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Jornal A Crítica - Edição 2319

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EDIÇÃO Nº 2319 • R$ 1,50

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CAMPO GRANDE-MS, 30 DE AGOSTO DE 2026

DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA

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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Divulgação

RESUMO Yoga no Parque

A Associação Yoga Para Todos promove um aulão gratuito neste domingo, a partir das 9h, no Parque das Nações Indígenas. A atividade é aberta a todas as idades e também terá espaço kids, com brincadeiras, leitura e práticas de yoga voltadas às crianças.

Teatro no Bosque

O Shopping Bosque dos Ipês encerra a programação de agosto do Teatro no Bosque neste domingo (30), a partir das 16h. A agenda começa com o espetáculo “O Mistério da Fruta Amarela e Outras Histórias” e, às 16h40, segue com a oficina “Eu e Meu Nome”, conduzida pelo artista Rafael Mareco.

1 ano KULT Shop + Bada Bar

A comemoração de um ano da KULT Shop será realizada no dia 12 de setembro, a partir das 16h, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A programação reúne música eletrônica, moda e lifestyle, com apresentações de Curol, Bruno Be, Rocker, Rodrigo Terraza, Diogo Bachi e Jorge Hansem.

Estádio Morenão deve passar por obras de recuperação antes de voltar a receber grandes eventos esportivos.

Morenão avança na retomada e entra em fase decisiva para voltar aos jogos Governo contrata estudos para estruturar parceria com a iniciativa privada e prevê reformas para reabrir estádio em 2027  O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, inicia uma nova etapa para voltar ao cenário esportivo de Mato Grosso do Sul. O Governo do Estado autorizou na última sexta-feira (28) a contrata-

ção de uma consultoria por R$ 3,83 milhões para desenvolver os estudos que vão estruturar uma futura concessão do estádio à iniciativa privada. Paralelamente, estão previstos mais de R$ 16,7 milhões em obras

de recuperação do complexo. A contratação da Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia Ltda. foi autorizada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas do Estado e tem como objetivo avaliar modelos de gestão, investimentos necessários e possibilidades para uma parceria de longo prazo. Os estudos poderão servir de base para uma concessão com prazo de até 35 anos, conforme pre-

visto no termo firmado entre o Estado e a UFMS. O Governo de Mato Grosso do Sul também assumiu a administração do estádio por meio de cessão de uso assinada com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), válida até julho de 2029. Pelo acordo, o Estado fica responsá-

vel pela manutenção, segurança, conservação e realização de eventos, enquanto a universidade mantém a propriedade do imóvel e a fiscalização das condições previstas. Com as intervenções planejadas, a expectativa é que o Morenão volte a receber partidas do Campeonato Estadual em 2027.

Câmara homenageia 85 histórias que ajudaram a construir a Cidade Morena VEJA NA PÁGINA 2•B

Salário mínimo pode chegar a R$ 1.717 em 2027, prevê governo Veja na página 5•A

MS teve quatro casos de doença rara que afeta Lito Sousa Veja na página 6•A

Entre desafios e Perícia vai novos projetos, avaliar custos Riedel revela o e equilíbrio caminho que financeiro da pretende seguir Santa Casa Veja na página 8•A

Veja na página 6•A

CNPJ contratante: 68.455.820/0001-01 - CNPJ contratado: 00.205.278/0001-03 Tiragem: 5 mil exemplares - Valor da inserção: R$ 2.333,33


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2•A Opinião

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Celular e controle remoto ameaçam o horário eleitoral ‘FAZ PARTE’: Com o início do horário eleitoral todo o Brasil transforma-se num grande palco. Impressionante como a espontaneidade Tentra em cena sob a orientação dos marqueteiros. As imagens coloridas transportam o telespectador a um universo mágico, utópico e sedutor, tendo como alvo único o seu voto. Portanto, cuide-se! INFLUÊNCIA: Quando bem cuidado o programa eleitoral até ajuda a criar uma certa identidade emocional e visual para o eleitor. É também possível que ajude a consolidar o voto do eleitor já com escolha decidida e seja o ponto de guinada, de partida para aquele eleitor ainda indeciso por influência de propostas ou denúncias inéditas. INTERROGAÇÃO: Será que neste festival de promessas do horário eleitoral teremos uma proposta real, palpável, que finalmente visa cortar impostos? Ao que tudo indica, nos planos de governo de todos postulantes, essa proposta não seria prioridade. É como se vivêssemos no ‘país maravilhoso da Alice’ – sem problemas e desafios. LEMBRANÇAS: Desde a primeira eleição após a redemocratização, o nível dos programas eleitorais mudou. Melhorou em termos de tecnologia, pois o nível do conteúdo é o mesmo. Na memória, as imagens e frases de Eneas, Eymael, Tiririca, Maluf, Ulysses, Lula, Brizola e Collor (com a participação da atriz Claudia Raia.) PERGUNTO: Por quanto tempo o eleitor assistirá a programação eleitoral? A TV ligada e ele curtindo o celular no sofá. O maior tempo necessariamente não garante votos. Às vezes prejudica. Gosto de citar o caso de Ulysses Guimarães: com 22 minutos diários ficou em 7º lugar (4, 74%) no primeiro turno da disputa presidencial em 1989. DEFINIÇÕES: Para melhor definir a postura e pensamento do eleitor, seria pertinente o uso também dos termos saturado, chateado, enfadado, entediado e enfastiado. Mas eu quero insistir: o telefone celular e o aparelho do controle remoto da TV – se postam como os grandes adversários contra o horário eleitoral gratuito. Basta um click. INFORME: De todo o tempo do horário eleitoral (50 minutos), 10% será distribuído igualmente entre as federações e os partidos. Quanto aos outros 90%, distribuídos proporcionalmente ao número de representantes de cada sigla na Câmara Federal. É a regra repetida: as maiores legendas são aquinhoadas com maior espaço. DETALHES: Nesta sexta-feira (28) começa a propaganda no rádio e TV. Das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25 as emissoras de rádio transmitem os dois blocos. Quanto às emissoras de televisão, exibem das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, totalizando 50 minutos diários para cada veículo, divididos em blocos de 25 minutos. ANOTE: São 8 os candidatos ao Governo: Daniel Lemes (PCO); Delcídio do Amaral (Federação Renovação Solidária); Renato Gomes (DC); Eduardo Riedel ( Fazendo o Futuro Acontecer); Fabio Trad ( Por um MS do Povo); |Jefferson Bezerra (AGIR); João Henrique Catan (NOVO) e Lucien Rezende (Federação PSOL – Rede). ‘ LAMBUZADOS’: Parece comédia na TV. Lula e Flavio iniciando a campanha num ‘paredão’. O presidente sofrendo o desgaste pelo escândalo envolvendo o filhote Lulinha. Quanto a Flavio, ainda sem esclarecer as rachadinhas e as atividades financeiras alimentadoras de seu patrimônio. Filhos perto do poder é um perigo!

O que acontece antes e depois da demissão pode revelar etarismo

P

Priscila Arraes Reino (*)

rofissionais mais velhos começam a perder espaço. Deixam de participar de projetos importantes, perdem oportunidades e ouvem que a empresa busca renovação, atualização ou um “novo perfil”. Quando são dispensados, trabalhadores mais jovens ocupam seus lugares. É o que acontece antes e depois da demissão que pode revelar se a idade influenciou a escolha de quem deveria sair. Foi esse contexto que ganhou importância em uma sentença de primeira instância da 2ª Vara do Trabalho de Campo Grande. A juíza Nadia Pelissari analisou o caso de um bancário de 56 anos, com 36 anos de banco. Ele era premiado, não possuía avaliações negativas e apresentava desempenho acima do esperado. Mesmo assim, foi dispensado e um profissional mais jovem assumiu seu lugar. Durante o processo, uma testemunha relatou que circulava no banco um discurso de que, com a chegada da chamada “Geração Y”, os mais antigos precisavam se atualizar para não serem “atropelados pelos mais jovens”. A Justiça também considerou que não havia uma justificativa técnica, econômica ou disciplinar para dispensar aquele profissional. O histórico de desempenho, o discurso de renovação geracional e a substituição por alguém mais jovem levaram ao reconhecimento da dispensa discriminatória por etarismo. O problema vai além desse caso. O estudo Talent Trends 2025, realizado pela consultoria Michael Page com 50 mil trabalhadores de 36 países, ouviu 2.411 profissionais no Brasil. Entre os brasileiros, 41% afirmaram já ter sofrido discriminação relacionada à idade no trabalho, índice superior à média global, de 36%. Decisões recentes da Justiça do Trabalho mostram que o problema aparece em diferentes setores. Em alguns casos, trabalhadores mais velhos ou aposentados estavam justamente entre os escolhidos para os cortes. Por isso, expressões como “renovação” e “reestruturação” precisam ser confrontadas com os critérios usados para decidir quem saiu e quem permaneceu.

No caso do bancário, havia uma contradição especialmente dura. Ele foi tratado como velho demais para permanecer no banco, mas ainda não tinha idade suficiente para se aposentar. Aos 56 anos, uma longa trajetória profissional não significava acesso automático à aposentadoria. Depois da Reforma da Previdência, é preciso considerar também a idade e as regras de transição. Há uma diferença fundamental entre demitir um trabalhador que é mais velho e demiti-lo porque ele é mais velho. A empresa pode reorganizar sua estrutura, contratar profissionais jovens e realizar dispensas sem justa causa. O que não pode é utilizar a idade como critério para definir quem deve deixar o emprego. A substituição por alguém mais jovem, isoladamente, não comprova etarismo. Mas o histórico de desempenho, a saída de profissionais da mesma faixa etária, a pressão sobre os mais antigos, os comentários sobre aposentadoria ou renovação e as mudanças de tratamento podem revelar um padrão. No caso analisado, a Justiça considerou desaconselhável a reintegração e condenou o banco ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, além da remuneração em dobro do período entre a dispensa e a sentença. Quem é dispensado depois de anos de trabalho pode receber as verbas rescisórias e acreditar que foi apenas mais um corte. A percepção pode mudar quando o trabalhador observa quem também saiu, quem permaneceu e quem ocupou seu lugar. Como existem prazos para questionar a dispensa, esse contexto não pode ser ignorado. Muitas vezes, é somente depois de deixar a empresa que o trabalhador consegue fazer uma pergunta que não fez no momento da demissão: a minha idade pesou na decisão? (*) Priscila Arraes Reino é advogada trabalhista e previdenciária, especialista em acidentes de trabalho e doenças ocupacionais e autora do livro Burnout tem lei.


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Nacional 3•A

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Foto: Marcelo Casal

Grupo de economistas propõe mudanças na Previdência com novas regras de aposentadoria Profissionais preparam proposta para próximo governo com mudanças em aposentadorias, BPC, militares e contribuição do MEI Foto: Divulgação

Especialistas avaliam novas regras para tentar garantir equilíbrio financeiro da Previdência nas próximas décadas.

 A sustentabilidade da Previdência voltou ao centro do debate econômico com uma proposta de nova reforma elaborada por um grupo de economistas. A iniciativa, liderada por Paulo Tafner, prevê mudanças estruturais no sistema brasileiro e poderá ser apresentada pelo próximo governo ao Congresso Nacional com o objetivo de reduzir o avanço das despesas previdenciárias. Entre as principais alterações está a criação de uma idade mínima de 67 anos para homens e mulheres, com implantação gradual. A proposta também prevê mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadorias especiais, regras para militares e uma transição para um modelo de contribuição definida, no qual o valor do benefício dependeria das contri-

buições acumuladas. O grupo responsável pelo texto reúne, além de Tafner, Bernardo Schettini, Leonardo Rolim, Rogério Nagamine e Sergio Guimarães Ferreira, com apoio operacional do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Segundo os especialistas, o envelhecimento da população deve aumentar a pressão sobre as contas públicas nas próximas décadas. A proposta ainda prevê aumento da contribuição do Microempreendedor Individual (MEI), de 5% para 11%, com exceção para beneficiários do Bolsa Família, além de regras de transição para trabalhadores conforme a idade. Os autores estimam que as mudanças poderiam reduzir o peso da Previdência sobre o Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo.

Candidaturas coletivas ganham espaço nas eleições, mas mandato segue individual Modelo busca ampliar participação política, porém legislação eleitoral ainda não reconhece divisão de representação parlamentar Foto: Fábio Pozzebom

Candidaturas coletivas permitem atuação conjunta de grupos, mas apenas um nome recebe oficialmente o mandato.

 As candidaturas coletivas devem voltar a aparecer com força nas eleições de 2026, segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). O modelo, adotado por grupos que buscam ampliar a participação política, permite que diferentes pessoas atuem juntas durante a campanha e o mandato, mas ainda não possui reconhecimento oficial na legislação eleitoral brasileira. Pelas regras atuais, a Justiça Eleitoral permite que a referência ao caráter coletivo apareça no nome de urna do candidato. No entanto, caso eleito, apenas a pessoa registrada oficialmente recebe o diploma eleitoral e assume as responsabilidades legais do cargo. A atuação conjunta depende de um acordo político entre os integrantes do grupo.

O Inesc já identificou 25 candidaturas que utilizam termos relacionados ao formato coletivo para 2026. Nas eleições municipais de 2024, o instituto registrou 280 candidaturas desse tipo, número superior ao levantamento feito nas eleições gerais de 2022, quando foram encontradas 215 iniciativas com esse perfil. O modelo também tem ampliado a presença de grupos diversos na política. Em 2024, 54% das candidaturas coletivas eram lideradas por mulheres e 59% tinham participação de pessoas negras. Apesar do crescimento, especialistas apontam que a regulamentação do formato ainda é um dos principais desafios para garantir segurança jurídica a esse tipo de representação.

Alta do petróleo no mercado internacional motivou medidas para evitar aumento dos combustíveis no país.

Nova lei abre caminho para reduzir impostos sobre combustíveis durante crise do petróleo Medida sancionada por Lula permite compensar queda na arrecadação com receitas extras do petróleo e cria outros benefícios econômicos

 O preço dos combustíveis poderá contar com uma nova proteção contra altas provocadas pelo mercado internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar 235, que autoriza a redução de tributos sobre

gasolina e outros combustíveis em situações de pressão nos preços, como a causada pela instabilidade no Oriente Médio. A medida permite que a União compense a redução da arrecadação em 2026 com receitas extraordinárias obtidas pelo

aumento do preço do petróleo. O texto, aprovado pelo Congresso Nacional, também incluiu outros benefícios, como incentivos para produtores de etanol, fertilizantes, minerais estratégicos e ações ligadas à Copa do Mundo Feminina de 2027. A nova legislação prevê ainda uma subvenção de até R$ 1,2 bilhão para produtores de etanol e mudanças tributárias relacionadas ao transporte marítimo, além da possibilidade de antecipação de até R$ 3

bilhões de recursos do Fundo Social destinados à saúde e educação. Além das medidas voltadas aos combustíveis, a lei estabelece regras de controle de gastos públicos. Caso haja previsão de déficit primário antes do envio do Orçamento, despesas vinculadas da União não poderão crescer acima do limite do arcabouço fiscal, atualmente fixado em 2,5%. A trava só poderá ser retirada após o país registrar superávit primário anual.

Brasil busca abrir novas companhias aéreas, mas enfrenta barreiras no setor

Foto: Rovena Rosa

Governo aposta em integração regional e atração de empresas de baixo custo, enquanto especialistas apontam desafios como slots e carga tributária  A entrada de novas companhias aéreas no mercado brasileiro voltou ao centro das discussões do setor. O governo federal trabalha em uma estratégia para ampliar a concorrência, atrair empresas de baixo custo e fortalecer a integração aérea com países da América do Sul, mas especialistas apontam obstáculos que ainda dificultam novos investimentos. Entre os principais desafios está a concentração de slots nos aeroportos mais disputados

Setor aéreo brasileiro tenta ampliar concorrência com entrada de novas companhias e revisão de regras.

do país, como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Segundo especialistas, os horários mais valorizados de pousos e decolagens já estão distribuídos entre as empresas tradicionais, o que reduz o espaço para novos concorrentes. Além disso, companhias já estabelecidas possuem vantagens como programas de fide-

lidade, contratos corporativos e maior presença nos principais terminais. Para o professor Ricardo Ruiz, da Universidade Federal de Minas Gerais, a falta de espaço nos grandes aeroportos torna a entrada de novas empresas uma operação de alto risco. O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que a abertu-

ra do mercado depende de um conjunto de medidas, incluindo revisão regulatória, redução de custos, questões tributárias e maior integração entre países. A expectativa é criar um ambiente mais competitivo, permitindo que novos modelos de negócio possam atuar no Brasil, inclusive empresas internacionais de baixo custo.

Mercado de trabalho desacelera e Brasil cria menor número de vagas para julho desde 2020 País abriu 58,5 mil empregos formais no mês, com avanço dos serviços e queda no comércio  O mercado de trabalho brasileiro registrou forte desaceleração em julho, com a criação de 58.568 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi o pior para um mês de julho

desde 2020 e ficou abaixo dos números registrados em junho deste ano e no mesmo período de 2025. O saldo foi resultado de 2,26 milhões de admissões e 2,20 milhões de desligamentos. Entre os setores avaliados, os serviços tiveram o melhor

desempenho, com abertura de 24.098 vagas, seguidos pela construção civil (12.691), agropecuária (12.523) e indústria (11.315). O comércio foi o único segmento com resultado negativo, fechando 2.056 postos. No acumulado de janeiro a julho, o país gerou 972.203 empregos formais, menor resultado para o período desde 2020, quando o mercado ainda sofria os impactos da pandemia. O número representa queda de 20,9% em relação ao mesmo

intervalo de 2025. São Paulo liderou a criação de vagas em julho, com 17.814 postos, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199. Segundo o Ministério do Trabalho, os juros elevados continuam afetando principalmente o comércio, reduzindo o consumo e os investimentos das empresas. O salário médio de admissão também apresentou leve alta, passando de R$ 2.404,10 em junho para R$ 2.419,23 em julho.


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4•A Política

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Flávio lidera disputa presidencial em MS e Riedel aparece à frente pelo Governo do Estado

Foto: Redes Sociais

Pesquisa Quaest mostra vantagem do senador na corrida nacional e aponta governador de MS na liderança do primeiro turno estadual  O cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul mostra vantagem para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República e liderança de Eduardo Riedel (PP) na corrida pelo Governo do Estado, segundo pesquisa Quaest divulgada na última terça-feira (25). No levantamento presidencial, Flávio aparece com 33% das intenções de voto no Estado, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 27%. Na disputa nacional, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4%, Augusto Cury (Avante), com 3%, Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP), ambos com 2%. Clariana Barão (DC) registra 1%. O levantamento aponta ainda 13% de eleitores indecisos e 10% que declararam voto

branco ou nulo. No cenário estadual, o governador Eduardo Riedel lidera a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul com 40% das intenções de voto no primeiro turno. Fábio Trad (PT) aparece em segundo lugar, com 13%, seguido pelo ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 8%. João Henrique Catan (Novo) tem 3% e Lucien Rezende (PSOL), 2%. A pesquisa também testou cenários de segundo turno para o governo estadual e apontou vantagem de Riedel sobre os adversários avaliados. O levantamento ouviu 804 eleitores presencialmente entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MS-00793/2026.

Levantamento da Quaest avaliou intenções de voto para presidente e governador entre eleitores de Mato Grosso do Sul. Riedel e Flávio estão na liderança.

Vander cobra votação Lucien propõe cinturões verdes para da PEC que muda escala ampliar produção de alimentos em MS 6x1 antes do fim do ano Candidato do

Foto: Rafael Rodrigues

Senador candidato pelo PT defende avanço da proposta que prevê redução da jornada e dois dias de descanso

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Deputado federal Vander Loubet defende aprovação da PEC que altera regras da jornada de trabalho.

 O deputado federal Vander Loubet (PT), candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, defendeu rapidez na tramitação da proposta que altera a escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de folga por semana. A PEC 221/2019 deve avançar no Senado, mas a votação em plenário ficou prevista para depois das eleições de outubro. A proposta já recebeu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com manutenção do texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A medida prevê jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Segundo Vander, a mudança é necessária para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e não representa ameaça à economia. “Não há como arrastar mais esta discussão, tendo em vista os impactos que a carga horária de seis dias de trabalho por apenas um de folga provoca na saúde, na qualidade de vida dos trabalhadores e na própria economia”, afirmou. O parlamentar também defendeu que a redução da jornada pode trazer ganhos de produtividade e diminuir problemas relacionados ao excesso de trabalho. A PEC ainda precisa passar pela análise do Senado e, caso sofra alterações, poderá retornar para nova votação na Câmara dos Deputados.

Câmara aprova regras para internação de dependentes químicos em Campo Grande Projeto estabelece critérios para uso da internação voluntária e involuntária na rede municipal de saúde  A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em primeira discussão, um projeto que cria regras para o atendimento de pessoas com dependência química na rede pública de saúde. A proposta, de autoria do vereador André Salineiro (PL), estabelece critérios para casos de internação voluntária e involuntária, com prioridade para tratamentos fora do ambiente hospitalar sempre que possível. O texto determina que a internação involuntária só poderá ocorrer em situações excepcionais, mediante avaliação e autorização de um médico responsável. A medida deverá considerar fatores como o tipo de substância utilizada, o padrão de consumo e a impossibilidade

de adoção de outras formas de tratamento. Pelo projeto, o período de internação será limitado ao tempo necessário para a desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias. O encerramento poderá ser definido pelo médico responsável e também solicitado pela família ou representante legal do paciente. Segundo Salineiro, a proposta busca organizar o atendimento e ampliar as possibilidades de recuperação dos dependentes químicos. “A proposta não é de recolhimento indiscriminado. É de tratamento. Precisamos dar condições para que quem está dominado pelas drogas tenha acesso à recuperação”, afirmou o vereador.

PSOL defende áreas próximas aos centros consumidores, apoio a pequenos produtores e melhorias na infraestrutura rural

 O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PSOL, Lucien Rezende, apresentou como uma das principais propostas para o setor rural a criação de cinturões verdes em cinco cidades do Estado. A ideia é aproximar a produção de alimentos dos consumidores, fortalecer pequenos produtores e reduzir a dependência de produtos vindos de outras regiões. Durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, Lucien afirmou que a proposta surgiu ao observar a chegada de mercadorias de outros estados ao Ceasa de Campo Grande. Segundo ele, parte dessa oferta poderia ser produzida dentro do próprio Estado, com áreas organizadas próximas aos principais mercados consumidores.

Lucien Rezende apresentou propostas para agricultura familiar e desenvolvimento do interior durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias.

O candidato também defendeu mudanças nas políticas de apoio ao pequeno produtor, incluindo revisão da atuação da Agraer e ampliação do acesso a equipamentos e estrutura de trabalho. Como exemplo, citou a experiência em Ribas do

Rio Pardo, onde, segundo ele, assentamentos receberam patrulhas mecanizadas administradas pelos próprios trabalhadores. Na área de infraestrutura, Lucien propõe melhorias nas estradas rurais e substituição

de pontes de madeira, com uso de recursos do Fundersul. Ele afirmou ainda que pretende manter diálogo com os municípios para definir critérios de atendimento aos produtores e ampliar ações voltadas ao desenvolvimento do interior.

Mais da metade dos candidatos de MS mudou de partido desde a eleição de 2022

Foto: Divulgação

Levantamento aponta que 73 dos 124 candidatos que voltam à disputa em 2026 trocaram de legenda antes do novo pleito  A disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul será marcada por uma grande movimentação partidária. Dos 419 candidatos registrados para o pleito, 124 também participaram das eleições de 2022 e, desse grupo, a maioria mudou de legenda nos últimos quatro anos. O levantamento foi realizado com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os candidatos que retornam à disputa, apenas 51 permanecem nos mesmos partidos pelos quais concorreram em 2022, o equivalente a cerca de 41%. Outros 73 nomes, aproximadamente 59%, trocaram de sigla. O PL foi o partido que mais recebeu novos integrantes, com a chegada de 12 candida-

O PL, presidido por Azambuja, foi o partido que mais recebeu novos integrantes.

tos, seguido por Republicanos, com nove, e Avante, com oito. Na outra ponta, o PSDB foi a legenda que mais perdeu candidatos no período, com dez saídas entre os 14 nomes que haviam disputado a eleição anterior. Também registraram

perdas significativas o Podemos e o PSD, que tiveram sete candidatos cada deixando seus quadros para disputar 2026 por outras siglas. O PT foi um dos partidos com maior retenção de nomes, mantendo 13 dos 14 candidatos

que participaram da eleição de 2022. O cenário mostra uma reorganização das forças políticas no Estado antes do novo ciclo eleitoral, com migrações entre partidos e novas alianças sendo formadas para a disputa deste ano.


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Economia 5•A

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Diferença no preço Campo Grande projeta crescimento dos combustíveis econômico acima da média nacional chega a 13% nos postos da Capital Pesquisa do Procon-MS aponta variação entre regiões e mostra possibilidade de economia para motoristas Foto: José Cruz

Levantamento do Procon-MS analisou preços de combustíveis em 35 postos de Campo Grande.

 Motoristas de Campo Grande podem encontrar diferenças significativas no valor dos combustíveis dependendo da região onde abastecem. Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul identificou variação de até 13,55% nos preços praticados pelos postos da Capital durante levantamento realizado entre os dias 17 e 19 de agosto. O maior contraste foi registrado no etanol comum, que apresentou diferença de valores na região do Anhanduizinho. Nos pagamentos por crédito, o litro foi encontrado entre R$ 3,69 e R$ 4,19, uma diferença que pode representar economia de até R$ 25 para quem abastece um tanque de 50 litros escolhendo o menor preço. O diesel também apresentou oscilações importantes.

O diesel S10 teve variação de 13,20% no Imbirussu e 12,33% na região do Lagoa. Já a gasolina comum teve o menor preço registrado no Centro, com valor de R$ 6,08 no pagamento em débito, enquanto o GNV apresentou os menores preços médios nas regiões Central e Lagoa. Além da comparação de preços, o levantamento apontou mudanças no comportamento dos consumidores, com maior procura pelo etanol aditivado, considerado pelos postos como um produto de maior rendimento. Na comparação com julho, alguns combustíveis tiveram redução nos menores valores encontrados, como etanol (-4,24%), diesel S500 (-3,19%), GNV (-2,28%) e gasolina (-1,78%).

Salário mínimo pode chegar a R$ 1.717 em 2027, prevê governo Valor enviado ao Congresso representa alta de 5,92% e segue regra que combina inflação e crescimento da economia  O salário mínimo brasileiro poderá passar dos atuais valores para R$ 1.717 a partir de 2027, conforme previsão apresentada pelo governo federal no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional. A proposta representa aumento nominal de 5,92% e ainda será analisada pelos parlamentares. O cálculo considera a inflação medida pelo INPC, estimada em 3,06% no período de 12 meses encerrado em novembro, além do crescimento da economia em 2025. A regra também leva em conta o limite definido pelo arcabouço fiscal, que restringe o avanço real das despesas públicas a até 2,5%

acima da inflação. O documento também apresenta projeções para os próximos anos. Pela estimativa inicial, o salário mínimo poderá alcançar R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os valores, porém, ainda podem ser atualizados nas próximas propostas orçamentárias. A política de valorização do salário mínimo voltou a considerar a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, mas passou por limitações após as medidas de controle de gastos aprovadas em 2024. Com a nova regra, o aumento real do piso nacional fica condicionado aos limites fiscais estabelecidos pelo governo.

Foto: Divulgação

Capital deve fechar 2026 com alta de 2,5% no PIB, impulsionada por serviços, empregos, novas empresas e digitalização de processos

 Campo Grande deve encerrar 2026 com desempenho econômico superior ao registrado no Estado e no país. Segundo o Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), a Capital tem projeção de crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB), acima das estimativas de 1,9% para Mato Grosso do Sul e 2% para o Brasil. O resultado é acompanhado por indicadores como geração de empregos, expansão da base empresarial e aumento das exportações. No primeiro semestre, o município criou 3.541 vagas formais de trabalho, chegando a 236.695 empregos com carteira assinada. O setor de serviços liderou a abertura de postos, com 2.088 novas vagas, seguido pela construção civil, com 1.467.

Setor de serviços concentra a maior participação na economia de Campo Grande e lidera geração de empregos.

A economia campo-grandense tem como principal força o setor de serviços, responsável por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB). A Capital também registrou crescimento no número de empresas ativas, chegando a 149.147 negócios em julho, alta de 44,62% em relação

a 2020, com predominância de microempreendedores individuais e pequenas empresas. Entre as medidas apontadas para estimular o ambiente de negócios estão a Lei de Liberdade Econômica Municipal e a digitalização de serviços, como o Alvará de Construção 100%

digital. No comércio exterior, Campo Grande também apresentou avanço, com aumento de 40,24% nas exportações no primeiro semestre, que alcançaram US$ 462,47 milhões, o maior saldo comercial positivo para um primeiro semestre desde o início da série histórica.

Mercado imobiliário da Capital mantém procura elevada mesmo com juros altos

Foto: Iury de Oliveira

Intenção de compra na Capital chega a 60%, acima das médias nacional e do Centro-Oeste, aponta levantamento  O mercado imobiliário de Campo Grande segue com forte procura por imóveis em 2026, mesmo diante do cenário de juros elevados. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica aponta que 60% dos consumidores da Capital têm intenção de compra, índice superior ao registrado no Brasil, de 52%, e no Centro-Oeste, de 53%. Os dados foram apresentados por Anderson Gonçalves, Head Centro-Oeste e Norte da Brain, em evento com participação do vice-presidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta. Segundo o levantamento, o segundo trimestre registrou 408 imóveis vendidos, número abaixo do primeiro trimestre, quando foram comercializadas 464 unidades, e do mesmo período de 2025, com

495 vendas. Apesar da redução no volume, o setor manteve movimentação financeira semelhante. O Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 257 milhões entre abril e junho, próximo dos R$ 259 milhões registrados nos três primeiros meses do ano. O segmento de médio padrão foi o destaque, responsável por 80% das vendas por padrão de imóvel. A pesquisa também mostra que o principal motivo para a compra de imóveis é sair do aluguel, citado por 37% dos consumidores. Para representantes do setor, o cenário indica uma fase de acomodação após um período de valorização e muitos lançamentos, mas com demanda ainda considerada positiva para novos negócios na Capital.

Rafael Tenuta, vice-presidente do Sinduscon-MS, comentou o cenário do mercado imobiliário e a demanda por imóveis.

Falência da Oi encerra ciclo de uma das marcas mais conhecidas da telefonia em MS Empresa que herdou estrutura da antiga Telems chegou a ter centenas de milhares de clientes no Estado antes da venda de ativos

 A confirmação da falência da Oi encerra um capítulo de quase duas décadas de atuação da empresa em Mato Grosso do Sul, onde a marca chegou a ocupar posição de destaque no mercado de telefonia e internet. A decisão da Justiça, anun-

ciada nesta terça-feira (25), ocorre após anos de dificuldades financeiras, recuperações judiciais e venda de ativos. A história da companhia no Estado começou em 2009, após a aquisição da Brasil Telecom, empresa que havia

assumido parte da estrutura da antiga Telems após a privatização do Sistema Telebrás. Na época, a operação estava presente em 75 municípios sul-mato-grossenses e mantinha uma estrutura regional em Campo Grande. Ao longo dos anos, a empresa ampliou sua presença no Estado, chegando a registrar cerca de 495 mil linhas de telefonia fixa em 2004, além de investimentos em telefonia móvel e internet. Campo Gran-

de também passou a integrar a rede de cidades estratégicas da companhia para operações de atendimento ao cliente. A trajetória começou a mudar a partir de 2022, quando a Oi vendeu sua operação de telefonia móvel para Claro, TIM e Vivo. Em Mato Grosso do Sul, os clientes foram direcionados para a TIM. Já a operação de internet por fibra também foi transferida posteriormente, com a Nio assumindo a antiga base da Oi Fibra em 2025.


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6•A Saúde

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Carretas do SUS ampliam atendimento e vão percorrer 17 cidades de Mato Grosso do Sul

Foto: Divulgação

Programa leva exames, consultas e cirurgias para reduzir filas de pacientes entre setembro deste ano e março de 2027  Pacientes de Campo Grande e de outras 16 cidades de Mato Grosso do Sul terão acesso a novos atendimentos especializados por meio das carretas do programa “Tem mais Especialistas”, do Ministério da Saúde. O cronograma prevê a passagem das unidades móveis pelo Estado entre setembro de 2026 e março de 2027, com oferta de exames, consultas e cirurgias. As estruturas serão direcionadas para três áreas principais: saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Em Campo Grande, a previsão é de atendimento oftalmológico em fevereiro de 2027. A última carreta que esteve na Capital realizou até 120 exames de imagem por dia, entre ultrassonografias e tomografias, atendendo pacientes que

aguardavam na fila de regulação. No interior, os atendimentos serão distribuídos conforme o calendário definido pelo Estado. As carretas de prevenção e cuidado da saúde da mulher passarão por Dourados, São Gabriel do Oeste, Brasilândia, Sidrolândia, Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Guia Lopes da Laguna. Já os exames de imagem serão realizados em municípios como Iguatemi, Nova Andradina, Chapadão do Sul e Amambai. O agendamento dos procedimentos será feito pelas prefeituras das cidades contempladas. Os pacientes cadastrados devem acompanhar os contatos informados pelas unidades de saúde e confirmar a presença quando forem chamados para realização dos exames, consultas ou cirurgias.

Hemosul amplia regras e facilita retorno de novos doadores de sangue em Mato Grosso do Sul Mudanças reduzem prazos de espera para tatuagens, resfriados e procedimentos médicos, além de permitir doação após os 70 anos em casos avaliados Foto: Bruno Rezende

Rede Hemosul atualizou critérios para ampliar o número de pessoas aptas a doar

 A Rede Hemosul de Mato Grosso do Sul passou a adotar novas regras para doação de sangue que ampliam o acesso de candidatos que antes enfrentavam restrições. As mudanças, definidas pelo Ministério da Saúde, reduzem períodos de espera, alteram impedimentos temporários e permitem que alguns doadores retornem após avaliação médica. Entre as principais novidades está a autorização para que doadores frequentes com mais de 70 anos continuem participando das campanhas, desde que sejam considerados aptos pela equipe de saúde. Pessoas que moraram na Europa por mais de cinco anos também deixam de ter impedimento definitivo apenas por esse motivo, podendo voltar a doar se atenderem aos demais critérios. Os prazos de espera também

foram reduzidos em diversas situações. Casos de gripe ou resfriado podem ter liberação após três dias do fim dos sintomas quando não houve febre alta. Tatuagens, micropigmentação e procedimentos semelhantes passam a exigir sete dias de intervalo quando realizados em locais com condições sanitárias comprovadas. Sem essa comprovação, o prazo permanece de quatro meses. A atualização começou a ser aplicada pela Rede Hemosul em 24 de agosto e também contempla mudanças para procedimentos médicos e odontológicos. Antes da coleta, todos os candidatos passam por triagem clínica. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, bem alimentado e hidratado, além de atender aos critérios definidos pelo serviço de hemoterapia.

Carreta do programa Tem mais Especialistas oferece atendimento médico em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

MS teve quatro casos de doença rara que afeta o influenciador Lito Sousa

Foto: Divulgação

Doença de Creutzfeldt-Jakob causa deterioração rápida das funções cognitivas e motoras e voltou ao debate após diagnóstico de influenciador  Mato Grosso do Sul registrou quatro casos confirmados da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) entre 2005 e 2021, segundo dados do Boletim Epidemiológico de outubro de 2022 do Ministério da Saúde. A enfermidade rara voltou ao centro das discussões após o diagnóstico do influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, e chama atenção pela evolução rápida e pelos impactos no sistema nervoso. A DCJ é uma doença neurodegenerativa que provoca deterioração progressiva das funções cognitivas e motoras. Entre os principais sintomas estão alterações de comportamento, lapsos de memória, dificuldade para realizar atividades do dia a dia, desequilíbrio e movimentos involuntários, sinais que também podem aparecer em outras condições neu-

Doença de Creutzfeldt-Jakob provoca alterações neurológicas progressivas e ainda não possui tratamento.

rológicas e dificultar o diagnóstico inicial. A doença é causada por uma alteração anormal de uma proteína chamada príon, que provoca danos aos neurônios. O diagnóstico depende de uma avaliação médica detalhada e de exames específicos, como

ressonância magnética, eletroencefalograma e testes laboratoriais. Não existe tratamento capaz de reverter a DCJ, e os cuidados são voltados ao controle dos sintomas e ao suporte ao paciente e à família. Dados nacionais indicam que a maior parte dos casos

ocorre em pessoas mais velhas e que a evolução costuma ser acelerada. Especialistas destacam que o acompanhamento médico é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente e oferecer apoio aos familiares diante das mudanças provocadas pela doença.

UTI Neonatal do HR terá monitoramento cerebral 24 horas Tecnologia permitirá acompanhar recém-nascidos de alto risco com apoio remoto de especialistas em neuropediatria  A UTI Neonatal do Hospital Regional Rosa Pedrossian, em Campo Grande, passará a contar com um sistema de monitoramento contínuo da atividade cerebral de recém-nascidos de alto risco. A nova estrutura permitirá acompanhamento 24 horas por especialistas em neu-

ropediatria, com apoio de tecnologia e telemedicina para auxiliar decisões médicas. O serviço terá contrato de 24 meses e investimento total de R$ 3,86 milhões, sob coordenação da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau). O sistema inclui

equipamentos como eletroencefalógrafos, monitores, câmeras, sensores e tecnologia de espectroscopia por infravermelho próximo, que acompanha a oxigenação do cérebro dos bebês em tempo real. A ferramenta permite identificar alterações neurológicas antes do surgimento de sinais visíveis, possibilitando intervenções mais rápidas em pacientes considerados de maior risco. Os equipamentos serão disponibilizados em regime de comodato durante a vigência

do contrato, com treinamento contínuo das equipes do hospital. Além do acompanhamento dos profissionais da unidade, casos poderão ser discutidos com especialistas por meio de telemedicina. O Governo do Estado informou que a implantação da UTI Neonatal Neurológica Digital faz parte da estratégia de ampliar o uso de tecnologias na rede pública de saúde e fortalecer o atendimento materno-infantil de alta complexidade.

Perícia vai avaliar custos e equilíbrio financeiro da Santa Casa com o SUS

Foto: Divulgação

Justiça determina análise independente sobre serviços prestados pelo hospital e valores recebidos pelo contrato público  A relação entre os atendimentos realizados pela Santa Casa de Campo Grande e os valores recebidos pelo contrato com o Sistema Único de Saúde (SUS) será analisada por uma perícia judicial independente. O objetivo é verificar se há equilíbrio financeiro

na prestação dos serviços e comparar os custos da instituição com os praticados por outros hospitais. A avaliação deverá considerar despesas, produção hospitalar e os valores pagos pelos procedimentos realizados. Segundo dados do DATASUS

apresentados pela Santa Casa, entre janeiro e maio de 2026, o hospital respondeu por 53,36% dos atendimentos de alta complexidade e internações considerados no levantamento, enquanto outros oito hospitais do Estado somaram 45,15%. A instituição afirma que enfrenta dificuldades financeiras e aponta um déficit mensal de aproximadamente R$ 13 milhões, além de atrasos em pagamentos e dificuldades relacionadas ao abastecimento de insumos. Esses dados, assim

como as condições do contrato com o SUS, deverão fazer parte da análise técnica determinada pela Justiça. Em nota, a direção da Santa Casa avaliou a perícia como positiva e afirmou que espera um diagnóstico independente sobre a situação financeira. Segundo o hospital, o levantamento poderá ajudar a estabelecer parâmetros mais adequados para o contrato e definir os custos necessários para manter os atendimentos de internação e alta complexidade.

Santa Casa de Campo Grande será submetida a perícia para avaliar relação entre atendimentos realizados e recursos recebidos pelo SUS.


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Cotidiano 7•A

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Foto: Divulgação

Prefeitura abre seleção para novos murais em viaduto da Rua Maracaju Edital prevê dois projetos de arte urbana com investimento de R$ 120 mil e inscrições abertas até 18 de setembro  Artistas e coletivos culturais de Campo Grande já podem participar da seleção que vai escolher dois novos projetos de muralismo para o viaduto da linha férrea da Rua Maracaju. A Fundação Municipal de Cultura (Fundac) abriu na última sextafeira (28) as inscrições do edital “Cultura nos Trilhos”, que prevê investimento de R$ 120 mil para transformar as duas faces do espaço com obras de arte urbana. Cada projeto selecionado receberá R$ 60 mil e deverá apresentar propostas ligadas à história e ao patrimônio da Capital, além de temas como fauna, flora, diversidade étnica e manifestações populares. Podem participar pessoas físicas, MEIs, empresas e coletivos sem CNPJ, desde que o representante comprove residência em Campo Grande há pelo menos

dois anos. As inscrições seguem até as 23h59 do dia 18 de setembro e devem ser feitas exclusivamente pelo e-mail da Fundac. Os trabalhos serão avaliados por critérios como qualidade artística, concepção estética, domínio da técnica muralista e relevância cultural. A execução dos murais está prevista para ocorrer entre dezembro deste ano e janeiro de 2027. O edital é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e estabelece que os murais sejam realizados aos fins de semana e feriados, devido ao movimento de veículos e pedestres no local. A proposta busca valorizar a identidade cultural de Campo Grande e ampliar a presença da arte urbana em espaços públicos da cidade. Foto: Divulgação

Operação de manutenção viária deve ganhar reforço com novas empresas credenciadas pelo Consórcio Central.

Campo Grande prepara aumento de equipes para manutenção das ruas Credenciamento amplia número de empresas disponíveis e Prefeitura prevê mais de dez frentes de trabalho na Capital

Viaduto da linha férrea na Rua Maracaju receberá novos painéis de muralismo com propostas sobre a cultura da Capital.

 A recuperação das ruas de Campo Grande deve ganhar reforço nas próximas semanas com a entrada de novas empresas na operação de tapa-buracos. Sete empresas foram habilitadas pelo Consórcio

OAB/MS realiza conferência estadual para reunir advocacia em debates profissionais Evento deve promover discussões sobre desafios da categoria e fortalecer a atuação dos advogados em Mato Grosso do Sul  A preparação para a XVII Conferência Estadual da Advocacia de Mato Grosso do Sul entrou na fase de organização final. A diretoria da OAB-MS, da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAMS) e da Escola Superior da Advocacia (ESA-MS) realizou reunião na última segunda-feira (24) para definir os próximos encaminha-

mentos do evento, que reunirá profissionais da área em uma programação de debates e troca de experiências. O encontro contou com a participação do presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, da vice-presidente Marta do Carmo Taques, representantes da CAAMS, ESA-MS e integrantes da diretoria e equipes de apoio. Durante

CNPJ Contratado: 00.205.278/0001-03 - Tiragem: 5.000 - Valor: R$ 2.000,00

a reunião, foram avaliados detalhes relacionados à estrutura e organização da conferência. A iniciativa tem como objetivo reunir a advocacia sul -mato-grossense para discutir temas de interesse da classe, além de promover reflexões sobre os desafios da profissão e o fortalecimento da atuação jurídica no Estado. A programação completa do evento e demais informações sobre a XVII Conferência Estadual da Advocacia de Mato Grosso do Sul serão divulgadas pela OAB-MS nos próximos canais oficiais.

Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) e tiveram a ordem de atendimento definida por sorteio. Os contratos e as ordens de

serviço estão em fase de elaboração para que as equipes iniciem os trabalhos. A expectativa da Prefeitura é ampliar a operação para mais de dez frentes atuando simultaneamente nas sete regiões da Capital, aumentando a capacidade de atendimento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Desde junho, o município passou de duas para sete equipes de tapa-buracos, elevando

a média de atendimento de 350 para mais de 1.500 reparos por dia. Atualmente, cinco frentes são formadas por contratos e duas funcionam com equipes próprias da Sisep. Segundo a prefeita Adriane Lopes, a ampliação busca acelerar a recuperação da malha viária e atender mais pontos da cidade ao mesmo tempo. O credenciamento continua aberto para novas empresas interessadas.


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8•A Entrevista

Campo Grande, 30 de agosto de 2026

Foto: Rafael Rodrigues

EDUARDO RIEDEL Governador e candidato à reeleição

‘Quero manter MS no trilho do desenvolvimento’ Candidato à reeleição, Riedel fala sobre prioridades para um segundo mandato, saúde, municípios, infraestrutura, conflitos indígenas, Rota Bioceânica e reforma eleitoral

A

o disputar pela segunda vez o Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) agora precisa conciliar as atividades do Executivo com uma agenda eleitoral de aproximadamente 45 dias. Em entrevista na terça-feira (25) ao Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação, o governador afirmou que pretende pedir um novo mandato mantendo as diretrizes de sua administração, mas ampliando políticas que ainda considera incompletas. Entre as prioridades citadas está a busca pela redução da pobreza extrema. Riedel também falou sobre a regionalização da saúde, expansão da educação em tempo integral, infraestrutura, municipalismo e continuidade de investimentos em diferentes regiões do Estado. Confira a entrevista na íntegra:

e a gestão à frente do Estado ao mesmo tempo em que atuo como candidato. São múltiplas funções e isso exige capacidade maior de planejamento e organização. O Estado não para e não podemos deixar de estar próximos das demandas. Ao mesmo tempo, a campanha é curta, são praticamente 45 dias, e também exige muito.

A Crítica: O senhor disputa novamente o Governo, mas agora como governador. O que muda em relação à campanha de 2022?

A Crítica: Mesmo sendo candidato à reeleição, o senhor passou a defender o fim da reeleição. Por quê?

Eduardo Riedel: É bem diferente porque estou exercendo o cargo de governador. É preciso organizar o trabalho

A Crítica: A experiência acumulada no Governo facilita esse processo? Eduardo Riedel: Facilita porque, na primeira campanha, eu já tinha a experiência como secretário e agora tenho a experiência como governador. Conheço o Estado e conheço as ações que ajudamos a construir e executar. Hoje temos uma visão muito mais completa de onde avançamos e daquilo que ainda precisa ser feito.

Eduardo Riedel: Tenho críticas profundas ao modelo político atual. Ele cobra muito da sociedade. Acredito que precisamos acabar com a reeleição

para o Executivo, ampliar o mandato para cinco anos e unificar as eleições. Não podemos passar quatro anos trabalhando já olhando para a eleição seguinte. Acho que o fim da reeleição seria saudável para o modelo brasileiro. A Crítica: O senhor também defende eleição municipal e nacional no mesmo ano? Eduardo Riedel: Sim. Câmara de Vereadores, prefeituras, Assembleia Legislativa, Governo do Estado, Congresso Nacional e Executivo Federal poderiam ser escolhidos no mesmo período. Teríamos cinco anos sem reeleição para o Executivo. Hoje não temos eleição apenas a cada dois anos; praticamente temos discussão eleitoral todos os anos, porque termina uma e logo começa a preparação para a próxima. Isso atrapalha o Executivo e o Legislativo. A Crítica: O segundo mandato não pode ser apenas repetição. O que faltou concluir nos primeiros quatro anos? Eduardo Riedel: É uma evolução constante. O que não foi feito está em evolução, sem necessidade de mudar a diretriz da política pública. Na educação, avançamos em escolas de tempo integral e cursos de qualificação, mas precisamos ampliar. Na saúde, existe um processo de transformação em andamento. Não é uma obra acabada. Plantamos uma semente e ela começou a dar frutos. A Crítica: Onde o senhor identifica essa transformação na saúde? Eduardo Riedel: Temos os exemplos do Hospital Regional de Dourados, de Três Lagoas e de Ponta Porã, além do que queremos fazer em Corumbá. Também existe uma mudança de modelo de gestão. Três Lagoas, por exemplo, teve reconhecimento entre hospitais avaliados nacionalmente. Quando digo continuidade, estou falando de um projeto estrutural que está acontecendo em várias áreas da política pública. A Crítica: Qual seria a prioridade social de um eventual segundo mandato? Eduardo Riedel: A busca pela eliminação da pobreza extrema. Avançamos muito. Saímos, se não me engano, de 2,7% para 1,6%, mas eu não estou satisfeito. Acho que, num Estado como o nosso, não podemos ter pobreza extrema. Esse é um objetivo que vou perseguir no segundo mandato. A Crítica: Existe alguma obra que gostaria de ter entregue e não conseguiu? Eduardo Riedel: O Morenão é um exemplo. Demoramos mais do que esperávamos para conseguir a concessão junto à Universidade Federal. A reitora Camila foi uma grande parceira, agora o estádio está conosco e o projeto está em andamento. Eu gostaria de ter entregado o Morenão funcionando, revitalizado e reestruturado. É uma daquelas entregas que avançarão numa eventual continuidade do governo.

A Crítica: O municipalismo continuará sendo uma das bases de sua administração? Eduardo Riedel: Sem dúvida. Atendemos os 79 municípios de maneira muito equilibrada. Ouvimos prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras e não olhamos simplesmente o tamanho do município. Ponderamos a importância e a urgência da demanda. Um

O que não foi feito está em evolução, sem necessidade de mudar a diretriz da política pública. Na educação, avançamos muito. município com déficit grande de pavimentação e saneamento precisa de uma aceleração diferente de outro que já avançou mais nessas áreas. A Crítica: O municipalismo vai além de obras de infraestrutura? Eduardo Riedel: Esse é um ponto importante. Demos outro viés ao municipalismo com o MS Ativo. Na educação, programas como Alfabetiza MS e MS Matemática aproximam o Estado dos municípios nos anos iniciais. Na saúde, a nova arquitetura e o pagamento por produtividade dos hospitais também envolvem os municípios. Na segurança, os conselhos municipais participam junto com as forças de segurança. É quase um pacto do Estado com seus municípios. A Crítica: Prefeitos de oposição recebem o mesmo tratamento? Eduardo Riedel: Para nós não faz diferença. Existem prefeitos com pensamentos políticos diferentes e mantemos ótima relação, respeitando posições divergentes. O foco é o cidadão. O sul-mato-grossense mora no município. Ele é campo-grandense, douradense, corumbaense, três-lagoense e assim por diante. É no município que precisamos fazer a política pública chegar. A Crítica: Qual é a situação da ponte sobre o Taquari? Eduardo Riedel: Foi um acidente muito grave, inclusi-

ve com morte. O diagnóstico apontou 17 sapatas, sendo necessária a reconstrução de quatro e o reforço das outras 13. Já contratamos uma avaliação das pontes relacionadas a esse conjunto de obras e faremos as intervenções necessárias. Essa ponte tem importância muito grande para a economia regional e para o fluxo de gado. A Crítica: Como seu governo pretende enfrentar os conflitos envolvendo produtores e comunidades indígenas? Eduardo Riedel: É muito triste que ainda convivamos com esse tipo de situação. A questão fundiária envolve principalmente o Governo Federal e a Justiça Federal. Temos propriedades com títulos perfeitos e estudos antropológicos que buscam ampliação de territórios sobre essas áreas. Na minha visão, quando existe necessidade de ampliar um território em cima de uma propriedade legal, a solução é a compra. A Crítica: Qual é a responsabilidade do Estado quando ocorre uma ocupação? Eduardo Riedel: O Estado sempre teve uma posição clara de defesa da legalidade. Quando há invasão de uma propriedade legalmente titulada, vamos restabelecer a ordem. Não vamos permitir violência, invasão, depredação ou destruição. Ao mesmo tempo, isso não

nas comunidades. Essa parte precisa avançar independentemente da discussão fundiária. A Crítica: O senhor acredita que a compra de propriedades pode reduzir os conflitos? Eduardo Riedel: Para os casos em que se entende necessária a ampliação territorial sobre áreas tituladas, considero que esse é o caminho. Mas a compra depende de orçamento do Governo Federal. É uma decisão que precisa ser enfrentada. O Estado pode participar do diálogo e da construção, mas há responsabilidades federais muito claras nesse processo. A Crítica: A Rota Bioceânica muda imediatamente a realidade dos municípios quando estiver aberta? Eduardo Riedel: Não. Não é uma virada de chave em que você abre a rota e tudo acontece imediatamente. É uma conjuntura de infraestrutura, inteligência comercial e questões aduaneiras envolvendo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Depois da abertura, você começa a ter evolução dos negócios, incremento comercial, turismo e oportunidades nos municípios. A Crítica: Na campanha presidencial, o senhor estará engajado com Flávio Bolsonaro mesmo se ele não vier a Mato Grosso do Sul?

O sul-matogrossense mora no município. Ele é campograndense, douradense, três-lagoense e etc.

Eduardo Riedel: Sim. Existe a possibilidade de ele vir, mas isso não muda nosso engajamento e nossa atuação na campanha. Sabemos que uma campanha presidencial é curta, com muitos compromissos e vários lugares para visitar. Se ele vier, será muito bem recebido. Se não conseguir vir, faremos a campanha da mesma maneira.

significa ignorar os problemas existentes nas comunidades indígenas.

A Crítica: Depois de um primeiro mandato, que legado gostaria de consolidar?

A Crítica: Quais problemas precisam ser enfrentados nas comunidades?

Eduardo Riedel: Quero consolidar uma sociedade em que a renda média aumente, o acesso à educação cresça e a pobreza extrema seja cada vez menor. Também considero muito importante a mobilidade social, que é uma família vulnerável olhar para os filhos e saber que eles terão oportunidades melhores do que aquelas que os pais tiveram. Isso é construção de cidadania e de um Estado mais justo.

Eduardo Riedel: Existem demandas que não são apenas territoriais. Estamos falando de infraestrutura, desenvolvimento das pessoas, acesso ao trabalho e água, sempre respeitando cultura, costumes e tradições. Conseguimos estabelecer parcerias com o Governo Federal e buscar recursos para ações


Indústria de Campo Grande exporta para 80 países e injeta R$ 1,7 bilhão na economia

Foto: Divulgação

Um em cada quatro empregos industriais de MS está em Campo Grande: aos 127 anos, Capital soma 3 mil indústrias e vende para mais de 80 países

 Campo Grande completa 127 anos nesta quarta-feira (26) com um dos pilares da sua economia em números que atravessam fronteiras: os produtos industriais fabricados na cidade chegaram a mais de 80 países no último ano, em exportações que superaram US$ 700 milhões. Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems, a federação das indústrias do Estado, e desenham o tamanho do setor na Capital: cerca de 3 mil estabelecimentos industriais ativos, o equivalente a 35% de toda a indústria sul-mato-grossense, e cerca de 45 mil trabalhadores formais. Pela conta da reportagem sobre esses números, aproximadamente 1 em cada 4 empregos industriais de Mato Grosso do Sul está em Campo Grande. O DINHEIRO QUE A FÁBRICA ESPALHA PELA CIDADE O efeito mais direto aparece no bolso. No último ano, o pagamento de salários pelos estabelecimentos industriais injetou mais de R$ 1,7 bilhão na economia campo-grandense, dinheiro que abastece o comércio, os serviços e os demais setores da cidade. Na média, pela conta da re-

portagem, isso representa pouco mais de R$ 3 mil mensais por trabalhador ao longo do ano, incluindo os pagamentos extras do calendário. CONSTRUÇÃO NA FRENTE, E UMA INDÚSTRIA DE MUITAS CARAS A composição do setor na Capital tem uma particularidade: o maior bloco não é a fábrica clássica, e sim o canteiro de obras. A Indústria da Construção reúne 1.518 empresas, entre obras de infraestrutura, construção de edifícios, instalações e serviços especializados, à frente das 1.350 da Indústria da Transformação. É na transformação, porém, que está a diversidade. As empresas se distribuem por mais de 30 atividades, do abate e da fabricação de produtos de carne à produção de alimentos, confecção e vestuário, refrigerantes, produtos de metal e de plástico, móveis, processamento de soja, ração animal e curtumes. Completam o quadro 74 empresas de serviços industriais de utilidade pública, como energia e saneamento, e 12 da indústria extrativa mineral. Essa distribuição conta uma história sobre o papel da Capital: enquanto as grandes

plantas do interior concentram volume, Campo Grande concentra variedade, com um tecido de indústrias de todos os portes espalhado por dezenas de atividades. O ANIVERSÁRIO PELO LADO DA ECONOMIA A leitura da indústria se soma ao retrato mais amplo do aniversário. A cidade celebrou os 127 anos na quarta-feira com corrida do facho, desfile

e bolo gigante, e chega à data com sinais de dinamismo também fora da festa: 654 atividades de baixo risco já podem abrir sem esperar alvará, na política municipal de liberdade econômica que a reportagem detalhou. Para a Fiems, o desempenho industrial reforça a inserção internacional das empresas instaladas no município e evidencia a capacidade produtiva local. Os números completos estão na caixa ao lado.


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2•B Especial

Campo Grande, 26 de agosto de 2026

Fotos: Leonardo de França

Os nomes que Campo Grande escolheu para dizer obrigado Sob a presidência de Papy, Câmara reúne 85 homenageados nos 127 anos da Capital e transforma trajetórias de empresários, profissionais, servidores e lideranças em um retrato de quem constrói a cidade.

H

á cidades que contam sua história pelos prédios. Outras, pelas datas. Campo Grande, na noite de terçafeira (25), preferiu contá-la pelas

pessoas. No Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, 85 nomes passaram a integrar uma espécie de álbum público da Capital. Eram empresários, profissionais liberais, servidores, educadores, lideranças comunitárias e religiosas, representantes dos povos indígenas e personagens de diferentes áreas da vida campo-grandense. A Câmara Municipal entregou os títulos de Cidadão Campo-Grandense e de Cidadão Benemérito e a Medalha do Mérito Legislativo “José Antônio Pereira”, dentro da programação dos 127 anos da cidade. O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy, deu à noite um sentido menos burocrático do que costuma acompanhar uma honraria legislativa. A ideia era simples: antes dos títulos, existem histórias. Campo Grande cresceu exatamente assim. Com gente que nasceu aqui e com muita gente que chegou depois. Famílias que vieram trabalhar, abrir empresas, estudar, ensinar, atender, produzir e criar filhos, até o momento em que a cidade escolhida passou a ser chamada de casa. Papy resumiu essa característica ao dizer que Campo Grande é resultado do acolhimento de vários povos. E encontrou na

Papy, presidente da Câmara, na abertura da sessão solene: para ele, o maior patrimônio da cidade é o povo que mora nela.

comida uma forma particularmente campograndense de explicar a mistura: na mesma cidade cabem o sobá trazido pelos japoneses, o espetinho com mandioca, a chipa paraguaia e o caldo de cana. É uma definição menos solene e provavelmente mais precisa da Capital. A cerimônia reuniu o governador Eduardo Riedel, a prefeita Adriane Lopes, o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado, parlamentares e representantes

de instituições. O Centro de Convenções ficou tomado por homenageados, familiares e convidados. Papy conduziu uma das solenidades mais tradicionais do calendário da Câmara, mas procurou colocá-la no presente. Para ele, reconhecer quem contribuiu com Campo Grande também é uma forma de reforçar pertencimento e responsabilidade com o futuro da cidade. “O maior patrimônio dessa cidade é o povo que mora nela”, disse.

UMA CIDADE REVELADA EM FOTOGRAFIAS Houve ainda um personagem que não precisava explicar sua relação com Campo Grande: bastava olhar suas fotografias. Roberto Higa recebeu homenagem especial. Durante mais de quatro décadas, suas lentes acompanharam transformações urbanas, autoridades, personagens anônimos e episódios que hoje pertencem à memória coletiva de Mato Grosso do Sul. Parte desse acervo recebeu os convidados na entrada do Centro de Convenções. A escolha tinha uma delicadeza particular. Algumas imagens mostravam a própria Câmara em outras épocas. Rostos que um dia ocuparam as cadeiras do Legislativo reapareciam no papel fotográfico. Papy contou que, ao rever essas fotografias ao lado do primeiro-secretário Carlos Augusto Borges, o Carlão, começou a reconhecer personagens e histórias. A Câmara homenageava seus contemporâneos enquanto Higa lembrava que, cedo ou tarde, todos viram memória.

Roberto Higa recebe do presidente da Câmara, Papy, a homenagem especial pelo trabalho de preservação da memória de Campo Grande.

85 MANEIRAS DE PERTENCER A lista dos agraciados talvez diga mais sobre Campo Grande do que qualquer discurso. Há nomes conhecidos da vida pública e outros reconhecidos principalmente dentro de suas comunidades e profissões. Está nela o ministro Luiz Henrique Eloy Amado, o Eloy Terena. Está o desembargador Carlos Eduardo Contar. Estão professores, médicos, advogados, empresários, religiosos, lideranças sociais e pessoas que construíram suas trajetórias longe dos holofotes. Duas homenagens foram concedidas

in memoriam, a Tiago Martins Pitthan e a Luiz Roberto Silveira Maia. Entre os agraciados está também a Gazin S.A., em reconhecimento à contribuição empresarial. Cada vereador pôde olhar para a cidade a partir da própria experiência e indicar aqueles que, de alguma forma, ajudaram a fazê-la funcionar. No conjunto, surgiu um retrato curioso: não existe um único tipo de campo-grandense. Talvez fosse exatamente esse o ponto da noite. Aos 127 anos, Campo Grande já é

grande demais para caber em uma única origem. Foi construída por sucessivas gerações de quem nasceu aqui, de quem veio do interior, de outros Estados e países e dos povos que estavam neste território muito antes de a cidade receber esse nome. Ao final, diplomas e medalhas seguiram para casas diferentes. O gesto da Câmara permaneceu o mesmo para todos: registrar oficialmente que aquelas histórias também pertencem à história de Campo Grande. E, por uma noite, a cidade passou o aniversário olhando menos para a própria idade e mais para quem a trouxe até aqui.

OS HOMENAGEADOS Ana Portela: Carlos Eduardo Contar, Anaísa Maria Gimenes Banhara dos Santos e Jakson Josué Frandoloso. André Salineiro: Renato Marcilio da Silva, Orozimbo de Paula Junior e João Sidnei Penrabel. Beto Avelar: Darci Caldo, Noemi Duarte Silveira Auto e Ulisses da Silva Rocha. Carlão: Felipe Inácio Ferreira da Silva, Clóvis Amauri Smaniotto e Cláudia Queiroz de Almeida Santinelo. Clodoilson Pires: Fernando Haruo Takahashi Fuziy, Pastor Claudio Claudino Dias e Ismael Escobar Capriata. Delei Pinheiro: Rodolfo Arce Corrêa e Pedro Alexandre Lessa Varandas. Dr. Jamal: João Alexandre Queiroz Juveniz, Décio Iandoli Júnior e Carlos Rua Filho. Dr. Lívio: Rosiane Modesto de Oliveira, Diogo de Freitas Rodrigues e Luiz Gustavo Cesari. Dr. Victor Rocha: Rodrigo Assef Vieira, Naudi de Barros Neto e Alexandre Silvestre Cabral. Papy: Mario Jorge Dias de Oliveira Filho, Roberto Marcondes Filinto da Silva e Ricardo Novais Oliveira. Fábio Rocha: Rafael Pinheiro da Silva e Alex da Luz Benites. Flávio Cabo Almi: David Drummond Barreto dos Reis e Ivandro Correa Fonseca. Herculano Borges: Thiago Zandavalli de Figueiredo, Edson da Silva Almeida e Arnon Alves de Brito. Jean Ferreira: Fábio Ricardo Trad, Tiago Martins Pitthan (in memoriam) e Percival Henrique de Sousa Fernandes. Junior Coringa: Israel Celestino Pinheiro, Celso Luiz Alcântara Alves e Ademir Veiga de Arruda. Landmark: Jonas Carlos da Conceição, Thiago de Oliveira Borges e Ademar Chagas da Cruz. Leinha: Valter Roberto Rodrigues Batista, Marta do Carmo Taques e Luiz Henrique Eloy Amado. Luiza Ribeiro: Inocência Recalde Meaurio, Mirian Marcos Tsibodowapré e Romilda Neto Pizani. Maicon Nogueira: Fabio Mora Pereira de Souza, Dijan de Barros Rosa e Jerson Domingos. Marquinhos Trad: Andréia Ferreira de Jesus, Andrea Flores e Arlei do Nascimento Teixeira Filho. Mesa Diretora: Wilson Farias do Rego. Neto Santos: Sidneia Catarina Tobias, Agnaldo Lima da Silva e Rogerio Pires de França. Otávio Trad: Toshiko Arakaki, Eduardo Campos Valentim e Tatiana Coutinho Gonçalves Fernandes. Professor Juari: Milton Cardoso Sobrinho, Jorge Alex Carneiro Viana e Eliseu Franco. Professor Riverton: José Adalto dos Santos, Hélio Marinho de Oliveira Filho e Elis Burgo Gonçalves. Rafael Tavares: Luiz Roberto Silveira Maia (in memoriam), Rodolfo Oliveira Nogueira e Sergio de Souza Filho. Ronilço Guerreiro: Ademar Silva Junior, Cosme Fernandes de Lima e Viviane Luiza da Silva. Silvio Pitu: Alessandro Menezes de Souza, Juliano Pereira Saraiva e Juan Pablo Correa Gossweiler. Veterinário Francisco: Joelson Chaves de Brito, Manoel de Souza Lima Neto e Gazin S.A. Wilson Lands: Daisy Rodrigues dos Santos, Sileide Galindo Picinin e Maria Sirlei Dias Lands. Homenagem especial: o fotojornalista Roberto Higa, pelo trabalho de preservação da memória de Campo Grande.


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Especial 3•B

Campo Grande, 26 de agosto de 2026

Fotos: Leonardo de França

Ana Portela entregou as honrarias a Carlos Eduardo Contar, Anaísa Maria Gimenes Banhara dos Santos e Jakson Josué Frandoloso.

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul, fala aos homenageados durante a cerimônia.

Luiza Ribeiro com as homenageadas Inocência Recalde Meaurio, Mirian Marcos Tsibodowapré e Romilda Neto Pizani.

Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande, discursa na sessão solene dos 127 anos da cidade.

Familiares receberam a homenagem concedida in memoriam a Luiz Roberto Silveira Maia, ao lado do também homenageado Sergio de Souza Filho, por indicação do vereador Rafael Tavares.

Cosme Fernandes de Lima recebe o título das mãos do vereador Ronilço Guerreiro durante a solenidade.

Papy e o governador Eduardo Riedel na chegada ao Centro de Convenções.

Luiz Henrique Eloy Amado, ministro dos Povos Indígenas, discursa com o cocar sobre o terno; ele também recebeu o título de Cidadão Benemérito.

Otávio Trad entregou as honrarias a Toshiko Arakaki, Eduardo Campos Valentim e Tatiana Coutinho Gonçalves Fernandes.

Luiz Henrique Eloy Amado, o Eloy Terena, com o diploma de Cidadão Benemérito recebido por indicação do vereador Leinha.

Roberto Higa, de chapéu panamá, exibe o diploma na plateia da solenidade.


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4•B Especial

Campo Grande, 26 de agosto de 2026

Fotos: Divulgação

Campo Grande completou 127 anos na última quarta-feira (26) com crescimento urbano e novos desafios para acompanhar a expansão da cidade.

Campo Grande chega aos 127 anos perto da marca de 1 milhão de habitantes Crescimento populacional, expansão econômica e novos desafios de infraestrutura marcam a trajetória da Capital  Campo Grande completou 127 anos na última quarta-feira (26) mais próxima de uma marca histórica: alcançar 1 milhão de habitantes. A estimativa mais recente do IBGE aponta que a Capital tem 970,8 mil moradores, cerca de 29 mil a menos que o número simbólico. Mantido o ritmo atual de crescimento, a cidade pode atingir esse patamar antes de completar 130 anos. O avanço populacional já aparece na expansão dos bairros, no aumento do número de imóveis, no trânsito e na ocupação de novas áreas urbanas. A economia também acompanha esse movimento: Campo Gran-

de reúne 149,1 mil empresas ativas, sendo 94,55% micro e pequenos negócios, e apresenta PIB de aproximadamente R$ 47 mil por habitante, segundo dados oficiais. Mesmo com o crescimento acelerado, a Capital preserva características que fazem parte da sua identidade, como avenidas largas, parques, áreas verdes e a arborização presente em diferentes regiões. Esse equilíbrio entre desenvolvimento urbano e qualidade ambiental continua sendo um dos principais diferenciais da cidade em relação a outros grandes centros. O aumento da população, po-

rém, amplia os desafios para os serviços públicos. Saúde, educação, transporte coletivo, habitação, pavimentação e drenagem estão entre as áreas que precisam acompanhar a expansão urbana. Com renda média de cerca de R$ 2,2 mil, muitas famílias ainda enfrentam o desafio de equilibrar despesas como alimentação, aluguel, transporte e contas básicas. Com território de 8.082 km² e densidade populacional menor que grandes capitais brasileiras, Campo Grande ainda possui espaço para crescer, mas o desafio está em garantir que a infraestrutura avance junto com a expansão da cidade. Aos 127 anos, celebrados com corrida do facho, desfile cívico e bolo gigante no Centro, a Capital entra em uma nova fase: preparar-se para uma cidade maior sem perder as características que formaram sua identidade.

Foto: Ana Paula Fernandes

Moradores acompanham o crescimento da Capital, que chega aos 127 anos marcada pela expansão urbana e pelos desafios de uma cidade em transformação.

Foto: Ana Paula Fernandes

Com diferentes histórias e trajetórias, campograndenses ajudam a construir a identidade de uma cidade que se aproxima da marca de 1 milhão de habitantes.


AGOSTO LARANJA - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Festa da Primavera reúne gastronomia e cultura japonesa em Campo Grande

Edição 2319 • Campo Grande,MS 30 de Agosto de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)

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Palco Giratório traz cinco espetáculos gratuitos a Campo Grande em setembro FOTO: DIVULGAÇÃO

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Programação do Sesc será realizada de 1º a 5 de setembro, com grupos de quatro estados e montagens sobre racismo, inclusão, memória e ancestralidade

ampo Grande recebe, entre 1º e 5 de setembro, cinco espetáculos gratuitos de teatro e dança pela segunda Mostra Palco Giratório Sesc MS. A programação reúne grupos da Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, com quatro montagens voltadas às infâncias e uma destinada ao público geral. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla. A programação começa no dia 1º, às 19h, com “Dandara na Terra dos Palmares”, da Arte Sintonia Companhia de Teatro, da Bahia. A montagem acompanha uma menina que enfrenta situações de racismo na escola e passa a refletir sobre identidade, pertencimento e ancestralidade. A classificação é livre. No dia 2, também às 19h, será apresentado “HÁ!”, da companhia mineira Artilharia Cênica. O espetáculo parte do uso excessivo do celular durante a madrugada para construir uma história que mistura teatro, dança, bonecos e elementos visuais em torno do sono e da imaginação infantil.

A acessibilidade ganha destaque no dia 3, às 19h, com “No armário não cabe ninguém”, do GPETI, do Paraná. A montagem utiliza o conceito de Dramaturgia Inclusiva e incorpora recursos especialmente voltados a pessoas cegas ou com baixa visão. Antes da apresentação, o público cego poderá participar de visita guiada para conhecer, por meio do toque, bonecos e elementos da cenografia. No dia 4, às 19h, entra em cena “A Maçã”, de William Seven, de São Paulo. A peça acompanha um antigo artista que enfrenta episódios de desorientação, confusão e perda de memória provocados pelo Alzheimer. A montagem utiliza recursos de magia e uma abordagem lúdica para tratar dos impactos da doença. A programação desta etapa termina no dia 5, às 16h, com “Infinito”, da Márcio Fidelis Cia de Dança, da Bahia. Voltado ao público infantojuvenil, o espetáculo acompanha um menino que precisa lidar com a morte da avó e utiliza referências da cultura afro-brasileira

Mostra Palco Giratório Sesc MS leva teatro, dança, circo e música de 11 estados a MS

e da cosmogonia yorubá-nagô para abordar memória, espiritualidade e ancestralidade. Todos os cinco espetáculos têm classificação livre. As apresentações integram a segunda Mostra Palco Giratório Sesc MS, iniciada em 25 de agosto e com programação

prevista até 12 de setembro. Ao todo, a mostra reúne um show musical e 15 espetáculos de grupos de 11 estados brasileiros. A edição faz parte do Palco Giratório 2026, projeto nacional do Sesc voltado à circulação das artes cênicas. Neste ano, parte expressiva

da programação está direcionada às infâncias, mas os temas atravessam diferentes gerações. Racismo, tecnologia, inclusão, memória, diversidade, ancestralidade, imaginação e afeto aparecem entre os assuntos levados ao palco. Os espetáculos serão reali-

zados em Campo Grande entre os dias 1º e 5 de setembro. As apresentações dos quatro primeiros dias começam às 19h, enquanto “Infinito”, no dia 5, será apresentado às 16h. A entrada é gratuita, mediante retirada antecipada de ingresso pelo Sympla.

Presidente da CBF vem a Campo Grande na próxima semana para inaugurar centro do legado da Copa e visitar o Morenão O presidente da CBF, Samir Xaud, estará em Campo Grande na próxima semana para inaugurar o Centro de Desenvolvimento do Futebol, legado da Copa do Mundo de 2014. A visita também inclui o Estádio Morenão e homenagens a personalidades locais. O presidente da CBF, Samir Xaud, estará em Campo Grande na próxima semana, na quarta-feira (2) e na quinta-feira (3), para uma agenda cujo compromisso central é a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, estrutura que integra o legado da Copa do Mundo de 2014 e será entregue na Avenida Tamandaré, na Vila Nasser. As informações são da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, que abriu o credenciamento de imprensa para os eventos. A visita começa, porém, por um endereço carregado de simbolismo para o torcedor local: às 10h de quarta, Xaud e a comitiva estarão no Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão.

O Morenão no radar, na semana certa

A passagem do presidente da CBF pelo estádio acontece num momento em que o Morenão voltou ao centro do debate público. Nesta sexta-feira (28),

FOTO: SAUL SCHRAMM

Vistoria no Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, que o presidente da CBF, Samir Xaud, visita na quarta-feira (2), no primeiro compromisso da agenda em Campo Grande. Imagem de arquivo.

a reportagem mostrou que o Governo do Estado contratou consultoria para estruturar a concessão do estádio, e a reabertura do gigante de 45 mil lugares é a esperança que atravessa gerações de torcedores, como contou o especial do jornal. Pel a p r og r a m a ç ã o d a FFMS, a visita ao estádio não terá entrevistas; a imprensa credenciada entra apenas ao fim, para captar imagens. Ainda assim, é a primeira vez que a atual gestão da CBF olha o Morenão de dentro, e qualquer sinalização da entidade sobre o futuro do estádio será notícia.

Homenagens no Bioparque e a entrega do centro

Na tarde de quarta, a agenda segue para o Bioparque Pantanal: visita restrita à comitiva às 15h e, às 17h, cerimônia no auditório em que Xaud receberá o título de Visitante Ilustre de Campo Grande, concedido pela Câmara Mu-

nicipal. Na mesma solenidade, a CBF homenageará personalidades do futebol sul-mato-grossense; antes do início, o presidente atenderá a imprensa credenciada. O ponto alto vem na quinta-feira (3), às 8h30, com a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, na Avenida Tamandaré, 11.297. Segundo a FFMS, a estrutura é parte do legado da Copa de 2014 e chega para fortalecer a formação e o desenvolvimento do futebol no Estado. A Vila Nasser, onde fica o centro, já havia entrado neste ano no acordo da federação com a Funesp para ampliar o uso de estádios na Capital. A visita acontece num momento de rearticulação do futebol local, com a volta da Copa MS ao calendário e a aposta da federação na base e no futebol feminino. A programação completa, com os horários e as regras de acesso de cada compromisso, está na caixa abaixo.


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2 CADERNO LIGHT

Campo Grande, 30 de Agosto de 2026

ARTE

Aos 8 anos, atriz da capital entra para elenco de novela gravada em São Paulo Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .

Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com

SÉRIE

Lanternas: será que agora vai? FOTO: REPRODUÇÃO

Sem apelar para aventuras cósmicas estilo blockbuster, Lanternas chega com ideia diferenciada para ver se dessa vez emplaca entre os fãs do universo DCU

Depois de um filme desastroso, projetos engavetados e anos de promessas, o Lanterna Verde finalmente ganha uma nova chance. Mas será que a DC aprendeu com os próprios erros? Existe uma piada recorrente entre os fãs da DC: quando o assunto é Lanterna Verde em live-action, talvez seja melhor não criar expectativas. Afinal, o herói já teve orçamento milionário, estrela de Hollywood, projetos televisivos ambiciosos e, ainda assim, nunca conseguiu estabelecer uma franquia realmente duradoura. Agora, a situação é diferente. Lanternas, nova série da HBO Max, representa uma das apostas mais importantes do novo Universo DC comandado por James Gunn e Peter Safran. E, pelo menos até aqui, os sinais são promissores. A produção estreou em 16 de agosto e terá oito episódios lançados semanalmente. Mas o que chama atenção não é apenas a presença dos famosos anéis verdes. É justamente o contrário. Em vez de começar com uma explosão cósmica, dezenas de alienígenas e uma guerra intergaláctica, Lanternas aposta em uma estrutura de investigação criminal. Hal Jordan, interpretado por Kyle Chandler, é um veterano da Tropa dos Lanternas Verdes encarregado de treinar o novato John Stewart, vivido por Aaron Pierre. Os dois acabam investigando um assassinato misterioso em Nebraska que rapidamente revela conexões extraterrestres. É praticamente True Detective encontra ficção científica — embora a série não tenha necessariamente a mesma atmosfera ou excelência da produção da HBO que serve como uma de suas referências. A proposta, porém, é inteligente: fazer o público se importar com os personagens antes de mergulhar de cabeça na mitologia cósmica. E isso pode ser exatamente o que faltou ao Lanterna Verde no cinema. Em 2011, Ryan Reynolds vestiu o uniforme esmeralda em Lanterna Verde, filme que deveria inaugurar uma grande franquia da Warner. O resultado foi um dos capítulos mais problemáticos da história recente da DC. O filme recebeu críticas negativas, teve desempenho comercial abaixo das expectativas e praticamente matou qualquer possibilidade imediata de continuação. A televisão também não con-

seguiu transformar o personagem em uma franquia live-action. Antes de Lanternas, houve projetos ambiciosos que passaram anos em desenvolvimento, incluindo uma série concebida por Greg Berlanti que acabou sendo abandonada quando a nova DC decidiu mudar completamente a direção do projeto. Agora, entretanto, a estratégia parece ser outra: menos espetáculo gratuito, mais personagem, investigação e construção de mundo. E os velhos conhecidos estão chegando. Nathan Fillion aparece como Guy Gardner, personagem que já havia apresentado em Superman. Ulrich Thomsen interpreta Sinestro, um dos nomes mais importantes da mitologia do Lanterna Verde e antigo mentor de Hal Jordan. E se isso já não fosse suficiente para deixar os fãs atentos, os primeiros episódios introduziram os Manhunters, seres artificiais ligados à antiga história dos Guardiões do Universo. O mistério, portanto, começa terrestre, mas tudo indica que suas consequências serão muito maiores. Outro detalhe chama atenção: John Stewart demonstra uma habilidade aparentemente incomum com os construtos de energia. No segundo episódio, ele consegue criar uma figura que permanece mesmo depois de perder o anel, algo que desperta imediatamente perguntas sobre o verdadeiro potencial do personagem. Até o momento, a recepção crítica é bastante favorável. A primeira temporada aparece com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, enquanto o Metacritic registra avaliação geralmente positiva. É cedo para decretar que a DC finalmente acertou. Mas talvez essa seja a primeira vez em muito tempo em que o Lanterna Verde não parece precisar provar que é um grande herói. Ele só precisa provar que é capaz de sustentar uma grande história. Depois de 2011, talvez a pergunta mais justa não seja “será que agora vai?”. Talvez seja: será que, finalmente, o Lanterna Verde encontrou o universo que merece?

FICHA TÉCNICA "LANTERNAS" GÊNERO CRIADORES PLATAFORMA ELENCO

UNIVERSO

Sci-fi, drama, ação, aventura, mistério e policial Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King HBO / HBO Max Kyle Chandler, Aaron Pierre, Nathan Fillion, Kelly Macdonald, Ulrich Thomsen, Laura Linney, Garret Dillahunt, Poorna Jagannathan, Jason Ritter e J. Alphonse Nicholson DC Universe (DCU)

FOTO: ASSESSORIA

Heloísa Moraes interpreta Clarice em ‘Destino de Verão’, produção vertical dirigida por Matheus Sampaio Aos 8 anos, a campo-grandense Heloísa Moraes começa a transformar o interesse pelo meio artístico em experiência profissional. A atriz mirim integra o elenco de ‘Destino de Verão’, novela gravada em São Paulo, na qual interpreta Clarice, personagem da mesma idade, alegre, sorridente e muito ligada à família. Conhecida pela família como Helô Moraes, Heloísa começou a trabalhar como modelo aos 4 anos. Pouco depois, passou a se interessar também pela atuação ao acompanhar filmes e novelas. Desde então, iniciou uma rotina de preparação com atividades online e presenciais, testes e acompanhamento com preparadora de elenco. “Ela sempre gostou desse mundo artístico. Começou como modelo aos 4 anos e logo depois começou a se interessar por ser atriz também, porque já assistia novelas e filmes e achava legal. Com isso vieram a dedicação e os estudos para se tornar uma boa atriz”, conta a mãe, Marina Moraes. Antes de conquistar o papel, Heloísa também participou de uma imersão em São Paulo, onde foi vista por um diretor de elenco. Segundo Marina, esse contato ajudou a abrir novas possibilidades para a carreira da filha. “Além do estudo, esse networking foi uma virada de chave na carreira dela. Passar por esse processo é sempre

leve porque ela tem prazer em fazer isso”, afirma. Em ‘Destino de Verão’, Clarice é filha de Clara e mantém uma relação próxima com a irmã Luna. A personagem também trouxe uma coincidência afetiva para Heloísa: Clarice é o nome de sua avó. “Eu fiquei muito feliz porque ia fazer uma personagem muito legal, feliz e sorridente. E ela tem o mesmo nome da minha vó. Estou muito feliz de viver essa experiência”, conta a atriz. Heloísa também diz se identificar com a forma positiva de Clarice enxergar as situações. “Uma das coisas que eu mais gostei dela é porque ela sempre vê o lado bom de tudo. Ela é uma personagem bem feliz, alegre, que tenta fazer a casa feliz também”, diz. A produção é da CineAlberione e tem direção de Matheus Sampaio. A novela será exibida em formato vertical, pensado principalmente para celulares, com episódios curtos, narrativa mais rápida e ganchos entre os capítulos. A trama acompanha Helena e a filha Lívia depois do abandono do marido e pai. Durante uma temporada em uma fazenda, elas conhecem Rafael e o filho Lucas. A partir desse encontro, a história desenvolve conflitos, amizades, novos sentimentos e possibilidades de recomeço. A estreia ainda não tem data definida. Durante as gravações, Ma-

Aos 8 anos, a campo-grandense Heloísa Moraes interpreta Clarice na novela 'Destino de Verão', gravada em São Paulo.

rina acompanha a filha e procura conciliar a rotina artística com os estudos e o tempo de criança. “Ela é disciplinada e consegue transitar muito bem entre estudo, preparação e seu tempo para brincar e fazer as coisas normais que todas as crianças fazem”, afirma. Para Heloísa, uma das descobertas dessa fase tem sido entender a dimensão do trabalho por trás das câmeras. “O

que eu acho mais legal de tudo é que a equipe é muito grande e eles ficam se dedicando muito para que tudo saia perfeito”, conta. Enqu a nto ‘Dest i no de Verão’ segue em produção, Heloísa vive em São Paulo uma experiência que começou ainda na infância, em Campo Grande, e agora ganha espaço em uma produção profissional.

MÚSICA

Curol e Bruno Be são atrações de festa da KULT Shop e Bada Bar em Campo Grande FOTO: DIVULGAÇÃO

Curol e Bruno Be comandam a programação especial de aniversário de um ano da KULT Shop, em parceria com o Bada Bar, em Campo Grande.

Evento celebra o primeiro ano da KULT Shop em parceria com o Bada Bar e terá seis DJs no Parque de Exposições Laucídio Coelho A comemoração de um ano da KULT Shop vai reunir música eletrônica, moda e lifestyle no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. Marcado para 12 de setembro, a partir das 16h, o evento será realizado em parceria com o Bada Bar e terá Curol e Bruno Be como principais atrações de um line-up com seis DJs. A programação aposta na união de dois projetos ligados à cena eletrônica da Capital. Além de Curol e Bruno Be, o público acompanhará apresentações de Rocker, Rodrigo Terraza, Diogo Bachi e Jorge Hansem, residentes que fazem parte da trajetória do Bada Bar.

Curol e Bruno Be chegam como os nomes nacionais da edição. Os dois têm trabalhos ligados ao house e tech house e acumulam passagens por festivais do país. A escolha dos artistas faz parte da proposta de transformar o aniversário da KULT Shop em uma programação que vá além da comemoração de uma marca. O evento pretende aproximar música, comportamento e moda dentro de uma mesma experiência. “A KULT nasceu com a proposta de ser mais que uma loja, ser um ponto de cultura e lifestyle. Celebrar 1 ano ao lado do Bada, que tem essa mesma visão para a música eletrônica, é celebrar a cena

que a gente acredita e fomenta em Campo Grande. Vai ser uma tarde histórica”, afirma Paulo Moraes, proprietário da KULT Shop. O Bada Bar participa da celebração levando para a festa parte dos artistas que construíram a identidade de suas edições em Campo Grande. A presença dos residentes ao lado das atrações nacionais também mantém a programação conectada à cena local. Para Arthur Andrade, proprietário do Bada Bar, a parceria permite ampliar a proposta de experiência oferecida ao público. “O Bada sempre foi sobre

experiência. Unir forças com a KULT nesse aniversário faz todo sentido para entregar para o público algo diferente do que a cidade já viu, com grandes nomes nacionais e nossos residentes”, afirma. A edição também marca o primeiro aniversário da KULT Shop, que trabalha sua identidade associada não apenas à moda, mas também a elementos de cultura e lifestyle. A festa será realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, um dos espaços tradicionais de grandes eventos em Campo Grande. A programação começa às 16h e segue com seis atrações.

SERVIÇO: 1 ANO KULT SHOP + BADA BAR Data: 12 de setembro de 2026, sábado Horário: a partir das 16h Local: Parque de Exposições Laucídio Coelho, Campo Grande Atrações: Curol, Bruno Be, Rocker, Rodrigo Terraza, Diogo Bachi e Jorge Hansem Ingressos: disponíveis pela Ticketbolt


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Campo Grande, 30 de Agosto de 2026

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PREMIAÇÃO

Prêmio Sebrae Mulher de Negócios reúne 12 finalistas na etapa estadual FOTO: DIVULGAÇÃO/SEBRAE/MS

Vencedoras da etapa estadual serão conhecidas no dia 8 de setembro, em Campo Grande; primeiras colocadas avançam na disputa nacional

D

as 310 mulheres inscritas no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em Mato Grosso do Sul, 12 chegaram à final da etapa estadual. O grupo representa 3,9% do total de candidatas e reúne empreendedoras de quatro categorias. As vencedoras serão anunciadas no dia 8 de setembro, às 18h, durante cerimônia na sede do Sebrae/ MS, em Campo Grande. Segundo o Sebrae/MS, o número de inscrições registrado neste ano é o maior dos últimos anos. A instituição, porém, não divulgou os totais das edições anteriores. As inscrições ficaram abertas até 19 de junho. “O mais importante desse prêmio é o quanto valorizamos a história dessas mulheres. O prêmio ajuda a empreendedora a entender que esse é, sim, o ca-

minho certo”, afirma a analista técnica do Sebrae/MS Vânia Bispo Torraca. As finalistas estão distribuídas nas categorias Microempreendedora Individual, Pequenos Negócios, Produtora Rural ou Artesã e Ciência e Tecnologia. A categoria Negócios Internacionais não teve representante de Mato Grosso do Sul entre as finalistas. Na etapa estadual, uma comissão avaliadora selecionou os três melhores casos de cada categoria. A primeira colocada recebe o troféu Ouro, certificado, seis horas de mentoria com tema à escolha da vencedora e vaga na cerimônia nacional, que será realizada em Vitória, no Espírito Santo. A segunda colocada, Prata, recebe troféu, certificado, seis

gunda colocada receberá R$ 30 mil e a terceira, R$ 20 mil. Segundo o Sebrae, os valores serão pagos com os descontos legais já aplicados. O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios chega à 22ª edição com a proposta de reconhecer trajetórias de mulheres à frente de empresas, atividades rurais, produção artesanal e iniciativas ligadas à ciência e tecnologia.

AS FINALISTAS

Microempreendedora Individual

■ Ana Elizabete Martines ■ Beatriz do Valle Corregaro ■ Vanessa Alves da Silva

Pequenos Negócios

Troféus do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em Mato Grosso do Sul.

horas de mentoria e uma solução premium do Sebrae/MS, que poderá ser utilizada entre setembro de 2026 e setembro de 2027. A terceira colocada, Bronze, também recebe troféu, certificado e seis horas de mentoria. Entre as etapas estadual e

EDUCAÇÃO

nacional há ainda uma fase regional, que reúne os estados em sete regiões do país. Apenas as vencedoras do troféu Ouro em cada estado seguem na disputa. Na etapa nacional, as premiadas recebem valores em dinheiro. A vencedora Ouro terá direito a R$ 50 mil, a se-

■ Eliane Alves ■ Ione Aparecida Mendes ■ Sabrina Ellis Ganzala

Produtora Rural ou Artesã

■ Carla Simone de Amorim Borges Rodrigues ■ Leandra Reis Penajo Dias ■ Marlucia Pereira Alves Morelli

Ciência e Tecnologia

■ Ana Helena Matos ■ Beatriz Mattos Castello Branco ■ Hanaita Baldissera Camatti

FESTIVAL

Escola de Negócios Saint Paul promove Festa da Primavera reúne gastronomia em CG vivência para futuros alunos e cultura japonesa em Campo Grande O Open Day SaintPaul acontece em 8 de setembro, no Novotel Campo Grande A Escola de Negócios Saint Paul está com inscrições abertas para o Processo Seletivo 2027 de sua Graduação em Administração. Com uma proposta que vai além da avaliação tradicional de desempenho acadêmico, a instituição busca jovens curiosos, éticos, com alta capacidade de aprendizagem e atitude para transformar ideias em resultados, conectando dados, negócios e pessoas.

De olho no potencial

O processo de admissão é estruturado em três etapas e procura conhecer o candidato de forma ampla. Na Avaliação Integrada, são considerados desempenho acadêmico, trajetória pessoal, histórico escolar, portfólio de atividades, experiências extracurriculares e vídeo de apresentação. O candidato pode optar por exames nacionais, como Enem ou Vestibular Saint Paul, ou internacionais, como Abitur, Bac, DISG, IB e SAT. Na segunda etapa, os aprovados participam presencialmente da Saint Paul Experience, uma imersão de um

dia com desafios práticos. A experiência permite observar, na prática, competências como pensamento crítico, comunicação, colaboração e resolução de problemas. Entre as atividades, os candidatos trabalham em equipe e desenvolvem projetos utilizando ferramentas de Inteligência Artificial. A etapa final é uma entrevista individual online com a coordenação acadêmica, voltada a compreender as aspirações, habilidades interpessoais, potencial de transformação e alinhamento do candidato com a proposta da graduação.

Formação conectada ao mundo real

A graduação nasce de um ecossistema que reúne Saint Paul e EXAME, aproximando os estudantes de executivos, empreendedores, especialistas e empresas que estão à frente das transformações do mercado. A formação combina projetos práticos, casos reais,

FOTOS: ACERVO

eventos, palestras e oportunidades de networking. Negócios, tecnologia e visão global. A proposta acadêmica inclui temas essenciais para o futuro dos negócios, como liderança, inovação, inteligência artificial, finanças, empreendedorismo e soft skills. A experiência internacional também faz parte da formação, com professores convidados de instituições internacionais e a possibilidade de participação anual em módulo internacional, com imersões em ecossistemas globais de inovação, empreendedorismo e gestão.

Uma escolha que começa antes da sala de aula

Além do processo seletivo, a Saint Paul oferece experiências como Open Day, Café com a Direção e NextGen Program, permitindo que candidatos e estudantes conheçam a metodologia, o campus e a proposta da instituição antes mesmo do início da graduação. A mensagem central da nova graduação resume essa visão: para liderar o amanhã, não é preciso estudar como ontem.

SERVIÇO: Inscrições abertas. Informações e inscrição: saintpaul.com.br/graduacao/admission

Apresentação de Taiko marca edições anteriores da Festa da Primavera (Foto: acervo)

Evento chega à quarta edição com Taiko, danças típicas, comidas tradicionais e atividades para toda a família A comunidade japonesa de Campo Grande realiza, no dia 12 de setembro, a 4ª Festa da Primavera, com programação voltada à cultura, à gastronomia e às tradições orientais. O evento começa às 18h, na Rua Silveira Martins, 1.135, na Vila Alba, próximo ao Comando Militar do Oeste (CMO). Um dos destaques da noite será a apresentação de Taiko com o grupo Matsuridaiko. O tradicional tambor japonês exige precisão rítmica, coordenação e força e costuma ocupar lugar de destaque em eventos ligados à cultura nipônica. A programação também terá apresentações de danças típicas japonesas, preservadas e transmitidas entre gerações, além de atividades voltadas a crianças e adultos. Na área gastronômica, o público poderá encontrar comidas típicas. A festa contará ainda com espaço kids, recreação infantil, rodada de prêmios, bingo, feira de artesanato e bazar de roupas. A proposta do evento é reunir a comunidade e aproximar o público das tradições japonesas que fazem parte da formação cultural de Mato Grosso do Sul. Ao longo das

décadas, costumes trazidos por imigrantes e mantidos por seus descendentes passaram a integrar a identidade local, es-

pecialmente por meio da culinária, da música, das danças e das celebrações comunitárias. Ao chegar à quarta edição, a Festa da Primavera reforça esse encontro entre gerações e abre espaço também para quem deseja conhecer mais de perto manifestações da cultura japonesa em Campo Grande.

SERVIÇO: 4ª FESTA DA PRIMAVERA Data: 12 de setembro de 2026 Horário: a partir das 18h Local: Rua Silveira Martins, 1.135, Vila Alba, próximo ao CMO Atrações: Taiko com o grupo Matsuridaiko, danças japonesas, comidas típicas, bingo, rodada de prêmios, espaço kids, recreação, feira de artesanato e bazar de roupas


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CADERNO LIGHT

Campo Grande, 30 de Agosto de 2026

Mustang GT Performance volta ao Brasil com 492 cv

FOTO: REPRODUÇÃO

Ford confirma o retorno do Mustang GT Performance ao Brasil na linha 2026, agora com V8 de 492 cv. A versão volta ao catálogo para dividir espaço com o Dark Horse e mantém a receita clássica: motor V8 5.0 aspirado, câmbio automático de dez marchas e tração traseira. A linha 2026 traz acabamento escurecido em rodas, teto, retrovisores e aerofólio, freios Brembo e a nova cor Cinza Avalanche. O preço não foi divulgado — em 2024, a versão estreou por R$ 529 mil e esgotou as primeiras 150 unidades em uma hora.

FOTO: DIVULGAÇÃO/PORSCHE EXPERIENCE

Porsche transforma o Orlando Moura em escola de pilotagem na estreia do Track Experience em MS

"Porsche 911 GTS exibido nos boxes do Autódromo Internacional Orlando Moura, palco da estreia do Porsche Track Experience em Campo Grande. Foto: divulgação/Porsche Experience"

O Autódromo Internacional Orlando Moura viveu uma cena inédita neste mês: uma fila dupla de Porsches nos boxes, entre 911 GTS, GT3, Cayman, Boxster, Macan e Panamera, para a estreia do Porsche Track Experience em Mato Grosso do Sul.

O

programa de aperfeiçoamento de pilotagem da marca reuniu clientes e convidados do Espaço Porsche Campo Grande, operado pelo Grupo Bamaq, e a maioria levantou a mão quando o instrutor perguntou quem nunca havia dirigido num autódromo.

O sábado foi de escola, com o curso Precision, primeiro nível do programa: posição de pilotagem, frenagem, traçado ideal, transferência de carga e reação ao sobresterço e ao subesterço. O domingo foi dos convidados, com três atividades de cerca de 45 minutos, duas em pista e uma de exercícios. O momento que mais impressionou os estreantes foi o de aceleração e frenagem de emergência com o 911 GTS de 541 cv, que vai de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos e para dos mesmos 100 km/h em 28 metros, segundo o briefing dos instrutores. Cada participante fez uma passagem sem e outra com o launch control. Na prova cronometrada com o Cayman GTS, cada cone derrubado somava 3 segundos e sair da caixa de frenagem custava 5; o melhor tempo do dia foi 19s78, e o organizador fez questão de anunciar: todos os carros terminaram intactos.

Voltas guiadas atrás de carro madrinha marcaram as atividades em pista do Porsche Track Experience, com distância mínima de 20 metros entre veículos.

Convidados chegam ao Espaço Porsche Campo Grande, do Grupo Bamaq, para o Porsche Track Experience.

GIRO DO MOTOR

As regras foram rígidas: controles de estabilidade sempre ligados, voltas guiadas atrás de carro madrinha, 20 metros de distância mínima, janelas fechadas e celular proibido na mão de quem dirige. E boa parte do conteúdo vale para qualquer carro na Afonso Pena: banco mais vertical, mãos às três e às nove, frear antes da curva, olhar longe e acelerar progressivamente. Direção defensiva, com sotaque alemão.

trificada que promete ser uma das frentes mais movimentadas de 2027. ■ SUV elétrico de 767 cv, e a recarga daqui: o MG IM6 chega ao Brasil em outubro com bateria de 100 kWh, mas a reportagem mostrou que a recarga rápida em Campo Grande ainda é gargalo para elétricos desse porte.

■ Leilão com Jetta de R$ 11,6 mil: o Detran-MS abriu leilão online com veículos recolhidos em 18 municípios, incluindo um Jetta com lance inicial de R$ 11,6 mil e 88 motocicletas a partir de R$ 1,4 mil. Os lances seguem até 10 de setembro. ■ Tank 400 abre disputa dos brutos: a GWM iniciou o pré-lançamento do Tank 400, SUV de 4,99 metros e 421 cv, reforçando o segmento dos utilitários de visual quadrado e mecânica ele-

■ V8 confirmado de volta: a Ram anunciou que o motor HEMI V8 retorna à picape 1500 no Brasil até o fim de 2027, convivendo com o atual seis em linha. ■ Etanol segue valendo a pena: pesquisa do Procon/MS de agosto mostra que o etanol continua mais vantajoso que a gasolina nos postos de Campo Grande, pela relação de preço entre os dois combustíveis.

■ iCaur chega em 2027 pelo jipão: a quinta marca do Grupo Chery no Brasil estreia no primeiro semestre de 2027 com o V27, SUV de 5,04 metros com visual de jipe clássico, até 455 cv e autonomia acima de 1.000 km no sistema elétrico com extensor de autonomia. A marca foi apresentada ao público no Festival Interlagos e mira uma rede de 50 concessionárias.


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