Com o objetivo de incentivar a prática esportiva de servidores públicos e comunidade em geral, neste domingo (29), será realizado o lançamento oficial da 4ª edição da Corrida dos Poderes, com uma programação pensada para toda a família. O evento acontecerá na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, a partir das 16h30.
Um dos destaques da programação é o “treinão”, ideal para quem deseja entrar no clima esportivo e se preparar para a prova oficial, que costuma ocorrer em outubro. A concentração está marcada para às 16h30, com largada às 17h, contemplando caminhada de 3km e corrida de 5 km. A programação também contará com apresentação musical ao vivo de Guga Borba e banda, marcada para às 18h30. Para as famílias, haverá espaço kids dedicado às crianças, além de sorteio de brindes para os participantes. Data: Hoje / Local: Concha Acustica Helena Meireles / Horas: 16h30
Lula
Visita de Lula a Capital para a COP15 e agenda prevista de Flávio Bolsonaro na Expogrande transformam o Estado em vitrine política de uma disputa nacional que já produz reflexos no cenário local
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Campo Grande, no último domingo (22) e a visita prevista do senador Flávio Bolsonaro
(PL) a Mato Grosso do Sul em 14 de abril colocam o Estado no radar imediato da sucessão presidencial e elevam a temperatura de um tabuleiro político
que, até pouco tempo, parecia concentrado apenas nas articulações para o governo estadual e para o Senado.
Em menos de um mês, os dois nomes mais fortes da disputa nacional aparecem diante de um eleitorado estratégico, em um Estado simbólico para o agronegócio, para a pauta ambiental e para a direita conservadora.
Lula desembarcou em Cam-
po Grande para participar da sessão especial da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, a COP15, evento de caráter internacional que deu ao governo federal a oportunidade de associar sua imagem à agenda ambiental e ao Pantanal. Na ocasião, o presidente assinou decretos que ampliam o Parque Nacional do Pantanal MatoGrossense e a Estação Ecoló-
gica de Taiamã, reforçando o discurso de proteção da biodiversidade e da liderança brasileira em fóruns multilaterais. Já Flávio Bolsonaro tem chegada prevista a Mato Grosso do Sul em 14 de abril, com roteiro ainda não oficialmente fechado, mas com indicação de encontro com apoiadores e passagem pela Expogrande, principal feira agropecuária do Estado.
Deputados aprovam reajuste de 3,81% para servidores estaduais em votação dividida
Prova
Governo zera imposto de importação de quase mil produtos sem oferta nacional
INSS libera auxílio por incapacidade temporária sem perícia presencial
Mulheres de MS têm até terça-feira para entrar em programa do Sebrae
Campanha do Agasalho quer arrecadar 50 mil peças
'Quero contribuir com a minha
afirma André ao confirmar
VEJA NA PÁGINA 7•A
Foto: Rafael Rodrigues
Veja na página
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja - cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% - em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoascompõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica no mesmo lugar?
“Ecótono Triplo” que desafia a justiça e a ciência
Alexandre Vilas Boas Farias (*)
Introdução: O enigma da compensação ambiental O que acontece quando a natureza ignora as linhas rígidas que traçamos nos mapas? Na biologia, as fronteiras raramente são nítidas, mas no Direito, a precisão é uma exigência de segurança jurídica. Este é o cerne de um dilema complexo que tramita na 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). De um lado, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL); do outro, um produtor rural em busca de regularizar sua Reserva Legal. O conflito gira em torno de uma questão fundamental: como aplicar a regra de “equivalência de biomas” em um território onde três mundos ecológicos convergem, desafiando a lógica burocrática tradicional?
O fenômeno do “Ecótono Triplo”: onde três mundos se encontram
A Estação Ecológica (ESEC) Colorado, situada em uma área de preservação integral de 13.389,14 hectares, não é uma floresta uniforme. De acordo com os registros técnicos, a unidade é um mosaico territorial de extrema raridade. Mais do que uma simples reserva, ela funciona como um corredor ecológico estratégico, conectando-se ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro para garantir o fluxo gênico da biodiversidade regional.
Essa área é o que chamamos de “ecótono triplo”. Juridicamente, essa condição não é uma mera opinião biológica, mas um fato regulado e validado pelo seu Plano de Manejo, aprovado pela Portaria Municipal nº 1.237/2025. Reconhecer a importância dessas zonas de transição é vital, pois elas funcionam como “laboratórios vivos” onde as características do Pantanal, do Cerrado e da Mata Atlântica coexistem.
“A ESEC Colorado é um ECÓTONO TRIPLO de extrema importância, pois abriga espécies e características ambientais do Pantanal, do Cerrado e da Mata Atlântica em um único espaço protegido.” — Plano de Manejo (Portaria Municipal nº 1.237/2025).
A surpreendente Mata Atlântica no coração do interior Para o público leigo, a Mata Atlântica é um bioma exclusivamente litorâneo. No entanto, Mato Grosso do Sul guarda um segredo botânico fundamental para o Direito Ambiental: o estado abriga a maior área contínua de Mata Atlântica no interior do país.
O ponto chave aqui são as Florestas Estacionais. Pela Lei da Mata Atlântica (Lei Federal nº 11.428/2006), essas formações são tecnicamente integrantes do bioma, o que valida sua proteção legal mesmo a milhares de quilômetros da costa. O próprio IMASUL reconhece essa complexidade ao notar que, embora regiões como a Serra da Bodoquena e Bonito apresentem um aspecto visual de “Cerradão”, elas contêm manchas significativas e legalmente protegidas de Mata Atlântica.
Ficção jurídica vs. realidade ecológica: o conflito de normas O debate central reside na aplicação do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), que exige a compensação de Reserva Legal no “mesmo bioma”. A controvérsia surge quando se exige uma “estrita equivalência”, ignorando que, na ESEC Colorado, o terreno pertence juridicamente aos três biomas de forma simultânea. Aqui entra o conceito de competência concorrente suplementar.
OAtravés da Lei Estadual nº 6.160/2023, que instituiu a AUR-Pantanal (Área de Uso Restrito), o Estado não está contrariando a norma federal, mas sim “densificando-a”. Ao definir que aquela macrozona é constituída por tipologias vegetais do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, o legislador local atende a uma peculiaridade geográfica única. Assim, compensar um déficit de Cerrado em um ecótono triplo não é uma manobra, mas o cumprimento da regra em um cenário de alta complexidade: o proprietário compensa em uma área que a lei define, simultaneamente, como o bioma exigido. O “perigo inverso”: quando a pausa na proteção causa mais dano
No Direito, o periculum in mora inverso ocorre quando a suspensão de uma medida gera um risco sistêmico maior do que sua continuidade. No caso da ESEC Colorado, paralisar as compensações ambientais cria um “limbo jurídico” perigoso.
A suspensão interrompe processos de doação de terras já consolidados, onde o Município de Aquidauana já figura como donatário de diversas áreas. Isso não apenas gera insegurança para produtores de boa-fé, mas retroage para desestabilizar negócios jurídicos perfeitos. Mais grave ainda: ao travar a regularização fundiária via compensação, enfraquece-se a consolidação territorial de unidades essenciais, como o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, prejudicando a proteção efetiva que se pretendia resguardar. Conclusão: um olhar para o futuro da conservação O caso da ESEC Colorado nos obriga a repensar a interface entre Direito e Ecologia. A conservação eficaz não pode ser refém de uma visão cartográfica simplista que ignora a riqueza dos ecótonos. A segurança jurídica e a proteção ambiental devem caminhar juntas, utilizando instrumentos legítimos que reconheçam a “densificação” das normas para proteger a realidade científica dos ecossistemas. A biodiversidade não conhece as divisões burocráticas dos nossos códigos. Diante disso, fica a provocação: será que nossas leis estão prontas para a complexidade da biodiversidade que pretendem proteger, ou estamos tentando encaixar a natureza em caixas burocráticas pequenas demais?
(*) Alexandre Vilas Boas Farias é Advogado atuante há mais de vinte anos. Sócio do escritório Vilas Boas Farias Advogados Associados. Graduado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC – SP). Especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET). Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Autor de diversos artigos publicados em revistas jurídicas. Recebeu várias homenagens, destacando-se a Moção de Congratulação outorgada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em reconhecimento aos trabalhos realizados no âmbito jurídico no Estado; e a Moção de Congratulação outorgada pela Câmara Municipal de Campo Grande/MS pelos relevantes serviços prestados à sociedade campo-grandense.
Brasil: o país obcecado pelas migalhas do presente
Thaís Vieira de Souza (*)
Brasil é a última coca gelada do deserto, mas parece não saber disso. Ou melhor, insiste em não acreditar nisso.
Essa descrença no futuro é fruto da cultura do imediatismo, um comportamento que tem raízes em nossas origens. Nunca sofremos com intermináveis e rigorosos invernos, terremotos ou grandes guerras. Para garantir a sobrevivência, bastava plantar 365 pés de mandioca. E talvez essa seja a nossa “maldição”! Nos países do Hemisfério Norte, onde há neve e guerras, as pessoas precisam desenvolver estratégias de sobrevivência; pensando e decidindo racionalmente, desenvolvem naturalmente uma cultura de planejamento no longo prazo. Não por acaso, são sociedades mais ricas do que nós.
O pensamento a longo prazo oferece mais soluções e oportunidades do que o imediatismo. Em clima de urgência, não temos controle do processo decisório e fazemos más escolhas.
A cultura do imediatismo molda nossas crenças negativamente, e passamos a desacreditar em dias melhores. Simplesmente nos contentamos em trocar o banquete de um futuro brilhante por migalhas no presente.
Hoje, no Brasil, a educação é, de longe, a maior vítima do imediatismo, pois exige 10 ou 15 anos de sacrifícios contínuos antes que tenhamos a chance de desfrutar dos primeiros benefícios por ela proporcionados.
Sem educação de qualidade, não há ganhos de produtividade; sem eles, não há crescimento econômico ou aceleração sustentável de prosperidade.
O imediatismo nos leva a sermos exportadores de commodities, ao invés de pensarmos neste processo estrategicamente. Somos os maiores exportadores mundiais de mais de uma dezena de commodities, tais como: grãos, açúcar, café, carnes, fumo e celulose. Se agregássemos valor a estas mercadorias e aos recursos turísticos naturais inigualáveis que temos, essa mudança dobraria nosso PIB em 20 anos. Para tal, teríamos que acrescentar 2 a 3 milhões de técnicos à nossa força de trabalho. Isso requer aumento do desempenho educacional. Somos um dos últimos grandes países que ainda não passou pelo ciclo de crescimento educacional. Os países que passaram pelo ciclo ganharam aproximadamente 25 anos de crescimento de 5% ao ano, apenas devido aos ganhos de produtividade. Estudos americanos indicam que 80% dos nossos estudantes não atingem o nível básico do PISA em leitura e matemática. Se atingíssemos esse patamar, acrescentaríamos US$ 27 trilhões à nossa economia até o fim deste século. Precisamos começar a alinhar os interesses imediatistas dos nossos estudantes com os interesses de longo prazo do nosso potencial econômico. Nem que seja pagando para que tirem melhores notas!
*Thaís Vieira de Souza é autora de “A maldição da mandioca”, uma ficção econômica que reflete sobre o futuro do país e analisa as dificuldades culturais que impedem o desenvolvimento do Brasil.
Governo zera imposto de importação de quase mil produtos sem oferta nacional
Medida aprovada pela Camex incluiu medicamentos, insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, lúpulo e produtos de nutrição hospitalar
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agrícolas, insumos industriais e itens usados na área hospitalar.
O governo federal decidiu zerar o imposto de importação de quase mil produtos sem fabricação no país ou com produção insuficiente para abastecer o mercado interno. A medida foi aprovada na última quinta-feira (26), em reunião do Comitê -Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GecexCamex), e alcançou itens usados nas áreas de saúde, agricultura, indústria e tecnologia.
Entre os produtos beneficiados estiveram medicamentos voltados ao tratamento de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de fungicidas e inseticidas usados no controle de pragas, insumos da indústria têxtil, lúpulo para a produção de cerveja e produtos destinados à nutrição hospitalar. A decisão buscou reduzir custos de importação em setores considerados estratégicos e com oferta limitada no mercado brasileiro.
A lista também reuniu 970 itens de bens de capital e de informática e telecomunicações, dos quais 191 em caráter provisório. Esse grupo inclui máquinas, equipamentos e componentes usados pela indústria e por empresas de tecnologia. No fim de fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços já havia recuado da alta de tarifas sobre parte desses produtos após reação negativa. Na mesma reunião, o Gecex aprovou ainda a aplicação de tarifa antidumping por cinco anos sobre etanolaminas importadas da China e sobre resinas de polietileno vindas dos Estados Unidos e do Canadá. No caso das resinas, o comitê informou que optou por reduzir o valor da medida ao nível da tarifa provisória que já estava em vigor, para evitar pressão maior sobre a cadeia produtiva.
Gasolina sobe nos postos mesmo sem reajuste oficial da Petrobras e pressiona inflação
Levantamentos da ANP mostraram alta de 5,9% em três semanas, mesmo sem aumento anunciado pela estatal; avanço deve pressionar a inflação de março
Mesmo sem reajuste formal da Petrobras para a gasolina, o preço do combustível subiu nas bombas nas últimas semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Depois de custar, em média, R$ 6,28 por litro no fim de fevereiro, a gasolina passou para R$ 6,30 na primeira semana de março, chegou a R$ 6,46 na semana seguinte e alcançou R$ 6,65 no levantamento de 21 de março. No período, a alta acumulada foi de cerca de 5,9%.
A elevação ocorreu em meio ao avanço das cotações do petróleo no mercado internacional, num cenário de tensão externa, mas especialistas ouvidos pelo mercado avaliam que esse não é o único fator por trás do movimento. Hoje, a Petrobras já não concentra sozinha a formação de preços ao consumidor, porque parte do refino está nas mãos da iniciativa privada e a distribuição também passou a ter maior participação de outras empresas. Com isso, aumentos podem
O que muda com a nova lei contra facções criminosas
Nova regra endureceu o tratamento a integrantes de organizações criminosas, restringiu benefícios penais e ampliou instrumentos de investigação e integração policial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última terça-feira (24), a lei de combate às facções criminosas, com dois vetos. A nova regra ampliou o rigor contra integrantes e chefes de organizações criminosas, ao prever penas mais altas, dificultar o acesso a benefícios penais e reforçar mecanismos de controle e troca de informações entre forças de segurança. A proposta havia sido enviada pelo governo ao Congresso em novembro do ano passado e foi aprovada pelo Legislativo em fevereiro.
Pelo texto, passou a ser considerada facção criminosa a organização de três ou mais pessoas que use violência, ameaça ou intimidação para dominar territórios, pressionar moradores e autoridades ou atacar serviços e estruturas essenciais. A lei estabeleceu punições mais severas para as lideranças, com penas de 20 a 40 anos de prisão, além da exigência de cumprimento mais rígido da pena. Também determinou que chefes dessas organizações fiquem em presídios de segurança máxima, inclusive em casos de prisão preventiva. A nova legislação ainda restringiu benefícios como anistia, indulto, fiança e liberdade condicional para integrantes dessas organizações. Outro ponto aprovado foi a autorização para
que audiências de custódia sejam feitas por videoconferência, com conversa prévia e reservada entre o preso e a defesa. O texto também criou o Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas, com integração obrigatória às bases estaduais, e reforçou a cooperação entre Polícia Federal, estados e União no combate ao crime organizado. Lula vetou dois trechos do projeto. Um deles previa a possibilidade de enquadrar pessoas na nova lei mesmo sem comprovação de vínculo com facções, ponto que o governo considerou inconstitucional e capaz de gerar insegurança jurídica. O outro destinava recursos e bens apreendidos do crime organizado a um fundo dos estados e do Distrito Federal. Nesse caso, o Planalto argumentou que a medida reduziria receitas da União em um momento de maior demanda por verbas para segurança pública e sistema prisional.
STF limita ‘penduricalhos’ da magistratura e magistrados criticam impacto da decisão
Entidade dos magistrados afirmou que medida atingiu cerca de 18 mil juízes, reduziu rendimentos e pode afetar a atratividade da carreira
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a 35% do teto do funcionalismo os chamados penduricalhos pagos à magistratura e ao Ministério Público. A medida foi definida na última quarta-feira (25) e, segundo a entidade, terá efeito imediato sobre a remuneração de cerca de 18 mil magistrados, com impacto previsto a partir de abril de 2026. Em nota, a associação disse ver com “profunda discordân-
cia e preocupação” o resultado do julgamento. Para a AMB, a decisão atingiu verbas reconhecidas ao longo de décadas por instâncias administrativas e pelo Conselho Nacional de Justiça, com respaldo legal. A entidade sustentou ainda que a mudança compromete a previsibilidade das regras da carreira e pode trazer reflexos para o funcionamento da Justiça. No julgamento, o STF barrou uma série de pagamentos que não estavam previstos em lei, entre eles licenças compen-
chegar aos postos mesmo sem anúncio direto da estatal. No caso da gasolina, o último ajuste da Petrobras havia sido uma redução de 5,2%, em janeiro. Já o diesel teve aumento de 11,6% nas refinarias em 13 de março, o que também ajudou a elevar o preço ao consumidor. Para analistas, a dinâmica do mercado, a composição do combustível vendido nos postos — que inclui etanol anidro — e a estratégia de revenda influenciam o valor final pago
pelo motorista. O impacto mais forte dessa alta deve aparecer na inflação oficial de março. Economistas avaliam que o IPCA-15 divulgado na quinta-feira (26) ainda captou apenas parte do avanço, porque o período de coleta inclui semanas em que os preços estavam mais comportados. Já no IPCA fechado do mês, a expectativa é de uma contribuição maior da gasolina, com estimativas de alta entre 2,8% e 3,5% no item.
Embora a escalada internacional do petróleo tenha ampliado a pressão sobre os combustíveis, especialistas ponderam que não é possível atribuir toda a alta observada nos postos apenas ao conflito externo. Margens de revenda, custos ao longo da cadeia e o comportamento de outros componentes do combustível também ajudam a explicar o aumento, que voltou a pesar no orçamento dos consumidores e deve reforçar a inflação nas próximas semanas.
satórias, auxílios natalinos e indenizações por acervo. A AMB argumentou que esses benefícios vinham sendo concedidos com base em precedentes dos tribunais superiores e alertou para a possibilidade de efeitos desiguais entre magistrados de diferentes ramos e regiões do Judiciário.
A associação também afirmou que a carreira enfrenta sobrecarga de trabalho e perda no poder de compra dos salários. Segundo relatório técnico entregue ao Supremo por uma comissão formada por representantes dos Três Poderes, o teto do funcionalismo poderia estar hoje em R$ 71,5 mil caso tivesse sido corrigido pela inflação desde 2006, o que indicaria defasagem real de 54%.
Preço da gasolina avançou nos postos ao longo de março, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras para o combustível.
Redução da tarifa de importação atingiu medicamentos, produtos
LIBERDADE É O ÚNICO CAMINHO!
Quem decide o que você deve pensar?
“Todas as tentativas do Estado de influenciar as conclusões de seus cidadãos sobre assuntos controversos são más.” Essa frase de Friedrich Hayek nos coloca diante de uma pergunta simples, mas poderosa: até onde o Estado pode ir sem invadir a sua consciência?
Quando o governo deixa de apenas garantir direitos e passa a influenciar o que você deve pensar, ele ultrapassa um limite perigoso. Porque não estamos mais falando de leis ou serviços públicos. Estamos falando de ideias, valores e opinião.
E isso já acontece no Brasil de forma silenciosa. Seja por meio de campanhas, conteúdos direcionados, materiais “educativos” ou decisões que pressionam o discurso público, o Estado começa a moldar o que é aceitável pensar e o que deve ser rejeitado.
O problema é que, quando o poder define o que é verdade, o cidadão perde sua autonomia. E sem autonomia, não existe liberdade.
O problema é que, quando o poder define o que é verdade, o cidadão perde sua autonomia.
Uma sociedade livre depende do confronto de ideias, do debate aberto e da responsabilidade individual de buscar a verdade. Quando esse processo é substituído por uma “verdade oficial”, o resultado é previsível: menos questionamento, mais controle.
Como cristão, acredito que a verdade não pode ser imposta, ela precisa ser buscada. A Bíblia nos ensina que a verdade liberta, mas essa liberdade só existe quando há espaço para pensar, questionar e escolher.
Por isso, qualquer tentativa do Estado de influenciar consciências, ainda que com boas intenções, deve ser vista com cautela. O caminho da perda de liberdade quase sempre começa assim: não com imposição direta, mas com direcionamento sutil.
No fim, a pergunta permanece:
Você está formando suas próprias convicções ou apenas repetindo aquilo que foi moldado para você?
Friedrich Hayek foi um economista e filósofo austríaco, um dos maiores defensores da liberdade no século XX. Autor de O Caminho da Servidão, alertou sobre os riscos do crescimento do Estado e da centralização do poder, mostrando como isso pode levar, aos poucos, à perda da liberdade individual.
Coronel David pede ampliação de vagas em curso da PM para destravar promoções
Deputado defendeu aumento de 230 para 447 vagas na formação de sargentos e, como alternativa, sugeriu novo curso ainda em 2026
O deputado estadual
Coronel David (PL) apresentou ao governo de Mato Grosso do Sul um pedido para ampliar o número de vagas do Curso de Formação de Sargentos da Polícia Militar. A proposta foi encaminhada na quinta-feira (26) ao governador Eduardo Riedel, ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e ao comandante-geral da PM, coronel Renato dos Anjos Garnes. A medida buscou acelerar promoções na carreira e ajudar na recomposição do efetivo da corporação. Pelo edital em andamento, o curso previa 230 vagas, mas o parlamentar defendeu a abertura de mais 217, elevando o total para 447. O pedido foi feito com base em uma demanda da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (Aspra-MS), que apontou lentidão no avanço funcional de parte da tropa. Segundo os dados apresentados, ao menos 217 terceiros-sargentos já estavam aptos à promoção para se-
Romão Avila Milhan Junior é reconduzido ao comando do MPMS para o biênio 2026-2028
Nomeação foi oficializada pelo governo do Estado após eleição interna; nova gestão anunciou foco em tecnologia, inteligência e valorização de servidores
O promotor de Justiça Romão Avila Milhan Junior foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para o biênio 2026-2028. A nomeação foi oficializada na última quarta-feira (25), em publicação no Diário Oficial do Estado, após a escolha do nome pelos integrantes da instituição em eleição realizada no dia 20 de março. Ele recebeu 96,13% dos votos totais e a totalidade dos votos válidos. O resultado da votação foi entregue ao governador Eduardo Riedel na segunda-feira (23), etapa que formalizou o processo de recondução ao cargo. A posse estava prevista para maio de 2026. A escolha confirmou o apoio interno à permanência de Romão Avila Milhan Junior à frente do Ministério Público estadual por mais dois anos.
Para o novo mandato, a proposta apresentada pela gestão concentrou esforços na modernização da atuação do MPMS. Entre os principais eixos esteve o avanço do projeto LuminIA, voltado ao uso de inteligência artificial em áreas como proteção da infância e juventude e combate à corrupção. A intenção foi automatizar etapas de trabalho e permitir que promotores e procuradores se dedicassem mais à atividade
estratégica. O planejamento também previu atuação orientada por indicadores sociais, com a finalidade de direcionar recursos e esforços para áreas mais sensíveis. Nesse mesmo eixo, a administração anunciou o fortalecimento dos Centros de Apoio Operacional e a ampliação de ferramentas de inteligência, como os sistemas Mercúrio, Hórus Connect e Rede Cronos MP, voltados ao compartilha-
mento de informações e ao apoio investigativo. A nova gestão também indicou prioridade para a estrutura interna da instituição. O plano incluiu reforço na segurança das comarcas do interior, com expansão do programa Mais Prudente, Mais Seguro, além da criação de uma Escola de Liderança e Gestão e de ações permanentes voltadas à saúde mental e ao bem-estar de membros e servidores.
Fábio Trad deixa cargo na Embratur e avança no projeto de disputar o Governo do Estado
Ex-deputado esteve em Brasília para tratar da desincompatibilização e deve oficializar a saída da agência na segunda-feira (31)
O ex-deputado federal Fábio Trad deu mais um passo para viabilizar sua candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul em 2026 pelo PT. Na última quarta-feira (25), ele esteve em Brasília para tratar da saída do cargo de gerente de Controle e Integridade da Embratur, função que ocupava desde 2023. A desincompatibilização é necessária para que ele possa disputar a eleição do ano que vem. A oficialização da saída deve ser publicada no Diário Oficial da União na segundafeira (31). Na Embratur, Trad atuou na área responsável por auditorias, mecanismos de controle interno e políticas de integridade da agência. A mudança encerra esse ciclo administrati-
vo e recoloca o ex-parlamentar de forma mais direta no cenário político.
Nos bastidores, a saída é tratada como o início de uma nova etapa de sua articulação eleitoral. A pré-candidatura de Trad já conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de setores internos do PT, o que fortalece seu nome dentro do partido para a disputa estadual. A partir de agora, a tendência é de intensificação das conversas políticas em Campo Grande e também no interior.
Com a movimentação, Fábio Trad busca transformar o apoio partidário em presença mais ampla no Estado, num momento em que o PT começa a organizar seu palanque
para 2026. A expectativa é de que, fora da estrutura federal, ele amplie a agenda pública e
na construção de alianças para entrar de vez na corrida pelo governo.
gundo-sargento, enquanto cerca de 588 cabos aguardavam progressão havia mais de sete anos. Na avaliação do deputado, a ampliação das vagas no curso atual ajudaria a liberar posições nas graduações seguintes e a restabelecer o fluxo normal da carreira dentro da Polícia Militar. Coronel David também argumentou que o aumento das vagas seria viável do ponto de vista administrativo, já que os modelos híbridos de formação, com etapas presenciais e a distância, permitiriam ampliar a capacitação com menor impacto no orçamento. Ele sustentou ainda que a medida estaria alinhada à política de fortalecimento da segurança pública e à valorização dos profissionais da corporação. Como alternativa, o deputado sugeriu a realização de um novo curso de formação ainda em 2026, caso a ampliação no processo seletivo atual não fosse adotada. A intenção, segundo ele, seria evitar a paralisação das promoções e dar mais previsibilidade à carreira dos militares.
Flávio Bolsonaro deve vir a Campo Grande em abril em agenda ligada à Expogrande
Senador é esperado no Estado no dia 14, em meio à articulação do PL para 2026, embora a visita ainda não tenha sido oficialmente fechada pela direção local do partido
O senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como précandidato à Presidência da República, deve cumprir agenda em Mato Grosso do Sul no próximo mês. A previsão é de que ele esteja em Campo Grande no dia 14 de abril para participar da Expogrande 2026. Integrantes do PL no Estado tratam a vinda como provável, mas a direção regional da legenda afirma que a data ainda não foi oficialmente confirmada.
Se a visita for mantida, será a primeira passagem de Flávio por Mato Grosso do Sul desde que seu nome passou a ser colocado como opção do partido para a disputa presidencial de
2026. A agenda ocorre em um momento de aproximação entre o senador e lideranças sul-matogrossenses da sigla, em meio às conversas sobre o cenário eleitoral nacional e os palanques estaduais.
Neste mês, Flávio se reuniu em Brasília com o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul, e com o governador Eduardo Riedel. O encontro reforçou a aliança política em torno do grupo local e sinalizou a intenção de manter a unidade partidária no Estado. Depois disso, Azambuja voltou a se encontrar com o senador em outras duas ocasiões para discutir os primeiros movimentos da pré-campanha. Além da articulação política, o ex-governador entregou a Flávio um diagnóstico sobre o agronegócio de Mato Grosso do Sul, documento que deverá servir de base para discussões
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Romão Avila Milhan Junior teve a recondução ao comando do MPMS oficializada para o biênio 2026-2028.
avance
Fábio Trad iniciou a saída da Embratur para viabilizar a candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul em 2026.
Flávio Bolsonaro é esperado em Campo Grande em abril, em meio às articulações do PL para a disputa presidencial de 2026.
Após pressão, Câmara adia debate sobre terceirização de unidades de saúde
Ficou acertado que proposta da prefeitura para repassar dois CRSs a OSSs só avançará depois de audiência pública e nova rodada de discussões
Depois da reação de servidores, conselheiros e usuários do SUS, a Câmara Municipal de Campo Grande segurou o avanço da proposta da prefeitura que prevê repassar a gestão de duas unidades de saúde para Organizações Sociais (OSSs). Na prática, o que ficou acertado foi que o tema não seria levado adiante de forma imediata e só voltaria à discussão após uma audiência pública marcada para 9 de abril.
A proposta da prefeitura envolve os Centros Regionais de Saúde do Tiradentes e do Aero Rancho, ambos com atendimento 24 horas. A gestão mu-
nicipal apresentou a ideia como uma experiência de um ano, mas o plano foi recebido com forte resistência por grupos que enxergaram na medida o início de uma terceirização da saúde pública da Capital. A avaliação desses setores é de que, embora as unidades continuem públicas, o comando do serviço sairia das mãos do município. Na reunião realizada na quinta-feira (26), entre vereadores e integrantes do Conselho Municipal de Saúde, prevaleceu o entendimento de que a discussão ainda estava longe de um consenso. Diante disso, ficou definido que a Câmara
abriria espaço para aprofundar o debate antes de qualquer deliberação. O presidente da Casa, vereador Papy, afirmou que não haveria votação apressada e que o assunto só seria analisado depois de a população conhecer melhor o alcance da proposta. A pressão também apareceu no plenário, que foi ocupado por servidores e usuários do SUS contrários ao repasse das unidades. Além da audiência pública, a Câmara acertou ouvir formalmente o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos, na Tribuna Participativa, para apresentar os pontos de rejeição ao projeto. Com isso, o que era tratado inicialmente como um teste administrativo passou a ser discutido como uma mudança sensível no modelo de gestão da saúde pública em Campo Grande.
Pedro Pedrossian Neto vai deixar o
PSD e migrar
para o Republicanos
Deputado estadual confirma mudança de partido, aponta fragilidade da sigla em MS e se alinha ao campo da centrodireita para disputar a reeleição
O deputado estadual Pedrossian Neto confirmou na última sexta-feira (26), em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, que vai deixar o PSD e deve se filiar ao Republicanos para disputar a reeleição em 2026. A mudança já era esperada nos bastidores. Ao explicar a saída, Pedrossian Neto afirmou que a decisão não passa por rompimento pessoal com lideranças da sigla, mas por cálculo po-
lítico e viabilidade eleitoral. Segundo ele, o PSD nacional tem peso, estrutura e protagonismo, mas essa realidade não se repete em Mato Grosso do Sul. “O PSD não lançará chapa de deputado estadual. Sem chapa forte o risco de ter votos e ainda assim ficar sem mandato se tornou alto demais. Para mim, torna-se impossível a permanência, embora goste do PSD”, afirmou. O deputado disse que con-
Projeto que proíbe banheiro feminino para mulheres trans avança e divide vereadores
De autoria do vereador André Salineiro (PL), o texto cria a chamada Política Municipal de Proteção da Mulher Foto: Divulgação
Por diferença de apenas dois votos, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou um projeto que mexe com um tema sensível e provocou forte embate entre os vereadores. A proposta estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas e terminou a votação com 13 votos favoráveis e 11 contrários.
De autoria do vereador André Salineiro (PL), o texto cria a chamada Política Municipal de Proteção da Mulher. Além da regra para banheiros femininos, a proposta também prevê igualdade biológica de condições em testes de aptidão física para seleções e concursos públicos municipais, além de medidas li-
gadas à intimidade, segurança e dignidade das mulheres. Durante a defesa do projeto, Salineiro afirmou que a proposta busca resguardar direitos e evitar situações de risco. “A medida tem caráter preventivo e foi apresentada com o argumento de proteção às mulheres em ambientes públicos”, explica. O texto aprovado ainda determina que a Prefeitura de Campo Grande faça adaptações em estruturas públicas e fiscalize estabelecimentos particulares para garantir o cumprimento das medidas. Outro trecho prevê que o município deixe de conceder apoio ou patrocínio a eventos esportivos que não adotem o sexo biológico como critério para participação.
versou com o governador Eduardo Riedel (PP) e com o ex-governador Reinaldo Azambuja antes de tomar a decisão. Segundo ele, a posição do partido no cenário local se tornou mais delicada diante da dificuldade de montagem de chapas e da leitura política de que a sigla pode não acompanhar a coalizão do governo. A escolha pelo Republicanos não é casual. Pedrossian Neto deixou claro que vê identidade política no partido e citou como referência o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “Está no campo da centrodireita, tal como eu estou, então me identifico com essa linha de trabalho”, afirmou.
PROJETOS
Entre os mais recentes projetos apresentados na na Casa de leis, o parlamentar apresentou neste mês a medida em que os cartórios de MS podem ter de adotar regras contra golpes financeiros aplicados a idosos. A proposta determina que os serviços notariais e de registro de MS adotarão, de forma permanente, medidas preventivas e protetivas para coibir abusos e práticas de violência patrimonial e financeira contra pessoas idosas. Segundo o texto, havendo indícios ou suspeita de violência patrimonial ou financeira contra pessoa idosa em atos praticados perante notários e oficiais de registro, estes comunicarão imediatamente o fato à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado, informando as circunstâncias e os elementos que caracterizem a suspeita.
Jerson Domingos volta à política e admite disputar vaga na Assembleia Legislativa
Filiado ao União Brasil, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE disse que quer retomar a vida partidária com foco em creches, gestão pública e desenvolvimento regional
Jerson Domingos voltou a se colocar no cenário político de Mato Grosso do Sul. Em entrevista concedida na última segunda-feira (23), o ex-deputado estadual e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado confirmou a filiação ao União Brasil e sinalizou disposição para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026. Depois de anos afastado da política partidária, ele afirmou que ainda se considera em condições de contribuir com o Estado. Ex-presidente da Assembleia e nome conhecido da política sul-mato-grossense, Jerson disse que a decisão de retornar passou pela identificação com o partido e pela relação construída com a ex-deputada federal
Rose Modesto. Ao falar sobre a nova fase, procurou adotar cautela, mas deixou claro que a filiação não teve caráter apenas formal e abriu caminho para um possível novo projeto eleitoral. Na entrevista, ele afirmou que a experiência acumulada no Legislativo e no Tribunal de Contas ampliou sua visão sobre os problemas enfrentados pelos municípios, sobretudo nas áreas de gestão, uso de recursos públicos e execução de políticas públicas. Segundo Jerson, muitos entraves das prefeituras não se resolvem apenas com cobrança, mas exigem orientação técnica e soluções compatíveis com a realidade de cada cidade. Entre as bandeiras que pretende defender, caso confirme a candidatura, Jerson destacou
a primeira infância. Ele afirmou que pretende priorizar a ampliação de vagas em creches e defendeu políticas voltadas à proteção de crianças de até 6 anos. Também apontou a necessidade
de discutir o desenvolvimento regional de forma mais equilibrada e de tratar questões ambientais com recortes diferentes, de acordo com as características de cada região do Estado.
Prefeitos de Mato Grosso do Sul vão a Curitiba em busca de soluções para modernizar
Missão técnica reuniu gestores sul-matogrossenses no Smart City Expo para conhecer experiências em inovação, mobilidade, saúde e gestão pública
Prefeitos e representantes de municípios de Mato Grosso do Sul participaram, ao longo da semana, de uma missão técnica em Curitiba para conhecer projetos voltados à modernização da gestão pública. A agenda fez parte do Smart City Expo Curitiba 2026 e reuniu gestores interessados em levar para suas cidades soluções ligadas a tecnologia, eficiência administrativa e melhoria dos serviços oferecidos à população. A comitiva foi organizada pelo Sebrae/MS e pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc, com acompanhamento da Assomasul. O grupo foi liderado pelo presidente da entidade
e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli. Durante a programação, os participantes acompanharam palestras e visitas técnicas em espaços ligados ao planejamento urbano, à inovação e à organização de serviços públicos. Entre os temas apresentados estiveram mobilidade urbana, sustentabilidade, saúde pública, segurança alimentar e uso de tecnologia na administração municipal. Os gestores também conheceram experiências implantadas em Curitiba, cidade que se consolidou como re-
ferência nacional em soluções urbanas. A proposta da missão foi aproximar os municípios sul -mato-grossenses de iniciativas que possam ser adaptadas à realidade local. Além do conteúdo técnico, a viagem também serviu para ampliar o contato entre prefeitos e equipes de diferentes regiões. A avaliação da organização foi de que o intercâmbio de experiências pode ajudar os municípios a encontrar caminhos mais eficientes para enfrentar problemas do dia a dia e melhorar a qualidade de vida da população.
O deputado estadual Pedrossian Neto confirmou que vai deixar o PSD e migrar para o Republicanos
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Pressão de servidores e usuários do SUS fez frear discussão sobre repasse de duas unidades de saúde para OSSs.
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Jerson Domingos confirmou filiação ao União Brasil e voltou a admitir candidatura à Assembleia Legislativa em 2026.
Vereador André Salineiro é autor da proposta
passa a liberar auxílio por incapacidade temporária sem perícia presencial
Nova regra permitiu análise do pedido apenas com atestados e exames e ampliou para até 90 dias o benefício concedido à distância
com análise remota de atestados e exames.
O INSS passou a permitir que trabalhadores peçam o auxílio por incapacidade temporária sem precisar comparecer a uma agência para perícia presencial. A mudança foi oficializada na terça-feira (24), com publicação no Diário Oficial da União, e abriu a possibilidade de análise do benefício apenas com documentos médicos, como atestados, laudos e exames.
Com a nova regra, o segurado envia a documentação e o caso pode ser avaliado à distância por um médico da Previdência. A medida buscou acelerar a concessão do benefício e reduzir a fila de atendimento, sobretudo nos casos considerados mais simples, em que a incapacidade pode ser comprovada sem a presença do paciente.
Outra mudança importan-
te foi a ampliação do prazo do afastamento concedido por análise documental. Antes, esse tipo de liberação tinha limite menor. Agora, em caráter temporário, o auxílio poderá ser concedido por até 90 dias sem perícia presencial. A previsão é de que essa flexibilização tenha validade de 180 dias. Mesmo assim, nem todos os pedidos serão resolvidos dessa forma. Se houver dúvida, necessidade de afastamento por período maior ou repetidas negativas, o trabalhador ainda poderá ser chamado para perícia presencial ou atendimento por telemedicina. O governo também reforçou que os documentos precisam trazer informações completas, como diagnóstico, data e identificação do profissional de saúde, e alertou que o uso de documento falso pode configurar crime.
Frentistas do Estado terão reajuste de 7% e piso chega a R$ 2.498 com periculosidade
Acordo da categoria também prevê aumento no vale-alimentação, prêmio em abril e novos pisos para gerentes
Os trabalhadores em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul terão aumento salarial de 7% com efeito a partir de 1º de março de 2026. O reajuste eleva o piso da categoria e amplia também benefícios previstos na convenção, como vale-alimentação, prêmio indenizatório e regras específicas para gerentes. Com a correção, o piso que era de R$ 1.796,00, acrescido de 30% de adicional de periculosidade, passa para R$ 1.921,72 mais 30%. Na prática, a remuneração mínima da categoria chega a R$ 2.498,24. Para quem recebe acima do piso, o reajuste será definido por negociação, com garantia mínima de 7%.
A convenção também criou dois pisos salariais para os gerentes, igualmente com acréscimo de periculosidade. Já no campo dos benefícios, o cartão alimentação passa a ter valor mínimo de R$ 330,00, com pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte, em um aumento em relação ao valor anterior. Outro ponto previsto é o pagamento de um prêmio de R$ 110,00 até 10 de abril de 2026
Estado caminha para safra recorde de cana com 5 bilhões de litros de etanol
Dados apresentados na Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, indicaram avanço da produção de açúcar e reforçaram o peso do setor na economia estadual
Mato Grosso do Sul entrou na safra 2025/2026 com perspectiva de recorde na cana-de -açúcar. A estimativa apresentada durante a 4ª Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, apontou moagem de 52 milhões de toneladas, volume capaz de levar o Estado a produzir 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões
de toneladas de açúcar. Os números confirmaram a força do setor sucroenergético, hoje um dos principais motores da economia sul-mato-grossense. Os dados também mostraram o avanço de Mato Grosso do Sul no cenário nacional. O Estado já respondeu por 13,5% da produção brasileira de etanol
e teve no etanol de milho uma participação crescente, equivalente a 44% do total fabricado localmente. No ranking nacional, aparece entre os maiores produtores de cana, etanol e açúcar, além de ocupar posição de destaque na exportação de bioeletricidade. Realizada em Nova Alvorada do Sul, município que lidera a produção de cana no Estado, a Expocanas reuniu cerca de 120 expositores e expectativa de público de 10 mil pessoas. O evento serviu para apresentar o balanço da safra, discutir novas tecnologias e reforçar o
ambiente de negócios em torno da cadeia da bioenergia, que mantém trajetória de expansão em Mato Grosso do Sul. Além do impacto na produção, o setor também seguiu com peso importante na geração de empregos e na atração de investimentos. A avaliação apresentada durante a feira foi de que a cadeia da cana consolidou o Estado como um dos polos mais relevantes de energia renovável do país, combinando produção em larga escala, competitividade e papel estratégico na transição para uma matriz mais limpa.
para empregados admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que estejam com contrato ativo na data do depósito. O texto informa que esse valor tem caráter indenizatório, sem incorporação ao salário ou geração de encargos trabalhistas. A convenção ainda prevê adicional de férias de 10% para empregados com mais de quatro anos na mesma empresa, além de gratificação por aposentadoria, que pode chegar a três remunerações para quem tiver oito anos ou mais de vínculo contínuo. Também ficou garantido seguro de vida em grupo, com cobertura mínima de R$ 25 mil em casos de morte ou invalidez. Para o presidente do Sinpospetro/MS, José Hélio da Silva, o resultado demonstra a força da organização sindical e o compromisso com a valorização da categoria. “Essa conquista é fruto de muito diálogo, responsabilidade e firmeza nas negociações. Nosso objetivo sempre foi garantir não apenas a reposição das perdas, mas avanços reais na qualidade de vida dos trabalhadores”, explica.
Acordo firmado na Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, prevê geração de 60 empregos e reforça avanço da cultura no Estado
Mato Grosso do Sul deu mais um passo para ampliar a cadeia do amendoim com a assinatura de um acordo de isenção fiscal para instalar a primeira indústria de beneficiamento do produto no Estado. O termo foi firmado durante a Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, e abriu caminho para a implantação de uma unidade da empresa MS Grãos Nuts no município. O investimento previsto é de cerca de R$ 30 milhões, com geração estimada de 60 empregos diretos. A nova fábrica deverá iniciar as operações em janeiro de 2029 e contará com apoio público por meio de incentivos fiscais e cessão de área. A proposta faz parte da estratégia estadual de atrair empreendimentos ligados à agroindústria e ampliar o processamento local da produção agrícola, em vez de concentrar a atividade apenas no campo. O anúncio ocorreu em um momento de forte expansão do amendoim em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado se consolidou como o segundo maior produtor do país, com mais de 56 mil toneladas colhidas, resultado 176,37%
superior ao ciclo anterior. A área plantada também avançou e ultrapassou 21 mil hectares, impulsionada pelo uso de tecnologia e pelo aproveitamento de áreas de renovação de canaviais. A proposta da empresa é atuar em diferentes etapas da cadeia, desde o estímulo à produção, com possibilidade de parceria com agricultores familiares, até o beneficiamento e a fabricação de derivados, como óleo e doces, voltados ao mercado interno e à exportação. Com a chegada da indústria, Nova Alvorada do Sul passa a ganhar espaço também no setor do amendoim e amplia seu papel como polo de agroindústria no Estado.
Pagamento de março atenderá mais de 86 mil servidores ativos e inativos e seguirá calendário antecipado adotado pelo governo estadual
de Mato Grosso do Sul receberão os salários de março na próxima quarta-feira (1º). A informação foi divulgada na última quinta-feira (26) pelo
Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado. Segundo o calendário informado, os valores estarão disponíveis para saque a partir de quinta-feira (2). O pagamento alcançará mais de 86 mil servidores, entre ativos e inativos. Com isso, o governo estadual manterá a prática de depositar os vencimentos antes do quinto dia útil do mês,
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Amaury Pekelman, Jaime Verruck e Eduardo Riedel: Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, apresentou projeções que colocaram Mato Grosso do Sul diante de uma safra recorde de cana, etanol e açúcar.
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Segurados do INSS passaram a poder pedir auxílio por incapacidade temporária
O reajuste eleva o piso da categoria e amplia também benefícios previstos na convenção
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Acordo assinado na Expocanas marcou a chegada da primeira indústria de beneficiamento de amendoim em MS
Deputados aprovam reajuste
servidores estaduais em votação dividida
Projeto enviado por Eduardo Riedel foi analisado em regime de urgência e expôs divergências entre governistas e parlamentares da oposição
Os deputados estaduais aprovaram, na quarta-feira (25), o projeto do governo de Mato Grosso do Sul que concedeu reajuste de 3,81% aos servidores públicos estaduais. A proposta, enviada pelo governador Eduardo Riedel (PP) no dia anterior, foi votada em regime de urgência e passou por 13 votos favoráveis e 3 contrários, em uma sessão marcada por críticas ao índice apresentado pelo Executivo.
Votaram contra o texto os deputados Zeca do PT, Gleice Jane (PT) e João Henrique Catan (Novo). Apesar de considerar o percentual baixo, o petista Pedro Kemp votou a favor e afirmou que não seria coerente rejeitar qualquer medida de recomposição salarial. A discussão mostrou um plenário dividido entre a defesa de algum reajuste imediato e a avaliação de que o índice ficou
abaixo da necessidade do funcionalismo.
A base do governo sustentou que, mesmo com limitações de receita, a reposição anual foi mantida mais uma vez. Já a oposição questionou a rapidez da tramitação e a insuficiência do percentual. João Henrique Catan tentou elevar o reajuste para 7,79% por meio de emenda, mas a proposta foi rejeitada, o que acirrou o debate em plenário e provocou troca de críticas entre parlamentares. A votação também deixou evidente o embate político em torno da política salarial do governo. Para os defensores do projeto, o reajuste representou a manutenção de um compromisso assumido por Riedel. Para os críticos, o aumento ficou longe de recompor as perdas dos servidores e acabou sendo aprovado sem discussão mais ampla.
Antecipação do 13º do INSS deve injetar R$ 811,7 milhões em MS
Cerca de 400 mil aposentados, pensionistas e outros beneficiários receberão o abono entre abril e o início de junho, conforme calendário do governo federal
Cerca de 400 mil beneficiários do INSS em Mato Grosso do Sul receberão o 13º salário de forma antecipada em 2026. A medida, oficializada por decreto do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, vai liberar R$ 811,7 milhões no Estado e deve reforçar tanto a renda das famílias quanto a movimentação do comércio e dos serviços nos municípios. O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela ficará disponível entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a
segunda será depositada entre 25 de maio e 8 de junho. As datas variarão conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.
Terão direito ao adiantamento os segurados que receberam, ao longo de 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, salário-maternidade ou benefício por incapacidade temporária.
Já os beneficiários do BPC, voltado a idosos de baixa ren-
da e pessoas com deficiência, além dos que recebem Renda Mensal Vitalícia, ficarão fora dessa antecipação. Tradicionalmente pago no segundo semestre, o abono voltou a ser adiantado como forma de colocar dinheiro em circulação mais cedo. Em Mato Grosso do Sul, a expectativa é de que o repasse tenha efeito direto na economia local, especialmente em um período em que milhares de famílias passam a contar com uma renda extra no orçamento.
Presidente do Paraguai busca estreitar negócios com empresários de MS
Visita de Santiago Peña a Campo Grande reforçou movimento de aproximação comercial e abriu espaço para novas parcerias entre os dois lados da fronteira
A passagem do presidente do Paraguai, Santiago Peña, por Campo Grande colocou no centro da conversa o avanço dos negócios entre o país vizinho e Mato Grosso do Sul. Em encontro com empresários na Casa da Indústria, a discussão girou em torno de oportunidades de investimento, integração produtiva e caminhos para reduzir entraves nas relações comerciais entre os dois mercados. A visita ocorreu poucos dias depois de uma agenda de Sérgio Longen, presidente da Fiems, em Assunção. O movimento mostrou uma tentativa de dar sequência às conversas já abertas entre lideranças empresariais e o governo paraguaio.
A avaliação no setor produtivo é de que o Paraguai se tornou um parceiro cada vez mais presente nas estratégias de ex-
pansão de empresas da região. Durante a reunião, empresários de Mato Grosso do Sul puderam apresentar dúvidas e ouvir do governo paraguaio sinais de interesse em aprofundar essa relação. O foco esteve menos em discursos protocolares e mais em temas práticos, como segurança para investimentos, ambiente de negócios e possibilidades de atuação conjunta entre empresas brasileiras e paraguaias.
A aproximação ocorre num momento em que a fronteira ganha peso maior nas decisões econômicas do Estado. Para quem acompanha esse movimento, a tendência é de aumento das parcerias entre os dois lados, tanto no comércio quanto na produção. A visita de Peña, nesse contexto, serviu para reforçar que o Paraguai quer ampliar sua presença nas relações empresariais com Mato Grosso do Sul.
Mulheres de MS têm até terça-feira para entrar em programa do Sebrae
Ciclo 2026 do Sebrae Delas oferece capacitação, mentoria e rede de contatos para empreendedoras em diferentes fases do negócio
Empreendedoras de Mato Grosso do Sul têm até 31 de março para se inscrever no ciclo 2026 do Sebrae Delas, programa voltado ao fortalecimento de negócios liderados por mulheres. A iniciativa oferece capacitações, mentorias e oportunidades de conexão profissional para quem quer abrir, organizar ou expandir a empresa. As inscrições são feitas pela internet, no site do Sebrae/MS. Criado em 2019, o programa já atendeu mais de 15 mil mulheres no Estado e acompanha o avanço do empreendedorismo feminino, que hoje representa 42% dos empresários sul-mato-grossenses. Segundo dados do próprio Sebrae, mais de 160 mil mulheres estão à frente de negócios em Mato Grosso do Sul, movimento que ajudou a ampliar a procura por formação em gestão e apoio na tomada de decisões. Neste ano, o programa foi dividido em três trilhas. A primeira é voltada a mulheres que
estão começando ou ainda estruturando uma ideia de negócio. A segunda atende empresas já formalizadas que buscam melhorar gestão, vendas e presença no mercado. A terceira foi desenhada para quem quer avançar para o comércio exterior, com conteúdos ligados a exportação, importação e práticas de sustentabilidade. Levantamento feito pelo Sebrae no fim do ano passado mostrou que a maior parte das participantes saiu da jorna-
da mais confiante e preparada para alcançar metas. A pesquisa também apontou aumento das conexões profissionais e crescimento de faturamento entre parte das mulheres atendidas. A proposta do programa é justamente oferecer ferramentas para reduzir dificuldades comuns nos primeiros anos de atividade e dar mais fôlego à permanência dessas empresas no mercado. As inscrições podem ser feitas no site: ms.sebrae.com.br.
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Antecipação do 13º do INSS vai alcançar cerca de 400 mil beneficiários em MS e reforçar a economia do Estado.
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Inscrições para o ciclo 2026 do Sebrae Delas seguem abertas até 31 de março para empreendedoras de Mato Grosso do Sul.
Presidente Longen recebeu o presidente Santiago Peña
Deputados estaduais aprovaram reajuste de 3,81% para os servidores em sessão marcada por divergências entre base e oposição.
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Prefeitura
autoriza licitação de R$ 5,4 mi para recapeamento da
Av. Ernesto Geisel
Obra prevista para dois trechos da avenida inclui novo asfalto, adequação de calçadas, drenagem e melhorias na estrutura da via
A Prefeitura de Campo Grande autorizou a abertura da licitação para contratar a empresa que fará o recapeamento da Avenida Ernesto Geisel. O ato foi assinado na manhã de quarta-feira (25), e o investimento previsto para a obra passa de R$ 5,4 milhões. A intervenção abrangerá trechos importantes da via e deverá incluir, além do novo asfalto, serviços de drenagem e acessibilidade.
Na margem esquerda do córrego, a recuperação do pavimento será executada entre a Rua do Aquário e a Avenida Manoel da Costa Lima. Na outra margem, o recapeamento começará também na Rua do Aquário e seguirá até a Rua Pirituba, passando por um trecho da Avenida Vereador Thyrson de Almeida. A proposta é me-
lhorar as condições de tráfego em um dos corredores mais movimentados da Capital. O contrato a ser licitado não ficará restrito à troca do asfalto. A empresa vencedora também deverá executar adequações nas calçadas, instalar bocas de lobo e refazer sarjetas e meiosfios. Com isso, a prefeitura pretende ampliar o alcance da obra e corrigir problemas de estrutura ao longo da avenida. A Avenida Ernesto Geisel concentra fluxo intenso de veículos e pedestres, e a expectativa é de que a intervenção ajude a reduzir desgaste do pavimento e melhore a circulação no entorno. A publicação da licitação no Diário Oficial será o próximo passo para dar início ao processo e definir a empresa responsável pela execução do serviço.
Páscoa na Colônia de Férias da ACICG terá programação gratuita e atividades para família
A programação também inclui apresentações de música ao vivo, com roda de pagode no sábado e no domingo
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A expectativa é receber cerca de 400 pessoas no período. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 9 9820-9584.
A chegada da Páscoa ganha um clima especial em Campo Grande com a programação preparada pela Colônia de Férias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG). Entre os dias 3 e 5 de abril, o clube será palco de uma agenda voltada para famílias, com atividades gratuitas, recreação infantil e atrações que combinam lazer, cultura e tradição.
A proposta é oferecer uma experiência acessível e completa para o público, especialmente para quem busca opções de entretenimento durante o feriado sem sair da cidade. Podem participar apenas associados da ACICG e seus convidados.
Entre os destaques da programação estão os passeios de trenzinho, que acontecem ao longo dos três dias, além de uma oficina de ovos de chocolate com animação do coelho, voltada para o público infantil. A iniciativa busca resgatar o simbolismo da Páscoa de forma lúdica e interativa.
Outro ponto alto será a tradicional caça aos ovos de Páscoa, programada para o domingo (5), que promete envolver as crianças em uma atividade recreativa cheia de significado e diversão. A programação também inclui apresentações de música ao vivo, com roda de pagode no sábado e no domingo, criando um ambiente descontraído para toda a família. Conhecido por oferecer um
Empresa de Roberto Justus negocia investimento em moradias em Campo Grande
Empresa de estruturas em aço apresentou projeto à prefeitura com previsão inicial de até 5 mil casas e geração de empregos na Capital
Campo Grande entrou no radar da Steel Corp, empresa especializada em estruturas industrializadas de aço galvanizado para casas, prédios e galpões. Em reunião com a prefeita Adriane Lopes, na última segunda-feira (22), representantes da companhia apresentaram uma proposta de investimento voltada à habitação. O plano prevê, numa primeira etapa, a construção de 4 mil a 5 mil moradias e a criação de cerca de 300 a 400 empregos diretos e indiretos. O interesse da empresa se apoia em três fatores principais: a demanda habitacional da Capital, o ritmo de crescimento econômico da cidade e a posição estratégica de Mato
Grosso do Sul para atender outros mercados.
A avaliação do grupo é de que Campo Grande pode funcionar não apenas como destino do investimento, mas também como ponto de expansão para estados vizinhos e outras regiões do país.
O modelo apresentado pela Steel Corp aposta em construções industrializadas, sistema que promete reduzir prazo de obra e custo de produção. A proposta é usar a estrutura metálica como alternativa para ampliar a oferta de moradia com mais rapidez. Esse forma-
to, segundo a empresa, pode ganhar escala se houver consolidação da demanda já em negociação.
Além do projeto habitacional, a companhia também estuda instalar uma unidade fabril em Campo Grande. A decisão, no entanto, dependerá do volume de contratos fechados nos próximos passos da negociação. Nos bastidores, a avaliação é de que as conversas avançaram e de que a chegada do empreendimento passou a ser considerada viável, caso a demanda inicial se confirme.
Prova do concurso da ALEMS será aplicada neste domingo na Capital
Mais de 21 mil candidatos disputarão 80 vagas de níveis médio e superior; banca orienta consulta prévia ao local e atenção aos horários
ambiente de lazer e descanso, o clube ainda conta com uma infraestrutura de parque aquático com tobogã, parque infantil, quadras poliesportivas, campo de futebol, área para camping, quiosques e bangalôs. Os visitantes que desejarem aproveitar as piscinas terão que passar por exame médico no local, uma avaliação que terá taxa de R$38,00.
Além das atividades gratuitas, o espaço contará com brinquedos como cama elástica, tobogã inflável e piscina de bolinhas. Para essas atrações, será disponibilizado um passaporte no valor de R$ 30, permitindo o acesso às atividades durante o período.
De acordo com a entidade, a proposta é democratizar o acesso ao lazer e fortalecer a Colônia de Férias como um espaço de convivência para empresários de Campo Grande, especialmente em datas comemorativas.
“A nossa proposta é proporcionar uma Páscoa acessível, com atividades para toda a família e, principalmente, experiências que criem memórias afetivas para as crianças. Pensamos em uma programação diversificada, que une lazer, cultura e o verdadeiro espírito da Páscoa”, destaca Renato Paniago, presidente da ACICG. A expectativa é receber cerca de 400 pessoas no período. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 9 9820-9584.
Mais de 21 mil candidatos farão neste domingo (29), em Campo Grande, a prova objetiva do concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O certame oferece 80 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para cargos de níveis médio e superior. A orientação da banca organizadora é que os inscritos consultem com antecedência o local de prova e cheguem no horário previsto para evitar imprevistos.
Segundo a Fundação Carlos Chagas, responsável pela seleção, os candidatos devem conferir previamente endereço, sala e turno de aplicação. Para os cargos de técnico legislativo, a apresentação será pela manhã, às 8h, com fechamento dos por-
tões às 8h30. Já os concorrentes às vagas de analista legislativo farão a prova à tarde, com entrada às 14h e fechamento dos portões às 14h30. Em ambos os casos, a duração será de quatro horas, com permanência mínima de três.
O concurso registrou 21.439 inscritos, número superior ao do último certame, realizado em 2016. Entre os candidatos, há também inscritos nas vagas destinadas a ações afirmativas, com participação de concorrentes indígenas e de pessoas negras. A procura reforçou a expectativa em torno de uma das seleções mais aguardadas do serviço público estadual nos últimos anos.
As vagas estão distribuídas entre funções de técnico le-
Campanha do
gislativo, para candidatos com ensino médio, e analista legislativo, para quem tem formação superior. Os salários iniciais são
Agasalho
de R$ 4.912,20 e R$ 8.030,65, respectivamente, com jornada de 40 horas semanais e contratação pelo regime estatutário.
quer arrecadar 50 mil peças para ampliar atendimento
Meta deste ano é superar em 40% o volume arrecadado em 2025 e reforçar a rede de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade
Com a chegada do frio, Campo Grande iniciou a Campanha do Agasalho 2026 com a meta de arrecadar 50 mil peças, volume 40% maior que o do ano passado. A ação é coordenada pelo Fundo de Amparo à Comunidade (FAC) e busca ampliar o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade na Capital. A expectativa
é aumentar tanto a quantidade de doações quanto o número de pessoas alcançadas nos bairros mais carentes. Nos últimos três anos, a campanha ajudou a atender mais de 85 mil pessoas. Em 2025, foram reunidas cerca de 30 mil peças. Para este ano, a estratégia será reforçar a mobilização de parceiros que já atuam nas comu-
nidades, tanto na coleta quanto na entrega do material. A prefeitura aposta nessa rede para fazer com que as doações cheguem com mais rapidez e organização a quem precisa. Podem ser doados agasalhos para adultos e crianças, cobertores e calçados. Todo o material arrecadado passa por triagem antes da distribuição, para separar o que está em condições de uso e direcionar as peças conforme a necessidade de cada entidade ou comunidade cadastrada. O objetivo é evitar desperdício e tornar a entrega mais justa. A campanha seguirá pelos próximos meses, com recolhimento quinzenal e ações específicas para estimular a participação da população. Um dos principais momentos de mobilização será o Dia D de arrecadação, marcado para 11, 12 e 13 de junho, no Drive-Thru da Sustentabilidade. A instalação de caixas coletoras começou em abril, e a arrecadação continuará entre maio e julho. As doações podem ser entregues em secretarias municipais, empresas, organizações parceiras e também na sede do FAC, na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.
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Candidatos farão neste domingo, em Campo Grande, a prova objetiva do concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Representantes da Steel Corp apresentaram em Campo Grande projeto de moradias e discutiram a possível instalação de uma fábrica na Capital.
Campo Grande vai ligar trechos da malha cicloviária com obra de R$ 1,2
Projeto prevê mais de 11 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em diferentes regiões de Campo Grande para ampliar a conexão entre vias já existentes
A Prefeitura de Campo Grande autorizou uma obra de R$ 1,2 milhão para interligar trechos da malha cicloviária da cidade. O projeto prevê a implantação de ciclovias, ciclofaixas e nova sinalização em pontos que hoje ainda não têm conexão direta, com a proposta de melhorar a circulação de ciclistas e ampliar a integração entre regiões da Capital. Ao todo, serão mais de 11,4 quilômetros de intervenções em áreas das regiões do Anhanduizinho, Segredo e Prosa. Entre as vias incluídas no traçado estão a Rua Carandá, Rua da Candelária, Avenida Tamandaré, Avenida Euler de Azevedo, Avenida Gabriel Spipe Calarge e Rua Antônio Rahe. A ideia é criar continuidade entre trechos já existentes e tornar o
deslocamento por bicicleta menos fragmentado. A empresa responsável será definida após a homologação do processo, que oficializará o início da execução. O prazo previsto para a conclusão dos serviços é de 120 dias. Os recursos virão do Tesouro Municipal e de convênios federais firmados para a área de mobilidade urbana.
Com a obra, a prefeitura tenta avançar em um ponto antigo da estrutura viária de Campo Grande: a falta de ligação entre trechos isolados de ciclovias e ciclofaixas. Na prática, a intervenção busca dar mais segurança a quem já usa a bicicleta no dia a dia e também estimular esse tipo de transporte em uma cidade marcada por longas distâncias e dependência do carro.
Camelódromo terá rede elétrica refeita em obra de R$ 1,8 milhão
Prefeitura homologou empresa que vai executar a modernização completa das instalações após avanço da preocupação com a segurança no centro comercial
A rede elétrica do Camelódromo de Campo Grande será totalmente refeita em uma obra orçada em R$ 1,8 milhão. A prefeitura homologou nesta semana o resultado da licitação que definiu a empresa responsável pelo serviço, abrindo caminho para uma intervenção considerada essencial num dos espaços comerciais mais movimentados da cidade.
A empresa vencedora foi a Kelltch-On Elétrica e Construção Civil Ltda, que ficará encarregada da requalificação do sistema elétrico interno e externo do Camelódromo. O prazo de execução previsto é de 360 dias, período em que deverão ser substituídas toda a fiação e parte dos equipamentos hoje usados no local.
A modernização ganhou força depois do incêndio que atingiu boxes do Camelódromo em fevereiro de 2024 e expôs a necessidade de atualizar a estrutura elétrica do espaço. Além do desgaste da rede, pesou na decisão o aumento da demanda por energia em um centro comercial que concentra grande circulação de trabalhadores, lojistas e consumidores. Segundo o projeto, a obra deverá seguir normas técnicas de instalações de baixa tensão e de proteção contra descargas atmosféricas, além de exigências do Corpo de Bombeiros e da concessionária de energia. Após a homologação, os próximos passos serão a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço para início da obra.
Prefeitura definiu metas da Secretaria da Juventude para capacitar mil jovens em 2026
Contrato de gestão assinado nesta semana fixou diretrizes da pasta para o próximo ano, com foco em qualificação profissional e ampliação de parcerias
A Prefeitura de Campo Grande definiu as metas da Secretaria Municipal da Juventude para 2026 e colocou a capacitação de jovens no centro do planejamento da pasta. Em reunião realizada na quinta-feira (26), foi assinado o contrato de gestão que estabelece as diretrizes do próximo ano. A principal meta anunciada é qualificar cerca de mil jovens por meio de cursos, parcerias e novas oportunidades de formação. Além de fixar os objetivos para 2026, o encontro também serviu para apresentar um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 e alinhar os próximos passos da secretaria. A proposta da administração municipal é ampliar o alcance dos programas voltados à juventude e concentrar esforços em iniciativas que facilitem o acesso à
qualificação profissional. Segundo a secretária Maithe Medina, a prioridade será ampliar a oferta de cursos e fortalecer parcerias, inclusive com o setor privado. Entre as alternativas já disponíveis está uma plataforma com mais de 250 cursos on-line gratuitos, oferecidos em parceria com o Sistema OCB. O conteúdo inclui formações digitais e até aulas pelo WhatsApp, com certificação. A avaliação da prefeitura é de que investir na qualificação dos jovens pode abrir portas no mercado de trabalho e ampliar perspectivas para essa faixa da população. Com o novo contrato de gestão, a Secretaria da Juventude passa a atuar com metas mais definidas para o próximo ano, em uma tentativa de dar mais foco e continuidade às ações da área.
milhão
Governo abriu licitação de R$ 1 milhão para complementar espaço no Bairro Seminário com palco, arquibancada, banheiros e estrutura cultural
A Praça dos Livros, em Campo Grande, avançou para uma nova fase. O governo do Estado lançou a licitação da segunda etapa do projeto, no Bairro Seminário, com investimento estimado em pouco mais de R$ 1 milhão. A proposta é ampliar a área já existente e transformar o espaço em um ponto voltado não só ao esporte, mas também ao lazer, à convivência e ao incentivo à leitura.
A primeira parte da praça, entregue no ano passado, concentrou equipamentos esportivos, como quadra poliesportiva e quadra de areia. Agora, a nova etapa prevê a instalação de palco para eventos, arquibancada, bancos, banheiros, duchas, bi-
cicletário, estante de livros e a chamada “árvore de livros”, elemento pensado para reforçar o caráter cultural do projeto. Com a ampliação, a ideia é dar ao local um perfil mais amplo de uso, capaz de reunir famílias, jovens e crianças em atividades de esporte, cultura e
permanência no espaço público.
A proposta é fazer da praça um ambiente mais completo para o dia a dia do bairro, com estrutura para eventos e áreas de convivência.
A concorrência será eletrônica, pelo critério de menor preço, com abertura marcada para 14 de abril, às 9h30. A obra ficará sob responsabilidade da Agesul, que conduz o projeto técnico e a execução. A expectativa é de que, concluída essa etapa, a praça passe a cumprir papel mais amplo na rotina da comunidade, combinando lazer, educação e ocupação urbana.
Obras no Complexo da Gameleira somam mais de R$ 65 milhões e fazem parte da estratégia para reduzir a superlotação nas unidades de MS
Mato Grosso do Sul vai ampliar o sistema prisional com a construção de três novas unidades no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. As obras, oficializadas nesta semana após a homologação das licitações, vão criar 1.224 vagas no regime fechado e reforçar a tentativa do Estado de reduzir a superlotação nas penitenciárias.
Os novos presídios serão erguidos na saída para Sidrolândia, em uma área já destinada à estrutura penitenciária. Cada unidade terá capacidade para 408 internos e seguirá o mesmo modelo de construção, com
30 celas e espaços voltados ao funcionamento interno, controle e operação. A proposta é reorganizar a custódia e dar mais fôlego ao sistema, que há anos enfrenta pressão por falta de vagas. O investimento total supera R$ 65 milhões. A unidade Gameleira I será construída pela JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda, com contrato de R$ 22,1 milhões. A Gameleira II ficará
Obra vai conectar trechos isolados da malha cicloviária e ampliar o espaço de circulação para ciclistas em Campo Grande.
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Nova etapa da Praça dos Livros vai ampliar espaço no Bairro Seminário com estrutura cultural, área de convivência e incentivo à leitura.
Complexo da Gameleira, em Campo Grande, ganhará três novos presídios para ampliar vagas e aliviar a superlotação no sistema prisional.
Doação de leite humano cresce em MS, mas estoque em hospital de Campo Grande preocupa
Estado superou 7 mil litros coletados em 2025, enquanto o banco de leite do Humap tinha reserva suficiente para apenas três dias
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Mato Grosso do Sul ampliou a doação de leite humano em 2025, mas o avanço nos números não afastou um problema urgente em Campo Grande. No Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, o estoque disponível era suficiente para apenas três dias, o que acendeu o alerta para a necessidade de novas doadoras na Capital.
O Estado conta hoje com cinco bancos de leite humano integrados à rede nacional. Juntas, essas unidades já ultrapassaram a marca de 7 mil litros coletados neste ano, resultado que reforçou a importância da estrutura para o atendimento de recémnascidos, principalmente os que precisam de cuidados intensivos nos primeiros dias de vida.
Em quatro das cinco unidades houve aumento no volume arrecadado. No banco de leite do Hospital Universitário da
UFMS, em Campo Grande, a coleta subiu de 1.036,1 litros em 2024 para 1.104,1 litros em 2025. Na Santa Casa, também na Capital, o volume passou de 1.609,6 para 1.771,2 litros. Na Maternidade Cândido Mariano, a arrecadação avançou de 2.043,2 para 2.350,2 litros, com crescimento também no número de doadoras. Em Dourados, o hospital universitário elevou a coleta de 1.501,5 para 1.567,8 litros. Já o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul manteve a assistência e ampliou o número de bebês atendidos. Antes de chegar às unidades neonatais, o leite doado passa por seleção, testes e pasteurização. Esse processo ajuda a proteger os recém-nascidos contra infecções, favorece o ganho de peso e pode reduzir o tempo de internação.
Estado distribui bombas costais para reforçar combate à dengue e chikungunya
Governo vai repassar 150 equipamentos às cidades de Mato Grosso do Sul para ampliar ações contra o Aedes aegypti em meio ao aumento de casos
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Mato Grosso do Sul decidiu reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti com a entrega de 150 bombas costais aos municípios. Os equipamentos serão usados na aplicação de inseticida em áreas com maior risco de transmissão de dengue, chikungunya e zika. A distribuição, feita conforme a necessidade de cada cidade, ocorre num momento em que parte do Estado já enfrenta aumento de casos e pressão maior sobre os serviços de saúde. O investimento é de R$ 650,4 mil, com recursos do próprio Estado. A proposta é dar mais rapidez às equipes de campo, principalmente em ações de bloqueio em bairros, terrenos e pontos estratégicos onde o mosquito costuma se espalhar com mais facilidade. As bombas costais permitem aplicação mais direcionada do inseticida e ampliam a capacidade de resposta em locais com maior incidência.
Cassems volta a credenciar
Hospital do Coração e amplia atendimento a beneficiários
Convênio com a Rede Santa passa a valer a partir de 30 de março e recoloca unidade entre as opções de atendimento para beneficiários na Capital
A Cassems voltou a credenciar o Hospital do Coração, em Campo Grande, em um movimento que amplia a rede de atendimento da operadora na Capital. O contrato foi formalizado nesta semana com a Rede Santa, responsável pela unidade, antiga Clínica Campo Grande, e prevê a retomada dos serviços aos beneficiários a partir de 30 de março.
O acordo recoloca na rede um hospital tradicional da cidade, conhecido pela atuação em áreas de alta complexidade e pelo atendimento especializado. Para os usuários da Cassems, a mudança representa aumento das opções de assistência e reforço na cobertura hospitalar em um dos principais centros de saúde de Mato Grosso do Sul. A retomada do credencia-
mento ocorreu após negociações entre as duas instituições.
A avaliação apresentada pelas partes é de que houve convergência para restabelecer o atendimento em bases consideradas viáveis e seguras. Com isso, a Cassems passa a
contar novamente com uma unidade de referência em seu quadro de prestadores na Capital. A Rede Santa também sinalizou que pretende ampliar investimentos na estrutura do hospital, o que pode fortale-
cer ainda mais a capacidade de atendimento nos próximos anos. Na prática, o novo contrato marca não apenas a volta de um serviço à rede, mas também uma tentativa de ampliar a oferta
médica
Corumbá lidera incidência de dengue em MS e concentra maior pressão da doença
Boletim da Saúde aponta 409 casos prováveis no município e mostra cenário desigual, com cidades em alta incidência e outras sem registro neste ano
Corumbá passou a ocupar o centro do mapa da dengue em Mato Grosso do Sul. Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na terça-feira (25) mostrou que o município registrou 409 casos prováveis em 2026 e atingiu incidência de 424,9 por 100 mil habitantes, a maior do Estado até a 11ª semana epidemiológica.
Em cidades que já passaram por surtos recentes, o reforço chega como apoio direto ao trabalho dos agentes. Municípios como Vicentina, Fátima do Sul e Paraíso das Águas relataram necessidade de intensificar as ações de prevenção e controle, seja pelo avanço de casos, seja pelo risco de nova alta com o período de chuvas. Em alguns locais, o desafio tem sido manter o controle da situação mesmo com equipes mobilizadas e estrutura limitada. Apesar do reforço material, gestores de saúde têm insistido que o combate ao mosquito não depende só do poder público. A avaliação é de que os equipamentos ajudam, mas não resolvem sozinhos um problema que continua ligado ao acúmulo de água parada dentro das casas e quintais. Por isso, a orientação segue sendo eliminar recipientes que possam virar criadouros e manter vigilância constante nas residências.
O levantamento indicou que Mato Grosso do Sul somava 1.897 casos prováveis e 270 confirmações de dengue até 21 de março, sem mortes confirmadas nem óbitos em investigação. Depois de Corumbá, os maiores índices de incidência apareceram em Costa Rica, Antônio João, Jardim e Sete Quedas, municípios que formavam o grupo mais pressionado pela circulação da doença. No outro extremo, Camapuã, Corguinho, Nova Alvorada do Sul e Tacuru apareciam sem casos prováveis registrados no período. Entre as cidades com notificações, Campo Grande tinha a menor incidência proporcional, com 10 casos prováveis e taxa de 1,1 por 100 mil habitantes. Dourados, embora com 239 casos prováveis, seguia em faixa de baixa incidência por causa do tamanho da população. O recorte dos últimos 14 dias mostrou que a transmissão recente também ganhou força em outras cidades. Sete Quedas liderou esse intervalo, seguida por Amambai, Jardim, Figueirão e Douradina. Corumbá continuou sob atenção nesse período mais recente, com 110 casos prováveis e incidência de 114,3. O cenário reforçou que, embora o volume estadual ainda esteja abaixo dos anos mais críticos, a dengue avançava de forma desigual entre os municípios.
MS aparece entre os Estados com maior taxa de iniciação sexual precoce entre adolescentes
Pesquisa do IBGE mostrou que 40% dos estudantes sul-mato-grossenses de 13 a 17 anos disseram ter iniciado a vida sexual aos 13 anos ou menos
Mato Grosso do Sul apareceu entre os Estados com maior proporção de adolescentes que disseram ter iniciado a vida sexual aos 13 anos ou menos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE, e apontaram índice de 40% no Estado, o décimo maior do país entre
estudantes de 13 a 17 anos. Entre os meninos, o percentual chegou a 44%; entre as meninas, ficou em 34%. Em Campo Grande, a taxa registrada foi de 33,8%. O levantamento também mostrou que, entre os adolescentes que já tiveram relação sexual, o uso de preservativo em Mato Grosso do Sul ficou
abaixo da média do país. Na última relação, 53,6% afirmaram ter usado camisinha, índice inferior ao nacional, de 57,2%. No primeiro contato sexual, o percentual no Estado foi de 60,2%, com diferença entre meninas, que registraram 66,1%, e meninos, com 56,3%. Outro recorte da pesquisa indicou desigualdade entre as redes de ensino. No Estado, estudantes da rede privada apresentaram maior índice de uso de preservativo na primeira relação sexual do que os da rede pública. O dado reforçou que o
tema segue atravessado não só por questões de comportamento, mas também por acesso à informação, orientação e prevenção.
No Brasil, a edição mais recente da PeNSE mostrou uma queda na iniciação sexual entre adolescentes em relação a 2019, mas também apontou redução no uso de preservativos. Nesse cenário, Mato Grosso do Sul aparece como um dos Estados que ainda exigem maior atenção das políticas de saúde e educação voltadas à prevenção, ao planejamento reprodutivo e à proteção dos jovens.
de assistência
em Campo Grande.
Hospital do Coração voltará a atender beneficiários da Cassems a partir de 30 de março, após novo credenciamento com a Rede Santa.
Mesmo com aumento nas doações em Mato Grosso do Sul, banco de leite de hospital da Capital operava com estoque baixo.
Bombas costais serão distribuídas aos municípios para reforçar o combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
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Corumbá apareceu no boletim da SES com a maior incidência de dengue em MS até a 11ª semana epidemiológica.
Pela primeira vez, uma mulher assumiu o comando da Embrapa Gado de Corte em MS
Mariana de Aragão Pereira tomou posse na Capital e marcou uma mudança histórica na unidade, referência nacional em pesquisa para a pecuária
Pela primeira vez em mais de 50 anos, uma mulher assumiu o comando da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande. A posse de Mariana de
Aragão Pereira foi destacada na segunda-feira (23), durante cerimônia que reuniu autoridades e representantes do setor produtivo. O momento foi
Cezar Luiz Miozzo toma posse como desembargador do TJMS após 35 anos na magistratura
Promovido por antiguidade, juiz construiu a carreira em comarcas do Estado e ficou conhecido pela atuação na Justiça Itinerante em Campo Grande
desembargador do Tribunal de Justiça
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul empossou, na sexta-feira (27), o magistrado Cezar Luiz Miozzo no cargo de desembargador. A posse ocorreu em sessão solene no plenário do Tribunal Pleno, em Campo Grande, poucos dias depois de sua promoção por antiguidade, definida em 18 de março. A chegada de Miozzo ao segundo grau encerrou uma trajetória de 35 anos na magistratura estadual. Natural de Verê, no Paraná, Miozzo ingressou na carreira em fevereiro de 1991, após aprovação em concurso para juiz substituto. Ao longo desse percurso, passou pelas comarcas de Dourados, Miranda, Naviraí e Campo Grande, até ser promovido para a Capital no início dos anos 2000. A movimentação agora o levou ao posto de desembarga-
dor por aclamação do Tribunal Pleno. Boa parte de sua trajetória ficou associada à 8ª Vara do Juizado Especial, na estrutura da Justiça Itinerante, onde atuou desde 2003. Nesse período, aproximou o Judiciário da população por meio do atendimento prestado em bairros e regiões mais afastadas, trabalho que ajudou a consolidar sua imagem como magistrado ligado ao atendimento direto ao cidadão. Ao comentar a posse, Miozzo tratou a promoção como resultado de uma caminhada marcada por esforço, responsabilidade e compromisso com a função. Também afirmou que chega ao novo cargo com a intenção de contribuir para o trabalho da Corte, mantendo o diálogo e o respeito às decisões colegiadas.
tratado como um marco para a unidade, uma das principais referências do país em pesquisa e tecnologia voltadas à pecuária.
Mariana havia assumido o cargo em 1º de janeiro de 2026, após processo de seleção, para mandato de dois anos, com possibilidade de renovação. Ao falar sobre a nova função, afirmou que a chegada de uma mulher à chefia não deve ser
vista como conquista individual, mas como sinal de mudança dentro da própria instituição. Para ela, a diversidade fortalece a pesquisa e amplia a capacidade de contribuição da Embrapa.
Durante a solenidade, o governador Eduardo Riedel ressaltou a importância histórica da Embrapa Gado de Corte para o desenvolvimento de
Mato Grosso do Sul e para o ganho de competitividade da pecuária brasileira. Também afirmou que o Estado mantém programas de incentivo para diferentes cadeias produtivas e defendeu a pesquisa como ferramenta estratégica diante de temas como segurança alimentar, transição energética e sustentabilidade.
A Embrapa Gado de Corte
completou 50 anos em 2025 e se consolidou como peça central na produção de conhecimento para o campo. A chegada de Mariana ao comando da unidade, além do simbolismo institucional, ocorre num momento em que a pesquisa agropecuária segue no centro das discussões sobre produtividade, inovação e os novos desafios ambientais do setor.
Apoio aéreo do Estado agiliza captação de órgãos e amplia chance de transplantes
Com equipes de prontidão para atuar dentro e fora do Estado, estrutura da Casa Militar ajudou a reduzir o tempo entre a doação e a cirurgia de pacientes na fila
Em Mato Grosso do Sul, o transporte aéreo do governo estadual passou a ser peça decisiva para acelerar a captação de órgãos e aumentar as chances de transplante de pacientes que aguardam na fila. A estrutura, mantida pela Coordenadoria de Transporte Aéreo da Casa Militar e pela Secretaria de Governo, tem sido usada para levar equipes médicas até doadores e garantir que fígado, rins e outros órgãos cheguem a tempo para a cirurgia.
Na terça-feira (24), foi realizada a décima missão deste ano, com captação de fígado e rins de um doador em Dourados. Desde 2023, já foram 39 operações desse tipo, sendo 19 no ano passado. Além de cidades sul-mato-grossenses, o serviço
também já foi acionado para missões em outros Estados, como Goiás, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rondônia.
O apoio aéreo tem peso direto no resultado dos transplantes porque encurta o tempo de deslocamento em uma etapa em que cada minuto conta. Segundo a equipe médica que atua no setor, muitos órgãos ofertados em outras regiões só conseguem ser aproveitados por pacientes de Mato Grosso do Sul porque há condições de buscá-los com rapidez. Sem esse suporte, parte dessas oportunidades seria perdida.
Os voos são organizados por pilotos de prontidão, preparados para decolar em curto prazo sempre que há compatibilidade
entre doador e receptor e condições seguras de operação. Para quem trabalha nessas missões, o serviço vai além da logística: trata-se de uma corrida contra
o
nova chance a pacientes em situação grave, muitas vezes depois de sucessivas tentativas frustradas de transplante.
Ex-desembargador do TJMS oficializou retorno à profissão em solenidade na OAB e encerrou ciclo iniciado com a ida ao tribunal pelo Quinto Constitucional
Ary Raghiant Neto oficializou, na sexta-feira (27), o retorno à advocacia em Mato Grosso do Sul. Durante sessão do Conselho Seccional da OAB/MS, ele recebeu novamente a carteira da Ordem, ato que marcou sua volta à profissão após passagem pelo Tribunal de Justiça do Estado, onde havia assumido como desembargador em vaga destinada à advocacia. A solenidade reuniu representantes da OAB, da Caixa de Assistência dos Advogados, da Escola Superior da Advocacia e do próprio Judiciário. O retorno de Ary foi tratado como
um momento simbólico para a advocacia sul-mato-grossense, tanto pelo peso de sua trajetória na classe quanto pelo fato de ele ter deixado recentemente o cargo no tribunal para retomar a atividade profissional. Ary ingressou no TJMS em novembro de 2022, pelo Quinto Constitucional, mecanismo que reserva parte das cadeiras dos tribunais a nomes vindos da advocacia e do Ministério Público. Nesse período, atuou em órgãos colegiados da área cível e chegou a presidir câmaras e
seções da Corte. Agora, com a saída do Judiciário, volta ao exercício da advocacia, carreira à qual sempre esteve ligado. Ao comentar a decisão, Ary definiu a retomada como um recomeço profissional e destacou o vínculo pessoal com a atividade. Durante a cerimônia, dirigentes da OAB afirmaram que a advocacia do Estado recupera um nome de destaque, com participação histórica na entidade e atuação reconhecida também durante a passagem pelo tribunal.
tempo para dar
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Transporte aéreo do Estado ajudou a acelerar captação de órgãos e ampliou chances de transplante para pacientes de Mato Grosso do Sul.
Ary Raghiant Neto oficializou retorno à advocacia em solenidade da OAB/MS, após deixar o cargo de desembargador do TJMS.
Mariana de Aragão Pereira marcou a história da Embrapa Gado de Corte ao se tornar a primeira mulher a assumir o comando da unidade em Campo Grande.
Cezar Luiz Miozzo assumiu o cargo de
de Mato Grosso do Sul após promoção por antiguidade.
ANDRÉ PUCCINELLI
Ex-governador do Estado e ex-prefeito da Capital
‘Quero contribuir na Assembleia Legislativa com a minha experiência’
Ex-governador e ex-prefeito de Campo Grande, André Puccinelli fala sobre o livro já lançado, relembra a eleição de 1996, comenta o cenário político atual e reafirma a pré-candidatura a deputado estadual
Em entrevista ao A Crítica, o ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, André Puccinelli, falou sobre o lançamento de seu livro “Como administrei Campo Grande: Desafios e aprendizagem”, primeira obra de uma trilogia. Ao longo da conversa, ele relembrou a disputada eleição de 1996 na Capital, avaliou a polarização política no Brasil e comentou os rumos do MDB no Estado. Puccinelli também voltou a afirmar que não pretende mais disputar cargos majoritários. Segundo ele, sua intenção é colocar a experiência acumulada a serviço do Estado como pré-candidato a deputado estadual. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: Em todo ano eleitoral, o seu nome volta a circular com força na imprensa e entre a população de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Como o senhor recebe esse interesse constante?
André: Eu fico contente. Porque, quando você anda pelas ruas de Campo Grande e dos municípios de Mato Grosso do Sul que visito, a população, com todo respeito, em sua grande maioria vem nos abraçar, pelas lembranças tidas que a equipe, e não só o André, tanto no governo quanto na prefeitura, pôde realizar para a população. Então, a empatia com a população sempre existiu e percebo que, ao andar nas ruas dos municípios de Mato Grosso do Sul, ela se manifesta. A grande maioria nos abraça. Tem alguns que xingam, mas, graças a Deus, são poucos.
A Crítica: E como o senhor lida com as críticas?
André: As críticas devem sempre existir, desde que sejam construtivas e te orientem. Quando você critica alguma coisa porque acha que está errada, tem a obrigação de apresentar a solução. Então, as críticas construtivas todo político recebe, deve enfrentá-las e discuti-las com educação. Político que não aceita críticas está fadado a não continuar na política.
A Crítica: Na sua avaliação, diante da polarização que o país vive, o que está faltando mais: abertura dos políticos para ouvir ou críticas mais embasadas por parte dos eleitores?
André: O que está faltando, penso eu, é bom senso por parte dos políticos. Radicalização nunca deve existir. Você deve expor as tuas ideias, que acha corretas. O outro grupo, o adversário, expõe as ideias dele, mas de uma forma civilizada, educada. Radicalização e extremos não constroem. E nós vemos hoje uma radicalização em que pareceria existirem dois Brasis. Está errado. Nós somos brasileiros de um único país. O bom senso deveria prevalecer em alguns políticos, não em todos, mas
nos que são radicais. Eu penso que a radicalização não é bem-vinda e não deve, ao longo do tempo, ser aceita pela população. A população, na sua grande maioria, é de centro. Centro-esquerda, centrodireita. Como o nosso Estado é conservador, é um pouco mais de centro-direita. Extremos de direita estão errados e extremos de esquerda também estão errados.
A Crítica: Olhando para o passado e para o presente, o que falta para o Brasil voltar a caminhar de forma mais equilibrada?
André: Falta um presidente estadista. Um presidente que não se diga de esquerda, que não se diga de direita. Um presidente que se diga brasileiro, chefe dos brasileiros. Seja corintiano, flamenguista, palmeirense, nós somos brasileiros. E um presidente estadista deve olhar todas as nuances da sociedade brasileira. Tivemos vários presidentes que fizeram muito pelo nosso
As críticas devem sempre existir, desde que sejam construtivas e te orientem. Político que não aceita críticas está fadado ao erro.
país. Mais recentemente, porque eu não sou tão pré-histórico assim, Getúlio Vargas criou medidas trabalhistas em defesa dos trabalhadores. Por outro lado, disseram que era ditador. Juscelino Kubitschek promoveu 50 anos em 5, mas também dizem que trouxe a inflação. Então sempre há críticas do povo e eu digo: quando há bom senso e as críticas são construtivas, elas realmente constroem para um Brasil melhor. Teremos que ter um presidente estadista do pobre, do rico, do remediado, do branco, do negro, de todos os segmentos sociais. Que defenda o homem, a mulher, a todos por igual. Que tenha sentimento de brasilidade e nacionalismo. Um presidente estadista.
A Crítica: O senhor ainda se vê em uma disputa para o governo do Estado ou para a Prefeitura de Campo Grande?
André: Vou usar o exemplo da eleição disputadíssima de 1996, em que vencemos José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, por 411 votos. Depois governamos para todos os campo-grandenses. É o que deve ser feito. Eu não almejo mais disputar cargo majoritário. Então, sou précandidato a deputado estadual nessas eleições, com o intuito de, com a minha experiência, procurar auxiliar a nossa Campo Grande, os nossos municípios de Mato Grosso do Sul e o nosso Estado.
A Crítica: O senhor já
cansou...
André: A gente não pode cansar nunca. Eu brinco muito e digo assim: velho que não mexe o esqueleto enferruja, e velho é velho quando a cuca pensa que é velho. Então você tem que ser sempre dinâmico, fazer exercícios físicos continuamente, atuar, esgrimindo as experiências que o cérebro acumulou durante o tempo, para que isso possa reverter em atendimento aos seus amigos, a quem te deu o grande respeito e a honra de ser prefeito de Campo Grande e governador do Estado.
A Crítica: Como o senhor vê o MDB no atual cenário eleitoral, especialmente no Estado?
André: O MDB, em nível nacional, se reforçou com a presidência do nosso presidente Baleia Rossi, deputado federal de São Paulo. Quando ele iniciou a presidência do partido, tinha 32 deputados federais. Hoje tem 44. Tinha 12 senadores, hoje tem 13 senadores do MDB nacional. Em nível de Estado, apesar da saída da Simone Tebet, que Deus a conduza e que ela tenha sucesso no novo caminho que escolheu.
A Crítica: O senhor ficou chateado com a saída dela?
André: É claro que a gente sente a perda de uma correligionária que estava no seu partido e vai para outro partido. Mas a escolha foi dela, e que Deus a acompanhe.
A Crítica: E como o senhor avalia a força do MDB em Mato Grosso do Sul?
André: Aqui, em nível de Estado, nós cremos que fortaleceremos o partido. Eu acredito piamente que façamos no mínimo quatro deputados federais. Hoje temos três, com a saída do Marçal temos dois. Então, de três antigamente e dois atualmente, eu creio que tenhamos no mínimo quatro. Talvez, com um pouco mais de trabalho e um pouco de ajuda, tenhamos cinco. Mas quatro eu dou como certo. E talvez tenhamos um deputado estadual. Não temos nenhum hoje. Então, em nível de Estado, o MDB se fortalece também.
A Crítica: O senhor pode voltar à Assembleia Legislativa ao lado de nomes históricos da política sul-matogrossense, como o seu antigo adversário Zeca do PT. Como enxerga essa convivência?
André: Eu diria que somos adversários políticos, mas nós já fomos deputados estaduais juntos. Quando eu estava no meu segundo mandato de deputado estadual, o Zeca teve o primeiro mandato de estadual. Nós convivemos harmonicamente, como civilizados que ambos somos.
A Crítica: O que toda a sua experiência na Prefeitura e no Governo pode somar caso
o senhor seja eleito deputado estadual?
André: Depois que saí da prefeitura, o Nelsinho me pediu algumas dicas, algumas orientações. Eu as dei. Aí cabe à população julgar se ele fez um bom mandato ou não. Depois do Nelsinho, veio o Bernal, que surpreendentemente ganhou de todos nós. Ganhou do André, do Giroto, do Reinaldo Azambuja, de todos nós. Dei dicas para o Bernal, dei dicas para o Olarte, dei dicas para o Marquinhos, quando fui solicitado a dar. Nunca me meti como sogro ou sogra metida que vai se meter no casamento da filha ou do filho, que quer palpitar antes de ser chamada. Quando fui chamado, palpitei. Com esse exemplo, quero dizer que, se eu me eleger deputado estadual, quero contribuir com a minha experiência, fazendo críticas construtivas e, com a minha experiência, auxiliar as prefeituras de Mato Grosso do Sul, dos diversos municípios que requererem as minhas dicas, digamos assim.
O que está faltando, penso eu, é bom senso por parte dos políticos. Radicalização nunca deve existir.
A Crítica: O livro lançado recentemente resgata a disputa de 1996 e os bastidores daquele período. Qual foi o momento mais marcante daquela campanha?
André: Veja só. Quando nós iniciamos, Levi Dias, com o vice Picarelli, estourava na intenção de voto. Se eu não me engano, tinha cerca de 43%. Nelson Trad, com o vice doutor Lester, era o segundo colocado, com quase 30%. O Zeca aparecia com 2%, o André aparecia com 2% e o Leite, que foi o quinto candidato do Partido Verde, aparecia com traço nas pesquisas. Nós fomos caminhando e a orientação da nossa equipe de marketing dizia: você tem que encarar a mudança dos padrões tradicionais. Então, tem que fazer um programa de governo municipal inovador. O que nós fizemos? Andamos no meio do povo perguntando a
cada um, mulheres e homens, de quase todos os bairros: o que você faria se fosse prefeito? E incorporamos a opinião da população no nosso programa de trabalho. Então ali estavam manifestadas as vontades da população de Campo Grande. E fomos crescendo na pesquisa.
A Crítica: Como foi a reta final daquela disputa?
André: Em determinado momento, ficamos durante duas semanas, Levi, Zeca e eu, empatados em 22%, 23%, 24%. Depois o Zeca deu uma disparada, foi para 43%, e eu me destaquei do Levi e fui para 30 e poucos. Entramos no segundo turno com o Zeca com 38% e eu com 31%. Aí a equipe de marketing disse, e até havia profetizado que seriam os dois novos, Zeca e André, os que iriam para o segundo turno. Então disse: “Nós vamos usar o seguinte slogan na campanha”. A mudança que vocês dois representavam, a mudança que o Zeca representava e a mudança que o André representava, teria mudança certa e mudança errada. O marqueteiro chamado Chico Santa Rita, que já faleceu, nos orientou a propagar intensamente o programa que a população nos havia dito. Isso representava ir ao encontro das vontades da população de Campo Grande, isso representava a mudança certa. Então nós procuramos caracterizar o nosso lado com a mudança certa. Chegamos à última semana, foi feita uma pesquisa pela Folha de S.Paulo e ela dava 44,5 para mim e 44 para o Zeca, ou seja, empate técnico. E nós vencemos por 411 votos.
A Crítica: O senhor também fala no livro sobre divergências internas. Até que ponto conflitos dentro do próprio grupo podem atrapalhar uma candidatura?
André: Naquela época não existia o famoso tracking. Nós fazíamos a pesquisa e o resultado vinha um dia depois. Não tínhamos o tracking do mesmo dia, no mesmo horário. Nós nos reuníamos depois do programa de televisão do dia anterior, porque só vinham depois as pesquisas circulantes que nós fazíamos, para ver o que a população tinha interpretado da nossa fala no programa de televisão. Então as equipes se reuniam sempre, toda noite, analisando o
resultado das informações do dia anterior. E aí discutíamos algumas opiniões divergentes, mas no final saíamos com a opinião uniforme do que a maioria definia. E seguíamos em frente, fazendo as mudanças que a população nos orientava a fazer.
A Crítica: Muito se fala que houve uma Campo Grande antes e outra depois da sua gestão como prefeito. Entre tantas realizações, qual delas o senhor guarda com mais carinho?
André: Foram 805 obras. Todas obras de porte. Inclusive, em próximo livro, vou elencar quais foram as obras, a primeira obra, com o valor da época. Porque o valor da época tem que ser trazido para o dia de hoje, para ter uma noção do custo. Foram 805 obras. Mas o que não se vê é que houve primeiro o saneamento das finanças de Campo Grande. Nós usamos uma equipe técnica que eu quis agradecer no lançamento do livro. Porque não é obra só do André, é obra da equipe que o André chefiou. Eu tenho orgulho da minha equipe e quis agradecer aos que remanescem e, em memória, aos que já se foram.
A Crítica: O livro lançado recentemente é a primeira parte de uma trilogia. O que o senhor pretende fazer daqui para frente?
André: Vêm mais livros, se Deus me der a sorte de viver mais algum tempo. Como cristão que somos, eu espero poder chegar até os 100. Mas 100 com 100, cem anos daqui para frente. Pretendo agora encaminhar a juventude e as mulheres para o meio político. Tem que haver participação, principalmente da mulher, que reluta em ser candidata. As mulheres têm que participar, os jovens têm que participar, porque serão os nossos sucessores, que irão representar a vereança, a prefeitura, a vice-prefeitura, deputada estadual, deputado federal, senador, governador e, quem sabe, presidente da República. Então, daqui para frente, é escrever livros, participar com a experiência que eu tenho no que eu puder ajudar a população dos municípios do meu Estado e dizer: estou à disposição de Mato Grosso do Sul, da minha filha querida, Campo Grande, e dos meus filhos queridos, todos os outros 78 municípios.
Livro reúne pela 1ª vez receitas e histórias da culinária okinawana em Campo Grande
COP15 UFMS: obra de Manoel de Barros dialoga com a conservação das espécies, revela escritor
Em palestra na nova Livraria da UFMS, Bosco Martins aproximou a poesia do escritor dos debates sobre biodiversidade, sensibilidade e pertencimento à natureza
Em uma palestra realizada na nova Livraria da UFMS, dentro da programação da COP15, o escritor e jornalista Bosco Martins compartilhou com alunos e professores aspectos profundos da obra de Manoel de Barros. Autor de Diálogos do Ócio — um inventário de amizade entre o poeta Manoel de Barros e o autor (Editora UFMS, 2025), Martins revelou que o poeta não apreciava o rótulo de “poeta da natureza”. Para Manoel, a relação com o mundo natural era singular: assim como propunha “voltar ao contrário” para conhecer, ele observava e interagia com os seres e as coisas a partir de uma ótica própria, marcada por uma obsessão particular.
Sobre a aproximação entre a poesia do amigo de três décadas e os princípios da Conferência das Partes, Bosco Martins destacou que a obra de Manoel de Barros “dialoga de forma surpreendente — e até delicada” com as diretrizes da COP15. “Enquanto a conferência reúne governos e especialistas para discutir
estratégias de proteção à vida selvagem e conter a perda de biodiversidade, a obra do poeta parece atuar em outra camada: menos normativa, mais sensível — mas igualmente necessária”, afirmou.
O ‘transver’ como caminho para a conservação
No centro dessa aproximação está a ideia de rever o modo de olhar o mundo.
Segundo Martins, Manoel de Barros propõe o “transver”: enxergar para além da utilidade, rompendo com a lógica que mede tudo pelo valor econômico. É um convite a perceber a grandeza no que é pequeno — o inseto, a rã, a água parada, aquilo que o mundo moderno tende a descartar como irrelevante. Enquanto a COP15 busca transformar em políticas públicas a proteção de ecossistemas e a preservação de espécies, o poeta atua na raiz do problema: o imaginário humano.
“Manoel desloca o olhar, desmonta hierarquias e sugere
de
a
uma ética do encantamento. Em vez de dominar a natureza, é preciso reaprender a pertencer a ela”, explicou o palestrante. Essa conexão torna-se ainda mais evidente quando se pensa no Pantanal. Embora frequentemente associado ao
com
bioma, o poeta nunca aceitou esse rótulo. Em Diálogos do Ócio, Bosco Martins mostra que Manoel rejeitava classificações: não se considerava poeta da natureza nem pantaneiro. Sua poesia, afirmava, é do mundo. “Ao falar do aparentemente insignificante, ele toca
o universal”, observa o autor. “No fundo, Manoel de Barros não escreve sobre a natureza — ele escreve a partir de uma condição de pertencimento a ela. Humaniza o mundo natural e, ao mesmo tempo, dissolve o homem nessa mesma matéria. Há uma espécie de comunhão silenciosa, quase ancestral, que contrasta com a lógica contemporânea de controle e exploração”, completou Martins. Para o escritor, a poesia pode ser lida como uma forma de educação ambiental: “não aquela dos manuais, mas a que transforma a sensibilidade. Antes de proteger, é preciso aprender a amar. Antes de preservar, é preciso enxergar”. Se a COP15 busca formalizar compromissos entre nações, Manoel de Barros lembra que nenhum acordo será suficiente sem uma mudança mais profunda: a do olhar.
“No fim das contas, talvez ele próprio responda melhor a qualquer tentativa de definição. Quando perguntado sobre o que é o poeta, não recorre a conceitos — prefere o delírio”, finalizou o jornalista, que após a palestra autografou exemplares de Diálogos do Ócio e anunciou uma nova edição do livro para este ano, ampliada com novos textos, imagens e um poema inédito dedicado ao poeta Douglas Diégues.
“O poeta é um ente que lambe as palavras e se alucina” Em seguida, o escritor e documentarista Arlindo Fernandez, diretor do documentário O poeta é um ente que lambe as palavras e se alucina — produzido com a TV Cultura e também amigo de Manoel de Barros — exibiu trechos da obra, considerada uma das mais “cults” sobre o poeta. Na ocasião, Fernandez lançou seu quarto livro, Upload, que resgata uma experiência marcante: a tentativa de escrever um romance com a orientação poética de Manoel. “Tudo começou numa conversa com Manoel de Barros. Perguntei se ele entendia de física quântica. Manoel sorriu e respondeu: ‘Eu não!’. Retribuí dizendo: ‘Um dia vou escrever um romance. Não sei quando. Terá as tintas da mecânica quântica e da sua poesia’”, relembrou o autor. Publicado pela Arte Impressa Editora, o romance aborda o amor — uma palavra que, para Manoel, era vazia no universo convencional. A obra de Arlindo Fernandez constrói narrativas que oscilam entre o cotidiano e o extraordinário, onde o sagrado e o profano, o humano e o cósmico convivem na mesma respiração.
Programação na UFMS segue até este domingo Desde segunda-feira (23), a UFMS, em Campo Grande, desenvolve uma programação especial alusiva à 15ª Conferência das Partes sobre Espécies Migratórias, promovida pela Organização das Nações Unidas. As atividades ocorrem no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês e em outros espaços do Parque das Nações Indígenas, como o Bioparque Pantanal. Paralelamente, a UFMS e parceiros realizam a COP15 POP, evento com diversas atividades gratuitas que unem ciência, cultura e biodiversidade.
“Nossa COP15 POP é fruto do esforço de todas as instituições, do entendimento de que é importante conseguirmos levar os temas científicos e obras literárias para todas as pessoas”, afirmou a reitora Camila Ítavo. Ao final das palestras, a pró-reitora de Cultura e Esportes da UFMS, Lia Raquel Toledo Brambilla Gasques, convidou o público para a abertura oficial da nova Livraria da UFMS, que aconteceu na sexta-feira (26)
Após a palestra, sessão de autógrafos com os autores.
Após
palestra, sessão
autógrafos
os autores.
Livro reúne pela 1ª vez receitas e histórias
da culinária okinawana em Campo Grande
Obra foi lançada no sábado na Associação Okinawa e resgata pratos, memórias e tradições dos primeiros imigrantes
A culinária okinawana que atravessou gerações em Campo Grande e, por muito tempo, ficou preservada dentro das casas de famílias de imigrantes e em festas da comunidade, agora ganhou registro em livro.
“Kwachi Sabirá – Culinária, histórias e receitas dos primeiros imigrantes okinawanos em Campo Grande” foi lançado no sábado (28), na Associação Okinawa de Campo Grande, reunindo receitas, técnicas e lembranças ligadas à formação de uma das comunidades mais marcantes da Capital.
A publicação da Life Editora tem peso simbólico porque Campo Grande abriga a segunda maior comunidade okinawana do Brasil. Na cidade,
essa herança ajudou a moldar uma cultura própria, resultado da mistura entre costumes trazidos pelos imigrantes e hábitos locais. Um dos principais exemplos dessa fusão é o sobá, hoje reconhecido como patrimônio imaterial de Campo Grande. Segundo uma das autoras, Renata Kawano, a imigração japonesa na cidade teve uma característica particular, já que cerca de 70% dos imigrantes eram de Okinawa, região que por muito tempo teve história, língua e tradições próprias. O livro foi produzido ao longo de um ano com apoio de integrantes da comunidade e tem autoria de Marcel Arakaki
Asato, Dirce Kimié Guenka, Nilton Kiyoshi Shirado e Renata Naomi Otto Kawano.
ESPORTE
Corrida dos Poderes é lançada com treinão em Campo Grande
FOTO:SAUL
Evento no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, abre a 4ª edição com caminhada, corrida, show e espaço kids
“Este livro nasceu da necessidade urgente de preservar, registrar e transmitir a rica herança culinária trazida pelos milhares de imigrantes okinawanos que chegaram a Campo Grande há mais de um século. Eles trouxeram histórias, danças, músicas, receitas de comidas simples e uma forma de cozinhar que sustentava o corpo e as memórias da terra natal”, resume Marcel Arakaki.
Além de registrar receitas, a obra busca preservar uma memória que corria risco de se perder com o passar dos anos. Para isso, a equipe entrevistou três moradores da comunidade okinawana de Campo Grande com mais de 90 anos – Cândida
Adania, Jorge Tetsu Taira e Nobukatsu Higa – que relataram lembranças, costumes alimentares e experiências ligadas às primeiras décadas da imigração. Entre os pratos reunidos no livro estão o castirá, descrito como um dos mais conhecidos entre a comunidade local; o andagui, bolinho doce comparado ao bolinho de chuva, mas com textura própria; o arroz vermelho, ligado a prosperidade e boa sorte; a sopa de cabrito, hoje servida anualmente na festa junina da Associação Okinawa; e o sobá, em que versão feita em Campo Grande se diferencia da consumida em Okinawa. A ideia da publicação surgiu após a visita de chefs da ilha, quando os autores perceberam que várias receitas já eram preparadas na Capital de forma bastante distinta das versões originais. O livro tem apoio do governo de Okinawa e foi lançado em português, inglês e japonês, ampliando o alcance para além do Brasil.
Casa de Cultura abre 30 vagas para aulas gratuitas de capoeira em Campo Grande
Atividades acontecem às segundas e quartas-feiras, na região central, e são abertas para todas as idades
A 4ª edição da Corrida dos Poderes será aberta ao público neste domingo (29), em Campo Grande, com uma programação voltada a servidores públicos e à comunidade em geral, no Parque das Nações Indígenas. A Concha Acústica Helena Meirelles sediará o lançamento oficial, a partir das 16h30, com atividades esportivas, música ao vivo e atrações para crianças. Entre os pontos centrais da programação está o treinão, pensado para quem quer entrar no ritmo da prova oficial, que costuma ocorrer em outubro. A concentração será às 16h30 e a largada está marcada para as 17h, com percurso de 5 km para corrida e 3 km para caminhada. O evento também terá apresentação musical de Guga Borba e banda, prevista para 18h30, além de espaço kids, sorteio de brindes e praça de alimentação com food trucks. A Corrida dos Poderes reúne servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de instituições como Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. Segundo a organização, o número de participantes tem crescido a cada edição.
segunda edição. A iniciativa é do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte). De acordo com o diretor-presidente da entidade, Paulo Ricardo Martins Nuñez, a proposta é estimular a adesão à atividade física desde as etapas iniciais e ampliar a integração entre servidores e população.
Os interessados já podem fazer a inscrição por meio do link divulgado pela organização.
Programação
■ 16h30: abertura da arena com DJ Fabinho
■ 17h00: largada do treinão, com corrida de 5 km e caminhada de 3 km
Em 2025, a corrida registrou 4.200 inscritos, acima dos 3.500 participantes de 2024, o que representa aumento de cerca de 20% em relação à
■ 17h40: apresentação técnica e pronunciamento de autoridades
■ 18h30: show com Guga Borba
Quem quer praticar capoeira de graça em Campo Grande ainda encontra vagas abertas na Casa de Cultura. A Prefeitura informou que são oferecidas 30 vagas para as aulas, que começaram nesta semana e seguem com encontros regulares na Capital.
A atividade é aberta para pessoas de todas as idades e também para quem nunca teve contato com a capoeira. A proposta é reunir iniciantes e praticantes mais experientes em uma ação voltada à inclusão, ao bem-estar e à valorização da cultura brasileira.
As aulas são conduzidas pelo mestre Jaques e trabalham não só os movimentos da capoeira, mas também elementos como ritmo, disciplina, força e história. Além do aspecto cul-
tural, a prática também ajuda no condicionamento físico, no alívio do estresse e no fortalecimento da relação com as
raízes culturais do país. Os encontros acontecem na Casa de Cultura, na Avenida Afonso Pena, 2270, sempre às segundas e quartas-feiras, das 14h às 15h. Os interessados podem se inscrever pelo telefone (67) 2020-4310.
FOTO: DIVULGAÇÃO
"Kwachi Sabirá – Culinária, histórias e receitas dos primeiros imigrantes okinawanos em Campo Grande"
Andagui é um dos pratos tipícos da culinária okinawana
Castirá é um dos mais pedidos da culinária okinawana
Sobá é o mais famoso dos pratos okinawanos, símbolo de Campo Grande
FOTO: HENRIQUE ARAKAKI
FOTO: HENRIQUE ARAKAKI
Os sabores, técnicas e receitas de Okinawa, que por muito tempo ficaram restritos às casas das famílias de imigrantes e às festas organizadas por eles, estão agora reunidos, pela primeira vez, em um livro
Lançamento da Corrida dos Poderes terá treinão, música ao vivo e atrações para famílias em Campo Grande.
Casa de Cultura oferece aulas gratuitas de capoeira com vagas abertas em Campo Grande
Jads e Jadson fazem show gratuito na Expogrande
2026 e prometem lotar parque em noite de modão
O evento acontece no Parque Laucídio Coelho e segue de 9 a 20 de abril. A apresentação promete reunir fãs do sertanejo raiz sem custo de entrada.
A dupla sertaneja Jads e Jadson está confirmada na programação da Expogrande 2026 e promete arrastar uma multidão com show gratuito no dia 19 de abril, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. Conhecidos pelo estilo raiz e forte ligação com o público sul-mato-grossense, os artistas devem protagonizar uma das noites mais cheias do evento, que acontece entre os dias 9 e 20 de abril.
O anúncio reforça o apelo popular da feira agropecuária, que tradicionalmente reúne grandes nomes da música
sertaneja e aposta em atrações acessíveis para atrair público diverso. No caso de Jads e Jadson, a expectativa é ainda maior pelo histórico da dupla com o público local.
Com entrada franca, a apresentação tende a se destacar como um dos pontos altos da programação. A combinação de gratuidade com um repertório consolidado no sertanejo raiz cria um cenário de grande mobilização popular.
Em divulgação oficial, a organização do evento desta-
ESPORTE
cou o impacto esperado. “É oficial, tropa! O modão raiz e a viola mais respeitada do Brasil têm encontro marcado na Expogrande. Jads e Jadson chegam para transformar o Parque de Exposições em um verdadeiro reduto do sertanejo de responsabilidade”, informou.
A produtora também reforçou o tom festivo do anúncio ao afirmar que “o chão vai tremer e a viola vai chorar”, convidando o público a se preparar para uma noite de forte conexão com a música sertaneja tradicional. A dupla, conhecida como “os brutos”, deve levar ao palco sucessos que marcaram a carreira e que fazem parte do repertório afetivo do público. Canções como ‘Jeito Carinhoso’ e referências a clássicos do sertanejo raiz, como ‘Toca um João Mineiro e Marciano’, costumam embalar apresentações em coro coletivo. Esse tipo de repertório contribui para transformar o show em uma experiência coletiva, característica que reforça o apelo regional da dupla.
Reabertura do Morenão tira projeto do papel e recoloca Campo Grande de novo no mapa do futebol brasileiro
Com cessão ao Governo do Estado e gestão provisória da federação, estádio deve voltar a funcionar parcialmente após anos de abandono
Depois de anos de abandono, promessas descumpridas e sucessivas interdições, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, enfim voltou a ter horizonte. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na última sexta-feira (26), o deputado estadual Pedrossian Neto confirmou que o Governo de Mato Grosso do Sul vai assumir a concessão do estádio por 35 anos, em acordo com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e que o primeiro passo será a reabertura parcial da estrutura. A assinatura da concessão será assinada na próxima terça-feira (31), às 14h. A proposta, segundo o deputado, não passa por uma obra monumental nem por uma arena de padrão internacional neste momento. A prioridade é abrir o que for possível, com segurança, para recolocar o estádio em funcionamento. “Não precisa fazer o Allianz Parque. A gente precisa do básico para abrir o estádio. Em vez de esperar um projeto grandioso e improvável, a estratégia agora é destravar o uso do espaço com intervenções pontuais, viáveis e imediatas”, explicou o parlamentar que foi um dos principais articuladores e responsável pela campanha ‘Morenão Já!’.
O plano de reestruturação prevê, inicialmente, a utilização da área coberta, com capacidade para cerca de 12 mil pessoas, num estádio que pode receber quase 40 mil. O campo deve ser recuperado com apoio financeiro da CBF, enquanto outras melhorias, como iluminação, acessibilidade e ajustes operacionais, devem contar com participação da iniciativa
Expogrande aposta em diversidade de atrações
A edição de 2026 da Expogrande mantém a estratégia de mesclar grandes nomes nacionais com artistas de forte identificação local. A programação inclui outros shows aguardados, consolidando o evento como um dos principais do calendário cultural e econômico de Mato Grosso do Sul.
Além da música, a feira reúne exposições agropecuárias, negócios, gastronomia e entretenimento, atraindo públicos variados ao longo dos dias.
privada. Banheiros e vestiários, segundo o deputado, já passaram por reformas. O último jogo profissional no local ocorreu em abril de 2022, na vitória do Operário/MS sobre o Dourados. Para Pedrossian Neto, a retomada do Morenão vai além do futebol. Na avaliação dele, reabrir o estádio não é um gasto supérfluo, mas um passo importante para recolocar o esporte no centro do desenvolvimento de MS. “Em um primeiro momento, o objetivo é fazer o estádio voltar a funcionar. Mais adiante, com a atividade retomada e a economia em movimento, a ideia é criar um ambiente de confiança capaz de atrair investidores privados para novos aportes. Nesse cenário, a ideia é receber também outras modalidades esportivas, shows, eventos culturais e encontros religiosos, sempre com capacidade de gerar público e movimentar a economia”, opina.
O Morenão é o maior estádio universitário da América Latina, com capacidade para 38.122 mil pessoas, localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Inaugurado em 7 de março de 1971, com o clássico interestadual entre Flamengo e Corinthians, o estádio se tornou símbolo do futebol sul-mato-grossense e palco de grandes emoções.
Fechado completamente desde 2022, o Morenão já recebeu memoráveis partidas do tradicional Comerário (Comercial x Operário), além de jogos nacionais e internacionais, como Brasil x Paraguai, Brasil x Venezuela e confrontos da Copa do Brasil e Campeonatos Brasileiros das Séries A, B e C.
EXPOGRANDE 2026
Ingressos online: Ingresse e Blacktag
Ponto físico: Barbearia A Banca – Santa Fé e Loja John John – Shopping Campo Grande AGENDA DE SHOWS
■ 09/04 (quinta-feira) - Zezé Di Camargo - Abertura oficial – entrada franca na pista
■ 10/04 (sexta-feira) - Gusttavo Lima - Ingressos pagos
■ 11/04 (sábado) - Daniel - Ingressos pagos
■ 17/04 (sexta-feira) - Diego & Victor Hugo - Ingressos pagos
■ 18/04 (sábado) - Luan Santana - Ingressos pagos
■ 19/04 (domingo) - Jads e Jadson - Show gratuito na pista – expectativa de grande público
■ 20/04 (segunda-feira) - Thiaguinho - Show extra após encerramento da feira
Baile do Fazendeiro volta a ocupar lugar de destaque na Expogrande
Após mais de duas décadas, o Baile do Fazendeiro resgata a tradição e o glamour da pecuária sul-matogrossense durante a Expogrande 2026
Após mais de 20 anos de hiato, o Baile do Fazendeiro volta a integrar a programação oficial da Expogrande 2026, retomando seu papel como um dos eventos sociais mais tradicionais e aguardados da pecuária sul-mato-grossense. O evento de gala será realizado no dia 11 de abril, a partir das 22 horas, no Tatersal 2 da Acrissul, e promete resgatar o glamour das antigas edições, com uma noite repleta de música, dança e muita elegância.
Com o retorno do baile, a Acrissul celebra a memória e a história de um evento que, por décadas, reuniu as grandes famílias da pecuária, produtores rurais, autoridades
Foto histórica do Baile do Fazendeiro, com músicos tocando guitarra, acordeão e contrabaixo, representando a música tradicional de Mato Grosso do Sul.
e convidados para momentos de confraternização e cultura. Durante a Expogrande, o Baile do Fazendeiro era considerado um evento de gala, com traje social obrigatório e uma atmosfera de prestígio que refletia a importância da festa para o setor agropecuário de Mato Grosso do Sul.
A edição de 2026 conta com atrações especiais, que garantem uma noite dançante ao som de grupos renomados. O Canto da Terra e o Trem Pantaneiro prometem agitar a pista com repertórios de polca, chamamé, xote e vanerão, mantendo viva
a tradição musical da região. Para encerrar a noite, a dupla Victor Gregório e Marco Aurélio traz o romantismo e a poesia da verdadeira música sertaneja, agradando todos os gostos e animando os participantes até altas horas. Historicamente, o Baile do Fazendeiro tem raízes que remontam à década de 1940, quando os primeiros bailes começaram a ocorrer ligados às exposições agropecuárias. Nos anos seguintes, o evento se consolidou como uma das maiores atrações sociais da feira, sendo realizado em locais como o
Rádio Clube e, mais tarde, no próprio Parque de Exposições Laucídio Coelho.
O último Baile do Fazendeiro aconteceu por volta da década de 1990 e, desde então, o evento foi interrompido devido a mudanças no perfil da feira e da sociedade. No entanto, em 2016, a Acrissul decidiu resgatar essa tradição e, a partir de então, o baile foi reintegrado à programação da Expogrande, com um formato mais contemporâneo, mas mantendo a essência que o consagrou.
Em 2026, o Baile do Fazendeiro retorna com o seu formato tradicional e as expectativas são altas. Os ingressos para o evento estão disponíveis em mesas, bangalôs, bistrôs e convites individuais, e podem ser adquiridos pelo site www. blacktag.com
Para os associados da Acrissul, há um desconto de 40% na compra do ingresso.
A organização do evento destaca que o Baile do Fazendeiro é uma oportunidade única de reviver a história e a tradição da pecuária de Mato Grosso do Sul, promovendo uma noite de lazer, cultura e confraterniza-
REPRODUÇÃO
SERVIÇO
FOTO: DIVULGAÇÃO
A dupla sertaneja Jads e Jadson está confirmada na Expogrande 2026 com show gratuito no dia 19 de abril, em Campo Grande.
CADERNO LIGHT
Novo VW Tiguan R-Line 2026
A Volkswagen lançou o Tiguan R-Line 2026 no Brasil, um SUV premium com motor 2.0 TSI de 272 cv e tração integral 4Motion. Com preço de R$ 299.990, o modelo traz tecnologia de ponta, como central multimídia de 15 polegadas, painel digital e sistemas avançados de assistência ao motorista. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,4 segundos, e a segurança é garantida por 6 airbags e câmera 360°. O Tiguan R-Line é a escolha ideal para quem busca desempenho e sofisticação em um SUV.
Jeep Renegade 2027 chega mais moderno e com preços promocionais: vale a pena investir no SUV?
O Jeep Renegade 2027 chega ao Brasil com visual renovado, novo sistema híbrido-leve e preços promocionais, mas será que ele entrega o melhor custobenefício no competitivo mercado de SUVs?
O Jeep Renegade 2027 começa a ser vendido no Brasil, trazendo consigo uma nova era para o SUV compacto. Embora não seja uma revolução, o modelo apresenta melhorias significativas que prometem agradar os consumidores. Para começar, a Jeep apostou em um visual mais moderno e alinhado com sua identidade atual. A grade dianteira, agora mais fechada, e o para-choque com um design mais robusto são reflexos da inspiração em modelos maiores da marca, como o Cherokee e o Commander.
Além das mudanças estéticas, o grande destaque fica por conta do sistema híbrido-leve (MHEV), presente nas versões mais caras. O Renegade 2027 é oferecido em quatro versões: a Altitude, que começa em R$ 129.990 no lote inicial de 3.000 unidades, a Longitude MHEV (R$ 158.690), a Sahara MHEV (R$ 175.990), e a Willys 4x4 (R$ 189.990). Para quem desejava uma versão de entrada acessível, a Altitude traz um preço competitivo, especialmente considerando o aumento de 7% na eficiência de combustível nas versões híbridas.
Com o motor 1.3 turbo flex T270, que entrega 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, o Renegade mantém a performance e a tradição da Jeep em modelos robustos. A grande inovação fica por conta do sistema híbrido nas versões Longitude e Sahara, que promete reduzir o consumo de combustível, especialmente em ciclos urbanos. Os números são promissores: 11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada para as versões híbridas, um avanço diante do consumo das versões anteriores.
Internamente, o Renegade 2027 não decepciona. A central multimídia de 10,1 polegadas é o grande destaque, trazendo conectividade e praticidade. Pela primeira vez, o modelo também apresenta saídas de ar traseiras, um detalhe que pode agradar quem viaja com passageiros no banco de trás. E o que dizer do interior? O design ganhou um toque mais refinado, com materiais mais simples, mas com foco em funcionalidade e modernidade. Embora o uso de plástico rígido em algumas partes do painel tenha sido uma escolha estratégica para reduzir custos, o acabamento está bem mais alinhado com os padrões atuais da marca.
No que diz respeito à segurança, o Renegade 2027 também fez questão de incluir o que há de melhor. Todas as versões trazem 6 airbags, frenagem autônoma, detector de fadiga, câmera de ré e outras tecnologias de segurança. A versão Sahara, por exemplo, vai além, oferecendo teto solar panorâmico, monitoramento de ponto cego, retrovisor eletrocrômico e até integração com a Alexa.
A versão Willys 4x4, com foco no off-road, continua a ser a queridinha dos aventureiros. Com tração integral, câmbio automático de 9 marchas e pneus off-road, é a opção ideal para quem não abre mão da robustez e da capacidade de enfrentar terrenos difíceis. Contudo, não traz o sistema híbrido-leve e segue com o motor a combustão tradicional.
O Jeep Renegade 2027 é, portanto, uma atualização estratégica para a marca, oferecendo um modelo mais eficiente, moderno e com preços agressivos. O Renegade continua como uma das opções mais completas para quem busca um SUV compacto com performance robusta e tecnologia a bordo. Com a chegada do Avenger, o Renegade vai se posicionar acima, conquistando um público mais exigente e disposto a pagar mais por um modelo mais completo.
Porém, a concorrência, como o VW T-Cross, Chevrolet Tracker e Hyundai Creta, segue forte, e será interessante ver como o Renegade 2027 se comporta em meio a essa disputa acirrada. Mesmo assim, com o preço inicial promocional, a eletrificação híbrida e o visual renovado, o Renegade continua sendo uma excelente opção para quem busca um SUV moderno e eficiente, sem abrir mão do tradicional espírito aventureiro da Jeep.
FOTOS: REPRODUÇÃO
Renegade 2027 estreia visual mais robusto e mantém o DNA aventureiro que consagrou o modelo.
Cabine mais moderna traz central multimídia maior e melhor integração com o motorista.
Versão Willys segue como referência no fora de estrada, com tração integral e foco no off-road.
Capacidade de encarar terrenos difíceis continua sendo um dos pontos fortes do Renegade.