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Jornal A Crítica - Edição 2301

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Clube”, inspirado na paixão nacional, neste domingo (26), às 18h, no Teatro Dom Bosco, com ingressos a partir de R$ 50. Música & feijoada

Já a 4ª edição da Nossa Feijuca – especial Dia de Jorge – começa hoje ao meio-dia na Casa Verde, com roda de samba, pagode, feijoada (inclusive opção vegana) e cerveja gelada. Entradas custam a partir de R$ 20. Local: Casa Verde – R. General Bertoldo Kingler, 295. Esporte Campo Grande realiza neste domingo (26) o Circuito LIVE! RUN XP 2026, com provas de 21 km, 10 km e 5 km e cerca de 3 mil atletas, com largada no Shopping Campo Grande. O evento começa às 5h30, inclui percursos por pontos turísticos da cidade e segue com programação na Arena LIVE! após as corridas.

Campo Grande entra no circuito de grandes turnês, atrai multidões e adapta rotina urbana para uma nova escala de eventos

 Campo Grande entrou de vez no circuito dos grandes espetáculos e, nas últimas semanas, viu uma sequência de eventos de grande porte movimentar a economia, a rotina e

a logística urbana. O ponto alto foi o show do Guns N’ Roses, que reuniu mais de 30 mil pessoas no Autódromo Internacional Orlando Moura, no dia 9, e provocou mudanças significati-

vas no trânsito, com reflexos na malha viária e até na BR-262. A capital sul-mato-grossense mostrou capacidade de atrair grandes turnês internacionais, consolidando-se como destino para produções de alto nível. Na esteira desse movimento, nomes de peso da música brasileira também passaram pela cidade. Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Luan Santana, entre outros, mantiveram o ritmo de grandes públicos, com destaque para a apresentação na 86ª Expogrande, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, que bateu recorde de público e lotou o espaço. A sequência de shows reforça o potencial de Campo Grande como palco de eventos de massa, ampliando a agenda cultural e aquecendo setores como hotelaria, transporte e comércio. O calendário intenso, no entanto, também trouxe novos desafios de organização. Na última quarta-feira (22), a gravação do projeto “Cê Tá Doido Festival”, em formato 360° no pátio do Posto Aeroporto, atraiu público acima do esperado após falha no sistema de validação de ingressos, transformando um evento de acesso controlado em entrada livre.

Expogrande cresce 34%, movimenta R$ 854,5 milhões e mira R$ 1 bilhão em 2027

Fort Atacadista já atende no Tijuca com loja reformulada em Campo Grande

Longen critica pressa no debate sobre escala 6x1 e pede discussão técnica

Hospital Alfredo Abrão inaugura andar com 32 leitos para pacientes

Tenente-coronel Rocha assume o Bope em troca de comando da PM

Presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli afirma que

Opinião 2•A

Eleições: a ignorada classe média paga a conta

‘POR UNA CABEZA’: Assim cantava Carlos Gardel. Dagoberto, Rose, Ovando e Geraldo são bons de votos, mas dois deles deverão sobrar para a Câmara Federal. Por circunstâncias da política estão na Federação União Brasil-PP. Os analistas apostam; a diferença entre os quatro será mínima, ‘por uma cabeça’, como se diz nos hipódromos.

VALE TUDO: É legal, e daí? Dando o que falar o contrato entre o PL Nacional e a agência de publicidade de Iara Diniz Contas, mulher do capitão Contar, do PL. Firmado em dezembro de 2025, ela recebe R$ 150 mil mensais do Fundo Partidário pelos serviços profissionais. Na análise do episódio não se pode esquecer o protagonismo dele, o inigualável Valdemar Costa Neto. Negócios da política.

SOBERBA: Incomodado com o som sertanejo numa churrascaria em Coxim, onde almoçava com um político, o jornalista da capital, indagou ao gerente qual o valor do cachê da dupla - ‘ mil reais’ revelou. Incontinenti, ofereceu e pagou dois mil - e o show ‘C’est fini’; Por ironia, tempos depois a dupla (humilhada) – João Bosco e Vinicius – viraria sucesso nacional. Voltas que a vida da.

A IGNORADA: Será que os candidatos ao Planalto, também, ignorarão o valor da classe média nos seus projetos e discursos? Ela que paga a conta e se sustenta por seus próprios méritos e esforços, mas permanece quase invisível aos olhos da classe política, que opta pelos mais pobres devido a quantidade e pelos ricos por interesse financeiro.

CONVENHAMOS: Combater a miséria é preciso, mas um país não pode e nem deve se sustentar simplesmente com medidas paliativas ou emergenciais acompanhadas de posturas e falas demagógicas. O país, precisa de projeto ou base econômica estável que se sustente a médio e longo prazo através da produção e consumo estável. Certo?

DEFINIÇÕES: A classe média paga a conta do baile, mas não é convidada para dançar. Ela seria a avalista da democracia, mas é vista e tratada como mero detalhe burocrático. Nos palanques, é cortejada com promessas genéricas e depois é descartada. Ela é o pilar entre ricos e pobres, a espinha dorsal da sociedade e da estabilidade.

A PROPÓSITO: “A classe média está mal representada proporcionalmente no STF. Dos atuais dez integrantes do tribunal, apenas dois parecem viver nos limites do seu atual salário, de acordo com o noticiário: Carmem Lúcia e Edson Fachin. Os outros ministros são ricos ou flertam com a riqueza, e boa parte deles passou a sê-lo ou a fazê-lo depois de assumir uma cadeira no Supremo. ” (Mario Sabino – Metrópoles)

TERCEIRA VIA? “A ventania das campanhas desarruma previsões baseadas só em pesquisas...(-) Em1989 aguardava-se o segundo turno entre Collor e Brizola. Em agosto, Lula tinha apenas 5% das preferências, com viés de queda. Em setembro, ele chegou a 16%, ultrapassando Brizola. Dois meses depois, Lula foi para o segundo turno, quando viria a ser batido por Collor”. (Elio Gaspari)

FAKE NEWS: Assunto em voga em ano eleitoral, a influência de notícias falsas ainda é matéria nova para a maioria. Sobre o caso existem muitos textos de alerta. Mas falta-lhes pragmatismo pedagógico no passo a passo para identificar o que é falso. A Justiça Eleitoral, continuará presa à velha burocracia sem decidir a tempo? Pelo visto, SIM!

DEU NISSO! O endividamento das famílias é um dos motivos pela queda da popularidade do Governo Lula. E uma das causas é a liberação das apostas eletrônicas autorizadas pelo Governo para aumentar a arrecadação. Agora, o Planalto precisa parar com esse cassino ancorado no futebol em ano de Copa. E conseguirá?

VOANDO ALTO: Na Assembleia falou-se do desempenho de Simone Tebet nas pesquisas do PT como vice de Haddad em São Paulo. Ela bate os ministros Marcio França (PSB), Marina Silva (Rede), Tabata Amaral (deputada do PSB) e Marcelo Barbieri (ex-deputado do PDT). Há quem diga; ela seria melhor candidata do que o próprio Haddad - lento e desgastado.

PREPARE-SE: A campanha eleitoral nem começou (oficialmente) e o seu nível tende a ser o mais baixo possível. O efeito do que vai rolar nas redes sociais será ‘profundo’, irá muito além das questões políticas e administrativas. Denúncias chulas, sexo, drogas, escândalos, corrupção e temas afins no ‘pacote’. Retrato da classe política.

CHURCHILL: Disse que, ao contrário dos homens, os animais não elegem os piores para liderá-los. O processo é simples, pela supremacia física do escolhido, um sobrevivente vencedor da manada ou espécie. Já entre os homens valem a malícia, a dissimulação, manipulação, falsidade e combinações de fatores complexos invisíveis à primeira vista.

CONFIRA: Lista atualizada dos 13 municípios com menos de 6 mil eleitores: Figueirão – 2.751, Novo Horizonte do Sul - 3.599, Alcinópolis -3.727, Taguarussu – 3.929, Rio Negro – 4.104, Paraíso das Águas – 4.284, Jatei - 4.360, Corguinho – 4.379, Caracol - 4.751, Douradina - 4.880, Rochedo - 4.976, Juti – 5.862, Jaraguari - 5.961.

A lua é aqui

Deborah Dubner (*)

Silêncio. Milhares de quilômetros distantes da Terra, quatro astronautas orbitam a Lua e observam o lado oculto. O invisível foi revelado. A missão Artemis II representou coragem, ousadia e excelência. Mas, para além disso, me interessaram as sutilezas, o invisível que move. Não precisamos ir tão longe para ver. É só olhar para dentro.

Uma cratera lunar foi nomeada em homenagem à falecida esposa do comandante Reid Wiseman. Fezse silêncio, enquanto os astronautas enxugavam as lágrimas. Uma experiência significativa de conexão humana.

A espaçonave Orion foi batizada de Integrity pela tripulação. Aqui faço uma pausa. Pela lente da Psicologia Positiva, a integridade é uma força de caráter humana, associada à virtude da coragem. A integridade sustenta quem somos, alinhando o que pensamos, sentimos e fazemos. Para vivê-la é preciso atravessar desconfortos. Integridade diz respeito à confiança, honestidade e humildade. Algo que, acredito, está em falta no mundo atual.

E então, o mais importante: as palavras dos astronautas. Se eu resumisse, seriam três: amor, gratidão e conexão. Palavras que não são apenas temas poéticos, e sim estados emocionais validados e mensuráveis pela Neurociência, com efeitos consistentes no cérebro, no corpo e nas relações.

A gratidão reorganiza a atenção e fortalece o bem-estar, o amor regula o corpo e cria conexão segura. Ambos reduzem o estresse e aumentam a saúde emocional. Juntos, eles relembram ao organismo que viver, mais do que se defender… é se conectar.

Christina Koch testemunhou: “Sempre escolheremos a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros.” Nesta frase que viralizou,

Ao amor aparece como uma escolha coletiva, no sentido relacional e apreciativo ao nosso planeta Terra.

O piloto Victor Glover, antes de perder a conexão com a terra, fez questão de lembrar: “Enquanto nos preparamos para sair da comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês vindo da Terra. E para todos vocês aí na Terra e ao redor dela, nós amamos vocês, da Lua. Nos vemos do outro lado.”

E quando finalmente aterrissou na casa-terra, finalizou: “A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um corpo só.”

O piloto Jeremy Hansen resumiu sua vivência em três emoções positivas estudadas profundamente pela Ciência das Emoções: “Eu tenho três palavras para descrever essa experiência: gratidão… alegria… e amor. Gratidão pela minha família, pela NASA e por todas as equipes que tornaram isso possível. Alegria por tudo o que vivemos e compartilhamos juntos. E a última… é o amor.”

Os quatro tripulantes foram ao espaço e voltaram falando daquilo que só existe na Terra: o valor da experiência humana.

Viajaram milhares de quilômetros até a lua para viver o amor, a gratidão e o pertencimento.

Não é curioso?

Talvez o essencial seja simplesmente isso: a lua é aqui!

*Deborah Dubner é psicóloga e escritora. Autora de sete livros relacionados a autoconsciência, evolução pessoal e Psicologia, com uma boa dose de poesia. Palestrante TEDx e especialista em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.

A evolução da governança no varejo: estratégia e vigilância na era digital

dinâmica do varejo contemporâneo impõe aos Conselhos de Administração um desafio de vigilância constante e atualização técnica. O modelo de governança que se limitava à análise de resultados pretéritos e conformidade estatutária tornou-se insuficiente diante da velocidade com que a transformação digital reconfigura as margens e o market share.

Atualmente, o papel do conselheiro exige uma compreensão profunda de como as alavancas tecnológicas impactam diretamente o valuation e a perenidade das operações, transformando a inovação de um item de orçamento em um pilar central de risco e oportunidade.

Carlos Donzelli (*)

No ambiente de Conselho, a adaptação à transformação digital deve ser tratada sob a ótica da alocação de capital e da gestão de riscos estratégicos. Não se trata apenas de validar a adoção de novas ferramentas, mas de assegurar que os investimentos em tecnologia estejam alinhados à capacidade de execução da companhia e à sua sustentabilidade financeira de longo prazo.

A governança eficaz deve cobrar clareza sobre o retorno do investimento (ROI) de iniciativas digitais e monitorar como a integração de dados e a digitalização da cadeia de suprimentos mitigam ineficiências operacionais que antes eram aceitáveis em mercados menos competitivos.

Outro ponto na evolução das instâncias de decisão é o equilíbrio entre a agilidade decisória e o controle. Em um setor de margens estreitas como o varejo, o Conselho de Administração precisa atuar como um facilitador da agilidade executiva, estabelecendo diretrizes claras que permitam ao management reagir com rapidez às oscilações de consumo, sem comprometer os princípios éticos e os controles internos.

A governança moderna é aquela que provê a estrutura necessária para que a inovação ocorra de forma ordenada, garantindo que o crescimento acelerado não resulte em fragilidades estruturais ou perda de foco no core business.

A composição dos Conselhos também reflete essa nova realidade. A diversidade de competências técnicas, unindo a solidez financeira à expertise em ecossistemas digitais, permite uma visão multidimensional dos problemas. Cabe ao conselheiro manter o ceticismo profissional necessário para questionar modelos de negócio disruptivos, ao mesmo tempo em que fomenta uma cultura organizacional voltada para a eficiência e a centralidade no cliente.

O sucesso na governança do varejo digital reside na capacidade de interpretar indicadores complexos e traduzi-los em decisões estratégicas que protejam o patrimônio dos acionistas e promovam o desenvolvimento sustentável da organização. Por fim, é imperativo que a governança transcenda os processos e foque na entrega de valor real. A digitalização não altera os fundamentos econômicos de uma empresa, mas potencializa sua capacidade de escala e precisão.

O futuro dos Conselhos de administração no varejo será definido pela competência em gerir essa transição tecnológica com disciplina financeira e rigor estratégico, assegurando que a companhia não apenas acompanhe as mudanças de mercado, mas mantenha sua posição de liderança por meio de uma gestão técnica, sóbria e orientada para resultados consistentes.

(*) Carlos Donzelli é Head Family Office Magalu e conselheiro do Magalu.

Câmara Federal acelera fim da escala 6x1 e comissão deve ser instalada nesta semana

Deputados disputam vagas no colegiado que vai analisar a proposta, enquanto governo e Congresso divergem sobre transição, compensações e novo modelo de jornada

 Um dia após avançar na Câmara dos Deputados, a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1 entrou em uma nova fase de articulação política em Brasília. Parlamentares já disputam espaço na comissão especial que vai analisar o mérito do texto, com instalação prevista para a próxima semana, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O colegiado deverá discutir não apenas a adoção da escala 5x2, mas também temas sensíveis como redução da jornada semanal, regras de transição e possíveis impactos para empresas e trabalhadores.

Entre os nomes cotados para integrar a comissão estão os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL -SP), autores das propostas que tratam do tema. Lopes defende incluir no texto a redução da

jornada para 40 horas semanais, sem corte de salário, em linha com a proposta enviada pelo governo federal. A avaliação entre aliados da medida é de que a mudança precisa ser consolidada na Constituição para evitar retrocessos futuros, enquanto o projeto de lei em tramitação serviria para regulamentar a nova regra. A discussão, porém, está longe de um consenso. Um dos principais pontos em debate é a criação de um período de transição para que setores produtivos, especialmente micro e pequenas empresas, possam se adaptar ao novo modelo. A possibilidade já foi levantada por parlamentares e encontra apoio em parte do governo, embora haja divergências internas. Outro impasse envolve eventuais compensações para empregadores. Enquanto ministros do Planalto resistem à

ideia de incentivos ou desoneração, deputados defendem medidas para reduzir o impacto financeiro da mudança sobre

empresas e evitar repasses ao consumidor.

Além disso, a comissão deve analisar propostas que ampliam

a flexibilização da jornada, como o modelo por hora trabalhada, defendido por parte da oposição. A avaliação desses

CCJ do Senado remarca sabatina de Jorge Messias para quarta

Indicado por Lula ao STF, advogado-geral da União será ouvido na próxima quarta-feira, em sessão que também pode abrir caminho para votação no plenário

 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal remarcou para a próxima quarta-feira, 29, a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A data havia sido antecipada para

o dia 28 por causa da proximidade do feriado de 1º de Maio, mas voltou ao cronograma anterior após avaliação de que não haverá problema de quórum na comissão. De acordo com a assessoria do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o feriado, marcado para a sextafeira, não deve atrapalhar os trabalhos legislativos. A preocupação inicial era de que a

sessão pudesse ficar esvaziada, argumento apresentado na semana passada pelo relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), ao defender a antecipação da sabatina. Após ser ouvido na CCJ, Jorge Messias ainda terá o nome votado pelos integrantes da comissão e, se aprovado, seguirá no mesmo dia para análise do plenário do Senado. Na CCJ, são necessários ao menos

14 dos 27 votos para que a indicação avance. Já no plenário, a aprovação depende do apoio da maioria absoluta dos senadores, ou seja, pelo menos 41 votos favoráveis. O parecer da indicação está sob responsabilidade de Weverton Rocha, que já se manifestou a favor do nome de Messias. No relatório, o senador afirma que o atual ministro da Advocacia-Geral da União

teve atuação conciliadora no cargo e reúne os requisitos constitucionais de reputação ilibada e notável saber jurídico. A tramitação da indicação, no entanto, ocorre em meio a um desgaste político entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a escolha de Messias desagradar aliados que defendiam outro nome para a vaga no Supremo.

parlamentares é de que a simples substituição da escala 6x1 pela 5x2 pode limitar arranjos mais variados de trabalho.
Manifestação cobra o fim da escala 6x1, tema que agora avança para discussão de mérito em comissão especial da Câmara

Câmara aprova projeto de André Salineiro contra invasões na Capital

Texto cria o ‘Abril Verde e Amarelo’, com ações de conscientização sobre propriedade privada, e ainda precisa passar por segunda votação antes de seguir para sanção

 A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, com apenas um voto contrário, o Projeto de Lei nº 11.789/25, de autoria do vereador André Salineiro, que institui o “Abril Verde e Amarelo” na Capital.

A proposta foi apresentada como uma resposta ao chamado “Abril Vermelho”, promovido pelo Movimento Sem Terra (MST), e ganhou força após a invasão de uma área pública do Porto Seco, registrada na madrugada do último domingo (19). O texto prevê campanhas educativas, debates e ações em parceria entre o poder público e a sociedade civil para reforçar direitos e deveres ligados à propriedade privada. Durante a discussão do projeto, André Salineiro afirmou que a proposta busca reagir ao que classificou como tentativa

de normalizar invasões de áreas públicas e privadas. Segundo o vereador, a medida pretende prevenir conflitos e reforçar a ordem no município. Ao defender o texto em plenário, ele disse que a invasão atinge diretamente o trabalhador que se esforça para conquistar um imóvel ou um pedaço de terra. Pelo projeto, o “Abril Verde e Amarelo” deverá servir como espaço de mobilização e conscientização em torno do respeito à propriedade privada. A proposta, no entanto, ainda precisa ser aprovada em segunda votação na Câmara antes de seguir para sanção. Salineiro também afirmou que pretende ampliar o alcance da iniciativa e colocar o texto à disposição de prefeitos e vereadores de outras cidades do país interessados em adotar medida semelhante.

Coronel David destaca valorização

da tropa durante

Medalha Tiradentes

Coronel David reforça demandas da categoria durante solenidade, e governo confirma promoções e ampliação de cursos para militares

 A solenidade de entrega da Medalha Tiradentes, realizada na última quinta-feira (23), no Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, foi marcada por homenagens e por anúncios voltados à valorização da carreira militar. Representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Coronel David (PL) levou ao evento reivindicações da categoria, como a regularização das promoções, a ampliação de vagas nos cursos de formação e a revisão dos níveis salariais. Em resposta, o governo confirmou que as promoções de policiais militares e bombeiros terão início em maio e devem ser concluídas até o fim do ano. Durante o discurso, Coronel David afirmou que o pedido por promoções é uma demanda de toda a instituição e destacou

o impacto direto da medida na vida dos profissionais e de suas famílias. Além das promoções, também foram anunciadas a ampliação de vagas no Curso de Formação de Oficiais (CFO) e no Curso de Formação de Sargentos (CFS), além da autorização para cursos de habilitação, aperfeiçoamento de oficiais e formação superior na corporação. A cerimônia também foi marcada por um momento de comoção com a homenagem à subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, vítima de feminicídio em Campo Grande. Considerada a maior honraria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a Medalha Tiradentes reconhece civis e militares que contribuíram para o fortalecimento da instituição. Neste ano, 134 pessoas foram homenageadas.

Cláusula de barreira ameaça acesso de onze partidos ao fundo e ao tempo de TV

Levantamento mostra que legendas podem perder recursos e espaço na propaganda eleitoral caso repitam o desempenho de 2022; Avante e PDT estão entre os casos de maior atenção

 Pelo menos 11 dos 30 partidos políticos brasileiros correm o risco de ficar sem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão nas eleições de 2026, caso repitam o desempenho obtido em 2022 para a Câmara dos Deputados. O dado consta em levantamento do Estadão/Broadcast, que cruzou os resultados eleitorais com as exigências da Emenda Constitucional 97,

responsável por criar a chamada cláusula de barreira. A regra estabelece um desempenho mínimo para que as siglas tenham direito aos benefícios, considerados essenciais para a manutenção das atividades partidárias e para a divulgação de candidaturas.

Em 2026, a exigência ficou mais rígida. Para continuar com acesso aos recursos e ao tempo de TV, cada partido precisa atingir 2,5% dos votos vá-

lidos nacionais para a Câmara, com pelo menos 1,5% em nove Estados, ou em oito Estados e no Distrito Federal. A outra possibilidade é eleger ao menos 13 deputados federais distribuídos em pelo menos nove Estados, ou em oito Estados e no Distrito Federal. Pelo levantamento, 11 partidos não alcançaram esse patamar em 2022 e, se repetirem o mesmo resultado, ficariam fora da divisão desses recursos.

Entre os casos mais sensíveis está o do Avante, que hoje tem direito ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda, mas pode perder os benefícios se não ampliar seu desempenho.

O partido havia conseguido se manter dentro da regra daquele ano por uma margem apertada, mas agora enfrenta um cenário mais difícil, agravado pela saída de André Janones, um de seus principais puxadores de votos na última eleição.

O PDT também aparece em situação de alerta, embora tenha conseguido se aproximar do limite exigido. Em 2022, o partido elegeu 17 deputados, mas espalhados por apenas oito unidades da Federação, uma abaixo do mínimo exigido pelo novo critério.

Em 2022, a legenda obteve 2% dos votos válidos nacionais e superou 1,5% em apenas sete Estados, além de ter elegido sete deputados em três unidades da Federação.

Assembleia Legislativa de MS amplia fiscalização sobre concessões e passa a acompanhar a Rota da Celulose

Comissão da ALEMS, que já monitorava a BR-163, vai fiscalizar metas, obras e serviços em mais 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais sob concessão privada em Mato Grosso do Sul

 A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ampliou a atuação da Comissão Temporária de Acompanhamento das Concessões Rodoviárias, que passa a fiscalizar não só a BR-163, conhecida como Rota do Pantanal, mas também os 870,3 quilômetros de rodovias que integram a chamada Rota da Celulose. A medida foi oficializada pelo Ato 03/2026 da Mesa Diretora e inclui o acompanhamento das metas de investimento, da execução das obras e da qualidade dos serviços prestados nas cinco rodovias concedidas à iniciativa privada desde fevereiro. Integram a comissão os deputados Junior Mochi (MDB), Pedro Kemp (PT), Roberto Hashioka (Republicanos), Pedrossian Neto (Republicanos),

Mara Caseiro (PL) e Caravina (PSDB). Segundo Junior Mochi, a concessionária Caminhos da Celulose será oficialmente comunicada sobre a ampliação da fiscalização, com a definição de reuniões trimestrais para apresentar o andamento das obras e discutir possíveis ajustes nas metas previstas em contrato.

A Rota da Celulose reúne trechos das MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, e BR-267, entre

Nova Alvorada do Sul e Bataguassu. O sistema abrange regiões estratégicas para a logística e para o avanço da cadeia produtiva da celulose no Estado. O contrato de concessão tem duração de 30 anos e prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões, com obras como duplicações, acostamentos, terceiras faixas, marginais, contornos urbanos e melhorias na sinalização e na segurança viária. Antes mesmo do início formal dessa nova etapa de fiscalização, o deputado Caravina

apresentou requerimento cobrando informações detalhadas da concessionária. O parlamentar pede esclarecimentos sobre cronogramas de roçada, tapa-buraco e pintura de sinalização, além de questionar a prioridade dada a trechos urbanos e áreas de maior risco, como travessias de pedestres, acessos a distritos e regiões de divisa estadual. A iniciativa busca dar mais transparência à execução do contrato e reforçar a cobrança por melhorias efetivas nas rodovias concedidas.

Cláusula de barreira mais rígida em 2026 pode retirar de partidos o acesso ao Fundo
Coronel David participou da solenidade da Medalha Tiradentes, marcada por anúncios de promoções e ampliação de cursos para militares em MS.
André Salineiro defende, na Câmara de Campo Grande, projeto que cria o ‘Abril Verde e Amarelo’ e reforça debate sobre propriedade privada.
Foto: Divulgação
Trecho da BR-262, incluído na Rota da Celulose, passa a ser acompanhado pela comissão da Assembleia que fiscaliza obras e serviços nas rodovias concedidas.

Congresso dos Municípios discute eficiência

do municipalismo na construção do Brasil

Evento será realizado em junho de 2026, em Campo Grande, e reunirá gestores, lideranças políticas, empresas e instituições em torno do tema da eficiência do municipalismo

 A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) lançou a 4ª edição do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, marcado para os dias 9 e 10 de junho de 2026, no Bosque Expo, em Campo Grande. Promovido pela entidade, com co-realização do Sebrae/MS e apoio do Governo do Estado, o encontro terá como tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil” e deve reunir lideranças, gestores públicos, empresas e instituições para debater soluções, inovação e caminhos para fortalecer a administração municipal. Consolidado como o maior encontro municipalista do Estado, o congresso chega à quarta edição com a proposta de ampliar o diálogo sobre o papel estratégico dos municípios no desenvolvimento regional e nacional. A programação deve

reunir prefeitos, secretários, técnicos, representantes de instituições parceiras, empresários e autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, em um ambiente voltado à articulação política, à troca de experiências e à apresentação de propostas para a gestão pública. Segundo a organização, a ideia é reforçar a defesa de municípios mais fortes, articulados e eficientes como base para um país mais justo e equilibrado. Presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli afirma que é nos municípios que a vida da população acontece e que a política pública precisa apresentar resultados concretos. A avaliação da entidade é de que fortalecer a gestão local significa também construir respostas mais próximas da realidade de cada cidade. Além do conteúdo técnico e político, o evento também terá

Gerson Claro prevê renovação de até 15% na Assembleia Legislativa de MS

Presidente da ALEMS avalia que mudança deve ocorrer com a saída de deputados para a disputa federal e defende equilíbrio entre articulação eleitoral e continuidade da gestão pública

 O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, projeta uma renovação moderada na Casa nas eleições de 2026, entre 12% e 15%, puxada principalmente pela saída de parlamentares que devem disputar cargos federais. A avaliação foi feita durante entrevista à Rede Top FM, em Campo Grande, na última quinta-feira (23), quando o deputado também analisou o cenário político do Estado após a janela partidária e afirmou que o período de pré-campanha exige articulação, formação de chapas e definição de candidaturas sem comprometer o andamento da administração pública.

Segundo Gerson Claro, as mudanças na legislação eleitoral, como o fim das coligações e a adoção das federações partidárias, tendem a fortalecer partidos maiores, como PL e PP, que podem ampliar suas bancadas. Ele afirmou que Mato Grosso do Sul vive um momento de organização política, marcado por um calendário mais curto de campanha e pela necessidade de conciliar o debate eleitoral com a manutenção do desenvolvimento. Na avaliação do parlamentar, esse ambiente tem exigido mais maturidade das lideranças e foco em resultados concretos para a população.

espaço para aproximação institucional entre empresas, marcas e o poder público. A venda de

estandes já está aberta, com foco em organizações que oferecem soluções para a administração pública e querem ampliar a visibilidade junto a prefeitos, secretários e outros tomadores de

Em MS, 40% dos eleitores com deficiência ainda votam em locais sem acessibilidade

No Estado, 2.878 pessoas estavam registradas em seções sem estrutura adequada nas eleições de 2024; prazo para pedir transferência termina em 6 de maio

Durante a entrevista, o presidente da Assembleia também destacou o fortalecimento de um grupo político no Estado, construído a partir de uma política municipalista iniciada na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja. Segundo ele, esse modelo ampliou a relação do governo com prefeitos e vereadores e ajudou a consolidar uma base formada por lideranças como o próprio Azambuja, o governador Eduardo Riedel e a senadora Tereza Cristina. Gerson Claro confirmou ainda que decidiu disputar a reeleição para a Assembleia, após alinhamento com esse grupo, com o objetivo de fortalecer a base aliada e contribuir para o projeto político em curso no Estado. Ao tratar do momento econômico de Mato Grosso do Sul, o deputado afirmou que o principal desafio é manter o ritmo de crescimento e consolidar o Estado como polo logístico e industrial. Ele citou a expansão de setores como celulose, citricultura e biocombustíveis, além de investimentos em infraestrutura e do posicionamento estratégico de MS na rota bioceânica. Para Gerson Claro, a prioridade deve ser preservar esse ciclo de desenvolvimento mesmo em meio ao avanço das articulações para a disputa eleitoral do próximo ano.

 Em Mato Grosso do Sul, 2.878 eleitores com deficiência de locomoção, o equivalente a 40,1% desse público no Estado, estavam registrados em seções eleitorais sem acessibilidade nas eleições de 2024. Ao todo, MS tinha 7.184 votantes com essa condição, e, embora a maioria já estivesse inscrita em locais adaptados, uma parcela ainda expressiva seguia sem acesso à estrutura adequada para votar com segurança e autonomia. Os dados integram um levantamento com base em informações da Justiça Eleitoral e reforçam a necessidade de ampliação das condições de acesso no Estado. A legislação eleitoral permite que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

peçam a transferência do título para uma seção acessível dentro do mesmo município. Neste ano, o prazo para fazer a solicitação vai até 6 de maio. A mudança pode ser feita por meio do Autoatendimento Eleitoral, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o eleitor pode atualizar o cadastro e escolher um local de votação com acessibilidade, desde que haja disponibilidade na cidade onde reside. No cenário nacional, mais de 175 mil eleitores com deficiência de locomoção estavam inscritos em seções sem acessibilidade em 2024, o que representa mais de 37% do total de 471 mil brasileiros nessa condição. O levantamento apontou ainda que o índice superou 90% em alguns Estados. Em nota, o TSE afirmou que mantém compromisso com o aprimoramento contínuo das condições de acessibilidade e disse desenvolver ações permanentes para ampliar a inclusão desse público, por meio de programas e campanhas de conscientização.

Pesquisa interna do PT coloca Simone

Tebet à

frente

para compor chapa em SP

Levantamento da campanha de Fernando Haddad surpreende aliados ao apontar a ex-ministra como o nome de melhor desempenho entre os cotados para a vaga de vice

 Uma pesquisa interna da campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo abriu novo movimento nos bastidores da disputa estadual ao indicar Simone Tebet como o nome de melhor desempenho para compor a chapa como candidata a vice. Segundo fontes ligadas ao grupo político do petista, o resultado causou surpresa entre os articuladores da pré-campanha, que testaram diferentes nomes na busca por uma composição eleitoral mais competitiva.

De acordo com essas informações, Tebet superou outros nomes avaliados no levanta-

mento, entre eles a pecuarista Teka Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira. Também ficaram atrás na sondagem os ex-ministros Márcio França e Marina Silva, a deputada federal Tabata Amaral e o ex-deputado Marcelo Barbieri, todos incluídos nos cenários examinados pela equipe de Haddad.

A pesquisa foi realizada na semana passada e tem caráter reservado, razão pela qual os números exatos não foram divulgados pelos auxiliares do ex-ministro da Fazenda. Ainda assim, o resultado passou a ser tratado como um sinal relevante dentro das conversas sobre alianças e montagem de chapa para a eleição paulista de 2026. O levantamento reforça que a definição da vice de Haddad já

Presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli afirma que é nos municípios que a vida da população acontece e que a política pública precisa apresentar resultados concretos.
Em Mato Grosso do Sul, quase 2,9 mil eleitores com deficiência de locomoção estavam em seções sem acessibilidade nas eleições de 2024.
peças centrais da estratégia do partido em São Paulo.
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Simone Tebet aparece com o melhor desempenho em pesquisa interna que testou nomes para a vaga de vice na chapa de Fernando Haddad em São Paulo.
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Gerson Claro avalia que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul deve ter renovação moderada nas eleições de 2026.

milhões

R$ 1 bilhão em 2027

AFeira mostra força do agronegócio em Mato Grosso do Sul, bate recorde de negócios neste ano e consolida ambiente favorável para ampliar resultados na próxima edição

86ª Expogrande encerrou a edição deste ano no último domingo (19) com R$ 854,5 milhões em movimentação financeira, resultado que representa crescimento de quase 34% em relação a 2025 e coloca a feira no caminho para alcançar a marca de R$ 1 bilhão já no ano que vem. Realizado no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, o evento reuniu cerca de 250 expositores e confirmou sua posição como um dos principais centros de negócios do agronegócio brasileiro. O desempenho foi impulsionado pela combinação de crédito facilitado, valorização da pecuária e maior participação do público. Os leilões tiveram papel decisivo nesse avanço. Ao todo, foram 24 remates, com faturamento de R$ 51,2 milhões, alta de 65% sobre o ano anterior, e comercialização de 9.153 animais. O melhor resultado veio com o Leilão de Corte Virtual Pantanal Expogrande, que movimentou R$ 10,2 milhões com a venda de 2.911 animais. Outro destaque foi o Leilão Lendas do Corte, com R$ 8,7 milhões. No segmento de equinos, os negócios também avançaram, com R$ 4,2 milhões no 19º Leilão QM LB e Convidados e mais R$ 3 milhões no 40º Leilão Max QM. Além dos leilões, a feira ampliou a presença do público e as oportunidades de investimento. Neste ano, 130.054 pessoas passaram pelos portões da Expogrande, que teve sete dias de entrada gratuita e recebeu cerca de 39 mil visitantes apenas na abertura. A Fazendinha da Acrissul, reformulada, recebeu 20 escolas, 1.445 alunos e público estimado em mais de 45 mil pessoas. Na área de negócios, a rodada promovida pelo Sebrae/MS reuniu cerca de 70 participantes e gerou mais de R$ 18 milhões em parcerias, enquanto o Conselho Deliberativo do FCO aprovou 72 cartas-consulta, somando cerca de R$ 122 milhões em investimentos. Para a Acrissul, os números refletem um trabalho construído ao longo dos anos e um momento favorável da pecuária, com oferta de crédito, juros competitivos e valorização do mercado. Com esse desempenho recorde, a Expogrande amplia sua relevância econômica para Mato Grosso do Sul e já projeta uma nova expansão em 2027. A expectativa agora é transformar o crescimento deste ano em um novo salto e levar a feira à marca simbólica de R$ 1 bilhão em movimentação financeira na próxima edição.

crédito facilitado e grande presença de público impulsionaram a Expogrande 2026, que registrou crescimento de quase 34% na movimentação financeira.

Presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai destacou o crescimento da Expogrande, que encerrou a edição de 2026 com R$ 854,5 milhões em negócios.

Setor de transporte em MS vê crescer pressão com nova fiscalização do frete

Mudanças nas regras do piso mínimo e controle eletrônico mais rígido levam empresas e transportadores a buscar orientação para evitar autuações

 O transporte rodoviário de cargas em Mato Grosso do Sul entrou em uma fase de maior pressão neste ano, com regras mais rígidas para o piso mínimo do frete e um sistema de fiscalização eletrônica que passou a tornar o controle mais efetivo.

Diante desse novo cenário, empresas e profissionais do setor têm relatado insegurança para fechar operações e cumprir a legislação sem risco de punição. Para enfrentar esse ambiente de dúvidas, o SETLOG-MS promoveu, em Campo Grande, um encontro com o especialista em logística Lauro Valdivia Neto para orientar transportadores, empresários e representantes da área.

A principal preocupação do setor está no aumento do controle sobre os contratos de

frete. Com as mudanças trazidas pela Medida Provisória 1.343/2026 e pela Portaria SUROC nº 4, documentos das operações passaram a ser cruzados eletronicamente antes mesmo do início da viagem, o que dificulta a realização de fretes abaixo do piso estabelecido. Segundo o presidente do SETLOG-MS, Cláudio Cavol, o problema não está apenas na rigidez da regra, mas também na dificuldade de compreensão do modelo, que ainda gera dúvidas entre transportadoras, contratantes, indústrias e motoristas autônomos. No encontro, Lauro Valdivia explicou que o piso mínimo não é novo, já que está em vigor desde 2018, mas destacou que a fiscalização agora mudou de patamar. Com monitoramento eletrônico mais amplo, o número de autuações aumentou e o espaço para operar fora das exigências legais ficou menor.

Rodar MS vai recuperar quase mil km de estradas com custo menor

Programa do governo estadual, viabilizado com crédito do Banco Mundial, aposta em novo modelo de contrato para reduzir gastos, melhorar a trafegabilidade e aumentar a segurança nas rodovias

 Mato Grosso do Sul começou a tirar do papel o Rodar MS, programa que prevê a recuperação de quase mil km de rodovias estaduais com um modelo considerado mais econômico e eficiente.

Com a contratação de crédito junto ao Banco Mundial, o Estado estima renovar trechos estratégicos da malha viária com custo até 38% menor que o praticado no sistema tradicional, além de reduzir em até quatro vezes os custos operacionais dos veículos de carga. A proposta une recuperação de pistas, manutenção prolongada e metas de desempenho para melhorar as condições de tráfego, segurança e conforto dos usuários.

O projeto prevê investimento de US$ 250 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,25 bilhão, sendo US$ 200 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões de contrapartida do governo estadual. Ao todo, 22 municípios devem ser impactados de forma direta e indireta, com maior alcance nas regiões leste e do Bolsão.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o principal diferencial do programa está no modelo Crema, em que a mesma empresa contratada fica responsável por elaborar o projeto executivo, restaurar a rodovia e manter a qualidade da via ao longo do contrato. Na prática, o Rodar MS será dividido em dois formatos. No modelo DBM, que reúne projeto, obra e manutenção, estão incluídos 730,3 km, entre eixos principais e travessias urbanas, com contratos de 10 anos e pagamento condicionado ao cumprimento de indicadores de desempenho. Já no Bolsão, nas regiões de Água Clara, Inocência, Paranaíba e Três Lagoas, será adotado o formato de parceria público-privada, com duração de 30 anos, abrangendo 208,7 quilômetros das rodovias MS377 e MS-240. Em ambos os casos, a lógica é a mesma: quanto melhor for a restauração inicial, menor será o custo de manutenção ao longo do tempo.

Empresários e transportadores participaram, em Campo Grande, de encontro sobre as novas exigências do frete e o avanço

Ele chamou atenção ainda para outro ponto sensível: o valor do piso não corresponde ao preço

final do frete, pois as empresas ainda precisam incluir custos com impostos, estrutura admi-

Longen critica pressa no debate sobre escala 6x1 e

pede discussão técnica

Presidente da Fiems afirma que proposta precisa ser analisada com mais tempo, equilíbrio entre patrões e trabalhadores e fora da pressão do calendário eleitoral

 O debate sobre a possível mudança na escala de trabalho 6x1 tem sido conduzido de forma precipitada e com excesso de politização, na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen. Em entrevista a uma rádio de Campo Grande, na última quarta-feira (22), o dirigente defendeu que o tema seja discutido no país de maneira mais técnica, com prazo adequado e participação equilibrada de representantes dos setores patronal e laboral, para evitar decisões apressadas sobre um assunto que afeta diretamente a economia e as relações de trabalho.

“A indústria não rejeita a

discussão, mas entende que o momento escolhido para tratar da proposta não é o mais adequado”, explica. Para ele, a proximidade do processo eleitoral compromete a qualidade do debate e pode transformar uma pauta estrutural em disputa política. “A revisão das regras de trabalho precisa ocorrer em ambiente mais estável, com um Congresso renovado e condições melhores para uma análise mais ampla do que chamou de projeto de Brasil”, explica. Na entrevista, o dirigente também alertou para o risco de criar expectativas que não condizem com a realidade econômica. Segundo ele, a forma

como a proposta foi apresentada à sociedade pode levar parte da população a acreditar que será possível reduzir a jornada sem impacto sobre custos e remuneração. Longen sustentou

ainda que o tema precisa considerar os desafios enfrentados pelas empresas, especialmente em um cenário de dificuldade para contratação de mão de obra. Mudança no Minha Casa,

Novas regras do programa passam a valer nesta quarta-feira, elevam renda atendida para até R$ 13 mil e aumentam o teto dos financiamentos habitacionais

 Mato Grosso do Sul pode sentir de forma direta os efeitos das novas regras do Minha Casa, Minha Vida, que entram em vigor na última quarta-feira (22) em todo o país. Com a ampliação da renda familiar atendida para até R$ 13 mil por mês e o aumento do valor máximo dos imóveis financiados, o programa passa a alcançar um público maior, incluindo famílias de renda intermediária que antes ficavam fora dessa modalidade de crédito habitacional. A avaliação do setor é de que a mudança deve aquecer o mercado, especialmente em Campo Grande. No Estado, a construção

Procon

passa a

civil já vê a medida com expectativa positiva. O presidente do Sinduscon-MS, Alonso Resende do Nascimento, afirma que a ampliação tende a estimular o setor imobiliário e criar novas oportunidades de negócio. Dados da prévia do Censo Imobiliário de Campo Grande mostram que mais de 900 unidades foram comercializadas no primeiro trimestre de 2026 dentro do programa, sinal de que a demanda já vinha em crescimento antes mesmo da

nova atualização das regras. Entre as principais mudanças, o governo elevou o teto dos imóveis financiados nas faixas superiores. Na faixa 3, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na nova faixa voltada à classe média, o valor máximo subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil. O enquadramento das famílias também foi alterado, o que pode influenciar condições de financiamento, como taxa de juros e acesso a subsídios, de acordo com a renda declarada.

monitorar diesel em saídas de Campo Grande após anúncio de subsídios

Levantamento acompanha preços no anel viário da Capital para medir impacto de medidas adotadas pelos governos federal e estadual no valor pago pelo consumidor

 O Procon de Mato Grosso do Sul ampliou o acompanhamento dos preços dos combustíveis e passou a monitorar o valor do diesel em postos localizados no anel viário de Campo Grande, após o anúncio de subsídios concedidos pelos governos federal e estadual. A nova pesquisa foi

feita entre os dias 8 e 10 de abril e tem como objetivo observar se as medidas adotadas para conter a alta provocada por conflitos no Oriente Médio estão chegando, de fato, ao consumidor final. O levantamento complementa a pesquisa já realizada nas sete regiões administra-

tivas da Capital e inclui seis postos instalados nas principais saídas da cidade. Entre os produtos analisados, a maior variação foi encontrada no Diesel S10, com preços entre R$ 7,09 e R$ 7,59 para pagamentos em dinheiro, débito e crédito, uma diferença de 7,05%. No caso do Diesel S500, a maior oscilação apareceu nas compras no crédito, com variação de 6,44%. O preço médio nas bombas foi de R$ 7,20. Segundo o Procon, os subsídios anunciados preveem até R$ 1,20 por litro para a

importação e até R$ 0,80 por litro para a produção nacional, além da isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel. Apesar disso, o impacto final no preço pode ser reduzido ao longo da cadeia, já que os valores passam por etapas como importação, distribuição e revenda antes de chegar ao consumidor. Além do diesel, o órgão também acompanhou outros combustíveis. O etanol apresentou variação de 4,66% nas compras em dinheiro ou débito, enquanto a gasolina teve oscilação de 3,78% nos pagamentos no crédito.

nistrativa, despesas operacionais e margem de lucro para manter a atividade viável.
da fiscalização eletrônica.
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Sérgio Longen defende debate técnico sobre a escala 6x1 e critica a pressa na condução do tema em ano de articulação política.
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Com apoio do Banco Mundial, o Rodar MS prevê recuperar trechos estratégicos de rodovias e melhorar a segurança viária em Mato Grosso do Sul.

Tenente-coronel Rocha assume o Bope em troca de comando da PM

Mudança foi oficializada em cerimônia no Parque dos Poderes, em Campo Grande, e integra processo de reestruturação das tropas especiais da PM de Mato Grosso do Sul

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 O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul passou a ter novo comando na última sexta-feira (24), em cerimônia realizada na sede da unidade, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Quem assumiu o posto foi o tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, que deixou o comando do Batalhão de Choque após cinco anos. Ele substitui o major Rafael Custódio Alves, que encerra um ciclo de dois anos e quatro meses à frente do Bope e agora seguirá para a subdiretoria do Departamento de Operações de Fronteira.

A troca foi acompanhada pela cúpula da corporação e faz parte de uma reorganização interna iniciada em 2023. Segundo o comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, a mudança busca promover renovação nas tro-

pas especiais e ampliar a troca de experiências entre unidades de elite. A estratégia, de acordo com a corporação, é manter o padrão de excelência operacional e fortalecer a atuação especializada em diferentes frentes da segurança pública. Ao se despedir do comando, Rafael Custódio destacou a responsabilidade de liderar uma tropa técnica e altamente preparada, onde cada decisão exige precisão e treinamento. Já o tenente-coronel Rocha assume o Bope com a proposta de ampliar a capacidade operacional do batalhão, que reúne grupos especializados como atiradores de precisão, negociadores e técnicos em explosivos. Com 16 anos de experiência em unidades especializadas, ele afirmou que a nova missão terá foco no enfrentamento ao crime organizado e na integração entre forças de segurança.

Aplicativo da Prefeitura recebe 515 denúncias de terrenos sujos em nove dias

Ferramenta +CG registra média de 51 ocorrências por dia em Campo Grande e reforça a fiscalização sobre imóveis baldios com acúmulo de lixo

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 Em apenas nove dias de funcionamento, o aplicativo +CG já levou a Prefeitura de Campo Grande a analisar 515 denúncias de terrenos baldios com acúmulo de lixo, numa média de 51 registros por dia. O volume de ocorrências mostra a rápida adesão da população ao novo canal e amplia a pressão por fiscalização em diferentes pontos da cidade. Só no primeiro dia de operação da ferramenta, no início deste mês, foram contabilizadas 231 denúncias.

Segundo o município, após o envio da queixa, o sistema identifica o imóvel por georreferenciamento e encaminha o caso para verificação da equipe técnica, que analisa as informações e as imagens anexadas pelo denunciante. Quando a irregularidade é confirmada, o proprietário do terreno é notificado por correspondência com Aviso de Recebimento, dando início ao

Avenida Afonso Pena entra na reta final de adaptação para novo tráfego no Centro

Período educativo termina amanhã (27) em quatro cruzamentos da avenida, onde motoristas já precisam usar o contorno de quadra para acessar vias à esquerda

 Motoristas que circulam pela Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande, têm até segunda-feira (27) para se adaptar às mudanças implantadas em quatro cruzamentos da via. A nova etapa do reordenamento viário já está em funcionamento nos encontros com as ruas Treze de Maio, 25 de Dezembro, Pedro Celestino e Padre João Crippa, onde passou a valer a proibição de conversão à esquerda, seguindo o modelo adotado anteriormente na Rua Bahia. Com a mudança, os condutores que quiserem acessar

essas vias precisam utilizar o chamado “laço de quadra”, fazendo o contorno do quarteirão para chegar ao destino de forma organizada. A medida foi adotada para melhorar a fluidez do trânsito e ampliar a segurança viária em pontos considerados estratégicos da área central, reduzindo conflitos entre veículos e tornando a circulação mais ordenada ao longo da avenida. Até o fim do período educativo, equipes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) permanecem nos locais para orientar os motoristas

e reforçar as novas regras de circulação. A presença dos agentes busca facilitar a adaptação dos condutores e evitar dúvidas nos primeiros dias de funcionamento do novo sistema. A intervenção faz parte do conjunto de ações voltadas à mobilidade urbana na Capital e tem como foco reorganizar o tráfego em uma das principais avenidas da cidade. A expectativa é de que, com a consolidação das mudanças, a circulação na Afonso Pena se torne mais segura e eficiente para quem passa diariamente pela região central.

Prefeitura divulga uso do 199 para acionar a Defesa Civil na Capital

Atendimento funciona 24 horas por dia e deve ser usado em casos de risco, como alagamentos, queda de árvores, rachaduras em imóveis e ameaça de desabamento

processo administrativo.

A partir da notificação, o responsável tem 15 dias úteis para providenciar a limpeza da área. Se o problema persistir, uma nova vistoria é realizada e o dono do imóvel pode ser multado. Os valores previstos na legislação variam de R$ 3.390,50 a R$ 13.562. A prefeitura reforça que a manutenção e conservação dos terrenos baldios são de responsabilidade dos proprietários.

Para registrar a denúncia, o morador deve baixar o aplicativo +CG, acessar a aba “Serviços” e selecionar a opção “Denúncia Terreno Baldio”. Em seguida, é necessário fazer cadastro, preencher os dados solicitados, indicar a localização no mapa e anexar fotos. A ferramenta começou a operar no dia 13 e passou a concentrar as demandas da população sobre um problema recorrente na paisagem urbana da Capital.

 A Prefeitura de Campo Grande orientou a população a acionar a Defesa Civil exclusivamente pelo telefone 199 em situações de risco ou emergência. O atendimento funciona 24 horas por dia e é o canal oficial para o registro de ocorrências que envolvam ameaça à segurança de pessoas ou possibilidade de danos estruturais. A recomendação foi reforçada diante do aumento da demanda provocado pelas chuvas dos últimos dias na Capital. O serviço deve ser procurado em casos como alagamentos, enchentes, quedas de árvores, risco de desabamento, deslizamentos e rachaduras em imóveis. Segundo a administração municipal, o registro

formal da ocorrência é o que permite às equipes organizar o atendimento e definir a resposta adequada para cada caso. A orientação é que a população procure o canal oficial assim que identificar uma situação que ofereça perigo.

De acordo com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto, o uso do 199 é fundamental para que a solicitação chegue com rapidez às equipes. A prefeitura alerta que ocorrências não registradas pelo telefone podem não ser conhecidas imediatamente pelo órgão. Nesses casos, o atendimento só entra na programação depois que a situação é identificada e verificada. Nos últimos dias, com o

avanço das chuvas intensas, a Defesa Civil registrou aumento no número de chamados, principalmente por queda de árvores, com mais de 60 atendimentos realizados. As equipes seguem mobilizadas e atuam

conforme a gravidade de cada ocorrência. A recomendação do município é que a população utilize o 199 como forma mais rápida e segura de garantir o registro e a resposta ao problema.

Campo Grande registra queda de 31,5% nas multas de trânsito no início do ano

Dados da Agetran apontam redução nas autuações e na arrecadação entre janeiro e fevereiro, apesar da percepção de infrações frequentes nas ruas da Capital

 Mesmo com a sensação diária de desrespeito às regras de trânsito em vários pontos de Campo Grande, os números

oficiais mostram um movimento contrário no início de 2026. Levantamento da Agência Municipal de Transporte e Trânsito

(Agetran) aponta que a quantidade de multas aplicadas na

Capital caiu 31,5% na comparação entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano e o mesmo período de 2025. No total, foram 29.629 autuações nos dois primeiros meses de 2026, contra 43.237 no mesmo intervalo do ano passado. A redução também apareceu no valor arrecadado com as pe-

nalidades. Enquanto em janeiro e fevereiro de 2025 o município somou R$ 6,7 milhões em receitas com multas, no mesmo período deste ano o montante ficou em R$ 4,97 milhões, uma queda de 26%. A Agetran ainda não divulgou os dados consolidados de março, o que impede, por enquanto, uma avaliação mais ampla sobre o comportamento das autuações no primeiro trimestre. O balanço financeiro mostra ainda que, em janeiro de 2026, a agência teve despesas superiores à receita arrecadada com multas. Naquele mês, os gastos chegaram a R$ 3,02 milhões, enquanto a arrecadação ficou em R$ 2,8 milhões. Entre os principais desembolsos aparecem a manutenção de vias, que consumiu R$ 1,7 milhão em janeiro, e, em fevereiro, a locação de máquinas e equipamentos, com R$ 1,9 milhão, além de R$ 1,2 milhão também destinados à manutenção viária. Parte dos recursos arrecadados com multas também é repassada a convênios ligados à segurança e à fiscalização do trânsito, como o Fundo Municipal de Segurança e Defesa Social e o Conselho Estadual de Trânsito.

Motoristas já precisam se adaptar às novas regras de circulação em cruzamentos da Avenida Afonso Pena, no Centro de Campo Grande.
Aplicativo +CG amplia fiscalização em Campo Grande e concentra denúncias de terrenos baldios com lixo e falta de conservação.
Cerimônia no Parque dos Poderes marcou a posse do tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva no comando do Bope, em Campo Grande.
Defesa Civil de Campo Grande mantém atendimento 24 horas pelo 199 para casos de risco e emergências provocadas por chuvas e outros danos.

Adriane veta projeto que criava plano de evacuação em escolas da Capital

Foto:

Fort Atacadista já atende no Tijuca com loja reformulada

 A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou integralmente o projeto de lei que estabelecia diretrizes para a criação de planos de evacuação em escolas públicas e privadas da Capital. A decisão foi oficializada em mensagem enviada à Câmara Municipal e interrompe, por ora, a proposta que previa a adoção de medidas como definição de rotas de saída, pontos de encontro e treinamentos periódicos para situações de emergência nas instituições de ensino. Ao justificar o veto, o Executivo argumentou que o tema já é disciplinado por normas existentes, especialmente no âmbito do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, o que poderia provocar sobreposição de regras. Também foram apontados problemas formais e materiais no texto, sob a avaliação de que a proposta tratava de assunto já regulamentado e não atendia integralmente aos critérios de técnica legisla-

tiva exigidos para esse tipo de matéria. Parecer da Procuradoria-Geral do Município, publicado no Diogrande, reforçou que protocolos de evacuação, segurança e prevenção de pânico já são atribuições previstas em legislação estadual. A Secretaria Municipal de Educação também se manifestou contra a proposta, sustentando que a medida poderia gerar impactos administrativos e custos indiretos para a rede pública, além de transferir às escolas responsabilidades sem previsão de suporte técnico ou financeiro. Outro ponto levantado pela prefeitura foi o risco de falta de padronização e fiscalização dos planos, o que, segundo a gestão municipal, poderia comprometer a eficácia das medidas de segurança. Com isso, a proposta foi barrada integralmente, mas o veto ainda será analisado pela Câmara, que poderá decidir pela manutenção ou derrubada da decisão da prefeita.

Campo Grande cria pontos de apoio para motoristas de aplicativo

Lei sancionada pela prefeita Adriane Lopes prevê espaços em áreas estratégicas da Capital para oferecer mais segurança, descanso e melhores condições de trabalho à categoria

Prefeita alega que proposta sobre segurança já é tratada por legislação em vigor e aponta sobreposição de regras, custos e falta de padronização Foto:

 Motoristas de aplicativo de Campo Grande passarão a contar com pontos de apoio em áreas de grande movimento da cidade. A medida foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e publicada nesta sextafeira (24) no Diogrande, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho e ampliar a segurança dos profissionais que atuam no transporte de passageiros e nas entregas por plataformas digitais. A nova lei prevê que esses espaços sejam instalados em locais estratégicos, com prioridade para regiões de grande circulação e de espera frequente, como o Centro, áreas comerciais, rodoviárias, aeroporto, hospitais, universidades, centros empresariais, além de locais de eventos e feiras públicas. A proposta, de autoria dos vereadores Fábio Rocha e Beto Avelar, atende motoristas vinculados a aplicativos como

Unidade abriu as portas no dia 22 de abril, no antigo espaço do Comper, com foco em preços competitivos, serviços especializados e apoio ao comércio da região

 Motoristas que circulam pela Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande, têm até segunda-feira (27) para se adaptar às mudanças implantadas em quatro cruzamentos da via. A nova etapa do reordenamento viário já está em funcionamento nos en-

contros com as ruas Treze de Maio, 25 de Dezembro, Pedro Celestino e Padre João Crippa, onde passou a valer a proibição de conversão à esquerda, seguindo o modelo adotado anteriormente na Rua Bahia.

Com a mudança, os condutores que quiserem acessar

essas vias precisam utilizar o chamado “laço de quadra”, fazendo o contorno do quarteirão para chegar ao destino de forma organizada. A medida foi adotada para melhorar a fluidez do trânsito e ampliar a segurança viária em pontos considerados estratégicos da área central, reduzindo conflitos entre veículos e tornando a circulação mais ordenada ao longo da avenida. Até o fim do período educativo, equipes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) permanecem nos locais para orientar os motoristas

e reforçar as novas regras de circulação. A presença dos agentes busca facilitar a adaptação dos condutores e evitar dúvidas nos primeiros dias de funcionamento do novo sistema.

A intervenção faz parte do conjunto de ações voltadas à mobilidade urbana na Capital e tem como foco reorganizar o tráfego em uma das principais avenidas da cidade. A expectativa é de que, com a consolidação das mudanças, a circulação na Afonso Pena se torne mais segura e eficiente para quem passa diariamente pela região central.

Comunidade questiona ponte e cobra proteção ao Parque Linear do Segredo

Moradores, vereadores e representantes da prefeitura discutem mobilidade, preservação ambiental e alternativas para o crescimento urbano na região

Uber, 99, InDrive e Lalamove, além de cooperativas e serviços semelhantes. Pelo texto, os pontos de apoio deverão oferecer, sempre que possível, banheiros gratuitos, área de descanso e alimentação, vagas de estacionamento rotativo, pontos para recarga de celulares, acesso à internet e iluminação adequada. A intenção é criar uma estrutura mínima para dar mais conforto e melhores condições de permanência aos trabalhadores durante a jornada. A implantação poderá ocorrer por meio de parcerias com a iniciativa privada, convênios ou uso de espaços públicos já existentes. Caberá ao Executivo Municipal regulamentar o funcionamento dos locais, definindo regras de uso e manutenção. Com a sanção, a lei já está em vigor e passa a abrir caminho para a implantação dessa nova estrutura na Capital.

 O futuro do Parque Linear do Segredo entrou no centro do debate público em Campo Grande com uma audiência realizada na última quinta-feira (23), na Associação de Moradores da Vila Saraiva. Convocado pelo vereador Ronilço Guerreiro, o encontro reuniu moradores da região, representantes da prefeitura, ambientalistas e integrantes do Ministério Público para discutir como conciliar o avanço urbano com a preservação ambiental. O ponto mais sensível da discussão foi a possibilidade de construção de uma ponte para ligar os dois lados da Avenida Heráclito de Figueiredo.

A proposta levantou dúvidas sobre os impactos da obra em uma área de preservação e sobre a real necessidade da intervenção para organizar o fluxo de veículos. Representantes

do município afirmaram que a região passa por adensamento habitacional e que isso exige planejamento para a mobilidade urbana. Segundo a prefeitura, o projeto ainda está em fase inicial e qualquer decisão dependerá do cumprimento das exigências legais e técnicas previstas para esse tipo de intervenção. Durante a audiência, porém, prevaleceu o discurso de caute-

la. Parlamentares, especialistas e moradores defenderam que o crescimento da cidade precisa ocorrer com planejamento, estrutura e respeito ao papel ambiental do parque. Também foram apresentadas sugestões de rotas alternativas para o trânsito, sem interferência direta na área verde. Para participantes do debate, o parque deve ser tratado como patrimônio urbano e ambiental, com

importância para o controle de enchentes, a qualidade de vida e a preservação da cobertura vegetal da cidade. Ao final do encontro, Ronilço Guerreiro afirmou que será elaborado um relatório com as manifestações colhidas para encaminhamento aos órgãos competentes e reforçou posição contrária à construção da ponte nos moldes apresentados.

Fort Atacadista já está em funcionamento no bairro Tijuca, em Campo Grande, em loja reformulada no antigo espaço do Comper.
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Audiência pública na Vila Saraiva reuniu moradores e autoridades para discutir mobilidade e preservação no entorno do Parque Linear do Segredo.
Lei sancionada em Campo Grande cria pontos de apoio para motoristas de aplicativo em regiões de grande circulação da cidade.
Projeto que previa planos de evacuação em escolas de Campo Grande foi vetado pela prefeita Adriane Lopes e ainda será analisado pela Câmara.

Campo Grande acende alerta para gripe após cinco mortes e baixa vacinação

Capital fez o Dia D para tentar elevar a cobertura entre os grupos prioritários, que está em apenas 18%

 Campo Grande volta a reforçar a vacinação contra a gripe diante do avanço dos casos respiratórios na Capital.

Em 2026, a cidade já soma 287 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com 40 confirmações de influenza e cinco mortes, enquanto a cobertura vacinal dos grupos prioritários chegou a apenas 18%, índice considerado muito abaixo do necessário.

Com a procura menor do que o esperado desde o início da campanha, em 26 de março, a Secretaria Municipal de Saúde fez ontem (25) um novo Dia D de vacinação. A medida tenta frear o aumento da circulação de vírus respiratórios, que também vem pressionando as unidades de urgência e

emergência e pode aumentar o tempo de espera por atendimento. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, o cenário preocupa ainda mais com a possibilidade de novas quedas de temperatura. A orientação da prefeitura é para que os públicos prioritários procurem a vacina o quanto antes, principalmente idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades, que correm mais risco de agravamento. Também fazem parte do grupo profissionais da saúde, trabalhadores da educação, forças de segurança, indígenas, quilombolas, caminhoneiros, trabalhadores dos Correios e do transporte coletivo rodoviário.

Hospital Alfredo

Abrão inaugura andar com 32 leitos para pacientes com câncer

Ala Famílias do Agro será entregue no dia 27 de abril e amplia a estrutura de atendimento oncológico em MS

 Quem trata câncer em Mato Grosso do Sul vai ganhar mais espaço de atendimento a partir deste mês. O Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, inaugura no dia 27 de abril, às 8h30, o 5º andar da Unidade III, batizado de Ala Famílias do Agro. O novo pavimento terá 32 leitos e foi preparado para ampliar a assistência aos pacientes oncológicos, com mais estrutura para acolher também familiares durante o tratamento.

O andar foi concluído com apoio de 25 famílias ligadas ao agronegócio, que doaram R$ 50 mil cada, somando R$ 1,25 milhão para finalizar o espaço. A proposta é oferecer mais conforto, dignidade e qualidade no atendimento a quem enfrenta a doença.

Microchipagem ganha força e amplia proteção a cães e gatos na Capital

Mais de 11 mil procedimentos foram realizados em 2025, e prefeitura reforça o uso da tecnologia como ferramenta de identificação, segurança e bem-estar animal

O prédio da Unidade III foi construído com investimento de cerca de R$ 35 milhões do Governo do Estado e tem nove andares. Atualmente, já estão em funcionamento o subsolo, o térreo e os 3º e 4º andares, que juntos somam setores como UTI, imagens, ambulatório, consultórios e 64 leitos. Com a inauguração do 5º andar, o hospital amplia ainda mais sua capacidade, enquanto outros pavimentos seguem em fase de conclusão ou aguardam obras. Maior hospital exclusivamente oncológico de Mato Grosso do Sul, o Alfredo Abrão atende 70% da oncologia do Estado via SUS. Segundo os dados informados, a instituição realizou 230.497 procedimentos em 2025, com média de 19 mil atendimentos por mês.

Campo Grande confirma mais dois casos de raiva em morcegos

Animais foram encontrados nas regiões do Centro e do São Francisco; com novos registros, Capital soma oito casos positivos da doença em 2026

 Campo Grande confirmou mais dois casos de raiva em morcegos e chegou a oito registros da doença neste ano. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, após o recolhimento de animais encontrados com comportamento anormal nas regiões do Centro e do São Francisco. O avanço dos casos levou o município a reforçar o alerta à população e a orientação para que ninguém toque nesses animais.

Até o dia 23 de abril, 502 morcegos haviam sido recolhidos em situações consideradas suspeitas e encaminhados para análise. Segundo o CCZ, todos os exemplares coletados apresentavam sinais fora do padrão. O serviço atua apenas no recolhimento de animais encontrados caídos, vivos ou mortos, ou que tenham entrado em imóveis. A secretaria avalia que o aumento dos diagnósticos positivos também está ligado à maior procura da população pelo atendimento, o que amplia o número de coletas e exames.

 A microchipagem de cães e gatos vem se consolidando em Campo Grande como uma ferramenta importante de proteção e identificação animal. Somente em 2025, a Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) realizou 11.108 procedimentos, número que revela maior adesão da população ao serviço e reforça o avanço de uma política voltada à guarda responsável. A tecnologia permite localizar com mais rapidez os tutores em casos de perda, abandono ou suspeita de maus-tratos. O microchip funciona como um registro permanente do animal. Nele fica armazenado um número único, que pode ser lido por aparelho específico e vinculado aos dados do tutor em sistema digital. A aplicação é feita por médico-veterinário, com uma seringa própria, em procedimento simples, rápido e seguro, sem necessidade de cirurgia ou anestesia. Segundo a orientação do serviço, o desconforto é leve e momentâneo. Além de facilitar a devolução de animais perdidos, a microchipagem também ajuda na responsabilização dos tutores e fortalece as ações públicas de bem-estar animal. A medida é vista como um instrumento que contribui tanto para a proteção dos pets quanto para o controle e acompanhamento das políticas voltadas à saúde animal e à segurança pública. A Subea também oferece outros serviços gratuitos à população, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h, em sua unidade central, entre eles castração, consulta veterinária, vacina antirrábica, vermifugação e carrapaticida. Para parte dos atendimentos, é necessário apresentar o CadÚnico atualizado e impresso, mas, nos casos de vacina antirrábica e microchipagem, o documento não é exigido.

Mato Grosso do Sul recebe R$ 24,7 milhões para construir 10 novas unidades de saúde

Recursos liberados pelo Ministério da Saúde vão financiar obras em dez municípios, com sete unidades básicas e três centros de atenção psicossocial

 Mato Grosso do Sul vai receber R$ 24,7 milhões do Ministério da Saúde para a construção de 10 novas unidades de saúde em diferentes regiões do Estado. O repasse, feito integralmente na última sexta-feira (24), contempla sete Unidades Básicas de Saúde (UBS) e três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), com previsão de início imediato das obras. A medida integra o Novo PAC Saúde e busca ampliar a estrutura de atendimento do SUS, com reforço tanto na atenção básica quanto na saúde mental. Os recursos serão destinados aos municípios de Nova Andradina, Jardim, Tacuru, Coronel Sapucaia, Douradina, Aquidauana, Sidrolândia, Amambai, Dourados e Campo Grande. Segundo o governo federal, a transferência foi feita na modalidade fundo a fundo,

o que permite mais rapidez na execução, desde que seja emitida a ordem de serviço. A proposta é tirar os projetos do papel sem atraso e ampliar a oferta de atendimento em cidades que ainda enfrentam carência na rede pública.

A liberação para Mato Grosso do Sul faz parte de um pacote nacional de R$ 1,2 bilhão voltado à construção de 541 unidades de saúde em 26 Estados. De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se da maior liberação imediata de recursos do programa em uma única etapa. A iniciativa também está ligada à estratégia Agora Tem Especialistas, criada para ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados e reduzir filas no SUS. Além de reforçar a assistência à população, a construção das novas unidades deve movimentar a economia local, com geração de empregos e novos investimentos nas cidades atendidas. Em Mato Grosso do Sul, a expectativa é de que os

A orientação da prefeitura é para que os públicos prioritários procurem a vacina o quanto antes, principalmente idosos
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Microchipagem de cães e gatos avança na Capital e reforça a identificação dos animais e a responsabilidade dos tutores.
Recursos do Ministério da Saúde vão permitir a construção de 10 novas unidades em MS, com reforço da atenção básica e da saúde mental.
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Hospital Alfredo Abrão inaugura novo andar com 32 leitos para oncologia em Campo Grande

Reitor da UEMS destaca

valor de Aquidauana como vitrine de inovação e produção sustentável

Professor Laércio Alves de Carvalho afirma que edição de 2026 amplia integração entre ciência, agronegócio, turismo, cultura e tecnologia, e projeta público superior a 45 mil pessoas Foto: Divulgação

 A poucos meses da edição de 2026, o Pantanal Tech começa a ser apresentado não apenas como uma vitrine de negócios e conhecimento, mas como um retrato das transformações em curso no interior de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias nesta quinta-feira (23), o reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), professor Laércio Alves de Carvalho, resumiu a ambição do projeto em uma frase direta: “É o maior encontro da produção sustentável do Pantanal.”

A declaração ajuda a dimensionar o tamanho da iniciativa. Marcado para os dias 3, 4 e 5 de julho, em Aquidauana, o evento reunirá produtores, pesquisadores, instituições públicas, empresas, empreendedores, estudantes e visitantes em torno de uma pauta que conecta agronegócio, ciência, turismo, gastronomia, cultura e inovação. A expectativa da organização é de que mais de 45 mil pessoas passem pelo espaço ao longo dos três dias.

Para o reitor, o diferencial do Pantanal Tech está justamente na capacidade de reunir diferentes setores em um mesmo ambiente, com foco no futuro do bioma e das comunidades que vivem nele. “Quando a gente fala desse grande encontro, estamos falando dos pecuaristas, dos pequenos agri-

cultores, dos pantaneiros, das pantaneiras, dos pescadores, do turismo, de toda essa exuberância da produção e da sustentabilidade do Pantanal”, afirmou. O cenário também ajuda a reforçar o simbolismo do evento. A programação será realizada no Parque Tecnológico da UEMS, na unidade de Aquidauana, aos pés do Morro do Paxixi. Na avaliação de Laércio, o espaço dá ao encontro uma identidade própria e reforça o vínculo entre conhecimento acadêmico e realidade regional. “Você reunir as pessoas que falam do Pantanal, que vão discutir o Pantanal e os desafios do Pantanal dentro de um cenário maravilhoso, eu acho que é um evento que vem para somar”, disse. Antes disso, outra frente importante será a Expedição Pantanal Tech, prevista para maio. A iniciativa vai reunir profissionais de diferentes áreas para percorrer regiões do Pantanal, identificar desafios concretos e trazer essas discussões para o evento principal, em julho. A lógica, segundo o reitor, é transformar o conhecimento em proposta prática. “A expedição vai levar pessoas para conhecer alguns desafios do Pantanal, verificar quais são as tecnologias que já estão sendo desenvolvidas lá e trazer essa discussão para o Pantanal Tech”, explicou.

Corumbá terá obra de R$ 26,4 milhões para reforçar captação de água no rio Paraguai

Investimento da Sanesul mira proteção da estrutura que abastece o município e busca reduzir riscos operacionais em uma área de intenso tráfego fluvial

 A principal estrutura de captação de água que abastece Corumbá passará por uma obra de reforço avaliada em R$ 26,4 milhões. O investimento será aplicado pela Sanesul na captação de água bruta no rio Paraguai, fonte central do sistema que atende o município, com o objetivo de aumentar a segurança operacional e evitar problemas no fornecimento. O contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado, e a ordem de serviço já foi assinada para o início dos trabalhos.

O projeto prevê a elaboração do plano executivo da obra, a construção de dispositivos de proteção contra impactos de embarcações e a revitalização de pilares e da ponte de captação. A intervenção foi planejada diante da movimentação intensa no rio Paraguai, fator que exige maior proteção da estrutura. A execução deve ocorrer em 15 meses, dentro de um prazo total de vigência de 18

Governo destrava promoções de policiais e bombeiros em MS

Durante a entrega da Medalha Tiradentes, governador disse que promoções de policiais e bombeiros serão colocadas em dia até o fim do ano e confirmou ampliação de cursos de formação

 O anúncio de que as promoções de policiais militares e bombeiros começarão em maio e serão colocadas em dia até o fim do ano foi o principal destaque da solenidade da Medalha Tiradentes, realizada na última quinta-feira (23), no Comando-Geral da Polícia Militar, em Campo Grande. A fala do governador Eduardo Riedel deu o tom do evento, que reuniu autoridades civis e militares e marcou a entrega da mais alta honraria da corporação a nomes que contribuíram para a segurança pública de Mato Grosso do Sul.

Além da regularização das promoções, Riedel confirmou a ampliação da demanda do curso de formação de sargentos e o início de cursos de habilitação de oficiais e de formação superior dentro da estrutura militar. O anúncio foi apresentado como parte de um pacote de valorização das carreiras, em um momento em que o governo busca reforçar a estrutura das forças estaduais. Durante a

cerimônia, também foram citados investimentos em viaturas, armamentos e ações de inteligência.

Ao defender as medidas, o governador afirmou que a segurança pública depende de investimento, inteligência e valorização profissional. O discurso ressaltou a necessidade de manter equilíbrio fiscal sem

deixar de atender reivindicações de categorias que, segundo ele, dedicam a própria vida à proteção da população. A exigência de curso superior para ingresso na Polícia Militar também foi lembrada como parte da política de fortalecimento da carreira no Estado. A solenidade homenageou 134 pessoas, entre 84 policiais

militares e 50 autoridades civis e militares reconhecidas por serviços prestados à corporação. Mais do que a entrega de medalhas, porém, o evento acabou marcado pelo recado direto à tropa: o governo promete destravar promoções e acelerar medidas aguardadas por policiais e bombeiros militares de Mato Grosso do Sul.

Reunião da OAB/MS amplia debate sobre autismo com foco em diagnóstico, direitos e inclusão

Encontro da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo reuniu profissionais, famílias e representantes da área para discutir atendimento, atividade física, acesso a direitos e tratamento

meses, com recursos próprios da empresa. A obra foi apresentada como estratégica para garantir mais estabilidade ao abastecimento de água em Corumbá, cidade que tem características geográficas próprias e forte atividade ligada ao turismo, ao comércio e à logística. A avaliação é de que reforçar a estrutura agora ajuda a prevenir falhas futuras e dá mais segurança ao sistema em períodos de maior circulação no rio. Mesmo com o abastecimento de água já universalizado nos municípios atendidos, a Sanesul afirma manter uma política de investimentos voltada à modernização e à prevenção de riscos. No caso de Corumbá, a expectativa é reduzir vulnerabilidades na captação e assegurar maior confiabilidade no fornecimento de água tratada, acompanhando o crescimento urbano e a dinâmica econômica local.

 Diagnóstico precoce, garantia de direitos e inclusão de pessoas com autismo estiveram no centro da reunião ordinária da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo, realizada na última quarta-feira (22), em Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu profissionais, familiares e representantes da entidade em mais uma edição do ciclo de palestras promovido pela comissão, em um espaço voltado à escuta, troca de experiências e debate sobre temas que impactam diretamente a vida das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Durante a abertura, o secretário-geral e corregedor-geral da entidade, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, destacou a importância de ouvir especialistas e também apresentou resultados de um evento realizado em Ponta Porã, além de divulgar o lançamento de uma pós-graduação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, fruto de parceria entre a ESA/ MS e o Insted. A presidente da comissão, Raíssa Duailibi Maldonado Carvalho, afirmou que encontros como esse ajudam a aproximar profissionais, famílias e sociedade em torno de pautas concretas ligadas ao autismo. No ciclo de palestras, a psicóloga Claudia Dantas Neves abordou o diagnóstico e a intervenção no autismo, com destaque para a importância da produção científica, da neurociência e das intervenções precoces, especialmente antes dos três anos de idade. Em seguida, Alexandre Figueredo, idealizador do projeto Guardião Azul, tratou dos caminhos legais para a garantia de direitos e da orientação às famílias diante de negativas de atendimento. A professora Meire Almeida destacou o papel da atividade física no desenvolvimento, na

Participantes do Estado terão até 30 de abril para solicitar gratuidade da taxa e justificar ausência na edição anterior; pedido deve ser feito pela Página do Participante

autonomia e na socialização de crianças com TEA. Encerrando a programação, o advogado Felipe Nechar falou sobre a regulamentação da Lei 6.317/2024, que trata do acesso a preparados à base de cannabis para tratamento de enfermidades graves e raras no SUS em Mato Grosso do Sul. O encontro reforçou a proposta da comissão de ampliar o debate público sobre o autismo de forma prática, reunindo diferentes áreas para discutir atendimento, inclusão e acesso a políticas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas com TEA e de suas famílias.

Grosso do Sul

saram todo o ensino médio na rede pública ou como bolsistas integrais em escola particular com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa da família, inscritos no CadÚnico e participantes do programa Pé-de-Meia. Mesmo com a aprovação do pedido, porém, o candidato ainda precisará fazer a inscrição no Enem dentro do prazo que será divulgado em edital próprio.

Professor Laércio Alves de Carvalho diz que o Pantanal Tech amplia a visibilidade do Pantanal e integra produção, ciência, cultura e inovação
Fotos: Alvaro Rezende
Entrega da Medalha Tiradentes, em Campo Grande, foi marcada pelo anúncio de promoções para policiais e bombeiros militares a partir de maio.
Foto: Divulgação
Reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo reuniu especialistas e famílias em debate sobre diagnóstico, inclusão e garantia de direitos em Mato Grosso do Sul.

PAPY

Vereador e presidente da Câmara Municipal

“Campo Grande precisa ter uma voz na Assembleia que brigue pelo orçamento da cidade”

Presidente da Câmara Municipal, Papy fala sobre o papel do Legislativo, a relação com o Executivo, os desafios de comandar um plenário diverso e a defesa de maior representatividade política para a capital

Em entrevista ao jornal A Crítica, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Papy, defendeu o papel do Legislativo na construção de políticas públicas e na mediação entre as demandas da população e a capacidade de execução do Executivo. Ao longo da conversa, ele falou sobre a relação entre os poderes, os desafios de conduzir uma Casa com diferentes correntes ideológicas e a importância de equilibrar crítica e solução. Também abordou a possibilidade de ampliação do número de cadeiras no Legislativo municipal e negou, neste momento, candidatura a deputado estadual ou federal. Como principal bandeira para o futuro político da Capital, afirmou que Campo Grande precisa fortalecer sua representação na Assembleia Legislativa para recuperar protagonismo orçamentário. Segundo ele, a cidade perdeu força na divisão de recursos estaduais e precisa voltar a ter parlamentares focados exclusivamente em seus interesses.

A Crítica: Presidente, diante dos desafios enfrentados por Campo Grande e pelo país, como a Câmara Municipal tem trabalhado para levar resultados à população?

Papy: A Câmara tem um papel importantíssimo. Muitas vezes, fazemos um trabalho que não tem tanta visibilidade, porque não somos responsáveis pela execução direta das políticas públicas. Esse não é o nosso papel nem a nossa prerrogativa. Mas contribuímos para a construção e para a implementação dessas políticas. O vereador legisla, vota e apresenta projetos de lei que criam mecanismos para que o Executivo possa executar.

Vivemos em uma capital majoritariamente urbana e, a cada dia, a cidade vai ficando ainda mais urbanizada, afastando-se um pouco da sua origem mais rural, embora essa ainda seja a nossa essência. Por isso, aparentemente, temos menos pautas ligadas ao campo e mais discussões sobre as necessidades cotidianas da cidade, como tapa -buraco, poda de árvore, iluminação pública, vaga em creche. São demandas muito presentes em centros urbanos.

Ainda assim, a Câmara tem dado contribuição importante também em pautas ligadas ao agro. Um exemplo é a legislação que fortalece a presença da agricultura familiar na merenda escolar, fazendo com que a produção do Cinturão Verde e dos pequenos produtores chegue às mesas das escolas públicas

municipais. Muitas crianças hoje se alimentam daquilo que é produzido no entorno da cidade. Portanto, mesmo que não seja o tema central do dia a dia da Câmara, o agro também está presente nas nossas discussões. Paralelamente, a Câmara enfrenta diretamente as necessidades da população. Tudo aquilo que circula pela cidade como dificuldade ou reivindicação acaba chegando ao plenário. O vereador responde muito a isso. O microfone da Casa está sempre aberto para repercutir as demandas que vêm dos bairros, das ruas, da convivência das pessoas. Isso é importante porque também pressiona o Executivo a atuar onde precisa. A Câmara fica apontando caminhos, cobrando ações, fomentando o debate, e isso tem impacto na administração da cidade.

A Crítica: Como está, hoje, a relação entre o Legislativo e o Executivo municipal?

Papy: Sofremos muitas críticas, às vezes até de quem conhece pouco o funcionamento do Parlamento, por sermos vistos como colaboradores da prefeita. Muitas vezes, a população está com rejeição a determinado grupo político ou a alguma figura pública, e isso acaba recaindo também sobre a Câmara. Evidentemente, a Câmara é um órgão político, mas o nosso trabalho é pela cidade. Às vezes fazemos enfrentamento; em outros momentos, colaboramos com ideias do Executivo. O que for melhor para Campo Grande é o que deve orientar a posição da Câmara. Tentamos fazer esse meio de campo entre as necessidades da população e aquilo que realmente pode ser executado. Existe uma diferença entre o que as pessoas imaginam como ideal para uma cidade e aquilo que é possível realizar de fato. O vereador precisa ter os pés no chão para não viver apenas da espuma do discurso. Há quem espere apenas embate, confronto e barulho, mas, na prática, isso nem sempre se traduz em ações concretas na vida das pessoas. A cidade precisa de equilíbrio. É preciso apontar problemas, sim, mas também colaborar para que as soluções saiam do papel.

A Crítica: O senhor acredita que a população ainda confunde a função do vereador?

Papy: Sim, acredito que sim. E quando os resultados não aparecem, essa confusão aumenta ainda mais. Quando as coisas não vão bem, a população passa a observar mais de perto o poder público. Se a economia aperta, se as dificuldades aumentam, as pessoas começam a se perguntar por que isso está acontecendo e o que os governantes estão fazendo para mudar esse cenário. Nesse contexto, elas olham para a prefeita, para os vereadores e esperam respostas. Muitas vezes, gostariam de ver uma Câmara mais aguerrida, mais barulhenta, mais combativa em

público. Mas nem sempre é esse o comportamento que a cidade precisa. A Câmara atua de forma híbrida: critica, aponta, cobra, mas também vota e contribui para que o Executivo tenha condições de agir.

Como presidente, meu trabalho é justamente buscar esse equilíbrio entre o enfrentamento público, que é importante para expor problemas, e a participação na construção das soluções. Apenas jogar o problema no colo do outro, sem que isso resulte em benefício concreto para a população, esvazia o debate e não leva a cidade a lugar nenhum.

A Crítica: O senhor preside uma Câmara formada por vereadores com ideias, posições e visões muito diferentes. Como é comandar esse ambiente?

Papy: É bastante desafiador. Presidir o Parlamento exige paciência, equilíbrio e compreensão do papel de cada vereador. O parlamentar não pede a palavra à toa. Quando ele sobe à tribuna para tratar de um problema no bairro ou de uma reivindica-

O vereador legisla, vota e apresenta projetos de lei que criam mecanismos para que o Executivo possa executar.

ção de determinada categoria, é porque aquilo tem relevância e impacta a vida de pessoas reais. Portanto, cabe a mim abrir espaço para que todos possam exercer plenamente o mandato para o qual foram eleitos. Mesmo quando a fala desagrada uma empresa, o Executivo ou gera repercussão na imprensa, o vereador precisa ter garantido o direito de se posicionar. Há pessoas lá fora esperando exatamente essa postura do seu representante. Meu papel é conciliar esses espaços. Quando se trabalha com democracia e respeito, o parlamentar entende que, quando precisar se manifestar, também terá seu momento. Há dias em que um vereador não tem assunto relevante para levar à tribuna. Em outros, sente necessidade de se posicionar porque determinada fala contraria seus valores, sua base eleitoral ou sua visão de mundo. E esse espaço precisa estar assegurado. Hoje, a Câmara reúne vereadores do PL, do PT, da esquerda, da direita, todos com posições muito claras. Eu procuro garantir que todos tenham voz. Fico ali regulando a temperatura do debate para que ele não exploda, mas sem impedir que

ele aconteça. Sinto-me privilegiado por viver esse momento e por poder acumular essa experiência em um plenário tão diverso e também tão experiente.

A Crítica: Existe a possibilidade de a Câmara Municipal passar de 29 para 31 vereadores. Como esse debate está hoje?

Papy: Desde a legislatura passada, essa possibilidade já existe por causa do aumento populacional de Campo Grande, o que permitiria a criação de mais duas vagas. Mas esse assunto ainda não foi provocado de forma efetiva. Particularmente, eu entendo que as 29 cadeiras atuais já oferecem uma representatividade importante para a cidade.

A lógica do aumento de vagas é ampliar a representação. Com mais cadeiras, grupos menores da sociedade têm mais chances de conquistar espaço no Parlamento. Isso pode favorecer a presença de representantes de bairros específicos, de categorias profissionais ou de segmentos organizados da população. É esse o sentido do Parlamento representativo previsto pela Constituição.

Hoje, eu avalio que, com 29 vereadores, já conseguimos contemplar a maioria dos segmentos da cidade. Para que essa mudança aconteça, é preciso aprovar uma lei, e ela só teria validade para a legislatura seguinte. Ou seja, não é uma medida com efeito imediato. Também é importante esclarecer que o aumento de cadeiras não significaria, necessariamente, aumento de despesas para a sociedade. O duodécimo da Câmara é fixado constitucionalmente como um percentual das receitas do município. Portanto, com 21, 29 ou 31 vereadores, o valor global repassado ao Legislativo permanece o mesmo.

O que muda é a divisão interna desse orçamento entre mais parlamentares. Então, do ponto de vista orçamentário, não haveria prejuízo para a população. Na teoria, haveria apenas uma ampliação da representatividade.

A Crítica: Em ano eleitoral, muitos nomes começam a se movimentar para disputar vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Como o senhor se posiciona diante desse cenário?

Papy: Vou dar uma resposta que ainda não havia falado publicamente com tanta clareza: eu não sou candidato nem a deputado estadual nem a deputado federal.

O que eu pretendo, de fato, é influenciar bastante o processo eleitoral. Estamos preparando uma estratégia política em Campo Grande para que os nossos vereadores tenham

competitividade. Eu penso que a Capital precisa ter uma representatividade na Assembleia Legislativa que trabalhe por Campo Grande. Hoje, aceitamos com naturalidade deputados que têm base em Campo Grande, mas que também dividem sua atuação com outras regiões do Estado. Eu tenho defendido a tese de que a cidade precisa de uma voz mais firme na Assembleia, alguém que brigue pelos recursos da Capital. Campo Grande perdeu muito no repasse do ICMS, e isso comprometeu fortemente o orçamento do município. Saímos de 22% do bolo do repasse estadual do ICMS para 10%. Em dez anos, isso representa uma perda de cerca de R$ 1,5 bilhão no orçamento de Campo Grande. É muito dinheiro. Com uma diferença dessa magnitude, qualquer gestor teria mais capacidade de investimento. Essa perda ajuda a explicar parte das dificuldades enfrentadas pela cidade. Isso aconteceu, na minha avaliação, porque deixamos de ter uma voz forte na Assembleia Legislativa, alguém que defendesse com prioridade o orçamento de Campo Grande. Quando se pega, por exemplo, um deputado do interior, ele costuma defender com muita clareza a sua cidade. Em Campo Grande, muitas vezes, nossos deputados acabam tendo uma atuação mais híbrida, porque também dependem de votos de outras regiões. Por isso, tenho defendido dentro da Câmara que precisamos fortalecer nomes da Capital com capacidade de se tornarem deputados e de entrar nessa disputa por recuperação orçamentária. Qualquer prefeito que estiver à frente da cidade nos próximos anos, se não conseguir melhorar esse repasse, enfrentará dificuldades semelhantes às que já estamos vendo hoje.

A Crítica: Qual é, então, a principal mensagem que o senhor quer deixar ao eleitor e ao morador de Campo Grande neste momento?

Papy: A principal mensagem é que a política precisa estar conectada com a vida real das pessoas. A Câmara tem que fiscalizar, cobrar, apontar falhas, mas também precisa ajudar a construir soluções. Não existe transformação sem diálogo, sem equilíbrio e sem responsabilidade.

E, no caso de Campo Grande, eu reforço aquilo que considero fundamental: a cidade precisa ter uma voz na Assembleia Legislativa que brigue pelo seu orçamento, pelos seus recursos e pelos seus interesses. Essa é uma discussão estratégica, que vai muito além de eleição. É uma pauta de futuro para a Capital.

Memória afetiva inspira negócios e vira uma boa estratégia para atrair clientes em Campo Grande

Festival América do Sul 2026 leva shows de Dennis, Marcelo D2 e Dilsinho a Corumbá

Evento será realizado entre 14 e 17 de maio e terá programação em ruas, praças, escolas e espaços culturais da cidade

Corumbá volta a receber, entre 14 e 17 de maio, o Festival América do Sul 2026, evento promovido pelo Governo de Mato Grosso do Sul com programação voltada à música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e artesanato. A edição deste ano terá como principais atrações nacionais DJ Dennis, Marcelo D2 e Dilsinho.

Realizado pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com apoio da Prefeitura de Corumbá, o festival terá atividades distribuídas por diferentes espaços da cidade, como ruas, praças, escolas, associações, tendas e tablados.

A proposta, segundo a organização, é ampliar o alcance das ações culturais e incluir diferentes territórios e públicos da cidade. O festival também prevê atividades ligadas à arte negra, à produção indígena, à infância e a bairros periféricos de Corumbá.

A abertura musical, na quinta-feira (14), será com artistas da cena regional. De acordo com o material de divulgação, a programação de estreia será dedicada a nomes do território, em uma proposta de valorização da produção local.

Na sexta-feira (15), o palco principal recebe DJ Dennis. Conhecido pela atuação como produtor e por sucessos ligados ao funk nacional, o artista fará apresentação com repertório voltado a diferentes influências da música urbana.

No sábado (16), será a vez de Marcelo D2. Segundo a organização, o show será baseado no projeto Manual Prático do Novo Samba Tradicional, em que o artista combina elementos do samba com recursos da música contemporânea.

O encerramento, no domingo (17), ficará por conta de Dilsinho. O cantor leva ao festival a turnê Diferentão, com repertório formado por sucessos da carreira e músicas mais recentes. Além dos shows, o Fes

tival América do Sul terá programação em diversas linguagens artísticas. A estrutura do evento prevê atividades em espaços culturais e áreas públicas da cidade, com foco na circulação de diferentes expressões e na

integração entre públicos e artistas.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o festival reforça a vocação cultural de Corumbá. “O Festival

América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força,

criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”. A programação completa, segundo o governo estadual, será divulgada em breve no portal MS Cultural.

Corumbá recebe entre 14 e 17 de maio o Festival América do Sul 2026, com shows
FOTO: DIVULGAÇÃO

CULTURA

A Casa Amarela realiza mostra inédita sobre Lídia Baís com catálogo histórico

Projeto apresenta ao público o catálogo original da única exposição realizada pela artista em vida e terá programação até 23 de maio

A Casa Amarela, em Campo Grande, abriu no dia 22 o projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a Arte de Unir Mundos”, programação que marca os 126 anos de nascimento da artista e integra a Semana Nacional dos Museus.

Um dos destaques da abertura será a apresentação pública do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida.

O catálogo nunca havia sido apresentado dessa forma ao público e reúne registros que ajudam a ampliar o olhar sobre a produção de Lídia Baís e sobre o contexto cultural do período em que ela viveu.

A exposição segue aberta até 23 de maio e faz parte de uma proposta que amplia a programação da Semana dos Museus em Campo Grande. Além da mostra, o projeto

COMÉRCIO

prevê sarau, oficinas e exibição de documentários ao longo do próximo mês. De acordo com a idealizadora do projeto, a arteterapeuta Tatiana De Conto, o catálogo tem valor histórico e ajuda a aproximar o público da obra da artista. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, afirma. Nascida em 1900, Lídia Baís é um dos nomes mais conhecidos da história cultural de Mato Grosso do Sul. Filha de família tradicional, ela construiu uma trajetória marcada pela dedicação à arte, pela experimentação e por uma produção que dialoga com temas existenciais, espirituais

e subjetivos.

O projeto também busca reforçar esse vínculo entre memória, arte e território. Ao longo de maio, nos dias 6, 13 e 20, sempre às quartas-feiras, a Casa Amarela recebe a oficina arteterapêutica “Tempos do Feminino – Pontes em Lídia

SERVIÇO:

Baís”, ministrada por Tatiana De Conto. As atividades são baseadas no livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo” e propõem experiências ligadas à criação, à escuta e à elaboração emocional. O encerramento da programação, previsto para 23 de maio, contará com a exibição de documentários do projeto “Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário”.

Desde 2017, a Casa Amarela atua como Museu de Arte Urbana e mantém uma programação voltada à arte, à memória e à ocupação cultural do espaço. Segundo o artista Guido Drummond, que divide a gestão do local com Tatiana De Conto, a proposta foi ampliar o tempo de atividades para aprofundar o contato do público com a trajetória de Lídia Baís.

PONTES IMAGINÁRIAS: LÍDIA BAÍS E A ARTE DE UNIR MUNDOS

Local: Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, nº 118, Centro, Campo Grande Quarta-feira Abertura da exposição Catálogo de obras de Lídia Baís, às 18h Sarau “Unindo Mundos” Dia do Arteterapeuta Dias 6, 13 e 20 de maio

Oficina arteterapêutica “Tempos do Feminino Pontes em Lídia Baís” 23 de maio

Exibição de documentários do projeto “Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário” Informações e inscrições: Instagram @casa.amarela.muau ou WhatsApp (67) 9 9189-7034.

Semana S terá Michel

Teló, palestras e serviços gratuitos na capital e no interior

Programação do Sistema Comércio MS será realizada de 11 a 17 de maio com ações de qualificação, saúde, cultura e lazer

„ Mato Grosso do Sul vai receber, entre 11 e 17 de maio, mais uma edição da Semana S, mobilização do Sistema Comércio com programação gratuita em Campo Grande e cidades do interior. Na Capital, a agenda terá workshops, palestras, serviços ao público, atividades culturais, corrida e show gratuito de Michel Teló. A proposta é aproximar a população dos serviços oferecidos por Sesc, Senac, Fecomércio e sindicatos empresariais, com foco em qualificação profissional, bem-estar e acesso à informação. Neste ano, o evento amplia o formato adotado anteriormente. Em vez de concentrar as atividades em poucos dias na Capital, a Semana S passa a ocupar toda a semana e também chega ao interior, com ações em unidades do Sesc e do Senac em cidades como Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Bonito e Corumbá. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet, conforme a atividade escolhida.

Durante o lançamento, os organizadores destacaram que a Semana S também funciona como vitrine do trabalho desenvolvido ao longo do ano pelo Sistema Comércio em Mato Grosso do Sul. O presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, afirmou que a intenção é ampliar o conhecimento do público sobre essa atuação. “A grande importância que nós vemos é fazer com que, a nível nacional, as pessoas possam conhecer, do portão para dentro, a nossa instituição”, declarou. Segundo ele, a expectativa é alcançar cerca de 15 mil pessoas. “Vai fomentar a economia, principalmente dos pequenos negócios”, disse. Em Campo Grande, a programação principal começa no dia 15 de maio, no Senac Hub Academy, com foco em qualificação profissional, inovação e gestão. O espaço receberá workshops e oficinas nas áreas de saúde, beleza, comunicação, tecnologia da informação, gastronomia e negócios, além de palestras com Gustavo Cerbasi e Marcelo Tas. Durante a coletiva, a diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha, informou que serão cerca de 50 oficinas em dois horários, a partir das 14h30. “São cerca de 50 oficinas que vão ser oferecidas nas áreas de saúde, nas áreas de beleza, nas áreas de gestão,

na área de comunicação, de tecnologia”, afirmou.

Segundo Jordana, a proposta é oferecer atividades curtas para despertar o interesse do público por novas áreas de formação. “A gente vai também disponibilizar uma programação um pouco mais curta, uma, duas horas, workshops, palestras, para despertar as pessoas”, disse. Entre os temas anunciados estão gestão financeira para pequenos negócios, inteligência artificial para RH e gestores, NR1 e gerenciamento de riscos, gestão financeira no setor hoteleiro e empreendedorismo no comércio.

Além das oficinas, o dia terá palestras com Gustavo Cerbasi, às 18h, sobre inteligência financeira nos negócios, e Marcelo Tas, às 19h, sobre comunicação em tempos de aceleração digital. Ainda dentro da programação, o Senac vai ofertar cerca de 1.500 vagas gratuitas em cursos técnicos e de qualificação profissional previstos para o segundo semestre. “A Semana S é uma grande vitrine para a gente poder mostrar tudo isso e poder atrair essas pessoas para que elas possam se bene -

ficiar da atuação que a gente pode fazer”, declarou Jordana. No dia 16 de maio, a agenda será realizada no Parque das Nações Indígenas, pela primeira vez dentro da Semana S em Campo Grande. Ao longo do sábado, a programação inclui recreação infantil, atividades físicas, massoterapia, orientações de saúde bucal, bioimpedância, ações sociais, exposições de parceiros do Clube de Benefícios do Sesc e workshops itinerantes. O Senac também participa com unidades móveis voltadas para gastronomia e tecnologia. O diretor regional do Sesc MS, Vitor Mello, afirmou que a escolha do parque foi motivada pela diversidade da programação. “É a primeira vez que a gente escolhe fazer no Parque das Nações Indígenas, justamente por essa ampla oferta que o Sesc tem. A parte cultural, a parte de lazer, a parte de assistência”, disse. Para ele, o evento também reforça a preocupação com bem-estar e qualidade de vida. “Quando você traz cultura acessível para esse trabalhador do comércio,

quando você traz saúde também muito acessível, você está exatamente se preocupando com o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio”, afirmou.

A parte cultural do sábado começa às 18h, com apresentação da Orquestra Jovem Sesc MS. Na sequência, às 19h, Michel Teló sobe ao palco para um show gratuito no Parque das Nações Indígenas. O evento também terá ponto de coleta de alimentos não perecíveis do Sesc Mesa Brasil, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social.

O encerramento da Semana S na Capital será no domingo, 17 de maio, com a etapa Horto Florestal do Circuito Sesc de Corridas. A largada está prevista para as 7h, em frente ao Senac Hub Academy, com caminhada de 3 quilômetros e corrida de 5 quilômetros. Trabalhadores do comércio terão 10% de desconto na inscrição. Ao resumir o objetivo do evento, Jordana Duenha afirmou que a Semana S quer “mostrar para a sociedade, para a população, o papel que o sistema comércio tem no Brasil”.

FOTO: DIVULGAÇÃO
Casa Amarela abre programação sobre Lídia Baís com exposição, sarau, oficinas e apresentação de catálogo histórico
Jordana Duenha, Edison Araújo e Vitor Mello detalham atrações da Semana S, que terá programação gratuita em Mato Grosso do Sul e o cantor Michel Teló

Memória afetiva inspira negócios e vira uma boa estratégia para atrair clientes em Campo Grande

Cafeteria, estúdio de tatuagem e negócio de arte floral apostam em experiências personalizadas e no vínculo emocional com o público

E m um mercado cada vez mais disputado, pequenos negócios de Campo Grande têm apostado na memória afetiva como diferencial para atrair e fidelizar clientes. A estratégia aparece em segmentos distintos, como cafeteria, estúdio de tatuagem e arte floral, sempre com a mesma proposta: transformar lembranças, vínculos emocionais e experiências pessoais em valor para o negócio. A iniciativa também é vista pelo Sebrae/MS como uma forma de dar mais significado ao consumo.

Na Capital, a cafeteria Doce Lembrança construiu a identidade do espaço justamente sobre esse apelo. O ambiente reúne gramofones, rádios, telefones, fotografias antigas, porcelanas, brinquedos e outros objetos que remetem ao passado. A ideia é provocar sensações tanto em quem re -

conhece esses itens quanto em quem tem curiosidade de conhecê-los. “Quando temos a oportunidade de conhecer ou rever algum objeto do nosso passado ou do passado de nossos ancestrais, de forma física, presencial, poder tocar, sentir o peso, o formato é algo simples, mas que se transforma em uma experiência inesquecível”, afirma a sócia-proprietária Lêda Ribeiro.

O cardápio acompanha essa proposta, com itens que remetem à infância e à casa das avós, como bolinho de chuva e pão na chapa, além de menus temáticos em datas comemorativas. Para Lêda, esse tipo de conexão não depende, necessariamente, de alto investimento. “Boas lembranças são sempre muito bem-vindas e valorizadas pelos clientes. Existem muitas formas de se ativar a memória afetiva de um cliente

comemora-

e nem sempre exigem grandes investimentos”, diz.

A lógica se repete em outro setor. No estúdio Ofá Dourado Tattoo, a proposta é transformar histórias e lembranças em tatuagens. Segundo o proprietário, Alex de Souza, muitos clientes procuram o estúdio para registrar momentos marcantes, homenagens a familiares e até lembranças ligadas a animais de estimação. “Tem pessoas que fazem tatuagem para celebrar a vida, quando um filho nasce, por exemplo, e assim como tem pessoas que fazem para celebrar as boas memórias, retratar um ente querido que faleceu, ou um animalzinho, pet, que partiu”, destaca.

De acordo com o empreendedor, a conexão com o cliente faz parte do processo e ajuda a entregar um trabalho mais alinhado à expectativa. “Eu quero que a pessoa se sinta vista, seja entendida e representada com aquilo ali. Que olhe para a arte e reconheça uma parte da his-

Fort Atacadista doa R$ 4 mil à ONG Cão

Feliz na inauguração de unidade no Tijuca

Valor que seria gasto com fogos de artifício foi repassado à entidade, que vai usar o recurso na compra de ração para 239 cães abrigados

„ A inauguração da nova unidade do Fort Atacadista, em Campo Grande, foi marcada por uma ação social voltada à causa animal. Em vez de usar R$ 4 mil com fogos de artifício, o Grupo Pereira decidiu repassar o valor à ONG Cão Feliz, que atua no resgate e cuidado de animais em situação de vulnerabilidade.

A entrega foi feita nesta quarta-feira, 22 de abril, durante a abertura da loja no bairro Tijuca. Segundo a empresa, o recurso será destinado à compra de ração para os cães mantidos pela entidade. A escolha de trocar os fogos por doação cria um gancho que vai além da inauguração comercial. Em vez de apostar apenas no simbolismo da abertura de uma nova unidade, a rede associou o evento a uma necessidade concreta de uma instituição local, que hoje depende de ajuda para manter o atendimento aos animais.

A ONG Cão Feliz foi criada em 2013 por Kelly Macedo. A associação surgiu como forma de homenagear e dar continuidade ao trabalho de uma amiga que morreu. Atualmente, a entidade

abriga 239 cães e utiliza doações para custear a rotina de cuidados. De acordo com Kelly Macedo, o valor chega em um momento importante e será usado diretamente na alimentação dos animais. “Esse valor chega em um momento importante e será totalmente destinado à alimentação dos cães que estão sob nossos cuidados”, afirmou. A nova loja do Fort Atacadista está localizada na Avenida Gunter Hans, nº 2294, em frente ao terminal Aero Rancho. A unidade tem 1.922 metros quadrados de área de vendas e oferece produtos de mercearia, bebidas, perfumaria, limpeza e bazar, além de seções voltadas a famílias e empreendedores. Além da doação feita na inauguração, a ONG Cão Feliz também recebe ajuda da população por meio de contribuições financeiras e doações de insumos. As contribuições podem ser feitas pela conta Caixa, agência 1464, operação 003, conta

corrente 4147-6. Também é possível doar via Pix, pela chave 18.638.792/0001-90, ou entrar em contato pelo telefone (67) 99902-1903.

A entidade ainda recebe ração e fraldas para os cães abrigados.

Quem quiser acompanhar o trabalho da ONG pode buscar mais informações nas redes sociais da instituição. A Cão Feliz mantém canais no Facebook e no Instagram, onde divulga ações, campanhas e formas de apoio.

A doação anunciada na inauguração reforça a realidade de muitas entidades que atuam na proteção animal em Campo Grande: qualquer ajuda, mesmo pontual, pode ter impacto direto na manutenção dos atendimentos. No caso da ONG Cão Feliz, o recurso chega com destino definido e atende uma das necessidades mais básicas da rotina da instituição, que é garantir alimentação para os animais acolhidos.

A memória afetiva também está presente no trabalho da Koru Arte Floral, que

atua com buquês, arranjos e decorações personalizadas. A proposta inclui desde buquês de noiva até o chamado

flower bar, estação interativa em eventos em que os convidados montam os próprios buquês como lembrança. Para a proprietária, Ana Caroline Rodrigues, as flores acompanham momentos marcantes da vida e ajudam a criar novas recordações. “As flores possuem esse poder de estar em todos os momentos da vida das pessoas, aniversários, casamentos, celebrações, resgatando e criando boas experiências”, comenta.

Segundo ela, o serviço personalizado ganhou espaço justamente em um cenário em que muitos produtos já chegam prontos ao consumidor. “Eu acredito que estamos vivendo em um mundo que tudo vem pronto, de fábrica, e que o serviço ou produto feito com afeto, conquista olhares e corações”, afirma.

Para o Sebrae/MS, esse movimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais orientado por propósito, identidade e significado. O analista-técnico Anderson Rottlisberger aponta o storytelling como uma das ferramentas que podem ser usadas pelos empreendedores para transformar emoção em estratégia de marca. “A oportunidade surge quando o produto é transformado em memória, não apenas função. Os empreendedores lucram quando usam o storytelling baseado em experiências reais, conectando boas lembranças com os momentos de compra”, enfatiza.

A avaliação é de que, quando essa proposta aparece de forma coerente no atendimento, na ambientação, na comunicação e no portfólio, o pequeno negócio ganha força para criar vínculos mais duradouros com o cliente. Em vez de vender apenas um produto ou serviço, passa a entregar uma experiência que carrega identificação e significado.

Concerto gratuito marca os 50 anos da Banda Sinfônica Municipal em Campo Grande

Apresentação gratuita no Teatro do Paço, no dia 29 de abril, marca o início do projeto Concertos no Paço com repertório gospel em versão sinfônica

„ A Banda Sinfônica Municipal “Maestro Ulisses Conceição” vai celebrar 50 anos de história com um concerto especial no próximo dia 29 de abril, em Campo Grande. A apresentação, intitulada “Gospel in Concert”, será realizada às 20h, no Teatro do Paço Municipal, com entrada gratuita, e marca a abertura oficial da temporada 2026 do projeto Concertos no Paço.

O espetáculo propõe uma leitura sinfônica da música gospel, reunindo repertório tradicional e contemporâneo em arranjos pensados para aproximar diferentes públicos e linguagens musicais. A apresentação também reforça a proposta do projeto, que busca ampliar o acesso gratuito à música em espaços públicos da Capital.

Criada em 1976 como banda marcial e reestruturada em 1986 como banda musical, a corporação se consolidou ao longo das décadas como uma

das principais instituições culturais de Mato Grosso do Sul.

Ao longo da trajetória, a Banda Sinfônica Municipal passou a ter atuação voltada à formação de músicos, à difusão cultural e ao acesso público à música de concerto. Para o maestro e diretor artístico Edilson Aspet de Azambuja, a apresentação tem peso simbólico por reunir celebração, memória e aproximação com a comunidade. “Celebrar os 50 anos da Banda Sinfônica é reconhecer uma trajetória construída com compromisso público e dedicação à música.

O ‘Gospel in Concert’ foi concebido como uma experiência sensível, capaz de aproximar o público e reafirmar o papel

cultural da banda”, afirma. A prefeita Adriane Lopes também destacou a relevância histórica da instituição para a cidade. “A Banda Sinfônica Municipal é um patrimônio cultural de Campo Grande. São cinco décadas promovendo formação, acesso e identidade cultural. Este concerto gratuito reforça o compromisso da gestão com políticas públicas voltadas à cultura”, declara. Além do caráter comemorativo, o concerto abre a agenda de 2026 do projeto Concertos no Paço, iniciativa voltada à circulação de música em espaço público e ao fortalecimento das ações culturais gratuitas na cidade.

SERVIÇO:

GOSPEL IN CONCERT – CONCERTO DE ABERTURA

Ocasião: 50 anos da Banda Sinfônica Municipal “Maestro Ulisses Conceição”

Data: 29 de abril de 2026 ' Horário: 20h

Local: Teatro do Paço Municipal – Campo Grande/MS Entrada: Gratuita

Korú Arte Floral está entre os empreendimentos da capital que apostam na temática
Os clientes da Ofá Dourado Tattoo celebram as boas memórias, retratando na pele inclusive animaizinhos pet
A cafeteria Doce Lembrança oferece cardápios temáticos em datas
tivas, como Carnaval, Páscoa, Festa Junina e outros
tória dela”, afirma.
Fort Atacadista repassou R$ 4 mil à ONG Cão Feliz durante inauguração de nova unidade em Campo Grande
A Banda Sinfônica Municipal comemora 50 anos com concerto gratuito no Teatro do Paço, em Campo Grande

CADERNO LIGHT

HÍBRIDO FLEX

A GWM apresentou o Tank 300, primeiro híbrido flex da marca, com tecnologia desenvolvida no Brasil. O SUV combina motor 2.0 turbo com sistema elétrico, entregando 394 cavalos e até 75 km no modo elétrico. Ele pode rodar com gasolina ou etanol e terá recarga rápida. Com perfil off-road, o modelo chega ao Brasil nos próximos dias e inaugura a estratégia da marca de eletrificação flex.

Ford Maverick Hybrid 2026 aposta alto em economia e tração integral

Em Campo Grande, onde dirigir com o ar-condicionado ligado quase o tempo todo faz parte da rotina, a Ford Maverick Hybrid 2026 tenta conquistar espaço por um motivo simples: gasta menos combustível.

Em um mercado ainda dominado por picapes a diesel, ela chama atenção por seguir outro caminho, com proposta mais silenciosa, confortável e econômica.

A versão vendida na cidade pela Ford Navesa chega com uma mudança importante. A Maverick Hybrid deixou de ser vista apenas como uma picape para uso urbano e passou a oferecer tração integral sob demanda. Com isso, fica mais alinhada ao perfil do consumidor sul-mato-grossense, que muitas vezes divide a rotina entre ruas da cidade, rodovias e estradas de terra.

A versão Lariat Hybrid custa R$ 239.990, o mesmo valor da Tremor 2.0 turbo, e traz motor 2.5 a gasolina em ciclo Atkinson combinado ao sistema elétrico, com potência conjunta de 194 cv. A transmissão e-CVT foi recalibrada, e a bateria de 1,1 kWh se recarrega nas frenagens. Não é uma picape feita para impressionar pela força, mas pela lógica de uso: rodar bastante e gastar menos.

Essa proposta pesa ainda mais em Mato Grosso do Sul. Com gasolina na faixa de R$ 6,38 por litro, segundo o conteúdo enviado, e uma rotina que costuma misturar deslocamentos urbanos, viagens curtas e acessos por chão batido, a economia deixa de ser detalhe e vira argumento central.

Nos testes citados no material, a Maverick chegou perto de 19 km/l em uso urbano e ficou entre 17,9 km/l e 18,5 km/l em trajetos mistos. Mesmo em condições mais pesadas, com chuva, ar ligado e trânsito, manteve médias acima de rivais diretas.

Na prática, é isso que sustenta a proposta da picape. Ela não tenta competir com o apelo do diesel nem com a imagem de força bruta que ainda domina parte desse

o dia a dia com silêncio, conforto e consumo baixo.

A linha 2026 também evoluiu no uso misto. A tração AWD entra para dar mais segurança em pista molhada e em estradas vicinais, enquanto o vão livre de 204 mm e a capacidade de imersão de 450 mm ajudam a enfrentar trechos de terra sem drama. A suspensão traseira multilink reforça esse acerto ao absorver melhor as irregularidades do piso.

Por dentro, a Maverick se aproxima mais de um SUV do que de uma picape tradicional. Traz multimídia SYNC 4 de 13,2 polegadas, painel digital de 12,3, ar-condicionado digital dual-zone, câmera 360°, sete airbags e pacote completo de assistências à condução. Há ainda teto solar, som Bang & Olufsen e bancos dianteiros com ajustes elétricos. O conjunto ajuda a explicar por que ela faz sentido para quem passa longas horas dirigindo.

Mas há limites claros. A capacidade de carga de 584 kg é baixa para o segmento e a coloca atrás de rivais voltadas ao trabalho pesado. O banco traseiro também é mais apertado do que o de algumas concorrentes, e o e-CVT pode incomodar em

acelerações fortes, quando o motor sobe de giro e entrega menos refinamento. Para quem precisa carregar muito peso, rebocar ou enfrentar off-road mais severo, outras opções continuam mais adequadas.

Ainda assim, a Maverick Hybrid parece mirar um público específico e crescente: o de quem usa picape como carro principal, não como ferramenta bruta de serviço. É o motorista que circula pela cidade, pega estrada no fim de semana, encara terra de vez em quando e quer conforto sem abrir mão da caçamba.

Nesse cenário, a Ford Maverick Hybrid 2026 encontra espaço. Em Campo Grande, onde calor, distância e combustível caro fazem parte da rotina, ela aposta menos no ronco e mais na conta que fecha no fim do mês.

mercado. O que oferece é outra ideia de picape: uma que encara
Painel digital e multimídia de 13,2 polegadas estão entre os destaques da cabine. Painel digital e multimídia de 13,2 polegadas estão entre os destaques da cabine.
Capacidade de carga de 584 kg limita o uso para trabalho pesado diante de rivais do segmento.
Interior aposta em conforto, com teto solar, bancos elétricos e acabamento mais próximo do de um SUV.
Maverick Hybrid 2026 ganhou tração integral e reforçou a proposta de picape voltada ao uso misto.
Sistema híbrido é o principal argumento da picape para entregar consumo mais baixo no dia a dia.

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