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Capital recebe autoridades neste domingo (22) e entra no centro do debate internacional sobre espécies migratórias, com conferência marcada a partir de amanhã (23)
Campo Grande entra hoje na rota da política internacional com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Paraguai, Santia-
go Peña, para a agenda de abertura da COP15, conferência da ONU voltada à proteção das espécies migratórias. A presença dos dois chefes de Estado co-
loca a Capital, já neste domingo (22), no centro das atenções antes do início dos debates da conferência ao longo da semana. A COP15 será realizada em Campo Grande entre 23 e 29 de março e reunirá representantes de mais de 130 países. A sessão especial está marcada para as 16h, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. Lula deverá participar ao lado de ministros e de outras
autoridades brasileiras, em uma agenda que abre espaço para discussões de alto nível antes do começo da programação técnica e diplomática do encontro. Será a primeira vez que o Brasil sediará a conferência da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres. Durante uma semana, governos, cientistas, organizações internacionais e representantes da sociedade civil vão discutir medidas para proteger animais que cruzam fronteiras e dependem da cooperação entre países para sobreviver. A escolha de Campo Grande para receber a COP15 ampliou o peso de Mato Grosso do Sul na agenda ambiental internacional. Além de reunir delegações estrangeiras, o evento também projeta o Pantanal e a biodiversidade brasileira em um debate global sobre conservação.
VEJA NA PÁGINA 8•A

Diesel sobe e diferença de preço entre postos chega a mais de 20%
Adriane veta projeto que criava área de silêncio no entorno de igrejas
Vacinação contra a gripe vai começar no Estado e terá Dia D no fim de março
Frete terá multa maior para empresas que desrespeitarem o piso mínimo



NOVIDADES: O pleito deste ano proporcionará novas opções de escolha aos eleitores graças as candidaturas das coligações e federações. Deferidas pelo TSE as federações: Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV); Federação PSDB Cidadania; Federação Psol Rede; Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).
COLIGAÇÃO: É uma união partidária que vale apenas para determinado período eleitoral e com fins específicos. Sua validade – que é permitida apenas para cargos majoritários, findará automaticamente com as eleições. Tem como vantagens proporcionar maiores recursos financeiros e maior tempo de exposição na TV.
[FEDERAÇÃO: Seu objetivo é unificar a atuação de legendas em nível nacional, atuando como se fosse uma só sigla, podendo apoiar diversos candidatos. O diferencial é que os partidos são obrigados a ficarem unidos durante 4 anos. Se o partido sair antes será penalizado com a proibição de integrar outra federação nos pleitos subsequentes.
INCERTEZAS: No papo sobre esse tema com alguns deputados estaduais notei dúvidas mescladas com temores sobre o desafio de reproduzir com êxito os acordos costurados pelas cúpulas nacionais. Há casos em que eles terão de conviver e até apoiar tradicionais rivais. ‘Dormir com o inimigo’ será um desafio e tanto.
GERINGONÇA: Foi esse o termo usado por um vereador do interior ao se referir ao componente das federações. Conclui-se pelas suas manifestações, que poderia estar faltando melhores esclarecimentos sobre essa temática nas câmaras interioranas. Paira assim a confusão entre a velha coligação e a federação.
VAI OU NÃO VAI? Se deixar o PDT e se filiar ao PV para tentar a Câmara Federal Marquinhos Trad teria que renunciar a vereança da capital. Ele até pensa em tentar um acordo perigoso com o PDT sem garantia jurídica. Ele sabe que essa pressa de tentar voltar ao cenário estadual poderá custar-lhe caro como ocorreu no pleito de 2022.
OLHA O NÍVEL! “Nunca fui preso nem usei tornozeleira eletrônica.” Quem fala o que não deve, acaba ouvindo o que não quer. A réplica de Zeca do PT ao Puccinelli, divulgada na mídia, é uma resposta contundente e certeira que desmoralizou o ‘italiano’ Ele, precisa se conscientizar: os tempos são outros. E o eleitor, o que pensa disso?
OPINIÃO: A opinião geral é de que Puccinelli ‘atirou pedra na caixa de maribondos’, provocando Zeca do PT, esquecendo de fatos desgastantes como a sua prisão. Ao seu estilo, o petista aproveitou a chance e replicou com vantagem seu desafeto, que errara no discurso - num momento que deveria tratar só de questões legislativas e projetos.
EQUÍVOCO: Convenhamos; os protagonistas locais de fato nestas eleições serão os postulantes ao Executivo. Esses, deverão expor seus projetos e mostrar a capacidade que o cargo exige. Diferente das atribuições do deputado estadual. Pecou Puccinelli ao trazer ao debate o seu desempenho no Executivo. Deu munição ao Zeca do PT.
ROBERTO CAMPOS: O ex-Embaixador chamava a esquerda brasileira de atrasada, apelidando-a jocosamente de “Bob Fields”. Ele classificava os povos em três tipos: “Os inteligentes, que aprendem com as experiências dos outros; os medíocres que aprendem com as próprias experiências; os idiotas que nunca aprendem”.
SIMONE & EDUARDO: O fato da ministra Simone Tebet disputar o Senado em São Paulo, como aliada do PT, ajudará ou prejudicará as pretensões de seu marido Eduardo Rocha em tentar voltar à Assembleia Legislativa? A seu favor pesa a sua passagem pela Casa Civil - que oportunizou o contato frequente com lideranças municipais.
‘POPULISMO JURÍDICO’: Assim está sendo chamada a decisão do ministro Flávio Dino ao anunciar o fim da Aposentadoria Compulsória dos magistrados como punição máxima. No fundo, a medida visa melhorar a imagem do STF, desviando assim o foco crítico atual dos escândalos que envolvem ministros daquela Corte. Não convenceu.
ATUALÍSSIMA: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se de honra e a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa em 1920)
ARTICULANDO: O ex-governador Azambuja não tem perdido tempo no comando do PL. Ele classifica como positivo seu encontro com Flávio Bolsonaro e outras lideranças em Brasília. Aqui ele não perde o contato com prefeitos, ex -prefeitos, vereadores e lideranças. É consciente da disputa difícil que o espera contra Nelsinho e Contar.
FENIX: Após perder lideranças de peso como Riedel, Azambuja e Beto Pereira, o PSDB se revigora com a permanência de Dagoberto, Geraldo Resende, Jamilson Name e Lia Nogueira. Além deles conta com as candidaturas dos vereadores da capital – Professor Juari, Vitor Rocha, Flavio Cabo Almi e Silvio Pitu.


OSupremo Tribunal Federal ocupa posição central no sistema jurídico brasileiro: é o guardião da Constituição e o árbitro final dos conflitos que envolvem sua interpretação. Sua função primordial é assegurar que leis, atos do poder público e de particulares estejam em conformidade com a ordem constitucional. Essa missão, porém, não lhe autoriza substituir o papel do legislador nem criar, por iniciativa própria, novas normas jurídicas. Quando o Judiciário ultrapassa esse limite e passa a atuar como formulador de políticas públicas ou criador de regras gerais, surge o fenômeno conhecido como ativismo judicial. Trata-se de uma postura em que juízes deixam de apenas interpretar a lei para, na prática, legislar. Ainda que muitas vezes motivado por boas intenções, esse comportamento fragiliza o princípio da separação dos poderes, pilar essencial de qualquer democracia. Uma analogia simples ajuda a compreender o problema: imagine um árbitro de futebol que, em vez de apenas aplicar as regras do jogo, decide modificá-las durante a partida. Ainda que o objetivo seja “melhorar o jogo”, o resultado inevitável é insegurança, desequilíbrio e perda de legitimidade. No sistema jurídico, ocorre algo semelhante quando o Judiciário passa a inovar em vez de interpretar.
Outro exemplo ilustrativo é o de um médico que, em vez de seguir protocolos estabelecidos pela ciência e pelas autoridades competentes, resolve criar novos tratamentos sem validação. Ainda que bem-intencionado, ele coloca em risco todo o sistema. No campo institucional, cabe ao Legislativo – e não ao Judiciário – debater e aprovar mudanças estruturais nas regras que regem a sociedade.
Recentemente, decisões atribuídas ao ministro Flávio Dino evidenciam essa tensão. Em uma delas, foram extintos os chamados “penduricalhos” na remuneração de membros da magistratura e do Ministério Público. Em outra, foi afastada a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar para magistrados. Ambas as medidas tratam de temas relevantes e sensíveis, com impacto direto na organização das carreiras jurídicas e no regime remuneratório do Estado.
O ponto central, contudo, não é o mérito das decisões, mas sua origem. Questões dessa natureza exigem debate público am-
Nossa democracia vive uma inegável crise de representatividade, principalmente pelo crescente sentimento de descolamento entre as expectativas do cidadão e os atos de seus representantes eleitos. Apesar de perfeitamente compreensível, esse sentimento parece um tanto contraditório já que são os próprios cidadãos os responsáveis pela escolha dos representantes, por meio do voto.

plo e deliberação legislativa. Em uma democracia, mudanças estruturais como essas devem ser conduzidas pelo Congresso Nacional, por meio de leis discutidas e aprovadas dentro do devido processo legislativo. Ao assumir esse protagonismo, o Judiciário corre o risco de esvaziar o papel do Parlamento e de enfraquecer a legitimidade democrática das decisões. Afinal, deputados e senadores são eleitos justamente para representar a vontade popular e deliberar sobre temas complexos que exigem transparência e responsabilidade política. Nesse contexto, ganha relevância o recente posicionamento do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Em discurso público, ele afirmou que o Supremo não é substituto da deliberação democrática e que o Judiciário não deve assumir o protagonismo em escolhas que cabem ao Parlamento. Trata-se de uma defesa clara da autocontenção judicial e do respeito aos limites institucionais.
Há, portanto, um princípio de prudência que deveria orientar a atuação da Corte: resistir à tentação de fazer tudo. Nem toda lacuna deve ser preenchida pelo Judiciário, nem toda controvérsia institucional exige uma solução criativa do STF. Muitas vezes, a melhor decisão é reconhecer os próprios limites e aguardar a atuação dos poderes competentes.
O Supremo, inclusive, pode se inspirar na prática cotidiana dos juízes de primeiro grau espalhados pelo país. Longe dos holofotes, esses magistrados exercem, em sua imensa maioria, uma atuação baseada na aplicação técnica do direito e na discrição institucional. É esse modelo – contido e fiel às normas – que fortalece a previsibilidade e a confiança no sistema de Justiça. Em última análise, o fortalecimento da democracia depende do respeito às funções de cada poder. O ativismo judicial, ainda que bem-intencionado, pode gerar distorções institucionais e comprometer a legitimidade das decisões. Cabe ao STF interpretar a Constituição – não reescrevê-la. E cabe ao Congresso Nacional legislar – inclusive sobre temas difíceis, como remuneração e disciplina da magistratura.
(*) André Borges é advogado e professor de Direito Constitucional.
Como o hábito da leitura pode ajudar a democracia?
André Borges (*) Rafael Nagime (*)

Nesse cenário, no qual o cidadão não aprova as próprias escolhas, fica a pergunta incômoda acerca dos motivos que nos conduziram a este quadro e, principalmente, como sair dele. Apesar de não existir uma resposta única e fácil – respostas fáceis fatalmente apontam para caminhos não democráticos – uma coisa é certa:,escolhas bem-feitas necessitam de informação e avaliação. Em qualquer situação da vida é preciso informação e análise para escolher bem. Mesmo quem pretende simplesmente ir a algum lugar não sai andando a esmo na esperança de chegar, mas se informa sobre o caminho, a distância, os meios de transporte etc. e depois usa as informações para avaliar e decidir a melhor forma de alcançar o destino. Em uma democracia não é diferente. O processo de escolha (eleição) é o mesmo. O cidadão precisa se informar, analisar as
informações e decidir (votar). E é justamente aqui que o hábito da leitura pode exercer um papel importante na consolidação da democracia. Uma forma inquestionável de melhorar as escolhas é ampliar a capacidade crítica. Quem cultiva o hábito da leitura fatalmente será capaz de aprimorar essa capacidade de receber informações, analisá-las e tomar decisões de maneira mais embasada, ainda que não haja garantias de acerto.
As escolhas em democracia não são simples e por isso não existem garantias de decisões acertadas. Mas um cidadão que não é capaz de interpretar e avaliar de maneira crítica e consciente as informações que recebe, fatalmente não será capaz de fazer escolhas verdadeiramente livres e conscientes. Pois bem, ainda que não exista receita mágica e que a consolidação da democracia seja um caminho diário e incessante, o hábito da leitura pode ajudar a democracia formando cidadãos com mais capacidade crítica e preparados para ao menos tentar fazer escolhas verdadeiramente conscientes.
(*) Rafael Nagime é advogado, professor de Direito e autor do livro “Contos para ler em voz alta”.
Medida provisória publicada na quintafeira prevê punições mais duras para quem pagar abaixo do piso mínimo no transporte de cargas
Foto: Divulgação

O governo federal publicou na última quinta-feira (19) uma medida provisória que endurece a fiscalização sobre o pagamento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A nova regra aumenta as punições para empresas que descumprirem a tabela e prevê multas entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação. Além das multas, a medida abre caminho para sanções mais severas em caso de reincidência. Empresas flagradas novamente em situação irregular no prazo de 12 meses poderão ter o registro suspenso de forma cautelar ou até perder a autorização para atuar no setor por até dois anos. Os caminhoneiros autônomos não serão atingidos por essas suspensões. O texto também torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte por
meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Com esse sistema, o governo passará a reunir dados detalhados sobre os fretes, como valor pago e piso mínimo exigido. A intenção é permitir que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identifique operações abaixo do valor legal e reforce o controle sobre o mercado.
As medidas foram anunciadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em meio à pressão de caminhoneiros diante da alta do diesel e da ameaça de greve em parte da categoria. O governo afirmou que a medida amplia a proteção aos motoristas, combate abusos e busca garantir mais justiça no pagamento do frete. Também está prevista a integração de dados da ANTT com a Receita Federal e os fiscos estaduais e municipais.
Após assembleia, categoria decidiu esperar mais sete dias por resposta às reivindicações e seguirá em estado de greve
Os caminhoneiros decidiram adiar uma paralisação nacional, mas mantiveram o estado de greve e deram ao governo federal um prazo de sete dias para avançar nas negociações. A decisão foi tomada na última quinta-feira (19), em assembleia realizada em Santos, no litoral paulista, e manteve a mobilização da categoria enquanto seguem pendentes pontos considerados essenciais pelos trabalhadores.
Horas depois da reunião, entidades do setor divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026, publicada pelo governo federal para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete. Apesar disso, as lideranças deixaram claro que o movimento não foi encerrado e que uma nova avaliação será feita na próxima semana. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros nos próximos dias.
Segundo José Roberto Stringasci, presidente da Asso-

ciação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), a maior parte dos participantes da assembleia defendia a paralisação imediata, mas aceitou aguardar mais uma semana. Ele afirmou que, caso o governo não apresente solução ou sinal positivo para as reivindicações da categoria, o movimento poderá ser retomado.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) informou que a paralisação
nacional ficou suspensa por enquanto, em razão da medida provisória. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também anunciou a suspensão da greve geral até a próxima rodada de conversa com o governo. As entidades afirmaram que continuarão negociando temas como diesel, frete e fiscalização do piso mínimo.
A nova medida do governo tornou obrigatório o registro das operações de transporte
por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres cruzar os valores pagos com a tabela do frete. O texto também prevê multas pesadas para empresas que desrespeitarem as regras. Em Santa Catarina, onde havia previsão de paralisação, o movimento foi desmobilizado no mesmo dia, após decisão da Justiça Federal que proibiu bloqueios em rodovias e acessos portuários.







Senadora de Mato Grosso do Sul afasta chance de integrar chapa presidencial e reforça plano de continuar no Congresso

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) decidiu permanecer no Senado e não pretende disputar a Vice-Presidência da República em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após conversa com a parlamentar na quarta-feira (18).
A decisão esfriou as especulações sobre a presença da ex-ministra da Agricultura em uma composição ligada ao grupo bolsonarista. Nas últimas semanas, o nome dela vinha sendo citado como opção para a vice, principalmente por sua força política no agronegócio e pela atuação consolidada no Congresso.
Segundo Valdemar, Tereza Cristina deixou claro que prefere seguir no Legislativo e dar continuidade ao trabalho que já desenvolve no Senado. Com
isso, perdeu força, ao menos neste momento, a hipótese de a parlamentar sul-mato-grossense entrar na disputa pelo Palácio do Planalto. A recusa também mexeu nas articulações da direita para 2026. Tereza Cristina era vista como um nome capaz de ampliar o alcance político de uma chapa nacional, especialmente pela influência que mantém entre produtores rurais e dentro da bancada do agro. Antes disso, o próprio comando do PL já havia citado a senadora como uma possibilidade para a composição. Sem Tereza Cristina na disputa, a definição sobre a vaga de vice continuou em aberto. O movimento mostrou que, apesar das especulações nos bastidores, nem todos os nomes lembrados para a eleição presidencial estão dispostos a deixar seus cargos atuais para entrar em uma chapa majoritária.
Lídio Lopes negocia
Deputado estadual, hoje sem legenda, diz que conversa está avançada e decisão deve sair perto do fim do prazo de filiação
Foto: Divulgação

Sem partido há cerca de dois anos, o deputado estadual
Lídio Lopes pode voltar ao cenário partidário nos próximos dias e assumir a presidência do Avante em Mato Grosso do Sul.
A possibilidade ganhou força durante as articulações para as eleições de 2026, em meio ao prazo final da janela partidária, que termina em 3 de abril.
Lídio ficou sem legenda após a fusão entre Patriota e PTB, que deu origem ao PRD, hoje comandado no Estado pelo ex-senador Delcídio do Amaral. Desde então, preferiu permanecer fora de partido, embora diga que segue no campo conservador. Agora, afirma que a conversa com o Avante está adiantada e que a definição dependerá da montagem da chapa para a disputa
Governador de Mato Grosso do Sul foi escolhido por unanimidade para presidir grupo que reúne 15 estados em ações de sustentabilidade e transição energética
Mato Grosso do Sul ampliou nesta semana seu espaço nas discussões sobre meio ambiente no país. Na última quarta-feira (18), o governador Eduardo Riedel foi eleito, por unanimidade, presidente do Consórcio Brasil Verde, grupo formado por 15 estados que atua no enfrentamento das mudanças climáticas e na defesa de políticas de sustentabilidade.
A escolha ocorreu durante reunião online e reforçou a presença do Estado em pautas ligadas à preservação ambiental e à transição energética. Mato Grosso do Sul tem ações voltadas aos três biomas presentes em seu território: Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Criado em 2019, o Consórcio Brasil Verde reúne estados de diferentes regiões do país para desenvolver projetos,

buscar recursos e fortalecer medidas de redução de emissões e adaptação climática. A proposta é unir crescimento econômico e proteção ambiental, além de ampliar a participação dos estados brasileiros em debates e parcerias internacionais.
Segundo o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, o consórcio ajuda os estados na elaboração de projetos e na captação de recursos externos. Ele destacou ainda que a nova posição de Mato Grosso do Sul poderá fortalecer iniciativas locais, como o Fundo Clima
Pantanal. Riedel tomará posse no dia 3 de abril para um mandato de dois anos.
Este será o segundo consórcio presidido por ele neste ano. Em janeiro, o governador já havia assumido o comando do Consórcio Interestadual Brasil Central.
Deputado Geraldo Resende (PSDB) afirma que seguirá no partido, defende a reconstrução da sigla e critica cenário político dominado por dois extremos
O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) afirmou que vai continuar no ‘Ninho Tucano’ e defendeu a reconstrução do partido em Mato Grosso do Sul e no país. Ao falar sobre o cenário político, ele disse que a sigla ainda tem espaço para crescer e voltar a ter protagonismo. “Vamos trabalhar para que o PSDB possa ressurgir igual o fênix da cinza”, declarou. Segundo o parlamentar, sua permanência no partido foi resultado de conversas com lideranças tucanas. Ele citou apelos do ex-governador Reinaldo Azambuja, da exsenadora Marisa Serrano, do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, além de prefeitos, deputados e vereadores. “Houve apelos” e, após essas conversas, ficou mantido o compromisso de permanecer no partido, afirmou.

Geraldo Resende também destacou que acredita em uma boa representação do PSDB nas eleições. “Eu acredito que nós temos condições de podermos ter uma boa representação do Mato Grosso do Sul aqui na Câmara dos Deputados”, disse. Para ele, a história do partido pesa a favor dessa tentativa de retomada. “O PSDB tem uma história muito bonita, uma história muito marcante”, afirmou, ao lembrar nomes como Fer-
nando Henrique Cardoso, Mário Covas e Franco Montoro. Ao comentar a disputa presidencial, o deputado criticou a polarização e disse que esse ambiente prejudica o debate dos problemas do país. “Essa polarização não leva à discussão dos problemas reais do país”, afirmou. Segundo ele, temas como violência, segurança pública, saúde, educação e economia acabam ficando de lado diante do confronto político.
“Vai ficar um clima muito hostil entre o ‘lulopetismo’ e entre o ‘Bolsonaro’”, declarou. Na avaliação do deputado, ainda existe espaço para uma alternativa de centro no Brasil, embora esse caminho esteja mais difícil. “Há esse espaço de uma terceira via”, disse. Para Geraldo Resende, o desafio do PSDB é justamente ocupar esse campo e apresentar ao eleitor uma proposta mais equilibrada para o futuro do país.
eleitoral. A aproximação entre Lídio Lopes e o Avante também passa pela relação construída nas eleições municipais de 2024, em Campo Grande. Na ocasião, o partido esteve na coligação que apoiou a reeleição da prefeita Adriane Lopes, esposa do deputado. O Avante elegeu dois vereadores e também a vice-prefeita Camill Nascimento. Lídio lembrou que houve um compromisso político firmado ainda naquela campanha. Segundo ele, o grupo ajudou a organizar a chapa da sigla na Capital, o que reforçou a ligação com o partido. Caso a filiação se confirme, o deputado poderá assumir uma posição estratégica na reorganização do Avante para a disputa de 2026 em Mato Grosso do Sul.
Novo grupo de deputados vai discutir ações contra maus-tratos, abandono e em defesa de políticas públicas para o setor
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul passou a contar com uma frente parlamentar voltada à defesa dos animais. A medida foi oficializada nesta semana com a publicação de ato da Mesa Diretora, que criou o grupo responsável por discutir e fortalecer políticas públicas de proteção animal no Estado. Coordenada pelo deputado Lucas de Lima, a frente terá como foco propor ações de conscientização, incentivo à educação sobre o tema e medidas de combate aos maus-tratos e ao abandono. A proposta tam-
bém prevê apoio a iniciativas ligadas à saúde pública, dentro da pauta de proteção à vida animal. Além de Lucas de Lima, o grupo será formado pelos deputados Zeca do PT, Pedro Kemp, Coronel David, Gleice Jane, Neno Razuk e Roberto Hashioka. A composição reúne parlamentares de diferentes partidos em torno de uma atuação voltada ao tema. O ato também permite a participação de outros deputados, além de representantes de
órgãos públicos, entidades não governamentais e organizações da sociedade civil ligadas à causa animal. A intenção é ampliar o debate e reunir diferentes setores para discutir soluções e propostas. A frente parlamentar funcionará durante o período de vigência da atual Mesa Diretora da Assembleia. Com a criação do grupo, a expectativa é dar mais força à discussão de medidas de proteção e bem -estar animal em Mato Grosso do Sul.
Sessão que tratava de títulos de visitante ilustre terminou em debate acalorado, troca de críticas e divisão entre vereadores
A votação de homenagens ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, provocou um novo embate político na Câmara Municipal de Campo Grande. O que seria uma sessão de rito normal acabou marcado por discussão no plenário, com críticas, reação da presidência da Casa e votos divididos entre os vereadores.
Os nomes de Lula e Marina foram incluídos em um bloco de projetos que também previa títulos de visitante ilustre para o ex-jogador Zé Roberto e para o empresário Roberto Justus. A tensão começou quando a vereadora Ana Portela criticou a homenagem ao presidente e dis-
se que votaria contra a proposta. Durante a fala, ela usou um termo pejorativo para se referir a Lula, o que gerou reação imediata do presidente da Câmara, vereador Papy, que determinou a retirada da expressão da ata da sessão.
A discussão tirou a votação do campo protocolar e transformou o tema em disputa política dentro da Casa. Em vez de se limitar à homenagem, o debate passou a refletir a polarização em torno da visita de Lula e Marina à Capital, prevista para este mês durante a COP15, conferência internacional sobre conservação de espécies migratórias.
No plenário, vereadores
apresentaram posições opostas. Ademar Vieira Junior defendeu que a Câmara deve agir de forma democrática e institucional ao receber autoridades, independentemente de posição partidária. Já André Salinero afirmou que não era contra as homenagens a Zé Roberto e Roberto Justus, mas rejeitava os títulos destinados ao presidente e à ministra. O vereador Landmark, autor das propostas para Lula e Marina, criticou a resistência e disse que a visita não deveria ser tratada como disputa ideológica.
Ao final, o bloco de projetos foi aprovado por 20 votos a 4. Votaram contra Ana Portela, André Salinero, Herculano Borges e Rafael Tavares. A sessão terminou com o episódio ampliando a divisão política no Legislativo da Capital às vésperas da chegada das autoridades a Campo Grande. Lula e ministra Marina Silva chegam ainda hoje (22) para participar da COP 15.

União das Câmaras tenta ampliar força dos vereadores e zerar crise herdada em MS
Entidade prepara congresso em Campo Grande, amplia filiações e aposta em ações no interior para reforçar o papel das câmaras municipais
A União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase e tenta ganhar mais força política no Estado. Em fala na tribuna nesta semana, o presidente da entidade, Daniel Junior, destacou ações para aproximar as câmaras municipais, ampliar a participação dos vereadores e reorganizar a estrutura da instituição.
Entre as medidas anunciadas está a realização do Congresso UCV/MS Summit, marcado para os dias 8, 9 e 10 de abril, em Campo Grande. O evento deve reunir vereadores de várias cidades e terá palestras nas áreas de direito, empreendedorismo e marketing. Segundo Daniel Junior, a proposta é mostrar o peso do legislativo municipal e fortalecer a atuação dos
Ministra confirmou candidatura ao Senado, negociou saída do MDB e passou a conversar com lideranças do PSB para a eleição de 2026 Foto: Divulgação

se aproximou da disputa ao
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, entrou de vez nas articulações da eleição em São Paulo e avançou nas conversas para trocar o MDB pelo PSB. O movimento ganhou força depois que ela confirmou que disputará uma vaga no Senado pelo estado, abrindo um novo passo em sua atuação política fora de Mato Grosso do Sul.
A aproximação com o PSB passou por conversas com a deputada Tabata Amaral e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, dois nomes centrais da legenda em São Paulo. Antes disso, Tabata já havia dito publicamente que convidou Tebet para se filiar ao partido, dentro de uma estratégia para montar uma chapa mais forte no maior colégio eleitoral do país.
A mudança ganhou peso porque Tebet foi lançada como nome para o Senado na chapa ligada ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Segundo notícias publicadas nos últimos dias, a ministra deveria integrar o palanque do grupo governista em São Paulo, ao lado de nomes como Fernando Haddad, Alckmin e outras lideranças que tentam ampliar o diálogo com o eleitor de centro no interior paulista. A definição partidária ainda dependia de tratativas finais com Lula, mas a tendência apontada nos bastidores era de saída do MDB e entrada no PSB. Tebet também já havia informado que deixaria o ministério até 30 de março para disputar a eleição, dentro do prazo legal. Com isso, a ministra passou a ocupar posição estratégica no desenho eleitoral paulista. A entrada dela na disputa pelo Senado e a possível troca de legenda reforçaram a tentativa da base de Lula de montar uma chapa com nomes de centro e maior alcance político em São Paulo.
parlamentares nas cidades. O dirigente também apresentou um balanço da atual gestão e afirmou que a entidade conseguiu reduzir uma dívida que era de R$ 11 milhões para R$ 300 mil. Outro avanço citado foi a regularização de documentos que estavam pendentes e dificultavam acordos e novas filiações. A meta agora é reunir as 79 câmaras municipais de Mato Grosso do Sul. Além do congresso, a entidade lançou o projeto Cine Câmara, voltado para cidades do interior. A proposta prevê a entrega de 40 kits para ampliar o acesso ao cinema e à cultu-
ra em diferentes municípios. A iniciativa faz parte de uma tentativa de dar mais visibilidade à atuação da união fora da Capital. Durante a sessão, vereadores defenderam a importância de fortalecer as câmaras municipais. O presidente da Câmara de Campo Grande, Papy, afirmou que enfraquecer o Legislativo abre espaço para perda de representatividade nas cidades. Já o vereador Junior Coringa destacou o aumento no número de filiações e disse que a meta é chegar ao fim do ano com adesão total das câmaras do Estado.

Ex-deputado e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas diz que decisão marca novo momento da trajetória política em Mato Grosso do Sul
Depois de anos em funções de destaque na política e no controle das contas públicas, Jerson Domingos voltou ao cenário partidário. O ex-deputado estadual oficializou, na última terça-feira (17), sua filiação ao União Brasil, em Brasília, em um movimento que recolocou seu nome nas articulações políticas de Mato Grosso do Sul. Natural de Campo Grande, Jerson construiu a maior parte da vida pública no Estado. Foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos, presidiu a Assembleia Legislativa por quatro vezes e, em 2015, assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. No órgão, também ocupou a presidência entre 2022 e 2024, antes de se aposentar. Ao explicar a escolha, Jerson
afirmou que a decisão foi tomada com base em princípios que, segundo ele, marcaram toda a sua trajetória. Ele disse que sempre defendeu o diálogo, o fortalecimento dos municípios e a criação de políticas públicas voltadas às famílias e às novas gerações. Também afirmou que encontrou esses mesmos valores no União Brasil.
O ex-parlamentar disse ainda que a filiação representa uma forma de continuar participando da vida pública de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, sua atuação sempre foi construída a partir da escuta da população, do contato com os municípios e da busca por melhorias para o Estado, com responsabilidade e equilíbrio. Em Mato Grosso do Sul, o União Brasil é presidido por

Rose Modesto e integra a federação União Progressista, formada com o PP e liderada no Estado pela senadora Tereza
Cristina. A chegada de Jerson fortalece o partido em um momento de reorganização política de olho nas eleições de 2026.
Deputado estadual entregou a presidência do partido e disse que deve definir a nova filiação até o fim deste mês
O deputado estadual Paulo Duarte abriu uma nova movimentação no cenário político de Mato Grosso do Sul ao deixar a presidência do PSB e encaminhar a ida para o PSDB. O anúncio foi feito na última quinta-feira (19) e marcou mais uma mudança nas articulações partidárias de olho nas
eleições de 2026. Segundo o parlamentar, a saída do comando do PSB já vinha sendo planejada e foi oficializada após conversa com lideranças da própria legenda. Mesmo ainda filiado ao partido, ele afirmou que sua decisão de deixar a sigla já está tomada e que a definição sobre a nova
casa política deve ocorrer até o fim do mês. Paulo Duarte disse que recebeu convites de outras legendas, mas confirmou que o caminho mais provável é o PSDB. De acordo com ele, as conversas estão avançadas e novas tratativas devem ocorrer nos próximos dias. A expectativa é de que a filiação seja oficializada até 30 de março. A mudança acontece em um momento de reorganização dos partidos no Estado e pode ter reflexos no ambiente político da Assembleia Legislativa.
Com trajetória conhecida na política sul-mato-grossense, Paulo Duarte já foi eleito deputado estadual, comandou a Prefeitura de Corumbá e voltou à Assembleia em 2024 para exercer o quarto mandato. Ao deixar a presidência do PSB, o deputado reforçou que a decisão faz parte de um novo momento de sua trajetória política. A saída do comando partidário e a provável entrada no PSDB ampliam as movimentações entre lideranças estaduais em um período de definição de alianças e estratégias.
Programa lançado nesta semana prevê expansão da rede elétrica em assentamentos e comunidades para fortalecer a agricultura familiar até 2028
A agricultura familiar de Mato Grosso do Sul passou a contar com uma nova frente de apoio para ampliar a produção no campo. Lançado nesta semana, o programa MS Trifásico vai levar energia elétrica de melhor qualidade para áreas rurais e atender produtores que hoje ainda enfrentam dificuldades para crescer, investir e diversificar a atividade. A proposta prevê a implantação de 2 mil quilômetros de rede trifásica até 2028, com alcance em 74 assentamentos de 17 municípios. A expectativa é beneficiar cerca de 15 mil moradores, com mais de 7 mil atendidos já na primeira etapa. O investimento soma aproximadamente R$ 172 milhões em parceria com a Energisa.
Com a nova estrutura, a previsão é de melhora no fornecimento de energia e aumento da capacidade produtiva das propriedades. O programa também inclui a instalação de 500 transformadores, o que deve permitir o uso de equipamentos mais po-
tentes, estimular a agroindustrialização e abrir espaço para novas atividades no meio rural. O foco da iniciativa é atender principalmente agricultores familiares, assentados, indígenas e quilombolas. Durante o lançamento, o governador Eduardo Riedel afirmou que o objetivo é enfrentar uma carência antiga e criar condições para que essas famílias produzam mais, com mais eficiência e renda. Representantes do setor também destacaram que energia de qualidade é fundamental para reduzir limitações históricas e melhorar a vida no campo. No mesmo evento, o Estado autorizou nova etapa do programa Pró-Fertiliza, com R$ 5 milhões para transporte de insumos destinados a cerca de 1,2 mil agricultores familiares. Também houve entrega simbólica de veículos e kits fotovoltaicos voltados ao extrativismo sustentável e aos sistemas agroflorestais, dentro de uma agenda mais ampla de apoio à produção rural.

Levantamento do Procon aponta forte variação no valor dos combustíveis e mostra que motorista precisa pesquisar antes de abastecer
O preço dos combustíveis voltou a pesar no bolso do consumidor em Campo Grande. Pesquisa do Procon de Mato Grosso do Sul mostrou
que, em março, a diferença no valor do litro do diesel chegou a 21% entre postos da Capital, o que ampliou a preocupação de motoristas e transportado-
res diante das oscilações no mercado.
O levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de março em 35 postos. Na região central, o diesel S10 chegou a ser encontrado por R$ 7,95 no pagamento no cartão de crédito, enquanto o diesel S500 apareceu a R$ 7,90. A pesquisa indica que a variação pode estar ligada ao cenário de incerteza
no mercado internacional de combustíveis.
A gasolina comum também apresentou diferença de preço. Nos postos pesquisados, o litro variou de R$ 5,95 a R$ 6,69. As maiores oscilações foram registradas nas regiões do Imbirussu, Prosa e Segredo. No caso do etanol, os valores ficaram entre R$ 4,15 e R$ 4,69, com diferenças mais ex-
pressivas também em bairros dessas duas últimas regiões. Na comparação entre fevereiro e março, o diesel S10 foi o combustível que mais subiu em algumas áreas da cidade. Na região central, a variação chegou a 29,38%, seguida pelo Anhanduizinho e pelo Bandeira. Já o etanol teve aumento de 4,66% em parte da cidade. O GNV, por outro lado, manteve
preço estável no período. O levantamento considerou gasolina, etanol, diesel S500, diesel S10 e GNV, com preços à vista e no cartão de crédito. O resultado reforçou um cenário já conhecido pelo consumidor: de um posto para outro, a diferença pode ser grande, e pesquisar antes de abastecer continua sendo a melhor forma de economizar.

Regra em vigor desde 2020 passou a impedir cobrança de penalidade no cancelamento de serviços continuados, como internet, academia e telefonia

Em Mato Grosso do Sul, consumidores passaram a ter mais liberdade para cancelar serviços sem pagar multa por fidelidade. A mudança veio com uma lei estadual em vigor desde 2020, que proibiu esse tipo de cobrança em contratos continuados, como os de internet, telefonia, TV por assinatura e academias.
Antes da regra, era comum que empresas exigissem permanência mínima de 12 meses ou mais e cobrassem penalidades financeiras de quem decidisse encerrar o contrato antes do prazo. Na prática, isso dificultava a troca de fornecedor, mesmo quando o serviço prestado não atendia às expectativas do cliente.
Com a proibição, o consumidor ganhou mais poder de escolha e deixou de ficar preso a cláusulas consideradas abusivas. Ao mesmo tempo, a mudança pressionou empresas a investir mais na qualidade do atendimento e do serviço, já que
a permanência do cliente passou a depender mais da satisfação do que da multa contratual. A lei foi apresentada pelo deputado estadual Coronel David e teve como objetivo reforçar direitos já previstos no Código de Defesa do Consumidor. Segundo o parlamentar, a fidelização forçada criava desequilíbrio na relação entre empresa e cliente e precisava ser corrigida. “Na prática, o consumidor ficava vinculado ao contrato mesmo diante de insatisfação com a qualidade do serviço. A fidelização forçada criava um desequilíbrio evidente na relação contratual. A lei corrige essa distorção e fortalece o cidadão”, explica o deputado. Além de proteger o consumidor, a medida também ajudou a tornar as relações de consumo mais transparentes e a reduzir conflitos. A orientação é que, em caso de cobrança indevida ou dúvidas sobre contratos, o consumidor procure canais de defesa, como o Procon.
Ligação entre município de MS e província boliviana de Germán Busch integra pacto assinado pelos dois países
Foto: Reprodução/Governo Federal

Mato Grosso do Sul entrou no centro de um novo acordo energético firmado entre Brasil e Bolívia. O pacto assinado na última segunda-feira (16) prevê uma ligação entre Corumbá e a província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, para permitir intercâmbio de energia elétrica entre os dois países, principalmente em situações de emergência nos sistemas. O entendimento prevê a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro, estrutura necessária para conectar redes elétricas com frequências diferentes. O acordo também inclui a construção de linhas de transmissão com capacidade aproximada de 420 megawatts, o que abre caminho para a conexão física entre os sistemas elétricos dos dois lados da fronteira. Pelo texto, a troca de energia deverá ocorrer sobretudo a partir de excedentes de geração de cada país, sem deixar em segundo plano o abastecimento
Crescimento do eucalipto, geração de empregos e expansão
industrial colocam Ribas do Rio Pardo no centro de uma nova fase de desenvolvimento
Mato Grosso do Sul vive uma nova fase econômica puxada pelo avanço das florestas plantadas e pela força da indústria da celulose. Em pouco mais de uma década, a área cultivada com eucalipto saltou de 341 mil hectares, em 2010, para cerca de 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025, transformando a paisagem de várias regiões e ampliando o peso do setor na economia do Estado.
Hoje, Mato Grosso do Sul tem a segunda maior área de eucalipto do país e concentra grande parte da expansão nacional mais recente. Esse crescimento ajudou a consolidar um corredor florestal que passa por cidades como Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia e Inocência. Em Ribas, está em operação a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, o que reforçou a posição do município como peça central desse novo ciclo econômico.
A cadeia florestal já alcança mais de 18 municípios e responde por mais de 20 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Além disso, representa parcela importante da indústria sul-mato-grossense e ainda se destaca pela produção de energia limpa. O setor também vem crescendo com apoio de sistemas integrados no campo, que unem lavoura, pecuária e floresta, ampliando a produção com melhor uso da terra.
Ao mesmo tempo em que o setor avança, permanecem desafios ligados à logística, à qualificação de mão de obra, à inovação e ao uso dos recursos

hídricos. A avaliação é de que o crescimento exigirá mais estrutura para continuar em ritmo forte, sem perder competitividade e equilíbrio ambiental. Esse cenário foi destaque
durante a ExpoRibas 2026, feira realizada em Ribas do Rio Pardo para discutir oportunidades e gargalos do agronegócio e da industrialização. O evento reuniu produtores, empresários
e autoridades e reforçou a ideia de que o setor florestal já deixou de ser apenas uma promessa e passou a ocupar lugar decisivo no presente e no
Ofertas com preço baixo acendem alerta para golpes na venda de materiais de construção
interno. Ou seja, Brasil e Bolívia vão priorizar primeiro as próprias demandas e, em caso de sobra, poderão fazer o intercâmbio. O documento também prevê uso dessa conexão em situações de contingência, quando houver necessidade de apoio emergencial. Para Mato Grosso do Sul, o ponto mais relevante do acordo é justamente o papel de Corumbá, a 450 km de Campo Grande, como elo brasileiro dessa futura interligação. A medida foi assinada dentro da agenda oficial da visita do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, e coloca a cidade sul-mato-grossense na rota de uma estrutura estratégica para segurança energética regional. A coordenação técnica dos estudos e da implementação ficará com o Comitê Técnico Binacional Brasil-Bolívia. Pelo que foi definido, cada país será responsável por financiar, construir e operar a infraestrutura localizada em seu próprio território.

Anúncios com descontos exagerados em materiais de construção levantam suspeita de golpe e acendem alerta ao consumidor
Entidades do setor em Mato Grosso do Sul orientam consumidores a desconfiar de anúncios exagerados, principalmente nas redes sociais
Promoções com preços muito abaixo do normal passaram a preocupar o setor de materiais de construção em Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que parte dessas ofertas, divulgadas principalmente pela internet, possa esconder propaganda enganosa ou até golpe contra o consumidor.
Segundo entidades ligadas ao comércio e à construção civil, empresas de fora do Estado têm intensificado anúncios com descontos agressivos para atrair compradores. O problema é que, em vários casos, a oferta não se confirma: o pro-
duto não chega, vem diferente do anunciado ou causa prejuízo para quem comprou. O alerta cresceu com o avanço das vendas online e a facilidade de divulgação de anúncios nas redes sociais. Órgãos de defesa do consumidor lembram que publicidade enganosa é proibida e ocorre quando a propaganda traz informação falsa ou incompleta, capaz de induzir o cliente ao erro. A orientação é redobrar os cuidados antes de fechar negócio. Entre as medidas mais importantes estão pes-
quisar a reputação da empresa, verificar avaliações de outros consumidores, confirmar se há CNPJ, endereço físico e canais reais de atendimento, além de desconfiar de preços muito abaixo do mercado. A recomendação também é buscar referências com lojistas conhecidos da cidade, que oferecem garantia e têm atuação já reconhecida. Em tempos de compra rápida pela internet, o desconto que parece vantajoso demais pode acabar virando dor de cabeça.


REDE HOTELEIRA E COMÉRCIO
Conferência internacional deve movimentar hotéis, bares, restaurantes, transporte e serviços na Capital.


Capital sul-mato-grossense recebe a COP15 e passa a sediar o principal debate internacional sobre espécies migratórias.
É a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação
A escolha da Capital está ligada à relevância do Pantanal para as espécies

Atualização dos anexos da convenção, ações concertadas entre países, relatórios nacionais, prioridades de conservação e orçamento da CMS para o próximo triênio.
COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias reúne mais de 130 países na Capital e coloca Pantanal, biodiversidade e economia local no centro da pauta internacional
Campo Grande sedia a partir de amanhã (23) até domingo (29), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15 da CMS. Pela primeira vez, o Brasil recebe o encontro, que reunirá representantes de mais de 130 países, cientistas, organismos internacionais e sociedade civil para discutir medidas de proteção à fauna migratória, seus habitats e rotas de deslocamento.
Organizada pelo Governo do Brasil, a conferência será presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Ao longo de uma semana, os participantes vão avaliar a situação das espécies migratórias, definir prioridades para os próximos anos e deliberar sobre políticas, ações e investimentos voltados à conservação da biodiversidade.
A escolha de Campo Grande está ligada à importância ambiental de Mato Grosso do Sul, especialmente do Pantanal, área estratégica para diversas espécies migratórias, em especial aves. A Capital também chega ao evento com o reconhecimento por políticas de arborização e preservação ambiental urbana, o que reforça sua presença no debate internacional sobre sustentabilidade.
A CMS é um tratado ambiental da ONU
Além da projeção internacional e do impacto econômico, a COP15 deixará como marca o Bosque da COP15, com 250 mudas plantadas em Campo Grande.
criado em 1979 para promover a cooperação entre países na proteção de animais que cruzam fronteiras ao longo do ciclo de vida. Hoje, são protegidas aproximadamente 1.189 espécies migratórias, entre aves, mamíferos terrestres e aquáticos, peixes, répteis e insetos. Esses animais têm papel importante no equilíbrio dos ecossistemas, na dispersão de sementes, na polinização e até em atividades econômicas sustentáveis, como o ecoturismo.
A conferência ocorre em um cenário de pressão sobre a biodiversidade. Segundo as informações da própria convenção, a perda, degradação e fragmentação de habitats afetam 75% das espécies migratórias, enquanto a sobre-exploração prejudica 70% desses animais. Diante desse quadro, a COP15 vai discutir a atualização dos anexos da convenção, novas ações concertadas entre os países e medidas para ampliar a proteção de espécies ameaçadas ou em estado de conservação desfavorável.
Entre os principais resultados esperados estão decisões sobre 17 propostas de alterações nos anexos da convenção, 11 relatórios sobre a implementação de ações concertadas no último triênio e 16 propostas de novas ações para o próximo período. Também devem ser analisados relatórios nacionais e outros documentos técnicos e políticos que vão orientar as decisões da conferência. O tema desta edição é “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”. A cidade também prepara ações voltadas ao legado ambiental e à participação da população. Uma delas é o Bosque da COP15, que prevê o plantio de 250 mudas de espécies como ipês, jacarandá, angico, manduvi e árvores frutíferas. No bairro Carandá Bosque, onde será implantado o projeto, moradores receberam a iniciativa como reforço à arborização, à presença de aves e à criação de um novo espaço de convivência ligado à proposta central da conferência.
Campo Grande alcançou o 4º lugar em ranking nacional e avançou em abastecimento de água, coleta de esgoto, investimentos e controle de perdas
Campo Grande passou a figurar entre as cidades brasileiras com melhor estrutura de saneamento básico. A Capital ficou em 4º lugar no Ranking do Saneamento 2026 e apareceu à frente da maior parte dos municípios do país em indicadores como abastecimento de água, coleta de esgoto, investimentos no setor e redução de perdas. O resultado colocou Campo Grande entre as poucas cidades brasileiras que se aproximaram das metas de universalização do saneamento. Entre os 100 maiores municípios do país, só 37 atingiram nível considerado próximo do ideal. Na prática, isso significa maior cobertura de água tratada, mais rede de esgoto e melhores condições de saúde pública para a população. Em 2024, a Capital atingiu 98,72% de atendimento com água, índice acima da média nacional. Na coleta de esgoto, chegou a 91,11%, número que
também superou com folga o resultado registrado no restante do país. Os investimentos acompanharam esse avanço: foram R$ 217,39 por morador, valor superior à média das capitais brasileiras. O bom desempenho no ranking reforçou a posição de Campo Grande como uma das cidades mais adiantadas do país nessa área. O objetivo agora é ampliar ainda mais a cobertura e antecipar a universalização dos serviços, especialmente no esgotamento sanitário, antes do prazo nacional previsto para os próximos anos. Além dos números, o avanço no saneamento aparece no dia a dia da cidade, com ampliação da oferta de água tratada e melhoria na estrutura urbana. O resultado ajuda a explicar por que Campo Grande passou a ser vista como referência nacional em um setor diretamente ligado à qualidade de vida da população.

Capital recebeu pelo sétimo ano seguido o reconhecimento Tree City of the World, voltado a cidades com cuidado permanente com a arborização urbana
Às vésperas da COP15, Campo Grande voltou a ganhar destaque fora do país por uma marca que faz parte da paisagem da cidade. Pela sétima vez seguida, a Capital recebeu o selo internacional Tree City of the World, dado a municípios que mantêm políticas de cuidado com as árvores e com a arborização urbana.
O reconhecimento mostra que a cidade segue investindo em ações como plantio, manutenção, monitoramento e pre-
servação das áreas verdes. Para obter o título, é preciso cumprir exigências como ter regras específicas para a arborização, estrutura de gestão, acompanhamento das árvores e programas de conscientização da população.
Em Campo Grande, uma das iniciativas ligadas a esse trabalho é o projeto Via Verde, voltado à ampliação de corredores verdes pela cidade. Outro ponto citado é a distribuição gratuita de mudas, que incentiva os mo-
radores a participar diretamente da arborização dos bairros.
Mais do que um selo simbólico, o reconhecimento reforça uma característica pela qual Campo Grande já é conhecida: a forte presença de árvores no espaço urbano. Isso ajuda no conforto térmico, melhora a qualidade de vida e fortalece a imagem da Capital em um momento em que a cidade recebe atenção internacional por causa da conferência ambiental.
Com o novo reconhecimen-
veta projeto que criava área de silêncio no entorno de igrejas em Campo Grande
Prefeitura alegou que proposta daria tratamento diferenciado a templos religiosos e poderia dificultar a fiscalização do barulho na cidade
O projeto que criava uma área de silêncio no entorno de igrejas e templos em Campo Grande foi vetado pela prefeita Adriane Lopes (PP) e não vai virar lei, pelo menos por enquanto. A decisão foi publicada da edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quarta-feira (18), com a justificativa de que a proposta poderia dificultar a fiscalização do barulho na cidade e gerar tratamento diferenciado para espaços religiosos.
Na prática, o projeto previa que, em um raio de 200 metros dos templos, haveria restrições mais rígidas para emissão de som durante os horários em que esses espaços estivessem funcionando. Ao justificar o veto, a Prefeitura afirmou que a medida poderia criar tratamento privilegiado para instituições religiosas, sem um critério técnico e geral que também valesse para outros espaços da cidade. O entendimento do Executivo é

que isso poderia ferir princípios como isonomia, impessoalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Outro ponto levantado pela administração municipal é que a legislação atual já prevê controle sobre poluição sonora e já submete atividades religiosas aos limites de ruído existentes. Ou seja, segundo o veto, igrejas e templos já precisam seguir regras sobre emissão de som, assim como qualquer outra atividade urbana. Para a Prefeitura, o projeto mudava a lógica da lei atual ao transformar os templos não apenas em locais que precisam obedecer limites, mas também em áreas com proteção acústica especial no entorno. Nos pareceres usados para embasar a decisão, a Procuradoria-Geral do Município e a Planurb sustentaram que a proposta também traria dificuldade
prática para a fiscalização. Isso porque a chamada área de silêncio passaria a depender dos horários de funcionamento de cada templo, que podem variar conforme os cultos, eventos e agendas internas. Na avaliação técnica, isso criaria regras variáveis ao longo do dia e da semana, tornando mais difícil aplicar a lei de forma uniforme e previsível.

to, Campo Grande chega à COP15 sustentando o discurso de cidade ligada à pauta am-
A Planurb ainda apontou que a mudança poderia impactar regiões comerciais, culturais e gastronômicas da cidade, caso essas áreas ficassem dentro do raio de proteção previsto no projeto. Com isso, segundo a análise técnica, o veto foi adotado porque o município entendeu que a proposta, apesar do objetivo defendido pelos autores, criava um modelo de difícil aplicação e sem base técnica suficiente para virar lei. Nova
Texto garante que contribuinte tenha acesso online às mesmas informações da notificação impressa do imposto
Quem consulta o IPTU pela internet em Campo Grande terá de encontrar, dali em diante, o mesmo nível de detalhe que antes aparecia apenas na versão impressa da notificação.
A nova lei sancionada nesta quarta-feira (18) pela prefeita Adriane Lopes (PP) determina que os canais digitais oficiais passem a exibir de forma completa os dados do lançamento do imposto e também da taxa de coleta, remoção e destinação de resíduos sólidos domiciliares.
Na prática, a medida obriga o município a liberar ao contribuinte informações como inscrição imobiliária, endereço do imóvel, bairro, quadra, lote, áreas do terreno e da edificação, tipo de uso, padrão construtivo, estado de conservação e outros dados cadastrais. A regra também prevê a divulgação dos valores usados para formar a base de cálculo, como valor do terreno, valor da edificação e valor total da avaliação. A lei ainda estabelece que

o cidadão possa verificar a memória de cálculo do tributo, com a alíquota aplicada, os fatores considerados no lançamento e a separação individual dos valores cobrados. Isso significa que o morador deverá conseguir identificar com clareza quanto está pagando de IPTU, quanto corresponde à taxa do lixo e qual é o valor total lançado. Outro ponto previsto é a obrigação de manter, nos meios digitais, as mesmas informações oficiais sobre vencimentos, descontos e condições de pagamento publicadas no Diá-
rio Oficial. Segundo o texto, a finalidade é permitir que o contribuinte entenda melhor a cobrança, se organize para pagar e, se for o caso, tenha base para questionar administrativamente o lançamento. A nova norma também deixa claro que não cria imposto novo, não altera valores e não mexe na arrecadação do município. O foco da lei é ampliar a transparência e garantir que o acesso digital reproduza, de forma clara e acessível, tudo o que já consta na notificação impressa entregue ao contribuinte.
Prefeitura republicou o edital para contratar empresa que ficará responsável pela construção, estrutura e funcionamento da futura unidade
Foto: Divulgação

Campo Grande deu mais um passo para tentar viabilizar o novo complexo hospitalar municipal. A Prefeitura publicou na última semana o aviso de licitação para contratar a empresa que deverá construir, equipar e manter a futura unidade de saúde, em um projeto pensado para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública da Capital. A proposta prevê a implantação do hospital no modelo em que a empresa vencedora ficará responsável não só pela obra, mas também pelo fornecimento de móveis, equipamentos e pela manutenção da estrutura. A intenção é entregar uma unidade pronta para funcionar e ajudar a reduzir a sobrecarga enfrentada hoje por outros serviços de saúde do município. Essa não foi a primeira tentativa de colocar o projeto em andamento. O processo ante-
rior chegou a ser suspenso por questionamentos na Justiça, mas depois teve continuidade. No fim da análise, porém, a licitação foi considerada fracassada porque as empresas participantes não atenderam às exigências previstas no edital. Diante disso, o município decidiu republicar o processo, mantendo a base técnica do projeto e fazendo ajustes pontuais para deixar as regras mais claras. A expectativa agora é atrair empresas aptas a assumir um empreendimento considerado estratégico para a saúde pública de Campo Grande. A abertura das propostas está marcada para 19 de junho. Depois dessa etapa, o município ainda deverá avançar no planejamento de funcionamento do hospital, definindo como a nova estrutura será integrada à rede pública e de que forma passará a atender a população.
da patente do Ozempic abre caminho para genéricos e pode baratear tratamento
Perda da exclusividade da semaglutida em países como Índia e Brasil deve ampliar a oferta do medicamento e aumentar o acesso nos próximos meses
Foto: Divulgação

da patente da semaglutida abre espaço para genéricos e pode tornar o tratamento mais acessível nos próximos meses
Um remédio que até agora era caro e distante da maioria dos pacientes começou a entrar em uma nova fase no mercado internacional. Com o fim da patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, países como Índia e Brasil passaram a abrir espaço para versões genéricas, o que deve derrubar preços e ampliar o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes.
A mudança ganhou força nesta semana com o vencimento da patente na Índia, um dos maiores mercados do mundo, onde laboratórios já anunciaram o lançamento de versões mais baratas. Reportagens internacionais apontam que o movimento tende a se espalhar também para outros países nos próximos meses, entre eles o Brasil, onde a exclusividade da Novo Nordisk sobre a semaglutida expirou em 20 de mar-
Crescimento de infecções já supera o registrado no ano passado, com maior risco para crianças pequenas e idosos em Campo Grande
Mesmo antes da chegada mais intensa do frio, Campo Grande já começou a registrar aumento nos casos de doenças respiratórias. O avanço antecipado acendeu o alerta da rede de saúde, que passou a acompanhar com mais atenção a circulação de vírus e a reforçar orientações para tentar evitar agravamentos nas próximas semanas.

Os dados mostram que os atendimentos cresceram acima do ritmo observado no mesmo período do ano passado. Entre os vírus que circulam na cidade estão rinovírus, Influenza A, vírus sincicial respiratório e Covid-19. Tradicionalmente, o período mais crítico vai de abril a julho, mas neste ano os registros começaram a subir antes do esperado. Os casos mais graves atingiram principalmente crianças pequenas, sobretudo menores de 1 ano, além de idosos. Até a 10ª semana epidemiológica de 2026, Campo Grande já havia registrado 291 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com 25 mortes. Também houve registro de surtos em ambientes fechados, o que reforçou o risco de transmissão em locais com pouca ventilação. Diante desse cenário, a orientação é redobrar os cuidados básicos, como lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia. A campanha de vacinação contra a gripe começou no fim de março e é apontada como uma das principais formas de reduzir internações e mortes. As unidades de saúde da Capital também passaram a reforçar protocolos de atendimento, isolamento de casos suspeitos e monitoramento de surtos. A preocupação agora é conter o avanço das infecções respiratórias antes do período mais intenso de outono e inverno.
Campanha em Mato Grosso do Sul será voltada aos grupos de maior risco e buscará ampliar a proteção antes do período de aumento dos casos
Mato Grosso do Sul vai iniciar nos próximos dias a campanha de vacinação contra a gripe em todos os municípios. A mobilização seguirá até 30 de maio e terá um Dia D marcado para 28 de março, com foco na proteção da população antes do período em que o vírus costuma circular com mais força.
Nesta primeira etapa, o Estado deverá receber 80 mil doses, quantidade que representa 6,5% do público-alvo estimado em 1,1 milhão de pessoas. A vacina será destinada principalmente a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, mulheres no pós -parto, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com comorbidades.

mente entre os grupos mais vulneráveis. Para isso, os municípios já começaram a organizar a distribuição das doses e o atendimento nas unidades de saúde, seguindo o calendário nacional.
ço de 2026, embora a empresa ainda tente prolongar esse prazo na Justiça. A expectativa é de forte redução no preço com a entrada de novos fabricantes. Na Índia, a concorrência já começou, e a previsão é de que dezenas de marcas passem a disputar esse mercado. O impacto pode ser grande porque a semaglutida se tornou um dos medicamentos mais procurados no mundo, tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto no tratamento da obesidade. No Brasil, o fim da patente abre caminho para a chegada de genéricos e similares, o que pode tornar o medicamento mais acessível do que as versões de marca vendidas hoje.
A tendência é de que a concorrência aumente, embora a chegada efetiva às farmácias ainda dependa de produção, registro e estratégia das farmacêuticas.
A expectativa da área de saúde é reduzir casos graves, internações e mortes, especial-
Além da vacinação nas cidades, a campanha também contará com ações fora das unidades, como o uso do Vacimóvel em alguns municípios.
A proposta será ampliar o acesso da população e facilitar o atendimento durante o período de imunização.
No Dia D, uma das ações previstas será a vacinação de idosos que vivem em instituições de longa permanência, em Campo Grande. A orientação da Secretaria de Saúde será para que os grupos prioritários procurem a vacina logo no início da campanha, como forma de se proteger antes do avanço das doenças respiratórias.
Procedimento realizado em Três Lagoas implantou eletrodos no cérebro de paciente de Nova Andradina para reduzir tremores e melhorar a qualidade de vida
Mato Grosso do Sul realizou pela primeira vez, pelo SUS, uma cirurgia de estimulação cerebral para tratar um paciente com doença de Parkinson. O procedimento foi feito neste mês em Três Lagoas e representou um novo passo no atendimento de alta complexidade na rede pública, ao oferecer uma alternativa para quem
já não consegue mais controlar bem os sintomas apenas com remédios.
O primeiro paciente atendido foi o servidor aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina. Há cerca de 15 anos, ele convive com a doença, que começou com tremores nas mãos e avançou até provocar limita-
ções motoras mais graves. Com o tempo, passou a depender de medicamentos ao longo do dia, mas os remédios já não conseguiam manter o mesmo efeito e ainda provocavam reações indesejadas. A cirurgia consistiu na implantação de eletrodos em áreas profundas do cérebro ligadas ao controle dos movimentos. Durante o procedimento, o paciente permaneceu acordado para que a equipe médica identificasse o ponto exato de estimulação. Depois disso, os eletrodos foram conectados a um dispositivo implantado na região do
peito, responsável por enviar impulsos elétricos para ajudar no controle dos sintomas. Segundo a equipe médica, esse tipo de cirurgia é indicado para casos específicos, quando o tratamento com medicamentos já não responde como deveria. A técnica pode reduzir de forma importante a necessidade de remédios e trazer melhora na mobilidade, na rigidez e nos tremores. Após a operação, Gilberto ficou um dia na UTI, mais dois em observação e recebeu alta no dia 8 de março. Ele ainda voltará ao hospital para os ajustes no aparelho.
Obra prevista para Porto São Pedro, em Corumbá, avançou na licitação e promete dar apoio logístico a uma das áreas mais isoladas do Estado
Uma das regiões mais isoladas do Pantanal deve ganhar uma estrutura capaz de mudar a rotina de atendimentos, deslocamentos e operações de emergência. A implantação de um aeródromo no Porto São Pedro, em Corumbá, avançou mais uma etapa e passou a ser tratada como obra estratégica para facilitar o acesso ao local, agilizar socorros e reforçar a presença do poder público na área.
O projeto será executado no pé da Serra do Amolar, uma região de difícil chegada por terra ou por rio. A obra terá investimento de R$ 13,6 milhões e, após o início dos serviços, a previsão é de 300 dias para conclusão. A licitação já foi homologada e agora falta a assinatura da ordem de serviço para o começo da construção.
A estrutura deverá contar
com pista de pouso e decolagem de cerca de mil metros, além de área para manobra de aeronaves e suporte operacional. Na prática, o espaço deverá ser usado para transporte, ações de saúde, deslocamento de equipes e resposta mais rápida em situações críticas, como remoções de pacientes e combate a incêndios florestais no Pantanal.
A proposta faz parte de um plano de ampliação da infraestrutura aeroviária em Mato Grosso do Sul, com foco em melhorar a logística, fortalecer o turismo e abrir caminho para novos investimentos. No Pantanal, outro projeto também segue em andamento: o estudo para implantação de um novo aeródromo na região da Nhecolândia, que já tem projeto concluído e está em fase de licenciamento ambiental.
Enquanto a maioria dos pretendentes ainda sonha com bebês, grande parte dos que aguardam adoção já tem mais de 8 anos ou faz parte de grupos de irmãos

Em Mato Grosso do Sul, o maior obstáculo para a adoção não é a falta de interessados, mas a distância entre o filho imaginado e a criança real que espera por uma família. De um lado, muitos pretendentes ainda buscam um bebê, de preferência menina. Do outro, a maior parte das crianças aptas à adoção já passou da primeira infância, carrega histórias difíceis e, muitas vezes, tem irmãos que não podem ser separados.
Hoje, o Estado tem 152 crianças e adolescentes em acolhimento e 252 pessoas habilitadas para adotar. No papel, os números sugerem sobra de interessados. Na prática, porém, o desencontro entre o perfil desejado e a realidade faz com que a adoção demore mais do que deveria. Segundo a coordenadora Doêmia Ignes Ceni, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o processo precisa partir da criança, e não do sonho idealizado dos adultos. “Nós criamos famílias para as nossas crianças e adolescentes, e não crianças para as famílias”, afirmou. Para tentar mudar essa visão, o TJMS abriu inscrições para o curso “Nasce uma Família”, que prepara candidatos à adoção no Estado. A formação é online, gratuita e obrigatória para quem quer entrar no processo.

Com o novo aeródromo, a expectativa é reduzir o isolamento de uma área estratégica
do Pantanal e oferecer mais rapidez em ações que hoje dependem de acesso difícil e demo-
rado. Para uma região marcada por distâncias longas e desafios logísticos, a pista representa
Outono começa com pouca chuva, temperaturas mais altas e risco maior
Nova estação terá clima mais seco que o normal, noites mais longas e possibilidade de nevoeiro e geada em algumas regiões do Estado
O outono começou na última sexta-feira (20) com previsão de pouca chuva e temperaturas dentro ou acima da média em Mato Grosso do Sul. A nova estação, que marca a transição entre o verão chuvoso e o inverno seco, deve trazer mudanças graduais no tempo, com queda nas temperaturas ao longo das próximas semanas e aumento das noites frias.
A previsão indica que o volume de chuva entre abril e junho ficará abaixo do normal no Estado. Historicamente, esse período já costuma registrar menos precipitações, mas neste ano a tendência é de um cenário ainda mais seco, principalmente em parte das regiões sul e nordeste, onde a diferença poderá ser mais sentida no campo e nas cidades.
Em relação à temperatura, a expectativa é de dias com
O objetivo é desconstruir ideias antigas, mostrar quem realmente pode adotar e reforçar que a criança não chega sem passado, sem medos ou sem marcas. A Justiça avalia aspectos jurídicos, sociais e emocionais, e não exige que a pessoa seja casada ou tenha um modelo tradicional de família. Outro ponto destacado no processo é que a adoção não termina quando a criança chega à nova casa. Antes da decisão definitiva, há um período de convivência acompanhado por equipe técnica, justamente para ajudar na adaptação dos dois lados. “A adoção é uma via de mão dupla”, resumiu Doêmia. O alerta também vale para os casos de devolução, quando a criança é rejeitada depois de acolhida. Embora não sejam maioria, essas situações deixam marcas profundas e reforçam a necessidade de preparo emocional. As inscrições para o curso seguem até 27 de março, com início das aulas em 1º de abril. Mais do que cumprir uma etapa burocrática, quem decide adotar precisa entender que está diante de uma escolha que exige responsabilidade, maturidade e disposição para acolher uma criança como ela é, e não como foi idealizada.

marcas próximas ou um pouco acima da média para a estação. Mesmo assim, o avanço das primeiras massas de ar frio deverá provocar quedas pontuais, principalmente no amanhecer. Com isso, também poderão ocorrer nevoeiros e até geadas em algumas áreas, sobretudo nas regiões mais frias do Estado.
Discussão sobre “Relativização da Propriedade Privada” ressalta a importância da formação contínua para lidar com questões sensíveis no setor agrário
A Comissão de Assuntos Agrários e Agronegócios (CAAA) da OAB/MS promoveu, na noite da última terçafeira (17), uma reunião ordinária marcada por uma palestra sobre o tema “Relativização da Propriedade Privada”, conduzida pela advogada e especialista em conflitos, Luana Ruiz. O encontro abordou questões cruciais sobre a propriedade no contexto agrário, um tema que exige constante atualização devido aos desafios legais e sociais que surgem no setor. O presidente da CAAA, Thiago Amorim Silva, iniciou os trabalhos agradecendo a presença de todos e destacando o fortalecimento contínuo da comissão. “Foi uma reunião muito produtiva. Quero agradecer à Dra. Luana Ruiz pela contribuição e pela qualidade
do debate. Discutimos de forma aberta e abrangente, com diferentes vertentes jurídicas sobre um tema tão atual e sensível”, afirmou Thiago. Luana Ruiz, durante sua apresentação, enfatizou a importância de discutir a relativização da propriedade privada, um tema com implicações diretas nas dinâmicas fundiárias e agrárias. Ela destacou a necessidade de refletir sobre possíveis transferências de domínio e a urgência de uma análise crítica e jurídica para entender como a propriedade está sendo reinterpretada frente a novos desafios. “A questão da relativização da propriedade envolve complexidades jurídicas que precisam ser discutidas com profundidade. O tema exige reflexão constante, pois pode envolver transferências de domínio e
O outono também muda a rotina no campo. Conhecida como estação de transição, ela é importante para colheitas e para o amadurecimento de várias frutas. Ao mesmo tempo, exige atenção redobrada com o tempo mais seco, a oscilação térmica e os impactos que isso pode trazer para a produção rural e para a saúde da população. A tendência para o trimestre entre abril e junho é de neutralidade climática, mas já surgem sinais de fortalecimento do El Niño mais adiante. Caso esse cenário avance, os reflexos poderão ser sentidos com mais força no segundo semestre, com chance maior de calor intenso em várias regiões.

afetar direitos fundamentais, especialmente em áreas rurais”, afirmou Luana, pontuando a relevância de debates como o promovido pela OAB/ MS para fortalecer o entendimento jurídico.
Presidente da ACICG
Ao completar 100 anos, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) reafirma o papel histórico de representar o empresariado, defender o ambiente de negócios e contribuir para o crescimento da Capital
Ao celebrar um século de história, a ACICG destaca como principal legado a contribuição direta para o desenvolvimento econômico de Campo Grande e o fortalecimento do associativismo empresarial. Em entrevista, o presidente Renato Paniago relembra a atuação da entidade em momentos decisivos, como a Segunda Guerra Mundial e a pandemia, sempre em defesa das empresas e dos empregos. Ele afirma que a associação evoluiu junto com o perfil do empresário e hoje amplia sua atuação com capacitação, inovação e apoio à gestão. Paniago também aponta desafios atuais, como carga tributária, reforma tributária, transformação digital, segurança pública e qualificação de mão de obra. Para o futuro, a mensagem é de continuidade, com a ACICG mantendo o compromisso de fortalecer os negócios e impulsionar o crescimento de Campo Grande. Confira a entrevista:
A Crítica: A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande completa 100 anos. Qual o principal legado construído ao longo desse século?
Renato: O principal legado da ACICG é ter ajudado no desenvolvimento de Campo Grande e promover uma cultura de associativismo empresarial em nossa cidade. Ao longo de 100 anos, a entidade reuniu empresários para defender o setor empresarial, participar das decisões importantes da cidade e contribuir para o desenvolvimento econômico. É uma história construída por muitas gerações que entenderam que quando o empresariado se une, a cidade cresce junto.
A Crítica: Na sua avaliação, quais foram os momentos mais decisivos da entidade para o desenvolvimento econômico de Campo Grande?
Renato: A ACICG esteve




presente em diferentes momentos decisivos, especialmente em períodos de crise e transformação. Um exemplo foi a atuação durante a Segunda Guerra Mundial, período de escassez de produtos essenciais e a entidade atuou para proteger o comércio contra impostos abusivos e pedir pelo abastecimento de insumos, algo que beneficiou toda a população. Mais recentemente, o destaque é a atuação na pandemia, quando defendemos medidas para preservar empresas e empregos. Esses momentos mostram que a entidade sempre esteve ao lado do empresário, principalmente nos períodos mais desafiadores.
A Crítica: Como a associação evoluiu para acompanhar as transformações do perfil empresarial ao longo dessas décadas?
Renato: A ACICG evoluiu junto com o próprio empresariado. Saímos de um cenário predominantemente comercial para uma realidade muito mais diversa, com indústria, serviços, agronegócio e tecnologia. Hoje, além da representatividade dos interesses do setor empresarial nas esferas políticas, a entidade atua com soluções para vários departamentos de uma empresa, além de oferecer capacitação, inovação e apoio à gestão. Estamos acompanhando a realidade do empresário, que está cada vez mais conectado, exigente e preparado.
A Crítica: Hoje, quais são as principais demandas dos empresários locais que chegam até a entidade?
Renato: As principais demandas estão relacionadas à carga tributária, burocracia, segurança jurídica, qualificação de mão de obra e aumento das vendas. Também há uma preocupação crescente com a adaptação à transformação digital e às mudanças trazidas pela reforma tributária. Além disso, a questão da segurança pública tem aparecido com cada vez mais frequ-

ência. Os empresários buscam um ambiente mais seguro para operar, proteger seus estabelecimentos e garantir tranquilidade para clientes e colaboradores.
A Crítica: De que forma a associação atua para fortalecer o ambiente de negócios em Campo Grande?
Renato: Atuamos em três frentes principais: representação, conexões e soluções para a classe empresarial. Repre-
A história da ACICG mostra que o desenvolvimento de uma cidade passa pela força do setor empresarial.
sentamos os interesses do setor empresarial junto ao poder público, promovemos diálogos entre os setores para a geração de negócios e parcerias e oferecemos serviços, capacitação e iniciativas que ajudam as empresas a se desenvolverem e prosperarem.
Mas é importante destacar que evoluímos junto com o empresário. Hoje, por exemplo, temos o HUB ACICG – Negócios & Inovação: um ambiente pensado para conectar empresários, promover experiências práticas, estimular o networking estratégico e im-
pulsionar resultados. A nossa proposta é ser, cada vez mais, o espaço em que os negócios acontecem e um ambiente em que o empresário encontra suporte para crescer.
A Crítica: Campo Grande tem características próprias dentro do Centro-Oeste. Como essas particularidades influenciam o trabalho da associação?
Renato: Campo Grande não é só a capital, é um polo que atende todo o Estado. Recebe diariamente pessoas do interior em busca de consumo e serviços diversos, tratamentos de saúde, educação, viagens, etc., o que fortalece o comércio e o setor de serviços e motiva a abertura de novas empresas também. Esse fluxo faz com que Campo Grande tenha uma economia dinâmica. E o papel da ACICG é justamente fortalecer esse ambiente, apoiando os empresários e atuando em pautas como infraestrutura, segurança e competitividade, para que a cidade continue sendo um polo atrativo para todo o Estado.
A Crítica: Quais setores da economia local têm se destacado e quais ainda precisam de mais incentivo?
Renato: O setor de serviços tem grande destaque, seguido do comércio. Ainda há espaço para avançar mais em áreas como tecnologia, inovação e indústria, que podem agregar valor à economia local. Incenti-
var esses setores é fundamental para diversificar e tornar a economia ainda mais competitiva.
A Crítica: Pensando no futuro, quais são os principais desafios para o empresariado em 2026?
Renato: Os principais desafios passam pela adaptação à reforma tributária, transformação digital, qualificação de mão de obra e aumento da competitividade. Hoje, quando falamos de mão de obra, não é apenas uma questão de qualificação técnica. Existe uma mudança no perfil dos profissionais, que passam a valorizar cada vez mais aspectos como flexibilidade, qualidade de vida e novos modelos de trabalho. Isso exige que as empresas também se adaptem para atrair e reter talentos.
A Crítica: Ao completar 100 anos, que mensagem a associação deixa para os empresários e para a população de Campo Grande?
Renato: A mensagem é de confiança e de continuidade. A história da ACICG mostra que o desenvolvimento de uma cidade passa pela força do setor empresarial. Chegar aos 100 anos é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. Seguiremos trabalhando para fortalecer o empresariado e contribuir para o crescimento da nossa Capital. Porque, no fim, quando as empresas crescem, a cidade inteira cresce junto.
Estudos na Capital ajudam a prever enchentes e reforçam ações antes das chuvas fortes
Pesquisas desenvolvidas desde 2017 usam sensores, câmeras e inteligência artificial para antecipar riscos de alagamentos na Capital
Campo Grande passou a contar com estudos que ajudam a prever enchentes e a melhorar a resposta do poder público em períodos de chuva forte. A proposta é simples: usar tecnologia para identificar áreas de risco antes que o problema aconteça, reduzindo prejuízos e ajudando no planejamento da cidade. Um dos principais trabalhos nessa área é o projeto HidroEX, desenvolvido na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A pesquisa criou um sistema de monitoramento capaz de acompanhar o nível da água e indicar situações de risco em diferentes
pontos da Capital. Só em fevereiro, segundo a Defesa Civil, choveu mais de 300 milímetros na cidade, volume que não era registrado havia dez anos. No começo, o estudo usava dados mais básicos de chuva e do nível dos córregos, com atenção especial para a Bacia do Prosa. Com o avanço da pesquisa, os pesquisadores passaram a usar equipamentos mais modernos, como radares, sensores, câmeras e ferramentas de inteligência artificial. Esses recursos permitiram medições mais rápidas e maior precisão na leitura do comportamento da água.

tecnologia também passou a gerar sistemas de alerta e aplicativos voltados para regiões com histórico de inundação. Segundo os pesquisadores, hoje já é possível gravar imagens de um rio e, a partir delas, estimar




Novo portal Visit Campo Grande reúne roteiros e informações sobre pontos turísticos na Capital
Evento reúne lideranças de diferentes setores para compartilhar trajetórias, inspirar e fortalecer o empreendedorismo feminino no Estado
N o dia 31 de março, acontece a 3ª edição do “Mulheres que Constroem - Empreendedorismo Feminino”, um encontro voltado a inspirar, conectar e fortalecer mulheres que transformaram ideias em negócios e desafios em oportunidades. A iniciativa terá início às 19h, no Auditório da Faculdade Insted, situada na Av. Fernando Corrêa da Costa, 845, Centro da Capital.
Promovido pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, por meio do Hub ACICG – Negócios e Inovação, o evento tem como propósito o compartilhamento de experiências reais, a troca de aprendizados e o fortalecimento das redes de contato.
“O ‘Mulheres que Constroem’ é uma iniciativa que integra a agenda do Mês da Mulher da ACICG e reforça, de forma prática, o papel fundamental da liderança feminina no desenvolvimento econômico e social. Ao promover encontros como este, reconhecemos mais uma vez que o empreendedorismo feminino é primordial para o crescimento sustentável
da nossa cidade e da nossa economia”, afirma o presidente da ACICG, Renato Paniago.
A programação contará com um talk show mediado pela jornalista e influenciadora digital Carmen Juliana Ascenço e reunirá convidadas que são destaque em suas áreas de atuação. Entre elas, está Solange Valcanaia Brum, fundadora e presidente do Conselho do Grupo Valebrum, cuja trajetória no empreendedorismo começou em 1989 com a primeira franquia de O Boticário em Camapuã. Hoje, ela lidera mais de 36 lojas franqueadas e uma rede de mais de 20 mil revendedores, sendo reconhecida nacionalmente por sua atuação e também por iniciativas sociais, como o projeto Moeda do Bem. Autora e palestrante, Solange compartilhará experiências sobre liderança, desenvolvimento humano e gestão de negócios. Outra participante é Andressa Biata, pecuarista em sucessão familiar, empresária e comunicadora. Com formação em publicidade, ela atua na gestão dos negócios da

família e em empresas ligadas à pecuária. A partir de Costa Rica, utiliza as redes sociais para aproximar o campo das pessoas, dar visibilidade à realidade do setor e fortalecer a presença feminina no agro. Ela também é anfitriã do Espaço Agrishow pra Elas e a primeira Embaixadora Digital da Agrishow, ampliando a voz das mulheres no agronegócio. Completa o time de convi-


dadas Neca Chaves Bumlai, diretora da Faculdade Insted e presidente do Conselho Estadual da Mulher Empreendedora e da Cultura do Estado (CMEC-MS). Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília e especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio
Vargas, Neca integra o LIDE/ MS – Grupo de Líderes Empresariais e atua há mais de 28 anos na área da educação. Com uma trajetória consolidada, ela levará ao encontro reflexões sobre qualificação profissional, protagonismo feminino e o papel da educação no fortalecimento do empreendedorismo.
O evento do “Mulheres que Constroem - Empreendedorismo Feminino” tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas por meio do whats app (67) 9 9931-0993. O investimento é de R$ 87,00. Apoiam a iniciativa, as empresas CIEE, Insted, Delícias da Dany Buffet e Fontinele Orquestra e Coral. Legenda: A programação contará com um talk show que terá a presença de Solange Valcanaia Brum, Andressa Biata e Neca Chaves Bumlai

Plataforma reúne atrativos, opções de hospedagem e gastronomia, com acesso em três idiomas
Campo Grande passou a contar com um novo canal voltado à divulgação de seus atrativos turísticos. A Prefeitura lançou o portal Visit Campo Grande, criado para reunir, em um só ambiente, informações sobre pontos de interesse da Capital e facilitar o acesso tanto de moradores quanto de turistas.
Com navegação adaptada para celular, tablet e computador, o site organiza o conteúdo em categorias como “o que fazer”, “onde comer” e “onde ficar”, o que permite ao visitante encontrar opções de acordo com o tipo de experiência que procura. Também há subdivisões por temas, entre eles turismo de aventura, observação de
aves, feiras culturais e turismo religioso, abrindo espaço para a montagem de roteiros personalizados.
O lançamento ocorre no momento em que Campo Grande amplia sua estrutura de recepção a visitantes, com foco em melhorar o acesso às informações e apresentar a cidade de forma mais organizada. Segundo a administração municipal, a ferramenta busca ampliar a visibilidade dos atrativos locais e contribuir com o turismo como atividade econômica.
O portal oferece roteiros turísticos em português, inglês e espanhol, o que amplia o alcance da plataforma para visitantes de diferentes países. O layout foi desenvolvido com
referências ligadas à identidade local, como aves, pôr do sol e a florada dos ipês, elementos associados à paisagem urbana da Capital.
A plataforma foi desenvolvida pela Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação, a Agetec, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, a Semades, e a Superintendência de Comunicação Social.
De acordo com a gestão municipal, o portal integra as ações de preparação de Campo Grande para a COP15 sobre Espécies Migratórias. Além do site, foram produzidos mapas turísticos impressos e atualizados nos três idiomas disponíveis na plataforma, que serão distribuídos aos participantes, além de novo conteúdo audiovisual de apresentação da cidade.
Silvio Monteiro
Júnior lança em Campo Grande livro que discute como tragédias aéreas viram terreno fértil para desinformação
O especialista em aviação e ex-chefe da Divisão de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB), Silvio Monteiro Júnior, lançou em Campo Grande o livro Voepass 2283: Tragédia e Desinformação, obra em que discute como acidentes aéreos também se transformam em ambiente propício para a circulação de informações imprecisas. Na manhã da última segunda-feira (16), em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, Silvio apresentou ao público sul-mato-grossense a proposta do livro, lançado na última quinta-feira (19), na Lupland Biergarten. Com três décadas de atuação em operações de resgate de acidentes aeronáuticos e marítimos e morando em Mato Grosso do Sul há mais de dez anos, ele parte da queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), para refletir sobre o intervalo entre a tragédia e a consolidação da verdade técnica.
Ao relembrar o acidente da Voepass, ocorrido em 9 de agosto de 2024, Silvio afirmou que um desastre aéreo rompe bruscamente a sensação de normalidade da sociedade. “O acidente aéreo é um evento trágico. Eu sempre costumo dizer o seguinte, o acidente aéreo rompe com a rotina de uma sociedade. Ele altera o ritmo daquilo que a sociedade está vivendo”, afirmou.
Segundo ele, o impacto é ainda maior porque o transporte aéreo está associado à expectativa de segurança. “É esperado que alguém embarque num avião e chegue no seu destino. Não é esperado, não é normal que um acidente aconteça. Ele é um evento que acontece fora da curva. E ele é uma tragédia por si só”, disse. Silvio explicou que, no caso do voo 2283, não houve operação de busca e salvamento nos moldes tradicionais, já que o local da queda era

Silvio Monteiro Júnior lança em Campo Grande livro que discute como tragédias aéreas viram terreno fértil para desinformação conhecido. A resposta inicial ficou sob responsabilidade das forças estaduais, como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e polícias. As 62 pessoas a bordo morreram no momento do acidente. A partir daí, destacou o especialista, começou a fase da investigação técnica conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
"...no caso do voo 2283, não houve operação de busca e salvamento nos moldes tradicionais, já que o local da queda era conhecido."
Aeronáuticos (Cenipa). Um dos pontos centrais abordados por ele é a diferença entre o tempo da perícia e a velocidade com que a sociedade cobra respostas. Para Silvio, esse descompasso abre espaço para versões apressadas e desinformação. “Existem protocolos internacionais, aplicados pelos países que integram a Organização da Aviação Civil Internacional, e esse rito não pode ser atropelado pela ansiedade pública”, afirmou. Ele citou como exemplo o caso do voo Air France 447, tema de seu primeiro livro, cujo relatório final levou três anos para ser concluído. No caso da Voepass, a expectativa


ferramentas para que as participantes desenvolvam novas habilidades ou conduzam os negócios com
mencionada por ele é de que o relatório seja concluído antes de dois anos do acidente. Silvio também chamou atenção para a forma como a informação circula nas redes em tragédias desse tipo. Segundo ele, as primeiras imagens do acidente da Voepass foram feitas por moradores e testemunhas, e não por equipes de imprensa. “Se você pegar o Voepass, por exemplo, todas as imagens do Voepass, sejam fotos ou vídeos, foram feitas por cidadãos. E não pelo jornalismo”, observou. Ele relembrou ainda um episódio citado no livro: a divulgação inicial do número de passageiros. Segundo Silvio, a primeira notícia publicada informava 62 pessoas a bordo, número depois repetido por órgãos oficiais e pela empresa. Menos de uma hora depois, porém, outro informe apontou 61 ocupantes, o que acabou sendo replicado por diferentes veículos. Para ele, esse tipo de divergência alimenta confusão e pressiona a percepção pública antes da checagem completa dos fatos. Durante a entrevista, Silvio resumiu o alcance da obra. “É um livro que fala de aviação, que fala de jornalismo, mas que fala muito mais, fala de sociedade, fala de como nós, como sociedade, estamos consumindo informação, estamos consumindo notícia e estamos consumindo automaticamente desinformação.”
Agenda do Sebrae/MS e Governo do Estado voltada a mulheres oferece atividades on-line e presenciais em 43 municípios
O Sebrae/MS e o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), promovem ao longo de março uma agenda gratuita de capacitações presenciais e on-line voltadas a mulheres empreendedoras em 43 municípios. Segundo estudo divulgado neste mês pelo Sebrae, 11,9% da população feminina em idade ativa em Mato Grosso do Sul empreende. O índice está acima da média nacional, de 11,5%.
A proposta das capacitações é ampliar o acesso à qualificação e oferecer ferramentas para que mulheres desenvolvam habilidades e conduzam os negócios com mais segurança. Para Sandra Amarilha, diretora-técnica do Sebrae/MS, a formação tem impacto direto na estrutura das empresas e na competitividade. “Quando as empreendedoras buscam se capacitar, percebemos empresas mais estruturadas, mulheres mais confiantes e negócios mais competitivos”, afirma.
A secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, destaca que a iniciativa também integra a política de promoção da autonomia econômica das mulheres. Segundo ela, a ação
faz parte do Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Protege).
Na modalidade on-line, são mais de 5 mil vagas distribuídas em sete capacitações exclusivas, com temas como negociação, independência financeira, marca pessoal,
liderança, marketing digital e gestão financeira. Já a programação presencial contempla Campo Grande e outras 42 cidades do interior. As atividades abordam temas como vendas pelo WhatsApp, planejamento de conteúdo para redes sociais, acesso a crédito, construção de marca pessoal e formalização de negócios.
A programação completa, com datas, horários e locais, pode ser consultada de forma on-line, conforme a região do Estado.

Evento celebra o Dia do Artesão com programação cultural, feira com 16 municípios e participação de etnias indígenas
E ntre peças moldadas em argila, fibras naturais trançadas à mão e arte produzida com sementes e madeira, o artesanato sul-mato-grossense voltou ao centro das atenções na Capital. A 18ª Semana do Artesão começou no último dia 18 e segue até 25 de março, em Campo Grande, reunindo feira, oficinas, apresentações culturais e atividades voltadas ao fortalecimento do setor.
Promovida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura, a programação marcou o Dia do Artesão, celebrado em 19 de março, e integra uma política pública voltada à valorização do fazer artesanal, com foco na geração de renda, capacitação e intercâmbio cultural.
Realizado desde 2007, o evento busca ampliar a visibilidade do artesanato como atividade econômica e expressão cultural ligada à identidade do Estado.
Um dos principais momentos da programação foi a Feira de Artesanato “Mãos que Criam”, realizada de 18 a 22 de março, no Armazém Cultural da Feira Central. O espaço reuniu artesãos de 16 municípios do interior, além da participação de representantes de oito etnias indígenas de Mato Grosso do Sul. A abertura oficial ocorreu no dia 18, às 18h, com homenagens a três nomes ligados à trajetória do artesanato no Estado: Marilde Cecília Ferreira, de Rio Verde, Luiz Gonzaga de Oliveira, conhecido como Luizinho, de Campo Grande, e Elizabeth Antunes Marques, a Beth Marques. Durante os cinco dias de feira, o público pôde adquirir peças artesanais e produtos da gastronomia regional. A programação também incluiu apresentações culturais com Duo Borba Nonnato, Jerry

Artesãos de diferentes municípios
Espíndola, Gui Valença, Karla Coronel, Lianny Melo, Circo do Mato e Flor de Pequi. A entrada foi gratuita. Além das atividades culturais, a programação incluiu ações voltadas ao mercado do

Exposição na Esplanada reúne 14 artistas de MS com obras sobre mulheres e violência de gênero
Mostra ‘O
Grito que Ecoa’ ocupa a Galeria de Vidro e tem visitação gratuita até 3 de abril
A Galeria de Vidro, na Esplanada Ferroviária, recebe uma nova etapa da exposição coletiva O Grito que Ecoa, que reúne 14 artistas de Mato Grosso do Sul e leva ao espaço público obras que tratam da condição feminina, dos direitos das mulheres e da violência de gênero. A exposição apresenta produções em diferentes linguagens artísticas, entre elas pintura, arte têxtil, objetos, instalações e ações performáticas. A proposta é colocar essas questões em circulação por meio da arte, em diálogo com
dos Artesãos para discutir o planejamento estratégico das ações previstas para 2026 e 2027. A programação incluiu ainda visita mediada ao Centro de Referência do Artesanato. Oficinas abertas ao público - A Semana do Artesão também teve oficinas abertas ao público no Armazém Cultural, com artesãos e mestres compartilhando técnicas como modelagem em cerâmica, bordado, biojoias, estamparia, trançado em fibras naturais e confecção de brinquedos. Parte da programação também foi realizada em escolas públicas, com atividades que aproximaram estudantes de patrimônios culturais do Estado, como a Cerâmica Terena e a Viola de Cocho. Neste domingo, 22 de março, a Morada dos Baís recebe o tradicional Café na Praça, das 8h às 12h, reunindo artesãos da Associação da Praça dos

artesanato. No dia 19 de março, o Sebrae/MS sediou uma Rodada de Negócios que colocou artesãos do Estado em contato com dez lojistas de diferentes regiões do país.
Na mesma data, foi apresentado o projeto da segunda filial da Casa do Artesão, que deverá funcionar no Shopping Campo Grande. A iniciativa integra o plano de expansão da marca e busca ampliar os espaços de comercialização do artesanato sul-mato-grossense.
FOTO: DIVULGAÇÃO

Exposição O Grito que Ecoa ocupa a Galeria de Vidro, na Esplanada Ferroviária, com visitação gratuita até 3 de abril

o público que passa pelo local. A mostra integra o Circuito Coletiva Dorcelina Folador, iniciativa voltada à circulação de exposições em diferentes espaços da cidade, com a proposta de ampliar o acesso do público à arte e valorizar a produção artística local.
Antes de chegar à Galeria de Vidro, O Grito que Ecoa esteve em cartaz no Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul, o MIS. Agora, as obras passam a ocupar um espaço público de grande circulação, em uma mudança que leva a exposição para mais perto da rotina da população. A visitação é gratuita e segue aberta ao público até 3 de abril.
Evento da Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul será realizado em 7 de maio, no Barô Bar, com participação de advogada e psicanalista
A inteligência artificial, tema cada vez mais presente no cotidiano e cercado de dúvidas, reflexões e disputas, estará no centro da próxima edição do Bar Freud, promovido pela Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul (SPMS), em Campo Grande. Organizado pelo Departamento de Atendimento à Comunidade e Cultura (DACC), o encontro será realizado no dia 7 de maio de 2026, às 20h, no Barô Bar, na Rua da Paz, 201, na região central da Capital. Com o tema “Inteligência artificial: decifra-me ou te devoro”, a proposta é discutir os impactos da tecnologia a partir de diferentes áreas do conhecimento. Participam do debate a advogada e mestra em inteligência artificial Luiza C. C. Faccin Duarte e a psicóloga e psicanalista Maristela Bittencourt Nogueira. A iniciativa segue a proposta inspirada em Freud de aproximar a psicaná-
Já no dia 20 de março, ocorreu o Encontro dos Artesãos de Mato Grosso do Sul, que reuniu profissionais do setor e representantes da Federação Imigrantes e visitantes em um encontro voltado à celebração da atividade.
O encerramento institucional ocorrerá em 24 de março, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com a Sessão Solene Conceição dos Bugres, homenagem anual dedicada aos artesãos do Estado.
Bar Freud debate inteligência artificial em encontro da psicanálise em Campo Grande

lise de outros campos do saber, ampliando a conversa sobre temas atuais da cultura e da sociedade.
Tradicional na agenda da SPMS, o Bar Freud busca justamente criar um espaço de reflexão fora do ambiente
acadêmico formal, em um formato mais próximo do público e aberto à troca de idéias. Os ingressos custam R$ 110, com direito a um drink e jantar. As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas
site da SPMS.

A Toyota lança em abril a nova geração do RAV4 no Brasil, com reservas já abertas e oferta em duas versões híbridas. O SUV chega maior, mais tecnológico e posicionado acima do Corolla Cross, reforçando a estratégia da marca de ocupar diferentes faixas de preço no mercado eletrificado. A novidade amplia a presença da Toyota num segmento em que eficiência, tecnologia e posicionamento premium andam juntos.

Com motor 1.0 turbo e câmbio automático, o Tera aposta no consumo como principal chamariz para quem quer gastar menos no dia a dia
A Volkswagen colocou no mercado um SUV compacto com um discurso bem direto: gastar menos no posto. O nome dele é Tera Comfort. E, pelo menos no material de apresentação, é aí que mora sua principal promessa.
O carro custa R$ 131.390. No lançamento, saiu por R$ 126.990. Vem com motor 1.0 turbo de três cilindros, câmbio automático de seis marchas, tração dianteira e direção elétrica. Não é um carro que tenta impressionar pela pressa. Vai de 0 a 100 km/h em cerca de 13,8 segundos e chega a mais ou menos 175 km/h. O argumento é outro: fazer sentido na conta do mês.
Segundo os dados informados, o Tera tem consumo de 13,3 km/l na cidade e 17,4 km/l na estrada, médias que ajudam a explicar por que a economia aparece como um dos seus principais argumentos comerciais. No quadro de consumo do Inmetro incluído no material, aparecem ainda as marcas de 8,6 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada com etanol, e de 8,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada com gasolina. Com tanque cheio, a autonomia estimada na estrada é de cerca de 520 quilômetros.
No pacote de equipamentos, o carro tenta reforçar a ideia de bom negócio. Traz central multimídia VW Play de 10 polegadas, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, painel digital, faróis Full LED, controle de estabilidade,




controle de tração, assistente de partida em rampa, sensores de estacionamento e controle de cruzeiro adaptativo, o ACC, item que costuma chamar atenção em carros mais caros. Por dentro, o conforto é o básico com alguns agrados. O ar-condicionado é manual, os vidros e travas são elétricos, há chave presencial, ajuste de altura para o banco do motorista, entrada USB e retrovisores elétricos. As rodas são de aço de 16 polegadas. Quem quiser ar digital, painel maior e rodas de liga leve terá de subir para a versão High, que custa pelo menos R$ 142.290, uma diferença de cerca de R$ 11 mil.
O Tera Comfort também chega com algumas concessões. O porta-malas, estimado em cerca de 300 litros, é pequeno para a categoria. A aceleração é descrita como moderada. E parte dos itens que ajudam a dar aparência de carro mais completo ficou reservada para a versão mais cara.
Ainda assim, a conta que a Volkswagen parece propor é simples. Entregar motor turbo, câmbio automático, conectividade sem fio e alguns equipamentos de segurança e assistência por um preço que, dentro da própria linha, tenta parecer racional. Para o motorista que olha menos para o cronômetro e mais para a bomba de combustível, é exatamente aí que o Tera quer entrar.