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Jornal A Crítica - Edição 2306

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Treinão

O evento reúne aulas para iniciantes, treinos de modalidades, dicas de aperfeiçoamento e atividades voltadas para amantes da patinação no Parque dos Poderes. Neste domingo (31), às 9h, em frente à Secretaria de Estado de Educação.

Festival do Hambúrguer

O domingo terá shows musicais e a disputa que vai eleger o melhor hambúrguer do festival, com avaliação de jurados técnicos. É o último dia do evento. A partir das 15h nos Altos da Avenida Afonso Pena.

Almoço musical O cantor Paulinho Manassés se apresenta durante o almoço especial de encerramento do mês no Estoril. A partir das 12h na Rua Silvina Tomé Veríssimo, 20 - Jardim Autonomista com entrada gratuita para sócios e não sócios (sem acesso às áreas de lazer).

115 bilhões em projetos, MS

boa fase de expansão industrial

Estado soma mais de R$ 115 bilhões em projetos entre 2023 e 2030 e reforça presença da indústria na economia com geração de empregos e aumento da renda

 Mato Grosso do Sul atravessa um dos momentos mais fortes de sua expansão industrial e tenta transformar esse ciclo em

marca permanente da economia estadual. Com novos empreendimentos em andamento, chegada de capital privado e avanço da agroindústria, o Estado passou a ocupar posição de destaque entre os principais destinos de investimento do país. Segundo dados do Observatório da Indústria da Fiems, Mato Grosso do Sul reúne mais de R$ 115 bilhões em investimentos projetados entre 2023 e 2030. Desse total, R$ 27 bilhões já foram concluídos, R$ 60 bilhões estão em execução e outros R$ 29 bilhões ainda estão previstos. A expectativa é de que esse movimento gere pelo menos 18 mil empregos diretos apenas na fase de operação. Hoje, a indústria já responde por 22,4% do PIB estadual e movimenta R$ 36,1 bilhões, consolidando-se como a segunda principal atividade econômica privada do Estado. Ao comentar esse desempenho, Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul vem construindo um ambiente de confiança para atrair empresas e ampliar a competitividade. “Fazemos uma política baseada na confiança para atrair empresas, com ambiente positivo e harmônico. As indústrias que vêm ao Estado se sentem competitivas”, declarou.

Fórum Empresarial aconteceu em Bonito na última quinta-feira (28) e contou com a presença do presidente da Fiems, Sérgio Longen, a senadora Tereza Cristina, governador Eduardo Riedel e com o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Opinião 2•A

Precisamos de propostas ou discursos?

NARRATIVAS: São duas. Enquanto as propostas são realistas, com referências palpáveis, os discursos são peças demagógicas, com promessas vazias e objetivo de manipular e iludir o eleitorado. Comparando com o cenário político de antigamente, mudou só a instrumentalização, mas os objetivos são exatamente os mesmos.

PROPOSTAS: Nas propostas sérias de governo não há coelhos na cartola. Paira a coragem de se admitir dificuldades na sua execução e nos prazos pretendidos. Também não há omissões e manobras fantasiosas com relação aos custos e origem dos recursos a ser investidos neste ou naquele projeto de governo.

DISCURSOS: Tem a marca da demagogia e sedução, com uso de técnicas modernas de comunicação. Ainda se cultiva o remédio de se criar bodes expiatórios para culpa-los pelos fracassos. Ainda vendem a esperança, explorando a raiva e medo do eleitor. Também apresentam soluções fáceis para problemas difíceis e a custas baixos. Quase sempre omitem a origem dos recursos que se presume caídos dos céus.

SONHAR: Faz parte de qualquer situação e na política não é diferente. Tenho ouvido as narrativas individuais de deputados quanto as eleições. O otimismo tem sido a característica comum a todas as previsões, resultante do trabalho, conquistas de novos segmentos sociais, força do partido e concretização das suas propostas de campanha.

PLENARIO: Dos 24 deputados estaduais, apenas 4 não concorrerão a reeleição: João Catan (pré-candidato ao Governo), Mara Caseiro (pré-candidata a deputada federal), Roberto Hashioka (candidato a deputado federal) e João Mattogrosso (assumiu no lugar de Neno Razuk, e está impedido de concorrer por não ter se licenciado a tempo do cargo de diretor do Detran.

O CUSTO: Omito as fontes por questão de ética. Mas não é difícil avaliar quanto se gasta na campanha com reais chances de se eleger deputado estadual. Vai depender do seu currículo, relações com lideranças e entidades que agregam figuras de prestígio na comunidade. O carisma pessoal ajuda, mas não é decisivo. O gasto varia de um a quatro milhões de reais.

FAZ DE CONTA: Para ao menos tentar (disse tentar) manter o equilíbrio entre os concorrentes à deputado estadual o TSE definiu o valor de R$ 1.270.629,01 como limite de gastos da campanha. Teoricamente, as despesas viriam apenas de dinheiro público (Fundo Eleitoral) ou doações autorizadas, fiscalizadas pela justiça eleitoral.

UTOPIA? Sim, sem dúvida. Por uma série de fatores é impossível acreditar que uma lei irá exterminar os usos e costumes da classe política em todos os níveis. Sempre se encontrará ‘aquele jeitinho’. Apenas para ilustrar: pela lei, o limite de gastos para cada candidato a deputado federal em nosso estado é de R$ 3.176,572,53.

COMPLICADO: Os entraves burocráticos atormentam os candidatos em termos de legalizar o dinheiro gasto. Alguns, após eleitos e empossados, chegam a perder o mandato por violar as regras. “Não adianta a campanha ir de vento em popa se a contabilidade dos gastos ignorar a lei” – avisa o deputado Junior Mochi, veterano na área.

DOAÇÕES: Elas precisam seguir os formatos oficiais. A começar pelas vaquinhas virtuais em plataformas da internet legalizadas pelo TSE; ainda por PIX ou transferência para conta exclusiva aberta pelo candidato. O CPF deve aparecer de forma clara, sob pena do dinheiro ir para o Tesouro Nacional. “A esperteza come a mão do esperto”.

ALERTAS: A Justiça Eleitoral endureceu as regras após 2015: permissionárias de serviço público, entidades estrangeiras e pessoas jurídicas foram proibidas de doar. Ainda - mecanismos foram criados para aperfeiçoar as regras e tentar diminuir a influência do dinheiro. Mas não se pode menosprezar a ‘criatividade’ da classe política nestas horas.

MARCHA LENTA: A Justiça Eleitoral não acompanhou as necessidades. A lentidão é tal que o candidato assume, exerce parte do mandato sem que se tenha julgado processo que ele responde. Exemplo do ex-governador Claudio Castro (RJ) e do caso envolvendo os candidatos Loester Trutis e Raquelle Trutis no pleito de 2022 no MS que resultou na posse de João Mattogrosso.

REGISTRO: “Pensou-se em Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, mais pelo cargo que ocupa do que pelos resultados de sua gestão. Inexperiente como político, apenas uma marionete de Bolsonaro, Tarcísio vacilo. Faltou-lhe coragem. Inês está morta. Resta-lhe torcer em silêncio para que, em 2030, o cavalo encilhado bate de novo à sua porta”. (Ricardo Noblat)

RINGUE? A sugestão de pesquisa para definir o 2º nome do candidato ao Senado no PL está dando o que falar. Quais os critérios desta consulta, qual o instituto comandaria essa amostra? Qual o universo ela abrangeria. Contar e Pollon devem estar ressabiados diante deste mar de dúvidas e ciladas. Reinaldo pensando apenas em si?

Tradição não paga conta no agronegócio moderno

No agronegócio, a paixão pelo campo atravessa gerações. De pais para filhos e netos, constróise um legado marcado por orgulho, trabalho e identidade. Mas, quando o assunto é gestão, apenas a emoção não sustenta um negócio. Em um cenário cada vez mais competitivo, propriedades rurais têm ficado pelo caminho por falta de planejamento e, principalmente, por falhas nos processos de sucessão. Garantir longevidade no agro exige mais do que honrar o passado: requer profissionalização com estratégia. O produtor moderno precisa tomar decisões baseadas em dados, indicadores e análise de mercado. Porque, na prática, tradição sozinha não paga a conta.

Hoje, não há mais espaço para gestão baseada em anotações informais ou controles improvisados. É indispensável conhecer custos, trabalhar com centros de dados e utilizar plataformas de gestão eficientes para colher resultados. Quem não domina seus números perde competitividade. Manter as raízes é importante, mas crescer exige eficiência. Quando a produtividade estagna, é sinal claro de que algo precisa mudar, seja o sistema produtivo, a cultura explorada ou até o modelo de negócio. Adaptar-se deixou de ser uma opção: passou a ser uma necessidade.

Um exemplo claro está na pecuária leiteira. Muitas propriedades tradicionais enfrentam dificuldades diante da volatilidade de preços e de margens cada vez mais apertadas. O resultado? Atividades historicamente consolidadas se tornam inviáveis. Nesse contexto, diversificar a renda deixa de ser estratégia e passa a ser sobrevivência. A produção de queijos artesanais, por exemplo, surge como alternativa para agregar valor. Algumas fazendas perceberam esse movimento e reposicionaram suas operações: reduziram ou até encerraram a produção direta de leite para focar na industrialização, comprando matéria-prima de terceiros com qualidade e concentrando esforços onde realmente são mais eficientes.

Na pecuária de corte, a lógica também mudou. Não se trata mais de expandir área, mas de intensificar resultados. Investimentos em genética, nutrição e manejo permitem reduzir ciclos, aumentar o ganho de peso e produzir carne de melhor qualidade. Resultado: mais produtividade com menos recursos.

Para os agricultores, o desafio é o mesmo: produzir mais na mesma área. Isso só é possível com planejamento rigoroso, que começa antes do plantio e se estende até o pós-colheita. Comprar insumos com antecedência, negociar melhor e usar tecnologia para a tomada de decisão são diferenciais competitivos.

Um erro comum no campo é associar desperdício apenas ao financeiro, mas, na prática, ele também está ligado à falta de controle

e ao uso inadequado ou excessivo de insumos, o que compromete toda a eficiência da operação. A análise de solo é um exemplo clássico. Mesmo sendo fundamental para entender a fertilidade e corrigir deficiências, muitas vezes é negligenciada ou mal executada. O resultado são aplicações incorretas de insumos, elevando custos e prejudicando o solo. Erros simples na coleta já comprometem tudo: armazenamento inadequado, exposição ao calor ou transporte incorreto podem alterar as características da amostra. Quando chega ao laboratório, o resultado já não reflete a realidade, e decisões equivocadas são tomadas a partir disso. Por isso, mais do que realizar a análise, é essencial garantir qualidade em todo o processo: coleta bem-feita, armazenamento correto e escolha de laboratórios confiáveis. Assim como na saúde humana, a eficiência do diagnóstico define o resultado do tratamento.

A transformação no agro começa pela gestão. Planejamento, capacitação e disciplina no controle de dados são os primeiros passos. Registrar informações deve deixar de ser tarefa eventual e se tornar rotina. Mas não basta anotar, é preciso interpretar. E é aqui que entram as ferramentas tecnológicas, que permitem transformar dados em decisões estratégicas. Softwares de gestão rural, agricultura de precisão, monitoramento remoto e análise de indicadores já são realidade e acessíveis. Ignorar essas soluções é abrir mão de competitividade. As fazendas que mais crescem hoje são aquelas que entenderam um ponto essencial: tradição é base, não limite. Elas preservam sua história, mas não hesitam em evoluir, adotando tecnologia, otimizando processos e buscando eficiência continuamente. No agro moderno, vence quem une experiência com gestão profissional. No meu recente lançamento, o livro Colhendo Resultados: O Guia Prático da Agricultura Moderna e Mais Lucrativa, abordo um pouco dessas questões. Afinal, é uma obra 100% baseada em minhas três décadas de experiência prática no agro. A solução consiste na transição da administração informal para a administração profissional. A ideia foi mostrar como concretizar essa mudança crucial, substituindo a administração por instinto pela administração estratégica, com controle de custos, conexão com o mercado para agregar valor, diversificação de canais e acesso a mercados diferenciados, que pagam mais por qualidade e rastreabilidade. Hoje, a tecnologia é acessível e permite muitas decisões a partir do celular.

(*) Médica-veterinária consultora em Gestão estratégica para o agronegócio e CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência

Como a ciência explica a importância da arte para a sociedade?

Salles (*)

Para que serve a Arte? Por que muitos artistas dedicaram suas vidas, por vezes às custas de saúde e conforto material, para produzir obras simbólicas para a humanidade? E por que elas nos confortam e emocionam, ao ponto de se tornarem quase imprescindíveis à nossa vida?

Essas perguntas têm sido formuladas de diferentes maneiras ao longo da história, e as respostas variam dependendo do contexto, época, cultura e localidade. Mas, até hoje, não temos uma resposta definitiva. Apenas diferentes perspectivas e interpretações circunstanciais, segundo cada área do conhecimento que se debruça sobre o assunto. As formas mais comuns de responder ficam em torno de uma necessidade social, gerada para manter laços de tradições culturais como disseminação e sustentação de sociedades complexas. Mas também é um argumento falho: mesmo culturas e sociedades menos complexas e menores em tamanho desenvolveram arte, e acrescenta-se que a apreciação estética é sempre individual. Por outro lado, animais que possuem comportamento social desenvolvido, não produzem objetos artísticos.

A teoria moderna da arte também se esquiva de uma resposta definitiva, já que considera que a arte é produto da livre expressão de cada artista. Mas nisso reside o grande problema: todos temos capacidade de se expressar, mas o que faz de alguém artista? Por que alguns artistas são mais relevantes que outros? A confusão é tamanha que há até algumas correntes modernas de pensamento sustentando que Arte não serve para nada - o que é uma contradição lógica imensa.

E, no meio de diversas teorias, vindas das mais diferentes áreas, como a história, a sociologia, a neurologia e a antropologia, a questão permanece: por quê é tão difícil dar uma resposta categórica? Como é possível nossa sociedade ter alcançado uma tecnologia capaz de nos levar ao espaço, construir computadores quânticos e descrever com tamanha precisão o funcionamento do mundo físico, e, ao mesmo tempo, não conseguir definir arte e para que ela serve? Seria esse o limite da ciência? Este é o atual estado das coisas. Subsiste, porém, um último caminho para investigar o tema de

forma científica que ainda não foi tentado: o de que estamos usando uma metodologia incompleta. O método científico segue alguns passos bastante definidos, que de forma abreviada podem ser resumidos em: observação, formulação de questões e hipóteses, coleta de dados e eleição de um modelo de experimentação, análise dos resultados e conclusões – que devem seguir para a formulação de uma lei geral que possa ser reproduzida. E aí surge sua incompatibilidade com uma análise da arte e do sentimento estético, que no mesmo nível observacional, não apresentam testabilidade para formulações de leis gerais na esfera de reprodução física.

A isso ainda acrescentamos que as conclusões sobre observações mensuráveis são também conjecturas segundo um limite de entendimento conforme a razão utilizada – daí a possibilidade de refutar ou reformular teorias. Isso pode ser entendido não como um limite da ciência, mas apenas do método, que nos chama atenção para a necessidade de entender um novo paradigma nas ciências que possam dar conta do fenômeno artístico. Uma possível alternativa é levar em conta os fatores subjetivos, tratando os aspectos tanto físicos quanto psíquicos do fenômeno, e que permitiriam entender as manifestações puramente sensíveis, incluindo a arte e a espiritualidade.

As exaustivas tentativas, já no século XXI, com o avanço das neurociências, de explicar a arte cientificamente pelo viés do sistema neural, bem como pela consequente necessidade de interação social, nunca conseguiram dar respostas satisfatórias, deixando sempre lacunas e questões mais empíricas como não resolvidas. Frente a esse panorama, é muito provável que a saída esteja numa interação mais ampla, mente e matéria, e que efetivamente confirme a existência de um sistema psíquico, que interage de forma autônoma e paralela, embora interdependente, com o sistema físico. Talvez aí a ciência consiga elucidar o mistério da Arte.

(*) Filipe é professor da Unicamp, pesquisador e autor do livro “Harmonia Mundi: uma visão integradora da Arte e da Ciência”

Filipe

Após

aprovação da escala

6x1, varejo de MS reage e fala em alta de preços e risco ao emprego

Entidades do comércio em Mato Grosso do Sul criticam mudança na jornada de trabalho e afirmam que medida pode pressionar empresas, consumidores e o mercado formal

 A aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho e altera a escala 6×1 na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27) abriu uma reação imediata do varejo em Mato Grosso do Sul. Em um momento posterior ao avanço do texto no Congresso, entidades que representam o comércio no Estado passaram a reforçar publicamente que a medida pode trazer impacto direto para empresas, consumidores e postos de trabalho. A principal crítica é que a mudança, mesmo com adoção gradual, tende a elevar custos operacionais e pressionar o preço final de produtos e serviços. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL/

MS) afirmou que vê a proposta com forte preocupação. Para a presidente da FCDL/MS, Inês Santiago, o debate ocorre em um cenário econômico já pressionado por carga tributária alta, custos elevados e perda de competitividade. “A Federação recebe com bastante preocupação essa notícia, conforme já vinha se posicionando nos últimos meses sobre o quanto essa medida é nociva para o setor produtivo. Duas horas de redução na jornada ainda este ano já vão gerar impacto. Isso significa aumento de custo para o setor produtivo e esse custo inevitavelmente chega ao consumidor”, declarou. Em Campo Grande, a Câmara dos Dirigentes Lojistas

(CDL) também se posicionou contra a proposta e afirmou que a discussão ignora efeitos econômicos que podem atingir principalmente os pequenos negócios.

“Estão querendo fazer política social com o caixa de quem gera emprego. No varejo, a conta é exata: se você reduz a carga horária sem reduzir o custo da folha, o preço do arroz, do feijão e da roupa sobe na prateleira. Quem vai pagar esse ‘benefício’ é o próprio trabalhador no caixa do supermercado”, afirmou o presidente da entidade, Adelaido Figueiredo. A CDL Campo Grande também sustentou que o desgaste do trabalhador não está apenas na jornada, mas em problemas como transporte precário e falhas nos serviços públicos. “É um contrassenso falar em bem -estar quando o Estado permite que o trabalhador de Campo Grande passe 44 dias do ano preso dentro de um ônibus”, pontuou.

Inês e Adelaido criticaram a medida: Após avanço da proposta contra a escala 6x1, entidades do varejo de Mato Grosso do Sul intensificaram críticas aos efeitos da mudança na economia

Vereadores aprovam mudança para preservar isenção do IPTU para famílias de baixa renda

Projeto votado em Campo Grande busca evitar perda do benefício após reavaliação do imóvel e foi o principal destaque da sessão que também aprovou outras propostas

 A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, na sessão da última quinta-feira, 28, um projeto que muda as regras da isenção do IPTU para impedir que famílias de baixa renda percam o benefício por causa da reavaliação do valor venal do imóvel. A proposta, considerada o principal destaque da pauta, tenta corrigir situações em que moradores deixaram de ter direito à isenção mesmo sem terem feito qualquer melhoria na casa, apenas porque a valorização do bairro elevou o valor registrado do imóvel.

O texto altera a legislação em vigor desde 2014 e retira a vinculação direta ao valor venal da propriedade como critério para concessão da isenção. Na prática, o projeto busca manter o benefício para contribuintes de baixa renda que vivem em habitação popular e não mudaram a renda nem fizeram alterações no imóvel. Atu-

almente, a lei limita a isenção a quem possui um único imóvel com valor venal de até R$ 83,7 mil. Segundo a justificativa do projeto, a medida preserva uma política pública voltada à população mais carente. De autoria do vereador Carlão, o projeto estabelece regras para acesso ao benefício, incluindo enquadramento em categorias de habitação popular e situação de aposentados ou pensionistas com renda familiar de até dois salários mínimos. Também prevê situações que podem levar à perda da isenção, como aumento da renda mensal ou mudanças no imóvel. Ao defender a proposta, o parlamentar afirmou que muitas pessoas em situação de vulnerabilidade vinham perdendo esse direito de forma injusta ao longo dos anos. Além desse projeto, os vereadores aprovaram outras 12 propostas e mantiveram um

Bancada de MS se divide no Senado sobre proposta que acaba com a escala 6x1

Após aprovação do texto na Câmara, Soraya Thronicke declara apoio, Nelsinho Trad pede compensações ao setor produtivo e Tereza Cristina aguarda análise técnica Foto: Divulgação

 A proposta que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho chegou ao Senado abrindo uma divisão entre os representantes de Mato Grosso do Sul. A PEC, aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira, 27, prevê a troca do modelo de seis dias seguidos de trabalho por um regime de cinco dias de trabalho e dois de descanso, além da redução gradual da carga horária máxima, hoje fixada em 44 horas semanais. Entre os senadores do Estado, há apoio declarado à mudança, mas também cautela quanto aos efeitos da medida sobre empresas e sobre a economia. A senadora Soraya Thronicke se manifestou favoravelmente ao texto e classificou a aprovação na Câmara como uma vitória dos trabalhadores brasileiros. Para ela, a proposta atende a uma demanda de quem enfrenta jornadas longas para garantir renda e sustento, embora o processo de adaptação exija cuidado. Soraya destacou que a transição prevista no texto e a criação de regras específicas para algumas categorias serão importantes para que a mudança ocorra de forma equilibrada. Segundo ela, micro, pequenos e médios empresários também precisarão de planejamento, suporte e se-

veto do Executivo. Entre elas está a criação da campanha municipal “Morte Zero no

Trânsito”, voltada à redução de mortes e acidentes graves nas ruas da Capital. Mesmo com

uma pauta ampla, a mudança na isenção do IPTU concentrou o principal debate da sessão

Congresso dos Municípios terá nomes nacionais e debate sobre gestão pública em Campo Grande

Evento marcado para 9 e 10 de junho vai reunir gestores, técnicos e autoridades para discutir soluções voltadas à administração municipal em MS

gurança nesse processo. Já o senador Nelsinho Trad disse considerar a proposta meritória do ponto de vista do trabalhador, mas defendeu que a mudança venha acompanhada de medidas que reduzam o impacto para quem emprega. Na avaliação dele, o custo da nova política pública não pode recair diretamente sobre o setor produtivo, sob risco de gerar prejuízos e repasses ao consumidor. Por isso, afirmou ser necessário discutir compensações tributárias e fiscais antes do avanço definitivo da proposta. A senadora Tereza Cristina, por sua vez, informou que só deve se posicionar depois que a PEC chegar formalmente ao Senado e passar por análise técnica da assessoria econômica da liderança do PP. Antes de entrar em vigor, a proposta ainda precisará passar por comissões e por duas votações no plenário do Senado, com necessidade de ao menos 49 votos favoráveis em cada turno. Pelo texto aprovado pelos deputados, 60 dias após eventual promulgação começam a valer as duas folgas semanais e a primeira etapa da redução da jornada, de 44 para 42 horas. Em até 12 mese, a carga máxima cairia para 40 horas semanais, sem redução salarial.

 Campo Grande vai sediar, nos dias 9 e 10 de junho, a quarta edição do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, encontro que deve reunir gestores públicos, secretários, técnicos, empresas, instituições e autoridades em torno de um tema central para as cidades: a busca por mais eficiência na administração municipal. Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o evento será realizado no Bosque Expo e já começou a ganhar forma com a confirmação de nomes nacionais na programação. As inscrições são gratuitas e estão abertas pelo site do Sebrae/MS. Promovido pela Assomasul, com co-realização do Sebrae/ MS e apoio do Governo do Estado, o congresso foi pensado como um espaço de troca de experiências e apresentação de caminhos para melhorar a gestão pública. Entre os palestrantes confirmados está Juliana Benício, que abre a programação do dia 9, às 14h, com a

palestra “O Brasil tem jeito e o jeito começa nas cidades, empreendendo”. Com formação em engenharia de produção, mestrado em Economia e doutorado em Engenharia de Produção, ela tem trajetória ligada à inovação, à educação e à gestão pública.

Ainda no primeiro dia, às 15h, a jornalista Rosana Jatobá falará sobre “Municípios sustentáveis: desafios e oportunidades para construir territórios mais resilientes, inovadores

e preparados para o futuro”. Com atuação reconhecida em temas ligados à sustentabilidade e ao desenvolvimento, ela levará ao congresso uma discussão voltada ao planejamento das cidades em um cenário de transformação ambiental e social. Já no dia 10 de junho, Caio Coppolla participa com a palestra “O que vai acontecer no Brasil em 2026?”, inserindo na programação uma leitura sobre o ambiente político e econômico do país.

A expectativa dos organizadores é reunir lideranças de diferentes regiões do Estado em um ambiente voltado ao fortalecimento do municipalismo e ao compartilhamento de soluções práticas para os desafios da administração local. Com nomes já confirmados e foco em temas que atravessam a rotina dos municípios, o congresso se apresenta como uma vitrine de debates sobre gestão, inovação e futuro das cidades sul-mato-grossenses.

TRE define juízes que vão fiscalizar propaganda e atos de campanha em Mato

Resolução da Justiça Eleitoral distribui responsabilidade entre zonas eleitorais e estabelece quem poderá agir em casos de propaganda irregular, uso de som, carreatas e denúncias

 A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul já definiu como será feita a fiscalização da propaganda nas eleições gerais de 2026. Resolução publicada pelo TRE-MS no Diário da Justiça Eleitoral da última segunda-feira (25), apontou os juízes eleitorais responsáveis por acompanhar atos de campanha e exercer o chamado poder de polícia eleitoral em diferentes regiões do Estado. A medida organiza, desde já, quem poderá atuar diante de propaganda

irregular, disputa por espaço público, carreatas, passeatas, caminhadas, uso de carros de som, distribuição de material gráfico e denúncias registradas pelo sistema Pardal. Em Campo Grande, a coordenação da fiscalização ficará com a 54ª Zona Eleitoral. Nos demais principais centros urbanos, a responsabilidade será da 7ª Zona Eleitoral, em Corumbá, da 43ª, em Dourados, da 9ª, em Três Lagoas, e da 19ª, em Ponta Porã. A resolução também vin-

Grosso do Sul em 2026

culou municípios vizinhos a essas zonas, como Terenos, Ladário, Douradina, Itaporã, Laguna Carapã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Antônio João e Selvíria. Caberá a esses magistrados organizar e fiscalizar os atos de rua, sobretudo quando houver risco de irregularidade ou necessidade de garantir tratamento igual entre partidos, federações, coligações e candidatos. A norma também detalha o que pode ser alvo de intervenção da Justiça Eleitoral. Os juízes poderão disciplinar trajetos de carreatas, passeatas e caminhadas, além de fiscalizar o uso de alto-falantes, amplificadores, carros de som e minitrios em eventos de campanha. O texto ainda trata da distri-

buição de santinhos, adesivos, volantes, uso de bandeiras e colocação de mesas de apoio nas vias públicas, desde que esses materiais não impeçam a circulação de pedestres e veículos. Também entram no radar condutas vedadas, captação ilícita de votos e suspeitas relacionadas à arrecadação ou aos gastos de campanha. Nos casos de propaganda irregular em bens públicos, locais de uso comum ou espaços que dependam de autorização do poder público, o responsável ou beneficiário será notificado para retirar ou regularizar o material em até 48 horas. Se a ordem não for cumprida, a Justiça poderá determinar a remoção e encaminhar o caso à Procuradoria Regional Eleitoral.

por atingir diretamente moradores de baixa renda e aposentados de Campo Grande.
Mudança aprovada pela Câmara busca evitar que famílias de baixa renda percam a isenção do IPTU após reavaliação do imóvel. Foto:
Campo Grande receberá em junho a quarta edição do Congresso dos Municípios, com palestras voltadas à gestão pública, sustentabilidade e cenário nacional.
Senadores de Mato Grosso do Sul adotaram posições diferentes sobre a PEC que acaba com a escala 6x1 e agora será analisada pelo Senado.

André Salineiro leva discurso de linha dura à pré-candidatura e mira vaga na ALEMS

Vereador de Campo Grande diz que quer transformar a experiência de 20 anos na Polícia Federal em plataforma política voltada à segurança, combate às drogas e ações de prevenção

Riedel vê efeito na fronteira de MS após EUA enquadrarem PCC e CV como terroristas

Governador avalia que decisão pode endurecer o combate às facções na divisa com Paraguai e Bolívia e ampliar a atuação federal na região

 Ao projetar a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, o vereador André Salineiro colocou a segurança pública no centro de sua pré-candidatura e afirmou que pretende levar para o debate estadual a experiência acumulada em duas décadas como policial federal. A ideia, segundo ele, é defender em Mato Grosso do Sul uma política de enfrentamento mais rígido ao crime, combinada com ações preventivas e foco especial no avanço das drogas nas cidades. O movimento marca a tentativa de ampliar sua atuação para além de Campo Grande, levando ao interior uma pauta que, na avaliação do parlamentar, precisa ganhar mais espaço no Estado. Salineiro afirma que sua vivência profissional o fez concluir que repressão e prevenção precisam caminhar juntas, embora diga que o país ainda invista pouco em políticas preventivas de longo prazo. Ao tratar da chamada Cracolândia da Capital, sobretudo na região

da antiga rodoviária, o vereador sustenta que o problema deixou de ser apenas social e passou a representar também insegurança e degradação urbana. Nesse ponto, ele defende medidas mais duras, entre elas a internação involuntária de dependentes em situação limite, especialmente quando a família já não consegue mais lidar sozinha com o caso.

Segundo o vereador, a proposta não deve ser confundida com internação compulsória e se aplicaria a pessoas sem condições de decidir por conta própria em razão do uso de drogas. Ele argumenta que esse tipo de intervenção precisa ser parte de uma ação mais ampla, que envolva retirada das ruas, tratamento e reinserção social. Ao citar a experiência de São Paulo, Salineiro disse enxergar na atuação integrada entre segurança, informação e acolhimento um modelo de resposta mais firme ao problema, com reflexos na redução da criminalidade e na recuperação de áreas degradadas.

Justiça mantém prefeito de Terenos fora do cargo e sob tornozeleira

eletrônica

Decisão do Tribunal de Justiça rejeita pedido da defesa e preserva medidas impostas a Henrique Wancura Budke no caso que apura desvios na prefeitura

 O prefeito afastado de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB), continuará fora do cargo e sob monitoramento eletrônico após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negar o pedido da defesa para derrubar as medidas cautelares impostas no processo que investiga desvios na administração municipal. A decisão foi assinada pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros e publicada nesta quinta-feira, 28, no Diário da Justiça. Com isso, permanecem em vigor tanto o afastamento da prefeitura quanto a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica. Henrique Wancura é réu ao lado de outras 25 pessoas e 18 empresas na ação que apura supostos crimes revelados pela Operação Spoteless, deflagrada em 9 de setembro do ano pas-

sado. O caso envolve acusações de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de bloqueio judicial de R$ 10 milhões. O escândalo atingiu diretamente a gestão municipal e levou ao afastamento do prefeito, que havia sido reeleito no ano anterior. No início das investigações, o desembargador chegou a decretar a prisão de Wancura e de outros investigados. Depois, porém, o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, revogou as prisões preventivas e substituiu a medida pelo monitoramento eletrônico. Mesmo com essa mudança, a Justiça manteve restrições importantes ao prefeito, como a proibição de entrar no prédio da prefeitura e de manter contato com outros investigados.

 A decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas repercutiu em Mato Grosso do Sul, Estado que concentra uma das áreas mais sensíveis do país no combate ao crime transnacional. Ao comentar o caso, o governador Eduardo Riedel afirmou que a medida pode fortalecer as ações de enfrentamento às facções, especialmente na extensa faixa de fronteira sul-mato-grossense com Paraguai e Bolívia, rota estratégica para a atuação dessas organizações.

Na avaliação do governador, qualquer iniciativa que aumente a pressão sobre grupos criminosos desse porte tende a produzir reflexos positivos para a segurança pública. Riedel disse que o reforço deve passar, principalmente, pela atuação do governo federal, com maior presença da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das áreas de inteligência nas regiões de fronteira. Para ele, o enquadramento fei-

to pelos Estados Unidos ajuda a ampliar o cerco sobre estruturas criminosas que ultrapassam os limites do território brasileiro. O governador também reforçou que o Estado manterá uma postura firme contra a expansão dessas facções. Segundo ele, o poder público precisa impedir que organizações criminosas ganhem espaço e consolidem domínio territorial em Mato Grosso do Sul. A declaração foi dada no momento em que a medida americana passou a ser vista como mais um elemento de pressão internacional sobre grupos que já atuam de forma articulada em vários países da América do Sul.

Riedel ponderou, no entanto, que os efeitos mais visíveis da decisão não devem aparecer de forma imediata. A expectativa dele é de intensificação gradual das ações, sobretudo no Paraguai e em áreas ligadas à fronteira.

João César cobra mais rapidez da Justiça Eleitoral ao retomar vaga na Assembleia

Deputado voltou ao cargo após decisão tomada mais de três anos depois das eleições de 2022 e transformou a demora no principal recado de seu discurso na tribuna

 Ao reassumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual João César Mattogrosso usou o retorno ao Parlamento para fazer uma cobrança direta à Justiça Eleitoral: a de que processos desse tipo tenham tramitação mais rápida. Na sessão de terça-feira, 26, o parlamentar afirmou que a decisão que garantiu sua

volta chegou tarde demais para um mandato iniciado após a eleição de 2022 e defendeu mais celeridade em casos que interferem diretamente na representação política e no funcionamento da Casa.

Mattogrosso voltou ao Legislativo para ocupar a vaga antes exercida por Neno Razuk e disse carregar um sentimento misto de satisfa-

Ex-governador e pré-candidato afirma que experiência de Mato Grosso do Sul na atração de fábricas e empregos pode servir de referência para uma política nacional de crescimento

 Ao colocar sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul como vitrine para o debate econômico nacional, o exgovernador Reinaldo Azambuja, pré-candidato ao Senado, passou a defender uma agenda de fortalecimento da indústria brasileira inspirada no ciclo de investimentos atraídos pelo Estado nos últimos anos. Segundo ele, a experiência sul -mato-grossense mostra que a combinação de segurança jurídica, equilíbrio fiscal, infraestrutura e incentivos pode gerar emprego, renda e novas oportunidades, e precisa ganhar escala no país.

Azambuja cita que Mato Grosso do Sul recebeu mais de R$ 80 bilhões em investimentos industriais e consolidou cadeias ligadas à celulose, bioenergia, proteína animal, agroindústria e logística. Na avaliação dele, esse movimen-

to não foi resultado do acaso, mas de uma política voltada a criar ambiente favorável para quem produz. “O que fizemos em Mato Grosso do Sul mostra que o Brasil pode voltar a crescer de forma sólida, industrializando sua produção, gerando empregos e criando oportunidades. Não existe desenvolvimento forte sem indústria forte”, afirmou. Ao falar da realidade nacional, o ex-governador apontou entraves como juros altos, deficiência logística, excesso de burocracia e baixa qualificação de mão de obra. Para ele, o país precisa parar de depender apenas da exportação de matéria -prima e passar a agregar valor ao que produz. “O Brasil não pode continuar exportando apenas matéria -prima e importando produtos industrializados. Precisamos transformar nossa riqueza em

ção e responsabilidade. Mas foi a demora do processo eleitoral o ponto que mais marcou seu pronunciamento. “É uma situação que precisa servir de exemplo. A Justiça Eleitoral levou três anos e meio para dar posse a quem tinha esse direito”, afirmou. Para ele, a lentidão acabou comprimindo o tempo de atuação parlamentar e reduziu o espaço de trabalho num mandato que já entra em sua fase final. A crítica à morosidade também foi reforçada por outros deputados durante os apartes. Pedro Kemp observou que, em situações assim, a demora compromete quase todo o

exercício do mandato. Já o presidente da Assembleia, Gerson Claro, resumiu o desconforto com a frase de que “justiça que tarda é justiça que falta”, ao defender uma resposta mais ágil do Judiciário eleitoral. O tema acabou se sobrepondo ao simbolismo da posse e transformou o retorno de Mattogrosso em um debate sobre o tempo da Justiça e seus efeitos práticos na política. Ao fim do discurso, o deputado disse que pretende concentrar esforços no pouco tempo restante da legislatura, mantendo o compromisso assumido com a população em 2022.

Eduardo Riedel avalia que a decisão dos Estados Unidos sobre PCC e Comando Vermelho pode reforçar o combate ao crime organizado na fronteira de Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja cita avanço industrial de Mato Grosso do Sul para defender no Senado uma agenda nacional voltada à geração de empregos e ao fortalecimento da indústria.
Foto: Divulgação
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André Salineiro quer levar à disputa por vaga na Assembleia um discurso centrado em segurança pública, prevenção às drogas e política de enfrentamento ao crime.
Henrique Wancura seguirá afastado da Prefeitura de Terenos e usando tornozeleira eletrônica por decisão do Tribunal de Justiça de MS.

Reajuste da Petrobras começa a chegar aos postos e gasolina deve pesar no bolso em MS

Alta de R$ 0,04 por litro para distribuidoras entrou em vigor na sexta-feira, e repasse ao consumidor em Mato Grosso do Sul ainda depende do ritmo do mercado

 Dois dias depois de entrar em vigor o novo reajuste da gasolina vendido pela Petrobras às distribuidoras, o mercado de combustíveis em Mato Grosso do Sul ainda acompanha de que forma esse aumento começará a aparecer nas bombas. A mudança, anunciada na quintafeira, 28, elevou em R$ 0,04 o preço do litro da gasolina “A”, que passou de R$ 2,57 para R$ 2,61 nas vendas às distribuidoras em todo o país. Embora o reajuste já esteja valendo nessa etapa da cadeia, o impacto direto ao consumidor final tende a ocorrer de forma gradual. Em Mato Grosso do Sul, a avaliação do setor é de que o reflexo mais perceptível pode levar cerca de 20 dias para ser sentido nos postos. Isso porque o preço ao consumidor depende não apenas da atualização feita

pela Petrobras, mas também do comportamento do mercado e da reposição de estoques pelas distribuidoras e revendedores. Segundo o Sinpetro-MS, ainda é cedo para medir com precisão o tamanho do repasse nas bombas, já que o movimento depende da acomodação dos preços nos próximos dias. Ao comentar a mudança, o executivo do sindicato, Edson Lazaroto, afirmou que o cenário exige cautela na leitura do impacto real para quem abastece. “Sobre esse aumento temos duas situações: de um lado o Governo cita que baixou R$ 0,44, mas no mesmo instante a Petrobrás reajusta R$ 0,48. Portanto, o consumidor poderá ter um aumento de R$ 0,04 apenas, mas para saber isso temos que aguardar o mercado se posicionar, o que acredito que

MEIs têm até hoje para enviar declaração anual e evitar multa

Documento é obrigatório mesmo para quem não teve faturamento em 2025 ou deixou de atuar como microempreendedor

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para todos que estiveram enquadrados no regime do SIMEI.

 Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. O envio é obrigatório para todos que estiveram enquadrados no regime do SIMEI em qualquer período do ano, mesmo sem movimentação financeira.

A regra vale inclusive para quem deixou de atuar como MEI ao longo de 2025, como trabalhadores que encerraram as atividades para assumir empregos com carteira assinada. Ainda assim, o antigo micro empreendedor deve enviar a declaração à Receita Federal dentro do prazo.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo MEI ou diretamente no Portal do Empreendedor. A recomendação da Receita é que os contribuintes não deixem para a última hora, evitando multas e problemas na regularidade do CNPJ.

Na declaração, o micro-

ocorrerá na próxima semana”, disse. Diante da nova alta, o Procon-MS informou que man-

tém o acompanhamento dos preços praticados em postos de Campo Grande, especialmente após medidas editadas

para tentar conter os efeitos da elevação dos combustíveis no país. O órgão também reforçou que consumidores podem

Longen cobra orientação prática sobre reforma tributária e pede participação maior das federações

Presidente da Fiems defende que entidades da indústria assumam papel mais ativo na tradução das mudanças do novo sistema para empresários e para o setor produtivo

 A implementação da reforma tributária ainda levanta dúvidas no setor produtivo, e foi justamente sobre isso que o presidente da Fiems, Sérgio Longen, concentrou sua fala em evento realizado nesta terça-feira, 26, em São Paulo. Ao participar da abertura do encontro sobre os caminhos da nova estrutura tributária brasileira, Longen defendeu que as federações das indústrias tenham papel mais presente na orientação aos empresários, para que as mudanças deixem de ser apenas um debate técnico e passem a ser compreendidas de forma prática por quem produz e investe. Segundo ele, não basta que a discussão fique restrita a consultores e especialistas. Na avaliação do dirigente, as entidades representativas precisam ajudar a esclarecer o que efetivamente muda com a reforma, quais são os impactos esperados e onde podem estar os ganhos para o setor produtivo e para a economia. Durante o encontro, que reuniu lideranças empresariais e autoridades, Longen destacou que ainda há pontos da implementação que exigem acompanhamento próximo e comunicação mais clara. O presidente da Fiems também defendeu diálogo contínuo entre governo e iniciativa privada ao longo da fase de transição. Para ele, a participação de representantes diretamente ligados à regulamentação e à operação do novo sistema é importante para corrigir falhas, aperfeiçoar processos e evitar ruídos na aplicação prática das novas regras. Nesse contexto, citou a relevância de manter canais abertos com os órgãos responsáveis pela implementação da reforma e com o comitê gestor que acompanha o tema.

empreendedor deve informar o faturamento bruto anual obtido pela empresa, incluindo todas as vendas de produtos ou prestações de serviços realizadas ao longo de 2025. Pelas regras do regime, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual, ou o valor proporcional ao período de atividade no ano. Também é necessário informar se houve contratação de funcionário, permitida para apenas um empregado. A DASN-Simei funciona como uma prestação de contas anual para comprovar que a empresa permaneceu dentro das exigências previstas para o enquadramento no regime simplificado. Quem perder o prazo estará sujeito à multa de 2% ao mês sobre o valor dos tributos declarados, limitada a 20% do total devido. Mesmo nos casos sem cobrança elevada, há multa mínima de R$ 50. O boleto é gerado automaticamente após o envio da declaração em atraso.

Retomada da fábrica UFN3 já começa a mexer com o emprego em Três Lagoas

Empresas iniciam recrutamento para a volta das obras da fábrica de fertilizantes, em movimento antecipado à reativação do projeto da Petrobras no município

 Antes mesmo de a obra ser retomada oficialmente, a reativação da UFN3 já começou a produzir efeitos práticos em Três Lagoas e na região, com empresas abrindo vagas e estruturando equipes para voltar ao canteiro da fábrica de fertilizantes da Petrobras. O movimento marca a reentrada de trabalhadores e prestadores de serviço em um empreendimento que ficou paralisado por uma década e agora volta a ser tratado como uma das principais apostas industriais do município. A expectativa é de que a fase de construção gere cerca de 8 mil empregos. A Petrobras confirmou em 14 de maio que negocia a con-

clusão da unidade e informou previsão de investimento em torno de US$ 1 bilhão para finalizar a planta, com início das operações comerciais estimado para 2029. Em abril, o Conselho de Administração da estatal já havia aprovado a retomada definitiva do projeto. Quando concluída, a fábrica terá capacidade para produzir cerca de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, dois insumos importantes para a cadeia de fertilizantes e da indústria petroquímica. Segundo informações divulgadas pelo Perfil News, empresas que atuarão nas primeiras etapas da obra já começaram a se instalar novamente em Três

acionar os canais institucionais de denúncia caso identifiquem irregularidades na formação de preços.
Reajuste da gasolina vendido às distribuidoras já está em vigor, mas repasse ao consumidor em Mato Grosso do Sul ainda deve ocorrer de forma gradual.
Sérgio Longen defendeu maior participação das federações da indústria na orientação aos empresários sobre os efeitos práticos da reforma tributária.
O envio é obrigatório

Produtor rural tem até segunda para fazer declaração de rebanho em MS

Obrigação sanitária deve ser cumprida até 1º de junho junto à Iagro e, sem a atualização, pecuarista pode sofrer multa e bloqueio para transporte e comercialização de animais

 Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul têm até a próxima segunda-feira, 1º de junho, para colocar em dia a Declaração Semestral de Rebanho e a Atualização Cadastral, exigências consideradas essenciais para o controle sanitário no Estado. A poucos dias do fim do prazo, o índice de adesão ainda preocupa: até terça-feira, 26, apenas 63,27% dos produtores haviam cumprido a obrigação. Isso significa que uma parcela expressiva do campo ainda corre o risco de enfrentar restrições justamente em um tema que afeta diretamente a movimentação e a comercialização dos animais. Os percentuais mais baixos estão em regiões de forte produção pecuária. Em Dourados, menos da metade dos produtores, 49,23%, havia regularizado a situação. Em Maracaju, o índice era ainda um pouco menor, de 48,76%, ambos abaixo da média estadual. A exigência vale para todos os produtores com saldo de animais, independentemente do tamanho da propriedade, e o não cumpri-

mento pode resultar em multa, bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal e outras limitações sanitárias. A declaração pode ser feita gratuitamente pela internet, no sistema e-SANIAGRO, ou presencialmente em qualquer unidade local da Iagro. Durante o procedimento, o produtor deve informar dados atualizados da propriedade e do rebanho, como endereço, contatos, coordenadas geográficas, nascimentos, mortes, evolução das eras dos animais e saldo de todas as espécies acompanhadas pela agência. Também entram nessa atualização informações sobre vias de acesso, características da exploração pecuária e, quando houver, propriedades localizadas em outros países. Além da declaração do rebanho, este mesmo período pode ser usado para registrar a vacinação obrigatória contra a brucelose em fêmeas bovinas de 3 a 8 meses, cujo prazo segue até 30 de junho. Para orientar os produtores, a Iagro mantém atendimento por WhatsApp no número (67) 99875-3796.

Fim da escala 6x1 pode mudar a rotina de 239 mil trabalhadores em Mato Grosso do Sul

Levantamento divulgado na segundafeira (25) mostra que mais de 40% dos trabalhadores identificados no Estado ainda atuam com apenas um dia de descanso por semana

 Uma possível mudança na jornada de trabalho pode atingir em cheio a rotina de milhares de sul-mato-grossenses. Dados divulgados na segunda-feira (25) pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontam que 239.545 pessoas em Mato Grosso do Sul ainda trabalham na escala 6×1 e poderiam ser diretamente beneficiadas caso avance a proposta de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial.

Hoje, segundo o levantamento, 350.846 trabalhadores no Estado já estão inseridos na escala 5×2, o que representa 59,43% do total identificado. Na outra ponta, 40,57% ainda seguem em um modelo com apenas um dia de folga na semana. Se a mudança sair do papel, 578.575 trabalhadores em Mato Grosso do Sul seriam alcançados pela redução da jor-

Grupo Pereira está entre as empresas que mais abriram portas para emprego formal

Reconhecimento nacional destaca a companhia entre as dez que mais contribuíram para a inclusão socioeconômica no país por meio da geração de vagas formais

 O Grupo Pereira passou a figurar entre as dez empresas brasileiras mais reconhecidas pela geração de inclusão socioeconômica por meio do emprego formal. A companhia recebeu, em Brasília, o II Prêmio de Inclusão Socioeconômica, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em uma iniciativa que valoriza grandes empresas privadas com atuação relevante na abertura de oportunidades de trabalho, qualificação e incentivo ao empreendedorismo. A premiação destaca companhias que ajudam a ampliar o acesso de brasileiros ao mercado formal e a melhorar as condições de inserção produtiva. No caso do Grupo Pereira, o reconhecimento reforça uma política voltada à criação de oportunidades concretas de crescimento profissional. Para o diretor de Gente e Gestão da

empresa, Paulo Nogueira, o resultado confirma uma prática que já faz parte da cultura do grupo. “Acreditamos que inclusão acontece quando criamos oportunidades reais de desenvolvimento e crescimento para as pessoas. Esse reconhecimento mostra que é possível unir resultados de negócio com impacto social positivo, promovendo acesso ao mercado de trabalho e transformação de vidas”, afirmou.

Durante a cerimônia, o ministro Wellington Dias ressaltou a importância do setor privado nesse processo e defendeu a parceria entre empresas e poder público para ampliar emprego e renda no país. O prêmio, nesse contexto, busca mostrar que a inclusão social também passa pela capacidade de transformar vagas de trabalho em portas de entrada para uma vida mais estável e com mais perspectivas de futuro.

Entre os exemplos citados está o de Iris Sarmento Junior, hoje auxiliar administrativo do Comper. Ele contou que começou no depósito e, ao longo do tempo, conseguiu crescer dentro da empresa até chegar à nova função. “Desde que entrei no Grupo Pereira vivi um processo de reafirmação pessoal e profissional. Era um recomeço, sempre enxerguei o trabalho como o caminho para conquistar uma vida melhor e mais digna”, disse. A trajetória foi apresentada como retrato de uma política que busca associar expansão empresarial à criação de oportunidades reais para quem precisa recomeçar.

Senadora Tereza Cristina articula acordo para ampliar renegociação de dívidas no campo

nada semanal. A proposta é tratada como prioridade pelo governo federal. Em 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial e enviou ao Congresso, com urgência constitucional, o projeto que reduz o limite semanal de trabalho.

Ao defender a medida, Lula afirmou: “Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia”. No recorte nacional, o Ministério do Trabalho identificou 44,7 milhões de pessoas com jornada mapeada no país. Desse total, cerca de 14,9 milhões ainda estão na escala 6×1. Os dados também mostram que 38,6 milhões trabalham mais de 40 horas por semana.

Projeto aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos abre caminho para novo fôlego a produtores afetados por perdas sucessivas e amplia prazo, carência e alcance da medida

 A aprovação, no Senado, de um projeto voltado à renegociação das dívidas do campo teve a senadora Tereza Cristina no centro da articulação política que destravou o acordo. Ex-ministra da Agricultura e uma das principais vozes do agronegócio no Congresso, a parlamentar sul-mato-grossense atuou nas negociações com produtores, entidades rurais, deputados, senadores e integrantes do governo para evitar que a proposta saísse mais limitada. O texto foi aprovado na quinta-feira, 27, pela Comissão de Assuntos Econômicos e agora segue para o plenário. A proposta cria condições especiais para a repactuação

de débitos contraídos até dezembro de 2025 por produtores atingidos por perdas acumuladas em safras recentes. Pelo texto, o pagamento poderá ser feito em até 10 ou 15 anos, com três anos de carência e juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Também será necessário comprovar perda de pelo menos 30% da produção ou da renda em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, em razão de eventos climáticos ou dificuldades econômicas. O objetivo é alcançar um setor que vem sendo pres-

sionado por secas, enchentes, juros altos e aumento do custo de produção. Durante a discussão, Tereza Cristina também ajudou a incluir uma exigência de maior transparência sobre a execução da medida. Pela proposta, o governo terá de apresentar, em até 180 dias, informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos e os resultados do programa. O texto usa verbas do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos públicos para enfrentar um quadro que já pre-

ocupa o setor, hoje com mais de R$ 100 bilhões em dívidas acumuladas. Se avançar no plenário do Senado e depois for confirmado pela Câmara, o projeto poderá aliviar a situação de milhares de produtores que enfrentam dificuldade para manter a atividade. A aprovação na comissão já foi vista por parlamentares e representantes do setor como uma vitória da articulação política em torno de uma solução mais ampla para o endividamento rural.

Grupo Pereira recebeu prêmio nacional por geração de emprego formal e entrou para a lista das empresas que mais promoveram
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Estado tem 239,5 mil trabalhadores na escala 6x1 que poderiam ser beneficiados com a proposta de reduzir a jornada e garantir dois dias de descanso
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O diretor-presidente do Grupo Pereira, Luiz Humberto (Beto) Pereira, ressaltou o compromisso de longo prazo da empresa com o desenvolvimento humano.
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Tereza Cristina conduziu articulação no Senado para ampliar projeto de renegociação das dívidas de produtores afetados por perdas no campo.

Campo Grande terá voo direto para o Rio e amplia ligação com grandes centros

Nova rota anunciada pelo governo do Estado reduz escalas, encurta deslocamentos e reforça a malha aérea da Capital para turismo e negócios Foto:

 Viajar de Campo Grande para o Rio de Janeiro sem precisar trocar de avião em outro aeroporto passará a ser uma nova opção para os passageiros da Capital. O anúncio de voos diretos entre as duas cidades foi feito pelo governo de Mato Grosso do Sul e representa um avanço na conectividade aérea do Estado, ao facilitar o deslocamento de moradores, turistas e profissionais que viajam a trabalho. A nova ligação atende a uma demanda antiga de quem dependia de escalas para chegar a um dos principais destinos do país.

A criação da rota fortalece a posição de Campo Grande dentro da malha aérea nacional, que já conta com conexões para centros estratégicos como São Paulo, Brasília e Minas Gerais. Com a inclusão do Rio de Janeiro nesse circuito, a Capital sul-mato-grossense amplia seu alcance e melhora o acesso a

uma praça importante para negócios, serviços e turismo. A expectativa é de que a medida ajude a movimentar a economia local e favoreça o fluxo de visitantes e investidores. Além de encurtar o tempo de viagem, o voo direto tende a tornar os deslocamentos mais simples e menos cansativos, sobretudo para quem viaja com frequência. Antes, o trajeto até o Rio exigia escalas em outros aeroportos, o que prolongava a jornada e limitava a praticidade da conexão. Agora, a nova opção passa a complementar a rede já existente e amplia as alternativas para passageiros que saem de Mato Grosso do Sul.

A ampliação da malha aérea é tratada como um passo importante para o desenvolvimento regional, ao aproximar Campo Grande de grandes centros urbanos e dar mais dinamismo ao transporte de pessoas.

Lei dá preferência a mulheres em assentos de janela nos

ônibus de Campo Grande

Nova regra já está em vigor na Capital e busca ampliar conforto e sensação de segurança no transporte coletivo urbano

 As passageiras de ônibus em Campo Grande passaram a contar, desde esta semana, com uma nova garantia no transporte coletivo: os assentos localizados ao lado das janelas devem ser usados prioritariamente por mulheres. A medida foi publicada em edição extra do Diogrande na segunda-feira, 25, e já entrou em vigor em toda a frota do sistema urbano da Capital. A proposta é simples: oferecer mais comodidade no dia a dia e reforçar a sensação de segurança para quem utiliza o serviço com frequência.

A nova lei vale para todos os veículos do transporte coletivo municipal e estabelece que a

preferência tem caráter prioritário, mas não exclusivo. Isso significa que, na ausência de mulheres no momento do embarque ou durante o trajeto, os lugares poderão ser ocupados normalmente por outros passageiros. A intenção do texto é organizar o uso dos assentos sem impedir o aproveitamento dos espaços dentro do ônibus. Com a nova regra, Campo Grande adota uma medida voltada especialmente à rotina das mulheres que dependem do transporte público para trabalhar, estudar ou se deslocar

pela cidade. A legislação parte do entendimento de que pequenas mudanças na organização dos veículos podem contribuir para um ambiente mais acolhedor e mais seguro dentro dos coletivos.

A lei entrou em vigor na data da publicação e ainda poderá receber regulamentação complementar por parte do Executivo municipal, caso isso seja considerado necessário. Até lá, a norma já passa a valer como orientação para o funcionamento do sistema de ônibus da Capital.

Corpus Christi terá quatro dias sem expediente nas repartições na Capital

Prefeitura e governo estadual suspenderão o atendimento administrativo na quinta e na sexta, e serviços só voltam na segunda-feira, 8 de junho

 Quem precisar resolver pendências presenciais em repartições públicas de Campo Grande terá de se programar para uma pausa de quatro dias na semana de Corpus Christi. Pelo calendário oficial de 2026, a quinta-feira, 4 de junho, e a sexta-feira, 5, serão de ponto facultativo tanto na prefeitura quanto no governo de Mato Grosso do Sul. Com isso, o atendimento administrativo nos órgãos públicos da Capital ficará interrompido até a segundafeira, 8, quando o expediente será retomado.

A medida atinge os órgãos

e entidades da administração municipal e estadual, mas não se aplica aos serviços considerados essenciais, que deverão funcionar em regime de plantão ou com escala especial. A própria prefeitura informou, ao divulgar o calendário do ano, que caberá aos responsáveis por cada setor garantir a continuidade das áreas indispensáveis à população. Na prática, a paralisação maior ficará concentrada no atendimento burocrático e presencial das repartições. Para quem depende de bancos, o cenário será diferente. As agências não devem abrir

na quinta-feira, 4, por causa do calendário nacional de feriados bancários, mas o atendimento volta ao normal na sexta-feira, 5, já que o ponto facultativo dos governos não altera automaticamente o funcionamento do sistema financeiro. Já no comércio, a tendência é de abertura facultativa ou normal, a depender da escala adotada pelas empresas e das regras previstas em convenções coletivas. Assim, o feriado prolongado deve ter impacto mais direto sobre quem precisa de serviços públicos presenciais. Em contrapartida, áreas essenciais, caixas eletrônicos, aplicativos bancários e parte do comércio continuarão como alternativas durante os dias de paralisação. Para o cidadão, o principal efeito da semana será a necessidade de antecipar atendimentos antes da pausa do Corpus Christi.

Nova lei em Campo Grande garante preferência para mulheres nos assentos de janela dos ônibus do transporte coletivo.
Repartições públicas de Campo Grande terão ponto facultativo em 4 e 5 de junho, e atendimento administrativo só retorna na segunda-feira, 8.
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Nova rota direta entre Campo Grande e Rio de Janeiro amplia a malha aérea da Capital e facilita viagens sem escalas.

Município terá plano federal para agir em áreas de risco e prevenir novos desastres

Campo Grande foi considerada apta a receber apoio técnico e financeiro do Ministério das Cidades para mapear regiões vulneráveis e definir ações de prevenção

 Campo Grande foi incluída pelo Ministério das Cidades entre os municípios aptos a receber apoio técnico e financeiro para elaborar um Plano Municipal de Redução de Riscos, instrumento que será voltado a cinco regiões da cidade com maior vulnerabilidade urbana.

Na prática, a medida abre caminho para um diagnóstico mais detalhado de áreas sujeitas a problemas como alagamentos, deslizamentos e outras situações que ameaçam a segurança de moradores, com o objetivo de orientar intervenções antes que os danos aumentem.

O trabalho será desenvolvido com apoio do governo federal, que ficará responsável pela contratação de uma equipe técnica especializada para levantar informações em

campo e apresentar propostas de prevenção e redução de impactos. A prefeita Adriane Lopes afirmou que, assim que a notícia do apoio foi confirmada, o município começou a organizar as etapas iniciais para definir os locais que serão atendidos. A intenção é direcionar o plano para pontos onde a população já convive com algum tipo de fragilidade urbana e ambiental.

Mais do que reagir a emergências, o plano pretende funcionar como ferramenta de planejamento, permitindo ao poder público antecipar riscos e preparar respostas com mais precisão. Segundo o coordenador de proteção e defesa civil, Enéas Netto, o foco será identificar áreas em que a vida das pessoas possa estar ameaçada, ainda que o perigo nem

Campo Grande se prepara para receber a Antena 1 FM 96.7

Rede de formato adultocontemporâneo vai estrear na capital sul-mato-grossense com operação experimental e proposta voltada à música internacional, informação e entretenimento

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 Campo Grande vai ganhar uma nova opção no rádio FM com a chegada da Antena 1 à capital sul-mato-grossense.

A futura Antena 1 FM 96.7 marca a estreia da rede de formato adulto-contemporâneo na cidade e amplia o movimento de expansão nacional da marca. À frente do projeto, o empresário Beto Figueiró afirmou ao jornal A Crítica que a iniciativa amadureceu ao longo de muitos anos.

“Estamos à frente desse projeto há mais de 14 anos, primeiro com o empenho de uma antiga sociedade e, depois, seguindo sozinhos. Entendemos que a comunicação é muito importante. Principalmente em um mundo cada vez mais digital, é preciso ter um canal para tentar impactar a sociedade de forma positiva”, declarou. Segundo ele, a escolha por Campo Grande também está ligada ao perfil econômico da região e ao espaço que ainda existia no rádio local para uma proposta diferente. “Nosso desejo é dar ao campo-grandense uma opção de ouvir música de muita qualidade, entretenimento e informação. Entendemos que esse segmento premium ainda estava em aberto, principalmente se considerarmos que a grande maioria das outras rádios está no segmento sertanejo”, afirmou. Para o empresário, a chegada da Antena 1 representa uma alternativa para quem busca uma curadoria musical mais voltada ao repertório internacional. A entrada da Antena 1 em

ser medido com mais cuidado.

Campo Grande ocorre em um momento de crescimento da rede no Brasil. Nos últimos 12 meses, a marca passou a contar com oito novas emissoras, a maioria em capitais estaduais. Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia e Fortaleza estão entre as praças já incorporadas, e agora Campo Grande entra nesse mapa. A estrutura local também chama atenção: a torre da rádio foi instalada no Edifício Vertigo, apontado como o prédio mais alto da capital, o que deve favorecer a cobertura do sinal. Figueiró também destacou que a nova emissora quer posicionar Campo Grande no mesmo nível de grandes centros onde a rede já atua com força. “Estamos muito felizes por colocar Campo Grande no mesmo patamar de grandes capitais. Estamos desenvolvendo um trabalho para nivelar por cima o bom gosto musical”, disse. Ele acrescentou que a operação local pretende unir a identidade consolidada da Antena 1 ao olhar regional. “Queremos nos colocar cada vez mais no DNA dessa rede que é a Antena 1, mas trazendo a nossa essência de Campo Grande, o olhar do campo-grandense”, afirma. De acordo com Beto, a emissora já opera em caráter experimental no dial 96.7 FM. A expectativa, agora, é de ajustes graduais até a consolidação completa da nova fase. Nas próximas semanas, a população terá uma programação baseada em música internacional, informação e entretenimento.

sempre seja visível à primeira vista. Ou seja, o mapeamento não ficará restrito apenas a lo-

cais já marcados por episódios graves, mas também a regiões onde o risco existe e precisa

A definição das cinco áreas que receberão o estudo será

TJMS confirma liberação de licenças no entorno do Parque do Prosa, na Capital

Acórdão publicado pelo Tribunal de Justiça mantém derrubada de liminar que havia travado alvarás e autorizações para empreendimentos na área de amortecimento do parque, na Capital

 O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul consolidou nesta semana um desfecho importante na disputa sobre a expansão imobiliária no entorno do Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande.

Com a publicação do acórdão da 5ª Câmara Cível, ficou mantida a decisão que derrubou a liminar de primeira instância responsável por suspender guias urbanísticas, alvarás de construção e licenças ambientais na área de amortecimento da unidade de conservação. Na prática, o entendimento do tribunal preserva a liberação desses atos enquanto a discussão principal continua em andamento. A decisão unânime confirmou o voto do desembargador

Geraldo de Almeida Santiago, relator do recurso apresentado pelo município e pela Planurb. No texto, ele sustenta que a liminar anterior foi concedida sem ouvir previamente as partes envolvidas e sem demonstração suficiente da probabilidade do direito, requisito exigido para uma medida urgente desse alcance. O acórdão também aponta que o tema envolve questões ambientais e urbanísticas complexas, que dependem de produção de provas e análise técnica mais aprofundada antes da adoção de medidas amplas com reflexos sobre toda a cidade. Outro ponto destacado pelo tribunal foi o momento em que a liminar havia sido concedida. Segundo o acórdão, a decisão

surpreendeu as partes porque ocorreu enquanto município, Estado e Ministério Público discutiam soluções conjuntas e já haviam pedido a suspensão do processo por 240 dias. Para os desembargadores, isso contrariou princípios como

contraditório, cooperação processual e segurança jurídica. O julgamento foi concluído mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral de Justiça, que defendia a manutenção da suspensão pedida pelo Ministério Público.

ACICG cria Núcleo de Gestão Integrada em Saúde e Segurança no Trabalho

Iniciativa, que reúne profissionais para fortalecer cultura preventiva nas empresas, está aberta à adesão de novos empreendimentos do setor

 A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) criou o Núcleo de Gestão Integrada em Saúde e Segurança no Trabalho, uma iniciativa voltada à conexão de profissionais e empresas das áreas de saúde, segurança e medicina do trabalho, com foco no fortalecimento da cultura preventiva e na disseminação de informações técnicas confiáveis para o setor empresarial.

O grupo nasce em um momento em que empresas e profissionais passaram a enfrentar uma enxurrada de informações desencontradas e alarmistas sobre a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que entrou em vigor no dia 26 de maio, trazendo normas e diretrizes que tratam do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais de forma geral. Diante desse cenário, empresários associados da ACICG manifestaram a necessidade de acessar informações alinhadas à reali-

dade das organizações.

“O núcleo nasceu da percepção de oportunidades do mercado e da busca por informação qualificada. Nosso objetivo é promover integração entre profissionais, compartilhar conhecimento técnico e apoiar as empresas na construção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis”, destaca Dayana das Graças, coordenadora do grupo. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas ligadas à saúde ocupacional, segurança do trabalho, gestão de pessoas e conformidade normativa, fortalecendo o associativismo e a troca de experiências entre empresas. Entre os objetivos do núcleo estão a promoção de debates técnicos, realização de capacitações, atualizações sobre legislações, desenvolvimento de boas práticas corporativas e apoio às empresas diante dos novos desafios relacionados à

O grupo nasce em um momento em que empresas e profissionais passaram a enfrentar uma enxurrada de informações desencontradas e alarmistas sobre a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1)

saúde e segurança no ambiente de trabalho. A sua missão é promover o fortalecimento das empresas associadas por meio da cooperação, inovação e desenvolvimento contínuo em Saúde e Segurança do Trabalho, incentivando a cultura preventiva, o crescimento sustentável e a valorização da vida. Dayana destaca que o núcleo está aberto à participação de novas empresas que atuem no setor. “Podem aderir organizações nas áreas de saúde

ocupacional, segurança do trabalho, medicina do trabalho, gestão integrada e segmentos correlatos interessados em fortalecer conexões, ampliar conhecimento e contribuir com o desenvolvimento do ambiente empresarial local”, esclarece a coordenadora.

Mais informações sobre o Núcleo de Gestão Integrada em Saúde e Segurança no Trabalho da ACICG podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp (67) 99268-5807.

feita a partir de discussões entre o município e representantes da sociedade.
Campo Grande vai receber apoio federal para mapear áreas vulneráveis e criar um plano de prevenção em regiões de maior risco da cidade.
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Publicação de acórdão do TJMS confirmou a derrubada da liminar que havia suspendido alvarás e licenças no entorno do Parque do Prosa.
Antena 1 chega a Campo Grande com nova proposta de rádio no FM 96.7

Festival de yoga em Campo Grande aposta na saúde mental e no bem-estar coletivo

Evento gratuito no Parque das Nações, em 21 de junho, vai reunir práticas corporais, meditação e atividades inclusivas com foco no equilíbrio emocional e na qualidade de vida

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 Em um tempo de rotina acelerada, excesso de estímulos e desgaste emocional, Campo Grande terá um evento voltado justamente ao cuidado com a mente. No próximo dia 21 de junho, o Parque das Nações Indígenas recebe a terceira edição do Festival de Yoga Vida Saudável, encontro gratuito que pretende marcar o Dia Internacional do Yoga com uma programação pensada para estimular saúde mental, equilíbrio emocional e bem-estar. A proposta é oferecer à população uma manhã de pausa, respiração, movimento e convivência em meio à natureza. Mais do que uma atividade física, o festival foi organizado como uma experiência de reconexão pessoal e coletiva. A programação começa às 7h e inclui caminhada, dança indiana, aula do protocolo indiano, yoga acessível, yoga adaptado para crianças, abraço coletivo e sorteios. A ideia central é mostrar que práticas meditativas e corporais podem ajudar a reduzir estresse, ansiedade e tensão do cotidiano, além de favorecer mais atenção ao corpo, à

respiração e ao próprio ritmo de cada participante. O evento foi planejado para públicos diversos, com atividades voltadas também a idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes e crianças de 3 a 12 anos. Essa proposta inclusiva reforça o entendimento de que saúde mental não deve ser tratada como tema isolado, mas como parte da vida diária e do cuidado com todas as idades. A organização destaca que cada pessoa será incentivada a respeitar os próprios limites, adaptando os movimentos conforme sua condição física e emocional. Promovido pela Fundesporte e pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, em parceria com outras instituições, o festival quer transformar o yoga em ferramenta acessível de autocuidado e qualidade de vida. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na plataforma Kmais, e a entrega das camisetas ocorrerá no próprio dia do evento, a partir das 6h30, na entrada Guató do Parque das Nações Indígenas.

Mato Grosso do Sul tem 3º melhor índice do país em amamentação exclusiva de bebês até 6 meses

Estado supera média nacional e aparece entre os destaques do Brasil em aleitamento materno, resultado atribuído ao trabalho da atenção básica e da rede de apoio às mães

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 Mato Grosso do Sul aparece entre os estados brasileiros com melhor desempenho em aleitamento materno exclusivo e alcançou, em 2026, o terceiro melhor índice do país nesse indicador. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional mostram que 64% das crianças com menos de seis meses recebem somente leite materno no Estado, percentual acima da média nacional, de 57%. O resultado coloca MS em posição de destaque em uma área considerada decisiva para a saúde infantil nos primeiros meses de vida.

O desempenho é associado ao fortalecimento da atenção primária, que acompanha gestantes e mães desde o pré-natal até o pós-parto, além de ações permanentes de orientação sobre a importância da amamenta-

Programa Vira CG Saúde saiu do papel e abriu nova frente para reduzir filas na Capital

Programa lançado pela prefeitura

reuniu mais de R$ 60 milhões e passou a concentrar cirurgias, exames e atendimentos especializados

 A semana marcou o início de uma nova aposta da Prefeitura de Campo Grande para enfrentar um dos principais gargalos da rede pública: a fila por cirurgias, exames e atendimentos especializados. Lançado na segunda-feira, 25, o programa Vira CG Saúde começou com a promessa de acelerar mais de 24 mil procedimentos e reorganizar a resposta do município a pacientes que aguardam há meses, e em alguns casos há anos, por diagnóstico ou tratamento. A iniciativa reúne recursos superiores a R$ 60 milhões e foi estruturada com apoio da bancada federal, de hospitais e de instituições parceiras.

Pelo desenho apresentado, o programa soma 8.460 procedimentos cirúrgicos e 16.855 exames e diagnósticos especializados. Entram nessa lista cirurgias ortopédicas, oftalmológicas, bariátricas, urológicas, vasculares, pediátricas, de coluna, cabeça e pescoço, além de procedimentos como laqueaduras, mamoplastias e cirurgias para endometriose profunda. Na parte de exames, estão previstos ressonância magnética, tomografia, colonoscopia, endoscopia, radiografias, espirometria,

biópsia de próstata, eletroencefalograma com mapeamento e avaliação neuropsicológica. O pacote também inclui radioterapia, hemodinâmica, entrega de aparelhos auditivos, neuropediatria, psicoterapia e ampliação de leitos psiquiátricos.

A prefeita Adriane Lopes

afirmou que o programa nasceu da necessidade de enfrentar filas históricas e ampliar o acesso da população a serviços mais complexos. Segundo ela, o crescimento da demanda exige planejamento e ampliação permanente da capacidade de atendimento. O secretário muni-

cipal de Saúde, Marcelo Vilela, destacou que a força-tarefa foi montada a partir de um diagnóstico técnico da rede e disse que parte dos serviços já estava em andamento antes mesmo do lançamento oficial, o que, segundo ele, mostra que a iniciativa começou a funcionar na prática.

SUS terá remédio de alto custo para tratamento de câncer na medula óssea

Lenalidomida foi incorporada à rede pública para pacientes com mieloma múltiplo que passaram por transplante de células-tronco, e oferta deverá começar em até 180 dias

ção. Segundo a gerente da Rede de Bancos de Leite Humano da Secretaria de Estado de Saúde, Liliane Dias Tenório Rodrigues, esse avanço reflete um trabalho contínuo feito em parceria com os municípios. Para ela, o índice mostra o compromisso das equipes de saúde com o cuidado materno-infantil e com a consolidação de uma rede que começa ainda na gestação e segue nos primeiros anos da criança. Entre as medidas apontadas pelo Estado estão a ampliação das ações da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, a capacitação de profissionais e o acompanhamento das mães nas unidades de saúde. Além de garantir nutrição adequada, o leite materno ajuda no fortalecimento da imunidade, na prevenção de doenças e no desenvolvimento saudável dos bebês.

 Pacientes com mieloma múltiplo atendidos pelo SUS deverão passar a contar, nos próximos meses, com um medicamento de alto custo que hoje está fora do alcance da maioria das famílias. O Ministério da Saúde publicou na sexta-feira, 29, a decisão de incorporar a lenalidomida ao sistema público para uso em pessoas recémdiagnosticadas com esse tipo de câncer e que já passaram por transplante de células-tronco. A medida estabelece prazo de até 180 dias para que a oferta comece a ser organizada na rede pública.

A lenalidomida é usada como tratamento de manuten-

ção depois do transplante, dentro do protocolo clínico definido pelo próprio ministério. O mieloma múltiplo é um câncer que afeta células da medula óssea, compromete a produção de anticorpos e pode atingir ossos, rins, sangue e o sistema imunológico. Em muitos casos, o tratamento exige etapas prolongadas e medicamentos de uso contínuo para tentar controlar a evolução da doença. A incorporação chama atenção principalmente pelo valor do remédio no mercado. A caixa da lenalidomida, vendida sob o nome de referência Revli-

mid ou em versões genéricas, pode custar de cerca de R$ 18 mil a mais de R$ 35 mil, dependendo da dosagem. Como o tratamento costuma ocorrer em ciclos, a despesa mensal pode chegar a dezenas de milhares de reais, o que frequentemente empurra pacientes para pedidos administrativos, ações judiciais ou tentativas de cobertura por planos de saúde. A decisão foi tomada no âmbito da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por avaliar a entrada de novos medicamentos, exames e procedimentos na rede pública.

Hospital do Pênfigo vai fazer 700 laqueaduras para ajudar a reduzir fila da regulação

Cirurgias serão destinadas a pacientes que já aguardam no sistema público, com recurso de R$ 1 milhão repassado à Prefeitura de Campo Grande

 A fila por laqueaduras em Campo Grande deve ganhar novo fôlego a partir da próxima semana com a entrada do Hospital Adventista do Pênfigo no atendimento de pacientes que já esperam pela cirurgia na regulação da Saúde. A instituição vai realizar 700 procedimentos e o lançamento da iniciativa está marcado para segunda-feira, 1º, na sede principal do hospital. O atendimento alcançará mulheres da Capital e também do interior, de acordo com a posição de cada paciente na lista de espera. A ação será viabilizada com repasse de R$ 1 milhão, valor que integra uma emenda parlamentar da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização da Câmara Fe-

deral. O recurso será enviado à Prefeitura de Campo Grande e usado especificamente para custear as cirurgias. O montante total da emenda é de R$ 2,8 milhões, verba que também poderá ser aplicada na conclusão de dois Centros de Atenção Psicossocial e em cirurgias de lábio palatino na Capital. A entrada do Hospital do Pênfigo se soma a outras frentes abertas neste ano para tentar reduzir a espera por laqueaduras. Em março, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian realizou mutirões com esse objetivo, e a Maternidade Cândido Mariano também passou a oferecer o procedimento e outras cirurgias desde 23 de maio. Essas ações vêm sendo incorporadas ao esforço maior

Lançado nesta semana, o Vira CG Saúde reuniu prefeitura, hospitais e bancada federal para acelerar cirurgias, exames e atendimentos especializados em Campo Grande.
Festival de yoga no Parque das Nações propõe manhã de práticas voltadas ao equilíbrio emocional, à saúde mental e ao bem-estar coletivo.
Estado alcançou um dos melhores índices do país em amamentação exclusiva de crianças com até seis meses, acima da média nacional.

OAB/MS define seis nomes para disputa por vaga de desembargador no TJMS

Lista aprovada em sessão extraordinária em Campo Grande será enviada ao Tribunal de Justiça, que ainda formará a relação final antes da escolha do novo integrante da Corte

 A disputa por uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (29) com a definição da lista da advocacia que seguirá para a próxima etapa da escolha. Em sessão extraordinária realizada em Campo Grande, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) selecionou seis nomes que passam a representar a classe no processo do Quinto Constitucional.

A votação reuniu 43 conselheiros e terminou com a escolha de três advogadas e três advogados. Entraram na lista Ana Carolina Ali Garcia, Regina Iara Ayub Bezerra, Silmara Salamaia Gonçalves, José Edu-

ardo Chemin Cury, Ewerton Araújo de Brito e José Roberto Rodrigues da Rosa. Agora, a relação será encaminhada ao TJMS, responsável por reduzir os nomes para uma lista tríplice, que depois seguirá ao chefe do Executivo estadual para a nomeação final. Durante a sessão, os candidatos passaram por arguição antes da votação. Ao fim do processo, o presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, destacou o tom da escolha e o peso institucional da etapa concluída. “Foi uma eleição em altíssimo nível, com debates relevantes. Fizemos aquilo que compete ao Conselho: um trabalho sério, digno, na escolha dos representantes da advocacia”, afirmou.

MS lidera salário de professor no país e Fetems cobra novo avanço com concurso

Com remuneração inicial acima de R$ 13,5 mil para 40 horas na rede estadual, Estado virou referência nacional na carreira docente, enquanto a categoria pressiona por mais efetivos e valorização dos administrativos

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 Mato Grosso do Sul chegou ao topo do país na remuneração dos professores da rede estadual e transformou esse resultado em uma das principais vitrines da política de valorização do magistério. Segundo a presidente da Fetems, Deumeires Batista de Souza, o Estado não tem apenas o maior salário inicial do Brasil, mas também a carreira mais estruturada da categoria. “Mato Grosso do Sul é o primeiro lugar em salário no Brasil. E não é um primeiro lugar com uma diferença pequena. É uma diferença que passa de 40%”, afirmou. De acordo com ela, um professor com jornada de 40 horas entra hoje na rede recebendo mais de R$ 13,5 mil, enquanto as aposentadorias nessa carga horária variam entre R$ 22 mil e R$ 25 mil. Para a dirigente sindical, esse patamar não surgiu por acaso, mas como resultado de anos de mobilização e negociação. “É luta. É luta, é poder de diálogo, é poder de negociação. Tudo isso é resultado mesmo da luta”, disse. Ao lembrar o início da própria trajetória, em 1987, Deumeires afirmou que a realidade era oposta. “Naquela época, nós começávamos a trabalhar em fevereiro e demorávamos seis, oito meses para receber o primeiro salário.” Na avaliação dela, a valorização salarial também se conecta a outras conquistas, como a im-

Insted: Neca assume reitoria

e defende ensino com aluno no centro da aprendizagem

Nova fase do centro universitário em Campo Grande une sucessão de um legado educacional à proposta de modernizar a sala de aula com metodologias mais participativas

plementação do piso nacional e do um terço da carga horária para hora-atividade. “Isso já trouxe uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores em educação, professoras e professores, que hoje, além de poder ter um tempo maior de descanso, também têm um tempo maior para preparar as atividades.”

O bom momento na carreira, porém, não encerra as reivindicações da categoria. Um dos pontos centrais hoje é a realização de concurso público com 2 mil vagas para a rede estadual, tratado pela federação como passo importante para reduzir a dependência de contratos temporários. “É uma conquista para nós muito importante”, afirmou Deumeires. Ela reconhece que o número ainda não resolve toda a demanda, mas considera a autorização um avanço. “Nós sabemos que não vai suprir a nossa demanda de vagas que nós temos”, disse. “Mas é o segundo maior número de vagas ofertadas em concurso público nos últimos mais de 20 anos.”

A dirigente também afirmou que a federação continuará tentando ampliar esse quantitativo. Além do concurso, a Fetems mantém outras frentes de negociação com o governo estadual. Entre elas está a implementação da tabela de nível superior para os administrativos de escola, pauta que a

 A posse de Neca Chaves Bumlai na reitoria do Insted Centro Universitário, oficializada nesta semana em Campo Grande, marcou mais do que uma mudança de comando. O ato simbolizou a passagem de um legado construído por uma das famílias mais ligadas à educação em Mato Grosso do Sul e abriu uma nova etapa na instituição, agora com o discurso de que o ensino superior precisa deixar para trás o modelo centrado apenas no

professor e acompanhar a forma como os estudantes aprendem hoje. Ao assumir o cargo, Neca colocou em primeiro plano a defesa de uma formação mais ativa, prática e conectada com a realidade dos alunos. Filha do professor Pedro Chaves e da professora Reni dos Santos, Neca cresceu no ambiente escolar e diz que a educação sempre foi tratada em casa como missão, e não apenas como atividade profissional.

Com 28 anos de experiência em gestão educacional e formação acadêmica na área da informação, ela afirma que a universidade precisa responder a um novo tempo, em que o acesso ao conhecimento mudou e o aluno deixou de ser apenas receptor de conteúdo. “Hoje o estudante não aprende da mesma forma que há vinte ou trinta anos. O acesso à informação mudou, as relações mudaram e a universidade precisa acompanhar isso”, afirmou.

A chegada de Neca à reitoria coincide com a transformação do Insted em centro universitário, mudança que amplia a autonomia acadêmica da instituição e abre espaço para novos cursos, projetos e ações de extensão. Para o chanceler Pedro

Chaves, a continuidade desse trabalho preserva um propósito mantido ao longo dos anos: oferecer ensino sério, humano e acessível.

“A educação não se configurou como uma nova trajetória, como um empreendimento comercial, mas sim como um propósito especial e uma vocação. Aprendi desde cedo que educar é mais do que transmitir conteúdos, é abrir horizontes, despertar potencialidades e criar oportunidades para aqueles que muitas vezes não as tinham. E tudo o que realizamos ao longo desta caminhada sempre teve o mesmo propósito: oferecer ensino sério, humano, acessível e comprometido com a formação integral das pessoas”, afirma o chanceler.

MS reduz roubos e furtos e quase dobra apreensão de drogas em quatro anos

Levantamento da Sejusp mostra queda nos principais crimes entre janeiro e abril e aponta reforço de investimentos, inteligência e renovação de equipamentos na segurança pública

 Mato Grosso do Sul chega ao meio de 2026 com uma combinação que ajuda a explicar o discurso de segurança mais eficiente no Estado: queda nos crimes patrimoniais e contra a vida, ao mesmo tempo em que cresce o volume de drogas apreendidas nas ações de combate ao crime organizado. Dados do Observatório de Segurança Pública da Sejusp, que

comparam os primeiros quatro meses dos últimos anos, mostram redução em modalidades como roubo, furto, latrocínio e homicídio, em um cenário que o governo associa a investimento contínuo, integração entre forças policiais e uso de inteligência. Os números indicam que os roubos em vias públicas caíram 57,54% entre janeiro e abril de

2023 e o mesmo período de 2026, passando de 1.230 para 554 registros. No comércio, a retração foi ainda maior, de 68,17%, com os casos saindo de 77 para 26. Também houve recuo nos roubos em residências, queda de 31,66%, e nos roubos de veículos, baixa de 43,40%. Os furtos seguiram a mesma tendência: foram 12.873 ocorrências nos quatro primeiros meses de 2023 e 10.392 neste ano, uma redução de 23,90%. Dentro desse quadro, os furtos de veículos caíram 33,40% e os furtos em residências, 27,76%. Nos crimes mais graves, o Estado registrou quatro casos de latrocínio entre janeiro e abril de 2023 e nenhum no mesmo intervalo deste ano. Já os homicídios dolosos passaram de 145 para 140 ocorrências, redução de 8,98%. Para o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, os resultados são os melhores desde 2019. “São reduções dos índices de criminalidade, principalmente nos crimes contra a vida e contra o patrimônio. Temos queda nos crimes de roubos no comércio, em vias públicas, assim como de furtos”, afirmou. Segundo ele, o avanço é fruto de investimentos contínuos e do trabalho integrado das forças policiais.

Entraram na lista Ana Carolina Ali Garcia, Regina Iara Ayub Bezerra, Silmara Salamaia Gonçalves, José Eduardo Chemin Cury, Ewerton Araújo de Brito e José Roberto Rodrigues da Rosa
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Posse de Neca Chaves Bumlai na reitoria do Insted marcou nova fase da instituição e reforçou defesa de um ensino mais participativo e centrado no aluno. Para o chanceler Pedro Chaves, a continuidade desse trabalho preserva um propósito mantido ao longo dos anos
entidade trata como outra conquista histórica.
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Presidente da Fetems, Deumeires Batista de Souza diz que Mato Grosso do Sul tem hoje o maior salário e a melhor carreira docente do país.

RICARDO AYACHE

Diretor-presidente da CASSEMS

“É uma medida difícil, mas vital para garantir o futuro da CASSEMS”

Ricardo Ayache explica reajuste na contribuição dos cônjuges, fala sobre pressão dos custos da saúde, investimentos no interior e os próximos passos da CASSEMS

ACassems anunciou um reajuste na contribuição fixa dos cônjuges dos beneficiários após identificar desequilíbrio importante nesse grupo de custeio.

Em entrevista ao jornal A Crítica, o diretor-presidente Ricardo Ayache afirmou que a medida foi tomada em um dos momentos mais desafiadores da saúde suplementar no país, marcado por inflação médica elevada, envelhecimento da população e incorporação de novas terapias e tecnologias.

Segundo ele, a correção busca preservar a sustentabilidade do plano sem alterar a contribuição de titulares e filhos dependentes. Ayache também falou sobre investimentos recentes, telemedicina, banco da CASSEMS e os desafios da gestão para o segundo semestre.

A Crítica: Como o senhor define o momento atual da saúde suplementar no Brasil?

Ricardo: É um momento muito desafiador, talvez o mais desafiador dos últimos 20 anos, haja vista o crescente custo assistencial, que tem múltiplas causas. O envelhecimento da população, que sem dúvida alguma é uma grande conquista, mas que traz também aumento do custo assistencial pela maior utilização de todo o sistema de saúde, pelo maior número de doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas, degenerativas. Além disso, novas tecnologias e novos tratamentos em saúde têm elevado o custo assistencial. De forma que a inflação da saúde, geralmente, é duas vezes e meia, três vezes maior do que a inflação geral. Então, você tem uma inflação de 4%, 5%, e a inflação da saúde vai bater 12%, 15%. Isso traz uma pressão muito grande sobre os planos de saúde, especialmente os planos de autogestão, como a CASSEMS.

A Crítica: Em que momento a CASSEMS concluiu que o reajuste na contribuição dos cônjuges era inevitável?

Ricardo: A verdade é que a gente vem, desde a pandemia, fazendo uma série de correções na nossa estrutura interna, ajustes administrativos, novas negociações com prestadores de serviço. Adotamos, por exemplo, a criação da usina fotovoltaica, que foi uma forma de economizar energia, reduzimos folha de pagamento, mudamos formas de assistência nos laboratórios, na oncologia, no otorrino. Isso trouxe uma redução de custo importante ao longo dos anos, mas que em 2025 não foi suficiente para manter o equilíbrio. O balanço negativo em 2025, apesar de uma economia e redução de custo de R$ 104 milhões, acendeu uma luz de alerta para que nós fizéssemos algumas correções. Identificamos esse desequilíbrio principalmente na contribuição do cônjuge.

A Crítica: Por que a correção foi concentrada nesse grupo?

Ricardo: Porque o grupo de cônjuges gasta o mesmo que gasta o titular, só que a receita é muito menor. O servidor público contribui com 6% a 7,5% do seu salário, de acordo com o número de dependentes. Quando ele está sozinho, 6%. Quando ele tem um dependente, que normalmente é o cônjuge, ele contribui com 7%. Ou seja, o cônjuge contribui com 1% do salário de um servidor, mais a contribuição fixa. Então, quando se fala que aumentou de R$ 35 para R$ 450, isso não considera o montante da contribuição total. Qualquer pessoa que a gente pergunta se acha correto pagar em torno de R$ 100 por uma pessoa em um plano de saúde sabe que isso não é viável.

A Crítica: Qual é o impacto real dessa medida dentro da estrutura da Caixa?

Ricardo: Quando a gente olha para o total de receita da CASSEMS, esse ajuste vai trazer um incremento de 13,5%, 14% de toda a receita da Caixa. Por quê? Nós temos 200 mil be-

neficiários. O aumento impacta 44 mil cônjuges. Tem 26 mil servidores que não têm nenhum dependente. Para esses servidores, nenhum aumento acontecerá. Nós temos mais 100 mil dependentes entre filhos, e esses também não terão nenhum tipo de reajuste. Então nós optamos por reajustar esse grupo que está causando, neste momento, um déficit financeiro e que precisa ser corrigido.

A Crítica: A CASSEMS teme uma saída significativa de beneficiários após esse reajuste?

Ricardo: A gente tem monitorado, e isso não se reflete de forma importante. É claro que algumas pessoas acabam saindo, mas a gente sabe que, mesmo diante desse ajuste, o nosso custo médio ainda fica muito abaixo do mercado. Nós vamos sair de R$ 528 para R$ 592, ou seja, muito abaixo do que o mercado pratica. E as pessoas também estão constatando isso

Não é uma medida simpática, não é uma medida agradável para nós. Jamais gostaríamos de anunciar um ajuste dessa forma.

ao pesquisar, porque temos ouvido várias comentarem que foram ver outros planos e que eles ficam muito mais caros para a família. Então, acreditamos que não haverá uma grande evasão de beneficiários. Algumas evasões acontecerão, mas eu acredito mais que por uma dificuldade momentânea daquela família.

A Crítica: Como o senhor lida com as críticas de parlamentares e de outros setores a essa decisão?

Ricardo: A gente entende

que as críticas virão mesmo. Não é uma medida simpática, não é uma medida agradável para nós. Jamais gostaríamos de anunciar um ajuste dessa forma. Mas é algo necessário para que o plano de saúde continue prestando atendimento de forma adequada. A gente já esperava as críticas, por vezes mais agressivas, por vezes mais equilibradas. Elas fazem parte do processo democrático. A CASSEMS tem na sua característica a participação, a democracia, porque é dos servidores públicos. Então sempre há participação de agentes políticos nesse debate. A gente entende perfeitamente, mas também entende a necessidade de fazer esse ajuste.

A Crítica: Mesmo com a readequação financeira, a CASSEMS segue investindo. Quais avanços o senhor destaca neste primeiro semestre?

Ricardo: É verdade. Não são investimentos que exigem um grande volume financeiro, porque nós estamos nesse momento de readequação, mas temos parcerias importantes que nos ajudam a levar um atendimento melhor para o nosso beneficiário. Recentemente inauguramos uma tomografia computadorizada em Coxim, junto com centro diagnóstico, ultrassom e radiografia digital de última geração. Em Aquidauana, inauguramos uma ressonância nuclear magnética. Alguns dias atrás lançamos o primeiro centro de pesquisa clínica em oncologia, porque nós precisamos ajudar na descoberta de novos trata-

mentos para o câncer. E também estamos prestes a realizar a primeira telecirurgia do Estado.

A Crítica: A telemedicina e a telecirurgia são, na sua visão, parte do futuro da saúde?

Ricardo: Eu penso que a teleconsulta, a telemedicina, é uma grande alternativa, uma grande ferramenta para que a população possa ter acesso a inúmeros especialistas que hoje estão escassos no mercado. Nós temos hoje um grande número de médicos formados no Brasil a cada ano, porém o número de especialistas não acompanha. E nós temos um modelo de saúde que é centrado nas especialidades médicas. Então, enquanto não conseguimos reformular isso, todas as alternativas possíveis para diminuir a distância entre o paciente e o médico são muito bem-vindas.

A Crítica: E como o senhor vê o debate sobre modelos de gestão e parcerias na saúde pública e suplementar?

Ricardo: Eu penso que quem está na gestão precisa buscar o que é mais eficiente para entregar ao cidadão a melhor assistência à saúde. Se isso não é possível através da gestão própria do poder público, que seja por meio de parcerias que tenham como objetivo garantir um uso racional dos recursos e entregar a melhor assistência para a população. É claro que isso precisa ser fiscalizado, precisa ser construído por meio de contratos bem formulados, para que a população efetivamente

receba o melhor atendimento.

A Crítica: Qual é o balanço atual do banco da CASSEMS?

Ricardo: O banco é uma inovação. A gente observa que grandes empresas têm adotado essas soluções financeiras dentro de casa para gerar novas receitas. Nós estamos ainda numa fase inicial, tem pouco mais de um ano. Essa parceria é importante, foi feita com o objetivo inicial de gerar novas receitas, mas em momento algum ela gerou alguma despesa ou investimento para a CASSEMS. Nós ainda não tivemos um resultado importante que trouxesse uma receita significativa, é claro que isso leva um tempo, as pessoas fidelizarem ao banco, aceitarem todo esse processo de construção. Mas o que é importante é que, em momento algum, isso causou prejuízo para a CASSEMS.

A Crítica: O que os beneficiários podem esperar da CASSEMS para o segundo semestre?

Ricardo: Muito trabalho de todos os nossos conselheiros, que são servidores públicos, da nossa diretoria e das nossas equipes, para garantir um equilíbrio financeiro do nosso plano, para garantir que ele continue sendo o melhor plano de saúde ao menor custo do mercado. E claro que nós vamos sempre trabalhar para trazer bom atendimento para os servidores públicos do Mato Grosso do Sul e para os nossos familiares. Esse é o nosso maior objetivo.

Ano de Copa do Mundo impulsiona intenção de compras e anima comércio em Campo Grande

Levantamento da Fecomércio mostra índice de consumo das famílias em nível positivo em maio, com influência da Copa do Mundo e do Dia das Mães nas vendas

 A proximidade da Copa do Mundo ajudou a melhorar o clima de consumo em Campo Grande e colocou as famílias da Capital em um patamar mais favorável para as compras neste mês de maio. A Intenção de Consumo das Famílias chegou a 108,2 pontos, mantendo-se acima da linha dos 100, considerada a faixa positiva do indicador. O resultado reflete um ambiente de maior disposição para gastar, em um período que também foi puxado pelo Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o comércio.

Segundo a economista Regiane Dedé de Oliveira, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, a combinação entre o calendário comercial e o ano de Mundial de futebol ajudou a reforçar esse movimento. Ela observou que, em relação a maio do ano passado, quando o índice estava em 100,5 pontos, houve crescimento de 7,6%. Na avaliação dela, a Copa tende a aquecer principalmente a venda de bens duráveis, com destaque para televisores, além de estimular o consumo em diferentes segmentos do varejo. A pesquisa também aponta sinais de confiança moderada no mercado de trabalho e na renda. Entre os entrevistados, 53,4% disseram se sentir mais seguros em relação ao emprego, enquanto 55,1% avaliam de forma positiva a perspectiva profissional para os próximos seis meses. O

Proximidade da Copa do Mundo ajudou a elevar a intenção de compras das famílias e reforçou a expectativa do comércio em Campo Grande.
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Campo Grande recebe última edição do ano do Torresmofest em MS com rock ao vivo e entrada gratuita

Yellowstone Condomínio Rural aposta no estilo de vida country com lazer, natureza e privacidade

Lançado no Valley Pub, em Campo Grande, empreendimento une terrenos amplos, estrutura de lazer e proposta voltada a quem busca paz no campo sem abrir mão da segurança e da convivência em condomínio

L ançado na quarta-feira (27), no Valley Pub, em Campo Grande, o Yellowstone Condomínio Rural chega ao mercado para oferecer um condomínio rural de temática country para quem busca privacidade, contato com a natureza e uma experiência de lazer completa em um ambiente planejado para descanso, convivência e segurança.

Com localização a 30 km de Campo Grande, o empreendimento foi apresentado como uma alternativa para quem deseja viver ou investir em um espaço com identidade própria, cercado por áreas verdes, lagos contemplativos e estruturas voltadas ao estilo de vida no campo. O projeto reúne 117 hectares de área, 349 lotes disponíveis e 154 mil metros quadrados de área verde, em uma configuração que prioriza terrenos amplos e uma ocupação menos adensada. A ficha técnica apresentada mostra lote padrão de 2.000 m², com opções que variam entre 1.250 m² e 4.500 m². A localização indicada no material está na BR-262, km

destacado na apresentação do empreendimento, sintetiza a ideia de criar um ambiente que valorize o sossego, a paisagem e o vínculo com a natureza, sem abrir mão da estrutura de um condomínio organizado. O conceito country aparece tanto na arquitetura quanto na distribuição dos espaços comuns e de lazer.

Na área comum, o projeto prevê portaria, praça central, centro esportivo e três lagos de contemplação. A praça central reúne celeiro principal, espaços gourmet, praça central, pista de laço comprido, pista de tambor e ranch sorting, além de capela ecumênica, saloon para eventos, sanitários e estacionamento.

A proposta visual e funcional procura reforçar a identidade rural do condomínio, com construções inspiradas em celeiros, madeira aparente e ambientação ligada ao universo western. Entre os diferenciais apresentados está justamente a combinação entre lazer contemplativo e atividades esportivas.

O centro esportivo contempla piscina e biribol, quadras de

uma autenticidade totalmente diferente”, disse. No eixo voltado à experiência rural, o projeto incorpora estruturas como pista de laço comprido, pista de tambor, cocheiras e praça do cavaleiro. Essa composição ajuda a posicionar o Yellowstone como um condomínio que busca dialogar com o público que se identifica com o universo equestre e com a rotina do campo, ao mesmo tempo em que preserva espaços de contemplação, convivência social e prática esportiva. Outro ponto apresentado no material é a marina seca, com hangar exclusivo coberto, vagas para embarcações e acesso exclusivo à marina. O projeto também inclui pista de aviação com 1.235 metros e espaço para hangar, reforçando o caráter

392, com referência a Terenos e ao Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Durante o lançamento, o arquiteto Artur Perez destacou que um dos principais diferenciais do Yellowstone está na baixa densidade do condomínio. Segundo ele, a dimensão dos lotes permite uma ocupação mais equilibrada e favorece a respiração do projeto como um todo.

“A densidade é um dos itens principais para mim. Hoje você pega condomínios que têm terrenos menores, então hoje facilita, com áreas de mínimo de 2 mil metros, você facilita o projeto. O condomínio respira. O condomínio tem o seu diferencial por causa disso, muita área verde, tem uma temática pegada western”, afirmou. Mais do que um endereço, o Yellowstone foi concebido para traduzir uma proposta de vida. O slogan “A sua paz no campo”,

padel, bocha, quadras de tênis, academia, quadras de areia, campo society e espaço gourmet, ao lado de um lago de contemplação. A ciclovia, o espaço pet e os lagos distribuídos pelo empreendimento ampliam a ideia de um condomínio pensado para diferentes perfis de moradores e visitantes. Ao comentar a inspiração do projeto, Artur ressaltou a busca por uma linguagem arquitetônica autêntica, ligada ao rústico e ao universo country. “Eu sempre gostei do rústico. Eu estou já há 30 anos no mercado. E o Yellowstone, pela série, eu acho que todos já viram a série. Ele fala tudo, essa temática oeste, os celeiros. E a gente tem esse apelo onde você consegue mesclar o público que gosta do esporte equestre, gosta da parte de esporte, gosta também da contemplação. Então você tem hoje um condomínio completo, que respira. Ele tem

diferenciado da proposta dentro do segmento de condomínios rurais.

A proposta também foi detalhada pelo CEO do Yellowstone Condomínio Rural, Ulysses Serra, que relacionou o empreendimento ao perfil regional e ao desejo de muitas famílias de viver a experiência do campo sem necessariamente possuir

uma fazenda. “Faz todo sentido com o Mato Grosso do Sul essa nova onda de condomínios rurais. Quando a gente fala sul-mato-grossense, amam o mato, amam a terra, mas não são

Ulysses também chamou atenção para a receptividade do público antes mesmo da abertura oficial das vendas. “Hoje é a nossa festa de lançamento, sexta-feira oficialmente a gente abre as vendas, mas a gente fez

é bom de investimento, ali é a rota bioceânica, ali é o caminho Pantanal para Bonito. Então, é um investimento na certa que vai valorizar”, pontuou. A percepção de mercado apresentada no evento também

todos que têm a possibilidade de ter uma fazenda. A gente quer poder oferecer justamente isso, aquele conforto de estar com o pé na terra, de ter aquela casa de campo, aquela paz no campo, mas ao mesmo tempo com todas as amenidades que um condomínio da cidade te oferecia”, afirmou.

uma pré-venda desde semana passada, já foram mais de 65% dos lotes reservados. Então isso nos deixa muito contentes, quer dizer que o sul-mato-grossense, o campo-grandense abraçou a ideia, entendeu qual é o propósito do condomínio”, declarou. Na avaliação do executivo, o Yellowstone reúne caracterís-

ticas que atendem tanto quem procura lazer e qualidade de vida quanto quem observa o mercado sob a ótica do investimento.

“Oferecemos tudo o que o lazer pede, principalmente para quem ama o cavalo. A gente tem o centro equestre, muito importante, muito legal. Além disso, a gente tem esportes tradicionais, como o tênis, o padel, o futebol, que não tem como ficar de fora. E aquela paz, aquela tranquilidade. Mas, se você já tem sua fazenda, se você não está procurando isso, mas você

foi reforçada pela corretora de imóveis Nayara Rogeri, que destacou o interesse do público ainda na fase inicial. “A procura está muito grande, está maior do que a gente imaginava”, disse. Segundo ela, o perfil que mais tem buscado o empreendimento é formado por clientes que querem um lugar para veraneio e descanso de fim de semana, perto de Campo Grande. Ao falar sobre o que mais chama a atenção de quem visita o projeto, a profissional resumiu a proposta do Yellowstone de maneira bastante direta. “Ele é uma espécie de chácara dentro de um condomínio. É como se você tivesse uma chácara dentro de um condomínio. Então, o próprio slogan do empreendimento já diz: a sua paz no campo”, afirmou. A corretora também destacou estruturas apresentadas como diferenciais no material do empreendimento. “Ele tem grandes diferenciais, como uma marina seca, ele tem uma pista para avião, lagos, muito mais”, disse. Na área esportiva, acrescentou que o projeto contempla diversas quadras, pistas e espaços voltados à vivência equestre e ao lazer em família. Com um conjunto de equipamentos que vai do celeiro principal ao salão de eventos, da capela ecumênica às pistas equestres, das quadras ao lago contemplativo, o Yellowstone Condomínio Rural busca se posicionar como uma proposta integrada. A ideia não está apenas em vender lotes, mas em oferecer uma experiência de uso ligada ao ritmo do campo, à convivência ao ar livre e ao valor de um espaço amplo e planejado.

Quer saber mais? Mais informações sobre o empreendimento estão disponíveis na rede social do Yellowstone: @yellowstonecondominio, site [https:// yellowstonecondominiorural. com.br] ou pelo WhatsApp (67) 99659-6863.

Artur Perez, arquiteto do Yellowstone Condomínio Rural, destaca a baixa densidade dos lotes e a proposta arquitetônica de inspiração rústica e western do empreendimento
Ulysses Serra, CEO do Yellowstone Condomínio Rural, afirma que o projeto nasce para oferecer a experiência do campo com comodidades de condomínio e localização próxima de Campo Grande.
Vista aérea do Yellowstone Condomínio Rural mostra a dimensão da área do empreendimento e a proposta de integração entre lotes, natureza e áreas comuns.
Lançado em Campo Grande, o Yellowstone Condomínio Rural une terrenos amplos, lazer completo, lagos contemplativos e uma forte identidade country.
Praça central concentra estruturas de convivência como celeiro principal, espaços gourmet, capela ecumênica e saloon para eventos.
Condomínio rural lançado em Campo Grande aposta em natureza, lazer e estilo country a 30 km da Capital.
Centro esportivo reúne piscina, quadras, academia, campo society e espaço gourmet em área planejada para lazer e prática esportiva.

2 CADERNO LIGHT

› FILME

“Primeiro as Damas” usa humor para discutir misoginia, mas divide crítica e público

FOTO:REPRODUÇÃO

Sacha e Rosamund fazem um ótimo par, mas é fácil perceber o desconforto de Cohen fora dos seus premiados papéis como em Borat.

Piadas com mudanças de marca voltadas para público feminino como "Victor Secret" são ótimas, mas longa falha em aprofundar na temática sobre machismo e misoginia

„ Lançado pela Netflix em maio de 2026, o filme Primeiro as Damas (Ladies First), dirigido por Thea Sharrock e estrelado por Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike, chegou ao streaming cercado de expectativa por sua proposta provocativa: inverter os papéis de gênero em uma sociedade dominada por mulheres. A produção rapidamente chamou atenção nas redes sociais e entre críticos especializados ao abordar temas como machismo estrutural, misoginia e desigualdade de poder através da sátira.

A trama acompanha Damien Sachs (Sacha Baron Cohen), um executivo de publicidade arrogante e declaradamente machista que, após um acidente, desperta em uma realidade paralela onde mulheres ocupam os principais cargos políticos, econômicos e sociais, enquanto homens passam a enfrentar situações de assédio, objetificação e discriminação cotidiana. Perdido nesse novo cenário, Damien é obrigado a confrontar comportamentos e privilégios que antes considerava naturais.

A recepção crítica, no entanto, foi bastante dividida. Parte da imprensa especializada elogiou a intenção do filme em transformar privilégios masculinos em alvo de sátira social, destacando especialmente a atuação de Rosamund Pike, considerada um dos pontos mais fortes da produção. Alguns críticos apontaram que o desconforto causado pelas situações vividas pelo protagonista ajuda a evidenciar mecanismos de opressão frequentemente naturalizados

Feira Borogodó celebra dois anos com edição especial, 300 expositores e atrações culturais

Evento será realizado em 7 de junho, na Praça do Coophafé, com programação musical, atividades para famílias e uma hora a mais de duração

A Feira Borogodó chega aos dois anos de trajetória em Campo Grande com uma edição especial marcada para o dia 7 de junho. Criada com a proposta de reunir cultura, arte, afeto e fortalecimento da economia criativa de Mato Grosso do Sul, a feira se consolidou como um espaço de valorização da produção local e de encontro entre artistas, empreendedores e público. Ao longo desse período, o projeto abriu espaço para diferentes expressões culturais, como artesanato, música, gastronomia, artes cênicas, audiovisual e moda autoral. Com isso, a Borogodó passou a ocupar um lugar de destaque entre os eventos voltados à cultura e à economia criativa na Capital. Segundo a organização, a edição de aniversário terá um formato ampliado. Além de reunir 300 expositores de economia criativa, o evento contará com uma hora a mais de programação e seguirá até as 16h. A proposta é ampliar o tempo de circulação do público e fortalecer ainda mais a experiência de quem participa da feira, seja para consumir, conhecer artistas ou apoiar pequenos empreendedores.

ao público e ações de acessibilidade.

Entre as atrações confirmadas está a banda Projeto Kzulo,

na sociedade contemporânea. Por outro lado, muitos veículos consideraram que Primeiro as Damas desperdiça uma premissa promissora ao apostar em piadas repetitivas e em um roteiro superficial. Diversas análises afirmaram que o longa simplifica debates complexos sobre misoginia e desigualdade de gênero, preferindo caricaturas ao aprofundamento social e político do tema. Entre o público, a repercussão também se mostrou polarizada. Nas redes sociais, muitos espectadores elogiaram o filme por expor comportamentos machistas através da inversão de papéis, enquanto outros criticaram o tom considerado exagerado ou panfletário. O debate em torno da obra acabou ampliando discussões sobre sexismo estrutural, cultura corporativa e violência simbólica contra mulheres, especialmente em ambientes profissionais.

Especialistas em estudos de gênero frequentemente destacam que produtos culturais possuem forte impacto na construção de estereótipos sociais e percepções sobre homens e mulheres. Pesquisas acadêmicas apontam que cinema, televisão e mídia digital podem tanto reforçar quanto questionar desigualdades históricas relacionadas ao gênero. Mesmo sem alcançar consenso entre crítica e audiência, Primeiro as Damas consolidou-se como uma das produções mais debatidas da Netflix em 2026, justamente por transformar questões sociais sensíveis em entretenimento de grande alcance popular.

FICHA TÉCNICA

TÍTULO Primeiro as Damas (Ladies First) ANO 2026

GÊNERO Comédia / Sátira Social

DIRERAÇÃO Thea Sharrock

ROTEIRO Katie Silberman, Natalie Krinsky e Cinco Paul

ELENCO Sacha Baron Cohen, Rosamund Pike, Emily Mortimer, Richard E. Grant e Fiona Shaw

DISTRIB. NETFLIX

PAÍS USA/REINO UNIDO

DURAÇÃO 90 minutos

A edição comemorativa será realizada na Praça do Bairro Coophafé, na Rua das Garças, nº 3164, em Campo Grande, das 9h às 16h. A programação inclui música, cultura, experiências voltadas

FESTA JUNINA

influências de MPB, polca paraguaia, samba, baião e rock.

A presença da dupla reforça a proposta da feira de destacar

grupo da cena multicultural de Campo Grande que mistura ritmos como cúmbia pantaneira, afrobeat, samba, maracatu, salsa e baião, além de influências latino-americanas. Formado por músicos brasileiros e colombianos, o coletivo leva ao palco uma proposta marcada pela diversidade cultural e pela conexão entre diferentes sonoridades.

Outro nome anunciado é o duo Vozmecê, formado por Fattori e Namaria. O projeto é um dos nomes da música sul-mato-grossense e reúne

produções ligadas à identidade cultural de Mato Grosso do Sul e à força artística da fronteira. A programação também terá a participação da Trupe Teatro de Brincar, reconhecida por trabalhos voltados a crianças e famílias. O grupo desenvolve apresentações que unem música, teatro, brincadeira

e cultura popular brasileira. Nesta edição, a apresentação contará com audiodescrição para pessoas com deficiência visual. De acordo com a organização, a edição especial dos dois anos da Feira Borogodó foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. A iniciativa, segundo os organizadores, contribui para fortalecer a cultura, a economia criativa e os fazedores de cultura do Estado. Com dois anos de atividade, a Feira Borogodó chega à data comemorativa com a proposta de reafirmar seu papel como espaço de pertencimento, representatividade e valorização da cultura local. Mais do que uma feira, o evento se firmou como vitrine da produção criativa sul-mato-grossense e como ponto de encontro entre diferentes públicos em Campo Grande.

FICHA TÉCNICA

ANIVERSÁRIO DA FEIRA BOROGODÓ — 2 ANOS

Data: 7 de junho - Horário: das 9h às 16h

Local: Praça do Bairro Coophafé, Rua das Garças, nº 3164, Campo Grande/MS

Arraiá do Santuário São Judas Tadeu terá três noites de festa e churrasco beneficente

Evento no Jardim América começa em 3 de junho, reúne shows, quadrilhas, comidas típicas e atrações para crianças, com entrada gratuita

„ Campo Grande já tem um dos arraiais de junho com data marcada. O Arraiá do Santuário São Judas Tadeu será realizado nos dias 3, 5 e 6 de junho, no Jardim América, com entrada gratuita e programação voltada para quem gosta de festa junina em clima familiar. A proposta reúne música ao vivo, quadrilhas, pratos típicos e atividades para diferentes idades. A abertura será na quarta-feira, dia 3, véspera de feriado, com show de Guthy Leite e Banda. Depois da pausa de quinta-feira por causa de Corpus Christi, a programação volta na sexta e no sábado, sempre a partir das 19h. Nessas noites, o público também vai encontrar apresentações culturais e shows de Vibe67, na sexta, e Léo Maciel, no sábado.

Arraiá do Santuário São Judas Tadeu em Campo Grande

Segundo o reitor do Santuário, padre Alex Messias, o evento já se firmou como um momento aguardado pela comunidade. “O Arraiá busca preservar e promover a tradição junina, que nasceu no seio do catolicismo em homenagem aos santos juninos”, afirma. Ele também destaca que a festa valoriza elementos como quadrilha, casamento caipira, decoração tradicional e pratos típicos, além de funcionar como espaço de convivência entre famílias e amigos. Além de pamonha, milho cozido, doces típicos, espetinhos e arroz carreteiro, esta edição terá novidades como tapioca, touro mecânico e área kids ampliada. O encerramento será no domingo, com o tra-

dicional churrasco beneficente do Santuário, animado por João Lucas e banda. Os convi-

tes custam R$ 50, e os portões abrem às 11h30, inclusive para retirada de marmitex.

FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO
Feira Borogodó comemora dois anos com edição especial em Campo Grande, reunindo expositores, música e atrações culturais
Feira Borogodó chega aos 2 anos com programação cultural especial em Campo Grande

Desinformação e excesso de conteúdo pautam debate sobre credibilidade da notícia na Capital

O evento reúne especialistas para discutir credibilidade, redes sociais e confiança na informação redes sociais, mas apenas 5% confiam nessas informações’’, conta Tunico.

Campo Grande foi palco, na última quarta-feira (27), do 4º Fórum MIDIACOM MS, que colocou em pauta um dos principais desafios da comunicação atual: como separar informação de desinformação em um ambiente dominado por redes sociais e excesso de conteúdo.

A proposta do evento foi discutir a credibilidade da informação em um cenário em que a velocidade das redes muitas vezes supera a checagem dos fatos. A provocação central girou em torno de uma pergunta direta: em quem confiar ao consumir notícias.

O MIDIACOM é uma entidade que representa os veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul e atua na defesa do jornalismo profissional, da liberdade de imprensa e do fortalecimento do setor no Estado.

O presidente do MIDIACOM MS, Antonio Alves, o ‘Tunico’, relata que fóruns como esse são de extrema importância para se desvencilhar das fake news, e ficar bem informado.

“A grande provocação deste 4º Fórum é: em quem você confia quando consome informação? Essa é uma grande dúvida de muitas pessoas. Em 15 segundos uma mentira pode virar uma verdade. Um dado recente do Mato Grosso do Sul mostra que 80% das pessoas consomem informações nas

TEATRO

A instituição representa veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul e atua na defesa do jornalismo profissional, da liberdade de imprensa e do fortalecimento do setor. O fórum fez parte dessa estratégia de ampliar o debate público sobre o papel da mídia em tempos de transformação digital. O encontro também colocou lado a lado profissionais da comunicação, empresários e estudantes para discutir o papel da imprensa profissional em um ambiente marcado por desinformação e disputa por atenção.

Um dos palestrantes é o cientista político Felipe Nunes, professor da FGV e só -

Projeto Kzulo leva ritmos latinoamericanos e poesia ao Teatro Prosa em Campo Grande

“Pulsar

Show “Pulsar Latino” acontece no dia 5 de junho com músicas autorais, clássicos latinos e reflexões sobre identidade, ancestralidade e fronteiras

„ A mistura de ritmos latino-americanos, poesia e diversidade cultural vai tomar conta do Teatro Prosa, no Sesc Horto, em Campo Grande, no próximo dia 5 de junho. A banda Projeto Kzulo apresenta o espetáculo “Pulsar Latino”, reunindo composições autorais, releituras de clássicos da música latina e intervenções poéticas em uma apresentação marcada pela conexão entre diferentes culturas da América Latina. Formado por músicos brasileiros e colombianos, o grupo mistura sonoridades afro-bra-

sileiras, afro-colombianas, rock, salsa, cúmbia, baião, maracatu e coco, criando uma experiência musical que une dança, reflexão e identidade cultural. No repertório estão canções autorais como “Gaia”, “Santa Caminhada”, “Sem

Fronteiras” e “Canal de Luz”, além de releituras de clássicos como “Cariñito” e “El Pescador”.

Segundo os integrantes, o show propõe reflexões sobre ancestralidade, espiritualidade, natureza e os desafios vividos pelos povos latino-americanos. Após uma pausa em 2023, o Projeto Kzulo retomou os palcos no ano passado e agora retorna com nova formação e energia renovada para reforçar o caráter coletivo e multicultural da banda.

SERVIÇO:

PROJETO KZULO – SHOW “PULSAR LATINO”

Data: 5 de junho (quinta-feira) Horário: 19h

Local: Teatro Prosa – Sesc Horto, Campo Grande Ingressos: disponíveis pela plataforma Sympla Classificação: Livre

cio-fundador da Quaest, que apresentou a palestra “Brasil no espelho – tendências para 2026”.

Outro destaque da programação é o consultor Fernando Morgado, que aborda a relação entre credibilidade e mídia de massa no ambiente digital. Ele conta que as redes sociais nunca tiveram muita credibilidade, e que as pessoas devem ir pelo caminho certo para se informar e fugir da desinformação.

“Agora mais do que nunca, a população tem que se atentar aos meios de comunicação que mais possuem credibilidade,

FESTIVAL

como o rádio e a televisão. Eu não acredito que os meios de comunicação tradicionais tenham perdido relevância. O que acontece hoje é a falta de cruzamento de pesquisas, então aqui que é considerado perda de um lado, na verdade é simplesmente uma mudança na forma como as pessoas consomem as informações’’, explica. O debate também trouxe o olhar institucional. O Superintendente de Jornalismo do Governo de Mato Grosso do

Sul, Ludyney Moura, declara que devemos nos atentar com as redes sociais e com o uso da inteligência artificial, especialmente em ano de eleições. “Como jornalista temos o papel fundamental para fornecer para a sociedade caminhos – para que ela defina sozinha – o que é bom e o que é correto’’, afirma. O evento contou com apoio do Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público de Mato Grosso do Sul e Sebrae.

Campo Grande recebe última edição do ano do Torresmofest em MS com rock ao vivo e entrada gratuita

Festival volta à Capital entre 4 e 7 de junho, no Espaço Municipal de Cultura Vila Morena, com shows temáticos, gastronomia variada e tributos a clássicos do rock

„ Campo Grande vai receber, entre os dias 4 e 7 de junho, a última edição de 2026 do Torresmofest em Mato Grosso do Sul. O festival será realizado no Espaço Municipal de Cultura Vila Morena, das 12h às 23h, com entrada gratuita, reunindo gastronomia, música ao vivo e uma programação voltada aos fãs de clássicos do rock. Embora seja conhecido pelos pratos à base de carne suína, o evento chega à Capital com um cardápio mais amplo para atrair públicos diferentes. Mais de 20 expositores vão oferecer opções como costela fogo de chão, baião de dois, feijão tropeiro, hambúrguer com torresmo ou shimeji, batata recheada, lanche de costela, doces artesanais, sobremesas e chopp artesanal. A proposta é transformar o festival em um passeio completo, e não só em uma parada para comer. O outro eixo do evento será a música. A edição, batizada de Lendas do Rock, terá mais de 10 apresentações ao vivo, com tributos e covers de nomes como Guns N’ Roses, Legião Urbana, Skank, Alanis Moris-

O festival acontece entre os dias 04 a 07 de junho no Espaço Municipal de

sette, Mamonas Assassinas, Bon Jovi, Charlie Brown Jr., Tim Maia e Queen. O formato ajuda a explicar por que o festival costuma reunir públicos de diferentes idades em torno da mesma programação. A abertura, na quinta-feira, 4 de junho, contará com show de David Dias e um especial dedicado ao Guns N’ Roses. Na sexta-feira, 5, sobem ao palco Kleber Almeida, um tributo à Legião Urbana e um especial com repertório do Skank. No sábado, 6 de junho, a

programação terá apresentações de Control A, Alanis Morissette, tributo aos Mamonas Assassinas e cover de Bon Jovi. Já no domingo, 7, último dia do festival, o público poderá acompanhar shows de Alziras, cover de Charlie Brown Jr., especial Tim Maia e tributo ao Queen. O evento será aberto ao público durante quatro dias seguidos, sempre das 12h às 23h, no Espaço Municipal de Cultura Vila Morena, com entrada gratuita.

Palestra do cientista político e fundador da Quaest Pesquisa, Felipe Nunes, em Campo Grande
O presidente do MIDIACOM MS, Antonio Alves.
Evento aconteceu no Teatro Glauce Rocha em Campo Grande
Cultura Vila Morena, com entrada gratuita
Projeto Kzulo apresenta show
Latino” no Teatro Prosa em Campo Grande
Consultor Fernando Morgado

CORRIDA PELO APP

A Jeep entrou na disputa pelos motoristas de aplicativo e taxistas com descontos expressivos em dois de seus principais SUVs. O destaque é o Compass Sport, que pode ser adquirido por R$ 120.439 na modalidade para táxi, valor que representa uma redução de R$ 54,6 mil em relação ao preço de tabela. Já o Renegade Longitude MHEV sai por R$ 120.722 para taxistas e por R$ 143.138 para motoristas de aplicativo. Os dois modelos utilizam o motor 1.3 turbo de até 176 cavalos e contam com itens de segurança e tecnologia de série. A

Lotus chega ao Brasil com grupo que trouxe Porsche para Campo Grande

Marca britânica começa a operar no país no segundo semestre de 2026 com loja em São Paulo; operação ficará com o Grupo Bamaq, que já investiu mais de R$ 35 milhões na Porsche em Campo Grande

A Lotus, marca que por décadas ficou mais ligada às pistas do que às ruas brasileiras, agora terá operação oficial no país. O anúncio foi feito em 22 de abril de 2026, com comando da LTS Brasil, empresa criada pelo Grupo Bamaq, o mesmo grupo que já trouxe a Porsche para Campo Grande. A estreia comercial está prevista para o segundo semestre de 2026, com a primeira concessionária em São Paulo até o fim do ano.

Na largada, a marca terá três modelos confirmados: Emira, Eletre e Emeya. A operação inclui importação, distribuição, rede de lojas, peças, serviços, garantia e pós-venda. Para Mato Grosso do Sul, a notícia tem peso extra porque reforça a presença do Bamaq no mercado premium, embora ainda não exista loja Lotus anunciada para Campo Grande.

Liderança com experiência

A operação da Lotus no Brasil será comandada por Clemente Faria Jr., CEO do Grupo Bamaq e da LTS Brasil. Ex-piloto, ele foi tetracampeão brasileiro de kart e campeão da Fórmula 3 Sul-Americana em 2007. A empresa ficará responsável por importação, vendas, garantia, peças, acessórios e pós-venda da marca no país.

Importação e distribuição

Entrada oficial da marca e abastecimento da rede.

Rede de vendas

Concessionárias, atendimento comercial e experiência de luxo.

Pós-venda

Peças, acessórios, garantia e suporte técnico oficial.

OS MODELOS QUE MARCAM A CHEGADA DA LOTUS

Um legado construído nas pistas Fundada em 1952 por Colin Chapman, no Reino Unido, a Lotus construiu fama com a filosofia da leveza e da eficiência. Na Fórmula 1, somou 79 vitórias e 7 títulos de construtores. No Brasil, seu nome atravessou gerações com passagens ligadas a Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet. Hoje, a marca vive uma nova fase sob a órbita da Geely.

1952 ano de fundação 79 vitórias na Fórmula 1 7 títulos de construtores 492 largadas em Grandes Prêmios

29 Pole Positions 2026 estreia oficial no Brasil 3

modelos na fase inicial 16

estados na expansão prevista

Chapman

22/04/2026

Anúncio oficial da chegada da

de

de

semestre de 2026

das vendas e das primeiras entregas

o fim de 2026

Abertura da primeira concessionária, em São Paulo

A partir de 2027

Expansão para Belo Horizonte e outras capitais

Emira, Eletre, Emeya e Evija foram apresentados na chegada da Lotus ao Brasil; a operação local ficará sob comando da LTS Brasil.
Clemente Faria Jr. é CEO do Grupo Bamaq e da LTS Brasil.
Emira Último Lotus com motor a combustão, rival do Porsche 718 Cayman. Tem preço estimado em cerca de R$ 1 milhão.
Eletre SUV elétrico de alto desempenho. É um dos destaques da estreia e pode ser entregue a partir de agosto.
Emeya Sedã elétrico esportivo. Reforça a aposta da marca em luxo, desempenho e eletrificação.
Evija Hypercar elétrico com mais de 2.000 cv e preço acima de R$ 20 milhões. Funciona como vitrine máxima de exclusividade.

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