimento e financiamento da saúde. O que pretende fazer? Delcídio Amaral: Precisamos discutir uma política mais eficiente de remuneração dos serviços. Existem diferenças importantes entre estruturas que prestam atendimento. A Santa Casa, por exemplo, é uma instituição fundamental para Mato Grosso do Sul e precisa ser valorizada. O Estado precisa olhar onde o serviço funciona melhor e como ampliar essa capacidade.
A Crítica: O senhor defende uma aproximação maior com hospitais privados e filantrópicos? Delcídio Amaral: Sim. Precisamos aproveitar a capacidade instalada que existe. Existem estruturas que podem contribuir muito mais se houver planejamento e integração.
Sempre tive uma relação muito forte com MS. Tenho serviços prestados em várias áreas. Não podemos ficar apenas discutindo aumento de recursos públicos. Precisamos usar melhor os recursos existentes, criar parcerias e garantir que o cidadão seja atendido. A Crítica: Outro ponto citado pelo senhor é a criação de um ambiente tecnológico no Estado. Como fazer isso? Delcídio Amaral: Precisamos criar uma política integrada de tecnologia envolvendo governo, universidades, empresas e jovens profissionais. Nossos talentos estão indo embora para outros estados porque ainda não criamos oportunidades suficientes aqui. Precisamos estimular startups, formação de engenheiros, desenvolvedores e profissionais capazes de criar soluções. A Crítica: O senhor acredita que Mato Grosso do Sul perde talentos por falta de oportunidades? Delcídio Amaral: Sim. Muitos jovens qualificados acabam indo para São Paulo, Florianópolis e outros centros porque encontram mais oportunidades. Se queremos um Estado competitivo, precisamos criar esse ambiente aqui. Tecnologia gera emprego qualificado e aumenta a capacidade de desenvolvimento. A Crítica: Grandes investimentos estão chegando ao Estado. Como garantir que eles deixem benefícios para os municípios? Delcídio Amaral: Um grande projeto precisa gerar riqueza na região onde está instalado. Não basta a empresa chegar, produzir e levar o resultado embora. Precisamos exigir contrapartidas, principalmente na qualificação da mão de obra. O
maior problema do Brasil hoje é a falta de profissionais preparados. Se não qualificarmos as pessoas daqui, os empregos serão ocupados por trabalhadores de outros lugares. A Crítica: Como essas contrapartidas poderiam funcionar? Delcídio Amaral: É preciso sentar com essas empresas e discutir responsabilidades. Grandes investimentos movimentam saúde, educação, segurança e infraestrutura dos municípios. Se uma empresa chega com um projeto bilionário, ela precisa contribuir para que a região tenha condições de acompanhar esse crescimento. A Crítica: O senhor citou exemplos de projetos em que empresas ajudaram comunidades. Como isso poderia ser ampliado? Delcídio Amaral: Eu vivi situações em que empresas participaram da construção de soluções. Em Nova Andradina, por exemplo, tivemos uma experiência positiva com a implantação de um hospital que contou com participação de parceiros. É esse modelo que precisamos discutir. O desenvolvimento precisa ser compartilhado entre governo, iniciativa privada e sociedade. A Crítica: Como será sua
O caminho é construção e diálogo. Eu sempre convivi com pessoas diferentes. relação com os municípios caso seja eleito? Delcídio Amaral: Eu sempre fui um político de diálogo. Municipalismo não é apenas falar que é municipalista. É andar pelos municípios, ouvir prefeitos, vereadores e comunidades. Precisamos construir um projeto de Estado, não apenas um projeto de governo. O Estado precisa estar integrado com as cidades. A Crítica: E como pretende trabalhar com a Assembleia Legislativa sem ter atualmente uma grande bancada do PRD? Delcídio Amaral: Com di-
álogo. Eu sempre trabalhei dessa forma. Quem pensa diferente de mim merece respeito e pode contribuir. A crítica ajuda a melhorar. Não acredito em um Estado onde apenas uma visão prevalece. Mato Grosso do Sul é diverso, tem diferentes culturas, histórias e necessidades. O governador precisa ouvir. A Crítica: O senhor defende que as emendas parlamentares tenham mais planejamento? Delcídio Amaral: Sim. As emendas precisam estar alinhadas às necessidades reais do Estado e dos municípios. Não podemos utilizar recursos apenas para ações pontuais que não resolvem problemas estruturais. Precisamos definir prioridades em saúde, educação, infraestrutura e áreas realmente importantes para a população. A Crítica: O senhor fala muito em diálogo. Como pretende conduzir um governo com tantas diferenças políticas? Delcídio Amaral: O caminho é construção e diálogo. Eu sempre convivi com pessoas diferentes, inclusive em ambientes internacionais. Trabalhei com culturas diferentes e aprendi a respeitar opiniões. Não acredito em política de briga, de ofensa ou de ataque pessoal. O debate precisa ser sobre ideias e projetos. A Crítica: Qual seria a principal marca de um governo Delcídio Amaral? Delcídio Amaral: Uma gestão baseada em meritocracia, tecnologia e oportunidade para todos. Quero um governo solidário, cidadão e que consiga ampliar oportunidades. O governador precisa buscar investimentos dentro e fora do Estado, vender Mato Grosso do Sul e mostrar nossas potencialidades para o mundo. A Crítica: Qual mensagem deixa para o eleitor nesta campanha? Delcídio Amaral: Quero agradecer a oportunidade de conversar com a população de Mato Grosso do Sul. Minha proposta é construir um Estado mais moderno, com tecnologia, desenvolvimento e oportunidade. Quero trabalhar para que as pessoas tenham mais emprego, mais qualidade de vida e mais perspectivas para o futuro.
SETEMBRO AMARELO - MÊS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO E VALORIZAÇÃO DA VIDA.
Edição 2320 • Campo Grande,MS 06 de Setembro de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)
Campo Grande volta a sonhar com dias melhores para o futebol no MS PÁGINA 03
Sete de setembro vai além do desfile e ajuda a lembrar o que une MS ao Brasil FOTO: REPRODUÇÃO
Data que marca a Independência do país também ganha significado regional em um Estado formado por diferentes culturas, fronteiras e histórias
O
7 de setembro costuma ser associado às bandeiras nas ruas, aos desfiles e ao feriado. Em Mato Grosso do Sul, porém, a data também pode ser vista como um momento de lembrar a construção do país a partir de diferentes regiões, culturas e histórias. Em 2026, a Independência do Brasil será celebrada na segunda-feira e integra o calendário de feriados nacionais. A Independência foi declarada em 1822 e o dia 7 de setembro se consolidou como seu principal marco simbó-
lico. A história, entretanto, não se resume ao episódio do chamado Grito do Ipiranga. O processo de separação de Portugal envolveu conflitos e disputas em diferentes partes do território brasileiro. Por aqui, a celebração ganha uma dimensão própria porque Mato Grosso do Sul está em uma região marcada pela fronteira com Paraguai e Bolívia, pela presença de diferentes povos e pela forte ligação entre campo e cidades. A identidade estadual foi Quadro "Independência ou Morte" pintado em óleo sobre tela pelo paraibano Pedro Américo em 1888, apesar de fantasiosa, é a mais famosa representação do "Grito do Ipiranga" que marcou a independência do Brasil às margens do riacho do Ipiranga
Desfile cívico militar ocorre tradicionalmente na Rua 14 Julho no centro de Campo Grande
construída muito depois da Independência, com a criação de Mato Grosso do Sul ocorrendo em 1977, mas a população sul-mato-grossense faz parte dessa história nacional. Na prática, o 7 de setembro também movimenta as cidades. Em Campo Grande, o tradicional desfile cívico-militar transforma parte da região central em espaço de encontro entre estudantes, famílias, mi-
litares e instituições. Em 2025, o evento reuniu grande público e teve participação de autoridades, escolas e organizações. O desfile é uma das formas mais visíveis de comemorar a data, mas o significado do feriado pode ser maior. A Independência permite discutir pertencimento, cidadania e a própria ideia de país, especialmente em um Estado que tem sua história ligada à ocupação
do interior, às atividades agropecuárias, às fronteiras e às relações com países vizinhos. Em 2026, Campo Grande já se prepara para receber novamente as celebrações. A Prefeitura informou que haverá interdições temporárias em vias da região central para a realização do desfile de 7 de setembro, com bloqueios programados entre domingo (6) e segunda-feira (7).
Assim, para os sul-mato-grossenses, o feriado pode representar uma pausa na rotina, mas também oferece uma oportunidade de olhar para a história brasileira a partir de uma perspectiva regional. Entre bandeiras, hinos e desfiles, a data mantém viva uma lembrança iniciada há mais de dois séculos e que continua sendo reinterpretada pelas novas gerações.
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2 CADERNO LIGHT
Campo Grande, 06 de Setembro de 2026
EDUCAÇÃO
Graduação em tempos de IA muda a preparação de jovens para o mercado Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .
Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com
SÉRIE
Silo: o “Lost” e “Breaking Bad” da nova geração? FOTO: REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO
Escola de Negócios Saint Paul apresenta em Campo Grande proposta que une negócios, tecnologia, inteligência artificial e desenvolvimento humano.
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Depois de final decepcionante de Lost, fãs tem razão em ficar apreensivo com a última temporada de Silo que vai ao ar em meados de 2027.
Após três temporadas, série da Apple TV+ transforma mistério, conspiração e drama humano em um dos grandes fenômenos da ficção científica atual Há séries que simplesmente contam uma história. Outras fazem o espectador participar dela. Silo pertence definitivamente à segunda categoria. Com o encerramento de sua terceira temporada, a produção da Apple TV+ se consolidou como uma das experiências mais intrigantes da televisão atual — e já começa a receber comparações inevitáveis com dois gigantes: Lost e Breaking Bad. A comparação com Lost está principalmente no mistério. Desde o primeiro episódio, Silo construiu um universo em que praticamente nada parece ser explicado por completo. Quem construiu os silos? Por que seus habitantes foram confinados? O que realmente aconteceu com o mundo exterior? Quem controla tudo? E, principalmente, quanto daquilo que os moradores acreditam é verdade?
A cada resposta, surgem novas perguntas.
Como aconteceu com Lost, os espectadores transformaram a série em um gigantesco exercício coletivo de investigação. Comunidades na internet passaram a analisar diálogos, documentos, objetos, personagens e detalhes dos cenários em busca de pistas. A diferença é que Silo parece ter um caminho mais claramente definido para chegar às respostas, graças à obra literária de Hugh Howey que serve como base para a adaptação. Já Breaking Bad entra na comparação por outro motivo: o drama humano. Por trás da ficção científica existe uma história sobre poder, medo, manipulação, sobrevivência e controle. A grande força de Silo está justamente em mostrar como pessoas comuns podem tomar decisões extraordinárias quando percebem que toda a realidade em que viveram pode ser uma mentira. E ninguém representa melhor esse conflito do que Juliette Nichols. Sua busca pela verdade começou como uma investigação pessoal, mas acabou colocando em risco toda a estrutura responsável por manter os habitantes dos silos sob controle. A terceira temporada am-
pliou esse universo, revelando novas informações sobre a origem daquele sistema e aprofundando acontecimentos que ajudam a explicar como aquela sociedade chegou ao ponto em que se encontra. E, naturalmente, quanto mais respostas apareceram, mais teorias surgiram.
Principais teorias discutidas pelos fãs
■ • O Algoritmo: seria muito mais do que um simples sistema tecnológico e poderia estar ligado diretamente às pessoas que comandam os silos. ■ • O Silo 1: muitos acreditam que ele seja o verdadeiro centro de controle, responsável por coordenar ou supervisionar as demais comunidades. ■ • A superfície: continua a dúvida sobre até que ponto aquilo que os moradores veem é realidade ou uma manipulação cuidadosamente construída. ■ • Os silos são conectados: túneis, estruturas e informações compartilhadas alimentam a hipótese de que existe uma conexão muito maior entre as comunidades. ■ • Juliette é a chave: sua busca pela verdade pode representar não apenas a descoberta do segredo, mas a possibilidade de derrubar todo o sistema. Agora, a expectativa aumenta ainda mais. A quarta temporada será a última de Silo, colocando a produção diante de seu maior desafio: entregar respostas satisfatórias para perguntas que vêm sendo construídas há anos. É justamente aqui que surge a sombra de Lost. O público não quer apenas respostas; quer respostas que façam sentido. Se conseguir cumprir essa missão, Silo poderá terminar como começou: provocando perguntas, alimentando teorias e deixando sua marca. Talvez seja cedo para chamá-la de Lost ou Breaking Bad da nova geração. Mas uma coisa já é possível afirmar: poucas séries atualmente conseguiram fazer o público pensar tanto sobre o que está vendo — e desconfiar de tudo ao mesmo tempo.
inteligência artificial já está mudando a forma como empresas trabalham, tomam decisões e buscam profissionais. Diante desse cenário, a Escola de Negócios Saint Paul aposta em uma formação que vai além do conteúdo tradicional de uma graduação e busca preparar jovens para carreiras que ainda estão em transformação. A proposta será apresentada em Campo Grande durante o Open Day da Saint Paul, marcado para terça-feira (8), às 19h, no Novotel. O encontro pretende aproximar estudantes e famílias do modelo de ensino da instituição, que soma 25 anos de atuação na formação de executivos e lideranças. Três tipos de habilidade no mesmo caminho - Na graduação, a Saint Paul trabalha com a combinação de Hard Skills, Soft Skills e AI Skills.
O encontro pretende aproximar estudantes e famílias do modelo de ensino da instituição, que soma 25 anos de atuação na formação de executivos e lideranças.
A primeira reúne o conhecimento técnico necessário para entender negócios e mercados. As competências humanas envolvem liderança, comunicação, colaboração, pensamento crítico e tomada de decisões. Já a inteligência artificial aparece como uma habilidade que atravessa a formação. A ideia é que o estudante aprenda a utilizar a tecnologia para analisar informações, resolver problemas e ganhar produtividade, sem deixar de desenvolver justamente as capacidades humanas que continuam importantes nesse novo cenário. Outro diferencial está na aproximação com o mercado. Executivos, empreendedores
e lideranças participam da experiência acadêmica, levando para a sala de aula situações e decisões encontradas no dia a dia das organizações. A conexão com a EXAME também faz parte dessa proposta, com a utilização de casos de empresas e executivos acompanhados pela publicação. A intenção é colocar o estudante em contato com
questões que ultrapassam os livros e fazem parte da realidade dos negócios. A formação também inclui uma perspectiva internacional. A Saint Paul considera que os profissionais de negócios precisam compreender mercados e organizações que estão cada vez mais conectados, ampliando o repertório dos estudantes para diferentes cenários.
SERVIÇO OPEN DAY – ESCOLA DE NEGÓCIOS SAINT PAUL Data: 8 de setembro de 2026 Horário: 19h Local: Novotel, Campo Grande (MS) Curso: Administração Processo seletivo: inscrições abertas Informações: Escola de Negócios Saint Paul | Faculdade de Administração [https://www.saintpaul.com.br/graduação]
ESPORTE
Maratona Internacional de Campo Grande mira recorde com quatro provas em 2027 FOTO: DIVULGAÇÃO
Sexta edição será realizada em julho e aposta na presença de corredores de outros estados e países, além de manter os percursos aprovados pelos atletas. Campo Grande já tem data marcada para receber novamente corredores de diferentes partes do Brasil e da América do Sul. A Maratona Internacional de Campo Grande 2027 será realizada nos dias 3 e 4 de julho, com provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km. As inscrições já estão abertas, inicialmente com valores promocionais. A competição chega à sexta edição com uma mudança de identidade: o termo Internacional passa a fazer parte oficialmente do nome. A alteração acompanha a presença crescente de atletas estrangeiros, principalmente do Paraguai e de outros países sul-americanos. A organização também espera superar os 5,3
A organização também espera superar os 5,3 mil participantes registrados na edição anterior
mil participantes registrados na edição anterior.
Quatro distâncias e dois dias de prova
A programação será dividida entre sábado e domingo. No dia 3 de julho, serão realizadas a prova de 5 km e a Corrida Kids. No domingo, 4 de julho, entram em cena os percursos de 10 km, 21 km e a maratona de 42 km. Outro atrativo para os maratonistas é a participação da prova no Circuito Brasil Gigante, que incentiva corredores
a completar oito maratonas brasileiras em oito estados diferentes. A expectativa é que o desafio ajude a aumentar especialmente o número de inscritos na distância de 42 km. Percursos serão mantidos - Pela primeira vez, os quatro percursos utilizados em uma edição serão mantidos na seguinte. A decisão considera a boa avaliação recebida dos participantes em 2026, incluindo características como o baixo ganho de elevação na maratona e o percurso considerado rápido nos 5 km. Nos 10 km, o destaque
fica para o desnível negativo do trajeto, característica que pode favorecer corredores interessados em buscar melhores marcas. A organização prevê ainda condições climáticas amenas durante as largadas, com temperatura estimada em torno de 15°C. Os interessados podem garantir participação pelo site oficial da Maratona Internacional de Campo Grande [https:// maratonadecampogrande.com. br/] ou pela plataforma Ticket Sports. O primeiro lote tem condição promocional e estará disponível por tempo limitado.
Semana do Cinema chega a Campo Grande com ingressos a partir de R$ 10 Semana do Cinema reúne Cinemark, UCI e Cinépolis entre 10 e 16 de setembro, com ingressos promocionais a partir de R$ 10. A programação de cinema em Campo Grande terá uma semana de preços reduzidos entre os dias 10 e 16 de setembro. Cinemark, UCI e Cinépolis participam da campanha, com ingressos a partir de R$ 10. A iniciativa chega à nona edição nacional após reunir mais de 26,7 milhões de espectadores
em edições anteriores. Os valores mudam conforme a rede, o horário e o tipo de sala. Na UCI, sessões antes das 17h custam R$ 10 e as demais, R$ 12, incluindo IMAX e XPLUS. Já experiências como 4DX e VIP DE LUX ficam em R$ 20. No Cinemark, as matinês 2D e 3D saem por R$ 10, enquanto os demais horários custam R$ 12; salas Prime e D-BOX têm preços de R$ 20 e R$ 24, respectivamente. Na Cinépolis, os ingressos
promocionais começam em R$ 10 nas salas Tradicionais e Macro XE, enquanto a Sala VIP terá 60% de desconto. A rede também anunciou combos a partir de R$ 29. No Cinemark, os combos colecionáveis ficam entre R$ 49 e R$ 109, e a UCI terá combo com pipoca média e dois refrigerantes de 500 ml por R$ 30. Em Campo Grande, a promoção estará disponível nos três principais complexos das redes participantes: Cinemark, no Shopping Campo Grande;
UCI, no Shopping Bosque dos Ipês; e Cinépolis, no Norte Sul Plaza. A relação divulgada para a campanha não menciona cinemas participantes no interior de Mato Grosso do Sul. A Semana do Cinema é promovida pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas, com apoio da Abraplex, Ingresso.com e Grupo Consciência. Na edição de fevereiro deste ano, mais de 3,9 milhões de ingressos foram vendidos em todo o país.
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CADERNO LIGHT
Campo Grande, 06 de Setembro de 2026
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ESPORTE FOTOS: JAMILLE GOMES
Campo Grande volta a sonhar com dias melhores para o futebol no MS Estrutura entregue em Campo Grande integra o legado da Copa do Mundo de 2014 e amplia os espaços destinados ao desenvolvimento do futebol em Mato Grosso do Sul.
Novo centro da CBF chega com promessa de fortalecer a base, mas o grande desafio será transformar estrutura em jogadores e oportunidades
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uem acompanha futebol em Campo Grande sabe que a cidade já viveu dias bem mais movimentados nos gramados. Foi nesse cenário de lembranças e esperança por uma retomada que a Capital ganhou, na última quinta-feira (3),
o Centro de Desenvolvimento do Futebol, na Vila Nasser. O espaço recebeu mais de R$ 10 milhões do fundo de legado da FIFA e chega com uma missão simples de entender: ajudar Mato Grosso do Sul a formar novamente seus próprios jo-
O presidente da CBF, Samir Xaud, participou da inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, em Campo Grande, e destacou o potencial de Mato Grosso do Sul na formação de novos atletas.
ARTE
gadores. O presidente da CBF, Samir Xaud, esteve na inauguração e não escondeu a aposta no Estado. Ele lembrou que Mato Grosso do Sul já revelou atletas para grandes clubes e para a Seleção Brasileira. “Aqui em Mato Grosso do Sul já foram revelados grandes atletas para grandes clubes e para a Seleção Brasileira. A gente acredita muito no potencial do futebol”, afirmou. A estrutura, porém, sozinha não resolve a falta de protagonismo do futebol local. Para Xaud, é preciso mexer também na base, melhorar a preparação dos profissionais e fazer os clubes avançarem na organização. “Estamos investindo na base e conversando com os clubes. Acho que isso é o principal. Estamos colocando à disposição dos clubes a profissionalização dos profissionais”, disse. A ideia é que o centro entre nessa conta como um ponto de apoio para quem está começando. Crianças e adolescentes que hoje estão dando os primeiros passos podem encontrar ali parte da estrutura que faltou para outras gerações. O presidente da CBF também cobrou a participação de governos e
Novo Centro de Desenvolvimento do Futebol foi inaugurado na Vila Nasser, em Campo Grande, com investimento superior a R$ 10 milhões do fundo de legado da FIFA.
empresas para que o futebol tenha condições de crescer no Estado. O novo centro também nasce em um momento em que Campo Grande tenta recuperar parte de sua relação com o futebol. O Morenão, estádio que marcou gerações de torcedores, voltou a receber atenção e investimentos, enquanto a formação de jogadores aparece como outro caminho para recuperar espaço. É uma combinação
SOLIDARIEDADE
que pode ajudar a devolver ao futebol local algo que andou desaparecido: perspectiva. Xaud também vê o futebol pelo lado que não aparece no placar. Para ele, a modalidade movimenta empregos, renda e serviços e pode abrir portas para crianças e jovens. “O futebol não é apenas um esporte, mas é uma ferramenta social importante. A gente gera economia, movimenta, alimenta pessoas e famílias e também gera econo-
mia na saúde”, afirmou. O Centro de Desenvolvimento do Futebol é o oitavo espaço desse tipo entregue pela CBF, segundo Xaud. Outros seis estão em diferentes etapas, com expectativa de conclusão até o fim do ano. Em Campo Grande, a estrutura fica na Avenida Tamandaré, 11.297, na Vila Nasser, e agora começa a parte mais difícil: fazer o campo falar mais alto que a inauguração.
TEATRO
e Maria Casadevall Quando a cidade vira tela, os muros da Gianecchini chegam a Campo Grande com Capital começam a contar novas histórias história de amor e resistência
FOTO: PRISCILA PRADE
FOTO: DIVULGAÇÃO
Murais espalhados pela Capital transformam viadutos, escolas e antigos espaços ferroviários em pontos de encontro entre arte, memória e cotidiano Durante muito tempo, concreto era apenas concreto. Em Campo Grande, porém, algumas paredes passaram a ganhar outra função: contar histórias. Viadutos, escolas e espaços ligados à antiga ferrovia vêm recebendo pinturas que colocam a arte no caminho de quem circula pela cidade. A mudança é percebida nas cores, mas também na maneira como artistas e moradores passam a olhar para lugares antes quase invisíveis. Um dos exemplos mais recentes está no viaduto da Rua Maracaju, onde dois novos murais serão escolhidos por meio do edital Cultura nos Trilhos. Cada projeto receberá R$ 60 mil e deverá dialogar com elementos da história, do patrimônio, da fauna, da flora, da diversidade étnica e das
Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall protagonizam adaptação teatral do clássico filme italiano de Ettore Scola. Murais espalhados por Campo Grande transformam paredes e espaços públicos em telas a céu aberto, aproximando a arte do cotidiano dos moradores.
manifestações populares de Campo Grande. As inscrições seguem até 18 de setembro. A iniciativa se soma a uma paisagem que já vem sendo construída aos poucos. Na região da antiga ferrovia, o Museu de Arte Urbana Casa Amarela reúne 41 murais produzidos por 38 artistas, transformando o espaço em uma espécie de galeria a céu aberto. Ali, a pintura deixou de ser apenas decoração e passou a dividir espaço com relatos sobre ferroviários e lembranças de uma Campo Grande de outras épocas. É justamente essa mistura que dá outra dimensão aos muros. O artista plástico e coordenador da Casa Amarela, Guido Drummond, resumiu a proposta ao falar sobre o
projeto da ferrovia: “A proposta transforma a exposição ‘Memórias do Trecho’ em uma espécie de livro vivo a céu aberto”. Com os QR Codes previstos junto aos murais, as imagens também passam a conduzir o público para histórias e registros audiovisuais. Nas escolas, a experiência segue por outro caminho. Cinco unidades da Rede Municipal receberam murais ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com participação dos estudantes na construção das ideias. A artista e produtora Julia Basso define o efeito desse tipo de trabalho de maneira simples: “A arte mobiliza, transforma o espaço e cria pertencimento.” A cidade também já experi-
mentou levar essa transformação para grandes estruturas. O projeto Cores e Vias, iniciado anteriormente, levou artistas para pintar viadutos e incorporou símbolos reconhecidos pelos moradores, como as araras. O muralista Matheus do Carmo, responsável por uma dessas intervenções, falou sobre a dimensão do trabalho: “Será um dos maiores trabalhos que já realizei. Com certeza ficará eternizado.” O que aparece nas paredes, portanto, não é apenas uma sucessão de pinturas. São diferentes maneiras de representar a cidade, mostrando a natureza, a memória ferroviária, as experiências dos estudantes, a cultura urbana e os próprios lugares onde essas obras estão instaladas.
O encontro entre duas pessoas de mundos completamente diferentes chega aos palcos de Campo Grande com a peça “Um Dia Muito Especial”, estrelada por Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall. O espetáculo será apresentado nos dias 12 e 13 de setembro, no Teatro Glauce Rocha, como parte da turnê nacional da montagem dirigida e adaptada por Alexandre Reinecke. Inspirada no filme italiano de mesmo nome, lançado em 1977 e dirigido por Ettore Scola, a peça acompanha o encontro entre Antonietta, uma dona de casa presa às regras impostas pela sociedade, e Gabriele, um homem demitido por ser homossexual durante o regime fascista. A partir de uma situação inesperada, os dois compartilham histórias,
medos e desejos em uma relação marcada por afeto e compreensão. A montagem aborda temas como preconceito, aceitação, machismo e o papel da mulher na sociedade, mostrando como duas pessoas diferentes podem encontrar pontos de conexão em meio às dificuldades. O espetáculo também resgata uma história que já teve adaptação no teatro brasileiro, em 1986, com Glória Menezes e Tarcísio Meira nos papéis principais. As apresentações em Campo Grande acontecem no sábado (12), às 20h, e domingo (13), às 18h, no Teatro Glauce Rocha. Os ingressos custam entre R$ 25 e R$ 160 e estão disponíveis pela plataforma Ingresso Digital. A classificação indicativa é de 14 anos.
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Campo Grande, 06 de Setembro de 2026
FOTO: REPRODUÇÃO
Tera muda de nome
O Volkswagen Tera, SUV compacto desenvolvido no Brasil, vai ser fabricado na África do Sul com o nome Tengo. A VW investiu o equivalente a R$ 1,3 bilhão na fábrica de Kariega, primeira fora do Brasil a produzir o modelo. O nome foi escolhido em votação e, segundo a marca, remete a força e resiliência na cultura sul-africana.
Nova Hilux chega em dezembro e Toyota já corta preços para segurar a liderança FOTO: DIVULGAÇÃO/PORSCHE EXPERIENCE
Picape mais vendida do país ganha nova geração antes do previsto após perder o primeiro lugar em julho; versão elétrica vem em 2027 e MS, terra de picape, está no centro da disputa
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Toyota decidiu não esperar 2027. A nova geração da Hilux, a picape que virou sinônimo de estrada de terra em Mato Grosso do Sul, começa a chegar às concessionárias brasileiras em dezembro, meses antes do que o próprio calendário da montadora indicava. A informação foi publicada pelo Motor1 na quarta-feira (2) e confirmada por um cronograma interno obtido pelo site argentino Autoblog. A Toyota ainda não anunciou a data oficialmente. O roteiro é o seguinte: a Argentina, onde a Hilux é fabricada na unidade de Zárate, recebe as primeiras unidades entre os dias 12 e 17 de dezembro. Como toda Hilux vendida no Brasil sai dessa mesma fábrica, o lançamento brasileiro deve acontecer poucas semanas depois. Até agora, a previsão era de que a picape só desembarcasse por aqui no primeiro trimestre de 2027. Por que a pressa? Em julho, pela primeira vez em 58 meses, a Hilux perdeu a liderança mensal das picapes médias. A Ford Ranger emplacou 3.402 unidades contra 3.369 da Toyota, uma diferença de apenas 33 carros, segundo a Fenabrave. No acumulado do ano a japonesa segue na frente com folga, com cerca de 26,7 mil emplacamentos contra 20,4 mil da rival, mas a distância vem encolhendo mês a mês. Em 2025, a Hilux fechou o ano com 49.721 unidades, à frente de Ranger (34.047) e Chevrolet S10 (31.451). A reação começou antes mesmo da picape nova. Na mesma quarta-feira (2), a Toyota anunciou nova tabela para a linha atual: a Hilux SRV passou a custar R$ 269.900 e a SW4, o SUV derivado da picape, caiu de cerca de R$ 427 mil para R$ 369.900, um corte de R$ 57.100. O movimento é lido no setor como resposta direta às marcas chinesas, em especial a GWM, que ocupou a faixa de preço em que a Toyota reinava sozinha.
O que muda na picape
A nova Hilux mantém o que o produtor rural conhece: chassi de longarinas, entre-eixos de 3,08 metros, tração 4x4 com reduzida e o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm de torque, com câmbio manual ou automático de seis marchas. A Toyota preferiu não entrar na briga de números com a Ranger V6 (250 cv) ou a S10 (207 cv) e
GIRO DO MOTOR Melhor agosto em 13 anos
As vendas de veículos zero-quilômetro no Brasil chegaram a 275,1 mil unidades em agosto, alta de 22,1% sobre o mesmo mês de 2025 e o melhor resultado para o mês desde 2013, segundo a Fenabrave. Na comparação com julho, que já tinha sido o maior mês em 12 anos, houve recuo de 1,6%. No ano, são 1,97 milhão de veículos vendidos, crescimento de 18,5%. A entidade atribui o ritmo às promoções, à disputa entre marcas tradicionais e chinesas e ao desconto de IPI do programa Carro Sustentável.
apostou na receita de robustez, rede de assistência e valor de revenda. A transformação está no visual e na cabine. Os faróis ficaram mais finos e rentes ao capô, ligados por uma barra com o nome Toyota escrito por extenso, e a grade ganhou linhas retas. Por dentro, o painel foi inspirado nos novos Land Cruiser e Tacoma: quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia do mesmo tamanho nas versões mais equipadas e botões físicos preservados para as funções mais usadas, um detalhe útil para quem dirige de luva ou em piso irregular. O pacote de segurança Toyota Safety Sense deve trazer frenagem automática, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de faixa.
Elétrica e híbrida vêm depois
A largada será só com o diesel convencional. A versão 100% elétrica, com bateria de 59,2 kWh,
dois motores (um em cada eixo), 196 cv e autonomia de 257 km no ciclo combinado, está prevista para o começo de 2027 e, nos primeiros meses, será vendida apenas para frotas de empresas com rotas previsíveis e recarga programada. A configuração híbrida leve de 48 volts, acoplada ao 2.8 diesel, fica para meados de 2027, junto com a nova SW4. Há ainda uma novidade que interessa ao Brasil: o cronograma aponta, para o segundo semestre de 2027, uma picape compacta da Toyota, de estrutura monobloco e base do Corolla Cross, que será fabricada em território brasileiro para brigar com Fiat Toro e Renault Niagara.
O que isso significa para MS
Mato Grosso do Sul é território de picape. Em julho, a Fiat Strada foi o veículo mais vendido do Estado, e a Hilux é presença fixa em fazendas, canteiros de obra e frotas de prestadoras de serviço do agronegócio. O mercado sul-mato-grossense cresceu 3,4% entre janeiro e agosto, com 44.139 primeiros emplacamentos, segundo o Detran-MS. Para quem pretende trocar de picape, a combinação de tabela mais barata agora e geração nova em dezembro cria um dilema conhecido: comprar a atual com desconto ou esperar a nova, que deve chegar mais cara.
Elétricos dobram em MS
Em Mato Grosso do Sul, os primeiros emplacamentos de carros 100% elétricos saltaram de 408 para 997 entre janeiro e agosto, alta de 144%, segundo dados do Detran-MS. Somando os híbridos, os eletrificados chegaram a 3.432 unidades e já representam 7,8% dos veículos novos do Estado. Campo Grande concentra 64% dos elétricos (640 unidades) e Dourados vem em seguida, com 237. O BYD Dolphin Mini responde sozinho por 43% do mercado elétrico estadual.
Um em cada quatro é eletrificado
Elétricos e híbridos responderam por 24,3% das vendas de veículos leves em agosto, com pouco mais de 57 mil emplacamentos no mês, alta de 184% sobre agosto de 2025. Com isso, o Brasil chegou a 950 mil eletrificados em circulação e a ABVE projeta que a marca de 1 milhão será batida ainda em setembro. No acumulado do ano, são 328 mil unidades vendidas.
Pajero está de volta
Depois de cinco anos fora de linha, a Mitsubishi apresentou a quinta geração do Pajero, agora sobre o chassi da picape Triton, com 4,92 metros de comprimento, sete lugares, 230 mm de vão livre do solo e duas telas de até 14,3 polegadas no painel. O SUV será vendido em cerca de 100 países. O Brasil está em avaliação pela HPE, que representa a marca por aqui.
Argo chega a 700 mil
Chinesas no topo
Metade dos dez modelos mais vendidos no varejo brasileiro em agosto já é de marcas chinesas, segundo levantamento do Motor1. A BYD superou Hyundai e Toyota no ranking de marcas do mês e encostou na GM, enquanto o GWM Haval H6 entrou no top 10 geral e passou a vender mais que o Jeep Compass. O ranking do varejo exclui vendas diretas para locadoras e frotas.
Adeus, Frontier
A Nissan encerrou as vendas da picape Frontier no Brasil. O modelo vendeu 5.091 unidades em 2025, queda de 45% em relação às 9.258 de 2024, e perdeu a fábrica argentina, fechada no ano passado. A substituta será uma picape híbrida plug-in desenvolvida com a chinesa Dongfeng, ainda sem data para chegar.
O Fiat Argo atingiu 700 mil unidades produzidas em Betim (MG) desde 2017, quando substituiu de uma vez Uno, Palio, Punto e Bravo. Prestes a ser sucedido, o hatch vai emprestar o nome ao Argo X, versão brasileira do Grande Panda, que chega nos próximos meses e vai conviver com o modelo atual.
Geely vende direto
A Geely abriu programa de vendas diretas no Brasil para os elétricos EX2 e EX5 e para o híbrido plug-in EX5 EM-i, com descontos de até 11% para pessoas jurídicas e isenções para taxistas e pessoas com deficiência. O EX2 sai por cerca de R$ 104 mil para taxistas.
Preços e especificações são os informados pelas montadoras e podem variar por versão e concessionária.