Hoje (17) é último dia do encontro que acontece nos Altos da Avenida Afonso Pena. É um encontro de motorhomes e campistas do Centro-Oeste. O evento reúne cerca de 100 motorhomes, campistas e visitantes interessados no estilo de vida sobre rodas. A programação será aberta ao público e promete movimentar a região com exposição de veículos, troca de experiências e contato direto com o universo do campismo e das viagens de aventura. Horário: a partir das 17h / Local: Altos da Avenida Afonso Pena - Vila Morena / Entrada: Gratuita.
MS tem trio na dianteira e consolida eixo de força de Riedel, Azambuja e Flávio
Pesquisa Real Time Big Data mostra governador na frente pela reeleição, exgovernador liderando a corrida ao Senado e senador do PL abrindo vantagem sobre Lula no Estado
Mato Grosso do Sul começa a desenhar o cenário eleitoral de 2026 com três lideranças bem posicionadas nas principais
disputas: Eduardo Riedel (PP) aparece na frente na corrida pelo governo do Estado, Reinaldo Azambuja (PL) lidera os cená-
rios para o Senado e Flávio Bolsonaro (PL) surge em vantagem na disputa presidencial entre os eleitores sul-mato-grossenses.
Os números são da pesquisa
Real Time Big Data, realizada entre os dias 9 e 11 de maio com 1.600 eleitores.
Na disputa pelo governo, Riedel tem 43% das intenções de voto no primeiro turno estimulado, abrindo vantagem confortável sobre Fábio Trad, que aparece com 21%. João Henrique Catan soma 11% e Delcídio do Amaral, 7%. O atual governador também lidera a pesquisa espontânea, com 21%, e mantém dianteira em todos os cenários de segundo turno testados, vencendo adversários como Delcídio, Fábio Trad, João Henrique Catan, Lucien Rezende, Renato Gomes e Jefferson Bezerra.
Pecuaristas do Estado veem com
possível barreira
Entrevista: MSGás fecha
No Senado, Reinaldo Azambuja também aparece em posição de destaque. No primeiro cenário testado, o ex-governador registra 29% das intenções de voto, à frente de Capitão Contar, com 18%, e Nelsinho Trad, com 17%. No segundo cenário, Azambuja marca 28% e segue na liderança, agora com Marcos Pollon em segundo, com 21%, e Nelsinho Trad com 16%.
preocupação
da Europa contra carne brasileira
Deputado Lídio Lopes assume comando do partido Avante em Mato Grosso do Sul
Alta dos alimentos básicos pesa mais no bolso em Campo Grande
Estado reforça alerta contra hantavirose após caso suspeito em investigação
FIEMS cobra menos burocracia e melhorias logísticas no comércio com o Paraguai
VEJA NA PÁGINA 6•A
Diretora-presidente da MSGás, Cristiane Alkmin Junqueira
Eleições: sustos, azarões, surpresas e traições?
‘TUDO OU NADA’: Nas disputas eleitorais é tênue a linha separando a coragem extremada e o erro fatal. Posto isso, presume-se que o deputado João Catan tenha total consciência dos riscos que se propõe ousadamente assumir neste cenário. É pertinente concluir que - se derrotado - possa sair fortalecido para a sucessão da capital em 2028.
VISIONÁRIO? Alguns acham que ele se encaixaria neste perfil; outros destacam apenas sua capacidade de vislumbrar tendências de mudanças no quadro eleitoral por fatores e fatos diversos. Catan se coloca como protagonista de eventuais mudanças no presente quadro e também como possível credor antecipado para 2028.
VEJAMOS: Quem mais? Rose Modesto, Marcos Trad e Nelsinho Trad seriam à primeira vista os personagens com maior densidade eleitoral em Campo Grande. É exatamente neste raciocínio de projeções que se encaixaria Catan, dependendo também de seu desempenho nas urnas da capital em 2026. Fora disso não há hoje outras opções.
CONEXÃO: Seria ingenuidade ignorar o elo entre as eleições estaduais e o pleito municipal de 2028, com foco principalmente no oceânico colégio eleitoral da capital. Essa tese está amparada pelos números das últimas eleições onde ficou estampada a vitalidade do eleitorado de Campo Grande com seus próprios conceitos de escolha.
SEGUNDO TURNO: Dane-se a coerência e as falas do primeiro turno, Trata-se de nova eleição marcada por alianças espúrias de última hora responsáveis por reviravoltas. O fator rejeição pode ser mais importante que a preferência, com o eleitor votando simplesmente para impedir a vitória de quem ele rejeita. Assim funciona a cabeça dele.
AZARÕES: A recomendação é para não esquecer delesque surpreendem com força principalmente na reta final, mesmo com fraco desempenho em pesquisas e opiniões na mídia. Em 2022, além de Zema em Minas, outros azarões venceram o favoritismo consolidado. Casos de Collor contra Lula em 1989 e Jânio em 1985 contra FHC.
JOGADAS: A guerra pelas vagas ao Senado não perde a intensidade. A mente do pessoal é fértil. Ouço hipóteses impublicáveis sobre o que poderia ocorrer ao longo das curvas da campanha. Como se diz: boa coisa não seria. Se Vander corre por fora em espaço exclusivo, há ruídos esquisitos na disputa entre Reinaldo, Contar e Nelsinho.
INSISTINDO: Há previsões de que estaríamos apenas no início com chances de ‘tempestades’ neste Outono e Inverno. O episódio do Banco Master pode influenciar ou apenas apimentar as narrativas na mídia? Mas quem garante que novos escândalos não surgirão até as eleições? ‘Matéria prima’ temos em abundância.
‘BATOM NA CUECA’: A pergunta (ou o conjunto de perguntas) que não quer calar: se o contrato firmado com a advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes foi a compra de proteção para o Banco Master, se o pagamento ao senador Ciro Nogueira foi por serviços prestados por ele ao banco; para que serviu, ou serviria, o dinheiro dado por Daniel Vorcaro a Flavio Bolsonaro para financiar o filme em homenagem ao seu pai”? (Ricardo Noblat)
OLARTE: Papo reflexivo com o ex-prefeito da capital. Após 2 anos preso usufrui dos benefícios da ‘Condicional’ e comanda seu restaurante popular perto do Parque de Exposições. Divorciado, aos poucos reconstrói sua vida, na certeza de ter aprendido a lição, mas sempre alegando que teria sido vítima das forças do ‘sistema’. Será?
CONCLUSÃO: “...Na alegria, todo mundo é gente boa. Na paz, todo mundo é zen. Na tranquilidade financeira, até o cunhado parece simpático. Mas basta a vida apertar o parafuso que o ser humano mostra o que tem dentro e, ‘spoiler’: nem sempre é coisa boa. A verdade é que a dificuldade é o ‘personal trainer’ da alma. (João R. Giacomini)
ANTONIO VAZ: Em 2024 ficou na suplência com13.958 votos; em 2018 se elegeu: 16.224 votos; em 2022 se reelegeu com 19.395 votos. Diante da escalada vitoriosa, ele acredita em novo sucesso, com o partido Republicanos robustecido com a chegada de Beto Pereira, Barbosinha, Pedrossian Neto, Renato Câmara e Hashioka entre outros.
APAZIGUADOR: O deputado Caravina vai se revelando um político moderado, articulado. Nos embates frequentes entre colegas da direita e esquerda, ele tem se colocado bem na missão de amainar os ânimos, com expressões e intervenções inteligentes. Ele se justifica creditando os méritos à filosofia moderada do PSDB.
LAMENTÁVEL: Os acadêmicos do Curso de Direito da UEMS de Bataguassu saíram decepcionados com o nível dos embates que assistiram na sessão da Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Conversando com eles ao final constatei a surpresa negativa pelo que assistiram e ouviram. Vindos de tão longe, mereciam algo melhor.
Royalties do petróleo e gás natural
Ana Carolina Ali Garcia (*)
com os entes subnacionais deveria sê-lo?
Adiscussão acerca da constitucionalidade de dispositivos da Lei 12.734/2012, que alterou os critérios de distribuição dos royalties do petróleo e gás natural, ganha novos contornos com a inclusão das ações direta de inconstitucionalidade nºs 4916/DF; 4.917/DF; 4.918/DF; 4.920/DF; 5.038/DF e 5.621/DF no calendário de julgamento nesta quarta-feira (6/5).
Desde a decisão cautelar, proferida há 13 anos, que suspendeu os efeitos de dispositivos da Lei 12.734/2012, o que se verifica é um cenário de insegurança jurídica e de distorção fiscal que impediu a repactuação gradual (2013 a 2019) dos critérios de rateio dos royalties e impede, até os dias de hoje, a redistribuição desses royalties sob um modelo mais adequado ao federalismo cooperativo.
A controvérsia jurídica sobre os royalties de petróleo e gás natural antecede e estrutura o debate econômico. A disputa tem origem nos dois modelos constitucionais de partilha dos royalties do petróleo e gás natural entre os entes subnacionais, enunciadas no §1º do art.20 da CF, a saber: “participação no resultado da exploração” ou “compensação financeira” pelos impactos da atividade.
Modelos esses considerados pelo STF (RE 228.800-5/DF) como as “alternativas” constitucionais disponibilizadas ao legislador ordinário, que detém a prerrogativa político-normativa para eleger a mais condizente como nosso sistema federativo.
No regime de “participação no resultado da exploração” inexiste nexo de causalidade com os danos potenciais advindos da atividade econômica de exploração dos recursos minerais, sua causa e dimensionamento está ligada ao próprio resultado da atividade econômica (faturamento); ao passo que o modelo de “compensação financeira” tem como causa, justamente, os potenciais impactos econômicos e socioambientais causados no local ou na região afetada pela atividade.
Eis a questão jurídica a ser resolvida pelo STF no atual conflito: o modelo de partilha dos royalties de petróleo e gás natural instituído pela Lei 12.734/2012 tem qual fato causal?
Aqueles que são contra a partilha mais universal dessa riqueza brasileira, invocam a terminologia “compensação financeira”, usada no §1º do art. 42 da Lei 12.351/2010 (redação dada pela Lei 12.734/2012), para identificar os royalties como estando relacionados aos potenciais impactos econômicos e socioambientais causados e, portanto, à posição geográfica do ente em relação ao local da exploração.
Ocorre que, como bem sabemos, a natureza jurídica de exações desse tipo não se constrói a partir da nomenclatura a ela emprestada. Sabemos da sua causa ao identificar o fato que lhe dá origem. Essa a exegese de nossa Corte Suprema que, ao analisar a natureza jurídica da Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), afastou a nomenclatura legal (compensação financeira) e se fiou na sua base de incidência (faturamento), para entender que aquela contribuição não media danos, mas estava direcionada como “participação no resultado da exploração” (STF, RE 228.800-5/ DF). E os royalties, em discussão, são calculados a partir do “volume total da produção”. O que revela sua causa efetiva como estando ligada à exploração econômica em si e a afasta dos potenciais impactos dessa exploração na localidade. Em outras palavras: os royalties são devidos independentemente da posição geográfica do ente em relação ao local da exploração e dos impactos econômicos e socioambientais que a atividade possa ocasionar na localidade. Assim, se a União é remunerada pela exploração de petróleo e gás natural, via royalties, independentemente dos impactos econômicos e socioambientais dessa exploração, por que a partilha desses recursos
AAo condicionar tal partilha a esses impactos, sem olhar para seu fato causal e base de cálculo, a decisão cautelar concedida naquelas ações constitucionais, se revela conflitante, mutatis mutandis, com precedentes jurisprudenciais do STF.
A almejada, e justa, conciliação da exploração de petróleo e gás natural com a conservação ambiental possui instrumentos de controle específicos que servem para prevenir ou mitigar os danos decorrentes da atividade: compensação ambiental (ADI 3.3786/2008) e a reparação in natura.
Na decisão provisória, outros dois fundamentos jurídicos foram apontados para a suspensão dos efeitos da lei.
Um, refere-se à pretensão do aplicador do direito de “vincular” a norma constitucional de incidência do ICMS nas operações interestaduais envolvendo petróleo e gás natural com o critério de distribuição dos royalties, sob o pretexto de trazer um suposto “equilíbrio” na distribuição de receitas de naturezas diversas.
A alegação não encontra autorização no texto constitucional, tampouco o Judiciário está legitimado a afastar determinada garantia constitucional dos entes políticos pelo simples fato de serem esses entes detentores, também, de outros privilégios constitucionais previstos para matérias distintas.
Sem falar, ainda, da Emenda Constitucional 132/2023, que passa a adotar o modelo de tributação sobre o consumo baseado no critério do destino, auxiliando a mitigar as distorções no federalismo fiscal até aqui abordadas.
O outro, que repousa na alegação de que a aplicação imediata das novas regras de rateio dos royalties aos contratos de concessão vigentes causaria insegurança jurídica, resta esvaziado quando se segrega as categorias de relações obrigacionais. A repactuação da distribuição dos royalties entre, de um lado a União, e, de outro, os demais entes da federação, em nada atinge a relação de natureza contratual inaugural, firmada entre a União e o concessionário, da qual não participam os demais entes políticos, eis que inserida no campo das decisões políticas da União.
A demora do STF no enfrentamento da tese que confere direitos aos demais entes da federação afeta a estrutura do federalismo cooperativo e traz enormes distorções fiscais. As questões que vêm sendo lançadas com intuito de proteger a situação financeira de um ou outro ente não integram as opções eleitas pelo constituinte para a partilha dessa receita.
Percebemos que um deslinde para o tema se aproxima, tanto pelo instaurado diálogo e cooperação institucional, que oportunizou fosse posta na mesa proposta que externa enorme esforço federativo, fruto do consenso entre 20 estados da federação e a Confederação Nacional dos Municípios; quanto pela já designação de data para o julgamento do tema. O rito proposto reacende a esperança de que serão corrigidos os deletérios efeitos gerados pela cautelar ao longo de mais de uma década, que acarretaram enormes prejuízos não apenas a um ou outro estado, mas ao federalismo como um todo.logo-jota
(*) Ana Carolina Ali Garcia é Procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul. Especialista em Direito Tributário pelo IBET e Master of Business Administration em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPS).
Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?
Lucas
Zanetti (*)
agricultura regenerativa deixou de ser um conceito ambiental para se consolidar como um fator estratégico de produtividade no agronegócio brasileiro. A tecnologia aplicada às máquinas agrícolas tem papel decisivo ao viabilizar práticas que contribuem para a recuperação do solo, favorecem sistemas produtivos mais equilibrados, ampliam a eficiência das operações e asseguram a viabilidade econômica da atividade agrícola. O futuro da agricultura mostra que não é preciso escolher entre rentabilidade e preservação. O setor caminha para um modelo em que eficiência agronômica e sustentabilidade avançam juntas. O uso inteligente da tecnologia tem se consolidado como um dos principais caminhos para preservar os recursos naturais e, ao mesmo tempo, manter a produção de alimentos em larga escala. Os ganhos tecnológicos também aparecem no enfrentamento de desafios recorrentes da produção agrícola, como a compactação do solo e a erosão, fatores que comprometem o potencial produtivo das lavouras. Para reduzir esses impactos, máquinas modernas operam com sistemas de tráfego controlado, concentrando a passagem dos equipamentos sempre nos mesmos pontos e preservando a estrutura do solo nas áreas cultivadas. O plantio de precisão contribui para manter a pressão adequada sobre o solo e assegurar a profundidade uniforme das sementes. Pesquisas indicam que essa uniformidade na emergência das plantas pode gerar ganhos de produtividade de cerca de 3% na soja, o que
representa um retorno econômico de até R$ 465,00 por hectare. Na agricultura regenerativa, a colheita marca o início do próximo ciclo produtivo. A distribuição adequada da palhada é essencial para proteger o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono. Tecnologias presentes nas colheitadeiras atuais permitem uma cobertura mais homogênea do solo, inclusive em áreas operadas com plataformas de maior largura, reduzindo faixas descobertas e a exposição direta ao sol. O uso mais eficiente de insumos também é um dos pilares desse modelo produtivo. Ferramentas de agricultura de precisão possibilitam aplicações mais exatas de fertilizantes e defensivos, diminuindo sobreposições, reduzindo perdas e promovendo economia para o produtor, além de menor impacto ambiental. Além do cuidado com o solo e da eficiência operacional, a descarbonização da frota desponta como o próximo passo dessa transformação. A indústria de máquinas agrícolas busca viabilizar motores preparados para o uso de combustíveis renováveis, abrindo espaço para que a própria fazenda possa gerar parte da energia que consome e, assim, fechar o ciclo da sustentabilidade dentro do sistema produtivo agrícola.
(*) Lucas Zanetti gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.
Governo zera imposto sobre compras de até
US$ 50 e Câmara avança com fim da escala 6x1
Medida sobre importações já está em vigor, enquanto proposta para reduzir jornada de trabalho começa a ser votada no plenário em 27 de maio; temas dominaram a agenda nacional da semana
Em uma semana marcada por decisões com impacto direto no bolso e na rotina dos brasileiros, o governo federal zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que já está em vigor, e a Câmara dos Deputados definiu para 27 de maio o início da votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Os dois temas ganharam protagonismo no debate nacional por mexerem com hábitos de consumo, relações de trabalho e qualidade de vida da população. No caso das compras internacionais, a chamada “taxa das blusinhas” foi extinta apenas de forma parcial. A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou o imposto federal para encomendas de até US$
50 feitas após a publicação da nova regra, mas o ICMS estadual segue sendo cobrado, com alíquotas entre 17% e 20%, a depender do estado. Na prática, a mudança deve baratear produtos vendidos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, embora compras realizadas antes da nova norma continuem sujeitas à tributação antiga, sem previsão de ressarcimento. Já no Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou um acordo com o governo para dar andamento às propostas que mudam a jornada de trabalho no país. O entendimento firmado prevê a redução da carga semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial, além do fortalecimento das convenções
Alta dos combustíveis leva a novo subsídio para gasolina e diesel
Medida provisória prevê ajuda financeira para reduzir impacto do aumento dos combustíveis em meio à pressão do petróleo no mercado internacional
Diante da pressão provocada pela alta do petróleo no mercado internacional, o governo federal anunciou, nesta quarta-feira, 13, uma medida provisória para reduzir o preço da gasolina e do diesel por meio de uma subvenção, espécie de subsídio pago aos produtores e importadores. A ação foi apresentada em Brasília como uma tentativa de evitar novos repasses ao consumidor, num momento de preocupação com os efeitos da guerra e da instabilidade no Oriente Médio sobre os combustíveis vendidos no país.
Pela medida, a gasolina poderá receber subsídio de até R$ 0,8925 por litro, embora o cenário inicial trabalhado pelo governo fique entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro. Para o diesel, o valor anunciado é de até R$ 0,3515 por litro, em patamar semelhante ao da desoneração que já está em vigor até 31 de
maio. Segundo o governo, a regulamentação será feita por portaria do Ministério da Fazenda, que definirá os valores efetivos da subvenção. No caso da gasolina, o pagamento será feito diretamente aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A equipe econômica informou que a despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção na gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 no diesel. Pelas contas do governo, as duas medidas devem custar juntas menos de R$ 3 bilhões por mês. A justificativa do Executivo é que esse gasto poderá ser compensado com receitas extraordinárias da União, como dividendos, royalties e participações ligadas ao aumento da cotação do petróleo, preservando a neutralidade fiscal.
vida dos trabalhadores sem comprometer a segurança jurídica das empresas. As situações específicas deverão ser detalhadas em pro-
STF confirma lei que reforça igualdade salarial entre homens e mulheres
Por unanimidade, Corte valida regra que exige transparência de empresas com 100 ou mais funcionários e mantém punições para casos de discriminação
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, validar a Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, em uma decisão que reforça a obrigação de empresas adotarem mecanismos de transparência e combate à discriminação no mercado de trabalho. O julgamento foi concluído na quintafeira, 14, com votos favoráveis ao relatório do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pelos demais integrantes da Corte. A norma, sancionada em 2023, é vista pelo governo como um instrumento para enfrentar diferenças históricas de remuneração entre trabalhadores que exercem a mesma função.
Pela lei, empresas com 100 ou mais empregados devem divulgar relatórios semestrais de transparência salarial e de critérios remuneratórios, além de adotar medidas de fiscalização, canais de denúncia e ações voltadas à promoção da diversidade e da inclusão. O texto também prevê sanções para casos de discriminação por sexo,
Áudios de Flávio com banqueiro ampliam desgaste na pré-campanha presidencial
Pedido de recursos para filme sobre Jair Bolsonaro provoca reação negativa nas redes e atinge discurso de credibilidade do senador
A divulgação de mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro provocou forte desgaste político e abriu uma crise na pré-campanha do parlamentar à Presidência da República. O caso veio à tona nesta semana e, além de repercutir negativamente nas redes sociais, colocou em dúvida a coerência do discurso adotado pelo senador diante de um episódio que atinge diretamente sua imagem pública. Flávio confirmou o pedido e afirmou, em nota, que agiu como filho ao buscar patrocínio
privado para um filme privado sobre a história do pai. Mesmo assim, o episódio teve impacto imediato no ambiente digital. Levantamento da AP Exata Inteligência, obtido pelo Estadão, mostrou que 64,7% das menções ao senador nas redes nesta quinta-feira, 14, tinham teor negativo, o pior índice entre os candidatos monitorados e também o pior patamar registrado por ele desde que se lançou como pré-candidato. O relatório também aponta queda no índice de confiança de
Flávio, que recuou para 13,6%, abaixo de marcas negativas já registradas por outros nomes acompanhados pela consultoria. Segundo a análise, a crise beneficiou adversários no campo da direita e da centro-direita, especialmente Romeu Zema, que cresceu em volume de menções após criticar publicamente o senador. Ao mesmo tempo, a reação ao caso mostrou que o desgaste de Flávio foi aprofundado pela percepção de contradição entre suas primeiras declarações e o conteúdo dos áudios revelados.
raça, etnia, origem ou idade. Para o STF, esses mecanismos estão de acordo com a Constituição e ajudam a dar efetividade ao princípio da igualdade no
ambiente de trabalho.
Ao votar, Moraes afirmou que a diferença de salários entre homens e mulheres ainda revela uma discriminação de gênero persistente no país. No mesmo julgamento, o ministro Flávio Dino defendeu que a legislação não pode se transformar em mais uma norma sem efeito prático, destacando a necessidade de segurança jurídica e ampla
aceitação social. A análise do caso começou na quarta-feira, 13, com as sustentações orais das partes, e foi concluída no dia seguinte pelo plenário. A decisão foi comemorada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que classificou o resultado como uma vitória para as mulheres brasileiras e para a construção de um mercado mais justo.
coletivas para tratar das particularidades de cada setor. Segundo Motta, a proposta busca
melhorar a qualidade de
jeto de lei encaminhado pelo
Executivo e nas negociações coletivas.
Compras internacionais mais baratas e mudança na jornada de trabalho colocaram consumo e qualidade de vida no centro do debate nacional nesta semana.
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Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste político após a divulgação de áudios em que pede recursos a Daniel Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro. Zena está sendo bem avaliado.
Coronel David sai em defesa de Flávio após vazamento de áudios
Deputado do PL em MS afirma que caso envolvendo Daniel Vorcaro não abala pré-candidatura do senador e cobra investigação mais ampla
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O deputado estadual Coronel David (PL) saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o vazamento de áudios em que o parlamentar pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Para o deputado sul-mato-grossense, o episódio não compromete a pré-candidatura de Flávio à Presidência da República e deve ser analisado com cautela, dentro de uma apuração mais ampla sobre o caso.
Segundo Coronel David, a confiança em Flávio permanece mantida dentro do partido, apesar da repercussão provocada pelas mensagens de voz. Na avaliação do parlamentar, o vazamento foi usado como estratégia política da oposição e não altera, por ora, o apoio de parte da legenda ao senador. Ele também afirmou que o escândalo em torno do Banco Master pode atingir diferentes partidos, e não
Deputado
apenas o PL. O deputado defendeu que o caso seja investigado em várias frentes, com participação da Polícia Federal e também por meio da abertura de uma CPI do Banco Master no Congresso Nacional. Ao comentar a falta de adesão de parlamentares governistas à proposta, Coronel David criticou o que chamou de ausência de empenho na busca pela verdade, ao mesmo tempo em que, segundo ele, Flávio Bolsonaro vem sendo alvo de julgamento público por causa do conteúdo vazado. Ao tratar do pedido de recursos para o filme, Coronel David afirmou que o financiamento desse tipo de produção é prática comum no cinema brasileiro, citando o apoio frequente de bancos e empresas a obras audiovisuais. Para o deputado, o debate precisa avançar além da repercussão política imediata e alcançar todos os possíveis desdobramentos do caso.
Lídio Lopes assume comando do partido Avante em MS
Deputado estadual foi empossado presidente da sigla em ato em Campo Grande, que reuniu lideranças e reforçou articulações para 2026
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O deputado estadual Lídio Lopes assumiu ontem (16) presidência estadual do Avante em Mato Grosso do Sul, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande. O ato também marcou a posse da nova executiva estadual e a filiação de integrantes da legenda no Estado. Com a presença do presidente nacional do partido, Luís Tibé, e do escritor Augusto Cury, anunciado pela sigla como pré-candidato à Presidência da República, o encontro reuniu lideranças políticas, filiados, apoiadores e representantes do partido.
A solenidade foi tratada pelo Avante como um passo para fortalecer a sigla em Mato Grosso do Sul e ampliar as articulações de olho nas eleições de 2026. Durante o evento, a legenda também discutiu estratégias partidárias e a organização interna nos cenários estadual e nacional. A chegada de Lídio ao comando da sigla ocorre em meio às movimentações para a formação de chapas e alianças no Estado.
Antes de ingressar no Avante, Lídio Lopes integrava o Patriota. Com a fusão entre Patriota e PTB, oficializada em novembro de 2023, foi criado o PRD, e os parlamentares ligados às duas legendas puderam escolher entre permanecer no novo partido ou migrar para outra sigla sem risco de perda de mandato. Lídio não aderiu de imediato ao PRD e permaneceu sem partido por cerca de dois anos e cinco meses, até oficializar sua entrada no Avante em 3 de abril deste ano, no último dia da janela partidária. A posse também consolida um novo momento político para o deputado, que neste ano deve disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa. Durante o período em que ficou sem partido, ele chegou a ser convidado, ao lado da esposa, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, para ingressar no PP. Adriane aceitou o convite e se filiou à sigla em julho de 2024, enquanto Lídio optou por seguir outro caminho e assumiu agora o comando estadual do Avante.
Pesquisas colocam Eduardo Riedel na liderança absoluta na briga pelo governo de MS
Levantamentos de institutos diferentes mostram governador à frente no primeiro turno e com vantagem nas simulações testadas
Duas pesquisas divulgadas recentemente colocam o governador Eduardo Riedel (PP) na liderança da disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul. Nos dois levantamentos, de institutos diferentes, ele aparece à frente dos demais nomes tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, o que reforça sua posição neste momento da corrida eleitoral.
O cenário também indica boa aceitação do governador entre
os eleitores, com desempenho destacado nas intenções de voto e baixa rejeição em um dos estudos.
Na pesquisa RealTime Big Data, Riedel registra 43% das intenções de voto no primeiro turno estimulado, bem à frente de Fábio Trad, com 21%, João Henrique Catan, com 11%, e Delcídio do Amaral, com 7%. Na espontânea, o governador também lidera, com 21%, seguido por Fábio Trad, com 6%.
O levantamento ainda mostra Riedel em vantagem em todos os cenários de segundo turno apresentados, com percentuais que vão de 52% a 63%, a depender do adversário. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 9 e 11 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Já o Instituto Ranking Pesquisas também aponta Riedel na dianteira. Na pesquisa espontânea, ele aparece com 23,4%, seguido por Fábio Trad, com 9%, e João Henrique Catan, com 3,6%. No cenário estimulado, o governador soma 44,2%, consolidando a primeira colocação, enquanto Fábio
Trad tem 20%, João Henrique Catan, 9,6%, e Delcídio do Amaral, 6,6%. O levantamento foi realizado entre 3 e 7 de maio, com 2.000 eleitores em 30 municípios, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Além da liderança nas intenções de voto, a pesquisa do Instituto Ranking mostra que Riedel tem uma das menores taxas de rejeição entre os nomes citados, com 8,6%. A leitura dos dois levantamentos, portanto, é de que o governador chega a este momento da pré-campanha em posição confortável, com presença consolidada no eleitorado e vantagem aberta sobre os principais adversários.
Nunes Marques assume o TSE com defesa do voto livre e da normalidade democrática
Novo presidente da Corte Eleitoral toma posse ao lado de André Mendonça e afirma compromisso com eleições limpas, transparentes e seguras em 2026
Ao tomar posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira, 12, o ministro Nunes Marques afirmou que a Corte atuará com firmeza para garantir que as eleições gerais de 2026 ocorram dentro da normalidade democrática, com respeito às instituições e confiança no voto livre. Em discurso no plenário do TSE, ele destacou que o destino da democracia brasileira continuará a ser definido pela vontade soberana da população e afirmou que a missão do tribunal será assegurar um processo eleitoral limpo, transparente e confiável.
Nunes Marques foi empossado pela ministra Cármen Lúcia, que deixa a presidência do tribunal após um ano e 11 meses no cargo. Em seguida, deu posse ao ministro André Mendonça como vice-presidente da Corte. A sessão solene reuniu
autoridades dos três Poderes, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, além do procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, representantes diplomáticos, profissionais da imprensa e convidados. Em seu pronunciamento, o novo presidente do TSE afirmou que o papel da Justiça Eleitoral vai além da organização do pleito e inclui a orientação e a fiscalização das eleições, de modo a garantir que cada voto seja computado como expressão da soberania popular. Também ressaltou a importância da liberdade de expressão e do direito ao voto sem coação ou pressão de grupos políticos e econômicos. Segundo ele, a escolha do eleitor precisa ocorrer de forma livre e consciente, com amplo acesso à informação e ao debate público. Responsáveis por conduzir as eleições de 2026, Nunes Marques e André Mendonça foram eleitos para os cargos em 14 de abril. O novo presidente ficará à frente do TSE até maio de 2027. No discurso de posse, ele também reforçou a segurança e a eficiência das urnas eletrônicas, numa sinalização de continuidade da defesa do sistema eletrônico de votação em um momento em que a Corte já começa a se preparar para o próximo ciclo eleitoral.
TRE/MS diz que mensagens de cartórios após fechamento do cadastro não são golpes
Tribunal esclarece que contatos por telefone oficial das zonas eleitorais podem ocorrer em caráter excepcional e orienta eleitores a confirmarem a origem das mensagens
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul esclareceu que mensagens enviadas por servidores dos cartórios eleitorais após o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio, podem ser feitas, de forma excepcional, por meio dos
telefones oficiais das zonas eleitorais. A manifestação do órgão ocorreu após eleitores questionarem contatos recebidos por aplicativo de celular, levantando dúvidas sobre a autenticidade das mensagens. Segundo a 44ª Zona Eleitoral
de Campo Grande, esse tipo de ação é considerado normal neste período quando realizado pelo celular oficial do cartório. De acordo com o chefe de cartório Wilson Borba, os contatos feitos nessas condições seguem procedimento adotado pela Justiça Eleitoral, o que afasta, neste caso específico, a hipótese de golpe. Para dar mais segurança ao eleitor, o TRE-MS orienta que, ao receber qualquer mensagem em nome da Justiça Eleitoral, a pessoa procure diretamente o cartório responsável para
confirmar a veracidade da informação. O tribunal também informou que os números oficiais das zonas eleitorais estão disponíveis para consulta em seu portal. A recomendação da Justiça Eleitoral é que os eleitores permaneçam atentos e sempre verifiquem a autenticidade de contatos recebidos em nome do tribunal. O objetivo, segundo o órgão, é evitar desinformação e garantir que a comunicação entre cartórios e eleitores ocorra de forma segura e transparente.
Eduardo Riedel aparece na frente em duas pesquisas recentes e amplia vantagem sobre os demais nomes da disputa em Mato Grosso do Sul.
Lídio Lopes ao lado do pré-candidato Augusto Cury: posse em Campo Grande como presidente estadual do Avante reforçou a movimentação do partido.
Coronel David afirmou que o vazamento dos áudios não abala a précandidatura de Flávio Bolsonaro e defendeu investigação ampla sobre o caso.
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Nunes Marques toma posse na presidência do TSE e afirma compromisso com eleições transparentes, seguras e dentro da normalidade democrática.
Reinaldo Azambuja lidera disputa ao Senado em dois cenários em Mato Grosso do Sul
Pesquisa Real Time Big Data mostra ex-governador à frente dos adversários na corrida pelas vagas que estarão em jogo em 2026
A corrida pelo Senado em Mato Grosso do Sul começou com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) na dianteira dos dois cenários testados pela pesquisa Real Time Big Data divulgada ontem, dia 12. O levantamento aponta Azambuja como o nome mais bem posicionado na disputa pelas vagas que estarão em jogo na renovação de dois terços da Casa em 2026, à frente dos demais concorrentes apresentados pelo instituto. No primeiro cenário, Azambuja aparece com 29% das intenções de voto. Em seguida, surgem Capitão Contar, com 18%, e Nelsinho Trad, com 17%. Soraya Thronicke tem 10%, enquanto Vander Loubet soma 9%. Beto do Movimento e Daniel Junior registram 2% cada. Nesse mesmo quadro, os votos brancos ou nulos chegam a 7%, e 6% dos entrevistados
disseram não saber ou preferiram não responder. No segundo cenário, o ex-governador continua na liderança, agora com 28%. Marcos Pollon aparece em seguida, com 21%, enquanto Nelsinho Trad marca 16%. Soraya Thronicke mantém 10%, Vander Loubet tem 9%, e Beto do Movimento e Daniel Junior repetem 2% cada. Nesse recorte, brancos e nulos somam 6%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em Mato Grosso do Sul entre os dias 9 e 11 de maio. Segundo o instituto, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MS-06412/2026.
PSB quer Simone Tebet na briga ao Senado por SP
Partido resiste a hipóteses de vice de Haddad ou indicação ao STF e avalia que ex-ministra ganharia mais projeção na corrida pela Casa Alta
O PSB pretende manter Simone Tebet no caminho da candidatura ao Senado por São Paulo e resiste às hipóteses levantadas nos últimos dias de vê-la como vice de Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista ou como possível nome para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A avaliação interna do partido é de que qualquer uma dessas alternativas representaria um “apagamento” político da exministra do Planejamento, que, segundo interlocutores, aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado.
De acordo com o texto, Tebet transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo após um acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar uma vaga na Casa Alta. Mesmo assim, o nome dela passou a circular dentro do PT como alternativa diante da resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Também foi citada como possibilidade para compor,
Projeto propõe regras para internação de dependentes químicos em Campo Grande
Texto apresentado na Câmara prevê diretrizes para tratamento voluntário e involuntário e tenta responder ao avanço do consumo de drogas em áreas da Capital
Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Campo Grande pretende criar diretrizes para o tratamento e a internação voluntária e involuntária de dependentes químicos na cidade. A proposta, de autoria do vereador André Salineiro, foi apresentada como resposta ao avanço do consumo de drogas nas ruas da Capital, sobretudo em regiões que, segundo ele, já vêm sendo chamadas pela população de “cracolândia”. A iniciativa busca enfrentar um problema que, na avaliação do parlamentar, deixou de ser apenas individual e passou a atingir famílias, comerciantes e moradores de vários bairros, principalmente da área central. Pelo texto, o tratamento deve priorizar o atendimento ambulatorial, a prevenção e a reinserção social, mas tam-
bém prevê a possibilidade de internação involuntária em situações específicas já previstas na legislação federal, quando outras alternativas não forem suficientes. A proposta estabelece que esse tipo de internação só poderá ocorrer com autorização médica e em unidades de saúde ou hospitais gerais com equipes multidisciplinares, seguindo protocolos técnicos e garantias legais. O projeto também determina
acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde e pela assistência social, além da elaboração de um plano individual de atendimento para cada paciente. Ao defender a medida, Salineiro afirmou que a dependência química precisa ser tratada como questão de saúde pública e que a cidade enfrenta um agravamento do problema em determinadas regiões, com reflexos na segurança, no comércio e na vida de famílias que dizem não
conseguir lidar sozinhas com situações extremas. Segundo o vereador, a intenção agora é buscar apoio para colocar o projeto em pauta o quanto antes. A proposta chega ao Legislativo em meio ao aumento da cobrança por soluções para o problema nas ruas de Campo Grande e abre um novo debate sobre os limites e os instrumentos do poder público no enfrentamento da dependência química.
como vice, uma eventual chapa de Haddad ao governo de São Paulo. A definição, no entanto, segue em aberto. Em evento realizado na última quinta-feira, Haddad foi questionado sobre a presença de Tebet na disputa ao Senado, mas não confirmou nem descartou o cenário. Segundo a publicação, há no PSB o entendimento de que o ex-ministro da Fazenda prefere que os nomes envolvidos resolvam entre si a composição da chapa. Uma das possibilidades discutidas seria deixar alguém na suplência e buscar o nome do vice fora desse grupo. Internamente, a leitura é de que, se algum dos ex-ministros tiver de ocupar a vice, Marina Silva seria hoje a mais propensa a aceitar a função, embora a federação PSOL-Rede não demonstre interesse. Ainda assim, a posição do PSB é a de insistir em Simone Tebet como candidata ao Senado, por considerar que esse é o espaço em que ela teria maior protagonismo político na eleição do próximo ano.
Crise de Flávio Bolsonaro abre espaço para articulação de chapa com Tereza e Michelle
Vazamento de mensagens do senador a Daniel Vorcaro leva lideranças do Centrão e do mercado a discutir nova alternativa de centro-direita para 2026
O vazamento de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro abriu uma nova frente de movimentação no campo da centro-direita e levou lideranças do Centrão e do mercado financeiro a discutir uma alternativa para a eleição presidencial de 2026. Segundo o texto, a crise em torno do nome de Flávio estimulou conversas sobre a formação de uma chapa com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) na cabeça e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. De acordo com a apuração apresentada, políticos do Centrão e agentes do mercado já procuraram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente
nacional do PP, para propor a composição. O dirigente, no entanto, evitou aderir de imediato à ideia. A articulação surgiu no momento em que Flávio passou a enfrentar desgaste após a divulgação de mensagens em que pede dinheiro a Vorcaro, episódio que, na avaliação de interlocutores, reduziu suas chances em uma eventual disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto informa ainda que o próprio Ciro Nogueira foi atingido pelos desdobramentos do caso Master na semana anterior, ao ser alvo de operação de busca e apreensão. Ele é suspeito de ter recebido de Vorcaro uma mesada que variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Nesse
Reinaldo Azambuja aparece na frente nos dois cenários testados para a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul.
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André Salineiro: Projeto apresentado na Câmara de Campo Grande propõe regras para tratamento e internação de dependentes químicos na Capital.
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Tereza Cristina e Michelle Bolsonaro passaram a ser citadas em articulações políticas após a crise envolvendo Flávio Bolsonaro.
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PSB defende candidatura de Simone Tebet ao Senado e resiste a mudanças de rota para 2026.
Pecuaristas do Estado veem com preocupação possível barreira da Europa contra carne brasileira
Nelore-MS alerta para impacto no campo, cobra divisão de responsabilidades na rastreabilidade e diz que produtor não pode pagar a conta sozinho
A possibilidade de novas restrições da União Europeia à carne brasileira acendeu o alerta no setor pecuário de Mato Grosso do Sul. Em nota, a Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso do Sul (Nelore/ MS) afirmou que acompanha o tema com preocupação e defendeu que a discussão seja conduzida com “seriedade, responsabilidade técnica e equilíbrio”. Para a entidade, o Brasil construiu ao longo dos anos um sistema robusto de produção de proteína animal, com avanços em genética, sanidade, rastrea-
bilidade, sustentabilidade e produtividade, atendendo mercados de alta exigência em diferentes partes do mundo. O presidente da Nelore/MS, Paulo Matos, destacou que a rastreabilidade precisa continuar avançando no país, mas ponderou que esse processo não pode recair apenas sobre o pecuarista. “A Nelore/MS defende permanentemente a evolução da rastreabilidade do rebanho brasileiro, entendendo que o futuro da pecuária mundial passa cada vez mais por transparência, controle sanitário, tecnologia e se-
gurança alimentar”, afirmou. Ele também reforçou que a implantação de sistemas amplos exige participação do poder público, integração entre institui-
ções, segurança jurídica e políticas que permitam ao produtor absorver os custos sem perder competitividade. Na avaliação da associação,
Omar Aukar volta ao comando da ACICG e defende mais planejamento no comércio
Empresário assume a presidência da entidade para o triênio 2026-2029 em meio a juros altos, reforma tributária e mudanças no ambiente de negócios em Campo Grande
A Associação Comercial
e Industrial de Campo Grande inicia um novo ciclo com a volta do empresário Omar Aukar à presidência da entidade para o triênio 2026-2029. Com passagem anterior pelo comando da ACICG entre 2012 e 2014 e mais de 30 anos de atuação no setor de moda, ele reassume em um momento de cautela no comércio, marcado por juros altos, incertezas econômicas, reforma tributária e aumento
da concorrência digital. Ainda assim, avalia que a Capital segue economicamente ativa e com espaço para novos investimentos.
Em entrevista na última quinta-feira, 14, Aukar afirmou que o empresariado mantém interesse em abrir ou ampliar negócios, mas vem adotando uma postura mais prudente diante do custo do crédito e da necessidade de planejamento. “Hoje tem um número bem le-
gal de pessoas que estão com projetos para colocar em campo, para torná-los operacionais, mas estão aguardando uma melhora nas várias situações que nós temos visto”, disse. Para ele, o momento exige menos improviso e mais preparação. “Hoje não tem mais espaço para aventura. Hoje você entra profissionalmente, de forma planejada, ou o risco de perder dinheiro é bem grande.”
O novo presidente da ACICG avalia que a pressão sobre o setor não está concentrada em um único problema, mas em um conjunto de fatores que afetam diretamente a rotina de quem empreende. Mesmo assim, vê sinais positivos no cenário local, como a abertura
de novos CNPJs e a presença de grandes investimentos no Estado. “Temos tido a abertura de um número expressivo de CNPJs, o que mostra que a economia como um todo está andando”, afirmou. Na entrevista, ele citou empreendimentos ligados ao setor da celulose, como Arauco, Suzano e Eldorado, como exemplos de projetos que ajudam a movimentar a economia regional e a sustentar o comércio.
Ao voltar à presidência da entidade, Aukar afirma que pretende reforçar o papel da ACICG como ponto de apoio ao empresário, com orientação e acesso a informações que ajudem na tomada de decisão. “Um dos propósitos que
o Brasil já reúne conquistas importantes na área sanitária e produtiva, com um dos maiores programas de sanidade animal do mundo e evolução consistente em sustentabilidade, recuperação de pastagens, integração de sistemas e eficiência alimentar.
Ao mesmo tempo, a entidade afirma que parte das exigências impostas por alguns mercados pode deixar o campo técnico e se transformar em obstáculo comercial. “A Nelore/MS respeita o direito de cada mercado estabelecer suas regras sanitárias. Porém, considera necessário destacar que, muitas vezes, determinadas exigências ultrapassam a esfera técnica e acabam se transformando em barreiras comerciais à competitividade do agro brasileiro”, disse Paulo Matos.
A nota também ressalta que, embora a União Europeia tenha peso nas exportações, sobretudo em cortes premium, o bloco está longe de ser o principal destino da carne nacional. Para a entidade, o reconhecimento internacional da proteína brasileira segue sustentado pela eficiência, escala e capacidade produtiva do país.
“O produtor rural brasileiro não pode continuar sendo tratado como vilão ambiental ou sanitário enquanto sustenta uma das cadeias produtivas mais relevantes da economia nacional”, afirmou Paulo Matos. Ao final, a associação reforça que seguirá defendendo o aperfeiçoamento dos protocolos sanitários e da rastreabilidade, mas também a soberania produtiva, o direito de propriedade e a livre concorrência no comércio internacional.
eu sempre tive foi termos uma entidade que estivesse sempre aberta a todos os empresários, para que eles nunca tivessem o desprazer de começar um negócio e não ter ninguém para orientá-los”, disse. A proposta, segundo ele, é manter
a entidade próxima do setor produtivo em um momento em que Campo Grande ainda apresenta potencial de crescimento, mas exige cada vez mais leitura de mercado, adaptação e preparo de quem quer investir.
O presidente da Nelore/MS, Paulo Matos, vê a situação com preocupação
Omar Aukar volta à presidência da ACICG defendendo mais planejamento e apoio ao empresário em um cenário de cautela no comércio.
Abono salarial começa a ser pago e libera R$
76,4 milhões
em MS
Novo lote atende trabalhadores nascidos em maio e junho; valores variam conforme o tempo de serviço prestado em 2024
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O Ministério do Trabalho
e Emprego começou a pagar desde a última sexta-feira, 15, o quarto lote do abono salarial do ano-base de 2024, com liberação de R$ 76,4 milhões para trabalhadores de Mato Grosso do Sul. Nesta etapa, recebem o benefício os nascidos em maio e junho. Em todo o país, o governo federal informou que 4,55 milhões de pessoas serão contempladas, em um total de R$ 5,7 bilhões. O pagamento faz parte do calendário iniciado em fevereiro e os valores poderão ser sacados até 30 de dezembro de 2026.
No Estado, o volume de recursos coloca Mato Grosso do Sul entre os maiores da região Centro-Oeste, atrás apenas de Mato Grosso e Goiás. Do total nacional, 3,97 milhões de trabalhadores da iniciativa privada receberão o PIS, pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto 584,9 mil servidores
públicos terão acesso ao Pasep, pago pelo Banco do Brasil. O valor do abono varia entre R$ 136 e R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados em 2024. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 durante 2024 e ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias no ano-base, seguidos ou não. Também é necessário que o empregador tenha informado corretamente os dados no eSocial. O pagamento do PIS será feito, de forma prioritária, por crédito em conta corrente, poupança, conta digital da Caixa ou pelo aplicativo Caixa Tem. Quem não tiver conta poderá sacar em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui.
Alta dos alimentos básicos pesa mais no bolso na Capital
Pressionado principalmente pelos aumentos da batata e do tomate, custo da cesta chegou a R$ 826,89 em abril em Campo Grande
O orçamento das famílias voltou a apertar em Campo Grande com a alta dos alimentos mais consumidos no dia a dia. Em abril, a cesta básica ficou mais cara na Capital e passou a custar R$ 826,89, segundo levantamento da Conab em parceria com o Dieese. O avanço de 2,60% no mês foi puxado principalmente pelos reajustes da batata e do tomate, dois itens que tiveram forte aumento e ajudaram a elevar ainda mais o gasto com alimentação. Entre os produtos que mais pressionaram os preços, a batata liderou as altas, com variação de 19,57%, seguida pelo tomate, que subiu 11,89%. O leite integral também contribuiu para o encarecimento da cesta, com aumento de 8,78%. Outros itens importantes na mesa do consumidor, como óleo de soja, feijão carioca, arroz, manteiga, carne bovina, café em pó e pão francês, também ficaram
mais caros no período. Por outro lado, açúcar cristal, banana e farinha de trigo registraram queda. Com esse novo aumento, a compra dos alimentos básicos passou a consumir uma parcela ainda maior da renda de quem recebe salário mínimo. Em abril, o trabalhador precisou comprometer 55,15% do rendimento líquido apenas para adquirir a cesta básica, percentual superior ao de março. Na prática, isso significa que foram necessárias 112 horas e 13 minutos de trabalho para garantir os produtos essenciais de alimentação. O levantamento também mostra que a pressão sobre os preços não é apenas passageira. No acumulado de 12 meses, o feijão carioca aparece entre os itens com maior alta em Campo Grande, com avanço de 34,50%, enquanto a carne bovina acumula aumento de 8,42%.
Mato Grosso do Sul segue entre os estados com menor taxa de desemprego do País
Mesmo com alta no início do ano, Estado mantém uma das menores taxas de desocupação do Brasil, e Campo Grande aparece entre as capitais com melhor resultado
Mato Grosso do Sul permaneceu entre os estados com menor desemprego do país, mesmo após a alta registrada no começo deste ano. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, no trimestre encerrado em março de 2026, a taxa de desocupação no Estado ficou em 3,8%, acima dos 2,4% verificados no fim de 2025, mas ainda bem abaixo da média nacional, de 6,1%. Com esse resultado, o Estado aparece com a sexta
menor taxa do Brasil, mantendo um cenário de mercado de trabalho mais favorável do que a maior parte do país. Em números absolutos, Mato Grosso do Sul tinha 2,28 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Desse total, 1,48 milhão integrava a força de trabalho, com 1,42 milhão de pessoas ocupadas e 56 mil desocupadas. Outro indicador positivo foi a queda da informalidade, que recuou para
29,8% da população ocupada, a terceira menor taxa do país. O contingente de trabalhadores informais caiu de 441 mil para 425 mil pessoas em um trimestre, enquanto o número de empregadores subiu para 81 mil, puxado principalmente pelos que têm CNPJ. Em Campo Grande, a taxa de desemprego ficou em 4,1%, o que colocou a capital sul-mato-grossense entre as quatro com menor desocupação no Brasil. O número total de empregados se manteve estável em cerca de 1,025 milhão de pessoas, com avanço entre os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que passaram de 575 mil para 583 mil. O rendimento médio real
de todos os trabalhos no Estado foi de R$ 3.768, enquanto o rendimento do trabalho principal ficou em R$ 3.658, um dos maiores do país. Os dados, porém, também revelam desigualdades importantes. Em Mato Grosso do Sul, os homens recebem, em média, R$ 4.205, enquanto as mulheres ganham R$ 3.177. No recorte por cor ou raça, pessoas brancas têm rendimento médio de R$ 4.577, contra R$ 3.209 entre pardos e R$ 3.013 entre pretos. Já na escolaridade, quem tem ensino superior completo recebe, em média, R$ 6.298, mais que o dobro dos R$ 2.951 pagos a quem concluiu apenas o ensino médio.
FIEMS cobra menos burocracia e melhorias logísticas no comércio com o Paraguai
Reunião em Campo Grande discutiu entraves no transporte de cargas e medidas para ampliar a integração econômica entre os dois países
O fortalecimento do comércio bilateral entre Brasil e Paraguai pautou a reunião realizada na última quinta-feira, 14, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, entre o presidente da Fiems, Sérgio Longen, e o senador paraguaio Édgar López. No encontro, o setor produtivo de Mato Grosso do Sul voltou a cobrar mudanças que facilitem a circulação de cargas e reduzam barreiras ainda enfrentadas por empresas brasileiras nas rotas que ligam os dois países. Durante a reunião, Longen destacou que uma das principais demandas do empresariado local é a melhoria dos corredores logísticos no Paraguai, com impacto direto não apenas para Mato Grosso do Sul, mas
também para outras regiões do Brasil. O dirigente também defendeu a harmonização das regras de trânsito de cargas no Mercosul, diante das dificuldades geradas por limitações relacionadas às dimensões dos veículos e pelas restrições à circulação de bitrens no território paraguaio. “Estamos cobrando do Congresso paraguaio a adaptação das normas para que os veículos brasileiros possam circular sem necessidade de licenças especiais e sem penalidades indevidas”, afirmou.
Segundo Longen, o senador se comprometeu a levar a pauta ao Congresso Nacional do Paraguai e a articular uma agenda política com lideranças do país já no mês de junho. Do lado paraguaio, Édgar López reconheceu que ainda há uma distância significativa entre o ideal de livre comércio previsto no Mercosul e a realidade prática enfrentada na fronteira. “Há muitos obstáculos burocráticos, e nosso objetivo é simplificá-los, eliminar a burocracia excessiva e tornar a cir-
culação de pessoas e serviços mais flexível. Estamos trabalhando para alcançar esse objetivo e precisamos discuti-lo com os Poderes Executivo e Legislativo. Todos precisamos trabalhar juntos de forma colaborativa e conjunta”, declarou. O senador também destacou o aumento do interesse de empresários brasileiros em investir no Paraguai e disse que o país está disposto a oferecer apoio institucional para garantir mais segurança e fluidez a esse processo.
Licitação da Lotesul é suspensa após abertura de prazo para recursos
Pregão que vai definir empresa responsável pela plataforma tecnológica da loteria estadual é interrompido depois da habilitação provisória do consórcio liderado pela Dodmax
O pregão eletrônico que vai definir a empresa responsável pela implantação e operação da plataforma tecnológica da Lotesul foi suspenso na tarde da última quarta-feira, 13, após a abertura do prazo para recursos das concorrentes eli-
minadas. A paralisação ocorreu depois de o governo de Mato Grosso do Sul concluir a análise dos documentos e declarar habilitada a Dodmax Tecnologia S/A, empresa sul-matogrossense que lidera o consórcio apontado como vencedor
provisório da licitação. Com isso, a disputa entra agora em uma nova etapa administrativa antes da definição final. A sessão pública foi retomada às 13h45 e dependia da conferência formal de certidões, balanços patrimoniais, índices financeiros e outros documentos exigidos no edital. Às 16h06, o pregoeiro informou que a documentação havia sido aprovada e confirmou a habilitação da Dodmax. Em ata, a pregoeira registrou que o consórcio apresentou o com-
promisso formal de constituição previsto no edital, com a Dodmax na condição de líder e representante das demais empresas, a Pay Brokers IP Instituição de Pagamentos Ltda e a Paybrokers Loterias Ltda. Após essa etapa, a licitação entrou em fase recursal. As empresas Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda e LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda manifestaram interesse em recorrer do resultado. Conforme defi-
nido na sessão, as razões dos recursos poderão ser apresentadas entre os dias 14 e 18 de maio. Já a Dodmax foi intimada para, caso queira, apresentar contrarrazões entre os dias 19 e 21 de maio. Diante disso, o item da licitação foi oficialmente suspenso até a análise dos pedidos. O que está em jogo é a contratação da empresa que ficará responsável pela plataforma tecnológica da Lotesul, sistema que deverá concentrar e validar operações como regis-
tro de apostas, pagamento de prêmios, arrecadação, repasses, fiscalização e auditoria financeira. O consórcio liderado pela Dodmax foi o único a obter aprovação integral na prova de conceito, etapa prática considerada decisiva na disputa. A proposta prevê que o grupo fique com 69% da arrecadação operacional da plataforma, enquanto 31% serão destinados ao governo estadual. Mesmo com o avanço dessa fase, o edital para a operação dos jogos da Lotesul ainda não foi publicado.
Sérgio Longen e o senador Édgar López discutiram, em Campo Grande, medidas para reduzir entraves e fortalecer o comércio entre Brasil e Paraguai.
Mato Grosso do Sul manteve uma das menores taxas de desemprego do país, e Campo Grande ficou entre as capitais com melhor desempenho.
CAMPO GRANDE / MS
Avenida Afonso Pena terá câmeras e base da Polícia Militar para reforçar segurança
Estrutura inaugurada no Shopping Campo Grande amplia vigilância em uma das áreas de maior circulação da Capital e prevê monitoramento ao longo da avenida
Uma das regiões mais movimentadas de Campo Grande começou a receber reforço na segurança com a instalação de uma base comunitária da Polícia Militar e a implantação de câmeras de monitoramento na Avenida Afonso Pena. A nova estrutura foi inaugurada na manhã de quinta-feira, 14, no Shopping Campo Grande, e marca o início de uma estratégia voltada à vigilância permanente de um trecho considerado sensível pela corporação por concentrar grande fluxo de veículos, pedestres e pontos de encontro, sobretudo nos fins de semana.
Nesta primeira etapa, seis câmeras serão colocadas no entorno do shopping, com previsão de expansão do sistema para os altos da Afonso Pena.
O comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Guilherme, ressaltou que o trecho concentra grandes eventos e um dos cruzamentos com maior circu-
lação diária da cidade, mas até então não contava com câmeras de vigilância. “Aqui vai ficar um policial 24 horas para atender qualquer dúvida, qualquer ocorrência que tenha na região”, disse. A expectativa é de que a nova base também fortaleça o policiamento em áreas como Centro, Santa Fé, Carandá Bosque, Chácara Cachoeira, Cidade Jardim, Vivenda do Bosque, Parque dos Poderes, Cruzeiro e Giocondo Orsi. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e o Shopping Campo Grande. Toda a estrutura foi bancada pelo empreendimento privado, sem custo direto para o governo estadual, enquanto a Polícia Militar ficará responsável pela manutenção. A medida busca aumentar a presença policial e oferecer resposta mais rápida em uma área estratégica da Capital.
Campo Grande adere a compras sustentáveis e amplia foco em serviços digitais
Capital assinou a Declaração de Belém e passou a integrar grupo de cidades que adotam critérios ambientais, sociais e econômicos nas contratações públicas
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Campo Grande passou a integrar o grupo de cidades que adotam critérios sustentáveis nas contratações públicas após assinar, na terça-feira, 12, a Declaração de Belém para Compras Públicas Sustentáveis. A adesão foi formalizada em reunião no Paço Municipal e marca um novo passo da prefeitura na tentativa de unir redução de custos, modernização administrativa e maior eficiência na prestação de serviços à população. No mesmo encontro, também foi discutida a implantação do Balcão GovBR no município.
Ao defender a iniciativa, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a prioridade da gestão é fazer com que os serviços cheguem aos bairros e às áreas mais vulneráveis da cidade. “Hoje Campo Grande está em outro patamar, mas a gente precisou tomar muitas medidas duras para chegar aqui. Agora precisamos dar novos passos e esse é um passo importante para a cidade. O cidadão quer saber se o serviço chega nos bairros e nas comunidades mais vulneráveis”, disse. Segundo a administração, a digitalização dos serviços e a redução da burocracia seguem entre as principais metas do governo municipal.
A Declaração de Belém foi construída durante a COP 30
ACICG realiza treinamento inovador de vendas na Capital no dia 19 de maio
Entre os principais focos estão o estímulo à prospecção contínua, a melhoria na gestão de clientes e o desenvolvimento de uma visão mais estratégica sobre o processo de vendas
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande promove na próxima terça-feira (19), às 18h, uma nova edição do Vendópolis, treinamento de vendas com metodologia gamificada voltado ao desenvolvimento de equipes comerciais e ao aumento da performance em vendas. O treinamento será realizado na sede da ACICG, localizada na Rua 15 de Novembro, 390, Centro.
e está alinhada à Agenda 2030 da ONU, com foco em compras públicas sustentáveis. O documento orienta os governos a incluírem critérios ambientais, sociais e econômicos nas licitações e contratos. Para o coordenador-geral de Cooperação e Gestão da Assessoria Especial de Cooperação Federativa do Ministério da Gestão, Claudionei Abreu da Silva Júnior, a adesão funciona como reconhecimento de ações que Campo Grande já desenvolve. “A prefeitura já desenvolve ações sustentáveis nas compras públicas. A adesão funciona como um selo desse trabalho e também reforça o compromisso de ampliar esses critérios de forma progressiva”, afirmou. O secretário especial de Contratos e Licitação, André Moura Brandão, disse que os procedimentos do município já contemplam critérios ligados à sustentabilidade e que a assinatura reforça esse compromisso. Já o Balcão GovBR, que será instalado no Centro de Atendimento ao Cidadão, deverá ampliar o acesso da população a serviços digitais e benefícios sociais do governo federal. A proposta também prevê incentivo a tecnologias limpas, fortalecimento de mercados locais, participação social e troca de experiências entre governos.
O treinamento é desenvolvido pela VendaMais, empresa com mais de 30 anos de atuação em educação corporativa e reconhecida nacional e internacionalmente por sua experiência em vendas e gestão comercial. A primeira edição do Vendópolis na Capital foi realizada em
março, reunindo 25 empresários. Agora, a proposta é ampliar o acesso à metodologia, que aposta em aprendizado prático e imersivo. Diferente dos treinamentos tradicionais, o Vendópolis simula um ambiente de negócios com pressão, imprevistos e tomada de decisões estratégicas, aproximando os participantes da realidade do dia a dia comercial. Durante a dinâmica, os participantes são divididos em equipes e passam por rodadas que envolvem prospecção de clientes, gestão de carteira, definição de
estratégias e administração do tempo e da energia. O formato estimula a competitividade saudável, o pensamento estratégico e o aprendizado coletivo. Entre os principais focos estão o estímulo à prospecção contínua, a melhoria na gestão de clientes e o desenvolvimento de uma visão mais estratégica sobre o processo de vendas. A especialista em Segurança do Trabalho da Seed Business, Patrícia Rocha, foi uma das participantes da primeira edição e relata que teve uma virada de chave em seu negócio.
“Percebi a importância do cliente de ticket alto, onde eu pudesse focar a energia, ganhar mais e oferecer um atendimento mais pontual. Após o treinamento, percebi que o meu olhar mudou e eu consegui fechar contratos maiores,” destaca. As vagas do treinamento Vendópolis são limitadas e as inscrições possuem condições diferenciadas de acordo com o número de colaboradores por empresa interessada em participar. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp: (67) 99931-0993.
Prefeitura fecha contrato de R$ 4,5 milhões para recuperar ruas na Região do Segredo
Obras de recape e reparos no asfalto vão atender bairros da região norte de Campo Grande com recursos do Tesouro Municipal
A Prefeitura de Campo Grande oficializou na última sexta-feira, 15, um contrato de R$ 4,5 milhões para obras de recuperação asfáltica em ruas da Região do Segredo. O extrato foi publicado no Diogrande e prevê a execução dos serviços pela empresa Asfaltec Usina de Asfalto e Tecnologia Ltda, vencedora do pregão eletrônico realizado pela administração municipal. A medida faz parte do programa de recuperação do pavimento urbano e busca atender áreas que sofrem com desgaste da malha viária. De acordo com o contrato, o investimento será de R$ 4.569.999,53, com recursos do Tesouro Municipal. A vigência
inicial é de 90 dias, além do período necessário para a execução das obras conforme o cronograma físico-financeiro. A previsão é de que os serviços sejam concluídos em até 360 dias após a emissão da ordem de serviço, prazo que servirá de base para o andamento das intervenções. As obras devem alcançar ruas de vários bairros da Região do Segredo, entre eles Mata do Segredo, Nova Lima, Coronel Antonino, Novos Estados, Mata do Jacinto, Nasser, Monte Castelo, São Francisco, Seminário, Cabreúva, Vila Margarida, Sobrinho, Planalto, Autonomista, Jardim dos Estados e Santa Fé. A proposta é ampliar a recuperação do asfalto em uma área extensa da cidade, em pontos que concentram demanda por manutenção. Em março, a prefeitura já havia anunciado a formalização de contratos que somam R$ 37,6 milhões para recuperação
Base comunitária da Polícia Militar começou a funcionar no Shopping Campo Grande e vai apoiar o monitoramento da Avenida Afonso Pena.
As vagas do treinamento Vendópolis são limitadas e as inscrições possuem condições diferenciadas de acordo com o número de colaboradores por empresa interessada em participar.
Prefeitura de Campo Grande assinou a Declaração de Belém e reforçou compromisso com compras sustentáveis e serviços digitais.
Contrato publicado pela prefeitura prevê obras de recuperação asfáltica
bairros da Região do Segredo, em Campo Grande.
Hospital Regional de MS reforça apelo por doação de leite humano para bebês
Com a proximidade do Dia Nacional de Doação de Leite Humano, hospital destaca a importância de novas doadoras para atender recém-nascidos, sobretudo prematuros
Às vésperas do Dia Nacional de Doação de Leite Humano, lembrado em 19 de maio, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul voltou a chamar atenção para a necessidade de ampliar o número de doadoras em Campo Grande. Referência estadual em gestação de alto risco e atendimento neonatal, o HRMS mantém demanda contínua por leite humano para alimentar bebês internados, especialmente os prematuros, que dependem desse suporte para ganhar peso, se desenvolver e enfrentar complicações nos primeiros dias de vida.
Segundo a nutricionista Fernanda Menezes, responsável técnica pelo Banco de Leite Humano do hospital, cada doação tem impacto direto na recuperação dos recém-nascidos. “O leite humano é muito importante para o recém-nascido, especialmente para o prematuro. Ele oferece proteção imunológica, auxilia no desenvol-
vimento neurológico e reduz complicações. Cada mililitro doado pode fazer diferença na vida de um bebê”, afirma. No HRMS, o processo começa com uma entrevista para avaliar as condições de saúde da candidata. Depois, a equipe entrega frascos esterilizados e orienta sobre a coleta e o armazenamento corretos em casa. A coleta é feita semanalmente na residência da doadora, em qualquer região de Campo Grande, e o leite segue até o hospital sob controle de temperatura. Já no banco de leite, o material passa por análise laboratorial e pasteurização, procedimento que elimina agentes infecciosos sem comprometer os nutrientes essenciais, antes de ser armazenado e distribuído conforme a necessidade clínica dos bebês internados. O hospital também recebe leite de mães cujos filhos estão na unidade neonatal; nesse caso, o alimento é reservado exclusivamente ao próprio bebê.
Estado intensifica ação contra hantavirose após caso suspeito em investigação
Sem registros confirmados desde 2019, Mato Grosso do Sul mantém protocolo de vigilância e orienta prevenção diante de doença transmitida por roedores silvestres
A Secretaria de Estado de Saúde reforçou as medidas de vigilância, prevenção e assistência contra a hantavirose em Mato Grosso do Sul após a notificação de um caso suspeito em investigação em Campo Grande. Embora o Estado não registre casos confirmados da doença desde 2019, a SES informou que mantém uma estrutura permanente de resposta para agravos com potencial impacto à saúde pública. O paciente investigado deu entrada inicialmente como caso suspeito de leptospirose, mas o protocolo prevê exames para outras doenças com sintomas semelhantes.
Transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de roedores silvestres infectados, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que pode evoluir rapidamente nos casos mais graves. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor abdominal, cansa-
Município amplia vacinação para todos os públicos contra gripe após alta de casos
Com aumento de internações e mortes por síndrome respiratória aguda grave, prefeitura libera imunização para toda a população acima de 6 meses
Diante do avanço dos casos de síndrome respiratória aguda grave e da maior circulação dos vírus da Influenza em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou, desde a última quinta-feira, 14, a vacinação contra a gripe para toda a população acima de 6 meses de idade. A medida foi adotada para tentar conter o agravamento do cenário nas unidades de saúde da Capital, que já registrou 808 casos de SRAG e 55 mortes relacionadas à doença, segundo dados da 18ª semana epidemiológica. As crianças de até 9 anos concentram a maior parte das internações, com 547 registros, o equivalente a 67,7% do total. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, foram contabilizados 46 casos, enquanto os idosos com mais de 60 anos somam 116
internações. Entre os pacientes hospitalizados, 70 tiveram confirmação para Influenza A e 27 para Influenza B. Ao todo, 15 mortes foram registradas entre pacientes internados com esses dois tipos de vírus. Desde o início da campanha, em 26 de março, mais de 107 mil doses já foram aplicadas em Campo Grande. Mesmo assim, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários, como
crianças, gestantes e idosos, ainda está em 31,11%, bem abaixo da meta de 90% fixada pelo Ministério da Saúde. Segundo o gerente de imunização da Sesau, Evandro Ramos, a ampliação da vacinação é uma medida estratégica neste período de maior circulação viral. “A vacina é uma forma preventiva muito eficaz, inclusive contra as formas graves da doença, e está disponível gratuita-
mente para toda a população”, afirmou. A orientação da secretaria é para que os moradores procurem a unidade de saúde da família mais próxima e mantenham a caderneta de vacinação em dia. A prefeitura reforça que a vacina é segura, gratuita e considerada fundamental para reduzir complicações, internações e mortes causadas pelos vírus da gripe.
Cassems reajusta contribuição de cônjuges para equilibrar custos
Mudança passa a valer a partir de maio de 2026 e, segundo a operadora, busca garantir a continuidade do atendimento diante da alta nas despesas assistenciais
ço intenso, náuseas e vômitos. Em situações mais severas, a doença pode comprometer os pulmões e o sistema cardiovascular, exigindo atendimento médico imediato. Segundo a SES, os maiores registros no país se concentram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, especialmente em áreas rurais e em atividades ligadas à agricultura.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, o Estado segue protocolos alinhados ao Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes e educação em saúde.
A secretaria também informou que a hantavirose está entre os agravos prioritários monitorados no plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas, dentro de uma estratégia de resposta integrada em saúde.
A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou nesta semana um reajuste na contribuição fixa cobrada dos cônjuges dos beneficiários, medida que passa a valer na competência de maio de 2026, com vencimento em 10 de junho. O novo valor será de R$ 450. Segundo a direção da Cassems, a mudança foi adotada após estudos técnicos apontarem desequilíbrio no modelo de custeio desse grupo, sem alteração nas contribuições dos titulares nem dos filhos dependentes. De acordo com os dados apresentados pela operadora, os cônjuges arrecadaram cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando um déficit
de R$ 189 milhões. Na prática, para cada R$ 1 arrecadado, a Cassems informou ter gasto R$ 4,08 com atendimento e cobertura de saúde. Nesse cenário, o reajuste foi justificado como uma medida necessária para adequar a arrecadação à realidade das despesas médicas, em um contexto de aumento geral dos custos da saúde suplementar. A operadora afirma que a pressão sobre o sistema tem sido ampliada pelo envelhecimento da população, pela incorporação de novas terapias e pelo uso
de medicamentos de alto custo. Antes do reajuste, a Cassems informa ter adotado medidas de eficiência e controle de gastos, com economia superior a R$ 104 milhões no último ano, por meio de melhorias de gestão, revisão de processos, combate ao desperdício e fortalecimento da rede própria. A avaliação da direção é de que o ajuste foi tomado com responsabilidade para preservar a continuidade do plano e da assistência oferecida em todas as regiões do Estado.
A cobrança será feita priori-
tariamente por boleto bancário e Pix Automático, mas o beneficiário também poderá optar pelo desconto em folha, desde que haja autorização formal. Para isso, o titular deverá comparecer presencialmente a uma unidade da Cassems para solicitar a mudança. Mesmo com o reajuste, a operadora sustenta que continuará oferecendo uma relação de custo-benefício competitiva, com contribuição média ainda abaixo dos valores praticados por planos equivalentes da rede privada.
SUS passa a oferecer teste genético para ajudar
no tratamento do câncer de mama
Exame que identifica mutações ligadas à predisposição hereditária da doença será destinado a mulheres já diagnosticadas e deverá ser implantado na rede pública em até 180 dias
O Ministério da Saúde anunciou na última quarta-feira, 13, a inclusão no SUS de um teste genético voltado ao câncer de mama, medida que amplia o acesso a um exame usado para identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados à predisposição hereditária da doença. A decisão foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União e prevê prazo de até 180 dias para que o procedimento passe a ser oferecido na rede pública em todo o país. Hoje, na rede particular, o exame custa entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.
que já tiveram diagnóstico de câncer de mama. O objetivo é ajudar os médicos a definir com mais precisão o tratamento, além de permitir a identificação de riscos para familiares da paciente, já que essas alterações genéticas podem ser herdadas. Os genes BRCA1 e BRCA2 atuam na reparação de danos no DNA e, quando apresentam mutações, aumentam as chances de desenvolvimento de tumores.
Segundo o ministério, o teste será destinado a mulheres
A incorporação da tecnologia ao sistema público ocorreu após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tec-
nologias no SUS, responsável por avaliar novos exames, tratamentos e procedimentos para a rede pública. Além de orientar o tratamento da paciente, o resultado do exame pode indicar medidas preventivas para familiares, como exames de imagem mais frequentes, acompanhamento médico contínuo e, em situações específicas, até cirurgias preventivas. O teste também pode auxiliar na indicação de terapias específicas, incluindo medicamentos voltados a alterações genéticas relacionadas ao câncer.
Banco de Leite Humano do HRMS reforça pedido por novas doadoras para atender bebês internados, principalmente os prematuros
Foto: Divulgação
Vacinação contra a gripe foi ampliada em Campo Grande para toda a população acima de 6 meses diante da alta de casos respiratórios.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Cassems reajustou a contribuição dos cônjuges e atribuiu a medida ao aumento das despesas assistenciais e à necessidade de equilíbrio financeiro do plano.
Estado anuncia R$ 176 mi para ampliar abastecimento de água em 16 cidades
Pacote de obras foi apresentado em Campo Grande e faz parte da estratégia de modernização do sistema para atender o crescimento dos municípios e ampliar a segurança hídrica no Estado
Mato Grosso do Sul terá um novo pacote de investimentos para ampliar e modernizar o abastecimento de água em 16 municípios. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 15, pela Sanesul, durante solenidade em Campo Grande. Ao todo, serão aplicados R$ 176 milhões em obras voltadas à melhoria da distribuição, aumento da capacidade de reservação e reforço da estrutura operacional, dentro da política estadual de expansão do saneamento básico. A medida busca preparar o sistema para o crescimento das cidades e garantir mais regularidade no fornecimento de água à população.
Segundo a empresa, os recursos serão destinados a obras que já estão em andamento ou em fase avançada de contrata-
ção e execução. Serão contemplados Aral Moreira, Bataguassu, Bodoquena, Chapadão do Sul, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Inocência, Miranda, Naviraí, Pedro Gomes, Ponta Porã, incluindo o distrito de Sanga Puitã, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Sonora e Terenos. Os investimentos levam em conta critérios como crescimento populacional, expansão urbana e necessidade de reforço dos sistemas já existentes. Ao apresentar o pacote, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que a intenção é evitar que o sistema se torne insuficiente diante do novo ritmo de desenvolvimento do Estado. “Nós vamos fazer este investimento que representa um refinamento
Feira da Arauco leva qualificação e abre caminho para vagas no setor florestal
Ação gratuita passa por seis cidades, oferece capacitação com bolsa-auxílio e busca preparar trabalhadores para atender à expansão do Projeto Sucuriú
A Arauco colocou na estrada uma feira itinerante para aproximar moradores de Mato Grosso do Sul de novas oportunidades de trabalho no setor florestal. Realizada entre abril e junho em seis cidades do Estado, a Feira de Profissões oferece capacitação gratuita, bolsa-auxílio durante o período de formação e a possibilidade de ingresso em uma área que vive forte expansão. A iniciativa foi criada para atender à demanda do Projeto Sucuriú, que prevê cerca de 800 vagas, principalmente para operadores de máquinas e mecânicos.
Segundo a empresa, o crescimento industrial e florestal de Mato Grosso do Sul tem ampliado a necessidade de mão de obra, especialmente em funções ligadas à operação no campo. A maior procura, nesta fase, é por 700 operadores de harvester e forwarder, além de 50 mecânicos. Em entrevista, o gerente de Pessoas da Arauco, Reginaldo Alves Sene, afirmou que a prioridade é formar trabalhadores da própria região para ocupar essas vagas. “Nós queremos que as pessoas da nossa região sul-mato-grossense sejam capacita-
da política da Sanesul, porque vamos melhorar o sistema de abastecimento de água, modernizar e ampliar este servi-
ço”, disse. Ele lembrou ainda que Mato Grosso do Sul já tem cobertura de saneamento de 76,30% e trabalha para atingir
a universalização até 2028, antes do prazo previsto no marco legal do setor. Os recursos anunciados estão vinculados
OAB/MS debate mudanças na pensão por morte de servidores do Estado
Comissão da entidade discutiu efeitos das reformas na previdência própria e chamou atenção para regras que impactam dependentes de servidores públicos
As mudanças nas regras de pensão por morte para servidores públicos estiveram no centro de um debate realizado na manhã da última quinta-feira, 14, pela Comissão de Regime Próprio de Previdência Social da OAB de Mato Grosso do Sul. A reunião reuniu advogados e especialistas para discutir como as alterações na legislação previdenciária vêm afetando dependentes e beneficiários vinculados ao regime próprio dos servidores. Durante o encontro, a presidente da comissão, Ada Cristina Figueiredo de Oliveira Amorim, apresentou uma análise sobre a evolução do artigo 40 da Constituição Federal, especialmente no trecho que trata
da pensão por morte. Segundo ela, a discussão buscou esclarecer como o benefício foi sendo modificado ao longo do tempo e de que forma a regra em vigor na data do fato gerador deve ser considerada na concessão. A reunião também tratou das possibilidades de revisão do benefício em casos específicos. O vice-presidente da comissão, Ademir de Oliveira, chamou atenção para os efei-
tos da Emenda Constitucional 103, que promoveu a mais recente reforma da Previdência. Segundo ele, as mudanças tiveram impacto direto sobre a pensão por morte no serviço público e alteraram de forma significativa o alcance do benefício para servidores e seus dependentes. A avaliação do grupo é de que o tema exige atualização constante, diante das dúvidas que ainda cercam
a aplicação das novas regras. Ao fim da reunião, os integrantes da comissão reforçaram o convite para o 1º Encontro de Regime Próprio de Previdência Social da OAB/ MS, marcado para 18 de junho. A proposta é ampliar a discussão sobre previdência dos servidores e aprofundar o debate sobre temas que têm impacto direto na vida funcional e familiar desse grupo.
das”, disse. “Estamos com esse projeto para buscar pessoas com experiência, mas, principalmente, para capacitar quem, no futuro, possa trabalhar conosco em todas as nossas operações.” Um dos diferenciais da ação é justamente abrir espaço para quem ainda não tem experiência no setor. A participação é gratuita, voltada a maiores de idade e destinada tanto a quem está desempregado quanto a quem deseja mudar de área. Os cursos terão duração relativamente curta, com cerca de dois meses e meio para operadores e de três a três meses e meio para mecânicos. “É uma carga horária de formação não tão extensa, mas as pessoas têm essa oportunidade de uma formação rápida e também de uma possibilidade de contratação imediata”, afirmou Reginaldo. Segundo ele, a adesão do público nas primeiras etapas, em Inocência e Aparecida do Taboado, superou a expectativa da empresa. Depois de passar por essas duas cidades, a feira chegou a Três Lagoas nos dias 12, 13 e 14 de maio e seguirá para Paranaíba, Chapadão do Sul e Água Clara.
Renovação da concessão abre ciclo de R$ 4,4 bilhões em investimentos da Energisa
Contrato por mais 30 anos dá fôlego para expansão da rede, novas ligações e reforço do sistema elétrico diante do crescimento econômico e dos eventos climáticos no Estado
A renovação da concessão da Energisa Mato Grosso do Sul por mais 30 anos, assinada no último dia 8, com o Ministério de Minas e Energia, abriu um novo horizonte de investimentos no setor elétrico do Estado. Com o contrato renovado, a distribuidora anunciou um pacote de R$ 4,4 bilhões para os próximos cinco anos, com foco na ampliação da rede, melhoria da qualidade do fornecimento e preparação do sistema para atender o avanço populacional e industrial de Mato Grosso do Sul.
Segundo o diretor-presidente da concessionária, Paulo Roberto dos Santos, a renovação garante segurança regulatória e financeira para o planejamento de longo prazo. “A importância dessa assinatura é a segurança
nos investimentos futuros. É uma nova regulação, com mais maturidade, que permite à concessionária fazer planejamento financeiro e estrutural para os próximos 30 anos, com muita segurança”, afirmou. Do total previsto, R$ 2 bilhões serão destinados a novas ligações residenciais, comerciais e industriais, diante da expectativa de mais de 125 mil conexões no período. Outros R$ 2,2 bilhões irão para expansão da rede, automação, digitalização dos serviços e reforço da estrutura para enfrentar oscilações e interrupções. A empresa informou que parte desse investimento já começou a ser aplicada neste ano e inclui, para 2026, a construção de subestações em Maracaju e Mundo Novo, além da
de outras seis unidades. Paulo Roberto afirmou que a meta é tornar a rede mais resistente aos impactos do clima, que têm sido cada vez mais severos em Mato Grosso do Sul. “Vamos
de acesso mais
ao programa
Avançar Cidades e ao Novo PAC, com financiamento viabilizado pela Caixa Econômica Federal.
Diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio: Pacote anunciado pela Sanesul prevê obras para ampliar e modernizar o abastecimento de água em 16 municípios de MS.
Comissão da OAB/MS discutiu efeitos das mudanças na pensão por morte para servidores públicos e seus dependentes.
Paulo Roberto: Renovação da concessão da Energisa em Mato Grosso do Sul abre nova etapa de investimentos na rede elétrica e no atendimento ao crescimento do Estado.
Foto: A Crítica
Reginaldo Alves: Feira de Profissões da Arauco percorre cidades de MS para capacitar trabalhadores e atender à demanda do setor florestal.
CRISTIANE ALKMIN JUNQUEIRA
Diretora-presidente da MSGás
“Queremos
que o desenvolvimento econômico chegue a todos de forma igualitária”
Diretora-presidente da MSGás detalha expansão da rede, novos projetos, crescimento da base de clientes e o papel da companhia no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul
AMSGás vive um momento de expansão em Mato Grosso do Sul, com crescimento da base de clientes, avanço da rede e novos projetos estratégicos em regiões como Dourados e Inocência.
Em entrevista ao jornal A Crítica, a diretora-presidente
Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt também falou sobre os resultados financeiros da companhia, o peso da indústria no consumo de gás natural, o potencial do biometano e a importância da empresa nos debates regulatórios do setor. Segundo ela, a estatal de economia mista atua com governança, independência financeira e foco em infraestrutura para acompanhar o desenvolvimento do Estado. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: Qual indicador melhor simboliza esse novo momento da MSGás em Mato Grosso do Sul?
Cristiane: A MSGás tem evoluído no número de clientes em torno de 4 mil unidades consumidoras ao ano. E, quando a gente fala disso, estamos falando de comércio, residências, prédios inteiros dentro de condomínios novos. Hoje, todas as residências que estão se expandindo, não só em Campo Grande, mas em Três Lagoas e em todos os lugares onde estamos, entram nesse movimento. O nosso grande público é a indústria. A indústria representa 96% de todo o nosso volume. Os 4% restantes são residências, comércio, lojas, padarias, farmácias, escolas e hospitais.
Isso traz muita segurança, eficiência e um preço menor. Você não depende do botijão de GLP, que é outro gás. O gás natural é menos poluente e está dentro de uma nova tendência, que é o biometano. Mas, respondendo à sua pergunta, a gente está, sim, em um crescimento contínuo.
A Crítica: Quais são os critérios técnicos e econômicos usados pela companhia para investir em regiões como Três Lagoas, Inocência e outras áreas do Estado?
Cristiane: A MSGás tem indicadores de lucratividade, de EBITDA, que é o lucro antes dos impostos, como se fosse um lucro operacional, e ela está muito bem. Está tendo um crescimento espetacular. Neste primeiro trimestre de 2026, por exemplo, estamos com lucro líquido de R$ 13,4 milhões. O nosso EBITDA está em torno de R$ 23 milhões. Isso é importante porque a MSGás independe do Tesouro Estadual. Apesar de ser uma empresa estatal de economia mista, com 51% do Estado e 49% da Mitsui e da Compass, a gente tem uma governança muito clara. Tudo acontece com compliance, auditoria externa e aprovação do conselho. O Tesouro não coloca um centavo na companhia. Ao contrário, como somos lucrativos, damos dividendos para o Estado.
A Crítica: Quais são hoje os projetos mais estratégicos da MSGás?
Cristiane: Tem dois projetos que este ano estamos começando a tocar e que nos dão um orgulho tremendo. O primeiro é o da Arauco, nova empresa de celulose que está chegando em Inocência, e para a qual vamos construir, até julho de 2027, 125 quilômetros de rede. Isso é muita coisa para uma empresa que tem cerca de 500 quilômetros de rede. Estamos fazendo isso com a nossa equipe interna, uma equipe competente, de engenheiros e do administrativo, que dá todo o suporte. Quando a gente tem uma âncora, e a nossa âncora é a Arauco, isso não significa que vamos fazer um duto só para atender a Arauco. Ela é a âncora, mas depois vamos atender toda aquela região, chegando aos lares, ao comércio e a outras indústrias.
A Crítica: E sobre Dourados, o que já está definido?
Cristiane: Em junho, a gente vai inaugurar Dourados. A MSGás vai finalmente chegar a Dourados, que era um sonho, um projeto antigo. Já temos a nossa âncora lá, que é a Seara, e o contrato está fechado. Vamos levar o gás natural de Campo Grande para Dourados, num primeiro momento, via caminhão, com GNC, que é o gás natural comprimido. Você pega o gás aqui em Campo Grande, comprime, leva para Dourados
e lá descomprime. Depois, no ano que vem, vamos começar a construção do nosso duto lá em Dourados, para poder atender a população.
A Crítica: Como a MSGás concilia expansão econômica com sustentabilidade ambiental?
Cristiane: Essa pergunta é ótima porque me dá a oportunidade de explicar dois outros projetos da MSGás. Um deles é o deslocamento do diesel da
Tem dois projetos que este ano estamos começando a tocar e que nos dão um orgulho tremendo.
frota, seja frota pesada, seja de ônibus dentro das cidades, seja dos caminhões da Solurb, que hoje já são a gás natural e biometano. Toda a frota da indústria também. Como aqui temos diversas empresas de celulose, como Suzano, Arauco, Eldorado e futuramente Bracell, todas elas já vão vir descarbonizadas, com caminhões preparados para operar com gás natural e biometano. O biometano é como se fosse o gás natural mais limpo. O gás natural já descarboniza por si só a matriz quando comparado ao diesel. Quando você coloca biometano no duto, ele pode transitar normalmente, porque a molécula é igual, CH4.
A Crítica: O biometano já é uma realidade no Estado?
Cristiane: As plantas de biometano estão sendo feitas aqui em Mato Grosso do Sul. Você tem a Atvos, que tem uma planta que deve ficar pronta em dezembro deste ano. Tem a Cocal, que comprou duas plantas do setor sucroalcooleiro, e temos também a Decoagro, além do grupo J&F em várias plantas aqui no Estado. Isso ainda não é uma função da MSGás, mas, quando essas plantas estiverem prontas, a gente já está fazendo todo um trabalho de base para ver como colocar esse biometano na rede e deixar tudo ainda mais sustentável. O governador tem a meta de fazer do Mato Grosso do Sul o primeiro estado carbono neutro em 2030, e a MSGás está nessa empreitada.
A Crítica: Como está o planejamento para tornar o gás natural mais presente nos la-
res e no comércio?
Cristiane: Como eu disse, todo ano estamos tendo um crescimento bem consistente de unidades consumidoras dentro da nossa rede, com pequenas expansões dentro de Campo Grande e Três Lagoas. E estamos indo para Inocência, iremos para Bataguassu e já estamos chegando em Dourados neste ano. Em Campo Grande, por exemplo, está em curso uma expansão de 14,3 quilômetros de rede, no Centro-Oeste e nas Moreninhas, com potencial de chegar a mais mil unidades consumidoras, incluindo cinco escolas estaduais. Estamos também no Tarumã, com dois quilômetros e meio, e na Chácara dos Poderes, com três quilômetros voltados à residência de alto padrão. Esses condomínios novos já estão dentro do nosso planejamento.
A Crítica: Mesmo assim, a indústria continua sendo o principal mercado da companhia?
Cristiane: Sem dúvida. A nossa lucratividade, de fato, está nisso. Isso é uma característica do Brasil todo, exceto alguns casos específicos, como o Rio de Janeiro no GNV e São Paulo, que são mercados mais antigos. Fora isso, o Brasil todo tem a maior parte da demanda concentrada na indústria. Aqui em Mato Grosso do Sul, tirando o consumo térmico, 96% da demanda está na indústria. Mas não é por isso que a gente não está fazendo expansões nas residências, no comércio, nas escolas, porque a gente quer que o desenvolvimento econômico chegue a todos de forma igua-
Aqui em MS, 96% da demanda está na indústria. Mas não é por isso que a gente não está fazendo expansões nas residências.
litária. A nossa meta é atingir mais 4 mil unidades consumidoras ainda este ano, se Deus quiser.
A Crítica: O que muda para a MSGás com o avanço do mercado livre de gás natural?
Cristiane: O mercado brasileiro de gás natural está passando por uma transição forte, da migração do mercado cativo para o livre. Antes, as grandes
indústrias precisavam comprar o gás da MSGás. Mas a MSGás não é vendedora nem produtora de gás. A gente comprava essa molécula de um fornecedor e repassava. O nosso lucro nunca esteve nessa venda, mas na distribuição. Com a entrada do mercado livre, hoje quase 90% do nosso mercado já está nesse modelo. Isso quer dizer que empresas como Suzano e Eldorado podem comprar diretamente da Petrobras ou de outro produtor. Como elas têm mais poder de barganha, conseguem uma molécula mais barata. Conseguindo a molécula mais barata, consomem mais gás natural. Então, a entrada no mercado livre é muito positiva para a MSGás e para o Estado.
A Crítica: Por que a companhia tem participado tão ativamente dos debates nacionais sobre gás natural e biometano?
Cristiane: Porque toda a regulação que sai nesse momento atinge o Estado do Mato Grosso do Sul, a MSGás e a lucratividade da companhia, que depois se transforma em dividendos para o Estado. Então, é muito importante que a MSGás se posicione. A gente tem se posicionado no debate nacional. É extremamente importante fazer parte desses debates, participar dos fóruns, estar junto à ANP, ao Ministério de Minas e Energia, à Agems, à TBG e a todos os players. A MSGás tem uma atitude proativa e não reativa. A gente quer estar nos fóruns, quer ser ouvido e quer mostrar que a empresa de Mato Grosso do Sul, apesar de ser pequena em comparação com outras distribuidoras, tem posicionamento, tem representatividade e quer ter voz dentro desse debate.
A Crítica: Que imagem a senhora gostaria que a população tivesse hoje da MSGás?
Cristiane: Eu quero que todos os que estão nos ouvindo tenham muito orgulho da MSGás. É uma empresa que está cada vez mais dentro do debate nacional, pautando discussões importantes, brigando pelas causas do Estado e crescendo. Hoje somos exemplo em vários fóruns. Tem várias distribuidoras de gás natural que vêm perguntar para a gente como temos feito as coisas. Somos reconhecidos pela transparência, pela governança interna e por regras que não permitem decisões isoladas. Ali quem manda é o conselho, não é o diretor A, B ou C. É importante explicar isso para que as pessoas entendam melhor o que a MSGás faz e como ela atua.
“Comunicação exige escuta” afirma jornalista Marcelo Tas
Neca Bumlai assume reitoria em nova fase do Insted como Centro Universitário
Cerimônia no dia 25 de maio marca transformação institucional, com ampliação de bolsas, serviços à população, pesquisas e parcerias internacionais
Campo Grande passa a contar oficialmente com mais um Centro Universitário a partir do próximo dia 25 de maio, quando o Insted realiza a cerimônia que marca sua transformação institucional. A nova fase também consolida Neca Chaves Bumlai como reitora do Centro Universitário, em um momento de expansão acadêmica e fortalecimento da atuação da instituição em Mato Grosso do Sul. Com a mudança de status, o Insted passa a ter autonomia para abrir novos cursos de graduação e pós-graduação, desenvolver pesquisas próprias, criar programas de mestrado e ampliar projetos voltados à comunidade. À frente desse processo, Neca destaca que a transformação vai além do aspecto administrativo e representa um avanço na experiência acadêmica e na contribuição social da instituição.
“Teremos uma experiência acadêmica com ainda mais qualidade e com mais entrega à sociedade, sem deixar de lado as metodologias ativas e protagonismo dos nossos acadêmicos”, pontua a reitora do Centro Uni-
versitário, Neca Chaves Bumlai. Além da nova configuração institucional, um dos impactos mais imediatos deve ser percebido na ampliação de oportunidades para os estudantes. A expectativa do Insted é expandir os programas de bolsas acadêmicas vinculadas à pesquisa, extensão universitária e monitoria, com percentuais que podem variar entre 40% e 100%, de acordo com os critérios de participação e dedicação dos acadêmicos. Segundo Neca, a nova fase fortalece a função social da instituição e amplia a capacidade de atuação em projetos que beneficiem diretamente a população. “Com a pesquisa e a criação de projetos maiores, teremos mais possibilidades de bolsas institucionais e ampliação das ações de extensão. Isso significa mais acadêmicos envolvidos diretamente em atividades que devolvem conhecimento e serviços para a sociedade”.
Entre os projetos previstos estão iniciativas nas áreas jurídica, contábil, tecnológica, saúde mental, empreendedorismo e inovação. Os núcleos de Práticas Jurídicas e de Apoio Contábil
e Fiscal, por exemplo, devem ampliar atendimentos gratuitos que hoje acontecem de forma pontual. A proposta é transformar esses serviços em ações permanentes para a população. Outro destaque desta nova etapa é o fortalecimento do Insted Hub, programa de pré-incubação de empresas voltado ao desenvolvimento de projetos acadêmicos e à conexão dos estudantes com o mercado de trabalho.
Para Neca, a transformação representa um avanço não ape-
nas para o Insted, mas também para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul. “Estamos ampliando nossa entrega à sociedade. O estudante continua sendo o centro de tudo, mas agora teremos ainda mais condições de desenvolver projetos que impactem diretamente Campo Grande e Mato Grosso do Sul”, afirma. Atualmente, o Insted oferece cursos presenciais nas áreas de Administração, Direito, Psicologia, Pedagogia, Estética e Cosmética, Ciências Contábeis, Logística, Gestão Financeira,
Tecnologia e outros, além de graduações EaD e mais de 20 cursos de pós-graduação.
O pró-reitor acadêmico, Jeferson Pistori, destaca que a transformação em Centro Universitário também amplia a capacidade de atração de investimentos e de fortalecimento da inovação no Estado. “A ascensão para Centro Universitário consolida a autonomia para atrair investimentos e fomentar pesquisa e inovação, fortalecendo o papel da instituição no desenvolvimento de Mato
Grosso do Sul”, pontua. Outro avanço proporcionado pela nova fase é a possibilidade de internacionalização acadêmica, além do desenvolvimento de pesquisas em parceria com instituições internacionais.
“Serão cursos de curta duração, com participação gratuita para nossos acadêmicos e certificação internacional, ampliando oportunidades de formação e troca de experiências fora do país”, destaca Fernando Bumlai, pró-reitor administrativo da instituição.
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Prédio do Insted, em Campo Grande, marca nova etapa da instituição com transformação em Centro Universitário.
Neca Chaves Bumlai assume a reitoria do Insted na nova fase da instituição como Centro Universitário
2 CADERNO LIGHT
Por: WILSON MENDES - wilsonpantaneiro@gmail.com
SÉRIE
Wolf Universe amplia franquia com a estreia do spin-off CIA
FOTO:REPRODUÇÃO
O universo televisivo criado por Dick Wolf ganhará mais um reforço em breve com a chegada da série “CIA”
A nova produção policial promete ampliar ainda mais a chamada “Wolf Universe”, já conhecida por sucessos como Law & Order, Chicago Med e FBI. A novidade chama atenção principalmente pelo elenco de peso, que reúne Tom Ellis e Nick Gehlfuss.
Conhecido mundialmente por interpretar o carismático Lucifer Morningstar na série Lucifer, Tom Ellis retorna ao gênero investigativo em um papel completamente diferente como Colin Glass / Hart Hoxton um Agente da CIA sem muita preocupação com protocolos. Já Nick Gehlfuss, lembrado pelo público como o médico Dr. Will Halstead em Chicago Med, também deixa os corredores do hospital para mergulhar no universo da espionagem e das operações de inteligência internacional como o corretíssimo e protocolar agendo do FBI, Bill Goodman.
A nova produção acompanha uma divisão especial da CIA responsável por investigar ameaças globais, operações clandestinas e crimes ligados ao terrorismo internacional. Para atuar em território americano, esse departamento da CIA cria um vinculo de trabalho com o FBI, responsável pelas prisões e investigações domésticas.
A trama mistura ação, suspense político e dramas pessoais, fórmula já tradicional nas produções de Dick Wolf. Segundo informações iniciais divulgadas pela emissora, a série deve explorar não apenas missões de alto risco, mas também os impactos psicológicos enfrentados pelos agentes em
SOLIDARIEDADE
Arraiá da AACC/MS 2026 mobiliza Campo Grande em apoio a crianças com câncer
Festa da AACC/ MS, no Albano Franco, em Campo Grande, vai destinar a arrecadação ao atendimento de pacientes e à reforma da Casa de Apoio
Campo Grande já tem data para receber uma das festas beneficentes mais tradicionais do calendário sul-mato-grossense. No dia 6 de junho, a AACC/MS realiza o maior arraiá solidário de Mato Grosso do Sul no Centro de Convenções Albano Franco, em um evento que une festa junina, mobilização comunitária e arrecadação para o atendimento de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.
A programação será realizada das 11h às 22h e deve reunir empresas, voluntários e parceiros que atuam na organização da estrutura, no funcionamento das barracas e no atendimento ao público. Mais do que uma festa, o evento é uma das ações que ajudam a manter o funcionamento da instituição ao longo do ano.
da também será usada na reforma da Casa de Apoio, estrutura que recebe pacientes e acompanhantes durante o período de tratamento em Campo Grande. O investimento é tratado como uma das prioridades da entidade neste momento.
campo. Na história, Tom Ellis interpreta um experiente agente de operações estratégicas conhecido pela habilidade em negociações delicadas e infiltrações internacionais. Já Nick Gehlfuss vive um analista de inteligência altamente técnico, responsável por conectar pistas e antecipar ameaças globais antes que elas se transformem em crises diplomáticas.
Crossovers de personagens da série FBI como Maggie Bell (Missy Peregrym), Jubal Valentine (Jeremy Sisto), Omar (Zeeko Zaki) e Scola (John Boyd) e Isobel (Alana De La Garza promentem ser comum.
A expectativa em torno de “CIA” é alta justamente pela combinação entre dois atores bastante populares entre os fãs de séries de televisão. Ellis carrega uma legião de admiradores desde o sucesso de “Lucifer”, enquanto Gehlfuss consolidou seu nome ao longo de várias temporadas em “Chicago Med”. A união dos dois em uma produção voltada para espionagem internacional já movimenta as redes sociais e fóruns especializados. Com a nova série, Dick Wolf reforça sua estratégia de expandir franquias televisivas conectadas, apostando em narrativas intensas e personagens fortes. “CIA” surge como uma tentativa de conquistar tanto o público fiel das produções policiais quanto os fãs de thrillers de espionagem modernos. CIA estreou em maio na Paramount +. As produções do Universo Wolf estão todas na Paramount +, que a maioria dos assinantes de streaming podem acessar pelo Prime Vídeo.
WOLF UNIVERSE
CHICAGO Chicago Fire, Chicago PD, Chicago Med, Chicago Justice. FBI FBI, FBI: Most Wanted, FBI: International
LAW & ORDER Law & Order, Law & Order: SVU, Law & Order: Criminal Intent, Law & Order: Tryal By Jury, Law & Order: Los Angeles, Law & Order: Organized Crime
LAW & ORDER Exiled: A Law & Order Movie, New York
UNIVERSE Undercover, Deadline, Conviction, Law & Order: Toronto Criminal Intent.
FICHA TÉCNICA
TÍTULO CIA
ANO 2026 (1ª temporada)
GÊNERO Ação, Drama, Policial, Suspense, Mistério
DIREÇÃO Vários
ROTEIRO Vários
PRODUÇÃO Peter Jankowski, Anastadia Puglisi, Dick Wolf
DISTRIBUIÇÃO Paramount + PAÍS USA
Toda a arrecadação obtida com o arraiá será destinada à manutenção dos serviços prestados pela AACC/MS, que atua no acolhimento de crianças e adolescentes em tratamento oncológico no Estado. A instituição informa que as despesas mensais giram em torno de R$ 400 mil, valor que cobre alimentação, hospedagem, atendimento multiprofissional e suporte às famílias atendidas. Nesta edição, parte da ren-
CINEMA
Os números mais recentes apresentados pela instituição mostram a dimensão desse atendimento. Em 2025, a AACC/MS registrou quase 18 mil atendimentos multiprofissionais, acompanhou mais de 300 crianças e adolescentes, realizou 6.346 hospedagens e serviu mais de 31 mil refeições. A instituição também relaciona sua atuação a uma mudança no cenário da oncologia pediátrica em Mato Grosso do Sul. Desde 1998, segundo a AACC/MS, o trabalho desenvolvido contribuiu para elevar as taxas de cura de cerca de 10% para 70% no Estado. A presidente da AACC/ MS, Mirian Comparin Cor-
rêa, destaca que o evento tem reflexo direto no atendimento oferecido pela entidade. “É um evento que mobiliza a comunidade e tem impacto direto no atendimento das crianças. Além de garantir recursos essenciais, aproxima a população dessa causa”, afirma. A programação do arraiá inclui apresentações de quadrilhas de escolas da Capital e uma série de barracas com comidas típicas. Entre os itens previstos estão arroz carreteiro, pratos à base de milho, doces, espetinhos e linguiça de Maracaju. A festa também terá área kids, com brinquedos e espaço voltado ao público infantil, numa proposta de evento para
toda a família. A ideia é manter o perfil popular e solidário da celebração, que há mais de duas décadas mobiliza a comunidade em torno da causa.
Os ingressos custam R$ 20. Crianças de até 10 anos não pagam. As entradas poderão ser compradas no local e também antecipadamente na sede da AACC/MS.
Com apelo popular, caráter beneficente e foco no atendimento a pacientes em tratamento contra o câncer, o arraiá da AACC/MS volta a ocupar espaço de destaque no calendário de eventos de Campo Grande, agora com a missão de reforçar o caixa da instituição e apoiar melhorias na Casa de Apoio.
SERVIÇO:
ARRAIÁ DA AACC/MS
Data: 6 de junho - Horário: das 11h às 22h
Local: Centro de Convenções Albano Franco Ingresso: R$ 20 Informações: (67) 3322-8000
Morada dos Baís vira cenário de filme sobre Lídia Baís em Campo Grande
Gravações começaram nesta semana e transformam patrimônio histórico da Capital em set de longa sobre a trajetória da artista sul-matogrossense
Quem passou pela Avenida Afonso Pena na última quinta-feira, 14 de maio, encontrou uma imagem diferente na fachada da Morada dos Baís. As janelas cobertas por panos pretos chamaram a atenção no centro de Campo Grande e marcaram a transformação do prédio histórico em cenário de um filme nacional sobre a vida da artista sul-mato-grossense Lídia Baís.
As gravações começaram na terça-feira, 13 de maio, e seguem até o início de junho. Durante esse período, a Morada dos Baís passa a funcionar como um dos principais sets da produção, que também usa o Museu José Antônio Pereira como locação. A escolha dos dois espaços reforça a proposta de aproximar o filme da trajetória de Lídia Baís a partir de ambientes ligados à memória e à formação cultural de Campo Grande. A ideia é preservar a identidade da narrativa e valorizar cenários que ajudam a contar a relação da artista com
Mato Grosso do Sul.
Mais do que servir de pano de fundo para as filmagens, a ocupação desses espaços históricos coloca em evidência o patrimônio cultural da Capital. Ao levar a produção para locais simbólicos da cidade, o longa também amplia a visibilidade de prédios que fazem parte da história local.
A expectativa é de que o filme apresente ao público a trajetória de Lídia Baís, nome apontado como um dos mais importantes das artes plásticas em Mato Grosso do Sul. A
produção busca projetar essa história para além do Estado e alcançar novas gerações de espectadores. O elenco reúne nomes conhecidos da cena artística. Entre eles está Ney Matogrosso, além da atriz paraguaia Ana Brun, reconhecida internacionalmente após conquistar o Urso de Prata no Festival de Berlim.
A produção chega com a proposta de valorizar a obra e o percurso de Lídia Baís, ao mesmo tempo em que reforça a importância da preservação
cultural. Ao transformar a Morada dos Baís em set de cinema, o filme também cria um novo olhar sobre um dos endereços mais tradicionais de Campo Grande. Com as filmagens em andamento até o início de junho, a movimentação no local deve seguir chamando a atenção de quem passa pela região central. Desta vez, não apenas pela arquitetura histórica do prédio, mas pelo papel que ele assume em uma produção que mira a história de uma das artistas mais relevantes do Estado.
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
O agente certinho Bill Goodman e o nada protoclar CIA Colin Glass/Hart Hoxton
Arraiá da AACC/MS será realizado em 6 de junho, em Campo Grande, com renda voltada ao atendimento de crianças em tratamento contra o câncer.
Morada dos Baís foi transformada em set de filmagem para longa sobre a artista sul-mato-grossense
Lídia Baís.
“Comunicação exige escuta” afirma jornalista Marcelo Tas
Convidado da Semana S, apresentador defende autenticidade, transparência e capacidade de ouvir em um ambiente marcado por excesso de informação e reação imediata
A passagem de Marcelo Tas por Campo Grande, como um dos destaques da Semana S, colocou no centro do debate a dificuldade de se comunicar em um mundo acelerado, hiperconectado e cada vez mais reativo.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na sexta-feira (15), o comunicador, apresentador e roteirista afirmou que, diante da avalanche de conteúdos e opiniões nas plataformas digitais, comunicar bem deixou de ser apenas falar e passou a depender, sobretudo, da capacidade de ouvir.
Para Tas, esse é justamente um dos grandes ensinamentos do rádio, meio com o qual diz ter forte ligação e admiração.
“A rádio sempre praticou algo que eu acho a nossa tarefa hoje, nós comunicadores: ouvir. A rádio sempre teve os ouvintes participando da programação. Para mim, é um veículo onde eu aprendo a ouvir”, afirmou. Na visão dele, a televisão, por muito tempo, se acostumou a falar de forma unilateral, sem escuta, e agora também é obrigada a se adaptar à nova lógica imposta pelo ambiente digital. O comunicador afirma que a transformação tecnológica não deve ser vista apenas como ameaça, mas como um processo que exige aprendizado, coragem e adaptação. Segundo ele, a grande dificuldade está em não ficar preso apenas ao medo das mudanças. “Ouvimos muito falar dessas ferramentas, fica com medo, pensa se vai ser demitido,
substituído por um robô. Mas é preciso olhar para as oportunidades e adquirir coragem para aprender, testar e avançar”, disse. Para Tas, esse raciocínio vale tanto para profissionais da comunicação quanto para empresas, escolas e instituições que hoje tentam compreender como atuar nesse novo cenário. Tas conhece bem esse universo. Comunicador e educador, com trajetória marcada pela exploração das linguagens e das múltiplas mídias, entre seus principais trabalhos estão o personagem Ernesto Varela, as séries Rá-Tim-Bum, CQC e
REPRODUÇÃO
o reality Batalha Makers.
Na educação, coordenou a criação do Telecurso e desenvolveu projetos interativos para o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Amanhã. Na internet, reúne cerca de 10 milhões de seguidores e, em 2023, teve um de seus trabalhos incluído na exposição Signals, no MoMA, em Nova York.
Atualmente, apresenta o Provoca, na TV Cultura, além de atuar como Associado Notável da I2AI e membro do Conselho Consultivo da Fundação Osesp. Ao comentar os efeitos da internet e das redes sociais sobre o debate público, Tas rejeita respostas simplistas. Para ele,
O comunicador afirma que a transformação tecnológica não deve ser vista apenas como ameaça, mas como um processo que exige aprendizado, coragem e adaptação.
a tecnologia tanto pode aproximar quanto afastar, dependendo da forma como cada pessoa a utiliza. “Hoje você espalha informação com um clique, então é mais fácil. Isso significa que é pior? Não sei. Depende de você usar um filtro para receber essa informação e, antes de espalhar, verificar se é verdade”, afirmou. Na avaliação do apresentador, o desafio contemporâneo passa por desenvolver uma nova educação digital, capaz de ensinar crianças e adultos a lidar com excesso de estímulos, desinformação e impulsividade.
EDUCAÇÃO
Outro ponto destacado por Tas foi a dificuldade de ouvir críticas e dialogar com quem pensa diferente. Para ele, esse talvez seja um dos maiores entraves da comunicação atual. “Uma das tarefas hoje talvez mais difíceis seja ter uma conversa com quem você discorda para um assunto produtivo. Como é que nós vamos resolver esse problema? Não vamos ficar só em ‘eu tenho razão’ ou ‘você tem razão’”, disse. A observação dialoga com a proposta de sua palestra na Semana S, voltada justamente para comunicação, criatividade e desafios do mundo digital. Tas também afirmou perceber uma mudança no humor social em relação ao período de polarização mais intensa vivido pelo país nos últimos anos. Sem entrar em disputas partidárias, ele avaliou que parte da sociedade parece começar a perceber a importância da colaboração e da construção coletiva. “Eu creio que as pessoas perceberam que o que funciona mesmo é quando você consegue trabalhar em colaboração”, afirmou. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de desqualificar a política como um todo e defendeu um olhar mais atento ao que está dando certo no Brasil, inclusive fora dos grandes centros. O apresentador participou da abertura da Semana S no dia 15, com a palestra “Comunicação na aceleração digital”, no Centro de Convenções José Roberto Tadros, ao lado do Senac Hub Academy. Além disso, a programação do evento contou com a programação técnica no Senac Hub Academy, com dezenas de workshops simultâneos em áreas como gestão, saúde, comunicação, tecnologia, beleza e gastronomia.
Professores vencedores de projeto nacional de sustentabilidade são premiados com viagem a Bonito
Educadores participaram de experiência em ecoturismo após desenvolverem ações inspiradas nos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável da ONU
Professores de sete estados brasileiros participaram de uma viagem especial para Bonito, em Mato Grosso do Sul, como reconhecimento por projetos educacionais voltados à sustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A premiação faz parte do programa Global Goals Educa, iniciativa nacional que já capacitou mais de 32 mil educadores em todo o país. Durante a visita ao principal destino de ecoturismo de Mato
Grosso do Sul, os educadores tiveram contato com experiências ligadas à preservação ambiental, turismo sustentável e educação ecológica. A proposta foi ampliar o repertório dos professores para aplicação prática dos conteúdos em sala de aula e incentivar ações de conscientização entre os alunos. Ao todo, dez professores foram premiados com projetos desenvolvidos em escolas da Bahia, Mato Grosso, Paraíba,
Sergipe, Pará, São Paulo e Alagoas. Entre os destaques está a iniciativa “A Árvore dos Sonhos”, criada pela professora Anelise Winck, de Mato Grosso, que utilizou o cultivo de batata-doce em uma horta escolar para estimular trabalho em equipe, alimentação saudável e participação dos estudantes. O projeto Global Goals Educa é realizado pela NTICS Projetos com apoio da Áster, concessionária John Deere em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Segundo os organizadores, a iniciativa busca fortalecer a educação sustentável nas escolas e incentivar professores e alunos a desenvolverem soluções para desafios sociais, ambientais e econômicos dentro das comunidades.
REPRODUÇÃO
FOTO: JAMILLE GOMES
Em passagem por Campo Grande, Marcelo Tas falou sobre comunicação, escuta e os desafios da era digital
Marcelo Tas durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, em Campo Grande, antes de palestra na Semana S
Educadores de diferentes estados participaram de experiência em Bonito após premiação por projetos sustentáveis nas escolas
CADERNO LIGHT
Assinatura
A Fiat ampliou no Brasil o serviço de carros por assinatura com contratação 100% digital e pagamento via cartão de crédito. O modelo permite ter um carro 0 km sem financiamento, com planos de 12 a 36 meses e opções como Pulse, Mobi, Argo, Strada, Toro e Fastback. O mercado já soma mais de 300 mil veículos nessa modalidade no país. Empresas ganham vantagens fiscais e redução de custos operacionais. Para os consumidores, o serviço inclui seguro, IPVA, manutenção e assistência 24 horas. Com menos burocracia e mais praticidade, o setor se fortalece como alternativa à compra tradicional de veículos.
Nova Fiat Enzo aposta em expansão urbana e reforça presença da marca em Campo Grande
Concessionária inaugurada na Avenida Ceará amplia a operação do grupo na Capital, mira a região norte e combina vendas, pós-venda e ações no entorno
A nova concessionária Fiat do Grupo Enzo, inaugurada na quarta-feira (13) na Avenida Ceará, em Campo Grande, chega ao mercado com uma proposta que vai além da abertura de mais um ponto de vendas. A unidade, instalada na esquina com a Rua Amazonas, destaca a presença da marca na Capital, onde passa a operar com três lojas, e aposta no crescimento urbano e comercial da região norte da cidade.
Com 3.300 metros quadrados de área total e 2.100 metros quadrados de área construída, o espaço concentra showroom de veículos novos, seminovos, peças, assistência técnica e serviços de pós-venda. A ideia é reunir em um único endereço as principais demandas do consumidor, desde a compra até a manutenção do veículo. Diretor comercial da Fiat Enzo, William Borges afirmou que a localização foi escolhida para atender uma necessidade da própria cidade. “É uma loja moderna, uma loja que vai proporcionar para os nossos clientes muito mais conforto, comodidade e a própria localização da cidade necessitava de uma loja nessa região”, disse. Segundo ele, a escolha do endereço acompanha a expansão da região de Campo Grande. “Essa localização é a que mais cresce em Campo Grande. Nós temos a chegada de muitos condomínios, shopping. O próprio bairro já tem um comércio muito forte”, afirmou.
A nova unidade também marca um momento simbólico para o Grupo Enzo, que completa 40 anos de atuação e teve sua origem justamente em uma operação da Fiat. Hoje, a empresa soma 30 concessionárias, representa 16 marcas automotivas e mantém atuação em áreas como seguros, consórcio, venda direta, seminovos, peças e reparadora.
Na avaliação de Borges, a força da marca e a diversidade do portfólio permitem atender perfis distintos de consumidores. “A gama Fiat é bem completa. Desde o
carro a passeio, um Mobi, segmento de caminhonete com Strada, com Toro, com Titano. Também tem uma linha bem diversificada de utilitário, com Fiorino, com Scudo, com Ducato”, afirmou. “É uma linha bem completa que a gente atende desde o carro para passeio, como também o pequeno empreendedor ou o grande empresário.”
Além da operação comercial, o grupo anunciou ações voltadas ao entorno da loja. Entre elas
estão a revitalização da praça em frente à concessionária, em parceria com a Fundesporte, com instalação de academia ao ar livre, e o apoio à feira da região, com liberação do estacionamento da unidade. “Então não é só a loja, é todo o entorno que vai ganhar com isso”, declarou o diretor.
A estratégia do grupo é posicionar a nova concessionária em uma área de forte circulação e crescimento, associando estrutura de atendimento, presença territorial e integração com a vizinhança. Em uma cidade que amplia seus eixos de expansão, a nova Fiat Enzo tenta se firmar como parte desse novo movimento urbano e comercial.
Ofertas de inauguração
Durante a abertura da nova unidade, o Grupo Enzo destacou condições especiais para dois modelos da Fiat.
Segundo Borges, o Pulse está sendo oferecido com versões a partir de R$ 96,9 mil. “Esse preço do Pulse é um preço imbatível”, afirmou.
O grupo também anunciou o Fastback com versões a partir de R$ 112,9 mil. De acordo com o diretor, o modelo se destaca pelo espaço interno e pela capacidade do porta-malas.
A empresa informou ainda condições como taxa zero, troco na troca e melhor avaliação de seminovos, além da oferta de veículos usados com procedência.
Enzo reúne veículos novos, seminovos e estrutura
William Borges, diretor comercial da Fiat Enzo, destaca a expansão da marca em Campo Grande durante inauguração da nova concessionária na Avenida Ceará.
Novo showroom da Fiat
moderna de atendimento ao público na região norte da Capital.
Nova unidade da Fiat Enzo aposta em localização estratégica na Avenida Ceará para ampliar presença da marca em Campo Grande.
Estrutura da nova Fiat Enzo integra vendas, pós-venda e serviços automotivos em espaço de mais de 3 mil metros quadrados.