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Jornal A Crítica - Edição 2318

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EDIÇÃO Nº 2318 • R$ 1,50

RESUMO Atividades

O Shopping Bosque dos Ipês recebe hoje uma programação gratuita para crianças e famílias, a partir das 16h. A agenda começa com o espetáculo “Na Mala do Folclore” e segue com a oficina “O Desenho da Imaginação”, voltada para crianças a partir de 5 anos. As atividades reúnem cantigas, histórias e desenho no Teatro no Bosque, na Av. Cônsul Assaf Trad, 4796.

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CAMPO GRANDE-MS, 23 DE AGOSTO DE 2026

DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA

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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Prefeitura de Campo Grande

Desfile cívico-militar reúne escolas, forças de segurança e representantes da sociedade nas comemorações do aniversário de Campo Grande.

Danças Circulares

O Circuito de Danças Circulares encerra a programação comemorativa pelos 127 anos de Campo Grande no dia 28 de agosto, às 19h, na Casa de Cultura. A atividade é gratuita e reúne dança, convivência e informações sobre a história dos espaços culturais da Capital.

Festival Terras de Fogo

O restaurante-escola terradasaguas, do Senac MS, recebe o festival até 28 de agosto, sempre das 19h às 22h. O menu especial traz cortes nobres, acompanhamentos, molhos e sobremesa, com destaque para preparos feitos na brasa. A experiência custa R$ 165.

Campo Grande celebra 127 anos com desfile cívico na quarta-feira Tradicional evento reúne 60 instituições, terá alterações no trânsito e bolo de 32 metros para a população  Campo Grande comemora seus 127 anos nesta quarta-feira (27) com o tradicional desfile cívico-militar, que reúne escolas, instituições públicas, entidades sociais, grupos culturais e forças de segurança em

uma celebração pela história da Capital. O evento começa às 8h e contará com a participação de 60 organizações, levando ao público uma programação marcada por tradição e homenagens ao município.

A concentração do desfile será realizada na região central da cidade, com participação do Exército, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Metropolitana, Defesa Civil, instituições de ensino, projetos sociais, esportivos e culturais. A programação integra as comemorações oficiais do aniversário de Campo Grande e destaca a participação da comunidade na construção da

identidade da Capital. Para garantir a realização do evento, o trânsito terá alterações a partir da noite de terçafeira (26). O bloqueio começa às 19h, com interdições na Rua 13 de Maio, entre a Dom Aquino e a 15 de Novembro, além do cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Calógeras. Na manhã do desfile, novos pontos serão fechados para a segurança dos partici-

pantes e do público. Após o desfile, a população poderá participar da tradicional distribuição do bolo de aniversário, preparado pela Fecomércio. Com 32 metros de comprimento e a inscrição “CAMPO GRANDE 127 ANOS”, o bolo será servido na Avenida Afonso Pena, entre a Avenida Calógeras e a Rua 14 de Julho, com expectativa de atender mais de 2 mil pessoas.

Capital reúne comunidades estrangeiras que ajudaram no crescimento da cidade VEJA NAS PÁGINA 1•B Foto: Rafael Rodrigues

Grupo Feitosa Câmara aprova de Comunicação regras para inicia sabatina evitar patinetes com candidatos abandonados ao Governo em calçadas e do Estado ciclovias Veja na página 5•A

Veja na página 3•B

Gerson Claro defende diálogo, equilíbrio e desenvolvimento para o futuro do Estado

Justiça suspende demissões da Casas Bahia e decisão alcança trabalhadores de MS Veja na página 7•A

Veja na página 4•B


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2•A Opinião

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Eleições: menos esperança, mais desilusão OLHARES: Os números das pesquisas vêm retratando o humor apreensivo do eleitor quanto aos rumos políticos e sociais. As perspectivas de melhora do país, via eleições, tem minguado a cada pleito. Tudo isso graças a um sistema desacreditado, que é manipulado por antigas lideranças, em proveito próprio, desconectadas da realidade. AUSÊNCIAS: Não por acaso há um esvaziamento motivacional para ir às urnas. Há 5 pleitos consecutivos a abstenção é crescente. Veja: em 2006, o índice de abstenção foi 16,75%; em 2022 pulou para 20,96%. Resultado: o total de ausentes saiu da casa de 21 milhões de eleitores faltosos para 33 milhões deles nas últimas eleições presidenciais. FADIGA? Também pode ser. por causa dos eleitores cansados da polarização. Caso a ascensão da abstenção continue, poderemos ter mais de 22% deles no primeiro turno, representando mais de 35 milhões de ausentes - num total de 158 milhões de eleitores. Claro, o fenômeno preocupa. E pergunto: como motivar o eleitor a comparecer? CARTAS NA MESA: O eleitor, cético quanto ao teor dos discursos: os escândalos impunes, a gastança dos poderes públicos; a saúde na UTI, a população empobrecida, a insegurança, o tráfico de influência. Entre avalizar propostas duvidosas, tornando-se uma espécie de cúmplice, tem eleitor que opta em se abster. É a arma que tem. ALERTA: Neste cenário não pode ser ignorado o chamado ‘eleitor do meio’, tido como discreto. Sem morrer amores pelo bolsonarismo ou lulismo, ele encara a polarização com certo ceticismo e tende a decidir só na reta final da campanha. O critério de escolha desse eleitor é o pragmatismo. Repare; há um dele perto de você. ‘BELEZA’: Em tempos de crise e juros altos, 15 vereadores da capital são candidatos. Sobre a notícia, um amigo questiona: “Mas eles não fizeram compromisso do exercício da vereança por 4 anos? O que seus eleitores – com aquela bolinha vermelha no nariz – estão pensando sobre a palavra empenhada”? Eles merecem novamente o seu voto? COMPARE: Somos atrasados. A nossa primeira universidade foi do Rio de Janeiro em 1924. Mas antes de nós, na América ‘espanhola’ tivemos - a de Córdoba (1613), Republica Dominicana (1538), Peru e México (1551), Bogotá (1580), Bolívia (1624), Guatemala (1676). Daí não haver razões para criticarmos os ‘hermanos’ da América. EXPLICO: A história mostra que os espanhóis em suas colônias, construíam igrejas e escolas ao lado, um binômio aceitável. Por outro lado, o Reino de Portugal, deixando a educação em plano secundário, investia apenas nas igrejas católicas. Nossa primeira faculdade foi a Escola de Cirurgia em Salvador (BA) em 180, por D. João VI. ‘SUPERIOR’: É notório o complexo de superioridade do brasileiro, arrogante até, por ter o maior território e economia. O Brasil, consome apenas sua própria cultura, ignora a realidade dando as costas para a identidade da América Hispânica, No Chile por exemplo, devido ao nosso comportamento, somos chamados de ‘texanos da América’, CAFÉ AMIGO: O entusiasmo do candidato Capitão Contar (PL) impressiona não só pelos números favoráveis das pesquisas ao Senado e tem suas justificativas. Durante nosso encontro nesta semana, presenciei várias manifestações de apoio de prefeitos, vereadores, deputados e lideranças. Sinto esse clima positivo também na Assembleia. CENSURA? Vozes no STF sugerem a regulamentação da profissão de jornalista. Seria como exigir teste oficial do cantor para soltar a voz - do intelectual para escrever um texto. Imagine Fernando H. Cardoso, nos tempos do regime militar, proibido de escrever por não ter diploma de jornalista’. Lula e o PT vão se calar? Mudaram de opinião? NA GUILHOTINA: Nesta semana deputados comentavam em ‘off’ a situação do colega Jamilson Name, sob risco de prisão e candidatura cassada. Comentou-se também o caso do chefe de gabinete dele – Junior Vasconcelos – ex -prefeito de Fatima do Sul, pego na ‘Operação Gutenberg’. Pasmem! Junior é escrivão de polícia, conhecedor do Direito e é claro, dos deveres. ÔLHO VIVO: No seu 4º mandato, Junior Mochi se prepara para mais uma guerra eleitoral, ciente de que por conta das mudanças das regras, será uma eleição difícil. Ex-prefeito de Coxim por 2 mandatos, Mochi construiu uma liderança invejável na região norte do estado. Sua performance nas pesquisas reflete sua boa atuação parlamentar. EQUÍVOCOS: Publicados na mídia os números constantes das declarações de bens dos candidatos. O detalhe que chamou atenção da opinião pública se refere ao ‘caixa’ disponível de cada deputado) Ora! - o valor do ‘caixa’, necessariamente não é em espécie, em dinheiro guardado, mas sim um saldo meramente contábil para uso em declarações futuras. Neste ponto, as reclamações dos parlamentares procedem.

Como é perversa a juventude do meu coração: o desespero dos jovens e possíveis caminhos da esperança Igor Almeida Bastos (*)

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alvez ninguém tenha retratado tão bem o desespero da juventude como Belchior. Já em seu primeiro álbum, na canção “A palo seco”, ele cita nominalmente o desespero de um jovem de 25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul. Em “Na hora do almoço”, ele entrega um retrato privilegiado da opressão que a convivência familiar pode representar. Já no segundo e terceiro álbum, ele dobra a aposta. “Apenas um rapaz latino-americano”, “Como nossos pais”, “Alucinação” e “Paralelas” talvez dispensem a apresentação. “A vida realmente é diferente. Quer dizer, ao vivo é muito pior”. “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. “E a solidão das pessoas dessas capitais. Violência da noite”. “Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor”. Bastante sofrimento na juventude (mas também esperança, a qual logo retomarei). Se no final dos anos 70, a juventude sofria no Brasil (e por motivos outros), as perspectivas não parecem muito melhores. Dos anos 80 pra cá, a taxa de suicídio no Brasil nunca esteve tão alta, de acordo com pesquisa publicada pelo Our World In Data em 2026. Além disso, o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2025. No Brasil, em uma década, de 2010 a 2019, a taxa de suicídio aumentou 43%. Esse número é ainda mais marcante entre jovens e adolescentes, porque o aumento foi de 81%, conforme levantamento da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Parece existir uma crise na saúde mental dos jovens. O que está acontecendo com eles? Muitas hipóteses são possíveis. Por exemplo, a depressão acomete mais mulheres que homens (para cada 3 casos de depressão, cerca de 2 são em mulheres), segundo a OMS, mas a taxa de suicídio no Brasil é bem maior em homens do que em mulheres (para

cada 10 pessoas que tiram a própria a vida, quase 8 são homens), de acordo com a SVSA. Alguém poderia argumentar algum fator cultural, como o machismo e a maneira que os homens são ensinados a lidar com as próprias emoções (e que isso afetou os jovens de uma maneira diferente mais recentemente). Alguém poderia comentar que fatores econômicos, como a dificuldade de um jovem ter um carro e uma casa, poderiam ser um fator (avanço da inflação e de políticas neoliberais). Alguém poderia argumentar que o advento das redes sociais de algum modo aumentou o sofrimento dos jovens (talvez através do aumento da insatisfação com a imagem corporal, por exemplo). Em algum nível, todas essas hipóteses parecem promissoras. Possivelmente, de caso a caso, uma razão tenha mais influência que outras. Mas como manter então os caminhos da esperança? Mudanças estruturais possivelmente vão transformar a vida de muita gente (alguém poderia falar de políticas públicas como psicoeducação nas escolas, diminuição das taxas de juros, mais acesso e permanência à educação, etc.). Numa dimensão mais subjetiva e individual (mas não só), Belchior talvez nos dê pistas. “Viver é melhor do que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa”. “Amar e mudar as coisas me interessa muito mais”. “Sonho e escrevo em letras grandes de novo”. Por um lado, dar um jeito de viver uma vida significativa, com amor e mudança do que pode ser mudado. Sonhar, ter esperança, mas não deixar de viver. E o que vai ser esse significado? O que vai ser essa mudança? Essa é a pergunta de uma vida, e talvez não exista receita de bolo. (*) Igor Almeida Bastos, que assina como Igor Maneiro, é psicólogo, mestre em Psicologia e autor de “Sobre amendoins, solidão e o outro eu”, ficção que atravessa temas como felicidade, identidade, relacionamentos amorosos e conflitos familiares.

Cansaço emocional: o esgotamento da vida pós-moderna

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Elaine Ribeiro (*)

ivemos numa época em que mais dispomos de recursos para facilitar a vida, mas, mesmo assim, nunca estivemos tão cansados. A tecnologia que avançou – máquinas de limpar, lavar, cozinhar, fritar, fazer pão, empacotar, aplicativos de todos os tipos e para as mais diversas finalidades –, prometeu economia de tempo e redução de esforços para a qualidade de vida, mas trouxe exatamente o contrário. Curiosamente, a frase que mais ouvimos é: “estou cansado”. Nossos dias parecem curtos demais para um tempo que não nos permite desligar. E uma mente que nunca desliga é uma mente que está sujeita ao desgaste, ao esgotamento. Nem uma noite dormida por horas parece que nos descansa. E ao acordar, a constatação: “estou cansado”. Esse é o chamado cansaço emocional, um estado de esgotamento psicológico que vai muito além do simples cansaço físico. É aquela sensação de acordar sem energia, mesmo tendo descansado; de realizar tarefas automaticamente, mas sem entusiasmo; de perceber que qualquer pequeno problema parece grande demais para enfrentar. Aos poucos, deixamos de sentir prazer nas atividades que antes eram significativas e passamos apenas a sobreviver à rotina. Do ponto de vista psicológico, o cansaço emocional é resultado da exposição prolongada a situações de estresse, pressão e sobrecarga, especialmente quando não existem oportunidades suficientes para recuperação. O organismo humano foi preparado para lidar com momentos de tensão, mas o problema surge quando o estado de alerta se torna permanente. Vivemos conectados o tempo todo, acompanhados de um celular do despertar ao dormir, com notificações que chegam o tempo todo. As redes sociais criam a impressão de que todos estão produzindo mais, viajando mais, conquistando mais e vivendo melhor. Sem perceber, começamos a comparar nossos bastidores com o palco cuidadosamente editado da vida dos outros. Os estudos realizados sobre esse tema mostram que o uso intenso das redes sociais está associado ao aumento de sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima e estresse psicológico. Muitos de nós já nos pegamos olhando a vida de alguém exposta numa rede social e comparando-a com a nossa, até mesmo invalidando nossas conquistas. Outro aspecto importante é a cultura da produtividade. Vivemos em uma sociedade que valoriza pessoas ocupadas. Descansar passou a ser confundido com preguiça. Existe uma pressão silenciosa para produzir continuamente, responder rapidamente, aprender novas habilidades, estar disponível e aproveitar todas as oportunidades. O problema é que o cérebro humano não foi projetado para permanecer em alta performance durante vinte e quatro horas por dia. Quando não respeitamos nossos limites, o organismo começa a emitir sinais. Surgem alterações no sono, dificuldades de concen-

tração, irritabilidade, esquecimentos frequentes, sensação constante de preocupação, desânimo e perda de motivação. Em muitos casos aparecem sintomas físicos, como dores musculares, cefaleias, alterações gastrointestinais, queda da imunidade e fadiga persistente. Nos atendimentos em psicologia é comum encontrar pessoas que acreditam estar apenas “cansadas”. Entretanto, ao aprofundarmos a escuta, percebemos histórias marcadas por meses ou anos de autocobrança excessiva, dificuldade para estabelecer limites, excesso de responsabilidades e pouca atenção às próprias necessidades emocionais. Tudo isso somado a problemas familiares, conflitos conjugais, cuidado prolongado de familiares doentes, dificuldades financeiras, insegurança profissional, luto ou preocupações constantes, que também consomem intensamente os recursos emocionais de uma pessoa. Claro que, muitas coisas não conseguimos controlar, mas uma delas é importante e cabe aqui uma revisão: dormir bem. A privação do sono, ou seja, quando dormimos pouco ou mal, compromete diretamente áreas cerebrais responsáveis pela regulação emocional, pela memória e pela tomada de decisões. Pessoas que dormem de forma insuficiente apresentam maior vulnerabilidade ao estresse, menor capacidade de lidar com frustrações e maior risco para transtornos de ansiedade e depressão. Existe ainda um fenômeno conhecido como fadiga decisória. Todos os dias fazemos centenas de escolhas, desde decisões simples até questões complexas relacionadas ao trabalho e à família. Cada decisão exige processamento cognitivo. Ao longo do dia, essa capacidade diminui, aumentando a sensação de exaustão mental e favorecendo respostas impulsivas ou evitativas. Por vezes, temos dificuldade para reconhecer esses sintomas porque temos diversas obrigações na vida. Porém, emoções ignoradas não desaparecem, ao contrário, permanecem ativas no organismo. O corpo frequentemente expressa aquilo que a mente tenta esconder. Não trate o cansaço emocional como uma falha de caráter nem falta de competência, mas como um sinal de necessidade de revisão de vida, reduzindo os excessos, dando melhor entendimento ao que se passa ao redor, sabendo dizer alguns ‘nãos’ e ‘sins’. Tal como um atleta precisa alternar treino e descanso para manter seu desempenho, nossa saúde emocional também depende desse equilíbrio. É tempo de revisarmos nossa forma de viver para vivermos melhor. Não adianta dizer que antigamente funcionava de outro jeito. Nosso tempo é agora e é nele que precisamos mexer, rever as habilidades de enfrentamento necessárias para lidar com as exigências do nosso dia a dia, para ganharmos em qualidade de vida! (*) Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional e colaboradora da Comunidade Canção Nova. Instagram: @elaineribeiro_psicologa.


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Nacional 3•A

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Foto: Divulgação

Lei Seca ganha novas regras e amplia fiscalização contra álcool e drogas ao volante Mudanças nacionais entram em vigor em outubro e incluem novos critérios para abordagens e uso de tecnologias

 A fiscalização da Lei Seca terá novas regras em todo o Brasil a partir de 18 de outubro, quase duas décadas após a criação da legislação. A atualização do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) padroniza procedimentos dos agentes, separa registros de infrações por álcool e drogas e amplia o uso de tecnologias durante as abordagens. Em Mato Grosso do Sul, parte das mudanças já faz parte da rotina do Detran-MS. O Estado utiliza, por exemplo, o teste passivo de bafômetro, que identifica a presença de álcool no hálito sem a necessidade inicial de soprar o equipamento. Quando há indicação positiva, o motorista realiza o teste tradicional para confirmar a quantidade de álcool. A nova norma também reforça a identificação de sinais

de embriaguez. Para caracterizar a alteração da capacidade psicomotora, os agentes deverão registrar pelo menos dois sinais visíveis, como já era previsto nos procedimentos adotados pelo Detran-MS. A fiscalização também passará a utilizar drogômetros, equipamentos capazes de detectar o consumo de substâncias psicoativas. Outra mudança envolve pessoas chamadas para retirar veículos de motoristas embriagados durante operações. O responsável também deverá realizar testes no local e poderá responder por infrações caso devolva o veículo ao condutor que volte a dirigir sob efeito de álcool. O Detran-MS informou que atualizará seus manuais, capacitará equipes e planeja adquirir os novos equipamentos conforme aprovação dos órgãos responsáveis. Foto: Divulgação

Horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será dividido conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados

Tempo de TV na eleição: Lula larga na frente e terá maior espaço na propaganda eleitoral TSE define divisão do horário gratuito entre candidatos à Presidência; programas começam em 28 de agosto

Fiscalização da Lei Seca terá novas regras em todo o país a partir de outubro

 A corrida presidencial de 2026 ganhará um novo palco a partir de 28 de agosto, quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu a divisão do tempo entre as candidaturas e a coligação do presidente Luiz

Inácio Lula da Silva (PT) terá a maior fatia do espaço destinado aos programas. A coligação Brasil Pronto para Mais contará com 5 minutos e 31 segundos diários de propaganda em bloco. Na sequência aparece o PL, do candidato Flávio Bolsonaro, com 4 mi-

nutos e 20 segundos. O PSD, de Ronaldo Caiado, terá 2 minutos e 2 segundos, enquanto o Avante, de Augusto Cury, ficará com 35 segundos. A distribuição considera a representação dos partidos na Câmara dos Deputados e segue as regras da cláusula de desempenho. Do total do tempo, 90% são divididos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos e 10% são repartidos igualmente entre as

legendas que cumprem os critérios previstos na legislação. Além dos programas em rede, as campanhas terão direito a inserções de 30 e 60 segundos durante a programação das emissoras. O horário eleitoral será exibido de segunda-feira a sábado, com 50 minutos diários divididos entre rádio e televisão, enquanto candidaturas que não atingiram os requisitos legais, como Novo e Missão, não terão espaço no bloco gratuito.


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4•A Política

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

MS registra 419 candidaturas para eleições e inicia fase de análise da Justiça Eleitoral

Foto: Breno Kaoru Tanaka

Pedidos incluem disputas ao governo, Senado e Assembleias; registros agora passam por avaliação do TRE-MS  A corrida eleitoral de 2026 entrou em uma nova etapa em Mato Grosso do Sul. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) recebeu 419 pedidos de registro de candidatura até o encerramento do prazo, realizado no último dia 15. A partir de agora, os nomes apresentados por partidos, federações e coligações serão avaliados pela Justiça Eleitoral. Do total de registros, oito são para governador, oito para vicegovernador, dez para senador e outros 20 para suplentes. Também foram protocolados 122 pedidos para deputado federal e 251 para deputado estadual. O TRE-MS será responsável pela análise das candidaturas aos cargos estaduais e federais disputa-

dos no Estado. Com o fim do prazo, começa a fase de conferência dos documentos e da regularidade das candidaturas. Após a publicação dos pedidos, partidos, candidatos e demais interessados terão cinco dias para apresentar possíveis impugnações, conforme as regras eleitorais. Neste ano, os registros foram realizados pelo novo sistema CANDex Web, que passou a funcionar totalmente pela internet e permite o envio de documentos sem a necessidade de instalação de programas. As informações dos candidatos ficarão disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul começa análise dos pedidos de registro de candidatura para 2026

Desinformação e inteligência artificial entram no radar da OAB/MS para as eleições 2026 Iniciativa terá atuação permanente e reúne advocacia, Justiça Eleitoral e instituições públicas em torno de temas como desinformação, inteligência artificial e condutas de agentes públicos  A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) terá uma estrutura permanente dedicada a acom-

panhar o processo eleitoral de 2026, com foco na transparência, na defesa da democracia e no respeito à vontade do eleitor.

ELEIÇÃO 2026 JAIME ELIAS VERRUCK DEPUTADO FEDERAL CNPJ: 68.386.016/0001-18

NO ANIVERSÁRIO DE CAMPO GRANDE, celebramos uma cidade que cresce, se transforma e segue construindo novas oportunidades para sua gente. Que o futuro traga ainda mais desenvolvimento, qualidade de vida e prosperidade para todos os campo-grandenses!

JAIME VERRUCK D E P U TA D O F E D E R A L

Foto: Jamille Gomes

O Observatório das Eleições 2026 foi lançado na última sexta-feira (21) durante a abertura do seminário Eleições 2026 – Desafios, Perspectivas e Novas Tecnologias, que reuniu representantes da advocacia, da Justiça Eleitoral e de outras instituições envolvidas no processo eleitoral. O presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, deixou claro que o Observatório não terá atuação político-partidária. A proposta é funcionar como um espaço de acompanhamento e colaboração institucional, especialmente com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral (MPE). Entre os pontos destacados por ele estão o combate a situações capazes de interferir na livre manifestação do eleitor, como abuso de poder econômico ou político, compra de votos e desinformação. “Nós podemos discordar de tudo, menos de que a vontade do eleitor seja respeitada. Cada voto precisa representar a manifestação livre do eleitor brasileiro, sem abuso de poder ou desinformação. Esse é o papel da OAB, defender a Constituição e a democracia”, opina. Para Bitto, as eleições são justamente o momento em que o poder político volta diretamente às mãos da população. Ao anunciar o Observatório, ele reforçou que a iniciativa deverá atuar sem tomar partido de candidaturas ou grupos políticos. A presidência ficará ligada à Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MS, que também passou por mudança de comando durante o evento, com a posse de Andressa na

Bitto Pereira, presidente da OAB-MS, durante lançamento do Observatório das Eleições 2026, criado para acompanhar o processo eleitoral com foco na democracia, transparência e respeito ao voto

presidência da comissão. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), Carlos Contar, destacou que o seminário permite aproximar profissionais que atuam no Direito Eleitoral das equipes responsáveis pela organização das eleições. Segundo ele, a preparação do pleito ocorre durante todo o ano e envolve desde os procedimentos relacionados às urnas eletrôni-

cas até a verificação da estrutura dos locais de votação. “É uma troca de experiências entre a Justiça Eleitoral, os convidados e os advogados que militam no Direito Eleitoral. Eles podem contribuir com o processo e também apresentar suas necessidades, carências e ideias. Esse diálogo é importante para o processo eleitoral como um todo”, explica. A inteligência artificial tam-

bém apareceu entre os desafios colocados para 2026. Contar afirmou que a Justiça Eleitoral acompanha o tema e que casos envolvendo o uso da tecnologia já estão sendo analisados. Segundo ele, utilizações inadequadas serão fiscalizadas e combatidas. Na avaliação do TRE/MS, a organização das eleições segue dentro do calendário previsto, incluindo a preparação das urnas e dos locais onde funcionarão as seções eleitorais. Outro eixo do seminário foi a conduta dos agentes públicos durante o período eleitoral. O procurador-geral do Estado, Márcio André Batista de Arruda, explicou que a Procuradoria-Geral do Estado prepara orientações específicas em anos de eleição para evitar que a estrutura pública seja utilizada em benefício de campanhas. Ele também afirmou que gestores e equipes jurídicas passam por capacitações sobre as limitações impostas pela legislação eleitoral. “A máquina pública não pode ser utilizada para impulsionar ou promover campanhas eleitorais. A PGE orienta os gestores sobre aquilo que não pode ser feito para evitar irregularidades e sanções. O objetivo é preservar uma disputa em condições de igualdade”, revela. Arruda também chamou atenção para conteúdos produzidos com inteligência artificial. Segundo ele, as regras eleitorais estabelecem condições para esse tipo de material e exigem que o público seja informado quando se tratar de conteúdo gerado por IA.


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Política 5•A

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Grupo Feitosa de Comunicação inicia sabatina com candidatos ao governo

Foto: Reprodução

Entrevistas no Giro Estadual de Notícias vão abrir espaço para apresentação de propostas e debate sobre os desafios do Estado  O Grupo Feitosa de Comunicação inicia nesta segunda-feira (24) uma série de entrevistas com os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul dentro do programa Giro Estadual de Notícias. A sabatina tem como objetivo levar informação aos eleitores, permitindo que os candidatos apresentem suas propostas, expliquem seus planos de governo e debatam temas de interesse da população

sul-mato-grossense. As entrevistas serão conduzidas pelo jornalista Carlos Guilherme e transmitidas pelas seis emissoras que integram o Grupo Feitosa de Comunicação no interior do Estado. O conteúdo também poderá ser acompanhado pelo portal acritica.net e pelo canal oficial do jornal A Crítica no YouTube (@acriticadecg). Nesta primeira etapa, quatro candidatos participarão da sa-

Jornalista Carlos Guilherme conduzirá entrevistas com candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul durante série especial do Giro Estadual de Notícias

batina, conforme o cronograma abaixo: Durante as entrevistas, os candidatos terão espaço para apresentar propostas e responder

perguntas sobre áreas como saúde, educação, segurança, economia, infraestrutura e desenvolvimento regional. As demais datas da sabatina

com outros candidatos ao Governo do Estado serão definidas e divulgadas pelo Grupo Feitosa de Comunicação na próxima semana.

Segunda (24) Lucien Rezende (PSOL) Terça (25) Eduardo Riedel (PP) Quarta (26) Renato Gomes (DC) Sexta (28) Jefferson Bezerra (AGIR)


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6•A Economia

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Fotos: Divulgação

Reunião entre Fiems e BNDES definiu ações para ampliar acesso da indústria sul-mato-grossense a crédito e inovação.

Fiems e BNDES ampliam parceria para levar mais crédito e inovação à indústria de MS Agenda conjunta prevê aproximação com empresas, apoio técnico e novas oportunidades de financiamento para modernização do setor produtivo

 A indústria de Mato Grosso do Sul terá novas oportunidades de acesso a crédito e investimentos após o avanço

da parceria entre a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) e o Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social (BNDES). As instituições definiram uma agenda estratégica para aproximar o banco de fomento das empresas do Estado e estimular projetos de modernização e inovação. O alinhamento foi realizado na última segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, com representantes das duas instituições.

Entre as ações previstas está a realização de um evento em Mato Grosso do Sul com participação do BNDES, agentes financeiros e representantes de bancos, com o objetivo de apresentar linhas de financiamento e facilitar o acesso das empresas aos recursos disponíveis. Um dos principais pontos da parceria será o fortalecimento

da Fiems Conecta, plataforma criada para auxiliar empresas na estruturação de projetos e na busca por crédito junto ao BNDES. A iniciativa deve oferecer suporte técnico, esclarecer dúvidas e acompanhar os processos de financiamento para ampliar as chances de aprovação dos investimentos. Segundo a Fiems, também

Inadimplência atinge 135 mil empresas no Estado e acumula quase R$ 4 bilhões em dívidas Dados da Serasa Experian mostram pressão sobre o caixa dos negócios e avanço dos débitos entre empresas de Mato Grosso do Sul  O cenário financeiro das empresas de Mato Grosso do Sul segue pressionado. Levantamento da Serasa Experian aponta que 135.731 empresas do Estado estavam inadimplentes em junho, reunindo mais de 1,1 milhão de dívidas negativadas que, juntas, somavam R$ 3,97 bilhões. Apesar de ter o menor número de empresas com restri-

ções entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresentou volume elevado de débitos. Cada empresa inadimplente tinha, em média, 8,2 dívidas em aberto, com valor médio de R$ 29,3 mil por CNPJ. No ranking regional, Goiás liderou em quantidade de empresas negativadas, com 250 mil registros, seguido pelo Distrito Federal, com 225 mil, e

Mato Grosso, com 185 mil. Em todo o Brasil, a inadimplência empresarial atingiu o maior nível da série histórica, com mais de 9,1 milhões de CNPJs no vermelho e R$ 232,9 bilhões em dívidas. O setor de Serviços concentra a maior parcela das empresas inadimplentes no país, seguido pelo Comércio e pela Indústria. Segundo a Serasa Experian, o cenário ainda reflete dificuldades de fluxo de caixa e crédito restritivo, principalmente entre micro e pequenas empresas, que representam a maior parte dos negócios com pendências financeiras.

estão previstas ações voltadas à aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias, além do incentivo a projetos com maior valor agregado. A expectativa é que a aproximação contribua para fortalecer a competitividade da indústria sul-mato-grossense, estimular novos negócios e ampliar o desenvolvimento econômico do Estado. Foto: Fernando Frazão

Empresas de MS acumulam milhões em dívidas negativadas, segundo levantamento da Serasa Experian.

Subsídio de R$ 0,44 na gasolina entra na reta final e pode ser prorrogado Redução de R$ 0,44 por litro termina na próxima semana, mas pressão internacional sobre combustíveis mantém discussão sobre prorrogação  O governo federal avalia prorrogar novamente o subsídio que reduz o preço da gasolina nas refinarias, medida criada após a disparada do petróleo provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. O benefício, que garante desconto de R$ 0,44 por litro, está previsto para terminar nesta terça-feira (25). A possibilidade de continuidade do auxílio está ligada

à permanência do barril de petróleo Brent acima de US$ 80 e aos impactos que uma alta nos combustíveis poderia causar na inflação. A subvenção é paga pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) diretamente a produtores e importadores de gasolina, com custo estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão por mês. Para manter a medida, o governo precisa encontrar uma

alternativa jurídica, já que a autorização atual depende de uma medida provisória que perde validade em setembro. O Executivo também aguarda a sanção de uma proposta aprovada pelo Congresso que pode dar respaldo ao uso do mecanismo. A subvenção foi criada inicialmente em maio, com limite de até R$ 0,89 por litro, valor equivalente aos tributos federais incidentes sobre a gasolina. Enquanto a equipe econômica busca encerrar gradualmente os subsídios criados durante a crise internacional, a instabilidade no mercado de petróleo mantém a possibilidade de novas prorrogações em análise.

Teto maior amplia opções de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo Programa Move Brasil eleva limite de financiamento para R$ 200 mil e inclui novos modelos híbridos entre os veículos autorizados  Motoristas de aplicativo e taxistas terão acesso a mais opções de veículos novos dentro do Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos. Uma nova regra elevou o limite de financiamento dos automóveis de R$ 150 mil para R$ 200 mil e ampliou a lista de modelos híbridos que podem ser adquiridos pelos beneficiários. A mudança foi ofi-

cializada por portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda. Com o novo teto, a estimativa é que o programa passe a alcançar cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos novos, ante 63% anteriormente. Além do aumento do valor permitido, o programa passou

a aceitar mais configurações de carros híbridos, incluindo modelos que combinam motor elétrico com motores movidos a álcool, gasolina ou tecnologia flex. A medida mantém os critérios de eficiência energética e sustentabilidade previstos na iniciativa. Criado para facilitar a renovação da frota de profissionais do transporte, o Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para compra de veículos. Apesar da ampliação das regras, o governo avalia formas de aumentar a participação dos bancos privados nas operações.


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Economia 7•A

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Foto: Antônio Cruz

Foto: Divulgação

Casas Bahia fechou unidades em municípios de Mato Grosso do Sul durante processo de reestruturação da empresa.

Justiça suspende demissões da Casas Bahia e decisão alcança trabalhadores de MS Liminar tem validade nacional e pode atingir desligamentos feitos durante reestruturação da rede; Estado teve sete lojas fechadas  Uma decisão da Justiça do Trabalho colocou em pausa parte das demissões realizadas pelas Casas Bahia em todo o país e pode beneficiar trabalhadores de Mato Grosso do Sul afetados pelo fechamento de lojas. No Estado, sete unidades foram encerradas durante a reestruturação da rede, atingindo aproximadamente 130 funcionários, segundo levantamento do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). A liminar foi concedida pela 11ª Vara do Trabalho de Brasília após ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A decisão suspende os efeitos das demissões coletivas realizadas entre 13 e 14 de agosto e também alcança desligamentos posteriores que

façam parte da mesma operação e não tenham contado com participação sindical. Em Mato Grosso do Sul, os fechamentos ocorreram em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina e Três Lagoas. A decisão, porém, não determina automaticamente o retorno de todos os trabalhadores, já que a medida depende da identificação dos funcionários incluídos na operação analisada pela Justiça. Para esclarecer o alcance da liminar, a Casas Bahia deverá apresentar informações sobre as unidades fechadas, número de empregados desligados, datas das dispensas e relação dos trabalhadores envolvidos. A empresa ainda deve fornecer os dados solicitados pela Justiça dentro do prazo determinado.

Minha Casa, Minha Vida ampliou participação no mercado imobiliário e passou a atrair interesse de bancos privados.

Bancos privados miram Minha Casa, Minha Vida em busca de novo mercado de crédito Bradesco, Itaú e Santander avaliam entrar no programa habitacional, hoje liderado pela Caixa, para atender famílias de maior renda  O crescimento do Minha Casa, Minha Vida mudou o interesse dos grandes bancos pelo programa habitacional. Bradesco, Itaú Unibanco e Santander estudam entrar nesse mercado, atualmente dominado pela Caixa Econômica Federal, prin-

cipalmente no financiamento de imóveis para famílias com maior renda dentro das faixas 3 e 4. A expansão do programa tornou o segmento mais atrativo para as instituições financeiras. Atualmente, o Minha Casa,

Minha Vida responde por mais da metade das vendas de imóveis novos no país, e os financiamentos destinados às faixas de renda mais altas ultrapassaram 230 mil contratos em um ano, envolvendo imóveis de até R$ 600 mil. Apesar do interesse, a entrada dos bancos privados ainda está em avaliação. Um dos desafios é a menor margem de lucro desse tipo de operação em comparação com outros financiamentos. Por outro lado,

o crédito imobiliário é considerado estratégico por criar uma relação de longo prazo com os clientes, já que os contratos podem durar até 35 anos. Outro fator que pode ampliar o mercado é a proposta de aumentar a faixa 4 do programa, permitindo atender famílias com renda de até R$ 21 mil e imóveis de até R$ 1,2 milhão. A mudança ainda está em análise pelo governo federal e pode ampliar o público atendido pelo programa.


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8•A Ofertas

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

CAMPO GRANDE / MS Válido em 23/08/2026 , ou até durarem os estoques.

Se a embalagem do atacado NÃO ESTIVER DISPONÍVEL, basta levar a quantidade igual ou superior para ter preço de atacado, sempre de produtos exatamente iguais: MESMA EMBALAGEM, TAMANHO, PESO. FRAGRÂNCIA OU SABOR. Fotos meramente ilustrativas. Preços sujeitos a retificação nas lojas. Garantimos a quantidade mínima de 05 unidades/ kg de cada produto anunciado. Leite e seus derivados não devem ser usados como única fonte de alimentação do lactante, salvo orientação médica ou de nutricionista. SÃO PROIBIDAS A VENDA E A ENTREGA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS (art. 81, II Estatuto da Criança e do Adolescente).


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Cidade 1•B

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Foto: Divulgação

Festival Bon Odori reúne a comunidade japonesa e moradores de Campo Grande em uma celebração de música, dança e tradição.

Cerca de 6 mil pessoas escolheram a Cidade Morena para reconstruir a vida no Brasil. Entre elas, estão japoneses, venezuelanos, haitianos, franceses, cubanos e angolanos BRENO KAORU TANAKA EDUARDO BOIAGO

O

que constrói uma cidade? O cimento das calçadas? O asfalto das ruas e avenidas? As pessoas? Sim, isso tudo faz parte da cidade. Mas ela também é feita de histórias – de gente que desembarca com uma mala, um sonho e a coragem de recomeçar; de sotaques que se misturam, de receitas que viram patrimônio, de festas que se tornam tradição. Campo Grande completa 127 anos sendo um ponto de encontro do mundo. E essa vocação de acolher, que nasceu com os trilhos da ferrovia no início do século passado, continua viva nos dias de hoje. Os imigrantes vêm por diferentes razões: uns buscam segurança e trabalho, outros fogem de conflitos e crises econômicas, e também tem os que vêm para estudar, os que seguem a família e os que simplesmente querem reconstruir a vida. Segundo o último censo realizado em 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 4.111 estrangeiros e 2.171 naturalizados brasileiros vivendo na Capital. Já em Mato Grosso do Sul, de acordo com o DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), 39 mil estrangeiros possuem residência ativa no Estado. Deste número, 693 são japoneses, 160 cubanos, 93 guineenses e 65 franceses. Venezuelanos, haitianos, colombianos e angolanos também fazem parte desse mosaico. A presença estrangeira não

é novidade. Em 1906, chegaram os primeiros libaneses. Em 1909, foi a vez dos japoneses, que vieram pregar os trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Segundo o vice-presidente da Associação Nipo-Brasileira, Cláudio Sussumu Oikawa, dos 781 imigrantes que chegaram com o navio Kasatomaru, 120 vieram trabalhar na ferrovia que ligou Bauru (SP) a Campo Grande. A cidade tinha apenas 15 anos. Depois vieram franceses, italianos e, mais tarde, haitianos, venezuelanos e cubanos. Cada grupo deixou sua marca. Hoje, a comunidade japonesa de MS é a terceira maior do Brasil. O Festival do Japão, que atraiu cerca de 48 mil pessoas no ano passado, é a prova de que essa cultura foi abraçada pela cidade. “A Associação Nipo não é só da comunidade japonesa, é para todos que gostam da cultura”, orgulha-se Oikawa. “O maior legado é a honestidade e o respeito. O Bon Odori é um agradecimento aos antepassados. Tudo na cultura japonesa fala sobre família e gratidão.” A diretora da Aliança Francesa, Márcia Saddi, enxerga a instituição como uma ponte de acolhimento cultural. “A Aliança é um espaço de encontros, de conhecimento, de convivência com o diferente. Promovemos exposições, recitais, festivais de cinema para formar uma visão de mundo mais ampla.” A instituição está presente em 134 países para promover ensino de língua e cultura francesas. Em Campo Grande, a Aliança completa, em 2026, 65 anos de existência. Para Saddi, a diversidade que o espa-

Foto: Divulgação

Tradição japonesa na mesa: sobá se tornou um dos símbolos da Feira Central de Campo Grande e representa a influência da comunidade japonesa na cultura e na gastronomia da Capital.

Foto: Divulgação

Ligada à Embaixada da França, a Aliança Francesa promove o ensino da língua e atividades culturais que aproximam Campo Grande da tradição francesa.

ço oferece não é mero detalhe, mas “a grande riqueza” do que promovem. A diretora lembra que a Cidade Morena se beneficiou muito da integração entre diferentes culturas e, para o seu aniversário, deseja que ela “continue sendo plural”. Na sede da Aliança Francesa, encontra-se também o Consulado Honorário da França, para acolher franceses que chegam à cidade. O consulado es-

tima que MS tenha uma comunidade de 60 pessoas nascidas na França. Uma delas é Leslie Brunaud, 40 anos, professora e tradutora, que chegou a Campo Grande em 2014, junto ao ex-marido campo-grandense. A vinda ao Brasil foi planejada – quando chegaram, a casa já estava alugada, e a família do ex-companheiro os recebeu com uma festa. “Chegamos com duas malinhas e uma

bebê, mas já tínhamos nosso cantinho”, conta. Leslie se encantou com a natureza, as araras e os tucanos, e com as pessoas. “O povo daqui é curioso, acolhedor e carinhoso. Nunca senti preconceito”, afirma. Ela também dá um conselho para outros estrangeiros. “Venha com a mente aberta e paciência. O calor é de verdade, mas o acolhimento também!”.

O estudante de pedagogia, Maurício Fernandes, 27 anos, saiu de Bissau, capital de Guiné-Bissau, para estudar na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A instituição estima 200 alunos internacionais em intercâmbio. Para Maurício, que faz parte de uma comunidade de intercambistas, a adaptação demorou um pouco. “Não imaginava que a cidade fosse assim, mas com o tempo vi que é tranquila e boa para estudar.” O acolhimento, porém, não veio de instituições. “Cheguei por conta própria, um conterrâneo me recebeu. No primeiro ano, minha família bancou tudo; só depois consegui uma bolsa”, conta. Ele sentiu o choque cultural. “O dialeto é diferente, as pessoas podem parecer mais reservadas. Às vezes dá vontade de desistir, mas faz parte. Espero que a cidade continue mantendo a tranquilidade e o acolhimento”. De Cuba, veio Ernesto Velazco, 33 anos, formado em Direito, que saiu da ilha caribenha em busca de reerguer sua vida. A integração também não se deu por nenhuma instituição, foi construída no dia a dia. Trabalhou em várias funções e aprendeu o português na prática. Para Velazco, acolhimento é enxergar a pessoa além do sotaque. “Converse com o imigrante antes de julgá-lo. Muitos de nós chegamos com formação e história. Integração de verdade é dar oportunidade de mostrar do que somos capazes.” Para o futuro, Ernesto pede que a cidade “saiba valorizar quem chega não pelo passaporte, mas pelo que pode contribuir”. Campo Grande, aos 127 anos, é uma cidade feita de várias culturas, costumes e línguas. O sobá, os festivais, as aulas de francês, o comércio, as salas da universidade – tudo carrega um pouco dessa herança.


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2•B Saúde

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Justiça derruba autorização para dentistas realizarem harmonização facial

Foto: Divulgação

Decisão do TRF-1 considera ilegal norma do Conselho Federal de Odontologia; entidade afirma que vai recorrer Foto: Divulgação

Profissionais de saúde participarão de treinamentos para reforçar resposta a eventos climáticos em Mato Grosso do Sul.

Estado prepara rede de saúde para enfrentar efeitos de clima extremo Procedimentos de harmonização facial, como aplicação de botox e preenchimentos, entram em disputa judicial entre conselhos profissionais.

 A realização de procedimentos de harmonização facial por cirurgiões-dentistas voltou a ser alvo de disputa judicial após uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspender a norma que autorizava essa atuação. Por maioria, a 8ª Turma do tribunal considerou ilegal a resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que reconhecia a harmonização orofacial como especialidade da categoria. A resolução permitia que dentistas realizassem procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos faciais, técnicas para estímulo de colágeno, laserterapia, bichectomia e outros tratamentos estéticos na região da face. Segundo o tribunal, conselhos profissionais não podem ampliar, por meio de normas

próprias, competências que não estejam previstas em lei. A ação foi apresentada por entidades médicas, incluindo Conselho Federal de Medicina (CFM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). As instituições defenderam que procedimentos invasivos em toda a face devem seguir critérios definidos para atuação médica. O CFO informou que pretende recorrer da decisão e afirmou que irá utilizar medidas judiciais para defender a atuação dos cirurgiões-dentistas na harmonização orofacial. A entidade também declarou que recebeu a decisão com surpresa, alegando que decisões anteriores haviam reconhecido a validade da resolução.

Hospital Cassems de Dourados recebe reconhecimento nacional por desempenho em UTIs Unidades de terapia intensiva conquistam selos que avaliam qualidade assistencial, segurança e eficiência no atendimento

Foto: Vinicius Macedo

Capacitações vão orientar equipes sobre ondas de calor, queimadas, estiagens, chuvas intensas e aumento de arboviroses  Mato Grosso do Sul iniciou uma preparação especial da rede de saúde para enfrentar possíveis impactos causados por mudanças climáticas e eventos extremos. A partir desta quinta-

feira (20), profissionais das nove regiões de saúde do Estado participam de capacitações voltadas a situações como ondas de calor, queimadas, períodos de seca, chuvas intensas e alterações

no comportamento de doenças como dengue e chikungunya. As atividades serão realizadas com equipes dos 79 municípios e incluem revisão de planos de contingência, integração entre setores da saúde e treinamentos com simulações de situações reais. Entre os cenários avaliados está o aumento de atendimentos por problemas respiratórios durante períodos de queimadas e a necessidade de reorganiza-

ção dos serviços diante de uma maior procura por assistência. Além das capacitações, será elaborado um material de orientação para médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem sobre o atendimento em situações relacionadas ao clima extremo. A Defesa Civil também participará das ações, auxiliando profissionais de saúde na interpretação de alertas e na preparação das respostas.

Mato Grosso do Sul e Paraguai definem ações de saúde nas regiões de fronteira

Foto: Divulgação

Carta de Campo Grande prevê integração de dados, vacinação e estratégias contra doenças como dengue e chikungunya  Brasil e Paraguai encerraram uma rodada de discussões em Campo Grande com novas medidas para fortalecer o atendimento em saúde nas regiões de fronteira. As propostas foram reunidas na Carta de Campo Grande, documento que estabelece ações conjuntas envolvendo troca de informações, vacinação e combate a doenças transmitidas por mosquitos. Entre os principais encaminhamentos está a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as demandas da região entre Carmelo Peralta, no Paraguai, e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A iniciativa busca preparar a rede de saúde para os impactos da Rota

A proposta inclui a construção de um calendário unificado de vacinação entre Brasil e Paraguai.

Bioceânica e da nova Ponte Internacional, que devem ampliar a circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países. O acordo também prevê a integração de dados de vigilância, com uso de informações estratégicas para acompanhar arboviroses, além da criação de

ações coordenadas de vacinação, busca ativa e campanhas em áreas de fronteira. A proposta inclui a construção de um calendário unificado de vacinação entre Brasil e Paraguai. Como próximo passo, os países devem realizar reuniões técnicas para definir respon-

sáveis, prazos e um plano de ação conjunto. A expectativa é formalizar uma Comissão Binacional de Saúde Brasil -Paraguai para acompanhar as medidas e ampliar a cooperação entre gestores, técnicos e instituições dos dois lados da fronteira.

Vacinação de crianças e adolescentes segue em MS até setembro para atualizar cadernetas UTIs do Hospital Cassems de Dourados foram reconhecidas por desempenho em indicadores de medicina intensiva.

 O Hospital Cassems de Dourados conquistou dois reconhecimentos nacionais pela qualidade do atendimento em terapia intensiva. A UTI B recebeu o certificado Top Performer e a UTI C foi premiada com o selo UTI Eficiente, concedidos pela Epimed Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). As certificações fazem parte do projeto UTIs Brasileiras, que avalia unidades de todo o país com base em indicadores de desempenho clínico, segurança dos pacientes e gestão de recursos. A análise considera fatores como gravidade dos casos atendidos, resultados obtidos e eficiência dos tratamentos

realizados. Segundo o coordenador das UTIs de Dourados, Dr. Hugo Batista, a conquista é resultado do trabalho integrado de diferentes profissionais do hospital. “Esse título é consequência do esforço diário de todos que trabalham juntos para garantir um desfecho favorável e a satisfação dos beneficiários”, afirmou. Para a Cassems, os selos reforçam o compromisso da instituição com a melhoria dos processos, qualificação das equipes e atendimento de alta complexidade. O reconhecimento destaca a atuação das unidades na redução de riscos, controle de indicadores e busca por melhores resultados para os pacientes.

Foto: Paulo Pinto

Estratégia de Multivacinação atende menores de 15 anos nos 79 municípios e busca recuperar doses atrasadas  Pais e responsáveis que ainda não atualizaram a vacinação de crianças e adolescentes têm até 1º de setembro para procurar os serviços de saúde em Mato Grosso do Sul. A Estratégia de Multivacinação segue em todo o Estado com o objetivo de identificar doses atrasadas e completar os esquemas previstos no Calendário Nacional de Vacinação. A mobilização atende menores de 15 anos nos 79 municípios, com avaliação da caderneta e aplicação apenas das vacinas necessárias para cada caso. O Dia D de vacinação ocorreu ontem (22), com ações

Campanha de multivacinação continua até 1º de setembro em Mato Grosso do Sul para ampliar cobertura vacinal.

organizadas pelas prefeituras e apoio do Vacimóvel em Corumbá, Três Lagoas, Dourados, com atendimento em aldeia, e Ponta Porã. A iniciativa busca aumentar a proteção contra doenças como sarampo e poliomielite, além de manter altas cobertu-

ras vacinais entre crianças e adolescentes. As equipes de saúde também consideram as características de cada região para alcançar públicos que tenham dificuldades de acesso aos serviços. Para participar, pais ou responsáveis devem levar a cader-

neta de vacinação da criança ou do adolescente até uma unidade de saúde durante o período da campanha. As doses aplicadas são registradas nos sistemas do SUS, garantindo a atualização do histórico vacinal de cada pessoa atendida.


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Cotidiano 3•B

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Asfalto avança nos bairros e transforma rotina de moradores de Campo Grande Fotos: Ana Paula Fernandes

Obras de infraestrutura avançam em bairros de Campo Grande durante programação de aniversário da cidade.

Programa Vira CG Infraestrutura reúne obras de pavimentação, drenagem e recapeamento em diferentes regiões  A paisagem de diferentes bairros de Campo Grande começa a mudar com o avanço das obras de infraestrutura rea-

lizadas pelo programa Vira CG Infraestrutura. A iniciativa da Prefeitura reúne frentes de trabalho em regiões como Jardim

das Perdizes, Jardim Oliveira, Jardim das Nações e Avenida Ernesto Geisel, com serviços de drenagem, pavimentação e recapeamento. Na primeira etapa do programa, estão previstos mais de R$ 280 milhões em investimentos para cerca de 80 quilômetros de pavimentação e drenagem,

beneficiando aproximadamente 200 vias em 29 bairros. As obras buscam melhorar a mobilidade, aumentar a segurança e atender antigas reivindicações de moradores. Na Avenida Ernesto Geisel, o recapeamento avançou com a aplicação de 860 toneladas de massa asfáltica em um trecho

entre as ruas Bom Sucesso e dos Andes. A obra integra a revitalização do entorno do Córrego Anhanduí, enquanto no Jardim das Perdizes as equipes iniciaram a pavimentação de ruas do Complexo Rita Vieira, com investimento de R$ 6,9 milhões. Outras regiões também começam a receber melhorias,

como Jardim Oliveira I e II, onde a pavimentação será iniciada após a conclusão das etapas de drenagem. Para moradores, a chegada do asfalto representa mais do que uma mudança nas ruas, mas uma transformação na rotina, com melhores condições de acesso, valorização dos imóveis e mais qualidade de vida.

ACICG aproxima empresários e busca fortalecer desenvolvimento econômico do bairro Tijuca Foto: Divulgação

Nova edição do projeto “ACICG nos Bairros” terá apresentação de diagnóstico local, palestra e homenagem à trajetória de empreendedor da região  A realidade de quem empreende no Tijuca será o ponto de partida para mais uma edição do ACICG nos Bairros, iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) que leva a entidade para perto dos empresários de diferentes regiões da Capital. O encontro, realizado por meio do HUB ACICG Negócios e Inovação, será no dia 27 de agosto, a partir das 18h30, na Agência Sicredi, na Avenida Gunter Hans, 4.202. A programação contará com a apresentação de um levantamento sobre as principais dificuldades, demandas e oportunidades identificadas pelos empresários do bairro. Para chegar a esse diagnóstico, uma equipe da ACICG

está percorrendo os estabelecimentos comerciais do Tijuca e conversando diretamente com os empreendedores, em uma sondagem realizada de porta em porta. O resultado desse trabalho será levado ao encontro como ponto de partida para uma conversa sobre os desafios de quem mantém um negócio na região. Além de compartilhar experiências e ampliar a rede de contatos, os participantes poderão identificar oportunidades de parceria e discutir temas que fazem parte da rotina empresarial. “Cada região de Campo Grande tem uma dinâmica própria e, quando olhamos para o desenvolvimento econômico da cidade, precisamos considerar

mudanças previstas e esclarecer dúvidas sobre os possíveis impactos para as empresas. A mobilização também pretende estimular a formação de uma rede empresarial mais estruturada no bairro. A partir das conexões estabelecidas durante o ACICG nos Bairros, a entidade pretende avançar na criação de um núcleo de empresários do Tijuca, que poderá se tornar um espaço permanente para troca de informações, discussão de pautas de interesse comum e construção de iniciativas para os negócios locais.

A programação contará com a apresentação de um levantamento sobre as principais dificuldades, demandas e oportunidades identificadas pelos empresários do bairro

essa diversidade. O empresário do Tijuca, por exemplo, vive uma realidade que pode ser diferente da de outras regiões. Conhecer essas particularidades nos ajuda a enxergar onde estão

os desafios, mas também onde existem oportunidades para que os negócios locais possam crescer e contribuir ainda mais para o desenvolvimento do bairro”, afirma o presidente da ACICG,

Câmara aprova regras para evitar patinetes abandonados em calçadas e ciclovias

dos à circulação. A iniciativa foi apresentada pelo vereador Neto Santos (Republicanos). A discussão ganhou força após registros de equipamentos deixados em pontos inadequados da Capital, incluindo áreas de passagem no Parque dos Poderes. Em alguns casos, patinetes foram encontrados no meio de ciclovias e próximos a rampas utilizadas por cadeirantes, dificultando o deslocamento dos usuários. Com a nova regra, a intenção é organizar o uso dos veículos e garantir que a expansão da micromobilidade aconteça sem comprometer a segurança e o direito de circulação da população. O texto segue agora os trâmites previstos antes de entrar em vigor.

Projeto cria normas para estacionamento de veículos de micromobilidade e busca garantir circulação segura de pedestres  O uso de patinetes elétricos em Campo Grande poderá seguir novas regras após a aprovação de um projeto que regulamenta o estacionamento

desses equipamentos em áreas públicas. A proposta foi aprovada pelos vereadores na última quinta-feira (20) e busca impedir que veículos de micromobi-

lidade sejam deixados em locais que prejudiquem a passagem de pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência. A medida altera o Código de Polícia Administrativa do município e estabelece que patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação fixa não poderão bloquear calçadas, ciclovias, rampas de acessibilidade ou outros espaços destina-

Omar Aukar. Entre os assuntos que estarão em pauta está a reforma tributária. Um advogado tributarista participará do encontro para apresentar as principais

HOMENAGEM À HISTÓRIA EMPREENDEDORA A programação também terá uma homenagem ao empresário com a trajetória mais longa na região, em reconhecimento à sua longevidade empreendedora e contribuição para a história econômica do Tijuca. A expectativa é reunir cerca de 40 empresários, com a participação de Sebrae, CIEE, Sicredi e CNBOX. Foto: Ana Paula Fernandes

Patinetes deixados em locais inadequados motivaram proposta de regulamentação aprovada pela Câmara Municipal.


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4•B Entrevista

Campo Grande, 23 de agosto de 2026

Foto: Rafael Rodrigues

GERSON CLARO Deputado estadual (PP)

‘A minoria tem o direito de falar, mas tem que respeitar quando a maioria vota’ Presidente da ALEMS fala sobre reeleição, presidência da Casa de Leis, relação com o Governo do Estado e prioridades em saúde, educação, infraestrutura e sustentabilidade

P

residente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) e candidato à reeleição, Gerson Claro (PP) afirma que pretende seguir no Legislativo com uma agenda baseada em desenvolvimento econômico, equilíbrio fiscal e ampliação dos serviços públicos. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação, ele fez um balanço da atuação parlamentar e dos anos no comando da Alems, defendeu a construção de consensos sem abrir mão da independência do Legislativo e apontou saúde, educação, infraestrutura e sustentabilidade entre as prioridades para os próximos anos. Gerson também avaliou as transformações econômicas de Mato Grosso do Sul e afirmou que a diversificação das atividades produtivas precisa resultar em oportunidade para as pessoas. Segundo ele, grandes investimentos provocam mudanças que vão além das próprias indústrias, alcançando comércio, prestação de serviços, mercado imobiliário e geração de empregos. Confira a entrevista na íntegra: A Crítica: A campanha começou oficialmente. Como foi esse primeiro contato mais direto com o eleitor? Gerson Claro: A gente percebeu que as pessoas que estão conosco estavam ansiosas pelo começo do processo eleitoral. A legislação mudou muito e existem algumas coisas que não podemos fazer no período de pré-campanha. Fizemos um movimento pelas redes sociais e, no domingo, um adesivaço que teve uma participação impressionante. Foram mais de 1.200 carros adesivados em Campo Grande e, simultaneamente, movimentos em Sidrolândia, Sonora, Aparecida do Taboado e outros municípios onde temos parceiros. A Crítica: O contato pessoal ainda faz diferença em uma campanha cada vez mais digital? Gerson Claro: Faz muita diferença. A comunicação, as re-

des sociais e os meios de comunicação permitem que a pessoa conheça nossa história, nossa biografia e nosso trabalho, mas nada substitui o contato pessoal. Tivemos reunião com mais de 400 pessoas, depois fui à feira, conversei com quem estava ali. A autoridade política precisa estar presente no meio da população. Construímos um mandato muito baseado nessa presença junto às pessoas e aos municípios. A Crítica: Que Mato Grosso do Sul o senhor enxerga neste momento? Gerson Claro: Estamos vivendo um momento de construção de um Estado de prosperidade, com desenvolvimento econômico e diversificação da economia. Saímos de uma economia muito baseada na pecuária de corte e nos grãos e passamos a ter biomassa, energia renovável, proteína suína, fran-

Estamos vivendo um momento de construção de um Estado de prosperidade, com desenvolvimento econômico. go, etanol, celulose, além da chegada de outras culturas. Isso verticaliza a produção e faz com que a economia se movimente de maneiras diferentes. A Crítica: O que esse desenvolvimento representa para os municípios? Gerson Claro: Quando uma empresa chega, não é apenas aquela empresa. Você vê o que acontece em municípios como Sidrolândia ou Inocência. É a oficina, a padaria, o mercado, o mercado imobiliário, o hotel, o restaurante e os empregos indiretos. A prosperidade movimenta tudo ao redor. Por isso precisamos construir desenvolvimento e oportunidade colo-

cando as pessoas no centro do debate. A Crítica: Esse crescimento também aumenta as responsabilidades do Estado? Gerson Claro: Sem dúvida. Junto com a prosperidade vem a necessidade de termos um Estado equilibrado, que saiba gastar organizadamente com serviços públicos e pessoal. Temos um orçamento de mais de R$ 27 bilhões e cerca de metade já comprometida com pessoal, Previdência, aposentadoria e custeio. Ao mesmo tempo, precisamos investir na saúde, na regionalização e na infraestrutura. A Crítica: Qual é o limite para o gasto público? Gerson Claro: A primeira coisa da qual não abrimos mão é o equilíbrio fiscal. O Estado não pode ser gastador. Precisa gastar menos com a máquina para gastar mais com a população. É como na nossa casa: se você tem uma receita e a despesa é maior, ou busca outra fonte de renda ou reduz a despesa. Não tem mágica. E também não dá para achar que a solução é simplesmente aumentar impostos, porque a população não aguenta mais. A Crítica: Qual é o papel da infraestrutura na atração dos investimentos? Gerson Claro: Não tem como receber grandes empreendimentos sem infraestrutura. Precisamos de estradas, delegacias, escolas, postos de saúde e condições para atender os municípios que crescem. O Estado precisa ser mola propulsora do desenvolvimento. Não pode ser aquele que emperra o crescimento. Sabemos que o crescimento tem dores e exige investimento, mas precisamos estar preparados para caminhar junto. A Crítica: O senhor fala muito em estabilidade. Por que considera isso essencial? Gerson Claro: Porque na confusão e na briga não se gera prosperidade. Precisamos construir um ambiente de credibilidade e confiança. As pessoas e as instituições precisam acreditar que o Estado está sendo conduzido com responsabilidade, e o investidor precisa enxergar Mato Grosso do Sul como um Estado moderno, com segurança jurídica, estabilidade e rapidez nas decisões. A Crítica: Desde que assumiu a presidência da ALEMS, o senhor defende construção de consensos. Como fazer isso sem tornar o Legislativo dependente do Executivo? Gerson Claro: A independência da Assembleia é construída a partir de um debate sério e independente. Não fazemos debate nem acordo com o Governo do Estado a partir de uma lógica de negociação de interesses. A Assembleia tem seu orçamento, melhora sua infraestrutura e, ao mesmo tempo, mantém responsabilidade com os recursos. O consenso nasce do respeito às diferenças e ao posicionamento político e ideológico de cada deputado e de cada partido. A Crítica: E quando não existe consenso?

Gerson Claro: Aí vale a democracia. A minoria tem o direito de falar, de criticar e apresentar sua posição, mas precisa respeitar quando a maioria vota. Da mesma maneira, quem está na maioria precisa ouvir a crítica. Uma crítica bem colocada é importante até para quem é base do governo, porque ninguém é dono da verdade. Precisamos saber se aquela crítica é apenas política ou se traz algo sobre o qual devemos refletir e melhorar. A Crítica: A ALEMS consegue transformar essas críticas em ações práticas? Gerson Claro: Sim. Quando aparece, por exemplo, uma preocupação com segurança pública e crime organizado, podemos buscar o secretário, conhecer o panorama, entender os investimentos e como a inteligência está trabalhando. A Assembleia recebe as principais reclamações dos vereadores e das comunidades. É dali que muitos debates começam e, a partir deles, podemos participar da construção de políticas públicas.

O Estado precisa ser mola propulsora do desenvolvimento. Não pode ser aquele que emperra o crescimento. A Crítica: O senhor considera a política municipalista parte desse processo? Gerson Claro: Considero. Construímos uma política em que Executivo, prefeitos, vereadores e deputados sentam para discutir prioridades. Quando você envolve quem conhece a realidade local, erra menos. Os deputados vão aos municípios, ouvem as demandas e participam dessa negociação. Isso ajuda a aproximar as decisões das necessidades reais das pessoas. A Crítica: Que exemplo o senhor dá de uma política construída nesse ambiente de diálogo? Gerson Claro: A Lei do Pantanal é um exemplo. Mato Grosso do Sul tem o Pantanal como um ativo muito importante, e construímos uma legislação buscando combinar preservação, sustentabilidade e desenvolvimento. O Estado também trabalha com a política de carbono neutro e ganhou protagonismo nessa pauta. O Legislativo participa desses debates e transforma parte deles em legislação.

A Crítica: O senhor citou também uma proposta relacionada a Rio Verde. Qual é a ideia? Gerson Claro: Temos um projeto que nasceu de conversas com a sociedade, prefeito e vereadores para possibilitar que Rio Verde de Mato Grosso passe a ser Rio Verde do Pantanal. Entendemos que o município pode aproveitar melhor esse ativo que é o Pantanal, inclusive para turismo e divulgação. É uma discussão que surgiu da própria comunidade e levamos para a Assembleia. A Crítica: A violência contra a mulher também passou pela agenda da Assembleia? Gerson Claro: Sim. Fizemos uma grande reunião reunindo os poderes e instituições para estabelecer novos parâmetros nas políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e contra a mulher. Houve mudança de protocolos no Ministério Público, na polícia e na Casa da Mulher. Também defendemos a participação dos homens nas palestras, porque precisamos enfrentar efetivamente os índices de violência contra as mulheres. A Crítica: Saindo da presidência da Casa e falando do mandato, o que o senhor considera uma característica central da sua atuação? Gerson Claro: A capacidade de ouvir. Minha formação começou como professor, depois estudei História, Direito e me tornei advogado. Sempre participei de movimentos sociais, de igreja e sindicato. Depois, trabalhando na Sanesul, tive a oportunidade de conhecer a realidade dos 79 municípios. Isso abriu meus olhos para as necessidades, possibilidades e fragilidades de cada região. Levei essa experiência para o Legislativo. A Crítica: Na educação, qual mudança considera importante? Gerson Claro: Trabalhamos numa mudança para que o ICMS também considere a qualidade da educação nos municípios. Além disso, o Estado investiu muito na estrutura das escolas, mas ainda precisamos avançar na tecnologia. Não faz mais sentido depender apenas do giz e da lousa quando uma criança já nasce convivendo com telas e informação digital. Precisamos de lousa digital, internet e Inteligência Artificial usada com inteligência e a favor da educação. A Crítica: E a valorização dos profissionais da educação? Gerson Claro: Também é essencial. Precisamos melhorar

infraestrutura e qualificação de todos que trabalham na educação. Temos professores concursados e contratados, sabemos que existem diferenças e que há pontos a melhorar. Participamos de discussões com a Fetems sobre a necessidade de concurso e levamos essa demanda ao Governo do Estado. O diálogo precisa acontecer. A Crítica: Sustentabilidade também aparece como uma bandeira do mandato? Gerson Claro: Sim. Tivemos participação em debates ligados ao uso de gás natural, energia e carbono neutro. Eu tive oportunidade de viajar à Ásia com o governador e os grandes assuntos eram alimento, clima, sustentabilidade e energia. Mato Grosso do Sul tem políticas nessas áreas que são ativos do Estado e precisamos continuar avançando. A Crítica: O que pretende priorizar na saúde caso seja reeleito? Gerson Claro: Ampliar a regionalização. O Hospital de Dourados é importante, o novo Hospital de Três Lagoas é importante, e os municípios polos precisam estar fortalecidos. Também acompanhamos a construção da parceria para mudança do Hospital Regional na Capital, que aumentará muito sua capacidade de atendimento. Enquanto houver alguém esperando exame ou cirurgia, não podemos achar que está tudo pronto. A Crítica: E na infraestrutura? Gerson Claro: Estamos discutindo recursos do Fundersul e investimentos para continuar asfaltos, drenagem e obras dentro dos municípios. Temos estradas importantes para a chegada de investimentos e cidades que precisavam ampliar muito a pavimentação urbana. Também participamos das mudanças relacionadas ao saneamento. Essas políticas passam pela Assembleia e têm impacto direto na vida das pessoas. A Crítica: Que mandato o senhor pretende fazer nos próximos quatro anos? Gerson Claro: Queremos continuar com força política para discutir com o Governo do Estado as necessidades e prioridades. Continuar investindo em saúde, educação, infraestrutura, sustentabilidade e melhoria das condições para atrair investimentos. Mas sempre reconhecendo as fragilidades e construindo a partir da escuta. Ouvir autoridades, vereadores, instituições e população para levar projetos que efetivamente melhorem a vida das pessoas.


AGOSTO LARANJA - MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Edição 2318 • Campo Grande,MS 23 de Agosto de 2026 Editor Enrico Feitosa (DRT MS 148/L2/F74)

Roberto Higa, o homem que fotografou a Capital que já não existe, será homenageado na Câmara PÁGINA 03

Sistema Comércio vai distribuir bolo de mais de 800 quilos no aniversário de Campo Grande FOTO: DIVULGAÇÃO

Doce será feito por alunos e profissionais do Senac MS e distribuído de graça após o Desfile Cívico na Avenida Afonso Pena

C

ampo Grande vai ganhar um presente de peso ao completar 127 anos, no próximo dia 26 de agosto. O Sistema Comércio MS preparou um bolo de mais de 800 quilos e 32 metros de comprimento para distribuir gratuitamente à população. A entrega está marcada para depois do Desfile Cívico, na Avenida Afonso Pena, no trecho entre as ruas 14 de Julho e Calógeras. A expectativa é atender cerca de 2,5 mil pessoas com o

doce. Para chegar ao tamanho previsto, a receita reúne mais de 18 formas e aproximadamente 1,4 mil ovos, entre outros ingredientes que compõem a produção. Para o Sistema Comércio, o bolo vai além da comemoração. A iniciativa é apresentada como uma forma de retribuir à cidade o que a instituição faz no dia a dia. ‘Temos orgulho de fazer parte do desenvolvimento de Campo Grande. Pensamos em

Professores e alunos do Senac MS preparam uma das etapas da massa do bolo que será servido nas comemorações dos 127 anos de Campo Grande.

Professora orienta aluna durante o preparo do bolo de aniversário de Campo Grande, em ação que reúne educação profissional e celebração da Capital.

um presente que pudesse ser compartilhado com as pessoas e que, ao mesmo tempo, mostrasse um pouco do que fazemos todos os dias: desenvolver pessoas, formar profissionais e contribuir para o crescimento do comércio e da nossa socie-

dade. Este bolo é uma homenagem feita para Campo Grande e, principalmente, para quem constrói esta cidade’, afirmou Juliano Wertheimer. Segundo ele, a homenagem também é uma maneira de reafirmar a proximidade da insti-

tuição com quem movimenta a economia local. ‘Campo Grande é feita por pessoas, empresas, trabalhadores e empreendedores que ajudam a movimentar nossa economia todos os dias. Presidente do Sistema Co-

mércio MS, Juliano Wertheimer, destaca que a iniciativa simboliza o compromisso da instituição com o desenvolvimento de Campo Grande e a formação de profissionais. O Sistema Comércio existe para estar ao lado dessas pessoas. Por isso, queremos estar também neste momento de celebração da nossa Capital’, declarou. Bolo vira sala de aula do Senac MS - A produção do doce não é apenas culinária: ela funciona como atividade educacional do Senac MS. Professores, profissionais e alunos participam de todas as etapas, transformando a receita em um exercício prático de formação. Professores e alunos do Senac MS preparam uma das etapas da massa do bolo que será servido nas comemorações dos 127 anos de Campo Grande. Para Juliano Wertheimer, esse é o principal significado do projeto. ‘Quando nossos alunos e profissionais participam de um projeto dessa dimensão, mostramos de maneira muito concreta o resultado da educação profissional. Não estamos falando apenas de fazer um bolo. Estamos falando de planejamento, técnica, responsabilidade, segurança e profissionais preparados para realizar grandes projetos’, destacou.


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Campo Grande, 23 de Agosto de 2026

MEMÓRIA

Arquivo Histórico de Campo Grande completa 35 anos preservando a memória da Capital FOTO: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE

Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .

Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com

SÉRIE

Reacher volta mais político e perigoso

FOTO: REPRODUÇÃO

Após três temporadas dando soco e porrada, Reacher (Alan Ritchson) vai ter que provar que é mais do que músculo e usar a cabeça para solucionar problemas de proporções internacionais

A quarta temporada de Reacher leva o personagem de Alan Ritchson para uma trama de espionagem, conspiração e terrorismo envolvendo os mais altos escalões do poder. Com oito episódios, a nova fase adapta Gone Tomorrow, 13º livro de Lee Child, e amplia o universo da série sem abandonar a combinação de investigação, violência e humor seco que transformou o personagem em um dos grandes sucessos do Prime Video. Jack Reacher está de volta, mas desta vez o problema vai muito além de encontrar criminosos comuns. A nova temporada começa quando o ex-investigador da polícia militar presencia uma situação suspeita no metrô e percebe que há algo muito maior por trás do caso. A investigação acaba conduzindo Reacher a uma conspiração que envolve agentes clandestinos, organizações de inteligência e informações capazes de comprometer pessoas poderosas. A principal novidade é justamente a mudança de escala. Depois de temporadas concentradas em organizações criminosas, vinganças e ameaças localizadas, Reacher mergulha no território dos thrillers de espionagem. A trama exige que o protagonista investigue, conecte pistas e desconfie das versões oficiais, enquanto tenta

descaracterizar o personagem. Felizmente, a produção não parece disposta a abandonar a ação. Os confrontos continuam violentos, as perseguições ganham espaço e o humor irônico de Reacher permanece como contraponto às situações mais graves. A temporada também promete explorar um lado menos previsível do protagonista, colocando-o diante de adversários que não podem ser derrotados apenas pela força física. Outro destaque é a expansão do universo da franquia. Frances Neagley, interpretada por Maria Sten, uma das principais aliadas de Reacher, ganha sua própria série derivada.

O spin-off

Intitulado Neagley, o spin-off acompanha Frances depois de sua carreira militar. Agora trabalhando como investigadora particular em Chicago, ela decide investigar a morte suspeita de um antigo amigo e acaba descobrindo uma ameaça muito maior. Maria Sten retorna ao papel, enquanto Alan Ritchson fará participações como Reacher. A proposta é dar à personagem uma identidade própria,

Arquivo Histórico de Campo Grande completou 35 anos de criação oficial e quatro décadas de atuação na preservação da memória da Capital.

Arca reúne fotografias, mapas, documentos e publicações que registram quatro décadas de transformações da cidade

O

Arquivo Histórico de Campo Grande (Arca) completou na última quarta-feira (19) 35 anos de criação oficial e quatro décadas de trabalho dedicado à preservação da memória da Capital. A instituição guarda fotografias, mapas, plantas, documentos administrativos, jornais, revistas, livros e outros registros que ajudam a reconstruir diferentes períodos da história campo-grandense. Embora tenha sido formalizado em 19 de agosto de 1991, por meio do Decreto Municipal nº 6.350, o trabalho que deu origem ao Arca começou em 1986, com o Projeto Arquivo Municipal de Campo Grande. No ano seguinte, funcionários da Prefeitura passaram a receber documentos, fotografias, plantas e publicações em uma pequena sala no Horto Florestal. A iniciativa ganhou estru-

tura nos anos seguintes, com organização e recolhimento de novos materiais. A oficialização do Arquivo, em 1991, estabeleceu como missão proteger a documentação municipal e

Antiga escadaria da Barão que passa sobre o trilho de trem

Terminal de transbordo municipal na antiga rodoviária de Campo Grande Neagley (Maria Sten) merecidamente ganha sua própria série após seu personagem se destacar em Reacher

descobrir quem está realmente por trás da conspiração. A mudança pode ser positiva, mas também representa um risco. Parte do sucesso de Reacher está justamente na simplicidade de sua fórmula: um homem extremamente habilidoso chega a determinado lugar, identifica uma injustiça, investiga o problema e resolve boa parte dos conflitos com os próprios punhos. Ao apostar em uma narrativa mais elaborada, a quarta temporada tenta sofisticar essa estrutura sem

explorando seu passado, sua personalidade e os efeitos de sua experiência militar. A estratégia mostra que o Prime Video pretende transformar Reacher em uma franquia. O desafio será ampliar esse universo sem diluir aquilo que tornou o personagem popular. Por enquanto, a quarta temporada parece apostar em uma evolução calculada: mais espionagem e conspiração, mas sem abrir mão das brigas, do sarcasmo e da presença física de Reacher.

FICHA TÉCNICA "REACHER" 4ª TEMP. GÊNERO BASE PLATAFORMA PROTAGONISTA SPIN-OFF PROTAGONISTA ESTREIA

Ação, suspense, thriller Livros de Jack Reacher, de Lee Child Livro adaptado: Gone Tomorrow Prime Video Alan Ritchson — Jack Reacher Neagley Maria Sten — Frances Neagley 16 de setembro de 2026

permitir que pesquisadores, órgãos públicos e a própria população tivessem acesso às fontes históricas da cidade. Ao longo de sua trajetória, o acervo acompanhou as mudanças urbanas, políticas, sociais e culturais de Campo Grande. Um levantamento realizado em 2021 identificou, por exemplo, 961 itens cartográficos sob responsabilidade da instituição.

O Arca também produziu 15 edições da Revista Arca entre 1990 e 2011. As publicações abordaram temas ligados à história local, como imigração, ferrovia, ruas, praças, patrimônio, arquitetura, meio ambiente e identidade campo-grandense. O trabalho desenvolvido no espaço não se limita ao armazenamento dos documentos. A equipe atua na organização técnica, conservação, pesquisa, atendimento ao público e digitalização do acervo, além de desenvolver publicações e exposições para ampliar o acesso ao material preservado. Durante essas quatro décadas, a instituição passou por diferentes sedes e estruturas administrativas. Doralice Martins, Neide Benetti e Leoneida Ferreira aparecem nos registros institucionais entre as pessoas que participaram da fundação do Arquivo. Atualmente, o Arca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30 na Rua Brasil, nº 464, no bairro Monte Castelo, e está vinculado à Fundação Municipal de Cultura (Fundac). O acervo é utilizado por estudantes, pesquisadores, jornalistas, escritores, servidores públicos e moradores interessados em compreender a formação e as transformações de Campo Grande. Fotografias antigas, mapas, processos administrativos e publicações permitem recuperar detalhes que, sem a preservação documental, poderiam desaparecer com o tempo. Ao completar 35 anos de existência institucional, o Arquivo mantém justamente essa função: preservar registros do passado para que continuem disponíveis às próximas gerações e sirvam como fonte para compreender a história e as mudanças da Capital.


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HOMENAGEM

Roberto Higa, o homem que fotografou a Capital que já não existe, será homenageado na Câmara FOTO: ARQUIVO/MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

Do relógio da Rua 14 de Julho ao Morenão lotado, o acervo do fotógrafo reúne cerca de 250 mil registros da Capital

R

oberto Higa, o fotógrafo que registrou décadas da história de Campo Grande, será o homenageado especial de uma sessão solene da Câmara Municipal na próxima terça-feira (25), às 19h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Na cerimônia, ele deve receber a Medalha Destaques da Década Juvêncio César da Fonseca, honraria proposta pela vereadora Luiza Ribeiro em 4 de agosto. O reconhecimento chega a um fotógrafo que faz 75 anos daqui a três meses, nascido em 26 de novembro de 1951. A ligação dele com a Casa de Leis vem de longa data. ‘Participo desde os anos 1970 da Câmara Municipal. Sempre fotografei os vereadores que passaram por aqui’, afirmou Roberto Higa. Sobre a homenagem, ele resumiu: ‘Para mim, é um orgulho muito grande ser reconhecido depois de todo esse tempo.’

Higa começou a trabalhar aos sete anos e, por volta de 1967 ou 1968, entrou no Diário da Serra como office-boy. Aos dezesseis, passou a fotografar. Vindo de uma família de oito irmãos, chegou a fazer uma viagem a São Paulo que levou três dias até Bauru, onde realizou sua primeira exposição. Ao longo dos anos, a lente de Higa acompanhou momentos que marcaram a cidade e o estado. Ele cobriu a posse de José Fragelli, em 1971, e a inauguração da Cidade Universitária no mesmo ano, com Jarbas Passarinho e Pedro Pedrossian. Em 1972, participou da primeira Exposição de Fotojornalismo de Campo Grande e registrou o Morenão lotado num Operário x Comercial. No ano seguinte, fotografou à noite a inauguração do primeiro lava-jato da cidade. Algumas das imagens de Higa mostram cenários que

Roberto Higa será o Homenageado Especial da sessão solene pelos 127 anos de Campo Grande.

não existem mais. Em 1969, fez uma fotografia da Rua 14 de Julho com o relógio que, anos depois, foi demolido pelo prefeito às cinco da manhã. Ele também esteve na cobertura da queda do C-115 Búfalo em Ponta Porã, em 8 de setembro de 1974, tragédia que deixou 19 mortos. O fotógrafo registrou ainda os últimos dias de Cuiabá como

FESTIVAL

capital do Mato Grosso único, em 1977, e as ruas de Campo Grande em festa pela divisão, no mesmo ano. Documentou a promulgação da Constituição estadual e a posse de Marcelo Miranda, em 1979, e reuniu na exposição O Povo do Sorriso, de 1980, imagens das comunidades indígenas. Em 1985, esteve no aeroporto durante a visita dos Menudos ao lado

de Lúdio Coelho, e também acompanhou a visita de João Paulo II. O trabalho de Higa foi reunido no livro Olhar, lançado em 19 de agosto na Estação Ferroviária. A obra tem 192 páginas, quase 200 fotos e nove capítulos, resultado de quinze anos de tentativas para fechar contrato. Na época do lançamento, seu acervo somava

cerca de 250 mil registros. A trajetória também virou tela no documentário A Campo Grande de Roberto Higa, lançado em 13 de fevereiro de 2026. O filme, dirigido por Conrado Roel, teve doze anos de filmagem e dura 30 minutos. Roberto Higa tinha cerca de 60 anos quando as gravações começaram. A Foto Roberto permanece no mesmo prédio há mais de cinquenta anos. A saúde de Higa passou por momentos delicados. Em meados de 2008, ele teve o primeiro AVC e, depois disso, recebeu o diagnóstico de Alzheimer. A doença piorou em 2020. Em junho de 2024, ele passou a ter dificuldade para engolir, e uma endoscopia revelou um tumor na orofaringe. Higa passou por quimioterapia e radioterapia no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, com uma internação de sete meses, e em fevereiro de 2025 tocou o sino. Na mesma sessão do dia 25, a Câmara também deve entregar títulos de Cidadão Campo-Grandense, Cidadão Benemérito e a Medalha do Mérito Legislativo José Antônio Pereira.

PALESTRA

Festival Internacional da Carne terá mais Ignácio de Loyola Brandão participa de de 30 estações gastronômicas em CG palestra gratuita em Campo Grande FOTO: SKILO FILMES/DIVULGAÇÃO

FOTO: DIVULGAÇÃO

Festival Internacional da Carne será realizado de 25 a 27 de setembro no Parque Laucídio Coelho, em Campo Grande.

Evento será realizado de 25 a 27 de setembro no Parque Laucídio Coelho, com chefs convidados, Expoequestre e programação infantil Campo Grande recebe, entre os dias 25 e 27 de setembro, mais uma edição do Festival Internacional da Carne, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A programação reunirá mais de 30 estações gastronômicas, assadores de Mato Grosso do Sul, participação do chef argentino Enzo Ponce, atividades para crianças e a realização simultânea da Expoequestre.

Organizado pela Márcia Marinho Produções, em parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o festival terá entre os destaques o restaurante “Entre Brasas e Taças”, apresentado pela 067 Vinhos. O espaço receberá Enzo Ponce, chef argentino especializado em fogo, grelha e parrilla, que atualmente comanda a Cantina La Gloria, em Luján de Cuyo,

na região de Mendoza. Ponce também integrou a equipe do Universo Vigil e, durante o festival em Campo Grande, trabalhará em conjunto com a cozinha e o buffet pantaneiro comandados pelo chef Júnior. A carne seguirá como principal elemento da programação gastronômica, com mais de 30 estações distribuídas pelo parque. Os espaços reunirão assadores de Mato Grosso do Sul e apresentarão diferentes cortes, técnicas e formas de preparo, com destaque para receitas elaboradas no fogo e na brasa. A edição de 2026 também terá produtos desenvolvidos especialmente para o evento. A Tempero do Tonho preparou um sal com a marca do festival, enquanto a Top Sabor será responsável pelo pão de alho oficial da programação. Além da gastronomia, o público poderá acompanhar a Expoequestre, realizada no mesmo período e local. Para as crianças, haverá uma área com fazendinha, brinquedos infláveis de grande porte e outras atividades recreativas. A proposta é reunir, durante os três dias, gastronomia, experiências ligadas ao campo e entretenimento para diferentes públicos. Empresas interessadas em participar como expositoras ou patrocinadoras podem entrar em contato com a organização pelo telefone (67) 9 9640-1249.

Ignácio de Loyola Brandão, ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, participa de encontro gratuito na ASL

Escritor da Academia Brasileira de Letras será atração do Chá Acadêmico da ASL na segunda-feira (24), com entrada franca O escritor, jornalista e acadêmico Ignácio de Loyola Brandão participa na segunda-feira (24) de uma noite dedicada à literatura em Campo Grande. Aos 90 anos e ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele será o convidado do Chá Acadêmico de agosto da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), às 19h30, com entrada gratuita. A condição de integrante da cadeira 11 e a trajetória do autor são confirmadas pela própria ABL. O encontro será realizado no auditório da ASL, na Rua 14 de Julho, 4653, dentro do ciclo 2026 do projeto “ABL na ASL: Palestras Imortais”. Nesta edição, Loyola apresentará a palestra “Conversa Literária”, abordando sua relação com a literatura e experiências acumuladas ao longo de mais de seis décadas de carreira. Para o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, a participação do escritor permite aproximar o público tanto da obra quanto das experiências pessoais do autor. Segundo ele, os encontros mostram como “a trajetória pessoal e os causos do cotidiano se transformam em convites vivos para a leitura, a reflexão e o diálogo aberto com

o público”. Natural de Araraquara (SP), Loyola iniciou a carreira no jornalismo antes de estrear na literatura, em 1965, com o livro de contos Depois do Sol. Ele foi eleito para a ABL em março de 2019 e tomou posse em outubro daquele ano. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Zero, Não Verás País Nenhum, Bebel Que a Cidade Comeu, Dentes ao Sol, Cadeiras Proibidas, O Beijo Não Vem da Boca e O Anônimo Célebre. Sua produção inclui romances, contos, crônicas, literatura infantojuvenil, teatro e relatos de viagem. Música e artes visuais completam a noite - Além da palestra, o Chá Acadêmico terá apresentações ligadas aos projetos mantidos pela ASL em parceria com outras instituições. O projeto “Música Erudita e suas Fronteiras”, desenvolvido com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS),

terá participação do Quarteto de Violões da Orquestra de Violões de Campo Grande. O grupo apresenta repertório que transita entre música de concerto, música popular e composições autorais, com direção artística e arranjos do maestro Anderson Francellino. Quarteto de Violões da Orquestra de Violões de Campo Grande participa do Chá Acadêmico com repertório que reúne música de concerto, popular e composições autorais. Nas artes visuais, a convidada será Lizete Medeiros de Souza, dentro do projeto “Arte na Academia”, realizado com a Confraria SociArtista. A artista campo-grandense desenvolve trabalhos principalmente com pintura abstrata sobre tela. A programação é realizada em parceria entre a ASL e o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). A artista Lizete Medeiros de Souza participa do projeto Arte na Academia com trabalhos em pintura abstrata sobre tela.

SERVIÇO: CHÁ ACADÊMICO – ABL NA ASL: PALESTRAS IMORTAIS Convidado: Ignácio de Loyola Brandão Tema: “Conversa Literária” Data: 24 de agosto de 2026 - Horário: 19h30 Local: Auditório da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras Endereço: Rua 14 de Julho, 4653, Campo Grande Entrada: gratuita - Formato: presencial


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Campo Grande, 23 de Agosto de 2026

VW revela a picape Tukan na Festa do Peão

FOTO: REPRODUÇÃO

A VW apostou num cenário caipira para revelar seu novo lançamento: nesta última sexta-feira (21), a montadora apresentou a picape Tukan em plena Festa do Peão de Barretos (SP). Ele só começa a ser vendido no primeiro semestre de 2027 e vem para suceder a veterana Saveiro. A Tukan aparece em duas configurações: cabine simples, na versão de entrada Robust, voltada ao trabalho, e cabine dupla, na topo de linha Extreme, na cor Amarelo Canário. A produção será em São José dos Pinhais (PR), com cerca de 76% de peças nacionais.

Jetour chega a Campo Grande com quatro SUVs híbridos plug-in pelo Grupo Enzo Showroom na Avenida Costa e Silva reúne S06, T1 e as versões do T2, com preços entre R$ 199,9 mil e R$ 349,9 mil

A

Jetour desembarcou em Campo Grande na noite desta última quarta-feira (19), com a inauguração de seu showroom na Avenida Costa e Silva, 405. A operação, tocada pelo Grupo Enzo, estreia com quatro SUVs híbridos plug-in e atraiu campo-grandenses que formaram fila para conhecer a marca. O clima de novidade tomou conta da loja: a porta do modelo S06 ficou aberta a noite inteira, enquanto visitantes entravam, sentavam no banco esportivo e pediam para abrir o teto solar. Entre os presentes, Mário Roberto resumiu a impressão. ‘Achei os carros modernos, muito legal mesmo’, disse. Sobre a recepção, completou: ‘Muito bem atendido, ótimo mesmo’. O consultor de vendas, Wesley Rufino, destacou a posta do grupo na chegada da marca. ‘O Grupo Enzo, mais uma vez, inovando, trazendo carros cheios de tecnologia, um estilo diferenciadíssimo para a nossa região’, afirmou durante o evento. Para ele, a escolha faz sentido geográfico: ‘Nós acreditamos que a marca combina muito com o nosso estado de Mato Grosso do Sul’. O S06 abre a linha como opção mais compacta, com 4,61 m de comprimento. Traz 315 cavalos, bateria de 19,4 kWh, 120 km de autonomia no modo elétrico e autonomia combinada que a marca cita em 1.300 km e 1.200 km. No interior, tem tela central de 15,6 polegadas, som Sony com nove alto-falantes e rodas de 20 polegadas. ‘É um carro de 315 cavalos, sabe, que traz uma versão esportiva para o nosso dia a dia, para aquele bate e volta na cidade’, descreveu Rufino. A versão Advance sai por R$ 199,9 mil e a Premium, por R$ 229,9 mil. O T1 tem 4,70 m, bateria de 26,7 kWh e autonomia combinada de 1.200 km. Conta com quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas e carregador de celular por indução de 50 W. ‘Carro híbrido também, super confortável’, resumiu Rufino. As versões saem por R$ 249,9 mil (Advance) e R$ 264,9 mil (Premium).

Jetour T1, com preço a partir de R$ 249,9 mil, em exposição no showroom da nova concessionária da marca em Campo Grande.

bateria de 43,2 kWh, oito modos de condução, capacidade de atravessar trechos alagados de até 70 cm e 597 cv de potência total instalada. Sua autonomia chega a 1.300 km e a tela é de 15,6 polegadas. A recarga rápida de 30% a 80% leva cerca de 37 minutos. Essa versão custa R$ 349,9 mil.

TABELA NACIONAL DA MARCA Versão ADVANCE PREMIUM S06 R$ 199.900 R$ 229.900 T1 R$ 249.900 R$ 264.900 T2 R$ 289.900 R$ 299.900 T2 4X4 XWD R$ 349.900 V. TOP DE LINHA

Condições e garantia

O financiamento com taxa zero pode ser fechado com entrada de 60% e parcelamento do restante

Central multimídia de 15,6 polegadas exibe informações de condução e comandos do SUV híbrido plug-in da Jetour.

em 18 ou 24 vezes, conforme a versão. A garantia é de sete anos ou 150 mil km para o veículo e de oito anos ou 160 mil km para bateria e motores elétricos.

Grupo Enzo

Convidados durante a inauguração da concessionária Jetour Enzo em Campo Grande, com SUVs da marca em exposição no showroom.

Karlos Fernandes, sócio-diretor do Grupo Enzo

Já o T2, apontado por Rufino como ‘é o queridinho de todos’, aparece em diferentes configurações. A versão 4×2 tem bateria de 26,7 kWh, 70 km de autonomia só no elétrico e seis airbags, com preços de R$ 289,9 mil e R$ 299,9 mil na Premium. No topo, o T2 4×4 XWD reúne

O Grupo Enzo começou em 1984 e hoje distribui 16 marcas, somando 31 operações entre lojas e prestadores de serviço automotivo. Em maio, abriu sua terceira unidade Fiat em Campo Grande, na Avenida Ceará, em um prédio de 3.300 metros quadrados. O grupo ainda reúne o Consórcio Enzo, Enzo Corretora, Enzo Peças e Enzo Reparadora.

AVENIDA COSTA E SILVA 405 - SALÃO 03 FONE 67 4042-2070 E SHOPPING CAMPO GRANDE TEST DRIVE MEDIANTE AGENDAMENTO NA LOJA CAMPO GRANDE-MS Fachada noturna da concessionária Jetour Enzo em Campo Grande, com os logotipos das marcas iluminados.


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