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Jornal A Crítica - Edição 2303

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Liderança

Supremo analisa regra que pode mudar a divisão dos royalties entre estados produtores e não produtores; MS defende repartição mais ampla dos recursos

 O Supremo Tribunal Federal voltou a analisar na última semana uma disputa que pode mudar a forma como o dinheiro do petróleo é dividido no Brasil

e abrir espaço para que Mato Grosso do Sul receba uma fatia maior desses recursos. Em julgamento retomado após mais de uma década, a Corte discute se

deve valer a lei de 2012 que ampliou a participação de estados e municípios não produtores nos royalties da exploração de petróleo e gás. O governo sul-matogrossense acompanha o caso e sustenta que esses valores não devem ficar concentrados apenas onde há produção, porque se tratam de uma riqueza nacional. Na prática, o que está em debate é uma pergunta simples,

mas bilionária: esse dinheiro serve para compensar os estados produtores pelos impactos da atividade ou deve ser repartido de forma mais ampla entre todo o país? Mato Grosso do Sul defende a segunda interpretação. Pela tese apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado, os royalties precisam ser vistos como parte do resultado econômico gerado por um recurso que pertence à União, e não apenas como indenização local para quem extrai petróleo. A lei que mudou essa divisão foi aprovada pelo Congresso em 2012, mas acabou suspensa no ano seguinte por decisão liminar da ministra Cármen Lúcia, o que manteve em vigor as regras antigas, mais favoráveis a estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Nova lei amplia presença da Justiça Federal em cidades estratégicas de MS

Tereza Cristina ganha espaço no PP após operação atingir Ciro Nogueira

Prazo para pagar parcela do IPTU vence na segunda em Campo Grande

Campo Grande terá segunda edição do TEDxCarandá no Bioparque Pantanal

Anvisa amplia restrição a produtos da Ypê e empresa reage à decisão

A procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia representa MS no STF em julgamento. Governador Eduardo Riedel está acompanhando tudo de perto.

Opinião

Ufa! Assembleia respira o clima de eleições

DELCÍDIO: Pagou caro pelas suas travessuras, além de provar da Covid-19, malária, chikungunya e dengue. Na Rede Top de Rádio admitiu ‘sonha em voltar’, mas não há ambiente. Sem mandato e grupo, só tem a esperança, igual ao fundo daquele jarro com todos os males que Zeus dera à Pandora, como narra aquela lenda da mitologia grega.

DAGOBERTO-1: Otimista com apoio de 31 prefeitos. Lembra que os candidatos com mandato levam vantagem sobre os candidatos estreantes. Em 2006 obteve 98 mil votos; em 2010 chegou aos 480 mil (ao Senado); em 2014 bateu nos 54 mil; em 2018 foram 40 mil - em 2022 obteve 46 mil. Em 2012 perdeu como candidato a vice de Giroto.

DAGOBERTO-2: Sobre a influência da sucessão nacional no pleito local, acha que é preciso separar duas situações: a influência resultante do notável prestígio pessoal de Lula e a rejeição notória do PT junto ao eleitorado estadual. Essa tese de transferência de votos aos candidatos do PT não se sustentaria. Maior a rejeição do que a aceitação.

DO LEITOR: “O ‘Desenrola Brasil’ é eleitoreiro, incentiva o consumo a curto prazo e beneficia os bancos com aval do Governo. E mais, pune o bom pagador e incentiva a cultura do calote. Pior; não é a solução definitiva – apenas estanca o sangue e ainda cria uma insegurança financeira ao sistema permitindo o uso de 20% do FGTS. ”

EMPLACA? Na Assembleia Legislativa muitas dúvidas quanto ao sucesso de Jaime Verruck como candidato a deputado federal. Faltaria o cacoete necessária para a missão, o sorriso fácil, abraços generosos, paciência e o discurso vibrante para encantar o eleitor que anda tão cético nestes tempos. O conhecimento técnico nem sempre basta.

FABIO TRAD: Em um mês cresceu 2,5% nas pesquisas, Neste ritmo chegaria em julho perto de 20%. Assim, dizem os observadores que iniciaria a campanha com índice razoável para enfrentar um Governo em ‘céu de brigadeiro’, sem oposição até aqui. Claro que isso são suposições sujeitas a chuvas, trovoadas e ‘outras cositas’.

NOVIDADE: Sobre a candidata a deputada federal Viviane Souza (PSDB) alguns dados coletados: Natural de Campo Grande, cursou História e Desenvolvimento local, fez doutorado em Antropologia no Canadá; residiu nos ‘USA’ e foi Secretaria da Cidadania neste governo. Expectativa quanto a sua campanha e eventuais apoiadores.

MARCOS TRAD: “ Porque o PV? Política é coerência, política são valores. Político tem valor, político não pode ter preço. Você pode até mudar de sigla, mas não pode mudar suas convicções. Sigla é um instrumento, formalidade obrigatória da justiça eleitoral. Minha lealdade não é com a sigla, minha lealdade é com o povo. ”

LULA AQUI? Embora Mato Grosso do Sul seja nanico no contexto eleitoral do país, sua presença é vista pela militância como importante. Mas isso dependerá do cenário nacional, dos compromissos da habitual agenda abarrotada. É possível que fique restrito a gravações e mensagens especificas para motivar a campanha de Fabio e cia.

LEMBRA? No pleito de 2014 Lula esteve aqui no dia 22 de outubro para reforçar a campanha de Dilma e Delcidio –inclusive com direito a carreata e comício no Aero Rancho. Apesar de emblemático o episódio, foi tudo em vão nas urnas. Ainda é cedo para estabelecer comparações entre o cenário daquela época com os dias atuais.

O BOLSO: Entenda como quiser, mas sem hipocrisia. No passado os cheques pré-datados fizeram sucesso nas relações entre candidatos e lideranças de cidades ou de comunidades. Com a nova lei e o advento do PIX, há um clima de temor por consequências danosas. Mas a criatividade dos políticos não pode ser subestimada.

AGRADA: Presidir as sessões da Assembleia Legislativa em ano de eleições não é fácil. Coloca a prova a autoridade, conhecimento e habilidade do presidente em situações imprevisíveis que possam ocorrer. O deputado Gerson Claro dosa bem esses três requisitos; impõe-se para evitar excessos, mas sem ferir os direitos de seus pares.

DEBATES: A temperatura tem subido nas últimas sessões. Educação, saúde e salários do funcionalismo motivando debates e atraindo os deputados. Cada qual com seus argumentos e ótica de análise, o que é natural e salutar naquele espaço próprio para defender, criticar e apresentar projetos. O legislativo vai assim cumprindo seu papel.

BOLA DE CRISTAL: Riedel fatura no 1º turno? Havendo 2º turno, quem seriam os protagonistas? Quais as chances reais de Fabio Trad num 2º turno? João Catan pode tirar votos rachando o eleitorado de Riedel? Num 2º turno entre Riedel e Catan, o eleitorado petista seguiria a orientação de Zeca do PT para votar em João Catan?

Carlos Stephanini: orgulho da família, alegria dos amigos

André Borges (*)

Em um tempo em que as referências parecem cada vez mais raras, a trajetória de Carlos Stephanini se impõe como exemplo sólido de integridade, competência e humanidade. Advogado por três décadas e, posteriormente, desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, ele construiu uma carreira marcada não apenas pelo brilhantismo técnico, mas, sobretudo, pelo compromisso inabalável com os valores maiores da justiça. Nascido no interior de São Paulo, com raízes firmemente fincadas na simplicidade do ambiente caipira, Stephanini jamais perdeu a essência que moldou seu caráter. A cordialidade, a fala mansa, a alegria e o trato respeitoso sempre foram traços marcantes – características que o acompanharam tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Durante seus 30 anos de advocacia, destacou-se como um dos grandes nomes do Estado. Atuou com excelência nas áreas cível e criminal, conquistando o respeito de colegas, magistrados e clientes. Sua presença em plenário era sinônimo de preparo rigoroso, argumentação consistente e uma postura ética irrepreensível. Ainda hoje, são lembrados júris emblemáticos dos quais participou, nos quais sua atuação foi considerada impecável, tanto pela técnica quanto pela elegância.

Além da advocacia, exerceu funções de grande relevância pública. Foi procurador-geral do Estado de Mato Grosso do Sul, contribuindo de maneira decisiva para o fortalecimento institucional. Também se dedicou ao magistério, formando gerações de profissionais como professor universitário – atividade que desempenhava com entusiasmo e generosidade intelectual.

Sua ascensão ao cargo de desembargador representou o reconhecimento natural de uma carreira construída com mérito. No Tribunal, manteve a mesma linha de conduta que sempre o guiou: decisões firmes, postura equilibrada e absoluto respeito à lei. Sua atuação foi marcada pela retidão e probidade, consolidando sua imagem como magistrado exemplar.

Mas talvez seja fora dos autos e das salas de audiência que Carlos Stephanini revele sua face mais admirada. Homem de muitos amigos, é conhecido pela alegria contagiante, pela inteligência viva e pela disposição constante em acolher. No ambiente familiar, sempre foi um pai dedicado e um defensor incansável dos seus, exercendo seu papel com firmeza e afeto. Hoje, em idade avançada, permanece lúcido e presente, cercado pelo carinho de familiares e amigos – que não são poucos. É, para todos, uma figura querida, cuja história inspira não apenas pelo sucesso profissional, mas pela forma como viveu: com dignidade, generosidade e profundo senso de justiça. Carlos Stephanini não é apenas parte da história jurídica de Mato Grosso do Sul. É, sobretudo, um exemplo humano raro – daqueles que deixam marcas duradouras não apenas nas instituições, mas na memória e no coração das pessoas. orça, Carlos Stephanini. Nós, seus amigos, seguimos na torcida por sua contínua lucidez, por dias de paz e pela preservação de sua saúde. Sua trajetória jamais será esquecida. Ao contrário, seguirá sendo lembrada, admirada e enaltecida por todos nós, como exemplo vivo para as presentes e futuras gerações. Eu, como advogado, tive o privilégio de conviver com sua amizade e o tenho como exemplo. Sou grato pelas muitas e animadas conversas que compartilhamos, especialmente nos tempos em que frequentava o Tribunal de Justiça. Sempre espirituoso, inteligente e bem-humorado, Carlos Stephanini fazia de cada encontro uma oportunidade de aprendizado e leveza. Poucos reúnem tantas qualidades com tamanha naturalidade. Com ele, aprendi muito, sobre o Direito, a vida e, sobretudo, sobre o valor de ser, acima de tudo, uma pessoa justa.

(*) André Borges é advogado e professor de direito constitucional.

Entre a dívida e o colapso, existe uma escolha: encarar ou negar a crise

Marco Aurélio Mestre Medeiros (*)

Arecuperação judicial ainda assusta empresários e produtores rurais no Brasil. No entanto, o maior risco hoje talvez não esteja na dívida, no crédito caro ou na instabilidade econômica. O verdadeiro problema está na insistência em negar a crise enquanto ela já compromete, de forma concreta, a capacidade de sobrevivência do negócio.

Existe uma cultura silenciosa, profundamente prejudicial, no ambiente empresarial brasileiro: a ideia de que pedir recuperação judicial “pega mal”. Como se fosse mais aceitável perder patrimônio, sofrer bloqueios judiciais, ter máquinas apreendidas e ver a operação paralisada do que assumir, de forma transparente, que a empresa precisa se reorganizar. Essa lógica precisa ser confrontada com urgência. A crise não espera o momento ideal para ser enfrentada. Ela avança de forma contínua, pressiona o caixa, deteriora margens, encarece o crédito e fragiliza relações comerciais. Quando ignorada, transforma dificuldades administráveis em situações irreversíveis.

O que destrói empresas não é a recuperação judicial, mas a demora em agir. Muitos empresários entram em uma espiral perigosa: renegociam pontualmente, contraem novas dívidas para cobrir passivos antigos e tentam ganhar tempo acreditando que o cenário vai se ajustar sozinho. Enquanto isso, execuções se acumulam, garantias são acionadas e a operação começa a ser desmontada gradativamente.

Nesse estágio, o empresário deixa de liderar estrategicamente e passa apenas a reagir. A empresa entra em modo de sobrevivência, sem previsibilidade e sem controle sobre o próprio fluxo financeiro. E nenhum negócio cresce, ou sequer se sustenta, nessas condições.

É nesse contexto que a recuperação judicial precisa ser compreendida pelo que ela realmente é: um instrumento de proteção, e não de fracasso. Ao contrário do que ainda se acredita, ela não serve para esconder dívidas. Pelo contrário, exige exposição da realidade financeira, supervisão do Poder Judiciário, acompanhamento por administrador judicial e negociação coletiva com credores. Trata-se de um ambiente estruturado, com transparência,

controle e responsabilidade.

Mais do que isso, a recuperação judicial devolve algo essencial para empresas em crise: fôlego. Sem fôlego, não há produção, investimento ou continuidade. No agronegócio, esse cenário é ainda mais sensível. Quando um produtor entra em colapso financeiro, os impactos ultrapassam a propriedade e atingem trabalhadores, fornecedores e economias locais inteiras.

Ainda assim, muitos resistem. Resistência que nasce do medo, da desinformação e, muitas vezes, do orgulho. Mas é necessário fazer uma pergunta objetiva: o que é mais prejudicial para a reputação de um empresário: buscar uma solução legal, estruturada e transparente ou permitir que sua atividade seja desmantelada por execuções desordenadas?

A recuperação judicial existe para preservar empresas viáveis, proteger empregos e reorganizar passivos de forma racional. Ela não foi concebida para negócios que já acabaram, mas para aqueles que ainda têm capacidade de continuar, desde que consigam interromper o ciclo de deterioração.

O problema é que muitos chegam tarde demais. Quando procuram ajuda, o que poderia ser reorganização já se transformou em liquidação. Por isso, enfrentar a crise não é sinal de fraqueza, mas uma das decisões mais responsáveis da vida empresarial. Em um cenário de crédito restrito, custos elevados e instabilidade crescente, tratar a recuperação judicial como tabu deixou de ser apenas um erro de percepção. Tornou-se um risco estratégico. Porque, no fim, não é a dívida que quebra uma empresa. É a recusa em agir enquanto ainda há tempo.

(*) Marco Aurélio Mestre Medeiros é advogado, especialista em recuperação judicial de empresas do agronegócio, sócio-fundador do Mestre Medeiros Advogados Associados, com atuação nacional, secretário-geral da Comissão Especial de Falências e Recuperação Judicial do Conselho Federal da OAB e Diretor Administrativo do Instituto Brasileiro de Insolvência - IBAJUD.

Ex-desembargador
Carlos Stephanini

Lula e Trump discutem tarifas, minerais e segurança em encontro na Casa

Branca

Na primeira visita oficial do presidente brasileiro à sede do governo americano na atual gestão republicana, reunião de três horas terminou sem fala conjunta, mas com acenos de aproximação entre os dois países

Foto: Divulgação

 Em sua primeira visita

oficial à Casa Branca durante a atual gestão de Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu por cerca de três horas com o líder americano, em Washington, para tratar de temas centrais da relação bilateral, como tarifas comerciais, minerais críticos e cooperação no combate ao crime organizado.

A agenda, realizada nesta semana, terminou sem a declaração conjunta à imprensa que estava prevista, mas foi seguida por manifestações públicas de cordialidade entre os dois presidentes.

Ao deixar a Casa Branca, Trump elogiou Lula e afirmou que a reunião foi positiva. Disse que os dois conversaram sobre comércio, tarifas e a possibilidade de ampliar as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

Já na embaixada brasileira, Lula afirmou ter saído “muito satisfeito” do encontro e ressal-

tou o tom amistoso da agenda. Segundo o presidente brasileiro, também entraram na conversa temas ligados a terras raras e minerais estratégicos, além de ações de enfrentamento ao crime organizado. Lula informou que a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não foi discutida na reunião. O presidente também disse que o Pix, alvo de questionamentos por autoridades americanas, ficou fora da pauta. Na área comercial, relatou ter proposto a criação de um grupo de trabalho entre representantes dos dois países para buscar, em até 30 dias, uma solução para divergências sobre tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

A visita ocorreu em um momento de tentativa de reaproximação entre Brasília e Washington, após meses de tensão diplomática e comercial.

Prefeituras calculam custo menor em projeto do governo para reduzir jornada de trabalho

Levantamento da CNM aponta impacto de R$ 442 milhões aos municípios com proposta que troca a escala 6x1 pela 5x2; PECs em debate no Congresso teriam efeito bilionário sobre as contas locais

 Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que o projeto enviado pelo governo federal ao Congresso para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais teria, entre as propostas em discussão, o menor impacto para as prefeituras. Segundo a entidade, a mudança para a escala 5x2, sem redução salarial, exigiria a contratação de 7.147 novos servidores e custaria R$ 442 milhões aos cofres municipais. O texto, apresentado pelo governo Lula em abril com urgência constitucional, acaba com a escala 6x1 e atinge trabalhadores contratados pelo regime da CLT.

de repor mão de obra para manter a mesma oferta de serviços públicos. A entidade destaca, porém, que podem surgir efeitos indiretos não incluídos no estudo, como o repasse de custos por empresas terceirizadas contratadas pelas prefeituras. Ainda assim, a confederação avalia que o projeto do governo tem alcance mais limitado justamente por atingir apenas empregados celetistas, sem alterar de forma imediata os demais vínculos do funcionalismo.

De acordo com a CNM, o cálculo considera a necessidade

O GOVERNO DO BRASIL TRABALHA

O estudo também comparou o projeto do Executivo com três propostas de emenda à Constituição que tratam do mesmo tema no Congresso, apresen-

tadas pelo senador Paulo Paim (PT-RS), pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e pela deputada Erika Hilton (PSOL -SP). As três PECs preveem redução da jornada até 36 horas semanais e, segundo a CNM, teriam impacto muito mais amplo sobre os municípios por alcançarem todas as ocupações, independentemente do vínculo. A estimativa mais alta é a da proposta de Erika Hilton, com custo de R$ 48,4 bilhões e necessidade de 770.279 contratações. Em seguida aparecem as PECs de Paulo Paim, com R$ 46,4 bilhões, e de Reginaldo Lopes, com R$ 46,38 bilhões.

Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, diz que as PECs podem ampliar ainda mais os custos para as prefeituras.
Lula e Trump durante encontro na Casa Branca, em Washington, em agenda marcada por comércio, minerais estratégicos e segurança pública.

Nova lei amplia presença da Justiça

Federal em cidades estratégicas de MS

Sancionada por Lula e publicada no Diário Oficial da União, medida prevê seis novas varas em regiões de fronteira, turismo e expansão econômica para desafogar processos e acelerar julgamentos

 A sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cria seis novas Varas Federais em Mato Grosso do Sul deve ampliar a presença da Justiça Federal em regiões estratégicas do Estado, marcadas pelo crescimento econômico, pelos desafios na segurança pública e pelas demandas ambientais. Publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira (6), a Lei nº 15.401/2026 autoriza a instalação das unidades em Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, com o objetivo de descentralizar os serviços, reduzir a sobrecarga das estruturas já existentes e dar mais agilidade ao julgamento de processos.

A medida integra a estrutura da Justiça Federal da 3ª Região e acompanha as mudanças vividas por Mato Grosso do Sul

nos últimos anos. O avanço da Rota Bioceânica, o fortalecimento do agronegócio, a industrialização no interior e a expansão do turismo sustentável aumentaram a complexidade das demandas judiciais em diferentes áreas. Com isso, municípios que antes dependiam de centros mais distantes passam a ganhar reforço na atuação federal em temas como previdência, questões criminais, conflitos ambientais e disputas econômicas. Em Bonito, o crescimento do turismo e das discussões em torno da preservação da Serra da Bodoquena tem ampliado os conflitos ligados ao meio ambiente, ao ordenamento urbano e às comunidades tradicionais.

Já Corumbá e Ponta Porã enfrentam, diariamente, problemas relacionados ao tráfico internacional, ao contrabando e

Marcos Pollon reage a votação e diz ser alvo de perseguição política na Câmara

Após Conselho de Ética aprovar suspensão de dois meses, deputado afirma que processo tenta calar parlamentares ligados à defesa da anistia aos presos do 8 de janeiro

 Ao reagir à decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcos Pollon afirmou nesta semana que está sendo alvo de perseguição política por defender a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em tom de enfrentamento, disse que o objetivo do processo é impedir a atuação de parlamentares que, segundo ele, “não se dobram, não se rendem e não se vendem”.

A declaração foi feita depois de o colegiado aprovar, por 13 votos a 4, a suspensão de seu mandato por dois meses. Durante a sessão, Pollon voltou a sustentar que há injustiça no tratamento dado aos presos pelos ataques de 8 de janeiro e afirmou que decidiu se posicionar em defesa de pessoas que, na avaliação dele, perderam voz no debate público. O deputado também criticou o que classificou como abusos e violações de direitos contra os detidos, reforçando o discurso de que sua

a outros crimes transnacionais por estarem em áreas de fronteira. Dourados, por sua vez,

concentra grande volume de ações ligadas ao agronegócio, à saúde e à educação, enquanto

Três Lagoas e Naviraí registram alta nas demandas impulsionadas pela industrialização,

Prazo para regularizar título termina e cadastro será reaberto em novembro

Encerramento do atendimento nesta quartafeira marca etapa decisiva da preparação das eleições de outubro e suspende novas solicitações até novembro

 Quem ainda precisava tirar o título, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências com a Justiça Eleitoral teve até esta quarta-feira, 6 de maio, para resolver a situação e garantir participação nas eleições gerais de 2026. Desde sexta-feira (7) o cadastro eleitoral fica fechado em todo o país, medida prevista no calendário do Tribunal Superior Eleitoral para permitir a organização do pleito, desde a definição do eleitorado apto a votar até a preparação das seções eleitorais. Com o encerramento desse prazo, deixam de ser aceitos pedidos de primeira via do título, mudança de município eleitoral

e atualização cadastral até o fim do processo eleitoral. A suspensão temporária do atendimento segue a rotina da Justiça Eleitoral em anos de votação e serve para consolidar os dados que serão usados na eleição marcada para 4 de outubro, com segundo turno previsto para 25 de outubro nas disputas em que houver necessidade.

Segundo o TSE, os atendi-

David destaca

mentos realizados até o prazo final agora passarão por processamento interno, e o número oficial de eleitoras e eleitores aptos por estado deverá ser divulgado em 20 de julho, conforme o calendário eleitoral de 2026. Essa etapa é considerada essencial para que a estrutura da votação seja fechada com segurança e antecedência em todo o país.

Depois das eleições, o cadastro voltará a ser reaberto em 3 de novembro, quando serão retomados os serviços regulares prestados pelas unidades da Justiça Eleitoral. Até lá, a orientação é que o eleitor acompanhe sua situação pelos canais oficiais, já que, para quem perdeu o prazo, não haverá nova oportunidade de alteração antes da votação deste ano.

atuação tem sido motivada por convicção política e não por conveniência.

A suspensão, porém, ainda não foi efetivada. O próprio Conselho de Ética informou que a decisão ainda pode ser contestada na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, onde a defesa poderá apontar falhas no andamento do processo. Depois disso, o caso também terá de passar pela análise do plenário da Câmara, etapa necessária para confirmar ou não a punição. Aliados de Pollon afirmam que a medida foi seletiva. Eles lembram que o ato de ocupação da Mesa Diretora contou com a participação de mais de 80 parlamentares, mas apenas três deputados foram representados no processo éticodisciplinar. Entre eles estão Pollon e Marcel van Hattem, ambos apontados como précandidatos ao Senado, o que ampliou a leitura, entre apoiadores, de que a decisão tem forte peso político.

Deputado tem projeto aprovado em segunda discussão na Assembleia e defende medida como reforço à segurança pública em MS

 O deputado estadual Coronel David colocou em primeiro plano a proteção das famílias de Mato Grosso do Sul ao defender, na Assembleia Legislativa, o projeto que cria o Cadastro Estadual de Criminosos Sexuais. A proposta, de autoria do parlamentar, foi aprovada em segunda discussão na última terça-feira (5) e prevê a criação de um banco de dados com informações de pessoas condenadas por crimes sexuais com sentença transitada em julgado. Para o autor, a medida representa um novo instrumento de apoio à segurança pública e de prevenção diante de crimes que causam forte impacto social. Ao justificar o projeto, Coronel David afirmou que o cadastro deve ajudar na identificação de condenados e ampliar a resposta do poder

público diante de casos de estupro, assédio sexual e outros crimes dessa natureza previstos no Código Penal. O texto estabelece que o sistema reunirá dados como identificação completa, fotografia frontal, características físicas, idade e histórico criminal. Segundo o deputado, a proposta busca oferecer mais proteção à sociedade e dar respaldo às famílias diante de ocorrências que deixam marcas profundas nas vítimas e no ambiente familiar. Pela proposta aprovada, parte das informações ficará disponível ao público no site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, enquanto o conteúdo completo será restrito a autoridades como polícias, Ministério Público, Judiciário e Conselhos Tutelares, sob sigilo. O projeto também proíbe qualquer identificação das vítimas, preservando integralmente seus dados e evitando exposição indevida. Outro ponto previsto é a retirada do nome do cadastro após o cumprimento da pena, desde que haja requerimento formal à secretaria responsável.

pela agroindústria, por questões tributárias e por disputas agrárias.
Com novas unidades em cidades-polo, Justiça Federal deve ampliar atendimento e reforçar atuação em áreas de fronteira, meio ambiente e desenvolvimento econômico em Mato Grosso do Sul.
Após
Foto: Divulgação
Coronel David defendeu em plenário a criação do cadastro e afirmou que a proposta amplia a proteção das famílias sul-mato-grossenses.
Foto: Divulgação
Marcos Pollon criticou a decisão do Conselho de Ética e afirmou que a medida tem motivação política.
Eleitores devem observar o fechamento do cadastro, etapa que permite à Justiça Eleitoral organizar o número de votantes e a logística do pleito.

Senadora Tereza

Cristina ganha espaço no PP após operação atingir Ciro Nogueira

Senadora de MS é apontada por aliados como alternativa para assumir o comando do partido durante o avanço das investigações sobre o presidente nacional da sigla

 A senadora Tereza Cristina, de Mato Grosso do Sul, passou a ser mencionada nos bastidores do Progressistas como nome para assumir a presidência nacional do partido, depois que o atual dirigente da sigla, senador Ciro Nogueira, se tornou alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas ligadas ao caso Banco Master. O movimento ganhou força após a repercussão política da operação e colocou a parlamentar sul -mato-grossense no centro das discussões internas do partido. A manifestação pública mais direta partiu da vereadora paulistana Janaína Paschoal, filiada ao PP, que defendeu o afastamento temporário de Ciro durante as investigações e sugeriu que Tereza Cristina assuma o comando da legenda nesse período. Ao comentar o assunto, Janaína afirmou que a senadora reúne trajetória política, experiência partidária e liderança suficiente para con-

duzir a sigla até que o caso seja esclarecido. Além de integrar a vice-presidência do Progressistas, Tereza Cristina ocupa posição de destaque no Senado e mantém presença relevante nas articulações nacionais da legenda. Nos últimos meses, o nome dela também passou a circular em outros cenários políticos, como as discussões sobre a sucessão presidencial e a disputa futura pelo comando do Senado, o que reforça seu peso dentro do partido e no campo conservador. Por enquanto, não há indicação formal de mudança no comando do PP, mas a citação do nome de Tereza Cristina mostra que a investigação contra Ciro Nogueira já produz efeitos políticos dentro da sigla. Em meio à crise, a senadora aparece como uma solução de equilíbrio para preservar a imagem do partido e manter a condução política nas mãos de uma liderança com trânsito entre diferentes grupos da legenda.

Daqui a um mês, Congresso

dos Municípios reunirá lideranças em Campo Grande

Evento promovido pela Assomasul nos dias 9 e 10 de junho vai discutir gestão pública, inovação e o fortalecimento do municipalismo em Mato Grosso do Sul

 Falta um mês para a realização do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, que acontecerá nos dias 9 e 10 de junho, no Bosque Expo, em Campo Grande. Lançado pela Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, o encontro deve reunir prefeitos, secretários, parlamentares, técnicos, empresas e representantes de instituições para discutir propostas voltadas ao fortalecimento da gestão pública municipal.

Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o evento quer colocar os municípios no centro do debate sobre desenvolvimento e melhoria dos serviços públicos. Promovido pela Assomasul, com co-realização do Sebrae/ MS e apoio do Governo do Estado, o congresso chega à quarta edição consolidado como o principal fórum municipalista do Estado. A proposta é ampliar o diálogo entre lideranças e apresentar soluções práticas para as administrações locais, em um cenário em que as cidades enfrentam desafios cada vez

maiores nas áreas de planejamento, infraestrutura, inovação e atendimento à população. Segundo o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, o fortalecimento dos municípios é decisivo para transformar a realidade das pessoas, já que é na esfera local que os problemas aparecem com mais urgência e onde os resultados das políticas públicas precisam ser percebidos. A entidade sustenta que o congresso será um espaço de articulação, troca de experiências e construção de estratégias voltadas a uma gestão mais eficiente e próxima da população. A programação técnica e política, o evento também abrirá espaço para empresas e instituições que atuam com soluções para a administração pública. A área de exposição deve aproximar marcas e prestadores de serviço de prefeitos, secretários e gestores de várias regiões do Estado, ampliando oportunidades de relacionamento institucional e de apresentação de ferramentas voltadas ao setor público.

Vereadores barram terceirização em unidades de saúde da Capital

Com plenário lotado por servidores, vereadores rejeitam projeto da prefeitura que previa gestão por organização social nos centros regionais do Aero Rancho e Tiradentes

 A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou na última terça-feira (5) o projeto da prefeitura que autorizava um modelo de gestão compartilhada com Organização da Sociedade Civil em dois Centros Regionais de Saúde da capital. A proposta, apresentada como projeto-piloto para as

unidades dos bairros Aero Rancho e Tiradentes, foi derrubada por 17 votos contrários e 11 favoráveis, após semanas de debate e forte mobilização de profissionais da saúde, que lotaram o plenário para acompanhar a votação.

O texto do Executivo previa a terceirização da gestão ad-

ministrativa das unidades por um ano, sob o argumento de melhorar o funcionamento dos serviços. Durante a tramitação, vereadores chegaram a apresentar emendas para reforçar mecanismos de fiscalização, transparência e controle, mas o projeto continuou enfrentando resistência dentro e fora da Casa. Antes da votação, o tema já havia sido discutido em audiência pública, enquanto o Conselho Municipal de Saúde também se manifestou contra a proposta. Ao fim da sessão, o presidente da Câmara, vereador

Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que o Legislativo cumpriu seu papel ao abrir espaço para o debate de um tema sensível para a cidade. Sem votar por força do regimento, ele destacou que a prioridade deve ser o atendimento prestado à população nas unidades de saúde. Já o presidente da Comissão Permanente de Saúde, vereador Dr. Victor Rocha, votou contra o projeto e defendeu investimentos na valorização dos servidores, na ampliação de leitos e na redução da fila por consultas, exames e cirurgias.

MPF arquiva denúncia contra uso da bandeira do Brasil em sacolas da Havan em Mato Grosso do Sul

Decisão encerra notícia de fato aberta em Mato Grosso do Sul após questionamento sobre possível desrespeito a símbolo nacional; Luciano Hang reagiu e falou em perseguição

 O Ministério Público

Federal em Mato Grosso do Sul arquivou a notícia de fato aberta para apurar o uso da bandeira do Brasil nas sacolas da Havan, após uma denúncia anônima questionar a legalidade da estampa. A decisão foi tomada na última quinta-feira (7), depois de o órgão concluir que, naquele momento, o uso do símbolo nacional nas embalagens da empresa, por si só, não configurava ofensa à legislação. O caso havia sido apresentado ao MPF com base na interpretação de que a bandeira não poderia ser aplicada em invólucros e materiais semelhantes. A denúncia sustentava que a estampa desrespeitava a Lei nº 5.700, de 1971, que trata da forma de apresentação e do uso dos símbolos nacionais. Notificada a prestar esclarecimentos, a Havan afirmou que a norma não proíbe de maneira expressa

a utilização da bandeira em sacolas e argumentou que a escolha faz parte de uma proposta de valorização simbólica e de identidade nacional. Ao analisar o caso, o procurador da República Pedro Paulo Grubits Gonçalves de Oliveira ressaltou que a abertura de notícia de fato não significa investigação formal, mas apenas um procedimento inicial para coleta de informações.

Com esse entendimento, o MPF decidiu encerrar a tramitação sem aprofundar a apuração. O autor da denúncia ainda poderá recorrer no prazo de dez dias e, se isso ocorrer, o caso voltará a ser analisado. Caso não haja manifestação, o arquivamento será mantido. A decisão afasta, ao menos por ora, qualquer medida contra a empresa em relação ao uso da bandeira nas sacolas distribuídas nas lojas. Antes mesmo da confirma-

ção do arquivamento, o empresário Luciano Hang publicou vídeo nas redes sociais em que

Justiça anula reajuste de 46,6% no salário de prefeito de cidade do interior do Estado

Sentença considera irregular aumento aprovado por decreto da Câmara e determina que novos pagamentos no valor elevado não sejam mais feitos

 A Justiça derrubou de forma definitiva o aumento de 46,6% no salário do prefeito de Bela Vista e considerou irregular o ato da Câmara Municipal que elevou os vencimentos de R$ 15 mil para R$ 22 mil. A decisão, assinada na última quarta-feira (6) pela juíza Jeane de Souza Barboza Ximenes, também atinge os salários do vice-prefeito e dos secretários municipais, que haviam sido reajustados no mesmo ato. Para a magistrada, a mudança não poderia ter sido feita por decreto legislativo, mas sim por meio de lei aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito. O reajuste havia sido aprovado em 2024, no período de transição entre a gestão de Rei-

naldo Piti e a de Gabriel Boccia.

A medida foi questionada na Justiça pelos advogados Daniel Ribas e Orlando Fruguli, que apontaram descumprimento da Constituição Federal na forma adotada para autorizar o aumento. Segundo a ação, a regra correta exigia tramitação legislativa completa, com aprovação de projeto de lei, e não apenas a edição de um decreto pela Câmara. Ao analisar o caso, a juíza concluiu que a irregularidade não pode ser corrigida apenas com um novo ato interno do Legislativo e afirmou que, para regularizar a situação, o município terá de iniciar outro processo legislativo, obedecendo as exigências legais, a anterioridade e a responsabilidade fiscal. Com isso, fica mantida a proibição de novos pagamentos com base no valor reajustado. A magistrada, no entanto, entendeu que não há motivo para exigir a devolução das quantias já recebidas. A disputa judicial sobre o tema se arrastava desde o ano passado. Em abril de 2025, os pagamentos chegaram a ser suspensos por decisão liminar, mas voltaram a ser autorizados em janeiro de 2026.

Profissionais da saúde acompanharam a votação na Câmara e pressionaram contra a proposta de terceirização da gestão administrativa.
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Congresso dos Municípios será realizado em junho, na Capital, e deve reunir prefeitos, parlamentares, técnicos e representantes de instituições de todo MS.
Tereza Cristina voltou ao centro das articulações do Progressistas e passou a ser citada como opção para a presidência do partido.
criticou a atuação do MPF e afirmou ser alvo de perseguição política.
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Luciano Hang comentou o arquivamento da denúncia e defendeu o uso das cores e da bandeira do Brasil nas lojas da rede.

Mato Grosso do Sul tenta atrair fornecedores

e amplia corrida por novos investimentos

Com a expansão da indústria de celulose, Estado aposta em busca ativa de empresas parceiras e negocia instalação de fábrica chinesa em Três Lagoas

 O avanço da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul abriu uma nova frente de negócios no Estado: a atração de empresas que fornecem produtos e serviços para

esse setor. Com investimentos bilionários já anunciados por grandes grupos privados, o governo estadual passou a trabalhar para trazer também os fornecedores dessa cadeia

produtiva, numa estratégia voltada à geração de empregos, ampliação da atividade industrial e fortalecimento da economia regional. Um dos movimentos mais recentes nessa direção é a negociação para instalação de uma fábrica da empresa chinesa Broad Wire em Três Lagoas.

Especializada na fabricação de arames, a companhia pretende produzir no município um material usado nos fardos

de celulose, item consumido pelas grandes indústrias do segmento. Na quarta-feira (6), representantes do grupo foram recebidos pelo governador Eduardo Riedel para a assinatura de um protocolo de intenções. A empresa já atende gigantes do setor em outras regiões e agora avalia se instalar em área do polo industrial de Três Lagoas para abastecer diretamente as fábricas instaladas em Mato Grosso do Sul.

Cidade discute novos empreendimentos e reorganiza áreas para trazer empresas

Conselho avalia doação de terreno para distribuidora de medicamentos, revisão de polos empresariais e medidas para ampliar a atração de empresas na capital

 Campo Grande deu mais um passo na reorganização de sua política de desenvolvimento econômico ao colocar em debate, nesta semana, novos investimentos privados e a redefinição de áreas consideradas estratégicas para a expansão da cidade. Em reunião ordinária realizada na última quinta-feira (7), o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico

Reunião do Codecon debateu novos investimentos, reorganização de áreas empresariais e estratégias para fortalecer o ambiente de negócios na Capital

analisou propostas voltadas à atração de empresas, à geração de empregos e à adaptação dos polos empresariais ao novo cenário logístico da capital, impulsionado por corredores como a Rota Bioceânica e a cadeia da celulose.

Entre os projetos discutidos está a proposta de doação de uma área no Polo Empresarial Oeste para a Disbem Distribuidora Atacadista de Medicamentos. A empresa prevê investir cerca de R$ 3,5 milhões na nova estrutura, com possibilidade de

o valor total se aproximar de R$ 10 milhões, além da criação de empregos diretos e indiretos. Segundo representantes da companhia, Campo Grande ganhou importância estratégica nos últimos anos por sua localização e pela capacidade de atender não apenas o mercado regional, mas também outros estados. A reunião também tratou da revisão do planejamento urbano e econômico de áreas antes reservadas à chamada Cidade dos Ônibus. A proposta em análise prevê uma nova configuração para o Polo Empresarial Sul, que passaria a ser direcionado principalmente a atividades de transporte e logística. A mudança acompanha a avaliação da prefeitura de que a capital precisa ajustar sua estrutura ao crescimento de novos fluxos econômicos e à demanda por espaços mais adequados para empresas ligadas à circulação de mercadorias e serviços.

Estado abre 3,5 mil vagas formais em março e mantém ritmo de contratações

Resultado positivo foi puxado pelos setores de serviços, indústria e construção e reforça o avanço do mercado de trabalho no Estado em 2026

 Mato Grosso do Sul voltou a fechar o mês com mais contratações do que demissões e abriu 3.554 vagas formais de trabalho em março deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O resultado veio de 40.698 admissões e 37.144 desligamentos e confirma a manutenção do saldo positivo no mercado de trabalho do Estado. No acumulado de 2026, já são 14.030 empregos com carteira assinada criados, sinal de que a economia sul-mato-grossense

segue aquecida em diferentes setores.

O melhor desempenho em março foi registrado na área de serviços, que respondeu pela maior parte das novas vagas, com 1.680 postos. Em seguida aparecem a indústria, com

1.208 empregos, e a construção civil, com 886. O comércio também teve resultado positivo, embora em ritmo menor, com 227 vagas. A única exceção foi a agropecuária, que encerrou o período com saldo negativo de 447 postos, o que reduziu parte do avanço verificado nas demais atividades.

Segundo o governo, a chegada de fornecedores ao chamado Vale da Celulose faz parte de um planejamento para consolidar no Estado não apenas a produção final, mas também a base de apoio industrial que sustenta esse mercado. A avaliação é de que essa aproximação reduz custos para as empresas já instaladas, estimula novos negócios e aumenta a circulação de renda nas cidades. A aposta oficial é que, com

mais empresas próximas das plantas industriais, Mato Grosso do Sul se torne ainda mais competitivo e atraente para novos investimentos. Esse cenário, de acordo com o Executivo estadual, é sustentado por uma combinação de fatores como ambiente favorável aos negócios, menor burocracia, digitalização de serviços públicos, obras de infraestrutura e parcerias com a iniciativa privada.

Renda sobe a nível recorde, mas desigualdade volta a crescer

Dados do IBGE mostram avanço do rendimento em 2025, impulsionado pelo mercado de trabalho, enquanto os mais ricos ampliaram ganhos acima da média nacional

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de explicação Que acorda cedo, que não descansa, que perdoa sem pedir nada em troca...

Esse amor tem nome:

Na comparação com março do ano passado, o Estado ampliou o volume de admissões e teve crescimento expressivo no saldo final de empregos. Os números indicam não apenas maior movimentação no mercado, mas também uma expansão mais forte das contratações formais. Para a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, o desempenho reflete a combinação entre atração de investimentos, fortalecimento de cadeias produtivas e geração de novas oportunidades de renda. Entre os municípios, Campo Grande liderou a criação de vagas, com 1.428 novos postos de trabalho. Na sequência aparecem Inocência, Três Lagoas, Corumbá e Chapadão do Sul, todos com saldo positivo.

 O rendimento mensal por pessoa nas famílias brasileiras chegou ao maior nível da série histórica em 2025, mas a melhora não foi suficiente para reduzir a distância entre ricos e pobres. Divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (8), os dados mostram que a renda domiciliar per capita alcançou R$ 2.264 no ano passado, alta real de 6,9% em relação a 2024. Apesar do avanço em todas as faixas de renda, a desigualdade teve leve alta, puxada pelo crescimento mais intenso dos ganhos no topo da pirâmide. Na base da população, os 10% mais pobres tiveram aumento de 3,1% no rendimento médio, chegando a R$ 268 por mês. No outro extremo, os 10% mais ricos registraram alta de 8,7%, com renda média de R$ 9.117 mensais por pessoa. Entre o 1% mais rico do país, o valor alcançou R$ 24.973. O índice de Gini, usado para medir a desigualdade, passou de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, o que indica concentração um pouco maior da renda,

embora ainda abaixo dos níveis observados antes da pandemia. O IBGE atribui esse movimento, de um lado, ao mercado de trabalho mais aquecido e, de outro, ao peso maior de fontes como aplicações financeiras e aluguel na renda dos grupos mais ricos. Em 2025, o país bateu recorde de pessoas com algum tipo de rendimento: 143 milhões, o equivalente a 67,2% da população. O rendimento médio de todas as fontes ficou em R$ 3.367, enquanto o valor médio recebido do trabalho também atingiu o maior patamar da série, com R$ 3.560. Ao mesmo tempo, caiu a proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família, de 18,6% para 17,2%, enquanto cresceu a presença de lares com beneficiários do BPC. O retrato traçado pela pesquisa mostra um país com renda maior e mercado mais dinâmico, mas ainda marcado por forte concentração: em 2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% de menor renda.

Governador Eduardo Riedel recebe representantes de empresa chinesa que negocia instalação de unidade industrial em Três Lagoas.
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Mercado de trabalho aquecido ajudou a elevar a renda no país, mas o crescimento foi mais forte entre as camadas de maior poder aquisitivo.

Consulado Honorário do Japão em MS estreita laços econômicos e culturais

A instalação da sede do consulado na Casa da Indústria é um marco para o futuro de colaboração mútua

 Na última quinta-feira (7), Sérgio Longen, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), recebeu com entusiasmo a placa oficial do Consulado Honorário do Japão, em cerimônia realizada na Casa da Indústria, em Campo Grande. O evento, presidido pelo cônsul-geral adjunto do Japão, Jiro Takamoto, oficializou a nova sede do consulado no estado, um marco significativo para as relações entre o Japão e Mato Grosso do Sul.

Nomeado em setembro de 2025 como Cônsul Honorário do Japão, Longen fez história ao se tornar o primeiro nãodescendente de japoneses a ocupar o cargo no Brasil. Para ele, a nomeação representa uma oportunidade única de aprofundar a colaboração com o Japão. “É uma honra imensa. Essa nomeação é o reflexo de um trabalho conjunto ao longo de muitos anos e abre portas para novas possibilidades, tanto no campo econômico quanto cultural”, declarou Longen, visivelmente emocionado.

O evento não apenas refor-

çou a importância das relações diplomáticas entre os dois países, mas também destacou a relevância de Mato Grosso do Sul no contexto econômico e cultural japonês. “O Japão valoriza Mato Grosso do Sul como um parceiro estratégico, e esta parceria só tende a crescer”, afirmou Takamoto, lembrando das várias visitas da Casa Imperial ao estado nos últimos anos, uma demonstração clara da força dessa conexão. A reunião foi também marcada pela discussão sobre as oportunidades de expansão das exportações de Mato Grosso do Sul para o Japão, especialmente nas áreas de carne bovina, suínos e frangos. Longen ressaltou a importância dessas exportações para o crescimento do estado, destacando que “o Japão é um dos nossos maiores parceiros comerciais, e estamos prontos para ampliar essa parceria com mais produtos de qualidade.”

Além da economia, a relação com o Japão também tem um forte componente cultural, com o Cônsulado Honorário servindo como ponte para

Inadimplência avança no Estado e acende alerta no comércio

Número de consumidores com contas em atraso cresce acima da média nacional, enquanto famílias passam mais tempo no vermelho e enfrentam dificuldade para recuperar o orçamento

 O aumento do endividamento das famílias em Mato Grosso do Sul passou a preocupar empresários e entidades do comércio diante do avanço da inadimplência no Estado. Levantamento do SPC Brasil, com dados de abril de 2026, mostra que o número de consumidores com o nome negativado cresceu 10,07% em relação ao mesmo mês do ano passado, índice superior ao registrado no país e bem acima da média do Centro-Oeste. Na prática, o resultado reflete um cenário de maior pressão sobre o orçamento doméstico, com mais pessoas acumulando contas em atraso e dificuldade para voltar ao equilíbrio financeiro. O problema também se agravou no curto prazo. Entre março e abril deste ano, a inadimplência subiu 1,47% em Mato Grosso do Sul, sinal de que o quadro continua em expansão. Além de mais consumidores negativados, cresceu também o

promover intercâmbios educacionais e culturais. Longen, ao lado de sua esposa Adriana Sato, nipo-brasileira, também anunciou a criação de um censo da comunidade japonesa em

Mato Grosso do Sul, com o objetivo de mapear a presença da comunidade no estado e fortalecer as iniciativas de integração. “Queremos entender ainda mais o que podemos fazer para

promover a cultura japonesa aqui e conectar mais as duas comunidades”, afirmou. Com a sede do Consulado Honorário na Casa da Indústria, Mato Grosso do Sul ganha

um espaço privilegiado para estreitar ainda mais os laços com o Japão, facilitando tanto a comunicação quanto a troca de experiências, negócios e saberes entre os dois países.

MS entra em disputa no STF por nova partilha dos royalties do petróleo

Julgamento sobre a divisão bilionária das receitas foi retomado nesta semana, mas acabou suspenso após pedido de vista; Estado defende repartição mais ampla entre unidades não produtoras

 Mato Grosso do Sul vol-

tou ao centro de uma disputa de alcance nacional no Supremo Tribunal Federal ao defender uma nova divisão dos royalties do petróleo e do gás natural entre os estados brasileiros.

O julgamento, retomado nesta semana após mais de uma década de impasse, discute a validade da lei aprovada em 2012 para ampliar a participação de estados e municípios não produtores nessas receitas, hoje concentradas sobretudo em unidades como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para o governo sul-mato-grossense, o tema envolve não apenas arrecadação, mas a forma como uma riqueza nacional deve ser repartida entre os entes da federação.

Na ação, Mato Grosso do Sul sustenta que os royalties não podem ser tratados apenas como compensação por impactos locais da exploração, mas como receita ligada à explora-

ção de um recurso pertencente à União. Essa tese é a mesma defendida por outros estados não produtores, que veem na redistribuição uma forma de reduzir desigualdades fiscais e fortalecer o pacto federativo. A lei em debate mudou os critérios de partilha, mas sua aplicação foi travada em 2013 por decisão liminar da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso.

Em sua sustentação oral, a procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, foi clara sobre a posição do governo estadual: “Os royalties do petróleo devem ser encarados como uma genuína distribuição de riqueza nacional, não uma compensação por danos locais da exploração”, afirmou.

Segundo ela, a essência da discussão é entender o fato causal que justifica o rateio dos royalties. “O faturamento obtido com a exploração do petróleo e gás natural deve ser o critério, e não os eventuais danos causados pela atividade”, destacou, defendendo que o legislador tem a discricionariedade de escolher qual modelo mais se adequa ao sistema federativo. A retomada do julgamento reacendeu a expectativa de estados como Mato Grosso do Sul, que aguardam uma definição com impacto direto sobre receitas futuras. No entanto, a análise não foi concluída. Depois das sustentações e do início dos votos, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento, sem data para retomada. Com isso, permanece em vigor, por enquanto, o modelo atual de distribuição, mais favorável aos estados produtores.

volume das dívidas em atraso, que avançou 20,84% em um ano. Hoje, cada inadimplente acumula, em média, 2,4 débitos, com valor aproximado de R$ 5.994,67, montante considerado elevado diante da renda média de boa parte dos trabalhadores do Estado. Outro dado que chama atenção é o tempo que o consumidor permanece no vermelho. Em média, os sul-mato-grossenses passam 28,4 meses com dívidas em aberto, e mais de um terço continua negativado entre um e três anos. O levantamento ainda mostra que a inadimplência tem se tornado recorrente: 87,62% dos registros feitos em abril foram de consumidores reincidentes, ou seja, pessoas que já haviam enfrentado restrições de crédito nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, caiu o número de consumidores que conseguiram quitar suas pendências, o que reforça a dificuldade para sair desse ciclo.

Mesmo mais cara no início de 2026, gasolina teve aumento nas vendas no Estado, enquanto o etanol registrou queda no volume comercializado

 Mesmo com o aumento nos preços, a gasolina ganhou espaço no mercado de Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre de 2026, enquanto o etanol perdeu força entre os consumidores. Dados da Agência Nacional do Petróleo mostram que, entre janeiro e março, o preço médio da gasolina comum subiu de R$ 6,03 para R$ 6,52, mas, ainda assim, as vendas cresceram 8,65% em comparação com o mesmo período do ano passado. O volume comercializado passou de 168,7 milhões para 183,3 milhões de litros no Estado. O movimento foi diferente no caso do etanol hidratado. Também pressionado por reajustes, o combustível teve alta de 9,63% no preço médio, sain-

do de R$ 4,05 para R$ 4,44 por litro, mas registrou queda nas vendas. No confronto entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, o volume caiu 5,84%, recuando de 92,7 milhões para 87,3 milhões de litros. O resultado indica uma perda de competitividade do etanol no abastecimento dos veículos flex em Mato Grosso do Sul. O diesel seguiu outro caminho. Embora tenha apresentado a maior alta de preço entre os principais combustíveis, com avanço de 20,67% no trimestre, passando de R$ 5,95 para R$ 7,18, o produto também teve aumento no consumo. As vendas subiram 6,69%, saindo de 510,2 milhões para 544,4 milhões de litros. Nesse caso, o comportamento do mercado reflete a dependência do trans

porte de cargas e da atividade econômica em relação ao combustível. Os números mostram que o encarecimento dos combustí-

A nomeação de Longen e a instalação do consulado representam, portanto, um passo importante para um futuro de crescimento e colaboração mútua.
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Supremo voltou a discutir a divisão dos royalties do petróleo, tema que pode afetar a arrecadação de estados e municípios em todo o país.
Alta no preço dos combustíveis marcou o primeiro trimestre, mas a gasolina seguiu com demanda maior em Mato Grosso do Sul.
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Aumento da inadimplência em Mato Grosso do Sul preocupa comércio e expõe dificuldade das famílias para reorganizar as contas.

Maio Amarelo começa com ações para reduzir acidentes e reforçar segurança no trânsito

Campanha lançada pela prefeitura terá atividades educativas com foco na convivência entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres

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 Campo Grande abriu nesta semana a programação do Maio Amarelo 2026, campanha voltada à conscientização no trânsito e à prevenção de acidentes. Lançada na última segunda-feira (4), a iniciativa reúne ações educativas ao longo do mês e aposta na mudança de comportamento de quem circula pelas ruas da capital. Com o tema “Enxergar o outro é salvar vidas”, a mobilização busca chamar atenção para atitudes simples, mas decisivas, como respeitar a sinalização, reduzir a velocidade e agir com mais cuidado no convívio entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

A campanha foi organizada pela prefeitura em um cenário de preocupação com a segurança viária, especialmente diante da alta circulação de veículos na cidade e da vulnerabilidade de alguns grupos no trânsito. Entre eles, os motociclistas seguem como um dos principais focos das ações deste ano. A proposta é reforçar a ideia de que preservar vidas depende, прежде de tudo, de responsabilidade com-

partilhada e de mais empatia no dia a dia.

Ao longo de maio, a programação prevê abordagens educativas nas ruas, atividades em escolas e empresas e um curso gratuito de pilotagem segura, marcado para o dia 16, no Comper Itanhangá, com vagas limitadas. Também haverá um concurso para escolher o nome da arara-canindé usada como símbolo das ações educativas da Agência Municipal de Transporte e Trânsito. A intenção é ampliar o alcance da campanha e aproximar a mensagem de diferentes públicos. Criado a partir de um movimento internacional de conscientização, o Maio Amarelo usa a cor como alerta para os riscos no trânsito e como convite à reflexão sobre hábitos mais seguros. Em Campo Grande, a campanha deste ano aposta na educação e no engajamento coletivo para enfrentar um problema que afeta toda a cidade e exige atenção permanente de quem dirige, pedala, caminha ou utiliza qualquer via pública.

Solurb leva orientação sobre descarte seguro de resíduos ao evento “Nações Amigas de MS”

Durante os três dias de evento, a empresa promove uma ação de conscientização voltada à segurança da população e dos coletores

 A Solurb estará presente na 3ª Festa Inclusiva das Nações Amigas de MS, realizada de 07 a 0G de maio, no estacionamento do Comper Itanhangá, das 17h às 22h, com entrada gratuita.

Durante os três dias de evento, a empresa promove uma ação de conscientização voltada à segurança da população e dos coletores, com foco no descarte correto de resíduos perfurocortantes — um tema cada vez mais urgente dentro e fora das residências.

UM CUIDADO QUE COMEÇA

DENTRO DE CASA

Objetos comuns como vidros quebrados, garrafas, espelhos, lâminas, latas e principalmente agulhas podem causar acidentes graves quando descartados de forma inadequada. O problema atinge diretamente os coletores da limpeza urbana, que lidam diariamente com resíduos mal acondicionados. Assim como destacado em ações anteriores da empresa, acidentes com perfurocortantes são recorrentes e impactam não só os profissionais, mas também suas famílias e o funcionamento dos serviços urbanos.

Durante os três dias de evento, a empresa promove uma ação de conscientização voltada à segurança da população e dos coletores

NOVO ALERTA:

AUMENTO NO USO DE CANETAS INJETÁVEIS

Com o crescimento do uso de medicações injetáveis, como canetas utilizadas em tratamentos diversos, aumentou significativamente a presença de agulhas no lixo doméstico.

Sem a orientação correta, esse tipo de descarte representa um risco direto:

Para quem manipula o lixo em casa para profissionais da coleta e para toda a cadeia de manejo de resíduos. Por isso, a Solurb reforça a importância do descarte adequado, incentivando a

população a buscar informação e adotar práticas seguras.

A equipe da Solurb estará com: Ponto de atendimento (guichê) para orientação direta

Distribuição de materiais educativos Entrega de brindes Abordagem ativa com o público durante o evento.

O objetivo é simples e direto: levar informação que salva e previne acidentes no dia a dia.

CONVITE À POPULAÇÃO

Mais do que prestigiar o evento cultural, a Solurb con-

vida a população a aproveitar a oportunidade para se informar. Porque um gesto simples — como embalar corretamente um vidro quebrado ou descartar uma agulha da forma certa — pode evitar acidentes graves. “Seu lixo pode ferir. Dê uma mão aos coletores.”

Serviço:

Evento: 39ª Festa Inclusiva das Nações Amigas de MS. Local: Comper Itanhangá – Campo Grande/MS Data: 07, 08 e 09 de maio de 2026 Horário: das 17h às 22h Entrada: gratuita

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Campanha Maio Amarelo mobiliza Campo Grande com ações educativas para incentivar mais respeito e cuidado no trânsito.

Construção cresce na Capital, mas falta de mão de obra qualificada desafia o setor

Avanço de prédios, condomínios e obras públicas impulsiona a construção civil na capital, enquanto empresas enfrentam escassez de profissionais preparados nos canteiros

 Campo Grande atravessa um período de forte expansão na construção civil, com novos prédios, condomínios e obras públicas se espalhando pela cidade, mas o ritmo acelerado do setor esbarra em um problema que preocupa empresas e especialistas: a dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados.

O aquecimento da atividade confirma a força do segmento na economia local, mas também expõe um gargalo que ameaça a qualidade das obras e pressiona os custos de execução.

O crescimento do setor acompanha uma tendência nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Anual da Indústria (Paic), de 2023, mostram que a construção civil segue em crescimento no país. Entre 2020 e 2022, o setor gerou mais de 411 mil novos postos de trabalho no Brasil, um aumento de 21,6%

no período. Em Mato Grosso do Sul, o número de trabalhadores também cresceu, passando de pouco mais de 23 mil para cerca de 24 mil empregados formais, embora o estado ainda ocupe posições intermediárias no ranking nacional. Segundo o engenheiro civil Antônio Brandalize, o cenário atual combina alta demanda com escassez técnica. “Nunca vimos tantas obras ao mesmo tempo e tão poucos profissionais preparados para executá -las com qualidade”, afirma. “O maior risco é o vício oculto. A obra parece perfeita na entrega, mas os problemas aparecem depois, quando o prejuízo já é maior e mais difícil de corrigir”, complementa. Outro fator que pressiona o setor é o aumento dos custos. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), também calculado pelo IBGE, aponta que os custos da mão de obra cresceram mais de 7% em 2025, aci-

Prazo para pagar parcela do IPTU vence na segundafeira na Capital

Contribuintes que escolheram o pagamento parcelado do imposto têm até 11 de maio para quitar a nova etapa; boleto pode ser emitido por aplicativo, site e WhatsApp

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 Os contribuintes de Campo Grande que optaram pelo pagamento parcelado do IPTU de 2026 devem se preparar para o próximo vencimento, marcado para segunda-feira, 11 de maio. A prefeitura orienta que quem não recebeu o carnê em casa pode emitir o boleto por canais digitais e manter o imposto em dia, evitando cobrança de juros e multas. A medida vale para os imóveis que já tiveram o parcelamento escolhido no lançamento deste ano.

Para facilitar o acesso, o município disponibiliza diferentes formas de emissão da guia. O boleto pode ser retirado pelo aplicativo +CG, pelo site oficial do IPTU ou pelo canal de atendimento via WhatsApp da prefeitura, sempre com o número de inscrição municipal do imóvel. Para quem não tem esse dado em mãos, há também um atendimento específico por WhatsA-

ma da variação dos materiais. Esse encarecimento, somado à baixa qualificação, contribui para um ciclo de retrabalho nas obras.

Na prática, a escassez de profissionais leva à contratação

de trabalhadores sem experiência suficiente, o que aumenta a incidência de falhas técnicas. Problemas como infiltrações, trincas estruturais, desalinhamento de alvenaria e erros em instalações elétricas e hidráuli-

cas se tornam mais frequentes e podem elevar o custo final da obra em até 40%. Diante desse cenário, especialistas apontam que o papel do engenheiro civil ganha ainda mais relevância. A presen-

ça constante no canteiro, com fiscalização técnica e acompanhamento das etapas de execução, tem se tornado essencial para garantir qualidade, evitar desperdícios e reduzir riscos futuros.

Associação Comercial empossa diretoria para gestão 2026-2029

O empresário Omar Aukar assumiu a presidência da entidade

 Em cerimônia realizada no dia 30 de abril, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) empossou sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. O empresário Omar Aukar assumiu a presidência da entidade, sucedendo Renato Paniago, que esteve à frente da Casa desde 2020.

Com mais de 30 anos de atuação no setor de moda, Omar construiu uma trajetória sólida no empresariado local. É formado em Eletrônica e Telecomunicações, com pósgraduações em Administração de Empresas Públicas, Telecomunicações e Gerenciamento de Projetos. Também possui experiência institucional, tendo presidido a ACICG de 2012 a 2014, além de ter atuado como vice-presidente de 2020 a 2026.

Ao assumir o cargo, Omar destacou o fortalecimento da entidade nos últimos anos e o desafio de dar continuidade a esse processo. Segundo ele, a nova gestão terá como prioridade manter o protagonismo da ACICG, aliado a um movimento de renovação.

“Estamos trazendo mais jovens empresários para dentro da gestão, preparando novas lideranças para garantir a perenidade da Associação pelos próximos 100 anos. Também

ampliamos de forma significativa a participação feminina”, afirmou.

Outro ponto central da nova diretoria será a atuação descentralizada, com foco em ampliar a capacidade de resposta da entidade diante dos desafios atuais do setor produtivo.

“Temos pela frente um cenário desafiador, com temas relevantes como a reforma tributária, programas de regularização fiscal e um nível de inadimplência elevado, que afeta tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Esse contexto exige uma atuação ainda mais estratégica da entidade. Mas

estamos preparados: contamos com uma diretoria experiente, formada por empresários que conhecem, na prática, os desafios do mercado. Nossa proposta é trabalhar com uma gestão menos centralizada, baseada na delegação. Queremos ampliar a capacidade de atuação da ACICG, para que ela tenha cada vez mais braços, mais presença e mais agilidade na resposta às demandas da sociedade de Campo Grande.”

Renato Paniago deixa a presidência após duas gestões, mas segue contribuindo com a entidade como um dos vice-presidentes, ao lado dos empresários

Sidney Volpe e Pedro Chaves, ambos reconduzidos ao cargo. Durante a cerimônia, ele agradeceu a confiança da diretoria, dos associados e dos colaboradores ao longo do período em que esteve à frente da Associação.

“Deixo a presidência com a certeza de que a ACICG segue em boas mãos. O Omar tem uma trajetória sólida, conhece a realidade empresarial e sempre esteve atuante nas ações da entidade. Tenho confiança de que ele dará continuidade ao trabalho, trazendo novas ideias e fortalecendo ainda mais o papel da Associação,” finaliza Paniago.

pp para consulta e esclarecimento de dúvidas. Além da emissão do boleto, o sistema da prefeitura permite consultar os valores cobrados em 2025 e 2026, comparar a variação entre os dois períodos e verificar informações cadastrais do imóvel, como área construída e valor venal. A ferramenta serve também para que o contribuinte confira se houve atualização nos dados usados como base para o cálculo do imposto. A orientação é que o pagamento seja feito dentro do prazo para evitar encargos. Caso a data de vencimento coincida com fim de semana ou feriado, o prazo é automaticamente transferido para o próximo dia útil. Com isso, a prefeitura reforça o alerta para que os moradores acompanhem o calendário e usem os canais digitais disponíveis para regularizar a situação sem sair de casa.

Campo Grande terá segunda edição do TEDxCarandá no Bioparque Pantanal

Evento marcado para 19 de maio vai reunir palestrantes de diferentes áreas para discutir meio ambiente, cultura, negócios, diversidade e impacto social

 Campo Grande receberá no próximo dia 19 de maio a segunda edição do TEDxCarandá, evento independente ligado à plataforma global TED, conhecida por reunir ideias com potencial de impacto em diferentes áreas. Marcado para as 13h, no Bioparque Pantanal, o encontro terá como tema “Encontro das Águas” e deve reunir nomes de setores como meio ambiente, cultura, causas sociais, lideran-

ça e negócios. A proposta é promover o diálogo entre trajetórias distintas e mostrar como a troca de experiências pode abrir novos caminhos para a sociedade. A escolha do tema faz referência à convergência de ideias e visões diferentes, em uma programação pensada para valorizar conexões entre realidades diversas. A curadoria desta edição buscou justamente aproximar vozes com experiências variadas, em um formato de palestras curtas e objetivas, marca dos eventos TEDx realizados em várias partes do mundo. Na Capital, a iniciativa reforça o espaço da cidade em debates ligados à inovação, ao conhecimento e à transformação social. Entre os palestrantes confirmados estão o empresário Fred Alecrim, o chef Paulo Coelho Machado, o especialista em liderança Eberson Terra, o professor Klebér Tani, a presidente do Instituto Líbio, Raquel Machado, representantes do movimento União BR, a chef Juanita Battilani, o cofundador do Festival HackTown, Marcos David, e Angelo Rabelo, do

Instituto Homem Pantaneiro. A programação também terá transmissão ao vivo pelo canal oficial do TEDxCarandá no YouTube, ampliando o alcance do evento para além do público presencial. Organizado localmente por Dijan de Barros, o TEDxCarandá chega à segunda edição depois da realização do primeiro encontro, em novembro de 2024. A expectativa é repetir a boa repercussão e consolidar a iniciativa no calendário de eventos da capital. Com temas atuais e nomes de diferentes áreas, o encontro pretende aproximar conhecimento, inspiração e debate público em um espaço simbólico para a cidade.

Expansão da construção civil em Campo Grande amplia a demanda por trabalhadores, mas setor enfrenta dificuldade para encontrar mão de obra qualificada.
Em cerimônia realizada no dia 30 de abril, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) empossou sua nova diretoria para o triênio 2026-2029
Moradores de Campo Grande que parcelaram o IPTU de 2026 devem observar o vencimento da próxima parcela para evitar juros e multa.

Animal encontrado no Jardim Bela Vista testou positivo para o vírus; orientação é não tocar em morcegos e acionar o CCZ em situações suspeitas

 Campo Grande confirmou na última terça-feira (5) o nono caso de raiva em morcego registrado neste ano, após um animal ser recolhido no bairro

Jardim Bela Vista e ter resultado positivo em exame laboratorial. O caso foi identificado depois que um morador encontrou o morcego caído no chão e acionou o Centro de Controle de Zoonoses. Com a nova confirmação, a cidade soma nove registros da doença em 2026, em um universo de 546 morcegos recolhidos em ocorrências consideradas suspeitas na área urbana.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a circulação do vírus segue sendo monitorada e, até o momento, o cenário é tratado como controlado. A avaliação da pasta é de que a maior parte dos animais analisados não apresentou infecção, o que afasta a ideia de risco generalizado, embora mantenha a necessidade de vigilância. O alerta vale principalmente para situações em que o morcego aparece fora do comportamento habitual, como caído

Surto em navio põe hantavírus em evidência e mobiliza alerta sanitário internacional

Estado zera ICMS para agilizar envio de repelentes a Dourados em meio à chikungunya

Decreto do governo de Mato Grosso do Sul isenta do imposto a doação de mais de 201 mil unidades destinadas ao enfrentamento da emergência em saúde pública no município

no chão, dentro de imóveis ou em locais de fácil contato com pessoas e animais domésticos. A orientação do CCZ é para que a população não toque nos morcegos em nenhuma circunstância. Ao encontrar um animal com sinais suspeitos, a recomendação é isolar o local e acionar imediatamente o serviço de recolhimento. A secretaria também destaca que morcegos em seu ambiente natural não representam perigo direto, e que o risco está concentrado nos casos de contato com animais doentes ou infectados. Como forma de prevenção, a Sesau reforça a importância da vacinação anual de cães e gatos, considerada a principal barreira para impedir que a doença chegue aos animais domésticos e, por consequência, ofereça risco às pessoas. O atendimento para recolhimento de morcegos e vacinação antirrábica segue disponível todos os dias, inclusive à noite, em fins de semana e feriados, como parte da estratégia de vigilância mantida pelo município.

 Em meio ao avanço da chikungunya em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul decidiu retirar a cobrança de ICMS sobre a doação de mais de 201 mil unidades de repelentes e protetores solares com ação repelente que serão encaminhadas ao município. A medida foi oficializada por decreto e tem como objetivo facilitar a chegada dos produtos à cidade, que vive situação de emergência em saúde pública por causa do aumento de casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A isenção vale para os itens doados à Cruz Vermelha Brasileira, filial de Mato Grosso do Sul, que dará apoio às ações de proteção da população em uma das regiões mais afetadas pela chikungunya no Estado. Ao abrir mão do imposto nessa operação específica, o governo reduz o custo tributário da remessa e busca acelerar a distribuição dos insumos em um momento de maior pressão sobre a rede de saúde e de necessidade de prevenção. Entre os produtos previstos estão repelentes para adultos e crianças, além de protetores solares com ação repelente. O benefício fiscal é temporário e foi autorizado exclusivamente para essa operação, com validade até 31 de dezembro de 2026. A medida tem respaldo em convênio firmado no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária e foi assinada pelo governador Eduardo Riedel e pelo secretário estadual de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira.

Anvisa amplia restrição a produtos da Ypê e empresa reage à decisão

Agência mandou recolher itens com lote final 1 fabricados em Amparo, suspendeu produção na unidade e apontou falhas graves no processo; fabricante diz que vai recorrer

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ampliou a ação sobre produtos da Ypê e determinou, na quinta-feira (7), o recolhimento de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade de Amparo, em São Paulo, com lotes terminados em 1. Além disso, suspendeu a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso desses itens. Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após inspeção conjunta identificar falhas relevantes em etapas críticas da produção, com risco de contaminação microbiológica.

de lava-roupas líquidos e anunciou um recolhimento voluntário cautelar. Na ocasião, a Anvisa restringiu a ação a alguns lotes determinados. Agora, o órgão afirma que os problemas encontrados comprometem os requisitos de boas práticas de fabricação e justificam uma intervenção mais ampla sobre produtos da marca feitos naquela unidade.

Com casos confirmados e mortes a bordo do MV Hondius, autoridades reforçam que infecção é rara, costuma estar ligada a roedores e exige atenção rápida diante de sintomas respiratórios graves

 O surto de hantavírus registrado a bordo do navio MV Hondius colocou a doença no centro da atenção internacional nesta semana e reacendeu o alerta sobre uma infecção rara, mas potencialmente grave. Até a última quinta-feira (7), a Organização Mundial da Saúde informou oito casos notificados ligados ao cruzeiro, dos quais cinco já haviam sido confirmados, além de três mortes. O navio saiu da Argentina, passou por Cabo Verde e segue sob monitoramento sanitário, enquanto autoridades acompanham passageiros e contatos em diferentes países.

Transmitido principalmente por contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, o hantavírus pode provocar em humanos a chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus, quadro que começa, em geral, com febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça, calafrios e sintomas abdominais. Nos casos mais severos, a doença evolui rapidamente para comprometimento pulmonar e

cardiovascular, com risco de insuficiência respiratória e morte. Segundo a OMS, os pacientes do surto no navio apresentaram febre, sintomas gastrointestinais, pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque. A regra, segundo organismos de saúde, é que a infecção ocorra a partir da exposição a ambientes contaminados por excretas de roedores. A transmissão entre pessoas não é o padrão da doença, embora possa ocorrer em situações raras, especialmente em cepas como o hantavírus Andes, identificado em parte dos casos investigados na América do Sul. Por isso, apesar da gravidade do episódio no cruzeiro, a OMS afirmou que o risco para a população em geral permanece baixo e descartou qualquer comparação com o início da pandemia de covid-19. Não existe tratamento específico contra o hantavírus, e o atendimento depende da gravidade de cada paciente, com suporte clínico que pode incluir oxigênio, ventilação mecânica e terapia intensiva. Capital confirma nono caso de raiva em morcego e reforça alerta à população

A medida amplia um problema que já havia surgido no fim de 2025, quando a própria fabricante informou ter identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes específicos

Em resposta, a Ypê afirmou ter recebido a decisão com indignação, classificou a medida como arbitrária e desproporcional e informou que vai recorrer. Em comunicado oficial, a empresa sustenta que possui testes e laudos independentes que atestariam a segurança dos produtos atingidos. A orientação da Anvisa, no entanto, é para que consumidores que tenham em casa os lotes enquadrados na resolução suspendam imediatamente o uso e procurem o serviço de atendimento da fabricante para o recolhimento. A bactéria citada no episódio anterior é comum no ambiente e costuma representar maior risco para pessoas com o sistema imunológico comprometido. De acordo com o Manual MSD, infecções por Pseudomonas aeruginosa tendem a ser mais frequentes e mais graves em pacientes debilitados, hospitalizados ou com imunidade reduzida. O novo capítulo do caso, porém, não se apoia apenas na bactéria detectada no ano passado, mas principalmente nas falhas de fabricação apontadas pela fiscalização sanitária.

Cassems alerta para alta de síndromes respiratórias graves em crianças em MS

Com aumento dos casos graves em Mato Grosso do Sul, médicos reforçam que febre e tosse exigem atenção redobrada quando vêm acompanhadas de dificuldade para respirar

 O aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave em Mato Grosso do Sul acendeu um alerta para a saúde das crianças menores de dois anos, grupo considerado mais vulnerável às complicações. Dados da Fiocruz colocam o Estado entre os 14 do país com maior incidência desse tipo de quadro, que pode começar com sintomas comuns, como febre e tosse, mas evoluir rapidamente para dificuldade respiratória e necessidade de internação. Foi o que aconteceu com Leonardo, de 1 ano e 9 meses, internado por cinco dias em Campo Grande após apresentar piora no estado de saúde.

Segundo a médica pediatra da Cassems, Jheth Jeane Mundim, o maior risco nessa faixa

etária está ligado ao fato de o organismo infantil ainda estar em desenvolvimento. As vias aéreas são mais estreitas, há maior produção de secreção durante infecções e o sistema imunológico ainda não responde como o de um adulto. Por isso, um quadro que em pessoas mais velhas poderia parecer apenas um resfriado pode se transformar, nos pequenos, em bronquiolite, desconforto respiratório e outras complicações que exigem atendimento médico imediato. Os principais sinais de alerta são respiração acelerada ou com esforço, afundamento abaixo das costelas, narinas abrindo para respirar, dificuldade para mamar ou se alimentar, sonolência excessiva, irritação fora do normal, lábios arroxeados e febre persistente. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento sem demora. Já os quadros mais leves, com coriza, tosse branda, febre controlada e criança ativa, podem ser acompanhados em casa ou avaliados em consulta ambulatorial. A recomendação dos pediatras é que pais e responsáveis observem não apenas a febre, mas o comportamento geral da criança. Se ela deixa de brincar, perde o apetite, fica muito prostrada ou apresenta piora progressiva, o ideal é buscar avaliação médica. Em um cenário de aumento das doenças respiratórias, a atenção precoce pode fazer diferença para evitar agravamentos e garantir tratamento no momento certo.

em desenvolvimento

CCZ mantém monitoramento de morcegos em Campo Grande e orienta moradores a evitar qualquer contato com os animais.
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Produtos serão destinados a Dourados para reforçar a proteção da população diante do avanço dos casos de chikungunya.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Medida da Anvisa atingiu produtos da Ypê fabricados na unidade de Amparo, no interior de São Paulo.
Segundo a médica pediatra da Cassems, Jheth Jeane Mundim, o maior risco nessa faixa etária está ligado ao fato de o organismo infantil ainda estar

Riedel autoriza concurso com 2 mil vagas para professores da Rede Estadual de Ensino

Decisão foi anunciada após reunião com representantes da Fetems e busca reforçar o quadro da educação básica e do ensino médio em Mato

Grosso do Sul

 O governador Eduardo Riedel autorizou a realização de um novo concurso público com 2 mil vagas para professores da Rede Estadual de Ensino, em mais uma medida voltada ao reforço da estrutura da educação em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito na últim,a segunda-feira (4), durante reunião na Governadoria com representantes da Federação dos Trabalhadores em Educação, em um encontro que também reuniu os secretários estaduais de Educação e de Administração. A decisão, segundo o governo, foi construída em diálogo com a categoria e pretende atender à demanda das escolas estaduais em todo o Estado.

Pela proposta apresentada, o concurso será destinado a professores da educação básica e do ensino médio e terá um formato

diferente do adotado anteriormente. Em vez de distribuição por vagas específicas em cada município, o processo permitirá concorrência em todo o território sul-mato-grossense, o que, na avaliação do governo, amplia as possibilidades para os candidatos e oferece mais flexibilidade na ocupação dos postos. A definição do cronograma, com edital e datas, ficará agora sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Administração. Ao anunciar a medida, Riedel afirmou que a abertura do certame reforça o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais da educação e com a melhoria da qualidade do ensino público. A presidente da Fetems, Deumeires Batista de Souza, considerou o número de vagas um avanço importante para a categoria e lembrou que

Paulo Gonet defende segurança jurídica para estabilidade institucional em evento no Estado

Summit realizado em Campo Grande reuniu integrantes do sistema de Justiça e colocou em debate o papel do Ministério Público na prevenção de conflitos e na confiança nas instituições

 A defesa da segurança jurídica como condição para que cidadãos, empresas e instituições possam planejar o futuro deu o tom do Summit Segurança Jurídica & Desenvolvimento, promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul na última sexta-feira (8), em Campo Grande. Realizado no auditório da ProcuradoriaGeral de Justiça, o encontro reuniu autoridades do sistema de Justiça para discutir o papel do Ministério Público na estabilidade institucional e no fortalecimento de um ambiente de maior previsibilidade para o Estado.

O ponto central da programação foi a participação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou que a segurança jurídica está ligada à possibilidade de as pessoas tomarem decisões hoje com a confiança de que seus efeitos serão preservados no futuro. Na exposição, ele defendeu uma atuação jurídica compro-

o último concurso, mesmo com 722 vagas iniciais, teve mais de 1.300 aprovados chamados pelo governo ao longo do processo. A expectativa é de que o

novo concurso ajude a suprir necessidades da rede e fortaleça o quadro efetivo nas escolas estaduais. O governo também mantém o compromisso de con-

vocar mais nomes do cadastro de reserva do certame anterior antes da realização da nova seleção. Com isso, a abertura das 2 mil vagas passa a ser vista

pliar a capacidade da rede pública de ensino no Estado.

Nova lei atende antiga pauta da OAB e amplia Justiça Federal no interior de MS

Publicada no Diário Oficial da União, norma cria seis Varas Federais em cidades estratégicas do Estado e promete reduzir deslocamentos e dar mais agilidade aos processos

 A publicação da Lei Federal nº 15.401, no Diário Oficial da União, marcou uma vitória institucional para a advocacia sul-mato-grossense e abriu um novo capítulo na estrutura da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul. A norma, sancionada em 5 de maio e publicada no dia 6, cria seis novas Varas Federais no Estado, nas cidades de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, com o objetivo de ampliar o atendimento à população fora da capital e reforçar a presença do Judiciário em regiões consideradas estratégicas.

Tratada pela OAB/MS como resultado de uma mobi-

lização de décadas, a medida atende a uma reivindicação antiga da advocacia e de instituições do sistema de Justiça que defendiam a descentralização dos serviços federais. A avaliação é de que a nova estrutura deve aliviar a sobrecarga das unidades já existentes, encurtar distâncias para advogados e jurisdicionados e tornar mais rápido o andamento de processos em áreas com crescimento eco-

nômico, grande circulação de pessoas e desafios de fronteira. Ao comentar a sanção da lei, o presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, atribuiu o avanço a uma articulação conjunta entre a seccional, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o governo estadual e a Ajufems. Para a entidade, o fortalecimento da Justiça Federal no interior deve melhorar as condições de traba-

lho da advocacia e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso da população a serviços judiciais que hoje, em muitos casos, exigem longos deslocamentos. Além de ampliar a capilaridade da Justiça Federal, a lei consolida um movimento de interiorização que passa a atender regiões com demandas crescentes nas áreas econômica, ambiental, previdenciária e criminal.

Iagro alerta produtores para proteger rebanhos com chegada da primeira frente fria em MS

metida ao mesmo tempo com a continuidade das regras e com as exigências do presente, sustentando que o Direito deve oferecer estabilidade sem perder a capacidade de responder à realidade social.

Na abertura do evento, o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Avila Milhan Junior, destacou a função do Ministério Público como agente de equilíbrio institucional e de prevenção de conflitos entre os Poderes. A proposta do encontro foi justamente discutir como uma atuação técnica, estável e coordenada pode fortalecer a confiança da sociedade nas instituições e criar um ambiente mais seguro para a vida civil, a atividade econômica e a proteção de direitos. Além de Gonet e Romão, o debate reuniu representantes da OAB, do Conselho Nacional do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Com risco de queda brusca de temperatura nas próximas semanas, agência orienta manejo preventivo para evitar mortes de animais por hipotermia no campo

 Com a aproximação da primeira frente fria de 2026, a Iagro emitiu um alerta aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul para que adotem medidas preventivas capazes de proteger os rebanhos contra os efeitos das baixas temperaturas. A preocupação do órgão é evitar mortes por hipotermia, sobretudo entre bovinos criados a campo, em um período marcado por mudanças bruscas no clima, com possibilidade de frio intenso, chuva e ventos fortes em várias regiões do Estado. Segundo a agência, a vulnerabilidade dos animais aumenta quando o frio se combina com má condição corporal, pouca nutrição, idade mais baixa e falta de abrigo adequado. Em anos anteriores, houve registros de mortes associadas a esse quadro, o que levou o ór-

gão a reforçar agora a necessidade de preparação antecipada nas propriedades. A orientação é que o produtor observe com mais atenção os animais mais jovens, debilitados ou sensíveis, já que eles costumam reagir pior às intempéries. Entre as recomendações estão o deslocamento do rebanho para áreas mais protegidas, com presença de capões de mata ou barreiras contra o vento, além de evitar permanência próxima a rios, açudes e locais mais expostos ao frio. A Iagro também orienta o reforço da alimentação, com suplementação de forragem, volumosos ou concentrados, como forma de reduzir o estresse provocado pelas baixas temperaturas e manter os animais em melhores condições durante o período crítico. A agência pede ainda que qualquer mortalidade acima do normal seja comunicada imediatamente para avaliação do serviço veterinário oficial. Em

como uma resposta à pressão por recomposição de pessoal e como parte da estratégia de am-
Eduardo Riedel assinou a autorização do novo concurso durante reunião com dirigentes da Fetems, na Governadoria
Criação de novas varas é tratada pela OAB/MS como avanço histórico para ampliar o acesso à Justiça Federal no interior do Estado.
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Produtores rurais são orientados a reforçar abrigo
alimentação do rebanho diante do avanço do frio em Mato Grosso do Sul.
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Paulo Gonet participou de evento promovido pelo MPMS em Campo Grande e destacou a segurança jurídica como condição para previsibilidade e desenvolvimento.

ROMÃO AVILA MILHAN

Procurador-Geral de Justiça

“Ministério

Público mantém o compromisso de ser o escudo da sociedade sul-mato-grossense”

Reconduzido ao comando do MPMS, Romão Avila

Milhan Junior destaca modernização, combate ao crime e defesa dos direitos da população

Reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça na última sextafeira (8), Romão Avila Milhan Junior afirma que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul seguirá comprometido com a defesa da sociedade.

Em entrevista ao jornal A Crítica, ele fez um balanço positivo da gestão anterior, marcada por mais agilidade, transparência e fortalecimento institucional.

Para o novo ciclo 2026-2028, o procurador destaca como prioridades a saúde pública, o combate ao crime organizado, a proteção da infância e o enfrentamento à violência doméstica.

Romão também defende a modernização do MPMS com investimento em tecnologia, inteligência e ampliação de estruturas para tornar a atuação mais eficiente.

Segundo ele, a instituição deve permanecer firme contra a ilegalidade, sem abrir mão do diálogo e da proximidade com a população sul-mato-grossense. Confira a entrevista na íntegra:

A Crítica: Doutor Romão, o senhor está sendo reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça no Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Que balanço o senhor faz do seu último período na instituição e quais aprendizados leva para essa nova fase?

Romão: O balanço é de uma gestão marcada pela entrega de resultados e pelo fortalecimento da identidade resolutiva do MPMS. No último biênio, focamos em estruturar a instituição para que ela fosse mais ágil, transparente e presente na vida das pessoas. Os relatórios anuais mostram avanços no combate à improbidade e na recuperação de ativos. O grande aprendizado é que a eficiência

não nasce apenas da tecnologia, mas da integração humana. Entro nesta nova fase com a convicção de que o Ministério Público é hoje uma instituição mais moderna, mas que mantém o compromisso inabalável de ser o escudo da sociedade sul-mato-grossense.

A Crítica: A recondução costuma vir acompanhada de confiança institucional. Na prática, o que muda no seu olhar e na sua atuação a partir desse novo ciclo?

Romão: Nosso foco agora é a ampliação das nossas estruturas para atender cada dia com mais eficiência a sociedade sul-mato-grossense. Já promovemos novas designações estratégicas nesta transição de mandato para oxigenar nossas equipes e garantir que o MPMS seja cada vez mais efetivo no combate ao crime e no atendimento à população.

A Crítica: O Ministério Público tem um papel essencial na defesa da sociedade. Hoje, quais prioridades o senhor considera as mais urgentes para o MPMS?

Romão: Nossas prioridades são ditadas pelas necessidades da população. A saúde pública continua no topo da lista: nossa missão é garantir que o recurso chegue à ponta e que o atendimento seja digno. Paralelamente, a segurança pública exige uma atuação asfixiante contra o crime organizado, especialmente em nossa região de fronteira. Também daremos atenção especial à proteção da infância e ao combate à violência doméstica, áreas em que o Ministério Público deve atuar de forma preventiva e firme para garantir os direitos fundamentais.

A Crítica: Em um cenário de transformações sociais e tecnológicas, como o Ministério Público pode se modernizar sem perder sua essência constitucional?

Romão: A modernização é o meio pelo qual garantimos a aplicação da Constituição no século XXI. Nosso Centro de Inteligência e as novas ferramentas de análise de dados permitem que cada Promotor de Justiça, em sua respectiva competência, tenha suporte para desdobramentos investigativos mais precisos. Se encontrarmos elementos de prova em qualquer frente, a tecnologia hoje nos permite dar continuidade imediata e lógica ao trabalho. Modernizar é dar “músculos” tecnológicos à nossa essência defensora da democracia e da ordem jurídica.

A Crítica: A atuação do MP muitas vezes envolve temas sensíveis, como combate à corrupção e defesa de direitos coletivos. Como equilibrar firmeza institucional com diálogo com a sociedade e outros poderes?

Romão: O diálogo é a base da resolutividade. O Ministério Público deve ser intransigente com a ilegalidade, mas deve ser, acima de tudo, um agente de soluções. O equilíbrio está em manter a nossa independência funcional enquanto nos sentamos à mesa com os demais entes públicos e privados para destravar políticas públicas. Nossa postura sempre será a de buscar o entendimento que resolva o problema da comunidade hoje, sem prejuízo da firmeza necessária para punir desvios e proteger o patrimônio público.

A Crítica: O senhor pretende implementar ou fortalecer

algum projeto específico nessa nova fase? Há alguma área que receberá atenção especial?

Romão: Sim, estamos fortalecendo o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Percebemos que, além do combate às organizações criminosas tradicionais feito pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), havia a necessidade de ampliar o olhar sobre grupos criminosos que atuam dentro de órgãos públicos ou entes federados. Essa transição estratégica garante que o MPMS tenha especialização tanto para o crime de rua quanto para a criminalidade do “colarinho branco”. Além disso, continuaremos investindo em tecnologia para aprimorar o atendimento direto ao cidadão.

A Crítica: A relação do Ministério Público com a população é fundamental para a credibilidade da instituição. Que estratégias podem aproximar ainda mais o MP do cidadão comum?

Romão: Precisamos falar a língua do cidadão. A estratégia é a transparência e a acessibilidade. Queremos que o cidadão entenda que ele tem um defensor permanente em cada comarca. Isso passa por fortalecer nossos canais digitais e a Ouvidoria, mas também por traduzir o trabalho técnico em benefícios visíveis, como uma vaga em creche garantida ou um bairro mais seguro. A proximidade nasce da confiança de que o MP é o porto seguro para quem tem seus direitos violados.

A Crítica: Por fim, doutor, que mensagem o senhor deixa para a sociedade sul-mato-grossense ao assumir mais uma vez essa responsabilidade?

Romão: A mensagem é de trabalho e compromisso. Mato Grosso do Sul é um estado de gente trabalhadora e que cresce acima da média nacional. O Ministério Público vai acompanhar esse ritmo, sendo uma instituição corajosa no combate ao crime e humana no atendimento aos vulneráveis. Podem contar com um Procurador-Geral de Justiça (PGJ) e com uma equipe de Promotores e Procuradores de Justiça dedicados integralmente a fazer deste estado um lugar cada vez mais justo e seguro para todos.

Frente fria derruba temperaturas em Mato

Grosso do Sul entre hoje e terça-feira

Estado terá começo de semana com manhãs frias e tempo mais aberto após a chuva, com mínimas abaixo de 10°C em cidades do sul e da fronteira

 Mato Grosso do Sul terá uma virada no tempo entre hoje (10) e terça-feira (12), com queda acentuada das temperaturas e manhãs mais frias em diferentes regiões do Estado. Em Campo Grande, o domingo deve ser o dia de maior impacto da frente fria, com previsão de pancadas de chuva e termômetros entre 7°C e 16°C. A partir de segunda-feira, o tempo abre, mas o frio continua, com mínima de 9°C e máxima de 19°C. Na terça, a tendência é de elevação gradual, com previsão de 15°C a 24°C na Capital. No interior, o frio deve ser ainda mais intenso em áreas do sul. Em Dourados, a previ-

são para domingo é de 6°C a 16°C, seguida de segunda-feira com 7°C a 18°C e terça com 11°C a 22°C. Em Ponta Porã, na fronteira, o amanhecer de domingo deve registrar 4°C, com máxima de 14°C, enquanto a segunda-feira terá variação entre 6°C e 17°C. Na terça, os termômetros sobem um pouco, mas a manhã ainda será fria, com mínima de 11°C e máxima de 22°C. O avanço do ar frio, portanto, muda o padrão do tempo justamente no início da semana, com o domingo concentrando a instabilidade e os dias seguintes marcados por sol e recuperação lenta das temperaturas. O contraste deve ser percebido principalmente nas primeiras horas do dia, quando o frio tende a ser mais forte e exigir mais atenção da população, especialmente de idosos, crianças e pessoas mais sensíveis às mudanças bruscas de temperatura. A recomendação é de preparo para manhãs geladas e para um começo de semana bem diferente do calor registrado nos últimos dias. No domingo, ainda há previsão de chuva em parte do Estado, mas entre segunda e terça o cenário passa a ser de tempo

mais firme, com permanência do frio cedo e aquecimento gradual ao longo das tardes.
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Mudança no tempo deve provocar amanhecer gelado em várias regiões de Mato Grosso do Sul entre domingo e terça-feira.

Caso que chocou estado inspira livro sobre crimes ocorridos na região do Danúbio Azul

Em sua décima edição FLIB transforma Bonito em destino da literatura em Mato Grosso do Sul

Edição comemorativa terá programação literária, oficinas, shows e concurso de redação, reforçando o papel cultural da cidade além do ecoturismo

Bonito, cidade de 25 mil habitantes que recebe cerca de 293 mil turistas por ano e registra mais de 880 mil visitas a rios, grutas e cachoeiras, viveu na noite da última segunda-feira (4) um momento que foge do roteiro clássico do ecoturismo.

No Espaço Jack, o lançamento da 10ª Feira Literária de Bonito (FLIB) reuniu público, autores, organizadores, autoridades e parceiros, anunciando a programação que, de 7 a 12 de julho de 2026, transformará a Praça da Liberdade em um território de palavras, debates e memórias.

Não é exagero dizer que a FLIB, criada em 2015, conseguiu algo raro para eventos do interior: tornar a literatura um projeto estratégico de formação de leitores e diversificação cultural em uma cidade antes conhecida quase exclusivamente pela natureza.

O tema da edição, “Literatura, linguagens, histórias e memórias”, já revela o tom da programação: o 4º concurso de redação para estudantes da rede municipal, oficinas

de formação de mediadores de leitura, encontros sobre mercado editorial infantil e debates sobre literatura feminina sul-mato-grossense e literatura indígena. A sessão “Dedo de Prosa” reunirá cerca de 40 autores ao longo dos cinco dias. Todas as atividades são gratuitas e em espaço público, característica que marca a feira desde o início.

Os números das nove edições anteriores mostram um crescimento consistente. Até hoje, a FLIB reuniu 261 autores — 186 de Mato Grosso do Sul e 75 de outras regiões — equilibrando a valorização local com a interlocução nacional. Em 2025, a 9ª edição atraiu mais de 3 mil crianças de Bonito e cidades vizinhas e um público total estimado em mais de 10 mil pessoas. Uma das livrarias expositoras, a Hamurabi, vendeu mais de seis mil livros, demonstrando o impacto da feira na economia criativa local.

Carlos Porto, idealizador da FLIB, lembra que a feira se consolidou como um projeto de formação de leitores.

“Nesses 10 anos, buscamos aprimorar nosso projeto em direção a um objetivo maior: contribuir para a formação da comunidade de leitores de Bonito”, afirmou.

A curadora Maria Adélia Menegazzo ressaltou que a edição comemorativa celebra uma década de histórias, leituras e memórias compartilhadas. Entre os autores confir-

mados estão nomes como Sergio Vaz, Mariana Salomão Carrara, Daniel Munduruku, Oscar Nakasato, Ana Martins Marques, Kaio Ramos, Moema Vilela, Jucélia Silva, Jusley Sousa, Jade Ribeiro, Miguela Moura e Leonardo Piana. A programação cultural incluirá shows gratuitos de Jorge Vercillo e Sandra de Sá, combinando música e literatura para

atrair públicos variados. Autoridades locais e estaduais destacaram o impacto do evento. A secretária de Educação e Cultura, Eliana Maria Fregatto, afirmou que a FLIB transforma Bonito em território cultural durante a semana da feira. O diretor de Cultura e Juventude, Lelo Marchi, reforçou o poder transformador da leitura: “O livro

transforma, muda realidades e nos convida a atravessar uma série de experiências”. A vice-prefeita e secretária de Turismo, Indústria e Comércio, Juliane Salvadori, lembrou que a 10ª edição é fruto de trabalho coletivo que garantiu permanência e relevância ao evento. Deputados federais, senadora e a Fundação de Cultura do Estado também reforçaram apoio.

Desde agosto de 2025, a FLIB integra oficialmente o Calendário de Eventos do Estado, além de estar no Calendário Municipal de Bonito, consolidando sua importância cultural.

O prefeito Josmail Rodrigues destacou que a feira nasceu de um sonho coletivo e hoje faz parte da identidade da cidade: “Bonito é conhecida pelo ecoturismo e, com a FLIB, também se afirma pela literatura. A cultura vive, a literatura vive e Bonito está no calendário da leitura no Brasil”.

A 10ª edição, que homenageará a escritora Lygia Fagundes Telles e o editor Luciano Serafim, promete consolidar a cidade não apenas como destino de ecoturismo, mas também como polo literário, incentivando a formação de leitores desde a infância e fortalecendo a diversidade de vozes culturais do estado.

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FOTO: DIVULGAÇÃO
Participantes registram a abertura do evento, que ocupará a Praça da Liberdade com atividades literárias e culturais.

"As

Leis de Lídia Pöet", mais que uma série, um legado feminista

A terceira temporada de As Leis de Lidia Poët consolida o arco narrativo da protagonista ao transformar sua trajetória individual em um símbolo mais amplo de resistência feminina dentro do sistema jurídico italiano do século XIX.

„ Turim, 1887. É neste cenário que a terceira temporada se desenvolve, marcando o ponto culminante da jornada de Lidia Poët, interpretada por Matilda De Angelis. A personagem, inspirada na primeira advogada da Itália, enfrenta não apenas casos criminais complexos, mas um sistema legal estruturado para excluir mulheres de qualquer protagonismo.

Desde as temporadas anteriores, Lidia já vinha desafiando normas jurídicas e sociais ao atuar informalmente como advogada, mesmo após ser proibida de exercer a profissão. Na temporada final, porém, sua luta atinge um novo patamar: deixa de ser apenas uma batalha individual e passa a dialogar com transformações estruturais na sociedade.

A partir daqui, contém spoilers!

A terceira temporada gira em torno da acusação contra Grazia, amiga íntima de Lidia, suspeita de matar o próprio marido — um homem abusivo. O caso coloca em evidência uma questão jurídica e social crucial: a legítima defesa em contextos de violência doméstica.

Diante de um tribunal composto exclusivamente por homens, Lidia se vê diante de um desafio duplo. Por um lado, precisa provar tecnicamente a inocência da amiga; por outro, deve confrontar uma estrutura jurídica que não reconhece plenamente a violência sofrida por mulheres dentro do casamento.

A estratégia da protagonista se baseia em uma abordagem inovadora para a época: reinterpretar o conceito de crime à luz das circunstâncias sociais. Conflitos pessoais e dilemas éticos

Embora o eixo principal seja jurídico, a temporada também aprofunda os conflitos emocionais da protagonista. O triângulo amoroso envolvendo Jacopo e Fourneau ganha novos contornos, especialmente porque ambos acabam posicionados em lados opostos do julgamento central. Fourneau, promotor de justiça, assume papel fundamental ao confrontar Lidia no tribunal. Já Jacopo, jornalista, representa o olhar público sobre o caso,

Parceria une tecnologia e qualificação para fortalecer turismo de MS no exterior

Parceria aposta em tecnologia e qualificação para fortalecer o turismo de Mato Grosso do Sul no mercado internacional.

contribuindo para transformar o julgamento em um evento de grande repercussão social. A imprensa surge, assim, como agente de pressão e mudança.

A luta pelos direitos femininos no campo jurídico

O principal eixo temático da terceira temporada é a consolidação da luta de Lidia pelos direitos das mulheres, especialmente no âmbito do Direito. A série evidencia como o sistema jurídico não apenas exclui mulheres da prática profissional, mas também falha em protegê-las enquanto cidadãs. Ao longo da narrativa, Lidia questiona princípios fundamentais do ordenamento jurídico da época, como: A incapacidade legal feminina para exercer profissões jurídicas A desvalorização da palavra da mulher em tribunais

A ausência de reconhecimento da violência doméstica como fator jurídico relevante Esses elementos transformam a personagem em uma figura pioneira dentro do que hoje se reconhece como uma perspectiva jurídica feminista.

A temporada final reforça que sua luta não é apenas por reconhecimento profissional, mas por uma redefinição do próprio conceito de justiça. No encerramento da série a protagonista não apenas enfrenta o sistema — ela contribui para alterá-lo. Sua trajetória passa a ser vista como parte de um movimento histórico maior, no qual mulheres começam a reivindicar espaço em instituições até então inacessíveis.

Conclusão

A terceira temporada de As Leis de Lidia Poët funciona como um drama jurídico com forte viés político e social. Ao articular um caso emblemático com discussões estruturais, a série constrói um retrato consistente da luta feminina por direitos no século XIX. Mais do que encerrar uma história, a produção reafirma a relevância contemporânea de seus temas: igualdade de gênero, acesso à justiça e transformação institucional. Lidia Poët emerge, assim, não apenas como personagem, mas como símbolo de resistência e mudança.

FICHA TÉCNICA

TÍTULO As Leis de Lidia Poët

ANO 2026 (3ª temporada)

GÊNERO Drama, Histórico, Jurídico

DIREÇÃO Letizia Lamartire, Pippo Mezzapesa, Jacopo Bonvicini

ROTEIRO Guido Iuculano, Davide Orsini

PRODUÇÃO Matteo Rovere

DISTRIBUIÇÃO Netflix

PAÍS Itália

Acordo entre Civitatis, Fundtur e Storm aposta em distribuição digital e ensino de inglês para melhorar o atendimento a estrangeiros em destinos como Bonito e Pantanal

M ato Grosso do Sul entrou em uma articulação que busca fortalecer a presença de destinos como Bonito e Pantanal no mercado internacional.

A iniciativa reúne a Civitatis, plataforma de reservas de atividades turísticas, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur) e a Storm Education.

A proposta combina dois pontos considerados estratégicos para o setor: a ampliação da oferta turística em plataformas digitais e a qualificação dos profissionais que atendem visitantes estrangeiros. O objetivo é tornar o Estado mais competitivo em um cenário de crescimento do turismo de experiência e de maior exigência por serviços preparados para receber turistas de fora do país.

O movimento ocorre em meio ao avanço do turismo

TEATRO

internacional no Brasil. No primeiro trimestre de 2026, o país registrou 2,33 milhões de chegadas de estrangeiros por via aérea, alta de 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Durante evento de capacitação com fornecedores do setor, o country manager da Civitatis, Alexandre Oliveira, destacou o espaço para crescimento da digitalização nesse mercado. “O turismo de experiência cresce em ritmo até três vezes superior ao da hotelaria, e ainda há uma lacuna relevante, já que apenas um terço das experiências está disponível de forma digital”, afirmou. Para o presidente da Fundtur, Bruno Wendling, a qualificação no atendimento é parte decisiva desse processo. “A proficiência em idiomas é determinante para elevar a

Débora Falabella traz

experiência do visitante estrangeiro e consolidar destinos como Bonito e Pantanal no cenário internacional”, disse. Na frente de capacitação, a Storm Education apresentou um modelo de ensino de inglês via WhatsApp, com uso de inteligência artificial e foco na comunicação prática. O programa inclui microaulas, acompanhamento de desempenho e desconto de 25% para empresas do trade turístico de Mato Grosso do Sul. Segundo a proposta apresentada, a qualificação linguís-

tica pode impactar diretamente a experiência do turista e também os resultados do setor.

“Quando o profissional consegue se comunicar, ele melhora o atendimento, reduz atritos e amplia o potencial de consumo do turista”, destaca o material. A avaliação é de que, para transformar o aumento do fluxo internacional em resultado efetivo, não basta apenas atrair visitantes. Também é preciso oferecer canais de venda mais acessíveis e atendimento preparado para diferentes públicos.

‘Prima Facie’

a Campo Grande após sucesso de público pelo Brasil

Espetáculo premiado será apresentado nos dias 15, 16 e 17 de maio, no Teatro Glauce Rocha, após alcançar mais de 150 mil espectadores

„ Campo Grande recebe, nos dias 15, 16 e 17 de maio, o espetáculo Prima Facie, protagonizado por Débora Falabella, em mais uma etapa da circulação de um dos maiores sucessos recentes do teatro brasileiro. A montagem, que já ultrapassou a marca de 150 mil espectadores no país, chega à Capital sul-mato-grossense cercada pelo reconhecimento da crítica e por uma trajetória de sessões lotadas. No palco, Débora Falabella interpreta Tessa, uma advogada criminalista bem-sucedida que passa a questionar o sistema judicial e as próprias convicções. A personagem, que construiu a carreira defendendo acusados de violência sexual, se vê diante de uma crise que atravessa sua vida pessoal e profissional, levando a peça a discutir temas como

poder, justiça, violência sexual e condição feminina. Escrito por Suzie Miller, o texto ganhou projeção internacional desde a estreia em Londres, em 2022. A obra chegou a montagens em diversos países, passou pela Broadway e pelo West End e se tornou referência em debates sobre legislação, direitos das mulheres e representatividade no sistema de Justiça. No Brasil, a montagem di-

rigida por Yara de Novaes estreou em abril de 2024, no Rio de Janeiro, e rapidamente se transformou em fenômeno de público. O espetáculo teve temporadas e apresentações lotadas em cidades como Brasília, Belo

Horizonte, Salvador, São Paulo e no Festival de Curitiba. Em São Paulo, somou oito meses de ingressos esgotados. No Rio, foram duas temporadas e quatro meses em cartaz, também com sessões lotadas.

Além da repercussão junto ao público, Prima Facie acumulou premiações importantes. Débora Falabella venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz, o APCA de Melhor Atriz de Teatro, o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz em Peça de Teatro e o Prêmio Arcanjo de Melhor Solo. A montagem também conquistou cinco troféus no Prêmio APTR, nas categorias Atriz, Direção, Cenografia, Iluminação e Figurino.

A passagem por Campo Grande coloca a cidade na rota de um espetáculo que ultrapassou o circuito convencional do teatro e se firmou como uma das produções mais comentadas dos últimos anos, tanto pelo desempenho de Débora Falabella quanto pelos temas que leva ao palco.

ESPETÁCULO: PRIMA FACIE

Datas: 15, 16 e 17 de maio - Local: Teatro Glauce Rocha Cidade: Campo Grande – MS Ingressos: Sympla

Débora Falabella protagoniza Prima Facie, espetáculo que completa dois anos
em cartaz no Brasil com sessões lotadas e reconhecimento da crítica.
Presidente da Fundtur, Bruno Wendling
Lidia Poët e a ruptura de um sistema excludente

3 CADERNO LIGHT

Caso que chocou estado inspira livro sobre crimes ocorridos na região do Danúbio Azul

Obra de ficção escrita pela delegada Aline Sinnott Lopes resgata memórias, bastidores da investigação e reflexões sobre a morte de 16 jovens em Campo Grande

Ocaso que marcou Mato Grosso do Sul com a morte de 16 jovens na região do Danúbio Azul, em Campo Grande, entre 2012 e 2016, inspirou o livro A Jornada dos Esquecidos, obra de ficção escrita pela delegada Aline Sinnott Lopes, responsável pelas investigações à época. “Eram pessoas que a maioria quer esquecer”, resume a delegada ao recordar as vítimas de Luiz Alves Martins, o Nando. Dez anos depois, a história envolvendo um serial killer e jovens mortos em um bairro periférico da Capital chega ao público por meio da literatura. O lançamento será no dia 28 de maio, às 18h30, na sede da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

Segundo Aline, a escrita surgiu da necessidade de organizar memórias, pensamentos e emoções provocados por uma experiência que define como visceral. Graduada em Direito, Psicologia e Letras, ela encontrou na literatura uma forma de elaborar tudo o que viveu naquele período.

“Foi um caso, uma investigação, que impactou muito a minha vida e as pessoas ao redor depois que tudo veio à tona. Logo em seguida, tivemos outros dois casos de bastante repercussão, então era necessário colocar aquilo para fora de alguma forma”, afirma a autora.

SOLIDARIEDADE

A obra mistura resgate histórico, ficção e bastidores da investigação, além das vivências da equipe envolvida. A proposta é conduzir o leitor por uma narrativa marcada por reflexões sobre violência, vulnerabilidade e o direito à vida.

A história começou com o desaparecimento de um jovem, procurado pelo irmão, Lucas, um adolescente envolvido com crimes. Além dele, havia relatos do sumiço de outras pessoas no bairro. Segundo a delegada, quase ninguém parecia se importar.

“Aquelas pessoas estavam sumindo e ninguém estava fazendo nada. Muitos casos sequer foram registrados e, em sua maioria, as vítimas eram criminosos que furtavam no bairro, usuários de drogas, garotas de programa, e não tinha nenhuma menina ou menino de posses ali, um jovem branco de olhos azuis”, aponta. Foi nesse cenário que as investigações começaram. As informações demoravam a surgir, o medo predominava entre os moradores e havia quem enxergasse o assassino em série como alguém que promovia uma espécie de “limpeza” na região.

“A imprensa não teve acesso ao que acontecia nos bastidores de fato, mas nós tínhamos que fazer com que aquelas pessoas compreendessem que aqueles jovens mortos também eram ví-

timas, que o autor tinha que ser preso e que elas podiam confiar na polícia”, afirma Aline. Ela relembra que a apuração esbarrou na dificuldade de acesso à informação e na necessidade de construir confiança com testemunhas ligadas ao crime e à prostituição. As

investigações revelaram um homicida de adolescentes de 13, 16 e 17 anos, além de jovens de 18, 22 e 25 anos. Para a autora, o livro também propõe uma reflexão sobre a forma como a sociedade enxerga pessoas em situação de vulnerabilidade. “A principal

SERVIÇO: LANÇAMENTO DO LIVRO: A JORNADA DOS ESQUECIDOS

Data: 28 de maio de 2026 - Horário: 18h30

Local: Adepol – Rua Dr. Robison Benedito Maia, 321, Carandá Bosque, Campo Grande Pré-venda: Site da editora Oeste Instagram: @aline_sinnott

MÚSICA

mensagem que quero deixar é que os seres humanos têm direito à sua existência sem que ninguém interrompa esse processo pessoal”, afirma. Entre as lembranças mais marcantes, Aline cita a reação do pai de uma das vítimas ao receber a notícia da morte do filho. “Aquilo me chocou, me impactou”, diz a delegada, ao relatar o episódio como um dos momentos mais fortes da investigação.

Delegada de polícia há 20 anos, Aline Sinnott Lopes já atuou no interior e na Capital, passou por delegacias especializadas e é professora da Acadepol há 15 anos. Além das graduações em Direito, Letras e Psicologia, é pós-graduada em Direito, Segurança Pública e Neurociências. Atualmente, cursa mestrado em Psicologia na UFMS.

polícia Aline Sinnott Lopes

ajudar abrigo em Campo Grande

Pestalozzi lança bazar online com peças de grife para

Brechó virtual vende itens de marcas como Prada, Armani e Zara para arrecadar recursos à Casa de Helena

„ A Associação Pestalozzi de Campo Grande lançou um bazar chic online para arrecadar recursos para a Casa de Helena, abrigo voltado ao acolhimento de crianças com deficiência. Chamado de Gira Moda Circular, o brechó virtual reúne peças de grifes nacionais e internacionais, além de roupas e acessórios de grandes lojas de departamento, com opções para toda a família e entrega para todo o Brasil. Entre os produtos disponíveis estão peças seminovas em bom estado e itens novos,

Sandália da Prada está disponível para compra.

sem uso, oferecidos a preços mais acessíveis. Entre as marcas encontradas no bazar estão Prada, Armani e Zara. Toda a renda arrecadada com as vendas será revertida para a manutenção da Casa de

Helena, inaugurada em 2024 pela Pestalozzi. O espaço foi criado para oferecer proteção social de alta complexidade a crianças que perderam o vínculo ou a guarda familiar. Além da loja virtual, o bazar também oferece atendimento personalizado por WhatsApp. A proposta é permitir que os clientes façam videochamadas para ver melhor as peças e esclarecer dúvidas antes de finalizar a compra. Atualmente, o custo mensal para manter a Casa de Helena gira em torno de R$ 130 mil. Esse valor é coberto com recursos públicos e ações de arrecadação promovidas pela própria associação. Nesse cenário, o brechó funciona como uma fonte complementar de receita para ajudar a garantir a continuidade do atendimento. O bazar online está disponível no site giramodacircular.com.br.

Banda paulista se apresenta no Palazzo Murano, na Avenida Mato Grosso, e ingressos já estão à venda a partir de R$ 50

„ Campo Grande entrou na rota da turnê que celebra os 30 anos de carreira do CPM 22. A banda paulista confirmou apresentação na capital sul-mato-grossense no dia 13 de novembro de 2026, no Palazzo Murano, antigo Diamond Hall, localizado na Avenida Mato Grosso. Os ingressos já estão à venda pela internet, com preços a partir de R$ 50, sem considerar as taxas. Conhecido por músicas que marcaram os anos 2000, o grupo chega à cidade com um repertório ligado à trajetória construída ao longo de três décadas. Entre os sucessos mais lembrados pelo público estão “Um Minuto para o Fim do Mundo”, “Dias Atrás”, “Não Sei Viver Sem Ter Você” e “O

Mundo Dá Voltas”, faixas que ajudaram a consolidar o nome da banda no rock nacional. A apresentação em Campo Grande faz parte de uma série de shows comemorativos programados para 2026. Liderado por Badauí, o CPM 22 percorre o país com a turnê especial de 30 anos, incluindo a Capital entre as cidades escolhidas para receber o espetáculo.

sença de Campo Grande no circuito de atrações nacionais previsto para os próximos meses. No caso do CPM 22, o diferencial está no peso simbólico da turnê, que revisita uma história ligada diretamente a uma geração de fãs que acompanhou o crescimento da banda desde o início dos anos 2000. Mais do que um show isolado, a apresentação marca a passagem de uma turnê comemorativa que reúne canções associadas a diferentes fases do grupo. Para o público local, a expectativa gira em torno da execução de hits que permanecem entre os mais conhecidos da carreira da banda e continuam circulando entre antigos admiradores e novos ouvintes. Com a confirmação do evento, os fãs de Campo Grande já podem se programar para assistir a uma das bandas mais populares do rock brasileiro em uma turnê que celebra sua longa permanência na estrada. CPM 22 traz turnê de 30 anos a Campo Grande com show marcado para novembro de 2026

Segundo a organização do evento, a abertura dos portões está prevista para as 21h. O público poderá escolher entre os setores pista, com entradas a partir de R$ 50, e pista premium, com valores a partir de R$ 70. Os preços informados não incluem as taxas cobradas na venda online. O anúncio reforça a pre -

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Delegada Aline Sinnott Lopes lança livro inspirado no caso dos crimes ocorridos na região do Danúbio Azul, em Campo Grande.
CPM 22 faz show em Campo Grande no dia 13 de novembro de 2026, no Palazzo Murano.
O livro ‘A Jornada dos Esquecidos’, obra de ficção escrita pela delegada de
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GWM Tank 400 chega ao Brasil

O GWM Tank 400, híbrido plug-in de luxo com impressionantes 400 cv e tração integral, chega ao Brasil no segundo semestre de 2026, com preço estimado em R$ 400 mil. Produzido na nova fábrica da GWM em Aracruz, no Espírito Santo, o modelo é a aposta da marca para competir no segmento de SUVs premium, desafiando concorrentes de peso como o Toyota SW4.

Lançamento do novo Tiguan 2026 surpreende e gera alta demanda

Novo Tiguan 2026, com motor de 272 cv e tecnologia avançada, bate recorde de pedidos em 12 minutos, gerando R$ 1 bilhão em vendas.

Na última quinta-feira (07), a Volkswagen do Brasil causou um grande impacto no mercado automoti vo com o lançamento do novo Tiguan 2026. A empolgação dos consumidores foi imediata: em apenas 12 minutos, foram registrados 3.136 pedidos para o modelo, o que re presenta um valor impressionante de até R$ 1 bilhão.

O evento de lançamento ocorreu nas concessionárias Autobel e Discautol, em Campo Grande (MS), e o novo Ti guan chegou para conquistar de vez o mercado de SUVs no Brasil. Importado do México, o modelo traz uma versão única, a R-Line, que combina um visual mais esportivo e sofisticado, com um motor 2.0 TSI de 272 cv. Isso significa que o Tiguan 2026 pode acelerar de 0 a 100 km/h em impressionantes 7,4 segundos, oferecendo performance de sobra para quem busca agilidade e potência.

Além da performance, o Tiguan 2026 se

Equipado com faróis inteligentes (IQ.Light Matrix LED), um painel digital de 10,25", central multimídia de 15 polegadas e assistências ao motorista para uma condução mais segura, o SUV oferece uma experiência de direção moderna e intuitiva.

Embora tenha perdido a versão de sete lugares, a configuração de cinco lugares é perfeita para quem procura um carro espaçoso e confortável. O Tiguan também teve um ajuste no tamanho, ficando um pouco mais compacto, mas ainda com ótimo espaço interno.

Chevrolet Sonic chega para competir com VW Nivus e Fiat Fastback

SUV cupê da Chevrolet promete agitar o mercado com motor turbo e design esportivo

„ A Chevrolet lançou o Sonic 2027 no Brasil nesta última semana, marcando o retorno do modelo ao mercado nacional. A grande novidade? Agora, o Sonic é um SUV cupê. Com 4,23 metros de comprimento, 1,77 metros de largura e 1,53 metros de altura, o modelo chega para disputar diretamente com o VW Nivus e o Fiat Fastback, dois dos maiores nomes do segmento de SUVs compactos no Brasil.

A proposta da Chevrolet com o Sonic é clara: oferecer um modelo premium, mas com preço acessível. O modelo chega com motor 1.0 turbo, com 115 cv de potência e 18,9 kgfm de torque, entregando aceleração de 0 a 100 km/h em 10 segundos. Disponível em duas versões (Premier e RS) o modelo oferece recursos de tecnologia de ponta, como central multimídia de 11 polegadas, assistente de permanência em faixa e frenagem autônoma.

A versão Premier, que começa a partir de R$ 129.990, é voltada para quem busca conforto e sofisticação, enquanto a versão RS, com preço de R$ 135.990, é para os que preferem um design mais esportivo, com teto biton e detalhes em preto. Com um porta-malas de 392 litros e bom espaço interno, o Sonic 2027 foi desenhado para

famílias e motoristas que buscam desempenho, estilo e tecnologia em um SUV compacto. As primeiras entregas começam ainda em maio, e as concessionárias Chevrolet já têm o modelo disponível em todo o Brasil.

Em termos de mercado, o lançamento é um passo importante para a Chevrolet. O Sonic 2027 chega para desafiar concorrentes estabelecidos, oferecendo uma alternativa moderna, ágil e com bom custo-benefício para quem busca um SUV compacto premium.

destaca pela tecnologia.

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