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Capital de MS recebe evento mundial sobre espécies migratórias e transforma o Pantanal em vitrine mundial da conservação
Campo Grande se prepara para entrar no centro da agenda ambiental internacional entre os dias 23 e 29 de março, quando sediará a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Es-
pécies Migratórias da ONU, a COP15. A escolha da capital sul -mato-grossense não é casual. Ela se apoia na força simbólica e ecológica do Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta
e um dos biomas mais preservados do mundo, rota estratégica para aves, peixes e mamíferos que dependem de ambientes íntegros para sobreviver. O evento deve reunir de 2 mil a 3 mil especialistas de cerca de 100 países, consolidando Mato Grosso do Sul como protagonista de uma discussão que ultrapassa fronteiras. A chamada Blue Zone ficará no Expo Bosque, no Shopping Bosque
dos Ipês, com programações paralelas espalhadas por outros pontos da cidade. Organizada pela ONU com apoio do governo estadual, a conferência discutirá medidas de proteção para espécies migratórias ameaçadas de extinção ou fortemente dependentes de cooperação internacional para manter seus ciclos de vida.
A relevância do Estado nessa pauta está no próprio território.
O Pantanal sul-mato-grossense funciona como uma espécie de corredor natural para 190 espécies de aves migratórias, muitas delas em deslocamentos entre o Hemisfério Norte, com concentração no Canadá e nos Estados Unidos, e a região da Patagônia, no extremo sul do continente. Em meio a longas jornadas, essas aves encontram no bioma áreas de descanso, abrigo e alimentação.
VEJA NA PÁGINA 7•A

Prefeitura amplia Wi-Fi gratuito em quase 200 pontos de Campo Grande
Operação tapaburacos avança e se aproxima de 100 mil reparos
Hotel internacional Hilton pode colocar Capital em novo patamar no turismo
Bertoni articula prioridades do agro e amplia pressão sobre Congresso



Movimento do Novo pode elevar o confronto entre grupos políticos, mas abertura de impeachment depende de decisão interna da Casa Foto: Divulgação

A articulação para tentar abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes pode aumentar a pressão política em Brasília, mas isso não significa que o caso vá avançar de forma rápida. Embora parlamentares do Novo e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tenham colocado o tema em evidência, o desfecho depende do Senado, que é quem decide se a denúncia será aceita ou arquivada. Na prática, o que pode acontecer agora é o assunto ganhar força no debate público e no embate entre grupos políticos, sem efeito imediato sobre o cargo do ministro. Pelo rito previsto, qualquer cidadão pode apresentar um pedido, sem necessidade de apoio mínimo de senadores. A primeira barreira, porém, está na análise da Mesa do Senado e, principalmente, na decisão do presidente da Casa sobre dar andamento ou não à denúncia.
Se o pedido for aceito, o caso passa a ter outro peso. Uma comissão especial seria criada para avaliar a acusação
e emitir um parecer inicial. Depois, o plenário do Senado decidiria se a denúncia deve seguir. Caso essa etapa seja aprovada, Moraes seria afastado do cargo até a conclusão do processo, abrindo uma crise institucional de maior alcance e levando o confronto entre Judiciário e política para um patamar mais alto. Mesmo assim, o caminho é difícil. O impeachment é tratado como um processo de natureza política, ainda que siga regras jurídicas, e exige maioria no Senado em diferentes fases. Isso significa que, além das acusações e provas apresentadas, o andamento do caso depende de ambiente político, articulação e apoio entre os senadores. Sem essa base, o pedido pode acabar servindo mais como instrumento de pressão e desgaste do que como uma mudança concreta. O principal efeito imediato, portanto, pode ser o aumento da tensão em torno do Supremo e do próprio Senado. Se avançar, o caso tende a provocar uma disputa institucional ainda mais forte.
Pacote anunciado por Lula busca frear alta do combustível, reduzir pressão sobre frete e alimentos e ampliar a fiscalização contra abusos
Para tentar impedir que a alta do diesel chegue com mais força ao bolso da população, o governo federal anunciou um pacote que corta impostos, cria ajuda temporária ao setor e reforça a fiscalização sobre os preços. A intenção é segurar o impacto do avanço do petróleo no mercado internacional e evitar uma reação em cadeia que atinja motoristas, caminhoneiros, transporte de mercadorias e, depois, os alimentos e outros produtos do dia a dia.
A principal medida zera as alíquotas de PIS e Cofins na importação e na comercialização do diesel. Além disso, uma medida provisória cria uma subvenção para produtores e importadores, desde que o desconto seja realmente repassado ao consumidor. Segundo o governo, a estimativa é de uma redução de R$ 0,64 por litro nas refinarias. Na prática, o que pode acontecer agora é uma tentativa de aliviar a pressão por reajustes e desacelerar a alta do combustível, embora o efeito final dependa da che-

gada desse corte até a bomba. Outro ponto do pacote é o aumento do monitoramento sobre o mercado. O governo quer dar mais instrumentos para a ANP e os órgãos de defesa do consumidor acompanharem preços e punirem abusos, como aumentos sem justificativa técnica ou retenção injustificada de combustível. Com isso, a promessa é dificultar repasses considerados exagerados e pressionar distribuidores e revendedores a não transformarem a crise internacional em lucro acima do normal.
O Planalto também sinaliza que as medidas podem ter reflexos além do preço imediato. Ao taxar temporariamente a exportação de petróleo e estimular maior processamento no país, o governo tenta incenti-
var as refinarias nacionais a produzir mais diesel. Se isso avançar, o Brasil pode reduzir parte da dependência externa do combustível e ganhar mais proteção em momentos de instabilidade fora do país. Por outro lado, o próprio governo admite que as ações são temporárias e podem ser revistas conforme a situação internacional mudar.

Mesmo sem confirmação oficial, chance de presença do presidente faz organização reforçar segurança, trânsito e logística para a abertura
Antes mesmo de ser confirmada, a possível presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da COP15 já começou a provocar mudanças no planejamento do evento em Campo Grande. A organização trabalha com esse cenário como provável nos bastidores, o que já afeta a montagem da operação de segurança, o esquema de trânsito e toda a logística prevista para a conferência internacional.
Na prática, o que pode acontecer é a cidade receber uma estrutura mais rígida já no início do encontro. Como a
simples possibilidade de uma visita presidencial exige um nível maior de preparação, os responsáveis pela COP15 passaram a adotar protocolos compatíveis com esse tipo de agenda, principalmente para o dia 23 de março, data marcada para a abertura do evento. A expectativa foi reforçada pelo deputado federal Zeca do PT, que afirmou que a vinda de Lula está praticamente acertada. Segundo ele, o presidente deve seguir para Mato Grosso do Sul após compromissos na Colômbia, podendo chegar na noite do dia 22 ou no próprio
dia 23. Mesmo assim, até agora não houve confirmação pública do Palácio do Planalto sobre a viagem.
Se a visita for confirmada, a tendência é que Lula participe apenas dos compromissos ligados à abertura da conferência. Depois disso, a representação do governo federal deverá ficar concentrada na ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, já que a pasta tem ligação direta com a articulação do encontro.
A COP15 vai colocar Campo Grande no centro de um debate internacional sobre a proteção de espécies migratórias. Com a possível presença do presidente, o evento pode ganhar ainda mais peso político e institucional, além de ampliar a atenção sobre a cidade durante a semana da conferência.

Levantamento em 30 municípios mostra cenário dividido na disputa pela Presidência entre petista e bolsonaristas
A nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência sobre a corrida presidencial em Mato Grosso do Sul mostra um cenário dividido no Estado. Na resposta espontânea, quando o eleitor fala o nome sem receber uma lista de opções, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente. Já na pesquisa estimulada, em que os nomes são apresentados ao entrevistado, a liderança passa para o senador Flávio Bolsonaro (PL). O dado chama atenção porque revela dois movimentos diferentes do eleitorado sul-mato-grossense. De um lado, Lula mantém força na lembrança imediata do voto. De outro, o campo bolsonarista segue competitivo e até mais forte quando o eleitor é colocado diante das opções testadas pelo instituto. Na espontânea, Lula soma
Evento na Câmara Municipal será usado pelo partido para atrair novos integrantes, com foco em mulheres, jovens e fortalecimento da sigla na Capital
Foto: Divulgação

O PSDB de Campo Grande marcou para a próxima sexta-feira (20) o ato de filiação partidária que, na prática, servirá como movimento de fortalecimento da legenda na Capital. O evento será realizado às 17h45, no plenário da Câmara Municipal. O presidente municipal do PSDB, Jonas de Paula, afirmou que a legenda tem concentrado esforços no período de janela partidária para reforçar sua estrutura e formar lideranças para a eleição de 2026. “Nesse período de janela partidária, o PSDB tem focado em seu fortalecimento, criando quadros fortes para a disputa da eleição de 2026”, disse. Em outro trecho, ele reforçou a abertura da sigla para novos nomes: “Quem quer fazer política de verdade, que transforma a vida das pessoas, tem um espaço aberto no PSDB”, destaca.
SERVIÇO
Data: 20 de março de 2025 (sexta-feira) - Horas: 17h45Local: Câmara Municipal de Campo Grande - Av. Ricardo Brandão, 1.600 — Jatiuca Park, CEP: 79040-904 — Campo Grande / MS
18% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 16,4%. Em terceiro aparece Flávio Bolsonaro, com 11%. Michelle Bolsonaro tem 3,6%, enquanto Ratinho Junior marca 1,8%, Ciro Gomes 1,4% e Romeu Zema 0,5%. O levantamento também mostra um eleitorado ainda com muita indefinição: 25% disseram que votariam em branco ou nulo e 21,5% não souberam ou não responderam.
Quando a pesquisa passa a mostrar os nomes, Flávio Bolsonaro assume a dianteira com 36,2%, contra 30% de Lula. Bem atrás aparecem Ciro Go-
mes, com 4,4%, Ratinho Junior, com 3,4%, Romeu Zema, com 1,5%, Aldo Rebelo, com 0,8%, e Renan Santos, com 0,5%. Nesse cenário, 12,2% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 11% não souberam ou não responderam. O levantamento também mediu rejeição. Nesse ponto, Lula lidera com 26%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 17,6%, e Ciro Gomes, com 16,5%. Depois aparecem Aldo Rebelo, com 8%, Romeu Zema, com 4%, Ratinho Junior, com 3,4%, e Renan Santos, com 3%. Os números indicam que, além da disputa pelo voto, os candidatos também

enfrentam resistência considerável de parte do eleitorado. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 6 de março de 2026, com 2.000 moradores de 30 municípios de Mato Grosso do Sul, todos com 16 anos ou
mais. O levantamento tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada sob MS-08644/2026 e BR05359/2026.
Coronel David cobra ação do Governo Estadual para reduzir falta de oficiais na Polícia
Pedido para abrir curso de habilitação busca preencher vagas, aliviar sobrecarga e reorganizar a estrutura da corporação em Mato Grosso do Sul
A falta de oficiais na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul já afeta o funcionamento da corporação e pode piorar se o quadro não for reforçado. Com dezenas de cargos vagos, principalmente no posto de segundotenente, a proposta apresentada pelo deputado estadual Coronel David tenta abrir caminho para recompor essa estrutura por meio do Curso de Habilitação de Oficiais do Quadro Auxiliar de Oficiais Militares. O pedido foi encaminhado ao governador Eduardo Riedel, ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e ao comandante-geral da PM, Renato dos Anjos Garnes. Segundo os dados citados na indicação, o maior problema está no posto de segundo-tenente: das 73 vagas previstas, apenas 22 estão ocupadas. Na
prática, isso significa que a corporação atua com pouco mais de 30% da capacidade nesse nível, o que pode aumentar a sobrecarga e dificultar o andamento da estrutura interna. Pelo argumento apresentado, o impacto não para nesse ponto. A falta de efetivo também atinge outros postos e acaba travando a sequência natural de promoções dentro da carreira militar. “Sem a formação de novos oficiais, as promoções deixam de ocorrer nos níveis superiores, gerando estagnação funcional”, afirma Coronel David.
Esse cenário afeta diretamente os subtenentes da ativa, muitos deles já aptos a disputar a ascensão ao oficialato por tempo de serviço e mérito. Sem a abertura do curso, porém, esse avanço continua bloqueado. A

proposta é que o processo siga os critérios já previstos em lei, com 60% das vagas preenchidas por antiguidade e 40% por mérito intelectual. Se a medida for autorizada por decreto estadual, o que pode acontecer é uma tentativa
de reduzir o déficit, reorganizar os postos de comando e restabelecer o fluxo da carreira dentro da PM. A expectativa é de que, com novos oficiais formados, a corporação ganhe mais fôlego tanto na gestão administrativa quanto na área operacional.
Filiação em Campo Grande marca início da pré-candidatura ao governo e abre nova frente de articulação do partido em Mato Grosso do Sul
João Henrique Catan escolheu o Marco Zero de Campo Grande para marcar uma virada em sua trajetória política. Ao oficializar a filiação ao Partido Novo no domingo passado (8), o deputado estadual deixou o PL e abriu o caminho para construir sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. O ato ser-
viu não apenas como mudança de partido, mas como o primeiro movimento público de um projeto eleitoral mais amplo. Durante o evento, Catan afirmou que quer percorrer 110 quilômetros de Campo Grande com a proposta de aproximar a população da política e estimular a participação dos eleitores. Ao tratar o local da filia-
ção como símbolo de partida, o deputado tentou dar um tom de recomeço ao novo passo. “É o momento da gente desbravar na política. O marco zero da capital é um grande ponto de partida, fundamental para esse projeto dar certo no Mato Grosso do Sul”, declarou. A entrada de Catan no Novo também foi apresentada pela legenda como o início de uma articulação mais forte no Estado para a disputa do governo. O presidente do diretório estadual, Luis Augusto Scarpanti, afirmou que a chegada do deputado representa a consolida-
ção de um projeto que o partido buscava havia anos e reforça a aposta em uma candidatura competitiva. Segundo Scarpanti, a avaliação interna é de que Catan pode começar a corrida com um índice importante de intenção de voto e reunir condições para disputar espaço no cenário eleitoral. “A gente está muito feliz de encontrar um ator político que tenha os mesmos princípios e os valores que o partido defende”, afirmou. Ele também disse que a expectativa da legenda é chegar ao segundo turno.
Emendas articuladas por Papy voltam ao Orçamento de 2026 e asseguram recursos para asfalto, drenagem e reforma de pista de skate
Foto: Divulgação

A derrubada de vetos do Executivo na Câmara de Campo Grande abriu espaço para a volta de R$ 8,3 milhões ao Orçamento de 2026, com foco em obras e melhorias em diferentes pontos da cidade. Entre as propostas recuperadas estão três emendas do presidente da Casa, vereador Papy, que tratam de pavimentação, drenagem e reforma de espaço esportivo. O resultado fortalece o papel do Legislativo na disputa por recursos e pode destravar demandas antigas de bairros que aguardam intervenções.
Do total preservado, R$ 5 milhões serão destinados para pavimentação e drenagem no Residencial Oliveira I e II. Outros R$ 3 milhões vão para obras nas ruas que fazem parte da rota do transporte coletivo no Riviera Park. Também foi mantida a emenda de R$ 300 mil para a reforma e modernização da pista de skate do Jockey Club. Ao todo, além dessas propostas, outros 49 vetos também foram derrubados durante a sessão.
Papy atribuiu o resultado a um acordo construído entre base e oposição. Segundo ele, a articulação foi conduzida em conjunto com o vereador Otá-
Ministra sul-matogrossense disse que decisão foi tomada após conversas com Lula e Alckmin e que os próximos passos serão definidos nas próximas semanas
vio Trad, relator do Orçamento, para evitar a perda total das emendas apresentadas pelo Legislativo. “Então, entre ter todas vetadas e algumas derrubadas, a base e a oposição acabaram entrando num acordo, conduzido por mim e pelo vereador Otávio Trad, que é o relator do Orçamento, para que a gente pudesse ter aqui algumas emendas preservadas pelo Legislativo Municipal”, afirmou. As propostas recuperadas têm ligação direta com regiões onde, segundo o vereador, há cobrança antiga por melhorias. No caso do Residencial Oliveira I e II e do Riviera Park, a expectativa é de que os recursos ajudem a tirar do papel obras de infraestrutura aguardadas há anos. Já no Jockey Club, a emenda mira a recuperação da pista de skate, área vista como importante para a prática esportiva na cidade. Com a derrubada dos vetos, a Câmara assegura a permanência dessas emendas no Orçamento e reforça a disputa política sobre o destino dos recursos públicos. Para os bairros atendidos, o que pode acontecer agora é o avanço de obras esperadas há muito tempo, desde que os valores sejam executados em 2026.
Apoio de Tereza e Nelsinho leva caso Master ao centro da disputa
Assinaturas dos senadores de MS reforçam pedido de CPI e ampliam pressão para que investigação avance no Congresso
Foto: Andressa

O apoio dos senadores Tereza Cristina e Nelsinho Trad ao pedido de criação de uma CPI sobre o caso Daniel Vorcaro colocou Mato Grosso do Sul no centro de uma investigação que pode ganhar forte peso político em Brasília. Com as assinaturas dos dois parlamentares, o requerimento superou o número mínimo necessário e abriu uma nova etapa de pressão para que o Senado decida se a apuração vai sair do papel. A proposta da comissão foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira para investigar possíveis relações do banqueiro com integrantes da cúpula do sistema judicial e financeiro. Ao reunir 35 assinaturas, oito a mais do que o mínimo exigido, o pedido ganhou força política. Nesse cenário, o que pode acontecer agora é o caso deixar de ser tratado apenas no campo policial e financeiro e passar a ocupar também o centro do debate no Congresso.
A prisão de Daniel Vorcaro ajudou a ampliar esse movimento. A investigação aponta suspeitas que vão além do sistema bancário e alcançam instituições como Banco Central, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça citou o bloqueio de mais de R$ 2 bilhões mantidos em conta na CBSF DTVM, conhecida no mercado como Reag, liquidada em meio às investigações ligadas ao Banco Master. O caso também tem desdobramentos em Mato Grosso do Sul. Parte da estrutura investigada passa por Iguatemi, na fronteira com o Paraguai, onde distribuidoras instaladas na Rodovia da Balsinha aparecem como um dos pontos sob apuração. A suspeita é de que essas empresas tenham sido usadas para movimentar recursos que depois surgiram em operações financeiras investigadas.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou na última quinta-feira (12), em Campo Grande, que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A fala foi feita durante entrevista no XCVI Fórum Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, no Bioparque Pantanal, e marcou a passagem de uma articulação de bastidor para uma decisão assumida publicamente. Segundo Tebet, a candidatura foi construída após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. “Essas conversas foram caminhando e, no dia 27 de janeiro, em uma viagem ao Panamá com o presidente Lula, discutimos política no Brasil…

Na semana passada, em um encontro mais reservado em São Paulo, ele pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo”, afirmou. A ministra disse ainda que só decidiu tornar a escolha pública depois de conversar com a mãe. “Depois de explicar a situação para minha mãe, ontem eu decidi cumprir a missão. Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que considero muito importante para o Brasil”, de-
clarou.
Ao justificar a escolha por São Paulo, Tebet citou laços pessoais, acadêmicos e políticos com o Estado. Ela lembrou que fez o mestrado em território paulista, disse que mantém relação próxima com São Paulo e destacou que teve ali sua maior votação na eleição presidencial de 2022. Mesmo assim, fez questão de reafirmar a ligação com Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul me deu o privilégio de ser a primeira mu-
lher prefeita da minha cidade, reeleita, deputada estadual, vice-governadora e senadora. É o estado que me levou ao cenário nacional”, disse. Apesar do anúncio, Tebet afirmou que outras definições ainda serão tomadas nas próximas semanas. “Agora começa uma nova etapa. Temos uma janela, temos pelo menos até o dia 2 de abril, para tomar todas as outras decisões”, concluiu. Tebet foi senadora por MS entre 2015 à 2023.
Levantamento mostra avanço na aprovação do governador e crescimento da avaliação positiva em Mato Grosso do Sul
A nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência aponta um cenário favorável para o governador Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul. Segundo o levantamento, ele atingiu 70% de aprovação, melhorando o desempenho em relação à rodada anterior e ampliando a fatia de eleitores que avaliam sua gestão de forma positiva.
Os números mostram não apenas aprovação alta, mas também melhora em indicadores centrais da administração. Além de reduzir a desaprovação, Riedel viu crescer o percentual de entrevistados que classificam seu governo como bom ou ótimo. O resultado reforça um momento positivo para o governador no Estado, de acordo com os dados divulgados pela pesquisa.
Na avaliação direta sobre o governo, 70% dos entrevista-

dos disseram aprovar a gestão de Eduardo Riedel. Outros 22% afirmaram desaprovar, enquanto 8% não souberam ou não responderam. No levantamento anterior, realizado no mesmo período do mês passado, a aprovação era de 68%, a desaprovação chegava a 25% e 7% não souberam responder. Quando o eleitor avalia a qualidade da gestão, o desempenho também sobe. Hoje, 52% classificam o governo como bom ou ótimo, 21% consideram
regular e 19% avaliam como ruim ou péssimo. Outros 8% não souberam ou não responderam. Na pesquisa anterior, 50% diziam que a administração era boa ou ótima, 22% a consideravam regular e 21% a classificavam como ruim ou péssima. Na prática, a nova rodada mostra dois movimentos favoráveis ao governador: a aprovação cresceu e a rejeição caiu. Ao mesmo tempo, houve avanço na avaliação positiva e recuo no percentual dos que enxergam a
gestão de forma negativa. O cenário desenha um desempenho melhor de Riedel em comparação com o mês anterior. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 6 de março, com 2.000 moradores de 30 municípios de Mato Grosso do Sul, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob MS-08644/2026 e BR-05359/2026.
Herculano Borges pode ganhar espaço no governo com saída de Marcelo Miranda
Mudança na Setesc entra no radar com desincompatibilização de secretário para disputa eleitoral e pode abrir nova acomodação política em MS
A possível saída de Marcelo Miranda da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura já começa a movimentar os bastidores do governo, e o nome do vereador Herculano Borges aparece como um dos mais cotados para ocupar o cargo. A troca ainda não foi oficializada, mas o cenário ganhou força após a confirmação de que Miranda deve deixar a pasta para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. O próprio governador Eduardo Riedel já havia indicado, na abertura do ano legislativo, que Marcelo Miranda seria o primeiro secretário a sair do governo para disputar as elei-
ções deste ano. Com isso, o que pode acontecer agora é uma reorganização dentro da estrutura estadual, já que a saída de um secretário abre espaço para uma nova composição política e administrativa em uma área que reúne turismo, esporte e cultura. Nesse movimento, Herculano surge como nome forte por já ter passagem pela Fundesporte, órgão ligado à Setesc. Mesmo sem falar abertamente sobre a possibilidade, por ainda não haver definição oficial, o vereador entra no centro das especulações justamente por já conhecer parte da estrutura da área. Se a indicação avançar, a escolha pode representar uma aposta em alguém com experiência recente no setor. A mudança também pode ter efeito político além da secretaria. Herculano é filiado ao Republicanos, partido que aparece no radar de articulações mais amplas no Estado. Nesse cenário, uma eventual nomeação pode reforçar conversas e alianças em andamento, num momento em que o ambiente partidário já passa por rearranjos de olho nas eleições.

Negócio inclui quatro supermercados e um atacarejo e reforça a estratégia de expansão e multicanalidade da empresa no Estado
O Grupo Pereira deu mais um passo na expansão em Santa Catarina ao fechar a compra de cinco operações em Chapecó, no Oeste do Estado. O movimento envolve quatro supermercados da bandeira Celeiro e um atacarejo da marca Combatt Atacadista, e reforça a estratégia da empresa de crescer em uma região considerada importante para os negócios do grupo.
A operação ocorre depois da aquisição dos Supermercados Schmit, realizada em 2025, e mantém o ritmo de avanço da rede no mercado catarinense. O foco agora é fortalecer a presença dos Supermercados Comper em Chapecó, dentro de uma estratégia de multicanalidade que reúne atacado, atacarejo, varejo, farmácia e serviços financeiros operando de forma conjunta nas mesmas regiões. O grupo destaca que Chapecó entra nesse plano por ser
uma das cidades mais prósperas e em crescimento no país. Segundo Lucas Pereira Santiago, diretor do Grupo Pereira, a chegada do Comper ao município por meio da estrutura já consolidada do Comercial Celeiro tem peso estratégico para a empresa. “Esta aquisição reforça nossa estratégia de multicanalidade em Santa Catarina, estado onde o Grupo foi fundado e que representa mais da metade do nosso faturamento. A chegada do Comper em Chapecó, uma das cidades mais prósperas e que mais cresce no país, através de uma marca forte e com ótimas lojas como as do Comercial Celeiro, é estratégica para o Grupo e certamente trará mais competitividade de preços na praça e benefícios para a população”, afirmou.
As lojas compradas pertencem à família Battiston, tradicional no setor supermercadista de Santa Catarina e reconheci-
‘Sebrae Delas’ abre inscrições em MS para ampliar apoio a empreendedoras
Programa segue com inscrições até 31 de março e aposta em capacitação, rede de apoio e trilhas para quem quer começar, crescer ou chegar ao mercado internacional
Mais do que abrir inscrições para uma nova turma, o Sebrae Delas chega ao ciclo de 2026 tentando responder a uma demanda que cresce junto com o empreendedorismo feminino em Mato Grosso do Sul. O programa, criado em 2019 no Estado, já atendeu mais de 15 mil mulheres e volta neste ano com a proposta de acompanhar, de abril a novembro, empreendedoras que estão em estágios diferentes do negócio, desde quem ainda busca um caminho para começar até quem mira expansão e atuação internacional. O movimento acontece em um cenário em que a presença feminina nos negócios tem peso cada vez maior. Segundo a analista-técnica do Sebrae/MS e uma das idealizadoras do programa, Ana Paula Caetano, em 2025 foram abertas mais de 25 mil empresas por mulheres em Mato Grosso do Sul. Ela tam-
bém destacou que hoje as mulheres representam 42% do empreendedorismo no Estado, com forte presença, principalmente, no setor de serviços. “É uma potência que gira bastante a nossa economia”, afirmou nesta quinta-feira (12) ao Giro Estadual de Notícias. Ao explicar o que diferencia o Sebrae Delas de outras ações voltadas ao mesmo público, Ana Paula ressaltou que o programa não funciona como um evento pontual, mas como uma jornada mais longa de formação e acompanhamento. “O programa do Sebrae Delas é uma jornada, ele é um programa voltado especialmente para potencializar o empreendedorismo feminino”, disse. Segundo ela, essa estrutura permite acompanhar mais de perto as mulheres ao longo do ano, com atividades pensadas para desenvolver tanto os negócios quanto as habilidades empreendedoras.

da em Chapecó pelas localizações das unidades, padrão das lojas, atendimento e variedade de produtos.
A transição deve acontecer de forma gradual. As unidades passarão por um processo de integração operacional e conversão de bandeira, seguindo os padrões do Grupo Pereira em layout, mix de produtos, servi-

ços e experiência de compra. O cronograma dessa mudança e a definição das novas bandeiras ainda serão divulgados.
“Esta aquisição reforça nossa estratégia de multicanalidade em Santa Catarina, estado onde o Grupo foi fundado e que representa mais da metade do nosso faturamento”, diz o diretor Lucas Pereira Santiago
Com a nova aquisição, o grupo incorpora as seguintes unidades em Chapecó: Supermercado Celeiro Itália, na Avenida General Osório; Supermercado Celeiro Sul, na Avenida Nereu Ramos; Supermercado Celeiro Norte, na Rua Martinho Lutero; Supermercado Celeiro Center, na Rua Rui Barbosa; e o Combatt Atacadista, na Rua Pará, no
bairro Maria Goretti. Fundado em 1962, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o Grupo Pereira completa 64 anos de história em 2026. Atualmente, conta com mais de 24 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.
Presidente da Famasul destaca segurança jurídica e defesa da propriedade como pontos centrais de documento lançado pela CNA em Brasília
Com Marcelo Bertoni na linha de frente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lançou em Brasília a Agenda Legislativa do Agro 2026, documento que reúne os projetos considerados mais importantes para o setor no Congresso Nacional. Representando os produtores rurais de Mato Grosso do Sul, o presidente do Sistema Famasul e diretor-secretário da CNA participou do lançamento e reforçou o peso da articulação política para defender pautas vistas como estratégicas para o campo.
A agenda reúne 100 propostas selecionadas entre mais de 8,7 mil iniciativas acompanhadas pela entidade. Desse total, 62 projetos têm apoio integral da CNA, 24 contam com apoio com ressalvas e 14 recebem posição contrária. Na prática,

o material funciona como um mapa das prioridades do agro e indica quais temas devem concentrar mais atenção do setor nas discussões no Congresso. Bertoni destacou que o documento ajuda a organizar essas prioridades e a aproximar o setor produtivo do Legislativo. “A Agenda Legislativa do Agro organiza as prioridades do setor e reforça a importância de decisões que garantam segurança jurídica e a representativida-
de de quem produz no campo. Esse alinhamento entre o agro e o Legislativo é fundamental para mantermos um ambiente favorável ao investimento, à produção e à geração de empregos”, afirmou. Entre os pontos que ganham mais destaque na agenda está a defesa do direito de propriedade, tema tratado por Bertoni como central para dar estabilidade ao campo. Na condição de presidente da Comissão de
Assuntos Fundiários da CNA, ele afirmou que garantir segurança jurídica é decisivo para que o produtor possa trabalhar e investir com tranquilidade. “Garantir segurança jurídica no campo é fundamental para quem produz. O direito de propriedade precisa ser respeitado e defendido para que o produtor tenha tranquilidade para trabalhar, investir e continuar gerando desenvolvimento para o país”, disse.
R$ 1,2 mi
Valor aplicado pelo instituto previdenciário de Campo Grande foi bloqueado judicialmente e será devolvido com correção
O dinheiro investido pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande no Banco Master não vai ficar preso por anos à espera de solução. Após o fechamento das atividades da instituição financeira, o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) conseguiu na Justiça garantir a devolução de R$ 1,2 milhão, além da correção do valor, em uma medida que buscou proteger recursos ligados aos servidores municipais.
O movimento começou logo após a intervenção na instituição financeira. Segundo a prefeitura, a equipe técnica do instituto avaliou o caso e identificou risco jurídico em aguardar o prazo inicialmente previsto para o retorno da aplicação, que seria de três anos. Com isso, foi apresentada uma ação de compensação de créditos com pedido de urgência para assegurar a recuperação do montante.
A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que a prioridade foi resguardar recursos vinculados à previdência dos servidores. “Esse é o dinheiro dos servidores de Campo Grande, e o IMPCG sempre busca atuar
com prudência. Assim que fomos informados sobre a liquidação da instituição, a equipe se mobilizou para garantir que esse valor retornasse a quem é de direito”, disse. Segundo o diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, o valor já está protegido por decisão judicial. “O valor aplicado, de R$ 1,2 milhão, já está totalmente assegurado, assim como o rendimento obtido no período, que soma mais de R$ 227 mil”, afirmou. Ele explicou ainda que a medida foi viabilizada a partir do bloqueio de parte dos repasses relacionados a empréstimos consignados de servidores municipais. “Mensalmente são repassados ao banco R$ 1,431 mi que foram retidos em folha em decorrência de consignados e, a decisão favorável ao município sequestrou parte desse valor, que não chegou a ser depositado na instituição e sim em uma conta jurídica”, completou. De acordo com o instituto, os recursos agora aguardam os trâmites legais para liberação definitiva. A expectativa é que o valor retorne integralmente ao caixa previdenciário do município.
Levantamento aponta intenção de compra e de comemoração da data, com impacto direto nas vendas de chocolates e nos gastos das famílias Foto: Divulgação

Páscoa deve impulsionar vendas em Mato Grosso do Sul com destaque para chocolates, ovos e gastos com comemorações.
A Páscoa deste ano deve colocar mais dinheiro em circulação em Mato Grosso do Sul e dar fôlego ao comércio em várias cidades do Estado. A estimativa é de que a data movimente cerca de R$ 335,68 milhões entre compras de presentes e gastos com comemorações, mostrando que, mesmo com um consumidor mais cauteloso, a celebração continua tendo peso no orçamento das famílias e no caixa das empresas.
Desse total, aproximadamente R$ 170,09 milhões devem ser destinados à compra de presentes, principalmente chocolates e ovos de Páscoa.
Outros R$ 165,59 milhões devem ser usados nas comemorações. Segundo a pesquisa, 60,55% dos consumidores pretendem comprar presentes, com gasto médio estimado em R$ 186,57. Já 62,49% afirmam que vão comemorar a data, com desembolso médio de R$ 176. O levantamento mostra, porém, que o consumidor está

Mesmo com leve queda em fevereiro, custo dos alimentos consome mais da metade do salário mínimo líquido do trabalhador
Comprar o básico para colocar comida na mesa continua sendo uma tarefa pesada para o morador de Campo Grande. Em fevereiro, a cesta básica custou R$ 780,29 na Capital, valor que comprometeu 52,04% do salário mínimo líquido do trabalhador. Houve uma pequena queda em relação a janeiro, mas o alívio foi limitado e não mudou o peso que a despesa ainda representa no orçamento das famílias. Apesar do recuo de 0,40% no mês, o custo da cesta acumulou alta de 0,57% em 2026 e de 0,82% nos últimos 12 meses. Entre os produtos pesquisados, nove dos 13 itens tiveram
redução de preço entre janeiro e fevereiro. As quedas mais fortes foram registradas no tomate, batata, óleo de soja, leite integral e banana, o que ajudou a segurar o valor final da cesta no período. Por outro lado, alguns itens seguiram em alta e impediram uma queda mais expressiva. O feijão carioca teve aumento de 22,05% e foi apontado como o mais caro do país. Também subiram os preços do arroz agulhinha, do pão francês e da carne bovina de primeira. Na prática, isso mostra que, mesmo quando parte dos alimentos fica mais barata, outros produtos essenciais continuam pressionan-

do o bolso do consumidor. O levantamento também mostra quanto esse custo afeta a rotina do trabalhador. Para comprar a cesta básica em fevereiro, foi preciso trabalhar 105 horas e 54 minutos em Campo Grande.
mais atento antes de gastar. A avaliação é de que há uma postura mais prudente, com maior preocupação com o orçamento e com escolhas feitas de forma mais planejada. “A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento ao planejamento financeiro. Embora a Páscoa continue sendo uma data relevante para o comércio, observamos uma postura mais prudente, com escolhas baseadas principalmente na qualidade do produto e na pesquisa de preços”, afirma a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira.
Entre os itens mais procurados, o ovo de Páscoa tradicional continua liderando a preferência, citado por 58,49% dos entrevistados. Em seguida aparecem os ovos caseiros, com 19,45% das intenções de compra, o que mostra espaço para produtos artesanais. Na hora de escolher, a qualidade pesa mais para a maioria dos consumidores, enquanto o preço aparece em segundo plano.
Reunião com presidente Santiago Peña reforça pressão por melhorias em logística, registros e acesso da indústria brasileira ao mercado paraguaio
A reunião do presidente da Fiems, Sérgio Longen, com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, na última sexta-feira (13) abriu uma nova frente de diálogo para tentar facilitar os negócios entre os dois países. O encontro, realizado em Assunção, colocou na mesa demandas que atingem diretamente a indústria de Mato Grosso do Sul e pode acelerar discussões sobre transporte, comércio e investimentos na região de fronteira. Entre os principais pontos apresentados por Longen está a criação de corredores logísticos específicos no Paraguai para permitir a circulação de veículos de grande porte, como bitrens e rodotrens. A ideia é reduzir entraves no transporte e melhorar o fluxo de mercadorias entre os dois mercados. “Temos propostas claras com o presidente do Paraguai que são demandas do setor empre-
sarial de Mato Grosso do Sul e da indústria nacional. Viemos discutir corredores logísticos que permitam que bitrens e rodotrens possam entrar no Paraguai em rodovias que seriam corredores específicos”, afirmou.
Outro tema levado à reunião foi a necessidade de facilitar o registro de marcas de produtos brasileiros no Paraguai. A medida pode ampliar a presença da indústria brasileira no país vizinho e abrir mais espaço para novos negócios. Longen também chamou atenção para a lentidão dos serviços cartoriais paraguaios, destacando que a existência de apenas um cartório para registro de imóveis acaba dificultando processos de aquisição e regularização. Segundo ele, esse problema já afeta empresários brasileiros, agricultores e pecuaristas que investem no Paraguai e precisam de mais agilidade. “Há uma movimentação muito grande de empresários brasileiros, agricultores e pecuaristas que precisam de mais agilidade nos registros e lavraturas. Isso pode trazer mais facilidade para os brasileiros que investem no mercado paraguaio”, explicou. A comitiva de Mato Grosso do Sul ainda contou com a








































Valor previsto para sediar conferência internacional reforça estrutura do evento e pode elevar a visibilidade da Capital no cenário global
Sediar a COP15 em Campo Grande vai exigir do governo federal um investimento estimado em R$ 3,06 milhões e uma operação ampla para garantir que o evento funcione sem falhas. Mais do que bancar a realização da conferência, o compromisso coloca o Brasil no centro da organização de uma agenda internacional e pode transformar a cidade em vitrine de um encontro que reúne autoridades, especialistas, organizações e imprensa de vários lugares. O valor previsto no acordo formaliza a responsabilidade do país com a estrutura da conferência, que será realizada entre 23 e 29 de março. Na prática, o que pode acontecer é uma mobilização maior da máquina pública para assegurar desde salas de reunião e internet até espaços para imprensa, tradução simultânea, atendimento médico e transporte de participantes. Isso significa que o
evento não depende apenas de cerimônia e discurso, mas de uma engrenagem completa para funcionar. A segurança também aparece como um dos pontos centrais desse planejamento. Pelo acordo, caberá ao governo brasileiro garantir proteção policial e montar uma operação capaz de permitir a realização da conferência sem interferências. Com isso, a tendência é de reforço na vigilância, na organização do acesso e no controle da circulação de pessoas nos locais ligados à programação oficial.
Outro efeito esperado é o aumento da exposição de Campo Grande durante os dias do encontro. Como a conferência inclui reuniões principais, encontros paralelos e a presença de representantes de vários países e entidades, a cidade passa a concentrar uma agenda internacional que pode ampliar sua projeção institucional. Ao

mesmo tempo, essa visibilidade aumenta a cobrança para que toda a estrutura prometida funcione de forma eficiente. Depois da conferência, o
Ampliação do Wi-Fi público e lançamento de nova plataforma digital prometem facilitar pagamentos, serviços e acesso da população à Prefeitura
Em uma cidade onde pagar, vender e resolver pendências depende cada vez mais do celular, a ampliação da internet gratuita e o lançamento de novos serviços digitais da Prefeitura podem mudar a rotina de muita gente em Campo Grande.
A proposta é facilitar o acesso da população aos serviços públicos e, ao mesmo tempo, ajudar quem depende da conexão para trabalhar, como comerciantes e pequenos empreendedores espalhados pela cidade.
O exemplo mais direto vem do Mercadão Municipal. Dono de uma banca no local, João
Porto Corteis, de 29 anos, diz que a internet já deixou de ser apenas comodidade e passou a ser necessidade no dia a dia do comércio. “Eu vejo essa questão do acesso à internet como um auxílio muito bom, tanto para acesso à informação quanto hoje com o Pix, principalmente para a questão de pagamento. Tanto nós comerciantes quanto os indígenas que vendem os seus produtos aqui no Mercadão, o acesso à internet faz muita falta”, afirmou. A fala do comerciante foi lembrada pela prefeita Adriane Lopes durante o pré-lançamento na última quinta-feira (12)
de duas ferramentas da administração municipal: o aplicativo +CG, que reúne mais de 30 serviços, e o Acessa+, voltado à oferta gratuita de internet em diferentes pontos da cidade. Segundo a prefeita, a ideia é acelerar o contato entre a população e a Prefeitura, além de dar mais rapidez às respostas. Ela também destacou o Mercadão como um dos locais já beneficiados pelo wi-fi gratuito, citando o impacto da medida para mulheres indígenas que comercializam produtos no espaço. Além de ampliar os pontos de acesso, a Prefeitura infor-
Adriane diz que vai apresentar demandas de Campo Grande
Prefeita afirma que pretende aproveitar eventual visita para cobrar apoio a obras contra estragos da chuva e outros projetos da cidade
Se o presidente Lula vier a Campo Grande durante a COP que acontece entre os dias 23 a 29 de março, a prefeita Adriane Lopes (PP) pretende aproveitar a visita do petista para apresentar projetos considerados prioritários para a Capital, principalmente os ligados aos estragos causados pela chuva. Ao comentar a possível agenda nesta manhã (12), ela deixou claro que vê no encontro uma chance de cobrar apoio federal para obras que o município considera urgentes. “Com certeza, se nós tivermos a oportunidade de tê-lo na Capital, nós vamos apresentar para ele e para a equipe as demandas de Campo Grande”, afirmou.
Segundo Adriane, entre os projetos que poderão ser levados ao presidente estão propostas já cadastradas no PAC, com

“Nós
foco em áreas que sofrem com os impactos das chuvas. Ela citou nominalmente a obra da Rachid Neder como uma das intervenções mais importantes e disse que o município precisa de recursos estaduais e federais para tirar esse tipo de projeto do papel. “Essa é uma das principais obras que nós cadastramos no PAC, tendo em vista o valor investido e que a gente precisa de aporte de recursos estaduais e federais”, disse. A prefeita também falou sobre a preparação da cidade para receber as comitivas da COP e admitiu preocupação com as condições do tempo. De acordo com ela, as equipes da prefeitura foram mobilizadas e atuam em várias frentes, como tapa-bura-
cos, limpeza, capina, zeladoria e sinalização, mas o excesso de chuva tem dificultado o avanço dos serviços. “De domingo para segunda choveu 100 milímetros. E com o tempo a gente não briga. Deu trégua a chuva, as equipes avançam e trazem o resultado”, explica.
que também pode acontecer é uma revisão detalhada dos gastos. O acordo prevê prestação de contas e devolução de eventual sobra de recursos,
mas também admite complementação de valores se o custo final superar o total inicialmente depositado. Ou seja, além do peso político e orga-
nizacional, a COP15
deixa para o governo a responsabilidade de fechar as contas de um evento internacional de grande porte.

mou que a rede pública passou de 150 para 300 megabits, com testes que chegam a 600 megabits. Segundo a vice-prefeita Camilla Nascimento, Campo
Na avaliação de Adriane, a organização da COP exige ação conjunta entre Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal. Ela afirmou que Campo Grande precisa estar preparada não só para o evento internacional, mas também para outros compromissos previstos para o mesmo período, com expectativa de maior movimento na rede hoteleira e em setores ligados à recepção das delegações. Operação
Mesmo com impacto das chuvas, equipes mantêm operação diária e priorizam vias mais movimentadas e acessos aos bairros
Com ruas castigadas pela chuva e motoristas atentos aos danos no asfalto, a Prefeitura de Campo Grande intensificou neste início de ano a operação tapa-buracos e já se aproxima da marca de 100 mil reparos nas sete regiões urbanas da cidade. O trabalho é feito diariamente por equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, em uma tentativa de reduzir os transtornos no trânsito e melhorar as condições de circulação.
Nos dias em que o tempo ajuda, o ritmo do serviço ultrapassa a média de 2 mil buracos tapados por dia. Para dar conta da demanda, as equipes começam a atuar antes das 6h e seguem até por volta das 19h. A estratégia é ampliar a frente de manutenção e acelerar os reparos em diferentes pontos da Capital. As chuvas frequentes das últimas semanas, porém, conti-
Grande já conta com 187 pontos de internet gratuita, com possibilidade de expansão. Já o aplicativo +CG, desenvolvido pela equipe da Agetec, come-
ça oferecendo serviços como acesso ao IPTU, solicitação de tapa-buraco, comunicação sobre terreno baldio, ações preventivas e ouvidoria.

nuam sendo um dos principais obstáculos para o andamento dos trabalhos. Isso porque a aplicação da massa asfáltica depende de condições adequadas do solo e do clima. Mesmo assim, o serviço segue avançando, com prioridade inicial para as vias de maior movimento e para os principais acessos aos bairros. Depois dessa etapa, as equipes seguem para ruas e avenidas internas das regiões urbanas. A lógica da operação é atender primeiro os trechos mais críticos para o tráfego e,
na sequência, ampliar o alcance da manutenção para outras áreas da cidade. Com isso, a Prefeitura tenta evitar que o problema se agrave e comprometa ainda mais a malha viária. Na prática, o que pode acontecer com esse ritmo de trabalho é uma melhora gradual na trafegabilidade, sobretudo nos pontos mais afetados. Embora a chuva ainda atrapalhe o cronograma, a meta da operação é reduzir os impactos para motoristas e moradores e dar mais segurança a quem circula diariamente por Campo Grande.
Com rede própria, tecnologia e atendimento no interior, instituição celebra trajetória marcada por expansão e serviços pioneiros
O que começou há 25 anos como uma proposta de assistência voltada aos servidores estaduais se transformou em uma das principais estruturas de saúde de Mato Grosso do Sul. Ao celebrar esse marco em 2026, a Cassems apresenta uma trajetória construída com expansão da rede própria, aposta em tecnologia e presença em diferentes regiões do Estado, ganhando espaço como referência no atendimento aos beneficiários.
Ao longo desse caminho, a instituição passou a reunir hospitais próprios, centros médicos, unidades de prevenção e serviços especializados,


ampliando o acesso à assistência e levando atendimento também para o interior. Entre os marcos destacados nessa história estão a inauguração da primeira unidade hospitalar própria em Dourados, a criação da primeira UTI Neonatal de Três Lagoas e a estrutura-
Anvisa libera primeira terapia voltada à doença em estágio inicial e abre caminho para uso em pacientes a partir de 8 anos
Foto: Divulgação

Aprovação de novo medicamento abre caminho para retardar o avanço do diabetes tipo 1 antes do surgimento dos sintomas.
A aprovação de um novo medicamento pela Anvisa pode mudar o tratamento do diabetes tipo 1 no Brasil ao abrir espaço para agir antes do aparecimento dos sintomas. Liberado para comercialização no país, o teplizumabe é a primeira terapia aprovada com foco direto na doença e chega com a proposta de retardar sua progressão em pacientes a partir de 8 anos diagnosticados ainda na fase inicial.
O remédio é indicado para pessoas que estão no chamado estágio 2 do diabetes tipo 1, momento em que a doença já pode ser detectada por exames, mas ainda não apresenta sinais clínicos. Nessa fase, o organismo já começou a destruir as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. A função do teplizumabe é tentar proteger essas células do ataque do próprio sistema imunológico.
Segundo as informações analisadas pela agência reguladora, a medicação pode adiar o surgimento dos sintomas por até dois anos. Isso significa que
o tratamento não substitui a insulina, mas busca preservar por mais tempo a capacidade natural do corpo de produzir o hormônio. O uso é feito por infusão intravenosa diária durante duas semanas seguidas. A liberação é vista como um avanço porque muda o foco da abordagem tradicional. Em vez de atuar apenas depois que a doença se instala de forma mais evidente, a nova terapia tenta interferir antes da fase clínica. Com isso, o que pode acontecer é um novo caminho no cuidado com pacientes que já apresentam sinais laboratoriais da doença, mas ainda não desenvolveram os sintomas. Hoje, o diabetes tipo 1 exige aplicação diária de insulina, monitoramento constante da glicemia e ajustes frequentes no tratamento. Por isso, a chegada de uma medicação voltada a retardar a evolução da doença pode representar uma nova alternativa no enfrentamento de uma condição crônica que atinge principalmente crianças e adolescentes, mas pode surgir em qualquer idade.
ção de serviços de alta complexidade, como o transplante de medula óssea e a cirurgia cardíaca pediátrica.
A trajetória da Cassems também foi marcada pela incorporação de novas tecnologias. A instituição destaca pioneirismos como a primeira cirurgia
transmitida por telemedicina em Mato Grosso do Sul, o uso de cirurgia robótica e a criação de sua própria plataforma de teleatendimento. Ao mesmo tempo, buscou ampliar o contato com o beneficiário por meio de ferramentas digitais, programas itinerantes e ações
de prevenção que chegaram a várias cidades do Estado.
Outro ponto que ajudou a consolidar essa imagem foi a aposta em gestão, transparência e novos modelos de cuidado.
A Cassems criou rede própria de atendimento, lançou portal de transparência, investiu em
sustentabilidade e desenvolveu programas voltados à prevenção, ao atendimento de pessoas com autismo, ao acesso a medicamentos e à assistência fora do Estado. Com isso, passou a combinar estrutura física, inovação e ações mais próximas da rotina do usuário.
Presidente do CRF/MS diz que proposta não libera medicamento em gôndola, mas reforça debate sobre automedicação, descarte irregular e papel do farmacêutico
A proposta que autoriza a venda de medicamentos em supermercados voltou a colocar em evidência o uso de remédios sem orientação. Em Mato Grosso do Sul, a avaliação do Conselho Regional de Farmácia (CRF/MS) é de que a discussão mais importante não está apenas na estrutura que será criada dentro desses estabelecimentos, mas no hábito ainda comum de recorrer à automedicação diante de qualquer sintoma.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na última quarta-feira (11), a presidente do CRF/MS, Daniely Proença, explicou que a aprovação do projeto não significa que os medicamentos ficarão espalhados entre alimentos e produtos de limpeza. Segundo ela, a proposta prevê a instalação de um espaço separado dentro do supermercado, com estrutura semelhante à de uma drogaria tradicional e presença obrigatória de farmacêutico durante todo o período de funcionamento.
“Não é que o medicamento vai estar na prateleira junto com

o arroz, o feijão, com outros produtos”, afirmou. “Será permitida a montagem de uma farmácia dentro do supermercado, em um espaço totalmente segregado, com paredes, com portas, igual uma drogaria”, explicou. O projeto teve sua tramitação acelerada no final do mês passado, com a aprovação de um requerimento de urgência para o texto. Com isso, o projeto foi votado diretamente pelo plenário da Casa, sem passar por comissões temáticas que fariam análise mais demorada sobre o tema.
Esta é uma demanda antiga do setor. O texto determina regras para a venda nos supermercados, exigindo, por exemplo,
separação clara entre a venda dos medicamentos e de outros produtos ofertados em local diferente das gôndolas comuns. Na medida é permitida a instalação de farmácia ou drogaria na desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado. Apesar dessa diferenciação, Daniely destacou a preocupação com o tratamento improvisado dentro de casa, sem avaliação profissional. Para ela, o problema começa quando a primeira reação de quem sente dor, febre, enjoo ou mal-estar é abrir a gaveta e tomar o que es-
tiver disponível, sem entender a origem do sintoma. “A gente precisa ter esse cuidado. Por que eu estou com dor de cabeça? Por que eu estou com esse desconforto? Eu não sei o que está acontecendo comigo”, disse. “Por que a primeira opção que eu tenho é abrir a gaveta e tomar o medicamento que tem ali?”
Ao comentar o posicionamento do conselho sobre a venda em supermercados, Daniely afirmou que a entidade é favorável ao acesso da população ao atendimento farmacêutico, mas reforçou que o medicamento precisa continuar sendo tratado como item de saúde, não como mercadoria comum.
“Nós estamos falando de saúde, nós estamos falando de vida”, disse. “Aquele medicamento que é comercializado dentro de uma drogaria vai curar dores, vai tratar sintomas. E, quando mal utilizado, pode trazer intoxicação severa e até risco de morte.”
A farmacêutiva chamou atenção para o fato de que até medicamentos considerados comuns e vendidos sem receita exigem cautela. Segundo ela, o risco de intoxicação e de reações adversas continua existindo, principalmente quando há uso frequente ou combinação com outros remédios.
“A gente fala tanto dos medicamentos livres de prescrição, mas eles não deixam de trazer uma reação”, afirmou. “O paracetamol, se você tomar mais do que cinco comprimidos por dia, você também está intoxicando, está tendo um problema hepático.”
Boletim InfoGripe aponta crescimento da SRAG no país e coloca Mato Grosso do Sul entre os estados sob atenção
O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a acender o sinal de alerta no país, e Mato Grosso do Sul aparece entre os estados que exigem maior atenção. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram aumento da tendência de longo prazo no Brasil e indicam que o Estado está entre
as unidades da federação com nível de atividade classificado entre alerta, risco ou alto risco. Campo Grande também figura entre as capitais com crescimento recente de casos. O novo cenário reforça uma preocupação que costuma ganhar força justamente quando as internações por doenças respiratórias começam a subir de forma mais consistente.
No caso de Mato Grosso do Sul, o avanço observado acompanha o movimento nacional, em que quase todo o país voltou a registrar alta nas ocorrências de SRAG nas últimas semanas. Segundo a Fiocruz, o aumento das internações está ligado principalmente à circulação de vírus respiratórios, com destaque para rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A. O boletim chama atenção para o fato de que o crescimento tem sido puxado, em grande parte, pelos casos
em crianças e adolescentes, faixa etária em que o rinovírus aparece com peso importante. Entre os agentes identificados laboratorialmente, o rinovírus aparece como um dos principais responsáveis pelos casos graves, sobretudo entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Já o VSR tem maior impacto entre crianças pequenas, especialmente de até 2 anos, enquanto a influenza A também segue no radar por causa do potencial de agravamento em outras faixas etárias.
Em defesa das sociedades de advocacia, OAB/MS questiona aumento de tributos e busca garantir estabilidade tributária para os profissionais da área

Em mais uma ação em defesa dos advogados e das sociedades de advocacia, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), entrou com um mandado de segurança coletivo na última quarta-feira (11). O objetivo é suspender a cobrança dos novos percentuais de presunção do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), estabelecidos pela Lei Complementar nº 224/2025.
A lei, que elevou os percentuais de presunção do lucro no regime do Lucro Presumido de 32% para 35,2%, afeta diretamente os escritórios de advocacia com faturamento superior a R$ 5 milhões anuais. Para a OAB/MS, a mudança constitui um aumento indireto da carga tributária, ferindo os princípios da legalidade e da segurança jurídica, essenciais para a estabilidade financeira dos advogados. O pedido de liminar busca a imediata suspensão dessa majoração, evitando a imposição de multas, restrições cadastrais e a impossibilidade de emissão de certidões negativas de débito para as sociedades de advocacia.
Para Marcelo Vieira, presi-
dente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB/MS, o objetivo da ação é evitar que um regime tributário, legalmente reconhecido e utilizado por centenas de escritórios no estado, seja tratado como um benefício fiscal para justificar o aumento da carga tributária. “A advocacia não pode ser surpreendida por mudanças normativas que tragam insegurança e custos inesperados. Precisamos de previsibilidade para o exercício de nossa profissão”, afirmou. Bitto Pereira, presidente da OAB/MS, reforçou que a Seccional segue firme na defesa da classe: “A OAB/MS continuará lutando pelos direitos da advocacia em Mato Grosso do Sul. A ação movida pela Comissão de Assuntos Tributários é mais um exemplo de como trabalhamos para proteger a advocacia sul-mato-grossense.”
O mandado de segurança impetrado pela OAB/MS segue a linha de outras seccionais, como a de São Paulo, que também questionam a medida. A decisão a ser tomada pelo Judiciário, se favorável à OAB/MS, pode ter repercussão nacional, reforçando o papel da Ordem como guardiã dos direitos da advocacia e da segurança jurídica no país.
Raghiant se despede do TJMS e terá último dia no cargo em 27 de março
Exoneração do desembargador foi publicada no Diário da Justiça e abre caminho para escolha de novo nome pelo Quinto Constitucional
O desembargador Ary Raghiant Neto já tem data para encerrar sua passagem pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O último dia dele no cargo será 27 de março, após pedido de exoneração feito pelo próprio magistrado e oficializado em publicação no Diário da Justiça. Com a saída, o tribunal se prepara para abrir uma nova vaga destinada ao Quinto Constitucional da advocacia. A decisão foi formalizada por meio de portaria assinada pelo presidente da Corte, desembargador Dorival Renato Pavan. Ary Raghiant ingressou no Tribunal em 8 de novembro de 2022, diretamente no cargo de desembargador. Ao longo desse período, atuou na 1ª Seção Cível, presidiu a 2ª Câmara Cível, integrou o Tribunal Pleno e também passou por outros colegiados da área cível. Ao falar sobre sua saída, o magistrado destacou o significado da experiência vivida no Judiciário. “Participar como membro do TJMS durante 3 anos e 3 meses foi uma experiência excepcional que certamente levarei comigo para o resto da minha vida. Foram
Empreendimento da Hilton com investimento de R$ 90 milhões deve ampliar a visibilidade da cidade e fortalecer o setor de eventos e negócios
Campo Grande se prepara para receber um empreendimento que pode mudar sua posição no mapa do turismo e dos negócios. A instalação do primeiro hotel da rede Hilton Hotels & Resorts no Centro-Oeste, com investimento estimado em R$ 90 milhões, surge como um passo importante para ampliar a presença da cidade em roteiros nacionais e atrair novos visitantes, eventos e oportunidades econômicas.
O projeto será da bandeira Tapestry Collection by Hilton e terá cerca de 120 apartamentos, além de estrutura voltada para eventos e uso corporativo. A proposta é atender tanto hóspedes quanto o público local, ampliando a oferta de hospedagem qualificada e de espaços para negócios. Para a prefeita Adriane Lopes, a chegada de um empreendimento desse porte ajuda a dar mais visibilidade à cidade.
“Quando se pensa no Brasil, muitas vezes surgem primeiro destinos como Rio de Janeiro ou São Paulo. Um empreendimento desse porte contribui para

ampliar a visibilidade de Campo Grande e atrair novos eventos, visitantes e oportunidades”, afirma.
O hotel será construído na Avenida Mato Grosso, próximo à rotatória da Via Park. Segundo o diretor-presidente da Revpar Incorporações, Danilo Canuto, a previsão é que a unidade en-
tre em funcionamento em até 48 meses após o licenciamento da obra. A escolha da cidade também foi estratégica para a rede internacional, que vê em Campo Grande um ponto de ligação com destinos já consolidados no Estado, como o Pantanal e Bonito. Além da localização, o projeto prevê cuidados com ca-
racterísticas próprias da cidade.
O uso de vidro na fachada, por exemplo, foi analisado para evitar impactos à avifauna, um dos traços marcantes da paisagem urbana local. Para a Hilton, essa relação com a natureza é um diferencial que também pode agregar valor à experiência de quem visita a cidade.
Entidade empresarial reúne lideranças, associados e colaboradores para marcar um século de atuação em defesa do setor produtivo da capital
tempos de muito aprendizado e de reconhecimento do verdadeiro papel do magistrado na sociedade, muitas vezes incompreendido, mas tão necessário no processo de pacificação social”, afirmou. Durante a passagem pela Corte, Ary Raghiant acumulou números expressivos de atuação. Como relator, julgou 10.608 processos, entre decisões colegiadas, monocráticas e despachos. Também exerceu funções administrativas, como a representação do tribunal junto ao Conselho Nacional de Justiça e participação em comissões ligadas a concursos para juiz substituto. Ao explicar a decisão, o desembargador disse que deixará a magistratura para retomar a advocacia. “Deixo a magistratura para voltar à advocacia, onde está minha essência, porém com um respeito ainda maior aos magistrados e magistradas de Mato Grosso do Sul, seres humanos que se entregam de corpo e alma nessa árdua missão constitucional”, declarou. Com a exoneração, a vaga aberta deverá seguir o rito previsto para a escolha de um novo integrante da Corte.
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) celebra, neste mês de março, 100 anos de história, marcando um século de atuação em defesa do setor produtivo e de contribuição para o desenvolvimento econômico da capital sul-mato-grossense. Para comemorar a data, a entidade promoveu na última quinta-feira (12) um coquetel comemorativo em sua sede, reunindo diretores, conselheiros e colaboradores.
Fundada em 14 de março de 1926, quando Campo Grande ainda era uma cidade em formação, a associação nasceu da iniciativa de empresários que já compreendiam a importância da organização coletiva para fortalecer o comércio local e contribuir para o crescimento da cidade.
Ao longo de um século, a entidade participou de momentos importantes da história econômica e social da capital, atuando na defesa dos interesses do setor produtivo e no diálogo com o poder público.
“Desde a sua fundação, a ACICG tem o papel de representar o empresariado e contribuir para a construção de um ambiente de negócios mais favorável. Chegar aos 100 anos é motivo de orgulho e também

um reconhecimento ao trabalho de muitas gerações de empresários que ajudaram a construir essa trajetória”, destacou o presidente da entidade durante a celebração.
ATUAÇÃO EM MOMENTOS HISTÓRICOS
Ao longo das décadas, a ACICG esteve presente em diferentes momentos de transformação e desafios enfrentados pela cidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, quando o país enfrentava escassez de diversos produtos, a entidade atuou junto ao governo para evitar a cobrança de encargos indevidos sobre comerciantes e reivindicou o aumento do estoque de itens essenciais. Na década de 1930, com a criação do Ministério do Trabalho e o surgimento de novas regras trabalhistas, a associação também passou a atuar como espaço de orientação para os empresários. A entidade também esteve envolvida em pautas importantes para o desen-
volvimento urbano da capital, como a mobilização pela construção de uma nova sede dos Correios em Campo Grande. Mais recentemente, durante a pandemia de Covid-19, a ACICG atuou no diálogo com autoridades para defender medidas que permitissem a continuidade das atividades econômicas de forma responsável, contribuindo para a preservação de empresas e empregos.
Um dos pilares da história da associação é a participação voluntária de empresários na condução da entidade. Ao longo de 100 anos, diferentes lideranças assumiram a missão de representar a classe empresarial e fortalecer o ambiente de negócios na capital.
“A ACICG é uma instituição construída por lideranças voluntárias, homens e mulheres que dedicaram tempo, experiência e visão para defender os interesses do setor produtivo”,
ressaltou o presidente. Durante a celebração, também foram reconhecidos os colaboradores da entidade, responsáveis pelo atendimento aos associados e pela condução de projetos e atividades institucionais. Olhar para o futuro - Ao completar um século de existência, a ACICG reforça o compromisso de continuar acompanhando as transformações do ambiente empresarial e contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade. Entre os desafios atuais do setor estão a adaptação à reforma tributária, a transformação digital dos negócios e a necessidade de um ambiente regulatório mais simples e competitivo. “A história da ACICG mostra que o desenvolvimento de uma cidade passa pela união do seu setor empresarial. É com esse espírito que seguimos trabalhando para fortalecer as empresas e contribuir para o futuro de Campo Grande”, concluiu Paniago.
Secretário de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul
Secretário de Estado de Educação de MS e vicepresidente do Consed, Hélio Daher fala sobre avanços da Rede Estadual, combate à evasão, ensino integral, educação profissional e o impacto da restrição do uso de celulares nas escolas.
Recém-eleito vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Hélio Daher afirma que Mato Grosso do Sul ganhou protagonismo nacional por conta dos resultados da Rede Estadual (REE). Na entrevista, ele destaca a expansão do ensino em tempo integral, o avanço da educação profissional, o combate à evasão escolar e medidas para tornar a escola mais atrativa. Também defende a restrição do uso de celulares nas unidades, apontando melhora na convivência entre os estudantes. Para o secretário, educação de qualidade e desenvolvimento econômico precisam caminhar juntos.
A Crítica: O que essa eleição para a vice-presidência do Consed representa para Mato Grosso do Sul e para a Secretaria de Estado de Educação?
Hélio Daher: É um reconhecimento muito mais pelo trabalho que Mato Grosso do Sul vem fazendo. A gente vem atingindo índices muito favoráveis em relação à qualidade da oferta da educação pública, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. Ser indicado pelos pares, pelos outros secretários estaduais de Educação, para assumir essa função é, de fato, uma honra. E a gente consegue ter a projeção de Mato Grosso do Sul na liderança das discussões sobre a educação no Brasil.
A Crítica: Que espaço e que influência Mato Grosso do Sul passa a ter a partir de agora nesse debate nacional?
Hélio Daher: Hoje é importante ter, no aspecto da discussão pública, o viés que Mato Grosso do Sul vem adotando. A gente vem com um foco muito grande na educação em tempo integral, na expansão da educação profissional e no atendimento à diversidade. Nós temos um país diverso, e Mato Grosso do Sul é um estado muito diverso. Temos várias fronteiras, várias divisas. É a possibilidade que nós temos de levar para o Brasil a nossa experiência, inspirar com aquilo que vem dando certo e aprender também com os colegas dos ou-
tros estados. É colocar a voz de Mato Grosso do Sul, que é um estado pequeno, mas que vem entregando uma educação de destaque para o Brasil, graças a Deus e graças ao trabalho que as nossas escolas e as nossas equipes vêm fazendo.
A Crítica: Esse avanço do ensino integral foi um dos fatores que pesaram para essa escolha? Que outros resultados ajudaram a projetar a educação sul-mato-grossense?
Hélio Daher: Mato Grosso do Sul tem uma característica muito focada no tempo integral. Passamos de 60% da nossa rede oferecendo ensino integral, e isso é um índice muito considerável. É uma das marcas da atual gestão do governador Eduardo Riedel, que tinha desde o início como foco ampliar a escola em tempo integral. Também é marca dessa gestão a educação pro-
Ter um ensino médio focado na educação profissional significa preparar essa "gurizada" para o mercado de trabalho.
fissional. A gente chega a quase 50% dos nossos alunos do ensino médio fazendo educação profissional. Para você ter uma ideia, esse é um índice europeu. A OCDE tem 40%, e a gente está com 45%.
O Estado avançou muito nessa área, principalmente porque é um estado que cresce. Eu acho que a relevância do nosso trabalho é fazer com que a educação se encontre com o crescimento da região. Mato Grosso do Sul cresce muito, e é necessário entregar uma juventude preparada. É o que a gente vem fazendo. Quando você coloca uma educação em tempo integral, possibilita que a família possa trabalhar. Quando o filho está estudando, a mãe pode trabalhar. Perceba que isso também tem relação com o emprego da mãe. A gente abre um ensino

fundamental em tempo integral, a mãe deixa seu filho na escola estadual e pode trabalhar.
Ter um ensino médio focado na educação profissional significa preparar essa "gurizada" para o mercado de trabalho, que é exigente. O investidor, quando vem para Mato Grosso do Sul, entende não só que os jovens já estão sendo bem formados, mas que a próxima geração também já está sendo formada. É dizer para o mundo: venham para Mato Grosso do Sul, porque a gente está se preparando cada vez mais.
Então, a marca de Mato Grosso do Sul é fazer com que a educação esteja diretamente ligada ao crescimento, que é o que aconteceu nos grandes países. A Coreia do Sul foi assim, a Finlândia foi assim, o Japão foi assim. A gente estudou muito, desde 2023, como esses países foram trabalhando isso, como a educação faz parte do crescimento da sociedade. Não adianta focar em algo desconectado.
Acho que Mato Grosso do Sul vem dando exemplo nessa área, e os resultados vêm acontecendo: melhores índices de aprovação, melhor índice de abandono e índices de proficiência. Estamos, pelo segundo ano consecutivo, com selo ouro em alfabetização. Ou seja, entregamos tudo aquilo que é necessário para a alfabetização das nossas crianças. Então Mato Grosso do Sul vem levando para a sociedade a ideia de uma educação para o futuro.
A Crítica: Diante desses bons resultados, quais são hoje os principais desafios da Rede Estadual, especialmente para manter crianças e adolescentes na escola?
Hélio Daher: O principal desafio é combater a evasão. A gente vem trabalhando muito forte para isso. É por isso que investe tanto em escola reformada. A gente entrega uma escola reformada a cada seis dias. É uma das redes brasileiras que mais entregam reformas. Temos quase 70% da nossa rede reformada. É fazer com que a escola se torne atrativa para o estudante.
Veja: em um estado que cresce como o nosso, a formalidade cresce, o emprego formal cresce, ou seja, a massa trabalhadora vai para a formalidade. É um estado que está em pleno emprego. Só que a informalidade não deixa de existir. E aí ela começa a assediar a juventude:

“Venha trabalhar aqui, sem carteira assinada, a gente vai dar um dinheirinho”. É nessa hora que esse jovem deixa a escola. Então a gente precisa trabalhar para mostrar para a juventude que a escola vale a pena, acreditar na escola, fazer com que a permanência ali garanta um futuro melhor.
Essa concorrência só é leal para nós quando a gente consegue mostrar uma escola que seja atrativa para o estudante. Como você colocou, é uma nova geração, diferente da nossa. Essa é uma geração que aprende muito rápido, é a geração do TikTok, que assimila uma informação em 30 segundos. Então a educação tem que se reinventar.
Então a gente precisa trabalhar para mostrar para a juventude que a escola vale a pena, acreditar na escola.
A gente tem que ter aulas mais dinâmicas, e é o que os nossos professores vêm fazendo.
O professor da rede estadual vem sendo equipado com lousas digitais, com computadores, com laboratórios de informática, para fazer com que essa escola esteja mais conectada e faça sentido para esse jovem. Do outro lado, há a infraestrutura. É fazer com que esse jovem tenha alimentação adequada na escola. A gente aprovou neste ano, depois de um tempo de luta, o café da manhã para as crianças da zona rural, para as crianças que vêm de ônibus. São 19 mil
alunos que se deslocam de ônibus todos os dias. Acordam às 4 horas da manhã e chegavam na escola com fome, com sono. A gente conseguiu aprovar neste ano a implementação dessa medida. Conversamos com o governador, e ele determinou que a gente resolvesse isso. Ele falou: “Não dá para receber uma criança com fome na escola”. E isso influencia o método de ensino, com certeza. Essas crianças da zona rural passam a ser recebidas na escola com café da manhã. É uma forma de garantir, porque criança com fome não aprende. Criança com fome nem quer ir para a escola. Então a gente precisa fazer com que elas se sintam bem. É uma série de ações para que a escola estadual seja, de fato, receptiva, acolhedora, e para que essa criança tenha, dentro dos muros da escola estadual, a garantia de uma educação firme e de qualidade.
A Crítica: Um tema que gerou muito debate foi a questão dos celulares nas escolas. Como isso está sendo tratado hoje?
Hélio Daher: Quando a medida saiu, houve um burburinho no início, principalmente dos estudantes. Eu lembro que minha filha estuda em escola estadual e, em casa, já me abordou sobre esse negócio de celular proibido. Os colegas ficaram dizendo: “Fala para o seu pai amenizar para a gente. Fala para o seu pai resolver esse negócio”. Mas você sabe que isso fez muito bem para eles, porque a gente vive um mundo duro, de divisão, de bolhas. Infelizmente, começamos a ver na escola o reflexo da sociedade: intolerância, falta de
paciência. Porque a escola é um mundo heterogêneo, em que a gente tem ideias diferentes. A gente ia para a escola e tinha que sentar do lado de um colega que não via o mundo como a gente vê. E tudo bem. A gente tem que aprender a lidar com o diverso. Eu tenho que entender que você não vê o mundo como eu vejo porque a sua história de vida é diferente da minha, e a gente vai discutir sobre isso. Infelizmente, esse mundo de hoje, tão polarizado, chega a ser fanático por um lado ou por outro. Eu acho que a sociedade perdeu a noção das coisas. Hoje, até a morte de um cachorro é politizada. Em vez de todo mundo se abraçar e entender a necessidade de ensinar as crianças a cuidar bem dos animais, teve gente que levou para o lado da política. É um absurdo. E o celular ajudava muito nisso. A sua bolha te mantém dentro de um universo em que todos pensam como você. Quando a gente tira isso das crianças e faz com que elas comecem a interagir novamente, percebemos diminuição de conflitos na escola, mais integração, mais brincadeiras e mais relações interpessoais entre os nossos jovens. Isso foi muito rico para nós. Muita gente pensava que era só uma questão de prestar atenção na aula. Realmente ajuda a prestar atenção, mas, na minha opinião, mais importante do que isso é fazer com que eles saiam da bolha deles e voltem a conviver com aqueles que são diferentes. Porque a nossa geração aprendeu a conviver melhor com o diferente. E essa geração estava se tornando uma geração intolerante. Acho que uma forma de a gente contribuir é forçar essa conversa. Todo mundo junto chega mais longe.
‘Mutirão Todos em Ação’ quer ampliar atendimentos após alcançar quase 1 milhão de pessoas na Capital
Prefeitura lança calendário do Todos em Ação 2026 e reforça aposta em levar serviços públicos às sete regiões
Levar a Prefeitura de Campo Grande até o bairro, em vez de obrigar o morador a cruzar a cidade atrás de atendimento, é a aposta da prefeita Adriane Lopes (PP) com a nova edição Mutirão Todos em Ação. No lançamento do calendário oficial na última quinta-feira (12), a prefeita destacou que em quatro anos, o programa se aproximou da marca de 1 milhão de atendimentos e, agora,
a meta é ampliar esse alcance com mais serviços e novas ações nas sete regiões de Campo Grande. Segundo Adriane, o diferencial do projeto está justamente em tirar os serviços dos gabinetes e levá-los para perto da população. “O número de atendimento desse projeto diz o que ele é. É um projeto que chega ao bairro, que chega às pessoas. Muitas vezes [a população] tem dificuldade de vir do bairro até uma secretaria, mas aí a secretaria e os serviços vão até as pessoas”, detalha. De acordo com a Prefeitura, o mutirão reúne mais de 70 serviços em áreas como saúde, assistência social e gestão urbana, além da participação de universidades, empresas, Defensoria Pública, Ministério Público e outros parceiros. Adriane afirmou que o objetivo para este ano é ampliar a estrutura. “Nós queremos implementar, atender ainda mais com outros serviços para trazer resolutividade, de atendimento de qualidade para toda a população”, disse.
A prefeita também destacou que o projeto se tornou uma marca da gestão por concentrar atendimento direto nas regiões mais vulneráveis. Uma das próximas ações deve ocorrer na região do Anhanduizinho, apontada por ela como uma área com grande procura. “Esse projeto não só marca a gestão, mas marca as vidas das pessoas que precisam de atendimento. Levamos a resolutividade até a casa da pessoa com os serviços de qualidade da Prefeitura e dos nossos parceiros. Vamos fazer um rodízio nas sete regiões de Campo Grande e isso é o que faz a diferença do projeto”, declarou.




Evento realizado na última quintafeira (12) reforçou a atuação do Conselho da Mulher Empresária e a presença feminina nas decisões do setor produtivo
AAssociação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) celebrou na última quinta-feira (12) os 100 anos de atuação da entidade, em um evento que também destacou o fortalecimento do empreendedorismo feminino dentro da instituição. Ao longo de um século, a associação se consolidou como uma das principais representantes do setor produtivo da capital, reunindo empresários, promovendo debates estratégicos e incentivando o desenvolvimento econômico da cidade. Durante a comemoração do centenário, a entidade ressaltou o papel do Conselho da Mulher Empresária, que tem ampliado a participação feminina no ambiente empresarial e nas discussões estratégicas da associação. O conselho atua promovendo conexões, capacitações e oportunidades de desenvolvimento para empresárias da capital.
Nos últimos anos, diferentes lideranças contribuíram para o fortalecimento do grupo. Em 2022, a coordenação esteve sob responsabilidade da
empresária Maria Vilma Rota, que desenvolveu iniciativas voltadas ao fortalecimento das empresárias de Campo Grande.
Na sequência, a empresária Juliana Aranda assumiu a coordenação do Conselho da Mulher Empresária em 2023 e 2024, conduzindo um trabalho voltado à aproximação das empresárias com a instituição e ao incentivo à participação feminina dentro da associação.
Segundo Juliana, uma das propostas da gestão foi ampliar o contato das empresárias com o funcionamento da entidade e estimular a presença das mulheres nos espaços de decisão. “Foi um período marcado por muita conexão e desenvolvimento. Nosso objetivo era mostrar que a Associação Comercial é uma casa aberta para as mulheres. Realizamos reuniões na sala da diretoria, promovemos encontros e eventos dentro da própria instituição e muitas empresárias tiveram a oportunidade de conhecer de perto como funciona a entidade e perceber

Lideranças e integrantes do Conselho da Mulher Empresária participam da celebração dos 100 anos da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), realizada na última quinta-feira (12).
que também têm espaço nesse ambiente”, afirmou. Atualmente, o Conselho da Mulher Empresária é coordenado por Roberta Oliveira, que dá continuidade às ações

voltadas ao fortalecimento da participação feminina na associação.
A presença das mulheres também se reflete na diretoria da ACICG. Entre as lideranças
que participam das decisões e iniciativas da entidade estão Juliana Aranda, Eliene Amorim e Leni Fernandes, além de outras empresárias ligadas ao setor produtivo da capital.
Ao completar um século de história, a ACICG reforça o papel das mulheres na construção de um ambiente de negócios mais diverso e dinâmico em Campo Grande.

Negócios de alimentação saudável crescem em Mato Grosso do Sul com bebidas naturais, produtos artesanais e cursos on-line
A busca por hábitos mais saudáveis tem impulsionado novos negócios ligados à alimentação natural em Mato Grosso do Sul. Empreendedores do setor relatam aumento na procura por produtos e serviços especialmente nos primeiros meses do ano, período em que muitas pessoas tentam reorganizar a rotina alimentar.
Na capital, iniciativas como a Kombucha Prana e a Cru Sem Disfarces apostam em bebidas fermentadas, alimentos naturais e até cursos on-line para ampliar o alcance desse mercado em expansão.
Bebidas fermentadas ganham espaço
Criada em Campo Grande, a Kombucha Prana produz bebidas artesanais a partir da fermentação natural do chá.
O processo resulta em uma bebida rica em probióticos, ácidos orgânicos e enzimas, frequentemente associada à saúde intestinal.
Segundo o sócio-fundador da empresa, Marcus Fernandes, a proposta é oferecer alternativas aos refrigerantes e bebidas industrializadas.
“Muitas vezes é difícil mudar tudo de uma vez. Substituir o refrigerante por uma kombucha gelada já é um passo simples que pode melhorar a digestão e a disposição”, afirma.
A empresa também participa de capacitações oferecidas
pelo Sebrae/MS, voltadas ao desenvolvimento de pequenos negócios.

Parcerias ampliam oferta de produtos A marca firmou parceria com o empreendimento Cru Sem Disfarces, que trabalha com alimentação viva e produtos naturais minimamente processados. Entre as opções oferecidas estão lanches naturais, wraps e toasts, além de queijos vegetais produzidos a partir de ingredientes naturais e veganos. De acordo com a fundadora do negócio, Marianna Coelho, a procura por esse tipo de alimentação cresce principalmente no início do ano. “Muitas pessoas buscam reorganizar a alimentação e conhecer alternativas mais saudáveis para o dia a dia. Nossa proposta é mostrar que é possível comer bem sem abrir mão do sabor”, afirma. Vitrine com lanches naturais e queijos vegetais enquanto cozinheiro prepara alimentos em cozinha aberta de negócio de alimentação saudável.
Empreendimento de alimentação natural aposta em

mentos, o negócio também prepara o lançamento de cursos on-line voltados à alimentação natural. A ideia é ensinar receitas e técnicas para quem deseja produzir em casa ou iniciar um pequeno empreendimento.
Segundo Marianna, a oferta de conteúdos digitais faz parte de uma estratégia de expansão do negócio.“Queremos aproximar as pessoas desse estilo de alimentação e mostrar que é possível produzir de forma simples e acessível”, diz.
ingredientes locais, práticas sustentáveis e produtos prontos para ampliar o consumo de comida saudável em Campo Grande.
Cursos on-line e novos produtos
Além da venda de ali -
A demanda por alimentos naturais acompanha uma tendência mais ampla de mudança no comportamento do consumidor. Pesquisa Euromonitor Voice of the Consumer Health and Nutrition Survey (2023) aponta que 31% dos brasilei-
ros preferem alimentos 100% naturais.
Para a analista técnica do Sebrae/MS, Andrea Barrera, o crescimento desse mercado também reflete uma mudança na forma como consumidores escolhem produtos.“Hoje o consumidor quer mais do que um produto. Ele busca propósito, transparência e experiência”, explica.
Segundo ela, pequenos negócios têm vantagem nesse cenário por conseguirem se aproximar mais do público, explicar processos de produção e valorizar ingredientes locais. Para empreendedores do setor, a tendência é que a alimentação saudável deixe de ser apenas uma meta de início de ano e se consolide como um mercado em expansão no estado.

A menos de um mês do show, Guns N’ Roses se prepara para colocar
Capital recebe banda em 9 de abril, no Autódromo
Orlando
Moura; Raimundos faz abertura e evento deve atrair fãs de vários estados e países vizinhos
A menos um mês do show, Campo Grande já vive o clima de receber um dos maiores espetáculos internacionais da sua história. No dia 9 de abril, o Guns N’ Roses sobe ao palco montado no Autódromo Orlando Moura e coloca de vez a Capital Morena na rota das grandes turnês mundiais. O reflexo da expectativa apareceu logo na largada: na abertura das vendas, mais de 20 mil ingressos foram comprados em apenas uma hora, mostrando a força da banda e o peso do evento para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul. No setlist, o público deve ouvir clássicos que atravessam gerações, como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “November Rain”. A turnê traz ao palco a formação liderada por Axl Rose e pelo guitarrista Slash, ícones de uma das bandas mais conhecidas do planeta.

Antes do Guns, quem abre a noite é a banda brasileira Raimundos, com mais de três décadas de estrada. O grupo promete aquecer o público com sucessos do rock nacional e garantir a energia do começo ao fim do show.
Impacto para Campo Grande Além da atração musical, o evento deve movimentar a
economia local. A expectativa é de aumento na ocupação de hotéis, maior fluxo em bares e restaurantes, demanda extra por transporte e impulso em vários serviços ligados à realização de grandes eventos. Com fãs vindo de diferentes regiões do Brasil e até de países vizinhos, Campo Grande se fortalece como destino preparado para receber produções internacionais de grande porte, abrindo portas para novos shows e festivais nos próximos anos. Os ingressos seguem à venda pela Bilheteria Digital, no site oficial da plataforma. Também há ponto físico no Shopping Bosque dos Ipês, com atendimento de terça a domingo, das 14h às 20h, enquanto durarem os ingressos destinados à venda presencial.


Luthiers de pai e filho estão na cidade, desde fevereiro, para revisar 89 instrumentos usados na formação musical de crianças, adolescentes e jovens
Desde fevereiro, dois homens passam os dias cercados de violinos, violas, violoncelos, contrabaixos acústicos e arcos em Corumbá. Não vieram para um concerto. Vieram para algo menos visível, mas decisivo: fazer com que a música continue soando bem. Orlando Ramos Júnior e Orlando Ramos, especialistas em construir, ajustar e restaurar instrumentos de cordas, estão no Instituto Moinho Cultural Sul-Americano para cuidar de 89 peças do acervo usado na formação musical de crianças, adolescentes e jovens atendidos pelo projeto. É um trabalho paciente. O tipo de serviço que quase não aparece para o público, mas muda tudo para quem estuda e se apresenta. A dupla faz conservação, ajustes, reparos e revisão completa dos instrumentos. No fim, o que se busca é algo simples de entender: melhorar a sonoridade, a afinação e a durabilidade do que está nas mãos dos jovens músicos. Como a quantidade de instrumentos que precisam de cuidado é grande, os luthiers devem ficar na cidade por cerca de 50 dias. Para dar conta da missão, Orlando Ramos Júnior chamou o pai, Orlando Ramos, nome conhecido na lutheria brasileira. Lutheria, para quem não convive com esse universo, é o ofício de construir, restau-
rar e conservar instrumentos musicais.
“São instrumentos que fazem parte da formação de muitos jovens músicos. Quando fazemos esse trabalho de conservação e ajuste, estamos ajudando a garantir que eles tenham melhores condições de estudo e performance. É muito gratificante ver como a música transforma a vida dessas crianças”, diz Orlando Ramos Júnior.
Esta é a segunda vez que ele realiza esse trabalho no Moinho Cultural. A parceria, segundo o instituto, ajuda diretamente na qualidade da formação musical oferecida ali. Com instrumentos em melhores condições, o estudo fica mais

preciso, a preparação melhora e as apresentações da orquestra também ganham força. Orlando Ramos Júnior é luthier de terceira geração.

para serem usados em apresentações.
Estado concorre ao M&E Awards – Destinos do Ano 2026 nas áreas de Sustentabilidade, Ecoturismo e Aventura; votação é aberta ao público até 27 de março
Mato Grosso do Sul voltou a ganhar destaque no mapa do turismo brasileiro. O Estado está entre os indicados ao M&E Awards – Destinos do Ano 2026, premiação do portal Mercado & Eventos que reconhece os destinos que mais se destacaram no setor ao longo de 2025. Nesta edição, Mato Grosso do Sul concorre em três frentes diretamente ligadas à sua vocação de turismo de natureza: Sustentabilidade, Ecoturismo e Aventura. A indicação coloca o Estado em evidência no cenário nacional e reforça a estratégia de promoção dos destinos sul-mato-grossenses.
De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, a presença do Estado na lista é resultado de um trabalho contínuo. Ele afirma que a indicação “reconhece o esforço de posicionar os nossos destinos e também o trabalho de empresas e atrativos, reforçando a liderança de Mato Grosso do Sul no mercado de natureza, com foco total na sustentabilidade”.
O dirigente também fez um apelo para que moradores e quem acredita em um turismo mais responsável participem da escolha. Segundo ele, a votação aberta “é uma oportunidade de engajar todos os sul-mato-grossenses e defensores de um turismo melhor na votação por Mato
Grosso do Sul”.
A votação popular já está aberta e segue até 27 de março, em formulário disponibilizado pelo portal Mercado & Eventos. O resultado final será divulgado em 30 de março.
Criado para destacar o desempenho dos estados brasileiros, o M&E Awards avalia ações de promoção turística, inovação, sustentabilidade e impacto econômico. Ao todo, são 12 categorias e 18 destinos indicados, selecionados por uma curadoria formada pela direção e repórteres do portal, além de especialistas do trade turístico.
Entre os critérios considerados estão dados oficiais do setor, desenvolvimento de produtos turísticos e contribuição para o fortalecimento do turismo nacional. Cada categoria reúne três estados que, na avaliação dos organizadores, apresentaram investimentos consistentes em estrutura, posicionamento de marca e relacionamento com o mercado ao longo de 2025. A cerimônia de entrega do M&E Awards – Destinos do Ano 2026 está prevista para 14 de abril, durante a WTM Latin America, no Expo Center Norte, em São Paulo. A expectativa é de que o desempenho de Mato Grosso do Sul na premiação fortaleça ainda mais o protagonismo do Estado no turismo de natureza e sustentável.
Começou a aprender ainda adolescente, estudou na Oficina Escola de Lutheria da Funarte e fez especializações e estágios em Cremona, na Itália, uma das cidades mais conhecidas do mundo quando o assunto é instrumento de corda. Hoje, atende músicos e orquestras de várias regiões do país em seu ateliê no Rio de Janeiro.
O pai, Orlando Ramos, também tem uma trajetória longa na área. Atuou em projetos da Funarte e deu cursos e oficinas em instituições culturais, sempre voltado à confecção, restauração e conservação de instrumentos musicais.
No Moinho Cultural, a manutenção periódica do acervo é tratada como parte importante do processo de ensino. Um instrumento bem cuidado dura
mais, responde melhor e acompanha com mais qualidade o aprendizado de quem está começando e de quem já sobe ao

Nany People apresenta monólogo autobiográfico “Ser Mulher Não É Pra Qualquer Um” em Campo Grande, com humor e emoção. Comemoração de 50 anos de carreira
A humorista e atriz pioneira Nany People, que acumula 50 anos de carreira e 30 anos de televisão, chega a Campo Grande no próximo dia 11 de abril de 2026, para uma apresentação inédita de seu monólogo “Ser Mulher Não É Pra Qualquer Um – O Espetáculo”. O show, que será realizado no Palácio Popular da Cultura, é parte de sua turnê nacional que celebra não apenas sua carreira, mas também a superação de obstáculos e a afirmação de sua identidade como mulher trans. Com 90 minutos de duração, o espetáculo apresenta um mergulho autobiográfico, com humor, música e emoção, onde Nany compartilha com o público causos reais, bastidores de sua carreira e suas experiências de superação, preconceito e descoberta da identidade. A direção artística de Marcos Guimarães e o texto de Flávio Queiroz, baseado na biografia homônima de Nany, garantem uma noite de reflexão e diversão para todos os públicos, especialmente a comunidade LGBTQIA+.
Este monólogo é também uma oportunidade para celebrar a trajetória de Nany People, uma das primeiras artistas trans a alcançar visibilidade nacional na TV aberta. Ela é lembrada por suas participações em programas de grande audiência como “A Praça é
Nossa”, Hebes Camargo, Xuxa, e diversas novelas da Globo. O espetáculo, que já passou por várias capitais brasileiras, promete ser uma noite histórica para Campo Grande, especialmente devido ao seu apelo de inclusão e respeito à diversidade.
Os ingressos para o evento estão disponíveis exclusivamente pelo Sympla e variam entre R$ 45 (meia-entrada) a R$ 220 (setor VIP), com descontos para estudantes e pessoas com deficiência. A apresentação será no Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande, com abertura dos portões às 19h, e o show começando às 20h. Com uma capacidade de até 1.049 lugares, o local oferece excelente acústica e infraestrutura.
Nany People, cujo nome verdadeiro é Nany People Cunha Santos, nasceu em 1º de julho de 1965, em Machado (MG), e se mudou ainda jovem para São Paulo para estudar artes cênicas. Ela iniciou sua carreira como drag queen e logo se destacou como pioneira do humor trans no Brasil. Com 60 anos de idade e 50 anos de carreira, Nany é uma das artistas trans mais importantes do país e continua a lutar pela representatividade e inclusão das pessoas trans na sociedade brasileira.
Com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccio -

nal Mato Grosso do Sul (OAB-MS), o espetáculo reafirma o caráter cultural e de respeito à diversidade, sendo aguardado com expectativa pela comunidade local, especialmente a LGBTQIA+, e também pelos fãs de humor inteligente e teatro de qualidade.
Cartaz do monólogo de Nany People, “Ser Mulher Não É Pra Qualquer Um”, com
imagem da artista sorrindo e vestindo um figurino vermelho, destacando o show em Campo Grande, com informações sobre a data e local do evento. Nany People, humorista e atriz pioneira, chega a Campo Grande para apresentar seu espetáculo “Ser Mulher Não É Pra Qualquer Um”, no dia 11 de abril de 2026, celebrando seus 50 anos de carreira.

No próximo sábado (21), das 8h às 16h, Campo Grande recebe o evento “Modo 4x4 Ativado –Experience”, organizado pela Bamaq GWM. A ação acontece nos Altos da Avenida Afonso Pena e contará com um circuito off-road para testes dos modelos Tank 300, Haval H9 e da picape Poer P30. Durante a atividade, instrutores apresentarão os recursos de tração e condução dos veículos.

Evento realizado entre 13 e 15 de março apresentou os modelos elétricos Geely EX2 e EX5 e marcou a estreia da marca no Mato Grosso do Sul
Q
uem passou pelo Shopping Campo Grande entre os dias 13 e 15 de março encontrou uma novidade silenciosa estacionada no primeiro piso. Não havia cheiro de combustível nem barulho de motor. Os carros apresentados no local eram totalmente elétricos.
A concessionária Enzo Geely, parte do Grupo Enzo, organizou o evento para apresentar ao público dois modelos da fabricante chinesa Geely. Foram exibidos o EX2 e o EX5, veículos que representam a entrada da marca no mercado sul-mato-grossense.
Durante os três dias de evento, visitantes puderam conhecer os carros de perto, tirar dúvidas com a equipe da concessionária, fazer test-drives e até fechar a compra no próprio local. A loja física da marca em Campo Grande ainda está em fase final de obras e deve ser inaugurada em breve.
O destaque da apresentação foi o Geely EX2, um carro elétrico compacto com visual que lembra um SUV urbano. A proposta do modelo é atender principalmente quem circula pela cidade e busca um veículo elétrico com autonomia suficiente para o dia a dia.

Segundo os dados divulgados pela marca, o EX2 tem autonomia de 289 quilômetros no ciclo do Inmetro. O modelo conta com motor elétrico traseiro de 116 cavalos de potência e bateria de 39,4 kWh. Em um carregador rápido, a recarga pode ir de 30% a 80% em cerca de 21 minutos.
O carro também chamou atenção pelo preço dentro do universo dos veículos elétricos. A versão EX2 Pro parte de R$ 119.990, enquanto a versão EX2 Max, mais equipada, começa em R$ 135.100.
Além dele, o evento apresentou o Geely EX5, um SUV elétrico maior. O modelo possui 218 cavalos de potência e pode alcançar autonomia de até 413 quilômetros, também segundo o padrão do Inmetro. A aceleração de zero a




cem quilômetros por hora pode ser feita em até 6,9 segundos.
A chegada da Geely ao Brasil acontece por meio de uma parceria entre a fabricante chinesa e a Renault, com investimentos anunciados de R$ 3,8 bilhões. A estratégia da empresa é ampliar a oferta de carros elétricos no país com modelos mais acessíveis.
Nos planos da marca está também a produção nacional. A expectativa é que o Geely EX2 comece a ser fabricado no Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Os veículos chegam ao mercado com garantias amplas. A bateria possui cobertura de oito anos ou 150 mil quilômetros, enquanto o veículo completo conta com seis anos de garantia. Também há assistência 24 horas por dois anos.
O evento no shopping marcou o primeiro contato do público local com a marca. Para muitos visitantes, foi também uma oportunidade de ver de perto como pode ser o futuro da mobilidade urbana.