Costelão Fogo de Chão O CTG Farroupilha promove mais um evento com costela preparada no modo campeiro, assada lentamente em fogo de lenha, seguido de fandango com o Grupo Surungo Bueno.
Data: 08/03 / Horário: 12h às 13h30 / Local: TG Farroupilha – Av. Prefeito Heráclito de Figueiredo / Entrada: R$ 60 antecipado, com vendas pelo telefone (67) 99290-7049; R$ 70 na portaria.
Feira do Panamá
Evento com música ao vivo, poesia, gastronomia, artesanato, brechós e apresentações culturais ao longo do dia. Data: 08/03 / Horário: 9h às 22h / Local: Praça do Panamá – Rua Palestina, 1144, Jardim Panamá / Entrada: Gratuita
Feira Mixturô
Edição especial dedicada ao Dia da Mulher, reunindo empreendedorismo, gastronomia, música e atividades culturais.
Data: 08/03 / Horário: 17h às 22h / Local: Praça do Peixe – Av. Bom Pastor / Entrada: Gratuita
Pacote de quase R$ 250 milhões deverá virar o jogo contra buracos na Capital
Programa Avançar Cidades garante obras de drenagem e asfalto em dezenas de bairros de Campo Grande
Campo Grande recebeu sinal verde do Governo Federal para um novo pacote de obras de infraestrutura urbana que pode transformar a realidade de dezenas de bairros da Capital. O Ministério das Cida-
des publicou no Diário Oficial da União da última sexta-feira o extrato de seleção do projeto de drenagem e pavimentação por meio do programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana. Nesta etapa, serão R$ 136,09
milhões em investimentos federais, além de R$ 7 milhões de contrapartida da Prefeitura, destinados à execução de obras em diversas regiões da cidade. Com a publicação oficial, a administração municipal já pode iniciar os procedimentos administrativos, incluindo licitações para contratação das empresas responsáveis pelas obras, que serão divididas em 22 lotes. O pacote prevê novas etapas
PL crava que Estado
de pavimentação e drenagem em áreas como Jardim Mansur/Jardim Auxiliadora, Jardim Noroeste e o Complexo do Jardim Itatiaia, além de intervenções em bairros populosos da região do Aero Rancho, como Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. Outras regiões também serão contempladas em duas etapas, incluindo Jardim das Nações, Jardim Los Angeles,
Coophavila II, Jardim Batistão, Jardim Santa Emília, Residencial Aquárius e São Conrado. Além dos recursos federais, cerca de R$ 100 milhões em emendas parlamentares também serão destinados para obras de drenagem e pavimentação, elevando o investimento total para mais de R$ 243 milhões. Ao todo, mais de 25 bairros devem receber melhorias.
não terá espaço para a esquerda nas eleições deste ano
VEJA NA PÁGINA 5•A
Diretor-presidente da Energisa de Mato Grosso
Conflito entre EUA e Irã acende alerta para preço dos combustíveis
Capital recalcula IPTU de 15 mil imóveis e amplia prazo de pagamento
ACICG promove décima edição da Rodada de Negócios em março
Médico influencer Ricardo Kores fala sobre HIV em jornada de medicina da UEMS
Opinião 2•A
Eleições prometem: ainda não vimos nada!
PORTEIRA ABERTA: Foi só abrir a janela partidária e temos sinais de que muita coisa vai acontecer no cenário estadual. Aliás, o encontro do Flavio Bolsonaro e Valdemar C. Neto com Riedel e Reinaldo em Brasília, lembra o criticado episódio de 2024, com o candidato Beto Pereira avistando-se com Bolsonaro e Valdemar em busca de apoio.
PROJETO: No encontro de 2024 Valdemar disse que entre a candidata do PP da senadora Tereza Cristina – Bolsonaro decidira caminhar com Riedel. Valdemar revelou que após as eleições, formaria um único partido da direita no Estado com as participações de Riedel e Reinaldo. Mas com a derrota, o sonho derreteu.
ÁGUA ABAIXO: No lugar de sanar as arestas, aumentaram as rusgas entre o pessoal ‘direita raiz’ e o grupo do governador e de Reinaldo. Aliás, as votações de Pollon para deputado federal (103.111 votos), de João H. Catan para deputado estadual (25.914 votos) e de Rodolfo Nogueira para a Câmara Federal (41.73 votos) fomentam esse desejo por autonomia política.
PREOCUPADO: Por mais que tente, o experiente Azambuja sabe o que o espera ao longo dos próximos meses. Suas dúvidas são as mesmas que a opinião pública cultiva. Esse episódio do bilhete, a divisão no ‘Grupo Bolsonaro’, as declarações contraditórias de lideranças bolsonaristas formam um caldo de nitroglicerina. Traições a vista.
MICHELLE: Todos sabem das divergências entre a ex -primeira dama e os filhos ‘instáveis’ do ex-presidente Bolsonaro. Primeiro é o ciúme pelo poder de influência dela nas decisões do marido – segundo - a inveja - pelo espaço que ela tem conseguido no campo da política nacional e notadamente no prestigio através do PL Mulher.
GUERRA: Michelle tem seu próprio projeto político. O caminho seria disputar o Senado pelo Distrito Federal. Mas de vez em quando solta pitacos sobre a situação de candidaturas em alguns estados. Com isso gera desconforto nas lideranças regionais do PL. A manifestação apoiando a candidatura de Pollon ao Senado foi um desastre.
QUEM MANDA? Fatos desgastantes envolvendo membros da Família Bolsonaro e as declarações incríveis de Valdemar Costa Neto tem provocado espanto na classe política principalmente. Com esse quadro confuso no partido, pode haver problemas mais sérios que comprometam o projeto de governar o pais. Muito amadorismo.
NA ARQUIBANCADA: Percebe-se que o pessoal do PT local está adorando esse clima que paira no recanto adversário. Na Assembleia, os deputados petistas tem ironizado esse episódio e Zeca faz questão de frisar que o Governo do MS governa só para os fazendeiros. Enfim, o clima eleitoral chegou pra valer naquela Casa de Leis.
RADICALIZAÇÃO: É notória a postura hostil ao Governo pelo deputado Catan na Assembleia Legislativa – diferente de seu colega de PL coronel David – discreto nas manifestações. Catar caminha para viabilizar seu projeto pessoal. Sua saída do PL sinaliza isso: disputar o governo agora e a prefeitura da capital depois. Quem viver verá!
PRECAVIDOS: Pesquisas emitem sinais de alerta para alguns e animam os políticos da direita radical. Bem nas pesquisas, o ex-deputado capitão Contar tem assumido a postura de candidato ao Senado com as bênçãos de Brasília. Mas não há unidade neste grupo da direita e como sempre, a vaidade pessoal e a sede de poder atrapalham.
DÚVIDAS: Ingressando no partido NOVO, como se comportarão esses políticos ‘rebeldes’? Estarão efetivamente unidos? Qual tipo de novas lideranças conseguirão atrair para esse grupo ou partido, visando formar chapa competitiva? Vale lembrar da obrigatoriedade da proporção de 30% de candidaturas femininas e o quociente eleitoral entre 55 mil a 60 mil votos.
BATALHA: Se naquelas eleições vencidas por Riedel o número de candidatos a deputado estadual chegou a 368, no pleito deste ano, em função de vários fatores e mudanças na legislação, a previsão é que tenhamos apenas 250. Muito ou pouco? Muitos destes ‘sonhadores’ passarão despercebidos do eleitorado.
A ESPERA: A provável participação de Marquinhos Trad nestas eleições como candidato, abriria as portas para a ascensão política do contador Salah Hassan – primeiro suplente do PDT a vereança e que obteve por volta de 2.400 votos. Nesta fase de especulações de toda ordem, Hassan cuida de sua vida profissional. É ‘ brimo.’
E NA VIDA REAL? “É preciso reconhecer que o eleitor enfrenta uma dificuldade real ao tentar diagnosticar o caráter dos candidatos. No esforço pela conquista do voto, eles escondem suas fraquezas com perícia. Seus discursos são sempre altruístas, generosos, bem-intencionados. Na retórica, todos são estadistas, na prática, poucos resistem ao teste da vida real”. (Jorge Wilson S. Jacob).
Quando a justiça tem voz de mulher
André Borges (*)
Em janeiro, escrevi um artigo destacando o excelente trabalho das mulheres que atualmente integram as câmaras julgadoras do Tribunal de Justiça Estadual. Não demorou para que alguns colegas, com justa curiosidade, me perguntassem: “E as mulheres da advocacia?”. A pergunta ficou ecoando como uma convocação — e este texto nasce justamente como resposta. Mais do que uma resposta, trata-se de uma homenagem. Uma homenagem às advogadas que conheço, que admiro e que, cada uma à sua maneira, representam a força feminina no exercício do direito: Adriana Sawaris, Camila Bastos, Ellen Ferreira, Elenice Carille, Gláucia Piteri, irmãs Cantero (Adriana, Fabiana e Larissa), Kátia Claro, Kênia Fontoura, Giselle Marques, Graziele Carra, Laís Mascarenhas, Líbera Copetti, Lucy Marques, Luiza Ribeiro, Nancy de Carvalho, Noely Vieira, Olga Siufi, Renata Borges e Silmara Amarilla. Em cada uma delas reconheço qualidades que dignificam a advocacia e engrandecem a profissão.
No dia 8 de março, quando o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, somos convidados a refletir sobre os caminhos que elas abriram ao longo da história. Se a sociedade fosse um grande tribunal do tempo, as mulheres teriam em seus autos séculos de luta, perseverança e conquistas. Entre esses espaços conquistados com coragem, destaca-se a advocacia — profissão que, como uma ponte, liga o cidadão à justiça e transforma direitos escritos em direitos vividos.
No Brasil, as mulheres representam a maioria da população: cerca de 51%. Como um espelho da própria sociedade, essa presença também se projeta no universo jurídico, onde a participação feminina cresce e se consolida com cada nova geração de profissionais.
Hoje, a advocacia brasileira também é majoritariamente feminina. Mais de metade dos advogados do país são mulheres. Nos escritórios, nos tribunais, nas universidades e nas instituições públicas, elas ocupam posições de destaque, influenciam debates jurídicos e ajudam a aperfeiçoar o funcionamento da justiça.
Mas a importância dessa presença não pode ser medida apenas em números. Assim como uma boa argumentação jurídica não se sustenta apenas em estatísticas, a força das mulheres na advocacia reside sobretudo nas qualidades que levam consigo para o exercício da profissão.
Entre essas qualidades, destaca-se o sólido conhecimento técnico. As advogadas têm demonstrado elevada formação acadêmica, dedicação constante ao estudo e profundo domínio das regras e princípios jurídicos. Tal preparo transforma a advocacia em um instrumento ainda mais
Aeficiente de defesa dos direitos.
Ao lado desse rigor intelectual, surgem atributos humanos que fazem toda a diferença. A sensibilidade e a empatia permitem às advogadas enxergar além dos processos, percebendo as histórias, angústias e esperanças que existem por trás de cada causa. Afinal, antes de serem números em um protocolo, os conflitos são dramas humanos.
A cordialidade e a ética inabalável também marcam a atuação feminina. Em um ambiente muitas vezes marcado por tensões e disputas, a postura equilibrada e respeitosa funciona como uma bússola moral, lembrando que a advocacia não é apenas uma profissão, mas também um compromisso com a justiça e com a dignidade das pessoas.
Há ainda uma virtude que talvez sintetize todas as outras: a resiliência. Ao longo da história, as mulheres precisaram superar preconceitos, romper barreiras e afirmar seu espaço em ambientes tradicionalmente masculinos. Dessa trajetória nasceram a firmeza, a persistência e a coragem que hoje marcam sua atuação profissional.
Assim, celebrar o Dia Internacional da Mulher é também reconhecer a contribuição essencial das advogadas para o sistema de justiça. Com conhecimento, sensibilidade, ética e determinação, elas ajudam a construir um direito mais humano e uma sociedade mais equilibrada. E, olhando para tantas profissionais que honram diariamente a beca invisível da advocacia, fica claro que a justiça se torna mais completa quando é iluminada pela inteligência e força das mulheres.
(*) Sócio-fundador do escritório André Borges Advocacia. Formado pela FUCMAT (atual UCDB). Mestre em Direito Constitucional pela PUC/SP. Professor universitário, de graduação e pós-graduação em direito. Foi Juiz Eleitoral (substituto e titular) do Tribunal Eleitoral do Mato Grosso do Sul. Atuou como Conselheiro da OAB/MS, presidindo a Comissão de Exame da Ordem; tendo sido Secretário-Geral da Escola Superior de Advocacia. Indicado pela OAB/MS, compôs, como membro titular, em diversas oportunidades, Bancas Examinadoras de Concursos para ingresso na Magistratura Federal e Estadual, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. É autor do livro “Competências Legislativas dos Estados-membros” (Ed. RT) e coautor das obras “Dicionário Brasileiro de Direito Constitucional” (Ed. Saraiva) e “Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul – Comentada”, com publicações de estudos jurídicos em revistas especializadas.
A desigualdade começa antes do salário
desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho não começa no salário — começa muito antes, na forma como cargos, oportunidades e trajetórias são distribuídos ao longo da carreira. Homens seguem majoritariamente concentrados nas posições de maior poder e remuneração, enquanto mulheres ainda enfrentam barreiras mais sutis — e, por isso mesmo, mais difíceis de identificar e combater — no acesso a esses espaços. Quando olhamos apenas para a diferença salarial, estamos observando o efeito final de uma engrenagem que já opera de forma desigual há anos.
Renata Seldin (*)
Essa engrenagem é, em grande parte, invisível. Ela se move pelas decisões cotidianas que raramente são formalizadas. Quem é considerado pronto para uma promoção? Quem recebe os projetos que dão visibilidade? Quem é percebido como liderança natural? Quem precisa provar mais — e por quanto tempo — antes de ser reconhecido? E, sobretudo, quem está tomando as decisões? A desigualdade se sustenta nesses critérios subjetivos de avaliação, nas dinâmicas informais de networking e em percepções que, muitas vezes, passam despercebidas até mesmo por quem as reproduz. Ao final do processo, o salário apenas consolida uma trajetória que já estava desigual desde o início.
Em um esforço para reduzir esse cenário, foi sancionada a Lei nº 14.611/2023, que trata da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres. A lei não inaugura esse direito, porque ele já está previsto desde a Constituição de 1988. Seu avanço está em exigir transparência: empresas com mais de 100 funcionários devem coletar, organizar e divulgar dados sobre remuneração, com recortes de gênero e raça. Com isso, espera-se que, pela primeira vez, a desigualdade deixe de ser apenas uma estatística ampla e passe a ser visível — e formalmente reconhecida — dentro de cada organização. Mas é justamente aqui que emerge uma tensão central. Ao mesmo tempo em que a transparência representa um avanço, ela também abre espaço para um risco relevante: o de a lei ser tratada apenas como mais um exercício de conformidade. Na prática, especialmente na era ESG, muitas empresas publicam seus relatórios, cumprem prazos e atendem às exigências legais, mas sem avançar na análise crítica dos dados ou na revisão das estruturas que os produzem. A divulgação passa a ser um fim em si mesma.
Isso levanta uma questão incômoda: publicar dados é suficiente para ser transparente? Porque transparência, na prática, não é apenas tornar o número público — é explicar o gap e, principalmente, assumir o que será feito com ele. Sem esse segundo movimento, a divulgação corre o risco de apenas formalizar a desigualdade, sem enfrentá-la. Essa lógica é confortável porque mantém a discussão na superfície. Ao divulgar os relatórios, as empresas se colocam em conformidade. Mas os relatórios mostram o resultado, não necessariamente os mecanismos que sustentam a desigualdade. E esses mecanismos continuam
operando. Estão nos critérios informais de promoção, na distribuição desigual de oportunidades, na forma como potencial e liderança são reconhecidos ou não. Sem enfrentar essa camada mais profunda, a transparência se reduz a compliance e corre o risco de apenas tornar a desigualdade mais visível, sem de fato reduzi-la. Outro ponto frequentemente negligenciado é o impacto da parentalidade. O cuidado com os filhos ainda é, em grande medida, tratado como uma responsabilidade feminina. Isso se traduz em penalizações explícitas ou implícitas ao longo da carreira: menor acesso a projetos estratégicos, questionamentos sobre disponibilidade, desaceleração no ritmo de crescimento, ausência de redes de apoio e critérios pouco ajustados à realidade de quem exerce o cuidado. Enquanto essa dinâmica não for enfrentada de forma estrutural, a desigualdade tende a se perpetuar, independentemente do nível de transparência salarial adotado pelas empresas. Há também uma armadilha recorrente na forma como o tema é abordado: a individualização do problema. Com frequência, a solução é apresentada como uma questão de comportamento da mulher — negociar melhor, se posicionar mais, planejar a carreira de forma estratégica. Embora essas ações tenham seu valor e possam gerar avanços na esfera individual, elas não são suficientes para corrigir distorções que são sistêmicas. Quando o sistema é desigual, exigir adaptação individual não resolve o problema; apenas redistribui o esforço, mantendo a estrutura intacta. As empresas que começam a avançar de forma mais consistente são aquelas que reconhecem esse caráter estrutural. Não tratam a equidade como uma pauta periférica ou exclusivamente de recursos humanos, mas como uma decisão de gestão. Isso implica revisar critérios de promoção, reduzir subjetividades nos processos de avaliação, monitorar indicadores de diversidade com o mesmo rigor aplicado aos indicadores financeiros, criar estruturas de apoio relacionadas à parentalidade e responsabilizar lideranças por suas práticas e resultados. Mais do que cumprir uma exigência legal, trata-se de enfrentar as engrenagens que produzem a desigualdade.
A Lei nº 14.611/2023 inaugura um novo momento ao tornar visível o que antes era, em grande parte, opaco, embora amplamente sentido pelas mulheres. Mas visibilidade, por si só, não transforma. O desafio real está em ir além da publicação de dados e enfrentar as estruturas que os produzem. Porque a desigualdade não começa no salário — e, por isso mesmo, não será resolvida apenas nele.
(*) Renata Seldin é mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação, com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão. Autora de “As perdas no caminho: em busca de uma família”, ministra palestra sobre temas relacionados à igualdade de gênero no ambiente de trabalho e ao planejamento familiar.
Guerra entre Irã e Estados Unidos já pressiona custo da comida no Brasil
Conflito no Oriente Médio encarece fertilizantes, fretes marítimos e diesel, e efeito ao consumidor pode aparecer nos próximos meses
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O conflito entre o Irã e os Estados Unidos, que eleva a tensão em todo o Oriente Médio, já começa a aumentar os custos da produção agrícola brasileira e pode encarecer os alimentos para o consumidor nos próximos meses, alertam economistas. Desde os primeiros dias de guerra, os preços de fertilizantes subiram no mercado internacional, o frete marítimo ficou mais caro com o fechamento do estreito de Ormuz e o petróleo, base para o diesel, passou a preocupar produtores rurais e transportadores.
A agricultura brasileira depende fortemente de fertilizantes importados, e uma parte importante da matéria-prima vem do Oriente Médio, região responsável por grande fatia das exportações globais de ureia e amônia. Com o conflito, fornecedores reduziram ofertas, interromperam vendas para reavaliar preços e alguns produtores locais diminuíram a produção por medo de não conseguir escoar a mercadoria.
“O impacto nos preços foi instantâneo e severo, com altas de cerca de 10% a 12% em apenas um dia”, relata o analista Tomás Rigoletto Pernías. No Brasil, o efeito mais forte tende a aparecer nas safras plantadas a partir do segundo semestre, quando os produtores voltam a comprar grandes volumes de adubo. O fechamento do estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, também encarece o transporte de cargas. Navios que levam e trazem produtos do Brasil precisam ser redirecionados, o que aumenta custos de frete, seguros e tempo de viagem. Isso afeta tanto as importações de insumos agrícolas quanto as exportações de alimentos, como frango, carne bovina e açúcar.
“As novas rotas são mais demoradas e caras, e as empresas de navegação já aplicam uma ‘taxa de guerra’ para cobrir seguros e custos extras”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.
Prisões, bloqueio bilionário e decisão do STF marcam casos Vorcaro e Lulinha
Operação
Compliance Zero volta a prender banqueiro e Flávio Dino suspende quebra de sigilo de amiga de Lulinha na CPI do INSS
A nova fase da Operação Compliance Zero e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcaram o noticiário político e policial desta semana em Brasília. Na última quarta-feira (4), a Polícia Federal prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo, e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra aliados, enquanto o ministro André Mendonça determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens dos investigados. No mesmo dia, em outro caso sensível ao governo, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovada em bloco pela CPI do INSS. No caso Vorcaro, além do banqueiro foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, que atuaria monitorando “adversários” do empresário. A PF investiga uma suposta organização crimino-
sa responsável por invasão de sistemas, ameaça a autoridades, corrupção e lavagem de dinheiro, além de um esquema de mesadas a dirigentes do Banco Central para favorecer o Banco Master. Ex-diretores do BC Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza foram afastados por decisão judicial e também são alvo de buscas. As defesas de Vorcaro e Zettel afirmam que eles sempre colaboraram com as investigações e negam as acusações. As apurações também alcançam mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que indicam trocas de recados, em novembro de 2025, com o ministro Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, por meio de imagens de anotações enviadas com visua-
lização única em aplicativo de mensagens. No chamado “caso Lulinha”, Flávio Dino acolheu argumento da defesa de Roberta Luchsinger e apontou violação ao devido processo na sessão da CPI do INSS que aprovou, de uma só vez, 87 requerimentos, entre eles quebras de sigilo de Lulinha, de Roberta e de outros investigados. O ministro ressaltou que comissões parlamentares de inquérito têm poderes de juiz, mas precisam justificar de forma individual cada medida invasiva. Dino determinou que, se dados já tiverem sido enviados aos senadores, fiquem sob sigilo na presidência do Senado até que o plenário do STF analise o mérito da ação. A decisão aumenta a tensão em tor-
no da CPI, que já vinha em clima de conflito após governistas contestarem a forma como o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, conduziu a votação, contestação que foi rejeitada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ao longo da próxima semana, a expectativa é que a PF avance na análise das provas digitais e dos fluxos financeiros ligados a Vorcaro e seus aliados, o que pode resultar em novos desdobramentos judiciais e eventuais denúncias à Justiça. No STF, André Mendonça deve seguir examinando pedidos relacionados à Operação Compliance Zero, enquanto o caso Roberta Luchsinger pode ser levado ao plenário, definindo os limites de atuação de CPIs sobre sigilos de investigados.
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Banqueiro Daniel Vorcaro é levado pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero, enquanto mensagens trocadas com ministro Moraes foram descobertas pela PF
Navios cargueiros em rota internacional e lavoura de grãos no Brasil; alta de fertilizantes, fretes e diesel já eleva o custo de produção e preocupa o campo
Salineiro se opõe a pacote de benefícios de R$ 38,5 milhões ao Consórcio Guaicurus
Vereador vota contra subsídio e isenção de ISS e diz que qualidade do transporte coletivo não justifica novas vantagens ao sistema
A votação que garantiu novos benefícios ao Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, não teve apoio unânime na Câmara Municipal. O vereador André Salineiro (PL) foi um dos três parlamentares que se posicionaram contra os projetos que autorizam subsídio financeiro e isenção de imposto ao sistema, movimento que ele justifica pela insatisfação recorrente dos usuários com o serviço prestado.
Pelos textos aprovados, o consórcio terá direito a R$ 28.016.252 em subsídios ao longo de 2026, além de R$ 10.541.152 em isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). Na prática, são cerca de R$ 38,5 milhões em vantagens econômicas. A proposta da Prefeitura é usar esses recursos para tentar conter reajustes na tarifa de ônibus e manter o equilíbrio financeiro do contrato.
Salineiro lembra que, em mandato anterior, chegou a apoiar a isenção como “voto de confiança” ao sistema, justamente para evitar aumento na
passagem. Agora, porém, afirma que o cenário mudou. Segundo ele, o nível de serviço não acompanhou o volume de benefícios concedidos ao consórcio nos últimos anos, o que tornou insustentável a manutenção desse apoio.
O vereador diz basear sua posição nas reclamações diárias que recebe da população, que vão de longas esperas nos pontos à precariedade de estruturas em terminais e à falta de conforto nos ônibus. “A população reclama todos os dias do tempo de espera, da situação dos pontos e dos terminais e da qualidade do serviço. O vereador precisa ouvir as pessoas. Não tem como votar a favor de subsídio e isenção enquanto o serviço não melhora”, afirmou. Mesmo vencido na votação, Salineiro afirma que manterá a fiscalização sobre o transporte coletivo, acompanhando de perto as queixas dos usuários e cobrando melhorias. A expectativa é que, com os novos recursos garantidos ao consórcio, se intensifique também a pressão por mudanças concretas na oferta do serviço.
Coronel David aciona OAB e pede respeito a garantias humanitárias para Bolsonaro
Coronel David solicita que Comissão de Direitos Humanos acompanhe processo e avalie eventuais medidas restritivas à luz da idade e do estado de saúde do ex-presidente
Em meio ao clima de acirramento político no país, o deputado estadual Coronel David (PL) protocolou, nesta semana, um requerimento na Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pedindo que o órgão acompanhe institucionalmente o processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar não trata do mérito das acusações, mas pede que qualquer medida restritiva considere a idade de 70 anos do ex-chefe do Executivo e o histórico de cirurgias e complicações gastrointestinais decorrentes do atentado sofrido em 2018. No documento encaminhado à presidente da comissão, Silvia Virginia Silva de Souza, o deputado argumenta que decisões que desconsiderem essas condições podem afrontar princípios constitucionais e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Ele cita a dignidade da pessoa humana e a proibição de tratamento cruel ou degradante, previstas na Constituição Federal, além do artigo 318 do Código de Processo Penal, que permite
Tereza Cristina ganha força como nome para vice de Flávio Bolsonaro
Senadora é vista por Valdemar Costa Neto como peçachave para atrair voto feminino e selar aliança entre PL e PP em 2026
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) aparece hoje na primeira linha das articulações para ser candidata a vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026. Na cúpula do PL, o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, tem repetido a aliados que ela reúne qualidades políticas e eleitorais para compor a chapa, com destaque para a capacidade de diálogo com o empresariado e o simbolismo de uma mulher na vice, visto como importante para reduzir a rejeição no eleitorado feminino. Valdemar já avisou que o partido vai encomendar pesquisas para testar nomes para a vice, mas, entre os cotados, dois aparecem à frente: Tereza Cristina e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Zema é considerado o preferido de Flávio por garantir um palanque robusto em Minas, estado decisivo em eleições nacionais. Mesmo assim, o dirigente do PL não esconde a preferência pela ex-ministra da Agricultura, lembrando que tentou emplacá-la como vice de Jair Bolsonaro em 2022, em lugar do general Braga Netto, que, na avaliação dele, “não agregaria votos”. O argumento de gênero voltou com força nas conversas internas. Aliados de Valdemar defendem que a presença de Tereza Cristina na chapa aju-
Bancada
daria a melhorar a imagem da campanha entre as mulheres e a sinalizar renovação, além de consolidar uma aliança com o PP, comandado por Ciro Nogueira, partido que ainda negocia federação com o União Brasil. A senadora também mantém trânsito no agronegócio e em setores empresariais, o que é visto como um ativo importante para a arrecadação e a formação de palanques regionais.
Ao mesmo tempo, o PL não descarta outras composições, inclusive uma chapa pura, apenas com nomes do próprio partido. Para evitar desgastes prematuros, Valdemar e Flávio adotam cautela: a ordem é ouvir aliados, testar cenários e não anunciar nomes antes da hora. A avaliação interna é que a eleição tende a ser apertada, com diferença de votos similar à de 2022, e que detalhes como o perfil do vice podem ser deci-
do Estado atua em
bloco
sivos na reta final. Nos bastidores, além das pesquisas anunciadas por Valdemar, há uma busca silenciosa por novas alternativas que possam surgir até o início oficial da campanha. Ainda assim, hoje, Tereza Cristina e Romeu Zema seguem como as opções mais concretas, com a senadora em posição cada vez mais destacada nas conversas sobre quem dividirá a chapa presidencial com Flávio Bolsonaro.
e
reforça apoio à nova estrutura da segurança pública
substituir prisão preventiva por domiciliar em casos de grave debilidade de saúde. Coronel David também recorre a parâmetros internacionais de proteção, como as Regras de Mandela, da ONU, e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que orientam os Estados a levar em conta idade avançada e necessidade de cuidados médicos especializados na definição do regime de custódia. O requerimento apresenta três pedidos objetivos à OAB Nacional: informar se o caso já está sendo monitorado sob a ótica dos direitos humanos; emitir um parecer técnico sobre a compatibilidade de eventuais restrições rigorosas com os padrões nacionais e internacionais; e adotar providências institucionais, caso sejam identificadas falhas na garantia de assistência médica adequada. “A aplicação da lei deve ser rigorosa, mas jamais divorciada da dignidade”, registra o parlamentar no texto, ao tentar deslocar a discussão do campo puramente político para o debate institucional sobre o tratamento de qualquer investigado em situação semelhante.
Oito federais do Estado votaram juntos pela PEC que cria sistema integrado, novos fundos e amplia atribuições de forças policiais
A bancada federal de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados atuou de forma conjunta na votação da PEC da Segurança Pública, aprovada em dois turnos na última quarta-feira (4). Todos os oito parlamentares do Estado deram voto favorável ao texto, que obteve 487 a 15 no primeiro turno e 461 a 14 no segundo, e agora segue para análise do Senado. A favor da proposta se po-
sicionaram Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende (PSDB), Camila Jara e Vander Loubet (PT), Luiz Ovando (PP), além de Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira (PL). A PEC inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, com a missão de integrar a atuação de União, estados, Distrito Federal e municípios no combate ao crime organizado, reforçando a coo-
peração entre forças policiais e órgãos de segurança. O texto também passa a prever, na Constituição, o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, com a obrigatoriedade de que metade dos recursos seja transferida diretamente a estados e municípios. A medida é vista como forma de garantir mais dinheiro para ações na ponta, como compra de equipamentos, treinamento de agentes e melhorias em presídios. A proposta amplia ainda as funções da Polícia Rodoviária Federal, que poderá atuar em rodovias, ferrovias e hidrovias federais, além de apoiar polícias estaduais quando houver solicitação de governadores. Outra novidade é a permissão para que municípios criem polícias de natureza civil voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário, desde que comprovem capacidade financeira, cumpram normas nacionais de formação e sejam avaliados periodicamente. O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), retirou do texto a redução da maioridade penal, que deve ser debatida em outra proposta. A PEC também destina parte da arrecadação das apostas esportivas, as chamadas bets, ao financiamento da segurança pública, com repasses graduais aos fundos nacionais.
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A senadora Tereza Cristina: parlamentar do PP é hoje um dos nomes mais fortes para a vice
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Posicionamento de André Salineiro contra os benefícios ao Consórcio Guaicurus recoloca em debate o custo e a qualidade do transporte coletivo.
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Representantes de Mato Grosso do Sul durante sessão no plenário da Câmara; bancada votou em conjunto pela PEC que redesenha a segurança pública no país
PL crava que Estado não terá espaço para a esquerda nas eleições deste ano
Após encontro em Brasília, Flávio Bolsonaro reforça apoio a Riedel, chancela liderança de Azambuja e aponta MS como pilar da estratégia nacional do partido
Mato Grosso do Sul foi colocado no centro do discurso nacional do PL na última semana. Após reunião reservada em Brasília com lideranças do Estado, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que “Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda” e indicou que o partido trabalha para transformar o Estado em vitrine do projeto conservador nas eleições de 2026. O encontro, que durou cerca de uma hora e meia, reuniu Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho, o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja — que preside o PL em Mato Grosso do Sul — e o secretário estadual de Governo, Rodrigo Perez. Segundo participantes, a palavra de ordem foi unidade: a direção nacional bateu o martelo pelo apoio à reeleição de Riedel e pela manutenção de Azambuja como principal articulador político do partido no Estado, em linha com acordo
firmado anteriormente por Jair Bolsonaro. Logo depois da reunião, Flávio divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado de Riedel, Azambuja e Valdemar, no qual exaltou o “time” sul-matogrossense e o apresentou como um dos pilares da estratégia nacional do PL. O senador elogiou a gestão de Riedel, classificando-a como “excepcional”, e chamou Azambuja de “craque” na articulação política local, reforçando que a unidade do grupo em Mato Grosso do Sul estava preservada. No discurso, Flávio procurou vincular o alinhamento em MS ao roteiro de campanha que pretende levar ao país. Ele afirmou que o partido aposta em um “time unido, pronto para o combate” para liderar o que chamou de “reconstrução e retomada do Brasil”, mensagem que deve orientar a narrativa do PL até 2026. Nesse contexto, o Estado foi apresentado como exemplo de convergência entre governo local, direção partidária e projeto presidencial. O recado final foi dirigi-
do diretamente ao eleitorado sul-mato-grossense, com tom de convocação. Ao projetar o papel do Estado na eleição,
Flávio Bolsonaro disse estar “muito confiante” de que Mato Grosso do Sul ajudará o PL na “retomada do país” e concluiu
João Henrique Catan rompe com PL e diz que direita foi escanteada em MS
Deputado anuncia saída do partido em discurso na Assembleia e sinaliza que buscará novo rumo para disputar espaço no campo conservador
Mais um capítulo na direita sul-mato-grossense. O deputado estadual João Henrique Catan (PL) anunciou na quintafeira (5) em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, que deixará o Partido Liberal. Falando ao presidente da sessão, aos colegas e à militância conservadora, o parlamentar afirmou que o campo de direi-
ta em Mato Grosso do Sul vem “perdendo o seu protagonismo” e sendo “escanteado” dentro da sigla. Catan disse enxergar hoje uma “falta de ânimo” e de “conexão” no PL, citando um vídeo recente com lideranças do partido como exemplo desse desgaste interno. Segundo ele, militantes e lideranças de
Assembleia Legislativa indica Zeca do PT e Mochi para acompanhar implantação da Rota Bioceânica
Deputados representarão o Legislativo sul-mato-grossense em comitê que discute regras, gestão e avanços do corredor entre Atlântico e Pacífico
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul passou a ter participação direta nas decisões sobre a Rota Bioceânica, corredor que vai ligar o Atlântico ao Pacífico passando pelo Estado. Publicação no Diário Oficial desta sexta-feira (6) designou o deputado Zeca do PT como representante titular da Casa no Comitê Estadual da Rota Bioceânica, tendo o deputado Junior Mochi (MDB) como suplente, ambos com mandato de dois anos.
O período de atuação dos parlamentares está previsto para ocorrer entre 14 de fevereiro de 2026 e 14 de fevereiro de 2028. Nesse intervalo, caberá à dupla acompanhar as reuniões do comitê, apresentar posições do Legislativo e participar das discussões sobre o modelo de organização e de governança da nova rota. O colegiado foi criado pelo Decreto Estadual nº 16.366, de 2024, e reúne representantes de diferentes órgãos públicos e instituições ligadas à infraestrutura, planejamento e desenvolvimento regional.
A Rota Bioceânica integra um amplo projeto de logística internacional que pretende encurtar caminhos e reduzir custos no transporte de mer-
cadorias entre o Brasil e outros mercados. O traçado parte de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, atravessa o Paraguai por cidades como Carmelo Peralta, Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, segue pela Argentina, passando por Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta, e chega ao Chile pelo Passo de Jama.
Do lado chileno, o corredor se conecta aos portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, abrindo acesso ao Oceano Pacífico. Com isso, produtos brasileiros terão um caminho mais curto para chegar a países da Ásia, da Oceania e à costa oeste dos Estados Unidos, o que pode tornar as exportações mais competitivas. Além do impacto direto na logística de exportação e importação, o governo estadual aposta que a rota vai aprofundar a integração econômica entre os países sul-americanos envolvidos, com Mato Grosso do Sul em posição estratégica no mapa.
A presença formal da Assembleia no comitê é vista como forma de garantir que os interesses do Estado e da população sejam considerados em cada etapa da implantação do corredor.
direita no Estado teriam sido “utilizados ou subaproveitados” ao longo do tempo, o que teria contribuído para esvaziar o papel do grupo nas decisões políticas locais. Ao comunicar que “deixaria as fileiras do Partido Liberal para encontrar um novo caminho para Mato Grosso do Sul”, o deputado indicou que pretende reorganizar sua atuação fora da estrutura do PL. Nos bastidores, a avaliação é de que Catan deve se filiar ao partido Novo e se colocar como pré-candidato ao governo estadual, movimento que ainda não foi oficializa-
do por ele, mas é tratado como provável por aliados. No encerramento do discurso, Catan fez um aceno direto ao eleitorado conservador, afirmando que continuará aberto ao diálogo com esse segmento em sua futura trajetória partidária. “À direita, todos aqueles que queiram verdadeiramente lutar, perseguir os objetivos e ideais que acreditam, terão espaço junto conosco”, declarou, reforçando a intenção de manter-se como uma referência no campo da direita em Mato Grosso do Sul, agora fora do PL.
reafirmando a linha política que marcou o encontro em Brasília: para o partido, o cenário desejado em 2026 é um
MDB tende à neutralidade e deve liberar Estados na eleição presidencial
Pressionado por diretórios estaduais, partido de Baleia Rossi mira palanques regionais e evita fechar apoio nacional a Lula
Pressionado por um manifesto assinado por dirigentes de 17 diretórios estaduais, o MDB caminha para adotar postura de neutralidade na eleição presidencial de outubro e liberar cada Estado para escolher o próprio palanque. O presidente nacional da sigla, deputado Baleia Rossi (SP), admitiu que a tendência é não fechar um apoio formal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e preservar a autonomia regional das lideranças emedebistas. A decisão final será tomada na convenção nacional, prevista para ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto. Segundo Baleia, o partido precisa refletir a diversidade do país e evitar impor uma posição única em um cenário político fragmentado. Ele destacou que o Brasil é “continental”, com realidades sociais e políticas distintas, e defendeu a “harmonia e pluralidade”
interna como condição para manter a unidade do MDB. Os dirigentes que foram a Brasília argumentaram que um alinhamento automático ao Planalto poderia dificultar alianças locais, especialmente em Estados governados por forças de centro ou de direita, onde há resistência à chapa petista. O manifesto pela neutralidade expôs mais uma vez a convivência de correntes diferentes dentro do MDB. Mesmo com figuras próximas ao
governo Lula, como o senador Renan Calheiros (AL) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o partido abriga grupos com leituras diversas sobre a sucessão presidencial. A direção nacional tenta administrar essas diferenças para evitar um racha às vésperas da eleição, repetindo a estratégia adotada em pleitos anteriores, quando emedebistas estiveram em palanques distintos pelo país.
Baleia Rossi ressaltou que, neste momento, a prioridade
é montar palanques competitivos nos Estados e reforçar a presença do MDB em governos regionais e no Congresso Nacional. De acordo com ele, a sigla pretende lançar de 8 a 10 candidatos a governador, trabalha com cerca de 15 nomes para o Senado e projeta eleger pelo menos 55 deputados federais. A janela partidária, que deve provocar intensa movimentação de parlamentares, também entra nesse cálculo.
MS fechado à esquerda e consolidado como um dos principais redutos da direita no mapa eleitoral brasileiro.
Discurso de João Henrique Catan marca rompimento com o PL e recado direto à militância de direita em Mato Grosso do Sul
Declarações de Flávio Bolsonaro e o alinhamento com Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja reforçaram o discurso de que Mato Grosso do Sul será vitrine do projeto do PL contra a esquerda
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Baleia Rossi conduz o MDB para uma posição de neutralidade na disputa presidencial e aposta em candidaturas próprias nos Estados. Simone Tebet (foto) está no meio desse impasse
Cursos do Senai ganham força com alta de empregos na construção civil
Formações técnicas garantem até 32% a mais no salário e têm 70% dos alunos empregados, em um setor que segue em expansão no Estado
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Com a construção civil em ritmo acelerado em Mato Grosso do Sul, o Senai da Construção vem ampliando a oferta de cursos para formar profissionais que o mercado não está conseguindo suprir. A carência de mão de obra especializada em áreas técnicas faz com que salários no setor cheguem a ser até 32% maiores para quem tem qualificação, de acordo com levantamento da própria instituição.
Segundo o gerente de Gestão e Negócios do Senai da Construção, Plínio Gratão, cerca de 70% dos alunos saem dos cursos já empregados. Ele explica que a metodologia é baseada no “mão na massa”, com atividades que simulam situações reais de canteiro de obras e oficinas de movelaria, garantindo aprendizado rápido e prático. As formações abrangem áreas como edificações, design de interiores, movelaria e segurança do trabalho, além de cursos de aperfeiçoamento e iniciação tecnológica.
Para 2026, o Senai mantém a graduação em Tecnólogo em Design de Interiores e está com inscrições abertas para cursos técnicos em Edificações e Segurança do Trabalho. Também há opções de aperfeiçoamento em
Aprovação de Projetos, Orçamento em Obras e Instalação de Sistemas Fotovoltaicos, assim como qualificações em Marcenaria sob Medida e Eletricista Residencial, e iniciações em Revit Básico e Formação para Piloto de Drone. Os alunos contam com acesso a tecnologias atuais, como o software Revit (BIM), hoje exigido em grande parte dos escritórios de projetos e empresas do setor. A forte procura pelas formações acompanha o desempenho da construção civil no Estado. Em 2025, o setor criou mais de 19,7 mil vagas com carteira assinada, crescimento de 61% em relação ao ano anterior, impulsionado por programas habitacionais e pelo avanço da indústria. A expectativa é de manutenção da demanda em 2026, o que reforça a importância da qualificação para quem deseja entrar ou crescer na área. Interessados em iniciar ou acelerar a carreira podem se inscrever nos cursos técnicos e de qualificação pelo site meufuturoagora.com.br. Para as graduações, o Vestibular 2026 está aberto em graduacaosenai.com. br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 99263-90.
Sinpetro-MS prevê instabilidade nas bombas com alta e oscilações do petróleo no mercado internacional
Motoristas em Mato Grosso do Sul podem voltar a conviver com oscilações mais fortes no preço dos combustíveis nas próximas semanas. A avaliação é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sinpetro-MS), que acompanha com preocupação os reflexos do aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o mercado internacional de petróleo. Segundo o sindicato, conflitos que envolvem grandes produtores ou regiões estratégicas costumam provocar forte volatilidade nas cotações do barril. Essa instabilidade é sentida em toda a cadeia de abastecimento: primeiro na compra feita pelas distribuidoras, depois na composição dos custos logísticos e, por fim, no valor cobrado ao consumidor nos postos.
Com o cenário global mais incerto, as distribuidoras já vêm ajustando seus custos de aquisição e de transporte dos
Mato Grosso do Sul abre 3,9 mil
vagas formais em janeiro, com construção e agro na liderança
Dados do Novo Caged mostram interior em destaque e jovens com ensino médio como maioria entre os contratados
Em um início de ano marcado pela recuperação do mercado de trabalho, Mato Grosso do Sul registrou saldo de 3.936 novos empregos com carteira assinada em janeiro, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número reflete a diferença entre contratações e demissões e indica expansão do emprego formal no Estado. Entre os cinco principais setores da economia, quatro terminaram o mês no azul. A construção civil foi o destaque, abrindo cerca de 2,3 mil vagas formais. Em seguida aparecem a agropecuária, com 1,7 mil novos postos, a indústria, com 286, e o setor de serviços, com 91. Apenas o comércio fechou o período com resultado negativo, ao registrar saldo de menos 513 empregos. Os números também revelam a força do interior na ge-
Saldo positivo de
ração de trabalho. Inocência liderou o ranking estadual, com 1 mil novos vínculos e um estoque total de 6,5 mil empregos formais. Depois vêm Três Lagoas (639 vagas), Chapadão do Sul (477), Costa Rica (424) e Campo Grande, que criou
410 novos postos com carteira assinada. O perfil dos contratados mostra predominância masculina e de trabalhadores com maior escolaridade. A maior parte das vagas foi ocupada por homens, com saldo de 4,1
mil postos. Pessoas com ensino médio completo concentraram cerca de 2,3 mil novas contratações, enquanto jovens de 18 a 24 anos responderam por 1,3 mil das oportunidades abertas em janeiro em Mato Grosso do Sul.
História de fazenda familiar ilustra avanço do agronegócio no Estado
Com tecnologia, integração lavourapecuária e apoio de programas estaduais, setor lidera crescimento do PIB agro no país
Da criação de gado em pasto nativo ao uso de irrigação e integração lavoura-pecuária em larga escala, a trajetória da Fazenda Cachoeirão, em Bandeirantes, ajuda a explicar por que Mato Grosso do Sul liderou o crescimento do PIB do agronegócio entre os estados em 2025. O desempenho do campo sul-mato-grossense combina investimentos em tecnologia, gestão profissional e uma política estadual voltada para apoiar quem produz. Fundada em 1952, em área de Cerrado próxima à MS245, a propriedade começou exclusivamente com pecuária. “Quando meus pais chegaram aqui, nem existia braquiária; o primeiro grande avanço veio na década de 70, com a formação das pastagens”, lembra o produtor Nedson Rodrigues. A partir de 1991, ele e o irmão assumiram a administração e, em 2005, deram um passo con-
siderado decisivo: passaram a apostar também na agricultura, mesmo em solo arenoso, adotando o modelo de integração entre lavoura e pecuária. Hoje, em 7,5 mil hectares, a fazenda mantém pecuária intensiva com ciclo completo – cria, recria, cruzamento industrial e confinamento – e boa produção de grãos.
Na lavoura, o plantio de milho, soja e feijão é reforçado por sistemas de irrigação, que elevam a produtividade. A fazenda emprega 37 trabalhadores com carteira assinada, além de terceirizados, e mantém 22% da área como reserva legal, dividindo o restante entre pastagens de alta qualidade e áreas agrícolas. “É uma gestão bem profissional, porque os negócios crescem e é preciso estar preparado. Já trabalhamos a sucessão, com filhos e sobrinhos participando da administração para continuar esse legado”, afirma Nedson. O produtor avalia que o bom momento do campo no Estado também é resultado da diversificação produtiva e de políticas públicas consolidadas. “Não dependemos de apenas dois produtos. Temos soja, milho, amendoim, laranja, o Vale da celulose e a produção de carne. Somos referência em genética e qualidade. Vejo um agro cada vez mais profissional e um futuro de crescimento”, diz. Para a nova geração, ele resume a receita em “trabalho, dedicação, informação e tecnologia”.
combustíveis. Esses aumentos, destaca o Sinpetro-MS, são repassados de forma gradual ao longo da cadeia e acabam influenciando diretamente o preço final nas bombas em Mato Grosso do Sul.
O sindicato lembra que os postos revendedores são o último elo desse sistema e também sofrem o impacto das mudanças no custo de compra, não tendo controle sobre a formação dos preços nas etapas anteriores. Por isso, variações nas tabelas repassadas pelas distribuidoras tendem a se refletir no bolso do consumidor, para cima ou para baixo.
A entidade afirma que segue monitorando a evolução do conflito e seus efeitos sobre o mercado brasileiro de combustíveis. O Sinpetro-MS também se colocou à disposição para esclarecer dúvidas da população sobre o funcionamento da cadeia de preços e a forma como são definidos os valores praticados nos postos do Estado.
Nova reprovação trava escolha de empresa para plataforma da Lotesul
Prohards é a segunda concorrente desclassificada em teste prático e licitação será retomada no dia 11, em Campo Grande
A disputa pela operação da plataforma da Lotesul continua sem vencedor. Mais uma empresa foi reprovada na etapa prática da licitação: a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda, desclassificada após Prova de Conceito (PoC) realizada na última quarta-feira (4), em Campo Grande. A decisão foi oficializada pela Secretaria Estadual de Administração (SAD) nesta sexta-feira
(6). A empresa, ligada à família Baungartner e já atuante no setor de jogos e apostas em estados como Paraná, Maranhão, Paraíba, Tocantins, Rio de Janeiro e Cuiabá (MT), havia oferecido repasse de 36,11% da receita.
Esta é a segunda concorrente barrada na fase técnica. No mês passado, a LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda também foi reprovada por não apresentar funcionali-
dade capaz de se conectar ao cofre eletrônico do governo de Mato Grosso do Sul, exigência prevista no edital. Com a nova desclassificação, a licitação prossegue com os demais participantes do pregão aberto em 23 de janeiro, quando foram apresentados lances com repasses de 35,33% e 30,99%. Os nomes não constam na publicação oficial, mas uma das empresas que seguem no certame é a Dodmax Tecnologia S/A. O edital prevê valor de R$ 51.474.339,31, correspondente à receita projetada para a operação do serviço, e estipula repasse mínimo de 14,33% ao Estado. A empresa vencedora será responsável por concentrar e validar todas as operações de venda, identificar apostadores, registrar e pagar prêmios, além de realizar o pagamento da outorga variável e dos tributos devidos, estruturando o sistema que vai sustentar as loterias da Lotesul. Após a reprovação, a SAD marcou para o próximo dia 11, às 14h, a retomada da licitação, quando será analisada a documentação e a capacidade técnica das empresas que ainda permanecem na disputa. Procurado para comentar o resultado da prova prática e a possibilidade de recurso, o representante da Prohards, Peterson Baungartner, informou que não irá se manifestar neste momento.
empregos formais em Mato Grosso do Sul em janeiro reforça o peso da construção civil, do agronegócio e das cidades do interior na geração de vagas
Oferta de cursos técnicos e de graduação do Senai da Construção impulsiona a formação de mão de obra qualificada em Mato Grosso do Sul
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A trajetória de Nedson Rodrigues e da Fazenda Cachoeirão simboliza a modernização do agronegócio e o protagonismo de MS no campo
Prefeita Adriane Lopes amarra metas de 2026 com novos contratos de gestão
Documentos firmados com Casa Civil, Segov e ParkTec reforçam compromisso com compromisso, transparência e entrega de resultados em Campo Grande
Ao atrelar metas claras ao trabalho de três áreas estratégicas da administração, a prefeita Adriane Lopes deu mais um passo para organizar a gestão de 2026. Nesta quarta-feira (4), ela assinou novos contratos de gestão com a Secretaria Executiva da Casa Civil, a Secretaria de Governo (Segov) e o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (ParkTec), estabelecendo objetivos, prazos e ações que poderão ser acompanhados pela população.
Segundo Adriane, o modelo busca garantir uma condução mais firme da máquina pública. “Nós estamos trabalhando em todas as áreas para que tenhamos uma gestão mais tranquila e eficiente. Tem medidas que são pesadas de serem tomadas, mas que nós tomamos e estamos garantindo prestação de serviço de qualidade para a população”, afirmou. A prefei-
ta destacou que todas as ações estarão sustentadas em três pilares: compromisso, transparência e entrega. Na prática, os contratos detalham metas para cada pasta. O secretário de Governo, Ulisses Rocha, lembrou que a Segov atua como secretaria-meio e tem foco direto no acesso do cidadão aos serviços. “Nossa principal meta é garantir que as pessoas tenham acesso de verdade aos serviços: que na frente da casa do morador tenha asfalto, que ele possa ir à unidade de saúde retirar o seu medicamento e ter consulta agendada em um prazo mais curto, e que os procedimentos médicos de urgência e emergência sejam mais rápidos e possam salvar mais vidas”, explicou. A secretária executiva da Casa Civil, Thelma Fernandes, ressaltou o papel de articula-
ção da pasta para que as metas saiam do papel. “Aqui nós somos um pouquinho de cada secretaria, acompanhamos e
estamos juntas de cada uma para que as necessidades da população sejam atendidas”, disse. Já no ParkTec, a direto-
ra-presidente Adriana Tozzetti reafirmou o compromisso com a inovação e com a implantação do Centro de Belas Artes,
que deve se
polo de cultura, tecnologia e empreendedorismo em Campo Grande.
Capital recalcula IPTU de 15 mil imóveis e amplia prazo de pagamento
Após decisão judicial, reajuste é limitado à inflação de 5,32% e carnês passam a ser emitidos apenas pela internet ou na Central do Cidadão
A Prefeitura de Campo Grande divulgou, na última sexta-feira (6), a lista de cerca de 15 mil inscrições imobiliárias que tiveram o IPTU 2026 recalculado. A relação saiu em suplemento do Diogrande e
atende a decisão judicial que determinou a limitação do reajuste do imposto ao índice de 5,32%, correspondente à inflação medida pelo IPCA-E. Segundo o secretário de Governo, Ulisses da Silva Rocha, os no-
vos boletos passaram a ser disponibilizados de forma on-line. Além da lista, o município publicou decreto com novas regras e prazos de pagamento do IPTU e da taxa de lixo para os contribuintes incluídos no edital. Quem optar pela cota única terá vencimento em 10 de abril de 2026 e desconto de 10% sobre o imposto e a taxa, desde que não possua débitos inscritos em dívida ativa. Também será possível par-
celar em até nove vezes, com primeira parcela em 10 de abril e vencimentos seguintes em 11 de maio, 10 de junho, 10 de julho, 10 de agosto, 10 de setembro, 13 de outubro, 10 de novembro e 10 de dezembro. Débitos de até R$ 50 deverão ser pagos de uma só vez, enquanto valores acima de R$ 450 poderão ser parcelados no limite máximo. Diferentemente de anos anteriores, os carnês não serão
enviados pelos Correios. As guias de pagamento devem ser emitidas pela internet, no site da Prefeitura, solicitadas via WhatsApp da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) ou retiradas presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, nº 2.655, no Centro. Caso o contribuinte discorde do valor lançado, poderá apresentar impugnação à Co-
ordenadoria de Julgamento e Consulta da Sefaz no prazo de 45 dias úteis a partir da publicação do edital, com protocolo por e-mail, WhatsApp ou diretamente na CAC. Para dar conta da demanda gerada pela correção dos carnês, a Prefeitura ampliou o horário de funcionamento da Central: a unidade passou a operar das 7h30 às 16h30, de segunda a sexta-feira, com atendimento ao público das 8h às 16h.
Ponto crônico de lixo terá vigilância 24h e vai virar área de convivência na Capital
Prefeitura inicia no Jardim das Hortênsias pacote de medidas contra descarte irregular, com câmeras, prisões em flagrante e espaço comunitário
Um dos endereços mais críticos de descarte irregular de lixo em Campo Grande, na região do Jardim das Hortênsias, passará a ser vigiado dia e noite e será transformado em área de uso comunitário. A Prefeitura escolheu o trecho entre as ruas Gérbera, Prímula e Tumbergia como primeiro ponto de um novo pacote de medidas para enfrentamento ao problema, que inclui monitoramento por câmeras, atuação da Guarda Civil Metropolitana e reorganização do espaço urbano. O terreno, que hoje recebe em média cinco limpezas por ano, gera um custo alto ao município: a cada ação, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos chega a
retirar de 50 a 60 caminhões de resíduos, inclusive lixo doméstico, apesar de o bairro ser atendido regularmente pela coleta. Mesmo após limpeza feita pela manhã, três pessoas foram presas em flagrante pela Guarda Civil, na terça-feira (3), jogando entulho no local. Elas foram levadas à delegacia para registro de boletim de ocorrência. Ao anunciar o reforço da fiscalização, a prefeita Adriane Lopes pediu a colaboração da comunidade. Segundo ela, o espaço será recuperado para a convivência dos moradores, com a implantação de uma horta comunitária e estudo para possível cessão da área à associação de moradores, visando à construção de um centro comunitário. “A Prefeitura faz a sua parte, mas os moradores também precisam fazer. Queremos que este lugar deixe de ser lixão e vire um espaço de encontro da própria comunidade”, afirmou. Três câmeras já foram instaladas no entorno, e a Guarda Civil atuará em regime de plantão, com apoio da Patrulha Ambiental e do setor de inteligência, informou o secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga. Os secretários Marcelo Miglioli (Infraestrutura) e Ademar Silva Júnior (Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio) destacaram que o descarte irregular reduz a qualidade de vida, representa risco à saúde e consome recursos que poderiam ser aplicados em outros investimentos, e defenderam a participação dos moradores na denúncia e na preservação do espaço.
tornar um novo
Gestão de Adriane Lopes aposta em contratos de gestão para tornar metas públicas e cobrar resultados de secretarias e órgãos estratégicos
Ações da Prefeitura no Jardim das Hortênsias combinam fiscalização permanente e criação de horta e espaço comunitário para coibir o descarte irregular de lixo
Câmara e Prefeitura vão às ruas ouvir
pedidos por asfalto e serviços nos bairros
Visitas a Guanandi, Oliveira e outras regiões expõem reclamações sobre pavimentação, drenagem, tapaburacos, iluminação e áreas de lazer
Adriane Lopes e o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto (Papy), passaram a semana circulando por diferentes bairros de Campo Grande para ouvir, diretamente dos moradores, os principais problemas do dia a dia. A comitiva, que contou ainda
com o secretário de Obras, Marcelo Miglioli, o secretário especial de Articulação Regional, Darci Caldo, e equipes técnicas, esteve em regiões como Guanandi, Oliveira, Hortência, Novo Século, José Abrão e Rua da Divisão, combinando vistoria de obras, entrega de benefí-
cios e coleta de demandas. Nos encontros com moradores de Guanandi e Oliveira, as reclamações se concentraram em infraestrutura: necessidade de manutenção de vias, serviços de tapa-buraco, melhoria da drenagem após as chuvas, reforço na iluminação pública e criação ou recuperação de áreas de lazer.
Adriane afirmou que a presença nos bairros tem o objetivo de identificar, no local, os pontos mais críticos. “Estamos aqui para entender os proble-
ACICG promove 10ª edição da Rodada de Negócios em março
Evento reunirá 35 empresas para gerar oportunidades e ampliar conexões comerciais
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) realizará, no dia 24 de março, às 18h30, a 10ª edição da Rodada de Negócios. A iniciativa reunirá 35 empresas em um encontro voltado a empresários que desejam ampliar a rede de relacionamento comercial, divulgar produtos e serviços e fortalecer sua presença no mercado local.
O evento acontecerá na sede da ACICG, localizada na Rua 15 de Novembro, 390, Centro, e é voltado a empresários de diferentes segmentos interessados em criar conexões qualificadas e identificar novas oportunidades de negócios de forma prática e organizada.
“A participação é uma oportunidade para empresários que buscam visibilidade, relacionamento e crescimento sustentável por meio de conexões estratégicas no ambiente empresarial de Campo Grande”, explica o presidente da ACICG, Renato Paniago.
A Rodada de Negócios é estruturada para proporcionar apresentações objetivas entre os participantes, favorecendo a troca de experiências, a identificação de parcerias e a captação de clientes. A dinâmica reúne 35 empresas e permite que cada uma tenha a oportunidade de apresentar seu negócio diretamente a potenciais parceiros. Participante de seis edições
da Rodada de Negócios da ACICG em 2025, a gerente de Negócios da Cooper Card, Michelle Pereira, considera o networking um dos principais ganhos para quem marca presença no encontro.
“A probabilidade de negócios é um dos principais motivos de participarmos, visto que são mais de 30 empresas reunidas em um único evento. Contatos e indicações surgem naturalmente”, afirma.
Lourenço Fattori, empresário da Fattori Investimentos Imobiliários, também já colheu frutos da participação no evento. “A ACICG tem uma capacidade grande de gerar um networking de valor, aproximando pessoas
Caravana da Castração tem 1,7 mil vagas gratuitas para cães e gatos
Parceria entre
Prefeitura e Governo do Estado amplia programa permanente de castração
Campo Grande terá, nas próximas semanas, um reforço nas ações de proteção animal. Em parceria com o Governo de MS, a Prefeitura vai receber a Caravana da Castração, que disponibilizará 1.700 vagas gratuitas para castração de cães e gatos, somando esforços ao programa permanente já mantido pelo município. A Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) acompanhará a agenda, organizando o fluxo de atendimento e orientando tutores.
Para participar, os responsáveis pelos animais devem fazer o cadastro pelo site www.sigpet.ms.gov.br. O cadastramento, porém, não garante automaticamente a vaga: é obrigatório realizar o agendamento dentro do período definido para cada região da cidade. As castrações ocorrerão entre 14 de março e 10 de abril, em estrutura montada especificamente para o atendimento da Caravana. O pacote de serviços ofe-
recido inclui, além da cirurgia de castração, a microchipagem do animal, medicação para o pós-operatório, roupinha cirúrgica, colar de proteção, suporte veterinário 24 horas e ambulância de prontidão durante os atendimentos. A proposta é garantir um procedimento seguro e completo, reduzindo riscos e facilitando a recuperação dos cães e gatos atendidos. Os períodos de agendamento on-line foram organizados por região: de 10 a 13 de março para moradores do Tarsila do Amaral; de 20 a 22 para Rochedinho; de 23 a 25 para Anhan-
duí; e de 28 a 30 para as Moreninhas. Tutores dessas áreas devem ficar atentos às datas para não perder o prazo de marcação da vaga após o cadastro no sistema. A Prefeitura lembra que Campo Grande já conta com um programa permanente de castração, que deve realizar cerca de 22 mil procedimentos em 2026. A chegada da Caravana da Castração amplia esse alcance e fortalece as políticas públicas de controle populacional de cães e gatos, prevenção de abandonos e promoção do bem-estar animal no município.
mas causados pelas chuvas, mas também para buscar soluções imediatas para as questões que causam transtornos à comunidade”, disse.
No Oliveira, o pedido mais insistente foi o asfalto nas ruas que ainda permanecem sem pavimentação. Questionada pelos moradores, a prefeita afirmou que as obras já constam no planejamento da gestão.
“As ruas que ainda não foram asfaltadas já estão no nosso planejamento. Até o final do nosso mandato, todas as
obras de drenagem e pavimentação serão concluídas”, garantiu. Ao lado dela, Miglioli e a equipe técnica avaliaram, em campo, quais intervenções podem ser executadas a curto prazo. Papy reforçou, durante as visitas, que a definição de prioridades precisa considerar a participação da comunidade, tanto na cobrança quanto no acompanhamento das obras. Nas demais regiões visitadas, a comitiva vistoriou frentes de trabalho, acompanhou servi-
ços em andamento e participou da entrega de uniformes, em ações ligadas ao cotidiano dos bairros.
Segundo a administração municipal, a agenda conjunta de Adriane e Papy nas ruas deverá se repetir em outras áreas da cidade, como forma de aproximar o poder público dos moradores e transformar as reivindicações apresentadas nas reuniões em obras e serviços que atendam, na prática, às necessidades das comunidades de Campo Grande.
A Rodada de Negócios é estruturada para proporcionar apresentações objetivas entre
que realmente querem crescer e fazer negócios. Pra mim, faz muito sentido estar presente em espaços assim, perto de gente que empreende, troca experiências e quer evoluir. Por isso,
recomendo muito a participação na Rodada de Negócios da ACICG. Vale a pena!”, enfatiza. As vagas são limitadas, com inscrição aberta para apenas um representante por empresa,
garantindo maior diversidade de participantes e ampliando as possibilidades de conexão. As inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo whats app (67) 9 9931-0993.
Após 30 anos no Horto, biblioteca municipal muda de endereço
Acervo de 30 mil livros vai para a antiga estação ferroviária até a conclusão do Centro de Belas Artes
A Biblioteca Municipal Anna Luiza Prado Bastos iniciou uma nova fase em sua história quase centenária. Depois de três décadas instalada no Parque Horto Florestal, em Campo Grande, o acervo de mais de 30 mil exemplares foi embalado em dezenas de caixas e começou a ser transferido para um novo endereço. A mudança encerra um ciclo de 30 anos no mesmo prédio e prepara a instituição para ocupar espaços considerados mais estruturados pela gestão municipal. O acervo será instalado, de forma provisória, na antiga Estação Ferroviária de Campo Grande, em um salão antes utilizado pelo Iphan, nas proximidades da Feira Central. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Valdir Gomes, a permanência no local será curta: a previsão é de que a biblioteca fique ali apenas até agosto deste ano. A estação já
havia abrigado a instituição em 1987, numa espécie de retorno temporário às origens. Encerrada essa etapa, a biblioteca passará a funcionar no futuro Centro de Belas Artes, projetado para concentrar atividades de cultura, formação e difusão artística na Capital. O espaço, cuja construção se arrasta há mais de 30 anos, foi retomado pela Prefeitura em 2025, após sucessivas paralisações. O Município contratou a empresa CR Arquitetura e Urbanismo, por R$ 8,1 milhões, para executar metade do que ainda falta para con-
cluir a obra, com previsão de entrega dessa fase até dezembro deste ano. Com a mudança, a Biblioteca Municipal Anna Luiza Prado Bastos, fundada há 98 anos, deixa o isolamento relativo do Horto Florestal para se aproximar de áreas de maior circulação e de novos equipamentos culturais. A expectativa da gestão é que a transição para a estação ferroviária e, depois, para o Centro de Belas Artes ajude a ampliar o acesso ao acervo e a reposicionar a biblioteca como referência no circuito cultural de Campo Grande.
Agenda da prefeita Adriane Lopes e o presidente da Câmara Municipal Epaminondas Neto nos bairros destaca cobranças por asfalto, manutenção de vias e melhoria dos serviços urbanos em Campo Grande
os participantes.
Mudança da Biblioteca Municipal Anna Luiza Prado Bastos marca a transição para novos espaços culturais em Campo Grande
Caravana da Castração reforça o trabalho da Subea e amplia o atendimento gratuito a cães e gatos em Campo Grande
Programa leva tratamento dentário a pessoas em situação de rua na Capital
Consultório na Rua passa a organizar, a cada 15 dias, mutirões de atendimento odontológico completo na rede pública
Foto: Divulgação
O Consultório na Rua, serviço da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) voltado à população em situação de rua, passou a incluir de forma sistemática o tratamento odontológico na rotina de atendimentos em Campo Grande. A cada 15 dias, as equipes identificam nas abordagens quem sofre com dor de dente e outros problemas bucais e organizam o transporte até unidades de saúde, onde é feito o atendimento completo.
Há anos presente nas ruas da Capital, o Consultório na Rua atua em locais com maior concentração de pessoas em vulnerabilidade, como a antiga rodoviária, Praça Aquidauana, região da Nhanhá, entorno do Bairro Tiradentes e outros pontos definidos conforme a demanda. Além de acolhimento e orientações, as equipes realizam curativos, vacinas, acompanhamento clínico e encaminhamentos, agora com um foco maior na saúde bucal, que é uma das queixas mais frequentes entre esse público.
Segundo a gerente do ser-
SUS
passa
viço, a assistente social Giany da Conceição Costa, a proposta é aproximar o SUS de quem normalmente não procura uma unidade. “A nossa missão é ir até essas pessoas, criar vínculo e mostrar que elas também têm direito ao cuidado. Muitas vezes, somos o primeiro contato delas com a rede de saúde”, afirma. O dentista André Hayakawa de Marcos explica que, após a triagem nas ruas, os pacientes são levados para a unidade para realizar raspagens, restaurações, pequenas cirurgias e, quando necessário, encaminhamentos para outras especialidades. A auxiliar de saúde bucal Marli Souza de Oliveira destaca que muitos chegam após anos convivendo com dor e desconforto. “Quando conseguimos encaminhar para o tratamento e resolver o problema, a mudança é visível, tanto na saúde quanto na autoestima dessas pessoas”, relata. Todos os atendimentos são registrados no sistema municipal, o que permite acompanhar cada caso e garantir continuidade no cuidado.
a oferecer atendimento on-line para vício em apostas esportivas
Novo serviço em saúde mental atende, por vídeo, pessoas com compulsão por jogos on-line e seus familiares, via aplicativo Meu SUS Digital
Foto: Divulgação
Pessoas com vício em apostas esportivas, as chamadas bets, passaram a contar com um canal específico de atendimento psicológico pelo SUS. Desde terça-feira (3), o Ministério da Saúde oferece teleatendimento em saúde mental para maiores de 18 anos com compulsão por jogos on-line, além de familiares e pessoas da rede de apoio, com consultas feitas por vídeo e sigilo garantido. O serviço foi criado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, dentro do Proadi-SUS, e começa com capacidade de cerca de 600 consultas mensais, com possibilidade de expansão para até 100 mil atendimentos, conforme a demanda. Cada sessão dura em média 45 minutos, o acompanhamento pode chegar a 13 encontros por pessoa, e o atendimento pode ser individual ou em grupo. A equipe é formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário.
O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital (Android,
Rede Estadual de Saúde amplia em 49% internações e reforça hospitais regionais em dois anos
Relatório da SES aponta salto na produção hospitalar e ambulatorial após investimentos no HRMS e em polos do interior
Em dois anos, a rede própria de hospitais do Governo de Mato Grosso do Sul passou a atender muito mais gente. Entre 2023 e 2025, o número de internações subiu 49,21%, saltando de 39.486 para 58.916, enquanto o valor aprovado para a produção hospitalar avançou 163,66%. Os dados constam do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (3º quadrimestre de 2025) e do Relatório Anual de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Para o secretário Maurício Simões, os números refletem diretamente os investimentos feitos na estrutura da rede própria e na reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A produção assistencial também avançou no período mais recente. Entre julho e novembro de 2025, a rede estadual registrou 9,02 milhões de procedimentos ambulatoriais aprovados, somando R$ 32,9 milhões, o que representa aumento de 75,99% na média
mensal em relação a 2023. No mesmo quadrimestre, foram 24.814 internações, com R$ 25,9 milhões aprovados, crescimento de 85,93% frente ao mesmo período de 2023. Em dezembro de 2025, o Estado contabilizava 84 estabelecimentos próprios, sendo 61 de administração pública, consolidando a rede como base do atendimento.
O avanço está ligado à ampliação de leitos críticos e à regionalização da assistência. Além da reestruturação do HRMS – que passa por reformas na UTI e enfermaria pe-
diátrica, melhorias na Central de Material e Esterilização e na área externa –, houve reforço em hospitais regionais de Dourados, Três Lagoas (Costa Leste Magid Thomé) e Ponta Porã, com expansão estrutural e compra de equipamentos. Em dezembro foi realizado leilão para concessão de serviços de apoio (“bata cinza”) por 30 anos no HRMS, prevendo aumento de 60% na capacidade de leitos. Segundo a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, essa expansão nos polos aproxima o atendimento de alta complexidade
dos municípios e reduz deslocamentos.
A execução orçamentária acompanha o crescimento da rede. No 3º quadrimestre de 2025, a SES pagou R$ 985,2 milhões, dos quais 79,24% com recursos estaduais. No acumulado do ano, o valor desembolsado chegou a R$ 2,47 bilhões. As principais despesas ficaram concentradas em outras despesas correntes (34,0%), transferências a municípios (26,5%) e pessoal e encargos (21,1%), garantindo sustentação financeira para manter e ampliar os serviços.
Médico influencer Ricardo Kores fala sobre HIV em jornada de medicina da UEMS
Infectologista conhecido nas redes sociais palestra no dia 21 de março sobre prevenção combinada do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis
iOS ou versão web). Após entrar com a conta gov.br, o usuário deve clicar em “Miniapps” e selecionar “Problemas com jogos de apostas?”. Antes de agendar a consulta, a plataforma aplica um autoteste baseado em critérios clínicos: em caso de risco moderado ou alto, o sistema direciona diretamente para o teleatendimento; em risco menor, orienta a procurar a Rede de Atenção Psicossocial, como CAPS e Unidades Básicas de Saúde. Dúvidas também podem ser esclarecidas pela Ouvidoria do SUS, no telefone 136. O ministério informa que os CAPS já registravam, nos últimos anos, entre 2 mil e 3 mil atendimentos presenciais de pessoas com problemas relacionados a jogos, e que o novo canal pretende facilitar o acesso ao cuidado, sem exposição, com proteção de dados garantida pela LGPD. Para preparar a rede, foram abertas 20 mil vagas de capacitação em parceria com a Fiocruz; 13 mil profissionais já se inscreveram e 1,5 mil concluíram o curso.
Conhecido na internet por explicar saúde sexual com linguagem direta e analogias que viralizaram entre os jovens, o médico infectologista Ricardo Kores será um dos convidados da 5ª Jornada de Medicina da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). Ele participa do evento no dia 21 de março, às 11h, com a palestra “o que todo médico precisa saber sobre a prevenção combinada do HIV e de outras ISTs”, no auditório do Bloco A, em Campo Grande.
Em vídeo divulgado nas redes sociais da jornada, Kores convocou o público para o encontro e destacou que o foco será a prevenção combinada, estratégia que envolve uso de preservativos, testagem regular, profilaxias (PrEP e PEP) e outras medidas voltadas ao enfrentamento do HIV e das in-
A atividade é organizada por estudantes de Medicina, é aberta a acadêmicos de outros cursos e terá cobrança de inscrição.
fecções sexualmente transmissíveis. A proposta é traduzir conceitos técnicos para uma linguagem acessível, aproximando o tema da rotina de futuros profissionais de saúde e de jovens universitários. Natural de São Paulo e radicado em Uberlândia (MG), onde mantém clínica e atende também por telemedicina, o infectologista ganhou proje-
ção nacional a partir de 2022, ao publicar vídeos sobre saúde sexual em que recorre a expressões populares e comparações inusitadas para explicar formas de transmissão e prevenção das ISTs. Nas redes sociais, reúne mais de 1 milhão de seguidores e acumula milhões de visualizações com conteúdos voltados principalmente ao público jovem.
Baixo Pantanal zera mortes maternas e foca agora em diagnóstico neonatal
Região registra marco histórico em 2025, reduz mortalidade infantil e amplia ações para identificar anomalias congênitas nos primeiros dias de vida
A Região do Baixo Pantanal alcançou um resultado inédito na saúde pública ao registrar zero óbitos maternos no período analisado pelo 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. O desempenho é atribuído à melhoria do pré-natal, ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e à organização da rede regional de atendimento às ges-
tantes. A região integra a Macrorregião Centro e abrange 12 municípios, como Aquidauana, Anastácio, Bonito, Jardim e Porto Murtinho, somando mais de 245 mil habitantes. Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o indicador mostra que a rede regional está funcionando de forma integrada. Ela destaca que o resultado é fruto de pré-
natal qualificado, identificação precoce de riscos e fluxos assistenciais bem definidos. Além da conquista na saúde materna, o Baixo Pantanal também apresentou queda na mortalidade infantil, consolidando melhora contínua nos cuidados com gestantes, bebês e recém-nascidos. A redução das mortes infantis na região está ligada ao acompanhamento mais rigoroso das gestantes, à qualificação das equipes e à ampliação do acesso aos serviços. O monitoramento permanente dos indicadores permite intervenções mais rápidas nos casos de maior risco e reforça a resolutividade da rede em nível regional. Na linha de cuidado materno e infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem direcionado esforços para o diagnóstico e o acompanhamento de crianças com anomalias congênitas, sobretudo nos primeiros dias de vida. Os dados apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias, período considerado decisivo para intervenções oportunas. Por isso, a ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência especializada foram definidas como prioridades.
Investimentos coordenados pela Secretaria de Estado de Saúde elevam a produção hospitalar e aproximam serviços de alta complexidade da população em Mato Grosso do Sul
Equipe do Consultório na Rua amplia o cuidado com pessoas em situação de rua ao incluir tratamento odontológico contínuo na rede municipal de saúde
Foto: Divulgação
Ricardo Kores usa linguagem simples e comparações bem-humoradas para falar de HIV e ISTs e agora leva essa abordagem à 5ª Jornada de Medicina da UEMS
Parceria entre Insted e TJMS cria centro modelo de conciliação e formação em Campo Grande
Cejusc Insted une atendimento à população, prática acadêmica e pesquisa em mediação e conciliação em iniciativa inédita no Estado
A aproximação entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Faculdade Insted ganhou formato concreto no último dia 3 com a inauguração do Cejusc Insted, em Campo Grande.
A parceria tem como diferencial a criação do Centro de Formação e Pesquisa em Mediação e Conciliação, voltado à qualificação de mediadores e conciliadores e ao desenvolvimento de estudos na área. Coordenado pela juíza Ellen Priscile Xandu, o Cejusc Insted inicia as atividades com atendimentos gratuitos em demandas das varas de sucessões e casos encaminhados pela própria faculdade. A unidade, localizada na Rua Barão de Melgaço, nº 58, também servirá como laboratório para alunos, que poderão acompanhar audiências reais e exercitar competências socioemocionais ligadas à conciliação.
A diretora da faculdade, Neca Chaves Bumlai, ressaltou que a parceria materializa a proposta pedagógica da instituição: aproximar teoria e prática desde o início da graduação. “Os nossos alunos já estudam mediação e conciliação em sala de aula e, a partir de agora, vão vivenciar isso na prática, em casos reais. Assim, desenvolvem habilidades socioemocionais essenciais, como escuta, empatia, responsabilidade social e capacidade de resolver conflitos. A Justiça não é só litígio”, defendeu.
O governador elogiou a união entre a estrutura formal do Estado e o ambiente acadêmico: “Parabéns ao Tribunal de Justiça e à Insted, que conseguem conciliar uma diretriz de Estado para a conciliação com a formação e pesquisa do curso de Direito. Certamente vão fazer a diferença para Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Aliança
Durante a solenidade, o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, destacou o papel do novo centro para mudar a cultura de litígio no país. Segundo ele, hoje há
aproximadamente 3,8 milhões de processos em andamento em Mato Grosso do Sul e perto de 90 milhões em todo o Brasil. “Nós precisamos mudar essa chave, mudar o paradigma de
OAB/MS cria escola para formar defensores das prerrogativas
Projeto em parceria com a ESA/MS terá cinco cursos voltados à proteção dos direitos profissionais de advogados na Capital e no interior
A advocacia sul-matogrossense passa a contar com uma estrutura permanente dedicada à defesa de seus direitos profissionais. A OAB/MS lançou, em parceria com a Escola Superior de Advocacia (ESA/ MS), a Escola de Prerrogativas, projeto voltado à formação técnica específica para atuação na proteção das prerrogativas da classe. O secretário-geral e corregedor-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, destacou que a iniciativa nasceu de proposição do Conselho e foi incorporada pela seccional como prioridade institucional. Segundo ele, a meta é tornar a defesa das prerrogativas “ainda mais efetiva”, com advogados preparados para agir sempre que houver violação de direitos no exercício da profissão.
O diretor-geral da ESA/MS, João Paulo Sales Delmondes, ressaltou que a Escola de Prerrogativas se alinha à missão de oferecer capacitação contínua à advocacia. A programação incluirá eventos semanais voltados tanto aos integrantes da Comissão de Prerrogativas quanto a advogados em geral, para que conheçam em detalhes seus direitos e saibam como reagir diante de impedimentos ou desrespeitos no dia a dia forense. Proposta pelo conselheiro estadual, procurador de Defesa das Prerrogativas da OAB/MS e presidente da Abracrim/MS, Caio Magno Duncan Couto, a escola inicia as atividades em abril, no auditório da ESA/MS, com cinco cursos: Formação de Defen-
sores de Prerrogativas; Prerrogativas da Advocacia Aplicadas ao Sistema Prisional; Prerrogativas e Direitos da Advogada; Prerrogativas para a Jovem Advocacia e Estagiários; e Prerrogativas Aplicadas a Instituições Militares. Caio Magno enfatiza que o foco é alcançar tanto a Capital quanto o interior, qualificando membros das comissões de prerrogativas nas subseções e fortalecendo o corpo de defensores em nível estadual. Para a OAB/ MS, a Escola de Prerrogativas representa um passo estratégico na consolidação de uma cultura de respeito à advocacia e na preparação de profissionais capazes de reagir, com técnica e segurança, a qualquer tentativa de violação de suas garantias.
atendimento ao cidadão. Em vez de esperar décadas por uma sentença, é possível buscar a porta da solução amigável, através da mediação e da conciliação”, afirmou Pavan.
RAIO-X DO CEJUSC INSTED
O QUE É:
Unidade do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), vinculada ao Tribunal de Justiça de MS. Atua com conciliação e mediação para resolver conflitos por acordo, sem processo longo na Justiça.
ONDE FICA:
Rua Barão de Melgaço, nº 58, região central de Campo Grande, dentro da Faculdade Insted.
QUE TIPOS DE CASOS ATENDE:
Prioridade para conflitos que podem ser resolvidos por acordo, como:
• divórcios e guarda de filhos
• pensão alimentícia
• cobranças em geral
• conflitos de vizinhança e outras disputas de menor complexidade
QUANTO CUSTA:
O atendimento é gratuito para a população. As sessões são conduzidas por mediadores e conciliadores capacitados, sob supervisão do Judiciário.
O QUE TEM DE DIFERENTE:
Além de atender a comunidade, o Cejusc Insted funciona como centro de formação e pesquisa em mediação e conciliação. Em parceria com a faculdade, forma novos mediadores, integra teoria e prática para alunos de Direito e incentiva estudos sobre métodos consensuais de solução de conflitos.
Magistrada da 10ª Vara do Juizado Especial assume lugar de Jaceguara Dantas, que passa a atuar no CNJ
A estrutura da cúpula do Judiciário sul-mato-grossense passa por ajustes com a ida da desembargadora Jaceguara Dantas para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para ocupar a vaga deixada por ela no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o Pleno do TJMS aprovou a convocação da juíza Eliane Freitas de Lima Vicente, titular da 10ª Vara do Juizado Especial Central de Campo Grande, que passa a atuar em segunda instância enquanto durar o mandato da desembargadora no órgão nacional. De acordo com a decisão, a juíza Eliane responderá pela 5ª Câmara Cível e pela 4ª Seção Cível do Tribunal, nas funções antes exercidas por Jaceguara. A convocação foi aprovada em sessão realizada na quarta-feira (4) e oficializada em publicação do Diário da Justiça da última quinta-feira (5). A escolha
de Eliane seguiu o critério de antiguidade na carreira, como estabelece a regra interna da Corte. Com a mudança, outro magistrado será designado para assumir a 10ª Vara do Juizado Especial Central, garantindo a continuidade dos atendimentos na unidade de origem da juíza. Já em Brasília, Jaceguara Dantas passa a dedicar-se integralmente ao CNJ, onde tomou posse em fevereiro deste ano, após indicação do Supremo Tribunal Federal e aprovação do Senado para a vaga aberta com a saída do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, do Tribunal de Justiça da Bahia. O CNJ é o órgão responsável por fiscalizar e aperfeiçoar a atuação do Poder Judiciário em todo o país, com papel estratégico na formulação de políticas e no controle administrativo da Justiça. A permanência de Jaceguara no conselho e a convocação de Eliane para o TJMS reorganizam temporariamente o quadro de magistrados em Mato Grosso do Sul, preservando o funcionamento das câmaras cíveis e a tramitação regular dos processos no segundo grau de jurisdição.
entre o Tribunal de Justiça de MS e a Faculdade Insted fortalece a cultura da conciliação e forma novos mediadores para o Judiciário
O governador elogiou a união entre a estrutura formal do Estado e o ambiente acadêmico.
Desembargador Dorival Renato Pavan, destacou o papel do novo centro para mudar a cultura de litígio.
A diretora da faculdade, Neca Chaves Bumlai, ressaltou que a parceria materializa a proposta pedagógica.
Convocação de Eliane Freitas para o TJMS garante continuidade dos trabalhos na 5ª Câmara Cível e na 4ª Seção Cível durante atuação de Jaceguara Dantas no CNJ
Iniciativa liderada por Luiz Renê Amaral, João Paulo Delmondes e Caio Magno fortalece a defesa das prerrogativas da advocacia em Mato Grosso do Sul
PAULO ROBERTO DOS SANTOS
Diretor-presidente da Energisa MS
“A Energisa tem a responsabilidade de ser o motor impulsionador da economia”
Com quase R$ 1 bilhão em investimentos previstos para 2026, empresa irá ampliar a capacidade de fornecimento de energia, melhorar a qualidade do serviço e acompanhar o crescimento econômico de MS.
Mato Grosso do Sul deve receber cerca de R$ 928 milhões em investimentos da Energisa ao longo de 2026 para expansão e modernização da rede elétrica. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Energisa MS, Paulo Roberto dos Santos, em entrevista ao jornal A Crítica. Segundo ele, os recursos serão destinados tanto à ligação de novos empreendimentos quanto à melhoria da qualidade do fornecimento de energia, com ampliação de subestações, manutenção preventiva e reforço da infraestrutura elétrica em diversas regiões do Estado.
A Crítica: MS vai receber quase R$ 1 bilhão em investimentos no setor elétrico. O que esse valor representa na prática para a população?
Paulo: É praticamente R$ 1 bilhão em investimentos. Quando falamos disso, estamos falando de modernização e ampliação da capacidade de fornecimento de energia em todo o Estado. A Energisa tem a responsabilidade de ser o motor impulsionador da economia de Mato Grosso do Sul. Metade desses recursos será destinada à ligação de novos clientes, novos empreendedores e novas indústrias, que vão gerar empregos, arrecadação e desenvolvimento para o Estado. A outra metade será usada para melhorar a qualidade dos serviços, com manutenção preventiva na rede de distribuição, ampliação de seis subestações — dobrando a capacidade delas — e construção de mais duas unidades.
A Crítica: MS vive um momento de forte crescimento econômico e recebe novas indústrias. Esses investimentos são suficientes para acompa-
nhar essa expansão?
Paulo: Mato Grosso do Sul cresce em um ritmo muito acima da média nacional, com índices entre 7% e 8% ao ano. No ano passado investimos cerca de R$ 700 milhões e, neste ano, ampliamos esse valor em quase 50% justamente para atender essa demanda crescente. Temos conversado com todos os grandes empreendedores que estão chegando ao Estado e temos dimensão clara desse crescimento. Todos serão atendidos dentro de um planejamento estruturado e alinhado com cada projeto.
A Crítica: Existe um planejamento regional para esses
A outra metade será usada para melhorar a qualidade dos serviços, com manutenção preventiva na rede de distribuição
investimentos, priorizando algumas áreas do Estado?
Paulo: Sim, existe um planejamento muito bem estruturado. Hoje, cerca de 35% a 40% dos investimentos estão sendo direcionados para a região Cone Sul do Estado, que tem apresentado forte crescimento e grande procura por novas empresas. Além disso, regiões como Inocência, Paranaíba e Cassilândia também estão no nosso foco. Maracaju, por exemplo, deve receber uma nova subestação dentro da cidade, o que vai reduzir bastante os problemas de fornecimento que encontramos hoje
naquela região.
A Crítica: Problemas no fornecimento de energia, especialmente em áreas rurais e no interior, ainda são desafios históricos. Esses investimentos podem resolver essas dificuldades?
Paulo: Mato Grosso do Sul sofre bastante com eventos climáticos extremos. Há dez anos projetávamos redes para suportar ventos de até 100 km/h. Hoje já estamos projetando estruturas para resistir a ventos de até 150 km/h. Outro ponto importante é o trabalho conjunto com as prefeituras. Cerca de 80% dos problemas estão relacionados à vegetação — árvores, cipós e galhos que atingem a rede durante temporais. Já firmamos convênios com mais de 30 prefeituras para intensificar podas e limpeza. Somado aos investimentos na modernização da rede, isso deve reduzir significativamente os problemas, principalmente nas áreas rurais.
A Crítica: Em regiões mais distantes, o restabelecimento da energia costuma levar mais tempo. Esse ainda é um dos principais desafios?
Paulo: Sim, principalmente por causa da logística e do acesso. Muitas vezes temos pontes destruídas, estradas bloqueadas ou áreas alagadas. Em alguns casos, a rede passa por regiões de mata ou locais de difícil acesso. Estamos ampliando o número de equipes e contratando novos profissionais, inclusive empreiteiros de fora do Estado, para reduzir o tempo de resposta. A falta de energia muitas vezes ocorre por fenômenos naturais, mas o nosso objetivo é diminuir o tempo de restabelecimento.
A Crítica: Existe diálogo com empresas e novos empreendimentos para antecipar a expansão da rede elétrica?
Paulo: Sim. Mantemos contato direto com a Secretaria de Infraestrutura do Estado. Quando um novo empreendimento chega, somos informados rapidamente. Isso é fundamental porque, às vezes, o empresário começa a obra e es-
Hoje, cerca de 35% a 40% dos investimentos estão sendo direcionados para a região Cone Sul do Estado
quece que a energia necessária para operar uma indústria pode levar meses para ser implantada. Também conversamos com prefeitos, sindicatos e associações rurais para identificar demandas e clientes sensíveis, como aviários e outras atividades que dependem diretamente do fornecimento de energia.
A Crítica: Com todos esses investimentos, a população pode esperar aumento na con-
ta de luz?
Paulo: Todo investimento impacta, de alguma forma, a tarifa. Mas temos uma grande preocupação em evitar aumentos excessivos. Existe também o conceito de modicidade tarifária, que considera a eficiência da empresa. Quanto mais eficientes somos, menor tende a ser o impacto na tarifa. No ano passado, por exemplo, o reajuste foi de apenas 0,54%, muito abaixo da inflação, justamente por causa da nossa eficiência.
A Crítica: A inadimplência também tem sido um problema para muitas famílias. Como a Energisa tem lidado com essa situação?
Paulo: A inadimplência é um desafio em todo o país. Por isso, reforçamos a importância da tarifa social de energia elétrica, que pode oferecer descontos de até 100% na conta. Quem possui Número de Identificação Social (NIS) ou recebe benefícios como o Bolsa Família deve procurar uma agência da Energisa e fazer o cadastro. O processo é simples e pode ajudar muitas famílias a regularizar a situação.
Paulo: Esse projeto é motivo de muito orgulho para todos nós. Ele levou energia a famílias que nunca tiveram acesso à eletricidade. Lembro de uma senhora de quase 90 anos dizendo que sempre ouviu falar de “água gelada”, mas nunca tinha experimentado. Hoje vemos escolas com crianças usando computadores, comunidades vendendo artesanato pela internet e postos de saúde funcionando com equipamentos elétricos. O projeto começou atendendo 2.700 famílias e hoje já chega a cerca de 3.300. Além disso, ele inspirou o programa Mais Luz para a Amazônia, que pode beneficiar até 20 mil famílias na região amazônica.
A Crítica: Esses investimentos de quase R$ 1 bilhão já começaram?
Paulo: Sim. Os projetos começaram em janeiro, com estudos, licenças ambientais e planejamento das obras. Já temos subestações previstas para inauguração ainda este ano. Também vamos intensificar trabalhos de limpeza de faixa e podas entre março e setembro, período mais seco, para preparar a rede elétrica antes do próximo período de chuvas.
A Crítica: Um dos projetos mais conhecidos da Energisa é o Ilumina Pantanal. Há planos para expandir essa iniciativa?
Campo Grande ajusta trânsito e começa sinalização para receber conferência mundial
Agetran coordena logística de transporte e fluxo viário para encontro internacional sobre espécies migratórias, de 23 a 29 deste mês
Às vésperas de sediar, entre os dias 23 e 29 deste mês, o maior encontro mundial de países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias, Campo Grande já começou a reorganizar o trânsito e a atualizar a sinalização nas principais vias da cidade. A preparação faz parte do esforço da Prefeitura para garantir mobilidade e segurança durante a conferência, que reunirá delegações internacionais, autoridades e especialistas na Capital.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) integra o grupo responsável pela logística do evento e coordena as estratégias ligadas ao deslocamento dos participantes. Entre as funções da agência está a ela-
boração de um plano operacional de transporte, com definição das rotas dos ônibus oficiais, de forma a garantir fluidez nos trajetos e reduzir o impacto no dia a dia do trânsito urbano. Além do redesenho das rotas, está em fase de implantação um sistema de cartões de acesso ao transporte exclusivo para os credenciados, bem como a produção de placas e sinalizações específicas indicando os caminhos para os locais oficiais da programação. O trabalho inclui estudo técnico das principais vias que serão utilizadas, para adequar o fluxo e evitar pontos de estrangulamento durante a conferência. De acordo com o diretor-presidente da Agetran, Paulo da Silva, a operação será integrada a outros órgãos municipais e estaduais. A Guarda de Trânsito terá atuação reforçada em cruzamentos e pontos estratégicos, acompanhando deslocamentos de autoridades e chefes de Estado e dando suporte às equipes de logística. Todas as ações são articuladas com os demais órgãos de segurança pública e
trânsito que permitam a Campo Grande receber o evento internacional com organização e segurança.
Foto: Divulgação
Agetran coordena logística de transporte e fluxo viário para encontro internacional sobre espécies migratórias, de 23 a 29 deste mês
Lançamentos de “Dissecado” e “Treze Mulheres” reúnem literatura e roda de conversa na Capital
Sebrae Delas 2026 abre inscrições para ajudar a fortalecer negócios comandados por mulheres
Programa de aceleração oferece três jornadas para mulheres em diferentes estágios do negócio e já impactou mais de 15 mil empreendedoras no estado
E
stão
abertas até 31 de março de 2026 as inscrições para o Sebrae Delas 2026, programa de aceleração do Sebrae/MS voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino em Mato Grosso do Sul. As interessadas devem se inscrever pelo site ms.sebrae. com.br. Criado em 2019, o Sebrae Delas já atendeu mais de 15 mil mulheres no estado e oferece capacitações, oficinas, encontros, consultorias e mentorias, com foco em competências e habilidades femininas na gestão de negócios. O programa acompanha o avanço do empreendedorismo feminino em Mato Grosso do Sul, que hoje reúne mais de 160 mil empreendedoras, o equivalente a 42% dos empresários do estado.
Pesquisa realizada em dezembro de 2025 com participantes das três jornadas apontou que 88,2% das empreendedoras se sentem totalmente ou em grande parte preparadas para atingir seus objetivos após o programa, 97% ampliaram conexões profissionais relevantes e 58,8% registraram aumento de faturamento. Para
a diretora-técnica do Sebrae/ MS, Sandra Amarilha, os dados mostram impacto direto nos negócios, com empresas mais estruturadas, mulheres mais confiantes e resultados mais competitivos.
O Sebrae Delas 2026 está organizado em três jornadas, de acordo com o momento do negócio. A Jornada Essencial, em formato híbrido, é destinada a mulheres em transição de carreira ou que estão iniciando um empreendimento, mesmo sem CNPJ. A trilha soma 67 horas de atividades, com imersões em modelagem de negócios, desenvolvimento de soft skills, encontros de negócios e mentorias individuais. O investimento é de 10 parcelas de R$ 75,30, totalizando R$ 753,00, com oferta de 100 vagas. A Jornada Premium, presencial, é voltada a empresas formalizadas lideradas por uma ou duas mulheres que desejam aprimorar a gestão, ampliar mercado e aumentar vendas. Com carga horária de 84 horas, o investimento é de 10 parcelas de R$ 233,00 (R$ 2.330,00 no total). Na modalidade Premium Duo,
para duas sócias da mesma empresa, o valor é de 10 parcelas de R$ 303,00, somando R$ 3.030,00. Ao todo, são 90 vagas. Já a Jornada Global, também presencial, é direcionada a empresas formalizadas com interesse em internacionalização, seja para exportar produtos e serviços, importar insumos e equipamentos ou
firmar novas parcerias. A trilha inclui capacitações em exportação, importação, ESG e formação de preço, consultorias especializadas, simulação de rodada internacional e missão empresarial à Argentina no segundo semestre de 2026. São 129 horas de atividades, com investimento de 10 parcelas de R$ 1.156,00, totalizando
R$ 11.559,00, e 15 vagas disponíveis. Podem participar mulheres a partir de 18 anos, residentes em Mato Grosso do Sul, com negócio estabelecido no estado ou ideia de empreendimento já definida. Para a Jornada Essencial, não é exigido CNPJ; para as Jornadas Premium e Global, é necessário CNPJ ou registro como profissional liberal ou produtora rural. As participantes precisam ter disponibilidade mínima de seis horas mensais para as atividades e mentorias, além de assinar termo de adesão no início da jornada. Para receber o certificado, é obrigatória a participação em, no mínimo, 70% das ações de capacitação.
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CADERNO LIGHT
Vozmecê se despede de Campo Grande com pocket show gratuito
Vozmecê se despede de Campo Grande no dia 13 de março com exibição de documentários e pocket show gratuito no
Evento no Teatro Aracy Balabanian, em 13 de março, marca os oito anos do duo antes da mudança para São Paulo
Campo Grande se despede do duo Vozmecê no dia 13 de março de 2026, em uma noite que reúne cinema e música antes da mudança do grupo para São Paulo. A programação, das 19h às 22h, no Teatro Aracy Balabanian (Centro Cultural José Octávio Guizzo), terá exibição de dois documentários inéditos — TropicaPolca – Produção Musical Independente no MS e Cena Alternativa MS – Geração 20 — seguida de pocket show intimista. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos pelo Sympla.
O evento encerra, em clima de celebração, um ciclo de oito anos do Vozmecê na cena musical sul-mato-grossense. Em vez de um show convencional, a despedida foi pensada como síntese da trajetória do duo: os filmes mostram bastidores, processos e personagens da música independente no Estado, enquanto o show retoma repertório que marcou a caminhada do grupo.
Formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori, o Vozmecê construiu uma identidade que mistura polca paraguaia, psicodelia, baião, rock, axé, humor e temas existenciais. Essa combinação ajudou a ampliar o alcance da música autoral alternativa em Mato Grosso do Sul e consolidou o duo como agente da cena local.
Para Namaria, a ida para São Paulo é um passo natural na formação artística. “Mudar para São Paulo significa expandir nossos horizontes como artistas. Aqui em Campo Grande aprendemos muito sobre nossa profissão, mas sinto que, lá, estarei exposta a novos ambientes que vão impulsionar meu crescimento musical. Além disso, a troca de contatos e a formação de público se tornam mais possíveis pela diversidade cultural e pela efervescência criativa da cidade”, afirma.
Fattori reforça que a mudança não rompe os laços com o Estado. “Foi em Mato Grosso do Sul que vivemos nosso amadurecimento artístico, realizamos projetos, fizemos shows importantes e construí-
Livro reúne relatos de 21 mulheres que transformaram sofrimento em propósito
Histórias de dor costumam ser vividas em silêncio. Mas algumas mulheres decidiram fazer o contrário: transformar suas experiências mais difíceis em testemunhos de coragem e esperança
Émos relações que só a música é capaz de proporcionar. Somos profundamente gratos por tudo isso. Mas, neste momento, sentimos a necessidade de conhecer um novo cenário e seguir nos profissionalizando. Estamos nos despedindo de alguma forma, mas a verdade é que sempre estaremos aqui”, diz.
Documentário ‘TropicaPolca’ mostra bastidores da produção independente - Dirigido por Namaria Schneider, TropicaPolca – Produção Musical Independente no MS tem 30 minutos e apresenta processos criativos e bastidores da produção musical independente no Estado. O filme toma como eixo o projeto TropicaPolca, descrito como álbum emblemático lançado em 2024, e discute práticas autorais, circulação de artistas e o contexto cultural que molda a música feita em Mato Grosso do Sul. A produção foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo.
‘Cena Alternativa MS Geração 20’ retrata nova geração de artistas - Com 45 minutos, o documentário Cena Alternativa MS – Geração 20, dirigido por Pedro Fattori, investiga a cena alternativa sul-mato-grossense contemporânea. O filme reúne artistas da nova geração e aborda estéticas, discursos e modos de atuação, traçando um retrato plural de um movimento que cresce mesmo diante das limitações de mercado. Entre os entrevistados estão Beca Rodrigues, Silveira, Projeto Kzulo, Dovalle, Karla Coronel e SoulRa, além de mais de 20 artistas e trabalhadores da cultura. Assim como o outro filme, o documentário também foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo. Após as exibições, Namaria e Fattori sobem ao palco para um pocket show exclusivo, descrito como íntimo e conectado aos temas apresentados nos filmes. No repertório, o duo reúne memórias de estrada, faixas de Desbunde (2020), músicas do álbum TropicaPolca (2024) e canções que marcaram a trajetória do Vozmecê na música autoral.
SERVIÇO:
DESPEDIDA VOZMECÊ – LANÇAMENTO DOS
DOCUMENTÁRIOS CENALTERNATIVA E TROPICAPOLCA
Data: 13 de março de 2026 - Horário: 19h às 22h
Local: Teatro Aracy Balabanian
Centro Cultural José Octávio Guizzo (Campo Grande)
Entrada: gratuita (retirada prévia de ingressos pelo Sympla)
Formato: exibição dos documentários + pocket show do duo Vozmecê
essa a proposta do livro “Transformadas – Vozes que a Dor não Calou”, que reúne relatos de 21 mulheres que enfrentaram desafios profundos e decidiram compartilhar suas histórias para inspirar outras pessoas.
A obra mostra que os momentos mais difíceis da vida — perdas, crises pessoais e recomeços inesperados — podem se tornar pontos de virada capazes de gerar crescimento, maturidade e novos caminhos.
Cada capítulo apresenta uma história real de superação. Juntas, essas narrativas formam um mosaico de experiências que revelam um ponto em comum: a dor pode até tentar calar, mas não consegue silenciar quem decide transformá-la em força.
O lançamento do livro aconteceu no dia 13 de novembro de 2025, na Livraria da Vila, no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, reunindo autoras e leitores em um encontro
que celebra a coragem de compartilhar histórias de vida. O evento marcou o lançamento da primeira edição da obra, que dá início a um movimento literário mais amplo.
A proposta prevê ainda o lançamento de dois novos volumes ao longo deste ano: “Lapidadas”, previsto para maio, e “Restauradas”, com lançamento programado para agosto.
Mais do que uma sequência de livros, o projeto nasce com um propósito maior: levar mensagens de esperança, fé e transformação através da escrita, mostrando que as experiências mais difíceis da vida podem se tornar em caminhos de crescimento interior.
A iniciativa busca evangelizar por meio das histórias reais de vida, inspirando pessoas a redescobrir sentido nas adversidades e a perceber que mesmo as dores mais profundas podem gerar frutos de amor, amadurecimento e esperança.
À frente deste projeto está a Dra Kamilla Moussa, médica pediatra e neonatologista, que relata em seu capítulo um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: a perda de seu filho Mateus, aos sete anos de idade.
A experiência, extremamente dolorosa, transformou profundamente sua forma de enxergar a vida. A partir desse episódio, Kamilla passou a dedicar parte de sua missão a ajudar outras pessoas a encontrar sentido mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Segundo ela, compartilhar
As autoras
• Alessandra Daros
sua história é também uma forma de mostrar que a dor não precisa ser o fim da jornada. “Existem dores que parecem impossíveis de atravessar. Mas quando encontramos sentido no sofrimento, descobrimos que ele também pode nos transformar.”
Mais do que um livro de relatos pessoais, “Transformadas – Vozes que a Dor não Calou” se apresenta como um convite à reflexão: cada história revela que mesmo as experiências mais desafiadoras podem abrir espaço para crescimento, fé e propósito.
Esposa, mãe, psicóloga e escritora
• Bruna Duarte
Esposa, mãe e proprietária da Casa Duartina
• Caroline Levino
Esposa, mãe, missionaria, terapeuta e pregadora católica
• Cristiane Marques
Esposa e mãe, CEO da empresa Ivaniza Multimarcas
• Denise Millan
Mentora de líderes, escritora e palestrante.
• Janine Almirão
Esposa, mãe, microempreendedora da costura criativa.
• Kamilla Moussa
Médica pediatra e neonatologista, escritora e palestrante. Após a perda de seu filho Mateus, transformou sua dor em missão de vida, inspirando pessoas a ressignificarem o sofrimento e encontrarem sentido nas experiências mais difíceis.
• Keilla Stefanelo
Esposa, mãe, design de interiores, escritora e comunicadora.
• Letícia Bertozzi
Esposa, mãe, advogada que atua no reconhecimento de cidadanias europeias
• Liseane Selleti
Esposa, mãe, psicóloga que ajuda pessoas na busca do autoconhecimento e da verdade.
• Luciane Magalhães
Esposa, mãe, psicóloga, mentora de desenvolvimento pessoal e inteligência emocional.
• Madeleine Zaionc
Esposa, mãe e Sócia Proprietária da Maria Dolores – CG
• Maria Fernanda
Esposa, mãe, nutricionista e diretora do grupo WND agropecuária.
• Maria Rita
Esposa, mãe, advogada, dona de casa por vocação e missão, educadora parental.
• Maria Salete
Mãe, ex – fisiculturista, resgatada pelo amor de Deus
• Myriam Padoa
Esposa, mãe de filhos no céu, Psicóloga e terapeuta.
• Natália Jacintho
Esposa, mãe e graduada em psicologia, busca viver o ordinário com amor.
• Silvana Poletto
Esposa, nutricionista, CEO da clínica SANCLIN e atleta de Triathlon
• Talita Martins
Esposa, mãe, escritora e diretora do Colégio Harmonia – CG
• Tatiana Tarifa
Esposa, mãe, terapeuta holística e escritora
• Tayna Santiago
Esposa, mãe, médica, empreendedora e mentora de mulheres
Teatro Aracy Balabanian.
Foto: Manu Komiyama
Grupo de mulheres brinda durante evento de lançamento do livro que reúne histórias de superação e propósito
À frente do projeto está a Dra Kamilla Moussa, médica pediatra e neonatologista
Lançamentos de “Dissecado” e “Treze Mulheres”
reúnem literatura e roda de conversa na Capital
Evento no Café Doce Lembrança apresentou as obras “Dissecado”, de Aaron Salles Torres, e “Treze Mulheres Contemporâneas, Treze Poemas Cada”
Na noite de 5 de março, o Café Doce Lembrança, em Campo Grande, recebeu o lançamento duplo de “Dissecado”, de Aaron Salles Torres, e “Treze Mulheres Contemporâneas, Treze Poemas Cada”, organizado por Márcia Mura.
O evento incluiu roda de conversa sobre o tema “Por que os homens sentem menos e as mulheres sentem mais?”, mediada pelos debatedores Gleda Brandão Araújo — psicanalista e presidente da Federação Brasileira de Psicanálise (Febrap -
si) — e Rafael Belo — poeta, escritor e jornalista. A poeta Gleycielli Nonato Guató, uma das autoras de “Treze Mulheres Contemporâneas, Treze Poemas Cada”, também participou da conversa e da sessão de autógrafos ao longo da noite. Entre os convidados que marcaram presença estavam Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Mato Grosso do Sul; presidente da ONG Abrigo dos Bichos e membro do Conselho Regio -
Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul Comarca de Três Lagoas 3ª Vara Cível. EDITAL DE INTIMAÇÃO – CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Edital de Intimação de Lucas Honorio Silva Prazo: 20 dias. Anderson Royer, Juiz de Direito da 3ª Vara Cível da Comarca de Três Lagoas (MS), na forma da lei, etc. Faz saber aos que virem o presente edital ou dele tomarem conhecimento que perante este Juízo e Cartório da 3ª Vara Cível, situado na Rua: Zuleide Perez Tabox, 1109, Edifício do Fórum Des. Gerval Bernadino de Souza - CEP 79601-100, Fone: (67) 3929-1700, Três Lagoas-MS - Email: trl-3vciv@tjms.jus.br, tramitam os autos de Cumprimento de sentença, autuados sob o n° 080034180.2024.8.12.0021 que Banco C6 S.A. move contra Lucas Honorio Silva, nos quais foi deferida a expedição deste edital para intimar LUCAS HONORIO SILVA, Brasileiro, Solteiro, Auxiliar Administrativo, CPF 062.129.381-48, Nascido/Nascida em 02/02/1999, natural de Castilho - SP, com endereço à Rua Coronel João Gonçalves de Oliveira, S/N, Padaria Santo Expedito, Interlagos, CEP 79640-093, Três Lagoas - MS, que encontra(m)-se em lugar incerto e não sabido, para cumprimento da sentença, no prazo de 15 dias, que consiste na obrigação de efetuar o pagamento do débito no montante de R$ 141.668,97, 03/02/2026, sob pena de penhora em tantos bens quantos bastem para a garantia da dívida. Fica, ainda, advertido de que, não o fazendo, o débito ser acrescido de multa de 10% e de honorários de advogado de 10%, como determina o artigo 523, §1º, do CPC. Fica a parte executada advertida de que, transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação. Observação: No caso de pagamento, o depósito judicial, deverá ser realizado por intermédio do site do Tribunal de Justiça de MS (www.tjms.jus.br) - Depósitos JudiciaisEmitir um Depósito Judicial - selecionar comarca- código da Subconta nº 940119). E, para que ninguém alegue ignorância, será o presente edital publicado na forma da Lei (art. 257, II, do CPC). Dado e passado nesta cidade e Comarca de Três Lagoas (MS), aos 04 de fevereiro de 2026. Eu, Livia Andrade de Queiroz, Estagiário, digitei. Eu, Marina Vilela Moreira de Queiroz Crancianinov Analista Judiciário, conferi e assinei.
nal de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul, Maria Lúcia Metello; psicanalistas Joelma Dibo, Anelise Rota e Shirley Gurgel; Neldo Peters, assessor parlamentar; publicitário Douglas de Albuquerque, entre outros.
“Dissecado” acompanha um pai em luto que expõe a dificuldade masculina de elaborar a própria dor. Já “Treze Mulheres Contemporâneas, Treze Poemas Cada” reúne 13 poetas de diferentes etnias, origens, vivências, religiões e identidades sexuais que escrevem sobre suas dores, lutas e existências. Ambos os livros são publicados pela Georgois Livros.
As obras já estão disponíveis para compra nas plataformas de vendas online e principais livrarias.
GASTRONOMIA
Campo Grande recebe 4ª edição do Coffee Festival com menus a R$ 30
Evento reúne cafeterias, confeitarias e panificadoras e terá oficinas, palestras e degustações gratuitas na Capital
Campo Grande entra na rota do Campo Grande Coffee Festival e recebe, entre 13 e 29 de março, a 4ª edição do festival gastronômico dedicado ao café. Durante o período, quase 30 estabelecimentos participantes, entre cafeterias, confeitarias e panificadoras, oferecem um menu especial com comida e bebida por preço fixo de R$ 30, além de uma programação paralela com atividades gratuitas abertas ao público. A proposta do festival é valorizar o universo do café, com opções que vão dos clássicos cappuccino e latte ao espresso, café coado, versões geladas e receitas cremosas. Para acompanhar, os menus incluem itens como sanduíches, tostadas, folheados, doces finos da confeitaria e produtos da panificação natural, ampliando o leque para quem quer experimentar combinações
diferentes sem gastar mais. Além do circuito gastronômico, a programação prevê oficinas, workshops, palestras e degustações gratuitas. Entre as atividades citadas estão o campeonato de latte art, com desenhos feitos com leite sobre o café, workshops sobre preparo de cafés especiais, oficinas de chás e também fotografia de alimentos. De acordo com a organização, o objetivo é movimentar a economia local, fortalecer o setor e incentivar o desenvolvimento do nicho gastronômico CAMPO GRANDE COFFEE FESTIVAL Data: de 13 a 29 de março Menu: comida + bebida por R$ 30 nos estabelecimentos participantes Informações, cardápio completo e inscrições para atividades: brasilcoffeefestival.com e Instagram @brasilcoffeefestival ligado ao café em Campo Grande, com ações voltadas também ao acesso do público e à profissionalização.
SERVIÇO:
FOTOS: NIVI SOUZA
Aaron Salles Torres, Gledao Brandão e Rafael Bello Aaron, Viviane Feitosa e Cláudia Morais
As psicanalistas Shirley Gurgel, Anelise Rota e Joelma Dibo
Douglas de Albuquerque, Aaron Torres e Neldo Peters
Os escritores Rafael Bello, Gleicy Guató, Aaron Torres e a psicanalista Gleda Brandão
Viviane Feitosa, Wanessa Cândido, Aaron, Gleicy e Tatiana Rosa
FOTO: DIVULGAÇÃO
Combo de café e pães de queijo integra os menus promocionais do Coffee Festival em Campo Grande
Aaron Selles e Gleycielli Nonato
CADERNO LIGHT
Discovery Sport pode ficar
R$ 60 mil mais barato em março
A Land Rover iniciou março com bônus para quem quer levar o Discovery Sport. Unidades 2024/2025 e 2025/2025 ainda em estoque podem ter desconto de até R$ 60 mil. O SUV, que tem preço oficial de R$ 448.450, pode sair por cerca de R$ 388.450. A condição vale até 31 de março, enquanto durarem as unidades disponíveis nas concessionárias.
BYD e GWM disputam mercado de
SUVs híbridos de R$ 250 mil no
Brasil
Novo Song Plus chega com motor turbo e bateria maior para enfrentar o Haval H6, principal rival da marca chinesa no país
Duas montadoras chinesas começaram uma disputa direta no mercado de SUVs híbridos no Brasil. De um lado está a BYD, com o Song Plus 2027. Do outro está a GWM, com o Haval H6 PHEV19.
Os dois modelos custam praticamente o mesmo. O Song Plus chega às lojas por R$ 249.990. Já o Haval H6 PHEV19 custa cerca de R$ 249 mil.
A nova versão do Song Plus foi apresentada em março com duas mudanças importantes: um motor turbo e uma bateria maior. A atualização é vista como uma resposta direta ao Haval H6, que já utilizava motor turbo desde o lançamento da versão híbrida plug-in, em agosto de 2024. Tamanho parecido
Os dois SUVs têm dimensões semelhantes. O BYD Song Plus mede 4,77 metros de comprimento e tem porta-malas de 552 litros.
O GWM Haval H6 mede 4,70 metros e tem porta-malas de 560 litros.
Na prática, o modelo da BYD oferece um pouco mais de espaço interno por causa do entre-eixos maior. O SUV da GWM é um pouco mais alto e tem cabine mais elevada.
Potência contra autonomia
A maior diferença entre os dois carros está no desempenho e na bateria. O Haval H6 PHEV19 entrega 326 cavalos de potência combinada, enquanto o Song Plus 2027 tem 239 cavalos.
Já na autonomia elétrica, a vantagem é da BYD. O Song Plus ganhou bateria de 26,6 kWh, que permite rodar até 99 quilômetros apenas no modo elétrico.
No Haval H6, a bateria tem 19 kWh, com autonomia de 73 quilômetros sem usar gasolina.
Equipamentos
Os dois SUVs oferecem equipamentos parecidos. Entre os itens estão:
■ faróis de LED
■ bancos de couro com ajuste elétrico
■ teto solar panorâmico
■ ar-condicionado digital de duas zonas
■ multimídia com Android Auto e Apple CarPlay
■ seis airbags
■ sistemas de assistência ao motorista, como
frenagem automática e alerta de ponto cego
O Song Plus traz ainda alguns recursos extras, como abertura do carro por cartão NFC e banco traseiro reclinável.
Disputa no mercado
A concorrência entre BYD e GWM mostra como as montadoras chinesas estão ganhando espaço no mercado brasileiro de carros híbridos.
Hoje, a escolha entre os dois SUVs passa por uma decisão simples do consumidor: mais potência, no caso do Haval H6, ou maior autonomia elétrica, no caso do Song Plus.
Modelo da BYD mira diretamente o Haval H6 PHEV19.
Song Plus 2027 chega com motor turbo e bateria maior