A homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro continua neste domingo, com programação religiosa e momentos de convivência no Santuário Estadual. O público poderá participar das missas, aproveitar a praça de alimentação e acompanhar apresentações musicais ao longo da noite. Entre as atrações estão o Ministério Etafá, a dupla Augusto e Leandro e o cantor Sidney Francis. Data: 28/06 / Horário: 18h / Local: Santuário
Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Circo Mundo Mágico apresenta Bento e Totó
As crianças têm encontro marcado com Bento e Totó no Circo Mundo Mágico, que segue com apresentações em Campo Grande. Além do espetáculo inspirado nos personagens infantis, a programação conta com números tradicionais de circo, palhaços, malabaristas e atrações para toda a família. Data: 28/06 / Horário: 17h, 19h e 20h30 / Local: Estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês / Entrada: A partir de R$ 20.
Produção de fertilizantes no Estado vai impulsionar barateamento dos alimentos
Segundo presidente Lula, retomada da UFN-III em Três Lagoas reforça a autonomia do Brasil no setor agrícola e fortalece o agronegócio
O agronegócio brasileiro terá um importante reforço com a retomada da construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). A fábrica permi-
tirá reduzir a dependência de importações e contribuirá para baratear o custo da produção agrícola, refletindo em alimentos mais acessíveis à população. Com investimento da Petrobras
de R$ 5 bilhões, a obra deve gerar cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos e tem previsão de início das operações em 2029.
A UFN-III terá capacidade para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia, atendendo grande parte da demanda do Centro -Oeste, que concentra cerca de 40% do consumo nacional de ureia. A localização estratégica de Três Lagoas permite suprir rapidamente os estados que mais utilizam fertilizantes, como Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, o Brasil importou mais de 85% dos fertilizantes utilizados no campo, expondo o setor agrícola à variação de preços internacionais. Com a ampliação da produção nacional, a expectativa é que a participação interna chegue a 35% até 2029, com possibilidade de crescimento futuro para 70%, fortalecendo a soberania do país sobre insumos essenciais para alimentos. Além do impacto econômico, a obra também beneficia a região de Três Lagoas, que recebe investimentos complementares do Novo PAC em infraestrutura urbana, saúde e habitação.
Riedel acelera saneamento e mira MS como primeiro Estado universalizado do país
Wertheimer
Quanto MS vai gastar em 2027? ALEMS vota plano que define prioridades
Mercado imobiliário movimenta R$ 1,7 bi apesar da redução de lançamentos
Campo Grande instala nove novos radares para reforçar a segurança viária
Frio cede na Capital, mas instabilidade pode trazer chuvas isoladas
Feijoada TamoJunto une gastronomia, solidariedade e apoio a projetos sociais
VEJA NAS PÁGINA 3•B
Foto: Divulgação
Receitas para vencer uma eleição
MAIORIA: Um candidato ao Governo dos Estados Unidos, ao ouvir essa declaração de um apoiador: “Todas as pessoas que pensam votam no senhor”; ponderou: “ Não é o bastante. Para vencer eu preciso de maioria”. O episódio mostra que pouco interessa ao candidato as diferenças ideológicas e partidárias de seus eleitores. Basta apenas que o ajudem a compor a maioria e vencer. Ponto final.
ELEITOR RACIONAL: É preciso se conscientizar. Como modelo esse tipo de eleitor existe apenas na teoria. Na pratica, o eleitor tomado por emoções, acaba abraçando pessoas e até aderindo ideias duvidosas – divorciadas da lógica racional. Diz o velho ditado: Não haveria políticos enganadores se não existissem eleitores dispostos a serem enganados.
SEDUÇÃO: O eleitor precisa ter pontos de identificação com a história do candidato. Convenhamos: apenas promessas mirabolantes não sustentam uma candidatura. Essa conexão entre candidato e eleitor não se constrói da noite para o dia, mesmo com a utilização das atuais estratégias de marketing. O candidato precisa ajudar.
ESTRATÉGIAS: Existem, graças aos recursos de mecanismos digitais, inclusive da ‘Inteligência Artificial’ que preocupa a Justiça Eleitoral. Marqueteiros já propagam suas habilidades em todo o país, num aceno de que essa campanha custará os olhos da cara. Pelas notícias na mídia, há recursos já assegurados. Enfim, uma festa sem limites!
MARCELO MIRANDA: Uma das últimas lideranças da ‘velha guarda’. Cidadão simples e como todos os políticos, cometeu acertos e equívocos, Vítima de fatores circunstanciais, sem apoio de seu grupo político teve sua imagem desgastada. Viveu outra época; não guardou mágoas na geladeira. . Cumpriu sua missão. Foi em paz.
LAGRIMAS: “ O caixão iguala o líder a qualquer cidadão comum. ” Experiência amarga – provação paternal dolorida vive o deputado Londres Machado com a perda da filha Grazielle. Apesar de sua fé, da boa índole e experiência de vida, Londres jamais será o mesmo. Essa perda contraria o ciclo existencial que entendemos ser a ordem natural da vida.
REFLEXÕES: “ Títulos, cargos e honrarias tornam-se apenas adereços deixados para trás. O que resta são narrativas, as vezes distorcidas ou esquecidas rapidamente. Refletir sobre a partida de uma filha envolve navegar por sentimentos complexos e aceitar que o processo não é de esquecer, sim de conviver com a saudade. Mas o ritmo da política é cruel, ignora o luto, exige resposta rápida. ”
NO RINGUE: Repercutem as declarações de Michelle Bolsonaro contra os filhos de Bolsonaro. Destaque para a crítica ao apoio do PL a candidatos que não representam o pensamento da direita, como o caso de Ciro Gomes, no Ceará. Questiona-se: o episódio poderá fomentar revoltas de bolsonaristas em outros estados e até rachar o PL?
COERÊNCIA: É exatamente essa postura que Michelle cobra dos ‘diletos’ enteados nesta fase eleitoral. Ela cobra memória e valorização dos companheiros desde o início da jornada. Agora, é esperar pela reação do ex-presidente; avalizará o pensamento dela e reprovará a conduta de seus filhos? E qual será a postura da direção nacional do PL?
INEVITÁVEL: Formatar um grupo ou uma candidatura com lideranças homogêneas, sem divergências é difícil. Não por acaso, o ex-governador Abreu Sodré (SP) sustentava que ‘a política é a arte de engolir sapos’. Todos os partidos têm arestas, provocando críticas e defecções. Afinal o poder atrai ambições, interesses e egos divergentes.
CHANCES: Cada dirigente ou candidato tem suas próprias conclusões a respeito das possibilidades de êxito. Alguns tem as pesquisas como referência, a votação no pleito anterior e ainda novas alianças apoiadoras. Mas insisto, o sistema das federações é uma novidade traiçoeira. Provocará alegria para uns, tristeza para outros.
DESINTERESSE? Dados do TSE mostram que nas eleições de 2024 - dos 646.198 eleitores de Campo Grande, cerca de 164.799 não foram votar. 25% do eleitorado. Por se tratar de pleito municipal esse índice assusta. Não deixa de ser um alerta para os candidatos que tem na capital sua principal base eleitoral. Pode faltar gente nas urnas.
ILUSÃO: Há uma tese de que fazer política na capital seria mais barato do que no interior. ‘É relativo!’ – como diria o personagem do saudoso Chico Anísio. No fundo, o tal voto barato pode ficar caro exatamente pela crescente tendência do eleitor de deixar de votar. O cabo eleitoral promete 100 votos, mas nem todos os eleitores comparecem.
DO LEITOR: “Vivemos num mundo ansioso. Será que o mundo acabará amanhã? Não há descanso para o cérebro carregado de estímulos. Nossa rotina está acelerada e vigora o imediatismo. A internet tem grande parcela de culpa e o celular idem. As relações sociais deteriorando em todos os segmentos. Nada mais é presencial. Que chatice. ”
Estranhar é preciso
Ricardo Viveiros (*)
Éestranho nascer, crescer e viver em um país como o Brasil. A cada novo dia sinto que defender a dignidade humana é visto como um posicionamento «ideológico» questionável, e não um mínimo princípio ético. Como se reivindicar que as pessoas vivam sem fome, sem medo, sem abandono do Estado ou sem violência estrutural fosse apenas mais uma opinião política dentro do mercado eleitoreiro, e não um princípio básico de convivência.
Sabemos que a democracia implica em debater e disputar ideias, até persuadir pelo diálogo. Mas há uma enorme diferença entre discutir modelos econômicos ou formas de administração do Estado e precisar esclarecer alguém de que certos grupos humanos merecem direitos, proteção e condições materiais mínimas. Dignidade.
A desigualdade se tornou tão comum que muita gente já não percebe a injustiça como uma emergência moral, mas como algo que nunca vai mudar. E se acomoda nesse pensamento individualista, criticando governos que combatem a fome e criam reais oportunidades para todos na saúde, educação, trabalho, segurança, moradia.
Parece normal ver regiões inteiras abandonadas, crianças desnutridas, líderes sociais assassinados, pessoas deslocadas, trabalhadores explorados e sistemas públicos em colapso, enquanto o debate político gira em torno do medo, da suposta ameaça à propriedade privada ou da fantasia de um inimigo ideológico que “destruirá o país”. E se esconde atrás de factoides, como: a preocupação social vai “dividir casas”, “criar banheiros únicos” e “fechar templos religiosos”.
O que mais chama a atenção não é a existência de cada uma dessas absurdas violências, mas a naturalidade com a qual parte da sociedade aprendeu a conviver com elas desde que não mude sua sensação pessoal de tranquilidade. Ironicamente, até entre os mais necessitados há os que pensam assim. Lembro Simone Beauvoir: “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”.
Por isso incomoda escutar que é preciso “convencer” o povo a escolher candidatos que defendam o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, (Deutschland über alles), e outros slogans usados pelos nazifascistas. Deus seria amor, não ódio. Estaria em todos, até nos que não têm fé.
O problema não é apenas político, é moral. Mesmo depois de
Atermos sofrido décadas de uma ditadura militar, com torturas, mortes, exclusão e desigualdade extremas, ainda não há um entendimento básico sobre o efetivo valor da vida humana, em especial quando diante de grupos historicamente marginalizados: mulheres, idosos, crianças, indígenas, pretos, LGBTQIAPN+, deficientes físicos e mentais, migrantes, refugiados e outros em situação de vulnerabilidade. No Brasil várias pessoas defendem de modo abstrato a democracia. Por outro lado, consideram suspeita qualquer iniciativa responsável por reparação da crônica dívida social, justa distribuição de riquezas, melhoria de direitos humanos. O discurso fácil de liberdade precisa ir para a prática, o tema é usado sem compromissos com as mínimas condições de existir. Liberdade implica em respeito, equivalência na diversidade, chances reais para todos, qualidade de vida. Não há democracia onde as pessoas não vivem, apenas sobrevivem. O relato público dos extremistas insiste em trazer demandas de dignidade como se fossem excessos, populismo, ameaças ideológicas. Porque reconhecer a injustiça estrutural obriga reconhecer os privilégios construídos sobre ela, além dela. Nesse contexto, aparecem as narrativas já conhecidas, o “mais do mesmo” que sabemos bem: falar de direitos divide o país; clamar por igualdade gera ressentimentos; pobreza é problema individual; protestos são perda de tempo; propor mudanças mais profundas é polarizar. Como se a polarização a que se referem tivera nascido de quem se indigna e denuncia a desigualdade, e não de uma trajetória nacional brasileira sustentada por violências e exclusões.
Há coisas que deveriam ser discutidas sob o legítimo princípio da democracia. Como há outras que deveriam ser inadmissíveis: a indiferença diante do sofrimento; a naturalização da desigualdade extrema; a ideia de que a vida alguns vale menos que a tranquilidade econômica de outros.
É hora de pensar, entender e agir. Seu voto é ferramenta, não arma.
(*) Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite.
Vou trabalhar no horário do jogo do Brasil. A empresa é obrigada a me liberar?
Copa do Mundo da FIFA costuma mobilizar milhões de brasileiros, mas nem todos conseguem acompanhar os jogos da Seleção ao vivo. Neste ano as partidas estão programadas em horários em que muitos trabalhadores ainda estarão em expediente, especialmente aqueles que atuam em escalas, plantões, shopping centers, bares, restaurantes, hospitais, hotéis, transporte, segurança e outras atividades.
Diante disso, surge uma dúvida comum: a empresa é obrigada a liberar os empregados para assistir aos jogos? A resposta é não.
Giovanna Tawada (*)
A legislação trabalhista não prevê feriado ou folga obrigatória em razão da Copa do Mundo de Futebol. Dessa forma, os dias de jogos da Seleção são considerados dias normais de trabalho e o empregador pode exigir o cumprimento regular da jornada contratada.
Também não existe obrigação legal de a empresa interromper as atividades, instalar televisões ou transmitir as partidas aos seus empregados. A decisão de liberar os trabalhadores, flexibilizar horários ou criar espaços para acompanhamento dos jogos depende exclusivamente da política adotada por cada empregador. Isso significa que trabalhadores que estiverem escalados durante as partidas deverão cumprir normalmente sua jornada. Caso o empregado decida se ausentar, atrasar seu retorno ou abandonar o posto de trabalho para assistir ao jogo sem autorização da empre-
sa, a ausência poderá ser considerada injustificada, sujeitando-o a descontos salariais e, dependendo da situação, até mesmo à aplicação de medidas disciplinares, como advertência ou suspensão. Por outro lado, nada impede que a empresa adote medidas para conciliar a rotina de trabalho com o evento esportivo. Algumas organizações optam por liberar os empregados mais cedo, flexibilizar os horários de entrada e saída, instituir banco de horas ou disponibilizar a transmissão dos jogos em áreas comuns. Essas iniciativas, contudo, são facultativas e não representam uma obrigação legal. Por isso, a recomendação para os trabalhadores é verificar previamente qual será a orientação da empresa para os dias de jogo. Já para os empregadores, o ideal é comunicar as regras com antecedência, evitando dúvidas e garantindo que todos saibam exatamente como será o funcionamento das atividades durante a Copa do Mundo.
(*) Giovanna Tawada é advogada formada e pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, ambos pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e conta com mais de 11 anos de experiência na área trabalhista, sempre atuando em grandes e renomados escritórios de São Paulo. Tawada é, atualmente, sócia do escritório Feltrin Brasil Tawada com atuação voltada tanto para área consultiva quanto para o contencioso trabalhista.
Alexandre de Moraes
avalia situação de Bolsonaro e armas em prisão domiciliar
Procuradoria sugere aguardar conclusão das investigações antes de decidir sobre possível falta grave
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O ministro Alexandre de Moraes enfrenta um desafio delicado na supervisão da execução penal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou cautela quanto à análise da arma mantida por Bolsonaro em sua residência, argumentando que ainda não é possível caracterizar a situação como falta grave. Em manifestação protocolada na última quinta-feira (25), o procurador-geral Paulo Gonet destacou que a posse da arma precisa ser investigada para determinar se de fato infringe as condições de cautela impostas ao ex-presidente. “Sugere-se aguardar a conclusão das investigações para permitir um juízo final mais abrangente sobre os fatos”, escreveu o procurador. O caso remonta a 15 de junho, quando um segundo-sargento do Exército encontrou a pistola durante uma blitz em Taguatinga (DF). A arma es-
tava sem registro em nome do servidor, mas ele declarou que o equipamento pertencia a Bolsonaro e havia sido entregue para manutenção. A defesa confirmou que a arma estava desativada, usada apenas para segurança do ex-presidente. Moraes solicitou que a PGR se posicionasse à luz da Lei de Execução Penal, que define como falta grave “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. A decisão do ministro deverá equilibrar a segurança jurídica, o cumprimento das regras do regime domiciliar e o delicado estado de saúde do ex-presidente. A análise do caso continua em andamento, e o desfecho dependerá do resultado da investigação e da avaliação do STF sobre o impacto da situação na execução da pena. Até lá, Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, sob supervisão judicial e com acompanhamento das medidas de cautela estabelecidas pelo tribunal.
Passando por MS, Lula diz que Brasil produzirá ao menos 70% de todo o fertilizante que precisa
Presidente participa da retomada das obras da UFN3 em Três Lagoas e reforça plano para reduzir dependência externa de insumos agrícolas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil vai produzir pelo menos 70% dos fertilizantes usados no país, durante cerimônia nesta quinta-feira (25) em Três Lagoas (MS), onde participou da retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3). O empreendimento, paralisado há anos, faz parte do Novo PAC e receberá investimentos de R$ 5 bilhões, com expectativa de gerar empregos e reduzir a dependência de insumos importados.
Segundo Lula, a produção local é estratégica para garantir soberania nacional e estabilidade no setor agrícola. “Um país jamais será soberano se não for dono das coisas principais que ele produz. Essa fábrica vai nos permitir controlar nossa própria produção de fertilizantes e reduzir vulnerabilidades externas”, afirmou o presidente, associando o projeto à segurança alimentar e ao desenvolvimento econômico do país.
Além da questão dos fertilizantes, o presidente abordou o avanço da inteligência artificial, destacando a importância de valorizar a inteligência humana na tomada de decisões. Ele também criticou privatizações recentes, como as da BR Distribuidora e da Eletrobras, questionando os benefícios para a população e reforçando a atuação da Petrobras no controle de preços e na transição energética. O evento poderá incluir passagem por Ponta Porã, onde Lula deve participar de atos de entrega de títulos de regularização fundiária. A retomada da UFN3 é vista como um passo importante para o agronegócio brasileiro, principalmente diante da crise global de fertilizantes e do aumento do custo dos insumos importados, contribuindo para maior autonomia do país no setor agrícola. A visita de Lula evidencia a prioridade do governo em fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos, ampliando a capacidade industrial do país e oferecendo soluções que reduzem a dependência do exterior. A expectativa é que a fábrica esteja operacional nos próximos anos, consolidando Mato Grosso do Sul como polo relevante na produção de fertilizantes no Brasil.
O presidente Lula durante a cerimônia de retomada da obra da fábrica de fertilizantes UFN3 em Três Lagoas
Bolsonaro em prisão domiciliar supervisionada pelo STF; decisão depende de apuração sobre posse de arma.
Feijoada para somar
No dia 20 de junho, a 11ª Feijoada TamoJunto reuniu convidados, autoridades e apoiadores em torno das ações sociais do instituto
A11ª Feijoada TamoJunto ocupou o sábado (20 de junho), com a combinação que costuma dar o tom a encontros assim: gente conhecida, música, conversas cruzadas e uma causa comum sobre a mesa. Mais do que um compromisso da agenda social, o evento do Instituto TamoJunto se firmou como uma frente de apoio às ações sociais mantidas pela entidade ao longo do ano.
Toda a renda arrecadada, segundo o material divulgado, será revertida para esse trabalho. Ao longo da tarde, nomes da política, da vida pública e do círculo de apoiadores do instituto passaram pela feijoada, que também abriu espaço para homenagens e entregas de prêmios.
Carlos Alberto de Assis, presidente de honra do TamoJunto, apareceu em diferentes momentos da programação. Monica Riedel, Eduardo Riedel, Nelsinho Trad e Reinaldo Azambuja estiveram entre os presentes. O grupo Sambô levou música ao encontro, em uma edição marcada por presença, articulação e propósito.
Integrantes do Instituto Tamojunto
Presidente de honra do Instituto Carlos Alberto de Assis, com a primeira dama Monica Riedel e o governador do Estado, Eduardo Riedel
Carlos Alberto de Assis e o ex-governador Reinaldo Azambuja
Convidados especiais diretamente do RJ
Deputado Caravina e a prefeita de Bataguassu, Wanderleia Caravina
Carlos Alberto com Gerson Claro, presidente da ALEMS e Katia Claro
Família Tannus
Alegria ao som do grupo Sambô
Fotos: Raquel Balan & Barbosa • Uairi Filmes
AUTORIDADES PRESENTES
Monica Riedel - Primeira-dama de MS
Eduardo Riedel - Governador de MS
Nelsinho Trad - Senador da República
Reinaldo Azambuja - Ex-governador de MS
Carlos Alberto de Assis - Presidente de honra
Dep. Caravina - Deputado Estadual
Dagoberto Nogueira - Deputado Federal Gerson Claro - Presidente da ALEMS
Rejane Monteiro com as primas Talita Amorim e Gabriela Teodoro
Kellyana Fernandes e Monica Riedel
Senador Nelsinho Trad, Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel, Sergio de Paula e Marcio Fernandes
Autoridades e homenageados
Claudio Mendonça, Ary Raghiant e Reinaldo Azambuja
Renato Cintra e Tati Cintra
Ana Clara Pasqualetto, Alessandra Pesente, Carlos Alberto e Valentina Pesente
Senador Nelsinho Trad com a esposa Keila Trad e a jornalista Cidinha Ribeiro
Pollyana Raizer, Renato Raizer, Thaís Raizer e Ricardo Ribeiro
Carlos Alberto com Secretário Rodrigo Perez e Rafaela Landfeldt
Deputados Caravina e Dagoberto Nogueira na entrega do prêmio ao diretor do grupo Refriko, Junior Avesani
Bruna Pereira, com Governador Eduardo Riedel e Monica Riedel na entrega do prêmio em homenagem a Gugu Pereira
Ricardo Ayache, Melissa Ayache e Carlos Alberto
Legado e história: Marcelo Miranda e Grazielle
Machado deixam marcas profundas no Estado
Mortes recentes de ex-governador e ex-deputada destacam contribuições políticas e sociais para o Estado
O estado de Mato Grosso do Sul vive um período de luto e reflexão com a perda de duas figuras históricas da política local em um curto intervalo de tempo: o ex-governador Marcelo Miranda Soares, aos 87 anos, e a ex-deputada Grazielle Machado, aos 45 anos. Ambos deixaram contribuições que marcaram não apenas suas trajetórias políticas, mas também a consolidação de instituições e projetos sociais no Estado. Marcelo Miranda, natural de Uberaba (MG), chegou ao Mato Grosso do Sul na década de 1970 e participou da construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, antes de iniciar sua carreira política. Prefeito de Campo Grande, governador por nomeação e eleito pelo voto direto, e senador da República, Miranda foi protagonista na expansão da infraestrutura, na criação de municípios e no fortalecimento da administração estadual. Sua trajetória foi reconhecida pelo presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro, como fundamental para
a história política do Estado. Grazielle Machado, filha do deputado Londres Machado, iniciou sua trajetória política ainda jovem e conquistou expressiva votação em Campo Grande, tornando-se a mulher mais votada na história do Parlamento estadual à época. Além de legislar, Grazielle implantou projetos sociais como Conversa na Varanda e Mulheres em Ação, voltados para a saúde da mulher e para a aproximação entre a população e a política, consolidando-se como referência feminina na política sul-mato-grossense. A soma das trajetórias de Marcelo Miranda e Grazielle Machado revela um legado amplo: de infraestrutura e consolidação institucional a inclusão social e fortalecimento da participação política feminina. Ambos deixaram exemplos de compromisso público, planejamento estratégico e atenção às necessidades da população.
Ao longo de suas carreiras, Miranda e Grazielle mostraram dedicação à formação de novas
Papy questiona atrasos em obras e pede transparência da Prefeitura
Obras na Avenida Ernesto Geisel e no Jardim das Perdizes seguem além do prazo; parlamentares solicitam detalhes sobre contratos e cronogramas
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A Câmara Municipal de Campo Grande voltou a pressionar a Prefeitura por esclarecimentos sobre obras públicas que seguem em atraso, apesar de prazos já vencidos. O presidente da Casa, vereador Papy, informou que enviou ofício ao Executivo solicitando detalhes sobre o cronograma e a conclusão da pavimentação na Avenida Ernesto Geisel, trecho que ainda gera transtornos para moradores, motoristas e comerciantes locais.
Segundo o parlamentar, a obra, considerada histórica na Capital, já impacta o comércio da região, com estabelecimentos prejudicados pela interdição da via. Além disso, Papy visitou o trecho pessoalmente e reforçou a necessidade de que a Prefeitura apresente informações claras e atualizadas sobre os prazos. O presidente também ques-
lideranças. O ex-governador acompanhou a entrada de familiares na política e inspirou profissionais a seguir carreira pública, enquanto Grazielle
liderou iniciativas voltadas à organização partidária e capacitação de mulheres em todos os municípios do Estado. O legado deixado por ambos
Com articulação de
tionou a gestão sobre serviços de tapa-buraco e pediu informações sobre as empresas contratadas. No Jardim das Perdizes, onde estão em andamento obras de pavimentação e drenagem em dez ruas, o vereador destacou divergências nas informações recebidas, pedindo que o Executivo esclareça os detalhes do andamento e dos investimentos, que totalizam cerca de R$ 7 milhões. Em paralelo, a Câmara recebeu o novo secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, que apresentou um panorama geral das ações da pasta e ouviu demandas relacionadas à manutenção viária e à execução de obras em diversos bairros da cidade. Papy reforçou que a fiscalização do
garantir
e
continua a inspirar gerações, mostrando que políticas públicas, projetos sociais e compromisso institucional podem transformar a vida da popula-
ção e consolidar o Estado. Suas trajetórias, agora encerradas, permanecem como referência de serviço público, ética e dedicação ao coletivo.
Coronel David, Estado abre vagas para cursos de oficiais da PM e
Iniciativa histórica atende reivindicação do deputado Coronel David e reforça valorização profissional e recomposição do efetivo
O Governo de Mato Grosso do Sul publicou na última quinta-feira (25) decretos autorizando a abertura de 95 vagas para os Cursos de Habilitação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. A ação atende a uma demanda histórica das corporações e consolida uma política de valorização funcional, defendida pelo deputado estadual Coronel David desde 2023. Na Polícia Militar, as 63 vagas contemplam o Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO), o Quadro de Oficiais Especialistas Músicos (QOE-1/Mus) e a habilitação de 2º tenentes QAOPM. Já o Corpo de Bombeiros terá 32 vagas para o Quadro Auxiliar de Oficiais (QAOCBMMS), seguindo critérios de merecimento intelectual e antiguidade. Os processos seletivos serão coordenados pela Secretaria de Administração, Secretaria de Justiça e Segurança Pública, e pelos comandos-gerais das corporações.
Para Coronel David, a medida fortalece a carreira militar, incentiva a motivação das tropas e garante progressão funcional. “Essa é uma conquista estratégica para manter a eficiência das instituições e atender à crescente demanda por efetivo em todo o Estado. Também permite aproveitar candidatos aprovados em concursos anteriores sem grandes impactos financeiros”, afirmou o parlamentar. Além de ampliar oportunidades de ascensão, os decretos dão continuidade às tratativas do deputado com o governo estadual, incluindo a solicitação de novas turmas do Curso de Formação de Oficiais e a convocação de remanescentes do concurso de 2022. A medida é vista como essencial para garantir a capacidade operacional da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros em Mato Grosso do Sul.
Assembleia Legislativa adia sessão da última quinta-feira e mantém debate sobre prioridades e orçamento do Estado
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul adiou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, prevista para a última quinta-feira (25). A decisão, comunicada pelo presidente em exercício, deputado Paulo Corrêa (PL), remarcou a pauta para a próxima terça-feira, garantindo tempo para debate detalhado sobre as metas e prioridades do Estado.
O Projeto de Lei 77/2026 projeta um orçamento total de R$ 27,99 bilhões, com receitas primárias estimadas em R$ 24,492 bilhões. Os gastos correntes devem alcançar R$ 19,860 bilhões, sendo R$ 10,226 bilhões destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais. A LDO orienta a elaboração do orçamento anual, definindo diretrizes que
guiarão a administração estadual e os investimentos públicos ao longo de 2027. Além da apresentação das metas financeiras, a discussão da LDO permite aos parlamentares analisar prioridades em áreas como educação, saúde, infraestrutura e segurança pública. A votação na próxima terça-feira deve envolver debates sobre como os recursos serão aplicados e os impactos na gestão do Estado, consolidando transparência e planejamento estratégico. A remarcação da sessão reafirma o compromisso da Assembleia com o processo legislativo responsável, permitindo que deputados e gestores avaliem detalhadamente os números, objetivos e condicionantes que vão orientar as políticas públicas do próximo ano.
Marcelo Miranda e Grazielle Machado dedicaram décadas à política sul-mato-grossense e à defesa de causas sociais.
Legislativo busca
transparência
prestação de contas à população.
Presidente da Câmara, vereador Papy, acompanha de perto o andamento das obras na Avenida Ernesto Geisel.
Coronel David acompanha a publicação dos decretos que liberam 95 vagas nos cursos de habilitação de oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Nelsinho Trad destaca
papel do Brasil em resgates e cooperação internacional
Brasil mobiliza ajuda humanitária após terremotos na Venezuela
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O Brasil intensifica sua atuação humanitária após os terremotos que atingiram a Venezuela, deixando ao menos 188 mortos, 1.520 feridos e cerca de 24 mil desaparecidos. O senador Nelsinho Trad (PSD -MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e do Parlamento Amazônico, destacou que as duas instituições estão mobilizadas para colaborar em ações de cooperação regional e assistência às vítimas.
Segundo Trad, equipes brasileiras especializadas em resgate participam da missão humanitária, e o parlamentar reforçou a necessidade de investimentos permanentes nos Corpos de Bombeiros. “O Brasil possui profissionais altamente qualificados para atuar em operações de emergência tanto dentro quanto fora do país”, afirmou. Ele ainda lembrou que defendeu, durante a tramitação do PLP 18/2021, a
valorização e fortalecimento das corporações. A iniciativa de Trad contou com o apoio de outros parlamentares. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) pediu agilidade na chegada da ajuda internacional, enquanto o senador Eduardo Braga (MDB -AM) ressaltou os reflexos do tremor na região amazônica e manifestou solidariedade às famílias afetadas. A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), solicitou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. As ações ocorrem simultaneamente aos esforços de resgate na Venezuela, enquanto a comunidade internacional organiza suporte emergencial. O Brasil reafirma seu compromisso com a assistência humanitária, fortalecendo a imagem de cooperação e solidariedade regional em momentos de crise.
Câmara de Campo Grande altera regras para recursos sobre inconstitucionalidade
Nova emenda define critérios para vereadores recorrerem ao plenário quando projetos são rejeitados por comissões
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A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou na última quinta-feira (25) a Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 46, que estabelece novas regras para tramitação de recursos contra pareceres de inconstitucionalidade em projetos legislativos. A medida tem como objetivo dar mais clareza e segurança jurídica aos vereadores que desejam contestar decisões das comissões da Casa de Leis. De acordo com a emenda, quando uma proposta receber parecer contrário por maioria qualificada de 2/3 dos membros da comissão, por questões de inconstitucionalidade ou injuridicidade, o autor poderá apresentar recurso ao plenário. Para isso, será necessário o apoio mínimo de 1/3 dos parlamenta-
Pesquisas indicam leve alternância nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio seguem empatados em disputa pela presidência
A disputa presidencial de 2026 em Brasília permanece equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontam pesquisas recentes. Ao longo do primeiro semestre, o senador teve crescimento nas intenções de voto, mas a divulgação do caso “Dark Horse” afetou sua campanha, mantendo o cenário em empate técnico. Especialistas avaliam que o voto dos eleitores independentes será determinante para o desfecho da eleição. Levantamentos de institutos como Genial/Quaest, AtlasIntel e Datafolha mostram que, entre janeiro e abril, Flávio Bolsonaro oscilou entre pequena vantagem e empate com Lula, enquanto o petista recuperou parte do fôlego com medidas do governo federal, como o Desenrola 2.0 e a isenção de IR para salários de até R$ 5 mil. O episódio “Dark Horse”, em que Flávio solicitou recursos a Daniel Vorcaro para a produção do filme homônimo,
provocou queda nas intenções de voto do senador entre independentes e eleitores de direita não bolsonarista.
Segundo analistas, a estabilidade entre os dois candidatos indica que a campanha será definida por fatores externos à gestão federal, como repercussão de notícias e escândalos envolvendo os pré-candidatos. A avaliação negativa da administração de Lula, que passou de 49% para 52% entre janeiro e abril, também impacta o cenário eleitoral, deixando a précandidatura em situação defensiva em alguns segmentos. Cientistas políticos destacam que a disputa se manterá acirrada até o início da campanha formal, com leve alternância de vantagem entre os candidatos. O desenrolar das pré-candidaturas dependerá da articulação política, estratégias de comunicação e adesão de eleitores moderados, que formam o grupo crucial para definir o resultado do pleito.
Por que o prefeito de Terenos voltou ao cargo após oito meses afastado
Henrique Budke reassume prefeitura, mas mantém tornozeleira e restrições judiciais
Henrique Budke (PSDB) retorna ao cargo de prefeito de Terenos após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou que seu afastamento por mais de oito meses havia se prolongado sem justificativa suficiente. A medida atende ao princípio de equilíbrio entre garantir a administração do município e preservar os direitos do gestor enquanto a investigação segue em curso. Por que ele estava afastado? Budke foi alvo de investigação do Gaeco, que apurou supostos desvios de R$ 15 milhões envolvendo contratos e licitações da prefeitura. Segundo os relatórios, servidores manipulavam concorrências e liberavam pagamentos sem a prestação de serviços efetiva, beneficiando empresas ligadas ao esquema.
O afastamento foi uma medida cautelar para evitar interferências na apuração.
E agora, o que muda? Com a decisão do STJ, Budke reassume a gestão municipal, garantindo a continuidade administrativa e a normalidade nas funções da prefeitura. Apesar disso, ele seguirá monitorado por tornozeleira eletrônica e com restrições de contato com outros investigados, mantendo a investigação em andamento. Segundo seus advogados, a medida restabelece a normalidade institucional e reforça a expectativa de comprovação de sua inocência.
Por que o retorno é relevante? A decisão do tribunal evidencia a necessidade de equilibrar a proteção do processo legal e a administração pública local. Enquanto a cidade retoma
a gestão plena sob o prefeito, a Justiça continuará acompanhando as apurações sobre o suposto
Prazo para registro de candidaturas se aproxima e partidos intensificam escolhas
Entenda o processo que define quem poderá concorrer a cargos como presidente, governador, senador, deputado e vereador
res da Câmara, garantindo que a matéria possa ser reavaliada de forma democrática. A alteração, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), entra em vigor imediatamente e passa a valer para todas as proposições submetidas a pareceres futuros. A mudança visa reduzir dúvidas e agilizar procedimentos, evitando que matérias importantes fiquem paradas por interpretações divergentes. O documento oficial foi assinado pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB), e pelo primeiro-secretário, vereador Carlão (PSB), reforçando o compromisso da Mesa Diretora com a transparência e a organização do processo legislativo.
O processo eleitoral de 2026 começa oficialmente nas convenções partidárias, que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesses encontros que partidos e federações definem quem serão seus candidatos a cargos como presidente, governador, senador, deputado e vereador. Depois, esses nomes precisam ser registrados formalmente na Justiça Eleitoral para participar da votação. O registro é feito pelo Sistema de Candidaturas (CANDex), onde os partidos enviam dados pessoais dos candidatos, documentos exigidos por lei e informações sobre coligações e federações. Cada candidatura passa por análise para verificar se o candidato cumpre os requisitos legais, como idade mínima, filiação partidária, condições de elegibilidade e cumprimento das regras de cota de gênero. Os pedidos devem ser entregues até as 19h do dia 15 de agosto. Para cargos do Executivo, como presidente, governador ou prefeito, cada partido pode registrar apenas uma
candidatura e o respectivo vice. Para o Senado, o número de candidatos depende da quantidade de vagas disponíveis, e nas eleições proporcionais, como deputados e vereadores, é preciso respeitar a cota mínima de 30% e máxima de 70% para cada gênero. Após a entrega, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa registros para presidente e vice-presidente, enquanto os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) cuidam dos demais cargos estaduais e municipais. O processo inclui prazo para impugnações
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Lula e Flávio Bolsonaro durante compromissos políticos; disputa segue acirrada no primeiro semestre.
Candidatos precisam cumprir etapas legais e apresentar documentação para que seus nomes apareçam na urna eletrônica.
Senador do PSD-MS colocou a Comissão de Relações Exteriores e o Parlamento Amazônico à disposição para apoiar vítimas e operações de resgate.
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou na última quinta-feira (25) a Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 46
esquema de desvio, garantindo que o caso seja investigado sem prejudicar a rotina da população.
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Henrique Budke reassume prefeitura após oito meses de afastamento, mas segue com tornozeleira eletrônica
Retomada de obras da UFN-III projeta geração de empregos e autonomia no agronegócio no Estado
Investimento de R$ 5 bilhões prevê produção de fertilizantes que atenderá 15% da demanda nacional, com início das operações previsto para 2029
A Petrobras deu início à retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), após assinatura dos contratos com as empresas vence-
doras das licitações. O anúncio foi feito durante evento com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e faz parte do novo PAC, com aporte de mais de R$ 5 bi-
Salários em Mato
Grosso do Sul se mantêm entre os maiores do País
Remuneração média mensal de trabalhadores formais no Estado chega a R$ 3.798,16, ficando à frente de vários estados do Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul registrou um salário médio mensal de R$ 3.798,16 para trabalhadores com carteira assinada, segundo levantamento do CEMPRE, divulgado na última quinta-feira (25) pelo IBGE. Apesar de ficar abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45, o valor posiciona o Estado como o quinto maior pagador entre os 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento aponta que MS lidera no Centro-Oeste, à frente de Mato Grosso (R$ 3.701,29) e Goiás (R$ 3.318,35), com diferença de R$ 96,87 em relação ao vizinho. No ranking nacional, o Distrito Federal segue como o maior pagador (R$ 6.845,13), seguido pelo Rio de Janeiro, São Paulo
e Rio Grande do Sul. A pesquisa também destaca a disparidade regional: o menor salário médio está em Alagoas, com R$ 2.720,88, representando apenas 71,6% da remuneração média em MS. O estudo considera apenas trabalhadores formais registrados em empresas, excluindo autônomos, informais e servidores estatutários.
Segundo o IBGE, os dados refletem a consolidação de MS como um estado de remuneração competitiva, com destaque para setores produtivos que mantêm salários acima da média nacional, contribuindo para atrair profissionais qualificados e fortalecer o mercado de trabalho formal no Estado.
MS registra um dos menores índices de pobreza energética
Estado tem quase universalização do acesso à eletricidade e se destaca na região Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente pelo acesso à energia elétrica, com apenas 0,1% dos domicílios em situação de pobreza energética em 2024. O dado é parte do Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (OBEPE), coordenado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Ministério de Minas e Energia e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O estudo considera famílias que não conseguem acessar ou pagar adequadamente a energia necessária para atender suas necessidades básicas. A pesquisa usa dados da PNAD Contínua, do IBGE, e avalia fatores como disponibilidade de eletricidade, qualidade do serviço e capacidade de consumo das famílias.
Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição entre os estados
com menor carência de acesso à eletricidade no Brasil. Em termos regionais, o estado supera todos os vizinhos da Centro-Oeste, refletindo o avanço da infraestrutura energética local. Outros indicadores do observatório mostram que, em 2022, apenas 2,2% das residências apresentavam carência de iluminação elétrica, posição que coloca MS na 14ª colocação nacional neste critério. A pesquisa também destaca que, embora o acesso à eletricidade seja praticamente universal no estado, a pobreza energética envolve múltiplas dimensões, como custos e qualidade do fornecimento. No cenário nacional, 0,2% dos domicílios brasileiros — cerca de 151,4 mil lares — enfrentavam restrições semelhantes em 2024, afetando aproximadamente 353,5 mil pessoas.
lhões. A planta, totalmente controlada pela estatal, deve entrar em operação em 2029, gerando cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos ao longo da construção e montagem. A capacidade da UFN-III permitirá a produção diária de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. A ureia é um dos fertilizantes mais utilizados no país, com aplicação em culturas como milho, café,
cana-de-açúcar, trigo e algodão, além de suplementação na pecuária. A amônia é matéria-prima essencial para fertilizantes e para indústrias químicas e de refrigeração. A planta atenderá aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia, com foco no Centro-Oeste, região que responde por cerca de 40% do consumo do produto no Brasil. Além da produção, a Petrobras investirá em programas de
capacitação local. O Programa Autonomia e Renda oferecerá cursos de formação inicial e técnica a 1.400 pessoas em Três Lagoas, com a participação do SESI, SENAI e Institutos Federais. O objetivo é qualificar profissionais para o setor de Óleo e Gás e ampliar a empregabilidade da região. O empreendimento também integra cinco projetos socioambientais da Petrobras em Mato
Grosso do Sul, com investimento de R$ 27 milhões até 2030, nas áreas de educação, desenvolvimento econômico sustentável e preservação de florestas. A retomada da UFN -III reforça a estratégia da estatal de reduzir a dependência de fertilizantes importados, ampliar a eficiência industrial e gerar impactos positivos na economia e no agronegócio do estado.
Mercado imobiliário registra movimentação
R$ 1,7 bilhão apesar
Em Campo Grande, alta intenção de compra contrasta com oferta menor de imóveis no primeiro trimestre de 2026
Nos últimos 12 meses, as vendas de imóveis em Campo Grande somaram R$ 1,7 bilhão, apontam dados do Censo Imobiliário do 1º trimestre, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica e divulgado pelo Sinduscon-MS. O valor representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2023, quando o volume foi de R$ 1,126 bilhão.
Apesar do aquecimento nas vendas, o mercado registrou queda no número de lançamentos e unidades disponíveis. Apenas dois novos empreendimentos foram anunciados neste ano, um voltado ao programa Minha Casa Minha Vida e outro de padrão médio. O número total de apartamentos lançados no primeiro trimestre foi de 384, frente a 1.348 no último trimestre de 2025.
O estudo aponta, no entanto, que a intenção de compra segue elevada, com 62% dos
de novos empreendimentos
consumidores interessados em adquirir imóveis na Capital, acima da média nacional (49%) e regional (47%). Segundo especialistas, a demanda continua alta, impulsionada pela perspectiva de redução
das taxas de juros. Para o vice-presidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, a combinação entre interesse do comprador e limitação da oferta cria um cenário promissor para o setor. “Mesmo com
menos lançamentos e unidades disponíveis, a intenção de compra permanece firme. Se houver ajuste nas condições de crédito, o mercado pode retomar o ritmo de crescimento de forma consistente”, explicou.
Trabalhadores podem usar FGTS e rescisão como garantia para contratar empréstimos
Nova regra do Ministério do Trabalho amplia acesso ao crédito consignado com valores da demissão e do FGTS
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou uma portaria que permite aos trabalhadores com carteira assinada utilizar parte das verbas rescisórias e do FGTS como garantia em operações de crédito consignado. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, oferecendo maior segurança para instituições financeiras e condições diferenciadas para o trabalhador.
Segundo a nova regra, será possível oferecer até 35% das verbas rescisórias e 10% do saldo do FGTS, em casos de demissão sem justa causa, despedida indireta, culpa recíproca ou força maior, limitado à modalidade saque-rescisão. A multa de 40% do FGTS também poderá ser usada integralmente como garantia. O procedimento exige au-
torização do trabalhador no momento da contratação do crédito, que pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) ou pelos canais dos bancos e financeiras. Se houver perda de emprego, parte dos valores bloqueados pode ser usada automaticamente para quitar o empréstimo, garantindo segurança tanto para o banco quanto para o trabalhador. A portaria também prevê que, em casos de transferência entre empresas do mesmo grupo econômico ou de múltiplos vínculos, as garantias podem ser migradas ou redirecionadas automaticamente. O MTE ainda divulgará o cronograma de implantação operacional e tecnológica da plataforma que permitirá a execução da medida.
Obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III foram retomadas com presença do presidente Lula, e devem gerar cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos.
Preço dos combustíveis varia até 14% em Campo Grande e gera atenção do consumidor
Levantamento do Procon-MS aponta diferenças significativas entre postos, principalmente no GNV e etanol
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Um levantamento mensal do Procon Mato Grosso do Sul, vinculado à Sead, apontou que os preços dos combustíveis em Campo Grande apresentam variações de até 14% entre diferentes regiões da cidade. O estudo analisou 35 postos distribuídos pelas sete regiões administrativas da Capital e mostra que, enquanto a gasolina se mantém relativamente estável, o GNV e o etanol registram maiores oscilações.
Segundo o relatório, o litro da gasolina comum à vista apresentou preço médio de R$ 6,40, enquanto o diesel S500 ficou em R$ 6,69 e o diesel S10 em R$ 6,97. Já o GNV teve a maior disparidade, especialmente na região Central, com diferença de 14,32% entre os postos. O etanol apresentou variação de 13,67% no bairro Anhanduizinho, o que pode representar economia de até R$
27 para um tanque de 50 litros ao escolher o posto mais barato. No comparativo com maio, os preços do etanol e do diesel recuaram em algumas regiões. O etanol no Bandeira caiu de R$ 4,39 para R$ 3,99, enquanto o diesel S10 também apresentou redução de 9,10% no mesmo bairro, ficando em R$ 6,99. Já a gasolina registrou pequenas alterações, com maior preço à vista no Centro subindo para R$ 6,55, e menor preço no Anhanduizinho caindo para R$ 6,25. O estudo evidencia que, mesmo com estabilidade relativa em alguns combustíveis, os consumidores devem ficar atentos à variação de preços entre regiões e postos, principalmente para produtos como GNV e etanol, cujas diferenças podem impactar diretamente no orçamento familiar.
Investimentos em rodovias transformam deslocamentos e economia do Estado
Obras estaduais ampliam malha asfaltada, reduzem distâncias e fortalecem logística, beneficiando moradores e produtores
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O Governo de Mato
Grosso do Sul intensifica os investimentos na malha rodoviária estadual, com a meta de pavimentar quase 6 mil quilômetros até o fim do ano. A iniciativa busca melhorar a logística, reduzir distâncias entre cidades e gerar impactos positivos na economia local, além de oferecer mais segurança e conforto para quem trafega pelas estradas.
Desde 2023, foram pavimentados 857 quilômetros de novas rodovias e o planejamento do Estado prevê mais de 1.500 km de asfaltamento até 2030. As obras incluem a criação de acessos estratégicos, duplicações e melhorias em trechos existentes, conectando regiões e fortalecendo o transporte de produtos agroindustriais, como celulose, grãos e carnes. Além da economia, as me-
Desemprego no Brasil cai a 5,6% e registra menor índice para maio desde 2012
Indicador do IBGE mostra aumento da população ocupada e leve alta na renda média dos trabalhadores formais
O desemprego no Brasil atingiu 5,6% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (26). Tratase do menor índice para o mês desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, confirmando a tendência de recuperação do mercado de trabalho.
No período, a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, um aumento de 558 mil vagas em relação ao trimestre anterior e de 840 mil em comparação ao mesmo período de 2025. Já a população desocupada caiu para 6,065 milhões, redução de 624 mil pessoas em um ano. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, subiu levemente, passando de 58,4% para 58,6%. A pesquisa também aponta
crescimento da renda média real dos trabalhadores formais, que chegou a R$ 3.726, alta de 4% sobre o mesmo período do ano passado. A massa de salários pagos no trimestre somou R$ 377,7 bilhões, 4,8% maior do que no mesmo perí-
odo de 2025, refletindo maior circulação de recursos na economia e a expansão do emprego formal. Segundo analistas, a queda no desemprego reflete não apenas fatores sazonais, típicos do primeiro semestre, mas tam-
bém uma tendência de crescimento estrutural na absorção de mão de obra pelo mercado. O cenário sugere que a economia brasileira mantém ritmo de recuperação, apesar de desafios econômicos e variações em setores específicos.
Produção e exportação de suínos disparam em Mato Grosso do Sul
Mercado interno ajusta preços após aumento da oferta; exportações atingem novos patamares
Mato Grosso do Sul registrou crescimento expressivo na produção de suínos em 2026, alcançando 1,64 milhão de animais abatidos nos cinco primeiros meses do ano, um avanço de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. O aumento reflete a expansão da capacidade produtiva do setor e consolida o Estado como referência nacional na suinocultura.
O desempenho também se refletiu nas exportações, que somaram US$ 22,5 milhões entre janeiro e maio, alta de 57,6% na receita e de 60,7% no volume embarcado em relação ao ano anterior. As Filipinas seguem como principal destino, seguidas por Argentina e Hong Kong, com
destaque para o crescimento das compras argentinas, que avançaram mais de 300% em relação a 2025, mostrando diversificação nos mercados compradores.
Apesar do bom desempenho externo, o mercado interno apresenta ajustes nos preços. Em maio, o suíno vivo foi negociado a R$ 5,70/kg, que-
da de 3,4% em relação a abril e 15,6% menor que o mesmo mês do ano passado, resultado do aumento da oferta. Segundo especialistas da Famasul, esse movimento é natural em períodos de reorganização da produção, mas o consumo no inverno e a demanda externa ajudam a sustentar os preços.
A expectativa é que a com-
binação de maior procura interna com o crescimento das exportações estabilize os valores ao produtor nos próximos meses. O Boletim Econômico da Famasul reúne mensalmente dados de suínos, bovinos e aves, oferecendo análise técnica do mercado e apoio à tomada de decisão dos produtores sul-mato-grossenses.
lhorias nas estradas transformam a rotina de quem vive próximo às rodovias. Moradores relatam redução de tempo de deslocamento, valorização de imóveis e maior facilidade de acesso a serviços essenciais. Estradas como a MS-270 e a MS-352, em Ponta Porã e Terenos, mostram na prática o impacto positivo da pavimentação para as comunidades locais. O Estado também aposta em concessões para acelerar a modernização das rodovias. Projetos como a Rota da Celulose, envolvendo trechos da MS-040, MS-338 e BR-262, incluem duplicações, contornos urbanos, passarelas e dispositivos de segurança. Para o governo, a estratégia combina investimentos públicos e privados, garantindo estradas modernas, seguras e capazes de sustentar o crescimento econômico nos próximos anos.
Mais de 146 mil sul-mato-grossenses receberão restituição do Imposto
Segundo lote de 2026 libera R$ 244 milhões para contribuintes com imposto pago a mais
Mato Grosso do Sul terá 146.234 contribuintes contemplados no segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2026, totalizando R$ 244,1 milhões. A consulta aos valores será liberada na última terça-feira (23), a partir das 10h, e o pagamento está previsto para o dia 30 de junho. Parte dos contribuintes já entra no lote por prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência e professores, ou por terem utilizado declaração pré-preenchida ou optado pelo recebimento via Pix.
O pagamento será feito diretamente na conta bancária
indicada na declaração ou por meio de chave Pix do tipo CPF. Quem não estiver incluído neste lote poderá receber a restituição nos próximos meses, conforme o calendário mensal da Receita Federal. Para verificar se consta na lista, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, o aplicativo Meu Imposto de Renda ou o portal e-CAC, informando CPF, data de nascimento e outros dados pessoais. O sistema fornece informações detalhadas sobre o valor a receber e a situação do pagamento. O lote acompanha a estratégia nacional de antecipação das restituições, que beneficia milhões de brasileiros com créditos liberados
de Renda
A pesquisa também aponta crescimento da renda média real dos trabalhadores
Suinocultores
Postos nas regiões centrais e periféricas da Capital apresentam variações de preço que podem impactar o bolso do consumidor.
Obra de pavimentação da MS-352 em Terenos garante mais segurança e agilidade no transporte de pessoas e cargas.
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Contribuintes podem consultar restituição pelo site da Receita Federal ou aplicativo Meu Imposto de Renda.
Campo Grande investe R$ 188 milhões em pavimentação e drenagem dos asfaltos
Prefeitura abre licitação para obras em mais de 20 bairros da Capital, com previsão de modernizar a infraestrutura urbana
A Prefeitura de Campo Grande lançou licitação para contratação de empresas especializadas em pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas regiões da cidade. O investimento previsto ultrapassa R$ 188 milhões e faz parte de um programa municipal para melhorar a mobilidade urbana, a segurança viária e a infraestrutura em bairros da Capital. O processo, publicado no Diário Oficial da última quarta-feira (24) como Concorrência Eletrônica nº 008/2026, é coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Entre os bairros beneficiados estão Jardim Noroeste, Jardim Mansur, Jardim Los Angeles, Jardim Tarumã, Vila Bosque da Saúde, Residencial Aquarius, Jardim Aero Rancho e Jardim das Nações, totalizando mais de 20 áreas contempladas. A prefeita Adriane Lopes ressaltou que a execução das
Cidade lança campanha
Morte Zero para reduzir acidentes de trânsito
Lei municipal transforma segurança viária em política pública permanente e foca proteção de pedestres e ciclistas Foto: Divulgação
A Prefeitura de Campo Grande instituiu a campanha Morte Zero no Trânsito por meio da Lei n.º 7.646, publicada em 24 de junho. A iniciativa transforma a segurança viária em política pública permanente, com foco na redução de acidentes graves e na proteção de pedestres, ciclistas e usuários de transporte coletivo. A medida reconhece que erros humanos são inevitáveis e que a preservação da vida depende de planejamento urbano, fiscalização e educação contínua.
Segundo a prefeita Adriane Lopes, a prioridade é proteger os usuários mais vulneráveis das vias. “No trânsito, sempre devemos proteger aqueles que têm mais risco de sofrer acidentes. Esta campanha aplica o
conceito da direção defensiva no cotidiano da cidade, com o objetivo de alcançar zero mortes na Capital”, afirmou. Entre as ações previstas estão o reordenamento de áreas críticas, a semaforização de cruzamentos e rotatórias de alto fluxo e a implantação de tecnologias voltadas para a segurança viária. Universidades e entidades civis serão parceiras na capacitação de agentes e no desenvolvimento de campanhas educativas. A lei também institui o Dia Municipal em Memória às Vítimas de Trânsito, celebrado anualmente no primeiro domingo de maio, e garante a realização contínua de debates e seminários para conscientizar a população sobre prevenção e segurança no trânsito.
obras é resultado do equilíbrio fiscal do município e da articulação com parceiros institucionais. “O plano de contenção de despesas e o apoio da bancada
Núcleo
A partir de agosto, novas regras passam a ser obrigatórias para empresas não enquadradas no regime Simples Nacional
Empresários que atuam nos regimes de Lucro Presumido ou Lucro Real devem redobrar a atenção às mudanças promovidas pela Reforma Tributária na emissão de notas fiscais eletrônicas. O Núcleo de Contabilidade da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) alerta que o prazo para adequação dos sistemas termina no dia 31 de julho e, a partir de agosto, as novas regras de validação passam a ser obrigatórias.
As alterações decorrem da implementação da Nota Técnica 2025.002, publicada no Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica, que atualiza o layout da NF-e e da NFC-e para contemplar os novos tributos criados pela Reforma
Tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A atualização estabelece novos campos obrigatórios e regras de validação para os documentos fiscais eletrônicos.
federal, que destinou R$ 100 milhões, possibilitam esses investimentos em infraestrutura, que transformarão o trânsito e a vida de milhares de pessoas
em Campo Grande”, afirmou.
As empresas interessadas poderão enviar suas propostas até as 7h44 do dia 10 de julho de 2026. A sessão pública de
abertura, em ambiente eletrônico, será realizada em seguida, às 7h45, para iniciar a disputa de preços e definir as executoras dos serviços.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Contabilidade da ACICG, Marijane Moreira, embora 2026 seja considerado um período de transição, a adequação não pode ser deixada para a última hora.
“Mais do que uma mudança tributária, estamos falando de uma mudança operacional. Se a empresa não atualizar seu sistema de emissão de notas fiscais e revisar suas informações tributárias, corre o risco de ter documentos rejeitados pelos sistemas autorizadores, inter-
rompendo faturamento, entregas e toda a rotina do negócio”, explica. As empresas optantes pelo Simples Nacional ainda não precisam realizar essa mudança. De acordo com Marijane, o momento exige atuação conjunta entre empresários, escritórios de contabilidade e fornecedores de sistemas de gestão (ERP).
“Recomendamos que os empresários procurem seus contadores o quanto antes para
verificar se os sistemas emissores da nota fiscal estão atualizados, revisar os cadastros fiscais e realizar testes antes da entrada em vigor das novas validações”, orienta.
SERVIÇO
Empresários interessados em esclarecer dúvidas sobre os impactos da Reforma Tributária e as novas exigências para emissão de notas fiscais podem procurar o Núcleo de Contabilidade da ACICG pelo telefone/Whats app 67 99268-5807.
Campo Grande instala nove novos radares para melhorar
Equipamentos passarão por período educativo antes de multar condutores a partir de 15 de julho
A Prefeitura de Campo Grande iniciou a instalação de nove novos equipamentos de fiscalização eletrônica em vias com grande fluxo de veículos. A medida faz parte da política municipal de segurança viária, que visa reduzir acidentes e preservar a vida de motoristas, pedestres e ciclistas. Entre 30 de junho e 14 de julho, os radares funcionarão apenas em modo educativo, registrando a passagem dos veículos sem gerar multas, para orientar os condutores sobre os limites de velocidade e as novas regras de circulação. A partir de 15 de julho, o sistema passará a emitir autuações,
acompanhadas de sinalização adequada para alertar os motoristas.
A escolha dos locais foi baseada em estudos de engenharia de tráfego, considerando histórico de acidentes, volume de circulação e proximidade de escolas e unidades de saúde. A decisão também incorporou solicitações de moradores e condutores das áreas afetadas, garantindo que a instalação atenda aos pontos de maior risco e necessidade de fiscalização.
Os equipamentos serão instalados em pontos estratégicos, como Avenida Ministro João Arinos, Rua Brilhante, Aveni-
da Duque de Caxias, Avenida Afonso Pena, Rua Ceará e Avenida Bandeirantes, cobrindo
Trecho da pavimentação no Jardim Aero Rancho será contemplado pelo pacote de obras da Prefeitura de Campo Grande.
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A lei também institui o Dia Municipal em Memória às Vítimas de Trânsito.
trechos críticos para a segurança
As empresas optantes pelo Simples Nacional ainda não precisam realizar essa mudança.
Radar será instalado na Avenida Afonso Pena, próximo ao Bioparque, integrando programa de segurança viária da cidade
Gestão de Riedel transforma vidas
com investimentos em água e esgoto
A política de universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul, coordenada pelo governador Eduardo Riedel (PP), tem mostrado resultados concretos na vida das famílias e na economia.
Ampliação do saneamento básico impulsiona saúde, dignidade e desenvolvimento econômico no Estado
A política de universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul, coordenada pelo governador Eduardo Riedel (PP), tem mostrado resultados concretos na vida das famílias e na economia. Com investimentos da Sanesul, comunidades antes sem acesso regular à água tratada agora contam com abastecimento contínuo e redes de esgoto, promovendo melhoria da saúde, redução de doenças e valorização dos imóveis. O impacto econômico é estimado em R$ 82,5 bilhões em ganhos sociais, considerando produtividade e gastos evitados em saúde, segundo estudo do Instituto Trata Brasil.
Frio cede na Capital, mas instabilidade pode trazer chuvas isoladas
Temperaturas sobem no fim de semana, com máximas próximas a 30°C, enquanto regiões sul e sudoeste enfrentam risco de temporais
O fim de semana em Mato Grosso do Sul deve apresentar elevação gradual das temperaturas, com máximas entre 27°C e 29°C em Campo Grande, enquanto regiões norte e pantaneira podem chegar a 32°C. Apesar do calor, áreas do sul, sudoeste e sudeste do estado terão risco de chuvas isoladas e temporais. Hoje (28), a aproximação de uma frente fria pode intensificar a ocorrência de pancadas localizadas de chuva e tempestades em regiões sul e sudoeste. Os ventos devem variar entre leste e sul, com rajadas que podem ultrapassar 60 km/h em pontos específicos, exigindo atenção
de motoristas e população em geral. Na segunda-feira (29), a maior parte do estado terá tempo firme, com sol e variação de nuvens, graças a um sistema de alta pressão. Entretanto, as regiões sul e sudoeste ainda poderão registrar chuvas isoladas. Enquanto isso, Campo Grande deve registrar mínima de 18°C e máxima de 28°C, mantendo clima agradável para atividades ao ar livre. Para os próximos dias, a previsão indica chuvas acumuladas entre 20 e 100 mm, concentradas principalmente nas regiões centro-sul e sudeste do estado.
Polícia Civil cria Núcleo de Operações Aéreas para reforçar combate ao crime organizado
Unidade terá comando centralizado e atuará em todo o estado, agilizando operações e integração das aeronaves
A Polícia Civil de Mato
Grosso do Sul lançou o Núcleo de Operações Aéreas (NOA), nova unidade que passa a integrar o Gabinete do Delegado-Geral e terá como missão centralizar e qualificar o uso da estrutura aérea da corporação em todo o estado. A criação do núcleo foi oficializada na última sexta-feira (26) no Diário
Oficial do Estado, reforçando a capacidade de resposta às demandas do combate ao crime organizado.
O NOA será responsável pelo planejamento, coordenação e autorização de voos operacionais, transporte tático e apoio institucional, garantindo rapidez e controle centralizado das ações aéreas. Além disso, o núcleo vai monitorar operações de policiamento aeroterrestre e identificar cenários onde o uso de aeronaves é essencial para o êxito das investigações.
Segundo o delegado-geral Lupersio Degerone, a nova estrutura permite que decisões estratégicas sejam tomadas de forma mais ágil, inclusive em situações de urgência, quando o acionamento das tripulações poderá ocorrer diretamente pelo Delegado-Geral, sem necessidade de escalas intermediárias.
“Estamos fortalecendo a Polícia Civil para atuar de forma mais efetiva no enfrentamento ao crime organizado, mantendo Mato Grosso do Sul entre os estados com melhores indicadores de segurança pública”, afirmou. Com a implantação do NOA, a Polícia Civil pretende otimizar recursos e integrar ações entre departamentos, aumentando a eficiência das operações e proporcionando maior segurança à população, ao mesmo tempo em que garante planejamento tático e apoio logístico constante às equipes no campo.
O programa tem avançado com rapidez: até 2028, Mato Grosso do Sul projeta atingir a universalização do saneamento básico, tornando-se o primeiro estado do país a alcançar a meta. Para cada R$ 1 investido, o retorno social é estimado em R$ 5,90, acima da média nacional de R$ 4,10, comprovando a eficiência do modelo adotado. O governador Eduardo Riedel destaca que os recursos não apenas melhoram a infraestrutura, mas transformam o cotidiano das pessoas, ampliando
oportunidades e qualidade de vida.
A experiência de comunidades como Campos Correia, em Corumbá, ilustra o efeito direto da medida. Antes, famílias dependiam de conexões improvisadas e recebiam água em horários irregulares. Hoje, cada residência possui ligação própria ao sistema de abastecimento. Moradores relatam mudanças significativas na rotina e bem-estar. “Agora temos água sem interrupção. Melhorou nossa vida 100%”, afirma Paulo
Correia, pescador profissional, reforçando a importância do acesso regular e seguro. Além do impacto social, os investimentos em saneamento estimulam o desenvolvimento econômico regional. Melhorias em infraestrutura aumentam a produtividade, reduzem custos e atraem investimentos privados. A expansão da cobertura de água e esgoto contribui para que Mato Grosso do Sul se consolide como referência nacional em saneamento, saúde pública e qualidade de vida, ao mesmo
tempo em que fortalece a economia e gera oportunidades em todas as regiões do Estado.
“Isso que estamos vendo é a mudança real na vida das pessoas, levando até elas bem-estar e dignidade como cidadãos. Nosso prazo interno para universalização é 2028, mas eu já cito 2027 para conquistar essa meta. Seremos o primeiro estado do Brasil a ter saneamento básico universalizado, algo alcançado com o esforço de muitos envolvidos nesse processo”, destaca o governador Eduardo Riedel.
Convênio garante acesso a serviços, capacitações e ferramentas para profissionais da advocacia sulmato-grossense
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) anunciou na última quinta-feira (25) a renovação do convênio institucional com a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). A parceria, prorrogada por 12 meses, permitirá que advogados do estado tenham acesso a serviços, cursos e ferramentas oferecidos pela entidade paulista, fortalecendo o exercício profissional e a qualificação da classe. Segundo o presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, a renovação amplia os benefícios disponíveis aos advogados e reforça o compromisso da entidade com a formação contínua. “A AASP oferece décadas de experiência em apoio à advocacia. Com essa parceria, nossos profissionais terão acesso a
conteúdos e serviços que agregam valor à prática jurídica no Mato Grosso do Sul”, afirmou. Luciana Pereira de Souza, diretora financeira da AASP, destacou a importância do convênio para os jovens advogados. “Estamos renovando a parceria para que os profissionais do MS possam contar com suporte institucional, cursos e conteúdos especializados. É uma oportunidade de crescimento e capacitação contínua”, disse. O convênio contempla desde acesso a materiais jurídicos e bases de dados até capacita-
Acordo permite troca de informações e capacitação em combate a crimes transnacionais em Mato Grosso do Sul
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo renovaram na última quarta-feira (25) um acordo de cooperação estratégica voltado ao fortalecimento da segurança pública e ao combate a crimes transnacionais. A cerimônia, realizada em São Paulo, contou com a presença do Cônsul-Geral Kevin Murakami e do ProcuradorGeral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior. O Memorando de Entendimento permite o compartilhamento de informações sobre fraudes em vistos e passaportes e amplia a colaboração em
metodologias investigativas, tráfico de pessoas, drogas e lavagem de dinheiro. A parceria reforça a atuação conjunta ao longo das fronteiras do estado com Paraguai e Bolívia, consideradas regiões estratégicas para o combate ao crime organizado.
ções técnicas e eventos de atualização profissional. A medida busca fortalecer a atuação dos advogados no estado, promovendo maior integração com iniciativas nacionais da AASP e ampliando o alcance de programas de desenvolvimento da advocacia.
Desde o acordo inicial, em 2021, a cooperação tem possibilitado à Escola Superior do MPMS oferecer cursos de capacitação com técnicas avançadas de investigação e análise de inteligência, baseadas na experiência das agências de segurança dos Estados Unidos. Servidores e membros do MPMS foram treinados em entrevista e interrogatório, detecção de fraudes documentais e combate ao crime transnacional. A renovação do acordo reafirma o
Moradores da comunidade Campos Correia, em Corumbá, comemoram o acesso regular à água tratada, que transformou a rotina e trouxe mais saúde e dignidade às famílias.
Luciana Pereira de Souza, da AASP, e Bitto Pereira, presidente da OAB/MS, durante a assinatura da renovação do convênio.
O Cônsul-Geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, e o ProcuradorGeral de Justiça do MPMS, Romão Ávila Milhan Júnior, durante assinatura do acordo em São Paulo.
JULIANO WERTHEIMER
Presidente da Fecomércio-MS
“A Fecomércio/MS terá papel ativo na construção de soluções para comércio, serviços e turismo”
Presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer fala sobre os desafios do comércio, serviços e turismo, defende a interiorização da Federação, cobra soluções para a falta de mão de obra e critica o formato atual da proposta de redução da jornada
Juliano Wertheimer assumiu a presidência da Fecomércio-MS com a proposta de fortalecer os sindicatos filiados, ampliar a presença da Federação no interior e enfrentar gargalos que hoje pesam sobre empresários e trabalhadores.
Em entrevista, ele apontou como prioridades a escassez de mão de obra, o alto endividamento do setor e a necessidade de impulsionar o turismo de negócios em Mato Grosso do Sul. Também criticou o modelo atual da proposta de fim da escala 6x1 e defendeu mais flexibilidade nas relações de trabalho. Para Wertheimer, a nova gestão precisará construir soluções práticas, negociadas e adequadas à realidade do Estado. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: Quais são os principais desafios que o senhor enxerga hoje para o co-
mércio, os serviços e o turismo em Mato Grosso do Sul?
Wertheimer: No turismo, a gente vê uma dificuldade de trazermos uma massa maior de pessoas. Hoje já temos um fluxo contínuo de turistas, mas muito aquém do nosso potencial e da necessidade de ocupação. Bonito, por exemplo, tem uma ocupação média de 58%. É pouco para uma rede hoteleira consistente como a deles. E eu digo que muitas vezes você não consegue trazer um turista de tão longe, do outro lado do Brasil, só para um turismo recreativo, contemplativo. Mas, se você tiver um turismo de negócios, corporativo, de grandes eventos, ele irradia o turismo para o interior. Além disso, a gente sente hoje, desde o pequeno até o grande empresário, um alto nível de endividamento. Tem empresários ainda presos em dívidas do Pronampe, da pan-
demia, que contraíram empréstimo a 3,25% ao ano e hoje pagam mais de 20% de juros. Eles não conseguem diminuir o saldo devedor. E também temos escassez de mão de obra e falta de qualificação dessa mão de obra.
A Crítica: Por que o senhor tem insistido tanto na necessidade de um centro de convenções em Campo Grande?
Wertheimer: Porque teremos um trabalho muito consistente para chegar até a construção de um centro de convenções de Mato Grosso do Sul, aqui em Campo Grande, que se torne um hub de negócios do Centro -Oeste e também do Brasil. A partir disso, esses grandes eventos irradiarão os turistas para as nossas regiões do interior. Claro que isso passa por um incremento na rede hoteleira, na malha aérea e depois na captação dos grandes eventos, que já têm o calendário comprometido pelos próximos dois anos. Então, isso converge com o tempo de se estruturar para começar a buscar esses eventos a partir de 2028.
A Crítica: O interior está preparado para receber mais turistas?
Wertheimer: Tem muita capacidade ainda de atendimento. Te dou novamente o exemplo de Bonito: 58% de ocupação média, pode dobrar o volume de turistas e ainda tem capacidade de atendimento. Agora estamos apurando os números das outras regiões do Estado, como Corumbá e Dourados. E há pessoas já se preparando para isso. Na região de Inocência, por exemplo, há três a quatro hotéis em construção, sendo inaugurados entre este e o próximo ano. Então, já existe investimento da parte dos empresários. Agora, precisa haver um movimento contínuo, institucional, tanto de governo quanto de prefeituras e entidades como a nossa, para buscar e canalizar esses eventos para o nosso Estado.
A Crítica: A falta de mão de obra ainda é hoje um dos maiores gargalos?
Wertheimer: Sem dúvida. É um desafio nacional, não apenas daqui. Se você perguntar para o setor produtivo, a escassez de mão de obra e a dificuldade de qualificação estão entre os maiores problemas. E isso aparece em várias frentes. No caso dos PCDs, por exemplo, muitos recebem um auxílio pela sua condição física. Uma vez contratados, eles perdem esse apoio financeiro. Às vezes entram num trabalho com salário inicial equivalente ao que já recebiam. Então a conta é simples: vou trabalhar ou vou ficar em casa pelo mesmo preço? O setor produtivo defende que eles continuem recebendo alguma assistência até conseguirem galgar postos melhores e valer mais a pena ficar no emprego do que no assistencialismo. Isso é uma discussão nacional. Outro ponto são as mulheres, mães de família, chefes de casa, que querem voltar a trabalhar e não
conseguem por falta de vagas em creche ou por incompatibilidade de horário entre a creche e o expediente.
A Crítica: O que a sua gestão pretende fazer em relação a isso?
Wertheimer: O Sesc tem um compromisso, na minha gestão, de criar mil vagas de creche que serão distribuídas não apenas em Campo Grande, mas também em cidades do interior, conversando com os prefeitos e com o governo do Estado, para atender onde há necessidade. Se uma grande indústria está
A escassez de mão de obra e a dificuldade de qualificação estão entre os maiores problemas.
precisando de mão de obra e ali há uma quantidade de mulheres disponíveis para trabalhar, nós vamos buscar essas posições de creche. E, mais do que isso, queremos usar o nosso braço de formação profissional técnica, que é o Senac, para aproximá-lo das demandas do mercado. Não queremos apenas formar pessoas, mas formar pessoas para o mercado de trabalho e garantir que elas ingressem e ocupem as posições.
A Crítica: O senhor também falou em fortalecer os sindicatos filiados. Como isso vai acontecer na prática?
Wertheimer: Nós faremos uma interiorização dos trabalhos da Fecomércio, do Sesc e do Senac, o empoderamento dos sindicatos e a estruturação de um departamento jurídico robusto para ajudar nas negociações, construindo soluções melhores não só para os empresários, mas também para os trabalhadores. Apesar de sermos apenas 14 sindicatos, 100% das atividades de comércio, bens, serviços e turismo estão abrangidas, seja pelos sindicatos, seja pela Federação, que cuida das bases inorganizadas. Então, o nosso papel será ampliar essa presença e ajudar os sindicatos a resolver problemas concretos.
A Crítica: O senhor pode dar um exemplo dessa atuação sindical mais prática?
Wertheimer: Posso. Hoje, o maior sonho de um dono de
restaurante é ter um garçom ou um cozinheiro que tenha uma moto. Ele pode vir na chuva, vem no sábado e domingo, vem se houver greve de ônibus, e, se ficar o último cliente até mais tarde, ele também trabalha. Mas esse garçom é penalizado por não poder receber uma ajuda de custo para combustível de forma segura. A lei permite dar vale-transporte para quem usa ônibus, mas, na prática, quando a empresa ajuda com esse custo de deslocamento, muitos depois entram na Justiça e pedem incorporação daquele valor ao salário, gerando multas tremendas. No Sindicato de Hospedagem e Alimentação, resolvemos isso na convenção coletiva com um item chamado auxílio deslocamento, permitindo que a empresa pague um valor para o colaborador conseguir se deslocar sem pagar do próprio bolso, sem onerar a empresa com verbas indenizatórias e dando segurança jurídica à transação. Essa prática pode ser expandida para todo o Estado.
A Crítica: Como a Fecomércio analisa a proposta de fim da escala 6x1?
Wertheimer: Essa questão é uma tragédia para toda a sociedade, não apenas para os empresários, mas também para os trabalhadores e para todos nós. Ela foi tratada de forma eleitoreira. Não houve ampla discussão com a população. O governo fez uma pergunta muito simples: quem quer ganhar igual e trabalhar menos?
É claro que 90% vai dizer que sim. Mas a forma como isso foi apresentado é distorcida. Hoje, as últimas pesquisas já mostram aprovação abaixo de 58%. Por
Então, o nosso papel será ampliar essa presença e ajudar os sindicatos a resolver problemas concretos.
quê? Porque o impacto é muito grande. Num restaurante, por exemplo, 20% do custo de um prato é mão de obra. Se tu tira um funcionário de seis dias e passa para cinco, encarece em 20% essa mão de obra. Isso vai dar lá na ponta algo entre 8% e 10% de aumento no preço do prato, da bebida, de tudo. No setor de serviços, como salão de beleza ou clínica médica, 80% do custo é mão de obra. Colocar 20% sobre isso pode elevar em
18% a 20% o valor da consulta médica ou do atendimento. Então, ninguém vai ter diminuição no salário, mas terá aumento do custo efetivo de tudo que consome. Haverá empobrecimento, e isso se chama inflação.
A Crítica: Existe alguma alternativa defendida pelo setor produtivo?
Wertheimer: Sim. Não queremos apenas criticar, mas construir alternativas positivas. O ministro Rogério Marinho trouxe um projeto muito importante, que é a PEC 12/2026, que trata de uma alternativa. Ela não se sobrepõe nem anula a questão do fim do 6x1. Ela permite que as pessoas sejam contratadas por horas de trabalho, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. Se uma mãe quer levar a criança na escola e voltar a tempo do almoço em casa, ela pode trabalhar quatro horas por dia. Se um restaurante quiser contratar um garçom só das 11h às 14h no domingo, ele vai poder contratar. E o garçom da noite pode vender três horas durante o dia e complementar a receita. Isso torna a jornada muito mais flexível, honesta entre as partes e sem acabar com a atividade econômica.
A Crítica: No setor de bares e restaurantes, o que mais preocupa hoje?
Wertheimer: A questão da atratividade do trabalho ainda é muito desafiadora. Tivemos uma ação no Comando Militar do Oeste, ano passado, e faremos novamente nos próximos dias. No ano passado foram 600 jovens militares dando baixa, este ano a previsão é de 710. Montamos estande, colocamos vagas de trabalho, levamos empresas para fazer entrevistas. Zero contratações. Nenhuma pessoa desse ciclo foi absorvida. Então, a pergunta é: por quê? Talvez porque eles não vejam perspectiva dentro do setor. Esse tem sido um dos desafios. E aí nós queremos usar o Senac para aproximar o mercado do trabalhador, trazer empresários para dentro dos cursos e trazer profissionais que se formaram há anos e hoje têm sucesso na carreira, para despertar o gosto pelo trabalho. Queremos mostrar às crianças e aos jovens o valor do trabalho técnico. Hoje, um bom azulejista, um bom piscineiro, um mestre de obras, já começam a ter muita valorização. Quem quer se qualificar, não tem medo de trabalhar e encara jornadas mais pesadas, encontra recompensa, ainda mais num Estado pujante como o nosso, cheio de oportunidades.
Sesc Teatro Prosa abre julho com música, circo e atrações gratuitas para a família
Brasil abre mata-mata contra o Japão e volta a viver clima de decisão na Copa
Seleção volta a campo na segundafeira, em Houston, para abrir a fase eliminatória do Mundial de 2026 após campanha segura na liderança do Grupo C
A Copa do Mundo entra em um momento diferente para o torcedor brasileiro a partir da próxima segunda-feira, 29 de junho. Sai a fase de grupos, entram os confrontos sem volta. E o primeiro desafio do Brasil nesse novo roteiro já está definido: a Seleção enfrenta o Japão, às 13h, horário de Mato Grosso do Sul, no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, valendo vaga nas oitavas de final do Mundial de 2026.
O duelo marca a estréia brasileira no mata-mata e chega cercado por um clima que costuma mexer com a rotina de quem acompanha a Copa. Se na fase de grupos ainda havia espaço para cálculo, projeção e margem de erro, agora o cenário é mais direto. Quem vence segue adiante. Quem perde, volta para casa. É esse peso que transforma cada detalhe da partida em assunto, da escalação ao horário do apito inicial.
O Brasil chega para o confronto embalado pela liderança do Grupo C. A equipe co -
mandada por Carlo Ancelotti terminou a primeira fase com sete pontos e ficou à frente do Marrocos nos critérios de desempate. A campanha deu confiança ao time e também manteve a sensação de que a Seleção encontrou uma base mais estável para seguir viva no torneio. Do outro lado estará um Japão que garantiu a segunda colocação do Grupo F depois do empate por 1 a 1 com a Suécia. A classificação japonesa confirma um confronto que reúne duas seleções de estilos bem distintos, mas acostumadas a competir com intensidade. Para o Brasil, a partida representa o primeiro teste em ambiente totalmente eliminatório. Para os japoneses, é a chance de tentar surpreender uma das camisas mais pesadas da Copa. A tendência é que Ancelotti mantenha a estrutura da equipe que venceu a Escócia. A repetição da base, em uma fase como essa, ajuda a preservar entrosamento, ritmo e leitura de
jogo, três pontos que costumam ganhar ainda mais importância quando a margem de erro desaparece. O Brasil deve apostar novamente em uma formação equilibrada, com meio-campo forte na circulação da bola e velocidade pelos lados para abrir espaço diante de um adversário que tradicionalmente se organiza bem sem a posse. O ambiente em torno da partida também ganhou um
componente extra fora de campo. Em Campo Grande, por exemplo, o atendimento ao público nos órgãos da prefeitura será encerrado às 11h30 na segunda-feira por causa do jogo da Seleção. A medida vale para setores com atendimento direto ao público, enquanto os serviços essenciais continuam funcionando normalmente. É um daqueles sinais clássicos de Copa do Mundo: quando o
Brasil entra em campo, a rotina se reorganiza, as conversas mudam de assunto e o futebol volta a ocupar o centro do dia. No setor privado, a lógica é outra. Os jogos da Seleção não geram automaticamente feriado ou ponto facultativo, e a jornada normal de trabalho segue valendo, salvo decisão de cada empresa. Ainda assim, a prática costuma ser mais flexível. Em dias assim, não é raro ver ex-
pediente reduzido, home office improvisado ou telão ligado para reunir colegas diante da partida. Em campo, o Japão chega com pelo menos duas preocupações. O zagueiro Itakura sentiu dores e foi substituído ainda no primeiro tempo da partida contra a Suécia., embora tenha deixado o gramado correndo, sem demonstrar um problema mais grave.
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A Seleção Brasileira volta a campo na segunda-feira contra o Japão, em Houston, na abertura do mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
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Lançamentos, análises, recordações e muito mais sobre séries, filmes, realities, no mundo dos streamings .
Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com
SÉRIES
House of the Dragon entra em sua fase mais brutal em nova temporada
FOTO: REPRODUÇÃO
Após consolidar-se como uma das produções mais ambiciosas da televisão contemporânea, House of the Dragon retorna para sua terceira temporada ampliando a escala da guerra civil que ameaça destruir a dinastia Targaryen.
Baseada na obra Fire & Blood, de George R. R. Martin, a série deixa para trás o período de preparação política e mergulha definitivamente nos grandes confrontos militares da chamada Dança dos Dragões, conflito que mudou para sempre a história de Westeros. A terceira temporada estreou em junho de 2026 e terá oito episódios, mantendo o alto padrão de produção da HBO. A primeira temporada apresentou o cenário que culminaria na guerra. O rei Viserys I Targaryen nomeou sua filha, Rhaenyra, como herdeira legítima do Trono de Ferro, decisão que dividiu a corte. A antiga amizade entre Rhaenyra e Alicent Hightower transformou-se em rivalidade política quando Alicent passou a defender o direito de seu filho, Aegon II, ao trono. Ao longo dos dez episódios, casamentos estratégicos, disputas familiares e mortes importantes pavimentaram o caminho para um conflito inevitável.
O estopim ocorreu no final da temporada, quando Lucerys Velaryon foi morto por Aemond Targaryen durante um confronto entre dragões. O episódio marcou oficialmente o início da guerra entre os dois ramos da família Targaryen e encerrou a fase diplomática da história. Na segunda temporada, a série aprofundou as consequências desse assassinato. Os dois lados organizaram alianças, recrutaram exércitos e passaram a utilizar seus dragões como armas de guerra. O conflito ganhou contornos cada vez mais violentos, enquanto personagens centrais enfrentavam perdas irreparáveis e dilemas morais. Grandes batalhas começaram a modificar o equilíbrio de poder, culminando em acontecimentos que deixaram Westeros à beira do colapso e prepararam o terreno para uma guerra em escala total.
Brasil abre mata-mata contra o Japão e volta a viver clima de decisão na Copa
Continução da Capa
Já o meia Takefusa Kubo segue como dúvida depois de se machucar na estreia diante da Holanda.
O jogador da Real Sociedad não atuou contra Tunísia e Suécia, e a comissão técnica japonesa vinha tratando sua recuperação com cautela.
Os japoneses já conviviam com baixas antes mesmo do início da Copa. Mitoma e Minamino ficaram fora por lesão antes da convocação final, enquanto o volante Endo, que era titular e capitão, também acabou ausente. Mesmo assim, a equipe encontrou caminho para avançar e chega ao duelo com o Brasil sustentada por organização e disciplina tática.
Para a Seleção Brasileira, o jogo em Houston pode funcionar como aquele ponto de virada que muda a temperatura da campanha. Uma vitória empurra o time para uma nova fase e reforça a confiança em
TEATRO
É justamente nesse ponto que começa a terceira temporada. Os novos episódios iniciam com a aguardada Batalha da Goela (Battle of the Gullet), considerada um dos confrontos mais importantes da Dança dos Dragões. A guerra deixa de ser composta apenas por disputas políticas e passa a envolver grandes batalhas terrestres, combates navais e numerosos dragões em ação simultaneamente. A expectativa é que Rhaenyra fortaleça sua posição militar e avance rumo à conquista de Porto Real, enquanto Aegon II, Alicent e Aemond tentam manter o controle do reino utilizando estratégias cada vez mais agressivas. Novos personagens também entram em cena, ampliando a participação de importantes casas nobres e aumentando a complexidade política da narrativa. Segundo o showrunner Ryan Condal, esta temporada combina grandes sequências de ação com episódios focados no desenvolvimento psicológico dos protagonistas. Outro destaque é o impressionante trabalho técnico. Os efeitos visuais continuam entre os mais sofisticados da televisão, com dragões ainda mais detalhados e batalhas que prometem superar tudo o que foi visto nas temporadas anteriores. Figurinos, fotografia e trilha sonora permanecem como marcas registradas da produção, reforçando a atmosfera épica que transformou House of the Dragon em um dos maiores sucessos da HBO. Com alianças instáveis, traições constantes e perdas devastadoras, a terceira temporada promete representar o ponto de virada definitivo da guerra civil Targaryen. Para os fãs do universo de Game of Thrones, tudo indica que os próximos episódios entregarão alguns dos momentos mais espetaculares e dramáticos já produzidos para a franquia.
FICHA TÉCNICA
TÍTULO House of the Dragon
GÊNERO Fantasia, drama, ação
CRIADOR Ryan Condal
BASEADO EM: Fire & Blood, de George R. R. Martin
AMBIENTAÇÃO: Cerca de 200 anos antes de Game of Thrones
PRODUTORA: HBO
TEMP. ATUAL/EP: 3ª Temporada / 8 Episódios
TEMA PRINC.: A Dança dos Dragões, guerra civil da Casa Targaryen.
um momento em que o torneio começa, de fato, a separar os candidatos reais dos que apenas flertaram com uma boa primeira fase. Em uma Copa ampliada, com mais seleções e mais cruzamentos, atravessar essa primeira etapa eliminatória tem peso simbólico e esportivo.
A segunda-feira, portanto, reúne tudo o que costuma cercar um jogo de Copa do Mundo em mata-mata: rival perigoso, torcida mobilizada, cidade em ritmo diferente e a sensação de que qualquer lance pode mudar a rota do torneio. Para o Brasil, é o início de uma fase em que não basta jogar bem. É preciso passar. E é justamente isso que faz o confronto contra o Japão ter cara de tarde grande para a Seleção e para quem vai parar para assistir.
'Cê Tá Doido' volta a Campo Grande após virar fenômeno entre fãs de humor e nas redes
Projeto com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo já tem novo encontro marcado na Capital, com ingressos a venda
Campo Grande já tem um novo encontro marcado com o projeto ‘Cê Tá Doido’. A apresentação foi confirmada para o dia 19 de dezembro, no Shopping Bosque dos Ipês, as vendas começaram na sexta-feira (26), às 12h. O anúncio foi feito nas redes sociais com convite direto ao público da Capital para mais uma edição do evento. A proposta, que nasceu de forma improvisada, acabou se transformando em um evento
coletivo marcado pela participação intensa do público. Com o tempo, o projeto ganhou espaço em várias cidades e passou a apostar em um formato diferente, com shows gravados em postos de combustíveis, palco 360 graus e os artistas bem próximos da plateia, em
um clima que tenta reproduzir uma grande farra entre amigos.
Em abril, quando passaram por Campo Grande, o evento teve entrada gratuita, mas com controle rígido de ingressos, exigindo cadastro prévio. Cerca de 4 mil entradas foram disponibilizadas e se esgota-
ram rapidamente. Na ocasião, o tema da gravação foi a Copa do Mundo, e o público foi incentivado a comparecer com roupas nas cores do Brasil para reforçar o clima de celebração. Os ingressos poderão ser obtidos por meio do site Vai de Ingresso.
Campo Grande recebe a peça ‘A Última
Sessão de Freud’, sucesso do teatro nacional
Espetáculo estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi chega ao Teatro Glauce Rocha após temporadas lotadas e mais de 400 apresentações pelo país
Campo Grande entra na rota de um dos maiores sucessos recentes do teatro brasileiro. A peça ‘A Última Sessão de Freud’ será apresentada nos dias 7, 8 e 9 de agosto no Teatro Glauce Rocha, levando ao público da Capital uma montagem que já reuniu mais de 180 mil espectadores e ultrapassou 400 apresentações em turnês nacionais. A produção é estrelada por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, com direção de Elias Andreato. No palco, o espetáculo imagina um encontro entre Sigmund Freud e o escritor C.S. Lewis, dois nomes centrais do pensamento do século 20. A conversa, situada em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, parte de um debate sobre a existência de Deus e avança para temas que seguem
atuais, como fé, ciência, amor, sofrimento, morte e o sentido da vida. O resultado é um embate de ideias que mistura reflexão, ironia e humor, sem abrir mão de uma linguagem acessível ao público. A peça costuma atrair tanto o público tradicional de teatro quanto estudantes, professores e profissionais ligados à Psicologia, Filosofia, História, Letras, Teologia e outras áreas das ciências humanas. Em Campo Grande, as sessões acontecem na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 17h. Os ingressos variam entre R$ 25 e R$ 180, com classificação indicativa de 14 anos. A apresentação tem duração de 90 minutos, e o teatro conta com acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
SERVIÇO:
Agora é guerra! E você, já escolheu de que lado você está?
Fenômeno nas redes, o projeto 'Cê tá doido' volta a Campo Grande em dezembro, com abertura das vendas nesta sexta-feira
A produção é estrelada por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, com direção de Elias Andreato.
FOTO: JOÃO CALDAS
A ÚLTIMA SESSÃO DE FREUD
Dias 7, 8 e 9 de agosto de 2026
Teatro Glauce Rocha – UFMS – Campo Grande (MS)
Sexta e sábado às 20h | Domingo às 17h
Classificação: 14 anos - Duração: 90 minutos
Teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida Ingressos à venda: Sympla
Servidora pública transforma sua paixão pela pintura em oportunidade de renda
Gilsa
O vai e vem constante dos alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Hercules Maymone e o mundo dos pincéis, tintas e telas moldam juntos a realidade de Gilsa Netto, artista plástica e servidora pública estadual. Com 51
anos, a agente de limpeza uniu a rotina no ambiente escolar com as encomendas artísticas, e transformou o que antes era um hobby em fonte de renda. Gilsa conta que a conexão com as artes começou ainda na infância e que, há cerca de
EXPOSIÇÃO
Exposição leva arte sul-matogrossense ao Slaviero Prime Hotel em Campo Grande
Mostra inédita reúne obras de quatro artistas locais e entrada gratuita
A produção artística de Mato Grosso do Sul ocupa um novo espaço em Campo Grande desde o dia 26 de junho. O recém-inaugurado Slaviero Prime Hotel abre as portas para uma exposição coletiva de artes visuais com obras inéditas de Carlos Vera, Mabbi, Patricia Bissoli e Ton Barbosa.
A ação transforma as áreas sociais do hotel em espaço de exposição. A proposta é apresentar ao público diferentes linguagens, estilos e técnicas, em uma seleção que valoriza a diversidade da arte produzida no Estado.
A iniciativa é conduzida pelos empresários Wagner Borges e Marcelo Mesquita e busca aproximar hóspedes, visitantes e moradores da produção cultural local. Além da visitação, o público também poderá adquirir as obras expostas. Para o artista plástico, designer gráfico e publicitário Carlos Vera, a abertura do espaço representa
dez anos, passou a enxergar a possibilidade de transformar o que já amava em fonte de renda. “Eu descobri o mundo das artes ainda na escola, na quinta série, durante uma aula de desenho livre. Foi ali que tentei, pela primeira vez, fazer um rosto autoral. Com o tempo, comecei a postar meus trabalhos nas redes sociais e, a partir disso, surgiram os primeiros pedidos por encomendas”, relembra. Com novas portas se abrindo, a pintora decidiu aperfeiçoar o talento que a acompanha desde cedo. “Eu sempre tento resgatar minha habilidade e valorizar o dom que Deus me proporcionou, por isso eu sempre procuro desenvolver e compartilhar. Criar é algo que
TEATRO
me traz alegria, e só isso já me motiva a continuar melhorando cada vez mais.”
Durante sua trajetória, Gilsa viveu uma experiência que transformou sua forma de enxergar a arte ao integrar um estudo com o artista e escultor Pedro Guilherme Góes, autor da obra “O Beijo”, localizada no Lago do Amor, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Campo Grande. Goes faleceu em novembro do ano passado, mas deixou um legado que permanece vivo na história da artista e de outros nomes da cena local. “Ele me incentivou a acreditar no talento que carrego comigo. Foi uma experiência enriquecedora que me ensinou a valorizar ainda
mais a arte, a ser criativa e ter cada vez mais dedicação”, relata. Nos últimos anos, a artista busca passar aos outros o que aprendeu e acredita que a arte serve como mecanismo de autoconhecimento e auxílio no processo de emoções, destacando que cada quadro carrega um sentimento e uma história diferente, mas todos provocam a mesma sensação de bem-estar.
“Meus primeiros trabalhos foram inspirados na minha família, com quadros cheios de sentimento e carinho pessoal. Em outra experiência, pintei um quadro do apresentador Bruno Callegari e percebi a felicidade e a surpresa na reação dele. Isso me mostrou o quanto
a arte pode tocar as pessoas e me ajudar a acreditar no meu potencial e não desistir”, conta. Gilsa conta que o ponto principal para conciliar os dois trabalhos é a organização da rotina e distribuição de tempo e energia, a artista explica porém que em certos momentos o trabalho no ambiente escolar serve como inspiração para suas obras por meio da formação cultural e pessoal, além de oportunidade de descoberta. Essa inspiração também impacta no modo de criação adotado por Gilsa em seus trabalhos. “Eu sempre reconheci meu estilo como livre, representando as expressões de cada pessoa e situações do dia a dia. Meu plano principal é continuar desenvolvendo esse modelo mais realista”, explica. Com os pedidos por encomendas cada vez mais frequentes e a exposição de suas obras no Hércules Maymone, escola em que trabalha, Gilsa sente um maior encorajamento para continuar. “Criar uma obra e receber o retorno das pessoas faz com que a gente desenvolva uma empatia ao mostrar a perspectiva do outro. Tudo isso dá uma satisfação enorme, cada pedido é um reconhecimento e incentivo para continuar criando.”
Para quem se interessou, Gilsa divulga seu trabalho e recebe encomendas por meio de sua página do instagram @ gilsanetto.
Sesc Teatro Prosa abre julho com música, circo e atrações gratuitas para a família
Programação entre os dias 2 e 4 reúne show autoral, espetáculo poético e apresentação infantil com humor, acrobacias e interação com o público
O Sesc Teatro Prosa começa a programação de julho com uma agenda voltada a públicos de diferentes idades e marcada pela mistura de linguagens no palco. Entre os dias 2 e 4, o espaço recebe em Campo Grande atrações gratuitas que passam pela música, pelo circo e pelo teatro, em uma sequência de apresentações pensada para reunir reflexão, humor, poesia e diversão para toda a família. A programação abre no dia 2 de julho, às 19h, com o show Tempo de Consciência, do cantor Sandim. Natural de Maringá, no Paraná, e radicado em Campo Grande, o artista sobe ao palco com repertório auto -
ral que transita entre reggae, MPB e samba rock. A proposta do espetáculo é unir ritmo e mensagem, com canções que abordam ancestralidade, resistência, amor e transformação social.
Em formato de banda, a apresentação aposta em uma experiência sonora marcada pela diversidade musical e por uma construção poética voltada à consciência coletiva. O show abre a agenda do mês dando o tom de uma programação que busca diálogo com o público por meio da arte e de temas presentes no cotidiano.
No dia 3 de julho, também às 19h, a companhia mato-grossense Du Cafundó assume o palco com o espetáculo Kombinando com Cerrado. A montagem acompanha dois palhaços que, depois do fechamento do circo onde trabalhavam, seguem em busca de novas experiências sem abandonar a alegria e a imaginação que definem suas trajetórias.
malabarismo, acrobacias e brincadeiras.
um estímulo importante para a cena cultural da Capital. “O diálogo e a difusão das artes visuais são fundamentais para fortalecer nossa cultura. É uma iniciativa que já nasce vitoriosa e que merece o apoio e a participação de toda a população campo-grandense”, destaca. Instalado no prédio do antigo Hotel Campo Grande, o Slaviero Prime Hotel funciona em um imóvel de valor histórico para a cidade. O empreendimento foi revitalizado e hoje reúne 135 apartamentos, restaurante, academia, playground infantil, salas de reuniões, espaço para eventos e estacionamento. Com visitação aberta ao público, a mostra passa a integrar arte, arquitetura, gastronomia e convivência em um mesmo ambiente. A exposição surge como nova opção cultural para moradores e turistas e amplia a presença da arte sul-mato-grossense em espaços de circulação da cidade.
A peça mistura elementos do circo e do teatro em uma narrativa que combina humor, situações inusitadas e poesia. A proposta é convidar o público a redescobrir a leveza da infância a partir de uma encenação que trabalha sensibilidade, comicidade e afeto.
Encerrando a programação, no dia 4 de julho, às 16h, a Du Cafundó retorna ao Sesc Teatro Prosa com Circo du Cafundó, espetáculo voltado especialmente para toda a família. Em cena, os palhaços Fusquinha e Matosinho conduzem uma apresentação de variedades com números de equilibrismo,
A montagem aposta na interação direta com a plateia e cria um ambiente de participação que aproxima crianças, jovens e adultos. A proposta é transformar o espaço em um encontro de diversão, imaginação e afeto, com linguagem acessível e clima de partilha entre artistas e público. Toda a programação é gratuita, e os ingressos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla, a partir das 14h do dia 26 de junho.
A agenda de abertura de julho no Sesc Teatro Prosa reúne, assim, diferentes formas de expressão artística em três dias de programação gratuita. Entre música autoral, palhaçaria, acrobacias e teatro, o espaço aposta em atrações que dialogam com a cidade e ampliam as opções culturais para quem busca lazer e entretenimento em Campo Grande.
POR MARIA EDITE VENDAS E JAMILLE GOMES
REPRODUÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO:
Netto concilia trabalho em escola estadual com estudos e produção artística
Gilsa Netto, servidora pública e artista plástica, concilia o trabalho em escola estadual com a produção de pinturas por encomenda em Campo Grande.
Alguns dos quadros produzidos por Gilsa Netto.
Du Cafundó leva ao palco humor, poesia e a leveza do universo circense.
Sandim abre a programação com show autoral que mistura reggae, MPB e samba rock.
MAIS ACIMA: Carlos Vera, Mabbi, Patricia Bissoli e Ton Barbosa participam de mostra inédita no Slaviero Prime Hotel, em Campo Grande. ABAIXO: Exposição no Slaviero Prime Hotel reúne obras inéditas de quatro artistas sul-mato-grossenses em Campo Grande.
CADERNO LIGHT
A Ram quer um SUV para chamar de seu
CAMPO GRANDE
VIU ANTES DO BRASIL O NOVO CAYENNE ELÉTRICO DA PORSCHE
Em evento exclusivo, um grupo seleto de convidados conheceu em primeira mão o SUV que marca a entrada da Porsche na era totalmente elétrica de um dos seus modelos mais importantes.
O novo Cayenne Electric em destaque no palco montado especialmente para o evento no Porsche Center Campo Grande
De olho em vender mais que a Jeep, a Ram prepara seu primeiro SUV, batizado de Ramcharger. O modelo deve usar a base do Jeep Grand Wagoneer, mas com identidade própria e foco em motores V8, do Hemi 5.7 ao 6.4. Já há confirmação de uma futura versão SRT, possivelmente com o Hellcat 6.2 supercharger. A estreia ainda não foi anunciada, mas a expectativa é que o utilitário chegue ao mercado norte-americano como linha 2028.
POR ENRICO FEITOSA
No último dia 16 de junho, Campo Grande entrou mais cedo na rota do novo Porsche Cayenne Electric. Em um evento exclusivo promovido pela Porsche Center Campo Grande, um grupo limitado de clientes e convidados viu de perto, antes do lançamento oficial no Brasil, o SUV que inaugura a fase totalmente elétrica de um dos modelos mais emblemáticos da fabricante alemã. O dress code foi all black.
A escolha da cidade não foi casual. Segundo o material divulgado, Mato Grosso do Sul tem importância estratégica para a Porsche e para o mercado de veículos de luxo, por reunir uma economia ligada ao agronegócio e um público cada vez mais conectado à inovação e à tecnologia.
DE POLÊMICO A ÍCONE
A história do Cayenne ajuda a explicar o peso desse momento. Lançado em 2002, o modelo nasceu cercado por desconfiança de puristas, que viam com reservas a ideia de um SUV da Porsche. O tempo tratou de inverter a lógica. O Cayenne se tornou um dos maiores sucessos comerciais da marca, atraiu novos consumidores, ampliou a presença global da fabricante e ajudou a fortalecer sua trajetória financeira. Até 2020, mais de 1 milhão de unidades haviam sido produzidas.
AGORA, UMA NOVA
ERA
Revelado mundialmente em novembro de 2025, o novo Cayenne Electric chega sem romper com o passado: continuará convivendo com versões a combustão e híbridas. A nova família será formada por Cayenne Electric, Cayenne S Electric e Cayenne Turbo Electric, nas carrocerias SUV e Coupé.
Desenvolvido sobre arquitetura elétrica de 800 volts, o novo modelo traz bateria com cerca de 113 kWh e capacidade de recarga que pode chegar a até 400 kW.
O Cayenne é um dos pilares da Porsche e um pioneiro ao mostrar que um SUV pode incorporar o DNA de um carro esportivo. Essa vocação segue presente no novo Cayenne elétrico, que representa nosso ápice tecnológico."
GABRIEL BONINI
Gerente do Porsche Center Campo Grande
Segundo a marca, isso permite levar a carga de 10% a 80% em menos de 16 minutos em estações compatíveis.
O Cayenne Electric também estreia tecnologias como inteligência artificial embarcada, head-up display com realidade aumentada e novos recursos de assistência à condução. Em alguns mercados, haverá ainda opção de carregamento por indução. A versão Turbo Electric é apresentada como uma das mais potentes da história da Porsche.