SEM REFERÊNCIA? Ingressando no Partido Novo, o pré-candidato ao Governo João Catan, pode perder o elo com o Bolsonarismo ou atrairia o eleitor raiz da direita? Esse ponto tem sido debatido por observadores na Assembleia Legislativa, Mas não é fácil viabilizar um novo partido num cenário polarizado como é o nosso. Impossível? Não!
OPINIÕES: Divergem. Uns entendem que ao Catan teria faltado um bom conselheiro para decidir seu destino. Outros apostam que ele também mira a prefeitura da capital e que pode ser o nome decisivo num eventual segundo turno. O certo é que seu discurso radical – contra o Governo Estadual –agrada o deputado Zeca do PT e cia.
APOSTAS: Tudo que se discute hoje em termos de candidaturas ao Senado necessita da ratificação das convenções. É a hora da verdade. Saberemos então quem serão os nomes e se os apadrinhados dos caciques nacionais serão chancelados. Pollon estaria mesmo com essa bola toda? Gianni Nogueiraapenas balão de ensaio para negociar?
POR FORA: Seria bem assim a situação da candidatura de Vander Loubet ao Senado. Acompanhe o raciocínio: Se o PT chegar por exemplo a 30% dos votos e sendo o eleitor petista fiel, a tendência é que esse percentual seja – por analogia - endereçado a sua candidatura. Daí que Vander passaria a ser um concorrente de peso. É uma tese.
PRIMEIRO VOTO: Qual o candidato ao Senado que terá essa preferência ou opção do eleitor bolsonarista? Contar, Azambuja ou Nelsinho? Existem várias hipóteses tanto para o primeiro como para o segundo voto. Tudo é possível, inclusive com Nelsinho numa ‘raia livre’ sem disputa ideológica. Essa situação pode sim beneficiá-lo.
NO ABAFA: Notou-se na visita de Flavio Bolsonaro a preocupação de Reinaldo em mostrar sua relação e prestígio com o senador visitante. As imagens na mídia comprovam e o teor de suas falas idem. Enfim, ele vestiu o uniforme bolsonarista e mostrou a liderança municipalista atraindo dezenas de lideranças da capital e interior.
COMPARANDO: Em 2018 Beto Pereira obteve 80.500 votos - em 2022 chegou aos 97.872 votos; Geraldo Resende subiu de 61.675 votos em 2018 para 96.519 votos em 2022; Vander obteve 55.970 votos em 2018 contra 76.561 votos em 2022; Dagoberto saltou de 40.230 votos em 2018 para 48.217 votos em 2022; Ovando caiu de 50.376 votos em 2018 para 45.491 votos em 2018. Repetirão o desempenho em 2026?
SERENO CRUEL: Repito a sabia definição do ex-deputado Felipe Orro, (República de Aquidauana) sobre o drama do político alijado do cenário pela perda do mandato. Para Felipe, o político sem mandato pode ser comparado a carne bovina quando transformada em carne ‘soleada’; fica menor e muda o sabor.
RISCOS: Sempre foi assim, a cada eleição nomes tradicionais apegados ao poder por força do mandato, são mandados para casa. Os motivos são vários. Salvo as exceções, apenas os políticos que conseguem depois um cargo na gestão pública tem chances de retorno. É a renovação cíclica - na ilusão de mudança. Insisto: apenas ilusão.
OS ELEITOS: Faz um tempão que se sabe de listas de favoritos nas eleições proporcionais. Com base em alguns fatores pode-se até admitir um certo favoritismo desse e daquele candidato. Mas não se sabe o que está por trás desta e daquela candidatura. Sem contar os ‘imprevistos’ e escândalos envolvendo postulantes.
NA MÍDIA: De chapéu branco e botinas caprichadas, o ex-prefeito Guerreiro mantém o contato com a população de Três Lagoas e das cidades vizinhas nas ‘Festas de Peão’. Nas redes sociais aparece em eventos dançando ao som da ‘Na Sola da Bota’ bem ao gosto do seu público. Nome forte nas pesquisas para voltar à Assembleia Legislativa.
ALERTA: Prefeituras tiveram problemas nas aplicações junto as instituições inidôneas. De olho no episódio, o Tribunal de Contas do nosso Estado recomenda aos gestores a verificação prévia da solidez e eventuais riscos antes da aplicação de dinheiro dos ‘Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). O escândalo do Banco Master é um exemplo. Mas outros picaretas estão por aí.
EXPLICO: Difícil administrar o patrimônio financeiro do funcionalismo de uma prefeitura. É preciso ser especialista na área sob pena de problemas, com obrigações futuras superando as receitas. Querendo aumentar o ‘bolo’, os gestores são seduzidos por propostas de juros altos. Depois não recebem de volta o capital e os juros. E como pagar os ex-funcionários aposentados?
‘AGORA SIM!’ A cada eleição uma ‘atração’. O cantor do hit ‘Caneta Azul’, Manoel Gomes é candidato a deputado federal em São Paulo. Nas entrevistas ‘mostra preparo’ para ser representante da locomotiva do Brasil. Ele que já tentou o cargo em 2022 no Maranhão obtendo 7.543 votos, agora filiou-se ao Avante. Como se diz: Deus é pai!
Rene Siufi:
quando a advocacia se torna legado
(*) Por André Borges
Deu vontade de falar de um amigo e grande advogado, verdadeira inspiração. Falar de Rene Siufi é falar de uma advocacia que atravessa o tempo sem perder densidade, identidade e respeito. Em um cenário jurídico cada vez mais veloz, marcado por transformações constantes e pela busca, muitas vezes imediata, por visibilidade, sua trajetória se impõe de maneira distinta: pela permanência. São mais de quarenta anos de exercício contínuo da advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais, na consistência das sustentações e na confiança sedimentada ao longo de décadas. Rene Siufi tornou-se, com o tempo, uma verdadeira referência na advocacia criminal, especialmente no Tribunal do Júri, espaço onde o direito ganha corpo diante da sociedade e onde a palavra, quando bem utilizada, pode ser decisiva. Ali, consolidou um estilo próprio, distante de excessos ou teatralizações desnecessárias. Sua atuação é marcada pela firmeza técnica, pela clareza de raciocínio e por uma presença que não precisa se impor pelo volume, mas pela substância. É o tipo de advogado que compreende que o convencimento não está no espetáculo, mas na coerência entre argumento, postura e credibilidade.
Sua carreira foi construída de forma sólida, quase silenciosa, como são as trajetórias que realmente se sustentam. Em um meio frequentemente permeado por vaidades, Rene Siufi optou pela discrição – e fez disso uma virtude profissional. O respeito que conquistou não deriva de estratégias de exposição, mas da repetição consistente de um trabalho bem feito, dia após dia, audiência após audiência, júri após júri. Esse tipo de reconhecimento não se improvisa, tampouco se acelera: ele se consolida.
Mas reduzir Rene Siufi ao advogado seria insuficiente. Há nele um homem de traços marcantes, descrito como culto, curioso e dotado de um humor refinado, que se revela sobretudo nos círculos mais íntimos. Não é de muitas palavras em ambientes amplos, tampouco alguém que se entregue facilmente à convivência superficial. Seus vínculos são poucos, mas profundos, construídos com lealdade e critério. Essa forma de se relacionar com o mundo dialoga diretamente com sua forma de exercer a profissão: com densidade, discrição e autenticidade.
Há também uma dimensão essencial de sua vida que ajuda a compreender essa trajetória toda: a família. Rene Siufi construiu,
Nao longo dos anos, uma base afetiva sólida, daquelas que sustentam não apenas o homem, mas também o profissional. Ao seu lado, sua esposa, Olga Siufi, descrita como elegante e adorável, com quem compartilha uma vida de cumplicidade. Seus filhos refletem valores que se alinham à sua própria história: Renzo Siufi, promotor de justiça, e Raquel Siufi, professora de redação de destaque nacional, ambos reconhecidos pelo trabalho, seriedade e decência. E há ainda os netos, presença que acrescenta leveza e continuidade, tratados por ele com carinho genuíno e um afeto que transparece na convivência. Sua atuação também se estendeu ao campo institucional, ao ter presidido a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul, posição que reforça não apenas sua liderança, mas seu compromisso com a advocacia enquanto instituição. Mais do que representar uma classe, assumiu o papel de guardião de princípios fundamentais, como a ética, a independência e as prerrogativas profissionais, elementos indispensáveis para o exercício pleno da defesa. Aplaudir Rene Siufi é, portanto, mais do que reconhecer uma carreira longa. É reconhecer uma forma de estar na advocacia. É valorizar um profissional que construiu seu nome com base na consistência, na técnica e na integridade. Em um tempo em que muitos buscam atalhos, sua trajetória reafirma a importância do caminho percorrido com rigor e propósito. Para as novas gerações, sua história funciona como um norte. Mostra que a verdadeira relevância não está necessariamente na exposição, mas na solidez. Que é possível alcançar reconhecimento sem abrir mão da sobriedade. E que o direito, especialmente no campo penal, exige não apenas conhecimento, mas postura, caráter e responsabilidade.
Rene Siufi é, por tudo isso, mais do que um advogado experiente. É uma referência viva de uma advocacia que honra sua tradição sem se tornar obsoleta, que se adapta sem perder sua essência e que inspira não pelo discurso, mas pelo exemplo. Celebrá-lo é, em última análise, reconhecer que a excelência profissional se constrói no tempo – e que algumas trajetórias, pela sua consistência, acabam por se tornar permanentes.
*André Borges é advogado e professor de direito constitucional.
Consignação em pagamento na Justiça do Trabalho
(*) Por Dr. Oclécio Assunção
ormalmente é o trabalhador quem entra com uma reclamação trabalhista. Entretanto, a consignação em pagamento é um procedimento especial na Justiça do Trabalho utilizado pelos empregadores para pagamento aos empregados.
É uma ação judicial, fundamentada nos artigos 539 a 549 do CPC e aplicada subsidiariamente à CLT, utilizada para depositar em juízo verbas rescisórias ou documentos quando o empregado se recusa a receber, está em local incerto e/ou inacessível, quando há dúvida sobre quem são os herdeiros em caso de falecimento ou sobre o beneficiário legítimo. Assim, a consignação protege a empresa quando não há certidão de dependentes do INSS ou há conflito entre herdeiros e principalmente em caso de menores. O melhor é entrar com a ação perante a Justiça do Trabalho para garantir segurança jurídica e evitar pagar duas vezes. A obrigação da empresa é depositar o valor em juízo e caberá à Justiça decidir quem tem direito. A multa do artigo 477 da CLT (parágrafo 8º) é uma penalidade paga ao funcionário quando a empresa atrasa o pagamento das verbas rescisórias ou a entrega de documentos de rescisão. O prazo é de até 10 dias corridos após o término do contrato. O valor da multa é equivalente a um salário do empregado. Objetiva-se evitar a mora (atraso) no pagamento de verbas rescisórias, isentando o empregador da multa do art. 477 da CLT e juros, mas o simples ajuizamento da ação não afasta a multa. Assim, quando ocorre a distribuição do processo de consignação em paga-
mento o empregador precisa realizar o pagamento e comprovar o depósito nos autos no mesmo prazo de 10 dias para evitar a multa. Se o último dia do prazo cair em fim de semana ou feriado, o pagamento deve ser antecipado ou o prazo se estende para o próximo dia útil, conforme a interpretação legal. Se a empresa consignar o pagamento (depositar em juízo) após o 10º dia, a multa de um salário ainda será devida. O procedimento inicia quando o empregador ajuíza a ação e deposita o valor em juízo. A Justiça do Trabalho, no local da prestação de serviços, designa audiência para o recebimento pelo trabalhador.
O depósito judicial equivale ao pagamento. Se o empregado discordar do valor, pode levantá-lo, ou seja, recebê-lo e ajuizar ação trabalhista para cobrar diferenças, mas a mora quanto ao artigo 477 da CLT é afastada.
(*) O Autor é Advogado Especializado na área Trabalhista. Presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de MS no período de 1998/2001. Graduado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Direito do Trabalho pela Universidade de Direito da UNAES. Pós-graduado em Direito do Trabalho pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU São Paulo. Curso de Direito Jurídico do Mercosul pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul -UFMS.
Governo Federal propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027
Valor considera inflação e crescimento do PIB, com limite imposto pelo novo arcabouço fiscal
O valor do salário mínimo para 2027 foi proposto em R$ 1.717 pelo governo federal, conforme o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional na quarta-feira (15). O reajuste representa aumento nominal de 5,92% e segue a política que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento da economia. Para o cálculo, o governo considerou projeção de 3,06% para o índice inflacionário nos 12 meses encerrados em novembro, além do desempenho do PIB de 2025. A regra atual, no entanto, está limitada pelo arcabouço fiscal, que estabelece crescimento real dos gastos públicos
entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. Como a estimativa de expansão econômica ficou dentro desse intervalo, o percentual poderá ser aplicado no reajuste.
O projeto também traz projeções para os anos seguintes, com previsão de salário mínimo de R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os valores, porém, ainda são preliminares e podem ser alterados nas próximas propostas orçamentárias. Desde 2023, o cálculo do salário mínimo voltou a considerar a inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes, modelo que já havia sido utilizado entre 2006 e 2019.
Governo
Pagamento será feito em abril e maio para 35,2 milhões de beneficiários, enquanto cresce o número de idosos endividados no país
A antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS voltou ao centro da política econômica do governo federal em meio ao avanço da inadimplência entre idosos. Oficializada há cerca de um mês
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida vai injetar R$ 78 bilhões na economia, divididos em duas parcelas pagas em abril e maio a 35,2 milhões de beneficiários. Tradicionalmente deposita-
do no segundo semestre, entre agosto e novembro, o abono foi trazido para o primeiro semestre com a justificativa de aliviar o orçamento dos segurados e ampliar a circulação de recursos em um momento de pressão financeira sobre as famílias. Cada parcela terá custo estimado em R$ 39 bilhões aos cofres públicos. A decisão ocorre em um cenário de endividamento recorde. Segundo o texto, o comprome-
timento das famílias com dívidas chegou a 80,4% em março, o que levou o tema a entrar no radar do governo. Internamente, a equipe federal também discute a criação de um novo programa de renegociação de dívidas.
Os dados mais recentes da Serasa Experian mostram avanço expressivo da inadimplência entre brasileiros com mais de 60 anos. O número de idosos com contas em atraso passou de 9,2 milhões em janeiro de 2019
para 15,9 milhões em janeiro de 2026, uma alta de 73% no período. Na comparação com janeiro do ano passado, o total subiu de 14,1 milhões para 15,9 milhões, crescimento de 1,8 milhão de pessoas em 12 meses. Têm direito ao 13º os segurados que receberam em 2026 benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão. Já os
beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e da Renda Mensal Vitalícia ficam fora do pagamento adicional. Dados da folha de fevereiro do Ministério da Previdência Social apontam que 23,3 milhões de benefícios, o equivalente a 66,2% do total, têm valor de até um salário mínimo, hoje em R$ 1.621. Outros 11,9 milhões estão acima desse piso, e 13,7 mil chegam ao teto pago pelo INSS, de R$ 8.475,55.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027
Janela partidária muda forças na Assembleia
Legislativa e PL passa a ter a maior bancada
Após troca de legenda de 12 dos 24 deputados estaduais, Assembleia de Mato Grosso do Sul redefine bancadas, ganha duas novas siglas e reorganiza blocos parlamentares
O fim da janela partidária redesenhou a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).
Publicada no Diário Oficial da Casa na última terça-feira (13), a nova divisão das bancadas e blocos parlamentares mostra que 12 dos 24 deputados estaduais trocaram de legenda, o que alterou de forma significativa a correlação de forças no Legislativo.
A principal mudança foi o crescimento do Partido Liberal (PL), que passou de três para sete parlamentares e se tornou a maior bancada da Assembleia.
A legenda manteve Coronel David e Neno Razuk, perdeu João Henrique Catan, que se filiou ao NOVO, mas recebeu Mara Caseiro, Zé Teixeira, Lucas de Lima e Paulo Corrêa, que deixaram o PSDB, além de Marcio Fernandes, que estava no MDB.
A movimentação também
levou duas novas siglas à ALEMS. O NOVO passou a ter representação com João Henrique Catan, enquanto o Avante entrou na composição da Casa com a filiação do deputado Lídio Lopes.
O PP, que havia elegido Gerson Claro e Londres Machado em 2022, ampliou sua bancada com a chegada de Jamilson Name. Já o PSDB, apesar das perdas para o PL, manteve Pedro Caravina e Lia Nogueira e foi reforçado com a entrada de Paulo Duarte. No Republicanos, a bancada passou de um para quatro integrantes. Além de Antonio Vaz, o partido passou a contar com Renato Câmara, Pedrossian Neto e Roberto Hashioka. Junior Mochi permaneceu no MDB, Professor Rinaldo ingressou no União Brasil e o PT manteve sua composição com Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane.
Após cobrança de Papy, iluminação no Centro de Campo Grande começa a receber manutenção
Serviços foram iniciados depois de reclamações sobre falhas recorrentes e riscos à segurança na região central
A iluminação pública da região central de Campo Grande começou a passar por manutenção após cobrança feita pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Papy. Segundo o texto, a concessionária responsável pela distribuição iniciou ainda nesta semana os serviços em vias do Centro, depois do pronunciamento do parlamentar em sessão ordinária.
Na manifestação, Papy chamou atenção para a falta de iluminação em pontos da área central e alertou para os riscos à segurança de comerciantes, trabalhadores e da população que circula pela região no período noturno.
A cobrança, conforme o material, foi motivada por demandas apresentadas por entidades do setor produtivo, entre elas CDL, Associação Comercial e Fecomércio. As reclamações apontavam falhas recorrentes
A janela partidária é o período de 30 dias em que parlamentares podem trocar de partido sem perder o mandato. Prevista na legislação eleitoral, ela ocorre seis meses antes do pleito em
anos de eleições gerais. Fora desse prazo, a mudança de legenda só é permitida em situações específicas, como desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal.
Em decisão de 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que o benefício da janela partidária vale apenas para quem está no fim do mandato vigente. Com isso, vereadores
só podem mudar de partido na janela das eleições municipais, enquanto deputados estaduais e federais têm esse direito no período que antecede as
Senado aprova criação de seis novas varas federais em Mato Grosso do Sul
Projeto amplia estrutura da Justiça Federal no estado e prevê unidades em cidades estratégicas, como regiões de fronteira
Mato Grosso do Sul deve ganhar seis novas varas da Justiça Federal após a aprovação, pelo Senado, do projeto que amplia a estrutura do Judiciário em áreas consideradas estratégicas. A votação ocorreu na quarta-feira (15), em Brasília, e o texto agora segue para sanção presidencial.
As novas unidades estão previstas para Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados. No Amazonas, o projeto também cria duas varas, em Tefé e Humaitá. A proposta foi apresentada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e já havia passado pela Câmara dos Deputados.
Além da criação das varas, o texto autoriza 16 cargos de juiz, 164 vagas para servidores efetivos, oito cargos em comissão e 114 funções comissionadas. A instalação das estruturas, no entanto, dependerá de disponibilidade orçamentária da Justiça
Federal e do cumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A previsão da Lei Orçamentária Anual é de custo inicial de R$ 7,6 milhões em 2026, ainda com parte das unidades em funcionamento. Com a estrutura completa, a despesa anual estimada é de cerca de R$ 15 milhões. Técnicos da Câmara, porém, apontam que o impacto pode chegar a R$ 90 milhões por ano, considerando o custo médio de manutenção dessas
unidades no país. Relator da proposta, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu a ampliação da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul e citou o avanço econômico do estado, além do aumento da demanda judicial em cidades de fronteira, como Ponta Porã e Corumbá, onde há maior volume de processos. O projeto também considera a expectativa de crescimento da Rota Bioceânica e o avanço de ações nas áreas previdenciária,
ambiental e de comércio exterior. A avaliação é de que a expansão econômica deve aumentar a pressão sobre o sistema judicial.
No Amazonas, a justificativa inclui o aumento de conflitos fundiários e ambientais, além da pressão sobre áreas protegidas e disputas ligadas à exploração de recursos naturais e à expansão da infraestrutura. A proposta foi aprovada em votação simbólica, com um voto contrário.
Câmara Municipal aprova projeto sobre uso de banheiro feminino em Campo Grande
na iluminação pública, o que vinha aumentando a sensação de insegurança no Centro. “O que nós vimos foi uma resposta rápida após a cobrança. Isso mostra que quando a Câmara se posiciona, representando as entidades e a população, o resultado aparece. É nosso papel dar voz a quem está sendo prejudicado e exigir solução”, afirmou Papy. O vereador também disse que a atuação do Legislativo deve continuar voltada para outras demandas da região central. “Vamos continuar vigilantes. O Centro precisa de atenção em várias frentes, como segurança, moradia, serviços e incentivos para novos empreendimentos. Não adianta resolver um problema e ignorar o restante. A região central precisa voltar a prosperar, e isso exige ação contínua do poder público”, declarou.
Proposta de vereador estabelece regras para espaços públicos e segue para análise do Executivo
Um projeto que trata do uso de banheiros femininos em espaços públicos foi aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande nesta semana, após votação apertada e debate entre os vereadores.
A proposta, de autoria do vereador André Salineiro (PL), recebeu 13 votos favoráveis e 11 contrários e institui a chamada Política Municipal de Proteção da Mulher. O texto estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas.
Além disso, o projeto prevê regras para testes de aptidão física em concursos e seleções públicas municipais, com base no sexo biológico, e inclui me-
didas voltadas à proteção da intimidade, segurança e dignidade das mulheres. Durante a discussão, o autor do projeto afirmou que a iniciativa busca garantir direitos e prevenir situações de violência, citando episódios ocorridos em outros países como justificativa para a proposta. O texto também determina que a Prefeitura de Campo Grande promova adequações em estruturas públicas e fiscalize estabelecimentos particulares para assegurar o cumprimento das regras. Outro ponto previsto é a restrição de apoio ou patrocínio do município a eventos esportivos que não adotem critérios baseados no sexo biológico das
eleições gerais.
Nova composição da ALEMS foi oficializada após o fim da janela partidária
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Projeto aprovado pelo Senado prevê seis novas varas federais em Mato Grosso do Sul
análise do Executivo municipal, que poderá sancionar ou vetar o projeto.
Foto: Câmara Municipal
A proposta é de autoria do vereador André Salineiro (PL)
Foto: Câmara Municipal
O presidente da Câmara Municipal, vereador Papy.
MDB muda comando do núcleo feminino em Campo Grande e mira fortalecimento para 2026
Carla Bernal assume presidência do MDB Mulher na Capital com discurso de ampliar a participação feminina nas decisões do partido
O MDB deu mais um passo na reorganização interna em Campo Grande ao empossar a nova diretoria do MDB Mulher na Capital. A advogada Carla Bernal assumiu a presidência do núcleo municipal, tendo Maritza Cogo como vice, em solenidade realizada na quartafeira (15).
Mais do que uma troca de comando, a mudança indica a tentativa do partido de ampliar a presença feminina em espaços estratégicos e fortalecer a participação das mulheres nas discussões internas e no processo de construção política de olho nas eleições de 2026.
Ao assumir o cargo, Carla Bernal destacou o peso da nova função e o compromisso de ampliar a representatividade feminina dentro da legenda. “É uma honra e uma grande responsabilidade. Vamos trabalhar para que a voz da mulher campo-grandense seja cada vez mais ouvida e respeitada dentro da política”, afirmou.
A nova diretoria assume com a missão de reestruturar e dar mais dinamismo ao MDB Mulher em Campo Grande, com foco na formação política e na aproximação de novas lideranças. A proposta acompanha um movimento já visto em diferentes partidos, que buscam ampliar a participação das
mulheres não só nas candidaturas, mas também em cargos de influência e decisão. Na prática, o núcleo deve atuar como espaço de articulação política e debate sobre pautas ligadas às mulheres, além de funcionar como porta de entrada para filiadas interessadas em disputar eleições ou ampliar participação na vida pública.
O desafio, porém, segue conhecido no meio político: transformar o discurso de valorização feminina em presença efetiva nos espaços de poder. Apesar de avanços nos últimos anos, a participação das mulheres na política ainda é menor do que a masculina, inclusive nos cargos eletivos.
Em Campo Grande, a nova gestão quer ampliar a atuação do MDB Mulher para além da estrutura partidária formal. A expectativa é de que, nos próximos meses, o grupo intensifique agendas de formação, encontros políticos e ações de base para ampliar a influência do partido e preparar terreno para o próximo ciclo eleitoral. A posse da nova diretoria, portanto, leva o MDB a reforçar publicamente uma estratégia que passa pelo protagonismo feminino dentro da legenda e pela tentativa de consolidar novas lideranças na Capital.
Pacote de emendas reforça custeio da rede pública e amplia peso político do senador em áreas estratégicas de Mato Grosso do Sul
Um pacote de R$ 16 milhões em emendas parlamentares indicadas pelo senador Nelsinho Trad vai reforçar o custeio da saúde pública em 21 municípios de Mato Grosso do Sul. Os recursos serão usados para manutenção dos serviços e atendimento da população, com repasses voltados à atenção básica, média e alta complexidade e também à saúde mental. Ao anunciar a destinação, Nelsinho afirmou que a prioridade é garantir o funcionamento da rede pública. “Nosso objetivo é assegurar que a saúde continue atendendo bem a população, com recursos que sustentam o dia a dia das unidades e dos atendimentos especializados”, disse. Os valores foram divididos em três frentes principais. Na Média e Alta Complexidade, que inclui procedimentos como cirurgias, exames e internações, foram contemplados municípios como Aral Moreira, Caarapó, Paranhos, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso, Terenos e Vicentina, com repasses que chegam a R$ 2 milhões. Na saúde mental, Dourados concentrou um dos maiores volumes de recursos, com R$ 2,35 milhões destinados ao custeio dos Centros de Atenção Psicos-
social, os CAPS, responsáveis pelo atendimento de pacientes com transtornos mentais e dependência química. A maior quantidade de municípios foi atendida por meio do Incremento Temporário da Atenção Primária, voltado às unidades básicas de saúde. Estão entre os beneficiados Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Miranda, Japorã, Rochedo, Sete Quedas, Água Clara, Batayporã, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Ponta Porã e Rio Negro. Os valores variam de R$ 170 mil a R$ 2 milhões e podem ser aplicados em despesas correntes da rede, como atendimento médico, compra de insumos, manutenção de unidades e pagamento de serviços essenciais. Os repasses serão feitos na modalidade fundo a fundo, diretamente do Ministério da Saúde para os municípios, o que dá mais agilidade à liberação e ao uso do dinheiro. Na prática, a destinação fortalece a estrutura de atendimento local e também amplia a presença política de Nelsinho Trad em diferentes regiões do Estado, sobretudo em áreas onde a demanda por custeio da saúde costuma pressionar as administrações municipais.
Câmara presta homenagem a lideranças do agro durante solenidade na Expogrande
A Sessão solene realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho reconheceu produtores, pesquisadores e profissionais que contribuem para o fortalecimento do setor em Campo Grande e Mato Grosso do Sul
A Câmara Municipal de Campo Grande homenageou, nesta quinta-feira (16), profissionais que se destacam no agronegócio em Mato Grosso do Sul. A entrega da Medalha Tereza Cristina de Liderança no Agronegócio ocorreu durante sessão solene na Expogrande 2026, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em evento realizado no estande da prefeitura em parceria com a Casa de Leis.
A honraria é destinada a líderes empresariais, pesquisadores e profissionais reconhecidos pela contribuição ao crescimento e à modernização do setor. Durante a solenidade, autoridades ressaltaram o peso do agronegócio para a economia sul-mato-grossense, o avanço da tecnologia no campo e a capacidade de adaptação dos produtores diante dos desafios do setor.
Proponente da solenidade, o vereador Professor Riverton afirmou que a homenagem valoriza quem fortalece uma das principais atividades econômicas do Estado. “Os nossos produtores rurais de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul merecem uma honraria como essa, com destaque a esse ícone nacional e até mundial que é a senadora Tereza Cristina, que fez tanto pelo agronegócio. É um reconhecimento a quem fortalece o PIB Nacional”, disse. O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, destacou o simbolismo da medalha e a relevância da homenagem dentro da principal feira agropecuária do Estado. “A senadora Tereza Cristina é uma pessoa que na política é muito relevante, mas dentro do agro brasileiro é destacada e tem uma influência mundial. Para aqueles que trabalham com o agro sul-mato-grossense, receber uma Medalha em nome da senadora é prestigioso”, afirmou. Em nome dos homenageados, Maurício Koji Saito lembrou o avanço de Mato Grosso do Sul nas últimas décadas e atribuiu esse crescimento ao
nome da senadora
HOMENAGEADOS DA MEDALHA TEREZA CRISTINA
Ana Portela: Walter Schlatter, Yvie Campregher Santinelo e Manoel Alves Teixeira
André Salineiro: Rafael Souza e Silva e José Claudio Godoy
Beto Avelar: Hugo Pereira do Vale Júnior e Adriana Leite Tozzetti
Carlão: Nilda Araújo Coelho e Ricardo Girão D’Ávila
Clodoilson Pires: Luiz Mario Silverio de Souza e Paulo Roberto Costa Nobre
Dr. Jamal: Antonio Angeliere (in memoriam) e Orivaldo Tadeu Marques de Mello
Epaminondas Neto, Papy: Paulo César de Matos, Francisco José Albuquerque Maia Costa e José Piveta Assunção Junior
Fábio Rocha: Jaime Valler e Vagner de Oliveira Teixeira
Flávio Cabo Almi: Luiz Oliveira de Souza e Walter Arruda Ortiz Filho
Herculano Borges: Mariana de Aragão Pereira e Leandro Cesár de Martin Cervigni
Jean Ferreira: Valdemir Antônio Laura e Facundo Moraes da Silva
Junior Coringa: José Demilso de Lima e Aloizio Tadeu da Silva
Landmark: Marcos Henrique Derzi Wasilewski e Leonardo Aparecido Souza da Silva
Leinha: Rosalino Batista Bouzo, Mario Batista e Mauro Luiz Barbosa Dodero
Luiza Ribeiro: Luiz Felipe Ribeiro Orro, Roza Vanilde Demundomaicon Nogueira, Wilson Nobuyuki Igi e Airton Rui Cicerelli Fernandes
Marquinhos Trad: Feres Soubhia Filho e Alex Rodrigues Zacarini
Neto Santos: Maria Silva Paixão Torres e Antonio Ferreira Barbosa
Otávio Trad: Ricardo Trad Filho e Juliana Simoniele Saldanha Tschinkel
Prof. Juari: Humberto Barbosa Rodrigues Yule e Nedson Rodrigues Pereira
Prof. Riverton: Mauricio Koji Saito, Cláudio George Mendonça, Derli Scariot e Jose Magno Coelho de Paula
Rafael Tavares: Alexandre Junqueira Netto e Dácio Queiroz Silva
Ronilço Guerreiro: Fábio Olegario Caminha e Lusiane Fredrich
Veterinário Francisco: Paulo Cesar Silverio Barbosa e Luiz Roberto Silveira Maia (in memoriam)
Wilson Lands: Valéria Diniz da Silva Mendes e Pedro Dausto Germiniano Netto
perfil empreendedor do produtor rural. “Sem dúvida, o grande responsável por aquilo que vive Mato Grosso do Sul hoje é o produtor rural, que tem capacidade de empreender, que tem capacidade de adotar as tecnologias disponibilizadas pela academia, pela Embrapa”, declarou. O governador Eduardo Riedel classificou a homenagem como justa e destacou o papel da Expogrande como espaço de diálogo e troca de experiências. Ele também ressaltou a resiliência do setor. “O produtor tem capacidade de resiliência, pela determinação que tem em
acreditar na missão de alimentar mais de 1 bilhão de pessoas desse mundo, fazendo transição energética e sabendo da sua responsabilidade com a sustentabilidade”, disse. A prefeita Adriane Lopes parabenizou a Câmara pela iniciativa e destacou a importância da feira. “É um momento histórico. Cada um de vocês, homenageados, deixa um legado de trabalho, dedicação e compromisso de não apenas colocar comida na mesa dos brasileiros, mas isso se expande a outros países”, afirmou. A Medalha Tereza Cristina de Liderança no Agronegócio foi instituída pela Resolução nº 1.369/23, proposta pelos vereadores Professor Riverton e Carlos Augusto Borges, o Carlão, e assinada por todos os parlamentares. Depois, a norma foi alterada pela Resolução 1.404/25, de autoria de Papy, para prever a entrega da honraria na semana da Expogrande. A medalha leva o nome da senadora Tereza Cristina em reconhecimento à sua trajetória em defesa do agronegócio. Engenheira agrônoma e empresária, ela foi ministra da Agricultura entre 2019 e 2022 e atualmente é senadora por Mato Grosso do Sul.
Sessão solene na Expogrande homenageou profissionais que se destacam no agronegócio em Mato Grosso do Sul.
Foto: Divulgação
Carla Bernal assumiu a presidência do MDB Mulher de Campo Grande.
A medalha leva o
Tereza Cristina.
Prefeitura envia à Câmara previsão de orçamento de R$ 7,2 bi para a Capital
Projeto prevê aumento de 4,12% no orçamento do próximo ano e abre prazo para emendas dos vereadores
Com previsão de R$ 7,261 bilhões para 2027, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, foi entregue na quinta-feira (16) pela prefeita Adriane Lopes à Câmara Municipal de Campo Grande, pouco antes da sessão ordinária. O valor estimado representa aumento de 4,12% em relação ao orçamento previsto para este ano, fixado em R$ 6,974 bilhões. A proposta, formalizada no Projeto de Lei Executivo 12.379/2026, começa agora a tramitar na Casa de Leis e abre prazo para apresentação de emendas parlamentares. O texto serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual, a LOA, e define as metas da administração pública para o próximo exercício.
A análise inicial ficará com a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, presidida pelo vereador Otávio Trad e formada ainda pelos vereadores Landmark, Maicon Nogueira, Fábio Rocha e Ronilço Guerreiro. O grupo deverá definir a relatoria da matéria, etapa que antecede o recebimento das emendas e a elaboração do parecer final.
Presidente da Câmara, o vereador Epaminondas Neto, o Papy, explicou que, depois da definição do relator, as sugestões dos parlamentares poderão ser incorporadas ao texto antes
da votação em plenário. Segundo ele, o processo também envolve diálogo com o Executivo, para que as demandas apresentadas pelos vereadores, com base nas reivindicações da população, possam ser contempladas na LDO e mais adiante no orçamento anual. As emendas impositivas, que têm execução obrigatória por parte da prefeitura, também entram nessa discussão. Pela regra atual, cada vereador pode indicar R$ 830 mil na peça orçamentária, sendo metade dos recursos destinada à saúde e o restante distribuído entre áreas como educação, infraestrutura,
esporte e cultura. Ao comentar a expectativa em torno dessas verbas, Papy citou o impacto dos recursos para entidades e organizações que atuam em Campo Grande, sobretudo nas áreas social e de saúde. Já o vereador Otávio Trad afirmou que a responsabilidade sobre o orçamento não se limita ao Executivo e destacou que a comissão fará uma análise comparativa entre a LDO de 2026 e a proposta de 2027, para identificar mudanças e avanços. Antes da conclusão do relatório, a Comissão de Finanças ainda deve promover audiência pública para discutir o projeto
A Fiems está investindo no presente para transformar o futuro de Ribas do Rio Pardo Com educação qualificação e estrutura o desenvolvimento deixa de ser promessa e passa a ser realidade
com a população. Nesse espaço, moradores poderão apresentar sugestões e tirar dúvidas sobre o texto.
Entre os pontos apresentados pela prefeitura, a previsão é de cerca de R$ 500 milhões para investimentos. Segundo a prefeita Adriane Lopes, a maior parte desses recursos será direcionada à infraestrutura e à contrapartida de obras de pavimentação. Ela informou que há previsão de pavimentação em 40 novos bairros, com R$ 540 milhões voltados a obras de drenagem e asfalto.
O presidente da Câmara também citou a pavimentação como
uma das principais demandas da cidade. Segundo ele, Campo Grande ainda tem quase 1.125 quilômetros de vias sem asfalto, o que representa quase 25% da malha viária, cenário que afeta diretamente moradores em períodos de chuva e de seca.
Além da prefeita, participaram da entrega do projeto o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, e o secretário de Fazenda, Isaac José de Araujo.
Ao comentar a tramitação da proposta, Isaac Araújo afirmou que a participação dos vereadores é importante por envolver a destinação de recursos públicos
a bairros e entidades da Capital. Nos dados apresentados pela prefeitura, o valor total estimado na LDO de 2027 inclui a inflação projetada para o período e os recursos do Regime Próprio de Previdência Social. Sem considerar a Previdência, o montante previsto é de R$ 7,054 bilhões, alta de 4% em relação ao orçamento estimado para este ano. Na mensagem enviada junto ao projeto, a prefeitura informou que utilizou projeções do governo federal, associadas à série histórica de crescimento de cada rubrica da receita e às novas perspectivas de operações de crédito do município.
Exportações industriais de MS somam US$ 580 milhões em março, aponta Fiems
Exportações industriais de Mato Grosso do Sul atingem US$ 580 milhões em março.
Resultado é o segundo melhor da série histórica para o mês, apesar de queda de 15% em relação a 2025 Foto:
Mesmo com retração em relação ao ano passado, o desempenho das exportações industriais de Mato Grosso do Sul em março se mantém entre os maiores já registrados para o período. O Estado alcançou US$ 580 milhões em receita, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
O valor representa queda de 15% frente ao mesmo mês de 2025, quando as exportações somaram US$ 679,1 milhões. Ainda assim, o resultado é o segundo melhor para um mês de março em toda a série histórica. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a receita chegou a US$ 1,75 bilhão, o que indica redução de 5% em
comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou US$ 1,84 bilhão. Mesmo com a variação negativa, o volume também figura como o segundo maior já registrado entre janeiro e março. A indústria mantém peso relevante na balança comercial do Estado. Em fevereiro, o setor respondeu por 53% das exportações totais. No acumulado do ano, essa participação sobe para 69%.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o desempenho das exportações estão celulose e papel, com 40% da receita, seguido pelo complexo frigorífico, com 37%, e pelos óleos vegetais e derivados, com
10%. Juntos, esses três grupos concentraram 87% das exportações industriais do Estado no primeiro trimestre. No setor de celulose e papel, a receita acumulada foi de US$ 692,2 milhões, com predominância da pasta química de madeira. A China lidera como principal destino, seguida por Itália, Turquia, Holanda e Estados Unidos. O complexo frigorífico somou US$ 644,1 milhões no período, com destaque para carnes bovinas e de frango. Entre os principais compradores estão China, Estados Unidos, Chile, Holanda e Uruguai. Já o segmento de óleos vegetais e derivados alcançou US$ 170,5 milhões, com maior volume de exportação de produtos ligados à soja. Índia, Holanda, Dinamarca, Tailândia e Japão aparecem como os principais mercados.
Prefeita de Campo Grande Adriane Lopes entrega projeto da LDO de 2027 à Câmara com previsão de R$ 7,261
EXPOGRANDE 2026
Feira encerra edição de 2026 com forte movimentação econômica, avanço do crédito e vitrine para novos investimentos no Estado
A Expogrande 2026 chega ao fim consolidando mais uma vez seu peso na economia de Mato Grosso do Sul. A estimativa do governo do Estado é de que a feira movimente até R$ 700 milhões em negócios, superando o resultado do ano passado, quando foram registrados R$ 641 milhões. Até quinta-feira (16), segundo o governador Eduardo Riedel, cerca de R$ 450 milhões já haviam sido movimentados no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. Mais do que uma vitrine do agronegócio, a feira confirmou seu papel como espaço de fechamento de negócios, circulação de tecnologia e articulação de investimentos. Ao longo da programação, produtores, empresas, instituições financeiras e representantes do poder público usaram a Expogrande como ambiente para negociar, apresentar soluções e medir o ritmo da economia sul-matogrossense. Na avaliação de Riedel, o desempenho da feira reflete a força do agro, mas também uma mudança no perfil econômico do Estado, com avanço
de áreas como bioenergia, citricultura, papel e celulose e proteínas animais. Segundo ele, a diversificação da produção e a industrialização vêm ampliando oportunidades e ajudando Mato Grosso do Sul a crescer acima da média nacional. O crédito também ganhou destaque nesta edição. Durante reunião do Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro -Oeste (FCO), realizada na própria feira, foram aprovadas 72 cartas-consulta, somando mais de R$ 122 milhões em investimentos para os setores rural e empresarial. Desse total, R$ 89,7 milhões foram destinados ao FCO Rural e R$ 33,2 milhões ao FCO Empresarial. Com leilões, exposição de animais, palestras, espaço de inovação e presença de instituições financeiras e grandes empresas, a Expogrande encerra a edição de 2026 como um retrato do momento vivido por Mato Grosso do Sul: um Estado em expansão, com o agronegócio ainda no centro da economia, mas cada vez mais conectado à indústria, à tecnologia e ao crédito.
Julgamento da raça tabapuã, promovido durante a Expogrande
Governador Eduardo Riedel cumpre agenda institucional na Expogrande nesta quinta-feira
Governo do Estado transforma estande em gabinete itinerante que reuniu lideranças, produtores e entidades do setor produtivo
expressivos
Estande da Prefeitura de Campo Grande funcinou como um ambiente de conexões e valorização da produção local
Obra na avenida Ernesto Geisel avança e prepara trecho para receber novo asfalto
Intervenção no córrego Anhanduí entra na fase de recuperação do pavimento entre a Rua da Abolição e a Bom Sucesso
A segunda etapa da obra de contenção de enchentes no córrego Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, chegou a 80% de execução e entrou em uma fase que já muda a rotina de quem passa pela via, com o início da preparação do trecho para receber nova pavimentação.
Depois da retirada do asfalto antigo, a empresa responsável começou o serviço de terraplanagem, etapa necessária para a aplicação da nova camada asfáltica no segmento entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso.
Além da recuperação do pavimento, o trabalho segue com a execução dos muros em gabião, estrutura usada na contenção e que exige montagem cuidadosa. Nesse processo, a base é preparada com pedra bri-
Agetran
tada e as gaiolas metálicas são preenchidas manualmente, com pedras limpas, secas e sem impurezas, colocadas uma a uma. No mesmo trecho, o projeto também prevê recapeamento da Avenida Ernesto Geisel, implantação de nova sinalização viária e instalação de guardacorpo, no sentido Avenida Manoel da Costa Lima até a Avenida Afonso Pena. Esta é a segunda fase da intervenção. A primeira contemplou o segmento entre as ruas Santa Adélia e da Abolição, em frente ao Shopping Norte Sul. A previsão é que essa etapa seja concluída no segundo semestre de 2026, embora o cronograma possa sofrer alteração conforme as condições climáticas, que interferem diretamente no ritmo dos serviços.
amplia mudanças no trânsito e altera circulação em ruas do Centro e do São Francisco
Intervenções incluem novas mãos únicas, semáforos e restrições de conversão para reorganizar fluxo em pontos de grande movimento de Campo Grande
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) iniciou uma série de mudanças viárias em regiões de grande circulação de Campo Grande, com foco na reorganização do tráfego no Centro e no bairro São Francisco. As alterações incluem proibição de conversões à esquerda, implantação de mão única em ruas estratégicas e instalação de novos semáforos.
Uma das mudanças já em vigor ocorre no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia, onde a conversão à esquerda para veículos foi proibida, permanecendo liberada apenas para ônibus. Segundo a Agetran, a medida faz parte do reordenamento do trânsito na região central e, neste período inicial, equipes permanecem no local para orientar os motoristas e acompanhar o funcionamento da nova dinâmica.
Ainda dentro desse pacote de intervenções, começou na sexta-feira (17) o reordenamento viário na Rua Sete de Setembro, no trecho entre as ruas Castro Alves e Bahia, que passou a operar em mão única. Além da mudança no sentido da via, o semáforo do trecho foi reprogramado para se adaptar à nova circulação. A proposta, conforme a agência, é reduzir pontos de conflito e melhorar o fluxo em uma das áreas mais movimentadas da cidade. No bairro São Francisco, a Agetran também iniciou mudanças em ruas importantes da ligação entre o Centro e a região do Segredo. As ruas Pedro Celestino, Padre João Crippa, José Antônio e 13 de Junho, no trecho entre a Avenida Rachid Neder e a Rua Amazonas, passam a ter mão única. A Rua Alegrete, entre a Rua Brasil e a Rua José Antônio, também deixa de operar em mão dupla e passa a ter sentido único. Outra intervenção prevista é a instalação de semáforos nos cruzamentos das ruas Arthur Jorge e José Antônio com a Avenida Rachid Neder. A avaliação é de que a medida deve melhorar a organização do tráfego, principalmente nos horários de maior movimento. Segundo a Agetran, as mudanças foram definidas a partir de estudos técnicos que apontaram alto volume de veículos nessas regiões. A recomendação aos condutores é redobrar a atenção à sinalização e respeitar os novos sentidos das vias durante o período de adaptação. O planejamento da agência ainda prevê novas intervenções em outras ruas importantes da área central, como Treze de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro.
Prefeitura lança medida para agilizar licenças e destravar investimentos em Campo Grande
Pacote apresentado na Expogrande 2026 reúne novo sistema de análise integrada, incentivos econômicos e entrega de licenças para empreendimentos
Campo Grande apresentou na quinta-feira (16) um pacote de medidas voltado à desburocratização de processos e ao estímulo a novos negócios na cidade. Durante a Expogrande 2026, a prefeitura oficializou ações que envolvem modernização administrativa, concessão de incentivos econômicos, formalização de parcerias urbanas e entrega de licenças para empreendimentos. O principal anúncio foi a criação do Ponto de Controle de Licenciamento Integrado, o PCLI, ferramenta que pretende dar mais rapidez e transparência à análise de processos urbanísticos e ambientais. A proposta é reunir diferentes órgãos municipais em uma atuação conjunta para reduzir retrabalho e acelerar decisões que impactam diretamente quem quer investir em Campo Grande. Coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, o novo modelo passa a integrar Planurb, Agetran, Sisep, Sefaz, Procuradoria-Geral do Município e Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais. A prefeitura avalia que, com essa estrutura, o andamento dos pedidos deve ganhar mais previ-
sibilidade e segurança para empreendedores. Ao apresentar a medida, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a proposta busca facilitar a tramitação dos processos sem deixar de lado a responsabilidade ambiental. Segundo ela, o município dá um passo para tornar o ambiente de negócios mais eficiente e confiável. Já o secretário Ademar Silva Junior destacou que a análise conjunta entre os órgãos pode reduzir etapas repetidas e melhorar a qualidade das decisões. Além do novo sistema, a programação também incluiu a assinatura de termos por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande, o Prodes. Entre os empreendimentos contemplados está a Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Guaporé Ltda., que recebeu área de 5 mil me-
tros quadrados no Polo Empresarial Oeste, com previsão de investimento de R$ 600 mil e geração de 35 empregos diretos. Outra empresa beneficiada foi a Integração Empresarial Tomazelli Ltda., contemplada com área de 12.634,06 metros quadrados. O investimento estimado é de R$ 35 milhões, com geração e manutenção de 20 empregos diretos. A prefeitura também formalizou novas adesões ao Programa de Parcerias Municipais, o Propam, com adoção de áreas públicas por empresas e moradores. As adesões envolvem trechos localizados nos bairros Tiradentes, Carandá, Santa Fé e Guanandi. A medida reforça a estratégia de dividir com a iniciativa privada e com a sociedade o cuidado com os espaços urbanos. Outro eixo da agenda foi a entrega de alvarás de constru-
ção, cartas de habite-se, licenças ambientais e outros atos administrativos relacionados a empreendimentos na Capital. A BR LOG, responsável pelo primeiro loteamento logístico de Campo Grande, destacou a agilidade no andamento do processo. A Federação Sul -Mato-Grossense de Capoeira recebeu termo de uso de área pública, enquanto a RodoBelo Diesel celebrou a obtenção da licença de operação para sua nova base. Com o conjunto de medidas, a prefeitura tenta reforçar um recado ao setor produtivo: a cidade quer reduzir entraves, acelerar autorizações e oferecer mais clareza para quem pretende ampliar ou instalar negócios em Campo Grande. O foco da gestão é transformar processos internos em um diferencial para atrair investimentos e impulsionar a economia local.
Prefeitura amplia fiscalização de terrenos baldios e passa a receber denúncias pelo aplicativo
Força-tarefa reúne secretarias, reforça atuação nas ruas e tenta frear descarte irregular e falta de manutenção em áreas privadas de Campo Grande
A Prefeitura de Campo Grande ampliou a fiscalização sobre terrenos baldios e passou a receber denúncias da população pelo aplicativo +CG. A ação reúne diferentes secretarias e mira um problema antigo da cidade: áreas com mato alto, lixo acumulado e risco à saúde pública. A partir de agora, 350 agentes de Controle de Endemias da Sesau vão reforçar a fiscalização nas ruas, integra-
dos ao trabalho da Semades e usando o aplicativo desenvolvido pela Agetec. Pelo sistema, moradores podem enviar foto, localização e informações sobre terrenos em situação irregular, o que dá início ao processo administrativo de apuração. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Ademar Silva Junior, a proposta é enfrentar um problema histórico com uso de tecnologia,
estrutura própria e participação da sociedade. “Estamos apresentando uma força-tarefa nesse combate. Queremos que o cidadão entenda suas responsabilidades, se conscientize de que é um dever zelar pelo seu imóvel”, afirmou. Na área da saúde, o alerta é para o risco de proliferação de vetores. De acordo com o secretário Marcelo Luiz Brandão Vilela, terrenos baldios com lixo e mato alto podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti, além de abrigar animais peçonhentos. O secretário especial de Articulação Regional, Darci Caldo, disse que a medida também tem caráter educativo. “Não temos intenção punitiva. Queremos que a comunidade veja isso como um alerta de saúde pública”, declarou. Além de Semades, Sesau, Sear e Agetec, a força-tarefa envolve Sisep, Sesdes e Controladoria Geral do Município, em ações de fiscalização, sistematização de denúncias, limpeza e zeladoria.
COMO DENUNCIAR No aplicativo +CG, o morador deve acessar a opção “Denúncia Terreno Baldio”, preencher os dados, marcar a localização no mapa e enviar a manifestação.
Trecho da Avenida Ernesto Geisel passa por terraplanagem para receber nova camada de asfalto.
Foto: Elias Campos
Prefeita Adriane Lopes assina medida de investimentos.
Foto: Roberto Ajala
Mudanças viárias começaram a ser implantadas em ruas do Centro e do bairro São Francisco, em Campo Grande.
Após casos de raiva, Sesau reforça vacinação de pets em Campo Grande
Município confirma sexto caso em morcego em 2026 e orienta população sobre prevenção
A confirmação de novos casos de raiva em morcegos em Campo Grande acendeu um alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação de cães e gatos. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a imunização dos animais domésticos seja mantida em dia como principal forma de prevenção da doença.
Somente em 2026, já foi confirmado o sexto caso de raiva em morcego na Capital, sendo o mais recente registrado no Bairro Pioneiros. O animal foi encontrado em área urbana e recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses, que realizou os procedimentos e encaminhou o material para análise.
Segundo a Sesau, a presença de morcegos em situações incomuns, como caídos no chão ou dentro de residências, exige atenção. Neste ano, centenas desses animais já foram recolhidos em condições consideradas atípicas.
Apesar do alerta, a Secretaria esclarece que morcegos, em situações normais, não repre-
sentam risco. A preocupação está relacionada apenas a comportamentos fora do padrão, que podem indicar possibilidade de infecção.
A orientação é que a população não toque em morcegos, vivos ou mortos. Ao encontrar um animal nessas condições, o indicado é isolar o local e acionar o Centro de Controle de Zoonoses para o recolhimento adequado. Em casos de contato ou agressão por qualquer mamífero, a recomendação é buscar atendimento de saúde imediatamente.
A vacinação antirrábica está disponível gratuitamente durante todo o ano no CCZ, com atendimento diário, inclusive aos fins de semana e feriados.
A imunização dos animais funciona como uma barreira contra a transmissão do vírus para humanos.
A raiva é considerada uma doença grave e com alta letalidade, mas pode ser evitada com medidas simples, como a vacinação regular e a comunicação de situações suspeitas às autoridades.
Produtos sem registro, como Gluconex e Tirzedral, não têm garantia de qualidade e foram vetados
Foto: Lasca e Catedral Laboratório/Divulgação/Agência Brasil
A venda de canetas emagrecedoras sem autorização sanitária levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir o uso de dois produtos comercializados no Brasil, amplamente divulgados pela internet.
A medida determina a apreensão e proíbe a comercialização, importação, distribuição e uso dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, que não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro na agência reguladora.
Estado amplia ações contra chikungunya e apoio aos municípios é reforçado
Reunião com Defesa Civil define medidas assistenciais, monitoramento e atuação em regiões prioritárias
Com avanço de casos em algumas regiões, o Governo de Mato Grosso do Sul intensificou a articulação com municípios e a Defesa Civil para ampliar o enfrentamento à chikungunya, com foco na organização da assistência e na resposta mais rápida à população.
A reunião, realizada na quarta-feira, 15 de abril, reuniu representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e gestores municipais para alinhar estratégias operacionais, fortalecer o monitoramento epidemiológico e definir ações em áreas com maior incidência da doença.
Entre os encaminhamentos,
está o reforço na atualização de dados pelos municípios no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), considerado essencial para orientar decisões e direcionar medidas de controle.
Na área assistencial, foi definida a capacitação de profissionais para o manejo clínico da chikungunya, com atuação de especialistas nas Unidades Básicas de Saúde de Fátima do Sul, Nioaque, Itaporã e Jardim, ampliando a capacidade de atendimento nessas localidades.
A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destacou que o trabalho vem sendo conduzido de
forma integrada, com definição de responsabilidades e acompanhamento contínuo, o que contribui para maior efetividade das ações. Além disso, equipes técnicas da vigilância da SES devem atuar diretamente nos territórios, oferecendo suporte especializado às ações locais. A Defesa Civil Estadual também participa da organização das frentes de trabalho, com definição de rotas, divisão de equipes e apoio logístico. De acordo com o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Hugo Djan Leite, o alinhamento entre as instituições permite maior agilidade e precisão na resposta às demandas dos municípios. As ações em campo seguem em andamento, principalmente nas aldeias indígenas de Dourados, onde o foco está na
eliminação de criadouros do mosquito e na melhoria das condições de armazenamento de água. Em Itaporã, já foram iniciados trabalhos de limpeza, enquanto o Núcleo de Dourados será mantido para dar suporte às operações.
Durante o encontro, gestores municipais também apontaram dificuldades na conscientização da população. Como encaminhamento, foi destacada a necessidade de ampliar estratégias de mobilização comunitária, com participação de lideranças locais.
Entre os apoios já disponibilizados, os municípios mencionaram o envio de bombas costais para uso nas ações de campo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também contribuiu com a distribuição de cestas básicas para atendimento às comunidades.
Quatro hospitais da Cassems recebem selo nacional de excelência em UTIs
Unidades de Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ponta Porã foram certificadas por desempenho, eficiência e segurança no atendimento intensivo
uso de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil. A Rede Hospitalar da Cassems ampliou sua presença entre as unidades de referência em terapia intensiva no país. Além dos hospitais de Campo Grande e Corumbá, que já vinham recebendo o selo UTI Top Performance nos últimos anos, as unidades de Dourados e Ponta Porã também passaram a integrar a lista de hospitais certificados em Mato Grosso do Sul.
Segundo a Anvisa, os produtos são apresentados como injetáveis da classe GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas têm origem desconhecida e não oferecem garantia de qualidade ou segurança. Em nota, o órgão alertou
que esses medicamentos não devem ser utilizados em nenhuma hipótese, já que não há comprovação sobre composição, eficácia ou condições de fabricação.
A agência orienta que profissionais de saúde e consumidores comuniquem a identificação desses produtos aos canais oficiais da Anvisa ou à vigilância sanitária local. O tema também ganhou atenção após uma operação policial no Rio de Janeiro. Na última segunda-feira (13), um ônibus vindo do Paraguai foi interceptado com carga irregular, incluindo anabolizantes e cerca de mil frascos de canetas emagrecedoras com substância tirzepatida. Na ação, um casal foi preso em flagrante por comercialização ilegal dos produtos no país.
Concedido pelo sistema Epimed Monitor e pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o selo reconhece as Unidades de Terapia Intensiva que apresentam alta eficiência, bom desempenho clínico e uso adequado de recursos, com foco em segurança e qualidade assistencial. Com isso, quatro dos sete hospitais certificados em Mato Grosso do Sul pertencem à Rede Própria da Cassems. Em Campo Grande, o reconheci-
mento inclui ainda a UTI Cardiológica, apontada no texto como a única do Estado com essa certificação. Gerente do Hospital da Cassems em Corumbá, Pedro Fernandes afirmou que o reconhecimento reflete o cuidado prestado aos pacientes. “Receber o selo UTI Top Performance, pelo terceiro ano consecutivo, é motivo de grande satisfação para todos nós da Cassems de Corumbá. Esse reconhecimento reforça que estamos oferecendo cuidado
de alta qualidade, com atenção dedicada à segurança e aos resultados clínicos dos nossos pacientes”, disse. O diretor de Unidades Hospitalares da Caixa dos Servidores, Eliezer Branquinho, atribuiu o resultado ao trabalho conjunto das equipes e aos investimentos feitos na estrutura hospitalar. “Esse sucesso é resultado do trabalho coletivo, de cada profissional que atua em nossos hospitais. Esse comprometimento, o aprimoramento dos processos e os in-
vestimentos em equipamentos de última geração garantem esse padrão de excelência”, afirmou.
Presidente da Cassems, Ricardo Ayache destacou que a certificação reforça o modelo adotado pela instituição na expansão e manutenção da rede própria, inclusive no interior do Estado. “Quatro hospitais nossos terem o certificado UTI Top Performance representa o reconhecimento de que estamos no caminho certo”, declarou.
Equipes reforçam ações de combate à chikungunya em municípios e aldeias de Mato Grosso do Sul.
Foto:
Vacinação de cães e gatos é principal forma de prevenir a raiva, segundo a Sesau.
Anvisa proíbe
Foto: Messias Ferreira
Hospitais da Cassems em quatro cidades de MS receberam certificação nacional por desempenho em UTIs.
Empréstimo de US$ 200 mi para rodovias de MS avança e recebe aval final da União
Articulação de parlamentares fora da base de Riedel ajudou a destravar financiamento do Bird para obras em estradas de Mato Grosso do Sul
O empréstimo internacional de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1 bilhão, para recuperação e manutenção de rodovias de Mato Grosso do Sul avançou nos últimos dias e recebeu autorização formal da União. O recurso será destinado ao programa Rodar MS, voltado à melhoria da segurança viária, da resiliência climática e da conservação de estradas em diferentes regiões do Estado.
O pedido do governo estadual, que estava parado, começou a andar na semana passada após articulação do deputado federal Vander Loubet (PT), da senadora Soraya Thronicke (PSB) e do senador Nelsinho Trad (PSD), todos fora da base de apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
Segundo Vander, o avanço ocorreu depois de conversa com o governador. “O governador Eduardo Riedel falou comigo sobre o projeto e conversei com a Casa Civil do
governo Lula para encaminhar o pedido”, afirmou. Ainda de acordo com o deputado, houve sinal positivo, com a exigência da presença de Riedel em Brasília para a assinatura. Como se trata de um empréstimo internacional com garantia da União, a operação também precisava passar pelo Senado. Com o prazo perto do vencimento, a bancada de Mato Grosso do Sul conseguiu com o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União), a tramitação acelerada do pedido, sem passagem pela Comissão de Assuntos
Colheita da soja entra na fase final e plantio do milho já chega a 99,5% em MS
Clima afetou lavouras no sul, mas chuvas de março ajudaram na recuperação em outras regiões Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica
A safra de soja 2025/2026 se aproxima do fim em Mato Grosso do Sul, enquanto o plantio do milho segunda safra já está praticamente concluído no Estado. Os dois movimentos ocorrem de forma simultânea e marcam um momento decisivo no calendário agrícola. De acordo com levantamento do Projeto SIGA-MS, da Aprosoja/MS, até o dia 10 de abril, 94,9% da área de soja já havia sido colhida. No mesmo período, o plantio do milho atingiu 99,5% da área prevista. O ritmo da colheita, no entanto, varia entre as regiões. No sul, os trabalhos estão mais avançados, com 99,3% da área já colhida. Na sequência aparecem as regiões centro, com 91,7%, e norte, com 82,7%.
Apesar do avanço, a qualidade das lavouras não é uniforme. Segundo o levantamento, 56,8% das áreas são consideradas em boas condições, enquanto 27,6% estão em situação regular e 15,6% apresentam desempenho ruim.
Os melhores resultados se concentram nas regiões norte e nordeste, onde mais de 64% das lavouras estão classificadas como boas. Já no sul e sudeste, o cenário é mais desafiador, com maior presença de áreas em condição regular.
Na região sul, por exemplo, 41,2% das lavouras são avaliadas como boas, contra 44,2% classificadas como regulares. No sudeste, 45,5% estão em boas condições e 41,7% em situação intermediária.
O desempenho foi impactado por condições climáticas adversas registradas no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, períodos prolongados de estiagem — os chamados veranicos — afetaram mais de 640 mil hectares, principalmente em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.
A chegada das chuvas em março trouxe alívio para parte das lavouras. Em regiões do centro, norte e oeste, os volumes variaram entre 150 e 380 milímetros, o que contribuiu para uma recuperação parcial da produtividade. Enquanto a soja entra na reta final da colheita, o plantio do milho segunda safra já se aproxima do encerramento. A região sul atingiu 100% da área prevista, enquanto o centro registra 99,4% e o norte 96,3%. Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o início mais lento do plantio foi consequência direta do
Econômicos.
Na etapa final, o Ministério da Fazenda publicou no Diário Oficial da União a autorização para a operação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, o Bird. O despacho trouxe as manifestações da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, assinadas pelo ministro substituto Rogério Ceron de Oliveira.
A autorização conclui um processo iniciado em outubro de 2024, quando o governo de Mato Grosso do Sul enviou à
Assembleia Legislativa o pedido para contratar o empréstimo com garantia da União. O projeto foi aprovado no mês seguinte. De acordo com o governador Eduardo Riedel, o contrato com o Banco Mundial deveria ser assinado até 20 de abril, inclusive de forma remota, se necessário. “O Banco Mundial não tem problema. Ele falou: ‘Eduardo, a gente assina domingo’. Eu falei, também não tem problema. Assino domingo, segunda, feriado. Isso não é problema”, disse durante agenda na Expogrande.
O governo estadual também publicou decreto criando a Unidade de Gerenciamento do Programa, coordenada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), para administrar o contrato de empréstimo. A estrutura terá apoio da Agesul. O programa Rodar MS prevê manutenção, adaptação das rodovias à resiliência climática e melhoria da segurança viária. Neste ano, o plano inclui a recuperação de 1,8 mil quilômetros de estradas, com investimento de R$ 340 milhões em recursos próprios, além do financiamento internacional.
As ações previstas alcançam rodovias em municípios como Água Clara, Amambai, Aquidauana, Bela Vista, Campo Grande, Coxim, Iguatemi, Maracaju, Miranda, Porto Murtinho, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas, entre outros. O avanço da operação mostra que, mesmo fora da base do governo estadual, parlamentares da bancada federal tiveram papel decisivo para destravar o financiamento dentro do prazo e viabilizar um dos principais investimentos previstos para a infraestrutura rodoviária de Mato Grosso do Sul.
Associação Comercial promove 11ª
Rodada de Negócios
Empresários terão encontros rápidos e direcionados para ampliar parcerias, fortalecer o networking e impulsionar resultados
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) realizará a 11ª Rodada de Negócios na próxima quinta-feira (dia 23 de abril), às 18h30. Empresários e gestores interessados em participar podem se inscrever pelo Whatsapp (67) 9 9931-0993. O evento ocorrerá na sede da entidade, localizada na Rua XV de novembro, em frente à Praça Ary Coelho, no centro da Capital.
O evento auxilia a criar parcerias comerciais e fortalecer o ambiente empresarial local. Ao todo, 35 empresas participarão do evento. Durante a rodada, os participantes terão encontros rápidos e direcionados com outros empreendedores presentes, criando um espaço estratégico para troca de experiências, apresentação de produtos e serviços e geração de prospecções de negócio.
na quinta-feira
Durante o encontro, os profissionais podem se beneficiar de diversas formas, como, por exemplo, explorar e conquistar novos fornecedores, compradores e parceiros, além de, também, criar conexões com outros empresários e compartilhar conhecimento, vivências e diferentes práticas no ambiente empresarial. É uma oportunidade para expandir o networking, estabelecer colaborações, construir parcerias e impulsionar o crescimento da empresa.
“A rodada proporciona uma aproximação das empresas, gerando conexões diretas e abrindo portas para novas oportunidades comerciais que muitas vezes não surgiriam no dia a dia. Para os empresários de Campo Grande, especialmente os pequenos e médios, esse tipo de iniciativa permite visibilidade, networking qualificado e geração imediata de negócios”, afirma o presidente da ACICG, Renato Paniago. Para Letícia Pereira Hajiyev, sócia-proprietária da
TFLOW Campo Grande, o evento trouxe bons resultados. “Já participamos de duas Rodadas de Negócios da ACICG e desde a nossa primeira participação, formamos vínculos e parcerias que nos deram muitos frutos, aumento de vendas e carteira de clientes, além da visibilidade no cenário comercial de Campo Grande. Somos muito gratos à ACICG pelo apoio e por nos proporcionar eventos que realmente fazem a diferença no nosso negócio”, afirmou.
Prazo para adesão ao PSA Conservação é prorrogado até 30 de abril no Estado
Programa paga produtores que preservam vegetação nativa no Pantanal
Produtores rurais de Mato Grosso do Sul ganharam mais prazo para aderir ao Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – subprograma Conservação, voltado à preservação do bioma Pantanal. A inscrição, que terminaria anteriormente, foi prorrogada e agora pode ser feita até o dia
30 de abril de 2026, ampliando a possibilidade de participação de proprietários rurais interessados na iniciativa. O programa prevê remuneração para produtores que mantêm áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei, reconhecendo práticas de conservação associadas à
atividade rural. O valor do incentivo é de R$ 55,47, com limite de até R$ 100 mil por CPF ou até R$ 300 mil por grupo econômico ao ano. Podem participar proprietários de imóveis localizados no bioma Pantanal que atendam aos critérios do edital, como inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e regularidade ambiental. A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Funar/MS),
responsável pelos pagamentos, também atua no suporte técnico e na orientação aos produtores interessados. Segundo o coordenador de projetos, Pedro Cristofori, a prorrogação amplia a chance de adesão e fortalece práticas sustentáveis na região. A recomendação é que os interessados busquem informações com antecedência para garantir a inscrição dentro do novo prazo. O atendimento pode ser feito pelos contatos disponibilizados pela fundação.
atraso na colheita da soja.
Colheita da soja avança para o fim enquanto plantio do milho segunda safra é praticamente concluído em MS.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula, governador Eduardo Riedel, ministros, senadores e deputados durante ato de assinatura.
Foto: Divulgação
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) promove a 11ª Rodada de Negócios.
ADRIANE LOPES
Prefeita de Campo Grande
‘Novos investimentos
e transformação estão chegando para a nossa cidade’
Prefeita de Campo Grande Adriane Lopes destaca recorde de negócios, anuncia avanço de obras em 28 bairros e detalha ações para infraestrutura e saúde na Capital
Direto da Expogrande 2026, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes falou ao A Crítica sobre os impactos econômicos da feira, os investimentos em infraestrutura urbana, os planos de pavimentação e recapeamento em bairros da Capital e os desafios da saúde pública. Na entrevista, a chefe do Executivo municipal destacou o papel da Expogrande como motor de negócios, turismo e inovação, defendeu a parceria entre prefeitura e iniciativa privada e afirmou que a gestão prepara uma nova etapa de obras estruturantes para atender as sete regiões da cidade.
A Crítica: A senhora acompanhou Expogrande desde o primeiro dia. Qual é a importância desse evento para Campo Grande?
Adriane Lopes: É um prazer imenso estar aqui nessa feira tão importante, que é a Expogrande, uma feira que movimenta a cidade, traz a diversificação da economia e que traz os campograndenses também para esse espaço, que é um espaço cultural e de negócios para Campo Grande. Nós estamos aqui, sim, desde o primeiro dia, trabalhando muito, gerando novas oportunidades, conectando pessoas, empresários e abrindo esse estande da prefeitura para lançar obras estruturantes de grande relevância para a Capital.
A Crítica: A Expogrande tem mostrado, mais uma vez, sua força econômica, com reflexos inclusive na hotelaria e na atração de investimentos. Como a prefeitura tem participado desse processo?
Adriane Lopes: Com certeza. Quando nós sentamos com o presidente da Acrissul, o Guilherme havia problemas históricos em 2023, quando retomamos a feira juntos, porque a prefeitura é parte desse processo, e não apenas um órgão punitivo e fiscalizador, mas uma ponte para o desenvolvimento da cidade. Nós trouxemos o estande da prefeitura para dentro desse programa, para se tornar esse ponto de apoio dentro da Expogrande, onde temos ali um gabinete e, durante todo o dia, agendas importantes para a cidade.
A Crítica: Neste ano, a feira também tem dado destaque à tecnologia. O que isso representa para o município?
Adriane Lopes: Hoje a feira tem um tema voltado para a tecnologia. Nós estamos com o Parque Tecnológico de Campo Grande aqui, com sete estados fazendo parte, mais de 44 empresas, trazendo, por meio das startups, aceleração para o agro e também para outras áreas e atividades da cidade. Acredito que esse trabalho feito em parceria, essa construção da prefeitura com a iniciativa privada e com a
Acrissul, traz uma resposta muito positiva para Campo Grande.
A Crítica: E os primeiros resultados já aparecem, inclusive nos negócios fechados dentro da própria feira.
Adriane Lopes: Sim. Fiquei sabendo, que o volume de negócios que já foram realizados dentro da feira já bateu o recorde do ano passado. Isso é muito bom. E nem acabou ainda. Ainda temos alguns dias, mas isso é muito importante para a cidade.
A Crítica: A senhora também citou a presença de delegações internacionais na Expogrande. Como essas conexões podem beneficiar Campo Grande?
Adriane Lopes: Nós tivemos no nosso estande recepcionando delegações dos países da América do Sul. A Argentina, por exemplo, abre um escritório aqui agora e já começa a fazer negócios com Campo Grande, gerando oportunidades, gerando empregos, conexão com a Rota Bioceânica. São 24 cidades, e nós queremos explorar isso no sentido de trazer essas cidades para cá, porque Campo Grande é a maior cidade entre elas. Queremos trazer essas pessoas para visitar nossa cidade, explorar turisticamente e economicamente. Porque uma pessoa, quando vem visitar Campo Grande, se hospeda em hotel, vai a um shopping, ao centro da cidade ou a um restaurante. Isso é muito positivo para o comércio.
A Crítica: Campo Grande mudou muito nos últimos anos e hoje oferece mais opções de lazer, cultura e turismo. Isso ajuda a transformar a cidade em destino, e não apenas em ponto de passagem?
Adriane Lopes: Com certeza. Nós estamos trabalhando bastante. O desafio da cidade é gigantesco. Nós estamos sendo impactados pelas mudanças climáticas e, nesta semana, tivemos uma chuva torrencial que nos pegou de surpresa. Em 20 minutos, choveu o que poderia chover em metade do mês de abril. A cidade tem problemas, mas nós estamos trabalhando com a nossa equipe técnica diuturnamente para sanar esses problemas e trazer esse desenvolvimento tão esperado pelos moradores, comerciantes e empresários da Capital.
A Crítica: Na semana passada, foi assinada uma operação de crédito com a Caixa Econômica Federal para investir R$ 136 milhões na primeira etapa de obras de pavimentação asfáltica em Campo Grande. O que esse pacote representa para a população?
Adriane Lopes: Esse foi um grande desafio já no primeiro ano da gestão para a qual fui eleita. Nós trabalhamos muito com cortes de gastos, otimizando recursos, aplicando melhor os recursos para a cidade. E hoje nós tivemos esse benefício, que vai trazer obras estruturantes, que é o maior pedido da população da nossa cidade, nas sete regiões de Campo Grande, em
28 bairros. A gente lança agora a licitação. A partir do momento em que foi liberado o recurso, já começamos a trabalhar com a área de licitações para levar essas melhorias às sete regiões.
A Crítica: Então a população já pode esperar o início dessas intervenções nos próximos meses?
Adriane Lopes: Com certeza. São 148 ruas da cidade que receberão obras de drenagem e pavimentação. São mais de 44 quilômetros de asfalto novo para Campo Grande. E o melhor de tudo é que isso vai acontecer nas sete regiões. Nós estamos contemplando a cidade no seu contexto, ouvindo os moradores dos bairros e entendendo que é possível, sim, quando se trabalha com seriedade e responsabilidade, trazer inovação e novas formas de trabalho.
A Crítica: A senhora também tem defendido um novo modelo para enfrentar um problema histórico da Capital, que é a questão dos buracos. O que muda agora?
É um planejamento que visa transformar Campo Grande de forma estruturante e que muda a realidade dos bairros
Adriane Lopes: Além das obras estruturantes, que terão um impacto gigantesco para os moradores de Campo Grande, nós também estamos propondo um modelo novo para lidar com os buracos. É o recapeamento, onde vamos investir recursos juntamente com a bancada federal e com o Governo do Estado para trazer uma solução definitiva. O asfalto da cidade é muito velho. Nós enfrentamos desafios com um asfalto que parece casca de ovo, feito no passado sem a qualidade necessária.
A Crítica: Muita gente fica desacreditada e pensa que o problema volta na próxima chuva. O recapeamento vai oferecer uma durabilidade maior?
Adriane Lopes: É isso, ao invés de tapar o buraco, nós vamos recapiar uma avenida. Uma avenida recapiada tem garantia de cinco a oito anos. Nós vamos começar pelos principais acessos aos bairros e dar início a esse trabalho diferenciado. A partir do momento em que você faz o recapeamento daquela rua, na próxima chuva ela não vai
abrir o pavimento. Isso traz segurança e melhoria na qualidade de vida nas sete regiões de Campo Grande.
A Crítica: A prefeitura também anunciou que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul vai acompanhar a qualidade dessas obras. Como vai funcionar essa parceria?
Adriane Lopes: Toda a obra implementada terá a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com seus cientistas e técnicos, avaliando a qualidade do serviço prestado pela nossa gestão. E isso é inédito, Carlos. Inédito para a Capital, inédito no Brasil, ter a aferição dos órgãos fiscalizadores, mas também uma universidade trazendo respaldo para todo o trabalho que a gente prestar, para que os próximos prefeitos ou prefeitas não sejam impactados com a mesma situação que eu estou vivenciando hoje.
A Crítica: Quais regiões e bairros serão contemplados nessa primeira etapa?
Adriane Lopes: Nós temos bairros nas diferentes regiões da cidade. Na região Anhanduizinho, por exemplo, Guarandi 2, Los Angeles, Vila Nogueira e Vila Amapá, além do Parque Residencial Lisboa e Porto Galo. Na região Bandeira, Jardim Auxiliador e Residencial Itatiaia. Na região Lagoa, Jardim Santa Emília, São Conrado, Ouro Verde 1 e 2 e Vila Kellen. Também Jardim Sol Poente, Portal das Laranjeiras, Residencial Tarumã e Jardim Tarumã. Na região Prosa, o Grande Noroeste receberá um trabalho grandioso. Na região Segredo, Vila Nossa Senhora Aparecida e Vila Bosque da Saúde. E ainda teremos patrulhamento mecanizado em Rochedinho e Anhanduí, melhorando as vias não pavimentadas.
A Crítica: Além do asfalto, a prefeitura também pretende investir em outras estruturas importantes nessas regiões?
Adriane Lopes: Sim. Temos a troca de pontes de madeira, que é uma obra que muitos prefeitos não quiseram fazer no passado, mas hoje nós estamos aplicando essa mudança, trazendo a garantia de que aquela ponte, numa chuva, não será levada. É um trabalho sério, feito pela nossa Secretaria de Obras, dentro de um planejamento com muita transparência para levar melhoria e qualidade de vida para todos os moradores. Nessa primeira etapa, são quase 80 mil moradores contemplados.
A Crítica: O planejamento da prefeitura prevê investir até R$ 500 milhões em pavimentação até 2028. Isso mostra que
essa será uma das principais marcas da gestão?
Adriane Lopes: Sem dúvida. É um planejamento que visa transformar Campo Grande de forma estruturante. Não estamos falando apenas de ações pontuais, mas de investimentos que mudam a realidade dos bairros e ajudam a resolver problemas históricos da cidade.
A Crítica: Depois da infraestrutura, uma das maiores preocupações da população é a saúde. Durante a campanha, a senhora já dizia que daria atenção especial a essa área. O que a população pode esperar agora?
Adriane Lopes: A saúde de Campo Grande, historicamente falando, é um problema, mas não é só de Campo Grande, é um problema do Brasil. Há uma demanda maior do que os recursos financeiros que os municípios dispõem para investimento. Hoje, Campo Grande tem 946 mil habitantes, chegando a 1 milhão, mas nós atendemos 1 milhão e 600 mil pessoas. Então, o recurso da cidade é limitado, mas o número de atendimentos ultrapassa o número de moradores da Capital.
A Crítica: Diante dessa pressão, como a prefeitura pretende avançar no atendimento e nos serviços?
Adriane Lopes: O que nós estamos fazendo é buscar a parceria do Governo do Estado, integrar o Estado a essa situação, pedir mais recursos para o Governo do Estado e para o Governo Federal, para que a gente possa continuar avançando em cirurgias, exames eletivos e melhorando a qualidade do serviço. O secretário Marcelo Vilela, que está à frente da pasta, tem uma programação diferenciada para a realização de exames e cirurgias. Nós vamos estar no dia a dia dos hospitais, operando e melhorando o atendimento. Esse é um grande desafio, não só para Campo Grande, mas para o Brasil.
A Crítica: Para encerrar, que mensagem a senhora deixa para a população de Campo Grande neste momento em que a cidade se prepara para receber novas obras e investimentos?
Adriane Lopes: É um momento de mudança, é um momento de implementar novas ações. A nossa equipe está pronta e preparada para esse desafio. Novos investimentos e transformação estão chegando para a nossa cidade. E eu quero agradecer esse espaço para que a gente possa comunicar às pessoas as mudanças e as obras que vão acontecer.
Exposição de Fernando Castilho traz reflexão sobre violências do cotidiano
Festival da Carne cresce e reforça a identidade do sul-mato-grossense
Quarta edição do evento está prevista para acontecer no dia 25, 26 e 27 de setembro no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande
A força da pecuária em Mato Grosso do Sul não se limita aos negócios fechados nos leilões ou aos números do agronegócio. Ela atravessa o cotidiano, chega à mesa e se transforma em parte da identidade regional. Foi exatamente dessa relação direta que nasceu o Festival Internacional da Carne, como explicou a produtora de eventos e empresária Márcia Marinho durante a Expogrande 2026. Ao comentar sobre o evento ao jornal A Crítica, Márcia construiu uma linha simples, mas reveladora, para explicar essa conexão. “Quando a gente fala de Expogrande, fala de leilões. Quando fala de leilões, fala de pecuária. E quando fala de pecuária, fala de carne, de churrasco, coisa boa, que o sul-mato-grossense gosta de comer”, afirmou. Para ela, o festival é consequência natural dessa cadeia, e não uma ideia desconectada da realidade local.
Esse ponto, segundo a organizadora, foi essencial desde o início. A proposta nunca foi
criar algo artificial ou distante do público, mas organizar e valorizar um hábito já presente no dia a dia. O consumo da carne, especialmente no churrasco, já fazia parte da rotina, o festival surge, então, como uma forma de reunir, potencializar e dar visibilidade a esse costume. Com o tempo, o que era uma iniciativa voltada à gastronomia ganhou dimensão maior. “O Festival da Carne passou a ocupar espaço no calendário e a atrair público de diferentes perfis, sempre mantendo como base a identidade regional. É um festival gastronômico que já entrou no calendário anual do campo-grandense e do sul-mato-grossense”, destacou Márcia. No ano passado, a 3ª edição do Festival Internacional da Carne, foi um sucesso absoluto de público. O evento destacou-se por atrair milhares de pessoas com mais de 30 estações gastronômicas, 200 assadores, shows gratuitos e forte valorização da cultura sul-mato-grossense, se con -
solidando como referência nacional.
A consolidação, no entanto, não aconteceu de forma imediata. Segundo ela, foi resultado de um processo contínuo, construído a partir da resposta do público e da conexão com o tema. O reconhecimento veio justamente porque as pessoas se identificaram com o evento, não como algo novo, mas como algo que já fazia parte da própria cultura.
Outro ponto reforçado por Márcia é que o festival não se limita à experiência gastronômica. Ele também aproxima diferentes elos da cadeia produtiva da carne, criando um espaço de integração entre quem produz e quem consome. Essa aproximação ajuda a fortalecer o setor e amplia a compreensão do público sobre a importância da pecuária para o estado. “A feira reúne os principais atores do agronegócio e evi-
dencia a dimensão da pecuária em MS. Ao mesmo tempo, mostra como essa produção não termina no campo, mas se estende até o consumo, reforçando a ligação com eventos como o Festival da Carne. O evento funciona porque traduz, de forma direta, o que já está presente na vida das pessoas”, explica. Marcando presença na Expogrande neste ano de forma mais “enxuta”, o Festival da
Carne está no Tendél e está reunindo mais de 30 estações gastronômicas, oferecendo cortes nobres e exóticos, como jacaré, avestruz, búfalo e peixe pirarucu, além de suínos e carnes tradicionais. Para este ano, a 4ª edição do Festival Internacional da Carne está confirmado para os dias 25, 26 e 27 de setembro no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande e com entrada gratuita.
A idealizadora do Festival Internacional da Carne, Márcia Marinho, falou em entrevista ao estande do jornal A Crítica na Expogrande 2026
Evento aposta em novidades como queijo de tereré e gelato de pequi em Rochedinho
Evento será realizado nos dias 8 e 9 de maio e reforça Rochedinho como vitrine da produção artesanal e do turismo rural
A 9ª Festa do Queijo, em Rochedinho, foi lançada oficialmente na quarta-feira (15), durante a Expogrande, com a proposta de reforçar a força da produção artesanal e ampliar o alcance do evento como vitrine da economia local. Marcada para os dias 8 e 9 de maio, a festa chega a mais uma edição apostando não só nos tradicionais queijos, mas também em novidades que ajudam a renovar o interesse do público, como o queijo de tereré e o gelato de pequi. O lançamento reuniu autoridades, produtores rurais, expositores e moradores da comunidade, em um encontro que antecipou parte do que o público deve encontrar durante a programação. Além dos queijos artesanais, os expositores apresentaram produtos como doces, doce de leite e gelatos, mostrando a diversidade da produção local e o espaço crescente para inovação dentro da
culinária regional. Mais do que uma agenda gastronômica, a Festa do Queijo segue sendo tratada como um evento ligado à identidade de Rochedinho. Durante o lançamento, a prefeita Adriane Lopes destacou o peso cultural e econômico da festa para a região. “A Festa do Queijo já faz parte da identidade de Rochedinho. É um evento que movimenta a economia, valoriza quem produz e mantém viva a nossa cultura”, afirmou. Entre os produtores presentes, um dos destaques foi Alceu Cabral, conhecido pela produção do chamado queijo de tereré. Atuando há anos em Jaraguari e em processo de mudança para Rochedinho, ele apontou a festa como uma oportunidade importante para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal. “A Festa do Queijo é uma grande vitrine para quem produz. Ajuda a divulgar nosso trabalho e valoriza a produção
COMÉRCIO
os expositores apresentaram produtos como
Semana S 2026 abre inscrições no MS com shows, oficinas, palestras e serviços gratuitos
Programação entre 11 e 18 de maio terá atividades para empresários e público geral, com ações em Campo Grande
A Semana S 2026 está com inscrições abertas em Mato Grosso do Sul. Realizado de 11 a 18 de maio pelo Sistema CNC-Sesc-Senac, em parceria com federações estaduais e sindicatos empresariais, o evento terá programação gratuita voltada tanto para empresários quanto para a população em geral.
No Estado, a agenda inclui shows, palestras, workshops, oficinas, serviços de saúde e bem-estar, além de praça de alimentação com food trucks e ativações com distribuição de brindes das instituições que integram o Sistema Comércio MS. Em Campo Grande, as atividades para empresários e trabalhadores do comércio acontecerão no dia 15 de maio, no Senac Hub Academy, com palestras, workshops e oficinas. Já no dia 16, a programação será voltada ao público em geral, com atrações culturais no Sesc Teatro Prosa e um grande show no Parque das Nações Indígenas, organizado pelo Sesc MS. Encerrando a agenda, no
artesanal”, disse.
A proposta de unir tradição e novidade também apareceu em outros produtos apresentados no lançamento. O gelato de bocaiuva e o gelato de pequi chamaram atenção como exemplos de como ingredientes regionais podem ganhar novas versões e ampliar o apelo do evento para diferentes públicos.
Esse movimento foi ressaltado pelo secretário municipal de Cultura e Turismo, Valdir Gomes, que destacou o papel da festa na valorização da cultura local e no incentivo ao turismo rural. Para ele, a presença de produtos regionais com propostas criativas ajuda a fortalecer o evento e a ampliar o potencial econômico da produção de Rochedinho.
A dimensão afetiva da festa também apareceu nos relatos de quem acompanha o evento de perto. A jovem Rebeca Rodrigues, neta de produtores de doce de leite, destacou a relação familiar com a produção artesanal e o simbolismo da festa para quem cresceu nesse ambiente. “Eu cresci vendo minha família produzir doce de leite, então a festa tem um significado muito especial pra gente. É uma forma de manter essa tradição viva”, afirmou.
Entre os visitantes do lançamento, a artesã Maria Auxiliadora resumiu o sentimento de parte da comunidade ao falar da expectativa pela nova edição. “Eu estava com saudade da festa. Queria sentir um pouco desse gostinho de novo e já entrar no clima desse evento que a gente gosta tanto”, contou.
Também participaram do lançamento a vice-prefeita Camilla Nascimento, o secretário da Sear, Darci Caldas, o
deputado estadual Lídio Lopes e outras lideranças. A presença de autoridades e produtores reforçou o peso que a Festa do Queijo passou a ter não apenas como celebração local, mas como espaço de estímulo à economia e à permanência de tradições ligadas ao campo. O diferencial desta edição está justamente nesse encontro entre memória, produção artesanal e criatividade. Ao mesmo tempo em que preserva produtos já associados à identidade
de Rochedinho, a festa abre espaço para novidades que ajudam a atualizar a experiência do público e a fortalecer a imagem do distrito como polo de gastronomia regional. Com data marcada para os dias 8 e 9 de maio, a expectativa é de que a 9ª Festa do Queijo reúna visitantes em torno de sabores já conhecidos e de lançamentos que mostram como a produção local segue se reinventando sem perder a ligação com suas origens.
dia 17 de maio, será realizada uma corrida de rua. Segundo o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, a proposta é ampliar o alcance do evento no Estado. “A Semana S já é um evento consolidado em Mato Grosso do Sul, um verdadeiro marco para o setor do comércio e para a sociedade. É um momento de integração entre o comércio e a população, oferecendo serviços gratuitos e oportunidades para todos. Em 2026, vamos ampliar ainda mais nosso impacto, com ações voltadas para as necessidades específicas de cada região”, afirmou. No ano passado, a Semana S impactou mais de um milhão de pessoas em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, foram cerca de 2,5 mil atendimentos e a participação de mais de 500 empresários, números usados pela organização para reforçar a importância do evento para a economia local e para a aproximação entre o setor produtivo e a sociedade. As inscrições são gratuitas.
Lançamento da Festa do Queijo antecipou produtos que estarão no evento, como queijo de tereré e gelato de pequi.
Além dos queijos artesanais,
doces, doce de leite
Exposição de Fernando Castilho traz reflexão sobre violências do cotidiano
Mostra ‘A violência nossa de cada dia’ vai até 04 de maio, na Galeria de Vidro, em Campo Grande
A violência contra a mulher
é o ponto de partida da primeira exposição de Fernando Castilho como artista visual, mas não limita o alcance da mostra. Em ‘A violência nossa de cada dia’, o arquiteto e professor propõe uma reflexão sobre agressões visíveis e invisíveis que atravessam o cotidiano e se manifestam nas relações sociais, profissionais e familiares. A abertura foi realizada no dia 15 de abril, na Galeria de Vidro, espaço localizado dentro da Plataforma Cultural, em Campo Grande.
A mostra reúne 20 obras em acrílica sobre papel e marca a estreia de Castilho nas artes visuais. Com formas diretas, cores intensas, gestos rápidos e
texturas densas, o artista constrói um conjunto que se afasta da contemplação tradicional e concentra a atenção no que considera essencial: a denúncia de sistemas de violência, explícitos e implícitos, presentes na sociedade.
Segundo Fernando Castilho, a proposta não se restringe à violência mais evidente. “Não se trata apenas da violência explicita, mas daquela que se infiltra nas palavras, nos gestos e nos silêncios. Uma violência difusa, naturalizada, que habita nossas relações profissionais, familiares e sociais – muitas vezes sem que reconheçamos como tal”, afirma. A exposição parte da indignação diante da violência de
INAUGURAÇÃO
CULTURA
em Campo Grande
Unidade na Avenida Gunter Hans será a 11ª da rede em Mato Grosso do Sul e terá açougue, padaria, peixaria e autoatendimento
O Fort Atacadista vai abrir no dia 22 de abril uma nova loja em Campo Grande, desta vez no bairro Tijuca. A unidade funcionará a partir das 7h na Avenida Gunter Hans, em frente ao terminal Aero Rancho, e marca a chegada da 11ª operação da rede em Mato Grosso do Sul.
A nova loja ocupa o espaço onde antes funcionava uma unidade do Comper e passou por reformulação para adotar o modelo de atacarejo da rede. A aposta do Grupo Pereira é ampliar a oferta de produtos e serviços para moradores da região e também para pequenos comerciantes, em um ponto considerado estratégico pela empresa. Instalada em uma área de vendas de 1.922 metros quadrados, a unidade terá sortimento voltado a diferentes perfis de consumo, com mercearia, bebidas, perfumaria, limpeza e bazar. O foco da operação é reunir variedade, preços competitivos e serviços que facilitem a rotina de compra.
Entre os destaques está o setor Açougue Carne Fresca, com cortes bovinos e suínos frescos, não maturados, embalados em porções fracionadas.
A loja também contará com a Padaria Fort, com pães, bolos, doces, salgados, cucas, itens artesanais e pão francês produzido diariamente.
A unidade do Tijuca terá ainda uma peixaria exclusiva, com oferta de peixes frescos e frutos-do-mar, além de setor de assados, com frango e carne
bovina prontos para consumo. Outra novidade é o espaço de frios fatiados na hora, com produtos como queijo prato, muçarela, mortadela, presunto cozido, peito de peru e salame. No setor de frutas, legumes e verduras, a promessa é de produtos frescos e ações promocionais às quintas-feiras. A estrutura da loja inclui 13 checkouts tradicionais e 9 terminais de autoatendimento, totalizando 22 pontos de venda. Para atender os clientes, o Fort Atacadista também disponibilizará estacionamento com 114 vagas em frente à loja. A operação contará ainda com serviço de televendas, pelo número (67) 3303-3850, e atendimento pelo ZAP Fort, no telefone (67) 92704-305. Diretora de Operações do Fort Atacadista, Fátima Camilo afirmou que a nova unidade representa a ampliação do modelo da rede para uma região importante da Capital. “O Fort Atacadista no Tijuca simboliza nosso desejo de oferecer o melhor do atacarejo com a
qualidade que nossos clientes esperam. Estamos trazendo para o Tijuca e região não apenas uma loja, mas um conceito completo que combina preços acessíveis, produtos frescos e serviços diferenciados. Acreditamos que essa nova unidade será um pilar importante para o desenvolvimento local e uma grande aliada para os pequenos negócios da região”, disse. A empresa também vai oferecer o Vuon Card, cartão próprio do Grupo Pereira, com possibilidade de parcelamento em itens de bazar, promoções exclusivas e descontos em diferentes categorias. Outro projeto mantido na nova unidade será o Troco Solidário, iniciativa social da rede que arrecada doações a partir de R$ 0,01, destinadas a instituições filantrópicas locais. Com a nova abertura, o Fort Atacadista amplia sua presença em Campo Grande e reforça a estratégia de expansão da rede no Estado, agora com uma loja voltada ao atendimento de consumidores da região do Tijuca e bairros vizinhos.
gênero, do machismo estrutural e da misoginia, mas amplia esse debate para alcançar outras marcas de brutalidade que, muitas vezes, passam despercebidas. A intenção é provocar um deslocamento no olhar do público, levando o visitante a pensar não só no que vê, mas também no quanto participa, reproduz ou convive com essas violências no dia a dia.
Mais do que denunciar, a mostra propõe uma pausa para reflexão. As obras tensionam situações naturalizadas e convidam o público a pensar sobre as formas de interromper a repetição silenciosa da crueldade nas relações cotidianas.
Fernando Castilho é formado em arquitetura e urbanismo no Rio de Janeiro, em 1980, e foi aluno das artistas plásticas e carnavalescas Rosa Magalhães e Maria Augusta Rodrigues. Ao longo da trajetória, lecionou no
curso de arquitetura por mais de três décadas, foi coautor da revitalização da Morada dos Baís e Anexo, em 1993, e integrou a equipe responsável pelo Plano Local das Zonas de Interesse Cultural do Centro, em Campo Grande. Também participou da II Bienal de Arquitetura de São Paulo, em 1993, com o trabalho Fragmentos Neobarroco, e da exposição Alterações Climáticas: a paz e os seres vivos, em 2024, na Capital. Agora, com ‘A violência nossa de cada dia’, Castilho apresenta ao público sua primeira individual como artista visual.
A exposição poderá ser visitada até o dia 4 de maio, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h, e aos sábados, das 7h30 às 12h, na Galeria de Vidro, na Avenida Calógeras, 3015, dentro da Plataforma Cultural.
Fundação de Cultura abre seleção para levar arte para as escolas de tempo integral
em MS
Chamamento público prevê parceria com organização da sociedade civil para oficinas e vivências artísticas em escolas estaduais de ensino médio
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul abriu chamamento público para selecionar uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos interessada em executar o projeto Ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral no Estado de Mato Grosso do Sul.
A iniciativa prevê a realização de oficinas, vivências e residências artísticas em escolas estaduais de ensino médio em tempo integral.
A proposta será desenvolvida em parceria com o Programa Arte e Cultura na Escola, da Secretaria de Estado de Edu-
cação, e envolve ações em linguagens como música, dança, teatro, literatura, audiovisual e artes visuais. O objetivo é ampliar o acesso de estudantes às atividades culturais dentro do ambiente escolar. Segundo a publicação, o projeto prioriza escolas localizadas em territórios com maior vulnerabilidade socioeconômica e cultural, com base em indicadores do Índice Territorial dos Comitês de Cultura e do INSE, do Inep. A intenção é garantir acesso mais equitativo às artes, valorizar identidades afro-brasileiras, indígenas e populares e fortalecer a ligação entre educação, cultura e comunidade.
As entidades interessadas deverão encaminhar os projetos exclusivamente em formato eletrônico, por meio da plataforma Prosas. Conforme o edital, somente seguirão para a fase de habilitação os participantes mais bem classificados na etapa de seleção, até a quarta colocação, desde que atinjam no mínimo 70% da pontuação prevista nos critérios de julgamento.
Para executar o objeto do Termo de Colaboração, a organização candidata poderá apresentar projeto no valor de até R$ 1.044.112,09, incluindo todas as despesas necessárias à realização das atividades. A diretora de Memória e Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura, Melly Sena, afirmou que o edital representa um marco para a instituição em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. Segundo ela, a proposta deve alcançar mais de 6 mil jovens em 43 municípios de Mato Grosso do Sul, com foco especial em estudantes em situação de maior vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e áreas rurais de difícil acesso. De acordo com o cronograma divulgado, as inscrições seguem até 12 de maio. A seleção dos projetos está prevista para os dias 14 e 15 de maio, com publicação dos resultados em 19 de maio. O resultado definitivo e a homologação devem sair em 12 de junho, e a formalização do termo de colaboração está marcada para 15 de junho.
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Nova unidade do Fort Atacadista no bairro Tijuca abre as portas no dia 22 de abril, em Campo Grande
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Edital da Fundação de Cultura prevê ações artísticas em escolas estaduais de tempo integral de Mato Grosso do Sul
Kia Carnival 2026 abandona V6 e vira híbrida por R$ 684.990
A Kia lançou no Brasil a nova Carnival 2026 exclusivamente na versão híbrida, com motorização mais eficiente e 245 cv. O preço parte de R$ 684.990 e representa a primeira minivan híbrida da marca no país, com foco em consumo reduzido e conforto familiar.
Expogrande vira vitrine de tecnologia automotiva e acirra a disputa na conquista por produtor rural
A Expogrande 2026, em Campo Grande, se tornou vitrine para o setor automotivo, com montadoras exibindo veículos de tecnologia avançada para produtores rurais cada vez mais conectados, acirrando a disputa por esse público no Parque de Exposições Laucídio Coelho.
A Expogrande 2026 ampliou seu papel além do agronegócio e se consolidou também como vitrine para o setor automotivo, com montadoras disputando a atenção de um público cada vez mais conectado e exigente. No Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, veículos com tecnologia avançada passaram a dividir espaço com máquinas e soluções do campo.
A presença de recursos como condução semi-autônoma, conectividade total e sistemas híbridos reforça uma mudança no perfil do consumidor rural, que já convive com tecnologias como GPS de precisão, automação e inteligência artificial no dia a dia da produção. Tecnologia do agro impulsiona demanda por inovação nos carros
No estande da Bamaq GWM, a estratégia é justamente conectar essa evolução do campo ao universo automotivo. A concessionária apresenta veículos com foco em tecnologia embarcada, conforto e eficiência energética.
“Multimídia
conforto de outro nível… é outra experiência de dirigir”, destaca a equipe da marca.
Entre os modelos expostos estão o TANK 300 Hi4-T, com motorização híbrida e 394 cavalos de potência, a picape Poer P30 e o SUV Haval H9. Os veículos contam com sistemas ADAS nível 2+, que oferecem assistência à condução, além de telas multimídia de grande dimensão e integração com smartphones.
Conectividade e eficiência entram no radar do produtor
A presença desses modelos evidencia a mudança de comportamento do público da feira. Além da robustez tradicional, passam a ser valorizados itens como conectividade digital, eficiência no consumo e redução de emissões. Os sistemas híbridos apresentados buscam justamente esse equilíbrio entre desempenho e sustentabilidade, atendendo a um perfil de consumidor que exige tecnologia sem abrir mão da funcionalidade no dia a dia.
Expogrande amplia espaço para negócios e inovação
A presença do setor automotivo na feira acompanha a própria transformação do agronegócio, cada vez mais tecnológico e integrado a diferentes áreas da economia
Além da exposição de veículos, as marcas utilizam o evento como plataforma para apresentar soluções, fortalecer posicionamento e oferecer condições comerciais específicas para o público presente.
A Expogrande segue até o domingo, dia 19 de abril, reunindo expositores, negócios e inovação em Campo Grande, e reforçando seu papel como um dos principais espaços de conexão entre o agro, a tecnologia e o mercado.
Perkal de MS atinge nota máxima da GM e se destaca no Brasil
No meio de centenas de concessionárias espalhadas pelo país, uma empresa de Mato Grosso do Sul chamou atenção da própria General Motors. O Grupo Perkal Chevrolet foi o único do Brasil a atingir 100 pontos nos dois principais programas de avaliação da montadora em 2025.
O reconhecimento foi entregue na noite da última quinta-feira (16), durante a Conferência 2026 “Arena”, evento nacional da rede Chevrolet. A Perkal alcançou pontuação máxima no Franchise Meeting e no Top Partner, da GM Financial, que avaliam desempenho comercial, atendimento, processos internos e resultados financeiros.
Na prática, não é só sobre vender mais. A avaliação mede como a concessionária funciona como um todo. E, nesse conjunto, a Perkal conseguiu nota máxima em todos os critérios. Fundada em 1976, em Campo Grande, a empresa completa 50 anos em 2026 e hoje mantém unidades também em Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina. Ao longo dos anos, já vinha sendo reconhecida com o selo Padrão A da Chevrolet, mas o resultado mais recente coloca a empresa em outro patamar. Dentro de uma rede com centenas de concessionárias, nenhuma outra atingiu o mesmo desempenho em 2025. O prêmio entregue à empresa destaca isso de forma direta: a Perkal foi a única do país a alcançar a pontuação máxima nos dois programas ao mesmo tempo. O resultado consolida a concessionária sul-mato-grossense como um dos principais cases de gestão da rede Chevrolet no Brasil.
que surpreende, sistemas de condução semi-autônoma,