Representantes dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul se reúnem em Campo Grande para discutir soluções para os principais desafios das prefeituras.
(antiga Cidade do Natal), em Campo Grande. O evento conta com entrada gratuita e oferece gastronomia suína, mais de 20 expositores e shows diários. Horário: A partir das 12h / Local: Espaço Municipal de Cultura Vila Morena / Entrada: Gratuita.
Feira Borogodó
A tradicional feira de economia criativa comemora dois anos reunindo cerca de 300 expositores de artesanato, gastronomia, moda autoral, arte e produtos criativos, além de atrações culturais e musicais. Data: 07/06 / Horário: 9h às 16h / Local: Praça Coophafé – Rua das Garças, 3164 (próximo ao Via Park) / Entrada: Gratuita
Festa do Padroeiro
A 34ª Festa do Padroeiro da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Campo Grande, ocorre até 14 de junho, com missas, quermesse, barracas de comidas típicas e atrações musicais. A entrada é gratuita.
Prefeitos se reúnem em Campo Grande para debater o futuro dos municípios
Os desafios que hoje pesam no caixa e na rotina das prefeituras de Mato Grosso do Sul vão desembarcar, a partir
desta terça-feira, 9, em Campo Grande. A Capital recebe a quarta edição do Congresso dos Municípios, encontro que reuni-
rá representantes das 79 cidades do Estado para debater problemas comuns da gestão pública e buscar saídas para áreas que afetam diretamente a vida da população, como saúde, educação, assistência social, arrecadação e desenvolvimento econômico. O evento será realizado no Bosque Expo, com abertura marcada para as 9h30, e deve reunir prefeitos, vereadores, secretários municipais, equipes técnicas e autoridades. A proposta é transformar o congresso em um grande espaço de discussão sobre o presente e o futuro dos municípios, num momento em que as administrações locais enfrentam pressão crescente por melhores serviços, mais eficiência e capacidade de resposta diante de novas exigências fiscais e sociais. Entre os assuntos centrais da programação estão os impactos da reforma tributária, a busca por equilíbrio nas contas públicas, inovação na gestão, sustentabilidade e alternativas para melhorar a prestação de serviços nas cidades. Para o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, o encontro foi pensado para fortalecer a união entre os municípios e ampliar o diálogo entre gestores e instituições.
STF elimina idade mínima e facilita acesso à aposentadoria especial
Congresso dos Municípios começa na terça-feira e coloca na mesma mesa temas que pressionam as prefeituras, como saúde, arrecadação, educação e reforma tributária Especialista alerta para risco de cassações
Venda de voo direto entre Capital e Rio abre com operação prevista para agosto
Justiça Itinerante evita que pequenos conflitos virem longas disputas
Dia dos Namorados e Copa devem injetar R$ 280 milhões no comércio da Capital
Agehab abre seleção para 82 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida
VEJA NA PÁGINA 7•A
Quem ficar no ‘sereno’ poderá ser esquecido em 2028
MARATONA: Além de se reeleger, Geraldo Resende quer eleger a filha advogada Barbara a deputada estadual. Desafio para quem começou como vereador (1991) em Dourados, deputado estadual, deputado federal, passando pelo PMDB, PSDB, PPS e União Brasil. Ainda: Geraldo foi Secretário Estadual de Saúde por duas vezes.
PARAÍSO: Segundo o Portal da Transparência o custo mensal do deputado federal gira em torno de R$ 291.000,00, assim discriminado: salário de R$ 46.366,19 – verba de gabinete até R$ 165.806,07 e mais R$ 45.000,00 com passagens, combustíveis, aluguel de escritório, etc. O custo anual de um deputado é de R$ 3,5 milhões. Como se diz: a democracia é boa e cara!
ENFIM... Pelas cifras acima não é preciso ter cursado a Universidade de Harvad para entender o apego ao mandato, que é a própria identidade do político, tal qual o artista que não sobrevive sem público. Os políticos não podem esquecer: o poder é como águas que passam pelo moinho; os discursos cansam e motivam a concorrência pelo poder.
A PROPÓSITO: “...(-) Saber sair de cena e, talvez, a mais rara das virtudes públicas. Exige lucidez, desapego e senso de medida. Poucos a possuem. Só os melhores – os que sabem perder a proeminência sem perder a dignidade. ” (Jorge W. Simeira Jacob)
RENOVAÇÃO: Boa pergunta; o eleitor vota tendo o passado do seu candidato como referência, ou apenas decide olhando para o futuro? Ora! É próprio do ser humano, a expectativa atrai, seduz e pode até vencer a boa biografia da concorrência. Por mais agradáveis que sejam as atitudes e os discursos, cansam e dão combustível à oposição.
NO FACEBOOK: Os adversários do senador Flavio Bolsonaro estão alimentando as redes sociais com farto material crítico alusivo as bobagens e absurdos cometidos pelo seu pai, como deputado federal, candidato e presidente do Brasil. Levando-se em conta que ainda estamos no início da disputa, as previsões sinalizam chumbo grosso por aí.
SEGUNDO ATO: Bolsonarista de carteira registrada, o deputado coronel David admite sua candidatura a prefeitura da capital em 2028. As previsões é que ele tenha a concorrência de candidatos participantes do pleito deste ano, como o vereador Marcos Trad, do deputado João H. Catan e da exdeputada Rose Modesto.
SERENO: É o fantasma terrível que sempre ameaça os políticos sem mandato até que as próximas eleições aconteçam. Os maiores desafios: a sobrevivência financeira, a perda do foro privilegiado e da visibilidade midiática. E mais: cabos eleitorais e aliados tendem naturalmente a migrar para quem está no poder em troca de benesses.
TEMORES: Em curso a PEC prevendo o mandato de 6 anos para os prefeitos eleitos em 2028, o fim da reeleição e a unificação dos pleitos a partir de 2034. Daí que vencer o pleito de 2028 garantirá estabilidade maior (até 2034), do que os mandatos atuais de 4 anos. E quem perder o pleito de 2028 correrá risco de ver os rivais consolidados no poder local por um período mais longo e difícil de vencer.
SEM RODEIOS: O tempo não passa para o político fora do poder. É parecido com a situação de quem cumpre pena prisional. Como sobreviver até lá? O rol de relações murcha; os convites sociais diminuem. E como construir estrutura de grupo político sem sustentabilidade financeira? Portanto, perder o pleito de 2026 é risco para 2028. Quem viver, verá!
GENTE BOA! Na sua primeira passagem pela Assembleia Legislativa, o deputado João Cesar Mattogrosso já tinha deixado boa impressão pela sua postura ética, atuação parlamentar e relação com colegas, funcionários e jornalistas. Seu retorno está sendo marcado pela reprise, embora não seja candidato a reeleição por força da lei eleitoral.
VIDA NOVA: Marcio Fernandes e Renato Câmara, deputados que trocaram o MDB pelo PL e Republicanos respectivamente, caminhando com os próprios pés, longe da sombra de Puccinelli. Ambos se mostram confiantes nesta nova fase. Marcio tem esquemas em 31 cidades e Renato tem em Dourados sua principal base eleitoral.
NA BATALHA: As redes sociais tem mostrado as incursões dos pré-candidatos na busca de votos. Eles estão em rodeios, ‘nat’ de cidades, jogos de futebol, eventos religiosos, feijoadas e ensaios de escola de samba. O ex-conselheiro Jerson Domingos, por exemplo, faz sucesso e garante visibilidade no facebook com receitas da cozinha árabe.
FINALMENTE: Após anos de insônia, o STF livrou Reinaldo Azambuja daquela ‘Espada de Dâmocles’ decorrente da Operação Vostok. Certamente que ele irá incorporar a decisão judicial ao seu discurso de candidato ao Senado. Mais um caso em que nossa justiça merece críticas pelo ritmo ‘ em câmera lenta’. ‘Segue a galopeira’.
Ygreville Gasparin Garcia (*)
Clarisse Lispector, uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX, afirmou, certa feita, que “o óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar”. Por isso, como diz o adágio popular, “o óbvio precisa ser dito”.
Nas últimas semanas, surgiu nas redes sociais um novo termo para identificar um perfil específico de pessoas idosas: “NOLT”, acrônimo para “New Older Living Trend” (Nova Tendência de Viver a Maturidade, em tradução livre).
O termo em inglês busca nomear quem chegou aos sessenta anos, mas “não parece” ou “não age” conforme o modelo sociocultural, que ainda sustenta uma velhice estereotipada, associada à doença, incapacidade, improdutividade, isolamento e solidão. Simone de Beavouir, filósofa francesa, registra em seu ensaio “A Velhice”, que os indivíduos, em geral, negam a existência da velhice em si mesmos e tentam, de diferentes formas, se atrelar ao ideal do rejuvenescimento ou da morte natural e precoce, como se envelhecer fosse acontecimento trágico que sempre dissesse respeito ao outro.
Mais do que uma tendência, o NOLT revela um deslocamento profundo na forma como a sociedade contemporânea lida com o envelhecimento. Diego Félix, Presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, lembra que ao tentarmos nos distanciar das palavras “velho”, “velha” ou “pessoa idosa”, reforçamos o idadismo (etarimo): a ideia de que a velhice, por si só, é algo vergonhoso ou que precisa ser “maquiada”.
Usar termos como esse significa silenciar as diferentes velhices, uma vez que desconsidera as diversas formas de envelhecer que não passam por um padrão, focado em uma “juventude eterna”. A velhice, nesse linha intelectiva, passa a ser julgada, hierarquizada e classificada entre as que “deram certo” e as que falharam, tendo por base a capacidade do indivíduo de aderir a um modelo normativo de corpo, consumo e comportamento – a famigerada modernidade líquida, na expressão cunhada pelo sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman.
Não precisamos criar novas categorias que hierarquizem as ve-
Olhices, reforçando padrões que, ao longo da vida, deixam marcas (físicas, psicológicas e sociais) derivadas da tentativa de atender a um modelo ideal. Precisamos, isso sim, nomear uma realidade que jamais deverá aceitar uma visibilidade embaçada, aquela que esconde as demandas reais que ainda tornam muitas pessoas idosas vulnerabilizadas. Sigmund Freud, tido como o pai da psicanálise, dizia que cada um envelhece de seu próprio modo e, assim, considerar a singularidade de cada velhice é fundamental para se conceber que a pessoa idosa aproveitará o seu futuro de forma única. David Bowie, conhecido como o camaleão do rock, dizia que envelhecer é um processo extraordinário, através do qual você se transforma na pessoa que sempre deveria ter sido. E é nesse contexto, parafraseando o filósofo Chinês Lao-Tsé, que as limitações da idade avançada não devem ser vistas como restrições negativas, elas são as geografias de nossas situações, e não há nada mais correto que tirar vantagens disso. Dessa forma, dizendo o óbvio, é chegada a hora de nos afastarmos da infantil ilusão de que nascimento, envelhecimento e morte não são parte natural do processo humano. O envelhecimento é, sim, um fato concreto, inarredável e iminente.
Neologismos inúteis são desnecessários, pois, além de não preencherem uma lacuna vocabular real, surgem muitas vezes de modismos ou excesso de preciosismo, tendendo a desaparecer com o tempo. O óbvio, sendo fácil de entender, nem sempre é aceito quando contraria interesses, crenças ou a necessidade de agir. O que precisa ocorrer – e isso é óbvio, mas precisa ser dito, por ser difícil de enxergar – é a sociedade se adequar para garantir uma velhice digna para todas as pessoas, sem rótulos que tentam esconder quem nos tornamos com o passar dos anos; até porque, conforme conhecido provérbio Judaico, “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o instruído é a estação da colheita.”
(*) Ygreville Gasparin Garcia é advogado e membro da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa da OAB/MS. Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de MS.
A era das bets chegou ao trabalho — e agora?
Priscila Arraes Reino (*)
celular vibra durante o expediente. Não é uma mensagem da família nem um e-mail corporativo. É mais uma notificação criada para capturar atenção, estimular impulsos e manter alguém apostando.
A rápida expansão das plataformas de apostas online no Brasil começa agora a revelar efeitos que ultrapassam o ambiente digital. O problema já alcança famílias, serviços de saúde e relações de trabalho.
A ludopatia, também chamada de jogo patológico, é um transtorno marcado pela compulsão por apostas mesmo diante de prejuízos financeiros, emocionais e profissionais. A pessoa perde progressivamente a capacidade de controlar o impulso de jogar e continua apostando apesar das dívidas, do sofrimento psíquico e da deterioração da própria vida.
A Organização Mundial da Saúde reconhece a ludopatia como transtorno mental. O DSM-5 — manual utilizado internacionalmente como referência diagnóstica em psiquiatria — incluiu o jogo compulsivo entre os transtornos relacionados à dependência devido aos mecanismos de compulsão, tolerância e perda de controle envolvidos.
Ainda assim, o senso comum frequentemente trata o problema como falha moral. E é justamente aí que surge um dos aspectos mais perigosos dessa discussão: a discriminação.
Dados do DataSenado mostram que milhões de brasileiros utilizam plataformas de apostas esportivas e que grande parte dos apostadores exerce atividade remunerada. O trabalhador endividado, ansioso, desconcentrado e emocionalmente instável já faz parte da realidade de muitas empresas.
O problema é que o ambiente corporativo ainda não sabe lidar com esse adoecimento.
Em vez de reconhecer sinais claros de sofrimento psíquico, muitas empresas enxergam apenas queda de produtividade, atrasos, conflitos internos e perda de rendimento. A resposta costuma ser rápida: isolamento, estigmatização e demissão.
É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas médica e passa a ser jurídica.
A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. E o Tribunal Superior do Trabalho consolidou, por meio da Súmula 443, o entendimento de que a dispensa de trabalhadores acometidos por doenças graves que gerem estigma ou preconceito pode ser presumida discriminatória. Na prática, isso significa que, quando a empresa tem conhecimento do adoecimento e dispensa o trabalhador em razão dessa condição, cabe ao empregador demonstrar que a demissão ocorreu por motivo legítimo e não discriminatório.
A ludopatia se encaixa de forma preocupante nesse debate porque o adoecimento frequentemente altera a forma como o trabalhador passa a ser percebido dentro da empresa. O compulsivo em apostas muitas vezes deixa de ser visto como alguém adoecido e passa a ser tratado apenas como um empregado problemático, instável ou improdutivo. Quando a dispensa discriminatória é reconhecida, o trabalhador pode ter direito à reintegração do emprego, com pagamento do salário e dos demais direitos do período de afastamento, ou ao recebimento desses valores em dobro, além de indenização por danos morais.
A arrecadação tributária prevista com as apostas online, justificativa inicial para autorizar os jogos, parece pequena diante do custo social produzido pelo adoecimento associado ao jogo compulsivo. Afastamentos do trabalho, tratamentos de saúde mental, perda de produtividade, superendividamento, ruptura familiar e até suicídios compõem uma conta muito maior do que a receita arrecadada pelo Estado. A era das bets chegou ao trabalho. E talvez o maior erro seja continuar tratando a ludopatia apenas como problema individual, ignorando que ela já se transformou em uma questão de saúde mental, dignidade humana e possível discriminação nas relações de trabalho.
(*) Priscila Arraes Reino é advogada previdenciária e trabalhista há mais de 25 anos, autora de Burnout tem lei
Eleitor sem lado definido vê polarização mantida e ainda não enxerga saída fora de Lula e Flávio
Pesquisas qualitativas da Genial/Quaest mostram que o desejo por renovação segue vivo, mas esbarra na sensação de que a disputa continuará presa aos dois polos
O eleitor que não se identifica nem com Lula nem com Bolsonaro continua querendo uma alternativa, mas ainda não acredita que ela vá se firmar na disputa presidencial. É o que indicam duas pesquisas qualitativas da Genial/Quaest, que apontam um sentimento de frustração entre os independentes: eles desejam renovação, mas enxergam a polarização como o caminho mais provável da eleição. Uma das pesquisas acompanha, desde agosto do ano passado, 20 eleitores com esse perfil. A outra reuniu grupos
focais em diferentes regiões do país. Segundo Luciana Andrade, coordenadora de pesquisas qualitativas da Quaest, o sentimento predominante é de falta de saída. “Embora exista um forte desejo por renovação, o eleitor se sente encurralado por uma polarização que percebe como inevitável”, afirmou. Esse grupo também vê problemas nos dois nomes que hoje aparecem como mais fortes. Lula é associado a desgaste fiscal e já não desperta o entusiasmo de outros momentos. Flávio Bolsonaro, por sua vez,
enfrenta desgaste ligado ao caso Master e à percepção de que uma eventual candidatura sua seria uma continuidade do governo do pai, Jair Bolsonaro. Ainda assim, muitos desses eleitores dizem que podem acabar votando no “menos pior” ou até deixar de ir às urnas. Os nomes apresentados como alternativa tampouco conseguem romper essa barreira. Ronaldo Caiado é visto como experiente, mas sem força nacional. Romeu Zema tem imagem de gestor, porém ainda parece distante de boa parte do eleitorado. Renan Santos chamou atenção de parte desse público, mas ainda não é percebido como candidato competitivo. No fim, o retrato é de um eleitor que quer mudança, mas ainda não encontrou quem consiga representá-la de fato.
Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros põe exportadores em alerta e mobiliza governo
Recomendação de taxa de 25% será decidida em 15 de julho e já provoca reação de empresários e do Planalto, que tenta abrir negociação com Washington
A recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos para aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros abriu uma nova frente de preocupação para exportadores, empresários e o governo federal. A decisão final está prevista para 15 de julho, mas o tema já mobiliza Brasília e o setor produtivo, diante do risco de espaço para tentar barrar a medida por meio de acordos em áreas de interesse dos norte-americanos, como etanol, milho e minerais críticos. Ao mesmo tempo, o governo também pretende explorar politicamente o episódio, ligando o novo tarifaço à aproximação recente do tos mais vendidos estão café, celulose, ferro-níquel, siderúrgicos, aeronaves e componentes industriais. “Se implementada, a medida pode reduzir a competitividade dos exportadores, pressionar margens e afetar decisões de produção e investimento”, afirmou.
Governo falha em meta do INSS e tenta acelerar fila de benefícios em ano eleitoral
Prestação de contas enviada ao TCU mostrou que, em 2025, o tempo de espera por aposentadorias, pensões e BPC ficou acima do prometido
A demora na análise de aposentadorias, pensões e do Benefício de Prestação Continuada virou um problema que o governo federal não conseguiu resolver em 2025 e que agora tenta enfrentar com mais urgência em 2026. Dados da prestação de contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviada ao Tribunal de Contas da União, mostram que as metas fixadas
programação programação
benefícios previdenciários do INSS, como aposentadorias e pensões, o governo queria reduzir o prazo médio de 90 para 44 dias, mas encerrou o ano com 62 dias. Naquele momento, a fila total do instituto alcançou 3 milhões de pedidos aguardando análise.
dos pelo governo mostram que a situação começou a melhorar em 2026: em março, a espera pelo BPC caiu para 134 dias, e, em abril, o prazo médio dos benefícios do INSS recuou para 48 dias.
Mesmo com a queda recente, os atrasos seguem acima do
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Eleitores independentes dizem querer renovação, mas ainda veem a disputa presidencial concentrada entre os dois polos políticos.
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Possível tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros mobiliza governo e setor exportador antes da decisão prevista para 15 de julho.
Prestação de contas do governo mostrou que metas para reduzir a fila do INSS e do BPC ficaram abaixo do previsto em 2025.
Deputados começam a discutir orçamento de R$
28,8 bilhões para o Estado em 2027
Projeto enviado pelo governo prevê aumento de receita, alta nos gastos com pessoal e avanço da dívida estadual
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A Assembleia Legislativa (ALEMS) abriu a tramitação do projeto que vai orientar o orçamento de Mato Grosso do Sul para 2027. Encaminhada pelo governo estadual, a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias estima um volume global de R$ 28,84 bilhões para o próximo ano, já incluindo os recursos da administração estadual e do regime próprio de previdência. Na prática, é esse texto que começa a desenhar quanto o Estado espera arrecadar, onde pretende gastar e qual margem terá para investir. Sem contar os recursos da Previdência, a receita total prevista chega a R$ 25,17 bilhões, acima dos R$ 23,86 bilhões projetados para 2026. As chamadas receitas primárias, usadas para financiar políticas públicas e investimentos, devem alcançar R$ 24,39 bilhões. Entre os números que mais chamam atenção está a arrecadação com impostos, taxas e contribuições, estimada em
R$ 14,83 bilhões, e as transferências correntes da União e de outras fontes, calculadas em R$ 7,63 bilhões. Do lado das despesas, o governo prevê R$ 24,52 bilhões em gastos primários no ano que vem. A maior fatia continua concentrada em pessoal e encargos sociais, com previsão de R$ 12,27 bilhões. O projeto também indica déficit primário de R$ 124,9 milhões quando a Previdência fica fora da conta. Com a inclusão do regime próprio, porém, o resultado projetado passa a superávit de R$ 177,2 milhões. Outro ponto do texto é a dívida estadual, que deve subir de R$ 10,81 bilhões para R$ 11,60 bilhões em 2027. Já a dívida consolidada líquida está estimada em R$ 6,07 bilhões.
A proposta seguirá agora para análise nas comissões temáticas da Assembleia antes de ser levada ao plenário, onde os deputados vão discutir as diretrizes que servirão de base para o orçamento do próximo ano.
Projeto avança na ALEMS e pode liberar câmeras dentro de salas de aula em Mato Grosso do
Sul
Texto teve aval da comissão de Justiça e autoriza videomonitoramento nas escolas estaduais, mas proíbe gravação de áudio e instalação em banheiros, vestiários e salas de professores
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A possibilidade de instalar câmeras dentro de salas de aula da rede estadual de Mato Grosso do Sul avançou na Assembleia Legislativa (ALEMS). Um projeto de lei que libera o videomonitoramento nesses espaços recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e agora segue para votação em plenário. A proposta muda a regra atual e abre caminho para que as escolas públicas estaduais passem a usar as imagens como ferramenta de segurança e apoio na apuração de ocorrências. Pelo texto, continuam proibidas câmeras em banheiros, vestiários e salas de professores, numa tentativa de preservar a privacidade de alunos, docentes e servidores. Outra restrição prevista é a captação de áudio, que não será permitida. A mudança atinge a lei estadual de 2010 e retira a sala de aula da lista de locais onde o monitoramento era vetado. A justificativa do projeto está ligada ao aumento de registros de violência e outros ilícitos dentro do ambiente escolar. Dados do Núcleo de Monitoramento de Ocorrências da Secretaria de Educação apontam que, ao longo de 2023, houve casos de furto, ameaça, agressão física, porte de armas e crimes sexuais em salas de aula da rede estadual. A proposta sustenta que o monitoramento pode ajudar a inibir abusos e facilitar a apuração de episódios graves. O tema ganhou força depois dos ataques a escolas registrados em 2023 em Mato Grosso do Sul e em outros estados.
STJ encerra ação penal contra Reinaldo por falta de provas independentes
Decisão da ministra Maria Isabel Gallotti segue entendimento do STF e põe fim, em Brasília, ao processo que investigava o ex-governador por supostos crimes ligados a incentivos fiscais
Chegou ao fim, no Superior Tribunal de Justiça, a ação penal que tinha como alvo o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL). A decisão foi tomada pela ministra Maria Isabel Gallotti, que determinou o trancamento definitivo do processo ao seguir o entendimento já fixado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. No centro da discussão estava a falta de provas independentes que sustentassem a acusação, considerada insuficiente para manter a ação em andamento. O caso investigava supostos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados à concessão de incentivos fiscais entre 2014 e 2016. Ao analisar habeas corpus apresentado pela defesa, Toffoli concluiu que a acusação se apoiava basicamente em delações premiadas, sem elementos externos
capazes de confirmar, de forma mínima, os relatos dos colaboradores. Para o ministro, não havia justa causa para a continuidade do processo. Na decisão seguida agora pelo STJ, também pesou a avaliação de que o processo se arrastou por anos sem uma definição final, o que, segundo o entendimento adotado no caso, afrontava o princípio da
duração razoável do processo. Depois da manifestação do Supremo, o próprio Ministério Público Federal passou a defender o encerramento da ação, consolidando o cenário que levou ao arquivamento no tribunal superior.
A investigação teve origem em apurações sobre supostos pagamentos indevidos envolvendo empresas beneficiadas por incentivos fiscais e se tornou um dos desdobramentos mais conhecidos da Operação Vostok. A denúncia original, apresentada em 2020, alcançava além de Azambuja outras 23 pessoas. Com o encerramento da ação em relação ao ex-governador, termina um dos capítulos judiciais de maior repercussão política dos últimos anos em Mato Grosso do Sul.
PL e PT concentram maior parte do fundo eleitoral na disputa deste ano
Distribuição divulgada pelo TSE mostra que os dois partidos ficarão com as maiores parcelas dos R$ 4,9 bilhões reservados para financiar as campanhas de 2026
A divisão do dinheiro público destinado às campanhas eleitorais deste ano colocou PL e PT no topo da lista dos partidos que mais vão receber recursos. Os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral mostram que, dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, a maior fatia ficará com o PL, seguido pelo PT. Juntos, os dois partidos concentram uma parcela expressiva do montante que será usado na disputa de 2026.
O PL receberá R$ 881 milhões, enquanto o PT contará com R$ 615 milhões. Na sequência aparece o União, com
Senador diz que proposta americana de sobretaxa sobre produtos brasileiros ainda está em fase de análise e defende ação diplomática para evitar prejuízos à economia
Antes de falar em confronto comercial, o Senado quer medir o tamanho real do problema. A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros levou a Comissão de Relações Exteriores a entrar em campo para ouvir setores econômicos e buscar uma resposta negociada. À frente do colegiado, o senador Nelsinho Trad afirmou que o Brasil ainda tem uma janela para agir, já que a medida anunciada pelos americanos só deve ter desfecho em 15 de julho, depois de consulta pública e outras etapas formais.
A posição do parlamentar é a de evitar movimentos precipitados. Segundo ele, o primeiro passo é saber exatamente quais mercadorias podem ser atingidas, quais contratos correm risco e que efeito isso pode
R$ 526 milhões. Somadas, as três siglas ficarão com cerca de 40% de todo o fundo eleitoral. A distribuição segue critérios previstos na legislação, que reserva uma pequena parte igual para todos os partidos registrados e divide o restante conforme o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado, além do desempenho obtido nas últimas eleições. O fundo eleitoral foi criado em 2017, depois que o Supremo Tribunal Federal proibiu, em 2015, o financiamento de campanhas por empresas privadas. Desde então, o meca-
nismo passou a ser uma das principais fontes de custeio das disputas eleitorais no país, abastecendo as siglas com recursos públicos em anos de eleição. Além desse fundo, os partidos também recebem o Fundo Partidário, que tem outra finalidade e é usado para manter a estrutura administrativa das legendas ao longo do ano. No caso da eleição de 2026, porém, é o fundo eleitoral que concentra a atenção por bancar diretamente boa parte da movimentação financeira das campanhas.
causar sobre produção, emprego e investimento. Nelsinho disse que o país precisa trabalhar com dados concretos, e não com suposição, para decidir a melhor estratégia. Também afirmou que parte das justificativas apresentadas pelos Estados Unidos não corresponde à realidade brasileira e pode ser contestada tecnicamente durante o processo. O senador lembrou ainda que o Congresso já construiu canais de interlocução com autoridades americanas e que esses contatos continuam abertos. Por isso, não descarta uma nova ofensiva parlamentar, caso a situação exija. Ao comentar a hipótese de o Brasil reagir com base na Lei da Reciprocidade Econômica, adotou tom de prudência. Na avaliação dele, responder sem estratégia pode ampliar o prejuízo para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros. Sobre Mato Grosso do Sul, Nelsinho avaliou que, num primeiro momento, o impacto di-
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Reinaldo Azambuja teve ação penal encerrada no STJ após entendimento de que não havia provas suficientes para manter o processo.
Nelsinho
Deputados estaduais começaram a analisar a proposta que traça as diretrizes do orçamento de Mato Grosso do Sul para 2027.
Projeto em análise na Assembleia Legislativa pode permitir instalação de câmeras dentro de salas de aula da rede estadual em Mato Grosso do Sul.
Congresso dos Municípios começa terça-feira
e reúne prefeitos de todo MS em Campo Grande
Evento vai discutir arrecadação, saúde, educação, inovação e os efeitos da reforma tributária na rotina das prefeituras
Campo Grande recebe, a partir desta terça-feira, 9, a quarta edição do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, encontro que deve reunir representantes das 79 prefeituras do Estado em dois dias de debates sobre os principais desafios das administrações locais. Promovido pela Assomasul, com correalização do Sebrae/MS e apoio do Governo do Estado, o evento será realizado no Bosque Expo e terá como eixo central a eficiência da gestão municipal como caminho para melhorar a vida da população.
A abertura oficial está marcada para as 9h30 de terçafeira, com a presença de prefeitos, vereadores, secretários, equipes técnicas e autoridades.
Ao longo da programação, estarão em pauta temas que pesam diretamente no caixa e na rotina das cidades, como reforma tributária, arrecadação, saúde pública, educação, assistência social, sustentabilidade, desenvolvimento econômico e inovação. A proposta
Coronel David concentra atuação em leis e medidas de combate à violência contra a mulher
No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, deputado volta a defender punição a agressores, prevenção permanente e integração entre os órgãos de proteção
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No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, comemorado no último dia 1º, a atuação do deputado estadual Coronel David volta ao centro do debate sobre violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul. À frente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa, o parlamentar tem concentrado sua atuação em propostas voltadas à punição de agressores, ao reforço da prevenção e ao aperfeiçoamento da rede de atendimento às vítimas. A linha que ele defende é a de que o enfrentamento ao feminicídio precisa ser tratado como política permanente de Estado, e não apenas como resposta após os crimes. Entre as medidas já aprovadas está a Emenda Constitucional nº 87, que proíbe a nomeação, para cargos públicos, de pessoas condenadas por violência doméstica e familiar. Segundo Coronel David, a regra busca impedir que autores desse tipo de crime ocupem funções de confiança na administração estadual. “O estado não pode confiar responsabilidades públicas
a quem desrespeita os direitos fundamentais de uma mulher. Quem agride não pode representar a sociedade”, afirmou. O deputado também cita como avanço recente a criação do Cadastro Estadual de Criminosos Sexuais, apresentado por ele como instrumento de prevenção e informação.
A pauta acompanha uma atuação que, segundo o parlamentar, vem desde o período em que esteve no comando da Polícia Militar. Foi nessa fase que ele criou a Cartilha POP, com protocolos de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. O modelo, de acordo com o texto apresentado por sua assessoria, serviu de base para procedimentos integrados entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e perícia criminal. Nos últimos anos, o deputado também passou a defender mais campanhas de conscientização, incentivo à denúncia e articulação entre Judiciário, Ministério Público, forças policiais e
defesa
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é transformar o congresso em espaço de troca de experiências e construção de soluções práticas para os municípios.
Segundo o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, o encontro foi pensado para fortalecer a atuação conjunta das prefeituras e ampliar o diálogo
entre gestores e instituições.
“Esse é um momento para estarmos juntos, ouvindo os municípios e construindo caminhos.
A força do municipalismo está justamente nessa união entre gestores, equipes técnicas e instituições. Quando fortalecemos as cidades, fortalecemos Mato
Grosso do Sul e contribuímos para construir um Brasil mais eficiente”, afirmou. A programação inclui palestras de nomes conhecidos nacionalmente, como Juliana Benício, Rosana Jatobá e Caio Coppolla, além de painéis técnicos e espaços simultâneos de
discussão para áreas específicas das administrações municipais. A expectativa dos organizadores é que o congresso funcione como vitrine de ideias e estratégias para tornar as prefeituras mais preparadas diante das exigências de um cenário cada vez mais complexo.
Ana Portela assume comando do PL Mulher em MS e amplia espaço
Vereadora de Campo Grande passa a liderar o braço feminino do partido com a missão de fortalecer novas lideranças e ampliar a presença das mulheres na política
A vereadora Ana Portela passou a ocupar um novo posto dentro do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul ao assumir a presidência estadual do PL Mulher. A mudança amplia o alcance político da parlamentar para além de Campo Grande e a coloca à frente da articulação feminina da legenda no Estado. Na prática, a nova função deve concentrar ações de formação política, incentivo à participação das mulheres e mobilização de lideranças nos municípios.
A escolha também reforça o peso que Ana vem ganhando dentro do partido. Ao assumir o comando do movimento, ela sucede Naiane Bittencourt, que esteve à frente da estrutura feminina da sigla e participou do processo de organização des-
se espaço no Estado. Agora, caberá à vereadora conduzir uma agenda voltada a ampliar a presença das mulheres em cargos de decisão e fortalecer a atuação partidária com foco no interior e na Capital.
Ao comentar a nova responsabilidade, Ana afirmou que pretende trabalhar pela abertura de mais espaço para a participação feminina. “Assumo essa missão com muita honra e consciência da responsabilidade que ela representa. Vamos trabalhar para fortalecer ainda mais a participação das mulheres na política, abrir portas para novas lideranças e construir um Mato Grosso do Sul cada vez mais forte”, declarou. Para a Câmara Municipal de Campo Grande, a nova função também projeta maior
inserção da vereadora em debates estaduais e partidários ligados às pautas das mulheres. Com isso, Ana passa a atuar em uma frente mais
ampla, conectando o mandato local a uma estrutura política que busca organizar e ampliar a presença feminina no cenário sul-mato-grossense.
Simone diz que ministro do STF pode sofrer impeachment em caso de abuso
Em entrevista, ex-ministra defende responsabilização no Judiciário diante de denúncias graves e também justifica mudança de domicílio eleitoral para São Paulo
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal podem, sim, ser alvo de processo de impeachment se houver comprovação de abuso de poder, corrupção ou venda de sentenças. Em entrevista à BBC News, a sul-mato-grossense disse que “ninguém está acima da lei” e defendeu que, em casos graves, o Judiciário também esteja sujeito aos mecanismos de responsabilização previstos na Constituição. Segundo ela, isso só pode ocorrer com respeito ao devido processo legal e à ampla defesa. Sem citar nomes de ministros do STF, Simone ampliou a crítica para o conjunto do sistema de Justiça e disse ver com preocupação denúncias de corrupção e de comércio de decisões judiciais. Ao comentar o tema, mencionou a gravidade de investigações sobre
venda de sentenças em tribunais estaduais, em referência a casos como os apurados pela Operação Ultima Ratio, da Polícia Federal, que alcançou desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. “Se a gente pode, pela própria Constituição — e já aconteceu mais de uma vez — impichar um presidente da República, nós podemos abrir um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Na mesma entrevista, Simone também falou sobre sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo e procurou justificar a mudança de domicílio eleitoral, apesar de ter construído toda a trajetória política em Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, vice-governadora, prefeita de Três Lagoas e senadora. Ela disse manter vínculos antigos com o Estado paulista, citando residência no Guarujá, o fato de o marido ser de Birigui e a presença das filhas em São Paulo há cerca de dez anos. Ao defender a mudança, Si-
Presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli: Prefeitos, secretários e equipes técnicas dos 79 municípios de MS se reúnem em Campo Grande para discutir os desafios da gestão pública.
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mone afirmou que essa ligação com São Paulo não começou agora e que isso lhe dá legitimidade para pedir o voto
Ana Portela assume a presidência do PL Mulher em Mato Grosso do Sul e amplia atuação política para além da Câmara de Campo Grande.
Simone Tebet defendeu responsabilização no Judiciário em caso de denúncias graves e também justificou sua transferência eleitoral para São Paulo.
en
tidades de
dos direitos das mulheres.
Coronel David defende punição mais rígida, prevenção contínua e integração da rede de proteção no combate à violência contra a mulher no Estado
Fiems articula desconto na conta de luz para ampliar benefício a 74 cidades de MS
Programa Em Conta pode reduzir em até 20% o valor pago por consumidores atendidos pela Energisa no Estado
Uma articulação entre a Fiems e o deputado estadual Paulo Corrêa tenta ampliar para 74 municípios de Mato Grosso do Sul o alcance do Programa Em Conta, iniciativa que prevê desconto de até 20% na conta de energia elétrica para consumidores que aderirem ao modelo. A proposta mira as cidades atendidas pela Energisa no Estado e busca transformar a redução na tarifa em alívio direto para o orçamento das famílias sul-mato-grossenses.
A mobilização é conduzida pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, em parceria com o parlamentar, que já havia defendido a extensão do benefício para servidores públicos de municípios como Amambai, Maracaju, Tacuru e Japorã. Agora, o objetivo é levar o programa para toda a área de concessão da distribuidora em Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance de uma medida vista como alternativa para diminuir o peso da conta de luz no fim do mês. Para Paulo Corrêa, a proposta ganha importância em um momento em que qualquer economia faz diferença dentro de casa. “Estamos falando de economia real no fim do mês. É um programa que ajuda diretamente as famílias, reduzindo o peso da conta de energia no orçamento, principalmente neste momento em que cada
economia faz diferença dentro de casa”, afirmou. O deputado também destacou o aspecto ambiental da medida. “Além da economia financeira, essa é uma iniciativa sustentável, que incentiva o uso de energia limpa e contribui para que Mato Grosso do Sul avance cada vez mais no compromisso de se tornar carbono neutro até 2030”, disse. Se a ampliação avançar, o desconto poderá alcançar consumidores de cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Coxim, Jardim, Bonito, Sidrolândia e dezenas de outros municípios atendidos pela Energisa. A expectativa dos articuladores é que o programa combine economia doméstica e estímulo ao uso de fontes limpas, ampliando um benefício com potencial de impacto em praticamente todo o Estado.
Articulação da Fiems e do deputado Paulo Corrêa busca levar desconto de até 20% na conta de energia para consumidores de 74 municípios de Mato Grosso do Sul.
Venda de voo direto
entre Campo Grande e Rio abre com operação prevista para agosto
Nova rota da Gol terá três frequências semanais entre a Capital e o Galeão e amplia a ligação de MS com um dos principais mercados do país
Quem pretende viajar sem escalas de Campo Grande para o Rio de Janeiro já pode comprar as passagens da nova rota anunciada para a Capital. A venda dos bilhetes começou na quarta-feira, 3, e a operação regular está prevista para iniciar em agosto, com três voos por semana. A medida amplia a malha aérea de Mato Grosso do Sul e atende a uma demanda antiga de passageiros que antes dependiam de conexões em outros aeroportos. Pela programação divulgada, as saídas de Campo Grande serão às terças, quintas e sábados, sempre às 2h50, com chegada às 6h no Aeroporto Internacional do Galeão. No sentido contrário, os voos partirão do Rio às segundas, quartas e sextas-feiras, às 21h, com pouso na Capital às 22h25. A operação será feita pela Gol, em parceria
com o Governo do Estado. O diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, afirmou que a nova rota integra a estratégia estadual de atração de voos e fortalecimento do turismo. Segundo ele, o Rio de Janeiro está entre os principais mercados emissores do país e a ligação direta ajuda a aproximar Mato Grosso do Sul de um centro importante para lazer, negócios e conexões nacionais e internacionais. Com o novo trecho, Campo Grande passa a contar com ligação direta para mais um grande polo aéreo brasileiro, ao lado de destinos já atendidos em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. A expectativa do governo é que a nova frequência facilite o deslocamento de moradores, impulsione o turismo e melhore a posição da Capital na rede de conexões do país.
Campo Grande analisa R$ 238 mi em novos investimentos privados
Projetos avaliados pela prefeitura envolvem indústria, energia solar, tecnologia e alimentos, com previsão de mais empregos na Capital
Campo Grande analisou nesta semana uma nova leva de projetos privados que somam mais de R$ 238 milhões em investimentos. As propostas passaram pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e envolvem áreas como indústria, energia solar, tecnologia, alimentos e combustíveis sustentáveis. Além do aporte financeiro, a expectativa é de geração e manutenção de 333 empregos diretos na cidade. A reunião também marcou uma mudança importante na política de incentivos do município. Pela nova regra, empresas instaladas nos polos empresariais que cumpriram tudo o que prometeram à prefeitura poderão pedir a retirada de uma cláusula que previa a devolução do imóvel em caso de descumprimento. A medida funciona, na prática, como um reconhecimento para quem investiu, gerou empregos e manteve a atividade econômica.
A primeira empresa beneficiada por essa nova fase foi a Mendes & Doi Ltda., dona
Dia dos Namorados e Copa do Mundo devem injetar R$ 280 milhões no comércio local
Levantamento aponta junho como mês de forte movimento no varejo, com compras puxadas por presentes, roupas temáticas e comemorações em casa
A combinação entre Dia dos Namorados e Copa do Mundo deve transformar junho em um dos meses mais movimentados para o comércio de Campo Grande. Levantamento da CDL-Campo Grande e da FCDL-MS estima que as duas datas juntas podem gerar cerca de R$ 280 milhões em circulação no varejo da Capital, com gasto médio de R$ 490 por
consumidor. A expectativa do setor é de um período de vendas acima do habitual, impulsionado por presentes, roupas, alimentos, bebidas e encontros em casa.
Uma das apostas do comércio está no chamado “casal torcedor”, expressão criada para traduzir a busca por peças combinadas para os jogos, como camisas da Seleção e roupas
de inverno nas cores do Brasil. O vestuário temático aparece na frente entre as intenções de compra, com 68% da preferência dos consumidores. Na sequência vêm as experiências gastronômicas, escolhidas por 21% dos entrevistados. A pesquisa também mostra que 58% dos casais pretendem comemorar em casa, o que amplia a procura por itens de supermercado, decoração e bebidas. Outro dado que chama atenção é a força das lojas físicas.
Segundo o levantamento, 71% dos consumidores preferem comprar pessoalmente, muito por causa do receio de atraso nas entregas pela internet. No pagamento, o Pix lidera com 64% da preferência. O estudo ouviu 290 consumidores entre 26 e 29 de maio, nas sete regiões da cidade. Nas áreas centrais, da Prosa e da Bandeira, a procura maior deve ficar concentrada em presentes de valor mais alto, como roupas, calçados e perfumaria. Já em regiões como Anhanduizinho, Imbirussu, Lagoa e Segredo, a tendência é de mais movimento em supermercados, conveniências e açougues, puxado pelas comemorações em casa e pelos encontros para assistir aos jogos.
Supremo derruba idade mínima da aposentadoria especial e abre espaço para revisão de benefícios
Decisão pode antecipar pedidos de trabalhadores expostos a risco e permitir recálculo de aposentadorias já concedidas
das marcas Refriko e Bamboa, instalada há mais de dez anos no Polo Empresarial Oeste. Depois de comprovar que cumpriu as metas assumidas, a empresa recebeu parecer favorável. Para o secretário municipal Ademar Silva Junior, a decisão mostra que a cidade busca dar mais segurança a quem investe. “Isso representa um marco para uma das empresas mais consolidadas dos nossos polos empresariais e demonstra que estamos construindo um ambiente cada vez mais seguro para quem investe e gera empregos em Campo Grande”, afirmou. Entre os projetos analisados, um dos destaques foi o da Marquespan Alimentos, que prevê cerca de 200 novos empregos diretos. A empresa quer ampliar sua estrutura industrial na Capital. Com a análise desses projetos, o município tenta reforçar a atração de investimentos e ampliar a geração de vagas em setores considerados estratégicos para a economia local.
A decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial deve atingir diretamente trabalhadores que atuam em atividades insalubres ou perigosas. Com isso, quem já cumpriu o tempo mínimo de contribuição em condição de risco poderá pedir o benefício sem esperar completar uma idade específica. A medida recoloca a aposentadoria especial em sua função original, que é retirar o trabalhador do ambiente nocivo antes que o problema de saúde se agrave. A mudança também pode atingir quem já se aposentou. Trabalhadores que tiveram de esperar pela idade mínima criada na Reforma da Previdência poderão analisar se têm direito à revisão. Essa decisão do STF resgata a essência da aposentadoria especial, que é justamente retirar o trabalhador do ambiente nocivo antes que os danos à saúde se agravem. A exigência de idade mínima acabava pro-
longando a exposição ao risco e contrariando a própria finalidade protetiva do benefício. Antes do julgamento, a regra exigia idade mínima de 55, 58 ou 60 anos, conforme o tempo de atividade especial. Agora, esse critério deixa de valer. Continuam valendo, porém, as exigências de tempo de contribuição e as regras de cálculo do benefício. Entre os profissionais que podem ser alcançados pela decisão estão enfermeiros, vigilantes, eletricitários, metalúrgicos, mineiros, frentistas, trabalhadores da indústria química, de frigoríficos e motoristas expostos a agentes nocivos. Em algumas situações, a
do benefício.
O QUE MUDA NA PRÁTICA?
A idade mínima deixa de ser exigida para a aposentadoria especial. Continua valendo o tempo mínimo de contribuição em atividade de risco: 15, 20 ou 25 anos, conforme a função. Quem já se aposentou e esperou pela idade mínima poderá avaliar pedido de revisão.
O valor do benefício pode aumentar, segundo a advogada, dependendo do histórico de contribuição e da situação de cada segurado. As regras de cálculo da aposentadoria foram mantidas. Quem se aposenta pela modalidade especial não pode continuar na mesma atividade nociva.
aposentadoria especial pode não ser a melhor saída, porque o segurado não pode continuar exercendo a mesma atividade de risco após se aposentar nessa modalidade. Além disso, o jul-
gamento ainda depende da publicação definitiva do acórdão e pode sofrer ajustes na forma de aplicação. Por isso, a orientação é analisar cada caso antes de pedir o benefício ou a revisão.
Ltda., empresa de Tatuí, no interior de São Paulo, que solicitou incentivo para se instalar na Capital com investimento previsto de R$ 5,2 milhões e promessa de gerar 200 empregos diretos. Pela decisão, a empresa poderá receber uma área pública de até 10 mil metros quadrados por meio do Prodes, programa usado pela prefeitura para atrair empreendimentos que se comprometam com expansão econômica e abertura de vagas. A aprovação foi unânime e publicada em edição extra do Diário Oficial do município. O local exato do terreno, no entanto, não foi informado na deliberação. Segundo o documento, a Marquespan pretende implantar suas atividades em Campo Grande e apresentou capital social de R$ 2,01 milhões. A empresa atua no ramo de panificação e, para acessar o benefício, terá de cumprir exigências previstas no programa, como adesão ao Selo Compromisso com a Igualdade de Gênero e contratação de trabalhadores por meio da Funsat. Na mesma reunião, o conselho também analisou outro pedido de incentivo, desta vez para uma empresa do ramo de combustível sustentável. Mesmo assim, o projeto da fábrica de pães chamou atenção pelo potencial de emprego imediato e pela possibilidade de ampliar a presença industrial do setor alimentício em Campo Grande. Conselho de desenvolvimento aprovou incentivo para empresa do setor de panificação, que prevê investir R$ 5,2 mi na instalação de unidade na Capital
aprovou o pedido
Indústria de
Comércio de Campo Grande aposta na força do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo para ampliar vendas em junho.
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Campo Grande analisou novos projetos privados que somam mais de R$ 238 milhões e podem ampliar a geração de empregos na Capital.
Campo Grande equipa Guarda Municipal com
espingardas de menor potencial ofensivo
Adesão ao
Município Mais
Seguro amplia integração da Capital ao sistema nacional e reforça a estrutura da Guarda Civil Metropolitana com novos equipamentos
Campo Grande passou a integrar, nesta semana, o Programa Município Mais Seguro, iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública voltada ao fortalecimento das guardas municipais. A adesão foi formalizada na terça-feira, 2, em cerimônia no Teatro Octávio Guizzo, e coloca a Capital sul-mato-grossense na rota de novos investimentos federais para a área. No mesmo ato, a Guarda Civil Metropolitana recebeu equipamentos de menor potencial ofensivo que devem reforçar a atuação preventiva da corporação.
O pacote entregue soma mais de R$ 2,5 milhões. Foram repassados 580 kits de arma de incapacitação neuromuscular, as chamadas Tasers, no valor de R$ 2,42 milhões, além de 1.210 espargidores de menor potencial ofensivo, que totalizam R$ 124,6 mil. A entrega marca uma nova etapa no processo de inserção da guarda municipal dentro do Sistema Único de
Mutirão
Segurança Pública e amplia a capacidade operacional da corporação em Campo Grande. Durante a solenidade, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a adesão ao programa fortalece uma política já adotada
evita ação na Justiça e fecha acordo em 87% das dívidas com cemitérios na
Capital
Rodada de conciliação em Campo Grande reuniu clientes inadimplentes e dois cemitérios particulares, com maior parte dos casos resolvida antes de virar processo judicial
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dois cemitérios particulares antes que os casos chegassem à Justiça.
Dívidas que poderiam acabar na Justiça foram resolvidas na mesa de negociação em Campo Grande. Um mutirão de conciliação envolvendo dois cemitérios particulares da Capital terminou com acordo em 87,32% dos casos analisados, resultado que reforça o uso da negociação como saída para cobranças que, muitas vezes, poderiam se arrastar por meses em disputa judicial. As audiências ocorreram entre os dias 25 e 27 de maio e trataram de débitos de clientes do Cemitério Jardim das Palmeiras e do Cemitério Nacional Parque. Ao todo, foram realizadas 71 sessões, presenciais e virtuais. Em 62 delas, houve entendimento entre as partes. Outras 16 audiências foram remarcadas ou tiveram nova sessão agendada para tentativa de composição.
A ação foi coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com participação de sete conciliadores judiciais. Os consumidores convocados puderam negociar diretamente com as empresas, com mediação do Judiciário. Quando o acordo é fechado, ele ainda pode ser homologado e passa a ter validade legal. O mutirão mostra que cobranças desse tipo podem ser resolvidas antes de se transformarem em processo. Para o Judiciário, isso ajuda a reduzir o volume de ações e acelera a solução de pendências. Nesta semana, o núcleo já tem nova rodada marcada, desta vez para tratar de reclamações pré-processuais da Energisa contra clientes com contas em atraso.
pelo município de investir em estrutura, capacitação e valorização da Guarda Civil Metropolitana. O secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga, disse que os novos equipamentos repre-
sentam reconhecimento ao trabalho da corporação e devem contribuir para uma atuação mais eficiente. Já o representante da Senasp, Leandro Arbogast da Cunha, afirmou que a medida reforça a parceria entre
o governo federal e os municípios na área da segurança pública.
Com a entrada no programa, Campo Grande amplia seu acesso a ações e políticas nacionais voltadas à prevenção da
violência e ao fortalecimento institucional das guardas municipais. Para a prefeitura, o objetivo é melhorar a resposta da segurança local e aumentar a presença preventiva da corporação nas ruas.
Drive Thru da Sustentabilidade abre oficinas gratuitas para quem quer aprender e gerar renda
Evento nos Altos da Afonso Pena terá capacitações em pizza artesanal e mandalas, com foco em empreendedorismo, inclusão produtiva e economia criativa
Além das ações ambientais já conhecidas pelo público, o Drive Thru da Sustentabilidade deste ano também vai abrir espaço para quem procura uma chance de aprender uma atividade nova e transformar esse conhecimento em renda. Nos dias 12 e 13 de junho, em Campo Grande, a programação do evento terá oficinas gratuitas com vagas limitadas voltadas a moradores interessados em empreender, complementar a renda ou dar o primeiro passo em um pequeno negócio.
As capacitações fazem parte da ação Bom Negócio em Ação, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e
Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, por meio da Gerência de Empreendedorismo. No dia 12, das 9h às 11h, será realizada a Oficina de Produção de Pizza Artesanal. No dia 13, no mesmo horário, o público poderá participar da Oficina de Mandalas Artesanais, voltada à economia criativa. As inscrições são feitas pela internet. A Semades terá uma tenda própria no evento e, além das oficinas, fará distribuição gratuita de mudas de árvores frutíferas e outras ações ligadas à conscientização ambiental. A proposta é unir sustentabilidade e oportunidade, aproximando a população tanto de
práticas de preservação quanto de alternativas práticas de trabalho e geração de renda. Já consolidado no calendário da Capital, o Drive Thru da Sustentabilidade reúne atividades de educação ambiental, descarte correto de resíduos,
prestação de serviços e mobilização social. Nesta 18ª edição, o evento reforça também um lado mais voltado à vida cotidiana de quem busca capacitação rápida e acessível para começar a produzir, vender e empreender.
Agehab abre seleção para 82 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Campo Grande
Famílias com renda de até R$ 3,2 mil podem se inscrever até 26 de junho para concorrer a unidades no Bairro Centro-Oeste
Está aberto, em Campo Grande, o processo de inscrição para famílias que querem disputar uma das 82 unidades habitacionais do Condomínio
Sustentável Manoel de Barros, empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida no Bairro Centro-Oeste. O cadastro pode ser feito até 26 de junho, pela internet ou em postos de atendimento presencial, para quem busca a casa própria por meio da seleção conduzida pela Agehab. Os apartamentos são voltados a famílias com renda bruta mensal de até R$ 3,2 mil. Para participar, é preciso estar inscrito no CadÚnico e ter os dados atualizados nos últimos 24
meses. A seleção também leva em conta situações de maior necessidade habitacional, como moradia precária, divisão de casa com outros núcleos familiares, comprometimento de mais de 30% da renda com aluguel, recebimento de aluguel social provisório ou situação de rua. O edital ainda estabelece grupos com prioridade no processo de classificação. Entram nessa lista famílias chefiadas por mulheres, pessoas negras, idosos, pessoas com deficiência, famílias com crianças e adolescentes, indígenas, quilombolas, vítimas de violência doméstica, pessoas com câncer ou doenças raras e moradores de áreas de risco. Quem já recebeu benefício habitacional semelhante ou possui imóvel residencial, salvo exceções legais, não pode participar. Depois do fim do prazo, a Agehab fará a análise dos cadastros e divulgará a lista hierarquizada dos candidatos. Em seguida, a Caixa Econômica Federal será responsável pela avaliação final das famílias selecionadas. As inscrições presenciais podem ser feitas nas unidades Fácil Aero Rancho, General Osório e Guaicurus. As inscrições podem ser feitas no https://www.agehab.ms.gov.br/.
Campo Grande aderiu ao Programa Município Mais Seguro e recebeu mais de R$ 2,5 milhões em equipamentos para reforçar a Guarda Civil Metropolitana.
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Drive Thru da Sustentabilidade terá oficinas gratuitas em Campo Grande para moradores interessados em aprender uma atividade
Mutirão de conciliação em Campo Grande resolveu a maior parte das dívidas com
Famílias de baixa renda já podem se inscrever para concorrer a 82 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Campo Grande.
Anvisa manda recolher lote de água Crystal após identificação de bactéria em amostra
Medida vale para unidades de 500 ml fabricadas em Goiás; produto foi distribuído no DF, em Goiás, Tocantins e interior de São Paulo
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Um lote de água mineral sem gás da marca Crystal foi retirado do mercado após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra analisada por laboratório público. A medida foi comunicada pela Anvisa e atinge o lote “LZ1 VAL200127 3 P 200126”, fabricado pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda, em Luziânia, Goiás. A orientação ao consumidor é direta: quem tiver unidades desse lote em casa não deve consumir o produto. O recolhimento foi feito de forma voluntária pela fabricante, depois de laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal confirmar a presença da bactéria em análise realizada durante ação de rotina da vigilância sanitária. Segundo a empresa, o lote reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml. A distribuição alcançou o Distrito Federal, Goiás, To-
cantins e cidades do interior de São Paulo. De acordo com a Anvisa, a restrição vale apenas para esse lote específico, produzido em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Além do recolhimento, ficam proibidos a venda, a distribuição e o uso dessas unidades. A empresa informou que iniciou a retirada do produto nas distribuidoras e que a maior parte das embalagens já não estaria mais disponível para compra. A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada no ambiente e costuma representar maior risco para pessoas com a imunidade comprometida. A investigação sobre o caso continua em andamento, mas, até agora, as informações apresentadas indicam ocorrência restrita ao lote informado. A empresa ainda deve orientar os consumidores sobre devolução e reembolso.
TJMS manda municípios
acelerar cirurgias eletivas e admite bloqueio de verba
Decisões recentes obrigam prefeituras a cumprir prazos para procedimentos ortopédicos em casos de dor intensa, perda de mobilidade e piora clínica de pacientes do SUS
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A demora na fila de cirurgias eletivas passou a encontrar um freio mais duro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em decisões recentes, a Corte determinou que municípios realizem procedimentos em prazos definidos, sob risco de bloqueio de dinheiro público para garantir o atendimento. O entendimento é de que, mesmo quando a cirurgia não é classificada como urgente no papel, ela não pode ser adiada indefinidamente se o paciente apresenta dor contínua, limitação física e agravamento do quadro. Os casos analisados envolvem pacientes de Campo Grande, Naviraí e Corumbá que aguardavam cirurgias ortopédicas. Em uma das ações, na Capital, uma paciente com indicação de videoartroscopia nos ombros conseguiu reverter decisão anterior após apresentar novo laudo médico apontando piora, perda de força, atrofia muscular e risco de dano permanente. O município foi obri-
Saúde de Campo Grande começa a renovar rede básica com chegada de 331 equipamentos
Aparelhos enviados pelo Novo PAC Saúde devem acelerar exames, reforçar a vacinação e dar mais estrutura às unidades de atendimento da Capital
A estrutura da rede básica de saúde de Campo Grande começou a mudar com a chegada de 331 novos equipamentos enviados pelo Ministério da Saúde. Os aparelhos já começaram a ser entregues à Secretaria Municipal de Saúde e parte deles será distribuída às unidades da Capital. A meta é simples: melhorar o atendimento, ampliar a capacidade de diagnóstico e dar mais suporte às equipes que atuam na Atenção Primária.
O pacote reúne itens usados em diferentes frentes do atendimento. Estão nessa lista câmaras frias para vacinas, eletrocardiógrafos, ultrassons portáteis, retinógrafos, espirômetros, desfibriladores, dermatoscópios, otoscópios, cadeiras de rodas e equipamentos para pequenos procedimentos. Um dos focos é reforçar o funcionamento das próprias unidades, evitando que o paciente precise sair da rede básica para exames e avaliações mais simples. A área de reabilitação também será beneficiada com aparelhos de fisioterapia, como laser terapêutico, ultrassom, equipamentos de eletroestimulação, dinamômetros e materiais para exercícios de equilíbrio. Na saúde bucal, a rede recebeu bombas a vácuo odontológicas. Outro ponto tratado como prioridade é a vacinação: 18 novas câmaras frias já começaram a ser instaladas para dar mais segurança ao armazenamento dos imunizantes.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a chegada dos equipamentos amplia a capacidade de resposta das unidades e melhora a qualidade do serviço prestado. “São equipamentos que fortalecem a Atenção Primária, ampliam a capacidade de diagnóstico das equipes e garantem mais eficiência e segurança nos atendimentos realizados nas unidades de saúde”, afirmou. A entrega oficial aos municípios de Mato Grosso do Sul foi feita nesta semana pela Superintendência Regional do Ministério da Saúde.
Estado mantém alerta para obesidade infantil mesmo com índices estáveis
Secretaria de Saúde reforça que prevenção começa cedo, com acompanhamento nas unidades, alimentação melhor e menos sedentarismo entre crianças
Mato Grosso do Sul entra no debate sobre obesidade infantil com um sinal duplo: os índices seguem estáveis, mas o problema continua exigindo atenção das famílias e da rede pública de saúde. No Dia de Conscientização sobre o tema, lembrado nesta semana, a Secretaria de Estado de Saúde reforçou que o excesso de peso na infância aumenta o risco de doenças como diabetes e hipertensão e pode afetar o desenvolvimento da criança.
gado a realizar o procedimento em 30 dias. Em outro processo, também em Campo Grande, o TJMS mandou viabilizar uma videoartroscopia de joelho depois de reconhecer que a espera já era excessiva diante da persistência das dores e da falta de resposta ao tratamento conservador.
Em Naviraí, a Justiça manteve a obrigação de uma artroplastia total de quadril, mesmo após o município alegar falta de estrutura e afirmar que a responsabilidade seria do Estado por se tratar de cirurgia de alta complexidade. O tribunal rejeitou esse argumento e fixou prazo de 60 dias, com possibilidade de custeio na rede privada se não houver vaga no SUS. Em Corumbá, a Corte adotou linha semelhante ao analisar o caso de uma paciente com artrose avançada no joelho, dor crônica e perda de mobilidade, deixando claro que cirurgia eletiva não é sinônimo de espera sem limite.
O Estado tem apostado no acompanhamento feito nas unidades básicas de saúde para tentar identificar o problema mais cedo. Com a medição de peso e altura e o registro na Caderneta da Criança, as equipes conseguem perceber alterações
no estado nutricional e orientar as famílias. Segundo o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, a prevenção depende desse cuidado contínuo. “A família tem papel fundamental nesse processo. Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional”, afirmou. Na avaliação da secretaria, a obesidade infantil tem relação direta com mudanças no dia a dia das famílias. O tempo de tela aumentou, a atividade física diminuiu e os alimentos ultraprocessados ganharam mais espaço na rotina. “Vivemos em um ambiente que muitas vezes dificulta escolhas saudáveis”, disse Holsbach. Ele também destacou que a criança aprende pelo exemplo e que hábitos mais saudáveis dentro de casa influenciam diretamente a alimentação dos filhos. Dados do Sisvan mostram que, entre 2021 e 2025, a obesidade entre crianças de 0 a 5 anos acompanhadas pela atenção primária em MS ficou em média em 4,92%. Na faixa de 5 a 10 anos, houve leve queda, de 9,49% para 9,04%. Mesmo sem avanço expressivo, a SES mantém o tema como prioridade e aposta em ações nas escolas, incentivo ao aleitamento materno, alimentação adequada e mais movimento na infância.
MS começa a receber vacina contra pneumonia que custa cerca
de R$ 500 na rede particular
Primeiro lote da pneumo 20 deve chegar ao Estado na terça-feira e será destinado, inicialmente, a crianças, idosos acamados e pacientes atendidos em centros especiais
Mato Grosso do Sul deve receber a partir desta terçafeira, 9, as primeiras doses da vacina pneumocócica 20, novo imunizante incorporado ao SUS para ampliar a proteção contra formas graves de doenças como pneumonia e meningite. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde, que prevê a chegada inicial de 8,3 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O diferencial da vacina também chama atenção pelo custo fora da rede pública: nas clínicas particulares, o valor gira em torno de R$ 500. Neste primeiro momento, a aplicação será direcionada a grupos prioritários. Estão nessa lista crianças menores de 5
anos, crianças indígenas acima dessa idade sem histórico vacinal com pneumo conjugada, idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados, além de pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. A nova vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por infecções que podem evoluir com gravidade, como pneumonia, meningite, otite média e até infecção generalizada. Segundo as informações repassadas pela SES, o novo imunizante amplia a cobertura oferecida na rede pública e passa a incluir sorotipos ligados a quadros mais invasivos, entre eles os tipos 3, 6A e 19A. O envio das doses será escalonado em todo o país, e Mato Grosso do Sul receberá esse primeiro lote dentro de uma remessa nacional prevista em 514 mil unidades. Com a chegada da pneumo 20, o SUS passa a reforçar um calendário que já contava com outras vacinas pneumocócicas, agora com uma cobertura mais ampla para públicos considerados mais vulneráveis.
Fotos: Divulgação
Novos aparelhos começaram a chegar à rede municipal e devem reforçar exames, vacinação, fisioterapia e atendimentos básicos em Campo Grande.
Em MS, acompanhamento nas unidades de saúde e hábitos mais saudáveis são apontados como caminho para prevenir a obesidade infantil.
Lote específico de água Crystal sem gás foi retirado do mercado após análise confirmar presença de bactéria em amostra do produto.
Decisões do TJMS têm obrigado municípios a acelerar cirurgias eletivas em casos de agravamento clínico, sob risco de bloqueio de verba pública.
Estado decreta emergência ambiental e se antecipa ao risco de incêndios no 2º semestre
Medida vale por 180 dias em todo o Estado e busca acelerar prevenção, reforçar estrutura de combate ao fogo e facilitar acesso a recursos emergenciais
Com a previsão de estiagem mais severa, calor intenso, baixa umidade e risco elevado de fogo, o Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental por 180 dias em todo o Estado. A medida, publicada na quartafeira, 3, tem caráter preventivo e foi tomada diante das projeções climáticas para o segundo semestre de 2026, período em que o Pantanal e outras regiões costumam enfrentar maior pressão de incêndios florestais. O decreto foi motivado por alerta do Cemtec, que apontou um cenário de maior vulnerabilidade por causa da combinação entre déficit hídrico, vegetação mais seca, temperaturas altas, ventos fortes e influência do El Niño. Segundo o secretário da Semadesc, Artur Falcette, a decisão permite ao Estado agir antes que a situação se agrave. “Estamos diante
de um cenário que exige atenção e preparação antecipada. O decreto de emergência ambiental nos permite adotar medidas preventivas importantes, reforçando a capacidade do Estado de responder rapidamente caso ocorram eventos extremos relacionados aos incêndios florestais”, afirmou. Na prática, a medida autoriza a revisão do plano de ação do Corpo de Bombeiros para o período crítico, amplia a articulação entre Defesa Civil, Agesul, Imasul e outras estruturas de resposta e prevê abertura e manutenção de aceiros ao longo de estradas, rodovias e pontes. O decreto também facilita contratações emergenciais, compra de equipamentos, eventual uso temporário de áreas particulares em situação de risco e acesso mais rápido a programas federais de apoio, caso o cenário previsto se confirme.
Justiça Itinerante evita que pequenos conflitos virem longas disputas
Serviço do Judiciário em Mato Grosso do Sul atua perto da população, resolve demandas do dia a dia e também tenta acordo imediato em acidentes de trânsito
Foto: Divulgação
da 8ª Vara do Juizado Especial Justiça Itinerante e Comunitária, os dois serviços nasceram com o mesmo objetivo.
Em vez de esperar o cidadão chegar ao fórum, a proposta da Justiça Itinerante em Mato Grosso do Sul é fazer o caminho inverso. Com unidades móveis em bairros de Campo Grande e também no interior, o serviço foi criado para facilitar o acesso da população ao Judiciário e dar resposta mais rápida a conflitos do cotidiano. A mesma lógica orienta o Juizado de Trânsito, que vai até o local do acidente para tentar acordo entre as partes antes que o problema cresça e vire uma ação demorada.
Segundo o juiz Alexsandro Motta, da 8ª Vara do Juizado Especial Justiça Itinerante e Comunitária, os dois serviços nasceram com o mesmo objetivo: reduzir distância, burocracia e custo para quem precisa de orientação ou solução. “Tanto a Justiça Itinerante quanto o Juizado de Trânsito atuam com o mesmo objetivo central: facilitar o acesso da população aos serviços do Poder Judiciário. Ao invés da pessoa ir até a justiça, a justiça vai até a pessoa”, afirmou. Para ele, essa proximidade é decisiva principalmente para quem não tem tempo, di-
Além disso, o governo informou que intensificou as reuniões do Centro Integrado de Coordenação Estadual,
que acompanha a evolução das condições climáticas e das ações de prevenção. A avaliação é de que, com a anteci-
pação das medidas, o Estado ganha mais rapidez administrativa e melhora a capacidade de proteger população, atividades
Reunião em Campo Grande tratou da entrada de novos membros, da organização de evento do sistema OAB e de temas como litigância abusiva e acesso à Justiça
A Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da OAB-MS voltou a se reunir nesta semana para alinhar a próxima etapa de sua atuação no Estado. O encontro, realizado na terça-feira, 2, teve como foco a definição de ações institucionais e o acompanhamento de pautas que atingem diretamente a vida dos consumidores, num momento em que a comissão tenta ampliar presença nos debates públicos e fortalecer sua participação técnica em temas jurídicos sensíveis. Entre os pontos tratados esteve a organização do I Colégio de Presidentes das Comissões de Direito do Consumidor do sistema OAB, marcado para setembro. A reunião também contou com a posse de novos integrantes, o que, na avaliação do grupo, ajuda a reforçar a estrutura da comissão para os próximos meses. A ideia é ampliar a capacidade de atuação tanto em discussões internas quanto em atividades abertas ao público.
Segundo a conselheira estadual e presidente da comissão, Larissa Marques Brandão, o grupo também discutiu a participação em audiência pública e a elaboração de pareceres sobre assuntos que vêm ganhando espaço no Judiciário e na área do consumo.
“Além da posse de novos membros na 16ª reunião, abordamos a organização do I Colégio de Presidentes das Comissões de Direito do Consumidor do sistema OAB, que ocorrerá no mês de setembro. Também discutimos a participação da comissão em audiência pública e a elaboração de pareceres sobre temas como litigância abusiva e acesso à Justiça”, afirmou.
nheiro ou estrutura para procurar um fórum ou advogado. Na prática, a Justiça Itinerante atende causas cíveis de menor complexidade, questões de consumo, conflitos com concessionárias, além de demandas de família, como alimentos, guarda, investigação de paternidade, reconhecimento e dissolução de união estável. Já o Juizado de Trânsito atua no próprio local dos acidentes, buscando acordo rápido sobre responsabilidade e prejuízos. “O ganho está justamente nessa capacidade de atuar antes que o problema cresça. Esse é o grande mote da Justiça Itinerante e do Juizado de Trânsito: esse acesso facilitado à população, essa desburocratização, essa proximidade com o ser humano”, disse o magistrado. Os números mostram o alcance desse modelo. Entre janeiro e a primeira quinzena de maio deste ano, os ônibus da Justiça Itinerante fizeram mais de 11 mil atendimentos. Nesse período, 2.955 casos viraram processos e, deles, só 187 terminaram sem acordo. Para o juiz, isso ajuda a explicar a força do projeto.
AgroValley MS nasce com apoio do Estado, Uems, Fundação MS e investidores para aproximar tecnologia, pesquisa e produção rural
Mato Grosso do Sul abriu nesta semana uma nova frente para tentar transformar a força do agronegócio em negócios de base tecnológica. Lançado na segunda-feira, 1º, o AgroValley MS foi apresentado como um ecossistema voltado à aceleração de startups com foco em soluções para o agro tropical brasileiro. A proposta é reunir, em Campo Grande, produtores, pesquisadores, investidores e empresas inovadoras para desenvolver ferramentas ligadas à inteligência artificial, biotecnologia, análise de dados, robótica e agricultura de baixo carbono. A iniciativa é liderada pela VivaTerra Ventures, gestora criada para investir no setor e que prevê aportar até R$ 150
milhões em startups do agro. O projeto foi estruturado em parceria com a Uems, a Fundação MS e o Governo do Estado, além de contar com apoio tecnológico do Google Cloud. A operação será dividida em três frentes: apoio a empresas em estágio inicial, validação de soluções no campo e aceleração comercial de negócios que já faturam e querem crescer. Durante o lançamento, o governador Eduardo Riedel
afirmou que o projeto é resultado de uma estratégia que vem tentando aproximar inovação, educação e ambiente de negócios. “A AgroValley nasce com o pé direito ao convocar pessoas que conhecem profundamente o agro brasileiro”, disse. O secretário Artur Falcette, da Semadesc, afirmou que o Estado tenta construir um ambiente capaz de transformar projetos em iniciativas concretas. Já o fundador da VivaTerra Ventu-
res, Rafael Vila
que o agronegócio
tem peso enorme na economia, mas ainda recebe pouco
econômicas e áreas ambientais sensíveis diante de uma temporada que pode ser mais dura que a média.
Decreto de emergência ambiental prepara Mato Grosso do Sul para enfrentar, com mais estrutura e rapidez, o risco de incêndios no segundo semestre.
Foto: Divulgação
Segundo o juiz Alexsandro Motta,
Marques, disse
brasileiro
Comissão da OAB-MS discutiu novas ações, reforço interno e a preparação de evento nacional voltado aos direitos do consumidor.
Lançamento do AgroValley MS marca aposta de Mato Grosso do Sul em startups e novas tecnologias para o agro.
FERNANDO BARAÚNA
Advogado e diretor-presidente do IDEA
“Muita candidatura pode cair por desconhecer regras básicas da eleição”
O advogado eleitoral e diretor-presidente do IDEA fala sobre os riscos jurídicos das campanhas, o impacto da inteligência artificial, a fraude nas cotas femininas e o objetivo do Congresso Eleições 2026, em Dourados
Oadvogado e diretor -presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Administrativo (IDEA), Fernando Baraúna, afirma que as eleições de 2026 exigirão mais preparo jurídico, técnico e político de candidatos, partidos e assessores.
Em entrevista ao jornal A Crítica, ele explicou que o processo eleitoral brasileiro é cada vez mais judicializado, alertou para os efeitos da inteligência artificial, das fake news e das fraudes nas cotas femininas e defendeu a necessidade de formação prática para quem pretende disputar ou acompanhar a próxima eleição.
Também detalhou a proposta do I Congresso Eleições 2026, que será realizado em 2 de julho, em Dourados, com entrada gratuita. Segundo ele, o objetivo é aproximar o debate eleitoral da realidade concreta de quem vive a campanha.
A Crítica: Qual foi a motivação do IDEA para criar o Congresso Eleições 2026?
Dr. Baraúna: A ideia do IDEA, que nós fundamos no ano passado, é sempre passar uma informação mais na realidade das pessoas, sem tirar o mérito importante dos encontros acadêmicos. Mas a gente, como já tem uma grande experiência nessa área do direito eleitoral e convive com os militantes, os assessores e os candidatos e pré-candidatos, vê uma grande deficiência de informação desses protagonistas das eleições, com baixo conhecimento do que é o processo eleitoral. Então é com essa finalidade que a gente assumiu esse desafio de fazer o primeiro Congresso Eleições 2026. Tanto é que não é nem o Congresso de Direito Eleitoral. A gente vai fazer um Congresso Eleições 2026. Então, a gente vai falar de todos os assuntos que impactam o dia a dia de uma campanha eleitoral, não só questões jurídicas, mas outros assuntos pertinentes para que as pessoas que vão participar diretamente
nesse processo tenham uma visão mais ampla.
A Crítica: Onde o senhor identifica hoje os principais erros de partidos e candidatos?
Dr. Baraúna: Tirando aqueles candidatos que já têm uma estrutura de campanha, que já participaram de uma, duas, três ou quatro eleições, o restante sofre com o próprio desconhecimento da legislação eleitoral. Porque ainda está no imaginário das pessoas que você precisa de muito dinheiro e de muito voto, e que o importante é ganhar a eleição. E não é só isso. Você precisa do recurso financeiro, você precisa do voto, mas também precisa enfrentar um processo judicial, que é a Justiça Eleitoral. Não adianta você despender um monte de dinheiro, ter um monte de votos e ser cassado, não ser diplomado, ou ser diplomado, tomar posse e depois não terminar o mandato.
A Crítica: Esse cenário ficou mais rígido depois da Lei da Ficha Limpa?
Dr. Baraúna: Sim. Antes de 2010, antes da Lei da Ficha Limpa, a regra era ganhar a eleição de qualquer jeito. Um processo eleitoral demorava, não tinha fim. A pessoa era eleita vereadora, depois deixava de ser vereadora, virava prefeita, depois deputada estadual, deputada federal, senadora, e o processo ia e vinha até prescrever. Com a Lei da Ficha Limpa, esse processo foi muito reduzido, porque você pode ser cassado durante o processo eleitoral. E ainda tem no imaginário de muitos pré-candidatos e candidatos que a regra ainda é ganhar a eleição. O grande problema é esse desconhecimento aprofundado de que o nosso processo eleitoral é judicializado.
A Crítica: A reforma recente na Lei da Ficha Limpa pode criar insegurança para algumas candidaturas?
Dr. Baraúna: Sim. O Con-
gresso Nacional fez algumas alterações na Lei da Ficha Limpa, isso já foi judicializado e está no Supremo. Muito provavelmente o Supremo vai declarar a inconstitucionalidade dessas reformas. Então, mesmo que isso não seja decidido de imediato, provavelmente vamos começar um processo eleitoral sem saber se alguém que se acha beneficiado por essa reforma vai conseguir registrar candidatura. E lá na frente, se o Supremo declarar essa reforma inconstitucional, essa pessoa deixa de ser candidata. Então, esse ponto cinzento traz uma insegurança. Quem acha que vai se beneficiar com essa reforma pode chegar no dia e não ser beneficiado.
A Crítica: Em 2022 o debate era muito centrado em fake news. Agora o senhor cita a inteligência artificial. O que mudou?
Aquele negócio de dizer “isso não vai dar em nada” é só para quem não conhece o processo.
Dr. Baraúna: A gente tem que contextualizar no tempo. Na eleição municipal da pandemia, nenhum candidato sabia usar Instagram, sabia fazer live. Dois anos depois, já não tinha mais material físico, era tudo digital. Isso em dois anos. Em quatro anos, nós saímos da live para a inteligência artificial. Então, a mudança é muito rápida. E por mais ágil que seja o processo judiciário, ele não chega aos pés da internet, de uma publicação, boa ou não, no mundo virtual. E aí os pré-candidatos e os candidatos têm que entender essa nova realidade e como vão usar as ferramentas jurídicas para isso.
Então a judicialização virou parte do jogo eleitoral?
Dr. Baraúna: Sem dúvida. Aquele negócio de dizer “isso não vai dar em nada” é só para quem não conhece o processo. Eu recomendo que entre judicialmente. Por quê? Por mais demorado que seja o processo eleitoral em relação a uma notícia virtual, em um ano, dois anos, você tem uma decisão. E isso já é normal na nossa realidade. Gente que foi eleita prefeita, vereadora, deputada, governador, e foi cassada por crime eleitoral. Então, as pessoas que estão envolvidas no processo eleitoral têm que entender essa ferramenta que é a judicialização do processo. E só não vai dar em nada se ela não acionar. Ela precisa ter uma equipe de marketing para fazer esse enfrentamento em tempo real e um corpo jurídico para construir provas e entrar judicialmente, visando a cassação de quem está infringindo a legislação eleitoral.
A Crítica: O senhor tem apontado com muita força o tema da fraude nas cotas de gênero. Por quê?
Dr. Baraúna: Porque esse é um ponto ao qual as campanhas ainda não se atentaram como deveriam. Se eu detectar uma candidata laranja, uma fraude nessas cotas, eu não vou tirar só essa pessoa que fraudou. Eu vou tirar toda a chapa. Os candidatos e os partidos ainda não
perceberam que esse pode ser o grande problema. Muitas vezes o partido tem mais candidaturas masculinas viáveis do que femininas e, para completar os 30% exigidos por lei, coloca uma mulher sem viabilidade real, sem histórico partidário, apenas para fechar a conta. Essa é a chamada candidata laranja. E aí todos estão preocupados com a própria eleição e só vão se atentar para isso quando perderem. Se as campanhas tiverem essa visão, vão começar a olhar melhor as outras chapas.
A Crítica: O que caracteriza, na prática, uma candidatura feminina fraudulenta?
Dr. Baraúna: É aquela que não tem condição real de disputar. Vamos supor: eu preciso de no mínimo 30% de candidaturas femininas para poder ter 70% masculinas. A realidade é que eu tenho mais candidatos masculinos viáveis do que candidatas femininas viáveis. Para garantir essa chapa completa, eu preciso preencher os 30%. Aí aparece a Dona Maria, que vai aceitar entrar, filiou-se esses dias, não tem histórico partidário, não tem viabilidade nenhuma de ser candidata, mas está ali para ajudar a fechar a conta. É esse tipo de expediente que pode gerar fraude. E já há casos em que se percebe claramente que a pessoa não fazia campanha para si, mas para outro candidato da mesma família ou do mesmo grupo.
A Crítica: O congresso será voltado apenas para partidos e
candidatos?
Dr. Baraúna: Não. Esse é justamente um ponto importante. O congresso não é feito somente para partidos, para candidatos. Ele é para os acadêmicos, para a população em geral, para quem se interessa pelo tema. A política impacta diretamente a nossa vida e envolve a nossa vida por quatro anos. Então, ela não pode ser levada como se fosse campeonato de futebol. Se a gente não tiver ferramentas para entender isso, sempre vai ter uma visão meio nublada do processo. O que a gente quer é disponibilizar ferramentas para que esse debate suba um pouco de nível e para que as pessoas saibam mais ou menos do que estão falando.
A Crítica: Quem vai participar do evento em Dourados?
Dr. Baraúna: O congresso será no dia 2 de julho, na Câmara Municipal de Dourados. Vai ser gratuito, com carga horária de 10 horas, e só vai ter certificado quem fizer inscrição. Os palestrantes confirmados até agora são o vice-governador Barbosinha, o desembargador Luiz Tadeu, o secretário-geral da OAB-MS, Luiz Renê, a presidente da Associação dos Advogados de Mato Grosso do Sul, Rachel Magrini, o desembargador eleitoral pela cota da advocacia, doutor Fernando Bonfim, o professor Tiago, da UEMS, e Rafael Costa, que é um jurista de Pernambuco. Faltam um ou dois nomes para fechar a programação.
Mais de 27 mil deixam auxílio do Mais Social após melhora de renda em Mato Grosso do Sul
Saída de beneficiários desde 2023 indica avanço na renda de famílias que conseguiram emprego ou retomaram a estabilidade financeira no Estado
Mais de 27 mil pessoas
deixaram de receber o benefício do Mais Social em Mato Grosso do Sul desde 2023, depois de melhorar a renda familiar e reduzir a dependência do auxílio. O programa é voltado a famílias em situação de extrema vulnerabilidade e insegurança alimentar, mas os dados mais recentes apontam que parte dos beneficiários conseguiu sair dessa condição ao entrar ou retornar ao mercado de trabalho. O movimento, segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, acompanha
uma melhora no cenário social do Estado. De acordo com a secretaria, Mato Grosso do Sul aparece hoje como o quinto estado do país com menor número de dependentes de programas sociais. Os dados do Cadastro Único também mostram redução da pobreza: entre março de 2024 e março de 2026, 44.604 pessoas deixaram essa condição no Estado. A leitura do governo é de que a geração de renda e o avanço do emprego formal ajudaram a mudar a realidade de milhares de famílias nos últimos anos.
Entre os exemplos está o do vigilante Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos. Beneficiário do Mais Social desde 2018, ele decidiu pedir a saída do programa depois de conseguir trabalho com carteira assinada e perceber que a família já conseguia se manter sem o
A Crítica:
Melhora na renda familiar e entrada no mercado de trabalho levaram mais de 27 mil pessoas a deixar o Mais Social em Mato Grosso do Sul.
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Nioaque aposta em pegadas de dinossauros para impulsionar turismo e economia em MS
Arraial de Santo Antônio terá quatro dias de festa, atrações e show de Munhoz e Mariano
Evento na Praça do Rádio Clube, entre 11 e 14 de junho, terá atrações gratuitas, comidas típicas e barracas beneficentes
A
programação do 24º
Arraial de Santo Antônio já tem data para começar em Campo Grande e traz como um dos principais atrativos o show gratuito de Munhoz e Mariano.
Tradicional no calendário festivo da Capital, o evento será realizado entre os dias 11 e 14 de junho, na Praça do Rádio Clube, com apresentações
musicais, comidas típicas e celebrações em homenagem ao padroeiro da cidade. Além da dupla sertaneja, a festa também terá shows de Alex e Yvan, Grupo Samba Pop e João Marcos e Zé Ronaldo. A proposta é reunir o público em quatro dias de programação gratuita, mantendo uma das comemorações
FOTO: @WEBERTEDUARDO
A abertura da festa dia 11 de junho terá show da dupla Munhoz e Mariano, às 21h
juninas mais conhecidas de Campo Grande. Outro destaque do arraial será a participação de 18 barracas comandadas por instituições beneficentes. Elas terão espaço para arrecadar recursos e ajudar na manutenção de projetos sociais desenvolvidos na cidade. A programação inclui ainda pratos tradicionais das festas juninas e atividades voltadas para toda a família. No dia 13 de junho, data dedicada a Santo Antônio, o
público também poderá acompanhar a transmissão da partida entre Brasil e Marrocos. Já no encerramento, no domingo, dia 14, a programação prevê missa em homenagem ao santo padroeiro antes do último show da festa.
A expectativa da Prefeitura é atrair grande público e reforçar o caráter cultural, religioso e solidário do Arraial de Santo Antônio, que chega à 24ª edição como uma das festas mais tradicionais de Campo Grande.
os dias 11 e
■ 11 de junho (quinta-feira)
■ 19h – Elvis e Adriano
■ 21h – Munhoz e Mariano
■ 12 de junho (sexta-feira)
■ 19h – Zé Barba
■ 21h – Alex e Yvan
■ 13 de junho (sábado)
■ 18h – Brasil x Marrocos
■ 20h – Grupo Samba Pop
■ 14 de junho (domingo)
■ 18h – Missa em homenagem a Santo Antônio
■ 20h30 – João Marcos e Zé Ronaldo
Arraial de Santo Antônio reúne shows, comidas típicas e ações beneficentes entre
14 de junho em Campo Grande
2 CADERNO LIGHT
Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com
FILME
Apple TV estreia “Star City”, novo capítulo do universo de For All Mankind
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A Apple TV+ ampliou oficialmente o universo de uma de suas séries mais aclamadas de ficção científica com a estreia de Star City, spin-off de For All Mankind lançado em 29 de maio de 2026.
A nova produção abandona o ponto de vista norte-americano que consagrou a série original e passa a acompanhar os bastidores do programa espacial soviético em uma realidade alternativa onde a União Soviética foi a primeira nação a colocar um homem na Lua.
Criada pelos mesmos responsáveis por For All Mankind — Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore —, a série se passa na lendária Cidade das Estrelas, centro de treinamento dos cosmonautas soviéticos. A narrativa acompanha cientistas, pilotos e agentes de inteligência envolvidos na corrida espacial, explorando os conflitos políticos, a vigilância estatal e os custos humanos por trás das conquistas tecnológicas soviéticas.
Enquanto For All Mankind sempre focou no impacto da corrida espacial sobre os Estados Unidos e seus astronautas, Star City oferece uma perspectiva oposta. O tom da nova série é mais próximo de um thriller de espionagem do que de uma aventura espacial tradicional, destacando os segredos, as intrigas e a paranoia da Guerra Fria. Críticos internacionais têm apontado a produção como uma mistura entre drama histórico, ficção científica e suspense político.
A recepção inicial tem sido bastante positiva. Além das boas avaliações da crítica especializada, a série rapidamente se tornou um dos programas mais assistidos da plataforma nas primeiras semanas após a estreia, demonstrando o interesse do público pelo universo expandido da franquia.
O final da 5ª temporada de For All Mankind
A quinta temporada de For
Festa Julina da UCDB terá Zé Neto & Cristiano e Pedro Paulo & Alex em julho
Ingressos para o evento, que será realizado em 10 e 11 de julho em Campo Grande, já estão à venda
A Universidade Católica
Dom Bosco está com ingressos à venda para a Festa Julina 2026, marcada para os dias 10 e 11 de julho, em Campo Grande. A programação deste ano terá shows de Zé Neto & Cristiano e Pedro Paulo & Alex.
Zé Neto & Cristiano se apresentam na primeira noite, em 10 de julho. Já Pedro Paulo & Alex encerram a programação no dia 11. A dupla Zé Neto & Cristiano já participou da Festa Julina da UCDB em 2017.
O anúncio da edição de 2026 foi feito pelo reitor da UCDB, padre Hermenegildo
MÚSICA
Conceição Silva. “É com muita alegria que confirmamos a Festa Julina de 2026. Os festejos juninos nasceram das homenagens aos santos católicos e isso tem tudo a ver com a nossa universidade. Aproveito para convidar a todos para estarem conosco em mais essa edição,
Jennifer Magnética
All Mankind encerrou mais um capítulo da cronologia alternativa da série, consolidando a expansão da humanidade para além da Terra e aprofundando as disputas políticas e econômicas envolvendo Marte. O desfecho deixou diversos arcos em aberto, especialmente relacionados ao futuro das colônias marcianas, à exploração de novos recursos espaciais e às tensões geopolíticas entre as potências da Terra e os assentamentos extraterrestres.
Sem entrar em spoilers mais pesados, o episódio final reforçou um dos temas centrais da série: a ideia de que a exploração espacial acelera transformações sociais, científicas e políticas em escala global. Ao mesmo tempo, estabeleceu as bases para uma última etapa da saga principal.
O que esperar da 6ª e última temporada A Apple já confirmou que a sexta temporada encerrará definitivamente a história principal de For All Mankind. A expectativa é que os episódios finais avancem ainda mais na linha do tempo alternativa criada pela série, explorando os próximos passos da presença humana no Sistema Solar e concluindo os destinos dos personagens e instituições que moldaram esse universo ao longo de décadas. Os criadores já indicaram anteriormente que a série foi concebida com um plano de longo prazo, e muitos fãs esperam que a temporada final funcione como a culminação de toda a jornada iniciada em 1969, quando a União Soviética venceu a corrida à Lua e alterou para sempre a história da humanidade.
FICHA TÉCNICA
TÍTULO Star City - Estréia 29 de maio de 2026
GÊNERO Ficção científica, drama histórico, thriller político
CRIADORES Ben Nedivi, Matt Wolpert e Ronald D. Moore
ROTEIRO Katie Silberman, Natalie Krinsky e Cinco
ELENCO Rhys Ifans, Anna Maxwell Martin, Agnes
PRINCIPAL O'Casey e
Banda de Campo Grande retoma apresentações após anos de pausa, motivada pelos fãs e pela vontade de tocar novamente
Após anos longe dos palcos, a banda campo-grandense Jennifer Magnética volta a se apresentar em um show de reencontro no dia 13 de junho, a partir das 21h, no Buteco do Miau. A noite terá ainda a participação da banda convidada Os Alquimistas, responsável pelo encerramento.
As últimas apresentações da Jennifer Magnética aconteceram em 2018. Agora, os integrantes decidiram revisitar a trajetória da banda, motivados pelo carinho do público e pelo desejo de dividir o palco novamente.
“Os pedidos para um reencontro nunca pararam completamente. Em vários momentos alguém perguntava quando a banda voltaria. Acho que chegou a hora certa de fazer isso acontecer”, afirma o guitarrista e vocalista Jean Stringheta.
Enquadrar a Jennifer Magnética em uma vertente específica do rock nunca foi prioridade. Ao longo dos anos, a banda construiu uma identidade própria, transitando entre momentos mais agressivos, melancólicos, poéticos e experimentais.
Formada originalmente por Jean Stringheta, Rodrigo Faleiros e Diogo Zarate, que dividem composições e vocais, a banda passou a contar depois com o guitarrista e baixista Yuirê Campos, já na fase final
com muita energia e animação”, declarou. Realizada desde 2007, a Festa Julina da UCDB se consolidou como um dos eventos tradicionais da universidade e volta a reunir o público em mais uma edição dos festejos juninos.
A produção é da Duts Entretenimento. Entre os sucessos conhecidos do público ligados às duplas confirmadas estão músicas como
“Notificação Preferida”, “Largado às Traças”, “Oi”, “Balde”, “Pátio do Posto” e “Seu Polícia”.
antes da pausa.
“Cada um traz referências muito diferentes, e talvez isso tenha ajudado a criar essa sonoridade que as pessoas reconhecem como Jennifer Magnética”, diz Rodrigo Faleiros.
A história da banda começou no início dos anos 2000, dentro da primeira turma do curso de Música da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Antes do trabalho autoral, Jean e Rodrigo participaram de um projeto de covers chamado Tomada Acústica.
A virada veio após a vitória no Festival Universitário da Canção e também pelo incentivo do músico Geraldo Roca, que convidou o grupo para uma coletânea depois de ouvir a canção “Felicidade é Química”.
Com a entrada de Diogo Zarate na bateria, a banda consolidou sua formação principal e passou a investir definitivamente em composições próprias.
Ao longo da trajetória, a Jennifer Magnética lançou os álbuns Placenta (2007) e O Verdadeiro Underground
(2010), além do EP Licopeno (2008) e do compacto Gengiva Sangrenta/Tortura (2014). Com shows em Mato Grosso do Sul e em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso, a banda dividiu palco com nomes como Titãs e Autoramas. Também produziu dez videoclipes e consolidou uma relação próxima com a cena independente regional. “É uma oportunidade de reencontrar pessoas, músicas e
memórias que marcaram uma fase muito importante da nossa vida”, resume Diogo Zarate. Os Alquimistas, banda convidada da noite, seguem uma linha de rock de garagem e completaram dez anos de carreira em 2023. Com composições irreverentes, ácidas e marcadas pelo uso de instrumentos antigos, o trio se prepara atualmente para lançar o primeiro disco. Integram a formação Leotta, Perim e Boloro.
SHOW DE REENCONTRO — JENNIFER MAGNÉTICA
Local: Buteco do Miau, avenida José Nogueira Viêira, 1.303, Tiradentes
Data: 13 de junho
Horário: A partir das 21h
Entrada: R$ 20
Banda convidada: Os Alquimistas
FOTO: DIVULGAÇÃO
SERVIÇO:
Em destaque, Rhys Ifans como o Designer Chefe da equipe soviética que, nesta realidade, chega primeiro a Lua e muda totalmente o rumo da humanidade.
O evento acontece em julho em Campo Grande, com show de Zé Neto & Cristiano
Jennifer Magnética retoma os shows em Campo Grande com apresentação marcada para 13 de junho no Buteco do Miau.
FOTO: DANIEL REINO
Nioaque aposta em pegadas de dinossauros para impulsionar
turismo e economia em MS
REPRODUÇÃO
Especialistas visitaram sítio paleontológico em Nioaque durante evento que destacou o potencial turístico das pegadas de dinossauros
Evento reuniu especialistas e empreendedores para discutir o potencial do patrimônio paleontológico e as oportunidades da Rota Bioceânica
Dia Mundial dos Dinossauros, celebrado na segunda-feira (1º), Nioaque voltou os holofotes para um dos seus maiores patrimônios naturais, as pegadas de dinossauros catalogadas no município. O tema foi destaque do Dino Experience, evento que reuniu especialistas, lideranças e empreendedores para debater estratégias de desenvolvimento turístico e econômico na região.
A programação contou com visita ao sítio paleontológico localizado às margens do Rio Nioaque, onde pesquisadores identificaram registros da passagem de dinossauros. O encontro também promoveu discussões sobre turismo temático, economia criativa e os impactos positivos que a Rota
Bioceânica pode trazer para o município.
Entre os participantes esteve o CEO da Terra dos Dinos, Márcio Clare, que destacou o potencial de Nioaque para se consolidar como referência no segmento. Segundo ele, poucos destinos conseguem reunir patrimônio paleontológico, cultura, história e natureza de forma tão integrada. Além dos debates, o evento abriu espaço para produtores rurais, artesãos e empreendedores locais apresentarem seus produtos em uma feira voltada à valorização da economia criativa. A iniciativa integra as ações da Prefeitura e de parceiros para fortalecer a imagem de Nioaque como destino turístico e ampliar as oportunidades de geração de renda na região.
CULTURA
Fundação de Cultura de MS
lança edital para projetos de Cultura Popular Tradicional
Edital vai selecionar quatro propostas em Mato Grosso do Sul, com repasse de R$ 300 mil para cada uma
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul publicou edital para selecionar projetos de Cultura Popular Tradicional, com investimento total de R$ 1,2 milhão. As inscrições começam na segunda-feira (8), às 8h, e seguem até as 17h de 7 de julho. Serão contemplados quatro projetos, cada um com repasse de R$ 300 mil, por meio de Termo de Execução Cultural. Os recursos são da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, repassados pelo Ministério da Cultura.
O edital é voltado a festividades culturais populares e tradicionais que funcionem como ambientes permanentes de dinamização da cultura local. As propostas devem ter caráter continuado, com
Cachoeira de MS entra no Top 10 mundial do TripAdvisor e coloca Bodoquena em destaque
Boca da Onça, em Bodoquena, aparece em 10º lugar entre as melhores atrações turísticas do mundo no Travellers’ Choice 2026
M ato Grosso do Sul entrou no Top 10 das melhores atrações turísticas do mundo.
A Cachoeira Boca da Onça, em Bodoquena, conquistou a 10ª posição no Travellers’ Choice 2026, ranking divulgado pelo TripAdvisor com base em milhões de avaliações de viajantes feitas ao longo de 12 meses. A presença da atração sul-mato-grossense na lista coloca o Estado em evidência em uma
experientes, além de elogios à estrutura de apoio e à atmosfera tranquila do passeio.
A conquista projeta Bodoquena internacionalmente e transforma a atração em um dos principais cartões-postais turísticos de Mato Grosso do Sul. O reconhecimento também reforça o espaço do Estado em um segmento em que natureza preservada, experiência ao ar livre e boa estrutura de recep -
seleção dominada por destinos internacionais consagrados.
O dado ganha ainda mais peso porque a premiação reúne atrações de grande projeção mundial e, segundo o TripAdvisor, menos de 1% dos mais de 8 milhões de perfis cadastrados na plataforma alcançam o nível de excelência necessário para integrar o prêmio. Nesse cenário, a entrada de um destino de Mato Grosso do Sul entre os dez primeiros reforça a força do ecoturismo da região no mercado internacional.
Na descrição publicada na plataforma, o TripAdvisor destaca a experiência oferecida na Boca da Onça, com trilha por cachoeiras, piscinas naturais, paisagens de forte apelo cênico e estrutura considerada organizada e segura para os visitantes. A avaliação também menciona a presença de guias
RELIGIOSIDADE
ção pesam cada vez mais na decisão dos viajantes.
O primeiro lugar do ranking ficou com o HMY Britannia, em Edimburgo, no Reino Unido. Na sequência aparecem a Sagrada Família, em Barcelona, na Espanha, e o Gardens
atração
no grupo de elite do turismo global em 2026. Além do Top 10 mundial, a própria atração informa que foi reconhecida como a melhor
Campo Grande recebe ícone restaurado da padroeira de Mato Grosso do Sul
duração mínima de dois dias por edição. Entre as iniciativas previstas estão festas religiosas com cunho cultural, festividades folclóricas, populares e tradicionais, além de eventos ligados a terreiros e religiosidades de matrizes africanas, indígenas e quilombolas. Os projetos inscritos também deverão apresentar plano de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, conforme a Lei nº 13.146/2015 e a Instrução Normativa MinC nº 10/2023. O documento deve prever medidas como tradução em Libras, audiodescrição e condições adequadas para pessoas com mobilidade reduzida. As inscrições serão feitas exclusivamente pela plataforma Prosas.
Apresentação do ícone será realizada na antiga estação ferroviária, ponto histórico da devoção em MS Imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro chega à Capital e segue em procissão
Após passar por restauração fora do Estado, o ícone histórico de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira de Mato Grosso do Sul, volta a Campo Grande e será apresentado ao público neste domingo (7), na Plataforma Cultural, no Centro da Capital.
A escolha da antiga estação ferroviária para a apresentação está ligado à chegada dos Missionários Redentoristas, responsáveis por difundir a devoção à santa no Estado desde a década de 1930. Durante o evento, serão expostos objetos e documentos históricos relacionados
à presença dos religiosos e à trajetória da devoção mariana em Campo Grande. Após a apresentação, o ícone segue em procissão pelas avenidas Calógeras e Afonso Pena até o Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A programação inclui ainda a entronização da imagem restaurada durante celebração eucarística, prevista para as 10h no santuário, marcando o início da IX Festa da Padroeira de Mato Grosso do Sul.
O evento conta com apoio da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
Ícone
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by the Bay, em Singapura. A Boca da Onça aparece na 10ª colocação, colocando o Brasil
Nioaque aposta em pegadas de dinossauros para fortalecer turismo e economia
No
da América do Sul na edição de 2026. O resultado amplia a visibilidade de Bodoquena e fortalece o peso turístico de Mato Grosso do Sul em rankings internacionais baseados na experiência real dos visitantes.
Cachoeira Boca da Onça, em Bodoquena, colocou Mato Grosso do Sul no Top 10 das melhores atrações do mundo no TripAdvisor
DESCONTO TURBO
Quem procura um SUV pode encontrar uma oportunidade interessante neste mês. A Volkswagen está oferecendo até o fim de junho um bônus de até 16 mil reais para quem entregar um veículo usado na compra do Taos Highline 2026. Com o desconto, o modelo passa de R$ 214 mil para R$ 198 mil e 490 reais, ficando até mais barato que o Nissan Kicks Platinum, versão topo de linha da marca japonesa. O Taos traz motor 1.4 turbo de 150 cavalos, câmbio automático de oito marchas, pacote de assistências ao motorista e visual renovado. A promoção vale para veículos usados fabricados entre 2014 e 2026.
Haval H9 volta a superar o SW4 e aperta a disputa entre os SUVs
Com 1.220 emplacamentos em maio, modelo da GWM ficou 33 unidades à frente do Toyota e repetiu a vantagem que já havia mostrado em março
O Toyota SW4, que por anos circulou quase sem concorrência real entre os SUVs grandes derivados de picape, voltou a perder terreno em maio. Segundo os dados de vendas citados no conteúdo, o GWM Haval H9 fechou o mês com 1.220 emplacamentos, contra 1.187 do SW4. A diferença foi pequena, de 33 unidades, mas suficiente para repetir um movimento que já havia ocorrido em março, quando o modelo chinês somou 1.170 unidades e deixou o rival japonês em 1.116.
A novidade não está apenas na ultrapassagem, mas na repetição dela. O resultado de março podia parecer um ponto fora da curva. O de maio já sugere que o Haval H9 encontrou espaço num segmento em que o SW4 reinava com folga. Mais atrás, o Chevrolet Trailblazer apareceu com 172 unidades naquele recorte citado no texto.
O avanço do Haval H9 ajuda a explicar também o momento mais amplo da GWM no Brasil. De janeiro a maio, segundo a marca, a fabricante acumulou 28.482 unidades vendidas, crescimento de 133% na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho colocou a empresa na 10ª posição do ranking mensal de vendas.
No caso do H9, a aposta da marca foi clara. O SUV grande deixa de lado a eletrificação que marca outros modelos da casa e investe numa receita mais tradicional: carroceria robusta, desenho quadrado e motor 2.4 turbodiesel. São 184 cv e 48,9 kgfm, com câmbio automático de 9 marchas, tração 4x4, reduzida e bloqueios de diferencial dianteiro e traseiro. É o tipo de conjunto que conversa diretamente com quem procura um utilitário de porte grande, com vocação para estrada ruim e uso pesado.
Em tamanho, o Haval H9 também joga alto. Mede 4.950 mm de comprimento, acima dos 4.795 mm do SW4. O entre-eixos de 2.850 mm também supera os 2.745 mm do concorrente da Toyota. Além disso, são 1.930 mm de altura e 1.976 mm de largura, dimensões que reforçam a presença do carro, embora peçam mais atenção em ruas estreitas e no uso urbano.
1.220 emplacamentos, contra 1.187 do Toyota SW4, repetindo a liderança que já havia alcançado em março.
O desenho aposta em referências conhecidas. Na dianteira, os faróis redondos lembram o Mercedes-Benz Classe G. Na traseira, o volume externo remete ao Land Rover Defender, embora a peça que parece suporte de estepe seja, na verdade, um porta-objetos com chave. O detalhe preserva o visual aventureiro, mas obriga a abertura lateral da tampa do porta-malas.
Para a linha 2027, já à venda, a mudança foi discreta: a grade dianteira ganhou acabamento em preto fosco, solução repetida também nos emblemas traseiros. Não houve mudança mecânica. E talvez isso explique parte da força recente do modelo: mais do que uma renovação pontual, o Haval H9 começa a chamar atenção pelo que já entregou nas lojas.
O ponto fraco, segundo o conteúdo, está justamente na potência. Mesmo com o bom desempenho comercial, o H9 é apontado como o menos potente da categoria. Ainda assim, conseguiu fazer o que poucos imaginavam há pouco tempo: ultrapassar o SW4 duas vezes em um intervalo curto e transformar uma liderança antes tranquila numa disputa aberta.
Haval H9 voltou a superar o Toyota SW4 em maio e consolidou a disputa no segmento dos SUVs grandes derivados de picape.
Com visual robusto e proposta voltada ao uso fora de estrada, o H9 aposta em motor turbodiesel, tração 4x4 e reduzida.
Cabine combina painel digital, central multimídia e acabamento mais sofisticado para disputar clientes de modelos tradicionais do segmento.
Em maio, o Haval H9 registrou
Faróis circulares em moldura quadrada e grade vertical reforçam a identidade